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DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DAS

RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E


CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA, NOS TERMOS DA LEI
NO 9.394/96, DADA PELAS LEIS NO 10.639/03 E NO 11.645/08,
E DA RESOLUÇÃO CNE/CP 1/2004, FUNDAMENTADA NO
PARECER CNE/CP 3/2004
RESUMO
• Anunciar a implementação do estudo da História e Cultura da
África e Afro-Brasileira e Indígena, nos termos da Lei 9.394/96
no currículo da educação escolar brasileira instituída por meio
da Lei Federal nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, 11. 645, de
10 de março de 2008.
• Apresentar o contexto em que a presente temática está
inserida, de forma a esclarecer que o debate acerca das
referidas leis não é um ato mecânico, mas sim, uma ação
política pedagógica que envolve a todos os sujeitos do meio
educacional.
• Para enfrentar os desafios colocados diante da problemática
anunciada, é necessário a mobilização de todos os setores, e o
professor(a), exerce um papel fundamental neste processo.
OBJETIVOS
• Contextualizar a história sobre o racismo no
Brasil.
• Refletir sobre a efetivação das Leis 10.639/03
e 11.645/08 nos Currículos Escolares.
• Sugerir maneiras de implementá-las, que
favoreça o intercâmbio de ideias e o relato de
práticas vivenciadas na educação, primando o
combate ao racismo e a valorização da ERER
no Brasil: POR UMA EDUCAÇÃO ANTIRACISTA!
MOVIMENTO SOCIAL
NEGRO E EDUCAÇÃO
• É antiga a preocupação dos movimentos negros com a
integração dos assuntos africanos e afro-brasileiros ao currículo
escolar. Talvez a mais contundente das razões esteja nas
consequências psicológicas para a criança afro-brasileira de um
processo pedagógico que não reflete a sua face e de sua família,
com sua história e cultura própria, impedindo-a de se identificar
com o processo educativo.
• Erroneamente seus antepassados são retratados apenas como
escravos que nada contribuíram ao processo histórico e
civilizatório, universal do ser humano. Essa distorção resulta em
complexos de inferioridade da criança negra, minando o
desempenho e o desenvolvimento de sua personalidade
criativa e capacidade de reflexão, contribuindo sensivelmente
para os altos índices de evasão e repetência. (RJ, 1991)
MOVIMENTO SOCIAL
NEGRO E EDUCAÇÃO
INTERVENÇÃO DO
MOVIMENTO NEGRO
• De 1903 a 1924 utilização de
periódicos como
instrumento de campanha;
• Em março de 1929: 1º
Congresso da Mocidade
Negra no Brasil;
• Em 1931, funda-se a Frente
Negra Brasileira (FNB);
• Em 1950, I Congresso do
Negro Brasileiro; Teatro Movimento Negro Unificado Durante o Ato no
Experimental do Negro. Theatro Municipal em São Paulo
Fonte: NEXO JORNAL
19/10/2018
MARCHA ZUMBI DOS
PALMARES, 1995
• Refletindo os valores da sociedade, a escola se configura
como espaço privilegiado de aprendizado do racismo,
especialmente devido ao conteúdo eurocêntrico do
currículo escolar, aos programas educativos, aos manuais
escolares e ao comportamento diferenciado do
professorado diante de crianças negras e brancas.
• A reiteração de abordagens e estereótipos que
desvalorizam o povo negro e supervalorizam o branco
resulta na naturalização e conservação de uma ordem
baseada numa suposta superioridade biológica, que
atribui a negros e brancos papéis e destinos diferentes.
MARCHA ZUMBI DOS
PALMARES, 1995
• Num país cujos donos do poder descendem de
escravizadores, a influência nefasta da escola se
traduz não apenas na legitimação da situação de
inferioridade dos negros, como também na
permanente recriação e justificação de atitudes e
comportamentos racistas.
• Por outro lado, a inculcação de imagens
estereotipadas induz a criança negra a inibir suas
potencialidades, limitar suas aspirações profissionais
e humanas e bloquear o pleno desenvolvimento de
sua identidade racial.
PROPOSTAS
CONSTITUIÇÃO 1988
• Art. 4º A educação dará ênfase à igualdade dos
sexos, à luta contra o racismo e todas as formas de
discriminação, afirmando as características
multiculturais e pluriétnicas do povo brasileiro.
• Art.5º O ensino de história das Populações Negras
do Brasil será obrigatório em todos os níveis da
educação brasileira, na forma que a lei dispuser.

