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BIOQ - PROVA III

CICLO DE KREBS: O ciclo de Krebs é uma rota anfibólica, ou seja, possui reações
catabólicas e anabólicas , com a finalidade de oxidar a acetil-CoA (acetil coenzima A), que se
obtém da degradação de carboidratos, ácidos graxos e aminoácidos a duas moléculas de CO2.

Este ciclo inicia-se quando o piruvato que é sintetizado durante a glicólise é transformado em
acetil CoA (coenzima A) por ação da enzima piruvato desidrogenase. Este composto vai
reagir com o oxaloacetato que é um produto do ciclo anterior formando-se citrato. O citrato
vai dar origem a um composto de cinco carbonos, o alfa-cetoglutarato com liberação de
NADH, e de CO2. O alfa-cetoglutarato vai dar origem a outros compostos de quatro carbonos
com formação de GTP, FADH2 e NADH e oxaloacetato. Após o ciclo de Krebs ocorre outro
processo denominado fosforilação oxidativa. Ou uma forma mais resumida: O oxaloacetato
une-se ao acetilCoa para formar citrato. Depois esta molécula sofre hidratações,
escaboxilações e forma o alfa-cetoglutarato, que depois uma descarboxilação e uma
fosforilação produz uma molécula de ATP.

Adicione citrato.

m m 

 Não faz reações anapleróticas, e ocorre dentro da mitocôndria (na matriz


mitocondrial).

CHODglicose

ProteínaDaminoácidos Acetil- CoA

TAGDAG

O acetil-CoA constitui o ponto de convergência degradativo de carboidratos, aa e Ac. Graxos.


Completando o catabolismo destes compostos, a acetil-CoA será totalmente oxidada à CO2,
pelo ciclo de Krebs, com a produção de coenzimas reduzidas. O C.K. produz grande nº de
compostos utilizados como precursores para biossínteses.

-FUNÇÕES: originar coenzimas reduzidas que serão utilizadas na cadeia


transportadora de elétrons. E formação de precursores para biossínteses.

Os AG não produzem CHO, pois perdem CO2 no ciclo de Krebs e não ocorre
gliconeogenese.

O CK é composto de 2 partes, uma catabólica e outra anabólica.

1-CATABÓLICA: matriz mitocondrial.

Os 2 carbonos do acetil-CoA se unem ao oxalacetato (4C) pela enzima citrato sintase


(irreversível) formando o citrato (6C) é liberado o CoA. O citrato sofre uma modificação
estrutural, formando o isocitrato. O isocitrato desidrogenase reduz o NAD+. Ocorre uma
reação de descarboxilação e formalção de Į-cetoglutarato (faz parte do metabolismo de aa).
Ocorre uma nova reação de descarboxilação pela enzima Į-cetoglutarato desidrogenase
(irreversível), entrando CoA e formando o Succinil-CoA (precursor do grupo heme). A
succinil-CoA sintase une o GDP ao fosfato gerando uma molécula de GTP, a CoA sai e
forma o Succinato. O succinato é transformado em fumarato por uma desidrogenase,
reduzindo o FAD+ à FADH2. O fumarato é hidratado formando o malato. A malato
desidrogenase retira 2H+ do malato, reduzindo o NAD+ à NADH + He formando o
oxalacetato, que fecha o ciclo.

Embora o CK produza diretamente apenas 1ATP, contribui para a formação de grande parte
do ATP produzido pela célula, pois a energia da oxidação da acetil-CoA é conservada sob a
forma de coenzimas reduzidas e posteriormente, usada para a síntese de ATP. A oxidação das
coenzimas é obrigatoriamente feita pela cadeia transportadora de e. Portanto o CK, assim
como a conversão de piruvato à acetil-CoA, só pode funcionar em condições aeróbicas, ao
contrário da glicólise. Os CO2 que saem do CK é o mesmo que eliminamos na respiração.

A parte catabólica gera para cada acetil-CoA que entra no ciclo:

3NADH, 1FADH2 e 1GTP=ATP.

Os 2carbonos que saem como CO2, vieram do acetil-CoA.

2-PARTE ANABÓLICA: compostos do CK são retirados do ciclo e utilizados em


outra sínteses.

-Succinil-CoA: utilizado para formar porfirinas.

-Oxalacetato: utilizado para formar aa. (pode ir para a via da gliconeogênese e gerar
glicose)

-Citrato: utilizado para formar AG

O CK depende da cadeia transportadora de elétrons para a reoxidação de coenzimas.

-REAÇÕES ANAPLERÓTICAS ou DE PREENCHIMENTO: supre a falta de algum


composto no CK, recolocando algo.

Ex.: piruvato D oxalacetato

m m
   

 Permite a síntese de glicose a parti do acetil-CoA. Nos vegetais e em algumas


bactérias esta via tem a participação de enzimas do CK e de 2 enzimas ausentes dos tecidos
animais a Isocitrato liase e a Malato sintase (nos vegetais essas 2 enzimas localizam-se nos
glioxissomos).

As reações de acetil-CoA até o isocitrato são as mesmas do CK, com exceção das
saídas de CO2. A enzima isocitrato liase quebra o isocitrato (6C) em 2 moléculas, uma o
succinato (4C) e a outra o glioxilato (2C). O glioxilato pode se unir pela malato sintase a
outro acetil-CoA, formando o malato.

O malato forma o oxalacetato que pode voltar ao ciclo, ou através de reações anaeróbicas
originar glicose. O ciclo do glioxilato permite a conversão de acetil-CoA e portanto de AG à
glicose. Esta é uma impossibilidade metabólica dos animais, porque no CK, para cada
molécula de acetil-CoA são liberados 2 CO2, não havendo ganho de C para formar o
oxalacetato.

-SALDO 38 ATP GLICOSE: O saldo energético da glicólise é de 2 ATPs e 2 NADH,e são


formadas 2 moléculas de piruvato, então entra o ciclo de krebs, o saldo de cada ciclo de krebs
é 4 moléculas de NADH, 1 de FADH2 e 1 ATP, mas como são 2 piruvatos, o saldo final é de
8 NADH, 2FADH2 e 2ATP.

Começa então a cadeia respiratória, processo de conversão de moléculas de NADH e FADH2


em ATP. Os 2 NADH da glicólise formam 6ATP, os 8 NADH do ciclo de krebs formam
24ATP e os 2 FADH2 do ciclo de krebs formam 4 ATP, resultando em 34 ATP. Somando
todos os processos, dá um total de 38 ATP.

QUESTÕES: CICLO DE KREBS

01-Quais as funções do ciclo de Krebs?

R.: Oxidação dos seus compostos para formação de coenzimas reduzidas e a produção de
precursores para a biossíntese.

02-Quais as funções do ciclo de Krebs? Qual é a molécula que é o ponto de convergência


para o funcionamento do ciclo?

R.: O CK tem como funções principais a oxidação de seus componentes para a formação de
coenzimas reduzidas e a produção de compostos para a biossíntese. A molécula de
convergência para o funcionamento do ciclo é a acetil-CoA.

03-O que significa a função anaplerótica do ciclo de Krebs?

