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10/07/2015

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Edição 2012

Técnico de
Administração e
Controle Junior
Nível Médio
Petrobras

Língua Portuguesa – Eli Castro
(Mestre em língua Portuguesa)

Matemática –
Felipe Brito e Pedro Evaristo

Bloco 1 – Processos Administrativos e
Legislação:
Heron Lemos e Giovanna Carranza

Bloco 2 – Noções de Matemática Financeira e
Contabilidade Básica:
Pedro Evaristo e Germana Chaves

Bloco 3 – Noções de Informática:
Carlos Viana

Copyright 2012 – Editora Artejur.

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610/98.
Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem autorização expressa e
por escrito dos autores e da editora.

Técnico de Administração e Controle Junior - Petrobras
Obra Atualizada até 04-2012


Capa:
Marta pires

Diagramação:
Ana

Ilustração:
Marta

Impressão:
Davi
Editoração Gráfica:
Davi

Acabamento:
Davi

Revisão:
Alan

Supervisão editorial:
Renato


ATENÇÃO!!


ATENDIMENTO
Dúvidas, reclamações e sugestões
(85) 3032 6709

Email: contato@editoraartejur.com.br

www.editoraartejur.com

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Português
Professor: Eli Castro



Eli Castro é graduado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) com licenciatura em Língua
Portuguesa, Literatura e Língua Espanhola. Foi professor de espanhol do Núcleo de Línguas da UECE
entre os anos de 2002 a 2005. É mestre em Literatura Brasileira Contemporânea pela Universidade
Federal do Ceará (UFC), onde foi professor substituto entre os anos de 2008 a 2010. Trabalha com
preparatórios para concursos público há 8 anos. Atualmente, prepara projeto de doutorado




INDICE:


00. Apresentação. 01
01. Interpretação de textos. 01
02. Classes de palavras. 09
03. Regência Verbal e Nominal. 21
04. Crase. 28
05. Concordância Verbal. 34
06. Concordância Nominal. 43
07. Pontuação. 47
08. Significação das Palavras. 54
09. Sintaxe da Oração e do Período. 57
10. Uso do “PORQUE”. 67
11. Funções do SE. 68
12. Funções do QUE. 69
13. Vozes do verbo. 72
14. Acentuação gráfica. 73
15. Exercícios finais. 80




1 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
00. Apresentação

Esta apostila foi idealizada com o propósito de fazer com
que você consiga estudar sozinho e com o máximo de
rendimento. Procure ler com atenção as dicas, as
observações e, principalmente, não deixe de fazer todos os
exercícios que aqui aparecem.

Desejo toda a sorte do mundo a você. E tenha sempre em
mente que estudar, agora, é um trabalho. Por isso, não
chegue tarde, não falte, não durma em serviço e sempre
procure bater metas. Assim, o sucesso é só uma questão de
tempo. Sincero abraço!

********

Esta apostila está fundamentada nas seguintes gramáticas:
Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso
Cunha & Lindley Cintra; Nova Gramática da Língua
Portuguesa, de Evanildo Bechara; Novíssima Gramática
da Língua Portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla e
Gramática para Concursos, de Marcelo Rosenthal. Das
quatro, sugiro as duas últimas, uma vez que elas são ricas
em exercícios e trazem base teórica na medida certa.
Também sugiro a aquisição do Dicionário Houaiss, o
melhor disponível no mercado.

*******

Eli Castro é graduado pela Universidade Estadual do Ceará
(UECE) com licenciatura em Língua Portuguesa, Literatura e
Língua Espanhola. Foi professor de espanhol do Núcleo de
Línguas da UECE entre os anos de 2002 e 2005. É mestre
em Literatura Brasileira Contemporânea pela Universidade
Federal do Ceará (UFC), onde foi professor substituto entre
os anos de 2008 e 2010. É professor dos principais
cursinhos preparatório para concursos em Fortaleza.
Leciona, também, em cursos de pós-graduação em
faculdades particulares. Atualmente, prepara projeto de
doutorado com fortes inclinações para a psicanálise e a
filosofia da linguagem.

01. Interpretação de textos
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Altíssima.
Muitas vezes, até as questões de gramática dependem da
interpretação do texto lido.

DICA: Resolva o máximo de questões que você puder. Se
você resolver três questões por dia, em um mês você estará
muito mais atento e menos vulnerável a perder questões, de
um certo modo, simples.

DICA DE ESTUDO: Leia, com bastante atenção, a técnica
que apresento na seqüência. Não subestime esse tema.
Muitos alunos pensam que, para se sair bem nas questões
de interpretação, basta fazer uma boa leitura. Isso não é
verdade. Há mais coisas que envolvem o gesto de
interpretar um texto que se encontra numa prova de
concurso. Há detalhes sutis nos enunciados e nos próprios
itens. O texto, curiosamente, é o menos perigoso de todos
os elementos que envolvem a interpretação.
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Alta. Às vezes,
metade da prova é de interpretação de textos. Por isso, esse
assunto não pode ser deixado de lado.
Entendendo o que é interpretar um texto para uma prova
de concurso.
O que é interpretar um texto? Como se deve proceder
quando se está diante de um conjunto de idéias arquitetadas
em parágrafos? A interpretação seria um procedimento
igual, sempre, independente do texto e da situação em que
está inserido o leitor? Antes de responder a essas
interessantes perguntas, comecemos por uma delimitação
inevitável: quando se está numa situação de prova, não se
interpreta apenas o texto, mas tudo aquilo que o envolve e o
evidencia. Estou querendo dizer que, numa prova de
concurso, não basta ler atentamente o texto que ali se
encontra, mas sim considerar que os enunciados das
questões e os itens (A, B, C, D e E) também fazem parte do
processo interpretativo. Dessa forma, o candidato deve ter a
consciência de que seu êxito nas questões de interpretação
depende fundamentalmente da triangulação representada a
seguir:
Texto






Enunciado Itens

É com base nessa dinâmica que o candidato pode chegar a
uma conclusão satisfatória.

Vamos agora explorar esse triângulo de forma mais
aprofundada. Comecemos pela ponta da figura: o texto.
Sugiro, ao ler pela primeira vez o texto da prova, que você
fique atento a tudo, que se desligue do mundo a sua volta e
entre no mundo do texto. Se possível, grife, circule ou faça
qualquer outra marcação quando vir algo que lhe chame a
atenção, algo inusitado ou alguma coisa que você não tenha
entendido direito. Esse procedimento faz com que o
candidato ganhe tempo, já que não precisará mais ficar
procurando aquela palavra esquisita ou expressão
importante que acabara de ler.

Continuemos, agora, com a parte de baixo da figura: o
enunciado. Ler e interpretar o enunciado de uma questão é
fundamental. Contudo, esse sucesso depende de um
simples procedimento: encontre o “comando” da questão.
Chamo “comando” determinada palavra ou expressão que,
disfarçadamente ou não, orienta o candidato a encontrar o
item correto. O “comando”, não sendo encontrado ou
simplesmente esquecido ─ ou mesmo abandonado pelo
candidato ─, pode trazer vários prejuízos. Por isso, sugiro
que você grife o “comando” e não se desligue dele um só
instante. Assim, sempre que terminar a leitura de um item,



2 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
volte ao “comando” para, só depois, começar a leitura do
próximo item. Repita esse procedimento até o item “E”.
Dessa maneira, você terá indicativos muito mais satisfatórios
para julgar uma questão.
Vamos fazer, agora, um pequeno teste. Você lerá, em
seguida, alguns enunciados extraídos de provas reais. No
final deste capítulo, há as respostas. Seu objetivo é
identificar e grifar os “comandos” de cada um deles. Boa
sorte.
01- A analogia estabelecida pelo autor entre a importância
do computador e a da primeira Revolução Industrial
deriva do fato de que, em ambos os casos...( FCC).
02- Nessa carta aberta, Einstein demonstra acreditar que a
ONU...( FCC).
03- O único elemento que não faz parte da estratégia
argumentativa do texto lido é...( Funrio).
04- Marque a paráfrase do texto de Darcy Ribeiro isenta
de erros (ESFAF).
05- Assinale a opção que apresenta inferência coerente
com as idéias do texto (Esaf).
06- É correto deduzir das afirmações do texto que (FCC).
07- De acordo com o texto II, a única palavra que NÃO
pertence ao campo semântico de “camelô” é...( Funrio).
08 - A afirmação que está no título do texto faz referência ao
fato de que, para o autor, (FCC).

Supondo que você já tenha ido conferir as respostas, vale a
pena insistir um pouco mais nesses segundo momento do
triângulo. Às vezes, sentimos grande dificuldade em
interpretar os enunciados por conta de determinadas
palavras ou expressões que não são de uso comum em
nosso cotidiano. É o caso, por exemplo, de palavras como
“inferir”, “aferir”, “subjacente”, “antitético”, “coesão”, “nexo”,
“léxico”, “lexical”; e de expressões como “campo semântico”,
“elemento anafórico”, “elemento catafórico”, dentre outras.
Por esse motivo, é fundamental que você saiba o que
significa cada uma dessas palavras ou expressões. Abaixo,
coloco ─ de forma resumida ─ o significado das que citei
anteriormente.
1. Inferir: concluir a partir de indícios textuais; é uma
espécie de dedução mais elaborada, em que você usa
até as suas experiências de vida para realizá-la.
2. Depreender: embora signifique a mesma coisa que
“inferir”, em provas, esse verbo acaba sendo utilizado
de maneira diferente. Depreender é, dessa forma,
colher (coletar) o que está no texto. Só que essa coleta
não é simples, é como se você precisasse de uma lupa
para enxergar aquilo que está bem escondido no texto.
Depreender é, portanto, um tipo específico de
inferência.
3. Aferir: pôr em confronto; investigar as diferenças;
examinar a fundo.
4. Subjacente: aquilo que fica por baixo; ou, que vem de
baixo.
5. Antitético: que conclui ou encerra antítese, ou seja,
contrariedade.
6. Coesão: ligação entre os elementos dos um texto.
7. Nexo: algumas organizadoras, como a Conesul, usam
essa palavra como sinônimo de conjunção.
8. Léxico: conjunto de palavras de determinada língua.
Ou seja, quando uma questão envolver essa palavra,
pense logo num dicionário, já que é lá que estão as
palavras do léxico da língua portuguesa.
9. Campo lexical: que vem do léxico.
10. Campo semântico: cada contexto comunicativo exige
um tipo de campo semântico (ou território de sentido).
Nele, as palavras assumem significados próprios. Por
exemplo: ao se pensar em fazer um churrasco, uma
série de palavras surgirá para compor esse “campo”:
carne, sal grosso, cerveja, festa, brinde, família,
amigos, música etc. Já para a palavra concurso, outro
grupo de palavras aparece: prova, apostila, questões,
aula, professor, estudo, disciplina etc. Ou seja: campo
semântico é um espaço virtual para o qual um grupo
afim de palavras converge.
11. Elemento anafórico: consideremos a seguinte texto
“Lula não virá mais a Fortaleza, pois o Presidente está
muito atarefado. Sua viagem à capital cearense fica
adiada para o segundo semestre”. Note que
“Presidente” e “Capital cearense” retomam, ou seja,
fazem referência aos termos Lula e Fortaleza. Assim,
diz-se que estamos diante de elementos anafóricos, já
que eles ─ sem promover repetição ─ “apontam” para
palavras que já foram mencionadas. É o que
chamamos de anáfora.
12. Elemento catafórico: usa o mesmo princípio do
anafórico, só que, em vez de “apontar” para trás,
“aponta” para frente. Por exemplo: “Ele disse que
nunca mais voltaria ali, Fortaleza”. Note que o elemento
gramatical “ali” faz referência ao termo que surge
imediatamente após. Daí termos uma catáfora.
Há outras muitas palavras que podem surgir ao longo dos
enunciados. Sua postura, agora, é procurar saber o que elas
significam para que sua interpretação seja plausível. Tenha
sempre consigo um bom dicionário.

Bom, já estamos quase no fim desse capítulo. A última parte
do triângulo que nos falta é da dos itens. Talvez seja esta a
parte mais complicada do processo de interpretação, uma
vez que ela é a que costuma tirar a concentração dos
candidatos com mais frequência. Por qual seria o motivo?
Isso ocorre porque, geralmente, o candidato se desliga do



3 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
“comando”. Lembre-se sempre de que seu objetivo é ligar o
item correto ou o falso ao que propõe o enunciado da
questão. E, para que isso funcione bem, sugiro que você
descarte os itens “podres” o quanto antes. O que são itens
“poderes”? São aqueles que destoam muito do “comando”
da questão. Normalmente, eles fogem ao assunto do texto,
usam palavras generalistas como “apenas”, “tudo”, “nada”,
“somente”, “jamais” etc., trazem comentários cheios de
palavras bonitas ou de efeito, ou, finalmente, dizem uma
verdade sobre o texto, mas uma verdade que não é a que a
questão deseja saber. Muita atenção para este último caso!
Por fim, um último esclarecimento sobre interpretação é
inevitável: se você tiver sido um bom leitor ao longo de sua
carreira escolar e acadêmica, suas chances são bem
significativas, e crescem mais ainda quando você segue as
dicas dadas acima. Por outro lado, se seu contato com a
leitura não tiver sido dos mais satisfatórios, sugiro que você
estude mais, resolva mais exercícios e não tenha medo de
ler. Somente a prática dirigida e orientada pode fazer com
que você, em pouco tempo, recupere o tempo perdido.
Boa sorte!
Eli castro.

Respostas do teste
01- analogia / deriva do
02- demonstra
03- estratégia argumentativa
04- paráfrase
05- inferência
06- deduzir
07- campo semântico
08- faz referência a


Exercícios de Interpretação de textos.

EXERCÍCIO 01

De volta à Antártida

A Rússia planeja lançar cinco novos navios de pesquisa
polar como parte de um esforço de US$ 975 milhões para
reafirmar a sua presença na Antártida na próxima
década.Segundo o blog Science Insider, da revista Science,
um documento do governo estabelece uma agenda de
prioridades para o continente gelado até 2020. A principal
delas é a reconstrução de cinco estações de pesquisa na
Antártida, para realizar estudos sobre mudanças climáticas,
recursos pesqueiros e navegação por satélite, entre outros.
A primeira expedição da extinta União Soviética à Antártida
aconteceu em 1955 e, nas três décadas seguintes, a
potência comunista construiu sete estações de pesquisa no
continente. A Rússia herdou as estações em 1991, após o
colapso da União Soviética, mas pouco conseguiu investir
em pesquisa polar depois disso. O documento afirma que
Moscou deve trabalhar com outras nações para preservar a
“paz e a estabilidade” na Antártida, mas salienta que o país
tem de se posicionar para tirar vantagem dos recursos
naturais caso haja um desmembramento territorial do
continente.
(Pesquisa Fapesp, dezembro de 2010, no 178, p. 23)

1. A principal delas é a reconstrução de cinco estações
de pesquisa na Antártida, para realizar estudos sobre
mudanças climáticas, recursos pesqueiros e navegação
por satélite, entre outros.
O segmento grifado na frase acima tem sentido
(A) adversativo.
(B) de consequência.
(C) de finalidade.
(D) de proporção.
(E) concessivo.

2. Em “paz e a estabilidade”, na última frase do texto, o
emprego das aspas
(A) indica que esse segmento é transcrição literal do
documento do governo russo mencionado no início do texto.
(B) sugere a desconfiança do autor do artigo com relação
aos supostos propósitos da Rússia de manter a paz na
Antártida.
(C) revela ser esse o principal objetivo do governo russo ao
reconstruir estações de pesquisa na Antártida que datam do
período soviético.
(D) aponta para o sentido figurado desses vocábulos, que
não devem ser entendidos em sentido literal, como o
constante dos dicionários.
(E) justifica-se pela sinonímia existente entre paz e
estabilidade, o que torna impensável a existência de uma
sem a outra.

3. Há exemplos de palavras ou expressões empregadas
no texto para retomar outras já utilizadas sem repeti-las
literalmente, como ocorre em:
I. O continente gelado / a Antártida
II. Moscou / a Rússia
III. A revista Science / o blog Science Insider
IV. A potência comunista a União Soviética Atende
corretamente ao enunciado da questão o que está
em
(A) I e III, apenas.
(B) I e IV, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) I, II e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV

Atenção: As questões de números 4 a 6 referem-se ao
texto abaixo.
Quando eu sair daqui, vamos começar vida nova numa
cidade antiga, onde todos se cumprimentam e ninguém nos
conheça. Vou lhe ensinar a falar direito, a usar os diferentes
talheres e copos de vinho, escolherei a dedo seu guarda-
roupa e livros sérios para você ler. Sinto que você leva jeito
porque é aplicada, tem meigas mãos, não faz cara ruim nem
quando me lava, em suma, parece uma moça digna apesar
da origem humilde. Minha outra mulher teve uma educação
rigorosa, mas mesmo assim mamãe nunca entendeu por
que eu escolhera justamente aquela, entre tantas meninas
de uma família distinta.
(Chico Buarque. Leite derramado, São Paulo, Cia. das
Letras, 2009, p. 29)

4. Leia atentamente as afirmações abaixo sobre o texto.



4 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
I. Ao expressar o desejo de viver numa cidade “onde todos
se cumprimentam e ninguém nos conheça”, o narrador
incorre numa evidente e insolúvel contradição.
II. A afirmação de que a “outra mulher teve uma educação
rigorosa” é reafirmação, por contraste, de que aquela a
quem o narrador se dirige não a teve, o que já estava
implícito no propósito de “lhe ensinar a falar direito, a usar os
diferentes talheres e copos de vinho etc.”.
III. Ao dizer que sua interlocutora “parece uma moça digna
apesar da origem humilde”, o narrador sugere, por meio da
concessiva, que a dignidade não costuma ser característica
daqueles cuja origem é humilde.
Está correto o que se afirma em
(A) I, II e III.
(B) II e III, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) I e II, apenas.
(E) II, apenas.

5. ... escolherei a dedo seu guarda-roupa e livros sérios
para você ler.
A expressão grifada na frase acima pode ser
substituída, sem prejuízo para o sentido original, por:
(A) pessoalmente.
(B) de modo incisivo.
(C) apontando.
(D) entre outras coisas.
(E) cuidadosamente

Minha outra mulher teve uma educação rigorosa, mas
mesmo assim mamãe nunca entendeu por que eu escolhera
justamente aquela, entre tantas meninas de uma família
distinta.

6- O verbo grifado na frase acima pode ser substituído,
sem que se altere o sentido e a correção originais, e o
modo verbal, por:
(A) escolheria.
(B) havia escolhido.
(C) houvera escolhido.
(D) escolhesse.
(E) teria escolhido.

Atenção: As questões de números 7 a 10 referem-se ao
texto abaixo.
Cartão de Natal
Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de voo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.

João Cabral de Melo Neto

7. No poema, João Cabral
(A) critica o egoísmo, e manifesta o desejo de que na
passagem do Natal as pessoas se tornem generosas e
façam “o sim comer o não”.
(B) demonstra a sua aversão às festividades natalinas, pois
“nestes dias a aventura parece em ponto de voo”, mas
depois a rotina segue como sempre.
(C) critica “a atração núbil para o dente” daqueles que
transformam o Natal em uma apologia ao consumo e se
esquecem do seu caráter religioso.
(D) observa com otimismo que o Natal é um momento de
renovação em que os homens se transformam para melhor
e fazem o “ferro comer a ferrugem”.
(E) manifesta a esperança de que o Natal traga, de fato,
uma transformação, e que, ao contrário de outros natais,
seja possível “começar novo caderno”.

8. É correto perceber no poema uma equivalência entre
(A) ferrugem e aventura.
(B) dente e entusiasmo.
(C) caderno e vida.
(D) sementes e pão do dia.
(E) ferro e atração núbil.

9. Pois que reinaugurando essa criança
O segmento grifado acima pode ser substituído, no
contexto, por:
(A) Mesmo que estejam.
(B) Apesar de estarem.
(C) Ainda que estejam.
(D) Como estão.
(E) Mas estão.

10. “que desta vez não perca esse caderno”.
Com a frase acima o poeta
(A) alude a uma impossibilidade.
(B) exprime um desejo.
(C) demonstra estar confuso.
(D) revela sua hesitação.
(E) manifesta desconfiança.

EXERCÍCIO 02

A moda terminal
Já declararam o fim da memória, da escrita, da
pintura, da fotografia, do teatro, do rádio, das ferrovias, da
História e já anunciaram até que o mundo ia se acabar.
Todos os que previram esses desfechos chegaram ao fim
antes. Agora, a moda é decretar que o jornalismo está
terminando (e o livro também). Citam importantes jornais do
mundo como alguns dos veículos com sérias dificuldades
financeiras. Reconheço que há argumentos respeitáveis e
indícios preocupantes. Mas vamos relativizar o pânico. No
Brasil, por exemplo, nos dois últimos anos, a circulação dos
diários cresceu. Em 2007, enquanto a expansão mundial
não passou de 2,5%, aqui foi de 11,8%.
Desconfio muito das antecipações feitas por um
mundo que não conseguiu prever nem a crise econômica
atual. Além do mais, nunca uma nova tecnologia de
comunicação eliminou a anterior. Com o advento da escrita
– para citar a primeira dessas transformações – acreditava-
se que, por desuso, a memória iria desaparecer. Dispondo
de um suporte mecânico para registrar suas experiências, o
homem não usaria mais a cabeça. Para que decorar, se era
possível guardar tudo em forma de letrinhas? (a última
especulação no gênero é a de que o Google vai tornar
inúteis arquivos e bibliotecas).
Antes se dizia que a “civilização visual” (a TV) iria
abolir a “civilização verbal”. Uma imagem vale mais que mil
palavras, repetia-se, esquecendo-se de que só se diz isso
com palavras. Agora se afirma, veja a ironia, que a Internet
veio salvar a escrita que a TV estava matando. De fato,
nunca se escreveu tanto quanto hoje, pelo menos em e-
mails. A onipresença desse universo on-line passou então a
funcionar como uma espécie de pá de cal sobre o jornal. Só
que a Internet ainda precisada confirmação e do endosso do
“impresso”, de seu prestígio e credibilidade. Os “blogueiros”
sérios que me perdoem, mas a rede não é confiável (ainda
bem, para Veríssimo e Jabor, pelo que costumam atribuir a



5 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
eles ali). Uma vez, um site noticiou que eu tinha
morrido.Houve controvérsia, mas eu só não morri mesmo
porque a notícia não saiu nos jornais.
Por tudo isso, é provável que, em vez de extermínio,
haja convergência e convivência de mídias,como já está
ocorrendo. Muitos dos blogs e sites mais influentes estão
hospedados em jornais e revistas.
VENTURA, Zuenir. O Globo – 14 fev. 2009. (com
adaptações)

1. O início do 1º parágrafo deixa claro que a moda de
que fala o cronista é um tema
(A) inédito.
(B) inusitado.
(C) recorrente.
(D) contraditório.
(E) irreverente.

2. Pelas previsões citadas no 2o parágrafo do texto,
estaria reservado à memória, aos arquivos e às
bibliotecas um destino comum: tornarem-se
(A) relevantes.
(B) obsoletos.
(C) inatingíveis.
(D) vulneráveis.
(E) apócrifos.

3. "Uma vez, um site noticiou que eu tinha morrido.
Houve controvérsia, mas eu só não morri mesmo
porque a notícia não saiu nos jornais.” (Final do 3º
parágrafo) Da passagem transcrita, depreende-se que
(A) são verdadeiras apenas as notícias publicadas nos
jornais.
(B) jornais e Internet competem entre si pelo furo jornalístico.
(C) não foi questionada a veracidade da notícia divulgada no
site.
(D) os jornais sérios teriam confirmado a notícia antes de
publicá-la.
(E) boatos sobre pessoas famosas só encontram guarida na
Internet.

4. Considere as afirmações.
I – Para o cronista é impossível a coexistência de duas
tecnologias da comunicação.
II – Dificuldades financeiras e onipresença do universo on-
line constituem ameaças à vida dos jornais.
III – Falta à Internet a credibilidade e a confiabilidade do
jornal impresso.
É (São) verdadeira(s) APENAS a(s) afirmação (ões):
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.

5. De acordo com o texto, a Internet seria duplamente
responsável:
(A) pelo renascimento da “civilização visual” e pelo
desaparecimento da memória.
(B) pelo desaparecimento da memória e pelo resgate da
“civilização verbal”.
(C) pelo resgate da memória e pela morte da “civilização
visual”.
(D) pelo resgate da “civilização visual” e pela salvação do
jornal.
(E) pelo resgate da “civilização verbal” e pela extinção do
jornal.

EXERCÍCIO 03

A velhice na sociedade industrial
A sociedade rejeita o velho, não oferece nenhuma
sobrevivência à sua obra, às coisas que ele realizou e que
fizeram o sentido de sua vida. Perdendo a força de trabalho,
ele já não é produtor nem reprodutor. Se a posse e a
propriedade constituem, segundo Sartre, uma defesa contra
o outro, o velho de uma classe favorecida defende-se pela
acumulação de bens. Suas propriedades o defendem da
desvalorização de sua pessoa.
Nos cuidados com a criança, o adulto “investe” para o futuro,
mas em relação ao velho age com duplicidade e má fé. A
moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-
lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada mas
firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe de
seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no
interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar
os velhos, em imobilizá-los com cuidados “para o seu
próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em
torná-los cada vez mais dependentes, “administrando” sua
aposentadoria, obrigando-os a sair do seu canto, a mudar de
casa (experiência terrível para o velho) e, por fim,
submetendo-os à internação hospitalar. Se o idoso não cede
à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força.
Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo
em que
foram abandonados pelos seus? Quando se vive o primado
da mercadoria sobre o homem, a idade engendra
desvalorização. A
racionalização do trabalho, que exige cadências cada vez
mais rápidas, elimina da indústria os velhos operários. Nas
épocas de desemprego, os velhos são especialmente
discriminados e obrigados a rebaixar sua exigência de
salário e aceitar empreitas pesadas e nocivas à saúde.
Como no interior de certas famílias, aproveita-se deles o
braço servil, mas não o conselho.
(Adaptado de Ecléa Bosi, Memória e sociedade)

1. A seguinte formulação resume, conceitualmente, o
argumento central do texto:
(A) Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne a um
papel passivo.
(B) Suas propriedades o defendem da desvalorização de
sua pessoa.
(C) Quando se vive o primado da mercadoria sobre o
homem, a idade engendra desvalorização.
(D) Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos
adultos em manejar os velhos, em imobilizá-los com
cuidados “para o seu próprio bem”.
(E) Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no
asilo em que foram abandonados pelos seus?

2. Atente para as seguintes afirmações:
I. No primeiro parágrafo, ao empregar a expressão à sua
obra, a autora está-se referindo às propriedades
acumuladas pelo velho da classe mais favorecida.
II. No segundo parágrafo, o contexto permite entender que o
termo “investe”, entre aspas, está empregado na acepção
que lhe conferem os economistas.
III. No terceiro parágrafo, a expressão racionalização do
trabalho identifica o rigor com que se planeja e se
operacionaliza a produção industrial.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:
(A) I, II e III.
(B) I e II, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) II, apenas.
(E) II e III, apenas.

3. Depreende-se da leitura do texto que, na sociedade
industrial, a sabedoria acumulada pelos velhos
(A) vale apenas quando eles ainda mostram aptidão para
trabalhar.



6 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
(B) é menosprezada porque não se costuma considerá-la
produtiva.
(C) é cultuada com a mesma complacência com que se vê a
criança.
(D) é bem acolhida somente quando eles pertencem à
classe abastada.
(E) vale apenas quando eles assumem um papel passivo na
família.

4. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente
o sentido de um segmento do texto em:
(A) o defendem da desvalorização de sua pessoa //
subestimam seu prestígio pessoal.
(B) age com duplicidade e má fé // porta-se ora com isenção,
ora com justiça.
(C) Que ele nos poupe de seus conselhos // Que seja
parcimonioso em suas recomendações.
(D) especialmente discriminados // particularmente
depreciados.
(E) empreitas pesadas // cargos de máxima
responsabilidade.

