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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS - CESC DEPARTAMENTO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS - CESC DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA - QUIBIO CURSO DE QUIMICA LICENCIATURA DISCIPLINA: QUÍMICA ANALITICA II (QUANTITATIVA) PROFESSOR: ALENCAR MIRANDA

DEMONSTRAÇÃO DO EFEITO TAMPÃO DE COMPRIMIDOS EFERVECENTES COM EXTRATO DE REPOLHO ROXO

CAXIAS MA / 2010

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS - CESC DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA - QUIBIO CURSO DE QUIMICA LICENCIATURA DISCIPLINA: QUÍMICA ANALITICA II (QUANTITATIVA) PROFESSOR: ALENCAR MIRANDA

DEMONSTRAÇÃO DO EFEITO TAMPÃO DE COMPRIMIDOS EFERVECENTES COM EXTRATO DE REPOLHO ROXO

Roberto Pereira da Silva

CAXIAS MA / 2010

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

03

OBJETIVOS

05

MATERIAIS E REAGENTE

06

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

07

RESULTADOS E DISCUSSÕES

08

CONCLUSÃO

10

BIBLIOGRAFIA

11

INTRODUÇÃO

Solução tampão ou solução tamponada é aquela que, ao adicionarmos uma pequena quantidade de ácido ou base, mesmo que fortes, mantém o seu pH praticamente invariável. Uma solução tampão tem como função manter o pH do meio em uma faixa constante. E isso depende, diretamente da composição do tampão, ou seja, dos compostos químicos que o constitui. As soluções tampões são constituídas, usualmente, por soluções que contém um ácido fraco e um sal derivado desse ácido, ou por uma base fraca e um sal derivado dessa base. Um tampão é, portanto nos casos comuns, uma mistura de um ácido com sua base conjugada (VOGEL, A. I, 1992). Segundo (HARRIS, Daniel C, 2008) a equação fundamental para os tampões é a equação de Henderson-Hasselbalch, que é outra forma da expressão de equilíbrio da constante ácida (K a ).

K a =

→ log K a = log

- log [H + ] = - log K a + log

= log [H + ] + log

Equação para um ácido: pH = pK a + log

Equação para uma base: pH = pK a + log

Como muitas reações químicas em nosso corpo ocorrem em ambientes tamponados, os bioquímicos normalmente usam a equação esta equação para estimativa rápida de pH. Na prática, a equação é usada para fazer estimativas rápidas do pH de uma solução mista que se pretende usar como tampão, e então o pH é ajustado ao valor preciso requerido pela adição de mais ácido ou base e a solução é monitorada com um pHmetro (ATKINS, Peter, 2006).

Neste experimento é possível entender por que não se pode usar bases como a Soda Caustica (NaOH) para elevar o pH do estômago. As diferenças que há entre as propriedades de um comprimido efervescentes e as propriedades da Soda Causticam. Estas questões são investigadas neste experimento que faz uso do indicador de extrato de repolho roxo como indicador de pH.

OBJETIVOS

GERAL:

Demonstrar o efeito tampão de comprimidos efervescentes usando a solução de extrato de repolho roxo.

ESPECÍFICOS:

Compreender, experimentalmente, o conceito de solução tampão;

Explicar o porquê de não se usar outras substancias para corrigir o pH do

estômago;

Evidenciar a variação de cor das soluções obtidas.

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

02 Béqueres de 50 mL;

03 Tubos de ensaio;

01 Estante para tubo de ensaio;

02 Conta gotas.

REAGENTES:

Comprimido antiácido efervescente;

100 mL de solução de Ácido Clorídrico 0,1 mol;

100 mL de solução de Hidróxido de Sódio 0,1 mol;

10 mL de extrato de Repolho roxo;

Água destilada.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1 Colocou-se, até 3 cm de altura em um dos tubos de ensaio, ácido clorídrico; em outro, água destilada e, no último, solução de hidróxido de sódio;

2 Adicionou-se a cada um 5 gotas do extrato de repolho roxo. Registrou-se a coloração adquirida pela solução de cada tubo;

3 Colocou-se em um dos tubos de ensaio ácido clorídrico, algumas gotas do extrato de repolho e vá adicionando solução de hidróxido de sódio;

um deles, acrescente o

comprimido efervescente. Colocou-se 20 gotas do extrato de repolho em cada béquer;

