UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
INSTITUTO DE ENSINO A DISTANCIA
Desenvolvimento dos Lípidos
Código: 708231615
Nampula, Abril 2025
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
INSTITUTO DE ENSINO A DISTANCIA
Desenvolvimento dos Lípidos
Sidine Pedro Inacio
Código: 708231615
Trabalho Cientifico e de carácter
avaliativo a ser entregue a tutor da
cadeira de Bioquímica
Nampula, Abril 2025
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Índice
0. Introdução ---------------------------------------------------------------------------------------- 3
0.1 Objectivos --------------------------------------------------------------------------------------- 3
0.2 Metodologia ------------------------------------------------------------------------------------ 3
1. Desenvolvimento dos Lípidos ----------------------------------------------------------------- 4
1.1 Conceito lipídios -------------------------------------------------------------------------------- 4
1.2 Classificação dos lipídios---------------------------------------------------------------------- 4
1.2.1 Lipídios simples ------------------------------------------------------------------------------ 4
1.2.2 Lipídios compostos -------------------------------------------------------------------------- 5
1.2.3 Lipídios derivados ---------------------------------------------------------------------------- 5
1.2.4 Lipídios esteroides --------------------------------------------------------------------------- 5
1.2.5 Carotenoides ---------------------------------------------------------------------------------- 6
1.2.6 Eicosanóides --------------------------------------------------------------------------------- 6
1.2.7 Terpenos -------------------------------------------------------------------------------------- 7
1.3 Características de lipídios --------------------------------------------------------------------- 9
1.4 Estrutura dos Lipidos -------------------------------------------------------------------------- 9
1.5 Fosfolipídios ------------------------------------------------------------------------------------ 9
1.6 Importância ------------------------------------------------------------------------------------ 11
1.7 Metabolismo de Lipídios ------------------------------------------------------------------- 12
1.8 Alimentos ricos em lipídios --------------------------------------------------------------- 13
Conclusão ----------------------------------------------------------------------------------------- 14
Bibliografia ---------------------------------------------------------------------------------------- 15
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0. Introdução
Através de estudos e pesquisas realizadas podemos mostrar características, formas e reações
dos lipídios, como é processado no organismo e as causas quando a ingestão é de maneira
descontrolada tanto em excesso como em falta para o nosso organismo. Conhecer as
estruturas dos lipídios nos quais juntamente com as proteínas, ácidos nucléicos e
carboidratos são componentes das estruturas biológicas, e fazem parte de um grupo
conhecido como biomoléculas. São definidos por um conjunto de substancias químicas que,
ao contrario das outras classes de compostos orgânicos, não são caracterizadas por algum
grupo funcional comum, e sim pela sua alta solubilidade em solventes orgânicos e baixa
solubilidade em água.
Podemos ver também como é o processo dos lipídios diante das drogas medicamentosas
quando um individuo esta em tratamento, as reações e absorção mo organismo. Os lipídios
se encontram distribuídos em todos os tecidos, principalmente nas membranas celulares e
nas células de gordura.
0.1 Objectivos
Para tornar possível a elaboração deste trabalho foram usado os seguintes objetivos:
0.1.1 Geral
Saber o que são Lípidos.
0.1.2 Específicos
Caracterizar os Lípidos;
Apresentar a Estrutura dos Lípidos;
Identificar os principais tipos de Lípidos;
Descrever a importância dos Lípidos.
0.2 Metodologia
Para elaboração deste trabalho foi feito um levantamento e revisão bibliográfica básica. “A
pesquisa bibliográfica é desenvolvida fundamentalmente a partir de material já elaborado,
constituído principalmente de livros e artigos científicos”. Sendo assim, permite a
construção de uma plataforma teórica para o desenvolvimento de um trabalho científico
assente em teorias que são posteriormente testadas para analisar a sua veracidade. (Lakatos
1991).
