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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E ECONÔMICAS

TRABALHO DE FIM DO CURSO DE LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E


AUDITORIA

Realizado por:

Domingas Silvano Muacandala

ESTUDO DE VIABILIDADE DE UM PROJECTO DE INVESTIMENTO

ESTUDO DE CASO: PASTELARIA (2019-2024)

Orientador: Msc. Tandu Wulu

Nº 20195

Luanda, 2020
INSTITUTO SUPERIOR POLITÁCNICO ALVORECER DA JUVENTUDE

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E ECONÔMICAS

Trabalho de fim do Curso de Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

ESTUDO DE VIABILIDADE DE UM PROJECTO DE INVESTIMENTO

ESTUDO DE CASO: PASTELARIA (2019-2024)

Realizado por: Domingas Silvano Muacandala

Orientador: Msc. Tandu Wulu

Luanda, _____/_____/_____

II
EPÍGRAFE

“Para ter sucesso, o seu desejo de


sucesso deve ser maior que o seu medo do
fracasso”

(Bill Cosby)

I
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho científico a minha mãe, Vilma Fernanda Dias Rodrigues
Coelho, que tem sido uma força motivadora, por me ter envolvido num ambiente familiar cheio
de amor no qual pude aprender a cada dia a ter mais força de lutar pelos meus objectivos e
sonhos, e por apostar na minha formação académica de forma incondicional.

II
AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar agradeço a Deus todo poderoso pela sua existência e soberania por
me proporcionar a vida, sabedoria, orientação e capacitação.

Ao ISPAJ, particularmente o Departamento de Ciências Económicas e Gestão, por me


ter proporcionado a oportunidade de concluir a minha Licenciatura em Contabilidade e
Auditoria.

Aos todos professores do ISPAJ, pelos conhecimentos transmitidos.

Ao mestre Tandu Wulu (que tem sido um pai para mim), pela força e paciência, na
direcção desta monografia de Licenciatura, tendo contribuído para que este trabalho científico
se tornasse uma realidade.

Aos meus pais, João Muacandala e Paulina Domingos pelo carinho e dedicação.

Aos meus irmãos (as) pela força e coragem que me proporcionaram.

Á todos os colegas que fizeram parte da minha trajectória académica, o meu muito
obrigado. Sem esquecer a todos que directa ou indirectamente me apoiaram na concretização
deste sonho de licenciatura.

Muito obrigada!

III
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ABC – Analise do Custo Benefício

AR – Amortização

CE – Custo de Exploração

CFE – Cash-Flow

FC – Fluxo de Caixa

FM – Fundo de Maneio

FST – Fornecimento Serviço e Terceiro

I – Valor do Investimento

IBC – Índice Beneficio-Custo

J – Juros

K – Taxa de Actualização

RL – Resultado Líquido

T – Tempo ou período

TMA – Taxa Mínima de Atratividade

TIR – Taxa Interna de Rentabilidade ou Retorno

VAL – Valor Actualizado ou Actual Líquida

VPL – Valor Presente Líquida

VR – Valor Residual

VRP – Valor Residual do Projecto

IV
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico nº 1: Estrutura Organizacional ………....……….........….........................………… 34

Gráfico nº 2: Previsão de Custos por Unidades Vendidas ...................................................... 48

Gráfico nº 3: Vendas por Unidade .......................................................................................... 50

Gráfico nº 4: Resumo dos gastos com pessoal ........................................................................ 51

Gráfico nº 5: Previsão do Cash Flows na óptica do investidor ............................................... 53

V
LISTA DE FIGURAS

Figura nº 1: Avaliação do Projecto ......................................................................................... 12

Figura nº 2: Decisões e Tarefas Referentes ao Planeamento de Projecto ............................... 14

Figura nº 3: Ciclo de Vida de um Projecto de Investimento ................................................. 16

Figura nº 4: Representação do Cash-Flow de um Projecto de Investimento .......................... 36

Figura nº 5: Foto Ilustrativa da Confeitaria Mima Gastron .................................................... 33

VI
LISTA DE QUADROS

Quadro nº 1: Funcionamento do método do VAL .................................................................... 19

Quadro nº 2: Regra de Funcionamento do Método do TIR ...................................................... 21

Quadro nº 3: Sistematização de tipologia de financiamentos ................................................... 27

VII
LISTA DAS TABELAS

Tabela nº 1: Mapa de Investimento ...................................................................................................... 42

Tabela nº 2: Mapa de Amortização ......................................................................................... 43

Tabela nº 3: Mapa de Pressupostos Funcionais ....................................................................... 44

Tabela nº 4: Mapa de Serviço da Divida .................................................................................. 45

Tabela nº 5: Mapa de Serviço da Divida Mensal .................................................................... 46

Tabela nº 5: Custos dos Produtos Vendidos ........................................................................... 47

Tabela nº 6: Mapa de Receita Previsional ............................................................................... 49

Tabela nº 7: Encargos com Pessoal ......................................................................................... 50

Tabela nº 8: Fornecimento Serviço e Terceiros ...................................................................... 51

Tabela nº 9: Conta de Exploração ........................................................................................... 52

Tabela nº 10: Análise dos Cash Flow ...................................................................................... 53

VIII
RESUMO

Nos dias actuais o mundo dos investimentos tem crescido de maneira exponencial e
atraído novos curiosos para esse ramo, o presente trabalho aborda sobre o Projecto de
exploração de uma pastelaria, com vista a diversificar os serviços na área de gastronomia. Esta
pesquisa teve como objectivo demonstrar a construção apropriada de um Projecto de
Investimento, relativo a pastelaria Mima gastron – Comércio Geral Lda., na província de
Luanda, especificamente apresentar os principais aspectos teóricos sobre estudo de Projecto de
investimento, avaliar as principais receitas e custos, financiamento, taxas de juros e apresentar
a metodologia para o estudo de viabilidade do Projecto, e projectar o estudo de viabilidade da
pastelaria. Em termos metodológicos utilizou-se o método analítico e o descritivo, bem como
pesquisas bibliográficas e documentais. O trabalho desenvolveu-se em três fases, começando
pelos conceitos teóricos sobre projecto de investimento, sua tipologia, classificação, etapas,
avaliação, descrição dos formulários de base da avaliação do projecto como plano de
investimento, de exploração e de financiamento. Depois o estudo da metodologia, Por fim o
estudo de caso, onde se apresentou projecto, através da avaliação dos diferentes indicadores de
viabilidade, tais como: CASH-FLOW, VAL, TIR E PAYBACK. Partindo do investimento
feito, amortizações, das receitas e despesas, até a determinação dos diferentes resultados
parciais, e do cumprimento dos pressupostos técnicos, económicos e financeiros, conseguimos
demonstrar que é um projecto com mercado sustentável, técnico e operacionalmente viável para
a sua aprovação e financiamento.

Palavra chaves: CASH-FLOW, PAYBAK, VAL

IX
ABSTRACT

Nowadays the world of investments has grown exponentially and attracted new curious
people to this branch, the present work deals with the Project of exploration of a confectionery,
with a view to diversifying the services in the gastronomy area. This research aimed to
demonstrate the appropriate construction of an Investment Project, related to confectionery
Mima gastron - Commercial General Lda., In the province of Luanda, specifically to present
the main theoretical aspects about the study of Investment Project, to evaluate the main
revenues and costs, financing, interest rates and presenting the methodology for the feasibility
study of the Project, and designing the feasibility study of the confectionery. In methodological
terms, the analytical and descriptive methods were used, as well as bibliographic and
documentary research. The work was developed in three phases, starting with the theoretical
concepts about investment project, its typology, classification, stages, evaluation, description
of the basic forms of the evaluation of the project as an investment, exploration and financing
plan. Then the study of the methodology, Finally the case study, where the project was
presented, through the evaluation of the different viability indicators, such as: CASH-FLOW,
VAL, TIR AND PAYBACK. Starting from the investment made, amortizations, income and
expenses, until the determination of the different partial results, and the fulfilment of the
technical, economic and financial assumptions, we were able to demonstrate that it is a project
with a sustainable market, technically and operationally viable for its approval and financing.

Keyword: CASH-FLOW, PAYBAK, VAL

X
ÍNDICE

EPÍGRAFE ...........................................................................................................................I
DEDICATÓRIA.................................................................................................................. II
AGRADECIMENTOS .......................................................................................................III
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ........................................................................ IV
LISTA DE GRÁFICOS ...................................................................................................... V
LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................ VI
LISTA DE QUADROS .................................................................................................... VII
LISTA DAS TABELAS .................................................................................................. VIII
RESUMO ........................................................................................................................... IX
ABSTRACT ........................................................................................................................ X
INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 1
Formulação do problema ....................................................................................................... 1
Objetivos................................................................................................................................ 2
Geral: .................................................................................................................................... 2
Específicos:............................................................................................................................ 2
Hipóteses ............................................................................................................................... 2
Variáveis................................................................................................................................ 3
Delimitação do estudo ........................................................................................................... 3
Justificativa............................................................................................................................ 3
Estrutura do Trabalho ........................................................................................................... 4
CAPÍTULO I – CONCEITO TEORICO SOBRE O PROJECTO DE INVESTIMENTO
.............................................................................................................................................. 5
1.1. Conceitos do Projecto de investimento ..................................................................... 5
1.2. Tipos de avaliação de projecto................................................................................. 6
1.2.1. Tipos de projecto de investimento ............................................................ 7
1.2.1.1. Projecto por sector de actividade .......................................................... 7
1.2.1.2. Projectos por natureza de investimento ................................................. 8
1.2.1.3. Projecto por objectivo de investimento .................................................. 8
1.2.1.4. Projecto por relação entre investimento ................................................ 9
1.2.1.5. Projectos por cronologia de fluxos de tesouraria .................................. 9
1.2.1.6. Projecto por contexto geográfico .......................................................... 9

XI
1.2.1.7. Projecto por relação com actividade produtiva ................................... 10
1.3. Características e classificação dos projectos de investimento. ............................... 10
1.3.1. Fases do estudo de avaliação do projecto .............................................. 12
1.3.1.1. Identificação do Projecto .................................................................... 12
1.3.1.2. Formulação do projecto ...................................................................... 13
1.4. Analise do fluxo de caixa de um projecto de investimento ...................................... 16
1.5. Custo de projecto de investimento .......................................................................... 17
1.6. Benefícios de projecto de investimentos ................................................................. 17
1.7. Critérios de avaliação da viabilidade de projecto de investimentos ........................ 17
1.7.1. Avaliação quantitativa de um projecto de investimento .......................... 18
1.7.1.1. Método do valor presente líquida ........................................................ 18
1.7.2. Valor Residual do Projecto .................................................................... 20
1.7.3. Taxa Interna de Rendibilidade (TIR) ...................................................... 21
1.7.4. Período de Recuperação (PayBack) ....................................................... 21
1.7.5. Análises Custo Benefício (ACB) ............................................................. 22
1.7.6. Indicador para Selecção de Projectos de Investimento ........................... 22
1.8. Amortização do Exercício ...................................................................................... 23
1.8.1. As provisões do exercício ....................................................................... 23
1.8.2. Custo das amortizações e provisões ....................................................... 24
1.9. Métodos e técnicas de análise económica e financeira ........................................... 24
1.9.1. Aspectos centrais no estudo do projecto ................................................. 25
1.9.2. Análise de sensibilidade e incerteza ....................................................... 25
1.9.2.1. Critérios tradicionais .......................................................................... 26
1.10. Tipologia das fontes de financiamentos .................................................................. 27
1.10.1. Fontes de financiamento Externo ......................................................... 28
1.10.2. Fontes de financiamento Interno .......................................................... 28
1.11. Estrutura de informação para Avaliação da Viabilidade Técnica, Económica e
financeira de um projecto de Investimento. .......................................................................... 29
CAPÍTULO II – ANÁLISE METODOLÓGICA ............................................................. 30
2.1. População e Amostra .................................................................................................... 30
2.2. Tipo de Pesquisa ........................................................................................................... 30
2.2.1. No ponto de Vista de seus Objectivos ......................................................................... 30
2.2.2. No ponto de Vista dos Procedimentos Técnicos .......................................................... 31

XII
2.2.3. No ponto de Vista da sua Natureza ............................................................................. 31
2.2.4. No ponto de vista da Forma de Abordagem do Problema ........................................... 32
2.3. Método de Pesquisa ...................................................................................................... 32
2.3.1. Método dedutivo ......................................................................................................... 32
2.3.2. Método hipotético-dedutivo ........................................................................................ 32
CAPÍTULO IIl – APRESENTAÇÃO DA EMPRESA, E ESTUDO DE CASO .............. 33
3.1. Apresentação do Projecto ............................................................................................. 33
3.1.1. Fundamentação.......................................................................................................... 33
3.1.2. Apresentação da Empresa .......................................................................................... 34
3.1.3. Estrutura Organizacional ........................................................................................... 34
3.1.4. Moeda usada em cálculos........................................................................................... 35
3.1.5. Objecto de análise ...................................................................................................... 35
3.1.6. Entidade responsável ................................................................................................. 35
3.2. Descrição dos Produtos e Localização do Projecto ....................................................... 35
3.2.1. Produtos..................................................................................................................... 35
3.2.1.1. Recursos Utilizados ................................................................................................. 35
3.2.2. Fornecedores ............................................................................................................. 36
3.2.3. Localização do Projecto ............................................................................................. 36
3.2.4. Sistema de Qualidade dos produtos ............................................................................ 36
3.2.5. Alianças Estratégicas ................................................................................................. 36
3.2.6. O mercado ................................................................................................................. 36
3.3. Análise Estratégica ....................................................................................................... 37
3.3.1. Visão .......................................................................................................................... 37
3.3.2. Missão........................................................................................................................ 37
3.3.3. Objectivos .................................................................................................................. 37
3.3.4. Meta ........................................................................................................................... 38
3.3.5. Gerência de Processos ............................................................................................... 38
3.3.6. Marketing................................................................................................................... 38
3.3.7. Canal de Distribuição ................................................................................................ 39
3.3.8. Estratégias de Promoção e Venda .............................................................................. 39
3.3.9. Relacionamento com os Clientes ................................................................................ 39
3.4. Análise Concorrencial ................................................................................................... 39
3.5. Análise Swot.................................................................................................................. 40

XIII
3.5.1. Forças ........................................................................................................................ 40
3.5.2. Fraquezas .................................................................................................................. 40
3.5.3. Oportunidades............................................................................................................ 40
3.5.4. Ameaças ..................................................................................................................... 40
3.6. Público-alvo.................................................................................................................. 41
3.7. Apresentação dos Mapas ou Tabelas Contabilísticos .................................................... 41
3.7.1. Análise do Investimento .............................................................................................. 41
3.7.2. Mapa de Amortizações ............................................................................................... 42
3.7.3. Pressupostos Funcionais ............................................................................................ 43
3.7.4. Mapa do Serviço da Dívida ........................................................................................ 44
3.7.5. Mapa de Custos dos Produtos Vendidos ..................................................................... 47
3.7.6. Mapa de Vendas (Receitas) ........................................................................................ 49
3.7.7. Mapa do Custo com Pessoal ....................................................................................... 50
3.7.8. Mapa de Fornecimento de Serviço e Terceiros ........................................................... 51
3.7.9. Mapa de Exploração .................................................................................................. 52
3.8. Análise dos Cash Flow .................................................................................................. 53
CONCLUSÃO .................................................................................................................... 54
SUGESTÕES ..................................................................................................................... 55
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................. 56
ANEXO .............................................................................................................................. 58

XIV
INTRODUÇÃO

A economia angolana continua severamente afectada pela queda do preço do petróleo


no mercado internacional, que se registou a partir de meado de 2014, apesar das medidas
politicas que o executivo tem vindo a implementar para mitigar os seus efeitos, a profundidade
e a duração desse choque externo severo combinado com a fragilidade estrutural da nossa
economia, devido a sua forte dependência das exportações de petróleo resultaram em grandes
desequilíbrios macroeconómicos.