EXERCÍCIO 04

Bolsa-Floresta
Quando os dados do desmatamento de maio saíram
esta semana da gaveta da Casa Civil, onde ficaram
trancados por vários dias, ficou-se sabendo que maio foi
igual ao abril que passou: perdemos de floresta mais uma
área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Ao ritmo de um
Rio por mês, o Brasil vai pondo abaixo a maior floresta
tropical. No Amazonas, visitei uma das iniciativas para tentar
deter a destruição.
O Estado do Amazonas é o que tem a floresta mais
preservada. O número repetido por todos é que lá 98% da
floresta estão preservados, 157 milhões de hectares, 1/3 da
Amazônia brasileira. A Zona Franca garante que uma parte
do mérito lhe cabe, porque criou alternativa de emprego e
renda para a população do estado. Há quem acredite que a
pressão acabará chegando ao Amazonas depois de
desmatados os estados mais acessíveis.
João Batista Tezza, diretor técnico-científico da
Fundação Amazonas Sustentável, acha que é preciso
trabalhar duro na prevenção do desmatamento. Esse é o
projeto da Fundação que foi criada pelo governo, mas não é
governamental, e que tem a função de implementar o Bolsa-
Floresta, uma transferência de renda para pessoas que
vivem perto das áreas de preservação estadual. A idéia é
que elas sejam envolvidas no projeto de preservação e que
recebam R$ 50 por mês, por família, como uma forma de
compensação pelos serviços que prestam. [...]
Tezza é economista e acha que a economia é que
trará a solução:
— A destruição ocorre porque existem incentivos
econômicos; precisamos criar os incentivos da proteção. [...]
Nas áreas próximas às reservas estaduais, estão
instaladas 4.000 famílias e, além de ganharem o Bolsa-
Floresta, vão receber recursos para a organização da
comunidade.
— Trabalhamos com o conceito dos serviços
ambientais prestados pela própria floresta em pé e as
emissões evitadas pela proteção contra o desmatamento.
Isso é um ativo negociado no mercado voluntário de redução
das emissões — diz Tezza.
Atualmente a equipe da Fundação está dedicada a
um trabalho exaustivo: ir a cada uma das comunidades,
viajando dias e dias pelos rios, para cadastrar todas as
famílias. A Fundação trabalha mirando dois mapas. Um
mostra o desmatamento atual, que é pequeno. Outro projeta
o que acontecerá em 2050 se nada for feito. Mesmo no
Amazonas, onde a floresta é mais preservada, os riscos são
visíveis. Viajei por uma rodovia estadual que liga Manaus a
Novo Airão. À beira da estrada, vi áreas recentemente
desmatadas, onde a fumaça ainda sai de troncos
queimados. [...]
LEITÃO, Miriam. In: Jornal O Globo. 19 jul. 2008.
(adaptado)

1. Bolsa-Floresta, título do texto, é o nome dado a um(a)
(A) recurso adotado por empresas privadas para que a
população dê suporte aos projetos de desmatamento.
(B) mensalidade destinada aos moradores das cercanias de
áreas de preservação por sua ajuda.
(C) medida social para apoio às populações da floresta, que
não têm de onde obter sobrevivência.
(D) doação governamental regular feita às pessoas que
moram na floresta, como se fosse uma bolsa de estudos.
(E) ajuda realizada por organizações não governamentais
para que a população de baixa renda possa se manter
melhor.

2. A expressão em destaque no trecho “Quando os dados do
desmatamento de maio saíram esta semana da gaveta ...”
(primeiro parágrafo) pode ser adequadamente substituída,
sem alteração do sentido, por
(A) foram finalmente examinados.
(B) foram apresentados às autoridades.
(C) foram tirados da situação de abandono.
(D) encaminharam-se ao setor técnico.
(E) chegaram ao conhecimento público.

3. No 2o parágrafo, o mérito da Zona Franca na
preservação florestal do estado do Amazonas deve-se
ao fato de ter
(A) oferecido oportunidades de ganho para a população,
afastando-a do desmatamento.
(B) atraído compradores de todas as partes do Brasil com o
seu comércio florescente.
(C) criado uma área de comércio de bens livres de impostos,
o que favoreceu novas aquisições para a população.
(D) feito a promoção do desenvolvimento econômico da
região, melhorando sua contribuição para o PIB brasileiro.
(E) aberto o mercado interno nacional para a entrada de
produtos estrangeiros de alta tecnologia.

4. “No Amazonas, visitei uma das iniciativas para tentar
deter a destruição.” (primeiro parágrafo). Tal iniciativa é
a(o)
(A) manutenção da Zona Franca.
(B) criação do Bolsa-Floresta.
(C) expansão de 1/3 da Amazônia.
(D) preservação da floresta.
(E) comprometimento do governo estadual.

5. Com a leitura do parágrafo que contém a oração
“porque criou alternativa de emprego e renda para a
população do estado.” (segundo parágrafo) pode-se
inferir que, no texto, a outra alternativa seria
(A) buscar outra fonte de renda.
(B) desmatar a floresta.
(C) emigrar para outro estado.
(D) trabalhar na Zona Franca.
(E) ser funcionário público.

EXERCÍCIO 05

O futuro do nosso petróleo
A recente confirmação da descoberta, anunciada
inicialmente em 2006, de reservas expressivas de petróleo
leve de boa qualidade e gás na Bacia de Santos é uma
notícia auspiciosa para todos os brasileiros. A possibilidade
técnica de extrair petróleo a mais de 6 mil metros de
profundidade eleva o prestígio que a Petrobras já detém,
com reconhecido mérito, no restrito clube das mega-



7 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
empresas mundiais de petróleo e energia, onde é vista como
a pequena, mas muito respeitada, irmã. [...]
O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por
dois motivos. Mais do que com dificuldades de exploração e
de extração, o mundo sofre com a falta de capacidade de
refino moderno, para produzir derivados com baixos teores
de enxofre e aromáticos. Ao mesmo tempo, confirma-se em
nosso hemisfério a cruel realidade de que as reservas de
gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão
esgotando. Isso sem contar o natural aumento da demanda
argentina por gás. Estas reservas têm sido, até agora, a
grande fonte de suprimento de resinas termoplásticas para
toda a região, sendo cerca de um terço delas destinado ao
Brasil. A delimitação do Campo de Tupi e outros adjacentes
na Bacia de Santos vem em ótima hora, quando estes dois
fantasmas nos assombram, abrindo, ao mesmo tempo,
novas oportunidades. O gás associado de Tupi, na
proporção de 15% das reservas totais, é úmido e rico em
etano, excelente matéria-prima para a petroquímica.
Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou
para uso veicular seria um enorme desperdício.
Outra oportunidade reside em investimentos maciços
em capacidade de refino. O mundo está sedento por
gasolina e diesel especiais, mais limpos, menos poluentes.
O maior foco desta demanda são os Estados Unidos, que
consomem 46% de toda a gasolina do planeta, mas esta é
uma tendência que se vem espalhando como fogo em palha.
O Brasil ainda tem a felicidade de dispor de etanol de
biomassa produzido de forma competitiva, que pode somar-
se aos derivados de petróleo para gerar produtos de alto
valor ambiental.
(Adaptado de Plínio Mario Nastari. O Estado de S. Paulo,
Economia, B2, 28 de dezembro de 2007)

1. “Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade
ou para uso veicular seria um enorme desperdício”.
(final do 2o parágrafo). A opinião do articulista no
segmento transcrito acima se justifica pelo fato de que
(A) na Argentina, além de haver aumento da demanda por
petróleo, as reservas de gás encontram-se em processo de
esgotamento.
(B) os Estados Unidos são os maiores consumidores da
gasolina produzida no planeta, tendência que ainda vem
aumentando.
(C) as possibilidades técnicas de extração de petróleo a
mais de 6 mil metros de profundidade ampliam o prestígio
mundial da Petrobras.
(D) as reservas recém-descobertas na Bacia de Santos
contêm gás de excelente qualidade para a indústria
petroquímica.
(E) o Brasil dispõe de etanol de biomassa que, somado aos
derivados de petróleo, diminui a poluição do meio ambiente.

2. “O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por
dois motivos”. (início do 2o parágrafo). Ocorre no
contexto a retomada da afirmativa acima na frase:
(A) Mais do que com dificuldades de exploração e de
extração ...
(B) ... para produzir derivados com baixos teores de enxofre
e aromáticos.
(C) Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de
suprimento de resinas termoplásticas para toda a região ...
(D) Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de
suprimento de reservas termoplásticas...
(E) A delimitação do Campo de Tupi e outros adjacentes na
Bacia de Santos vem em ótima hora, quando
estes dois fantasmas nos assombram...

3. “Isso sem contar o natural aumento da demanda
argentina por gás”. (2o parágrafo) O pronome grifado
substitui corretamente, considerando-se o contexto,
(A) as dificuldades de exploração e extração de petróleo.
(B) o esgotamento das reservas argentinas de gás.
(C) a produção de derivados com baixos teores de enxofre e
aromáticos.
(D) a grande oportunidade comercial que o Brasil tem pela
frente.
(E) a exportação de gás da Argentina para o Brasil.

4. O emprego das vírgulas assinala a ocorrência de uma
ressalva em:
(A) ....onde é vista como a pequena, mas muito respeitada,
irmã.
(B) ... que a Petrobras já detém, com reconhecido mérito, no
restrito clube...
(C) ... de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de
Buenos Aires, se estão esgotando.
(D) ... abrindo, ao mesmo tempo, novas oportunidades.
(E) O gás associado de Tupi, na proporção de 15% das
reservas totais, é úmido e rico em etano...

EXERCÍCIO 06
Riscos da advocacia invadida
Tanto quanto se saiba, a polícia tem praticado
entradas forçosas em escritórios de advocacia, apreendido
papéis e praticado outras violências. A versão oficial diz que
as chamadas invasões não existem, pois se trata de
ingressos autorizados por ordem judicial para fins
determinados, relativos a investigações na apuração de
responsabilidades graves.
A regra essencial a esse respeito é, porém, a da
inviolabilidade do escritório do advogado. Sou advogado,
além de jornalista e, portanto, parte interessada. Por isso,
limitarei as anotações cabíveis estritamente aos campos da
Constituição e da lei vigente, sem qualquer extrapolação.
Comecemos pelo inciso 6 do artigo 5o da Carta Magna, o
qual afirma ser “livre o exercício de qualquer trabalho, ofício
ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a
lei estabelecer”. A advocacia exige qualificações específicas,
na Carta Magna e na Lei no 8.906/94, consistentes no
diploma do bacharel em ciências jurídicas, no registro
profissional na Ordem dos Advogados, depois da aprovação
no Exame da Ordem.
Não é possível o exercício da profissão advocatícia
se o cliente não tiver confiança absoluta em que as
informações e os documentos passados a seu advogado
sejam invioláveis. Nem será possível se o advogado puder
ser constrangido a informar fatos relativos a seu cliente.
O sigilo do médico e o do sacerdote têm força igual à
do sigilo do advogado. Daí dizer a Lei no 8.906/94, no inciso
19 do artigo 7o, ser direito deste profissional recusar-se a
depor como testemunha, mesmo quando autorizado pelo
constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo
profissional. Se não pode depor, mesmo em juízo, imagine-
se a gravidade de ver apreendido, em seu escritório,
documento que implique em responsabilidade de seu
cliente.
Tem havido, porém, escritórios que aceitam ser sede
de empresas de seus clientes, designando locais, em seu
espaço interno, para esse efeito. Em outros casos, o
advogado é diretor de empresa, não se encontrando no
exercício da profissão. São alternativas diversas das que
tipificam a atividade profissional, não garantidas pela
Constituição e pelas leis, quanto à inviolabilidade. Fora daí,
invadir o escritório e apreender documentos físicos ou
eletrônicos é abuso de direito, que a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal tem considerado geradora de
prova ilícita.
(Walter Ceneviva, Folha de S. Paulo, 07/05/2005)

1. O autor do texto manifesta-se contra práticas policiais
(A) a que falta o respaldo básico de uma ordem judicial
explícita.



8 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
(B) de respaldo ético indiscutível, já que amparadas por
determinação judicial.
(C) que ferem direito garantido, inerente a toda prática
profissional.
(D) em que há abuso da autoridade e extrapolação de uma
ordem judicial.
(E) em que se ignora direito já reconhecido pela
jurisprudência.

2. Considere as seguintes afirmações:
I. Quanto à sua inviolabilidade, o direito ao sigilo de médicos
e de sacerdotes é garantido no inciso 19 do artigo 7o da Lei
no 8.906/94 e deveria, segundo o autor, ser estendido à
prática advocatícia.
II. Para provar sua imparcialidade no tratamento da questão
central de seu texto, o autor recusa-se a se valer de
argumentos próprios à sua qualificação profissional.
III. Segundo o autor, a garantia de inviolabilidade do
escritório de advocacia deixa de existir quando seu espaço
for utilizado para o exercício de atividades outras.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS
em
(A) III.
(B) II e III.
(C) II.
(D) I e II.
(E) I.

3. No segundo parágrafo, lê-se: “Por isso, limitarei as
anotações cabíveis estritamente aos campos da
Constituição e da lei vigente, sem qualquer
extrapolação”.
Deve-se entender que a expressão sublinhada na frase
remete diretamente a uma informação já explicitada no
contexto:
(A) a versão oficial nega as entradas forçosas.
(B) o autor se declara parte interessada na questão de que
trata.
(C) o autor está em pleno exercício de seu ofício de
jornalista.
(D) a advocacia exige sempre qualificações específicas.
(E) os dispositivos legais já citados são inequívocos.
4. “Não é possível o exercício da advocacia se o cliente
não tiver confiança em que as informações passadas a
seu advogado sejam invioláveis”.
A frase continuará formalmente correta caso se substituam
as expressões sublinhadas, respectivamente, por:
(A) alimentar a desconfiança em que // compartilhadas de
seu
(B) presumir de que // confiadas ao seu
(C) suspeitar de cujas // confidenciadas com seu.
(D))não supuser que // reveladas a seu.
(E) não confiar de que // transmitidas a seu.

EXERCÍCIOS 07 (Padrão CESPE)

Compreensão e interpretação de textos.
► SEDU / ES (2010) “O grande fenômeno da primeira
década do século XXI na economia mundial foi a ascensão
da China como protagonista de primeira grandeza na
produção e nas finanças,com consequências marcantes
para o resto do mundo. Para o Brasil, a influência mais
direta deu-se por meio das exportações de commodities,
que cresceram a ponto de a China ter-se tornado, em 2009,
o maior mercado para as empresas brasileiras.

O impacto da demanda chinesa nos preços das matérias-
primas foi talvez o principal fator da notável transformação
das contas externas brasileiras, o que, por sua vez, abriu
caminho para o crescimento. Uma eventual mudança para
pior no quadro da expansão chinesa seria danosa para a
economia global e para o Brasil em particular. A China foi o
caso mais marcante de superação da crise de 2008, porque
conseguiu crescer 8,7% no ano passado, enquanto o resto
do mundo patinhava”.
Folha de S.Paulo, Editorial, 2/3/2010 (com adaptações).

01- Depreende-se das informações do texto que o
crescimento da economia brasileira foi influenciado
pelas importações de matérias-primas realizadas pela
China.
► SEDU / ES (2010) “Passados os tremores do sismo, a dor
da perda de 230 mil mortos, enterrados muitos em valas
comuns, a vida no Haiti precisa continuar”.

02- Pelos sentidos do texto, a palavra “sismo” significa
sinistro, tragédia.
► SEDU / ES (2010) “Em decorrência da proliferação
desenfreada do consumismo nas metrópoles, aconteceu nos
últimos anos aumento sensível do acúmulo de lixo urbano,
também chamado de lixo caseiro. Em inúmeros casos, a
situação resulta da falta de princípios elementares de
educação e do desconhecimento de mínimas noções de
higiene”.

03- A palavra “proliferação” está sendo empregada com
o sentido de liberação.

04- Com o emprego da palavra “consumismo”, confere-
se à ideia de consumo a noção de exagero.
► “O exercício do poder ocorre mediante múltiplas
dinâmicas, formadas por condutas de autoridade, de
domínio, de comando, de liderança, de vigilância e de
controle de uma pessoa sobre outra, que se comporta com
dependência, subordinação, resistência ou rebeldia. Tais
dinâmicas não se reportam apenas ao caráter negativo do
poder, de opressão, punição ou repressão, mas também ao
seu caráter positivo de disciplinar, controlar, adestrar,
aprimorar. O poder em si não existe, não é um objeto
natural. O que há são relações de poder heterogêneas e em
constante transformação. O poder é, portanto, uma prática
social constituída historicamente.

Na rede social, as dinâmicas de poder não têm barreiras ou
fronteiras: nós as vivemos a todo momento.
Consequentemente, podemos ser comandados, submetidos
ou programados em um vínculo, ou podemos comandá-lo
para a realização de sua tarefa, e, assim, vivermos um novo
papel social, que nos faz complementar, passivamente ou
não, as regras políticas da situação em que nos
encontramos”.
Maria da Penha Nery. Vínculo e afetividade: caminhos
das relações humanas. São Paulo: Ágora, 2003, p. 108-9
(com adaptações)

05- A preposição “mediante” (início do texto) estabelece
relação de movimento entre “exercício do poder” e
“múltiplas dinâmicas”.

06- É correto concluir, a partir da argumentação do
texto, que o poder é dinâmico e que há múltiplas formas
de sua realização, com faces heterogêneas, positivas ou
negativas; além disso, ele afeta todos que vivem em
sociedade, tanto os que a ele se submetem, quanto os
que a ele resistem.

07- De acordo com a argumentação do texto, o poder
“não é um objeto natural” porque é criado
artificialmente nas relações de opressão social.

08- Na organização da textualidade, é coerente
subentender-se a noção de possibilidade, antes da
forma verbal “vivermos”, inserindo-se “podermos”.




9 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
GABARITO EXERCÍCIO 01
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C A D B E B E C D B

GABARITO EXERCÍCIO 02
01 02 03 04 05
C B D E E

GABARITO EXERCÍCIO 03
01 02 03 04
C E B D

GABARITO EXERCÍCIO 04
01 02 03 04 05
B E A B B

GABARITO EXERCÍCIO 05

01 02 04 04
D E B A

GABARITO EXERCÍCIO 06
01 02 03 04
E A B D

GABARITO EXERCÍCIO 07
01 02 03 04 05 06 07 08
C E E C E C E E

02. Classes de palavras
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Mais para alta
do que para baixa. Tema recorrente. Mas, vamos entender
como é essa recorrência. Você sabe que é nessa aula que
voltamos ao ensino fundamental (mais precisamente,
voltamos à 5ª série, hoje, 6º ano). Bom, naquela época você
tinha que saber que um substantivo tinha inúmeras
classificações: se tal substantivo é simples ou composto,
primitivo ou derivado, concreto ou abstrato etc. O mesmo
vale para os adjetivos, pronomes, numerais, dentre outros,
que apresentam inúmeras classificações. A questão é: se a
organizadora é CESPE, FCC, ESAF, FUNRIO ou
CESGRANRIO, por exemplo, não é necessário que você se
entupa de classificações e mais classificações. Não perca
tempo com isso. Essas organizadoras costumam cobrar o
assunto em questão de maneira inteligente, reflexiva,
levando em conta o texto e o contexto. Por isso, foque nos
conceitos. Ou seja: você tem que saber diferenciar, com
competência, um substantivo de um pronome; não confundir
um verbo com um substantivo, dentre outros.
DICA: Quanto menos expressão nacional tiver a
organizadora do seu concurso, mais há a possibilidade de
ser cobrado um conteúdo bem ao estilo da 5ª série. Por
exemplo, o CBI Concursos exige, frequentemente, questões
de separação silábica; o IMPARH adora querer saber se o
coletivo de “formigas” é mesmo “correição” etc. Logo,
aconselho que você procure conhecer a organizadora
desconhecida e adequar-se a ela.

DICA DE ESTUDO: Se você é um concurseiro de primeira
viagem e já não estuda Português há bastante tempo, sugiro
que você dê uma atenta lida nos conceitos básicos desse
assunto. Ou seja, se você nem mesmo se lembra o que é
um pronome, é melhor, antes de começar a resolver as
questões, “amarrar” os conceitos para que você não os
confunda mais tarde. Por isso, é bom ter uma gramática ao
seu lado sempre.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível
fundamental, no mínimo, duas (isso numa prova de 10
questões); para nível médio, de duas a três (isso numa
prova de 15 a 20 questões); e para nível superior a
possibilidade é parecida com a de nível médio, o que muda
é o grau de dificuldade da questão.

As classes de palavras

Qualquer idioma necessita de palavras para que a
comunicação se estabeleça. Quando essas palavras se
organizam para formar um texto, adquirem significações
específicas: nomear seres, indicar características,
qualidades etc.

De acordo com essas significações, as palavras da língua
portuguesa estão agrupadas em dez classes, denominadas
classes de palavras ou classes gramaticais.

São elas:
• Substantivo
• Artigo
• Adjetivo
• Numeral
• Pronome
• Verbo
• Advérbio
• Preposição
• Conjunção
• Interjeição.

1. SUBSTANTIVO:

É a palavra que dá nome aos seres e às coisas em geral.
Ele pode ser:
• Comum: indica um nome comum a todos os seres da
mesma espécie. Criança, rio, cidade, mesa.
Entre os substantivos comuns encontram-se os coletivos
que, embora no singular, indicam uma multiplicidade de
seres de uma mesma espécie. Ex.: manada, semana,
cardume, frota etc.

• Próprio: É aquele que particulariza um ser da espécie.
João, Melina, Tietê, Recife, Juiz de Fora, Mucuripe etc.

• Concreto: Indica seres reais ou imaginários, de
existência independente de outros seres. Casa, bruxa,
Saci.

• Abstrato: Indica seres que dependem de outros seres
para existir. Ex.: ódio, trabalho, solidão, beleza, medo,
pavor etc.
Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os
substantivos podem ser:
• biformes: quando apresentam uma forma para o
masculino e outra para o feminino. (rato, rata ou conde
X condessa).
• uniformes: quando apresentam uma única forma para
ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos
em:
• epicenos: usados para animais de ambos os sexos
(macho e fêmea) - albatroz, badejo, besouro, codorniz;
• comum de dois gêneros: aqueles que designam
pessoas, fazendo a distinção dos sexos por palavras



10 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
determinantes - aborígine, camarada, herege,
manequim, mártir, médium, silvícola;
• sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical
para designar pessoas de ambos os sexos - algoz,
apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo;

2. ARTIGO:

É a palavra que acompanha os substantivos, modificando-os
ou determinando-os, isto é, indicando gênero (masculino ou
feminino) e número (singular ou plural).

Os artigos podem ser:
• Definidos: o, a, os, as.
• Indefinidos: um, uma, uns, umas.

3. ADJETIVO:
São palavras que caracterizam os seres, podendo expressar
qualidade, estado, modo de ser ou aparência.
Ex.: fatigado, bonito, cansado, feio, escabroso, cruel,
combativo etc.

4. NUMERAL:

Palavras que quantifica ou ordena o substantivo:

Os numerais podem ser:
• Cardinais: Indicam uma quantidade determinada de
seres. (um, dois, três...)
• Ordinais: Indicam a ordem (posição) que o ser ocupa
numa série. (primeiro, segundo, terceiro...)
• Multiplicativos: Expressam idéia de multiplicação,
indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada.
(dobro, triplo, quádruplo...)
Fracionário: Expressa idéia de divisão, indicando em
quantas partes a quantidade foi dividida. (meio,
terço, quarto, quinto...)
5. PRONOMES:

Palavras que acompanham ou substituem o substantivo. Os
pronomes evitam a repetição de certas palavras dentro do
texto.

Os pronomes podem ser:
• Pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, ela, nós,
vós, eles, elas)
• Pronomes pessoais do caso oblíquo (me, mim, comigo,
te, ti, contigo, o, a, lhe, se, si, consigo, nos, conosco,
vos, convosco, os, as, lhes).
• Pronomes possessivos: [meu(s), minha (s), teu(s),
tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s), nossa(s), vosso(s),
vossa(s), dele(s), dela(s).]
• Pronomes demonstrativos: [este(s), esta(s), esse(s),
essa(s), aquele(s), aquela(s), isto, isso, aquilo].
• Pronomes indefinidos: (algum, alguma, nenhum,
nenhuma, todo, toda, muitos, muitas, pouco, pouca,
certa, certo, tanta, tanto, vários, diversos, bastante,
ninguém, nada, tudo, cada, algo, alguém...)
• Pronomes interrogativos: (que, quem, qual, quanto).
Ex.: Quem fez isso?
• Pronomes relativos: (o qual, a qual, cujo, cuja, quanto,
quanta, que, quem, onde) Ex.: é uma pessoa a quem
muito devemos.
Pronomes de tratamento: (você, senhor, senhora,
Vossa Santidade...)
6. VERBOS

“No princípio era o verbo e o verbo era deus e o verbo
estava com deus” ( Jó 1:1). “E o verbo se fez carne e
habitou entre nós”.(Jó 1:14).

Verbos são palavras que indicam ações, estados ou
fenômenos, situando-os no tempo.
Quanto à estrutura, os verbos são compostos pelo radical (a
parte invariável e que normalmente se repete), terminação
(a parte que é flexionada) e a vogal temática (que
caracteriza a conjugação).
EX:
1- ESTUD- AR
2- ESCREV- ER
3- PART- IR
São três as conjugações em língua portuguesa:
1ª Conjugação: verbos terminados em AR
2ª Conjugação: verbos terminados em ER
3ª Conjugação: verbos terminados em IR
Presente
O presente indica um fato que ocorre no momento do
enunciado, não necessariamente no momento cronológico.
(Um exemplo de verbo flexionado no presente não indicando
momento cronológico: Dom Pedro recebeu uma carta, logo
ele diz: Independência ou Morte! ). Para não ter outro verbo
flexionado no pretérito ou no futuro pode se utilizar o
presente. Isso só ocorrera quando houver um verbo
flexionado no momento cronológico (que é o período em que
o enunciado está ocorrendo).
Infinitivo falar comer abrir sair
Eu falo como abro saio
Tu falas comes abres sais
Você, ele, ela fala come abre sai
Nós falamos comemos abrimos saímos
Vós falais comeis abris saís
Vocês, eles, elas falam comem abrem saem
Pretéritos
Perfeito
O pretérito perfeito indica uma ação totalmente realizada,
que iniciou e terminou no passado.
Infinitivo falar comer abrir sair
Eu falei comi abri saí
Tu falaste comeste abriste saíste
Você, ele, ela falou comeu abriu saiu
Nós falamos comemos abrimos saímos
Vós falastes comestes abristes saístes
Vocês, eles, elas falaram comeram abriram saíram



11 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Imperfeito
O pretérito imperfeito indica uma ação que iniciou no
passado e que ainda não terminou. O pretérito imperfeito
pode também indicar algo rotineiro que ocorreu no passado
(podendo ser descrito como sempre + pretérito perfeito. Ex.:
Ele falava com ela desesperadamente = Ele sempre falou
com ela desesperadamente).
Infinitivo falar comer abrir sair
Eu falava comia abria saía
Tu falavas comias abrias saías
Você, ele, ela falava comia abria saía
Nós falávamos comíamos abríamos saíamos
Vós faláveis comíeis abríeis saíeis
Vocês, eles,
elas
falavam comiam abriam saíam

Mais-que-perfeito

O pretérito mais-que-perfeito indica uma ação passada que
começou no passado distante e terminou no passado.
Geralmente na oração existe um outro verbo que esta
flexionado no passado, servindo para saber de qual pretérito
(perfeito ou imperfeito) que é o passado, senão, não há
necessidade do uso (já que não haveria um passado do
passado).
Infinitivo falar comer abrir sair
Eu falara comera abrira saíra
Tu falaras comeras abriras saíras
Você, ele,
ela
falara comera abrira saíra
Nós faláramos comêramos abríramos saíramos
Vós faláreis comêreis abríreis saíreis
Vocês, eles,
elas
falaram comeram abriram saíram
Futuros
Futuro do presente
O futuro do presente indica ações que acontecerão em
relação ao presente.
Infinitivo falar comer abrir sair
Eu falarei comerei abrirei sairei
Tu falarás comerás abrirás sairás
Você, ele,
ela
falará comerá abrirá sairá
Nós falaremos comeremos abriremos sairemos
Vós falareis comereis abrireis saireis
Vocês, eles,
elas
falarão comerão abrirão sairão
Futuro do pretérito
O futuro do pretérito (ou condicional) inidica ações futuras
em relação ao passado. É acompanhado com um verbo
flexionado no passado. (Ex.: Ontem eu tinha dito que
amanhã falaria com você). Também serve para indicar
ações hipotéticas ou irreais. (Ex.: Eu não teria tanta certeza
de que ele não falaria isso!).
Infinitivo falar comer abrir Sair
Eu falaria comeria abriria Sairia
Tu falarias comerias abririas Sairias
Você, ele,
ela
falaria comeria abriria Sairia
Nós falaríamos comeríamos abriríamos sairíamos
Vós falaríeis comeríeis abriríeis sairíeis
Vocês,
eles, elas
falariam comeriam abririam Sairiam

CLASSIFICAÇÃO DO VERBO

Os verbos quando são conjugados apresentam variações de
formas:
a) Alterações no radical;
b) Não possuem todos os modos;
c) Apresentam mais de um radical;
d) Apresentam duas formas de mesmo valor. Em geral, as
duas formas são mais frequentes no particípio.

