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Resumo de Endodontia

O documento descreve a anatomia interna dos canais radiculares, incluindo a cavidade pulpar, câmara pulpar, canal radicular, forame apical e classificação dos canais. Também aborda a anatomia de cada dente em particular e os procedimentos para realizar o acesso cirúrgico.
Direitos autorais
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Resumo de Endodontia

O documento descreve a anatomia interna dos canais radiculares, incluindo a cavidade pulpar, câmara pulpar, canal radicular, forame apical e classificação dos canais. Também aborda a anatomia de cada dente em particular e os procedimentos para realizar o acesso cirúrgico.
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Endodontia

Anatomia interna dos canais radiculares

Cavidade pulpar: é limitada pela dentina

coronária e pela dentina radicular, reproduzindo

Forame apical: entrada para o complexo a morfologia externa do dente.

vasculonervoso
Câmara pulpar: o número de faces que compõe a

câmara pulpar depende do número de canais que

o dente contém e do grupo dental a que

pertence.

Canal radicular: eu início confunde-se com o

término da câmara pulpar nos dentes porta dores

de um canal (a nível do colo anatômico do dente)


Cemento – faz o recobrimento da raiz
↓ e nos dentes com mais de um canal começa no

Dentina assoalho da câmara pulpar. - Geralmente o canal

↓ radicular apresenta o mesmo trajeto da raiz a


Polpa ~ Radicular: a qual está na raiz do dente que pertence. Pode ser, portanto, reto, curvo e
(presente no canal radicular) . sinuoso.
~ Coronária: a qual está na coroa do dente

(presente na câmara pulpar).

A cavidade pulpar se divide em :

Câmara pulpar

Canal radicular

A polpa dentária, o único tecido mole do dente,

está protegida no interior das estruturas

calcificadas numa cavidade denominada cavidade


Corno pulpar: pronunciamento da câmera pulpar
pulpar.
Classificação dos canais Região de Istimo
- Principal Um istmo é uma área estreita, em forma de fita,

- Colateral:paralelo ao canal principal. que liga dois canais que contêm polpa ou tecidos

- Interconduto: faz a comunicação do principal derivados de polpa.

com o colateral. Qualquer raiz com dois ou mais canais pode ter

- Lateral:sai do canal principal e vai para o um istmo.

ligamento periodontal( terço cervical e médio).

- Secundário: sai do canal principal e vai em

direção ao ligamento periodontal no terço

cervical.

- Acessório: sai do secundário, podendo ir ou

não para o ligamento periodontal.

- Recorrente: sai do canal principal e volta para

o mesmo. Anatomia de cada dente


- Delta apical: ramificações no final do canal - INCISIVO CENTRAL SUPERIOR
principal na região apical. Raízes: possui apena 1 raiz
- Cavo interradicular: é um canal que sai do Canais: geralmente 1 canal
assoalho e vai em direção de furca do dente. Ponto de eleição: arredores do cíngulo

Direção de trepanação: perpendicular ao longo

eixo Forma de conveniência: triangular com base

para incisal.
- INCISIVO LATERAL INFERIOR

- INCISIVO CENTRAL INFERIOR Raízes: 1 raiz

Raízes: 1 raiz Canais: 1 ou 2 canais

Canais: 1 ou 2 canais Ponto de eleição: arredores do cíngulo

Ponto de eleição: arredor do cíngulo Direção de trepanação: perpendicular

Direção de trepanação: perpendicular ao dente Forma de conveniência: triangular

Forma de conveniência: triangular, base para

incisal.