Com a subida do valor do petróleo e com a escassez da moeda estrangeira no pais, a


economia angolana permitiu o surgimento de muitas sociedades comercias em diversos ramos
de actividades económicos, o estado angolano pretende consolidar as condições Jurídico-legais
para captação de investimento interno e externo, apoiadas em instrumentos que assegurem o
relançamento da economia, fator essencial ao desenvolvimento sócio - económico do país, com
óbvias repercussões nas condições de vida das populações, em concreto trata-se da produção
de produtos acabados.

O presente Projecto tem como denominação “Mima Gastron – COMÉRCIO GERAL


LDA” que será vocacionada na exploração de uma pastelaria, com vista a diversificar os
serviços na área da gastronomia, e estabelecer com a menor margem de risco possível, a
superficialidade econômica – financeira do conjunto de investimentos necessários ao
funcionamento do empreendimento na aria de comercio especializada da culinária que se ocupa
dos alimentos doces e salgados.

Formulação do problema

Lakatos e Marconi (2006, p.161) argumentam que «problema é uma dificuldade, teórica
ou prática, no conhecimento de alguma coisa de real importância para a qual se deve encontrar
uma solução.

“A formulação do problema prende-se ao tema proposto: ela esclarece a dificuldade


específica com a qual nos defrontamos e que pretendemos resolver por intermédio da pesquisa”
(FREITAS E PRODANOV, 2013, p.121)

1
O nosso projeto de investimento apresenta uma estrutura equilibrada no período em
análise.

Deste modo temos a seguinte pergunta de partida:

✓ Será que o estudo de viabilidade da instalação de uma pastelaria no município


de Viana no Zango 0 será viável?

Objetivos

Para Zassala (2013, p. 85) Objectivo é a meta a ser alcançada; deve ser definida de forma
clara, precisa em termos de tipo de relacionamento entre as variáveis. O objectivo define-se
esclarecendo o produto final a ser obtido com determinada finalidade.

Para a realização desta pesquisa científica é com vista a alcançar algumas metas que nos
traçamos inicialmente, propomos os seguintes objetivos abaixo descriminados:

Geral:

✓ Tem como objetivo geral: avaliar um projeto de investimento na província de


Luanda no município de Viana no Zango 0.

Específicos:

✓ Apresentar os principais aspetos teóricos sobre estudo de projeto de


investimento;
✓ Avaliar as principais receitas e custos, fontes de financiamento, taxas de juros e
apresentar a metodologia para o estudo de viabilidade do Projecto.
✓ Projectar o estudo de viabilidade da pastelaria.

Hipóteses

Segundo (Lakatos e Marconi, 2006) considera-se hipóteses como um enunciado geral


de relações entre variáveis (factos fenómenos).

Para responder a pergunta de partida criou-se a seguinte hipótese:

H1 – O projeto será viável se apresentarmos os pressupostos técnicos-económicos, VAL


superior a zero (0), TIR superior ao valor da rentabilidade e o PayBack dentro de tempo do
Projecto.

2
H2 – O projeto não será viável quando não se cumprir com os pressupostos técnico-
económicos.

Variáveis

Variáveis são aspetos, propriedades ou fatores reais ou potencialmente mensuráveis


pelos valores que assumem, são discerníveis em um objeto de estudo. (FERRARI, 1974, P.144).

Então se determinou as seguintes variáveis:

Variável independente – Indicadores de análise de investimentos (PALYBACK, VPL,


COSH-FLOW, VAL, TIR).

Variável dependente - A viabilidade da pastelaria Mimagastron – Comercio geral Lda.

Delimitação do estudo

Para Lakatos e Marconi (2011) ‟a delimitação do estudo é quando se faz a limitação


geográfica e especial do mesmo, com vista na realização da pesquisa„

O presente trabalho limita-se na bordagem do tema estudo de viabilidade de um projecto


de investimento a pesquisa baseia-se fundamentalmente em análise experimental e dados
recolhidos, iremos elaborar um Estudo de Viabilidade da Empresa D.S.M – Comércio Lda. na
província de Luanda, será situado no município de Viana, distrito da Urbanização Zango 0,
num período de 5 anos (2019 – 2024).

Justificativa

“A justificativa consiste em uma exposição sucinta, porém completa, das razões de


ordem teórica e dos motivos de ordem prática que tornam importante a realização da pesquisa”
(PRODANOV E FREITAS, 2013, p.24).

Consoante ao tema escolhido queremos conciliar a teoria aprendida no ensino da escola


com a prática.

Olhando pelo estado angolano com a crise e a subida de câmbio desvalorização do


kwanza no país, o aumento da taxa de desemprego no mercado de trabalho com a
implementação do Projecto de investimento uma vez como empreendedores ajudara na redução
da taxa de desemprego, dar o nosso contributo no crescimento da economia do país.

3
Estrutura do Trabalho

O presente estudo esta constituído por três Capítulos, após a Introdução, que é a etapa
do trabalho em que se faz uma bordagem inicial daquilo que foi estudado, temos a parte
introdutória do estudo procura apresentar o contexto do tema, o problema da pesquisa , os
objectivos , formulação das hipóteses da pesquisa , justificativa e a delimitação .

O 1 – Capítulo, apresenta a fundamentação teórica sobre noções gerais de um Projecto


de investimento, sua tipologia, classificação, etapas e avaliação.

O 2 – Capítulo, o estudo trata da abordagem metodológica, desde paradigma da


pesquisa, o tipo de pesquisa, os métodos e os procedimentos técnicos.

O 3 – Capítulo, encarregou-se a respeito da análise e apresentação dos resultados do


estudo de viabilidade da confeitaria situada no município de viana, urbanização zango 0.

Finalmente, o trabalho culminou com a parte pós-textual, onde se destacam os anexos e


apêndices respectimente.

4
CAPÍTULO I – CONCEITO TEORICO SOBRE O PROJECTO DE
INVESTIMENTO

1.1. Conceitos do Projecto de investimento

Um projeto de investimento é entendido como um conjunto de informação sistemática


com objetivo de fundamentar uma decisão de investimento, pretendendo estimar o valor (o mas
exato possível) a ser criado pelo investimento, aumentando a eficiência da utilização dos
recursos.

Projecto de investimento é, portanto simultaneamente uma ideia e um plano de


negócios provisionais que se propõe a afetar recursos escassos a uma aplicação específica
dentre as diferentes aplicações alternativas com objetivo de obter um rendimento durante um
certo tempo que remunere adequadamente a aplicação.

Segundo Abecassis (2000, p. 13) o investimento “é uma aplicação de recursos (em


princípios escassos) que possibilita, por via directa ou indirecta, a manutenção ou aumento da
capacidade produtiva instalada e a obtenção da rentabilidade”.

Para Marques (2014, p. 24) o investimento “corresponde numa aplicação de capitais, ou


seja, a um conjunto de recursos financeiros capaz de ter aplicações produtivas ou lucrativas”

Segundo Barros (2007, p. 20) Investimento é a despesa em activo reais ou financeira,


com objectivo de gerar um excedente, que reuni implementação efectuada. Para Barros (2007,
p. 20) o projecto é uma proposta de aplicação de recurso escassos que possuem aplicações
alternativa a um negócio, que se espera, gerar rendimento futuros durante um certo tempo,
capaz de remunerar a aplicação.

Como o autor acima referido, refere ainda que a decisão de investir designa-se
genericamente por objectivos, o projecto de investimento é um conceito entendida em duas
asserções: enquanto plano (intenção) de investimento e enquanto estudo (processo escrito). Um
projecto de investimento é, portanto simultaneamente uma ideia e um plano de investimento;
que se propões afectar recursos escassos a uma aplicação particular.

O Estudo de projecto de investimento que aqui abordamos emerge do contexto das


finanças empresariais e enquadra-se na perspetiva microeconómica.

5
Para Marques (2014, p. 24) existem alguns decretos que abordam sobre o projecto de
investimento como estes:

a) Decreto-Lei 132/83 (revogado pelo DL 53/2004) «Projeto de Investimento é a


proposta de aplicação de recursos em ativo fixo corpóreo adicional e em acréscimo de fundo de
maneio que afeta a produção em quantidade ou custo e que respeita à mesma unidade
produtiva». (MARQUES, 2014, p. 21)

b) Decreto-Lei 194/80 (revogado pelo DL 132/83) «Projeto de Investimento ou só


Projeto é a proposta de aplicação de recursos em ativo fixo adicional que afete a produção em
quantidade, qualidade ou custo e que respeite à mesma unidade produtiva e, bem assim, o
acréscimo em fundo de maneio associado àquela aplicação». (MARQUES, 2014, p. 22)

Segundo Barros (2007, p. 21) ‟um investimento em activos fixo desenvolve-se através
de um processo que possuem natureza temporal, ou seja, desenvolvi se ao longo do tempo, o
processo de desenvolvimento de um Projecto de investimento é classificável em fase onde se
desenvolvem actividades necessárias a sua implementação”.

Para Barros (2007, p.21) ‟investimento em activos fixo pode assumir uma de duas
naturezas que são: investimento em novos activos fixo com objectivo em dar origem em nova
empresa e investimento de substituição de expansão de redução de custo e de manutenção da
empresa já instalada”.

A vida dos projectos são implementadas a fase de concepção e a fase de implementação,


a fase de concepção é dividida em várias sub-fases a saber:

Identificação das Oportunidades de Investimento – a identificação do projecto é a fase


de desenvolvimento e uma das mais importantes.

Estudo da Preparação do Projecto – É composto por duas sub-fases: a Formulação das


Variantes do Projecto e a Pré-avaliação.

1.2. Tipos de avaliação de projecto

Segundo Barros (2007,26) a avaliação do projecto pode e deve fazer-se relativamente a


diferentes aspectos dando origem a diferentes tipos de avaliação a saber:

6
Avaliação financeira – Avaliação financeira de um projecto de investimento é o estudo
de apoio a tomada de decisão por parte do investidor (o detentor do capital próprio necessário
ao projecto) e dos financiadores (os detentores do capital alheio) do projecto em estudo, esse
que pondera as despesas e receitas financeira do projecto valorizando o preço de mercado de
forma a aferir a rendibilidade em termos de mercado. É a avaliação mais importante do projecto
privado mercantil, em geral a avaliação financeira incorpora avaliação técnica, avaliação
comercial e avaliação institucional, aspectos que não possuem autonomia científica. (BARROS,
2007, idem)

Avaliação Económica e Social – Avaliação económica e social do projecto de


investimento é o estudo de apoio a tomada de decisão pública relativamente ao projecto em
geral designa-se por avaliação económica, com o objectivo de maximizar o bem-estar da
avaliação social e medir o impacto de determinada acção sobre aspectos sociais. (BARROS.
2007, idem)

Avaliação ambiental – Avaliação ambiental do projecto avalia as implicações em


termos do meio ambiental físico devido ao projecto, ficando em prática e em particular aspectos
relacionados com a população (BARROS, 2007, idem)

1.2.1. Tipos de projecto de investimento

Segundo Barros (2007, p. 28) Existem diferentes tipos de projecto de investimento, que
adoptam critérios de classificações mais abordaremos somente em dois.

1.2.1.1. Projecto por sector de actividade

Esta é a classificação mais comum dos projectos numa perspectiva macroeconómica, de


acordo com este critério os projectos são classificados de acordo com a agregação sectorial
tradicional:

✓ Projectos agrícolas (pecuária irrigação etc.)

✓ Projectos industriais (indústria extractiva e transformadora)

✓ Projecto comercial (supermercado, imobiliário etc.)

✓ Projecto de serviço (escola, hospital, habitação etc.)

7
1.2.1.2. Projectos por natureza de investimento

Esta é uma classificação subjacente a todos os projectos de investimento. De acordo


com esta critério os projectos são classificados em:

Projecto público: que são desenvolvidos por entidade pública;

Projecto privado: são projectos desenvolvidos por particulares.

1.2.1.3. Projecto por objectivo de investimento

De acordo com este critério ela é mais utilizada no âmbito da empresa, que são
classificadas em cinco tipos a saber:

a) Investimento de reposição ou substituição: é um investimento em que se


substitui equipamentos usados ou obsoletos por equipamentos novos com a
mesma característica técnica dos equipamentos substituídos (a mesma
capacidade de produção e custo de produção) (BARROS, 2007, idem)
b) Investimento de modernização ou racionalização: é um investimento que
substitui equipamentos usados ou absoluto por equipamentos novos com
características técnicas diferentes de forma a permitir quer produzir mais aos
custos antigos quer produzir o mesmo com custos mais baixos. (BARROS, 2007,
p. 30)
c) Investimentos de expansão: é um investimento que permite aumentar a
capacidade de produção permitindo á empresa fazer face ao aumento da procura.
d) Investimento de diversificação ou inovação: é um investimento que permite
produzir novos produtos, possibilitando a empresa fazer face as alterações na
preferência dos consumidores.
e) Investimento estratégico ou de elevado potencial tecnológico: é um investimento
cujo objectivo é o de dar uma vantagem estratégica a empresa numa perspectiva
dinâmica. Muitas vezes este investimento possui rendibilidade financeira nula
ou dificilmente mensurável, como o investimento em publicidade, na formação
de pessoal. (BARROS, 2007, idem)

8
1.2.1.4. Projecto por relação entre investimento

Segundo Barros (2007, p. 30) esta classificação é importante na metodologia de


avaliação do projecto. De acordo com ela os projectos são classificados por:

✓ Projectos independentes: são projectos não relacionados quer em termos técnicos,


quer em termos financeiros ou comercial, sendo por isso implementáveis
simultaneamente. É o tipo de projecto padrão das metodologias de avaliação de
projecto.
✓ Projectos dependentes: são projecto que a implementação de um induza
implementação de outro. A dependência pode ser complementar ou alternativo,
complementaridade pode ser de vários tipos: complementaridade comercial ou
complementaridade técnica, situação em que os dois projectos têm que ser
analisado conjuntamente; complementaridade sequencial, situação em que a
adopção de um projecto depende da adopção anterior (complementaridade
sequencial positiva) do outro projecto ou não adopção posterior
(complementaridade sequencial negativa) do outro projecto. (BARROS 2007,
idem)

1.2.1.5. Projectos por cronologia de fluxos de tesouraria

Segundo o Barros (2007, p. 31) esta classificação tem algumas relevâncias devido às
simplificações que dela decorrem para os fluxos de tesouraria, logo para a solvabilidade do
projecto. De acordo com a mesma o projecto classifica-se por:

✓ Projecto convencional: são projectos que possuem um ou mais período e


despesa, seguido de um ou mais período de receitas.
✓ Projecto não convencional: são projectos que possuem fluxos de despesa
intercalada com fluxo de receita.

A diferença entre o projecto convencionais e não convencionais é que nos investimentos


convencionais há entrada e depois saída de valores e já na não convencional a entrada e saída
de valores é feito simultaneamente.

1.2.1.6. Projecto por contexto geográfico

Segundo Barros (2007, idem) esta classificação é a de minuta importância na óptica


privada, sendo, contudo, relevante na óptica nacional, de acordo com ela os projectos são:

• Projecto de Investimento nacional

9
• Projecto de Investimento estrangeiro

Investimentos nacionais: é quando o capital próprio pertence a residente nos pais

Investimento estrangeiro: é quando o capital próprio pertence a residente no estrangeiro.

1.2.1.7. Projecto por relação com actividade produtiva

De acordo com este critério os projectos podem ser classificados por:

Projecto directamente produtivo: são aquelas que desenvolvem actividades


directamente produtivas, dando origem a bens e serviços transaccionáveis no mercado.

Projecto indirectamente produtiva: são aquelas que desenvolvem a actividades de


suportes as actividades produtivas, garantindo a sua implementação. Ex: Caminho-de-ferro,
estradas, etc.

