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Manual de MR 02 2015-03-10

Motor Cursor 9
Reparações
Trakker e Stralis E5

Trakker e Stralis E5
Motor Cursor 9

Descrição de Reparações
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Conteúdo deste manual


1 - Introdução...........................................................................................................................6
2 - Recomendações de segurança..........................................................................................7
2.1 - Alertas utilizados no manual.......................................................................................7
2.2 - Normas e padrões de segurança...............................................................................7
2.3 - Prevenção de lesões e uso de EPIs...........................................................................7
2.4 - Segurança durante a manutenção.............................................................................8
2.5 - Preservação do meio ambiente................................................................................10
3 - Códigos de identificação do motor...................................................................................11
4 - Identificações do motor....................................................................................................12
4.1 - Vistas do motor.........................................................................................................12
4.2 - Convenção Lado Direito x Lado Esquerdo...............................................................12
4.3 - Identificação de componentes..................................................................................14
5 - Especificações gerais do motor........................................................................................16
6 - Descrição dos sistemas do motor....................................................................................18
6.1 - Sistema de lubrificação.............................................................................................18
6.2 - Sistema de arrefecimento.........................................................................................23
6.3 - Sobrealimentação de ar e escapamento..................................................................25
6.4 - Sistema de combustível eletrônico (Common Rail)..................................................28
7 - Orientações gerais sobre revisão do motor......................................................................48
7.1 - Recomendações sobre limpeza do motor e das peças............................................48
7.2 - Roteiro recomendado para a desmontagem completa do motor.............................50
8 - Preparação do motor para desmontagem e montagem no cavalete giratório.................52
9 - Sistema de arrefecimento, correias e polias....................................................................55
9.1 - Correias, tensor e polias...........................................................................................55
9.2 - Ventilador, acoplamento eletromagnético e polia.....................................................57
9.3 - Bomba d´água e polia...............................................................................................57
9.4 - Tubo de sucção da bomba d´água...........................................................................58
9.5 - Polia do virabrequim e amortecedor torcional (dumper)...........................................59
9.6 - Válvula termostática (termostato).............................................................................60
10 - Alimentação de ar, escapamento e turboalimentador....................................................61
10.1 - Tubo de ligação do turbocompressor ao intercooler...............................................61
10.2 - Tubo de ligação do intercooler ao coletor de admissão.........................................62
10.3 - Linhas de suprimento e retorno de óleo ao turbocompressor................................63
10.4 - Turbocompressor....................................................................................................65
10.5 - Coletor de escapamento.........................................................................................68
11 - Sistema eletrônico de injeção de combustível................................................................70
11.1 - Filtro de combustível...............................................................................................70
11.2 - Sangria do sistema de combustível........................................................................71
11.3 - Tubulação de combustível de baixa pressão..........................................................71
11.4 - Tubo externo de alimentação da galeria Common Rail..........................................72
11.5 - Tubo interno de alimentação da galeria Common Rail...........................................72
11.6 - Tubos de envio de combustível do Common Rail aos injetores.............................73
11.7 - Tubos de retorno da galeria common rail e dos injetores.......................................74
11.8 - Bomba de alta pressão e flange.............................................................................74
11.9 - Galeria Common Rail..............................................................................................78
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11.10 - Injetores eletrônicos (eletroinjetores) e chicote....................................................79


11.11 - Alojamentos dos injetores eletrônicos: substituição..............................................84
12 - Cabeçote e válvulas e comando....................................................................................86
12.1 - Tampa dos balancins..............................................................................................86
12.2 - Balancins e eixo......................................................................................................87
12.3 - Pontes de válvula...................................................................................................89
12.4 - Árvore de comando de válvulas, placa do eixo e buchas.......................................90
12.5 - Remoção do cabeçote............................................................................................94
12.6 - Desmontagem do cabeçote....................................................................................95
12.7 - Medições, inspeções e reparação de componentes..............................................96
12.8 - Montagem, reinstalação e ajustes do cabeçote.....................................................99
12.9 - Ajuste da folga das válvulas.................................................................................101
13 - Engrenagens de distribuição e árvore de comando de válvulas..................................103
13.1 - Identificação de componentes..............................................................................103
13.2 - Tampa das engrenagens de distribuição..............................................................104
13.3 - Roda fônica e espaçador......................................................................................104
13.4 - Engrenagem do comando....................................................................................105
13.5 - Engrenagem intermediária superior.....................................................................105
13.6 - Engrenagem intermediária inferior.......................................................................107
13.7 - Montagem e ajuste das buchas das engrenagens de distribuição.......................109
13.8 - Carcaça da caixa de distribuição (escátola).........................................................110
14 - Fasagem do motor.......................................................................................................112
15 - Volante e coroa dentada...............................................................................................118
15.1 - Remoção do volante.............................................................................................118
15.2 - Substituição da coroa dentada do volante............................................................118
15.3 - Carcaça do volante...............................................................................................119
15.4 - Reinstalação do volante.......................................................................................119
16 - Sistema de lubrificação................................................................................................120
16.1 - Filtro de papel.......................................................................................................120
16.2 - Filtro rotativo.........................................................................................................122
16.3 - Sistema de respiro (blow-by)................................................................................122
16.4 - Tubo da vareta de óleo.........................................................................................123
16.5 - Trocador de calor..................................................................................................124
16.6 - Válvula reguladora de pressão.............................................................................125
16.7 - Cárter....................................................................................................................126
16.8 - Tubo pescador de óleo.........................................................................................127
16.9 - Bomba de óleo......................................................................................................127
16.10 - Esguichos de óleo (Jet coolers)..........................................................................128
17 - Bielas e pistões............................................................................................................129
17.1 - Identificação de componentes..............................................................................129
17.2 - Remoção e desmontagem....................................................................................129
17.3 - Medições e inspeções..........................................................................................130
17.4 - Montagem, reinstalação e ajustes........................................................................136
18 - Árvore de manivelas e retentores.................................................................................140
18.1 - Retentor dianteiro do virabrequim (Igrejinha).......................................................140
18.2 - Retentor traseiro do virabrequim..........................................................................141

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

18.3 - Remoção do virabrequim......................................................................................141


18.4 - Medição e controle para definição de medidas das peças...................................142
18.5 - Substituição da engrenagem de acionamento da distribuição e da bomba
de óleo............................................................................................................................152
18.6 - Montagem, ajustes e reinstalação do virabrequim...............................................152
19 - Bloco de cilindros e camisas........................................................................................155
19.1 - Remoção das camisas.........................................................................................155
19.2 - Medições nas camisas.........................................................................................156
19.3 - Instalação das camisas e ajustes.........................................................................159
19.4 - Selos de vedação do bloco...................................................................................160
20 - Acessórios e periféricos................................................................................................161
20.1 - Freio-motor...........................................................................................................161
20.2 - Compressor de ar e tubulação.............................................................................166
20.3 - Reservatório de óleo hidráulico............................................................................170
20.4 - Bomba da direção hidráulica................................................................................170
20.5 - Botoneira Stop/Start (Parada/Partida) do motor...................................................171
21 - Procedimentos finais da revisão...................................................................................172
21.1 - Retirada do motor do cavalete..............................................................................172
21.2 - Verificações após a revisão..................................................................................172
22 - Componentes eletroeletrônicos do motor: teste e manutenção...................................173
22.1 - Motor de partida....................................................................................................173
22.2 - Alternador.............................................................................................................174
22.3 - Chicote elétrico do motor......................................................................................175
22.4 - Sensores: identificação geral................................................................................176
22.5 - Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento............................................177
22.6 - Sensor de temperatura do combustível................................................................178
22.7 - Sensor de pressão do combustível na galeria Common Rail...............................178
22.8 - Sensor de pressão e temperatura do ar...............................................................180
22.9 - Sensor de pressão e temperatura do óleo lubrificante.........................................181
22.10 - Sensor de rotação..............................................................................................182
22.11 - Sensor de fase....................................................................................................183
22.12 - Resistência pré-aquecimento.............................................................................184
22.13 - Central eletrônica EDC7.....................................................................................185
23 - Especificações de montagem e ajustes.......................................................................189
24 - Especificação de torques de aperto.............................................................................195
24.1 - Torques específicos..............................................................................................195
24.2 - Tabela de torques genéricos.................................................................................199
25 - Ferramentas especiais.................................................................................................200
25.1 - Ferramenta modificada para o ajuste do motor Cursor 9.....................................204
26 - Diagnóstico de anormalidades.....................................................................................206
27 - Especificações de Biodiesel.........................................................................................209

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

1 - Introdução
Estrutura deste manual: como consultá-lo
Este manual foi elaborado com o objetivo
de proporcionar as informações neces- Com base na estrutura dos assuntos ex-
sárias para a manutenção especializada pressa pelo índice das páginas anterio-
dos motores CURSOR 9. res, observar que o manual inicia com
As informações contidas neste manual os assuntos introdutórios, com destaque
são o resultado do trabalho de parceria para a segurança, que deve ser priorida-
entre o Departamento de Assistência Téc- de sempre.
nica e a Engenharia da IVECO. Em seguida é feita uma apresentação bá-
Desta forma, as informações apresenta- sica das características do motor, desde
das expressam a realidade do projeto, codificação do modelo até a descrição
com instruções focadas para as reais ne- dos sistemas fundamentais: lubrificação,
cessidades de campo. arrefecimento, alimentação de ar e esca-
pamento e sistema eletrônico de combus-
Os serviços de reparação listados neste tível.
manual, prestados pela nossa rede de
Assistência, são de fundamental impor- Do capítulo 7 ao 21 são descritas as ope-
tância e devem ser executados somente rações de revisão do motor, com divisão
por técnicos qualificados do concessioná- por grupos de componentes, como ca-
rio, observando as instruções fornecidas beçote, arrefecimento, bloco e camisas,
e usando as ferramentas especiais. etc. Nestes capítulos são abordados as
seguintes informações, conforme aplicá-
Sempre que houver alguma dúvida sobre vel: remoção, desmontagem, reparação,
o serviço a ser executado, consultar este montagem, reinstalação e ajustes.
Manual de Serviço, que deve estar sem-
pre à disposição na oficina. Os capítulos finais apresentam as espe-
cificações de montagem e ajuste, dos tor-
Além de conservar o manual sempre em ques de aperto, o quadro de diagnóstico
condições de uso, o Departamento de de anormalidades e a relação de ferra-
Serviços deve ficar atento para as atua- mentas especiais aplicáveis ao motor.
lizações que venham a ser introduzidas
nos motores e nos manuais.

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

2 - Recomendações de segurança locais visíveis e com elementos sani-


tários adequados.
2.1 - Alertas utilizados no manual • Providenciar extintores apropriados
Ao longo do manual você encontra alertas em locais de fácil acesso, devidamen-
com um destaque visual. te sinalizados. Verificar periodicamen-
te sua eficiência e instruir o pessoal
Trata-se de instruções especiais, que tem
sobre as prioridades e métodos de in-
por objetivo enfatizar procedimentos cor-
tervenção.
retos, proporcionar segurança pessoal e
segurança ao motor e equipamentos em • Manter todas as saídas de emergên-
geral. cia livres de obstruções e claramente
marcadas.
AVISO: Esta palavra indica instruções • Deve ser estritamente proibido fumar
técnicas especiais que, se não observa- em áreas de trabalho sujeitas a risco
das, podem causar mau funcionamento de incêndio.
e eventualmente, danos ao motor. • Providenciar pontos de reunião para
evacuação dos locais, indicando ade-
quadamente as saídas de emergên-
ADVERTÊNCIA: Esta palavra indica ins- cia.
truções técnicas especiais que, se não • Dispor pôsteres, proibições e indica-
observadas, podem causar mau funcio- ções de rápida compreensão, inclusi-
namento, danos ao motor e até risco de ve em situações de emergência.
ferimentos.

ATENÇÃO! Esta palavra e o


símbolo ao lado, indicam cui- 2.3 - Prevenção de lesões e uso de
dados que, se não observadas, EPIs
podem causar danos à máquina • Usar vestimentas de trabalho e ócu-
e risco iminente de ferimentos e los de segurança adequados, sem
até morte! joias como anéis e correntes, quando
estiver trabalhando perto de motores
e equipamentos em movimento.
2.2 - Normas e padrões de seguran-
- Não usar roupas com mangas folga-
ça
das.
Esteja informado e informe a equipe da
• Usar luvas e óculos de segurança ao
legislação vigente que regula a seguran-
realizar as seguintes operações:
ça, e forneça a documentação disponível
para consulta. - Reabastecimento com fluidos anti-
congelantes;
• Informe-se e informe o pessoal sobre
as normas legais vigentes relaciona- - Troca ou reabastecimento de óleo lu-
das à segurança, disponibilizando o brificante;
material informativo para consulta. - Usar ar comprimido ou líquidos a uma
• Manter as áreas de trabalho o mais pressão maior do que 2 bar (29 psi).
limpas possível. • Usar um capacete de segurança quan-
• Providenciar kits de primeiros socor- do estiver trabalhando perto de cargas
ros para as instalações e deixá-los em ou equipamentos suspensos e o tra-

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

balho estiver ao nível da cabeça. 2.4 - Segurança durante a manuten-


• Sempre usar sapatos de segurança e ção
roupas adequadas ao seu número. • Nunca abra a tampa do sistema de
• Utilizar creme de proteção para as arrefecimento com o motor quente. O
mãos. líquido em alta temperatura na pres-
são operacional pode resultar em gra-
• Ao lidar com produtos químicos, lave- ves queimaduras. Aguarde até que a
-se antes das pausas no trabalho, an- temperatura diminua abaixo de 50 °C
tes de comer, beber ou usar o banhei- (122 °F).
ro.
• Não adicionar líquido de arrefecimen-
• Armazene produtos químicos de acor- to em um motor superaquecido e usar
do com a legislação local e nacional. apenas os líquidos adequados.
Manter os produtos químicos fora do
alcance das crianças. • Sempre efetuar manutenção e ajustes
com o motor desligado. Determinadas
• Trocar a roupa molhada logo que pos- circunstâncias exigem manutenção
sível. do motor em funcionamento. Neste
• Remover os produtos químicos da caso, estar ciente dos riscos envolvi-
pele e vestimentas o mais rápido pos- dos, adotar as precauções cabíveis
sível após o contato. Trocar as roupas e observar com rigor o procedimento
sujas e providenciar a limpeza das correto.
mesmas o quanto antes. • Utilizar sempre recipientes adequados
• Não prosseguir num procedimento se e seguros para coletar fluidos do mo-
não for experiente ou estiver incerto tor e óleo usado.
sobre as condições de segurança! • Manter o motor limpo de líquidos der-
• Não fumar nem produzir chama aberta ramados, como óleo, combustível die-
próximo de baterias e qualquer mate- sel e/ou solventes químicos.
rial combustível. • O uso de solventes ou detergentes du-
• Colocar os panos sujos de óleo, com- rante a manutenção pode exalar vapo-
bustível diesel ou solventes em reci- res tóxicos. Sempre manter as áreas
pientes anti-incêndio especialmente de trabalho arejadas. Usar uma más-
fornecidos. Não deixar panos em tais cara de segurança, se necessário.
condições próximos ao motor. • Nunca desconectar as baterias com o
• Não utilizar ferramentas ou equipa- motor em funcionamento.
mentos para qualquer uso diferente • Desconectar as baterias antes de re-
do que foi originalmente destinado. alizar qualquer intervenção na instala-
Podem ocorrer lesões graves. ção elétrica.
• Se você estiver fazendo um motor fun- • Desconectar a(s) bateria(s) do circuito
cionar em área fechada, garanta que elétrico ao recarregá-la(s) ou subme-
haja um ventilador de exaustão sufi- tê-la(s) à um teste de corrente.
ciente em uso para eliminar os gases
de escape. • Verificar logo após cada intervenção
se a polaridade dos terminais da(s)
bateria(s) está correta, se estão aper-
tados e protegidos contra curto-circui-
tos acidentais e oxidação.

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

• Não desconectar e conectar as cone- • Somente usar mecanismos de iça-


xões elétricas de um circuito energiza- mento de capacidade apropriada para
do. levantar ou mover componentes pesa-
• Antes de realizar as operações de dos.
desmontagem das tubulações (pneu- • As correntes ou cabos de aço devem
máticas, hidráulicas e de combustí- estar presas de forma segura. O dis-
vel), verificar a eventual presença de positivo de fixação deve ter capaci-
líquido ou ar comprimido. Adotar as dade suficiente para suportar a carga
precauções necessárias para descar- prevista.
regar as pressões remanescentes ou • Não permitir a permanência de pes-
fechar as válvulas de corte. soas próximas, tampouco sob cargas
• Usar sempre máscaras apropriadas suspensas.
e óculos de proteção. O não-cumpri- • Nunca usar gasolina, óleo diesel ou
mento dessas normas pode provocar outros líquidos inflamáveis para lim-
acidentes e intoxicações graves. par. Usar solventes não tóxicos espe-
• Evitar ajustes inapropriados ou fora do cíficos.
torque. Risco de danificar seriamente
os componentes do motor, diminuindo
a vida útil. Para o motores equipados com uma
unidade de controle eletrônico
• Cuidar ao dar partida em um motor
depois de realizar qualquer trabalho. • Não soldar nenhuma parte do equipa-
Esteja preparado para cortar o ar de mento sem retirar a unidade de con-
admissão em caso de descontrole. trole.
• Desconectar as baterias antes de rea- • Retirá-la caso haja trabalhos que exi-
lizar qualquer trabalho no equipamen- jam aquecimento acima de 80 °C (176
to. °F).
• Nunca desconectar baterias enquanto • Não pintar os componentes e as cone-
o motor estiver funcionando. xões eletrônicas.
• Depois da realização de qualquer tra- • Não alterar os dados arquivados na
balho, verificar se a polaridade da bra- unidade de controle eletrônico. Qual-
çadeira da bateria está correta e se as quer manipulação ou alteração dos
abraçadeiras estão bem apertadas e componentes eletrônicos anulará a
seguras contra curto-circuito e oxida- garantia do motor e poderá afetar o
ção acidentais. funcionamento e a vida útil do motor.
• Antes de desconectar qualquer tu-
bulação (pneumática, hidráulica, de
combustível, etc), verificar se toda a
pressão foi liberada.
• Tomar todas as precauções necessá-
rias, sangrando e drenando a pressão
residual. Usar sempre o equipamento
de segurança adequado.
• Não alterar o comprimento de cabos
elétricos.

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

2.5 - Preservação do meio ambiente


• O respeito ao meio ambiente tem im-
portância fundamental. Tomar todas as
precauções necessárias para garantir
a segurança e a saúde da equipe.
• Informe a equipe das leis relativas ao
descarte de óleos e fluidos usados.

Baterias
• Manusear as baterias com cuidado,
armazenando-as em um ambiente
bem ventilado e dentro de recipiente
antiácido.
• As baterias contêm várias substâncias
que podem acarretar efeitos nocivos
ao meio ambiente se não forem reci-
clados de modo correto após o uso.
• A IVECO recomenda enfaticamente
que as baterias usadas sejam enca-
minhadas para um posto de revenda
destes produtos.
• Familiarizar-se com a legislação rela-
cionada aplicável.
• Onde não houver legislação, buscar
informações junto aos fornecedores
de óleos, filtros, baterias, combustí-
veis, anticongelante, agentes de lim-
peza, etc., sobre os efeitos destas
substâncias e como fazer o armaze-
namento e o descarte.

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3 - Códigos de identificação do motor


Veja abaixo o significado de cada dígito do código de identificação do
motor Cursor:

F 2 C E 3 6 8 1 C S _ _ _ _ _
*
I II III IV V VI VII VIII IX X XI

I - Família de motores

II - Evolução da família

III - Produto:
E = Motor

IV - Ciclo do motor - posição dos cilindros:


3 = quatro tempos vertical com pós-
-tratamento.

V - Quantidade de cilindros

VI - Alimentação / injeção
8 = Injeção Direita, TCA

VII - Utilização número


1 = Caminhão
2 = Ônibus
3 = Máquinas
4 = Aplicação Marítima

VIII - Níveis de Potência e Torque de ho-


mologação:
C = 360 cv / 1.500 N.m
D = 330 cv / 1.300 N.m

IX - Nível de emissão
S = Euro 5.

X - Número da versão no âmbito da D.B.

XI - Número sequencial de produção.

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4 - Identificações do motor

4.1 - Vistas do motor

Vista lateral esquerda

Vista lateral direita

Vista superior

Vista posterior

Vista frontal
4.2 - Convenção Lado Direito x
Lado Esquerdo
dos do ponto de vista de quem se encon-
Conforme pode ser constatado pelas figu- tra atrás motor (lado do volante) olhando
ras acima, o critério de identificação Lado para frente.
Direito e Lado Esquerdo são determina-
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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Vista lateral esquerda (em corte)

Vista posterior (em


corte)

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

4.3 - Identificação de componentes

1 2 3 4 5

20

19 6

18
8

17

16 15 14 13 12 11 10

Lado direito frontal 10 - Vareta do nível de óleo.


1 - Sensor de fase da árvore de coman- 11 - Cárter.
do. 12 - Alternador.
2 - Bocal de abastecimento de óleo. 13 - Reservatório de fluido da direção.
3 - Alças de içamento do motor. 14 - Tubulação de ar: do intercooler ao co-
4 - Turbocompressor (com válvula limita- letor de admissão.
dora de pressão "Wastegate"). 15 - Central eletrônica do motor (EDC 7).
5 - Tubulação de ar: ao intercooler. 16 - Bomba hidráulica da direção.
6 - Eletroválvula de controle do freio-mo- 17 - Motor de partida.
tor.
18 - Compressor de ar.
7 - Tubo de retorno (expurgo) de com-
bustível dos injetores eletrônicos. 19 - Filtro de combustível.

8 - Caixa coletora dos vapores do cárter O Pré-filtro localiza-se na estrutura


(blow by). do veículo.

9 - Ventilador. 20 - Bomba de combustível de alta pres-


são.
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1
3

6
16
7
15

14

13 8

12 11 10 9

Lado esquerdo posterior 10 - Sensor de rotação do virabrequim.


1 - Ventilador. 11 - Filtro de óleo lubrificante.
2 - Vareta do nível de óleo. O sistema de lubrificação possui ain-
da um filtro rotativo montado sob a
3 - Filtro de combustível. tampa (6).
O Pré-filtro localiza-se na estrutura
do veículo. 12 - Saída ao escapamento.

4 - Bocal de abastecimento de óleo. 13 - Mangueira do respiro do cárter.

5 - Sensor de fase da árvore de coman- 14 - Turbocompressor (com válvula limita-


do. dora de pressão "Wastegate").

6 - Tampa de acesso a engrenagem do 15 - Suporte frontal esquerdo.


comando. 16 - Tubulação de ar: do turbo ao interco-
7 - Suporte posterior direito. oler.

8 - Volante.
9 - Suporte posterior esquerdo.
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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

5 - Especificações gerais do motor

Tipo F2CE3681C F2CE3681D

Ciclo Diesel 4 tempos


Alimentação Superalimentado
Injeção Direta

Número de cilindros 6 em linha

Diâmetro mm 117

Curso mm 135

Cilindrada total cm3 8710

Relação de compressão 1:15,9 ± 0,8

kW 265 243
Potência máxima
cv 360 330
N.m 1.500 1.300
Torque máximo kgf.m 153 133
rpm 1250 - 1650 1100 - 1650

SOBREALIMENTAÇÃO Intercooler
Turbocompressor tipo HX52W

Forçada através de bomba


de engrenagens, válvula
LUBRIFICAÇÃO
limitadora de fluxo, filtro de
óleo
ARREFECIMENTO Liquido
Comando da bomba d’água: Mediante a correia
Termostato:
Início da abertura ºC 85

NOTA: Os dados de desempenho e características são válidos exclusivamente se o


instalador respeitar todas as normas de instalação previstas pela IVECO.
Os usuários por sua vez devem sempre respeitar o torque, potência e a rotação para os
quais o motor foi projetado.

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Tipo F2CE3681C F2CE3681D

DISTRIBUIÇÃO

Início antes do PMS A 17°


Fim após o PMI B 31°

Início antes do PMI D 48°


Fim após o PMS C 9°

Para verificar o ajuste de fa-


sagem
mm 0,35 a 0,45
X
mm 0,35 a 0,45
Bosch Common Rail com
ALIMENTAÇÃO injetores CRN3 e bomba
de alta pressão CP3.3 NH

Injeção

Tipo: Bosch

Injetores - tipo DLLA 145

Ordem de combustão 1-4-2-6-3-5

Pressão de injeção bar 1800

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

6 - Descrição dos sistemas do motor

6.1 - Sistema de lubrificação


A) Esquema e funcionamento

10 6

Óleo por gravidade


Óleo sob pressão

A bomba de lóbulos (1) é acionada pela filtro de óleo na eventualidade ocorrer en-
engrenagem do virabrequim e succiona o tupimento.
óleo lubrificante do cárter (2) força a cir- Após o filtro (4), o óleo é dirigido para a
culação pelas galerias internas do motor, galeria de distribuição (5), de onde o flu-
lubrificando os componentes móveis. xo se divide para o virabrequim, a árvore
A partir da bomba, o óleo é enviado ao de comando de válvulas (6), os balancins
trocador de calor (3) e ao filtro de fluxo (7), o turbocompressor (pela galeria 8) e
integral (4), constituídos de um conjunto as engrenagens de distribuição (9).
alojado no bloco de cilindros. Os pistões são lubrificados e arrefecidos
Este conjunto incorpora também, uma por esguichos de óleo sob os mesmos,
válvula de regulagem da pressão e uma alimentados pela galeria (10).
válvula by-pass para desviar o fluxo do
18
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

B) Bomba de óleo
A bomba de óleo tem função de suprir
óleo lubrificante sob determinada pressão
a todas as partes móveis do motor.
A bomba de óleo (1) não pode ser repara-
da. Se sofrer danos, deverá ser totalmen-
te substituída.
O acionamento da bomba é feito pela en-
grenagem (2) da árvore de manivelas.

C) Válvula de sobrepressão
A válvula (1) tem como objetivo evitar a
pressão excessiva do sistema de lubrifi-
cação.

Seção da bomba de óleo


1 - Válvula de sobrepressão (pressão de início de abertura = 10,1 ± 0,7 bar)

19
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

D) Válvula de regulagem da pressão do F) Trocador de calor


óleo Tem a função de transferir calor do óleo
A válvula de regulagem da pressão do lubrificante para o fluido de arrefecimento.
óleo está situada no lado esquerdo da Nas revisões, limpar cuidadosamente os
base. componentes do trocador de calor, que
Pressão de início de abertura = 5 bar. basicamente são os seguintes:
1 - Guarnição do trocador.
2 - Elemento interno do trocador.
168 9 3 - Tampa.
308 15
63
51

36,4

Principais dados para o controle da mola da


válvula de regulagem da pressão do óleo.
3

6 4 5

8
E) Filtro de óleo do motor 9
4. Filtro de óleo. 10
5. Vedação do filtro de óleo.
6. Junta tórica do suporte.
7. Suporte. 11
8. Válvula de desvio 3,4 bar.
9. Arruela. 12

10. Tampa M38x1,5: 90 ± 5 N.m.


11. Junta tórica.
13
12. Cartucho (elemento filtrante).
13. Corpo: 60 ± 5 N.m.
14. Mola. 14
15. Arruela.
16. Tampa M14x1,5: 30 ± 5 N.m. 16 15
20
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Características
- Pressão máxima de operação: 13 bar
- Temperatura de operação: - 30 °C até
120 °C
- Pressão de abertura da válvula de
desvio: 3,4 ± 0,3 bar

Válvula de desvio do filtro, by-pass


Tem a função de desviar a circulação do
óleo do filtro, caso haja um eventual entu-
pimento do mesmo.
A válvula se abre rapidamente com uma
pressão de 3,4 ± 0,3 bar.

21
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

G) Recirculação dos vapores do óleo tampa de distribuição e introduzida no cir-


(Blow-by) cuito de aspiração do ar.
Parte dos gases gerados pela combustão Esse dispositivo é constituído essencial-
durante o funcionamento do motor atra- mente por um filtro giratório montado na
vessa os anéis de segmento dos pistões, árvore de comando e por uma tampa
passando para o cárter e se misturando dianteira, onde estão alojadas as válvulas
com os vapores de óleo ali presentes. normalmente fechadas para o controle do
Essa mistura, transportada para cima, é fluxo da mistura.
parcialmente separada do óleo por um
dispositivo localizado na parte superior da

Gás com conteúdo de óleo superior a 10 g/h

Gás com conteúdo de óleo ~ 0,2 g/h

Óleo condensado que retorna ao cárter


22
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

6.2 - Sistema de arrefecimento


A) Esquema e funcionamento

3
6

1
2

5
4

O sistema de arrefecimento é do tipo cir- Quando a temperatura do líquido atinge a


culação forçada com circuito fechado, temperatura de funcionamento, a válvula
constituído basicamente pelos seguintes termostática (3) começa a abrir, liberando a
componentes: circulação também através do radiador (4)
1. Bomba. onde é arrefecido por convecção forçada
pela ação do ventilador (5).
2. Polia e correia poli-V.
No interior do sistema, a pressão produ-
3. Válvula termostática (termostato). zida pela variação de temperatura e dila-
4. Radiador. tação do líquido é regulada por meio do
reservatório de expansão (6).
5. Ventilador.
Motores para determinadas aplicações
6. Reservatório de expansão.
são equipados com sistema de calefação
7. Radiador da calefação (se equipado). (7).

Funcionamento
A bomba (1) de líquido de arrefecimento NOTA: Alguns componentes podem va-
é acionada pelo virabrequim através de riar ligeiramente em tamanho, formato e
uma correia poli-V e polia (2), promoven- localização em função da aplicação.
do a circulação do líquido de arrefecimen-
to por galerias no interior do bloco e do
cabeçote.

23
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

B) Bomba de líquido de arrefecimento Sempre que a válvula não corresponder


A bomba é incorporada ao bloco, aciona- aos seguintes parâmetros, deve ser subs-
da por uma correia Poli-V. tituída:

A tensão da correia é mantida por um ten- - Início de abertura: à 85 ± 1,5ºC.


sor automático. - Curso mínimo de abertura total: 9,5
mm.
Componentes da bomba: - Abertura total: a 95ºC.
1. Polia. Com o motor frio e válvula (1) fechada, o
líquido é desviado pelo by-pass (2), circu-
2. Carcaça da bomba. lando (fluxo de A para B) apenas no inte-
3. Rotor. rior do motor.

1 2 2 1
3
C

B A
A - Do cilindro
B - Ao by-pass
C - Ao aquecedor (calefação)

Quando a válvula (1) estiver totalmente


aberta, todo o líquido passa a fluir para o
radiador (fluxo de A para D), pela saída (3).
NOTA: Verificar se o corpo da bomba A abertura e o fechamento da válvula (1)
não apresenta trincas ou vazamentos de ocorre de forma gradual de acordo com a
líquido de arrefecimento. Caso positivo, temperatura do motor.
substituir a bomba.
3
C) Válvula termostática (termostato) C
D
A válvula termostática, do tipo by-pass
(desvio), está alojada no cabeçote e não
necessita de regulagem. 1
No alojamento da válvula termostática (1), E
está montado o sensor (2) de temperatura A
do líquido de arrefecimento. A - Do cilindro
C - Ao aquecedor (calefação)
D - Ao Radiador
E- Ao reservatório de expansão

24
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

6.3 - Sobrealimentação de ar e escapamento

1
3

Gás do escapamento

Ar aspirado

Ar comprimido (quente)

Ar comprimido (resfriado)
6

O sistema é constituído basicamente pe- 4. Turbocompressor: com válvula limita-


los seguintes componentes: dora tipo "Wastegate".
1. Trocador de calor tipo Ar/Ar (Intercoo- 5. Escapamento (silenciador).
ler). 6. Filtro de ar: de duplo elemento, do
2. Coletor de admissão. tipo a seco.
3. Coletor de escape.

25
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Turbocompressor 1
1 2

4 3 2

3 4 1d 1c 1b 1a

É constituído basicamente pelas seguin-


tes partes:
1. Válvula limitadora da pressão de so-
brealimentação.
2. Compressor.
3. Eixo e mancais tipo "flutuantes".
4. Turbina.

O ar comprimido pelo compressor (2) é


Válvula Wastegate operando
arrefecido pelo trocador de calor (Inter-
cooler), de onde é enviado aos cilindros
Funcionamento (figura acima):
através do coletor de admissão.
A mangueira (1a) interliga o compressor
O arrefecimento e a lubrificação do turbo- (2) ao atuador (1b).
compressor e dos mancais (3) é efetuado
Ao ocorrer o limite de pressão estipulado,
pelo óleo do motor.
a pressão de ar gerada vence a força da
mola na câmara (1b), provocando o des-
Válvula limitadora de pressão (1) locamento de um diafragma e movendo a
haste (1c).
Quando a pressão da sobrealimentação
do compressor (2) atinge o valor de ca- No lado da turbina (4), a haste (1c) abre
libragem, este sistema desvia parte dos a válvula by-pass (1d) que desvia parte
gases de escape diretamente para o es- dos gases de descarga diretamente para
capamento, sem passar pela turbina (4). a saída (escapamento).
Desta forma, ao limitar a rotação da turbi- O fluxo de gases desviados da turbina re-
na, limita-se também a pressão do ar. duz a rotação do rotor (4) e portanto, tam-
bém do compressor (2), limitando assim
a pressão.

26
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Manutenção do filtro de ar

1 2

AVISO!
Elemento primário (1):
- O elemento primário (1) não deve sofrer limpezas. Deve ser trocado
sempre que ocorrer o aviso de restrição (mecânico ou elétrico), a
cada ano ou a cada 1200 horas, o que ocorrer primeiro.
- Somente retirar o elemento filtrante (1) do alojamento ao efetuar a
troca ou se forem constatados danos no mesmo.

AVISO!
Elemento secundário (2) - se equipado:
O elemento (2) também não admite limpezas: deve ser trocado anual-
mente ou a cada 1200 horas, o que ocorrer primeiro.
Deve ser trocado também, quando o elemento primário (1) sofrer danos.

