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Volume 67 | Número 6 ISSN0034-7094

Suplemento 1
Dezembro 2017
REVISTA BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA • VOL. 67

Impact Factor 2016: 0.903

REVISTA
BRASILEIRA DE
ANESTESIOLOGIA
Supl 1 • DEZEMBRO 2017

BRAZILIAN JOURNAL OF ANESTHESIOLOGY


Official Publication of the Brazilian Society of Anesthesiology

64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia


Curitiba, 10 a 14 de novembro de 2017

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REVISTA Órgão oficial da

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Tolomeu Artur Assunção Casali Rogean Rodrigues Nunes

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Ricardo Lopes da Silva Maristela Bueno Lopes

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Volume 67 • Número 6 • Suplemento 1 • Novembro 2017

SUMÁRIO

RESUMOS
I) Administração e Qualidade TLO445 O PAPEL DO CHECKLIST ELETRÔNICO NA
TRANSFERÊNCIA DE PACIENTES DO CENTRO CIRÚRGICO
TLO801 ANÁLISE RETROSPECTIVA COMPARATIVA DA PARA UTI E SUA REPERCUSSÃO NA SEGURANÇA DO
DURAÇÃO DE CASO NUM PROCEDIMENTO CIRÚRGICO PACIENTE - S3
ENTRE O TEMPO ESTIMADO PELO CIRURGIÃO E O Rohnelt Machado de Oliveira, Mayara Galante Negri,
REALIZADO - S1 Beatriz Locks Bidese, Angélica Melissa Díaz García,
Gustavo Luchi Boos, Jorge Hamilton Soares Garcia, Eduardo Cesar Scherer, Ana Carolina Ferreira Ratin
Rodrigo Nolasco de Souza, Luiz Fernando Soares,
Marcos Lazaro Loureiro, Maurício Sperotto Ceccon

TLO243 AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA INCORPORAÇÃO II) Anestesia Ambulatorial


DE UM MODELO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PRÉ-
OPERATÓRIO NO FLUXO DE CUIDADO DOS PACIENTES TLP733 COMPLICAÇÃO CARDIOVASCULAR (IAM) EM
NA SRPA E NA INCIDÊNCIA DE COMPLICAÇÕES NO PÓS- CIRURGIA AMBULATORIAL - S3
OPERATÓRIO IMEDIATO - S1 Izabella Fernandes Feracini, Flávia Lopes Delgado,
Claudia de Souza Gutierrez, Luciana Paula Cadore Stefani, Eduardo Piccinini Viana, Jaime Weslei Sakamoto,
Wolnei Caumo, Rafael Mohr Limberger, Eduardo Kohls Toralles, Jorge Barrios Alarcon, Vinícius Pinheiro Teles
Gabriela Leal Gravina

TLO304 CONTROLE DE QUALIDADE EM ANESTESIA


TLO596 DADOS PRELIMINARES SOBRE A INCIDÊNCIA DE AMBULATORIAL: AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS NA VISÃO
INTUBAÇÃO DIFÍCIL EM UM SERVIÇO PRIVADO DE DOS PACIENTES - S4
SÃO PAULO - S2
Jeconias Neiva Lemos, Lavínia Dantas Cardoso Neiva Lemos,
Gabriel Soares de Sousa, André Luis Ottoboni, Regiane Xavier Dias, Davi Jorge Fontoura Solla, Danilo Dantas Cardoso Neiva Lemos,
Guilherme Moura, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto
Norma Sueli Pinheiro Modolo

TLP525 GERENCIAMENTO DO FLUXO DE PACIENTES NA


SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA - S2
Luiza Alexi Freitas, Marcelo Gustavo Angeletti, Vanda Regina III) Anestesia e Terapia Intensiva
Machado, Luciana Cadore Stefani, Patrícia Wajnberg Gamermann
TLO490 ANALGESIA APRIMORADA COM PERIDURAL
TLO437 INCIDÊNCIA DE DESPERTAR INTRAOPERATÓRIO CONTÍNUA EM TRAUMA TORÁCICO – SEU PAPEL NO
EM CIRURGIAS ELETIVAS SEM MEDICAÇÃO CONTROLE DE VARIÁVEIS RESPIRATÓRIAS E
PRÉ-ANESTÉSICA - S2 HEMODINÂMICAS NO CTI - S4
Carla Valéria Rocha Ramos Giorgetta, Luiz Paulo Pereira Prado, Briana Alva Ferreira, Flávio Elias Callil, Paula Rios Gomes,
Reno Queiroz, Tania Carla de Menezes Cortez, Victória Régia dos Santos Freitas Lins,
Antonio Henrique Magalhães Plischke Caroline Garnier Farias de Lima Martins, Marina Silva Junqueira

© 2017 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda.


II

TLP917 AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE ASSOCIADA AO USO TLO677 FATORES DE RISCO PRÉ-OPERATÓRIOS PARA LESÃO
DE CETAMINA PARA INTUBAÇÃO EM PACIENTES CRÍTICOS: RENAL AGUDA APÓS TRANSPLANTE HEPÁTICO: RESULTADOS
REVISÃO SISTEMÁTICA - S5 DE UM ESTUDO TRANSVERSAL NO NORDESTE DO BRASIL - S8
Rodolfo Carvalho Soeiro Machado, Victor Guilherme Bittar Souto, Lia Cavalcante Cezar, Raimundo Martins Gomes Junior,
Cátia Sousa Govêia, Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Francisco Israel Araújo Costa, Renata de Paula Joca da Silva,
Luís Cláudio de Araújo Ladeira, Denismar Borges de Miranda Cláudia Regina Fernandes, Fernanda Paula Cavalcante

TLP523 INFLUÊNCIA DA RELAÇÃO ENTRE A DIFERENÇA


VENOARTERIAL DE CO2 E O CONTEÚDO ARTERIOVENOSO
IV) Anestesia e Transplante DE O2 NO DESFECHO DE PACIENTES SUBMETIDOS A
TLO413 ANESTESIA NO TRANSPLANTE DE RIM DE DOADOR TRANSPLANTE HEPÁTICO - S8
VIVO NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE BOTUCATU: FATORES Amanda de Figueiredo Calili, Lívia Pereira Miranda Prado,
DE INFLUÊNCIA PARA O DESFECHO - S5 Days Oliveira de Andrade, Francisco Ricardo Marques Lobo,
Yara Marcondes Machado Castiglia, Luiz Gustavo Mondelli de Andrade, Débhora Dayanne Tres, Camila Vioto
Leopoldo Muniz da Silva, Verusca Michele Oliva
TLO327 NEUROPATIA RADIAL APÓS TRANSPLANTE DE
TLO137 ANESTESIA PERIDURAL PARA TRANSPLANTE FÍGADO: SÉRIE DE CASOS - S9
RENAL EM PACIENTE COM HISTÓRIA DE VIA AÉREA DIFÍCIL E Mariana Marques Albuquerque Teixeira,
MÚLTIPLAS COMORBIDADES - S5 Danuta Maria Duarte Bezerra de Lima, Gustavo Michel da Cunha Cruz,
Henrique Zechlinski Xavier de Freitas, Giorgio Pretto, Filipe de Juliano Farias Cordeiro, Elissa Carla Pinto Jaques,
Alencar Matos, Carolina Quintana de Quadros Brenner, Caio César Carlos Alberto Campos Falcão Filho
Sampaio de Castro Nôleto, Roberta Parastchuk
TLP539 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA DECORRENTE
TLO368 ARRITMIAS NO TRANSPLANTE CARDÍACO: DE HIPERCALEMIA DURANTE TRANSPLANTE HEPÁTICO –
RELATO DE CASO - S6 RELATO DE CASO - S9
Rafaela Souto e Souza, Fernanda Rebouças Botelho, José Carlos Rodrigues Nascimento, Mariana Viana Pinheiro,
Renato Machado de Almeida Junior, Felipe Nobre Muniz, Érica Freitas Camelo, Antônia Lima de Sousa,
Mariana Reines Bevilaqua Sullavan, Alexandre Mio Pos, Hélio José Leal Silva Júnior,
Marcos Daniel de Faria
TLP857 PRODUÇÃO DE SUBSTÂNCIA HEPARINOIDE EM
TLO333 AVALIAÇÃO CONTÍNUA DA CONSCIÊNCIA COM ÍNDICE TRANSPLANTE DE FÍGADO APÓS A REPERFUSÃO - S10
BISPECTRAL NO INTRAOPERATÓRIO DE TRANSPLANTE Enis Donizetti Silva, Cássio Campello de Menezes,
HEPÁTICO - S6 Claudia Marquez Simões, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto,
Frederico Resende Azevedo Parreira, José Carlos Rodrigues Maia Nogueira Crown Guimarães, Leonardo de Freitas Nascimento
Nascimento, Rogean Rodrigues Nunes, Tiêgo Rodrigues de Oliveira
Pires, Cristiane Gurgel Lopes, Rômulo Frota Lôbo TLP672 REATIVAÇÃO DO SERVIÇO DE TRANSPLANTE
RENAL EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO: SÉRIE
TLP037 CHOQUE E EDEMA PULMONAR NÃO CARDIOGÊNICO DE CASOS - S10
EM TRANSPLANTE HEPÁTICO – RELATO DE CASO - S7 Rafaella Campanholo Gradinete, Luiz Gustavo Orlandi de Sousa,
Raisa Melo Souza, Alexandre Bottrel Motta, Patrícia de Fátima Zanata Ribeiro Alves Gonçalves,
Luiz Guilherme Villares da Costa, Thales Abreu Tedoldi, Ana Cláudia Albernaz Valente, Paula Cristina Barros de Matos
Kelson Sousa Jacobina
TLO352 TRANSPLANTE HEPÁTICO DOMINÓ DE PACIENTE
TLO305 COMPLICAÇÃO PERIOPERATÓRIA NO TRANSPLANTE PORTADOR DE POLINEUROPATIA AMILOIDÓTICA FAMILIAR
RENAL – TROMBOSE DA ARTÉRIA ILÍACA EXTERNA - S7 PARA PACIENTE IDOSA COM HEPATOCARCINOMA. RELATO DE
Julia Maria Olsen, Kelson Sousa Jacobina, CASO - S11
Luiz Guilherme Villares da Costa, Thales Abreu Tedoldi, Paulo do Nascimento Júnior, Debora Alves Aude,
Carolina Ashihara Lucas Esteves Dohler, Joel Avancini Rocha Filho,
Norma Sueli Pinheiro Modolo, Leandro Gobbo Braz
TLO555 DISTÚRBIO DE COAGULAÇÃO SEVERO
DIAGNOSTICADO PELA TROMBOELASTOMETRIA APÓS PCR TLO391 USO DE FIBRINOGÊNIO SINTÉTICO COMO
NO TRANSPLANTE HEPÁTICO: RELATO DE CASO - S8 ALTERNATIVA AO CRIOPRECIPITADO NO TRANSPLANTE
José Carlos Rodrigues Nascimento, Edson Bulamarque Lopes Neto, HEPÁTICO - S11
Cristiane Gurgel Lopes Farias, Sara Lucia Ferreira Cavalcante, Luiz Guilherme Villares da Costa, Kelson Sousa Jacobina,
Manuela Bezerril Cipião Fernandes, Iana de Almeida Siqueira, Raffael Pereira Cezar Zamper, Enéas Eduardo Sucharski,
Edson Bulamarque Lopes Neto Carolina Ashihara, Flávio Takaoka
III

TLP642 VASOPLEGIA E PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA TLP336 DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DE HIPERTERMIA


RESPONSIVAS A INFUSÃO DE TERLIPRESSINA E AZUL PERIOPERATÓRIA MANTIDA APÓS ESTUDO
DE METILENO APÓS REPERFUSÃO EM TRANSPLANTE ELETROFISIOLÓGICO PARA TERMOABLAÇÃO DE VIAS
HEPÁTICO - S11 ANÔMALAS: UM RELATO DE CASO - S15
Matheus Leandro Lana Diniz Vinícius Jordão Souza Moreira, Mariana Gomes Rajão Santiago,
Alessandre Luiz Braga Júnior, Rodrigo Bernardes de Oliveira,
Gustavo de Paula Tofani, Renata Cunha Ribeiro

V) Anestesia em Cirurgia Cardiovascular


TLO409 EXTUBAÇÃO DE PACIENTE PÓS-CIRURGIA
TLO101 A FALHA NA ABORDAGEM CONVENCIONAL DA CARDÍACA EM SALA - S15
ESTENOSE PULMONAR CONGÊNITA E O IMPLANTE DE UM Samuel Leonardo de Oliveira Santos,
STENT NO CANAL ARTERIAL: UM RELATO DE CASO - S12 Luiz Gustavo Orlandi de Sousa, William Fontan Santiago,
Nathalia Magalhães Fonseca, Bruno Tecles Brandão de Oliveira, Werner Alfred Gemperli
Francisco Drummond Lima, Patrícia Melgaço de Alencar Arraes,
Rodrigo Bernardes de Oliveira, Gustavo de Paula Tofani
TLP178 HIPOTENSÃO ARTERIAL GRAVE APÓS O
USO DE HEPARINA EM CIRURGIA CARDÍACA: RELATO
TLO204 ANÁLISE DA SATURAÇÃO VENOSA CENTRAL DE CASO - S16
DE OXIGÊNIO PERIOPERATÓRIA E SUA RELAÇÃO COM
Priscila Evaristo de Carvalho, Josué Omena Barbosa Junior,
MORTALIDADE EM CIRURGIAS CARDÍACAS - S12
Marcius Vinicius Mulatinho Maranhão
Leandro Carvalho Longo, Marcelo Henrique Gomes Nunes,
Reinaldo Vargas Bastos de Miranda, César de Araújo Miranda,
João Pedro Motta Lima, Alécio Fonseca Leite TLP584 INSTALAÇÃO DE OXIGENAÇÃO POR MEMBRANA
EXTRACORPÓREA EM CRIANÇA DURANTE
TLP933 ANESTESIA COMBINADA PARA PACIENTE SUBMETIDO ANESTESIA PARA CORREÇÃO DE DEFEITO DO SEPTO
A NEFRECTOMIA RADICAL E TROMBECTOMIA DE ÁTRIO ATRIOVENTRICULAR - S16
USANDO CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA - S13 Mateus Meira Vasconcelos, Demócrito Ribeiro de Brito Neto,
Rodolfo Carvalho Soeiro Machado, Cátia Sousa Govêia, João Paulo Jordão Pontes, Rodrigo Rodrigues Alves,
Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Rafaela Feitosa Anselmi, Fernando Cássio do Prado Silva, Amanda Corrêa Vidica
Roberto Sodré Farias, Edno Magalhães
TLO649 MANEJO ANESTÉSICO DURANTE ABLAÇÃO
TLP617 ANESTESIA OPIOID-FREE COM USO DE ENDOCÁRDICA DE HIPERTROFIA SEPTAL POR
DEXMEDETOMIDINA PARA CIRURGIA DE CORREÇÃO DE RADIOFREQUÊNCIA – RELATO DO PRIMEIRO CASO
ANEURISMA DE AORTA ASCENDENTE E TROCA VALVAR NO BRASIL - S16
AÓRTICA: RELATO DE CASO - S13 João Henrique Zucco Viesi, Indara Mattei Dornelles,
Amália Tieco da Rocha Sabbag, Ingrid Caroline Baia de Souza, Sávio Cavalcante Passos, Adriene Stahlschmidt,
Jackson Davy da Costa Lemos Bruno Pereira Valdigem, David Costa de Souza Le Bihan

TLO536 ANEURISMECTOMIA VENTRICULAR GUIADA POR TLO737 TUMOR MIOFIBROBLÁSTICO INFLAMATÓRIO


ECOCARDIOGRAMA TRANSESOFÁGICO - S14 INTRACARDIÁCO: MANEJO ANESTÉSICO E RELATO
Yara Grott, Jean Abreu Machado, Leonardo Linhares Brollo, DE CASO - S17
Jaime da Mota Correa Junior, Dayane Gelenski,
Wagner Fernandes Júnior, Vinícius Martins Andrade,
Ewerton Villa Fonseca
Mateus Moreira Antunes, Alexandre de Castro Morais,
André Vinicius Campos Andrade, Cláudio Leo Gelape
TLO111 AVALIAÇÃO ECOCARCARDIOGRÁFICA
TRANSESOFÁGICA INTRAOPERATÓRIA NA CIRURGIA DE
MIECTOMIA: RELATO DE UMA SÉRIE DE QUATRO CASOS - S14 TLP875 USO DE DEXMEDETOMIDINA NA CORREÇÃO DE
CARDIOPATIA CONGÊNITA - S17
Marcello Fonseca Salgado Filho, Adrielle Aprigio de Queiroz,
Cassia Franco Matheus, Julianne Moreira, Isabela Scárdua Frizzera Gonçalves, Ariani Cristina Moraes Benites,
Maia Nogueira Crown Guimarães, Amélie Gabrielle Vieira Falconi Francisco Ricardo Marques Lobo

TLO337 BLOQUEIO DE GÂNGLIO ESTRELADO PARA TLP979 VASOPLEGIA EM CIRURGIA CARDÍACA: UM RELATO
TRATAMENTO DE TAQUICARDIA VENTRICULAR REFRATÁRIA: DE CASO - S18
UM RELATO DE CASO - S14 Fernanda Lourenço Furigo, Anny Sugisawa,
Mariana Gomes Rajão Santiago, Vinícius Jordão Souza Moreira, Marcelo Ribeiro de Magalhães Queiroz,
Marcela Pereira de Souza Leite, Rodrigo Bernardes de Oliveira, Felipe José Ferrer de Morais, Lucas Fernandes da Silva,
Gustavo de Paula Tofani, Fabrício Paulo Rossati Fábio Luis Ferrari Regatieri
IV

VI) Anestesia em Cirurgia Torácica TLP746 CONDUTA NO PACIENTE COM PNEUMOTÓRAX


IPSILATERAL E HEMOTÓRAX CONTRALATERAL PARA
TLP968 ANESTESIA EM PACIENTE COM PECTUS EXCAVATUM COLOCAÇÃO DE CATETER DUPLO LÚMEN DE LONGA
E REPERCUSSÃO HEMODINÂMICA: RELATO DE CASO - S18 PERMANÊNCIA - S22
Marcelo Kenji Lima Nishina, Larissa Fernanda Coêlho dos Santos, Fabricio Azevedo Cardoso, Bruno Verly da Silva,
Gualter Lisboa Ramalho, Ana Luisa Dantas Souto Caroline Souza Santos, Rodrigo Principe Passini Lannes

TLO479 INCIDÊNCIA DAS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES COM TLO963 ENDARTERECTOMIA DE CARÓTIDA SOB SEDAÇÃO E
A ANALGESIA PERIDURAL CONTÍNUA NO PÓS-OPERATÓRIO BLOQUEIO DE PLEXO CERVICAL: SERÁ UM CAMINHO MAIS
IMEDIATO DE CIRURGIAS TORÁCICAS - S19 SEGURO? - S22
Alisson Izidoro Angelo, Artur Antonio Rodrigues Burlamaque, Jennifer Liste Domingues, Viviana Ugenti, Glauber Gouvêa,
Bruno Bertagnolli Londero, Fábio Amaral Ribas, Rodrigo Pereira Diaz André, Priscila de Amorim Miranda dos Santos
Andréa da Silva Portela
TLP664 MANEJO ANESTÉSICO DE PACIENTE COM
TLO340 Relato de caso: ANESTESIA PARA TIMECTOMIA ALERGIA A IODO SUBMETIDO A ARTERIOGRAFIA ARMADA
TRANSESTERNAL EM PACIENTE COM MIASTENIA DE URGÊNCIA - S23
GRAVIS - S19 Karina Seixas Garcia, Leandro de Carvalho Lixa,
José Osiel de Almeida, Laís Campos Bittencourt, Luiz Henrique Costa, Thaís Albuquerque do Nascimento
Eduardo Campos Braga, Bruno Farah Alvarenga,
Gabriella Christiane Heuer Guimarães, Gustavo Acioli Murta Torres TLO977 MANEJO ANESTÉSICO DO REPARO ENDOVASCULAR
DE ANEURISMA DE AORTA TORÁCICO ROTO - S23
TLP213 RUPTURA DO ESTÔMAGO DECORRENTE DA Anderson Luis Silvas Amaral, Mili Freire Almeida Nascimento,
ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO VIA CATETER NASOFARÍNGEO Talita da Silva Portugal, Sammer Victor de Almeida
- S20
Felipe Almeida Ramos, Victor Costa Nuevo, TLO688 MONITORAÇÃO HEMODINÂMICA ASSOCIADA
Elidia Cristina Moraes das Chagas AO ÍNDICE BISPECTRAL E À TAXA DE SUPRESSÃO NO
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE DISSECÇÃO DE AORTA
TLO162 USO DE DEXMEDETOMIDINA EM DOSES NÃO TORÁCICA DESCENDENTE - S23
CONVENCIONAIS PARA VIDEOTORACOSCOPIA: RELATO DE Sara Lúcia Ferreira Cavalcante, Renato Labanca Delgado Perdigão,
CASO - S20 Pedro Ivo de Oliveira Gouveia, Cristiane Gurgel Lopes,
Kim Baminger Oliveira, Armando Vieira de Almeida, Rogean Rodrigues Nunes, Francisco Diego Silva de Paiva
Lucas Daniel Ribeiro de C. Salustiano, Werner Alfred Gemperli
TLP956 SEPSE E MÚLTIPLAS COMORBIDADES: UM DESAFIO
TLO128 USO DE SUGAMADEX EM PACIENTES COM MIASTENIA PARA O ANESTESIOLOGISTA - S24
GRAVIS - S20 Tarcisio Alves Souza, Camila Moraes de Souza C. Pereira,
Débhora Dayanne Tres, Francisco Ricardo Marques Lobo, Daubernai Bonoso Monteiro Neto,
Lucas Guizilini Ferreira, Camila Vioto, Bernardo Paraizo Garcia da Costa Thomaz,
Isabela Scárdua Frizzera Gonçalves, Amanda de Figueiredo Calili Fabricio Azevedo Cardoso, Ana Paula de Castro Araújo

TLO959 USO PERIOPERATÓRIO DO ESMOLOL EM ANEURISMA


ROTO DE AORTA ABDOMINAL: RELATO DE CASO - S24
VII) Anestesia em Cirurgia Vascular
Vinícius Pinheiro Nogueira de Almeida, Renato Lucas Passos de Souza,
TLP167 ANESTESIA PARA CORREÇÃO CIRÚRGICA DE Rafael Eugênio Montezzo, Isabela Borges de Melo,
FÍSTULA ARTERIOVENOSA FÊMORO-FEMORAL EM PACIENTE Rodrigo Vital de Miranda, Vinícius Dantas Ferreira Lopes
PORTADOR DE ANEURISMA DE VEIA ILÍACA CONCOMITANTE –
RELATO DE CASO - S21
Renata Sofia Guimarães, Paula Veriato Zenaide, VIII) Anestesia em Cirurgias Abdominais
Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso,
Ricardo Almeida de Azevedo, José Admirço Lima Filho, TLO035 ANESTESIA EM GASTRECTOMIA: HÁ DIFERENÇA APÓS
Samyr Lopes Arruda Carneiro A INTRODUÇÃO DE UM PROTOCOLO DE OTIMIZAÇÃO? - S25
Bruno Alfredo Gonçalves Salvetti
TLO227 ANESTESIA PARA IMPLANTE TRANSCATETER
DE VALVA AÓRTICA EM PACIENTE COM ESTENOSE TLP816 ANESTESIA PARA CORREÇÃO DE HÉRNIA
AÓRTICA GRAVE: RELATO DE CASO - S21 DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA - S25
Roberta de Carvalho e Silva Guedes, Fernanda Lourenço Furigo, Carolina Almeida Ramos, Carla Santos Nogueira,
Fábio Regatieri, Daniel Schneider, Pedro Brito de Oliveira Junior, Ricardo Almeida de Azevedo,
Marcelo Ribeiro Magalhães Queiroz, Daniel Cantidio Vinicius Sepulveda Lima
V

TLO915 ANESTESIA PARA HERNIOPLASTIA INGUINAL – FOCO TLO039 HEPATECTOMIA SEM HEMOTRANSFUSÃO EM
NA FARMACOECONOMIA - S26 PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ - S29
Cristiane Nunes Mattei, Joana Zulian Fiorentin, Deilana Azevedo Barbosa, Marcelo Henrique Gomes Nunes,
Roberto Henrique Benedetti, Anna Paula Facco Mattiazzi Daniel de Carli, José Fernando Amaral Meletti,
Alexandre Cabaritti Teixeira Mendes, Tiago Silva e Silva
TLO339 ANESTESIA PARA PACIENTES SUBMETIDOS
A CIRURGIA CITORREDUTORA COM QUIMIOTERAPIA TLO423 MANEJO ANESTÉSICO DO INSULINOMA - S30
INTRAPERITONEAL HIPERTÉRMICA: UMA ANÁLISE Adlla Fernanda Ferreira Machado, Haward Hideo Uoieno Iosto,
RETROSPECTIVA DE UMA SÉRIE DE CASOS - S26 Maria Letícia Diniz Salvador de Carvalho, Kamila Kattan,
Ana Paula Santos Souza, Renata Mattos Mendonça
Sara Marina Gabirro da Silva Teixeira do Amaral,
Cristina Bertol Barbosa, Jamile Liara Pedroni, Maurício Ceccon, TLO450 MANEJO INTRAOPERATÓRIO DA FIBRILAÇÃO
Jorge Hamilton Soares Garcia ATRIAL - S30
Diogo Moreira Garzedim dos Santos,
TLO173 ANESTESIA PARA QUIMIOTERAPIA INTRAPERITONEAL Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso, Ricardo Almeida de Azevedo,
HIPERTÉRMICA – RELATO DE CASO - S26 José Admirço Lima Filho, Leonardo Carneiro Marques
Camilla Oliveira Lima, Thiago de Oliveira Costa, Ana Lígia Teles,
Mário Pereira Coutinho Júnior, Bruno José Aliano Costa, TLP159 OBSERVAÇÃO CLÍNICA DO MONITORAMENTO
Tânia Cursino de Menezes Couceiro CEREBRAL COM ELETROENCEFALOGRAMA E ESCORE
COMPARADO À TÉCNICA CARDIOVASCULAR QUANTO AO
TLP620 ANESTESIA PARA RESSECÇÃO DE NÓDULO SUSPEITO GRAU DE DEPRESSÃO CEREBRAL EM PACIENTES COM
DE INSULINOMA: RELATO DE DOIS CASOS - S27 ANESTESIA GERAL - S31
Raphael Rabelo de Mello Penholati, Vitor Michelstaedter Brochado, Regis Borges Aquino, Daniel de Bem e Canto, Marcos Dias da Silva,
Simone Duarte Brose
Daniel Werneck Rocha Pessoa, Vinícius Caldeira Quintão,
Núbia Campos Faria Isoni, Raquel Augusta Monteiro de Castro
TLP387 PARAGANGLIOMA: A MONTANHA-RUSSA DO
ANESTESIOLOGISTA - S31
TLO210 ANESTESIA PARA TRATAMENTO CIRÚRGICO DE
TUMOR NEUROENDÓCRINO PRODUTOR DE POLIPEPTÍDEO Paula Chaves de Campos, Roberto José Valadares,
Helena Araujo Damasceno, Sérgio Renato Araújo Freitas
INTESTINAL VASOATIVO – RELATO DE CASO - S27
Alene Cunha do Nascimento, Cátia Sousa Govêia,
TLP201 TROMBOEMBOLISMO PULMONAR MACIÇO
Felícia Benevides Praxedes, Rodolfo Carvalho Soeiro Machado,
BILATERAL EM PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO DE CIRURGIA
Victor Guilherme Bittar Souto, Gabriel Magalhães Nunes Guimarães
AMBULATORIAL - S31
Lybia Silvani, Joni Quadrio Guedes, Dijair Gomes de Pontes,
TLP547 BRONCOASPIRAÇÃO EM PACIENTE COM NEOPLASIA
Alex Henrique Ribeiro Campos, Luis Antônio Borges,
GÁSTRICA SUBMETIDO A TRATAMENTO CIRÚRGICO - S28
Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros
Gabriella Gadelha Sarmento, Mariana Dacaro,
Ana Carolina Zandona Spinardi, Juliano Antonio Aragão Bozza,
TLP291 USO DE DOSE ALTERNATIVA DE FENTOLAMINA EM
Luis Antônio Borges CIRURGIA DE RESSECÇÃO DE TUMOR ADRENAL - S32
Matheus Swarovsky Figueira, Alexandre Minoru Tome Horiuchi,
TLO942 DOR PÓS-OPERATÓRIA EM APENDICECTOMIAS: Matheus Valejo Peixoto, Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros,
ANESTESIA GERAL BALANCEADA VERSUS Erasmo Barbieri Simões, Laís Hiroko Matsumoto
RAQUIANESTESIA - S28
Roberto Henrique Benedetti, Joana Zulian Fiorentin, Vinicius Heurich,
Dany William Taguchi, Natália Tozzi Marques, Thiago Mamôru Sakae
IX) Anestesia em Geriatria
TLP507 EDEMA AGUDO PULMONAR POR PRESSÃO NEGATIVA TLO020 ANESTESIA GERAL NO IDOSO COM SÍNDROME DE
APÓS EXTUBAÇÃO DE CIRURGIA DE COLECISTECTOMIA - S29 DOWN - S32
Luciane Bonella, Otávio Vilela de Figueiredo, Licia Martins Lima, Carolina Ashihara, Verônica Neves Fialho Queiroz, André Serson,
Karina Merlotti Mayor, Lourenza Giovani Fonseca, Kelson Sousa Jacobina, Thales Abreu Tedoldi,
Luis Antônio Borges Luiz Guilherme Villares da Costa

TLO066 FEOCROMOCITOMA E HIPERTERMIA MALIGNA: TLO573 ANESTESIA PARA GASTRECTOMIA TOTAL EM PACIENTE
RELATO DE CASO - S29 SEPTUAGENÁRIO COM TUMOR GÁSTRICO AVANÇADO - S33
Junnyane Gasparine Oliveira Silva, Rafaela Claudino de Freitas, Luiz Roberto Morais de Meira, Francisco Morato Dias Abreu,
Thais Silveira Rezende Daniel, Edvaldo Casoti Júnior, João Paulo Jordão Pontes, Fernando Cássio do Prado Silva,
Heitor Cunha Lima, Octacílio Prata Calixto Demócrito Ribeiro de Brito Neto, Alexandre de Menezes Rodrigues
VI

TLP1002 DEXMEDETOMIDINA REDUZ OCORRÊNCIA DE TLP791 ANESTESIA PARA NEUROCIRURGIA COM DESPERTAR
DELÍRIO PÓS-OPERATÓRIO: REVISÃO SISTEMÁTICA - S33 INTRAOPERATÓRIO - S37
Felícia Benevides Praxedes, Victor Cabral Ribeiro, Bruno Duarte Silva, Rafaella Pellicciotti Souza,
Denismar Borges de Miranda, Cátia Sousa Govêia, Nayara de Oliveira Campos, Rebeca Florence Portaro Blum,
Luís Cláudio de Araújo Ladeira, Gabriel Magalhães Nunes Guimarães Antonedson Pinto França

TLP646 HIPOTENSÃO COM INJÚRIA RENAL EM BLOQUEIO TLO073 ANESTESIA PARA TERAPIA DBS - S37
PERIDURAL E ANESTESIA GERAL PARA COLECISTECTOMIA COM
Ingrid Caroline Baia de Souza,
EXPLORAÇÃO DE VIAS BILIARES EM PACIENTE IDOSO - S34
Natália Pereira Bernardes, Paula Fialho Saraiva Salgado,
Marcelo Miguel Brito de Oliveira, Julio Adriano da Rocha Carvalho, Jackson Davy da Costa Lemos
Daniel Cordeiro da Silva, Renê Alves Moura Cavalcante,
Juscimar Carneiro Nunes, Luciana da Silva de Armond
TLO927 ANESTESIA VENOSA TOTAL PARA TRATAMENTO
CIRÚRGICO DE MENINGIOMA RETROCLIVAL - S38
TLO548 INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA PERDA
DA VISÃO NO PÓS-OPERATÓRIO DE PACIENTES IDOSOS Carlos André Araújo Melo, Valter Oberdan Borges de Oliveira,
SUBMETIDOS A CIRURGIA NÃO OFTALMOLÓGICA - S34 Lauro d’Avila Silveira Barreto, Rafael Cerqueira Oliveira,
Ivani Rodrigues Glass, Marcos Antonio Costa de Albuquerque
Guinther Giroldo Badessa, Marianne Badessa, Felipe Colella de Barros,
Ricardo Zanlorenzi, Luiz Fernando dos Reis Falcão,
Maria José Carvalho Carmona TLO288 ASLEEP-AWAKE-ASLEEP: MANEJO ANESTÉSICO
DE CRANIOTOMIA EM PACIENTE ACORDADO - S38
Rafael Takamitsu Romero, Flávio Takaoka,
Luiz Guilherme Villares da Costa, Thales Abreu Tedoldi,
X) Anestesia em Neurocirurgia
Kelson Sousa Jacobina, Jean Beltoso Sena
TLP060 ANESTESIA EM PACIENTE COM ANEMIA FALCIFORME
E SÍNDROME DE MOYAMOYA - S34 TLO054 CRANIOTOMIA ACORDADA PARA RESSECÇÃO DE
Carolina Linhares Martins, Cláudia Helena Ribeiro da Silva, TUMOR GLIAL - S39
Rafael Coelho Tiburcio, Raquel Augusta Monteiro de Castro Thales Ricardo de Paula, Gabriela Soares Piassi,
Gabriel José Redondano de Oliveira, Israel Lugli de Godoy,
TLP794 ANESTESIA EM PACIENTE COM DOENÇA DE VON Walter Luiz Ferreira Lima, Tomás Gustavo Pires
RECKLINGHAUSEN COM TUMOR EM C2 - S35
Andréa Renata Machado Mesquita, Rogério Luiz da Rocha Videira, TLO819 MANEJO ANESTÉSICO PARA RESSECÇÃO DE
Patricia Pinheiro de Toledo Werneck, Ana Maria Neiva de Menezes, TUMOR CEREBRAL COM PACIENTE ACORDADA: RELATO
Luana Machado Grebos, Joana de Almeida Figueiredo DE CASO - S39
Ivandete Coelho Pereira Pimentel, Carlos Vitor Osório de Oliveira,
TLO196 ANESTESIA PARA BIÓPSIA ESTEREOTÁXICA DE Fernanda Rondon Fonseca Pirangy,
SISTEMA NERVOSO CENTRAL: RELATO DE CASO - S35 Mirlane Guimarães de Melo Cardoso,
Joni Quadrio Guedes, Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros, Mewryane Câmara Brandão Ramos, Kamila Vieira de Oliveira
Luis Antônio Borges, Harold Maluf Barretto,
José Carlos Santos Júnior, José dos Santos
TLO328 REVASCULARIZAÇÃO CEREBRAL EM CRIANÇA COM
DOENÇA DE MOYAMOYA E ANEMIA FALCIFORME – RELATO DE
TLO085 ANESTESIA PARA DESCOMPRESSÃO DE FOSSA
CASO - S40
POSTERIOR EM PACIENTE COM SÍNDROME DE ARNOLD-
Gilmar Pereira Coan, Eyder Figueiredo Pinheiro,
CHIARI DO TIPO I – RELATO DE CASO - S36
Emilio Carlos Del Massa
Guilherme Haelvoet Correa, Tatiana Saruhashi,
Amanda Fernandes Halla, André Asquini Costa,
Marcio Cardoso Krambek, Ayrton Bentes Teixeira TLO232 USO DE DEXMEDETOMIDINA EM NEUROCIRURGIA
COM DESPERTAR INTRAOPERATÓRIO - S40
TLP698 ANESTESIA PARA HEMIESFERECTOMIA EM PACIENTE Guilherme Vieira Cunha,
PEDIÁTRICO - S36 Jaqueline Cobucci Monteiro Junqueira de Souza,
Marcello Sias Frattani, Adriane Benvindo Monteiro, Luana Stutz, Rodrigo de Lima e Souza, Leonardo Alves Araújo
Renata de Oliveira Chedid, Fabiana Zarur Kornalewski
TLP920 USO DE DEXMEDETOMIDINA PARA BIÓPSIA
TLP740 ANESTESIA PARA HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA EM ESTEREOTÁXICA PARA DIAGNÓSTICO DE TUMORAÇÃO
PACIENTE GESTANTE - S37 CEREBRAL - S41
Natália Dolavale Mayworm, Fabiana Zarur Kornalewski, Carlos André Araújo Melo, Valter Oberdan Borges de Oliveira,
Renata de Oliveira Chedid, Brynner Mota Buçard, Marcos Eyder Leite Fragoso, Meirelles Barros Lima,
Alfredo Guilherme Haack Couto Ivani Rodrigues Glass, Marcos Antonio Costa de Albuquerque
VII

TLO256 USO DE MILRINONE PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL TLO577 PARALISIA HEMIDIAFRAGMÁTICA SINTOMÁTICA
PULMONAR EM NEUROCIRURGIA - S41 APÓS BLOQUEIO DE PLEXO BRAQUIAL SUPRACLAVICULAR
Isabela Scárdua Frizzera Gonçalves, Francisco Ricardo Marques Lobo, EM OBESA COM PROVÁVEL VIA AÉREA DIFÍCIL: RELATO DE
Victor Costa Nuevo, Amanda Calil da Silva, Débhora Dayanne Tres, CASO - S44
Camila Vioto Júlia Bernart, Abel Fernando Rech, Gustavo Marcinko,
Taiara Galvan Debiasi

XI) Anestesia em Obesidade


XII) Anestesia em Obstetrícia
TLO713 ANESTESIA LIVRE DE OPIOIDES NA GASTROPLASTIA
VIDEOLAPAROSCÓPICA REDUZ O TEMPO DE PERMANÊNCIA TLO268 ABORDAGEM ANESTÉSICA EM GESTANTE COM
NA RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA - S41 CARDIOPATIA LÚPICA SINTOMÁTICA – RELATO DE
José Carlos Corrêa da Cunha Filho, Luiz Fernando dos Reis Falcão, CASO - S45
Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, Rafael Amorim Ribeiro, Filipe de Alencar Matos, Henrique Zechlinski Xavier de Freitas,
Guinther Giroldo Badessa, Carina Fernandez Caio César Sampaio de Castro Nôleto, Roberta Parastchuk,
Geisa de Souza Oliveira Campanati
TLO1027 ANESTESIA PARABARIÁTRICA EM SUPEROBESOS - S42
Anderson Luis, Mili Freire Almeida Nascimento, Talita da Silva TLO163 ANESTESIA EM GESTANTE COM TAQUICARDIA
SUPRAVENTRICULAR REVERTIDA COM
TLO852 ASSOCIAÇÃO ENTRE OS PREDITORES DE VIA AÉREA METOPROLOL - S45
DIFÍCIL E DIFICULDADE NA INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL Benjamim Xavier Ramos, Sandra Fiegenbaum,
EM PACIENTES OBESOS SUBMETIDOS À GASTROPLASTIA Thadeu Emmerick Rangel, Assuero Florentino Bezerra Júnior,
REDUTORA NO HOSPITAL ANGELINA CARON - S42 Benedito Olímpio, Francisco Ricardo Marques Lobo
Emanuele Grizon da Costa, Emerson Alexandre Penteado de Carvalho,
Leonardo Luiz de Souza, Paula Moreira Yegros, TLO379 ANESTESIA EM GESTANTE MIASTÊNICA
Pedro Hahn Monteiro de Souza, Tiele Assis Rikimaru Caron COM PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE: RELATO DE CASO - S46
Vitor Tárcio de Queiroz Simão, Nely Marjollie Guanabara Teixeira,
TLP567 AVALIAÇÃO DO USO DE ANALGESIA José Carlos Rodrigues Nascimento,
CONTROLADA PELO PACIENTE COM FENTANIL Frederico Resende Azevedo Parreira, Tiêgo Rodrigues de Oliveira Pires,
ENDOVENOSO NO PÓS-OPERATÓRIO DE GASTROPLASTIA Aglais Gonçalves da Silva Leite
LAPAROSCÓPICA - S43
Dayane Gelenski, Manuela Danielski Niehues, Ney Bianchini, TLP841 ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA DE PACIENTE
Yara Grott, Ewerton Villa Fonseca COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO E HIPERTENSÃO
PULMONAR: RELATO DE CASO - S46
TLO1022 AVALIAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA DO EFEITO DA Rafaela Brasil e Silva Nunes, Cleóstenes Farias,
ANESTESIA GERAL LIVRE DE OPIOIDES VERSUS ANESTESIA Wagner de Paula Rogério, Cláudio Bustamante,
GERAL CONVENCIONAL EM OPERAÇÕES BARIÁTRICAS Luciana De Armond, Leopoldo Gonzales
VIDEOLAPAROSCÓPICAS - S43
Erivelton Neiva Rodrigues, Rodrigo de Lima e Souza, TLP001 ANESTESIA EM PACIENTE GESTANTE PORTADORA
Francisco Tadeu Mota Albuquerque, Daniel Nogueira Diniz, DE ANEMIA FALCIFORME E DHEG GRAVE – RELATO
Igor Neves Oliveira, Bruna Cândida Carvalho de Oliveira DE CASO - S46
Victor Cáppia, Luiz Antonio de Moraes,
TLO714 COMPARAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES PÓS- Carlos Eduardo Salgado Costa, Teófilo Augusto Araújo Tiradentes,
OPERATÓRIAS NA ANESTESIA GERAL LIVRE DE Marília do Carmo Dalbeto
OPIOIDES VERSUS ANESTESIA GERAL COM OPIOIDES EM
GASTROPLASTIA VIDEOLAPAROSCÓPICA - S43 TLO1010 ANESTESIA GERAL EM GESTANTE COM ROTURA DE
José Carlos Corrêa da Cunha Filho, Luiz Fernando dos Reis Falcão, HEMATOMA SUBCAPSULAR HEPÁTICO - S47
Carina Fernandez, Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, Alfredo Guilherme Haack Couto, Sofia Arruda de Lucena Rodrigues,
Rafael Amorim Ribeiro, Guinther Giroldo Badessa Isis Soares Roberti, Victhor Arthur Oliveira Matos,
Mariana Tonon Rosa, Christovan Rodrigues Silva
TLO922 COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS INTRAOPERATÓRIAS
EM PACIENTES OBESOS NO SERVIÇO DE ANESTESIA DE UM TLO215 ANESTESIA NA GESTANTE PORTADORA DE
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO QUATERNÁRIO - S44 NEUROFIBROMATOSE TIPO I – RELATO DE CASO - S47
Brunelise Brunet Diniz, Masashi Munechika, David Ferez, Flávio Francisco Vitale Neto, Patrícia Cristina Atihe,
Itamar Souza de Oliveira Júnior, José Luiz Gomes do Amaral, Gabriella Graziani Pioli, Henrique de Paiva Torres,
Luiz Fernando dos Reis Falcão Jacqueline Pinto Ventorin, Fernando Martinez Sanchez
VIII

TLO262 ANESTESIA NO CHOQUE HIPOVOLÊMICO EM TLO254 ASSOCIAÇÃO FENTANILA-BUPIVACAÍNA POR


PUERPÉRIO IMEDIATO - S48 VIA SUBARACNÓIDEA VERSUS BLOQUEIO DO PLANO
Thales Ricardo de Paula, Gabriel José Redondano de Oliveira, TRANSVERSO ABDOMINAL GUIADO POR ULTRASSOM PARA
Walter Luiz Ferreira Lima, Juliano Antonio Aragão Bozza, CONTROLE DA DOR PÓS-OPERATÓRIA EM CESARIANA - S52
Israel Lugli de Godoy, Tomás Gustavo Pires Taylor Brandão Schnaider, Leandro Cotrim, Antônio Mauro Vieira,
Allan Sousa Teles, Cristiano Dinato Dutra,
TLO685 ANESTESIA PARA CESÁREA EM GESTANTE COM Antônio Carlos Aguiar Brandão
HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA: RELATO DE CASO - S48
Aline Menezes Sampaio, José Carlos Rodrigues Nascimento, TLO124 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA DEXAMETASONA
Francisco de Lucena Cabral Júnior, Germana Medeiros Mendes, NA PROFILAXIA DE NVPO EM GESTANTES SUBMETIDAS
Francisco Diego Silva de Paiva, Rogean Rodrigues Nunes À CESARIANA SOB RAQUIANESTESIA: ENSAIO CLÍNICO
RANDOMIZADO DUPLAMENTE ENCOBERTO - S52
TLO899 ANESTESIA PARA CESÁREA EM PACIENTE Ruy Leite de Melo Lins Filho, Gabriela Ferreira Lima,
PORTADORA DE CARDIOPATIA NÃO COMPACTADA – RELATO Bruna Rietra Rio, Victor Macedo Lemos,
DE CASO - S49 Thiago Gadelha Batista dos Santos, Rossana SantAnna de Melo Lins

Anderson Luis Silva Amaral, Mili Freire Almeida Nascimento,


Talita da Silva Portugal, Sammer Victor de Almeida TLO014 AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DE NEURITE PERIFÉRICA
PÓS-ANALGESIA DE PARTO - S53
Gisele Passos da Costa Gribel, Cesar Augusto de Soares Nogueira,
TLO138 ANESTESIA PARA CESARIANA EM GESTANTE COM
José Eduardo Guimarães Pereira, Dayse dos Santos de Almeida,
MIOPATIA CENTRONUCLEAR: UM RELATO DE CASO - S49
Benjamin Zylberberg, João Luiz Oyarzabal Giotti
Guilherme Rocha Melo, Karolynne Myrelly O.B. Figueiredo Saboia,
Mônica Braga da Cunha Gobbo, Renata de Paula Lian,
TLO231 BLOQUEIO DO GÂNGLIO ESFENOPALATINO COMO
Guilherme Portiolli Zocal, Kauê Silva Rossetto,
ALTERNATIVA TERAPÊUTICA PARA CEFALEIA PÓS-PUNÇÃO
DE DURA-MÁTER EM PUÉRPERA - S53
TLO540 ANESTESIA PARA CESARIANA EM GESTANTE COM
Gabriela Pires dos Santos, Mailson Roberto da Cruz,
NARCOLEPSIA: RELATO DE CASO - S49
Elias Varela Bechara, Gisela Ferraz Lopes,
Filipe Lugon Moulin Lima, Vanessa Henriques Carvalho,
Bruno Carvalho Cunha de Leão
Maria José Nascimento Brandão, Celina Chen,
Andréa Paula Ferreira Rosa Lecznieski,
TLP665 BLOQUEIO DO PLEXO BRAQUIAL GUIADO
Angélica de Fátima de Assunção Braga
POR ULTRASSONOGRAFIA EM GESTANTE EM USO DE
ANTIAGREGANTE - S53
TLO296 ANESTESIA PARA CESARIANA EM GESTANTE
Carolina Moreno Fernandez,
PORTADORA DE MALFORMAÇÃO ARNOLD-CHIARI TIPO I - S50
Sayuri Kawamura Barcellos de Albuquerque,
Taylor Brandão Schnaider, Cristiano Dinato Dutra, Cynthia de Oliveira Rego, Bruno Mendes Carmona,
Paulo Junior Ribeiro Garcia, Thaína Alessandra Brandão, Artur Abel Tavares Fernandes Cavaco, Luis Paulo Araújo Mesquita
Antônio Mauro Vieira, Antônio Carlos Aguiar Brandão
TLP921 BLOQUEIO NEUROMUSCULAR PROLONGADO EM
TLO224 ANESTESIA PARA CESARIANA EM PACIENTE COM GESTANTE COM ECLÂMPSIA RECEBENDO SULFATO DE
CARDIOMIOPATIA PERIPARTO - S50 MAGNÉSIO - S54
Ricardo Pinto Lobato Lopes, Edvaldo Casoti Júnior, Amanda Bernardes Lourenço Barbosa, Sérgio Renato Araújo Freitas,
Estevan Rosseto de Souza, Glauber Rocha Peclat, Natália Vieira, Bruno Carvalho Cunha de Leão, Thiago Almeida Brasileiro,
Rafaela Claudino de Freitas Samuel Reis da Silva, Rodrigo Dutra Porto

TLO149 ANESTESIA PARA CESARIANA EM PACIENTE COM TLO901 BLOQUEIO SUBARACNÓIDEO ALTO EM GESTANTE - S54
CRISE TIREOTÓXICA E HIPERTENSÃO PULMONAR SEVERA: Thiago Almeida Brasileiro, Amanda Bernardes Lourenço Barbosa,
RELATO DE CASO - S51 Tainã Medeiros Versiani Ribeiro Matos,
Lauro d’Ávila Silveira Barreto, Victor Sampaio de Almeida, Bruno Carvalho Cunha de Leão, Helena Araujo Damasceno,
Catarina Maria de Sena, Edmilson Barbosa Nogueira Neto, Felipe Pinheiro Bottrel
Letícia Bulhões Guimarães, Lilian Cibele Pereira Gomes
TLO083 COMPARAÇÃO DOS EFEITOS HEMODINÂMICOS
TLO322 ANESTESIA PARA LAPAROTOMIA EXPLORATÓRIA DA RAQUIANESTESIA FEITA NA POSIÇÃO SENTADA OU EM
SECUNDÁRIA À GRAVIDEZ ECTÓPICA ABDOMINAL ROTA – DECÚBITO LATERAL ESQUERDO EM GESTANTES SUBMETIDAS
RELATO DE CASO - S51 À CESARIANA - S55
Paula Veriato Zenaide, Renata Sofia Guimarães, Vanessa Nóbrega Cavalcanti, Raphaella Amanda Maria Leite Fernandes,
Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso, Ricardo Almeida de Azevedo, Sérgio Veloso da Silveira Menezes, Emmanuel Victor Magalhães Nogueira,
José Admirço Lima Filho, Samyr Lopes Arruda Carneiro Suzana Marine Duarte Martins Dourado, Mariana Carla Porto Cabral
IX

TLP643 COMPLICAÇÃO PÓS-ANESTESIA EPIDURAL PARA TLP161 HEMORRAGIA PÓS-PARTO – RELATO


CESARIANA - S55 DE CASO - S59
Matheus Leandro Lana Diniz, Lucas Rodrigues de Castro, Tania Cursino de Menezes Couceiro,
Samuel Reis da Silva, Cloves Alves Moutinho Júnior, Roberto de Oliveira Couceio Filho,
Cláudio Henrique Corrêa, Walkiria Wingester Vilas Boas Vaniely Kaliny Pinheiro de Queiroz, Mário Pereira Coutinho Júnior,
Marcelo Neves Silva, Joyce Mendes Soares
TLP840 CRISE CONVULSIVA EM CESARIANA PORTADORA
DE LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO E SÍNDROME DA TLO556 HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA EM GESTANTE:
ENCEFALOPATIA POSTERIOR REVERSÍVEL: RELATO DE RELATO DE CASO - S59
CASO - S56 Aline Menezes Sampaio, José Carlos Rodrigues Nascimento,
Ozita Lamara Lobo Ferreira, Hugo Henrique Coutinho Lima, Francisco de Lucena Cabral Junior, Germano Pinheiro Medeiros,
Williams Barbosa Melo, Bruno Mendes Carmona, Cristiane Gurgel Lopes, Denise Medeiros Pontes,
Antonio Jorge Ferreira da Silva Júnior, Bruno Oliveira de Matos Aline Menezes Sampaio

TLO027 DOENÇA DE VON WILLEBRAND E CESARIANA: TLP040 INVERSÃO UTERINA APÓS PARTO NORMAL - S60
RELATO DE CASO - S56 Jean Beltoso Sena, Raphael de Freitas Silva,
Maria Manuela Martins Rolim , Rafael Peterson Soares Santos, Luiz Guilherme Villares da Costa
Renata Maria Bueno Oiticica, Roberta Ribeiro Marques Brandão,
Cláudio Abrantes de Lacerda Almeida, TLO106 LESÃO PULMONAR AGUDA EM PUÉRPERA APÓS
Guaracy Cavalcante de Albuquerque TRANSFUSÃO DE HEMODERIVADOS - S60
Charles Almeida da Luz, Estêvão Luiz Carvalho Braga,
TLO674 DUPLO BLOQUEIO PARA CESARIANA EM GESTANTE Paulo Alipio Germano Filho, Mara Lilian Périco Jordão,
COM ESTENOSE AÓRTICA SEVERA - S56 Carlos Eduardo Lopes Nunes, Núbia Verçosa Figueirêdo
Josiani dos Santos Garcez, Tayalles Tavares Leite,
Jamille Ferreira Leandro, Max Naves Lemes, TLO946 MANEJO ANESTÉSICO EM CESARIANA DE PACIENTE
Thiago Victor Sousa Chagas, Fernanda Paula Cavalcante PORTADORA DE TROMBOFILIA E PLACENTA PRÉVIA TOTAL - S61
Caroline Dias Lima, Cleber Wagner de Carvalho,
TLO362 EDEMA AGUDO DE PULMÃO DURANTE CESARIANA EM Naira Emy Oliveira Taketomi, Reginaldo Tavares Virgínio Filho,
GESTANTE PORTADORA DE ESTENOSE MITRAL GRAVE - S57 Felipe Souza Thyrso de Lara, Celso Schmalfuss Nogueira
Andreia Santos Cardoso, Maize Cordeiro de Melo,
Fernanda Rebouças Botelho, Fabiano Soares Carneiro,
TLP289 MANEJO ANESTÉSICO EM GESTANTE COM
Lucas Rodrigues de Castro, Marcela Lopes de Oliveira
CARDIOPATIA DESCOMPENSADA – RELATO DE CASO - S61
Mariah Fontes de Faria Brito Colnago Soares
TLP827 EMBOLIA AMNIÓTICA DURANTE CESARIANA:
RELATO DE CASO - S57
TLO936 MANEJO ANESTÉSICO PRECOCE DO CHOQUE
Dayane Giostri Cardoso Rampinelli, Rosana Cardoso Magalhães,
HIPOVOLÊMICO NA ATONIA UTERINA - S62
Marcia da Silveira Charneca Vaz, Leandro Cardoso de Lima,
Débora Bonato, Renan Muralho Pereira, Julio Faller,
Márcio Carneiro Vieira, Fabio dos Santos Cosso Martins
Ronaldo Antonio da Silva

TLO150 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OPIOIDES


INTRATECAL E BLOQUEIO DO PLANO TRANSVERSO TLP703 MANEJO PERIOPERATÓRIO DE PLACENTA INCRETA
ABDOMINAL GUIADO POR ULTRASSOM PARA ANALGESIA PÓS-CURETAGEM - S62
PÓS-CESARIANA - S58 Marilia da Silva Faria de Macedo, Carlos Darcy Alves Bersot
Taylor Brandão Schnaider, Manuel Gouvêa Otero Y. Gomez,
Pedro Faria de Oliveira, Thaína Alessandra Brandão, TLO295 MORFINA ASSOCIADA À BUPIVACAÍNA POR
Antônio Mauro Vieira, Antônio Carlos Aguiar Brandão VIA SUBARACNÓIDEA VERSUS BLOQUEIO DO PLANO
TRANSVERSO ABDOMINAL GUIADO POR ULTRASSOM PARA
TLO279 EXIT-SÍMILE: DESAFIOS ANESTÉSICOS ANALGESIA PÓS-OPERATÓRIA EM CESARIANA - S62
Raphael Silva Bonelle, Soraia Menezes Genelhú, Taylor Brandão Schnaider, Rodrigo Alvares Paiva Macedo,
Lays Ignacia AltoéLopes, Celia Diniz Lima Gr, Alice Amorim Pereira Leandro Cotrim, Beatriz Moser de Souza, Thaína Alessandra
Brandão, Antônio Carlos Aguiar Brandão
TLP300 GESTANTE A TERMO USUÁRIA DE CRACK COM
INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA, MANEJO TLO359 O PAPEL DO ROTEM® NO MANEJO PEROPERATÓRIO
ANESTÉSICO - S58 DE GESTANTE PORTADORA DE PTI - S63
Douglas Soares Pereira, Vagner Bonanni Nunes,
Rodolfo Ragnolli Perez, Josie de Kátia Grizo Criscuolo Miksche, Daniel Vieira de Queiroz, Bianca Lopes Loures de Castro,
Christiano Montenegro Fonseca Gustavo Guimarães Torres, Samantha Ceccon Camargo de Castro
X

TLP012 OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: DA AVALIAÇÃO TLP630 ANALGESIA CONTROLADA PELO PACIENTE APÓS
PRÉ-ANESTÉSICA À SEGURANÇA NA ANESTESIA PARA O ARTRODESE DE NOVE NÍVEIS DA COLUNA TORACOLOMBAR - S67
PARTO CESÁREO - S63 Felipe Rodrigues Braz, Fernando Cássio do Prado Silva,
Gisele Passos da Costa Gribel, Dayse dos Santos de Almeida, Alexandre de Menezes Rodrigues, Demócrito Ribeiro de Brito Neto,
Bruno Romualdo e Silva, André Teixeira Souza Stehling, Amanda Corrêa Vidica, Bruno Oliveira Lamberti
José Eduardo Guimarães Pereira, Camille Cardoso Nielsen
TLO493 ANÁLISE DA SOBREVIDA DE PACIENTES ACIMA DE 45
TLO929 PERIDURAL EM GESTANTE EM STATUS ASMÁTICO – ANOS SUBMETIDOS A CIRURGIAS DE QUADRIL EM HOSPITAL
RELATO DE CASO - S64 UNIVERSITÁRIO - S67
Anderson Luis Silva Amaral, Talita da Silva Portugal, Rodrigo Moreira e Lima, Letícia Dalla Vecchia Grassi,
Mili Freire Almeida Nascimento, Sammer Victor de Almeida André Moreira Fogaça de Souza, David Nicoletti Gumieiro, Manuela
Campelo Carvalhal, Lais Helena Navarro e Lima
TLP475 RAQUIANESTESIA PARA CESARIANA EM PACIENTE
COM ARTROGRIPOSE MÚLTIPLA CONGÊNITA - S64
TLO349 ANÁLISE SOBRE A EPIDEMIOLOGIA E MORTALIDADE
Natália Vieira, Glauber Rocha Peclat, Rafaela Claudino de Freitas,
DA FRATURA PROXIMAL DE FÊMUR EM IDOSOS: UM ESTUDO
Ricardo Pinto Lobato Lopes, Edvaldo Casoti Júnior,
RETROSPECTIVO - S68
Octacílio Prata Calixto
Rodrigo Nolasco de Souza, Jorge Hamilton Soares Garcia,
Maurício Sperotto Ceccon, Eduardo Silva Freire,
TLP725 RAQUIANESTESIA PARA GESTANTE
Matheus Nilton Bernardi do Prado, André Dajori Ronchi
ACONDROPLASIA - S64
Leonardo Giovani de Jesus, José Alcindo Gil, Ana Cláudia Abdo Lopes,
Fabrício Hiroshi Ozomo TLO287 ANESTESIA COMBINADA PARA ARTROPLASTIA DE
QUADRIL EM PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DE
TLO944 Relato de caso: ANESTESIA EM CESÁREA FRAÇÃO DE EJEÇÃO REDUZIDA - S68
DE PACIENTE PORTADORA DE NANISMO Kleber Jordão de Souza, Thiago Zampari Ferreira,
ACONDROPLÁSICO - S65 Maurício Miranda Ribeiro, Marcelo Souza Xavier
Lívia Gaspar Tosato, Arthur Konishi Alves
TLO657 ANESTESIA PARA TRATAMENTO CIRÚRGICO
TLP1019 UTILIZAÇÃO DE BLOQUEIO DO PLANO DE OSTEOMIELITE COXOFEMORAL EM IDOSA COM
TRANSVERSO DO ABDOME EM CESARIANA COM ANESTESIA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA GRAVE - S69
GERAL - S65 Felipe Rodrigues Braz, Thiago Rodrigues Braz,
Renan Muralho Pereira, Talison Silas Pereira, Julio Faller, João Paulo Jordão Pontes, Fernando Cássio do Prado Silva,
Mirian Gomes Barcelos, Daniel Moreira Grazia da Silva, Nubia Rodrigues Batista, Alexandre de Menezes Rodrigues
Ronaldo Antonio da Silva
TLP1015 BENEFÍCIOS DO BLOQUEIO PLEXO LOMBAR VIA
POSTERIOR EM CIRURGIAS DE ARTOPLASTIA TOTAL DE
XIII) Anestesia em Oftalmologia QUADRIL EM UMA ABORDAGEM MULTIMODAL – RELATO DE
CASO - S69
TLO355 ANESTESIA PARA CIRURGIA VITREORETINIANA NA Francisco de Lucena Cabral Júnior, Anderson da Silva Costa,
VIGÊNCIA DE TRATAMENTO COM CLOPIDOGREL - S66
Jennifer de Melo Rocha, Felipe Nobre Muniz,
José Roberto de Rezende Costa, Marcelo de Paula Passos, Tiêgo Rodrigues de Oliveira Pires, Victhor Castelo Branco Chaves
Lucas Araújo Soares, Márcio Placedino Martins,
Gustavo Carlos Heringer, Mário Carlos Alves Ribeiro
TLO320 DETECÇÃO DE ÊMBOLOS INTRACARDÍACOS POR
ECOCARDIOGRAMA TRANSTORÁCICO INTRAOPERATÓRIO EM
TLO294 BLOQUEIO OFTALMOLÓGICO EPISCLERAL MODIFICADO
ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO – RELATO DE CASO - S69
EM PORTADOR DE DEFICIÊNCIA DE PROTEÍNA S - S66
Barbara Moura Carrasco, Thiago de Vito Rabelo,
Marcelo Bueno Ferreira, Jaqueline Costa Reis,
Carla Soares Meireles, Amanda Rodrigues Tirapani Diniz,
Daniel Espada Lahoz, Carolina Baeta Neves Duarte Ferreira
Rodrigo Machado Saldanha, Cristina Ribas Florentino

XIV) Anestesia em Ortopedia TLO292 EFEITO DA DEXAMETASONA, DA ONDANSETRONA


OU DO PLACEBO NA QUALIDADE DA RECUPERAÇÃO APÓS A
TLO133 AMPUTAÇÃO DE MEMBRO INFERIOR EM PACIENTE ADMINISTRAÇÃO DE MORFINA INTRATECAL EM PACIENTES
CARDIOPATA GRAVE: UMA ABORDAGEM DE BLOQUEIO SUBMETIDOS À CORREÇÃO CIRÚRGICA DE FRATURAS DE
GUIADA POR ULTRASSONOGRAFIA - S66 MEMBROS INFERIORES - S70
Marco Túlio Froes Duarte, Helena Araujo Damasceno, Miguel Antonio Teixeira Ferreira, Eduardo Toshiyuki Moro,
Luciana de Souza Cota Carvalho Laurentys, Renyer dos Santos Gonçalves, Cristiane Ferreira da Silva,
Bruno Carvalho Cunha de Leão, Anamaria Ruiz Combat Tavares Roberta Costa Vargas, Samira Joverno Calil
XI

TLP950 EMPREGO DAS ESCALAS DE WILSON, ARNÉ E TLP741 INTUBAÇÃO COM VIDEOLARINGOSCÓPIO EM
EL GANZOURI PARA AVALIAÇÃO DA VIA AÉREA DIFÍCIL: PACIENTE PEDIÁTRICO COM VIA AÉREA DIFÍCIL POR
VERIFICAÇÃO DO VALOR PREDITOR - S70 CISTO TIREOGLOSSO EM BASE DA LÍNGUA: RELATO
Antônio Fernando Carneiro, Tolomeu Artur Assunção Casali, DE CASO - S74
Felipe Bufaical Rassi Carneiro, Muriel Pires e Silva, Tobias Fidêncio dos Reis, Helena Berriel, Ricardo Shigueo Iquejiri
Daniela Agra de Castro
TLO654 MEMBRANA LARÍNGEA CONGÊNITA: UM DESAFIO AO
TLO280 IMPLICAÇÕES ANESTÉSICAS DA SÍNDROME DE ACESSO DE VIA AÉREA - S74
FREEMAN-SHELDON NA CIRURGIA DE RECONSTRUÇÃO Karina Seixas Garcia, Leandro de Carvalho Lixa, Lívia Berti Ramos,
LIGAMENTAR - S71 Pamela Soares Correa
Thatiana Lips da Silva, Luiz Felippe Carvalho Guerreiro,
Mauren Cantarelli Noal, Carla Valeria Rocha Ramos Giorgetta TLO663 REINTUBAÇÕES REPETIDAS EM PACIENTE COM
GRANULOMA LARÍNGEO E QUELOIDE: RELATO DE CASO - S75
TLO308 INTERVENÇÃO PRECOCE PARA PREVENÇÃO Daniel Cordeiro da Silva, Christiane Rodrigues da Silva,
DE INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA EM PACIENTE Julio Adriano da Rocha Carvalho, Marcelo Miguel Brito de Oliveira,
COM RABDOMIÓLISE POR ESMAGAMENTO: RELATO Renê Alves Moura Cavalcanti
DE CASO - S71
Johnny da Silva, Fernanda Lourenço Furigo,
Fábio Luis Ferrari Regatieri, Marcelo Ribeiro de Magalhães
Queiroz, Vanessa Ramalho de Brito, Daniel Varoni Schneider XVI) Anestesia em Pediatria
TLO943 MANEJO ANESTÉSICO DE PACIENTE PORTADOR TLP157 ANESTESIA EM CRIANÇA PORTADORA DE DOENÇA DE
DA SÍNDROME DE RENDU-OSLER-WEBER EM CIRURGIA DE CHARCOT MARIE TOOTH – RELATO DE CASO - S75
ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO: RELATO DE CASO - S72 Camilla Oliveira Lima, Louise Farias Brito, Maria Célia Costa,
Allan Rafael dos Santos Tavares, Thayane Karine Verçosa da Silva, Gustavo Coser, Mário Pereira Coutinho Júnior,
Wagner de Paula Rogério, Mozer da Silva Campos, Tania Cursino de Menezes Couceiro
Adélia Rego Corrêa Meninéa, Rafaela Rodrigues Calado
TLO796 ANESTESIA EM LACTENTE ACONDROPLÁSICO PARA
GASTROSTOMIA COM FUNDOPLICATURA - S75
Ana Maria Neiva de Menezes, Jéssica de Bem Marques da Silva,
XV) Anestesia em Otorrinolaringologia
Alberto Esteves Gemal, Saulo Marcel Diaz Henriquez,
TLO683 ABORDAGEM DE VIA AÉREA EM PACIENTE COM Fernanda Martins Loureiro, Patricia Pinheiro de Toledo Werneck
LESÃO VEGETANTE OBSTRUTIVA EM PREGA VOCAL
SUBMETIDO À MICROCIRURGIA DE LARINGE - S72 TLP972 ANESTESIA EM NEUROBLASTOMA COM
Débora Oliveira de Souza, Leandro José Fonseca Miranda Ribeiro, INVASÃO EXTENSA DE CANAL VERTEBRAL TORÁCICO E
Mariana de Oliveira Alencar Queiroz, Simone Soares Leite, COMPROMETIMENTO VENTILATÓRIO - S76
Rodrigo Pereira Diaz André Fernanda dos Santos Oliveira, Flávio Coelho da Silva,
Alessandra de Carvalho Ministro, Alessandra Levy Antoniazzi,
TLP070 ANESTESIA GERAL EM PACIENTE PORTADOR Gustavo de Carvalho Pugliesi, João Manoel da Silva Junior
DE PAPILOMATOSE LARÍNGEA COM INSUFICIÊNCIA
RESPIRATÓRIA - S73 TLO371 ANESTESIA EM PACIENTE PEDIÁTRICA COM
Daniela Chinelato Marcelino, Luiz Felipe de Souza Tiburzio Megale, NEFROBLASTOMA DE ESTÁGIO IV - S76
Mônica Braga da Cunha Gobbo, Letícia Aparecida Ferreira, Eduardo Campos Braga, Bruno Farah Alvarenga,
Bárbara Monteiro Moreira, Luísa da Cunha Gobbo, Gabriella Christiane Heuer Guimarães, Leonardo Neves Santana,
Karolynne Myrelly O.B. Figueiredo Saboia José Osiel de Almeida

TLP249 IGNIÇÃO DE TUBO ENDOTRAQUEAL DURANTE TLP108 ANESTESIA EM PACIENTE PEDIÁTRICO COM
MICROCIRURGIA DE LARINGE A LASER - S73 MASSA MEDIASTINAL ANTERIOR - S77
Celso Schmalfuss Nogueira, Caroline Dias Lima, Rafael dos Santos, Alessandra Levy Antoniazzi,
Felipe Souza Thyrso de Lara, Diego Trindade de Almeida, Alessandra de Carvalho Ministro, Amanda Giraldi Maryama,
Joice Dayane Tavares, Cleber Wagner de Carvalho Gustavo Carvalho Pugliesi, Jonas Jorge Junior

TLO823 INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA PÓS- TLP967 ANESTESIA OPIOID-SPARING EM CRIANÇA COM
EXTUBAÇÃO EM PACIENTE COM VIA AÉREA DIFÍCIL HIPERSENSIBILIDADE AO LÁTEX E MIELOMENINGOCELE - S77
SUBMETIDO À MICROCIRURGIA DE LARINGE - S73 Flávio Amim Abrahão, Frederico Pessanha Pereira Nunes Junior,
Alice Alheira Meira, Maria das Graças P.R. Fontenelle, Caroline Dias Lima, Cleber Wagner de Carvalho,
Fátima Carneiro Fernandes, Glauber Gouvêa Diego Trindade de Almeida, Alfeu José Dal Ri
XII

TLO079 ANESTESIA PARA HERNIORRAFIA INGUINAL TLP637 MANEJO ANESTÉSICO DAS CRIANÇAS SUBMETIDAS À
VIDEOASSISTIDA MINIMAMENTE INVASIVA EM CRIANÇAS SOB RADIOTERAPIA: REALIDADE DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA
VENTILAÇÃO ESPONTÂNEA - S78 EM ONCOLOGIA - S81
Beatriz Régis Machado, Adriel Franco de Mattos, Caio Funck Colucci, Vinicius Heurich, Joana Zulian Fiorentin,
Marcio Lopes Miranda, Luis Henrique Cangiani, Flávio Maia Castilho Roberto Henrique Benedetti, Breno José Santiago Bezerra de Lima,
Rodolfo de Pinho Paes Barreto, Aline Costa
TLO932 ANESTESIA PARA PACIENTES EM USO DE CANNABIS
SATIVA: RELATO DE CASO - S78 TLO831 MANEJO ANESTÉSICO E DESAFIOS PERIOPERATÓRIOS
Evelyn Holanda Vasconcelos, Ítalo Martins Formiga,
PARA CIRURGIA DE SEPARAÇÃO DE GÊMEOS
TORACO-ONFALÓPAGOS: RELATO DE CASO - S82
Maria de Lourdes de Almeida P.M. Marques,
Márcia Adriana Dias M. Moreira Milton Halyson Benevides de Freitas, Maria Celia Ferreira da Costa,
Douglas Kaíque de Oliveira Lopes, Ivynny Caroline França de Oliveira,
Marina Carvalho de Gusmão Pereira
TLO718 BLOQUEIO DO QUADRADO LOMBAR EM CRIANÇA
PARA ANALGESIA PÓS-OPERATÓRIA DE CIRURGIA DE
TLP846 MANEJO ANESTÉSICO EM CORREÇÃO CIRÚRGICA
DERIVAÇÃO BILIODIGESTIVA - S78
DE CLOACA EM PEDIATRIA: RELATO DE CASO - S82
Ana Luiza Castro da Cruz, Diogo Barros Florenzano de Sousa,
Maria Moreno Braga, Lorena Jrege Arantes,
Pedro Paulo Kimachi, Diogo Rodrigues dos Santos
Beatriz Lemos da Silva Mandim,
Paulo Ricardo Rabello de Macedo Costa, Roberto Araújo Ruzi
TLO793 COMPARAÇÃO ENTRE MIDAZOLAM E ASSOCIAÇÃO
MIDAZOLAM/CETAMINA NO PRÉ-ANESTÉSICO EM CRIANÇAS - S79 TLO414 MANEJO ANESTÉSICO EM PACIENTE PEDIÁTRICO
Luciana Cavalcanti Lima, Camilla Oliveira Lima, COM SÍNDROME DO CORAÇÃO ESQUERDO HIPOPLÁSICO -
Carla Renata Gomes Brito, Iale Tarcyla Souza Parízio, RELATO DE CASO - S83
Giovana Barros e Silva Ribeiro, Julia Nery da Fonseca Francisco Ricardo Marques Lobo, Eneida Maria Vieira,
Carolina de Oliveira Sant’anna, Camila Vioto, Débhora Dayanne
TLP980 DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA GRAVE APÓS Tres, Isabela Scárdua Frizzera Gonçalves
RAQUIANESTESIA EM PACIENTE PEDIÁTRICO SUBMETIDO À
CIRURGIA DE HIPOSPÁDIA - S79 TLO459 MANEJO DA VIA AÉREA EM CRIANÇA COM
Rayanne Mendes Guerra, Márcia Adriana Dias M. Moreira, AGENESIA DE NARINA E VIA AÉREA DIFÍCIL: RELATO
Juliano Teles de Vasconcelos, Alana Vital Nazianzeno DE CASO - S83
Rodrigo Thadeu Cei Pedroso, Keyla Adriana Gadelha Dias Martins,
TLP211 ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO PARA AVALIAÇÃO Giordana Oliveira Rotella, Antonio Jorge Ferreira da Silva Júnior,
DOS REFLEXOS LARÍNGEOS NA EXTUBAÇÃO TRAQUEAL DE Bruno Mendes Carmona, Arthur Abel Cavaco
CRIANÇAS SOB CAM-ACORDADO - S80
Ana Patrícia Santos de Oliveira, Cátia Sousa Govêia, TLP144 OBESIDADE EM CRIANÇAS SUBMETIDAS À
Luís Cláudio de Araújo Ladeira, Victor Guilherme Bittar Souto, ANESTESIA - S83
Alene Cunha do Nascimento, Gabriel Magalhães Nunes Guimarães Euler de Morais Albuquerque, Carlos Emerson Borges Silva,
Jairo Libório Dourado Reis, Thiago de Oliveira Costa,
Tânia Cursino de Menezes Couceiro, Luciana Cavalcanti Lima
TLO048 ENTEROCOLITE NECROSANTE EM RECÉM-NASCIDO
PORTADOR DE CARDIOPATIA CONGÊNITA COMPLEXA - S80
TLO885 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA EM ATIVIDADE
Israel Lugli de Godoy, Gabriel José Redondano de Oliveira,
ELÉTRICA SEM PULSO SECUNDÁRIO À ANAFILAXIA EM
Thiago Romanelli Ribeiro, Walter Luiz Ferreira Lima,
PACIENTE PEDIÁTRICO - S84
Thales Ricardo de Paula, Tomás Gustavo Pires
Daniel Dongiu Kim, Bruno Tose Gonçalves Barbosa,
Ana Carolina Lombardi, Mauro Henrique Junior,
TLO569 HEMIESFERECTOMIA FUNCIONAL PRECOCE PARA Maíra Bagodi Batista da Silva
TRATAMENTO DA HEMIMEGALOENCEFALIA ASSOCIADA À
EPILEPSIA REFRATÁRIA - S80 TLO062 PRÉ-ANESTÉSICO EM CRIANÇAS COM
Marina Ferreira Guimarães, Maria Amélia Neves, MIDAZOLAM VERSUS ASSOCIAÇÃO MIDAZOLAM E
Izabela Magalhães Campos, Fernanda Vilela Dias, CETAMINA EM DIFERENTES DOSES: OBSERVAÇÃO
Fernando Hernandes de Meneses, Paula de Siqueira Ramos CLÍNICA - S84
Regis Borges Aquino, Maria Cristina Smania, Marcos Dias da Silva,
TLP102 HIPERTERMIA MALIGNA EM PACIENTE PEDIÁTRICO Simone Duarte Brose
COM DEFICIÊNCIA DE COENZIMA Q10: A IMPORTÂNCIA DO
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO PRECOCES - S81 TLP006 PREDITORES DE VIA AÉREA DIFÍCIL EM PEDIATRIA.
Bruno Tecles Brandão de Oliveira, Nathalia Magalhães Fonseca, RELATO DE CASO - S85
Francisco Drummond Lima, Andréa Silva Santos, Ítalo Pires Gomes, José Fernando Amaral Meletti,
Gustavo de Paula Tofani, Rodrigo Bernardes de Oliveira Reinaldo Vargas Bastos Miranda
XIII

TLO298 RELATO DE CASO DE HIPERTERMIA TLP638 EMBOLIA GASOSA POR CO2 APÓS TIREOIDECTOMIA
MALIGNA - S85 POR VÍDEO (TÉCNICA TRANSORAL) - S89
Marcele Morais Dorneles, Gabriela Belladona, Henrique Marques, Vagner Cavalcanti de Albuquerque, Antonio Tiago G. de Albuquerque,
Marilio Jose Flach, Marcelo Otto, Ricardo Coradini Abdala Alexandre Dubeux Dourado, Cecílio Pereira Lima,
Jefferson Trigueiro Neto, Eduardo Felipe de Carvalho Chaves
TLP1024 TROCA VALVAR EM PACIENTE PORTADOR DE
MUCOPOLISSACARIDOSE - S86 TLP454 ENFISEMA SUBCUTÂNEO MACIÇO E HIPERCAPNIA
Lucas Hemétrio Lazarini, Tiago Cordeiro de Macedo, DURANTE GASTRECTOMIA E COLECISTECTOMIA
Cláudia Helena Ribeiro da Silva
VIDEOLAPAROSCÓPICA: RELATO DE CASO - S89
Nazel Oliveira Filho, Priscilla Teixeira Costa, Herlon Mendes da Silva
TLO146 TUBO ENDOTRAQUEAL COM BALONETE EM
CRIANÇAS ABAIXO DE 8 ANOS: ESTAMOS MUDANDO ESSE TLO315 ESTUDO CLÍNICO RANDOMIZADO QUE COMPARA
PARADIGMA? - S86 A EFICÁCIA ENTRE A ANALGESIA INFILTRATIVA COM
ROPIVACAÍNA E O USO ENDOVENOSO DA NALBUFINA PARA
Bárbara Maria Figueiredo de Pontes Souza,
CONTROLE DA DOR PÓS-OPERATÓRIA DA COLECISTECTOMIA
Raphaella Amanda M. L. Fernandes, Jayme Marques dos Santos
VIDEOLAPAROSCÓPICA - S90
Neto, Flávia Augusta de Orange L. da F. e Silva, Julia Maria de
Flávio Andrade de Avelar, Thais Morato Menezes,
Lima, Teresa Monte de Hollanda Fernandes
Wanderson Penido da Costa, Rodrigo de Lima e Souza,
Gláucio Grégori Nunes Bomfá, Marcela Aparecida Corrêa Martins

XVII) Anestesia em Procedimentos TLO669 ESTUDO PILOTO SOBRE ALTERAÇÃO DA


Ginecológicos CONFORMAÇÃO DO DIAFRAGMA EM PACIENTE SUBMETIDO À
CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA. - S90
TLO582 INTOXICAÇÃO HÍDRICA DURANTE Fabrício de Paula Leite Battisti, David Ferez, Masashi Munechika,
VÍDEO-HISTEROSCOPIA CIRÚRGICA PARA MIOMECTOMIA - S86 Itamar Souza de Oliveira Junior, José Luiz Gomes do Amaral,
Luiz Roberto Morais de Meira, Bruno Oliveira Lamberti, Luiz Fernando dos Reis Falcão
Fernando Cássio do Prado Silva, Demócrito Ribeiro de Brito Neto,
Rodrigo Rodrigues Alves, Amanda Corrêa Vidica TLO265 LIMITAÇÕES DA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA, O
PACIENTE IDOSO E SUAS COMPLICAÇÕES: RELATO DE CASO
TLP537 USO DE PALONOSETRON NA PREVENÇÃO DE NÁUSEA DE ENFISEMA SUBCUTÂNEO EXTENSO - S90
E VÔMITO NO PÓS-OPERATÓRIO DE HISTERECTOMIA - S87 Victor Cáppia, Marcelo Camargo Costa Faria,
Teófilo Augusto Araújo Tiradentes, Marília do Carmo Dalbeto,
Yara Grott, Jean Abreu Machado,
Mariana Akashi Miranda, Lucas Giurizatto Rodrigues
Maria Eduarda Angelo de Mendonça Fileti, Laura Martins Giraldi,
Lalucha Mazzucchetti
TLP691 QUEDA SÚBITA DE VALORES DE ÍNDICE
BISPECTRAL DURANTE ANESTESIA PARA HEPATECTOMIA
VIDEOLAPAROSCÓPICA - S91
XVIII) Anestesia em Videolaparoscopia Nubia Rodrigues Batista, Rodrigo Rodrigues Alves,
Fernando Cássio do Prado Silva, Mateus Meira Vasconcelos,
TLP787 ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS SOBRE ALTAS Alexandre de Menezes Rodrigues, Luiz Gustavo de Menezes Rodrigues
PRESSÕES DE PNEUMOPERITÔNIO - S87
Guilherme Valle de Oliveira, Mariana Pessoa Diniz, TLP025 RESSECÇÃO VIDEOLAPAROSCÓPICA DE
Cassiano Franco Bernardes, Paulo Antonio de Mattos Gouvêa, FEOCROMOCITOMA EM PACIENTE COM TUMOR BILATERAL:
Eliana Cristina Murari Sudré, Erick Freitas Curi RELATO DE CASO - S91
Amanda Engers de Oliveira, Luiz Cesar Anzoategui,
TLP679 BRONCOESPASMO EM PACIENTE NÃO ASMÁTICA Luiz Gustavo Orlandi de Sousa
CANDIDATA À COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA
ELETIVA: UM RELATO DE CASO - S88
Thaís Carlos de Souza, Marcelo Pena Moreira de Oliveira, XIX) Anestesia para Cirurgia de Cabeça e
Bruno Serra Guida, Karen Amaral Faria,
Filipe de Azevedo Teixeira Reis, Aline Ladeira Lavorato Solano
Pescoço
TLO671 ABORDAGEM PRÉ-OPERATÓRIA MULTIDISCIPLINAR
TLO631 COMPLICAÇÕES EM VIDEOLAPAROSCOPIA - S88 EM PACIENTE ONCOLÓGICO COM INFARTO DO MIOCÁRDIO
João Ghabriel do N. de Lucena Gonçalves, RECENTE - S92
Patrick Augusto Gama Lima de Oliveira, Márcio de Pinho Martins, Tayalles Tavares Leite, Francisco Israel Araújo Costa, Aline Maia Rocha,
Fernando de Carvalho Corrêa, Fernanda Carvalho Maciel, Cláudia Regina Fernandes, Fernanda Paula Cavalcante,
Magno Moraes Queiroz Rodrigo José Alencar de Castro
XIV

TLO347 ANALGESIA EM PACIENTE COM SÍNDROME DE TLP486 VIA AÉREA DIFÍCIL EM PACIENTE COM BÓCIO
STEINERT - S92 MERGULHANTE - S96
Marina Minari, Renata Rodrigues Madrigano, Fred Assunção, Mário Henrique Almeida de Assis, Bruno Santos Afonso de Melo,
Dennys Alexandro Mezzetti, Mariana Fukui Frechette, Cecílio Pereira Lima, Stênio Edson Jota Ferraz,
André Nogueira Cimatti Débora Pinheiro Leite, Vandson Barbosa de Oliveira

TLO056 AVALIAÇÃO DOS BENEFÍCIOS DA MELATONINA NO


PERIOPERATÓRIO EM PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA
DE FACE - S93 XX) Anestesia para Cirurgia Plástica
Jane Auxiliadora Amorim, Sheyla Simony Teixeira Correia,
TLO154 MANEJO ANESTÉSICO DE PACIENTE PORTADORA
Rafaela de Oliveira Vasconcelos, Otávio Damázio Filho,
DE SITUS INVERSUS TOTALIS EM CIRURGIA
Rossana SantAnna de Melo Lins, João José de Almeida Medeiros
PLÁSTICA - S97
Rodolfo Antonio Straioto Q. Cavalcante,
TLP826 HIGROMA CÍSTICO INFECTADO: DESAFIO NO
Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo, Leandro Criscuolo Miksche,
MANEJO DA VIA AÉREA - S93
Eduardo Barbin Zuccolotto, Cirilo Haddad Silveira,
Hyder Mattos Gurgel, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto,
Leonardo Ferrazzo
Claudia Marquez Simões, Enis Donizetti Silva,
Leonardo de Freitas Nascimento

TLO353 IMPOSSIBILIDADE DE INTUBAÇÃO EM PACIENTE XXI) Anestesia para Procedimentos


COM TUMOR DE TIREOIDE SEM SINTOMAS RESPIRATÓRIOS -
Urológicos
RELATO DE CASO - S94
Gilvan da Silva Figueiredo, Onofre Eduardo Carvalho de Oliveira, TLO471 INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO APÓS EXTUBAÇÃO
Ana Cláudia Morant Braid, Luna de Carvalho Almeida, EM PACIENTE SUBMETIDO À CISTOPROSTATECTOMIA
Patrízia Santos Sousa, Rafael Costa Batista RADICAL - S97
Alan Kimura, Bruno Mendes Carmona, Artur Abel do Cavaco,
TLP744 MANEJO DA VIA AÉREA EM FRATURA BILATERAL DE Luis Paulo Mesquita, Rita de Cassia Rodrigues Rosa,
MANDÍBULA - S94 Thiago Coimbra Alves
Alinne Nascimento Maia, Marcelo Carneiro da Silva,
Luiz Gustavo Santiago Rocha

TLP429 MANEJO DE VIA AÉREA EM PACIENTE COM TUMOR XXII) Anestesia Venosa
CERVICAL AVANÇADO E ESTENOSE TRAQUEAL GRAVE:
RELATO DE CASO - S95 TLP1021 ANALGESIA MULTIMODAL PARA ESPLENECTOMIA
EM BAÇO GIGANTE - S98
Nicolau Viana de Araújo, André Fernandes Botrel e Silva,
Daiane Aparecida Vilela de Rezende, Vera Coelho Teixeira Thamires H. Tauil, Patricia Sena, Lucia C S Correa

TLP461 OBSTRUÇÃO DE VIA AÉREA POR CÂNULA DE TLP364 ANESTESIA VENOSA EM PACIENTE COM ESCLEROSE
MONTGOMERY: RELATO DE CASO - S95 LATERAL AMIOTRÓFICA. RELATO DE CASO - S98
Rodrigo Thadeu Cei Pedroso, Diego Cezar de Oliveira Corrêa, Ana Carolina Zandona Spinardi, Augusto César Santos Pellegrini,
Christian da Silva Pinho, Mario de Nazaré Fascio, Josenilson da Silva Passos, Vanessa Rafaela Souto Paiva,
Bruno Mendes Carmona, João Hermínio Pessoa dos Santos Gabriel José Redondano de Oliveira, Luis Antônio Borges

TLP470 TRAQUEOSTOMIA ELETIVA EM PACIENTE TLO052 ANESTESIA VENOSA TOTAL ALVO-CONTROLADA


COM TUMOR FACIAL SANGRANTE E VIA AÉREA PARA RESSECÇÃO DE TUMOR CEREBRAL COM O PACIENTE
DIFÍCIL - S95 ACORDADO - S98
Alan Kimura, Bruno Mendes Carmona, Sabrina de Souza Ramos, Orlando Domingues de Araújo Pontes,
José Mariano de Melo Cavaleiro de Macêdo, Luis Henrique Cangiani, Caio Funck Colucci, Lílian Eysink,
João Herminio Pessoa dos Santos, Giordana Oliveira Rotella, Flávio Maia Castilho
Hugo Henrique Coutinho Lima
TLO271 ANESTESIA VENOSA TOTAL EM PACIENTE
TLP874 TUMOR DE GLOMUS E ANESTESIA - S96 PEDIÁTRICO COM MIOPATIA MITOCONDRIAL - RELATO DE
Amanda Jiran Ferreira Marcos, Patrícia Lopes Gabriel, CASO - S99
Vinícius Caldeira Quintão, André Luiz Parreira Gomes, Nathalia Rodrigues Gontijo de Andrade,
Leonardo de Magalhães Machado N. Baptista, Ana Cláudia Mota Bonisson, Francisco Drummond Lima,
Felipe Coelho de Souza Felipe Guimarães Ribeiro
XV

TLP622 COMPARAÇÃO ENTRE O USO DE PROPOFOL TLP534 ANESTESIA GERAL COM USO DE SUGAMMADEX
E CETAMINA VERSUS PROPOFOL E REMIFENTANIL EM PACIENTE COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA:
PARA INDUÇÃO E MANUTENÇÃO ANESTÉSICA EM RELATO DE CASO - S102
CIRURGIAS ELETIVAS DE COLECISTECTOMIA Ana Jéssica Ferreira Lima de Castilho,
VIDEOLAPAROSCÓPICA - S99 Raimundo Júnior Prado de Oliveira, Danilo Galati,
Gabriel Elias Figueiredo, Márcia Aparecida Tedesco, André Menezes Baranda
Eduardo Arbache Bezerra, Leonardo Henrique Castanheira Frade,
Esther Alessandra Rocha, Desiré Carlos Callegari TLO059 APNEIA PROLONGADA APÓS USO DE
SUCCINILCOLINA: RELATO DE CASO - S103
TLO601 ESMOLOL REDUZ DOR NO PÓS-OPERATÓRIO Patrícia Constantini Kreling, Gabriella Aparecida Mulinari,
DE MASTECTOMIAS: ENSAIO CLÍNICO, DUPLO-CEGO Fernando Martins Piratelo, Larissa Salles Ottoboni,
E RANDOMIZADO - S100 Marina Bishop Brito Rebellato
Alex Julio Tramontini, Denismar Borges de Miranda,
João Francisco Volpe Junior, Luciano Franklin Seixas,
TLO640 AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE BLOQUEIO
Henrique Iamashita Miake, Fabrício Tavares Mendonça
NEUROMUSCULAR RESIDUAL NA SALA DE RECUPERAÇÃO
PÓS-ANESTÉSICA - S103
TLP074 FENÔMENO SEIZURE-LIKE DURANTE
Rohnelt Machado de Oliveira, Fabiano Tadashi Shiohara,
ADMINISTRAÇÃO DE PROPOFOL - S100
Janaina Siqueira Rosa, Camila Marquette Wille,
Lucas Araújo Borges de Moura, Thales de Abreu Tedoldi,
Jessica Kiyomi Nakamoto, Mônica Lais Vendruscolo
Kelson Sousa Jacobina, Luiz Guilherme Villares da Costa,
Raphael de Freitas Silva
TLP996 BLOQUEIO NEUROMUSCULAR PERSISTENTE
NO PACIENTE CRÍTICO: UM RELATO DE CASO - S104
TLP583 INFUSÃO CONTÍNUA INTRAOPERATÓRIA
DE BAIXAS DOSES DE DEXTROCETAMINA EM PACIENTE André Fernandes Botrel e Silva, Bruno de Oliveira Matos,
SUBMETIDA A CORREÇÃO DE ESCOLIOSE Verônica Lívia Dias, Fabio Maciel Rosa Pereira,
TORACOLOMBAR - S101 José Carlos Braga Nitzsche, Marcílio Batista Pimenta
Mateus Meira Vasconcelos, João Paulo Jordão Pontes,
Fernando Cássio do Prado Silva, Bruno Oliveira Lamberti, TLO184 BLOQUEIO NEUROMUSCULAR PROLONGADO
Luiz Gustavo de Menezes Rodrigues, Amanda Corrêa Vidica APÓS USO DE SUCCINILCOLINA: RELATO DE
CASO - S104
TLP208 PRIAPISMO, EVENTO AVERSO RARO AO USO DO Leonardo Goldbarg, Antonio Feijo de Feijo,
PROPOFOL - S101 Guilherme Meirelles Leite R. da Silva, Fernanda Fischer,
Marcello Sias Frattani, Luana Stutz, Brynner Mota Buçard, Betânia Novelo, Taissa Morellato Basso
Alfredo Guilherme Haack Couto
TLO402 BLOQUEIO NEUROMUSCULAR PROLONGADO
COM O USO DE SUCCINILCOLINA EM CIRURGIA
GINECOLÓGICA – RELATO DE CASO - S105
XXIII) Anestesia, Ética e Direito
José Luiz de Sousa Júnior, Romulo Guerra Guimarães,
TLO747 MANUSEIO INTRAOPERATÓRIO DE UM Débora Bonato, João Manoel da Silva Junior,
PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ VÍTIMA DE Bruna Nunes Fernando, Anna Christina Brasileiro Silva Pacheco
POLITRAUMA - S102
Rafael Queiroz Araujo, Fernanda Moreira Gomes Mehlmann, TLO421 BLOQUEIO NEUROMUSCULAR RESIDUAL APÓS
Marcus Meyer, Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, USO DE SUGAMMADEX EM PACIENTE COM MIASTENIA
Guinther Giroldo Badessa, Luiz Fernando dos Reis Falcão GRAVIS - S105
Bruno Mendes Carmona,
Mário Nazareth Chaves Fáscio, Bruno Oliveira de Matos,
Sayuri Kawamura Barcellos de Albuquerque,
XXIV) Bloqueio Neuromuscular Thiago Coimbra Alves, Cayo Almyr Silva Favacho
TLO389 ADMINISTRAÇÃO DE SUGAMADEX NA REVERSÃO DO
BLOQUEIO NEUROMUSCULAR INDUZIDO POR ROCURÔNIO TLO151 COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA EM
EM PACIENTE CIRRÓTICO - S102 PACIENTE PORTADOR DE MIASTENIA GRAVIS - S105
Hercilio Ribeiro de Souza , Davi Caetano Aguiar, Thiago Gonçalves Wolf, Denise Zamprogno de Sousa,
José Carlos Rodrigues Nascimento, Tito Augusto Guimarães Peixoto,
Francisco Diego Silva de Paiva, Nely Marjollie Guanabara Teixeira, Gustavo Henrique de Abreu Caetano, Dener Augusto Diniz,
Adriana Maria Gurgel da Costa Marcos Leonardo Rocha
XVI

TLP502 COMPARAÇÃO DA QUALIDADE DA RECUPERAÇÃO TLO941 USO DE BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES POR


PÓS-ANESTÉSICA APÓS REVERSÃO DE BLOQUEIO PLANTONISTAS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DO
NEUROMUSCULAR COM NEOSTIGMINA OU SUGAMMADEX EM HOSPITAL ANIS RASSI - S109
COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA - S106 Adélia Rocha Simeoni, Rodrigo Cavalcante Carlos de Carvalho,
Nathália dos Santos Lins, Rodrigo de Andrade Cunha, José Gilmar Gomes Júnior, Raimundo Nonato Filho,
Antonio Christian Evangelista Gonçalves, Nathalia Bufaiçal Rassi Carneiro, Felipe Bufaiçal Rassi Carneiro
Carlos Alberto Campos Falcão Filho, Juliano Farias Cordeiro,
Raquel Araújo Parente