Projectos sociais: são projectos não relacionado com a actividade produtiva cujo
objectivo é garantir o funcionamento do sistema político e social com o objectivo de melhoria
de bem-estar.

1.3. Características e classificação dos projectos de investimento.

Segundo Consalter (2012, p. 14) cada projecto tem característica própria, sendo que as
características gerais ou aspecto básico pode mencionar os seguintes.

a) Existência de entidade (s) promotora (s): Todo projecto tem entidade promotora,
que por sua vez é definida como sendo entidade pública ou privada, responsável pelo
planeamento, execução, implantação e controlo do projecto.

b) Alocação de meios importantes variáveis e mutações: A elaboração de um projecto


exige a interação de recursos, bem como a intervenção de especialistas de diferentes disciplinas
técnicas. Os recursos a utilizar variam ao longo do projecto.

c)Temporalidade ou descontinuidade: Todo projecto deve ter início, meio e fim pré-
definido. Marcado pelo exercício de actividade esporádico não repetitivo, invulgar e não
habitual.

d)Dinâmica ou Evolução: O projecto tende a criar algo de novo e estar em contínua


evolução, desenvolvendo situações de frequente mudança. Na execução ou implantação de um

10
projecto, as decisões que se vão tomando são em geral irreversíveis, pois que a marcha atrás
implica grandes prejuízos económicos e podendo inviabilizar os prazos de conclusão.

e) Existência de factores de influência externa: Todos projectos podem sofrer


influências externa, essa por sua vez é exercida pelo meio ambiente, social, político e
económico. Está últimas alterações ou mesmo fracasso do projecto (independentemente de
possíveis problemas de razões técnicas), sendo muito difícil de serem previstas.

f) Unicidade: O produto ou serviço de cada projecto é único, podendo tomar como


exemplo o mundial de futebol ou também chamado de copa de mundo que envolve conceitos
(de planeamento), recursos (matérias e construções) e eventos (os jogos realizados).

g) Singularidade: Não há dois projectos iguais. Cada projecto depende do seu


objectivo, do clico de vida, da competência da equipa da disponibilidade de recursos e
certamente dos factores do ambiente em que está contextualizado.

h) Riscos: O projecto tem componentes de incerteza, que cercam o resultado esperado


e as condições de realização durante a execução, uma vez que as expectativas dos agentes
económicos mudam. Os projectos muitas das vezes estão sujeitos a riscos ambientas, sociais,
político, económico e de imagem. Logo não é possível no início do projecto estabelecer com
precisão sua característica e seus parâmetros.

Segundo Marques (2014, p. 20) os investimentos são vistos em várias perspetivas


nomeadamente.

a) O investimento na perspetiva financeira;


b) O investimento na perspetiva económica;
c) Investimento na perspetiva dos agentes económicos aforradores;
d) Investimento na perspetiva da empresarial.

O estudo de projecto de investimento que aqui abordamos trata-se do contexto das


finanças empresariais e enquadra-se na perspectiva microeconómica.

‟ Lucro constitui o aspecto que mais interessa diretamente ao empresário


privado, pois, ao assumir o risco do investimento é para ele fundamental recuperar
com acréscimo os valores despendidos no processo de investimento e de exploração,
para poder continuar a fazer novos investimentos, pagar os capitais alheios utilizados

11
e pagar atempadamente as «remunerações» dos fatores produtivos primários que
utiliza no processo de produção. “Além disso, pretende para si uma recompensa dos
seus esforços, iniciativa e riscos do empreendimento, traduzida numa expectativa de
lucro líquido” (MARQUES, 2014.p. 20)

1.3.1. Fases do estudo de avaliação do projecto

Segundo Barros (2007, p. 45) a avaliação do projecto de investimento, enquanto


processo sequencial, é composto de várias fases distintas, onde se realizam tarefas necessárias
a avaliação do projecto.

Figura nº 1: Avaliação do Projecto

Identificação

Formulação

Avaliação Decisão

Fonte: Barros H (2009:33)

1.3.1.1. Identificação do Projecto

A identificação do projecto é a primeira fase do estudo de avaliação de projecto. Existem


vários procedimentos que permitem identificar um projecto de investimento potencial, a saber:

Identificação das necessidades existentes: para identificar as necessidades existentes


no pai ou região pode-se recorrer as matrizes de input-output, identificando os ramos de
actividades não desenvolvidos no pai e que possam constituir prioridades sectoriais ou
objectivos de desenvolvimento.

12
Identificação das necessidades futuras: a partir da evolução dos mercados mundiais
nas últimas décadas é possível detectar necessidades futuras, necessariamente ligadas ao
progresso técnico e ao bem-estar que constituirão mercados de expansão futura.

1.3.1.2. Formulação do projecto

Para Barros (2007, p. 46) a ideia de negócio possui, em geral, diferentes formas de serem
implementados a que chamamos variantes. Para cada dessas variantes torna-se necessário fazer
um estudo preliminar dos aspectos técnicos, arquitectónicos, dos aspectos de mercado etc., que
permite aferir qual a variante mais adequada para que a decisão seja um sucesso. Identificada a
melhor variante, entra-se numa fase de avaliação do projecto que suportará a tomada de decisão
sobre a implementação ou não implementação do projecto. Dentro da mesma fase encontramos
as subfases;

Construção de variantes: O aspecto fundamental da fase de formulação (preparação)


do projecto consiste na identificação e comparação das diferentes soluções técnicas, de alocação
da capacidade de produção que permite atingir os objectivos dos projectos. Estas diferentes
soluções técnicas possíveis, tem de ser estudadas de forma a determinar-se os custos e
benefícios previsíveis, que permitam identificar as soluções que constituirá a especificação do
projecto (Barros, 2007, idem)

Estudos técnicos: O estudo técnico das variantes integra um estudo de engenharia do


projecto e um estudo arquitectónico do projecto, o estudo de engenharia deve ser desenvolvido
por um engenheiro conhecedor da tecnologia utilizada no processo de produção, o estudo de
arquitectura deve ser desenvolvido por um arquitecto, que é uma questão tratada por
especialista.

Estudo de engenharia do projecto: O estudo do projecto pode ser um estudo


específico que desenvolva o desenho de protótipo, de esquemas de tabelas de produtos
tecnológicos.

Estudo de mercado: Para o autor acima citado estudo de mercado, também designada
por avaliação comercial, pretende determinar:

✓ A quota de mercado da empresa;


✓ O preço de venda do produto;

13
✓ A política de distribuição a adoptar pela empresa.

O objectivo do estudo de mercado é o de determinar o valor da produção, a dimensão


da tecnologia a adoptar e o valor das vendas. O estudo do mercado determina, conjuntamente
com o estudo técnico, o custo das existências vendidas e consumidas. (Barros, 2007, idem)

Segundo o Consalter (2012, p. 24) as principais decisões e tarefa do planeamento de um


projecto, esquematicamente representa-se da seguinte forma como indica a página seguinte.

Figura nº 2: Decisões e Tarefas Referentes ao Planeamento de Projecto

Definição de produto ou serviço

Identificação das actividades

Sequência e estimativa da duração das Identificação dos recursos necessários


actividades

Elaboração do cronograma do projecto Elaboração do orçamento do projecto

Fonte: Barros H (2009, p. 45)

Para Consalter (2012, p. 55) ressalta que o estudo de viabilidade é um estudo preliminar
que analisa a rentabilidade do projecto, a eficiência, a viabilidade do produto do projecto, a
possibilidade de comercialização do produto ou serviço, soluções alternativas e os potenciais
demandas dos agentes económicos. Segundo o autor, as principais viabilidades que devem ser
verificadas em um projecto de investimento são:

✓ Viabilidade mercadológica;
✓ Viabilidade Técnica;
✓ Viabilidade Económica;
✓ Viabilidade Financeira;
✓ Viabilidade Social;
✓ Viabilidade Administrativa.

14
N.B: Atendendo a delimitação do tema de pesquisa, abordaremos somente sobre a
viabilidade técnica, económica e financeira.

✓ Viabilidade técnica: A viabilidade técnica fica demonstrada quando nenhum


problema de engenharia e tecnologia referentes ao projecto constitui impedimento á sua
implantação e operacionalização, bem como, quando a empresa dispõe de tecnologia própria
ou tem possibilidade de adquiri-la em fontes internas ou externas.

O projecto a ser operacionalizado deve ser tecnicamente viável, isto é, a tecnologia para
a realização do empreendimento deve ser conhecida e detalhada para permitir reproduções
futuras, e comprovar que a tecnologia escolhida é a mais adequada as condições de implantação
do empreendimento. (CONSALTER, 2012, p. 55)

✓ Viabilidade económica: O teste de viabilidade económica, consiste em uma


averiguação referente às receitas inerentes ao projecto, se estas superam os custos. Nesse
contexto, o projecto deve ser justificado em termos económicos com base na estruturação do
fluxo de caixa, como forma de demonstrar que o empreendimento apresentará rentabilidade,
tornando-o vantajoso sob o ponto de vista económico. (CONSALTER, 2012, idem)

A análise de rentabilidade do investimento pode ser feita por meio da técnica de


orçamento. Fazemos um confronto entre os fluxos de caixa entrada (receita) e os fluxos de caixa
de saída (custo), identificados durante o processo de planeamento do projecto. Com base nesta
análise, o empreendedor terá condições de definir a viabilidade económica de um projecto.
(CONSALTER, 2012, idem)

✓ Viabilidade financeira: Consiste em verificar se existem recursos financeiros


suficientes para a implementação do projecto. Resultando na demonstração de análise das
condições financeiras passadas, bem como a capacidade da empresa em assumir com segurança
o débito (financiamento) que pretende contrair. É comum encontrarmos a expressão viabilidade
econômico-financeira, mas deve-se lembrar de que a ideia central é que, quanto maior for o
retorno esperado de um projecto, mais atractivo este será para o investidor. (CONSALTER,
2012, idem)

Segundo Barros (1991, p. 18) o ciclo de vida de um projecto de investimento pode ser
representado esquematicamente da seguinte forma:

15
Figura nº 3: Ciclo de Vida de um Projecto de Investimento

IDENTIFICAÇÃO REPARAÇÃO

DEFINIÇÃO DE
VARIANTES

ANÁLISE

NÃO FAZER FAZER


DECISÃO

EXECUÇÃO

FUNCIONAMENTO
E CONTROLO

Fonte: Barros H (2009:105)

1.4. Analise do fluxo de caixa de um projecto de investimento

Segundo Barros (2009, p. 93) Os fluxos de caixa (cash-flow) de um projecto de


investimento é visto como sendo a diferença entre os somatórios dos benefícios, convertido em
valores de entrada de caixa, e o somatório de custo de investimento e de exploração convertido
em valores de saída de caixa decorrente da relação do projecto de investimento

Figura nº 4: Representação do Cash-Flow de um Projecto de Investimento

Vendas, subsídio, valor residual (Benefícios)

ENTRADA

Fluxo in

Saídas
Fluxo out Custos de investimentos, custos operacionais (aplicações e consumo)

16
Fonte: Barros H (2009, p. 133)

Tecnicamente o cash-flow de um projecto é representado pela seguinte expressão

CASH-FLOW= CFE+CFI+VAL

CAF= RL + AR + J- ISL

CFI= IT + FM

1.5. Custo de projecto de investimento

Para Consulter (2012, p. 20) Os custos de um projecto de investimento é um agregado


composto por custo de investimento, instalação ou pré- funcionamento e custo operacional de
exploração ou de funcionamento onde:

Custo de investimento, instalação ou pré-funcionamento: corresponde aos valores


monetários dos bens de consumo produtivo utilizado, referente ao capital fixo corpóreo e
incorpóreo, bem como ao crescimento do fundo de maneio necessário para um adequado
funcionamento do projecto.

Custo operacional de exploração ou de funcionamento: é o somatório dos custos


variáveis e fixo correspondente aos somatórios intermédios. (CONSALTER, 2012, idem)

1.6. Benefícios de projecto de investimentos

Segundo Consulter (2012, p. 126) os benefícios de um projecto corresponde aos valores


dos recursos recuperados isto resulta dos proveitos que o projecto gera ao longo da vida útil.
Decorrente dos valores das vendas e outros proveitos contabilizados na conta de exploração de
resultado. Adicionando ao valor residual do investimento no fim da sua vida útil e subsidio do
estado.

1.7. Critérios de avaliação da viabilidade de projecto de investimentos

O autor acima citado, defende que as avaliações de projectos existem na teoria


financeira e nos mecanismos de desempenho inúmeras técnicas de avaliação, sendo que, cada
uma tem por objectivo informar aos gestores de projecto sobre determinado aspecto, avaliação
de um projecto pode ser:

17
✓ Quantitativo
✓ Qualitativo

1.7.1. Avaliação quantitativa de um projecto de investimento

Para Consalter (2012, p. 127 ) o método quantitativo ou estatístico, visam à avaliação


ou análise econômico-financeira do projecto de investimento, sendo esta justificada pela união
dos componentes da ordem econômica e financeira, de modo a indicar a existência de lucros
comparativo com o investimento realizado. E garantir o reembolso do empréstimo
eventualmente solicitados.

A avaliação de projecto, é um trabalho multidisciplinar e dinâmico, estuda cada etapa,


suas formulações, suas operações intrínsecas e as suas relações com as demais componente
determinando o coeficiente que permite a comparação dos resultados com os recursos
utilizados. Os principais métodos especifico para avaliar e analisar a viabilidade do projecto de
investimento, são operacionalizados por meio do coeficiente de avaliação econômica-
financeira que são: (BUARQUE, 1991, p. 131 )

✓ Método de valor presente liquida (VAL)


✓ Método da taxa interna de retorno (TIR)
✓ Método do período de recuperação do capital investido (Playback)
✓ Método de índice de rentabilidade
✓ Método do índice benefício – custo (IBC)

1.7.1.1. Método do valor presente líquida

Segundo Consalter (2012, p. 127) o presente método consiste em determinar um valor


no instante inicial com base a um fluxo de caixa formado por receitas e dispêndios, os quais são
descontados com a taxa mínima de atractividade (TMA) este método também é conhecido como
método do valor actual (presente) liquido.

O autor define o método do valor presente líquido (VPL) como sendo uma técnica, que
consiste em concentrar na data zero, o valor presente de todos os fluxos de caixa de
investimento, descontada pela TMA (taxa mínima de atractividade) evidenciando o lucro
econômico do projecto.

18
Segundo Barros (1991, p. 72) o critério do valor actual (presente) liquido (VAL) assenta
na comparação dos cash-flow gerado por um projecto, com o capital inicial. A determinação do
valor actual liquido de um projecto requer as seguintes etapas.

✓ Fixar a taxa de actualização


✓ Determinar o capital investido – se o projecto necessitar de várias despesas de
capital durante vários períodos, são necessárias essas saídas de fundo para o período zero
1
Cada cash-flow anual é multiplicada por um valor actual correspondente (1+𝑖 );

✓ O valor do cash- flow actualizado representa o valor do cash- flow do


investimento

Para o autor acima referido, afirma que o critério do valor actual (presente) líquido
(VAL) assenta na comparação dos cash-flows gerado por um projecto, com o capital inicial.

Se o VAL for positivo, significa que o investimento deve ser aceite, visto que contribuirá
para aumentar a riqueza dos detentores do capital, os fluxos monetários líquidos gerados pela
implementação do investimento, permite reembolsar o capital investido e geram um excedente
que incrementa a riqueza dos promotores.

Se o VAL for igual às zero, o investimento e neutro significa dizer que é indiferente
realizar ou não o investimento, pois neste caso o investimento é pago e não gera excedente e se
o VAL for negativo, o investimento deve ser rejeitado uma vez que gera prejuízo.