- CANINO SUPERIOR

Raízes: 1 raiz

Canais: 1 canal
- INCISIVO LATERAL SUPERIOR Ponto de eleição:arredores do cíngulo
Raízes: 1 raiz Direção de trepanação: perpendicular
Canais: 1 canal Forma de conveniência: chama de vela
Ponto de eleição: arredores do cíngulo

Direção de trepanação: perpendicular

Forma de conveniência: triangular com base para

incisal
- CANINO INFERIOR

Raízes: 1 raiz - 2º PRÉ-MOLAR INFERIOR

Canais: 1 - 2 canais Raízes: 1raiz

Ponto de eleição: arredores do cíngulo Canais: 1 canal

Direção de trepanação:perpendicular Ponto de eleição: fosseta mesial

Forma de conveniência: chama de vela Direção de trepanação: paralelo

Forma de conveniência: circular

- 1º PRÉ-MOLAR SUPERIOR

Raízes: 2 raízes geralmente

Canais: 2 canais

Ponto de eleição: fosseta central

Direção de trepanação:em direção à raiz palatina

Forma de conveniência: elipse

- 1º MOLAR SUPERIOR

Raízes: 3 raízes

Canais: 4 canais Ponto de eleição: fosseta central

Direção de trepanação: em direção a raiz

palatina Forma de conveniência: triangular com


- 1º PRÉ- MOLAR INFERIOR base para vestibular
Raízes: 1 raiz

Canais: 1 canal, pode ter 2 canais

Ponto de eleição: fosseta mesial

Direção de trepanação: paralelo ao longo eixo

Forma de conveniência: circular

- 1º MOLAR INFERIOR

Raízes: 2 raízes

Canais: 3 canais ou 4
2º PRÉ-MOLAR SUPERIOR
Ponto de eleição: fosseta central
Raízes: 1 raiz
Direção de trepanação: raiz distal
Canais: 1 canal ou 2
Forma de conveniência: base para mesial
Ponto de eleição: fosseta central

Direção de trepanação: direção à raiz palatina

Forma de conveniência: elipse


Acesso cirúrgico
É o conjunto de procedimentos que vai permitir a

chegada ao interior da cavidade pulpar; o

esvaziamento da câmara pulpar; a localização e o

preparo da entrada do conduto radicular.

- 2º MOLAR SUPERIOR

Raízes: 3 raízes Abertura Coronária: é o ato operatório pelo qual

Canais:3 ou 4 canais se expõe a câmera pulpar a fim de projetar a

Ponto de eleição: fosseta central anatomia interna do dente sobre a superfície do

Direção de trepanação: raiz palatina dente.

Forma de conveniência: triangulo com base para

vestibular Etapas:

OBS: Normalmente, estes dentes possuem 3 ➢PONTO DE ELEIÇÃO – é o local escolhido para

raízes, porém, a raiz mésio-vestibular pode se o início do desgaste

apresentar com 1 ou 2 canais, devido ao ➢DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO – é a direção

achatamento proximal. seguida pela broca a partir do ponto de eleição

para alcançar a parte mais volumosa da polpa.

Paralela ao longo eixo do dente. Levemente

inclinado

para o canal palatino que é a raiz mais volumosa.

➢FORMA DE CONTORNO – Configuração que a

- 2º MOLAR INFERIOR cavidade terá. Representa uma projeção da

Raízes: 2 raízes anatomia interna na anatomia externa.

Canais: 3 canais, 2 ou 4 canais Forma eliptica – extensão maior no sentido

Ponto de eleição: fosseta central vestíbulo –lingual.

Direção de trepanação: raiz distal

Forma de conveniência: trapezoidal, base para ➢FORMA DE CONVENIÊNCIA – Esta etapa tem

mesial como finalidade remover alguma projeção

dentinária , presente na entrada dos canais e no

terço cervical.

Temos que ter um acesso livre ao canal radicular

sem interferências dentinárias , para facilitar o


preparo do canal e todas as outras etapas do Eliminar o teto da câmara pulpar e expor os

tratamento endodôntico. cornos pulpares

Objetivos: ➢Maior visibilidade

 Esvaziamento da câmera pulpar ➢Maior facilidade na localização dos condutos

 Remoção do teto ➢Permite o acesso em linha reta

 Visão direta do assoalho

 Entrada dos canais Forma

 Paredes planas e divergentes: importante “O acesso endodôntico nada mais é do que a

para colocar o material restaurador projeção mecânica da anatomia interna da

provisório. câmara pulpar sobre a superfície do dente”.

