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Extra Especial 15 anos é uma edição comemorativa do jornal-laboratõrio do João Lucas Cardoso | Capa: João Lucas Cardoso | Anúncio

Anúncio contracapa: Vanessa


curso de Comunicação Social - Jornalismo da Unisul Campus Tubarão | Coorde- Joaquim da Silva/Agcom-PP | Impressão: Gráfica Soller
nação do Curso de Comunicação Social: Darlete Cardoso | Coordenação do
Jornal-laboratório: Professora Andressa Fabris | Textos e fotos: alunos 6º Reitor: Gerson Luis Joner da Silveira | Vice-reitor e Pró-reitor Acadêmico: Sebastião
semestre (professora Andressa Fabris) | Edição: alunos do 7º semestre (profes- Salésio Herdt | Chefe de Gabiente e Secretário-geral da Reitoria: Fabian Martins de
sor Ildo Silva) | Opinião: alunos do 7º semestre (professora Darlete Cardoso) | Castro | Pró-reitor de Administração: Marcus Vinícius Anátocles da Silva Ferreira |
Projeto Gráfico: João Lucas Cardoso | Diagramação: Carine Bergmann/Agcom e Diretor do Campus Unisul: Valter Alves Schimitz Neto

Opinião
Sucesso na profissão vem
Uma história coletiva da vontade de cada um
s trinta alunos mal con- samos erguendo e desconstruindo va- de cada um de nossos colegas, e com-
n as universidades particulares espalhadas pelo Brasil afora, estão na

O tinham a emoção, era o


primeiro semestre do ano
de 2004. A maioria dos
estudantes havia recém-terminado o
terceiro ano e aguardava ansiosa o
lores no meio acadêmico. Tabus foram
derrubados dentro das salas de aula,
como a imparcialidade dos meios de
comunicação no Jornalismo. Brigamos
pela valorização do diploma dos jorna-
partilhamos entre os estudos, suas do-
res e alegrias. Migramos do patamar
de colegas para amigos e companhei-
ros. Alguns destes se atiraram com tudo
no mercado de trabalho, outros trilha-
maioria estudantes que trabalham para pagar a faculdade, ou seja, a
palavra salário remete à mensalidade. Talvez dessa forma eles dêem mais
importância ao grau que irão receber após quatro ou cinco anos de estudo. Mas,
como em tudo sempre há uma exceção, por exemplo, temos os pais que
patrocinam a universidade, mas não necessariamente significa dizer que, com
primeiro contato com os veteranos. listas, como também exigimos o reco- ram o caminho dos estágios, muitos mais tempo de estudo, há mais empenho por parte do aluno que possui esse
Muitos se perguntavam qual seria o tal nhecimento da profissão de publicitá- oferecidos pela universidade. perfil. E não é diferente na Universidade do Sul de Santa Catarina.
famoso trote. A resposta viria dias de- rio. Passamos a dividir não somente a Dos quarenta calouros que iniciaram, O que vale dentro de qualquer profissão é a vontade de crescer, de aprender, de
pois com algumas caras pintadas e a estrutura física, mas também as aulas alguns descobriram que não possuíam se antenar nas alternativas. E é o que acontece com os profissionais que saem da
contribuição com o trote solidário, do- com os alunos de Publicidade e Propa- vocação, outros dedicaram-se à famí- Unisul ou de qualquer outra universidade. Quem se destaca é aquele que se
ando um quilo de alimento. Mas, antes ganda. Mesmo exercendo atividades lia não podendo continuar, mas a mai- preparou melhor, que correu atrás de coisas novas, de oportunidades, e dos seus
disso, logo no início das aulas, muito distintas, aprendemos que ambos te- oria prosseguiu firme, disposta a se- sonhos. O segredo está na pretensão de ser um bom profissional. A universidade
confundiram as salas, os prédios e fo- mos importância dentro do mercado guir o caminho profissional da comu- pode ajudar na formação, mas nada comparado à própria vontade do aluno.
ram parar no curso de Engenharia Ci- da comunicação. nicação. No fim deste ano entregare- Os profissionais que saíram da Unisul estão espalhados por todos os cantos,
vil. Equívocos a parte, o cettalzinho, Muitos de nós se envolveram com o mos nossas monografias e receberemos trabalhando em redações, rádios, TVs, assessorias, empresas, agências. Uns se
como é conhecido o Bloco H, tornou-se Centro Acadêmico e lutaram por me- nossos canudos. Mas a nossa história, destacando e outros procurando se destacar. Para conquistar o mercado é
o ponto de encontro dos futuros publi- lhores condições de estudo. Exigimos mesmo por um curto, mas significati- necessário dedicação, empenho pessoal e profissional. Horas de sono perdidas,
citários e jornalistas. Hoje, penso em um laboratório gráfico moderno, no- vo período de tempo, se entrelaçou com fios de cabelo a menos, mas que valem a pena, pois nenhuma conquista que
quantas turmas, quantas pessoas não vas máquinas fotográficas digitais e a do curso. Junto aos professores, à nos orgulhe é fácil de ser alcançada. E com toda certeza, seja na edição ou na
devem ter passado pelas mesmas car- fomos atendidos. Hoje, contamos com coordenação, contribuímos para o de- confecção de reportagens desse jornal-laboratório, sairão ótimos profissionais,
teiras. Quantos calouros nervosos não laboratórios de televisão e rádio com senvolvimento dos cursos de Jornalis- dos quais a universidade se orgulhará de um dia ter abrigado.
cruzaram os corredores? E quantos li- avançadas tecnologias. Além de um mo e Publicidade e Propaganda. E po-
Elsie Cademartori
vros passaram pelas mesmas mãos canal de TV composto por profissio- demos afirmar que logo deixaremos as
nestes 15 anos do curso de Comunica- nais formados pela Unisul, onde pode- mesas de estudo como profissionais
ção Social. Tomamos parte, mesmo mos expor nossos trabalhos. Nos últi- não só mais capacitados, como tam- mudaromundo
que inconscientemente, da construção mos três anos, contabilizamos viagens, bém, mais humanos.
do curso, durante os quatro anos que congressos, seminários. >Aos 15 anos, quem não pensa que pode mudar o mundo, ou que
participamos da graduação. Dias pas- Acompanhamos o amadurecimento Karen Novachadlo será no futuro exatamente aquilo que for capaz de imaginar, tornou-se
realista demais antes do tempo. Quinze anos podem ser suficientes para
nossaredação se enxergar a humanidade como ela é, mas não para aceitar isso como
inevitável.
É possível que as pessoas sejam melhores, que aprendam a ser melho-
Textos res. Que leiam mais, vivam mais, cresçam, e nunca se acomodem. Pelo
Redação Jornalística III contrário, que questionem, duvidem e principalmente alterem o que lhes
Adriana Duarte Silvano, Alice Botega, parecer necessário no modelo de sociedade que nos foi entregue.
Bibiana Pignatel, Daiane Vieira O Curso de Comunicação Social da Unisul, aos 15 anos, comemorados
Fernandes, Emanuela da Silva, Giórgia no dia 16 de março, ainda acredita nisso. Deixar de acreditar seria abrir
Daniel, Keith Minelli de Oliveira, Lucas
mão do poder de interferir. De lutar para, mais que formar jornalistas e
Borges, Luciana Peruchi, Peterson
publicitários, ajudar na mudança de um cenário de mediocridade e igno-
Crippa, Saimon Coelho.
rância.
Em 15 anos não é possível mudar o mundo, porém é possível mudar
Edição pessoas, algumas delas. E se nas mãos dessas pessoas estiver o futuro
da Comunicação Social, mudá-las é necessário. Não se pode perpetuar
Turma de Edição II
essa cultura de superficialidade descartável, justificada na incompetência e
Alice Botega, Altair Magagnin Junior, Ana Maria Lima, na falta de tempo, que se traduz todos os dias em grande parte da mídia.
Artur Zingano, André Leandro, Elsie Cademartori, Elvis
Poucas áreas possuem poder semelhante de transformar a realidade,
Campagnollo, Fabíola Goulart, Fernando Pereira,
Gustavo Colle, Jailson Vieira, Jaqueline Hahn, Juliana um potencial que até vem sendo usado, seja para eleger presidentes ou
Ribeiro, Julia Savi, Karen Novochadlo, Kellen Baesso, derrubá-los (os motivos é que nem sempre são os mais nobres), mas que
Leonardo Mendes, Luís Henrique Fogaça, Maiara poderia servir para muito mais.
Gonçalves, Magali Colonetti, Márcia Denardi, Mirelli
Elias, Ramires Fernandes, Tiago Brunelli Leonardo Mendes
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 3
OUTROS NÚMEROS
além dos 15
> Alunos, formandos, professores,
500
jornalistas
300
publicitários
100
professores
27
professores
pessoas que são muito mais que
números constróem a história do aproximadamente formaram-se foram formados pela Unisul, no aproximadamente já lecionaram atuam hoje no curso, com o
Curso de Comunicação Social da pela Unisul, de Tubarão, campus de Tubarão, nos últimos nas duas habilitações do curso de compromisso de contribuir para
Unisul, campus de Tubarão. nestes 15 anos. 10 anos estão no mercado. Comunicação Social ao longo dos a boa formação profissional de
15 anos. jornalistas e publicitários.

construindohistória

Nomes que fizeram a coordenação do curso

AGCOM
>Laudelino Santos Neto
Foi o fundador do Curso de Comunica- Outra realização pioneira de Laudelino
ção Social. Em 1991, formulou, juntamen- foi a criação do curso de especialização em
te com Cláudio Alvim Zanini Pinter, a gra- Jornalismo, três semestres antes da conclu-
de curricular. Laudelino divide o sucesso são da primeira turma de graduação em Jor-
do projeto com sua equipe. “O excelente nalismo.
resultado foi um conjunto de fatores e Aposentado desde 2004, criou o projeto
pessoas que acreditavam no futuro, acre- “Professor Voluntário”, através do qual orien-
ditavam no ser humano, acreditavam ta trabalhos de conclusão de curso, partici-
que a utopia podia ser possível”, conta. Ele perma- pando também de bancas. Atua também
neceu na coordenação por seis anos. como pesquisador da psicanálise.

>Joana D’Arc Souza


história curso festeja aniversário Ao se dedicar à coordenação do curso no
período de 1998 a 1999, teve como maior
redores. Em uma dessas apresenta-
ções, O Grande Mentecapto foi ence-
objetivo consolidar a presença dos alunos nado em pleno escuro. Os alunos acen-

Quinze anos de nas decisões da coordenação. Independente


do tamanho da decisão, desde o que pintar
nas paredes dos blocos até chegar a ter aces-
so a todas as reuniões do curso, tendo o
diam as luzes quando Joana excla-
mou: “Isso é jornalismo, quando a
comunicação sai do escuro!”.
Hoje em dia, Joana se dedica à

comunicação
aluno uma voz presente. Eram feitos varais carreira docente e sua paixão é a
de fotos e poesias, além dos saraus nos cor- pesquisa.

>Laudelino José Sardá


Considera o conhecimento um proces- Branca e descreve como uma de suas maio-
res, funcionários e alunos profundamente
Texto so inacabado. Por isso descreve o magis- res conquistas. Em sua gestão, o curso foi o
Daiane Fernandes / Luciane Peruchi dedicados e identificados com a história
tério sua vocação sacerdotal. “Sempre primeiro da Unisul a receber o conceito A no
Edição pessoal e regional”, conta o idealizador do
Juliana Ribeiro / Tiago Brunelli estou aprendendo com os alunos”, diz. provão do MEC. Atualmente é coordenador
projeto, Laudelino Santos Neto. “Mas a nos-
Dessa forma, permaneceu sete anos na do SIC (Sistema Integrado de Comunicação)
m meados dos anos 90, o passo sa sorte, como humanos, é que nossa me-

E
Coordenação do Curso de Comunicação da Universidade e foi responsável pela cria-
inicial para implantação do cur- mória é seletiva, e quando os anos passam
Social de Pedra Branca e Tubarão. Foi ele ção da primeira TV da região de Tubarão, a
so de Comunicação Social na a gente acaba se lembrando da maioria
quem fundou o curso na unidade de Pedra Unisul TV.
Unisul, em Tubarão, ganhou des- das coisas boas”.
taque. O motivo: a necessidade de profissi- A grande motivação dos acadêmicos de
onais capacitados para atender ao cresci- Jornalismo e de Publicidade e Propaganda >Nei Manique >Isaac Rodrigues
mento de uma cidade em que o rádio pre- é a identificação pessoal. “É uma profissão Jornalista, é do tipo que se sente muito satisfeito em Publicitário, usou sua experiência como ges-
dominava como principal veículo de co- interessante, vai ao encontro dos meus pla- contribuir para a formação de futuros e qualificados pro- tor de empresas no período em que coordenou
municação. nos pessoais e é uma área admirável para fissionais. Com esses ideais em mente, coordenou o Curso o curso de 2001 a 2004.
Mas somente em 16 de março de 1992, quem quer prestar serviço à sociedade”, de Comunicação Social de Tubarão de 1999 a 2001. Após aceitar o convite da direção do campus
o Conselho Universitário e a Câmara de confirma a estudante Emanuela da Silva Foram dois anos e meio de trabalho que resultaram para substituir Nei Manique, realizou uma pes-
Gestão aprovam a criação do Curso de Co- do 6° semestre de Jornalismo. “Escolhi o em muitos benefícios para o curso. Em sua gestão foram quisa entre os alunos para desenvolvimento de
municação Social, habilitação em Jornalis- Jornalismo porque sempre foi meu sonho, criados os laboratórios gráficos com 40 microcomputa- um planejamento que norteou sua gestão. Este
mo, no campus Tubarão. Cinco anos de- aquilo que quero. Não me imagino fazen- dores. A grade do curso foi flexibilizada. “Essas mudan- projeto tinha dois objetivos: reestruturação ad-
pois é aprovada a instalação da habilita- do outra coisa”, afirma o calouro de Jorna- ças de início trouxeram desconforto, mas com o tempo ministrativa e organizacional e a reestrutura-
ção em Publicidade e Propaganda. lismo Thiago Oliveira. agradaram, pois assim a pesquisa científica foi apresen- ção dos laboratórios do curso. Os laboratórios
A implantação do curso possibilitou a Neste ano o curso completa 15 anos, dei- tada aos alunos no primeiro de TV, rádio e grá-
criação, Web Rádio, Web TV, Unisul TV, jor- xando a marca de sucesso e corresponden- semestre”, conta Nei, que ad- fico ganharam
nal-laboratório Extra, Agência Modelo de do às exigências do mercado de trabalho, mite sentir saudades das ativi- novo espaço.
Comunicação (Agcom) e também do de- que está em profissionalização crescente. dades docentes. Em sua gestão, Hoje, Isaac é
partamento de assessoria de imprensa da “Aprofundamos o compromisso com trans- foi criada a Agcom, em 1999. coordenador e
Universidade. Não foi tão fácil dar os pri- formações sociais em benefício coletivo do Atualmente, coordena um professor do cur-
meiros passos para a aceitação do novo país e da região na qual a universidade projeto de Web jornalismo na so de Tecnologia
curso. “As dificuldades foram imensas. Foi está inserida”, diz a coordenadora do cur- região de Criciúma. O endereço e Marketing, da
um trabalho de uma geração de professo- so, Darlete Cardoso. é www.engeplus.com.br. Unisul.
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especial15anos janeiro-junho/07

durante 1991 1992

15ANOS
uma história é construída pela Unisul
Criação do curso
Reitoria da Unisul autoriza a
implantação do Curso de
Comunicação Social –
Aprovação
Em 16 de março, o
Conselho Universitário e a
Câmara de Gestão aprovam
habilitação em Jornalismo. O a criação do Curso de
no Sul de Santa Catarina. Conheça os mercado da região Comunicação Social -
principais momentos do Curso de Co- demonstrava a necessidade de habilitação em Jornalismo,
municação Social - Campus Tubarão. profissionais da área. no campus de Tubarão.

ação evento marca a passagem dos 15 anos do Curso de Comunicação Social, simula e apresenta programas no Farol Shopping

Interação entre profissionais e acadêmicos


AGCOM

Texto
Emanuela da Silva números
Edição
Maiara Gonçalves / Mirelli Elias

C 8
omunicação em Ação, um
dos eventos que integram a
programação em comemo-
ração aos 15 anos do Curso atividades
de Comunicação Social, ocorreu no dia diferentes foram realizadas no
24 de março no Farol Shopping. Jorna- Comunicação em Ação, entre elas
a gravação de programas de TV,
listas, publicitários, professores, alu-
apresentação ao vivo de programa
nos, ex-alunos e convidados participa- de rádio, uma pesquisa de merca-
ram da mostra que apresentou a reali- do e simulação de comerciais.
dade do curso.
Uma estrutura montada com equi-
pamentos de TV, rádio, fotografia e
agência experimental despertou o inte-
resse de quem passava pelo local. O
estudante Adriano Elias Rosa partici-
100
alunos
pou das atividades e ficou impressio-
aproximadamente foram envolvi-
nado. “Achei a idéia muito produtiva.
dos no Comunicação em Ação. A
Assim podemos conhecer como funcio- atividade proporcionou interativi-
na a TV e o rádio”, afirma. dade com o público e integração
A jornalista Caroline Bortot diz que de estudantes e professores.
adora participar dos eventos, rever os
amigos e professores. “É uma troca de
experiência muito boa”, explica. Para a
ex-aluna da Unisul, que atualmente tra-
balha na RBS TV de Criciúma, estes de-
bates são muito importantes. “Pode-
Com a participação de alunos, professores e profissionais, o evento produziu programas e contou com a interatividade do público

ria do curso de Comunicação.


