COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006

Avaliação de Imóveis Rurais

Prof. Ms. Joel Gripp Jr 1 Prof. Ms. Éder Teixeira Marques Rômulo Parma Gonçalves 3 Rafael José de Oliveira Andrade

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UFV – Departamento de Engenharia Civil 36570-000 Viçosa MG 1 jgripp@ufv.br 2 eder@ufv.br 3 romuloparma@yahoo.com.br 4 rafaeljoaufv@yahoo.com.br

Resumo: O campo de avaliações de imóveis rurais é vasto e necessita de profissionais habilitados e dispostos à atuação. Geralmente, os habilitados e mais indicados para trabalhar na área, são os Engenheiros Agrimensores, Civis, Agrônomos, Economistas, Corretores e Administradores. Também é verdade que se sobressaem aqueles que além da habilitação, possuem conhecimentos sobre as outras profissões supracitadas. Neste trabalho, estão as descrições dos métodos mais utilizados e citados por autores de avaliação de imóveis rurais e de engenharia de avaliações. A proposta apresentada indica a escolha do método de avaliação mais usado, o que não quer dizer que seja o melhor ou mais preciso, porém será apresentado um exemplo de aplicação deste método em um imóvel rural, onde será apenas calculado o valor da terra nua, excluindo as benfeitorias, edificações e as culturas. Almeja-se dar ênfase a um trabalho simples e confiável, que possa servir de base para consulta rápida e direta a profissionais que se interessam a realizar trabalhos nesta área. Palavras chaves: Avaliação; Imóvel; Rural. Abstract: The rural immobile evaluation is a vast area that needs qualified professionals disposed to the performance. The qualified professionals and more suitable to work in the area usually are Engineers Surveyors, Civil, Agronomists, Economists, Brokers and Administrators. It’s also true that, besides the qualification, stands out the ones that have knowledge on the other mentioned professions. This work describes the most used and cited methods by rural immobile evaluation and engineering evaluation authors. The present proposal indicates the choice of the most used evaluation method, but, it does not mean to say that it is the better or most precise, however, an application example of this method on a rural immobile will be present, and will be calculated only the nude earth value, excluding the improvements, constructions and crop cultures. The deal is to give emphasis to a simple and trusty work, which could serve to quick and direct query by professionals interested to work on this area. Keywords: Assessment; Real State; Rural.