AVISO!
- Atentar para garantir que as peças estejam corretamente montadas.
Uma montagem incorreta pode permitir a aspiração de ar não filtra-
do para o motor, provocando danos graves.
- Efetuar manutenção somente com o motor desligado.

27
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

6.4 - Sistema de combustível eletrônico (Common Rail)


A) Circuitos e funcionamento O sistema Common Rail* conta com uma
Para diminuir as emissões de particulado, bomba especial que mantém o combustí-
são requeridas pressões particularmente vel sob alta pressão de forma constante,
elevadas. independente da fase e do cilindro que
deve receber a injeção.
O sistema Commom Rail* injeta combus-
tível sob pressões que alcançam 1800 O combustível fica à disposição de todos
bar, enquanto a pressão da injeção, ob- os eletroinjetores (3), com a pressão de
tida com a gestão eletrônica do sistema, injeção calculada pela central eletrônica
melhora o funcionamento do motor limi- (8).
tando as emissões e o consumo. Quando a central EDC (8) energiza o so-
*Galeria comum, por onde se distribui o lenoide de um injetor, ocorre uma injeção
combustível a todos os injetores. de combustível proveniente da galeria (5)
através dos tubos (4).

4 5

6
3

2 7

11

Alta pressão
Baixa pressão

10 9
28
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

2 13 5 14 5

7
12

Alta pressão
Baixa pressão

10 8

Legenda (válida para todos os esquemas aqui apresentados):

1. Bomba de alta pressão: associado 10. Pré-filtro de combustível com bomba


à mesmo, encontra-se uma bomba manual de escorva: separado do mo-
alimentadora (baixa pressão), de en- tor.
grenagens.
11. Linha de sucção, proveniente do tan-
2. Tubo de ligação da bomba (1) à gale- que.
ria Common Rail (5).
12. Tanque de combustível.
3. Eletroinjetores.
13. Sensor de pressão do combustível
4. Tubo de ligação da galeria (5) aos
14. Conexão elétrica da central (8) aos
eletroinjetores (3).
eletroinjetores (3).
5. Galeria comum "Common Rail".
6. Galeria coletora de retornos dos ele-
troinjetores (expurgo). NOTA: Após montagem do Common
Rail e respectiva tubulação, nas 20 ho-
7. Filtro de combustível: junto ao motor. ras de trabalho seguintes, verificar fre-
8. Central eletrônica (EDC) quentemente o nível de óleo do motor
que NÃO DEVE AUMENTAR!
9. Linha de retorno geral à tanque.
Se isso ocorrer, é indício de que há va-
zamento de combustível para dentro do
motor.

29
30
Descarga

Aspiração (baixa pressão)

Alimentação da bomba de alta pressão (baixa pressão)

Alta pressão
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9
MR 02 2015-03-10
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Ver figura anterior: A válvula limitadora (3) alojada no cabe-


1. Bomba de alta pressão. çote, montada no retorno dos eletroinje-
tores, regula o fluxo de retorno de com-
2. Válvula limitadora na bomba de alta bustível dos eletroinjetores na pressão
pressão, 5 bar. informada na legenda.
3. Não utuilizado. Em paralelo com a bomba mecânica de
4. Válvula de sobrepressão do Common alimentação são posicionadas duas vál-
Rail. vulas de by-pass:
5. Common Rail. A válvula de by-pass (18) permite refluir
o combustível da saída da bomba mecâ-
6. Sensor de pressão.
nica à entrada, quando a pressão na en-
7. Eletroinjetor. trada do filtro de combustível ultrapassa o
8. Tubulação de retorno. valor limite permitido.

9. Trocador de calor da central eletrôni- A válvula de by-pass (17) permite encher


ca EDC 7. a instalação de alimentação através da
bomba (10) de sucção manual.
10. Bomba de sucção mecânica.
11. Pré-filtro montado no chassi.
B) Controle de temperatura do com-
12. Reservatório de combustível. bustível
13. Bomba mecânica de alimentação. Quando a temperatura do combustível
14. Filtro de combustível. supera os 75°C (detectados pelo sensor
colocado no filtro de combustível) a cen-
15. Regulador de pressão.
tral eletrônica intervém reduzindo a pres-
16. Tubulação de refluxo da bomba de são de injeção.
alta pressão.
Se a temperatura supera os 90°C, a po-
17. Válvula by-pass. tência é reduzida a 60%.
18. Válvula by-pass.

Funcionamento:
O regulador de pressão, montado na linha
de entrada (montante) da bomba de alta
pressão, regula o fluxo do combustível ne-
cessário na instalação de baixa pressão.
Em seguida, a bomba de alta pressão ali-
menta corretamente o Common Rail.
Esta solução, enviando em pressão so-
mente o combustível necessário, melhora
o rendimento energético e limita o aqueci-
mento do combustível na instalação.
A válvula limitadora (2), montada na bom-
ba de alta pressão, tem a função de man-
ter a pressão constante em 5 bar, na en-
trada do regulador de pressão.

31
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C) Os sensores do motor e respectiva O parâmetro "temperatura do combustí-


função vel" é utilizado pela central eletrônica para
quantificar a dosagem e também para in-
Com base nas informações fornecidas
tervir em termos de segurança, em caso
pelos sensores, a central eletrônica EDC
de superaquecimento do combustível.
controla a gestão do motor.
Consultar o capítulo 22 para a identifica-
ção e informações detalhadas sobre os Sensor de fase
sensores. É um sensor de tipo indutivo posicionado
acima da engrenagem da árvore de co-
mando, parte posterior do motor.
Sensor de temperatura do líquido de arre-
fecimento De maneira semelhante ao sensor de ro-
tação, gera os sinais obtidos das linhas
Tem a função de monitorar a temperatura
de fluxo magnético que se fecham atra-
do líquido de arrefecimento do motor.
vés dos dentes de uma roda fônica mon-
O principal objetivo é proporcionar a pro- tada sobre a engrenagem do comando de
teção do motor: em caso de superaque- válvulas: são 6 dentes mais 1 da fase.
cimento, a central eletrônica adotará es-
O sinal gerado por este sensor é utiliza-
tratégias como redução de potência e até
do pela central eletrônica como parâme-
desligamento do motor.
tro para a sincronização das injeções de
combustível.
Sensor de pressão do combustível
Mede a pressão com que o combustível OBS: O sensor de fase é idêntico ao
está sendo fornecido aos injetores eletrô- sensor de rotação, podendo ser troca-
nicos. dos entre si.
Além do monitoramento da pressão de
injeção em si, este parâmetro é utilizado
Sensor de temperatura/pressão do ar
para determinar a duração de cada ciclo
de injeção. É um componente que integra um sensor
de temperatura e um de pressão, também
conhecido como sensor TMAP.
Sensor de temperatura/pressão do óleo do
motor Montado no coletor de admissão, mede
a quantidade real de ar introduzido, que
Com princípio de funcionamento igual serve para calcular com exatidão a quan-
ao sensor de temperatura/pressão do ar, tidade de combustível que deve ser inje-
este mede a temperatura e a pressão do tada a cada ciclo.
óleo do motor.
A tensão presente na saída é proporcio-
nal com a pressão ou temperatura detec-
Sensor de rotação tada pelo sensor.
Este sensor gera sinais magnéticos cuja
frequência varia em função da rotação do
motor.

Sensor de temperatura do combustível


De funcionamento semelhante aos de-
mais sensores de temperatura.

32
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

D) Funcionalidades do sistema (geren- A unidade de controle, após haver deter-


ciadas pela central eletrônica EDC 7) minado a massa de ar introduzida medin-
A unidade de controle EDC 7 UC31 ge- do o volume e a temperatura, calcula a
rencia as seguintes funções principais: massa de combustível correspondente a
ser injetado no cilindro levando em conta
• Injeção de combustível. a temperatura do combustível.
• Funções acessórias (Cruise Control,
speed limiter, tomada de força, etc).
Correção da distribuição com base na
• Diagnose e Auto-diagnose. temperatura do motor
• Recovery. À frio, o motor encontra maior resistência
• Interface com outros sistemas eletrô- de funcionamento: os atritos mecânicos
nicos de bordo (se presentes). são elevados, o óleo é viscoso e as folgas
de funcionamento ainda não estão otimi-
• Dosagem de combustível. zadas.
Desta forma, o combustível injetado ten-
A dosagem de combustível é calculada de a condensar-se sobre as superfícies
em função de: metálicas ainda frias.
• Posição do acelerador. Nestas condições, a dosagem de com-
bustível é maior.
• Rotação do motor.
• Quantidade de ar introduzida.
Correção da distribuição para evitar fun-
O resultado poderá ser corrigido em fun- cionamento irregular e excesso de fumaça
ção da temperatura do líquido de arrefe- em função da mistura rica ou sobrecarga:
cimento.
Existem comportamentos que podem
ocasionar danos ao motor.
Para evitar: Desta forma o fabricante inseriu na uni-
• Funcionamento "áspero", irregular. dade de controle instruções específicas
para evitar danos no mesmo.
• Emissão de fumaça.
• Sobrecarga.
De-rating
• Superaquecimento...
No caso de superaquecimento do motor,
O envio poderá ser modificado em caso a injeção é modificada, diminuindo a dis-
de: tribuição em proporção variada de acordo
• Acionamento do freio-motor. com a temperatura do líquido de refrige-
ração.
• Intervenção de dispositivos externos,
como limitador de velocidade, cruise
control, etc. Antecipação da injeção
• Inconvenientes graves que compor- A antecipação (instante de início de dis-
tam a redução de carga ou parada do tribuição, em graus), pode ser diferencia-
motor. da de um cilindro ao outro e é calculada,
analogamente à distribuição, em função
da carga do motor (posição do acelera-
dor, rotação do motor e ar introduzido).

33
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

A antecipação é oportunamente corrigida: Neste ponto, o motor pode ser ligado.


• Na fase de aceleração. Com o motor funcionando a luz de aviso
• Com base na temperatura do motor. se apaga, enquanto a resistência conti-
nua a ser alimentada por um certo tempo
(variável), efetuando o pós-aquecimento.
E para obter: Se com a luz espia piscando, o motor não
• Redução das emissões, rumorosidade for ligado dentro dos próximos 20-25 se-
e sobrecarga. gundos, a operação é anulada para não
descarregar inutilmente a bateria.
• Melhoria na aceleração do veículo.
A curva de pré-aquecimento é variável
Na partida, uma antecipação elevada
também em função da tensão da bateria.
acontece, em função da temperatura do
motor.
O retorno (feedback) do instante do início Partida a quente
da distribuição é fornecido pela variação Se a temperatura de referência supera
de impedância da eletroválvula do injetor. os 10º C, ao girar a chave de partida em
"ON" a luz de aviso acende por cerca de
2 segundos para um breve teste e depois
Partida do motor
apaga. Em seguida o motor poderá ser li-
No primeiro giro do motor, há a sincroni- gado.
zação dos sinais de fase e de reconheci-
Quando a chave é girada em ON, a unida-
mento do cilindro nº 1 (sensor do volante
de de controle transfere para a memória
e sensor do comando de válvulas).
principal a informação memorizada no ato
Na partida é ignorado o sinal do pedal do da partida do motor (ver After Run), e efe-
acelerador. A distribuição de partida acon- tua uma diagnose do sistema.
tece exclusivamente com base na tempe-
ratura do motor.
After Run
Quando a unidade de controle reconhe-
ce que o motor está funcionando e não A cada partida no motor através da cha-
sendo tracionado pelo motor de partida ve, a unidade de controle é alimentada
devido ao número de giros do volante, o por alguns segundos pelo relé principal.
sistema reabilita o pedal do acelerador. Isto permite ao microprocessador transfe-
rir alguns dados da memória principal (do
tipo volátil, cancelável e regravável (EE-
Partida a frio PROM), de maneira a tornar-se disponí-
Quando um dos três sensores de tempe- vel para partida (ver Run Up).
ratura (água, ar ou combustível) registram
uma temperatura inferior a 10ºC, é ativa-
Estes dados consistem essencialmente
do o pré-aquecimento no coletor de ad-
de:
missão.
• Impostação variada (marcha lenta do
Ao posicionar a chave de ignição em ON,
motor, etc).
acende-se a luz de aviso de pré-aqueci-
mento e permanece acesa por um perí- • Regulagem de alguns componentes.
odo variável em função da temperatura • Falha da memória.
(enquanto a resistência do coletor de ad-
missão aquece o ar), e começa a lampe-
jar.

34
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

O procedimento dura alguns segundos, Contudo, o fornecimento desta informa-


tipicamente de 2 a 5 (que depende da ção habilita a operação prevista de intro-
quantidade de dados a serem salvos), dução do código de cada injetor transmiti-
depois que o EDC envia um comando ao da para o instrumento de diagnose.
relé principal e o desliga da bateria.
É muito importante que este procedimen- Synchronisation search (busca da sincro-
to não seja interrompido, tanto desconec- nização)
tando o motor da bateria, quanto desco-
nectando a bateria sem que antes sejam Mesmo que o sinal do sensor de fase (na
passados 10 segundos após o desliga- engrenagem do comando) apresente fa-
mento do motor. lha, a unidade de controle poderá reco-
nhecer o cilindro no qual acontece a inje-
Desta forma, a funcionalidade do sistema ção de combustível.
será assegurada, após o quinto desliga-
mento incorreto (mesmo que não conse- - Se isso acontecer com o motor em
cutivo), será memorizado um erro na me- funcionamento, a sucessão de com-
mória de falha e então na próxima partida bustível continuará a acontecer por-
ele funcionará com prestação incorreta que a unidade de controle continua
enquanto a luz de aviso EDC estará ace- com a sequência já sincronizada.
sa. - Se isto acontecer com o motor desli-
Repetidas interrupções do procedimento gado, a unidade de controle energi-
poderão causar danos à unidade de con- zara uma só eletroválvula.
trole. Após, em no máximo em 2 rotações
do virabrequim, haverá injeção neste
cilindro, e então a unidade de contro-
Cut-off le realizará outra sincronização ba-
É a função de interrupção do envio de seada na ordem de ignição e fará o
aceleração. motor funcionar.

Cylinder Balancing
Esta função não é aplicada em versões
agrícolas.
O balanceamento individual dos cilindros
contribui para aumentar o conforto e a di-
rigibilidade.
Esta função consiste em um controle in-
dividual e personalizado da distribuição
de combustível e do início do envio para
cada cilindro, de modo diverso entre um
cilindro e outro, para compensar a tole-
rância hidráulica do injetor.
A diferença de fluxo (característica de
distribuição) entre os vários injetores não
pode ser avaliada diretamente pela unida-
de de controle.

35
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

E) Descrição detalhada dos componentes da parte hidráulica de combustível


Pré-filtro de combustível Esta regra se aplica também ao filtro de
combustível (6), localizado no lado direito
do motor.
1

5 Filtro do combustível (6)


2
6

No circuito, o filtro localiza-se entre a


O pré-filtro realiza, além da filtragem, a bomba alimentação e a bomba de alta
separação de água. pressão (CP3).
Na base do elemento (3) existe o sensor
(4) que sinaliza água no combustível. Bomba mecânica de alimentação (7) - ou
No suporte (1) do filtro estão presentes a bomba de baixa pressão
bomba manual de purga (5) e o parafuso É uma bomba de engrenagens, montada
(2), que permite eliminar o ar da instala- na face posterior da bomba de alta pres-
ção. são (voltada para a frente do motor).
Tem a função de alimentar a bomba de
Atenção! Em caso de acendimento da alta pressão, sendo acionada pelo eixo da
luz de aviso de presença de água, é ne- mesma.
cessário eliminar a causa imediatamen-
te: os componentes do sistema Com-
mon Rail danificam-se rapidamente com
a presença de água ou impurezas no
combustível.

Ao montar um elemento novo de pré-filtro,


lubrificar o anel de vedação, girar o ele-
mento (3) até encostar no suporte (1) e
girar mais 3/4 de volta para proporcionar
o aperto correto.

36
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Condições de funcionamento normal: A válvula by-pass (2) intervém quando,


com o motor desligado, se pretende en-
1 cher o sistema de alimentação através da
bomba de escorvamento: a válvula by-
A
-pass (1) permanece fechada e a válvula
de by-pass (2) abre-se, por efeito da pres-
são de entrada e o combustível flui para
a saída.
B

2 Bomba de alta pressão CP 3.3

A. Entrada de combustível do reservató- 2


rio
B Saída de combustível ao filtro;
1-2. Válvulas de by-pass na posição de 1
fechamento.

Condições de sobrepressão na saída:

1
A

A bomba (1) e com 3 pistões radiais, co-


mandada pela engrenagem da distribui-
B
ção, sem a necessidade de ajuste de fase
2 (sincronização ao motor).
O combustível sob alta pressão é enviado
A válvula de by-pass (1) atua quando na da bomba (1) para a galeria Common Rail
saída (B) se gera uma sobrepressão (A), através do tubo (2).
que ao vencer a resistência da mola da O Common Rail e a tubulação de alta
válvula (1), coloca em comunicação a saí- pressão que leva o combustível aos inje-
da com a entrada através do duto (2). tores eletrônicos, localizam-se no interior
do motor, junto aos balancins do coman-
Condições de purga: do de válvulas.

2 B

37
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

NOTA: A bomba de alta pressão não tem período determinado para revisão e não per-
mite reparos nem desmontagens.
As intervenções permitidas são:
• Substituição da engrenagem de acionamento (4).
• Substituição da válvula reguladora de pressão (3) e conexões.

1. Conexão de saída de combustível 7. Conexão de entrada de combustível


para a galeria Common Rail. do trocador de calor da central eletrô-
2. Bomba de alta pressão. nica.

3. Válvula reguladora de pressão. 8. Conexão de saída de combustível da


bomba mecânica (9) ao filtro.
4. Engrenagem de acionamento.
9. Bomba mecânica de alimentação (do
5. Conexão de entrada de combustível tipo à engrenagens).
do filtro.
6. Conexão de saída do combustível ao
suporte do filtro.

38
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

1. Bomba mecânica de alimentação (do 6. Eixo da bomba.


tipo à engrenagens). 7. Entrada de combustível do filtro.
2. Retorno de combustível da bomba de 8. Válvula limitadora de 5 bar.
alta pressão.
9. Válvula reguladora de pressão (PCV).
3. Válvula de envio ao Common Rail.
4. Conjunto mola e êmbolo único.
5. Válvulas de by-pass na bomba de ali-
mentação.

39
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Sec. B-B

Sec. C-C

A unidade de bombeamento é composta 3. Válvula de admissão com platô.


de:
4. Válvula de distribuição com esfera
Três êmbolos (5) acionados por um came
(2) de 3 ressaltos montado no eixo (6) da 5. Êmbolo (ou pistão).
bomba. 6. Eixo da bomba.
Quando o eixo (6) gira, o came (2) de 3 7. Entrada de combustível de baixa
ressaltos aciona o êmbolo (5), bombean- pressão.
do combustível de alta pressão que passa
8. Dutos de alimentação de combustível
pela válvula de distribuição de esfera (4) e
dos elementos bombeadores.
desta, ao "Common Rail".
1. Cilindro.
2. Came de três ressaltos.

40
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Corte D-D:

Funcionamento: O regulador (7), com base no comando


O pistão bombeador (3) é movimentado PWM recebido da central eletrônica, dosa
pelos cames presentes no eixo (4) da o fluxo de combustível para o bombeador.
bomba. Na fase de aspiração, o bombe- Durante a fase de compressão do bombe-
ador é alimentado através do duto de ali- ador, o combustível, ao atingir uma pres-
mentação (5). são que possa abrir a válvula de envio
A quantidade de combustível a ser envia- para common rail alimenta-o através da
do para o bombeador é estabelecido pela saída (1).
válvula reguladora de pressão (7).

41
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Na figura estão representados os percur- O regulador de pressão (5) estabelece a


sos do combustível a baixa pressão pre- quantidade de combustível com que os
sentes no interior da bomba. êmbolos - ou pistões (4) serão alimenta-
dos. O combustível em excesso retorna
Estão destacados, o canal principal (4) de
através do canal (9).
alimentação dos êmbolos, os canais de
alimentação (1 - 3 - 6) dos êmbolos, os A válvula limitadora de 5 bar, além de
canais de lubrificação (2), o regulador de cumprir a função de coletor para as des-
pressão (5), a válvula limitadora de 5 bar cargas tem a função de manter a pressão
(8) e a descarga de combustível (7). constante em 5 bar na entrada do regu-
lador.
A árvore da bomba é lubrificada pelo com-
bustível através dos canais (2) de envio e
retorno.

42
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Colocação em fase da roda fônica da


árvore da distribuição
Na figura está representado o fluxo do
combustível a alta pressão através dos
canais de saída do êmbolo.

1 e 2. Canais de saída de combustível o pistão bombeador, o respectivo pistão


está se deslocando para baixo (curso de
3. Saída de combustível da bomba com admissão). Quando o curso do pistão se
conexão para tubulação de alta pres- inverte, a válvula de admissão se fecha
são para o common rail. e o combustível restante na câmara de
bombeamento, não podendo sair, é com-
Funcionamento
primido além do valor da pressão de ali-
O cilindro é enchido através da válvula de mentação existente no rail.
sucção a disco, somente se a pressão de
alimentação é capaz de abrir as válvulas A pressão gerada deste modo provoca a
de vazão presentes nos pistões bombea- abertura da válvula de descarga e o com-
dores (cerca 2 bar). bustível comprimido alcança o circuito de
alta pressão.
A quantidade de combustível que alimen-
ta a bomba de alta pressão é dosada pelo O elemento bombeador comprime o com-
regulador de pressão, posicionado na ins- bustível até alcançar o ponto morto supe-
talação de baixa pressão. O regulador de rior (curso de vazão).
pressão é comandado pela unidade ele- Sucessivamente a pressão diminui até
trônica EDC 7 através de um sinal PWM. quando a válvula de descarga se fecha.
Quando o combustível é enviado para

43
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

O pistão bombeador retorna ao ponto morto inferior e o combustível resí-


dual se descomprime.
Quando a pressão na câmara de bombeamento se torna inferior àquela
de alimentação, a válvula de admissão se abre novamente e o ciclo se
repete.
As válvulas de vazão devem estar sempre livres nos própios movimen-
tos, sem impurezas e oxidação.
A pressão de vazão ao rail é modulada entre 250 e 1450 bar pela unidade
eletrônica, através da válvula-solenoide PWM do regulador de pressão.
A bomba é lubrificada e arrefecida pelo própio combustível.
O tempo de remoção/reinstalação da bomba de alta pressão no motor é
notavelmente menor em comparação com as bombas de injeção tradicio-
nais, porque não necessita de ajustes.
Em caso de remoção/reinstalação dos tubos entre o filtro do combustível
e a bomba de alta pressão, observar a máxima limpeza das mãos e dos
componentes.

Válvula reguladora de pressão (1)


Situada na entrada da bomba de alta
pressão, no circuito de baixa pressão,
modula a quantidade de combustível libe- 2
rado para a bomba de alta pressão com
base no sinal PWM recebido da central
eletrônica, via conector (2).
Na ausência do sinal de comando, a vál-
vula (1) está normalmente aberta, liberan-
do vazão máxima para a bomba de alta
pressão. 1
A eletroválvula (1) é conectada na cen-
tral eletrônica pelos pinos 10A - 9A, tendo 3
uma resistência aproximada de 3,2 Ω.

ATENÇÃO!
- Em função da característica do regulador (1) de liberar vazão total quando não
energizado pela central, todas as precauções devem ser tomadas para que o co-
nector (2) não esteja desconectado ao acionar o motor, tampouco durante o fun-
cionamento do mesmo! Isso provocará o disparo da válvula de sobrepressão (3)
da galeria Common Rail.
- Quando ocorre o disparo da válvula (3), esta deve ser substituída.
- O regulador (1) pode ser substituído de forma independente da bomba de alta
pressão.

44
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Common rail (acumulador de pressão)

1 2 3 4 5

1. Galeria Common Rail. Válvula de sobrepressão (6), de duplo


2. Retorno de combustível. estágio

3. Tubulação aos injetores. Montada numa extremidade do rail, tem


a função de proteger os componentes do
4. Entrada de combustível da bomba de sistema caso uma avaria do sensor de
alta pressão. pressão (5) ou do regulador de pressão
5. Sensor de pressão. da bomba CP3, o que provoca um au-
mento excessivo da pressão no sistema
6. Válvula de sobrepressão.
de alta pressão.
O volume da galeria (1) é reduzido para Do tipo puramente mecânico, apresenta
se obter uma rápida pressurização duran- duplo limite de funcionamento (bi-estágio)
te o acionamento ao mínimo e em caso de 1800 bar e 800 bar.
de elevadas demandas de potência.
Quando a pressão na instalação de alta
De qualquer modo, existe um volume su- pressão atinge os 1800 bar a válvula ini-
ficiente para diminuir o efeito "pulmão" cialmente intervém para reduzir a pressão
causado pelas aberturas e fechamentos a valores seguros e em seguida regula
dos injetores e pelos pulsos gerados no mecanicamente a pressão na galeria em
funcionamento da bomba de alta pressão. cerca de 800 bar.
Esta função é favorecido também por um Quando a válvula intervém, a central ex-
furo calibrado presente na saída da bom- clui o controle do regulador de pressão,
ba de alta pressão. memoriza um código de erro e a bomba
Conectado no rail existe um sensor de fornece o máximo de fluxo à galeria (1).
pressão do combustível (5). Esta válvula permite acionar o motor du-
O sinal enviado por este sensor para a rante períodos prolongados com deman-
unidade eletrônica é fundamental para das baixas de potência, além de evitar o
que a pressão seja mantida nos níveis sobreaquecimento do combustível, pre-
previstos aos injetores e sempre que ne- servando as tubulações de retorno para
cessário, corrigido. o depósito.

45
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Eletroinjetores (ou injetores eletrôni- 13


cos)
Trata-se de uma eletroválvula do tipo NA
(Retorno Normalmente Aberto).
O eletroinjetor é de construção semelhan-
6
te com àqueles tradicionais, exceto pela 4
ausência das molas de retorno da agulha. 9
5
O eletroinjetor é constituído de 2 partes:
- Atuador - pulverizador composto de 15 7
haste de controle (1), agulha (2) e Injetor na posi-
ponta (3). ção de repouso
10
- Válvula de solenoide de comando
composta basicamente de bobina (4) 12 1
e válvula-piloto (5).

A válvula de solenoide controla o levanta- 14


11
mento do pino do pulverizador.
1. Haste de controle. 2
8
2. Agulha.
3. Ponta do injetor.
4. Bobina: a impedância da bobina de 3
todos os injetores é de 0.56 - 0.57 Ω
(ohms).
5. Válvula-piloto. O combustível do volume de controle (9)
flui em direção ao canal de refluxo (12),
6. Obstrução de esfera. provocando uma queda de pressão no
7. Aros de controle. volume de controle (9).
8. Câmara de pressão. Simultaneamente a pressão do combustí-
vel na câmara em pressão (8) provoca a
9. Volume de controle.
subida da agulha (2), iniciando a injeção
10. Canal de controle. de combustível no cilindro.
11. Canal de alimentação.
12. Saída de controle combustível. Fim da injeção
13. Conexão elétrica. Quando a bobina (4) é desenergizada, a
14. Mola. obstrução de esfera (6) volta para a po-
sição fechada, para criar novamente um
15. Entrada de combustível a alta pres- equilíbrio de forças que faz a agulha (2)
são. fechar e terminar a injeção.

Injetor em início de injeção NOTA: O eletroinjetor não pode ser re-


Quando a bobina (4) é energizada, a obs- visado e portanto não deve ser desmon-
trução de esfera (6) sobe. tado.

46
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Arrefecimento da central eletrônica EDC7

1
2

5
3 1
A central (1) é arrefecida com a circulação
de combustível no interior do trocador de
calor (2), montado entre o bloco e a cen-
tral.
4
O fluxo é suprido pelos tubos (3), do cir-
cuito de baixa pressão de combustível.
O combustível vem do pré-filtro (4) e após
atravessar o trocador de calor (2)

47
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

7 - Orientações gerais sobre revisão do motor


NOTAS:
- Parte das operações descritas na presente seção podem ser realizadas no motor
com este montado no veículo, conforme a acessibilidade ao compartimento no qual
este está instalado.
- Para as operações de remoção do motor recomenda-se consultar a publicação es-
pecífica (Manual de Reparação do veículo).
- Tanto as operações de remoção quanto as de revisão devem ser realizadas por pes-
soal experiente e com as ferramentas específicas necessárias.
- Alguns componentes ou grupos podem ser instalados no motor em posições diferen-
tes, conforme variações da aplicação.
- As operações de revisão e reparos do motor são divididas em capítulos, cada qual,
relativo a um sistema ou grupo de componentes, numa sequência considerando a
desmontagem completa do motor.
- Normalmente, os grupos dos capítulos 9 a 14 podem ser removidos/executados sem
a remoção do motor do veículo.
Já os capítulos 15* a 19 são relativos àqueles grupos que requerem a remoção pré-
via do motor.
*Pistões e bielas (tratados no capítulo 17), embora possam ser removidos com o
bloco instalado no chassi, não é uma situação comum.

7.1 - Recomendações sobre limpeza do motor e das peças

• É fundamental adotar todo o rigor pos-


sível na limpeza do motor e das peças
durante os trabalhos de revisão e re-
paração.
• O recomendado é que a manutenção
em motores seja feita em ambiente
separado, com maior isolamento à po-
eira.
• Adotar como rotina limpar o motor de
forma completa, antes da desmonta-
gem parcial ou completa.
• A limpeza mais eficaz das peças se 1
consegue com a utilização de tanques
com solução detergente de limpeza* e
aquecida.
• Ser rigoroso na limpeza de superfícies
*NOTA: Devem ser observadas todas as de assentamento e vedação de car-
recomendações do respectivo fabrican- caças: tanto para uso de junta sólida
te, quanto à dosagem, os procedimen- quanto líquida, a limpeza nestes pon-
tos e as precauções de segurança en- tos deve ser rigorosa para que a veda-
volvidos no uso de produtos químicos. ção não seja comprometida.

48
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Ao utilizar banho químico: Jato de microesferas de plástico ou de vi-


- Antes de colocar as peças no tanque, dro podem ser aplicadas.
eliminar a sujeira principal, como res- Entretanto:
tos de junta, carvão e borras de óleo, - Utilizar pressões moderadas.
evitando que a solução de limpeza
química seja rapidamente deteriora- - Não aproxime a pistola de forma ex-
da. cessiva da peça.
- Logo após a lavagem de peças com - Limite o tempo de incidência do jato
detergentes químicos, lave-as com sobre cada ponto.
água quente ou vapor a fim de elimi- - Não utilizar microesferas de vidro em
nar tais produtos das superfícies. peças de alumínio, como nos pistões.
• Materiais como restos de junta, car- - Após o processo, fazer uma lavagem
vão, tinta e adesivos, devem ser com- rigorosa das peças e aplicar jatos de
pletamente eliminados das peças an- ar comprimido em abundância.
tes da remontagem.
• Ao limpar peças ou superfícies com
Meios de limpeza mecânica recomenda-
o motor desmontado apenas parcial- dos
mente, adotar todas as precauções,
como isolamentos e proteções, para Recomenda-se o uso de espátulas e es-
evitar a entrada de impurezas e partí- covas de aço.
culas abrasivas para dentro do motor. As escovas podem ser manuais ou rotati-
Exemplo: ao remover apenas o cabe- vas (elétricas ou pneumáticas)
çote, é necessário limpar a superfície
do bloco.
Limpeza com vapor
• Ser cuidadoso ao raspar ou escovar
É uma das formas mais eficazes e com
superfícies de contato entre carcaças:
menor potencial de danos às peças, além
riscos profundos ou desgaste por lixa-
de não requerer o uso de produtos quími-
mento excessivo podem causar vaza-
cos que representam risco de contamina-
mentos.
ção do meio ambiente.
• Na limpeza, certificar-se de desobs-
O vapor é excelente para promover a
truir e limpar de forma rigorosa, gale-
limpeza interna de galerias e peças com
rias de circulação de óleo, combustí-
óleo, borras e vernizes.
vel e outros fluidos.

Jato de areia ou granalha ATENÇÃO! Ao utilizar vapor,


Este recurso não é recomendado para a utilizar luvas, óculos ou más-
limpeza de motores e peças. cara facial e aventais que pro-
porcionem a devida proteção!
A ação muito agressiva e descontrolada
destes meios, pode danificar as peças.

ADVERTÊNCIA! Jato de materiais como ADVERTÊNCIA! Não utilizar vapor para


areia e granalha de aço representam a limpeza de componentes eletrônicos,
um sério risco de permanecer partículas injetores, correias, mangueiras, cabos
abrasivas no interior do motor, mesmo elétricos e outros.
após efetuar a lavagem das peças!
49
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Precauções adicionais na limpeza do motor


• Após a limpeza das peças, aplicar jatos de ar comprimido em abundância,
em especial nas galerias internas do bloco, cabeçote e virabrequim.
• O ar comprimido, além de secar as peças, proporciona uma segurança
extra para a não-permanência de materiais estranhos dentro do motor.

