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 Forças Intermoleculares

 Polaridade
 Ponto de Fusão
 Ponto de Ebulição
 Solubilidade

Prof. Romeu Comastri Abdala


Polaridade
 A polaridade de uma molécula refere-se às
concentrações de cargas da nuvem eletrônica em
volta da molécula.
 É possível uma divisão em duas classes distintas:
moléculas polares e apolares.

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Polaridade
 Basicamente, o átomo abriga em seu núcleo partículas
elementares de carga elétrica positiva (prótons) e
neutra (nêutrons), este núcleo atômico é rodeado por
uma nuvem de elétrons em movimento contínuo
(eletrosfera).

 A maioria dos elementos não são estáveis, por isso,


quando dois átomos se aproximam, há uma interação
das núvens eletrônicas entre si.

 Esta interação se dá também com os núcleos dos


respectivos átomos, isto acaba por torná-los estáveis.

 Os átomos se ligam e formam as moléculas.


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Polaridade
 Molécula: é um conjunto
eletricamente neutro de dois ou mais
átomos unidos por pares de elétrons
que se comportam como uma única
partícula.

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Polaridade
 Molécula polar –  Molécula apolar –
A soma vetorial, dos vetores A soma vetorial, dos
de polarização vetores de polarização
é diferente de zero. é nula.
 Moléculas polares possuem  Nas moléculas
maior concentração de apolares, a carga
carga negativa numa parte eletrônica está
da nuvem e maior uniformemente
concentração positiva distribuída, ou seja,
noutro extremo. não há concentração.
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Polaridade
 A concentração de cargas (em moléculas
polares) ocorre quando os elementos
ligantes possuem uma diferença de
eletronegatividade.

 Esta diferença significa que um dos átomos


(o de maior eletronegatividade) atrai os
elétrons da nuvem com maior força, o que
faz concentrar neste a maior parte das
cargas negativas.

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Polaridade
 Toda ligação de dois átomos diferentes
resulta em polarização, já que os átomos
possuirão eletronegatividades diferentes.
Exemplo: HCl, CaO, NaCl.

Ligação de dois átomos iguais resulta em


moléculas apolares. Ex: O2, N2, Cl2.

Mas não é necessário serem dois átomos


iguais para haver apolaridade, como por
exemplo dos compostos alcanos.
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Polaridade
Tabela de Eletronegatividade

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FORÇAS INTERMOLECULARES
 Forças intermoleculares são as forças
que ocorrem entre uma molécula e a
molécula vizinha.

 Durante as mudanças de estado da


matéria ocorre somente um
afastamento ou uma aproximação das
moléculas, ou seja, forças moleculares
são rompidas ou formadas.
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FORÇAS INTERMOLECULARES
 Forças intermoleculares têm origem
eletrônica: surgem de uma atração
eletrostática entre nuvens de elétrons e
núcleos atômicos.

 São fracas, se comparadas às ligações


covalentes ou iônicas.

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FORÇAS INTERMOLECULARES
 Força ou atração de Van der Waals
 Podem surgir de 3 fontes:
1. Dipolo induzido-dipolo induzido ou
ainda Forças de dispersão ou Forças de
London ** (físico polonês Fritz London )
2. Dipolo-dipolo (ou Dipolo permanente
- Dipolo permanente)
3. Pontes de Hidrogênio ou Ligação de
Hidrogênio
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FORÇA DE VAN DER WALLS
 Esta força é produzida pela correlação dos
movimentos dos elétrons de um átomo com
os movimentos dos elétrons de outro
átomo tendendo a se aproximar para atingir
a distância de energia mínima.

 Quanto maior o número de elétrons de que


a molécula dispõe, mais polarizável será e
portanto maior será a atração de Van der
Waals.