Comemoração surpreende estudantes
15
professores
mos ter contato com colegas de outros Uma das atividades do Comunicação
do curso de Jornalismo e de
veículos e de outras áreas de atuação. em Ação foi a gravação do programa A noite do dia 16 de março foi de meio aos acadêmicos que ficaram Publicidade e Propaganda partici-
Isso enriquece a vida do profissional, é Câmera Aberta da Unisul TV. Os alunos alegria para os alunos e professores emocionados com o clima festivo. param e coordenaram as ativida-
um aprendizado”, observa. da Agência Modelo de Comunicação da Comunicação Social da Unisul. A Em seu discurso, a coordenadora des desenvolvidas durante o
A rotina dos veículos de comunica- Integrada (Agcom) fizeram a cobertura comemoração dos 15 anos do curso, Darlete Cardoso agradeceu ao profes- Comunicação em Ação.
ção foi pauta de professores e alunos fotográfica do evento. realizada no Bloco H, conhecido cari- sor e fundador do curso Laudelino
que contaram com a interatividade do Entre os convidados para uma entre- nhosamente por Cettalzinho, teve di- Santos Neto. Emocionada, admitiu
público presente. Convidado a partici- vista com profissionais da área estava reito a bolo financiado pela iniciati- seguir honrosa e humildemente o
par das gravações, o estudante Laércio
Botega revelou seu interesse pelo meio.
“Sempre gostei de Jornalismo, mas não
o publicitário Freddy Amandio Barbo-
sa. Segundo ele, promover o encontro
de Comunicação Social é uma boa inici-
va da coordenação e dos professores
do curso.
A decoração do corredor com ba-
exemplo deixado por ele.
Convidado a falar, Santos demons-
trou satisfação pelo desenvolvimen-
3
tortas
imaginava que tinha tanta coisa den- ativa. “Achei o cronograma muito bom. lões e banner alusivos surpreendeu os to do curso e deixou um conselho aos
cada uma para 100 pessoas,
tro dessa área”, comenta. Gostei de participar principalmente por alunos que não sabiam de nada. Aos alunos “Vocês devem ter orgulho de foram servidas no dia 16 de
Além das simulações de programas se tratar de uma estrutura organizada poucos, o local foi sendo ocupado e participar. A Unisul possui grande es- março, na comemoração realizada
de rádio, debates, entrevistas, comerci- pelo próprio curso e também pela inte- os alunos percebendo uma diferente trutura. Continuem sendo o que são: com alunos e professores para
ais e uso de equipamentos fotográfi- ração com a comunidade”, pontua Bar- movimentação. Coralistas da univer- profissionais formados na comunica- celebrar os 15 anos do Curso de
cos, havia um telão contando a histó- bosa. sidade fizeram uma apresentação em ção”. Comunicação Social.
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1992 1993 1993


Primeira turma Primeiro Caju
presta vestibular e começam as evento Criado o Centro Acadêmico de
aulas em agosto com 60 alunos, 1ª Semana de Jornalismo Jornalismo da Unisul, tendo
vindos de diversas cidades do da Unisul é realizada de como presidente a aluna
estado. É o terceiro implantado 25 a 29 de setembro. Daniela Stüpp Correa
em Santa Catarina.

tecnologia Laboratórios do Curso de Comunicação Social dis-


põem de modernas ferramentas de trabalho aos estudantes

Novos equipamentos à
disposição dos alunos FOTOS: GEORGIA DANIEL

O laboratório gráfico recebe vinte computadores novos para a prática profissional dos alunos

Local de leitura e pesquisa


Os laboratórios de TV e Rádio já estão na era digital, com equipamentos de última geração do mercado

Texto faltava eram os alunos editando as imagens e


a hemeroteca é um local reservado para
armazenar os periódicos, projetos e
monografias. Todo Curso de Comunicação
disponíveis por até dois meses e depois são
doados a instituições, para que possam ser
vendidos ou reciclados. Também são arquiva-
Giórgia Daniel áudio e usando nas câmeras filmadoras. “Os aca- Social deve ter este espaço, pois é uma exigên- das monografias e projetos experimentais. A
Edição dêmicos têm que ser os protagonistas de seu cia do Ministério da Educação e Cultura (MEC). hemeroteca está localizada na frente da sala
Juliana Ribeiro / Tiago Brunelli
aprendizado”, complementa a coordenadora. Hoje, quem é responsável pela aquisição de da coordenação. O horário de funcionamento
ara iniciar o Curso de Comunicação So- Além de equipamentos novos, os alunos po- jornais e revistas é a coordenação do curso, é de segunda a sexta-feira, das 19 às 22h30min

P cial em uma universidade é necessá-


ria uma boa infra-estrutura. Por isso,
os laboratórios de rádio, TV e labora-
tório gráfico são reformados de tempos em tem-
pos. A última reformulação ocorreu em agosto de
dem contar também com uma bancada, que ser-
ve para a exibição de telejornais experimentais.
Os acadêmicos que tiverem interesse podem par-
ticipar da jornais de TV e Rádio e da Agência de
Comunicação (Agcom). Neles, os alunos apren-
com assinaturas pagas. Os exemplares ficam e é aberta aos acadêmicos.

2006, quando foram trocados por equipamentos dem a fazer matérias e comerciais publicitários
digitais e de fácil manuseio. A função destas sa- em jornal, rádio e TV, vivenciar o dia-a-dia da
las é a de instruir os alunos para uma melhor profissão e conhecer melhor os equipamentos.
adaptação ao mercado de trabalho. Os cursos de Em relação aos dois laboratórios gráficos, ape-
Jornalismo e Publicidade e Propaganda dispõem, nas um recebeu reforma tecnológica este ano, con-
além dos novos laboratórios, também do labora- tando com 20 computadores novos. Outros in-
tório de fotografia e da hemeroteca. vestimentos devem ser feitos nos próximos me-
Os Laboratórios de Rádio e TV são terceirizados ses no segundo laboratório gráfico e no de foto-
pela empresa Ilimitada. “Sempre procuramos grafia.
manter equipamentos atualizados”, destaca a co-
ordenadora dos cursos Darlete Cardoso. No se-


gundo semestre de 2006, novos laboratórios e
computadores para edição de trabalhos e proje- Os alunos poderem manusear os equipamentos
tos foram colocados à disposição dos alunos. como as câmeras de vídeo, ilhas de edição e de
Quando entrou na coordenação, Darlete acha- áudio e gravadores digitais são o diferencial do curso.” Na Hemeroteca, os alunos encontram
va que havia uma deficiência no curso. O que
Elvis Campagnollo, 7º semestre, jornalismo, estagiário da Unisul TV periódicos e trabalhos produzidos no curso
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1994 1994 1995 1995


Prêmio Jornal Primeira Registrado
É lançado o Prêmio
laboratório cobertura Max Alexandre Rampinelli
Caju de Jornalismo, que Alunos produzem edições toma posse no Caju . É o
É lançada a primeira
têm três adições diárias do Extra! primeiro registro em ata do
edição do Extra!, em A4,
anuais consecutivas. diretamente da Produsul, centro acadêmico.
frente e verso, tendo
em parceria com o Diário
como jornalista
durante responsável o professor
do Sul, primeiro jornal
diário de Tubarão.

15 ANOS Laudelino Santos Neto.

modernização Aos 15 anos da criação do Curso de Comunicação, novo projeto pedagógico é aprovado e entra em 2008

Curso passa por atualização curricular


KEITH MINELLI

Texto sem resposta significa investir na cons-


Keith Minelli de Oliveira trução do conhecimento e essa cons-
Edição trução passa pela interação entre alu-
Elsie Cadermartori / Márcia Denardi
no e professor e entre a teoria e práti-
evar o melhor do ensino ao ca”, explica a coordenadora.

L aluno é o que almeja toda


universidade preocupada
com o caminho do futuro
profissional. Em 1992, surge o Curso
de Comunicação Social - habilitação em
Há uma preocupação constante em
oferecer aos acadêmicos um bom flu-
xo curricular, professores qualificados,
com competência teórica e prática. O
curso possui um quadro de professores
Jornalismo. Publicidade e Propaganda com conhecimento do mercado de tra-
foi integrada após cinco anos. O fluxo balho, mas também acadêmico. A uni-
curricular da habilitação em Jornalis- versidade é o local onde o aluno pode
mo, ao longo dos 15 anos, foi modifi- aprimorar técnicas que utilizará no seu
cado apenas uma vez, quando o proje- dia-a-dia profissional. “Aqui o aluno
to pedagógico sofreu alterações, em pode errar; no mercado não”, afirma.
1997. Entre elas estão a inclusão da A atualização do projeto pedagógico
disciplina de Comunicação Empresari- e, conseqüentemente, do currículo é
al para ambos os cursos, e ajustes de uma necessidade para que o curso avan-
algumas cadeiras. Além disso, ocorreu ce e prepare o aluno para um mercado
a inclusão de conteúdos, como jorna- em constante evolução. O novo proje-
lismo online. to, maturado após muita pesquisa e
Ao longo dos anos, o curso foi apri- debate entre professores e alunos do
morando sua estrutura. A implantação campus de Tubarão e Pedra Branca,
de novas tecnologias e equipamentos entra no primeiro semestre de 2008.
acarretaram na qualificação do ensi- Centrado na formação do profissional
no. A coordenadora do Curso de Comu- que exerça a autoria e a iniciativa, no-
nicação Social, Darlete Cardoso, afirma vas disciplinas e conteúdos voltados às Novas tecnologias e disciplinas são acrescentadas aos cursos para que as aulas se adaptem ao mercado de trabalho
que o aluno não pode sair da universi- transformações sociais e tecnológicas
dade com dúvidas. “Não deixar o aluno fazem parte do fluxo curricular.

Ex-alunos criticam antiga grade


Estudantes
discutem
Publicitários propõem reforma
A universidade, além de formar pro-
fissionais, prepara cidadãos. É durante
Na opiniao do ex-aluno Marcelo Be-
cker, que trabalha na sucursal do Diá-
relevância o publicitário Sandro Fabrício Ra-
mos, que trabalha na Agência Zi-
ons Comunicação e Eventos em Tuba-
As disciplinas teóricas são compartilha-
das entre Jornalismo e Publicidade e Pro-
paganda. Então, durante um ano e meio,
a vida acadêmica que os alunos desen- rio Catarinense em Tubarão, poderia ter das rão, comenta que faria substituições em os alunos de ambos os cursos fazem as
volvem a crítica sobre os mais varia-
dos assuntos. Por isso, o curso possui
“Língua Estrangeira-Inglês e o aumen-
to de matérias práticas, como redação
disciplinas Publicidade. Destaca a idéia de ter uma
cadeira de Atendimento. Para o publici-
mesmas cadeiras. O publicitário Sandro
Ramos diz que “a grade de PP foi feita
disciplinas como Sociologia, Epistemo- jornalística , TV e rádio. oferecidas no tário Carlos Eduardo dos Santos há uma com base na de Jornalismo”.
logia, Estética e Psicologia, válidas em
qualquer área de atuação, para a for-
A editora-chefe do jornal Notisul, Pris-
cila Loch, que também é formada pela
curso de grande deficiência na grade de PP: “há
disciplinas que não têm relevância para
Existem algumas novidades para os
cursos de Comunicação Social. O Projeto
mação humanística. Unisul, acredita que há vários conteú- Comunicação o mercado”. E acrescenta, “produção Pedagógico está passando por uma re-
dos importantes, mas não explorados.
Como a grade curricular não sofreu
alterações significativas até agora, per- “A redação, que é a essência do Jorna-
Social gráfica é oferecida somente em um se-
mestre. Redação tem quatro disciplinas,
novação, com novo fluxo curricular. Já
foi aprovado na Congregação do Curso,
cebe-se que muitas disciplinas poderi- lismo, precisa fazer parte de todos os para o direção de arte tem uma. Se formos olhar e aguarda a aprovação da Unisul. O
am ser substituídas, ou novas serem semestres, assim como a Língua Portu- numa agência atual, é mais fácil encon- novo projeto pedagógico entra no pri-
acrescentadas. guesa”, propõe. mercado trar diretores de arte do que redatores”. meiro semestre de 2008.
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1996 1996
Formatura Extra!
É realizada a colação de grau da Jornal-laboratório
primeira turma, em cerimônia no passa a ser impresso
Clube 7 de Julho. O paraninfo é em tablóide, com oito
Pedro Sirotsky e patrono senador páginas, em papel-
Esperidião Amin. O nome de jornal, sob a
turma é um dos pioneiros da coordenação da
imprensa em Tubarão, professora Luciane
jornalista Manoel Menezes. Zuê Z.. e Souza.

LUCAS BORGES
reconhecimento Projetos acadêmicos ganham destaque
em festivais e concursos nas diversas áreas de Comunicação Social

Teoria e prática que


resultam em prêmios
Texto Todos os anos na cidade de Criciú- O Intercom 2004 também reconhe-
Peterson Crippa / Emanuela da Silva
ma é realizado o prêmio ACIC (Asso- ceu a professora Darlete Cardoso pelo
Edição
Magali Colonetti / Luiz Henrique Fogaça ciação Empresarial de Criciúma) de sua dissertação de mestrado, fican-
Jornalismo. Este evento premia os do em primeiro na categoria Jornalis-
ários trabalhos de estu- melhores profissionais da região nas mo e entre os 10 melhores do país.