7.2 - Roteiro recomendado para a desmontagem completa do motor


Assunto: Ver item:
1 - Tampa dos balancins........................................................................................................ 12.1
2 - Chicote elétrico dos injetores............................................................................................ 11.0
3 - Trava do freio-motor.......................................................................................................... 20.1
4 - Eixo de balancins.............................................................................................................. 12.2
5 - Tubulação de combustível de baixa pressão.................................................................... 11.3
6 - Filtro e pré-filtro de combustível........................................................................................ 11.1
7 - Tubos de alta pressão do common rail............................................................................. 11.4
8 - Tubo de retorno de combustível do common rail.............................................................. 11.7
9 - Tubo de envio de combustível para o common rail.......................................................... 11.5
10 - Tubos de alta pressão para os injetores eletrônicos....................................................... 11.6
11 - Pontes de válvulas.......................................................................................................... 12.3
12 - Galeria do Common rail.................................................................................................. 11.9
13 - Injetores eletrônicos...................................................................................................... 11.10
14 - Cilindros do freio-motor................................................................................................... 20.1
15 - Tubulação de óleo do freio-motor................................................................................... 20.1
16 - Tampa da engrenagem do comando.............................................................................. 13.2
17 - Sensor de fase.............................................................................................................. 22.11
18 - Filtro de óleo rotativo...................................................................................................... 16.2
19 - Roda fônica..................................................................................................................... 13.3
20 - Engrenagem de comando............................................................................................... 13.4
21 - Árvore de comando......................................................................................................... 12.4
22 - Placa da árvore de comando.......................................................................................... 12.4
23 - Engrenagem intermediária superior do comando........................................................... 13.5
24 - Bomba de alta pressão e válvula PCV........................................................................... 11.8
25 - Flange da bomba de alta pressão.................................................................................. 11.8
26 - Engrenagem da bomba de alta pressão......................................................................... 11.8
27 - Tubo de suprimento de ar do compressor...................................................................... 20.2
28 - Filtro dos vapores do cárter (blow by)............................................................................. 16.3
29 - Tubo de expurgo (retorno) de combustível..................................................................... 11.7
30 - Eletroválvula do freio-motor............................................................................................ 20.1
31 - Válvula termostática e alojamento.................................................................................... 9.6
32 - Sensor de temperatura do liquido de arrefecimento....................................................... 22.5
33 - Reservatório de óleo hidráulico...................................................................................... 20.3
34 - Suporte da botoneira Stop/Start..................................................................................... 20.5
35 - Sensor de pressão e temperatura do ar......................................................................... 22.8
36 - Tubo (de cobre) de saída do compressor de ar.............................................................. 20.2
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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

37 - Tubo de suprimento de ar ao compressor...................................................................... 20.2


38 - Tubo de entrada de agua do compressor de ar.............................................................. 20.2
39 - Tubo de saída de água do compressor de ar................................................................. 20.2
40 - Compressor de ar........................................................................................................... 20.2
41 - Bomba hidráulica............................................................................................................ 20.4
42 - Motor de partida.............................................................................................................. 22.1
43 - Central eletrônica.......................................................................................................... 22.13
44 - Tubo da vareta de óleo................................................................................................... 16.4
45 - Alternador e suporte........................................................................................................ 22.2
46 - Tensor da correia.............................................................................................................. 9.1
47 - Correia poli-V.................................................................................................................... 9.1
48 - Ventilador.......................................................................................................................... 9.2
49 - Acoplamento magnético do ventilador.............................................................................. 9.2
50 - Bomba de líquido de arrefecimento.................................................................................. 9.3
51 - Amortecedor torcional (Dumper)....................................................................................... 9.5
52 - Polia do virabrequim......................................................................................................... 9.5
53 - Tubo do pós-arrefecedor (intercooler)............................................................................ 10.1
54 - Turbocompressor............................................................................................................ 10.4
55 - Tubo de envio de óleo..................................................................................................... 10.3
56 - Tubo de retorno de óleo.................................................................................................. 10.3
57 - Freio-motor..................................................................................................................... 20.1
58 - Filtro de óleo lubrificante................................................................................................. 16.1
59 - Válvula de controle de pressão de óleo lubrificante....................................................... 16.6
60 - Trocador de calor............................................................................................................ 16.5
61 - Volante do motor............................................................................................................. 15.1
62 - Tubo de ar, do intercooler ao coletor de admissão......................................................... 10.2
63 - Coletor de descarga........................................................................................................ 10.5
64 - Cabeçote, válvulas e molas............................................................................................ 12.5
65 - Instalação do motor no cavalete............................................................................Capítulo 8
66 - Sensor de rotação......................................................................................................... 22.10
67 - Carcaça da caixa de distribuição (Escátola)................................................................... 13.8
68 - Retentor traseiro do virabrequim.................................................................................... 18.2
69 - Bomba de óleo................................................................................................................ 16.9
70 - Engrenagem intermediária inferior.................................................................................. 13.6
71 - Cárter de óleo................................................................................................................. 16.7
72 - Pescador de óleo............................................................................................................ 16.8
73 - Retentor dianteiro do virabrequim e alojamento (igrejinha)............................................ 18.1
74 - Tubo de sucção da bomba do líquido de arrefecimento................................................... 9.4
75 - Pistões e bielas............................................................................................................... 17.2
76 - Árvore de manivelas (Virabrequim)................................................................................ 18.3
77 - Esguichos de óleo (Jet coolers).................................................................................... 16.10

51
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

8 - Preparação do motor para desmontagem e montagem no cavalete


giratório
OBS 1: Sobre a drenagem do líquido de arrefecimento e a remoção do motor
do veículo em que é aplicado, consultar o manual específico.
OBS 2: A seguir são apenas citados os componentes que devem ser removi-
dos para permitir e/ou facilitar a instalação do motor no cavalete.
Sobre os procedimentos envolvidos, consultar os respectivos capítulos
na sequência, relativos a cada sistema.

A) Itens a remover no lado direito e frente do motor

12

5 6 7 8 10 11

9a
9b

14

15 13

1. Tubo de admissão de ar do compres- 3. Compressor de ar juntamente com a


sor. bomba da direção assistida.
2. Filtro de combustível: com a opção 4. Motor de partida.
de removê-lo junto com o suporte. 5. Botoneira Star/Stop.
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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

6. A central eletrônica EDC7: desconec- 11. Ventilador.


tar previamente o conectores e a res- 12. Reservatório da direção hidráulica
pectiva tubulação de combustível.
13. Amortecedor torcional (dumper).
7. Tubo de admissão de ar do motor.
14. Compressor do condicionador de ar.
8. Alternador. Há duas opções:
9. Correia de acionamento dos siste- • Cortar a correia (15, pois a mesma é
mas auxiliares: soltar o tensor (9a) do tipo elástica e não possui tensor.
utilizando uma alavanca (9b) com en-
caixe quadrado de 1/2". • Ou soltar o compressor do suporte e
depois retirar a correia.
10. Conjunto do tubo e vareta de nível de
óleo.

B) Itens a remover no lado esquerdo e traseira do motor

3 Suportes
Traseiros:
100 N.m + 60°
4
Suportes
Dianteiros:
120 N.m + 45°.

5 6 7 8 9

1. Tubo de ar: turbo ao intercooler. 6. Linha de retorno de óleo do turbo.


2. Conjunto do turbocompressor. Des- 7. Conjunto do filtro + suporte.
conectar previamente a linha de re- 8. Válvula de controle da pressão de
torno (6) de óleo e o tubo de supri- óleo: remover a tampa indicada.
mento (sobre o mancal do turbo).
9. Volante: usar a ferramenta 99360351
3. Tubo de ar comprimido. para travar o giro do mesmo.
4. Suporte dianteiro esquerdo do motor.
5. Mangueira de respiro do cárter.
53
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C) Itens gerais e instalação do motor no cavalete

1 - Suspender o motor pelas alças (1).


- Drenar o óleo do motor, retirando o
bujão posicionado sob o cárter (2).

NOTA: Recolher e dar ao óleo o destino


previsto pelas normas ambientais vigen-
tes.

ATENÇÃO: Evitar contato do óleo do


motor com a pele. Se ocorrer, lavar com
água corrente. O óleo é altamente con-
2 taminante. Descarte-o conforme as nor-
mas.

- Fixar o motor no cavalete gi-


ratório 99322030, utilizando
4 os suportes 99361036 (1).

- Retirar a fiação elétrica,


desconectando-a dos sen-
sores e atuadores elétricos
correspondentes.

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

9 - Sistema de arrefecimento, correias e polias


B) Remoção da correia poli-V
NOTA: Sobre o funcionamento, fluxos e
características do sistema de arrefeci-
mento, consultar o item 6.2. 2

NOTA: Sobre o radiador, mangueiras e


demais itens periféricos do sistema de
arrefecimento, consultar o Manual de
Reparação do respectivo equipamento.

9.1 - Correias, tensor e polias 1


A) Layout de instalação das correias
- Com uma extensão 1/2" de chave so-
1 2 3 quete (1), liberar a tensão da correia
(2) de forma que possa ser removida.

NOTA: Verificar a correia quanto a cor-


tes e outros danos. Se for necessário,
substituí-la.

9 C) Reinstalação da correia
4 - Com a ferramenta (1), afastar a rol-
dana do tensor de modo a permitir a
5 montagem da correia (2).
- Cuidar para que, ao montar a correia,
esta esteja corretamente encaixada
8 7 6
na pista das polias.
1. Polia do alternador.
2. Polia e acoplamento eletromagnético D) Remoção do tensor
do ventilador.
3. Bomba d’água.
4. Roldana-guia da correia (5): em fun-
ção da aplicação do motor, pode ha-
ver mais que uma roldana.
5. Correia poli-V: aciona todos os aces-
sórios, exceto o compressor (8).
6. Polia do virabrequim. 1 2
7. Correia do compressor do AC (8). - Remover a correia poli-V: ver item an-
8. Compressor do condicionador de ar - terior.
AC. - Remover o parafuso (1) e o tensor
9. Tensor da correia (5). (2).

55
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

E) Reinstalação do tensor G) Montagem da correia do compres-


sor do condicionador de ar

1 2

2
- Encaixar o tensor (2) no suporte infe-
rior do alternador.
1
- Montar o parafuso (1) e apertar com o
torque de 50 ± 5 N.m.
- Instalar a correia poli-V.

- Montar a correia elástica (1) na polia


F) Remoção da correia do compressor (2) do compressor.
do condicionador de ar - Girar a árvore de manivelas até que
a correia elástica (1) esteja correta-
mente colocada na polia do condicio-
nador.
OBS: Conduzir a correia de forma
adequada para evitar danos à mes-
ma quando sob tensão.
Se for necessário, colocar um pedaço
de borracha entre a correia e a polia.
2
H) Inspeção do tensor e das roldanas
1

NOTA: A correia (1) deve ser substituída Ao inspecionar as roldanas-guia e o ten-


por uma nova, sempre que for removida. sor da correia poli-V, atentar para o esta-
do dos rolamentos:
Para remover a correia (1), corte-a, pois Ao girar os roletes com a mão, o rolamen-
ela não deve ser reutilizada. to não deve emitir ruído.
Também não deve apresentar vazamento
de graxa pelas blindagens.

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

9.2 - Ventilador, acoplamento eletromagnético e polia


A) Remoção do ventilador Para obter acesso ao acoplamento mag-
nético (2), é necessário remover previa-
mente:
• O ventilador;
• A correia poli-V;
• O amortecedor torcional (dumper).

2 D) Reinstalação do acoplamento mag-


nético do ventilador
1
- Com um pino-guia, posicionar o aco-
plamento magnético (2) na respectiva
sede no bloco.
- Remover os parafusos (1) de fixação - Montar os parafusos (3) e apertar
do ventilador (2). com o torque de 45 ± 4,5 N.m.
OBS: Ao montar o acoplamento mag-
B) Reinstalação do ventilador nético, cuidar para não esmagar/da-
nificar o cabo e o conector elétrico
- Posicionar o ventilador (2) sobre o (1).
acoplamento magnético.
- Montar os parafusos (1), apertando-
-os de forma cruzada e em etapas 9.3 - Bomba d´água e polia
para não deformar ou danificar o ven-
tilador.
Torque final: 30 ± 3 N.m.

C) Remoção do acoplamento magnéti-


co do ventilador

1
3
2

NOTA: O conjunto de componentes da


- Desconectar o plugue elétrico (1).
bomba representado na figura não per-
- Remover os parafusos (3) e retirar o mite reparos: em caso de falha, deve ser
acoplamento magnético (2). substituído de forma completa.

57
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

A) Remoção - Aplicar vaselina no anel "O" (3).


Para o acesso à bomba d’água, é neces- - Montar o anel "O" (3) na respectiva
sário remover a correia poli-V. sede no corpo da bomba (2).
Ver item 9.1. - Encaixar a bomba no alojamento do
bloco e instalar os parafusos (1).
1 - Apertar os parafusos com o torque de
24,5 ± 2,5 N.m.

9.4 - Tubo de sucção da bomba


2 d´água
A) Remoção

- Remover os parafusos (1).


- Puxar o conjunto da bomba + polia
(2) para fora do bloco de cilindros.

B) Reinstalação

3 2

4 - Remover os parafusos (1) de fixação


do tubo (2).
OBS: Se for necessário remover os
NOTA: Verificar se o corpo da bomba
bujões (3) do tubo d’água, o torque é:
não apresenta trincas ou vazamento
de líquido. Em caso positivo substituir a Bujão M30: 35 N.m.
bomba. Bujão de 1/2": 20 N.m.

- Limpar o alojamento (4) da bomba,


no bloco.

58
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

B) Reinstalação 9.5 - Polia do virabrequim e amorte-


cedor torcional (dumper)
A) Remoção
Para obter acesso ao amortecedor, é ne-
cessário remover a correia e o ventilador.
Ver itens 9.1 e 9.2 respectivamente.
4
2
1

- Substituir o anel (4) "O" do tubo (2).


- Aplicar vaselina (Loctite 275) no anel
"O" e inseri-lo na respectiva sede do
tubo (2).
OBS: Em caso de reutilização do tubo
(2), fazer uma limpeza completa, em
especial na sede de encaixe do anel 1 2 3 4 5
"O" (4).
- Posicionar o tubo sobre a respectiva - Remover os parafusos Allen (1) e o
sede no bloco. amortecedor - dumper (2).

- Montar os parafusos (1) e apertar - Remover os parafusos sextavados


com o torque de 24 ± 2,4 N.m. (3) e a polia (4), do virabrequim (5).

B) Reinstalação

1 2

- Encaixar a polia (4) no virabrequim


(5), montar e apertar os parafusos (3)
com o torque de 70 N.m + 50°. Resul-
tante = 200 a 310 N.m.
- Encaixar o dumper (2) na polia (4),
montar e apertar os parafusos (1)
com o torque de 100 ± 10 N.m.

59
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

9.6 - Válvula termostática (termos- C) Reinstalação do corpo termostático


tato) e válvula
A) Remoção do corpo termostático e
5
válvula

3 3
1 3 1
1

5
4 4
2

- Se necessário, remover o sensor de


temperatura (2).
- Remover os 5 parafusos (3) de fixa-
ção do alojamento (1).
- Retirar a válvula termostática (4) e a
junta. - Montar 2 pinos-guias (P - ver dimen-
sões abaixo) nos furos superiores.
- Limpar o corpo (1), retirando restos
de junta e incrustações. - Encaixar o alojamento (1) com uma
junta nova (5).
- Montar os parafusos inferiores (3) e
B) Teste da válvula termostática aplicar o pré-torque de 12 ± 1,2 N.m.
- Verificar o estado geral da válvula: - Retirar os pinos-guia (P) e montar os
em caso de oxidação, deformação parafusos (3) correspondentes.
ou quaisquer outros danos, a mesma - Aplicar o torque final de 25 ± 2,5 N.m
deve ser substituída. em todos os parafusos (3).
- Se o estado geral da válvula está per- OBS: Fazer o aperto final de forma
feito, fazer o teste de abertura, que cruzada, observando a sequência
deve corresponder aos seguintes pa- apresentada no detalhe da figura.
râmetros:
- Se removido, reinstalar o sensor de
• Temperatura de início de abertura: 84 temperatura (2): ver item 22.5.
± 2ºC.
• Temperatura em que atinge a abertura 120 mm
total: 94 ± 2 ºC.
• Curso mínimo atingido em abertura to-
tal: 15 mm (0,6 pol). Chanfro 25 mm de rosca / passo 1,25 mm
Ø 8 mm
60
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10 - Alimentação de ar, escapamento e turboalimentador


10.1 - Tubo de ligação do turbocom- A) Remoção
pressor ao intercooler - Soltar a abraçadeira (5), de fixação
do tubo (3) ao turbocompressor (6).
3 - Remover os parafusos (2), de fixação
do tubo (3) ao suporte (1).
- Retirar o anel "O" (4): o mesmo deve
4
ser substituído.

5
B) Reinstalação
- Aplicar vaselina (Loctite 275) e encai-
2 xar um anel "O" (4) novo na respecti-
va sede do tubo (3).
1 - Encaixar o tubo (3) na posição de
6 montagem.
- Com os parafusos (2), fixar o tubo (3)
no suporte (1).
- Montar a abraçadeira (5), de fixação
do tubo no turbocompressor.

OBS: Fazer o aperto final somente após


encaixar todas as peças.

A abraçadeira (5) deve ser apertada


primeiro.
Torque: 10 ± 1 N.m.
- Após, apertar os demais parafusos:
Torque dos parafusos (2), de fixação
do tubo ao suporte (1): 20 ± 2 N.m;
Torque dos parafusos de fixação do
suporte (1) ao suporte dianteiro es-
querdo do motor: 24 ± 2,4 N.m.

61
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

10.2 - Tubo de ligação do intercoo- - Remover os parafusos (1), de fixação


ler ao coletor de admissão do tubo (3) ao suporte (2).
- Remover os parafusos cutos e longos
4 (4), de fixação do tubo (3) ao motor.
5
- Remover o tubo (3) e a junta metálica
3 (5*), que deve ser substituída.

B) Reinstalação
- Encaixar o tubo de ar (3) com uma
junta metálica (5*) nova no cabeçote.
2
8
1

6 5

*Duas juntas, quando equipado com


o espaçador (8).
- Montar 2 dos parafusos (4).
3 - Nas outras 2 posições, instalar pinos-
-guias com as dimensões abaixo.

OBS: Fazer o aperto final somente após


encaixar todas as peças.
2
- Fixar o tubo (3) no suporte (2) com os
parafusos (1).
- Apertar os parafusos (4) com o pré-
-torque de 30 ± 3 N.m.
- Remover os pinos-guias e instalar os
outros parafusos (4).
1
- Aplicar o aperto final aos 4 parafusos
(4) de forma cruzada, à 50 ± 5 N.m.
A) Remoção
- Apertar os parafusos (1) com 24 N.m.
Para obter acesso ao tubo de entrada de
ar, é necessário remover ou desconectar: - Se removido: parafusos de fixação do
suporte (2) ao suporte dianteiro direi-
• O suporte da botoneira Stop/Start (6):
to do motor: 24 N.m.
ver item 20.1;
• O reservatório de óleo hidráulico (7): 200 mm
ver item 20.3.
• O plugue do sensor de pressão e tem-
Chanfro 35 mm de rosca / passo 1,5 mm
peratura de ar: ver item 22.8; Ø 10 mm
62
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

10.3 - Linhas de suprimento e retor- 5


no de óleo ao turbocompressor

1 4
6
3 2

1. Linha de suprimento, para lubrifica-


ção do mancal do turbo. - Eliminar todos os vestígios de junta e
2. Linha de retorno ao cárter. limpar o tubo internamente de forma
rigorosa.

NOTAS:
Reinstalação
- Antes de instalar o motor no cava-
lete giratório para desmontagem, é Proceder na sequência inversa, obser-
necessário remover algumas peças, vando o seguinte:
tal como o tubo de retorno de óleo
(2) e o trocador de calor (3). Estas
peças podem interferir e/ou sofrer NOTA: Antes de reconectar a linha so-
danos nesta operação. bre o mancal do turbo, introduzir óleo de
motor na abertura, assegurando a lubri-
- Antes de desconectar as linhas de ficação do mancal na primeira partida.
óleo, limpar o motor, em especial na
região do turbocompressor.
- Após desconectar as linhas, pro- - Montar uma junta (6) nova no flange
teger as extremidades e aberturas da linha (1) sobre o mancal.
para evitar a entrada de impurezas.
- Aplicar os torques de aperto:
Parafusos (5): 22 ± 2,2 N.m.
A) Linha de suprimento (1)
Porca conectora (4): 35 ± 3,5 N.m.
- Remover os parafusos (5) de fixação
OBS: Antes de apertar a porca (4),
da linha (1) sobre o mancal.
alinhar a mangueira (1) de forma que
- Remover e descartar a junta (6). não fique deformada.
- Soltar a abraçadeira de fixação do
tubo (1) ao bloco, localizada acima do
filtro de óleo.
- Soltar a porca (4), de conexão do
tubo (1) ao bloco.

63
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

B) Linha de retorno (2) 8 2b

7
2
8
2a

9 - Aplicar vaselina (Loctite 275) no anel


(10) e montá-lo na conexão inferior
2 da linha (2).
Cuidar para não danificar o anel.
10 - Montar a conexão inferior ao bloco,
apertando a respectiva porca (2a)
com o torque de 110 ± 11 N.m.
- Remover os parafusos (9), de fixação - Conectar a porca conectora superior
da linha (2) sob o mancal. (2b) no bocal (8) e apertar com o tor-
- Remover e descartar a junta (7). que de 55 ± 5,5 N.m.

- Soltar a conexão inferior da linha (2)


junto ao bloco e retirar o anel metáli- OBS: Antes de apertar as conexões, ali-
co emborrachado (10). nhar a mangueira (2) para que não fique
- Eliminar todos os vestígios de junta e deformada.
limpar o tubo internamente de forma
rigorosa.

Reinstalação
- Certificar-se da perfeita limpeza dos
tubos antes da montagem.
- Montar o bocal (8) sob o mancal do
turbo, com uma junta (7) nova.
- Montar os parafusos (9) e apertar
com o torque de 22,5 ± 2,3 N.m.

64
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

10.4 - Turbocompressor 1 2 4
A) Remoção

1 2 3

5
A B

D C

- Limpar as superfícies de vedação, na


base do turbo e do coletor (4).
- Verificar o estado dos prisioneiros
(5) no coletor de escapamento: se
necessário, substituí-los juntamente
com as porcas (2). Torque: 50 N.m.
- Desconectar as linhas de suprimento - Montar uma junta metálica (3) nova
e retorno de óleo junto ao turbo: ver no coletor de descarga (4).
item anterior. - Reinstalar o turbo (1).
- Retirar as porcas (2) de fixação do - Montar as porcas (2):
turbocompressor (1) ao coletor de es-
capamento (4). Pré-torque, sequência B - D - A - C:
33 N.m
- Retirar o turbocompressor (1) e a jun-
ta metálica (3). Torque final, sequência A - B - C - D:
46 N.m.
- Reconectar a linha de retorno de
B) Reinstalação óleo, sob o mancal do turbo.
- Reconectar a linha de suprimento de
4
óleo sobre o mancal do turbo.

NOTA: Antes de reconectar a linha de


suprimento de óleo, introduzir óleo de
motor no bocal de entrada sobre o man-
cal do turbo.
Isso evita que o eixo do turbo gire muito
tempo sem lubrificação, ao dar a primei-
5 ra partida, o que provocaria desgaste e
possíveis danos aos componentes.
65
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C) Cuidados e manutenção do Turbocompressor

NOTAS:
• Sobre o funcionamento, fluxos e características do sistema de alimentação de ar e
turbocompressor, consultar o item 6.3.
• Caso ocorra um funcionamento irregular do motor, provocado pelo sistema de so-
brealimentação, antes de realizar intervenções no turbocompressor é aconselhado
verificar as vedações, o filtro de ar, as mangueiras e abraçadeiras, o intercooler e
a fixação do turbocompressor sobre o coletor de descarga bem como, a respectiva
junta.
• Se o turbo foi danificado por falta de lubrificação, verificar se os tubos de envio e
retorno não estão quebrados ou obstruídos. Se for o caso, eliminar a falha.

A substituição de juntas, retentores e


adaptadores deverá ser realizada sem a
utilização de selantes que podem conta-
minar o óleo.
Certificar-se de que as porcas de fixação
do turbo ao coletor estão apertadas cor-
retamente (torque especificado neste ca-
pítulo).

Sistema de respiro do cárter (blow-by)

Após efetuar as verificações acima, fazer


o diagnóstico eletrônico de desempenho
do motor.
Este teste deverá ser executado confor-
me as seguintes condições:
• Temperatura do líquido de arrefeci-
mento: pelo menos 50ºC.
• Bateria em perfeito estado de carga,
para realizar o teste de compressão.
• Sistema de recarga eficiente. Em caso de irregularidades neste siste-
ma, como entupimento, pode ocorrer a
Verificações no motor e no turbo: formação de depósitos de óleo no aloja-
mento do compressor.
Vazamento de óleo
Nas inspeções de rotina ou diagnósticos,
Alerta! Não executar nenhum serviço de recomenda-se retirar a tubulação de ad-
manutenção com o motor em funciona- missão de ar ao compressor e verificar se
mento. o rotor encontra-se impregnado de óleo.

66
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Verificar se as lâminas do rotor estão


rachadas, dobradas ou danificadas.

CUIDADO: Nunca tente endireitar uma


lâmina.

Vazamento de gases de escape:


O vazamento através do flange do aloja-
mento da turbina causa formação de fuli-
gem no flange.
Verificar a vedação no flange da turbina
em relação ao coletor de escape, certifi-
cando-se se o torque de aperto está cor- - Com o sistema de admissão desco-
reto. nectado do alojamento do turbocom-
Se o flange possuir rachaduras, substitui- pressor, é possível verificar visual-
-lo. mente a existência de folgas axiais e
radiais do mancal.
Verificar se nas conexões entre a saída
da turbina para o sistema de escape exis- - Em caso de dúvidas, o turbocompres-
tem danos causados por fricção. sor deverá ser removido do motor
para que a existência dessas folgas
Se o alojamento da turbina está danifica- sejam detalhadamente verificadas.
do, substitui-lo.

Folga axial: 0,025 a 0,127mm


Inspeções visuais
Folga radial: 0,025 a 0,127mm
A folga do conjunto rotativo para o mo-
delo HX52 é de 0,406 a 0,610mm

- Verificar a existência de rachaduras,


dobras ou danos nas lâminas do rotor
do compressor.

67
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

10.5 - Coletor de escapamento


A) Remoção
Para obter acesso ao coletor de descarga,
é necessário remover o turbocompressor
(1). Ver item 10.4.

- É possível verificar existência de va-


zamento de ar e o movimento da has-
te de controle da válvula limitadora
"wastegate".
Pressurizando a câmara com 2.31
bar, o deslocamento da haste de con- 1
trole deve ser de 0.97 a 2.03 mm
Porém, esse teste só pode ser efetu- - Remover todos os parafusos (2) de
ado por pessoal capacitado e equipa- fixação do coletor de descarga e re-
mentos especializados. movê-lo.

AVISO: Nunca tente verificar o atuador - Remover também as juntas metálicas


utilizando o ar fornecido do motor em (1), que devem ser trocadas.
funcionamento.
B) Reinstalação
Preparação para montagem

3 1 9

5
Inspecionar no suporte da wastegate a 4
existência de rachaduras, próximo ao dis-
tanciador deste. 1 2 3 4 5 6 7
CUIDADO: Sempre substituir o suporte
- Limpar todas as peças, em especial
do atuador caso este possua rachadu-
as superfícies de contato e vedação.
ras.
NOTA: É importante saber com exatidão - Trocar os parafusos (8), se necessá-
o número de peça e o tipo do turbocom- rio.
pressor na substituição do suporte do
atuador.

68
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Montagem
- Montar os parafusos (8) inferiores no
cabeçote, juntamente com as guarni-
ções metálicas (1) novas.
- Encaixar os segmentos (2, 6 e 9) pré-
-montados nos parafusos inferiores
(8) montados no cabeçote.
- Montar os parafusos (8) superiores.
8 2 6 9
- Apertar todos os parafusos (8) em
- Posicionar os segmentos de coletor: etapas e de forma cruzada, conforme
os laterais (2 e 9) e o central (6). o esquema apresentado abaixo.

- Inserir as buchas (4) nos anéis sanfo- 1ª etapa (pré-torque): 40 N.m


nados (5). 2ª etapa (final): 70 ± 7 N.m.
- Posicionar as abraçadeiras (3) nos - Se removido, reinstalar o turbo e as
segmentos laterais (2 e 9) e no seg- linhas de lubrificação.
mento central (6).
Ver procedimento nos itens anterio-
Ver posições de montagem nas figu- res.
ras.
- Aplicar Loctite 5900 nas buchas (4)
nos anéis sanfonados (5) e uni-los
aos segmentos de coletor (2, 6 e 9).
- Apertar as porcas das abraçadeiras
(3) com o torque de 7 ± 0,7 N.m.

Esquema da sequência de aperto dos parafusos de fixação coletor do escapamento


ao cabeçote

Esquema da sequência de aperto das porcas de fixação turbocompressor ao coletor


do escapamento

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

11 - Sistema eletrônico de injeção de combustível

NOTA: Sobre o funcionamento, fluxos ALERTAS:


e características do sistema de injeção • Ao trabalhar no sistema de com-
eletrônica, consultar o item 6.4. bustível, proceder sob as mais ri-
gorosas condições de limpeza!
• Não soltar conexões de alta pres-
11.1 - Filtro de combustível
são com o sistema pressurizado:
A) Remoção esperar pelo menos 10 min após
desligar o motor e mesmo assim,
soltar a primeira conexão com cui-
dado!

1
OBS: Caso seja necessário substituir
os nípeis conectores (5), apertá-los
com o torque de 44 ± 4,4 N.m.
2

- Com a ferramenta 99360252 (2), re-


mover o filtro (1) girando-o no sentido
anti-horário (visto por baixo).

5 3 1
4

- O torque de aperto para fixação do


sensor de temperatura e de pressão
(6), é de 24 ± 2,4 N.m.
- Aplicar vaselina (Loctite 275) no anel
- Remover o suporte (3), retirando os "O" do filtro (1) e montá-lo no suporte
parafusos (4). (3).
- Com a ferramenta 99360252 e um
B) Reinstalação torquímetro, apertar o filtro com o tor-
que de 19 ± 1,9 N.m.
- Montar o suporte do filtro com os
respectivos parafusos de fixação na
sede no cabeçote.
- Montar os parafusos (4) e apertá-los
com o torque de 28 ± 2,8 N.m.

70
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

NOTAS:
- Não se recomenda encher o filtro de combustível com óleo diesel (para acelerar a
sangria), em virtude do risco de introduzir impurezas no circuito.
Ver o procedimento correto, abaixo.
- Manutenção do pré-filtro de combustível: consultar o manual do veículo ou máquina
em que o motor encontra-se aplicado.

11.2 - Sangria do sistema de com- 11.3 - Tubulação de combustível de


bustível baixa pressão

2 3 3

2
1

1 4

- Conectar uma mangueira plástica 1. Tubo de combustível para arrefeci-


transparente (de aproximadamente mento da EDC
0,5 m) ao bujão (3), sobre o suporte - Do tanque, impulsionado pela bomba
(2) do filtro (1). de transferência elétrica e após atra-
- Colocar a outra extremidade da man- vessar o pré-filtro, o combustível en-
gueira em um recipiente adequado- tra na placa de arrefecimento da EDC
para coletar o combustível. pelo pórtico (4).
- Soltar o bujão (3) e girar a chave de - Na saída, pelo tubo (1), o combustí-
partida para a posição "contato". vel flui até a bomba alimentadora (3).
Ao fluir combustível isento de ar, rea- 2. Tubos de ida e retorno do filtro de
pertar o bujão e desconectar a man- combustível.
gueira transparente. • O torque de aperto das porcas conec-
- Deixar a chave de partida acionada toras dos tubos (1 e 2) é de 19 N.m.
por mais alguns instantes para que No caso de remover os nípeis conec-
ocorra o preenchimento completo do tores correspondentes, aplicar o mes-
circuito com combustível. mo torque na montagem.
- Dar a partida e observar o motor • O tubo (1) possui uma abraçadeira,
quanto a existência de vazamentos. cujo parafuso deve ser apertado a 22
N.m.

71
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

11.4 - Tubo externo de alimentação 11.5 - Tubo interno de alimentação


da galeria Common Rail da galeria Common Rail
A) Remoção

ALERTA: Não soltar conexões de alta 1


pressão com o sistema pressurizado: 2
esperar pelo menos 10 min após des-
ligar o motor e mesmo assim, soltar a
primeira conexão com cuidado! 3

4
1
A) Remoção
Para obter acesso aos tubos internos de
combustível, de envio e retorno do com-
mon rail, é necessário remover a tampa
de balancins: Ver item 12.1;
4 3 - Soltar as porcas conectoras (4).
- Soltar a fixação do tubo (1), removen-
- Com uma chave 10 mm, remover o
do o parafuso (2) da abraçadeira ou
parafuso da abraçadeira (2) do su-
os parafusos (3) do suporte.
porte de fixação do tubo (1).
- Soltar as porcas conectoras (4) e reti-
rar o tubo (1).
NOTA: Examinar as roscas e o estado
geral do conector intermediário (3). Se
B) Reinstalação necessário, removê-lo retirando os 2 pa-
rafusos. Trocar também vedação da co-
- Certificar-se da limpeza rigorosa de
nexão em relação ao cabeçote.
todas as peças.
Torque dos parafusos: 10 ± 1,0 N.m.
- Encaixar o tubo (1) e pré-apertar as
porcas conectoras (4).
- Montar a fixação do tubo (1): B) Reinstalação

• Instalando e apertando os parafusos - Certificar-se da limpeza rigorosa de


(3): apertar com o torque de 24 ± 2,4 todas as peças.
N.m. - Encaixar as extremidades do tubo (1)
• Ou montando o parafuso (2) da abra- e pré-apertar as porcas conectoras
çadeira: apertá-lo com o torque de 10 (4).
± 1,0 N.m. - Fixar a abraçadeira (2), apertando o
- Aplicar o aperto final nas porcas co- respectivo parafuso com o torque de
nectoras (4): apertá-las com o torque 10 ± 1,0 N.m.
de 35 ± 3,5 N.m. - Se removido: o torque do parafuso do
- Ao acionar o motor, verificar a exis- suporte da abraçadeira é de 10 ± 1,0
tência de vazamentos. N.m.

72
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Aplicar o aperto final nas porcas co-


ALERTA: Não soltar conexões de alta
nectoras (4), com os seguintes tor-
pressão com o sistema pressurizado:
ques:
esperar pelo menos 10 min após des-
• Porca (4) junto à galeria common rail: ligar o motor e mesmo assim, soltar a
40 N.m. primeira conexão com cuidado!
• Porca (4) junto ao conector (3) do ca-
beçote: 35 N.m
B) Reinstalação
- Ao acionar o motor, verificar a exis-
tência de vazamentos. 1 2

ALERTA: Após a montagem dos tu-


bos internos de combustível, é neces-
sário verificar frequentemente o nível
de óleo do motor, durante as 20 pri-
meiras horas de trabalho: o nível não
pode aumentar.