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“Lagartixa de Van der Walls”
 Como, de fato, a lagartixa consegue caminhar pelas
paredes, mesmo no teto?
Alguns sugeriram que suas patas possuissem
microventosas.
 Entretanto, todas as tentativas de se provar a existência
de tais ventosas falharam: as lagartixas possuem tal
comportamento mesmo sob vácuo ou sobre uma
superfície muito lisa e molhada.
 Em 1960, o alemão Uwe Hiller sugeriu que um tipo de
força atrativa, entre as moléculas da parede e as
moléculas da pata da lagartixa, fosse a responsável. E
que estas forças fossem as forças intermoleculares de
Van der Waals.
 Tudo bem que elas mantenham moléculas unidas,
mas... uma lagartixa? Poucos deram crédito à sugestão
de Hiller.
 Até que, em um exemplar recente da revista Nature no
405 de 2000 nas pgs 681-685 , Autumn, K et al, publicou
um trabalho trazendo evidências de que, de fato, são
forças intermoleculares as responsáveis pela adesão da
pata da lagartixa à parede.
 Mais precisamente entre a superfície e as moléculas dos
"setae", pêlos microscópicos que cobrem as patas das
lagartixas. 13
FORÇAS INTERMOLECULARES
1. Dipolo permanete – Dipolo permanente
( dipolo – dipolo )
 São características de moléculas polares.
 Algumas moléculas, embora eletricamente
neutras, podem possuir um dipolo elétrico
permanente.
 Devido a alguma distorção na distribuição da
carga elétrica, um lado da molécula é
ligeiramente mais "positivo" e o outro é
ligeiramente mais "negativo".
 A tendência é destas moléculas se alinharem, e
interagirem umas com as outras, por atração
eletrostática entre os dipolos opostos. 14
Forças Intermoleculares
1. Dipolo permanente – Dipolo permanente
 As moléculas da maioria das funções orgânicas
interagem por meio desse tipo de ligação
intermolecular:
 Aldeido
 Cetonas
 Eteres
 Esteres

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H 3C CH 3
+ Forças
+ Intermoleculares
 
1. Dipolo – Dipolo
 Note que o oxigênio é mais
-
 eletronegativo que o carbono.
Isto torna a ligação C-O polar.
 As moléculas do éter
representado ao lado não
O podem realizar ligações de
hidrogênio porque falta o H
deficiente em elétrons (mas
H 3C CH 3 possuem o par eletrônico não
ligante disponível para a
+  +
 formação da ligação de
hidrogênio).
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Forças Intermoleculares
2. Dipolo induzido – Dipolo Induzido
 Ocorre quando a molécula é apolar.
 Tanto no estado sólido, como no estado líquido,
devido à proximidade das moléculas ocorrem
deformações em suas nuvens eletrônicas
originando polos.
 Nas moléculas apolares a nuvem eletrônica
distribui-se de maneira uniforme em toda a sua
extensão.
 Os hidrocarbonetos são as substâncias orgânicas
que mais comumente apresentam esse tipo de
ligação
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Forças Intermoleculares
2. Dipolo induzido– Dipolo Induzido
 Normalmente hidrocarbonetos (substâncias
formadas apenas por Hidrogênio e Carbono)
são consideradas apolares: apesar do átomo
de carbono ser mais eletronegativo que o
átomo de hidrogênio, esta diferença de
eletronegatividade não é significativa.
 Nesta situação (interação dipolo induzido-
dipolo induzido) o que importa é a área
superficial. Quanto maior for esta área,
maior será a interação.
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Forças Intermoleculares
3. Ligações de hidrogênio ou pontes de hidrogênio
 É um exemplo extremo de interação
dipolo-dipolo por ser mais intensa
 Esse tipo de interação intermolecular
ocorre mais comumente em moléculas que
apresentam átomos de H ligados à átomos
de F, O, N. Que são altamente
eletronegativos
 As ligações de hidrogênio podem ocorrer
entre substâncias com moléculas iguais ou
entre moléculas de substâncias diferentes.
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Forças Intermoleculares
3. Ligações de hidrogênio ou pontes de hidrogênio
 Para que ocorra a ligação de
hidrogênio entre substâncias
diferentes é necessário que em um
dos tipos de moléculas exista H
ligado diretamente a F, O , N e
que o outro tipo de molécula
apresente átomos de F, O ou N.
 As ligações de hidrogênio
ocorrem em algumas funções
orgânicas, das quais as mais
importantes são: álcoois, ácidos
carboxilicos e as aminas
primárias.
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Forças Intermoleculares
3. Pontes de Hidrogênio
H
 Ocorre quando
O
existe um átomo
H
de H deficiente
em elétrons e um O
O

par eletrônico H H
H H
disponível
(principalmente
O
em grupos -OH e
H H
-NH ). O
H

