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Psicodiagnóstico Nas Abordagens

Psicologia e os transtornos mentais
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PSICODIAGNÓSTICO EM PSICANÁLISE:

O diagnóstico em psicanálise difere de abordagens mais tradicionais da psicologia e psiquiatria.


Em vez de se concentrar apenas nos sintomas manifestos, a psicanálise busca compreender as
dinâmicas inconscientes subjacentes que podem estar contribuindo para os problemas do
paciente.

Em geral, o processo diagnóstico em psicanálise envolve:

1. Entrevista inicial: O psicanalista realiza uma série de entrevistas com o paciente para obter
uma compreensão detalhada de sua história de vida, experiências passadas e problemas
atuais.

2. Análise das associações livres: Durante as sessões de psicanálise, o paciente é encorajado a


falar livremente sobre seus pensamentos, sentimentos e memórias sem censura. O analista
presta atenção às associações que surgem, buscando padrões recorrentes, lapsos na fala (atos
falhos) e resistências.

3. Interpretação: Com base nas informações obtidas nas entrevistas e nas sessões de análise, o
psicanalista faz interpretações que ajudam o paciente a compreender os significados
subjacentes de seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. Isso pode envolver a
identificação de conflitos inconscientes, defesas psicológicas e padrões de relacionamento.

4. Formulação do diagnóstico: Em vez de rotular o paciente com um diagnóstico específico


conforme definido pelo DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou
pela CID (Classificação Internacional de Doenças), o psicanalista formula uma compreensão
mais ampla e dinâmica do paciente, considerando sua estrutura de personalidade, história de
vida e conflitos internos.

5. Processo em curso: O diagnóstico em psicanálise não é estático; é um processo contínuo


que evolui ao longo do tempo à medida que o paciente e o terapeuta exploram mais
profundamente os aspectos inconscientes da psique do paciente.

É importante notar que, na psicanálise, o foco não está apenas na eliminação dos sintomas,
mas também na compreensão e resolução dos conflitos subjacentes que podem estar
contribuindo para esses sintomas. Portanto, o diagnóstico em psicanálise é mais uma
compreensão dinâmica e profunda do paciente do que uma simples categorização de seus
problemas em termos de diagnósticos específicos.
PSICODIAGNÓSTICO EM TCC:

O psicodiagnóstico em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é um processo sistemático e


integrado que visa avaliar e compreender os problemas e dificuldades do paciente, bem como
identificar os fatores que contribuem para esses problemas. Aqui estão os passos principais
desse processo:

1. Entrevista inicial: O terapeuta conduz uma entrevista detalhada com o paciente para coletar
informações sobre sua história pessoal, história médica, história familiar, contexto
socioeconômico, bem como os problemas atuais que o paciente está enfrentando. Essa
entrevista pode ser estruturada utilizando questionários padronizados ou pode ser mais
aberta, dependendo das necessidades do paciente.

2. Avaliação psicológica: O terapeuta pode utilizar uma variedade de instrumentos de


avaliação psicológica, como questionários, escalas de avaliação e testes psicométricos, para
obter uma compreensão mais objetiva dos sintomas e das áreas de funcionamento do
paciente. Isso pode incluir avaliação da gravidade dos sintomas, níveis de ansiedade ou
depressão, habilidades sociais, entre outros aspectos relevantes.

3. Observação do comportamento: O terapeuta pode observar o comportamento do paciente


em diferentes situações, como durante a sessão de terapia ou em interações sociais, para
obter informações adicionais sobre seus padrões comportamentais, habilidades de
enfrentamento e interações interpessoais.

4.Formulação do caso: Com base nas informações coletadas durante a entrevista inicial e na
avaliação psicológica, o terapeuta desenvolve uma formulação de caso que inclui uma
compreensão dos fatores biológicos, psicológicos e sociais que contribuem para os problemas
do paciente. A formulação do caso ajuda a orientar o plano de tratamento e as intervenções
terapêuticas.