NOTAS:
11.6 - Tubos de envio de combustí- • Todas as porcas (1) contém uma gra-
vel do Common Rail aos injetores vação indicando em qual injetor (nr.
de cilindro) o tubo (2) deve ser mon-
2
tado.
• Nunca tentar "adaptar" tubos de um
cilindro para outro.
• Tubos de alta pressão podem ser
reutilizados, desde que estejam em
perfeitas condições.

- Montar os tubos de envio de com-


bustível do common rail aos injetores
1
nas respectivas posições, montando
cada porca manualmente.
A) Remoção
- Apertar com o torque especificado:
Para obter acesso aos tubos (1), é neces-
Torque da porca conectora junto ao
sário remover a tampa de balancins: Ver
common rail: 40 N.m.
item 12.1;
Torque da porca conectora junto ao
- Soltar as porcas conectoras (1) dos injetor: 35 N.m.
tubos (2) a serem removidos.

- Remover todos os tubos de envio de ALERTA: Após a montagem dos tu-


diesel (2) para os eletroinjetores. bos internos de combustível, é neces-
sário verificar frequentemente o nível
de óleo do motor, durante as 20 pri-
meiras horas de trabalho: o nível não
pode aumentar.

73
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

11.7 - Tubos de retorno da galeria B) Reinstalação dos tubos


common rail e dos injetores - Encaixar o tubo (1 e 2) e montar ma-
A) Remoção dos tubos nualmente porcas conectoras (3).
- Aplicar o torque especificado abaixo:
4
35 ± 3,5 N.m
1 NOTA: Caso seja necessário remover
os nípeis de conexão (4) no cabeçote,
verificar a perfeita condição dos mes-
3 mos, trocando-os se necessário.
Trocar também os anéis "O".

Torques de aperto:
- Porca conectora (3) e nípel (4) do
tubo de retorno (1): 35 ± 3,5 N.m.
Tubo de retorno do Common Rail - Porca conectora (3) e nípel (4) do
tubo de expurgo (2): 25 ± 2,5 N.m.

3 35 ± 3,5 N.m

11.8 - Bomba de alta pressão e flan-


ge

2 1

4 Tubo de expurgo

O tubo (1) conduz o combustível even-


tualmente liberado pela válvula de segu-
rança do common rail, para a galeria de
retornos fundida no cabeçote.
A saída desta linha, para retorno à tan-
que, é feita pelo tubo de expurgo (2), loca- A) Remoção
lizado externamente na frente do motor.
Remover previamente a tampa (1) das
- Para acessar o tubo interno (1), re- engrenagens de distribuição.
mover a tampa dos balancins: ver
item 12.1.
- Soltar as porcas conectoras (3) e re-
mover o tubo (1).
- Para remover o tubo de expurgo (2),
soltar a respectiva porca conectora
(3).
74
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Desconectar os tubos de baixa pres-


são (5, 6 e 7) e o tubo de alta pressão
1
(4) da bomba (3).
- Soltar o suporte do filtro de combus-
tível (8) e retirar o conjunto com a tu-
bulação.

- Com o pino (1), travar o volante do


motor.

- Retirar os parafusos (9) e desencai-


xar a bomba de alta pressão (3) do
alojamento.

2 NOTA: Logo após desconectar os tubos


da bomba de alta pressão e durante todo
o procedimento, manter os tampões (X)
montados nas conexões para evitar en-
trada de impurezas e umidade.
- Remover a engrenagem (2) da bom-
ba de alta pressão.
10
OBS: As engrenagens devem estar
montadas.

11

- Remover os 5 parafusos Allen (10)


e desencaixar o flange (11) do aloja-
3 4 5 6 7 mento (escátola).

75
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

B) Reinstalação - Aplicar Loctite 5900 no flange (3)


da bomba de alta pressão: o cordão
2 deve ser contínuo.
10 O diâmetro do cordão deve ser de 1,5
- 0,2 / +0,5 mm.
OBS: Montar o flange em até 10 mi-
nutos após a aplicação do vedador.

11

2
3

- Montar os parafusos (4) de fixação do


flange (3) e apertá-los de forma cru-
zada e em etapas.
Torque final: 19 ± 1,9 N.m.
- Utilizando os pinos guias (1), montar - Retirar o dispositivo 99395221 (2).
o flange da bomba de alta pressão.
- Inserir o dispositivo 99395221 (2) de
centralização do flange. 6

- Limpar a superfície de contato do


flange (3), deixando-a isenta de im-
purezas e resíduos de óleo.

- Montar a bomba de alta pressão (5)


no flange (3).
- Montar e apertar os 3 parafusos (6)
em etapas.
Torque final: 35 ± 3,5 N.m.

76
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

1a

- Montar a engrenagem (7) da bomba


de alta pressão no eixo da mesma.
OBS: Usar a arrueIa plana (PN
17095914) com a porca (8) e não a ALERTA: Não acionar o motor sem
fornecida com a bomba CP3. que o plugue de alimentação elétri-
ca se encontre conectado na tomada
- Apertar a porca (8) com o torque de
(1a) da válvula (1)!
100 - 110 N.m (74 - 81 lbf.pé).
Tampouco desconectar o plugue com
Folga radial da engrenagem: 0,08 a 0,18 o motor em funcionamento!
mm.

C) Manutenção e cuidados com a bom- D) Válvula de controle de pressão


ba de alta pressão (PCV) da bomba de alta pressão
A quantidade de combustível fornecido
1 2 para a galeria Common Rail, pela saída
(2) da bomba de alta pressão (4), é re-
gulada pela válvula (1), na linha de baixa
pressão, ou seja, na sucção da bomba.
A válvula é do tipo PWM, sendo controla-
da pela central eletrônica EDC7.
A pressão liberada pela bomba é modu-
lada entre 250 - 1.400 bar (3625 - 20.300
psi) pela central EDC através da válvula
100 - 110 (1).
N.m A válvula solenoide (1) é do tipo NA (Nor-
5 4 3 malmente Aberta), ou seja, não receben-
do sinal elétrico da central, esta libera flu-
xo máximo para a bomba de alta pressão:
NOTAS:
• O conjunto, bomba de alta pressão
(4) e a bomba alimentadora (3) não
permitem reparo: em caso de falha,
deve ser substituído.
• Apenas a engrenagem (5) e a vál-
vula de controle PCV (1) podem ser
substituídas de forma independente.

77
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Substituição da válvula de controle (ou re- 11.9 - Galeria Common Rail


guladora de pressão)
A) Remoção
NOTA: Para obter acesso ao common
rail é necessário remover:
- A tampa dos balancins: ver item 12.1;
- O eixo balancins: ver item 12.2;
- A trava do freio-motor: ver item 20.1;
- A tubulação de envio e retorno de
combustível para o common rail: ver
itens 11.4, 11.5 e 11.7;
- A tubulação de envio de combustível
para os eletroinjetores: ver item 11.6.
1

6 1

• A impedância da bobina da válvula (1)


é de aproximadamente 3.2 Ω. 2
• Medir entre os terminais "1 e 2".
• Observar o máximo rigor na limpeza:
só remover a válvula após limpar o
conjunto da bomba de alta pressão.
- Desconectar o plugue (2) do sensor
• Verificar o estado do anel "O" e ume-
de pressão (1).
decê-lo com vaselina (Loctite 275) na
montagem.
3
• Apertar os 3 parafusos (6) de fixação
da válvula com o torque de:
1a etapa: 3 - 4 N.m (2,2 - 2,9 lbf.pé).
2a etapa: 6 - 7 N.m (4,4 - 5,0 lbf.pé).

Terminais da válvula (Pin Out):


Terminal Descrição Pino EDC*
4
1 Massa (-) 10
2 Aliment (+) 9 X
*Pinos do conector "A" (16 vias) da EDC. - Manter todas as aberturas (X) prote-
gidas com tampões apropriados.
2 1 - Retirar os parafusos de fixação (3) da
galeria (4).
- Ao remover a galeria (4), cuidar para
que a mesma não sofra danos.

78
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

*Sensor montado na extremidade frontal


da galeria (4).
Estas falhas provocam um aumento ex-
cessivo da pressão; quando esta ultra-
passar 1.800 bar, a válvula (8) abre, libe-
rando o fluxo de combustível excedente
para a linha de retorno.

6 7 Persistindo a falha, o sistema regula a


pressão para em torno de 800 bar. Nes-
- Se necessário, após remover a gale- ta condição, a válvula de segurança (8)
ria common rail, remover os suportes permite que o motor funcione, embora
de fixação (6). com baixa eficiência, mas evitando supe-
raquecimento do combustível e danos a
componentes.
B) Reinstalação
- Se removidos, reinstalar os suportes
de fixação do common rail nas res- NOTA: A válvula (8) abre somente em
pectivas sedes no cabeçote. casos excepcionais, quando ocorre
- Montar os parafusos (7) e apertá-los falha no controle da pressão.
com o torque de 24,5 ± 2,45 N.m. Quando isso ocorre, recomenda-
-se que a válvula de segurança seja
3 substituída.

11.10 - Injetores eletrônicos (ele-


troinjetores) e chicote

- Montar a galeria (4).


- Montar e apertar os parafusos (3)
com o torque de 24,5 N.m. A) Remoção
Para obter acesso aos eletroinjetores, é
necessário remover:
C) Válvula de segurança Common Rail
• A tampa de balancins: ver item 12.1;
Montada na extremidade posterior da
galeria (4), a válvula (8) protege os com- • O chicote dos injetores: ver item 11.10;
ponentes do circuito de alta pressão de • Os tubos de alta pressão: ver item
combustível caso haja alguma falha no 11.6;
funcionamento do sensor de pressão* ou
da válvula de controle PCV da bomba de • O eixo dos balancins: ver item 12.2;
alta pressão. • A tubulação do freio-motor: ver item
20.1.

79
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

1 2 2 5 1

99340205
- Encaixar o garfo de fixação (1) na
- Com uma chave Allen, remover o pa- respectiva sede do injetor (2).
rafuso Allen dos garfos (1) de fixação - Inserir o injetor cuidadosamente no
dos injetores. alojamento, no cabeçote, até o encai-
- Com a ferramenta especial 99340205, xe completo.
extrair os eletroinjetores (2). - Montar o parafuso Allen (5) de fixação
- Proteger as aberturas dos injetores do garfo (1) apertá-lo com o torque de
com tampões apropriados. 35 ± 3,5 N.m.

2 NOTA: Os injetores eletrônicos não per-


4
mitem revisão. Desta forma, não tente
desmontá-los.
Em caso de reutilização, limpe-os exter-
namente, utilizando uma malha limpa e
seca e que não solte fiapos. Não utilizar
- Cuidar para não danificar os anéis escovas nem solventes!
"O" (4), bem como, os conectores do Não limpar a ponta do injetor.
chicote e terminais do injetor.

B) Reinstalação Observações
- Depois da montagem dos tubos de
- Se montado, substituir o anel de co-
alta pressão, é necessário verificar
bre (3)* da extremidade do injetor.
frequentemente o nível de óleo do
*Depende da aplicação. motor, que NÃO DEVE AUMENTAR
durante as 20 horas de trabalho ini-
- Substituir o anel "O" (4) do injetor e
ciais.
aplicar vaselina (Loctite 275) no mes-
mo antes de introduzir o injetor no - Verificar se os injetores (2) estão
alojamento. equidistantes em relação as molas
das válvulas: a distância “X” que os
- Certificar-se de que o alojamento do separa deve ser sempre a mesma.
injetor, no cabeçote, está perfeita-
mente limpo. Ver próxima figura.

80
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Inicialmente, montar os componen-


tes, como os tubos de alta pressão e
fixação da galeria, manualmente.

- Somente após encaixar todos os


componentes, apertar os parafusos
com o torque correto, mencionado
nos procedimentos:

Item Bitola Torque


A M18 x 1,5 40 N.m
B M14 x 1,5 35 N.m
C M16 x 1,5 35 N.m

81
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

D) Chicote elétrico dos injetores

Layout do chicote do motor, com destaque para a parte interna, relativa


aos injetores (78247) e sensor de pressão do Common Rail (85157)

- Desconectar o plugue (3) do sensor


de pressão (4) do Common Rail.
1

- Desconectar os cabos elétricos (1)


dos injetores com uma chave apro-
priada.

3 - Cortar e remover todas as abraçadei-


ras de Nylon (indicadas pelas setas
na figura), de fixação do chicote ao
longo dos 6 eletroinjetores.

82
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

6 7 - Passar o chicote interno ao longo do


cabeçote e injetores.

- Na parte dianteira do cabeçote, soltar


o conector (6) de fixação e vedação 1
do chicote elétrico.
- Verificar se o anel "O" (7) encontra-se - Reconectar os cabos de controle (1)
em perfeito estado. dos injetores.
Apertar as respectivas porcas com o
Reinstalação do chicote elétrico dos inje- torque de 1,64 ± 0,15 N.m.
tores
Proceda na ordem inversa a remoção, ob-
servando os seguintes pontos:
- Inspecionar atentamente o chicote.
Se necessário, utilizar um multímetro
para certificar-se de que não há ca-
bos com resistência excessiva.

- Fixar o chicote com abraçadeiras de


Nylon genuínos, nos pontos originais.

ALERTA: Não utilizar abraçadeiras


comuns para fixar o chicote, pois es-
6 tas podem deteriorar em função do
calor, soltando-se e cair no interior
do motor.
- Aplicar vaselina (Loctite 275) no anel Em consequência, podem ocorrer en-
"O" (7) do conector (6). tupimentos no sistema de lubrifica-
ção e sérios danos ao motor!
- Inserir o chicote pelo furo na parte
frontal do cabeçote.
- Fixar o conector, apertando os para-
fusos (8) com o torque de 10 ± 0,1
N.m.
- Reconectar o plugue do sensor de
pressão do Common Rail.

83
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

11.11 - Alojamentos dos injetores


eletrônicos: substituição

- Com a ferramenta 99390772 (2), re-


mover eventuais resíduos (1) que
possam estar no cabeçote.

- Apertar o alojamento (2) com a ferra-


menta 99390804 (1).
OBS: A operação descrita nas figuras
seguintes deve ser seguida fixando
as ferramentas através do garfo (A)
no cabeçote.

- Lubrificar os anéis de vedação (3) e


montá-los no alojamento (4).
- Com a ferramenta 99365054 (2), fixá-
-los no cabeçote com o garfo (A).
- Posicionar o alojamento (4) novo e
- Apertar o extrator 99342149 (2) no apertar o parafuso (1), calçando a
alojamento (3), apertar a porca (1) e parte inferior do mesmo.
extrair o alojamento do cabeçote.

84
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Verificação da saliência (projeção) do inje-


tor em relação a face do cabeçote

- Verificar a projeção do injetor (2) com


o uso de um relógio comparador (1).
A projeção deve ser de 1,2 a 1,5 mm.

- Retificar com ferramenta 99394043


(1) e a bucha-guia 99394045 (2) o
furo inferior do alojamento (3).

- Com a fresa 99394044 (1) e a bu-


cha 99394045 (2), retificar a sede de Esquema de montagem dos injetores no
apoio do injetor no alojamento (3). cabeçote

85
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

12 - Cabeçote e válvulas e comando


12.1 - Tampa dos balancins 17 14 13 1 4 5 8

18 9

A) Remoção
19 10

20 11

16 15 12 2 3 6 7

Esquema da sequência de aperto dos para-


fusos de fixação tampa balancins

- Retirar todos os parafusos (2) e em


seguida a tampa (1).
P
A remoção da tampa (1) permite
acesso à diversos componentes,
como balancins e eixo, chicote elé-
trico dos injetores, sistema do freio-
-motor, injetores eletrônicos e árvore - Posicionar a tampa (1) sobre o cabe-
de comando. çote, pelos pinos-guias instalados no
passo anterior.
NOTA: Adotar todos os cuidados neces- - Instalar e pré-apertar os parafusos (2)
sários para evitar a queda de peças para seguindo a ordem indicada na figura.
o interior do bloco!
- Retirar os 4 pinos-guias e inserir nes-
tas posições, os parafusos (2) corres-
B) Reinstalação pondentes.
- Limpar a tampa e a parte superior do
cabeçote de forma rigorosa. OBS: Os parafusos (2) devem ser
apertados em etapas, para evitar
- Caso necessário, substituir a junta da a deformação da junta e da própria
tampa. tampa.

- O torque de aperto final deve ser de


NOTA: Verificar o correto assentamento 8,5 ± 1,5 N.m.
da junta na tampa e observar a sequen-
cia de aperto dos parafusos conforme
indicado na sequência.
200 mm

- Para assegurar o correto alinhamento


da tampa (1) e da junta com o cabe- Chanfro 20 mm de rosca / passo 1 mm
çote, inserir 4 pinos guias (P) nas ex- Ø 6 mm
tremidades do cabeçote (1 em cada Dimensões dos pinos-guia (P)
canto).

86
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

12.2 - Balancins e eixo

2 4

1
Freio-motor atuando
Freio-motor desativado

Os excêntricos (cames - 1) da árvore de A) Remoção


comando acionam os balancins de co- Para obter acesso ao eixo de balancins, é
mando das válvulas por intermédio de um necessário remover a tampa de balancins
rolete (2), para proporcionar um contato e as travas do freio-motor. Ver itens 12.1
mais suave com os ressaltos. e 20.1 respectivamente.
Nos motores com o sistema de freio-mo-
tor, os balancins das válvulas de escape 1 2
são interpostos por alavancas (4), com
um pino excêntrico para o comando do
freio-motor. Ver o item 20.1.
No lado oposto aos roletes (2), os balan-
cins atuam sobre uma ponte (3) que se
apoia diretamente sobre a haste das duas
válvulas.
3
Entre o parafuso de regulagem do balan-
cim e a ponte (3) há uma pastilha.
- Instalar a ferramenta 99360558 (1)
O balancins contém 2 dutos internos de
no eixo de suporte dos balancins.
lubrificação.
- Remover todos os parafusos (2).

87
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Inspeção dos balancins


3

Balancins para válvulas de escape

- Remover o eixo e recolher todas as


pontes (3) do cabeçote.

NOTA: Ao remover o eixo de balancins,


cuidar para que as pontes de válvula (3)
não caiam nas galerias do cabeçote.
Balancins para válvulas de admissão

B) Desmontagem do eixo e balancins


- Verificar os balancins quanto a exis-
tência de riscos ou desgaste excessi-
NOTA: Identificar cada balancim confor-
vo das buchas.
me a ordem de montagem, para a pos-
terior montagem nas posições originais. - Medir o diâmetro interno das buchas
e comparar com as especificações do
capítulo 23.
- Com o conjunto de eixo e balancins
removido, os balancins ficam livres Se necessário, substituir as buchas
para serem removidos do eixo. ou o balancim completo.

C) Inspeção dos componentes


- Verificar a superfície do eixo quanto a
existência de riscos e sinais de engri-
pamento.
- Se o aspecto geral do eixo está bom,
medir o diâmetro conforme indicado
na figura.
- Antes de montar o eixo, fazer uma
limpeza rigorosa, interna e externa.

31,980
31,964
Principais dados do eixo de suporte dos balancins
88
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

D) Montagem e reinstalação - Com ferramenta 99360558 (1), posi-


cionar o conjunto eixo e balancins no
1 2 cabeçote.
- Inserir os parafusos (3) com as arrue-
las especiais.

Esquema da sequência de aperto dos para-


- Se removidos do eixo, montar os ba- fusos de fixação do eixo dos balancins
lancins na sequência original, seguin- - Apertar os parafusos em etapas:
do a identificação feita na desmonta-
gem. Pré-torque: 70 N.m.
Torque final: 105 ± 10,5 N.m.
4 F

12.3 - Pontes de válvula


A) Remoção
Para acesso às pontes de válvula:
- Remover as travas do freio-motor:
ver item 20.1.
- Remover o eixo balancins: ver item
NOTA: Observar a posição do eixo anterior.
(4) quanto à posição dos furos (F) de
montagem dos parafusos (2): os fu- 1
ros possuem 2 diâmetros diferentes:
- O lado do eixo (4) com o diâmetro
menor dos furos (F) deve ficar vol- D1
tados para cima.
D2
- Alerta! Se o eixo ficar com o di-
âmetro maior dos furos voltados
para cima, haverá perda de pres-
são de óleo!

NOTA: Certificar-se de que todas as


pontes de válvula (3) estão corretamen-
te posicionadas sobre as válvulas.
D1 D2

89
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Remover cuidadosamente as pontes A) Remoção da placa posterior e da ár-


de válvulas (1) assegurando que as vore de comando
mesmas não caiam nas galerias de
óleo do cabeçote.
- Inspecionar as pontes: em caso de
desgaste ou quebras, trocá-las.

B) Reinstalação
- Posicionar as pontes de válvulas (1),
observando que os diâmetros (D1 e
D2) das sedes de encaixe das hastes
das válvulas, são diferentes:

NOTA: Montar as pontes (1) nas respec- - Remover os parafusos (2) e a engre-
tivas válvulas de modo que as sedes de nagem (3) com a roda fônica.
diâmetro menor (D1) fiquem para o mes- - Retirar a porca (4) e a engrenagem
mo lado: direito ou esquerdo. de acionamento (5) da bomba de
Desta forma, as sedes de diâmetro maior combustível de alta pressão.
(D2) devem ficar para o outro lado. Utilizar um sacador adequado.
Ver figuras anteriores.
- Retirar o sensor de fase (1).

6 7
12.4 - Árvore de comando de válvu-
las, placa do eixo e buchas
- Remover previamente:
• Tampa dos balancins: ver item 12.1;
• Conjunto eixo, balancins e pontes de
válvula: ver item 12.2;
• Tampa superior da engrenagem do P
comando: ver item 13.2;
• Filtro rotativo de óleo: ver item 16.2;
- Instalar 2 pinos-guia (P).
• Roda fônica: ver item 13.1;
- Para remover a placa (6) e a árvore
• Engrenagem da árvore de comando: de comando (7), force-a cuidadosa-
ver item 13.4. mente para trás, soltando a placa (6)
do alojamento.
- Recolher a placa (6) e retirar os pi-
nos-guia (P).
- Remover a árvore de comando (7).
OBS: Remover a árvore de forma cui-
dadosa para que a mesma não danifi-
que as buchas de apoio no cabeçote.

90
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

B) Inspeção e medições da árvore de comando


B1 - Elevação dos excêntricos e o alinhamento dos mancais
- Fazer uma inspeção visual da árvore (4): as superfícies dos mancais de
apoio (3) e dos excêntricos devem ser lisas.
Se apresentarem marcas de dentes ou riscos, substituir a árvore e as
respectivas buchas no cabeçote.
Se aprovada, fazer as medições abaixo.
- Colocar a árvore (4) sobre as cabeças móveis (1).
- Com o comparador centesimal (2), verificar as seguintes medidas e com-
pará-las com o especificado na tabela do capítulo 23.
Se necessário, substituir a árvore:
• Elevação dos excêntricos (cames), de admissão e escapamento.
• Desalinhamento (descentralização) dos mancais de apoio (3): não deve
ser superior a 0,030 mm.

1 2 1

3 4

• Diâmetro dos mancais de apoio (3) da árvore.


• Usar esta medida para calcular a folga em relação as buchas no cabeçote.
Folga entre buchas e mancais (3) = Diâmetro interno da bucha - diâmetro
do mancal (3).

1 3 1

91
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

B2 - Principais dados dimensionais da árvore de comando e tolerâncias

Símbolo
Tolerâncias: Característica objeto de tolerância
gráfico
De orientação Perpendicularidade

De posição Concentricidade ou coaxialidade

De oscilação Oscilação circular

Classe de importância atribuída às características da peça Símbolo

Crítica

Importante

Secundária

C) Buchas da árvore de comando


C1 - Inspeção visual das buchas
- As superfícies das buchas não devem apresentar marcas de dentes ou
riscos.
Se necessário, devem ser substituídas.

92
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C2 - Folga dos mancais de apoio da Montagem


árvore de comando em relação às bu- - Montar as buchas (5) nos respectivos
chas alojamento, também utilizando a fer-
- Medir o diâmetro interno* das buchas ramenta 99360505 (6).
(5).
*Considerar o diâmetro interno de- NOTA: Assegurar-se de que o orifício de
pois da montagem por interferência. lubrificação (5a) da bucha coincida com
o respectivo orifício no alojamento.
- Folga de montagem = Diâmetro in-
terno das buchas (5) - Diâmetro dos
mancais de apoio (3) da árvore de co- D) Reinstalação da árvore de comando
mando (ver item anterior). e da placa posterior
- Aplicar óleo nos casquilhos dos man-
- Folga nominal: 0,06 - 0,13 mm cais do cabeçote.
- Folga máxima admissível: 0,15 mm
1 2
- Em caso de folgas superiores a 0,150
mm, substituir as buchas e se neces-
sário, também a árvore de comando.

- Ver dados dimensionais das buchas - Com o dispositivo (1), introduzir a ár-
e alojamentos no cabeçote na figura vore de comando (2) no cabeçote.
anterior.

5a

3 4

C3 - Substituição das buchas da árvore de


comando com o dispositivo 99360505
Extração
- Extrair as buchas (5) com a ferramen-
ta 99360505 (6).

NOTA: Posicionar a ferramenta com


precisão durante a desmontagem para
não danificar os alojamentos.

93
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Na parte frontal, com o dispositivo 12.5 - Remoção do cabeçote


(3), posicionar a árvore de comando.
Para remover o cabeçote, é necessário
A ferramenta encaixará no furo (4) do retirar previamente:
cabeçote.
- O alojamento e válvula termostática:
OBS: O dispositivo (3) só deve ser re- ver item 9.6;
tirado após montar a engrenagem da
- A válvula do freio-motor: ver item
árvore de comando.
20.1;
- O filtro dos vapores do cárter (blow
6 7
by): ver item 16.3;
- O turbocompressor e respectivos tu-
bos de ligação: ver item 10.4;
- O filtro de combustível: ver item 11.1;
5
- A tampa dos balancins: ver item 12.1;
- O chicote elétrico dos injetores: ver
item 11.10;
P
X - A tubulação de alta pressão: ver itens
11.5 e 11.6 e tubo de retorno, item
11.7;
- O eixo de balancins: ver item 12.2;
- A tampa superior das engrenagens
de distribuição: ver item 13.2;
- O filtro rotativo: ver item 16.2;
- A roda fônica: ver item 13.2;
- Inserir o anel "O" na placa (6).
- A engrenagem do comando: ver item
- Inserir os 2 pinos-guia (P) nas posi- 13.4;
ções mostradas na figura.
- A placa posterior do árvore de co-
- Aplicar um cordão contínuo (X) de si- mando: ver item 12.4.
licone (Loctite 5900) na face posterior
(interna) da placa (6).
- Inserir a placa (6) no alojamento na
escátola (5).
- Montar os parafusos (7) e aplicar um
pré-aperto.
- Retirar os pinos-guia (P) e nestas
posições, instalar os 2 parafusos cor-
respondentes.
1
- Aplicar o aperto final à todos os para-
fusos (7). - Para remover o cabeçote, remover
Fazer o aperto de forma cruzada. todos os parafusos (1).
Torque final: 25 ± 5 N.m. OBS: É importante soltar os parafu-
sos em pelo menos 2 etapas.

94
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Desmontagem

1 NOTA: Antes de remover as válvulas do


cabeçote, enumerá-las para posterior
montagem na posição original, caso não
precisem ser recondicionadas ou subs-
tituídas.
2

- Com um dispositivo de içamento ade-


quado, levantar o cabeçote (2).
- Retirar a junta (2), que deve ser subs-
tituída.

12.6 - Desmontagem do cabeçote


Antes de desmontar o cabeçote, verificar
a vedação hidráulica com uma ferramenta Com o cabeçote apoiado na bancada:
adequada.
- Instalar e fixar o dispositivo 99360264
Em caso de perdas (fugas de pressão)
(2) de forma a encaixar no garfo (4),
não atribuíveis aos tampões côncavos (1)
de fixação do injetor de combustível.
ou rosqueados, substituir o cabeçote.
Em caso de revisão geral ou recondicio- - Girar o fuso (1) do dispositivo até que
namento do motor, recomenda-se que os seja possível remover os semi-cones
tampões (1) sejam substituídos. (3), de retenção das molas (6).

Após, remover os semi-cones.


1
- Remover o dispositivo (2) e retirar os
pratos superiores (5), as molas (6),
os retentores e os pratos inferiores
(7).

- Proceder da mesma forma com as


válvulas dos demais cilindros.

- Inverter a posição do cabeçote e reti-


rar as válvulas (8).
NOTA: Antes de instalar os tampões (1),
aplicar na superfície de vedação (peri-
feria) dos mesmos um selador que seja
repelente a água. Exemplo: Loctite 620.

95
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

NOTA: Em caso de remover as molas


e demais componentes superiores das
válvulas com o cabeçote montado sobre
o bloco, é necessário assegurar-se de
que o pistão do respectivo cilindro en-
contra-se no PMS, para evitar a queda
das válvulas para dentro do cilindro

12.7 - Medições, inspeções e repa-


ração de componentes
X: Comprimento livre:
A) Controle da superfície de apoio de
cabeçote sobre o bloco de cilindros Válvula tipo A: 70,77 mm
Válvula tipo B: 71,34 mm
Y: Carga das molas comprimidas a 51
mm:
Válvula tipo A: 460 ± 23 N
Válvula tipo B: 460 ± 23 N
1 2 3
Y: Carga das molas comprimidas a 39
mm:
Válvula tipo A: 731,4 ± 42 N
Válvula tipo B: 740,0 ± 33 N
- Verificar a superfície de contato (1)
do cabeçote sobre o bloco com uma
régua (2) e um cálibre de lâminas (3). C) Desincrustação e inspeção das vál-
- Se a deformação (empenamento) for vulas
maior que 0,10 mm, retificar a super-
fície, retirando o mínimo possível de
material.
- No máximo 0,2 mm de espessura de
material pode ser removido.

B) Molas das válvulas

Y Eliminar os acúmulos de carvão nas vál-


Z vulas utilizando uma escova metálica
apropriada.

Principais dados de verificação das molas de


válvulas de admissão e de escape

96
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Assegurar-se de que as válvulas não apresentem sinais de engripamen-


to ou rachaduras.
- Se aprovadas na inspeção visual, com um micrômetro, verificar o diâme-
tro da haste.
- Comparar as leituras com os valores especificados.
Se necessário, substituir as válvulas.
- Se necessário, retificar os assentos das válvulas, eliminando a menor
quantidade possível de material.

7,970
7,985
75 - 76 13,012
13,025

*8,023
*8,038

45° - 45°15'

60°30' ± 7'30''

39,85 - 40,15 38,85 - 39,15


Principais dados dimensionais (em mm) das válvulas e guias das válvulas
*Cota a obter depois da introdução forçada das guias das válvulas

D) Guia das válvulas

Esquema de montagem das guias das válvulas.


*Cotas a considerar depois da montagem por interferência das guias das válvulas no cabeçote.

97
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Substituição das guias das válvulas


NOTA: A retificação das sedes das vál-
A remoção das guias das válvulas deve vulas deve ser efetuada toda vez que as
ser feita com a ferramenta especial válvulas ou guias das válvulas forem re-
99360288. tificadas ou substituídas.
A montagem também é feita com a fer-
ramenta especial 99360288, combinada
com o dispositivo 99360294. 1
O dispositivo 99360294 determina a po- 2
sição exata de montagem das guias da
válvula no cabeçote. 3
Se o mesmo não estiver disponível, é pre-
ciso introduzir a guia das válvulas no ca-
beçote de forma que a projeção superior
das guias fique em 16,3 - 16,7 mm - figura
anterior.

Depois de retificar os assentos das válvu-


las, verificar com o mandril 99370415 (2)
e relógio comparador (1) a projeção das
válvulas (3) com relação ao plano do ca-
Após efetuar a montagem por interferên- beçote, que deve ser de:
cia das guias, retificar o orifício das mes-
mas com o alargador (fresa) 99390310. - Válvulas de admissão: 0,5 a -0,8 mm
(afundamento).
- Válvulas de escape: -1,6 a -1,9 mm
E) Substituição - Retificação das sedes (afundamento).
das válvulas
Para substituir as sedes das válvulas, uti-
lizar as ferramentas adequadas.

Retificar as sedes das válvulas (2) no ca-


beçote com o mandril (1).

98
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

12.8 - Montagem, reinstalação e 8


ajustes do cabeçote
A) Montagem das válvulas e dos reten-
tores de óleo

ADM ESC

- Introduzir todas as válvulas (8) na


respectiva sede e guia.
- Inverter a posição do cabeçote, de
modo que as válvulas fiquem apoia-
das na bancada.

7
- Lubrificar a haste das válvulas e intro-
duzi-las nas respectivas guias*.
- Montar os pratos inferiores (1).
- Com o montador 99360292, montar
o retentor de óleo (2) nas guias (3):
somente nas válvulas de descarga.
- Montar os pratos inferiores (7) e os
- Montar as válvulas como demonstra- vedadores (9) sobre a haste das vál-
do a seguir. vulas (8).

NOTAS:
• *Para diferenciar as válvulas de ad-
missão e de descarga: verificar o
código de peça localizado no pon-
to indicado pela seta: Admissão:
504127798 / Escape: 504078215.
• Se as válvulas não foram recondicio- 6
nadas ou substituídas, montá-las na
posição original, conforme identifica- - Montar as molas (6) e os pratos supe-
ção feita antes da remoção. riores (5) sobre as válvulas.

99
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Instalar e fixar o dispositivo 99360264 - Montar o cabeçote (2) sobre o bloco e


(2) de forma a encaixar no garfo (4), junta (1).
de fixação do injetor de combustível. - Lubrificar os parafusos de fixação do
- Girar o fuso (1) do dispositivo até que cabeçote e montá-los.
seja possível montar os semi-cones
(3), sobre os pratos (5). NOTA: Não reutilizar os parafusos de fi-
Montar os semi-cones, certificando- xação do cabeçote: usar somente para-
-se do correto encaixe. fusos novos.

B) Reinstalação do cabeçote no bloco


de cilindros 3

1
- Com um torquímetro (3), aplicar o
- Posicionar os pinos guias (P*) sobre pré-aperto da etapa 1, com o torque
o bloco, em posições diagonalmente de 50 N.m.
opostas. Observar a sequência de apertos es-
*Ver desenho abaixo. pecificada na sequência.