Em virtudes dessas variações classificamos os verbos em:
a) Verbos regulares;
b) Verbos irregulares;
c) Verbos Anômalos;
d) Verbos defectivos;
e) Verbos abundantes.
1- VERBOS REGULARES

Os verbos regulares são aqueles que não sofrem alterações
em seu radical.

1ª conjugação: compreende verbos terminados, em sua
forma infinitiva, em –AR.
CantAR
AmAR
AlmejAR

2ª conjugação: compreende verbos terminados, em sua
forma infinitiva, em –ER.
Vendo
VendER
ContER
EscondER

3ª conjugação: compreende verbos terminados, em sua
forma infinitiva, em –IR.
PartIR
SucumbIR
DiscutIR

2- VERBOS IRREGULARES

Os verbos irregulares são aqueles que sofrem alterações,
em geral, em seu radical.

Tenho
Tens
Tem
Temos
Tendes
Têm
Observação: note que o verbo TER sofreu alterações em
seu radical em praticamente todas as pessoas na
conjugação do presente do indicativo.



12 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

A seguir veremos alguns exemplos de verbos irregulares em
todos os modos.

VERBOS IRREGULARES – 1ª CONJUGAÇÃO – DAR.

MODO INDICATIVO
Presente Pretérito
imperfeito
Pretérito
perfeito
Pretérito
mais-
que-
perfeito
Futuro do
presente
Futuro do
pretérito
Dou Dava Dei Dera Darei Daria
Dás Davas Deste Deras Darás Darias
Dá Dava Deu Dera Dará Daria
Damos Dávamos Damos Déramos Daremos Daríamos
Dais Dáveis Destes Déreis Dareis Daríeis
Dão Davam Deram Deram Darão Dariam

MODO SUBJUNTIVO
Presente Pretérito imperfeito Futuro
Dê Desse Der
Dês Desses Deres
Dê Desse Der
Demos Déssemos Dermos
Deis Désseis Derdes
Deem * Dessem Derem
*Já está dentro do novo acordo ortográfico.
MODO IMPERATIVO
Afirmativo Negativo
Dá Não dês
Dê Não dê
Demos Não demos
Daí Não deis
Dêem Não deem*
*Já está dentro do novo acordo ortográfico.

FORMAS NOMINAIS

a) Infinitivo impessoal ►DAR

b) Infinitivo pessoal ►

Dar
Dares
Dar
Darmos
Dardes
Darem

c) Gerúndio ► Dando

d) Particípio: ► Dado

VERBOS IRREGULARES – 2ª CONJUGAÇÃO – HAVER

MODO INDICATIVO
Present
e
Pretérito
imperfeit
o
Pretérito
perfeito
Pretérito
mais-que-
perfeito
Futuro do
presente
Futuro do
pretérito
Hei Havia Houve Houvera Haverei Haveria
Hás Havias Houveste Houveras Haverás Haverias
Há Havia Houve Houvera Haverá Haveria
Havemo
s
Havíamo
s
Houvemo
s
Houvéram
os
Haverem
os
Haveríam
os
Havei Havíeis Houveste Houvéreis Havereis Haveríeis
Hão Haviam Houvera
m
Houveram Haverão Haveriam

MODO SUBJUNTIVO
Presente Pretérito imperfeito Futuro
Haja Houvesse Houver
Hajas Houvesses Houveres
Haja Houvesse Houver
Hajamos Houvéssemos Houvermos
Hajais Houvésseis Houverdes
Hajam Houvessem Houverem

MODO IMPERATIVO
Afirmativo Negativo
Há Não hajas
Haja Não haja
Hajamos Não hajamos
Havei Não hajais
Hajam Não hajam

FORMAS NOMINAIS

a)Infinitivo impessoal ►HAVER

b) Infinitivo pessoal ►

Haver
Haveres
Haver
Havermos
Haverdes
Haverem

c) Gerúndio ►Havendo

d) Particípio ►Havido

VERBOS IRREGULARES – 3ª CONJUGAÇÃO – FERIR.

MODO INDICATIVO
Presente Pretérito
imperfeito
Pretérito
perfeito
Pretérito
mais-que-
perfeito
Futuro do
presente
Futuro do
pretérito
Firo Feria Feri Ferira Ferirei Feriria
Feres Ferias Feriste Feriras Ferirás Feririas
Fere Feria Feriu Ferira Ferirá Feriria
Ferimos Feríamos Ferimos Feríramos Feriremos Feriríamos
Feris Feries Feristes Feríreis Feríreis Feriríeis
Ferem Feriam Feriram Feriram Ferirão Feririam

MODO SUBJUNTIVO
Presente Pretérito imperfeito Futuro
Fira Ferisse Ferir
Firas Ferisses Ferires
Fira Ferisse Ferir
Firamos Feríssemos Ferirmos
Firais Ferísseis Ferirdes
Firam Ferissem Ferirem

MODO IMPERATIVO
Afirmativo Negativo
Fere Não firas
Fira Não fira
Firamos Não firamos
Feri Não firais
Firam Não firam

FORMAS NOMINAIS

a) Infinitivo impessoal ►FERIR

b) Infinitivo pessoal ►



13 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

Ferir
Ferires
Ferir
Ferirmos
Ferirdes
Ferirem

Gerúndio ►Ferindo

Particípio ►Ferido

Observação: seguem a conjugação de FERIR os seguintes
verbos:
Aderir, aferir, inserir, interferir, mentir, preferir, sugerir, vestir
entre outros.

VERBOS ANÔMALOS
Os verbos anômalos são aqueles que apresentam mais de
um radical quando são conjugados. São apenas dois: IR e
SER. Abaixo as conjugações do verbo IR:

MODO INDICATIVO
Presente Pretérito
imperfeito
Pretérito
perfeito
Pretérito
mais-
que-
perfeito
Futuro do
presente
Futuro
do
pretérito
Vou Ia Fui Fora Irei Iria
Vais Ias Foste Foras Irás Irias
Vai Ia Foi Fora Irá Iria
Vamos Íamos Fomos Fôramos Iremos Iríamos
Ides Íeis Fostes Fôreis Ireis Iríeis
Vão Iam Foram Foram Irão Iriam

MODO SUBJUNTIVO
Presente Pretérito imperfeito Futuro
Vá Fosse For
Vás Fosses Fores
Vá Fosse For
Vamos Fôssemos Formos
Vades Fosseis Fordes
Vão Fossem Forem

MODO IMPERATIVO
Afirmativo Negativo
Vai Não vás
Vá Não vá
Vamos Não vamos
Ide Não vades
Vão Não vão

FORMAS NOMINAIS

Infinitivo impessoal ► IR

Infinitivo pessoal ►

Ir
Ires
Irmos
Irdes
Irem

Gerúndio ► Indo

Particípio ► Ido

3- VERBOS DEFECTIVOS

Os verbos defectivos são aqueles que não possuem a
conjugação completa.

PRECAVER

MODO INDICATIVO
Presente Pretérito
imperfeit
o
Pretérito
perfeito
Pretérito
mais-que-
perfeito
Futuro do
presente
Futuro do
pretérito
Não tem Precavia Precavi Precavera Precavere
i
Precaveria
Não tem Precavia
s
Precave
ste
Precavera
s
Precaverá
s
Precaveria
s
Não tem Precavia Precave
u
Precavera Precaverá Precaveria
Precave
mos
Precavía
mos
Precave
mos
Precavêra
mos
Precavere
mos
Precavería
mos
precavei
s
Precavíei
s
Precave
stes
Precavêre
is
Precavere
is
Precaveríe
is
Não tem Precavia
m
Precaver
am
Precavera
m
Precaverã
o
Precaveria
m

MODO SUBJUNTIVO
Presente Pretérito imperfeito Futuro
Não existe
conjugação no
presente do
subjuntivo
Precavesse Precaver
Precavesses Precaveres
Precavesse Precaver
Precavêssemos Precavermos
Precavêsseis Precaverdes
Precavessem Precaverem

No modo imperativo o verbo PRECAVER só possui a 2ª
pessoa do plural do imperativo afirmativo: precavei.

FORMAS NOMINAIS

Infinitivo impessoal ►PRECAVER

Infinitivo pessoal ►

Precaver
Precaveres
Precaver
Precavermos
Precaverdes
Precaverem

Gerúndio ►Precavendo

Particípio ► Precavido

4- VERBOS ABUNDANTES

Os verbos abundantes são aqueles que apresentam duas
formas de mesmo valor. Em geral, essas formas são mais
freqüentes no particípio. Vejamos alguns exemplos:

INFINITIVO PARTICÍPIO
REGULAR
PARTICÍPIO
IRREGULAR
Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto




14 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Geralmente, os particípios regulares são usados com os
verbos auxiliares TER e HAVER, enquanto os particípios
irregulares são usados com o verbo SER.

ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS
A palavra é subdivida em partes menores, chamadas de
elementos mórficos.
Exemplo:
gatinho – gat + inho
Infelizmente – in + feliz + mente

ELEMENTOS MÓRFICOS
Os elementos mórficos são:
► Radical;
►Vogal temática;
►Tema;
►Desinência;
►Afixo;
►Vogais e consoantes de ligação.

1º) RADICAL

O significado básico da palavra está contido nesse
elemento; a ele são acrescentados outros elementos.

►Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha.
2º ) VOGAL TEMÁTICA
Tem como função preparar o radical para ser acrescido
pelas desinências e também indicar a conjugação a que o
verbo pertence.

►Exemplo: cantar, vender, partir.

OBSERVAÇÃO:

Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática.
Exemplo: parto (radical + desinência)

3º ) TEMA

É o radical com a presença da vogal temática.

Exemplo: chorar, cantar.

►DESINÊNCIAS

São elementos que indicam as flexões que os nomes e os
verbos podem apresentar. São subdivididas em:

►Desinências nominais;
►Desinências verbais.
4ª ) DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e
número. As desinências de gênero são “a” e “o” (mas há
divergências); as desinências de número são o “s” para o
plural e ZERO para singular, pois ele não tem desinência
própria.
Exemplo: Menin-o/ Menin-a; Gat-o / Gat-a

5º) DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número,
pessoa e tempo dos verbos.

Exemplo: cant-á-va-mos

6º) AFIXOS

São elementos que se juntam aos radicais para formação de
novas palavras. Os afixos podem ser:

PREFIXOS – quando colocado antes do radical;
SUFIXOS – quando colocado depois do radical

Exemplo:

Pedr-ada.
In-vi-á-vel.
In-feliz-mente

7º) VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO

São elementos que são inseridos entre os morfemas
(elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou
seja, para facilitar a pronúncia de certas palavras.
Exemplo: silvícola, paulada, cafeicultura.
8º) PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Inicialmente observemos alguns conceitos sobre palavras
primitivas e derivadas e palavras simples e compostas:

PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas
a partir de outras.
Exemplo: pedra, casa, paz, etc.
PALAVRASDERIVADAS – palavras que são formadas a
partir de outras já existentes.

Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro (derivada de
ferro).

PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas
um radical.

Exemplo: cidade, casa, pedra.

PALAVRAS COMPOSTAS - são palavras que apresentam
dois ou mais radicais.

Exemplo: pé-de-moleque, pernilongo, guarda-chuva.

Na língua portuguesa existem dois processos de formação
de novas palavras: derivação e composição.

► DERIVAÇÃO ◄

É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são
formadas a partir de outras que já existem (primitivas).
Podem ocorrer das seguintes maneiras:

Prefixal;
Sufixal;
Parassintética;
Regressiva;
Imprópria.

►PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido
um prefixo a um radical.

Exemplo: desfazer, inútil.
Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados:




15 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
PREFIXO
LATINO
PREFIXO
GREGO
SIGNIFICADO EXEMPLOS
PREF.
LATINO
PREF.
GREGO
Ab-, abs- Apo- Afastamento Abs ter Apo geu
Ambi- Anfi- Duplicidade Ambí guo Anfí bio
Bi- di- Dois Bí pede Dí grafo
Ex- Ex- Para fora Ex ternar Êx odo
Supra Epi- Acima de Supra
citar
Epi táfio
►SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido
um sufixo a um radical.
Exemplo: carrinho, livraria.
►Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos:

SUFIXO
LATINO
EXEMPLO SUFIXO
GREGO
EXEMPLO
-ada Paulada -ia Geologia
-eria Selvageria -ismo Catolicismo
-ável Amável -ose Micose
►PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é
acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical.
Exemplo: a-noit-ecer, per-noit-ar.

OBSERVAÇÃO :

Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo, mas não
são formadas por parassíntese. Para que ocorra a
parassíntese é necessários que o prefixo e o sufixo juntem-
se ao radical ao mesmo tempo. Para verificar tal derivação
basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra
deixar de ter sentido, então ela foi formada por derivação
parassintética. Caso a palavra continue a ter sentido,
mesmo com a retirada do prefixo ou do sufixo, ela terá sido
formada por derivação prefixal e sufixal.
►REGRESSIVA - processo de derivação em que são
formados substantivos a partir de verbos.
Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar)

O debate foi longo. (do verbo debater)
►IMPRÓPRIA - processo de derivação que consiste na
mudança de classe gramatical da palavra sem que sua
forma se altere.
Exemplo: O jantar estava ótimo

► COMPOSIÇÃO ◄

É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de
dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas
formas:

JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO.

JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e
continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como
eram antes da composição.
Exemplo: passatempo, pé-de-moleque , beija-flor.
AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma
das palavras seja na grafia ou na pronúncia.
Exemplo: planalto (plano + alto); embora (em+ boa+ hora);
viandante (via + andante).

Além da derivação e da composição existem outros tipos de
formação de palavras que são hibridismo, abreviação e
onomatopéia.
ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO
É a forma reduzida apresentada por algumas palavras:

Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto
(motocicleta).

HIBRIDISMO

É a formação de palavras a partir da junção de elementos de
idiomas diferentes.

Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim),
burocracia
(buro – francês + cracia – grego).

ONOMATOPÉIA

Consiste na criação de palavras através da tentativa de
imitar vozes ou sons da natureza.

Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!.

Resumão:

A estrutura das palavras contém o radical (elemento
estrutural básico), afixos (elementos que se juntam ao
radical para formação de novas palavras – PREFIXO e
SUFIXO), as desinências (nominais – indicam gênero e
número e verbais – indicam pessoa, modo, tempo e número
dos verbos), a vogal temática (que indicam a conjugação do
verbo – a, e, i) e o tema que é a junção do radical com a
vogal temática.

Já no processo de formação das palavras temos a
derivação, subdividida em prefixal, sufixal, parassíntese,
regressiva e imprópria e a composição que se subdivide em
justaposição e aglutinação. Além desses dois processos
temos o hibridismo, a onomatopéia e a abreviação como
processos secundários na formação das palavras.

EXERCÍCIO

1. Assinale a opção em que todas as palavras se
formam pelo mesmo processo:
a) ajoelhar / antebraço / assinatura
b) atraso / embarque / pesca
c) o jota / o sim / o tropeço
d) entrega / estupidez / sobreviver
e) antepor / exportação / sanguessuga

2. A palavra "aguardente" formou-se por:
a) hibridismo
b) aglutinação
c) justaposição
d) parassíntese
e) derivação regressiva

3. Que item contém somente palavras formadas por
justaposição?
a) desagradável - complemente
b) navio- escola / pé-de-cabra
c) encruzilhada - estremeceu
d) supersticiosa - valiosas



16 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
e) desatarraxou - estremeceu

4. Numere as palavras da primeira coluna conforme os
processos de formação numerados à direita. Em
seguida, marque a alternativa que corresponde à
seqüência numérica encontrada:
( ) aguardente 1) justaposição
( ) casamento 2) aglutinação
( ) portuário 3) parassíntese
( ) pontapé 4) derivação sufixal
( ) os contras 5) derivação imprópria
( ) submarino 6) derivação prefixal
( ) hipótese
a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1
b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6
c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6
d) 1, 3, 4, 1, 5, 3, 6
e) 1, 4, 4, 1, 5, 3, 6

5. Indique a palavra que foge ao processo de formação
de chapechape:
a) zunzum
b) reco-reco
c) toque-toque
d) tlim-tlim
e) vivido

6. Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de
derivação imprópria?
a) Às sete horas da manhã começou o trabalho
principal: a votação.
b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo...
Voto secreto ... Bobagens, bobagens!
c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições
continuariam sendo uma farsa!
d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se
entenderam.
e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão
bufando de raiva.

7. Assinale a série de palavras em que todas são
formadas por parassíntese:
a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer
b) solução, passional, corrupção, visionário
c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente
d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide
e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo

8. As palavras couve-flor, planalto e aguardente são
formadas por:
a) derivação
b) onomatopéia
c) hibridismo
d) composição
e) prefixação

9. A palavra resgate é formada por derivação:
a) prefixal
b) sufixal
c) regressiva
d) parassintética
e) imprópria

10. Assinale a opção em que nem todas as palavras são
de um mesmo radical:
a) noite, anoitecer, noitada
b) luz, luzeiro, alumiar
c) incrível, crente, crer
d) festa, festeiro, festejar
e) tampa, destampado, tampão.

11. Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso
de derivação parassintética?
a) Lá vem ele, vitorioso do combate.
b) Ora, vá plantar batatas!
c) Começou o ataque.
d) Assustado, continuou a se distanciar do animal.
e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar.

12. Em "O pernalta da vida e o passatempo do tempo
que passa não brincam nos lagos da lua", há,
respectivamente:
a) um elemento formado por aglutinação e outro por
justaposição
b) um elemento formado por justaposição e outro por
aglutinação
c) dois elementos formados por justaposição
d) dois elementos formados por aglutinação
e) n.d.a

13. Aponte a alternativa que classifica corretamente os
elementos mórficos do verbo a seguir: CONFI-A-
SSE-S
a) Radical; VL; DNP; DMT
b) Raiz; VL; DNP; DMT
c) Radical; VT; DMT; DNP
d) Raiz; VT; DMT; DNP
e) Radical; VT; DNP; DMT

14. As Desinências Modo Temporais de LEVAR no
futuro do presente (3ª pessoa do singular) e
pretérito imperfeito (2ª pessoa do singular) são:
a) RA e SSE
b) S e MOS
c) VA e RA
d) S e M
e) RA e VA

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
B B B E E D A D C B

11 12 13 14
E A C E

7. ADVÉRBIO:

Palavra que modifica o verbo. Os advérbios podem ser:

• De tempo: ontem, hoje, antes, logo, amanhã, breve,
depois, agora, já, sempre, nunca, jamais, cedo, tarde,
antigamente, brevemente, etc.
• Lugar: aqui, lá, atrás, perto, longe, acima, abaixo,
dentro, fora, etc.
• Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar... e a
maioria dos que terminam em –mente : calmamente,
realmente, tristemente, etc.
• Afirmação: sim, certamente, realmente, etc.
• Negação: não, absolutamente, tampouco...
• Dúvida: talvez, provavelmente, possivelmente, etc.
• Intensidade: Muito, pouco, bastante, mais, menos,
demais, tanto, tão, etc.

8. PREPOSIÇÃO:
Palavra invariável, que liga dois termos. São elas: a,
ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
para, perante, por, sem, sob, sobre, trás, durante,
etc.
9. CONJUNÇÃO:



17 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Palavra que liga duas orações ou dois termos
semelhantes de uma mesma oração. Ex.: mas, e,
pois, logo, embora, como, que, contudo, porque etc.
10. INTERJEIÇÃO:
Palavra que procura expressar sentimentos,
emoções. Ih! Oh! Viva! Psiu! Aleluia!
Exercícios 01
01- Em: “Trata-se da construção de uma alternativa à
lógica dominante, ao ajustamento de todas as
sociedades...” (L.32-33)
No trecho acima há:
a) Quatro adjetivos
b) Três adjetivos
c) Dois adjetivos
d) um adjetivo
e) nenhum adjetivo

02- Assinale a frase em que os termos destacados estão
corretamente empregados.

a) Promoveu um evento grandioso em setembro deste ano
onde gastou uma fortuna.
b) O meu engenheiro é um cidadão em cuja capacidade
podemos confiar.
c) Certificou a seus superiores no Ministério de que a
Comissão de Licitações estava prestes a pedir demissão.
d) Prefiro ficar sozinho do que perdoar os que me deixaram
neste estado deplorável de dependência física.

Obs.: Para um melhor entendimento dessa questão e da
próxima, sugiro que você consulte a tabela de PRONOMES
RELATIVOS, no final dessa bateria de exercícios, na seção
CURIOSIDADES SOBRE AS CLASSES DE PALAVRAS.

03- Assinale a opção em que é possível substituir, de
acordo com a norma culta, a expressão grifada pela
palavra “onde”.
a) O cinema em que nos encontramos passa bons filmes.
b) Vejo você às 11 horas, quando iremos almoçar.
c) Se o tempo melhorar, então vamos à praia.
d) A situação que ele criou não é aceitável.
e) Lembrei-me do tempo no qual íamos juntos trabalhar.

04-
João e Maria

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês
(...)
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido
(Chico Buarque e Sivuca).
I. Nos versos Agora eu era o herói e A gente agora já não
tinha medo, o uso do advérbio agora mostra-se inadequado,
pois os verbos conjugados no pretérito imperfeito designam
fatos transcorridos no tempo passado.
II. Em Finja que agora eu era o seu brinquedo e Sim, me dê
a mão, os verbos grifados estão flexionados no mesmo
modo.
III. Substituindo-se a expressão a gente pelo pronome nós
nos versos A gente agora já não tinha medo e Acho que a
gente nem tinha nascido, a forma verbal resultante, sem
alterar o contexto, será teríamos.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) III, apenas.
d) II, apenas.
e) I, apenas.

Obs.: Para um melhor entendimento dessa questão, sugiro
que você revise o tema MODOS VERBAIS. Lembre-se de
que modo verbal é totalmente diferente de tempo verbal.

05- “À evidência imposta, que presume que a única
forma aceitável de organização de uma sociedade é a
regulação pelo mercado, podemos opor a proposta de
organizar as sociedades e o mundo a partir do acesso
para todos aos direitos fundamentais.”
As ocorrências da palavra QUE no trecho acima são
classificadas como:
(A) conjunção integrante e conjunção integrante.
(B) pronome relativo e conjunção integrante.
(C) pronome relativo e pronome relativo.
(D) conjunção subordinativa e conjunção subordinativa.
(E) conjunção integrante e pronome relativo.

Obs.: Para um melhor entendimento dessa questão, sugiro
que você vá aos capítulos FUNÇÕES DO QUE e ORAÇÕES
SUBORDINADAS ADJETIVAS.

06- “Com o real, os brasileiros redescobriram o valor do
dinheiro e das coisas.”; a frase a seguir em que a
preposição com tem o mesmo valor semântico da
ocorrência sublinhada é:
(A) Com a chuva, todas as ruas ficaram alagadas.
(B) Os turistas encontraram-se com os amigos no aeroporto.
(C) Todos saímos com os amigos recém-chegados.
(D) Com quem eles viajaram nós não vimos.
(E) Brigaram com os adversários durante horas.

07- Em “Ninguém atinge a perfeição alicerçado na busca de
valores materiais, nem mesmo os que consideram tal
atitude um privilégio dado pela existência”, os pronomes
destacados no período acima classificam-se,
respectivamente, como:
a) indefinido - demonstrativo - relativo - demonstrativo
b) indefinido - pessoal oblíquo - relativo - indefinido
c) de tratamento - demonstrativo - indefinido - demonstrativo
d) de tratamento - pessoal oblíquo - indefinido -
demonstrativo
e) demonstrativo - demonstrativo - relativo - demonstrativo

08- Na frase "As negociações estariam meio abertas só
depois de meio período de trabalho", as palavras
destacadas são, respectivamente:
a) adjetivo, adjetivo
b) advérbio, advérbio
c) advérbio, adjetivo
d) numeral, adjetivo
e) numeral, advérbio

Obs.: Para um melhor entendimento dessa questão, sugiro
que você vá ao capítulo CONCORDÂNCIA NOMINAL e leia,
com atenção, a parte que fala das palavras “bastante”,
“meio”, “caro” e “barato”.



18 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

09- Na frase: "Passaram dois homens a discutir, um a
gesticular e o outro com a cara vermelha", o termo a
está empregado, sucessivamente, como:
a) artigo, preposição preposição
b) pronome, preposição, artigo
c) preposição, preposição, artigo
d) preposição, pronome, preposição
e) preposição, artigo, preposição

Obs.: Não cabe o uso de acento grave nas duas primeiras
evidências de “a”, uma vez que, na sequência de tais
palavras, há dois verbos.

10- Observe o período a seguir: "Podem acusar-me:
estou com a consciência tranqüila". Os dois pontos do
período acima poderiam ser substituídos por vírgula,
explicando-se o nexo entre as duas orações pela
conjunção:
a) portanto
b) e
c) como
d) pois
e) embora

Obs.: para um melhor entendimento, sugiro que você vá ao
capítulo PONTUAÇÃO e leia, com cuidado, o uso de
vírgulas em Orações Coordenadas.

11- Assinale a alternativa cuja relação é incorreta:
a) Sorria às crianças que passavam - pronome relativo
b) Declararam que nada sabem - conjunção integrante
c) Que manifestação alegre foi a sua - advérbio de
intensidade
d) Que enigmas há nesta vida - pronome adjetivo indefinido
e) Uma ilha que não consta no mapa - conjunção
coordenativa explicativa

Obs.: Para um melhor entendimento, sugiro que você vá ao
capítulo “FUNÇÕES DO QUE”.