R.: Os compostos intermediários do CK podem ser utilizados como precursores de vias


biossintéticas: oxalacetato e Į-cetoglutarato formam aspartato e glutamato, repectivamente; o
succinil-CoA é precursor do grupo heme. A eventual retirada desses intermediários podem
ser compensada pelas reações que permitem reestabelecer o seu nível. Entre essas reações,
chamadas reações anapleróticas (reações de preenchimento), a mais importante é a que leva a
formação de oxalacetato a partir do piruvato, catalisada pela piruvato carboxilase.

CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS:

Fundamento: energia livre liberada pela cadeia de transporte de elétrons deve ser conservada
em uma forma que possa ser utilizada para síntese de ATP.
Importância da reoxidação de coenzimas: 1ª: que voltando à forma oxidada, possam
participar outra vez das vias de degradação dos nutrientes. E 2º, é a partir da oxidação destas
coenzimas que a energia nelas conservadas pode ser aproveitada pelas células, para sintetizar
ATP.

-A estratégia adotada pelas células consiste em transformar a energia contida nas coenzimas
reduzidas em um gradiente de prótons e utilizar este gradiente para promover a síntese de
ATP.

Como ocorre: é a produção do gradiente de prótons, é conseguida pela transferência


dos elétrons das coenzimas para o oxigênio. Não DIRETAMENTE, mas através de passagens
intermediárias por vários compostos. Estes compostos são organizados de acordo com seus
potenciais de óxido-redução. Assim, os elétrons partem da coenzima reduzida, e percorrem
uma seqüência de transportadores com potenciais de óxido-redução crescentes, até atingirem
o oxigênio. Há queda de energia livre. Ao mesmo tempo que as passagens de elétrons se
processam, forma-se um gradiente de prótons, ou seja, estabelece-se uma concentração de
prótons diferente de cada lado da membrana.

*Hipóteses para a transdução/acoplamento ou energia:

1-Acoplamento químico: transporte de elétrons: formação de intermediários reativos


que quando hidrolisados permitem a fosforilação oxidativa

2-Quimiosmótica: energia livre do transporte de elétrons: conservada pelo bombeamento de


H+ da matriz para o espaço intermembranar criando um gradiente eletroquímico através da
membrana interna, o potencial eletroquímico é a força motriz para a síntese de ATP.

3-Acoplamento/conformação: as proteínas da membrana mudam a conformação e quando


voltam, geram ATP.

COMPLEXOS: a CTE processa-se na membrana interna da mitocôndria. Há 4 complexos. E


sem fazer parte dos complexos, aparecem 2 componentes: coenzima Q (conecta os
complexos I e II ao complexo III) e o citocromo C (que conecta o complexo III ao complexo
IV) e finalmente para o oxigênio.

Caminho: Os elétrons presentes no NADH são transferidos desta coenzima para o


complexo I, do complexo I para a coenzima Q (ubiquinona - ponto de convergência dos ë),
depois para o complexo III, citocromo C, complexo IV e oxigênio.

Caminho do Succinato: Os elétrons presentes no Succinato têm uma entrada especial


na CTE: são transferidos diretamente ao complexo II e deste para a coenzima Q e deste ponto
em diante seguem o caminho comum.
*Todos os compostos mais a coenzima Q e o citocromo c apresentam-se na forma reduzida e
na forma oxidada:

Reduzem-se: transferindo o elétron para o componente seguinte.

Oxidam-se: estão aptas a receber elétrons novamente.

COMPLEXO I: oxida o NADH, transferindo seus elétrons para a coenzima Q.

-É formado por cadeias polipeptídicas e estas cadeias estão associadas a uma molécula de
FMN e centros ferro-enxofre.

FMN: derivado da riboflavina, é capaz de receber 2 prótons e 2 elétrons, passando à forma


reduzida FMNH². Constitui a 1ª transferência de elétrons para a CTE.

NADH: produzido na glicólise, conversão de piruvato acetil-CoA, CK, ciclo de Lynnen.

-Centros ferro-enxofre (Fe-S): presentes no complexo I, II e III. Não recebem prótons, são
transportadores de elétrons unicamente, valência do Fe é alterada de Fe³ para Fe².

Como ocorre: 1º: oxidação do NADH e entrada de elétrons na membrana interna da


mitocôndria.

2º: FMN é reduzido à FMNH² e seus elétrons são transferidos para o 1º centro
de Fe-S, e depois de passagens intermediárias por outros centros Fe-S deixam o complexo I.

3º: os elétrons do centro Fe-S são passados para a coenzima Q. E os prótons


são excluídos da membrana interna da mitocôndria. O íon ferro passa de Fe³ para Fe².

Inibidores: Barbitúricos e Rotenona (inseticida).

COMPLEXO II: oxida o Succinato, transferindo seus elétrons também para a CoQ.
Representa a 2ª porta de entrada de elétrons na CTE.

Como ocorre: O succinato é oxidado à fumarato pela enzima Succinato desidrogenase


(CK). Essa enzima tem FAD como grupo prostético e catalisa a oxidação de succinato à
fumarato. Os elétrons e prótons são transferidos do succinato ao FAD, que se reduz à FADH².
Também fazem parte do complexo II: centros Fe-S e o citocromo B (não recebem prótons, só
são transportadores de elétrons). Ao contrário do complexo I, os prótons são enviados para o
interior novamente (não contribuindo para a formação do gradiente de prótons).

Inibidor: Malonato.
*Coenzima Q: é o ponto de convergência de elétrons provenientes do NADH e succinato.
Anel heterocíclico, 40C, hidrofóbica, ao receber elétrons se torna QH² (reduzida)
µcaminho¶ até a parte mais exterior da membrana, libera H.

*Citocromo: são proteínas transportadoras de elétrons, (recebem elétrons).

*NADH: produzido na glicólise vai para a CTE, mas não passa a membrana e precisa do
malato.

*FADH²: é hidrofílico (pelos prótons), não consegue passar para o centro da membrana.

COMPLEXO III: transfere elétrons da CoQ para o citocromo c.

Composição: 2 citocromos b, um citocromo c e um centro Fe-S.

2 etapas:

a) A CoQ reduzida (QH²) perde 1 elétron e 1 próton (vai para o meio intermembranar)
tornando-se a Semiquinona (QH*) e o elétron segue a rota: QH² Fe-S cit c citocromo C
(fora da membrana). A semiquinona se converte à forma oxidada (Q) liberando 1 próton para
o exterior e 1 elétron para os 2 citocromos b. Esta CoQ oxidada (Q) recebe um próton do
interior da mitocôndria e 1 elétron do citocromo b, tornando-se QH*.

b) Percorre a mesma seqüência de reações da 1ª etapa, até a passagem do elétron para os


citocromos b e formação da ubiquinona oxidada (Q). O elétron que na 1ª etapa iria para a
CoQ oxidada (Q), agora vai para o Semiquinona (QH*) que foi formada na 1ª etapa,
formando a CoQ reduzida novamente (QH²).

Inibidor: antimicina A.

COMPLEXO IV: transfere elétrons para o oxigênio (4 elétrons).

Composição: 2 citocromos a, 2 íons cobre (associados aos citocromos).

-Íons cobre: alternando entre os estados de oxidação Cu²+ e Cu¹+, fazem parte do transporte
de elétrons.

Como ocorre: os elétrons do citocromo C, são recebidos pelo complexo IV, os elétrons são
passados pelos citocromos a junto aos íons cobre e destes para o oxigênio (da respiração). O
oxigênio combina-se com prótons da matriz, reduzindo-se à água.