5. Feedback e discussão: O terapeuta fornece feedback ao paciente sobre os resultados da


avaliação psicológica e discute a formulação do caso, ajudando o paciente a entender melhor
seus problemas e identificar objetivos de tratamento. É importante que essa discussão seja
colaborativa, envolvendo o paciente no processo de tomada de decisões sobre o tratamento.

6. Planejamento do tratamento: Com base na formulação do caso e nos objetivos de


tratamento identificados, o terapeuta e o paciente desenvolvem um plano de tratamento que
inclui estratégias específicas de intervenção, metas terapêuticas e uma estimativa do tempo
necessário para alcançar essas metas.
7. Monitoramento e revisão: Ao longo do tratamento, o terapeuta monitora o progresso do
paciente e revisa periodicamente a formulação do caso e o plano de tratamento, fazendo
ajustes conforme necessário para garantir que as intervenções terapêuticas sejam eficazes e
adequadas às necessidades do paciente.

Em resumo, o psicodiagnóstico em TCC envolve uma avaliação abrangente dos problemas do


paciente, seguida pela formulação do caso e o desenvolvimento de um plano de tratamento
personalizado para abordar esses problemas de forma eficaz. É um processo colaborativo que
visa capacitar o paciente a entender seus problemas e desenvolver habilidades para superá-
los.
PSICODIAGNÓSTICO EM HUMANISTA:

O psicodiagnóstico na abordagem humanista é diferente de outras abordagens terapêuticas,


como a psicanálise ou a terapia cognitivo-comportamental. Na terapia humanista, o foco está
na compreensão holística (ser humano como todo: mente, corpo, alma, espírito e emoções) do
indivíduo, valorizando sua subjetividade, autenticidade e potencial de autorrealização. Aqui
estão algumas características do psicodiagnóstico na abordagem humanista:

1. Abordagem não diretiva: Ao contrário de outras abordagens terapêuticas mais estruturadas,


o psicodiagnóstico humanista tende a ser menos diretivo. O terapeuta humanista procura criar
um ambiente empático e não julgador, onde o paciente se sinta à vontade para explorar seus
pensamentos, sentimentos e experiências sem interferência.

2. Ênfase na subjetividade: O psicodiagnóstico humanista valoriza a perspectiva subjetiva do


paciente, buscando compreender sua experiência única e individual. O terapeuta está
interessado em entender como o paciente percebe seu mundo, seus relacionamentos e seus
problemas.

3. Ênfase no aqui e agora: A abordagem humanista enfatiza a importância do momento


presente. Durante o psicodiagnóstico, o terapeuta pode encorajar o paciente a explorar suas
experiências imediatas, suas emoções e percepções no momento presente, em vez de se
concentrar exclusivamente em eventos passados.

4. Exploração dos recursos internos: O psicodiagnóstico humanista inclui a exploração dos


recursos internos do paciente, como suas forças, habilidades e capacidades. O terapeuta está
interessado em identificar os recursos que o paciente pode mobilizar para lidar com seus
problemas e promover seu crescimento pessoal.

5. Ênfase na autorresponsabilidade: Na abordagem humanista, há uma ênfase na


autorresponsabilidade e na capacidade do paciente de fazer escolhas significativas em sua
vida. Durante o psicodiagnóstico, o terapeuta pode ajudar o paciente a explorar suas escolhas
passadas e presentes, bem como suas possíveis consequências.

6. Exploração dos valores e significados: O psicodiagnóstico humanista envolve a exploração


dos valores, crenças e significados que são importantes para o paciente. O terapeuta está
interessado em compreender o que é significativo e significativo para o paciente e como isso
influencia sua experiência de vida.

Em resumo, o psicodiagnóstico na abordagem humanista é um processo centrado no paciente,


que valoriza sua subjetividade, autenticidade e potencial de crescimento pessoal. É um
processo colaborativo entre o terapeuta e o paciente, que visa promover uma compreensão
mais profunda do indivíduo e suas necessidades.

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