12- Há três substantivos em:
(A) “... com sérias dificuldades financeiras.”
(B) “... não conseguiu prever nem a crise econômica atual.”
(C) “... vai tornar inúteis arquivos e bibliotecas.”
(D) “... o site precisa da confirmação e do endosso do
‘impresso’,”
(E) “Muitos dos blogs e sites mais influentes...”
GABARITO
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
D B A D B A A C C D

11 12
E D
CURIOSIDADES SOBRE AS CLASSES DE
PALAVRAS
Algumas curiosidades sobre os substantivos:
Palavras masculinas:
• o ágape (refeição dos primitivos cristãos);
• o anátema (excomungação);
• o axioma (premissa verdadeira);
• o caudal (cachoeira);
• o carcinoma (tumor maligno);
• o champanha, clã, clarinete, contralto, coma,
diabete/diabetes (FeM classificam como gênero
vacilante);
• o diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);
• o herpes, hosana (hino);
• o jângal (floresta da Índia);
• o lhama, praça (soldado raso);
• o praça (soldado raso);
• o proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como
gênero vacilante);
• o suéter, tapa (FeM classificam como gênero vacilante);
• o teiró (parte de arma de fogo ou arado);
• o telefonema, trema, vau (trecho raso do rio).
Palavras femininas:
• a abusão (engano);
• a alcíone (ave doa antigos);
• a aluvião, araquã (ave);
• a áspide (reptil peçonhento);
• a baitaca (ave);
• a cataplasma, cal, clâmide (manto grego);
• a cólera (doença);
• a derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);
• a filoxera (inseto e doença);
• a gênese, guriatã (ave);
• a hélice (FeM classificam como gênero vacilante);
• a jaçanã (ave);
• a juriti (tipo de aves);
• a libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);
• a sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);
• a usucapião (FeM classificam como gênero vacilante);
• a xerox (cópia).
Gênero vacilante:
• acauã (falcão);
• inambu (ave);
• laringe, personagem (Ceg. fala que é usada
indistintamente nos dois gêneros, mas que há
preferência de autores pelo masculino);
• víspora.
Alguns femininos:
• abade - abadessa;
• abegão (feitor) - abegoa;
• alcaide (antigo governador) - alcaidessa, alcaidina;
• aldeão - aldeã;
• anfitrião - anfitrioa, anfitriã;



19 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
• beirão (natural da Beira) - beiroa;
• besuntão (porcalhão) - besuntona;
• bonachão - bonachona;
• bretão - bretoa, bretã;
• cantador - cantadeira;
• cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz;
• castelão (dono do castelo) - castelã;
• catalão - catalã;
• cavaleiro - cavaleira, amazona;
• charlatão - charlatã;
• coimbrão - coimbrã;
• cônsul - consulesa;
• comarcão - comarcã;
• cônego - canonisa;
• czar - czarina;
• deus - deusa, déia;
• diácono (clérigo) - diaconisa;
• doge (antigo magistrado) - dogesa;
• druida - druidesa;
• elefante - elefanta e aliá (Ceilão);
• embaixador - embaixadora e embaixatriz;
• ermitão - ermitoa, ermitã;
• faisão - faisoa (Cegalla), faisã;
• hortelão (trata da horta) - horteloa;
• javali - javalina;
• ladrão - ladra, ladroa, ladrona;
• felá (camponês) - felaína;
• flâmine (antigo sacerdote) - flamínica;
• frade - freira;
• frei - sóror;
• gigante - giganta;
• grou - grua;
• lebrão - lebre;
• maestro - maestrina;
• maganão (malicioso) - magana;
• melro - mélroa;
• mocetão - mocetona;
• oficial - oficiala;
• padre - madre;
• papa - papisa;
• pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja;
• parvo - párvoa;
• peão - peã, peona;
• perdigão - perdiz;
• prior - prioresa, priora;
• mu ou mulo - mula;
• rajá - rani;
• rapaz - rapariga;
• rascão (desleixado) - rascoa;
• sandeu - sandia;
• sintrão - sintrã;
• sultão - sultana;
• tabaréu - tabaroa;
• varão - matrona, mulher;
• veado - veada;
• vilão - viloa, vilã.

Substantivos em -ÃO e seus plurais:
• alão - alões, alãos, alães;
• aldeão - aldeãos, aldeões;
• capelão - capelães;
• castelão - castelãos, castelões;
• cidadão - cidadãos;
• cortesão - cortesãos;
• ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães;
• escrivão - escrivães;
• folião - foliões;
• hortelão - hortelões, hortelãos;
• pagão - pagãos;
• sacristão - sacristães;
• tabelião - tabeliães;
• tecelão - tecelões;
• verão - verãos, verões;
• vilão - vilões, vilãos;
• vulcão - vulcões, vulcãos.
Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural:
abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço,
escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo,
miolo, poço, porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco,
torno, torto, troco.
Substantivos só usados no plural:
anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor),
calendas (1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos),
cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças
(solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento
ou noivado), esposórios (presente de núpcias), exéquias
(cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes
(almas), matinas (breviário de orações matutinas), núpcias,
óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames,
vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes.



20 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Coletivos:
• alavão - ovelhas leiteiras;
• armento - gado grande (búfalos, elefantes);
• assembléia (parlamentares, membros de associações);
• atilho - espigas;
• baixela - utensílios de mesa;
• banca - de examinadores, advogados;
• bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios;
• bando - aves, ciganos, crianças, salteadores;
• boana - peixes miúdos;
• cabido - cônegos (conselheiros de bispo);
• cáfila - camelos;
• cainçalha - cães;
• cambada - caranguejos, malvados, chaves;
• cancioneiro - poesias, canções;
• caterva - desordeiros, vadios;
• choldra, joldra - assassinos, malfeitores;
• chusma - populares, criados;
• conselho - vereadores, diretores, juízes militares;
• conciliábulo - feiticeiros, conspiradores;
• concílio - bispos;
• canzoada - cães;
• conclave - cardeais;
• congregação - professores, religiosos;
• consistório - cardeais;
• fato - cabras;
• feixe - capim, lenha;
• junta - bois, médicos, credores, examinadores;
• girândola - foguetes, fogos de artifício;
• grei - gado miúdo, políticos;
• hemeroteca - jornais, revistas;
• legião - anjos, soldados, demônios;
• malta - desordeiros;
• matula - desordeiros, vagabundos;
• miríade - estrelas, insetos;
• nuvem - gafanhotos, pó;
• panapaná - borboletas migratórias;
• penca - bananas, chaves;
• récua - cavalgaduras (bestas de carga);
• renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;
• réstia - alho, cebola;
• ror - grande quantidade de coisas;
• súcia - pessoas desonestas, patifes;
• talha -lenha;
• tertúlia - amigos, intelectuais;
• tropilha - cavalos;
• vara - porcos.
Substantivos compostos:
Os substantivos compostos formam o plural da seguinte
maneira:
• sem hífen formam o plural como os simples
(pontapé/pontapés);
• caso não haja caso específico, verifica-se a
variabilidade das palavras que compõem o substantivo
para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo,
adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras
invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo;
• em elementos repetidos, muito parecidos ou
onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-
ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues);
• com elementos ligados por preposição, apenas o
primeiro se flexiona (pés-de-moleque);
• são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-
duques, grã-cruzes, bel-prazeres);
• só variará o primeiro elemento nos compostos formados
por dois substantivos, onde o segundo limita o primeiro
elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade
deste (sambas-enredo, bananas-maçã)
• nenhum dos elementos vai para o plural se formado por
verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os
leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-
abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-
me-diz);
• compostos cujo segundo elemento já está no plural não
variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-
canivetes);
• palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por
ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não
pode variar (guardas-noturnos, guarda-chuvas).
PRONOMES RELATIVOS E O USO DE
PREPOSIÇÕES
Observe a seguinte oração:

- Os filmes que João assistiu eram bem divertidos.

Note que, aparentemente, o período não apresenta falhas;
auditivamente, tudo parece estar bem. Contudo, sabendo
que a regência do verbo assistir (no sentido de ver) pede a
preposição A, fica mais claro que a construção não obedece
à norma culta.

Em situações como esta, é necessário antecipar a
preposição para antes do pronome relativo QUE. Assim:

- Os filmes A que João assistiu eram bem divertidos.



21 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

Essa nova construção obedece à norma culta e também
poderia ser reescrita da seguinte forma:

- Os filmes Aos quais João assistiu eram bem
divertidos.

As duas últimas construções estão corretas, ao passo que a
primeira apresenta erro gramatical.

PRONOMES RELATIVOS

Como já sabemos, os pronomes substituem os nomes.
Assim, no lugar de “Ana” em Ana recebeu um comunicado,
poderíamos escrever Ela recebeu um comunicado. Contudo,
Ela não é um pronome relativo, mas sim um pronome
pessoal do caso reto.

Os pronomes relativos, além de mais complexos, são mais
decisivos no momento da redação de um texto. Os mais
utilizados em provas de concurso são os seguintes: QUE (o
qual, a qual, as quais....), QUEM, ONDE e CUJ-. Esses
pronomes seguem uma rigorosa disciplina quanto à sua
referência e uso.

Vejamos:

Pronome Referência
QUE (a qual....) A um termo (substantivo comum ou
próprio) anterior a ele.
QUEM A um termo (substantivo comum ou
próprio), na condição de Ser Humano,
anterior a ele.
ONDE A um termo (substantivo comum ou
próprio) que indique lugar, também
anterior a ele.
CUJO(A)(S) A um termo (substantivo comum ou
próprio) anterior a ele, mas que
estabelece concordância com seu
termo posterior, que também será um
substantivo.

Exercícios reflexivos

► Leia, reflita e constate se há a necessidade de preposição
antes dos pronomes relativos a seguir. Depois, confira as
respostas.

01- As cidades brasileiras _______ que receberam novas
propostas de crescimento tinham boa reputação.

02- Os esforços da população ______ que o ministro se
reportou antes das eleições valeram muito.

03- A imagem daquela população ______ que o ministro se
reportou antes das eleições demonstrou que ela é, de fato,
atuante.

04- As notícias _____ que os eleitores, de fato,
necessitavam ainda não foram tão alvissareiras.

05- O homem maduro, _______ quem ela se apaixonou,
era, na verdade, cheio de problemas.

06- As muitas pessoas ______ quem o político dizia se
dedicar precisavam demasiado de ajuda.

07- As ruas do bairro ______ onde ela morou no passado
eram cheias de crianças.

08- A antiga cidade chilena _______ onde meu amigo foi
produzia bons vinhos.

09- O prédio novo ______ onde os computadores foram
roubados tinha péssima segurança.

10- O prédio novo ______ onde os computadores foram
levados tinha péssima segurança.

11- Aceitei o perfume_____ cuja fragrância não gostei
somente por educação.

12- Quem matou o hábito das cartas foi o telefone,____ cujo
reinado trouxe muitas mudanças.
RESPOSTAS

01- Ø
02- A
03- A
04- DE
05- POR
06- A
07- Ø
08- A ou PARA
09- DE
10- DE ou PARA
11- DE
12- Ø
03. Regência Verbal e Nominal
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Muito
alta. Acredito que saber a regência dos principais
verbos exigidos em provas é fundamental. É a partir
desse tema que você resolverá questões não só de
regência, como também de crase, sintaxe, funções
do QUE e do SE etc. Ou seja, se há um assunto que
você deve dar atenção especial, não tenha dúvidas
de que é Regência verbal e nominal.
DICA: Como você nunca saberá todas as regências
da Língua Portuguesa (até mesmo porque ninguém
as sabe), sugiro que leia com muita atenção aquilo
que chamo de “Regências clássicas”. Elas
aparecem com muita frequência em provas. Quanto
às demais, só há uma dica: ler e, se possível,
perguntar-se: esse verbo é intransitivo ou transitivo
indireto? Fazendo, de vez em quando, esse
exercício simples você, lentamente, armazenará um
banco de dados muito importante para ser utilizado
na hora da prova.
DICA DE ESTUDO: Se você não sabe se o verbo
TAL é intransitivo ou transitivo indireto, procure o
dicionário. Lá no verbete sempre há, também, esse
tipo de informação. Senão vejamos o diz o
Dicionário Houaiss sobre o verbo MORAR:
1- Transitivo indireto: residir em (determinado local); habitar,
viver
Exs.: mora na rua das Acácias
mora em Brasília

2- Intransitivo: residir sob determinadas condições, em
determinadas circunstâncias.
Exs.: decidiu m. sozinho
mora bem”.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível
fundamental, no máximo, duas (isso numa prova de 10 a 15
questões); para nível médio, de duas a quatro (isso numa



22 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
prova de 15 a 20 questões); e para nível superior a
possibilidade é parecida com a do nível médio, o que muda
é o grau de dificuldade das questões.

1. REGÊNCIA VERBAL

Ocorre quando o termo regente é um verbo e este
se liga a seu complemento por uma preposição ou não. Aqui
é fundamental o conhecimento da transitividade verbal. Por
isso, fique atento à tabela a seguir:

Tipo de Verbo Exigência
VTD OD
VTI OI
VTDI OD / OI
VI Ø

Mas, para que você entenda a tabela acima, é
necessário que utilizemos um simples procedimento para
identificarmos se o verbo pede ou não preposição. A seguir,
você verá aquilo que eu chamo de “ferramenta”. É com ela
que você descobre que tipo de complemento o verbo regerá.





Quem + Verbo + Verbo Algo ou Alguém




Modo de usar a “ferramenta”.

1. Deposite o verbo envolvido na questão onde há a palavra
VERBO.

2. Leia a sequência completa da ferramenta (do LADO A ao
LADO B), repetindo o verbo duas vezes.

3. Se a leitura se efetivar de forma rápida e imediata (direta)
até o LADO B (e você não precisar usar nenhuma
preposição do quadrado abaixo da ferramenta), o verbo é
transitivo direto.
Ex.: Quem estuda + estuda algo ou alguém.
Logo, ESTUDAR é VTD (não rege preposição)

4. Caso haja uma pausa na leitura e a exigência de
preposição por parte do verbo, este será transitivo indireto.
Ex.: Quem crê + crê EM algo ou crê EM alguém.
Logo, CRER é VTI (rege preposição EM)

5. Dependendo do verbo, o movimento pode ser duplo, o
que gera verbos bitransitivos.
Ex.: Quem diz + diz algo A alguém.
Logo, DIZER é VTDI (regendo dois complementos: o
primeiro sem preposição [objeto direto] e o segundo com
preposição [objeto indireto]).

6. Agora, se a leitura da ferramenta nem precisar chegar ao
ALGO ou ao ALGUÉM, o verbo deve ser interpretado como
intransitivo.
Ex.: Quem sai + sai.
Logo, SAIR é VI (não rege preposição, nem pede
complemento)

Regências clássicas

1 – AGRADAR/DESAGRADAR (Duas possibilidades)

Sentido 1: Causar agrado; ser agradável (VTI).
Preposição exigida: a
Exemplo: Estes projetos já não agradam aos alunos.

Sentido 2: Acariciar; mimar (VTD).
Preposição exigida: ∅
Exemplo: Ele agradava o pelo do animal.

Obs.: Pode também se comportar como Verbo Intransitivo.
Exemplo: O filme não agradou.
(Fonte: Dicionário Houaiss)

2 – ASPIRAR (Duas possibilidades)

Sentido 1: Desejar; pretender (VTI).
Preposição exigida: a
Exemplo: Ele aspirava a este posto de trabalho.

Sentido 2: Sorver; respirar (VTD).
Preposição exigida: ∅
Exemplo: Aspire seu carro uma vez por semana.

3 – ASSISTIR (Quatro possibilidades)

Sentido 1: Ajudar; auxiliar (VTD).
Preposição: ∅
Exemplo: Os pais assistem os filhos desde cedo.

Sentido 2: Presenciar; ver (VTI).
Preposição exigida: a
Exemplo: Eu assisti a uma cena degradante.

Sentido 3: Morar; ter residência. (Polêmica!!!)
Para esse terceiro sentido não há consenso entre os
gramáticos:

- É Verbo Intransitivo para Marcelo Rosenthal, autor de
Gramática para Concursos, Editora Campus, São Paulo,
2007, pág. 391.

Preposição: ∅

- Já para Cunha e Cintra (em trabalho já citado, na pág. 509)
não há uma definição quanto a sua transitividade. Os
autores afirmam apenas o seguinte: “o locativo vem
introduzido pela preposição EM”.
- Porém, para o Dicionário Houaiss (2008) o verbo é
Transitivo Indireto.

Exemplo: Ele assiste em Fortaleza desde os dez anos.

Sentido 4: Ter direito; Caber (VTI).
Preposição: a
Exemplo: Este é um direito que assiste a todo trabalhador.

4 - CHEGAR

Sentido: Atingir o término do movimento de ida ou vinda
(VTI).
Preposição exigida: a
Exemplo: Ele chegou ao colégio cedo./ Minha filha nunca
chegava cedo ao trabalho.


5 – IR

Sentido: Deslocar-se de um lugar para outro (VTI).
Verbo: Transitivo indireto
Preposição: para, a
A; DE; EM; PARA; COM etc.
LADO A LADO B



23 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Exemplos:

- Para: Quando há intenção de permanecer, de fixar
residência. “Ele ia para Belém no fim deste ano".

- A: Quando há intenção de não se demorar, de não fixar
residência. "Ele irá a Sobral no próximo mês".

6 – MORAR

Sentido: Ter habitação ou residência; habitar (VTI).
Preposição: "em"
Exemplos:
- Moro em Porto Alegre desde os sete anos.

7 - NAMORAR

Sentido: Cortejar, desejar(VTD).
Preposição: ∅
Exemplos:
- Janaina namora seu primo desde a época do colégio.
- Depois da festa do casamento, os noivos namoraram à
noite inteira.

8 – OBEDECER/DESOBEDECER

Sentido: Submeter-se à vontade de alguém (VTI).
Preposição: a
Exemplo: O atleta obedeceu às orientações do técnico.

9 – PAGAR (Também com AVISAR, DIZER,
ADVERTIR, INFORMAR etc.).

Sentido: Satisfazer dívida, encargo etc.
De acordo com a tradição gramatical é: Transitivo Direto e
Indireto.
Exemplos:
- Paguei a consulta (vtd).
- Paguei ao médico (vti).
- Paguei a consulta ao médico (vtdi).

10 - PISAR
Sentido: Pôr os pés sobre, humilhar, moer (VTD).
Exemplos:
Não pise o tapete da sala.
Ele sempre pisava os seus adversários.
O chef pisava as especiarias para compor o tempero.

11 – PREFERIR

Sentido: Dar primazia a (VTDI).
Preposição: a
Exemplo: O governador preferiu investir em novas escolas
a recuperar a penitenciária da cidade.

12 – QUERER

Sentido 1: Ter afeto; amar; estimar (VTI).
Preposição: a
Exemplo:
- Eles não querem bem aos traficantes de armas.
- O noivo jurou querer-lhe por toda a vida.

Sentido 2: Ter posse (VTD).
Preposição: ∅
Exemplo: Ele só queria diversão.

13 – VISAR

Sentido 1: Almejar; ter em vista; objetivar (VTI).
Preposição: a.
Exemplo: Aqueles jovens profissionais visam a fins nobres.

Sentido 2: Ver; dar visto (VTD).
Preposição: ∅
Exemplo: A professora visou a tarefa da aluna.

OUTRAS REGÊNCIAS

ABDICAR

Pode significar renunciar, desistir. Pode ser um verbo
intransitivo, transitivo direto ou transitivo indireto.

Exemplo:
- O príncipe abdicou. (VI)

- Não abdicarei das minhas ideias. (VTI)

AGRADECER

Pode aparecer como transitivo direto, transitivo indireto e
transitivo direto e indireto.

Exemplo:

- Agradeci as flores. (VTD)

- Agradeci aos diretores. (VTI)

- Agradeci o presente ao amigo. (VTDI)

CHAMAR

Será transitivo direto no sentido de convidar, convocar.

Exemplo:

- Nós chamamos todos os presentes.

No sentido denominar há 4 construções possíveis:

Chamaram-no crápula. ( transitivo direto);
Chamaram-no de crápula . (transitivo direto);
Chamaram-lhe crápula. ( transitivo indireto);
Chamaram-lhe de crápula. (transitivo indireto).

Obs.: todas as formas acima estão corretas.

CUSTAR

No sentido de ser custoso, ser difícil será transitivo indireto.

Exemplo:
Custou ao governo aquela difícil meta.

No sentido de acarretar será transitivo direto e indireto.

Exemplo:
- A insensatez custou-lhe os bens.

ESQUECER
LEMBRAR

Serão transitivos diretos se não forem pronominais.

Exemplo:
- Esqueci o nome da rua.
- Lembrei um caso antigo.

Serão transitivos indiretos se forem pronominais.



24 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

Exemplo:
- Esqueci-me do nome da rua.
- Lembrei-me de um caso antigo.

Transitivos indiretos quando aparecerem nos sentidos de
cair no esquecimento e vir à lembrança.

Exemplo:
- Esqueceram-me de alguns fatos marcantes (Eu esqueci
de alguns fatos marcantes – frase equivalente)

PRECISAR

No sentido de marcar com precisão é transitivo direto.

Exemplo:
- Ele precisou a hora e o local da consulta.
No sentido de necessitar é transitivo indireto.

Exemplo:
- Nós precisamos de bons políticos.

RESUMO DAS REGÊNCIAS

Transitivos diretos:

Ver (algo, alguém ou alguma coisa) *
Enxergar
Cortar
Controlar
Pular
Comer
Arranhar
Arar
Roer
Trair
Colar
Diagramar
Confeccionar
Demolir
Exonerar
Reescrever
Pintar
Flexionar
Irritar
Ferver
Temperar
Instruir
Substituir
Etc.

* O conteúdo dos parênteses se repete para cada um
dos verbos citados na lista.
Transitivos Indiretos:

Abusar (de)
Aludir (a)
Assistir (a)
Anuir (a)
Aprazer (a)
Ansiar (por)
Agradar (a)
Atirar (a, em, contra)
Bater (em) [= espancar]
Contentar-se (com, de, em)
Cuidar (de)
Cogitar (de, em)
Conspirar (contra)
Carecer (de)
Crer (em)
Confiar (em)
Contribuir (para)
Gostar (de)
Interessar (a)
Lutar (contra)
Lembrar-se (de)
Obedecer (a)
Obstar (a)
Perdoar (a)
Presidir (a)
Precisar (de)
Querer (a)
Recorrer (a)
Repugnar (a)
Residir (em)
Zombar (de)
Interessar-se (por)
Referir-se (a)
Contentou-se (com, em)
Preocupar-se (com, em)
Etc.

Bitransitivos

Revelar (algo A alguém)
Dizer (algo A alguém)
Fornecer (algo A alguém)
Prevenir (Alguém DE algo)
Familiarizar (Alguém COM algo)
Ceder (algo A alguém)
Dar (algo A alguém)
Perdoar (algo A alguém)
Ensinar (algo A alguém)
Prometer (algo A alguém)
Narrar (algo A alguém)
Preferir (algo A alguém)
Doar (algo A alguém)
Propor (algo A alguém)
Proporcionar (algo A alguém)
Atribuir (algo A alguém)
etc.

Intransitivos

Sair
Existir
Chorar
Descansar
Dormir
Morrer
Deitar
Tremer
Chover
Nevar
Trovejar
Garoar
Pensar
Etc.
Exercícios 01
01- FCC: “Mas o mundo globalizado também assiste a um
ininterrupto e crescente sistema de produção...”.
O mesmo tipo de regência, tal como está empregado o
verbo grifado acima, encontra-se na frase:
(A) A sociedade mundial resultante do processo de
padronização não tem propriamente uma cultura global a ela
vinculada, que possa distingui-la.
(B) As práticas cotidianas dos povos, elementos de distinção
entre eles, recebem novos ingredientes que maculam a
pureza cultural de cada nação.



25 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
(C) Por haver predomínio de certos hábitos e
comportamentos, é que o inglês tornou-se uma espécie de
língua global.
(D) Observa-se, atualmente, que tem havido mais
consciência das diferenças e maior respeito pela
especificidade de cada um.
(E) Muitos críticos do processo de globalização discordam
de seus possíveis benefícios, comparando-os a situações
perversas para pessoas e povos.

02- TRE (MA – 2009) CESPE: Em “Sem a teoria da
evolução, a moderna biologia, incluindo a medicina e a
biotecnologia, simplesmente não faria sentido. O enigma
reside na relutância, quase um mal-estar, que suas idéias
causam entre um vasto contingente de pessoas, algumas
delas fervorosamente religiosas, outras nem tanto”.
( ) A forma verbal “reside” (2º período do texto) tem
sentido completo.
( ) A forma verbal “causam” (2º período do texto) não tem
sentido completo.

03- FCC: “Todos os anos o Brasil perde com o tráfico uma
quantia financeira incalculável...” (final do texto)
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento do
verbo grifado acima é:
(A) Grupos de preocupação ecológica investem na proteção
aos recursos naturais do país.
(B) Compete à Justiça a aplicação de penalidades aos
traficantes de animais silvestres, nos termos da lei.
(C) O comércio de animais silvestres é prática ilegal,
reprovada por toda a sociedade.
(D) Animais silvestres transportados sem o devido cuidado
acabam morrendo.
(E)) Pesquisadores destacam a necessidade de maior
proteção aos recursos naturais do país.

04- FCC: “Todo lugar-comum, porém, tem um alicerce na
realidade ou nos sentimentos humanos ...”. (1o parágrafo)

A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que
o grifado acima é:
(A) ... é um dos nossos instintos básicos.
(B) .... que cresce a passos largos ...
(C) ... que conduziram a isso ...
(D) ... as famílias encolheram drasticamente ...
(E) ... que acrescenta ansiedade ...

05- CESPE (2010) “A pobreza é um dos fatores mais
comumente responsáveis pelo baixo nível de
desenvolvimento humano e pela origem de uma série de
mazelas, algumas das quais proibidas por lei ou
consideradas crimes. É o caso do trabalho infantil. A chaga
encontra terreno fértil nas sociedades subdesenvolvidas,
mas também viceja onde o capitalismo, em seu ambiente
mais selvagem, obriga crianças e adolescentes a
participarem do processo de produção”.
( ) O emprego de preposição em "a participarem" é
exigido pela regência da forma verbal "obriga".

06- CESPE: “Nas últimas décadas, o aumento dos índices
de criminalidade e a atuação de organizações criminosas
transnacionais colocaram a segurança pública entre as
principais preocupações da sociedade e do Estado
brasileiros. A delinquência e a violência criminal afetam, em
maior ou menor grau, toda a população, provocando
apreensão e medo na sociedade, e despertando o
sentimento de descrença em relação às instituições estatais
responsáveis pela manutenção da paz social”.
( ) Estaria gramaticalmente correto o emprego da
preposição “a” antes de "toda a população" - a toda a
população - visto que a forma verbal "afetam" apresenta
dupla regência.
07- CESPE: “Tendo como principal propósito a interligação
das distantes e isoladas províncias com vistas à constituição
de uma nação-Estado verdadeiramente unificada, esses
pioneiros da promoção dos transportes no país explicitavam
firmemente a sua crença de que o crescimento era
enormemente inibido pela ausência de um sistema nacional
de comunicações e de que o desenvolvimento dos
transportes constituía um fator crucial para o alargamento da
base econômica do país”.
( ) A preposição em "de que o desenvolvimento" é
exigida pela regência da palavra "crença".

08- CESGRANRIO: Assinale a opção que apresenta a
regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta
da língua:
a) Os brasileiros aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente o horário do
planejamento.
c) O rapaz assistiu à demolição do prédio.
d) O fazendeiro agrediu o funcionário sem
necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao
lucro pretendido.

09- UECE: O “Que” devidamente empregado só não seria
regido de preposição na opção:
a) O cargo ............................. aspiro depende de
concurso.
b) A situação....................... passei foi bem difícil.
c) Rui é o orador...................... mais admiro.
d) O jovem ................... te referiste foi reprovado.
e) Ali está o abrigo ....................... necessitamos.

10- CESGRANRIO: “Foram inúmeros os problemas
________ nos defrontamos e inúmeras as experiências
________ passamos.
De acordo com a norma culta da língua, completam a frase,
respectivamente,
(A) que e em que.
(B) que e de que.
(C) de que e por que.
(D) com que e por que.
(E) com que e em que.