TLO223 COMPARAÇÃO DO TOFR NORMALIZADO COM


XXV) Bloqueios de Nervos Periféricos
O NÃO NORMALIZADO NA INCIDÊNCIA DE BLOQUEIO TLP067 BLOQUEIO DE NERVO FEMORAL E CIÁTICO GUIADO
NEUROMUSCULAR RESIDUAL - S106 POR ULTRASSONOGRAFIA PARA AMPUTAÇÃO TRANSTÁRSICA
Leandro Alvino Melo de Lima, Edgar Vieira do Nascimento, Jane EM PACIENTE CARDIOPATA - S110
Auxiliadora Amorim, Otávio Damázio Filho,
Paulo Cezar Pires Martins Junior, Américo Salgueiro Autran Neto,
Rogério Camilo Alcoforado Barroso Braga, Lucas Wanderley Lima
Paulo Alipio Germano Filho, Armin Guttman,
Estêvão Luiz Carvalho Braga, Ismar Lima Cavalcanti
TLP457 DESPERTAR PROLONGADO APÓS USO DE
SUCCINILCOLINA: RELATO DE CASO - S107
TLO247 BLOQUEIO DE PLEXO CERVICAL SUPERFICIAL
Thomás Cé de Oliveira, Breno José Santiago Bezerra de Lima,
E SEU USO NA CIRURGIA PARA CORREÇÃO DE FRATURA
Roberto Henrique Benedetti, Luciana Evangelista Rosa Moreira,
CLAVICULAR - S110
Carla Tortelli Bräscher, Rodolfo de Pinho Paes Barreto
Ana Luiza Sá Pinto da Nóbrega Lucena, Cleber Wagner de Carvalho,
Joice Dayane Tavares, Felipe Souza Thyrso de Lara,
TLO883 ENSAIO CLÍNICO ADAPTATIVO PARA A
Celso Schmalfuss Nogueira
DETERMINAÇÃO DA DE50 DO ROCURÔNIO PARA CONDIÇÕES
EXCELENTES DE RELAXAMENTO DA PAREDE ABDOMINAL EM
VIDEOCOLECISTECTOMIA - S107 TLP878 BLOQUEIO PECS 2 PARA INTERVENÇÕES CIRÚRGICAS
Robson Almeida Brito, Cátia Sousa Govêia,
DA MAMA: RELATO DE CASO - S111
Edson Wander Xavier da Rocha, Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Clarissa Mayara de Sales Guimarães,
Nilvan de Oliveira Junior, Alene Cunha do Nascimento Eduardo Fernandes Orioli Guimarães, Carlos Darcy Alves Bersot,
Guilherme Castro Lobo F. dos Santos, Helen Suzart de Siqueira
TLO193 INFLUÊNCIA DA LIDOCAÍNA POR VIA PERIDURAL NAS
CARACTERÍSTICAS FARMACODINÂMICAS DO ROCURÔNIO: UM TLO458 BLOQUEIO PEITORAL (PEC I E II) GUIADO POR
ENSAIO CLÍNICO ALEATORIZADO - S107 ULTRASSONOGRAFIA PARA ANALGESIA EM ESTERNOTOMIA.
Angélica de Fátima de Assunção Braga, Pedro Velloso Margarido, RELATO DE CASO - S111
Fernando Eduardo Féres Junqueira, Rodrigo Thadeu Cei Pedroso, Bruno Mendes Carmona,
Franklin Sarmento da Silva Braga, Vanessa Henriques Carvalho, Mário de Nazaré Fascio, Hugo Henrique Coutinho Lima,
Ana Paula Chibeni Fernandez Bruno Matos, Rita Cassia

TLO134 MANEJO DA APNEIA PROLONGADA APÓS USO DE TLP403 BLOQUEIO PERIFÉRICO GUIADO POR ULTRASSOM
BLOQUEADOR NEUROMUSCULAR DESPOLARIZANTE: RELATO EM CRIANÇA COM SEQUELA PÓS-MENINGOCOCCEMIA:
DE CASO - S108 RELATO DE CASO - S111
Nicoly de Souza Lima Barberio, Letícia C. Cardoso Fontes dos Larissa Sales de Vasconcelos Oliveira,
Santos, Bruno Serra Guida, Karen Amaral Faria, Danielle Maia Holanda Dumaresq, Natália de Carvalho Portela,
Marcelo Pena Moreira de Oliveira, Marcelo Biaggio Solano Marilman Maciel Benício Zan, Roberto César Pontes Ibiapina

TLO341 MIASTENIA GRAVIS: RELATO DE CASO - S108 TLO918 CIRURGIA EM MEMBRO INFERIOR SOB ANESTESIA
Marcos Eyder Leite Fragoso, Marcos Antonio Costa de Albuquerque, REGIONAL EM PACIENTES GRAVES – SÉRIE DE CASOS - S112
Karla Regina Gonçalves da Rocha, Lauro d’Avila Silveira Barreto, Silvia Amália de Melo Moura, Mayara Francy Pereira Nunes,
Rafael Cerqueira Oliveira Emilio Carlos Del Massa, Izabella Barbosa Reis,
Celso Júnio Frazão da Silva
TLP239 SUGAMMADEX EM PESO IDEAL VERSUS PESO
CORRIGIDO EM 20% E 40% PARA REVERSÃO DE BLOQUEIO TLP861 IDENTIFICAÇÃO DE LESÃO COMPLETA DE FIBULAR
NEUROMUSCULAR EM CIRURGIA BARIÁTRICA - S109 APÓS CIRURGIA ORTOPÉDICA SOB ANESTESIA GERAL E
Nádia Maria da Conceição Duarte, Ana Maria Menezes Caetano, BLOQUEIO CIÁTICO - S112
Silvio da Silva Caldas Neto, Josemberg Marins Campos, Patrícia Wajnberg Gamermann, Gilberto Braulio, Karina Biavatti,
Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho, Gustavo de Oliveira Arouca Marcelo Gustavo Angeletti, Pauline Elias Josende
XVII

XXVI) Bloqueios do Plexo Braquial TLP282 RAQUIANESTESIA CONTÍNUA UTILIZADA COMO


TÉCNICA ANESTÉSICA ALTERNATIVA APÓS PUNÇÃO
TLP1017 BLOQUEIO DE PLEXO BRAQUIAL PARA ACIDENTAL DA DURA-MÁTER - RELATO DE CASO - S116
OSTEOSSÍNTESE DE RÁDIO EM PACIENTE COM DOR Cyléia Brandão de Andrade, Anderson Sampaio Marui,
NEUROPÁTICA PÓS-LESÃO TRAUMÁTICA DE PLEXO Emilio Carlos Del Massa, Adelaide Moral Tarifa,
BRAQUIAL - S113 Claudiane de Paula Bastos
Carolina Esteves Monnerat, Paula Cristina Leitão de Assunção,
ELISA C. FIGUEIREDO, Edmar José Alves dos Santos TLO467 RAQUIANESTESIA TOTAL COM DOSE HABITUAL DE
BUPIVACAÍNA HIPERBÁRICA. RELATO DE CASO - S117
Amanda Targino Kataoka, Cynthia de Oliveira Rego,
Carolina Moreno Fernandez, Bruno Mendes Carmona,
XXVII) Bloqueios Neuroaxiais
João Hermínio Pessoa dos Santos, Luis Paulo Araújo Mesquita
TLP136 ANESTESIA EPIDURAL EM PACIENTE COM ESCLEROSE
MÚLTIPLA: RELATO DE CASO - S113 TLO673 TAMPÃO SANGUÍNEO PERIDURAL TORÁCICO PARA
Guilherme Meirelles Leite R. da Silva, TRATAMENTO DE PARALISIA DO NERVO ABDUCENTE DEVIDO À
Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo, PUNÇÃO ACIDENTAL DE DURA-MÁTER: RELATO DE CASO - S117
Leandro Criscuolo Miksche, Antonio Takashi Kitayama, Cláudia Leal Ferreira Horiguchi, Gustavo Henrique de Abreu Caetano,
Guilherme Coelho Machado Nunes, Felipe Toledo Quoos Thiago Gonçalves Wolf, Sílvia Rabelo Lage Lamounier,
Annelyse de Abreu Peixoto, Paulo César de Abreu Sales
TLP717 BLOQUEIO MOTOR PROLONGADO APÓS BLOQUEIO
SUBARACNÓIDEO: REVISÃO E RELATO DE CASO - S114
Gabriel Augusto Oliveira, Jessica Kiyomi Nakamoto, XXVIII) Doenças Raras
Rafael Drabik Guimarães, Mônica Lais Vendruscolo,
Dennis Brandão Tavares, Fernando Mauro Carradore TLO670 ANESTESIA GERAL E BLOQUEIO EPIDURAL EM
CRIANÇA COM SÍNDROME DE PELIZAEUS-MERZBACHER:
RELATO DE CASO - S118
TLO278 BLOQUEIO SUBARACNÓIDEO PROLONGADO COM
BUPIVACAÍNA HIPERBÁRICA: RELATO DE CASO - S114 Maria Celia Ferreira da Costa, Tânia Cursino de Menezes Couceiro Filho,
Douglas Kaíque de Oliveira Lopes, Marina Carvalho de Gusmão Pereira,
Ana Paula Costa Moraes de Albuquerque, Fábio Luis Ferrari Regatieri,
Vanessa Cristina Vieira Silva da Câmara,
Fernanda Lourenço Furigo, Marcelo Ribeiro de Magalhães Queiroz,
Roberto de Oliveira Couceiro Filho
Daniel Varoni Schneider, Maycon Luiz Silva Oliveira

TLP496 ABORDAGEM ANESTÉSICA DA DOENÇA DE BEHÇET:


TLO366 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DOR LOMBAR PODE
RELATO DE CASO - S118
SER IMPORTANTE PARA REALIZAÇÃO DE RAQUIANESTESIA –
Naiana Melo de Aragão Ximenes,
RELATO DE CASO - S115
Antonio Vinicius de Assis Feitosa Junior, Ana Carolina de Souza Moreira,
Thaliane Filarde de Oliveira, Karen Cristina Coimbra Ishii,
Leonardo Homem de Faria Martins,
Matheus Rocha Fagundes, Walkiria Wingester Vilas Boas,
Flávia Vieira Guimarães Hartmann
Ricardo Felipe Lima Andrade Valadares, Sérgio Silva de Mello

TLP498 ABORDAGEM ANESTÉSICA DE URGÊNCIA EM PACIENTE


TLO290 INTOXICAÇÃO SISTÊMICA POR ANESTÉSICO LOCAL COM HEMOGLOBINÚRIA PAROXÍSTICA NOTURNA - S119
PÓS-EPIDURAL: RELATO DE CASO - S115
Huana Christina Rosa Nogueira , Eduardo Henrique Silva Bachião,
Tainã Medeiros Versiani Ribeiro Matos, Thiago Almeida Brasileiro, Yale Viana Alves, Camylla Prates Timo,
Isabella Dias Filogônio, Nathalia Campos Schimidt, Eduardo Vilela Borges dos Santos, Flávia Vieira Guimarães Hartmann
Anamaria Ruiz Combat Tavares, Hugo Leonardo Nogueira dos Santos
TLO365 ABORDAGEM ANESTÉSICA PARA CIRURGIA
TLO372 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA APÓS VIDEOLAPAROSCÓPICA EM PACIENTE COM SÍNDROME DE
RAQUIANESTESIA - S115 RUBINSTEIN-TAYBI - S119
Laís Campos Bittencourt, Eduardo Campos Braga, Derik de Azevedo Quintas, Ayuri Mayra Jucá Meguro,
Leonardo Neves Santana, Bruno Farah Alvarenga, Thais Martins Moraes Benjamim, Flávio Gurgel Paulino Murta,
Daniel Richard Martins Mota, José Osiel de Almeida Alehandro Neves Terra, Felix Antônio Rocha Castillo

TLP388 PERFURAÇÃO DE DURA-MÁTER POR CATETER DE TLP007 ANESTESIA EM GESTANTE PORTADORA DE MIOPATIA
PERIDURAL COM CONSEQUENTE CEFALEIA PÓS-PUNÇÃO: CONGÊNITA TIPO DESPROPORÇÃO CONGÊNITA DO TIPO DE
RELATO DE CASO - S116 FIBRAS - S119
Rafaela Souto e Souza, Alyne Andrade Lima, Patricia Batista Matos, Renata Sofia Guimarães, Hugo Eckener Dantas P. Cardoso,
Maize Cordeiro de Melo Marina Ayres Delgado, Ricardo Almeida de Azevedo, José Admirço Lima Filho,
Walkiria Wingester Vilas Boas Élio Ferreira de Oliveira Júnior, Samyr Lopes Arruda Carneiro
XVIII

TLO345 ANESTESIA EM PACIENTE COM ATROFIA MUSCULAR TLP381 ANESTESIA PARA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA
ESPINHAL TIPO IV - RELATO DE CASO - S120 EM PACIENTE PORTADOR DE MIASTENIA GRAVIS: RELATO DE
Francielle Grivot Santa Helena, Florentino Fernandes Mendes, CASO - S124
Cristine Formighieri Angonese, Alice da Silva Fonseca, Leonardo Ambrósio Toledo, Flávio Rodrigues Figueiredo,
Márcio Rahel Farias Guimarães, Camila Alejandra Rodríguez Cuéllar Lara Clemente Paulino Ferreira e Silva, Nikole Albuquerque Diniz,
Tiarlles Miller Venturine de Resende Chaves, Luiz Paulo Villela Vieira
TLO926 ANESTESIA EM PACIENTE COM CIRROSE AUTOIMUNE
PARA CIRURGIA ABDOMINAL NÃO HEPÁTICA - S120 TLO003 ANESTESIA PARA PACIENTE PORTADOR DE
Victor Cabral Ribeiro, Cátia Sousa Govêia, SARCOIDOSE – RELATO DE CASO - S124
Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Guilherme Antonio Essado, Luiz Antonio de Moraes, Victor Cáppia, Teófilo Augusto Araújo Tiradentes,
Larissa Goveia Moreira, Cleyverton Garcia Lima Lucas Giurizatto Rodrigues, Andressa Midori Fusioka

TLP652 ANESTESIA EM PACIENTE COM SÍNDROME DE TLO277 ANESTESIA PARA PACIENTE PORTADOR DE
HURLER ASSOCIADA À SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ - S121 SÍNDROME DIGEORGE – RELATO DE CASO - S125
Valney Luiz da Rocha Junior, Bruno Serra Guida,
Dirce de Abreu, Teófilo Augusto Araújo Tiradentes,
Marcelo Pena Moreira de Oliveira, Letícia C. Cardoso Fontes dos Santos,
Andressa Midori Fusioka, Milena Candido Pantaleão, Larissa Sokol Rotta
Arnaldo Tavares da Silva Júnior, Karen Amaral Faria

TLP690 ANESTESIA PARA RESSECÇÃO DE TUMOR DE


TLO550 ANESTESIA EM PACIENTE COM SÍNDROME DE WEST:
SUPRARRENAL PRODUTOR DE CATECOLAMINAS - S125
RELATO DE CASO - S121
Nubia Rodrigues Batista, Antônio de Pádua Faria,
Larissa Sales de Vasconcelos Oliveira, Mário Henrique Oliveira Santos,
Aline Tonin dos Santos, Bruno Oliveira Lamberti,
Danielle Maia Holanda Dumaresq, Marilman Maciel Benício Zan,
Roberto César Pontes Ibiapina, Cibelle Magalhães Pedrosa Rocha Lira Olimpia Alves Faria, Fernando Cássio do Prado Silva

TLO002 ANESTESIA EM PACIENTE PEDIÁTRICO COM TLO168 ANESTESIA VENOSA TOTAL ALVO-CONTROLADA
HIPERPLASIA UNILATERAL DO PROCESSO CORONOIDE – PARA PACIENTE COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA:
RELATO DE CASO - S122 UM RELATO DE CASO - S126
Luiz Antonio de Moraes, Dirce de Abreu, Guilherme Portiolli Zocal, Kauê Silva Rossetto,
Carlos Eduardo Salgado Costa, Teófilo Augusto Araújo Tiradentes, Guilherme Rocha Melo, Bárbara Monteiro Moreira,
Diassis Tobias França Junior, Vinícius Catta Preta Soares Filho Mônica Braga da Cunha Gobbo, Renata de Paula Lian

TLO563 ANESTESIA EM UMA PACIENTE PORTADORA DE TLP514 ANESTESIA VENOSA TOTAL NO PACIENTE
SÍNDROME DE DUCHENNE - RELATO DE CASO - S122 COM SÍNDROME DE DIGEORGE PARA CORREÇÃO DE
Lineu Casagrande Junior, Carolina Lopes Iwakami, ESCOLIOSE - S126
Priscila Gomes Dantas Arthur Ferreira Paranaíba, Tolomeu Artur Assunção Casali,
Marília Moreira de Melo Silva, Daiane Malheiros Souza,
TLP018 ANESTESIA NA SÍNDROME DE SMITH-LEMLI-OPITZ EM Nathalia Bufaiçal Rassi Carneiro,
BUCOMAXILOFACIAL: RELATO DE CASO - S122 Felipe Bufaiçal Rassi Carneiro,
Camylla Prates Timo, Naiana Melo de Aragão Ximenes,
Lucila Annie Baldiotti Farias
TLO558 ANESTESIA VENOSA TOTAL PARA COLECISTECTOMIA
VIDEOLAPAROSCÓPICA NO PACIENTE COM SÍNDROME DE
TLO681 ANESTESIA PARA CIRURGIA NÃO CARDÍACA EM CHARCOT-MARIE-TOOTH - S126
PORTADOR DE CARDIOPATIA CONGÊNITA COMPLEXA
Daiane Malheiros Souza, Tolomeu Artur Assunção Casali,
CORRIGIDA - S123
Arthur Ferreira Paranaíba, Marília Moreira de Melo Silva,
Pedro Henrique Araripe de Paula Fonseca, Alice Alheira Meira,
Nathalia Bufaiçal Rassi Carneiro, Felipe Bufaiçal Rassi Carneiro
Marcelo Teixeira dos Santos, Viviana Ugenti

TLP726 CONSIDERAÇÕES ANESTÉSICAS NA PSORÍASE


TLP854 ANESTESIA PARA CIRURGIA ODONTOLÓGICA EM
PACIENTE COM SÍNDROME DE MOEBIUS, TRANSTORNO DO ERITRODÉRMICA: UM RELATO DE CASO - S127
ESPECTRO AUTISTA E EPILEPSIA - S123 Ana Luiza Castro da Cruz, Diogo Barros Florenzano de Sousa,
Roberto Albuquerque Bandeira, Paula Saraiva Aragão da Mata Pedro Paulo Kimachi, Enis Donizetti Silva,
Bruno Francisco de Freitas Tonelotto, Gabriel Soares de Sousa
TLO380 ANESTESIA PARA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA
EM PACIENTE COM MIOPATIA DISTAL DO TIPO TLO412 CUIDADOS PERIOPERATÓRIOS NO PACIENTE COM
NONAKA - S124 HISTÓRIA DE CARDIOMIOPATIA INDUZIDA POR ESTRESSE
Leonardo Ambrósio Toledo, Flávio Rodrigues Figueiredo, (TAKOTSUBO) - S127
Lara Clemente Paulino Ferreira e Silva, Nikole Albuquerque Diniz, Maria Angela Tardelli, Carolina Baeta Neves Duarte Ferreira,
Luiz Paulo Villela Vieira, Tiarlles Miller Venturine de Resende Chaves Roberto Giannini Macedo
XIX

TLO572 DESAFIOS NO MANEJO ANESTÉSICO DE PACIENTE TLO957 MANEJO ANESTÉSICO PARA CORREÇÃO DE
SUBMETIDO À RESSEÇÃO DE PARAGANGLIOMA: RELATO DE INSUFICIÊNCIA AÓRTICA GRAVE COMO CONSEQUÊNCIA DE
CASO - S128 PRESENÇA DE VALVA AÓRTICA QUADRICÚSPIDE NA ERA DA
Luiza Serra, Paulo Petrov ECOCARDIOGRAFIA - S132
Lúcia Caroline Schons Corrêa, Marilia da Silva Faria de Macedo,
TLP431 DOENÇA DE TAKOTSUBO: RELATO DE CASO - S128 Gabriel L F Chiozzo, Carlos Darcy Alves Bersot,
Álvaro Augusto Dias Crespo; , Gabriela Citron Vedana, Gabriel Luiz Figueiredo Chiozzo Oliveira
Diego Boniatti Rigotti, Volmar Jose Zasso
TLP707 MANEJO ANESTÉSICO PARA PACIENTE COM
TLO780 HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO A IRC EM SÍNDROME DE EHLERS-DANLOS - S133
ANESTESIA: SÉRIE DE CASOS - S129 Marilia da Silva Faria de Macedo, Luisa Borges Ribas,
Victor Guilherme Bittar Souto, Felícia Benevides Praxedes, Rodrigo Nóboa da Silva, Vitor Santos
Alene Cunha do Nascimento, Rodolfo Carvalho Soeiro Machado,
Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Cátia Sousa Govêia
TLO064 MANEJO PERIOPERATÓRIO DE ANGIOEDEMA
FAMILIAR EM TROCA DE VALVA MITRAL - S133
TLO354 LAPAROSCOPIA EM PACIENTE PORTADOR DA
Renato Zitron, Thales Abreu Tedoldi, José Mateus Costa,
DOENÇA DE VON WILLEBRAND: UM RELATO DE CASO - S129
Kelson Sousa Jacobina, Luiz Guilherme Villares da Costa
Cláudia Helena Ribeiro da Silva, Alexandra de Vasconcelos Vieira,
Larissa Magalhães Lopes, Pedro Henrique Magalhães Lima,
TLO250 O DESAFIO DA VIA AÉREA DIFÍCIL EM CRIANÇA
Luis Felipe Guimarães Ribeiro
SINDRÔMICA - S134
Guilherme da Rocha Lee, Juliana Martins Mota,
TLO386 LARINGOESPASMO EM CRIANÇA COM SÍNDROME DE
Fátima Carneiro Fernandes, Viviana Ugenti, Glauber Gouvêa,
AARSKOG-SCOTT DURANTE INDUÇÃO ANESTÉSICA - RELATO
Marcelo Teixeira dos Santos
DE CASO - S130
Thiago Fernandes Marques, Maria Beatriz Assumpção Mourão,
Walkiria Wingester Vilas Boas, Patrícia Batista Matos,
TLO165 PLANEJAMENTO ANESTÉSICO DE PACIENTE
Marcella Carmem Silva Reginaldo, Wagner Arruda Silveira COM SÍNDROME DE KLIPPEL-TRENAUNAY: UM RELATO DE
CASO - S134
Igor Bantim Barbosa, Kimie Correia Konishi, Gizelle de Lima
TLO324 MANEJO ANESTÉSICO DE PACIENTE COM DOENÇA
DE SALLA, RELATO DE CASO - S130 Barbosa, Fabrício Tobias Duarte Carneiro, Tayane Farias Andrade,
Eliomar Santana Trindade
Antonio Emanuel Soares Vieira, Anamaria Ruiz Combat Tavares,
Tainã Medeiros Versiani Ribeiro Matos, Rodrigo Bernardes de Oliveira,
Nathalia Campos Schimidt, Thiago Amorim Ribeiro da Cruz TLO097 PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO NOS TUMORES
SECRETORES DE CATECOLAMINAS: UMA ABORDAGEM
TLP969 MANEJO ANESTÉSICO EM PACIENTE COM ERITEMA MULTIDISCIPLINAR - S134
MULTIFORME MAJOR: RELATO DE CASO - S130 Karolynne Myrelly Oliveira Bezerra de Figueiredo Saboia,
Izabela Magalhães Campos, Luana Magalhães Bernardo, Mônica Braga da Cunha Gobbo (TSA), Caio Eduardo Ferreira Pires,
Fernanda de Faria Mariano, Carolina Mendonça de G.C.dos Santos, Isabela da Costa Vallarelli, Guilherme Portiolli Zocal,
Hendrik Ranieri de Oliveira Carvalho, Camila Ferreira Garcia Guilherme Rocha Melo

TLO825 MANEJO ANESTÉSICO EM PACIENTE COM TLO940 RAQUIANESTESIA EM PACIENTE COM


ESCLERODERMIA - S131 MALFORMAÇÃO DE CHIARI TIPO I: RELATO DE CASO - S135
Stefan Belizário Leal, Gabriela Leis do Espírito Santo Azevedo, Wagner Barreto de Santana, Anne Carolyne Lelis Oliveira Pedroso,
Lorena Coutinho Ramos Gevú Barcelos, Valter Oberdan Borges de Oliveira, Daniel Fernandes Viana,
Patricia Pinheiro de Toledo Werneck, Alberto Vieira Pantoja, Ivani Rodrigues Glass, Marcos Antonio Costa de Albuquerque
Marco Antônio Cardoso de Resende
TLP851 RESPOSTA ANÔMALA À CURARIZAÇÃO DE UM
TLO668 MANEJO ANESTÉSICO EM PACIENTE COM PACIENTE COM MIASTENIA GRAVIS TIPO IIA – RELATO DE
LIPODISTROFIA CONGÊNITA DE BERARDINELLI – SEIP - S131 CASO - S135
Fernanda Paula Cavalcante, Francisco Israel Araújo Costa, Jordana Ferraro de Souza Pinto, Eduardo Piccinini Viana,
Josiani dos Santos Garcez, Aline Maia Rocha, Tayalles Tavares Leite, Jaime Weslei Sakamoto, Gildo Nunes Silva Neto,
Rodrigo José Alencar de Castro Marcos Guedes Miranda Junior, Marilia Regina Camelo

TLP251 MANEJO ANESTÉSICO EM PACIENTE COM SÍNDROME TLP004 SÍNDROME DE NOONAN: MANEJO ANESTÉSICO EM
DE RUBINSTEIN-TAYBI - S132 PROCEDIMENTO AMBULATORIAL – RELATO DE CASO - S136
Bárbara Monteiro Moreira, Mônica Braga da Cunha Gobbo, Vinicius Pinheiro Teles, Ladson Soares Mariano,
Daniela Chinelato Marcelino, Letícia Aparecida Ferreira, Eduardo Piccinini Viana, Jaime Weslei Sakamoto,
Guilherme Portiolli Zocal, Alessandra de Padua Ranzani Gildo Nunes Silva Neto, Izabella Fernandes Feracini
XX

TLP709 SÍNDROME DE TAKOTSUBO COMO COMPLICAÇÃO TLO960 BLOQUEIO DE GÂNGLIO ESFENOPALATINO PARA
ANESTÉSICA – UM CASO RARO COM DIAGNÓSTICO NO TRATAMENTO DE CEFALEIA PÓS-PUNÇÃO DURAL EM
INTRAOPERATÓRIO - S136 CIRURGIA NÃO OBSTÉTRICA NA GESTANTE - S140
José Maurício Pereira Assef, Dirce de Abreu, Ana Carolina Martins Gomes , Alison Rodrigo Lucas,
Teófilo Augusto Araújo Tiradentes, Larissa Sokol Rotta, Eber Ferreira Filho, Gisela Magnus, Daniely Batista Prates,
Izabela Cardoso Garcia Natasha Mendes Rocha de Faria

TLO338 TAMPÃO SANGUÍNEO PERIDURAL (TSP) COMO TLO034 BLOQUEIO DO NERVO FEMORAL, RAQUIANESTESIA
TRATAMENTO DA VASOCONSTRIÇÃO CEREBRAL REVERSÍVEL
E FENTANIL: AVALIAÇÃO DA ANALGESIA PÓS-OPERATÓRIA NA
NA HIPOTENSÃO INTRACRANIANA ESPONTÂNEA: RELATO DE
OPERAÇÃO DE RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO
CASO - S137
ANTERIOR - S140
Daniel Varoni Schneider, Marcelo Ribeiro de Magalhães Queiroz,
Fábio Luis Ferrari Regatieri, Fernanda Lourenço Furigo, Úrsula Bueno do Prado Guirro, Elizabeth Milla Tambara
Bruna Brenha Ribeiro Subtil, Johnny da Silva
TLO619 CATETER INFRACLAVICULAR COM 20 DIAS DE
TLP775 USO DE MÁSCARA LARÍNGEA EM PACIENTE DURAÇÃO, PARA CIRURGIAS SERIADAS DE DESBRIDAMENTO
PORTADORA DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA DE MEMBRO SUPERIOR E FIXAÇÃO DE OSSOS DO
SUBMETIDA A ANESTESIA VENOSA TOTAL ASSOCIADA ANTEBRAÇO - S141
A BLOQUEIO DO PLANO DO MÚSCULO TRANSVERSO Liandra Felix Fontes, Thais Kroeff Machado,
ABDOMINAL – RELATO DE CASO - S137 Fernanda Bezerra de Mello Monte, Rafael Mercante Linhares,
Natália Luma Gomes, Esther Alessandra Rocha, Marina Pacheco Rosa Luciana Dantas Bastos Frango de Oliveira

TLO1013 COMPARAÇÃO ENTRE O USO PRÉ-OPERATÓRIO DE


XXIX) Dor Aguda GABAPENTINA E PREGABALINA: METANÁLISE DE EFEITOS
MISTOS - S141
TLP648 ANALGESIA CONTROLADA PELO PACIENTE APÓS
João Pedro Sant’ Anna Pinheiro, Débora Santos Rodrigues,
CIRURGIA UROLÓGICA EM PACIENTE COM SÍNDROME DE
Fernanda Bortolanza Hernandes, Thaís Natália de Almeida,
STEVENS-JHONSON - S138
Karen Barros Parron Fernandes, Marcos Tadeu Parron Fernandes
Felipe Rodrigues Braz, Luiz Roberto Morais de Meira,
João Paulo Jordão Pontes, Fernando Cássio do Prado Silva,
Alexandre de Menezes Rodrigues, Lira Olimpia Alves Faria TLO370 IMPACTO DE UM SERVIÇO DE DOR AGUDA
PÓS-OPERATÓRIA NO TEMPO DE HOSPITALIZAÇÃO EM
TLO259 ANALGESIA PERIDURAL PÓS-OPERATÓRIA: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO SUL DO BRASIL - S141
CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO CONTROLE DA DOR Antônio Franciosi Prates, Anderson Miguel Capp, Letícia Uzeika,
EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO - S138 Francisco Fritsch Machry Krum, Luciana Paula Cadore Stefani,
Roberta Parastchuk, Jaqueline Rafaela Bernardes, Wolnei Caumo
Daiane Alves do Nascimento, Filipe de Alencar Matos,
Henrique Zechlinski Xavier de Freitas, Raôni Bins Pereira
TLO125 MANEJO ANESTÉSICO PARA O ALÍVIO DA DOR
AGUDA PÓS-COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA:
TLP316 ANALGESIA PLEXULAR CONTÍNUA COM CATETER
REVISÃO SISTEMÁTICA - S142
PERIFÉRICO PÓS-RESSECÇÃO DE OSTEOSSARCOMA CLÁSSICO
DE ÚMERO PROXIMAL: RELATO DE CASO - S138 Renato Ribeiro de Jesus, Adebaldo Maia Leite,
Kyle Roberto Coelho Junio, Felipe Magalhães Dias, Simone Soares Leite, Márcio Carneiro Vieira,
Márcio Placedino Martins, Sérgio Silva de Mello, Nivaldo Ribeiro Villela
Luiz Fernando Amancio Pereira de Oliveira
TLP864 PERFIL DE CONTROLE DA DOR PÓS-OPERATÓRIA
TLO382 ASSOCIAÇÃO DE METADONA A OUTROS OPIOIDES EM PACIENTES SUBMETIDOS A PROCEDIMENTOS
PARA O CONTROLE DE DOR CRÔNICA AGUDIZADA – RELATO CIRÚRGICOS ORTOPÉDICOS NO SERVIÇO DE DOR AGUDA
DE CASO - S139 PÓS-OPERATÓRIA - S142
Renata Pinheiro Modolo, Bruna Antenussi Munhoz, Gabriel Gondim Fonseca, Marcelo Vaz Perez, Thiago Ramos Grigio,
Daniellen Lins Lourenço, Ana Paula Santana Huang, Ayrton Bentes Teixeira, Henrique Fialho de Freitas, Daniel Valente
Yuri Louro Bruno de Abreu, José Carlos Canga

TLO071 QUALIDADE DA RECUPERAÇÃO APÓS


TLO795 AVALIAÇÃO DA DOR EM RECÉM-NASCIDOS
NASCIDOS DE PARTOS VAGINAL E CESÁREO DURANTE ADMINISTRAÇÃO DE MORFINA OU METADONA PARA
INJEÇÃO INTRAMUSCULAR: RESULTADOS PARCIAIS - S139 ANALGESIA PÓS-OPERATÓRIA EM PACIENTES SUBMETIDOS A
Esther A. L. Ferreira, Thalita Marqueze, ANESTESIA VENOSA TOTAL - S143
Catarina Leticia Rodrigues Barbalho, Damaris S. Nassif, Miller Fazoli Lambert, Eduardo Toshiyuki Moro,
João Vinícius Alves Lameu, Norma S. P. Módolo, Ana Luiza Naves Pereira, Thais Moura Artioli, Giuliana Graicer,
Guilherme A. M. de Barros, Thalita Marqueze Juliana Morini Bevilacqua
XXI

TLO588 TOLERÂNCIA AGUDA A OPIOIDES: RELATO TLO924 INFLUÊNCIA DA TERAPIA OPIOIDE AGUDA E
DE CASO - S143 CRÔNICA NA COGNIÇÃO DE PACIENTES COM DOR
Victor Resende de Melo Freitas, Thalita Marqueze, ONCOLÓGICA - S147
Murilo Moreira Thom, Diego Viana de Mello, Ana Paula Medeiros Hortêncio, Aline Mariana Silva Cândido,
Guilherme Antônio Moreira de Barros, Fernanda Bono Fukushima Kamila Vieira de Oliveira, Flávio Souza Melo,
Mirlane Guimarães de Melo Cardoso, Bianca Frota Farias de França
TLP756 TRATAMENTO MULTIMODAL DE DOR REFRATÁRIA
PARA PACIENTE VÍTIMA DE POLITRAUMA - S143 TLO480 PREVALÊNCIA DOS SINTOMAS EM PACIENTES
Isabela Borges de Melo, Débora Philippi Bressane, ONCOLÓGICOS PALIATIVOS – SÉRIE DE CASOS - S147
Pedro Luiz Ferreira, Rodrigo Vital de Miranda, Anderson Meneghini Capra, Antonio Andrigo Ferreira de Carvalho,
Renato Lucas Passos de Souza, Moisés Freitas Neves
Joana Zulian Fiorentin, Roberto Henrique Benedetti,
Maria Tereza Evangelista Schoeller,
TLP207 USO DE FICHA PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO DA DOR Breno José Santiago Bezerra de Lima
PARA REGISTRO E CONTROLE DA DOR - S144
Luís Fernando Rodrigues Maria, Jaime João Jorge,
TLP590 SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO EM
Gabriela Morais Reis, Rafael Oliveira Telles, Rafael dos Santos,
CUIDADOS PALIATIVOS EM UM HOSPITAL
Jonas Jorge Junior
UNIVERSITÁRIO - S148
Richelane da Costa Reis Leite, João Batista Santos Garcia,
Vanise Barros Rodrigues da Motta, Carlos Eduardo de Melo Leite,
XXX) Dor Crônica e Cuidados Paliativos Erika Duailibe Mascarenhas Fernandes,
Silvana Maria Raposo Salazar
TLO205 COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS – UTILIZAÇÃO DO
PROTOCOLO SPIKES - S144
Amanda Fernandes Halla, Ana Paula de Souza Vieira Santos,
Guilherme Haelvoet Correa, Marcela Rangel Mariz,
Estanrley Barcelos Pinto, Ayrton Bentes Teixeira
XXXI) Ensino em Anestesia
TLO706 ANÁLISE DA CURVA DE APRENDIZADO DOS
TLO175 CUIDADOS PALIATIVOS EM TERAPIA INTENSIVA: RESIDENTES DE ANESTESIOLOGIA ATRAVÉS DE
IMPORTÂNCIA DO CUIDADO INTEGRAL E APLICATIVO - S148
MULTIDISCIPLINAR - S145 Rafael José Nalio Grossi, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto,
Letícia Aparecida Ferreira, Enis Donizetti Silva, Fernando David Goehler,
Karolynne Myrelly Oliveira Bezerra de Figueiredo Saboia, Gustavo Tadeu Olivetti, Claudia Marquez Simões
Mônica Braga da Cunha Gobbo (TSA), Maisa Carla Campos,
Caio Eduardo Ferreira Pires, Luísa da Cunha Gobbo
TLP191 ANESTESIA PARA TODOS: CONHECER, CONFIAR,
DIVULGAR (LANES/UFRJ) - S149
TLO116 CUIDADOS PALIATIVOS: A ABORDAGEM DA MORTE E
Fátima Carneiro Fernandes, Márcio Carneiro Vieira,
TERMINALIDADE NO CURSO DE MEDICINA - S145
Rafael C Franco, Rafael L Kader, Rodrigo R Araújo,
Lívia Martins Santos, Aline Felix Baggio, Luiza Macedo Poleza,
Gabriel M da Silveira
Thaís Marinho Figueroa, Yasmin Quiroga de Souza,
Clóves Amssis Amorim
TLO422 MANEJO DAS VIAS AÉREAS NA GRADUAÇÃO:
TLP955 CUIDADOS PALIATIVOS: O ANESTESIOLOGISTA DIAGNÓSTICOS DO CURSO DE MEDICINA - S149
INSERIDO NA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL - S145 Alline Amaral da Costa Moreira, Luciano Alves Matias da Silveira,
Rayanne Mendes Guerra, Márcia Adriana Dias M.Moreira, Flora Margarida Barra Bisinotto, Aílton Batista de Araújo,
Gilvandro Lins de Oliveira Júnior, Bernardo Lima da Nóbrega, Claudine de Souza, Rodrigo Fonseca Abreu
Aline Moreira Meirelles, Raquel de Souza Ferraz dos Santos
TLP820 O CONHECIMENTO DO MÉDICO RECÉM-FORMADO
TLO958 DOR TOTAL – UMA ABORDAGEM DIFERENCIADA AOS NA ABORDAGEM DA VIA AÉREA E A IMPORTÂNCIA DE CURSOS
PORTADORES DE DOR - S146 TEÓRICOS E PRÁTICOS NESSE CAMPO - S149
Pedro Victor Martins Vasconcelos, Bruna Daibert Danesin, Bruno Gomes Camacho, Maria Angélica Abrão,
Marcelo Vaz Perez, Thiago Ramos Grigio, Fernanda Fonseca Lopes, Thiago Russell R. Peclat da Silva,
Rodrigo Teixeira Magalhães, Ayrton Bentes Teixeira Luiz Henrique Christensen F. C. Bendlin, Simone Soares Leite

TLO038 ENSINO DE CUIDADOS PALIATIVOS NA GRADUAÇÃO TLO174 O ENSINO DE ANESTESIOLOGIA NO INTERNATO:


EM MEDICINA NO BRASIL - S146 AVALIANDO RESULTADOS NO HUCFF/UFRJ - S150
Úrsula Bueno do Prado Guirro, Gisele dos Santos, Leonel dos Santos Pereira, Márcio Carneiro Vieira, Victor Cheng,
Rogério de Fraga, Edison Luiz Almeida Tizzot Guilherme Lee, Fátima Carneiro Fernandes
XXII

TLO378 PRESSÃO DO BALONETE DO TUBO TRAQUEAL: XXXIII) Eventos Críticos e Complicações


ESTÃO TODOS OS PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NESTE
CUIDADO? - S150 TLO829 ANAFILAXIA COM ROCURÔNIO E USO DO
Luciano Alves Matias da Silveira, Flora Margarida Barra Bisinotto, SUGAMADEX - S154
Laura Bisinotto Martins, Alline Amaral da Costa Moreira, Patricia Pinheiro de Toledo Werneck, Jéssica de Bem Marques da Silva,
Laís Araújo Oliveira, Pedro Henrique Sirotheau Correa Alves Stefan Belizário Leal, Talita Machado de Carvalho,
Diego Ferreira Affonso Pereira, Alfredo Guilherme Haack Couto

TLO202 PREVALÊNCIA DE SÍNDROME DE BURNOUT EM


RESIDENTES DE ANESTESIOLOGIA - S151 TLP186 ANESTESIA EM PACIENTE COM PERFURAÇÃO
COLÔNICA, PNEUMOMEDIASTINO E ENFISEMA SUBCUTÂNEO
Thiago Zampari Ferreira, Kleber Jordão de Souza, David Ferez
PÓS-COLONOSCOPIA - S154
Joice Dayane Tavares, Ana Beatriz Cardoso Pereira Romero,
TLO190 SALVANDO VIDAS - S151
Paula Foresti Faria, Cleber Wagner de Carvalho,
Fátima Carneiro Fernandes, Márcio Carneiro Vieira, José Caio dos Santos, Celso Schmalfuss Nogueira
Rafael C Franco, Paula Marsico P da Silva

TLP272 ANESTESIA SUBDURAL ACIDENTAL APÓS PUNÇÃO


PERIDURAL: RELATO DE CASO - S155
XXXII) Estudos Experimentais Antonio Emanuel Soares Vieira, Ressala Castro Souza,
Gustavo Rodrigues Costa Lages, Anamaria Ruiz Combat Tavares,
TLO763 A CLONIDINA PROTEGE O RIM DA LESÃO DE Nathalia Campos Schimidt, Marcelo Pandolfi Caliman
ISQUEMIA E REPERFUSÃO? ESTUDO EXPERIMENTAL EM
RATOS - S151 TLP644 ATELECTASIA APÓS INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL
Aparecida Vitória Gonçalves de Souza, Woner Mion, SELETIVA EM LACTENTE - S155
Murilo Moreira Thom, Paulo do Nascimento Júnior, Henrique Bicalho Rosa, Márcio Placedino Martins,
Norma Sueli Pinheiro Modolo, Marília Pinheiro Módolo Anna Sylvia Pace Boardman, Wagner Arruda Silveira,
Luiz Fernando Amancio P. de Oliveira, Andreia Santos Cardoso
TLO768 AVALIAÇÃO DO FENOLDOPAM NA PROTEÇÃO RENAL
EM RATOS SUBMETIDOS À LESÃO DE ISQUEMIA/REPERFUSÃO TLP686 AVC BITALÂMICO INTRAOPERATÓRIO POR ARTÉRIA
ANESTESIADOS COM ISOFLURANO - S152 DE PERCHERON: RELATO DE CASO - S155
Aparecida Vitória Gonçalves de Souza, Woner Mion, Gustavo Acioli Murta Torres, Bruno Farah Alvarenga,
Marcelio Flavio Piccolo de Farias, Marília Pinheiro Módolo, Douglas Coelho Machado, Gabriella Christiane Heuer Guimarães,
Paulo do Nascimento Júnior, Norma Sueli Pinheiro Modolo Daniel Ricahrd Martins, José Osiel de Almeida

TLO120 DEXMEDETOMIDINA COMO ADJUVANTE EM TLO639 BLOQUEIO ESFENOPALATINO PARA TRATAMENTO DE


ANESTESIA PARA COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA CEFALEIA PÓS-PUNÇÃO DURAL: RELATO DE CASOS - S156
PARA REDUÇÃO DO CONSUMO DE ANESTÉSICO Walkiria Wingester Vilas Boas, Marcella Carmem Silva Reginaldo,
INALATÓRIO - S152 Andreia Santos Cardoso, Maíra Cota Torres, Henrique Bicalho Rosa
Alan Paulo Guimarães Medeiros, Derik de Azevedo Quintas,
Flavio Gurgel Paulino Murta, Giordano Bruno Ribeiro Palmeira de Freitas, TLO736 BRONCOASPIRAÇÃO COM USO DE MÁSCARA
Alehandro Neves Terra, Leandro Mereb da Oliveira LARÍNGEA EM PACIENTE COM HÉRNIA DE HIATO
DESCONHECIDA - S156
TLO283 INFLUÊNCIA DO PEEP E DA FREQUÊNCIA CARDÍACA Marcelo Carneiro da Silva, Marco Antônio Dias Jogaib,
NO GRADIENTE DA VIA DE SAÍDA DO VENTRÍCULO ESQUERDO Fernanda Andrade Soares da Silva, Yvve Priscilla Gatto,
DE PACIENTES COM MIOCARDIOPATIA HIPERTRÓFICA Santhiago de Pina Naves, Jessyca Augusta Teixeira de Azevedo
OBSTRUTIVA - S153
João Henrique Zucco Viesi, Indara Mattei Dornelles, TLO104 BRONCOESPASMO APÓS REALIZAÇÃO DE BLOQUEIO
Sávio Cavalcante Passos, Adriene Stahlschmidt, DE NEUROEIXO TIPO RAQUIANESTESIA EM PACIENTE
Bruno Pereira Valdigem, David Le Bihan SUBMETIDO A URETERORRELITOTRIPSIA - S157
Fredi Andreolla, Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo,
TLO047 PALONOSETRONA E ONDANSETRONA NA Leandro Crisculo Miksche, Eduardo Barbin Zuccolotto,
PROFILAXIA DE NÁUSEAS E VÔMITOS PÓS-OPERATÓRIOS Cirilo Haddad Silveira
EM MULHERES COM 60 ANOS OU MAIS SUBMETIDAS À
COLECISTECTOMIAS VIDEOLAPAROSCÓPICAS: ESTUDO TLO455 CHOQUE ANAFILÁTICO DESENCADEADO PELA
ALEATÓRIO E DUPLAMENTE ENCOBERTO - S153 CEFAZOLINA: RELATO DE CASO - S157
Rafael Vasconcellos de Mattos, Estêvão Luiz Carvalho Braga, Joelmir Colman, Leonardo José Scarton Forgiarini, Carlos Farias,
Diego Santa Rosa Santos, Gabriel da Costa Mourad, Cristine Formighieri Angonese, Rafael Klein Gomes,
Ismar Lima Cavalcanti, Núbia Verçosa Figueirêdo Florentino Fernandes Mendes
XXIII

TLO739 CHOQUE ANAFILÁTICO EM CIRURGIA DE TLP774 EVENTOS NEUROLÓGICOS ADVERSOS APÓS USO DE
COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPIA SOB ANESTESIA FLUORESCEÍNA SÓDICA INTRATECAL PARA DIAGNÓSTICO DE
GERAL BALANCEADA - S158 FÍSTULA LIQUÓRICA: RELATO DE CASO - S162
Bruno Peroni Rodrigues, Camila Campos Silveira, Andrea Ferrari Felippi, Ingrid Caroline Baia de Souza,
Guilherme Coelho Machado Nunes, Jackson Davy da Costa Lemos, Eneida Maria Vieira
Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo, Clóvis Tadeu Bueno da Costa,
Bruno Luan Bosa TLP867 FALHA DE DESINTUBAÇÃO EM PÓS-OPERATÓRIO DE
ESVAZIAMENTO CERVICAL - S162
TLP010 CHOQUE ANAFILÁTICO INTRAOPERATÓRIO: Diego Munhoz Barrios, Ana Carolina Lombardi,
DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E CONDUTA PARA SEGURANÇA Bruno Tose Gonçalves Barbosa, Ayrton Bentes Teixeira
DO PACIENTE - S158
Gisele Passos da Costa Gribel, Benjamin Zylberberg,
TLO095 FIBRILAÇÃO ATRIAL APÓS REVERSÃO DO BLOQUEIO
Bruno Gomes Sant´Ana, Márcio da Silva Alves,
NEUROMUSCULAR: RELATO DE CASO - S162
Cesar Augusto de Soares Nogueira,
Lucas Bartholomeu Campos Barra Éric Guimarães Machado, Alexandre Almeida Guedes,
Amélie Gabrielle Vieira Falconi
TLP155 CHOQUE DURANTE INDUÇÃO ANESTÉSICA – A
IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA: RELATO DE TLP500 FRATURA DE AGULHA NO ESPAÇO PARAVERTEBRAL
CASO - S159 DURANTE RAQUIANESTESIA: RELATO DE CASO E REVISÃO DE
Márcio Carneiro Vieira, Camila de Magalhães de Sá, LITERATURA - S163
Fátima Carneiro Fernandes Eurivaldo Valente de Brito, Nathália dos Santos Lins,
André Pereira Linhares, Gustavo Michel da Cunha Cruz,
TLP397 COMPLICAÇÃO PULMONAR GRAVE EM PACIENTE Elissa Carla Pinto Jaques, Igor Pelinca Calado
SAUDÁVEL: RELATO DE CASO - S159
Tiago Caneu Rossi, Flora Margarida Barra Bisinotto, TLO088 HEMORRAGIA INTRACRANIANA CEREBELAR APÓS
Luciano Alves Matias da Silveira, Karen Carneiro Sene, PUNÇÃO DURAL - S163
Vanessa Borges Barbosa, André Pedroza Francisco Thais Rodrigues Abra, Cibele Mari Shinike,
Carlos Gustavo Silva Katayama, Henrique Bortot Zuppani,
TLP755 DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA TARDIA APÓS INFUSÃO Álvaro Antônio Guaratini, Ayrton Bentes Teixeira
DE MORFINA EM CATETER PERIDURAL - S159
João Gabriel de Castro Pereira, Guilherme Valle de Oliveira, TLO147 HIPERTERMIA MALIGNA FULMINANTE EM PACIENTE
Cassiano Franco Bernardes, Erick Freitas Curi, PEDIÁTRICO SUBMETIDO À CIRURGIA AMBULATORIAL:
Eliana Cristina Murari Sudré, Paulo Antonio de Mattos Gouvêa RELATO DE CASO - S164
Luiz Alberto Bouzas Regueira, Ethyenne Lacerda Moreira,
TLO433 DIPLOPIA E ESTRABISMO BILATERAL APÓS PUNÇÃO Elton Pereira de Sá Barreto Junior, Catharina Borges de Oliveira
INADVERTIDA DE DURA-MÁTER: RELATO DE CASO - S160
Thiago Lima Barreto da Serra e Silva, Patricia França Kalache Barreto,
TLO466 INJEÇÃO INTRA-ARTERIAL ACIDENTAL DE
Hannelyze Wagner, Juliana Midori Ito
CLOREXIDINA ALCOÓLICA - S164
José Mendes Mesquita Neto, Leonardo Carneiro Marques,
TLO447 EDEMA AGUDO PULMONAR POR PRESSÃO NEGATIVA
Diogo Moreira Garzedim dos Santos, Ricardo Almeida de Azevedo,
APÓS EXTUBAÇÃO TRAQUEAL EM APENDICECTOMIA ABERTA:
Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso,
RELATO DE CASO - S160
José Admirço Lima Filho
Márcia Aparecida Tedesco, Natália Luma Gomes,
José Carlos Canga, Esther Alessandra Rocha, Desiré Carlos
Callegari TLP375 INSTABILIDADE HEMODINÂMICA APÓS
POSICIONAMENTO EM DECÚBITO VENTRAL - S165
TLP602 EDEMA AGUDO PULMONAR POR PRESSÃO Felipe Milhazes Vicente, Márcio de Pinho Martins,
NEGATIVA: RELATO DE CASO - S161 Patrick Augusto Gama Lima de Oliveira, Fernando Corrêa,
João Francisco Volpe Junior, Victor Hugo Ferreira Guilardi, Ana Maria Souza, Lívia Pires Peixoto
José Tadeu dos Santos Palmieri, Flávia Vieira Guimarães Hartmann,
Herbert Bassi Ferreira Dias TLP760 LESÃO DE NERVO FIBULAR APÓS
RAQUIANESTESIA PARA CIRURGIA EM MEMBRO
TLO114 EDEMA PULMONAR AGUDO POR PRESSÃO NEGATIVA CONTRALATERAL - S165
DEVIDO A BLOQUEIO NEUROMUSCULAR RESIDUAL - S161 Jamille Ferreira Leandro, Andressa Brasil Vasconcelos Costa,
Leonardo do Valle Souza Vasconcelos, Danielle Maia Holanda Dumaresq, Natália de Carvalho Portela,
Roberto Winter Guaspari Sudbrack, Gabriel Molinaro de Souza Esperon, Cibelle Magalhães Pedrosa Rocha,
Flávia Pelosi da Cruz Gouveia, Marco Aurelio Damasceno Silva Nely Marjollie Guanabara Teixeira
XXIV

TLO728 MANEJO ANESTÉSICO APÓS COMPLICAÇÃO DE TLO636 PNEUMOTÓRAX E PNEUMOMEDIASTINO APÓS


CATETERIZAÇÃO ARTERIAL PERIFÉRICA - S165 ANESTESIA GERAL: LARINGOESPASMO VERSUS LESÃO
Cirilo Haddad Silveira, Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo, TRAQUEAL: RELATO DE CASO - S169
Leandro Criscuolo Miksche, Guilherme Coelho Machado Nunes, Luciana Dal Prá de Franceschi, Letícia Hellen Basso,
Fredi Andreolla, Antonio Takashi Kitayama Joana Zulian Fiorentin, Breno José Santiago Bezerra de Lima,
Roberto Henrique Benedetti, Rodolfo de Pinho Paes Barreto
TLO564 MANEJO DE PACIENTE PEDIÁTRICO COM SÍNDROME
GENÉTICA NÃO ESCLARECIDA SUBMETIDO A RESSONÂNCIA TLO385 PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO EM CIRURGIA PARA
NUCLEAR MAGNÉTICA: RELATO DE CASO - S166 RESSECÇÃO DE TUMOR ABDOMINAL: RELATO DE CASO - S170
Filipe de Azevedo Teixeira Reis, Nicoly de Souza Lima Barberio, Thiago Fernandes Marques, Marcos Daniel de Faria,
Marcelo Pena Moreira de Oliveira, Bruno Serra Guida, Cloves Alves Moutinho Júnior, Ana Maria Vilela Bastos Ferreira,
Karen Amaral Faria Matheus Leandro Lana Diniz, Mariana Reines Bevilaqua Sullavan

TLO701 MANEJO TERAPÊUTICO E DIAGNÓSTICO TLP568 POSICIONAMENTO CIRÚRGICO PODE SIGNIFICAR


LABORATORIAL DE ANAFILAXIA DURANTE O PROCEDIMENTO UMA ARMADILHA: REAL OU IMAGINÁRIO - S170
ANESTÉSICO: RELATO DE CASO - S166 Daiane Malheiros Souza, Tolomeu Artur Assunção Casali,
Anderson Meneghini Capra, Antonio Andrigo Ferreira de Carvalho, Arthur Ferreira Paranaíba, Marília Moreira de Melo Silva,
Joana Zulian Fiorentin, Jane da Silva , Edelton Flávio Morato, Felipe Bufaiçal Rassi Carneiro, Nathalia Bufaiçal Rassi Carneiro
Roberto Henrique Benedetti
TLO579 RAQUIANESTESIA TOTAL APÓS PERIDURAL TORÁCICA
TLO103 PACIENTE COM ESTÔMAGO CHEIO: UM CASO PARA CIRURGIA DE MAMA: RELATO DE CASO - S171
INESPERADO - S167 Ana Luisa Maia do Nascimento, Bruno Mendes Carmona,
Luiz Felipe de Souza Tiburzio Megale, Marcelo Negrão Lutti, Sayuri Kawamura Barcellos de Albuquerque,
Juliano Moisés Tobal, Luiz Marciano Cangiani, Leandro Zamprogno da Silveira,
Sabrina de Souza Ramos, Helivelton Rocha Azevedo José Mariano de Melo Cavaleiro de Macedo,
João Hermínio Pessoa dos Santos
TLP745 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA DURANTE
RESSECÇÃO DE CARCINOMA PULMONAR POR LASER: TLO105 REAÇÃO ANAFILÁTICA AO ROCURÔNIO REVERTIDA
RELATO DE CASO - S167 COM SUGAMMADEX - S171
Marcella Martins Bellini, Marilia da Silva Faria de Macedo, Fredi Andreolla, Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo,
Luciana Valente Eduardo Barbin Zuccolotto, Leandro Crisculo Miksche,
Leonardo Ferrazzo
TLP335 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA EM PACIENTE COM
SEPSE ABDOMINAL - S168 TLO123 REAÇÃO ANAFILÁTICA EM GASTROPLASTIA
Lívia Pires Peixoto, João Ghabriel do N.de Lucena Gonçalves, VIDEOLAPAROSCÓPICA - S171
Jaime Garcia Pinto, Patrick Augusto Gama Lima de Oliveira, Tomás Vitor de Souza G.Q.T.de Barros,
Fernando de Carvalho Corrêa, Márcio de Pinho Martins Monique Caribé Brasileiro Mattos, Felipe Souza Thyrso de Lara,
Ivan Almada Faria
TLO351 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA EM PROCEDIMENTO
DE TROMBECTOMIA - S168 TLO937 Relato de caso: CHOQUE ANAFILÁTICO, UM
Patrízia Santos Sousa, Antonio Herlandson Freire da Cunha, DESAFIO PARA O ANESTESIOLOGISTA - S172
Jose Mendes dos Santos, Vera Lucia Fernandes de Azevedo Brunelise Brunet Diniz, Fabrício de Paula Leite Battisti,
David Ferez, Masashi Munechika, José Luiz Gomes do Amaral,
TLP891 PCR EM PRÉ-ESCOLAR FALCÊMICO APÓS INFUSÃO Luiz Fernando dos Reis Falcão
DE GADOLÍNIO PARA RNM - S168
Carolina Almeida Ramos, Pedro Brito de Oliveira Junior, TLO080 Relato de caso: CRISE CONVULSIVA APÓS
Renata Sofia Guimarães, Paulo Max Gonzaga Oliveira, LIDOCAÍNA NA INDUÇÃO ANESTÉSICA - S172
Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso, Gizelle de Lima Barbosa, Kimie Correia Konishi,
Ricardo Almeida de Azevedo Diego Abel Leite Sousa, Igor Bantim Barbosa,
Mariluce Peixoto Santos, Vera Lúcia Fernandes Azevedo
TLP704 PNEUMOMEDIASTINO: COMPLICAÇÃO
PERIOPERATÓRIA EM CIRURGIA BARIÁTRICA TLP415 REPERCUSSÕES HEMODINÂMICAS E RESPIRATÓRIAS
VIDEOLAPAROSCÓPICA - S169 NA MUDANÇA DE DECÚBITO DORSAL PARA VENTRAL E SUAS
Julival Mendes Alves Júnior, Samira Almeida Maia, Erick Freitas IMPLICAÇÕES ANESTÉSICAS: RELATO DE CASO - S173
Curi, Cassiano Franco Bernardes, Paulo Antonio de Mattos Gouvêa, Leticia Akemi Simamura, João Vitor Uratani, Juliana Midori Ito,
Eliana Cristina Murari Sudré Daniel Claro de Amaral
XXV

TLP615 REVERSÃO DE ANAFILAXIA COM USO DE TLP730 TOXICIDADE SISTÊMICA INDUZIDA POR ROPIVACAÍNA
SUGAMMADEX APÓS INDUÇÃO COM ROCURÔNIO - S173 APÓS INFILTRAÇÃO DE FERIDA OPERATÓRIA EM CIRURGIA DE
Eduardo Vilela Borges dos Santos, Huana Christina Rosa Nogueira, CIFOESCOLIOSE - S177
João Henrique Garcia Ricarte, Iasmin Sindeaux Botinelly, Isabela Borges de Melo, Rodrigo Vital de Miranda,
Flávia Vieira Guimarães Hartmann, Cláudio Henrique Freire Perre, Débora Philippi Bressane,
Pedro Paulo Guimarães Hartmann Moisés Freitas Neves, Luis Vicente Garcia

TLP684 SANGRAMENTO MACIÇO EM PACIENTE EM USO DE TLO782 TRATAMENTO DE CEFALEIA APÓS BLOQUEIO
DABIGATRANA - S174 SUBARACNOIDE COM BLOQUEIO ESFENOPALATINO: RELATO
Maia Nogueira Crown Guimarães, Claudia Marquez Simões, DE CASO - S177
Cássio Campello de Menezes, Julius Baranauskas, Rodolfo Luciano Cecilio Filho, Silval José Alves Filho,
Marielli Conde Dias André Aguiar Ferreira de Oliveira, Clovis Augusto Monteiro da Silva,
Gabriel Magalhães Nunes Guimarães,
TLO752 SÍNDROME COMPARTIMENTAL ABDOMINAL DEVIDO À Edson Wander Xavier da Rocha
SOBRECARGA HÍDRICA EM HISTEROSCOPIA - S174
Gabriella de Sá Veras Pinto, Anny Sugisawa, TLO676 TROMBOSE ARTERIAL AGUDA DE BYPASS
Fernanda Lourenço Furigo, Fábio Luis Ferrari Regatieri, ILIOFEMORAL EM PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO DE
Marcelo Ribeiro de Magalhães Queiroz, Daniel Varoni Schneider LOBECTOMIA PULMONAR - S178
Felipe Robalinho Peçanha Pina Rodrigues,
TLP976 SÍNDROME DA INTOXICAÇÃO HÍDRICA PÓS-RESSECÇÃO Nathalia de Almeida Mastache, Sara Pereira Lima Soares de Sá,
TRANSURETRAL DE PRÓSTATA: RELATO DE CASO - S174 Daniele Oliveira Minelli
Rafael Reis Di Tommaso, Emilio Carlos Del Massa,
Eyder Figueiredo Pinheiro, Lucas Reis Rosa, TLP662 TROMBOSE ARTERIAL AGUDA EM CRIANÇA
Mariah Fontes de F.Brito Colnago Soares, APÓS INSTALAÇÃO DE MONITORIZAÇÃO INVASIVA DE
Gabriel Reis Di Tommaso PRESSÃO - S178
Priscilla Ribeiro Marques Monteiro, Thiago Monteiro de Carvalho,
TLO293 SÍNDROME DE HORNER APÓS PASSAGEM DE Leandro da Conceição Aquino, Leopoldo Palheta Gonzalez,
CATETER PERIDURAL (CPD) - S175 Rodrigo dos Reis Ferreira

Manoela Merolillo Marimon, Paula Benedetti de Camargo,


Melina Petry de Oliveira Souza, Juliana de Fatima Schmitt, TLO855 URTICÁRIA INDUZIDA POR ESTRESSE NO
Lorena Vanni Reali PERIOPERATÓRIO: RELATO DE CASO - S179
Teodoro Felipe Pereira de Souza, Roberto Cardoso Bessa Júnior,
Jaci Custódio Jorge
TLO909 TAMPONAMENTO CARDÍACO APÓS IMPLANTAÇÃO DE
MARCA-PASSO DEFINITIVO: RELATO DE 3 CASOS - S175
Teodoro Felipe Pereira de Souza, Wendell Valadares Campos
Pereira, Jaci Custódio Jorge XXXIV) Interações Medicamentosas
TLP330 TAQUICARDIA PAROXÍSTICA SUPRAVENTRICULAR NA TLO666 BLOQUEIO NEUROMUSCULAR PROLONGADO PELO
INDUÇÃO ANESTÉSICA: RELATO DE CASO - S176 USO DA POLIMIXINA B: RELATO DE CASO - S179
Guilherme Camargo Thomé, Alexandre Almeida Guedes, Gustavo Simões Barbosa, Silvio Giordano de Freitas,
Leonardo José Vieira Amanda Alves Pinto, Paulo Alcantara Aguiar,
Jansen Xavier Fernandes, Adla Viana Ribeiro Barreto
TLP140 TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PÓS-PUNÇÃO
DE VEIA JUGULAR INTERNA DIREITA: RELATO DE
CASO - S176 XXXV) Medicina Perioperatória
Carolina Rocha Torres, Márcio de Pinho Martins,
Claudia Valeria Luiza da Fonseca Ribeiro, TLP784 ANESTESIA PARA HISTERECTOMIA TOTAL EM
Fernando de Carvalho Corrêa, PACIENTE COM DISTROFIA MIOTÔNICA (SÍNDROME DE
Patrick Augusto Gama Lima de Oliveira STEINERT): RELATO DE CASO - S179
Rafael Villela Silva Derré Torres
TLO821 TAQUICARDIA VENTRICULAR ASSOCIADA A
BLOQUEIO SUBARACNOIDE - S176 TLO426 AVALIAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA DE CUIDADOS DE
Gabriela Leis do Espírito Santo Azevedo, PACIENTES CRÍTICOS - S180
Lorena Coutinho Ramos Gevú Barcelos, Daniel Máximo Cunha Pinto, Luciana Cadore Stefani, Patrícia Wajnberg Gamermann,
Jeane Cesário Bpatista, Alexandra Rezende Assad, Letícia Moreira Flores Machado, Priscilla Martinelli,
Marco Antônio Cardoso de Resende Mauren Matiazo Pinhatti
XXVI

TLO405 AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO VOLUME XXXVI) Monitorização e Avanços


GÁSTRICO RESIDUAL APÓS INGESTÃO DE SOLUÇÃO DE Tecnológicos
MALTODEXTRINA DUAS HORAS ANTES DA CIRURGIA - S180
Natália de Carvalho Portela, Mário Henrique Oliveira Santos, TLO708 AVALIAÇÃO DE APLICATIVO MÓVEL PARA
Danielle Maia Holanda Dumaresq, Rômulo José de Lucena Castro Filho, DETERMINAÇÃO DA RESPONSIVIDADE VOLÊMICA - S184
Manoel Claudio Azevedo Patrocínio, Roberto César Pontes Ibiapina Rafael José Nalio Grossi, Gustavo Batocchio, Enis Donizetti Silva,
Fernando David Goehler, Claudia Marquez Simões
TLO682 IMPACTO DA IMPLANTAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE
FAST TRACKING NO JEJUM DE PACIENTES CIRÚRGICOS EM TLP837 FAZENDO A DIFERENÇA: APLICAÇÃO DO USO
UM HOSPITAL PRIVADO DE SÃO PAULO - S181 DA TERMOGRAFIA MÉDICA DIGITAL INFRAVERMELHA EM
ANESTESIOLOGIA PARA TRANSPLANTES - S184
Denys Pereira, Mirna Nucci Dertadian Rocha Prado,
Daniel Colman, Marcos Leal Brioschi, Fernando Martins Piratelo,
Guinther Giroldo Badessa, Ligia dos Santos, Rafael Queiroz Araujo,
Marina Bishop Brito Rebellato,
Luiz Fernando dos Reis Falcão
Christine Lima Cavalcanti de Albuquerque, Patrícia Constantini Kreling

TLO145 MANEJO ANESTÉSICO PARA CORREÇÃO DE


TLO545 MONITORIZAÇÃO ELETROENCEFALOGRÁFICA
FÍSTULA ARTERIOVENOSA DURAL EM PACIENTE COM
COM BIS E SR ASSOCIADA À PRESSÃO INTRACRANIANA EM
TROMBOEMBOLISMO PULMONAR DIAGNOSTICADO NO
PACIENTE VÍTIMA DE TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO GRAVE:
PRÉ-OPERATÓRIO - S181
RELATO DE CASO - S185
Rodrigo Souza da Silva, Caroline Biral Klas, Daniela de Andrade,
Fernanda Oliveira de Castro, Cristiane Gurgel Lopes,
Mariana Nazario, Carlos Júnior da Silva Correa,
Francisco Diego Silva de Paiva, Renno Soares Leitão,
Karine Aparecida Pecharki
Rogean Rodrigues Nunes, Denise Medeiros Pontes

TLO981 MANEJO PERIOPERATÓRIO DE TUMOR


CARCINOIDE - S182
Marina Ayres Delgado, Carlos Henrique Viana de Castro, XXXVII) Outros
Renato Machado de Almeida Junior, Cloves Alves Moutinho Júnior,
Estevão Nobre Carrato, Matheus Leandro Lana Diniz
TLP1034 SÍNDROME DE RESSECÇÃO TRANSURETRAL DE
PRÓSTATA - RELATO DE CASO - S185
Lucas Hemétrio Lazarini, Tiago Cordeiro de Macedo,
TLP772 ÓBITO POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO
Cláudia Helena Ribeiro da Silva
PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA ELETIVA - S182
Guilherme Valle de Oliveira, Aline Murari Sudré,
TLP483 ALERGIA AO LÁTEX: O ANESTESIOLOGISTA DEVE
Eliana Cristina Murari Sudré, Cassiano Franco Bernardes,
INVESTIGAR? - S186
Paulo Antonio de Mattos Gouvêa, Erick Freitas Curi
José Gilmar Gomes Júnior, Tolomeu Artur Assunção Casali,
Marília Araújo Pereira Garcia, Ana Luiza Boni,
TLP645 PCR APÓS INDUÇÃO ANESTÉSICA EM PACIENTE COM
Nathalia Bufaiçal Rassi Carneiro, Felipe Bufaiçal Rassi Carneiro
DISTÚRBIO DE CONDUÇÃO ELÉTRICA CARDÍACO - S182
Danila Tomico Nakayama, Rafael Mercante Linhares,
TLO158 ANESTESIA PARA ELETROCONVULSOTERAPIA EM
Fernando Pinho Leventhal, Daniel Cunha da Trindade, GESTANTE – RELATO DE CASO - S186
Henrique Viana Lyra
Marina de Andrade Lima Arcoverde Areias,
Ruy Leite de Melo Lins Filho, Cecília Monteiro Silva,
TLO113 PREVALÊNCIA DE ANEMIA PRÉ-OPERATÓRIA: Nádia Maria da Conceição Duarte, Rodrigo Carneiro Martiniano,
EVIDÊNCIA PARA PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DO Goretti Karine Bezerra Cantilino
CONCEITO PATIENT BLOOD MANAGEMENT EM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO - S183 TLP198 DISSECÇÃO DE ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA E
Leandro José Fonseca Miranda Ribeiro, Iuri Eleuterio, ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO EM PACIENTE
Rodrigo Pereira Diaz André, Flávio Lobianco Vicente, SUBMETIDO À CIRURGIA ORTOGNÁTICA - S186
Glauber Gouvêa Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros,
Priscila Arapiraca Camargo, Luis Antônio Borges,
TLO476 PROGRAMA DE REESTRUTURAÇÃO DO Rogéria Corrêa Dias, Fábio Paulino de Faria, Nelson Davi Bolzani
AMBULATÓRIO DE AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA NA
MELHORIA DA QUALIDADE DO ATENDIMENTO - S183 TLO849 EFEITO DO SEVOFLURANO NO PULMÃO DE
Luciana Paula Cadore Stefani, Pauline Elias Josende, RATOS MECANICAMENTE VENTILADOS: ESTUDO
Alice Becker Teixeira, Wolnei Caumo, Carolina Alboim, PILOTO - S187
Luciana Eltz Julio Cezar Mendes Brandão,
XXVII

TLP970 HIPERTENSÃO PULMONAR EM CIRURGIA NÃO XXXIX) Terapia Intensiva


CARDÍACA – RELATO DE CASO - S187
Thiago Fernandes Marques, Marcos Daniel de Faria, TLP947 AFERIÇÃO ADEQUADA DA PAM EM
Ana Maria Vilela Bastos Ferreira, Marcella Carmem Silva Reginaldo, NEUROINTENSIVISMO – REVISÃO DA LITERATURA - S191
Estevão Nobre Carrato, Isabella Neiva Liboreiro Carla Amado Petroli

TLO822 MANEJO PÓS-OPERATÓRIO DE PACIENTE COM TLO953 ANÁLISE DO PERFIL DE UMA UTI CIRÚRGICA DE UM
DISREFLEXIA AUTONÔMICA - S188 HOSPITAL DE ENSINO TERCIÁRIO - S191
Luiz Gustavo Santiago Rocha, Alinne Nascimento Maia, Fátima Rosane de Almeida Oliveira, Claudia Regina Fernandes,
Cinara Bossardi, Danilo Martins Correia, Joseana Taumaturgo Magalhães Falcão, João Luis Melo de Farias,
Jessyca Augusta Teixeira de Azevedo Josenília Maria Alves Gomes

TLO331 MANEJO PRÉ-OPERATÓRIO DO TUMOR


CARCINOIDE - S188
Luana Stutz, Renata de Oliveira Chedid,
XL) Farmacologia
Alfredo Guilherme Haack Couto, João Rodrigo Baptista e Costa,
TLO029 ENZIMA FOSFODIESTERASE-5: ALVO
Brynner Mota Buçard, Marcus Roberto de Azevedo Malaquias
ALTERNATIVO PARA DESENVOLVIMENTO DE FÁRMACOS
ANALGÉSICOS - S192
TLO092 OS EFEITOS ADJUVANTES DO USO INTRAVENOSO
Roberto Takashi Sudo, Guilherme C. Montes, Gisele Zapata Sudo,
DO SULFATO DE MAGNÉSIO NO PERÍODO PERIOPERATÓRIO
Márcio Carneiro Vieira, Celso F da Silva, Brumo E Dematté
EM ANESTESIA GERAL E BLOQUEIO DO NEUROEIXO – UMA
REVISÃO SISTEMÁTICA - S188
Renata Pinheiro Modolo, José Carlos Canga,
Esther Alessandra Rocha, Bruna Antenussi Munhoz, XLI) Vias Aéreas
Fernando Furtado Sabaté, Marcelo Sperandio Ramos
TLP487 ABORDAGEM DE VIA AÉREA EM PACIENTE COM
TLO130 SEGURANÇA NA INFUSÃO DE CETAMINA EM TRAUMA EM FACE POR ARMA DE FOGO - S192
PACIENTE COM DEPRESSÃO MAJOR RESISTENTE AO Francisco Juarez Filho, Thiciane Barbosa Pereira,
TRATAMENTO COM MÚLTIPLAS COMORBIDADES CLÍNICAS: Paulo José Carvalho Pedrosa, Fábio Di Paulo dos Santos Sousa
RELATO DE CASO - S189
Cezar Daniel Snak de Souza, Marcelo Bueno Ferreira, TLO360 ABORDGEM ULTRASONOGRÁFICA DA VIA AÉREA
Carolina Baeta Neves Duarte Ferreira SUPERIOR EM PACIENTE PORTADOR DE ANGIOEDEMA
HEREDITÁRIO EM CONTEXTO DE EMERGÊNCIA - S192
Andreia Santos Cardoso, Luiz Fernando Amancio Pereira de Oliveira,
Alcebiades Vitor Leal Filho, Luis Eduardo Rias Cardoso,
XXXVIII) Reanimação e Ressuscitação Samuel Reis da Silva

TLO560 PARADA CARDÍACA INTRAOPERATÓRIA: UM


PROGNÓSTICO FAVORÁVEL – RELATO DE CASO - S189 TLO166 ACESSO À VIA AÉREA EM PACIENTE COM MASSA
CERVICAL - S193
Raphael Augusto Cezar Galvão,
Vanessa Cristina Vieira Silva da Câmara, Gustavo Araújo Cozer, Bruno Luan Bosa, Marcel Brandolise Takagi, Thiago de Freitas
Tânia Cursino de Menezes Couceiro, João Paulo Bezerra Leão, Gomes, Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo, Leandro Criscuolo
Antonio Cavalcanti de Melo Filho Miksche

TLP716 REANIMAÇÃO EM PACIENTE COM CHOQUE TLP934 ALERTA DE VIA AÉREA DIFÍCIL:TUMOR DE
SÉPTICO SECUNDÁRIO À COLECISTITE AGUDA: RELATO LARINGE - S193
DE CASO - S190 Carneiro, Nathalia BR, Antônio Fernando Carneiro,
Milton Favarato Loureiro, Elizangela de Abreu Brito, Tolomeu Artur Assunção Casali, Daniela Agra de Castro,
Lucas Tonini Vieira, Diego Dalcamini Cabral de Souza, Muriel Pires e Silva, Carneiro, Felipe BR
Pedro Francisco Brandão, Felipe Schaeffer Ramos
TLO237 ANÁLISE DAS PRESSÕES DE BALONETES DE
TLO710 TROMBOEMBOLISMO PULMONAR MACIÇO TUBOS ENDOTRAQUEAIS – ESTUDO OBSERVACIONAL
NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: PROSPECTIVO - S194
RELATO DE CASO - S190 Gustavo de Oliveira Arouca, Ana Maria Menezes Caetano,
Diego Dalcamini Cabral de Souza, Pedro Francisco Brandão, Nádia Maria da Conceição Duarte, Andréa Tavares Ferreira,
Milton Favarato Loureiro, Elizangela de Abreu Brito, Josemberg Marins Campos,
Lucas Tonini Vieira, Felipe Schaeffer Ramos Marina de Andrade Lima Arcoverde Areias
XXVIII

TLP503 ANÁLISE PRELIMINAR DA VIA AÉREA DO TLO218 AVALIAÇÃO DO GRAU DE CORMACK-LEHANE COM O
PACIENTE OBESO SUBMETIDO À COLOCAÇÃO DE BALÃO USO DO VIDEOLARINGOSCÓPIO MCGRATH MAC® - S197
INTRAGÁSTRICO VIA ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA APÓS A Jane Auxiliadora Amorim, Maria Adelaide Bezerra Barbosa,
REDUÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA - S194 Priscila Jalfim Lumba, Otávio Damázio Filho,
Cássia Caroline Gondo Hirai, Paolo Regaiolli, Victor Gomes Albuquerque de Aguiar, Fabio Ranieri Angelim Barros
Marcelo Sperandio Ramos, Natália Luma Gomes
TLO549 COMPARAÇÃO DA VISUALIZAÇÃO DA LARINGE
TLP041 ANESTESIA EM CRIANÇA PORTADORA DE E CONDIÇÕES DE INTUBAÇÃO EM CENÁRIO DE VIA
PAPILOMATOSE RESPIRATÓRIA RECORRENTE: RELATO DE AÉREA DIFÍCIL SIMULADO COM QUATRO MODELOS DE
CASO - S195 VIDEOLARINGOSCÓPIO: A INFLUÊNCIA DO POSICIONAMENTO
DA CÂMERA E DA ANGULAÇÃO DA LÂMINA - S198
Fernanda Guirado, Daniel de Carli, José Fernando do Amaral
Ricardo Zanlorenzi, Mauricio do Amaral Neto,
Meletti, César de Araújo Miranda, João Pedro Motta Lima, Tiago
Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, Beatriz Gonçalves Miron,
Silva e Silva
Luiz Fernando dos Reis Falcão, Guinther Giroldo Badessa

TLP659 ANESTESIA PARA ARTRODESE CERVICAL DE


TLO420 COMPARAÇÃO ENTRE INTUBAÇÃO TRAQUEAL COM
URGÊNCIA DEVIDO A GRAVE TRAUMATISMO
O VIVIDTRAC® E COM LARINGOSCOPIA DIRETA EM MODELO
RAQUIMEDULAR - S195 DE LESÃO DE COLUNA CERVICAL - S198
Luiz Gustavo de Menezes Rodrigues, João Paulo Jordão Pontes, Demóstenes Ferreira de Medeiros Neto,
Fernando Cássio do Prado Silva, Antônio de Pádua Faria, Jéssica Pereira Simões de Ataíde, Carlos Gilberto Rabelo Borba Carvalho,
Francisco Morato Dias Abreu, Lira Olimpia Alves Faria Bruno Santos Afonso de Melo, Jane Auxiliadora Amorim,
Marcius Vinicius Mulatinho Maranhão
TLO156 ASSOCIAÇÃO DE VIDEOLARINGOSCOPIA E
BRONCOFIBROSCOPIA FLEXÍVEL PARA INTUBAÇÃO EM TLO964 COMPLICAÇÃO VENTILATÓRIA POR FÍSTULA
PACIENTE ACORDADO COM VOLUMOSA MASSA TRAQUEOESOFÁGICA EM ANESTESIA PARA REABORDAGEM
CERVICAL - S195 DE DERIVAÇÃO VENTRÍCULO EXTERNA EM NEONATO - S199
Rafael Vasconcellos de Mattos, Estêvão Luiz Carvalho Braga, Harold Maluf Barretto, José dos Santos,
Armin Guttman, Paulo Alipio Germano Filho, Ismar Lima Cavalcanti, Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros, José Carlos Santos Júnior,
Núbia Verçosa Figueirêdo Stenio Costa Almeida, Luísa Domingues Aguiar Marinho

TLO230 AVALIAÇÃO DA MANOBRA DE SELLICK APLICADA TLO702 CONDIÇÕES DE INTUBAÇÃO NA OBESIDADE


EM UM MANEQUIM POR ANESTESIOLOGISTAS E MÉDICOS MÓRBIDA COM USO DE COXIM INTERESCAPULAR PADRÃO:
RESIDENTES EM ANESTESIOLOGIA - S196 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS LARINGOSCÓPIOS
Raniere Nobre Fonseca, Kate Millena Ferreira Barbosa, TRUEVIEW PCD E MACINTOSH - S199
José Williams Muniz de Siqueira, Jayme Marques dos Santos Neto, Eduardo Lopes Machado, Florentino Fernandes Mendes,
Raphaella Amanda M.L.Fernandes, Liége Caroline Immich, Sergio Luis Amantea, Jorge Luigi Gomes Orso
Sérgio Veloso da Silveira Menezes
TLO031 EDEMA PULMONAR POR PRESSÃO NEGATIVA –
TLP203 AVALIAÇÃO DA PRESSÃO DE INSUFLAÇÃO DO CUFF RELATO DE CASO - S200
DO TUBO ENDOTRAQUEAL EM PACIENTES SUBMETIDOS À Mônica Braga da Cunha Gobbo TSA, Isabela da Costa Vallarelli,
ANESTESIA GERAL - S196 Karolynne Myrelly O.B.Figueiredo Saboia,
Daniela Chinelato Marcelino, Letícia Aparecida Ferreira,
Débora Wanderley Passos, Narla Karine Galindo de Albuquerque,
Bárbara Monteiro Moreira
Jane Auxiliadora Amorim, Otávio Damázio Filho,
Carmem Maria Carício Maciel, Ana Cláudia Pereira Mourato
TLP094 EMPREGO DO GUIA BOUGIE PARA INTUBAÇÃO
NASOTRAQUEAL ASSOCIADO AO VIDEOLARINGOSCÓPIO EM
TLO629 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA INTUBAÇÃO VIA ÁREA DIFÍCIL - S200
TRAQUEAL SEM BLOQUEADOR NEUROMUSCULAR EM
Gustavo Simões Barbosa, Priscila Pinto Máximo Balieiro,
CRIANÇAS SUBMETIDAS À ADENOIDECTOMIA: ESTUDO
Lilian Satie Ykeizumi, Anastácia Poliana dos Reis Fiorim,
OBSERVACIONAL - S197 Paulo Roberto de Alcântara Aguiar, Norival Alves Spineti
Felipe Coelho de Souza, Vinícius Caldeira Quintão,
Ana Flávia Vieira Leite, Raphael Rabelo de Mello Penholati, TLO785 ESTUDO COMPARATIVO DA PERFORMANCE CLÍNICA
Raquel Augusta Monteiro de Castro, Alexandre Rodrigues Ferreira E DO POSICIONAMENTO FIBROSCÓPICO DE QUATRO
DISPOSITIVOS SUPRAGLÓTICOS - S201
TLO334 AVALIAÇÃO DA VIA AÉREA: O QUE FAZER QUANDO Ana Júlia Souto Barreto Rezende, Ricardo Zanlorenzi,
OS TESTES PREDITIVOS NÃO DETECTAM DIFICULDADE - S197 Mauricio do Amaral Neto, Guinther Giroldo Badessa,
Karina Serejo Ferreira Mocarzel, Karina Serejo Ferreira Mocarzel Luiz Fernando dos Reis Falcão
XXIX

TLO482 EXPERIÊNCIA DOS ANESTESIOLOGISTAS EM TLO696 INTUBAÇÃO TRAQUEAL VIA NEOCAVIDADE FACIAL
INTUBAÇÃO TRAQUEAL NO PACIENTE ACORDADO - S201 COM USO DE BRONCOFIBROSCOPIA ÓPTICA - S205
Luana Nobre de Abreu Carvalho, Julival Mendes Alves Júnior, Erick Freitas Curi,
Vanessa Cristina Vieira Silva da Câmara, Cassiano Franco Bernardes, Eliana Cristina Murari Sudré,
Bianca Jugurta Vieira de Lima Alves, Louise Farias Brito, Paulo Antonio de Mattos Gouvêa, Guilherme Gomes Oliveira
Rafael Lucena Landim, Tania Cursino de Menezes Couceiro
TLO453 LESÃO DE TRAQUEIA COM TUBO DE DUPLO-LÚMEN:
TLO058 FALHA DE REINTUBAÇÃO PRECOCE APÓS MANEJO ANESTÉSICO DO CASO - S205
EXTUBAÇÃO EM PROSTATECTOMIA ROBÓTICA - S201 Raphael Augusto Cezar Galvão, Iale Tarcyla Souza Parízio,
Raphael de Freitas Silva, Thales de Abreu Tedoldi, João Paulo Bezerra Leão, Vanessa Cristina Vieira Silva da Câmara,
Tânia Cursino de Menezes Couceiro,
Kelson Sousa Jacobina, Marcus Vinicius Figueiredo Lourenço,
Dalyane Karolyne Araújo de Vasconcelos
Luiz Guilherme Villares da Costa

TLP856 MANEJO ANESTÉSICO DE USUÁRIO DE COCAÍNA COM


TLO910 GESTÃO DA VIA AÉREA DIFÍCIL EM UM SERVIÇO
PREDITORES DE VIA AÉREA DIFÍCIL – RELATO DE CASO - S206
DE ANESTESIOLOGIA DE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO:
Wagner de Paula Rogério, Leopoldo Gonzales (TSA), Mozer da
ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A SEGURANÇA DOS
Silva Campos, Adélia Rego Correa Meninea,
PACIENTES SUBMETIDOS À ANESTESIA - S202
Rafaela Brasil e Silva Nunes, Paulo Gabriel Brandão,
Marcelo Gustavo Angeletti, Ana Lúcia Costa Martins,
Carolina Alboim, Júlia Emília Nunes Pasa, Mônica Moraes Ferreira,
TLO180 MANEJO DA VIA NA DOENÇA DE MADELUNG - S206
Luciana Cadore Stefani
Luisa da Cunha Gobbo, Guilherme Rocha Melo, Kauê Silva
Rossetto, Renata de Paula Lian, Mônica Braga da Cunha Gobbo,
TLO082 INTUBAÇÃO ACORDADA EM PACIENTE COM Guilherme Portiolli Zocal,
DEFORMIDADE FACIAL: RELATO DE CASO - S202
Quesia Coriolano Macedo, Auridan Marinho Pessoa Neto, TLP935 MANEJO DE EDEMA PULMONAR EX-VACUUM NO
Francisco Sávio Alves Arcanjo, Gerardo Cristino de Menezes Neto, PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO – RELATO DE CASO - S207
João Paulo Rios Alves, André Pinho Sampaio Pedro Victor dos Santos Moura, Klaus Zanuncio Protil,
Felipe Magalhães Dias, Mariana Reines Bevilaqua Sullavan,
TLP777 INTUBAÇÃO NASAL POR FIBROSCOPIA EM PACIENTE Maria Beatriz Assumpção Mourão, Carlos Henrique Viana de Castro
COM ABSCESSO ODONTOGÊNICO – RELATO DE CASO - S203
Lucas Valente de Brito Oliveira, Rodolfo Luciano Cecilio Filho, TLO973 MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL DEVIDO A BÓCIO
Fernando Aidar Gomes, Cátia Sousa Govêia, GIGANTE COM TÉCNICA LOCO-SEDATIVA E BOUGIE:
Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Edson Wander Xavier da Rocha RELATO DE CASO - S207
Priscilla Ribeiro Marques Monteiro, Kamila Vieira de Oliveira,
TLO358 INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL EM PACIENTE COM Carlos Vitor Osório de Oliveira, João Pedro Gonçalves Figueira,
ANQUILOSE DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR - S203 Ivandete Coelho Pereira, Fernanda Rondon Fonseca Pirangy
Sílvia Rabelo Lage Lamounier, Thiago Gonçalves Wolf,
Cláudia Leal Ferreira Horiguchi, Gustavo Henrique de Abreu Caetano, TLO952 MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL EM PACIENTE COM
Paulo César de Abreu Sales, Ana Carolina Marini Minoda Prado BÓCIO GIGANTE: RELATO DE CASO - S208
Talita Brandão, Rafael Piccolo Dórea, Rafael Mercante Linhares,
Ednaldo da Silva
TLP152 INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL POR FIBROSCOPIA
EM PACIENTE COM VÁRIOS PREDITORES DE VIA AÉREA
DIFÍCIL - S204 TLP667 MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL EM PACIENTE
COM DISTORÇÃO ANATÔMICA DE CABEÇA E PESCOÇO NA
Rodolfo Antonio Straioto Q.Cavalcante,
EMERGÊNCIA: RELATO DE CASO - S208
Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo, Leandro Criscuolo
Guilherme Souza Melo, Sara Rolim Daga, Aline Boff
Miksche, Eduardo Barbin Zuccolotto, Cirilo Haddad Silveira,
Guilherme Meirelles Leite R. da Silva,
TLP931 MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL EM PACIENTE
PORTADOR DE CIRCUNFERÊNCIA DO PESCOÇO SUPERIOR A
TLO474 INTUBAÇÃO RETRÓGRADA SOB SEDAÇÃO EM 60 CM SECUNDÁRIO À SÍNDROME DE VEIA CAVA SUPERIOR
PACIENTE COM VIA AÉREA DIFÍCIL – RELATO DE CASO - S204 PARA PROCEDIMENTO FORA DE CENTRO CIRÚRGICO - S208
José Augusto Buendia Melo, Christian da Silva Pinho, José Mendes Mesquita Neto, Bruno Emmanuel da Cunha Torres,
Giordana Oliveira Rotella, Bruno Mendes Carmona, Ricardo Almeida de Azevedo, Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso,
José Mariano de Melo Cavaleiro de Macedo, Bruno Oliveira de Matos José Admirço Lima Filho, Leonam Nascimento Costa,

TLP255 INTUBAÇÃO SUBMENTONEANA EM TRAUMA TLO046 MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL EM SUPER-
MAXILOFACIAL EXTENSO - S205 SUPEROBESO PARA INTRODUÇÃO DE BALÃO
Ana Luiza Sá Pinto da Nóbrega Lucena, Cleber Wagner de Carvalho, INTRAGÁSTRICO: RELATO DE CASO - S209
Alexandre Rimuardo de Barros Padilha, Joice Dayane Tavares, Guilherme Souza Melo, Sara Rolim Daga, Roberta Marina Grando,
Celso Schmalfuss Nogueira, João Garcia Fabricio Batistella Zasso,
XXX

TLP928 MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL OBSTRUÍDA TLO285 VENTILAÇÃO E INTUBAÇÃO SIMULTÂNEAS SOB
POR MASSA CERVICAL DEVIDO A LINFOMA VISUALIZAÇÃO CONTÍNUA - S213
NÃO HODGKIN - S209 Mauren Cantarelli Noal, Patrick Augusto Gama Lima de Oliveira,
Andressa Pires Alves, Gabriel Pires Alves, Márcio de Pinho Martins, Fernando de Carvalho Corrêa,
Carlos Eduardo dos Santos Martins, Fernanda Buttura Broetto, Carla Valeria Rocha Ramos Giorgetta
Bruna de Souza Brito, Gabriela Simioni Persh
TLO797 VENTILAÇÃO MONOPULMONAR EM PACIENTE
TLP495 MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL UTILIZANDO COM VIA AÉREA DIFÍCIL: VIDEOLARINGOSCOPIA E
BRONCOFIBROSCÓPIO EM PACIENTE COM ANQUILOSE BLOQUEIO BRÔNQUICO COMO ALTERNATIVAS SEGURAS E
ZIGOMÁTICO-CORONOIDE PÓS-TRAUMA: RELATO DE EFETIVAS - S213
CASO - S210 Ricardo Zanlorenzi, Ana Júlia Souto Barreto Rezende,
Angélica Ramos Lira, Bernardo Lima da Nóbrega, Mauricio do Amaral Neto, Guinther Giroldo Badessa,
Saulo Viana dos Santos Oliveira, Azuil Vieira de Almeida, Luiz Fernando dos Reis Falcão
Lorena Serpa Brandão, Márcia Adriana Dias Meirelles Moreira
TLO348 VIA AÉREA DIFÍCIL EM PACIENTE COM SÍNDROME DE
TLP267 MANEJO DE VIA AÉREA EM PORTADOR DE GRISEL - S214
MICROSSOMIA E HIPOPLASIA MANDIBULAR – RELATO DE Carolina Linhares Martins, Nathália Vasconcelos Ciotto,
CASO - S210 Cláudia Helena Ribeiro da Silva, Magda Lourenço Fernandes
Nathalia Rodrigues Gontijo de Andrade, Ana Cláudia Mota Bonisson,
Francisco Drummond Lima, Luis Felipe Guimarães Ribeiro TLP478 VIA AÉREA DIFÍCIL EM PACIENTE
POLITRAUMATIZADO COM COLAR CERVICAL SUBMETIDO À
TLP597 PREVISIBILIDADE DE VIA AÉREA DIFÍCIL EM LAPAROTOMIA EXPLORADORA - S214
PACIENTE PORTADOR DE ACALASIA – RELATO Guilherme Meirelles Leite R. da Silva, Cirilo Haddad Silveira,
DE CASO - S211 Leandro Criscuolo Miksche, Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo,
Eduardo Barbin Zuccolotto
Julio Adriano da Rocha Carvalho, Luiz Ximenes Júnior,
Marcelo Miguel Brito de Oliveira, Daniel Cordeiro da Silva,
Renê Alves Moura Cavalcanti TLP485 VIA AÉREA DIFÍCIL EM RECÉM-NASCIDO PORTADOR
DA SÍNDROME DE PIERRE ROBIN - S215
Vandson Barbosa de Oliveira, Mário Henrique Almeida de Assis,
TLP868 SÍNDROME DE CRONELIA DE LANGES E VIA AÉREA:
Bruno Santos Afonso de Melo, Alexandre Dubeux Dourado,
UM DESAFIO PARA O ANESTESIOLOGISTA - S211
Stênio Edson Jota Ferraz, Débora Pinheiro Leite
Alyne Andrade Lima, Pedro Victor dos Santos Moura,
Maize Cordeiro de Melo, Patrícia Batista Matos,
TLO945 VIA AÉREA E INTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL:
Eduardo Moreira Furtado Lima, Marina Ayres Delgado
AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO MÉDICO E PRÁTICA
ADOTADA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DO HOSPITAL
TLO551 SURVEY SOBRE A DISPONIBILIDADE DE DO CORAÇÃO DO ANIS RASSI - S215
VIDEOLARINGOSCÓPIOS E HABILIDADE NO SEU MANUSEIO
Adélia Rocha Simeoni, Rodrigo Cavalcante Carlos de Carvalho,
POR ANESTESIOLOGISTAS BRASILEIROS - S212
José Gilmar Gomes Júnior, Raimundo Nonato Filho,
Ricardo Zanlorenzi, Klayne Moura Teixeira de Souza, Felipe Bufaiçal Rassi Carneiro, Nathalia Bufaiçal Rassi Carneiro
Mauricio do Amaral Neto, Adeli Mariane Vieira Lino Alfano,
Luiz Fernando dos Reis Falcão, Guinther Giroldo Badessa

TLO188 USO DE DISPOSITIVO SUPRAGLÓTICO EM


XLII) Anestesia Regional e Dor
PACIENTE PORTADOR DE BÓCIO MERGULHANTE COM
Pós-operatória
DESVIO TRAQUEAL SUBMETIDO À ANESTESIA COMBINADA TLO499 ANALGESIA APÓS CESARIANA EM GESTANTE
PARA CIRURGIA NÃO CERVICAL - S212 PORTADORA DE PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA
João Francisco Volpe Junior, Fabrício Tavares Mendonça, POR MEIO DE BLOQUEIO BILATERAL DO PLANO TRANSVERSO
Débora Jericó Almeida Martins, Henrique Iamashita Miake ABDOMINAL (TAP BLOCK) - S215
Eduardo Henrique Silva Bachião, Huana Christina Rosa Nogueira,
TLP553 UTILIZAÇÃO DE BRONCOFIBROSCÓPIO Ielli Lacerda Camilo, Camylla Prates Timo,
FLEXÍVEL NO MANEJO DE VIA AÉREA DIFÍCIL EM Flávia Vieira Guimarães Hartmann, Bruno de Castro Fernandes Epitacio
PACIENTE PELVEGLOSSOMANDIBULECTOMIZADO
SUBMETIDO À ROTAÇÃO DE RETALHO E FECHAMENTO DE TLP610 ANALGESIA REGIONAL E DOR PÓS-OPERATÓRIA: PEC
TRAQUEOSTOMIA – RELATO DE CASO - S212 BLOCK I MODIFICADO - S216
Gildo Nunes Silva Neto, Michelle Nogueira Nascimento, Roberta Parastchuk, Jaqueline Rafaela Bernardes,
José Eduardo Ferraz do Amaral Filho, Eduardo Piccinini Viana, Daiane Alves do Nascimento, Poliana Karolina Splendor,
Ladson Soares Mariano, Vinicius Pinheiro Teles Cyneraylly Lêba Saraiva Bessa, Denis Santolin
XXXI

