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CURSOS ON-LINE – DIR. TRIBUTÁRIO EM EXERCÍCIOS - ICMS-SP PROFESSOR ALEXANDRE LUGON

Caros concursandos e futuros colegas!

Há muito já venho aguardando uma melhor oportunidade para colaborar

com vocês via cursos “on-line”. As oportunidades já surgiram em algumas ocasiões, mas por motivos variados fomos adiando esta nova jornada de trabalho. Agora espero me dedicar mais aos alunos que, muitas vezes, não têm a oportunidade de acesso aos cursos especializados voltados para concurso público ou, mesmo o tendo, procuram uma segurança maior para lograr êxito.

No início, quando comecei a estudar para concursos públicos, tinha uma visão ainda muito limitada quanto à melhor estratégia a adotar visando um aprendizado correto. Muitos preferem estudar sozinhos, outros preferem freqüentar os cursos preparatórios. Realmente é de grande valia para o aluno a experiência daqueles que estão há anos engajados

na rotina dos concursos públicos. A orientação objetiva de professores

acostumados a fazer questões de prova em concurso público oferece aos alunos um caminho muito mais seguro a trilhar. As aulas teóricas passam a ser muito mais do que meros ensaios acadêmicos, mas sim um roteiro de estudo conjugado a exemplos de provas de forma a

moldar o aprendizado. As aulas devem ser direcionadas para a direção da doutrina majoritária, das jurisprudências do Supremo Tribunal Federal , STJ e outros.

Um dos aspectos mais relevantes ao longo desta modesta trajetória foi identificar a excelência e importância dos cursos de exercícios. Os módulos de teoria não seriam suficientes para a preparação do aluno rumo às provas. Necessário se faz o exercício constante do aluno, adequando a teoria aos casos que, rotineiramente, caem em provas.

Portanto, neste trabalho que propomos a desenvolver em conjunto, vamos abordar exercícios específicos na Disciplina Direito Tributário para levar à tona os aspectos mais relevantes do programa do concurso ICMS.

Vamos dar ênfase maior às questões da banca examinadora do concurso ICMS-SP 2006, Fundação Carlos Chagas, sem, no entanto, excluir a apreciação eventual de uma ou outra questão relevante, seja da ESAF ou UNB, ou seja qualquer outra banca examinadora que possa completar o aprendizado de um tópico essencial.

de

6 encontros. Será um trabalho

estritamente objetivo com alvo definido, buscando dar condições ao

O nosso curso terá a duração

aluno de

fazer a prova de Direito Tributário com maior rapidez

e

precisão.

O programa básico a ser seguido será aquele voltado ao concurso ICMS SP enfatizando principalmente, dentre outros, os seguintes temas:

www.pontodosconcursos.com.br

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PROGRAMA BÁSICO

1. UNIDADE I

Introdução ao estudo do Direito Tributário:

Receitas Públicas

Direito Tributário X Direito Financeiro

Definição de Tributo

1.1.Espécies tributárias:

Impostos

Taxas

Contribuições de Melhoria

Empréstimos Compulsórios

Contribuições Para-fiscais

2. UNIDADE II

Competência Tributária:

Competência para estabelecer normas gerais de Direito Tributário

Competência da União, Estados, D.F. e Municípios para instituir Tributos.

Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar:

Princípios Constitucionais Tributários e Imunidades

3. UNIDADE III

Legislação Tributária:

Leis

Emendas à Constituição

Leis Delegadas

Leis Complementares

Leis Ordinárias

Medidas Provisórias

Decretos Legislativos

Resoluções do Senado Federal

Tratados e Convenções Internacionais

Decretos

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Normas Complementares

Convênios ICMS

Vigência da Legislação Tributária

Aplicação da Legislação Tributária- Exceções à Irretroatividade

Interpretação e Integração

4. UNIDADE IV

Obrigação Tributária:

Elementos estruturais

Fato Gerador

Sujeito Ativo e Sujeito Passivo

Prestações

Obrigação Tributária Principal e Acessória

Princípio do "Non Olet"

Convenções Particulares

Solidariedade

Capacidade Tributária Passiva

Domicílio Tributário

Responsabilidade Tributária:

Responsabilidade por Substituição e por Transferência

Responsabilidade dos Sucessores

Responsabilidade de Terceiros

Responsabilidade por Infrações

5. UNIDADE V

Crédito Tributário:

Natureza Jurídica

Lançamento Tributário:

Definição

Regência do Lançamento Tributário

Hipóteses de Alteração

Modalidades do Lançamento Tributário

Hipóteses de suspensão da exigibilidade do Crédito Tributário:

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Moratória

Depósito do Montante Integral

Reclamações e Recursos

Liminares e Tutelas Antecipadas

Parcelamento

Extinção do Crédito Tributário

Pagamento

Compensação

Transação

Remissão

Prescrição e Decadência

Ação de consignação em pagamento

Conversão do depósito em renda

Pagamento antecipado e ulterior homologação

Decisão administrativa irreformável

Decisão judicial transitada em julgado

Dação em pagamento em bens imóveis

Exclusão do Crédito Tributário

Isenção

Anistia

6. UNIDADE VI

Garantias e Privilégios do Crédito Tributário

7. UNIDADE VII

Administração Tributária - Fiscalização

8. UNIDADE VIII

Direito Penal Tributário

Portanto, vamos dar início aos nossos trabalhos. A nossa aula de apresentação versará sobre o tema RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.

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AULA ZERO: RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

01. ICMS DF 2001 (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) No ato de

aquisição de um estabelecimento comercial ficou convencionado entre as partes que o adquirente somente responderia pelos impostos incidentes sobre as operações tributáveis ativadas após a celebração do contrato negocial. Nesta hipótese, os impostos relativos às operações pretéritas:

a) só podem ser cobrados do adquirente, como sucessor, se forem

apurados até a data da aquisição do estabelecimento.

b) só podem ser cobrados do adquirente, pois o alienante foi excluído

da relação jurídica tributária.

c) só podem ser cobrados do alienante, pois a convenção particular é

oponível à Fazenda Pública.

d) podem ser cobrados do alienante ou do adquirente, como sucessor.

e) não podem ser cobrados do alienante, pois a hipótese é de evasão

lícita.

Comentários.

A questão versa sobre a prevalência da lei sobre os contratos em se tratando da definição dos elementos estruturais da relação jurídica tributária. De acordo com o inciso II do art. 121 do Código Tributário Nacional, a figura do “responsável tributário” , como sujeito passivo indireto, depende de previsão expressa em lei:

“Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao

pagamento de tributo ou penalidade pecuniária

quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.”

No entanto, a elaboração de contrato entre particulares para definição de responsabilidade é lei apenas entre as partes, não prevalecendo para fins de atribuição de responsabilidade tributária perante a Fazenda Pública, uma vez que a definição de sujeito passivo é matéria objeto de legalidade, exigindo previsão expressa em lei. É o que dispõe o art. 123 CTN, segundo o qual as convenções particulares não prevalecem para fins de alteração da definição legal do sujeito passivo, salvo previsão na própria lei:

“Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos,

II - responsável,

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não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes”.

Por último, cabe ressaltar que, no caso exposto, tratando-se de sucessão de fundo de comércio, em situação regular, ou seja, fora de um processo de falência ou de recuperação judicial, estaria correto atribuir ao adquirente do fundo a responsabilidade pelos tributos devidos pelo fundo adquirido até a data da aquisição, desde que haja continuidade, pelo adquirente, na respectiva exploração. O que pode variar é o grau de responsabilidade, ora em caráter pessoal (diz o CTN “integral”), ora em caráter subsidiário. Segundo o art. 133 CTN: “A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.”.

Gabarito oficial: alternativa “d”.

Portanto, correto o gabarito oficial (alternativa “d”), uma vez que a convenção particular não prevalece sobre a definição legal de responsável, nos termos do art. 133 CTN. Definição de responsabilidade tributária é assunto que exige previsão em lei.

A alternativa “a” está incorreta, uma vez que a responsabilidade do

sucessor é para os fatos geradores ocorridos até a data da transferência, independentemente de ter havido ou não, até esta data, a apuração do crédito tributário. Vale o surgimento prévio da obrigação pela ocorrência do fato gerador.

A alternativa “b” está errada, pois o alienante somente estaria excluído da responsabilidade na hipótese do art. 133, I CTN, caso o alienante cessasse totalmente suas atividades, o que não foi mencionado na questão.

A alternativa “c” está errada, pois, como já explicamos, nos termos do

art. 123 CTN, as convenções particulares, regra geral, não têm poder de alterar definição legal do sujeito passivo. Trata-se de matéria objeto de legalidade.

A alternativa “e” está errada. Além do já exposto, face à definição do

alienante como responsável legal, conforme art. 133, I CTN, não há como excluir a aplicação de tal dispositivo pela alegação de um planejamento tributário. A evasão lícita é nome impróprio atribuído

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como sinônimo de elisão fiscal, ou seja, redução ou exclusão de tributo por meios lícitos. Não seria a justificativa da questão. Prevalece a alternativa “D”.

02. ICMS DF 2001

sistema tributário, a responsabilidade por infração:

a) não dispensa procedimento constitutivo da respectiva penalidade,

assegurada ampla defesa.

b) não está sujeita

tributárias.

c) é exclusiva

passivos da obrigação tributária.

d) não

passivos da obrigação tributária.

e) deve ser apurada mediante comprovação da conduta dolosa ou

culposa do contribuinte.

sujeitos

nosso

(FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS)

Em

aos institutos da decadência ou prescrição

do contribuinte, não alcançando os demais sujeitos

aplicada,

autonomamente,

aos

demais

pode

ser

Comentários.

Está correto o gabarito oficial: alternativa “a”.

Em se verificando a existência de infração à legislação tributária, cabe constituição do crédito por lançamento de ofício, para aplicação de uma multa, conforme dispõe os incisos VI e VII do art. 149 CTN:

“art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade

VI - quando se comprove ação ou

omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação”.

Portanto, haverá ato de constituição de crédito tributário, assegurando- se a ampla defesa, como princípio constitucional.

A alternativa “b” está errada. Uma vez que a constituição do crédito seja relativa a tributos ou penalidades, está sujeita a prazo decadencial, prazo este que é fatal, sob pena de perda da faculdade de lançar por parte da Fazenda Pública. No caso de infração, aplica-se a contagem segundo o art. 173 CTN:

administrativa nos seguintes casos:

“art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver

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anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.”

Além do exposto, uma vez constituído o crédito pelo lançamento, a sua exigibilidade via ação judicial de execução fiscal fica sujeita, invariavelmente, a prazo prescricional, cuja inércia da Fazenda Pública acarreta perda da faculdade de exigir. Isso se aplica tanto aos tributos como também às penalidades pecuniárias, ambos prestações integrantes do crédito tributário. Vide art. 174 CTN: “a ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva.”

A alternativa “c” está incorreta, uma vez que a responsabilidade por

infrações poderá ser atribuída tanto ao contribuinte como aos responsáveis tributários, que são os sujeitos passivos indiretos da relação jurídica, diferenciando-se dos contribuintes, que possuem relação direta e pessoal com o fato gerador. Isso fica evidenciado nas várias hipóteses de responsabilidade tributária, como, por exemplo, no §único do art. 134 CTN, que define como responsável solidário o terceiro responsável, estendendo a estes a responsabilidade pelas multas de caráter moratório:

“Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem

responsáveis:

em matéria de penalidades, às de caráter moratório.”

A alternativa “d” também está incorreta, uma vez que o CTN prevê

hipóteses de responsabilidade pessoal do agente, principalmente quando este age com excesso de poder, como, por exemplo, evidenciado no art.

135 CTN:

“Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:

I - as pessoas referidas no artigo anterior (art. 134 CTN) ,

A alternativa “e” está errada, pois, ao contrário do Direito Penal Tributário, que tem por objeto os crimes e contravenções, no Direito Tributário Penal, cujo objeto são as infrações administrativo-fiscais, a regra é que a responsabilidade pelas infrações não depende de comprovação de conduta dolosa, basta a culpa, ou seja basta negligência ou imprudência. Repito que no Direito Tributário Penal,

Parágrafo

único. O disposto neste artigo só se aplica,

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entenda-se, aquele que cuida da análise das infrações administrativo- fiscais, a responsabilidade por infrações é, via de regra, objetiva, salvo exigência expressa em contrário na lei: “Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.” Já no Direito Penal Tributário a responsabilidade se diz subjetiva, depende do dolo.

