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Compulsão Sexual

O documento discute a compulsão sexual, definida por fantasias e comportamentos sexuais excessivos que causam consequências adversas. A compulsão está ligada à ansiedade e outros distúrbios obsessivos, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade de se concentrar em outras coisas. Com o tempo, os comportamentos sexuais compulsivos pioram e causam problemas pessoais, familiares e profissionais.
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Compulsão Sexual

O documento discute a compulsão sexual, definida por fantasias e comportamentos sexuais excessivos que causam consequências adversas. A compulsão está ligada à ansiedade e outros distúrbios obsessivos, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade de se concentrar em outras coisas. Com o tempo, os comportamentos sexuais compulsivos pioram e causam problemas pessoais, familiares e profissionais.
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Compulsão sexual

A Compulsão Sexual é caracterizada por fantasias e comportamentos sexuais (por exemplo,


masturbação excessiva, o uso excessivo de pornografia, múltiplos parceiros sexuais
ocasionais) que aumentam de intensidade e frequência ao longo do tempo causando
consequências adversas na vida, incluindo as aspirações pessoais, relações interpessoais, e
atividades profissionais (Kalichman e Rompa, 1995; Black, 2000; Goodman, 2001; Raymond et
al, 2003;. Muench e Parsons, 2004; Parsons et al, 2007a;. Kuzma e Black, 2008; Kafka, 2010;
Morgenstern et al, 2011;. Parsons et al, 2012).

Está ligado, em maior parte, à ansiedade, bem como outros distúrbios obsessivos compulsivos.
Consequentemente, o compulsivo sexual enfrenta dificuldades em se concentrar no que não
envolve a ideia de sexo. Nesse caminho, se mostra vulnerável a ter problemas familiares,
relacionamentos e trabalho.

A doença pode ser ignorada porque está diretamente ligada ao prazer e isso, no começo, não
parece ser ruim. Graças a isso que o compulsivo convive com o problema durante anos antes
de procurar ajuda e perceber a gravidade.

Existe uma diferença absurda entre ser compulsivo e adorar sexo. O fato de alguém ter
fantasias sexuais e uma vida sexual intensa, de modo algum significa compulsão sexual. Ter
muita libido não caracteriza um transtorno. Uma pessoa com hipersexualidade se movimenta
para obter prazer mas não destrói a sua vida profissional, social e amorosa.

A diferença é que o compulsivo não resiste aos pensamentos e desejos sexuais, que precisam
ser sempre saciados naquele instante, não importando com quem ou como. Sua ação é por
impulso, na maioria das vezes, sem premeditar. É comum que, mesmo no ambiente de
trabalho, quando o impulso aparece, o compulsivo se dirija ao banheiro do local de trabalho
para masturbar-se. Em casos avançados, quando já se perdeu qualquer controle, pode-se
mesmo ausentar do local de trabalho à procura de sexo. A pessoa compulsiva por sexo cede
aos desejos e às fantasias sexuais sem questionar se são convenientes socialmente ou mesmo
individualmente.

Com o passar do tempo, os comportamentos sexuais como, por exemplo, uso excessivo de
pornografia digital, múltiplos parceiros sexuais reais ou virtuais, gastos financeiros abusivos
com profissionais do sexo ou até mesmo masturbação excessiva, vão aumentando mais e mais
de intensidade e frequência acarretando consequências desastrosas na vida pessoal, amorosa,
familiar, social, profissional e financeira do compulsivo.

Esse transtorno está diretamente relacionado à ansiedade e aos transtornos obsessivos


compulsivos. Quem sofre desse problema busca alívio em tudo que se relaciona à vida sexual
e sua atenção e concentração estão voltadas para tudo que diz respeito a sexo. Isto acarreta
queda de desempenho na vida profissional e uma vida social empobrecida, pois o sujeito não
se interessa pelos assuntos e problemas dos amigos e familiares. No âmbito amoroso a
questão é ainda mais complexa, pois envolve brigas constantes entre o casal, falta de
confiança no parceiro e até mesmo divórcio em função de traições constantes.