- Posicionar a junta (1) sobre o bloco. - Retirar os pinos-guia (P) e montar os


parafusos correspondentes à estas 2
posições.
200 mm Aplicar também o pré-aperto da eta-
pa 1 nestes parafusos.
- Aplicar o pré-aperto da 2ª etapa, com
Chanfro 65 mm de rosca / passo 2 mm o torque de 100 N.m.
Ø 16 mm
100
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Esquema da sequência de aperto dos parafusos de fixação do cabeçote.


Aplicar esta sequência para as 4 etapas de aperto.

4 12.9 - Ajuste da folga das válvulas

- Aplicar as etapas finais de torque,


com aperto angular, utilizando a fer-
ramenta 99395216 (4):
3ª Etapa: ângulo de 90°.
O ajuste da folga entre os balancins e as
4ª Etapa: ângulo de 75°.
pontes de acionamento das válvulas de
Aperto resultante após a 4ª Etapa: aspiração e descarga deve ser feito com
350 a 500 N.m. extrema atenção.
- Posicionar o pistão do cilindro a ser
Resumo: ajustado na fase de combustão: as
válvulas deste cilindro ficam fecha-
• 1ª etapa: 50 N.m
das enquanto as válvulas do cilindro
• 2ª etapa: 100 N.m simétrico ficam em balanço.
• 3ª etapa: 90º - Os cilindros simétricos são:
• 4ª etapa: 75º 1e6
2e5
3 e 4.
- Seguir rigorosamente as informações
contidas na tabela.
- Usar uma chave soquete hexagonal
para soltar a contraporca (1) do para-
fuso de ajuste dos balancins (2);

101
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Introduzir a lâmina do calibre de lâ-


minas (3) de valor correspondente à
folga especificada.
- Usar uma chave adequada para girar
o parafuso de ajuste.
- Verificar se a lâmina do calibre (3)
pode deslocar-se com uma ligeira
fricção.
- Travar a porca (1) mantendo fixo o
parafuso de ajuste.

Ordem de combustão: 1-4-2-6-3-5

Girar vira- Colocar em Regular a


brequim balanço as folga das
no sentido válvulas do válvulas do
horário cilindro: cilindro:
1 e 6 no PMS 6 1
+ 120° 3 4
NOTA: Para efetuar a regulagem corre-
+ 120° 5 2
tamente, é obrigatório seguir a ordem
+ 120° 1 6 indicada na tabela, verificando a cada
+ 120° 4 3 etapa de giro do virabrequim a exati-
+ 120° 2 5 dão da posição com a utilização do pino
99360612.
Isto se deve ao perfil especial dos ca-
mes das válvulas de descarga, em fun-
ção do freio-motor.

102
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

13 - Engrenagens de distribuição e árvore de comando de válvulas

13.1 - Identificação de componentes

1. Árvore de comando de válvulas: ver 5. Engrenagem de acionamento da ár-


capítulo anterior. item 12.4. vore de comando de válvulas.
2. Bucha. 6. Engrenagem intermediária superior.
3. Pino. 7. Engrenagem intermediária inferior:
4. Chapa ajustadora de folga entre en- dupla.
grenagens e parafuso. 8. Engrenagem motora da árvore de
manivelas.

103
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

13.2 - Tampa das engrenagens de 13.3 - Roda fônica e espaçador


distribuição A) Remoção
A) Remoção Para obter acesso à roda fônica, é neces-
- Remover os parafusos (2) de fixação sário remover a tampa da engrenagem e
da tampa (1) da engrenagem supe- o filtro de óleo rotativo.
rior. Ver os itens 13.2 e 16.2 respectivamente.

1
1 2
X

- Encaixar uma ferramenta adequada - Remover os parafusos (1) de fixação


no(s) ponto(s) (X). da roda fônica (2).
- Com um martelo de Nylon, bater na OBS: Retirar os parafusos de fixação
ferramenta cuidadosamente para re- da roda fônica cuidadosamente pois
tirar a tampa. os mesmos são montados com Locti-
te e podem quebrar na remoção.
- Caso o anel "O" esteja danificado,
deve ser substituído.
4

B) Reinstalação
- Limpar a tampa (1) de forma rigorosa.
- Montar um anel "O" na tampa e apli-
car vaselina (Loctite 275) no anel.
- Introduzir a tampa cuidadosamente
na escátola (alojamento das engre-
nagens de distribuição).
- Montar os parafusos (2) e aplicar tor-
que de 24 ± 2,4 N.m.

3
B) Reinstalação
- Verificar se o volante do motor encon-
tra-se no ângulo 54°, identificado por
dois riscos na posição (3).
- Com o volante na posição correta,
bloquear com o pino (4) no volante.
104
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

2 B) Reinstalação
- Montar engrenagem na árvore de
5
comando de forma que os furos dos
1 parafusos de fixação fiquem centrali-
2a zados com os furos do referido eixo.
- Certificar-se de que a ferramenta de
Nylon para posicionar a árvore de co-
mando esteja encaixada corretamen-
te.
Ver o item 12.4 sobre a montagem da
árvore de comando.
- Após posicionar a engrenagem, mon-
tar os parafusos (1) aplicar um pré-
- Posicionar a roda fônica (2) de forma
-torque de 24 N.m.
que a referência (2a) para o sensor
esteja bloqueada pelo pino (1).
OBS: A referência (2a) na roda fônica OBS: O aperto final dos parafusos (1)
consiste de um rebaixo. deve ser aplicado após ajustar a fasa-
gem do motor (50 N.m).
- Apertar os parafusos de fixação com
o torque de 30 N.m. Ver o capitulo 14 - Fasagem do motor.

- Folga axial da engrenagem (2) e tam-


13.4 - Engrenagem do comando bém da engrenagem da bomba de
A) Remoção alta pressão: 0,11 a 0,18 mm.
- Remover previamente:
• A tampa da engrenagem do comando:
ver item 13.2;
• O filtro de óleo rotativo: ver item 16.2;
13.5 - Engrenagem intermediária
• A roda fônica: ver item 13.3. superior
A) Remoção
Remover previamente:
1 • A tampa da engrenagem do comando:
ver item 13.2;
• O filtro de óleo rotativo: ver item 16.2;
2 • A roda fônica: não obrigatório - ver
item 13.3;
• A engrenagem do comando: ver item
13.4.

- Remover os parafusos (1) e a engre-


nagem (2) da árvore de comando.

105
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

OBS: A placa ajustadora (6) é monta-


1
da junto com a engrenagem interme-
diaria inferior - ver próximo item.
- Apertar o parafuso (5) com 24,5 N.m.
- Lubrificar o cubo (4) com óleo e inse-
ri-lo na engrenagem (2).
2 - Encaixar a engrenagem (2) no aloja-
mento, na escátola.
- Com a placa de encosto (3) e os pa-
rafusos (1), fixar a engrenagem.
- Apertar os parafusos (1) com o tor-
- Remover os parafusos (1) de fixação que de 30 ± 1,5 N.m.
da engrenagem intermediária (2). Após, aplicar torque angular de 90°.
Resultante: 110 a 180 N.m.
4 2 3 1
- Folga radial nominal da engrenagem
(2) em relação ao cubo (4): 0,040 -
0,080 mm (ver desenhos abaixo).
A máxima admissível é de 0,18 mm.
Folga axial: 1,2 a 1,45 mm

- Remover a engrenagem (2) junta- 2


mente com o cubo (4) e a placa (3).
- Inspecionar os componentes quanto
a danos ou desgaste acentuado.

B) Reinstalação

F1

5
4

- Com o dispositivo (F1), centralizar a


placa ajustadora da folga (6) da en-
grenagem (2).
106
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

13.6 - Engrenagem intermediária in- 3 2


ferior
A) Remoção
Para obter acesso à bomba de óleo, é ne-
cessário remover:
• O volante: ver item 15.1; 1
• O retentor traseiro do virabrequim: ver
item 18.2; 4

• A tampa da engrenagem do comando:


ver item 13.2;
• O filtro de óleo rotativo: ver item 16.2; - Remover os parafusos (1) de fixação
da engrenagem intermediária inferior
• A roda fônica e a engrenagem da ár-
(4). Esta engrenagem é dupla.
vore de comando: ver item 13.4;
- Remover o parafuso (3), de fixação
• A placa posterior da árvore de coman-
da placa centralizadora de folga (2).
do: ver item 12.4;
- Remover a engrenagem (4), o cubo
• A engrenagem intermediária superior:
(6) e a placa centralizadora de folga
ver item 13.5;
(2).
• A escátola: ver item 13.8;
- Limpar e inspecionar os componen-
tes.

P
B) Reinstalação

2 3 4 5

- Girar o virabrequim de modo que o 1


volante fique no ângulo* 54° e a roda
fônica na posição, para facilitar a re-
montagem dos componentes. 5 4

*Este ângulo corresponde aos 2 riscos


no volante.
3
- Travar o volante nesta posição com o
pino (P). 2
107
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Posicionar sobre o bloco: OBS: O parafuso (3) da placa centrali-


• A placa centralizadora de folga (2), da zadora de folga (2) é apertado quando é
engrenagem (4); feita a montagem da engrenagem inter-
mediária superior.
• O cubo (6);
Torque: 24,5 N.m.
• A engrenagem dupla (4), com a engre-
nagem menor voltada para fora (tra-
seira do motor); Folga de montagem

• A placa de encosto (5). Diâmetro interno das buchas (5) - Di-


âmetro dos mancais de apouio (3) da
- Montar os parafusos (1 e 3).
árvore de comando (ver item ante-
- Apertar os parafusos (1) com o tor- rior).
que de 30 N.m
- Folga nominal: 0,045 - 0,085 mm
Após, aplicar torque angular de 90°.
Resultante: 110 a 180 N.m. - Em caso de folgas superiores, subs-
tituir as buchas (7) e se necessário,
também o cubo (6).

108
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

13.7 - Montagem e ajuste das buchas das engrenagens de distribuição

X
Engrenagem intermediária inferior

X Procedimento para troca das buchas (1 e


2):
- As buchas (1 e 2) devem ser subs-
tituídas quando a folga radial estiver
Engrenagem intermediária superior
excessiva ou próxima do limite.
- A montagem das buchas (1 e 2), nas
engrenagens intermediárias superior
e inferior, respectivamente, deve ser
feita no sentido das setas.
- Observar as medidas "X" nas figuras:
1,20 - 1,45 mm para as buchas (1).
0,50 - 0,75 mm para as buchas (2).
- Depois de montar as buchas, efetuar
o ajuste do diâmetro interno para as
medidas nominais indicadas nas figu-
ras.

109
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

13.8 - Carcaça da caixa de distribui- 2


ção (escátola)
A) Remoção
Remover previamente estes itens:
1
• O volante: ver item 15.1;
• O retentor traseiro do virabrequim: ver
item 18.2;
• A tampa da engrenagem: ver item
1
13.2;
• O filtro de óleo rotativo: ver item 16.2;
• A engrenagem de comando: ver item
13.4;
• A engrenagem intermediária superior:
ver item 13.5;
• A placa posterior da árvore de coman-
do: ver item 12.4;
• O compressor de ar: ver item 20.2; 1

• A bomba de alta pressão: ver item


11.8;
- Retirar os parafusos (1) de fixação da
P escátola.
- Remover a escátola (2).

B) Reinstalação

- Girar o virabrequim de modo que o 4


volante fique no ângulo* 54° e a roda
fônica na posição, para facilitar a re-
montagem dos componentes.
- Montar os prisioneiros (3) de fixação
*Este ângulo corresponde aos 2 riscos do motor de partida. Torque: 8 N.m.
no volante.
- Se removidos, montar os tampões (4)
- Travar o volante nesta posição com o da escátola (2) nas respectivas se-
pino (P). des.

110
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Apertar os tampões (4) com o torque


de 67 ± 6,7 N.m.

D
D
C B

E D

E
P
F F

F
F
- Montar os pinos-guia M740119651
F
(P) para auxiliar na montagem da es-
cátola. F
F
2 X

Sequência de aperto dos parafusos de fixa-


ção da escátola

- Montar a escátola e os parafusos,


apertando-os com o torque:
Parafusos M12 (E-F): 63 N.m
Parafusos M10 (C-D): 42 N.m
- Fazer o aperto em etapas e de forma
- Limpar as superfícies de contato, dei- cruzada.
xando-as isentas de resíduos e óleo.
- Após aplicar um pré-torque, retirar os
- Aplicar um cordão contínuo (X) de si- pinos-guia (P) e montar os parafusos
licone (Loctite 5900). nas posições (F) correspondentes.
Observações:
Observar na figura o esquema de
aplicação do silicone.
Montar a escátola (2) em até 2 minu-
tos após a aplicação do vedador.
5
O diâmetro do cordão (X) de vedador
deve ser de 1,3 - 2,0 mm. 6

Torque dos bujões na base da escátola


- 67 N.m - Posicionar o retentor traseiro (5) no
alojamento e montá-lo com a ferra-
menta especial 99346260 (6).

111
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

14 - Fasagem do motor

NOTA: Se os dentes da coroa dentada do volante estiverem com desgaste acentuado


ou com danos, a coroa deverá ser substituída.

A) Posições de referência do volante (posição dos pistões)

Sentido de giro (visto


por trás do volante)

A C

Volante

E D

R1 R2
B
R1. Furo de referência com 1 entalhe.
1
R2. Furo de referência com 2 entalhes.

A. Furo no volante com marca de 1 en-


3
talhe (R1): corresponde ao PMS.
2
B. Furo no volante com marca de 2 en-
talhe (R2): correspondente a 54°.

C. Furo no volante com marca de 1 en-


talhe (R1): corresponde ao PMS dos
pistões 3-4.

D. Furo no volante com marca de 1 en-


4
talhe (R1): correspondente ao PMS
dos pistões 2-5. 1. Pino de bloqueio da ferramenta
99360612: montada na sede do sen-
E. Furo no volante com marca de 1 en-
sor de rotação.
talhe (R1): correspondente ao PMS
dos pistões 1-6. 2. Furos de encaixe do pino (1), no vo-
lante.

112
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

3. Volante do motor. • Aplicar cordão (6) de silicone (Loctite


4. Janela de visualização das marcas 5900) na placa (1) como mostrado.
R1 e R2. • Diâmetro do cordão: 1,3 - 2,0 mm.
• Atentar para que o silicone não obs-
trua a passagem de lubrificação.

B) Montagem da árvore de comando de • Montar a placa do eixo comando em


válvulas no máximo 2 minutos após a aplica-
ção do Loctite.
- Girar a árvore de manivelas até que
a marca R2 (54°) se encontra na ja- • Apertar os parafusos (4) com o torque
nela de inspensão. de 25 N.m.

Está posição é obtida quando:


• O furo com um entalhe tipo (R1) do
volante (3) fica visível na janela de vi-
sualização (4).
• O pino da ferramenta 99360612 (1)
encaixa no furo (B) do volante (3).
Se necessário, girar o volante (3)
conforme necessário.
Retirar a ferramenta (1).

- Usando o dispositivo 99395222 (1),


verificar e registrar a posição da pla-
ca centralizadora de folga (3) para a
engrenagem intermediária.
- Apertar o parafuso (2) com o torque
de 24,5 N.m.
3a
1

- Montar a árvore de comando (3)


orientando-a com a referência (3a)
indicada pela seta voltada para cima.
- Montar a placa (1): ver item 12.4 - D: - Montar novamente a engrenagem in-
• Assegurar a completa limpeza. termediária superior (2).

113
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Apertar os parafusos (1). - Montar a ferramenta (1) 99395223 na


OBS: Assegurar-se de que a bucha extremidade frontal da árvore de co-
da engrenagem (2) não esteja gasta, mando.
com folga radial excessiva e que o
furo de lubrificação não esteja obstru-
ído.

- Girar a ferramenta 99395223 (1) até


permitir introduzir o pino (3) no orifício
(2 - figura anterior), no cabeçote.
- Fixe a ferramenta (1) com 2 parafu-
4 sos (2) M8x1,25.

- Girar o volante (3) com a ferramenta


993 60341 até que o orifício indicado
com dois entalhes (R2 - figs. anterio-
res) seja visível pela janela de inspe-
ção inferior (4) da carcaça do volante.
- Introduzir a ferramenta 99360612 (1)
no alojamento do sensor de rotação,
no orifício (2).
Apertar os parafusos de fixação da
ferramenta (1) sobre a carcaça do vo-
lante.

- Montar a engrenagem (1) de forma


que:
• Os orifícios de fixação localizados no
eixo coincidam com os olhais (2) da
engrenagem.
• Os raios (4) fiquem posicionados no
ângulo mostrado na figura.

114
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Estes requisitos visam permitir a 1


montagem correta da roda fônica,
que tem uma única posição de mon-
tagem em relação à engrenagem.

Aplicar o aperto final nos parafusos (3)


somente após ajustar a fasagem. O tor-
que é de 20 N.m.

- Montar as pontes (1) nas hastes de


válvula.
OBS 1: Ver o item 12.3 sobre a posi-
ção correta das pontes. - Após montar a engrenagem de co-
mando e o eixo de balancins, instalar
OBS 2: Antes de instalar o eixo de os parafusos (1) e aplicar pré-torque
balancins, verificar se todos os para- de 50 N.m.
fusos de ajuste estão totalmente de-
saparafusados. Aplicar o torque final de 105 N.m.

- Posicionar a haste de um relógio


- Com a ferramenta 99360558 (1), comparador (1) sobre o came (2), de
montar o conjunto eixo e balancins acionamento do balancim da descar-
(2) sobre o cabeçote. ga do 3º cilindro.

115
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Zerar o relógio comparador.

- Girar o volante no sentido de funcio-


A C namento do motor (anti-horário - vis-
to do volante) até atingir o valor 5,37
mm no relógio.

- Remover os parafusos de fixação da


engrenagem do eixo comando.

- Posicionar o volante para que a mar-


ca dos 2 entalhes (R2) apareça na ja-
D
E nela de inspeção: é a posição (54°).

- Bloquear o volante com a ferramenta


B 99360351 na posição 54°.
Observar para que, ao movimentar o
- Girar o volante uma volta completa
volante, o relógio não modifique o va-
no sentido contrário de funcionamen-
lor de 5,37.
to do motor (ver seta).
- Após encontrar novamente a marca- - Montar os parafusos de fixação da
ção de 54°, zerar o relógio (1). engrenagem de comando e aplicar o
torque em etapas:
- Observando atentamente o movi- 60 N.m + 60°
mento do ponteiro do relógio, girar o
Resultante: 160 a 300 N.m.
volante novamente no sentido horá-
rio, lentamente, até o ponto em que a OBS: Ao apertar os parafusos da en-
haste do relógio para de se deslocar grenagem, o valor do relógio modifi-
(obtenção do PMS). cará, o que é normal.

O giro do volante deve ser interrompido - Após aplicar o torque, desbloquear


imediatamente após a parada da haste o volante e girá-lo no sentido horário
do relógio. ate que atinja uma volta completa.

- Após atingir uma volta completa


(NÃO ZERAR O RELÓGIO) conti-
nuar girando até que atinja o PMS
A (Quando a haste do relógio para de
C movimentar).

- Girar o volante em uma volta até que


ele atinja a marca 54° novamente.

- Travar o volante na posição 54° e


conferir o valor marcado no relógio.
O valor para os motores C-9 Euro
D V é 5,29 ± 0,5 mm.
E

116
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C) Sincronização da roda fônica


NOTA: Depois da montagem dos tubos
de alta pressão, verificar frequentemen-
te o nível de óleo do motor (NÃO DEVE
AUMENTAR) durante as 20 primeiras
horas de trabalho.

- Montar a engrenagem (5) da bomba


de alta pressão:
• Apertar a porca (4) com o torque de
100 - 110 N.m. 1
Ver item 11.8.
- Montar a roda fônica (6) de maneira
que o dente indicado pela seta na fi-
gura corresponda ao alojamento do
sensor (2).
- Para verificar o posicionamento corre- - Montar o filtro rotativo (1) sobre a
to, introduzir a ferramenta 99360613 roda fônica.
(1) no alojamento do sensor de fase - Apertar os parafusos (2) com o tor-
(2). que especificado.
- Apertar os parafusos (3) com 50 N.m
e retirar as ferramentas 99395223,
99360612 e 99360613.
1

- Montar a tampa (1).


- Apertar os parafusos (2) com o tor-
- Montar o tubo de combustível (1) que de 24 N.m.
que vai da bomba de alta pressão ao
common rail.
Apertar as porcas conectoras com
um torque de 35 N.m.

117
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

15 - Volante e coroa dentada 15.2 - Substituição da coroa denta-


da do volante
15.1 - Remoção do volante

2
2a

1 - Verificar o estado dos dentes (2a) da


coroa dentada (2).
- Travar o giro do volante (3) com a fer- - Havendo rupturas ou desgaste ex-
ramenta 99360351 (1). cessivo dos dentes, remover a coroa
- Retirar o parafuso (2) superior. do volante (1), com um punção.
Uma opção é fazer um furo longitudi-
F nal (alinhado aos dentes), para facili-
tar o corte da coroa.
3
- Montar uma nova coroa previamente
aquecida a aproximadamente 200°C
P durante 15 a 20 minutos.

IMPORTANTE! O chanfro da coroa, lo-


calizado no diâmetro interno da mesma,
deve ficar virado para o volante.

- No lugar do parafuso removido, insta-


lar o pino-guia (P).
- Remover os demais parafusos (2).
- Retirar o dispositivo de bloqueio (1).
- Instalar 2 parafusos nos furos rosca-
dos (F) na parte superior do volante
para conectar uma talha nestes para-
fusos.
- Retirar o volante (3) do motor.

118
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

15.3 - Carcaça do volante 3 4

1 2

A carcaça - ou "escátola" (1), cumpre a - Posicionar o volante (2) no flange do


dupla função de alojamento das engrena- virabrequim, alinhando a saliência
gens de distribuição (pela frente) e carca- deste com o encaixe no volante.
ça do volante (pela parte posterior). - Lubrificar a rosca dos parafusos (3)
Pela parte inferior direita, constitui-se de com óleo de motor e encaixá-los.
suporte para o motor de partida, fixado à - Instalar o dispositivo 99360351 (1)
caixa através de 3 prisioneiros e porcas. para travar o giro do volante.
Ver item 13.8 sobre a remoção e reinsta- - Aplicar o pré-torque (1a etapa) nos
lação da escátola (1). parafusos (3) à 87 ± 9 N.m.
- Remover o pino-guia e montar o pa-
rafuso (3) nesta posição.
- Aplicar o pré-torque (2a etapa) nos
15.4 - Reinstalação do volante
parafusos (3) à 120 ± 6 N.m.
NOTA: A árvore de manivelas possui
uma saliência de alinhamento que deve
ser encaixada com a respectiva sede no
volante do motor.
Esta característica se faz necessária em
função das marcações contidas no vo-
lante para realizar a fasagem do motor.

5
- Instalar um pino-guia no virabrequim,
com as seguintes dimensões:

200 mm - Aplicar o aperto final (3a etapa) nos


parafusos (3): ângulo de 90°. Usar a
ferramenta 99395216 (5).
Chanfro 40 mm de rosca / passo 1,25 mm
Resultante = 440 - 680 N.m.
Ø 18 mm
- Retirar o dispositivo (1).
Dimensões do pino-guia

119
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

16 - Sistema de lubrificação - Limpar todas as peças de forma rigo-


rosa.
16.1 - Filtro de papel - Verificar o anel "O" (1) e trocá-lo, se
A) Troca do cartucho filtrante não estiver em perfeitas condições.

Montagem
- Introduzir um cartucho (3) novo no
corpo (2) do filtro de maneira que as
aletas de alinhamento (3a) coincidam
com os respectivos rebaixos.
NOTA: O cartucho deve ser empurra-
do para dentro do recipiente até que
o sistema de acoplamento localizado
na parte inferior do corpo seja ativa-
1 do.
Nesse momento, as aletas (3a) desli-
2 zam para os respectivos encaixes.
- Aproximar a parte superior da rosca
3
do corpo (2) da rosca do suporte: as
referidas roscas guiam o conjunto de
modo que o duto de saída (3b) encai-
xa no interior do suporte.
4 - Girar o conjunto do cartucho (3) +
corpo (2) fixando-o ao suporte.
OBS: Nesse momento, entram pro-
3
gressivamente no alojamento os
anéis de vedação: do duto (3b) e o
3a anel (1) do conjunto corpo-suporte.
- Apertar o corpo (2) do filtro com um
3b torque de 65 N.m.
- Reinstalar o bujão (4).

Remoção
- Encaixar uma chave no sextavado (4)
da base e girar o corpo (2) em algu-
mas voltas para soltá-lo, sem remo-
vê-lo ainda.
- Escoar o óleo contido no filtro para
um recipiente e então, concluir a re-
moção.
120
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

1 2

3 3

6 9
5
7

10
8

B) Remoção do conjunto do filtro


- Remover os parafusos (6 e 8) de fixa-
ção do filtro (4) e da estafa (5).
- Remover o conjunto do filtro (4).

C) Reinstalação do conjunto do filtro Geral:
- Posicionar a junta (1) do suporte do - Pressão de abertura da válvula de
filtro de óleo (4) no alojamento do blo- desvio (3): 3,4 ± 0,3 bar.
co. - Bujão M38x1,5 (9) de acesso à válvu-
- Montar a válvula bypass (3) e o anel la (3):
"O" (2) no suporte do filtro (4). • Usar adesivo veda-rosca;
- Aplicar vaselina (Loctite 275) no anel • Torque de aperto: 90 ± 5 N.m
"O" (2).
- Torque de fixação do corpo (10): 60 ±
- Posicionar o suporte do filtro (4) no 5 N.m.
alojamento do bloco.
- Fixar a estafa (5) com os parafusos
(6), aplicando apenas um pré-torque.
- Montar os parafusos maiores (8) e
pré-apertá-los.
- Apertar os parafusos (6 e 8) com o
torque de 25 ± 2,5 N.m.

121
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

16.2 - Filtro rotativo - Certificar-se da montagem correta e


do estado do anel "O" (5) na engre-
A) Remoção
nagem da árvore de comando.
Se necessário, trocar o anel "O" (5).

1 - Encaixar o filtro novo no alojamento


na engrenagem da árvore de coman-
do.
- Montar os parafusos (4) e aplicar o
torque de 10 ± 1 N.m.
2

16.3 - Sistema de respiro (blow-by)


A) Remoção
- Remover a tampa (1), retirando os
parafusos (2).
1

4
2

- Na parte frontal superior do motor, re-


tirar os parafusos (1).
- Remover os parafusos (4) do filtro de
óleo rotativo (3). - Remover a caixa (2) do filtro de respi-
ro.
- Retirar o filtro (3).
- Lavar as peças em querosene ou
óleo Diesel, de forma rigorosa.
B) Reinstalação
- Verificar a existência de danos ou de-
5 formações, que determinam a troca.

B) Reinstalação
- Certificar-se do correto encaixe da
válvula de retenção (4) no alojamento
(3) na caixa (2) - ver próximas figuras.

122
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

3
16.4 - Tubo da vareta de óleo
A) Remoção
Para obter acesso ao tubo da vareta do
nível de óleo, é necessário remover a
central eletrônica.
Ver item 22.13.

2
5

3
2
2

- Para remover o tubo (1) da vareta de ní-


vel, soltar a base através da porca (3).

B) Reinstalação
- Verificar o estado da arruela especial (2),
trocando-a se necessário.
4
- Montar a arruela (2) na porca (3).
- Montar o conjunto no bloco, apertando a
porca (3) com o torque de 50 ± 5 N.m.

- Aplicar vaselina (Loctite 275) no anel


"O" (5) da caixa (2).
- Montar o conjunto sobre a placa dian-
teira do eixo comando.
- Montar os parafusos (1) e apertá-los
com o torque de 10 ± 1 N.m.

123
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

16.5 - Trocador de calor 2 4b 6


A) Remoção 4
Para obter acesso ao trocador de calor, é
necessário remover o tubo de retorno de
óleo (1) do mancal do turbo.
Ver item 10.3.
9

4a
1
3 7 5 8

B) Reinstalação
- Montar os anéis "O" (8) nas sedes ex-
ternas (4b) do trocador de calor (4) e
aplicar vaselina (Loctite 275).
2
- Encaixar a tampa (2) no trocador (4).
3
- Montar os parafusos (7) de fixação da
tampa ao trocador e aplicar o torque
4 de 63 ± 6,3 N.m.
- Montar os anéis "O" (6) nas sedes in-
- Colocar um recipiente sob o trocador ternas (4a) do trocador de calor (4) e
de calor para recolher o liquido de ar- aplicar vaselina (Loctite 275).
refecimento contido no alojamento. - Posicionar a junta (5) e encaixar o
- Retirar os parafusos (3) e remover a trocador de calor (4) junto com a tam-
tampa (2) e a unidade do trocador de pa (2) no bloco.
calor (4). - Montar 2 pinos-guias na parte supe-
- Retirar e descartar todos os anéis rior, com as dimensões do desenho.
"O". - Montar os parafusos (3) e pré-apertá-
-los em 10 N.m.
- Limpar o trocador (4) de forma rigoro-
sa, interna e externamente, deixando- - Remover os pinos-guia e monatr os
-o isento de quaisquer incrustações, parafusos (3) correspondentes.
borras e outros. - Aplicar o aperto final, na sequência
- Inspecionar e testar o trocador quan- indicada, ao torque de 25 ± 2,5 N.m.
to a estanqueidade. - Bujão (9): se removido, apertá-lo com
35 N.m.
Para isso, pode-se pressurizar o tro-
cador com ar comprimido a 3 bar (43
psi) e mergulhá-lo em um tanque com
água.
- Limpar também o alojamento do tro-
cador, no bloco de cilindros.

124
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

120 mm - Para desmontar a válvula, retirar o


anel elástico (2a).
- Retirar o êmbolo (2b) e a mola (2c).
Chanfro 25 mm de rosca / passo 1,25 mm
Ø 8 mm
- Se necessário, descartar o anel "O"
(2d) e trocá-lo.
16.6 - Válvula reguladora de pres- - Lavar as peças em querosene ou
são óleo Diesel.
A) Remoção - Inspecionar as peças: se necessário,
Para o acesso à válvula reguladora de trocar a válvula completa.
pressão de óleo, é necessário remover o
conjunto do suporte + filtro de óleo (1).
B) Dados da mola
A pressão de abertura da válvula é de 5
bar (72 psi).
Para isso, é necessário que a mola (2c)
atenda às seguintes especificações:

168 9
308 15

1
63
51

36,4

2
• Comprimento livre: 63 mm;
• Carga da mola comprimida à 51 mm:
168 ± 9 N;
- Remover os 2 parafusos de fixação • Carga da mola comprimida à 36,4 mm:
da válvula reguladora de pressão (2). 308 ± 15 N.
- Sacar o conjunto da válvula (2) do
bloco. C) Reinstalação

2a 2b 2c 2d - Montar o anel "O" (2d) e aplicar vase-


lina (Loctite 275) no mesmo.
- Inserir a válvula (2) no bloco de cilin-
dros.
- Montar os parafusos e aplicar o tor-
que de 25 ± 2,5 N.m.

125
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

16.7 - Cárter X
A) Remoção

19 1 18 17 16 3 16
20
14

21 13

12

X
22

- Girar o motor com a base para cima. 23 11

24 10

- Soltar os parafusos (2) e retirar o 9

cárter (1) do bloco juntamente com o


25
26 4 5 6 7 2 8

separador - lamieira (3) e a junta de


vedação. Esquema da sequência de aperto dos para-
fusos de fixação cárter óleo motor
- Descartar a guarnição (4) e limpar as
peças de forma rigorosa. - Aplicar silicone (Loctite 5900) nas
- Inspecionar o cárter e o separador (3) bordas da guarnição (4) e no bloco
quanto a danos como empenamento. nos pontos (X).
Trocar o que for necessário. O objetivo é vedar a área de contato
entre o bloco, a carcaça do volante e
tampa dianteira.
B) Reinstalação
Observar o seguinte:
- Aplicar vaselina (Loctite 275) no se-
parador (3). • Limpar as superfícies que serão uni-
das para eliminar resíduos de óleo.
- Montar a guarnição (4) na borda do
cárter (1). • O diâmetro do cordão de silicone deve
ser 1,3 a 2,0 mm.
- Encaixar o separador (3) na guarni-
ção (4) e cárter (1) cuidadosamente. • Montar o cárter logo após a aplicação
do silicone devido ao tempo de seca-
gem (cura) do produto.

- Posicionar o cárter sobre o bloco.


1
- Aplicar adesivo trava-rosca (Loctite
2 277) nos parafusos (2) de fixação do
cárter.
- Apertar os parafusos em etapas e na
sequência dada na figura acima.
- Torque final: 50 N.m.
4
3

126
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

16.8 - Tubo pescador de óleo 16.9 - Bomba de óleo


A) Remoção A) Remoção
Para obter acesso ao pescador de óleo, é
necessário remover o cárter.
Ver o item anterior.

2 3

R2

- Inicialmente, girar o volante do motor


4 para o ponto de 54°.
Nesta posição, o furo com 2 entalhes
- Soltar os parafusos (1 e 2) e retirar o
(R2) fica visível pela janela inferior.
conjunto tubo e pescador (3).
Ver Capítulo 14.
- Descartar a junta (4).
- Limpar as peças de forma rigorosa.
Para obter acesso à bomba de óleo é ne-
cessário remover:
B) Reinstalação • O volante (previamente girado para : o
- Posicionar a junta (4) sobre o bloco. ponto de 54°);
- Posicionar o conjunto do tubo e pes- • O retentor traseiro do virabrequim: ver
cador (3). item 18.2;
- Montar os parafusos (1 e 2) e apertar • A tampa da engrenagem do comando:
com o torque: ver item 13.2;
Parafusos 1: 49 ± 4,9 N.m. • O filtro de óleo rotativo: ver item 16.2;
Parafusos 2: 25 ± 2,5 N.m. • A roda fônica: ver item 13.2;
• A engrenagem da árvore de comando:
ver item 13.4;
• A placa da árvore de comando: ver
item 12.4;
• A engrenagem intermediária superior:
ver item 13.5;
• A escátola: ver item 13.8.

