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Filosofia 11º | Prova Nº 2 | v1 Professor Domingos Faria | Ano Letivo 2018/19

Filosofia 11º Ano | Prova Escrita Nº 2


Departamento de Ciências Sociais e Humanas
Duração da Prova: 120 minutos

GRUPO I
Nas respostas aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.
Escreva, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

1- Em termos gerais o ceticismo radical pode ser caraterizado como a perspetiva segundo a qual...
A. Todas as nossas crenças são falsas.
B. Pode haver conhecimento "a priori".
C. É impossível ter justificação seja do que for.
D. O conhecimento não precisa de justificação.

2- O conhecimento "a priori" é constituído por aquelas crenças que...


A. Só podemos justificar sem recorrer à experiência.
B. Só podemos justificar recorrendo à experiência.
C. Podemos justificar sem recorrer à experiência.
D. Podemos justificar recorrendo à experiência.

3- "Descartes é um filósofo cético". Esta afirmação é...


A. Falsa, porque a dúvida é provisória, sendo apenas um meio para atingir o conhecimento.
B. Falsa, porque a dúvida é metódica, constituindo uma forma de negar todo o
conhecimento.
C. Verdadeira, porque a dúvida é hiperbólica, levando-nos a questionar tudo aquilo em que
habitualmente confiamos.
D. Verdadeira, porque a dúvida é radical, aplicando-se inclusivamente ao cogito.

4- A principal finalidade do método proposto por Descartes é...


A. Descobrir quais são as ideias claras e distintas.
B. Estabelecer os fundamentos do conhecimento.
C. Provar que os sentidos nos enganam.
D. Mostrar que existe um ser perfeito.

5- Segundo Descartes, o cogito é uma ideia clara e distinta porque...


A. É uma verdade inquestionável que pensamos constantemente.
B. É uma verdade inquestionável que existem conhecimentos "a priori".
C. Não é possível questionar racionalmente a nossa existência física.
D. Não é possível questionar racionalmente a sua verdade.

Colégio Pedro Arrupe 1


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6- Segundo Descartes, Deus existe porque...


A. Permite-nos chegar à verdade e evitar o erro.
B. O universo físico tem de ter uma causa.
C. A própria ideia de um ser perfeito implica a sua existência.
D. A organização do universo aponta para um criador inteligente.

7- Considera as afirmações que se seguem e escolhe a opção correta, de acordo com Descartes.
1. A clareza e distinção das ideias são o que faz uma crença ou opinião ser verdadeira.
2. A clareza e distinção das ideias são o que permite identificar as crenças ou opiniões
verdadeiras.
3. A clareza e distinção das ideias é um critério racional.
A. Todas as afirmações são verdadeiras.
B. Todas as afirmações são falsas.
C. As afirmações 2 e 3 são verdadeiras; a afirmação 1 é falsa.
D. As afirmações 1 e 3 são verdadeiras; a afirmação 2 é falsa.

8- Descartes defende que...


A. Todas as nossas crenças são inferenciais.
B. Todas as nossas crenças são básicas.
C. Não há qualquer conhecimento empírico.
D. Algumas crenças são não-inferenciais.

9- De acordo com a epistemologia de Hume:


A. As impressões são cópias menos vívidas de ideias.
B. As impressões são cópias mais vívidas de ideias.
C. As ideias são cópias mais vívidas de impressões.
D. As ideias são cópias menos vívidas de impressões.

10- Compara as perspetivas de Descartes e Hume quanto às afirmações seguintes:


1. O mundo exterior não existe.
2. O conhecimento precisa de um fundamento.
3. Todo o conhecimento é "a posteriori".
A. Ambos concordam que 2 é verdadeira e que 1 é falsa.
B. Ambos concordam que 2 é verdadeiras e que 3 é falsa.
C. Hume considera que 1 é verdadeira, ao passo que Descartes a considera falsa.
D. Hume considera que 3 é verdadeira, ao passo que Descartes a considera falsa.

11- De acordo com o empirismo...


A. A única fonte do conhecimento é a experiência.
B. Não há qualquer conhecimento “a priori”.
C. A fonte de conhecimento mais importante é a experiência.
D. Privilegia-se a intuição racional como fonte de conhecimento.

Colégio Pedro Arrupe 2


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GRUPO II
Este grupo é constituído por questões de resposta objetiva.