V dantes do Curso de Co-


municação Social da Uni-
sul de Tubarão foram re-
conhecidos ao longo dos 15 anos. Al-
guns se destacaram a tal ponto que
áreas de TV, rádio e mídia impressa.
O prêmio abre espaço para os traba-
lhos acadêmicos, onde em todas as
edições destacam-se os alunos da
Unisul.
Muitas destas participações ser-
vem de exemplo para os demais alu-
nos. Saymon Coelho acadêmico da
sexta fase, inspirando-se nos cole-
gas já premiados, montou um expe-
As alunas de Jornalismo Júlia Savi e Magali Colonetti nas gravações do projeto de televisão

ainda hoje são lembrados não só no


meio acadêmico, mas também entre
os profissionais. A grade curricular
Além de eventos regionais, os aca-
dêmicos participam de concursos
como a Expocom / Intercom. No ano
rimental de rádio e pretende inscre-
vê-lo na Intercom deste ano. “Quero
tentar vencer, mas o importante
Tema único para projetos finais
do curso, além das disciplinas distri-
buídas em oito semestres, possui três
projetos experimentais e a monogra-
de 2004 a jovem jornalista Clarissa
Peixoto foi premiada na capital gaú-
cha. O projeto de um CD para a divul-
mesmo é que outras pessoas vejam
meu material. Acho interessante
esta multiplicidade de idéias”, afir-
n este semestre os acadêmicos de Jor-
nalismo da Unisul depararam-se com
uma novidade. Seus projetos experimentais
do sexto semestre, está se preparando para
fazer o projeto. “Isso cria para nós futuros
publicitários uma unidade de campanha,
fia. Nesses trabalhos são produzidos gação da cidade de Laguna, de ma- ma. seriam desenvolvidos em torno de um úni- porque vamos preparar o material pensan-
pelos acadêmicos materiais nas áre- neira interativa através de programas A mais recente premiação vem no co tema. No curso de Publicidade isso acon- do em apresentar nas três formas de mí-
as de TV, Rádio, mídia impressa e educativos, ganhou o primeiro lugar Festival de Publicidade de Gramado tece desde 2006. O tema escolhido pelos dia”, afirma.
Web. A exigência aproxima o estu- na categoria Rádio/TV. “Sempre acre- deste ano. Os alunos de Publicidade professores, para ambos os cursos, foi Meio Vânia vai ter que realizar os projetos de
dante da realidade da profissão fa- ditei que um projeto bem montado, e Propaganda Gustavo Bilessimo, Ja- Ambiente: o Aquecimento Global. Rádio, TV e Cinema e Mídia Impressa jun-
zendo com que o mesmo adquira desafiando os obstáculos do dia-a- queline Messaggi e Marieli Pirolla ti- A função desses projetos é dar oportuni- tos, conhecido como “projetão”, onde o alu-
experiência. A dedicação de alguns dia poderia me ajudar no ingresso veram seu trabalho classificado em dade para o aluno, em teoria, experimentar no desenvolve uma campanha publicitária
alunos na produção destes projetos é para o Mercado. Por isso acho impor- 3º lugar na América Latina com uma todas as disciplinas que ele teve contato completa. Já no curso de Jornalismo, os pro-
reconhecida na participação de prê- tante os trabalhos de conclusão de campanha social sobre o tema in- durante o curso, agregando-as em um pro- jetos de Rádio, TV e Jornal são feitos sepa-
mios e concursos. curso”, ressalta Clarissa. fância. jeto único. “O tema meio ambiente está em rados. O aluno pode trabalhar uma área
destaque hoje em dia no mundo inteiro. por semestre e não precisa fazer todos so-
Então achamos que seria interessante ter a bre o mesmo tema. Nas duas habilitações é
fiqueligado
nossa participação, contribuir de alguma exigida a famosa Monografia. Todas têm
>No 7º Prêmio Acic de Jornalismo de >No Festival de Publicidade de forma para levar o assunto à discussão, à apresentação pública e são avaliadas por
2007, sete trabalhos acadêmicos foram inscritos. Gramado 2007 foram premiados os alunos de PP reflexão”, concluiu o professor Mário Abel uma banca de professores.
Bressan, coordenador dos trabalhos de con- Os projetos possuem duas partes: a escri-
Todos de alunos da Unisul, campus de Tubarão. Gustavo Bilesimo, Jaqueline Messaggi e Marieli
clusão de curso. O único tema facilita tam- ta/teórica e o material editado. Na primeira
Os vencedores foram Thaís Ramos e Saimon Pirolla com o Galo de Bronze no Prêmio Universi-
bém a tarefa dos professores. Além de suas parte, o aluno explica o projeto e defende o
Novack, com o vídeo Leite materno: a gota da tário de Comunicação Social Latino-americano. A
atividades em sala de aula, eles precisam uso da mídia para tratar sobre o assunto
vida. No ano passado, os vencedores foram João premiação foi entregue em
ler todos os projetos, buscar soluções, críti- escolhido. Em Publicidade, a primeira parte
Manoel de Souza Jr. e Délia Dias, com o projeto junho, em Gramado.
cas construtivas e apontar o que poderia é destinada ao histórico do cliente, à pes-
de rádio Histórias do Cine Beluno.
ter sido diferente na construção dos mes- quisa e ao planejamento das mídias que
mos. Há também o sacrifício pessoal por vão ser utilizadas. Os alunos seguem um
>Prêmio Unimed de Jornalismo está na 6ª parte dos acadêmicos, que dedicam tempo, cronograma, incluindo os dias de gravações
edição. Diversos alunos do curso inscreveram seus dinheiro e disposição para desenvolverem e edição. O processo é orientado por um
trabalhos, com tema Saúde. O vencedor da catego- os trabalhos especiais. Alguns acreditam professor e com apoio técnico dos labora-
ria Destaque Acadêmico recebe R$ 2.000,00. A ex- que é no período de produção dos projetos tórios do curso. A apresentação dos traba-
aluna e ex-professora Adriana Oliveira já foi contem- que mais se aprende. A acadêmica do curso lhos sobre Aquecimento Global foi realiza-
plada com o prêmio na categoria profissional. de Publicidade e Propaganda, Vânia Paris, da no período de 2 a 7 de julho.
8 extra
especial15anos janeiro-junho/07

1997 1997 1997


Crescimento Reformulação Evento estadual
Habilitação em Publicidade e Propa- Grade curricular de É realizada a terceira edição do
ganda é criada. O curso é criado no Jornalismo é reformulada Encontro Catarinense de
campus de Pedra Branca/Grande para acompanhar as Comunicação Empresarial,
Florianópolis, com habilitações em transformações e o integrando os campi. Alunos de
Jornalismo, Publicidade e Propaganda crescimento do curso. Tubarão apresentam
durante e Cinema e Vídeo. dramatização de uma
assessoria de imprensa.
15 ANOS

Diversos ex-acadêmicos do
curso fazem parte do corpo
docente da Unisul e do
Curso de Comunicação
Social, campos de Tubarão

>Mario Abel Bressan Jr.


Professor do curso de Publicida-
>Darlete Cardoso
de e Propaganda da Unisul,
Coordenadora do Curso de
campus Tubarão, Mário conta
Comunicação Social desde
que sempre procurava algo a
2004, Darlete sempre sonhou
mais do que era ensinado na
em tornar-se jornalista. Acabou
universidade. “A família obser-
prestando vestibular para
vou mudanças no meu com-

FOTOS: GIORGIA DANIEL


Administração em 1975, pois na
portamento, pois eu sempre
época o curso de Jornalismo só
procurava atividades sobre o
era oferecido no Rio Grande do
curso dentro de casa. Por isso
Sul e Paraná. Neste período,
me apoiaram”, diz. Mário. Ele
Darlete trabalhou como colunis-
recorda que na época de
ta em semanários de Tubarão,
estudante os laboratórios e as
na Rádio Tabajara e como
assessora de comunicação. ex-alunos A carreira acadêmica é uma das possibilidades da área oportunidades eram inferiores
às encontradas atualmente.
Porém em 1992, Darlete viu a
“Hoje os laboratórios são mais
possibilidade de realizar seu

Aprendendo e ensinando
sofisticados e as oportunidades
sonho, ingressando na primeira
são melhores”. Começou a
turma de Jornalismo da Unisul.
trabalhar na quinta fase do
Para a professora, a graduação
curso, participando de estágios,
em Jornalismo foi mais que um

na mesma universidade
e não parou mais. Já atuou na
aprendizado, mas a realização
Agcom e hoje coordena os
de um projeto de vida.
projetos de conclusão do curso.

Texto nos cursos de Administração e Econo- mo com Darlete, iniciou a carreira aca-
Giórgia Daniel mia, em 1996, ministrando a disciplina dêmica lecionando Edição 1 em 1999.
Edição de Comunicação Empresarial. Hoje, além Atualmente leciona três disciplinas,
Arthur Zingano / Fernando Pereira
de professora do curso é também coor- além de orientar Projetos Experimen-

A
vida estudantil apresenta denadora . tal de Rádio e de TV.
diversas fases. Ao terminar O professor de Publicidade e Propa- A professora Silvana Lucas, que lecio-
o ensino médio e ingressar ganda, Mario Abel Bressan Júnior, for- na fotografia, fez parte da terceira tur-
na universidade, a maioria mado na segunda turma, conta que na ma de Jornalismo. Silvana começou a
dos acadêmicos tem dúvidas sobre o sua época o curso estava sendo aper- dar aulas na Pedra Branca no ano de
futuro profissional. Uma das indecisões feiçoado. “O corpo docente estava me- 1998, nas disciplinas de Introdução à Fo-
é a área em que irá atuar. Os estudantes
>Silvana Lucas
lhorando suas técnicas didáticas para tografia e Fotojornalismo. Atualmente
>Rafael Matos A professora de Fotografia,
costumam pensar: será que vou ingres- transmitir conhecimento aos alunos. leciona Fotografia em Tubarão na duas
Trilhou vários caminhos para iniciou o curso de Comunicação
chegar ao cargo de assessor de sar rápido no mercado? Vou ter retorno Atualmente o nível do curso pode ser habilitações, além de participar da Agên- Social em 1993, na Unisul de
imprensa da Unisul e professor financeiro? Mas, o amor pela comunica- equiparado a boas universidades do cia Modelo de Comunicação Integrada Tubarão. Já fez especialização e
do curso de Jornalismo.. Forma- ção e a satisfação de ser um profissio- país”, completa. O professor lembra que (Agcom) e de coordenar o Laboratório de concluiu o mestrado em 2006.
do na primeira turma de nal, pode despertar o interesse de diver- a primeira matéria que ensinou foi Co- Fotografia do curso. Em janeiro deste ano, foi a
jornalismo, Rafael trabalhou sos ex-alunos a investirem na carreira municação Comparada. Atualmente, Outras alunas que viraram professo- Cuba fazer um curso de especi-
como diagramador, radialista e docente. A Unisul é um exemplo. Alguns alização em fotografia para
Mário leciona Introdução à Publicidade ras são Desiree Freccia Carvalho e Hele-
repórter televisivo. O jornalista aprimorar suas técnicas.
dos docentes dos cursos de Comunica- e Propaganda, Teoria da Comunicação na Iracy dos Santos Neto, que leciona na
sempre considerou a profissão Silvana conta que sempre
ção são formados na própria universi- e Comunicação Comparada, além de Pedra Branca. William Máximo, José Hen-
um hobby, “trabalhei muito gostou de fotojornalismo.
domingo cobrindo esporte para dade. orientar Monografias e Projetos Experi- rique de Souza, Marília Koenig e Claúdia “Muitas vezes eu estava na
a TV, mas eu não via como um Darlete Cardoso foi uma das acadê- mentais em PP. Formentin são também exemplos de ex- aula e chegavam pessoas
emprego e sim diversão”, micas da primeira turma de Jornalismo, O professor Rafael Matos, que com- alunos que abraçaram a carreira docen- perguntando se eu podia sair
relembra. e após se formar, começou a dar aulas partilhou a primeira turma de Jornalis- te, lecionando em cursos da Unisul. para fazer fotos”.
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 9

1998 1998 1998


Integração Primeiro prêmio Web rádio
Semana de Os alunos Simone Silva, Luciane é a primeira rádio na
Jornalismo passa para Picollo, Márcio Eyng, Adriana internet no Brasil, criada
Semana de Borges, Elizangêla de Oliveira, sob a coordenação do
Comunicação Social, Sílvia Marceneiro e Jânia então professor Nei
integrando as duas Gomes produzem vídeo Manique.
habilitações, com palestra combate ao fumo e recebem
de abertura de Alexandre 1º lugar no 11º Set
Filizola, da agência McCann. Universitário da PUCRS.

AGCOM
inovação O curso de comunicação social está inovando seu
currícular, ligando a teoria da sala de aula com a realidade do mercado

Quinze anos de evolução,


e lá vem novidades...
quatro categorias de exposição de do um novo projeto, somente para
Texto
Adriana Duarte Silvano projetos da área, sendo duas de Jor- quem iniciar o curso. Aos vetera-
Edição nalismo e duas de Publicidade e nos continuará a mesma grade fle-
Jailson Vieira / Ramires Fernandes
Propaganda, a acadêmica e a de xibilizada. As disciplinas vão mu-
evento “Comunicação jovens profissionais. “O objetivo é dar conceitualmente. Aa coordena-

O em ação” realizado no
Farol Shoping no dia 24
de março deste ano,
ocorreu por um motivo muito es-
pecial, a comemoração aos 15 anos
mostrar trabalhos de acadêmicos
em uma categoria, e outra para
profissionais, com julgamento para
cada categoria em ambos os cur-
sos”, ressalta Darlete. O Festival vai
dora conta que aposta no futuro
das mídias digitais. Os conteúdos
serão ampliados e adaptados à
nova realidade social, que traz
como tendência a diversificação
do Curso de Comunicação Social da acontecer ainda este ano, em no- dos meios de comunicação. A idéia
Unisul, Universidade do Sul de San- vembro. O Curso de Comunicação do projeto é associar cada vez mais
ta Catarina. “É importante a inte- Social vai sediar também o 4º En- a teoria com a prática, e continuar
ração com o público externo, com contro de Jornais-laboratório e o 2º trabalhando a qualificação dos pro-
a comunidade, pois este contato Encontro de Agências Experimen- fessores, com foco na sala de aula.
consolida o curso”, explica a coor- tais de Comunicação. O curso par- Serão acrescentadas três disciplinas
denadora do curso de Comunicação ticipa tabém do Unisul Contexto, de aperfeiçoamento, chamado nú-
Social, Darlete Cardoso. que acontece de 22 a 26 de outu- cleo orientado, em que o aluno já
A exposição dos equipamentos bro, com palestras e work shops. formado pode voltar à universida- Eventos como o Comunicação em Ação
serão realizados com maior freqüência
durante o evento, apesar de ter sido Uma grande festa para alunos e ex- de para estudar, buscando atuali-
trabalhosa, teve um retorno impor- alunos está em fase de organiza- zação e maior qualificação para li-
tante e deve continuar. Assim como ção, a realizar-se em setembro, a dar com as mudanças. O curso ofe-
o “Comunicação em Ação”, outros 1ª Macarronada da Comunicação. rece o exercício prático em rádio,
eventos estão previstos, entre eles Sobre o conteúdo pedagógico, web, jornal e televisão, agência de
o “Festival da Comunicação”, com para o próximo ano será implanta- publicidade, através da Agcom.
fiqueligado
>nos d ias de hoje
nar com estudantes é possível se relacio-
Trabalhos extra-classe: teoria e prática dade pela internet de Jornalismo e Publici-
. Há sites (blogs) qu
o jornal - laboratório é uma atividade extra-classe
com o intuito de oferecer ao aluno uma visão
prática de toda a teoria que aprende em sala de aula.
realizado na Unisul de Pedra Branca, o segundo na
Unidavi de Rio do Sul, e a sede do encontro passado,
em 2006, foi o Instituto Superior e Centro Educacional
nem informação e
co
e reú-
meios de comunica nhecimento de todos os
ção.
Este teve edição especial sobre o aniversário do curso, Luterano Bom Jesus (Ielusc), em Joinville. Neste ano, a
e o próximo provavelmente sai com edição normal de quarta edição do encontro, será na Unisul campus de >o acadêmic o recebe muitas of
8 páginas. “A interdisciplinaridade vem dando certo, Tubarão em comemoração aos 15 anos do curso. concursos, como o ertas de
“P
pela experiência que é rica, pois o trabalho coletivo é Além do jornal-laboratório, outros projetos movi- “Concurso Universit rêmio Editora Abril” e
ár
similar à prática real das empresas jornalísticas”, mentam os alunos. Como diferencial, o curso possui São oportunidades io de Jornalismo CNN”.
qu
confirma a coordenadora desta edição do jornal-labo- bolsistas na Unisul TV, canal de televisão aberta que
desapercebidas no e não podem passar
ratório, professora Andressa Fabris. transmite programação da TV Cultura. A assessoria meio acadêmico.
Para contar as experiências na produção do jornal, de imprensa da universidade é outro campo de apren-
as universidades de Santa Catarina, que possuem cur- dizagem aos acadêmicos que atuam como bolsistas, >a Unisul criou o
di SAIAC (Serviço de At
so de Jornalismo, resolveram promover o Encontro de além da própria Agcom, onde alunos de Jornalismo e mento Integrado ao en-
Jornais-laboratório, evento que serve para unir acadê- Publicidade são acompanhados por professores na aluno encontra mai Acadêmico). É lá que o
s
micos e professores que desenvolvem a mesma ativi- realização de atividades, capacitando para o merca- de estágios extra-c informação a respeito
dade nas suas universidades. O primeiro encontro foi do de trabalho. urriculares.
10 especial15anos
extra
janeiro-junho/07

1999 1999 1999


Novidade Web TV Promoção
Agências Experimentais É criada a Web TV É realizada a primeira
de Notícias e de pelo professor Nei edição do Lava Car, que
Publicidade são criadas. Manique, que passa teve três
São o embrião da hoje a coordenador do edições anuais,
consolidada Agcom. curso. com arrecadação
durante Boletim ComunicAção é de alimentos para a
criado com notícias do Pastoral da Criança
15 ANOS curso. de Tubarão.

estágio Comunicação Social alia teoria e prática na agência experimental, que congrega alunos de todos os semestres

Curso oferece exercícios de atuação profissional CRÉDITO DE FOTO

Texto tal do curso que integra Jornalis- da passou a estagiar na Web TV.
Adriana Duarte Silvano mo e Publicidade. Com disponibili- “As atividades realizadas compre-
Edição dade de laboratório e equipamen- endem desde a escolha da pauta,
Fabíola Goulart / Leonardo Mendes
tos, os alunos de jornalismo pro- produção, edição e montagem.