TLP919 ANESTESIA ESPINAL PARA EMBOLIZAÇÃO DE TLO962 COMPARAÇÃO ENTRE ANESTESIA GERAL E
ARTÉRIA UTERINA: SÉRIE DE CASOS - S216 BLOQUEIO DE NEUROEIXO COMBINADO À ANESTESIA GERAL
Flávia Aparecida Resende, Bruno de Oliveira Matos, EM CIRURGIAS DE GRANDE PORTE: METANÁLISE - S220
André Fernandes Botrel e Silva, Pedro Maurício Quintino, João Pedro Sant’ Anna Pinheiro, Felipe de Oliveira Souza,
Luiz Gustavo Vecchio Salomom Gouveia, Cristiano Pereira Peluso Guilherme Koiti Santos Kasai, Vítor Pinheiro Sobottka,
Karen Barros Parron Fernandes, Marcos Tadeu Parron Fernandes
TLO472 BLOQUEIO ANESTÉSICO DO PLANO ERETOR
DA ESPINHA PARA ANESTESIA LIVRE DE OPIOIDE EM TLO428 EFEITOS DO SULFATO DE MAGNÉSIO PERINEURAL
MASTECTOMIA RADICAL COM ESVAZIAMENTO ASSOCIADO À SOLUÇÃO DE LEVOBUPIVACAÍNA (EXCESSO
AXILAR - S217 ENANTIOMÉRICO S75-R25) NO BLOQUEIO DE PLEXO VIA
Alan Kimura, Bruno Mendes Carmona, SUPRACLAVICULAR - S220
Mário de Nazareth Chaves Fascio, Antonio Jorge Silva Junior, Andressa Brasil Vasconcelos Costa, Carlos Breno Farias Braga,
Leandro Zamprogno da Silveira, Cayo Almyr Silva Favacho Danielle Maia Holanda Dumaresq, Cibelle Magalhães Pedrosa Rocha,
Manoel Claudio Azevedo Patrocinio, Roberto César Pontes Ibiapina
TLO109 BLOQUEIO BILATERAL DE PLEXO BRAQUIAL VIA
INFRACLAVICULAR COM USO DE ULTRASSONOGRAFIA EM TLO323 NEUROPRAXIA DE MEMBRO SUPERIOR APÓS
PACIENTE COM AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA AO NÍVEL DOS BLOQUEIO DE PLEXO BRAQUIAL E OSTEOSSÍNTESE DE
ANTEBRAÇOS - S217 ÚMERO: RELATO DE CASO - S221
Carla Soares Meireles, Rogério Augusto de Queiroz, Priscila Pinto Máximo Balieiro, Juliano Nunes Quineper,
Rodrigo Machado Saldanha, Rafael Teixeira dos Santos, Norival Alves Spineti
Cássia Franco Matheus, Adrielle Aprigio de Queiroz
TLO310 PEC BLOCK II CONTÍNUO PARA ANALGESIA
TLP061 BLOQUEIO DO MÚSCULO RETO ABDOMINAL PÓS-OPERATÓRIA DE TORACOTOMIA – UM RELATO DE
GUIADO POR ULTRASSOM COMO ANESTESIA PRIMÁRIA EM CASO - S221
HERNIORRAFIA UMBILICAL EM ADULTOS: UM RELATO DE Hazem Adel Ashmawi, Shirley Andrade Santos,
CASO - S218 Hermann dos Santos Fernandes, Leonardo Costa Soares Ferraz,
Gyanna Lis Vieira de Oliveira, Eloísa Bonetti Espada
Larissa Magalhães Lopes, Leonardo Diniz Corrêa Pinto,
Marta Eugenia Alcici, Cláudia Helena Ribeiro da Silva,
Marina Augusto Neves

XLIII) SAVA
TLP748 BLOQUEIO DO PLANO DO MÚSCULO ERETOR DA
ESPINHA PARA ANALGESIA PÓS-MASTECTOMIA BILATERAL TLO357 TAQUIARRITMIA REFRATÁRIA EM CIRURGIA PARA
MASCULINIZANTE - S218 RESSECÇÃO DE TUMOR INTRACRANIANO – RELATO DE
Danielle Nunes de Arruda, Fernanda Moreira Gomes Mehlmann, CASO - S221
Guinther Giroldo Badessa, Luiz Fernando dos Reis Falcão, Murilo Moreira Thom, Lucas Guimarães Ferreira Fonseca,
Adriano Brasolin, Adeli Mariane Vieira Lino Alfano Lucas Esteves Dohler, Ana Lygia Rochitti de Carvalho,
Paulo do Nascimento Júnior, Norma Sueli Pinheiro Modolo
TLP473 BLOQUEIO DO PLANO TRANSVERSO ABDOMINAL EM
CRIANÇA – RELATO DE CASO - S219
José Augusto Buendia Melo, Cayo Almyr Silva Favacho,
Carla Vanessa da Silva Alcântara Lima, Bruno Mendes Carmona,
XLIV) Atualizações
João Hermínio Pessoa dos Santos, Luis Paulo Araújo Mesquita TLO363 APLICATIVO PARA CELULARES: TECNOLOGIA
DA INFORMAÇÃO FACILITANDO A AVALIAÇÃO
TLO951 BLOQUEIO NO PLANO DO ERETOR DA ESPINHA PRÉ-ANESTÉSICA - S222
PARA ANALGESIA EM COLECTOMIA: RELATO DE Pedro Filipe de Vasconcelos Pessanha,
CASO - S219 Breno Barbosa de Siqueira Carneiro,
Alberto Vieira Pantoja, Ricardo Souto Rebelo, Sérgio Veloso da Silveira Menezes, Raphaella Amanda
Nathan da Cunha Costa, Larissa Russano Ribeiro M.L.Fernandes, Jovande Moreira de Freitas Júnior

TLP599 CEFALEIA PÓS-RAQUIANESTESIA EM PACIENTE TLO008 MANEJO DO PACIENTE COM SOBREDOSE POR
SUBMETIDA À APENDICECTOMIA TRATADA COM METADONA E O PAPEL DA DEXMEDETOMIDINA – RELATO
BLOQUEIO DO GÂNGLIO ESFENOPALATINO: UM RELATO DE CASO - S222
DE CASO - S219 Luiz Antonio de Moraes, Teófilo Augusto Araújo Tiradentes,
L.C.A. Buzo, E.Y. Sakamoto, A.R. Cardoso, M.F.C. Nercolini, Victor Cáppia, Mauro da Cruz Assad Monteiro,
F.A. Guadagnin, R.Y. Casado Larissa Sokol Rotta
XXXII

TLO469 USO DA DEXTROCETAMINA EM DEPRESSÃO XLVIII) Anestesia Regional


REFRATÁRIA: RELATO DE CASO - S223
João Abrão, Hedicleber Pestana Severino, TLO460 ABSCESSO PARAVERTEBRAL APÓS ANESTESIA
Emília Domanoski Nogueira, Marcelo Antunes, PERIDURAL: UM RELATO DE CASO - S226
Silvio Luis Morais Nicolau Viana de Araújo, André Fernandes Botrel e Silva,
Vera Coelho Teixeira, Fabio Maciel Rosa Pereira,
Bruno de Oliveira Matos, Luiz Gustavo Vecchio Salomom Gouveia

XLV) Ventilação Mecânica TLO734 BLOQUEIO ANESTÉSICO DO PLANO ERETOR DA


ESPINHA PARA MASTECTOMIA COM ESVAZIAMENTO AXILAR:
TLO757 ANÁLISE DA VENTILAÇÃO REGIONAL PULMONAR RELATO DE CASO - S226
EM OBESOS MÓRBIDOS SUBMETIDOS À GASTROPLASTIA
Lorena Karla de Oliveira Costa, Wagner Rodrigues Mota,
VIDEOLAPAROSCÓPICA PELA TOMOGRAFIA DE IMPEDÂNCIA
Pedro Paulo Kimachi, Enis Donizetti Silva, Claudia Marquez Simões,
ELÉTRICA - S223 Rafael José Nalio Grossi
Camila Araújo Galindo Campelo de Melo,
Ana Maria Menezes Caetano, Victor Macedo Lemos, TLO100 BLOQUEIO ANESTÉSICO INTERFACIAL DO
Norma Sueli Pinheiro Modolo, Armele de Fátima Dornelas de Andrade, COMPARTIMENTO ILÍACO EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS DO
Antonio Christian Evangelista Gonçalves MEMBRO INFERIOR: SÉRIE DE RELATO DE CASOS - S227
Pablo Borges de Abreu, Renata Pinheiro Modolo,
TLO329 CONHECIMENTO DOS ANESTESIOLOGISTAS SOBRE Fabiana Vilarino Ribeiro, Onésimo Duarte Ribeiro Júnior,
AS ESTRATÉGIAS PROTETORAS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA Esther Alessandra Rocha
NO PERIOPERATÓRIO - S224
Leonardo Queiroz de Freitas, Antônio Christian Evangelista Gonçalves, TLP077 BLOQUEIO DE GÂNGLIO ESTRELADO GUIADO
Luiz de França Maia e Silva Filho, Carlos Gilberto Rabelo Borba, POR ULTRASSONOGRAFIA EM PACIENTE APRESENTANDO
Jane Auxiliadora Amorim, Ana Karla Alves Arraes Von Sohsten, TEMPESTADE ELÉTRICA – RELATO DE CASO - S227
Leonardo Queiroz de Freitas Gustavo Mendes de Sousa, Leandro de Carvalho Lixa,
Roberto Faria Carvalhosa dos Santos,
TLO800 PARÂMETROS VENTILATÓRIOS UTILIZADOS NO Henrique Wermelinger Garcia Toledo, Juliana Galavotti Barroso,
INTRAOPERATÓRIO DE HOSPITAIS PRIVADOS E PÚBLICO DE Filipe Ferreira Alves Pinho
SÃO PAULO - S224
Ricardo Zanlorenzi, Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, TLP914 BLOQUEIO DE NERVO FEMORAL E CUTÂNEO
Luiz Fernando dos Reis Falcão, Guinther Giroldo Badessa LATERAL DA COXA PARA ANALGESIA EM TRATAMENTO
CIRÚRGICO DE FRATURA TRANSTROCANTERIANA
DE FÊMUR - S228
TLO197 VENTILAÇÃO MECÂNICA DURANTE ANESTESIA
GERAL PARA CIRURGIA ROBÓTICA: UMA REVISÃO Daniel Borges Jacometto, Guilherme de Holanda Cota,
Sanderland José Tavares Gurgel, Raquel Marina Gobbi de Oliveira,
SISTEMÁTICA - S225
Fernando Mayer Ferreira do Nascimento, Anderson Lachowski
Luiz Guilherme Villares da Costa, Carolina Ashihara,
Ary Serpa Neto, Verônica Neves Fialho Queiroz, Flávio Takaoka
TLO565 BLOQUEIO DE NERVO FRÊNICO APÓS BLOQUEIO
DE PLEXO BRAQUIAL VIA INTERESCALÊNICA EM PACIENTE
QUEIMADO: RELATO DE CASO - S228
XLVI) Pediatria Filipe de Azevedo Teixeira Reis, Nicoly de Souza Lima Barberio,
Marcelo Pena Moreira de Oliveira, Bruno Serra Guida,
TLO374 CONDUTA ANESTÉSICA PARA ADRENALECTOMIA Karen Amaral Faria
EM PACIENTE PEDIÁTRICO PORTADOR DE CARCINOMA
ADRENOCORTICAL – RELATO DE CASO - S225
TLP244 BLOQUEIO DE NERVOS PERIFÉRICOS EM PACIENTE
Silvia Maria Giroldo, Ana Cláudia Albernaz Valente, SUBMETIDO À ARTROPLASTIA DE QUADRIL PORTADOR DE
Paula Cristina Barros de Matos, Ivoney Assad Villa Maior TUMOR CEREBRAL COM EFEITO DE MASSA - S228
Thiago Couto Silva, Roberto Yura, Lais Martins Lucas de Oliveira,
Érico Giachetta Gemignani
XLVII) Cirurgia Torácica
TLO566 BLOQUEIO DE PLANO SERRATIL ANTERIOR
TLO142 RELATO DO MANEJO DE UMA REJEIÇÃO PARA ANALGESIA DE FRATURA DE MÚLTIPLOS ARCOS
HIPERAGUDA DO ENXERTO EM UM TRANSPLANTE LOBAR COSTAIS - S229
PULMONAR INTERVIVOS - S225 Nathália Fagundes de Freitas Freire, Rafael Mercante Linhares,
José de Jesus Peixoto Camargo, Manoela Merolillo Marimon, Ricardo Heber Pinto Lima, Larissa Balmas Barbieri,
Sadi Schio, Fábio Amaral Ribas, Diego Grando Paola Fernandez Santos Viniegra, Sergio Lerner
XXXIII

TLO273 BLOQUEIO DO GÂNGLIO ESFENOPALATINO COMO TLO595 FALSA DOSE TESTE NEGATIVA APÓS
TRATAMENTO DE ENXAQUECA - S229 CATETERIZAÇÃO INADVERTIDA DO PLEXO VENOSO
Marina Augusto Neves, Cláudia Helena Ribeiro da Silva, EPIDURAL EM PACIENTE EM USO DE BETABLOQUEADOR:
Alexandra de Vasconcelos Vieira, Márcio de Sá Faleiros, DOCUMENTAÇÃO POR RADIOSCOPIA - S232
Ana Cláudia Mota Bonisson, Larissa Magalhães Lopes Mateus Meira Vasconcelos, Fernando Cássio do Prado Silva,
João Paulo Jordão Pontes, Alexandre de Menezes Rodrigues,
TLP528 BLOQUEIO DO PLANO ERETOR ESPINAL Rodrigo Rodrigues Alves, Demócrito Ribeiro de Brito Neto
GUIADO POR ULTRASSOM ASSOCIADO À SEDAÇÃO PARA
QUADRANTECTOMIA COM ESVAZIAMENTO AXILAR DIREITO TLP607 INTOXICAÇÃO POR ANESTÉSICO LOCAL EM
EM PACIENTE COM CÂNCER DE MAMA: UM RELATO ANESTESIA REGIONAL INTRAVENOSA - S233
DE CASO - S230 Luiz Felippe Carvalho Guerreiro,
L.C.A. Buzo, E.Y. Sakamoto, A.R. Cardoso, F.A. Guadagnin, Petrus Albuquerque Mereb de Medeiros,
M.F.C. Nercolini, I.R. Cardoso Valquíria Carina Otoya Oetting

TLO404 BLOQUEIO DO QUADRADO LOMBAR PARA TLP1012 RAQUIANESTESIA COM BLOQUEIO PROLONGADO
CIRURGIA DE RETIRADA DE ENXERTO ÓSSEO DO APÓS USO DE CLONIDINA - S233
ILÍACO - S230 Gustavo Oliveira Barros, Marcela Gomes de Melo Lima Reis,
Esthael Cristina Querido Avelar, Leonardo Henrique Cunha Ferraro, Marcelo Stuchi Pedott, André Vilela, Adelaide Moral Tarifa
Ana Paula Santana Huang, Graziella Prianti Cunha
TLP887 RAQUIANESTESIA PARA EXÉRESE DE
TLO527 BLOQUEIO DO QUADRADO LOMBAR TIPO II GUIADO CARCINOMA ESPINOCELULAR DE PELE EM MEMBRO
POR ULTRASSONOGRAFIA ASSOCIADO À SEDAÇÃO PARA INFERIOR DIREITO EM PACIENTE PORTADOR DE
OOFORECTOMIA: UMA SÉRIE DE CASOS - S230 EPIDERMÓLISE BOLHOSA - S234
L.C.A. Buzo, E.Y. Sakamoto, A.R. Cardoso, M.F.C. Nercolini, Victor Matheus Condé de Oliveira, Marcos Gonçalves Magalhães,
F.A. Guadagnin, S.B. Duarte Éric Guimarães Machado, Bruno César Soares Gomes,
Amélie Gabrielle Vieira Falconi,
Zamir Fernando Sanchez Guerrero
TLP721 BLOQUEIO DO QUADRADO LOMBAR TIPO II
PARA HERNIOPLASTIA INGUINAL: SÉRIE DE
CASOS - S231 TLO489 RAQUIANESTESIA TOTAL APÓS ANESTESIA
PERIDURAL TORÁCICA PARA CIRURGIA DE REDUÇÃO DE
Ana Luiza Castro da Cruz, Diogo Barros Florenzano de Sousa,
MAMA BILATERAL - S234
Pedro Paulo Kimachi, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto,
Claudia Marquez Simões, Marília Aquini Zamprogna Bruno Mendes Carmona, José Mariano de Melo Cavaleiro de Macedo,
Bruno Oliveira de Matos, Fábio Di Paulo dos Santos Sousa,
Carolina Moreno Fernandez, Diego Cezar de Oliveira Corrêa
TLO384 BLOQUEIOS DOS NERVOS ULNAR, MEDIANO
E RADIAL BILATERAL GUIADO POR ULTRASSOM PARA
OSTEOSSÍNTESE DE RÁDIO EM PACIENTE IDOSA – TLO206 RELATO DE CASO – TRATAMENTO DE RUPTURA DE
RELATO DE CASO - S231 CATETER PERIDURAL - S234
Francisco Nilson Fernandes Cardoso Filho, Isabel Cristina Shibuya,
Adriel Franco de Mattos, Luis Henrique Cangiani,
Gabriela Pereira Molina, Bruna Nunes Fernando,
Sabrina de Souza Ramos, Juliano Moisés Tobal,
Fernanda dos Santos Oliveira, João Manoel da Silva Junior
Helivelton Rocha Azevedo, Caio Funck Colucci

TLO396 CEFALEIA PÓS-RAQUIANESTESIA EM PACIENTES


SUBMETIDAS A CIRURGIAS GINECOLÓGICAS E OBSTÉTRICAS XLIX) Obstetrícia
DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - S232
Tiago Caneu Rossi, Felipe Serrano Farias, TLO576 ANÁLISE DO CONSUMO DE HEMOCOMPONENTES EM
Flora Margarida Barra Bisinotto, Ana Beatriz Retamero Rodrigues, OBSTETRÍCIA PARA PARTOS NO ANO DE 2016 EM HOSPITAL
Daniela Costa Anastácio, Pedro Celeste Valadares UNIVERSITÁRIO - S235
Guilherme Haelvoet Correa, Diego Santos da Cruz,
TLP546 EXTENSÃO DA ANESTESIA SUBARACNÓIDEA Letícia de Aguiar Costa, Cárlei Heckert Godinho,
VERSUS ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA E CIRCUNFERÊNCIA Mônica Maria Siaulys
ABDOMINAL EM CESARIANAS - S232
Walfredo Ernesto Monteiro Neto, Gabriel Cruz Tamiasso, TLO722 ANESTESIA EM GESTANTE COM
Guilherme de Oliveira Firmo, MIELOMENINGOCELE - S235
Fabiana Mara Scarpelli de Lima Alvarenga Caldeira, Julia Maria Olsen, Kelson Sousa Jacobina,
José Maria Leal Gomes, Oscar César Pires Eduardo Luiz de Araujo Borges, Carolina Ashihara
XXXIV

TLO235 ANESTESIA PARA PARTO CESÁREO EM PACIENTE LII) Dor Crônica


PORTADORA DE SÍNDROME DE KLIPPEL-TRENAUNAY –
RELATO DE CASO - S236 TLP727 BLOOD PATCH COMO TERAPÊUTICA EFETIVA NA
Clara Elisa Frare de Avelar Teixeira, FÍSTULA DURAL TORÁCICA ESPONTÂNEA - S239
Angélica de Fátima de Assunção Braga, Moisés Freitas Neves, Vinícius Pinheiro Nogueira de Almeida,
Franklin Sarmento da Silva Braga, Vanessa Henriques Carvalho, Cláudio Henrique Freire Perre, Isabela Borges de Melo,
Rafael Miranda da Costa, Giselle Ioná Teixeira Rodrigo Vital de Miranda, Luis Vicente Garcia

TLO675 ANESTESIA PERIDURAL CONTÍNUA PARA TLO531 BLOQUEIO DE GÂNGLIO ESTRELADO PARA
INTERRUPÇÃO CIRÚRGICA DA GESTAÇÃO EM PACIENTE TRATAMENTO DE LINFEDEMA PÓS-CIRÚRGICO: RELATO DE
COM DUPLA VALVOPATIA MITRAL E ESTENOSE REUMÁTICA – CASO - S239
RELATO DE CASO - S236 Ricardo Ribeiro Fenato, Ana Cláudia Nedeff de Paula,
Henrique Iamashita Miake, João Francisco Volpe Junior, Abel Fernando Rech, Gustavo Marcinko,
Rafael Villela Silva Derré Torres Adrianna Cristina de Vasconcelos Garcia,
Lauro João Provin de Miranda
TLO635 NÁUSEAS E VÔMITOS PERIOPERATÓRIOS
RELACIONADOS À ANESTESIA SUBARACNÓIDEA - S237 TLO456 BLOQUEIO NEUROLÍTICO DO NERVO SAFENO COM
Jorge Humberto Barreto Filho, Jorge Humberto Barreto Filho FENOL - S240
Fernanda Burtet Eymael, Joana Zulian Fiorentin,
Mario Cesar Pereira da Silva, Carla Tortelli Bräscher
L) Ecocardiografia
TLO966 DOR OCULAR: UM DESAFIO DIAGNÓSTICO E
TLO611 DIAGNÓSTICO INTRAOPERATÓRIO DE TERAPÊUTICO - S240
TROMBOEMBOLISMO PULMONAR AGUDO COM ECO
Rodrigo Vital de Miranda, Layana Vieira Nobre,
TRANSTORÁCICO - S237
Isabela Borges de Melo, Pedro Luiz Ferreira, Marcelo Antunes,
Fernanda Bezerra de Mello Monte, Rafael Mercante Linhares, Gabriela Rocha Lauretti.
Susumu Zapata Sudo, Jônia Lindenberg Braga Nóbrega,
Thais Kroeff Machado
TLO390 EFEITO DA ESTIMULAÇÃO BURST NA QUALIDADE
DE VIDA DE PACIENTES COM NEUROESTIMULADOR PRÉVIO
TLO886 PERICARDIOCENTESE GUIADA PELA
(ANÁLISE RETROSPECTIVA DE 4 CASOS) - S241
ECOCARDIOGRAFIA INTRAOPERATÓRIA: RELATO DE UMA
Mariana Dacaro, Maíra Fernandes Gonçales,
SÉRIE CASOS - S237
Lígia Ferreira de Toledo, José Luiz de Campos, Israel Lugli de Godoy
Marcello Fonseca Salgado Filho, Cássia Franco Matheus,
Renata Domingues, Julianne Moreira Belo Crolman,
Marina Amato Defelippe, Adrielle Aprigio de Queiroz TLO723 HÁBITOS DE AUTOMEDICAÇÃO ANALGÉSICA ENTRE
PORTADORES DE DOR CRÔNICA NA POPULAÇÃO ADULTA DE
MUNICÍPIO DE PORTE MÉDIO DO INTERIOR DO ESTADO DE
SÃO PAULO - S241
LI) Monitorização Guilherme Antonio Moreira de Barros, Diego Viana de Mello,
TLO307 DESAFIO ANESTÉSICO NO PACIENTE PORTADOR DE Jéssica Tessaroli, João Vinícius Alves Lameu,
HIPERTENSÃO PULMONAR GRAVE EM CIRURGIA ELETIVA DE Marco Antônio Marchetti Calônego, Rodney Segura Cavalcante,
CVL: IMPORTÂNCIA DA MONITORIZAÇÃO INVASIVA - S238 Catarina Letícia Barbalho, Fernanda B, Diego Viana de Mello
Ana Luiza Lopes Pureza, Mariana Rodrigues Potting,
Renato Ribeiro de Jesus, Viviana Ugenti, Rodrigo Pereira Diaz André, TLP711 LIDOCAÍNA INTRAVENOSA PARA TRATAMENTO
Débora Cristina Chevi da Rocha DE DOR NEUROPÁTICA POR MIELITE DO CONE
MEDULAR - S242
TLP408 MONITORIZAÇÃO VENTILATÓRIA EM ANESTESIA Rafael José Nalio Grossi, Wagner Rodrigues Mota,
PARA CIRURGIA ROBÓTICA: RELATO DE CASO - S238 Mariana Bucci Sanches, Márcio Matsumoto, João Valverde Filho,
Gabriela Villar e Silva, Carlos Gustavo Favre Drummond, Claudia Marquez Simões
Marcus Vinicius Miguez Oliveira, Luis Fernando Lopes,
Bruno Hermont Jahara, Adla Viana Ribeiro Barreto TLP893 MANEJO DA DOR NEUROPÁTICA CRÔNICA
REFRATÁRIA APÓS CRANIOTOMIA: RELATO
TLP660 WAKE-UP TEST DURANTE ARTRODESE DE COLUNA DE CASO - S242
TORACOLOMBAR DE 10 NÍVEIS - S239 Vânia Maria Cavalcante de Araújo, Kamila Vieira de Oliveira,
Francisco Morato Dias Abreu, Fernando Cássio do Prado Silva, Mirlane Guimarães de Melo Cardoso, João Batista Garcia,
João Paulo Jordão Pontes, Antônio de Pádua Faria, Ivandete Coelho Pereira Pimentel,
Bruno Oliveira Lamberti, Rodrigo Rodrigues Alves Priscilla Ribeiro Marques Monteiro
XXXV

TLP1020 O PENSAMENTO CATASTRÓFICO DA DOR ESTÁ LIII) Ultrassonografia Perioperatória


ASSOCIADO COM NÍVEIS SÉRICOS DO FATOR NEUROTRÓFICO
DERIVADO DO CÉREBRO EM PACIENTES COM DIFERENTES TLO342 BLOQUEIO DO NERVO SUPRACLAVICULAR E
SÍNDROMES DE DOR CRÔNICA - S243 DO TRONCO SUPERIOR PARA TRATAMENTO CIRÚRGICO
Wolnei Caumo, Jairo Alberto Dussán Sarria, Luciana C Antunes, DE FRATURA DE CLAVÍCULA EM PACIENTE PORTADOR DE
Joice D. Segabinazi, Ana Claudia de Souza, Felipe Fregni DOENÇA DE STEINERT. RELATO DE CASO. - S246
Cláudia Helena Ribeiro da Silva, Leonardo Diniz Corrêa Pinto,
TLP1004 PARAPARESIA APÓS BLOQUEIO EPIDURAL Alexandra de Vasconcelos Vieira, Pedro Marcos Silva e Gonçalves,
COM CORTICOIDE PARA ANALGESIA – RELATO Larissa Magalhães Lopes, Roberto José Valadares
DE CASO - S243
Rafael Villela Silva Derré Torres TLO356 BLOQUEIO DO PLANO ABDOMINAL TRANSVERSO
(TAP) SUBCOSTAL GUIADO POR ULTRASSONOGRAFIA (USG) EM
COLECISTECTOMIA ABERTA APÓS VIDEOLAPAROSCOPIA - S246
TLO319 PNEUMOTÓRAX ASSOCIADO À ABORDAGEM DE
Cláudia Helena Ribeiro da Silva, Alexandra de Vasconcelos Vieira,
PONTOS-GATILHO EM REGIÃO DORSAL ALTA
Daniel Davi Guedes de Moura, Larissa Magalhães Lopes
APÓS INFILTRAÇÃO DE ANESTÉSICO LOCAL – RELATO
DE CASO - S243
TLP895 BLOQUEIO PARAVERTEBRAL TORÁCICO ASSOCIADO
Carla Soares Meireles, Barbara Moura Carrasco,
À ANESTESIA GERAL EM PACIENTE SUBMETIDA À CIRURGIA
Rogério Augusto de Queiroz, Rafael Teixeira dos Santos,
DE MASTECTOMIA TOTAL SEGUIDA DE RECONSTRUÇÃO
Rodrigo Machado Saldanha, Gabriel Durso Caiaffa
MAMÁRIA: RELATO DE CASO - S247
Daniel Fernandes Viana, Valter Oberdan Borges de Oliveira,
TLO724 PREVALÊNCIA DE DOR CRÔNICA NA POPULAÇÃO Meirelles Barros Lima, Marcos Antonio Costa de Albuquerque,
ADULTA DE MUNICÍPIO DE PORTE MÉDIO DO INTERIOR DO Julio Cezar Mendes Brandão
ESTADO DE SÃO PAULO - S244
Guilherme Antonio Moreira de Barros, TLO395 COMO INSERIR A ULTRASSONOGRAFIA GÁSTRICA NO
Catarina Letícia Rodrigues Barbalho, Jéssica Tessaroli, TREINAMENTO DO ANESTESIOLOGISTA? AVALIAÇÃO DE UMA
Diego Viana de Mello, Thalita Marqueze, PROPOSTA - S247
Guilherme Saraiva Leal Lopes, Fernanda B. Fukushima, Tiago Caneu Rossi, Flora Margarida Barra Bisinotto,
Adriano Dias, Catarina Leticia Rodrigues Barbalho Luciano Alves Matias da Silveira, José Martins Sobrinho,
Mariana Andrade Lopes Mendonça, Fernando Rodrigues da Cunha Araújo
TLO790 SINERGISMO DA NEUROMODULAÇÃO CENTRAL
E PERIFÉRICA PARA CONTROLE DA DOR NA OSTEOARTRITE TLO398 ESTÃO OS PACIENTES EM JEJUM COM O ESTÔMAGO
DE JOELHO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO, VAZIO? - S248
DOUBLE-DUMMY. - S244 Renata Gimenes Cardozo Bomfim, Tiago Caneu Rossi,
Maria da Graça Tarragó, Jairo Alberto Dussán Sarria, Flora Margarida Barra Bisinotto, Luciano Alves Matias da Silveira,
Luciana Paula Cadore Stefani, Iraci L.S. Torres, Felipe Fregni, Nilson de Camargos Roso, Ivan Tomás Pereira
Wolnei Caumo
TLO961 O USO DA ULTRASSONOGRAFIA DE PULMÃO PARA A
TLO809 TRATAMENTO DA DOR CRÔNICA NA FEBRE DE ESCOLHA DA PEEP COM O MENOR COLAPSO ALVEOLAR EM
CHIKUNGUNYA: ENSAIO CLÍNICO - S245 OBESO MÓRBIDO SUBMETIDO À TIREOIDECTOMIA - S248
J.P.L. Alves, S.V.S. Oliveira, M.A. Moreira, P.T.A.C. Neto, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto, Enis Donizetti Silva,
Claudia Marquez Simões, Maia Nogueira Crown Guimarães,
F.K.P. Miranda, K.F. Malheiros
Leonardo de Freitas Nascimento

TLP492 TRATAMENTO DE SÍNDROME DOLOROSA


TLO587 SÃO OS PACIENTES OBESOS DE MAIOR RISCO PARA A
COMPLEXA REGIONAL COM ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA
BRONCOASPIRAÇÃO? AVALIAÇÃO PELA ULTRASSONOGRAFIA
MEDULAR - S245 GÁSTRICA - S248
Rafael Cerqueira Oliveira, Jorge Taqueda Neto, Raquel Maisa Gonçalves, Victor Resende de Melo Freitas,
Marcos Antonio Costa de Albuquerque, Flora Margarida Barra Bisinotto, Tiago Caneu Rossi,
Marcos Eyder Leite Fragoso, Lauro d’Avila Silveira Barreto Jussara Gonçalves, Ana Cristina Abdu Peixoto

TLO836 VALIDAÇÃO E ADAPTAÇÃO DO INVENTÁRIO TLO949 TROMBOEMBOLISMO PULMONAR MACIÇO


DE SENSIBILIZAÇÃO CENTRAL PARA A POPULAÇÃO EM PÓS-OPERATÓRIO DE ELETROCONVULSOTERAPIA
BRASILEIRA: PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS E SUA DIAGNOSTICADO PELO ANESTESIOLOGISTA COM
RELAÇÃO COM O FATOR NEUROTRÓFICO DERIVADO DO ULTRASSONOGRAFIA BEIRA DE LEITO - S249
CÉREBRO - S245 Rodrigo Souza da Silva, Daniela de Andrade, Juliana Mendonça Torres,
Wolnei Caumo, Jairo Alberto Dussán Sarria, Luciana Paula Cadore Karine Aparecida Pecharki, Mariana Fagundes Gonçalves,
Stefani, Andressa de Souza, Iraci LS Torres, Randy Neblett Gabriel Sprenger Dalla Stella
XXXVI

TLO938 ULTRASSONOGRAFIA PULMONAR TLP361 SIMPATECTOMIA EM PACIENTE COM TEMPESTADE


PERIOPERATÓRIA - S249 ELÉTRICA E MIOCARDIOPATIA CHAGÁSICA - S253
César Antonio Tavares da Rocha, Isabela Dantas Bezerra, Andreia Santos Cardoso, Cesar Henrique Fornero,
Leusi Magda Romano Andraus, Pedro Ferro Lima Menezes, Fabiano Soares Carneiro, Estevão Nobre Carrato,
Talison Silas Pereira, Ícaro de Moura Sousa Thaliane Filarde de Oliveira, Raphael Romie de Oliveira

TLP401 ULTRASSONOGRAFIA TORÁCICA: FERRAMENTA


DIAGNÓSTICA NO PACIENTE CRÍTICO – RELATO DE CASO - S250
Isabela Dantas Bezerra, José Maria Corrêa da Silva, LVI) Temas em Geral
Talison Silas Pereira, Layla Melize Santos Menezes,
Gabriela Pereira Molina, Flávio Willamis Ferreira Melo Junior TLO658 REDUÇÃO NO ESTORNO DE CONCENTRADOS
DE HEMÁCIAS DO BLOCO CIRÚRGICO APÓS REAVALIAÇÃO
DA ROTINA DAS RESERVAS TRANSFUSIONAIS
AUTOMÁTICAS - S253
LIV) Cirurgia Torácica e Ventilação Mecânica
Giuliano Machado Danesi, Mônica Moraes Ferreira,
TLO1011 ANESTESIA PARA RESSECÇÃO DE TUMOR EM Tor Gunnar Hugo Onsten Tosten, Marize do Socorro Vulcão Leão,
CARINA - S250 Patrícia Wajnberg Gamermann, Luciana Cadore Stefani
Klaus Zanuncio Protil, Cloves Alves Moutinho Júnior,
Matheus Rocha Fagundes, Henrique Bicalho Rosa, TLO761 A IMPORTÂNCIA DA CHECAGEM DE DISPOSITIVOS
Walkiria Wingester Vilas Boas, Cesar Henrique Pereira da Silva Fornero E CATÉTERES NO INTRAOPERATÓRIO: SEGURANÇA PARA O
PACIENTE E ANESTESIOLOGISTA - S254
Rodrigo Vital de Miranda, Marcelo Antunes,
LV) Sistema Cardiovascular Isabela Borges de Melo, Layana Vieira Nobre,
Moises Freitas Neves, Pedro Luiz Ferreira
TLP236 AVALIAÇÕES AO LONGO DO TEMPO DE
PARADA CARDÍACA PERIOPERATÓRIA E PARADA TLO261 ANAFILAXIA APÓS ROCURÔNIO EM ANESTESIA
CARDÍACA POR FATOR ANESTÉSICO EM PACIENTES ONCOLÓGICA PEDIÁTRICA - S254
GERIÁTRICOS - S251
Alessandra de Carvalho Ministro, Alessandra Levy Antoniazzi,
Arthur Caus de Morais, Manuela Campelo Carvalhal,
Gustavo de Carvalho Pugliesi, Amanda Giraldi Maryama,
Karen Santos Braghiroli, Bruna Rocha, Mariana Gobbo Braz,
Pedro Henrique Nogueira Lôbo
Leandro Gobbo Braz

TLO005 ANESTESIA EM PACIENTE PORTADOR DE


TLO586 FIBRILAÇÃO ATRIAL INTRAOPERATÓRIO EM
IDOSOS - S251 ADRENOLEUCODISTROFIA - S255
Matheus de Bastos C. Soares Hungria, Ricardo Gonçalves da Rocha Junior, Estêvão Luiz Carvalho Braga,
Flávia Vieira Guimarães Hartmann, José Tadeu dos Santos Palmieri, Paulo Alipio Germano Filho, Ismar Lima Cavalcanti,
Joaquim Lucas de Castro, Bruno de Castro Fernandes Epitacio, Núbia Verçosa Figueirêdo, Armin Guttman
Pedro Paulo Guimarães Hartmann
TLP301 BRONCOESPASMO GRAVE APÓS CIRURGIA
TLO866 PACIENTE COM ESTENOSE AÓRTICA GRAVE OTORRINOLARINGOLÓGICA E A IMPORTÂNCIA
SUBMETIDO À CISTECTOMIA RADICAL - S252 DA RPA - S255
Cecilia Monteiro Silva, Marina de Andrade Lima Arcoverde Areias, Mariana Salles dos Santos, Thaise de Melo Francisco,
Cláudia Arruda Buarque de Gusmão, Rossana Sant’Anna de Melo Lins, Daniel de Souza Gonçalves, Mônica Lima Lopes Ranzeiro,
Sérgio Veloso da Silveira Menezes, Ana Maria Menezes Caetano Glauber Gouvêa, Simone Soares Leite

TLO132 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) DURANTE TLP325 BRONCOESPASMO SEVERO EM PACIENTE COM
ANGIOPLASTIA CORONÁRIA - S252 ASMA INTERMITENTE SUBMETIDA À ANESTESIA GERAL COM
Lucas Fernandes da Silva, Fernanda Lourenço Furigo, EPISÓDIO LEVE DE DISPNEIA NA MANHÃ DA CIRURGIA.
Fábio Luis Ferrari Regatieri, Marcelo Ribeiro de Magalhães SUSPENDER OU NÃO A CIRURGIA? - S255
Queiroz, Daniel Varoni Schneider, Marcelo de Oliveira
Adlla Fernanda Ferreira Machado, Haward Hideo Uoieno Iosto,
Kamila Kattan, Renata Mattos Mendonça, Laila Teixeira Musser
TLO217 REVERSÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
PULMONAR INDUZIDA PELA MONOCROTALINA EM
RATOS PELA LODENAFILA, INIBIDOR DA ENZIMA TLP127 EFEITO DA EFEDRINA ASSOCIADO AO PROPOFOL NA
FOSFODIESTERASE-5 - S252 FARMACOCINÉTICA DO ROCURÔNIO - S256
Roberto Takashi Sudo, Fábio das Índias. S. Carvalho, Renato Makoto Sakashita, José Fernando Amaral Meletti,
Allan Kardec N. Alencar, Tadeu Montagnoli, Antônio Rodolfo Meira de Araújo Galdame,
Margarete Manhães Trachez, Gisele Zapata-Sudo Gabriela Denardi Sousa, Leandro Carvalho Longo
XXXVII

TLO176 HIDROXIETILAMIDO (HES) 130/0.4: SEGURANÇA NO TLP628 CONDUÇÃO E CONTROLE ANESTÉSICO


USO RECENTE EM ANESTESIA PERIOPERATÓRIA - S256 FRENTE AO CENÁRIO DE SANGRAMENTO MACIÇO
Karolynne Myrelly Oliveira Bezerra de Figueiredo Saboia, EM PACIENTE SUBMETIDA À CIRURGIA DE
Mônica Braga da Cunha Gobbo, Edgar Yugue, Claudia M.R.P. Cavaliere, EMERGÊNCIA - S260
Guilherme Portiolli Zocal, Guilherme Rocha Melo Ana Luiza Lopes Pureza, Mariana Rodrigues Potting,
Viviana Ugenti
TLO653 HIPOVITAMINOSE D EM UM GRUPO DE RESIDENTES
E ANESTESIOLOGISTAS DE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: TLO656 CONDUTA ANESTÉSICA APÓS LESÃO
OCUPACIONAL? – ESTUDO PILOTO - S257
INADVERTIDA DE VEIA INOMINADA DURANTE
Fernanda Rebouças Botelho, Gabriel Faustino Sousa Soares, TIREOIDECTOMIA TOTAL COM ESVAZIAMENTO CERVICAL
Kyle Roberto Coelho Junio, Thiago Fernandes Marques,
EM PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ - S261
Carlos Henrique Viana de Castro, Walkiria Wingester Vilas Boas
Francisco Morato Dias Abreu,
Fernando Cássio do Prado Silva, Luiz Gustavo de Menezes Rodrigues,
TLP735 PERFIL CLÍNICO E LABORATORIAL DO PACIENTE
João Paulo Jordão Pontes, Nubia Rodrigues Batista,
IDOSO A SER SUBMETIDO À CIRURGIA DE CORREÇÃO DE
Amanda Corrêa Vidica
CATARATA - S257
Mauro Henrique Junior, Ligia Andrade da Silva Telles Mathias,
Rodrigo Jaqueto Nomura, Marcela Rodrigues Santos do Nascimento TLO139 CONTROLE DE DANO EM SANGRAMENTO MACIÇO
DURANTE CIRURGIA GINECOLÓGICA - S261
Camila Calderoni Fraga, Iuri Eleuterio, Daniel de Souza Gonçalves,
LVII) Trauma e Reanimação Pedro Alexandre A.G.L. Loureiro, Rodrigo Pereira Diaz André,
Viviana Ugenti
TLO274 ABORDAGEM ANESTÉSICA DE GESTANTE VÍTIMA DE
PAF TORÁCICO - S258 TLO443 HEMODILUIÇÃO NORMOVOLÊMICA EM
Claudia Roberta de Miranda, Fernanda Sant Anna Bronca, PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ SUBMETIDO À
Bruno Pacheco Ibraim, Flávio Elias Callil, ARTRODESE DE COLUNA TORACOLOMBAR VIA
Bárbara Daphne de Souza Valle F. Gomes, Letícia Maria Vaz dos Santos POSTERIOR - S261
Marina Bishop Brito Rebellato, Patrícia Constantini Kreling,
TLO647 CONTUSÃO CARDÍACA E PULMONAR EM William Jaramillo Orozco, Fernando Piratelo
POLITRAUMA – RELATO DE CASO - S258
Kamila Christine de Araujo, João Francisco Volpe Junior,
TLO705 INDICAÇÃO DE PREPARO HEMOTERÁPICO
Rúbia Garcia Dusi, Flávia Vieira Guimarães Hartmann
NO HOSPITAL SÃO PAULO (EPM/UNIFESP) A PARTIR DO
CÁLCULO DO ÍNDICE DE PACIENTES
TLP343 EMBOLIA GORDUROSA COMO CAUSA
TRANSFUNDIDOS - S262
EXTRACRANIANA DE MORTE ENCEFÁLICA NO PACIENTE
VÍTIMA DE TRAUMA - S258 Luiz Fernando dos Reis Falcão, Carolina Baeta Neves Duarte Ferreira,
Gyanna Lis Vieira de Oliveira, Roseny dos Reis Rodrigues, Roberto Giannini Macedo
Maria José Carvalho Carmona, Matheus Viana Lemo
TLP766 MANEJO PERIOPERATÓRIO DE PACIENTE
TLP907 MANEJO ANESTÉSICO DE PACIENTE PORTADOR DE COM ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA E DOENÇA DE VON
HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA PÓS-TRAUMÁTICA TARDIA E BREVE WILLEBRAND - S262
REVISÃO DA LITERATURA - S259 Mariane Molina Rodrigues de Oliveira, Thaís Carlos de Souza,
Priscilla Ribeiro Marques Monteiro, Wei Tsu Havim , Marcelo Pena Moreira de Oliveira, Karen Amaral Faria,
Wei Tzon Hackan Chang Colares, Tereza Vitória Lira Pinto, Bruno Serra Guida
Ivandete Coelho Pereira Pimentel, Chang Yen Yin
TLO245 REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE DO
TLP905 O RTS PARA O ACIONAMENTO DOS HELICÓPTEROS USO DO ÁCIDO TRANEXÂMICO PARA REDUÇÃO
DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DE SANGRAMENTO EM CIRURGIAS DE
(CBMDF) – ESTUDO RETROSPECTIVO - S259
PRÓSTATA - S263
Rafael Villela Silva Derré Torres
Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho, Bárbara Thomé Cavalheiro,
Marcelo Arent Longo

LVIII) Transfusão e Hemostasia TLO520 USO DE RECUPERAÇÃO INTRAOPERATÓRIA


TLO844 AVALIAÇÃO RETROSPECTIVA DAS RESERVAS DE DE SANGUE EM CIRURGIAS DE EMERGÊNCIA: SÉRIE DE
SANGUE VERSUS TRANSFUSÕES EM CIRURGIAS ELETIVAS NUMA CASOS - S263
UNIDADE DE SAÚDE TERCIÁRIA NO SUL DO BRASIL - S260 Jamille Ferreira Leandro, Luciana Maria de Barros Carlos,
Thiago Dias de Rossi, Karen Adriana Campos Pastorio, Danielle Maia Holanda Dumaresq, Velma Dias do nascimento,
Jorge Hamilton Soares Garcia, Sara Marina G. da S. Teixeira do Amaral Roberto César Pontes Ibiapina
XXXVIII

LIX) Educação e Pesquisa TLP393 CUFF: A VISÃO DOS ANESTESIOLOGISTAS DE UMA


CAPITAL BRASILEIRA - S267
TLO406 AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS MÉDICOS Gabriel Mendes Andraos, Handel Meireles Borges Filho,
RESIDENTES SOBRE JEJUM PRÉ-OPERATÓRIO EM Karoline Domingos Chiari, Dário Humberto de Paiva,
CRIANÇAS - S264 Heber de Moraes Penna, Thiago Anderson Cabral Moreira
Maíra Fernandes Gonçales, Carolina Lima Moura,
Fernanda Bourroul Villela Pedras, Débora de Oliveira Cumino, TLP373 ESTABILIDADE HEMODINÂMICA EM CIRURGIA
Lígia Andrade da Silva Telles Mathias, Tamara Eiko Sakamoto PARA RESSECÇÃO DE GLÔMUS JUGULOTIMPÂNICO COM
EMBOLIZAÇÃO PREOPERATÓRIA - S267
TLO975 EDUCAÇÃO EM SERVIÇO DOS PROFISSIONAIS Raquel Augusta Monteiro de Castro, Carolina Linhares Martins,
NO CENTRO CIRÚRGICO DE UMA MATERNIDADE-ESCOLA Wanderson Penido da Costa, Cláudia Helena Ribeiro da Silva,
UTILIZANDO METODOLOGIA ATIVA DE APRENDIZAGEM - S264 Marcelo Fonseca Medeiros, Patrícia Lopes Gabriel
Josenilia Maria Alves Gomes, Eugenie Desirèe Rabelo Néri Viana,
Alessandra Cavaignac Machado, Emeline Moura Lopes, TLO266 ESTUDO PRELIMINAR SOBRE A CONTAMINAÇÃO
Paula Daiane Silva de Souza, Cláudia Regina Fernandes DE BACTÉRIAS NOSOCOMIAIS EM CELULARES DE
ANESTESIOLOGISTAS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - S268
Guilherme Haelvoet Correa, Davi Bruxelas de Freitas,
LX) Qualidade e Segurança Carla de Souza Formigoni, Mariana Volpe Arnoni,
Ligia Andrade da Silva Telles Mathias, Marcelo Jennè Mimica
TLO179 A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AOS RESÍDUOS
DE GASES ANESTÉSICOS INDUZ DANOS NO GENOMA E TLP788 EVENTOS ADVERSOS OCORRIDOS NO
INFLAMAÇÃO EM MÉDICOS RESIDENTES? - S264 INTRAOPERATÓRIO DE PROCEDIMENTOS ANESTÉSICOS
Marcelio Flavio Piccolo de Farias, Gabriele Samara Garcia da Silva, REALIZADOS EM HOSPITAIS PRIVADOS E PÚBLICO DE SÃO
Lorena Mendes de Carvalho Lucio, Nayara M. de Arruda, PAULO - S268
Mariana G. Braz, Leandro Gobbo Braz Klayne Moura Teixeira de Souza, Ricardo Zanlorenzi,
Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, Guinther Giroldo Badessa,
TLO720 ANESTESIA EM ADULTO JOVEM COM HISTÓRICO Luiz Fernando dos Reis Falcão
FAMILIAR DE HIPERTERMIA MALIGNA: RELATO DE CASO - S265
Luciana Andrade Rezende, Luana Magalhães Bernardo, TLO314 INCIDÊNCIA DE SÍNDROME DE BURNOUT EM
Káren Brandão de Barros, Fernanda de Faria Mariano, MÉDICOS ANESTESIOLOGISTAS DE UM HOSPITAL
Waldo Sapucaia Roland, Daniel Câmara de Rezende TERCIÁRIO - S269
Thais Morato Menezes, Monik Gonçalves Vilela,
TLO091 ASPIRAÇÃO DE FRAGMENTOS DE ASPIRADOR Flávio Andrade de Avelar, Gláucio Grégori Nunes Bomfá,
DURANTE PROCEDIMENTO DE EXTUBAÇÃO EM ÉXERESE DE Andre Felipe Ferreira Barroso
PAPILOMA DE LARINGE. RELATO DE CASO - S265
Cláudia Rosana Prokopp Acosta, Eduardo Jorge Yamada, TLO065 MANEJO MULTIDISCIPLINAR NA UTI E CENTRO
Eduardo Francisco Mafassioli Corrêa, Vinícius Jacques de Lemos, CIRÚRGICO DE INTERCORRÊNCIA POTENCIALMENTE
Mauricio Vittorello, Alison Menna da Fontoura FATAL - S269
Renato Zitron, Marcus Vinicius Figueiredo Lourenço,
TLO451 AVALIAÇÃO DA CULTURA DE SEGURANÇA ENTRE Luiz Guilherme Villares da Costa, Kelson Sousa Jacobina,
PROFISSIONAIS DO CENTRO CIRÚRGICO DE HOSPITAL Thales Abreu Tedoldi
UNIVERSITÁRIO - S266
Josenilia Maria Alves Gomes, Marta Maria Costa Freitas, TLO865 VERIFICAÇÃO DA QUALIDADE DE OXIGÊNIO
Hudson Felipe Arnou Alves, Cláudia Regina Fernandes FORNECIDA POR DETERMINADOS HOSPITAIS DE SERGIPE E
SUAS IMPLICAÇÕES - S269
TLO446 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA COMUNICAÇÃO NA João Nicolle Tupiná Nogueira, Marcos Antonio Costa de
FREQUÊNCIA DE RELATO DE EVENTOS ADVERSOS ENTRE Albuquerque, Marcos Eyder Leite Fragoso, Julio Cezar M Brandão
PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO CENTRO CIRÚRGICO DE
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - S266
Josenilia Maria Alves Gomes, Marta Maria Costa Freitas ,
LXI) Monitorização e Equipamentos
Hudson Felipe Arnou Alves , Cláudia Regina Fernandes
TLO416 AVALIAÇÃO DO GRAU DE INTENSIDADE LUMINOSA
TLO117 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS DE LÂMINA CONVENCIONAL EM LARINGOSCÓPIOS DA
ANESTESIOLOGISTAS DO ESTADO DO AMAPÁ - S266 MACINTOSH - S270
Raimundo Afonso Nascimento Ramos Junior, Karlene Aguiar Frederico de Souza Nogueira, Henrique Rocha Machado,
Lamberg, Flavio Gurgel Paulino Murta, Guilherme Paulo Leite Jane Auxiliadora Amorim, Otávio Damázio Filho,
Neto, Alehandro Neves Terra, Daniel Foinquinos de Melo Lucas Wanderley Lima, Guilherme Campos Soares Quintas
XXXIX

TLO110 AVALIAÇÃO DO LACTATO PLASMÁTICO EM TLP424 N-ACETILCISTEÍNA REDUZ O TEMPO DE


PACIENTES MONITORADOS PELO ECOCARDIOGRAMA INTERNAÇÃO HOSPITALAR EM CIRURGIAS CARDÍACAS:
TRANSTORÁCICOS EM CIRURGIAS ABDOMINAIS DE GRANDE REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE - S274
PORTE - S270 José Eduardo Guimarães Pereira, Regina Paolucci El Dib,
Marcello Fonseca Salgado Filho, Thalita Camargo Santos, Leandro Gobbo Braz.
Patricia Silva Braga, Ícaro França Morais,
Amélie Gabrielle Vieira Falconi, Victor Matheus Condé de Oliveira
LXIV) Perioperatório
TLP699 DISTÚRBIO DE COAGULAÇÃO SEVERO
DIAGNOSTICADO PELA TROMBOELASTOMETRIA APÓS TLO904 ANÁLISE DO GRAU DE IMPLEMENTAÇÃO DO
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA DURANTE TRANSPLANTE PROTOCOLO ERAS EM HOSPITAL DE ENSINO - S274
HEPÁTICO - S271 Jorge Luigi Gomes Orso, Florentino Fernandes Mendes,
José Carlos Rodrigues Nascimento, Cristiane Gurgel Lopes, Uirá Fernandes Teixeira, Daieni Fernandes,
Edson Bulamarque Lopes Neto, Francisco Diego Silva de Paiva, Cristiane Weckerle Nazareth Conceição, Sabrina Drago Vlassis
Jennifer de Melo Rocha, Rogean Rodrigues Nunes
TLO971 CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES PORTADORES
DE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA NO
AMBULATÓRIO DE AVALIAÇÃO PRÉ OPERATÓRIA DO
LXII) Neuroanestesia HCFMRP-USP - S275
TLO689 ANESTESIA PARA IMPLANTE DE ESTIMULADOR Pedro Luiz Ferreira, Waynice Neiva de Paula Garcia,
Maria Fernanda Braggion Santos, Luis Vicente Garcia,
CEREBRAL PROFUNDO - S271
Jyrson Guilherme Klampt
Marcos Vinicius Calveli C. Ferreira,
Paulo Antonio Machado da Silva Lima, Felipe Souza Thyrso de Lara
TLP762 CHOQUE ANAFILÁTICO APÓS ANTIBIOTICO
PROFILÁTICO: RELATO DE CASO - S275
TLO570 ANESTESIA PARA RETIRADA DE TUMOR CEREBRAL
Leandro Bernardes, Diego Boniatti Rigotti
COM ESTIMULAÇÃO INTRAOPERATÓRIA EM PACIENTE
ACORDADO - S272
TLO350 ELEVAÇÃO DE TROPONINA PÓS-OPERATÓRIA EM
Pedro Reina Magalhães, Rafael Mercante Linhares,
UMA POPULAÇÃO DE ALTO RISCO – ANÁLISE DE FATORES
Nayara Hott dos Santos, Guilherme Holck, Thais Kroeff Machado,
DE RISCO PERIOPERATÓRIOS DERIVADOS DO ESTUDO
Danila Tomico Nakayama
LOAD - S275
Luciana Paula Cadore Stefani, Carolina Alboim, Otavio Berwanger,
TLO517 ANESTESIA SLEEP AWAKE SLEEP PARA
Luciana Eltz, Andreas Horner
CRANIOTOMIA: RELATO DE CASO - S272
Williams Barbosa Melo, Rodrigo Thadeu Cei Pedroso,
TLO1026 HIPOTERMIA NO PERIOPERATÓRIO: PREVALÊNCIA
José Augusto Buendia Melo, Bruno Mendes Carmona,
E VARIÁVEIS ASSOCIADAS - S276
Luis Paulo Araújo Mesquita, Mário Nazareth Chaves Fáscio
Luís Carlos Crepaldi Júnior, Jabson dos Santos Ferreira,
João Francisco Volpe Junior, Raul Silva Quirino,
TLO508 MEDIDA DO LACTATO SÉRICO PERIOPERATÓRIO E O Marcelo Cabral de Lucena, Fabrício Tavares Mendonça
DESFECHO CLÍNICO EM PACIENTES NEUROCIRÚRGICOS - S273
Rodolfo da Silva Queiroz
TLO183 INCLUSÃO DE RASTREIO COGNITIVO NA
AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA DO IDOSO - S276
Thiago Robles Juhas, Yolanda Marques Mazzaro,
LXIII) Cirurgia Cardiovascular Gisele Maria Siaulys, Gabriela Tognini Saba,
Maria José Carvalho Carmona, Cláudia Maia Memória
TLO442 ANESTESIA PARA RECONSTRUÇÃO DE AORTA
TORÁCICA COM PARADA TOTAL DA CIRCULAÇÃO - S273 TLP032 MANEJO PERIOPERATÓRIO DE HIPOVOLEMIA
Ewerton Villa Fonseca, Leonardo Linhares Brollo, ATRAVÉS DO CÁLCULO DE DELTA PP - S277
Jean Abreu Machado, Laís Constante Machado Larissa Sokol Rotta, Mauro da Cruz Assad Monteiro,
Nayron Fernando Oliveira Rodrigues, Victor Cáppia,
TLO731 MANEJO ANESTÉSICO PARA CORREÇÃO CIRÚRGICA Luiz Antonio de Moraes, José Maurício Pereira Assef
DA ORIGEM ANÔMALA DA ARTÉRIA PULMONAR DIREITA DA
AORTA: RELATO DE CASO - S273 TLO164 O TESTE DO RELÓGIO COMO MÉTODO DE RASTREIO
Gotardo Duarte Dumaresq, Cibelle Magalhães Pedrosa Rocha, COGNITIVO PRÉ-OPERATÓRIO EM IDOSOS - S277
Andressa Brasil Vasconcelos Costa, Cláudia Maia Memória, Gabriela Tognini Saba,
Danielle Maia Holanda Dumaresq, Graziela Viana Magalhães, Bárbara de Souza,
Rômulo José de Lucena Castro Filho, Marilman Maciel Benício Zan Katia Magdaleno Mendonça, Maria José Carvalho Carmona,
XL

TLP603 PCR POR MICROCHOQUE NO INTRAOPERATÓRIO: Consumo de propofol y tiempo de despertar en


CAUSA PROVÁVEL - S278 pacientes adultos bajo anestesia general
Rafael Mercante Linhares, Victor Agati Cavargere, guiada por el Cerebral State Monitor - S285
Luiz Carlos Bastos Salles, Sergio Lerner, Roberto Carvalho Brandão, Santiago Matteoda, Luciano Deganutti
Thais Kroeff Machado

Evaluación de los predictores de vía aérea


TLO306 USO DA CLONIDINA VENOSA COMO ADJUVANTE
PARA CONTROLE HEMODINÂMICO EM PACIENTE difícil en pacientes intubados con
DROGADITO - S278 videolaringoscopio - S289
Victor Matheus Condé de Oliveira, Alexandre Almeida Guedes, Gustavo Grünberg
Amélie Gabrielle Vieira Falconi, Zamir Fernando Sanchez
Guerrero, Éric Guimarães Machado, Talita Camargo Santos, Estabilidad hemodinámica en pacientes
con enfermedad sistémica severa múltiple
TLO182 USO DO 10-CS NO RASTREIO COGNITIVO PRÉ- sometidos a amputación de miembro inferior
OPERATÓRIO DO IDOSO - S278 con bloqueo de nervio periférico guiado por
Cláudia Maia Memória, Gabriela Tognini Saba, Gisele Maria Siaulys, ultrasonido - S293
Charlize Kessin de Oliveira Sales, Monica Robles Gonçalves,
Ana Bernal Alcalá, Jimmy Ospina Capcha
Maria José Carvalho Carmona

Experiencia en el uso de tramadol subcutáneo


para el manejo del dolor postoperatorio en
Artigos Premiados – CLASA población pediátrica - S299
Ana Sofía Del Castillo Sardi
Inyección epidural de betametasona en el síndrome
radicular lumbosacro: evaluación preliminar de su
eficacia - S280 SÍNDROME de bertolotti: ¿Causa infrecuente
Pablo Castromán, Marta Surbano, Santiago Ayala, Ana de lumbago? - S306
Schwartzmann, Sofía Castelli Fernando Furest Robaina
Rev Bras Anestesiol. 2017;67 (Supl. 1):S1-S279

Revista Brasileira
de Anestesiologia
Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Anestesiologia
www.sba.com.br

64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia


Curitiba, 10 a 14 de novembro de 2017
FAZENDO A DIFERENÇA

I) Administração e Qualidade Conclusão: Os fatores que interferem na duração de caso de um


procedimento cirúrgico são diversos, a estimativa baseada em da-
dos subjetivos não representa a melhor escolha.
TLO801 ANÁLISE RETROSPECTIVA COMPARATIVA DA Referência:
DURAÇÃO DE CASO NUM PROCEDIMENTO CIRÚRGICO 1. Shukla RK, Ketcham JS, Ozcan YA. Comparison of subjective ver-
sus data base approaches for improving efficiency of operanting
ENTRE O TEMPO ESTIMADO PELO CIRURGIÃO E O
room scheduling. Health Serv Manage RES.1990;3:74-81.
REALIZADO
Gustavo Luchi Boos, Jorge Hamilton Soares Garcia,
Rodrigo Nolasco de Souza*, Luiz Fernando Soares, TLO243 AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA INCORPORAÇÃO
Marcos Lazaro Loureiro, Maurício Sperotto Ceccon DE UM MODELO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PRÉ-
Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Hospital OPERATÓRIO NO FLUXO DE CUIDADO DOS PACIENTES
Governador Celso Ramos NA SRPA E NA INCIDÊNCIA DE COMPLICAÇÕES NO PÓS-
OPERATÓRIO IMEDIATO
Justificativa e objetivos: A eficiência no agendamento das salas de
cirurgia requer a máxima precisão na estimativa do tempo usado Claudia de Souza Gutierrez, Luciana Paula Cadore Stefani,
em cada procedimento, minimiza o sub ou o sobreuso de um agen- Wolnei Caumo, Rafael Mohr Limberger*, Eduardo Kohls Toralles,
damento cirúrgico, melhora o aproveitamento da carga de trabalho Gabriela Leal Gravina
de um centro cirúrgico, assim como de um serviço de anestesia. Na Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil
maioria dos hospitais esse tempo é estimado de forma subjetiva
pelo próprio cirurgião. Nossa hipótese é que o cirurgião subestima a Justificativa e objetivos: A estratificação do risco de mortalidade
duração de caso num procedimento cirúrgico. Assim, o objetivo do e complicações no período perioperatório ainda é um desafio aos
nosso estudo foi comparar a duração estimada pelo cirurgião com o profissionais de diferentes áreas ligadas à assistência do pacien-
tempo realmente dispendido naquele procedimento. te. Embora existam diferentes modelos de estratificação de risco
Método: Estudo observacional retrospectivo, através da análise descritos na literatura, não há um instrumento validado, de fácil
de um banco de dados de um hospital privado de nível terciário. aplicabilidade, que possa servir universalmente para a predição de
Foram incluídos no estudo os procedimentos cirúrgicos de diversos risco perioperatório. As taxas de complicações pós-cirúrgicas per-
cirurgiões e especialidades distintas, feitos entre janeiro de 2012 e manecem elevadas e a sinalização dos pacientes de maior risco é
julho de 2017. Através da análise descritiva, inferir a relação média fundamental para que se direcionem cuidados apropriados, estra-
entre os valores estimados e o real da duração do procedimento ci- tégias preventivas e adequada alocação de recursos. O objetivo do
rúrgico, relacionados aos cirurgiões, tipos de procedimento e portes trabalho é avaliar prospectivamente o impacto da incorporação de
cirúrgicos mais frequentes, bem como a classificação ASA de cada um modelo de estratificação de risco pré-operatório (Modelo SAM-
paciente. Usou-se o teste t de Student para comparação de médias PE) no fluxograma de atendimento ao paciente na sala de recupera-
absolutas. ção pós-anestésica (SRPA) e na incidência de chamadas do Time de
Resultado: Foram incluídos 29.625 procedimentos, a média ± DP Resposta Rápida (TRR) no pós-operatório imediato.
em minutos da duração de caso estimada foi de 112,30 ± 64,29 e a Método: Trata-se de um estudo observacional, de base de dados,
duração de caso real de 141,90 ± 107,79, com uma diferença média que comparou a incidência de complicações pós-operatórias na
de 29,86 ± 89,40 minutos (p < 0,0001). Em média, os cirurgiões unidade de internação através do número de chamadas ao TRR
subestimaram em 36,4% a duração de caso do procedimento, em antes e após a implantação do modelo de risco. O modelo de risco
1,8% das vezes o valor estimado foi igual ao valor real, em 33% desenvolvido foi o Modelo SAMPE – que incorpora quatro variáveis:
dos procedimentos houve uma diferença máxima de 20% tanto para idade, classificação ASA, porte cirúrgico (maior, intermediário e me-
super como para subestimar o tempo real. Em procedimentos em nor) e caráter da cirurgia (eletiva ou urgência). O modelo foi desen-
pacientes ASA IV a duração de caso foi subestimada em 70% (± 9,2%), volvido e validado através da análise retrospectiva de um banco de
enquanto que ASA I, II e III mantiveram-se na média. Não foi possível dados de 20.834 pacientes cirúrgicos de um hospital universitário. O
estabelecer relação entre o cirurgião ou especialidade com maior projeto tem aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com número
número de procedimentos e uma maior aproximação do valor real. de inscrição 16-0229.

© 2017 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda.


S2 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Resultado: Foram coletados para análise os dados de 6.945 pacientes comparados com a literatura internacional (incidência aproximada
cirúrgicos admitidos na SRPA, entre janeiro de 2016 e fevereiro de de 5,8%). No entanto, deve-se lembrar que mesmo nos centros de
2017. Desses, 3.974 são do grupo controle (antes da implantação do excelência a cultura da notificação do evento adverso ainda não
modelo) e 2.971 são do grupo estratificado e identificado de acordo está nacionalmente difundida, e pode, com isso, prejudicar a notifi-
com o Modelo SAMPE. Ocorreram 530 chamados do Time de Resposta cação e consequentemente a incidência em nosso meio.
Rápida durante esse período, para esses grupos de pacientes durante Referência:
a internação na enfermaria. Para o controle de possíveis variáveis 1. Koh W, Kim H, Kim K, Ro YJ, Yang HS. Encountering unexpected
confundidoras e para determinar a possível associação entre múlti- difficult airway: relationship with the intubation difficulty scale.
plos preditores que influenciam as chamadas ao TRR, um modelo de Korean J Anesthesiol. 2016;69:244-9.
regressão logística está sendo desenhado. Os dados ainda estão em
análise e estarão disponíveis na apresentação deste tema livre.
Conclusão: É esperado que a incorporação do Modelo SAMPE impacte TLP525 GERENCIAMENTO DO FLUXO DE PACIENTES NA
positivamente no fluxo de atendimento do paciente cirúrgico e sina- SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA
lize aqueles pacientes que necessitam permanecer mais tempo sob Luiza Alexi Freitas*, Marcelo Gustavo Angeletti, Vanda Regina
cuidados intensivos ou semi-intensivos. Machado, Luciana Cadore Stefani, Patrícia Wajnberg Gamermann
Referências:
1. Moonesinghe SR, Mythen MG, Grocott MPW. High-risk surgery: Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil
Epidemiology and outcomes. Anesth Analg. 2011;112:891-901. Justificativa e objetivos: A sala de recuperação pós-anestésica
2. Pearse RM, Harrison D, James P, et al. Identification and char- (SRPA) tem um papel importante tanto na recuperação adequada
acterisation of the high-risk surgical population in the United dos pacientes submetidos à anestesia como na dinâmica e rotativi-
Kingdom. Crit Care. 2006;10:1-6. dade dos procedimentos feitos no bloco cirúrgico. A má gestão dos
leitos da SRPA pode levar a atrasos e cancelamentos de procedi-
mentos cirúrgicos. O objetivo do estudo é reduzir atrasos e cance-
TLO596 DADOS PRELIMINARES SOBRE A INCIDÊNCIA DE lamentos de procedimentos cirúrgicos através do aprimoramento da
INTUBAÇÃO DIFÍCIL EM UM SERVIÇO PRIVADO DE SÃO rotatividade dos pacientes na SRPA.
PAULO Método: Foi instituída uma planilha eletrônica compartilhada para
Gabriel Soares de Sousa*, André Luis Ottoboni, Regiane Xavier Dias, coleta de informações regulares referentes à situação dos leitos da
Guilherme Moura, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto sala de recuperação. No período da manhã, início e fim da tarde foi
feita a coleta de informações por uma equipe administrativa junta-
Serviços Médicos de Anestesia Ltda., São Paulo, SP, Brasil mente com a equipe de anestesistas sobre a condição clínica de cada
Introdução: Até o presente momento, os dados nacionais a respeito paciente que ocupava cada leito na SRPA. Os pacientes foram catalo-
de via aérea difícil (VAD) e de intubação difícil são escassos. Para gados nas seguintes denominações: 1) paciente sem previsão de alta;
tanto, foi feita uma análise descritiva de um indicador de qualidade 2) paciente com alta, porém sem leito disponível na enfermaria; 3)
acompanhado por nosso serviço, com o objetivo de avaliar a inci- paciente com alta prevista em algumas horas; 4) paciente com alta,
dência de intubação difícil durante o ano de 2016. mas com atraso de saída da SRPA; 5) paciente que aguardava o trans-
Método: Faz-se rotineiramente a análise das informações contidas porte para o leito na enfermaria. Após esse inventário, trabalhou-se
nas fichas de indicadores de qualidade da anestesia, fornecidas a com os entraves circunstanciais para as altas dos pacientes. Ações
todos os médicos anestesiologistas no período perioperatório. Esses como contato com o gestor de leitos do hospital para direcionar leitos
prontuários são revisados com o foco de identificar o diagnóstico de prioritariamente aos pacientes da SRPA, contato com as enfermeiras
VAD e intubação difícil, além de observar-se a necessidade de uso da enfermaria para agilizar o transporte dos pacientes e com as enfer-
de outros dispositivos para o acesso a via aérea, como videolaringos- meiras da SRPA para agilizar a passagem dos casos. Além disso, fez-se
cópios, fibroscópios, solicitação de ajuda e outros dados correlatos. o mapa das cirurgias em andamento na parte da tarde para previsão
da possibilidade ou não de cumprimento das cirurgias agendadas.
No presente estudo analisaram-se os dados de 1 de janeiro até 31
Resultado: Após seis meses de implantação dessa iniciativa, houve
de dezembro de 2016 com o objetivo de quantificar a incidência de
melhoria significativa no fluxo de pacientes na SRPA. Houve redução
VAD no departamento de anestesia de um hospital terciário privado
do tempo que o anestesiologista espera por maca da SRPA após o
da cidade de São Paulo.
término do procedimento cirúrgico e houve redução do número de
Resultado: Durante o período supracitado, fizeram-se 31.924 pro-
cancelamentos de cirurgias no fim do dia por falta de leito em SRPA.
cedimentos anestésicos no presente hospital, dos quais 45 (0,15%)
Conclusão: A dinâmica de admissões e altas na SRPA foi aprimorada
foram relatados como intubação difícil e/ou VAD não prevista. Ape-
através da implantação de medidas administrativas simples e envol-
sar de a avaliação pré-anestésica incluir a classificação de Mallam-
vimento de equipe multidisciplinar.
pati-Samsoon-Young, mobilidade e circunferência cervicais, distân-
Referência:
cia mento-tireoidiana, abertura bucal e apresentação prognata ou
1. Stefani LC, Menezes LFR, Felix EA. Rotinas da sala de recupera-
retrognata, 33 (73%) dos casos de VAD foram definidos como VAD
ção pós-anestésica. In: Gamermann PW, Stefani LC, Felix EA. Ro-
não reconhecida ou não prevista; 30 (66,6%) dos casos de VAD só ob-
tinas em anestesiologia e medicina perioperatória. Porto Alegre:
tiveram sucesso a partir da terceira tentativa, dos quais três (10%)
Artmed, 2017;534-47.
foram feitos por um segundo anestesista; 24 (53,3%) casos só foram
solucionados com o auxílio de dispositivos para acesso de via aérea
difícil, como fibroscópios e videolaringoscópios. TLO437 INCIDÊNCIA DE DESPERTAR INTRAOPERATÓRIO EM
Conclusão: O manejo da VAD é uma situação de elevada morbimor-
CIRURGIAS ELETIVAS SEM MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA
talidade. Os estudos sobre preditores de VAD são de difícil execução
devido à baixa incidência desse cenário e às definições amplas (po- Carla Valéria Rocha Ramos Giorgetta*, Luiz Paulo Pereira Prado,
dem ir desde a chamada de ajuda a uma situação clínica específica Reno Queiroz, Tania Carla de Menezes Cortez,
até a dificuldade de ventilação, ou de intubação propriamente dita, Antonio Henrique Magalhães Plischke
enfrentada por um profissional com treinamento regular). No cená-
Hospital Municipal Salgado Filho, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
rio nacional, este é o primeiro estudo que demonstra dados prelimi-
nares sobre a incidência de VAD não prevista. Surpreendentemente, Justificativa e objetivos: O despertar intraoperatório, evento ad-
nossos resultados são bastante satisfatórios (0,15% de incidência) se verso da anestesia geral, deve-se ao desequilíbrio entre a proteção
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S3

farmacológica e a agressão cirúrgica, ocorre em cerca de 20.000 de cada procedimento. Os dados foram comparados com os registros
casos/ano. A consciência intraoperatória é avaliada por entrevis- alimentados por intensivistas no momento da recepção do paciente
ta formal ou no pós-operatório, quando o paciente refere o inci- cirúrgico na UTI. Foram analisados os dados de 60 pacientes, dividi-
dente. O pós-operatório imediato parece ser o momento ideal da dos em dois grupos: (A) Informações verbais do anestesiologista, (B)
avaliação. Sintomas: ansiedade, irritabilidade, insônia, pesadelos Informações através do checklist. O checklist foi formatado em qua-
repetidos, depressão e preocupação com a morte. O BIS reduz em tro módulos: 1) módulo história prévia (peso, altura, estado men-
77% esses eventos adversos, porém seu uso é limitado no Brasil. tal, alergias, vícios, doenças atuais, medicações em uso, cirurgias
Fatores de risco: pacientes ASA III e IV, cirurgia obstétrica, cardíaca, e anestesias anteriores, complicações, observações do exame físico
trauma, uso de bloqueadores neuromusculares e via aérea difícil. O e laboratorial); 2) módulo anestésico (técnica anestésica, via aérea
objetivo é avaliar a ocorrência desse evento, com vistas à melhoria difícil, cateteres vasculares, outros cateteres); 3) módulo cirúrgico
da técnica anestésica. (cirurgia feita, duração, antibiótico/profilaxia, hidratação, débito
Método: Um estudo prospectivo observacional. Até o momento fo- urinário, intercorrências, hemoderivados, drogas vasoativas/inotró-
ram avaliados 20 pacientes, ASA I e II, entre 18-60 anos, submetidos picas e outras drogas em infusão contínua); 4) módulo admissão na
a anestesia geral, sem medicação pré-anestésica, indução com fen- UTI (hora, nível de consciência: Ramsay e Glasgow, tipo de ventila-
ção, dados vitais, dados laboratoriais, analgesia).
tanil 5 mcg/kg, lidocaína 1-2 mg/kg, propofol 1-2 mg/kg e rocurô-
Resultado: Quando se compararam os grupos, o grupo A apresentou
nio 0,6-1,2 mg/kg, sulfato de magnésio 30-50 mg/kg, remifentanil
maiores diferenças de comunicação, com discrepâncias entre o re-
0,1-0,5 mcg/kg/min ou peridural contínua com ropivacaína 0,5% e
latório do intensivista e o registrado na ficha de anestesia. O grupo
manutenção com sevoflurano acima de 0,8 CAM para procedimentos
B apresentou uma comunicação mais uniforme entre os médicos,
em cirurgia geral e ginecologia com duração de 40 a 230 minutos.
melhorou o perfil de segurança do paciente (p < 0,05).
Todos monitorados com cardioscópio, PANI, capnógrafo, oxímetro
Conclusão: Em nosso estudo, a adoção do checklist eletrônico as-
de pulso, BIS (entre 40-60) e avaliação de movimentos intraopera- sociada à comunicação verbal diminuiu a possibilidade da omissão
tórios. Os pacientes assinaram termo de consentimento informado de questões importantes, que podem ser esquecidas caso se use so-
e foram avaliados na visita pré-anestésica. Para detecção da cons- mente a comunicação verbal, e aumenta a segurança do paciente.
ciência intraoperatória, aplicou-se o questionário Brice logo após a Referência:
extubação, 24-48h e sete dias após a cirurgia. 1. Bagatini A, Prates C. Lista de verificação cirúrgica (checklist) na
Resultado: Dos 20 pacientes, nenhum (0%) referiu consciência in- prática anestesiológica. In: Neto SVL, Diego LAS, Brandão JCM, et
traoperatória, três (15%) relataram sonho durante anestesia geral al. Segurança do paciente e prática médica. SBA, outubro/2014;
no pós-operatório imediato, dois (10%) nas 24-48h e um (5%) em 70-75.
sete dias subsequentes; quatro (20%) relataram se lembrar das úl-
timas palavras do anestesista no pós-operatório imediato, quatro
(20%) nas 24-48h e dois (10%) em sete dias subsequentes; nenhum
paciente com experiências ruins durante o período.
Conclusão: Um n maior viabilizaria uma melhor avaliação e até II) Anestesia Ambulatorial
mesmo um estudo comparativo com uso de benzodiazepínicos como
medicação pré-anestésica. O BIS oferece uma maior segurança na
incidência do fenômeno estudado. A CAM mínima de 0,8, adjuvan- TLP733 COMPLICAÇÃO CARDIOVASCULAR (IAM) EM
tes, aparelhagem adequada e atenção ao paciente são essenciais CIRURGIA AMBULATORIAL
para anestesia de qualidade. Em caso do despertar intraoperatório,
torna-se primordial o acompanhamento do paciente para evitarmos Izabella Fernandes Feracini*, Flávia Lopes Delgado,
sequelas no pós-operatório. Eduardo Piccinini Viana, Jaime Weslei Sakamoto,
Referências: Jorge Barrios Alarcon, Vinícius Pinheiro Teles
1. Nunes RR, Porto VC, Miranda VT, et al. Fatores de risco para o Complexo Hospitalar de São Bernardo do Campo, São Bernardo do
despertar intraoperatório. Rev Bras Anestesiol. 2012;62:3:365-74. Campo, SP, Brasil
2. Khan MF, Samad K, Shamim F, Ullah H. Awareness during anesthe-
sia – an update. Middle East J Anaesthesiol. 2008;19:4:723-35. Introdução: Cirurgias de pequeno porte em regime ambulatorial
podem apresentar complicações graves, principalmente as cardio-
vasculares, em pacientes idosos. Mesmo com todos os benefícios
TLO445 O PAPEL DO CHECKLIST ELETRÔNICO NA do procedimento ambulatorial, esses pacientes devem sempre ser
TRANSFERÊNCIA DE PACIENTES DO CENTRO CIRÚRGICO avaliados de forma adequada e ter os cuidados perioperatórios se-
melhantes aos não ambulatoriais. A literatura é escassa em traba-
PARA UTI E SUA REPERCUSSÃO NA SEGURANÇA DO
lhos que demonstrem as complicações perioperatórias em pacientes
PACIENTE
idosos nesse regime. O objetivo deste trabalho é demonstrar uma
Rohnelt Machado de Oliveira, Mayara Galante Negri*, complicação no intraoperatório de cirurgia ambulatorial, enfatizar
Beatriz Locks Bidese, Angélica Melissa Díaz García, a importância da avaliação pré-anestésica na redução da morbimor-
Eduardo Cesar Scherer, Ana Carolina Ferreira Ratin talidade (classificar o risco de eventos cardiovasculares) e diagnos-
ticar precocemente uma intercorrência a fim de evitar desfecho
Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba, PR, Brasil
desfavorável.
Justificativa e objetivos: Torna-se de extrema importância o Relato de caso: Paciente masculino, 71 anos, 76 kg, hipertenso con-
aprimoramento de habilidades e competências para fazer uma co- trolado havia 10 anos com enalapril 5 mg/dia, tabagista (35 maços/
municação eficaz na transferência de um paciente cirúrgico para a ano), foi admitido em ambulatório oftalmológico, unidade tipo II,
UTI. A complexidade e a relevância da comunicação eficaz repercu- para feitura de Vitrectomia Via Pars Plana devido a descolamento
tem na segurança do paciente. Avaliar o processo de comunicação de retina. Apresentava nos exames complementares: hemograma e
de anestesiologistas e intensivistas através da elaboração de um RX tórax sem alterações, ECG com sobrecarga de ventrículo esquer-
instrumento de sistematização eletrônico foi o objetivo. do, avaliação cardiológica com liberação havia 15 dias. Paciente
Método: Estudo baseado num banco de dados eletrônico criado den- foi encaminhado para sala operatória com FC: 63 bpm, PA: 142/83
tro do sistema de gerenciamento hospitalar, permite ao anestesio- mmHg, Sat.O2: 98%, cardioscopia sem alterações; venóclise em MSD
logista registrar um checklist das condições do paciente ao término 20 G e cateter de O2- 2 L/min. Foi feita sedação com fentanil 50
S4 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

mcg + diazepan 5 mg EV e bloqueio peribulbar com ropivacaína a Discussão: O Heidelberg Peri-anaesthetic Questionnaire provou-
0,75% associada a hialuronidase 40 UTR/mL, pelas vias canto in- se uma ferramenta útil na identificação dos pontos de insatisfação
ferolateral (3 mL) e canto superomedial (4 mL). O procedimento dos pacientes. Essa ferramenta permitiu a identificação do perfil
estimado em uma hora e 30 minutos foi interrompido a cerca de 50 dos grupos de pacientes insatisfeitos dentro das diversas etapas do
minutos do início, pois o paciente iniciou com dor precordial tipo atendimento que envolvem a equipe de anestesia. Esses resultados
aperto, de forte intensidade, que irradiava para membro superior tornam possível o estabelecimento de prioridades nas diferentes
esquerdo, associada a náuseas. Imediatamente, houve alteração em etapas de atenção, com o objetivo de buscar uma maior satisfação
cardioscopia (supradesnivelamento de segmento ST), FC de 41 bpm, dos pacientes com os cuidados anestésicos.
PA: 85/42 mmHg. Solicitamos ao cirurgião a interrupção do procedi- Referências:
mento para estabilização hemodinâmica. Foram administrados 300 1. Schiff JH, Fornaschon AS, Frankenhauser S, et al. The Heidelberg
mg de AAS sublingual, 30 mcg de fentanil EV e 5 mg de dinitrato Peri-anaesthetic Questionnaire – development of a new refined
de isossorbida sublingual e foi feito contato médico em unidade psychometric questionnaire. Anaesthesia. 2008;63:1096-104.
hospitalar de referência. Transportado por ambulância com apoio 2. Moura AC, Ferreira MA, Barbosa J, et al. Satisfação com cuidados
médico após 25 minutos. Foi submetido a cateterismo e angioplas- anestésicos. Acta Med Port. 2014;27:33-41.
tia, em unidade terciária, devido a obstrução de artérias DA e CX e
colocação de stent.
Discussão: A avaliação pré-anestésica de pacientes que serão sub-
metidos a um procedimento ambulatorial é de máxima importân-
cia para identificar precocemente os indivíduos que apresentam III) Anestesia e Terapia Intensiva
um maior risco de morbimortalidade. Revela-se fundamental para
a programação anestésico-cirúrgica, orienta as condutas a serem
tomadas e interfere positivamente no prognóstico. TLO490 ANALGESIA APRIMORADA COM PERIDURAL
CONTÍNUA EM TRAUMA TORÁCICO – SEU PAPEL
NO CONTROLE DE VARIÁVEIS RESPIRATÓRIAS E
TLO304 CONTROLE DE QUALIDADE EM ANESTESIA HEMODINÂMICAS NO CTI
AMBULATORIAL: AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS NA VISÃO DOS Briana Alva Ferreira*, Flávio Elias Callil, Paula Rios Gomes,
PACIENTES Victória Régia dos Santos Freitas Lins,
Jeconias Neiva Lemos, Lavínia Dantas Cardoso Neiva Lemos, Caroline Garnier Farias de Lima Martins, Marina Silva Junqueira
Davi Jorge Fontoura Solla, Danilo Dantas Cardoso Neiva Lemos*, Hospital Estadual Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Norma Sueli Pinheiro Modolo
Introdução: O trauma torácico contuso representa cerca de 70%
Departamento de Anestesiologia, Faculdade de Medicina de das injúrias da caixa torácica. O trauma nem sempre leva à lesão
Botucatu, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita de parênquima, porém a fratura dos ossos da caixa torácica impõe
Filho” (Unesp), Botucatu, SP, Brasil complicações respiratórias decorrentes da dor. Limitação ventila-
Justificativa e objetivos: A qualidade dos serviços prestados em tória, tosse ineficaz e atelectasia podem levar à descompensação
anestesiologia, que usualmente são medidos por índices de morbi- respiratória. A analgesia tem papel fundamental na recuperação
dade e mortalidade, passou a levar em consideração a satisfação dos desses pacientes. Este estudo tem por objetivo relatar o processo
pacientes nas diversas etapas do atendimento. Como satisfação é o de controle de dor e suas variáveis dentro de uma UTI com uso de
analgesia peridural contínua.
resultado dos cuidados prestados segundo a perspectiva do cliente,
Relato de caso: C.S.R., 50 anos, hipertensa, obesa. Internada na
essa medida proporciona uma base para que se possa melhorar os
emergência após esmagamento por ônibus. Na admissão, encontra-
cuidados na anestesiologia. Portanto, este estudo tem como objeti-
va-se lúcida, taquidispneica, taquicárdica e hipertensa. Relatava
vo avaliar o atendimento perianestésico em uma unidade de cirurgia
dor intensa em tórax, feita tomografia que evidenciou fratura de
ambulatorial, com base nas medidas de satisfação dos pacientes.
2ª a 6ª costelas à direita e 3ª a 8ª à esquerda, esterno e hemotórax
Método: Usamos o Heidelberg Peri-anaesthetic Questionnaire para
sem indicação de drenagem. Sem outras lesões associadas. Levada
avaliar as medidas de satisfação nas diversas etapas do atendimen-
ao CTI, recebeu analgesia venosa e apoio ventilatório não invasivo
to perianestésico em pacientes submetidos a cirurgia em regime
nas primeiras horas. Anestesiologistas da equipe decidiram instalar
ambulatorial. Respostas para cada questão foram ranqueadas como
e manejar um cateter peridural com vistas a um maior conforto da
“1”, “2”, “3” e “4” de acordo com a escala de Likert, corresponde- paciente e manejo do quadro respiratório. O cateter foi instalado
ram a “totalmente insatisfeito”, “insatisfeito”, “satisfeito” e “to- no nível de T6-T7 e iniciada terapia com ropivacaína e fentanil. As
talmente satisfeito”. Questões com escore de insatisfação abaixo da doses foram tituladas de acordo com a escala visual analógica de
média geral menos um desvio-padrão (DP) e questões com um alto dor e variáveis hemodinâmicas. O cateter permaneceu posicionado
DP interno foram selecionadas para análise de correlação. Foi feita por 12 dias; foram feitas diariamente avaliações acerca da intensi-
uma análise de regressão logística multivariada que correlacionou dade de dor, pressão arterial, PCO2 e PO2 arteriais. De acordo com
o grau de insatisfação nas questões com os dados de caracterização essas avaliações, o anestesiologista traçava a conduta em relação à
dos pacientes (idade, gênero, escolaridade, estado físico ASA), da analgesia. Nesse período foi necessária administração de ropivacaí-
anestesia (tipo, tempo e experiência prévia) e da especialidade ci- na 0,2% 20 mL em cerca de 70% das visitas. O fentanil foi mantido
rúrgica. em bomba infusora em doses entre 20-30 mcg por hora. A analgesia
Resultado: Avaliamos 1.211 pacientes de ambos os sexos, entre 18- permitiu que a paciente tivesse uma melhor adaptação à VNI, o
65 anos. Questões relacionadas à insatisfação envolveram o medo da que aprimorou seu quadro respiratório. No momento da retirada do
anestesia e da cirurgia, a sensação de frio, a necessidade urgente cateter, foram feitos 3 mg de morfina e foi iniciada analgesia veno-
de urinar e a dor na região operada, assim como a preocupação e a sa. Após 24 horas de retirada do cateter, a paciente encontrava-se
brevidade da equipe em aliviar a dor do paciente. Ser jovem, do sexo eupneica, normotensa e recebeu alta do CTI.
feminino, com nível de escolaridade superior completo, anestesia Discussão: A analgesia epidural tem grandes vantagens no paciente
geral, um longo tempo cirúrgico e cirurgias ginecológicas e urológicas crítico com trauma torácico sem indicação cirúrgica. Sua principal
foram variáveis relacionadas com um maior nível de insatisfação. vantagem é o aumento de até 27% na CRF quando comparada sua
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S5

aplicação com a terapia parenteral. Esse fato reduz a taxa de ne- anti-inflamatório e o impacto sobre a mortalidade que foi verifi-
cessidade de ventilação mecânica e, consequentemente, há menor cado em animais em quadro de choque séptico.
taxa de complicações associadas. O uso de analgesia regional no CTI Referências:
deve ponderar a relação risco/benefício, e as indicações para o seu 1. Hirota K, Lambert DG. Ketamine: new uses for an old drug? Br J
uso devem ser individualmente estabelecidas. A confirmação dos re- Anaesth. 2011;107:123-6.
sultados encontrados na bibliografia necessita ainda de avaliações 2. Waxman K, Shoemaker WC, Lippmann M. Cardiovascular ef-
acerca do assunto, já que ainda não há estudos suficientes, apesar fects of anesthetic induction with ketamine. Anesth Analg.
dos desfechos favoráveis. 1980;59:355-8.
Referência:
1. Hakim SM, Latif FS, Anis SG. Comparison between lumbar and
thoracic epidural morphine for severe isolated blunt chest wall
trauma: a randomized open-label trial. J Anesth. 2012;26:836-44.
IV) Anestesia e Transplante
TLP917 AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE ASSOCIADA AO USO
DE CETAMINA PARA INTUBAÇÃO EM PACIENTES CRÍTICOS: TLO413 ANESTESIA NO TRANSPLANTE DE RIM DE DOADOR
REVISÃO SISTEMÁTICA VIVO NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE BOTUCATU: FATORES
DE INFLUÊNCIA PARA O DESFECHO
Rodolfo Carvalho Soeiro Machado*, Victor Guilherme Bittar Souto,
Cátia Sousa Govêia, Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Yara Marcondes Machado Castiglia,
Luís Cláudio de Araújo Ladeira, Denismar Borges de Miranda Luiz Gustavo Mondelli de Andrade, Leopoldo Muniz da Silva,
Verusca Michele Oliva*
Centro de Anestesiologia da Universidade de Brasília (UnB),
Brasília, DF, Brasil Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual
Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Botucatu, SP, Brasil
Justificativa e objetivos: A indução anestésica para intubação de
pacientes hipotensos em estado crítico é um evento desafiador. A Objetivo: Estudar fatores que influenciaram o sucesso do transplan-
cetamina foi associada à redução de mortalidade in vivo de modo te renal de doador vivo.
dose-dependente, com redução significativa na produção de TNF- e Método: Estudo de coorte retrospectiva analítica, prontuários de
IL-6 em ratos sépticos, tornou-se a opção promissora para doentes Hospital Universitário de 160 receptores de rins e seus doadores. No
críticos e sépticos, mas ainda não há revisão acerca do perfil de segu- doador e receptor, estudaram-se dados de avaliação pré-anestési-
rança no uso em tais pacientes. O objetivo desta revisão sistemática ca, anestesia e anestésicos empregados e, no receptor, tempos de
de estudos observacionais e ensaios clínicos foi avaliar a mortalidade isquemia quente e fria, complicações no pós-operatório, evolução
em até 30 dias associada ao uso de cetamina em pacientes críticos. do TX quanto à creatinina sérica (Cr) – redução de 50% em 24h e
Método: Buscaram-se estudos na Medline, idioma inglês, de 1990 normalização em até 119h – e relação desses comportamentos com
a 2017, com as palavras-chave “ketamine” AND (“critical illness” alta hospitalar. Análise estatística: regressão de Poisson com técnica
OR “sepsis”) AND “intubation” AND “mortality”. De 416 artigos en- de passos para trás.
contrados, seis foram selecionados e após busca manual mais dois Resultado: Nos receptores, com intervalo de confiança 95%: fatores
foram acrescentados. protetores para redução inicial da Cr, hipertensão arterial, razão de
Resultado: Ao avaliar fatores de risco relacionados à mortalida- prevalência (RP) 0,49 (0,26-0,92), p = 0,020, anestesia inalatória,
de pós-indução em pacientes críticos, encontraram-se hipotensão RP 0,36 (0,18-0,69), p < 0,001; fatores de risco para não normaliza-
arterial e colapso cardiovascular e nenhum dos dois estudos en- ção da Cr, idade > 20 anos [entre 30-39 anos, RP 8,84 (2,05-38,11),
contrados mostrou que cetamina está relacionada ao desenvolvi- p = 0,003], tempo de isquemia fria > 120 min, RP 1,87 (1,06-3,29),
mento de hipotensão nesses pacientes. Um ensaio clínico rando- p = 0,020. Sem redução inicial esperada da Cr, ocorreu alta hospi-
mizado controlado que comparou o uso de etomidato e cetamina talar tardia.
em pacientes críticos não encontrou diferença entre os grupos em Conclusão: No receptor, foram fatores protetores para iniciar re-
relação ao escore de Sofa, condições de intubação e mortalidade dução da Cr hipertensão prévia e anestesia inalatória e, para sua
em 28 dias. normalização, idade < 20 anos e tempo adequado de isquemia fria.
Conclusão: Apesar de a cetamina ser adequada para uso em pa- Com redução inicial da Cr, a alta pode ocorrer em menor tempo.
cientes críticos e não implicar maior taxa de mortalidade nessa Referências:
população, há duas situações em que se questiona o seu uso: pa- 1. Gossmann J, Wilhelm A, Kachel HG, et al. Long-term consequenc-
cientes com trauma cranioencefálico, devido ao aumento de pres- es of live kidney donation follow-up in 93% of living kidney donors
são intracraniana, e pacientes em choque refratário com depleção in a single transplant center. Am J Transplant. 2005;5:2417-24.
dos estoques de catecolaminas. Porém, estudo de revisão demons- 2- Baid-Agrawal S, Frei UA. Living donor renal transplantation: re-
tra que os efeitos sobre a pressão intracraniana são atenuados ou cent developments and perspectives. Nat Clin Pract Nephrol.
2007;3:31-41.
revertidos pelo estabelecimento de ventilação controlada e que o
aumento da pressão de perfusão cerebral pelo aumento da pres-
são arterial é mais importante do que o aumento da pressão in- TLO137 ANESTESIA PERIDURAL PARA TRANSPLANTE
tracraniana. Sobre os pacientes em choque refratário, há apenas
RENAL EM PACIENTE COM HISTÓRIA DE VIA AÉREA DIFÍCIL
relato de dois em choque que evoluíram com parada cardíaca após
E MÚLTIPLAS COMORBIDADES
uso de cetamina para intubação em sequência rápida. Entretanto,
não foi possível avaliar se a parada decorreu do efeito depressor Henrique Zechlinski Xavier de Freitas*, Giorgio Pretto, Filipe de
da cetamina em situação de depleção de catecolaminas ou por Alencar Matos, Carolina Quintana de Quadros Brenner, Caio César
dose excessiva de anestésico em uma situação clínica na qual se Sampaio de Castro Nôleto, Roberta Parastchuk
questiona até o uso de hipnóticos. A partir dessa revisão sistemá-
Hospital Municipal São José (HMSJ), Joinville, SC, Brasil
tica, observa-se que a cetamina tem aplicabilidade no contexto
de pacientes críticos, sem evidência de aumento de mortalidade, Introdução: O transplante renal é a terapia de escolha em casos de
mas também não há estudos em humanos sobre o possível efeito insuficiência renal crônica (IRC) terminal. Ao anestesiar o receptor
S6 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