A estimativa é que de 2% a 6% da população mundial sofra compulsão sexual. A maioria ainda


é homem, mas aparecem casos em mulheres também. Pelo fato de sexo promover prazer e
estar associado à virilidade, a compulsão não parece trazer prejuízos para a pessoa no início.
A maioria convive com este transtorno por pelo menos três anos sem perceber que precisam
de ajuda. Só quando perdem o emprego, o dinheiro e o relacionamento acabam é que a ficha
começa a cair.

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS (Goodman)

O Comportamento sexual compulsivo ocorre quando apresentamos um comportamento sexual


MUITO frequente e pelo menos mais TRÊS dos seguintes aspectos, nos últimos 12 meses:

1. TOLERÂNCIA, nos entregamos a práticas sexuais cada vez mais intensas e freqüentes
para se obter a mesma satisfação que havia no início do quadro;
2. ABSTINÊNCIA, mal-estar físico e/ou psicológico, quando tentamos diminuir ou evitar o
sexo;
3. Ocupamos mais tempo e com maior intensidade com o sexo com outras pessoas ou nos
masturbando;
4. Fracassamos quando tentamos controlar o comportamento sexual;
5. Gastamos muito tempo e energia buscando o sexo;
6. Começamos a nos ocupar do sexo quando deveríamos estar trabalhando ou com
nossos entes queridos;
7. Continuamos com o comportamento sexual mesmo percebendo que está nos
prejudicando.
ESCALA DE RASTREAMENTO PARA DEPENDÊNCIA DE SEXO

1. Você sofreu abuso sexual quando criança ou na adolescência?


( ) Sim ( ) Não

2. Você tem assinado ou comprado regularmente revistas pornográficas?


( ) Sim ( ) Não

3. Seus pais tiveram problemas de ordem sexual?


( ) Sim ( ) Não

4. Você freqüentemente se percebe preocupado com questões sexuais?


( ) Sim ( ) Não

5. Você acha que seu comportamento sexual não é normal?


( ) Sim ( ) Não

6. Sua(eu) esposa(o) ou companheira(o) se preocupa ou até mesmo reclama de seu


comportamento sexual?
( ) Sim ( ) Não

7. Para você é difícil interromper seu comportamento sexual mesmo sabendo que é
inadequado?
( ) Sim ( ) Não

8. Você chega a se sentir mal por causa de sua conduta sexual?


( ) Sim ( ) Não

9. Sua conduta sexual já causou problemas a você ou à sua família?


( ) Sim ( ) Não

10. Você alguma vez buscou ajuda para lidar com comportamentos sexuais de que não
gostava?
( ) Sim ( ) Não

11. Você já chegou a se preocupar com o fato das pessoas descobrirem a respeito de suas
atividades sexuais?
( ) Sim ( ) Não

12. Alguém já se feriu emocionalmente devido à sua conduta sexual?


( ) Sim ( ) Não

13. Alguma de suas atividades sexuais é ilegal?


( ) Sim ( ) Não

14. Você já prometeu deixar de fazer alguma coisa relacionada ao seu comportamento sexual?
( ) Sim ( ) Não

15. Você já fez alguma tentativa de interromper algum aspecto de sua conduta sexual e acabou
não conseguindo?
( ) Sim ( ) Não

16. Você tem que esconder dos outros algum aspecto de seu comportamento sexual?
( ) Sim ( ) Não
17. Você já tentou parar de fazer alguma coisa relacionada a sua atividade sexual?
( ) Sim ( ) Não

18. Você já achou que o seu comportamento sexual era degradante?


( ) Sim ( ) Não

19. Para você, sexo é uma forma de escapar de seus problemas?


( ) Sim ( ) Não

20. Você se sente deprimido após fazer sexo?


( ) Sim ( ) Não

21. Você já sentiu necessidade de deixar de praticar alguma forma de comportamento sexual?
( ) Sim ( ) Não

22. Sua atividade sexual interfere em sua vida familiar?


( ) Sim ( ) Não

23. Você já manteve práticas sexuais com menores de idade?


( ) Sim ( ) Não

24. Você sente que é controlado por seu desejo sexual?


( ) Sim ( ) Não

25. Você sente que seu desejo sexual é mais forte do que você?
( ) Sim ( ) Não

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