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Então. Desde logo. há as benfeitorias. abrangendo os métodos Comparativos de Dados de 2/9 . tem a sua metodologia diversa daquela que normalmente se aplica a uma propriedade rural. Será apresentada como estudo de caso. mas sim em R$/m². é importante entender que o valor. instalações. o que os tornaria mais bem valorizados. pecuária ou agroindustrial. veículos licenciados e fora de estrada. quer através de iniciativa privada. que são qualquer melhoramento concedido pelo homem. define-se: "Imóvel Rural". direitos. é de se pesar consideravelmente tal circunstância. mas sim que tenha seu meio de exploração com finalidades rurais. semoventes. da Constituição Federal de 1988. 3 Revisão Bibliográfica As propriedades rurais são o conjunto de bens. dando margens assim a possibilidades de consultas rápidas e conclusões objetivas sobre uma das opções de avaliação de imóveis rurais. (IBAPE-SP).504. que há a avaliação de imóveis em que se abrange a observação e a perícia do subsolo. de 30 de novembro de 1. 2 Objetivo O objetivo desse trabalho é avaliar imóveis rurais utilizando métodos consagrados de avaliação. espera-se obter dados suficientes para que se conclua de acordo com os resultados. principalmente porque a avaliação. reflorestamento. seria mais viável que estes bens não fossem avaliados em R$/ha. como culturas. Evidentemente. Para que o imóvel seja considerado rural. 4 Métodos de Avaliação de Bens Imóveis A escolha dos Métodos e Critérios de avaliação será feita em função da natureza do bem e as principais metodologias existentes estão classificadas em dois grupos distintos (DESLANDES): O primeiro é onde se encaixam os Métodos Diretos. Após a pesquisa. o prédio rústico. onde profissionais habilitados para esse tipo de avaliação são os geólogos e os engenheiros de minas. ou resultado final de uma avaliação. que regula os direitos e obrigações concernentes aos bens imóveis rurais. (Glossário de terminologia do IBAPE-SP). de área contínua qualquer que seja a sua localização que se destina à exploração extrativa agrícola. gravames. ainda que situada em zona de expansão urbana ou mesmo em zona rural. frutos e direitos. sobre o processo e a aceitabilidade desses. não basta que se situe em área rural ou não urbana. a avaliação de uma propriedade situada na zona da mata de Minas Gerais. art. florestas nativas e reflorestamentos (DESLANDES). sem sofrer qualquer tipo de dano ou fratura. esse trabalho ficará restrito apenas à avaliação de bens rurais sem fins de produção mineral e outros do tipo. convém esclarecer que: se qualquer propriedade rural apresenta a possibilidade de ser urbanizada. depende de um mercado livre. culturas.COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 1 Introdução Avaliação de imóveis é a determinação técnica do valor de um imóvel ou de seus rendimentos. criação de semoventes. quando as propriedades rurais oferecem perspectivas de urbanização a curto prazo. (DESLANDES). para os fins de execução da Reforma Agrária e promoção da Política Agrícola. que não pode ser retirado ou removido. Não se pode esquecer também. pelas suas atribuições e competência. Para os efeitos da Lei 4. como a especulação dos imóveis para fins de exploração urbana. que na maioria das vezes envolve pesquisas vindo das mais simples às mais complexas. seguros. No entanto. 4°. para uma data e um lugar determinado. máquinas e equipamentos. etc. faz-se necessário entender também que além do terreno ou da terra nua. onde a oferta e a procura são os fatores principais e que justificam os resultados. São também objetos de avaliação de imóveis rurais. ou de um empreendimento.964. frutos. quer através de planos públicos de valorização. No âmbito da avaliação de bens imóveis. neste caso.