11- FGV: “A crise imobiliária nos Estados Unidos revela o
papel que o superendividamento exerce...”.
Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho
destacado acima, não se manteve adequação à norma culta.
Ignore as alterações de sentido.
(A) a que o superendividamento se refere
(B) de que o superendividamento lembra
(C) a que o superendividamento procede
(D) a que o superendividamento prefere
(E) de que o superendividamento se queixa

12- CESPE: “Em razão da complexidade, da amplitude e do
poderio das redes criminosas transnacionais, a solução para
a criminalidade depende de decisões político-econômico-
sociais e, concomitantemente, de ações preventivas e
repressivas de órgãos estatais. Nesse contexto, as
operações de inteligência são instrumentos legais de que
dispõe o Estado na busca pela manutenção e proteção de
dados sigilosos”.
( ) A preposição "de" empregada antes de "que" é
exigência sintática da forma verbal "dispõe"; portanto, sua
retirada implicaria prejuízo à correção gramatical do período.
GABARITO EXERCÍCIOS 01
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E F / E E V V V B C D



26 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
V

11 12
B V
EXERCÍCIOS 02
Para que você inicie esta segunda bateria de
questões, é importante (para não dizer fundamental)
que você conheça o funcionamento dos pronomes
enquanto elementos que representam
complementos verbais (ou seja, os objetos diretos e
os indiretos). Portanto, iniciemos com esta tabela:
o, a, os, as terão função de OD.
lhe, lhes terão função de OI.
me, te, se, nos, vos podem ter função de OD ou OI.
Portanto, frases como “O professor viu-lhe na rua”
não obedecem ao padrão culto da língua, porque
não podemos associar a um verbo transitivo direto
(ver) o pronome LHE.
Por outro lado, é importante salientar que os
pronomes O, A, OS e AS podem sofrer
transformação para LO, LA, LOS e LAS, bem como
para NO, NA, NOS e NAS. E quando isso ocorre?
Vamos ver.
Sempre que você se deparar com verbos
terminados em R, S ou Z (e tenha que associá-los
aos pronomes O, A, OS e AS) faça o seguinte: retire
a dita consoante, coloque um hífen e acrescente “L”
ao pronome que o contexto pedir.
Ex.: Encontramos as pessoas no parque.
Transformação: Encontramo-las no parque.

Ex.: Fiz todas as tarefas hoje à tarde.
Transformação: Fi-las hoje à tarde.

Ex.: Não vou querer essa vida.
Transformação: Não vou querê-la.
Mas, se você tiver os pronomes O, A, OS e AS
ligados a verbos com finais nasais, faça assim:
acrescente a letra “N” ao pronome para indicar
nasalização. Só isso.
Ex.: O treinador propõe as mudanças antes do jogo.
O treinador propõe-nas antes do jogo!
Ex.: Levaram os alunos problemáticos à sala do diretor.
Levaram-nos à sala do diretor.

Agora, você está apto a resolver as próximas questões.

01- FCC: em “Ajudamos a criar essa nova arma no intuito de
impedir que os inimigos tivessem acesso antes de nós a
essa nova arma”.
Valendo-se do emprego de pronomes, estará correta a
seguinte reconstrução da frase acima:
(A) Ajudamos a criar-lhe no intuito de impedir eles de
acessarem antes de nós essa nova arma.
(B) Ajudamos a criá-la no intuito de lhes impedir o acesso
dos inimigos a essa nova arma antes de nós.
(C) Ajudamo-la a criar no intuito de impedir-lhes que eles
tivessem acesso à ela antes de nós.
(D)) Ajudamos a criá-la no intuito de impedir que eles
tivessem acesso a ela antes de nós.
(E) Ajudamos a criá-la no intuito de os impedir de acessar-
lhe antes de nós

02- CESGRANRIO: Assinale a frase em que está usado
indevidamente um dos pronomes seguintes: o, lhe.
a) Não lhe agrada semelhante providência?
b) A resposta do professor não o satisfez.
c) Ana o ajudou na semana passada.
d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com
extrema dedicação.
e) Vou visitar-lhe na próxima semana.

03- FCC: “Maquiavel escreveu um tratado político, e a
potência de análise desse tratado político permite
considerar esse tratado político como um texto que
efetivamente revela os mecanismos do poder, embora
sempre haja quem julgue indevassáveis esses
mecanismo do poder, pois todos os políticos buscam
dissimular esses mecanismo do poder”.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima
substituindo-se os segmentos sublinhados,
respectivamente, por
(A) cuja potência de análise / considerá-lo / os julgue
indevassáveis / dissimulá-los.
(B) em cuja potência de análise / o considerar / lhes
julgue indevassáveis / os dissimular.
(C) cuja a potência de análise / considerá-lo / julgue-os
indevassáveis / dissimular-lhes.
(D) que a potência de análise / considerar-lhe / os julgue
indevassáveis / dissimulá-los.
(E) de cuja potência de análise / lhe considerar / os
julgue indevassáveis / lhes dissimular.

04- FCC: “A palavra progresso frequenta todas as bocas,
todas pronunciam a palavra progresso, todas
atribuem a essa palavra sentidos mágicos que elevam
essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos”.
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima
substituindo- se os elementos sublinhados, na ordem
dada, por:
(A) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam
(B) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na
(C) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe
(D) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam
(E) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam

05- FCC: “O editorial foi considerado um desrespeito à
soberania de Cuba, trataram a soberania de Cuba
como uma questão menor, pretenderam reduzir a
soberania de Cuba a dimensões risíveis, como se os
habitantes do país não tivessem construído a
soberania de Cuba com sangue, suor e lágrimas”.
Evitam-se as viciosas repetições acima substituindo-se
os segmentos sublinhados, respectivamente, por
(A) trataram a ela / reduzir-lhe / a tivessem construído.
(B) trataram-na / reduzi-la / a tivessem construído.
(C) a trataram / a reduziram / tivessem-na construído.
(D) trataram-lhe / reduziram-lhe / lhe tivessem
construído.
(E) trataram-na / reduziram-lhe / lhe tivessem
construído.
Gabarito:
01 02 03 04 05
D E A A B
2. REGÊNCIA NOMINAL
Estuda as relações em que os nomes –
substantivos, adjetivos e advérbio – exigem complemento
para completar-lhes o sentido. Geralmente, essa relação
entre o nome e seus complementos é estabelecida pela
presença de preposição.




27 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Exemplos:

1- Reconheceu o respeito ------------------a + o trabalhador.
2- O aluno saiu confiante ----------------em + a aprovação.
3- Votou favoravelmente-------------------- a + a paz.

Observação: Existem nomes que admitem mais de uma
preposição; comportamento absolutamente normal para a
língua portuguesa.

Exemplo:

Tenha amor a seus filhos.

Renato não morria de amor por Paula.

VERBOS QUE ADVÊM DE NOMES

1- Ele avançou 200 metros.
1.1- O avanço de 200 metros ocorreu em seguida.

2- O convidado gostou do que foi oferecido pelo chef árabe.
2.1- O gosto pela gastronomia árabe é comum no Brasil.

3- O motorista atrasou o ônibus.
3.1- O atraso do ônibus foi causado pelo motorista.

4- Ele não confia em você.
4.1- A confiança em Deus é fundamental.

Obs.: Perceba que, em quase todos os casos, quando o
verbo transformou-se em nome, a regência foi alterada.
Portanto, atenção a esses movimentos.


► A seguir veremos a relação de alguns nomes e as suas
preposições mais usuais:

a
acessível, adequado, alheio, análogo, apto, avesso,
benéfico, cego, conforme, desatento, desfavorável,
desleal, equivalente, fiel, grato, guerra, hostil,
idêntico, inerente, nocivo, obediente, odioso, oposto,
peculiar, pernicioso, próximo (de), superior, surdo
(de), visível.
de
amante, amigo, ansioso, ávido, capaz, cobiçoso,
comum, contemporâneo, curioso, devoto, diferente,
digne, dotado, duro, estreito, fértil, fraco, inocente,
menor, natural, nobre, orgulhoso, pálido, passível,
pobre, pródigo (em), temeroso, vazio, vizinho.
com
afável, amoroso, aparentado, compatível, conforme,
cruel, cuidadoso, descontente, furioso (de), ingrato,
liberal, misericordioso, orgulhoso, parecido (a), rente
(a, de).
contra desrespeito, manifestação, queixa.
em
constante, cúmplice, diligente, entendido, erudito,
exato, fecundo, fértil, fraco, forte, hábil, indeciso,
lento, morador, perito, sábio, sito, último (de, a),
único.
entre convênio, união.
para apto, bom, essencial, incapaz, inútil, pronto (em), útil
para
com
afável, amoroso, capaz, cruel, intolerante, orgulhoso
por ansioso, querido (de), responsável, respeito (a, de)
sobre dúvida, influência, triunfo.
EXERCÍCIOS
01- CESPE: “Floresta nacional, floresta estadual e
municipal: é uma área com uma cobertura florestal de
espécies predominantemente nativas e tem como objetivo
básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais de
florestas nativas. É uma área de posse e domínio públicos”.
( ) O vocábulo "públicos" está no plural por se tratar de
caso de regência nominal.
Obs.: O detalhe dessa questão consiste numa “pegadinha”.

02- CESPE: “Hipermodernidade é o termo usado para
denominar a realidade contemporânea, caracterizada pela
cultura do excesso, do acréscimo sempre quantitativo de
bens materiais, de coisas consumíveis e descartáveis”.
( ) A repetição da preposição “de” em "do acréscimo",
"de bens materiais" e "de coisas" indica que esses termos
são empregados, no texto, como complementos de "cultura",
vocábulo que tem como primeiro complemento "do
excesso".
Obs.: Uma boa leitura é fundamental para resolver essa
questão.

03- CESPE: Com base no texto abaixo, julgue a questão a
seguir.
O Brasil tem 24,8 milhões de pessoas consideradas aptas
para trabalhar. Mas, nesse universo, há cerca de 5,5
milhões de pessoas condenadas a ficar fora do mercado de
trabalho, tal como ele se apresenta hoje, visto que lhes falta
a essencial qualificação. Para estes, 20% da força de
trabalho, resta tentar ganhar o pão de cada dia fazendo
bicos o trabalhos regulares, porém de baixa exigência e,
portanto, com ganhos ínfimos.

Esses números estão em trabalho recentemente divulgado
pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA),
no qual se revela que outros 653 mil trabalhadores, no topo
da pirâmide do preparo profissional, igualmente tenderão a
ficar batendo de porta em porta em busca de colocação.
Para eles, em razão da crise mundial, fecharam-se postos
de trabalho, pois suas empresas preferiram liberar mão de
obra qualificada, reduzir gastos — esses profissionais são
os de mais altos salários — e esperar a tempestade passar.
E ela ainda não passou.

Em outras áreas, porém, como construção civil, comércio e
hotelaria, o estudo do IPEA revela que já se faz sentir a falta
de profissionais por motivo semelhante ao causado pela
crise. A recuperação econômica, que ocorreu com
velocidade espantosa em áreas como a de construção, não
deixou espaço e tempo para que se preparasse tanta gente,
em número e qualidade, para atender à demanda,
especialmente no Sudeste e no Sul do país, onde se
constroem mais moradias e obras de infraestrutura
alimentadas por programas habitacionais, pelas eleições e,
como não poderia deixar de ser, pelo futebol, que terá o
Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014. Casas,
saúde, transportes, saneamento e iluminação implicarão
investimentos superiores a R$ 1 trilhão, conforme anunciado
pelo governo em março. Para este ano, o crescimento
econômico deve gerar 2 milhões de vagas, dizem as
estimativas oficiais.

Hélio Terra. Trabalho há e haverá. In:
O Estado de S.Paulo, 4/4/2010 (com adaptações)

► Acerca da regência nominal e verbal empregada no
texto, assinale a opção correta.

a) A substituição do termo “aptas” (1º parágrafo) por
“capazes” manteria o sentido original, mas não a correção
gramatical do período.

b) Na oração “visto que lhes falta a essencial qualificação”
(1º parágrafo), o verbo não exige complemento indireto.




28 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
c) No trecho “por motivo semelhante ao causado pela crise”
(3º parágrafo), o elemento “ao” pode ser corretamente
substituído por “com o”.

d) O uso do sinal indicativo de crase em “para atender à
demanda” (3º parágrafo) ocorre por conta da existência de
regência nominal no período.

e) A inserção da preposição “em” imediatamente após a
forma verbal “implicarão” (3º parágrafo) não acarreta
prejuízo ao sentido nem à estrutura sintática do período.

04- FCC: “A ocupação do cerrado por agricultores
provenientes de outras áreas ...” (3º parágrafo)
O mesmo tipo de regência assinalado acima SÓ NÃO se
configura no segmento grifado em:
a) graças ao investimento em novas tecnologias.
b) nas condições de vida de milhões de brasileiros
c) o ingresso de centenas de milhões de pessoas.
d) a expansão do comércio.
e) por uma combinação de ações políticas e empresariais.

Obs.: Uma dica para você não perder a paciência ao
resolver essa questão é perceber que nem todos os nomes
advêm das mesmas classes de palavras. Vimos isso no
início da aula. Volte um pouco, faça uma nova leitura.

GABARITO

01 02 03 04
V V A B

04. Crase
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Raras
são as provas que não trazem uma questão sobre o tema
Crase. Por isso, prepare-se.

DICA: Lembre-se de que Crase tem tudo a ver com
Regência. Ou seja, olho atento no dicionário e nas regências
que nós denominamos de clássicas. De todas as
organizadoras, o CESPE é a que, de maneira mais reflexiva
e inteligente, cobra esse assunto. Nessa organizadora, o
texto é profundamente decisivo. Às vezes, só pela leitura dá
para julgar, de maneira coerente, uma questão do CESPE.

DICA DE ESTUDO: Procure não se agarrar, devotamente,
aos famosos e velhos “bizus” sobre o tema. Pouca gente
fala isso, mas “bizus” também falham. Um “bizu” é apenas
uma dica, ele não concentra todo o assunto. Portanto, use
“bizus” com muita parcimônia.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível
fundamental, a possibilidade é razoável; para nível médio,
no máximo, uma (isso numa prova de 15 a 20 questões); e
para nível superior a possibilidade sobe para duas questões,
e o grau de dificuldade é bem maior do que do médio.

AS QUATRO POSSIBILIDADES

⇒ As quatro possibilidades de crase que vamos investigar
agora evitam a cansativa e perigosa memorização dos
famosos “bizus”. A idéia é, portanto, compreender o
funcionamento sintático da crase e, dessa forma, estender
essa compreensão a outros conteúdos adjuntos. Bom,
entendendo que “crase é a contração de duas vogais
idênticas”, trabalharemos as três primeiras possibilidades
aliados a esse conceito.

1ª POSSIBILIDADE.

Coincidência 1 Presença de Verbo Transitivo
Indireto (VTI) ou VTDI
Coincidência 2 Exigência da preposição “A”
Coincidência 3 Presença de substantivo feminino.
Coincidência 4 Aceitação de artigo “A” antes do
substantivo.
Obs: Caso falhe uma dessas coincidências, a
possibilidade de crase está invalidada.

Detalhe: Você se lembra daquela “ferramenta” que
apresentamos no início da aula de Regência? Pois bem,
precisaremos dela mais uma vez. Então, “QUEM +
VERBO + VERBO ----ALGO ou ALGUÉM”.

Ex.:

⇒ O projeto obedecia a + a propaganda do governo. (Crase
obrigatória).
⇒ A Presidenta Dilma propôs entrega total a + as
mulheres brasileiras. (Crase possível, pois se deseja
especificar: fala-se de todas as mulheres do Brasil).
⇒ A Presidenta Dilma propôs entrega total a + Ø
mulheres brasileiras. (Crase possível, pois, agora, deseja-se
generalizar: não é possível definir quem são essas
mulheres).
⇒ O comando do BOPE invadiu Ø + a favela carioca. (Crase
proibida, dada a ausência de preposição)

CONCLUSÕES SOBRE A 1ª POSSIBILIDADE:

01- Sem preposição (advinda de verbo) é impossível pensar
em crase.
02- Presença de VTD quer dizer ausência de crase.
03- Se você vir um “a” e, imediatamente a ele, um
substantivo feminino no plural, nem pense em crase.

EXERCÍCIOS 01

01- CEPSE: “O desinteresse pela política e a descrença no
voto são registrados como mera “escolha”, sequer como
desobediência civil ou protesto. A consagração da alienação
política como um direito legal interessa aos conservadores,
reduz o peso da soberania popular e desconstitui o sufrágio
como universal”.
( ) Ao se substituir o trecho "aos conservadores" por à
parcela inovadora da sociedade, o uso do acento
indicativo de crase será obrigatório.

02- ESAF: Assinale a opção que preenche corretamente as
lacunas do texto.
Para incentivar o cumprimento dos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio no Brasil, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva lançou o Prêmio ODM BRASIL. A
iniciativa do governo federal em conjunto com o Movimento
Nacional pela Cidadania e Solidariedade e o Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vai
selecionar e dar visibilidade __1___ experiências em todo o
país que estão contribuindo para o cumprimento dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), como
__2__ erradicação da extrema pobreza e __3__ redução da
mortalidade infantil. Os ODM fazem parte de um



29 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
compromisso assumido, perante __4__ Organização das
Nações Unidas, por 189 países de cumprir __5__ 18 metas
sociais até o ano de 2015.
(Em Questão, Subsecretaria de Comunicação Institucional
da Secretaria-Geral da Presidência da República, n.
390, Brasília, 06 de janeiro de 2006)
a) a – à – à –a – às
b) as – a – a –à – as
c) às – à – a –à – às
d) a – a – a –a – as
e) a – a – a –à – às

03- CESGRANRIO: O item em que há crase é:
a) Responda a todas as perguntas.
b) Avise a moça que chegou a encomenda.
c) Volte sempre a esta casa.
d) Dirija-se a qualquer caixa.
e) Entregue o pedido a alguém na portaria.

04- CESPE: “O Decreto n.º 3.298/1999 considera apoios
especiais a orientação, a supervisão e as ajudas técnicas
que auxiliem ou permitam compensar uma ou mais
limitações funcionais motoras, sensoriais ou mentais da
pessoa com deficiência. Adaptar provas é tornar acessível o
seu conteúdo, que é o mesmo para todos os candidatos, de
tal forma que o candidato com deficiência possa se apropriar
do inteiro teor das questões formuladas e, ao mesmo tempo,
ter condições de proceder à resposta à formulação”.
( ) O emprego do sinal indicativo de crase, nas duas
ocorrências, em “ter condições de proceder à resposta à
formulação”, justifica-se pela regência de “proceder”, que
exige emprego de preposição “a”, e da presença de artigo
definido feminino precedendo os substantivos “resposta” e
“formulação”.

05- Opção que preenche corretamente as lacunas: “O
gerente dirigiu-se ....... sua sala e pôs-se ....... falar .......
todas as pessoas convocadas”.
a) à, à, à
b) a, à, à
c) à, a, a
d) a, a, à
e) à, a, à

06- CESPE: “Conquanto o desenvolvimento dos meios de
comunicação tenha tornado absolutamente frágeis os limites
que separavam o público do privado, assiste-se hoje a uma
nova tendência de politização e visibilidade do privado, com
a estruturação de novas relações familiares, bem como à
privatização do público”.
( ) O uso do sinal indicativo da crase em "à
privatização" mostra que o conectivo "bem como" introduz
um segundo complemento ao verbo assistir.

GABARITO

01 02 03 04 05 06
V D B F C V

2ª POSSIBILIDADE

Coincidência 1 Presença de Verbo Transitivo Indireto
(VTI) ou VTDI
Coincidência 2 Exigência da preposição “A”
Coincidência 3 Presença dos exclusivos pronomes
demonstrativos: AQUILO;
AQUELE(A)(S).
Coincidência 3.1 Ou dos exclusivos pronomes relativos:
A QUAL; AS QUAIS.

Obs: Caso falhe uma dessas coincidências, a
possibilidade de crase está invalidada.

Ex.:

⇒ O parlamentar disse a + aqueles deputados toda a
verdade. (Crase obrigatória)
⇒ Não confie suas inquietações a + aquela pessoa. (Crase
obrigatória)
⇒ O jovem atleta desejou muito Ø + aquele título de 2006.
(Crase proibida, pois o verbo “desejar” não rege preposição
“a” )
⇒ As cenas a + as quais assisto no meu trabalho são
sempre difíceis.
Então: As cenas às quais assisto no meu trabalho são
sempre difíceis.
(Veja que o “a” depois de “cenas” advém do verbo “assistir”,
e o artigo “as” do pronome relativo “que”, o qual se refere ao
substantivo feminino “cenas”).
⇒ A ameaça a + a qual me referi foi gravíssima.
Então: A ameaça à qual me referi foi gravíssima.
(Aqui ocorre o mesmo que no exemplo anterior, só mudam
as palavras).
⇒ A festa a + a qual fui neste fim de semana trouxe-me
muitos problemas.
Então: A festa à qual fui neste fim de semana trouxe-me
muitos problemas.
(Aqui ocorre o mesmo que no exemplo anterior, só mudam
as palavras).

CONCLUSÕES SOBRE A 2ª POSSIBILIDADE

1- Os verbos continuam sendo definitivos, somente eles
geram a preposição “a”.
2- Mesmo que as palavras “aquilo”, “aquele” e “aqueles”
sejam masculinas, elam permitem a possibilidade de crase
porque já têm um “a” iniciando sua estrutura.
3- Os pronomes relativos “a qual” e “as quais” dão margem a
que ocorra crase nas orações adjetivas.

EXERCÍCIOS 02

01- Qual das alternativas completa corretamente os espaços
vazios?
I- "Ele não quis reconhecer, mas preferia esta vida insossa
em casa humilde.......... outra de barão”.
II- "Habituara-se ....... boa vida, tendo de tudo, regalada."
III- "Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo
pra gente fazer isso e não fazer ....... ."
a) àquela, aquela, aquilo
b) do que àquela, àquela, àquilo
c) àquela, àquela, aquilo
d) aquela, àquela, aquilo
e) do que aquela, aquela, aquilo

02- Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do
acento indicativo de crase:



30 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
a) O pesquisador deu maior atenção àquela cidade menos
privilegiada.
b) Este resultado estatístico poderia pertencer à esta
população carente.
c) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista.
d) A verba aprovada destina-se somente àquelas cidades
interioranas.
e) Ele não costuma se referir àquilo que aconteceu no
passado.

PADRÃO CESPE: “Segundo preceituam diversos
documentos bioéticos, éticos e, em alguns países, até
normas legais, qualquer voluntário tem que ser informado
sobre os possíveis riscos que a experiência, à qual será
submetido, poderá acarretar, para somente depois dar seu
aceite; porém, se considerarmos o desnivelamento sócio-
educacional da população, veremos que é no mínimo dúbia
a plena capacidade de entendimento dos voluntários sobre a
experiência à qual será submetido”.

03- A ocorrência de crase em à qual (nas duas evidências)
ocorre pelas seguintes razões: primeiro, a estrutura será
submetido é fornecedora de preposição A; e, segundo, o
pronome relativo a qual, cuja referência é feita à palavra
experiência, disponibiliza o artigo A em sua composição
original.

04- Ainda sobre a ocorrência de crase do texto acima, é
correto afirmar que, caso substituíssemos o conjunto à qual
(também nas duas possibilidades) por à que os sentido bem
como a correção gramatical seriam mantidos.

GABARITO

1 2 3 4
C B V F

3ª POSSIBILIDADE.

Coincidência 1 Presença de NOME*.
Coincidência 2 Exigência, por parte do NOME, da
preposição “A”
Coincidência 3 Presença de Substantivo feminino (e
que aceite “A”)
Coincidência
3.1
Presença dos exclusivos pronomes
demonstrativos: AQUILO;
AQUELE(A)(S).
Coincidência
3.2
Ou dos exclusivos pronomes relativos:
A QUAL; AS QUAIS.

*Todos os substantivos, adjetivos e advérbios são
nomes. Alguns pedem preposição, outros não. Só darão
margem a que ocorra crase somente aqueles que
forneçam “A”.

Obs: Caso falhe uma dessas coincidências, a
possibilidade de crase está invalidada.

⇒ O aluno estava muito atento a + as aulas. (às aulas)
⇒A dedicação a + a vida religiosa trouxe-lhe paz. (à vida)
⇒ Sua reação foi desproporcional a + aquilo que aconteceu.
(àquilo)
⇒ Era contrário a + o plano do governo. (ao plano)

Obs.: Veja que as palavras fornecedoras de preposição não
são mais os verbos, e sim os NOMES.
EXERCÍCIOS 03
01- CESPE: “A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN),
órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN),
deve assumir a missão de centralizar, processar e distribuir
dados e informações estratégicas para municiar os órgãos
policiais (federais, estaduais e municipais) nas ações de
combate ao crime organizado. Além disso, a ABIN é
responsável por manter contato com os serviços de
inteligência parceiros, para favorecer a troca de informações
e a cooperação multilateral”.
( ) A substituição da expressão "ao crime organizado"
por à criminalidade alteraria o sentido original do texto, mas
não prejudicaria a correção gramatical do período.

02- CESPE: “Assim, os dilemas inerentes à convivência
entre democracias e serviços de inteligência exigem a
criação de mecanismos eficientes de vigilância e de
avaliação desse tipo de atividade pelos cidadãos e(ou) seus
representantes”.
( ) O uso do sinal indicativo de crase no trecho "os
dilemas inerentes à convivência" não é obrigatório.

03- CESPE: “A ocultação, pela indústria do asbesto
(amianto), dos perigos representados por seus produtos
provavelmente custou tantas vidas quanto as destruídas por
todos os assassinatos ocorridos nos Estados Unidos da
América durante uma década inteira; e outros produtos
perigosos, como o cigarro, também provocam, a cada ano,
mais mortes do que essas”.
( ) No segmento "quanto as destruídas" o emprego do
acento grave é facultativo, visto que o termo "quanto" rege
complemento com ou sem a preposição “a”.

04- CESPE: “Essa análise permite, ainda, abordar um outro
ponto: a caracterização dos grupos em função de sua
representação social. Isto quer dizer que é possível definir
os contornos de um grupo, ou, ainda, distinguir um grupo de
outro pelo estudo das representações partilhadas por seus
membros sobre um dado objeto social. Graças a essa
reciprocidade entre uma coletividade e sua teoria, esta é um
atributo fundamental na definição de um grupo”.
( ) Já que a estrutura sintática exige a preposição “a”, a
ausência de sinal indicativo da crase em "a essa
reciprocidade" mostra que, por causa da presença do
pronome demonstrativo "essa", o artigo não é aí usado.

05- FCC: Leia atentamente as orações abaixo e, em
seguida, faça o que se pede:
I - Em relação a renda familiar, o emprego intensivo
de mão-de-obra não é a melhor solução.
II - Desde a última década, sinistros presságios
atormentavam-lhe a mente.
III - Os investidores americanos, habituados à lentidão
do ritmo inflacionário, conseguem acumular fortuna.
De acordo com a norma culta:
a) todos os períodos estão corretos
b) nenhum dos três períodos está correto
c) estão corretos os períodos I e II
d) estão corretos os períodos II e III
e) somente o período III está correto

06- CESGRANRIO: Na frase: "O pacote econômico tende a
satisfazer as exigências do mercado", substituindo-se
satisfazer por satisfação, tem-se a forma correta:
a) tende à satisfação as exigências do mercado.
b) tende a satisfação das exigências do mercado.
c) tende a satisfação das exigências ao mercado.
d) tende a satisfação às exigências do mercado.
e) tende à satisfação das exigências do mercado.

07- FCC: “Uma floresta secundária apresenta, segundo
estudo recente, biodiversidade semelhante ...... da floresta
original, embora haja especialistas que contestam o fato de



31 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
que as matas de segunda geração evoluam de modo ......
garantir as condições ideais de sobrevivência ...... cada uma
das espécies”.
As lacunas da frase acima estarão corretamente
preenchidas, respectivamente, por
a) a - à - à
b) à - a - à
c) à - a - a
d) a - à - a
e) à - à - a
Obs.: O detalhe dessa questão é lembrar que crase
pode ocorrer em palavras elididas (ou seja,
apagadas).
08- FCC: Os objetivos ...... que se propunham os
idealizadores da Declaração dos Direitos Humanos referiam-
se ...... criação de situações favoráveis de vida ...... mais
diversas populações do planeta.
As lacunas da frase acima estarão corretamente
preenchidas, respectivamente, por:
a) a - a - às
b) à - à – as
c) à - à – às
d) à - a - as
e) a - à – às
Obs.: Lembre-se de que adjetivos não neutralizam crase.
Tipo: “Eu fui à mais antiga praia da cidade”.
09- FCC: Justificam-se ambas as ocorrências do sinal de
crase em:
(A) Na entrevista que concedeu à TV, a juíza recorreu à uma
frase de Disraeli.
(B) A frase à que se reportou a juíza diz respeito à distinções
éticas.
(C) Faltam audácia e iniciativa à quem deveria propor-se às
ações afirmativas.
(D) Não se abra àqueles inescrupulosos o campo favorável
à impunidade.
(E) A comunidade dos justos assiste à obrigação de dar
combate à tal ousadia.