❖ Resumidamente a avaliação de projectos de investimentos pelo método do VAL,


assenta na seguinte análise:

Quadro nº 1: Funcionamento do método do VAL

Fonte: Soares et. al (2012, p. 186)

19
Segundo consulter (2012,p.189) os critérios de avaliação pelo método de VAL não esta
desprovida de desvantagem, referem-se entre as principais as seguintes:

• Não toma em consideração a escala (montagem) de investimento. Por exemplo,


dizer que o VAL de um investimento é de 200 u. m, não proporciona a informação sobre o
montante investido que esta subjacente.

• Não controla diferença na vida do investimento que se pretendem comparar.

Estas desvantagens não são particularmente relevantes para as empresas que não
enfrenta restrições de capitais, e cujo objetivo é a maximização da riqueza dos accionistas. Por
outro lado, a utilização do critério do VAL não é a mais aconselhável para a tomada de decisões
relativa a escolha do projecto.

Segundo Oldcorn (1998, p. 190) a vantagem do método é o facto que permite calcular
o valor presente do investimento somando os fluxos de caixa actualizado por cada período. Por
outro lado, para Pereira (2010, p. 432) este método permite determinar o mais atraente projecto,
duma serie de projecto com o período de recuperação e a taxa de investimento for igual.

Na sequência apresentada anteriormente sobre o método de VAL os autores propõem


as seguintes vantagens:

• O VAL apresenta o resultado final do projecto, e engloba a razão financeira por


qual se pretende executar o projecto.

• O VAL permite analisar todos os fluxos de caixa durante o período da execução


do projecto.

• No VAL está considerado os custos do capital, que permite avaliar os custos de


exploração do investimento específico para o negócio.

1.7.2. Valor Residual do Projecto

Para Barros (2012, p. 91) Valor Residual do Projecto – é o valor de mercado do activo
não corrente, como os terrenos, edifícios e o equipamento que constituem o gasto de
investimento do projecto estimados no último ano de exploração. O Valor Residual do Projecto
(VRP) pode ser calculado pelos dois métodos:

20
❖ Método do Património, onde o VRP apresenta a percentagem do preço inicial
investido no activo não corrente (no caso dos terrenos o VRP tem tendência de crescer faça ao
valor investido no início, ao contrário dos equipamentos que tem tendência de se depreciar).
Onde a principal desvantagem da fixação do preço do capital residual conheça a dificuldade
graça a dinâmica diferente no tempo do valor do activo não corrente.
❖ Método do rendimento, apresentado pela uma perpetuidade dos fluxos da caixa
de exploração considerado no último ano de projecto, sem considerar o crescimento.

𝑉𝑅𝑃 = 𝐹𝐶

1.7.3. Taxa Interna de Rendibilidade (TIR)

Segundo Barros (1991, p. 76), na prática calcula-se o TIR por processo iterativo. No
processo iterativo mais simples, determina-se por tentativas dois valores actuais líquidos,
respectivamente positivo e negativos correspondentes a dois valores de i tão próximos quanto
possível, sendo o valor de “i” determinado por interpolação. Quanto maior for a taxa “i”, menor
será menor será o valor actual líquido (VAL).

Quadro nº 2: Regra de Funcionamento do Método do TIR

Fonte: Schroeder. J. T. et al (2005, p. 35)

1.7.4. Período de Recuperação (PayBack)

Barros (2009, p. 81) afirma que o método em questão tem em linha de conta, a duração
da vida do projecto, informando sobre o prazo durante o qual os capitais investidos são
recuperados. Sendo que, vulgarmente apresenta-se de acordo com a seguinte formula:

𝐼×𝑁
𝑃𝑅𝐶 =
𝑅

21
Em que:

❖ I – É o valor do Investimento;
❖ R – É o somatório dos cash-flow de exploração;
❖ N – Representa o número de anos do projecto de investimento em estudo.

Segundo Consalter (2012, p. 128) o presente método consiste no apuramento ou


determinação do tempo necessário para que o somatório dos benefícios de caixa, se iguale ao
somatório dos dispêndios de caixa. Por outras palavras, é o tempo de retorno de um
investimento, ou seja, o tempo que o investimento inicialmente despendido leva para ser
recuperado. É uma técnica de medida de risco, visto que, quanto mais tempo um investimento
leva para ser recuperado, maiores são as possibilidades de variações nos resultados projectados
em função de mudanças económicas.

1.7.5. Análises Custo Benefício (ACB)

A análise custo benefício (ACB) concentra-se na comparação entre custos e benefícios


de um projecto passíveis de mensuração monetária. Para Abreu e Stephen (1982, p. 280) a ACB
consiste em agregar todos os critérios relevantes para a aceitação ou não de um projecto em
uma só medida. Já Branco (2008, p. 91) afirmam que o objectivo da ACB é comparar custos e
benefícios associados aos impactos dos investimentos em termos de seus valores monetários.

Apesar de suas restrições, a ACB é a metodologia de análise económica e social mais


difundida tanto na literatura quanto no campo prático. De acordo com Branco (2008, p. 91) é
uma das análises mais utilizadas para determinar e comparar a viabilidade de projectos.

1.7.6. Indicador para Selecção de Projectos de Investimento

Segundo Contador (1988, p. 41) a decisão sobre a viabilidade de um projecto isolado


ou comparado à de outros projectos exige o emprego de critérios e regras que devem ser
obedecidos para que os projectos possam ser aceitos e ordenados por preferência. Em primeiro
lugar, é importante frisar que a grande maioria dos projectos de investimentos trata de
informações que advêm de simulações sobre o comportamento futuro de variáveis de
desempenho, ou seja, trata de indicadores de desempenho para formar uma tomada de decisão.
Estas medidas e procedimentos de simulação certamente influenciarão o desenho dos fluxos de

22
caixa futuros, assim como dos resultados das análises realizadas a partir destes fluxos futuros
esperados.

1.8. Amortização do Exercício

As amortizações do exercício (AM) são excluídas das despesas pelo facto de não
corresponderem a um pagamento. As amortizações do exercício são custos que registam a perda
de valor dos equipamentos utilizados na produção dos bens e serviços, os quais tem de ser
substituído no fim da sua vida útil para que a empresa possa prosseguir a sua actividade. Em
todos os exercícios, uma proporção do valor contabilístico do equipamento é considerado custo
do exercício, gerando-se desta forma um fluxo financeiro que permitira substituir os
equipamentos utilizados quando chegar ao fim da sua vida técnica; acontece que as
amortizações não dão origem ao fluxo de saída da empresa; o fluxo financeiro constituído pelas
amortizações é retida na, estando á disposição para ser aplicado na compra dos equipamentos
que vão substituir o equipamento que está a ser amortização. (BARROS, 2007, p. 88).

Para o autor acima citado, conclui-se, portanto, que não sendo as amortizações um
fluxo de saída da empresa, não devem ser consideradas na contabilização das empresas de
forma que ao adicionar-se as amortizações ao resultado líquido esta de facto anule esta rubrica
das despesas que são relevantes para determinação do cash-flow, e desta forma aumentar o
resultado libertado pela exploração. Para reforçar a ideia de exclusão das amortizações do
exercício na despesas nota – se que se considerarmos as amortizações do exercício na despesa
do projecto, estar-se-ia a contar duas vezes a despesa relativa ao investimento, uma vez como
despesa de investimento, e outra como amortização desse mesmo investimento; no sentido de
evitar uma dupla contagem da despesa de investimento, as amortizações são excluídas das
despesas do exercício. (BARROS, 2007, idem).

1.8.1. As provisões do exercício

Para o Barros (2007, p. 89) as provisões do exercício são excluídas das despesas pelo
facto de não corresponderem a um pagamento. As provisões do exercício, outras que não a
provisão para impostos sobre lucros (provisão para cobrança duvidosas, provisões para
depreciação de existência e provisões para outros risco e encargo) são custo do exercício criado
para fazer face a eventuais divida de cliente e outros devedores que se torne incobrável; para
fazer face a perda de valor das existências; para fazer face as eventuais perda com pessoal

23
judiciais em curso, acidentes nos trabalhos e doenças profissionais. Etc. Enquanto custos do
exercício as provisões, de forma análoga as amortizações, não dão origem a um fluxo de saída
da empresa, o fluxo constituído pelas provisões do exercício é retido na empresa, estando á
disposição para ser aplicado na cobertura dos riscos para que foram constituídos.

Em reforço da exclusão das provisões das despesa de exploração, nota – se que se as


provisões fossem consideradas despesas do projecto, estar-se-ia a contar duas vezes a despesas
relativa a rubrica considerada, por exemplo, no caso da provisão para depreciação de
existências, se as respetivas provisões fossem consideradas, estar-se-ia a considerar o custo
duas vezes, uma na compra das existência e outra na constituição da provisão. No sentido de
evitar uma dupla contagem, as provisões são excluídas das despesas do exercício. (BARROS
2007, p. 89)

1.8.2. Custo das amortizações e provisões

As amortizações e as previsões constituem uma das principais fontes de financiamento


da empresa, mas o seu custo, em geral, não é considerado explicitamente na demostração do
custo medio ponderado do capital, no pressuposto que a empresa possua uma estrutura
financeira óptima, o custo de amortização e provisões será aproximadamente igual ao custo
medio do capital. Outros autores consideram que a exclusão explícita do custo do capital, das
amortizações e provisões no custo medio ponderado do capital deve ser feito de forma idêntica
ao efectuado com custo do capital alheio, pois o custo de oportunidade das amortizações é a
rendibilidade que se obteria se as amortizações fossem aplicadas em activo financeiros do
mercado, com nível de risco similar; ou numa outra perspectiva o custo oportunidade seria o
custo associado ao financiamento das amortizações com crédito de medio e longo prazo no
mercado de crédito.

1.9. Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Para Salgueirinho (2007, p. 48) os rácios ou indicadores constituem a técnica mais


utilizada em análise económica e financeira. Os rácios são instrumentos que quantificam factos,
apontam indícios e detectam anomalias, mais não explicam as causas e eles são divididos em
récios financeiros e económicos.

24
1.9.1. Aspectos centrais no estudo do projecto

Segundo Barros (2007, p. 24) da análise das fases de desenvolvimento do projecto de


investimento emergem três aspectos centras, relativamente aos quais tem de avaliar o projecto:
a rendibilidade, a solvabilidade e o risco.

Análise de rendibilidade consiste em avaliar a capacidade do projecto gerar um


excedente líquido; excedente esse medido através de um critério de rendibilidade (VAL e TIR).

Análise da solvabilidade consiste em analisar a capacidade do projecto fazer face as


dividas, medindo se essa capacidade através de ratios ou do fundo de maneio.

Análise de risco consiste em medir a dispersão de rendibilidade em torno do seu valor


medio, medindo se através método de analise de risco (critério de média-variação, analise de
sensibilidade).

1.9.2. Análise de sensibilidade e incerteza

Para soares (2012, p. 111) defende que a sensibilidade visa aferir em que medida a
rentabilidade de um investimento se altera, em consequência da modificação, face ao previsto,
de um pressuposto do projecto, sendo a análise de sensibilidade permite ainda conhecer os
limites (ponto critico) de oscilação de variáveis, de forma a manter uma rentabilidade mínimo,
ou seja, os valores máximos ou mínimo das variáveis, tendo em vista manter as medidas de
rentabilidade dentro dos critérios de aceitação do investimento.

Os riscos podem afectar diferentes elementos de cálculo de investimento entre eles: o


capital investido, o cash- filos esperados, a duração de vida do projecto, o valor residual e a
taxa de actualização escolhida. Segundo o autor o critério de análise de risco é subdividido em
dois grupos: (BARROS, 2007, p. 55)

✓ Critérios tradicionais de avaliação


✓ Critérios moderno de avaliação

Os critérios tradicionais: tem uma vantagem, pois além de serem de fácil aplicação,
permite tomar uma decisão em face de variantes alternativas, sem recurso a técnica sofisticada
que envolvem grandes conhecimentos matemáticos.

25
O critério moderno: envolvem conhecimentos mais aprofundados tais como a
estatísticas e a investigação operacional, mais permitem com tudo racionalizar as tomadas de
decisões.

1.9.2.1. Critérios tradicionais

Os critérios tradicionais baseiam-se nos seguintes aspectos

• Prazo de recuperação do capital investido,


• Ponto crítico,
• Elevação da taxa de actualização,
• Redução do período de vida dos equipamentos,
• Não entrar em linha de conta com o valor residual dos equipamentos,
• Correcção dos cash-flows de investimento.

Abaixo analisamos ponto a ponto, os aspectos de base do presente critério:

a) Prazo de recuperação do capital investido (paybackperiod).

Critério já analisado anteriormente, e que tem em atenção o período de tempo em que o


investimento é recuperado. Normalmente é usado para avaliação do risco.

Neste critério o risco é proporcional ao tempo necessário para reaver as importâncias


investidas, e assenta na recuperação dessas importâncias, feita pelos cash-flows.

b) Ponto crítico.

O presente método tem por objectivo a análise de sensibilidade do projecto.

Na técnica do VAL, avaliar a sensibilidade de um projecto a uma determinada grandeza


faz-se variar esta, ≪ 𝑐𝑒𝑡𝑒𝑟𝑖𝑠𝑝𝑎𝑟𝑖𝑏𝑢𝑠 ≫ mantendo as outras constantes. Desta forma certifica-
se até que ponto ela pode variar para que o VAL não seja inferior a zero (0), esta técnica é
particularmente útil para as variáveis que oferecem maior insegurança, e quando aplicada as
mais importantes, permite avaliar qual a variável que afecta de modo mais significativo o
projecto (aquela a que o projecto é mais sensível).

Designa-se de valor critério o montante assumido pela grandeza a que se fez o teste de
sensibilidade e que iguala o VAL a zero. O valor critério é o limite da variável em estudo.

Ela pode ser:

26
• Máximo – quando o VAL é uma função decrescente da grandeza em questão,
como é o caso das despesas de investimento, despesas variáveis ou taxa de actualização;
• Mínimo – Quando o VAL cresce com o aumento da variável. Ex: volume de
negócio, preço de venda, duração do investimento, etc.
c) Elevação da taxa de actualização.

A técnica é idêntica ao cálculo da taxa interna de retorno, quanto maior for a taxa de
actualização utilizada, menor é o valor actual líquido (VAL) e por consequência maior é o risco
do investimento.

d) Redução do período de vida do equipamento.

A dedução é lógica, pois ao diminuirmos o período de vida de um equipamento, estamos


a diminuir as suas possibilidades de gerar fundos e aumentar o risco associado a esta redução.

e) Não entrar em linha de conta com o valor residual dos equipamentos.

Neste caso, o fluxo de receitas diminui, aumentando por consequência o risco do


investimento, pois a sua rentabilidade é menor.

f) Correcção dos cash-flows de investimento.

1.10. Tipologia das fontes de financiamentos

Segundo Soares (2012, p. 46) a tipologia dos financiamentos usados pelas empresas, é
sistematizada na figura seguinte.

Quadro nº 3: Sistematização de tipologia de financiamentos

Fonte: Barros. H. (2009, p. 145)

27
1.10.1. Fontes de financiamento Externo

Entre as principais fontes de financiamento por capitais alheios, podem verificar – se os


seguintes instrumentos: (SOARES, 2012, p. 46)

• Crédito bancário: Constitui a forma de financiamento intermediado mais comum. Os


intermediários financeiros são empresas que efectuam a captação de poupanças e sua posterior
aplicação, sob forma de concessão de créditos aos agentes económicos. Esta por sua vez pode
ser de curto, médio e longo prazo. Nesta modalidade é importante ter-se em conta a taxa de juro
(fixa ou indexada), o horizonte e a periodicidade dos reembolsos e o tipo de garantias prestadas.
(SOARES, 2012, idem)

• Leasing: É um meio de financiar a aquisição de equipamentos ou mesmo de imóveis.


A organização que recorre a este tipo de contrato, obriga-se a pagar a empresa locadora uma
renda, que inclui uma componente de amortização (reembolso) do capital e outra de juros. Em
alguns casos a renda tende a incluir uma componente de custos, associada a manutenção dos
bens alocados; (SOARES, 2012, idem)

• Obrigações: É uma forma mais divulgada de obtenção de crédito sem intermediação.