03. ICMS DF 2001 (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) O art. 134 CTN dispõe que o síndico é responsável pelos tributos devidos pela massa falida. Neste caso, o dispositivo legal refere-se a fatos geradores ativados:

a) pela massa falida ou pelo síndico, a qualquer tempo.

b) pelo falido, antes da quebra.

c) pela massa falida, na condição de contribuinte, após a quebra.

d) pelo falido e apurados contra a massa falida, após a quebra.

e) pelo falido ou sua massa falida, apurados após a quebra.

Comentários.

Está correto o gabarito oficial: alternativa “C”. Trata-se da responsabilidade de terceiros, prevista no art. 134 CTN. Há um rol de terceiros elencados no respectivo artigo aos quais o CTN atribui responsabilidade tributária por fatos praticados pelos seus representados. No caso exposto na questão, o síndico responderia pelos tributos devidos pela “massa falida”, isto é, pelos fatos geradores praticados pela massa falida na qualidade de contribuinte, entenda-se, aqueles ocorridos após a decretação da falência, sob a gerência do síndico.

Mas vale ressaltar a exigência de dois requisitos: (1) a impossibilidade de exigência do crédito diante da própria massa falida e (2) também que o terceiro responsável tenha interferido no fato gerador, diga-se, no caso em comento, que o síndico tenha agido com culpa (negligência ou imprudência): Art. 134 CTN “nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões

- o síndico e o comissário, pelos tributos

devidos pela massa falida ou pelo concordatário”

de que forem responsáveis:

V

A alternativa “a” está incorreta, pois presume fato praticado pelo síndico. Neste caso este seria contribuinte e não responsável. Também

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se refere a fato praticado pela empresa antes da quebra, o que não seria objeto da responsabilidade solidária do síndico, no art. 134 CTN.

A alternativa “b”, “d” e “e” estão incorretas, pois envolvem fatos

praticados pelo falido, pressupondo fatos praticados antes da decretação da falência, mesmo que apurados após a sua decretação. Igualmente

não seriam de responsabilidade solidária do síndico.

Analisando o exposto, vale ressaltar que os fatos praticados pelo falido, antes pois da decretação da falência, não estiveram sob a gerência e administração do síndico, portanto, passando à responsabilidade da massa falida após a falência e não ao síndico da massa. Além disso, os fatos geradores praticados eventualmente pelo próprio síndico não teriam relação com a massa falida e o síndico seria o próprio contribuinte e não responsável.

04. ICMS DF 2001 (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) A denúncia espontânea da infração fiscal nos termos das disposições codificadas:

a) elide a responsabilidade pela multa fiscal, ainda que apresentada

após o início do procedimento administrativo.

b) não elide a responsabilidade pela multa fiscal.

c) elide a responsabilidade pelo respectivo delito fiscal.

d) não elide a responsabilidade pela multa nem pelo delito fiscal.

e) não elide a responsabilidade pelo pagamento do tributo.

Comentários.

Correto o gabarito oficial: alternativa “e”.

A denúncia espontânea, assim entendida a confissão da infração à

legislação tributária apresentada antes de procedimento de fiscalização relacionado com a matéria objeto da confissão, desde que acompanhada do pagamento integral do tributo e juros de mora, exclui a responsabilidade pela infração. Portanto, trata-se de exclusão da aplicação da multa fiscal, diga-se, responsabilidade por infrações administrativo-fiscais, conforme disposto no art. 138 CTN:

“art. 138. a responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.”

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Está incorreta a alternativa “a” uma vez que, iniciado o procedimento de fiscalização relacionado com a infração, não há que se falar mais em espontaneidade da denúncia.

A alternativa “b” está errada, pois, configurados os requisitos do artigo

mencionado, haveria exclusão da responsabilidade pela multa. Portanto,

a presente assertiva contraria o objeto do próprio art 138 CTN, que é a exclusão da responsabilidade pela infração.

A alternativa “c” está incorreta, pois o art. 138 CTN não trata de exclusão de responsabilidade por crimes fiscais, mas sim de exclusão de responsabilidade por infrações de caráter administrativo-fiscais. O cometimento de crimes ou delitos fiscais poderá ter extinta a punibilidade em hipóteses específicas previstas em lei penal, como, por exemplo no art. 34 Lei 9249/95, diante do pagamento do tributo antes do recebimento da denúncia.

A alternativa “d” está incorreta pois contraria, na sua primeira parte, o

art. 138 CTN, conforme comentário à alternativa “b”.

Correto portanto o gabarito (alternativa “e”), uma vez que a denúncia espontânea, para fins de exclusão de responsabilidade da infração, exige o pagamento integral do tributo e dos juros de mora, portanto não elide, isto é, não dispensa o pagamento do tributo.

05. MINISTÉRIO PÚBLICO SERGIPE (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) A responsabilidade de terceiros em matéria tributária não se

aplica:

a) pessoalmente, quando da prática de atos ilícitos, sobre os tutores e

curadores, pelos tributos devidos pelos tutelados e curatelados.

b) pessoalmente, sobre os diretores, gerentes ou representantes de

pessoas jurídicas de direito privado, quando seus atos forem lícitos ou

sem excesso de poder.

c) solidariamente sobre os tabeliães pelos tributos devidos sobre os atos

praticados por eles, ou perante eles, em razão de seu ofício.

os

d) solidariamente,

administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes.

e) solidariamente, sobre os pais, pelos tributos devidos por seus filhos

menores.

quando

da

pratica

de

atos

lícitos,

sobre

Comentários.

Gabarito correto: alternativa “b”.

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A questão envolve a análise dos atos praticados por terceiros

responsáveis conforme disciplinado nos arts. 134 e 135 do CTN. Trata-

se, conforme já explicado em questões anteriores, da responsabilidade

de terceiros.

A alternativa “a” está incorreta, uma vez que o terceiro responsável

elencado no art. 134 CTN, quando age com excesso de poderes, extrapolando os limites da representação, passa a ser responsabilizado pessoalmente pelo crédito tributário:

“Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:I - as pessoas referidas no artigo 134 CTN”.

A alternativa “c” está errada, uma vez que o art. 134 CTN elencou os

tabeliães como responsáveis solidários pelos atos praticados por eles, ou perante eles, em razão de seu ofício. De fato, como já exposto anteriormente na questão n.º 03 desta aula, esta responsabilidade do terceiro responsável exige dois requisitos: a impossibilidade de exigência do crédito contribuinte interferido no fato gerador e também que o terceiro responsável tenha, diga-se, nesse caso, que o tabelião tenha agido com culpa (negligência ou imprudência). A única crítica que

a doutrina faz é quanto ao equívoco traduzido no próprio art. 134 CTN:

uma vez que exige a impossibilidade de se exigir o tributo do contribuinte para, só então, admitir a responsabilidade do terceiro responsável, este último não deveria ser designado como responsável “solidário” e sim como responsável “subsidiário”. A intenção do legislador era criar uma solidariedade, mas a essência do art. 134 CTN traduziu uma subsidiariedade. Vale ressaltar, que a quase totalidade dos concursos, no entanto, adotam como gabarito a atribuição de responsabilidade solidária para os terceiros responsáveis nos moldes do art. 134 CTN:

“Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício¨.”

A alternativa “d” está incorreta, pois, de acordo com o art. 134 CTN, os

administradores de bens de terceiros, que interfiram no fato gerador, isto é, que venham a agir com negligência ou imprudência – culpa -, mesmo sendo lícito o ato, poderão se enquadrar na atribuição de responsabilidade solidária do respectivo art. 134: “Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo

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contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes”. Vale ressaltar que só seriam pessoalmente responsáveis no caso da prática de atos ilícitos, conforme art. 135 CTN.

A alternativa “e” está incorreta, pois se enquadra nas hipóteses de

responsabilidade solidária conforme disposto no art. 134 CTN:

“Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;”. Com as devidas críticas que já elaboramos anteriormente, seria uma hipótese de responsabilidade solidária, nos moldes literais do CTN.

Portanto, o gabarito fica sendo a alternativa “b”, uma vez que a prática de atos lícitos não configura hipótese de responsabilidade pessoal conforme previsto no art. 135 CTN.

06. MINISTÉRIO PÚBLICO PERNAMBUCO (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) - Em tema de responsabilidade tributária é incorreto afirmar que:

a) a sucessão pode ocorre sobre bens, denominada responsabilidade por

sucessão real.

b) inexiste diferença entre responsabilidade por transferência e por

substituição.

por

c) a

subsidiariedade.

d) a prática de ato com excesso de poder ou infração de lei também

resulta em responsabilidade por substituição.

e) o espólio é pessoalmente responsável pelos tributos devidos pelo de

cujus até data da abertura da sucessão.

responsabilidade

por

transferência

pode

dar-se

também

Comentários.

Gabarito: alternativa “b”. Alternativa incorreta.

A responsabilidade, quanto ao momento de surgimento da figura do

“responsável” classifica-se em duas modalidades: responsabilidade por substituição e responsabilidade por transferência. A primeira exige que

no momento da ocorrência do fato gerador já exista o responsável designado como tal. Exemplo: uma concessionária, ao revender os

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veículos adquiridos da montadora, não irá recolher o seu ICMS, uma vez que a montadora, no momento do respectivo fato gerador em foco, quando da venda inicial do veículo para a concessionária, já está designada como responsável que deverá ou já terá recolhido o tributo no lugar da concessionária. Portanto, quando da ocorrência do fato gerador, já existe o responsável.

Ao contrário, no caso da responsabilidade por transferência, quando da ocorrência do fato gerador, só existe o contribuinte. Isso significa que o surgimento do responsável, designado em lei, depende de fato posterior ao fato gerador, portanto, intermediário entre o fato gerador e o surgimento da figura do responsável. Exemplo: na sucessão “causa mortis” os tributos devidos pelo “de cujus” não pagos até a abertura da sucessão passam para a responsabilidade do Espólio. Este último é responsável que surge, não no momento do fator gerador, mas apenas após a abertura da sucessão. Portanto, a alternativa “b” está incorreta.

A alternativa “a” está correta. Real vem de “res”, significa “coisa”.

Trata-se de sucessão de bens imóveis ou bens móveis, seja “inter vivos” ou “causa mortis”. Exemplo nos art. 130 e 131 CTN: “Art. 130 CTN - Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, sub-rogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação. Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub- rogação ocorre sobre o respectivo preço”. Já no art. 131: “São pessoalmente responsáveis: I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos; II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação; III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.”

A alternativa “c” está correta. Exemplo na sucessão de fundo de

comércio, prevista no art. 133, II CTN. O surgimento do responsável exige fato posterior ao fato gerador, na questão, a transferência do fundo de comércio. No caso do alienante continuar a exploração ou reiniciar dentro de 6 meses da data da alienação do fundo, o adquirente será subsidiariamente responsável pelos tributos devidos pelo fundo

adquirido, ativados até a data da transferência.

A alternativa “d” está correta, pois o sujeito passivo na condição de

responsável já existe desde a prática do fato gerador, configurando a tal da substituição tributária.

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A alternativa “e” está correta pois coincide com a sucessão “causa mortis” prevista no art. 131, III CTN: “Art. 131. São pessoalmente responsáveis: III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.”

07. ICMS SP 2002 – VUNESP - O sócio gerente da empresa WDR, que se retirou da sociedade em 1995, registrando a alteração social na Junta Comercial e informado o fato pela DECA na data da sua retirada:

a) não pode ser responsabilizado pelos débitos fiscais da empresa, uma

vez que ela continuou suas atividades.

b) não pode ser responsabilizado pelos débitos fiscais da empresa

posteriores a sua retirada.

pelos débitos fiscais da

c) pode ser responsabilizado solidariamente

empresa , de qualquer período, enquanto ela estiver em atividade.

pelos débitos fiscais da

d) pode ser responsabilizado solidariamente

empresa , de qualquer período, enquanto ela estiver em atividade, comportando benefício de ordem.

e) pode ser responsabilizado por substituição tributária pelos débitos

fiscais da empresa posteriores a sua retirada, se previsto contratualmente.

Comentários.

Gabarito oficial: alternativa “b”.

A responsabilidade do sócio pelos tributos devidos pela empresa

configura hipótese de responsabilidade solidária nos moldes do art. 134,

VII CTN: “No caso de liquidação de sociedade de pessoas”. No entanto,

o sócio gerente figura como responsável pessoal apenas quando praticar atos que configurem excesso de poder nos termos do art. 135 CTN:

“Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:

III - os diretores, gerentes

I - as pessoas referidas no artigo anterior;

ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.”