Obs.: O detalhe dessa questão baseia-se no fato de que
“tal” é um pronome indefinido. Não ocorre crase diante
de pronomes indefinidos.

10- ESAF: Marque o item que preenche de forma correta as
lacunas do texto seguinte:
“Institucionalizada ___ partir das lutas antiabsolutistas, no
século 18, e da expansão dos movimentos
constitucionalistas, no século 19, ___ democracia
representativa foi consolidada ao longo de um processo
histórico marcado pelo reconhecimento de três gerações de
direitos humanos: os relativos ___ cidadania civil e política,
os relativos ___ cidadania social e econômica e os relativos
___ cidadania "pós-material", que se caracterizam pelo
direito ___ qualidade de vida, ___ um meio ambiente
saudável, ___ tutela dos interesses difusos e ao
reconhecimento da diferença e da subjetividade”.

(Baseado em Mário Antônio Lobato de Paiva em
www.ambitojurídico.com.br)
a) a, à, à, a, à, à, a, a
b) a, a, à, à, à, à, a, à
c) à, a, a, à, à, a, a, à
d) à, a, a, à, à, à, a, à
e) a, à, à, a, à, à, a, à
Obs.: Uma boa leitura, entendendo o conjunto
das ideias, resolve suas dúvidas.
GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
V F F V D E C E D B

4ª POSSIBILIDADE.
1


Coincidência
ÚNICA
Presença de locução adverbial,
prepositiva ou conjuntiva femininas.

Obs.: Lembre-se de que, nos casos que vamos investigar
agora, levar em conta o contexto é fundamental.
1º Momento: é de tradição acentuar o "a" nas
locuções femininas para evitar ambiguidades na
frase. Vejamos:
1-Joana estuda à noite. (no turno da noite)
2-Joana estuda a noite. (estuda as estrelas, a lua
etc.)
3- O homem cheirava a gasolina. (inalava a
gasolina)
4- O homem cheirava à gasolina. (tinha cheiro de
gasolina)
7- Ele matou a fome. (saciou-se)
8- Não se mata à fome. (modo como se mata
alguém, à míngua)
2º Momento: usa-se acento indicativo de crase
nas indicações de hora, quando houver precisão
(exatidão).
1- Ele saiu de Londrina às 14 horas. (Precisa)
2- Ele deixou Fortaleza à uma hora . (Precisa)
3- Nós sairemos daqui a duas horas. (Imprecisa)
4- A qualquer hora pode ocorrer um assalto.
(Imprecisa)
5- Ele estuda de três a seis horas por dia.
(Imprecisa)
6- Ele estuda das três às seis horas todos os dias.
(Precisa)
3º Momento: usa-se acento indicativo de crase
nas locuções prepositivas e conjuntivas.

1
Muita atenção porque aqui surge mais uma divergência entre os
gramáticos: para Evanildo Bechara, Celso Cunha, Lindley Cintra e Marcelo
Rosenthal “locuções adverbiais femininas regidas de preposição A, por
motivo de clareza, devem ocorrer com acento grave”. Essa afirmação foi
retirada de Gramática para concursos, página 375. Fiz essa referência
porque existem muitos gramáticos que “inventam” exceções. Dizem, por
exemplo, que locuções adverbiais que indicam noção de instrumento não
recebem crase. Veja os exemplos: “Ele escreveu a carta a mão”. Ou “O
bandido foi morto a faca pelo comparsa”. Tais gramáticos acreditam que a
crase é desnecessária, uma vez que o entendimento da frase não é
comprometido. Nem Sempre: se eu escrevo “Trancou a casa à chave”,
entendo que alguém trancou a casa usando a chave; mas se escrevo
“Trancou a casa a chave” posso entender tão-só que a chave trancou a
casa. Portanto, não são iguais os sentidos.



32 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
1- O casal deixou o prédio às escondidas.
2- Depois da conversa, tudo ficou às claras.
3- O restaurante estava às moscas.
4- O jovem estava à procura de emprego.
5- À medida que se envolvia com pessoas incautas,
começava a ter problemas na família.
6- À proporção que fazia exercícios, emagrecia
deveras.
4º Momento: Contudo, tenha cuidado:
1- A procura por emprego temporário cresce no fim
do ano.
2- Ele não informou a medida que seria usada de
sal.
5º Momento: não se emprega acento grave em
expressões adverbiais cuja primeira palavra for
masculina.
1- Ele sempre mata a sangue-frio.
2- O quarto cheirava a óleo de cozinha.
3- Ando muito a pé.
4- Use sal e pimenta a gosto.
5- O quarto cheirava a vômito.
Exemplos de outras expressões que podem
receber o acento indicativo de crase apoiados na
4ª possibilidade.
à tarde, à chave, à noite,
à escuta, à direita, à deriva,
às claras, às avessas, às escondidas
às moscas, à toa, à revelia
à beça, à luz, à esquerda
à larga, às vezes, às ordens
às ocultas, às turras, à beira de
à sombra de, à exceção de, à força de
à frente de, à imitação de, à procura de,
à semelhança de, à proporção que, à medida que

EXERCÍCIOS 04
01- CESPE: “E, enquanto os latifúndios de mais de mil
hectares ─ 3% do total das propriedades rurais do Brasil ─
ocupam 57% agriculturáveis, 4,8 milhões de famílias sem-
terra estão à espera de chão para plantar”.
( ) O emprego do sinal indicativo de crase na expressão
"à espera" é obrigatório; portanto, sua retirada acarretaria
prejuízo ao sentido do texto.

Obs.: Mesmo que você não perceba, quando se retira
acendo grave de expressões como “à vontade” ou “às
vezes” os sentidos serão alterados ou danificados.

02. Assinale a opção em que o A sublinhado nas duas
frases deve receber acento grave indicativo de crase:

a) Fui a Lisboa receber o prêmio. / Paulo começou a
falar em voz alta.
b) Pedimos silêncio a todos. Pouco a pouco, a praça
central se esvaziava.
c) Esta música foi dedicada a ela. / Os romeiros
chegaram a Bahia.
d) Saiu, às escondidas, da casa do amigo. / O carro
entrou a direita da rua.
e) Todos a aplaudiram. / Escreva a redação a tinta.

Obs.: Aqui você usar aquela conhecida dica:

03- Observe as alternativas e assinale a que não
contiver erro em relação à crase:

a) Rabiscava todos os seus textos à lápis para depois
escrevê-los à máquina.
b) Sem dúvida que, com novos óculos, ele veria a
distância do perigo, aquela hora do dia.
c) Referia-se com ternura ao menino, afeto às
meninas e, com respeito, a várias pessoas menos
íntimas.
d) Àquela distância, os carros só poderiam bater; não
obedeceram as regras do trânsito.
e) Fui à Maceió provar um sururu à região.

03- Assinale a frase gramaticalmente correta:

a) O papa caminhava à passo firme.
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.
c) Chegou à noite, precisamente as 10 horas.
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada.

Obs.: Note que, no último item, há presença de paralelismo
sintático.

04- De acordo com a norma padrão culta, a única frase
incorreta é:
a) Partirei daqui à uma hora.
b) O teste visa à esta qualidade do produto.
c) Ele vive à margem da comunidade.
d) O funcionário foi chamado às pressas pelo diretor.
e) Deixou a cidade à procura de um ideal.

05- O acento grave, indicador de crase, está empregado
incorretamente em:

a) Tal lei se aplica, necessariamente, à mulheres de
índole violenta.
b) As novelas, às quais assisti, problematizam a
questão da droga.
c) Entregou as chaves da loja àquele senhor que nos
desacatou na praça.
d) O delegado disse ao prefeito e aos vereadores que
estava à procura dos foragidos.
e) O bom atendimento às pessoas pobres deve ser
prioridade da nova administração.
Obs.: Se você vir uma “a” e, depois, uma palavra
feminina no plural, nunca haverá crase.
06- Assinale a frase que pode ser completada
por Há - a - à, nessa ordem:
a) ....... tempos não ....... via, mas sempre estive .......
espera de um encontro.
b) Aqui, ....... beira do rio, ....... muitos anos, existiu
....... casa-grande do engenho.
c) Em resposta ....... essa solicitação, só posso dizer
que não ....... vaga ........ disposição.



33 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
d) Fiz ver, ....... quem de direito, que não .......
possibilidades de atender ....... solicitação.
e) ....... esperança de obtermos, ....... custa de muito
empenho, ....... vaga de segurança.

Obs.: “Haver” pode assumir valor de “existir” e de “fazer”,
indicando tempo decorrido (ou seja, tempo passado).

07- O uso da crase está incorreto está em:

a) Chegaram a argumentar cara à cara que não
aceitariam sugestões.
b) Já demos nossa contribuição à associação
beneficente do bairro.
c) À custa de sacrifício, os estudantes conseguiram
ser aprovados.
d) Transmita àqueles jovens nossa mensagem de
esperança no futuro.
e) Esta construção é igual à que meu primo construiu
na periferia.

08- Preencha a seqüência da melhor forma possível. “O
fenômeno ....... que aludi é visível ....... noite e ....... olho
nu”.
a) a - a - a
b) a - à - à
c) a - à - a
d) à - a - à
e) à - à – a

09- Assinalar a alternativa em que está correto o uso da
crase:

a) Tenho um carro à álcool e outro à gasolina.
b) Os turistas ficaram um bom tempo à contemplar a
praia.
c) Escreva sempre à tinta, nunca à lápis.
d) Andávamos às escuras, à procura dos índios.
e) Aquela expedição esteve à andar pelas selvas
durante muito tempo.

10- Assinale a frase na qual a palavra não deve receber o
acento indicativo de crase:

a) Os apelos a internacionalização da Amazônia
ganham contornos de avalanche.
b) Toda manhã, a qualquer hora, depois de ler o jornal
do dia, fico pensando na vida.
c) Aquela hora morta da madrugada, todos estavam
recolhidos ao leito.
d) Muitas das reivindicações dos sindicatos
trabalhistas são semelhantes as da classe patronal.
e) Os petroleiros apresentaram ao Ministro uma pauta
de reivindicações igual a que haviam divulgado no
ano anterior.

Obs.: Note que, antes de “da” (item d) e “que” (item e)
notam-se as respectivas palavras subentendidas
“reivindicações” e “pauta” (ambas femininas).

GABARITO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C E C C E C E C C E
CASOS FACULTATIVOS
1 . Antes de pronomes possessivos femininos:
Ex.: Ele disse tudo a minha amiga. (à minha amiga)
2. Antes de nomes próprios femininos:
Ex.: O porteiro comunicou o corrido a Patrícia. (à
Patrícia)
3. Depois da preposição ATÉ.
Ex.: O turista irá até a Praia Antiga. (até à Praia
Antiga)
Cuidado: para que sejam facultativos, não basta que
apenas existam pronomes possessivos femininos,
nomes próprios femininos ou presença de
preposição “até”. Se não houver verbo ou nome que
rejam preposição “a” é mesmo que nada. Veja:
1- O vento arrastava até as mesas pesadas. (Não é
possível usar crase)
2- O garoto empurrou a Ana Lúcia. (Não é possível
usar crase)
3- O arquiteto projetou a minha varanda com
perfeição. (Não é possível usar crase)
Obs.: Veja que, em todos os casos, os verbos são
transitivos diretos.
Exercícios 05
01- CESPE: “A tintura do alecrim-pimenta é um
medicamento fitoterápico, ou seja, produzido
exclusivamente de matéria-prima ativa vegetal. O
líquido, obtido após a maceração das folhas e o
descanso em uma solução com álcool, é indicado para
muitas aflições”.
( ) A correção gramatical do texto seria mantida se, no
trecho "após a maceração" fosse empregado acento
indicativo de crase, dado que a expressão nominal está
antecedida da palavra "após", a qual faculta o uso desse
acento.

02- CESPE: “Assim, os dilemas inerentes à convivência
entre democracias e serviços de inteligência exigem a
criação de mecanismos eficientes de vigilância e de
avaliação desse tipo de atividade pelos cidadãos e(ou)
seus representantes”.
( ) O uso do sinal indicativo de crase no trecho "os
dilemas inerentes à convivência" não é obrigatório.

03- CESPE: “Em dezembro de 2010, no auge da
perseguição ao Wikileaks, os EUA conseguiram tirá-lo do ar.
O site acabou voltando, mas, motivado por esse episódio,
um grupo de hackers e piratas quer tomar uma medida
radical: criar uma rede alternativa, que seria imune às
autoridades. O projeto é encabeçado pelo sueco Peter
Sunde, que tem motivos para isso - é dono do site Pirate
Bay, que vive na mira da polícia”.

Revista Superinteressante (Com adaptações)

► Com relação às estruturas linguísticas, assinale a opção
correta.

a) Uma maneira correta de reescrever a estrutura “...quer
tomar uma medida radical:...” seria da seguinte forma:
“...quer tomar à medida radical de...”.

b) A ocorrência de crase na estrutura “às autoridades” é,
conforme as regras gramaticais, facultativa e, por isso,
poderíamos escrevê-la assim: “a autoridades”.




34 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
c) A ocorrência de crase em “às autoridades” é obrigatória
porque a estrutura verbal reclama a presença de preposição
e “autoridades” é substantivo feminino que aceita artigo “as”.

d) Caso substituíssemos a expressão “na mira da polícia”
por “à mercê da polícia”, as regras gramaticais seriam
respeitadas bem como os sentidos originais seriam
preservados.

e) Embora os sentidos fossem levemente alterados (sem
que houvesse prejuízo ao texto), seria correto
gramaticalmente escrever “a autoridades” no lugar de “às
autoridades”.
Obs.: Volte aos casos facultativos e confirme quais
elementos gramaticais permitem uso ou não de crase.
04- CESPE: “Segundo o inglês Jack Challoner, autor de
diversos livros sobre história da ciência, entre eles 1.001
invenções que mudaram o mundo (Sextante), recém-
lançado no Brasil, embora toda invenção tenha a sua
importância, algumas mudaram mais os rumos do mundo
por serem essenciais em momentos específicos. “Se você
estiver no banheiro e precisa se limpar, o motor a vapor ou a
roda não tem a mínima importância. Naquele momento, a
maior invenção do mundo é o papel higiênico, algo bem
mais simples”, exemplifica o escritor em entrevista ao
Correio.

A análise de Challoner mostra que não é porque algo foi
criado há muito tempo e seu uso acabou extremamente
banalizado que ele deixa de ser importante. A cola, ele
lembra, foi desenvolvida pelos egípcios há cerca de 6 mil
anos.
(...)
As primeiras versões, feitas à base de cera de abelha,
serviam para colar as tábuas dos barcos. “Os humanos
inventam coisas há milhares de anos, e as espécies
anteriores ao homem, há mais tempo ainda. Mesmo assim,
ao pensarmos em invenções, logo imaginamos realizações
do último século”, afirma Challoner. “Isso acontece porque o
mundo muda muito mais rápido do que antes. As novas
invenções chamam mais a atenção do que aquilo que foi
feito há séculos”, completa”.

Correio Braziliense (Com adaptações)

►Com relação às estruturas linguísticas, assinale a opção
correta.

a) O uso de acento indicado de crase em “a”, antes de “sua”
é facultativo, já que existe a presença de pronome
possessivo feminino.

b) As expressões “a vapor” e “a roda” não recebem acento
indicador de crase por tratarem de expressões gramaticais
cuja classificação é igual à que surge na frase a seguir: “O
petroleiro cheirava a gás”.

c) O uso de acento grave na expressão “à base de” justifica-
se pela mesma razão que ocorre tal fenômeno na sentença
a seguir: “O apresentador referia-se à margem de erro que o
jornal não publicou”.

d) O verbo “há”, depois de “coisas”, poderia ser substituído
por “à cerca de” sem que a correção gramatical bem como
os sentidos textuais fossem comprometidos.

e) O uso de crase em “a” (último período) é facultativo.

Obs.: Adjuntos adverbiais (que se relacionam com verbos,
adjetivos e até advérbios) são diferentes de adjuntos
adnominais (que se relacionam com substantivos).

GABARITO

01 02 03 04
F F E B
LEMBRETES BÁSICOS SOBRE CRASE
1- Nunca ocorre acento indicativo de crase antes de
verbos.
- Ele saiu a procurar um novo emprego.
2- Não ocorre acento indicativo de crase antes de
pronomes pessoais, demonstrativos, indefinidos, e
expressões de tratamento.
- Refiro-me a ti
- Dirigi-me a ela
- Apresento-o a você.
- Venha a nós o Vosso Reino.
- Respondo a Vossa Senhoria.
- Não me referi a esta carta.
- Direi a qualquer pessoa.

3- Diante de “casa”, “distância” e “terra” (com sentido de
bordo; ou seja, terra firme) só haverá a possibilidade de
crase se tais palavras estiverem especificadas.

- Mais tarde irei a casa.
- Mais tarde irei à casa do João.
- Eles ainda se viam a distância.
- Eles ainda se viam à distância de 1 km.
- O marujo desejava regressar a terra.
- O marujo desejava regressar à terra de sua infância.

4- Quando estiver subentendida a expressão “à moda de”
antes de um substantivo masculino, há crase.
- Fiz uma maminha à Alex Atala.
5- Entre palavras repetidas nunca há crase.
- Eles iam se apaixonando manhã a manhã.
05. Concordância Verbal
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Raras
são as provas que não trazem uma questão sobre o tema
Concordância Verbal. Atenção!

DICA: Não é possível estudar Concordância Verbal sem
saber a classificação de todos os tipos de sujeito. Perceba
que, ao encontrar o sujeito do período ou do parágrafo,
você fica muito perto de acertar a flexão do verbo. Por isso,
sugiro que comecemos essa jornada pelo tema Sujeito.

DICA DE ESTUDO: As regras são muitas, mas você não
precisa tentar memorizar todas. Algumas são muito
restritas ao universo do vestibular ou são comuns apenas a
textos literários, os quais figuram menos nas provas.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível
fundamental, a possibilidade é razoável (uma questão);
para nível médio, no mínimo, uma (isso numa prova de 15
a 20 questões); e, para nível superior, a possibilidade é
igual à do nível médio, o grau de dificuldade é que será
maior.



35 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL
Como a concordância verbal baseia-se essencialmente na
relação Sujeito-Verbo, apresento como proposta de melhor
compreensão desse assunto a troca do sujeito (que pode vir
explicitamente, como também bastante disfarçado) pelos
seguintes pronomes pessoais:

Eu
Tu
Ele/a
Nós
Vós
Eles/as

A idéia é, depois de localizado o sujeito, tentar ver por qual
desses pronomes ele pode ser substituído. Feita essa
conferência, ajuste o sujeito (ou o pronome) a sua devida
flexão verbal.

- As próprias folhas das árvores absorvem parte da chuva e
reduzem o impacto das gotas no solo.

Trocaremos o sujeito “As próprias folhas das árvores” por
“Elas” (3ª pessoa do plural); daí o verbo ter que ir,
obrigatoriamente, para o plural.

Já em:

- Obras de contenção de encosta, treinamento de
voluntários, monitoramento da aproximação das chuvas,
medição do índice pluviométrico por área das cidades,
cálculo do grau de saturação do solo encharcado (prevendo-
se o risco de deslizamento) estão entre as medidas que
reduziram o número de mortes e de desabrigados em Belo
Horizonte e no Rio de Janeiro

Trocaremos o sujeito “Obras de contenção de encosta,
treinamento de voluntários, monitoramento da aproximação
das chuvas, medição do índice pluviométrico por área das
cidades, cálculo do grau de saturação do solo encharcado
(prevendo-se o risco de deslizamento)” por “Eles” (3ª pessoa
do plural); daí o verbo ter que ir também, obrigatoriamente,
para o plural.
E em:
- A União, após realizar levantamentos em determinada
área do pantanal mato-grossense, editou decreto
expropriatório de uma fazenda ali situada.
Trocaremos o sujeito “A União” por “Ela” (3ª pessoa
do singular); daí o verbo ter que ir, obrigatoriamente,
para o singular.
QUANDO O SUJEITO FOR COMPOSTO.
• 1º. Caso:
Quando o sujeito composto vier anteposto ao verbo, o
verbo irá para o plural.

Ex.: O milho e a soja subiram de preço.

2º Caso:
Quando os núcleos do sujeito composto vierem resumidos
por tudo, todos, nada, alguém ou ninguém, o verbo ficará
no singular.
Ex.: Leitura, trabalho, planejamento, nada parecia
conveniente àquele novo governo.

Motoristas, taxistas, caminhoneiros, todos queriam a greve.

3º. Caso:
Quando o sujeito composto vier posposto ao
verbo, o verbo irá para o plural ou concordará apenas com o
núcleo do sujeito que estiver mais próximo.

Ex.:
- Deixou a sala o médico e o paciente.
- Deixaram a sala o médico e o paciente.
- Questionou-se a vitória do Brasil, a expulsão do jogador
adversário e a demora para o início da partida.
- Questionaram-se a vitória do Brasil, a expulsão do jogador
adversário e a demora para o início da partida.

4º. Caso: Sujeito ligado por “ou”.

Quando os núcleos do sujeito vierem ligados pela conjunção
“Ou”, o verbo ficará no singular se houver idéia de
exclusão. Se houver idéia de inclusão o verbo irá para o
plural.

Ex.:
- Brasil ou Argentina sediará o próximo congresso.
(Exclusão)
- Petistas ou Tucanos vencerão as eleições. (Exclusão)
- Peixe ou camarão são ricos em ômega 3. (Inclusão)
- Pedro ou Antônio será o presidente do clube. (Exclusão)
- Laranja ou mamão fazem bem à saúde. (Inclusão)

• 5º Caso: Sujeito ligado por uma série aditiva enfática:
Se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados
por uma série aditiva enfática (não só...mas também;
tanto...quanto; não só...como também etc.), o verbo
concorda como o mais próximo ou vai para o plural.

Ex: Tanto o Brasil como a Argentina haviam (havia) perdido
a classificação.

• 6º Caso: Sujeito ligado por “com”.
Se o sujeito no singular é seguido imediatamente
de outro no singular ou no plural mediante a preposição
“com” o verbo ficar no plural se não houver presença de
vírgulas:

Ex.:
Essas explicações evitavam que o desembargador com os
seus velhos amigos interrogassem os primeiros suspeitos.

Se houver presença de vírgulas, concorde com o núcleo
anterior à expressão virgulada:

O rei, com toda a sua corte, estava satisfeito por tudo que
ocorria no castelo.

Os alunos, com toda a equipe pedagógica, modificaram o
planejamento.

• 7º Caso: Sujeito ligado por nem...nem.
Quando o sujeito for ligado pela série aditiva
nem..nem, o verbo poder ir para o plural ou ficar no singular.

Ex.: É difícil entender que nem o respeito nem o amor o
comoviam (comovia).

Mas cuidado!!!
Se o sujeito for constituído por nem um nem outro,
o verbo fica, obrigatoriamente, no singular.

Ex.: Nem um nem outro aluno compareceu à aula.
QUANDO O SUJEITO FOR UM NUMERAL OU INDICAR
QUANTIDADE



36 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
1º Caso: Sujeito formado por expressão partitiva ou
fracionária

Para termos que indiquem idéia partitiva ou fracionária,
quando possuírem adjunto adnominal pluralizado, admitirão
que o verbo pode ir para o plural ou ficar no singular.

Ex.:
A maioria dos candidatos fez (fizeram) a prova.
A menor parte dos torcedores garantiu (garantiram)
ingresso.

Caso a palavra partitiva vier encabeçada por uma
porcentagem, a concordância também se dará com o
número percentual ou com o adjunto.

Ex.:.
40% das vagas foram ocupadas por novatos.
1,8% dos advogados pediu (pediram) a anulação do
processo.

Só lembrando: de 0,0% até 1,9% significa singular. De 2,0%
até o infinito, plural.

Caso não haja adjunto no plural, a concordância se dará
normalmente com o número percentual.

Ex.:
25% chegaram aos seus objetivos.

1,6% desistiu da prova.

Caso o sujeito seja formado por um numeral em forma de
fração, concorde, preferencialmente, com o numerador; mas
organizadoras como o CESPE, por exemplo, não veem
como erro a concordância com o adjunto.

Ex.:
¼ dos alunos não entregou (entregaram) o trabalho.

2/6 da cidade questionaram (questionou) a prefeitura.

CONCORDÂNCIA COM O VERBO SER (concordância
especial).

O verbo Ser deveria sempre concordar como o seu sujeito
(deveria).

Ex.: O orador era arrogante.
Entretanto, o verbo Ser pode, em vez de concordar
como o sujeito, concordar como o seu predicativo.

a) Quando aparecerem os pronomes isto, isso, aquilo,
tudo, ninguém, nenhum ou expressão de valor coletivo,
como o resto ou o mais.

Exemplos:
Tudo eram alegrias e cânticos.
Isso são mentiras.

Veja que ele falou muita coisa importante; o resto foram
bobagens de homem apaixonado.

b) Quando o sujeito for formado pelos pronomes
interrogativos que, quem ou o que.

Exemplos:
O que são atos éticos?
Quem eram os convidados?
Não sei quem são os vencedores. (Veja que aqui há uma
interrogação indireta).
c) Quando o verbo Ser for empregado impessoalmente.

Exemplos:
São dez horas.
Hoje são 15 de novembro. [Aqui também se permite a forma
“Hoje é (dia) 15 de novembro”].
De minha casa ao Teatro José de Alencar são 5
quilômetros.

d) Quando o verbo “Ser” for usado nas expressões é muito,
é pouco, é mais de, é tanto e o sujeito for representado por
termo no plural que denote preço, medida ou quantidade.

Exemplos:
Oitenta mil reais é pouco para quem quer mudar
radicalmente de vida.
Duzentos gramas de queijo era a quantidade que ele
consumia no café.

CONCORDÂNCIAS ESPECIAIS

1- COM A EXPRESSÃO “UM DOS QUE”.
Com a expressão "Um dos que" o verbo ficará no
singular e no plural. O plural é construção dominante.

Ex.: Você é um dos que mais estudam (estuda).

Mas, cuidado!!!
A estrutura “Um dos” só admite a concordância do
verbo no singular por uma questão semântica. Veja: quando
se diz “Ricardo foi um dos que fez o exercício”, não só
Ricardo fez o exercício, como os outros também o fizeram.
Porém, quando se informa: “Um dos alunos fez o exercício”,
está claro que apenas um fez o exercício, os outros não.

2- COM EXPRESSÕES APROXIMATIVAS

Quando o sujeito for constituído das expressões
aproximativas "mais de", "menos de", "cerca de" o verbo
concordará com o numeral que segue as expressões.

Ex.:
Mais de uma pessoa protestou contra a lei.

Mais de vinte pessoas protestaram contra a decisão.

Cerca de seis homens discutiram.

Cuidado!!!! (estas situações são bem raras)

► Com a expressão "mais de um" pode ocorrer o plural:

- Quando o verbo dá idéia de ação recíproca (troca de
ações).
Ex.: Mais de uma pessoa se abraçaram.
- Quando a expressão "mais de um" vem repetida.

Ex.: Mais de um amigo, mais de um parente estavam
presentes.

3- COM FORMAS INTERROGATIVAS
Se o pronome interrogativo ou indefinido estiver
no singular o verbo só concordará com ele. Se esses
pronomes estiverem no plural, o verbo concordará com ele
ou com o pronome pessoal. As expressões mais utilizas são:



37 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Quais de nós; qual de vós, Alguns de nós, Muitos de
vós, Poucos deles; Poucos de nós, Qual deles etc.