Subcomissão dos negros, populações indígenas,


pessoas deficientes e minorias.
PROPOSTAS
CONSTITUIÇÃO 1988
• Art. 85. O poder público reformulará, em todos os
níveis, o ensino da história do Brasil, com o objetivo
de contemplar com igualdade a contribuição das
diferentes etnias para a formação multicultural e
pluriétnica do povo brasileiro.

Comissão geral da Ordem Social e à Comissão de


Sistematização
TEXTO FINAL -
CONSTITUIÇÃO 1988
• Art.242. O ensino de história do Brasil levará em
conta as contribuições das diferentes culturas e
etnias para a formação do povo brasileiro.

"Constituição Federal e a Bandeira do Brasil”.


Fonte: Página do Wikipedia
PARECER CNE/CP Nº
003/MAIO 2004
• EXPRESSA AS POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS NO
CAMPO EDUCACIONAL.
• Aprovado no dia 10 de março de 2004, pelo CNE;
• Homologado pelo MEC, em 19 de maio de 2004;
RESOLUÇÃO CNE/CP
Nº 1/JUNHO 2004
• INSTITUI AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS
PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-
BRASILEIRA E AFRICANA.
LEI 10.639, DE 9 DE
JANEIRO DE 2003
• Altera a Lei no 9.394/96, que estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional, para incluir no currículo
oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática
"História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras
providências.
• Art. 1º - A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
passa a vigorar acrescida dos arts. 26-A e 79-B:
• Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e
médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o
ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
LEI 10.639, DE 9 DE
JANEIRO DE 2003
• § 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste
artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos,
a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o
negro na formação da sociedade nacional, resgatando a
contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e
política pertinentes à História do Brasil.
• § 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-
Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo
escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de
Literatura e História Brasileiras.
• "Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de
novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’."
LEI 11.645, DE 10 DE
MARÇO DE 2008
• Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de
2003, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial
da rede de ensino a obrigatoriedade da temática
“História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

• “Art.26-A Nos estabelecimentos de ensino


fundamental e de ensino médio, públicos e
privados, torna-se obrigatório o estudo da história e
cultura afro-brasileira e indígena.
RACISMO E
ESCRAVIDÃO
• É importante perceber que a escravidão não nasceu
do racismo; ao contrário, o racismo atual decorre do
escravismo.
• O racismo é, desta maneira, resultado de
justificações e classificações ideológicas, com o
objetivo de subjugação e exploração da força de
trabalho. Bases fundamentais para a solidificação do
sistema capitalista no mundo.
RACISMO E
IDEOLOGIA
“De fato, tanto paternalismo quanto o
neocolonialismo e o racismo que permeiam
a obra de Gilberto Freyre são mais
perniciosos que todo seu elenco de
eufemismos. Batizados estes de morenidade,
metarraça ou qualquer outro nome que sua
imaginação possa fantasiar, a farsa de
Gilberto Freyre se desarticula na condição de
seu próprio raciocínio e de suas próprias
palavras; pois o paladino das mestiçagens
etnoculturais afirma que estas ocorrem entre
os brasileiros “sem que signifique repúdio à
Primeira Obra. Casa Grande e Senzala predominância de valores culturais europeus
Fonte: PUC Rio Digital Acesso em
19/11/2018
na formação brasileira””. (p. 52)
RAÇA COMO CATEGORIA
SOCIOLÓGICA E NÃO
BIOLÓGICA
• “as desigualdades atuais entre os chamados
grupos raciais não são consequências de sua
herança biológica, mas produtos de
circunstâncias sociais históricas e
contemporâneas e de conjunturas econômicas,
educacionais e políticas.” (Declaração sobre
Raça da Associação Norte Americana de
Antropologia de 1998).
O RACISMO É PRODUTO DE
MOVIMENTOS IDEOLÓGICOS
• Um conjunto de ideias foi elaborado pela elite
dominante, a fim de justificar a escravidão e a
constituição de novas relações sociais no Brasil,
após a abolição.
“Branca para casar,
Negra para trabalhar,
Mulata para fornicar.”
NASCIMENTO, 2017(p.75)