Diante do exposto, o simples fato de ser sócio gerente não lhe atribuiria

tal responsabilidade, salvo configurado o dolo, a infração, o excesso de

poder. Em se retirando da sociedade não haveria a possibilidade de enquadramento legal como responsável, pois não mais estaria na gerência da empresa.

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A alternativa “a” está errada, pois caberia responsabilidade para os atos

praticados com excesso de poder sob sua gerência, ocorridos antes da

sua retirada.

A alternativa “c” está errada, pois a responsabilidade solidária somente

se daria nos moldes do art. 134, VII CTN: “nos casos de impossibilidade

de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou

VII - os sócios, no caso

de liquidação de sociedade de pessoas.”

A alternativa “d” está errada pelo motivo exposto na alternativa “c”, sem prejuízo de se afirmar que na solidariedade tributária não cabe benefício de ordem nos termos do art. 124 parágrafo único CTN.

pelas omissões de que forem responsáveis:

A alternativa “e” está errada, uma vez que a responsabilidade tributária

decorre de previsão expressa em lei, não cabendo às convenções particulares alteração da previsão legal, salvo exceção na própria lei tributária. Vide art. 123 CTN (já analisado).

08. PROCURADOR FAZENDA NACIONAL 2004 ESAF . Em atenção ao tema substituição tributária, marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correta correspondente.

( ) Segundo o entendimento atualmente dominante no Supremo

Tribunal Federal, o fato gerador presumido é provisório e, por isso, dá

ensejo à restituição ou complementação do imposto pago na hipótese de sua não-realização ou realização em dimensão diversa da presumida.

( ) Segundo o entendimento atualmente dominante no Supremo

Tribunal Federal, o fato gerador presumido não é provisório mas sim definitivo, não dando ensejo à restituição ou complementação do imposto pago, senão, no primeiro caso, na hipótese de sua não- realização final.

( ) A substituição tributária progressiva, ou para frente, é técnica de

tributação introduzida no ordenamento jurídico brasileiro pela Emenda Constitucional n o 03, de 17 de março de 2003, e regulamentada pela Lei

Complementar n o 87, de 13 de setembro de 1996.

( ) Instituto que atende ao princípio da praticabilidade da tributação, a substituição tributária pode ser: regressiva, ou para trás, tendo por efeito o diferimento do tributo; e progressiva, ou para frente, pressupondo a antecipação do fato gerador, calculando-se o tributo devido de acordo com uma base de cálculo estimada.

a) V, F, F, F

b) F, V, F, V

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c) F, V, V, F

d) V, F, V, V

e) V, F, V, F

Comentários.

Gabarito oficial: alternativa “b”.

Trata-se da responsabilidade por substituição tributária progressiva ou “para frente”, prevista no art. 150 §7 CF. Trata-se da inclusão pela EC

3/93 de dispositivo constitucional permitindo que a lei atribua a alguém

a qualidade de responsável por imposto ou contribuição face à fato

gerador que ainda não tenha ocorrido, exigindo, portanto, pagamento

antecipado por um fato que presuma-se vai ocorrer no futuro: é o instituto do fato gerador “presumido”.

O dispositivo constitucional prevê restituição do tributo caso o fato gerador não ocorra: "Art. 150 § 7º CF: A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de impostos ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido."

A ocorrência do fato gerador presumido, porém em dimensão diversa da presumida, isto é, por um valor a maior ou a menor, não acarreta restituição do tributo eventualmente recolhido de forma antecipada nem seu reajuste a maior. Este é o entendimento atual do STF que está em fase de reavaliação mediante processos judiciais em tramitação.

O presente instituto do fato gerador presumido, com recolhimento antecipado do imposto, antes mesmo da ocorrência do respectivo fato gerador, deverá ser usado em hipótese de substituição tributária “para frente” ou progressiva, ou seja, aquela em que o substituído está na operação subseqüente. Ex: o caso já exposto da montadora de veículos recolhendo antecipadamente os tributos que a concessionária deveria recolher nas operações de venda final ao consumidor.

Não há que se confundir a substituição progressiva com a substituição regressiva, esta última também chamada de “diferimento”, ou seja,

aquela em que o substituído está na operação precedente. Por exemplo, contribuinte recolhendo os tributos devidos pela operação anterior, substituindo aquele que havia vendido a mercadoria anteriormente para

o

próprio contribuinte e fazendo recolhimento por um fato gerador que

havia ocorrido anteriormente.

Face ao exposto, estão corretas apenas as afirmativas II e IV.

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09. ISS FORTALEZA 2003 – ESAF - Marque a resposta correta, em consonância com as disposições pertinentes do Código Tributário Nacional.

a) É denominado responsável o sujeito passivo da obrigação tributária

principal que tem relação pessoal e direta coma situação que constitua

o

respectivo fato gerador.

b)

É vedado às leis tributárias atribuir capacidade tributária passiva à

pessoa natural que o Código Civil considere absolutamente incapaz.

c) As pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o

fato gerador da obrigação principal são solidariamente responsáveis.

d) É vedado à autoridade administrativa recusar o domicílio eleito pelo

sujeito passivo, no caso de tal eleição dificultar a arrecadação ou a

fiscalização do tributo.

e) Salvo disposição legal em contrário, acordo particular, por constituir

lei entre as partes, pode ser oposto à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes, hipótese em que fica afastada a responsabilidade do contribuinte pelo pagamento dos tributos, dando lugar à responsabilidade tributária integral do terceiro que tem relação direta e pessoal com a situação constitutiva do gerador.

Comentários.

Gabarito: alternativa “c”.

A alternativa “a” está errada, pois o vínculo do responsável com o fato

gerador é um vínculo indireto e decorre da lei. No caso de vínculo direto, estamos diante da figura do contribuinte. Vide art. 121 CTN.

A alternativa “b” está errada, pois a capacidade tributária passiva não

depende da capacidade civil. Basta a ocorrência do fato gerador e o respectivo vínculo do sujeito passivo. Vide art. 126 CTN.

A Alternativa “c” está correta, pois, nos termos do art. 124, I, CTN, quando duas ou mais pessoas praticam o mesmo fato gerador, aplica-se o instituto da solidariedade tributária: “Art. 124. São solidariamente obrigadas: I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal;”

A alternativa “d” está incorreta, uma vez que cabe recusa do domicílio

de eleição quando este dificulta ou impede a fiscalização ou a arrecadação: “Art. 127 § 2º CTN - A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito, quando impossibilite ou dificulte a

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arrecadação ou a fiscalização do tributo, aplicando-se então a regra do parágrafo anterior.”

A alternativa “e” está incorreta, uma vez que os acordos particulares

ou convenções particulares não têm força legal para definição de sujeito passivo tributário. Trata-se de matéria objeto de lei. Portanto um contrato não prevalece sobre uma lei. Lei só se altera por outra lei, não cabendo aos contratos a alteração da definição legal do sujeito passivo. Vide art. 123 CTN.

10. ICMS RN 2005- ESAF - Avalie o acerto das formulações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas. Em seguida, marque a resposta correta.

( ) O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro são pessoalmente

responsáveis pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha

ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação.

( ) Mesmo no caso de ser possível a exigência do cumprimento da

obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este, nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis, os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados.

( )

transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.

a) VFF

b) VFV

c) VVV

d) FFV

e) FVV

A

pessoa

jurídica

de

direito

privado

que

resultar

de

fusão,

Comentários.

Gabarito oficial alternativa “b”.

A primeira assertiva está verdadeira, de acordo com o art. 131, II CTN :

II - o sucessor a qualquer

título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação.” Trata-se de sucessão

“causa mortis” seja de bens móveis ou imóveis, segundo a qual os

“Art. 131. São pessoalmente responsáveis:

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sucessores terão responsabilidade limitada e proporcional ao montante recebido na sucessão.

A segunda assertiva está errada, pois contraria o disposto no art. 134

CTN. Esse artigo já foi objeto do nosso estudo e traduz uma responsabilidade subsidiária em sua essência, apesar da indicação no texto como sendo “solidária”. O texto exige que, para a atribuição de responsabilidade aos terceiros responsáveis, não seja possível exigir o tributo do contribuinte e que o terceiro tenha interferido no fato gerador, seja por ação ou omissão. Ressaltamos que o artigo em foco enfatiza expressamente e literalmente uma responsabilidade “solidária”. Trata-se da intenção do legislador conturbada no texto do próprio artigo, que traduz somente haver a responsabilidade caso seja impossível exigir o tributo do contribuinte. Portanto, já ressaltamos ser um artigo em conflito, determinando uma solidariedade, mas explicando na essência uma subsidiariedade.

Não obstante, é importante frisar que, em concurso público, é tradição

o gabarito “responsabilidade solidária” e, mesmo que se copie o texto do art. 134 CTN, conforme a própria assertiva que estamos analisando, devemos atentar para a literalidade do texto, sem adulterá-la.

Concluindo, erra o texto quando diz em seu início “

pois o art. 134

possibilidade de se cobrar o tributo do contribuinte

CTN exige a impossibilidade de se executar o contribuinte para o

surgimento da responsabilidade dita “solidária” no artigo.

A terceira assertiva está verdadeira, pois traduz a sucessão tributária

empresarial, onde empresa que sucede outra empresa responsabiliza-se pelos tributos devidos pela empresa sucedida até o ato da sucessão. Vide art. 132 CTN: “Art. 132 - A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.”

mesmo

na

”,

11. AUDITOR INSS 2002 - ESAF - A fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou ação fiscal na empresa XYZ, em 20 de junho de 2002, para verificar o cumprimento de obrigações tributárias, inclusive o recolhimento de contribuições devidas à seguridade social, ocasião em que foi lavrado o respectivo termo de

início de fiscalização. No referido termo, o agente fiscal do INSS intimou

a empresa a apresentar os documentos comprobatórios de escrituração

em seus livros, bem assim os comprovantes de recolhimento das contribuições devidas. Em 15 de julho de 2002, percebendo que poderia ser apenado por haver cometido infração à legislação pertinente, consistente no fato de ter deixado de recolher aos cofres públicos

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contribuição descontada de seus empregados, o representante legal da empresa, antes mesmo de apresentar à fiscalização os documentos solicitados no termo inicial de fiscalização, denunciou espontaneamente a infração, incluindo em tal denúncia a prova de recolhimento aos cofres do INSS do valor integral da contribuição, acrescido dos juros de mora exigidos por lei. É sabido que a referida contribuição, recolhida pelo sujeito passivo, submete-se à modalidade de lançamento por homologação. Com base nos elementos ora apresentados e tendo em vista a legislação pertinente à matéria, é correto afirmar que a responsabilidade pela infração cometida:

a) ficou excluída, considerando-se que houve denúncia espontânea

da infração, acompanhada do pagamento integral da contribuição e dos juros de mora.

b) Não ficou excluída, porquanto a autoridade administrativa

competente do INSS deveria, previamente ao pagamento, arbitrar o

montante do valor da contribuição devida, em consonância com as normas legais reguladoras do lançamento por homologação.

c) Não ficou excluída, pois não se considera espontânea a denúncia

apresentada após o início do procedimento de fiscalização, ainda que tenha sido pago o valor integral da contribuição e dos juros de mora devidos.

d) Não

considerando-se que o pagamento integral da contribuição e dos juros de mora devidos extingue a punibilidade criminal do agente.

e) Possibilitará que haja condenação do agente pela prática de crime

de sonegação fiscal, considerando-se que deveria ter sido pago, inclusive, o valor da multa de mora incidente sobre a contribuição recolhida fora do prazo fixado em lei.

pode

remanescer

na

esfera

administrativa

do

INSS,

Comentários.

Gabarito oficial: alternativa “c”.

Trata-se de assunto já abordado anteriormente relativo à denúncia espontânea disciplinada no art. 138 CTN. O dispositivo afasta a responsabilidade por infrações à legislação tributária na hipótese de confissão espontânea da infração desde que acompanhada do pagamento integral do tributo e dos juros de mora. Nos termos do parágrafo único, “não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração”. Na questão acima, a denúncia não foi espontânea, uma vez que foi efetivada em 15 de julho

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de

2002, tendo, no entanto, a fiscalização sido iniciada em 20 de junho

de

2002.