Raio X = Fundamental Forma do contorno ou perfil das câmaras

Posições: pulpares assemelham-se ao contorno externo das

ORTO-RADIAL – com posicionador respectivas coroas.

DISTO-RADIAL
Não utiliza posicionador
MÉSIO-RADIAL Etapas operatórias
 Pontos de eleição
Princípios  Onde inicia-se o acesso (perfuração)
➢Obter acesso em linha reta  Direção de trepanação
➢Conservar a estrutura dental  Angulação (quando entro com a broca)
➢Eliminar o teto da Câmara pulpar e expor os  Forma de contorno (seguir a câmera
cornos pulpar)
pulpares.  Acesso à câmara pulpar, quando cair no
➢Preservar o assoalho da câmara pulpar. vazio voltar a broca, pegar a broca (3080 ou
➢Melhor controle do instrumento 3082 ou endo Z - ponta inativa) fazer os
➢Melhor obturação movimentos para fazer a forma do preparo oval
➢Menor quantidade de erros de procedimento para pré molares
(degraus e perfurações)  Incisivo central superior triangular
➢Menor quantidade de perfurações na furca em  Forma de chama para canino
molares  Forma de conveniência
Obter acesso em linha reta  Tirar as interferências, retenções, deixar
Conservar a estrutura dental o preparo liso e brilhoso.
➢Reduz o enfraquecimento do dente

➢Previne acidentes (fraturas e perfurações)


Gatões gliden (2,3 e 4) usada no preparo do e 2 na obturação (raio-X na prova do cone e

terço cervical para ampliar o canal antes orifice raio-X final)

shapper

Deixa as paredes bem retas, deixando um bom Exploração e mapeamento

preparo. - Objetivo:

Localizar os canais radiculares, cateterismo

Erros mais frequentes : (movimento certo para exploração inicial) ou

➢Ponto de Eleição incorreto exploração inicial (“iniciando a abertura do

➢Perfuração vestibular ou cervical dente“).

➢Formação de degrau

➢Abertura insuficiente Localização dos canais radiculares

➢Broca pressionada incorretamente - após a remoção completa de todo o teto

➢Preparo muito extenso e profundo cavitário, os orifícios devem ser localizados por

➢Desvios no acesso endodôntico meio de sondas clínicas.

- Dente unirradicular não tem raiz.

Etapas Endodontia - quando abrir um dente radicular irá aparecer o

1. Diagnostico: raio-x inicial, testes pulpares, canal radicular.

história clínica do paciente;

O paciente pode estar com polpa viva ou polpa Assoalho da câmara pulpar

necrosada (possui grande quantidade de micro- - localização das entradas dos canais ( com ajuda

organismos) na sonda Rhein ira encontrar as entradas dos

2. Abertura Coronária canais).

3. Exploração e Mapeamento - Os dentes unirradiculares não possuem

4. Preparo dos Terços Cervicais e Médios assoalho da câmara pulpar.

5. Odontometria

6. Preparo do terço apical

7. Toalete Final

8. Medicação Intra canal

9. Obturação

10. Proservação

Fazer no mínimo 5 raio x que são nas etapas:

diagnóstico, odontometria, medicação intra canal


CEI = CAD-3 mm

CEI = 18 mm - 3 mm

CEI = 15 mm

Para iniciar a limpeza de tecido necrosado

começa irrigação com hipoclorito de sódio 2,5%.

 Com a sonda rhein irá encontrar as entradas dos

canais

 Com a lima k10 irá fazer o mapeamento do canal

do dente.

 Lima k é o primeiro instrumental a encostar na

raiz do dente. (Movimentos curtos com 1/4 de

voltas).

Cateterismo ou exploração inicial dos canais


Materiais
radiculares
- limas de exploração
- é o contato inicial do dentista como o canal
- tipo kerr
radicular por meio da sensibilidade tátil.

- sempre em conjunto com solução irrigadora.

Chama-se canal inundado (deve estar sempre

inundado).

- Movimento de cateterismo.

Medir o quando a lima irá entrar (borrachinha da


- série especial
lima “stop ou cursor”).