Propaganda foi veiculada entre 2010


e 2011 e não suspensa pelo Conselho
Nacional de Autorregulação
Publicitária
Fonte: GELEDE 19/11/2018
IDEOLOGIA
• Uma ideologia se torna
hegemônica na sociedade
quando não precisa
mostrar-se, quando não
necessita de signos
visíveis para se impor. É
hegemônica quando se de
maneira espontânea flui
como verdade igualmente
aceita por todos (CHAUÌ, Carandiru não é coisa do passado: o
2016). que era exceção na verdade é regra
04/10/2018
Fonte: DESACATO.INFO
19/11/2018
MOVIMENTOS/
FENÔMENOS IDEOLÓGICOS
• Ideologia de dominação racial – conjunto de ideias
que pregava a inferioridade do negro, a fim de
justificar a escravidão;
• Mito da democracia racial - ao negar a questão
racial, este, naturalizou as desigualdades raciais no
Brasil.
IDEOLOGIA DE
DOMINAÇÃO RACIAL
• A justificar a escravização
• Igreja: os africanos seriam um
povo amaldiçoado –
descendentes de Cam
• Ciência – o negro seria uma raça
inferior - Gobineau Ensaio sobre
a Desigualdade das Raças
Humanas, 1885
• O negro é desconfigurado,
torna-se sinônimo de ser
primitivo inferior.
A redenção de Cam uma autoria de Modesto Brocos y Gómez (1852-1936), artista
galego que naturalizou-se brasileiro. Em sua primeira exposição pública, a pintura
foi premiada com a medalha de ouro da Exposição Geral de Belas Artes de 1895.
Modesto Brocos y Gómez (1852-1936 )
Antes mesmo da premiação, já alcançava atenções nas páginas dos jornais, servindo
A rendenção de Cam. 1985.
de instrumento as polêmicas posições no Brasil pós-Abolição: A ideia de que a
Fonte: 19&20
mescla racial promoveria o embranquecimento da população do país. Interessa aqui
20/11/2018
de forma crítica o que o quadro revela em questão do tema.
TEORIA DO
EMBRANQUECIMENTO
• Política oficial do embranquecimento da população
brasileira;
• O estado brasileiro investiu pesadamente em
programas de imigração de europeus. Só no estado
de São Paulo, para exemplificar, chegaram, entre
1890 e 1914, mais de 1,5 milhões de europeus,
sendo que 64% destes, com a passagem paga pelo
governo estadual. “A albumina branca depura o
mascavo nacional...” (PEIXOTO, 1975 p.15)
O MITO DA
DEMOCRACIA RACIAL
• Os mitos existem para esconder a realidade (Florestan
Fernandes)
• O Brasil é um país onde não há discriminação racial.
Somos o país do futebol, do carnaval etc.
• Em 1890, os documentos relacionados à escravidão são
queimados – Rui Barbosa;
• Constituiu-se uma história oficial sem as contribuições e
resistência dos negros
• A ausência do quesito cor nos censos populacionais –
1900,1920,1960,1970
• Só presente em 1950 e a partir de 1980. As
desigualdades raciais são naturalizadas
O MITO DA
DEMOCRACIA RACIAL
• A crença da convivência cordial e harmoniosa das
raças/etnias que compuseram a sociedade
brasileira, aliada à construída crença da
inferioridade do negro, consolidou um quadro de
desigualdade racial estrutural no país. Deste modo,
o racismo, aqui, toma formas especiais; ele é
negado. Como disse Florestan (FERNANDES, 1972,
P.42): o brasileiro tem preconceito de ter
preconceito. O racismo é um problema estrutural da
realidade brasileira.
O RACISMO É UM PROBLEMA
ESTRUTURAL DA REALIDADE
BRASILEIRA
• O racismo tem como pano de fundo uma construção
ideológica de justificação, classificação e naturalização, a
fim de manutenção de privilégios de um grupo sobre
outro.
• No Brasil, cruzaram-se dois movimentos ideológicos, o da
ideologia da dominação racial, que ao difundir ideias de
inferioridade do negro justificava a escravidão e o mito
da democracia racial que ao negar a dura realidade do
negro brasileiro naturalizou as desigualdades raciais.
Importância dos conteúdos Lei 10.639/03 pode constituir-se
como uma ferramenta de luta contra ideológica, pois o
silêncio, ao ser falado, destrói o discurso que o silenciava
(CHAUI, 2001, p.25).
REFLETINDO SOBRE
ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE
ATUAÇÃO
Como trabalhar estas temáticas nas
disciplinas curriculares?