onde o resultado final é quase sempre satisfatório e muito próximo do justo. ou em certas épocas. pela eficiência e simplicidade de sua execução. o Valor de Mercado é determinado pela comparação direta com outros imóveis semelhantes ao avaliando. que na maioria das vezes. 4. o valor encontrado em mercado multiplicado por 0. Cabe. tanto do próprio imóvel. cujas informações ou dados de mercado são obtidos valendo-se de entrevistas. para recreação ou para armazenamento de água. Classe III – Terras cultiváveis com problemas complexos de conservação. que se trata dos Métodos Indiretos. Classe VII – Terras cultiváveis apenas em casos especiais de algumas culturas e adaptadas em geral para pastagens ou reflorestamentos. 4. 1971. nesse procedimento. o método mais direto de obtenção de valores de imóveis (terra nua. Classe VI – Terras cultiváveis apenas em casos especiais de algumas culturas permanentes e adaptadas em geral para pastagens ou reflorestamentos. Por esse método. pois qualquer desses valores terá uma elasticidade de negociação. sugere-se então um fator de multiplicação de 0. ao avaliador comparar as informações de mercado. com problemas simples de conservação. documentações de transferência. Tudo isso não quer dizer que os métodos diretos sejam os mais precisos. cadastros ou informações de corretores. Mas em épocas excepcionais. benfeitoria e semoventes). pois. apenas onde possa haver abundância de informações. Terras Cultiváveis apenas em casos especiais de algumas culturas permanentes e adaptadas em geral a pastagens ou reflorestamento: Classe V – Terras cultiváveis apenas em casos especiais de algumas culturas permanentes e adaptadas em geral para pastagens ou reflorestamentos. Terras impróprias para vegetação produtivas e próprias para proteção da fauna silvestre. como aquelas em que a movimentação é baixa e não há como obter dados recentes. fácil e eficiente. os elementos pesquisados e o imóvel avaliando são comparados de acordo com os parâmetros do Manual Brasileiro para Levantamento da Capacidade de Uso da Terra – ETA – Brasil/Estados Unidos. pois isso dependerá de cada situação distinta a se enfrentar diante a tarefa de avaliação de qualquer bem imóvel. sendo elas: Terras Cultiváveis: Classe I – Terras cultiváveis aparentemente sem problemas especiais de conservação. Índices esses que podem ser tanto de redução como de acréscimo do valor pesquisado de mercado. encontra-se o método da Renda. com problemas complexos de conservação.80. levando em consideração todas as características intrínsecas e extrínsecas do imóvel avaliando em relação aos paradigmas. O que normalmente se vê. que esse método é considerado rápido. é expresso em R$/ha. o Involutivo e o Residual. visitas técnicas. esteja um pouco estagnada.90.1. que em sua III aproximação estabelece as diferenças entre as 8 Classes de Solos. quando os dados não estejam atualizados e a movimentação no mercado de compra e venda de bens imóveis. de Opinião Direta. seguindo-se para uma homogeneização dos valores unitários. 3/9 .Fator de Fonte: Muitos autores da área citam vários índices como fator de fonte. Após a coleta de informações de mercado. é uma redução de 10% do valor total. Portanto. Classe IV – Terras cultiváveis apenas ocasionalmente ou em extensão limitada com sérios problemas de conservação. Deve-se lembrar também. do Custo de Reprodução ou Reposição. 4. onde estes consistem na subtração ou acréscimo dos valores relativos às suas benfeitorias reprodutivas ou não-reprodutivas de seu valor global. sem problemas de conservação. Caso contrário. (DESLANDES).Fator de Capacidade de Uso da Terra: Relaciona-se diretamente duas variáveis.1 . ou seja.1 Método Comparativo É considerado por muitos autores e experientes na área de engenharia de avaliações. com relação à sua Capacidade de Uso (DESLANDES). Classe II – Terras cultiváveis com problemas simples de conservação.1. uma é a capacidade da terra de produzir renda. e isso é possível de se acontecer em certas regiões do país. o método é falho. e outra é o potencial de produção da renda. Já no segundo.COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 Mercado.2 . (DESLANDES). anúncios de jornais ou revistas. há a necessidade de se utilizar critérios de classificação dos elementos pesquisados. quanto dos imóveis a que se comparar.

com várias nascentes perenes e intermitentes. bebedouros. poços artesianos. bebedouros. lagoas. represas. N° 01 TIPO Muito Bom Tabela 3 – (DESLANDES.00 VII 35.00 II 90.Fator de Recursos Hídricos: Procura corrigir a discrepância dos valores através de índices comparativos que tornam homogêneos os elementos quanto à riqueza de sua rede hidrográfica. Mendes Sobrinho.14. represas.00 IV 65.00 VI 40.00 II 95. ou nascentes perenes e intermitentes. citado por (MOREIRA. etc.50.00 VIII 20. poços artesianos. etc. quando relacionados “a qualidade. caixas d’água. Sistemática de Desapropriação por Interesse Social. caixas d’água.1.00 V 50.00 Há também a Instrução Normativa n°08. cisternas. etc. etc. ESCALA DE VALOR Entre 1. 03 Normal 4/9 . etc. Recursos artificiais: serviços de fornecimento público. Entre 1. 02 Bom Entre 1. poços artesianos.00 VI 45. açudes. quando relacionados à quantidade. represas. açudes.COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 Classe VIII – Terras impróprias para cultura. 1997) Capacidade de uso do solo e seu valor relativo a cada classe. lagoas.29. o engenheiro agrônomo O. 2002) QUALIFICAÇÕES Recursos naturais: margem de rios secundários. nascentes perenes e intermitentes. que no seu anexo apresenta os seguintes valores como os mais adaptados às condições de Minas Gerais. em função do percentual da renda líquida ESCALA DE VALOR CLASSE DE SOLO (% de renda líquida) I 100.00 V 55. qualidade e distribuição dos recursos hídricos.3 . levando em conta a quantidade. como ambiente para recreação ou para fins de armazenamento de água. norma interna do INCRA. podendo servir apenas como abrigo da fauna silvestre. T.00 VII 30. córregos ou veredas. quantidade e distribuição dos recursos hídricos". lagoas. formulando a seguinte tabela: Tabela 2 – (DESLANDES.15 e 1. bebedouros. a qualidade e a distribuição de águas superficiais pelas propriedades (DESLANDES). córregos ou veredas. 2002) Capacidade de uso do solo e seu valor relativo a cada classe. etc.00 VIII 30. caixas d’água.00 IV 55.01 e 1.30 e 1.00 4.00 III 75. Recursos naturais: margem de rio secundário. Recursos naturais: margem de rio secundário. quando relacionados à quantidade. de 1993. pastagem ou reflorestamento.00 III 75. córregos ou veredas. Relacionando o Percentual de Renda Líquida com as oito classes de solos estabelecidas pelo Manual Brasileiro para Levantamento da Capacidade de Uso da Terra. Recursos artificiais: cisternas. qualidade e distribuição dos recursos hídricos. 1997). propôs um escalonamento deste valor. açudes. formulando a seguinte tabela: Tabela 1 – (MOREIRA. em função do percentual da renda líquida ESCALA DE VALOR CLASSE DE SOLO (% de renda líquida) I 100. ou de grande rio. Recursos artificiais: cisternas.