- CAD: comprimento aparente do dente (medir o

tamanho do dente na radiografia da incisal ate o

ápice, ex:18 mm) ~ ~ ~ ~ ~~ radiografia não é

verdade absoluta, tem distorção.

- CEI : comprimento exploração inicial


As limas k10 não são giratória

Preparo cervical e médio -Para fazer cateterismo com a k10

-As limas smf são rotatórias manuais então vai

rodar no canal radicular, pode fazer em torno de

5 rotações.

Objetivo

Ampliação do terço cervical e médio dos canais

radiculares, completamentação do cateterismo,

facilitar a odontometria e instrumentação apical.


Fazer irrigação, com a lima k10 fazer o
Iniciação do preparo do terço apical e médio.
movimento de cateterismo, após fazer a
- Toda vez que mudar a lima tem que irrigar.
irrigação, usar a lima 15,04 fazer movimento de

cateterismo ao chegar na região do seio fazer

rotação, irrigar novamente e usar a lima 17/0 se

não conseguir fazer movimento giratório fazer

movimento de 1/4 até conseguir fazer

movimentos rotatórios.

Odontometria

É a manobra clínica que tem como objetivo a

determinação do comprimento do dente.


A lima possui cabo intermediário (o cabo
Esta medida deve ser obtida de maneira
intermediário pode alterar e ter 5, 9 e 15 mm) e
PRECISA
cabo ativo (parte ativa possui um padrão e todas
Ela definirá o limite da obturação do canal e de
as limas terão 16 mm).
toda sua manipulação anterior. (ALÉM E
- Na ponta da lima terá a parte apical D0
AQUÉM)
(primeiro diâmetro da ponta da lima)
ALÉM- depois da raiz (fora da raiz).
- Numeração das limas: ex: 15,04 D0 será 0,15
AQUEM- antes do ápice (dentro da raiz).
mm.

- o 0,04 quer dizer que a cada 1 mm de


Quando os orifícios são pequenos é necessário
comprimento da lima aumenta 04mm de largura.
usar as brocas gates glidden, pois se entrar com
( 0,04 x d16 ) + 15 = 0,79
o lima (orifice shapper) ela irá quebrar. As
brocas gates glidden é usada em baixa rotação, A maioria dos dentes fica entre 21 e 23mm

na parte cervical do dente. Exceção feita aos caninos (25 a 26mm) e ao

A odontometria pode ser enquadrada em duas incisivo central inferior (20 a 21mm).

categorias:

 Métodos radigráficos

Método que utiliza a radiografia para determinar

o comprimento do dente.

Mais utilizado é o método de INGLE (1957)

Consiste em se medir o comprimento do

dente na radiografia de diagnóstico clínico,

desde a borda incisal (dentes anteriores) ou


1. Irrigar a câmara pulpar e deixá-la inundada de
ponta de cúspide (dentes posteriores) até o
solução irrigadora;
ápice do dente.
2. Calibrar uma lima manual do tipo K #10 ou 15 no
Acha o CAD (comprimento aparente do dente)
CPT;
Para trabalhar terço cervical e médio:
3. Introduzi-la com movimento de cateterismo
CAD-3
(movimento de 1\4 de volta para cada lado à
=
medida que se adentra o canal);
comprimento de exploração inicial (CEI)
4. Se a lima #15 não chegar, opte por uma #10 de

menor calibre;
Para trabalhar terço apical:

CAD-1
Para trabalhar no terço apical, é necessário
=
pegar a medida do comprimento aparente do
comprimento de trabalho (CT)
dente e subtrair 1mm.

EX:
Diminui-se 1mm do comprimento aparente do
CAD= 21mm – 1mm
dente como MEDIDA DE SEGURANÇA.
CT = 20mm
Esta precaução deve ser tomada, devido a
Comprimento de trabalho
possíveis erros na ANGULAGEM, durante a
Quando o forame está posicionado em outra
tomada radiográfica de diagnóstico.
região – FORAME PARA APICAL
Além destes cuidados, devemos ter

conhecimento do comprimento médios de todos


 Método eletrônico
os dentes.
Atualmente o localizador foraminal ou
ALONGAMENTO DE RADIOGRAFIA.
apical eletrônico é considerado uma ferramenta
precisa para determinar o comprimento de ▪ O valor medido na régua menos 1 mm, define o

trabalho. CT.