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1. Desenvolvimento dos Lípidos
1.1 Conceito lipídios
Para Mc Murry, (2014:64) ″os lipídios são moléculas orgânicas essenciais para a
sobrevivência de diversas espécies vegetais e animais‶.
Nos humanos, por exemplo, são uma importante reserva energética e compõem diferentes
tecidos, auxiliando até mesmo na manutenção da temperatura corporal. Conheça mais sobre
essas substâncias no artigo abaixo.
Popularmente, os lipídios são chamados de gorduras. Eles são moléculas orgânicas
biológicas que possuem duas funções: ácidos graxos e álcool, além de uma cadeia
carbônica que varia entre uma molécula e outra.
A olho nu, os lipídios podem ser semelhantes ao óleo de cozinha e ao azeite: viscoso,
líquido e amarelado. Quando estão sólidos à temperatura ambiente, possuem um aspecto
mais cremoso e esbranquiçado, como nas banhas para cozimento de alimentos.
Além da função de reservar energia em diferentes espécies, como nos grandes mamíferos
que hibernam, os lipídios também constituem a membrana celular dos animais eucariontes.
É importante lembrar que a membrana plasmática humana é composta por uma bicamada
lipídica.
1.2 Classificação dos lipídios
A classificação dos lipídios é feita pelos produtos encontrados após a hidrólise da molécula.
são:
1.2.1 Lipídios simples
Para Bruice (2006:85). Nesse tipo de molécula, a reação de hidrólise gera apenas duas
classes de produtos: ácidos graxos e álcoois. Conforme a equação geral: lipídio simples +
água → álcool + ácido graxo. Nesse caso, os principais representantes são as gorduras, os
óleos e as ceras.
É importante ressaltar que a estrutura das gorduras e óleos é semelhante, com três moléculas
de ácidos graxos conectadas a uma moléculas de glicerol. A diferença na nomenclatura
refere-se à diferença de estado físico, porque os óleos são líquidos à temperatura ambiente,
enquanto que as gorduras são sólidas (idem).
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1.2.2 Lipídios compostos
Esse tipo de lipídios inclui aqueles que, quando em reação de hidrólise, geram outros
produtos além dos ácidos graxos e alcoóis. Os fosfolipídios, também presentes na membrana
plasmática das células humanas, apresentam um grupamento de ácido fosfórico e compostos
nitrogenados.
Como diz Murry, (2014:64) Essas estruturas são curiosas, porque possuem uma parte muito
apolar pela presença da cadeia carbônica lipídica e, ao mesmo tempo, a presença do fósforo
traz maior afinidade com a água. Em em meio aquoso, essas moléculas podem se arranjar
para que a parte apolar fique afastada de H2O, enquanto que a porção polar fique mais
externa — essa configuração chama-se micela e é representada na imagem abaixo.
1.2.3 Lipídios derivados
De acordo com Bruice (2006:86). Os lipídios derivados são moléculas que se originam a
partir da hidrólise de outros lipídios. Alguns tipos de vitaminas são lipídios derivados. Elas
são denominadas como lipossolúveis e são absorvidas e armazenadas por meio do tecido
adiposo e do fígado, estruturas muito gordurosas do corpo humano — entre elas estão as
vitaminas A, D, E e K, que são lipossolúveis.
1.2.4 Lipídios esteroides
Para Bruice (2006:86) Outros lipídios de grande importância para a espécie humana são os
esteroides, em que o mais conhecido é o colesterol. É um dos grandes componentes da
membrana celular, participam do carregamento das gorduras pelo organismo e também estão
envolvidos na síntese de hormônios esteroides, como a testosterona.
Diferente de Bruice, Solomons, (2012:107). Os esteróides são moléculas derivadas do
triterpeno lanosterol, cujas as estruturas são baseadas em um sistema de anel tetracíclico. Os
quatro anéis são denominados A, B, C e D. A, B e C são anéis de seis membros e D é um
anel de cinco membros. Os anéis A, B e C adotam as conformações cadeira. Dois anéis de
ciclo-hexano podem se juntar de maneira cis ou trans, sendo a conformação trans a mais
estável (idem).