Ex.:
Qual de nós resolverá o assunto?

Qual de nós viajará?

Quais de nós viajarão / viajaremos?

Quais de vós estudarão/estudareis matemática?

4- COM NÚCLEOS COLETIVOS
Quando o sujeito for um coletivo o verbo ficará no
singular.

Ex.: A multidão gritava desesperadamente.

Não esqueça!!!

Quando o coletivo vier seguido de um adjunto no plural, o
verbo ficará no singular ou poderá ir para o plural.

Ex.: A multidão de torcedores gritava (gritavam)
desesperadamente.

5- COM O PRONOME RELATIVO “QUE”.

Quando o sujeito de um verbo for pronome relativo "que",
o verbo concordará com o antecedente deste pronome.

Ex.:
Sou eu que pago as minhas contas.
Foi ele que compartilhou o jantar conosco.
Foram Antônio e Adriano que controlaram a equipe.

6- COM O PRONOME RELATIVO “QUEM”.
Quando o sujeito de um verbo for um pronome relativo
"quem", o verbo concordará com o antecedente ou ficará na
3º pessoa do singular concordando com o sujeito “quem”.

Ex.:
Sou eu quem paga (pago).

Foram elas quem comparam (comprou) os vestidos.

Era Fernanda quem recebia as encomendas.

Fomos Pedro, André e eu quem discutimos (discutiu) o caso.

7- QUANDO O SUJEITO FOR NOME PRÓPRIO PLURAL
Quando o sujeito for formado por nome próprio que só tem
plural, não antecipado de artigo, o verbo ficará no singular;
se o nome próprio vier antecipado de artigo o verbo irá para
o plural.

Ex.:
Minas Gerais possui grandes fazendas.

Alagoas é sempre muito agradável.

Vidas Secas é um romance regionalista.

Os Estados Unidos são uma nação poderosa.

Os Emirados Árabes produzem muito petróleo.


8- QUANDO OS VERBOS FOREM IMPESSOAIS
Os verbos impessoais
2
ficam sempre na 3ª pessoa do
singular.

Ex.:
Faz dois anos que Paula foi à Europa.

Havia seis crianças na fila do cinema.

Choveu muito no fim de semana.

Nesta madrugada, relampejou intensamente na região sul.

Não esqueça:
- Também fica na 3ª pessoa de singular o verbo auxiliar que
se põe junto a um verbo impessoal formando uma locução
verbal.

Ex.: Deve haver crianças na fila.

Ex.: Pode haver greves até o final do dia.

VERBO EXISTIR

Ex.: Existiam crianças na fila. (O verbo existir não é
impessoal).
3


Ex.: Devem existir crianças na fila. (O verbo auxiliar de um
verbo pessoal concordará com o sujeito).

Ex.: Podem existir greves até o final do dia.

9- CONCORDÂNCIA COM VERBOS QUE INDICAM AS
HORAS.
Com os verbos "dar", "bater", "soar", se aparecer o sujeito
"relógio", ou qualquer objeto que indique a quantidade de
horas, a concordância se fará com ele; se não aparecer com
o sujeito "relógio" a concordância se fará com o número de
horas.

Ex.: O relógio deu cinco horas.

Ex.: Deram cinco horas no relógio da matriz.

Obs.: “no relógio da matriz” funciona como adjunto
adverbial de lugar.

10- CONCORDÂNCIA X PARTÍCULA “SE”.
A) Quando "se" funcionar como Partícula Apassivadora
(P.A)
4
o verbo concordará normalmente com o sujeito da
oração.

Ex.:
Pintou-se o carro.
Alugam-se casas.

Obs.: A palavra “se” será pronome apassivador sempre que
o verbo associado a ela for transitivo direto.

B) Quando o "se" funcionar como Índice de
Indeterminação do Sujeito (I.I.S) o verbo ficará, sempre,
na 3º pessoa do singular.


2
Entenderemos verbos impessoais aqueles que não nos autorizam
as conjugações verbais. Também podemos perceber que uma
pessoa não pode realizar ações do tipo Chover, Trovejar etc.
3
O verbo EXISTIR é pessoal porque pode ser conjugado
perfeitamente em todas as pessoas.
4
Essa classificação existe pela seguinte razão: a frase “Escrevem-
se cartas de amor” (voz passiva sintética) pode ser transposta para
a forma analítica, mas sem a presença do agente da passiva:
“Cartas de amor são escritas”.



38 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Ex.:
Precisa-se de secretária.
Estuda-se muito aqui.
Gosta-se de carnaval.
Era-se feliz na infância.

Obs.: A palavra “se” será índice de indeterminação do
sujeito sempre que o verbo associado a ela for transitivo
indireto, intransitivo ou de ligação.

11- CONCORDÂNCIA COM O VERBO AUXILIAR
“PARECER”.
O verbo parecer, seguido de infinitivo admite duas
construções:

A) Flexiona-se o verbo “parecer” e não se flexiona o
infinitivo.

Os alunos parecem entender o assunto.

B) Flexiona-se o infinitivo e não se flexiona o verbo
“parecer”.

Os alunos parece entenderem o assunto.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 01 ( Padrão CESPE)
01- Na oração "Há vinte meses que o Decreto foi revogado",
a forma verbal "Há" poderia ser corretamente substituída por
Faziam.
02- “Assim, os anúncios da TV apregoam que tal loja está
em liquidação, mas, se repararmos bem, as lojas parecem
estar em liquidação o tempo todo: daqui a poucos meses
teremos a liquidação de Carnaval, depois a liquidação de
Páscoa, a do dia das Mães, a do dia dos Namorados”.

► No trecho “daqui a poucos meses”, o vocábulo “a” poderia
ser substituído, sem prejuízo sintático ou semântico para o
texto, pela forma verbal “há”.

03- “Estudos e o senso comum mostram que a carga
genética exerce forte influência nas características pessoais
às quais damos o nome de talento”.
► A flexão de plural em "mostram" deve-se à concordância
com o sujeito composto por dois termos; se qualquer um
desses termos fosse retirado, o verbo deveria ir para o
singular para que as regras de concordância da norma culta
fossem respeitadas.
04- “ Da combinação entre velocidade, persistência,
relevância, precisão e flexibilidade surge a noção
contemporânea de agilidade, transformada em principal
característica de nosso tempo. Uma agilidade que vem se
tornando lugar comum, se não na vida prática das
organizações, pelo menos nos discursos. Empresas,
governos, universidades, exércitos e indivíduos querem ser
ágeis”.
►A forma verbal "surge" poderia, sem prejuízo gramatical
para o texto, ser flexionada no plural, para concordar com
"velocidade, persistência, relevância, precisão e
flexibilidade".
05- “Não direi, senhores, que a obra chegou à perfeição,
nem que lá chegue tão cedo. Os meus pupilos não são os
solários de Campanela ou os utopistas de Morus; formam
um povo recente, que não pode trepar de um salto ao cume
das nações seculares”.
► A forma verbal "formam" está flexionada na terceira
pessoa do plural para concordar com a ideia de coletividade
que a palavra "povo" expressa.
06- “A recuperação econômica dos países desenvolvidos
começou perigosamente a perder fôlego. A reação dos
indicadores de atividade na zona do euro, que já não eram
robustos ou mesmo convincentes, é agora algo semelhante
à paralisia. Os Estados Unidos da América cresceram a uma
taxa superior a 3% em 12 meses, mas a maioria dos
analistas aposta que a economia americana perderá força
no segundo semestre”.
► Se o verbo da oração "mas a maioria dos analistas
aposta" estivesse flexionado no plural - apostam -, o
período estaria incorreto, visto que, de acordo com a
prescrição gramatical, a concordância verbal, em estrutura
dessa natureza, deve ser feita com o termo "maioria".
07- “Assim, distintas teorias políticas e econômicas,
fundadas em diferentes ideologias do humano, enfatizam um
aspecto ou outro dessa dualidade, seja reclamando uma
subordinação dos interesses individuais aos interesses
sociais, ou, ao contrário, afastando o ser humano da
unidade de sua experiência cotidiana. Além disso, cada uma
das ideologias em que se fundamentam essas teorias
políticas e econômicas constitui uma visão dos fenômenos
sociais e individuais que pretende firmar-se em uma
descrição verdadeira da natureza biológica, psicológica ou
espiritual do humano”.
► Na concordância com "cada uma das ideologias", a flexão
de plural em "fundamentam" reforça a ideia de pluralidade
de "ideologias"; mas estaria gramaticalmente correto e
textualmente coerente enfatizar "cada uma", empregando-se
o referido verbo no singular.
08- “O movimento da vida passa a ser uma efervescência
constante e as mudanças a ocorrer em ritmo quase
esquizofrênico, determinando os valores fugidios de uma
ordem temporal marcada pela efemeridade. Como tentativas
de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o
processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge
a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações
interpessoais”.
► A forma verbal "surge" está flexionada no singular porque
estabelece relação de concordância com o conjunto das
ideias que compõem a oração anterior.
09- “Em consonância com essa visão do desenvolvimento, a
expansão da capacidade humana pode ser descrita como a
característica central do desenvolvimento. O conceito de
“capacidade” de uma pessoa pode ser encontrado em
Aristóteles, para quem a vida de um indivíduo pode ser vista
como uma sequência de coisas que ele faz e que constituem
uma sucessão de funcionamentos. A capacidade refere-se
às combinações alternativas de funcionamentos a partir das
quais uma pessoa pode escolher”.
► A flexão de plural em "constituem" mostra que o pronome
"que" (anterior ao verbo) concorda em número com "coisas";
mas seria igualmente correto e coerente usar-se aí a flexão
de singular, constitui, caso em que o pronome concordaria
com "sequência".
10- “Entre outros exemplos, citemos a formação da
consciência moral, das modalidades de controle de pulsões
e afetos numa dada civilização, ou o dinheiro e tempo. A



39 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
cada um deles correspondem maneiras pessoais de agir e
sentir, um habitus social que o indivíduo compartilha com
outros e que se integra na estrutura de sua personalidade”.
► A flexão de plural em "correspondem" mostra que, pela
concordância, se estabelece a coesão com "maneiras"; mas
seria igualmente correto e coerente estabelecer a coesão
com "cada um", enfatizando este termo pelo uso do verbo no
singular: corresponde.
GABARITO
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E E E E E E E E C E

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 02 (padrão UECE,
CESGRANRIO, FUNRIO, IMPARH)

01. Indique a opção correta, no que se refere à
concordância verbal, de acordo com a norma culta:
a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da
prova.
b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.
c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem
aqui.
d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.

02. Assinale a frase em que há erro de concordância
verbal:
a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.
b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da
imigração.
c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi
assinada.
d) Deve existir problemas nos seus documentos.
e) Choveram papéis picados nos comícios.

03. Assinale a opção em que há concordância
inadequada:
a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução
para o problema.
b) A maioria dos conflitos foram resolvidos.
c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.
d) De casa à escola é três quilômetros.
e) Nem uma nem outra questão é difícil.

04- Em todas as alternativas, o termo em negrito exerce a
função de sujeito, exceto em:
a) Quem sabe de que será capaz a mulher de seu sobrinho?
b) Raramente se entrevê o céu nesse aglomerado de
edifícios.
c) Amanheceu um dia lindo, e por isso todos correram às
piscinas.
d) Era somente uma velha, jogada num catre preto de
solteiros.
e) É preciso que haja muita compreensão para com os
amigos.

05- O “se” é índice de indeterminação do sujeito na
frase:
a) Não se ouvia o sino.
b) Assiste-se a espetáculos degradantes.
c) Alguém se arrogava o direito de gritar.
d) Perdeu-se um cão de estimação.
e) Não mais se falsificará tua assinatura.

06- Indique o único segmento que apresenta
concordância verbal condizente com as normas do
português padrão:
A) O funcionamento dos dois hemisférios cerebrais são
necessários tanto para as atividades artísticas como para as
científicas.
B) As diferentes divisões e subdivisões a que se submetem
a área de ciências humanas provocam uma indesejável
pulverização de domínios do conhecimento.
C) Normalmente, a aplicação de métodos quantitativos e
exatos acaba por distorcer as linhas de raciocínio em
ciências humanas.
D) Uma das premissas básicas do conjunto de assunções
teóricas e epistemológicas do trabalho que ora vêm a lume é
a concepção da Arte como uma entre as muitas formas por
meio das quais o conhecimento humano se expressa.
E) Não existem fórmulas precisas ou exatas para avaliar
uma obra de arte, não existe um padrão de medida ou
quantificação, tampouco podem haver modelos rígidos pré-
estabelecidos.

07- O verbo deve ir para o plural em:
a) Organizou-se em grupos de quatro.
b) Atendeu-se a todos os clientes.
c) Faltava um banco e uma cadeira.
d) Pintou-se as paredes de verde.
e) Já faz mais de dez anos que o vi.

08- O verbo certo no singular está em:
a) Procurou-se as mesmas pessoas
b) Registrou-se os processos
c) Respondeu-se aos questionários
d) Ouviu-se os últimos comentários
e) Somou-se as parcelas

09- Assinale a alternativa correta quanto à concordância
verbal:
a) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles
chegaram.
b) Apesar da greve, diretores, professores,
funcionários, ninguém foram demitidos.
c) José chegou ileso a seu destino, embora
houvessem muitas ciladas em seu caminho.
d) Fomos nós quem resolvemos aquela questão.
e) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que
ampara sua petição.

10 - A concordância verbal está correta na alternativa:
a) Ela o esperava já faziam duas semanas.
b) Na sua bolsa haviam muitas moedas de ouro.
c) Eles parece estarem doentes.
d) Devem haver aqui pessoas cultas.
e) Todos parecem terem ficado tristes.

11- Assinale a incorreta:
a) Dois reais é pouco para se divertir.
b) Nem tudo são sempre tristezas.
c) Quem fez isso foram vocês.
d) Era muito árdua a tarefa que os mantinham juntos.
e) Quais de vós ainda tendes paciência?

12- É provável que ....... vagas na academia, mas não
....... pessoas interessadas: são muitas as
formalidades a ....... cumpridas.
a) hajam - existem - ser
b) hajam - existe - ser
c) haja - existem - serem
d) haja - existe - ser
e) hajam - existem - serem

13- Complete as lacunas: ........ de exigências! Ou será
que não ....... os sacrifícios que ....... por sua causa?



40 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
a) Chega - bastam - foram feitos
b) Chega - bastam - foi feito
c) Chegam - basta - foi feito
d) Chegam - basta - foram feitos
e) Chegam - bastam - foi feito

Gabarito
01 02 03 04 05 06 07
C D D D B C D
08 09 10 11 12 13
C D C D C A


EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 03 (Padrão FUNDAÇÃO
CARLOS CHAGAS)

A organizadora FCC traz uma abordagem bastante
particular no que diz respeito ao tema concordância
verbal. Em vez de exigir que o candidato tenha em
mente um arsenal de regras, ela se satisfaz em sondar
se o candidato entende a “simples” relação
sujeito/verbo. Contudo, não pense que as questões
sejam, por isso, fáceis. Ao contrário, você notará que,
muitas vezes, a dificuldade é até maior. Sabendo que
tais questões, realmente, pedem muito discernimento do
candidato, apresento a você uma sequência de dicas
que farão toda a diferença. Leia com bastante atenção e
bons estudos.

Dicas de Concordância Verbal para a FCC

1- Somente o sujeito é capaz de “acionar” (flexionar) o verbo
ou a locução verbal.

Ex.: A atividade da aviação geral e dos aviões de voo visual
está proibida dentro de um raio de 30 milhas náuticas (55,5
quilômetros).

Ex.: Uma das pesquisas revisadas para o relatório examinou
ciclistas quando treinavam depois de comer e quando
treinavam em jejum.

2- É comum, na FCC, que o sujeito seja distanciado do
verbo ou da locução verbal com o propósito de confundir o
candidato.

Ex.: O conceito, defendido em livros populares de
condicionamento físico na última década, dita que o ato de
exercitar-se com o estômago vazio força o corpo a buscar
combustível nos depósitos de gordura acumulada.

Ex.: Após anos de revisão de pesquisas sobre o assunto,
um relatório publicado nesse ano no "Strength and
Conditioning Journal" concluiu que o corpo queima
basicamente a mesma quantidade de gordura,
desconsiderando se você se alimentou ou não antes do
exercício.

3- É comum, na FCC, que o sujeito seja deslocado para o
meio ou fim do período a fim de confundir o candidato.

Ex.: Embora remonte aos hábitos das sociedades mais
violentas do passado, a pena de talião ainda goza de
prestígio entre cidadãos que se dizem civilizados

Ex.: Demonstram como se formaram os primeiros
agrupamentos humanos os vestígios que a ciência estuda
para tentar recompor os hábitos de nossos ancestrais.

4- Quando o sujeito for uma oração, lembre-se de que o
verbo fica, obrigatoriamente, na 3ª pessoa do singular.

Ex.: Malhar de estômago vazio não ajuda a queimar
gordura, diz estudo.

Sujeito: “Malhar de estômago vazio”.

Ex.: Cabe aos candidatos, segundo dizem os especialistas,
organizar um horário satisfatório de estudos.

Sujeito: “organizar um horário satisfatório de estudos”.

5- Quando o sujeito estiver representado por um pronome
relativo, concorde com o termo ao qual o pronome se refere.

Ex.: O estudioso apresentou os detalhes que fazem toda a
diferença na hora de estudar.

Ex.: O estudioso apresentou os detalhes. Os detalhes (que)
fazem toda a diferença na hora da prova.

Ex.: Grande foi a comoção que, depois de muitas horas
passadas e discutidas, revelou as verdadeiras facetas
daquela instituição.

Ex.: “.... horas passadas e discutidas. A comoção revelou...”

6- Quando a oração não tem sujeito, o verbo fica sem
“comando”; por isso, permanecerá na 3ª pessoa singular (e
raras vezes no plural).

Ex.: Contra as organizações, não havia luta possível a não
ser em termos de guerra (era a via revolucionária).

Ex.: Grandes palestras houve no auditório da universidade.

Ex.: Faz trinta dias que o edital saiu.

Ex.: Neva na serra gaúcha.

Ex.: Eram seis horas quando a polícia chegou.

07- Quando o sujeito estiver na voz passiva sintética.

Ex.: Dominou-se o suspeito rapidamente.

Ex.: O suspeito foi dominado rapidamente.

Ex.: Organizam-se em torno da busca de uma atitude que
associa, num mesmo movimento, a resistência ao poder, a
constituição de si e o diagnóstico do presente.

Ex.: A resistência ao poder, a constituição de si e o
diagnóstico do presente, num mesmo movimento, são
organizados em torno da busca de uma atitude que associa
tais atitudes.

Itens aparentemente corretos.

- Devem-se ressaltar, nos meios de comunicação, a
constância com que promovem abusos, na exploração da
cultura popular. (Forma verbal correta: Deve-se ressaltar)

- Restam das festas, dos ritos e dos artesanatos da cultura
popular pouco mais que um resistente núcleo de práticas
comunitárias. (Forma verbal correta: Resta)

- Produzem-se nas pequenas células comunitárias, a
despeito das pressões da cultura de massa, lento e seguro
dinamismo de cultura popular. (Forma verbal correta:
Produz-se)




41 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
- Não sensibilizavam aos possíveis interessados em
apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles velhos
carros-placa. (Forma verbal correta: sensibiliza)

- Destinam-se aos homens-placa um lugar visível nas ruas e
nas praças, ao passo que lhes é suprimida a visibilidade
social. (Forma verbal correta: Destina-se)

- O motivo simples de tantos atos supostamente cruéis, que
tanto impressionaram o autor quando criança, só anos
depois se esclareceram. (Forma verbal correta: se
esclareceu)

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (BATERIA I)

01- Quanto à concordância verbal, está inteiramente
correta a frase:
(A) Devem-se ressaltar, nos meios de comunicação, a
constância com que promovem abusos, na exploração da
cultura popular.
(B) Nem mesmo um pequeno espaço próprio querem
conceder à cultura popular os que a exploram por interesses
estritamente econômicos.
(C) Restam das festas, dos ritos e dos artesanatos da
cultura popular pouco mais que um resistente núcleo de
práticas comunitárias.
(D) Muita gente acredita que se devem imputar aos turistas
a responsabilidade por boa parte desses processos de
falseamento da cultura popular.
(E) Produzem-se nas pequenas células comunitárias, a
despeito das pressões da cultura de massa, lento e seguro
dinamismo de cultura popular.

02- A concordância verbal e nominal está inteiramente
correta em:
(A) A redução da emissão de partículas poluentes pelo
escapamento dos carros é uma das metas que devem ser
atingidas pelos órgãos responsáveis pela organização do
trânsito nas grandes cidades.
(B) Em cidades maiores, inúmeros moradores, para fugir da
violência e do estresse urbano, se mudou para condomínios
fechados próximos e passou a depender de carro para seus
deslocamentos.
(C) O planejamento urbano das grandes e médias cidades
nem sempre acompanharam os deslocamentos de grandes
contingentes da população, que depende de transporte
coletivo para ir e vir do trabalho diariamente.
(D) O número de automóveis nos países desenvolvidos
costumam ser mais elevados, mas nessas cidades existe
bons sistemas de transporte coletivo e as pessoas usam
seus carros apenas para viagens e passeios de fins de
semana.
(E) No caso das regiões metropolitanas brasileiras, é
necessário os investimentos na expansão de sistemas
integrados de transporte coletivo, para desestimular o uso
de veículos particulares no dia a dia das cidades.

03- Para cumprimento das normas de concordância
verbal, será necessário CORRIGIR a frase:
(A) Atribui-se aos esquemas de construção das fábulas
populares a capacidade de representarem profundos
anseios coletivos.
(B) Reserva-se a pobres camponeses, nas fábulas
populares, a possibilidade de virem a se tornar membros da
realeza.
(C) Aos desejos populares de ascensão social
correspondem, em algumas das fábulas analisadas, a
transformação de pobres em príncipes.
(D) Prosperam no fundo do inconsciente coletivo incontáveis
imagens, pelas quais se traduzem aspirações de poder e de
justiça.
(E) Não cabe aos leitores abastados avaliar, em quem é
pobre, a sensatez ou o descalabro das expectativas
alimentadas.

04- A concordância verbal e nominal está inteiramente
correta em:
(A) Presume-se que já tenha sido extinto muitas espécies da
fauna e da flora com a destruição de enormes extensões de
florestas.
(B) Os desequilíbrios no ecossistema de uma floresta pode
pôr em risco a sobrevivência de certas espécies de plantas.
(C) Deve valer para todos os países as medidas de
segurança a ser tomada em relação à preservação de
florestas.
(D) Para a restauração de áreas ocupadas por atividades
agrícolas, é observado os tipos de uso do solo e as
características do entorno para traçar o projeto de ação.
(E) Projetos desenvolvidos por especialistas mostram que é
possível conciliar restauração de florestas nativas com o
manejo sustentável de seus recursos naturais.

05- As normas de concordância verbal estão plenamente
observadas na frase:
(A) Há frases que se repete à exaustão e que, exatamente
por isso, passam a soar como se constituíssem cada uma
delas uma verdade incontestável.
(B) Frases sempre haverão que, à força de se repetirem ao
longo do tempo, acabam sendo tomadas como verdades
absolutas.
(C) Quando a muitas pessoas interessam dar crédito a
frases feitas e lugares-comuns, há o risco de se
cristalizar falsos juízos.
(D) O hábito da repetição mecânica de frases feitas e
lugares-comuns acabam por nos conduzirem à fixação de
muitos preconceitos.
(E) Cabe aos indivíduos mais conscientes combater o
chavão e o lugar-comum, para que não se percam
de vista os legítimos valores sociais.

GABARITO

01 02 03 04 05
B A C E E


EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (BATERIA II)

01. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do singular para preencher de modo
correto a lacuna da frase:
a) Jamais ...... (satisfazer) as crianças aquele tipo de
resposta convencional às perguntas essenciais que
elas formulam.
b) Como ...... (poder) ocorrer ao professor respostas
exatas para um questionário irrespondível?
c) Não ...... (dever) envergonhar a ninguém as
lacunas do conhecimento humano sobre os
mistérios do universo.
d) A aflição a que ....... (levar) um cientista tais
perguntas é a mesma que perturba as crianças.

e) Quanto às questões que a mais ninguém ......
(conseguir) incomodar, ou já encontraram resposta
ou não eram essenciais.

02. Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente
correta é:
a) Entre as questões essenciais, que a todo cientista
deve importar, estão as que se prendem à origem e
ao destino do ser humano.



42 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
b) Não houvesse outras razões, bastaria a
propriedade das perguntas que lhe dirigiu o público
para fazê-lo sentir-se um professor privilegiado.
c) Só é dado alimentarem a curiosidade e a
insatisfação ao cientista que não abdica de fazer as
perguntas fundamentais.
d) Diante do interesse que representavam cada uma
das perguntas que lhe cabiam responder, o
professor sentiu-se um privilegiado.
e) O autor considerou um privilégio o fato de o
interrogarem, com perguntas tão instigantes,
aquele público curioso que encontrou na escola.

03. Quanto à concordância verbal, está inteiramente
correta a seguinte frase:
a) De diferentes afirmações do texto podem-se
depreender que os atos de grande violência não
caracterizam apenas os animais irracionais.
b) O motivo simples de tantos atos supostamente
cruéis, que tanto impressionaram o autor quando
criança, só anos depois se esclareceram.
c) Ao longo dos tempos tem ocorrido incontáveis
situações que demonstram a violência e a
crueldade de que os seres humanos se mostram
capazes.
d) A todos esses atos supostamente cruéis, cometidos
no reino animal, aplicam-se, acima do bem e do
mal, a razão da propagação das espécies.
e) Depois de paralisadas as lagartas com o veneno
das vespas, advirá das próprias entranhas o
martírio das larvas que as devoram
inapelavelmente.

04. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do plural para preencher
corretamente a lacuna da frase:
a) Não se ...... (atribuir) às lagartas a crueldade dos
humanos, por depositarem os ovos no interior das
vespas.
b) O que ...... (impelir) os animais a agirem como
agem são seus instintos herdados, e não uma
intenção cruel.
c) Não se ...... (equiparar) às violências dos machos,
competindo na vida selvagem, a radicalidade de
que é capaz um homem enciumado.
d) ...... (caracterizar-se), em algumas espécies
animais, uma modalidade de violência que
interpretamos como crueldade.
e) ...... (ocultar-se) na ação de uma única vespa os
ditames de um código genético comum a toda a
espécie.

05. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do singular para preencher
corretamente a lacuna da frase:
a) Há muito não se ...... (tolerar) atitudes arrogantes
como a do editorial da revista britânica.
b) É natural que ...... (ferir) o orgulho do povo cubano
as exortações publicadas na revista britânica.
c) Os pesquisadores não ...... (haver) de se ofender,
caso os termos do editorial da revista fossem
menos prepotentes.
d) Foi precisa a argumentação de que se ...... (valer)
os pesquisadores latino-americanos em sua réplica
ao editorial.
e) Aos países ricos não ...... (competir) tomar
decisões que afetem a soberania dos países em
desenvolvimento.

06. Para que se respeite a concordância verbal, será
preciso corrigir a frase:
a) Têm havido dúvidas sobre a capacidade do sistema
de saúde cubano.
b) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade
do sistema de saúde cubano.
c) Será que o sistema de saúde cubano tem suscitado
dúvidas sobre sua eficácia?
d) Que dúvidas têm propalado os adversários de
Cuba sobre seu sistema de saúde?
e) A quantas dúvidas tem dado margem o sistema de
saúde de Cuba?

07. As normas de concordância verbal estão plenamente
respeitadas na frase:
a) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à
palavra progresso algumas conotações mágicas.
b) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem
conhecer seu sentido real muitos equívocos
ideológicos.
c) Muitas coisas a que associamos o sentido de
progresso não chega a representarem, de fato,
qualquer avanço significativo.
d) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser
investigadas a fundo, veríamos que são
irrelevantes para a melhoria da vida.
e) Começam pelas preocupações com nossa casa,
com nossa rua, com nossa cidade a tarefa de
zelarmos por uma boa qualidade da vida.