4 Colocou-se

nos béqueres 50

mL de

água. Em

5 Adicionaram-se as duas soluções 10 gotas da solução de hidróxido de sódio. Agite e registraram-se as observações;

6 Acrescentou-se a solução que contêm o comprimido efervescente mais gotas da solução de hidróxido de sódio. Agitou-se e contou-se o número de gotas ate observar mudança.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Devido a mudança aos diferentes valores de pH, depois da adição de 5 gotas do indicador de repolho roxo aos três tubos de ensaio contendo substâncias diferentes (ácido clorídrico, água destilada e hidróxido de sódio) a coloração adquirida por cada um deles foi diferente. No tubo de ensaio contendo o ácido clorídrico a coloração obtida após a adição do indicador de repolho foi rósea. No tubo de ensaio contendo água destilada não ocorreu alteração após a adição do indicador (incolor), enquanto que após a adição do indicador ao tubo contendo hidróxido de sódio resultou em amarelo. A coloração contendo o ácido clorídrico adquiriu coloração roso por conta de esta ser a coloração apresentada pelo indicador de repolho roxo em pH ≈ 2,0 – 4,0. No caso do hidróxido de sódio o pH ≥ 12,0 pela coloração amarela adquirida. Quando feita a adição de hidróxido de sódio ao tubo contendo ácido clorídrico e indicador de repolho roxo a coloração que inicialmente era rosa passou para amarela, sinalizando um pH resultante de ≈ 12,0. Após o comprimido efervescente em 50 mL de água contendo gotas do indicador a coloração permaneceu a mesma que no béquer contendo apenas a água (incolor). Quando feita a adição de 10 gotas de hidróxido de sódio a cada um dos béqueres, o que continha somente a água destilada apresentou uma brusca mudança na coloração de roso passando para amarelo. Mas, no béquer contendo o comprimido efervescente a coloração apresentou um leve tom roso após as 10 primeiras gotas, por conta da ação do tampão que preservou o pH do meio, controlando qualquer variação de cor (tabela 1). Com a adição de mais gotas de hidróxido de sódio a coloração levemente rosa permaneceu por quase 120 gotas com o mesmo aspecto, mudando após estas para um tom azul (de acordo com a figura 1), indicando que finalmente o pH chegou a um valor de ≈ 12 (tabela 1).

Tabela 1 Comportamento da coloração das soluções após a adição de gotas de Hidróxido de Sódio.

Béquer

 

Descrição

 

Adição

Coloração

 

50

mL de água destilada

10

gotas de (NaOH)

Levemente Roso

01

+ comprimido efervescente + 20 gotas do indicador

120 gotas de (NaOH)

Azul

02

50

mL de água destilada

10

gotas de (NaOH)

Amarelo

+ 20 gotas do indicador

 

No béquer que continha o comprimido efervescente deveria apresentar um valor altíssimo de alcalinidade por estar, é claro, com excesso de hidróxido de sódio. Porém como diz VOGEL, a solução tampão parece possuir uma “reserva de acidez” que neutraliza a alcalinidade adicionada em excesso controlando o pH.

a alcalinidade adicionada em excesso controlando o pH. Figura 1 – Mudança de coloração da solução

Figura 1 Mudança de coloração da solução contendo o comprimido efervescente em função da adição do Hidróxido de Sódio.

Verifica-se, assim, que o comprimido efervescente em solução age como controlador de pH não deixando ocorrer mudanças bruscas, funcionando de maneira eficaz como um tampão.

CONCLUSÃO

O comprimido efervescente tampona soluções no lado ácido da neutralidade

(em pH < 7,0), pois ele foi adicionado a uma solução que continha água destilada e

o indicador de repolho e após adicionado tornou o meio levemente ácido, impedindo

, posteriormente que após a ingestão de uma base forte como o hidróxido de sódio o

pH subisse bruscamente.

Os tampões são soluções na qual o pH resiste a mudança quando ácidos ou bases fortes são adicionados, por possuírem capacidade de “absorver” seja a acidez, ou a alcalinidade excessiva do reagente adicionado.

Com os resultados obtidos percebe-se que não é conveniente tentar neutralizar qualquer caráter ácido ou básico prejudicial a um sistema usando por

exemplo, um uma base como o hidróxido de sódio, pois este causaria efeitos fortes

e elevaria grosseiramente o pH quando da neutralização.

Os tampões alteram sensivelmente o pH do meio no qual estão sendo adicionados, não causando inconvenientes, é claro, como neste caso do uso de um comprimido antiácido, desde que na dose adequada.

BIBLIOGRAFIA

ATKINS, Peter. Princípios de Química. Porto Alegre: Bookman, 2006.

HARRIS, Daniel C. Análise Química Quantitativa. 7. Ed. Rio de Janeiro: LTC,

2008.

OHLWEILER, O. A. Química Analítica Quantitativa. Vol. 2. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A.,1974.

SKOOG, Douglas A., HOLLER, F. James, NIENAM, Timothy A. Princípios de Análise Instrumental. 5. Ed. Porto Alegre, 2002.

VOGEL, A. I. Análise Química Quantitativa. 5. Ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A.,1992.