qualidade e distribuição dos recursos hídricos não contribuem para melhorar as condições do imóvel rural. Fazendo-se uma Homogeneização dos Elementos de Pesquisa.Fator de Correção de Área (FA): Muitos dos fatores de área encontrados em literaturas. qualidade e distribuição dos recursos hídricos. se temporário ou perene. córregos ou veredas. SITUAÇÃO Muito Bom Bom Normal Regular Ruim Muito Ruim Tabela 4 – (DESLANDES.99 0. então: → FA = 8 ( AEP ) + 1 AEA 2 (01). determina-se o custo de reprodução ou de substituição do imóvel avaliado. 05 Ruim Recursos naturais ou artificiais que não possibilitem a total utilização do imóvel. Entre 0. caixas d’água. 5/9 . o que impossibilita a utilização do imóvel.1.20 1.11 a 1.00 1.COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 04 Regular Recursos naturais: nascentes perenes e intermitentes. é necessária uma observação minuciosa do resultado alterado por este fator.Fator de Acesso: Neste. ( )≥ ( AEP ) + 1 AEA (02).1. se natural ou artificial. etc.79. poços artesianos. etc. quando a quantidade. a diferença reside em se avaliar benfeitorias análogas. açudes. quando relacionados à quantidade.1. podem ser utilizados vários fatores. 2002) TIPO DE ACESSO PRATICABILIDADE Asfalto Todo o ano Asfalto + pouca terra Todo o ano Asfalto + muita terra Todo o ano Terra Todo o ano Muita terra Parte do ano Obstáculos Parte do ano ESCALA DE VALOR 1. as distâncias a pontos de referência.89 4. devemos levar em conta os fatores de depreciação física e funcional. dependendo da vocação regional e natural do imóvel. então → FA = 4 0. sendo eles: 4. dentro de sua vocação regional e natural. se ótimo. Muito usado para avaliação de construções quando.99.5 .2 Método de Custo Este é um método em que o valor das benfeitorias resulta de orçamento sumário ou detalhado da composição do custo de outras (FIKER). Se ( )< AEP AEA AEP AEA 0.6 . 30 . no segundo caso. 4.01 a 1.80 e 0. Recursos artificiais: cisternas.90 a 0. semelhante ao primeiro. considerado seu uso (finalidade capacidade). Se 2 Sendo: AEP = Área do Elemento Pesquisado.4 . regular ou ruim.00. represas. AEA = Área do Elemento Avaliado (DESLANDES). e levar em conta além do tipo de via. portanto. através de orçamentos. não conseguem satisfazer a todas as situações de correção.80 a 0. Entre 0. Inexistência de recursos naturais ou artificiais. 4. 06 Muito Ruim Fixo em 1.10 1.Fator de Transposição: Visa corrigir as diferenças de valores referentes ao posicionamento encontrado entre os imóveis pesquisados e o avaliando (DESLANDES).50 e 0. bebedouros. qual seria o melhor.00 0. mas não iguais que substituam as existentes. 30 . se mais de um. lagoas. o importante é comparar os acessos à propriedade. No primeiro caso. dentro de sua vocação regional e natural.