“Amnésia” – Flávio Cerqueira –


Exposição Histórias Afro-Atlânticas
Fonte: MASP
18/10/2018
REFLETINDO SOBRE
ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE
ATUAÇÃO
• Nascido na Aldeia
Maracanã, no Pará,
escritor Daniel
Munduruku se
dedica a escrever
livros para jovens e
crianças que
transmitam, sem
estereótipos, a
verdadeira realidade
do índio brasileiro.
REFLETINDO SOBRE
ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE
ATUAÇÃO
• Os estudantes afrodescendentes não gostam de falar sobre
escravismo criminoso em sala de aula. Ficam envergonhados,
acanhados, trata-se de um assunto indigesto. As razões dessa
aversão são muito simples: o assunto é sempre tratado de
forma inadequada e preenchido de preconceitos e racismo que
inferiorizam a população negra.
• O escravo nos livros didáticos é tratado como o ser sem cultura,
incivilizado, ser bruto do trabalho braçal. O escravizado não é
tratado na história do Brasil como um ser pensante, com
características humanas, como sujeito de uma história social.
• As informações sobre o continente de origem dos escravizados
quase que inexistem.
REFLETINDO SOBRE
ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE
ATUAÇÃO
• Os erros persistem em apresentar o escravizado apenas como
coisa, como ser movente, como peça de comércio, retirando a
humanidade do ser escravizado.
• Não adianta dizer que devemos tudo ao negro, se este tudo não
é exemplificado e esclarecido em detalhes.
• As apresentações dadas condenam a população africana como
predestinada ao escravismo por supostamente ser
intelectualmente inferior ou culturalmente menos evoluída ou
ainda, socialmente menos desorganizada.
• As instituições de Ensino Superior deverão incluir nos
conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos, a
educação das relações Étnico-Raciais bem como o tratamento
de questões e temáticas que dizem respeito aos
afrodescendentes e indígenas.
REFLETINDO SOBRE
ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE
ATUAÇÃO
REFLETINDO SOBRE
ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE

ATUAÇÃO
A Coleção foi produzida para contar a história da África a partir da
perspectiva dos próprios africanos. Para mostrar ao mundo que
diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do
continente, bem como provar que a região era constituída por
sociedades organizadas.
• Assim, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39
especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de
reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar
estrangeiro.
• Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre
o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da
Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos
(UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção,
considerada uma obra de referência sobre o assunto.
REFERENCIAS
BRASIL. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, DF,
1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 9 abr. 2018.

BRASIL. Parecer CNE/CP n.º 03, de 10 de março de 2004. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, DF: CNE/CP, 2004. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/cnecp_003.pdf>. Acesso em: 9 abr. 2018.

CAVALLEIRO, Eliane dos Santos. Introdução. In: BRASIL. Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal n.º
10.639/03. Brasília, DF: MEC/SECAD, 2005. (Educação para todos). p. 11-18

Chauí, Marilena de Souza . Ideologia e Educação. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 42, n. 1, p. 245-257, jan./mar. 2016.
Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/ep/v42n1/1517-9702-ep-42-1-0245.pdf)> Acesso em 06/06/2019.

FERNANDES, Florestan. Significado do protesto negro. São Paulo: Expressão Popular/Fundação Perseu Abramo, 2017.

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro Educador: Saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes,
2017.
MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O Negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2016.

MUNANGA, Kabengele (Org.). Superando o racismo na escola. Brasília, DF: Ministério da Educação, Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

NASCIMENTO, Abdias. O Genocídio do Negro Brasileiro: Processo de um Racismo Mascarado. 3. ed. São Paulo:
Perspectivas, 2016.
Bons Estudos!