Inibidores: cianeto, ac. sulfídrico e ázida sódica.


FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA: é a fosforilação do ADP à ATP, utilizando a energia
liberada por reações de óxido-redução.

*A energia derivada do transporte de elétrons é convertida em uma força Próton-Motriz.

*Teoria Quimiosmótica; explica o acoplamento da síntese de ATP ao transporte de elétrons.

-Como ocorre: A energia do transporte de elétrons é primeiramente utilizada para bombear


prótons (contra o gradiente, um processo endergônico consumo de energia) para o exterior
da matriz mitocondrial. A conseqüência do bombeamento é a produção de um gradiente de
prótons, isto é, uma concentração diferente de prótons dentro e fora da mitocôndria. A
energia conservada nesse gradiente eletroquímico é chamada Força Próton-Motriz e é
constituída de dois componentes:

-gradiente de pH: concentração de prótons é maior no espaço intermembranar

-gradiente elétrico: a matriz é negativa em relação ao espaço intermembranar.

O retorno dos prótons ao interior da mitocôndria é um processo espontâneo, a favor do


gradiente eletroquímico, que libera energia, a força prónton-motriz, capaz de levar à síntese
de ATP. Como a membrana interna é impermeável a prótons, estes só podem voltar à matriz
e desfazer o gradiente através de sítios específicos da membrana interna, constituídos pelo
complexo sintetizador de ATP: ATP sintase.

*Os complexos I, III e IV são as bombas de prótons, geradoras do gradiente.

-A variação de energia livre associada à transferência de elétrons através de cada um dos 3


complexos corresponde à uma força pronto-motriz suficientemente grande para promover a
síntese de ATP. Para cada NADH que se oxida, ou seja, para cara par de elétrons
transportados pelos Complexos I, III e IV, há síntese de 3 ATP. E o succinato gera 2 ATP.

ATP sintase: constitui as micro-esferas da membrana interna da mitocôndria.

-Vesículas invertidas: são capazes de efetuar o transporte de elétrons e a fosforilação


oxidativa.

ATP síntase, compreende 2 componentes:

-Fator de acoplamento: é uma esférica, onde contém os sítios de síntese de ATP.

-Canal de Prótons: fica dentro da membrana interna, e é o canal onde os prótons


retornam à matriz mitocondrial. E também é o local onde contém o sítio de ligação para a
oligomicina (inibidor da ATP sintase).

Como ocorre: ATP sintase é composta de 3 sítios idênticos (aberto, frouxo e apertado).

1ª etapa: consiste na ligação de ADP + Pi ao sítio de conformação frouxa.


2ª etapa: há a passagem de prótons através da ATP sintase assim provocando
alterações conformacionais nestes 3 sítios (aberto passa a ser frouxo, frouxo passa a ser
apertado e apertado passa a ser aberto).

3ª etapa: No sítio onde havia ADP + Pi (inicialmente sítio frouxo que assumiu a
conformação apertada) o ATP é sintetizado. E o sítio posterior (aberto) libera o ATP.

*O sítio Apertado: Sempre contém ATP sintetizado em um ciclo anterior. Ele inicia e termina
o ciclo catalítico, sempre com ATP no seu sítio.

ACOPLAMENTO DA CTE À SÍNTESE DE ATP: CONTROLE RESPIRATÓRIO.

-A velocidade do transporte de elétrons e da síntese de ATP são reguladas pela concentração


de ADP.

Para promover o ajuste da produção de ATP ao seu gasto, o transporte de elétrons e a síntese
de ATP são processos intimamente acoplados, isto é, só há oxidação de coenzimas se houver
síntese de ATP, e vice-versa.

-Substratos destes processos: coenzimas reduzidas, oxigênio, ADP + Pi.

*ADP: é o único que atinge concentrações limitantes nas células, sendo, por isso, o regulador
de ambos os processos.

-Controle respiratório: regulação da velocidade de oxidação de coenzimas (equivalente à


velocidade de consumo do oxigênio) exercida pela concentração de ADP. Assim quando a
célula realiza processos que consomem energia, transformando ATP em ADP, há um
estímulo da síntase de ATP e do transporte de elétrons, devido à maior disponibilidade de um
dos substratos (ADP), o fluxo de prótons pela ATP sintase é acelerado, dissipando-se mais
rapidamente o gradiente eletroquímico. Deste modo, a velocidade das vias que dependem da
reciclagem de coenzimas oxidadas pela CTE ( por exemplo o CK) também é regulada pela
razão entre ATP e ADP. Além disso, o próprio ADP participa de regulações alostéricas
dessas vias.

DESACOPLADORES: são substâncias capazes de dissociar o transporte de elétrons da


fosforilação oxidativa. O transporte de elétrons continua e a síntese de ATP pára.

Ex.: DNP: associa-se a prótons no exterior da mitocôndria. Impedindo assim a


formação do gradiente de prótons, e a energia que seria usada na síntese de ATP é dissipada
na forma de calor. A velocidade da CTE aumenta.
OLIGOMICINA: É um antibiótico que impede a síntese de ATP.

Ação: liga-se ao componente Fo (canal de prótons) da ATP sintase, que se torna impermeável
a prótons. Como os processos de síntese de ATP e da CTE são fortemente acoplados, a
interrupção de um deles é de imediato refletida no outro. Ele pára a síntese de ATP e pára o
consumo de oxigênio.

FOSFORILAÇÃO AO NÍVEL DE SUBSTRATO: é a síntese de ATP obtida diretamente em


reações que fazem parte da glicólise e do CK e que usam como substratos compostos ricos
em energia. Na reação de óxido-redução, a energia é acumulada em uma ligação com fosfato
ou CoA. Sendo rompida e havendo liberação de ATP ou GTP.

OXIDAÇÃO DO NADH CITOSSÓLICO:

A membrana interna da mitocôndria é impermeável a NAD+ e NADH, e assim, a oxidação


do NADH citossólico não pode ser feita diretamente pela CTE. Mas, as coenzimas reduzidas
no citossol podem ser indiretamente oxidadas pela CTE, graças a sistemas designados
Lançadeiras. Os elétrons do NADH são transferidos para um composto citossólico, que,
reduzido, pode atravessar a membrana ou os elétrons são transferidos para um composto que
transfere os elétrons para um componente da membrana.

1-Lançadeira do malato-aspartato: O oxalacetato é reduzido pelo NADH (formando NAD+)


dando origem ao malato (que atravessa a membrana da mitocôndria), dentro da mitocôndria o
malato é oxidado por um NAD+ (formando NADH, que será usado na CTE) formando
novamente um Oxalacetato que recebe um grupo amino e sai da mitocôndria como Aspartato.

2-Lançadeira Glicerol-Fosfato: NADH citossólico reduz diidroxiacetona


fosfato, formando glicerol 3 P, vai até membrana interna, que contem FAD, regenerando a
diidroxiacetona P, formando FADH2. Este, através de um centro Fé-S, entrega seus elétrons a
CoQ.

Cada NADH oxidado origina 2 ATP, gerando um decréscimo na produção de ATP


garantindo a irreversibilidade do transporte.