ou vice-versa (FIKER). e até para fins de desapropriação é válido aplicar as metodologias de avaliação propostas. pois uma pequena variação delas determina grande diferença no valor final procurado. surge uma questão muito interessante. tanto para compra e venda como para o arrendamento.40 ha 6/9 . A dificuldade que o método apresenta. como o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). 5 Aplicações da Avaliação: Após citar os principais métodos de avaliação de bens imóveis. subtrai-se desse valor total. quando e como aplicar esta metodologia? Para responder esta pergunta. A avaliação também poderá servir para que um profissional possa fazer sua proposta de honorários baseada no valor venal do imóvel. Pode ainda haver a necessidade de se subtrair também uma parte correspondente ao lucro e às taxas financeiras e administrativas que oneram o valor final do imóvel.3 Método da Renda É um método em que o valor do imóvel – ou de suas partes constitutivas – é obtido pela capitalização da sua renda líquida real ou prevista (FIKER). usando a proporcionalidade como exemplo. Quando aplicar? A avaliação de imóveis deverá ser aplicada quando houver a necessidade de compra ou venda da propriedade. como o ITR (Imposto Territorial Rural). Para aplicar a avaliação. para uma justa negociação do bem. Onde aplicar? Estes métodos de avaliação podem ser aplicados tanto em imóveis rurais quanto urbanos. onde para se encontrar o valor do terreno. para que as dificuldades encontradas na aplicação fossem levantadas e discutidas com o intuito de serem resolvidas da melhor maneira possível.4 Método Residual Este é calculado a partir do valor total do imóvel. basta o conhecimento do profissional e os dados disponíveis aos cálculos. 6 Exemplo Prático de Avaliação (Método Comparativo) 6. diz respeito à fixação das taxas a serem consideradas. A aplicação pode ser muito útil em vários sentidos.Exemplo de cálculo de fator de correção de área: Elemento de pesquisa número 01. quanto para que as partes negociantes se satisfaçam com a possível transação. um exemplo de aplicação da avaliação de imóvel rural. também pode colaborar para uma justa cobrança de impostos. Área do elemento pesquisado (AEP): 61. Por exemplo.COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 4. Poderá também ser aplicada para a geração de uma planta genérica de valores de um município. . tanto como fator de comparação para outras. A seguir. os resultados encontrados podem ser usados para uma justa cobrança de impostos. o valor da benfeitoria. no caso de avaliação de imóveis urbanos.1 Homogeneização dos Elementos de Pesquisa Os elementos obtidos para comparação receberam tratamento adequado de modo a torná-los comparáveis ao imóvel avaliando. Onde. desde que cada um deles seja aprimorado ao imóvel avaliando. onde serão detalhados todos os passos necessários à execução do trabalho.35 ha Área do elemento avaliado (AEA): 119. 4. E quando a avaliação é no meio rural. quando se gera uma planta genérica de valores. foi proposto um exemplo prático de avaliação de um imóvel rural.