H 21
Forças Intemoleculares
3. Pontes de Hidrogênio
Água
 A água, possui um tipo de interação diferenciado.
 O que acontece é que os hidrogênios ligados ao oxigênio é
que formam o lado "positivo" do dipolo permanente desta
molécula. O átomo de hidrogênio é formado por apenas
um próton e um elétron. Como o elétron é fortemente
atraído pelo oxigênio, na água, este próton encontra-se
desprotegido.
 A água possui, então, um dipolo bastante forte, com uma
das cargas (positiva) bastante localizada. Este próton
pode interagir com as regiões negativas (o oxigênio) de
outras moléculas de água, resultando em uma forte rede
de ligações intermoleculares.
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Forças Intermoleculares
3. Pontes de Hidrogênio
 Como conseqüência das fortes
interações intermoleculares, a água
apresenta algumas propriedades
especiais.

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Resumindo.......
Ligações Intermoleculares ou
Ligações de Van der Waals, ou Forças
de Van der Waals :
I - atração dipolo induzido - dipolo
induzido ou forças de dispersão de
London
II - atração dipolo permanente - dipolo
permanente
III - ponte de hidrogênio ou ligação de
hidrogênio
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Resumindo.......
Substâncias apolares estabelecem somente
ligações intermoleculares I.
Substâncias polares sem ligações H - F, O -
H e N - H estabelecem ligações
intermoleculares I e II.
 Substâncias polares com ligações
(H – F) ,( O - H ) e( N – H ) estabelecem
ligações intermoleculares II e III.
Quanto maior for o tamanho da molécula,
mais fortes serão as forças de dispersão de
London.
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Resumindo.............
 Hierarquia das Forças intermoleculares:

DIPOLO DIPOLO
PONTE DE PERMANENTE INDUZIDO
HIDROGÊNIO DIPOLO DIPOLO
PERMANENTE INDUZIDO

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Temperatura de Ebulição e as
interações intermoleculares
 Quanto mais fortes forem as ligações
intermoleculares, mais elevada será a
temperatura de ebulição.
 Quanto mais “esférica” for a molécula,
menor será seu ponto de ebulição, já
que as forças de Van der Waals são
mais eficientes quanto maior for a
superfície de contato.
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Temperatura de Ebulição
e o tamanho das moléculas
QUANTO MAIOR O TAMANHO DAS MOLÉCULAS

MAIOR A SUPERFÍCIE

MAIOR O NÚMERO DE INTERAÇÕES

MAIOR A TEMPERATURA DE EBULIÇÃO


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Temperatura de Ebulição
e o tamanho das moléculas
 Para moléculas com tamanhos aproximadamente
iguais:
Quanto maior for a intensidade das ligações
intermoleculares, maior será a temperatura de
ebulição (TE)
 Deve-se considerar a ordem crescente da intesidade
das interações:
DIPOLO
DIPOLO Ligações
INDUZIDO-
PERMANENTE
DIPOLO
DIPOLO
de
INDUZIDO hidrogenio
PERMANENTE

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Temperatura de Ebulição
e a polaridade dos compostos orgânicos
DIPOLO INDUZIDO – DIPOLO- DIPOLO LIGAÇÕES DE
DIPOLO INDUZIDO HIDROGÊNIO
ALDEIDO ÁLCOOL

HIDROCARBONETOS

CETONA ÁCIDO CARBOXILICO

C-H
HALETO AMINA

R- X

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Temperatura de Ebulição
e a polaridade dos compostos orgânicos
COMPOSTOS ETANO ETANAL ETANOL
TE (°C) - 88,4 20,00 78,5

 Esses compostos pertencem à SÉRIE HETERÓLOGA


 SÉRIE HETERÓLOGA: é o conjunto de compostos que
possuem o mesmo número de átomos de carbono, porém
pertencem à funções diferentes.

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Temperatura de Ebulição
e a polaridade dos compostos orgânicos
COMPOSTOS Metanol Etanol Propan-1-0l
TE (°C) 64,0 78,5 97.0

 Esses compostos pertencem à SÉRIE HOMÓLOGA


 SÉRIE HOMÓLOGA: é o conjunto de compostos que
pertencem à mesma função e diferem entre si pela
quantidade de grupos CH2.

