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1.

Bases Morfológicas do Comportamento Animal

A Etomorfologia é a área da biologia do comportamento que estuda a apresentação


descritiva do comportamento animal.
Apesar de a descrição constituir-se como um simples fragmento de um sistema
biológico complexo, ela pode, mesmo assim, criar a base para a análise comportamental

A mera descrição morfológica do comportamento está muito aquém das intenções de


um biólogo do comportamento.

O método mais elementar para registar um comportamento é a observação. A


observação em Etofmorfologia apresenta um grau maior de complexidade relativamente
a uma simples observação do tipo morfotopográfica; Pois, ela exige que o fenómeno
comportamental seja abarcado simultâneamente na sua relação espacial e temporal.

Um problema na descrição etomorfológica toca o que chamamos de


antropomorfismos: a tendência que o Homem tem de descrever eventos
comportamentais provenientes de um animal com base em comportamentos humanos. O
Homem interpreta comportamentos animais com uso da sua linguagem,

2. Tipos de Orientação Animal no Espaço

Orientação primária e secundária.


Orientação no Espaço e no tempo
As duas capacidades de orientação (no espaço e no tempo) relacionam-se entre si de
modo complementar e criam bases para a existência do organismo.
Segundo (TEMBROCK, 1986). Os sinais provêm da biogeocenose excluindo parceiros
da mesma espécie. Estas informações possibilitam uma orientação no espaço e no
tempo e possibilitam, deste modo, o comportamento consumatório (exemplo,
alimentação, defesa, predação, etc.)

A orientação no espaço é uma das características básicas de todos seres vivos, para
decurso de todos outros comportamentos. A orientação no espaço possibilita ao
indivíduo colocar as posições e postura das diferentes partes do corpo, num
relacionamento funcional.
Orientação animal é a capacidade que os animais tem para determinar sua posição no
espaço, entre os indivíduos da mesma ou outra espécie. É um processo complexo que
inclui obter informações sobre o mundo externo em diferentes canais de comunicação
(sistemas de receptores), seu processamento, comparação no sistema nervoso central e a
formação de uma resposta. A recepção e o processamento de sinal consistem em
reconhecimento de imagem e determinar a posição da fonte de sinal em relação ao
corpo

Saber orientar-se é uma condição para assegurar o habitat, os alimentos, a reprodução,


etc. Isto explica também a razão da magnitude dos órgãos e sistemas de orientação
desenvolvidos pelos animais a diferentes níveis de organização e que, logicamente,
resultaram de um longo processo evolutivo.
Esta orientação , pode ser orientação no espaço ou orientação no tempo. A orientação
no espaço subdivide-se em uma orientação relativa ao corpo e relativa ao espaço
externo ao corpo.

A orientação primária

Uma orientação relativa ao corpo, i.e., destinada a manter equilíbrio do corpo no espaço
chama-se orientação primária, é, pois, esta orientação que nos faz saber que o peixe
que flutua passivamente à superfície da água com o corpo orientado lateralmente está
morto.
Também é notória nos tropismos, e pode ser: ortotropismo e tropismos transversais e
estes em relação aos estímulos pode ser: fototropismo, geotropismo, quimiotropismo,
electropismo, termotropismo, hidrotropismo, tigmotropismo.
Na orientação primária actua como grandeza básica de referência a força de gravidade.
Na ligação com forças cinéticas derivadas de processos de movimentos, resulta para os
organismos a capacidade de medição de campos de forças e, daí, a possibilidade de
determinação de relações topográficas ou espaciais a que chamamos de orientação
primária. Esta orientação primária forma assim condição básica para todos outros
movimentos e formas de orientação no espaço.

A orientação baseada em informações provenientes do corpo do indivíduo designa-se