ESTRATÉGIA DE REGULAÇÃO METABÓLICA:

-O ajuste do metabolismo às diferentes condições fisiológicas é obtido graças a processos


que, em conjunto, são chamados de Regulação Metabólica. A Regulação Metabólica é feita
por interferência direta em determinadas reações químicas que compõem o metabolismo,
aumentando ou diminuindo sua velocidade. O resultado imediato desta alteração de
velocidade é o aumento da oferta de substratos para as reações subseqüentes ou o acúmulo de
metabólitos, o que, indiretamente, irá afetar outras vias relacionadas.

*A forma mais eficiente de interferir na velocidade de uma reação catalisada é, naturalmente,


alterar a concentração ou a eficiência do seu catalisador.

1-Alteração da Concentração Enzimática: -Indução -Repressão -Degradação


Este é um mecanismo de regulação a longo prazo.

2-Alteração da Atividade Enzimática: A velocidade da reação que a enzima catalisa pode


variar em função da variação da concentração de substratos e coenzimas. É uma regulação
mais imediata, manifesta-se a curto prazo. A velocidade da reação que a enzima catalisa pode
ser aumentada ou diminuída, provocada por ligações de compostos ou grupos à cadeia
polipeptídica (enzimas). Esta ligação pode ser do tipo não-covalente (regulação alostérica) ou
do tipo covalente (regulação por modificação covalente ± hormonal). O alvo destas
regulações é certas enzimas-chave, presentes nas vias metabólicas, chamadas enzimas
reguladoras, cuja atividade será decisiva para o funcionamento de toda a via.

1-REGULAÇÃO ALOSTÉRICA: esse tipo de enzima é encontrado catalisando geralmente


uma reação irreversível localizada no inicio da via. São proteínas oligoméricas (compostas de
várias cadeias polipeptídicas). O gráfico de velocidade da reação contra a concentração do
substrato é uma curva sigmóide, ao invés da curva hiperbólica de Michaelis-Menten. Trata-se
do mesmo tipo de cooperatividade encontrada na ligação do oxigênio à hemoglobina. As
enzimas alostéricas são sensíveis reguladores do metabolismo graças à possibilidade de
ligarem-se a determinados metabólitos celulares, o que provoca grandes alterações se sua
atividade. Estes metabólitos, os efetuadores ou moduladores alostéricos, são chamados
positivos (ou ativador alostérico) ou negativos (ou inibidor alostérico), segundo provoquem
aumento ou redução da velocidade da reação catalisada.

Um efetuador alostérico liga-se a um nicho específico da estrutura tridimensional da enzima,


chamado centro ou sítio alostérico. Os efetuadores alostéricos atuam como inibidores ou
ativadores da reação enzimática.

Ex.: Se a concentração do efetuador alostérico negativo for baixa, praticamente todas


as moléculas de enzima estarão ativas, à medida que a concentração do efetuador aumenta,
percentuais crescentes de enzima estarão a ele ligadas, e portanto inativas.

*Nas vias metabólicas é freqüente que o produto final atue como efetuador alostérico
negativo de uma enzima alostérica que catalisa uma das primeiras reações da via. Quando
aumenta a concentração celular deste produto, sua atuação como inibidor alostérico faz
diminuir a velocidade da via, restringindo sua própria produção. Este mecanismo é conhecido
como inibição por Feedback.

COENZIMAS: são efetuadores alostéricos importantes. As coenzimas, além de atuarem


como efetuadores alostéricos, podem determinar a velocidade das reações das quais
participam em função da sua concentração. As coenzimas constituem indicadores sensíveis
da fisiologia celular, e pequenas alterações na concentração de uma de suas formas são
imediatamente percebidas pelas reações que se processam naquele compartimento celular, e
subseqüentemente, pelos ciclos metabólicos de outros compartimentos.
Ex.: quando a fibra muscular executa contração intensa, com um aporte insuficiente
de oxigênio, o aumento da concentração mitocondrial de NADH é refletido no citossol,
µforçando¶ a reação catalisada pela lactato desidrogenase no sentido da formação de lactato,
regenerando NAD+.

2-REGULAÇÃO POR MODIFICAÇÃO COVALENTE: A modificação covalente constitui


uma reação química ± ao contrário da ligação não-covalente de efetuadores alostéricos ± e é,
portanto, catalisada por enzimas. A modificação de atividade não é definitiva. Várias
modificações são possíveis (metilação, adenilação, acetilação), mas a mais freqüente consiste
na fosforilação da cadeia polipeptídica. A fosforilação é catalisada por proteína quinases, que
transferem o grupo fosfato terminal do ATP para um resíduo específico, formando uma
ligação éster fosfórico. As próprias proteínas quinases são mediadas por AMP cíclico ou íons
Ca2+. A predominância de uma das formas (fosforilada ou desfosforilada) de uma proteína
dependerá, portanto, da enzima que estiver ativada: proteína quinase ou proteína fosfatase.
µAção Hormonal¶.

2-HORMÔNIOS: glucagom, insulina, adrenalina, leptina, cortisol, T3 e T4.

CONTROLE HORMONAL: os hormônios são os primeiros mensageiros do sistema


endócrino. São compostos sintetizados pelo sistema endócrino e secretados na corrente
sanguínea. Ao atingirem as células sensíveis (células alvo) vão provocar modificações de seu
metabolismo, por interferência na atividade de enzimas, no controle da expressão gênica ou
no transporte através de membranas.

-Receptores hormonais localizam-se no citossol, no núcleo ou na membrana plasmática. Os


receptores são proteínas capazes de ligarem-se aos hormônios com grande afinidade.

Receptores localizados no:

-NÚCLEO: o complexo hormônio-receptor transloca-se para o núcleo e fixa-se nos


sítios específicos do DNA, a ação destes hormônios é exercida ao nível da expressão gênica
(alterando a velocidade de transcrição de determinados genes). Ex.: hormônios esteróides e
tireoídicos.
-MEMBRANA PLASMÁTICA: os hormônios peptídicos e das catecolaminas não
penetram na célula. Entretanto, a formação do complexo hormônio-receptor inicia, na
membrana, uma seqüência de eventos que leva á produção intracelular de um segundo
mensageiro químico da ação hormonal.

*Transdução de Sinal: mecanismo pelo qual o estímulo hormonal repercute nas reações
intracelulares.

-Os segundos mensageiros da ação hormonal constituem uma classe de compostos agrupados
não pela estrutura química, mas pela sua função.

Ex.: AMP cíclico, íon Ca++.

AMP cíclico (cAMP): é o segundo mensageiro de vários hormônios peptídicos e de


catecolaminas (glucagon e adrenalina). É sintetizado a partir de ATP, por ação da Adenilato
Ciclase uma enzima localizada na face interna da membrana plasmática. A transdução de
sinal dos hormônios que utilizam cAMP como segundo mensageiro depende de três proteínas
presentes na membrana plasmática: o receptor hormonal, a adenilato ciclase a proteína G
composta de três subunidades Į, ȕ e D (são assim chamadas, pela propriedade de a subunidade
Į se ligar a nucleotídeos de guanina ± GDP e GTP). A subunidade Į na ausência do hormônio
está ligada à GDP e na presença do hormônio ao GTP.

-Eventos que levam a produção de AMPc:

1º- Ligação do hormônio ao receptor, na face externa da membrana plasmática.