2: Na Tabela V.03x1. o acréscimo.95x1.42. Os fatores de fonte e de transposição foram obtidos a partir de observações das condições atuais dos objetos de comparação in loco.00 1.02 Fator de Áre a I 0.35ha = 0. deve-se ao fato da propriedade pesquisada n°01. Obs.514 119.00x0. Resumo da Análise Estatística: Tabela 6 – (Tabela de Cálculos Estatísticos) Ele me n to Estatístico Média Homogeneizada Desvio-P adrão Variância Número de Amostras Graus de Liberdade Coeficiente de Student Coeficiente de Chauvenet Intervalo de Confiança S im bologia δ χ δ Valor 5295. e com base nas Tabelas II. alterando assim seu valor real de compra e venda. em que o valor inserido equivale a um acréscimo de 2%.89 Re su l tados (R$/ha) 9529. Os resultados foram obtidos multiplicando-se em cada linha. linha 01. Já que a propriedade 05 possui as mesmas características das outras. ter sido negociada em condições especiais.97 = 9529.00 0.45 Err:503 Obs.90 0.00x0.05 Fator de Tran sposição 1. Já os fatores de capacidade de uso.90 Fator de Ace sso 1.90 0.01 1.00 Mé di a 0. que é inferior a 30%.00 4035. III e IV. obtém-se a raiz oitava desse valor que é igual a 0.00x0. em seguida. adiciona-se uma unidade ao valor encontrado e depois divide por dois.00 1.C.75 Fator de Re cu rsos Hídricos 0.90 0. apesar das mesmas características das demais.90 0.53 1.95 0.65 2067. de recursos hídricos e de acesso foram alcançados de acordo com apreciação in loco das condições dos objetos de comparação.00 1. Assim temos: 8 0. I.80x1.00 0.COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 Relação entre as áreas: 61.97. Homogeneização e Cálculos Estatísticos: Tabela 5 – (Tabela de Homogeneização) N° 01 02 03 04 05 Val or Fator de Uni tário Fon te (R$/h a) 12550.28 Unidade R$/ha R$/ha R$/ha amostras unidades 2 n gl t(90%) d/s crit. coluna por coluna.30 10687.42 3385.40 6188. 40ha Nesse caso a relação foi de 51.90 Fator de C apaci dade de Uso 1. coluna “Fator de Transposição”.97 0. coluna “Fator de Fonte”. O motivo dessa diferença entre os demais.50 7344.03 1.97 0.1: Na Tabela V. justifica-se então.05 2702.85 0.90 0. observa-se que o valor inserido equivale a 0.90 0.80 4696.85 0. linha 05.32 7302554.550.00 1.52 5 4 1.96 0.97 Fator de área (FA) = 0.4%.03 1.94 4596. então para realização dos cálculos. R$/ha 7/9 .757.04 2775.90 0.03 1. Ex.: Resultado N° 01 = 12. 757 = 0.90 0. deve-se ao fato da propriedade pesquisada n°05 situar-se numa área em que o valor unitário da terra é um pouco inferior ao local onde encontra-se o objeto avaliado.80.

com a Média Aritmética (X). 2002). eliminando. estabelecido e tabelado para cada quantidade “n” de elementos pesquisados (DESLANDES. Os coeficientes “t” de Student e de Chauvenet. -2067. comparando-se a relação entre os extremos de maiores diferenças. quando necessário.4 Cálculo do Valor da Terra Nua Para o imóvel em epígrafe.90) * (07). Variância: δ = 2 ( xi − χ ) 2 n− 1 (05).05 5295. e dividindo pelo Desvio-Padrão ( δ ).C.28 C am po de Arbítri o 3227. A fórmula de cálculo dos Desvios Observados é a seguinte: d / s (obs ) = ExtremoSuperior − X δ (08).11 4234. Tabela 8 – (Tabela de Determinação do Campo de Arbítrio) Lim ite s Inferior Superior Mé dia 5295. Esse procedimento determina o desvio observado (d/s Crit.93 1.77 7362.3 Determinação do Campo de Arbítrio O campo de Arbítrio é o intervalo no qual o Avaliador tem liberdade de definir e adotar o melhor e único valor da avaliação (DESLANDES. d / s (obs ) = X − ExtremoInferior δ Tabela 7 – (Tabela Critério de Chauvenet) El e m e n tos Extre m os Inferior Superior Di fe re n ça 2519. com n=5 (03).C . este é o procedimento comumente adotado para testar a compatibilidade dos elementos amostrais.57 Tabe l ado (d/s crit) < 1.2 Eliminação de Dados Suspeitos – Critério de Chauvenet Entre outros testes existentes. Desvio-Padrão: δ = ∑ n i= 1 ( xi − χ ) 2 n− 1 (04). (06).COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 Fórmulas Estatísticas: Média Homogeneizada: χ = ∑ n i= 1 ∑ n xi n i= 1 . δ n− 1 Graus de Liberdade: gl = n-1 Intervalo de Confiança: I . com área de 119.65 C on statação Amostra Segura Amostra Segura Como não houve a necessidade de saneamento de possíveis elementos discrepantes.33 6.37 O bse rvado (d/s obs) 0. (09). Executa-se o teste. os seguintes parâmetros avaliatórios: 8/9 . e portanto de maior desvio. prossegue-se. os dados de maior discrepância em relação à média. 6. determinamos estatisticamente dentre os valores homogeneizados. = t(0. 2002). resguardados dentro de um intervalo de confiança de 80% (oitenta por cento).28 2067.05 I. são tabelados. 6.).40 ha.65 < 1.