São títulos de dívida, vendido pela entidade que pretende obter o financiamento, junto dos
investidores que desejam realizar aplicações financeiras;

• Papel Comercial: Modalidade semelhante as obrigações, mas com maturidades


inferiores a um ano. As emissões são tomadas por instituições financeiras, que posteriormente
as colocam junto de investidores. (SOARES, 2012, idem)

1.10.2. Fontes de financiamento Interno

Quanto ao financiamento por capitais próprios, podem referir-se as seguintes:

• Aumento de capital por entrada de dinheiro: No caso de sociedades anónimas, trata-se


da emissão de novas acções (títulos representativos do capital social), que são adquiridas por
investidores. No caso de sociedade por quota, trata-se da cedência de quota a entrada de novo
(s) sócio (s), (SOARES, 2012, idem)

• Prestações suplementares: É uma forma de financiamento semelhante ao aumento de


capital social. Mas com a vantagem de o reembolso ser possível, dentro de certas condições,
por deliberação dos sócios/accionistas, (SOARES, 2012, idem)

28
• Autofinanciamento da empresa: Consiste no financiamento do investimento,
recorrendo aos fundos libertos pelas restantes actividades da empresa que implementa o
projecto. A principal vantagem é a inexistência de custos de emissão. (SOARES, 2012, p. 46)

1.11. Estrutura de informação para Avaliação da Viabilidade Técnica, Económica e


financeira de um projecto de Investimento.

A análise da viabilidade técnica, económica e financeira de um projecto, pressupõe a


pesquisa e arrumação sistemática de elementos técnicos, económicos e financeiros, por sua vez
devidamente estruturados, sendo estes conducentes á determinação da rendibilidade do
projecto.

Os elementos fundamentais, que pressupõem a estruturação da informação, são:

• Fundamentação;

• Apresentação da empresa;

• Pesquisa de mercado;

• Análise estratégica;

• Plano de Investimento;

• Plano de amortizações;

• Plano previsional de funcionamento do projecto;

• Mapa de venda

• Mapa de custos de mercadoria vendida

• Mapa de encargos com pessoal;

• Mapa do serviço da dívida;

• Demonstração de resultados; (Exploração)

• Balanço previsional;

• Análise dos cash-flows do projecto;

29
CAPÍTULO II – ANÁLISE METODOLÓGICA

A Metodologia é a aplicação de procedimentos e técnicas que devem ser observados


para construção do conhecimento, com o propósito de comprovar sua validade e utilidade nos
diversos âmbitos da sociedade segundo. (FREITAS E PRODANOV, 2013, p. 13)

2.1. População e Amostra

De acordo Zassala (2013, p. 85) deve se identificar para qual os resultados poderão ser
generalizados. Representa o grupo total do qual a amostra será retirada.

A amostra é uma parcela convenientemente seleccionada do universo (população); é um


subconjunto do universo. Os processos pelos quais se determina a amostragem são descritos
em detalhe no próximo capítulo (LAKATOS E MARCONI, 2003, p. 163)

2.2. Tipo de Pesquisa

Para Gil (1999, apud Menezes e Silva, 2015, p. 19-20), a pesquisa te um caracter
pragmático, é um processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O
objectivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego
de procedimentos científicos.

2.2.1. No ponto de Vista de seus Objectivos

Pesquisa exploratória: quando a pesquisa se encontra na fase preliminar, tem como


finalidade proporcionar mais informações sobre o assunto que vamos investigar, possibilitando
sua definição e seu delineamento, isto e, facilitar a delimitação do tema da pesquisa; orientar a
fixação dos objectivos e a formulação das hipóteses ou descobrir um novo tipo de enfoque para
o assunto. (PRODANOV E FREITAS, 2013, p. 51)

Pesquisa explicativa: quando o pesquisador procura explicar os porquês das coisas e suas
causas, por meio do registro, da análise, da classificação e da interpretação dos fenómenos observados.
Visa a identificar os factores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenómenos (GIL,
2010, p. 28).

Pesquisa descritiva: quando o pesquisador apenas registra e descreve os fatos


observados sem interferir neles. Visa a descrever as características de determinada população

30
ou fenómeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas
padronizadas de colecta de dados. (PRODANOV E FREITAS, 2013, p. 52)

2.2.2. No ponto de Vista dos Procedimentos Técnicos

Pesquisa de campo: pesquisa de campo é aquela utilizada com o objectivo de conseguir


informações ou conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma

Pesquisa experimental: quando determinamos um objecto de estudo, seleccionamos


as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definimos as formas de controlo e de
observação dos efeitos que a variável produz no objecto. (PRODANOV E FREITAS, 2013, p.
51)

Pesquisa Documental: Segundo Lakatos e Marconi (2003, p. 83) é a fonte de colecta


de dados restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes
primárias. Estas podem ser feitas no momento em que o fato ou fenómeno ocorre.

Para o Prodanov e Freitas (2013, p. 70) a pesquisa documental, devido a suas


características, pode ser a pesquisa documental baseia-se em materiais que não receberam ainda
um tratamento analítico ou que podem ser reelaborados de acordo com os objectivos da
pesquisa.

Estudo de caso: é quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos


objectos de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento (YIN, 2001). O estudo
de caso possui uma metodologia de pesquisa classificada como aplicada, na qual se busca a
aplicação prática de conhecimentos para a solução de problemas sociais (BOAVENTURA,
2004).

2.2.3. No ponto de Vista da sua Natureza

Pesquisa aplicada: objectiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à


solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais (PRODANOV E
FREITAS, 2013, p. 51)

31
2.2.4. No ponto de vista da Forma de Abordagem do Problema

Pesquisa quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa
traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las, requer o uso de
recursos e de técnicas estatísticas. (PRODANOV E FREITAS, 2013, p. 69)

Pesquisa qualitativa: ocorre quando há uma relação dinâmica entre o mundo real e o
sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objectivo e a subjectividade do sujeito
que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenómenos e a atribuição de
significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Esta não requer o uso de métodos
e técnicas estatísticas. (PRODANOV E FREITAS, 2013, p. 70)

2.3. Método de Pesquisa

Segundo Lakatos e Marconi (2003,147) método é o conjunto das actividades


sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objectivo -
conhecimentos válidos e verdadeiros - traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e
auxiliando as decisões do cientista.

2.3.1. Método dedutivo

E o método que parte do geral, e a seguir desce ao particular. A partir de principio, legais
ou teórico considerada verdadeira indiscutível, produz a ocorrência de casos particular com
base na logica, pois o raciocínio dedutivo tem como objectivo de explicar o conteúdo das
premissas, por intermedio de uma cadeia de raciocínio em ordem descendente, de analise geral
para o particular, são apresentadas vários objecções ao método dedutivo uma delas é a de que
o raciocínio dedutivo e essencialmente tautológico, ou seja, permite concluir de forma diferente,
a mesma coisa ( LAKATOS e MARCONI 2003, p. 163).

2.3.2. Método hipotético-dedutivo

O método hipotético-dedutivo inicia-se com um problema ou uma lacuna no


conhecimento científico, passando pela formulação de hipóteses e por um processo de
inferência dedutiva, o qual testa a predição da ocorrência de fenómenos abrangidos pela referida
hipótese. (GIL, 2008, p. 12)

32
CAPÍTULO IIl – APRESENTAÇÃO DA EMPRESA, E ESTUDO DE
CASO

3.1. Apresentação do Projecto

Figura nº 5: Foto Ilustrativa da Confeitaria Mima Gastron

Fonte: Elaboração própria Confeitaria Mima Gastron

3.1.1. Fundamentação

Em presença das muitas oportunidades que a crise do preço do petróleo nos oferece, a
nossa empresa se depara com uma opção de investimento, e a decisão a favor da mesma teve
como base a avaliação do projecto, quer em termos de valor, quer em termos estratégicos,
suportado pelo estudo de viabilidade económico-financeira.

33
3.1.2. Apresentação da Empresa

A pastelaria Mima Gastron, Comércio Geral Lda, será uma empresa privada de direito
angolano.

As suas actividades estarão focadas no comércio a retalho de alimentos, pretende actuar


igualmente na indústria de panificação (pastelaria).

É uma empresa juridicamente classificada como uma sociedade por quota tem como
sócio Gerente a Sra. Domingas Silvano Muacandala, estudante do 4ºano do Curso de
Contabilidade e Auditoria & Osvaldo José Armando Namubi, estudante do 3ºano do Curso de
Contabilidade e Auditoria.

3.1.3. Estrutura Organizacional

Podemos considerar que estaremos perante uma pequena empresa, onde a nossa
estrutura orgânica se segue na página a seguir:

Gráfico nº 1: Estrutura Organizacional

Finanças

Direcção Gerente

Produção

Fonte: Mima Gastron, Lda

O Director ou Presidente do Conselho de Administração, representa a sociedade para


com os terceiros, define políticas e critérios adequados de controlo interno bem como,
estratégias de crescimento da empresa.

O gerente encarrega-se-á, para além da gerência, de organizar as compras e verificação


do estoque.

O Departamento Financeiro é constituído apenas pelo contabilista, o mesmo, prepara as


demonstrações financeiras para que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição
financeira da empresa e o resultado das operações, bem como a adopção de políticas e critérios

34
contabilísticos apropriados. Visto que exercerá as funções de Contabilidade, Tesouraria e
Caixa, e que será assessorado por um técnico de Contas Independente, que passará a realizar o
fecho anual do Exercício Económico.

A área de produção, tem como responsabilidade de certificar-se de todos os passos e


procedimentos na constituição dos produtos a serem comercializados estão a ser seguidos.

O presente Projecto destina-se a planear os próximos 5 anos de actividades da Empresa


Mima Gastron, Comércio Geral Lda. No âmbito da sua iniciativa de Investimento, na área de
confeitaria.

3.1.4. Moeda usada em cálculos

Tendo em conta as deliberações ao mercado cambial angolano, a moeda utilizada para


efeitos de cálculo, é o Kwanza (moeda nacional em circulação em Angola).

3.1.5. Objecto de análise

A análise efectuada incidiu sobre as necessidades de realização de investimento


necessário, para o arranque e consolidação do Projecto com base nos pressupostos de
exploração devidamente explicito no presente estudo.

3.1.6. Entidade responsável

Para efeitos de esclarecimentos adicionais e/ou complementares a informação contida


neste Projecto é da responsabilidade dos sócios gerentes.

3.2. Descrição dos Produtos e Localização do Projecto

3.2.1. Produtos

3.2.1.1. Recursos Utilizados

• Venderemos os nossos produtos num ambiente agradável e limpo, de bom acesso,


boa vitrina e balcão, de modo que os nossos consumidores se sintam confortáveis.

• Um sistema de facturamento e de entrega dos produtos rápido e eficiente;

35
• Contaremos com bons pasteleiros (as), bons operadores de caixa de excelente
conduta, e uma Gerência proactiva e dinâmica.

3.2.2. Fornecedores

• Os nossos fornecedores foram escolhidos na preeminência de facilitar a negociação


na hora de pagamentos dos produtos;

• Sua referência é boa, considerando que vendem produtos de qualidade e com preço
de grande aceitação;

• Na primeira etapa do nosso negócio, a Empresa pretende contar fundamentalmente


com os fornecedores locais, como Auoreca, Angolalissar, Afro-lux, Bolo-pam, Doce-pam,
Caluk, Ramalho-Angola.

3.2.3. Localização do Projecto

O Imóvel é pertença dos Sócios Gerentes, com uma área de 50 m2, está localizado em
Luanda, no bairro Zango 0, distrito urbano Zango 0, município de Viana, a rua bloco 5, casa
nº730.

3.2.4. Sistema de Qualidade dos produtos

Os Produtos serão vendidos no nosso estabelecimento (Pastelaria), com boa qualidade,


higienização. Daremos formações constantes aos nossos funcionários sobre as práticas de
produção, atendimento, armazenamento e conservação dos produtos.

3.2.5. Alianças Estratégicas

As nossas alianças serão feitas com os fornecedores na busca de soluções para


negociação a cerca de pagamentos e recebimentos dos produtos.

3.2.6. O mercado

A empresa visa consolidar os arredores do empreendimento com seus produtos com


diferencial através do preço, rapidez e atendimento de qualidade.

Para a conquista do mercado utilizaremos o marketing digital e físico por intermedio de


sites, blogs, white, infográficos, vídeos, como fonte intermediadora para este avanço.

36
E passaremos a conhecer os nossos clientes e nos concentraremos a entender as
necessidades e anseios dos nossos consumidores, sabendo ouvi-los.

3.3. Análise Estratégica

Neste ponto, espelhamos a posição estratégica da Mima Gastron. – Comércio Geral,


Lda, através da identificação de factores chaves de sucesso no presente e futuro, bem como o
equacionamento de oportunidades proporcionadas pelo ambiente e entender as competências
do Projecto.

3.3.1. Visão

❖ Crescer e se desenvolver em bases econômicas sólidas, sendo uma das


referências na prática de gastronomia;

❖ Profissionalizar-se e caracterizar-se pelo estilo participativo de gestão,


alicerçada nas parcerias e nos conceitos de qualidade e confiabilidade;

❖ Fazer com que os clientes busquem na Mima Gastron.Lda., soluções inovadoras


no fornecimento dos produtos vendidos.

❖ Expandir os nossos produtos em todos os lados de Luanda

❖ Ser reconhecida como a melhor Confeitaria no que concerne aos doces e


salgados.

3.3.2. Missão

Atender às necessidades e objectivos dos consumidores, fornecendo produtos de


qualidade, bem como, gerar valores aos colaboradores e accionistas, respeitando o meio
ambiente e a sociedade em geral.

3.3.3. Objectivos

Os principais objectivos da Mima Gastron.Lda, atender com qualidade os nossos


clientes, primando nos pontos fulcrais citados abaixo:

37
• Profissionalismo;
• Foco no Cliente;
• Integridade;
• Responsabilidade Social;
• Eficiência e eficácia.

3.3.4. Meta

A meta da pastelaria tem como princípio fundamental ser reconhecida no mercado,


aumentar seu facturamento a cada ano, e satisfazer a necessidade do cliente em 1 º lugar.

Procuraremos dar um bom atendimento a todos para buscar continuamente mais


mercado e lucratividade.

3.3.5. Gerência de Processos

• Todos na empresa irão conhecer as suas actividades e as suas sequências,


sectores e áreas responsáveis, clientes e fornecedores;

• Haverá métodos de planeamento, execução e avaliação dos processos da


empresa;

• Haverá o processo de aperfeiçoamento contínuo;

• O foco será no cliente.

3.3.6. Marketing

A política de Marketing para expandir o empreendimento em uma conjuntura de


diversos concorrentes, passa por uma prioridade de capital, somente para investir nesta
propaganda. A intenção é que todos os residentes dos arredores conheçam o que a de melhor
na nossa pastelaria.

Adoptaremos a propaganda visual e auditiva, divulgando os preços, atendimento,


qualidade, eficiência, e deixar claro que a intenção é a priorização dos clientes
independentemente da classe social;

38
3.3.7. Canal de Distribuição

60% Dos produtos serão vendidos na sede do empreendimento, sendo que o diferencial
poderá funcionar através da entrega direta aos principais clientes em função do volume de
encomendas; os 40% serão por bases de encomenda feitas pelos clientes fora do arredor do
estabelecimento.