2º- O receptor, agora complexado com o hormônio, sofre uma mudança de estrutura,
que provoca sua ligação à proteína G.

3º- Na ausência do hormônio, a subunidade Į apresentava-se unida a GDP. A ligação


do complexo hormônio-receptor à proteína G altera sua estrutura, fazendo diminuir a
afinidade de Į por GDP e aumentar a afinidade por GTP. Em conseqüência, o GDP é trocado
por GTP.

4º- A ligação de GTP à Į promove sua dissociação das outras subunidades da proteína
G, e o complexo Į-GTP move-se pela membrana até ligar-se à Adenilato Ciclase, formando o
complexo Į-GTP-Adenilato ciclase.

5º- A adenilato ciclase estava inativa, mas a ligação de Į-GTP estimula esta enzima e,
portanto, o cAMP é produzido.
-Estimulada por cAMP, a proteína quinase promove a fosforilação de proteínas. O cAMP
exerce seus efeitos intracelulares ativando um tipo particular de proteína quinase, chamada
proteína quinase dependente de cAMP, para distingui-la de outras que são ativadas por Ca++.
Esta proteína quinase é composta por subunidades catalíticas e reguladoras. O cAMP liga-se
às subunidades reguladoras, provocando a dissociação das subunidades catalíticas, que então
se tornam ativas. A ação catalítica da proteína quinase (fosforilação de proteínas) é exercida
sobre proteínas diferentes. Algumas destas proteínas tornam-se ativas em virtude da
fosforilação, outras perdem sua atividade. A fosforilação de proteínas, catalisada pela
proteína quinase, não é permanente. A ação desta enzima é revertida pela Fosfoproteína
Fosfatase I, enzima que remove o grupo fosfato adicionado pela proteína dependente de
cAMP, devolvendo a enzima à forma desfosforilada.

Resumo: pode-se dizer que a resposta celular a um dado hormônio que utiliza cAMP
como 2º mensageiro depende, em 1º lugar, da existência de receptores específicos na
membrana plasmática e, em 2º lugar, das funções exercidas pela enzima que, naquela célula,
serão alteradas por fosforilação.

Íons Ca2+: atuam como segundos mensageiros. A atuação de hormônios como a Adrenalina
(via receptor Į) resulta num aumento da concentração citossólica de Ca2+, liberado dos
depósitos intracelulares deste íon (vesículas do retículo endoplasmático). A ligação do
hormônio ao receptor ativa uma proteína G específica que estimula uma Fosfolipase (enzima)
da membrana. Esta enzima catalisa a hidrólise do FIP², produzindo IP³ e DG(diacilglicerol).
O IP³ é hidrossolúvel e difunde-se para o citossol, induzindo a liberação de Ca2+ dos
reservatórios, constituí assim o elo de ligação entre o hormônio.

Os íons Ca2+ ligam-se à Calmodulina que tem ação por ativar uma série de proteínas quando
ligadas ao íon Ca2+. O DG (diacilglicerol) permanece ligado à membrana e, na presença de
Ca2+, ativa uma proteína quinase da membrana, que catalisa a fosforilação de um conjunto
de proteínas, diferente do conjunto modificado pelo complexo Ca2+/calmodulina.

*O complexo Ca2+/calmodulina participa diretamente da regulação do nível de cAMP.

ADRENALINA: tem efeitos metabólicos degradativos.

Função: em situações de estresse, glicogenólise muscular e hepática, degradação de


TAG, relaxamento de alguns músculos lisos.

O cortisol (glicocorticóide) atua conjuntamente com a adrenalina na resposta do mecanismo


ao estresse, aumentando a disponibilidade de substratos oxidáveis.

Função: promove a gliconeogênese, estimula a lipólise

Receptores: receptores adrenérgicos Į e ȕ.


ǹ1: a ligação hormônio-receptor Į1 tem seus efeitos mediados por íons Ca2+,
havendo inibição da Adenilato Ciclase, mediada pela proteína G.

ȕ e Į2: o 2º mensageiro é o cAMP, havendo estimulação da Adenilato Ciclase


mediada pela proteína G.

GLUCAGON: é liberado em resposta à hipoglicemia. É sintetizado a partir da células Į das


ilhotas de Langerhans no pâncreas. Seu efeito é degradativo, incidindo sobre o glicogênio,
lipídios e proteínas (fígado e t. adiposo). O glucagon provoca seus efeitos metabólicos
ativando a proteína quinase dependente de cAMP e alterando a transcrição gênica.

INSULINA: é liberada em resposta à hiperglicemia. É secretada pelas células ȕ das ilhotas de


Langerhans do pâncreas. Tem efeitos metabólicos antagônicos ao do glucagon.

Receptor da insulina: tem atividade de proteína quinase. O receptor da insulina é


constituída de subunidades (Į,ȕ,Į2 e ȕ2), formando uma estrutura tetramérica. As
subunidades Į, situadas extracelularmente, ligam-se à insulina e as subunidades ȕ fazem a
transdução de sinal. A união da insulina ao seu receptor estimula a atividade de proteína
quinase intrínseca ao próprio receptor. Ocorre a auto-fosforilação do receptor, que
desencadeia fosforilações em cascata de uma série de proteínas sinalizadoras.

O número alto de receptores diminui com níveis altos do hormônio.

Há tecidos como o cérebro que é insensível a insulina, garantindo assim a utilização de


glicose mesmo quando a glicemia é baixa.

RECEPTORES:

RECEPTOR ȕ: (do glucagom e da adrenalina):

1- No estado de repouso (hormônio não ligado ao receptor), está presente a proteína G,


com suas 3 subunidades (Į,ȕ,D), em que a subunidade Į está ligada ao GDP, também faz parte
a Adenilato Ciclase.

2- O hormônio se liga ao receptor.

3- Com a ligação hormônio-receptor, na proteína G, há saída do GDP e entrada de GTP


na subunidade Į.
4- A subunidade Į da proteína G agora ligada ao GTP se desliga da subunidade ȕ e D e vai
para o próximo da adenilase ciclase.

5- Com a ligação GTP-subunidade Į na Adenilato Ciclase há transformaç~çao do ATP


em AMP cíclico

6- Após a produção de AMP cíclico há o desligamento da subunidade Į da adenilato


ciclase que se religa à subunidade ȕ e D e hidrolisa o seu GTP liberando P e ficando na forma
de GDP.

*O AMP cíclico é chamado de 2º mensageiro que ativa a proteína quinase A.

*A proteína quinase A (adiciona P às proteínas) apresenta uma subunidade regulatória e uma


catalítica. O AMP cíclico liga-se à subunidade regulatória e ocorre a exposição da região
catalítica que se torna ativa. Ocorre a fosforilação das proteínas.

RECEPTOR Į1 da Adrenalina: O hormônio se liga no receptor Į-1. A proteína G se liga à


fosfolipase que age nos fosfolipídeos, que é quebrado em diacilglicerol e IP3. O IP3 vai até o
retículo endoplasmático e libera Ca++. A calmodulina se liga ao Ca++ que ativa uma proteína
quinase que fosforila as proteínas. O Ca++ liberado também pode se ligar à proteína quinase
dependente de Ca++ da membrana e fosforilar proteínas.

*IP³Ca é o 2º mensageiro da adrenalina no receptor Į-1;

FOTOSSÍNTESE: é o processo pelo qual a energia luminosa é transformada em energia


química, armazenada nas moléculas de ATP e de NADPH.