127
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Dados da mola
A pressão de abertura da válvula é de
10,1 ± 0,7 bar (146 ± 10 psi).
Para isso, é necessário que a mola da
1 válvula (3) atenda às seguintes especifi-
cações:
• Comprimento livre: 43,65 mm;
2
• Carga da mola comprimida à 33,5 mm:
190 ± 6 N;
• Carga da mola comprimida à 24,5 mm:
- Remover os parafusos (1). 324 ± 9 N.
- Remover a bomba (2).

NOTA: A bomba não permite reparos.


Em caso de falha, deve ser substituída
de forma completa.

B) Reinstalação da bomba de óleo


- Posicionar a junta da bomba de óleo
no bloco.
- Instalar a bomba de óleo (2), montan-
do os parafusos (1).
Apertá-los com o torque de 25 ± 2,5
N.m.
16.10 - Esguichos de óleo (Jet coo-
C) Válvula de sobrepressão da bomba lers)

1 2
3

- Remover os casquilhos (1) dos mu-


nhões.
- Retirar os parafusos e os esguichos
de óleo (2).
Seção da bomba de óleo. - Para montar, seguir a ordem inversa e
Válvula de sobrepressão (3) apertar os parafusos com 50 ± 5 N.m.
128
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

17 - Bielas e pistões

17.1 - Identificação de componentes

1. Corpo da biela. 17.2 - Remoção e desmontagem


2. Casquilhos. - Remover o cárter: ver item 16.7.
3. Capa (ou cobertura) de biela. - Remover o cabeçote: ver item 12.4.
4. Parafusos de fixação da capa.
5. Anéis elásticos de retenção do pino NOTA: Dependendo da aplicação, a re-
(9). moção do grupo bielas e pistões pode
ser feita com o bloco no lugar.
6. Anel inferior: raspador de óleo com
entalhes e mola espiral.
7. Anel intermediário: desempenha 2 1
funções: controla a compressão e
também auxilia na manutenção de
uma película de óleo na parede do
cilindro para o anel superior.
8. Anel superior: de compressão (tipo
trapezoidal).
9. Pino de pistão.
10. Pistão (ou êmbolo).

Os pistões estão divididos em duas clas-


ses de diâmetro: A e B.
- Girar o bloco (1) na posição vertical.

129
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

17.3 - Medições e inspeções


Inspecionar os pistões quanto a sinais de
engripamento, riscos, fissuras ou desgas-
te excessivo.
Se a inspeção visual for aprovada, efetuar
as medições descritas a seguir:

A) Diâmetro externo do pino dos pis-


tões

- Retirar os parafusos (2) de fixação da


capa da biela (3) e removê-la.
- Pela parte superior, retirar o grupo
biela-pistão (1).

Nota: Manter os casquilhos de biela nos


respectivos alojamentos e/ou anote a
posição de montagem, pois, caso sejam
reutilizados, deverão ser montados na
posição original. Medir o diâmetro do pino (1) com micrô-
metro (2) e comparar o resultado com as
especificações dadas no capítulo 23.
- Remover os anéis de segmento do
pistão, utilizado o alicate 99360184.
B) Folga entre pistão e cilindro
- Remover os anéis elásticos de reten-
ção do pino do pistão e retirar o pino,
separando o conjunto.
- Repetir os passos nos demais pis-
tões.

A folga entre o pistão e a camisa pode ser


verificada com um calibre de lâminas (1)
como indicado na figura.
Comparar a medida encontrada com o
especificado no capítulo 23.

130
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C) Diâmetro dos pistões E) Folga dos anéis em relação às cana-


letas do pistão
X

A medição do diâmetro do pistão (1) é re- - Verificar a folga entre os anéis de


alizada com um micrômetro (2) para de- compressão (2) da segunda e tercei-
terminar a folga de montagem. ra canaletas e as respectivas cana-
letas no pistão (1) com o calibre de
lâminas.
NOTA: A medição do pistão deve ser
efetuada à uma distância "X" de 18 milí-
metros da base da saia do pistão.

D) Espessura dos anéis de segmento

Para o anel de segmento superior, tipo


- Verificar a espessura dos anéis (2)
trapezoidal, a folga "X" entre a canaleta e
com o micrômetro (1)
o anel deve ser medida da seguinte ma-
neira:
- Deixar o pistão (1) sobressair do blo-
co, de forma que o anel (2) emerja
aproximadamente a metade em rela-
ção à camisa do cilindro (3).
- Nesta posição, com um cálibre de
lâminas, verificar a folga “X” entre
o anel e a canaleta, que deve estar
dentro do valor especificado.

131
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

F) Abertura entre pontas dos anéis

Com um calibre de lâminas (2), verificar a


separação (abertura) entre as pontas dos
anéis de compressão (1) introduzidos na
camisa dos cilindros (3).
Se a abertura entre as pontas estiver infe-
rior ou superior a especificada no capítulo
23, substituir os anéis.

G) Pistões e anéis de segmento - Layout geral de medidas

X= 0,6 ±0,15 mm
*A cota é medida no Ø de 113 mm

132
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

H) Bielas - Layout geral de medidas

55,690
55,710

55,780 52,015 51,994


55,820 52,030 52,000

1,994
2,018

85,987
86,013

Principais dados da bucha, da biela, do pino e dos mancais.


*Cota a obter depois da introdução forçada da bucha.

I) Bielas - Classes
NOTA: Ao montar as bielas, verificar se
todas são da mesma classe e peso e do
mesmo fornecedor.

- As bieIas são do tipo “fraturadas”.


- Antes de montá-las, verificar se há al-
gum dano.
- Cada bieIa pode ser montada apenas
com a respectiva cobertura (capa).
- Se a capa for montada ao contrário, a
bieIa deverá ser descartada.

1 - Marca colorida para localização de


peso.
2 - Marca colorida para localização da
classe de diâmetro.
3 - Tacha de posicionamento visível pela
frente do motor.
4 - Número progressivo para localização
da biela.

133
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Entre a capa da bieIa e o seu perfil, deve haver uma distância superior a
0,4 mm.
- Sobre a linha de fratura externa é permitida uma folga inferior a 5 mm2.
- Não são permitidas rachaduras na área rosqueada.

PESO DIÂMETRO
Ø 85.987 - 85.996 A
Classe 1 3308 g - 3338 g Ø 85.997 - 86.005 B
Ø 86.006 - 86.013 C
Ø 85.987 - 85.996 A
Classe 2 3339 g - 3368 g Ø 85.997 - 86.005 B
Ø 86.006 - 86.013 C
Ø 85.987 - 85.996 A
Classe 3 3369 g - 3398 g Ø 85.997 - 86.005 B
Ø 86.006 - 86.013 C

J) Verificação das bielas: paralelismo K) Verificação das bielas: torção


dos eixos

Verificar a torção da biela (5) verificando


Verificar o paralelismo dos eixos com a os punhos (A e B) do pino (3) no plano
ferramenta 99395363 (5) como indicado: horizontal do eixo da biela.
• Montar a biela (1) no mandril da fer- • Colocar o suporte (1) do comparador
ramenta 99395363 (5) e bloqueie-a (2) com uma pré-carga de aproxima-
com o parafuso (4). damente 0,5 mm no ponto "A" do pino
• Colocar o mandril (3) nos prismas em (3) e zere o comparador (2).
“V” apoiando a biela (1) na barra de • Deslocar o mandril (4) com a biela (5)
detenção (2). e verificar o eventual desvio do lado
oposto "B" do pino (3).

134
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

• A diferença entre A e B não deve ser M) Bucha da biela: substituição


superior a 0,08 mm.

L) Verificação das bielas: flexão

- Verificar se a bucha do pé da biela


não está frouxa ou apresenta riscos,
desgaste ou traços de engripamento.
Se for necessário, substitui-la.
- A remoção e montagem da bucha (2)
é realizada com a ferramenta (1).
Nunca bater diretamente sobre a bu-
cha.
- Na montagem, observar cuidadosa-
• Verificar a flexão da biela (5) através
mente que o furo de passagem de
dos punhos C e D do pino (3) no plano
óleo da bucha e o furo do pé da biela
vertical do eixo da biela.
coincidam.
• Colocar o suporte vertical (1) do com-
- Após a montagem, certificar-se de
parador de modo que este se apoie no
que a bucha tenha o diâmetro interno
pino (3), no ponto (C).
especificado.
• Oscilar a biela para frente e para trás
buscando a posição mais elevada do
pino, e nesta condição zerar o compa-
rador (2).
• Deslocar o mandril com a biela (5) e
repetir a verificação do ponto mais alto
do lado oposto D do pino (3).
• A diferença entre o ponto C e o ponto
D não deve ser superior a 0,08 mm.

135
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

17.4 - Montagem, reinstalação e


ajustes 3
A) Conexão do conjunto pistão e biela 2

1
4
1

2
- Após introduzir o pino (2) no pistão,
montar os anéis elásticos (1) de tra-
vamento do pino (2) com um alicate
3 apropriado (3).

B) Montagem dos anéis do pistão

O pistão (1) deve ser montado sobre a


biela (2) de modo que o ideograma (4),
indicativo da posição de montagem na
camisa e a estampagem (3) da biela este-
jam como representado na figura acima.

Condições para o correto encaixe do pino


no pistão:

- Para montar os anéis de segmen-


to (1) no pistão (2), utilizar o alicate
99360184 (3).
- Os anéis devem ser montados com
a inscrição "TOP" (4) voltada para
cima.
- Oriente as aberturas dos anéis de for-
ma que fiquem defasadas entre si em
- Lubrificar o pino (1) com óleo de mo- 120°.
tor.
- O pino deve ser inserido no pistão
com uma ligeira pressão dos dedos e
não deve deslizar por gravidade.

136
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C) Seleção dos casquilhos das bielas 1


2

NOTA: O passo inicial é fazer a seleção • Certificar-se da correta montagem re-


correta dos casquilhos (1) com base nas lativa entre pistões e bielas conforme
medidas dos moentes do virabrequim descrito anteriormente:
para obter as folgas especificadas.
* O ideograma (1) sobre o pistão deve
Por esta razão, o procedimento é descri- ficar voltado para o volante do motor.
to no item 18.4.
* A cavidade (3) na base dos pistões
deve ficar no lado correspondente
D) Instalação dos conjuntos biela-pis- aos esguichos de óleo (4).
tão nos cilindros • Os pistões devem ser todos da mes-
ma classe, A ou B.
• Os pistões de reposição são forneci-
dos na classe "A" e podem ser monta-
dos em camisas de cilindro de classe
"B".
• As aberturas dos anéis de segmen-
to devem ficar defasadas entre si em
120°.

NOTAS:
- Lubrificar os pistões, os anéis e o in-
- Se os casquilhos de biela forem reu-
terior das camisas de cilindro.
tilizados, montá-los na posição origi-
- Com a ferramenta (cinta compresso- nal. Para isso, ao remover as bielas
ra de anéis) 99360605 (2), montar os deixar os casquilhos encaixados nas
grupos biela - pistão (1) nas camisas, respectivas capas.
certificando-se de que: - Não realizar nenhuma forma de
• O número da cada biela corresponde ajuste nos casquilhos.
ao número de acoplamento da res-
pectiva capa.

137
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

E) Determinação da folga de monta-


gem dos moentes 3

2
2
1 1

NOTAS:
- Apertar os parafusos (1) das capas
- Os parafusos para bieIa podem ser
de biela (2) com o torque de 50 N.m.
reutilizados se o diâmetro "d" da ros-
ca não for reduzido a menos de 11,4 - Com a ferramenta 99395216 (3), apli-
mm. car um aperto adicional de 90°.
- Se ocorrer a montagem invertida da - Remover a capa de biela (2) retirando
capa, seguida do aperto dos parafu- os parafusos (1).
sos, o conjunto biela e capa deverá
ser substituído!

Controle da folga de montagem dos man-


cais da biela em relação aos moentes

- Determinar a folga existente, compa-


rando a largura do fio calibrado com
a graduação da escala indicada na
- Limpar cuidadosamente as peças régua.
para eliminar vestígios de óleo. Comparar a folga com o especifica-
- Encaixar as bielas aos respectivos do no capítulo 23. Se for necessário,
moentes da árvore de manivelas (vi- utilizar casquilhos de outra sobreme-
rabrequim). dida e repetir a verificação.
- Colocar sobre os moentes (1) do vira-
brequim um fio calibrado tipo "Plasti-
NOTA: Consultar o capítulo 18 - Árvore
gage" (2).
de manivelas para informações adicio-
- Montar as capas de biela (3) com os nais para a correta seleção dos casqui-
respectivos casquilhos (4). lhos de biela.
138
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Assim que a folga especificada for al-


cançada, lubrificar os casquilhos e os
parafusos com óleo de motor.
- Fazer a montagem final, apertando
os parafusos (2):
• Torque inicial (chave dinamométrica)
de 60 N.m (44 lbf.pé).
• Torque final: aperto angular de 60°:
usar ferramenta (3).

F) Verificação da projeção dos pistões


em relação ao bloco

- Ao final da montagem dos grupos bie-


la - pistão, montar o relógio compara-
dor 99395603 (1) na base 99370415
(2) e verificar a projeção dos pistões
(3) quando no PMS em relação ao
plano superior do bloco.
- Esta deve ser de 0,873 - 1,117 mm
(0,034 - 0,044 pol).

139
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

18 - Árvore de manivelas e retentores

18.1 - Retentor dianteiro do virabrequim (Igrejinha)


A) Remoção
X
Para obter acesso à tampa dianteira do
retentor, é necessário remover a correia,
o amortecedor torcional, a polia do vira-
4
brequim e o ventilador.
Ver item 9.5.

1 OBS: Se o cárter não foi removi-


do, aplicar silicone (Loctite 5900) na
2 guarnição do mesmo.
Nos parafusos (5), montados de bai-
xo para cima para fixação do cárter,
3 aplicar trava-rosca (Loctite 277).
4

3 1

- Usar o extrator 99340051 (2) e extrair


o retentor (1).
- Retirar os parafusos (3) e a placa (4).
- Limpar as peças, eliminando todos os
vestígios de vedação.
- Com uma régua retificada, inspecio-
nar a face de vedação da placa (4)
quanto a empenamento. Se for o
caso, deve ser substituída.

B) Reinstalação 4 5 6
- Limpar as superfícies de contato, dei-
xando-as isentas de óleo. - Encaixar a placa dianteira (4) no blo-
co.
- Aplicar um cordão (X) de silicone
(Loctite 5900) na placa (4), conforme - Montar os parafusos (3) e apertá-los
indicado na próxima figura. com o torque de 19 ± 2 N.m.
O diâmetro do cordão de vedador - Encaixar o retentor (1) na tampa (4).
deve ser 1,3 a 2,0 mm. - Com a ferramenta especial 99346245,
Montar a placa em até 10 minutos introduzir o retentor no alojamento
após a aplicação do silicone. (placa), apertando a porca (3).

140
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

18.2 - Retentor traseiro do virabre- 18.3 - Remoção do virabrequim


quim

- Com uma chave hexagonal canela-


da, retirar os parafusos (1 e 3).
- Remover a placa enrijecedora (2) e
as capas de mancal (4).
A) Remoção
- Remover o volante: ver item 15.1.
NOTA: Anote a posição de montagem
- Com o extrator 99340054 (2), extrair dos casquilhos inferiores e superiores
o retentor (1) do alojamento (escá- dos mancais de apoio, pois se forem
tola). reutilizados, deverão ser montados na
posição original.
Atentar para não danificar a parede de
alojamento do retentor na escátola e
nem danificar o eixo virabrequim.

- Utilizar a ferramenta 99360500 (1)


para remover a árvore de manivelas
(2).
B) Reinstalação
- Encaixar o retentor (1) no alojamento.
- Instalar o dispositivo 99346260 (3) e
introduzir o retentor apertando a por-
ca (4).

141
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

18.4 - Medição e controle para definição de medidas das peças


A) Medidas nominais do virabrequim, munhões e moentes

Mancais superiores

Mancais inferiores

Detalhes X e Y (raios de concordância): ver próximas figuras.


Principais dados da árvore de manivelas e dos mancais de apoio.
Verificar se os mancais principais (munhões) e de biela (moentes) da árvore de manivelas apre-
sentam riscos ou desgaste excessivo ou estão ovalados.
Os dados indicados são relacionados ao diâmetro normal dos mancais.

142
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Detalhe "X" da figura anterior: conexões dos Detalhe "Y" da figura anterior: conexões dos
mancais principais (munhões) mancais de biela (moentes)

B) Medição e controle dos munhões e


moentes
2
As medições são o passo inicial para a to-
mada de decisão quanto a retificação dos 1
mancais e a seleção da sub/sobremedida
adequada para as peças.
Medir os mancais (1) com um micrômetro
(2) e de acordo com a submedida adota-
da, definir para qual diâmetro os mancais
devem ser reduzidos (retificados).

1
Medição dos mancais de biela (moentes)

Durante a retificação, tomar o máximo


cuidado com os valores das conexões
dos munhões e moentes indicados nas
figuras.
Revisar cada operação e confirmar os va-
lores.

Medição dos mancais principais (munhões) NOTA: Todos os munhões e moentes


sempre deverão ser retificados na mes-
ma classe de diminuição para não alte-
rar o equilíbrio dinâmico da árvore de
manivelas.

143
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

NOTA: Recomendamos anotar os valores medidos em uma tabela, como a mostrada


abaixo, à título de sugestão.

Mancais principais

Ø Mín
Ø Máx

Ø Mín
Ø Máx

Mancais de biela
Tabela para anotação das medições feitas nos munhões e moentes da árvore de manivelas

C) Passos para a determinação de classes e submedidas e sobremedidas


Para todos os mancais da árvore de manivelas, devem ser efetuadas as
seguintes operações:

Mancais principais (Munhões)


• Determinação da classe de diâmetro da sede no bloco.
• Determinação da classe de diâmetro dos munhões.
• Escolha da classe de casquilhos a ser montada.

Mancais de biela (Moentes)


• Determinação da classe de diâmetro da sede da biela.
• Determinação da classe de diâmetro dos moentes.
• Escolha da classe de casquilhos a ser montada.

144
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

D) Definição da Classe de diâmetro das sedes para os casquilhos dos munhões (na
base do bloco)
Na parte dianteira da base, na posição indicada, estão marcadas duas
séries de dígitos:
- A primeira série, de 4 dígitos, representa o número de acoplamento do
bloco com o respectivo mancal;
- Os 7 dígitos seguintes, interpretados individualmente, representam a
classe de diâmetro de cada um dos mancais de apoio - figura abaixo.
- Cada dígito poderá ser 1, 2 ou 3.

Classe Diâmetro nominal das se-


des dos mancais de apoio
1 99,000 - 99,009
2 99,010 - 99,019
3 99,020 - 99,030

145
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

E) Seleção de casquilhos para mu- Os casquilhos são separados em função


nhões e moentes da espessura em classes de tolerâncias
Para obter as folgas de montagem pre- indicadas por uma marca colorida (verme-
vistas, os casquilhos dos munhões e mo- lho, verde, vermelho/ preto, verde/preto).
entes devem ser selecionados conforme As tabelas a seguir indicam as caracte-
indicado a seguir. rísticas dos casquilhos dos munhões e
Essa operação permite identificar os cas- moentes disponíveis para reposição nas
quilhos mais adequados para cada um medidas padrão (STD) e nos aumentos
dos mancais do eixo (ocasionalmente, os admitidos (+0,127, +0,254 e +0,508).
casquilhos podem ser de classes diferen-
tes para os diferentes mancais).

Medidas dos casquilhos para moentes:

Marca (cor) STD (Medidas Padrão) Sobremedida +0,127


Vermelho 1,994 - 2,002 -
Vermelho / Preto - 2,057 - 2,065
Verde 2,002 - 2,010 -
Verde / Preto - 2,065 - 2,073
Amarelo* 2,010 - 2,018 -
Amarelo / Preto* - 2,073 - 2,081

Medidas dos casquilhos para munhões:

Marca (cor) STD (Medidas Padrão) Sobremedida +0,127


Vermelho 2,968 - 2,978 -
Vermelho / Preto - 3,031 - 3,041
Verde 2,978 - 2,988 -
Verde / Preto - 3,041 - 3,051
Amarelo* 2,988 - 2,998 -
Amarelo / Preto* - 3,051 - 3,061

*Montado apenas na fábrica e não fornecido como reposição.

146
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

F) Definição da classe de diâmetro dos estado dos mancais (I = STD, 2 = -0,1


Munhões e Moentes com diâmetro no- 27); os outros seis dígitos, interpreta-
minal dos individualmente, representam a
Na árvore de manivelas, na posição indi- classe de diâmetro de cada um dos
cada pelas setas na figura, estão marca- respectivos mancais de bieIa.
das 3 séries de dígitos: - A série de sete dígitos à direita refere-
- O primeiro número, de cinco dígitos, -se aos mancais de bieIa e é prece-
representa o número de série do vira- dida por um dígito isolado, que indica
brequim; o estado dos mancais (1 = STD, 2 =
-0,127);
- Embaixo do primeiro número, a es-
querda, uma série de 6 dígitos refere- Os outros seis dígitos, interpretados
-se aos mancais de bieIa e é precedi- individualmente, representam a clas-
da por um dígito isolado, que indica o se de diâmetro de cada um dos res-
pectivos mancais principais.

Classe Diâmetro Nominal dos Moentes


1 81,915 ÷ 81,924
2 81,925 ÷ 81,934
3 81,935 ÷ 81,945

Classe Diâmetro Nominal dos Munhões


1 92,970 ÷ 92,979
2 92,980 ÷ 92,989
3 92,990 ÷ 93,000
147
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

G) Seleção dos casquilhos de mancal


principal (munhões) - medidas Nomi-
nais (STD)
Após determinar os dados indispensáveis
(bloco e árvore de manivelas) para cada
mancal de apoio, é escolhido o tipo de
casquilho.
Veja a tabela a seguir.

STD Medidas dos casquilhos de Munhão - Standard

Classe 1 2 3
Verde Verde Amarelo
1 Verde Amarelo Amarelo

Vermelho Verde Verde


2 Verde Verde Amarelo

Vermelho Vermelho Verde


3 Vermelho Verde Verde

148
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

H) Seleção dos casquilhos de mancal


principal (munhões) retificados (sub-
medida
Se os munhões (e também moentes) ti-
verem sido retificados, os procedimentos
descritos até aqui não poderão ser apli-
cados.
Neste caso, o novo diâmetro dos mes-
mos deverá ser aquele indicado na tabela
abaixo, e montado o único tipo de casqui-
lho previsto para a submedida em ques-
tão.
Vermelho / Preto: 3,031 ÷ 3,041 mm
Verde / Preto: 3,041 ÷ 3,051 mm
Amarelo / Preto: 3,051 ÷ 3,061 mm

-0,127 Medidas dos casquilhos de Munhão - Retificados

Classe 1 2 3
92,843 Verde/Preto Verde/Preto Amarelo/Preto

92,853
1 Verde/Preto Amarelo/Preto Amarelo/Preto

92,853 Vermelho/Preto Verde/Preto Verde/Preto

92,863
2 Verde/Preto Verde/Preto Amarelo/Preto

92,863 Vermelho/Preto Vermelho/Preto Verde/Preto

92,872
3 Vermelho/Preto Verde/Preto Verde/Preto

149
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

I) Seleção de casquilhos de biela (man- Para determinar o tipo de casquilho de


cais de diâmetro nominal) biela que deve ser montado em cada
No corpo da biela, na posição indicada na mancal, devem ser aplicadas as indica-
vista a partir de "A", existem três marcas: ções da tabela abaixo:

1. Marca de cor, indicadora da classe de


peso da biela:
1 (ou A): 3308 - 3338 gramas
2 (ou B): 3339 - 3368 gramas
3 (ou C): 3369 - 3398 gramas
2. Marca de cor para identificar a classe
de diâmetro.
3. Cubo de posicionamento visível a
partir do lado dianteiro do motor.
4. Número progressivo para identifica-
ção da bieIa.

STD

Medidas dos casquilhos de biela - Diâmetro Nominal

Classe 1 2 3
Verde Verde Amarelo
1 Verde Amarelo Amarelo

Vermelho Verde Verde


2 Verde Verde Amarelo

Vermelho Vermelho Verde


3 Vermelho Verde Verde

150
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

J) Seleção dos casquilhos de biela


(moentes) retificados
O procedimento descrito até aqui não
pode ser aplicado para moentes retifica-
dos.
Neste caso, é necessário comprovar
(para cada uma das submedidas), qual
o campo de tolerância do novo diâmetro
dos mancais de biela e montar os casqui-
lhos identificados de acordo com a tabela
relacionada:
Vermelho / Preto: 2,057 - 2,065 mm
Verde / Preto: 2,065 - 2,073 mm
Amarelo / Preto: 2,073 - 2,081 mm

-0,127 Medidas dos casquilhos de biela - Retificados

Classe 1 2 3
81,789 Verde/Preto Verde/Preto Amarelo/Preto

81,799
1 Verde/Preto Amarelo/Preto Amarelo/Preto

81,799 Vermelho/Preto Verde/Preto Verde/Preto

81,809
2 Verde/Preto Verde/Preto Amarelo/Preto

81,809 Vermelho/Preto Vermelho/Preto Verde/Preto

81,819
3 Vermelho/Preto Verde/Preto Verde/Preto

151
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

18.5 - Substituição da engrenagem 18.6 - Montagem, ajustes e reinsta-


de acionamento da distribuição e da lação do virabrequim
bomba de óleo A) Controle da folga radial de monta-
Verificar se os dentes da engrenagem gem dos mancais principais
não estão gastos ou danificados.
De for o caso, retirar a engrenagem com
o extrator adequado e trocá-la.

3
- Montar os esguichos de óleo (2), en-
caixando a extremidade no orifício (3)
do bloco.
- Encaixar os casquilhos (1) e os man-
cais de empuxo axial sobre as res-
pectivas sedes dos mancais de apoio,
- Antes de montar a engrenagem (1) como indicado nas figuras.
no virabrequim (2), aplicar um cordão
de Loctite tipo 603 com aproximada-
mente 5 mm de largura sobre o vira-
brequim, a 30 mm da extremidade.

- Para a montagem da engrenagem (1)


sobre o virabrequim (2), esquentá-la
por aproximadamente 15 minutos em
um forno à temperatura não superior
a 180º C.
Após o aquecimento, deixar a engre-
nagem esfriar.

- Em caso de trocar o pino (3), uma vez - Montar a árvore de manivelas (2)
efetuada a montagem do mesmo, ve- usando um dispositivo adequado e o
rificar se o mesmo sobressai do vira- gancho 99360500 (1).
brequim, na cota indicada, de 3,0 a
3,5 mm.

152
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

4
2

- Posicionar os casquilhos (2) nas ca- - Remover os mancais e verificar a fol-


pas de mancal (1). ga radial dos mancais.
A folga entre os casquilhos e os man-
- Verificar a folga de montagem entre cais é encontrada comparando a lar-
os mancais da arvore de manivelas e gura do fio calibrado (achatado) com
os respectivos casquilhos, da seguin- a graduação da escala (4), encon-
te forma: trada na embalagem do fio calibrado
(Plastigage).
- Os números encontrados na escala
indicam a folga do mancal em mm.
Se a folga for diferente da prescrita,
substituir os casquilhos e repetir a ve-
1
rificação.

5 6 7
3
1

- Limpar cuidadosamente as peças e


eliminar todos os vestígios de óleo.
- Posicionar sobre o mancal do vira-
brequim, paralelo ao eixo longitudi-
nal, um fio calibrado (3).
- Montar as capas (1), com os cas- - Posicionar as capas de mancal (1) e
quilhos, nos respectivos suportes e a placa enrijecedora (6) no bloco, se-
apertar os parafusos. guindo os passos:
- Lubrificar todos os parafusos inter-
nos (7) e depois os externos (5) com
Molikote antes da montagem no blo-
co.

153
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Esquema da sequência de aperto dos


5 6 7
parafusos de fixação no bloco

1 - Mancal número 1: parte frontal (polia


do virabrequim)
- Mancal número 7: parte posterior (vo-
lante).
- Aplicar o torque de 49 N.m nos para-
fusos externos (5) da chapa enrijece-
dora (6) nos pontos (A e B).

- Apertar os parafusos (7) usando um


torquímetro e observando a sequên- B) Controle da folga axial de monta-
cia abaixo: gem dos mancais principais

1ª etapa: 120 N.m;


2ª etapa: + 60°;
3ª etapa: + 55°;
Resultante: 420 - 480 N.m.

2
1

- O controle da folga de suporte é efe-


tuado colocando um comparador (1)
99395603 com base magnética no
virabrequim (2) da forma ilustrada na
figura.

A B - A folga axial deve ser de 0,11 - 0,34


mm.

- Se a folga for diferente à indicada, é


necessário substituir os casquilhos
de apoio axial e repetir a verificação.

154
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

19 - Bloco de cilindros e camisas Após a desmontagem do motor:

19.1 - Remoção das camisas - Proceder a uma cuidadosa limpeza


do grupo de cilindros e do bloco.

- Verificar atentamente o bloco quanto


a trincas e o estado e a planicidade
da superfície de contato com o cabe-
çote.

- Examinar a superfície das camisas


dos cilindros: elas não devem apre-
sentar marcas de engripamento, ris-
cos, ovalização, conicidade ou des-
gaste excessivo.

- Verificar as condições dos selos me-


tálicos côncavos do bloco: se houve-
- Instalar o mandril 99360706 (1 e 2) e
rem deformações ou dúvidas quanto
a placa 99360724 (4) como ilustrado.
a estanqueidade, substituí-los.
- Por baixo, verificar se a placa (4) se
encaixa corretamente na camisa. - Verificar as sedes dos casquilhos dos
mancais principais (munhões) no blo-
- Girar a porca do fuso (1) e extrair a
co, procedendo da seguinte forma:
camisa (3) do bloco.
• Montar os mancais nos suportes sem
os casquilhos.
• Apertar os parafusos com o torque
especificado.
• Com o comparador apropriado para
medidas internas, verificar se o diâ-
metro das sedes corresponde ao va-
lor especificado: ver capítulo 23 - Es-
pecificações de Montagem.
• Caso seja detectado um valor supe-
rior, substituir o bloco.

- Substituir sempre os vedadores (3, 4


e 5) da camisa (2).
- O anel (1) é fornecido nas espessu-
ras de 0,08 - 0,10 - 0,12 - 0,14 mm,
com o objetivo de ajustar a projeção
da camisa.

155
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

19.2 - Medições nas camisas Se for detectada conicidade, desgaste ou


formas ovalizadas, retificar as camisas.
A retificação deve ser realizada tomando-
-se em conta o diâmetro de reposição dos
pistões, com incremento de 0,5 mm de
valor nominal com a folga de montagem
especificada.

NOTA: Em caso de retífica, todas as ca-


misas deverão ter a mesma sobremedi-
da (0,5).

A verificação do diâmetro interno das ca-


misas de cilindros para avaliar a conicida-
de, o desgaste e a ovalização, é realizada
com um calibre para diâmetros internos
(1) composto de um comparador previa-
mente zerado no anel calibrado (2) com o
diâmetro de 117 mm.

NOTA: Na falta de um anel calibrado,


de 117 mm, utilizar um micrômetro para
zerar.

Classe de seleção (diâmetros):


A. Ø 117,000 - 117,012 mm
B. Ø 117,010 - 117,022 mm

Encontrando um desgaste máximo supe-


rior de 0,150 mm ou uma ovalização má-
xima de 0,100 mm em relação aos valores
As medições deverão ser realizadas em indicados na figura, substituir a camisa de
cada um dos cilindros, em três alturas cilindro caso ela não possa ser retificada.
distintas da camisa, em dois planos per-
pendiculares entre si: um paralelo ao eixo
longitudinal do motor (A) e outro perpen-
dicular (B). NOTA: As camisas de cilindro de reposi-
ção são fornecidas com classe de sele-
Neste último, e em correspondência com ção “A”.
a primeira medição é detectado em geral
o desgaste máximo.

156
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- As camisas de cilindro, em caso de


necessidade, podem ser extraídas e
montadas novamente em qualquer
sede.

A = Ø 130,500 - 130,525 mm
B = Ø 129,510 -129,535 mm
Bloco com as camisas dos cilindros
C = Ø 130,461 - 130,486 mm
D = Ø 129,475 - 129,500 mm
- A figura acima mostra os diâmetros
externos da camisa de cilindro e o
diâmetro interno das respectivas se-
des.

Dados principais das camisas dos cilindros


- detalhe "A" da próxima figura:

157
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Dados principais das camisas dos cilindros


Classes de seleção:
A 117,000 a 117,012 mm
B 117,010 a 117,022 mm

Detalhe "B" da figura acima:

158
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

19.3 - Instalação das camisas e


ajustes X

- A projeção "X" das camisas dos cilin-


dros em relação ao plano de apoio do
cabeçote deve ser de 0,035 - 0,065
- Introduzir o anel de ajuste (1) na ca-
mm.
misa cilindro (2).
- Caso contrário, trocar o anel de ajus-
Este anel é fornecido para reposição
te identificado anteriormente.
com as espessuras: 0,08 - 0,10 - 0,12
- 0,14 mm.
- Lubrificar a parte inferior da camisa e
utilizar a ferramenta apropriada para
montá-la no conjunto cilindros.

- Após efetuar a montagem, fixar as


camisas dos cilindros (1) na base (2)
usando os pinos 99360703 (3).

- Utilizar a ferramenta 99360334 (2)


para verificar a projeção das cami-
sas.
Apertar o parafuso (1) com um torque
de 225 N.m.
- Medir com um comparador 99395603
fornecido com o porta-comparador
99370415 (3).

159
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Planicidade do bloco 19.4 - Selos de vedação do bloco

1 2

Figura meramente ilustrativa A figura identifica apenas al-


guns dos selos existentes

- Utilizar um cálibre de lâminas (1) e Substituir os selos côncavos (1):


uma régua retificada (2).
• Se forem detectados vazamentos
- A deformação não deve ser superior através dos mesmos.
a 0,1 mm.
• Se apresentam sinais de oxidação.
- Para corrigir a superfície do bloco, fa-
• Em caso de recondicionamento do
zer a retificação*.
motor.
- Utilizar um punção para remover os
2 selos.
1

NOTA: Antes de instalar os selos (1),


3 aplicar na superfície de vedação dos
mesmos um selador que seja repelente
a água. Exemplo: Loctite 620.