também de orientação endocinética, ou ainda orientação cinestética.
Para uma orientação no espaço tem se descrito três campos de orientação: Orientação no
campo de contacto, orientação no campo proximal e orientação no campo distal. Os
mecanismos de orientação podem ser: cinésias (esta por sua vez, está dividida em
ortocinésia e clinocinésia); tactismos (tropotactismos e clinotactismo); mnemotactismo
e menotactismo.
Segundo a diversidade de formas de movimentos que podemos observar nos animais,
sua motivação e liberação, encontramos o termo tactismo (taxia) a ser usado em cada
vez mais novas ligações, definições e contextos. Assim, distinguem-se as seguintes
formas de tactismos:
 Fototactismo: a fonte de estímulo é a luz. Tratando-se de luz polarizada falamos de
polarotactismo. Se o estímulo consiste em astros, então falamos de astrotactismo;
 Quimiotactismo: a fonte de estímulo é química, trata-se de um gradiente químico;
 Hidrotactismo: a fonte de estímulo é a humidade;
 Fonotactismo: a fonte de estímulo é o som, sinais sonoros; orientação pelo êco e
por sinais vibratórios;
 Geotropismo: a fonte de estímulo é a força de gravidade;
 Magnetotropismo: a fonte de estímulo são campos magnéticos;
 Galvanotropismo ou electrotropismo: a fonte de estímulo são campos eléctricos;
 Reotropismo: a fonte de estímulo são correntes de água;
 Anemotropismo: a fonte de estímulo são correntes de ar;
 Termotropismo: a fonte de estímulo é o gradiente;
 Tigmotropismo: a fonte de estímulo é o tacto.

Por vezes, os animais tendem a estabelecer um determinado ângulo entre a fonte do


estímulo, o ponto de partida para a orientação e a meta. Eles, muitas vezes, também
servem-se de marcos do ambiente, os chamados marcos de orientação, ou então são
outros corpos do universo que servem de marcos de orientação, os astros.

Quando a orientação por marcos ambientais está estritamente relacionada com a


capacidade de aprendizagem do animal falamos de mnemotáxias ou mnemotactismo
(do Grego: he mnéme, a recordação, a memória). Tais marcos ou sinais memorizados
podem ser cheiros do próprio indivíduo, como acontece nas formigas.
A orientação mais complexa é a chamada orientação idiotética vectorial. A sua
complexidade resulta da incorporação do curso e da distância na orientação. Bem
analisada a questão, pode-se depreender que ela, também, resulta de incremento de
complexidade da orientação secundária:

Orientação idiotética,

A orientação mais complexa é a chamada orientação idiotética vectorial. A sua


complexidade resulta da incorporação do curso e da distância na orientação. Bem
analisada a questão, pode-se depreender que ela, também, resulta de incremento de
complexidade da orientação secundária: aonde vou e a que distância encontra-se a
meta? Eis as quetões a ela relativas. É assim que certos animais (Uca, aranha, aves, etc.)
podem abandonar seus ninhos e retornar a eles sem refracção.
Navegação e migração
A mais complexa dos mecanismos de orientação no reino animal encontramos nos
organismos migratórios, a chamada orientação migratória. É uma orientação ao serviço
da migração para destinos por vezes desconhecidos. Trate-se ou não de um destino
(des)conhecido, do organismo exige-se:
 Descoberta de direcção, determinar o curso da orientação;
 Determinar a distância a ser percorrida;
 Encontrar o local objectivado ou chegar ao destino.
Orientação animal –é a capacidade que os animais tem para determinar sua posição no
espaço, entre os indivíduos da mesma ou outra espécie. É um processo complexo que
inclui obter informações sobre o mundo externo em diferentes canais de comunicação
(sistemas de receptores), seu processamento, comparação no sistema nervoso central e a
formação de uma resposta. A recepção e o processamento de sinal consistem em
reconhecimento de imagem e determinar a posição da fonte de sinal em relação ao
corpo.

A orientação espacial dos animais inclui a capacidade dos animais para formar a reação
reflexa correta aos efeitos dos elementos da natureza inanimada. Existem vários
princípios básicos de orientação animal no espaço:

1. Percepção dos sinais do mundo externo pelos sentidos;

2. Localização ativa;

3. Alarme, servindo para orientação em determinadas comunidades.

O trabalho dos órgãos de sentidos de animais é construído sobre interline e a proporção


de reflexos condicionais e incondicionais. Os "sentimentos de orientação animal
incluem rumores, visão", sensores térmicos ", quimioterapia e receptores mecânicos,
bem como a ecolocalização.

Há orientação animal no espaço com a ajuda de órgãos sensores. Eles transmitem


informações sobre a posição do corpo.

A principal maneira de obter informações sobre espaço para muitos representantes da


fauna é uma orientação óptica, que é determinada principalmente pelas possibilidades
de visão de órgãos: olho e outros receptores fotossensíveis.

A orientação espacial como a capacidade dos animais para determinar sua posição no
espaço, se manifesta em cada período de desenvolvimento individual do corpo.
Os animais usam várias formas de orientação no espaço: quimiorroscência, orientação
acústica e óptica,