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INSTRUTOR

Ms. Enf: FÉLIX


B.L.S ; A.C.L.S ; I.B.S ; A.T.E.P.H ; C.R.A.Q
MESTRADO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE- UNICSUL
ESPECIALISTA EM C.T.I
ESPECIALISTA EM SAÚDE PÚBLICA
ESPECIALIZAÇÃO EM URGÊNCIA-EMERGÊNCIA

HEMORRAGIAS

1
DEFINIÇÃO

Hemorragia ou sangramento são termos


usados para expressar a saída do sangue de
compartimentos – geralmente artérias,
capilares ou veias – nos quais normalmente ele
deveria estar contido.
A perda de sangue leva à diminuição da
oxigenação dos tecidos podendo levar à morte
se não for controlada.
HEMORRAGIA EXTERNA

A hemorragia externa, é o
extravasamento do sangue através
das artérias, veias ou capilares
para o exterior do corpo.
HEMORRAGIA INTERNA

A hemorragia interna, é o
extravasamento do sangue através
das artérias, veias ou capilares
para o interior do corpo.
Classificação das hemorragias
pelos tipos de vasos:
Arterial: Sangramento em jato (pulsátil)
acompanhando a contração cardíaca.
Geralmente o sangue é de coloração vermelho-
viva.
É mais grave que o sangramento venoso
em vasos do mesmo calibre, pois a pressão no
sistema arterial é bem maior que no sistema
venoso e a velocidade da perda sangüínea é
maior.
Classificação das hemorragias
pelos tipos de vasos:
Venosa: Sangramento contínuo,
geralmente de coloração vermelho-escura.

Capilar: Sangramento geralmente é


contínuo com fluxo lento.
Gravidade da hemorragia

Em muitos casos, a hemorragia externa


cessa entre 1 a 3 minutos, em virtude dos
mecanismos normais de coagulação sangüínea.
Mas em outras situações, quer pelo
diâmetro dos vasos lesados, quer pela extensão
dos ferimentos, a hemorragia prossegue ou por
vezes é rápida e muito volumosa, levando a
uma seqüência de alterações que podem
culminar na morte.
Importante:
A hemorragia é severa quando:
1. A freqüência respiratória aumenta;
2. O BPM ou FC torna-se rápido;
3. A PA (Pressão Arterial) cai;
4. O nível de consciência fica acentuadamente
deprimido.
Classificação das hemorragias pelo
volume de sangue perdido:
• Hemorragia Classe I: Perda de até 15% do
volume sangüíneo.
 Neste caso os sintomas e sinais são mínimos.
Nas situações menos complicadas, pode
ocorrer: discreta taquicardia / pressão
arterial baixa / pressão de pulso fraco e
rápido / freqüência respiratória inalterada
Classificação das hemorragias pelo
volume de sangue perdido:
• Hemorragia Classe II: Perda entre 15% a 30% do
volume sangüíneo.

 Em um adulto de 70 kg uma Hemorragia Classe


II corresponde a cerca de 750 a 1500 ml de
sangue. Ocorre taquicardia (FC > 100 bat/min
em adulto) / aumento da freqüência respiratória
e redução da pressão de pulso pela elevação da
diastólica.
 .
Classificação das hemorragias pelo
volume de sangue perdido:
•Hemorragia Classe III: Perda entre 30% a
40% do volume sangüíneo.
Corresponde a perda de aproximadamente 2
litros de sangue em adultos.
Nesses casos, existem sinais e sintomas de uma
insuficiente perfusão tecidual.
Assim verifica-se um acentuado aumento da
freqüência cardíaca e respiratória, queda da pressão
sistólica e intensificação das alterações mentais.
Classificação das hemorragias pelo
volume de sangue perdido:
•Hemorragia Classe IV: Perda de mais de
40% do volume sangüíneo.

•Requer imediata reposição sangüínea e


pode causar a morte. Há acentuado aumento
da freqüência cardíaca e respiratória, queda
intensa da pressão sistólica e muita
dificuldade na detecção da diastólica.
Importante

• Em todas as classes de hemorragias, a


vítima pode apresentar:

1. Pele fria;
2. Palidez;
3. Suor frio;
4. Tremores.
Técnicas de Hemostasia para
Hemorragia externa:
•Várias são as formas de conter
uma hemorragia, simples ou
complexa, algumas requerem pouco
treinamento outras necessitam de
material muitas vezes não facilmente
disponível, algumas com poucos
riscos, outras com sérios riscos e
contra-indicações.
Técnicas de Hemostasia para
Hemorragia externa:
1. Compressão direta sobre a lesão;
2. Elevação do membro lesado;
3. Compressão dos pontos arteriais;
4. Torniquete;
5. Imobilização (método coadjuvante);
Compressão direta sobre a lesão:

•É a forma mais simples, a mais


eficiente e a que sempre deve ser tentada
em primeiro lugar. Consiste na
compressão do ferimento, podendo ser
realizada com as próprias mãos, utilizar:
gaze, bandagem triangular ou outro tecido
limpo qualquer.
Elevação do membro lesado:

•Desde que não haja nenhum


impedimento para movimentar a
região (fratura), deve sempre ser
aplicada juntamente com a primeira
técnica (compressão direta).
•A lesão deve ficar acima do nível
cardíaco.
Quanto mais elevado acima do
coração, menor será a pressão sangüínea,
melhor será o retorno venoso com
conseqüente diminuição da estagnação do
sangue e menor hemorragia.
Assim elevação e compressão
constituem, juntas, as maneiras mais
eficientes para se interromper uma
hemorragia.
Compressão dos pontos arteriais:
•Muitas artérias podem ser
acessadas ou apalpadas através da
pele.
•São os pulsos arteriais.
•A compressão dos pontos arteriais
determinará a interrupção do fluxo
sangüíneo par a área irrigada por
aquela artéria.
Os pontos arteriais comumente utilizados
para interromper uma hemorragia são os
correspondestes aos pulsos braquial, femoral,
carotídeo, temporal e radial. Mas qualquer
pulso palpável pode ser utilizado para reduzir a
hemorragia.
Por vezes em ferimentos múltiplos num
membro, o profissional pode comprimir uma
artéria, enquanto outro com mais liberdade
pode realizar as compressões em cada um dos
ferimentos.
Torniquete:
• É técnica cada vez mais abandonada. Só deve ser
tentada quando todas as técnicas anteriores já
foram tentadas e falharam.

• É técnica de risco, podendo causar lesões mesmo


quando aplicada corretamente. Torniquetes
aplicados de maneira imprópria podem esmagar
o tecido e causar lesão permanente nos nervos,
músculos e vasos. Podem ainda provocar
gangrena pela isquemia e morte tecidual se
aplicados por tempo prolongado.
Hemorragia Interna:
•A hemorragia interna, geralmente
não é visível, porém pode ser bastante
grave, fazendo com que a vítima morra
em razão do choque.
•O sangramento pela boca ou reto ou a
presença de sangue na urina podem
indicar lesão interna grave
Hemorragia Interna:
•O sangramento vaginal
intermenstrual também é importante.
•O sangramento, mesmo que leve, a
partir de qualquer orifício pode ser grave,
porque geralmente indica alguma fonte
interna de hemorragia.
Tipos de Hemorragias Internas:
• Sangramento por úlcera
gástrica;
• Sangramento de uma fratura
fechada de qualquer osso;
• Sangramento a partir da
laceração do fígado ou baço.
Sinais de Hemorragias Internas:
1. O pulso torna-se fraco ou rápido;
2. A pele fica fria e viscosa;
3. Os olhos ficam sem brilho: as pupilas podem
estar dilatadas e responderem lentamente à
luz;
4. A pressão arterial cai;
5. A vítima geralmente tem sede e se encontra
ansiosa com uma sensação de morte
iminente;
6. A vítima pode estar nauseada e vomitar.
Importante:
•Uma vítima com fratura de
Fêmur pode perder facilmente 1
litro de sangue ou mais para
dentro dos tecidos da coxa, com
pequena ou nenhuma indicação
externa imediata de tal perda
sangüínea.
Técnicas de Hemostasia para
Hemorragia interna:
1. O controle pré-hospitalar de hemorragias
internas é impossível, o tratamento e cirúrgico;
2. Vítimas com hemorragias internas devem ser
removidas rapidamente para o hospital,
mantendo-se os cuidados de suporte básico de
vida;
3. Em focos de fraturas é possível reduzir a perda
sangüínea através de manipulação adequada e
imobilização.
1. SOLICITAR O SERVIÇO DE EMERGÊNCIA
2. AVALIAR O LOCAL SE HÁ SEGURANÇA
3. CONTROLE DO STRESS
4. AVALIAR O NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
5. AVALIAR SE ESTÁ RESPIRANDO
6. AVALIAR A CIRCULAÇÃO
7. SE HÁ PRESENÇA DE PULSO
8. SE HÁ SANGRAMENTO AMBUDANTE
9. CONTROLAR HEMORRAGIAS
10. PREVENIR HIPORTERMIA (BAIXA TEMPERATURA)
11. REALIZAR RCP SE NECESSÁRIA-CASO A VÍTIMA
NÃO RESPIRE E NÃO APRESENTE PULSO

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BOM FINAL DE SEMANA ! FÉLIX NETO !

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