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22 DE MARÇO: DIA MUNDIAL DA ÁGUA: UM DIREITO DE TODOS

Fonte: ABCON SINDCON

No Brasil, com a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, a situação começa


a tomar rumos positivos com o aumento da participação da iniciativa privada. A meta
é que mais de 99% das pessoas passem a ter acesso à água tratada e que 90% da
população passe a contar com coleta e tratamento de esgoto até 2033.
É desafiador, mas com os avanços nas políticas do setor, o cenário é positivo,
principalmente com a publicação do decreto de regulamentação no 10.588 de
24/12/2020, que incentiva a prestação regionalizada de serviços de saneamento, e
torna inacessível os recursos federais aos municípios, em decorrência das
condicionantes para a sua liberação, tais como:
1. Ter alcançado índice mínimo de desempenho na gestão técnica, econômica e
financeira,
2. Ter sido eficiente e eficaz na prestação dos serviços públicos de saneamento
básico,
3. E ter cumprido o nível do índice de perda de água na distribuição,
4. E estar com as informações atualizadas para o Sistema Nacional de
Informações em Saneamento Básico – Sinisa, todos comprovados por Agente
Regulador.
Sem Investimentos, os municípios jamais irão ter condições de atingir estes itens
condicionadores, daí a solução é associar-se ao capital privado, em um modelo
diferenciado de gestão, o que conduz geralmente para a concessão dos serviços.
Só o item PERDAS, segundo As informações de um estudo inédito do Instituto Trata
Brasil, feito a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento (SNIS) de 2019, O Brasil desperdiça 39,2% de toda a água potável que é
captada.
Isso significa que a água não chega ao seu destino final: as residências dos brasileiros.
Essa quantidade desperdiçada seria suficiente para abastecer mais de 63 milhões de
brasileiros em um ano.
O item concernente a gestão técnica, econômica e financeira, é caótico na maioria
dos municípios, onde as gambiarras dominam o cenário, além da ausência de
equipamentos reservas e instalações mal cuidadas por falta de investimentos em
manutenção, pois não sobra recursos além daqueles para pagamentos das despesas de
pessoal, produtos químicos e energia.
O que se pode comemorar, é que existe uma luz neste contexto, pois conforme o
ministério do Planejamento, “com o Marco do Saneamento, a expectativa do Governo
Federal é promover um salto nos investimentos no setor de saneamento, além de um
amplo processo de reestruturação que garanta uniformização da regulação; maior
segurança jurídica; e regionalização da prestação dos serviços.
Desde a sanção, foram realizados quatro leilões para concessões de serviços de
saneamento com as regras da nova legislação. Há outros 14 projetos em elaboração."
Infelizmente em alguns municípios, entre os vereadores, ainda prevalece a visão
tacanha de que que a melhor gestão ainda é a pública, e com a força do poder de
conceder a LEI AUTORIZATIVA DE CONCESSÃO, a população fica refém de péssimos
serviços de água, e a impossibilidade de ter a implantação do sistema de tratamento
de esgoto.

Fonte: Observatório

ENFIM, ESTE É O BRASIL

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