Há 2 grandes grupos:

-Quimiotróficos: produzem ATP a partir da energia gerada pela oxidação de


compostos químicos.

-Fototróficos: produzem ATP a partir da energia luminosa.

-Os organismos que são capazes de efetuar a fotossíntese são: bactérias, cianobactérias, algas
e as plantas.

-O processo é apropriadamente denominado Fotossíntese porque, além da síntese de ATP, em


uma segunda etapa, as coenzimas ATP e NADPH são utilizadas para adicionar CO² à
compostos orgânicos pré-existentes, caracterizando outra síntese, esta de carboidratos.

*Heterotróficos: dependem sempre da obtenção de carbono na forma de compostos orgânicos


oxidáveis.
*Autotróficos: organismos que independem de uma fonte externa de compostos orgânicos,
podendo viver à custa de CO² como única fonte de carbono.

EQUAÇÃO GERAL DA FOTOSSÍNTESE:

6CO2 + 6H2O C6 H12O6 + 6O2

Esta equação é exatamente o inverso da equação de oxidação total da glicose, que ocorre em
todas as células aeróbias:

C6 H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H2O

*A fotossíntese não é um processo inverso ao da respiração.

A fotossíntese ocorre em organelas especiais, os cloroplastos. O conteúdo do cloroplasto é


chamado de estroma. Imersa no estroma encontra-se a membrana tilacóide, que delimita um
compartimento, chamado Tilacóide. Dobramentos da membrana tilacóide são chamados de
Grana.

-Clorofilas: são as moléculas fotorreceptoras mais importantes. São semelhantes às


Portoporfirinas, apresentando também quatro anéis pirrólicos substituídos, como no grupo
Heme. Mas na clorofila os átomos de N estão ligados ao Mg2+. Além da clorofila, plantas e
bactérias contêm carotenóides para a absorção de energia luminosa. As algas ainda
apresentam o pigmento chamado Ficobilina.

-Fotossistemas: (pigmentos + proteínas) pigmentos que absorvem luz e fazem parte de


complexos protéicos que atravessam a membrana tilacóide. São as unidades funcionais das
reações da fotossíntese que dependem da luz.

A energia luminosa coletada pelos pigmentos é transmitida, de molécula em molécula, até


atingir o centro da reação, uma das formas descritas de dissipar a energia absorvida. O centro
de reação é constituído por duas moléculas de clorofila A chamadas de µpar especial¶ ligadas
à uma proteína transmembranar.

FASE CLARA: produz oxigênio, NADH e ATP na membrana do tilacóide.

A fase clara inicia-se com a absorção de fótons pelos pigmentos e transferência da excitação
para moléculas adjacentes, até atingirem o centro da reação. O centro de reação, excitado,
emite elétrons que são então transportados até o NADP+. Os elétrons são repostos pela água,
que se oxida, liberando O².

-Aceptor final de elétrons: NADP+ originando o NADPH.

-Doador de elétrons: água.

-Plastoquinona: ponto de convergência de elétrons.


Transporte de elétrons da água para o NADP+: é efetuado po PSI, PSII e citocromo B e por 2
transportadores móveis: plastoquinona (semelhante a CoQ) e a plastocianina. Estes
transportadores têm a mesma função da CoQ e do citocromo c mitocondriais.

FASE ESCURA: Ciclo de Kalvin. Utiliza ATP e NADPH para fixar o CO² por sua reação
com a ribulose 1.5 BiP produzindo duas moléculas de 3-fosfoglicerato.

O 3-fosfoglicerato é fosforilado por ATP, produzidno, 1,3Bifosfoglicerato e este composto é


reduzido à Gliceraldeido 3 fosfato (com NADPH). Uma sequência de reações encontrada na
via glicolítica, porém ocorrendo em sentido inverso e utilizando NAD+ como coenzima.

O ciclo gasta 18 ATPs e 12 NADPHs, que é a energia gasta para síntese de uma molécula de
glicose.

CICLO DE KALVIN:

Entra 6(CO²) com mais 6 águas juntando-se com 6 (Ribulose 1,5 Bifosfato) dando origem à
12 (3-fosfoglicerato) é então fosforilado à custa de 12 ATP, formando 12 (1,3
Bifosfoglicerato) que é reduzido á custa de 12 NADPH gerando 12 (gliceraldeido 3 fosfato)
uma parte destes gliceraldeidos 3P podem formar Frutose 6 fosfato que posteriormente
formarão Glicose 6 fosfato e mais adiante GLICOSE. O restante dos gliceraldeidos 3P geram
outros tipos de CHO, gerando também a Ribose que é reciclada formando a ribulose
novamente.

FOTOSSÍNTESE CADEIA TRANSPORTADORA DE Ë

Doador Água NADH/FADH²

Ponto de convergência Plastoquinona Ubiquinona

Aceptor NADP+ Oxigênio

Final NADPH Água

BIOQUÍMICA DO RÚMEN:

Principais fontes de Glicídios: celulose (folhas e caule) e amido (sementes).

A celulose é insolúvel e somente pode ser hidrolisada por certos fungos e bactérias
que possuem a enzima Celulase. Todos os polissacarídeos que formam parte da parede da
célula vegetal têm valor nutritivo para os animais herbívoros.
Diferentemente dos monogástricos, os substratos alimentícios nos ruminantes são
submetidos à fermentação microbiana no rúmen. Os polissacarídeos são hidrolisados no
rúmen até suas unidades básicas (monossacarídeos) já que os microorganismos ruminais
possuem todas as enzimas para romper as ligações glicosídicas. Na 1ª etapa, todos os
glicídios são convertidos à monossacarídeos, principalmente glicose e, posteriormente, a
glicose é convertida, via glicólise, em AGV. Numa alimentação à base de pastagens obtêm-
se: acido acético, ácido propiônico e ácido butírico principalmente.

Outros produtos finais da fermentação ruminal como o Formiato, CO2 e hidrogênio,


são convertidos pelas bactérias em Metano (CH4). O rúmen é um meio altamente redutor
pela quantidade de hidrogênio produzido no processo fermentativo (parte desse H sai como
gás metano). Os AGV são absorvidos principalmente no Rúmen por difusão passiva. Os
AGV absorvidos sofrem metabolização no epitélio ruminal. A grande parte do Butirato é
convertida em Acetoacetato e ȕ-hidroxibutirato (corpos cetônicos). E uma parte do
Propionato pode ser metabolizada à Lactato ou Piruvato.

*O ruminantes praticamente não absorvem Glicose no trato gastrointestinal, pois ela é


completamente fermentada em AGV no rúmen.

Em geral, a dieta dos ruminantes é baixa em lipídios e a fonte mais freqüente esta constituída
basicamente de Galactolipídios.

Os microorganismos do rúmen hidrolisam os lipídios compostos, liberando AG. Os AG


insaturados são rapidamente reduzidos (saturados) pelas bactérias do rúmen. O glicerol e a
galactose seguem o processo fermentativo até AGV para serem absorvidos no rúmen. Os AG
saturados produzidos no rúmen são absorvidos no intestino delgado.

Nas células intestinais formam-se lipoproteínas que são transportadas pelo sistema linfático.
Diferentemente dos monogástricos, nos ruminantes forma-se maior proporção de VLDL do
que de Quilomícron.