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Temperatura de Ebulição
COMPOSTOS Pentano 2-metilbutano 2,2 dimetilpropano
TE (°C) 36,00 28,00 9,5

 À medida que aumenta a quantidade de ramificações a


estrutura se torna mais compacta, ou seja, sua superfície
diminui e, consequentemente, diminui sua temperatura
de ebulição
 Observando os compostos abaixo, a ordem crescente dos
PE dos respectivos compostos será???
Composto (I) Composto (II) Composto (III) Composto (IV)

1-butanol 2-butanol 2-metil-1-propanol 2-metil-2-propanol

IV < II < III < I


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Ponto de Fusão
 As substâncias iônicas tem P.F , P.E elevados e são
geralmente sólidas porque os cátions e os ânions se
atraem fortemente e a dificuldade de afastar os cátions
e os ânions se traduz na dificuldade de fundir e de
ferver as substâncias iônicas.

 Pelo contrário , as substâncias orgânicas são em geral


covalentes e freqüentemente apolares; em
conseqüência tem P.F e P.E. baixos e são geralmente
líquidos ou gases.

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Solubilidade
 "O semelhante dissolve o semelhante.”
 Substância polar dissolve substância polar
 Substância apolar dissolve substância apolar
 A água é o mais importante dos solventes polares, sendo
considerada o solvente universal.
Álcool Metanol Etanol Propan-1-ol Butan-1-ol Pentan-1-ol
Solubilidade
em água
(g/100g de Infinita Infinita Infinita 8,3 2,4
H2O a 25ºC)
 Conforme aumenta a cadeia carbônica do álcool, diminui sua
solubilidade em água.
 Isso se deve ao fato dos álcoois apresentarem em sua
estrutura uma parte polar e outra apolar.
 Com aumento da cadeia carbônica, começa a predominar a
parte apolar, diminuindo a solubilidade em água e
aumentando a solubilidade em solvente apolar 35
Solubilidade

 Um cubo de açúcar contém muitas moléculas e elas são mantidas unidas


pelas pontes de hidrogênio (imagem a esquerda). Quando um cubo de
açúcar dissolve, cada molécula permanece intacta. A molécula
estabelece pontes com as moléculas de água e desfaz as pontes com as
outras moléculas de açúcar.
 Por outro lado, o sal em solução transforma-se em íons (imagem a
direita), como o cátion Na+ e o ânion Cl-. A solubilidade dessas
substâncias só é possível devido a afinidade eletrônica existente entre o
soluto (açúcar e o sal) e o solvente (a água).
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Solubilidade
 A água é um excelente solvente polar para compostos
orgânicos polares de baixo peso molecular, como :
metanol, etanol, ácido fórmico, ácido acético, dentre
outros.
 Possuindo um dipolo bastante acentuado, atrai por
eletrostática o dipolo da outra molécula, de forma a
potencializar a solubilização.
 Porém, essas moléculas orgânicas possuem uma parte
polar, solúvel em água e uma parte apolar, insolúvel
em água.
 A medida que aumenta-se o número de carbonos
no grupo dos álcoois e ácidos carboxílicos por
exemplo, a solubilidade, em meio aquoso vai
diminuindo. 37
Hidrocarbonetos
 Quanto maior o n.º de Carbonos maior o PM
(peso molecular) , maior o PF (ponto de
fusão) e PE (ponto de ebulição) ( maior a
FVW )
 Dois hidrocarbonetos de mesmo nº de C ,
quanto menos ramificada , maior a superfície
de contato, maior a FVW, maior PF e PE.
 Não são polares, não são solúveis em água
( ou são pouco solúveis), são solúveis em
solventes orgânicos.
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Hidrocarbonetos
 São menos denso que a água.
 PF e PE dos compostos cíclicos são maiores
que dos não cíclicos.
 PE e PF dos alcenos são maiores que dos
alcanos correspondentes.