U
m dos motivos de dis- duzem um boletim diário para a Porém poucos aproveitam essas
cussão entre os alunos Rádio Tubá, de Tubarão, e para a chances, em parte por acomoda-
de Comunicação Social Rádio Araranguá. São responsáveis ção e em outra por questões finan-
é a questão do estágio também pelo site Mural.com, co- ceiras”, comenta.
curricular não ser regulamentado. ordenado pelo professor Cláudio Junto com Daniela, também faz
Porém como modo de suprir tais Toldo, com notícias da Unisul, ar- estágio o acadêmico Elvis Cam-
necessidades e constituir uma pagnollo, que está no sétimo
oportunidade ao estudante, a Na Agcom, UnisulTV, semestre. “Comecei um pou-
Universidade do Sul de Santa
Catarina (Unisul), criou espa-
web rádio e TV, co tarde e estou correndo
atrás do tempo perdido”, res-
ços de aprendizagem, identi- jornal-laboratório e na salta Elvis, que trabalhava
ficados como experiência ex- assessoria de em uma empresa fora do
tracurricular através de está-
gio. No Curso de Comunica-
comunicação da Unisul ramo jornalístico, mas em se-
tembro de 2006 deixou o em- Desde o início da Agcom, o planejamento das atividades começa na reunião de pauta
ção Social, atualmente estes alunos aproveitam para prego para ter um maior con-
espaços são supridos pela adquirir prática tato com a futura profissão
Agência Modelo de Comuni- através do estágio. Hoje está
cação Integrada (Agcom) e o Jor- tigos de alunos e links para blogs. na Unisul TV, que é desvinculada
nal-laboratório Extra. Com a criação da Unisul TV em do curso, mas há uma parceria en-
A primeira iniciativa foi a Web 2006, o curso passou a produzir tre ambos.
Rádio, criada em 2 de abril de 1998 dois blocos de cinco minutos diári- Já o jornal Extra foi criado logo
pelo professor Nei Manique, que um os veiculados nas edições do tele- no início do curso, seguindo orien-
ano depois se tornou coordenador jornal Câmera Aberta. tação do Ministério da Educação,
do curso. Surgiu como suporte à Na parte de Publicidade da agên- que determina que os cursos de Jor-
disciplina de Rádio Jornalismo II, cia são criadas campanhas publi- nalismo devem possuir um jornal-
com o nome inicial de Rádio Digi- citárias, como a de lançamento da laboratório. O professor Mauro
tal Unisul. “A idéia era midiatizar Unisul TV, além de folders e carta- Meurer foi um dos primeiros su-
os trabalhos dos alunos”, explica zes. A idéia é oferecer uma oportu- pervisores do jornal, que busca pro-
Nei. nidade de conhecimento prático do duzir em média quatro edições por
Inspirada no projeto da Web Rá- mercado de trabalho, aproximan- semestre. “A idéia é que o ritmo se
dio, a Web TV começou a funcio- do os acadêmicos da realidade. A aproxime do mercado, normal-
nar entre 1999 e 2000, durante a aluna de jornalismo Danieli Anto- mente a pauta é feita em uma aula,
gestão de Nei. nello, do quinto semestre, faz es- os alunos apuram durante a sema-
Também em 1999 foi implanta- tágio desde o primeiro. Ela conta na, escrevem na outra e editam na
da a Agcom, a agência experimen- que iniciou na Agcom, e em segui- aula seguinte”, explica Mauro.

>>>>>>> Tecnologia
Rádio e TV são
recursos utilizados
pelo Curso de
Comunicação Social
para inserir os estu-
dantes nas transfor-
mações do mercado
de trabalho crificium confessionum mearum mcrificium confessionum mearum mcrificium confessionum
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 11

2000 2000 2000


Logomarca Inovação Flexibilização
Agcom promove campanha para O boletim ComunicAção é Grade curricular é flexibilizada no
escolha da logomarca do curso, sob a transformado em Mural.com, nas curso em Tubarão, antecipando
coordenação do então professor versões impressa e online, sob a disciplinas práticas.
Marcelo Lessa. UNICOM é a logo coordenação do ex-professor Ivan
vencedora. dos Santos. O projeto é do aluno Evento
Gabriel Guedes, com a participação É lancaça a primeira edição do
de Litiane Klein. projeto Vídeo na Rua.

benefício concedido pela Unisul realiza o sonho de muitos alunos

Bolsa de estudo garante


o acesso à universidade

Depois de três anos, Joelma desiste de Jornalismo e muda para Turismo

Dificuldade tira aluno


das salas de aula
I ngressar na Universidade não requer apenas força de vontade e afinidade
com a profissão. O investimento necessário é alto. Portanto exige atenção
dobrada na hora de escolher o curso. Os acadêmicos precisam estar atentos
A aluna Keith Minelli é uma das contempladas com a Bolsa Unisul 40 anos e realiza o desejo de cursar Comunicação Social ao mercado de trabalho, ou podem não se agradar com a escolha e acabar
optando por uma área diferente. Todos os semestres, é comum os acadêmi-
sas de estudo é beneficiar o aluno que tas 10 vagas, das quais hoje têm sete cos mudarem o foco de estudo, não apenas por não se agradar das discipli-
Texto
Daiane Fernandes / Saimon Coelho não tem condições de pagar uma uni- acadêmicos estudando regularmente. A nas, mas também por problemas pessoais ou até mesmo econômicos.
Edição versidade, para que ele tenha oportuni- universitária do 6° semestre de Jorna- A aluna do curso de Turismo e Hospitalidade Joelma Josiane Turossi fre-
Karen Novochadlo / Kellen Baesso
dades melhores no mercado de traba- lismo Adriana Duarte foi uma das be- qüentou durante três anos o Curso de Comunicação Social. Joelma trabalhou

P
ara a acadêmica do 6º semes- lho. “A bolsa oferecida pela Unisul foi a neficiadas com a bolsa. “Pensava em cinco anos em uma rádio do sul do estado. Destes, três foram como repórter
tre de Jornalismo Keith Mine- oportunidade de ingressar em uma uni- concluir uma graduação e quando a policial. Algumas diferenças entre o que aprendeu em sala de aula e a expe-
lli, o ensino superior era um versidade e garantir um futuro profis- oportunidade surgiu me inscrevi, mas riência no dia-a-dia fizeram com que optasse pela troca de curso. Atualmente
sonho. “A maior parte da mi- sional”, reconhece a universitária Vâ- sem confiança de conseguir. Para mim a futura turismóloga se sente satisfeita com a decisão tomada.
nha educação foi em escola pública e nia Paris, do 6° semestre de Publicida- foi uma surpresa ver que o meu nome O aluno deve escolher a profissão por afinidade e não apenas para
quando os meus colegas falavam so- de e Propaganda. constava na lista de selecionados”. agradar aos pais e à família. Freqüentar uma universidade exige disciplina
bre faculdade, eu ficava calada. Acredi- Vânia foi beneficiada, assim como Hoje, existem outros programas de e responsabilidade, já que muitos alunos saem da casa dos pais ou come-
tava que o ensino superior estava fora Keith, com a Bolsa Unisul 40 anos, dis- bolsa, como “Passaporte Unisul”, e de çam a trabalhar.
da minha realidade”, revela a estudan- tribuída em 2004. No programa, foram financiamento, “Crédito Pravaler”. As Nem sempre o descontentamento com o curso é motivo para que os
te. Keith, junto a outros sete alunos do destinadas 10% das vagas oferecidas bolsas oferecidas pela universidade aba- alunos abandonem as salas de aula. O fator econômico foi decisivo para
Curso de Comunicação, é uma das con- no vestibular, o que totalizou 331bol- tem até 50% do valor da mensalidade. que o ex-acadêmico de Jornalismo Fabrício Espíndola trancasse o curso. A
templadas com o programa Bolsa Uni- sas em todos os cursos de graduação Os programas de crédito possibilitam saída para que alguns alunos continuem os estudos é a procura por bolsas,
sul 40 anos, implantado pela universi- da Unisul, além de ajuda alimentícia que o aluno parcele o curso em mais como o Artigo 170 ou o setor de renegociação junto ao Saiac (Serviço de
dade em comemoração ao aniversário aos estudantes mais carentes. O aluno vezes, mesmo depois de formado. Atendimento Integral ao Acadêmico).
da instituição. Mas existem outros es- que recebeu a bolsa assumiu o compro- Ainda existe uma bolsa de estudo dis- Doenças na família ou depressão são fatores que também colaboram
tudantes contemplados com outros ti- misso com o crédito estudantil próprio poniblizada pelo governo do estado de para que o aluno pare de estudar. Esses casos afetam seriamente o desem-
pos de bolsas de estudo e de pesquisa. da universidade, para realizar o paga- Santa Catarina, o Artigo 170, que benefi- penho acadêmico e o estudante deve ter em mente o que é melhor, trancar
Segundo o Ministério da Educação e mento de 50% do benefício após o tér- cia alunos de famílias com renda inferior ou continuar estudando. Aline Demboski trancou o curso por problemas
Cultura (MEC), apenas 30% dos jovens mino do curso. a 1,5 mínimo per capta e que não tenha pessoais. Como acredita que um sonho não deve ser abandonado, pretende
brasileiros entram na universidade. A Na graduação em Comunicação So- outra graduação. São dois tipos de bolsa: voltar no próximo semestre. “Não desanime, não desista no primeiro obs-
importância de um programa de bol- cial, do campus de Tubarão, foram aber- trabalho voluntário e pesquisa. táculo, para alcançar o objetivo basta você querer”, acredita.
12 especial15anos
extra
janeiro-junho/07

>Cláudia Fomentin formou- os pais e alunos. O mais importante ção profissional, e diz que é sempre
se em Jornalismo em 2001 e como foi que a diretora Erly Popoaski bom escutá-los. “Durante o curso
outros alunos também fez estágio no aprovou o meu projeto e publicou já o tivemos ótimos professores, mas um
Portal da Unisul. primeiro”, diz. dos que marcaram foi professor Valmir
Cláudia conta que teve a idéia de Segundo Cláudia, o projeto foi muito dos Passos. Ele era exigente e fez
fazer o Projeto Experimental de Jornal gratificante e rendeu um contrato mudar alguma coisa dentro de min.
para o Colégio Dehon: “meu projeto foi para trabalhar com a comunicação do Mostrou que as coisas não aconte-
um jornal foi voltado para as ativida- Dehon. Ela explica que os bons cem separadas. Tem que ler muito e
des do colégio, um informativo para professores ajudaram em sua forma- ter conhecimento holístico”, relata.

>Denise de Medeiros
Formada em Publicidade e Propa-
ganda desde 2002. Pós-graduada
em Fotografia pela Universidade
paixão Design é uma área que raramente cativa os alunos durante o Curso de Comunicação
Estadual de Londrina, Denise
Medeiros trabalha na área de
criação e produção há seis anos.
Ainda estudante trabalhou no Foto
Vieira com restauração fotográfica e
estagiou no laboratório de fotografia
da Unisul. Entre as várias atividades
realizadas, trabalhou na CAF Produ-
Sucesso: mistura de
ções com produção de vídeo e foi
proprietária de um estúdio de fotos.
Atualmente trabalha na Produtora
Ilimitada, onde é cinegrafista, e na
Unisul TV, apresentando e produzin-
trabalho, além de desafios ALICE BOTEGA

gem, o fim do negócio e a viagem para a


do o programa musical Clip Aqui. Texto
Alice Botega Itália. Ficou seis meses por lá e voltou
“Tem que fazer bastante estágio,
Edição sedento por um trabalho na área.
procurar todas as áreas da profis- Gustavo Colle
são, ler muito. O estágio nos propor- Em 2005, começou a trabalhar no

O
ciona a prática, nos coloca dentro
jornalista João Lucas Cardo- jornal Notisul, na criação de anúncios.
so, formou-se em 2004 Uni- Três meses depois foi para diagramação
do mercado”, diz Denise, que agora
versidade do Sul de Santa do na época Tribuna do Dia, hoje A Tribu-
cursa Jornalismo.
Catarina (Unisul), em Tuba- na. Foi convidado pelo professor Ildo Sil-
rão. Durante a universidade já começa- va da Silva a diagramar a revista “Pho-
va o prenúncio do que viria a ser. Passou enix”, de 64 páginas por mês, com circu-
por alguns lugares como: revista Jurídi- lação nacional. Foi um excelente “upgra-
ca do curso de Direito, TV Clipagem, de de” na carreira.
Florianópolis (fazia os trabalhos da re- Com o fechamento da revista nove
gião Sul), foi bolsista (diagramador) da meses depois, mas com a grande experi-
Agcom e prestava assessoria de impren- ência adquirida, João Lucas saiu do Jor-
sa para a clínica Pró-Vida. nal Tribuna do Dia e partiu para mais
Ainda na TV Clipagem, com mais dois outra etapa da sua carreira profissional,
amigos (Eline Campos e Sandrigo Viei- como “free lancer”.
ra), tentou montar uma espécie de agên- Com a experiência e bagagem no cur-
cia em que o foco era o Jornalismo. Fize- rículo, veio o convite e a execução do
>Gabriel Silva é formado em ram assessoria para a Amurel, alguns redesenho do projeto gráfico do jornal A
Publicidade e Propaganda desde projetos gráficos e peças publicitárias. Tribuna. Uma proposta de emprego es-
2005. Trabalhou no extinto Bureau O jovem jornalista diz que hoje perce- tável como redator publicitário na Id-
de Comunicação da Unisul. Depois be que sempre teve um encanto pela área com Comunicação fez o jornalista dei-
foi convidado para trabalhar com gráfica. No segundo semestre da facul- xar os freelas de lado.
amigos na agência de web site dade, adiantou a grade curricular e fez Reconhecido como um bom diagra-
Virtual Fusion. “Dentro da Virtual surgiu Planejamento Gráfico com a turma do mador e por aceitar desafios, foi convi-
uma necessidade de mercado. Os quinto . Pensava em aprender logo para dado pelo radialista e colunista esporti-
clientes que contratavam a empresa conseguir alguns trocados diagraman- vo João Nassif, de Criciúma, para dia-
para fazer um site sempre pergunta- do projetos para colegas de curso. Daí gramar um novo produto jornalístico no
vam se conhecíamos uma agência em diante, foi tudo acontecendo natu- mercado criciumense, a pioneira revista
de Publicidade. Então tivemos a idéia ralmente. A Bola. “O trabalho começou e de cara
de montar uma empresa para suprir João Lucas Cardoso se apaixonou por planejamento gráfico desde o início do curso Veio a formatura, a saída da Clipa- emperrou por falta de um editor que desse
essa necessidade e criamos a Voice
Comunicação”, comenta Gabriel. >Vera Lúcia Bonfante cia única. Lá tive conhecimentos dos A jornalista diz que o mercado de
A Voice Comunicação é integrante da Formada em Jornalismo em março de mais diversos, de política à cultura. É trabalho é muito amplo e que conse-
Incubadora CRIE. “Recebemos apoio, 2002, trabalhou como repórter em um trabalho que acaba ficando guiu trabalho antes mesmo de receber
utilizamos a estrutura como auxílio diversos jornais, assessoria de impren- rotineiro, mas serviu como experiência”. a colação de grau. “Quando se tem
administrativo e laboratórios”, explica. sa, no arquivo de imagens da RBS TV Vera lembra dos bons tempos de paixão pelo que se faz, acho que tudo
O publicitário diz que o mercado de em Florianópolis e hoje faz a produção faculdade e admite que poderia ter vale a pena. Eu amo o que eu faço.
trabalho oferece muitas chances e a do programa Falando Abertamente da aproveitado mais. “Se eu fosse para a Mas, se fosse pensar no lado financei-
pessoa que se empenha sempre TVCOM (canal de TV a cabo da RBS). faculdade hoje, minha visão seria ro da profissão, acho que diria que
terá espaço. “Trabalhar no arquivo foi uma experiên- diferente, saberia dar mais valor”. não! E hoje escolheria outro curso”, diz.
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 13
>Juliana Neves Formada em Atualmente trabalha no Sistema impressa. “Jornalismo online naquela
Jornalismo em 1999. Pós-graduada em Integrado de Comunicação (SIC) da época, não era muito falado. O leitor
Comunicação Social pela Unisul. Ela Unisul onde escreve textos para os que se habitua ao computador
conta que em sua trajetória profissio- veículos de comunicação da universi- raramente pega um jornal. A web é
nal, ainda como estudante iniciou dade como: jornal e revista. Também um mercado infinito com espaço para
estágio na Assessoria de Comunica- é a editora de notícias do portal da mostrar o seu trabalho”, comenta.
ção da Unisul e após um ano foi universidade. Juliana conta que O recado que Juliana deixa para os
contratada pela universidade para quando estava na faculdade sempre futuros colegas é a busca pela
continuar na atividade. pensava em trabalhar com mídia experiência profissional.