do órgão, deve-se dar preferência a drogas que não dependam de em fevereiro de 2017 no HC-UFMG com quadro de pioria clínica
metabolismo e excreção renais. A maioria dos centros adota como da ICC. Na internação foi iniciada dobutamina a 7,5 mcg/kg/min.
padrão a anestesia geral com drogas de metabolismo predominante- Evoluiu com flutter atrial tratado com impregnação de amiodarona
mente plasmático, associada ou não ao bloqueio peridural. e retorno ao ritmo sinusal. Em março, devido a nova pioria clínica,
Método e Resultado: Paciente L.M.S., feminino, 41 anos, com histó- foi iniciada noradrenalina e implantado BIA, foi então submetido ao
ria de lúpus eritematoso sistêmico, IRC dialítica por nefrite lúpica, transplante cardíaco. Feita sedação com midazolam 1,5 mg, ceta-
síndrome do pulmão encolhido, miastenia grave e asma, encontra-se mina 15 mg e fentanil 30 mcg para monitoração. Após confirmação
no centro cirúrgico para fazer transplante renal de doador cadáver, da retirada do órgão doador foi feita a indução com lidocaína a
cirurgia suspensa anteriormente por falha na intubação orotraqueal 1 mg/kg/h, sufentanil alvo 0,2 ng/mL, propofol alvo 2 mcg/mL e
após indução anestésica. Em uso de azatioprina, gabapentina, piri- rocurônio 0,6 mg/kg. Mantida dobutamina durante o período pré-
dostigmina, hidroxicloroquina, prednisona e sevelâmer. Negava aler- CEC e optado por anestesia venosa total nas doses citadas. Tempo
gias e vícios. Jejum de 12 horas. Exame físico sem alterações. Pesava de CEC: 85’, tempo de isquemia: 125’. Na saída da CEC, paciente
58 kg e media 1,6 m. Apresentava Mallampati 3 sem outros preditores apresentou BAVT, foi implantado MP com eletrodo epicárdico e tam-
de via aérea difícil. Trazia avaliação fibrobroncoscópica com paralisia bém foi identificado sangramento aumentado; foram administrados
de prega vocal esquerda associada a estenose subglótica de traqueia. plaquetas, complexo protrombínico, DDAVP e cloreto de cálcio, sem
Diálise feita por fístula arteriovenosa em MSE quatro horas antes da boa resposta clínica. Feito então fechamento do tórax com com-
cirurgia. Exames pós-diálise evidenciavam hemoglobina 10 g/dL, pressas. Paciente evoluiu no fim do ato operatório com três episó-
143.000 plaquetas, creatinina 3 mg/dL, ureia 43 mg/dL, sódio 134 dios de TV sustentada, sem resposta à cardioversão elétrica; houve
mEq/L, potássio 3,4 mEq/L, TAP 83%, KTTP 34seg e ECG sinusal. Ad- retorno ao ritmo de MP após 300 mg de amiodarona seguido por
mitida em sala cirúrgica, avaliada como ASA 3, cateter venoso jelco lidocaína em bólus. Manteve hipotensão, necessitou de noradrena-
18G em mão direita, monitoração com cardioscopia, pressão arterial lina, vasopressina e dobutamina. Na UTI, paciente apresentou PCR
não invasiva, oximetria de pulso e diurese. Midazolam 3 mg IV como em AESP revertida após 15’ de RCP. Porém, evoluiu com pioria da
medicação pré-anestésica. Punção peridural sob perda de resistência micro-hemodinâmica, com óbito no POI.
ao ar, nível T9/T10, implantado cateter e infundidos 100 mg de ro- Discussão: O coração transplantado é exposto a uma série de alte-
pivacaína 1% associada a 10 mcg de sufentanil. Iniciada sedação com rações anatômicas e fisiológicas que podem levar a arritmias, cujos
dexmedetomidina 2,5 mcg/kg/h por 20 minutos e manutenção com principais mecanismos envolvidos na gênese são o tempo de isque-
0,7 mcg/kg/h. Feito repique peridural de 50 mg de ropivacaína 1% mia, o tipo de anastomose e a rejeição do enxerto. O desenvolvi-
após uma hora do bloqueio, infundidos 1.000 mL de ringer lactato, mento de arritmias pós-transplantes é um preditor de pior resultado
usados como adjuvantes dimenidrinato 18 mg e ondansetron 4 mg. clínico, especialmente as taquiarritmias ventriculares ou arritmias
Cirurgia feita em três horas sem intercorrências, sedação Ramsay duplas/triplas, como a existente no caso relatado, no qual houve a
4, estabilidade hemodinâmica e oximetria de 98% em ar ambiente. presença de BAVT e TV sustentada. A terapia pré-transplante com
Instalada bomba de PCA com 4 mL/h de ropivacaína 0,33%, retirada amiodarona tem sido associada com bradicardia sinusal pós-trans-
em dois dias com controle álgico adequado. plante, requer MP temporário ou permanente em alguns pacientes
Conclusão: Vários estudos mostram que a anestesia locorregional devido à redistribuição da amiodarona dos tecidos do receptor para
pode ser empregada com êxito para o transplante renal. A o coração transplantado.
anestesia locorregional tem estabilidade cardiovascular e grau de Referência:
complicações semelhantes à anestesia geral, porém com melhor 1. Hamon D, Taleski J, Vaseghi M, Shivkumar K, Boyle NG. Arrhyth-
analgesia pós-operatória. Os riscos do bloqueio nesse tipo de pa- mias in the heart transplant patient. Arrhythm Electrophysiol
ciente estão ligados principalmente ao efeito residual da heparina Rev. 2014;3:149-55.
da diálise, plaquetopenia e a disfunção plaquetária, mesmo com
contagem de plaquetas normal.
Referências: TLO333 AVALIAÇÃO CONTÍNUA DA CONSCIÊNCIA
1. Hirata ES, Baghin MF, Pereira RIC, et al. Influência da técnica COM ÍNDICE BISPECTRAL NO INTRAOPERATÓRIO DE
anestésica nas alterações hemodinâmicas no transplante renal: TRANSPLANTE HEPÁTICO
estudo retrospectivo. Rev Bras Anestesiol. 2009;59:166-76.
Frederico Resende Azevedo Parreira*, José Carlos Rodrigues
2. Ricaurte L, Vargas J, Lozano E, et al. Anesthesia and kidney
transplantation. Transplant Proc. 2013;45:1386-91. Nascimento, Rogean Rodrigues Nunes, Tiêgo Rodrigues de Oliveira
Pires, Cristiane Gurgel Lopes, Rômulo Frota Lôbo
CET, Hospital Geral do Inamps, Fortaleza, CE, Brasil
TLO368 ARRITMIAS NO TRANSPLANTE CARDÍACO:
Introdução: Pacientes submetidos a transplante hepático devido à
RELATO DE CASO
cirrose hepática crônica com encefalopatia hepática têm múltiplas
Rafaela Souto e Souza*, Fernanda Rebouças Botelho, alterações da função do fígado, que podem levar a hipertensão in-
Renato Machado de Almeida Junior, tracraniana e por isso é importante a monitoração do nível de cons-
Mariana Reines Bevilaqua Sullavan, Alexandre Mio Pos, ciência no intraoperatório do transplante. O BIS (bispectral index) é
Marcos Daniel de Faria um parâmetro não invasivo crucial para o adequado manejo desses
pacientes.
Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Minas Gerais
Relato de caso: E.A.S., 27 anos, sexo feminino, diagnosticada com
(UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
cirrose hepática crônica e encefalopatia hepática, comatosa, intu-
Introdução: O transplante cardíaco ortotópico é a terapia em longo bada sob ventilação mecânica e em uso de droga vasoativa. Exame
prazo mais efetiva para a doença cardíaca terminal. Corações trans- físico: EG grave, MELD (43), PAM: 67 mmHg, FC: 85 bpm. Exames
plantados geralmente apresentam ritmo sinusal na sala cirúrgica laboratoriais: Hb = 7,7 g/dL; Ht = 21,8%; plaquetas = 43.000;
após a reperfusão e a maioria dos pacientes não apresenta arritmias INR = 7,5; TTPa rel = 3,9; Cr = 1,2 mg/dL; Ureia = 53 mg/dL;
significativas no pós-operatório. O desenvolvimento de arritmias K = 4,3. Paciente foi monitorada com oximetria de pulso, cardios-
pós-transplantes é um preditor de pior prognóstico. copia, monitoração minimamente invasiva, capnografia e BIS. A
Relato de caso: A.F.M., 65 anos, IC idiopática havia sete anos, com anestesia foi mantida com infusão contínua de tiopental, gluconato
FEVE 23% e CF da NYHA IV. Sem outras comorbidades. Internado de cálcio e cisatracúrio; fentanil em bólus, manitol e elevação da
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S7

cabeceira a 30º. Durante o transplante, o BIS variou de 12-14 com cardíacas ou no ecocardiograma. Recebeu alta da UTI no sexto dia
taxa de supressão entre 66-71 no início da cirurgia, antes das dro- de pós-operatório sem sequelas.
gas anestésicas até a reperfusão. Após a reperfusāo houve melhoria Discussão: A apresentação clínica da paciente é compatível com os
do BIS (26-29) e da taxa de supressão (43-10); mantiveram-se as casos relatados em literatura de edema pulmonar não cardiogênico
mesmas doses dos agentes anestésicos, sem aprofundar a anestesia. secundários a TRALI ou lesão pulmonar secundária à lesão por isque-
Discussão: Pacientes com encefalopatia hepática apresentam mia/reperfusão hepática. A distinção entre essas duas entidades é
múltiplas alterações cerebrais devido à não metabolização de muito difícil, porque os fatores predisponentes são os mesmos. Em
substâncias tóxicas pelo fígado (produtos nitrogenados, amônia o estudo retrospectivo que analisou os casos de edema pulmonar não
principal deles). Essas substâncias tóxicas são capazes de influen- cardiogênico em receptores de transplante hepático, não se conse-
ciar a leitura do BIS, com taxa de supressão alta e BIS baixo (estado guiu isolar preditor de risco significativo, apesar da maior incidência
comatoso). Na paciente em questão, após transplante hepático e no sexo feminino.
reperfusão, houve melhoria dos parâmetros do BIS (diminuição da Referência:
taxa de supressão e aumento do BIS), visto que o enxerto trans- 1. Morita Y, Pretto EA Jr. Increased incidence of transfusion-related
plantado pode já atuar no metabolismo e diminuir as substâncias acute lung injury during orthotopic liver transplantation: a short
tóxicas que agiam na função cerebral. Pacientes submetidos a report. Transplant Proc. 2014;46:3593-7.
transplante hepático necessitam de monitoração cerebral contínua
com o BIS para evitar plano anestésico profundo, que possa causar
lesão cerebral. TLO305 COMPLICAÇÃO PERIOPERATÓRIA NO
Referências: TRANSPLANTE RENAL – TROMBOSE DA ARTÉRIA ILÍACA
1. Hwang S, Lee SG, Park JI, et al. Continuous peritransplant as- EXTERNA
sessment of consciousness using bispectral index monitoring for
Julia Maria Olsen, Kelson Sousa Jacobina,
patients with fulminant hepatic failure undergoing urgent liver
transplantation. Clinical Transplantation. 2010;24:91-7. Luiz Guilherme Villares da Costa, Thales Abreu Tedoldi,
2. Toprak HI, Sener A, Gedik E, et al. Bispectral index monitoring Carolina Ashihara*
to guide end- tidal isoflurane concentration at three phases of Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
operation in patients with end- stage liver disease undergoing
orthotopic liver transplantation. Transplant Proc. 2011;43:892-5. Introdução: Apesar da melhoria no resultado dos transplantes re-
nais obtida nos últimos anos, há alta prevalência de complicações
perioperatórias. O manejo anestésico tem papel fundamental na
TLP037 CHOQUE E EDEMA PULMONAR NÃO diminuição dessas complicações e no sucesso do procedimento.
Relato de caso: Paciente feminino, 40 anos, 48 kg, 155 cm, insufi-
CARDIOGÊNICO EM TRANSPLANTE HEPÁTICO – RELATO DE
ciência renal crônica dialítica por doença cística. Diálise entre 2010
CASO
e 2012, transplante renal em 2012, rejeição do órgão com reiní-
Raisa Melo Souza*, Alexandre Bottrel Motta, cio da diálise em 2014 e binefrectomia e enxertectomia em 2016.
Luiz Guilherme Villares da Costa, Thales Abreu Tedoldi, Capacidade funcional > 4 METS. Submetida a transplante renal
Kelson Sousa Jacobina (doador cadáver) sob anestesia geral. Monitoração: cardioscopia,
pressão arterial não invasiva, oximetria de pulso, capnografia e ín-
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
dice biespectral. Acesso periférico 18G e permcath em veia jugular
Introdução: Complicações pulmonares perioperatórias são muito interna, sem possibilidade de outro cateter venoso central. Em uso
comuns, mas sua incidência em transplantes hepáticos ainda é mo- de thymoglobulina. Indução anestésica com 100 mcg de fentanil,
tivo de investigações. A complicação mais comum é o edema agudo, 100 mg de propofol, 20 mg de cetamina e 50 mg de cisatracúrio,
que pode ser cardiogênico ou não cardiogênico, e ocorre em 14% a intubação orotraqueal e manutenção com anestesia venosa total
47% dos receptores hepáticos. As principais causas de edema agudo (profofol e remifentanil em infusão contínua). Recebeu 1.000 mL
não cardiogênico nos transplantes são lesão pulmonar secundária à de PlasmaLyte® e 500 mL de manitol até o momento da reperfusão,
lesão por isquemia/reperfusão hepática e lesão pulmonar aguda re- foi necessária noradrenalina. Na anastomose da artéria renal, PAM
lacionada à transfusão (TRALI), e o diagnóstico específico entre elas de 94 mmHg, mas frêmito da artéria renal lábil. Após reperfusão
pode ser difícil. O edema pulmonar grave aparece após a transfusão apresentou hipotensão (PAM 60 mmHg), recebeu 2.500 mL de Plas-
e normalmente após a reperfusão hepática, com hipóxia, necessi- maLyte®, 40 g de albumina, quatro concentrados de hemácias e
dade de drogas vasoativas e pioria dos parâmetros ventilatórios. A noradrenalina. Após término do procedimento, foi levada à UTI,
incidência geral de edema agudo relacionado à TRALI é de 0,075% sob IOT e noradrenalina. Evoluiu com perda do rim enxertado e
a 0,12%; a incidência em transplantes hepáticos é maior, embora foi abordada no dia seguinte; foi identificada ausência de fluxo na
ainda não determinada em grandes estudos. artéria e na veia renal e extensa trombose em artéria ilíaca exter-
Relato de caso: Paciente feminino, 63 anos, com cirrose hepática na e feita enxertectomia do rim transplantado e enxerto arterial
criptogênica, MELD 15 sem outras comorbidades prévias, foi subme- ilíaco-ilíaco externo.
tida a transplante hepático. Recebeu anestesia geral balanceada, Discussão: Trombose arterial é uma complicação possível no
monitorada com cardioscópio, oxímetro de pulso, capnografia, pres- transplante renal e uma das principais causas de perda precoce
são arterial invasiva com cálculo indireto de índice cardíaco, moni- do enxerto, e pode ser ocasionada por hipotensão. Apesar de a
toração de nível de consciência e temperatura esofágica. Durante a manutenção de volemia e pressão arterial ser de fundamental im-
cirurgia, recebeu dois concentrados de hemácias, 510 mL recupera- portância, a pressão de perfusão ideal no momento da reperfusão
dos por cell saver, 3.000 mL de cristaloides e 300 mL de albumina. renal não está estabelecida e a melhor estratégia de reposição
No fim do procedimento apresentou queda progressiva da pressão de fluidos no transplante também está em debate. O uso de dro-
arterial, taquicardia, queda da saturação de hemoglobina, queda gas vasoativas é aceito, e acredita-se que a hipotensão seja mais
do EtCO2 e saída de líquido claro pelo tubo endotraqueal. Recebeu deletéria do que a possível vasoconstrição renal. A monitoração
doses crescentes de noradrenalina em infusão contínua, adrenalina invasiva da pressão arterial é indicada para casos selecionados e
em bólus, hidrocortisona, difenidramina e ranitidina, pela hipótese nem sempre é facilmente obtida. Outros preditores da trombo-
de choque anafilático, e foi levada para UTI. Não apresentou al- se arterial são fatores inerentes à técnica cirúrgica e a fatores
terações eletrocardiográficas, alterações significativas de enzimas imunológicos. Estudos mostram que presença do IgA-aB2GP1 está
S8 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

associada à maior incidência de trombose e se questiona se a an- TLO677 FATORES DE RISCO PRÉ-OPERATÓRIOS PARA
ticoagulação seria benéfica. LESÃO RENAL AGUDA APÓS TRANSPLANTE HEPÁTICO:
Referências: RESULTADOS DE UM ESTUDO TRANSVERSAL NO NORDESTE
1. Lemmens JM. Kidney transplantation: recent developments and DO BRASIL
recommendations for anesthetic management. Anesthesiology
Clin N Am. 2004;22:651-62. Lia Cavalcante Cezar, Raimundo Martins Gomes Junior,
2. Schmid S, Jungwirth B. Anaesthesia for renal transplant surgery: Francisco Israel Araújo Costa*, Renata de Paula Joca da Silva,
an update. Eur J Anaesthesiol. 2012;29:552-8. Cláudia Regina Fernandes, Fernanda Paula Cavalcante
Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade
Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
TLO555 DISTÚRBIO DE COAGULAÇÃO SEVERO
Justificativa e objetivos: Lesão renal aguda (LRA) é uma complica-
DIAGNOSTICADO PELA TROMBOELASTOMETRIA APÓS PCR
ção comum no pós-operatório imediato do transplante hepático. O
NO TRANSPLANTE HEPÁTICO: RELATO DE CASO
objetivo foi avaliar os fatores de risco pré-operatórios para LRA após
José Carlos Rodrigues Nascimento, Edson Bulamarque Lopes Neto, o transplante hepático.
Cristiane Gurgel Lopes Farias, Sara Lucia Ferreira Cavalcante, Método: Foi feito estudo transversal com adultos submetidos a
Manuela Bezerril Cipião Fernandes, Iana de Almeida Siqueira*, transplante hepático ortotópico em um hospital de referência em
Edson Bulamarque Lopes Neto Fortaleza, nordeste do Brasil, de janeiro a dezembro de 2016. Fo-
ram avaliados os fatores de risco pré-operatórios para o desenvol-
Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil vimento de LRA no pós-operatório. LRA foi definida de acordo com
Introdução: Entre 8% e 30% dos receptores de transplante sofrem os critérios do Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO).
da síndrome pós-reperfusão (SPR). A monitoração através de mé- Resultado: Foram incluídos 40 pacientes no estudo. LRA foi encon-
todos de tromboelastometria é importante durante o transplante trada em 85% dos casos nas primeiras 24 horas após o transplante,
hepático, para auxiliar na correção dos distúrbios de coagulação no a maioria deles (40%) foi classificada no estágio KDIGO 1. Os dados
perioperatório. pré-operatórios indicaram que os níveis séricos de albumina eram
Relato de caso: M.L.N., 60 anos, portadora de cirrose hepática por menores nos pacientes no estágio KDIGO 3, em comparação com o
vírus C e hepatocarcinoma. Internou-se para transplante hepático, grupo sem LRA, bem como os níveis de hematócrito. Os níveis de
com colecistectomia aberta prévia. Exame físico: orientada, MELD: bilirrubina direta (BD) eram maiores nos pacientes no estágio KDIGO
20, PA: 140 × 90 mmHg, FC: 89 bpm. Laboratório: Hb: 9,7 g.dL-1; 3 em comparação com o grupo sem LRA, bem como os níveis de
plaquetas: 48.040; INR: 1,4. Monitorada com oximetria de pulso, fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamiltransferase (GGT). Em um
cardioscopia, pressão arterial invasiva, débito cardíaco, variação de modelo de regressão logística, os fatores de risco independentes
volume sistólico e saturação venosa central contínua. Indução: fen- para LRA foram: níveis elevados de FA, GGT e BD e níveis reduzidos
tanil 300 µg, etomidato 20 mg e succinilcolina 70 mg. Manutenção: de albumina.
isoflurano 1% a 2%. Início da cirurgia: FIBTEM: MCF = 0 mm. Apresen- Conclusão: Níveis reduzidos de albumina sérica e níveis elevados de
tou sangramento intenso, foi iniciada noradrenalina e depois vaso- BD, FA e GGT no período pré-operatório são fatores de risco para o
pressina, Hb variou de 8,3 g.dL-1 para 3,3 g.dL-1. Foram feitos: 6 CH, desenvolvimento de LRA após o transplante hepático.
Referências:
4 g de fibrinogênio, 2.000 UI de complexo protrombínico. Fase ane-
1. Barreto AGC, Daher EF, Silva Junior GB, et al. Risk factors for
pática, EXTEM: ML = 100%, CT = 115’’, CFT = 469’’, MCF = 29 mm.
acute kidney injury and 30-day mortality after liver transplanta-
FIBTEM: MCF = 4 mm. Hb = 3,6 g.dL-1. Foram administrados 4 CH, 5
tion. Ann Hepatol. 2015;14:688-94.
g de ácido épsilon-aminocaproico e 4 UI de PFC. Durante a fase de
2. Erdost HA, Ozkardesler S, Akan M, et al. Comparison of the RI-
reperfusão, evoluiu com PCR, inicialmente em TV e FV, depois com
FLE, AKIN, and KDIGO diagnostic classifications for acute renal
AESP. Feitos oito ciclos de reanimação com compressões cardíacas,
injury in patients undergoing liver transplantation. Transplant
desfibrilação e 8 mg de adrenalina. Houve retorno da circulação
Proc. 2016;48:2112-8.
espontânea após 20 minutos de PCR. A gasometria, antes da PCR,
apresentou: pH: 6,95, Hb: 7,4 g.dL-1 e lactato: 121 mg.dL-1, foram
administrados bicarbonato de sódio e cálcio. Gasimetria após PCR,
TLP523 INFLUÊNCIA DA RELAÇÃO ENTRE A DIFERENÇA
pH: 7,9, Hb: 6,5 g.dL-1 e lactato: 102 mg.dL-1. Na fase neo-hepática
após PCR: EXTEM: ML = 0, CT = 477’’, MFC = 9 mm. FIBTEM: MCF
VENOARTERIAL DE CO2 E O CONTEÚDO ARTERIOVENOSO
= 0 mm. INTEM: CT = 699’’, MCF: 7 mm. Hb = 6,5. Para correção, DE O2 NO DESFECHO DE PACIENTES SUBMETIDOS A
foram feitos: 04 CH, 06 UI PFC, 20 UI de crioprecipitado e uma afé- TRANSPLANTE HEPÁTICO
rese de plaquetas. Após intervenção: EXTEM: ML = 0, CT = 85’’, CFT Amanda de Figueiredo Calili*, Lívia Pereira Miranda Prado,
= 340’’, Ângulo alfa = 43, MCF = 41 mm. FIBTEM: MCF = 10 mm. Days Oliveira de Andrade, Francisco Ricardo Marques Lobo,
INTEM: CT = 500’’, CFT = 457’’, ângulo alfa = 37, MCF = 37 mm. Débhora Dayanne Tres, Camila Vioto
Hb = 7,9 g.dL-1. Foi levada à UTI. Foi reoperada com anastomose
da artéria frênica no POI e recebeu alta hospitalar no 12o dia de Funfarme/Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
pós-operatório. (Famerp), São José do Rio Preto, SP, Brasil
Discussão: Neste caso foram feitas manobras efetivas de reanima- Justificativa e objetivos: O desenvolvimento de hipóxia tecidual
ção, acompanhadas pela capnografia e pelo controle dos distúrbios é uma das principais causas de falência orgânica pós-operatória e
hidroeletrolíticos e ácido básico. Os distúrbios de coagulação foram mortalidade após cirurgias de grande porte. O reconhecimento pre-
tratados de forma eficaz, usou-se a terapia específica guiada pelo coce e a correção da inadequação da perfusão tecidual são, portan-
ROTEM® . to, de importância especial na abordagem desses pacientes. Estudos
Referência: prévios propuseram o gradiente venoarterial central de dióxido de
1. Straub A, Schiebold D, Wendel HP, et al. Using reagent-supported carbono (ΔPCO2 = PvCO2-PaCO2) como uma medida útil para carac-
thromboelastometry (ROTEM®) to monitor haemostatic changes terizar o estado de fluxo insuficiente. Em situações de hipóxia teci-
in congenital heart surgery employing deep hypothermic circula- dual com baixo débito cardíaco, ocorre uma redução na produção
tory arrest. Eur J Cardiothorac Surg. 2008;34:641-7. global de CO2 e uma redução na depuração de CO2. Como resultado,
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S9

ocorre um aumento na ΔPCO2. Em situações de hipóxia tecidual com mg/dia. Todos os pacientes evoluíram com melhoria da sintomato-
débito cardíaco alto ou normal, no entanto, o ΔPCO2 pode estar logia após três, seis, 12 e 18 meses, respectivamente, sem sequelas
reduzida ou inalterada. A combinação entre a ΔPCO2 e a variação motoras permanentes. Além do posicionamento e do tempo prolon-
de conteúdo arteriovenoso de O2 (C(a-v)O2 = [CaO2-CvO2]) foi des- gado de cirurgia, outros fatores de risco para neuropatia periférica
crita como outra estratégia para a detecção de hipóxia tecidual foram encontrados, como: hipertensão arterial sistêmica, diabetes
nessas situações. Uma ΔPCO2 relativamente maior do que a C(a-v)O2 mellitus e desnutrição. Apenas um paciente não tinha fator de risco
pode sugerir a presença de produção anaeróbica de CO2 e, portan- pré-operatório conhecido para lesão de nervo periférico.
to, detectar estados de hipóxia. O objetivo do estudo foi avaliar a Discussão: A lesão perioperatória de nervo radial, apesar de ser
influência da relação ΔPCO2/C(a-v)O2 na mortalidade hospitalar de uma complicação rara e de bom prognóstico, está associada ao
pacientes submetidos ao transplante hepático (geralmente cirróti- prejuízo do retorno do paciente ao estado pré-operatório e pode
cos hiperdinâmicos). trazer complicações médico-legais à equipe, que deve estar atenta
Método: Foram analisados dados de prontuário de 137 indivíduos ao posicionamento e outros fatores de risco do paciente que podem
submetidos a transplante hepático entre 04/02/2011 e 31/05/2016 predispor a essa complicação. A semelhança da lesão de nervo radial
em um estudo transversal. Aplicou-se análise de variância para es- nos casos é significativa: em nenhum deles houve injúria direta cau-
tudo comparativo entre os grupos. sada ao nervo pela cirurgia, assim como também não foi injetada
Resultado: Para relação > 1,8 a mortalidade no grupo CHILD A foi substância neurotóxica; além disso, a cirurgia de transplante hepá-
67%, comparada a 32% com relação ≤ 1,8 (p = 1,00). No grupo tico é sabidamente um procedimento em que há, no curso natural,
CHILD C houve mortalidade em 72% dos pacientes com relação > períodos de grande instabilidade hemodinâmica e de distúrbios hi-
1,8 comparado a 28% com relação ≤ 1,8 (p = 0,60). A mortalidade droeletrolíticos. Além disso, dois dos quatro pacientes da série de
de pacientes classificados em CHILD B com relação > 1,8 foi de 73% casos foram submetidos à reoperação de transplante hepático, com
comparada a 27% com relação ≤ 1,8 (p = 1,00). Na análise entre exposição a fatores de risco já citados, que podem potencializar
grupos, o grupo CHILD A apresentou mais indivíduos (78%) com rela- uma nova disfunção de nervo periférico.
ção ≥ 1,8 do que o grupo CHILD B (70%) (p = 0,75). O grupo CHILD A Referências:
também apresentou maior número de indivíduos (78%) com relação 1. Cheney FW, Domino KB, Caplan RA, Posner KL. Nerve injury asso-
≥ 1,8 quando comparado ao CHILD C (69%) (p = 0,57). Também não ciated with anesthesia: a closed claims analysis. Anesthesiology.
houve diferença entre os grupos CHILD B e C para relação ΔPCO2/C(a 1999;90:1062-9.
-v)O2 (p = 1,00). Para mortalidade, ficaram livres de evento 68% de 2. Kroll DA, Caplan RA, Posner K, Ward RJ, Cheney FW. Nerve injury
pacientes com relação < 1,8, comparados a 73% com relação ≥ 1,8 associated with anaesthesia. Anesthesiology. 1990;73:202-7.
em 30 dias de seguimento (p = 0,44).
Conclusão: ΔPCO2/C(a-v)O2 não influencia na mortalidade intra-
hospitalar, o que deve ser confirmado em casuística mais numerosa TLP539 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA DECORRENTE
e maior tempo de seguimento. DE HIPERCALEMIA DURANTE TRANSPLANTE HEPÁTICO –
Referências: RELATO DE CASO
1. Emmanuel R, Emmanuel F, Oscar P, et al. Central venous-to-ar-
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of venoarterial PCO2 difference with arteriovenous O2 content Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil
difference to detect anaerobic metabolism in patients. Intensive
Care Med. 2002;28:272-7. Introdução: A hipercalemia é frequente durante o transplante he-
pático. A concentração sérica de potássio deve ser mantida dentro
de uma faixa estreita, pois uma concentração muito alta pode acar-
TLO327 NEUROPATIA RADIAL APÓS TRANSPLANTE DE retar graves consequências, como arritmias cardíacas ou parada
cardíaca. Relatamos um caso de hipercalemia intraoperatória no
FÍGADO: SÉRIE DE CASOS
transplante hepático e sua repercussão no ritmo cardíaco.
Mariana Marques Albuquerque Teixeira*, Relato de caso: Paciente, masculino, 56 anos, 65 kg, ASA III, por-
Danuta Maria Duarte Bezerra de Lima, tador de cirrose por esquistossomose, MELD 21. INR = 1,54 e ECG
Gustavo Michel da Cunha Cruz, Juliano Farias Cordeiro, normal. Foi submetido a transplante hepático sob anestesia geral.
Elissa Carla Pinto Jaques, Carlos Alberto Campos Falcão Filho Foram administrados 6.000 mL de ringer lactato albuminado a 2%.
Na hepatectomia houve hipercalemia diagnosticada pela gasome-
Hospital Jayme da Fonte, Recife, PE, Brasil
tria: pH = 7,32; PaCO2 = 41 mmHg; HCO3 = 20,8 mmol.L-1; BE =
Introdução: Lesão de nervo periférico é uma rara complicação após -4,2; hemoglobina (Hb) = 5,8 g.dL-1; lactato = 38 mg.dL-1; K+ = 5,6
cirurgia sob anestesia geral. Os nervos mais envolvidos nas injúrias meq.L-1; Ca++ = 4,48 mg.dL-1. O ECG apresentou pico da onda T, pro-
perioperatórias são os do plexo braquial. A incidência de lesão iso- longamento de PR, achatamento da onda P e alargamento de QRS.
lada do nervo radial é de 3% das lesões nervosas perioperatórias. As Foram administrados dois concentrados de hemácias (CH) e 250 mL
possíveis etiologias incluem hipovolemia, desidratação, hipotensão, do cell saver; 65 mEq de NaHCO3; 100 mL de glicose a 50% com 10
hipóxia e distúrbios hidroeletrolíticos, posicionamento e compres- UI de insulina; 2 g de gluconato de cálcio 10%. Na fase anepática
são de partes moles. houve correção do potássio e normalização do ECG: Gasimetria: pH
Relato de caso: Quatro pacientes, três mulheres, de 60, 32 e 16 = 7,26; Lactato = 48 mg.dL-1; K+ = 4,1 meq.L-1; Hb = 6,3 g.dL-1. Antes
anos e um homem de 60 anos, submetidos à cirurgia de transplante da reperfusão foram administrados: 1 CH e 50 mL do cell saver; 65
hepático ortotópico sob anestesia geral em posição supina, com o mEq de NaHCO3 IV e gluconato de cálcio 10%, 20 mL.h-1 em BIC.
braço esquerdo abduzido, apresentaram no período pós-operatório Dez minutos após a reperfusão, o paciente apresentou alteração
queixas relacionadas ao nervo radial no membro superior esquerdo. do ECG: pico da onda T, prolongamento de PR, achatamento da
Ao exame clínico, suspeitou-se de lesão do nervo radial em nível onda P e alargamento de QRS. Foi de imediato colhida gasimetria,
supracondiliano, confirmado por eletroneuromiografia. Não houve que evidenciou acentuada hipercalemia (pH = 7,34; lactato = 33
tratamento específico. Apenas o paciente do sexo masculino rece- mg.dL-1; K+ = 5,9 meq.L-1; Hb = 7,5 g.dL-1) e administrados 100 mEq
beu tratamento fisioterápico e medicamentoso com amitriptilina 25 de NaHCO3 IV, 100 mL de glicose a 50% com 10 UI insulina IV, 2 g
S10 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

de gluconato de cálcio 10% e 10 mg IV de furosemida. Em segui- Com o advento e a difusão da tromboelastografia, o tratamento
da, o paciente evoluiu com parada cardiorrespiratória (assistolia); desses distúrbios tornou-se cada vez mais específico e eficaz. No
foi administrada adrenalina (1 mg IV a cada três minutos) e foram entanto, muitas vezes não dispomos dos reagentes específicos a fim
feitas compressões torácicas; depois evoluiu para fibrilação ventri- de usar a tecnologia como um todo. No presente caso, diante da
cular, com reversão após uma desfibrilação com 200 Joules. Após suspeita da produção de substância heparinoide pelo enxerto, usou-
12 minutos da parada, houve retorno da circulação espontânea. No se o TCA para o diagnóstico diferencial e conseguiu-se com sucesso
fim da cirurgia, após administração de 1 CH e 200 mL cell saver, o tratar o distúrbio existente.
paciente foi levado para a UTI, com droga vasoativa e sob ventila- Referências:
ção mecânica. Houve normalização do ECG e correção do potássio: 1. Kettner SC, Gonano C, Seebach F, et al. Endogenous heparin-like
gasimetria (pH = 7,34; PaCO2 = 34,3 mmHg; HCO3 = 19,2 mmol.L-1; substances significantly impair coagulation in patients undergoing
BE = -6,5; lactato = 23 mg.dL-1; K+ = 4,2 meq.L-1; Ca++ = 4,73 mg.dL-1; orthotopic liver transplantation. Anesth Analg. 1998;86:691-5.
Hb = 8,7 g.dL-1). 2. Senzolo M, Agarwal S, Zappoli P, Vibhakorn S, Mallett S, Bur-
Discussão: A hipercalemia no intraoperatório de transplante hepá- roughs AK. Heparin-like effect contributes to the coagulopathy
tico requer tratamento imediato, para evitar desfecho desfavorá- in patients with acute liver failure undergoing liver transplanta-
vel como arritmias e parada cardiorrespiratória, principalmente na tion. Liver Int. 2009;29:754-9.
fase de reperfusão, na qual a hipercalemia é mais comum e acen-
tuada, por causa da conservação do enxerto com uma solução rica
em potássio. TLP672 REATIVAÇÃO DO SERVIÇO DE TRANSPLANTE
Referência: RENAL EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO. SÉRIE DE CASOS
1. Sahmeddini MA, Khosravi MB. Severe acute hyperkalemia during
Rafaella Campanholo Gradinete, Luiz Gustavo Orlandi de Sousa,
pre-anhepatic stage in cadaveric orthotopic liver transplanta-
Patrícia de Fátima Zanata Ribeiro Alves Gonçalves,
tion. Iran J Med Sci. 2012;37:208-10.
Ana Cláudia Albernaz Valente*, Paula Cristina Barros de Matos
Santa Casa de Campo Grande, Campo Grande, MS, Brasil
TLP857 PRODUÇÃO DE SUBSTÂNCIA HEPARINOIDE EM
Introdução: No cenário brasileiro, há claras disparidades regionais
TRANSPLANTE DE FÍGADO APÓS A REPERFUSÃO
no desempenho dos transplantes, as quais estão diretamente rela-
Enis Donizetti Silva, Cássio Campello de Menezes, cionadas às diferentes densidades populacionais, ao PIB e ao núme-
Claudia Marquez Simões, Bruno Francisco de Freitas Tonelotto, ro de equipes multiprofissionais treinadas. O impacto da escolha
Maia Nogueira Crown Guimarães*, Leonardo de Freitas Nascimento anestésica para o paciente a ser transplantado ainda é controverso
no retardo da função do enxerto e no desfecho tardio. A anestesia
Serviços Médicos de Anestesia Ltda., São Paulo, SP, Brasil
geral é a técnica mais empregada devido à segurança oferecida por
Hospital Sírio-Libanês, São Paulo, SP, Brasil
anestésicos inalatórios praticamente desprovidos de efeitos tóxicos
Introdução: O transplante de fígado é um dos procedimentos mais no rim e agentes venosos de baixa excreção renal. Esta série de
complexos da cirurgia moderna. Nenhum outro interfere com tan- casos delineia o resultado da reativação do serviço de transplante
tas funções do organismo. Muitas são as intercorrências que podem renal em um hospital terciário.
ocorrer; uma delas é a liberação pelo enxerto de uma substância Descrição da série: No decorrer de 18 meses (fevereiro de 2016 a
semelhante à heparina no momento da reperfusão. O diagnóstico julho de 2017), foram feitos 11 transplantes renais, sete doadores
muitas vezes é difícil e depende do reconhecimento da equipe e da falecidos e quatro vivos; 82% dos receptores foram do sexo mascu-
pronta administração do reversor. lino e 18% do feminino, de 21 a 65 anos (47 ± 11,87). Os transplan-
Relato de caso: Paciente de 62 anos, diagnóstico de cirrose gor- tes ocorreram com tempo anestésico de 225 a 410 minutos (301
durosa não alcoólica, MELD 35, estável hemodinamicamente, en- ± 52,62) e tempo cirúrgico de 155 a 285 minutos (213 ± 36,11).
cefalopatia grau I, submeteu-se a transplante de fígado. Indução Observou-se preferência pela anestesia venosa total (73%) e a infu-
anestésica sem intercorrências. Durante o intraoperatório, houve são de cristaloides no transoperatório variou de 2.450 a 8.950 mL
a necessidade de usar noradrenalina 0,1 µg/kg/min para a manu- (4.789 ± 2.290) individualizada de acordo com o comportamento da
tenção de uma pressão arterial média de 70 mmHg. A análise da PVC. Durante as anestesias, houve necessidade de infusão de drogas
tromboelastometria inicial mostrou padrão normal da coagula- vasoativas em 18% dos casos e hemotransfusões em 9% dos casos
ção; no entanto, não dispúnhamos do reagente para fazer o canal sem correlação com a técnica anestésica. O tempo de isquemia fria
para o teste de heparina. Reperfusão do enxerto foi feita sem variou de 60 a 107 minutos (85,75 ± 19,12) para os rins de doadores
intercorrências, foi colhido um novo tromboelastograma 30 minu- vivos e de 310 a 1.440 minutos (711,14 ± 406,26) para os rins de
tos após a reperfusão, que apresentou diminuição do fibrinogênio doadores falecidos; 36% dos pacientes apresentaram diurese ainda
(MCF 3 mm) e que foi corrigida com 3 g de concentrado de fibri- no transoperatório, e todos foram levados para o CTI no POI; apenas
nogênio, devido a pequeno sangramento difuso. Após cerca de um (9%) transplantado apresentou falência na terapia de respiração
uma hora do último tromboelastograma, ainda havia sangramento espontânea e não foi extubado em sala cirúrgica. Observou-se im-
difuso nas bordas da ferida cirúrgica. Fez-se tromboelastrogra- portante queda da creatinina após o transplante renal: a dosagem
ma, que apresentou aumento do tempo de coagulação no Intem. inicial foi de 9,44 ± 3,32 e a final de 2,65 ± 1,63. O índice de com-
Aventou-se a possibilidade de ser efeito de substância heparinoi- plicações pós-operatórias imediatas (choque vasoplégico, coleção
de e, devido à falta do reagente específico para o tromboelas- retroperitoneal, trombose da veia renal e estenose de anastomose
tograma, optou-se pela coleta do tempo de coagulação ativada arterial) foi de 36%, culminando em remoção do rim transplantado
(TCA), que resultou em 584 segundos. Com esse resultado em para 27% dos pacientes.
mãos, administraram-se empiricamente duas ampolas de prota- Discussão: A reativação de um serviço de transplante renal tem re-
mina (20 mg) e observou-se melhoria do sangramento e queda do levância incontestável para a saúde nacional. A viabilidade do en-
TCA para 150 segundos. Ao fim do procedimento cirúrgico, pa- xerto depende de máxima eficiência e comprometimento de todos
ciente apresentou-se estável clinicamente, foi transferido à UTI os envolvidos nos cuidados perioperatórios. A partir desta série de
intubado e sem sinais de sangramento ativo. casos e análise crítica dos dados compilados, vislumbramos desfe-
Discussão: O manejo anestésico do hepatopata é um desafio. Um chos tardios mais favoráveis com foco na qualidade de vida do pa-
dos distúrbios mais proeminentes dos cirróticos é a coagulopatia. ciente transplantado.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S11

Referências: TLO391 USO DE FIBRINOGÊNIO SINTÉTICO COMO


1. Spiro MD, Eilers H. Intraoperative care of the transplant patient. ALTERNATIVA AO CRIOPRECIPITADO NO TRANSPLANTE
Anesthesiol Clin. 2013;31:705-21. HEPÁTICO
2. Pecoits-Filho R, Rosa-Diez G, Gonzalez-Bedat M, et al. Renal
replacement therapy in CKD: an update from the Latin Ame- Luiz Guilherme Villares da Costa, Kelson Sousa Jacobina,
rican Registry of Dialysis and Transplantation. J Bras Nefrol. Raffael Pereira Cezar Zamper, Enéas Eduardo Sucharski*,
2015;37:9-13. Carolina Ashihara, Flávio Takaoka
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil

TLO352 TRANSPLANTE HEPÁTICO DOMINÓ DE PACIENTE Justificativa e objetivos: Há uma tendência mundial de aumento
PORTADOR DE POLINEUROPATIA AMILOIDÓTICA FAMILIAR de transfusão de fibrinogênio nos cirróticos em coagulopatia du-
rante o transplante hepático. Apesar de o perfil de segurança do
PARA PACIENTE IDOSA COM HEPATOCARCINOMA. RELATO
concentrado de fibrinogênio sintético (CF) ser bem estabelecido, a
DE CASO
literatura ainda é escassa quanto ao seu uso no transplante hepáti-
Paulo do Nascimento Júnior, Debora Alves Aude, co. O objetivo deste estudo é comparar casos em que se usou o CF
Lucas Esteves Dohler*, Joel Avancini Rocha Filho, com controles em que o crioprecipitado foi usado para reposição de
Norma Sueli Pinheiro Modolo, Leandro Gobbo Braz fibrinogênio em relação a desfechos clínicos e segurança.
Método: Este estudo antes-depois foi feito durante a cirurgia e no
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu,
pós-operatório imediato na UTI. No período “antes” (controles),
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp),
consideramos pacientes submetidos ao transplante hepático opera-
Botucatu, SP, Brasil
dos no mínimo cinco anos antes da implantação do protocolo trans-
Introdução: O transplante de fígado dominó consiste em fazer a fusional, em uma época em que o CF não estava disponível. No
captação do órgão em doador falecido, transplantá-lo a um recep- período “depois” (casos), o tratamento da coagulopatia foi guiado
tor e usar o fígado desse receptor para um novo transplante em por resultados da tromboelastometria rotacional com o uso do CF
outro receptor. Os candidatos são aqueles com doença autoimune como alternativa ao crioprecipitado. Usamos o Propensity Score Ma-
ou defeito enzimático de progressão lenta para primeiro receptor tching para pareamento entre casos e controles. Foram avaliados 15
(segundo doador) e pacientes idosos como segundo receptor. Os pacientes que receberam concentrado sintético de fibrinogênio e 11
pacientes elegíveis para receptar esse órgão são aqueles cuja ex- que receberam crioprecipitado. Comparamos os grupos em relação
pectativa de vida é menor do que o tempo para desenvolvimento a complicações no pós-operatório (HDA, sepse e eventos trombóti-
da doença proveniente do fígado do primeiro receptor e os porta- cos) e também em relação a tempo de UTI, dias de VM, duração da
dores de carcinoma hepatocelular sem prognóstico com tratamento internação e mortalidade.
cirúrgico. Resultado: O grupo que recebeu CF apresentou menor incidência
Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 70 anos, admitida para de episódios de HDA (média 20% vs. 81,8% p = 0,004). Não houve
transplante hepático dominó como segunda receptora. Apresenta diferenças entre as demais complicações estudadas. Além disso, o
carcinoma hepatocelular, fora submetida à hepatectomia parcial tempo de UTI foi menor (média 2 vs. 4 dias, p = 0,008) e com menos
havia seis meses. Apresentava-se sem hipertensão portal ou insufi- dias de ventilação mecânica (0 vs. média de 1 dia, p = 0,008) no
ciência hepática. Seu doador (primeiro receptor), homem, 29 anos, grupo que recebeu CF.
portador de polineuropatia amiloidótica familiar (PAF) grau 2 rece- Conclusão: O CF demonstrou-se uma alternativa segura, não ofe-
beu um fígado de doador cadáver. O fígado do segundo doador não receu riscos adicionais no contexto da reposição de fibrinogênio no
apresentava anormalidade macroscópica e o tempo de isquemia fria paciente submetido ao transplante hepático.
foi de seis horas. A paciente recebeu ampla monitoração e acessos Referências:
venosos calibrosos foram obtidos. Recebeu aquecimento por ar for- 1. Sabate A, Dalmau A. Fibrinogen: a clinical update on liver trans-
çado aquecido e aquecimento das soluções administradas. A indução plantation. Transplant Proc Elsevier Inc. 2015;47:2925-8.
da anestesia foi feita com midazolam, fentanil, etomidato e suc- 2. Solomon C, Gröner A, Ye J, et al. Safety of fibrinogen concentra-
cinilcolina, com a intubação em sequência rápida, e a manutenção te: analysis of more than 27 years of pharmacovigilance data.
com sevoflurano, cisatracúrio e remifentanil. A cirurgia durou cinco Thromb Haemost. 2015;113:759-71.
horas, não ocorreram alterações hemodinâmicas acentuadas e houve
emprego de noradrenalina na dose de 0,1 μg.kg.min-1 e dose total de
metaraminol de 8 mg. Não houve outras intercorrências e a paciente TLP642 VASOPLEGIA E PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
foi levada à UTI intubada e recebendo noradrenalina 0,1 μg.kg.min-1.
RESPONSIVAS A INFUSÃO DE TERLIPRESSINA E AZUL
Foi levada para a enfermaria quatro dias após com lactato sérico e
DE METILENO APÓS REPERFUSÃO EM TRANSPLANTE
função hepática normais; a alta hospitalar foi em oito dias.
Discussão: A PAF é uma doença degenerativa autossômica domi- HEPÁTICO
nante rara que causa aglomeração de proteínas em nervos perifé- Matheus Leandro Lana Diniz*
ricos e autonômicos, em fibras cardíacas e plexos intestinais. Essas
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
proteínas amiloides são formadas pela pré-albumina, denominada
(UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
transtirretina, e uma mutação dessa proteína gera os depósitos. No
primeiro receptor, o transplante hepático impede a progressão da Introdução: O transplante hepático tem elevada taxa de morbimor-
doença, porém não trata lesões preexistentes. Quanto ao segundo talidade. Trauma cirúrgico, transfusão de hemoderivados, isquemia
receptor, o aumento na expectativa de vida e a demora em filas de hepática e resposta inflamatória são fatores de risco para o desen-
transplante tornam a técnica dominó atrativa, já que o impacto da volvimento de vasoplegia. Neste resumo, apresentamos um caso
doença hepática em longevos é importante. Até 2015, foram feitos provável dessa entidade, associado a PCR, responsiva a terlipressina
mais de 1.150 transplantes de fígado dominó no mundo; nosso rela- e azul de metileno.
to é mais um caso com bons resultados perioperatórios e precoces. Relato de caso: C.A.E., 69 anos, sexo feminino, 75 kg, hepatopata
Referência: por cirrose biliar secundária, MELD 17, história de varizes esofagia-
1. Wilczek HE, Larsson M, Yamamoto S, et al. Domino liver trans- nas de fino e médio calibres, trombose de veia porta recanalizada
plantation. J Hepatobiliary Pancreat Surg. 2008;15:139-48. previamente, hipotireoidismo, foi submetida a transplante hepáti-
S12 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

co. Estabelecida monitoração de rotina, PIA e cateter de Swan Ganz. to foi iniciada infusão contínua de prostaglandina, na tentativa de
Indução da anestesia com lidocaína, sufentanil, propofol e atracú- manter a patência do canal arterial, que, por sua vez, manteve
rio. Manutenção com sevoflurano, sufentanil e atracúrio. Duração fluxo intermitente. Indicada valvoplastia percutânea de urgência e
total de 10 horas, fase anepática três horas, sem intercorrências. tentado balonamento da artéria pulmonar, sem sucesso. Optado por
Gasometria arterial com parâmetros estáveis. Após a reperfusão do implantar stent no canal arterial que garantisse o fluxo até nova
enxerto houve queda contínua da pressão arterial média (PAM) que abordagem cirúrgica. Aos 16 dias de vida, foi levado ao centro cirúr-
se manteve baixa, a despeito de bólus de metaraminol, adrenalina, gico para cirurgia de Blalock Taussing. Após a indução, evoluiu com
CaCl2 e NaHCO3, além de infusão contínua de noradrenalina (NORA) hipoxemia grave, refratária a todas as abordagens anestesiológicas
(até 5 mcg/kg/min). O débito cardíaco manteve-se estável e a resis- e posterior parada cardiorrespiratória. Iniciadas manobras de reani-
tência vascular sistêmica diminuída; 20 minutos após a reperfusão, mação e, na suspeita de oclusão do canal arterial, feita abordagem
a paciente evoluiu com PCR em AESP e dois ritmos chocáveis por cirúrgica emergencial com anastomose da artéria subclávia com a
18 minutos. Recebeu massagem cardíaca interna, cinco doses de pulmonar e confirmação de trombo em stent no ducto arterioso.
adrenalina (0,01 mg/kg), uma dose de amiodarona (5 mg/kg), dois Procedimento com duração de 20 minutos e, após o qual, o paciente
choques, 100% FIO2 e manutenção de NORA em infusão contínua (5 obteve retorno da circulação espontânea. A assistência anestésica
mcg/kg/min). Diante da suspeita de choque vasoplégico foram ini- foi continuada e o paciente foi levado ao CTI.
ciadas a infusão de terlipressina (2 mg em 30 minutos) e azul de me- Discussão: As cardiopatias congênitas oferecem grande desafio ao
tileno (1 mg/kg em 10 minutos). Aproximadamente 10 minutos após anestesiologista. A prostaglandina E1 é uma das ferramentas para
o início de infusão dessas drogas houve o retorno da circulação es- se garantir fluxo pulmonar até a abordagem cirúrgica. No caso
pontânea, com aumento da PAM e redução da necessidade de NORA. em análise, o paciente enfrentou várias complicações, que foram
O procedimento prosseguiu sem maiores intercorrências após a a ineficácia do medicamento padrão, o insucesso da valvoplastia
PCR. Infundidos 6 U de concentrado de hemácias, 7 U de plaquetas, pulmonar e a trombose do stent no canal, com perda total do flu-
140 mL de crioprecipitado e 1.400 mL de plasma, além de 6.000 mL xo pulmonar. Apesar de instaladas as medidas para manutenção da
de cristaloides. Diurese total de 1.025 mL. Transferida ao CTI em hemodinâmica, o anestesiologista teve de lidar com a evolução para
IOT, em uso de NORA a 0,2 mcg/kg/min. Paciente extubada seis ho- PCR. A rápida identificação da intercorrência, a suspeita clínica de
ras após a chegada ao CTI, manteve nível de consciência adequado fechamento do canal e a abordagem cirúrgica imediata permitiram
e melhoria dos parâmetros hemodinâmicos. que tal complicação fosse revertida em tempo hábil. Portanto, o
Discussão: No caso descrito existem diversos fatores de risco para profundo entendimento da fisiopatologia que envolve as cardiopa-
o desenvolvimento de vasoplegia. Destacam-se: tempo prolongado tias congênitas é essencial para a maior efetividade dos cuidados
da fase anepática e quantidade de hemoderivados transfundidos. diante da complexidade desses pacientes.
Vasoplegia tem elevado índice de mortalidade, e seu adequado re- Referências:
conhecimento e tratamento são importantes para o anestesiologis- 1. Simoes LC, Neves F, Athayde JG, Lopes FA, Oliveira PS. Valvo-
ta, que pode eventualmente se deparar com tal situação. O azul de plastia pulmonar e aórtica com balão do recém-nascido ao adulto
metileno atua em diferentes pontos da cascata inflamatória. Inibe a jovem. Artigo de revisão. Rev Bras Cardiol Invas. 2005;13:77-84.
NO sintase e interage com a guanilato ciclase, compete com o sítio 2. Zielinsky P. Malformações cardíacas e fetais. Diagnóstico e con-
de ação do NO e evita o relaxamento do tecido muscular liso. duta. Arq Bas Cardiol. 1997;69:209-18.
Referência:
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experience with 1238 deceased donor transplants. Liver Trans- DE OXIGÊNIO PERIOPERATÓRIA E SUA RELAÇÃO COM
plantation. 2013;19:1262-71. MORTALIDADE EM CIRURGIAS CARDÍACAS
Leandro Carvalho Longo, Marcelo Henrique Gomes Nunes,
Reinaldo Vargas Bastos de Miranda, César de Araújo Miranda,
João Pedro Motta Lima*, Alécio Fonseca Leite
V) Anestesia em Cirurgia Cardiovascular CET de Anestesiologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ),
Jundiaí, SP, Brasil
Justificativa: A disfunção de múltiplos órgãos e sistemas é uma
TLO101 A FALHA NA ABORDAGEM CONVENCIONAL DA
importante causa de óbito definida pelo desequilíbrio entre oferta
ESTENOSE PULMONAR CONGÊNITA E O IMPLANTE DE UM
(DO2) e consumo de oxigênio (VO2). A cirurgia cardíaca, em especial,
STENT NO CANAL ARTERIAL: UM RELATO DE CASO proporciona riscos à manutenção do equilíbrio da relação DO2/VO2.
Nathalia Magalhães Fonseca*, Bruno Tecles Brandão de Oliveira, Nesse sentido, a SvcO2 permite avaliar indiretamente essa relação
Francisco Drummond Lima, Patrícia Melgaço de Alencar Arraes, através da extração tecidual de O2. Entretanto, a SvcO2 é uma
Rodrigo Bernardes de Oliveira, Gustavo de Paula Tofani variável cujo comportamento perioperatório não foi plenamente
estudado e sua relação com a mortalidade permanece controversa.
Hospital Vila da Serra, Instituto Materno Infantil, Nova Lima, MG,
Objetivo: Estudar o comportamento da SvcO2 no período
Brasil
perioperatório em cirurgias cardíacas e analisar sua relação com a
Introdução: A estenose pulmonar valvar é um defeito cardíaco fre- mortalidade.
quentemente encontrado. Até a década de 1980, o seu tratamento Método: Após aprovação pela Plataforma Brasil (CAAE:
era feito somente através de cirurgia. No entanto, nas últimas duas 48769015.0.0000.5412), foram avaliados 213 pacientes submetidos
décadas, as técnicas hemodinâmicas se desenvolveram e a valvo- a cirurgia cardíaca entre junho de 2015 e maio de 2017. Foram co-
plastia pulmonar com balão se tornou a abordagem de eleição dessa letadas gasometrias venosas centrais em três momentos: T0 (após
cardiopatia. O anestesiologista é peça fundamental no sucesso ope- indução anestésica), T1 (fim da cirurgia) e T2 (24 horas após). Pos-
ratório e no prognóstico desses pacientes, mas muitas vezes encon- teriormente, eles foram divididos em dois grupos, sobreviventes
tra limitações frente às diversas complicações. (S) e óbitos intra-hospitalares (O), e distribuídos em três faixas de
Relato de caso: RN termo com diagnóstico de hipoplasia de ven- SvcO2: (B) Baixo (< 70%), (N) Normal (≥ 70 e < 80%) e (A) Alto (≥
trículo direito e estenose pulmonar grave. Logo após o nascimen- 80%). Foram incluídos pacientes acima de 18 anos, que consenti-
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S13

ram em participar e que fizeram cirurgias de revascularização do ou sintomas de eventos tromboembólicos, hematoma neuraxial ou
miocárdio, troca valvar e correção de aneurisma de aorta torácica. outras complicações durante a internação.
Os pacientes com infecção ou shunt arteriovenoso foram excluídos. Discussão: Apesar de nos casos de heparinização plena em cirur-
Estatística: MANOVA, qui-quadrado de Pearson e teste t (p < 0,05), gia cardiovascular ser preconizado o bloqueio de neuroeixo no dia
software SPSS-13. anterior, optou-se por raquianestesia no início do procedimento de-
Resultado: Dos 213 casos, 194 sobreviveram (91,2%) e 19 obitua- vido ao longo intervalo previsto entre a punção e a heparinização
ram (8,8%). Os valores médios de SvcO2 reduziram ao longo do no intraoperatório. A opção de anestesia combinada resultou em
perioperatório tanto no grupo S (T0 = 78,3%; T1 = 75,1%; T2 = 68,4%) estabilidade no manejo anestésico, não ocorreram complicações
quanto no O (T0 = 74,5%; T1 = 74,2%; T2 = 66,4%) (p < 0,001). Não neuroaxiais pós-operatórias.
houve diferença significativa entre os valores de SvcO2 dos grupos S Referências:
e O. O grupo O teve maior proporção de pacientes com valores altos 1. Ho AM, Chung DC, Joynt GM. Neuraxial blockade and hematoma
e baixos de SvcO2 (B = 57,9%; N = 26,3%; A = 15,8%) em comparação in cardiac surgery: estimating the risk of a rare adverse event
com o S, que teve maior proporção dentro da faixa normal (B = that has not (yet) occurred. Chest. 2000;117:551-5.
55,2%; N = 35,6%; A = 9,3%), porém sem significância estatística. Os 2. Fonseca NM, Alves PR, Pontes JPJ. SBA recommendations for re-
valores médios de hemoglobina tiveram redução semelhante à SvcO2 gional anesthesia safety in patients taking anticoagulants. Braz J
tanto no grupo S (T0 = 13,03 g/dL; T1 = 12,15; T2 = 10,8) quanto no Anesthesiol. 2014;64:1-15.
O (T0 = 11,74; T1 = 11,78; T2 = 10,2) (p < 0,001).
Conclusão: A marcante redução perioperatória da SvcO2 pode ser
resultado do aumento do metabolismo, da redução da DO2, da dis- TLP617 ANESTESIA OPIOID-FREE COM USO DE
função miocárdica e/ou da redução da hemoglobina. Embora não DEXMEDETOMIDINA PARA CIRURGIA DE CORREÇÃO DE
exista diferença significativa da SvcO2 entre os grupos, há uma ten- ANEURISMA DE AORTA ASCENDENTE E TROCA VALVAR
dência de haver no grupo O maior proporção de valores altos e bai- AÓRTICA: RELATO DE CASO
xos no pós-operatório, indica que valores superiores a 80% também
podem significar risco, pois traduziriam captação deficiente de O2. Amália Tieco da Rocha Sabbag, Ingrid Caroline Baia de Souza,
Entretanto, é necessário maior número de óbitos para confirmar Jackson Davy da Costa Lemos*
essa tendência. Hospital de Base, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Referência: (Famerp), São José do Rio Preto, SP, Brasil
1. Balzer F, Sander M, Simon M, et al. High central venous saturation
is associated with increased organ failure and long term mortali- Introdução: O procedimento anestésico para cirurgia cardiovascular
ty-an observational cross-sectional study. Crit Care. 2015;19:168. é um desafio, deve englobar a escolha adequada de técnica que
propicie homeostase intraoperatória e estabilidade cardiovascular,
além de um pós-operatório indolor, com rápida recuperação, menor
TLP933 ANESTESIA COMBINADA PARA PACIENTE tempo de internação hospitalar e com menores riscos de compli-
cações.
SUBMETIDO A NEFRECTOMIA RADICAL E TROMBECTOMIA
Relato de caso: Paciente sexo masculino, 59 anos, 96 kg, hiperten-
DE ÁTRIO USANDO CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA
so, não tabagista, sem manifestação de sintomatologia cardiovascu-
Rodolfo Carvalho Soeiro Machado*, Cátia Sousa Govêia, lar (Euroscore: 2,5%). Em ecocardiograma de rotina, diagnosticados
Gabriel Magalhães Nunes Guimarães, Rafaela Feitosa Anselmi, aneurisma de aorta ascendente e insuficiência aórtica grave, con-
Roberto Sodré Farias, Edno Magalhães firmados por angiotomografia e aortografia. Submetido a cirurgia
eletiva para plastia de aorta ascendente e troca valvar aórtica. Ad-
Centro de Anestesiologia da Universidade de Brasília (UnB),
mitido em sala cirúrgica consciente, Glasgow 15, ansioso, pressão
Brasília, DF, Brasil
arterial (PA) 170 × 86 mmHg, SatO2 100%, com nitroprussiato de
Introdução: Trombo de tumor da veia cava inferior ocorre em 10% sódio (NPS) em bomba de infusão contínua (BIC). Optou-se por téc-
dos pacientes com diagnóstico de carcinoma de células renais (CCR). nica anestésica geral balanceada livre de opioide, com monitoração
O manejo perioperatório é desafiador, pois a cirurgia agressiva é a básica, pressão arterial invasiva, acesso venoso central e acessos
única forma de alterar o prognóstico clínico da doença. A decisão periféricos. Feita medicação pré-anestésica com metilprednisolona,
pelo uso da anestesia subaracnoide em paciente que será submetido difenidramina, ranitidina e ácido tranexâmico. Indução feita com
a circulação extracorpórea (CEC) é controversa devido ao risco de dexmedetomidina 1 μg/kg em 10 minutos, seguida de propofol (50
hematoma no neuroeixo. mg) e atracúrio (50 mg) e mantida com dexmedetomidina 0,5 μg/
Relato de caso: Homem, 32 anos, 70 kg, com tumor renal à direi- kg/h, atracúrio 7 μg/kg/min e sevoflurano. Após duas horas e meia
ta associado a trombo extenso (desde veia femural comum bila- de cirurgia, foi iniciada a circulação extracorpórea, com duração
teralmente até o átrio direito), derrame pleural bilateral e ascite de uma hora e 35 minutos. Paciente manteve-se estável hemodi-
volumosa. Capacidade funcional reduzida, estado físico ASA III. Pro- namicamente durante o procedimento. Ao término da cirurgia, foi
gramadas nefrectomia radical e trombectomia total, sob anestesia levado intubado para Unidade Coronariana (UCOR) com NPS em BIC
combinada. Monitoração com pressão arterial invasiva e não invasi- (5 mL/h), PA 120 × 60 mmHg, FC 94 bpm. Foi extubado duas horas
va, cardioscopia contínua, EtCO2, PVC, BIS e débito urinário. Punção após a admissão na UCOR e, no quarto dia de pós-operatório, inter-
subaracnoide com agulha Quincke 27G e administração de 400 mcg correu com fibrilação atrial, revertida com amiodaroana. Recebeu
de morfina. Anestesia geral com fentanil, propofol e rocurônio, ma- alta hospitalar no 14º dia de internação.
nutenção com sevoflurano e remifentanil. Administração de ácido Discussão: Práticas inovadoras com vistas ao bem-estar do pacien-
tranexâmico (1 mg/kg/h). Após sete horas e meia de cirurgia, foi te no pré, peri e pós-operatório devem sempre ser consideradas.
iniciado apoio hemodinâmico com CEC parcial para manipulação de O uso de dexmedetomidina em cirurgia cardiovascular mostrou-se
trombo atrial, com tempo total de CEC de 22 minutos. Após 10 horas vantajoso, uma vez que evita a exposição do paciente aos efeitos
e meia de cirurgia e 13 horas e 15 minutos de anestesia foi levado à adversos dos opioides, que podem contribuir negativamente no
UTI hemodinamicamente estável, intubado, recebia noradrenalina. intraoperatório. Além disso, permite um rápido desmame da ven-
Evoluiu com pouca dor no 1° DPO, com retirada das drogas vasoa- tilação mecânica, diminui o tempo de internação hospitalar, bem
tivas nos primeiros dias, recebeu alta da UTI após uma semana e, como custos. A dexmedetomidina apresenta-se como opção eficaz
alguns dias depois, recebeu alta hospitalar. Não apresentou sinais para diminuir os riscos de complicações pós-operatórias associados
S14 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

à cirurgia cardiovascular, como delirium, infarto agudo do miocár- TLO111 AVALIAÇÃO ECOCARCARDIOGRÁFICA
dio, infecção, insuficiência renal e eventos cerebrovasculares, como TRANSESOFÁGICA INTRAOPERATÓRIA NA CIRURGIA DE
ainda reduz o risco de mortalidade durante internação, em três dias MIECTOMIA. RELATO DE UMA SÉRIE DE QUATRO CASOS
e em até um ano após o procedimento cirúrgico.
Referências: Marcello Fonseca Salgado Filho, Adrielle Aprigio de Queiroz*,
1. Brandao PGM, Lobo FR, Ramin SL, et al. Dexmedetomidine as Cassia Franco Matheus, Julianne Moreira,
an anesthetic adjuvant in cardiac surgery: a cohort study. Braz J Maia Nogueira Crown Guimarães, Amélie Gabrielle Vieira Falconi
Cardiovasc Surg. 2016;31:213-8.
Hospital Santa Casa de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
2. Ji F, Li Z, Nguyen H, et al. Perioperative dexmedetomidine impro-
ves outcomes of cardiac surgery. Circulation. 2013;127:1576-84. Introdução: A hipertrofia septal assimétrica (HSA) é a forma mais
prevalente de cardiomiopatia hipertrófica e o movimento sistólico
anterior da válvula mitral predispõe a uma obstrução dinâmica na
TLO536 ANEURISMECTOMIA VENTRICULAR GUIADA POR via de saída do ventrículo esquerdo (VSVE), que pode cursar com
ECOCARDIOGRAMA TRANSESOFÁGICO baixo débito cardíaco e edema pulmonar. Entre as formas de trata-
mento, destaca-se a cirurgia de miectomia. O objetivo desta série
Yara Grott*, Jean Abreu Machado, Leonardo Linhares Brollo, Jaime de casos é demonstrar as medidas feitas pelo ecocardiograma tran-
da Mota Correa Junior, Dayane Gelenski, Ewerton Villa Fonseca sesofágico perioperatório durante os procedimentos de miectomia.
Hospital Nossa Senhora da Conceição, Tubarão, SC, Brasil Método: Foi desenvolvida uma análise retrospectiva dos exames
de ecocardiografia de pacientes submetidos a procedimento de
Introdução: Aneurismas de ventrículo esquerdo (VE) e insuficiência miectomia de janeiro de 2015 a janeiro de 2017. Os pacientes entre
cardíaca (IC) são complicações que decorrem do infarto do miocár-
18 a 70 anos, ASA 3 e 4, foram incluídos neste estudo. Foram excluí-
dio e trazem graves repercussões clínicas. O tratamento cirúrgico
dos os submetidos a cirurgias de emergência, cirurgia combinada e
visa à prevenção de isquemia miocárdica e correção do remodela-
que já tinham sido submetidos à alcoolização da artéria coronária
mento que ocorre após o infarto. O objetivo deste relato é apre-
septal. Após a intubação, a sonda ETE foi introduzida e os exames
sentar o caso de um paciente submetido a cirurgia de reconstrução
TEE perioperatórios foram feitos.
ventricular esquerda pela técnica de Dor/Jatene e revascularização
Resultado: Quatro pacientes foram avaliados de 2015 a 2017. To-
do miocárdio e seu manejo anestésico-cirúrgico.
dos eram do gênero feminino, ASA 3, com média de 61 ± 8,7 anos.
Relato de caso: Paciente masculino, 48 anos, branco, com história
Todos apresentaram hipertensão arterial sistêmica e história de dor
de infarto do miocárdio havia quatro anos com colocação de stent
torácica. Um paciente teve síncope durante o exercício e edema
em artéria coronária direita (ACD) e descendente anterior, hiper-
pulmonar. O ETE perioperatório mostrou que a fração de ejeção foi
tensão e IC NYHA III. Cateterismo mostrou reestenose de 40% da
ACD. Fração de ejeção (FE) de 32%, VE com hipertrofia excêntrica, de 66,5 ± 1,3%, o peso do ventrículo esquerdo foi de 301,5 ± 1,2 g,
acinesia das paredes anterior, lateral e inferior e trombo em ápice o volume diastólico final foi de 101,8 ± 10,1 mL e o volume sistólico
cardíaco. A conduta pré-anestésica constou de jejum de oito horas final foi de 29,7 ± 8,9 mL. Os dados ecocardiográficos perioperató-
e midazolam 15 mg. Feita monitoração com cardioscopia, oximetria rios mostraram que os dados pré-CEC de gradiente máximo da VSVE
de pulso, pressão arterial invasiva e temperatura. Indução anesté- foram de 114,4 ± 50,6 mmHg e pós-CEC de 42,4 ± 46,3 mmHg. O gra-
sica com etomidato, rocurônio e sufentanil. Manutenção com sevo- diente médio de LVOT pré-CEC foi de 52,4 ± 19,9 mmHg e pós-CEC
flurano e sufentanil. Após intubação orotraqueal, foi feita punção de 21,4 ± 25,6 mmHg. A distância da coaptação mitral (septo-sep-
de acesso venoso central com controle da pressão venosa central, tal) pré-CEC foi de 1,4 ± 0,4 cm e pós-CEC de 2,2 ± 0,2 cm. A vena
sondagem vesical e posicionada sonda de ecocardiografia transeso- contracta pré-CEC foi de 0,5 ± 0,2 cm e pós-CEC de 0,4 ± 0,3 cm.
fágica (ETE) (Phillips EnVisor®). Foi obtido FE de 30% através do ETE, A fração de ejeção pré-CEC foi de 66,5 ± 1,3% e pós-CEC de 53 ± 2,7%.
diâmetro diastólico final do VE de 75 mm e diâmetro sistólico final O tempo de clampeamento aórtico foi de 50,3 ± 30,7 min e o tempo
de 57 mm, antes da intervenção cirúrgica. Iniciada noradrenalina e de CEC de 82 ± 42,6 min. O tempo de intubação na UTI foi de 32 ±
aumento conforme necessidade. Administrada heparina não fracio- 27 horas e o tempo total de internação na UTI de 5 ± 2,4 dias. Um
nada e instalada a CEC, com tempo total de 79 minutos. O controle paciente morreu na UTI devido à síndrome de baixo débito pós-CEC.
da anticoagulação foi feito através do tempo de coagulação ativado Conclusão: Nos quatro casos de procedimento de miectomia septal,
(MCA 2000 FAJ®). Durante a CEC, foi feita infartectomia, reconstru- o ETE perioperatório ajudou na tomada de decisão sobre as estrutu-
ção de VE e ponte de safena para artéria diagonal. Feito controle la- ras anatômicas a serem ressecadas, avaliou a gravidade da regurgi-
boratorial pré, trans e pós-CEC. Hematócrito, lactato, glicemia, pH tação mitral antes e após a ressecção e orientou a equipe cirúrgica
arterial e eletrólitos foram mantidos em valores normais. Durante em relação ao gradiente máximo da VSVE e à distância C-sept.
saída de CEC, foi iniciada dobutamina e feito aumento progressivo Referência:
de noradrenalina. Feita nova avaliação com o ETE, que mostrou me- 1. Hensley N, Dietrich J, Nyhan D, et al. Hypertrophic cardiomyop-
lhoria dos parâmetros previamente avaliados: diâmetro do VE (dias- athy: a review. Anesth Analg. 2015;120:554-69.
tólico final 67 mm e sistólico final 54 mm) e FE de 40%. O paciente
permaneceu 48 horas em terapia intensiva, com alta hospitalar cin-
co dias após o procedimento. TLO337 BLOQUEIO DE GÂNGLIO ESTRELADO PARA
Discussão: A reconstrução do VE resultou em um aumento da FE e TRATAMENTO DE TAQUICARDIA VENTRICULAR
contratilidade, o que corrobora a literatura. O ETE tem se desta- REFRATÁRIA: UM RELATO DE CASO
cado no cenário anestésico-cirúrgico, é efetivo em guiar terapias,
pode influenciar na decisão cirúrgica. Mariana Gomes Rajão Santiago*, Vinícius Jordão Souza Moreira,
Referências: Marcela Pereira de Souza Leite, Rodrigo Bernardes de Oliveira,
1. Almeida RM. Remodelamento reverso cirúrgico do ventrículo Gustavo de Paula Tofani, Fabrício Paulo Rossati
esquerdo: seguimento de 111 meses. Rev Bras Cir Cardiovasc.
Hospital Vila da Serra, Instituto Materno Infantil, Nova Lima, MG,
2009;24:470-7.
Brasil
2. Michel-Cherqui M, Ceddaha A, Liu N, et al. Assessment of sys-
tematic use of intraoperative transesophageal echocardiography Introdução: O gânglio estrelado é um gânglio simpático formado
during cardiac surgery in adults: a prospective study of 203 pa- pela fusão do gânglio cervical inferior com o primeiro gânglio toráci-
tients. J Cardiothorac Vasc Anesth. 2000;14:45-50. co. Localiza-se anteriormente ao processo transverso de C6-C7, la-
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S15

teralmente ao músculo longo do pescoço, à traqueia e ao esôfago e estudo eletrofisiológico para termoablação de veias pulmonares.
medialmente ao músculo escaleno. Juntamente com o gânglio sim- Optou-se por anestesia geral balanceada com uso de sevoflurano.
pático cervical médio e superior, participa da inervação simpática Cirurgia conduzida com monitoração básica e pressão intra-arte-
do coração. O conceito do tratamento de problemas cardíacos com rial. Procedimento durou sete horas. Paciente evoluiu no tran-
o bloqueio simpático completou mais de um século; seu primeiro soperatório com hipotensão arterial, elevação da temperatura e
relato foi em 1916, para tratamento de angina severa. acidose metabólica persistente. Enviada a CTI em VM e ritmo car-
Relato de caso: Paciente de 69 anos, sexo masculino, portador de díaco sinusal. Iniciados bicarbonato de sódio, solução polarizante,
hipertensão arterial e cardiopatia hipertensiva com histórico de reposição de Ca²+, corticoterapia e aminas vasoativas. Manteve-
duas angioplastias prévias, foi admitido com dor precordial e sudo- se hipertérmica e com insuficiência renal aguda, hipercalemia e
rese profusa. ECG inicial mostrava elevação segmento ST entre V1 e elevação CK, foi indicada hemodiálise. Aventada então a hipótese
V4. Evoluiu com taquicardia ventricular sustentada (TVS) e instabili- de hipertermia maligna. Iniciada administração de dantrolene em
dade hemodinâmica; foi feita intubação orotraqueal e cardioversão dose de ataque seguida por dose de manutenção. Evoluiu com
elétrica sincronizada (CVE), com sucesso. Proposta cineangiocoro- retorno da FA; foram iniciadas amiodarona e correção de distúr-
nariografia de urgência, que evidenciou hipocinesia anterosseptal bios eletrolíticos, após cardioversão elétrica (CVE) sem sucesso.
grave e obstrução em terço distal de DA. Feita, então, angioplastia Nos dias seguintes, apresentou melhoria da acidose metabólica e
com implante de stent farmacológico. Todavia, o paciente evoluiu redução da temperatura, mas manteve arritmia cardíaca, eleva-
com novos episódios de TVS (cerca de 25) após o tratamento inicial. ção CK e necessidade de VM. Cursou com melhoria ventilatória e
Submetido a estudo eletrofisiológico (EEF) para avaliação de abla- hemodinâmica graduais; foi reduzida a sedação e foram suspensas
ção do foco da arritmia, evoluiu com instabilidade hemodinâmica; as aminas vasoativas. Nova CVE, com sucesso, retornou ao rit-
foi interrompido o procedimento. O paciente manteve os episódios mo sinusal regular. Transferida à enfermaria. Alta hospitalar com
de TVS após o EEF; logo foi proposto o bloqueio de gânglio estre- acompanhamento clínico.
Discussão: A hipertermia maligna pode manifestar-se após uma
lado. Esse foi feito após a palpação profunda do processo trans-
anestesia geral, principalmente com uso de halogenados. Há hiper-
verso de C6 e rechaçamento dos vasos cervicais, com introdução
catabolismo da célula muscular esquelética com grande consumo
de agulha 22G e administração de 8 mL de ropivacaína a 0,75%.
de energia, produção de CO2 e rápida elevação da temperatura,
Paciente evoluiu com interrupção dos episódios de TVS por 42 ho-
podendo gerar colapso cardiovascular. Nesse caso, a hipertermia
ras. Após esse período, novo bloqueio foi feito com novas 30 horas
associada a alterações clínicas e laboratoriais levantou a hipótese
de suspensão da arritmia. Nesse intervalo, foi possível programar
de hipertermia maligna; foi iniciado o tratamento preconizado de
a simpatectomia videolaparoscópica como tratamento definitivo.
imediato e mantido até a resolução do quadro clínico inicial. Entre-
Após o procedimento, o paciente evoluiu com melhoria da arritmia
tanto, a confirmação diagnóstica com teste de contratura muscular
e posterior alta para enfermaria.
cafeína-halotano não foi possível, pois a paciente recusou, mesmo
Discussão: A inervação autônoma do coração pode ser afetada por
orientada sobre a importância dele.
eventos isquêmicos coronarianos, que, por sua vez, aumentam a Referências:
atividade simpática, a geração e a refratariedade de arritmias ven- 1. Sudo RT. Centro Diagnóstico e de Estudo da Hipertemia Maligna da
triculares. O paciente relatado não apresentou resposta a qualquer UFRJ. Disponível em http://www.icb.ufrj.br/Extensao/Servicos/
droga antiarrítmica indicada e foi um candidato à anestesia regio- Centro-de-Hipertemia-Maligna-131. Acessado em 01/06/2017.
nal. O bloqueio do gânglio estrelado, método pouco invasivo e de 2. Amaral JLG, Carvalho RB, Cunha LBP, et al. Hipertermia malig-
fácil execução por profissionais treinados, foi eficiente e ofereceu na. Projeto Diretrizes. Disponível em https: //diretrizes.amb.
tempo hábil para programação do tratamento definitivo com o pa- org.br/BibliotecaAntiga/hipertemia-maligna.pdf. Acessado em
ciente após melhoria clínica. 12/06/2017.
Referências:
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torial of the Week. March 26, 2012. TLO409 EXTUBAÇÃO DE PACIENTE PÓS-CIRURGIA
2. Abrich V, Beshai JF. Left stellate ganglion block: increasing cli- CARDÍACA EM SALA
nician awareness in the eye of the electrical storm. American
College Cardiol. Jan 10, 2017. Samuel Leonardo de Oliveira Santos*, Luiz Gustavo Orlandi de Sousa,
William Fontan Santiago, Werner Alfred Gemperli
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), Campo Grande,
TLP336 DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DE HIPERTERMIA MS, Brasil
PERIOPERATÓRIA MANTIDA APÓS ESTUDO
Introdução: O uso de altas doses de opioides e drogas de meia-vida
ELETROFISIOLÓGICO PARA TERMOABLAÇÃO DE VIAS
prolongada impossibilita um despertar precoce ao término do pro-
ANÔMALAS: UM RELATO DE CASO
cedimento cirúrgico, incorre em elevação dos custos e aumento de
Vinícius Jordão Souza Moreira*, Mariana Gomes Rajão Santiago, morbidades. O fast track, como cuidado multidisciplinar, permite
Alessandre Luiz Braga Júnior, Rodrigo Bernardes de Oliveira, reduzir efeitos indesejáveis no pós-operatório.
Gustavo de Paula Tofani, Renata Cunha Ribeiro Relato de caso: Paciente masculino, 59 anos, 1,72 m, 77 kg, HAS
em tratamento regular, coronariopata submetido a cirurgia de re-
Hospital Vila da Serra, Instituto Materno Infantil, Nova Lima, MG,
vascularização do miocárdio (torácica interna para diagonalis e
Brasil
safena para marginal). Exames laboratoriais dentro da normalida-
Introdução: As termoablações cardíacas são procedimentos que de com ECO com FE 63%. Admitido em sala cirúrgica, consciente,
submetem o paciente a riscos de elevação da temperatura corpórea orientado, eupneico, PANI 140*80 SAT 97% aa FC 64. Monitorado
no transoperatório. Estima-se que o cateter possa atingir tempe- com PAM, PVC, capnografia e BIS. Indução anestésica com midazo-
raturas acima de 50°C. A hipertermia perioperatória pode ser con- lam 0,05 mg/kg, lidocaína 1 mg/kg, fentanil 3 mcg/kg, etomidato
sequente a diversas causas, dentre eles a síndrome neuroléptica 0,2 mg e rocurônio 0,6 mg/kg procedida IOT sem intercorrências.
maligna, quadros infecciosos, feocromocitoma, tireotoxicose e a Gasometria arterial inicial ph 7,36; pCO2 38; pO2 98; SatO2 99,9;
hipertermia maligna. lactato 1,2; Hb 14,2; Htc 43; eletrólitos normais. Manutenção
Relato de caso: Sexo feminino, 49 anos, portadora de insuficiên- anestésica inalatória com sevoflurano 1,5 a 2,0 c.a.m. Feito com
cia cardíaca congestiva e fibrilação atrial (FA), foi submetida a repique de fentanil 2 mcg/kg; lidocaína 1 mg/kg e rocurônio 0,3
S16 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

mg/kg após 40 minutos da indução. Uso de noradrenalina para Referências:


manutenção de pam > 70 mmhg. FC variou entre 55-75 satO2 > 1. Jacka MJ. Cardiovascular instability requiring treatment after in-
99%. O procedimento durou cerca de 100 minutos entre a indução travenous heparina for cardiopulmonary by-pass. Anesth Analg.
e o fim da cirurgia sem circulação extracorpórea. Feita nova gaso- 2000;90:42-4.
metria ph 7,30; pCO2 3; pO2 102; SatO2 99,9, lactato 1,3; Hb 11,2; 2. Jacka MJ, Clark AG. Intravenous heparina for cardiopulmonar
Htc 33,5; Na 133; K 4,2; Bic 19,0; BE -3. Diurese de 1 mL/kg/h, bypass is an acute vasodilator. J Clin Anesth. 2002;14:179-82.
FC 80; PAM > 75; foi retirado agente inalatório e feita reversão do
bloqueio com sugamadex 2 mg/kg e morfina 10 mg. Após 20 minu-
tos, paciente despertou, calmo, respondeu a comandos simples, TLP584 INSTALAÇÃO DE OXIGENAÇÃO POR MEMBRANA
foi procedida extubação em sala cirúrgica. Paciente seguiu sem EXTRACORPÓREA EM CRIANÇA DURANTE ANESTESIA
falência cardíaca ou respiratória, sem uso de droga vasoativa, foi PARA CORREÇÃO DE DEFEITO DO SEPTO
levado à unidade coronariana. Após quatro dias, foi levada à en- ATRIOVENTRICULAR
fermaria e depois de 12 dias teve alta da unidade hospitalar, com
Mateus Meira Vasconcelos*, Demócrito Ribeiro de Brito Neto,
seguimento ambulatorial pela cardiologia.
Discussão: O despertar precoce, com extubação e ventilação es- João Paulo Jordão Pontes, Rodrigo Rodrigues Alves,
pontânea, propicia desfechos mais favoráveis a nossos pacientes, Fernando Cássio do Prado Silva, Amanda Corrêa Vidica
decorrentes de drogas adjuvantes e baixas doses de opioides. A de- CET Hospital Santa Genoveva, Uberlândia, MG, Brasil
cisão individualizada de cada profissional para extubação do pacien-
Introdução: O apoio circulatório mecânico na forma de oxigenação
te em sala demanda uma boa relação multiprofissional com equipe
por membrana extracorpórea (ECMO) é uma opção para o manejo
capacitada no perioperatório. Além disso, o preparo do paciente
hemodinâmico de crianças com cardiopatias graves. Alguns neo-
no pré-operatório, a feitura de enxertos e hemostasia adequada, a
natos com insuficiência cardiopulmonar secundária a cardiopatias
monitoração adequada no intraoperatório permitem o fast track em
complexas podem requerer o uso desse dispositivo. A instalação e
cirurgia cardíaca.
os cuidados com a ECMO são um desafio para todos os pacientes,
Referências:
especialmente as crianças pequenas.
1. Nogueira TM, Simões D. Fast track em cirurgia cardíaca: quando
Relato de caso: Paciente feminino, 10 meses, 7 kg, estado físico
e como fazer. Rev Med Minas Gerais. 2010;20(4 Supl 1):S31-S36.
P3 foi submetida a correção cirúrgica eletiva de defeito do septo
2. Constantinides VA, Tekkis PP, Fazil A, et al. Fast track failure
atrioventricular (DSAV) sob anestesia geral. Apresentava hipotireoi-
alter cardiac surgery: development of a prediction model. Crit
dismo, síndrome de Down e cardiopatia congênita compensada, sem
Care Med. 2006;34:2875-82.
hipertensão pulmonar. A indução anestésica inalatória foi feita com
óxido nitroso e oxigênio (50%/50%) associados a sevoflurano. Após
venóclise periférica, foram administrados midazolam 1,5 mg e fen-
TLP178 HIPOTENSÃO ARTERIAL GRAVE APÓS O USO DE
tanil 20 mcg e então foi feita intubação orotraqueal com tubo 4,0
HEPARINA EM CIRURGIA CARDÍACA: RELATO DE CASO sem cuff. A anestesia foi mantida com sevoflurano, oxigênio e ar
Priscila Evaristo de Carvalho*, Josué Omena Barbosa Junior, comprimido. Cateterizações de veia jugular interna direita, de arté-
Marcius Vinicius Mulatinho Maranhão ria radial esquerda e vesical também foram feitas. Após a correção
do DSAV, houve tentativa de saída da circulação extracorpórea (CEC)
Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Universidade de
por quatro vezes, sem sucesso, devido a provável hipocontratilidade
Pernambuco (UPE), Recife, PE, Brasil
do ventrículo esquerdo. Após sete horas em CEC, optou-se por man-
Introdução: Instabilidade hemodinâmica grave, após o uso de hepa- ter a paciente em ECMO. A paciente foi então acompanhada à UTI
rina em cirurgia cardíaca, é um evento pouco frequente. Foi objeti- neonatal, onde permaneceu estável em ECMO. A retirada de ECMO
vo deste artigo apresentar um relato de caso de paciente submetido ocorreu após dois dias, sem intercorrências. A paciente evoluiu bem
à revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea que e recebeu alta hospitalar após um mês de internação.
apresentou hipotensão arterial grave após uso de heparina. Discussão: Após a falha de outras medidas terapêuticas, a ECMO
Relato de caso: Paciente masculino, 75 anos, 82 kg, ASA III, porta- pode ser empregada em crianças com cardiopatias graves com bons
dor de insuficiência coronariana, programado para revascularização resultados. Os desfechos desfavoráveis, que incluem, dentre outros,
do miocárdio sem circulação extracorpórea. Comorbidades: hiper- mortalidade elevada e longo tempo de internação hospitalar, podem
tensão arterial. Em uso de losartana, amlodipina, hidroclorodiazida ser minimizados. A contribuição técnica de todos os membros da
e isossorbida. Ao chegar à sala de cirurgia foram administrados 5 mg equipe pode ser decisiva para a obtenção dos melhores resultados.
de midazolam, venoso. Após monitoração foi feita anestesia venosa Referências:
total com o emprego de remifentanil, propofol e rocurônio. Após o 1. Gupta P, Gossett JM, Rycus PT, et al. Extracorporeal membrane
uso de heparina 3 mg.kg-1 apresentou hipotensão arterial grave (PAM oxygenation in children with heart disease and Down’s syndrome:
[pressão arterial média] = 30 mmHg) sem alterações na frequência a multicenter analysis. Pediatr Cardiol. 2014;35:1421-8.
cardíaca. Administrado metaraminol (0,5 mg) com resposta favorá- 2. Backes CH, Nicholson L, Rivera BK, et al. Extracorporeal mem-
vel (PAM = 88 mg). Permaneceu estável até o emprego da protami- brane oxygenation incidence, characteristics, and outcomes in
na, quando apresentou novo episódio hipotensivo (PAM = 40 mmHg) neonatal Down’s syndrome patients. ASAIO J. 2016;62:477-81.
revertido com o uso de metaraminol (0,5 mg), não apresentou ou-
tras intercorrências até o fim da cirurgia.
Discussão: A ocorrência de hipotensão arterial grave associada ou TLO649 MANEJO ANESTÉSICO DURANTE ABLAÇÃO
não a bradicardia, devido à diminuição da resistência vascular sis- ENDOCÁRDICA DE HIPERTROFIA SEPTAL POR
têmica, após o uso de doses elevadas em bólus, como as usadas RADIOFREQUÊNCIA – RELATO DO PRIMEIRO CASO NO BRASIL
em cirurgia cardíaca, é pouco frequente. Entretanto, exige trata-
João Henrique Zucco Viesi*, Indara Mattei Dornelles,
mento imediato, com o emprego de vasopressores, cujo emprego
Sávio Cavalcante Passos, Adriene Stahlschmidt,
normalmente reverte o quadro hipotensivo, embora assistolia, com
Bruno Pereira Valdigem, David Costa de Souza Le Bihan
necessidade de entrada rápida em circulação extracorpórea, tenha
sido relatada. Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S17