NOTA:* A retificação da superfície do


bloco somente poderá ser realizada
após confirmar, ao final do trabalho, que
a projeção do pistão (1) não seja supe-
rior ao especificado: 0,873 - 1,117 mm.
Utilizar um relógio comparador (2) com
base de fixação (3).

160
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

20 - Acessórios e periféricos

20.1 - Freio-motor
A) Funcionamento
O sistema de freio-motor tipo "Turbo
Brake (Freio-motor de descompressão de
potência), tem como características:
• Controle incorporado ao motor;
• Resposta rápida;
• Conexão com “Cruise Control".
• É completamente distinto do tradicio-
nal, mais avançado que os sistemas
tradicionais.
Antes do término da fase de compressão
(Fig. 1), alguns graus antes do pistão al-
cançar o PMS, um dispositivo específico
abre as válvulas de escape, evacuando a
pressão anteriormente criada no cilindro
(Fig. 2). Neste caso, utiliza-se o torque frenante
próprio da fase de compressão, sem ter
o impulso sucessivo de retorno sobre o
pistão.

Freio-motor desligado

161
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Remover a eletroválvula (2), girando-


-a cuidadosamente pelo sextavado
na base com chave adequada.
- Desconectar o tubo (3), para os cilin-
dros do freio-motor.
- Remover o suporte (5), retirando os
parafusos (4): 2 tipo sextavados e 1
tipo Allen.

Freio-motor acionado 7
Ao acionar o freio-motor, um mecanismo X
de comando hidráulico anula o jogo das
válvulas de escape.

Deste modo, devido a um perfil especial


dos cames de escape, o correspondente
balancim será ligeiramente levantado, no
momento exato do ciclo, pela rampa de - Remover a placa dianteira (7), reti-
alçada do freio-motor. rando os 3 parafusos (8).
OBS: A placa (7) da árvore de coman-
Conseqüentemente, as válvulas de es-
do também se constitui de suporte da
cape se abrirão ligeiramente, próximo do
eletroválvula do freio-motor.
PMS, no término da fase de compressão,
descarregando o ar comprimido na câma-
ra de combustão. Reinstalação

B) Eletroválvula de controle do freio- Y


-motor
Remoção 7

1 2 3

- Aplicar um cordão contínuo (Y) de si-


licone (Loctite 5900) na superfície de
6 5 contato da placa (7).
- Encaixar a placa (7) e montar os pa-
- Remover a caixa (6) do filtro dos va- rafusos (8); apertá-los com o torque
pores de cárter (blow-by), retirando de 25 ± 2,5 N.m.
os 3 parafusos sextavados (1).

162
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

- Com uma escova de aço (X - figs. an- - Com um alicate, remover cuidadosa-
teriores), remover restos de silicone mente a trava (1) do freio-motor para
que possam ter permanecido na ga- que ela não seja deformada ou que-
leria de óleo. brada.
- Montar o suporte (5) e os parafusos
(4); apertá-los com o torque de 25 ±
2,5 N.m. Reinstalação da trava
- Montar a eIetrováIvuIa (2), apertan- - Posicionar a trava (1) do freio-motor
do-a com o torque de 25 ± 2,5 N.m. em seu respectivo alojamento no pis-
- Aplicar vaselina no anel "O" da caixa tão (2).
(6) do blow-by. Com uma ferramenta adequada,
Após, apertar os parafusos (1) com o pressionar a trava (1) até o completo
torque de 10 ± 1 N.m. encaixe na posição mostrada.
Cuidar para não danificá-la.

C) Travas do freio-motor Após montagem verificar o correto


encaixe da trava (1).
Para o acesso às travas do freio-motor, é
necessário remover apenas a tampa dos
balancins. Ver item 12.1
D) Cilindros atuadores e tubulação hi-
Remoção das travas dráulica do freio-motor

Remoção
Para obter acesso aos tubos hidráulicos
2 (1) e aos cilindros (3) do freio-motor, é ne-
cessário remover:
1
• A tampa de balancins: ver item 12.1;
• Os tubos de envio e retorno de com-
bustível da galeria do common rail: ver
itens 11.5 e 11.7;
• Os tubos de alta pressão de combustí-
vel aos injetores: ver item 11.6;
• O eixo de balancins: ver item 12.1;
• As travas (2) do freio-motor: ver item
anterior.

163
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

1 5

6 4
3
2

8 2

- Desconectar a tubulação (1) do freio- Reinstalação


-motor nas junções (3 e 4). - Posicionar os cilindros (2) nas res-
Retirar a tubulação do cabeçote. pectivas sedes no cabeçote.
- Se necessário, remover os nípeis (5 e - Montar os parafusos (8) e apertá-los
7) e trocar os respectivos anéis "O". com o torque de 19 ± 1,9 N.m.
- Remover os parafusos (8) de fixação - Montar a tubulação de óleo (1) nas
dos cilindros atuadores (2) do freio- respectivas sedes.
-motor. - Fixar todas as conexões do tubo (1):
Retirar os cilindros do cabeçote. Porca conectora (4) e nípel (5), na
OBS: Antes de remover o(s) cilindro(s) extremidade de alimentação do siste-
atuador(es), travá-lo(s) para que não ma: 43 ± 3 N.m.
desmontem. Porcas conectoras (3) e nípeis (7) so-
Para isso podem ser utilizadas travas bre os cilindros: 52 ± 2,5 N.m.
(T) ou as próprias travas (6).

164
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

E) Balancins de atuação do freio-motor F) Freio-motor tipo CEB (Combined


Engine Brake)

1. Eletroválvula freio-motor: do tipo ON/


OFF (NF) Normalmente Fechada.
Resistência da bobina: 37 - 47 Ω.
O freio-motor só é ativado acima de
1000 rpm
2. Cilindro pneumático.
3. Válvula borboleta.

Os motores com turbina de geometria


fixa ou com válvula de descarga waste-
gate levam adicionalmente o CEB, para
melhorar o desempenho do freio-motor à
descompressão Iveco Turbo Brake (ITB).
Para isso, há uma válvula borboleta (3) no
coletor de descarga do motor, que ativa
um cilindro pneumático (2).
Quando o operador ativa o freio-motor,
a válvula borboleta começa a funcionar,
Balancim com pino excêntrico de comando
do freio-motor
bloqueando a saída do gás de descarga.
Este último volta para o cilindro, exercen-
Inspecionar as buchas dos balancins do uma resistência no movimento de su-
quanto a riscos ou desgaste acentuado. bida dos pistões.
Se necessário, substituir as buchas ou Essa resistência propaga-se em toda a
o(s) balancim(ns) completo(s). cadeia cinemática, realizando uma ação
de frenagem nas rodas motoras.

165
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

20.2 - Compressor de ar e tubulação - Montar os parafusos (4) e apertá-los


com o torque de 24 ± 2,4 N.m.
A) Tubo de entrada (fornecimento) de
ar - Apertar as porcas conectoras:
Porca (2): 110 ± 11 N.m.
Porca de fixação do nípel (3) ao com-
pressor: 160 ± 16 N.m.

B) Tubo de saída (de cobre) do com-


2 pressor de ar

1 1

Remoção
- Soltar a porca (2) de conexão do tubo
de ar (1) ao nípel (3) de entrada ao
compressor.
- Se necessário, remover o nípel (3).
5
- Remover os parafusos (4) de fixação
do tubo (1) à caixa de distribuição.

Reinstalação
- Encaixar o tubo (1) no nípel conector
(3) do compressor.
OBS: Se o nípel (3) foi removido, na
reinstalação observar para que fique 5
no ângulo correto para encaixe do
tubo (1).
3
166
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

4 5 - Desconectar os tubos (3 e 4) de envio


e retorno de líquido de arrefecimento
ao cabeçote do compressor.

Remoção
- Remover as abraçadeiras (1, 2, 3) de
fixação do tubo de cobre (5). 6 5
- Retirar a porca conectora (4) do nípel
no compressor. - Soltar a abraçadeira (5) da manguei-
- Se necessário, remover também o ní- ra de combustível.
pel, substituindo o anel de vedação. - Remover os parafusos (6) de fixação
do compressor.
Reinstalação Retirar o compressor do alojamento.
- Montar o tubo de cobre (5) na respec-
tiva sede. 7
- Montar a porca (4) e apertar com o
torque de 48 ± 4,8 N.m.
- Montar as abraçadeiras (1, 2, 3) nas
respectivas posições e apertar os pa-
rafusos com o torque de 20 ± 2 N.m.

8
C) Compressor de ar
Remoção 9
2 - Para trocar a engrenagem (8), travar
a mesma e retirar a porca (7).
OBS: Esta porca possui rosca es-
querda, ou seja, para removê-la, girar
no sentido horário.
4 3
Se necessário, utilizar um sacador
universal de garras para sacar a en-
grenagem (8).
1 OBS: O eixo é cônico.
- Remover a chapa abafadora (9), reti-
- Desconectar os tubos (1 e 2) de en-
rando os 2 parafusos sextavados su-
trada e saída de ar do compressor:
periores e os 2 inferiores.
ver item anterior.

167
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Reinstalação do compressor
8

3
7

- Montar novos anéis "O" nas posições


(7 e 8).
- Limpar o eixo do compressor. - Aplicar graxa grafitada nos anéis "O"
para fixá-los.
- Montar a engrenagem (2).
Ao encaixar o compressor no aloja-
- Montar a porca (1), observando para mento, cuidar para que os anéis "O"
o alto-relevo fique voltado para a en- não sejam danificados.
grenagem (2).
- Posicionar o compressor com auxílio
- Apertar a porca com o torque de 170 de 2 pinos-guia (P), nas posições ex-
± 17 N.m. ternas (X).
- Reinstalar a chapa abafadora (3),
fixando-a com os 2 parafusos sexta-
vados superiores e os 2 inferiores.

4
7
P

- Se removidos, montar os nípeis utili-


zando anéis de vedação novos e ob-
servando os torques corretos: X
• Nípel (4): 32 ± 3,2 N.m;
• Nípel (5): 100 ± 10 N.m; - Encaixar o compressor no alojamen-
to e montar o parafuso de fixação in-
• Nípel (7): 160 ± 16 N.m. terno, correspondente a posição (Y)
da carcaça do bloco.

168
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

D) Tubo de entrada e saída de líquido


de arrefecimento do compressor de ar

10 11

- Retirar um dos pinos-guia (P) e mon-


tar o parafuso (10) correspondente.
- Retirar o outro pino-guia (P) e tam-
bém montar o parafuso (10) corres-
pondente.
- Somente após encaixar os 3 parafu- 1b
sos (10), apertá-los em etapas:
Pré-aperto: 30 ± 3 N.m; 2a
1
Aperto final: 74 ± 7,4 N.m.
1a
- Fixar a abraçadeira (11).

14

- Ao reinstalar os tubos de envio (1) e


retorno (2) de líquido de arrefecimen-
15 to ao compressor, observar o torque
12
correto das porcas conectoras:
• Porcas (1a e 2a): 25 ± 2,5 N.m;
• Porca (1b), junto ao bloco de cilindros:
13
40 ± 4 N.m.

- Reconectar os tubos (12, 13, 14 e 15)


conforme instruções anteriores.

169
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

20.3 - Reservatório de óleo hidráulico 20.4 - Bomba da direção hidráulica

2 1 2

3
1
A) Remoção
3
- Com um alicate apropriado, soltar a
abraçadeira de fixação da mangueira
(3) sob o reservatório (2).
OBS: Esta é a linha de sucção de
óleo da bomba. A linha de retorno é
montada ao reinstalar o motor no ve- A) Remoção
ículo.
- Remover os parafusos (3) de fixação
- Retirar os parafusos (1) e o reserva- da bomba hidráulica (1) ao compres-
tório de óleo (2). sor de ar.
- Remover o anel "O" (2).
B) Reinstalação
- Posicionar o reservatório (2) sobre a B) Reinstalação
respectiva sede no tubo de admissão
- Limpar o alojamento na parte frontal
de ar.
do compressor e o conjunto da bom-
- Montar os parafusos (1) e apertá-los ba (1), em especial no flange e sede
com o torque de 30 N.m. de montagem do anel "O" (2).
- Com um alicate especial, reconectar - Montar um anel "O" (2) novo no flan-
a mangueira (3). ge da bomba.
- Aplicar graxa grafitada no anel "O".
- Encaixar a bomba (1) no alojamen-
to, cuidando para que o anel "O" não
seja danificado.
- Apertar os parafusos (3) com o tor-
que de 50 ± 5 N.m.

170
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

20.5 - Botoneira Stop/Start (Parada/Parti-


da) do motor

A) Remoção
- Para remover o conjunto, suporte e
botoneira Stop/Start (1), retirar os 2
parafusos (2).
OBS: Os cabos elétricos correspon-
dentes à botoneira são desconecta-
dos e conectados ao remover e reins-
talar o motor no veículo.

B) Reinstalação
- Posicionar o conjunto da botoneira
Stop/Start (1) na respectiva sede.
- Montar os parafusos (2) e apertá-los
com o torque de 24 N.m.

171
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

21 - Procedimentos finais da revisão

21.1 - Retirada do motor do cavalete porte de madeira.


- Reinstalar os itens removidos para
permitir a instalação do motor ao ca-
valete. Ver Capitulo 8.
1

21.2 - Verificações após a revisão

NOTA: As verificações seguintes deve-


rão ser realizadas logo após reinstalar o
motor no veículo.

- Verificar antes de mais nada, se o ní-


vel de óleo e líquido de arrefecimento
está correto.
2 2 - Acionar o motor e deixá-lo em funcio-
namento com uma rotação um pouco
superior a marcha lenta até que o lí-
quido de arrefecimento atinja a tem-
peratura de abertura do termostato.
- Verificar o motor atentamente quanto
à:
• Vazamento de óleo e líquido de arre-
fecimento.
3 4 • Vazamento de combustível, na tubu-
lação, conexões e filtro.
• Vazamento de óleo na tampa de ba-
lancins, no cárter, no filtro de óleo e
no trocador de calor.
2 2 • Vazamento de ar na tubulação pneu-
mática (se equipado com compressor
de ar).
• Constatar o correto funcionamento
das lâmpadas de aviso no painel de
- Com o balancim 99360585 (1) e uma instrumentos e dos dispositivos que
talha com a capacidade adequada, foram desconectados no momento
suspender o peso do motor através da remoção do motor.
das 2 alças de suspensão (3). • Drenar o ar do circuito de arrefeci-
- Retirar os parafusos dos flanges (2), mento. Para isso, abastecer o siste-
de fixação do motor ao cavalete gira- ma lentamente e nos minutos iniciais
tório 99322205 (4). de funcionamento (em marcha lenta),
deixar a tampa do reservatório de ex-
- Após remover os flanges (2), apoiar o
pansão removida.
motor adequadamente sobre um su-
172
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22 - Componentes eletroeletrônicos do motor: teste e manutenção


22.1 - Motor de partida
Relé de
A) Dados técnicos
partida
Fornecedor..................................... Denso Solenoide

Tipo........................................2280005641 Chave de
partida
Sistema elétrico................................. 24 V
Saída nominal................................4,5 kW
Bateria
A partida, acionada mediante chave no
painel de instrumentos da máquina, for-
nece tensão positiva ao solenoide.
Ver diagrama ao lado:

B) Remoção
Motor de partida
2 1
Diagrama do sistema de partida

Com a bateria desconectada do circuito:


- Desconectar os cabos elétricos do
terminal (1) do solenoide (2).
- Remover as 3 porcas (3) de fixação
do motor de partida ao motor.
Retirar o motor de partida.
- Montar as porcas (3) e apertar com o
- Se necessário, remover os prisionei-
torque de 45 ± 4,5 N.m.
ros de fixação do motor de partida.
- Reconectar os cabos elétricos no ter-
Ao montar novos prisioneiros, apertá-
minal (1). Torque: 25 ± 2,5 N.m.
-los com o torque de 67 ± 6,7 N.m.
- Posicionar as abraçadeiras no chico-
te, mantendo o layout.
C) Reinstalação
- Apertar a abraçadeira do chicote com
- Encaixar o motor no alojamento, no o torque de 24 ± 2,4 N.m.
lado direito da carcaça do volante.

173
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.2 - Alternador 3 4
A) Dados técnicos 2
Fornecedor................................Mitsubishi
Características técnicas.......... 24 V - 90 A
1

Identificação dos terminais:

5
6

- Com os cabos do alternador (2) des-


conectados, retirar os parafusos (1 e
3).
- Se for necessário, remover o suporte
inferior (7), retirando os parafusos (5
e 6).
- Verificar o estado dos guias (8) do su-
porte e trocar, se necessário.
Terminais Função - Montar o suporte (7) e apertar os pa-
S + 30 rafusos com o torque recomendado:
Indicador de recarga de Parafusos (5): 50 ± 5,0 N.m.
L
baterias Parafuso (6): 34 ± 3,4 N.m.
B- Negativo
- Caso seja removido o suporte supe-
B+ Positivo
rior, o torque dos parafusos é de 24 ±
IG + 15 2,4 N.m.
- Após encaixar o alternador nos su-
B) Remoção portes, montar os parafusos (1 e 3) e
Para remover o alternador (2), é necessá- apertar com o torque de:
rio remover a correia (4). Parafuso inferior (1): 45 N.m.
Ver item 9.1. Parafuso superior (3): 24 N.m.

174
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.3 - Chicote elétrico do motor

Código do sensor Descrição


78247 Injetor de combustível
85157 Sensor de pressão do combustível no rail
85153 Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento do motor
85156 Sensor de temperatura e pressão do ar
42030/47032 Sensor de temperatura e pressão do óleo do motor
78013 Eletroválvula para regulagem da pressão
47042 Sensor de temperatura do combustível
48035 Sensor de rotação (no volante do motor)
48042 Sensor de fase (Engrenagem do eixo comando)
ST Passa-cabos do interior do cabeçote
78050 Eletroválvula do freio-motor
A Conector de eletroinjetores
C Conector dos sensores
175
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.4 - Sensores: identificação geral

B
J

I
C
H

D F

A. Sensor de temperatura de combustí- D. Motor de partida.


vel. E. Unidade eletrônica EDC 7.
B. Sensor de fase do comando de válvu- F. Compressor do condicionador de ar.
las.
G. Sensor de pressão / temperatura do
C. Válvula de controle de pressão da óleo.
bomba de alta pressão - PCV.

176
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

H. Sensor de temperatura / pressão do M. Sensor de temperatura do líquido de


ar. arrefecimento.
I. Alternador.
J. Resistência pré-aquecimento do mo-
tor. NOTA: Os sensores não permitem repa-
K. Sensor de rotação do motor sobre vo- ro. Uma vez constatada falha de funcio-
lante. namento, os mesmos devem ser substi-
L. Conector no cabeçote, de ligação dos tuídos.
eletroinjetores e sensor de pressão
da galeria Common Rail.

22.5 - Sensor de temperatura do lí- • Com a temperatura do motor entre 60


quido de arrefecimento e 90 °C, nos pinos A5 e A22 a tensão
deve variar entre 0,6 a 2,4 V.
• Entre 80 a 100 °C, a tensão deve va-
riar entre 1,0 e 2,0 V.

B) Terminais (Pin Out)


Terminal Descrição Pino EDC*
1 Sinal 15
2 Retorno 26
*Pinos do conector "C" (36 vias) da EDC.
A) Características
- É um sensor do tipo NTC (Negative
C) Remoção
Temperature Coefficient, ou Coefi-
ciente negativo de temperatura).
- Mede a temperatura do líquido refri-
gerante para as diversas lógicas de
funcionamento com o motor quente
ou frio, identificando a exigência de
enriquecimento da injeção com o mo-
tor frio ou a necessidade de reduzir
a quantidade de combustível com o
motor quente. 1 2
- Está conectado à unidade de controle - Desconectar o conector (1) e remo-
através do pino 15 / 26. ver o sensor (2).
- Comportamento do sensor em fun-
ção da temperatura:
D) Reinstalação
-10 °C.................8,10 - 10,77 kOhm
- Apertar o sensor (2) com o torque de
+20 °C...................2,28 - 2,72 kOhm 35 N.m:
+80 °C.................0,29 - 0,364 kOhm - Conectar o chicote (1).

177
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.6 - Sensor de temperatura do 22.7 - Sensor de pressão do com-


combustível bustível na galeria Common Rail

2
1

A) Características
- Este sensor é idêntico ao sensor da
A) Terminais (Pin Out):
temperatura do líquido de arrefeci-
mento: resistor variável tipo NTC. Terminal Descrição Pino EDC*
- Tem a função de informar para a EDC 1 Massa 12
a temperatura do combustível para 2 Sinal 14
fins de proteção do motor e cálculo
da massa real de combustível injeta- 3 Alimentação 13
da. *Pinos do conector "C" (36 vias) da EDC.
- Comportamento do sensor em fun-
ção da temperatura:
B) Remoção e reinstalação
-10 °C.................8,10 - 10,77 kOhm
+20 °C...................2,28 - 2,72 kOhm
+80 °C.................0,29 - 0,364 kOhm
- Em temperatura normal de funciona-
mento (80 a 100 °C) deve emitir ten-
são de saída entre 1 a 2 V.

B) Terminais (Pin Out)


Para o acesso ao sensor, é necessário re-
Terminal Descrição Pino EDC*
mover a tampa dos balancins.
1 Sinal 35 Ver item 12.1.
2 Retorno 38
*Pinos do conector "C" (36 vias) da EDC.

C) Remoção e reinstalação
Idem ao sensor de temperatura do líquido
de arrefecimento. Torque: 23 N.m.
Ver item 22.5.

178
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

C) Características e diagnóstico Entretanto, é necessário fazer uma


avaliação cuidadosa, pois outras fa-
- Montado na extremidade frontal da lhas tais como: falta de combustível
galeria Common Rail, este sensor in- no tanque, filtro de combustível entu-
forma a pressão de combustível dis- pido, defeitos da bomba de alta ou de
ponibilizada aos injetores eletrônicos. baixa pressão, retorno dos injetores...
podem gravar o mesmo erro.
- Esta informação é utilizada como
parâmetro para a EDC determinar o O diagnóstico é mais simples se for
tempo de duração das injeções. possível testar individualmente a
bomba de alta pressão, a válvula re-
- A tensão de alimentação do sensor é guladora PCV, o sensor de pressão e
de 5 V. os eletroinjetores.

- A pressão do combustível é controla- Se isso não for possível, deve-se tes-


da pela válvula reguladora de pres- tar o sensor de pressão (pela tensão
são e supervisionada pelo sensor de emitida) e a válvula reguladora de
pressão do rail. pressão PCV (pelo “Duty cycle” = ci-
clo de trabalho) do sinal PWM, am-
Resíduos provenientes do tanque, bos com o motor em funcionamento.
filtro ou tubulações, oxidações pela
presença de água, entre outros facil-
mente podem causar o travamento Dados de teste do sensor de pressão do
ou dificultar o movimento do êmbo- rail
lo da válvula reguladora de pressão - Tensão mínima a ser verificada: 0,2 V
PCV, obstruem os orifícios da válvula
reguladora de volume (VCV), ambas - Sem pressão (motor desligado e sis-
existentes no interior da bomba de tema despressurizado - apenas cha-
alta pressão. ve de partida acionada): 0,5 V.

A conseqüência é uma pressão muita - Sob 180 Mpa (1800 bar) de pressão:
baixa ou muito elevada no rail, resul- 4,5 V.
tando na parada do motor ou funcio-
namento com a potência reduzida.
Excesso de pressão pode ainda da-
nificar o sensor de pressão do rail
tornando-o impreciso sob certos re-
gimes, o que ocasionalmente leva a
sua substituição juntamente com a
válvula reguladora.

- O diagnóstico da ECU geralmente


registra erros referenciados à baixa
ou alta pressão do rail ou sensor de
pressão defeituoso.

179
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.8 - Sensor de pressão e tempera-


tura do ar

A) Características 15 2842 3310


- Localizado sobre o tubo de admis- 20 2323 2690
são, na entrada ao cabeçote. 25 1916 2207
- Idêntico ao sensor de temperatura e 30 1591 1827
pressão de óleo. 35 1318 1510
- Tensão de alimentação: 5 V. 40 1100 1254
45 927 1051
- Ao ocorrer algum problema com o
sensor TMAP (como defeito da peça 50 783 886
ou entupimento da mangueira de vá- 55 661 746
cuo para sua leitura), a central EDC 60 561 631
automaticamente entra em emergên- 65 480 537
cia, para que o veículo possa ser con- 70 412 460
duzido à um local seguro.
75 354 394
A luz de aviso correspondente acen- 80 306 339
derá no painel. 85 266 294
- Os principais sintomas de problemas 90 231 255
nesse sensor são alterações na mar- 95 203 223
cha-lenta e falhas no funcionamento
100 178 195
do motor, causadas pela mistura ex-
cessivamente "rica" (muito combus- 105 156 171
tível e pouco ar) ou "pobre" (pouco 110 137 151
combustível e muito ar).
B) Terminais (Pin Out):
Terminal Descrição Pino EDC*
Comportamento do sensor em função da
temperatura: 1 Massa (-) 25
Temperatu- Resistência - Ohms 2 Sinal - Temp 36
ra - °C Mínima Máxima 3 Alimentação 33
0 5420 6403
4 Sinal - Press. 34
5 4343 5106
10 3504 4100 *Pinos do conector "C" (36 vias) da EDC.

180
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Pressão x tensão de saída: A) Características


• 50 kPa: 0,5 ± 0,25 V - Localizado no lado direito, acima da
• 400 kPa: : 4,5 ± 0,25 V central eletrônica EDC.
- Idêntico ao sensor de temperatura e
pressão de ar.
C) Remoção
- Este sensor informa a temperatura e
- Desconectar o conector do sensor. a pressão do óleo para a EDC.
- Remover o sensor, retirando os 2 pa- A informação da temperatura do óleo
rafusos sextavados. é utilizada apenas pela EDC, que
controla luzes de aviso no painel e
outras funções de proteção do motor,
D) Reinstalação
como redução de potência e até des-
- Aplicar vaselina no anel "O". ligamento.
- Encaixar o sensor na respectiva sede - Tensão de alimentação: 5 V.
no tubo de entrada de ar.
- Montar e apertar os 2 parafusos sex-
Comportamento do sensor em função da
tavados e apertá-los com o torque de temperatura:
10 ± 1 N.m.
Idem ao sensor de pressão e temperatura
do ar.
Ver item 22.8.
22.9 - Sensor de pressão e tempera-
tura do óleo lubrificante B) Terminais (Pin Out):
Terminal Descrição Pino EDC*
1 Massa (-) 24
2 Sinal - Temp 28
3 Alimentação 32
4 Sinal - Press. 27
*Pinos do conector "C" (36 vias) da EDC.

C) Remoção e reinstalação
Idem ao sensor de pressão e temperatura
do ar.
Ver item 22.8.

181
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.10 - Sensor de rotação - O sinal do sensor também é utilizado


para a indicação de rpm no painel.
- Apesar de ser similar ao sensor de
fase (montado na caixa de distribui-
ção), estes dois sensores não são in-
tercambiáveis.

Diagnóstico:

A impedância do sensor deve estar


entre 880 - 920 Ω.

1 B) Terminais (Pin Out):


Terminal Descrição Pino EDC*
1 Sinal (+) 23
2 Sinal (-) 19
*Pinos do conector "C" (36 vias) da EDC.
A) Características
- Localizado sobre a carcaça do volan- C) Remoção
te. - Desconectar o conector do sensor.
- É idêntico e intercambiável com o - Remover o sensor (1), retirando o pa-
sensor de fase. rafuso de retenção na carcaça.

- Tensão de alimentação: 5 V.
D) Reinstalação
- Sensor do tipo indutivo, gera sinais
obtidos de um fluxo de campo mag- - Aplicar vaselina no anel "O".
nético produzido pela rotação de uma - Encaixar o sensor (1) no respectivo
roda fônica montada sobre o volante. alojamento.
Quando o dente da roda fônica pas- - Montar e apertar o parafuso com o
sa pelo sensor, a tensão é máxima, e torque de 10 ± 1 N.m.
quando o espaço entre dentes passa
pelo sensor a tensão é mínima.
- Como este tipo de sensor é mais sen-
sível à interferências magnéticas, os
cabos de ligação são do tipo trança-
do, atuando como blindagem magné-
tica.
- A EDC utiliza estes sinais para moni-
torar a rotação e determinar a quan-
tidade de combustível injetada por
ciclo.

182
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.11 - Sensor de fase Diagnóstico:

A impedância do sensor deve estar


entre 880 - 920 Ω.

B) Terminais (Pin Out):


Terminal Descrição Pino EDC*
1 Sinal (+) 9
1 2 Sinal (-) 10
*Pinos do conector "C" (36 vias) da EDC.

A) Características C) Remoção
- Desconectar o conector do sensor.
- Localizado sobre a carcaça da engre-
nagem superior da distribuição (co- - Remover o sensor (1), retirando o pa-
mando de válvulas). rafuso de retenção na carcaça.

- É idêntico e intercambiável com o


sensor de rotação. D) Reinstalação
- Tensão de alimentação: 5 V. - Aplicar vaselina no anel "O".

- Sensor do tipo indutivo, gera sinais - Encaixar o sensor (1) no respectivo


obtidos de um fluxo de campo mag- alojamento.
nético produzido pela rotação da roda - Montar e apertar o parafuso com o
fônica (3) montada sobre a engrena- torque de 10 ± 1 N.m.
gem do comando de válvulas.
Quando o dente da roda fônica pas-
NOTA: Ao suspeitar de problemas no
sa pelo sensor, a tensão é máxima, e
sensor de fase, certificar-se antes de
quando o espaço entre dentes passa
trocá-lo, de que a fasagem está correta.
pelo sensor a tensão é mínima.
Ver Capítulo 14.
- Como este tipo de sensor é mais sen-
sível à interferências magnéticas, os
cabos de ligação são do tipo trança-
do, atuando como blindagem magné-
tica.
- A EDC utiliza estes sinais para sincro-
nizar as injeções de forma otimizada.

183
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.12 - Resistência pré-aquecimento


Perigo de explosão"
Não utilizar fluidos de auxílio de parti-
1 da à frio tipo éter: podem ocorrer sé-
rios danos ao motor, explosão, bem
como, sérias lesões e até morte!

- Se, com a luz de aviso lampejando,


o motor não for ligado dentro de 20 a
25 segundos, a operação é anulada
para que a bateria não seja inutilmen-
te descarregada.
A) Características - Caso a temperatura de referência
- O pré-aquecedor (1) consiste de uma seja superior a 10º, girando a cha-
resistência em formato de grelha po- ve de ignição em ON, a luz de aviso
sicionada entre o cabeçote e o tubo acende por cerca de 2 segundos para
de admissão de ar. efetuar o teste, e depois se apaga, in-
dicando que o motor poderá ser liga-
- A função é aquecer o ar durante a do.
partida sob temperaturas baixas.
- O pré-aquecedor é alimentado por
B) Diagnóstico
um relé (chave contactora) normal-
mente localizado próximo ao motor. - Verificar o estado da grelha (1): caso
a mesma esteja muito oxidada, defor-
- O relé por sua vez, é controlado pela mada e outros danos, deve ser subs-
EDC 7*, ao ligar a chave de ignição, tituída.
se um dos sensores de temperatura,
ar ou combustível, registra um valor - Se o estado da grelha estiver satisfa-
inferior a 10ºC. tório, medir a resistência entre os ter-
minais de alimentação, que deve ser
Acende-se também a luz de aviso de aproximadamente 0,7 Ohm.
correspondente no painel por um pe-
ríodo que varia de acordo com a tem-
peratura. C) Remoção e reinstalação
*A central EDC 7 realiza este contro- 2 1a
le através dos terminais "12 e 75" do
conector "B".
- Após este tempo, a luz de aviso co-
meça a lampejar, indicando que o
motor pode ser ligado.
- Com o motor funcionando, a luz de
aviso se apaga, mas a resistência
continua a ser alimentada por um cer- Para retirar a grelha aquecedora (1), mon-
to tempo, variável, efetuando o pós- tada no lugar do espaçador (1a), é neces-
-aquecimento. sário retirar o tubo de admissão de ar (2).
Ver item 10.2.

184
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

22.13 - Central eletrônica EDC7

- Retirar os 3 parafusos (6) de fixação


2 do conjunto, base (4) + central (2).
- Remover a base de arrefecimento (4)
juntamente com a central (2) do blo-
co.
OBS: O arrefecimento da central ele-
trônica (2) é realizado pela circulação
4 de óleo diesel no interior da base (4),
montada sob a central (2).
3
B) Reinstalação
- Examinar os amortecedores de bor-
6 5 racha junto aos parafusos (6), de fi-
xação do conjunto ao bloco.
Ao menor sinal de dano, deformação
ou ressecamento, devem ser substi-
tuídos.
A) Remoção
- Desconectar o tubo (1), de saída de - Se removidos, montar os espaçado-
combustível da base de arrefecimen- res (5) no bloco e apertá-los com o
to (4) para o sistema de injeção. torque de 14 ± 1,4 N.m.

OBS: Se o motor estiver instalado no - Montar o conjunto, base (4) + cen-


veículo, desconectar também a linha tral (2), instalando os parafusos (6) e
de entrada de combustível do nípel apertá-los com o torque de 19 ± 1,9
(3). N.m.

- Encaixar uma chave adequada nos - Torque dos niples de conexão (3) e
espaçadores (5) de suporte da cen- de conexão do tubo (1): 24 ± 2,4 N.m.
tral, evitando o giro dos mesmos ao
remover os parafusos (6).