1. Lê o seguinte texto e responde às questões A e B:

Notei, há já alguns anos, que, tendo recebido desde a mais tenra idade tantas coisas falsas por
verdadeiras, e sendo tão duvidoso tudo o que depois sobre elas fundei, tinha de deitar abaixo
tudo, inteiramente, por uma vez na vida, e começar, de novo, desde os primeiros fundamentos,
se quisesse estabelecer algo de seguro e duradouro nas ciências.
René Descartes, Meditações sobre a Filosofia Primeira, p. 105.

1.A. Explica o plano que Descartes delineia no texto.


1.B. Será que Descartes defende uma justificação falibilista? Porquê?

2. Lê o seguinte texto e responde às questões A, B, e C:

Vou supor, por consequência, não o Deus sumamente bom, fonte da verdade, mas um certo génio
maligno, ao mesmo tempo extremamente poderoso e astuto, que pusesse toda a sua indústria
em me enganar.
René Descartes, Meditações sobre a Filosofia Primeira, p. 114.

2.A. Será que Descartes considera que a hipótese colocada no texto é verdadeira? Porquê?
2.B. Testa a validade do argumento do génio maligno apresentado por Descartes para a
conclusão de que "Não tenho qualquer tipo de conhecimento" com a construção de um inspetor
de circunstâncias. (Para isso não te esqueças de fazer primeiro a representação canónica, o
dicionário, e a formalização).
2.C. Neste texto Descartes está a defender a mesma tese que os céticos radicais? Justifica.

3. Lê o seguinte texto e responde às questões A, B, e C:

Na verdade, aquilo que há pouco adotei como regra, isto é, que as coisas que concebemos muito
clara e distintamente são verdadeiras, não é certo senão porque Deus existe (...). Segue-se que as
nossas ideias ou noções – coisas reais que provêm de Deus – não podem deixar de ser verdadeiras,
na medida em que são claras e distintas.
Descartes, Discurso do Método, p. 33.

3.A. Descartes aceita a proposição seguinte: "Se erramos ao pensar clara e distintamente, então
Deus não existe". Considera que essa proposição é a conclusão de uma inferência com uma única
premissa. Escreve a premissa que, mediante a aplicação de uma das formas de inferência válida
estudadas, permite obter a conclusão apresentada. Na tua resposta, identifica a forma de
inferência válida aplicada.
3.B. Será que para Descartes a ideia de Deus é factícia? Porquê?
3.C. Explica a objeção do círculo cartesiano, identificando qual é a falácia informal que está
presente na teoria de Descartes.

Colégio Pedro Arrupe 3


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GRUPO III
Este grupo é constituído por respostas de desenvolvimento

Lê o seguinte texto de David Hume:

Existe uma espécie de ceticismo, anterior a qualquer estudo ou filosofia, muito recomendado por
Descartes e outros como sendo a soberana salvaguarda contra os erros e os juízos precipitados.
Este ceticismo recomenda uma dúvida universal, não apenas quanto aos nossos princípios e
opiniões anteriores, mas também quanto às nossas próprias faculdades, de cuja veracidade, diz
ele, nos devemos assegurar por meio de uma cadeia argumentativa deduzida de algum princípio
original que seja totalmente impossível tornar-se enganador ou falacioso. Mas nem existe
qualquer princípio original como esse, […] nem, se existisse, poderíamos avançar um passo além
dele, a não ser pelo uso daquelas mesmas faculdades das quais se supõe que já suspeitamos.
D. Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano, pp. 161-162.

1. Explica a crítica de Hume, apresentada no texto, ao ceticismo «recomendado por Descartes».

2. Distingue, no que respeita à fundamentação do conhecimento, a perspetiva racionalista de


Descartes da perspetiva empirista de Hume. Qual dessas perspetivas te parece mais plausível?
Porquê? Para fundamentares a tua resposta apresenta pelo menos um argumento, uma objeção, e
uma resposta à objeção.

COTAÇÕES
Grupo II Grupo III
PONTOS

Grupo I
1.A. 1.B. 2.A. 2.B. 2.C. 3.A. 3.B. 3.C. 1. 2.
55
10 15 10 20 10 20 10 10 20 20
(11 X 5)

Bom trabalho!!!

Colégio Pedro Arrupe 4

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