Introdução: A miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (MCHO) apre- com tamanho da lesão, local de crescimento, invasão tecidual (ge-
senta efeitos fisiológicos deletérios e está associada a aumento da ralmente extensa) e grau de infiltração.
morbimortalidade. Sabe-se que terapias de redução septal cirúrgi- Relato de caso: Feminina, 37 anos, relato de tosse seca e dispneia
cas e percutâneas são os únicos métodos eficazes para redução do aos grandes esforços havia seis meses. Ecodopplercardiograma tran-
gradiente da via de saída do ventrículo esquerdo (VSVE). Dentre sesofágico (Ecote): FE 68%; Átrio esquerdo (AE) 38 mm; Massa hete-
elas, a ablação endocárdica de hipertrofia septal por radiofrequên- rogênea no septo interatrial com extensão até o folheto anterior da
cia (AEHSR) tem se tornado atrativa, particularmente em pacientes válvula mitral; Insuficiência mitral (IM) grave – prolapso do folheto
que não respondem à ablação septal alcoólica (ASA). anterior durante a sístole; Valva mitral com fluxo transvalvar tur-
Relato de caso: Feminina, 64 anos, miectomia prévia, apresenta bulento e acelerado, com gradiente de pico e médio 44,2 mmHg
dispneia progressiva apesar de tratamento clínico aprimorado. Ana- e 23,8 mmHg, respectivamente; Insuficiência tricúspide discreta e
tomia não favorável para ASA. Ecocardiograma transtorácico (ETT) pressão sistólica da artéria pulmonar de 55 mmHg. Proposta exé-
demonstrou hipertrofia septal assimétrica, movimento anterior da rese provável mixoma atrial e valvuloplastia mitral. Após monito-
válvula mitral e gradiente máximo da VSVE de 68 mmHg em repouso ração invasiva e acesso venoso central, indução com remifentanil
e 105 mmHg durante Valsalva. Por ser o primeiro caso de AEHSR em 0,4 mcg/kg/min, lidocaína 1 mg/kg, propofol 2 mg/kg, cisatracúrio
nossa instituição, procedeu-se com anestesia geral. Após cateteri- 1,5 mg/kg. IOT sob laringoscopia direta, tubo 7,5. Manutenção com
zação arterial, indução com etomidato, lidocaína, fentanil e cisa- sevoflurano e remifentanil. Paciente manteve estabilidade hemodi-
tracúrio. Parâmetros ventilatórios: volume corrente 6 mL/kg, PEEP nâmica no período de pré-circulação extracorpórea (CEC). Durante
4 cm H2O e relação I:E(1:2). Manutenção anestésica com remifen- a cirurgia, evidenciou-se tumoração que invadia todo o AE, ramos
tanil e sevoflurano. Variação da pressão de pulso, teste da elevação e sub-ramos da veia pulmonar direita e as cúspides da valva mitral
passiva das pernas e ecocardiografia guiaram a reposição volêmica. com 10 cm de diâmetro, de consistência dura, aspecto nacarado.
Bólus de fenilefrina quando necessário. Com auxílio da fluoroscopia, Feitas exérese da massa e substituição valvar mitral por prótese
posicionados cateteres para determinação do potencial de His. Pela biológica. CEC 110 min, com clamp aótico (Ao) de 93 min. Na saída
abordagem retroaórtica, guiada por ecocardiografia transesofágica, de perfusão, apresentou instabilidade hemodinâmica importante e
cateter terapêutico foi posicionado no local de maior contratilidade refratária a apoio inotrópico com dobutamina e noradrenalina. Fei-
septal. Ao término, constatou-se redução de 42% do gradiente da tas várias tentativas de cardioversão sem sucesso. Ecote evidenciou
VSVE. Administradas morfina, dipirona e ondansetrona. Extubação e IM importante. Optou-se por reentrada CEC (50 min, clamp Ao 40
condução à UTI. No primeiro dia de pós-operatório (PO), usaram-se min) e substituição por prótese mecânica duplo folheto. Infusão de
baixas doses de noradrenalina. Níveis de troponina se mantiveram 2.000 mL de cristaloide, 600 mL de hemácias, 500 mL de cell saver.
elevados durante as primeiras 48 horas, teve queda progressiva. Saída sem intercorrências, sem sinais de IM grave. A paciente apre-
Alta da UTI no 3° PO. No 4° PO, ETT evidenciou hipocontratilidade sentou boa evolução no pós-operatório, recebeu alta no sétimo dia
septal e reduções de gradientes em repouso (68 a 45 mmHg) e du- e manteve-se em fibrilação atrial. No oitavo mês de pós-operatório
rante Valsalva (105 a 73 mmHg). No 60° PO, além da melhoria clí- fez-se ablação para correção da FA, com manutenção em ritmo si-
nica, evidenciou-se redução do gradiente de 73% (105 a 25 mmHg). nusal, CF I da NYHA.
Discussão: A MCHO impõe particularidades à condução da aneste- Discussão: A notável dificuldade de saída de CEC, resolvida após
sia. Deve-se ter atenção especial à adequação da pré-carga e dos identificação de incompatibilidade da valva inicialmente selecio-
parâmetros ventilatórios, ao controle da estimulação simpática e nada, evidencia a importância e, muitas vezes, indispensabilidade
à manutenção da pós-carga, com vistas à redução da obstrução da do Ecote no manejo anestésico cirúrgico na cirurgia cardíaca, espe-
VSVE e aprimoramento hemodinâmico. A AEHSR é uma modalida- cialmente nos casos complexos e raros.
de terapêutica pouco invasiva e promissora para os pacientes com Referência:
MCHO, tem sido cada vez mais empregada e os anestesiologistas 1. Luo W, Teng P, Ni Y. A rare cardiac inflammatory myofibroblastic
devem se familiarizar com o procedimento. tumor involving aortic valve. J Cardiothorac Surg. 2017;12:13.
Referências:
1. Poon SS, Cooper RM, Gupta D. Endocardial radiofrequency septal
ablation – A new option for non-surgical septal reduction in patients TLP875 USO DE DEXMEDETOMIDINA NA CORREÇÃO DE
with hypertrophic obstructive cardiomyopathy (HOCM)? A system- CARDIOPATIA CONGÊNITA
atic review of clinical studies. Int J Cardiol. 2016;222:772-4.
Isabela Scárdua Frizzera Gonçalves*, Ariani Cristina Moraes
2. Varma PK, Raman SP, Neema PK. Hypertrophic cardiomyopathy
part II – Anesthetic and surgical considerations. Ann Card Anaes- Benites, Francisco Ricardo Marques Lobo
th. 2014;17:211-21. Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São
José do Rio Preto, SP, Brasil
Introdução: A dexmedetomidina é um agonista α2-adrenérgico
TLO737 TUMOR MIOFIBROBLÁSTICO INFLAMATÓRIO
seletivo que tem propriedades úteis em anestesiologia por apre-
INTRACARDIÁCO: MANEJO ANESTÉSICO E RELATO DE CASO
sentar ação sedativa e analgésica, pode ser uma opção atraente
Wagner Fernandes Júnior, Vinícius Martins Andrade*, Mateus como agente único ou adjuvante às técnicas anestésicas habituais.
Moreira Antunes, Alexandre de Castro Morais, André Vinicius Os principais efeitos cardiovasculares da dexmedetomidina são ca-
Campos Andrade, Cláudio Leo Gelape racterizados por redução da pressão arterial média e da frequência
cardíaca, cuja intensidade das alterações depende da posologia. A
Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais
rápida infusão, por exemplo, pode levar a uma resposta inicial de
(IPSEMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
hipertensão temporária decorrente da vasoconstrição periférica. No
Introdução: O tumor miofibroblástico inflamatório (IMT) ocorre entanto, a hipotensão – causada pela significativa redução dos ní-
principalmente em crianças e adultos jovens do sexo feminino. É veis circulantes de catecolaminas – é seu principal efeito na pressão
uma neoplasia de baixo grau constituída por células miofibroblásti- arterial.
cas diferenciadas acompanhadas por células inflamatórias. Devido a Relato de caso: Paciente feminino, 7 anos, 21 kg, 1,22 m, ASA II,
sua rara manifestação intracardíaca (< 5% dos casos) e escassez de com diagnóstico de comunicação interatrial. Capacidade funcio-
casos clínicos descritos, o manejo anestésico-cirúrgico é complexo nal moderada. Sem relato de outras comorbidades, antecedentes
e imprevisível. As possíveis complicações são variáveis de acordo familiares cardiológicos, passado anestésico, uso de medicações e
S18 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

alergias. Ecocardiograma: comunicação interatrial tipo ostium se- tâncias vasorrelaxantes produzidas pelo endotélio, especialmente o
cundum com repercussão hemodinâmica. Fração de ejeção: 74,5%. óxido nítrico (NO), leva à diminuição da resistência vascular sistê-
Cirurgia proposta: fechamento de comunicação interatrial com uso mica. A síntese do NO pelo organismo é regulada pelas óxido nítrico
de circulação extracorpórea. Monitoração: cardioscopia, oximetria, sintases (ONS). Em situações de vasoplegia ocorre uma ativação das
capnografia, pressão arterial invasiva e venosa central, índice bis- ONS induzíveis, que aumenta exponencialmente a quantidade de
pectral, ecocardiograma transesofágico, termômetro nasofaríngeo NO. Esse aumento faz com que haja um relaxamento da muscula-
e retal e sonda vesical de demora. Indução: midazolam 0,04 mg/kg, tura lisa dependente de GMPc, que tem uma íntima relação com o
sufentanil 1,5 µg/kg, dexmedetomidina 0,5 µg/kg/hora, sevoflura- sistema AMPc, no qual age a noradrenalina. A via do GMPc, quando
no a 3% e rocurônio 0,6 mg/kg. Manutenção: infusão contínua de exacerbada, bloqueia a via do AMPc. O azul de metileno tem sido
dexmedetomidina 0,5 µg/kg/hora, rocurônio 0,2 mg/kg/40 minutos usado no tratamento de alterações hemodinâmica refratárias; sua
e sevoflurano a 2%. Balanço hídrico: +15 mL. Duração anestésica: ação consiste na inibição competitiva da enzima guanilato ciclase,
quatro horas. Desfecho: a paciente foi levada extubada à unidade produtora do GMPc. Essa inibição permite uma melhor atuação do
intensiva, hemodinamicamente compensada à custa de dopamina sistema AMPc induzida pela adrenalina, e gera assim uma melhor
5 µg/kg/minuto. No quinto dia de pós-operatório, recebeu alta em resposta vasoconstritora.
bom estado geral. Referências:
Discussão: A dexmedetomidina tem sido comumente adotada como 1. Fisher GW, Levin MA. Vasoplegia during cardiac surgery: cur-
adjuvante pelos anestesiologistas em cirurgias para correção de rent concepts and management. Semin Thorac Cardiovasc Surg.
cardiopatia congênita, sobretudo pelo seu perfil farmacológico, 2010;22:140-4.
permite a diminuição da necessidade de opioides e anestésicos ina- 2. Lenglet S, Mach F, Montecucco F. Methylene blue: potential use
latórios. Dessa maneira, o fármaco proporciona uma boa estabili- of an antique molecule in vasoplegic syndrome during cardiac
dade durante a cirurgia pela diminuição do tônus simpático com surgery. Expert Rev Cardiovasc Ther. 2011;9:1519-25.
atenuação das respostas hemodinâmicas e neuroendócrinas ao es-
tresse cirúrgico.
Referências:
1. Bagatini A, Gomes CR, Masella MZ, Rezer G. Dexmedetomidina:
farmacologia e uso clínico. Rev Bras Anestesiol. 2002;52:606-17. VI) Anestesia em Cirurgia Torácica
2. Mato M, Pérez A, Otero J, Torres LM. Dexmedetomidina, un
fármaco prometedor. Rev Esp Anestesiol Reanim. 2002;49:407-20.
TLP968 ANESTESIA EM PACIENTE COM PECTUS
EXCAVATUM E REPERCUSSÃO HEMODINÂMICA: RELATO DE
TLP979 VASOPLEGIA EM CIRURGIA CARDÍACA: UM RELATO CASO
DE CASO
Marcelo Kenji Lima Nishina*, Larissa Fernanda Coêlho dos Santos,
Fernanda Lourenço Furigo, Anny Sugisawa, Gualter Lisboa Ramalho, Ana Luisa Dantas Souto
Marcelo Ribeiro de Magalhães Queiroz, Felipe José Ferrer de Morais,
Centro de Ensino e Treinamento (CET), Sociedade Brasileira de
Lucas Fernandes da Silva*, Fábio Luis Ferrari Regatieri
Anestesiologia (SBA), João Pessoa, PB, Brasil
Instituto Paulista de Assistência Respiratória (IPAR), São Paulo, SP,
Introdução: Pectus excavatum (PE) é uma anomalia congênita co-
Brasil
mum do tórax anterior caracterizada por depressão esternal, resul-
Hospital São Camilo, Vila Pompeia, São Paulo, SP, Brasil
ta em um precórdio côncavo. Comumente, os pacientes são assin-
Hospital Geral de Itapevi, São Paulo, SP, Brasil
tomáticos, porém, estima-se que 35% dos portadores manifestem
Introdução: A vasoplegia é uma das principais causas de instabili- a forma mais grave do problema, com sintomatologia cardíaca e
dade hemodinâmica em cirurgia cardíaca. A síndrome vasoplégica pulmonar. No tratamento cirúrgico, há grande risco de perfuração
foi descrita em 1977 por Arkin, no contexto de pós-operatório de de grandes vasos, que leva a perda volêmica importante, além de
cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea, e se caracteri- aumento no potencial de arritmias e consequências de um pneumo-
za por uma combinação de hipotensão, débito cardíaco normal ou tórax bilateral iatrogênico. Objetiva-se relatar o caso de paciente
aumentado e por uma redução da resistência vascular sistêmica, é submetida à cirurgia de PE devido a sintomatologia grave.
muitas vezes refratária ao uso de aminas vasoativas. Relato de caso: Feminino, 26 anos, ASA 3, tabagista, 72 kg, 170 cm,
Relato de caso: Paciente masculino, 47 anos, tabagista, hiperten- IMC 24,91 kg/m², com limitação importante nas atividades diárias.
so com IAM havia 18 horas apresentava lesão grave em tronco de Foi internada para cirurgia de correção de deformidade torácica
coronária esquerda, Killip IV em antiagregação dupla, submetido a (PE). TC de tórax: deformidade da parede torácica anterior, com de-
revascularização do miocárdio com mamária para DA sob anestesia pressão côncava do esterno na linha mediana, de forma simétrica,
geral, indução com midazolam 15 mg, fentanil 500 mcg, rocurônio com significativa compressão cardíaca, alteração na morfologia e
100 mg, manutenção com remifentanil e propofol em BIC e sevoflu- desvio para esquerda. Índice de Haler 7,6. ECO: Movimento anômalo
rano. Submetido a circulação extracorpórea por 50 minutos com 35 do septo interventricular, prolapso da valva mitral com insuficiên-
minutos de anoxia, apresentou sangramento de aproximadamente cia leve, insuficiência tricúspide discreta, movimento anômalo da
2200 mL; foram feitos seis concentrados de hemácias, oito bolsas parede do ventrículo direito em decorrência do PE que ocasionava
de plaquetas, oito de plasma e oito de crioprecipitado. Apresentou deformidade e invaginação diastólica, além de derrame pericárdico
hipotensão grave à saída da CEC; foi necessária infusão de noradre- mínimo; FE = 58%. RNM: Não se conseguiu avaliar veias pulmonares
nalina, vasopressina e azul de metileno, o paciente foi acompanha- e cavas devido a distorção. Na SO: venóclise com jelco 18G, moni-
do à UTI em uso de noradrenalina 0,6 mcg/kg/min e vasopressina toração com cardioscopia (110 bpm), PANI (127 × 63 mmHg), BIS e
2 U/h,, evoluiu a óbito após 12 horas. SpO2 (97%). Sedação com 4 mg de midazolam e 50 μg de fentanil
Discussão: A síndrome vasoplégica tem uma gênese multifatorial, para posicionamento em decúbito lateral esquerdo e procedida pe-
e no caso de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, ocorre prin- ridural T6-T7 com agulha Tuohy 17G, encontrado espaço por perda
cipalmente devido à exposição corporal a materiais não fisiológicos de resistência, aspiração negativa para sangue e líquor, infusão de
e ao uso de heparina/protamina. Desencadeia uma síndrome de 5 mL de levobupivacaína a 0,5% com vasoconstrictor, 1 mg de mor-
resposta inflamatória, apresenta uma produção excessiva de subs- fina e 10 μg de sufentanil, com passagem de cateter. Em seguida,
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S19

paciente foi pré-oxigenada por cinco minutos e feita anestesia geral as mais frequentes nas primeiras 24 horas de estada na UTI. Essas
venosa total com remifentanil (0,1 μg/kg/h), propofol em infusão complicações e os efeitos colaterais demandam constante vigilân-
alvo-controlada e rocurônio (0,6 mg/kg). Intubação com TOT 7,5 cia e um manejo correto por parte de toda a equipe assistente no
com cuff. Não houve hipotensão ou bradicardia. Paciente extubada pós-operatório.
sem queixas, retirado o cateter peridural e levada à UTI. A analgesia Referência:
peridural foi satisfatória, não apresentava dor no pós-operatório. 1. Duarte LTD, Fernandes MCCB, Fernandes MJ, et al. Analgesia pe-
Alta hospitalar após 72 horas. ridural contínua: análise da eficácia, efeitos adversos e fatores
Discussão: A cirurgia para correção do PE sabidamente melhora a de risco para ocorrência de complicações. Rev Bras Anestesiol.
função cardiopulmonar, a tolerância ao exercício e a autoimagem 2004;54:371-90.
do paciente, é terapêutica para pacientes com sintomatologia e um
desafio para os anestesiologistas.
Referências: TLO340 Relato de caso: ANESTESIA PARA TIMECTOMIA
1. Fokin AA, Steuerwald NM, Ahrens WA, Allen KE. Anatomical, his- TRANSESTERNAL EM PACIENTE COM MIASTENIA GRAVIS
tologic, and genetic characteristics of congenital chest wall de-
formities. Semin Thorac Cardiovasc Surg. 2009;21:44-57. José Osiel de Almeida, Laís Campos Bittencourt,
2. Sigalet DL, Montgomery M, Harder J, Wong V, Kravarusic D, Alas- Eduardo Campos Braga, Bruno Farah Alvarenga,
siri A. Long term cardiopulmonary effects of closed repair of pec- Gabriella Christiane Heuer Guimarães*, Gustavo Acioli Murta Torres
tus excavatum. Pediatr Surg Int. 2007;23:493-7. Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, Franca, SP, Brasil
Introdução: Miastenia gravis (MG) é uma doença autoimune que
TLO479 INCIDÊNCIA DAS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES COM afeta o receptor nicotínico de acetilcolina na membrana-pós-si-
A ANALGESIA PERIDURAL CONTÍNUA NO PÓS-OPERATÓRIO náptica da junção neuromuscular, causando fraqueza do músculo
IMEDIATO DE CIRURGIAS TORÁCICAS esquelético. A incidência e prevalência de MG têm aumentado, e a
doença é subdiagnosticada. A origem precisa da resposta imune é
Alisson Izidoro Angelo, Artur Antonio Rodrigues Burlamaque, desconhecida, mas as anormalidades do timo desempenham papel
Bruno Bertagnolli Londero*, Fábio Amaral Ribas, relevante na produção dos anticorpos contra os receptores. Essas
Andréa da Silva Portela reações com anticorpos ativam o sistema complemento e resultam
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, em lesão da membrana muscular e dos canais de sódio, com com-
Brasil prometimento da transmissão neuromuscular (TNM).
Relato de caso: Paciente, feminina, 33 anos, sem comorbidades,
Justificativa e objetivos: O alívio da dor no pós-operatório é um com história de fraqueza muscular generalizada e ptose palpebral,
dos objetivos do anestesiologista. Além disso, a analgesia peri-
em investigação ambulatorial de MG, encaminhada ao hospital com
dural contínua pós-operatória reduz a morbimortalidade, porém
dispneia. Iniciado tratamento com piridostigmina e prednisona. Ao
esses benefícios não são obtidos sem riscos ou efeitos adversos.
exame físico, PA 130 × 85 mmHg, FC 100 bpm, Sat O2 95%, ptose
Com isso, objetivamos identificar a frequência dos efeitos adver-
palpebral e perda de força muscular proximal em MMSS e MMII. Hb
sos decorrentes do uso da técnica analgésica com cateter peridu-
13,5, Ht 41,3, plaquetas 141.000, Ur 35, Cr 0,8, Na 138, K 4,8, INR
ral no nosso meio.
1,00, PTT 26. TC de tórax evidenciava aumento de timo, sem outras
Método: Fizemos um estudo observacional, descritivo, retrospecti-
alterações, foi programada timectomia transesternal. A anestesia
vo, com análise de prontuário e fichas de avaliação da dor, de 179
escolhida foi a geral balanceada, indução venosa com alfentanil 1,5
pacientes submetidos a cirurgia torácica de junho de 2016 a junho
mg, propofol 200 mg e rocurônio 25 mg. Mantida com sevoflurano
2017. Foram incluídos os pacientes que fizeram a técnica peridural
2%. Reversão do bloqueador neuromuscular (BNM) com sugammadex
contínua para analgesia pós-operatória no período. Foram excluí-
200 mg. Procedimento sem intercorrências. Evoluiu no pós-operató-
dos 26 pacientes. A técnica de anestesia usada foi a balanceada
rio no CTI com pneumonia e insuficiência respiratória aguda e ne-
com propofol 2-3 mg/kg, fentanil 3-5 mcg/kg, succinilcolina 1 mg/
kg, atracúrio 0,5 mg/kg e manutenção com sevoflurano. A solução cessidade de ventilação mecânica, tratada com meropenem e ami-
de analgesia usada foi 140 mL de soro fisiológico 0,9% + 50 mL de cacina. Tratada ainda com imunoglobulina humana por cinco dias.
ropivacaína 7,5% + 10 mL fentanil, com infusão de 5 a 10 mL/h a Recebeu alta dois meses após cirurgia, com discreta perda de força
critério médico. A noradrenalina foi a droga de escolha para a corre- muscular em MMSS.
ção da hipotensão relacionada ao bloqueio simpático causado pelo Discussão: A escolha da técnica anestésica é desafiadora. O risco
anestésico local. A dor foi avaliada através de uma escala numérica de insuficiência respiratória no pós-operatório é motivo de preo-
verbal da dor (EVA). A incidência de complicações/efeitos adversos cupação. É importante uma avaliação pré-anestésica detalhada
foi mensurada nas primeiras 24 horas de internação da UTI. Todos os e quando disponível avaliação da função pulmonar. Halogenados
pacientes receberam sondagem vesical de demora, de forma que a podem aumentar o efeito dos BNM adespolarizantes. Entre os
retenção urinária não pôde ser avaliada. fármacos venosos, o propofol é uma boa escolha por não alterar a
Resultado: Dos 153 pacientes analisados, 52,45% eram mulheres; função neuromuscular e pelo rápido retorno à ventilação espontâ-
90,18% brancos e a média foi de 59,44 anos (mínima de 20 e má- nea. Opioides com potencial de acúmulo devem ser evitados. Entre
xima de 85). Dos pacientes, 45,90% (n = 74) tiveram alguma com- os BNM, usar os de curta/intermediária duração. Pela variedade de
plicação/efeito adverso nas primeiras 24 horas do pós-operató- respostas aos BNM, desde extrema sensibilidade até uma respos-
rio, prurido foi a mais frequente (19,60%), seguido de parestesias ta convencional, semelhante à observada em pacientes sem MG,
(17,64%), dor (EVA igual ou maior do que 4) (15,68%) e náusea/ torna-se obrigatória a monitoração da TNM na MG, que deve ser
vômitos (12,41%). Além disso, houve dois casos de deslocamento sempre iniciada antes da injeção do relaxante. Recomenda-se o uso
do cateter, um de agitação, um de síndrome de Horner e um de de estímulo de forte intensidade, como SQE (TOF: train of four).
crise convulsiva. Estudos têm demonstrado a eficácia e segurança do sugammadex.
Conclusão: Este estudo demonstrou que as complicações e os efei- Referências:
tos adversos com a analgesia peridural e passagem do cateter para 1. Blichfeldt-Lauridsen L, Hansen BD. Anesthesia and myasthenia
o controle da dor pós-operatória em cirurgia torácica têm alta in- gravis. Acta Anaesthesiol Scand. 2012;56:17-22.
cidência na nossa casuística. O prurido, as parestesias e a dor são 2. Gilhus NE. Myasthenia gravis. N Engl J Med. 2016;375:2570-81.
S20 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

TLP213 RUPTURA DO ESTÔMAGO DECORRENTE 1620:1. As doses habitualmente preconizadas pela literatura para o
DA ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO VIA CATETER uso desse fármaco em anestesia se configuram em uma indução de
NASOFARÍNGEO 1 mcg/kg/h por 10 minutos, seguido de uma dose de manutenção
de 0,2 a 0,7 mcg/kg/h.
Felipe Almeida Ramos*, Victor Costa Nuevo, Relato de caso: Paciente C.R.A., masculino, 45 anos, 70 kg, ad-
Elidia Cristina Moraes das Chagas mitido no centro cirúrgico para videotoracoscopia com biópsia de
Hospital de Base de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, pleura. Na chegada, apresentava-se consciente, orientado, SpO2 de
SP, Brasil 99% em ar ambiente, FR 19, FC 88, PA 120/70. Instalada dexme-
detomidina na concentração de 2 mcg/mL em bomba de infusão
Introdução: A ruptura de um estômago saudável na ausência de contínua e iniciada dose de ataque de 17 mcg/kg/h por 10 minutos,
trauma abdominal é um evento relativamente raro. Quando ocor- seguida de manutenção com 8,5 mcg/kg/h durante o restante do
re, está associada à distensão excessiva causada por alimentos ou procedimento, associado a propofol 1% também em bomba de infu-
gases, massagem em manobras de ressuscitação cardiopulmonar e são, na dose de 20 mcg/kg/min. Analgesia efetuada com sufentanil
administração de oxigênio via cateter nasofaríngeo. Existem apenas em bólus, com uma dose inicial de 5 mcg previamente à incisão e
17 casos relatados na literatura de 1961 até 2017. O caso relatado a duas doses subsequentes com 3 e 2 mcg, respectivamente, antes da
seguir traz um paciente que sofreu ruptura espontânea do estômago inserção dos trocanteres e manipulação pleural. Feita também in-
após administração de oxigênio via cateter nasofaríngeo em uma filtração com lidocaína 1% nos locais de inserção dos trocanteres. A
broncoscopia. cirurgia durou uma hora e 40 minutos. No período, o paciente apre-
Relato de caso: Paciente sexo feminino, 43 anos, admitida na uni- sentou valores de PA que oscilaram entre 140/90 e 150/100 mmHg.
dade hospitalar com quadro de dispneia leve aos médios esforços FC se manteve entre 70 e 80 bpm. SpO2 sofreu queda no transcorrer
que evoluiu para dispneia intensa, tosse e ortopneia em duas sema- do procedimento, com valores iniciais de 99% que atingiram até
nas. Negou febre e outros sintomas associados ao quadro. Relatou 90% ao término da cirurgia, com recuperação rápida para 95% em
história de internamento anterior dois meses antes, após tentativa cateter nasal a 2 L/min na SRPA. Oxigênio suplementar oferecido
de suicídio, com lesão cortocontusa em região cervical anterior. Foi no transoperatório através de mascara facial com reservatório (Ba-
diagnosticada um granuloma intratraqueal e a paciente foi subme- raka) e uma FiO2 de 100% a 5 L/min, paciente manteve ventilação
tida a uma broncoscopia rígida para ressecção da lesão. O procedi- espontânea no transcorrer de todo o procedimento. Foi liberado da
mento cirúrgico ocorreu sem intercorrências e após a extubação a SRPA após uma hora e 15 minutos, com escore 10 de Aldrete-Kroulik
paciente apresentou tosse de difícil controle; foi submetida a bron- modificado.
coscopia flexível por suspeita de resquícios do granuloma. Após o fim Discussão: Uma propriedade útil dessa medicação é sua pequena
do procedimento, paciente apresentou melhoria da tosse e queixa influência no drive ventilatório, o que a torna valiosa em procedi-
de dor abdominal importante. Radiografia simples do abdômen diag- mentos nos quais se deseja manter a ventilação espontânea, princi-
nosticou pneumoperitôneo e a paciente foi submetida à laparotomia palmente naqueles em que há necessidade de instrumentação que
exploradora de urgência. Procedimento ocorreu sem intercorrências envolva vias aéreas. A literatura apresenta alguns relatos de casos
e a paciente recebeu alta hospitalar após uma semana. nos quais doses elevadas foram usadas, com o objetivo de empre-
Discussão: Os achados clínicos da ruptura gástrica são distensão e gar a dexmedetomidina como agente anestésico único. Quando bem
dor abdominal e diminuição dos ruídos hidroaéreos. Muitos pacien- indicada, essa técnica também pode ser aplicada em situações nas
tes apresentam vômitos e, alguns, enfisema subcutâneo. A etiopa- quais não se deseja manipulação de via aérea, como foi o caso aqui
togenia da ruptura gástrica neste caso está relacionada diretamente descrito, algo que comumente acontece em pacientes com comor-
à colocação do cateter após o limite do palato mole, abaixo da bidades respiratórias graves.
cartilagem cricoide, o que pode levar ao direcionamento do fluxo de Referências:
oxigênio para o estômago em vez de para a nasofaringe. Além disso, 1. Scott-Warren, VL, Sebastian J. Dexmedetomidine: its use in inten-
o fato de o paciente estar anestesiado, com consequente relaxa- sive care medicine and anaesthesia. BJA Education. 2016;16:242-6.
mento da musculatura cricofaríngea, e a deglutição de ar por estí- 2. Ramsay MAE, Luterman DL. Dexmedetomidine as a total intrave-
mulo do cateter no anel cricofaríngeo também contribuem para o nous anesthetic agent. Anesthesiology. 2004;101:787-90.
evento. A mortalidade da ruptura gástrica nesses casos chega a 53%
e a 100% nos pacientes não submetidos à laparotomia exploradora.
O fato de ser um evento raro pode levar à dificuldade diagnóstica TLO128 USO DE SUGAMADEX EM PACIENTES COM
em determinados casos. Pacientes idosos, com diversas comorbida- MIASTENIA GRAVIS
des, por exemplo, podem ter inúmeras suspeitas diagnósticas antes
Débhora Dayanne Tres*, Francisco Ricardo Marques Lobo,
de que se suspeite de ruptura gástrica. Isso traz a necessidade de o
anestesista estar atento à possibilidade sempre que se fizer uso de Lucas Guizilini Ferreira, Camila Vioto, Isabela Scárdua Frizzera
cateter nasofaríngeo para oxigenação. Gonçalves, Amanda de Figueiredo Calili
Hospital de Base, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
(Famerp), São José do Rio Preto, SP, Brasil
TLO162 USO DE DEXMEDETOMIDINA EM DOSES NÃO
Introdução: A miastenia gravis (MG) é um doença autoimune, rara,
CONVENCIONAIS PARA VIDEOTORACOSCOPIA: RELATO DE
que afeta a porção pós-sináptica da junção neuromuscular, causa
CASO diminuição dos receptores da acetilcolina na placa motora. O prin-
Kim Baminger Oliveira*, Armando Vieira de Almeida, cipal sintoma é a fraqueza muscular, que piora com o uso repeti-
Lucas Daniel Ribeiro de C. Salustiano, Werner Alfred Gemperli do da musculatura e melhora com o repouso. Ocorrem períodos de
exacerbação e remissão. Seu diagnóstico é feito através do exame
Santa Casa de Campo Grande, Campo Grande, MS, Brasil
clínico e físico e confirmado por exames laboratoriais que detectam
Introdução: A dexmedetomidina é o enantiômero S da medetomi- a presença de autoanticorpos.
dina e tem ação agonista em receptores alfa-2 adrenérgicos locali- Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 70 anos, 94 kg, 168 cm
zados no locus ceruleus, proporciona sedação semelhante ao sono de altura, diagnosticada havia um ano com MG, em uso de predniso-
natural, com depressão respiratória mínima. Tem uma alta seleti- na 40 mg/dia e piridostigmina 180 mg/dia. Internada eletivamente
vidade para esse receptor, com uma relação de afinidade a2:a1 de para ser submetida a timectomia por videotoracoscopia. A anestesia
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S21

geral foi iniciada com dexmedetomedina, na dose de ataque de 90 rais profundos; ectasia de artéria femoral D de 3,2 cm; dilatação
mcg em 20 minutos, em seguida feita manutenção com 0,5 mcg/ significativa de veias ilíacas comum e externa D. Admitido em sala
kg/h. Logo após foi feita a administração endovenosa de sufenta- de operação eletivamente para correção de FAV. Ato anestésico ini-
nil 50 mcg em bólus, propofol em infusão contínua alvocontrolada ciado com monitoração através de cardioscopia, oximetria de pulso,
(3 µg.mL) e rocurônio 50 mg. Após a indução, o bloqueio neuromus- pressão arterial não invasiva e venóclise com jelco 14G em MDS.
cular foi monitorado através do TOF (train of four) e estimulação Feita anestesia geral, indução com sufentanil 0,5 mcg/kg, lidocaína
com contagem pós-tetânica (CPT), mantidos em zero e entre 5-10, 1 mg/kg, propofol 2,5 mg/kg e rocurônio 0,6 mg/kg e manutenção
respectivamente. Doses adicionais de rocurônio foram administra- com sevoflurano 2%. Seguida a cateterização de artéria radial di-
das quando o CPT era maior do que 10. A duração da cirurgia foi de reita para obtenção de PA invasiva, além de acesso venoso central
270 minutos. Foi usado sugamadex (2 mg/kg) no fim da cirurgia para com cateter duplo lúmen 7 FR em veia jugular interna direita com
reversão do bloqueio neuromuscular. Com padrões satisfatórios de auxílio de USG. Paciente apresentou sangramento importante no in-
descurarização (T4/T1 > 0,9), a paciente foi extubada em sala cirúr- traoperatório, com instabilidade hemodinâmica, necessitou do uso
gica. Apresentava-se eupneica e com saturação de oxigênio de 97% de droga vasoativa (norepinefrina) e transfusão de um concentrado
em ar ambiente. Foi levada para a UTI, onde permaneceu por dois de hemácias. Levado à UTI ao fim do procedimento, foi extubado
dias. Teve alta hospitalar no sexto dia de pós-operatório. três dias após, com alta hospitalar, no 7º DPO.
Discussão: A escolha da técnica anestésica nos pacientes com MG é Discussão: Fístulas AV adquiridas decorrem de traumas fechados ou
desafiadora. Deve-se lembrar a fisiopatologia da doença e suas mo- lesões penetrantes, com laceração tanto da artéria como da veia,
dificações no funcionamento da placa motora. Consequentemente, estabelecem uma comunicação direta e imediata entre ambas. FAVs
ocorrem alterações na hidrólise da succinilcolina e dos bloqueado- crônicas com alto débito podem causar insuficiência cardíaca e di-
res neuromusculares (BNM) adespolarizantes, que potencializa seus latação da veia cava inferior e das veias ilíacas, além de edema das
efeitos. O uso contínuo da piridostigmina até o dia do procedimento extremidades inferiores. As repercussões cardiovasculares podem
não é consenso e os pacientes em uso dessa medicação podem ter ser exuberantes, porém podem estar ausentes em até metade dos
diminuição da resposta à neostigmina no perioperatório. Uma opção pacientes. A exposição cirúrgica no reparo aberto para o tratamento
segura e eficaz é o uso de sugamadex, um agente de reversão do de FAV de diagnóstico tardio pode ser um desafio, pela presença de
bloqueio neuromuscular induzido por aminoesteroides, com maior grandes vasos colaterais com anatomia complexa, frequentemente
afinidade pelo rocurônio. Cada molécula de sugammadex encapsula envolve perda sanguínea significativa. A complexidade e a morbi-
uma molécula de rocurônio. Mesmo bloqueios profundos podem ser dade potencial associada ao reparo cirúrgico mostram-se como um
revertidos com doses maiores de sugamadex, e o tempo de reversão desafio para o anestesiologista, que deve estar atento às possíveis
é semelhante ao de pacientes sem doenças neuromusculares. complicações e repercussões hemodinâmicas no perioperatório.
Referências: Referências:
1. Ulke ZS, Yavru A, Camci E, et al. Rocuronium and sugammadex 1. Pinto DM, Bez LG, Dias JO, Lopes CS, Mandi A. Iliac aneurysm as-
in patients with myasthenia gravis undergoing thymectomy. Acta sociated with arteriovenous fistula. J Vasc Bras. 2007;6:299-302.
Anaesthesiologica Scandinavica. 2013;57:745-8. 2. Pilan BF, Oliveira AM, Siqueira DE, Guillaumon AT. Tratamento de
2. Medeiros MF, Nunes MV, Santos LGT, et al. Anesthetics implications fístula arteriovenosa adquirida com repercussões hemodinâmi-
in myasthenia gravis – review. Rev Med Minas Gerais. 2016;26:60-4. cas graves: desafio terapêutico. J Vasc Bras. 2014;13:34-8.

TLO227 ANESTESIA PARA IMPLANTE TRANSCATETER DE


VALVA AÓRTICA EM PACIENTE COM ESTENOSE AÓRTICA
VII) Anestesia em Cirurgia Vascular GRAVE: RELATO DE CASO
Roberta de Carvalho e Silva Guedes*, Fernanda Lourenço Furigo,
Fábio Regatieri, Daniel Schneider,
TLP167 ANESTESIA PARA CORREÇÃO CIRÚRGICA DE Marcelo Ribeiro Magalhães Queiroz, Daniel Cantidio
FÍSTULA ARTERIOVENOSA FÊMORO-FEMORAL EM
Hospital Geral de Itapevi, São Paulo, SP, Brasil
PACIENTE PORTADOR DE ANEURISMA DE VEIA ILÍACA
CONCOMITANTE – RELATO DE CASO Introdução: Estenose aórtica é a doença valvar mais comum, com
prevalência de 2% acima de 65 anos. É grave aquela com área valvar
Renata Sofia Guimarães*, Paula Veriato Zenaide, menor do que 1 cm2, gradiente médio transvalvar ≥ 40 mmHg, velo-
Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso, cidade de jato transvalvar aórtico > 4 m/s. O implante transcateter
Ricardo Almeida de Azevedo, José Admirço Lima Filho, de valva aórtica (TAVI), uma técnica minimamente invasiva, foi re-
Samyr Lopes Arruda Carneiro centemente desenvolvido e é restrito aos 40% de pacientes com alto
Hospital Geral Roberto Santos, Salvador, BA, Brasil risco para cirurgia.
Relato de caso: Feminino, 90 anos, ASA IV. Exames laboratoriais sem
Introdução: Fístulas arteriovenosas (FAV) têm etiologia congênita alterações. Ecocardiograma transtorácico (ETT) com FE 77%, valva
ou adquirida. Clinicamente, apresentam-se com alterações locais aórtica espessada com sinais de fibrocalcificação, gradiente valvar
e sistêmicas, evidenciadas principalmente por dor, frêmito e insufi- aórtico de 110 mmHg. Monitorada com ECG, cardioscopia, termô-
ciência cardíaca de alto débito. metro, PANI. PAI, acesso venoso central e MP transvenoso provisório
Relato de caso: Paciente de 43 anos, sexo masculino, com história (MPTP) em femoral. Sedada com midazolam 1 mg, fentanil 50 mcg e
de perfuração por arma de fogo havia 25 anos com desenvolvimento manutenção com dexmedetomidina 0,03 mcg/kg/h e cateter nasal
de edema em membro inferior direito havia 15 anos e aparecimen- O2. Anestesia local para punção femoral. Após alocação de biopróte-
to de massa palpável abdominal. Ao exame, coxa direita bastante se sob estimulação ventricular rápida (EVR), obteve-se bom fluxo à
aumentada em relação à esquerda, com circulação colateral, hipe- aortografia. ETT intraoperatório mostrou VE com desempenho sistó-
remia, sopro contínuo intenso e frêmito em região proximal e me- lico preservado. Levada à UTI e evoluiu sem intercorrências.
dial da coxa direita, além de massa abdominal palpável pulsátil em Discussão: Dois dispositivos estão disponíveis: a válvula Edwards
quadrante inferior direito. Tomografia de MMII evidenciou FAV femo- Sapien (expansível por balão com EVR) e o CoreValve (autoexpansí-
ro-femoral direita (D) relacionada aos vasos distais dos vasos femo- vel). A EVR permite a cessação temporária do DC (PAS < 60 mmHg)
S22 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

para a valvuloplastia com balão e implantação da válvula aórtica, ventilação espontânea e interagia com o examinador; foi extubada.
evita mau posicionamento e embolização da prótese. Após a im- Discussão: As complicações imediatas (CIs) da colocação de CDLLP
plantação da válvula, observa-se frequentemente uma melhoria da podem variar de acordo com o sítio de punção. Os mais usados
função sistólica e diastólica devido à diminuição da pós-carga. Ideal são as veias jugulares internas, subclávias e femorais. A punção
minimizar o risco de insuficiência renal com uma correta hidratação arterial, hemorragia local e formação de hematoma são CIs relati-
pré-procedimento e uma avaliação dos vasos por angiografia, uma vamente frequentes. Pneumotórax e hemotórax são complicações
vez que a lesão vascular é a causa mais comum de morbimorta- menos frequentes e restritas aos procedimentos em veias jugulares
lidade. A abordagem transfemoral é a mais usada. As técnicas de e subclávias. Um percentual menor de CIs está relacionado à in-
anestesia para a TAVI podem variar de acordo com as características serção e manipulação de fio-guia, como arritmias cardíacas, per-
do paciente, doenças coexistentes e a experiência do anestesis- furação de ventrículo e derrame pericárdico com tamponamento
ta. O objetivo é proporcionar anestesia/analgesia menos invasiva cardíaco.
sem comprometer a segurança do paciente. A anestesia local com a Referências:
sedação é uma opção confiável à anestesia geral com menos com- 1. Siviero PCL, Machado CJ, Cherchiglia ML. Insuficiência renal
plicações respiratórias, melhor estabilidade hemodinâmica com crônica no Brasil segundo enfoque de causas múltiplas de morte.
menor uso de drogas vasoativas e menores complicações cardio- Cad Saúde Colet. 2014;22:75-85.
vasculares. Monitoração contínua pós-operatória deve ser feita por 2. Rocha PN, Braga OS, Ritt GF, Gusmão LF, Pontes LCS, Santos MLM.
pelo menos 48 horas. Podem ocorrer complicações como IAM, BAV, Complicações imediatas relacionadas à inserção de cateteres du-
mau posicionamento, IRA, AVC. TAVI é uma técnica desenvolvida plo-lúmen para hemodiálise. J Bras Nefrol. 2008;30:54-8.
para um perfil crescente de pacientes com estenose aórtica grave
e de alto risco.
Referências: TLO963 ENDARTERECTOMIA DE CARÓTIDA SOB SEDAÇÃO E
1. Klein AA, Webb ST, Tsui S, Sudarshan C, Shapiro L, Densem C. BLOQUEIO DE PLEXO CERVICAL: SERÁ UM CAMINHO MAIS
Transcatheter aortic valve insertion: anaesthetic implications of SEGURO?
emerging new technology. Br J Anaesth. 2009;103:792-9.
2. Franco A1, Gerli C, Ruggeri L, Monaco F. Anesthetic management Jennifer Liste Domingues*, Viviana Ugenti, Glauber Gouvêa,
of transcatheter aortic valve implantation. Ann Card Anaesth. Rodrigo Pereira Diaz André, Priscila de Amorim Miranda dos Santos
2012;15:53-63. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ,
Brasil
Introdução: O uso de técnicas de monitoração neurológica em cirur-
TLP746 CONDUTA NO PACIENTE COM PNEUMOTÓRAX
gia de endarterectomia de carótida (EAC) nos permite a detecção
IPSILATERAL E HEMOTÓRAX CONTRALATERAL PARA
precoce de alterações perfusionais e isquemia cerebral. Ainda não
COLOCAÇÃO DE CATETER DUPLO LÚMEN DE LONGA há um estudo que demonstre efetivamente uma redução de aci-
PERMANÊNCIA dente vascular perioperatório, e após 30 dias, com anestesia geral
Fabricio Azevedo Cardoso, Bruno Verly da Silva, Caroline Souza ou loco-regional. O estudo GALA comparou anestesia geral versus
Santos, Rodrigo Principe Passini Lannes* anestesia local1 e embora o uso da anestesia geral tenha sido asso-
ciado a um risco pequeno de stroke perioperatório, IAM ou morte, a
Hospital Municipal Souza Aguiar, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
diferença não foi estatisticamente significativa. Não foi observada
Introdução: As doenças renais e do trato urinário são responsáveis diferença na qualidade de vida após um mês da cirurgia, ou na du-
por aproximadamente 850 milhões de mortes anuais em todo o ração da cirurgia, ou no tempo de permanência em UTI ou de inter-
mundo e a incidência de insuficiência renal crônica (IRC) aumenta nação hospitalar. Sua maior desvantagem encontra-se quando se faz
em torno de 8% ao ano. No Brasil, a prevalência de pacientes em necessária a reversão para anestesia geral, compete pelo mesmo
tratamento dessa doença passou de 24 mil em 1994 para 60 mil em campo que o cirurgião.
2004. Dos pacientes com IRC 89,6% são submetidos à hemodiálise Relato de caso: J.N.F., masculino, 82 anos, com estenose de artéria
(HD), por acesso vascular ou por fístulas arteriovenosas, com suas carótida interna esquerda de 90%, com proposta de EAC. Portador
potenciais complicações. de HAS, IRC em tratamento conservador, AIT prévio, ex-tabagista
Relato de caso: Paciente, sexo feminino, 61 anos, IRC em HD, IAM (CT 60 maços-ano). Anestesia através de bloqueio de plexo cervical
havia 10 anos, com marcapasso e doença arterial oclusiva perifé- superficial e profundo e sedação venosa com midazolam (0,12 mg/
rica, Hb 7,0, ASA IV para implante de CDLLP em veia subclávia es- kg), fentanil (1 mcg/kg) e dexmedetomidina (0,3 mcg/kg/h), feita
querda. LOTE, cooperativa e eupneica em ar ambiente. Optou-se com monitoração básica, PA invasiva, SjO2 e medida de débito car-
por fazer o procedimento anestésico com sedação venosa inicial- díaco contínuo por análise de contorno de pulso e termodiluição
mente com midazolam 2 mg + fentanil 30 mcg e anestesia local com transpulmonar (PiCCO). Feito bloqueio de plexo cervical superficial
lidocaína 2% feita pelo cirurgião associada a um apoio de O2 sob e profundo com 20 mL de ropivacaína 1%. O procedimento ocorreu
máscara. O procedimento cirúrgico durou 75 minutos; o cirurgião sem intercorrências, com pequena variação pressórica em relação
referiu bastante dificuldade técnica. Cerca de cinco minutos após o aos níveis de entrada (20%). Ao clampeamento carotídeo, obser-
termino do procedimento, paciente se queixou de desconforto ines- vou-se deterioração clínica, com diminuição das respostas motora
pecífico associado a uma agitação leve. Em seguida, foi constatado e verbal e posterior ausência delas, seguida de grande queda de
pneumotórax ipsilateral ao acesso e feita drenagem torácica. Após saturação pela SjO2, optou-se pela feitura de clampeamento inter-
drenagem, paciente evoluiu com agitação vigorosa, referiu dispneia mitente em vez de shunt. Duraçāo do procedimento: 270 minutos.
até perda da consciência e evoluiu a PCR. Iniciada RCP. Após dois Paciente levado ao CTI acordado, sem queixas ou novos deficits
minutos, foi constatado hemotórax contralateral, feita a drenagem neurológicos.
de hemitórax direito associada à autotransfusão. Após seis minu- Discussão: O principal objetivo do anestesiologista na EAC é mini-
tos de PCR, foi puncionada a artéria femoral esquerda (PAM). Vinte mizar eventos isquêmicos, manter um perfil hemodinâmico estável
minutos após, a paciente evoluiu com nova PCR, revertida em 26 e proteger o cérebro com drogas que sejam capazes de reduzir o es-
minutos. Foram administrados dois concentrados de hemácias e a tresse oxidativo. O método mais eficaz de monitoração de isquemia
paciente foi levada para URPA com tubo orotraqueal em ventila- cerebral é a avaliação da cognição e nível de consciência durante o
ção mecânica. Após quatro horas, paciente apresentava-se vigil, em clampeamento da artéria carótida.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S23

Referências: cação ainda é limitada pela anatomia do vaso. Várias técnicas anes-
1. Warlow CP, Bodenham AR, Colam B, et al. General anaesthesia tésicas podem ser usadas, sem impacto na sobrevida do paciente. A
versus local anaesthesia for carotid surgery (GALA): a multicen- monitoração invasiva é definida pela condição clínica e localização
tre, randomised controlled trial. Lancet. 2008;372:2132-42. do aneurisma. A drenagem do líquor permanece controversa.
2. Vaniyapong T, Chongruksut W, Rerkasem K. Local versus gene- Relato de caso: Mulher, 75 anos, hipertensa, tabagista, com dor
ral anaesthesia for carotid endarterectomy. Cochrane Databases epigástrica e hematêmese. Angio TC evidencia aneurisma de aor-
Syst Rev. 2013;12:CD000126. ta torácica descendente, úlceras trombóticas sangrantes para in-
terior do aneurisma e extensão para aorta abdominal. Letárgica,
eupneica, com níveis tensionais elevados e sem queixas. Indicado
TLP664 MANEJO ANESTÉSICO DE PACIENTE COM ALERGIA cateter peridural para monitoração contínua de pressão liquórica.
A IODO SUBMETIDO A ARTERIOGRAFIA ARMADA DE Cateterização arterial, indução de anestesia geral e ventilação me-
URGÊNCIA cânica. Feitos acessos venosos central e periférico calibroso, sonda-
gem vesical e monitoração da temperatura. Apresentou hipotensão
Karina Seixas Garcia*, Leandro de Carvalho Lixa, durante insuflação do balão para fixação do stent, revertida após
Luiz Henrique Costa, Thaís Albuquerque do Nascimento liberação do fluxo. Extubada e levada para pós-operatório em UTI.
Hospital Federal do Andaraí, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Discussão: O reparo endovascular gera redução da resposta meta-
bólica ao trauma, do uso de analgésicos e do tempo de internação.
Introdução: O uso de contrastes iodados intravasculares em in- Porém, pode levar a ruptura, conversão para laparotomia ou des-
vestigações radiológicas é rotineiro na pratica cirúrgica. Cada vez locamento de trombos e, em longo prazo, a morbimortalidade é
mais, anestesiologistas estão envolvidos nesse cuidado. Embora o similar à técnica aberta. As monitorações arterial contínua e venosa
uso do contraste seja geralmente seguro, existem efeitos adversos central estimam mudanças agudas na pré-carga e a instalação de
importantes que precisam ser reconhecidos e medidas instigadas acesso calibroso permite infusão rápida de líquidos. Opta-se por ca-
para prevenir seus efeitos indesejados. Apesar de raras, ocorrem teter de artéria pulmonar em casos de função ventricular reduzida.
em 0,1% dos casos, enquanto 0,01% das aplicações intravenosas re- Acessos vasculares devem ser feitos em MSD, deixa-se o MSE à dis-
sultam em fatalidade. A taxa de mortalidade nos Estados Unidos é posição do cirurgião. A anestesia geral é preconizada. Bloqueios de
de 0,9:100.000. O objetivo deste relato de caso é demonstrar como neuroeixo (BNE) cursam com menor resposta ao estresse, ausência
foi conduzido o ato anestésico em paciente sabidamente alérgico a de ventilação mecânica e maior analgesia pós-operatória. Anestesia
iodo que necessitava de arteriografia de urgência. local sob sedação depende da experiência da equipe e tempo cirúr-
Relato de caso: Paciente J.F.F., 63 anos, hipertenso e diabético insu- gico. Indica-se UTI pelo risco de síndrome da implantação do stent.
linodependente, mal controlado, foi submetido à arteriografia com A hipotensão pode levar a migração da prótese, descolamento de
relato de alergia severa a iodo com quadro de angioedema diagnos- trombos, IAM, AVC, isquemia de membros e rotura da aorta. Ou-
ticado por médico intra-hospitalar após uso de xarope de iodeto de tras causas são reação alérgica a contraste iodado, uso de agentes
potássio. Começa na internação dessensibilização com prednisona vasodilatadores e, em caso de BNE, bloqueio simpático. Devido ao
40 mg 8/8h 1 dia antes do procedimento e n-acetilcisteína 600 mg risco de isquemia medular, principalmente em reparos abertos, a
8/8h pela cirurgia vascular. Loratadina no dia da cirurgia. Feito no drenagem de líquor é comum, porém controversa. Nos reparos en-
pré-operatório, uma hora antes do procedimento: ranitidina 50 mg, dovasculares, pode evitar hipotermia e hipotensão arterial. Embo-
metilpredinisolona 40 mg e difenidrina 50 mg. Optou-se por anes- ra, em curto prazo, o tratamento endovascular seja mais vantajoso,
tesia geral como garantia de VAS e preparado adrenalina 5 mcg/mL estudos não mostram diferença de mortalidade após dois anos.
e 50 mcg/mL em caso de urgência. Cirurgia transcorreu sem ins- Conclusão: Não há técnica anestésica preferencial; avaliação pré-a-
tabilidade hemodinâmica e sem intercorrências. Paciente recebeu nestésica, condições clínicas, experiência da equipe e duração do
alta para RPA acordado, estável hemodinamicamente e aldrete de 9. procedimento são cruciais para sua escolha.
Discussão: Concluímos que diante do aumento significativo do nú- Referência:
mero de exames com aplicação de agentes de contraste à base de 1. Wang H. Anesthesia management of endovascular repair of aortic
iodo é necessária uma cooperação estreita entre o anestesista e aneurysm. Austin J Anesth Analg. 2014:1:1002.
o médico intervencionista (cardiologista, radiologista ou cirurgião
vascular). Considerar modos opcionais de imagem e contraste me-
nos tóxicos e alergênicos, com menor dosagem e uso de formas res- TLO688 MONITORAÇÃO HEMODINÂMICA ASSOCIADA
ponsáveis para a proteção dos pacientes. No entanto, nenhuma des- AO ÍNDICE BISPECTRAL E À TAXA DE SUPRESSÃO NO
sas medidas de precaução é uma garantia contra uma reação grave. TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE DISSECÇÃO DE AORTA
Referências: TORÁCICA DESCENDENTE
1. Brockow C, Christiansen G, Kanny, et al. Hypersensitivity reac-
Sara Lúcia Ferreira Cavalcante, Renato Labanca Delgado Perdigão,
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Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil
Introdução: A dissecção traumática da aorta torácica tem alta
TLO977 MANEJO ANESTÉSICO DO REPARO ENDOVASCULAR
taxa de mortalidade. O tratamento endovascular apresenta menor
DE ANEURISMA DE AORTA TORÁCICO ROTO
morbimortalidade precoce do que a cirurgia aberta. O desafio he-
Anderson Luis Silvas Amaral*, Mili Freire Almeida Nascimento, modinâmico durante a colocação da prótese é manter hipotensão
Talita da Silva Portugal, Sammer Victor de Almeida arterial sem prejuízo à perfusão de órgãos nobres. O uso da monito-
ração hemodinâmica minimamente invasiva (MHMI), aliado ao índi-
Hospital da Sagrada Família, Salvador, BA, Brasil
ce bispectral (BIS) e à taxa de supressão (SR), permite manutenção
Introdução: O reparo aberto de aneurisma de aorta promove gran- de débito cardíaco e perfusão cerebral adequados na vigência de
des alterações volêmicas, prolongado tempo de oclusão arterial e hipotensão permissiva.
elevada mortalidade. A terapia endovascular cursa com menor es- Relato de caso: Masculino, 68 anos, hígido, relatava queda de bici-
tresse hemodinâmico e elevado índice de sucesso, porém sua indi- cleta 10 dias antes, evoluiu com dor torácica. TC de tórax eviden-
S24 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

ciou dissecção de aorta torácica descendente Crawford I. Admitido mg/dL), tratada com glicose hipertônica 50%, 30 mL IV. Sinais vitais
em sala cirúrgica para correção endovascular, recebeu MHMI, BIS, e hipnose adequados durante os 90 minutos de procedimento, sem
SpO2 e cardioscopia. Apresentava FC 59 bpm, índice cardíaco (IC) uso de inalatórios. Usados bridion 200 mg e lanexat 0,5 mg IV para
2,8 L.min-1.m²-1 e PAI 184 × 99 mmHg. Feita anestesia geral com fen- extubação. Despertar tranquilo, sinais estáveis, foi levado à URPA.
tanil, etomidato, propofol e cisatracúrio, manteve estabilidade he- Alta da URPA após uma hora (Aldrete Modificado 9/10).
modinâmica e IC em torno de 2,5 L.min.-1m²-1, com BIS em torno de Discussão: Pacientes sépticos sempre se constituem um desafio e a
40, sem supressão. Mantido com sevoflurano e remifentanil. Feita abordagem anestésica adequada é fundamental. A cardiomiopatia
hidratação guiada por metas, manteve variação de volume sistólico grave com baixa FE e a sepse são contraindicações relativas ao
(VVS) abaixo de 10%. Antes da colocação da prótese, apresentou bloqueio regional. A indução e manutenção da anestesia geral
baixo débito cardíaco (IC 1,7 L.min-1.m2-1), com VVS 7%. Iniciada impõem algum grau de depressão miocárdica e o uso de agentes
dobutamina 2,7 mg.kg-1.min-1, com retorno do IC para 2,5 L.min-1. mais cardioestáveis e que possam ser revertidos garante maior
m2-1. Para evitar deslocamento do stent, imediatamente antes de segurança. A monitoração da consciência intraoperatória nos
sua colocação, foi iniciado nitroprussiato de sódio a 1 mg.kg-1.min-1, permite abrir mão do uso de agentes inalatórios para manutenção
obteve-se PAM entre 47 e 58 mmHg. Nesse momento, o IC caiu para em algumas situações.
1,8 L.min-1.m²-1, foi aumentada dobutamina para 5 mg.kg-1.min-1, Referência:
com recuperação do IC para 3,1 L.min-1.m²-1. Durante hipotensão 1. Butterworth JF, Mackey DC, Wasnick JD. Bloqueios espinal, epi-
permissiva, manteve-se BIS entre 37 e 43, com SR zero. Após apo- dural e caudal. In: Morgan & Mikhail. Clinical Anesthesiology. 5ª
sição da prótese, interrompeu-se o nitroprussiato, obteve-se IC em ed. Rio de Janeiro: Revender; 2017;743-72.
torno de 5 L.min-1.m²-1 e PAM máxima de 116 mmHg. Interrompida
dobutamina e reiniciado nitroprussiato. No fim, gasometria arterial
mostrava pH 7,40, HCO3- 19,8, PaCO2 32, BE -4, sem alterações TLO959 USO PERIOPERATÓRIO DO ESMOLOL EM
eletrolíticas. Manteve-se glicemia abaixo de 150 mg/dL durante a ANEURISMA ROTO DE AORTA ABDOMINAL: RELATO DE
cirurgia. Após despertar e extubação, o paciente encontrava-se sem CASO
deficit de força em membros e sem disfunção cognitiva, foi levado à
Vinícius Pinheiro Nogueira de Almeida*,
UTI em uso de nitroprussiato, manteve PAM em torno de 100 mmHg.
Discussão: O BIS, além de profundidade anestésica, fornece dados Renato Lucas Passos de Souza, Rafael Eugênio Montezzo,
sobre a perfusão cerebral, por meio da taxa de supressão. A MHMI, Isabela Borges de Melo, Rodrigo Vital de Miranda,
neste caso, guiou a conduta para a manutenção de débito cardíaco Vinícius Dantas Ferreira Lopes
adequado durante hipotensão permissiva. O uso combinado dessa Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
monitoração com o BIS permitiu garantir perfusão encefálica em da Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
cenário hemodinâmico desfavorável.
Referência: Introdução: O aneurisma roto de aorta abdominal é uma emergên-
1. Nunes RR, Fonseca NM, Simões CM, et al. Consenso brasileiro cia cirúrgica com alta taxa de mortalidade, varia de 53 a 90% entre
sobre monitoração da profundidade anestésica. Rev Bras Aneste- diferentes centros hospitalares. Sem tratamento, sua evolução atin-
siol. 2015;65:427-36. ge praticamente 100% de mortalidade em três dias.
Relato de caso: Paciente de 67 anos, masculino, 65 kg, hipertenso,
tabagista, IAM prévio, cardiopata, em uso de atenolol, foi admitido
TLP956 SEPSE E MÚLTIPLAS COMORBIDADES: UM DESAFIO no serviço de emergência com dor abdominal, estável hemodina-
PARA O ANESTESIOLOGISTA micamente, consciente. Suspeita de rotura de aneurisma da aorta
abdominal, feita confirmação diagnóstica por angiotomografia. Fei-
Tarcisio Alves Souza*, Camila Moraes de Souza C. Pereira, ta punção venosa central em veia jugular interna direita e iniciado
Daubernai Bonoso Monteiro Neto, protocolo de transfusão maciça ainda na sala de emergência. Pa-
Bernardo Paraizo Garcia da Costa Thomaz, ciente deu entrada no centro cirúrgico somente após preparo prévio
Fabricio Azevedo Cardoso, Ana Paula de Castro Araújo da sala e chegada de hemocomponentes. Após monitoração, feita
cateterização de artéria radial direita com cateter 20G e obtidas
Hospital Municipal Souza Aguiar, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
duas punções venosas periféricas 14G. Feita indução anestésica se-
Introdução e objetivo: A escolha da técnica anestésica em paciente quencial rápida com alfentanil 1 mg, etomidato 20 mg e succinil-
séptico com múltiplas comorbidades impõe uma avaliação criteriosa colina 70 mg, noradrenalina e dobutamina em infusão contínua.
e individual. O objetivo deste relato é oferecer uma opção de abor- Equipe cirúrgica simultaneamente introduziu balão através da ar-
dagem anestésica para esses pacientes. téria femoral para clampeamento supracelíaco previamente à lapa-
Relato de caso: A.A.A.P., masculino, 60 anos, 55 kg, ASA IV, sépti- rotomia. A partir do balonamento aórtico foi necessário controle
co, HAS, com cardiopatia compensada, DM descompensado, renal hemodinâmico com nitroprussiato de sódio e esmolol. Após laparo-
crônico (ClCr 31,92) agudizado (anarsarca) e DAOP. Deu entrada, de tomia foi feito clampeamento aórtico infrarrenal e colocada prótese
urgência, para amputação suprapatelar de MID com osteomielite. aortobifemoral. Paciente permaneceu com esmolol e noradrenalina
LOTE, pouco cooperativo, eupneico, sinais vitais estáveis, edema- no intraoperatório, e o manejo da volemia foi guiado por exames
ciado e com preditores de via aérea e ventilação difícil. AR com MV laboratoriais, visualização direta da veia cava no campo operató-
diminuído à direita, ACV com BNF, RR2T e sopro sistólico mais audí- rio, PVC e delta PP. Paciente permaneceu estável durante todo o
vel em foco mitral. Ecodoppler do dia com aumento das cavidades ato cirúrgico, com diurese satisfatória e aquecido. Recebeu 6 CH,
esquerdas, disfunção sistólica global de VE importante, disfunção 4 PFC e 1 aférese de plaquetas. Após o término do procedimento
diastólica de VE grau III, regurgitação mitral/tricúspide moderada e cirúrgico, o paciente foi extubado em sala e levado à UTI, estável
derrame pleural volumoso à direita. Posicionado com coxins occipi- hemodinamicamente, onde permaneceu com esmolol, cateter nasal
tal e interescapular. Monitoração padrão associada ao BIS e subme- de oxigênio e sem queixas.
tido a pré-oxigenação (O₂ a 100%) sob máscara facial por três minu- Discussão: Pacientes com aneurisma de aorta abdominal roto tam-
tos. Indução com midazolam 10 mg, fentanil 75 mcg, lidocaína 40 ponado têm maiores chances de sobrevivência se referenciados para
mg e rocurônio 60 mg IV seguida de laringoscopia direta e intubação unidades com estrutura e equipe especializada. Um planejamento
orotraqueal tubo 7,5 mm com cuff insuflado (Cormack II) e confirma- anestésico cirúrgico adequado é extremamente necessário para o
do por capnografia. A glicemia capilar evidenciou hipoglicemia (50 sucesso no desfecho. O uso de betabloqueadores no intraoperató-
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S25

rio está indicado para proteção cardiovascular, principalmente em Referências:


usuários crônicos, nos quais estudos controlados demonstram dimi- 1. Giglio MT, Marucci M, Testini M, Brienza N. Goal-directed hae-
nuição da mortalidade. A terapia com esmolol reduziu a dose usada modynamic therapy and gastrointestinal complications in major
de nitroprussiato após o clampeamento aórtico e contribuiu para o surgery. Br J Anaesth. 2009;103:637-46.
controle da dor no pós-operatório. 2. Silva ED, Perrino AC, Teruya A, et al. Brazilian consensus on perio-
Referência: perative hemodynamic therapy goal guided in patients undergoing
1. Hope K, Nickols G, Mouton R. Modern anesthetic management of noncardiac surgery. Braz J Anesthesiology. 2016;66:557-71.
ruptured abdominal aortic aneurysms. J Cardiothorac Vasc Anes-
th. 2016;30:1676-84.
TLP816 ANESTESIA PARA CORREÇÃO DE HÉRNIA
DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA
Carolina Almeida Ramos*, Carla Santos Nogueira,
Pedro Brito de Oliveira Junior, Ricardo Almeida de Azevedo,
VIII) Anestesia em Cirurgias Abdominais Vinicius Sepulveda Lima
Hospital Geral Roberto Santos, Salvador, BA, Brasil
TLO035 ANESTESIA EM GASTRECTOMIA: HÁ DIFERENÇA Introdução: Hérnia diafragmática é um defeito do diafragma, evi-
APÓS A INTRODUÇÃO DE UM PROTOCOLO DE OTIMIZAÇÃO? denciado na gestação, que resulta na herniação dos intestinos para
Bruno Alfredo Gonçalves Salvetti* dentro do tórax. É mais comum do lado esquerdo e resulta em seve-
ra restrição do desenvolvimento pulmonar. As alterações fisiológicas
Hospital de Base de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto,
e anatômicas desses RNs exigem um manejo anestésico cuidadoso.
SP, Brasil
Relato de caso: RN L.S.S., quatro dias, com hérnia diafragmática
Introdução: A cirurgia abdominal de grande porte está entre o gru- à esquerda diagnosticada na idade gestacional de 22 semanas à US
po de procedimentos com maior risco anestésico cirúrgico. O alto obstétrica. Nascido a termo por parto cesáreo, evolui com apneia
grau de agressividade cirúrgica associado a um estado fisiopatoló- após ter sido colocado em berço aquecido, foi submetido à intu-
gico comprometido dos pacientes oncológicos gera altos índices de bação orotraqueal (IOT), manteve saturação 90% (confirmada na
complicações perioperatórias, altas taxas de morbimortalidade e hemogasometria). Levado à UTIN com FiO2 100% manteve labilida-
tempo de internação prolongado. Desfechos ruins após cirurgias de de da saturação. Exames laboratoriais sem alterações, ecocardio-
grande porte estão associados a desequilíbrios no balanço de oxigê- grama com hipertensão pulmonar (PSAP 38 mmHg), FO patente,
nio e prejuízo no fluxo microvascular. O uso de fluidos e/ou medi- FE: 88%. Levado ao CC para cirurgia de hérnia diafragmática aos
camentos inotrópicos no intraoperatório pode aumentar a oferta de quatro dias de vida. Admitido em VM, com padrão respiratório
oxigênio e reduzir a incidência de complicações. desconfortável. Indução anestésica feita com fentanil 5 µg/kg,
Justificativa e objetivo: A mortalidade cirúrgica dos pacientes cisatracúrio 0,2 mg/kg e manutenção com sevoflurano 2,5%. Pa-
submetidos à gastrectomia é elevada pelas comorbidades, pelo ciente evoluiu no intraoperatório com dificuldade para ventilar,
estadiamento da doença e pela idade do paciente. Baseado em hipercapnia, FC: 130 bpm, Sat: 99% com FiO2: 100%, normotérmi-
estudos de aprimoramento perioperatório, implantamos um co, normotenso, levado à UTIN estável compensado com adrenali-
protocolo de condutas para reduzir a mortalidade e o tempo de na em infusão contínua.
internação. Discussão: Na hérnia diafragmática congênita, a cirurgia deve ser
Método: Estudo caso controle quase randomizado, grupo controle, procedida após correção da acidose, hipóxia e hipotermia, por
para os pacientes manejados de forma padrão de 2013 a 2015, com esses motivos se faz necessária a feitura de IOT ao nascimento.
94 pacientes; e grupo protocolo, em 2015 e 2016, com 38 pacien- Durante IOT, não deve ser feita ventilação com máscara, pelo ris-
tes. A técnica anestésica foi anestesia geral combinada a peridural co de aeração das vísceras, que torna mais difícil a ventilação
lombar contínua. As metas eram: variação da pressão de pulso (VPP) do pulmão normal. Após a IOT, a ventilação mecânica invasiva
menor do que 13 e diferença arteriovenosa de CO2 menor do que 6 (VMI) deve ser feita com baixas pressões. Na VMI, ventilação e
mmHg (GAP CO2). Se parâmetros alterados, usava-se bolus de ringer expansão pulmonar são prioridades, porém deve-se evitar baro-
lactato para VPP maior do que 13 e GAP CO2 maior do que 6 mmHg. trauma. No intraoperatório, evitar fatores que aumentem a resis-
Após normalização da VPP, caso GAP CO2 maior do que 6, introduzia- tência vascular pulmonar, como acidose, hipotermia, hipoxemia
se dobutamina. e hipercarbia. Deve-se atentar para a necessidade de redução do
Resultado: O tempo de internação em UTI no grupo protocolo foi tônus simpático, com altas doses de opioides. Anestésicos voláteis
de quatro dias, comparado com cinco dias no grupo padrão. Esses halogenados podem causar hipotensão. No paciente em questão,
dados tiveram significância estatística, com valor de p bicaudal = gasometrias seriadas foram colhidas na tentativa de ajustar a VM,
0,0245. A diminuição de dias de enfermaria (p bicaudal = 0,4116), manteve pressões de via aérea 20 mmHg, FR 60 irpm, FiO2: 100%.
três dias de internação no grupo protocolo e quatro no grupo pa- Ao fim do procedimento, o RN manteve-se estável, compensado
drão. Óbitos do grupo protocolo (3/38) com média menor compa- com adrenalina em infusão contínua para manter FC > 100 bpm
rados com os do grupo controle (17/94), com p bicaudal = 0,2974. após necessidade de repetidas doses em bolus da droga. Levado à
Conclusão: O manejo de fluidos tem grande importância; a restri- UTIN evoluiu a óbito 12h depois, após PCR com ritmo de assistolia,
ção de volume compromete a perfusão de órgãos vitais e as anasto- com causa não identificada.
moses cirúrgicas, porém sua sobrecarga pode levar a edema pulmo- Referências:
nar, instalação de síndrome da angústia respiratória aguda, edema 1. Cumino DO, Valinetti EA, Nomura S. Malformação congênita em
de anastomoses e fístulas. Nosso estudo demonstrou diminuição pediatria. In: Duarte NMC, Bagatini A, Anzotegui LC. Curso de
significativa de dias de internação em unidade de terapia intensiva educação a distância em anestesiologia. São Paulo: Segmento
no grupo com cuidado perioperatório guiado por metas, o que pode Farma; 2005;93-113.
indicar uma menor incidência de complicações clínicas nos pacien- 2. Joshi S, George A. Anesthetic management of a case of congeni-
tes aprimorados. Redução essa que também favorece a diminuição tal diaphragmatic hernia; delayed diagnosis. Med J DY Patil Univ.
de custos hospitalares. 2013;6:281-3.
S26 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

TLO915 ANESTESIA PARA HERNIOPLASTIA INGUINAL – Introdução: A cirurgia citorredutora (CC) com quimioterapia intra-
FOCO NA FARMACOECONOMIA peritoneal hipertérmica (QIPH) tornou-se uma opção terapêutica
para pacientes com carcinomatose peritoneal. A CC aborda a pato-
Cristiane Nunes Mattei, Joana Zulian Fiorentin,
logia macroscópica, e a QIPH, a microscópica.
Roberto Henrique Benedetti, Anna Paula Facco Mattiazzi*
Descrição de série: Entre 2014 e 2017, 10 pacientes foram subme-
Hospital Florianópolis, Florianópolis, SC, Brasil tidos a 11 procedimentos, oito do sexo feminino, média de 55 anos
(41-66), classificados em ASA II (36%), III (54%) e IV (9%). Em 91% o
Justificativa e objetivo: A hernioplastia inguinal é um procedi-
tumor primário era gastrointestinal, e em 9%, ovariano. O tempo de
mento de baixa complexidade que faz parte da rotina dos aneste-
anestesia foi de 630 minutos (390-960). A temperatura mínima atin-
siologistas. Avaliar a eficácia da analgesia empregada, as reações
gida foi de 33,39ºC (31,9-34,6ºC) e o pico hipertérmico de 37,63ºC
adversas (RA) e o custo relacionado é relevante ao predizer qual a
(36,5-39,7ºC). Grandes deslocamentos de fluidos ocorreram com infu-
técnica mais adequada para cada situação. Neste serviço, a técni-
são total de cristaloides de 9,2 L (5,5-16,5 L) e perda sanguínea de 1 L
ca anestésica de eleição é o bloqueio subaracnóideo, opta-se por
(400 mL a 2,4 L), necessitou de hemotransfusão em 64% e de vaso-
anestesia geral em falha ou contraindicação à raquianestesia. Para
pressor em 100% dos casos. A maioria (72%) terminou a cirurgia com
o controle da dor dispõe-se de analgesia endovenosa, opioide intra-
acidemia (pH médio 7,27) e hiperlactemia (média 3,98 mmol/L).
tecal e bloqueio nos nervos ileoinguinal e ileo-hipogástrico guiados
Foram extubados em sala 64% dos pacientes e 73% apresentaram
por ultrassonografia (BII).
complicações pós-operatórias (54% cirúrgicas, 18% infecciosas, 27%
Método: Estudo observacional, de coorte retrospectiva, com base
hidroeletrolíticas/renais, 27% outras). Permaneceram internados 14
nos registros dos prontuários dos pacientes submetidos à hernioplas-
(7-93) dias em UTI e o tempo total de internação foi de 24 (7-93) dias.
tia inguinal entre março e junho de 2017. Avaliou-se a dor através
Discussão: A CC com QIPH está associada a distúrbios hemodinâ-
da escala visual analógica (EVA). As variáveis quantitativas foram
micos, hidroeletrolíticos, respiratórios e de coagulação. Quando
descritas por médias e testadas por t de Student e Anova e as quali-
ocorre hipertermia na QIPH, se espera aumento da demanda meta-
tativas por frequências, percentuais e testadas pelo qui-quadrado.
bólica com aumento de gás carbônico, acidemia e outros distúrbios
Resultado: A técnica anestésica inicial dos 70 pacientes foi aneste-
hidroeletrolíticos, que podem exigir correção. Como foi identificado
sia geral, peridural e raquianestesia em 15,7%, 1,4% e 82,9%, res-
nesta série, a maioria dos pacientes apresentou acidemia e hiper-
pectivamente. O grupo raquianestesia apresentou falha de bloqueio
lactemia no fim do procedimento. Na QIPH com abdome fechado, o
em 8,6%, necessitou de anestesia geral. Dentre os 53 pacientes res-
aumento da pressão intra-abdominal leva a um aumento da pressão
tantes, 15,1% receberam raquianestesia sem adjuvantes, em 62,3%
associaram-se morfina intratecal (0,04-0,08 mg), 9,4% sufentanil de vias aéreas e redução da capacidade residual funcional, afeta a
intratecal (2,5-5 mcg), 3,8% sufentanil intratecal e BII e 9,4% ra- oxigenação e o débito cardíaco; torna-se necessário manter esta-
quianestesia e BII. Houve predomínio do sexo masculino (88,7%), bilidade hemodinâmica e controle da hidratação na CC, através da
ASA 2 (64,2%), com média de 53,6 anos e 71,8 kg. A dor (EVA) na uso de vasopressores e uso criterioso de cristaloides. Não existem
primeira hora variou entre 0 e 5 (média = 0,5) e em 12 a 24 horas critérios definidos para extubação, mas foi possível identificar que
entre 0 e 6 (média = 0,8). Ocorreram reações adversas em 22% dos a maioria dos pacientes foi extubada em sala. Devido às limitações
pacientes, com predomínio de prurido (11,3%), retenção urinária deste estudo retrospectivo, não foi possível obter alguns dados per-
(7,5%) e náuseas/vômitos (5,7%). Ao comparar os grupos quanto à tinentes, como os referentes à coagulopatia, distúrbio frequente-
dor, medicamentos adjuvantes e RA, não houve diferença estatisti- mente descrito na literatura. Com os dados obtidos neste estudo, é
camente significativa. possível identificar fatores a serem estudados de forma prospectiva,
Conclusão: Estudos feitos em outros países priorizam a anestesia ge- para melhor definir condutas.
ral como técnica anestésica de escolha. Ao observar que diferentes Referências:
técnicas não apresentaram superioridade entre si, direciona-se o foco 1. Kajdi ME, Beck-Schimmer B, Held U, Kofmehl R, Lehmann K, Gan-
para a farmacoeconomia. Dessa forma, buscaram-se os custos extras ter MT. Anaesthesia in patients undergoing cytoreductive surgery
aproximados de cada técnica: anestesia geral (R$ 121,53), peridural with hyperthermic intraperitoneal chemotherapy: retrospective
(R$ 37,57), raquianestesia sem adjuvantes (R$ 50,95), com morfina analysis of a single centre three-year experience. World J Surg
(R$ 58,04), sufentanil (R$ 59,10) ou associada ao BII (R$ 138,70). Oncol. 2014;12:136.
Referências: 2. Thong SY, Chia CS, Ng O, et al. A review of 111 anaesthetic pa-
1. Fusco P, Cofini V, Petrutti E, et al. Unilateral paravertebral blo- tients undergoing cytoreductive surgery and hyperthermic intra-
ck compared with subarachnoid anesthesia for the management peritoneal chemotherapy. Singapore Med J. 2017;58:488-96.
of post operative pain syndrome after inguinal herniorrhaphy: a
randomized controlled clinical trial. Pain. 2016;157:1105-13.
2. Okur O, Tekgul ZT, Erkan N. Comparison of efficacy of transver- TLO173 ANESTESIA PARA QUIMIOTERAPIA
sus abdominis plane block and iliohypogastric/ilioinguinal nerve INTRAPERITONEAL HIPERTÉRMICA – RELATO DE CASO
block for postoperative pain management in patients undergoing Camilla Oliveira Lima, Thiago de Oliveira Costa, Ana Lígia Teles,
inguinal herniorrhaphy with spinal anesthesia: a prospective ran- Mário Pereira Coutinho Júnior*, Bruno José Aliano Costa,
domized controlled open-label study. J Anesth. 2017;31:678-85.
Tânia Cursino de Menezes Couceiro
Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP),
TLO339 ANESTESIA PARA PACIENTES SUBMETIDOS Recife, PE, Brasil
A CIRURGIA CITORREDUTORA COM QUIMIOTERAPIA Introdução: A quimioterapia hipertérmica intraperitoneal (Hipec)
INTRAPERITONEAL HIPERTÉRMICA: UMA ANÁLISE é uma opção de tratamento para pacientes com carcinomatose
RETROSPECTIVA DE UMA SÉRIE DE CASOS peritoneal. É uma abordagem eficiente e de caráter curativo.
Ana Paula Santos Souza, As alterações do equilíbrio hidroeletrolítico e cardiovasculares
Sara Marina Gabirro da Silva Teixeira do Amaral*, decorrentes da Hipec são acentuadas, tornam-se um grande desafio
anestésico. O emprego de protocolos tem demonstrado eficiência
Cristina Bertol Barbosa, Jamile Liara Pedroni, Maurício Ceccon,
em diminuir essas alterações.
Jorge Hamilton Soares Garcia
Relato de caso: Mulher, 61 anos, 66 kg, ASA 2, portadora de tumor
Hospital Governador Celso Ramos, Florianópolis, SC, Brasil pélvico ovariano submetida a histerectomia total ampliada, retos-
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S27

sigmoidectomia, colecistectomia, apendicectomia, linfadenectomia Foi submetida a duodenopancreatectomia sob anestesia peridural
retroperitoneal, omentectomia associados à Hipec. Na SO medica- (bupivacaína 0,25% 20 mL, morfina 2 mg e fentanil 100 mcg) e anes-
da com midazolam 4 mg EV e posicionamento em colchão térmico, tesia geral balanceada. Foram infundidos cristaloides a uma taxa
com pernas abertas e semifletidas. Monitorada com cardioscopia, de 7 mL/kg/h, com diurese de 1,2 mL/kg/h. Até o momento da res-
oximetria de pulso, sondagem vesical, capnografia, temperatura secção da peça cirúrgica, a paciente foi mantida com reposição de
nasofaríngea, analisador de gases, PVC e PAM. Submetida a aneste- glicose IV a 0,15 g/kg/h. Monitoração da glicemia capilar: 117 mg%
sia geral associada à peridural torácica contínua (T9-10) com ropi- (pré-operatória); 48, 130, 127, 107, 110, 126, 136, 152 mg% antes
vacaína 54 mg, morfina 2 mg e manutenção com ropivacaína 0,2% da ressecção e manteve soroterapia com glicose; 192, 214, 238, 104
3 mL/h. Indução com fentanil (150 µg), propofol (110 mg), rocurônio e 83 mg% após ressecção e sem reposição de glicose, foi necessária
(40 mg); cetamina (15 mg). Intubação sob visão direta com tubo 7,5 insulinoterapia a 4 U/h; 83 mg% (pós-operatória), ainda na sala ci-
com cuff. VCM (VC = 400 mLFR = 12-14 irm e PEEP = 5). Manutenção rúrgica. O potássio sérico também foi mensurado, manteve-se em
com sevoflurano 0,6-1%. A hidratação foi mantida com cristaloide valores normais durante o procedimento. Ambos os pacientes foram
12 mL/kg/h e administrado profilaticamente sulfato de magnésio levados ao CTI.
1 g/h e feita correção da hipocalcemia. Após fechamento da ca- Discussão: O principal desafio nesses casos é o intensivo manejo gli-
vidade, feita perfusão com solução eletrolítica com glicose 1,5% cêmico perioperatório, além do controle da calemia. O tratamento
aquecida. Quando a cavidade abdominal atingiu 42ºC foi instalado pré-operatório pode ser feito com diazóxido, um benzotiadiazídi-
o quimioterápico, cisplatina, na dose de 75 mg/m², que permane- co cujo efeito hiperglicemiante é atribuído à inibição da secreção
ceu em circulação por 30 minutos. Nesse momento, detectaram-se de insulina; outros medicamentos seriam verapamil, fenitoína ou
taquiardia e aumento da fração expirada de CO2 e da glicemia. Hou- octreotide. Nos casos relatados, obteve-se controle glicêmico ade-
ve hipotensão arterial, que respondeu com a expansão volêmica e quado durante o ato anestésico, evitou-se, principalmente, hipogli-
uso de drogas (noradrenalina 2-5 µg/kg/min e dobutamina 3 µg/kg/ cemia grave.
min). O tempo anestésico-cirúrgico foi de 11 horas e 30 minutos. Ao Referências:
término do procedimento, a paciente estava hemodinamicamente 1. Service FJ. Insulinoma. Disponível em http://www.uptodate.
estável, quando foi extubada e transportada para UTI. com/contents/insulinoma. Acessado em 24/01/2016.
Discussão: A Hipec é eficaz, pois a infusão do quimioterápico é feita 2. Jensen, RT. Endocrine tumors of the gastrointestinal tract and
no local dos tumores. No entanto, a hipertermia aumenta a ati- pancreas. In: Longo DL, Kasper DL, Jameson JL, et al. Harrison’s
vidade celular e metabólica das células e resulta em aumento da principles of internal medicine. 18th ed. New York: McGraw-Hill;
frequência cardíaca, da fração expirada de CO2 e do lactato, o que 1991;3066-7.
pode ser observado neste caso. A hiperglicemia foi controlada com
insulina regular (12 UI). A cisplatina causa cardiotoxicidade dire-
ta e espolia magnésio, leva a aumento de intervalo QT e possíveis TLO210 ANESTESIA PARA TRATAMENTO CIRÚRGICO DE
arritmias, justifica a reposição profilática desse íon feita antes da TUMOR NEUROENDÓCRINO PRODUTOR DE POLIPEPTÍDEO
instalação da Hipec. Foram observadas diminuição na pressão veno- INTESTINAL VASOATIVO – RELATO DE CASO
sa central decorrente da redução do retorno venoso e hipotensão
Alene Cunha do Nascimento*, Cátia Sousa Govêia,
arterial, que responderam com a instituição de drogas vasoativas.
A anestesia combinada proporcionou estabilidade hemodinâmica e Felícia Benevides Praxedes, Rodolfo Carvalho Soeiro Machado,
extubação precoce, adequado manejo da dor e menor requerimento Victor Guilherme Bittar Souto, Gabriel Magalhães Nunes Guimarães
de fluidos. Centro de Anestesiologia da Universidade de Brasília (UnB),
Brasília, DF, Brasil
Introdução: Vipoma é tumor neuroendócrino produtor de polipeptí-
TLP620 ANESTESIA PARA RESSECÇÃO DE NÓDULO
deo intestinal vasoativo (PIV) que se manifesta clinicamente por diar-
SUSPEITO DE INSULINOMA: RELATO DE DOIS CASOS
reia e distúrbios hidroeletrolíticos como hipocalemia e acloridria. É
Raphael Rabelo de Mello Penholati, Vitor Michelstaedter Brochado, tumor raro com tratamento que prioriza equilíbrio hidroeletrolítico e
Daniel Werneck Rocha Pessoa, Vinícius Caldeira Quintão, ressecção cirúrgica, porém existem poucas publicações com orienta-
Núbia Campos Faria Isoni, Raquel Augusta Monteiro de Castro* ção para condução do manejo anestésico nesses pacientes.
Relato de caso: Homem, 50 anos, com história de diarreia e hipoca-
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG,
lemia crônicas, diagnosticado por exames séricos e de imagem com
Brasil
vipoma pancreático que acometia o baço e com implantes hepáti-
Introdução: Insulinomas são tumores endócrinos do pâncreas que cos. Na admissão apresentava apenas hipocalemia refratária (2,93
secretam insulina. São característicos os sintomas neuroglipênicos mEq/L) e demais exames de imagem confirmaram o diagnóstico.
(confusão mental, cefaleia, desorientação, alterações visuais, com- Proposta cirúrgica de pancreatectomia corpo-caudal, esplenec-
portamento anormal e coma) e adrenérgicos (diaforese, tremores tomia e ressecção de metástase hepática. Optou-se por anestesia
e palpitações), além de níveis plasmáticos elevados de insulina, de combinada com bloqueio peridural analgésico com ropivacaína, su-
pró-insulina e de peptídeo C. fentanil e morfina e anestesia geral induzida com fentanil, propofol
Relato de caso: Paciente 1: A.A.C.A., 46 anos, masculino, hipoti- e rocurônio, manutenção com sevoflurano, remifentanil e peridural
reóideo controlado, ASA II. Foi submetido a nodulectomia pancreá- intermitente. Logo após indução, foram canuladas a artéria radial
tica sob anestesia subaracnóidea (bupivacaína pesada 12,5 mg e esquerda e a veia jugular interna direita. No procedimento, que
morfina 100 mcg) e anestesia geral balanceada. Foram infundidos durou sete horas, o paciente recebeu 5 mL/kg/h de ringer lactato
cristaloides a uma taxa de 5 mL/kg/h, com diurese de 0,8 mL/kg/h. como hidratação. Gasometrias foram feitas a cada hora. A glicemia
Até o momento da ressecção dos nódulos, o paciente foi mantido foi monitorada por meio das gasometrias. O paciente permaneceu
com reposição de glicose IV a 0,15 g/kg/h. Houve também monito- estável durante todo o procedimento. No fim da cirurgia, foi inten-
ração da glicemia capilar perioperatória: 66 mg% (pré-operatória); sificada a analgesia e feita reversão do bloqueio neuromuscular com
70, 111 e 112 mg% antes da ressecção dos nódulos e manteve-se atropina e neostigmina. Paciente foi levado para unidade de terapia
soroterapia com glicose; 139 mg% após nodulectomia e sem reposi- intensiva estável hemodinamicamente, acordado, extubado e sem
ção de glicose; 121 mg% (pós-operatória), ainda na sala cirúrgica. queixas. Foi posteriormente levado para enfermaria e para seu do-
Paciente 2: R.F.O.D., 31 anos, feminino, sem comorbidades, ASA II. micílio sem intercorrências.
S28 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Discussão: O vipoma ocorre devido ao aumento sérico do PIV, pro- devemos suspeitar, prevenir a broncoaspiração através de técnicas
duzido pelas células delta2 pancreáticas, o qual também é encon- apropriadas. Neste paciente, não foi preparada a indução anesté-
trado no sistema nervoso, considerado neurotransmissor. Os efeitos sica para a situação de estômago cheio, mas acreditamos com esta
desse peptídeo estão relacionados a estímulo sobre a musculatura experiência que a neoplasia gástrica também deva entrar na lista de
do TGI, aumento das secreções pancreáticas e intestinais e inibição pacientes propensos à regurgitação, dadas as condições secretivas
da secreção ácida gástrica, vasodilatação, aumento da glicogenó- do tumor e a perda de sangue para a cavidade gástrica.
lise e hipercalcemia. Esse tumor pode estar associado à neoplasia Referências:
endócrina múltipla tipo I e pode se originar nos gânglios do sistema 1. Mendelson CL. The aspiration of stomach contents into the lungs
nervoso simpático. O tratamento baseia-se no controle clínico e na during obstetric anesthesia. Am J Obstet Gynecol. 1946;52:191-
ressecção cirúrgica. O manejo anestésico deve basear-se no aprimo- 205.
ramento da hidratação e em evitar fármacos simpaticomiméticos. A 2. Marik PE. Aspiration pneumonits and aspiration pneumonia. N
monitoração deve ser mais invasiva quando se desconfia que tenha England J Med. 2001;344:665-71.
componente neurogênico. Existe controvérsia em quando e como
começar o tratamento com octeotrídeo.
Referências: TLO942 DOR PÓS-OPERATÓRIA EM APENDICECTOMIAS:
1. Apodaca-Torrez FR, Triviño M, Lobo EJ, et al. Vipoma extrapan- ANESTESIA GERAL BALANCEADA VERSUS RAQUIANESTESIA
creático. ABCD, Arq Bras Cir Dig. 2014;27:222-3.
Roberto Henrique Benedetti, Joana Zulian Fiorentin,
2. Jones I, Berrill A. Anesthesia for pancreatic surgery. Gastrointes-
tinal Colorectal Anesthesia. 2016:231. Vinicius Heurich*, Dany William Taguchi, Natália Tozzi Marques,
Thiago Mamôru Sakae
Hospital Florianópolis, Florianópolis, SC, Brasil
TLP547 BRONCOASPIRAÇÃO EM PACIENTE COM
Introdução e Justificativa: A apendicite aguda é a principal causa
NEOPLASIA GÁSTRICA SUBMETIDO A TRATAMENTO
de urgência abdominal cirúrgica, acomete aproximadamente 7% da
CIRÚRGICO população mundial. Assim, a escolha anestésica pode influenciar no
Gabriella Gadelha Sarmento*, Mariana Dacaro, desfecho pós-operatório, pode variar de acordo com a evolução da
Ana Carolina Zandona Spinardi, Juliano Antonio Aragão Bozza, doença, o perfil do paciente e a preferência da equipe médica.
Luis Antônio Borges Objetivo: Avaliar a intensidade da dor pós-operatória nos pacientes
submetidos à apendicectomia sob raquianestesia com uso de morfi-
Hospital Vera Cruz, Campinas, SP, Brasil na intratecal (RMI) e anestesia geral balanceada (AGB) e descrever
Introdução: A broncoaspiração é uma complicação muito temida em as principais reações adversas encontradas.
todo o período perioperatório, pois aumenta significativamente as Método: Fez-se um estudo observacional, de coorte retrospectiva,
taxas de morbimortalidade. A aspiração do conteúdo gástrico cau- entre março e junho de 2017. Avaliou-se a dor através da Escala Vi-
sa uma pneumonia química com repercussão clínica relacionada à sual Analógica (EVA). As variáveis quantitativas foram descritas por
quantidade e à acidez do conteúdo aspirado. O tempo de jejum pré médias e testadas pelos testes t de Student e Anova e as qualitativas
-operatório colabora muito com a prevenção desses eventos, mas por frequências, percentuais e testadas pelo teste qui-quadrado.
em algumas situações pode não ser suficiente. Resultado: Dentre os 43 pacientes avaliados, predominou o sexo
Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 77 anos, 67 kg, ASA feminino (55,8%), ASA I (67,4%) e II (30%), com média de 32,7 anos.
II por diabetes II, apresentava neoplasia gástrica que cursava com Com relação à técnica anestésica, 11 pacientes (25,6%) foram sub-
anemia no pré-operatório com Hb 8,7 corrigida para Hb 11,5 com metidos à RMI – com dose de morfina entre 0,06-0,1 mg – e 32 pa-
duas unidades de concentrado de hemáceas. A proposta cirúrgica foi cientes (74,4%) à AGB. Ocorreu falha de bloqueio em dois pacientes
de gastrectomia videolaparoscópica, com duração de duas horas sob (4,6%), com sucesso após nova punção. A avaliação da dor na primei-
anestesia venosa total alvocontrolada. Com um jejum pré-operató- ra hora do pós-operatório resultou em EVA 1,63 (DP 3,29) e 2,07 (DP
rio de 10 horas, a anestesia geral foi induzida com a infusão de pro- 2,85), nos grupos citados, respectivamente. Já entre 12 e 24 horas,
pofol até o alvo desejado, bolus de sufentanila 30 mcg, rocurônio a EVA foi de 2,36 (DP 2,77) no grupo RMI e 1,05 (DP 2,31) no grupo
35 mg e, posteriormente, infusão do remifentanila na dose de 0,05 AGB, sem diferença estatisticamente significativa em ambos os mo-
a 0,1 mcg/kg/min. Imediatamente após a indução, houve regurgita- mentos de avaliação. Ao avaliar a prescrição perioperatória, admi-
ção de conteúdo gástrico, aparentemente em pequena quantidade. nistraram-se dipirona (63,6 vs. 93,8%), tenoxicam (72 vs. 65,6%) e
Prontamente, do tubo orotraqueal foi aspirada uma quantidade de dexametasona (100 vs. 100%) aos pacientes submetidos à RMI e AGB,
15 mL de líquido escuro. Os parâmetros da monitoração, que antes respectivamente. Já na prescrição pós-operatória, administraram-
da indução apresentavam uma oximetria de pulso de 99%, caíram se dipirona (100 vs. 90,6%), paracetamol (63,6 vs. 68,7%), tenoxicam
para 91% e a ausculta pulmonar apresentou roncos difusos bilateral- (91 vs. 72%), codeína (27 vs. 40,6%) e tramadol de resgate (45 vs.
mente. A gasometria arterial inicial verificada em sala (i-stat Abbott) 18,7%). Ocorreram reações adversas (RA) em 36,4% dos pacientes
teve como resultado um pH 7,37, pCO2 42 mmHg, pO2 66 mmHg, submetidos à RMI e em 21,9% à AGB, corresponderam à retenção
HCO3 24,8, sO2 92% e Lac 1,11. Foi feita lavagem brônquica com urinária (28,6% vs. 21,9%), náuseas e vômitos (9% vs. 9,45%) e
30 mL de soro fisiológico 0,9%, antibioticoterapia, aumento da PEEP prurido (18,2% e vs. 3,1%), respectivamente. A comparação das duas
para 8 mmHg e FiO2 60%. No fim da cirurgia, a gasometria arterial técnicas não demonstrou significância estatística em qualquer das
apresentou resultados de pH 7,31, pCO2 49 mmHg, pO2 105 mmHg, variáveis analisadas.
HCO3 24,1, sO2 97% e Lac 1,39. Optou-se por transferir o paciente Conclusão: Esta análise não demonstrou significância estatística ao
em ventilação mecânica para a UTI e aguardar um período mínimo comparar raquianestesia com opioides intratecal e anestesia geral
de 24 a 48 horas para avaliar a evolução pulmonar do quadro. Em balanceada em apendicectomias. Contudo, mais estudos devem ser
36 horas de UTI, o paciente apresentou parâmetros normais da ga- feitos para avaliar a relação de dor pós-operatória e a ocorrência
sometria arterial, evoluiu para o desmame do ventilador e teve alta de reações adversas.
da UTI no terceiro dia de pós-operatório. Referências:
Discussão: A regurgitação do conteúdo gástrico na indução anes- 1. Lima AP, Vieira FJ, Prado FG, et al. Clinical-epidemiological pro-
tésica é um evento de maior incidência em gestantes, pacientes file of acute appendicitis: retrospective analysis of 638 cases.
com curto tempo de jejum, no abdome agudo, situações essas que Rev Col Bras Cir. 2016;43:248-53.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S29

2. Keogh P, Keogh T, Anker R. Rapid sequence induction in patients rizante (succinilcolina). O feocromocitoma é um tumor, originário
with acute appendicitis: is it always justified? Br J Hosp Med. das células cromafins do eixo simpático adrenomedular, produtor
2016;77:546. de catecolaminas. O feocromocitoma e a HM podem se apresentar
como estado hipermetabólico durante a anestesia e pode ser muito
difícil distinguir as duas comorbidades. Tanto a HM quanto o feocro-
TLP507 EDEMA AGUDO PULMONAR POR PRESSÃO mocitoma podem se apresentar no intraoperatório com hipertensão
NEGATIVA APÓS EXTUBAÇÃO DE CIRURGIA DE arterial, taquiarritmias e instabilidade hemodinâmica, pode levar
COLECISTECTOMIA ao infarto agudo do miocárdio, edema agudo pulmonar, acidente
vascular encefálico e óbito.
Luciane Bonella*, Otávio Vilela de Figueiredo, Licia Martins Lima, Relato de caso: Paciente, 56 anos, portador de hipertensão arterial
Karina Merlotti Mayor, Lourenza Giovani Fonseca, crônica, submetido à anestesia geral balanceada junto a bloqueio
Luis Antônio Borges peridural para feitura de laparotomia exploradora de tumor retro-
Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, Campinas, SP, Brasil peritoneal. Desenvolveu no intraoperatório hipertensão, taquicar-
dia, elevação do ETCO2, fato que levantou a hipótese diagnóstica de
Introdução: O edema agudo de pulmão por pressão negativa (EPPN) feocromocitoma. Então, tomou-se a decisão de suspender a cirurgia
decorre de episódios de obstrução aguda de vias aéreas, é poten- para fazer melhor preparo do paciente. Contudo, ao término do
cialmente fatal quando não reconhecido ou mal diagnosticado. Tem procedimento e em avaliação continuada do quadro clínico do pa-
sido definido como edema não cardiogênico, com transudação de ciente, percebeu-se que após a cessação da manipulação do tumor
líquido para o alvéolo, por aumento da pressão negativa intratoráci- retroperitoneal e da certificação do plano anestésico o paciente não
ca, causado pela obstrução das vias aéreas superiores. obteve melhoria clínica; pelo contrário, evidenciou-se rigidez mus-
Relato de caso: Paciente de 57 anos, sexo feminino, ex-obesa, cular e acidose respiratória, quando então se suspeitou de HM. De
estado físico ASA II por hipotireoidismo e asma brônquica, ambos imediato, instituímos o protocolo de HM; nesse caso, o paciente em
controlados. Foi submetida a anestesia geral balanceada, induzi- questão preenchia critérios clínicos e laboratoriais que indicavam
da com fentanil 250 mcg, rocurônio 40 mg e propofol 100 mg e que o diagnóstico de HM era bastante provável, de acordo com a
mantida com sevoflurano com um fluxo adicional de gases de 2 L, escala de graduação padronizada. Por isso, foi administrado dantro-
para feitura de cirurgia de colecistectomia via aberta. Além disso, lene, imediatamente após a avaliação desses critérios, obteve-se
foram administrados previamente 2 mg de midazolam, 100 mg de melhoria imediata dos parâmetros ventilatórios, hemodinâmicos e
hidrocortisona e lidocaína 1% 70 mg. Paciente com PA: 120 × 80, laboratoriais, fato que adicionou mais um critério ao diagnóstico
FC: 90, SatO2: 97%. O procedimento teve duração de uma hora e 45 de HM.
minutos, sem intercorrências. No término do procedimento, proce- Discussão: O dantrolene é o tratamento específico de HM, visto que
deu-se à descurarização com 1 g de atropina e 2 g de neostigmina, a doença pode ser fatal, se não tratada de imediato, esse fárma-
quando o paciente iniciou com ventilação espontânea e fizemos a co deve ser administrado assim que houver suspeita de HM. Exis-
extubação. Após a extubação, apresentou dificuldade respiratória tem poucos casos, na literatura, de relato de feocromocitoma e
com esforços inspiratórios repetitivos e cianose, foi ventilada com hipertermia maligna que se manifestam de maneira simultânea em
pressão positiva e feita intubação orotraqueal, sem intercorrências. anestesiologia. Nesse caso, pode-se ter o diagnóstico duplo, objeti-
Nesse momento, apresentou PA: 200 × 140 e FC de 52 com secreção va-se, portanto, um alerta aos anestesiologistas para a necessidade
serossanguinolenta pelo tubo. Ausculta pulmonar com estertoração de diagnóstico diferencial ou concomitante e principalmente o tra-
difusa. Feitas medidas para edema agudo de pulmão, solicitados tamento precoce.
exames e a paciente foi levada para UTI. Eletrocardiograma e eco- Referências:
cardiografia normais, aumento da troponina I isoladamente, demais 1. Faiçal S, Shiota D. Feocromocitoma: atualização diagnóstica e
enzimas normais. Seguimento cardiológico normal. Paciente apre- terapêutica. Rev Assoc Med Bras. 1997;43:237-44.
sentou boa evolução, teve alta da UTI em dois dias e hospitalar no 2. Gomez RS, Silva YP, Peluso CP. Anestesia para cirurgia ortopédica
quarto dia assintomática. em criança com suscetibilidade à hipertermia maligna. Relato de
Discussão: O edema agudo de pulmão associado à obstrução da via Caso. Rev Bras Anestesiol. 2003;53:52-7.
aérea superior é uma condição clínica que pode agravar procedi-
mento cirúrgicos de baixa morbidade. O tratamento deve ser feito o
mais precocemente possível, pois a resolução é rápida e na maioria TLO039 HEPATECTOMIA SEM HEMOTRANSFUSÃO EM
das vezes não deixa sequelas. PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ
Referências:
Deilana Azevedo Barbosa*, Marcelo Henrique Gomes Nunes,
1. Lang AS, Duncan PG, Shephard DA, et al. Pulmonary edema asso-
ciated with airway obstruction. Can J Anesth. 1990;37:116-20. Daniel de Carli, José Fernando Amaral Meletti,
2. Westreich R, Sampson I, Shaari C, et al. Negative-pressure pul- Alexandre Cabaritti Teixeira Mendes, Tiago Silva e Silva
monary edema after routine septorhinoplasty. Arch Facial Plast Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Jundiaí, SP, Brasil
Surg. 2006;8:8-15.
Introdução: O hepatocarcinoma é uma neoplasia de alta prevalên-
cia mundial. A hepatectomia é um dos tratamentos preconizados,
TLO066 FEOCROMOCITOMA E HIPERTERMIA MALIGNA: com chance de cura para o tumor. Trata-se de uma cirurgia de gran-
de porte, com risco de volumosa perda sanguínea e necessidade de
RELATO DE CASO
hemotransfusão. Por convicções religiosas, as testemunhas de Jeová
Junnyane Gasparine Oliveira Silva, Rafaela Claudino de Freitas, (TJ) recusam-se a receber hemoderivados, e o emprego de opções à
Thais Silveira Rezende Daniel*, Edvaldo Casoti Júnior, hemotransfusão é obrigatório nessa população.
Heitor Cunha Lima, Octacílio Prata Calixto Relato de caso: Paciente masculino, 44 anos, TJ, diabético e hiper-
tenso controlados, candidato à ressecção hepática do segmento VIII
Hospital e Maternidade São José, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
devido à hepatocarcinoma. Em avaliação pré-anestésica, relatou a
Introdução: A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome genéti- preferência por não receber transfusão de hemocomponentes. Fo-
ca, caracterizada por uma resposta hipermetabólica à exposição a ram prescritas três doses subcutâneas de 4.000 U de eritropoetina
anestésicos voláteis halogenados e ao relaxante muscular despola- recombinante em uma semana e houve aumento da hemoglobina de
S30 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