Dentes com rizogênese incompleta pode Princípio da impedância

aferir um comprimento erronêo. Impedância do canal: resistência, ou dificuldade

Alguns casos de retratamento – aplicação de passagem de corrente elétrica do periodonto

limitada. para o eletrodo localizado no interior do canal

Localizador apical radicular.

 Presença de obliterações( se existe

alguma coisa obstruindo o canal) Não devem ser usados em pacientes com

 A lima utilizada deve ser fina, mas que marca passo sem consulta prévia

tenha uma ligeira retenção no canal para não se Tem que estar sempre somente na bochecha,

deslocar durante os procedimentos longe de metal (restauração de amálgama,

 Em seguida leva-se a lima ao interior do aparelho)

canal, até que o cursor encoste na borda incisal

ou ponta da cúspide e realiza-se a tomada Situações que o localizador foraminal pode ser

radiográfica. de grande utilidade:

 Radiografia: Técnica da bissetriz cêntrica Dificuldade na visualização radiografica dos

ápices

Técnica de utilização
▪ Irrigar os canais, aspirar o excesso de solução

irrigadora da câmara pulpar

▪ Acomodar a alça labial na comissura labial do

paciente

▪ Conectar a lima com o top de borracha no clip

para a lima do aparelho

▪ Introduzir a lima conectada no canal radicular

com movimento de 1\4 de volta no sentido

horário e anti-horário Movimento de exploração

▪ Observar a indicação do aparelho pelo som ou É o movimento executado com objetivo de

visualmente conhecer a anatomia interna do canal radicular e

▪ Quando a lima atinge o ponto determinado pelo de manter o trajeto do canal livre de detritos

aparelho, abaixa-se o top de borracha até o em toda sua extensão.

ponto de referência e remove-se a lima para Para a execução deste movimento, deve-

medição com régua endodôntica se introduzir a lima no canal com leve pressão
fazendo discreta rotação (1/4 de volta) no

sentido horário e anti-horário até atingir o Sequencia das limas


comprimento desejado (Figura 1a).  CT – começo com uma lima que fique justa no
Movimento de Alargamento conduto = Movimento de limagem até a mesma
É o movimento executado com objetivo de ficar solta.
aumentar o diâmetro do canal radicular de  Instrumento mais calibroso ao anterior =
maneira centrada. A lima deve tocar o canal movimento de limagem
apenas no início de sua parte ativa.  E assim vai-se dilatando o canal, aumentando
Para a execução deste movimento, deve- sucessivamente o calibre das limas no ct até
se introduzir o instrumento no canal com leve finalizar-se o preparo.
pressão até sentir-se resistência. Neste  A cada troca de instrumento = irrigação e
momento para-se com a pressão e realiza-se aspiração
discreta rotação (1/4 de volta) no sentido  Quanto maior o calibre da lima, maior o número
horário e anti-horário e após realiza-se a tração de acidentes
da lima em direção coronária (Figura 1b).  Degraus;
Deve-se repetir esse movimento duas ou  Perfurações;
três vezes até perceber que o instrumento não  ZIP (rasgos na dentina|) e etc.
prende no canal.  Instrumento memória= último instrumento usado
Movimento de Limagem no ct.
É o movimento executado com objetivo de

alargar e alisar as paredes do canal dando-lhe BIOPULPECTOMIA= é o dente com vida.


conicidade. A lima deve trabalhar com toda a sua NECROPULPECTOMIA= com uma lima 15,
parte ativa tocando as paredes do canal aumentar 1mm e com movimentos leves tentar
radicular. limpar ou deixar livre o forame apical.
Para a execução deste movimento, deve-

se introduzir o instrumento no canal com leve

pressão até atingir-se o comprimento desejado.

Neste momento, deve-se fazer pressão lateral e

tração em viés (de forma oblíqua) no sentido

coronário com pequena amplitude (0,5 a 2 mm).