O lanosterol é formado a partir do esqualeno. A primeira etapa na conversão do esqualeno
em lanosterol é a epoxidação da ligação dupla 2,3 do esqualeno. Posteriormente ocorre a
abertura do epóxido catalisada por ácido seguida de uma série de ciclizações resultando no
cátion protosterol.
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Sistema de anéis dos esteróides.
1.2.5 Carotenoides
Como refere Murry, (2014:66) os carotenoides são pigmentos que aparecem em vegetais
como a cenoura, de coloração laranja e precursores da vitamina A. Por isso, são importantes
no bom funcionamento da visão humana e podem ser ingeridos nesse tipo de alimento.
1.2.6 Eicosanóides
Segundo Bruice (2006:87). são chamadas de eicosanóides as substâncias derivadas do ácido
araquidônico (Figura 23). Formam essa classe de compostos as prostaglandinas, as
tromboxanas e os leucotrienos. As prostaglandinas são encontradas em todos os tecidos do
corpo e são responsáveis pela regulação de uma variedade de respostas fisiológicas como
inflamação, pressão sanguínea, coagulação sanguínea, febre, dor, indução de atividade física
e o ciclo do sono-virgília. Todas as prostaglandinas têm um anel de cinco membros com
uma cadeia carbônica de sete átomos e uma função ácido carboxílico no final e outra cadeia
hidrocarbônica de oito átomos.
Estrutura da prostaglandina
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De acordo com Carey (2011:101) A nomenclatura das prostaglandinas é dada de acordo
com o formato PGX, onde X indica o grupo funcional no anel ciclopentano. As prosta-
glandinas são classificadas de acordo com a posição do grupo funcional e da dupla em:
PGA, PGB, PGC, PGD, PGE e PGF. A posição da ligação dupla no anel determina se a
prostaglandina é PGA, PGB ou PGC (Figura 21). As PGD e PGE são β-hidroxicetonas e as
PGF são 1,3-dióis. Nas PGE e PGF, os números subscritos indicam o total de ligações
duplas nas cadeias laterais, e o „α‟ e o „β‟ indicam a configuração dos dois grupos OH na
PGF conforme mostrado na figura 22, onde „α‟ indica um diol cis e „β‟ indica um diol trans.
Nomenclatura das prostaglandinas.
Nomenclatura das PGEs e PGFs.
1.2.7 Terpenos
Para Murry, (2014:67-68) Os terpenos compõem um grupo vasto e diversificado de lipídios,
encontrados em todos os organismos vivos. Mais de 20 mil terpenos são conhecidos. Eles
podem ser hidrocarbonetos ou podem conter oxigênio em grupos funcionais alcoóis,
cetonas, aldeídos ou ácidos carboxílicos. Eles são classificados de acordo com um número
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de átomos de carbono em monoterpenos, diterpenos, sesquiterpenos, serterterpenos,
triterpenos e tetraterpenos. Os monoterpenos contêm 10 carbonos, os sesquiterpenos 15
átomos de carbono, os diterpenos 20, os serterterpenos 25, os triterpenos 30 e os
tetraterpenos 40 átomos de carbono. Os terpenóides são sintetizados a partir da junção de
unidades de pirofosfato de isopentenila e pirofosfato de dimetilalila de forma cabeça-cauda.
O pirofosfato de isopentenila vem da ração da acetil-CoA com o malonil-CoA, seguido de
redução com NADPH. O pirofosfato de isopentenila é convertido em pirofosfato de
dimetilalila por uma reação de isomerização catalisada por enzima. O pirofosfato de
isopentenila reage com o pirofosfato de dimetilalila para formar o pirofosfato de geranila.
que é o precursor de todos os monoterpenos O pirofosfato de geranila reage com outra
molécula de pirofosfato de isopentenila para formar o pirofosfato de farnesila que é o
precursor dos sesquiterpenos, como por exemplo, o farneseno. O pirofosfato de farnesila
pode reagir com outra molécula de pirofosfato de farnesila para formar o esqualeno,
precursor dos triterpenos.