12,6 g/dL para 14,2 g/dL. Para a cirurgia, o paciente foi submetido comportamento. A dosagem de glicemia em jejum pode ser o prin-
a anestesia geral e peridural. Usou-se a técnica de hemodiluição cipal método de laboratório na investigação desses doentes, mostra
normovolêmica aguda, com coleta de 1.500 mL de sangue do pa- níveis iguais ou inferiores a 50 mg/dL. No manejo pré-operatório,
ciente, seguida pela administração de 3.500 mL de solução de Rin- o paciente deve ser admitido um dia antes da cirurgia programada.
ger Lactato e 500 mL de hidroxietilamido 6% para hemodiluição. O No período de jejum, pode ser iniciada a infusão intravenosa de 10%
sangue foi mantido em solução de continuidade com o paciente e de dextrose. O monitoramento frequente da glicose é importante
reinfundido no fim da cirurgia. A técnica de recuperação do sangue para prevenir níveis de glicose plasmáticos abaixo de 40-50 mg/
perdido (RSP) também foi empregada. Entretanto, apesar dos 1.000 dL. A técnica anestésica deve incluir medicamentos que diminuam
mL coletados no fim do procedimento, o sangue perdido não foi a taxa metabólica cerebral para oxigênio, como o propofol. Além
reinfundido, devido à manutenção da estabilidade hemodinâmica e disso, o propofol não tem efeito sobre a liberação de insulina e
pelo potencial risco de disseminação tumoral. Ao longo do procedi- regulação da glicose. A combinação de anestesia geral com propofol
mento cirúrgico não houve necessidade de hemotransfusão homólo- e bloqueio peridural é uma escolha útil de anestesia para remoção
ga nem uso de fármacos vasoativos. Houve coleta seriada de exames de insulinoma. O objetivo principal do manejo anestésico é preve-
laboratoriais, e o paciente apresentou hemoglobina final de 13,9 g/ nir hipoglicemia até ressecção tumoral e controle de hiperglicemia
dL e hematócrito de 35,1%, com contagem plaquetária de 156.000, de rebote logo após a ressecção. No intraoperatório pode ser feita
INR 1,06 e TTPa de 34 segundos. infusão de 10% de glicose e a monitoração a cada 30 minutos dos
Discussão: Devido à possibilidade de volumosa perda sanguínea de- níveis de glicose no sangue para manter a glicemia plasmática entre
corrente da hepatectomia e à recusa à transfusão sanguínea pelos 100-150 mg/dL. Normalmente, no pós-operatório a glicemia retor-
TJ, estratégias opcionais se fazem necessárias. A RSP consiste em na ao nível normal. Isso pode levar alguns dias, e nesse período
um procedimento aceito pelos TJ pela possibilidade de não haver de tempo pode-se optar por infundir glicose juntamente com uma
perda de continuidade do sangue com seu organismo, mas apre- monitoração rigorosa.
senta o risco de reinfusão de células e dispersão tumoral. No caso Referências:
relatado, foi demonstrado que o uso da hemodiluição normovolêmi- 1. Harris S. Hyperinsulinism and dysinsulinism. JAMA. 1924;83:729-3.
ca, associado ao uso de eritropoietina pré-operatória, foi estratégia 2. Goswami J, Somkuwar P, Yogesh Naik Y. Insulinoma and anaesthe-
suficiente e eficaz para evitar a hemotransfusão durante a hepatec- tic implications. Indian J Anaesth. 2012;56:117-22.
tomia, manteve adequados níveis de hemoglobina e hematócrito.
Dessa forma, como desejado pelo paciente, não houve necessidade
de transfusão sanguínea. TLO450 MANEJO INTRAOPERATÓRIO DA FIBRILAÇÃO
Referências: ATRIAL
1. Nakashima AKK, Sakae TM, Nakashima AK, et al. Dever ético e le-
Diogo Moreira Garzedim dos Santos*,
gal do anestesiologista frente ao paciente testemunha de Jeová:
Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso,
protocolo de atendimento. Rev Bras Anest. 2016;66:637-41.
Ricardo Almeida de Azevedo, José Admirço Lima Filho,
2. Goldaracena N, Méndez P, Quiñonez E, et al. Liver transplanta-
tion without perioperative transfusions single-center experience Leonardo Carneiro Marques
showing better early outcome and shorter hospital stay. J Trans- Hospital Geral Roberto Santos, Salvador, BA, Brasil
plant. 2013;64:17-21.
Introdução: A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais fre-
quente na prática clínica, e sua prevalência na população geral foi
estimada entre 0,5 e 1%. Está intimamente associada a fenômenos
TLO423 MANEJO ANESTÉSICO DO INSULINOMA
tromboembólicos. FA com frequência ventricular normal é geral-
Adlla Fernanda Ferreira Machado*, Haward Hideo Uoieno Iosto, mente assintomática e não causa problemas anestésicos maiores.
Maria Letícia Diniz Salvador de Carvalho, Kamila Kattan, Contudo, FA com frequência ventricular elevada pode causar com-
Renata Mattos Mendonça plicações cardiovasculares significativas, inclusive hipotensão arte-
rial, isquemia cardíaca, insuficiência ventricular e edema pulmonar.
Hospital Federal de Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Relato de caso: Paciente feminino de 56 anos, diabética, hiper-
Introdução: Os insulinomas do pâncreas são neoplasias das células tensa e com história de fibrilação atrial, deu entrada na unidade
betas das ilhotas pancreáticas, caracterizados pela produção exces- hospitalar com quadro de dor abdominal intensa e metrorragia. Re-
siva de insulina, geralmente são pequenos, solitários e benignos. feriu uso irregular de hipoglicemiantes orais, anti-hipertensivos e
Manifestam-se por sintomas neurovegetativos e neuroglicopênicos AAS. Tomografia computadorizada de abdome evidenciou distensão
secundários à hipoglicemia. A dificuldade diagnóstica e os sintomas de alças intestinais, sugestivo de abdome agudo obstrutivo. Exames
neuropsiquiátricos dessa doença frequentemente levam a erros no laboratoriais evidenciaram 1.650 leucócitos, com 8% de bastões, Ur:
diagnóstico. 133, Cr: 1,8, sem outras alterações. Foi indicada laparotomia ex-
Relato de caso: A.A.F.S., 46 anos, sexo feminino, sem comorbida- ploratória, optou-se por anestesia geral balanceada. Após monito-
des, com quadro de havia mais de um ano ter iniciado episódios de ração, constatou-se presença de fibrilação atrial com alta resposta
hipoglicemia associados a tremores e cefaleia matinal, submetida a ventricular (FC: 132 bpm) e pressão arterial média de 52 mmHg.
Ecoeda, que evidenciou insulinoma de 9 mm no corpo do pâncreas. Iniciada então infusão contínua de noradrenalina, com ajuste da
Foi submetida à enucleação de insulinoma sob bloqueio peridural e dose até melhoria hemodinâmica. Em seguida, procedeu-se a in-
anestesia geral balanceada, com duração de quatro horas. A indu- dução anestésica e infusão contínua de esmolol, 50 mcg/kg/min, e
ção foi feita com fentanil, propofol, rocurônio e a manutenção foi ajuste da dose até 200 mcg/kg/min, quando se observou redução
com sevoflurano e anestésico local no neuroeixo, antes da indução da FC para cerca de 110 bpm e melhoria parcial da pressão arterial
anestésica o HGT era de 104, foi feita infusão de glicose 10% 250 mL media. Após laparotomia, constatou-se que o caso se tratava de
e durante a cirurgia foram obtidas amostragens a cada 30 minutos isquemia mesentérica.
do HGT, todas sem alterações. Discussão: Diante de um caso de FA crônica, sobretudo sem possibi-
Discussão: Embora seja uma neoplasia rara, o insulinoma constitui o lidade de verificar a presença de trombos atriais, o controle da fre-
mais frequente dos tumores neuroendócrinos do pâncreas. O quadro quência cardíaca é de suma importância, tanto para controle de sin-
clínico caracteriza-se pelos sintomas neuropsiquiátricos; são os mais tomas como para redução da morbidade e mortalidade dos pacientes
frequentes: convulsões, sudorese, alterações da personalidade e do cirúrgicos. Os parâmetros de frequência cardíaca ótima, entretanto,
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S31

permanecem controversos. Evidências atuais afirmam não haver di- Referências:


ferença de desfecho quando se busca um controle de frequência mais 1. Lexmam AM, Tahle PO. Patient state index during sedation with
estrito (˂ 80 bpm no repouso) ou menos estrito (˂ 110 bpm no repou- dexmedetoidine in voluntais health. J Neurosurg Anesthesiol.
so). Bloqueadores de canal de cálcio, digitálicos e alguns antiarrít- 2011;23:424-5.
micos, como amiodarona, são descritos na literatura como opções 2. Purdon PL, Pierce ET, Mukamel EA, et al. Ectroencephalogram
de controle de frequência. Os betabloqueadores, entretanto, são os signatures of loss and recovery of consciousness from propofol. Proc
medicamentos mais comumente usados para esse fim e têm como Natl Acad Sci USA. 2013;110:E1142-51.
ação principal o bloqueio do tônus adrenérgico por meio da inibição
competitiva da ligação catecolaminas-receptores beta. No caso clíni-
co em questão, após o controle da frequência, observou-se melhoria TLP387 PARAGANGLIOMA: A MONTANHA-RUSSA DO
hemodinâmica do paciente, traduzido pela melhoria da pressão ar- ANESTESIOLOGISTA
terial média e menor consumo de noradrenalina no intraoperatório.
Paula Chaves de Campos, Roberto José Valadares,
Referência:
Helena Araujo Damasceno*, Sérgio Renato Araújo Freitas
1. Magalhães LP, Figueiredo MJO, Cintra FD, et al. II Diretrizes Brasilei-
ras de Fibrilação Atrial. Arq Bras Cardiol. 2016;106(4Supl.2):1-22. Hospital Julia Kubitschek, Belo Horizonte, MG, Brasil
Introdução: Paragangliomas são tumores secretores de catecolami-
nas provenientes de células cromafins extra-adrenais localizadas ao
TLP159 OBSERVAÇÃO CLÍNICA DO MONITORAMENTO
longo dos gânglios paravertebrais simpáticos da pelve, do abdome e
CEREBRAL COM ELETROENCEFALOGRAMA E ESCORE do tórax. A apresentação clínica é semelhante à dos feocromocito-
COMPARADO À TÉCNICA CARDIOVASCULAR QUANTO AO mas; a hipertensão é o sintoma mais comum (95%), podendo apre-
GRAU DE DEPRESSÃO CEREBRAL EM PACIENTES COM sentar também a clássica tríade cefaleia, taquicardia e diaforese,
ANESTESIA GERAL além de sintomas cardíacos agudos, como cardiomiopatia, infarto
Regis Borges Aquino*, Daniel de Bem e Canto, Marcos Dias da Silva, do miocárdio ou choque cardiogênico.
Simone Duarte Brose Relato de caso: L.O.R.M., feminino, 49 anos, auxiliar de limpeza,
admitida em sala cirúrgica para ressecção de tumor pélvico sugesti-
Hospital São Lucas (HSL), Pontifícia Universidade Católica do Rio vo de recidiva de paraganglioma perivesical com possível implante
Grande do Sul (PUC-RS), Porto Alegre, RS, Brasil secundário em púbis, sob peridural e anestesia geral. À admissão:
Justificativa e objetivos: Eletroencefalograma Patient State Index PA 150 × 90 mmHg, FC 60 bpm, RCR. Peridural com lidocaína com
(PSI) com medidas da frequência das ondas cerebrais e escore avalia vaso (teste) e morfina; passado cateter. Indução anestésica com mi-
o grau de depressão cerebral em pacientes submetidos à anestesia dazolam, remifentanil, lidocaína, propofol e cisatracúrio. Manuten-
geral e foi comparado com parâmetros cardiovasculares de pressão ção com sevoflurano e remifentanil. Durante punção de PIA, evoluiu
arterial (PA), frequência cardíaca (FC) e abafamento de bulhas que com hipotensão (PA 56 × 34 mmHg) devidamente corrigida com fe-
estimam o grau da profundidade da anestesia. Em nosso país não há nilefrina. Apresentou, durante assepsia da parede abdominal, pico
estudos com esse aparelho, e por essa razão objetivamos correlacio- hipertensivo (PIA 210 × 109 mmHg) e bigeminismo corrigidos com
nar esses dois métodos de controle da profundidade da anestesia. sulfato de magnésio. Após ressecção cirúrgica do tumor, manteve
Método: Aprovado no Comitê de Ética n = 38 pacientes acima de 18 hipotensão, foi levada ao CTI com noradrenalina.
anos com indicação de anestesia geral para cirurgias abdominais. Discussão: Na perspectiva de um anestesiologista, o objetivo princi-
Estado físico I e II, ambos os sexos e técnica anestésica padronizada. pal no tratamento perioperatório de pacientes com paraganglioma
O escore do aparelho indica zero (morte cerebral) e 100 (acordado); é minimizar a gravidade, a duração e a frequência da instabilidade
são esperados de 20 a 50 quando em plano anestésico e redução da hemodinâmica que provavelmente será encontrada durante a res-
frequência das ondas cerebrais de 30 (acordado) e entre 10 e 15 secção cirúrgica desses tumores. Pela grande variação periopera-
Hertz (em plano anestésico). No sistema cardiovascular, espera-se tória dos níveis de secreção tumoral de catecolaminas, o paciente
redução em torno de 20 a 30% da PA e FC e estima-se o aprofunda- pode apresentar importante labilidade pressórica de acordo com o
mento da anestesia e consequente depressão cerebral. Foram ano- tempo operatório, o que os torna clinicamente relevantes no con-
tados, de 5/5 minutos, os dados do aparelho e dos sinais clínicos, texto do perioperatório e um grande desafio para o anestesiologis-
antes, durante e após anestesia geral nesse delineamento de estudo ta. Nesse cenário, um entendimento completo da biossíntese, do
transversal. O desfecho foi a correlação entre as duas técnicas de metabolismo e da fisiologia das catecolaminas é fundamental para
profundidade da anestesia. Um componente da equipe foi destaca- o controle das manifestações cardiovasculares desse paciente com
do com a única função de registro dos dados do monitor cerebral. as drogas vasopressoras ou vasodilatadoras adequadas. Além disso,
Conclusão: A relação entre o escore do aparelho e a PA sistólica não o correto preparo pré-operatório do paciente com alfabloqueadores
tem ponto de corte com discriminação perfeita. Acima da PA sistóli- e betabloqueadores (quando necessários) ou bloqueadores do canal
ca 140 mmHg não houve paciente em plano anestésico, e abaixo da de cálcio auxilia o anestesiologista no manejo perioperatório desses
PA sistólica 90 mmHg todos estavam em plano anestésico, tanto no casos, interferindo diretamente no desfecho do procedimento.
controle dos sinais clínicos como no PSI. No monitor cerebral, todos Referência:
os casos considerados em plano anestésico com escores entre 15 e 1. Salinas FV. Contemporary perioperative and anesthetic manage-
50. A frequência das ondas cerebrais medidas pelo monitor que na ment of pheochromocytoma and paraganglioma. Advances Anes-
pré-indução apontaram a média de 25,3 e no transanestésico média thesia. 2016;34:181-96.
de 11,8 Hertz o que está previsto para plano anestésico. A frequên-
cia de 20 Hertz discrimina perfeitamente todos os casos em pré-
plano anestésico. Observou-se que todos os pacientes considerados TLP201 TROMBOEMBOLISMO PULMONAR MACIÇO BILATERAL
em plano anestésico pelo médico anestesista com base nos dados EM PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO DE CIRURGIA AMBULATORIAL
cardiovasculares, no aparelho, enquadraram-se entre os escores e Lybia Silvani, Joni Quadrio Guedes*, Dijair Gomes de Pontes,
as frequências esperados para esse plano. Na amostra estudada, o
Alex Henrique Ribeiro Campos, Luis Antônio Borges,
monitor de depressão cerebral correspondeu aos dados esperados e
Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros
de modo mais uniforme do que quando o paciente é considerado em
plano anestésico baseado nos sinais clínicos. CET Integrado de Campinas, Campinas, SP, Brasil
S32 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Introdução: O tromboembolismo pulmonar (TEP) consiste na obs- gramada cirurgia para ressecção do tumor. Durante o pré-operató-
trução aguda da circulação arterial pulmonar devido a coágulos san- rio, paciente recebeu bloqueio alfa e beta-adrenérgico. Na indução
guíneos, geralmente oriundos da circulação venosa sistêmica, com anestésica, optou-se pela anestesia peridural associada à geral ba-
redução ou cessação do fluxo sanguíneo pulmonar da área afetada. lanceada, com bupivacaína e fentanil no bloqueio associado ao sul-
A incidência de TEP em cirurgias não torácicas é de 5 a 10% e até fentanil, etomidato e cisatracúrio na indução para anestesia geral.
22% em pacientes com alto risco. Em cirurgias de pequeno porte, a Antes da incisão cirúrgica, foi usado o dobro da dose de fentolamina
incidência pode chegar a 2%. (10 mg) e 5 mg uma hora após, com manutenção da estabilidade he-
Relato de caso: Paciente sexo feminino, 44 anos, ASA II (hipertensa) modinâmica, sem uso de droga vasoativa ou hemoderivados durante
em uso de enalapril e fluoxetina devido a depressão; admitida para todo o procedimento. Foram infundidos 2.000 mL de cristaloide,
herniorrafia umbilical por hérnia recidivada em leito-dia. Negou perda sanguínea estimada de 400 mL.
complicações prévias em cirurgias anteriores (duas cesáreas e duas Discussão: Pacientes acometidos pela patologia em questão apre-
hernioplastias umbilicais, todas com bloqueio espinal), alergias, sentam quadro de hipertensão arterial refratária, taquicardia, ce-
vícios ou demais comorbidades. Feita raquianestesia com agulha faleia e palpitação. O relato de caso em questão evidencia uma
27G quincke em L3-L4 primeira tentativa com 15 mg de bupivacaína paciente com níveis pressóricos elevados de difícil controle e lesões
pesada 0,5% e 20 mcg de fentanil e sedação com midazolam 2 mg, de órgão alvo. Frente à apresentação clínica da paciente, o achado
ketamina 50 mg e propofol 20 mg EV. Ato cirúrgico com duração de acidental de tumor adrenal, a hipótese de tumor da adrenal foi
95 minutos sem complicações. Após aproximadamente 12 horas de aventada e o planejamento anestésico com bloqueio adrenérgico foi
pós-operatório, paciente evolui com taquidispneia, sudorese, dor devidamente instituído, com uso intraoperatório de dose dobrada
precordial e rebaixamento de nível de consciência; foi necessária para alfa bloqueio adrenérgico.
IOT + VM associada a DVA devido à instabilidade hemodinâmica. Le- Conclusão: O uso de fentolamina em dose dobrada no início da ci-
vada à UTI posteriormente. Evoluiu com manutenção da instabilida- rurgia mostrou-se benéfico para a paciente, e teve como desfecho
de hemodinâmica com altas doses de DVA e apresentou anisocoria uma adequada estabilidade hemodinâmica sem uso de drogas va-
em PO1 de herniorrafia. Foi feito angioTC com confirmação de TEP soativas.
maciço bilateral e infarto pulmonar, ECG + enzimas cardíacas de- Referências:
monstraram IAM de VD e parede inferior, e TC de crânio confirmou 1. Vargas AD. Adrenal hemangioma. Urology. 1980;16:389-90.
AVCI de artéria cerebral média. No 3º DPO abriu-se protocolo de 2. Sabanegh E, Harris MJ, Grider D. Cavernous adrenal hemangio-
morte encefálica com confirmação e posterior captação de órgãos. ma. Urology. 1993;42:327-30.
Discussão: Numa época em que se fala no projeto Acerto (Acelera-
ção da Recuperação Total Pós-Operatória) e consequentemente no
projeto Eras (Enhanced Recovery After Surgery), assim como na me-
dicina baseada em evidências, questionam-se então condutas perio-
peratórias quase que empíricas e repassadas sem questionamentos
IX) Anestesia em Geriatria
durante a prática médica. O relato exposto traz à tona uma pacien-
te submetida à cirurgia de pequeno porte, com doença de base sob
TLO020 ANESTESIA GERAL NO IDOSO COM SÍNDROME DE
controle (ASA II), que evolui com complicações fatais em serviço
DOWN
médico terciário de acordo com o protocolo de rápida aceleração
pós-operatória. Discutem-se com o caso acima possíveis condutas a Carolina Ashihara*, Verônica Neves Fialho Queiroz, André Serson,
serem tomadas para reduzir a morbimortalidade no pós-operatório Kelson Sousa Jacobina, Thales Abreu Tedoldi,
imediato em pacientes submetidos à anestesia regional em cirurgias Luiz Guilherme Villares da Costa
ambulatoriais.
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
Referência:
1. Projeto Acerto. Disponível em: http://projetoacerto.com.br/ Introdução: O aprimoramento dos cuidados em saúde possibilitou
Acessado em: 25/06/17. Enhanced Recovery After Surgery. Dis- o aumento da expectativa de vida nos pacientes com síndrome
ponível em: http://erassociety.org/Acessado em: 25/06/17. de Down: atualmente, alcançam a terceira idade e apresentam
comorbidades além das classicamente associadas à infância. Este
é o relato de caso do manejo anestésico de um paciente idoso e
TLP291 USO DE DOSE ALTERNATIVA DE FENTOLAMINA EM portador de síndrome de Down.
CIRURGIA DE RESSECÇÃO DE TUMOR ADRENAL Relato de caso: A.L.G., 62 anos, feminino, 69 kg, 1,46 m, portadora
de síndrome de Down, hipertensão, epilepsia e obesidade grau I,
Matheus Swarovsky Figueira*, Alexandre Minoru Tome Horiuchi, submetida à avaliação pré-anestésica ambulatorial para colecistec-
Matheus Valejo Peixoto, Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros, tomia videolaparoscópica. Vias aéreas com macroglossia e Mallam-
Erasmo Barbieri Simões, Laís Hiroko Matsumoto pati IV, sem critérios de apneia do sono, capacidade funcional > 4
CET Integrado de Campinas, Campinas, SP, Brasil METs, sem cirurgias prévias. Em uso de captopril, fenobarbital e
quetiapina. No dia da cirurgia, apresentou-se calma e orientada.
Introdução: O feocromocitoma é um tumor raro a partir de células Administrado midazolam 5 mg por via oral, como pré-anestésico.
cromafins que secretam catecolaminas, geralmente localizado na Admitida na sala operatória pouco sonolenta, cooperativa, com PA
medula adrenal direita. Dentro do contexto intra-hospitalar, cerca 150/76 mmHg, FC 59 bpm e SpO2 96%. Paciente foi cuidadosamen-
de metade das mortes ocorre no momento da indução anestésica ou te posicionada em sniffing position, desnitrogenada por 3 minutos.
durante procedimentos cirúrgicos para tratamento de outras doen- A indução anestésica foi feita sob monitoração de índice bispec-
ças associadas. Um adequado conhecimento da fisiopatologia desse tral com midazolam 6 mg, fentanil 100 mcg, propofol 50 mg e suc-
quadro pelo anestesiologista é de grande importância para controle cinilcolina 70 mg. A intubação orotraqueal com videolaringoscópio
da morbimortalidade do paciente. e cânula traqueal 7 foi obtida com sucesso na primeira tentativa.
Relato de caso: Paciente, sexo feminino, 36 anos. Deu entrada no Manutenção anestésica feita com cisatracúrio, propofol, remifenta-
pronto-atendimento com quadro de náuseas, vômitos, febre de 39ºC nil e sevoflurano. Cirurgia e anestesia sem intercorrências, paciente
e dor abdominal difusa. Exames de imagem e laboratoriais levan- manteve estabilidade hemodinâmica e de saturação de O2 em todas
taram hipótese diagnóstica de feocromocitoma, com aumento de as etapas. No fim, administrados atropina 1 mg e neostigmina 2 mg,
metanefrinas urinárias 22 vezes acima do valor de referência. Pro- extubação com TOF > 0,9 e levada à RPA acordada e sem queixas.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S33

Discussão: A trissomia do 21 é a mutação cromossômica mais fre- grande porte nesse grupo de pacientes constituem um desafio para
quente dentre os nascidos vivos. Muita atenção é voltada ao seu os anestesiologistas.
diagnóstico pré-natal, à investigação e à conduta das comorbidades Referências:
associadas à infância, como alterações craniofaciais, instabilidade 1. Rivera R, Antognini JF. Preoperative drug therapy in elderly pa-
cervical e malformações cardíacas congênitas. O atual aumento da tients, The American Society of Anesthesiologists. Anesthesiolo-
expectativa de vida dos pacientes com síndrome de Down impõe um gy. 2009;110:1176-81.
desafio ao manejo anestésico, pois pouco se sabe sobre o envelhe- 2. Sieber F, Paudine R. Geriatric anesthesia. In: Miller RD. Miller’s
cimento nessa população. O manejo perioperatório deve voltar-se Anesthesia. 8th ed. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2015;
para avaliação individualizada e considerar as alterações anatômi- 2407-22.
cas e fisiológicas próprias da síndrome e as comorbidades associadas
ao envelhecimento, como arritmias cardíacas, diabetes, apneia do
sono e demência, que podem aumentar riscos anestésico-cirúrgicos, TLP1002 DEXMEDETOMIDINA REDUZ OCORRÊNCIA DE
inclusive de eventos adversos cardiovasculares. DELÍRIO PÓS-OPERATÓRIO: REVISÃO SISTEMÁTICA
Referências:
1. Maranhão MVM. Anestesia no portador de síndrome de Down. Felícia Benevides Praxedes*, Victor Cabral Ribeiro,
Anestesia em Revista. 2017;67:8-16. Denismar Borges de Miranda, Cátia Sousa Govêia,
2. Sobey CG, Judkins CP, Sundararajan V, et al. Risk of major car- Luís Cláudio de Araújo Ladeira,
diovascular events in people with Down’s syndrome. PLos One. Gabriel Magalhães Nunes Guimarães
2015;10:9.
Centro de Anestesiologia, Universidade de Brasília (UnB), Brasília,
DF, Brasil

TLO573 ANESTESIA PARA GASTRECTOMIA TOTAL EM Justificativa e objetivos: O delírio agudo pós-operatório representa
PACIENTE SEPTUAGENÁRIO COM TUMOR GÁSTRICO uma complicação grave que acomete principalmente idosos e resul-
ta em aumento da morbimortalidade e declínio na função cognitiva
AVANÇADO
de longo prazo. O controle da dor está associado à redução do risco
Luiz Roberto Morais de Meira*, Francisco Morato Dias Abreu, e, embora exista uma forte associação entre o controle inadequado
João Paulo Jordão Pontes, Fernando Cássio do Prado Silva, da dor e o risco de delírio pós-operatório, alguns fármacos analgési-
Demócrito Ribeiro de Brito Neto, Alexandre de Menezes Rodrigues cos, particularmente opioides, são conhecidos fatores de risco para
Hospital Santa Genoveva, Uberlândia, MG, Brasil delírio e perda cognitiva pós-operatória. Esse paradoxo destaca o
equilíbrio crítico entre o controle adequado da dor, a escolha anal-
Introdução: O processo de senescência é acompanhado de redu- gésica e a redução do delírio. A dexmedetomidina promove efeitos
ção de reservas orgânicas e de modificações na farmacocinética de sedação, analgesia e, possivelmente, proteção contra delírio. O
e farmacodinâmica das drogas anestésicas. Ao lidar com esses pa- objetivo desta revisão sistemática de ensaios clínicos foi avaliar a
cientes idosos, o anestesiologista deve estar preparado para cuidar incidência de delírio pós-operatório associada ao uso de dexmede-
de adultos com baixa tolerância ao estresse cirúrgico. O adequado tomidina em pacientes adultos e idosos.
planejamento anestésico é um fator determinante para a efetiva Método: Feita busca no Medline, via Pubmed, com os termos “dex-
recuperação desses pacientes. medetomidine, delirium, elderly, clinical trials” em qualquer cam-
Relato de caso: Paciente masculino, 75 anos, 60 kg, estado físico
po, até julho/2017. Incluídos ensaios clínicos sobre o uso da dexme-
P2, portador de diabetes mellitus tipo 2 havia 25 anos, em trata-
detomidina para prevenção de delírio pós-operatório em pacientes
mento regular com insulina, metformina e vildagliptina, apresen-
adultos e idosos. A qualidade das evidências foi classificada com o
tava carcinoma gástrico invasivo com programação de gastrecto-
Grade. A busca inicial resultou em 44 artigos, dos quais 38 foram
mia total e linfadenectomia. Optou-se por anestesia combinada
excluídos por não estar relacionados ao período pós-operatório, tipo
geral e peridural. Foi monitorado com eletrocardiografia contí-
de estudo ou idade, além de outros fatores.
nua, oximetria de pulso, pressão arterial invasiva e índice bis-
Resultado: Nos seis ensaios participantes do estudo, a dexmedeto-
pectral. Após cateterização de veia periférica 14G e de artéria
midina foi comparada com placebo, propofol ou morfina. A maioria
radial direita 20G, foi iniciada sedação com fentanil 50 mcg e
dos estudos foi feita no período pós-operatório de cirurgias cardía-
midazolam 4 mg. O bloqueio peridural foi feito em seguida com
cas. Em todos os estudos a incidência de delírio pós-operatório foi
agulha de Weiss 16G em T11/T12, com injeção de levobupivacaína
0,2% 15 mL e instalação de cateter peridural, sem dificuldades. Na menor no grupo que recebeu dexmedetomidina. Considerando todos
indução da anestesia geral foram usados propofol 50 mg, sufen- os pacientes participantes, a incidência de delírio entre aqueles que
tanil 50 mcg, lidocaína sem vasoconstritor 40 mg e rocurônio 50 receberam dexmedetomidina foi de 10,2% (87/851) e de 21,1% nos
mg. Na manutenção, usou-se sevoflurano. Cateter venoso central pacientes dos grupos controle (188/890).
foi instalado em veia jugular interna direita. Durante o procedi- Conclusão: A dexmedetomidina mostrou-se superior às suas opções
mento cirúrgico, para manutenção hemodinâmica, foi necessária estudadas (placebo, propofol e morfina) para prevenção de delírio
dose de até 1 mcg/kg/min de noradrenalina em bomba de infusão pós-operatório. Considerando que o delírio ocorre em uma parcela
contínua. A cirurgia ocorreu em 260 minutos, sem outras inter- considerável de pacientes cirúrgicos, a redução na sua ocorrência
corrências. No fim, o paciente foi desintubado, estava acordado pode resultar em grande melhoria de bem-estar, menor tempo de
e orientado, sem dor e ao ser levado à UTI recebia noradrenalina internação hospitalar e melhor função cognitiva, além de redução
0,4 mcg/kg/min. Evoluiu de maneira satisfatória, com analgesia nas taxas de mortalidade e morbidade.
controlada pelo paciente; recebeu alta hospitalar após oito dias Referências:
de internação. 1. Maldonado JR, Wysong A, van der Starre PJ, Block T, Miller C,
Discussão: A morbimortalidade de pacientes septuagenários subme- Reitz BA. Dexmedetomidine and the reduction of postoperative
tidos a cirurgias de grande porte pode ser elevada. Relaciona-se a delirium after cardiac surgery. Psychosomatics. 2009;50:206-17.
isso uma diminuição das reservas fisiológicas, alterações farmacoló- 2. Yang X, Li Z, Gao C, Liu R. Effect of dexmedetomidine on preven-
gicas e o processo inflamatório promovido pela cirurgia. Uma moni- ting agitation and delirium after microvascular free flap surgery:
toração intraoperatória adequada permite reduzir essas complica- a randomized, double-blind, control study. J Oral Maxillofac
ções, especialmente as cardiopulmonares e cognitivas. Cirurgias de Surg. 2015;73:1065-72.
S34 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

TLP646 HIPOTENSÃO COM INJÚRIA RENAL EM BLOQUEIO Justificativa e objetivos: Alterações da função visual após cirurgia
PERIDURAL E ANESTESIA GERAL PARA COLECISTECTOMIA não oftalmológica já foram descritas previamente na literatura e
COM EXPLORAÇÃO DE VIAS BILIARES EM PACIENTE IDOSO têm incidência, duração e apresentação clínica variáveis. Contudo,
apenas as alterações mais graves são notadas e a real incidência
Marcelo Miguel Brito de Oliveira*, Julio Adriano da Rocha Carvalho, das disfunções visuais desde as alterações mais leves podem estar
Daniel Cordeiro da Silva, Renê Alves Moura Cavalcante, subestimadas. Pacientes idosos são considerados uma população de
Juscimar Carneiro Nunes, Luciana da Silva de Armond alto risco para esse tipo de complicação, o que pode aumentar a
Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus, AM, Brasil incidência de delirium, quedas e prejudicar a qualidade de vida
no pós-operatório. O objetivo deste estudo foi avaliar a função vi-
Introdução: A anestesia peridural é um excelente método de anal- sual de pacientes idosos após cirurgias não oftalmológicas de longa
gesia em cirurgia. O bloqueio simpático resultante e seus efeitos, duração a fim de determinar a real incidência e os fatores de risco
algumas vezes, impõem um desafio ao anestesista frente à neces- para alteração da função visual no pós-operatório em todos os seus
sidade de sua reversão e seu controle, principalmente em idosos. níveis de gravidade.
Devido à reserva fisiológica reduzida, os efeitos do bloqueio em Método: Estudo observacional prospectivo, feito em 2014 e 2015 no
geriatria são mais expressivos, com chance de lesões de órgãos-al- Hospital das Clínicas da FMUSP. Foram incluídos pacientes entre 60 e
vo como os rins. O presente relato mostra a rápida instalação de 80 anos submetidos a cirurgia eletiva não oftalmológica com duração
hipotensão arterial após bloqueio peridural em paciente senil e maior do que 120 minutos sob anestesia geral. Exame oftalmológico
hipertensa, com necessidade de droga vasoativa e evolução para foi feito antes da cirurgia, no terceiro dia de pós-operatório (3º DPO)
insuficiência renal aguda (IRA). A discussão enfoca a anestesia nesse e no 21º dia de pós-operatório (21º DPO); foram feitos o teste de
grupo, a fim de reduzir a morbidade decorrente do procedimento. Logmar-Snellen, o teste de Jager chart, biomicroscopia, tonometria
Relato de caso: Colecistectomia aberta com exploração de vias bi- óptica, avaliação da motilidade ocular e fundoscopia.
liares em mulher, 64 anos, 1,45 m e 75 kg. Hipertensa, em uso de Resultado: Foram incluídos 107 pacientes. A alteração da função
atenolol, anlodipino, espironolactona e losartana. PA inicial 189 × visual foi diagnosticada em 21 pacientes (19,6%) no 3º DPO. Houve
70 mmHg, FC 68, SPO2 96%. Após posicionamento e antissepsia, in- uma diminuição de 27% da acuidade visual, segundo o teste
jetou-se em espaço peridural entre T7 e T8 levobupivacaína 0,25% de Logmar-Snellen, no 3º DPO. Esses pacientes apresentaram
15 mL e morfina 2 mg. Minutos após, notou-se queda da pressão um aumento na refração de aproximadamente 20% e uma leve
arterial média (PAM) abaixo de 50 mmHg, com uso subsequente de diminuição da pressão intraocular no 3º DPO quando comparado
etilefrina. Indução: alfentanil 2,5 mg, propofol 60 mg, rocurônio com os valores de base. Desses, sete pacientes (6,5%) mantiveram
48 mg. Anestesia geral com sevoflurano e remifentanil. Obteve-se a alteração visual no 21º DPO. Análise estatística multivariada
pressão arterial invasiva e acesso venoso central. Iniciada noradre- identificou diabetes mellitus, duração da cirurgia e hipotensão
nalina entre 0,1 e 0,3 mcg/kg/min. Hidratação total de 2.500 mL durante a indução da anestesia, saturação de oxigênio no fim do
de cristaloide. Diurese inicial de 200 mL e final de 300 mL. Nora- procedimento e índice de massa corporal como fatores de risco in-
drenalina retirada no intraoperatório com PAM acima de 65 mmHg. dependentes para alteração visual no pós-operatório.
Paciente levada à UTI em ar ambiente no pós-operatório, evoluiu Conclusão: Em pacientes idosos submetidos a procedimentos não
com IRA pré-renal com recuperação mediante hidratação venosa em oftalmológicos de longa duração e sob anestesia geral, a incidência
três dias e subsequente alta hospitalar. de alteração da visão foi elevada. A maioria dos pacientes recuperou
Discussão: O bloqueio peridural em idosos traz efeitos potencializa- a função visual, porém alterações clinicamente significativas podem
dos devido à redução de fibras mielinizadas nas raízes nervosas, com
permanecer por até 21 dias após a cirurgia. Obesidade, diabetes
menos taquicardia reflexa frente à hipotensão e maior efeito dos
mellitus, duração da cirurgia e técnica anestésica parecem aumen-
anestésicos locais. Contribuem também a pouca gordura epidural e
tar o risco de alteração da visão após a cirurgia.
redução dos espaços foraminais para a maior ascensão de drogas.1
Referências:
O risco de injúria renal está aumentado mesmo em hipotensão de
1. Berg KT, Harrison AR, Lee MS. Perioperative visual loss in ocular
1 a 5 minutos.2 Adiciona-se como fator etiológico da IRA o efeito
and nonocular surgery. Clinical Ophthalmology (Auckland, NZ).
vasoconstritor da noradrenalina, que potencializa o hipofluxo renal.
2010;4:531-46.
Para a redução de agravos na anestesia peridural em geriatria, de-
2. Newman NJ. Perioperative visual loss after nonocular surgeries.
ve-se observar, portanto, a sensibilidade desses pacientes aos anes-
Am J Ophthalmol. 2008;145:604-10.
tésicos locais. Disso decorre a necessidade de doses mais baixas,
considerando-se o uso de cateter epidural para titulação das drogas.
Referências:
1. Koh JC, Song Y, Kim SY, Park S, Ko SH, Han DW. Postoperative
pain and patient-controlled epidural analgesia-related adverse
effects in young and elderly patients: a retrospective analysis of X) Anestesia em Neurocirurgia
2,435 patients. J Pain Res. 2017;10:897-904.
2. Walsh M, Devereaux PJ, Garg AX, et al. Relationship between in-
traoperative mean arterial pressure and clinical outcomes after TLP060 ANESTESIA EM PACIENTE COM ANEMIA
noncardiac surgery. Anesthesiology. 2013;119:507-15. FALCIFORME E SÍNDROME DE MOYAMOYA
Carolina Linhares Martins*, Cláudia Helena Ribeiro da Silva,
Rafael Coelho Tiburcio, Raquel Augusta Monteiro de Castro
TLO548 INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA PERDA
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG,
DA VISÃO NO PÓS-OPERATÓRIO DE PACIENTES IDOSOS
Brasil
SUBMETIDOS A CIRURGIA NÃO OFTALMOLÓGICA
Guinther Giroldo Badessa, Marianne Badessa, Introdução e objetivo: A anemia falciforme é uma hemoglobinopa-
tia homozigota resultante da alteração da cadeia beta da hemoglo-
Felipe Colella de Barros, Ricardo Zanlorenzi*,
bina. Essa entidade é caracterizada por anemia crônica hemolítica,
Luiz Fernando dos Reis Falcão, Maria José Carvalho Carmona
episódios recorrentes de vaso-oclusão e dor intensa, com progres-
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São siva lesão orgânica de variados sistemas. A síndrome de Moyamoya
Paulo (HC-FMUSP), São Paulo, SP, Brasil é referida como arteriopatia intracraniana progressiva oclusiva e
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S35

presença de uma das condições associadas, como neurofibromatose de anestesia geral balanceada. Havia redução da mobilidade cer-
tipo 1, anemia falciforme, trissomia do 21, história de radiotera- vical, e em face às dificuldades possíveis para intubação, alguns
pia em tumor intracraniano ou alteração angiográfica unilateral. dispositivos para via aérea estavam disponíveis, como Airtraq® e
Pacientes sem esses fatores de risco presentes são denominados bougie. Optou-se por não usar bloqueio neuromuscular na indução
portadores de doença de Moyamoya. O objetivo deste trabalho é anestésica; foram então administrados 150 μg de fentanil e 170
descrever a conduta anestésica em criança com anemia falciforme mg de propofol após pré-oxigenação sob máscara. A intubação foi
e síndrome de Moyamoya. feita sob laringoscopia direta, Cormack-Lehane III, sem extensão
Relato de caso: Paciente, sexo feminino, 2 anos e 11 meses, negra, do pescoço e com uso de guia. A seguir, foram administrados 8 mg
13 kg, portadora de anemia falciforme e com quadro de isquemia de cisatracúrio. Houve cateterizacão arterial radial esquerda para
cerebral aos 2 anos, apresentou hemiparesia à direita e estrabismo monitoração e punção profunda em veia femoral esquerda, com
divergente. Propedêutica com angiorressonância sugestiva de Moya- auxílio de ecografia. O procedimento anestésico-cirúrgico ocor-
moya. Foi submetida à microcirurgia vascular para a correção da reu sem intercorrências, com êxito na extubação após o térmi-
malformação, sob anestesia geral balanceada. Dosagem prévia ao no. A alta hospitalar aconteceu após três dias, com melhoria da
procedimento com hemoglobina S de 30%, da hemoglobina total de sintomatologia.
7,2 mg/dL. Recebeu 10 mL/kg de concentrado de hemácias deleu- Discussão: Mesmo diante de um paciente apenas com manifes-
cotizadas e irradiadas no dia anterior à cirurgia. Indução anestésica tações cutâneas de neurofibromatose é necessária a exclusão de
com sevoflurano, fentanil e cisatracúrio, manutenção com remifen- tumores intracranianos ou de medula espinal. Embora os neurofi-
tanil e sevoflurano, hidratação intraoperatória com 10 mL/kg/h de bromas sejam benignos, eles podem levar à pseudoartrose e cifoes-
cristaloide, cefuroxima profilática, temperatura controlada, normo- coliose com hipertensão pulmonar, além de poderem coexistir em
capnia mantida e controlada por gasometrias seriadas, oferta de topografia laríngea, cervical ou mediastinal, com risco de disfunção
oxigênio mínima de 40%. Manteve estabilidade hemodinâmica du- respiratória e hipoxemia.
rante todo o procedimento, sem necessidade de aminas vasoativas Referências:
ou hemotransfusão. Extubação em sala operatória e levada ao CTI 1. Moorthy SS, Radpour S, Weisberger EC. Anesthetic manage-
pediátrico com oxigênio suplementar por cateter nasal, sonolenta, ment of a patient with tracheal neurofibroma. J Clin Anesth.
porém responsiva e movimentava os quatro membros. Alta do CTI no 2005;17:290-2.
dia seguinte à cirurgia, com analgesia fixa proporcionada com tra- 2. Francis L, Subramanyam R, Mahmoud M. Severe spinal and
madol e paracetamol e observação clínica na enfermaria por quatro chest deformity secondary to neurofibromatosis. Can J Anesth.
dias, com deficit motor prévio inalterado e programação de acom- 2016;63:488-9.
panhamento mensal pelo ambulatório de neurocirurgia.
Discussão: O paciente portador de anemia falciforme e síndrome
de Moyamoya requer cuidados perioperatórios específicos, de modo TLO196 ANESTESIA PARA BIÓPSIA ESTEREOTÁXICA DE
que proporcione adequados hidratação, normotermia, normovole- SISTEMA NERVOSO CENTRAL: RELATO DE CASO
mia, normocapnia, controle de dor, tromboprofilaxia e equilíbrio
Joni Quadrio Guedes, Marllon Lanzuerksy Romio Brandão Barros,
acidobásico. Esses fatores implicam diretamente a recuperação e o
Luis Antônio Borges, Harold Maluf Barretto, José Carlos Santos
desfecho clínico do paciente.
Referências: Júnior, José dos Santos*
1. Firth PG, Head CA. Sickle cell disease and anesthesia. Anesthe- Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, Campinas, SP, Brasil
siology. 2004;101:766-85.
Introdução: Determinados procedimentos cirúrgicos intracrania-
2. Williams M, Lee JK, et al. Anaesthesia recommendations for
nos são feitos com pacientes acordados devido à localização de
patients suffering from Moyamoya disease. Disponível em: or-
lesões em áreas funcionais nobres. O desafio para o anestesiolo-
pha.net/data/patho/Pro/en/Moya_EN.pdf. Acessado em:
gista é a sedação e a analgesia que garantam estabilidade car-
03/06/2017.
diorrespiratória sem interferir no monitoramento eletrofisiológico
e nos testes cognitivos. Alguns critérios devem ser usados, como
drogas de rápido início de ação, facilmente tituláveis, com míni-
TLP794 ANESTESIA EM PACIENTE COM DOENÇA DE VON
mos efeitos sobre o sistema cardiovascular e respiratório e sem
RECKLINGHAUSEN COM TUMOR EM C2
interferir na avaliação neurológica. Além disso, cuidadosa seleção
Andréa Renata Machado Mesquita, Rogério Luiz da Rocha Videira, de paciente, importante interação médica com ele e meticulosa
Patricia Pinheiro de Toledo Werneck, Ana Maria Neiva de Menezes*, preparação psicológica e emocional são fundamentais para o su-
Luana Machado Grebos, Joana de Almeida Figueiredo cesso do procedimento.
Relato de caso: Paciente sexo masculino, 50 anos, ASA II devido a
Hospital Universitário Antônio Pedro, Universidade Federal
HAS, 138 kg, com episódios convulsivos recentes, indicada biópsia
Fluminense (UFF), Niterói, RJ
esterotáxica devido a lesões cerebrais expansivas com base em neu-
Introdução: A neurofibromatose tipo 1 ou doença de Von Recklin- roimagem. Feita medicação pré-anestésica de 30 minutos com mi-
ghausen é doença autossômica dominante, sem prevalência entre dazolan 7 mg EV, monitoração padrão, cateter de O2 100% 2 L/min,
sexos, causada pela mutação do gene NF1, que resulta em perda infusão inicial com midazolan 1 mg, alfentanil 500 mcg, feito en-
ou disfunção da proteína neurofibrina. Pacientes podem apresen- tão bloqueio transversal do escalpo bilateral com ropivacaína 0,2%
tar manifestações em diversos órgãos, com variedade de sinais e (dose total 30 mL), manteve escore de Ramsay 2. A cabeça foi presa
sintomas, como neurofibromas, manchas cutâneas, anormalidades com fixador de Mayfield, sem queixa de dor e sem alteração hemo-
esqueléticas, neurológicas, cardíacas e vasculares, que podem di- dinâmica, e os campos cirúrgicos foram ajustados para manter as
ficultar o ato anestésico. Relatamos o caso de ressecção de tumor vias aéreas e os olhos acessíveis. Mantido com bolus intermitentes
em vértebra cervical. 40/40 minutos de midazolan 1 mg e alfentanil 500 mcg. Em todo
Relato de caso: Paciente feminina, 17 anos, 48 kg, portadora de o procedimento apresentou flutuações mínimas de pressão arterial
neurofibromatose tipo I, sem antecedentes anestésicos e sem ou- e frequência cardíaca, sempre em contato com neurocirurgião e
tras comorbidades. Apresentava neurofibroma em C2 de 6 × 5 × 4 anestesiologista.
cm com compressão cerebelar e paraparesia crural progressiva. Discussão: Essa técnica permitiu os principais tempos cirúrgicos
Indicada cirurgia para ressecção de tumor cervical, com proposta sem ocorrência das principais complicações descritas, como agi-
S36 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

tação psicomotora, depressão respiratória, alterações hemodinâ- mente. A extubação ocorreu no quinto dia pós-operatório, com
micas e sonolência excessiva, sem manipulação das vias aéreas, e, boa evolução em enfermaria.
principalmente, não interferiu na avaliação cognitiva do pacien- Discussão: Tanto o aumento agudo na pressão intracraniana com
te. Nossa experiência está de acordo com dados da literatura, na subsequente compressão do tronco encefálico como a manipulação
qual Gulsen et al. (2006) dizem: “O uso da técnica de bólus com cirúrgica podem evoluir de bradicardia à parada cardiorrespirató-
fentanil causou menos estabilidade hemodinâmica. A técnica de ria. Durante procedimentos neurocirúrgicos que envolvem a fos-
infusão contínua de remifentanil ou alfentanil proporcionou maior sa posterior não são incomuns episódios de assistolia. Bradicardia
controle da função cognitiva, permitiu uma interação paciente/ pode ocorrer por manipulação do tronco encefálico ou por estimu-
equipe cirúrgica/anestesiologia harmônica durante todo proce- lação vagal cardioinibitória com aferência pelos nervos trigêmeo ou
dimento”. Portanto, o uso intermitente de alfentanil e midazo- glossofaríngeo. Nesses casos, a bradicardia melhora após a inter-
lam com respeito às características farmacológicas mostrou ser rupção do estímulo cirúrgico. Assim, a capacidade do anestesista de
um método eficaz e seguro, bem como a sensibilidade do anes- predizer o risco de assistolia, identificar e manejar esses episódios
tesiologista para manter contato psicoemocional estreito com o pode ser definitiva para o desfecho do caso.
paciente durante todo o ato cirúrgico, o que configura um dos Referência:
desafios fundamentais para um resultado favorável para esse tipo 1. Goyal K, Philip FA, Rath GP, et al. Asystole during posterior fossa
de procedimento. surgery: report of two cases. Asian J Neurosurg. 2012;7:87-9.
Referências:
1. Bilgin H, Başağan Moğol E, Bekar A, Işçimen R, Korfali G. A com-
parison of effects of alfentanil, fentanyl, and remifentanil on TLP698 ANESTESIA PARA HEMIESFERECTOMIA EM
hemodynamic and respiratory parameters during stereotactic PACIENTE PEDIÁTRICO
brain biopsy. J Neurosurg Anesthesiol. 2006;18:179-84.
Marcello Sias Frattani, Adriane Benvindo Monteiro, Luana Stutz*,
2. Sarang A, Dinsmore J. Anaesthesia for awake craniotomy - evo-
lution of a technique that facilitates awake neurological testing. Renata de Oliveira Chedid, Fabiana Zarur Kornalewski
Br J Anaesth. 2003;90:161-5. Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, Rio de Janeiro, RJ,
Brasil
Introdução: A hemisferectomia é um procedimento cirúrgico
TLO085 ANESTESIA PARA DESCOMPRESSÃO DE FOSSA
agressivo, geralmente feito em crianças e indicado em casos de
POSTERIOR EM PACIENTE COM SÍNDROME DE ARNOLD-
epilepsia grave refratária à terapia medicamentosa. Os principais
CHIARI DO TIPO I – RELATO DE CASO objetivos da cirurgia são a melhoria do quadro convulsivo e da
Guilherme Haelvoet Correa, Tatiana Saruhashi, qualidade de vida. De acordo com a literatura, cerca de 70% dos
Amanda Fernandes Halla*, André Asquini Costa, pacientes apresentam boa resposta pós-operatória. Esse proce-
Marcio Cardoso Krambek, Ayrton Bentes Teixeira dimento está associado à morbimortalidade elevada, relaciona-
da com sangramento maciço, distúrbios metabólicos e eletrolí-
Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), São ticos, coagulopatias, convulsões e instabilidade hemodinâmica
Paulo, SP, Brasil pós-operatória.
Introdução: A síndrome de Arnold-Chiari, que engloba alterações da Relato de caso: J.P.S.C., masculino, 6 anos, portador de epilep-
junção craniovertebral, é causada por alteração no desenvolvimen- sia refratária ao tratamento medicamentoso com oxcarbamaze-
to da fossa posterior ou por crescimento exagerado do componente pina, nitrazepam e topiramato, a ser submetido à hemisferecto-
supratentorial. Nos pacientes sintomáticos, geralmente com defi- mia direita. Quadro epilético iniciou aos 10 meses de idade com
cits neurológicos, é indicada a descompressão do forame magno. convulsões tônico-clônicas generalizadas, provocaram atraso no
Procedimentos que envolvem a fossa posterior estão associados a desenvolvimento global infantil. Paciente vigil, sem interação
algumas complicações relacionadas desde ao posicionamento até à com o examinador e exame físico sem alterações. Foi admitido no
manipulação direta do tronco encefálico. centro cirúrgico do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer
Relato de caso: Paciente masculino, 30 anos, ASA I e 65 kg. Re- calmo, acordado e foi feita indução inalatória com sevoflurano e
feria que após episódio de síncope apresentou parestesia em he- puncionado acesso venoso periférico. Após acesso venoso, foram
micorpo esquerdo por 24 horas, evoluiu com quadro persistente administrados 75 mcg de fentanil intravenoso e iniciadas infusões
de cefaleia e zumbido, principalmente após manobra de Valsal- intravenosas em bomba de remifentanil, propofol e dexmedeto-
va. Feito o diagnóstico de síndrome de Arnold-Chiari do tipo I, midina para manutenção anestésica. A intubação foi facilitada
foi indicada descompressão da fossa posterior com artrodese de pela administração de rocurônio 15 mg IV e um tubo orotraqueal
vértebras C1-C2. No centro cirúrgico, paciente não apresentava aramado número 5,0 com cuff foi usado. Feitas punções de veia
sinais de hipertensão intracraniana, e após a monitoração com femoral esquerda e artéria femoral direita (para medida de pres-
cardioscopia, oximetria e pressão arterial não invasiva foi feita são arterial contínua) com auxílio de USG, além de instalação de
venóclise e indução anestésica com fentanil 4 µg.kg-1, lidocaína bis, termômetro esofágico e manta térmica. O paciente manteve
1 mg.kg-1, propofol 3 mg.kg-1 e atracúrio 0,5 mg.kg-1. Intubação estabilidade hemodinâmica e normotermia durante todo o pro-
orotraqueal após laringoscopia direta ocorreu sem intercorrên- cedimento. Levado à UTI intubado após 10 horas de cirurgia, e
cias. Feita a cateterização da artéria radial direita para monito- o desmame da ventilação mecânica ocorreu no dia seguinte sem
ração da pressão arterial invasiva, novo acesso venoso periférico complicações.
em MSD e cateterização de veia jugular interna direita. Inserção Discussão: A hemisferectomia é um procedimento cirúrgico com-
do termômetro esofágico, sondagem vesical de demora e posicio- plexo que envolve uma série de possíveis repercussões neurológicas
namento em decúbito ventral para o procedimento cirúrgico. No e hemodinâmicas, o que implica a necessidade de um bom plane-
intraoperatório, apresentou episódio súbito de assistolia com du- jamento anestésico para o manejo perioperatório. Não há relato
ração aproximada de 20 segundos e recuperação espontânea após de necessidade de técnica anestésica específica. Optou-se pela in-
a interrupção do estímulo cirúrgico. A cirurgia durou 10 horas e o dução inalatória por tratar-se de paciente pediátrico sem acesso
paciente apresentou ainda outros dois episódios de bradicardia. periférico e pela manutenção anestésica com anestesia venosa total
Após o procedimento, foi levado para UTI intubado sob ventilação pela experiência da instituição. Preconiza-se o monitoramento da
mecânica, com colar cervical e sedação, estável hemodinamica- pressão arterial invasiva, assim como a instalação de um cateter
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S37

venoso profundo, devido à possibilidade de instabilidade hemodinâ- TLP791 ANESTESIA PARA NEUROCIRURGIA COM
mica com sangramento maciço durante o procedimento com neces- DESPERTAR INTRAOPERATÓRIO
sidade de correção imediata. O controle da temperatura é impor-
Bruno Duarte Silva*, Rafaella Pellicciotti Souza, Nayara de Oliveira
tante, já que existem evidências de pioria do desfecho em cirurgias
Campos, Rebeca Florence Portaro Blum, Antonedson Pinto França
neurológicas relacionadas à hipotermia.
Referência: Hospital São Luiz, Jabaquara, SP, Brasil
1. Emory L, Schubert A. Awake craniotomy, epilepsy, minimally in-
Introdução: Anestesia para craniotomia em paciente acordado re-
vasive and robotic surgery. In: Cottrell JE, Patel P. Cottrell and
presenta importante estratégia para ressecção de tumores em áreas
Patel’s neuroanesthesia. 7th ed. USA: Elsevier; 2017:305.
eloquentes do córtex cerebral. Permite o mapeamento cortical
adequado, maximiza a extensão da ressecção e minimiza o dano
neurológico. Estratégias anestésicas são descritas na literatura; a
TLP740 ANESTESIA PARA HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA
apresentada abaixo é denominada asleep-awake-asleep.
EM PACIENTE GESTANTE Relato de caso: Paciente masculino, 40 anos, militar, 70 kg, 1,73
Natália Dolavale Mayworm*, Fabiana Zarur Kornalewski, m, ex-tabagista (40 maços-ano), DPOC, alérgico à dipirona, sem
Renata de Oliveira Chedid, Brynner Mota Buçard, preditores de via aérea difícil. Iniciou quadro com crise convulsiva
Alfredo Guilherme Haack Couto tônico-clônica generalizada, alterações na fala e compreensão. A
investigação diagnóstica evidenciou astrocitoma grau II em área de
Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, Rio de Janeiro, RJ, Wernicke, com proposta de craniotomia com despertar intraopera-
Brasil tório e monitoração neurológica para exérese do tumor. Planeja-
Introdução: A hemorragia subaracnóidea é uma das várias síndro- mento anestésico: anestesia geral venosa total e bloqueio regional.
mes hemorrágicas intracranianas durante a gravidez; o aneurisma Monitoração: cardioscopia, SpO2, capnografia, PAi, TOF, termômetro
cerebral é a causa menos provável, e frequentemente ocorre na esofágico, SVD. Acessos vasculares: venoso periférico com Jelco® 18
vigência de distúrbios hipertensivos. O manejo anestésico dessas e central duplo-lúmen em VJID. Indução anestésica: midazolam 3
pacientes se torna complicado pelas questões neurocirúrgicas e mg, fentanil 150 mcg, propofol (TCI) e rocurônio 40 mg. Manejo da
também pelas mudanças fisiológicas que ocorrem durante a gra- via aérea: passagem de máscara laríngea (ML) Air-Q®. IOT (aramado
videz, além da presença do feto para o planejamento anestésico. nº 7,5) através da ML com auxílio de fibroscopia. Capnografia, aus-
Relato de caso: C.P.L., feminina, 40 anos, 16 semanas de idade culta e ventilação adequados. Manutenção: propofol (TCI), dexme-
gestacional, sem acompanhamento pré-natal, portadora de hiper- detomidina e remifentanil. Bloqueio supraorbicular e infiltração nos
tensão arterial sistêmica sem tratamento regular, a ser submeti- pontos de fixação do Mayfield (bupivacaína 0,5% com vasoconstri-
da à correção cirúrgica de aneurisma roto de artéria comunicante tor). Fixada cabeça pela equipe cirúrgica e alterada posição da mesa
anterior. Deu entrada no centro cirúrgico do Instituto Estadual do operatória para semideitada, com subsequente extubação após re-
Cérebro Paulo Niemeyer letárgica, desorientada, eupneica em ar versão do bloqueio neuromuscular (sugamadex). Mantida ventilação
ambiente, taquicárdica, hipertensa, com derivação liquórica exter- mecânica por máscara laríngea. Iniciada craniotomia. Identificado
na com drenagem de secreção sanguinolenta. Paciente foi pré-oxi- o tumor e iniciada fase de despertar intraoperatório. Desligadas as
genada com O2 a 100% e iniciada indução anestésica com adminis- infusões de drogas. Retirada máscara laríngea ao despertar. Iniciado
tração endovenosa em bomba de infusão de remifentanil (1 mcg/kg protocolo de testes pela equipe da neurologia. Ressecado tumor, de
por 10 minutos seguido de 0,1-0,3 mcg/kg/min), dexmedetomidina acordo com as margens permitidas pela monitoração neurológica.
(1 mcg/kg por 10 minutos seguido de 0,2-0,4 mcg/kg/h), propofol Reindução anestésica para fechamento da craniotomia e passagem
(em infusão alvo controlada modelo Marshall) e rocurônio 100 mg. da máscara laríngea. Após término da cirurgia, paciente despertou
A intubação orotraqueal foi feita por videolaringoscopia com tubo sem sequelas e sem dor. Levado à UTI. Alta hospitalar no 4º DPO.
aramado 7,0 com cuff. Puncionadas veia jugular interna direita com Discussão: A anestesia para craniotomia impõe vários desafios,
auxílio de USG e artéria radial esquerda para pressão arterial inva- como adequada seleção e preparo do paciente, escolha da técnica,
siva. A manutenção da anestesia foi venosa total e a paciente per- limitações de posicionamento, controle de via aérea e sucesso na
maneceu estável durante o procedimento. Administrado tramadol fase do despertar. Possíveis complicações intraoperatórias: convul-
(100 mg endovenoso) para analgesia pós-operatória. Paciente foi sões, dor, náusea e vômito, edema cerebral e falha no despertar.
extubada acordada ao fim do procedimento, com melhoria no nível Todas as etapas do caso descrito transcorreram sem intercorrências.
de consciência, e levada ao CTI. Até o momento, nenhuma técnica anestésica se mostrou superior a
Discussão: A correção cirúrgica de aneurisma cerebral roto é um outra. Fatores como experiência clínica e protocolos institucionais
procedimento delicado e com alto risco de complicações no intra e conferem maior peso à escolha.
no pós-operatório, e o manejo anestésico é fundamental no desfe- Referência:
cho dos pacientes. O bem-estar materno deve ser o foco principal, 1. Lashmi Venkatraghavan MD. Anesthesia for awake craniotomy.
mas é válido reconhecer que as intervenções podem ter o potencial UpToDate (www.uptodate.com). Apr 12, 2017.
de prejudicar o feto. Aumentos súbitos da pressão arterial são dele-
térios, e a hipotensão arterial induzida pode ser útil para a técnica
cirúrgica e por tornar menos provável o ressangramento. Entretan- TLO073 ANESTESIA PARA TERAPIA DBS
to, alterações no fluxo sanguíneo uterino podem levar à severa hi- Ingrid Caroline Baia de Souza*, Natália Pereira Bernardes,
póxia fetal. Assim, a pressão arterial deve ser reduzida apenas o Paula Fialho Saraiva Salgado, Jackson Davy da Costa Lemos
necessário para manter o bem-estar materno e pelo menor período
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São
possível. A extubação deve ser feita no fim do procedimento, per-
José do Rio Preto, SP, Brasil
mite a avaliação neurológica ainda na sala cirúrgica. O principal
desafio de fornecer anestesia para neurocirurgia feita durante a Introdução e objetivo: A terapia de estimulação cerebral profunda
gravidez é proporcionar um equilíbrio adequado entre os objetivos (terapia DBS [Deep Brain Stimulation]) é usada para tratamento de
clínicos concorrentes e às vezes contraditórios. doença de Parkinson e outras condições neurológicas. O manejo anes-
Referência: tésico varia de acordo com o serviço. O objetivo deste trabalho foi re-
1. Bateman BT, Olbrecht VA, Berman MF, et al. Peripartum subara- latar o caso de dois pacientes submetidos à terapia DBS com a seguinte
chnoid hemorrhage. Anesthesiology. 2012;116:324-33. técnica anestésica: paciente em sala cirúrgica, sem pré-anestésico.
S38 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Método: Monitoração com cardioscopia contínua, oximetria de pul- indução com 250 mcg de fentanil, 100 mg de propofol e 40 mg de
so e PANI e venóclise em MSD. Iniciada infusão de dexmedetomidina atracúrio. Intubada com sonda aramada 8,0, acoplada à ventilação
contínua, punção de PAI sob anestesia local e bloqueio de escal- mecânica, FiO2 45% e PEEP de 7 cm H2O. Mantida com infusão con-
po com ropivacaína 0,5%. Paciente é transportado para tomografia tínua de propofol, sulfato de magnésio 10 mg/kg/h, lidocaína 1,5
computadorizada para auxílio do mapeamento cerebral. Após, o re- mg/kg/h e dexmedetomidina 0,6 mcg/kg/h. PAM em artéria radial
mifentanil é iniciado antes da craniotomia. Quinze minutos pré-ma- direita com cateter 20G e acesso venoso central em veia JID, com
peamento, as drogas são suspensas e, se sistólica maior do que 130 cateter duplo lúmen. Posicionada em decúbito lateral, com o lado
mmHg, é administrado nitroprussiato de sódio. Após o implante do tumoral em direção superior, o ombro homolateral deslocado an-
eletrodo, paciente é submetido à anestesia endovenosa total com teriormente e a cabeça discretamente rodada homolateralmente.
propofol, remifentanil e cisatracúrio. Procedimento cirúrgico sem intercorrências. No fim das 10 horas
Relatos de caso: 1) J.R.M., 74 anos, portador de mal de Parkin- de cirurgia, parâmetros respiratórios, hemodinâmicos e temperatu-
son, em tratamento. Técnica anestésica descrita acima. Paciente ra corporal se mantinham estáveis. Paciente foi extubada em sala
apresentou hipertensão, manejado com nitroprussiato de sódio. cirúrgica e levada à UTI em boa ventilação espontânea, satO2 98%
Para locação do gerador, submetido à anestesia geral. O paciente cateter nasal O2 2 L/min e deglutindo.
se manteve estável até o fim da cirurgia, quando apresentou pico Discussão: Diversos trabalhos in vitro e in vivo nos últimos anos
hipertensivo à extubação, tratado com metoprolol e nitroprussiato. demonstraram a neuroproteção induzida pela anestesia em diferen-
Levado à UTI acordado, sem queixas, em uso de nitroprussiato con- tes espécies e em modelos de isquemia focal, hemisférica e global.
tínuo. Recebeu alta no 3º DPO, sem intercorrências. 2) F.P., 70 anos, O propofol tem se mostrado neuroprotetor in vivo nos modelos de
portador de depressão e mal de Parkinson em tratamento. Técnica isquemia cerebral. Acredita-se que a neuroproteção induzida por
anestésica, a mesma. Após bloqueio de escalpo, houve necessidade esse anestésico deva-se a seus efeitos antioxidantes. A administração
de infiltração local adjuvante. Infusão de nitroprussiato de sódio foi de dexmedetomidina pré-isquemia reduz significativamente os
necessária para controle pressórico. Durante locação do gerador, níveis de catecolaminas no plasma e diminuiu as comorbidades
conversão para anestesia geral. Paciente se manteve estável até o neurológicas em parâmetros funcionais e histopatológicos. O
fim da cirurgia, quando apresentou pico hipertensivo à extubação, sulfato de magnésio melhora o desfecho no trauma cerebral e a
administrados metoprolol e nitroprussiato. Levado à UTI sonolento, lidocaína está associada a efeitos positivos em longo prazo para os
sem queixas, em uso de nitroprussiato. Recebeu alta no 4º DPO, pacientes, como: menor alteração cognitiva pós-operatória, melhor
apresentou crise convulsiva no 3º DPO. Sem outras intercorrências. qualidade de vida e redução do risco de dor pós-operatória crônica
Discussão: A anestesia para DBS visa manter o paciente confortável ou persistente.
sob sedação consciente. Para a monitoração das respostas neuronais, Referências:
a escolha dos fármacos anestésicos é fundamental. São preferíveis 1. Nunes RR, Duval Neto GF, Alencar JCG, et al. Anestésicos, pre-
drogas com meia-vida curta, baixa interferência nos potenciais neu- condicionamento e proteção cerebral. Rev Bras Anestesiol.
ronais e baixo risco de depressão respiratória, como a dexmedeto- 2013;63:119-38.
medina. Já o bloqueio do escalpo resulta em baixos escores de dor e 2. Villela NR, Nascimento Junior P. Uso de dexmedetomidina em
menor exigência de analgésicos. Em ambos os casos, a associação da anestesiologia. Rev Bras Anestesiol. 2001;53:97-113.
anestesia regional com a anestesia endovenosa proporcionou condi-
ções satisfatórias para a cirurgia, sem complicações.
Referências: TLO288 ASLEEP-AWAKE-ASLEEP: MANEJO ANESTÉSICO DE
1. Grant R, Gurenbaum S, Gerrard J. Anaesthesia for deeb brain CRANIOTOMIA EM PACIENTE ACORDADO
stimulation: a review. Curr Opin Anesthesiol. 2015;28:505-10.
Rafael Takamitsu Romero*, Flávio Takaoka,
2. Osborn I, Sebeo J. “Scalp block” during craniotomy: a classique
Luiz Guilherme Villares da Costa, Thales Abreu Tedoldi,
technique revisited. J Neurosurg Anesthesiol. 2010;22:187-94.
Kelson Sousa Jacobina, Jean Beltoso Sena
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
TLO927 ANESTESIA VENOSA TOTAL PARA TRATAMENTO
Introdução: A feitura de craniotomia com o paciente acordado pode
CIRÚRGICO DE MENINGIOMA RETROCLIVAL
ser requerida para a abordagem de tumores ou focos epileptiformes
Carlos André Araújo Melo, Valter Oberdan Borges de Oliveira, adjacentes a áreas corticais que coordenam a fala ou a motricidade.
Lauro d’Avila Silveira Barreto*, Rafael Cerqueira Oliveira, Esse procedimento impõe desafios ao anestesista: a tolerância aos
Ivani Rodrigues Glass, Marcos Antonio Costa de Albuquerque estímulos cirúrgicos dolorosos deve ser garantida sem prejuízo da
responsividade e da cooperação para a feitura de testes neurocog-
Centro de Ensino e Treinamento (CET) Menino Jesus de Praga,
nitivos.
Aracaju, SE, Brasil
Relato de caso: Paciente ACM., sexo feminino, 51 anos, sem co-
Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju, SE, Brasil
morbidades. Programação cirúrgica de exérese de lesão tumoral
Introdução: O manejo cirúrgico dos tumores que se originam da parietal esquerda. Feita monitoração com ECG cinco derivações,
região retroclival ou com extensão para ela sempre foi um desafio pressão arterial invasiva, oximetria de pulso, TOF, índice bispectral
para os neurocirurgiões e anestesiologistas. Sua localização profun- e diurese. Instalados meias elásticas e massageador pneumático.
da e relação com estruturas neurovasculares vitais aumentam o ris- Puncionado acesso venoso periférico calibroso. Pré-oxigenação por
co de deficit neurológico severo. cinco minutos e indução anestésica com fentanil 100 mcg, propofol
Relato de caso: Paciente, 63 anos, sexo feminino, 80 kg, ASA 3 alvo-controlado 2 ng/mL, rocurônio 40 mg, seguida de acoplagem
(hipertensão arterial mal controlada e diabetes não insulinodepen- de máscara laríngea. Posicionamento em posição semissentada. Fei-
dente). Havia seis meses, iniciou quadro compatível com síndrome to bloqueio do escalpe bilateral com ropivacaína 0,2% (nn. occiptais
cerebelar, evoluiu com tetraparesia progressiva. Após exames de maiores e menores, nn. auriculares maiores, nn. supraorbitários,
imagem, diagnosticada com meningioma retroclival. Monitoração nn. supratrocleares, nn. zigomático-temporais e nn. auriculotem-
com oximetria de pulso, cardioscopia e PANI. Venóclise periférica porais). Manutenção da anestesia com propofol e remifentanil al-
com cateter 16G. Foi colocado um cateter nasal, O2 3 L/min e ini- vocontrolados e dexmedetomidina 0,3 mcg/kg/h. Após a instalação
ciada a dose de ataque intravenosa de sulfato de magnésio 30 mg/ dos pinos, craniotomia e incisão da dura, foi revertido o bloqueio
kg e lidocaína 2 mg/kg durante 10 minutos em SF 0,9% 250 mL. Feita neuromuscular com sugamadex guiado pelo TOF e procedido o des-
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S39

pertar. Mantida a infusão de dexmedetomidina 0,3 mcg/kg/h. Du- da cirurgia, estimado sangramento total de 400 mL. Hidratada
rante essa fase do procedimento, a paciente se manteve desperta e com 2 L de cristaloide manteve PAM de 80 mmHg sem necessidade
cooperou para a feitura de testes motores e verbais. Foram também de droga vasoativa. Diurese de 0,8 mL/kg/h, levada para pós-ope-
monitorados potenciais evocados motores e somatossensitivos. Não ratório imediato em UTI, apresentava-se lúcida e orientada no
houve queixa álgica ou de desconforto. Ao término da exérese, a tempo e espaço, sem deficit neurológico.
sedação foi aprofundada e foram infiltrados com ropivacaína os mm. Discussão: Levando em consideração a localização do tumor próxi-
temporais. A paciente evoluiu com recuperação sem intercorrências mo a áreas nobres, é evidente a importância de o anestesiologista
em unidade semi-intensiva, sem queixas álgicas até a alta, ocorrida oferecer condições cirúrgicas adequadas para o cirurgião fazer res-
após três dias. secção tumoral sem lesão de área sadia. Associado a isso, o anes-
Discussão: O desenvolvimento de novos fármacos e dispositivos de tesiologista deve estar preparado e evitar quadros de instabilização
via aérea permite uma abordagem segura e dinâmica para a fei- hemodinâmica por hemorragia e proteção de via aérea, haja vista
tura de craniotomia no paciente acordado, com rápida transição que se apresentava em respiração espontânea.
da profundidade anestésica de acordo com os diferentes tempos Referências:
cirúrgicos. O uso da dexmedetomidina promove sedação, ansiólise, 1. Sarang A, Dinsmore J. Anaesthesia for awake craniotomy – Evo-
adição à analgesia, com poucos prejuízos ventilatórios. A técnica lution of a technique that facilitates awake neurological testing.
asleep-awake-asleep, que compreende o uso intermitente de más- Br J Anaesth. 2003;90:161-5.
cara laríngea e a feitura do bloqueio de escalpo, é capaz de garantir 2. Bekker AY, Kaufman B, Samir H, Doyle W. The use of dexme-
mínimo desconforto e manutenção da responsividade. detomidine infusion for awake craniotomy. Anesth Analg.
Referências: 2001;92:1251-3.
1. Bekker AY, Kaufman B, Samir H, Doyle W. The use of dexme-
detomidine infusion for awake craniotomy. Anesth Analg.
2001;92:1251-3. TLO819 MANEJO ANESTÉSICO PARA RESSECÇÃO DE
2. Chaki T, Sugino S, Janicki PK, et al. Efficacy and safety of a li- TUMOR CEREBRAL COM PACIENTE ACORDADA: RELATO DE
docaine and ropivacaine mixture for scalp nerve block and local CASO
infiltration anesthesia in patients undergoing awake craniotomy.
Ivandete Coelho Pereira Pimentel, Carlos Vitor Osório de Oliveira*,
J Neurosurg Anesthesiol. 2016;28:1-5.
Fernanda Rondon Fonseca Pirangy,
Mirlane Guimarães de Melo Cardoso,
TLO054 CRANIOTOMIA ACORDADA PARA RESSECÇÃO DE Mewryane Câmara Brandão Ramos, Kamila Vieira de Oliveira
TUMOR GLIAL Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas
Thales Ricardo de Paula*, Gabriela Soares Piassi, (FCECON), Manaus, AM, Brasil
Gabriel José Redondano de Oliveira, Israel Lugli de Godoy, Introdução: A craniotomia acordada está indicada para
Walter Luiz Ferreira Lima, Tomás Gustavo Pires procedimentos em que a lesão cerebral está próxima a tecidos
corticais com funções indispensáveis, relacionadas ao córtex
Hospital Vera Cruz, Campinas, SP, Brasil
motor, sensorial, visual e linguístico, e necessita do mapeamento
Introdução: Células da glia são as células que mais dão origem a dessas áreas no intraoperatório com o paciente acordado. Os
tumores, chamados de gliomas. Cerca de 30% de todos os tumores principais desafios para o anestesiologista são adequar o plano
cerebrais são gliomas e apresentam-se frequentemente com cresci- anestésico aos estágios da cirurgia e manter a estabilidade
mento rápido. Homens e mulheres são afetados igualmente, porém hemodinâmica cerebral e cardiopulmonar. Algumas técnicas
a idade adulta é mais afetada. anestésicas estão descritas, mas no seguinte relato optou-se pela
Relato de caso: Paciente de 38 anos, 50 kg e sem comorbidades sedação consciente com uso de dexmedetomedina, sulfato de
prévias, com diagnóstico de tumor de célula glial em lobo frontal magnésio, cloridrato de lidocaína e remifentanil, manteve-se o
esquerdo de 7 cm, foi levada ao serviço de anestesiologia para paciente com respiração espontânea durante todo o procedimento
ressecção cirúrgica por craniotomia acordada com neuronavega- e titularam-se os anestésicos com base nos estágios cirúrgicos,
ção e neuroestimulação. Monitorada com pressão arterial invasi- conforme preconiza a técnica.
va, cardioscopia contínua, oximetria de pulso, monitor do nível de Relato de caso: Paciente feminino, 33 anos, 55 kg, ASA I, Mallam-
consciência e termômetro axilar. Manta térmica em membros in- pati II, com lesão expansiva intraparenquimatosa no lóbulo pa-
feriores e acesso venoso periférico 18G + 14G. Feita sedação com racentral à direita. Após monitoração com oximetria de pulso,
midazolam 3 mg EV e bloqueio de nervos da face e couro cabeludo eletrocardioscópio, pressão arterial não invasiva e cateter nasal
(ramo do n. supratroclear/n. occiptal menor/n. occiptal maior) com O2 2 L/min, procedeu-se a infusão intravenosa (IV) de sulfato
com ropivacaína 0,75%, total 15 mL. Iniciada infusão contínua magnésio 40 mg.kg−1, lidocaína 2% 2 mg.kg−1, dextrocetamina 5 mg
com dexmedetomedina 0,5 mcg/kg/h associada a propofol alvo- e midazolam 2 mg. Ao mesmo tempo, foram iniciados em bomba
controlado 0,5 mcg/mL (marsh) e remifentanil 0,05 mcg/kg/min. de infusão contínua remifentanil 0,2 mcg.kg.min−1 e propofol 0,6
Mantida em ventilação espontânea e cateter nasal de O2 (3 L/min). mcg.kg−1, enquanto eram puncionados acesso venoso central em
Posicionada em decúbito dorsal horizontal, com a cabeça leve- veia subclávia direita e pressão arterial invasiva (PAi). Fizeram-se
mente fletida e fixada (Mayfield). Após abertura do crânio, reduzi- bloqueios de nervos auriculotemporal direito, supraorbital direito
da a sedação para 0,3 mcg/kg/h de dexmedetomedina e remifen- e occipital maior e menor com ropivacaína 0,5% 20 mL. A anestesia
tanil 0,03 mcg/kg/min. Paciente apresentou superficialização do foi mantida com dexmedetomedina (0,1-0,6 mcg/kg/h) e remi-
nível de consciência confirmado pelo BIS e cooperativa durante o fentanil (0,015-0,05 mcg/kg/min) e a dura mater embebida em
início da ressecção do tumor perigiro pré-central. Após estimula- gaze com lidocaína 2% 20 mL. A PAi média variou de 60 mmHg a
ção cerebral, apresentou convulsão tônico-clônica generalizada e 100 mgHg e Fc 110-90 bpm. Após duas horas de cirurgia, paciente
discreta sonolência. Infundida fenitoína (750 mg), com cessação não manifestou resposta motora em domínio esquerdo após solici-
da crise confirmada pelo eletroencefalograma. Não houve perda tação verbal e a lesão foi ressecada parcialmente. Ao término da
da proteção de via aérea, manteve-se em ventilação espontânea. cirurgia, foi levada à UTI hemodinamicamente estável, movimen-
Após 15 minutos, elevação do nível de consciência e retomada a tava os quatro membros e evoluiu com hemiparesia esquerda no
ressecção tumoral com testes e auxílio da paciente. Após término pós-operatório imediato.
S40 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Discussão: O uso dos fármacos adjuvantes em craniotomia acordado sencadear eventos neurológicos negativos. O uso de drogas com
traz benefícios à técnica anestésica, pois oferece sedação e analgesia rápida metabolização e vigilância dos parâmetros supracitados
sem depressão respiratória. Sua associação com remifentanil foi útil, e assim o ato anestésico transcorreu sem intercorrências;
garantiu estabilidade hemodinâmica e adequada profundidade principalmente, evitou-se agudização da anemia ou ainda evento
anestésica, manteve o escore de Ramsay entre 2-3, permitiu a isquêmico cerebral.
cooperação do paciente quando estimulado verbalmente. Não Referência:
foram observados episódios de hipertensão, convulsão, náuseas e 1. Hobaika ABS, Teixeira VC, Cruvinel MGC, Ulhoa AC. Anestesia em
vômitos. A hemiparesia notada no pós-operatório é frequentemente paciente portadora de doença de Moyamoya: relato de caso. Rev
transitória, conforme a literatura. Bras Anestesiol. 2005;55:350-3.
Referências:
1. Jason C. Anesthesia for awake craniotomy: an update. Rev Co-
lomb Anestesiol. 2015;43(S1):22-8. TLO232 USO DE DEXMEDETOMIDINA EM NEUROCIRURGIA
2. Navdeep S, Girija PR, Arvind C, et al. Anaesthesia for awake COM DESPERTAR INTRAOPERATÓRIO
craniotomy: a retrospective study of 54 cases. Ind J Anaesth.
Guilherme Vieira Cunha,
2015;59:300-5.
Jaqueline Cobucci Monteiro Junqueira de Souza*,
Rodrigo de Lima e Souza, Leonardo Alves Araújo
TLO328 REVASCULARIZAÇÃO CEREBRAL EM CRIANÇA COM Hospital Madre Teresa, Belo Horizonte, MG, Brasil
DOENÇA DE MOYAMOYA E ANEMIA FALCIFORME – RELATO
Introdução: As ressecções tumorais em áreas eloquentes do cérebro
DE CASO são feitas com mais segurança com testes cognitivos para identi-
Gilmar Pereira Coan*, Eyder Figueiredo Pinheiro, ficação exata desses locais. Os pacientes devem estar acordados,
Emilio Carlos Del Massa confortáveis e colaborativos para que se identifiquem com clareza
as áreas que devem ser preservadas. A escolha das drogas anestési-
Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil
cas que permitem esse processo constitui passo fundamental para o
Introdução: A doença de Moyamoya (DMM) é condição rara, sucesso do procedimento.
caracterizada por estenose bilateral da porção terminal da artéria Relato de caso: VLAS, branca, 57 anos, 50 kg, altura 1,69 m,
carótida interna e/ou das porções proximais das artérias cerebrais ASAII, em uso de fenitoína e dexametasona. Apresentava deficit
anteriores e/ou cerebrais médias. O diagnóstico é confirmado por inicial de paralisia facial à direita e plegia em MSD. Levada ao
angiografia cerebral. Em crianças, manifesta-se por fenômenos centro cirúrgico para ser submetida à craniotomia de lesão ex-
neurológicos: parestesia, cefaleia, alterações sensoriais, pansiva intracraniana em região parieto-occiptal esquerda. Feita
convulsões e movimentos involuntários. A doença falciforme é uma venopunção em MSD com cânula 16G. Monitorada com cardiosco-
condição inflamatória crônica permeada de episódios agudos, na pia, pressão arterial média invasiva, oximetria de pulso, capno-
qual as “hemácias em foice” são responsáveis pelos fenômenos metria e sonda vesical. Após inalação de O2 a 100% sob máscara, a
vaso-oclusivos e hemólise crônica. A clínica é constituída de sinais e indução da anestesia foi efetuada com infusão contínua alvocon-
sintomas: dor, anemia hemolítica e comprometimento progressivo trolada de propofol 1% (3,0 e mantido a 2,0 μg.mL–1) segundo mo-
de múltiplos órgãos. delo de Schnider, dexmedetomidina na dose de 10 μg.kg–1.h–1 em
Relato de caso: Paciente masculino, 10 anos, 28 kg, negou alergia, 10 minutos e manutenção 0,5 μg.kg–1 e remifentanil 0,2 μg.kg–1.
portador de anemia falciforme (SS), HAS, hemossiderose e DMM. min–1. Após perda do reflexo ciliar foi colocada e fixada uma más-
História prévia de seis episódios de AVCi (meses 06 e 09/2011; 05, cara laríngea (ML), acoplada à ventilação mecânica com O2 e ar
08 e 09/2016), na vigência de transfusão crônica. Em uso de: AAS (FiO2 de 0,5). Usado fixador de Mayfield e feito um bloqueio do
100 mg; ácido fólico 5 mg; captopril 12,5 mg 12/12h; hidroxiureia escalpo bilateral com ropivacaína 0,5% (75 mg). Mantida em anes-
500 mg; deferasirox 500 mg; com programação cirúrgica de tesia venosa total por cerca de 180 minutos, enquanto a equipe
revascularização cerebral. ASA 3. Venóclise prévia em VJED. cirúrgica acessava a área da lesão. A seguir, foi desligada a infu-
Monitoração (PA 110/70, FC 75, SpO2 99%). Pré-oxigenação com O2 são de propofol e foram reduzidas as doses de remifentanil para
100%. Indução com midazolam 2 mg, fentanil 150 mcg, cisatracúrio 0,05 μg.kg–1 e dexmedetomidina 0,2 μg.kg–1. Nesse momento, foi
6 mg e propofol 150 mg. IOT tubo 5,5 aramado com cuff. Checadas retirada a ML da paciente sem intercorrências; permaneceu co-
capnografia e ausculta torácica simétrica. VM em modo VCV; ma- municativa durante todo o procedimento cirúrgico, sem queixar-
nutenção com propofol em TCI 2 mcg/mL, sevoflurano 1% e solução se de episódios álgicos. Feitos mapeamento cortical, avaliações
salina (SF 0,9%) 100 mL, com remifentanil 2 mg, lidocaína 200 mg, cognitivas e visuais. A duração do ato anestésico-cirúrgico foi de
MgSO4 2 g, clonidina 150 mcg, a 10 mL/hem BIC. Uso de termô- 400 minutos; manteve-se acordada até o término do procedimen-
metro esofágico; punção arterial radial esquerda com gelo 22G, to. Levada à UTI, hemodinamicamente estável, sem aminas e em
a monitorar PAI; acesso central VJID, guiado por USG, e cateter bom padrão respiratório.
duplo lúmen 5F. A cirurgia durou três horas e 45 minutos, a aneste- Conclusão: A dexmedetomidina proporciona sedação moderada,
sia durou 6 horas. Feitos 4 mg de cisatracúrio uma hora e meia e a com analgesia mediada pelo sistema nervoso central, pequeno
três horas da indução. Infundidos 2.400 mL de Plasma Lyte, diurese potencial para causar depressão respiratória e, quando usada em
700 mL. Feita gasometria arterial seriada para controle de Hb e doses baixas, poucas alterações hemodinâmicas. Pacientes sedados
eletrólitos. Mantida PAM controlada e mantida acima de 70 mmHg com a droga podem ser mantidos sonolentos, mas são capazes de
à custa de infusão intermitente de noradrenalina em BIC. Aspirado responder prontamente e com coerência ao serem despertados. Tal
VAS e extubação em plano anestésico, teve um despertar tranquilo. benefício torna a dexmedetomedina um dos fármacos de escolha
Levado à UTI com PAM 75, FC 110, Sat O2 95%, recebia noradrenali- em neurocirurgias com despertar intraoperatório.
na 0,06 mcg/kg/min. Referências:
Discussão: A conduta anestésica desses pacientes deve priorizar 1. Santos MCP, Vinagre RCO. Dexmedetomidina para teste neuro-
manter níveis normais de PA, CO2, O2, pH, temperatura, glico- cognitivo em craniotomia com o paciente acordado: relato de
se, volemia, observados através de gasometria arterial seriada. caso. Rev Bras Anestesiol. 2006;56:402-7.
Com esses objetivos atingidos teremos adequado fluxo sanguíneo 2. Ard JL, Bekker AY, Doyle WK. Dexmedetomidine in awake cranio-
encefálico, pois estados perioperatórios desfavoráveis podem de- tomy: a technical note. Surg Neurol. 2005;63:114-7.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S41

TLP920 USO DE DEXMEDETOMIDINA PARA BIÓPSIA tência vascular (RV), leva à insuficiência do ventrículo direito (VD).
ESTEREOTÁXICA PARA DIAGNÓSTICO DE TUMORAÇÃO Define-se como pressão sistólica da AP ≥ 30 mmHg e a diastólica ≥
CEREBRAL 15 mmHg, pressão média na AP (PMAP) ≥ 25 mmHg em repouso ou ≥
30 mmHg durante exercício.
Carlos André Araújo Melo*, Valter Oberdan Borges de Oliveira,
Relato de caso: Paciente masculino, 42 anos, 95 kg, 1,70 m, ASA
Marcos Eyder Leite Fragoso, Meirelles Barros Lima, III, com síndrome de Eisenmenger (HAP e comunicação interventri-
Ivani Rodrigues Glass, Marcos Antonio Costa de Albuquerque cular) e hipertensão arterial sistêmica. Encontrava-se com dispneia
Centro de Ensino e Treinamento (CET) Menino Jesus de Praga, aos pequenos esforços e em uso diário de anlodipino 5 mg, hidroclo-
Aracaju, SE, Brasil rotiazida 25 mg e bosentana 250 mg. Após cinco dias da exodontia,
Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju, SE, Brasil apresentou-se em regular estado geral com convulsão, febre e osci-
lação do nível de consciência. Ao exame físico, auscultou-se sopro
Introdução: A biópsia estereotáxica (BE) é um procedimento
sistólico em foco tricúspide e murmúrios vesiculares diminuídos.
importante para o diagnóstico das lesões expansivas intracranianas.
Exames laboratoriais normais, com exceção do aumento de provas
Por ser um método menos invasivo, a sedação, como técnica
inflamatórias e hemograma que demonstrava leucocitose (desvio à
anestésica, pode ser usada. A dexmedetomidina é um agonista
esquerda). Ecocardiograma: comunicação interventricular. Estenose
alfa-2 adrenérgico que apresenta relação de seletividade entre os
pulmonar por banda anômala do VD. HAP (PMAP: 79 mmHg). Forame
receptores α2:α1 de 1600:1, com importante ação sedativa, analgésica
oval pérvio. Fração de ejeção: 59,7%. Cirurgia proposta: drenagem
e bom controle hemodinâmico frente ao estresse cirúrgico. Mesmo
de empiema subdural. Monitoração: cardioscópio, oximetria, cap-
em doses elevadas do fármaco não provoca depressão ventilatória.
nografia, pressões arterial invasiva, venosa central e de AP, índice
Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 70 anos, 60 kg,
bispectral, termômetro e sonda vesical de demora. Indução anesté-
ASA III (hipertensão arterial não controlada e diabetes não
sica: midazolam 0,05 mg/kg, fentanil 5 µg/kg, etomidato 0,2 mg/
insulinodependente). Cerca de um mês iniciou quadro de apatia,
kg, atracúrio 0,5 mg/kg e fenitoína 10 mg/kg. Manutenção: após a
suspeitou-se de quadro depressivo, que evoluiu com afasia e
passagem do cateter de AP, constatou-se a HAP (PMAP: 50 mmHg),
deficit focal à esquerda, foi levada ao pronto-atendimento sob
optou-se pela introdução de milrinone e noradrenalina, devido a
suspeita de acidente vascular encefálico (AVE). Após tomografia
hipotensão. Sevoflurano a 1,5%. Balanço hídrico: 200 mL. Duração
computadorizada, foi descartado o AVE e evidenciou-se uma
da anestesia: 5,5 horas. Desfecho: O paciente foi levado intubado
tumoração cerebral. Admitida no centro cirúrgico já com o aparelho
à unidade intensiva, hemodinamicamente compensado à custa de
de estereotaxia, Glasgow 11 (4, 5 e 2). Monitorada com PANI,
milrinone 0,5 µg/kg/m e noradrenalina 0,1 µg/kg/m, foi extubado
cardioscopia e saturação de oxigênio. Apresentava PA: 180 × 110
no dia seguinte. No quinto dia de pós-operatório, recebeu alta em
mmHg, FC: 120 bpm e satO2: 97% em ar ambiente. Sedada com mi-
bom estado geral.
dazolam 1 mg e fentanil 30 mcg com melhoria dos parâmetros car-
Discussão: Os inibidores da fosfodiesterase tipo III são drogas ino-
díacos, apresentava PA 130 × 75 mmHg e FC: 78 bpm. Foi colocado
trópicas positivas e têm ação vasodilatadora sistêmica e pulmonar,
um cateter nasal, O2 3 L/min e iniciada a dexmedetomidina dose de
diminuem as RV. A hipotensão é um efeito adverso importante, já
ataque de 0,5 mcg/kg durante cinco minutos e manutenção de 0,7
que não apresenta seletividade para circulação pulmonar. Assim, é
mcg/kg/h. Feita infiltração local com lidocaína 2% com vasocons-
essencial associar com drogas inotrópicas para melhorar o débito
trictor e injetados 15 mg de cetamina.
cardíaco. Apesar da progressão terapêutica, não existe ainda um
Discussão: Diagnóstico preciso da lesão somente pode ser feito com
o exame histopatológico, pré-requisito para se selecionar o tipo de tratamento ideal. O conhecimento da fisiopatologia da HAP, farma-
tratamento adequado, seja cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. cologia das drogas e dos fatores que comprometem a pré e pós-car-
A biópsia de lesões cerebrais obtida por procedimento estereotáxico ga do VD é aspecto fundamental no controle perioperatório.
representou grande avanço na neurocirurgia minimamente invasiva, Referências:
permitiu atingir com segurança áreas localizadas profundamente no 1. Maranhão MVM. Conduta no doente com hipertensão pulmonar
encéfalo sem a necessidade de grande abertura do crânio e com e insuficiência ventricular direita. In: Cavalcanti IL, Cantinho
a preservação de estruturas cerebrais normais localizadas acima FAF, Assad A. Medicina perioperatória. Rio de Janeiro: Saerj;
da lesão. O uso da dexmedetomidina pode ser de grande auxílio a 2006:401-411.
esse procedimento por proporcionar sedação, analgesia e controle 2. Guimarães JI, Lopes AA. Diagnóstico, avaliação e terapêutica da
hemodinâmico, sem provocar depressão ventilatória, além de hipertensão pulmonar. Disponível em: http://publicacoes.car-
proporcionar proteção e diminuição do edema cerebral. diol.br/consenso/2005/039.pdf. Acessado em: 24/06/2017.
Referências:
1. Pittella JEH. Biópsia estereotáxica no diagnóstico de tumores
cerebrais e lesões não neoplásicas: indicações, acurácia e difi-
culdades diagnósticas. J Bras Patol Med Lab. 2008;44:343-54.
2. Villela NR, Nascimento Junior P. Uso de dexmedetomidina em XI) Anestesia em Obesidade
anestesiologia. Rev Bras Anestesiol. 2003;53:97-113.