05/ha Campo de Arbítrio: Limite Inferior = R$3. Guilherme B. além de estar habilitado. aplicação da metodologia de avaliação.COBRAC 2006 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis · 15 a 19 de Outubro 2006 Média Aritmética: R$5. cálculos e resultados satisfatórios. 1. conclui-se que os objetivos traçados foram alcançados com sucesso.617. mantendo os mesmos fundamentos teóricos.983. “Avaliação de Propriedades Rurais” – Nobel.40 ha Valor da Terra Nua: R$ 600. IBGE. 7 Conclusão Após a coleta de dados de campo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.030. 1.br/municipios/mostrar_municipio.ibge. 2.979. PINI. José. Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícia. 5% (cinco por cento) aproximadamente inferior ao Valor Médio.org. GUIA 4 RODAS.002. José Octavio de.030. 4ª Edição – São Paulo. 5ª Edição – São Paulo. pode também ser aplicado para a avaliação de imóveis urbanos. PINI. 3ª Edição – São Paulo. 8 Referências Bibliográficas BRASILCHANNEL: http://brasilchannel. “Avaliação de Imóveis Urbanos e Rurais” – Companhia Editora Nacional. Eng. e com isso foi inserido o Valor Adotado dentro da Classe de Freqüência imperativa (DESLANDES).30/ha (cinco mil e trinta reais e trinta centavos por hectare). 1. o seguinte trabalho fornece parâmetros suficientes para que se possa avaliar pretensiosamente um imóvel rural com suas benfeitorias. “Método de Comparação de Mercado”. a idéia de que nem sempre os resultados para este tipo de método serão os mais justos e precisos.77/ha Limite Superior = R$7. D. 1. Reforçando ainda. VEGNI-NERI. MOREIRA. 03/2006. 9/9 . IBAPE-SP.295. pelo fato da Fazenda Cruzeiro do Sul ser incapaz de imediato. “Avaliação de Imóveis Urbanos” – Ed. SOUZA.227. O método utilizado. “Princípios de Engenharia de Avaliações” – Ed. Software Versão 2004 – Editora Abril. desde que sejam aprimoradas as técnicas de aplicação e comparação.30 x 119. FIKER. Alberto Lélio. 4ª Edição – São Paulo. O Valor Adotado encontra-se dentro do Intervalo de Confiança. ele necessita de atualização e conhecimento de normas e leis em vigor para uma boa atuação neste vasto mercado de trabalho. DESLANDES. Cristiano Augusto.com.33/ha Valor Adotado: R$ 5.362. Eng. www. 02/2006..br online. “Avaliação de Imóveis Rurais” – Editora Aprenda Fácil Viçosa-MG. ou seja.asp?nome=Ubá&uf=M online. Apesar de a avaliação ter sido feita apenas para valores de terra nua.997. alcançar toda plenitude de sua capacidade produtiva (carente de reformas).80 Foi adotado o valor de R$5.997. Ao profissional que se interessar pela avaliação.

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