3.3.8. Estratégias de Promoção e Venda

A estratégia para adquirir clientela, se dará por meio da matéria-prima no mercado, e


propaganda do diferencial do preço e qualidade no atendimento;

3.3.9. Relacionamento com os Clientes

Nos preocuparemos em conhecer os nossos clientes, para o efeito adoptaremos os


seguintes procedimentos:

1) A nossa empresa conhecerá seus clientes;

2) A empresa irá buscar criar um ambiente voltado ao atendimento de necessidade e


expectativas dos clientes;

3) Existirão mecanismos para que sejam obtidas informações que indiquem os níveis
de satisfação do cliente;

4) Utilizaremos como estratégia para adquirir clientela a promoção, uma vez que a
mesma não passa de uma forma de levar ao cliente o que ele quer num preço que só se encontra
no nosso estabelecimento.

3.4. Análise Concorrencial

A Empresa irá concorrer fundamentalmente com outros estabelecimentos da


proximidade, explorados por estrangeiros, no entanto, e face a projecção do crescimento
populacional e da necessidade básica da alimentação, a nossa localização, será uma mais-valia
para a população, uma vez que os dados não indicam a existência de mercado para investimento
no domínio a que nos propomos.

Pois se porventura tivermos o nosso diferencial será em termos de valores:

✓ Cliente em primeiro lugar;

39
✓ Qualidade de nossos produtos;
✓ Paixão pelo que fazemos.

3.5. Análise Swot

Neste ponto identificaremos determinados factores chaves do sucesso da empresa no


ramo em que está inserida:

3.5.1. Forças

✓ Localização estratégica da Empresa (confeitaria);


✓ Acessibilidade do estabelecimento;
✓ Propriedade do imóvel do Sócio;
✓ Sistema de atendimento rápido e eficiente;
✓ Preço de Venda bastante competitivo;
✓ Baixo custo com remuneração do Pessoal;

3.5.2. Fraquezas

✓ Indisponibilidade de recursos financeiros (Capital);


✓ Fraca qualificação e proactividade dos funcionários.

3.5.3. Oportunidades

✓ Existência de mercado para bolos e salgados (80,0% da pop. Consome bolos e


salgados);
✓ Poucos concorrentes nos arredores;
✓ Existência de potenciais clientes nos arredores do estabelecimento;
✓ Aumento crescente da demanda;
✓ Prioridade para importação de bens alimentares
✓ Facilidade de importação dos insumos para bolos e salgados e aumento da
produção interna.

3.5.4. Ameaças

✓ Insegurança na região;
✓ Pagamento de vários impostos e taxas elevadas;

40
✓ Estrutura de custos fixos e de manutenção;
✓ Possível concorrente na área.

3.6. Público-alvo

O sucesso da empresa dependerá, em parte, da capacidade dos gestores identificarem os


seus potenciais clientes, as suas necessidades, e alinhar os serviços prestados de acordo com as
necessidades e preferência dos mesmos.

Assim, os potenciais clientes serão fundamentalmente:

• Moradores e habitantes em geral;


• Moradores dos Condomínio zango 0, zango 1, 2 e 3, assim por adiante.
• Mini-Mercados e estabelecimentos comerciais de pequena e média superfície
nos arredores dos estabelecimentos;
• Colégios, churrasqueira, Roulottes;

3.7. Apresentação dos Mapas ou Tabelas Contabilísticos

Aqui espelha-se os mapas técnicos e contabilísticos necessários à análise da


rendibilidade do Projecto.

3.7.1. Análise do Investimento

Como já tivera dito, a Mima Gastron – Comércio Geral Lda., é uma empresa de direito
angolano, que actuará futuramente no ramo comercial.

Para a execução deste Projecto, a empresa pretende efectuar investimentos no ramo da


Gastronomia, para o efeito a um financiamento, sendo o Kwanza a moeda de referência do
presente estudo. O volume de investimento que será incluído para operacionalidade do presente
Projecto, está avaliado em Trinta e Quatro Milhões, Novecentos e Vinte e Quatro Mil, Cento e
Nove Kwanzas e Seis Cêntimos (34.924.109,06 AKZ), distribuído segundo o mapa de
investimento indicado na página a seguir:

41
Tabela nº 1: Mapa de Investimento

MAPA DE INVESTIMENTO Coluna1 Coluna2 Coluna3


Descrição Qtd P.u Valor
1-Imobilização incorporia
Constituiçáo e lincenciamento
Programa de computadore
Pakege de gestão administrativa 1 461421,84 461 421,84
Pakege de formaçáo stok/ contabil 1 200 000,00 200 000,00
Outros activos intagiveis
2-Imobilização corporia
Edificio e outras contruções
Edificio 1 200 000,00 200 000,00
Obra de reparação e melhoria
3-Equipamento Basico
Arca vertical 1 144 900,00 144 900,00
Ar condicionado silver/18000BTUS 2 250 000,00 500 000,00
Bancada de marmore 1 30 000,00 30 000,00
Balcão Neutro baixo 1 20 000,00 20 000,00
Balcão grande 1 30 000,00 30 000,00
Balança padeiro 1 80 000,00 80 000,00
Batedeira Eletrica/ Taca Flama 2 38 000,00 76 000,00
Cadeira 8 2 000,00 16 000,00
Cortador de fritos 2 10 000,00 20 000,00
Exaustor 1 100 000,00 100 000,00
Espumadeira 2 3 000,00 6 000,00
Escorredor 2 10 000,00 20 000,00
Estufa 1 30 000,00 30 000,00
Gaveteiro 1 20 000,00 20 000,00
Fritadeira eletrica 1 71 999,00 71 999,00
Frigorifico 1 153 000,00 153 000,00
Forno pasteleiro 1 8 000 000,00 8 000 000,00
Formas para bolos 4 1 600,00 6 400,00
Fogão industrial/ eletrico 1 400 000,00 400 000,00
Gerador kama 5KVA silencio 1 500 000,00 500 000,00
Liquidificador 1 32 900,00 32 900,00
Massadeira para massas 1 3 700 000,00 3 700 000,00
Mesas 2 4 000,00 8 000,00
Maquina de café/Galão 1 44 900,00 44 900,00
Vitrine Frigorifico 1 1 300 000,00 1 300 000,00
Utensilios de cosinhas (pratos,talheires,copos,panelas,tabuleiros ,toalhas etc. 1 100 000,00 100 000,00
Tabuleiro de aluminio 4 23 000,00 92 000,00
2.3- Equipamento de transporte
Veiculo de carga para entrega de encomenda (carro) 1 10 500 000,00 10 500 000,00
2.4- Equipamento administrativo
Computador para escritorio 2 304 620,54 609 241,08
Impressora para escritorio 2 212 073,57 424 147,14
Televisão/ Tensai LED 1 90 000,00 90 000,00
Telefone fixo 1 18 500,00 18 500,00
Outros equipamentos administrativos 200 000,00
2.5-Outros activos fixos tangiveis 0,00
Outros activos fixos tangiveis 200 000,00
3 -TOTAL DO INVESTIMENTO 28 405 409,06
4 -FUNDO DE MANEIO 1 6 518 700,00 6 518 700,00
5-FUNDO DE MANEIO + INVESTIMENTO 34 924 109,06
TOTAL 34 924 109,06
Fonte: Elaboração Própria, em função dos dados obtidos.

3.7.2. Mapa de Amortizações

As amortizações numa empresa são elementos importantes a levar em conta para


continuidade dos investimentos, onde se deverá ter continuidade e inovação de investimentos

42
dos bens amortizados. A avaliação foi feita para um período de cinco (5) anos, gerando um
valor residual no fim do período, avaliado em Dezanove Milhões, Oitocentos e setenta e dois
Mil, Duzentos e Noventa e Seis Kwanzas, Noventa e Oito Cêntimos (19.872.296,98 kz)
conforme o mapa a seguir:

Tabela nº 2: Mapa de Amortização


MAPA DE AMORTIZAÇÃO
Nº DESCRIÇÃO Qtd P.u Valor TX ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5 VALOR RISIDUAL
1 Edificio 1 2 000 000,00 2 000 000,00 25% 500 000,00 500 000,00 100 000,00 100 000,00 100 000,00 700 000,00
2 Arca vertical 1 144 900,00 144 900,00 7% 10 147,06 10 147,06 10 147,06 10 147,06 10 147,06 94 164,71
3 Ar condicionado silver/18000BTUS 2 250 000,00 500 000,00 8% 40 000,00 40 000,00 40 000,00 40 000,00 40 000,00 300 000,00
4 Bancada de marmore 1 20 000,00 20 000,00 6% 1 199,76 1 199,76 1 199,76 1 199,76 1 199,76 14 001,20
5 Balcão Neutro baixo 1 20 000,00 20 000,00 6% 1 199,76 1 199,76 1 199,76 1 199,76 1 199,76 14 001,20
6 Balcão grande 1 35 000,00 35 000,00 6% 2 099,58 2 099,58 2 099,58 2 099,58 2 099,58 24 502,10
7 Balança padeiro 1 80 000,00 80 000,00 7% 5 602,24 5 602,24 5 602,24 5 602,24 5 602,24 51 988,80
8 Batedeira Eletrica/ Taca Flama 2 38 000,00 76 000,00 7% 5 322,13 5 322,13 5 322,13 5 322,13 5 322,13 49 389,36
9 Cadeira 8 2 000,00 16 000,00 6% 959,81 959,81 959,81 959,81 959,81 11 200,96
10 Cortador de fritos 2 16 000,00 32 000,00 7% 2 240,90 2 240,90 2 240,90 2 240,90 2 240,90 20 795,52
11 Exaustor 1 100 000,00 100 000,00 7% 7 002,80 7 002,80 7 002,80 7 002,80 7 002,80 64 985,99
12 Espumadeira 2 3 000,00 6 000,00 7% 420,17 420,17 420,17 420,17 420,17 3 899,16
13 Escorredor 1 10 000,00 10 000,00 7% 700,28 700,28 700,28 700,28 700,28 6 498,60
14 Estufa 2 30 000,00 60 000,00 7% 4 201,68 4 201,68 4 201,68 4 201,68 4 201,68 38 991,60
15 Gaveteiro 1 20 000,00 20 000,00 6% 1 199,76 1 199,76 1 199,76 1 199,76 1 199,76 14 001,20
16 Fritadeira eletrica 1 71 999,00 71 999,00 7% 5 041,95 5 041,95 5 041,95 5 041,95 5 041,95 46 789,27
17 Frigorifico 1 153 000,00 153 000,00 7% 10 714,29 10 714,29 10 714,29 10 714,29 10 714,29 99 428,57
18 Forno pasteleiro 1 8 000 000,00 8 000 000,00 7% 560 224,09 560 224,09 560 224,09 560 224,09 560 224,09 5 198 879,55
19 Formas para bolos 4 1 600,00 6 400,00 4% 256,00 256,00 256,00 256,00 5 376,00
20 Fogão industrial/ eletrico 1 400 000,00 400 000,00 7% 28 011,20 28 011,20 28 011,20 28 011,20 28 011,20 259 943,98
21 Gerador kama 5KVA silencio 1 500 000,00 500 000,00 25% 125 000,00 125 000,00 125 000,00 125 000,00 125 000,00 -125 000,00
22 Liquidificador 1 32 900,00 32 900,00 7% 2 303,92 2 303,92 2 303,92 2 303,92 2 303,92 21 380,39
23 Massadeira para massas 1 3 700 000,00 3 700 000,00 7% 259 103,64 259 103,64 259 103,64 259 103,64 259 103,64 2 404 481,79
24 Mesas 3 4 000,00 12 000,00 6% 719,86 719,86 719,86 719,86 719,86 8 400,72
25 Maquina de café/Galão 1 44 900,00 44 900,00 7% 3 144,26 3 144,26 3 144,26 3 144,26 3 144,26 29 178,71
27 Vitrine Frigorifico 1 1 300 000,00 1 300 000,00 5% 65 000,00 65 000,00 65 000,00 65 000,00 65 000,00 975 000,00
29 Utensilios de cosinhas (pratos,talheires,copos,panelas,tabuleiros ,toalhas etc. 1 100 000,00 100 000,00 4% 4 000,00 4 000,00 4 000,00 4 000,00 84 000,00
30 Tabuleiro de aluminio 4 23 000,00 92 000,00 4% 3 680,00 3 680,00 3 680,00 3 680,00 77 280,00
31 carro 1 10 500 000,00 10 500 000,00 4% 420 000,00 420 000,00 420 000,00 420 000,00 8 820 000,00
32 Computador 1 304 620,00 304 620,00 3% 9 139,51 9 139,51 9 139,51 277 201,46
33 Impressora 1 212 073,57 212 073,57 3% 6 362,84 6 362,84 6 362,84 192 985,04
34 Televisão/ Tensai LED 1 90 000,00 90 000,00 4% 3 600,00 3 600,00 3 600,00 3 600,00 75 600,00
35 Telefone fixo 1 18 500,00 18 500,00 6% 1 109,78 1 109,78 1 109,78 1 109,78 1 109,78 12 951,11
TOTAL 28 658 292,57 2 089 707,26 2 089 707,26 1 689 707,26 1 674 204,90 1 242 668,90 19 872 296,98
Fonte: Elaboração Prória, em função do mapa de investimento e a portaria 207/15.

3.7.3. Pressupostos Funcionais

O Mapa de pressupostos funcionais, tem por objectivo o planejamento e o controlo de


gestão, em função de suporte a gestão de recursos centrada na gestão eficiente dos recursos

43
complementares, mas necessário a realização das missões operacionais, em função de
fiscalizadora e produtiva. Para mais informações, no quadro abaixo apresentamos os dados:

Tabela nº 3: Mapa de Pressupostos Funcionais

MAPA DE PRESSUPOSTOS GERAIS

Unidade Monetaria AKZ


1ª Ano de Actividade 2019
Prazo nedio de Recebimentos ( dias ) meses 21
Prazo medio de Pagamento (dias) meses 21
Prazo medio de Stokagem (dias) meses 12
Taxa de INSS- 8%
Taxa de Juro sem risco anual 22,52%
Taxa de Juro mensal 1,88%
Taxa de Inflanção 9,55%
Imposto Industrial 30%
Imposto de selo 1%
Taxa de crescimento do salario 5%
Taxa de crescimento das vendas 5%
Fonte: Elaboração Prória, em função dos dados do Projecto.

3.7.4. Mapa do Serviço da Dívida

Neste mapa, verifica-se que o financiamento solicitado á banca está avaliado em Vinte
Milhões Novecentos e Cinquenta e Quatro Mil e Quatrocentos e Sessenta e Cinco Kwanzas e
Quarenta e Quatro Cêntimos (20.954.465,44 Akz), sem período de carência, sendo que, para o
efeito demonstramos a forma/modalidade que perspectivasse liquidar a divida. De realçar que
o período de amortização da dívida é de Cinco (5) anos, a taxa juro estimada é de 22,52%, com
imposto de selo de 11%, para mais detalhes, verificar o quadro abaixo:

44
Tabela nº 4: Mapa de Serviço da Divida

MAPA DO SERVIÇO DA DIVIDA/ ANUAL


Anos Capital Inicial Juros Reembolso Prestação Capital final
1º 20 954 465,44 393 943,95 4 190 893,09 4 584 837,04 16 763 572,35
2º 16 763 572,35 315 155,16 4 190 893,09 4 506 048,25 12 572 679,26
3º 12 572 679,26 236 366,37 4 190 893,09 4 427 259,46 8 381 786,17
4º 8 381 786,17 157 577,58 4 190 893,09 4 348 470,67 4 190 893,09
5º 4 190 893,09 78 788,79 4 190 893,09 4 269 681,88 0,00
Fonte: Elaborado em função dos dados fornecidos pelo banco.