TLO713 ANESTESIA LIVRE DE OPIOIDES NA


TLO256 USO DE MILRINONE PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL GASTROPLASTIA VIDEOLAPAROSCÓPICA REDUZ O TEMPO
PULMONAR EM NEUROCIRURGIA DE PERMANÊNCIA NA RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA
Isabela Scárdua Frizzera Gonçalves*, Francisco Ricardo Marques José Carlos Corrêa da Cunha Filho*, Luiz Fernando dos Reis Falcão,
Lobo, Victor Costa Nuevo, Amanda Calil da Silva, Débhora Dayanne Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, Rafael Amorim Ribeiro, Guinther
Tres, Camila Vioto Giroldo Badessa, Carina Fernandez
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São CET GAAP – Hospital São Camilo, São Paulo, SP, Brasil
José do Rio Preto, SP, Brasil Grupo de Anestesiologistas Associados Paulista, São Paulo, SP, Brasil
Introdução: A hipertensão arterial pulmonar (HAP) é caracterizada Justificativa e objetivo: O número de cirurgias para obesidade
pela elevação da pressão da artéria pulmonar (AP) e de sua resis- tem crescido a cada ano. Para sua feitura é necessário submeter o
S42 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

paciente à anestesia geral. Classicamente, os opioides têm sido as peso ideal corrigido) em ventilação no modo pressão controlado,
principais medicações no intra e pós-operatório para o combate à com pressão inspiratória 22 cm H2O, PEEP 5 cm H2O e FR 14 ipm.
dor. Entretanto, são acompanhados de diversos efeitos colaterais, Colhidas gasometrias seriadas após indução, pós-instalação de
tais como: náuseas e vômitos, depressão respiratória, constipação, pneumoperitônio, quando foi desfeito e após extubação. Cirurgia
prurido, hiperalgesia, entre outros. Tais complicações aumentam o sob a técnica do Slleve, feita sem intercorrências. Optou-se por
tempo de permanência na RPA e de internação hospitalar. Devido a extubação em sala com paciente acordado. Levado para pós-ope-
isso, os protocolos de fast tracking sugerem a retirada do opioide ratório de 24 horas em UTI, teve alta hospitalar após 72 horas do
(opioid free anesthesia, OFA) e redução do seu uso (opioid sparing procedimento.
anesthesia). O objetivo deste estudo é comparar o tempo de per- Discussão: A cirurgia bariátrica nos superobesos apresenta indiscu-
manência na recuperação pós-anestésica (RPA) no pós-operatório de tíveis benefícios, porém associa-se a uma taxa de complicações em
gastroplastia de pacientes submetidos a duas técnicas de anestesia torno de 10% e 4% de óbito. O número de superobesos é crescente
geral: OFA e anestesia geral com opioides (STD). nos últimos tempos. A técnica desabsortiva, com alça jejunal mais
Método: Estudo retrospectivo de pacientes submetidos à gastro- longa, tem papel fundamental na perda ponderal nesses pacien-
plastia videolaparoscópica. Os dados foram coletados a partir dos tes. A escolha da técnica cirúrgica baseou-se na possível dificuldade
relatórios de anestesia e documentos de enfermagem da RPA. As para “liberação de alças” devido à cirurgia prévia abdominal baixa
OFA foram feitas por abordagem multimodal com dexmedetomidi- e à grande quantidade de tecido adiposo, justificou dessa forma
na, lidocaína, propofol, rocurônio e sulfato de magnésio. As STD postergar a derivação em Y de Roux para um segundo tempo cirúrgi-
foram feitas com opioide (fentanil, sufentanil e/ou remifentanil), co. Os grandes obesos têm reduzida capacidade residual funcional,
propofol e rocurônio. Foram analisados o tempo total do intraopera- volume expiratório residual e alta incidência de apneia obstrutiva
tório, tempo para despertar e tempo de RPA. Os dados paramétricos do sono, por isso dessaturação pode ocorrer rapidamente. O bom
foram representados como média e desvio-padrão e foi feita com- posicionamento torna-se fundamental, seja com uso do Fowler ou
paração pelo teste t de Student. de uma rampa para elevação do tronco e pescoço. A formação de
Resultado: Foram estudados 94 pacientes, 22 (25%) submetidos atelectasia, principalmente após a instalação do pneumoperitônio,
à OFA e 72 (75%) a STD. Não houve diferença entre os grupos em pode ser prevenida com PEEP, que se associa a melhor oxigenação
relação à prevalência de gênero, idade, peso e altura (p > 0,05), pós-operatória. Não há diferença de morbidade em UTI em pacien-
assim como também não houve diferença entre os grupos OFA e STD tes submetidos à anestesia geral com propofol ou desflurano/sevo-
no tempo total de sala operatória (134,1 ± 33,1 e 138,6 ± 17,5 min, flurano, mas parece haver diferença de oxigenação quando mantida
p = 0,537, respectivamente) e tempo de despertar (12,9 ± 5 e 15,2 anestesia com agentes inalatórios. As morbidades e limitações téc-
± 7,4 min, p = 0,117, respectivamente). Entretanto, o grupo OFA nicas justificam práticas de equipe multidisciplinar, desde o apri-
permaneceu menor tempo na RPA (109,3 ± 35,1 min) quando com- moramento de doenças prévias à adequação da técnica cirúrgica
parado com o grupo STD (132,3 ± 48,9 min) (p = 0,045). e anestésica, planejamento do transporte e cuidados especiais no
Conclusão: Foi demonstrado que a anestesia livre de opioides pós-operatório.
(OFA) não é inferior à anestesia padrão com uso de opioides em Referência:
relação ao tempo de permanência da sala operatória ou tempo de 1. DeMaria EJ. Bariatric surgery for morbid obesity. N Engl J Med.
despertar. Entretanto, a retirada do opioide pode reduzir o tempo 2007;356:2176-83.
de permanência na RPA devido à provável redução de sedação ou
complicações oriundas dessa medicação.
Referências:
TLO852 ASSOCIAÇÃO ENTRE OS PREDITORES DE VIA AÉREA
1. Mulier JP. Perioperative opioids aggravate obstrutive breathing
in sleep apnea syndrome: mechanisms and alternative anesthe-
DIFÍCIL E DIFICULDADE NA INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL
sia strategies. Curr Opin Anesthesiol. 2016;29:129-33. EM PACIENTES OBESOS SUBMETIDOS À GASTROPLASTIA
2. Dillemans B, Cauwenberge SV, Mulier JP. What an anaesthe- REDUTORA NO HOSPITAL ANGELINA CARON
sist should know about bariatric surgery. Acta Anaesth Belg. Emanuele Grizon da Costa, Emerson Alexandre Penteado de
2009;60:177-80. Carvalho, Leonardo Luiz de Souza, Paula Moreira Yegros,
Pedro Hahn Monteiro de Souza, Tiele Assis Rikimaru Caron*
Sociedade Hospitalar Angelina Caron, Campina Grande do Sul, PR,
TLO1027 ANESTESIA PARABARIÁTRICA EM SUPEROBESOS
Brasil
Anderson Luis*, Mili Freire Almeida Nascimento, Talita da Silva Introdução: Os pacientes obesos frequentemente apresentam alte-
Hospital da Sagrada Família, Salvador, BA, Brasil rações anatômicas que podem dificultar a intubação orotraqueal.
A incapacidade de assegurar a via aérea no paciente é uma das
Introdução: A obesidade é uma doença multifatorial, metabólica, emergências mais graves da prática anestésica. Assim, antecipar as
de origem genética, agravada por fatores ambientais. O índice dificuldades de intubação orotraqueal é muito importante para o
de massa corporal (IMC) estima a distribuição de gordura; quando planejamento da indução da anestesia geral e garantia da segurança
maior do que 28, associa-se ao aumento em três vezes na morbida- do procedimento.
de em relação à população em geral. Segundo Mason, superobeso Objetivo: Verificar se os preditores de via aérea difícil se correla-
apresenta 225% de gordura acima do peso ideal ou IMC maior do que cionam com a dificuldade de intubação em pacientes obesos subme-
50 kg/m2. Esse subgrupo diferencia-se por maior número de comor- tidos à cirurgia bariátrica no Hospital Angelina Caron e, secundaria-
bidades associadas, risco cirúrgico e mortalidade. mente, avaliar a utilidade do questionário Stop-Bang como preditor
Relato de caso: Paciente 47 anos, masculino, IMC 86,5 kg/m2, de dificuldade de intubação em pacientes obesos.
tabagista, portador de hipertensão e diabetes tipo 2, com falha Método: Estudo observacional tipo coorte prospectiva a ser feito
em diversas tentativas de dietoterapia e perda ponderal. Fei- em pacientes submetidos à gastroplastia redutora sob anestesia
tas monitoração não invasiva e venóclise 18G. Posicionamento geral balanceada. Os pacientes foram avaliados antes da cirurgia,
e alinhamento de via aérea, indução venosa, IOT com TOT 8,0 foram observadas a presença ou não dos preditores de via área
G com cuff. Optou-se por monitoração arterial invasiva. Mantido difícil da Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA) e a apli-
sob anestesia venosa total (propofol, remifentanil, cetamina e cação do questionário STOP-Bang, a fim de detectar a síndrome
lidocaína 2% SV em infusões contínuas e doses habituais para o da apneia obstrutiva do sono. Em seguida, foi feita a indução da
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S43

anestesia geral e, durante a intubação, foi avaliada a dificuldade TLO1022 AVALIAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA DO EFEITO DA
de tal procedimento de acordo com a classificação de Cormack e ANESTESIA GERAL LIVRE DE OPIOIDES VERSUS ANESTESIA
Lehane, em que os graus 3 ou 4 são considerados como intubação GERAL CONVENCIONAL EM OPERAÇÕES BARIÁTRICAS
orotraqueal difícil. VIDEOLAPAROSCÓPICAS
Resultado: A classificação de Cormack e Lehane mais encontrada foi
a I, com 69,1%. Apresentou significância estatística ao se comparar Erivelton Neiva Rodrigues*, Rodrigo de Lima e Souza,
com o sexo: o masculino totalizou 11,1% com Cormack Lehane III, e Francisco Tadeu Mota Albuquerque, Daniel Nogueira Diniz,
o feminino, 99,3% com Cormack I e II. A dificuldade na laringoscopia Igor Neves Oliveira, Bruna Cândida Carvalho de Oliveira
também foi estatisticamente significativa (p = 0,033), com maior di- Hospital Madre Teresa, Belo Horizonte, MG, Brasil
ficuldade nos homens (14,81%) do que nas mulheres (3,38%); 60,6%
dos pacientes tinham números de 40,1 a 50 de índice de massa cor- Justificativa e objetivos: A anestesia geral convencional para cirur-
poral (IMC); desses, apenas 2,8% apresentaram um índice de Cor- gia bariátrica tem suas peculiaridades devido à existência de doen-
mack-Lehane maior ou igual a III. Pacientes com IMC maior do que ças concomitantes e alterações cardiorrespiratórias durante e após
55 tiveram uma porcentagem ainda menor (2,4%). Mallampati III e o ato cirúrgico. O uso de opioides faz parte do cotidiano da anes-
IV foram encontrados em 22,8% dos pacientes; apenas 2,4% deles tesia convencional; entretanto, pode trazer consequências, como
dificuldades respiratórias, aumento da sensibilidade à dor, além da
tiveram um Cormack-Lehane maior ou igual a III. Alto risco de sín-
alta prevalência de náuseas e vômitos, fatores que atrasam a alta
drome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) foi encontrado em 70,6%
hospitalar. O presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos
dos pacientes com IMC maior do que 55. Somente 2,8% de todos os
da anestesia geral livre de opioides no pós-operatório de cirurgias
pacientes de alto risco de SAOS apresentaram o Cormack-Lehane
bariátricas quanto à analgesia, prevalência de náuseas e vômitos,
maior ou igual a III.
reintrodução da dieta oral e permanência hospitalar.
Conclusão: A presença de preditores de via aérea difícil e alto risco
Método: Foram alocados de forma prospectiva e aleatória, após
para SAOS não implica dificuldade na intubação orotraqueal em pa-
consentimento do paciente e liberação do Centro de Estudo e Pes-
cientes obesos, desde que bem posicionados.
quisa local, 58 pacientes candidatos à cirurgia bariátrica com IMC
médio de 35 a 56 (G1: 32 no grupo convencional e G2: 26 no grupo
sem opioides).
TLP567 AVALIAÇÃO DO USO DE ANALGESIA
Resultados parciais: O estudo ainda em andamento mostrou que
CONTROLADA PELO PACIENTE COM FENTANIL apenas cinco pacientes do G2 receberam opioides de resgate no
ENDOVENOSO NO PÓS-OPERATÓRIO DE GASTROPLASTIA pós-operatório, versus 20 do G1: apenas três do G2 apresentaram
LAPAROSCÓPICA náuseas e vômitos, versus 15 do G1; 23 do G2 iniciaram dieta oral
Dayane Gelenski*, Manuela Danielski Niehues, Ney Bianchini, precoce, tempo menor de 24 horas versus 17 no G1. Todos os pa-
Yara Grott, Ewerton Villa Fonseca cientes do G2 tiveram alta hospitalar nas primeiras 48 horas, en-
quanto cinco pacientes do G1 receberam alta após 48 horas.
Hospital Nossa Senhora da Conceição, Tubarão, SC, Brasil Conclusão: A anestesia livre de opioides nos pacientes bariátricos
Justificativa e objetivo: Dor no pós-operatório é um importante se propõe a ter um nível de analgesia igual ou superior ao da anes-
fator de satisfação e morbidade no pós-operatório, e por isso tesia convencional, com diminuição dos efeitos colaterais, oferece
deve ser bem controlada. Um método moderno e eficaz usado uma melhor recuperação no pós-operatório, reintrodução precoce
atualmente é a analgesia controlada pelo paciente com opioide. da dieta e potencial diminuição do tempo de internação hospitalar.
Este artigo teve como objetivo avaliar o grau de satisfação, o nível Os resultados parciais do estudo sugerem sucesso potencial desses
de dor e a presença de efeitos colaterais em pacientes em uso objetivos.
Referências:
da técnica de analgesia controlada pelo paciente com fentanil
1. Apfel CC, Heidrich FM, Jukar-Rao S, et al. Evidence-based analy-
endovenoso (ACP-EV) no pós-operatório de cirurgia bariátrica
sis of risk factors for postoperative nausea and vomiting. Br J
laparoscópica.
Anaesth. 2012;109:742-53.
Método: Estudo observacional com delineamento transversal, que
2. Feld JM, Hoffman WE, Stechert MM, et al. Fentanyl or dexmede-
analisou o uso de analgesia controlada pelo paciente com ACP-EV no
tomidine combined with desflurane for bariatric surgery. J Clin
pós-operatório de cirurgia bariátrica laparoscópica em 61 pacien-
Anesth. 2006;18:24-8.
tes. Foram coletados dados sociodemográficos e antropométricos,
além de nível de dor de acordo com a escala visual analógica (EVA),
nível de satisfação (notas de 0-10) e presença de náuseas e vômitos,
TLO714 COMPARAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES PÓS-
prurido ou depressão respiratória em 24 e 48 horas de pós-opera-
tório.
OPERATÓRIAS NA ANESTESIA GERAL LIVRE DE
Resultado: Os pacientes referiram predominantemente dor mo- OPIOIDES VERSUS ANESTESIA GERAL COM OPIOIDES EM
derada no primeiro pós-operatório (70,49%) e dor leve no segundo GASTROPLASTIA VIDEOLAPAROSCÓPICA
pós-operatório (91,8%). Os efeitos colaterais de maior incidência no José Carlos Corrêa da Cunha Filho, Luiz Fernando dos Reis Falcão,
primeiro e segundo pós-operatório foram náuseas e vômitos. Não Carina Fernandez, Adeli Mariane Vieira Lino Alfano, Rafael Amorim
houve caso de depressão respiratória. Os pacientes apresentaram Ribeiro, Guinther Giroldo Badessa*
altos índices de satisfação em ambos os momentos (9,29 após 24
horas e 9,73 após 48 horas). Presença de dor moderada/intensa foi CET do Hospital São Camilo, São Paulo, SP, Brasil
preditiva de menor satisfação dos pacientes, com diferença estatis- Grupo de Anestesiologistas Associados Paulista (GAAP), São Paulo,
ticamente significativa (p < 0,05). SP, Brasil
Conclusão: Analgesia controlada pelo paciente com fentanil endo- Justificativa e objetivo: O número de cirurgias para obesidade vem
venoso (ACP-EV) se mostrou um método eficaz e seguro no controle crescendo a cada ano. Com o objetivo de reduzir complicações pós-
da dor no pós-operatório de cirurgia bariátrica, além de proporcio- operatórias e o tempo de internação hospitalar, diversos protocolos
nar altos índices de satisfação. Sugere-se uma abordagem antie- fast tracking (Eras, Erabs etc.) têm sido publicados com diversas
mética multimodal para melhor controle de náuseas e vômitos no recomendações. Uma importante recomendação é a redução ou re-
pós-operatório. tirada do uso do opioide no perioperatório. Os opioides podem ser a
S44 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

causa de diversos efeitos colaterais, tais como: náuseas e vômitos, categóricos estão representados por frequência absoluta e relativa
depressão respiratória, constipação, prurido, hiperalgesia, entre e comparados pelo teste de qui-quadrado de Pearson. Foi conside-
outros. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência de com- rado significância estatística p < 0,05.
plicações no pós-operatório de gastroplastia videolaparoscópica de Resultado: Foram identificadas 1.407 (6,9%) anestesias em pacien-
pacientes submetidos a duas técnicas de anestesia geral: anestesia tes obesos. Os eventos respiratórios mais frequentes foram bron-
geral sem opioide (OFA) e anestesia geral com opioides (STD). coespasmo (19; 1,4%), hipoventilação (10; 0,7%), e hipóxia (10;
Método: Estudo retrospectivo de pacientes submetidos à gastro- 0,7%). Foram identificadas como complicações respiratórias rela-
plastia videolaparoscópica. Os dados foram coletados a partir dos cionadas à obesidade com IMC > 35 kg/m2 na análise univariada:
relatórios de anestesia e documentos de enfermagem da RPA. As hipoventilação (OR 4,203; IC 95% 2,062-8,566, p = 0,0001), bron-
OFA foram feitas por abordagem multimodal com dexmedetomidina, coespasmo (OR 2,588; IC 95% 1,580-4,242, p = 0,0001), hipóxia (OR
lidocaína, propofol, rocurônio e sulfato de magnésio. As STD foram 2,487; IC 95% 1,264-4,895, p = 0,006) e dispneia (OR 7,454; IC 95%
feitas com opioide (fentanil, sufentanil e/ou remifentanil), propofol 2,495-22,271, p = 0,0001). Quando consideradas todas as complica-
e rocurônio. Foram analisadas as intercorrências de dor, náusea e ções respiratórias em conjunto, os pacientes obesos apresentaram
vômito (NVPO) e complicações respiratórias (dessaturação, dispneia uma incidência de 2,6%, e os não obesos, de 1% (OR 2,593, IC 95%
e respiração obstrutiva) na RPA. Os dados paramétricos foram re- 1,816-3,701, p = 0,0001, respectivamente).
presentados como média e desvio-padrão e foi feita comparação Conclusão: A obesidade associa-se com o aumento da incidência de
pelo teste t de Student. Os dados categóricos foram expressos em complicações respiratórias no intraoperatório, e é um importante
números relativos e comparados pelo teste qui-quadrado. fator de risco para hipoventilação e hipoxemia.
Resultado: Foram estudados 94 pacientes, 22 (25%) submetidos Referência:
a OFA e 72 (75%) a STD. Não houve diferença entre os grupos em 1. Fernandez-Bustamante A, Hashimoto S, Serpa Neto A, Moine P,
relação à prevalência de gênero, idade, peso e altura (p > 0,05). Vidal Melo MF, Repine JE. Perioperative lung protective ventila-
As OFA, quando comparadas com a STD, tiveram tendência a me- tion in obese patients. BMC Anesthesiology. 2015;15:56.
nor incidência de complicações no pós-operatório imediato (58,3%
× 61,1%, p = 0,81, OR 0,891, IC 95% 0,348-2,280), menos dor (50,0%
× 56,9%, p = 0,554, OR 0,756, IC 95% 0,299-1,909) e menos compli- TLO577 PARALISIA HEMIDIAFRAGMÁTICA SINTOMÁTICA
cações respiratórias (0% × 2,8%, p = 0,409). A incidência de NVPO APÓS BLOQUEIO DE PLEXO BRAQUIAL SUPRACLAVICULAR
na RPA foi de 12,5% no grupo OFA e 8,3% no grupo STD (p = 0,544). EM OBESA COM PROVÁVEL VIA AÉREA DIFÍCIL: RELATO DE
Conclusão: Apesar de ser um estudo-piloto e com baixo poder es- CASO
tatístico, foi possível demonstrar uma tendência de reduções de
complicações no pós-operatório imediato nos pacientes submetidos Júlia Bernart*, Abel Fernando Rech, Gustavo Marcinko,
à técnica de anestesia geral sem opioides. Taiara Galvan Debiasi
Referências: Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, Itajaí, SC,
1. Mulier JP. Perioperative opioids aggravate obstrutive breathing Brasil
in sleep apnea syndrome: mechanisms and alternative anestesia
strategies. Curr Opin Anesthesiol. 2016;29:129-33. Introdução: Apesar de ocorrer paralisia do nervo frênico em 67% dos
2. Dillemans B, Cauwenberge SV, Mulier JP. What an anaesthe- casos de bloqueio de plexo braquial supraclavicular, pacientes sem
sist should know about bariatric surgery. Acta Anaesth Belg. comorbidades cardiopulmonares usualmente experimentam apenas
2009;60:177-80. leves sintomas. O paciente obeso tem maior taxa de falha, porém
sem aumento descrito do risco de complicações com esse tipo de
anestesia regional.
TLO922 COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS Relato de caso: E.C.R., 43 anos, feminino, ASA II, Mallampati III,
INTRAOPERATÓRIAS EM PACIENTES OBESOS NO SERVIÇO distância mentotireoideana de 5 cm, obesidade grau II (IMC 39),
HAS, em uso de atenolol e clortalidona, sem pneumopatia, alergia
DE ANESTESIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
ou tabagismo prévios, submetida à microneurorrafia de nervo radial
QUATERNÁRIO
direito, com lesão documentada, por fratura de Holstein-Lewis. À
Brunelise Brunet Diniz*, Masashi Munechika, David Ferez, chegada na sala, monitorada conforme SBA, administrados 2 mg de
Itamar Souza de Oliveira Júnior, José Luiz Gomes do Amaral, midazolam e 50 mcg de fentanil endovenosos, feito bloqueio de
Luiz Fernando dos Reis Falcão plexo braquial supraclavicular direito, com agulha Stimuplex A50,
guiado por ultrassom, 20 mL de ropivacaína 0,75%, sem dificuldade
Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São
técnica. Transoperatório sem intercorrências, manutenção de spO2
Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
acima de 95% com apoio de oxigênio 2 L/min através de cateter na-
Justificativa e objetivo: As complicações respiratórias no pós-ope- sal, padrão ventilatório abdominal. No fim da cirurgia, transferida
ratório podem acometer até 10,1% de todos os pacientes submeti- à SRPA e, apesar de negar dispneia, apresentou moderado esforço
dos à anestesia geral, ocorre com maior frequência nos pacientes respiratório. Após 30 minutos, ao fazer mudança voluntária de de-
obesos, com incidência de 14,1%. Assim, torna-se imperativa a iden- cúbito, evoluiu com taquidispneia, sudorese, aumento do uso da
tificação das complicações respiratórias no obeso com a finalidade musculatura acessória, intenso desconforto, necessitou de 4 L/min
de preveni-las e tratá-las adequadamente. Este estudo visa à iden- em cateter nasal para spO2 de 91%. Devido à ausculta de MV redu-
tificar as principais complicações respiratórias no intraoperatório de zido à direita, submetida a fluoroscopia, evidenciou padrão de pa-
pacientes obesos submetidos a anestesia geral. ralisia hemidiafragmática direita. À radiografia de tórax, elevação
Método: Estudo descritivo retrospectivo com análise de 20.226 rela- de hemicúpula diafragmática direita. Orientado repouso absoluto,
tórios de anestesias feitas em um complexo hospitalar universitário monitorado nível de consciência e mantida oferta de oxigênio por
da cidade de São Paulo de 2015 a 2017. As complicações respirató- cateter nasal, com melhoria de padrão ventilatório 10 horas após
rias identificadas (hipoventilação, apneia, obstrução das vias aé- bloqueio. Documentada resolução de paralisia hemidiafragmática
reas, broncoespasmo, hipóxia e dispneia) foram relacionadas com com nova radiografia.
o índice de massa corporal (IMC), o corte foi de 35 kg/m2. Foram Discussão: Para cirurgias em membros superiores, principalmen-
excluídas as anestesias cujos relatórios apresentavam preenchimen- te acima e no cotovelo, o bloqueio supraclavicular é comum, efi-
to incompleto dos eventos adversos ou cirurgia ambulatorial. Dados caz e seguro, mas não isento de riscos. A incidência de pneumo-
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S45

tórax varia de 0,5 a 6%. O uso de ultrassom, a redução de volume ca e a cliente foi extubada no mesmo dia. O recém-nascido, de
de infiltração e a pressão digital acima do sítio de inserção da Apgar 2/8, foi então levado ao hospital de referência, onde foi
agulha não reduziram significativamente a incidência de para- extubado já durante a noite.
lisia do nervo frênico. A obesidade tem efeitos negativos sobre Discussão: O manejo anestésico da gestante com cardiopatia
a função pulmonar e gera alterações anatômicas e fisiológicas é desafiador, principalmente no tocante ao binômio mãe-feto.
com potencial para dificultar a abordagem da via aérea, portanto A escolha da melhor técnica anestésica deve ser feita a fim de
deve-se ter máxima cautela. Avaliar a via aérea antes da feitura ter menor repercussão hemodinâmica e assim garantir melhores
do bloqueio é recomendado. Opções para controle regional da resultados.
dor incluem anestesia local, bloqueio de Bier, bloqueio infracla- Referências:
vicular e axilar. 1. Ben-Menachem E. Review article: systemic lupus erythematosus:
Referências: a review for anesthesiologists. Anesth Analg. 2010;111:665-76.
1. Franco CD, Gloss FJ, Vonorov G, et al. Supraclavicular block In 2. Bundhun PK, Soogund MZ, Huang F. Impact of systemic lupus
the obese population: an analysis of 2,020 blocks. Anesth Analg. erythematosus on maternal and fetal outcomes following preg-
2006;102:1252-4. nancy: A meta-analysis of studies published between years 2001-
2. Mak PHK, Irwin MG, Ooi CGC, et al. Incidence of diaphragmatic 2016. J Autoimmun. 2017;79:17-27.
paralysis following supraclavicular brachial plexus block and its
effect on pulmonary function. Anaesthesia. 2001;56:352-6.
TLO163 ANESTESIA EM GESTANTE COM TAQUICARDIA
SUPRAVENTRICULAR REVERTIDA COM METOPROLOL
Benjamim Xavier Ramos, Sandra Fiegenbaum,
Thadeu Emmerick Rangel*, Assuero Florentino Bezerra Júnior,
XII) Anestesia em Obstetrícia Benedito Olímpio, Francisco Ricardo Marques Lobo
Hospital de Base de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto,
TLO268 ABORDAGEM ANESTÉSICA EM GESTANTE COM SP, Brasil
CARDIOPATIA LÚPICA SINTOMÁTICA – RELATO DE CASO Introdução: As arritmias são relativamente comuns durante a ges-
Filipe de Alencar Matos*, Henrique Zechlinski Xavier de Freitas, tação. Sabe-se que o estado gravídico aumenta o risco para o surgi-
Caio César Sampaio de Castro Nôleto, Roberta Parastchuk, mento de algumas arritmias supraventriculares (TSV) e ventriculares
Geisa de Souza Oliveira Campanati (TV), principalmente nas mulheres com substrato eletrofisiológico
subjacente. Além das possíveis complicações graves para a paciente
Hospital Municipal São José (HMSJ), Joinville, SC, Brasil (EAP, AVC e morte), podem ocorrer eventos adversos fetais em cerca
Introdução: Várias são as manifestações apresentadas por pacien- de 20% dos casos (prematuridade, baixo peso ao nascer, disfunção
tes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) que contribuem para seu respiratória, hemorragia intraventricular e morte).
atraso diagnóstico. Pode ser manifestado por erupções cutâneas, Relato de caso: Primigesta, 20 anos, 60 kg, com 37 semanas de IG,
pericardite, nefrite, entre outras. O impacto do LES na anestesia história pregressa de seis episódios de TSV sintomática. Apresen-
nunca foi investigado, e a heterogeneidade das manifestações clíni- tou um estudo eletrofisiológico que mostrou três focos de ectopia
cas torna difícil o manejo desses pacientes. atrial. A paciente foi admitida em pronto-atendimento de outro
Relato de caso: Paciente de 36 anos, multípara, IG 31 semanas, serviço com queixa de palpitações e dispneia. ECG evidenciou TSV
diagnosticada com LES gestacional, foi levada com queixas de com 185 bpm, PA 80 × 50 mmHg, feita amiodarona 300 mg IV. Pa-
mialgia, precordialgia e febre, evoluiu com dispneia, edema de ciente é transferida e admitida no Centro Obstétrico com FC 150
membros inferiores e nefrite lúpica. Internada em UTI. Levada bpm e PA 130 × 80 mmHg. Foi feito novo ECG com ritmo de TSV. A
ao centro cirúrgico para interrupção gestacional de 32 semanas equipe da obstetrícia optou por interrupção da gravidez imedia-
com indicação obstétrica. Ao exame: REG, taquidispneica, FC: tamente devido à alteração na cardiotocografia. Feitas massagem
103 bpm, FR: 20, PAM: 117 × 75 mmHg, SpO2 95% em uso de ca- de seio carotídeo e adenosina na tentativa de reversão da TSV
teter nasal de O2, Mallampati 3, com boa abertura bucal; AP: sem sucesso. Feita monitoração com venóclise 2 AB 18 G, cardios-
MV reduzidos em bases pulmonares, creptos finos; AC: RCR, BNF, copia, pressão arterial invasiva e oximetria de pulso. Optou-se
sem sopros; boa perfusão periférica. Exames pré-operatórios: Hb: por feitura de anestesia geral devido à instabilidade hemodinâ-
8,4, Ht: 25, plaquetas: 239.000, Cr: 0,8, Na: 134, K: 3,8, Mg: mica relatada. Feita indução anestésica em sequência rápida com
1,6. Ecott: aumento severo de AE, IM moderada, HVE excêntrica alfentanil, propofol e succinilcolina, mantida com sevoflurano.
significativa, miocardiopatia dilatada de VE com função mode- Administrado metoprolol 5 mg com reversão imediata para ritmo
radamente deprimida; hipertensão pulmonar discreta, disfunção sinusal com FC 74 bpm. RN com Apgar 8/9, feito ocitocina 5 UI
diastólica de VE, grau I. RX tórax: infiltrado mais intenso em base com boa contração uterina. Paciente manteve-se hemodinamica-
de pulmão direito. Feita monitoração com cardioscopia, oxime- mente estável, manteve frequência 65-75 bpm. Extubada em sala
tria de pulso, pressão arterial não invasiva, capnografia e anali- sem intercorrências.
sador de gases. Pré-oxigenada por cinco minutos, e após adequa- Discussão: Inicialmente devemos priorizar manobras não farmaco-
do posicionamento, foram administrados, em sequência rápida, lógicas na tentativa de reversão da arritmia. Quando essas falham,
remifentanil, etomidato e rocurônio. Intubação orotraqueal, sob deve-se lançar mão da adenosina. Os betabloqueadores têm sido
laringoscopia direta, sem intercorrências. A anestesia foi mantida amplamente empregados e com boas respostas, no entanto atraves-
com sevoflurano (0,5 CAM). Puncionada artéria radial esquerda sam a barreira placentária e podem estar associados a efeitos ad-
para monitoração invasiva de pressão arterial e acesso venoso versos ao feto como depressão respiratória, bradicardia, restrição
central via jugular direita, quando foi iniciada dobutamina (4 de crescimento intrauterino e hipoglicemia. No caso em questão,
mcg/kg/min). A liberação para equipe obstétrica ocorreu após 25 optou-se pelo uso de metropolol devido à falha das medidas ante-
minutos de entrada em sala cirúrgica. O procedimento cirúrgico riores, e o desfecho foi reversão completa da arritmia. Apesar de o
durou cerca de 30 minutos. A gestante foi então conduzida à UTI, RN ter nascido com bom APGAR, a equipe da pediatria optou pela
sob ventilação mecânica, para posterior extubação precoce. O monitoração em UTI devido à história pregressa da mãe, e em um
procedimento cirúrgico ocorreu sem instabilidade hemodinâmi- dia recebeu alta.
S46 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Referências: TLP841 ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA DE PACIENTE


1. Germinani H. Arritmias cardíacas e parada cardiorrespiratória na COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO E HIPERTENSÃO
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Luciana De Armond, Leopoldo Gonzales
CET Integrado do Instituto de Anestesiologia do Amazonas,
TLO379 ANESTESIA EM GESTANTE MIASTÊNICA COM PRÉ- Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), Manaus, AM, Brasil
ECLÂMPSIA GRAVE: RELATO DE CASO
Introdução: O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença
Vitor Tárcio de Queiroz Simão, Nely Marjollie Guanabara Teixeira, de origem autoimune, na qual anticorpos são direcionados
José Carlos Rodrigues Nascimento, contra antígenos nucleares, induzem uma resposta inflamatória
Frederico Resende Azevedo Parreira, e subsequente lesão tecidual. Devido a um perfil epidemiológico
Tiêgo Rodrigues de Oliveira Pires*, Aglais Gonçalves da Silva Leite favorável, pode coexistir durante a gravidez; as modificações
fisiológicas do organismo materno podem exacerbar a doença de
CET do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social
(INAMPS), Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil base, levando a complicações para a parturiente e o feto. O caso
clínico a seguir é de uma paciente com diagnóstico de LES e hiper-
Introdução: A associação de miastenia gravis e pré-eclâmpsia du- tensão pulmonar, com programação cirúrgica de cesárea eletiva.
rante a gravidez é rara. Surgem conflitos quando se considera o ma- Relato de caso: Paciente de 23 anos, ASA III, 29 semanas de
nejo aprimorado de ambas as doenças, que representa um desafio gestação, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico e
para o anestesiologista devido a suas complicações. hipertensão pulmonar. Encontrava-se assintomática ao exame
Relato de caso: M.S.S., 28 anos, 75 kg, sexo feminino, diag- físico e anamnese. Ecocardiograma com presença de fração de
nóstico de miastenia gravis havia cinco anos, em uso diário de ejeção de 74%, aumento das câmaras cardíacas direitas e tronco
prednisona 60 mg, azatioprina 100 mg e piridostigmina 540 mg, pulmonar e hipertensão pulmonar moderada. Paciente monitorada
gestante de 30 semanas e cinco dias, foi internada com quadro em sala com oximetria, PNI, cardiografia. Feita indução venosa com
de pré-eclâmpsia grave. Decidido por resolução da gestação por fentanil 3 mcg/kg, etomidato 0,2 mg/kg, succinilcolina 1 mg/kg e
cesariana sob anestesia venosa total. Feita intubação orotraqueal atracúrio 0,5 mg/kg. Lot com tubo n° 7,0. Capnografia +. Não houve
em sequência rápida com o uso de alfentanil 3 mg, suxametônio intercorrências durante a intubação. Feito acesso venoso central em
80 mg, propofol 150 mg e manutenção com remifentanil e propo- sala. Manutenção anestésica obtida com sevoflurano. Durante ato
fol em BIC, sem uso de relaxante muscular adespolarizante. Ce- cirúrgico, paciente apresentou atonia uterina, feitos em sala 2 CH
sariana sem intercorrências obstétricas e recém-nascido levado à e 2 PFC. Paciente com sinais vitais estáveis, levada à UTI intubada,
UTI neonatal devido à prematuridade. Após término da cesariana, hemodinamicamente compensada, para acompanhamento pós-
paciente não apresentou respiração espontânea. Foi transferida operatório. Posteriormente extubada, apresentou crise convulsiva
para a UTI intubada, na qual permaneceu sob ventilação mecâ- tônico-clônica em UTI e pioria do quadro hemodinâmico e
nica por quatro dias. Teve como hipótese diagnóstica crise mias- respiratório, foi a óbito em unidade.
tênica. Após avaliação da neurologia, indicou-se imunoglobulina Discussão: O envolvimento pulmonar do LES pode variar entre sim-
endovenosa. Paciente foi extubada e levada à neurologia para ples quadros de pleurite até doenças intersticiais graves. A hiper-
controle clínico da doença. tensão pulmonar é uma das patologias associadas ao quadro, com
Discussão: A miastenia gravis (MG) é a doença mais comum que um alto índice de mortalidade. Seu manejo adequado consiste em
afeta a junção neuromuscular. Cerca de 80% dos receptores fun- aprimorar o fluxo sanguíneo pulmonar através da manutenção de rit-
cionais de acetilcolina podem ser perdidos, o que explica a fra- mo sinusal, diminuição da resistência vascular pulmonar – evitam-se
queza e facilidade de fadigabilidade desses pacientes e sua sensi- quedas significativas na resistência vascular sistêmica – e regulação
bilidade marcada aos bloqueadores musculares adespolarizantes. da pré-carga ventricular direita e das pressões arteriais pulmonares.
O controle da hipertensão é fundamental na pré-eclâmpsia. As A decisão da anestesia mais adequada leva em conta a severidade
opções de tratamento incluem labetalol, nifedipina e hidralazina. da doença; a potencial interação de drogas com imunossupressores,
No paciente miastênico, a hidralazina é considerada droga de es- a avaliação das vias aéreas e perfil de coagulação dos pacientes são
colha, dado o potencial de labetalol e nifedipina para exacerbar bastante complexas devido ao seu caráter multissistêmico.
a fraqueza muscular. O sulfato de magnésio, recomendado como Referências:
profilaxia de eclâmpsia em pacientes com pré-eclâmpsia grave, 1. Davies SR. Systemic lupus erythematosus and the obstetri-
pode precipitar uma crise miastênica na gestante com MG. A fra- cal patient implications for the anaesthetist. Can J Anesth.
queza pode desenvolver-se em concentrações séricas de magnésio 1991;38:790-6.
que são bem toleradas no paciente não miastênico. Em curto pra- 2. Jindal P, Kapoor R, Khurana G, et al. Anesthetic implications in
zo, o uso de fenitoína foi recomendado para a profilaxia convulsi-
systemic lupus erythematosus patients posted for cesarean sec-
va em pacientes miastênicos com pré-eclâmpsia. A crise miastêni-
tion: a series of five cases. J Obstet Anaesth Crit Care. 2013;3:97-
ca surgida durante a gravidez ou pós-parto pode ser tratada com
100.
imunoglobulina intravenosa ou plasmaférese. Ambas as terapias
podem ser usadas com segurança durante a gravidez. O manejo da
parturiente com pré-eclâmpsia e MG requer um monitoramento
TLP001 ANESTESIA EM PACIENTE GESTANTE PORTADORA
periparto intensivo e uma consideração cuidadosa deve ser dada à
escolha de medicações.
DE ANEMIA FALCIFORME E DHEG GRAVE – RELATO DE CASO
Referências: Victor Cáppia, Luiz Antonio de Moraes, Carlos Eduardo Salgado Costa,
1. Blichfeldt-Lauridsen L, Hansen BD. Anesthesia and myasthenia Teófilo Augusto Araújo Tiradentes, Marília do Carmo Dalbeto*
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vis and preeclampsia in late pregnancy. BMJ Case Rep. 2015. Introdução: Devido à natureza das complicações da doença falci-
doi:10.1136/bcr-2014-208323. forme (DF), os pacientes acometidos têm maior probabilidade de
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S47

se submeter a procedimentos cirúrgicos ao longo da vida do que a sobreposta e encaminhada para internação. Evoluiu com síndrome
população geral. Há maior risco de morbidade e mortalidade de- Hellp sem sinais de irritação peritoneal ou instabilidade hemodinâ-
vido à cirurgia e à anestesia, com maior mortalidade de gestantes mica. Levada para cesárea e laparotomia de urgência com achado
que necessitem de anestesia geral para cesariana do que gestan- cirúrgico de hematoma subcapsular hepático roto após queda im-
tes submetidas ao bloqueio do neuroeixo. Relatamos o caso de uma portante do hematócrito, aumento de enzimas hepáticas, plaque-
gestante portadora de DF que desenvolveu DHEG. Foi necessária a topenia e a presença de coleção hepática em USG abdominal feito
interrupção precoce da gravidez. à beira do leito. Admitida no centro cirúrgico em bom estado geral,
Relato de caso: Paciente gestante, 19 anos, negra, 45 kg, G1P0A0, vigil, hemodinamicamente estável, normocárdica e eupneica em
ASA PIII E, em acompanhamento no ambulatório de gestação de alto ar ambiente. Após monitoração e venóclise, foi pré-oxigenada com
risco portadora de DF e em uso de sulfato ferroso e ácido fólico. O2 a 100% e iniciada indução anestésica EV (alfentanil 1.000 mcg,
Estava com 34 semanas e 1 dia e diagnóstico de DHEG grave e es- lidocaína 80 mg, propofol 150 mg e succinilcolina 100 mg). Feita
plenomegalia. Relatou passado de internações por crises álgicas e intubação orotraqueal com tubo 7,00 com cuff sem intercorrências
múltiplas internações para transfusões sanguíneas e dispneia recor- e administrado cisatracúrio 8 mg EV. A manutenção da anestesia
rente. Na internação, referiu dor torácica, dispneia e taquicardia. foi feita com sevoflurano. Recebeu dois concentrados de hemácias
Parto cesáreo por indicação obstétrica, apresentava anemia com Hb e manteve estabilidade hemodinâmica. A criança foi levada à UTI
de 6,4 mg/dL, feitas transfusão de 1 CH durante o procedimento e neonatal (Apgar 7/8) e a paciente para a UTI, ambas extubadas. A
trombocitopenia com 93.000 plaquetas; rotina de exames laborato- evolução pós-operatória foi satisfatória em ambos os casos.
riais de DHEG apresentou alteração. Paciente em infusão de sulfato Discussão: Frequentemente, a síndrome Hellp tem poucos sinto-
de Mg, já feito. Preparados metaraminol para feitura em bolus e so- mas e necessita de diagnóstico laboratorial, entretanto nenhum
lução de ocitocina. Feita anestesia subaracnóidea, com Ag Quincke, dado laboratorial confirma o diagnóstico de hematoma ou rotura
27G, punção única entre L4-L5, líquor claro, com bupivacaína hiper- hepática. A queda súbita do hematócrito ou o aumento repentino
bárica e fentanil, feita sem intercorrências. Feita hemotransfusão das transaminases é bastante sugestivo, como ocorreu no presen-
de 1 CH, apresentou manutenção da estabilidade hemodinâmica, te caso. Anestesia geral (técnica de indução sequencial rápida) foi
não houve hipotensão durante todo o procedimento. RN nasceu sau- a técnica de escolha para obter melhor controle hemodinâmico,
dável. Feita ocitocina, com boa contração uterina. Procedimento pode minimizar as complicações associadas à perda sanguínea de
transcorreu sem intercorrências, com recuperação anestésica sa- grande monta, além de garantir anestesia adequada à exploração
tisfatória. da cavidade abdominal. Quando a pré‐eclâmpsia se manifesta com
Discussão: Vários autores relatam que há um aumento do risco de síndrome Hellp e suas possíveis complicações, como hematoma sub-
morbidade e mortalidade relacionada à cirurgia e anestesia na DF. capsular hepático, a anestesia geral pode ser o método mais seguro
Essa maior morbimortalidade deve-se principalmente à anemia crô- desde que seja previsto êxito no manejo das vias aéreas e o uso de
nica, ao aumento da taxa de eritrofalciformação devido à hipóxia e à drogas que controlem a resposta hemodinâmica, pode minimizar
acidose induzida pelo procedimento cirúrgico, à presença de lesões as complicações associadas à Hellp e diminuir a morbimortalidade
crônicas de órgãos e aos efeitos da imunodepressão associadas à DF. tanto materna como fetal.
Entre 25-30% terão uma complicação pós-operatória que pode ser Referência:
síndrome torácica aguda, infecção da ferida operatória, priapismo, 1. Del-Rio-Vellosillo M, Garcia-Medina JJ. Anesthetic considerations
AVC e episódios álgicos agudos. Parece haver menor incidência de in HELLP syndrome. Acta Anaesthesiol Scand. 2016;60:144-57.
complicações relacionada à DF em pacientes submetidos à anestesia
geral do que local. Pacientes submetidos à anestesia geral também
tiveram menor incidência de febre e infecções. São recomendações TLO215 ANESTESIA NA GESTANTE PORTADORA DE
manter hidratação, oxigenação, termorregulação e equilíbrio ácido- NEUROFIBROMATOSE TIPO I – RELATO DE CASO
básico no intraoperatório e no período pós-operatório uma analgesia
Flávio Francisco Vitale Neto, Patrícia Cristina Atihe*,
adequada, espirometria de incentivo, deambulação precoce, suple-
Gabriella Graziani Pioli, Henrique de Paiva Torres,
mentação de O2, e profilaxia de TVP com heparina.
Referência: Jacqueline Pinto Ventorin, Fernando Martinez Sanchez
1. Friedrisch JR. Cirurgia e anestesia na doença falciforme. Rev CET 9134 Integrado da Maternidade de Campinas, Campinas, SP,
Bras Hematol Hemoter. 2007;29:304-8. Brasil
Introdução: A neurofibromatose é uma doença autossômica domi-
nante caracterizada por manchas “café-com-leite” na pele e múl-
TLO1010 ANESTESIA GERAL EM GESTANTE COM ROTURA
tiplos tumores neurais periféricos que acometem o SNC, ossos, sis-
DE HEMATOMA SUBCAPSULAR HEPÁTICO
tema endócrino e vasos. Sua incidência é de 1:3.000 na população
Alfredo Guilherme Haack Couto, Sofia Arruda de Lucena geral e durante a gestação é menos frequente (1:5.000 a 1:18.500).
Rodrigues*, Isis Soares Roberti, Victhor Arthur Oliveira Matos, Os primeiros sinais da doença, durante a gestação, e o acometi-
Mariana Tonon Rosa, Christovan Rodrigues Silva mento de tecidos e órgãos dificultam a escolha da melhor conduta
anestésica, entre anestesia espinal e a geral.
Hospital de Ensino Alcides Carneiro, Petrópolis, RJ, Brasil
Relato de caso: Primigesta a termo, 32 anos, portadora de
Introdução: A síndrome Hellp, variante da pré-eclâmpsia grave, é neurofibromatose tipo I, submetida à cesariana eletiva, sem mais
um acrônimo de três critérios estabelecidos: hemólise, aumento das patologias associadas. A gestante referia surgimento das lesões no
enzimas hepáticas e plaquetopenia. O hematoma subcapsular hepá- quinto mês de gestação. A técnica anestésica escolhida foi o blo-
tico é uma complicação rara que tem mortalidade maior do que 50% queio peridural lombar contínuo no espaço L3-L4 com agulha de
em caso de rotura espontânea. O objetivo deste relato é apresentar Touhy 17G, administraram-se 100 mg de bupivacaína 0,5% com
a conduta anestésica e os cuidados perioperatórios de uma gestante vasopressor, associados a 100 mcg de fentanil e 1,5 mg de morfina,
com hematoma subcapsular hepático roto. e em seguida passado cateter peridural. O procedimento se deu
Relato de caso: E.G.C.G., feminina, 40 anos, 31 semanas de idade sem intercorrências, o RN apresentou boa vitalidade e a paciente
gestacional, portadora de hipertensão arterial sistêmica. Durante o evoluiu bem, com alta hospitalar em 48 horas.
pré-natal, constatou-se elevação de TGO, TGP e LDH, além de cres- Discussão: Pacientes portadores de neurofibromatose são um de-
cimento intrauterino restrito; foi diagnosticada com pré-eclâmpsia safio para o anestesiologista, devido ao seu comprometimento
S48 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

multissistêmico. Quando aliada à gestação, essa dificuldade au- Discussão: A rápida instalação do choque hipovolêmico, assim
menta, há riscos inerentes de cada técnica anestésica associados como a queda do fibrinogênio e a coagulopatia, são os pontos-
às peculiaridades da patologia. Quando optamos pela anestesia chave a serem evitados nessa condição. A ressuscitação volêmica
geral, além da via aérea difícil há o risco de comprometimento é similar aos pacientes com trauma, objetiva manter a oferta
tanto da ventilação quanto da IOT, devido à presença de neuro- de oxigênio sistêmica, evita por sua vez acidose, hipotermia e
fibromas na laringe e faringe, há até necessidade de traqueosto- coagulopatia. É bem documentado na literatura o benefício
mia. Há a possibilidade de haver neurofibromas intracranianos, do uso precoce de ácido tranexâmico nesses casos. Fizemos a
que, aliados ao aumento das pressões arterial e intracraniana terapia guiada por metas e a transfusão de hemocomponentes foi
numa laringoscopia sem plano anestésico adequado, podem piorar de 1:1:1. O índice de choque é um bom marcador para predizer
o quadro, além da sensibilidade aumentada aos bloqueadores neu- mortalidade com hemorragia. Evidencia-se que o protocolo de
romusculares adespolarizantes. Com o intuito de se evitar todas transfusão maciça bem estabelecido, iniciado prontamente
essas complicações e ao se submeter uma gestante portadora de associado às medidas intensivas, é condição que melhora a
neurofibromatose à anestesia regional, na raquianestesia pode- sobrevida dessas pacientes.
mos encontrar dificuldade de punção pela cifoescoliose que aco- Referências:
mete a maioria dos casos, além da necessidade de fugir das lesões 1. Pasquier P, Gayat E, Rackelboom T, et al. An observational study
cutâneas. Uma vez feita a raquianestesia, há o risco de formação of the fresh frozen plasma: red blood cell ratio in postpartum
de neurofibroma na medula espinal devido ao processo cicatricial hemorrhage. Anesth Analg. 2013;116:155-61.
desencadeado. Já na anestesia peridural, pode haver falha de blo- 2. Sohn CH, Kim WY, Kim SR, et al. An increase in initial shock in-
queio devido à distribuição irregular da solução anestésica pela dex is associated with the requirement for massive transfusion
presença de neurofibromas foraminais. Lidamos então com uma in emergency department patients with primary postpartum he-
situação difícil na gestante com neurofibromatose. Ao se decidir a morrhage. Shock. 2013;40:101-5.
técnica anestésica, o objetivo principal é a segurança do binômio
materno-fetal.
Referências: TLO685 ANESTESIA PARA CESÁREA EM GESTANTE COM
1. Reynolds RM, Browning GG, Nawroz I, Campbell IW. Von Recklin- HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA: RELATO DE CASO
ghausen’s neurofibromatosis type 1. Lancet. 2003;361:1552-4.
Aline Menezes Sampaio*, José Carlos Rodrigues Nascimento,
2. Segal D, Holcberg G, Sapir O, Sheiner E, Mazor M, Katz M. Neuro-
Francisco de Lucena Cabral Júnior, Germana Medeiros Mendes,
fibromatosis in pregnancy. Maternal and perinatal outcome. Eur
J Obstet Gynecol. 1999;84:59-61. Francisco Diego Silva de Paiva, Rogean Rodrigues Nunes
Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil
Introdução: Hemorragia subaracnóidea (HSA) é a terceira mais
TLO262 ANESTESIA NO CHOQUE HIPOVOLÊMICO EM
importante causa de mortalidade materna durante a gravidez. A
PUERPÉRIO IMEDIATO
taxa de mortalidade materna devido à ruptura de aneurisma é de
Thales Ricardo de Paula*, Gabriel José Redondano de Oliveira, 13% a 35%, e esse evento é clinicamente difícil de diferenciar da
Walter Luiz Ferreira Lima, Juliano Antonio Aragão Bozza, eclâmpsia.
Israel Lugli de Godoy, Tomás Gustavo Pires Relato de caso: Paciente de 38 anos, G4P3A0, 38 semanas e 2 dias
de idade gestacional, apresentou quadro de cefaleia de início súbito
Hospital Vera Cruz, Campinas, SP, Brasil
com pioria progressiva, associada a vômitos e hipertensão. Procurou
Introdução: Hemorragias puerperais imediatas são condições atendimento, recebeu como diagnóstico iminência de eclâmpsia.
frequentes com alta mortalidade. O anestesiologista deve Optou-se por fazer cesárea. Durante a punção da raquianestesia,
estar preparado para agir nesses quadros, que muitas vezes são observou-se LCR sanguinolento, suspenso o procedimento diante
dramáticos. da hipótese de HSA. A paciente foi transferida para hospital de
Relato de caso: Feminina, 28 anos, 100 kg, ASA 2, G2P1 – 40 sem. referência. Apresentava-se normo­tensa, sonolenta, com rigidez de
+2, antecedente de hipertensão arterial e taquicardia sinusal, nuca, sem dinâmica uterina. Grau III na escala de Hunt & Hess. A
submetida à cesárea sem intercorrências sob raquianestesia. Em sala TC de crânio evidenciou HSA Fisher IV. Ultrassonografia obstétrica
de RPA após uma hora e meia do término, evoluiu com hipotensão, era normal. Após avaliação, a neurocirurgia sugeriu feitura de
taquicardia e irritação peritoneal. Evoluiu com instabilidade arteriografia e clipagem eletiva ou embolização após resolução
hemodinâmica, necessitou de droga vasoativa. Optou-se por da gestação. Iniciada terapêutica clínica com dexametasona,
laparotomia exploradora de emergência. Paciente apresentava-se nimodipino, fenitoína, hidratação e repouso absoluto. Anestesia
com PA 65 × 35 mmHg, FC 180 bpm, Hb 5,0 g/dL e Ht 14%. Obti- para cesárea foi feita com remifentanil 1,5 mg.kg-1, seguida de
dos dois acessos periféricos 14G, pressão arterial invasiva, acesso manutenção com 0,7 mg.kg.-1min-1, e propofol 170 mg. IOT feita
venoso profundo em veia jugular interna direita e manta térmica. sob laringoscopia direta em sequência rápida, sem uso de bloquea-
Indução da anestesia geral com 3 mcg/kg de fentanil, 0,3 mg/kg dor neuromuscular. Optou-se por manutenção com sevoflurano e
de etomidato e 1,2 mg/kg de rocurônio – IOT em sequência rápida remifentanil. A hipotensão foi corrigida com metaraminol. Houve
e manutenção com sevoflurano (0,5-1,0 CAM). Obstetra e cirurgião retirada do bebê 7 minutos após a intubação. No fim do procedi-
constataram lesão do ligamento largo e artéria uterina, com hema- mento, foram administrados dipirona 2 g e morfina 4 mg e a ferida
toma volumoso que invadia o retroperitônio. Feita histerectomia foi infiltrada com ropivacaína 0,5%. Paciente foi extubada sem in-
subtotal + hemostasia e tratamento conservador do hematoma. Ad- tercorrências, manteve-se estável e sem deficits. No primeiro dia
ministrados 1 g de ácido tranexâmico, 3 L de cristaloide, 1 L de co- pós-operatório foi submetida à clipagem do aneurisma cerebral em
loide, seis unidades de concentrado de hemáceas, seis unidades de procedimento sem intercorrências.
plasma fresco congelado, 10 unidades de plaquetas, noradrenalina Discussão: Não há guidelines que definam a melhor técnica
(até 0,8 mcg/kg/min), repostos cálcio e bicarbonato de sódio. Após anestésica para cesárias em gestantes com HSA. No presente
transfusão, paciente apresentava fibrinogênio sérico (127 mg/dL), relato, optou-se pela anestesia geral para manter a estabilidade
optou-se por transfundir 10 unidades de criopreciptado. Ao término cardiovascular da parturiente, pois a hipotensão poderia
da cirurgia, a paciente foi levada para UTI intubada, sem droga va- comprometer a vascularização uteroplacentária e a hipertensão
soativa, Delta PP 8%, diurese 0,8 mL/kg/h e PVC 8 mm H20. aumentar o risco de sangramento cerebral.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S49

Referências: TLO138 ANESTESIA PARA CESARIANA EM GESTANTE COM


1. Bateman BT, Olbrecht VA, Berman MF, et al. Peripartum subara- MIOPATIA CENTRONUCLEAR: UM RELATO DE CASO
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Mônica Braga da Cunha Gobbo, Renata de Paula Lian,
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Guilherme Portiolli Zocal, Kauê Silva Rossetto,
caesarean section of a pregnant woman with cerebral arteriove-
nous malformation: a case report. Cases J. 2008;1:327. Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas),
Campinas, SP, Brasil
Introdução: A miopatia centronuclear ou miotubular é uma forma
TLO899 ANESTESIA PARA CESÁREA EM PACIENTE incomum e heterogênea de miopatia congênita e tem como caracte-
PORTADORA DE CARDIOPATIA NÃO COMPACTADA – RELATO rísticas a presença abundante de núcleos centrais em biópsia mus-
DE CASO cular e atrofia ou hipotrofia de fibras musculares do tipo I. Apesar
Anderson Luis Silva Amaral*, Mili Freire Almeida Nascimento, dos achados patológicos uniformes, há grande variabilidade clínica
Talita da Silva Portugal, Sammer Victor de Almeida e genética entre os subtipos. São frequentemente acometidas as
musculaturas da face, extraoculares, cervical e de membros. Em
Hospital da Sagrada Família, Salvador, BA, Brasil alguns casos, pode haver susceptibilidade aumentada à hipertermia
Introdução: A cardiomiopatia não compactada (CNC) é um distúrbio maligna. Até onde saibamos não há relato conhecido, até o mo-
congênito geneticamente heterogêneo, raro, ainda não classificado mento, de publicação no Brasil de anestesia para parto cesáreo em
pela Organização Mundial de Saúde. Caracteriza-se por padrão tra- gestante com miopatia centronuclear.
becular proeminente e recessos intratrabeculares profundos, não Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 34 anos, 73 kg, apresen-
conectados à circulação coronariana e cobertos por camada de en- tou quadro de dificuldades de sucção ao nascimento, deambulação e
deglutição na infância e fáscies alongada. Feito diagnóstico de mio-
docárdio, que promove formação de trombos. Parece que a inter-
patia centronuclear por biópsia muscular aos 12 anos. Em acompa-
rupção normal do processo de compactação do miocárdio durante
nhamento com neurologista e geneticista, com relato de provável
embriogênese seria a base fisiopatológica. A CNC está associada a
forma autossômica dominante da doença. Ao exame apresentou hi-
uma mutação genética hereditária, cuja prevalência ainda é desco-
potrofia da musculatura distal de membros inferiores. Clinicamente
nhecida. É considerada subdiagnosticada e acomete, em sua maio-
sem alterações cardiorrespiratórias. Exames laboratoriais normais.
ria, o sexo masculino. O diagnóstico é estabelecido por critérios
Eletroneuromiografia com padrão de miopatia primária moderada.
próprios, são necessários três dos quatro critérios para confirmação.
Recusou-se a receber bloqueio do neuroeixo. Feita monitoração com
O principal exame complementar é o ecocardiográfico e a resso-
ECG, oximetria de pulso e pressão não invasiva. Venóclise com cate-
nância nuclear magnética de tórax é indicada em casos duvidosos. ter 18G em MSE. Intubação em sequência rápida com uso de mida-
Há um largo espectro de manifestações clínicas, desde pacientes zolam (2 mg), alfentanil (2,5mg) e propofol (200 mg), sem intercor-
assintomáticos a ICC descompensada, eventos tromboembólicos, rências. A manutenção se deu com propofol a 100 mcg/kg/min. Ato
arritmias e morte súbita; todavia, todos apresentam acometimento cirúrgico sem intercorrências, extubação e levada à RPA. Analgesia
do ventrículo esquerdo, pode estar associado a outras anomalias do pós-operatória feita com fentanil 50 mcg EV e morfina 7 mg EV.
sistema cardiovascular. Discussão: A miopatia centronuclear é uma condição rara de in-
Relato de caso: Paciente de 30 anos, gestação a termo e diag- cidência geral desconhecida. É subdividida em formas autossô-
nóstico de CNC desde a infância, apenas em tratamento clínico. micas recessiva, dominante ou ligada ao X (essa última é a mais
Apesar da ausência de sintomas congestivos anteriores, passou a grave e com acometimento aproximado de um em cada 500.000
apresentar desconforto respiratório não incapacitante com a evo- nascimentos do sexo masculino). Há poucos relatos sobre manejo
lução da gestação, associado ao aumento de pressão de artéria anestésico. Caso haja a necessidade de anestesia geral, é indicado
pulmonar (PSAP 32 > 78 mmHg) e insuficiência mitral severa entre optar por uma técnica não desencadeante, pois há possibilidade de
o segundo e terceiro trimestres, verificados pelo ecocardiograma envolvimento da mutação do gene RYR1 (rianodina) relacionado à
transesofágico. Ao exame apresentava-se em ortopneia. A cesárea hipertermia maligna. Dessa forma, anestésicos voláteis devem ser
foi feita sob anestesia geral, precedida de punção de veia jugu- evitados. Succinilcolina também não deve ser usada, com o intuito
lar interna direita e artéria radial esquerda, com indução em se­ de se evitar possível hipercalemia associada. Existem indicativos de
quência rápida. Procedimento feito sem intercorrências. No fim, duração prolongada de bloqueadores musculares adespolarizantes.
a paciente foi extubada, internada em UTI por 72 horas, recebeu O uso de propofol, remifentanil, fentanil e óxido nitroso tem sido
alta hospitalar após sete dias, com retorno ao status clínico pré- apontado com sucesso.
gestacional. Referências:
Discussão: A condução dessa paciente considerou a condição sub- 1. Verma S, Balasubramanian SB. Clinical, electrophysiology, and
jacente ao quadro de CNC, que é a disfunção ventricular esquerda pathology features of dynamin centronuclear myopathy: a
demonstrada clinicamente e por exames complementares. Prioriza- case report and review of literature. J Clin Neuromuscul Dis.
ram-se medidas de apoio para melhor manejo clínico no que tange 2016;18:84-8.
à monitoração e escolha de agentes anestésicos. A literatura ainda 2. Brislin RP, Theroux MC. Core myopathies and malignant hyperther-
é incipiente para definição de protocolos de conduta. A adequa- mia susceptibility: a review. Paediatr Anaesth. 2013;23:834-41.
da classificação como cardiopatia específica é imprescindível para
diagnóstico precoce e distinção de outras patologias com caraterís-
ticas semelhantes. No caso descrito, o procedimento transcorreu TLO540 ANESTESIA PARA CESARIANA EM GESTANTE COM
sem intercorrências com a técnica anestésica adotada. Contudo, NARCOLEPSIA: RELATO DE CASO
são necessários novos estudos que reforcem as condutas anestésicas Filipe Lugon Moulin Lima*, Vanessa Henriques Carvalho,
para quadros dessa patologia. Maria José Nascimento Brandão, Celina Chen,
Referência: Andréa Paula Ferreira Rosa Lecznieski,
1. López FM, Bravo RM, Huerta DA. Características ecocardiográfi-
Angélica de Fátima de Assunção Braga
cas da cardiomiopatia não compactada: diagnóstico perdido ou
errôneo. Arq Bras Cardiol. 2009;93:e33-e35. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
S50 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Introdução: A narcolepsia é caracterizada por perda de limites en- Relato de caso: Paciente de 41 anos, G6PN1A4, idade gestacional
tre os estados de sono e vigília, pode ter desfechos desfavoráveis no de 37 semanas e 5 dias, admitida pelo Serviço de Obstetrícia para
pós-operatório de pacientes expostos a determinados anestésicos. cesariana eletiva por polidrâmnio; avaliação prévia da neurologia
Assim, a anestesia regional torna-se a técnica preferencial, porém com diagnóstico de MAC associado a platibasia. No centro obsté-
não há consenso no gerenciamento perioperatório dessa doença. trico, foi monitorada com PANI (130/90 mmHg), cardioscopia (80
Relato de caso: Gestante, 43 anos, 153 cm, 83 kg, IMC 35,45 kg/ bpm) e saturação arterial de oxigênio (99%). Foi proposta inicial-
m2, G5P4C1A0, ASA 2, 39 semanas de idade gestacional, jejum de 8 mente anestesia peridural, porém devido a alterações estruturais
horas, levada para cesárea eletiva. Tinha diagnóstico de narcolepsia da coluna vertebral e dificuldade de localização dos espaços lom-
em acompanhamento pela neurologia, fazia uso de metilfenidato, bares, a técnica foi descartada. Optou-se então pela anestesia ge-
suspenso na gravidez. As crises eram semanais em média, negava ral, em sequência rápida, com pré-oxigenação e administração de
qualquer outra comorbidade, alergias ou uso de medicamentos e propofol, fentanil e succinilcolina; feita IOT sem intercorrências e
referia que os episódios narcolépticos e catapléticos pioraram na após quatro minutos ocorreu a extração fetal; no exame inicial do
gestação. Queixava-se de dor em região hipogástrica e lombar, apa- recém-nato evidenciou-se Apgar 9/10. Após o término da cirurgia
rentava sonolência. Monitoração: cardioscópio, PANI e oximetria de foi feito bloqueio do plano transverso abdominal (TAP) guiado por
pulso; inicialmente, PA 140/90 mmHg, FC 87 bpm e SpO2 97%. Feita ultrassom, injetaram-se 20 mL de ropivacaína 3,75%, bilateralmen-
raquianestesia, punção única L3-L4 com Whitacre 27G, refluxo de te, para analgesia pós-operatória. Por via endovenosa, foram ad-
líquor claro, injetada solução de 12 mg bupivacaína pesada 0,5%, 20 ministrados dipirona e cetoprofeno. A paciente foi levada à sala de
mcg fentanil e 60 mcg de morfina, atingiu nível sensitivo T4. Infun- recuperação anestésica, de onde teve alta para a enfermaria, sem
diu-se via EV ondansetrona 8 mg e cefazolina 2 g antes da incisão intercorrências.
cirúrgica. Apresentou hipotensão arterial 100/60 mmHg associada Discussão: Não se conhecem recomendações para o manuseio
à náusea, tratada com hidratação vigorosa e bolus sucessivos de anestésico desses pacientes. Não existe contraindicação absoluta
efedrina e metaraminol. O recém-nascido apresentou Apgar 9/9. O para o bloqueio subaracnóideo (BSA), principalmente nos doentes
procedimento durou 120 minutos e a paciente permaneceu desper- submetidos à correção cirúrgica da malformação. No entanto,
ta durante esse tempo, na sequência foi para sala de recuperação a punção da dura-máter pode induzir alterações da pressão
pós-anestésica, onde permaneceu por 75 minutos. Recebeu alta da liquórica de forma imprevisível, como herniação amigdaliana, pelo
SRPA sem bloqueio motor, vigil, hemodinamicamente estável e sem forame magno. A anestesia peridural, injetada lentamente e com
dor. Nas primeiras 24 horas, não apresentou episódios narcolépti- pequenos volumes de anestésico local, pode evitar as alterações
cos, não houve alteração hemodinâmica e a dor avaliada pela escala hemodinâmicas do bloqueio simpático e a expansão rápida do
numérica verbal (ENV) oscilou entre 2 e 6 em 10, com necessidade espaço peridural, além de diminuir os riscos relacionados com a via
de dipirona para resgate. aérea, a função respiratória e o menor comprometimento da relação
Discussão: Tradicionalmente, complicações da narcolepsia in- de pressão cranioespinal (PCE). Contudo, existe o risco de punção
cluem hipersonia, recuperação prolongada, apneia e interações acidental da dura-máter, com todas as implicações associadas ao
medicamentosas. Burrow et al., em revisão de série de casos, BSA em pacientes com sinais de PIC aumentada, recomenda-se
sugeriram que pacientes em uso de medicação e submetidos à como técnica de escolha a anestesia geral.
anestesia geral não apresentavam tais riscos. No caso acima, a Referência:
medicação havia sido suspensa e a cesárea prévia fora feita sob 1. Landau R, Giraud R, Delrue V, Kern C. Spinal Anesthesia for ve-
raquianestesia nas mesmas condições. Pesado o risco e o benefí- sarean felivery in a woman with a durgically corrected type I
cio, repetiu-se a técnica com administração intratecal de anes- Arnold Chiri malformation. Anesth Analg. 2003;97:253-5.
tésico local associado a opioides, o que garantiu bom controle
da dor, sem complicações. Durante recuperação em SRPA e pós-
operatório em enfermaria, não foram observadas crises e a alta TLO224 ANESTESIA PARA CESARIANA EM PACIENTE COM
hospitalar foi permitida com segurança. CARDIOMIOPATIA PERIPARTO
Referência:
Ricardo Pinto Lobato Lopes, Edvaldo Casoti Júnior,
1. Burrow B, Burkle C, Warner DO, et al. Postoperative outcome of
Estevan Rosseto de Souza, Glauber Rocha Peclat, Natália Vieira*,
patients with narcolepsy. A retrospective analysis. J Clin Anesth.
2005;17:21-5. Rafaela Claudino de Freitas
Hospital e Maternidade São José, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Introdução: A cardiomiopatia periparto (CMPP) é uma doença
TLO296 ANESTESIA PARA CESARIANA EM GESTANTE
rara (1:3.000-15.000) com taxa de mortalidade materna de 85%,
PORTADORA DE MALFORMAÇÃO ARNOLD-CHIARI TIPO I
por descompensação da insuficiência cardíaca, arritmias e eventos
Taylor Brandão Schnaider, Cristiano Dinato Dutra*, tromboembólicos. Fatores de risco incluem idade acima dos 35 anos,
Paulo Junior Ribeiro Garcia, Thaína Alessandra Brandão, multiparidade, gestação múltipla, etnia negra, doença hipertensiva
Antônio Mauro Vieira, Antônio Carlos Aguiar Brandão da gestação e uso de tocolíticos. Na abordagem anestésica, a
técnica mais adequada leva em consideração principalmente a
CET/SBA da Faculdade de Ciências Médicas de Pouso Alegre, Pouso
classe funcional da NYHA.
Alegre, MG, Brasil
Relato de caso: Secundigesta, 17 anos, negra, 36 semanas, hipertensa
Introdução: A malformação de Arnold-Chiari (MAC) é caracterizada gestacional sem tratamento medicamentoso. Apresentava dor tipo
pela descida de estruturas mesencefálicas através do forame magno, cólica em baixo ventre, mialgia, cefaleia e edema de membros
alterações esqueléticas e disfunção neurológica. Na maioria dos pa- inferiores. Ao exame físico apresentava palidez, hipertensão,
cientes ocorre alteração do fluxo de líquido cefalorraquidiano, com taquicardia, edema 2+/4+, dispneia em NYHA III e crepitações
dissociação da pressão cranioespinhal. Existem quatro classes: na em bases pulmonares. Diagnosticado edema agudo de pulmão à
tipo I ocorre alongamento e deslocação descendente igual ou maior radiografia de tórax; taquicardia sinusal ao eletrocardiograma;
do que 5 mm das amígdalas cerebelares. A sintomatologia depende hipocinesia difusa, FEVE30% e insuficiência valvar mitral discreta
da localização e do tamanho da cavidade siringomiélica. As altera- ao ecocardiograma. Após indicação de cesariana, a gestante foi
ções fisiológicas da gravidez e do parto acarretam um risco adicional monitorada conforme resolução CFM1802/2006, obtidos pressão
de herniação do tronco e de compressão da medula espinhal. arterial invasiva e acesso venoso profundo e ofertado oxigênio
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S51

suplementar. Iniciada dobutamina em infusão contínua. Feito cateterismo de artéria radial esquerda para monitoração de pressão
bloqueio peridural com cateter, usados ropivacaína 1%, morfina e arterial invasiva e puncionada veia subclávia direita para instalação
sufentanil, obteve-se nível anestésico em T6. de cateter duplo lúmen. Feita anestesia peridural contínua, em L1-
Discussão: A CMPP é um diagnóstico de exclusão, baseado na L2, titulada a dose de lidocaína a 2% com vasoconstritor até um
disfunção ventricular esquerda comprovada por exames como bloqueio sensitivo em T6, com total de 240 mg (12 mL). RN nasceu
eletrocardiograma, radiografia de tórax e ecocardiograma, com Apgar 8 e 6, no primeiro e quinto minutos, respectivamente.
presente em gestantes desde a 17ª semana da gestação até o 5º mês No momento de retirada da placenta, houve queda de 15% da PAM,
do puerpério, sem cardiopatia pré-existente. Dentre as possíveis revertida com a interrupção da infusão do esmolol. Após infusão
complicações destaca-se: edema agudo de pulmão, infarto agudo de bolus lento de 2,5 unidades de ocitocina a paciente cursou com
do miocárdio, tromboembolismo pulmonar, miocardiopatia crônica. vasodilatação generalizada, rubor facial e cefaleia de remissão es-
Na CMPP a técnica anestésica é polemica, prefere-se o bloqueio pontânea. Procedimento durou 140 minutos. No fim, levada à UTI,
regional em NYHA I e II, anestesia geral ou regional na classe III de onde recebeu alta após 48h e alta hospitalar após cinco dias.
e geral na classe IV. O bloqueio peridural com cateter possibilita Conclusão: A crise tireotóxica não é indicação absoluta de interrup-
lenta instalação do bloqueio simpático, permite melhor adaptação ção da gestação e a feitura de procedimentos cirúrgicos na vigência
cardiovascular com a redução da resistência vascular sistêmica. Já da tempestade implica elevada morbimortalidade. A estabilização
o bloqueio subaracnóideo apresenta alterações cardiovasculares do quadro clínico antes do procedimento traz benefício ao binômio
intensas, é uma desvantagem. A anestesia geral apresenta elevada materno-fetal, com diminuição de eventos adversos. O bloqueio
morbimortalidade, apresenta alto risco de broncoaspiração e edema peridural é uma opção anestésica segura. A vantagem da titulação
agudo de pulmão, em pacientes com baixa reserva miocárdica. da dose, associada a lenta instalação do bloqueio simpático, pode
O relato do caso demonstra uma paciente classe funcional NYHA diminuir as repercussões hemodinâmica associadas ao bloqueio do
III associada a edema agudo de pulmão, na qual o emprego da neuroeixo.
anestesia peridural manteve boa estabilidade hemodinâmica e Referência:
satisfatória evolução do caso. 1. Wissler RN. Endocrine disorders. In: Chestnut DH (ed.). Obstetric
Referências: anestesia. Principles and practice. 3.ed. Philadelphia: Elsevier
1. Yamashita AM. Anestesia na gestante cardiopata. In: Cangiani Mosby; 2004:734-63.
LM, Slullitel A, Potério GMB, et al. Tratado de anestesiologia.
7.ed. São Paulo: Atheneu; 2011:2359-78.
2. Garcia LV, et al. Anestesia na gestante cardiopata. In: Noguei- TLO322 ANESTESIA PARA LAPAROTOMIA EXPLORATÓRIA
ra CS, Potério GMB, Videira RLR. Atualização em anestesiologia. SECUNDÁRIA À GRAVIDEZ ECTÓPICA ABDOMINAL ROTA –
Vol. XII: Anestesia em obstetrícia. São Caetano do Sul. São Paulo: RELATO DE CASO
Yendis; 2007:263-75.
Paula Veriato Zenaide*, Renata Sofia Guimarães,
Hugo Eckener Dantas de Pereira Cardoso,
TLO149 ANESTESIA PARA CESARIANA EM PACIENTE COM Ricardo Almeida de Azevedo, José Admirço Lima Filho,
CRISE TIREOTÓXICA E HIPERTENSÃO PULMONAR SEVERA: Samyr Lopes Arruda Carneiro
RELATO DE CASO Hospital Geral Roberto Santos, Salvador, BA, Brasil
Lauro d’Avila Silveira Barreto*, Victor Sampaio de Almeida, Introdução: Gravidez ectópica abdominal definida como o implante
Catarina Maria de Sena, Edmilson Barbosa Nogueira Neto, do saco embrionário no peritônio, fora do trato reprodutor, é extre-
Letícia Bulhões Guimarães, Lilian Cibele Pereira Gomes mamente rara. Tem incidência de 1,3% e mortalidade 90% maior do
que uma gestação tópica. A hemorragia maciça desencadeada pela
Maternidade de Referência Professor José Maria de Magalhães
ruptura do leito vascular no sítio de implantação é a complicação
Netto, Salvador, BA, Brasil
mais importante e constitui um grande desafio.
Introdução: A prevalência de hipertireoidismo em grávidas gira em Relato de caso: Paciente, 40 anos, 70 kg, G2P1cA0, admitida com
torno de 0,1 a 0,4%, porém a crise tireotóxica é uma condição rara queixa de dor abdominal havia dois dias, náuseas e vômitos. A USG
nesse período. A insuficiência cardíaca causada pela tireotoxicose é transvaginal identificou gestação ectópica abdominal, compatível
caracteristicamente uma cardiopatia dilatada de bom prognóstico com 15 semanas e 5 dias, placenta de inserção anterior, grau 0 de
por apresentar remissão importante no pós-operatório. maturidade e líquido livre em cavidade abdominal. Hemoglobina
Relato de caso: R.S.J., 42 anos, G5P4, com 32 semanas de ida- 6 g/dL. Indicada laparotomia exploradora por suspeita de abdome
de gestacional e indicação obstétrica de interrupção da gestação. agudo hemorrágico secundário à gravidez ectópica rota. Paciente
Apresentava história mal definida de doença tireoidiana sem diag- admitida vigil, agitada, sudoreica, taquicárdica e taquipneica. À
nóstico específico. A partir do terceiro trimestre apresentou disp- monitoração multiparamétrica não invasiva, PA 90 × 50 mmHg, FC
neia, ortopneia e dispneia paroxística noturna. Ao exame físico: 150 bpm e SPO2 98%. Submetida à anestesia geral com indução feita
emagrecida, com exoftalmia, aumento importante da tireoide. Ao com fentanil 3 mcg/kg, lidocaína 1 mg/kg, etomidato 0,3 mg/kg e
exame do aparelho cardiovascular observou-se turgência jugular succionilcolina 1 mg/kg, seguida de IOT sob laringoscopia direta e
com cabeceira elevada a 90º, sopro pansistólico 5+/6+, mais in- manutenção com sevoflurano e rocurônio 0,6 mg/kg. Obtidos dois
tenso no foco mitral, e presença de mixedema até 1/3 superior acessos venosos periféricos 16G e cateterizada a artéria radial. Ao
de membros inferiores. Ecocardiograma: aumento importante de inventário da cavidade, encontrada grande quantidade de sangue e
átrio esquerdo e de câmaras direitas, insuficiência mitral modera- coágulos, feto aderido ao epíplon em fossa ilíaca direita e placenta
da, PSAP: 75 mmHg. Exames laboratoriais: TSH 0,01 mUI/L, T4L: implantada em omento com importante área cruenta e sangramen-
4,43 ng/dl. Internada em UTI para compensação clínica e preparo to ativo. Feita omentectomia segmentar para remoção da placenta
cirúrgico. Iniciou o uso de tapazol, metildopa, metoprolol e lugol. e do feto e controle do sangramento. No período foram administra-
Após sete dias, não apresentava os sintomas sugestivos de crise ti- dos 2.000 mL de ringer lactato, três concentrados de hemácias e
reotóxica. Na admissão no centro cirúrgico, apresentava-se alerta e 1,5 g de ácido tranexâmico, 1 g de gluconato de cálcio e 30 mEq de
sem queixas. PA: 207 × 92 (140), FC: 68, SpO2: 98%. Iniciada infusão bicarbonato de sódio. Paciente cursou com melhoria dos parâmetros
de esmolol 500 mcg/kg/min durante um minuto, seguida de redu- hemodinâmicos sem necessitar de drogas vasoativas. Analgesia feita
ções até 50 mcg/kg/min com vistas à redução de 20% da PAM. Feito com dipirona 2 g e morfina 5 mg e estratégia antiemética com on-
S52 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

dansetrona 4 mg. Revertido bloqueio neuromuscular com 2 mg/kg anestésico local a una velocidad de inyección menor o mayor a
de sugamadex e procedida extubação. 60 segundos. Rev Col Anest. 2011;39:341-50.
Discussão: Abdome agudo hemorrágico em obstetrícia requer trata- 3. Cavalli RC, Baraldi CO, Cunha SP. Transferência placentária de
mento imediato devido à alta mortalidade materna, que pode che- drogas. Rev Bras Ginecol Obstet. 2006;28:557-64.
gar a 11% quando secundária a uma gravidez ectópica abdominal.
O sangramento é profuso com rápida deterioração hemodinâmica.
A atuação do anestesiologista objetiva principalmente a reversão TLO124 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA DEXAMETASONA
do estado de choque, através da infusão de cristaloides, hemode- NA PROFILAXIA DE NVPO EM GESTANTES SUBMETIDAS
rivados e drogas vasoativas. A coagulopatia deve ser prevenida e À CESARIANA SOB RAQUIANESTESIA: ENSAIO CLÍNICO
imediatamente tratada quando identificada. O controle da tempe- RANDOMIZADO DUPLAMENTE ENCOBERTO
ratura, da acidose e dos níveis de cálcio é obrigatório, bem como o
emprego precoce de antifibrinolíticos. Portanto, o trabalho da equi- Ruy Leite de Melo Lins Filho, Gabriela Ferreira Lima,
pe de anestesiologia tem impacto direto no desfecho desses casos, o Bruna Rietra Rio, Victor Macedo Lemos,
que torna imprescindível o conhecimento acerca desse raro quadro, Thiago Gadelha Batista dos Santos*, Rossana SantAnna de Melo Lins
bem como de suas complicações associadas.
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Pernambuco
Referência:
(UFPE), Recife, PE, Brasil
1. Alalade AO, Smith FJE, Kendall CE, et al. Evidente-base man-
agement of nos-tubal ectopic pregnancies. J Obstet Gynaecol. Justificativa e objetivo: A raquianestesia com o uso de anesté-
2017;20:1-10. sico local hiperbárico e morfina constitui técnica universalmente
aceita e recomendada para cesariana. Entretanto, a ocorrência
de efeitos colaterais, tais como náusea e vômitos, continua a ser
TLO254 ASSOCIAÇÃO FENTANILA-BUPIVACAÍNA POR um problema e não existe na literatura um consenso sobre o uso
VIA SUBARACNÓIDEA VERSUS BLOQUEIO DO PLANO profilático de medicamentos com o objetivo de reduzir tais efei-
TRANSVERSO ABDOMINAL GUIADO POR ULTRASSOM PARA tos. Este estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da dexame-
tasona para profilaxia de náusea e vômitos após a administração
CONTROLE DA DOR PÓS-OPERATÓRIA EM CESARIANA
de morfina intratecal em pacientes submetidas a raquianestesia
Taylor Brandão Schnaider, Leandro Cotrim, Antônio Mauro Vieira, para cesariana.
Allan Sousa Teles, Cristiano Dinato Dutra*, Método: Ensaio clínico duplamente encoberto e randomizado,
Antônio Carlos Aguiar Brandão no qual foram incluídas 236 gestantes com indicação de cesaria-
na, estado físico ASA II ou III, sem uso prévio de antieméticos ou
CET/SBA da Faculdade de Ciências Médicas de Pouso Alegre, Pouso
analgésicos. A anestesia subaracnóidea foi feita com bupivacaína
Alegre, MG, Brasil
hiperbárica (12 mg) e morfina (0,08 mg). Após randomização, foram
Justificativa e objetivo: Como se sabe dos possíveis riscos fetais e distribuídas em dois grupos: o grupo A recebeu 10 mL de água desti-
complicações maternas pós-operatórias, devido ao uso de opioides, lada IV e o grupo B recebeu 2 mL de dexametasona diluídos em 8 ml
o bloqueio do plano transverso abdominal (TAP) guiado por ultrassom de água destilada, administrados após o clampeamento do cordão
pode se tornar uma opção válida nesses casos. O objetivo deste umbilical. As pacientes foram avaliadas no intraoperatório e 4, 6,
estudo foi comparar a analgesia entre anestesia subaracnóidea com 12 e 24 horas após a anestesia, registrou-se a ocorrência de náusea
fentanila associada à bupivacaína com bloqueio TAP guiado por e vômito, prurido e dor.
ultrassom em cesariana. Resultado: Os dois grupos foram semelhantes com relação a idade,
Método: Participaram do estudo primário, clínico, prospectivo, estado físico, histórias de tabagismo e NVPO. No período intraope-
aleatorizado, 40 pacientes, ASA I e II, constava cada grupo de 20 ratório, as incidências de náusea nos grupos A e B foram de 22,9%
pacientes. Grupo I: cloridrato de bupivacaína hiperbárica 0,5% 13 e 25,4%, respectivamente, e as de vômitos foram de 11,9 e 11%,
mg (2,6 mL) + citrato de fentanila espinhal 20 mcg (0,4 mL); Grupo
sem diferença estatisticamente significativa. Nas 24 horas após a
II: cloridrato de bupivacaína hiperbárica 0,5% 13 mg (2,6 mL) +
cesariana, as incidências de náusea nos grupos A e B foram de, res-
água destilada (0,4 mL), associada ao TAP guiado por ultrassom pós-
pectivamente, 19,5% e 16,9%, e as de vômitos foram de 13,6% e
cirúrgico. As pacientes foram avaliadas em períodos de 6h, 12h, 18h
7,6%, mas essas diferenças também não foram estatisticamente sig-
e 24h, aplicada a escala analógica visual de dor. Usou-se o teste de
nificativas. Também não houve diferença entre os dois grupos com
Mann-Whitney; o nível de significância estatística foi fixado em 5%.
relação à qualidade da analgesia pós-operatória e à incidência de
Resultado: Às 6h, o bloqueio TAP (média = 1,00; mediana = 0,00)
prurido.
apresentou melhor analgesia em relação à fentanila (média = 3,45;
mediana = 5,00), p = 0,002; às 12h não ocorreu diferença estatística Conclusão: A dexametasona não alterou significativamente a
entre os grupos: bloqueio TAP (média = 2,50; mediana = 2,00), fen- incidência de náusea e vômitos em pacientes submetidas à cesaria-
tanila (média = 3,60; mediana = 4,00), p = 0,090; quanto à avaliação na sob raquianestesia com bupivacaína hiperbárica (12 mg) e mor-
das 18h, também foi constatado que não ocorreu diferença estatís- fina (0,08 mg). Também não houve diferença na intensidade da dor
tica entre os grupos: bloqueio TAP (média = 3,00; mediana = 2,00), pós-operatória nem na ocorrência de prurido.
fentanila (média = 3,90; mediana = 4,50), p = 0,097; em relação ao Referências:
horário das 24h, também não ocorreu diferença estatística entre 1. Cardoso MMS, Leite AO, Santos EA, et al. Effect of dexametha-
os grupos: bloqueio TAP (média = 2,10; mediana = 2,00), fentanila sone on prevention of postoperative náusea, vomiting, and pain
(média = 3,20; mediana = 2,00), p = 0,137. after cesarean section: a randomised, placebo-controlled, dou-
Conclusão: Nas primeiras seis horas, o bloqueio TAP guiado por ble-blind trial. Eur J Anaesthesiol. 2013;30:102-5.
ultrassom apresentou melhor analgesia pós-operatória; a partir das 2. Imech A, Olaniyi O, Simeon O, Omotola O. Dexamethasone versus
12h, a analgesia pós-operatória foi semelhante nos dois grupos. a combination of dexamethasone and ondansetron as prophylatic
Referências: antiemetic in patients receiving intrathecal morphine for caesa-
1. Ripollés J, Mezquita SM, Abad A, et al. Analgesic efficacy of the rean section. African Health Sciences. 2014;14:453-9.
ultrasound-guided blockade of the transversus abdominis plane – 3. Allen TK, Jones CA, Habib AS. Dexamethasone for the prophylaxis
A systematic review. Rev Bras Anestesiol. 2015;65:255-80. of postoperative nausea and vomiting associated with neuroaxial
2. Cerón DCH, Vargas JRN, Eslava-Schmalbach J. Anestesia regional morphine administration: a systematic review and meta-analy-
subaracnóidea para cesárea y Pomeroy postparto. Aplicación de sis. Anesth Analg. 2012;114:813-22.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S53

TLO014 AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DE NEURITE dura-máter. O bloqueio esfenopalatino, já usado em tratamento de