Repete-se esse movimento, circundando as

paredes do canal e, nos canais curvos,

preservando a zona de risco, até que a lima fique

solta no canal (Figura 1c).


(até ela estar solta). Caso o orificio esteja

estreito, usar a broca Gates glidden, pois se

entrar com a lima, ela irá quebrar.

ESTÁ PRONTO O PREPARO CERVICAL E

MÉDIO

ODONTOMETRIA

Preparo do terço apical

 Fazer novamente um raio-X com a lima no canal;

 Para trabalhar terço apical, será CAD -1mm =


Passo a passo
comprimento de trabalho (CT).
 Inicia-se com um raio-X para diagnóstico
 Para o preparo irá usar as limas de SMF, 15/04,
 Abertura Coronária com a broca 1012 ou 1014,
20/04, 25/04, 30/04, 35/04.
para obter lisura e melhor visibilidade da
 Introduzir o instrumento no canal com leve
cavidade usa-se broca 3080 ou 3082.
pressão até atingir-se o comprimento desejado,
 Com a ajuda da sonda endodontica (ponta reta)
ao atingir o local, fazer 5 movimentos rotatórios
irá encontrar o canal radicular.
(até ela estar solta).
 Fazer raio-X novamente.
 Fazer irrigação da cavidade, com a broca 15/04
 Achar o CAD (comprimento aparente do dente)
fazer movimentos curtos com 1/4 de volta no
para trabalhar terço cervical e médio, que é
sentido horário e anti-horário até atingir o
CAD-3 = comprimento de exploração inicial
comprimento desejado.
(CEI).
 Começo com uma lima que fique justa no conduto
 Após localizar o canal e ter a medida, fazer
fazer movimento de limagem até a mesma ficar
irrigação com hipoclorito de sódio 2,5% e na
solta.
sequência utiliza-se lima (k10) para ter o
 Com um instrumento mais calibroso ao anterior
primeiro contato com a raiz do dente, fazer
fazer movimento de limagem
movimentos curtos 1/4 de volta denominado
 E assim vai-se dilatando o canal, aumentando
cateterismo.
sucessivamente o calibre das limas no ct até
 Fazer irrigação novamente, com a lima 15/04
finalizar-se o preparo.
desce no cateterismo e quando chegar na posição
 A cada troca de instrumento = irrigação e
(CEI) faz 5 rotações. Caso a lima não entre
aspiração
fazer abertura do orifício com a broca gates
Caso esteja com necropulpectomia fazer todo o
glidden.
procedimento com uma lima 15, aumentar 1mm e
 Fazer irrigação, com a lima 17/08(orifice
com movimentos leves tentar limpar forame
shapper), (primeira do kit, para alargar o terço
apical.
cervical (mais dura, corta mais) faz 5 rotações
Irrigação e aspiração Não existe um irrigante endodôntico capaz de

Remoção de tecido pulpar infectado ou não preencher todos os requisitos acima

principalmente em regiões não tocadas pelos

instrumentos endodonticos Soluções irrigadoras

- região de istimo: principal local onde a lima não * Compostos halogenados: clorexidina e hipoclorito

consegue tocar, por isso deve ser bem irrigado. Irrigantes primários (utilizado em todo o preparo

- assoalho pulpar: a lima não deve atravessar o biomecânico)

assoalho. * Agentes quelantes: EDTA

A lima não consegue tocar todas as regiões do dente, Irrigantes secundários ( vão ser utilizados no final de

portanto a solução irrigadora precisa complementar todo o preparo para a remoção do smear layer (lama

essa limpeza da dentinaria)

Cerca de 8-58,8% do dente não é tocado pela lima


Hipoclorito de sódio (NAOCL)

Objetivos da irrigação: - o hipoclorito de sódio é tido como a principal solução

A irrigação do meio físico do ato de irrigar e pela irrigadora dos canais radiculares devido,

ação química das soluções irrigadoras objetivas: principalmente, ao seu espectro antimicrobiano e sua