>Fábio Cadorin formou-se


em jornalismo em 2002 pela Unisul.
Trabalhou como estagiário durante
todo o período que estudou na
universidade.
Depois de formado foi para o jornal
Notisul, atuou na assessoria de
imprensa da Prefeitura de Tubarão e,
desde setembro de 2006, apresenta
o telejornal Câmera Aberta 1ª Edição
da Unisul TV. Também produz e
apresenta o programa Cultura Local
na emissora. Cadorin conta que a
universidade lhe proporcionou boas
oportunidades. “O ambiente universi-
Computador, telefone, caneta, papel e agenda são ferramentas importantes para Baraúna no dia-a-dia de seu trabalho como editor no jornal Hora de Santa Catarina tário me colocou no mundo cultural e
isso contribuiu muito para minha
conta do recado. Chamei a responsabili- drão deveria estar acima em relação ao
dade para mim”, diz.
Apaixonado por revistas desde os pri-
dos companheiros de classe. Também já
ocorreu de ser mal visto por colegas. Sem medo de arriscar formação”, afirma. O recado que o
jovem profissional deixa para quem
está começando é: “dedique-se
meiros semestres na universidade, João
Lucas conta que adorou a combinação
revista + esporte + desafio + pionei-
A.B. - Uma dica para quem está
começando?
J. L. - É ir além. Muita pesquisa. Bus-
a tualmente editor-chefe do jor-
nal Hora de Santa Catarina, Gi-
ancarlo Baraúna relembra os tempos
ficaria para trás”, diz.
Ainda na época de estudante em
1997, Baraúna criou três jornais que
muito, é preciso investir em si próprio,
em conhecimento, por mais especifi-
ca que seja a sua área, tem que ter
rismo. Porém, a publicidade não ficou que os expoentes da área do setor. E tudo dos bancos universitários e se orgu- circulavam nas cidades de: Nova Ve-
muito conhecimento” comenta.
de lado, João Lucas cursou algumas dis- isso, creio, passa pela leitura. Mesmo lha de sua escalada profissional. neza (Tribuna Di Veneza), Treze de Maio
ciplinas e também desenvolve campa- trabalhando mais com o visual, são dos Com 17 anos, cursou quatro semes- (Tribuna 13) e em Forquilhinha (Tribu-
nhas e trabalha como birô de criação mais diversos livros, da área ou não, que tres na faculdade de Engenharia de na Forquilhinha).
para uma empresa de amigos em Tor- tiro muitas idéias. Agrimensura em Criciúma. Durante Quando ia montar o quarto jornal
res. A.B. - Como é o mundo gráfico? esse período Giancarlo conta que foi foi convidado para trabalhar no jor-
J. L. - Diagramador é quem trabalha trabalhar na rádio 96 FM de Morro nal da Manhã de Criciúma. Aceitou o
Alice Botega - O que marcou no seu as variáveis de um projeto gráfico e as da Fumaça como locutor. Lá teve convite. Foi repórter policial, passou
tempo de estu- aplica numa de- duas paixões: por Kênia, sua esposa, por todas as editorias, foi chefe de
dante? “Tudo passa pela terminada pu- e pela comunicação. reportagem e editor-chefe. Fez até co-
João Lucas - blicação. Após um ano, foi para a rádio El- bertura internacional.
Algo que certa-
leitura. Mesmo Projetista grá- dorado AM de Criciúma, onde teve Pediu demissão do Jornal da Ma-
mente marcou trabalhando mais com fico é quem faz contato com a reportagem, com o nhã e arriscou uma vaga no Diário >Luciane Cardoso Formada
meus quatro o visual, são dos mais os projetos grá- Jornalismo. E então, trocou a enge- Catarinense como frila, no caderno de em 2004 pelo curso de Publicidade
anos pelo Cettal ficos, mas não é nharia pela comunicação e nunca verão.
foi o fato de em
diversos livros, da área o diagramador mais parou. Em 2003, Giancarlo foi contratado
e Propaganda. Já trabalhou em
agências de Publicidade de Tubarão
várias situa- ou não, que tiro muitas deles. Em 1995 ingressou no curso de Jor- para trabalhar na editoria de política
e Criciúma.
ções deixar de idéias.” Designer é nalismo da Universidade do Sul de como repórter. Passou a ser coorde-
Atualmente é uma das sócias da
ser João Lucas quem cria com Santa Catarina (Unisul), formou-se em nador de reportagem na editoria ge-
Voice Comunicação em Tubarão,
para carregar o peso de ser “o filho da base em um projeto gráfico. 1999, concluiu pós-graduação em ral e, em 2006, foi convidado para
onde é a diretora de arte e trabalha
Darlete”. Obviamente é um prazer ser Hoje não sou diagramador, sou de- 2002. “Naquele tempo quando come- assumir o cargo de editor-chefe do
na parte de criação.
filho de uma mulher respeitadíssima, ba- signer, projetista gráfico. A diagrama- cei era bem diferente. Não tinha in- jornal Hora de Santa Catarina, hoje o
“O diferencial da Voice Comunicação
talhadora e bem-quista por todos, po- ção é muito limitada. Quero ir além. Só ternet. Era professor, aluno e biblio- segundo jornal mais vendido do esta-
é a criação e a programação.
rém lembro de sofrer com algumas situ- voltaria a ser diagramador se fosse para teca. Tinha que ir buscar. Só o conhe- do. “Tem que buscar mais, não pode
Desenvolvemos tudo, sem terceiri-
ações com professores e colegas. Já hou- uma grande revista, um grande jornal cimento da universidade não dava ficar esperando. Criatividade, conhe-
ve de receber notas inferiores pelo moti- nacional ou do exterior, onde um dia para concorrer com o mercado. Quem cimento e informação são essenci- zação”, explica a publicitária.
vo de ser filho dela e, portanto, meu pa- voltarei a morar. não tivesse espírito empreendedor ais”, aconselha Baraúna. Segundo ela, o que falta para o
mercado são profissionais que
>Gabriela dos Santos um projeto e foi aceito. Comecei então vontade, não pode ficar esperando. dominem alguns programas de
Pereira formada em Publicidade a trabalhar nesta área que ainda não Tem que fazer acontecer”, diz. Segundo computador específicos para o setor
Propaganda vê um mercado de tinha um setor dentro da empresa. O Gabriela, o mercado da região ainda publicitário, como Corel Draw e Photo
trabalho cheio de perspectivas. desafio foi criá-lo”, explica Gabriela. tem muito a ser explorado na área de Shop. Ela explica que todo profissio-
Formada em 2002, a publicitária diz Mesmo ganhando menos, arriscou a Marketing Publicitário. “Vejo um merca- nal da Publicidade precisa dominar
que começou a trabalhar na Damyller, troca, pois fazia o que gostava. A dica do para profissionais de Marketing nas estas ferramentas. “Isso é o básico
na área de vendas, quando estava no da publicitária é: “correr atrás dos indústrias. Então, acho que os estu- da criação, o mercado está preci-
2º semestre. “Consegui enxergar um sonhos. O aluno tem que se dar dantes não devem pensar apenas nas sando de bons profissionais que
futuro na área de Marketing. Fizemos oportunidade, tem que ter força de agências”, completa. criem”, diz.
14 especial15anos
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janeiro-junho/07

2000 2001 2001


Propaganda Formatura Reforma
Curso realiza o 1º Salão Sul Catarinen- Primeira turma de Laboratórios de Rádio e
se de Propaganda, em parceria com a Publicidade e TV mudam do bloco F
RBS e o Sindicato das Agências de Propaganda colam para o G. Rádio ganha
Publicidade do sul do Estado. grau e trabalham pela dois laboratórios e
profissionalização do estúdios de TV são
durante mercado. ampliados.

15 ANOS

ARQUIVO: GRAZIELA BEZ BATTI


Pioneiros de Publicidade e
Propaganda enfrentaram
problemas, mas foram buscar
as soluções com união

começo Primeira turma conviveu com problemas de falta de estrutura e na prática encontrou as soluções para o curso

Adaptações na busca pelo sucesso


Texto
dro Fabrício Ramos. Ele conta que a oferece condições ao aluno”. Acadêmico que até pouco tempo mi-
Bibiana Pignatel falta de equipamentos e o despreparo Alguns professores recém-formados nistrava uma disciplina nos cursos de >implantação do
Edição
Altair Magagnin Júnior
de alguns professores pesou. “A univer- chamavam atenção. “Eles surpreende- Jornalismo e Publicidade e Propaganda curso de Publicidade
sidade se esforçava, mas na região não ram em relação aos que tinham uma e integrou a primeira turma é José Hen- e Propaganda
eceio, vontade, inexperiên- tinha publicitários formados que tives- certa bagagem, conseguiam transfor- rique de Souza. Na Unisul se formou em enfrentou a falta de

R cia, preconceito, ânimo,


determinação. Fracasso e
sucesso. Começar nem
sempre é fácil. Este turbilhão de coisas
acontece ao mesmo tempo. Foi assim
sem experiência”, conta Carlos Eduar-
do dos Santos, também da turma de
Publicidade.
Havia uma troca constante de pro-
fessores. Quando o educador não se
mar aulas maçantes em gostosas”,
admite Sandro. Conforme os alunos,
estes poucos profissionais promoveram
um bom resultado final ao curso.
Alguns educadores ainda estão na
Jornalismo. Zé Henrique também recor-
da que na época não haviam muitos
profissionais na área e alguns acumu-
lavam funções. Ele lembra de “Sopey
Haiakawa, um japonês que dava aula
profissionais com
formação acadêmica
para dar aulas
>alguns professores
na Unisul de Tubarão, com a implanta- adaptava à turma ele era substituído. memória dos alunos. O início aconte- de telejornalismo”. Desta forma, ven- ficaram na lembrança
ção do curso de Jornalismo em 1992 e O coordenador à época era o jornalista ceu com a professora Verônica Motta. cendo os desafios do começo, tropeçan- dos primeiros alunos
de Publicidade e Propaganda em 1997. Nei Manique. Carlos Eduardo lembra Outros vieram, entre eles, Eduardo Bú- do e aprendendo com os erros, muitos pelo profissionalismo,
A lembrança da primeira turma é de que existia uma preocupação com o rigo, de Sociologia, Ameline Mussi, de dos alunos de Jornalismo e de Publici- transformando aulas
problemas. “Passamos por muitas di- aprimoramento. “Ele se mobilizava Português, Marcelo Lessa, de Redação, dade e Propaganda superaram os fra- maçantes em
ficuldades”, recorda o publicitário San- para fazer com que o curso agradasse e e Jane Knabben, de Psicologia. cassos e chegaram ao sucesso.
gostosas.
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 15

2002 2003
Apoio Retorno
Criadas as supervisões de Jornalismo Curso promove a 8ª Semana Acadêmica de
e de Publicidade, com as professoras Comunicação Social, depois de um período
Darlete Cardoso e Teresinha Silveira, sem realizá-la e traz na abertura o professor
respectivamente, à frente, sob a da Usp Clóvis de Barros Filho, e no
coordenação de Isaac Rodrigues encerramento, Geraldo Canalli. É publicada
edição especial do Extra!, sob a coordenação
do professor Mauro Meurer.

pioneirismo Ousadia e persistência das primeiras turmas resistem às precariedades de laboratórios, materiais e livros

Desbravadores na área de Comunicação


ARQUIVO: MARISTELA BENEDET

Texto ção, com Jornalismo e com a outra


Bibiana Pignatel turma de Publicidade que veio de-
Edição pois”, relata Sandro Ramos.
Ana Maria Lima
As turmas de Jornalismo e de Publi-
esde os primórdios do cur- cidade e Propaganda, no início do cur-

D so de Jornalismo na Uni-
sul as reivindicações dos
estudantes para a coorde-
nação eram resolvidas de forma fun-
cional. “Chamávamos na época o pro-
so, eram bem grandes, de acordo com
o professor Rafael Matos. Até no se-
gundo semestre a turma tinha 60 alu-
nos. “Depois cada um foi tomando o
seu caminho, os persistentes foram
fessor Laudelino Santos Neto, que pos- ficando, e na formatura éramos em
teriormente ia até o professor Gérson, 25”. Segundo Rafael, a primeira tur-
que era pró-reitor, para saber a situa- ma de Jornalismo era muito unida,
ção do curso”, conta o ex-aluno Zé mas algumas brigas aconteciam de
Henrique. vez em quando. “Brigas saudáveis,
O curso tinha uma estrutura ainda pe- pois o pessoal era muito opinioso”,
quena e os laboratórios necessários garante. “Nós éramos a primeira tur-
demoraram a ser implantados. A pri- ma e precisávamos batalhar pelos la-
meira turma, como geralmente acon- boratórios. Era a única maneira de
tece na implantação de um curso, é a conseguir uma boa formação”, argu-
mais prejudicada nas aulas práticas. menta Rafael. Conta ele que a turma
Já para Graziela Bez Batti, da pri- nunca teve uma sala de redação, nem
meira turma de Publicidade, além da mesmo máquinas de escrever foram
dificuldade com os laboratórios, fal- possíveis. “Foi algo que não me fez
tavam livros, e projetos experimen- falta, mas poderia ter facilitado nos-
tais ou monografias para nos basear. so trabalho”.
“Tivemos que ir em busca de manu- O laboratório de foto foi uma das
ais de rádio e televisão, pois não tí- primeiras conquistas. “Tivemos Foto- Na memória da primeira turma de Jornalismo estão as lutas por melhorias no curso, além de boas histórias de aulas e trabalhos
nhamos de onde partir”, lembra. jornalismo I onde toda a teoria foi
“A gente não tinha em quem se es- dada e quando chegou em Fotojorna-
pelhar, fomos na cara e na coragem”,
confirma outra ex-aluna de Jornalis-
lismo II entramos num acordo com a
coordenação e fizemos no outro se-
Apuros enfrentados na rotina acadêmica
mo, Isabela Faraco Siqueira. Segundo
ela, a banca foi um tanto diferente de
como é hoje. “Nós tínhamos uma es-
mestre para utilizar o laboratório”
relata Rafael.
O laboratório de rádio, por exem-
s alvo as dificuldades, muitas his-
tórias engraçadas fazem parte das
boas lembranças dos ex-alunos.
a rádio. Conclusão: passavam a noite
toda gravando e saím de lá às 4 da
madrugada. Darlete conta que muitas
gripe danada”, segundo Rafael, e por
fim, descobriram que a câmera estava
sem bateria. Resultado: tiveram que
pécie de sabatina e quando estava plo, só ficou pronto na época dos pro- O Porto de Imbituba, onde a profes- vezes, levava os filhos consigo quando fazer tudo de novo.
quase acabando, a orientadora nos jetos. “Quem tinha disponibilidade sora Darlete trabalhou por muito tem- ia realizar os trabalhos de classe. “E Logo os estudantes fundaram o Caju
colocou numa mesa e começou a per- durante o dia, podia usar o laborató- po, era proprietário de uma emissora nessa noite, dormiram no chão, sobre (Centro Acadêmico de Jornalismo da
guntar sobre como tínhamos feito, rio para compensar as aulas práticas de rádio. “A gente reunia a equipe: o a jaqueta do Rafael. Hoje a gente ri da Unisul). O professor Rafael Matos con-
como foi o processo de pesquisa, de que a gente não teve”, conta. Com a Rafael, a Lanimar, que é professora aqui, situação”, recorda. ta que havia o Prêmio Caju de Qualida-
coleta de dados”. Isto com toda a tur- falta de laboratórios, os alunos da a Andréia, que hoje mora em São Paulo Noutra oportunidade, a mesma equi- de, que elegia por méritos acadêmicos
ma reunida. primeira turma corriam atrás do pre- e a Sílvia Zarbato. Sempre fazíamos tra- pe realizou um projeto de televisão so- os melhores alunos de cada turma e os
“Era tudo muito difícil. Hoje você juízo. Um exemplo foi um programa balhos juntos”, conta Darlete. “Lembro bre o Rio Tubarão. Filmaram desde a melhores professores. Para José Henri-
vê a universidade e o curso mais mo- de rádio que a turma decidiu fazer e que a rádio cedeu o estúdio, mas so- nascente, onde a água era límpida e que de Souza, que foi presidente e vice
dernizados. Na época, nós pegamos usou os estúdios da Rádio Difusora de mente quando estivesse fora do ar”, diz gelada. A “cobaia” da vez foi o João da entidade, o prêmio CAJU marcou uma
uma câmera top de linha Beta Cam e Imbituba depois que encerrou sua pro- o professor Rafael Matos. Os colegas Lucas, hoje também formado em Jor- época. “De lá pra cá, nunca mais ouvi
Super V. Dividíamos computadores gramação às 22 horas. se hospedavam na casa de Darlete e nalismo e que na época tinha 9 anos. falar que os alunos se reuniram para
com a turma de Ciência da Computa- depois das 10 da noite, todos íam para Deu um belo mergulho, “pegou uma fazer este tipo de escolha”, diz.
16 especial15anos
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janeiro-junho/07