12. ISS FORTALEZA 2003 – ESAF - Marque a resposta correta, observadas as pertinentes disposições do Código Tributário Nacional.

a) O sucessor a qualquer título, o cônjuge meeiro e os serventuários da

Justiça, estes nos atos em que intervierem, respondem pessoal e integralmente pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha

ou

adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão

do

legado ou da meação.

b)

Na impossibilidade de a Fazenda Pública exigir da massa falida o

cumprimento de obrigações tributárias, o síndico responde solidariamente com a massa, nos atos em que ele intervier ou pelas omissões de que for responsável, pelos tributos e correspondentes multas moratórias e punitivas, devidos pela massa falida.

c) A

transformação ou incorporação de outra ou em outra não responde

pelos tributos devidos pelas pessoas jurídicas fusionadas, transformadas

pessoa

jurídica

de

direito

privado

que

resultar

de

fusão,

ou

incorporadas.

d)

Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a

propriedade ou a posse de bens móveis e imóveis sub-rogam-se nas pessoas dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação.

e) Os empregados são pessoalmente responsáveis pelos créditos

correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos.

Comentários.

Gabarito: alternativa “e”.

A alternativa “e” versa sobre a responsabilidade pessoal dos

empregados nos atos dotados de excesso de poder: “Art. 135 CTN. São

pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou

infração de lei, contrato social ou estatutos:

prepostos e empregados.”

A alternativa “a” está incorreta, uma vez que a responsabilidade dos sucessores e cônjuge meeiro pelos tributos devidos pelo “de cujus” até a data da partilha ou adjudicação é limitada ao montante do quinhão do legado ou da meação, mas, no entanto, não inclui os serventuários de justiça, de acordo com o art. 131, II CTN.

II - os mandatários,

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A alternativa “b” está incorreta, uma vez que a responsabilidade dita

“solidária” no art. 134 CTN, e por nós já estudada anteriormente, não se

estende às multas de caráter formal, mas apenas às multas de caráter moratório. Vide o parágrafo único do próprio artigo.

A alternativa “c” está incorreta, uma vez se tratar de hipótese de

sucessão tributária empresarial, prevista no art. 132 CTN, segundo o qual “a pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas”. Trata-se,

portanto, de responsabilidade pessoal decorrente de uma transferência

de responsabilidade tributária.

A alternativa “d” está incorreta, uma vez se tratar de sucessão

tributária “intervivos” de bens móveis e imóveis. Na sucessão de bens imóveis, a prova de quitação constante do ato de transferência exclui a responsabilidade do sucessor por tributos anteriores relativos ao imóvel adquirido. Trata-se do art. 130 CTN. No entanto, tal dispositivo não se aplica na sucessão de bens móveis, regida pelo art. 131, I CTN: “São pessoalmente responsáveis: I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos”. Conste prova de quitação no ato de transferência ou não, o sucessor há de ser responsabilizado pelos tributos devidos pelo bem móvel até a data da sucessão.

13. ICMS DF 2001 (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) - Entre os sujeitos passivos de ICMS, não podem ser elencados:

a) os entes com personalidade jurídica de direito público.

b) os importadores de mercadorias do exterior.

c) os substitutos tributários.

d) as cooperativas.

e) os prestadores de serviços de transporte municipal.

Comentários.

Gabarito oficial: alternativa “e”.

Trata-se da análise do fato gerador do ICMS, nos termos do art. 155, II CF: “operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior”. Portanto, os serviços de transporte municipal, diga-se

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intramunicipal, não estão no campo de incidência do ICMS, mas sim sujeitos ao ISS, face ao art. 156, III CF.

Sucessos!

Lugon.

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LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

01. ICMS DF 2001 (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) No ato de

aquisição de um estabelecimento comercial ficou convencionado entre as partes que o adquirente somente responderia pelos impostos incidentes sobre as operações tributáveis ativadas após a celebração do contrato negocial. Nesta hipótese, os impostos relativos às operações pretéritas:

a) só podem ser cobrados do adquirente, como sucessor, se forem

apurados até a data da aquisição do estabelecimento.

b) só podem ser cobrados do adquirente, pois o alienante foi excluído da

relação jurídica tributária.

c) só podem ser cobrados do alienante, pois a convenção particular é

oponível à Fazenda Pública.

d) podem ser cobrados do alienante ou do adquirente, como sucessor.

e) não podem ser cobrados do alienante, pois a hipótese é de evasão

lícita.

02. ICMS DF 2001

sistema tributário, a responsabilidade por infração:

a) não dispensa procedimento constitutivo da respectiva penalidade,

assegurada ampla defesa.

b)

tributárias.

c) é exclusiva

passivos da obrigação tributária.

d) não pode ser aplicada, autonomamente, aos demais sujeitos passivos

da obrigação tributária.

nosso

(FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS)

Em

não está sujeita

aos institutos da decadência ou prescrição

do contribuinte, não alcançando os demais sujeitos

e) deve ser apurada mediante comprovação da conduta dolosa ou

culposa do contribuinte.

03. ICMS DF 2001 (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) O art. 134 CTN dispõe que o síndico é responsável pelos tributos devidos pela massa falida. Neste caso, o dispositivo legal refere-se a fatos geradores ativados:

a) pela massa falida ou pelo síndico, a qualquer tempo.

b) pelo falido, antes da quebra.

c) pela massa falida, na condição de contribuinte, após a quebra.

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d) pelo falido e apurados contra a massa falida, após a quebra.

e) pelo falido ou sua massa falida, apurados após a quebra.

04. ICMS DF 2001

espontânea da infração fiscal nos termos das disposições codificadas:

a) elide a responsabilidade pela multa fiscal, ainda que apresentada

após o início do procedimento administrativo.

b) não elide a responsabilidade pela multa fiscal.

c) elide a responsabilidade pelo respectivo delito fiscal.

d) não elide a responsabilidade pela multa nem pelo delito fiscal.

e) não elide a responsabilidade pelo pagamento do tributo.

(FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) A denúncia

05. MINISTÉRIO PÚBLICO SERGIPE (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) A responsabilidade de terceiros em matéria tributária não se aplica:

a) pessoalmente, quando da prática de atos ilícitos, sobre os tutores e

curadores, pelos tributos devidos pelos tutelados e curatelados.

b) pessoalmente, sobre os diretores, gerentes ou representantes de

pessoas jurídicas de direito privado, quando seus atos forem lícitos ou

sem excesso de poder.

c) solidariamente sobre os tabeliães pelos tributos devidos sobre os atos

praticados por eles, ou perante eles, em razão de seu ofício.

d) solidariamente, quando da pratica de atos lícitos, sobre os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes.

e) solidariamente, sobre os pais, pelos tributos devidos por seus filhos

menores.

06. MINISTÉRIO PÚBLICO PERNAMBUCO (FUNDAÇÃO CARLOS

CHAGAS) - Em tema de responsabilidade tributária é incorreto afirmar que:

a) a sucessão pode ocorre sobre bens, denominada responsabilidade por

sucessão real.

b) inexiste diferença entre responsabilidade por transferência e por

substituição.

c) a responsabilidade por transferência pode dar-se também por

subsidiariedade.

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d) a prática de ato com excesso de poder ou infração de lei também

resulta em responsabilidade por substituição.

e) o espólio é pessoalmente responsável pelos tributos devidos pelo de

cujus até data da abertura da sucessão.

07. ICMS SP 2002 – VUNESP -

que se retirou da sociedade em 1995, registrando a alteração social na Junta Comercial e informado o fato pela DECA na data da sua retirada:

a) não pode ser responsabilizado pelos débitos fiscais da empresa, uma

vez que ela continuou suas atividades.

b) não pode ser responsabilizado pelos débitos fiscais da empresa posteriores a sua retirada.

c) pode ser responsabilizado solidariamente

empresa , de qualquer período, enquanto ela estiver em atividade.

d) pode ser responsabilizado solidariamente

empresa , de qualquer período, enquanto ela estiver em atividade, comportando benefício de ordem.

e) pode ser responsabilizado por substituição tributária pelos débitos

pelos débitos fiscais da

pelos débitos fiscais da

O sócio gerente da empresa WDR,

fiscais da empresa posteriores a sua retirada, se previsto

contratualmente.

08. PROCURADOR FAZENDA NACIONAL 2004 ESAF . Em atenção

ao tema substituição tributária, marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correta correspondente.

( ) Segundo o entendimento atualmente dominante no Supremo

Tribunal Federal, o fato gerador presumido é provisório e, por isso, dá ensejo à restituição ou complementação do imposto pago na hipótese de sua não-realização ou realização em dimensão diversa da presumida.

( ) Segundo o entendimento atualmente dominante no Supremo

Tribunal Federal, o fato gerador presumido não é provisório mas sim definitivo, não dando ensejo à restituição ou complementação do imposto pago, senão, no primeiro caso, na hipótese de sua não- realização final.

( ) A substituição tributária progressiva, ou para frente, é técnica de

tributação introduzida no ordenamento jurídico brasileiro pela Emenda Constitucional n o 03, de 17 de março de 2003, e regulamentada pela Lei

Complementar n o 87, de 13 de setembro de 1996.

( ) Instituto que atende ao princípio da praticabilidade da tributação, a substituição tributária pode ser: regressiva, ou para trás, tendo por

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efeito o diferimento do tributo; e progressiva, ou para frente, pressupondo a antecipação do fato gerador, calculando-se o tributo devido de acordo com uma base de cálculo estimada.

a) V, F, F, F

b) F, V, F, V

c) F, V, V, F

d) V, F, V, V

e) V, F, V, F

09. ISS FORTALEZA 2003 – ESAF -

Marque a resposta correta, em

consonância

com

as

disposições

pertinentes

do

Código

Tributário

Nacional.

a) É denominado responsável o sujeito passivo da obrigação tributária

principal que tem relação pessoal e direta coma situação que constitua o respectivo fato gerador.

b) É vedado às leis tributárias atribuir capacidade tributária passiva à

pessoa natural que o Código Civil considere absolutamente incapaz.

c) As pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o

fato gerador da obrigação principal são solidariamente responsáveis.

d) É vedado à autoridade administrativa recusar o domicílio eleito pelo

sujeito passivo, no caso de tal eleição dificultar a arrecadação ou a fiscalização do tributo.

e) Salvo disposição legal em contrário, acordo particular, por constituir

lei entre as partes, pode ser oposto à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes, hipótese em que fica afastada a responsabilidade do contribuinte pelo pagamento dos tributos, dando lugar à responsabilidade tributária integral do terceiro que tem relação direta e pessoal com a situação constitutiva do gerador.

10. ICMS RN 2005- ESAF - Avalie o acerto das formulações adiante e

marque com V as verdadeiras e com F as falsas. Em seguida, marque a resposta correta.

( ) O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro são pessoalmente responsáveis pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação.

( ) Mesmo no caso de ser possível a exigência do cumprimento da

obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com

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este, nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis, os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados.

( ) A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.

a) VFF

b) VFV

c) VVV

d) FFV

e) FVV

11. AUDITOR INSS 2002 - ESAF - A fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou ação fiscal na empresa XYZ, em 20 de junho de 2002, para verificar o cumprimento de obrigações

tributárias, inclusive o recolhimento de contribuições devidas à seguridade social, ocasião em que foi lavrado o respectivo termo de início de fiscalização. No referido termo, o agente fiscal do INSS intimou

a empresa a apresentar os documentos comprobatórios de escrituração

em seus livros, bem assim os comprovantes de recolhimento das contribuições devidas. Em 15 de julho de 2002, percebendo que poderia

ser apenado por haver cometido infração à legislação pertinente, consistente no fato de ter deixado de recolher aos cofres públicos contribuição descontada de seus empregados, o representante legal da empresa, antes mesmo de apresentar à fiscalização os documentos

solicitados no termo inicial de fiscalização, denunciou espontaneamente

a infração, incluindo em tal denúncia a prova de recolhimento aos cofres do INSS do valor integral da contribuição, acrescido dos juros de mora exigidos por lei. É sabido que a referida contribuição, recolhida pelo sujeito passivo, submete-se à modalidade de lançamento por homologação. Com base nos elementos ora apresentados e tendo em vista a legislação pertinente à matéria, é correto afirmar que a responsabilidade pela infração cometida:

a) ficou excluída, considerando-se que houve denúncia espontânea da infração, acompanhada do pagamento integral da contribuição e dos juros de mora.

b) Não ficou excluída, porquanto a autoridade administrativa competente do INSS deveria, previamente ao pagamento, arbitrar o montante do valor da contribuição devida, em consonância com as normas legais reguladoras do lançamento por homologação.