- atividade antimicrobiana; capacidade de DISSOLVER tecido necrótico apesar

- Dissolução de tecidos orgânicos (resto de polpa do potencial citotóxico.

pode necrosar e vir a colonizar bactérias); Dissolver tecido: é a capacite principal

- Ação quelante sobre matéria inorgânica (capacidade Ponto negativo: potencial citotóxico (se o hipocloto

de uma solução “roubar” cálcio da dentina – remove sair do tecido periapical pode gerar uma inflamação

tampões de dentina que obstruem os canais exacerbada).

dentinários); Desvantagem

- Lubrificante (a solução deve ser lubrificante para  falta de biocompatibilidade, especialmente

auxiliar o processo de corte da lima); nas maiores concentrações, causando preocupação na

- Facilidade de remoção e hidrossolúvel (a solução possibilidade de extravasamento apical durante a

ideal de ser de fácil remoção); irrigação

- Tolerância aos tecidos periapicais (solução que vai O que pode levar a um extravasamento dos

entrar dentro do canal e caso extravase não agrida os irrigantes?

outros tecidos como osso alveolar, cemento e  Forame apical muito arrombado;

ligamentos periodontais);  Quando a cânula de irrigação trava e é

- Baixa tensão superficial (para que quando pingar no apertado com força.

dente, ela possa espalhar facilmente, e molhar a Conduta em casos de extravasamento:

cavidade); 1•irrigação abundante com soro fisiológico

- Baixo custo; (preferencialmente gelado)

- Não provocar manchamento nos dentes; 2• Prescrição medicamentosa

Dexametasona 4 mg
Tylex (paracetamol 500 mg com codeína 30mg) Toxicidade

Amoxicilina 500mg com clavulanato de potássio 125 Sua toxicidade é bem inferior à do hipoclorito de

mg sódio, no entanto, também pode gerar efeitos danosos

3• Acompanhamento caso seja extravasada

Pode ter várias concentrações Inferioridade a hipoclorito pois não tem dissolução ao

- 0,5% Dakin tecido

- 1% Milton

- 2,5% Labarraque Desvantagem

- 4% a 6% Soda Clorada A inabilidade da clorexidina em dissolver

remanescentes, propriedade importante na irrigação

Qual a concentração a escolher dos canais radiculares. Desta forma, esta substância

- 2,5% seria melhor indicada como irrigante final devido à

sua boa propriedade antibacteriana, quando os restos

Mecanismo de ação do hipoclorito de sódio necróticos e teciduais.

* Lise protéica ( quebra da proteína em aminoácidos)

* Bacteriólise (quebra a bactéria rompendo a Não pode misturar clorexidina com hipoclorito de

membrana plasmática) sódio, causa mancha semelhante à ferrugem no dente,

* Saponificação ( quebra de lipídio ) para usar deve irrigar com soro fisiológico

Protocolo final:

Clorexidina Usei hiclorito, lavar com soro em abundância para

A clorexidina foi desenvolvida, inicialmente na década remover todo o hipoclorito e então pode fazer o uso

de 40, com o intuito de ser uma droga antiviral, no da clorexidina

entanto, não demostrou grande efeito, sendo

redescoberta anos depois como um excelente Irrigação

antibacteriano.  Nunca deixe a cânula travada (ela tem que

Atraída pela superfície bacteriana. Apesar de causar estar solta dentro do canal, se estiver travando

um pouco de dano as camadas externas da bactéria, a aumenta o risco de forçar o hipoclorito a sair pelo

clorexidina se difunde pela parede celular, forame apical)

provavelmente por difusão passiva e ataca mais  Normalmente é preciso dilatar no mínimo até

fortemente a membrana citoplasmática. lima 25 para chegar na porção apical.

 Normalmente 3 mm do ápice

Quando o paciente tiver alergia a hipoclorito de sódio  O jato normalmente só tem força de até 3

utilizar clorexidina. mm, desta forma evita-se que o jato saia pelo forame

Concentração utilizada em endo 2%. apical.

 Movimento de introdução e tração

 Movimento de vai e vem para fazer a limpeza.


