Aplicação dos princípios
oncológicos no acompanhamento
clínico de alterações pulmonares
decorrentes das neoplasias
pulmonares
Maria Eduarda (coordenadora)
Ana Luiza
Samuel Rosmann
André Mendes
Matheus Sousa (secretário)
Fatores de risco
● O câncer de pulmão é a neoplasia que mais mata em todo o
mundo
● Tabagismo
● Antecedente familiar de Câncer de Pulmão em parentes de
primeiro grau, exposição à radiação (urânio ou radônio) e
exposição a asbestos. O halogênio, a pneumonite intersticial
crônica, o arsênico (encontrado em pesticidas e herbicidas), a
radiação ionizante, a poluição atmosférica, a exposição a
níquel e crômio e ao cloreto de vinila são outros fatores
reconhecidos.
Prevenção
● A cessação do tabagismo é o principal fator de diminuição do
risco, que depende da carga tabágica, de fatores genéticos,
imunológicos, nutricionais, ocupacionais e ambientais
Rastreamento
● Recomenda-se o rastreamento a partir dos 50 anos de idade em
indivíduos com carga tabágica mínima de 20 anos-maço quando
outro fator de risco além do tabagismo estiver envolvido
● Tomografia computadorizada de baixa potência
Sinais e sintomas
● Na fase inicial, o Câncer de Pulmão é assintomático e só pode ser
detectado por exames radiológicos ou endoscópicos. Vinte por
cento dos diagnósticos são realizados nos estágios iniciais
● Os sintomas dependem de localização, extensão e produção de
substâncias pelo tumor. Tosse, dor torácica, hemoptise, dispneia
são sinais e sintomas de doença localizada. Astenia, perda do
apetite e dor óssea remetem a doença disseminada
Sinais e sintomas
● Dispneia pode estar relacionada a obstrução brônquica, derrame
pleural, consolidação do parênquima pulmonar ou paralisia
diafragmática. Se houver disseminação linfática, linfonodos
estarão palpáveis nas cadeias supraclaviculares ou escalênicas
● Metástases hepáticas podem levar a dor ou massa palpável em
hipocôndrio direito. Síndrome de Pancoast: dor em membro
superior, atrofia muscular e edema são resultados de invasão do
plexo braquial e da veia subclávia. Miose, ptose, hemi-anidrose
facial e enoftalmia (Síndrome de Horner) são decorrentes de
invasão dos nervos simpáticos cervicais.
Sinais e sintomas
● Rouquidão pode significar paralisia de nervo laríngeo
recorrente. Déficits neurológicos e cefaléias denotam doença
cerebral metastá[Link] de segmento cefálico e de membros
superiores remetem à Síndrome da Veia Cava [Link]
muscular do tipo miastenia: Síndrome de Lambert-Eaton.
Trombose de membro superior ou inferior: Síndrome de
Trousseau.
Diagnóstico
● A avaliação inicial com exame físico, exames de sangue, seguidos
de radiografia de tórax levarão à suspeita de câncer pulmonar,
devido à presença de nódulo, derrame pleural, atelectasia,
massas pulmonares ou mediastinais
● A Tomografia de Tórax, e eventualmente a Ressonância
Magnética do Tórax avaliam a extensão tumoral e sua relação
com os diversos órgãos do tórax, bem como a parede torácica, a
coluna vertebral, e a cavidade pleural e pericárdica.
● A Broncoscopia avalia lesões obstrutivas e infiltrativas.
Diagnóstico: tipos histológicos
● Os tipos histológicos principais são o Adenocarcinoma, o
Carcinoma Espinocelular, o Carcinoma Neuroendócrino de
Grandes Células e o Carcinoma Neuroendócrino de Pequenas
Células.
● Testes imunoistoquímicos são necessários para alcançar melhor
definição histológica.
Estadiamento
Tratamento
● Câncer de Pulmão Não-Pequenas Células: cirurgia é o
tratamento de escolha para o estágio inicial( I e II)
● A cirurgia radical inclui a segmentectomia, a lobectomia ou a
pneumonectomia associada à linfonodectomia mediastinal
● Outras intervenções incluem ressecção parcial de estruturas da
parede torácica, mediastino, diafragma, corpo vertebral,
traqueia, e brônquios com as respectivas reconstruções
Tratamento
● Além da cirurgia, existem radioterapia, quimioterapia,
terapias-alvo moleculares
Seguimento
● O acompanhamento do paciente com câncer deve envolver
atenção para sintomas novos, que podem estar relacionados a
recidivas, progressão da doença ou complicações do
tratamento. Recomenda-se exame físico, laboratorial, e
Tomografia de Tórax a cada 6-12 meses por dois anos. Depois
disso o seguimento é anual.
Referências bibliográficas
Vieira, Sabas Carlos. Oncologia básica para profissionais de
saúde. Teresina: EDUFPI, 2016. 172 p.
Medicina Interna de Harrison - 2 Volumes - 18ª Ed. 2013 .
AMGH Editora.