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c) Não ficou excluída, pois não se considera espontânea a denúncia

apresentada após o início do procedimento de fiscalização, ainda que tenha sido pago o valor integral da contribuição e dos juros de mora devidos.

d) Não pode remanescer na esfera administrativa do INSS, considerando-se que o pagamento integral da contribuição e dos juros de mora devidos extingue a punibilidade criminal do agente.

e) Possibilitará que haja condenação do agente pela prática de crime de

sonegação fiscal, considerando-se que deveria ter sido pago, inclusive, o valor da multa de mora incidente sobre a contribuição recolhida fora do

prazo fixado em lei.

12. ISS FORTALEZA 2003 – ESAF - Marque a resposta correta, observadas as pertinentes disposições do Código Tributário Nacional.

a) O sucessor a qualquer título, o cônjuge meeiro e os serventuários da

Justiça, estes nos atos em que intervierem, respondem pessoal e integralmente pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação.

b) Na impossibilidade de a Fazenda Pública exigir da massa falida o

cumprimento de obrigações tributárias, o síndico responde solidariamente com a massa, nos atos em que ele intervier ou pelas omissões de que for responsável, pelos tributos e correspondentes multas moratórias e punitivas, devidos pela massa falida.

c) A

transformação ou incorporação de outra ou em outra não responde pelos tributos devidos pelas pessoas jurídicas fusionadas, transformadas ou incorporadas.

d) Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a

propriedade ou a posse de bens móveis e imóveis sub-rogam-se nas pessoas dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a

prova de sua quitação.

e) Os empregados são pessoalmente responsáveis pelos créditos

correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos.

pessoa

jurídica

de

direito

privado

que

resultar

de

fusão,

13. ICMS DF 2001 (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) - Entre os sujeitos passivos de ICMS, não podem ser elencados:

a) os entes com personalidade jurídica de direito público.

b) os importadores de mercadorias do exterior.

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c) os substitutos tributários.

d) as cooperativas.

e) os prestadores de serviços de transporte municipal.

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AULA 1: ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS

01. ( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005 )

Direito Tributário é o conjunto de normas que

a) regula o destino dos valores arrecadados a título de tributo dentro da máquina

do Estado

b) regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária da

Administração Pública Direta e Indireta

c) regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária apenas

da Administração Pública Direta

d) regula o comportamento das pessoas de levar dinheiro aos cofres públicos

e) compõem a Lei Orçamentária, a Lei Plurianual e a Lei de Diretrizes

Orçamentárias.

O gabarito oficial é a alternativa “ D”. As alternativas “a”, “b” e “c” estão incorretas, pois, apesar do Direito Tributário ser uma disciplina que surge de uma especialização do Direito Financeiro, de fato, quem normatiza ou regula o comportamento dos agentes na condução orçamentária, bem como a destinação dos tributos é o Direito Financeiro, quando este disciplina o “orçamento público”. Vale ressaltar novamente: o Direito Financeiro normatiza a atividade financeira do Estado, isto é, as receitas públicas, as despesas públicas, crédito público e orçamento público. Em contrapartida, o Direito Tributário se especializou no estudo e na normatização de uma das Receitas Públicas, provavelmente a mais importante: o tributo. O disposto nas alternativas “a”, “b” e “c” não se confunde com aquilo que se denomina “repartição de receita tributária”, conforme está previsto na Constituição Federal, nos art. 157 a 162. Estes percentuais de repartição de receita tributária são hipóteses excepcionais de vinculação de receita de impostos, bem como outros tributos, determinados pela Constituição e são objeto da disciplina Direito Tributário. A alternativa “e” também está errada, pois como já mencionado, as leis orçamentárias, a Lei Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias são instrumentos da normatização do orçamento público, o qual é objeto de normatização pelo Direito Financeiro. A alternativa “d” dada como gabarito é uma afirmativa muito ampla e não muito feliz. Isto porque no universo dos ingressos públicos, o tributo é apenas umas das receitas públicas, mas não a única. Isto significa que nem todo dinheiro levado aos cofres públicos será um tributo. Há outras receitas públicas como, por exemplo, os preços públicos e os preços quase privados. As receitas públicas podem ser classificadas: receitas públicas originárias ( atividade atípica de Estado ) e receitas públicas derivadas ( atividades típicas de Estado ). Todos esses recursos são receitas públicas, no entanto, o tributo é apenas uma espécie de receita pública classificada como “receita derivada”, pois advém de atividade típica de Estado, dotado de “Poder de Império”. Conclui-se, portanto, que o gabarito “d”, foi um tanto infeliz, uma vez que a receita pública é normatizada pelo Direito Financeiro, exceto uma delas: o tributo. Portanto, nem todo dinheiro levado ao cofre público corresponde a tributo ou seja, nem todo dinheiro levado ao cofre público será objeto do Direito Tributário.

Poderíamos

didaticamente autônomo do Direito Público

repetir

a

clássica

definição

de

Direito

um que estuda e normatiza as relações

“ramo

Tributário

como

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jurídicas

entre

o

Estado

e

o

contribuinte,

relativas

à

instituição,

fiscalização

e

arrecadação da receita pública derivada específica referente ao conceito de tributo.”

02. ( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005 )

Sobre o conceito de tributo construído a partir da definição do Código Tributário Nacional, é correto afirmar que o tributo

a) pode constituir sanção de ato ilícito

b) está submetido à reserva legal

c) pode ser pago por intermédio de prestação de serviço de qualquer natureza

d) deve ser cobrado mediante atividade administrativa plenamente discricionária.

e) é toda prestação pecuniária facultativa

Gabarito oficial “B”. Segundo o CTN, no seu art. 3º “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. Portanto, ressalvada a alternativa “b”, as demais alternativas estão em desacordo com a definição de tributo, Incorreta alternativa “a” , pois sanção de ato ilícito é sempre uma penalidade, como por exemplo a multa fiscal. Tributo não é punição, mas sim prestação pecuniária que se paga pela prática de ato lícito previsto em lei tributária. Incorreta a alternativa “c”, pois os tributos são prestações pecuniárias, portanto em dinheiro, salvo exceção prevista no CTN, como por exemplo, a dação em pagamento em bens imóveis, se autorizada em lei. Portanto, não admite pagamento de tributos em valores que não se expressem em moeda. Daí se conclui que a prestação de serviços não é meio de pagamento de tributos, diga-se o que se chamaria pagamento de tributo “in labore”. Incorreta a alternativa “d” por discordar da própria definição de tributo no art 3.º CTN, uma vez que a atividade de cobrança do tributo diz-se plenamente vinculada, ou seja, não há juízo de conveniência ou oportunidade no lançamento, pois, é ato não discricionário da Fazenda Pública. Vide art. 142 CTN. “A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” A alternativa “e”, está incorreta, pois, ao contrário do disposto na questão, tributo não é prestação facultativa, uma vez que tem natureza legal, ou seja, é instituído em lei. Isto decorre do princípio da legalidade disposto no art. 150, I CF “Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça”. No entanto, as prestações de natureza contratual, por exemplo, um “preço público” ou “tarifa” têm natureza contratual, daí o seu caráter facultativo, o que os diferencia dos tributos. Correto o gabarito alternativa “b”, como já exposto no parágrafo anterior, face á natureza legal da prestação denominada tributo.

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03. ( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005 )

A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva

obrigação, sendo:

a) relevante para qualificá-la a destinação legal do produto da sua arrecadação.

b) relevante para qualificá-la a denominação e demais características formais

adotadas pela lei e a destinação legal do produto da sua arrecadação.

c) relevante a correta destinação do valor arrecadado.

d) relevante para qualificá-la a denominação e demais características formais

adotadas pela lei.

e) irrelevante para qualificá-la a denominação e demais características formais

adotadas pela lei e a destinação legal do produto da sua arrecadação.

Gabarito alternativa “e”. Correto o gabarito em detrimento das demais alternativas que versam sobre o mesmo tema. A questão tem fundamento legal no art. 4.º CTN: “Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: I - a denominação e demais características formais

adotadas pela lei; II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.”. O CTN, ao ser publicado, em 1966, trazia no seu art. 4.º a diferença entre as espécies tributárias básicas: imposto, taxa e contribuição de melhoria: o fato gerador. A correta identificação do fato gerador determina a espécie tributária. Nos termos do art. 5.º CTN, tinham natureza tributária à época: “rt. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria”.

A denominação e demais formalidades adotadas em lei seria irrelevante para identificar

um tributo. Isto significa que um tributo desingnado “taxa”, com fato gerador de imposto, imposto ele seria, não taxa. A lei seria plenamente válida.

A destinação legal do produto arrecadado também não seria o fator determinante para a

identificação do tributo. Temos que tomar muito cuidado na correta identificação do tributo, uma vez que, após essa identifcação feita passaremos a analisar as demais características daquele tributo. Por exemplo: uma taxa não pode ter base de cálculo de imposto ( art. 145 par. 2.º CF):

“art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: § 2º - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.”

Ocorre que mesmo que o tributo tenha nome de taxa, pode não ser uma taxa e sim um imposto, pela análise do fato gerador. Daí não haveria nenhuma inconstitucionalidade. Seria válido, portanto, fazermos duas questões da ESAF a respeito, como subsídio para este estudo.

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PRIMEIRA QUESTÃO SUBSIDIÁRIA:

AFRF 1998/ ESAF Certo projeto de lei criando uma "taxa" para remunerar o serviço

de processamento da declaração do imposto tem por fato gerador o aferimento de renda

superior a 3 mil reais. Noutro dispositivo, cria-se uma "contribuição de melhoria", que tem por fato gerador a saída de mercadorias de estabelecimentos industriais situados em

vias públicas asfaltadas pela União. Um terceiro artigo institui um "imposto sobre grandes fortunas" para o qual se prevê, como fato gerador, a transmissão causa mortis

de imóveis de valor superior à determinada quantia.

Chamado a opinar sobre esse projeto, estaria incorreta a seguinte asserção:

a) o projeto de lei está escorreito, pois obedece aos princípios da legalidade e da

anterioridade tributárias

b) taxa não pode ter fato gerador idêntico ao que corresponda a imposto e, no primeiro

caso, o fato gerador corresponde ao do imposto de renda

c) o fato gerador da contribuição de melhoria, no projeto, não guarda relação com a

valorização do imóvel

d) o fato gerador do imposto criado corresponde ao de um imposto que não compete à

União

e) há impropriedade na denominação dos tributos que se pretende criar

Gabarito oficial alternativa “a”. O gabarito oficial não nos é muito relevante. Não há dados no texto para avaliação da observância ao princípio da anterioridade. Daí ser a alternativa incorreta desejada na questão. Relevantes as demais alternativas as quais estão corretas. Ocorre que no texto há a criação de três tributos, todos com uma denominação incorreta, pois eles serão identificados pelos seus fatos geradores respectivos. Exemplo: no primeiro dispositivo o tributo não é uma taxa e sim um imposto. Observe que no texto o autor denomina o tributo como “taxa” e logo em seguida determina o fato gerador com sendo de um “imposto”. Diante desta conclusão, mesmo que tenha base de cálculo de imposto será plenamente constitucional, pois não se trata de uma taxa e sim de um imposto.

SEGUNDA QUESTÃO SUBSIDIÁRIA

AFTN – SET/94 ESAF I – O Município X criou a “taxa de instalação industrial” , a ser cobrada das industrias que se instalassem na zona industrial por ele criada. Para incentivar a instalação de fabricas naquele distrito industrial, previu a Lei que a taxa somente seria devida quando se iniciasse a produção, seria de 1% do valor dos produtos que saíssem do estabelecimento. A lei municipal não definiu expressamente o fato gerador daquele tributo.

II – O Município Y criou a “taxa de iluminação pública”, cuja base de calculo, para

maior justiça fiscal, foi graduada segundo a capacidade econômica, aferida pelo valor da

energia elétrica consumida pelo contribuinte.

III – O Município Z instituiu, pelo exercício do poder de policia sobre o zoneamento de

atividades, a taxa de localização de estabelecimentos bancários, que incidiria à módica alíquota de 1 milésimo por cento do valor dos empréstimos concedidos pelo contribuinte.

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Assinale agora qual é, respectivamente, a situação jurídica dessas três taxas:

a) Todas as três são juridicamente validas

b) Somente uma é valida, sendo inconstitucionais as outras duas

c) Somente duas são juridicamente validas: a primeira e a terceira

d) Somente são validas as duas primeiras: uma porque ligada ao poder de policia local,

relativo ao

publico, diretamente ao contribuinte ou posto à sua jurisdição

zoneamento urbano; a outra, porque se refere a prestação de serviço

e) Todas as três são invalidas juridicamente.