AGV: são aqueles constituídos por 1 a 5 carbonos e devido a seu tamanho são hidrossolúveis.
Têm importância em animais ruminantes, pois se acham em atlas quantidades no rúmen,
como produto da digestão dos glicídios. De especial importância no metabolismo energético
destes animais são os ácidos, acético, propiônico e butírico.

As proteínas que ingressam no rúmen são rapidamente degradadas pelos microorganismos até
aminoácidos, os quais são reutilizados pelas bactérias para sintetizar suas próprias proteínas.
Parte dos aminoácidos é degradada até amônia e esqueletos carbonados. Estes últimos sofrem
fermentação até AGV. Os protozoários suprem suas necessidades de proteínas, consumindo
bactérias.

A uréia que entra no Rúmen, seja com a dieta, seja com a saliva, é rapidamente
atacada pela Urease, enzima de origem bacteriana, que hidrolisa em 2 moléculas de amônia,
liberando CO2
Uréia + H2O CO2 + 2NH4 -

A NH4- no rúmen, em presença de adequada quantidade de compostos energéticos


que sirvam como fonte de esqueletos carbonados, atua como substrato para que as bactérias
possam sintetizar Aminoácidos, os quais, por sua vez, são necessários para a síntese de
proteína bacteriana. A NH4- em excesso no rúmen, é absorvida e enviada via portal para o
fígado onde é metabolizada à uréia, mediante o ciclo da uréia. A uréia pode ser excretada
pela urina ou reciclada de novo para o rúmen via salivar (com função de economizar
compostos nitrogenados).

A glicose é ligada à bactéria, e então a glicose é oxidada e é formado 2 Piruvatos (pelo


NAD+, formando NADH), junto com o NAD+ há a Ferrodoxina (oxidada e reduzida) que
transformam o CH4 em CO2. Dos 2 Piruvatos pode haver um redução (oxidando o NADH,
formando NAD+) formando de 2 tipos de compostos: os mais oxidados (Acetato) e os mais
reduzidos (Butirato, Lactato, Succinato e Propionato)

PERÍODOS:

PÓS-ABSORTIVO: (jejum) No tecido adiposo há ao TAGs que serão quebrados em Glicerol


e AG. O AG vai ser utilizado como fonte de energia no próprio Tecido Adiposo, no Tecido
Muscular e no Fígado, e ainda no fígado pode ser transformado em Corpos Cetônicos que
também vão servir de fonte de energia para o Tecido Muscular. O Glicerol será transportado
até o Fígado e ali é metabolizado (gliconeogênese) formando Glicose que vai suprir o
Cérebro. No tecido Muscular, as proteínas são quebradas em aminoácidos que podem
oferecer energia para o próprio tecido, ou ser metabolizada no fígado, sendo transformada em
Glicose (utilizada pelo Cérebro).

ABSORTIVO: em ruminantes não se faz Gliconeogênese em período absortivo. Há a


ingestão de alimentos, e os compostos são transformados em AGV (Lactato, Propionato,
Butirato e Acetato)

Lactato: pode ser metabolizado no fígado dando origem à energia ou glicose (que vai
para todos os tecidos). No cérebro é usado como fonte de energia, no músculo é guardado sob
forma de glicogênio e no tecido adiposo é transformado em glicerol e posteriormente
guardado na forma de TAG ou o lactato é usado diretamente como fonte de energia

Propionato: primeiramente pode ser transformado em lactato, ou pode ser


metabolizado no fígado dando origem à energia ou à glicose (que vai para os tecidos ser
armazenado, exceto o cérebro, que usa a glicose diretamente).
Butirato: é um composto cetogênico. Já no sangue é transformado em Corpo Cetônico
(ȕ-hidroxibutirato e Acetoacetato) que será utilizado pelo músculo para obtenção de energia.

Acetato: é um composto cetogênico. Pode ser utilizado pelo tecido muscular ou pelo
tecido adiposo para obtenção de energia. E no tecido adiposo pode ser transformado em AG e
posteriormente armazenado na forma de TAG.

Aminoácidos: absorvidos no intestino delgado. Podem ser metabolizados no fígado


(gliconeogênese) dando origem à glicose, a energia ou ainda proteínas. E no músculo é
utilizado para formação de proteínas.

LACTAÇÃO: No tecido adiposo os TAGs são quebrados em AG e em glicerol. O AG vai


para a glândula mamária e é transformado em TAG e o glicerol é metabolizado no fígado
(gliconeogênese) formando glicose. As proteínas são quebradas em aminoácidos que vão para
a glândula mamária formar proteínas ou vão para o fígado (gliconeogênese) formando
glicose. O lactato e o propionato são metabolizados no fígado (gliconeogênese) formando
glicose. Todas as glicoses formadas vão para a glândula mamária e lá é precursora da
Lactose. O acetato é utilizado como fonte de energia direta na glândula mamária.

REGULAÇÃO DAS VIAS METABÓLICAS PRINCIPAIS:

1-REGULAÇÃO DO METABOLISMO DO GLICOGÊNIO: A degradação e a síntese de


glicogênio são efetuadas por vias distintas e, evidentemente, ativadas em condições
metabólicas diferentes (hormonais ou alostéricas).

REGULAÇÃO DA DEGRADAÇÃO: A adrenalina chega ao músculo e ativa a proteina G e


sintetiza AMPc, que irá ativar a proteina quinase que fosforila proteínas. A proteína quinase
no músculo ativa a fosforilase quinase e ativa a glicogênio fosforilase B (que era inativa) e
passa a se chamar Glicogênio fosforilase A (que irá atuar no glicogênio quebrando-o em
glicose 1P). O AMP é efetuador alostérico positivo na fosforilase B que se torna ativa, e irá
atuar no glicogênio. No músculo o impulso nervoso libera Ca++ que ativa a fosforilase
quinase que ativa a glicogênio fosforilase A e segue a via.

-Glicogênio Fosforilase: enzima responsável pela Glicogenólise.

Forma b: inativa

Forma a: ativa (obtida por fosforilação da forma b).

Regulação alostérica: a forma µa¶ é insensível à regulação alostérica, a forma µb¶


encontrada no músculo em repouso, é ativada alostericamente por AMP (adenosina mono-
fosfato). A concentração celular de AMP é, habitualmente baixa, mas eleva-se durante a
contração muscular. Durante a contração muscular, há aumento do consumo de energia, e o
aumento de ADP e assim do AMP também. A ligação de AMP à forma µb¶ da glicogênio
fosforilase torna-a ativa, intensificando a degradação do glicogênio.

Regulação por Modificação Covalente:

Insulina: pelo glucagon e pela adrenalina (receptor ȕ)

-Glicogênio Fosforilase Quinase: pode ser ativada por 2 processos distintos:

-Fosforilação das cadeias Į e ȕ pela proteína quinase (adição de P)

-Ligação da subunidade D, idêntica à calmodulina, à íons Ca++. (adição de


Ca2+).

A degradação do glicogênio muscular pode ser provocada por:

-estímulo hormonal (que ativa a proteína quinase dependente de cAMP) com


mediador intracelular sendo o cAMP

-nervoso (que provoca a liberação de Ca2+). Com mediador intracelular sendo os íons
Ca2+.