45
Tabela nº 5: Mapa de Serviço da Divida Mensal
MAPA DO SERVIÇO DA DÍVIDA
Meses Capital Inicial Juros Reembolso Prestação Capital Restante
1º Mês 20 954 465,44 393 943,95 349 241,09 743 185,04 20 605 224,35
2º Mês 20 605 224,35 387 378,22 349 241,09 736 619,31 20 255 983,25
3º Mês 20 255 983,25 380 812,49 349 241,09 730 053,58 19 906 742,16
4º Mês 19 906 742,16 374 246,75 349 241,09 723 487,84 19 557 501,07
5º Mês 19 557 501,07 367 681,02 349 241,09 716 922,11 19 208 259,98
6º Mês 19 208 259,98 361 115,29 349 241,09 710 356,38 18 859 018,89
7º Mês 18 859 018,89 354 549,56 349 241,09 703 790,65 18 509 777,80
8º Mês 18 509 777,80 347 983,82 349 241,09 697 224,91 18 160 536,71
9º Mês 18 160 536,71 341 418,09 349 241,09 690 659,18 17 811 295,62
10º Mês 17 811 295,62 334 852,36 349 241,09 684 093,45 17 462 054,53
11º Mês 17 462 054,53 328 286,63 349 241,09 677 527,72 17 112 813,44
12º Mês 17 112 813,44 321 720,89 349 241,09 670 961,98 16 763 572,35
Total 1º Ano 228 403 673,25 4 293 989,06 4 190 893,09 8 484 882,14 224 212 780,17
13º Mês 16 763 572,35 315 155,16 349 241,09 664 396,25 16 414 331,26
14º Mês 16 414 331,26 308 589,43 349 241,09 657 830,52 16 065 090,17
15º Mês 16 065 090,17 302 023,70 349 241,09 651 264,79 15 715 849,08
16º Mês 15 715 849,08 295 457,96 349 241,09 644 699,05 15 366 607,99
17º Mês 15 366 607,99 288 892,23 349 241,09 638 133,32 15 017 366,90
18º Mês 15 017 366,90 282 326,50 349 241,09 631 567,59 14 668 125,81
19º Mês 14 668 125,81 275 760,77 349 241,09 625 001,86 14 318 884,71
20º Mês 14 318 884,71 269 195,03 349 241,09 618 436,12 13 969 643,62
21º Mês 13 969 643,62 262 629,30 349 241,09 611 870,39 13 620 402,53
22º Mês 13 620 402,53 256 063,57 349 241,09 605 304,66 13 271 161,44
23º Mês 13 271 161,44 249 497,84 349 241,09 598 738,93 12 921 920,35
24º Mês 12 921 920,35 242 932,10 349 241,09 592 173,19 12 572 679,26
Total 2º Ano 178 112 956,21 3 348 523,58 4 190 893,09 7 539 416,66 173 922 063,12
25º Mês 12 572 679,26 236 366,37 349 241,09 585 607,46 12 223 438,17
26º Mês 12 223 438,17 229 800,64 349 241,09 579 041,73 11 874 197,08
27º Mês 11 874 197,08 223 234,91 349 241,09 572 476,00 11 524 955,99
28º Mês 11 524 955,99 216 669,17 349 241,09 565 910,26 11 175 714,90
29º Mês 11 175 714,90 210 103,44 349 241,09 559 344,53 10 826 473,81
30º Mês 10 826 473,81 203 537,71 349 241,09 552 778,80 10 477 232,72
31º Mês 10 477 232,72 196 971,98 349 241,09 546 213,07 10 127 991,63
32º Mês 10 127 991,63 190 406,24 349 241,09 539 647,33 9 778 750,54
33º Mês 9 778 750,54 183 840,51 349 241,09 533 081,60 9 429 509,45
34º Mês 9 429 509,45 177 274,78 349 241,09 526 515,87 9 080 268,36
35º Mês 9 080 268,36 170 709,05 349 241,09 519 950,14 8 731 027,27
36º Mês 8 731 027,27 164 143,31 349 241,09 513 384,40 8 381 786,17
Total 3º Ano 116 995 765,35 2 403 058,10 4 190 893,09 6 593 951,18 113 503 354,45
37º Mês 8 381 786,17 157 577,58 349 241,09 506 818,67 8 032 545,08
38º Mês 8 032 545,08 151 011,85 349 241,09 500 252,94 7 683 303,99
39º Mês 7 683 303,99 144 446,12 349 241,09 493 687,21 7 334 062,90
40º Mês 7 334 062,90 137 880,38 349 241,09 487 121,47 6 984 821,81
41º Mês 6 984 821,81 131 314,65 349 241,09 480 555,74 6 635 580,72
42º Mês 6 635 580,72 124 748,92 349 241,09 473 990,01 6 286 339,63
43º Mês 6 286 339,63 118 183,19 349 241,09 467 424,28 5 937 098,54
44º Mês 5 937 098,54 111 617,45 349 241,09 460 858,54 5 587 857,45
45º Mês 5 587 857,45 105 051,72 349 241,09 454 292,81 5 238 616,36
46º Mês 5 238 616,36 98 485,99 349 241,09 447 727,08 4 889 375,27
47º Mês 4 889 375,27 91 920,26 349 241,09 441 161,35 4 540 134,18
48º Mês 4 540 134,18 85 354,52 349 241,09 434 595,61 4 190 893,09
Total 4º Anos 77 531 522,11 1 457 592,62 4 190 893,09 5 648 485,70 73 340 629,03
49º Mês 4 190 893,09 78 788,79 349 241,09 428 029,88 3 841 652,00
50º Mês 3 841 652,00 72 223,06 349 241,09 421 464,15 3 492 410,91
51º Mês 3 492 410,91 65 657,33 349 241,09 414 898,42 3 143 169,82
52º Mês 3 143 169,82 59 091,59 349 241,09 408 332,68 2 793 928,72
53º Mês 2 793 928,72 52 525,86 349 241,09 401 766,95 2 444 687,63
54º Mês 2 444 687,63 45 960,13 349 241,09 395 201,22 2 095 446,54
55º Mês 2 095 446,54 39 394,40 349 241,09 388 635,49 1 746 205,45
56º Mês 1 746 205,45 32 828,66 349 241,09 382 069,75 1 396 964,36
57º Mês 1 396 964,36 26 262,93 349 241,09 375 504,02 1 047 723,27
58º Mês 1 047 723,27 19 697,20 349 241,09 368 938,29 698 482,18
59º Mês 698 482,18 13 131,47 349 241,09 362 372,56 349 241,09
60º Mês 349 241,09 6 565,73 349 241,09 355 806,82 0,00
Total 5º Anos 27 240 805,07 512 127,14 4 190 893,09 4 703 020,22 23 049 911,98

46
3.7.5. Mapa de Custos dos Produtos Vendidos

O presente mapa destaca os custos que a empresa incorreu no exercício de suas


actividades como garantia de sua operacionalidade. De realçar que o cálculo do valor da rúbrica
outros custos operacionais, incidiu na definição de uma percentagem sobre as receitas anuais,
sendo que, para a avaliação do mesmo, eis a tabela seguinte:

Tabela nº 5: Custos dos Produtos Vendidos


CUSTO DE MERCADORIA VENDIDOS
Drescrição Qtd Preço Valor Venda mensal 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano

1º produto (Pão diversos)


Pão de chouriço 4 100,00 400,00 12 000,00 144 000,00 72 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00
Sanduiches 2 150,00 300,00 9 000,00 108 000,00 54 000,00 27 000,00 13 500,00 6 750,00
Hamburguer 3 250,00 750,00 22 500,00 270 000,00 135 000,00 67 500,00 33 750,00 16 875,00
Cachorro quentes 2 200,00 400,00 12 000,00 144 000,00 72 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00
Total 1 850,00 55 500,00 666 000,00 333 000,00 166 500,00 83 250,00 41 625,00
2º produto (Pasteis diversos)
Pasteis de massa terra 2 50,00 100,00 3 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00 2 250,00
Pasteis de atum 2 50,00 100,00 3 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00 2 250,00
Pasteis de natas 2 50,00 100,00 3 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00 2 250,00
Total 300,00 9 000,00 108 000,00 54 000,00 27 000,00 13 500,00 6 750,00
3º produto (Bolinhos diversos)
Bolas de berlim 2 100,00 200,00 6 000,00 72 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00
Bolinho de chuvas 2 50,00 100,00 3 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00 2 250,00
churros 2 100,00 200,00 6 000,00 72 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00
Total 500,00 15 000,00 180 000,00 90 000,00 45 000,00 22 500,00 11 250,00
4º produto (Rissois diversos)
Rissois de camarão 3 50,00 150,00 4 500,00 54 000,00 1 620 000,00 810 000,00 405 000,00 202 500,00
Rissois de actum 2 50,00 100,00 3 000,00 36 000,00 1 080 000,00 540 000,00 270 000,00 135 000,00
Rissois de frango de natas 3 50,00 150,00 4 500,00 54 000,00 1 620 000,00 810 000,00 405 000,00 202 500,00
Total 400,00 12 000,00 144 000,00 4 320 000,00 2 160 000,00 1 080 000,00 540 000,00
5º produto (Bolos diversos)
Bolo de chocolate 2 3 000,00 6 000,00 180 000,00 2 160 000,00 1 080 000,00 540 000,00 270 000,00 135 000,00
Bolo de ananas 2 2 000,00 4 000,00 120 000,00 1 440 000,00 720 000,00 360 000,00 180 000,00 90 000,00
Bolo de Gingumba 3 2 000,00 6 000,00 180 000,00 2 160 000,00 1 080 000,00 540 000,00 270 000,00 135 000,00
Total 16 000,00 480 000,00 5 760 000,00 2 880 000,00 1 440 000,00 720 000,00 360 000,00
6º produto (Bolos de aniversario)
Bolo de glace 3 2 500,00 7 500,00 225 000,00 2 700 000,00 1 350 000,00 675 000,00 337 500,00 168 750,00
Bolo de pasta americana 2 5 000,00 10 000,00 300 000,00 3 600 000,00 1 800 000,00 900 000,00 450 000,00 225 000,00
Bolo de frutas 3 5 000,00 15 000,00 450 000,00 5 400 000,00 2 700 000,00 1 350 000,00 675 000,00 337 500,00
Total 32 500,00 975 000,00 11 700 000,00 5 850 000,00 2 925 000,00 1 462 500,00 731 250,00
7º produto (Pizzas diversas)
Pizza de carne com ananas 2 500,00 1 000,00 30 000,00 360 000,00 180 000,00 90 000,00 45 000,00 22 500,00
Pizza de frango com beicon 3 1 000,00 3 000,00 90 000,00 1 080 000,00 540 000,00 270 000,00 135 000,00 67 500,00
Pizza de atum com tomate 2 500,00 1 000,00 30 000,00 360 000,00 180 000,00 90 000,00 45 000,00 22 500,00
Total 5 000,00 150 000,00 1 800 000,00 900 000,00 450 000,00 225 000,00 112 500,00
8º produto (Queques diversas)
Queques de natas 3 100,00 300,00 9 000,00 108 000,00 54 000,00 27 000,00 13 500,00 6 750,00
Queques de coco 2 100,00 200,00 6 000,00 72 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00
Queques de chantiliy 2 50,00 100,00 3 000,00 36 000,00 18 000,00 9 000,00 4 500,00 2 250,00
Total 600,00 18 000,00 216 000,00 108 000,00 54 000,00 27 000,00 13 500,00
9º produto (Fular diversos)
Fular de carnes 2 3 000,00 6 000,00 180 000,00 2 160 000,00 1 080 000,00 540 000,00 270 000,00 135 000,00
fular de chouricos 2 2 000,00 4 000,00 120 000,00 1 440 000,00 720 000,00 360 000,00 180 000,00 90 000,00
Fular de frango 2 2 000,00 4 000,00 120 000,00 1 440 000,00 720 000,00 360 000,00 180 000,00 90 000,00
Total 14 000,00 420 000,00 5 040 000,00 2 520 000,00 1 260 000,00 630 000,00 315 000,00
Total CMV 71 150,00 2 134 500,00 25 614 000,00 17 055 000,00 8 527 500,00 4 263 750,00 2 131 875,00

Fonte: Elaboração própria, em função da pesquisa do mercado.

47
Gráfico nº 2: Previsão de Custos por Unidades Vendidas

Previsão de Custos por Unidades


Quesques
Vendidas
diversos Fulares
3% 5%
Pizzas diversas
4%

Pão diversos
22%

Rissois diversos
16%
Pasteis diversos
15%
Bolos de
aniversario
6%

Bolos diversos
19%
Bolinhos
diversos
10%
Fonte: Elaborado em função do mapa de previsão de custo.

48
3.7.6. Mapa de Vendas (Receitas)

Neste mapa previsional das receitas, poder-se-á ver o volume das receitas anuais, que o
investimento poderá gerar durante os próximos cinco anos, consoante os produtos, assim como
os preços a serem praticados, onde há uma previsão de um crescimento proporcional a 10% em
cada ano, conforme o quadro a seguir:

Tabela nº 6: Mapa de receita previsional


MAPA DE VENDA
Drescrição Qtd Preço Valor / DiarioVenda mensal 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano
1º produto (Pão diversos)
Pão de chouriço 10 250,00 2 500,00 75 000,00 900 000,00 945 000,00 992 250,00 1 041 862,50 1 093 955,63
Sanduiches 8 300,00 2 400,00 72 000,00 864 000,00 907 200,00 952 560,00 1 000 188,00 1 050 197,40
Hamburguer 6 500,00 3 000,00 90 000,00 1 080 000,00 1 134 000,00 1 190 700,00 1 250 235,00 1 312 746,75
Cachorro quentes 9 400,00 3 600,00 108 000,00 1 296 000,00 1 360 800,00 1 428 840,00 1 500 282,00 1 575 296,10
Total 11 500,00 345 000,00 4 140 000,00 4 347 000,00 4 564 350,00 4 792 567,50 5 032 195,88
2º produto (Pasteis diversos)
Pasteis de massa terra 6 100,00 600,00 18 000,00 216 000,00 226 800,00 238 140,00 250 047,00 262 549,35
Pasteis de atum 5 100,00 500,00 15 000,00 180 000,00 189 000,00 198 450,00 208 372,50 218 791,13
Pasteis de natas 4 100,00 400,00 12 000,00 144 000,00 151 200,00 158 760,00 79 380,00 83 349,00
Total 1 500,00 45 000,00 540 000,00 567 000,00 595 350,00 537 799,50 564 689,48
3º produto (Bolinhos diversos)
Bolas de berlim 5 200,00 1 000,00 30 000,00 360 000,00 378 000,00 396 900,00 416 745,00 437 582,25
Bolinho de chuvas 6 100,00 600,00 18 000,00 216 000,00 226 800,00 238 140,00 250 047,00 262 549,35
churros 4 150,00 600,00 18 000,00 216 000,00 226 800,00 238 140,00 250 047,00 262 549,35
Total 2 200,00 66 000,00 792 000,00 831 600,00 873 180,00 916 839,00 962 680,95
4º produto (Rissois diversos)
Rissois de camarão 6 100,00 600,00 18 000,00 216 000,00 226 800,00 238 140,00 250 047,00 262 549,35
Rissois de actum 8 100,00 800,00 24 000,00 288 000,00 302 400,00 317 520,00 333 396,00 350 065,80
Rissois de frango de natas 5 100,00 500,00 15 000,00 180 000,00 189 000,00 198 450,00 208 372,50 218 791,13
Total 1 900,00 57 000,00 684 000,00 718 200,00 754 110,00 791 815,50 831 406,28
5º produto (Bolos diversos)
Bolo de chocolate 7 8 000,00 56 000,00 1 680 000,00 20 160 000,00 21 168 000,00 22 226 400,00 23 337 720,00 24 504 606,00
Bolo de ananas 6 6 000,00 36 000,00 1 080 000,00 12 960 000,00 13 608 000,00 14 288 400,00 15 002 820,00 15 752 961,00
Bolo de Gingumba 6 5 000,00 30 000,00 900 000,00 10 800 000,00 11 340 000,00 11 907 000,00 12 502 350,00 13 127 467,50
Total 122 000,00 3 660 000,00 43 920 000,00 46 116 000,00 48 421 800,00 50 842 890,00 53 385 034,50
6º produto (Bolos de aniversario)
Bolo de glace 6 5 000,00 30 000,00 900 000,00 10 800 000,00 11 340 000,00 11 907 000,00 12 502 350,00 13 127 467,50
Bolo de pasta americana 5 10 000,00 50 000,00 1 500 000,00 18 000 000,00 18 900 000,00 19 845 000,00 20 837 250,00 21 879 112,50
Bolo de frutas 6 10 000,00 60 000,00 1 800 000,00 21 600 000,00 22 680 000,00 23 814 000,00 25 004 700,00 26 254 935,00
Total 140 000,00 4 200 000,00 50 400 000,00 52 920 000,00 55 566 000,00 58 344 300,00 61 261 515,00
7º produto (Pizzas diversas)
Pizza de carne com ananas 5 1 200,00 6 000,00 180 000,00 2 160 000,00 2 268 000,00 2 381 400,00 2 500 470,00 2 625 493,50
Pizza de frango com beicon 4 1 500,00 6 000,00 180 000,00 2 160 000,00 2 268 000,00 2 381 400,00 2 500 470,00 2 625 493,50
Pizza de atum com tomate 4 1 100,00 4 400,00 132 000,00 1 584 000,00 1 663 200,00 1 746 360,00 1 833 678,00 1 925 361,90
Total 16 400,00 492 000,00 5 904 000,00 6 199 200,00 6 509 160,00 6 834 618,00 7 176 348,90
8º produto (Queques diversas)
Queques de natas 6 250,00 1 500,00 45 000,00 540 000,00 567 000,00 595 350,00 625 117,50 656 373,38
Queques de coco 5 150,00 750,00 22 500,00 270 000,00 283 500,00 297 675,00 312 558,75 328 186,69
Queques de chantiliy 4 100,00 400,00 12 000,00 144 000,00 151 200,00 158 760,00 166 698,00 175 032,90
Total 2 650,00 79 500,00 954 000,00 1 001 700,00 1 051 785,00 1 104 374,25 1 159 592,96
9º produto (Fular diversos)
Fular de carnes 4 6 000,00 24 000,00 720 000,00 8 640 000,00 9 072 000,00 9 525 600,00 10 001 880,00 10 501 974,00
fular de chouricos 5 4 000,00 20 000,00 600 000,00 7 200 000,00 7 560 000,00 7 938 000,00 8 334 900,00 8 751 645,00
Fular de frango 4 5 000,00 20 000,00 600 000,00 7 200 000,00 7 560 000,00 7 938 000,00 8 334 900,00 8 751 645,00
Total 64 000,00 1 920 000,00 23 040 000,00 24 192 000,00 25 401 600,00 26 671 680,00 28 005 264,00
Total Receitas em Vendas 362 150,00 10 864 500,00 130 374 000,00 136 892 700,00 143 737 335,00 150 836 883,75 158 378 727,94