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1.3 Características de lipídios
Quanto a sua caracterização importa referenciar que todos apresentam extensas cadeias
carbônicas. Todos possuem pelo menos um átomo de oxigênio e, geralmente, os ácidos
graxos livres tem a formulação simples entre todos os outros.
Em termos de solubilidade, os lipídios tendem a se dissolver melhor em solventes apolares,
como éteres e benzinas. Isso acontece porque as cadeias carbônicas têm afinidade por esse
tipo de solvente.
1.4 Estrutura dos Lipidos
Segundo Bruice (2006:88-89). Os lipídios são produto de reações orgânicas, portanto
acontecem em organismos vivos. São também conhecidos como triglicerídeos, a explicação
para esta nomenclatura você acompanha a seguir.R = radical orgânico Ácido graxo +
Glicerol → Lipídio A reação entre ácido graxo e glicerol dá origem ao Lipídio.
Repare que na estrutura molecular deste produto há três grupos de ésteres: O lipídio recebe
então a classificação de triéster e fica conhecido como triglicerídeo. Ácidos graxos distintos
dão origem a lipídios com diferentes grupos de radicais (R, R‟, R”).Você talvez só conheça
a denominação mais popular de lipídios: óleos e gorduras, estes se diferem na composição e
consistência. Mas como saber se a estrutura orgânica de um lipídio se refere a óleo ou
gordura? É só analisar se a cadeia é ou não saturada.
Para Murry, (2014:64) As gorduras se identificam pela presença de grupos saturados na
cadeia. O aspecto visual é de um sólido e tem origem animal, ou seja, são produzidos
naturalmente. Exemplos: gordura de bovinos, suínos, ovinos, etc.
Os óleos por sua vez se referem às estruturas de lipídios com grupos insaturados. A reação
que dá origem aos sabonetes jabón de [Link] de glicerina + hidróxido de sódio →
JABÓN + glicerina Trioleato de glicerina é um triglicerídio que apresenta três grupos
insaturados na cadeia carbônica, e por isso se classifica como óleo.
O nome popular: Azeite de Oliva, um óleo comestível usado para temperar saladas. Em
temperatura ambiente os óleos se apresentam na forma líquida.
1.5 Fosfolipídios
Para Carey (2011:103) Fosfolipídios também chamados de fosfoglicerídios são os compo-
nentes principais das membranas celulares. Os fosfolipídios são ésteres de ácido fosfórico, e
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são divididos em dois tipos: os glicerofosfolipídios e os esfingolipídios. Os
glicerofosfolipídios são similares aos triacilgliceróis, exceto no carbono C-3, ao invés do
grupo OH terminal do glicerol ser esterificado com ácido graxo, ele está esterificado com
ácido fosfórico, formando um ácido fosfatídico conforme podemos observar na figura 15. O
grupo fosfato no C-3 também pode estar ligado a um amino álcool como a colina
[HOCH2CH2N(CH3)3]+, formando a fosfatidilcolina, a etanolamina (HOCH2CH2NH2)
formando a fosfatidiletanolamina ou ligado a serina [HOCH2CH(NH2)CO2H] formando a
fosfatidilserina.
De acordo com Solomons, (2012:108). Os ácidos fosfatídicos são os glicerofosfolipídios
mais simples e estão presentes em pequenas quantidades nas membranas. As
fosfatidiletanolaminas são também chamadas de cefalinas, e as fosfatidilcolinas são
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chamadas de lecitinas. As lecitinas são usadas como emulsificante de alimentos como, por
exemplo, na maionese a fim de evitar a separação dos componentes aquosos e lipídicos.