185
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Tabela de cores x legendas: D) Terminais do conector (A) da EDC7:


Injetores eletrônicos
Cores
Legenda 12 16
Inglês Português
B Black Preto
R Red Vermelho
U Blue Azul 6 11

W White Branco
P Purple Violeta
G Green Verde 1 5
N Brown Marrom
A
Y Yellow Amarelo
O Orange Laranja
E Grey Cinza
K Pink Rosa

A
Pinos não relacionados: livres (não utili-
zados).
C
Pino Função
1 Eletroinjetor do cilindro 5
2 Eletroinjetor do cilindro 6
3 Eletroinjetor do cilindro 4
C) Conectores da central EDC 7 4 Eletroinjetor do cilindro 1
A - Conector aos injetores (saídas). 5 Eletroinjetor do cilindro 3
B - Conector ao chassi: proporciona refe- 6 Eletroinjetor do cilindro 2
rências relativas ao veículo. 9 Eletroválvula reguladora bom-
C - Conector aos sensores. ba de alta pressão
10 Eletroválvula reguladora bom-
ba de alta pressão
NOTAS:
11 Eletroinjetor do cilindro 2
• A EDC não permite reparos: em caso
(comprovado) de falha, deve ser 12 Eletroinjetor do cilindro 3
substituída. A EDC nova requer a re- 13 Eletroinjetor do cilindro 1
programação.
14 Eletroinjetor do cilindro 4
• A EDC é o componente com a menor
probabilidade de falha no sistema 15 Eletroinjetor do cilindro 6
eletrônico. 16 Eletroinjetor do cilindro 5

186
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Tabela de conexões dos injetores: Pinos não relacionados: livres (não utili-
zados).

Pino Função
2 Positivo alimentação (+B)
3 Positivo alimentação (+B)
5 Negativo alimentação (-B) -
Massa
6 Negativo alimentação (-B) -
Massa
*Pino do conector "A" da EDC - tabela ao
8 Positivo alimentação (+B)
lado:
9 Positivo alimentação (+B)
Cilindro Terminal Descrição Pino*
A Alim. (+) 13 10 Negativo alimentação (-B) -
1 Massa
B Massa (-) 4
A Alim. (+) 6 11 Negativo alimentação (-B) -
2 Massa
B Massa (-) 11
A Alim. (+) 12 12 Comando (via Massa) para relé
3 do resistor de pré-aquecimento
B Massa (-) 5
A Alim. (+) 3 29 Alimentação do interruptor do
4 sistema de aviso do diagnósti-
B Massa (-) 14
co EDC 7 (pré ajuste).
A Alim. (+) 1
5 34 Linha CAN L (ECB)
B Massa (-) 16
A Alim. (+) 2 35 Linha CAN H (ECB)
6
B Massa (-) 15 40 Positivo +15 da bateria (com
chave na posição ON)
42 Sinal da presença de H2O
(água) no sensor na entrada de
combustível
E) Terminais do conector (B) da EDC7
(chassi): referências relativas ao veí- 75 Positivo relé da resistência de
culo pré aquecimento
89 Linha ”ISO K” diagnóstico da
unidade de controle do motor
EDC

71 89 72 54 6 11

1
B
7
12

53 35 18 36 17

187
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

F) Terminais do conector (C) da EDC7: sensores do motor

6 8 16 9 15 22

4
5
C

1 3 23 30 36 29

Pinos não relacionados: livres (não utilizados).

Pino Função
9 Sensor de rotação da árvore de comando válvulas (distribuição)
10 Sensor de rotação da árvore de comando válvulas (distribuição)
12 Sensor pressão de combustível do rail
13 Sensor pressão de combustível do rail
14 Sensor pressão de combustível do rail
15 Sensor de temperatura do líquido arrefecimento motor
18 Sensor de temperatura do combustível
19 Sensor de pulsos rotação do volante (rotação do motor)
23 Sensor de pulsos rotação do volante (rotação do motor)
24 Sensor de pressão/temperatura do óleo do motor
25 Alimentação para o sensor de pressão/temperatura do ar
26 Sensor de temperatura do líquido arrefecimento motor
27 Sensor de pressão/temperatura do óleo do motor
28 Sensor de pressão/temperatura do óleo do motor
32 Positivo alimentação (+5 V) sensor de pressão/temperatura do óleo do motor
33 Positivo alimentação (+5 V) sensor pressão/temperatura do ar
34 Sinal de pressão do ar a partir do sensor de pressão/temperatura do ar
35 Sensor de temperatura do combustível
36 Sinal de temperatura do ar a partir do sensor de pressão/temperatura do ar

188
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

23 - Especificações de montagem e ajustes

Tipo F2CE3681C F2CE3681D

GRUPO CILINDROS E ÓRGÃOS MÓVEIS mm


Sedes (alojamentos) para as camisas dos
cilindros
Superior 130,500 ÷ 130,525
Inferior 129,510 ÷ 129,535
Camisas dos cilindros
Diâmetro externo
Superior 130,461 ÷ 130,486
Ø1
Inferior 129,475 ÷ 129,500
2
Comprimento L 226,15
Camisas dos cilindros
Folga no encaixe do bloco
Superior 0,014 ÷ 0,064
Ø2
Inferior 0,010 ÷ 0,060
Camisas dos cilindros
Diâmetro interno Ø3A* 117,000 ÷ 117,012
Diâmetro interno Ø3B* 117,010 ÷ 117,022
**De acordo com uma carga de 6000 kg
*Classe de
seleção Projeção (saliência no bloco) X 0,035 ÷ 0,065
Pistões tipo:
Cota de medição X 18
Diâmetro externo 1A 116,871 ÷ 116,883
2 Diâmetro externo 1B 116,881 ÷ 116,893
Furo do pino Ø2 52,010 ÷ 52,018
Folga entre pistão e camisas
do cilindro
A* 0,117 ÷ 0,141
*Classe de
seleção B* 0,117 ÷ 0,141

Projeção (saliência dos pistões "X" 0,873 ÷ 1,117

Pino dos pistões Ø3 51,994 ÷ 52,000

Pino dos pistões - folga do pino 0,010 ÷ 0,022

189
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Tipo F2CE3681C F2CE3681D

GRUPO CILINDROS E ÓRGÃOS MÓVEIS mm


Canaletas - anéis de segmento X1 2,585 ÷ 2,615
X2 2,550 ÷ 2,570
X3 4,020 ÷ 4,040
*Medido em Ø 113 mm
Anéis de segmento com perfil
S1 2,429 ÷ 2,473
trapezoidal
Anel com face de contato cônica S2 2,470 ÷ 2,500
Com fendas e mola interna S3 3,970 ÷ 3,990
1 0,112 ÷ 0,186
Anéis de segmento
2 0,050 ÷ 0,100
(Folga em relação as canaletas)
3 0,030 ÷ 0,070

x1 0,30 ÷ 0,40
Abertura das pontas dos anéis
de segmento na camisa dos x2 0,60 ÷ 0,75
cilindros
x3 0,35 ÷ 0,65

Sede da bucha do pé da biela Ø1 55,690 ÷ 55,710

{
Sede dos casquilhos da biela Ø2 85,987 ÷ 86,013

A 85,987 ÷ 85,996

Classes de seleção B 85,997 ÷ 86,005

C 86,006 ÷ 86,013
Diâmetro da bucha do pé da
biela
Externo Ø4 55,780 ÷ 55,820

Interno Ø3 52,015 ÷ 52,030

Espessura - Cor vermelha S 1,994 ÷ 2,002

Espessura - Cor verde S 2,002 ÷ 2,010

Espessura - Cor amarela S 2,010 ÷ 2,018

190
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Tipo F2CE3681C F2CE3681D

GRUPO CILINDROS E ÓRGÃOS MÓVEIS mm

Interferência de montagem da bucha da biela 0,07 ÷ 0,13

Folga entre pino do pistão e bucha 0,015 ÷ 0,036

Sobremedidas de bucha de biela 0,127 - 0,254 - 0,508

Peso da biela g
1 3308 ÷ 3338
Classe 2 3339 ÷ 3368
3 3369 ÷ 3398
Cota de medição X 125

Erro máximo sobre o paralelismo


= 0,08
dos eixos de biela
Mancais principais (munhões) Ø1
- Nominal 92,970 ÷ 93,000
- Classe 1 92,970 ÷ 92,979
- Classe 2 92,980 ÷ 92,989
- Classe 3 92,990 ÷ 93,000
Mancais de biela (moentes) Ø2
- Nominal 81,915 ÷ 81,945
- Classe 1 81,915 ÷ 81,924
- Classe 2 81,925 ÷ 81,934
- Classe 3 81,935 ÷ 81,945
Casquilhos dos munhões S1
Cor vermelha 2,968 ÷ 2,978
Cor verde 2,978 ÷ 2,988
Cor amarela* 2,988 ÷ 2,998
Casquilhos de biela (moentes) S2
Cor vermelha 1,994 ÷ 2,002
Cor verde 2,002 ÷ 2,010
Cor amarela* 2,010 ÷ 2,018
Sedes dos mancais de apoio Ø3
- Nominal 99,000 ÷ 99,030
- Classe 1 99,000 ÷ 99,009
- Classe 2 99,010 ÷ 99,019
- Classe 3 99,020 ÷ 99,030

191
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Tipo F2CE3681C F2CE3681D

GRUPO CILINDROS E ÓRGÃOS MÓVEIS mm


Casquilhos dos munhões 0,050 ÷ 0,090
Casquilhos dos moentes (mancais de biela) 0,040 ÷ 0,080
Casquilhos dos munhões 0,127* - 2,254 - 0,508
Casquilhos dos moentes (mancais de biela) 0,127* - 2,254 - 0,508
Munhão de apoio axial do vira-
X1 39,96 ÷ 40,04
brequim - largura

Largura da sede do mancal de


X2 38,94 ÷ 38,99
apoio axial do virabrequim

Semi-anéis de apoio axial X3 3,38 ÷ 3,43

Folga axial do virabrequim 0,11 ÷ 0,34

Alinhamento 1-2 -
Ovalização 1-2 0,04
Conicidade 1-2 -
Cabeçote - Distribuição mm
Assentos das guias de válvulas
Ø1 12,980 ÷ 12,997
no cabeçote

Guia de válvulas Ø2 8,023 ÷ 8,038

Ø3 13,012 ÷ 13,025

Guias de válvulas e assentos no cabeçote 0,015 ÷ 0,045

Guia de válvulas 0,2 - 0,4

Válvulas
Ø4 7,970 ÷ 7,985
α 60° 30’ ± 7’ 30”

Ø4 7,970 ÷ 7,985

α 45° + 15 - 0

Haste das válvulas e guia correspondente 0,038 ÷ 0,068

192
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

F2CE3681C F2CE3681D
Tipo
mm
Ø1 41,985 ÷ 42,020
Assento no cabeçote do as-
sento da válvula
Ø1 40,985 ÷ 41,020

Diâmetro externo dos as- Ø1 42,060 ÷ 42,075 42,260 ÷ 42,275*


sentos das válvulas; incli- α 60° 0 - 0,5’ 60° 0 - 0,5’
nação dos assentos das
válvulas sobre o cabeçote Ø2 41,060 ÷ 41,075 41,260 ÷ 41,275*
*Previsto conforme esperado
α 45° 0 - 0,5’ 45° 0 - 0,5’

0,5 ÷ 0,8
Afundamento (retração)
1,6 ÷ 1,9

Entre o assento da válvula


0,040 ÷ 0,090
e o cabeçote
Forniture Forniture
Altura da mola externa das válvulas
Mubea (A) Baumann (B)
Mola livre sob uma carga de: H 70,77 71,34
460 ± 23 N
460 ± 22 N
H1A
H1B
} 51

740 ± 33 N
731,4 ± 42 N
H2A
H2B
} 39

Projeção dos injetores X 1,53

Alojamentos das buchas do


eixo do comando de válvu- Ø 69,000 ÷ 69,940
las no cabeçote 1⇒ 7

Mancais de apoio da árvore


Ø 64,924 ÷ 64,080
de cames 1⇒7

Diâmetro externo das bu-


chas da árvore de coman- Ø 69,090 ÷ 69,130
do 1⇒7
Diâmetro interno das bu-
Ø 65,080 ÷ 65,116
chas
Interferência de montagem
0,060 ÷ 0,130
das buchas no cabeçote

193
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

F2CE3681C F2CE3681D
Tipo
mm
Folga entre buchas e man-
0,100 ÷ 0,192
cais do eixo comando

7,5138
Levantamento dos cames
(excêntricos)
8,0057

Eixo de suporte de balan-


Ø1 31,964 ÷ 31,980
cins

32,025 ÷ 32,041
Alojamentos para as bu-
chas nos balancins
47,000 ÷ 47,016

Interferência de montagem
0,045 ÷ 0,077
das buchas nos balancins

Diâmetro externo das bu-


47,090 ÷ 47,130
chas dos balancins

Diâmetro interno das bu-


43,965 ÷ 43,985
chas dos balancins

Casquilhos e alojamentos 0,086 ÷ 0,156

Alavanca de comando de
freio-motor
Diâmetro interno do pino
Ø1 32,03 ÷ 32,04
excêntrico
Diâmetro externo Ø2 43,98 ÷ 44,00
Turbocompressor
Tipo HX52W
Folga axial 0,025 ÷ 0,127
Folga radial 0,460 ÷ 0,610

194
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

24 - Especificação de torques de aperto

24.1 - Torques específicos


Torque
Componente Referência
N.m kgf.m
Esguicho de óleo sob os pistões M12x1,5 50 ± 5 5 ± 0,5
Parafusos fixação do trocador de calor ao bloco
Pré-aperto - 8 ± 15 0,8 ± 1,5
Aperto 22 ± 27 2,2 ± 2,7
Bujão de dreno do cárter - 125 ± 15 12,5 ± 1,5
Parafusos fixação do distanciador e cárter de óleo M10x1,5x45 41,5 ± 3,5 4,1 ± 0,3
Parafusos fixação da caixa de engrenagens ao blo- M10x1,25 41,5 ± 3,5 4,1 ± 0,3
co do motor M12x1,75 63 ± 7 6,3 ± 0,7
M8x1,25 23,5 ± 1,5 2,3 ± 0,1
Parafuso fixação do cabeçote
1a etapa Pré-aperto 50 5
2a etapa Pré-aperto 100 10
3a etapa Aperto final -
90°
angular
4a etapa Aperto final
75°
angular
Parafuso fixação do eixo de balancins M12x1,75x130 104,5 ± 10,5 10,4 ± 1
Porca para parafuso de regulagem dos balancins - 39 ± 5 3,9 ± 0,5
Parafuso dos flanges de fixação dos injetores M10x1,5x40 39 ÷ 43 3,9 ÷ 4,3
Parafusos fixação das placas de suporte ao cabe-
- 20 ± 2 2 ± 0,2
çote
Parafusos fixação das alças de içamento do motor
- 74 ± 8 7,4 ± 0,8
ao cabeçote
Parafusos fixação da engrenagem da árvore de co-
mando
1a etapa Pré-aperto - 25 2,5
2a etapa Aperto final
45°
angular
Parafusos fixação da roda fônica à engrenagem de
- 8,5 ± 1,5 0,8 ± 0,1
distribuição
Parafusos fixação do coletor de descarga
Pré-aperto 30 ± 5 3 ± 0,5
Aperto 60 ± 5 6 ± 0,5

195
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Torque
Componente Referência
N.m kgf.m
Parafusos fixação do cilindro do atuador do freio-
19 ± 3 1,9 ± 0,3
-motor
Parafusos das capas dos mancais principais - mu- 1a etapa 140 N.m
Resultante:
nhões do virabrequim
2a etapa 60° 420 a 480
N.m
3a etapa 55°
Parafusos fixação das capas de biela
1a etapa Pré-aperto 50 5
M12x1,25x69
2a etapa Aperto final
90°
angular
Parafusos fixação do volante do motor
1a etapa Pré-aperto 120 12
M18x1,5x72
2 etapa
a
Aperto final
90°
angular
Parafusos fixação da polia ao virabrequim
1a etapa Pré-aperto 70 7
-
2 etapa
a
Aperto final
50°
angular
Parafusos fixação do dumper (amortecedor) - 100 ± 10 10 ± 1,0
Parafusos fixação de mancais das engrenagens in-
termediárias
1a etapa Pré-aperto M12x1,75x90 30 3
2a etapa Aperto final
90°
angular
Parafuso fixação da placa reguladora de centraliza-
- 24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
ção da engrenagem intermediária da distribuição
Parafuso fixação da bomba de óleo - 24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
Parafuso regulador da bomba de óleo - 24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
Parafuso fixação da tampa dianteira do bloco do mo-
tor - 19 ± 3 1,9 ± 0,3

Parafuso fixação da central eletrônica EDC7 ao bloco


- 19 ± 3 1,9 ± 0,3
do motor
Parafuso fixação do suporte do filtro de combustível
ao cabeçote M10x1,25x60 37 ± 3 3,7 ± 0,3

Parafusos fixação do suporte do motor à caixa de en-


grenagens 1a etapa 100 10

2a etapa (Ân-
60°
gulo)

196
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Torque
Componente Referência
N.m kgf.m
Parafusos e porcas de fixação do turbocompressor -
Pré-aperto - 32,5 ± 7,5 3,2 ± 0,7
Aperto final - 46 ± 2 4,6 ± 0,2
Parafuso fixação da bomba de água do bloco do
- 24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
motor
Parafuso fixação da polia à bucha - 55 ± 5 5,5 ± 0,5
Parafuso fixação da tampa de balancins - 8,5 ± 1,5 0,8 ± 0,1
Parafusos fixação da caixa do termostato ao cabe-
- 24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
çote de cilindros
Parafusos fixação do tensor automático ao bloco do
- 45 ± 5 4,5 ± 0,5
motor
Parafusos fixação do tensor fixo ao bloco do motor - 105 ± 5 10,5 ± 0,5
Parafusos fixação do suporte do ventilador ao bloco
- 24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
do motor
Porcas de fixação da bomba de combustível - 24 ± 4 2,4 ± 0,4
Porca de fixação da engrenagem da bomba de alta
- 105 ± 5 10,5 ± 0,5
pressão
Fixação para bomba de alta pressão - 30 ± 5 3 ± 0,5
Parafusos fixação do motor de arranque - 44 ± 4 4,4 ± 0,4
Pré-aquecedor de ar no tubo de entrada de ar - 30 ± 3 3 ± 0,3
Porca de fixação da engrenagem da bomba hidráu-
- 105 ± 5 10,5 ± 0,5
lica da direção
Parafuso de fixação do compressor do condiciona-
- 24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
dor de ar ao suporte
Parafuso fixação do suporte do compressor do
- 44 ± 4 4,4 ± 0,4
condicionador ao bloco do motor
Parafusos fixação do suporte inferior do alternador Grandes 50 ± 5,0 5,0 ± 0,5
ao bloco do motor:
Pequeno 34 ± 3,4 3,4 ± 0,34
Parafusos fixação do suporte superior do alternador
- 24 ± 2,4 2,4 ± 0,24
ao bloco do motor:
Conexões de tubulações de água - 35 3,5
Sensor de temperatura da água - 32,5 ± 2,5 3,2 ± 0,2
Parafuso fixação do sensor de rotação do volante - 8±4 0,8 ± 0,4
Parafuso fixação do sensor de fase da árvore de co-
- 8±4 0,8 ± 0,4
mando
Parafuso fixação do conector solenoide PDE - 1,62 ± 0,3 0,1 ± 0,03

197
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Torque
Componente Referência
N.m kgf.m
Parafuso fixação do sensor de pressão over-
- 8±2 0,8 ± 0,2
boost
Parafuso fixação do sensor de pressão abso-
- 22,5 ± 2,5 2,2 ± 0,2
luta
Parafuso/porca de fixação da válvula de controle
- 8±2 0,8 ± 0,2
PWM.
Sensor de temperatura do combustível/líqui-
- 35 3,5
do de arrefecimento
Indicador de temperatura do líquido de arrefeci-
- 23,5 ± 2,5 2,3 ± 0,2
mento
Sensor de restrição do filtro - 10 1
Interruptor de temperatura do óleo - 25 ± 1 2,5 ± 0,1
Sensor de pressão do óleo - 25 ± 1 2,5 ± 0,1
Parafuso fixação dos cabos elétricos - 8±2 0,8 ± 0,2
Parafuso fixação da suspensão do motor
1a etapa Pré-aperto 40 4
M14x2x50
2a etapa Aperto final
30°
angular
Parafuso fixação dos suportes traseiros do motor: 1a etapa 100 N.m
2a etapa 60°
Resultante 210 a 460 N.m
Parafuso fixação dos suportes dianteiros do motor: 1a etapa 120 N.m
2a etapa 45°
Resultante 150 a 184 N.m
Parafuso de fixação do pré-aquecedor M8x60
24,5 ± 2,5 2,4 ± 0,2
M8x90
Porca de fixação da placa enrijecedora M10x1,25x20 46,5 ÷ 52 4,6 ÷ 5,2
Parafusos reguladores M10x1,25x25 46,5 ÷ 52 4,6 ÷ 5,2
Porca de fixação do alternador M8x1,25 12,5 ± 2,5 1,2 ± 0,2
Porca terminal "30" do motor de arranque M10x1,5 21 ± 3,4 2,1 ± 0,3
Porca terminal "50" do motor de arranque M5x0,8 3,6 ± 1 0,4 ± 0,1
♦ Antes da montagem, lubrificar com óleo MOLYKOTE
● Antes da montagem, lubrificar com óleo grafitado

198
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

24.2 - Tabela de torques genéricos


Porca
Porca au- autofre-
tofrenante nante CL.
Tamanho Parafuso classe 8,8 e Parafuso classe 10,9
CL. 8 com 10 com
nominal porca classe 8 e porca classe 10
parafuso parafuso
classe 8.8 classe
10.9
Não re- Revestido Não re- Revestido
vestido C/ZnCr vestido C/ZnCr
N.m lb in N.m lb in N.m lb in N.m lb in N.m lb in N.m lb in
M4 2.2 26 2.9 26 3.2 28 4.2 37 2 18 2.9 26
M5 4,5 40 5.9 52 6.4 57 8.5 75 4 36 5.8 51
M6 7,5 66 10 89 11 96 15 128 6.8 60 10 89
M8 18 163 25 217 26 234 35 311 17 151 24 212
Porca
Porca au- autofre-
tofrenante nante CL.
Tamanho Parafuso classe 8,8 e Parafuso classe 10,9
CL. 8 com 10 com
nominal porca classe 8 e porca classe 10
parafuso parafuso
classe 8.8 classe
10.9
Não re- Revestido Não re- Revestido
vestido C/ZnCr vestido C/ZnCr
N.m lb ft N.m lb ft N.m lb ft N.m lb ft N.m lb ft N.m lb ft
M10 37 27 49 36 52 38 70 51 33 25 48 35
M12 64 47 85 63 91 67 121 90 58 43 83 61
M16 158 116 210 155 225 166 301 222 143 106 205 151
M20 319 235 425 313 440 325 587 433 290 214 400 295
M24 551 410 735 500 762 560 1016 750 501 370 693 510

NOTA: Especificações de torque de peças M4 a M8 são exibidas em libra-polegada.


Especificações de torque de peças M10 a M24 são exibidas em libra-pés.

199
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

25 - Ferramentas especiais
Código ferramenta Descrição

99322230 Cavalete telescópico giratório

Conectores de 38 pinos do adaptador


99331043
de 30 cavilhas (parte de 99368554)

Extrator para junta dianteira da árvore


99340051
de manivelas

Extrator para junta traseira da árvore


99340054
de manivelas

Introdutor para montagem da junta


99346245
dianteira da árvore de manivelas

Introdutor para montagem da junta


99346260
traseira da árvore de manivelas

Alicates para montar/remover os


99360184 anéis elásticos dos pistões (105 a
160 mm)

200
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Ferramenta para remoção/reinstalação


99360264
das válvulas

Chave-de-boca para parafusos de


99360288
união do bloco com a parte sob o bloco

Batedor para montagem das guias de


99360292
válvula

Sacador para remoção das guias de


99360294
válvula (usar com 99360288)

Mandril de compressão para medir a


99360334
saliência das camisas dos cilindros

Prato para compressão das camisas


99360335
dos cilindros (usar com 99360334)

99360341 Ferramenta de rotação do volante

Mandril para levantamento da árvore


99360500
de manivelas

Batedor para remoção de árvores e


99360505
substituição de buchas de distribuição

201
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Ferramenta para levantar e transportar


99360558
árvore de comando

99360585 Balancim para içamento do motor

Correia para introdução do pistão na


99360605
camisa dos cilindros (60 a 125 mm)

99360612 Mandril para regular o PMS do motor

Mandril para regulagem da roda fônica


99360613
sobre a engrenagem de distribuição

Mandril para sustentação da camisa


99360703
dos cilindros

Mandril para extração da camisa dos


99360706
cilindros

99360724 Anel (115 mm) (usar com 99360706)

202
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Cavalete giratório - suporte de monta-


99361042
gem do motor (usar com 99322230)

Chaves série 8 para inserção 14x18


99317915
(13-17-18-19-21-22-24-27-30 mm)

Base para relógio comparador para


99370415 medir a saliência das camisas de
cilindros (usar com 99395603)

Tampão da chave 14x18 (20 a 120


99389833
N.m)

Chave dinamométrica para as porcas


99389834
dos conectores dos eletroinjetores

Ajustador (fresa) do diâmetro interno


99390310
das guias de válvula

Mandril para extração de resíduos do


99390772
estojo porta injetor (se equipado).

Mandril para aperto em ângulo com


99395216
acoplamento quadrado de 1/2” e 3/4”

Calibrador para determinar a distân-


99395221 cia entre a distribuição das árvores e a
bomba de alta pressão

203
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Calibrador para determinar a distância


99395222 entre a árvore de comando de válvulas
e a engrenagem de referência

Calibrador para a árvore de comando


99395223
de válvulas de eliminação gradual

99395603 Relógio comparador (0 a 5 mm)

25.1 - Ferramenta modificada para o ajuste do motor Cursor 9

Nº do desenho:
99360264

204
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Nº do desenho:
99360558

Nº do desenho: 99365054 Nº do desenho: 99390804


205
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

26 - Diagnóstico de anormalidades
Código Descrição da falha Lâmpada de aviso
Veículo 1 (Sensores\Verificação de plausibilidade)
10019 Falha no terminal 15
Veículo 2 (Lâmpadas\Relés\Atuadores)
10025 Defeito no relé principal -
20025 After Run interrompido -
10026 Falha na tensão da bateria SysLamp acesa
10028 Relé principal SCBatt (Lambda H./Grid H./Batt.switch) SysLamp acesa
20028 Relé principal SCGND -
10029 Relé principal 3 -
1002B Estado de potência do aquecedor de ar 1 SysLamp acesa
1002E Aquecedor sempre aceso -
Motor 1 (Sensor de temperatura e pressão)
10031 Sensor de temperatura do líquido refrigerante SysLamp acesa
Prova dinâmica do sensor de temperatura do líquido re-
10032 -
frigerante
10033 Sinal da temperatura de pressão de alimentação -
10034 Sensor de pressão de alimentação SysLamp acesa
10035 Sinal da temperatura do combustível SysLamp acesa
10036 Sensor de pressão Rail CP3 SysLamp acesa
20036 Monitoramento do desvio do sensor de pressão Rail SysLamp acesa
10037 Válvula de alívio da pressão Rail SysLamp acesa
10038 Sensor de pressão do óleo SysLamp acesa
20038 Pressão de óleo muito baixa SysLamp acesa
20032 Sensor de temperatura do líquido refrigerante SysLamp acesa
1003A Sensor de temperatura do óleo SysLamp acesa
2003A Temperatura do óleo acima do nível normal SysLamp acesa
Motor 2 (Falhas velocidade\atuadores)
10041 Falha no sensor do virabrequim SysLamp acesa
Funcionamento somente com o sensor do comando de
10042 SysLamp acesa
válvulas
10043 Falha do sensor do comando de válvulas SysLamp acesa
10044 Defasagem entre comando de válvulas e virabrequim SysLamp acesa
1004D Proteção de velocidade excessiva do motor -
Dosagem de combustível do sistema CR
Dosagem de combustível do sistema da Unidade de Injeção
10052 Excesso desvio pressão máx. Rail- ajuste fluxo combustível SysLamp acesa
Desvio pressão neg. máx. Rail - limite mínimo excedido
10053 SysLamp acesa
unidade
10054 Pressão mínima do Rail excedida SysLamp lampeja
10055 Pressão máxima do Rail excedida SysLamp lampeja

206
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Código Descrição da falha Lâmpada de aviso


10056 Taxa de queda de pressão Rail maior que esperada SysLamp acesa
Set point da unidade dosagem em modo Over Run não
10057 -
plausível
Set point volume fluxo combustível unidade menor que
10058 SysLamp acesa
limite calculado
10059 Unidade de dosagem PWM - estado de potência SysLamp acesa
Curto-circuito na bateria na saída da unidade de dosa-
20059 SysLamp acesa
gem
Curto-circuito na massa na saída da unidade de dosa-
30059 -
gem
Prova de alta pressão (Monitoramento pressão Rail
1005B -
desativado)
Injetores 1
10061 Cilindro 1- Curto-circuito alto\baixo SpyLamp acesa
10062 Cilindro 2 - Curto-circuito alto\baixo SpyLamp acesa
10063 Cilindro 3 - Curto-circuito alto\baixo SpyLamp acesa
10064 Cilindro 4 - Curto-circuito alto\baixo SpyLamp acesa
10065 Cilindro 5 - Curto-circuito alto\baixo SpyLamp acesa
10066 Cilindro 6 - Curto-circuito alto\baixo SpyLamp acesa
10067 Cilindro - carga aberta SpyLamp acesa
10068 Cilindro - carga aberta SpyLamp acesa
10069 Cilindro - carga aberta SpyLamp acesa
1006A Cilindro - carga aberta SpyLamp acesa
1006B Cilindro - carga aberta SpyLamp acesa
1006C Cilindro - carga aberta SpyLamp acesa
1006E Número mínimo de injeções não atingido - parar o motor SpyLamp acesa
Injetores 2
10071 Bank 1 - Falha específica - Curto-circuito\não classificado SpyLamp acesa
10073 Bank 2 - Falha específica - Curto-circuito\não classificado SpyLamp acesa
1007C Chip - Falha específica - Somente lâmpada acesa SpyLamp acesa
2007C Chip - Falha específica - Somente lâmpada acesa SpyLamp acesa
Sistema de proteção cde alimentação e rotação da turbina
1009D Limitação de torque devido à limitação de performance -
1009E Limitação de torque devido à fumaça excessiva -
4009E Limitação devido à proteção da parte mecânica -
Limitação de torque devido à redução quantidade de
6009E -
combustível
Interface 1 (CAN-Bus)
100B1 Bus off em CAN A -
100B3 Bus off em CAN C -
200B4 Time out para BC2EDC2 SpyLamp acesa
100B5 Time out para VM2EDC SpyLamp acesa

207
Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

Código Descrição da falha Lâmpada de aviso


Interface 2 (Time out da mensagem CAN)
100C6 Time out da mensagem CAN para TSC1-PE SpyLamp acesa
200C6 Time out da mensagem CAN para TSC1-TE (inativo) SpyLamp acesa
100C8 Time out da mensagem CAN para TSC1-VE SpyLamp acesa
300C8 Time out da mensagem CAN para TSC1-VE (inativo) SpyLamp acesa
EDC ( controles internos)
100D1 Falha de comunicação de SP1 SpyLamp lampeja
100D2 Erro de estado de EEPROM -
100D3 Recuperação bloqueada SpyLamp lampeja
200D3 Recuperação suprimida SpyLamp lampeja
300D3 Recuperação visível SpyLamp lampeja
100D4 Comunicação supervisão Watchdog/Contr.-Flag SpyLamp lampeja
100D5 Percurso de fechamento redundante durante inicialização SpyLamp lampeja
100D6 Desvio entre TPU e tempo do sistema SpyLamp acesa
100D7 Codificação variante data set SpyLamp lampeja
100D8 Supervisão de SPI-handler flag SpyLamp acesa
100D9 Estado de falha no monitoramento ADC SpyLamp acesa
ECU 2 (Estado de potência\imobilização\Overrum\Sensor de alimentação)
Curto-circuito na bateria ou massa, nenhuma carga,
100E1 SpyLamp acesa
excesso de temperatura do lado alto estado de potência
Curto-circuito na bateria ou massa, nenhuma carga, ex-
200E1 SpyLamp acesa
cesso de temperatura do lado baixo estado de potência
Tempo de excitação supera limite de monitoramento por
100E3 SpyLamp acesa
ciclo
Falha de plausibilidade no controle de velocidade do
100E4 SpyLamp lampeja
motor
100E5 Tensão de 12V de alimentação dos sensores SpyLamp lampeja
100E6 Tensão de alimentação sensores 1 SpyLamp acesa
100E7 Tensão de alimentação sensores 2 SpyLamp acesa
100E8 Tensão de alimentação sensores 3 SpyLamp acesa
100E9 Tensão de alimentação ECU limite superior SpyLamp lampeja
100EA Tensão de alimentação ECU limite inferior SpyLamp lampeja
100EB Sensor de pressão atmosférica SpyLamp acesa

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Trakker e Stralis E5 / Motor Cursor 9 MR 02 2015-03-10

27 - Especificações de Biodiesel O tanque do veículo ou máquina deve ser


mantido, sempre que possível, o mais
Os motores produzidos pela IVECO po- próximo da capacidade total, para di-
dem operar com Diesel fóssil e misturas minuir a troca de ar com o ambiente
com Biodiesel até 7% (B7), desde que a externo e entrada de umidade;
Resolução ANP vigente esteja em confor-
midade com EN-590 e ASTM D975-11. Caso o veículo ou máquina precise ficar
parado por longos intervalos, como
Os seguintes cuidados devem ser toma- períodos de entressafra, o tanque
dos, para garantir o bom funcionamento e deve ser totalmente preenchido, pre-
durabilidade do motor: ferencialmente com Diesel isento de
Armazenamento e manuseio do combus- Biodiesel (tipo A). Quando da reutili-
tível devem seguir as recomenda- zação do veículo ou máquina, todo o
ções da ANP; combustível deve ser substituído, as-
sim como os filtros;
A água dos tanques de armazenamento
e do veículo deve ser drenada com Em caso de dúvidas sobre a qualidade do
frequência para evitar a proliferação combustível, uma análise laboratorial
de microrganismos e bactérias, cujos deve ser providenciada, a fim de evi-
dejetos causam corrosão e obstrução tar danos ao veículo ou máquina.
do sistema de injeção;
O combustível armazenado deve respei-
tar os prazos de validade para evitar
envelhecimento e danos ao sistema;

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