Gabarito oficial alternativa “e”. Vale uma ressalva. A questão é muito antiga e, atualmente, a taxa de iluminação pública, disposta na segunda assertiva, foi considerada pelo STF como inconstitucional a partir de 2000, por ser um serviço inespecífico e indivisível. Hoje é possível a cobrança da CIP – contribuição para custeio da iluminação pública. Vide art. 149-A CF. O nos é relevante observar no texto é que o autor determina que nos três casos, são instituídas taxas com base de cálculo de impostos, daí a sua inconstitucionalidade. Observe que o autor não entra na análise do fato gerador, isto é, diz ter sido instituído uma taxa e ponto final! Não há, como na primeira questão subsidiária, um tributo designado taxa e com fato gerador de imposto. Nesta questão em análise (SEGUNDA QUESTÃO SUBSIDIÁRIA ) os tributos são taxas. Portanto, neste tipo de questão, o autor não quer entrar na discussão quanto à natureza do tributo, ele determinou o tributo criado e agora resta a análise final da base de cálculo. Como já sabemos, uma taxa não pode ter base de cálculo de imposto, daí, nas três análises serem inconstitucionais.

TERCEIRA QUESTÃO SUBSIDIÁRIA:

ICMS MG 2004 Considerando-se o conceito de tributo e a classificação de suas espécies, é INCORETO afirmar que:

a) A classificação das espécies tributárias independe da denominação e demais

características formais adotadas pela lei, sendo necessário, no entanto, a análise do fato gerador e da base de cálculo da obrigação instituída.

b) As taxas podem ser exigidas tanto pela União, pelos Estados-membros, pelo Distrito

Federal e pelos Municípios, desde que realizem a prestação do serviço público

específico e divisível ou o coloquem à disposição do contribuinte.

c) O imposto de acordo com o Código Tributário Nacional, é um tributo cujo fato

gerador independe da prática de uma atividade estatal específica em relação ao contribuinte, sendo expressamente vedada pela Constituição Federal de 1988 a

vinculação de sua arrecadação ou transferência constitucional a uma despesa específica.

d) O tributo não constitui sanção de ato ilícito, isto é, a exigência preconizada pela

legislação não pode caracterizar a aplicação de uma penalidade pela prática de ato contrário à sua determinação

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Gabarito oficial alternativa “c”. Nos interessa analisar a alternativa “a”. Está correta. Fez-se uma afirmativa mais abrangente do que o art. 4.º CTN, incluindo-se na relevância, para identificar a natureza jurídica do tributo, a análise, não só do fato gerador, mas também da sua base de cálculo. Correta a afirmativa, pois forma um contexto verdadeiro. O universo de fato gerador e base de cálculo identifica corretamente um tributo. Mas, em contrapartida, vale ressaltar que somente a base de cálculo não seria suficiente. Por exemplo, se soubéssemos que um tributo é denominado taxa e tem base de cálculo o valor do

imóvel, não seria isso suficiente para afirmarmos ser taxa ou imposto. Seria necessário a correta identificação do fato gerador. Caso fosse fato gerador de taxa, seria no contexto um tributo inconstitucional, mas em sendo fato gerador de imposto, seria constitucional.

A alternativa “b” está correta pois coincide com o fato gerador de taxa de serviço, nos

termos do art. 77 CTN. A alternativa “c” dita como incorreta, fez uma afirmativa um tanto confusa. Em verdade, na sua primeira parte, ressalta o art. 16 CTN, segundo o qual o imposto é tributo não vinculado, cujo fato gerador representa uma manifestação econômica do contribuinte. Seu fato gerador é fato do indivíduo, não depende, portanto, de contraprestação imediata do Estado. Vide art. 16 CTN “Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.” Na segunda metade da afirmativa, ressalta a determinação constitucional de que imposto é tributo de receita não vinculada por expressa proibição constitucional nos termos do art. 167, IV CF “Art. 167. São vedados: IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se

referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212

e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de

receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo.” Vale observar que há exceções expressas onde se exige a vinculação da receita do imposto à despesas específicas, como para a saúde, o ensino e outras. Daí a terceira afirmativa da questão estar incorreta.

A alternativa “d”

está correta e já foi abordada em questões anterirores.

04. ( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005)

Um dos elementos que diferenciam as taxas das contribuições de melhoria é o fato de que as taxas:

a) remuneram serviços públicos específicos e indivisíveis, ao passo que as

contribuições de melhoria remuneram serviços públicos específicos e divisíveis

b) não dizem respeito a nenhuma atividade estatal específica, ao passo que as

contribuições de melhoria apresentam o atributo da referibilidade

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c) remuneram serviços públicos, ao passo que as contribuições de melhoria têm

como contrapartida a realização de obras públicas e a conseqüente valorização imobiliária

d) são cobradas pela prestação de serviços públicos, ainda que apenas postos à

disposição do usuário, ao passo que o pagamento das contribuições de melhoria é facultativo

e) remuneram serviços públicos, ao passo que as contribuições de melhoria têm

como contrapartida apenas a valorização imobiliária.

Gabarito oficial alternativa “c”. As taxas têm como fato gerador uma contraprestação estatal relacionada à serviços públicos específicos e divisíveis ou ao exercício regular do poder de polícia, enquanto as contribuições de melhoria têm como fato gerador a valorização imobiliária decorrente de obra pública.

Quanto às taxas vide art. 145, II CF que é repetido no art. 77 CTN: “ CF Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes

tributos: II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva

ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição”

Quanto às contribuições de melhoria vide art. 145, III CF e art. 81 CTN. “Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas” “ CTN Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado”

Vale observar que tanto as taxas como as contribuições de melhoria são “tributos

vinculados” ou seja, seus fatos geradores estão vinculados a uma contrapartida imediata

do Estado em relação ao contribuinte. Ao contrário dos impostos, classificados como

“tributos não vinculados”, uma vez que o fato gerador não se relaciona com atuação do

Estado dirigida ao contribuinte, e sim com a manifestação econômica do próprio contribuinte. Vide art. 16 CTN. Também é importante ressaltar que o fato gerador da taxa e definido não somente no CTN, no seu art. 77, bem como na própria CF art.145, II. Já, com relação às

contribuições de melhoria, a CF art. 145, III não definiu o seu fato gerador, deixando-o

valorização imobiliária

em aberto. Segundo o STF, fica recepcionado o art. 81 CTN” decorrente de obra pública”

Diante do exposto, podemos concluir que a alternativa “a” está incorreta, pois a contribuição de melhoria não se relaciona com serviços públicos, somente a taxa. As contribuições de melhoria têm como fato gerador a valorização imobiliária decorrente

de obras públicas.

A alternativa “b” está incorreta, pois ambas são tributos vinculados, conforme já

explicado por nós.

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A alternativa “c” está correta, pois se enquadra no contexto já explicado. Fazemos uma

pequena ressalva. Deveriam ter especificado que as taxas visam custeio de serviços

públicos específicos e divisíveis, e não qualquer serviço público. Vale a nossa crítica

A alternativa “d” está incorreta, pois relaciona as contribuições de melhoria aos

serviços públicos e, além disso, as torna facultativa, o que não é característica de tributos, os quais são compulsórios dada a natureza legal.

A alternativa “e” está incorreta, primeiro por não especificar os serviços públicos

vinculados às taxas, conforme já ressaltamos; além disso, as contribuições de melhoria estão relacionadas à valorização imobiliária decorrente de obras públicas e não qualquer valorização imobiliária.

05 ( Fundação Carlos Chagas- Ministério Público - Sergipe 2005)

A respeito dos tributos previstos na Constituição, é correto afirmar que:

a) a contribuição de melhoria não pode ser exigida antes do início da obra pública.

b) os empréstimos compulsórios poderão ser instituídos pela União, pelos Estados,

pelos Municípios e pelo Distrito Federal para atender despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública.

c) as taxas podem ter a mesma base de cálculo de imposto.

d) na ausência do exercício do poder de tributar pelos Estados e pelos Municípios,

a União poderá dispor, por intermédio de lei ordinária federal, sobre os tributos de competência dessas pessoas políticas.

e) após a Emenda Constitucional n.º 29, de 13.09.2000, o Imposto sobre

Propriedade Territorial Urbano pode ser exigido através de alíquotas progressivas desde que o Município possua plano diretor.

Gabarito oficial alternativa “a”. Correto o gabarito uma vez que pressupõe a

contribuição de melhoria que a valorização seja decorrente de obra pública, conforme já estudamos no art. 81 CTN. Antes de seu início não teria sido decorrente da realização

de uma obra. O STF aceita, no entanto, que seja cobrada mesmo antes do término da

obra, basta que tenha ocorrido, para o respectivo imóvel, o seu fato gerador, isto é, a valorização imobiliária.

A alternativa “b” está incorreta, pois empréstimo compulsório é tributo especial de

competência exclusiva da União. Vide art. 148 CF.

A alternativa “c” está incorreta nos termos do art. 145 § 2.º CF, conforme já em

questões anteriores : “art.145. § 2º - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.”

A altenativa “d” está incorreta uma vez que os entes tributantes têm competência

definida na Constituição para impostos, não cabendo invasão de competência no campo de atuação das entidades tributantes. Um ente tributante deve restringir-se ao seu campo de competência, não podendo, inclusive, nem delega-la, nos termos do art. 7 CTN. “Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição”. Vale observar que o

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que se admite é a delegação das funções de fiscalizar, arrecadar e executar, mas não da função de instituir os tributos. Daí se afirmar que a competência como um todo é indelegável. O que se admitiria seria apenas a delegação da capacidade de se exigir o cumprimento da obrigação, o que envolve apenas as três funções restantes: fiscalizar, arrecadar e executar. Retornando ao cerne da questão, sendo o exercício da competência uma faculdade do ente tributante, diante da inércia de seu titular, outro ente não poderia invadir sua competência, pois o exercício é inapropriável, cada uma tem uma esfera de competência designada pela Constituição que direta e expressamente ou através da técnica da predominância do interesse.

A alternativa “e” está incorreta pois a EC 29/00 atribuiu aos Municípios a competência para instituir alíquotas progressivas de IPTU em função do valor venal do imóvel. Vide art. 156 § 1, I CF. “ 156 Compete aos municípios: "§ 1º Sem prejuízo da

progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:" Vale ressaltar no próprio artigo a antiga permissão da progressividade do IPTU em função do tempo, o que permanece válido: Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das

§ 4º - É facultado

funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes

ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor,

exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, sub- utilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena,

- imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana

sucessivamente, de:

progressivo no tempo”. Portanto, conclui-se que, a EC 29/00 não tem vínculo com a progressividade extra-fiscal explicitada no art. 182 par.4.º , II CF. A EC 29/00 trata de possibilitar a progressividade das alíquotas de IPTU em função da capacidade econômica, ou seja, em função do valor do imóvel, o que antes era negado pelo STF.

II

06. ICMS SP 2002 ( VUNESP)

As taxas de Fiscalização e Serviços Diversos como instituídas nos termos da Lei 7645/91 são:

a) tributos vinculados

b) impostos não vinculados

c) contribuições parafiscais

d) preços públicos retribuitórios

e) impostos vinculados

Gabarito correto alternativa “a”. Conforme já foi anteriormente explicado na questão n.º 04, no quarto parágrafo dos respectivos comentários, as taxas têm como fato gerador um situação prevista em lei que está vinculada a uma atuação Estatal, a uma contraprestação imediata do Estado em relação ao contribuinte. Ao contrário, os impostos são tributos que dependem apenas do próprio contribuinte na manifestação de sua capacidade econômica, daí denominados tributos não vinculados, nos moldes do art. 16 CTN. Incorretas as alternativas “b” e “e” , pois taxas e impostos são tributos totalmente distintos. Já estudamos na questão n.º 04 a função de ambos como tributos básicos com funções diferenciadas no Sistema tributário Nacional. As taxas têm função de ressarcir

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custo de serviços públicos específicos e divisíveis, enquanto os impostos visam redistribuição de riqueza, função meramente redistributiva e não ressarcitiva. Incorreta a alternativa “c”, pois as contribuições especiais são tributos especiais, hoje, dotadas de natureza jurídica tributária. Visam custeio de atividades paralelas às funções de Estado, como custeio da Seguridade Social e outras. Não se confundem com as taxas, pois estas últimas são tributos básicos, com fato gerador definido em norma geral e função tributária definida, conforme já por nós estudado, relacionando-se com os serviços públicos específicos e divisíveis ou com poder de polícia. Incorreta a alternativa “d”, pois os preços públicos são receitas originárias, de natureza contratual, facultativos, o que os diferem dos tributos, em especial, das taxas, as quais são compulsórias, instituídas em lei.