2004 2005
Conselhos Ex-alunos
São criados os Conselhos Encontro com o Mercado, uma das
de Professores e de atividades da 10ª Semana
Alunos, como projeto de Acadêmica, agrada aos estudantes,
qualificação pedagógica. com a presença de ex-alunos que
contam suas experiências no
durante mercado de trabalho e relembram
os tempos da faculdade.
15 ANOS
integração
Aulas compartilhadas
já geraram polêmica
entre alunos de
Conhecimento passa ser
Comunicação Social.
Afinal, é importante a
troca de experiência
entre alunos de
compartilhado entre os
Publicidade e
Propaganda e
Jornalismo?
jornalistas e publicitários SILVANA LUCAS

Texto lhor das aulas compartilhadas é a inte-


Saimon Coelho ração e a troca de idéias, assim como a
Edição diversidade torna a aula bastante pro-
Carine Bergmann
dutiva. “Somente há um pouco de difi-

C
ompartilhar: repartir, divi- culdade quando as turmas são de se-
dir. Estes são alguns dos sig- mestres diferentes. Um exemplo são os
nificados que o dicionário alunos do 5º semestre de Jornalismo
brasileiro nos explica e nos fazendo aulas com acadêmicos do 7°
traduz em poucas palavras. E compar- semestre de Publicidade. O ideal seria
tilhar uma aula como será? Será que se as turmas tivessem o mesmo nível
todos tem a mesma opinião com rela- semestral”, acredita Mário.
ção a este assunto? Os professores e Para o estudante da 7ª fase de Jor-
alunos, o que acham? nalismo, Tiago Brunelli, a integração
Para a acadêmica do 7º semestre de entre os alunos torna o ambiente mais
Publicidade e Propaganda, Elaine Fra- alegre e descontraído. Mas a bagagem
mento, existe os dois lados da ques- teórica diferente dificulta um pouco.
tão. “Ter aulas compartilhadas têm “Só o que atrapalha, às vezes, é o fato
seus pontos positivos e negativos. O de nem todos conseguirem expressar
interessante em uma experiência como uma opinião sobre um mesmo assun-
essa, é que o conteúdo das aulas traz to, já que alguns possuem maior do-
um pouco das duas visões, seja ela mínio sobre determinado tema”, co-
publicitária ou jornalística. Já o nega- menta Brunelli.
tivo é que uma turma acaba dominan- As vantagens do compartilha-
do o assunto mais que a outra tur- mento é a interdiciplinaridade, é co-
ma”, diz Elaine. Algumas matérias do nhecer as variadas formas da comu-
curso são comparti- nicação. A aluna de
lhadas, como é o
caso das disciplinas
de Língua Portugue-
11disciplinas
Publicidade, Tuany
Fraga, argumenta
que tanto Publicida-
Apesar da resistência inicial, alunos de Jornalismo e de Publicidade acabam descobrindo o que as duas áreas têm em comum

sa, Estética e Cultu- de quanto Jornalismo

“ “ “
geralmente são Assim como a união da Acho interessante Acho que as aulas
ra de Massa, Teoria podem andar lado a turma, é importante existi- porque dá para ter compartilhadas prejudi-
compartilhadas. Elas
da Comunicação, Co- auxiliam o profissional. lado, pois um depen-
rem as aulas compartilhadas, pois a idéia de como colegas de cam os alunos, pois além de as
municação Empresa- de do outro para sua
além do hiato natural entre Jornalismo diferentes profissões e do salas de aula ficarem bastante
rial, Realidade Socioeconômica e Polí- sobrevivência. “Aliando o conhecimen-
e Publicidade, trabalha-se a noção de mesmo curso, no caso cheias, sinto que um ou outro lado
tica Brasileira e Regional, Comunica- to das duas áreas, o futuro profissio-
comunicação integrada. É o profissional comunicação, pensam e fica prejudicado, já que não dá para
ção Comparada, Planejamento em Co- nal entra no mercado de trabalho com
da comunicação conhecendo além de trocam conhecimentos contextualizar a aula com as duas
municação e Epistemologia. dinamismo e perseverança, e quem
sua área específica. diferentes. habilitações a todo o momento.
Segundo o professor de Teoria da Co- tem a ganhar são os clientes”, afirma Ronaldo Sant’ Anna Filipe Zingano Thaís Ramos
municação, Mario Abel Bressan, o me- Tuany. Prof. Planejamento de Comunicação 5 º semestre, Publicidade. 8ª semestre, Jornalismo.
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janeiro-junho/07 especial15anos 17

2006 2006 2006


Revolução Campanha Causa social
Laboratórios gráfico, de Alunos organizam Projetos Experimentais de
Rádio e de TV são campanha de Publicidade adotam temas
reformulados e adotam arrecadação de leite para sociais. Abrigo de Velhinhos e
tecnologia digital. Alunos internos do Abrigo de Apae ganham campanhas
operam ilhas de edição Velhinhos de Tubarão. integradas de comunicação. Em
de vídeo e de áudio. Mais de 400 litros são 2007, o aquecimento global foi
arrecadados. tema dos projetos de alunos.

experiêncianoexterior

Brasil e Portugal
>conhecer as leis que fazem parte da categoria do jornalista é muito
importante quando se tem o conhecimento também da cultura de outro país,
comparando-se as diferenças existentes na mesma profissão. Em Portugal
algumas leis mudam. O estágio é obrigatório, por exemplo. O jornalista Ézio
Gomes, formado na Unisul de Tubarão, que hoje atua na área comercial, como
Diretor de Marketing em Portugal, explica algumas definições da área. “O
sindicato é mais forte, mais organizado, porém com um imposto bem significati-
vo. É cobrado um percentual na folha de pagamento. Possui uma “caixa” de
saúde própria, funcionando como um plano de saúde e aposentadoria privada”.
Professores do curso motivam os estudantes a aproveitar as oportunidades práticas oferecidas pela própria universidade Por se tratar de outro país, os costumes e cultura são diferentes. “O português
de Portugal é muito diferente do brasileiro. O significado e os sinônimos das

Concorrência e lei dificultam a primeira chance palavras mudam muito. As regras gramaticais também. Foi necessário reapren-
der redação e estilo, conhecer a cultura e costumes”, comenta Gomes.

o
Na questão do estágio ser obrigatório, Gomes ressalta algumas disposições:
meio jornalístico é repleto de bar- o jornalista no mercado”, prescreve a lei. flexibilizar as leis do estágio. “Alguns
“o estágio nunca deveria ser utilizado como forma de diminuir a folha de
reiras, para formados e estudan- Mesmo assim, ainda na faculdade, acordos estão sendo feitos com empre-
pagamento do quadro profissional da empresa. Acho que o estagiário deveria
tes. Quem ainda está na faculdade tem muitos conseguem trabalho. Para che- sas que formalizam o pedido de está-
ser subsidiado pela instituição de ensino, ou por algum órgão governamental,
grande dificuldade na busca por estági- gar à vaga e permanecer nela é preciso gio”, informa. Em emissoras de rádio, a
os, legalmente eles são proibidos em vontade e personalidade. O professor e situação é um pouco diferente, muitos para garantir sua subsistência durante a formação. Nunca gerido pela empresa
Jornalismo. Depois da graduação a ba- suplente do conselho fiscal do Sindicato alunos conseguem vaga. Essa situação fornecedora da vaga do estágio”. Por outro lado, a exploração é evidente
talha se trava entre aqueles que saíram dos Jornalistas, Rafael Matos, ensina que denota outro problema, o rádio é feito, quando se trata da questão do estágio dentro das empresas. “Sistematicamen-
dos bancos de universidades e “profissi- os trabalhos acadêmicos são boas mos- em sua maioria, por pessoas sem for- te vemos estudantes sendo usados como profissionais temporários nas
onais” que simplesmente pela prática so- tras do potencial do futuro empregado. mação acadêmica. empresas, como se fossem empregados contratados, muitas vezes em regime
brevivem de comunicação. Contudo, eles precisam ser bem feitos. Há alguns anos, muitos profissionais de semi-escravidão”.
Em defesa dos direitos dos jornalis- “Você vai ter o seu projeto de jornal para iniciavam suas atividades em comuni- O profissional Gomes esclarece que no momento em que ele cursava a
tas, lutando por salários mais justos e mostrar. Aí se ‘faz meia boca, para tirar cação sem terem realizado qualquer faculdade, a mesma ainda se encontrava em um estágio embrionário, mas
por condições dignas de trabalho, estão um sete’, não vai servir. Um bom traba- curso em faculdades. Através da práti- grande parte do sucesso depende muito do aluno, vontade e dedicação. Para
o Sindicato dos Jornalistas e a Federação lho serve como portfólio”, garante. ca aprenderam e fizeram a sua vida nes- ele, o maior empecilho são os salários baixos e as horas extras intermináveis
Nacional dos Jornalistas, a Fenaj. Na jus- Em relação ao esforço que o acadêmi- te setor e conseguiam registros profissi- sem remuneração. Ainda existem pessoas que passam uma boa imagem
tiça e pela força das entidades, ações co tem que ter, o jornalista e professor onais. Para a atual geração, o registro profissional, quando na verdade não são. “Eu conheço ótimos, maravilhosos
buscam instituir o estágio e limitar a Laudelino José Sardá pondera: “se a pes- não é expedido sem que exista a com- jornalistas práticos. E conheço medíocres jornalistas doutores em jornalismo”
ação de quem trabalha sem formação soa se forma em Jornalismo para ser provação de um curso de habilitação acrescenta Gomes.
acadêmica ou registro junto ao Ministé- igual aos outros que já existem no mer- para a área. Matos confirma que “mui- Aprender com outro país pode nos
rio do Trabalho. cado, vai ter dificuldade. O grande desa- tos juízes dão ganho de causa para aproximar da nossa própria realida-
Aos alunos que buscam o primeiro fio é ser diferente”. quem não tem direito”. As entidades de, dando mais valor à profissão,
emprego, o discurso é sempre muito Para alguns estudantes as questões organizadas fiscalizam e tentam ame- reivindicando os direitos, exigindo
parecido: é preciso experiência. Com em relação ao estágio são revoltantes. O nizar este problema. soluções e buscando aquilo que
isso, a primeira oportunidade dificilmen- acadêmico do 6º semestre Lucas Azeve- De qualquer forma, estudantes ou
pode ser aperfeiçoado. “Eu
te é dada. O estágio em Jornalismo é do Borges relaciona a lei que proíbe o formados, registrados ou não, podem
costumo dizer que, se o jornalista
proibido por lei. estágio com a se tranqüilizar pois existem muitas va-
conhece bem os idiomas, é um
Uma das preo- REGISTRO PROFISSIONAL época da dita- gas e o mercado está em expansão,
profissional universal sem
cupações é com 1. Fotocópia do diploma do curso de dura. “Acho que como argumenta Sardá. Contudo, é pre-
fronteiras. Porém para atuar num
a reserva de comunicação, autenticado; os cursos onde ciso ter consciência de que somente os
outro país, também é necessário ter
mercado. Diz a 2. Fotocópia da Carteira de Identidade e do o estágio é obri- mais bem preparados alcançam o su-
um bom conhecimento da cultura e
lei do Progra- cartão de CPF, ambos autenticados; gatório, como cesso. “Hoje em dia o jornalista tem que
3. Declaração de bons antecedentes; costumes locais”,
ma Nacional de arquitetura, saber fazer o máximo que puder, escre-
4. Requerimento ao delegado da DRT/SC afirma Gomes.
Projetos de Es- 5. Carteira de trabalho. medicina, são ver, fotografar, diagramar e editar”, ar-
tágio Acadêmi- cursos que que- gumenta a editora chefe do jornal Noti-
co que o estágio deve se desenvolver sob rem formar bons acadêmicos e conse- sul Priscila Loch. Portanto, na arte do
a orientação de professores, unicamen- qüentemente bons profissionais”. jornalismo, muita preparação e força,
te voltado ao aprendizado do aluno. “O Conforme Matos, o Sindicato dos Jor- para vencer a concorrência, que nem Ézio Gomes vive e
estudante estagiário não pode substituir nalistas e a Fenaj já tentam, na justiça, sempre é leal. trabalha em solo lusitano
18 especial15anos
extra
janeiro-junho/07

PROFISSIONAIS
1.010 525
>em alguns estados, como a Bahia e o Pernambuco, as negocia-
O MERCADO ções em cada veículo é realizada de forma separada. Em Pernam-

>Diferentes estados, diferentes buco, por exemplo, enquanto o Diário de Pernambuco paga R$
situações. A realidade do mercado
reais 1.315,00, o Jornal do Commercio paga R$ 903,00. O maior piso reais
é o piso do jornalista em Santa é o salário base pago para profissio-
jornalístico é diferente em cada salarial no Brasil é pago na cidade do Rio de Janeiro, R$ 3.233,00.
Catarina no biênio 2005/2006. Um nais de rádio e TV de Recife, Olinda,
estado brasileiro, com pisos e Para outros municípios fluminenses, há uma tabela diferenciada por
Caruaru e Petrolina, no estado de
condições de trabalho distintos. novo valor está sendo negociado número de habitante. Pernambuco.

carreira Estudantes de Comunicação Social trocam idéias com profissionais do mercado regional

Universidade une teoria e prática DEZA BERGMANN

Estudantes se preparam durante quatro


anos e devem reivindicar direitos legais

O que diz a
legislação da
categoria
o Sindicato dos Jornalistas/SC (SJSC)
tem um amplo campo de atuação
e organização, tanto na relação de traba-
Estudantes de Redação Jornalística 3 participaram de um debate sobre o mercado de trabalho com dois jornalistas e dois publicitários que atuam no sul do Estado lho quanto no exercício da profissão.
O presidente do SJSC, Rubens Lunge,
Texto Para Becker, a qualificação é um dife- Fabrício Ramos, o registro facilita em jornalista vê notícia e o publicitário, considera que há uma grande sendo tra-
Emanuela da Silva rencial. Ele alerta que o conhecimento algumas situações, como a constru- as vendas”, afirma. Quanto às opor- vada para a profissionalização e regula-
Edição de outros idiomas e a leitura são ele- ção de notícias, mas considera que tunidades no mercado, o jornalista mentação da profissão de jornalista,
André Leandro
mentos fundamentais. “Leiam tudo o publicitários e jornalistas devem tra- destaca que existe a insegurança de assim a sua fiscalização.
s alunos da sexta fase de que vocês puderem, ajuda muito”, re- balhar juntos. “Hoje em dia os papéis quem já atua na área e de quem está A entidade tem denunciado as infra-