Fonte: Elaborado em função a pesquisa do mercado.

49
Gráfico nº 3: Vendas por Unidade

Venda por Produtos


3% 5%
Pão diversos
4%
Pasteis diversos
22% Bolinhos diversos
16% Bolos diversos
15% Bolos de aniversario
6% Rissois diversos
19% Pizzas diversas
10% Quesques diversos

Fonte: Elaboração Própria, em função do mapa de receita.

3.7.7. Mapa do Custo com Pessoal

O mapa de encargos com o pessoal, transmite com exatidão os encargos relacionados a


salários, assim como, o quadro do pessoal recrutado, de formas a garantir o funcionamento do
projecto sem índices de absenteísmo, proporcionando a disposição de cargos e a definição clara
das funções, para mais informações, verificar o quadro abaixo:

Tabela nº 7: Encargos com Pessoal

MAPA DE CUSTO COM PESSOAL


DESCRIÇÃO Qtd Salário\mês Valor Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
DIRECTOR GERAL 1 100 000,00 100 000,00 1 400 000,00 1 470 000,00 1 543 500,00 1 620 675,00 1 701 708,75
BALCONISTA 1 40 000,00 40 000,00 560 000,00 588 000,00 617 400,00 648 270,00 680 683,50
PASTELEIRO 2 50 000,00 100 000,00 1 400 000,00 1 470 000,00 1 543 500,00 1 620 675,00 1 701 708,75
LIMPESA 1 33 000,00 33 000,00 462 000,00 485 100,00 509 355,00 534 822,75 561 563,89
TOTAL 273 000,00 3 822 000,00 4 013 100,00 4 213 755,00 4 424 442,75 4 645 664,89
INSS 8% 3 057,60 3 210,48 3 371,00 3 539,55 3 716,53
TOTAL CUSTO COM PESSOAL 3 825 057,60 4 016 310,48 4 217 126,00 4 427 982,30 4 649 381,42
Fonte: Elaborado em função da pesquisa salarial.

50
Gráfico nº 4: Resumo dos gastos com pessoal

Resumo dos Gastos com Pessoal


6 000 000,00
4 000 000,00
2 000 000,00
0,00
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
SALÁRIOS ANUAIS INSS

Fonte: Em função do mapa dos encargos com pessoal

3.7.8. Mapa de Fornecimento de Serviço e Terceiros

No fornecimento de serviço de terceiro, é demostrado os encargos suportados pela


empresa no período da sua actividade, ou seja, todos os serviços que a empresa faz uso, para
mas conteúdo a tabela a baixo mencionada:

Tabela nº 8: Fornecimento Serviço e Terceiros

MAPA DE FORNECIMENTO SERVIÇOS E TERCEIROS


Descrição Qtd Preço Valor Mensal Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Sub contrato
Publicidade e propaganda 1 20 000,00 20 000,00 2 000,00 24 000,00 24 000,00 24 000,00 24 000,00 24 000,00
Segurança 2 50 000,00 100 000,00 10 000,00 120 000,00 120 000,00 120 000,00 120 000,00 120 000,00
Energia e fluidos
Eletrecidade 1 6 000,00 6 000,00 600,00 7 200,00 7 200,00 7 200,00 7 200,00 7 200,00
Combustiveis 1 5 000,00 5 000,00 500,00 6 000,00 6 000,00 6 000,00 6 000,00 6 000,00
Agua 1 1 000,00 1 000,00 100,00 1 200,00 1 200,00 1 200,00 1 200,00 1 200,00
Serviços diversos
Comunicacao 1 2 200,00 2 200,00 220,00 2 640,00 2 640,00 2 640,00 2 640,00 2 640,00
Limpesas e higiene e conforto 1 15 000,00 15 000,00 1 500,00 18 000,00 18 000,00 18 000,00 18 000,00 18 000,00
Total F.S.T. 149 200,00 14 420,00 173 040,00 173 040,00 173 040,00 173 040,00 173 040,00

Fonte: Elaborado em função da pesquisa de mercado.

51
3.7.9. Mapa de Exploração

Este mapa analisa a viabilidade ao longo prazo do projecto, onde mostra o resumo da
situação da firma com separação por anos e subtotais por custos, proveitos e resultados. Pois os
resultados são calculados no momento da emissão do mapa, conforme a tabela mencionada:

Tabela nº 9: Conta de Exploração


CONTA DE EXPLORAÇÃO
Descrição Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Receita ( vendas ) -34 924 109,06 130 374 000,00 136 892 700,00 143 737 335,00 150 836 883,75 158 378 727,94
Custo dos produtos vendidos 25 614 000,00 17 055 000,00 8 527 500,00 4 263 750,00 2 131 875,00
Resultado Bruto 104 760 000,00 119 837 700,00 135 209 835,00 146 573 133,75 156 246 852,94
Depreciaçcao /Amortização 2 089 707,26 1 689 707,26 1 674 204,90 1 242 668,90 19 872 296,98
Insumo 34 560 000,00 38 016 000,00 41 817 600,00 45 999 360,00 50 599 296,00
FST 173 040,00 173 040,00 173 040,00 173 040,00 173 040,00
Custo com Pessoal 3 825 057,60 4 016 310,48 4 217 126,00 4 427 982,30 4 649 381,42
T.Custo Operacional 40 647 804,86 43 895 057,74 47 881 970,91 51 843 051,21 75 294 014,39
Resultado Operacional 64 112 195,14 75 942 642,26 87 327 864,09 94 730 082,54 80 952 838,54
Custo Financeiro 4 293 989,06 3 348 523,58 2 403 058,10 1 457 592,62 512 127,14
Resultado Antes do Imposto (RAI) 59 818 206,08 72 594 118,68 84 924 806,00 93 272 489,93 80 440 711,41
Imposto 17 945 461,82 21 778 235,60 25 477 441,80 27 981 746,98 24 132 213,42
Resultado Liquido 41 872 744,26 50 815 883,08 59 447 364,20 65 290 742,95 56 308 497,99
Análise dos Cash Flows
Descrição Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Resultado Liquido 41 872 744,26 50 815 883,08 59 447 364,20 65 290 742,95 56 308 497,99
Amortização 2 089 707,26 1 689 707,26 1 674 204,90 1 242 668,90 19 872 296,98
Cash Flow Liquido -34 924 109,06 43 962 451,52 52 505 590,34 61 121 569,10 66 533 411,85 76 180 794,96
Encargos de Financiamento 8 484 882,14 7 539 416,66 6 593 951,18 5 648 485,70 4 703 020,22
Racio de Cap. Finaciamento 5,18 6,96 9,27 11,78 16,20
Cash Flow Acumulado -34 924 109,06 9 038 342,46 17 581 481,28 26 197 460,04 92 730 871,89 168 911 666,85
Cash Flow Actualizado -34 924 109,06 7 691 420,84 12 731 835,74 16 144 051,46 48 629 014,90 75 378 685,30
Cash Flow Descontado -34 924 109,06 -27 232 688,22 -14 500 852,48 1 643 198,98 50 272 213,87 125 650 899,17
Cash Flow Actualizado c/ Taxa de Infação -34 924 109,06 8 250 426,71 14 649 766,37 19 926 087,86 64 383 534,64 107 052 727,84
Cash flow Reactualizado -34 924 109,06 -26 673 682,35 -12 023 915,98 7 902 171,88 72 285 706,51 179 338 434,36
Fonte: Elaborado em função dos dados do projecto.

52
3.8. Análise dos Cash Flow

Neste item, analisou-se de forma detalhada, os fluxos de caixa operacional e de


financiamento, onde a taxa interna de retorno na ordem de 37% na óptica do Investidor, e por
sua vez e superior a taxa de inflação e na optica do projecto superior a C.M.P, o período de
recuperação do capital investido é de terceiro (5) anos, para mais informação, eis os quadros
abaixo:

Tabela nº 10: Análise dos Cash Flow


Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Cash Flow Liquido -34 924 109,06 43 962 451,52 52 505 590,34 61 121 569,10 66 533 411,85 76 180 794,96
Cash Flow Acumulado -34 924 109,06 9 038 342,46 17 581 481,28 26 197 460,04 92 730 871,89 168 911 666,85
Cash Flow Actualizado -34 924 109,06 7 691 420,84 12 731 835,74 16 144 051,46 48 629 014,90 75 378 685,30
Cash Flow Descontado -34 924 109,06 -27 232 688,22 -14 500 852,48 1 643 198,98 50 272 213,87 125 650 899,17
Cash Flow Actualizado c/ Taxa de Infação -34 924 109,06 8 250 426,71 14 649 766,37 19 926 087,86 64 383 534,64 107 052 727,84
Cash flow Reactualizado -34 924 109,06 -26 673 682,35 -12 023 915,98 7 902 171,88 72 285 706,51 179 338 434,36

Descrição TAXAS
TAXA DE INFLAÇÃO 10%
DIFERENÇA 8%
CMP 18%
TIR (c/Taxa de Inflação) 37%
TIR (c/Cash Flow Descontado) 23%
PAY BACK DESCONTADO 2 ANOS 10 MESES 23 DIAS
PAY BACK NORMAL REACTUALIZADO 2 ANOS 7 MESES 7 DIAS
VAL (CASH FLOW DESCONTADO) 125 650 899,17
VAL (CASH FLOW REACTUALIZADO) 179 338 434,36
Fonte: Elaborado em função a conta de exploração.

Gráfico nº 5: Previsão do Cash Flows na óptica do investidor

Previsão dos Cash Flows


200 000 000,00
150 000 000,00
100 000 000,00
50 000 000,00
0,00
-50 000 000,00 Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Fonte: Elaborado em função do Cash Flows na óptica do investidor.

53
CONCLUSÃO

A execução deste trabalho de fim do curso tendo com o tema, Estudo de viabilidades de
um Projecto de Investimento de uma pastelaria. O estudo de caso foi realizado com base a
recolha de dados no campo, na provincia de Luanda, município de viana, Urbanização Zango
0.

Com a realização desta pesquisa concluiu-se que os objectivos gerais e específicos


foram todos alcançados, pode-se confirmar de que pergunta de partida foi respondida, tendo em
conta as Hipóteses levantadas, confirmou-se a Hipóteses do nº1 e a Hipóteses do nº2.

Para fundamentação teórica do projecto utilizou-se os livros relacionados ao tema


projecto de investimento, o método utilizado para pesquisa é o método dedutivo, e a pesquisa
documental.

Atendendo aos valores obtidos para os critérios de rendibilidade, conclui-se que o


projecto da Pastelaria Mima Gastron comércio Geral. Lda, revela-se viável para a taxa de
retorno exigida pelos promotores, pois o seu Valor Actual Líquido é de 125 650 899,17 AKZ,
pois com essa realização e possível recuperar o investimento inicial de 34 924 109,06 AKZ, e
gera excedente para os promotores.

A Taxa Interna de Retorno situa-se nos 23% isto segundo o Cash flow descontado, pelo
que, por este critério o projecto apresenta-se viável, dado o custo dos capitais investido de
22,52%.

O Período de Recuperação do Investimento é de 2 anos, 10 meses e 23 dias pelo


PAYBACK Descontado, já o PAYBACK Reactualizado o seu período e de 2 anos, 7 meses e
7 dias, uma vez que no período definido de avaliação consegue-se recuperar o investimento,
no tempo de vida útil da avaliação do projecto. Pois com este critério podemos a assim dizer
que o projecto em analise e igualmente viável.

Com a avaliação desta pesquisa conclui-se que o projecto em si, cumpriu com os
prossupostos técnicos e económicos onde o VAL é positivo, o TIR por sua vez é superior a taxa
de atratividade, e o PAYBACK é favorável a avaliação do projecto, sendo que é possível
recuperar o investimento dentro do período em análise.

54
SUGESTÕES

Segundo a presente pesquisa que abordamos sobre o estudo de viabilidade de um


projecto de investimento, uma vez que angola encontra-se numa situação de crise financeira o
presente orçamento do estado executivo assume o compromisso de fortalecer os fundamentos
e restaurar a qualidade e a sustentabilidade do quadro macroeconômico e do ambiente de
negócios financeiro, sugere-se o seguinte:

o Que o estado angolano especialmente ao ministério das finanças de


maior credibilidade aos depósitos bancários para que eles ofereçam maior rendimentos,
mais atrativas para os investidores de vários empreendimentos.

o Com a implementação de vários empreendimentos cá no nosso país


reduzira a taxa de desemprego , taxa de criminalidade, pois os jovens Angolanos futuros
empreendedores ficaram felizes e a postarão nas actividades.

o Para todo investimento a sempre um risco que pode ser maior ou menor,
ele existe.

o Espera-se que este trabalho venha a ser uma contribuição para o défice
em questão e um estímulo para os pesquisadores em ciências empresariais. Todo e
qualquer projecto de investimento acarrecta riscos, e segundo as análises efectuadas
chegamos a conclusão de que por vias das dificuldades que o nosso público alvo tem,
aconselhamos que o mesmo projecto seja implementado, pois será capaz de atender as
necessidades daquela localidade.

55
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Edição. Fund C Gulbenkian: Lisboa - PT, (2000, 296 p.)

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56
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57
ANEXO

58