07. (Fundação Carlos Chagas- Procurador PI- 2005)

De acordo com o parágrafo 4.º do art. 177 CF, acrescentado pela EC n.º 33/01, poderá ser instituída contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível. Em relação à CIDE relativa às atividades de petróleo, a contribuição é:

a) receita originária, nos termos do parágrafo 1.º do art. 20 CF

b) contribuição de melhoria na importação e comercialização

c) preço público, por se tratar de atividade relativa a petróleo

d) receita derivada provinda de contribuição especial tributária

e) movimentação de caixa

Gabarito oficial alternativa “d”. Correto o gabarito oficial, pois, conforme já abordamos o tema, na questão n.º 01, os tributos são espécies de receitas públicas derivadas, advém de função típica de Estado. Ao contrário as receitas públicas originárias, advém de função atípica de Estado, destacando-se os preços públicos. Além disso, vale ressaltar que as contribuições especiais, dentre as quais a CIDE, bem como as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios têm natureza tributária especial, sem fato gerador rigidamente direcionado em norma geral, ficando a cargo da lei instituidora. O que os diferencia dos impostos, taxas e das contribuições de melhoria é o fato de aqueles têm função de custeio de despesa especial, como Seguridade Social, Intervenção no modelo econômico, ao passo que estes, os impostos, as taxas e contribuições de melhoria têm função tributária rígida e definida pela análise estrita do seu fato gerador. Quero dizer que uma contribuição especial pode ter mesmo fato gerador de um imposto, por exemplo, sem no entanto, se transforma em imposto, uma vez que, ao contrário dos impostos, visa o custeio de uma atividade especial: exemplo a CIDE do petróleo visa subsídios a preço de combustíveis, desenvolver projetos

ambientais relacionados à industria do petróleo e outros

Em resumo, as contribuições

especiais e os empréstimos compulsórios não são identificados apenas pela análise de seu fato gerador, mas sim por circunstâncias especiais que lhes tornam um tributo especial: custeio de atividades especiais. Daí o art. 4.º CTN ter sua rigidez direcionada ao art. 5.º CTN, ou seja, aos impostos, taxas e contribuições de melhoria.

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08. (Fundação Carlos Chagas- Procurador PI- 2005)

A contribuição para custeio da iluminação pública, recém introduzida em nosso sistema tributário

a) tem natureza extra-fiscal

b) é uma contribuição sui generis que pode ser instituída pelos Municípios ou

Distrito Federal

c) é uma contribuição que somente pode ser instituída pelos Municípios

d) é uma contribuição que pode ser instituída por quaisquer dos entes políticos

e) equipara-se às taxas

Gabarito oficial alternativa “b”. Tem fundamento no art. 149 A da Constituição Federal. “Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. Elas foram atribuídas aos Municípios e Distrito Federal para fazer face ao custeio da iluminação pública, uma vez ter o STF declarada com inconstitucional a cobrança de taxas de iluminação pública, por ser serviço público inespecífico ( geral ) e indivisível. Tem função, portanto fiscal, visando custeio da iluminação pública. Ressalte-se que estão sujeitas à anterioridade, bem como ao requisito da noventena previstos nos art. 150, III, “b” e “c” CF. Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;

09 (Fundação Carlos Chagas- Procurador PI- 2005)

Em nosso sistema tributário, a progressividade das alíquotas pode ser utilizada com finalidades extra-fiscais, para instituição de

a) IR

b) IR e IPTU

c) IPTU e ITR

d) IR e ITR

e) IPTU e ICMS

Gabarito oficial alternativa “c”. A progressividade extra-fiscal de alíquotas é admitida para dois impostos: IPTU e ITR. Vide art. 182, § 4.º, II CF ( IPTU ): Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das

§ 4º - É facultado

funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes

ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor,

exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, sub- utilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena,

sucessivamente, de:

- imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana

progressivo no tempo”. Vide também art. 153,§ 4, I CF 4º O imposto previsto no

II

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inciso VI do caput: I - será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas”. As demais alternativas estão incorretas. O Imposto de Renda admite progressividade, nos moldes do art. 153, § 2, I CF, mas a progressividade se faz em função da renda, ou seja, trata-se de progressividade em função da capacidade econômica, e não em função de critérios de controle, diga-se, extra-fiscal, como solicitado na questão. Além disso vale ressaltar que o IPTU admite dois critérios de progressividade de alíquotas, um deles já exposto acima ( em função de critérios extra fiscais ), a progressividade no tempo e outro critério disposto no art. 156, § 1 o ., I CF, ou seja, em função do valor do imóvel, o que caracteriza progressividade em função da capacidade econômica. “art. 156 § 1 o ., I Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, II, o IPTU poderá ser :"I – ser progressivo em razão do valor do imóvel”

Quanto ao ICMS, este não admite progressividade de alíquotas por nenhum dos dois critérios, seja em função de caráter extra-fiscal ou em função da capacidade contributiva. Crítica: o ICMS poderá ser seletivo e, nesta hipótese, teria função extra- fiscal, o que implica em progressividade na razão inversa da essencialidade do produto. Mas esta questão teria que ser tratada como critério de seletividade e, não creio fosse tratada como critério de progressividade. Portanto, vale a regra, ICMS não é progressivo.

10 (Fundação Carlos Chagas- Procurador Manaus)

Em nosso Sistema financeiro, o pedágio cobrado pela utilização de rodovias qualifica-se como

a) Taxa de serviço

b) Taxa de polícia

c) Preço público

d) Imposto sobre serviço prestado

e) Contribuição social

Gabarito oficial alternativa “c”. Em verdade muitos autores divergem a respeito. Longe de ser questão simples de resolver, uns dizem “taxa” enquanto outros “preço público”. Em verdade, acho brilhante o prof. Sacha Calmon quando define: “ depende da natureza da sua instituição- se por lei será uma taxa, se contratual será um preço público.” Portanto, não vamos ficar presos a uma reposta, vai depender de como ele será instituído. No entanto, é comum nesta pergunta, em concursos, o gabarito “preço público”, o que resulta de uma realidade brasileira, onde, hoje em dia, os pedágios têm tido feição contratual e não instituição por lei. Daí o gabarito tradicional: preço público. Vale observar que alguns autores, ainda diferenciam as tarifas, como espécies de preço público, cobrados mediante delegação de serviço público por entes privados. Mesmo assim, o gabarito será dado pelo gênero- preço público- e não pela espécie – tarifa.

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11. (Fundação Carlos Chagas- ICMS DF- 2001)

As multas fiscais são distintas dos tributos, entre outras razões, porque

a) Não são passíveis de inscrição como dívida ativa

b) Obedecem ao princípio da legalidade

c) Constituem sanções de atos ilícitos

d) Observam o princípio da anterioridade

e) São aplicadas pelos gentes da fiscalização

Gabarito alternativa “c”. Na questão n.º 02 já abordamos o assunto, diferenciando tributo das multas. Na verdade o art. 3.º CTN que define tributo º “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”, deixa bem claro que tributo não tem natureza

punitiva, ao contrário das multas. Vale ressaltar que o art. 3.ºCTN é perfeito para a

que constitua sanção

de ato ilícito ” Incorreta a alternativa “b”, pois tanto os tributos como as multas, por constituírem o objeto da obrigação tributária principal, sofrem lançamento para constituição do

respectivo crédito tributário. O não pagamento no prazo permite execução fiscal que, no entanto, vai depender de prévia inscrição em dívida ativa, pois sem o título executivo extra judicial, a CDA ( certidão de dívida ativa ), não há como se instrumentalizar uma ação de execução fiscal. Portanto, as multas também exigem inscrição como dívida ativa. Incorreta a alternativa “b” pois ambos sujeitam-se à legalidade: CTN Art. 97. Somente a

lei pode estabelecer: I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;

V - a cominação

definição das multas, desde que fizéssemos a devida alteração “

de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas” Incorreta a alternativa “d”, uma vez que as multas não estão submetidas à Anterioridade, apenas os tributos. Vide art. 150, III, b CF. Art. 150. Sem prejuízo de

outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito

b) no mesmo exercício financeiro em

que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;” Incorreta a alternativa “e” pois ambos são exigidos pela fiscalização, pois, como já foi exposto, são objeto de lançamento para constituição do crédito tributário, sendo

inclusive a multa objeto de lançamento de ofício nos moldes do art. 149 CTN. “O

lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes

casos:

elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;”

IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer

Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos:

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12. ( Agente Fiscal Mato Grosso Do Sul 2001)

As receitas compulsórias, cuja arrecadação e utilização são conferidas, pelo Poder

Público competente, a uma entidade paraestatal dotada de autonomia administrativa e financeira, são chamadas:

a) acessórias

b) complementares

c) extraordinárias

d) extrafiscais

e) parafiscais

Gabarito correto alternativa “e”. Os tributos são classificados: fiscais, extra-fiscais e parafiscais. Considera-se fiscal um tributo quando tem função eminentemente arrecadatória visando cumprir as funções de Estado, exemplo, IR, IPTU, ICMS. Classifica-se como extra-fiscal, quando prevalece além da função arrecadatória, outra, a de controle ou intervenção na economia. Destacam-se II, IE, IPI, IOF, ITR. Vale ressaltar que o ICMS seletivo e o IPTU progressivo no tempo teriam função extra-fiscal, o que seria exceção à regra. Por último, a parafiscalidade implica em tributo que visa custeio de função paralela à de Estado, exemplo as contribuições da seguridade social cobradas do empregador sobre a folha salarial. Além disso, é característica também da parafiscalidade a transferência da capacidade ativa ( função de exigir o cumprimento da obriação ) e dos recursos à entidade beneficiada. Note-se, no, entanto, que nem toda transferência de capacidade ativa implica em parafiscalidade.

13. ( Agente Fiscal Mato Grosso Do Sul 2001)

Com referência à instituição de empréstimos compulsórios, assinale abaixo a assertiva correta:

a) O empréstimo compulsório não é uma espécie de tributo, não estando sujeito à

exigência de prévia autorização orçamentária

b) A União pode institui-lo por meio de lei ordinária federal

c) Cabe à lei complementar definir as hipóteses excepcionais para sua instituição

d) Aos empréstimos compulsórios aplicam-se as disposições constitucionais

relativas aos tributos e às normas gerais de Direito Tributário

e) A competência para instituir empréstimo compulsório é da União, podendo ser

excepcionalmente atribuída ao Distrito Federal.

Correto o gabarito alternativa “d”.

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O empréstimo compulsório é tributo de competência da União. Vide art. 148 CF. “ A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b". Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.” Incorreta a alternativa “a”, pois a súmula 418 STF não tem mais eficácia, uma vez que, desde a EC 01/69 ele já ganha natureza tributária, segundo jurisprudência do próprio STF, ainda não resumida em nova súmula. Incorreta a alternativa “b”, pois é necessária lei complementar federal em qualquer hipótese, inclusive no caso de guerra, calamidade pública ou investimento público. Incorreta a alternativa “c”. Não há que se confundir fato gerador com as circunstâncias autorizadoras. Se a pergunta é quando a União poderá criar o tributo por lei complementar, a resposta será umas das 3 circunstâncias autorizadoras: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. Estas não são fatos geradores, mas sim os fundamentos que autorizam a publicação da lei instituidora pela União. Outra coisa é definir o seu fato gerador, aquela circunstância prevista em lei, que, em nela se enquadrando, fica o contribuinte obrigado ao pagamento do tributo. O empréstimo compulsório pode se utilizar de qualquer fato gerador, inclusive copiar fato gerador de imposto, pois imposto não se transforma, uma vez que o empréstimo tem uma característica que lhe diferencia dos demais tributos: restituição obrigatória. Incorreta alternativa “e”, uma vez ser de competência exclusiva da União, competência dita indelegável, como já estudamos no art. 7.º CTN.

QUESTÃO SUBSIDIÁRIA 1

AFRF 2002-2 ESAF A assertiva errada, entre as constantes abaixo, é a que afirma que

a) a instituição de empréstimos compulsórios só pode ser feita por lei complementar.

b) um dos fundamentos possíveis do empréstimo compulsório é a calamidade pública.

c) a simples iminência de guerra externa pode justificar a instituição de empréstimos

compulsórios.

d) no caso de investimento público de relevante interesse nacional e de caráter urgente

não se aplica o princípio da anterioridade.

e) os recursos provenientes de empréstimo compulsório só podem ser aplicados para

atender à despesa que tiver fundamentado a sua instituição.