Os fosfolipídios são encontrados amplamente nos tecidos das plantas e dos animais e fazem
parte de aproximadamente 50 a 60% das membranas celulares. Eles possuem uma cauda de
hidrocarboneto apolar longa, ligada a uma cabeça iônica polar, como podemos observar na
figura 17. Eles se organizam nas membranas celulares em uma bicamada lipídica, com as
caudas apolares no centro da bicamada e a cabeça polar no lado externo. Essa bicamada
serve como barreirra contra a passagem de água, íons e outros componentes dentro e fora
das células (Carey, 2011:104).
1.6 Importância
Porem Murry, (2014:72) diz que existe um tipo de tecido humano que é especializado no
armazenamento de lipídios. Em geral, ele aumenta conforme a ingestão desses componentes
for maior. Mas sua responsabilidade não termina aqui: durante os primeiros dias de vida
esse tecido é capaz de gerar calor para manter a temperatura do corpo do bebê.
No adulto, é especializado em realizar o isolamento térmico, evitando que os indivíduos
sintam muito frio. Ao mesmo tempo, está relacionado com a liberação de hormônios que
regulam a fome. A leptina, por exemplo, informa ao cérebro que o corpo está alimentado e
controla o apetite.
Para Nelson (2018:489) os lipídios também participam da formação de outros hormônios,
são fontes de energia para nossas células. Outra função importante é também a constituição
da bainha de mielina, estrutura que fica no sistema nervoso e favorece que os impulsos
nervosos sejam transmitidos com mais rapidez.
As moléculas utilizadas pelo corpo para nutrir e para levar a cabo os processos celulares são
proteínas, hidratos de carbono, água, vitaminas, minerais e lípidos. Destes, apenas proteínas,
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hidratos de carbono e lípidos fornecer energia na forma de calorias. Lipídios são mais
comumente conhecidos como gorduras, e são capazes de dar duas vezes mais energia do que
a mesma quantidade de proteínas e hidratos de carbono. Além disso, eles executam funções
importantes no corpo e são necessários para que você possa ter a vida.
1.7 Metabolismo de Lipídios
Como Exorta Carey (2011:103) os triagliceróis são os lipídios mais abundantes da dieta e
constituem a forma de armazenamento de todo o excesso de nutrientes, quer este excesso
seja ingerido sob a forma de carboidratos, proteínas ou dos próprios lipídios.
Representam, portanto, a principal reserva energética do organismo, perfazendo, em média,
20% do peso corpóreo, o que equivale a uma massa 100 vezes maior do que a do glicogênio
hepático. Os triagliceróis são armazenados nas células adiposas, sob forma anidra, e podem
ocupar a maior parte do volume celular.
O metabolismo lipídico ou metabolismo dos lipídios ocorre no fígado, estes lipídios são
provenientes de duas fontes: dos alimentos ingeridos e da reserva orgânica que é o tecido
adiposo.
Diariamente, ingerimos cerca de 25g-105g de lipídios. Estes lipídios estão geralmente sob
forma de triglicerídeos (TG). O armazenamento de ácidos graxos na forma de TG é o mais
eficiente e quantitativamente mais importante do que o de carboidratos na forma de
glicogênio. Quando hormônios sinalizam a necessidade de energia metabólica, promove-se a
liberação destes TG com o objetivo de convertê-los em ácidos graxos livres, os quais serão
oxidados para produzir energia. No entanto, outras formas de lipídios fazem parte da dieta
diária, como os fosfolipídios, o colesterol e as vitaminas lipossolúveis (Idem).
Todavia Nelson (2018:489) No duodeno, a primeira parte do intestino delgado, sob a ação
da bile que é constituída por sais biliares, produzida no fígado e transportada pelo canal
colédoco até o duodeno, os lipídios da dieta são emulsionados, formando partículas de 500-
1000 micra de diâmetro, contendo principalmente TG. Estas partículas ativam as
lipasespancreáticas, enzimas responsáveis pela digestão de lipídios. As enzimas encontram-
se no suco pancreático, atuando apenas em pH alcalino (8 a 8,5) que é garantido pelo
bicarbonato de sódio (NaHCO3) que também se encontra no suco pancreático. As lipases
quebram os lipídios em ácidos graxos livres e monoglicerídeos, catalisando a hidrólise dos
triglicerídeos com a formação de dois monoglicéridos e dois ácidos graxos. Os ácidos
graxos são os principais mecanismos de produção de energia.