PERIFÉRICA PÓS-ANALGESIA DE PARTO enxaqueca e outras cefaleias primárias, assim como neuralgia do
trigêmeo, pode ser uma opção de tratamento.
Gisele Passos da Costa Gribel, Cesar Augusto de Soares Nogueira*,
Relato de caso: Paciente B.G.S., 40 anos, G2PC1, admitida na ma-
José Eduardo Guimarães Pereira, Dayse dos Santos de Almeida, ternidade em 22/06/2017 para cesariana eletiva no contexto de
Benjamin Zylberberg, João Luiz Oyarzabal Giotti gestação de alto risco por miomatose uterina, IG 38 semanas, sem
Hospital Central do Exército, Rio de Janeiro, RJ, Brasil outras comorbidades na história pregressa. Negava sintomas e sinais
no dia da internação. Parto cesáreo feito no mesmo dia, perante
Introdução: O crescimento acelerado do número de partos sob anal- bloqueio subaracnóideo, em nível L3/L4, com agulha 27G Quincke.
gesia regional trouxe reais benefícios para a gestante e a condução Procedimento sem intercorrências. RN único, vivo, sexo masculino.
obstétrica. O anestesiologista enfrenta desafios nas complicações Paciente desenvolveu após 36 horas do parto cefaleia holocraniana
neurológicas decorrentes da técnica ou do posicionamento, como a intensa, avaliada por ela na escala numérica de dor como 10/10 e
cefaleia ou neurites periféricas, que suscitam a abordagem multi- que melhorava em decúbito horizontal. Com a hipótese de cefaleia
profissional no pós-parto. pós-punção dural, foi iniciado tratamento clínico com hidratação,
Relato de caso: Gestante, 41ª semana, 42 anos, 52 kg, 1,52 m, analgesia, cafeína e AINE, proporcionou melhoria gradual da dor. No
IMC 22, ASA II, GIII P I. Diagnóstico de internação: oligodramnia e dia seguinte, como permaneciam os sintomas, foi avaliada pela equi-
gestação prolongada. Internada para indução do trabalho de parto. pe da anestesiologia e sugerido o bloqueio do gânglio esfenopalatino.
Às 10h, feita analgesia de parto combinada a pedido da paciente e Após monitoração adequada e colocação da paciente em posição su-
da equipe obstétrica, após assinatura do termo de consentimento pina a 0°, foi inserido um swab em cada narina da paciente, embebi-
informado. Feita raquianestesia com agulha calibre 27 em espaço do com 1 mL de lidocaína sem vasoconstritor a 2%, posicionaram-se
L3/L4, com bupivacaína isobárica e fentanil. Feitas a passagem do as pontas na nasofaringe posterior por 10 minutos. Após remoção, a
cateter peridural sem intercorrências e injeção de ropivacaína 0,2% paciente foi colocada em posição sentada e referiu alívio imediato
peridural mediante avaliação de horário da escala analógica visual e da dor. Relatou incômodo tolerável durante inserção dos swabs. Não
da concordância da paciente. Parto vaginal às 19:29, período expul- houve complicações. Após seis horas do procedimento, a paciente foi
sivo de duas horas. O recém-nascido era masculino vivo. Índice de avaliada novamente e relatou ausência dos sintomas, conseguiu per-
Apgar 8/9. Houve duas tentativas, sem sucesso, de uso de fórceps manecer sentada, deambular e amamentar. Foi acompanhada pelas
de Simpson e a paciente queixou-se de dor na região medial da coxa 48 horas seguintes, manteve ausência dos sintomas.
nesse momento. Durante o período de pós-parto imediato, ainda no Discussão: A cefaleia pós-punção da dura-máter tem sua incidên-
centro obstétrico, apresentou hipotonia revertida com metilergo- cia variada de acordo com o tipo de agulha usada. É baixa quando
novina e misoprostol e laceração de colo uterino, precisou retornar se usam agulhas ponta de lápis ou quincke 27G, chega a até 75%
na sala cirúrgica para revisão do colo. Injetado lidocaína a 2% 5 mL quando a punção ocorreu com uma agulha tuohy 16G. O gânglio
pelo cateter para o procedimento. Tanto no decorrer do período esfenopalatino está localizado na fossa pterigopalatina e contém
expulsivo e na revisão de colo, a paciente assumia posição de litoto- fibras simpáticas e parassimpáticas, assim como fibras sensoriais so-
mia. Após 12 horas do procedimento, na avaliação pós-anestésica, máticas. O bloqueio do gânglio esfenopalatino pela via transnasal se
a paciente ainda não apresentava movimento no membro inferior torna uma interessante estratégia de tratamento da cefaleia pós-
esquerdo além de parestesia. Iniciada prednisona 15 mg/dia. No dia punção dural, pelo fato de ser um procedimento não invasivo que
seguinte, paciente relatou paresia em membro inferior esquerdo, oferece baixo risco de complicações.
não conseguia caminhar nem fazer dorsiflexão, acompanhada de dor Referências:
na região dorsal do pé esquerdo. Ao exame físico, pulso presente, 1. Kent S, Mehaffey G. Transnasal sphenopalatine ganglion block for
sem empastamento de panturrilhas. Na avaliação de neurologista e the treatmente of postdural puncture headache in obstetric pa-
anestesiologista, a paciente apresentava neuropatia do fibular pelo tients. J Clin Anesth. 2016;34:194-6.
posicionamento em litotomia prolongado. Foram iniciados fisiote- 2. Katz D, Beilin Y. Review of the alternatives to epidural blood
rapia e acupuntura, obteve-se melhoria parcial no primeiro dia de patch for treatment of postdural puncture headache in the par-
tratamento, pois a paciente já caminhava e movimentava os dedos turient. Anesth Analg. 2017;124:1219-28.
do pé. Recebeu alta para tratamento ambulatorial.
Discussão: Essa lesão corresponde a 78% das neurites de membro
inferior. O mecanismo da neurite do fibular é compressão e isquemia TLP665 BLOQUEIO DO PLEXO BRAQUIAL GUIADO
por posição de litotomia prolongada associada a IMC baixo e fumo. A POR ULTRASSONOGRAFIA EM GESTANTE EM USO DE
evolução é geralmente favorável em até seis meses. ANTIAGREGANTE
Referência:
Carolina Moreno Fernandez,
1. Chang LY, Carabuena JM, Camann W. Neurologic issues and ob-
stetric anestesia. Seminars in Neurology. 2011;31:374-84. Sayuri Kawamura Barcellos de Albuquerque*,
Cynthia de Oliveira Rego, Bruno Mendes Carmona,
Artur Abel Tavares Fernandes Cavaco, Luis Paulo Araújo Mesquita
TLO231 BLOQUEIO DO GÂNGLIO ESFENOPALATINO COMO Hospital Ophir Loyola (HOL), Belém, PA, Brasil
ALTERNATIVA TERAPÊUTICA PARA CEFALEIA PÓS-PUNÇÃO
Introdução: A ultrassonografia tem ganhado cada vez mais espaço
DE DURA-MÁTER EM PUÉRPERA
na anestesiologia. No tocante à feitura de bloqueios periféricos, os
Gabriela Pires dos Santos*, Mailson Roberto da Cruz, principais benefícios são: menor incidência de falhas, tempo para
Elias Varela Bechara, Gisela Ferraz Lopes, execução, risco de punção vascular e maior duração do bloqueio. É
Bruno Carvalho Cunha de Leão útil também em pacientes em uso de anticoagulantes, com altera-
ções anatômicas e aqueles não colaborativos. A gravidez apresenta
Hospital Julia Kubitschek (HJK), Fundação Hospitalar do Estado de
um risco aumentado para feitura de bloqueios do plexo braquial e
Minas Gerais (Fhemig), Belo Horizonte, MG, Brasil
anestesia geral, cabe ao anestesista avaliar e ponderar o risco-be-
Introdução: A cefaleia pós-punção dural é uma complicação comum nefício das técnicas anestésicas.
da anestesia de neuroeixo. Os sintomas geralmente surgem nos três Relato de caso: Mulher, 30 anos, 60 kg, estado físico ASA P2, 10
primeiros dias após a raquianestesia ou perfuração inadvertida da semanas de idade gestacional, com tumor de partes moles com au-
S54 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

mento progressivo do 3º, 4º e 5º dedos da mão direita havia nove Discussão: O magnésio é usado em anestesiologia por seus efeitos
meses, programada para amputação de mão direita. Antecedente cardiovasculares, de neuroproteção e antinociceptivos. Ele reduz a
de hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana 50 mgc/12 latência do rocurônio e prolonga a duração de ação do cisatracúrio e
h e ASS 100 mg/dia, Mallampati II. Exames laboratoriais normais. do rocurônio. Infusão prévia de magnésio abole as fasciculações in-
Assinou o termo de consentimento livre e esclarecido. Após moni- duzidas por succinilcolina, mas não prolonga a duração do bloqueio
toração, venóclise e sedação com doses habituais de midazolam e neuromuscular. Nesse caso, a opção por rocurônio, em detrimento
fentanil, foi submetida ao bloqueio do plexo braquial direito por via da succinilcolina, se deu pelo risco de hipercalemia em paciente
supraclavicular guiado pela ultrassonografia com 10 mL de levobupi- após crise convulsiva. Foi demonstrado que administração de bolus
vacaína 0,25% com excesso enantiomérico de 50% com vasoconstri- de 50 mg/kg de magnésio após recuperação espontânea do bloqueio
tor, associado ao bloqueio axilar direito com 15 mL de levobupiva- de uma dose de intubação de rocurônio (SQE 0,9) reestabelece pa-
caína 0,25% com excesso enantiomérico de 50% com vasoconstritor ralisia muscular (redução da SQE com nadir médio de 0,49 após 10
e 15 mL de lidocaína 1,5% com vasoconstritor. A cirurgia foi feita minutos com duração de 45 minutos). O mecanismo principal de tal
sem intercorrências e, ao término, a paciente foi levada à SRPA, efeito parece ser a redução de liberação pré-sináptica de acetil-
onde evoluiu de forma satisfatória, com controle álgico adequado colina via inibição dos canais de cálcio voltagem dependente, ate-
e sem alterações de sensibilidade ou motricidade no território dos nuação direta da excitabilidade das fibras musculares e alteração
nervos bloqueados. presumida do limiar elétrico das membranas musculares. Os aneste-
Discussão: Não raramente os pacientes admitidos no centro cirúrgico siologistas devem atentar para os efeitos e interações do magnésio
estão em uso de medicações anticoagulantes e/ou antiagregantes com outras drogas anestésicas, principalmente pelos riscos de ex-
plaquetários, cuja interrupção não é isenta de complicações. Os tubação em pacientes curarizados. Devem-se considerar também as
bloqueios dos nervos periféricos podem ser classificados como complicações e os custos advindos de intubação prolongada.
superficial ou profundo. A ultrassonografia deve ser considerada Referências:
para bloqueios periféricos profundos em pacientes, pois diminuem 1. Kim MH, OhAY, Jeon YT, et al. A randomised controlled trial com-
o risco de punções vasculares não intencionais. Assim, o anestesista paring rocuronium priming, magnesium pre-treatment and a
responsável pelo caso optou pelo bloqueio do plexo braquial combination of the two methods. Anaesthesia. 2012;67:748-54.
guiado pela ultrassonografia em detrimento da anestesia geral, que 2. Hans GA, Bosenge B, Bonhomme VL, et al. Intravenous mag-
apresenta mais riscos para o binômio mãe-feto em todas as fases nesium re-establishes neuromuscular block after spontaneous
da gestação. recovery from an intubating dose of rocuronium: a randomised
Referências: controlled trial. Eur J Anaesthesiol. 2012;29:95-9.
1. Rando K, Castelli J, Pratt JP, et al. Ultrasound-guided internal ju-
gular vein catheterization: a randomized controlled trial. Heart
Lung Vessel. 2014;6:13-23. TLO901 BLOQUEIO SUBARACNÓIDEO ALTO EM GESTANTE
2. Kapral S, Greher M, Huber G, et al. Ultrasonographic guidance
Thiago Almeida Brasileiro, Amanda Bernardes Lourenço Barbosa*,
improves the success rate of interscalene brachial plexus blocka-
Tainã Medeiros Versiani Ribeiro Matos,
de. Reg Anesth Pain Med. 2008;33:253-8.
Bruno Carvalho Cunha de Leão, Helena Araujo Damasceno,
Felipe Pinheiro Bottrel
TLP921 BLOQUEIO NEUROMUSCULAR PROLONGADO EM Maternidade Odete Valadares, Fundação Hospitalar do Estado de
GESTANTE COM ECLÂMPSIA RECEBENDO SULFATO DE Minas Gerais (Fhemig), Belo Horizonte, MG, Brasil
MAGNÉSIO
Relato de caso: Gestante de 24 anos, primigesta, sem comorbida-
Amanda Bernardes Lourenço Barbosa, des, em trabalho de parto, submetida à analgesia epidural, com
Sérgio Renato Araújo Freitas*, Bruno Carvalho Cunha de Leão, punção mediana no espaço L3-L4, agulha Tuohy 18G, sob perda de
Thiago Almeida Brasileiro, Samuel Reis da Silva, resistência, punção única, passado cateter epidural e administrada
Rodrigo Dutra Porto ropivacaína 0,15% 16 mL. Três horas depois, trabalho de parto evolui
com distócia de progressão, indicou parto cesáreo. Equipe opta por
Hospital Julia Kubitschek (HJK), Fundação Hospitalar do Estado de
retirada do cateter e punção subaracnóidea, com agulha Whitacre
Minas Gerais (Fhemig), Belo Horizonte, MG, Brasil
27G, L2-L3, com infusão lenta de bupivacaína 12 mg, fentanil 15
Introdução: O sulfato de magnésio é usado frequentemente du- mcg e morfina 60 mcg. Após estabelecer posição supina, a paciente
rante o período perioperatório como adjuvante da anestesia, além evoluiu com dispneia, dessaturação e queda dos níveis pressóricos.
de ser o tratamento de escolha de crises convulsivas na gestante. Iniciamos infusão contínua de fenilefrina, 0,15 mcg/kg/min e assis-
Quando administrado na indução anestésica, prolonga a duração tência ventilatória não invasiva com pressão positiva. Houve me-
da ação e reduz a latência dos bloqueadores neuromusculares não lhoria espontânea do quadro respiratório após 20 min., foi mantido
despolarizantes. o uso de oxigênio suplementar por cateter nasal até o término do
Relato de caso: Gestante, 23 anos, primigesta com 36 semanas de procedimento.
idade gestacional, obesa, admitida com quadro de pré-eclâmpsia. Discussão: O bloqueio subaracnoide alto é uma complicação rara,
Recebeu bolus de sulfato de magnésio uma hora antes e foi mantida ocorre mais frequentemente durante técnica de punção epidural
infusão contínua de 2 g por hora. Apresentou crise convulsiva que com perfuração inadvertida de dura-máter. Na população obstétrica
cessou espontaneamente, transferida para bloco em pós-comicial, há um risco aumentado para essa complicação, devido a maior com-
arresponsiva, sem proteção de vias aéreas. Submetida a IOT em se- pressão meníngea pelo plexo venoso peridural dilatado, aumenta a
quência rápida, recebeu 250 mcg de fentanil, 200 mg de propofol e dispersão cefálica do anestésico. Início precoce de bloqueio motor,
100 mg de rocurônio (aproximadamente 1 mg/kg). Feita cesariana, dispneia e quedas abruptas da pressão arterial devem levar à sus-
mantida sedação com sevoflurano, manteve estabilidade hemodi- peição, com indicação de cesárea de urgência e apoio ventilatório
nâmica durante todo o procedimento. Monitorada de BNM com SQE invasivo em casos de bloqueio completo, apneia e hipotensão. Em
(sequência de quatro estímulos) que se manteve zerada até cerca relação à raquianestesia precedida de anestesia epidural, o meca-
de duas horas após a intubação, foi transferida sedada e em VM nismo exato da ocorrência do fenômeno ainda é desconhecido. Pos-
para unidade de emergência após quatro horas de intubação, com síveis explicações seriam a absorção de anestésico local do espaço
aparecimento apenas de T1 na SQE. peridural para o subaracnóideo, a hipótese de que a pressão epidu-
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S55

ral se torne atmosférica após a inserção do cateter, resulte numa a incidência desse evento foi mais frequente nas pacientes
maior dispersão de anestésico local consequente de alterações no posicionadas em decúbito lateral esquerdo durante a feitura
volume e circulação do líquor, ou colapso do espaço subaracnóideo do bloqueio. A incidência de vômitos também foi maior nessas
abaixo do nível de punção, o que leva a maior dispersão cefálica. pacientes, mas sem diferença estatisticamente significativa.
Identificar quais pacientes estariam sob maior risco de desenvolver Referência:
tal complicação ainda é um desafio. Até que novos estudos sejam 1. Ngan Kee WD. Prevention of maternal hypotension after region-
publicados, é recomendável maior atenção ao fazer anestesia suba- al anaesthesia for caesarean section. Curr Opin Anaesthesiol.
racnóidea em gestantes já submetidas à anestesia epidural. 2010;23:304-9.
Referências:
1. Furst SR, Reisner LS. Risk of high spinal anesthesia following fai-
led epidural block for cesarean delivery. J Clin Anesth. 1995;7:71- TLP643 COMPLICAÇÃO PÓS-ANESTESIA EPIDURAL PARA
4. CESARIANA
2. Heather YZ. Reversal of high spinal anesthesia with cerebrospi-
Matheus Leandro Lana Diniz*, Lucas Rodrigues de Castro,
nal lavage after inadvertent intrathecal injection of local anes-
thetic in an obstetric patient. Can J Anaesth. 2014;61:1004-7. Samuel Reis da Silva, Cloves Alves Moutinho Júnior,
Cláudio Henrique Corrêa, Walkiria Wingester Vilas Boas
Hospital Municipal Odilon Behrens (HMOB), Belo Horizonte, MG,
TLO083 COMPARAÇÃO DOS EFEITOS HEMODINÂMICOS Brasil
DA RAQUIANESTESIA FEITA NA POSIÇÃO SENTADA OU
Introdução: Os bloqueios de neuroeixo sabidamente são responsá-
EM DECÚBITO LATERAL ESQUERDO EM GESTANTES
veis por redução da mortalidade materna no que tange à anestesia
SUBMETIDAS À CESARIANA obstétrica. Tanto a via intratecal como a epidural são opções para
Vanessa Nóbrega Cavalcanti, se conduzir uma cesariana consagradas na literatura, cabe ao anes-
Raphaella Amanda Maria Leite Fernandes, tesista saber lidar com as particularidades de cada uma.
Sérgio Veloso da Silveira Menezes, Relato de caso: A.G.R., 27 anos, secundigesta, ASA I, com relato de
Emmanuel Victor Magalhães Nogueira, cefaleia pós-raquianestesia em cirurgia cesariana prévia. Paciente
Suzana Marine Duarte Martins Dourado*, Mariana Carla Porto Cabral com monitoração-padrão não invasiva e com acesso venoso 18G foi
submetida à anestesia epidural com agulha Tuohy 18G sem rotação
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Pernambuco e técnica de perda de resistência com ar intermitente com 20 mL de
(UFPE), Recife, PE, Brasil ropivacaína 0,75%, 100 mcg de fentanil e 2 mg de morfina. Feitas dose
Justificativa e objetivo: A raquianestesia, técnica anestésica de teste e aspiração que se mostraram negativas. Bloqueio sensitivo foi
escolha para cesariana, pode causar distúrbios circulatórios influen­ alcançado em 10 minutos no nível de T4. Repercussão hemodinâmica
ciados pela posição da gestante durante e imediatamente após a suave com necessidade de um bolus de 40 mcg de fenilefrina. Parto
punção subaracnóidea e injeção do anestésico. Não existe consenso sem intercorrências, RN termo com escore de Apgar adequado, útero
na literatura sobre qual a posição relacionada com maior ou menor bem contraído, administrados ocitócito e sintomáticos. RN posiciona-
incidência de complicações cardiovasculares no intraoperatório. do para contato pele a pele na sala de parto e iniciada amamentação.
O objetivo deste ensaio clínico foi comparar a incidência das A partir desse momento, paciente demonstrou sonolência discreta
repercussões hemodinâmicas em raquianestesia na posição sentada e que progrediu para perda de consciência e apneia na SRPA (uma hora
em decúbito lateral esquerdo em gestantes submetidas à cesariana. após anestesia epidural). Paciente recebeu apoio respiratório.
Método: Foram incluídas no estudo 70 gestantes entre 18 e 45 Discussão: As complicações decorrentes de anestesias peridurais
anos, classificadas como estado físico ASA II ou III, divididas em dois decorrem de efeitos tóxicos sistêmicos dos anestésicos e alergias,
grupos de acordo com a randomização, para serem submetidas à raquianestesia total, cefaleia pós-punção da dura-máter, fístula li-
raquianestesia em posição sentada (Grupo S) ou em decúbito lateral quórica, bloqueio simpático, depressão respiratória, infecção, he-
esquerdo (Grupo D). Bupivacaína hiperbárica (12 mg) e morfina matoma peridural e outras. A anestesia subdural acidental é uma
(80 mcg) foram administradas em 10 a 15 segundos e em seguida complicação rara que varia de 0,2 a 7%. Esse diagnóstico foi su-
as pacientes foram colocadas em decúbito dorsal horizontal e gerido no caso descrito devido aos sinais e sintomas apresentados
mantidas com desvio manual do útero para esquerda até a retirada pela paciente e ao tempo em que ocorreram: depressão respira-
do feto. Foram registradas a pressão arterial e a frequência cardíaca tória e perda de consciência após uma hora do bloqueio, bloqueio
antes do bloqueio e posteriormente a cada 1 minuto nos primeiros simpático leve, anisocoria. Na injeção subdural, a clínica depende
10 minutos, a cada 3 minutos nos 10 minutos seguintes e a cada do volume e da dispersão do anestésico local nesse espaço, pode
5 minutos após 20 minutos de bloqueio. Hipotensão foi definida ocorrer depressão respiratória, hipotensão, bloqueio sensitivo alto
como redução na pressão arterial sistólica > 20% em relação aos e pode até mesmo afetar pares cranianos. O bloqueio muitas vezes
valores de referência. Bradicardia foi definida como frequência é desproporcional ao volume injetado, pode poupar fibras simpáti-
cardíaca menor do que 50 bpm ou abaixo de 80% do valor basal. cas e motoras e também pode ter uma clínica heterogênea quanto
A ocorrência de náuseas e vômitos e o uso de vasopressores também ao comportamento, pode ser extenso, restrito ou unilateral. O diag-
foram avaliados no intraoperatório. nóstico é muitas vezes retrospectivo e idealmente deve ser cor-
Resultado: A incidência de hipotensão foi maior no grupo D em roborado com exames de imagem. Fatores que podem contribuir
relação ao grupo S (84,8% × 58,1%), com diferença estatisticamente para a ocorrência de bloqueio subdural são: punção lombar recente,
significativa (p < 0,05). A presença de bradicardia não foi verificada cirurgias espinhais, punção em múltiplas tentativas e rotação da
no grupo D e em três pacientes (9,7%) do grupo S, mas essa diferen- agulha de peridural. Tratamento de apoio é oferecido de acordo
ça não foi estatisticamente significativa. O percentual de gestantes com a clínica apresentada.
com náuseas foi mais elevado no grupo S (38,7% × 30,3%). Entretan- Referências:
to, a presença de vômitos foi mais elevada no grupo D em relação 1. Agarwal D, Motha M, Tyagi A, et al. Subdural block and the anes-
ao grupo S (21,2% × 3,2%). Não houve diferenças estatisticamente thetist. Anaesth Intens Care. 2010;38:20-5.
significativas entre os grupos para bradicardia, náuseas e vômitos. 2. Shin S, Cho YY, Park SJ, Koo BN. Apnea and unconsciousness after
Conclusão: No presente estudo, a maioria das pacientes submetidas accidental subdural placement of an epidural catheter. Korean J
à cesariana sob raquianestesia apresentou hipotensão arterial, Anesthesiol. 2013;64:554-5.
S56 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

TLP840 CRISE CONVULSIVA EM CESARIANA PORTADORA Introdução: Doença de von Willebrand (vWD) é doença hereditária
DE LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO E SÍNDROME DA de transmissão autossômica dominante ou recessiva em que o fa-
ENCEFALOPATIA POSTERIOR REVERSÍVEL: RELATO DE tor de von Willebrand (vWF) se encontra defeituoso ou deficiente,
CASO dificulta a adesão plaquetária ao endotélio lesado e compromete a
estabilidade do fator VIII. A incidência é estimada em 1% da popu-
Ozita Lamara Lobo Ferreira*, Hugo Henrique Coutinho Lima, lação e a associação com puerperalidade é rara. O tipo 1 (70%) tem
Williams Barbosa Melo, Bruno Mendes Carmona, deficiência quantitativa de vWF; o tipo 2 (25%), deficiência qualita-
Antonio Jorge Ferreira da Silva Júnior, Bruno Oliveira de Matos tiva; e o tipo 3 (5%), deficiência virtualmente completa. Tem clínica
variável, desde leve sangramento mucocutâneo até hemorragias
Hospital Ophir Loyola (HOL), Belém, PA, Brasil
graves. Os três principais critérios diagnósticos são: história de he-
Introdução: A síndrome da encefalopatia posterior reversível (PRES) morragia mucocutânea, história familiar de sangramento e análise
apresenta-se como uma nova entidade clinicamente caracterizada laboratorial do vWF.
por perda visual, alterações sensoriais, cefaleia e convulsões. Pode Relato de caso: I.K.F.M., 24 anos, G1P0A0, 34ª semana, grupo san-
estar associada a várias condições clínicas, principalmente insufi- guíneo O negativo, internada em 10/04/17 em maternidade de re-
ciência renal, hipertensão arterial e terapia imunossupressora. Sua ferência por doença hipertensiva específica da gestação e vWD. Em
patogenia ainda não foi esclarecida. Uma possível associação de questionário¹ aplicado em visita pré-anestésica, o escore foi 2 (-1
doenças autoimunes com a PRES foi recentemente sugerida. Têm a 4) devido a sangramento excessivo em extração dentária e re-
sido relatados achados tomográficos e de ressonância magnética solução clínica. Desconhecia família biológica. Diagnosticada com
que traduzem a presença de edema subcortical e, ocasionalmente, vWD após feitura de único exame laboratorial com vWF de 36%.
cortical nos lobos occipital e parietal. Em internamento, foi diagnosticada centralização fetal em ultras-
Relato de caso: Mulher, 33 anos, 63 kg, estado físico ASA P2, por- sonografia e solicitada interconsulta com hematologia que indicou
tadora de lúpus eritematoso sistêmico (LES) em uso de prednisona hemotransfusão de vWF/FVIII no procedimento. TP e TTPa normais.
e hidroxicloroquina, gestante a termo, programada para cesariana A cesariana foi feita em 21/04/17 e o vWF/FVIII foi administrado em
eletiva. Exames pré-operatórios normais. Após monitoração obri- sala cirúrgica. O procedimento foi feito sob anestesia geral. Feito
gatória e venóclise, foi feita raquianestesia com agulha 27G com ácido tranexâmico 1 g após indução. Intubação em sequência rápida
punção única em L3-L4 com injeção de bupivacaína hiperbárica com remifentanil 8 ng/mL, propofol 2 mg/kg e rocurônio 1,2 mg/kg.
0,5% 10 mg, morfina 0,04 mg e fentanil 20 mcg. Durante a cirurgia Manutenção de anestesia com remifentanil 4 ng/mL e sevoflurano
a paciente manteve-se com pressão arterial média de 100 mmHg 0,5 CAM. Extubada em sala, sem instabilidade hemodinâmica. Ácido
e frequência cardíaca de 110 bpm, mesmo após o nascimento do tranexâmico 10 mg/kg/h por seis horas pós-parto.
neonato. Cerca de 30 minutos após o início da cirurgia, a paciente Discussão: Os testes diagnósticos da vWD incluem medida da proteí-
relatou cefaleia leve. A cirurgia durou 70 minutos e, ao término, na vWF (antígeno vWF) e do FVIII:C e teste de capacidade do vWF de
durante a passagem para a maca de transporte, a paciente apre- ligar as plaquetas, com cofator de ristocetina vWF. Indivíduos com
sentou alteração visual, seguida de crise convulsiva tônico-clônica sangue tipo O têm níveis de vWF de 25% a 30% inferior àqueles com
única de duração aproximada de um minuto, tratada com midazo- outros tipos. A paciente tinha apenas a dosagem de vWF baixo, pode
lam 5 mg. Houve reversão total do quadro e a paciente foi levada ser interrogado possível vWD ou vWF baixo. O tratamento primário
ao CTI com Glasgow 15. Após 12 horas do ato cirúrgico, a ressonân- para o tipo 1 ou vWF baixo, sintomáticos, é DDAVP, que pode ser
cia magnética (RM) do crânio mostrou hiperintensidade subcortical usada em episódios de sangramento não severos ou como profilaxia
em T2, sem impregnação em ambos os lobos occipitais. A paciente antes de procedimentos invasivos ou pequenas cirurgias em pacien-
apresentou evolução satisfatória, recebeu alta hospitalar após três tes sabidamente responsivos. Os que não respondem a DDAVP, ou se
dias assintomática. contraindicada, são tratados com concentrados vWF/FVIII ou vWF
Discussão: Os achados de imagem e os sintomas descritos, apesar de recombinante. Antifibrinolíticos podem ser benéficos.
inespecíficos, podem ser sugestivos da PRES, uma vez que poderiam Referências:
representar uma forma particular de manifestação neurológica do 1. Bowman M, Mundell G, Grabell J, et al. Generation and valida-
LES, com achados característicos na RM e prognóstico geralmente tion of the Condensed MCMDM-1 VWD Bleeding Questionnaire for
favorável. Anti-hipertensivos, anticonvulsivantes e cuidados de von Willebrand disease. J Thromb Haemost. 2008;6:2062-6.
apoio compreendem o pilar do tratamento. A associação entre a 2. Bowman ML, James PD. Controversies in the diagnosis of Type 1
PRES e o LES é nova na literatura, trazendo novos desafios para o von Willebrand disease. Int J Lab Hematol. 2017;39(Supl 1):61-8.
ato anestésico nas pacientes portadoras de LES.
Referências:
1. Kur JK, Esdaile JM. Posterior reversible encephalopathy syndro- TLO674 DUPLO BLOQUEIO PARA CESARIANA EM GESTANTE
me – an underrecognized manifestation of systemic lupus erythe- COM ESTENOSE AÓRTICA SEVERA
matosus. J Rheumatol. 2006;33:2178-83. Josiani dos Santos Garcez, Tayalles Tavares Leite*,
2. Streck AS, Staub HL, Freitas CZX, et al. Síndrome da encefalo- Jamille Ferreira Leandro, Max Naves Lemes,
patia posterior reversível (PRES) e lúpus eritematoso sistêmico: Thiago Victor Sousa Chagas, Fernanda Paula Cavalcante
relato de dois casos. Rev Bras Reumatol. 2012;52:807-10.
Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade
Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
TLO027 DOENÇA DE VON WILLEBRAND E CESARIANA: Introdução: As doenças cardíacas representam a principal causa de
RELATO DE CASO mortalidade materna não obstétrica, pois há uma maior dificulda-
Maria Manuela Martins Rolim *, Rafael Peterson Soares Santos, de de adaptação cardiovascular às alterações hemodinâmicas da
Renata Maria Bueno Oiticica, Roberta Ribeiro Marques Brandão, gravidez. Entre as cardiopatias congênitas, a estenose aórtica por
válvula bicúspide apresenta maior prevalência entre as mulheres
Cláudio Abrantes de Lacerda Almeida,
em idade fértil.
Guaracy Cavalcante de Albuquerque
Relato de caso: C.A., 33 anos, 38 semanas e 5 dias de gestação, es-
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), tenose aórtica severa por válvula bicúspide, assintomática, sem uso
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, AL, Brasil de medicação. Ecocardiograma transtorácico evidenciou área valvar
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S57

aórtica 0,6 mm2, gradiente sistólico máximo 78 e gradiente sistólico sintomática persistente, refratária a bolus de 5 mg de efedrina.
médio 47 com integral da velocidade – tempo 0,22; átrio esquerdo Administrados 200 mcg de atropina, com aumento transitório da FC
34 mm, fração de ejeção 67% e função ventricular direita normal. para 100 bpm e da PA, manteve-se sistólica abaixo de 150 mmHg.
Programada resolução do parto por via cesariana eletiva. Feita mo- Infundidos 500 mL de SF0,9%. Intercorreu com queda da saturação,
nitoração com oximetria de pulso, cardioscópio e pressão arterial crepitação pulmonar bilateral com redução de MV associada a tosse
invasiva antes do duplo bloqueio. O bloqueio peridural ocorreu em com espuma rosácea. Diagnosticado EP com resolução gradativa dos
espaço L2-L3 com injeção de xilocaína com epinefrina 2% 5 mL e sintomas após medidas anticongestivas. Levada ao CTI estável, O2
passado cateter peridural. Em seguida, feita a raquianestesia em por CN.
L3-L4 com injeção de bupivacaína pesada 5 mg mais morfina 80 mcg Conclusão: O EP é associado a morbidade e mortalidade significa-
e sufentanil 2 mcg com volume total de 1,8 mL. O nível analgésico tivas. As causas mais comuns na gestação são: doença cardíaca de
sensitivo atingiu T6. O procedimento ocorreu em 40 minutos sem base, excesso de fluidos, uso de agentes tocolíticos e pré-eclâmp-
doses adicionais de anestésicos e estabilidade hemodinâmica sem sia. Nesse caso o quadro pode sido desencadeado pelo aumento da
necessidade de vasopressor durante todo o período, com a feitura FC, que causa redução do tempo de enchimento do VE. Independen-
da manobra de deslocamento manual uterino e infusão de 350 ml temente da patologia de base, o quadro deve ser diagnosticado e
de solução cristaloide, além de injeção lenta de ocitocina 10 U. tratado imediatamente.
O pós-operatório ocorreu em unidade de terapia intensiva por 48 Referência:
horas sem intercorrências. 1. European Society of Gynecology; Association for European Paedi-
Discussão: Gestantes com estenose aórtica têm risco aumentado atric Cardiology; German Society for Gender Medicine, Regitz-Za-
de mortalidade em procedimento anestésico, é criteriosa a escolha grosek V, Blomstrom Lundqvist C, Borghi C, et al. ESC Committee
da técnica entre anestesia geral e bloqueio de neuroeixo. Portan- for Practice Guidelines. ESC guidelines on the management of
to, o objetivo será manter a pré-carga, evitar hipotensão arterial cardiovascular diseases during pregnancy: the Task Force on the
sistêmica, depressão da contratilidade miocárdica e extremos de Management of Cardiovascular Diseases during Pregnancy of the
frequência cardíaca. European Society of Cardiology. Eur Heart J. 2011;32:3147-97.
Referências:
1. WR, Andrade LC. Anestesia para gestante cardiopata. Rev Med
Minas Gerais. 2009:19(Supl 1):S21-S62. TLP827 EMBOLIA AMNIÓTICA DURANTE CESARIANA:
2. Chandrasekhar S, Tolpin DA, Mangano DT. Anesthetic Manage- RELATO DE CASO
ment of the pregnant cardiac patient. In: Shnider and Levinson.
Dayane Giostri Cardoso Rampinelli*, Rosana Cardoso Magalhães,
Anesthesia for obstetrics. 5th ed., Philadelphia, Wolters Kluwer/
Marcia da Silveira Charneca Vaz, Leandro Cardoso de Lima,
Lippincott William e Wilkins; 2013:484-523.
Márcio Carneiro Vieira, Fabio dos Santos Cosso Martins
Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, Duque de
TLO362 EDEMA AGUDO DE PULMÃO DURANTE CESARIANA Caxias, RJ, Brasil
EM GESTANTE PORTADORA DE ESTENOSE MITRAL GRAVE
Introdução: A embolia amniótica, descrita por Meyer em 1926, é
Andreia Santos Cardoso, Maize Cordeiro de Melo*, entidade rara, de instalação abrupta e potencialmente fatal, com
Fernanda Rebouças Botelho, Fabiano Soares Carneiro, mortalidade materna de até 50% dos casos. Tem fisiopatologia imu-
Lucas Rodrigues de Castro, Marcela Lopes de Oliveira ne decorrente da entrada de líquido amniótico na circulação mater-
na, desencadeia eventos de degranulação, sintomatologia cardio-
Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Minas Gerais
vascular e hematológica. Pode ocorrer em qualquer fase do parto.
(UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
O diagnóstico é de exclusão e apresenta prognóstico desfavorável.
Introdução: A estenose da válvula mitral (EM) moderada ou grave é Relato de caso: Mulher, 20 anos, negra, GII, PI, A0, IG 39 semanas,
mal tolerada durante gestação; o risco de descompensação depen- deu entrada em 04/01/2017, referia perda de líquido havia 24 horas
de da gravidade da estenose. A insuficiência cardíaca pode ocorrer e dor em região suprapúbica. Exame obstétrico: altura de fundo
em gestantes com EM, principalmente durante o 2o e 3o trimestre, uterino 38 cm, BCF 143 bpm, dilatação de 4 cm e bolsa rota com lí-
mesmo se previamente assintomáticas, e pode manifestar-se com quido meconial. Indicada cesariana e conduzida à sala operatória às
edema pulmonar (EP). Será relatado um caso de EP ocorrido durante 16h15. Sinais vitais: PA 120 × 70 mmHg, FC 88 bpm, saturação de O2
uma cesariana. de 99%. Feito bloqueio subaracnóideo entre L3-L4 com bupivacaína
Relato de caso: Gestante, 46 anos, IG: 39 + 2. Portadora de EM gra- hiperbárica 0,5%, 10 mg associados a morfina 80 mcg, atingiu nível
ve (reumática) assintomática, com tratamento clínico aprimorado. de bloqueio em T6. Parto cesáreo seguiu normalmente e nascimento
Capacidade funcional maior do que 4 METS. ECO: aumento impor- do RN às 16h40, APGAR 8 e 9. Administradas ocitocina 10 UI e ce-
tante de AE, área valva mitral por planimetria 1,4 cm2, ventrícu- fazolina 2 g em 200 mL de SF 0,9% EV. Às 17h, paciente apresenta:
los sem alterações. História de dois AVEs, sem sequelas. Submetida agitação, dispneia, piloereção, queda da saturação de O2 (88%) e
a valvuloplastia mitral percutânea por balão em 2008. Em uso de bradicardia (45 bpm). Feita intubação orotraqueal, administradas
propranolol, furosemida e heparina durante a gestação, a última hidrocortisona 500 mg EV, adrenalina 0,2 mg SC, atropina 0,75 mg
interrompida havia cinco dias. Internada por rotura prematura de EV. Após dois minutos, evolui para PCR revertida após um ciclo de
membranas. Iniciada indução do trabalho de parto, evoluiu com pa- RCP. Estável hemodinamicamente, foi levada ao CTI e reavaliada
drão fetal não tranquilizador à cardiotocografia. Indicada cesariana, pela equipe de obstetrícia, que optou por nova abordagem cirúrgi-
instalada monitoração básica e optou-se por anestesia regional. FC ca, que ocorreu às 19h. Paciente não sedada, PA 80 × 50 mmHg em
basal 50-60 bpm, PA em torno de 110/70 mmHg. Injeção de 10 mg de uso de noradrenalina, mal adaptada à ventilação mecânica. Iniciada
bupivacaína pesada e 60 mcg de morfina em espaço subaracnoide. anestesia inalatória (sevoflurano e O2) e bloqueador (rocurônio 50
Falha parcial de bloqueio. Nova punção com injeção de 7,5 mg de mg EV). Na abordagem, não foi evidenciado sangramento ativo ou
bupivacaína pesada. Bloqueio instalado no nível de T6. Repercussão atonia uterina. Retorno ao CTI às 20h25. Continuou internada por
hemodinâmica mínima, corrigida prontamente com bolus de 0,5 mg mais 21 dias para ajuste de índices hematimétricos, foi extubada no
de metaraminol. Extração fetal sem intercorrências. Administra- quinto dia. Teve alta assintomática em 26/01/2017.
das 3 UI de ocitocina em bolus lento, contração uterina adequada, Discussão: Por ser doença rara e apresentar-se com variáveis
iniciada dose de manutenção. Paciente evoluiu com bradicardia sinais e sintomas, há necessidade de diagnósticos diferenciais.
S58 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

Portanto, é uma patologia grave e de difícil diagnóstico, porém 2. Horta ML, Lemonica IP. Passagem transplacentária e efeitos em-
medidas de apoio emergenciais e conhecimento melhor da doença briofetais de drogas usadas em anestesia. Rev Bras Anestesiol.
afetam diretamente o resultado da morbimortalidade. As preva- 2002;52:101-13.
lências são nas seguintes situações: durante trabalho de parto, 3. Carvalho FAE, Tenório SB. Estudo comparativo entre doses de
abortamento e período pós-parto imediato. A apresentação clássi- morfina intratecal para analgesia após cesariana. Rev Bras Anes-
ca é um quadro de insuficiência respiratória súbita, muitas vezes tesiol. 2013;63:492-9.
seguida de PCR. O diagnóstico é de exclusão, pois não há exames
diagnósticos de certeza. O tratamento é de apoio ATLS com vaso-
pressores e fármacos inotrópicos e, se necessária, reposição de TLO279 EXIT-SÍMILE: DESAFIOS ANESTÉSICOS
fatores de coagulação. Raphael Silva Bonelle, Soraia Menezes Genelhú,
Referências: Lays Ignacia Altoé Lopes*, Celia Diniz Lima Gr, Alice Amorim Pereira
1. De Almeida EP, Almeida MAC, do Amaral LM, et al. Embolia
Vitória Apart Hospital, Serra, ES, Brasil
pulmonar por líquido amniótico. Rev Bras Terap Intens.
2007;19;237-41. Introdução: O tratamento extraútero intraparto (EXIT), previamente
2. Meletti JFA, Miranda RVB. Embolia amniótica durante parto nor- descrito em 1992, envolve o parto parcial do feto enquanto mantém
mal sob analgesia. Rev Bras Anestesiol. 2008;60;397-402. a circulação uteroplacentária até a garantia da perviabilidade da via
aérea fetal. Esse procedimento, na maioria das vezes, é feito sob
anestesia geral com agentes inalatórios que promovem hipotonia
TLO150 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OPIOIDES uterina e facilitam a feitura da técnica cirúrgica. A técnica EXIT-
INTRATECAL E BLOQUEIO DO PLANO TRANSVERSO símile consiste na redução das vísceras da gastrosquise com a
ABDOMINAL GUIADO POR ULTRASSOM PARA ANALGESIA manutenção da circulação fetoplacentária, evita a demora entre
o nascimento e a redução cirúrgica e a deglutição de ar durante o
PÓS-CESARIANA
choro, que interferem negativamente na redução. Foi descrita sob
Taylor Brandão Schnaider, Manuel Gouvêa Otero Y. Gomez*, raquianestesia e remifentanil endovenoso, evitou a exposição da
Pedro Faria de Oliveira, Thaína Alessandra Brandão, mãe e do feto aos riscos de uma anestesia geral.
Antônio Mauro Vieira, Antônio Carlos Aguiar Brandão Relato de caso: Paciente 34 anos, G3PN1A1, IG 37 semanas e 1
dia, PS 2. Feto diagnosticado com gastrosquise desde a 12ª semana
CET/SBA da Faculdade de Ciências Médicas de Pouso Alegre, Pouso de gestação com acompanhamento multidisciplinar e controle
Alegre, MG, Brasil ultrassonográfico mensal até a 30ª semana gestacional e quinzenal
Justificativa e objetivo: Como se sabe dos possíveis riscos fetais e até o parto. Admitida em trabalho de parto e indicada cesariana.
complicações maternas pós-operatórias, devido ao uso de opioides, Foi monitorada com cardioscopia (DII E V5), spO2, PNI e feita venó-
o bloqueio do plano transverso abdominal (TAP) guiado por USG clise com extracath 18G. Optou-se por raquianestesia com levobu-
pode se tornar uma opção válida nesses casos. O objetivo deste pivacaína hiperbárica 0,5% 12,5 mg e morfina 80 mcg associada a
estudo foi comparar a analgesia entre anestesia subaracnóidea com remifentanil em infusão contínua de 0,05 mcg/kg/min 5 minutos an-
opioide ou o bloqueio TAP guiado com USG em cesariana. tes da incisão cirúrgica e de 0,1 mcg/kg/min da incisão até o clam-
Método: Participaram do estudo primário, clínico, prospectivo, peamento do cordão umbilical, total de 15 minutos de analgesia.
aleatorizado, 60 pacientes, ASA I e II, cada grupo com 20 pacientes. A redução das alças intestinais foi feita em 5 minutos por cirurgião
Grupo I: cloridrato de bupivacaína hiperbárica 0,5% 13 mg (2,6 mL) pediátrico com monitoração do bem-estar fetal pela pulsação do
+ morfina 80 mcg (0,4 mL); Grupo II: cloridrato de bupivacaína hi- cordão umbilical e saturação de oxigênio. A RN manteve saturação
perbárica 0,5% 13 mg (2,6 mL) + citrato de fentanila espinhal 20 de oxigênio de 98% durante e após o procedimento, sem necessida-
de de reanimação neonatal e oxigênio suplementar. Iniciou alimen-
mcg (0,4 mL); Grupo III: cloridrato de bupivacaína hiperbárica 0,5%
tação no 7º dia e alta hospitalar no 30° dia de vida.
13 mg (2,6 mL) + agua destilada (0,4 mL), associada ao TAP guiado
Discussão: A morbimortalidade da gastrosquise está associada às con-
com USG pós-cirúrgico. As pacientes foram avaliadas em períodos
sequências do tratamento cirúrgico como tempo de jejum e necessi-
de 6h, 12h, 18h e 24h, nos quais foi aplicada a escala analógica
dade de assistência ventilatória. A ação ultracurta do remifentanil,
visual de dor. Usou-se o teste de Kruskal-Wallis; o nível de signifi-
com início de ação de 1 minuto e meia-vida de 3 minutos, atravessa a
cância estatística foi fixado em 5%.
barreira placentária e é rapidamente metabolizada pelo neonato com
Resultado: Às 6h, o bloqueio TAP (média = 1,00; mediana = 0,00)
mínimo acúmulo. Associada à raquianestesia, promove uma anestesia
apresentou melhor analgesia em relação à morfina (média = 1,85; efetiva ao feto e à mãe, mantém a consciência materna com mínimo
mediana = 0,50) e essa em relação à fentanila (média = 3,45; me- efeito sedativo, diminui os riscos negativos de uma anestesia geral
diana = 5,00), p = 0,009; às 12h, a morfina (média = 1,35; mediana materna, além de diminuir a chance de necessidade de assistência
= 0,00) apresentou melhor analgesia em relação ao bloqueio TAP ventilatória fetal e manobras que distendam as alças intestinais e
(média = 2,50; mediana = 2,00) e esse em relação à fentanila (mé- piorem a morbidade pós-cirúrgica.
dia = 3,60; mediana = 4,00), p = 0,002; às 18h, a morfina (média Referências:
= 1,95; mediana = 1,50) apresentou melhor analgesia em relação 1. Whited C, Raynor E. The use of remifentanil in ex intrapartum
ao bloqueio TAP (média = 3,00; mediana = 2,00) e esse em relação treatment procedures. Open J Pediatr. 2013;3:366-9.
à fentanila (média = 3,90; mediana = 4,50), p = 0,007; às 24h não 2. Svetliza J, Palermo M, Espinosa AM, et al. Procedimiento simil-
ocorreu diferença estatística entre os grupos: fentanila (média = exit para el manejo de gastrosquisis. Rev Ibero-Americana Med
3,20; mediana = 2,00), morfina (média = 1,95; mediana = 1,50) e Fetal Perinatal. 2007;1:7-12.
bloqueio TAP (média = 2,10; mediana = 2,00), p = 0,190.
Conclusão: Nas primeiras seis horas, o bloqueio TAP foi quem
apresentou melhor analgesia pós-operatória; quanto ao uso da TLP300 GESTANTE A TERMO USUÁRIA DE CRACK
morfina, a analgesia foi melhor às 12h e 18h; no tempo de 24 horas, COM INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA, MANEJO
foi semelhante entre os três grupos. ANESTÉSICO
Referências:
Rodolfo Ragnolli Perez*, Josie de Kátia Grizo Criscuolo Miksche,
1. Ripollés J, Mezquita SM, Abad A, et al. Analgesic efficacy of the
Christiano Montenegro Fonseca
ultrasound-guided blockade of the transversus abdominis plane –
A systematic review. Rev Bras Anestesiol. 2015;65:255-80. Hospital Santa Casa de Jaú, Jaú, SP, Brasil
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S59

Introdução: Gestantes em uso de drogas ilícitas estão cada vez mais bimanual, ocitocina e misoprostol. Após admissão na sala cirúrgica,
comuns na prática anestésica. O crack é a forma fumada da cocaí- puncionados acessos periféricos com cateter 16G e 18G e coletado
na. O seu consumo aumentado tornou-se objeto de estudo pela sua sangue para exames laboratoriais. Feita anestesia geral, indução
interação medicamentosa com os fármacos usados em anestesia e de sequência rápida com etomidato 0,3 mg/kg, fentanil 3 mcg/
seus efeitos sistêmicos. O pulmão é o órgão mais acometido após kg, succilcolina 60 mg. Feita e confirmada IOT, então liberou-
sua inalação; observam-se várias manifestações, como tosse, dor se a equipe cirúrgica para intervenção. Iniciada transfusão de
torácica, dispneia, edema pulmonar e hemoptise. concentrado de hemácias (CH) O negativo, cristaloide aquecido
Relato de caso: Paciente L.F.S., feminino, 21 anos, 55 kg, 155 cm, na vazão permitida pelo cateter 18G e autorizada liberação das
G3P2A0, gestação de 38 semanas pela DUM, chegou à instituição demais unidades sem prova cruzada. Transfundidas duas unidades
com insuficiência respiratória aguda, oximetria de 87% em ar am- de CH O positivo e três unidades de plasma fresco congelado (PFC)
biente após uso de crack, foi levada para UTI, onde uma equipe enquanto foram feitos curagem, laparotomia exploradora e sutura
multidisciplinar decidiu por interrupção da gestação. No centro de B-Lynch sem sucesso e optou-se para histerectomia subtotal
cirúrgico, optou-se por anestesia geral balanceada com etomida- e hemostasia. No fim da cirurgia foram infundidos 4 L de ringer
to 0,2 mg/kg, remifentanil em infusão contínua 0,4 mcg/kg/min, lactato, três unidades de concentrado de hemácias e três unidades
rocurônio 1,2 mg/kg com indução em sequência rápida e uso de se- de plasma fresco congelado, diurese 250 mL, HT 22%, Hb 7,5 g/
voflurano 0,75% CAM para manutenção, iniciado após a retirada do dL, plaquetas 220.000 e fibrinogênio 333 mg. A paciente apresentou
feto. Após seis minutos do início, criança viva, 3,020 kg, APGAR 10 parâmetros hemodinâmicos e respiratórios que possibilitaram a
no primeiro minuto e manteve no 5° e 10º. Hidratação com solução extubação. Levada à UTI, consciente, orientada, descorada++ (4+),
cristaloide conservadora, sangramento cirúrgico dentro do espera- temperatura 36°C e hemodinamicamente estável. Exames após
do. Paciente não apresentou instabilidade intraoperatória. Foi leva- transfusão: HB = 8,5 g, Ht 25,5%, plaquetas 103.000, fibrinogênio =
da em ventilação mecânica para UTI, sedação com fentanil e mida- 419 mg/dL, lactato 1,6 mg/dL, pH 7,38, creatinina 0,3 mg/dL e 24
zolam em infusão contínua, estável hemodinamicamente, mantida horas após internamento na UTI, descorada + (4+), Hb 8,9 mg/dL,
em ventilação mecânica por 14 dias, posteriormente colocada em HT 26, lactato 1,2 mg/dL, pH = 7,41, TTPA = 21, fibrinogênio = 419
espontânea e levada para a enfermaria. mg/dL, TTPA = 8,85, transferida para a enfermaria, recebeu alta
Discussão: A cocaína tem ação de anestésico local e estimulante do após quatro dias.
SNC, inibe a recaptação dos neurotransmissores catecolaminérgicos Discussão: O pronto diagnóstico por parte da equipe obstétrica e o
pelos receptores pré-sinápticos, exerce efeitos simpaticomiméticos. rápido tratamento baseado na meta de manter volemia adequada,
Portanto, a anestesia regional é temível pela hipovolemia relativa normotermia, fibrinogênio acima de 200 mg/dL e nível de
e baixa resposta a vasoconstritores de ação indireta, a anestesia hemoglobina acima de 7 g resultou em desfecho favorável e evitou
geral com sequência rápida é uma opção. A escolha do etomida- transfusão desnecessária.
to proporcionou rápida indução e efeitos hemodinâmicos mínimos.
Devido à succinilcolina competir com a butirilcolinesterase, há uma
diminuição do seu efeito nos usuários de crack, assim optou-se pelo TLO556 HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA EM GESTANTE:
rocurônio, que também tem a vantagem de não alterar o APGAR e RELATO DE CASO
o PH do cordão umbilical, e remifentanil, por ser mais adequado
Aline Menezes Sampaio, José Carlos Rodrigues Nascimento,
para prevenir flutuações hemodinâmicas indesejáveis, como na la-
Francisco de Lucena Cabral Junior, Germano Pinheiro Medeiros,
ringoscopia, e apesar de atravessar a placenta tem eliminação fetal
Cristiane Gurgel Lopes, Denise Medeiros Pontes*,
rápida pelas esterases plasmática e teciduais. A grávida por si é
um paciente de risco; ter o conhecimento das várias repercussões Aline Menezes Sampaio
sistêmicas do crack e sua interação com a anestesia faz-se de suma Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil
importância, para assim evitar os desfechos desfavoráveis decorren-
tes dessa prática. Introdução: Hemorragia subaracnóidea (HSA) é a terceira mais
Referências: importante causa de mortalidade materna durante a gravidez.
1. Correa CH, Oliveira LSG, Assis JEA, et al. Anestesia no paciente Mortalidade materna devido à ruptura de aneurisma ocorre em 13%
usuário de crack e cocaína – artigo de revisão. Rev Med Minas a 35%. Ruptura do aneurisma é raro durante a gravidez e é difícil de
Gerais. 2014;24(Supl 3):S14-S19. diferenciar de eclâmpsia.
2. Costa MRSR, Alves RF, Franca MD. Manifestações pulmonares Relato de caso: M.H.M.S., 38 anos, G4P3A0, 38 semanas e 2 dias,
causadas pelo uso do crack – artigo de revisão. J Pneumol. apresentou quadro de cefaleia de início súbito com pioria progres-
1998;24:317-21. siva associada a vômitos e hipertensão. Procurou atendimento, no
qual se aventou a hipótese de iminência de eclâmpsia. Optou-se
por fazer cesárea. Durante a feitura da raquianestesia, observou-
se LCR sanguinolento, foi suspenso o procedimento diante da hi-
TLP161 HEMORRAGIA PÓS-PARTO – RELATO DE CASO
pótese de HSA. Foi transferida para hospital de referência. Apre-
Tania Cursino de Menezes Couceiro, sentava-se estável hemodinamicamente, normotensa, sonolenta,
Roberto de Oliveira Couceio Filho, Vaniely Kaliny Pinheiro de Queiroz, respondia a estímulos e com presença de rigidez de nuca, sem
Mário Pereira Coutinho Júnior*, Marcelo Neves Silva, dinâmica uterina. Feita TC de crânio com evidência de HSA Fisher
Joyce Mendes Soares IV. USG obstétrico da admissão: sem alterações. Diante do laudo
da TC, avaliação da neurocirurgia sugeriu feitura de arteriografia
Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP),
e embolização eletiva após resolução da gestação. Iniciada tera-
Recife, PE, Brasil
pêutica clínica com dexametasona, nimodipino, fenitoína, além
Introdução: No Brasil a hemorragia pós-parto é a segunda causa de de hiper-hidratação e repouso absoluto no leito. No dia seguinte,
morte materna e a atonia uterina responde pela maioria dos casos. a cesárea foi feita com anestesia geral balanceada. Para essa,
A abordagem multidisciplinar que vise a obedecer protocolos valida- houve monitoração com PANI, oximetria, BIS e cardioscopia. A in-
dos para o manejo do sangramento por parte da equipe anestésico- dução foi feita com remifentanil em bolus 1,5 mcg/kg, seguido
cirúrgica pode possibilitar desfechos positivos. de manutenção com 0,7 mcg/kg/min e propofol 170 mg. IOT sob
Relato do caso: Primigesta 17 anos, 53 kg, após parto transvaginal laringoscopia direta em sequência rápida sem uso de bloqueador
apresentou sangramento vaginal que não respondeu à manobra neuromuscular. Mantida a anestesia com sevoflurano e remifenta-
S60 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

nil. Em caso de hipotensão, foram feitas doses de metaraminol. hidroeletrolíticos são fenô­menos extremamente comuns nesses ca-
Houve retirada do bebê 7 minutos após a intubação. No fim do sos, deve-se atentar para hipocalcemia e hipercalemia secundárias
procedimento, foram feitas dipirona 2 g, morfina 4 mg e infiltra- à transfusão de hemocomponentes.
ção da ferida com ropivacaína 0,5%. Paciente foi extubada sem Referências:
intercorrências no fim do procedimento, manteve-se estável e 1. Giongo MS, Azzi T, Gios TS, et. al. Óbito pós-inversão uterina:
sem deficits. relato de caso. Arq Catarin Med. 2012;41:79-81.
Discussão: Não há guidelines definidos para qual tipo de aneste- 2. Walfish M, Neuman A, Wlody D. Maternal haemorrhage. Br J
sia se fazer nesse caso. Antes do procedimento, foram pensados Anaesth. 2009;103(Supl 1):i47-56.
os riscos e benefícios da anestesia subaracnóidea, peridural ou ge-
ral. Fez-se anestesia geral. O principal objetivo foi a estabilidade
cardiovascular da parturiente. A hipotensão poderia comprometer a TLO106 LESÃO PULMONAR AGUDA EM PUÉRPERA APÓS
vascularização uteroplacentária, e a hipertensão aumentaria o risco TRANSFUSÃO DE HEMODERIVADOS
de hemorragia.
Charles Almeida da Luz*, Estêvão Luiz Carvalho Braga,
Referências:
Paulo Alipio Germano Filho, Mara Lilian Périco Jordão,
1. Bateman BT, Olbrecht VA, Berman MF, et al. Peripartum subara-
chnoid hemorrhage: nationwide data and institucional experien- Carlos Eduardo Lopes Nunes, Núbia Verçosa Figueirêdo
ce. Anesthesiology. 2012;116:324-33. Hospital Federal de Bonsucesso, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
2. Coskun D, Mahli A, Yilmaz Z, et al. Anaesthetic management of
Introdução: Lesão pulmonar aguda associada à transfusão (TRALI),
caesarean section of a pregnant woman with cerebral arteriove-
na sua forma típica, é caracterizada como insuficiência respirató-
nous malformation: a case report. Cases J. 2008;1:327-9.
ria aguda, hipoxemia e edema pulmonar bilateral que ocorre em
até seis horas após a transfusão de hemoderivados que contenham
plasma. Sua fisiopatologia ainda não foi completamente desvenda-
TLP040 INVERSÃO UTERINA APÓS PARTO NORMAL
da. Entretanto, acredita-se na participação de anticorpos contra
Jean Beltoso Sena*, Raphael de Freitas Silva, antígenos leucocitários (classes I ou II) presentes no hemoderivado.
Luiz Guilherme Villares da Costa É uma condição grave, com incidência de aproximadamente um em
625 pacientes transfundidos, é considerada a maior causa de morbi-
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
dade e mortalidade associada à transfusão por diversos programas
Introdução: A inversão uterina é uma complicação grave, rara e po- de hemovigilância internacionais. É de difícil diagnóstico, exige um
tencialmente fatal, com mortalidade média de 15%; ocorre em um a alto grau de suspeição por parte do anestesista por apresentar ou-
cada 1.000 a 4.000 partos, no terceiro tempo do trabalho de parto. tras condições que gerem os mesmos sinais e sintomas. Entre os
Relato de caso: Paciente feminina, 32 anos, 59 kg, 1,65 m, diagnósticos diferenciais, constam sobrecarga volêmica e reações
G2P0A1, IG39 semanas, ASA P2, com queixa de perda de líquido transfusionais, entre outros.
vaginal, em bom estado geral, PA: 107 × 64 mmHg, BCF:150, colo Relato de caso: Paciente feminino, 70 kg, 41 anos, sem comor-
médio com 2 cm de dilatação. Após indução do trabalho de parto bidades, G4/P4, foi submetida à cesariana por DPP. No primeiro
com misoprostol e ocitocina, foi feito parto por via vaginal. Duran- dia de pós-operatório evolui com sangramento vaginal importante e
te a dequitação, apresentou sangramento de grande monta, com queda de 15 pontos no hematócrito. Recebeu 240 mL de concentra-
terceiro tempo prolongado, taquicárdica, sudoreica, pálida e hipo- do de hemácias ainda na enfermaria, onde apresentou hipotensão
tensa. Após diagnóstico de inversão uterina, a equipe anestésica associada à sudorese e calafrios. Interrompida a transfusão com
foi acionada. Paciente com PA: 98 × 38 mmHg, FC: 134 bpm e in- reversão dos sintomas. Levada ao centro cirúrgico com indicação
tenso sangramento vaginal após expansão volêmica com 1.000 mL de laparotomia exploradora. Admitida no centro cirúrgico hipoco-
de cristaloide pela equipe obstétrica. Em sala operatória, assegu- rada 3+/4+, com frequência cardíaca de 122 bpm e pressão arterial
rados dois acessos venosos calibrosos, monitorada com cardiosco- de 90 × 60. Hemograma inicial: Hb 5,5 mg/dL, Ht 16% e plaque-
pia, ECG, oximetria de pulso, termômetro axilar e pressão arterial tas 41.000/mL. Feita intubação orotraqueal em sequência rápida
não invasiva. Feita indução em sequência rápida com propofol 150 com etomidato 14 mg IV, rocurônio 90 mg IV e mantida anestesia
mg, fentanil 250 mcg, succinilcolina 100 mg e mantida anestesia inalatória com sevoflurano. Transfundidos 470 mL de concentrado
geral com sevoflurano a 0,7 CAM e remifentanil 2,5 ng/mL. A pa- de hemácia filtrada, 300 mL de plasma fresco congelado e 200 mL
ciente manteve-se estável, sem necessidade de drogas vasoativas de plaquetas. Após identificação de atonia e deiscência de sutura
em infusão contínua, recebeu 2.000 mL de cristaloides, 1,2 mg de uterina, foi feita infusão de 20 unidades de ocitocina IV, 0,2 mg de
metaraminol, 20 UI de ocitocina e 0,2 mg de ergometrina IM. Ao metilergometrina IM, 800 mcg de misoprostol via vaginal e 1 g de
término do procedimento, foram checados exames laboratoriais e ácido tranexâmico IV. Ocorreu interrupção do sangramento. Após 90
tromboelastometria que estavam dentro dos parâmetros normais, minutos, a paciente apresentou reversão da taquicardia inicial; foi
manteve-se estável, com HB de 8 mg/dL, sem droga vasoativa, extubada com PA 110 × 60 e FC de 88 bpm. Após 10 minutos da ex-
extubada e levada a UTI. tubação, evolui com importante insuficiência respiratória associada
Discussão: O principal sinal na inversão uterina é a hemorragia, à estertoração bilateral no tórax, saturação de 68%, pO2 40 mmHg,
de intensidade variável e constante, que pode levar a um impor- PCO2 39. Reintubada e levada ao CTI com FiO2 de 100%, pO2 50% e
tante comprometimento hemodinâmico. Paralelamente, o choque saturação de 88%. Após 48 horas, apresentou reversão do quadro
neurogênico ocorre de forma marcante devido ao estiramento dos sem intercorrências ou sequelas.
ligamentos largos, dos nervos peritoneais e de pressão sobre os ová- Discussão: A Trali é uma síndrome complexa que apresenta di-
rios. O tratamento obstétrico envolve a manobra de Taxe e, em versos diagnósticos diferencias, seu tratamento é basicamente de
casos mais graves, o procedimento de Huntington ou histerectomia apoio, evoluiu de forma benigna na maioria das vezes. O conheci-
subtotal, seguidos por infusão de uterotônicos após o reposicio- mento sobre sua fisiopatologia é escasso, o que dificulta o estabe-
namento. O apoio hemodinâmico abrange ressuscitação volêmica lecimento de medidas que identifiquem os pacientes susceptíveis
imediata com solução aquecida e drogas vasopressoras. A necessi- à Trali.
dade de transfusão sanguínea é frequente e deve ser individualiza- Referência:
da frente a intensos distúrbios da coagulação que ocorrem nesses 1. Bux J. Transfusion-related acute lung injury (TRALI): a serious
casos, a tromboelastometria é elemento fundamental. Distúrbios adverse event of blood transfusion. Vox Sang. 2005;89:1-10.
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S61

TLO946 MANEJO ANESTÉSICO EM CESARIANA DE PACIENTE tabólicas tissulares. Na gestação, é considerada uma patologia de
PORTADORA DE TROMBOFILIA E PLACENTA PRÉVIA TOTAL alta letalidade materno-fetal e prognóstico reservado; é a principal
causa indireta de morte materna no período gravídico-puerperal.
Caroline Dias Lima*, Cleber Wagner de Carvalho,
No Brasil, a incidência de cardiopatia na gravidez é de 4,2%, índice
Naira Emy Oliveira Taketomi, Reginaldo Tavares Virgínio Filho, oito vezes superior às estatísticas internacionais.
Felipe Souza Thyrso de Lara, Celso Schmalfuss Nogueira Relato de caso: L.C.S., 36 anos, gestação gemelar, G8PN4C3A0 com
Irmandadade da Santa Casa de Misericórdia de Santos, Santos, SP, IG de 34 semanas. Diagnóstico prévio de insuficiência cardíaca devido
Brasil à estenose mitral moderada de origem reumática. História pregres-
sa de correção cirúrgica de megaesôfago idiopático havia 14 anos e
Introdução: As síndromes hemorrágicas são uma das principais causas valvuloplastia mitral percutânea em 2009. Admitida em março/2017
de morte entre gestantes no mundo, responsáveis por 25% da mor­ por insuficiência cardíaca (IC) descompensada, em programação para
talidade materna. Fatores de alto risco para sangramento periparto: resolução obstétrica após compensação de quadro clínico. Ao exame:
pré-eclâmpsia grave, anormalidades de implantação da placenta, BEG, aaa, LOTE, dispneica, FC: 72 bpm, PA: 100 × 70 mmHg, AC:
anemia prévia, plaquetopenia, sangramento anormal, coagulopatia, RCR 2T BNF sopro diastólico 3+/6+ em foco mitral. AP: murmúrio
uso de anticoagulantes e descolamento prematura de placenta. vesicular presente e estertores em bases bilaterais, saturação O2:
Relato de caso: Primigesta, 33 anos, 35 semanas e 4 dias de gesta- 98% em ar ambiente, MMII: presença de edema 2+/4+. Exames pré-
ção, ASA II, apresentou mutação C677T em gene MTHFR (metileno- vios: Ecott (11/16): Feve: 60%, mitral com estenose e fibrocalcifi-
tetra-hidrofolato-redutase) com diagnóstico de oligoâmnio e placen- cação importante, área valvar de 0,94 (Wilkins de 9) e pressão da
ta prévia total. Em uso de enoxaparina 40 mg/dia, AAS 100 mg/dia artéria pulmonar de 50 mmHg, ECG: ritmo sinusal, sobrecarga atrial
e progesterona via vaginal suspensos um dia antes do procedimento. esquerda e alterações da repolarização ventricular difusa. Evoluiu,
A programação cirúrgica consistia em cateterização das artérias hi- durante internamento, para trabalho de parto; foi indicada resolu-
pogástricas por acesso endovascular e sua embolização, se neces- ção obstétrica via alta devido à iteratividade. A paciente foi levada
sária, após a cesárea. Foi monitorada com cardioscopia, pressão para sala operatória (SO) monitorada com cardioscopia, PANI, SpO2,
arterial não invasiva, oximetria de pulso e acessos periféricos 18G capnografia e feita venóclise 18G em MSE. Antibioticoprofilaxia com
e 16G. Feita raquianestesia com 15 mg de bupivacaína hiperbárica, cefazolina 2 g EV. Após pré-oxigenação com O2 a 100%, feita indução
80 mcg de morfina e 5 mcg de sufentanil, punção única, sem inter- anestésica e IOT em sequência rápida com fentanil 150 mcg, lidocaí-
corrências. Após dequitação placentária, administraram-se 10 UI de na 2% sem vaso, etomidato 20 mg e succinilcolina 60 mg, IOT com
ocitocina, 3 UI em bolus lento de um minuto e 7 UI diluídos em soro tubo n 6,5 com cuff e posição confirmada por ausculta e capnografia.
fisiológico; dexametasona 10 mg, ranitidina 25 mg, dipirona 1 g e ce- Manutenção em VCM com propofol via venosa, em infusão com alvo
toprofeno 100 mg. Hidratação com 3.000 mL de solução cristaloide. regulado em 1,5 mcg/mL, remifentanil em BIC 0,1 mcg/kg/min e
A paciente manteve-se estável durante todo o procedimento, que cisatracúrio. Feito TAP block bilateral guiado por US com bupivacaína
durou duas horas e 40 minutos. Levada para o CTI no pós-operatório, com adrenalina 0,25% e lidocaína 1% sem vasoconstritor 40 mL. HV:
de onde recebeu alta em um dia. ringer lactato 1.200 mL. Ao término, descurarização, aspiração de
Discussão: Cesariana é o método recomendado para os pacientes orofaringe e extubação em SO sem intercorrências. Levada à UTI PA
com placenta prévia. A abordagem cirúrgica requer a localização 125 × 90 mmHg, FC 74 bpm, eupneica, satO2: 100%, estável e sem uso
da placenta para que a retirada do feto seja feita acima da borda de drogas vasoativas. Durante o procedimento a paciente apresentou
superior. A técnica endovascular baseia-se na inserção profilática de atonia uterina, foi indicada histerectomia subtotal. Evoluiu em UTI
cateteres com balão de oclusão das artérias uterinas ou ilíacas. Após
com choque séptico refratário de foco abdominal, foi a óbito cerca
a histerotomia, e na vigência de sangramento, os balões podem ser
de 72 horas de pós-operatório.
insuflados para controle da perda sanguínea. A escolha anestésica
Discussão: No Brasil, a principal etiologia de cardiopatia na gestação
deve ser feita de acordo com as condições hemodinâmicas da
é a doença reumática, e sua incidência é estimada em 50%. Além dis-
paciente. A raquianestesia é a técnica de escolha para pacientes
so, a valvulopatia mais frequente é a estenose mitral. A gestação e o
estáveis e a inserção de um cateter peridural pode ser considerada
puerpério relacionam-se a diversas alterações cardiocirculatórias que
nas pacientes que serão submetidas à colocação do balão
podem provocar grande deterioração clínica em mulheres com doen-
endovascular. A anestesia geral é feita na presença de instabilidade
ça cardíaca. Dispneia classe funcional III/IV, fibrilação atrial, endo-
hemodinâmica. É imprescindível a avaliação do sangramento durante
cardite infecciosa, antecedentes de tromboembolismo e hipertensão
a cirurgia para o manejo anestésico adequado, principalmente
pulmonar são os parâmetros que se correlacionam com mau prognós-
quando há fatores de risco, como a mutação do gene MTHFR, uso de
tico materno na gravidez. Sobre cardiopatia e gravidez recomenda-se
anticoagulante e presença de placenta prévia total.
que o tipo do parto é de indicação obstétrica. Em relação ao manejo
Referências:
anestésico, o balanço hídrico requer atenção especial, monitoração
1. Soares ECS, Osaman GC, Bastos CO. Anestesia nas síndromes he-
da pressão venosa central, capilar pulmonar e pressão arterial inva-
morrágicas da gestação. In: Cangiani, LM, et al. Tratado de anes-
siva devem ser avaliadas caso a caso. Pode-se optar por anestesia re-
tesiologia Saesp. 8ª ed. Rio de Janeiro, Atheneu; 2017:2313-32.
gional – epidural ou epidural combinada com raquianestesia –, evitar
2. Chen Z, Li J, Shen J, Jin J, Zhang W, Zhong W. Direct puncture
queda abrupta da resistência vascular periférica; se a opção for parto
embolization of the internal iliac artery during cesarean delivery
vaginal, deve-se usar fórceps para abreviar o período expulsivo, e se
for pernicious placenta previa coexisting with placenta accreta.
cesariana, a peridural é a anestesia preferida para manter as pressões
Int J Gynaecol Obstet. 2016;135:264-7.
de enchimento. No período pós-parto, a avaliação deve ser crítica nas
primeiras duas horas; avalia-se o uso de dose adicional de anestésico
pelo cateter peridural no pós-operatório ou pós-parto.
TLP289 MANEJO ANESTÉSICO EM GESTANTE COM Referências:
CARDIOPATIA DESCOMPENSADA – RELATO DE CASO 1. Yıldırım Öİ, Günüşen İ, Sargın A, Fırat V, Karaman S. The evalua-
Mariah Fontes de Faria Brito Colnago Soares* tion of applied anaesthetic techniques for caesarean in partu-
rients with cardiac diseases: retrospective analysis. Turk J Anaes-
Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil
thesiol Reanim. 2014;42:326-31.
Introdução: A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica de ca- 2. Ituk US, Habib AS, Polin CM, Allen TK. Anesthetic management
ráter sistêmico, definida como disfunção cardíaca, que gera ina- and outcomes of parturients with dilated cardiomyopathy in an
dequado suprimento sanguíneo para atender às necessidades me- academic centre. Can J Anaesth. 2015;62:278-88.
S62 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

TLO936 MANEJO ANESTÉSICO PRECOCE DO CHOQUE to pré-natal. Evoluiu com parto vaginal, nascimento de feto vivo
HIPOVOLÊMICO NA ATONIA UTERINA e retenção de restos placentários, solicitada assistência anestésica
para remoção desses. Lúcida, orientada, eupneica, taquicardíaca,
Débora Bonato*, Renan Muralho Pereira, Julio Faller,
hipocorada, PA 118 × 60 mmHg, FC 110 bpm, sem preditores de via
Ronaldo Antonio da Silva aérea difícil. Hemoglobina de 14,4 e INR de 1,01. Jejum para sólidos
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de cinco horas. Indicada especuloscopia com tentativa de remoção
(IAMSPE-SP), São Paulo, SP, Brasil dos restos placentários. Monitorada, checada venóclise em mem-
bro superior direito e puncionado novo acesso venoso em membro
Introdução: A hemorragia é a segunda principal causa de morte ma-
superior esquerdo. Feito bloqueio subaracnóideo com injeção de
terna no Brasil, fica atrás apenas das síndromes hipertensivas. O cho-
bupivacaína hiperbárica 15 mg. Iniciado ato cirúrgico, evoluiu com
que hipovolêmico é a condição final da hemorragia puerperal, quem
hipotensão, corrigida com cristaloides, efedrina e fenilefrina. Não
devido ao estado de hipovolemia relativa ou absoluta, irá resultar
foi possível a remoção dos restos placentários. Indicada histerec-
na redução da perfusão tecidual e da oferta de oxigênio aos tecidos.
tomia devido à possibilidade de acretismo placentário. A paciente
Relato de caso: V.E.E.R., 36 anos, G1P0A0, apresenta-se em sala
evoluiu com novo episódio de hipotensão, tratado com albumina
de cirurgia para feitura de cesariana eletiva a pedido. Feita ra-
e reposição volêmica. Administrados 80 mcg de fentanil e 25 mg
quianestesia: bupivacaína hiperbárica 12,5 mg + morfina 60 mcg
de cetamina. Exame laboratorial intraoperatório: hemoglobina
+ fentanil 20 mcg. Cesariana feita sem intercorrências e RN com
de 7,4 g e hematócrito de 23%. Feita infusão de duas unidades de
Apgar 9/10. Controle conservador de atonia uterina (AU) com doses
plasma fresco e um concentrado de hemácias. Feita histerectomia
gradativas de ocitocina (total: 20 UI), ergotamina: 0,2 mg e miso-
com diagnóstico confirmatório de placenta increta. No fim do ato
prostol: 200 mg. Após procedimento, paciente evoluiu instável he-
cirúrgico, a paciente encontrava-se lúcida, estável hemodinamica-
modinamicamente; por provável AU grave e refratária às medidas
mente, sem queixas, Aldrete 9,0, foi levada à unidade de cuidados
farmacológicas, optou-se por reabordagem cirúrgica com anestesia
semi-intensivos.
geral em indução venosa (etomidato 16 mg + cetamina 80 mg +
Discussão: A formação adequada da decídua endometrial estabele-
rocurônio 40 mg + fentanil 100 mcg), intubação orotraqueal em
ce uma barreira que evita a invasão do miométrio pelo trofoblasto.
sequência rápida, cateterização de artéria radial para aferição de
Quando há deficiência no desenvolvimento da decidual a placenta
pressão invasiva e punção de acesso venoso central. Exames la-
pode aderir-se ao miométrio, condição essa denominada de acre-
boratoriais evidenciaram hemoglobina (Hb): 6,8g/dL e lactato: 5,9
tismo placentário. Quando a placenta estende-se profundamente
mmol/L. Iniciou-se ressuscitação hemodinâmica com 2.500 mL de
ao miométrio, essa é denominada placenta increta, que repre-
cristaloides e noradrenalina, além da infusão de duas unidades de
senta importante causa de sangramento obstétrico. Diante dessa
concentrado de hemácias. Exames de controle apresentaram Hb:
patologia são indispensáveis o reconhecimento precoce e o plane-
7,5 g/dL e lactato: 3,7 mmol/L. Feita histerectomia parcial para
jamento anestésico. O anestesiologista deve estar preparado para
controle da AU, seguida de extubação da paciente sem intercorrên-
casos de sangramento intraoperatório, com eventual instabilidade
cias e transferência para unidade crítica pós-cirúrgica.
hemodinâmica, prudente o uso de acesso venoso adequado para
Discussão: A paciente em questão apresentou sinais e sintomas de
administração de drogas e reposição volêmica, solicitação de he-
choque hipovolêmico, caracterizado por hipoperfusão tecidual rela-
moderivados e monitoração invasiva quando indicado. A anestesia
cionada com a diminuição da pré-carga, da pressão venosa central,
regional pode ser contraindicada devido à coagulopatia materna, ao
da pressão de oclusão da artéria pulmonar e do débito cardíaco,
risco de hematoma neuraxial e ao comprometimento hemodinâmico
associada ao aumento da resistência vascular sistêmica. A elevação
grave. Respeitadas essas condições, pode ser empregada em casos
persistente dos níveis de lactato sérico é um importante marcador
selecionados.
de mau prognóstico no estado de choque. Em contrapartida, seu
Referência:
declínio em valores acima de 10% nas seis horas após o início do tra-
1. Kocaoglu N, Gunusen I, Karaman S, Ergenoglu AM, Firat V. Man-
tamento está associado a menores taxas de mortalidade. A melho-
agement of anesthesia for cesarean section in parturients with
ria clínica, a estabilidade hemodinâmica e a diminuição do lactato
placenta previa w/w placenta accrete: a retrospective study.
sérico obtidos demonstraram que o reconhecimento e a abordagem
Ginekol Pol. 2012;83:99-103.
precoce do choque hipovolêmico foram fundamentais para a rever-
são da complicação apresentada.
Referências:
1. Fernandes CJ, Figueiredo EJA, Assunção MSC. Definição e classifi- TLO295 MORFINA ASSOCIADA À BUPIVACAÍNA POR
cação dos estados de choque. In: Knobel E. Condutas no paciente VIA SUBARACNÓIDEA VERSUS BLOQUEIO DO PLANO
grave. 4.ed. São Paulo: Atheneu; 2016:140-53. TRANSVERSO ABDOMINAL GUIADO POR ULTRASSOM PARA
2. Taniguchi LU. Choque hipovolêmico e reposição volêmica. In: ANALGESIA PÓS-OPERATÓRIA EM CESARIANA
Azevedo LCP, Taniguchi LU, Ladeira, JP. Medicina intensiva. Taylor Brandão Schnaider, Rodrigo Alvares Paiva Macedo*,
2.ed. São Paulo: Manole; 2015:174-83. Leandro Cotrim, Beatriz Moser de Souza, Thaína Alessandra Brandão,
Antônio Carlos Aguiar Brandão
TLP703 MANEJO PERIOPERATÓRIO DE PLACENTA INCRETA CET/SBA da Faculdade de Ciências Médicas de Pouso Alegre, Pouso
PÓS-CURETAGEM Alegre, MG, Brasil
Marilia da Silva Faria de Macedo*, Carlos Darcy Alves Bersot Justificativa e objetivo: Como se sabe dos possíveis riscos fetais
e das complicações maternas pós-operatórias, devido ao uso de
Hospital Universitário Antônio Pedro (HUPE), Universidade Federal
opioides, o bloqueio do plano transverso abdominal (TAP) guiado
Fluminense (UFF), Niterói, RJ
por ultrassom pode se tornar uma opção válida nesses casos. O
Introdução: Acretismo é causa de retenção de restos placentários objetivo deste estudo foi comparar a analgesia entre anestesia
e hemorragia obstétrica. Nessas situações os principais objetivos do subaracnóidea com morfina associada à bupivacaína com TAP guiado
anestesista são ressuscitação volêmica, prevenção e correção dos por ultrassom em cesariana.
distúrbios hemodinâmicos. Método: Participaram do estudo primário, clínico, prospectivo,
Relato de caso: M.T.C.S., 40 anos, portadora de LES e diabetes ges- aleatorizado, 40 pacientes, ASA I e II, em cada grupo 20 pacientes.
tacional, G1P0A0, 38 semanas de gestação, sem acompanhamen- Grupo I: cloridrato de bupivacaína hiperbárica 0,5% 13 mg (2,6 mL)
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S63

+ morfina 80 mcg (0,4 mL); Grupo II: cloridrato de bupivacaína gestantes têm tendência pró-coagulantes, o que minimiza o risco
hiperbárica 0,5% 13 mg (2,6 mL) + água destilada (0,4 mL), de hemorragia. Apesar de ainda não bem estabelecido o valor para o
associada ao TAP guiado por ultrassom pós-cirúrgico. As pacientes grupo de gestantes, o Rotem®, no caso acima, revelou a manutenção
foram avaliadas em períodos de 6h, 12h, 18h e 24h, foi aplicada a da hemostasia apesar da grave plaquetopenia instalada, reduziu o
escala analógica visual de dor. Usou-se o teste de Mann-Whitney; o uso de hemoderivados durante a cirurgia.
nível de significância estatística foi fixado em 5%. Referências:
Resultado: Às 6h não ocorreu diferença estatística entre os grupos: 1. Young WW, Won M, Yeong SY, et al. Clinical aspects of pregnancy
morfina (média = 1,85; mediana = 0,50), bloqueio TAP (média = 1,00; and delivery in patients with chronic idiopathic thrombocytopenic
mediana = 0,00), p = 0,751; às 12h também não ocorreu diferença purpura. Korean J Intern Med. 2005;20:129-34.
estatística entre os grupos: morfina (média = 1,35; mediana = 0,00), 2. Armstrong S, Fernando R, Ashpole K, Simons R, Columb M. Asses-
bloqueio TAP (média = 2,50; mediana = 2,00), p = 1,000; quanto à sment of coagulation in the obstetric population using ROTEM®
avaliação das 18h, ficou novamente constatado que não ocorreu di- thromboelastometry. Int J Obstet Anesth. 2011;20:293-8.
ferença estatística entre os grupos: morfina (média = 1,95; mediana
= 1,50), bloqueio TAP (média = 3,00; mediana = 2,00), p = 1,000; em
relação ao horário das 24h, também não houve diferença estatística TLP012 OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: DA AVALIAÇÃO
entre os grupos: morfina (média = 1,95; mediana = 1,50) e bloqueio PRÉ-ANESTÉSICA À SEGURANÇA NA ANESTESIA PARA O
TAP (média = 2,10; mediana = 2,00), p = 0,084. PARTO CESÁREO
Conclusão: A morfina e o bloqueio do plano transverso abdominal
guiado por ultrassom apresentaram analgesia pós-operatória Gisele Passos da Costa Gribel, Dayse dos Santos de Almeida,
semelhante, em cesariana. Bruno Romualdo e Silva*, André Teixeira Souza Stehling,
Referências: José Eduardo Guimarães Pereira, Camille Cardoso Nielsen
1. Carvalho FAE, Tenório SB. Estudo comparativo entre doses de
Hospital Central do Exército, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
morfina intratecal para analgesia após cesariana. Rev Bras Anes-
tesiol. 2013;63:492-9. Introdução: Osteogênese imperfeita (OI) é uma doença congênita
2. Ripollés J, Mezquita SM, Abad A, et al. Analgesic efficacy of the genética que resulta no defeito na formação de colágeno tipo I, afe-
ultrasound-guided blockade of the transversus abdominis plane – ta ossos, dentição, esclera e ligamentos. A interrupção gestacional
a systematic review. Rev Bras Anestesiol. 2015;65:255-80. eletiva, geralmente prematura, é indicada por restrição ventilatória
3. Horta ML, Lemonica IP. Passagem transplacentária e efeitos em- materna. A via de escolha é cesárea por maior ocorrência de despro-
briofetais de drogas usadas em anestesia. Rev Bras Anestesiol. porção cefalopélvica, rotura uterina e hemorragia.
2002;52:101-13. Relato de caso: C.A.S., 39 anos, primípara, gemelar, portadora de OI
tipo I, acompanhamento pré-natal no Hospital Maternidade-Escola da
UFRJ, incluiu a avaliação pré-anestésica, relatou osteossínteses de
TLO359 O PAPEL DO ROTEM® NO MANEJO fêmur e úmero, sob raquianestesia, e anestesia geral combinada com
PEROPERATÓRIO DE GESTANTE PORTADORA DE PTI bloqueio de plexo braquial, respectivamente sem intercorrências.
Internada por hipertensão gestacional, na 34ª semana. Em nova
Douglas Soares Pereira*, Vagner Bonanni Nunes,
avaliação, pela ultrassonografia da coluna lombar pesquisou-
Daniel Vieira de Queiroz, Bianca Lopes Loures de Castro,
se: presença de escoliose, localização e profundidade do espaço
Gustavo Guimarães Torres, Samantha Ceccon Camargo de Castro peridural entre L3 e L4 e sua relação com a linha de Tuffier. Feita
Hospital Federal dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, RJ, Brasil cesariana eletiva na 39ª. semana sob raquianestesia por ausência de
deformidades da coluna, estatura de 1,47 m e coagulação normal.
Introdução: A púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) é um dis- Após a monitoração básica e revisão de venóclise por jelco calibre 18,
túrbio hemorrágico autoimune, caracterizado pela produção de au- procedida a profilaxia antibiótica com cefazolina 2 g IV. A paciente
toanticorpos que leva a plaquetopenia. Gestantes com PTI podem foi submetida à raquianestesia com agulha de Quincke 27G em L3-L4
experimentar uma exacerbação do quadro e embora a gravidez não com bupivacaína hiperbárica 12,5 mg e morfina 80 mcg em posição
seja desencorajada, podem ocorrer complicações maternas e fe- sentada. Durante o procedimento, foi necessário para manutenção
tais, são necessários monitoramento e terapia adicionais. O valor da pressão arterial basal com metaraminol e efedrina, 1.200 mcg e
do hemograma e do coagulograma de rotina é questionado, devido 10 mg, respectivamente. Após a extração dos fetos, infundiram-se
ao atraso para a obtenção de resultado, testagem em plasma e a ocitocina 3 e 2 UI em bolus e 10 UI na segunda e terceira etapa de
falta de informação sobre a função plaquetária. A tromboelastome- infusão, total de 1.500 mL de cristaloides. O procedimento durou
tria rotacional (Rotem®) é um método de avaliação viscoelástica do uma hora e meia, sem intercorrências.
sangue total, que avalia a hemostasia a partir da formação e firmeza Discussão: OI promove baixa estatura e alterações de coluna
do coágulo de forma qualitativa e quantitativa. que podem dificultar ou elevar os riscos da raquianestesia. A
Relato de caso: Gestante de 24 anos, na 37ª semana de gestação, anestesia geral apresenta risco aumentado de trauma na intubação
portadora de PTI desde os 12 anos, com exacerbação durante a gestação e hipertermia maligna. A escolha da melhor técnica envolveu
refratária ao tratamento convencional, evoluiu com sofrimento múltiplas avaliações pré-anestésicas, inclusive exame clínico,
fetal agudo, recebeu indicação obstétrica de parto cesáreo. avaliação da coluna lombar por ultrassonografia e teste minucioso
Apresentava plaquetopenia importante (18.000 plaquetas.μL-1), da coagulação, possibilitou maior segurança no procedimento tanto
porém sem sangramento clínico. Foi submetida à anestesia geral para a paciente quanto para a equipe anestésica.
venosa e inalatória com técnica de sequência rápida e colhida Referências:
amostra de sangue e feito teste com o Rotem®. Apesar da plaque- 1. Murray S, Shamsuddin W, Russell R. Sequential combined spinal
topenia, o valor do MCF no ExTEM estava normal, optou-se pela -epidural for caesarean delivery in osteogenesis imperfecta. Int
não transfusão de plaquetas profilática. O perioperatório decorreu J Obstet Anesth. 2010;19:127-8.
sem intercorrências e sem sangramento. Foi feito bloqueio do pla- 2. Dinges E, Ortner C, Bollag L, et al. Osteogenesis imperfec-
no transverso abdominal guiado por ultrassonografia para analgesia ta: cesarean delivery in identical twins. Int J Obstet Anesth.
pós-operatória. A paciente não recebeu transfusão de plaquetas 2015;24:84-64.
nem concentrado de hemácias. 3. Cozzolino M, Perelli F, Maggio L, et al. Management of osteogene-
Discussão: É comum a transfusão profilática de plaquetas no sis imperfecta type I in pregnancy; a review of literature applied
momento do parto em uma paciente com PTI. ​​Fisiologicamente, to clinical practice. Arch Gynecol Obstet. 2016;293:1153-9.
S64 64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia

TLO929 PERIDURAL EM GESTANTE EM STATUS ASMÁTICO – Introdução: A artrogripose múltipla congênita (AMC) é uma
RELATO DE CASO síndrome neuromuscular, não progressiva e rara (1:3000-6000).
No perioperatório deve-se levar em conta a dificuldade do manejo
Anderson Luis Silva Amaral*, Talita da Silva Portugal,
das vias aéreas e do bloqueio de neuroeixo, devido a fibroses,
Mili Freire Almeida Nascimento, Sammer Victor de Almeida deformidades articulares e encurtamento muscular. Nas gestantes,
Hospital da Sagrada Família, Salvador, BA, Brasil as alterações anatômicas e fisiológicas, próprias da gestação,
aumentam o risco do manejo da via aérea (VA), são classificadas
Introdução: A asma caracteriza-se por hiperresponsividade de como potencial via aérea difícil (VAD).
vias aéreas inferiores e limitação variável ao fluxo aéreo. É a Relato de caso: Primigesta, 26 anos, branca, 37 semanas, diabética
doença pulmonar mais comum na gravidez – 3 a 8% das gestantes. gestacional e AMC. Ao exame físico apresentava Mallampati III,
As alterações nas trocas gasosas se sobrepõem à esperada alcalo- palato em ogiva, pescoço curto e com extensão limitada, edema
se respiratória gravídica; PCO2 > 35 e PO2 < 70 sugerem maior se- 2+/4+ e importante escoliose lombar e torácica, dificultava definir
veridade na gravidez do que no estado não gravídico. A gravidade a linha de Tuffier e palpar os processos espinhais. Levada ao centro
da asma pré-gravidez correlaciona-se com o status na gestação. cirúrgico para cesariana. Procedimento feito com monitoração
Cerca de 20-36% das gestantes asmáticas cursam com quadros conforme resolução CFM1802/2006 e material para manejo de VAD
agudos no segundo trimestre relacionados à interrupção da te- dispostos em sala. Feita anestesia subaracnóidea em tentativa
rapêutica; a presença do feto como antígeno pode ser a causa. única, posição sentada, mediana, L3-L4, agulha 27G Quincke e 12
A taxa de complicações respiratórias é semelhante na anestesia mg de bupivacaína hiperbárica, 2,5 mcg de sufentanil, 60 mcg de
geral e regional. morfina, obtido nível anestésico com demorada ascensão, atingiu
Relato de caso: Paciente de 22 anos, 36 semanas de gestação, T4. Usada cunha de Crawford para desvio uterino e descompressão
com diagnóstico de asma havia 15 anos. Em uso diário de sereti- da veia cava. Procedimento ocorreu sem intercorrências e a
de 50/250 mg e uso irregular de berotec aerossol. Não necessitou paciente permaneceu estável hemodinamicamente, foi levada à
de internamento nos últimos três anos. Atendida por desconforto sala de recuperação anestésica. Após dois dias, puérpera e lactente
respiratório intenso, não responsivo à terapêutica habitual. No receberam alta.
exame inicial, observado murmúrio abolido em hemitórax direito Discussão: A AMC é diagnosticada ao nascimento por apresentar
e sibilos difusos ins e expiratórios em hemitórax esquerdo. Tenta- como características fenotípicas deformidade de duas ou mais
tiva de compensação com berotec e ipratrópio inalatório e corti- articulações, fraqueza ou encurtamento muscular e substituição de
coide venoso, com melhoria mínima. Optou-se por internamento tendões ou músculos por fibroses. Pacientes com AMC devem ter
em UTI e iniciado sulfato de magnésio venoso. Apesar da melhoria adequado preparo pré-anestésico, pois têm preditores de VAD como
parcial na ausculta, não houve melhoria clínica geral e foi indi- micrognatia, palato em ogiva, torcicolo congênito, mobilidade da
cada interrupção da gestação. Admitida no CO vigil, em posição língua reduzida e distância interincisivos menor do que 3 cm, além
antálgica e desconfortável. Optou-se por peridural contínua com de alterações anatômicas da coluna vertebral, como escoliose,
doses fracionadas de anestésico local. Logo após dose-teste, pa- cifose e hiperlordose, que dificultam o bloqueio de neuroeixo. Neste
ciente apresentou melhoria clínica e tolerância ao decúbito dorsal relato, além de ter AMC, a paciente em questão era gestante, o que
horizontal. Com nível sensitivo em T6, iniciou-se a cesárea, sem acrescentaria mais preditores de VAD, como edema de mucosas,
intercorrências. Pós-operatório 48h em UTI, levada ao alojamento sugerido pela pioria do Mallampati e pelo aumento de mama,
e alta hospitalar após quatro dias. O bloqueio de neuroeixo está in- que dificulta a laringoscopia. Entretanto, optou-se pelo bloqueio
dicado em cesáreas em pacientes asmáticas assintomáticas. Porém, subaracnóideo, devido a melhor analgesia no pós-operatório,
há relato de broncoespasmo (BCE) após feitura de bloqueio espinhal melhor desfecho para o neonato e baixa incidência de conversão
e, nos casos de status asmático, a escolha mais comum é anestesia para anestesia geral. A demorada ascensão do nível do bloqueio
geral. O bloqueio sensitivo alto pode induzir bloqueio adrenal im- pode estar relacionada às deformidades na coluna vertebral. Esse
portante, enquanto bloqueios abaixo de T6 podem gerar analgesia contratempo não trouxe revés ao procedimento cirúrgico, que foi
insuficiente a ponto de piorar a crise. Entretanto, a escolha pela feito com sucesso.
técnica regional se mostra relevante devido à não manipulação de Referências:
vias aéreas hiperreativas e ao bloqueio de prostaglandinas, como 1. Azbell K, Dannemiller L. A case report of an infant with arthro-
a PGF2, associada à ocorrência de BCE. O uso de anestésico local gryposis. Pediatr Phys Ther. 2015;27:293-301.
com epinefrina é controverso, enquanto o opioide melhora a qua- 2. Nora D, Osório J, Saldanha L. Efeitos fetais e repercussões
lidade do bloqueio. A avaliação do estágio do quadro de asma deve neonatais da anestesia obstétrica. Rev Soc Port Anestesiol.
ser criteriosa, a fim de determinar a melhor técnica anestésica. 2013;22:44-50.
Apesar de ser bem documentado o uso de anestesia geral em asma
grave, optou-se por anestesia peridural contínua e titulada, que,
associada à retirada do concepto, pode ter sido determinante na TLP725 RAQUIANESTESIA PARA GESTANTE
compensação da doença de base. ACONDROPLASIA
Referência: Leonardo Giovani de Jesus*, José Alcindo Gil,
1. Philip J, Sharma SV. Respiratory disorders in pregnancy. In: Gam- Ana Cláudia Abdo Lopes, Fabrício Hiroshi Ozomo
bling DR, et al. Obstetric anesthesia and uncommon disorders.
2.ed. Cambridge: Cambridge University Press; 2008:75-95. Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná Norospar,
Umuarama, PR, Brasil
Introdução: A acondroplasia é a forma mais comum entre as osteo-
TLP475 RAQUIANESTESIA PARA CESARIANA EM PACIENTE condrodisplasias causadoras do nanismo. O anão pode ser acometi-
COM ARTROGRIPOSE MÚLTIPLA CONGÊNITA do por diversas alterações físicas, deformidades e cursar com vários
Natália Vieira*, Glauber Rocha Peclat, Rafaela Claudino de Freitas, distúrbios relacionados, principalmente nos sistemas respiratório,
cardiovascular, neurológico e osteoarticular, que trazem particula-
Ricardo Pinto Lobato Lopes, Edvaldo Casoti Júnior,
ridades à anestesia.
Octacílio Prata Calixto
Relato de caso: Paciente de 16 anos, feminina, acondroplásica,
Hospital e Maternidade São José, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 54 kg, 120 cm, gestante de 39 semanas, indicada cesariana pela
64º Congresso Brasileiro de Anestesiologia S65

obstetrícia. Avaliação pré-anestésica: acondroplasia sem outras dúvida quanto à distribuição dos fármacos no canal espinhal e às
alterações sistêmicas e classificada como risco II pelos critérios da características anatômicas típicas do biotipo. Assim, o relato de
Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA). Na sala cirúrgica, caso, além de valor educacional, destaca a importância da ava-
foi monitorada com pressão não invasiva, oxímetro de pulso e ele- liação pré-anestésica para escolha da melhor técnica em cesárea
trocardiograma. Venóclise com abocath 20G. Feita raquianestesia de gestante acondroplásica, antecede as problemáticas de cada
no nível de L4/L5 com agulha 26G (bupivacaína pesada 7,5 mg paciente.
e morfina 60 mcg). Paciente evoluiu com hipotensão moderada, Referências:
controlada com etilefrina em doses intercaladas de 4 mg, total 1. Lange EM, Toledo P, Stariha J, Nixon HC. Anesthetic management
de 12 mg. Dispneia moderada tratada com máscara de O2 a 3 L/ for Cesarean delivery in parturients with a diagnosis of dwarfism.
min e proclive 30º. Iniciado ato operatório e retirada do recém- J Can Anesth. 2016;63:945-51.
nato, momento esse em que a paciente passou a se queixar de 2. Mitra S, Dey N, Gomber KK. Emergency cesarean section in a
dor. Administrados fentanil 50 mcg, propofol 30 mg, midazolam patient with achondroplasia: an anesthetic diliemma. J Anesth
2,5 mg. Feita infiltração da parede abdominal pelo cirurgião com Clin Pharmacology. 2007;23:315-8.
levobupivacaína 0,25 com adrenalina 1:200.000 50 mg. Ao término
do procedimento, mantida na RPA com O2 3 L/min, permaneceu
em condições hemodinâmicas estáveis. Retornou a movimentação TLP1019 UTILIZAÇÃO DE BLOQUEIO DO PLANO
dos membros inferiores após 120 minutos, sem queixa de dor ou TRANSVERSO DO ABDOME EM CESARIANA COM ANESTESIA
desconforto, foi então liberada para o leito. Alta hospitalar 48 ho- GERAL
ras após com acompanhamento pela equipe obstétrica conforme
Renan Muralho Pereira, Talison Silas Pereira, Julio Faller,
rotina de serviço.
Discussão: As comorbidades simultâneas do acondroplásico (restri- Mirian Gomes Barcelos, Daniel Moreira Grazia da Silva*,
ção torácica e às vezes falta do processo odontoide do axis) podem Ronaldo Antonio da Silva
dificultar o manuseio anestésico. A avaliação pré-anestésica auxilia Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual
a conduta e minimiza riscos. Apesar de a anestesia subaracnóidea (IAMSPE-SP), São Paulo, SP, Brasil
ser tecnicamente difícil e com distribuição imprevisível do anestési-
co, essa técnica pode ser uma opção viável. Introdução: O uso de bloqueios regionais tem sido ferramenta útil
na prevenção e no tratamento da dor pós-operatória em diversos
tipos de cirurgia da parede abdominal. A técnica do transversus ab-
dominis plane (TAP) block se destaca e tem sido amplamente em-
TLO944 Relato de caso: ANESTESIA EM CESÁREA
pregada atualmente.
DE PACIENTE PORTADORA DE NANISMO
Relato de caso: R.G.S., 29 anos, G1P0A0, apresenta-se em sala de
ACONDROPLÁSICO cirurgia para feitura de cesariana eletiva a pedido, com história de
Lívia Gaspar Tosato*, Arthur Konishi Alves pico febril (38,1°C) uma hora antes do procedimento, em uso de
ceftriaxone 1 g EV 12/12h, porém com foco infeccioso indetermina-
Santa Casa de Misericórdia de Limeira, Limeira, SP, Brasil
do. Durante monitoração em sala de operação paciente apresentou
Introdução: A técnica anestésica de escolha em cesarianas de pa- FC 150 bpm, PA 156/56 mmHg, febril ao toque e sudoreica. Feita
cientes portadoras de acondroplasia deve levar em conta a varia- anestesia geral com indução venosa (etomidato 20 mg + rocurônio
ção anatômica dessas, como alterações na estrutura esquelética, 100 mg + alfentanil 2,5 mg), intubação orotraqueal em sequência
as potenciais dificuldades ventilatórias e as possíveis complicações rápida, manutenção da anestesia com sevoflurano 1,5%, seguida de
relacionadas, sejam elas no intra ou no pós-operatório. coleta de exames laboratoriais, introdução de metronidazol 500 mg
Relato de caso: A.R.N.B., 39 anos, branca, 1,20 m, portadora de EV e ressuscitação volêmica com 2.500 mL de solução cristaloide
nanismo acondroplásico, estado físico ASA II, diabetes gestacional (30 mL/kg). Parto cesariano feito sem intercorrências e nascimen-
na última gestação, G6Pc3A3, submetida à cesárea agendada em to de RN com Apgar 9/10. No fim da cirurgia foi feito TAP block,
02/02/2017. Fez, na última gestação, acompanhamento no ambu- guiado por USG, com administração de ropivacaína 0,25%, 20 mL
latório de pré-natal de alto risco, fez quatro ultrassonografias obs- bilateralmente. Posteriormente, a paciente foi extubada e levada à
tétricas, sem alterações fetais. Em cesárea, paciente foi monitora- enfermaria, estável hemodinamicamente, negava presença de dor.
da com eletrocardiografia contínua, oxímetro de pulso e medidas Discussão: O TAP block é uma técnica importante que pode servir
de pressão arterial não invasiva a cada dois minutos. Optou-se por como opção para anestesia do neuroeixo em cirurgias da parede
anestesia geral, devido à lordose acentuada e história de aneste- abdominal, como laparotomia, abdominoplastia, apendicectomia,
sia geral em cesarianas prévias, com sucesso. Foi feita intubação cesariana, entre outros. A técnica, guiada por ultrassonografia,
orotraqueal (IOT), em sequência rápida, após a indução anestésica consiste no posicionamento da agulha no plano entre os músculos
venosa, sem dificuldades ou intercorrências, apesar de restrição de transverso do abdome e oblíquo interno e administração de anes-
extensão cervical. Mantida em ventilação mecânica, sob PCV. A ce- tésico local – ropivacaína 0,25%, 20-30 mL em cada lado (em adul-
sariana não apresentou intercorrências da parte obstétrica ou fetal, tos) – nessa topografia. Apresenta como vantagens a praticidade em
com nascimento do feto após sete minutos da indução. sua execução, a possibilidade de feitura antes e após a cirurgia e
Discussão: A acondroplasia é um dos tipos mais comuns de na- baixas taxas de complicação. No caso relatado, foi observado que
nismo desproporcional. Ocorre predominantemente em mulheres a paciente beneficiou-se com o TAP block, sem necessidade de ad-
(incidência de 1,5:10.000 nascimentos); o gene autossômico é do- ministração de opioides sistêmicos após a cirurgia para alcançar
minante. Os indivíduos portadores da doença apresentam um de- analgesia eficaz.
ficit na taxa de ossificação endocondral, causa de instabilidade na Referências:
coluna cervical, e consequente chance de trauma medular, além 1. Hadzic A, et al. Transversus abdo