Irrigação/Aspiração

A técnica de irrigação/aspiração associada está

indicada em campos restritos. Nestas situações a

irrigação e a aspiração são realizadas

concomitantemente, e ambas as cânulas são inseridas

no interior do canal radicular.

ETDA 17%

Ácido etilenodiaminotetracético (ETDA) consiste em

irrigante endodôntico normalmente utilizado após a

instrumentação devido à sua ação quelante

objetivando a remoção de debris dentinários

Normalmente sua maior indicação é utilizado após o

uso de hipoclorito de sódio

Irrigação ultrassónica passiva ( PUI)

Coloco hipoclorito ou EDTA dentro do dente e com a

Easy clean (contra ângulo) fazer a agitação (“ciclone”)

 3x irrigação com hipoclorito easy clean 20s

 3x irrigação com EDTA 17% easy clean 20s

 3x irrigação com hipoclorito easy clean 20s

 1x com soro para lavar (não precisa agitar).

Common questions

Com tecnologia de IA

Superior canines typically have a single canal and a form of convenience described as a 'candle flame,' beginning around the cingulum. Inferior canines can have one or two canals and a similar convenience form but with potential canal bifurcations which may complicate the endodontic access and preparation. The variances in canal numbers and morphology have implications for the accuracy of the root canal treatment, requiring careful consideration during diagnosis and preparation .

The primary objectives of contour formation during access preparation are to expose the pulp chamber, enable direct vision of the root canal orifices, and allow instruments to reach all parts of the pulp cavity efficiently. This step is crucial for enhancing the effectiveness of cleaning and shaping, as well as minimizing the risk of procedural errors such as perforations .

The initial radiographic examination is significant in visualizing the tooth structure, identifying canal morphology, detecting periapical pathologies, and evaluating the extent of decay or existing restorations. It serves as a baseline for diagnosis, guiding the treatment plan by aiding in odontometry measurements and ensuring accurate endodontic access preparation .

Effective use of irrigation solutions like sodium hypochlorite involves ensuring properties such as antimicrobial activity, tissue dissolution capacity, low surface tension, and biocompatibility. Improper use, such as excessive force or misdirected application, risks extravasation, leading to severe inflammation or damage to periradicular tissues .

Catheterization in endodontics refers to the initial tactile engagement with the root canal, employing a tool such as a K-file to navigate and explore the canal pathways. It is performed with irrigant solution to ensure the canal remains flooded, facilitating smooth movement and preventing the instrument from breaking. This method enables precise mapping and measurement as early steps in canal preparation .

Root canals are classified into several types including principal, collateral, interconduto, lateral, secondary, accessory, recurrent, apical delta, and cavo interradicular. Each type holds significance in the complexity of the root canal system, where variations can influence the success of endodontic treatments. For instance, accessory canals may affect treatment due to their presence in various directions, while apical delta structures at the end of the principal canal can complicate cleaning and obturation procedures .

The form of convenience is utilized to remove dentinal projections at the entrance of the canals and cervical third, allowing for a straight, unobstructed access to the canals. This is critical for facilitating the preparation of the canal and the overall endodontic treatment process, ensuring that no dentinal interference hinders the procedure .

The cemento is responsible for covering the root of the tooth, serving as a protective layer. It is positioned over the dentin, which in turn protects the dental pulp, the soft tissue located within the pulp cavity .

The primary steps in preparing the cervical and middle thirds of the root canal involve amplification of these areas, completion of catheterization, facilitation of odontometry, and initiation of apical preparation with thorough irrigation. This is crucial to ensure the canal is properly shaped and cleaned, enhancing the effectiveness of subsequent filling and reducing the risk of procedural errors .

In necropulpectomy, instrumentation involves using larger files to adapt to reduced tissue resistance, starting with a 15/04 file to address necrotic tissue and clean near the apical foramen, as opposed to biopulpectomy where the emphasis is on preserving the vital pulp. This demands careful conduct to avoid pushing infection into periapical tissues, underscoring the use of smaller files and gentler manipulation in vital pulp scenarios .

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