Processo completo da ativação da Glicogênio fosforilase, cascata enzimática:

-1º há a ligação do hormônio ao receptor, depois há uma modificação da proteína G e troca de


GDP por GTP. Ativação da adenilato ciclase pela subunidade Į da proteína G, ligada à GTP.
Produção de cAMP pela adenilato ciclase. Ligação de cAMP às subunidades reguladoras da
proteínas quinase, liberando as subunidades catalíticas, ativas. Fosforilação da glicogênio
fosforilase pela proteína quinase, ativando-a. Fosforilação da glicogênio fosforilase pela
glicogênio fosforilase quinase, ativando-a. E por fim há a degradação do glicogênio pela
glicogênio fosforilase.

*Nesta cascata enzimática de degradação do glicogênio, a forma ativa das enzimas é sempre
a forma fosforilada.
REGULAÇÃO DA SÍNTESE: cAMP e Ca2+ estimulam a degradação e inibem a síntese do
glicogênio muscular. Ao contrário da degradação, a glicogênio sintase tem sua forma
fosforilada inativa e a forma desfosforilada ativa.

O estímulo hormonal trazido pela adrenalina, portanto, determina simultaneamente o


estímulo da degradação e a inibição da síntese de glicogênio muscular. Estes mesmos efeitos
são desencadeados por íons Ca2+, liberados em resposta a estímulos nervosos. Quando cessa
o estímulo pela adrenalina, seus efeitos metabólicos desaparecem. A síntese de glicogênio
caracteriza-se pela: adenilato ciclase ativa, concentração de cAMP alta, proteína quinase
dependente de cAMP ativa e enzimas fosforiladas e ativas, com exceção da glicogênio
sintase, que esta inativa.

A síntese de glicogênio muscular ocorre quando as enzimas são desfoforiladas.

REGULAÇÃO DA GLICÓLISE E GLICONEOGÊNESE:

A glicólise e a gliconeogênese são vias metabólicas capazes de produzirem energia. A


regulação destas vias é feita de forma recíproca, isto é, quando uma está ativa a outra está
desacelerada. A glicólise e a gliconeogênese compartilham de muitas enzimas, e a regulação
diferencial só pode ser feita em enzimas que são diferentes em ambas. Assim, há 3 sítios de
controle, que são conversões entre:

1- Glicose e glicose-6fosfato

2- Frutose-6fosfato e frutose 1,6bifosfato

3- Fosfoenolpiruvato e piruvato

-A fosforilação da glicose é o primeiro sitio de controle da glicólise.

1º SÍTIO: conversão entre Glicose e Glicose-6fosfato

Tecidos: a glicose é fosforilada à glicose 6 fosfato pela enzima Hexoquinase. Mas a


glicose 6P é um potente inibidor alostérico desta enzima. Por exemplo, quando há diminuição
da utilização de glicose 6P pela Glicólise, aumenta sua concentração (sobra glicose6P) e a
Hexoquinase fica inibida (parando converter glicose em glicose 6P).
Figado: a glicose é fosforilada à glicose 6 fosfato pela enzima Glicoquinase.
Mas há pouca afinidade desta enzima por seu substrato (glicose). Quando há altas
concentrações de açúcar no sangue, aumenta a velocidade da reação catalisada por esta
enzima (consumindo mais glicose), e quando há baixas concentrações de açúcar no sangue,
µpára¶ de agir, deixando o açúcar disponível para tecidos estritamente dependentes de glicose
(cérebro). Com glicemia alta, é possível o armazenamento da glicose circulante como
glicogênio. No cérebro (hexoquinase) a fosforilação da glicose independe do valor da
glicemia, para um suprimento constante de glicose, graças a alta afinidade da enzima pelo
substrato.

2º SÍTIO: interconversão entre Frutose-6fosfato e Frutose-1,6bifosfato. Esta reação é


catalisada pela enzima Fosfofrutoquinase (glicólise) e pela Frutose-1,6bifosfatase
(gliconeogênese). Os principais inibidores alostéricos negativos são o ATP e o Citrato.

Reguladores alostéricos negativos:

-ATP: é uma situação clássica de regulação por Feedback (um dos produtos
finais da via regula sua própria velocidade).

-Citrato: permite ajustar a velocidade da glicólise à do CK (se o nível de


substratos ultrapassa a capacidade do CK utiliza-los, acumula-se Citrato)

Reguladores alostéricos positivos:

-AMP: (positivo para glicólise, negativo para gliconeogênese) o aumento de


AMP (na contração vigorosa do músculo por exemplo) estimula a Fosfofrutoquinase 1. Numa
contração vigorosa do músculo, há elevação da concentração de NADH, porque o oxigênio é
insuficiente para permitir a oxidação da CTE, com isso µforçando¶ a reação catalisada pela
Lactato Desidrogenase, que forma lactato e oxida o NADH. Então o NADH oxidado (NAD+)
permite a continuação da glicólise, agora anaerobiamente.

-Frutose-2,6Bifosfato: ocorre no fígado. Influencia na atividade da Fosfofrutoquinase


e da Fruto-1,6Bifosfatase. Não é um intermediário da glicólise. Em hiperglicemia inibe a
gliconeogênese e estimula a glicólise. Na presença de glucacon, sua concentração diminui,
impedindo a glicólise.

4- 3º SÍTIO: interconversão de Fosfoenolpiruvato e piruvato, pela enzima Piruvato


quinase.
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R.:Porque normalmente eles são deficientes em minerais como P,Mg,Co,Cu,Se e Ca.

FEBRE DO LEITE:Deve-se ao equilíbrio negativo nos níveis de Ca. A concentração de Ca


sanguíneo diminui devido ao escoamento lactacional, causando hipocalcemia. Para mantes as
concetrações normais, o animal remove Ca dos ossos. A hipocalcemia prejudica a função
muscular e nervosa em tal grau que a vaca fica incapaz de se levantes. Tratamento: Ca
intravenoso.

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R.:Atua como mediador intracelular, cumprindo função de segundo mensageiro, interferindo


na contração. Também está relacionado ao controle de algumas enzimas quinases que
realizam funções de fosforilação.

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R.: LIPOSSOLÚVEL: VIT-A compõe a porção sensível a luz do olho (retina e bastonetes
retinianos), essencial do crescimento e desenvolvimento dos tecidos

HIDROSSOLÚVEL: VIT-B3-niacina, participa em reações de oxido-redução, reduz TAG


impedindo formação de placas de gordura na parede dos vasos, prevenindo arteriosclerose e
ataques cardíacos.

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R.: VIT-D é fundamental para a homeostase do Ca e para o desenvolvimento de um esqueleto


saudável. A vitamina D3 não é biologicamente ativa. Ela é transportada da pele até o fígado
onde é hidroxilada originando o calcidiol, um indicador de níveis de VIT-D. O calcidiol
participa indiretamente na absorção do Ca pelo trato intestinal. Ele se liga a uma proteínas no
citossol da célula intestinal, e no núcelo,auxilia a transcrição de mRNA específico para a
síntese de proteína ligadora de Ca.

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"#& "($%'R.: Sim, pois uma redução na taxa de filtração
glomerular aumenta a concentração sérica de cretinina. É produto de excreção da
fosfocreatina, que é convertida em creatina e liberada na circulação e excretada na urina.