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No interior do enterócito jejunal, os ácidos graxos livres e os monoglicerídicos são ofertados
ao REL, sendo novamente convertidos em TG. O colesterol é convertido emésteres de
colesterol.
1.8 Alimentos ricos em lipídios
Azeite de oliva - o azeite é um superalimento com altas concentrações de ácidos graxos
monoinsaturados e poli-insaturados, que reduzem os níveis de colesterol LDL, o colesterol
ruim. Além disso, é capaz de normalizar a coagulação do sangue e controlar o açúcar no
organismo, além de ajudar a perder peso (Carey, 2011:106).
Abacate - contém gorduras monoinsaturadas que podem inibir o crescimento de células
cancerígenas. Além disso, as gorduras do bem fazem com que o abacate seja um aliado
contra o colesterol (Idem).
Nozes - são ricas em ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados.
Estudos ainda apontam que o consumo frequente de nozes está associado a um risco
reduzido de doença cardíaca coronária.
Sementes - Sementes, tais como abóbora, gergelim, girassol e linhaça, também são ricas em
gorduras saudáveis, especialmente monoinsaturadas e ácidos graxos poli-insaturados (Idem).
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Conclusão
Ao terminar o presente trabalho importa salientar que os lipídios são compostos com
estrutura molecular variada, apresentando diversas funções orgânicas: reserva energética
(fonte de energia para os animais hibernantes), isolante térmico (mamíferos), além de
colaborar na composição da membrana plasmática das células (os fosfolipídios).
São substâncias cuja característica principal é a insolubilidade em solventes polares e a
solubilidade em solventes orgânicos (apolares), apresentando natureza hidrofóbica, ou seja,
aversão à molécula de água. Essa característica é de fundamental importância, mesmo o
organismo possuindo considerável concentração hídrica. Isso porque a insolubilidade
permite uma interface mantida entre o meio intra e extracelular.
Todos os seres vivos possuem a capacidade de sintetizar os lipídios, existindo, entretanto,
alguns lipídios que são sintetizados unicamente pelos vegetais, como é o caso das vitaminas
lipossolúveis e dos ácidos graxos essenciais.
Há muitas classificações para lipídios, dependendo do ponto de vista se químico ou
biológico e podemos classificá-los em dois grupos: Os que possuem ácidos Graxos
Os lipídios possuem funções importantíssimas para o metabolismo celular tanto de
eucariotas como procariotas. São biomoléculas caracterizadas pela insolubilidade em água e
solúveis em solventes orgânicos e tem como característica principal o armazenamento de
energia na forma de reserva em muitos organismos, derivada dos ácidos graxos ou não,
além de ser constituinte importante das membranas. Estes possuem diversas funções, como:
reserva de energia, combustível celular, isolamento e proteção de órgãos,
impermeabilizantes (ceras), isolante térmico, dentre outras funções.
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Bibliografia
BRUICE, P. Y. (2006). Química Orgânica, 4ª. Ed., v. 2, São Paulo, Pearson Prentice Hall,
CAREY, F. A. (2011). Química Orgânica, 7ª. Ed., v.2, Porto Alegre, Boockman,
Lakatos, Maria Eva, (1991). Fundamentos de Metodologia Cientifica, 3ª Edição, São Paulo,
Editora Atlas, Pp190-191.
Mc MURRY, J. (2014). Química Orgânica, 7ª. Ed., v.2, São Paulo, Cengage,
NELSON, D. L., COX, M. M. (2018). Princípios de Bioquímica de Lehninger, 5ª. Ed.,
Porto Alegre, Artmed,
SOLOMONS, T. W. G. (2012). Química Orgânica, 9ª. Ed., v.2, São Paulo, Gen/ LTC,
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