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Álcoois
 Formam pontes de Hidrogênio entre si (tem - OH)
 Quanto maior o PM maior o PE ( maior a FVW).
 PE (álcool) > PE (Hidrocarboneto correspondente)
( devido às pontes de Hidrogênio )
 Quanto maior o PM , menor a solubilidade em água
(os primeiros álcoois são solúveis em água pois são
polares e formam pontes de Hidrogênio c/ a água).

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Éter
 Não formam pontes de Hidrogênio entre si
(só tem força dipolo-dipolo).
 ( R - O - R ) por isso tem baixo PE e PF.
 Quanto maior o PM, maior PE ( maior FVW)
 Muito pouco solúveis em água (devido à força
dipolo)
 PE (álcool) > PE (éter) > PE (Hidrocarboneto
de PM correspondente)

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Ácidos Carboxílicos

 ( - COOH ) são polares (tem FVW: força


dipolo e pontes de H entre si e com a água)
 Os 4 primeiros ácidos são solúveis em água
devido à polaridade e às pontes de H.
 PE (ácidos) > PE (álcoois) > PE (aldeídos e
cetonas) > PE (éter) > PE (Hidrocarboneto
Correspondente)

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Aldeídos e Cetonas

 (C = O) são polares (força dipolo-dipolo)


 Aldeídos e Cetonas de baixo PM são solúveis
em água (os outros são insolúveis)
 PE (álcoois) > PE (aldeídos e cetonas) >
PE (Hidrocarboneto Correspondente)

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Éster e Cloretos de Ácidos

 São compostos polares (força dipolo)


 Tem PE próximos ao PE dos aldeídos
e cetonas correspondentes

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Aminas e amidas

 São polares pois formam


pontes de H ( entre o N e o H ) ,
são solúveis em água

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Densidade
 As substâncias Orgânicas são, em geral pouco
densas (tem densidade menor que da água) por
este motivo quando insolúveis em água essas
substâncias formam uma camada que “flutua”
sobre a água, como acontece com a gasolina, o
éter comum , o benzeno, etc.
 Substâncias orgânicas contendo um ou mais
átomos de massas atômicas elevadas podem ser
mais densas que a água , exemplo CHBr3 é três
vezes mais denso que a água.

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Viscosidade
 Quanto maior a polaridade de uma molécula, maior
será sua viscosidade
Comparando a gasolina e a glicerina:
A glicerina apresenta: glicerina gasolina
 Maior polaridade
 Maior temperatura de ebulição
 Maior solubilidade em água
 Menor volatilidade
 Maior viscosidade

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(Fuvest –SP) Três líquidos puros apresentam as propriedades relacionadas
na tabela:
LÍQUIDO TEMPERATURA DE Solubilidade em água
EBULIÇÃO (°C) (g/100ml)
A 36,2 0,036
B 34,6 7,5
C 117,7 7,9
Utilizando essas propriedades, associe cada um dos líquidos às substâncias:
butan-1-ol; pentano; éter etílico
RESOLUÇÃO:
 O pentano, é praticamente insolúvel em água, é portanto a substância A.
 O butan-1-ol, apresenta ligações de hidrogênio, enquanto que o éter etílico
realiza ligações dipolo-dipolo entre suas moléculas.
Como as ligações de hidrogênio são intensas, as substâncias que a realizam
possuem temperatura de ebulição maior do que as substâncias que realizam
dipolo – dipolo.
 A substância C é o butan-1-ol e a substância B é o éter etílico

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(UFMA) Considere os seguintes compostos orgânicos com seus
respectivos pontos de ebulição:
COMPOSTO PE (°C)
Butano -135
Éter etílico 34,6
Butan-1-ol 117,7
2-metil-2-propanol 82,5
Justifique as diferenças entre os pontos de ebulição entre:
a) Butano e éter etílico
b)Butan-1-ol e 2- metil- propanol
RESOLUÇÃO
a) As interações intermoleculares do éter etílico (dipolo-dipolo), são mais
intensas que as estabelecidas pelo butano (dipolo induzido- dipolo
induzido). Por isso, o PE do éter etilico é maior do que o PE do butano.
b) A molécula do butan-1-ol, possui uma maior superfície e com isso
estabelece uma maior quantidade de interações intermoleculares dipolo-
dipolo, resultando em um maior PE.
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