Gabarito oficial alternativa “d”. Vale ressaltar que, nos termos do art. 150 § 1 CF, o empréstimo compulsório só configura exceção à anterioridade nas hipóteses de guerra externa e calamidade pública. Vale ressaltar que, na alternativa “e” é dito como tributo de receita vinculada.

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QUESTÃO SUBSIDIÁRIA 2

AFTN – DEZ/91 Lei Complementar da União instituiu empréstimo compulsório para absorver temporariamente poder aquisitivo da população, em face da tendência à hiperinflação. Esse empréstimo compulsório:

a) é inconstitucional por ter sido instituído por lei complementar.

b) Deveria ter sido instituído por lei ordinária federal.

c) é constitucional por ter sido instituído por lei complementar.

d) é inconstitucional, pois não corresponde às hipóteses constitucionais de empréstimo

compulsório.

e) É constitucional, pois se trata de matéria urgente e de relevante interesse nacional.

Gabarito oficial alternativa “d”.

As circunstâncias autorizadoras estão previstas na atual CF 88, no art. 148 CF. O CTN não foi recepcionado no seu art. 15, III , pois contraria a atual disciplina do texto

constitucional

pode instituir empréstimos compulsórios: I - guerra externa, ou sua iminência; II - calamidade pública que exija auxílio federal impossível de atender com os recursos orçamentários disponíveis; III - Conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo. Já a Constituição disciplina o empréstimo compulsório, sem ter incluído o disposto no art. 15, III CTN. “CF Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b".”

Vide CTN Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais,

14 . ( Auditor Do Tribunal De Contas Do Es- 2001- adaptada)

Qual

cumulatividade?

a) IR e Imposto de Exportação

b) IPVA

c) IPI e ICMS

d) IR e IPI

e) ITR e IPTU

dos

impostos

abaixo

admitem

a

característica

de

seletividade

e

não

Gabarito alternativa “c”. Vale ressaltar que a seletividade é exigida obrigatoriamente para o IPI e facultativamente para o ICMS. Já a não-cumulatividade é obrigatória para os dois impostos. Vide art. 150, § 3, I e II CF 3º - O imposto previsto no inciso IV do art. 153: I - será seletivo, em função da essencialidade do produto; II - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores; e art. 155, , § 2.º , I e III CF "§ 2º O imposto previsto no inciso II do art 155 , atenderá ao seguinte:" I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito

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Federal; III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços

15.( Fiscal De Tributos Estaduais Do Pará- 2002)

Identifique o tributo cujo fundamento ético-jurídico é o não enriquecimento injusto:

a) imposto

b) taxa

c) empréstimo compulsório

d) contribuição social

e) contribuição de melhoria

Gabarito oficial alternativa “e”. Já abordamos em questões anteriores a contribuição de melhoria e verificamos a sua função ressarcitiva do custo de uma obra pública que acarrete valorização imobiliária. Seu fundamento ético-jurídico se prende à esta função de evitar enriquecimento injusto diante de uma valorização imobiliária fruto de obra pública em detrimento de toda uma sociedade. Vale ressaltar que o exercício da competência é facultativo. Vide art. 81 CTN.

16. ( Auditor Do Tribunal De Contas Do Es- 2001)

Tem

específica, relativa ao contribuinte:

a) imposto

b) taxa

c) contribuição de melhoria

d) pedágio

e) preço público

por

fato

gerador

uma

situação

independente

de

qualquer

atividade

estatal

Gabarito oficial alternativa “a”. Já fizemos anteriormente a abordagem do art. 16 CTN, onde definimos imposto como tributo não vinculado. Vide questão n.º 04.

QUESTÃO SUBSIDIÁRIA

AFTN/89 ESAF Quando tem por fato gerador uma situação que independe de qualquer

atividade estatal especifica relativa ao contribuinte, diz-se um “tributo não vinculado”. Nesse sentido, é “tributo não vinculado”.

a) a taxa de fiscalização

b) a contribuição de melhoria

c) a taxa de limpeza publica

d) a taxa de melhoramento dos portos.

e) O imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza.

Gabarito oficial alternativa “e”

17. AFTN – SET/94 ESAF

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Determinada lei estadual instituiu tributo designado taxa de transporte e descreveu sua base de calculo como sendo o valor do frete. Elegeu os transportadores como responsáveis pelo pagamento desse tributo, que deveriam pagá-lo antes mesmo da

concretização do transporte, assegurando, no entanto, imediata e preferencial restituição

da quantia paga, caso não se realizasse o transporte. Dada a natureza jurídica do tributo,

a atribuição ao sujeito passivo da obrigação tributaria da condição de responsável.

a) não se poderia dar, porque o tributo é uma taxa.

b) Poderia dar-se, porque o tributo é um imposto.

c) Poderia dar-se, porque o tributo é uma contribuição.

d) Não se poderia dar, porque o tributo é uma contribuição.

e) Não se poderia dar, porque o tributo é um imposto.

Gabarito oficial alternativa “b”. Em observando o texto, identificamos um tributo denominado taxa, com fato gerador de imposto. Diante do art. 4.º CTN, por nós já estudado, trata-se de imposto e não de taxa.

Resta na questão identificar a possibilidade de exigência do imposto antes da ocorrência

do fato gerador. Trata-se de permissivo constitucional no art. 150 par. 7.º CF, ou seja, é

o instituto do fato gerador presumido: “"§ 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de

obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de impostos ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e

preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido”. Vale observar que o instituto em questão se aplica apenas aos impostos e contribuições, não às taxas. Concluímos, que como no texto, o tributo era um imposto e não uma taxa, foi correta a

lei na utilização do permissivo constitucional do fato gerador presumido.

18. AFTN – SET/94 ESAF

Sobre o valor de “verdade” dos enunciados que seguem, podemos afirmar:

I – os fatos geradores são figuras típicas dos tributos não-vinculados, não compondo a estrutura impositiva das taxas que decorrem de um fato revelador de uma atividade estatal, direta e especificamente dirigida ao contribuinte.

II – Taxa é um tributo não-vinculado que tem como base de calculo uma grandeza

dimensível de fato estranho a qualquer atividade estatal referida ao obrigado.

III – O traço característico que diferencia a taxa da contribuição de melhoria, é que esta

ultima tem como pressuposto o fato de o produto de sua arrecadação ter destinação legal voltada à realização de obra publica que valorize o imóvel do contribuinte.

a) os três enunciados são falsos.

b) os três enunciados são verdadeiros.

c) I – verdadeiro II – verdadeiro III – falso

d) II – falso III – verdadeiro

I – falso

e) II – verdadeiro

I – falso

III – falso

Gabarito oficial alternativa “a”

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A primeira assertiva erra, pois, qualquer que seja o tributo, quer tributo vinculado ou

não-vinculado, deve ter como elemento de sua estrutura a existência de fato gerador,

sem o qual o tributo não existe. Vide a explicação de tributo vinculado na questão n.º

04.

A segunda assertiva está incorreta, pois já definimos taxa como tributo vinculado, que

exige contraprestação imediata do Estado em relação ao contribuinte. Vide a explicação

de tributo vinculado na questão n.º 04.

A terceira assertiva está incorreta. Primeiramente, nos termos do art. 4.º CTN, a diferença entre taxa e contribuição de melhoria se faz pela análise do fato gerador e, não, pela destinação do produto arrecadado. Em acréscimo, apesar de ambas terem função ressarcitiva do respectivo custo, é prática usual do legislador, em ambas, que o recurso não seja direcionado por lei para a manutenção do respectivo custo, e que retorne ao bolo orçamentário. Isto caracteriza tributo de “receita não vinculada” o que não prejudica a sua função, qual seja, ressarcir o custo, uma vez que o recurso vai repor o montante retirado do orçamento para o respectivo custeio,

19. AFTN – MAR/94

O imposto é um tributo que:

a) admite, sendo geral, sua vinculação a órgão, programa, fundo ou despesa.

b) apresenta-se vinculando seu fato gerador a uma atuação estatal em favor do

contribuinte.

c) tem por função arrecadar recursos para custear ass despesas gerais da

Administração em favor da coletividade ou de grupo sociais específicos.

d) Tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal

especifica, relativa ao contribuinte.

e) Oferece ao contribuinte, como hipótese de incidência, a prestação efetiva ou

potencial de serviços públicos, específicos e divisíveis.

Gabarito correto alternativa “d”.

Vide art. 16 CTN. Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte”. Portanto, como já estudamos, é tributo não vinculado. Incorreta a alternativa “a”, pois contraria o disposto no art. 167, IV CF, em regra o define como sendo tributo de receita não vinculada. “ são vedadas : IV - a vinculação

de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da

arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo” Incorreta a alternativa “b” pela mesma justificativa do comentário à alternativa “d”, diga-se, é tributo não vinculado

Incorreta a alternativa “c” pela mesma justificativa da alternativa “a”, diga-se, é tributo

de receita não vinculada, regra geral.

Incorreta a alternativa “e”, pois refere-se ao fato gerador de taxas.

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20. ICMS RN 2005 ESAF

Preencha as lacunas do texto abaixo e escolha, em seguida, a opção que contém a seqüência em que foram preenchidas.

Para fins de instituição e cobrança de taxas, o Código Tributário Nacional considera os serviços públicos:

, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de

cada um dos seus usuários;

unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou de necessidade públicas; utilizados pelo contribuinte, quando por ele usufruídos a qualquer

título.

, quando possam ser destacados em

a) específicos/ unitários/ potencialmente

b) individuais/ autônomos/ virtualmente

c) utilizáveis/ independentes/ normalmente

d) potenciais/ necessários/ essencialmente

e) divisíveis/ específicos/ efetivamente

Gabarito oficial alternativa “e”. Trata-se de simples definição do fato gerador da taxa de serviço no art. 77 e 79 CTN.

CTN Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.

CTN Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se: I - utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título; b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento; II - específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de unidade, ou de necessidades públicas; III - divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários.

LISTA GERAL DE TODOS OS EXERCÍCIOS RESOLVIDOS NA AULA 1

01. ( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005 )

Direito Tributário é o conjunto de normas que

f) regula o destino dos valores arrecadados a título de tributo dentro da máquina

do Estado

g) regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária da

Administração Pública Direta e Indireta

h) regula o comportamento dos agentes públicos na condução orçamentária apenas

da Administração Pública Direta

i) regula o comportamento das pessoas de levar dinheiro aos cofres públicos

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j) compõem

a

Lei

Orçamentárias.

Orçamentária,

a

Lei

Plurianual

e

a

Lei

de

Diretrizes

02. ( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005 )

Sobre o conceito de tributo construído a partir da definição do Código Tributário Nacional, é correto afirmar que o tributo

f)

pode constituir sanção de ato ilícito

g)

está submetido à reserva legal

h)

pode ser pago por intermédio de prestação de serviço de qualquer natureza

i)

deve ser cobrado mediante atividade administrativa plenamente discricionária.

j)

é toda prestação pecuniária facultativa

03.

( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005 )

A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo:

f) relevante para qualificá-la a destinação legal do produto da sua arrecadação.

g) relevante para qualificá-la a denominação e demais características formais

adotadas pela lei e a destinação legal do produto da sua arrecadação.

h) relevante a correta destinação do valor arrecadado.

i) relevante para qualificá-la a denominação e demais características formais

adotadas pela lei.

j) irrelevante para qualificá-la a denominação e demais características formais

adotadas pela lei e a destinação legal do produto da sua arrecadação.

04. ( Fundação Carlos Chagas- Procuradoria Geral De Justiça- Sergipe 2005)

Um dos elementos que diferenciam as taxas das contribuições de melhoria é o fato de que as taxas:

f) remuneram serviços públicos específicos e indivisíveis, ao passo que as

contribuições de melhoria remuneram serviços públicos específicos e divisíveis

g) não dizem respeito a nenhuma atividade estatal específica, ao passo que as

contribuições de melhoria apresentam o atributo da referibilidade

h) remuneram serviços públicos, ao passo que as contribuições de melhoria têm

como contrapartida a realização de obras públicas e a conseqüente valorização

imobiliária

i) são cobradas pela prestação de serviços públicos, ainda que apenas postos à

disposição do usuário, ao passo que o pagamento das contribuições de melhoria é facultativo<