O Jornalismo e de Publicida-
de tiveram a oportunida-
de de ouvir e trocar expe-
riências com quatro profissionais atu-
antes na imprensa da região. Sandro
força.
A publicitária Graziela Bez Batti,
trabalha na área da comunicação há
dez anos e retornou à universidade
para concluir o Curso de Jornalismo.
do profissional de jornalismo e de pu-
blicidade têm que ser casados. Algu-
mas agências trabalham nesta li-
nha”. Segundo Ra-
mos, a maior difi- Hoje em dia os
começando. Seusonho é poder se dedi-
car ao radiojornalismo esportivo. “Se
eu pudesse, faria só rádio, adoro fute-
bol. É uma
das minhas
ções (exercício ilegal da profissão) tam-
bém nas delegacias de polícia, a exemplo
de outras categorias. Segundo o SJSC, so-
mente o jornalista registrado pode exer-
cer legalmente a profissão. O registro
Fabrício Ramos, Graziela Bez Batti, Segundo ela, a disputa entre jornalis- culdade de quem papéis do profissional paixões”, pode ser feito mediante os seguintes do-
cumentos: fotocópias do diploma do cur-
Anderson de Jesus e Marcelo Becker, tas e publicitários incentiva os pro- está começando a revela.Os
todos formados pela Unisul, partici- fissionais a procurarem especializa- carreira é a inexpe- de jornalismo e convidados so de Jornalismo, autenticado; da Cartei-
param de debate sobre a realidade ção. Mesmo ainda não sendo forma- riência. Ele concor- publicidade têm que foram unâ- ra de Identidade e do cartão de CPF, am-
na prática do mercado. As ativida- da em Jornalismo, afirma ter experi- da com Graziela na ser casados. nimes nas bos autenticados; Declaração de bons an-
tecedentes; Requerimento ao delegado
des, desenvolvidas em março, em ência na profissão. No entanto, recla- questão do registro, críticas à lei
sala de aula foram mediadas pela ma das dificuldades encontradas. entretanto, julga o jornalista mais que proíbe o estágio. Mesmo com a da DRT/SC; Carteira de trabalho.
professora de Redação III, Andressa “Ano passado trabalhei na festa do apto em algumas áreas. proibição todos atuaram na área an- Sobre a remuneração, o Decreto Lei nº
Fabris. vinho e só porque fiz um release, re- Anderson de Jesus, jornalista, que tes de se formarem. 972/69, Art. 9º, diz que “o salário de
O correspondente do jornal Diário cebi críticas. Um dono de jornal disse trabalhou em vários veículos de co- Os alunos receberam algumas di- jornalista não poderá ser ajustado nos
Catarinense, jornalista Marcelo Becker, que eu não poderia ter feito o traba- municação em Criciúma e tem uma cas para quem está pensando em in- contratos individuais de trabalho, para a
formado em 2000, diz que há uma lho de um jornalista, pelo fato de eu empresa de assessoria, aconselha aos gressar na carreira: manter-se infor- jornada de cinco horas, em base inferior
grande rotatividade no mercado de não possuir registro de jornalista. estudantes aproveitarem o tempo na mado sobre tudo o que acontece; ter à do salário estipulado, para a respectiva
trabalho. “Tudo acompanha a tecno- Então resolvi voltar à universidade e universidade. Ele diz que os profissio- seu próprio estilo; ser ético; aprovei- função, em acordo ou convenção coleti-
logia. A internet também ajudou a cri- terminar o curso de Jornalismo para nais olham os fatos de maneira dife- tar as oportunidades; sempre checar va de trabalho ou sentença normativa da
ar mais vagas para os jornalistas e conseguir este registro e trabalhar em rente. “A questão não é de quem está as informações; ser persistente; e, aci- Justiça do Trabalho”. Ou seja, o profissi-
grandes empresas estão investindo na paz”, explica. apto a fazer determinadas tarefas e ma de tudo, gostar do que faz. Lições onal não deve trabalhar por um valor
carreira de assessoria de imprensa”. Na opinião do publicitário Sandro sim a forma como cada um encara. O que os professores também ensinam. abaixo do piso.
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 19
CATEGORIA
ORGANIZADA
>mesmo sem a regulamentação, o
110
agências
12
agências
1979
foi o ano
3900
clientes
mercado publicitário está organizado no de publicidade são associadas ao da região Sul de Santa Catarina são atendidos pelas agências
de fundação do Sapesc. A entidade
Brasil. Profissionais e empresas da área Sapesc - Sindicato das Agências de aparecem na lista de associadas do filiadas à Abap - Associação Brasilei-
foi organizada inicialmente por oito
contam com sindicatos e outras Propaganda do Estado de Santa Sapesc. A grande maioria está em ra de Agências de Publicidade, a
agências de publicidade de Santa
entidades para defender seus interesses Catarina. Criciúma. Mas o mercado é maior. maior entidade do setor na AL.
Catarina.

reconhecimento Opiniões divergem mesmo entre os profissionais da propaganda formados no ensino superior

Publicitários esperam uma regulamentação


BIBIANA PIGNATEL

Texto
diz respeito à qualidade dos profissio-
Bibiana Pignatel nais”. Mas Santos admite que na hora
Edição de contratar alguém para sua agência
Alice Botega
tem preferência por quem está cursan-
m dos maiores dramas para

U
do Publicidade e que “95% de nossos
quem se forma numa facul- funcionários são formados. Se a pes-
dade de Publicidade e Pro- soa não é formada, nós cobramos que
paganda no Brasil, hoje, é a ela busque estudar e se aperfeiçoar”.
não-regulamentação profissional. Por Magali Colonetti diz que “qualquer
isso diversos acadêmicos se sentem pessoa que domine programas como
desmotivados. “Os donos de grandes corel draw ou photoshop se considera
agências não são profissionais forma- um profissional de Publicidade, e isso
dos. Então, não interessa muito para pode implicar muito na qualidade dos
eles que a profissão seja regulamenta- serviços e no mercado de trabalho”.
da”, afirma Teresinha Silveira, publici- A professora Teresinha defende: “eu
tária e professora do curso de Comuni- não acredito que um aluno que estudou Profissionais formados em Publicidade e Propaganda concorrem com quem não é formado por falta de regulamentação
cação Social da Unisul. durante quatro anos, bem preparado,
A falta de regulamentação implica consiga ser pior que alguém que se diga
em direitos que o profissional deixa de publicitário”.
ter, como um piso salarial. A publicitá- Já Sandro Fabrício Ramos, da Zions
ria Magali Colonetti explica que o Sindi- Comunicação e Eventos, considera que
cato das Agências de Propaganda do há muitos profissionais que não são
Estado de Santa Catarina (Sapesc) “pas- formados, mas que possuem muito
sa uma lista com os valores para cada mais conhecimento de mercado do que
tipo de anúncio, que serve para o pro- um profissional que acaba de sair da
fissional freelan- universidade.
cer se basear na As agências preferem Mas faz um aler-
hora de cobrar
por seu trabalho.
profissionais que ta: “esses profis-
sionais mereceri-
Esta lista não vale passaram pelos am ser regula-
para as agênci- bancos das mentados, mas
as”, conta Maga-
li. A profissão de
universidades dentro de uma
constituição que Germaá Oliveira formou-se na Unisul e trabalhou no grupo Jungle Media, em Londres, e hoje atua na área em Portugual
publicitário, segundo a lei 4.680, de 18 estabeleça para eles um certo limite de
junho de 1965, “compreende as ativi- atuação.
dades daqueles que, em caráter regular
e permanente, exercem funções artísti-
Germaá Oliveira, formado desde 2003
pela Unisul, já trabalhou no Grupo Jun-
Mais que criatividade para a publicidade
cas e técnicas através das quais estu-
da-se, concebe-se, executa-se e distri-
bui-se propaganda”. E define a propa-
gle Media de Londres e atualmente vive
em Lisboa, onde é diretor de arte da
Revista da TV Record Internacional. Ele
h oje em dia, com as mudanças que
aconteceram na Publicidade e Pro-
paganda, não há mais mercado para
Ter iniciativa para observar as coi-
sas, entender qual é o perfil que a em-
presa está buscando no mercado e ter o
do que faz”. Ele conta que quando se
matriculou no curso, a primeira coisa
que fez foi procurar estágios, contatos
ganda como “qualquer forma remune- conta que quando iniciou a faculdade quem é apenas criativo. Esses não têm conhecimento das novas tecnologias com agências e atividades extracurri-
rada de difusão de idéias, mercadorias, não sabia que a profissão não era regu- espaço na atual concorrência”, afirma aumentam as possibilidades de empre- culares. Trabalhou na Agência Experi-
produtos ou serviços, por parte de um lamentada. Mas revela que isto não lhe Teresinha Silveira. go, comenta a professora. mental de Propaganda do curso e, se-
anunciante identificado”. resultou como empecilho. “Sempre tive Segundo Teresinha, para ser ou se Segundo Magali Colonetti, os depar- gundo Germaá, “não ganhava nada,
As opiniões divergem, mesmo entre consciência de que o espírito de agên- dizer publicitário, tem que ter conheci- tamentos de marketing das empresas mas foi uma grande experiência.
profissionais formados em curso supe- cia é ‘hora para entrar, mas sem hora mento generalizado em várias áreas. E estão sendo muito valorizados. Conta Foi lá que tive meu primeiro contato
rior. Carlos Eduardo dos Santos, publi- pra sair’. Óbvio que não gostei muito é da mesma forma que pensa o Publici- a publicitária que os clientes estão cada com os softwares utilizados, e que des-
citário e sócio da Idcom Empresa de da idéia, mas apesar de algumas bri- tário Carlos Eduardo dos Santos. “Não vez mais exigentes, buscando sempre cobri que queria ser diretor de arte e
Comunicação, de Tubarão, diz que a re- gas e revoltas não ia nadar contra a podemos mais olhar só a nossa cidade, um trabalho de qualidade. não redator”. O publicitário, que hoje
gulamentação “não garante que vai ter maré”, revela Germaá. “Entrei no mer- nem um outro estado, temos que olhar Germaá Oliveira diz que o sucesso na se encontra do outro lado do oceano, se
só pessoas qualificadas no mercado. cado graças a pessoas que conheci na o país, o mundo. Temos que olhar o profissão “depende de trabalho duro, sente realizado e diz que “tudo valeu a
Não vejo isso como fundamental no que universidade”, relata. todo”. aproveitar as oportunidades e gostar pena”.
20 especial15anos
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janeiro-junho/07

HISTÓRIA >atualmente o Curso de Comunicação Social - habilitações em >a busca constante pela qualidade garante ao Curso de
DE MESTRE Jornalismo e em Publicidade e Propaganda conta com um grupo de 27 Comunicação Social da Unisul a formação de profissionais qualificados
> Desde sua criação, o Curso de professores no campus de Tubarão. Destes, três são doutores, 10, e mérito também à própria Universidade. No último exame do Enade, as
Comunicação Social da Unisul sempre mestres e 14, especialistas. Hoje nenhum dos professores tem apenas duas habilitações, no campus de Tubarão, receberam nota 4, sendo que
buscou professores qualificados, com
a graduação. A qualificação constante do corpo docente garante aos o máximo é cinco. A prova foi realizada por 104 estudantes do curso,
experiência acadêmica e também no
mercado de trabalho. Isto garante até estudantes a preparação adequada para atuar no mercado regional e sendo 48 acadêmicos de Publicidade e 56 de Jornalismo, entre ingres-
hoje a qualidade do curso. nacional, em todas as áreas da comunicação. santes e formandos.

primeiros Luciane Zuê Souza e Tadeu Pereira lecionam para acadêmicos de Jornalismo desde o início da graduação

Professores garantem qualidade ao curso


ALICE BOTEGA
culava pela redação e observava aten-
Texto
Alice Botega tamente tudo o que acontecia nos bas-
Edição tidores de uma redação de jornal. Mas
Elvis Campagnollo o que a fascinava era a diagramação.
“A diagramação é a última etapa pré-

E
m 15 anos do curso de Co- industrial de um jornal. Eu gostava de
municação Social muitas acompanhar o processo, ver o começo
coisas aconteceram, muda- e o ponto final. Sentava do lado do dia-
ram, se transformaram. gramador e ficava olhando”, relembra
Com certeza todos que passaram pelo a professora.
curso lembram de coisas agradáveis e Depois de um mês foi convidada
talvez algumas desagradáveis. Afinal para trabalhar na diagramação. Mu-
nem tudo na vida é perfeito. nida com régua de paicas, régua de
A universidade é um baú de tesou- entrelinhamento, caneta e calculado-
ros. E o melhor de tudo é que cada um ra, a professora Lú começou sua car-
possui o seu. Não precisamos lutar para reira de jornalista. “Em 20 anos o pro-
dividir o tesouro, basta apenas abrir o cesso desapareceu. Quem entra na re-
baú. Ela ainda nos dá mestres para dação de um jornal hoje nem imagina
orientar e explorar esses tesouros que como era o processo de diagramação
são: amizade, sabedoria, conhecimen- antes”, comenta sobre a moderniza-
to, experiência, informação, formação ção que a tecnologia trouxe.
e tantas outras preciosidades. Em 1995, começou na Unisul, onde
Nesses 15 anos do curso de Comu- também lecionou edição. Em 2003,
A professora Luciane Zuê dá aulas de Planejamento Gráfico para turmas de Jornalismo em Tubarão e em Palhoça desde o início
nicação Social, a turma do sexto se- trabalhou na Agência Officio Comuni-
mestre da disciplina de Redação III, cação. “Era uma agência pequena.
teve a responsabilidade de abrir o gran- Entrei como jornalista, mas tínhamos

Reunião no vaticano: onde



de baú e tirar histórias e personagens que fazer tudo”, explica. Se eu nunca mais tiver
inesquecíveis. Tadeu Jair Pereira e Lu- Em 2004, abriu uma empresa com um texto publicado, não
ciane Zuê Zacarioski e Souza são os
professores que fazem parte dessa
história desde o começo. Foi um lon-
sua irmã, formada em arquitetura.
“Nesta empresa trabalho na área grá-
fica, criação de folder, catálogos, in-
vou chorar. Mas se eu não puder
diagramar, eu vou sentir. Os alunos
têm que aproveitar e sugar o
tudo começou para Tadeu
go caminho até chegar aqui.

Apaixonada por
formativos”, conta.
Luciane Zuê destaca a importância
do diagramador ser formado em Jor-
máximo da universidade. A exeperi-
ência se guarda para si. E não se
deve se prender ao modelo que
a relação do professor Tadeu Jair Pereira com o curso de Comunicação Social
não começou na sala de aula, e sim no “vaticano”, apelido de uma sala no
prédio sede da Unisul, onde antigamente era o Colégio Sagrado Coração de Jesus,
diagramação nalismo. A forma, a harmonia, o con- existe no mercado. Tem que inovar”. com sistema de internato mantido pelos padres.
Luciane Zuê Zacarioski e Souza, a teúdo, a importância das matérias fa- Luciane Zuê Os professores Laudelino Santos Neto e Eduardo Búrigo de Carvalho começa-
Lú, como é conhecida no Curso de Co- zem parte de um conjunto que resul- Professora das disciplinas de ram a elaborar o conteúdo programático das disciplinas de Jornalismo, o novo
Planejamento Gráfico I e II.
municação Social, formou-se na Uni- tam no produto final. “Se eu nunca curso da Unisul. “ Foi feita uma reunião no ‘vaticano’ e entregaram para mim o
versidade Federal de Santa Catarina mais tiver um texto publicado, não plano de ensino para desenvolver o conteúdo da disciplina de Ética e Legislação.
(UFSC) em 1988 e especializou-se em vou chorar. Mas se eu não puder dia- Em duas semanas fiz o conteúdo”, relembra o professor.


Jornalismo pela Unisul. gramar eu vou sentir”, fala Lú. Fazer jornalismo em A história de Tadeu junto à área de comunicação iniciou na década de 60 no
Atualmente leciona as disciplinas de De acordo com a professora, o jor- Tubarão é um ato de jornal A Imprensa de Tubarão. De lá para cá, Tadeu passou por grandes veículos
Planejamento Gráfico I e II em Tubarão nalismo está em constante mudança. heroísmo. Enquanto faz o oba, oba, de comunicação como a Editora Abril e o Jornal O Estado de São Paulo. Em 1982,
e na Pedra Branca em Palhoça, onde É dever do aluno conhecer um pouco está tudo bem. No momento de Tadeu Jair Pereira, Laudelino Santos Neto, João Batista Guedes e o falecido Estener
também é Coordenadora Gráfica do de tudo e depois escolher a área que uma crítica com fundamento, eles Soratto fundam o Jornal da Cidade. Segundo o professor Tadeu, o Jornal da Cidade
Jornal-laboratório Fato & Versão. mais gosta. E para isso acontecer é vêem o jornalista como inimigo, mudou o jornalismo da cidade de Tubarão. Foi o primeiro jornal a fazer entrevis-
Em 1984, foi trabalhar no jornal O necessário fazer a diferença. “Os alu- preferem se fechar e colocar a culpa tas com pessoas importantes de seguimentos comerciais, político, saúde. “Fazer
Estado em Florianópolis, no departa- nos têm que aproveitar e sugar o no Jornalismo, na imprensa. E jornalismo em Tubarão é um ato de heroísmo. Enquanto faz o oba, oba, está tudo
mento de revisão. “Naquela época, o máximo da universidade. A experiên- quando há alguma dificuldade ou bem. No momento de uma crítica com fundamento, eles vêem o jornalista como
processo de diagramação era feito na cia se guarda para si. E não se deve crise cortam a Publicidade. “ inimigo, preferem se fechar e colocar a culpa no Jornalismo, na imprensa. E
máquina de escrever”, comenta. A jo- prender se ao modelo que existe no Tadeu Jair Pereira quando há alguma dificuldade ou crise cortam a publicidade”, diz o professor.
Professor da disciplina de Ética e
vem funcionária do jornal O Estado cir- mercado. Tem que inovar”, aconselha. Legislação
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 21
NÚMEROS
DA BR-101
800 350 73 90

(NÚMEROS EXTRAÍDOS DO CLIC RBS)


> Para muitos estudantes, ter o
canudo na mão passa por uma viagem mil pessoas quilômetros passarelas, quilômetros
diária pela BR-101. Enfim, a rodovia está deverão ser beneficiadas pela obra é a extensão da obra de duplicação 67 viadutos, 52 passagens inferiores de pista e 32 obras deverão ser
sendo duplicada, o que pode represen- de duplicação do trecho Sul da BR- do trecho Sul da BR-101, de Palhoça e dois túneis passarão a fazer parte liberados até o final de 2007 para
tar um alívio para muitos. 101, de Palhoça (SC) a Osório (RS). (SC) a Osório (RS). da rotina dos motoristas. o trânsito de veículos.

Viagem Parte dos estudantes transita pela 101 para cursar a faculdade

Encarar a estrada faz parte


do currículo universitário
>Kellen Rodrigues, >Antônio Roseng,
recém-formada em Jornalismo, jornalista recém-formado, diz
lembra das amizades feitas que o melhor das viagens de
durante as viagens de Criciúma Criciúma a Tubarão eram as
a Tubarão. “Algumas pessoas festas. O pior era perder tempo,
se tornam confidentes nestes cerca de duas horas diárias,
anos de faculdade”. que aproveitava para dormir.

>João Pedro Alves >Rafael Rosso Figueira


testemunhou o primeiro Viagens de Criciúma a Tubarão consomem duas horas por dia e alunos geralmente chegam em casa depos da meia-noite encara a estrada há três anos
acidente na BR já no primeiro para fazer Publicidade e
semestre de Jornalismo. Agora
nos dois períodos”, aponta Muller. cro trabalhando, no mercado de traba- Propaganda. Neste período,
Texto
Lucas Borges No caso de Jabson, são gastos R$ lho, também é muito legal”.
no terceiro semestre, ele presenciou muitos acidentes e
Edição 305,00 por mês somente com o trans- Algumas pessoas fogem da viagem
“coloca tudo na balança” e Júlia Savi / Jaqueline Tente diz que o pior das viagens é a
porte. “Não existe condução para estu- se mudando para a cidade. É o caso da
considera válido o esforço por incerteza, “o perigo em cada

C
riciúma, 64km. Sombrio, dantes de Sombrio para Tubarão. Gas- acadêmica Caroline Almeida, que pas-
fazer o curso de que gosta e curva”. O melhor, afirma, é que
110km. Laguna, 31km. Ara- to R$120,00 por mês para ir da minha sou um ano vindo diariamente de Crici-
por ter feito vários amigos, falta pouco para acabar, já que
ranguá, 87km. Essas são cidade até Araranguá e de lá para Tuba- úma e agora está em Tubarão. “Eu fa-
“graças à BR-101”. está na sexta fase de PP.
apenas algumas das distân- rão são mais R$185,00”, conclui Mul- zia estágio aqui, então saía de casa às
cias encaradas diariamente pelos aca- ler. 13h e voltava por volta de meia noite.
dêmicos de Comunicação Social da Uni- As idas e vindas diárias não afetam Com isso não me sobrava tempo para
sul. Os estudantes residentes nas regi- apenas os acadêmicos. O professor do estudar e com as obras de duplicação
ões da Amrec, Amesc e Amurel são, na curso de Publicidade e Propaganda, Gu- da estrada se tornou comum chegar
maioria das vezes, pessoas que traba- temberg Alves Geraldes, é mais um fre- atrasada na aula”, conta Caroline.
lham durante o dia, saem do serviço qüentador do trecho entre Criciúma e Mas morar sozinho não é um mar de
direto para o ponto de ônibus, estudam Tubarão. “A viagem cansa, mas por ou- rosas como muitos jovens imaginam.
e só depois voltam para casa, chegan- tro lado são duas horas diárias para A acadêmica Júlia Medeiros Bitencourt
do ao final da noite. Além do cansaço e estudar. O problema maior são os atra- morava em Torres (RS) com os pais e
dos riscos da estrada, existe outro em- sos que acontecem de vez em quando”, agora reside em Tubarão. Para ela,
pecilho: o alto custo do transporte. ressalta Geraldes. Para o trecho entre morar sozinha não tem pontos exclusi-
O acadêmico Jabson Muller, residen- Criciúma e Tubarão, de segunda a sex- vamente positivos. “É difícil morar lon- >Heloísa da Silva
>Anderson de Jesus te em Sombrio, sai de casa diariamente ta, é cobrado em média R$170,00. ge da família. Primeiro porque você Henrique, recém-formada
passou quatro anos viajando às 17h30min, retornando à sua cidade Apesar dos sacrifícios, ficam boas perde o conforto de não se preocupar em Publicidade e Propaganda,
diariamente pela BR-101 até somente 00h30min. “A estrada é sem- lembranças. A jornalista recém-forma- com as tarefas domésticas e depois por lembra que, apesar do cansaço
concluir o curso de Jornalismo. pre uma preocupação. Freqüentemente da Kellen Rodrigues conta que o microô- causa da saudade. Mas o bom de mo- e do perigo, a vinda para
“Na minha avaliação, valeu, a gente vê cenas de acidentes e isso nibus tem até comunidade no Orkut. rar aqui é pela liberdade e a facilidade Tubarão era usada para
sim, a pena o esforço”, afirma assusta bastante. Além disso, eu chego “O que mais marca são as amizades”, de encontrar estágios na cidade”, afir- estudar e a volta, para as
o jornalista. tarde em casa e no outro dia trabalho revela. “Ver as pessoas que iam no mi- ma Júlia. festinhas.
22 especial15anos
extra
janeiro-junho/07

ESTUDANTES >muitos políticos brasileiros têm em seu currículo uma >o movimento mais recente realizado pela União Nacional dos
NO BRASIL passagem pelo movimento estudantil, seja como mero participante ou Estudantes (UNE) foi a ocupação de universidades federais em todo o
> Movimento estudantil sempre faz como presidente de DCEs, UNE, entre outras entidades. Para citar um país. Em protesto por melhorias na estrutura universitária, a entidade
parte da história política do Brasil. exemplo da história recente, o presidente da UNE na época do movi- organizou o “Dia Nacional de Mobilização nas Universidades Pública”,
desde a época da ditadura até os
mento “Fora Collor” era Lindenberg Farias. Depois de mobilizar milhões realizado em 5 de junho. O principal pleito é o incremento à assistência
dias atuais, passando pela era Collor,
os estudantes demonstram de caras-pintadas Brasil afora, Farias elegeu-se deputado federal. estudantil, com reformas nos restaurantes universitários e ampliação da
mobilização e força. Depois, foi eleito prefeito de Nova Iguaçu (RJ). moradia estudantil.

CRÉDITO DE FOTO

movimento estudantil Uma nova luta social dos jovens

Política entra na vida dos


acadêmicos da Unisul
Texto General João Figueiredo a Florianópo- No curso de Comunicação Social da
Lucas Borges lis, em 30 de novembro de 1979. Universidade do Sul de Santa Catarina -
Edição Mais de quatro mil estudantes pro- Unisul, Tubarão, o Centro Acadêmico
Júlia Savi / Jaqueline Tente
testaram na Praça 15 enquanto Figuei- (CACOS) é presidido por Luiz Henrique
movimento estudantil redo visitava a cidade. A polícia repri- Fogaça, que foi eleito em 2005 e reelei-

O desempenhou um papel
muito importante na his-
tória do país. Os estudan-
tes organizados estiveram presentes
em algumas lutas históricas como o
miu as manifestações com violência e
sete estudantes acabaram presos por
“infringir” a Lei de Segurança Nacio-
nal. O ato foi “abafado” por alguns
veículos de comunicação que eram
to em 2006 por aclamação, ou seja,
sem nenhuma chapa concorrente. “É
muito importante que todos os cursos
tenham sua representatividade através
dos CAs, pois esta é uma ferramenta
Alunos acompanham palestras do movimento estudantil na universidade
movimento “Fora Collor”, derruban- aliados ao governo. Os veículos que de fortalecimento na luta por melhores
do o até então presidente da Repúbli- publicaram o fato tiveram seus mate- condições para os estudantes e por uma
ca. E também, antes, o “Diretas Já”,
defendendo e conquistando o direito
riais confiscados.
Os movimentos estudantis hoje não
educação de qualidade” afirma.
Segundo Fogaça, a entidade precisa
Conquistas de estudantes e
ao voto direto para os representantes
políticos e a resistência contra a dita-
são mais tão atuantes quando o as-
sunto são as lutas sociais. Mas nas
proporcionar uma melhor formação
para os acadêmicos. “Nós atuamos em
professores ao longo dos anos
dura militar.
Em Santa Catarina, a história do
movimento estudantil teve maior re-
instituições de ensino algumas enti-
dades ainda representam e defendem
os interesses dos estudantes, como é
três áreas que consideramos essenci-
ais: cultura, integração dos acadêmi-
cos e contato com os bons profissio-
o primeiro registro em ata do Cen-
tro Acadêmico de Comunicação
Social da Universidade do Sul de Santa
aplicada a parte teórica e não existi-
am laboratórios para ser desenvolvi-
da a prática da matéria.
percussão no ato intitulado “Novem- o caso dos Grêmios Estudantis nas nais”. Catarina – Unisul, Tubarão, foi feito “Nosso protesto foi grande e conse-
brada”, uma manifestação popular escolas de ensino médio e dos Dire- A cultura é uma das ações que mais no dia 14 de dezembro de 1995, quan- guimos adiar a disciplina para quando
organizada pelos integrantes da Ali- tórios Centrais dos Estudantes (DCE) e se destacou, com a primeira feira de do tomou posse a diretoria presidida ficasse pronto o laboratório de fotojor-
ança Renovadora Nacional (ARENA) Centros Acadêmicos (CAs) nas univer- livros do curso e a oficina de Hip Hop e por Max Alexandre Rampinelli, tendo nalismo. A disciplina de Fotojornalismo
durante a visita do então presidente sidades. Grafitagem. como vice-presidente Luiz “Pi” de Frei- I já tinha sido aplicada apenas teórica-
tas. Anos depois, “Pi” foi professor da mente, então a gente não aceitou apren-
FOTOS: ARQUIVO CACOS disciplina de Lingue Portuguesa I do der sem praticar”, conta Matos.
curso de Comunicação Social no Cam- A primeira gestão do Centro Acadê-
pus da Unisul em Tubarão. mico instituiu também o Prêmio CAJU
Já a primeira presidente eleita do de Qualidade, uma iniciativa para pre-
Centro Acadêmico de Comunicação miar os melhores alunos do curso de
Social (CAJU) foi a estudante Daniela comunicação, porém com o passar dos
Stüpp, tendo como vice-presidente o anos foi extinto.
acadêmico Arilson Machado e na dire-
toria, o atual professor da disciplina Disputas
de Telejornalismo II, Rádio I e II e ori- O vice-presidente Arilson Machado
entação de projetos experimentais do foi o candidato de situação na eleição
curso, Rafael Matos. seguinte, contra o acadêmico Cristia-
“Como era o começo do curso, o Cen- no Carrador. O pleito foi conturbado
tro Acadêmico precisava lutar por porque a oposição alegava envolvi-
tudo, desde as estruturas básicas, como mento partidário entre Machado e o
os laboratórios de televisão e rádio, de PC do B. “O Diretório Central dos Estu-
fotografia e gráfico, até as lutas por dantes (DCE) se envolveu na eleição
melhorias do corpo docente e da grade difamando a chapa de situação, nós
curricular”, explica o professor Matos. descemos o morro e fomos na sede do
Na primeira gestão, o CAJU fez uma DCE para esclarecer tudo, foi uma bri-
greve e os estudantes se negaram a ga só”, conta Rafael Matos. Na elei-
fazer a disciplina de Fotojornalismo ção a chapa encabeçada por Cristiano
No Cettalzinho, I Feira do Livro realizada em 2006 integra alunos de Comunicação Social de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda II, pois em todas as aulas era somente Carrador foi a vencedora.
extra
janeiro-junho/07 especial15anos 23
VIAGENS >o Intercom Regional Sul aconteceu em Passo Fundo >16º Festival Mundial de Publicidade de Gramado
DE ACADÊMICOS (RS) no período de 10 a 12 de maio. Estudantes da Unisul, campus aconteceu no período de 13 a 15 de junho e também contou com a
> Estudantes de Jornalismo e Tubarão, lotaram um ônibus para participar do evento. Eles puderam participação de estudantes do curso de Comunicação Social, campus
Publicidade e Propaganda abriram a acompanhar principalmente debates sobre o mercado e o ensino de de Tubarão, especialmente os de Publicidade e Propaganda. Na
agenda de viagens estudantis com a
comunicação na era da sociedade digital. O evento contou ainda programação do festival, além da premiação, constavam palestras
participação no Intercom Regional Sul.
O segundo evento foi o Festival de com uma mostra de curtas regionais e uma programação cultural, sobre TV Digital, mídias digitais, propaganda multimídia, entre outros
Publicidade em Gramado. com vários shows. temas atuais relativos à publicidade.

álbumdaturma descobertas Alunos contam experiências de excursões do curso

Viagens são parte integrante


da formação dos acadêmicos ARQUIVO ALICE BOTEGA

m Sul de Passo Fundo


>descontração Momento de diversão no Interco

>Unisul Estudantes de Jornalismo e Publicidade


na Interc om Sul 2007
Grupo de estudantes levou dois dias para chegar a Maceió/AL e participar do evento nacional Enecom realizado em 1998

Texto PP, Leandro Cardoso Pires, ir à São Pau- fotógrafo italiano Oliviero Toscani. Na
Peterson Crippa da Silva lo em 2005 foi muito importante para época, o profissional era responsável
Edição a trajetória na faculdade. Além de ter pela campanha da grife Benetton, que
Maiara Gonçalves / Mirelli Elias
conhecido vários pontos turísticos da levou às lojas temas polêmicos como

A
s viagens passaram a ser maior cidade brasileira, o grupo tam- racismo e guerra. “As fotos da campa-
uma das ferramentas de bém visitou a Bolsa de Valores paulista nha entre crianças brancas e negras,
ensino do Curso de Comuni- e as principais agências de publicidade nas quais a Benetton buscava mostrar
cação Social. A cada passeio e empresas do país. “A viagem foi mui- a igualdade entre as etnias, foram para
promovido, a sensação de férias entre to boa e bastante divertida. Estivemos mim um ponto chave. Ali notei o quan-
amigos somada à possibilidade de co- em vários veículos importantes. Quero to a publicidade e a propaganda possu-
nhecer a realidade das empresas do ver se neste ano em poder”, ana-
>Rio de Janeiro Grupo de Jornalismo e Publicidade
em viagem em 2005 ramo aproxima ainda mais o acadêmi- participo de mais O prazer de estar em lisa o formando.
co da sua carreira. O prazer de estar em uma viagem”, uma cidade diferente Atualmente, a
uma cidade até então desconhecida diz. Metrotur Turis-
também fortalece o interesse pela ati- O formando de
fortalece o interesse mo de Florianó-
vidade extracurricular. PP Roberto Ambo- pelas atividades polis é a agência
Várias turmas do campus de Tuba- ni Nicolazzi foi extracurriculares responsável por
rão, nos 15 anos de Jornalismo e 10 de um dos acadêmi- promover as ex-
Publicidade e Propaganda, viajaram e cos que participou do Congresso Mun- cursões do curso de Comunicação Soci-
conheceram cidades como São Paulo, dial de Publicidade e Propaganda de al. O diretor da empresa, Cláudio Me-
Rio de Janeiro e Gramado, entre outras. 2003, em Gramado, no Rio Grande do trópole, já levou estudantes para diver-
Visitaram organizações jornalísticas, Sul. A Unisul disponibilizou ônibus e, sos programas da televisão brasileira,
agências de propaganda e participaram acompanhados pelo professor Paulo como o “Altas Horas”, “Domingão do
também de congressos. Em cada uma, Mendes, cerca de 60 alunos estiveram Faustão” e o “Programa do Jô”. As últi-
os alunos estiveram um pouco mais na cidade gaúcha. mas viagens dos alunos foram ao In-
perto o dia-a-dia de cada profissão. Para Nicolazzi, o evento ficou mar- tercom Sul”, em Passo Fundo, e no Fes-
>Alunos da primeira turma de PP já curtiam as Para o estudante da quinta fase de cado principalmente pela palestra do tival de Gramado, no Rio Grande do Sul.
viagen s de estudos