08. As normas de concordância verbal estão
plenamente atendidas na frase:

a) Fosse porcas, arruelas, parafusos, tudo o que não
tivesse aplicação imediata era remetido à “bacia
das almas.”
b) O fato é que muita gente, tal como ocorre com o pai
no referido texto da Internet, têm a tendência de
alimentar preconceitos contra os poetas.
c) Atira-se à “bacia das almas” as tranqueiras que não
parecem úteis, e que talvez nunca de fato os
sejam.
d) Costumam-se atribuir às expressões evocativas e
nostálgicas o sentido poético que advém de tudo o
que nos fala do passado.
e) Ao filho não pareceu coerente que expressões tão
sugestivas fossem criadas justamente por quem
tinha por hábito desancar os poetas.

09. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do plural para preencher de modo
correto a lacuna da frase:
a) ...... (acabar) por mais nos favorecer o que foi
esquecido do que todas as coisas de que
costumamos nos lembrar.
b) ......-se (costumar) atribuir às nossas memórias
uma vantagem que, para o autor do texto, elas não
propiciam.
c) A ninguém ...... (dever) limitar essas expectativas,
criadas pela memória que cristaliza a
personalidade.
d) ......-se (sedimentar) nos processos da nossa
memória o perfil de uma personalidade a que nos
obrigamos a ser fiéis.
e) À força dos nomes próprios ...... (corresponder),
pelas razões expostas no texto, a força de
estreitamento do espaço que há numa gaiola.

10. A concordância verbo-nominal está inteiramente
correta na frase:




43 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
a) No século XX, a produção em massa permitiu que
objetos, antes de posse restrita a reis, fossem
acessíveis a toda a população.
b) Sempre existiu colecionadores de objetos, que
exerce maior poder de atração sobre pessoas
quanto mais estranho ele é.
c) No século XIX, foi dividido as áreas temáticas da
ciência, surgindo então os colecionadores
especializados em reunir um único tipo de objetos.
d) Permaneceu imutável por séculos as razões que
levam algumas pessoas a colecionar objetos,
algumas delas de gosto duvidoso.
e) O costume de enviar marinheiros pelo mundo para
encontrar objetos exóticos mudaram a paisagem de
alguns países e modernizaram a Europa.

11. As normas de concordância verbal estão
plenamente respeitadas na frase:
a) Compreenda-se as lições de O Príncipe não como
exercícios de cinismo, mas como exemplos de
análises a que não se devem furtar toda gente
interessada na lógica do poder, seja para exercê-lo,
seja para criticá-lo.
b) A problemática divisão da Itália em principados,
que tanto preocupavam Maquiavel, fizeram com
que ele se dedicasse à ciência política, em cujos
fundamentos espelha-se, até hoje, aqueles que se
preocupam com o poder.
c) Integrava as qualidades morais a da virtude,
tomada num sentido essencialmente religioso, até
que Maquiavel, recusando esse plano de valores
em que a inseriam, deslocou seu sentido para o
campo da política.
d) Todas as acepções de virtude, até o momento em
que surgiu Maquiavel, compunha-se no campo da
moral e da religião, e estendia-se à esfera da
política, como se tudo fosse essencialmente um
mesmo fenômeno.
e) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem, de hoje e
de sempre a ambição desmedida pelo poder e pela
glória pessoal, mas couberam a poucos discernir as
sutilezas da política, em que Maquiavel foi um
mestre.
GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
A B E E E A A E C A C

05. Concordância Nominal
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: De razoável
para baixa. Nem todas as organizadoras simpatizam com
esse tema. CESPE, FCC e ESAF, por exemplo, fazem
pouco caso do assunto em questão. Já CESGRANRIO,
IMPARH, UECE, FGV, CONESUL, dentre outras,
costumam, com freqüência, exigir esse assunto.

DICA: É na Concordância nominal que precisamos,
principalmente, dos conceitos sintáticos de Adjunto
adnominal, Predicativo do sujeito e Predicativo do objeto.
Caso você não faça a mínima idéia do que sejam tais
sintagmas, é necessário revisar tais conceitos o quanto
antes.

DICA DE ESTUDO: Como as regras não são muitas, você
logo se familiarizará com quase todas. A fim de que você as
memorize o quanto antes, faça bastantes exercícios. É só
uma questão de prática.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Razoável para
todos os níveis (no máximo uma questão).

Regra geral:
O adjetivo e as palavras adjetivas (artigo, numeral e
pronome) concordam em gênero e número com o
substantivo a que se refere.

Ex.: As minhas revistas novas estão no quarto.

No exemplo acima, percebe-se que as palavras
adjetivas (as, minhas e novas) referem-se ao substantivo
revistas, concordando com ele.

• 1º. Caso:
Quando o adjetivo é posposto a vários substantivos
do mesmo gênero, ele vai para o plural ou concorda com o
substantivo mais próximo.

Ex.: O tamarindo e o limão azedos (azedo) parecem bons.

• 2º. Caso:

Se os substantivos forem de gêneros diferentes, o
adjetivo pode ir para o plural masculino ou pode concordar
com o substantivo mais próximo.

Ex.: O tamarindo e a laranja azedos (azeda) estavam em
falta no mercado.

A cidade, o hospital, a lanchonete e o bar antigo(antigos)
foram varridos pelo temporal.
• 3º. Caso:

Quando o adjetivo posposto funciona como
predicativo, vai obrigatoriamente para o plural.

Ex.: O limão e a laranja são azedos.
A cidade, o hospital, a lanchonete e o bar estão devastados.

REGRAS ESPECÍFICAS

► Adjetivo anteposto aos substantivos:

• 1º. Caso:

Quando o adjetivo vem anteposto aos substantivos,
concorda, preferencialmente, com o mais próximo.
5

Ex.: Ele era dotado de extraordinária coragem e talento.

No hospital, percebi a cansada médica e enfermeiros.

• 2º. Caso:
Quando o adjetivo anteposto funciona como
predicativo, pode concordar com o substantivo mais próximo
ou pode ir para o plural.

Ex.: Estavam desertos a casa e o barraco.

Estava deserta a casa e o barraco.

► Um só substantivo e mais de um adjetivo:

1ª . Possibilidade:


5
Aqui existe uma grande divergência entre os gramáticos Evanildo
Becharra e Celso Cunha. Para o primeiro, os adjetivos antepostos a
vários substantivos podem concordar com o mais próximo ou com
todos os substantivos pela lei da soma. Exemplo: Lerei interessante
(interessantes) livro e jornal. Já para o segundo, a concordância,
nesta situação, só ocorrerá com o mais próximo. Exemplo: Comprei
novo carro e casa.



44 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Ex.: O produto conquistou o mercado europeu e o
americano.

O substantivo fica no singular e repete-se o artigo.

2ª . Possibilidade:

Ex.: O produto conquistou os mercados europeu e
americano.

O substantivo vai para o plural e não se repete o artigo.

OUTROS CASOS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL:

• 1º. Caso:

A palavra Bastante:

- Função adjetiva: Variável - refere-se a substantivo.

- Função adverbial: Invariável - refere-se a verbo, adjetivo e
a advérbio.

Ex.: Nosso país tem bastantes estados (substantivo).

Eles estudam (verbo) bastante.

Vanessa e Melissa são bastante simpáticas (adjetivo).

DICA: quando o a palavra BASTANTE for um adjetivo (o
que significará, sempre, volume, quantidade), permitirá as
seguintes trocas:

Nosso país tem bastantes estados.
(Nosso país tem muitos estados).

Na rua, havia bastantes pessoas elegantes.
(Na rua, havia muitas pessoas elegantes).

Vi bastante gente educada.
(Vi muita gente educada).


Obs.:
- Nessa regra, podemos incluir ainda as seguintes palavras:
meio, muito, pouco, caro, barato, longe. Só variam se
acompanhar o substantivo.
• 2º. Caso:

Palavras como: quite, obrigado, anexo (incluso
ou apenso), obrigado, mesmo, próprio, leso e incluso
são adjetivos. Devem, portanto, concordar com o nome a
que se referem.

Ex.: Nós estamos quites com o serviço militar.

Ela mesma fez o café.

Leve estes documentos anexos até a sala do diretor.

Obs.: A expressão "em anexo" é invariável.

Ex.: As cartas seguem em anexo.

• 3º. Caso:
Se nas expressões: "é proibido", "é bom", "é
preciso" e "é necessário", o sujeito não vier antecipado de
artigo, tanto o verbo de ligação quanto o predicativo ficam
invariáveis.

Ex.: É proibido ∅ entrada.

∅ Estudar é preciso.

Entretanto: Se o sujeito dessas expressões vier
determinado por artigo, numeral ou pronome (femininos,
no singular ou no plural), tanto o verbo de ligação quanto o
predicativo variam para concordar com o sujeito.

Ex.: É proibida a entrada de jovens menores de 35 anos
neste local.

A meia entrada é necessária aos estudantes.

• 4º. Caso:
As palavras: alerta, menos e pseudo são
invariáveis.

Ex.: Os candidatos estão alerta.

Nesta sala há menos carteiras.

• 5º Caso:
Nas expressões "o mais ... possível" e "os mais ...
possíveis" , o adjetivo "possível"concorda com o artigo que
inicia a expressão.

Exs: Tinha um carro o mais veloz possível.

Seus carros eram os mais velozes possíveis.

São alunos o mais estudiosos possível.

São alunos os mais estudiosos possíveis.

6º Caso: Haja vista/ Hajam vista

Evanildo Bechara afirma: “a construção natural e
mais freqüente da expressão haja vista, com o valor de
“veja” ou “por exemplo”, é ter invariável o verbo, qualquer
que seja o número do substantivo seguinte” (p. 565 de
Moderna Gramática da Língua Portuguesa, 1999).
Ex.: Ele foi sempre muito dedicado à família, haja vista os
exemplos dados pela mãe.

Para Marcelo Rosenthal ”o termo serve para
exemplificação. Caso o exemplificado esteja no singular, o
verbo somente poderá estar no singular; caso o elemento
exemplificado esteja no plural, o verbo tanto poderá vir no
singular como no plural”. (p. 437 de Gramática para
concursos, 2007).

Ex.: O repórter era mesmo competente, haja (hajam) vista
seus últimos trabalhos.

DICA: Como é um caso polêmico, prefira usar a estrutura
com o verbo sempre no singular “haja vista”. Fazendo assim,
você nunca estará errando.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01

TEXTO 1
"Nenhum trabalhador recebeu a dose de radiação acima do
estipulado pelo Japão, de 250 millisieverts, que iria restringir
a exposição dos funcionários de emergência", disse a AIEA
nesta sexta-feira.
No mês passado, dois funcionários de Fukushima foram
levados ao hospital depois que seus pés e mãos foram
expostos a 175 millisiverts quando eles pisaram em água
contaminada. Eles se recuperaram bem”.
Folha de São Paulo (Com adaptações)



45 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

01- O adjetivo “expostos” concorda com os termos “pés” e
“mãos”; contudo, seria correto gramaticalmente estabelecer
vínculo sintático com o termo mais próximo, escrevendo-se
“expostas”.

02- O pronome “seus” poderia, segundo prescrevem as
normas gramaticais, concordar somente com o termo mais
próximo “pés”, mesmo que este estivesse no singular. Esse
procedimento, entretanto, comprometeria os sentidos
textuais.

03- Embora os sentidos textuais fossem gravemente
alterados, seria correto gramaticalmente escrever, em vez
de “a dose de radiação”, “a pseudadose de radiação”, o que
agora significaria falsa dose de radiação.

TEXTO 2

“Definida como uma combinação de ilusões paranoicas,
alucinações sensoriais e diminuição das funções cognitivas,
a esquizofrenia é fruto de muitas combinações genéticas e
de fatores ambientais. Gage diz que, devido à variedade e à
complexidade dos sintomas, ela é uma das doenças mentais
que mais desafiam os cientistas”.
Correio braziliense (Com adaptações)

04- A palavra “muitas” poderia, sem comprometer os
sentidos nem a correção gramatical, ser substituída por
“bastantes”.

05- O vocábulo “definida” poderia ir para o plural a fim de
que estabelecesse coesão com “ilusões paranoicas,
alucinações sensoriais e diminuição das funções cognitivas”.

TEXTO 3

“Universidades virtuais, palestras de graça com especialistas
do mundo todo, professores on-line para tirar dúvidas. Mais
parece uma escola do futuro, mas é realidade cada vez mais
frequente na internet. A web oferece diversas possibilidades
para o estudante aproveitar os livros e as horas preciosas na
rede. As aulas gratuitas, por exemplo, são uma boa opção
para quem quer resumir conteúdo já visto, aprofundar um
assunto ou se aventurar em aprender”.
Correio braziliense (Com adaptações)

06- A expressão “haja vista”, que significa “por exemplo” ou
“veja”, poderia surgir depois “aulas gratuitas”, desde que a
segunda vírgula fosse suprimida.

07- O vocábulo “Mais”, início do segundo período, poderia
ser substituído por “Mas” ou “Entretanto”, sem que os
sentidos originais fossem alterados.

08- O adjetivo “preciosas” poderia ser substituído por
“preciosos”; mas, se assim fosse feito, os sentidos originais
seriam alterados.

TEXTO 4

“Ler cansa. Cansa porque envolve esforço, tempo e
concentração. Hoje, com todas as facilidades da vida
moderna, muitos leem somente quando obrigados: na
escola, para o vestibular, na faculdade ou para se manterem
atualizados profissionalmente. Poucos leem por prazer.
Menos ainda os que escrevem por prazer. Segundo
Schopenhauer, a maioria dos escritores "vivem da literatura
e não para a literatura". Raras são as vezes que ambas são
exercidas pelo mesmo homem. Enquanto muitos preferem
gastar energias e recursos raros em festas, divertimentos ou
prazeres fugazes, A arte de escrever mostra como gastar as
mesmas energias e recursos com a literatura e obter
retorno”.

09- A palavra “somente” poderia ser substituída por “sós”,
sem que os sentidos bem como a correção gramatical
fossem comprometidos.

10- “Poucos” permitiria troca equivalente semântica e
sintaticamente por “Raros” ou “Raras”.

11- Por estabelecer vínculo sintático com “muitos”,
“obrigados” fica, obrigatoriamente, no masculino plural.

12- O vocábulo “Menos” não permite, em hipótese alguma,
variação tanto de gênero quanto de número.

13- As palavras “ambas” e “exercidas” estão no feminino
plural para estabelecerem vínculo nominal com a elidida
palavra “pessoas”.

14- Levando em conta que os sentidos serão alterados,
seria, entretanto, possível substituir “ambas’ por “extras”, o
que continuaria respeitando o padrão culto da língua.

15- A estrutura “Cansa porque envolve esforço, tempo e
concentração” permitiria a seguinte reescritura sem que os
sentidos nem a correção gramatical fossem comprometidos:
“Cansa porque é necessário esforço, tempo e
concentração”.

16- Caso antecipássemos o adjetivo “raros” ao fragmento
“...energias e recursos...”, a única construção que respeitaria
os padrões da norma culta e preservaria os sentidos
originais seria: “...raras energias e recursos...”.

TEXTO 5

“A vitória da sociedade burguesa e industrial estabeleceu o
papel crucial do trabalho no mundo moderno. Quem não
trabalha é visto, muito comumente, como vagabundo ou
desocupado. Diferentemente dos aristocratas e nobres, para
quem o trabalho era atividade de menor valor e reservada
para a plebe e para os escravos”.

17- Seria possível e correto gramaticalmente reescrever o
início to texto da seguinte forma: “A vitória das sociedades
burguesa e industrial...”.

18- Caso substituíssemos “muito” por “bastante” a correção
gramatical não seria comprometida.

19- A substituição de “reservada” por “reservado” não altera
os sentidos originais do texto.

TEXTO 6

“O primeiro período do pensamento grego toma a
denominação substancial de período naturalista, porque a
nascente especulação dos filósofos é instintivamente voltada
para o mundo exterior, julgando-se encontrar aí também o
princípio unitário de todas as coisas; e toma, outrossim, a
denominação cronológica de período pré-socrático, porque
precede Sócrates e os sofistas, que marcam uma mudança
e um desenvolvimento autônomos e, por conseguinte, o
começo de um novo período na história do pensamento
grego. Esse primeiro período tem início no alvor do VI século
a.C., e termina dois séculos depois, mais ou menos, nos fins
do século V”.

20- Caso substituíssemos o vocábulo “instintivamente” pela
expressão “ instintiva e”, continuaria havendo respeito às



46 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
normas de concordância. Contudo, os sentidos originais
seriam alterados.

21- O adjetivo “autônomos” poderia estar grafado no
singular, sem que houvesse desrespeito às normas
gramaticais.

22- Na oração "Segue anexa a nota editorial", foi atendida a
regra de concordância nominal, visto que o adjetivo "anexa"
está no feminino para concordar com a expressão no
feminino "a nota editorial", que exerce a função de sujeito da
oração.

GABARITO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E C E C E E E E E E

11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C C E C C E C C C C
21 22
C C

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 02 (Padrão UECE, IMPARH,
FCC, CESGRANRIO, FGV).

01. A frase em que a concordância nominal está correta
é:
a) A vasta plantação e a casa grande caiados há
pouco tempo eram o melhor sinal da prosperidade
familiar.
b) Eles, com ar entristecidos, dirigiram-se ao salão
onde se encontravam as vítimas do acidente.
c) Não lhe pareciam útil aquelas plantas esquisitas
que ele cultivava na sua pacata e linda chácara do
interior.
d) Quando foi encontrado, ele apresentava feridos a
perna e o braço direitos, mas estava totalmente
lúcido.
e) Esses livro e caderno não são meus, mas poderão
ser importante para a pesquisa que estou fazendo.

02. Todas as alternativas, abaixo, estão corretas quanto à
concordância nominal, exceto:
a) Conserve limpos as mãos e os pés.
b) O jovem, ao completar dezenove anos, deve estar
quite com o serviço militar.
c) As edições extras dos jornais sempre trazem
notícias interessantes.
d) No café da manhã deste hotel, servem-se geléia e
pão torradinhos.
e) Deste lado da rua há menos casas, por isso
precisamos ficar mais alerta.

03. Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância
nominal:
a) Os torcedores traziam, em cada mão, bandeira e
flâmula amarela.
b) Um e outro aplicador indecisos desistiram do
negócio.
c) Tinha as mãos e o rosto coloridos de púrpura.
d) Escolheste ótima ocasião e lugar para o churrasco.
e) Ele estava com o braço e a cabeça quebradas.

04. Quanto à redação das frases a seguir, assinale a que
estiver errada:
a) Ao voltar do passeio, encontrou o portão e a janela
arrombados.
b) Os cavalarianos desfilavam com porte e garbo
altivos.
c) O aluno destacava-se pelo raciocínio e objetividade
aguçados.
d) Não podemos concordar com tantas máquinas e
artifícios bélicos.
e) Belos poesias e discursos marcaram o
encerramento do ano letivo.

05. Assinale a alternativa errada no que diz respeito ao
atendimento à norma culta:

a) O escritor e o mestre alemães admiravam o belo
quadro.
b) Estudaram o idioma francês e espanhol.
c) O ministro e os deputados alagoanos votaram
contra o projeto.
d) As opiniões e argumentos expostos não agradaram
à platéia.
e) Considero fácil as questões e testes propostos na
prova.

06. Está perfeitamente correta a concordância nominal
apenas na frase:
a) Eles se moviam meios cautelosos.
b) O relógio da igreja bateu meio-dia e meio.
c) Seus argumentos eram sempre o mais pertinentes
possíveis.
d) Os resultados falam por si só.
e) Chegada a sua hora e a sua vez, intimidou-se.

07. “Fazia ............................... elogios, embora as
saudações fossem agora ........................ enfáticas para
uns e talvez ............................... evasivas para outros”.
A opção que completa corretamente as lacunas da frase
acima é:
a) bastante / menos / meio;
b) bastantes / menas / meia;
c) bastante /menos / meia;
d) bastantes / menas / meio;
e) bastantes / menos / meio.

08. Assinale a alternativa que preencha corretamente os
espaços em branco:
"Ainda ............................ furiosa, mas com
..................................... violência, proferia injúrias
..................................... para escandalizar os mais
arrojados."
a) meia – menas – bastantes;
b) meia – menos – bastantes;
c) meio – menos – bastante;
d) meio – menos – bastantes;
e) meia – menas – bastantes.

09. Assinale a alternativa em que há erro de concordância
nominal:
a) Com opinião e propostas claras desfez as dúvidas
que pairavam sobre a questão.
b) Tenho por mentirosos o réu e seu cúmplice.
c) Por que os namorados preferem andar só,
detestando as companhias?
d) Sua atitude, seu olhar, seu gesto suspeito chamou
a atenção da polícia.
e) Não temos razões bastantes para impugnar sua
candidatura.

10. Assinale a alternativa em que a concordância nominal
está de acordo com a norma culta.
a) A moça mesmo me disse que andava meia
aborrecida com a vida.
b) O Presidente visitou as novas instalações da
escola. Sua Excelência estava bem disposto e
bem-humorado.



47 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
c) A declaração de bens foi mandada anexo ao
processo, pode verificar.
d) Sabemos que é necessário a paciência da mãe
para suportar manha de criança.
e) Consegui comprar o que queria: um carro zero e
um terreno próximos à praia.

11. Assinale a alternativa cuja redação não está de acordo
com a norma culta.
a) Todos, parentes, amigos e vizinhos permaneceram
juntos.
b) Seguem inclusas as certidões solicitadas.
c) As alunas foram ao teatro juntas com o professor
de Educação Artística.
d) Patrícia e Luís, esquecidos de si próprios,
cuidavam da filha.
e) Muito obrigados ficamos a você, por acompanhar-
nos ao local do vestibular.

12. Preencha as lacunas das frases abaixo.
Vocês estão ............................. com a tesouraria.
As janelas ................................... abertas deixavam
entrar a leve brisa.
Vai .......................... à presente a relação dos livros
solicitados.
As matas foram ................................. danificadas pelo
fogo.
É ...................... a entrada de animais.
A alternativa contendo a seqüência verdadeira, de cima
para baixo, é:
a) quite – meia – anexa – bastantes – proibida;
b) quites – meia – anexa – bastantes – proibida;
c) quite – meio – anexo – bastante – proibido;
d) quites – meio – anexa – bastante – proibida;
e) quites – meio – anexo – bastante – proibido.

13. Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância.
a) No calor, água é bom para refrescar.
b) Deficiências de verbas não é o suficiente para
desencorajar novas atividades técnicocientíficas.
c) Sambistas os mais brilhantes possível participaram
dos desfiles.
d) Houve atitudes o mais belas possível.
e) Houve atitudes as mais belas possíveis.

14. Assinale a alternativa em que a frase está
gramaticalmente correta quanto à concordância
nominal.
a) Eles estão só.
b) Não gostei dos seus ternos azul-celestes.
c) Pimenta não é bom, mas no momento é prato
propício.
d) Vendeu duas meia entradas para o teatro.
e) Só as meninas estão meias sonolentas.

15. Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância
nominal:
a) Foram previstas grandes safras para o próximo
ano.
b) O juiz deu por terminada a audiência e foi para a
outra sala.
c) Todas as estatísticas que comprovam meus
argumentos estão anexas a esta monografia.
d) Não revele tais segredos. Ainda é necessário essa
discrição.
e) Entretidos com seus brinquedos, Guido e suas
irmãs nem olharam para mim.

16. Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado,
segundo a norma gramatical, poderia igualmente
aparecer flexionado em outro gênero.
a) "... permite que uns meninos boêmios e esquisitos
toquem música [...] nas suas missas."
b) "... começa a [...] abrir novas portas e janelas."
c) "... e também pelas minhas leituras e opiniões."
d) "... nós apegávamos a tesouros e pompas
terrenos."
e) "Esse é o caso de muitos escritores e pensadores
católicos..."

17. Todas as alternativas estão corretas quanto à
concordância nominal, exceto em:
a) Todos os executivos da empresa optaram por
champanha francês.
b) Homens e mulheres sindicalizados reivindicavam
segurança no trabalho.
c) É proibido entrada de pessoas não identificadas
naquele recinto.
d) O garimpeiro comemorou a descoberta de
quinhentas gramas de ouro.
e) Durante o debate, a plenária permaneceu meio
silenciosa.

GABARITO

01 02 03 04 05 06 07 08 09
D D E E E E E D C
10 11 12 13 14 15 16 17
B C D C C D D D

07. Pontuação
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Em
quase todas as provas esse tema é abordado. No CESPE,
na FCC e na ESAF a abordagem é bem reflexiva, ou seja,
essas organizadoras costumam usar o sistema de
pontuação do texto da própria prova, e questionam a
justificativa para se ter ou não uma vírgula, um ponto, uma
travessão etc. Elas também propõem trocas de vírgulas, por
travessões, por exemplo; pedem também querer que você
note a mudança de sentido quando certas vírgulas são
suprimidas; ou podem propor reconstruções no próprio texto
a fim de que você julgue se estão ou não respeitando a
norma culta. Já CESGRANRIO, UECE, IMPARH, FGV,
CONESUL, dentre outras, são menos reflexivas: usam
frases soltas e fora de contexto, o que prejudica muito a
avaliação do candidato.

DICA: Aproveite esse assunto para relembrar ou sedimentar
conceitos extremamente complexos, como o de Aposto
(tanto o explicativo como o enumerativo), Adjuntos
Adverbiais, Orações subordinadas (tanto as adjetivas como
as adverbiais), Oração intercalada etc. Caso você deseje dar
uma conferida nesses conceitos antes, não é nada mal; pelo
contrário, só quem ganha é você.

DICA DE ESTUDO: Depois de passar por esse assunto,
procure (sempre que estiver lendo qualquer texto) justificar
certos sinais de pontuação. Como a vírgula é o sinal mais
complexo e versátil (por isso é o mais cobrado em provas),
tente (sozinho mesmo) apresentar justificativas coerentes
para aquela vírgula que está lá no artigo que você está
lendo enquanto espera sua vez na fila do banco. Dá para
realizar esse reflexivo exercício com os outros sinais de
pontuação. Se eu fosse você, seguia essa dica. Fazendo
esse exercício, você ainda ganhará muito na leitura, você
aprenderá a ler melhor, logo, terá mais facilidades com as
questões de interpretação de texto. Veja como é proveitosa
essa aula!




48 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Considerável para
todos os níveis (mínimo de duas questões por prova).

Apresentação

Em qualquer língua, existem certos recursos – como pausa,
melodia, entonação e até mesmo, silêncio – que só estão
presentes na oralidade. Na forma escrita da linguagem, no
intuito de substituir tais recursos, usamos os sinais de
pontuação. Estes são também usados para destacar
palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de
frases, a fim de dissipar qualquer tipo de ambiguidade.

1. VÍRGULA

Emprega-se a vírgula (uma breve pausa):

a) para separar os elementos mencionados numa
relação:

- Na casa dele, foram apreendidos computadores,
documentos, facas, um veículo Mitsubishi Pajero e um cofre.
- O grupo é acusado de cometer os crimes de formação de
quadrilha armada, homicídios, tortura, estupros, furto de
sinal de televisão e internet, controle no fornecimento de
gás, prestação irregular do serviço de transporte alternativo
e exploração de máquinas caça-níqueis.
- O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de
jantar, área de serviço e dois banheiros
NOTA
Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos
elementos da enumeração, a vírgula deve ser empregada:

- Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e
gesticulava, e falava em voz alta, e ria, e roía as unhas.

Obs.: O nome do fenômeno que se dá na frase acima é
polissíndeto (ou seja, presença de várias (poli) conjunções
(síndeto, que vem do grego).

b) para isolar o vocativo:

- Cristina, venha aqui agora!

- O que acontece, Ricardo, é que você não escuta ninguém.

c) para isolar o aposto:

- Juan Miró, um dos gênios da pintura espanhola, apresenta
figuras não muito claras em suas telas.

- Segundo o Ministério Público Estadual, informações
apontam que os milicianos planejaram matar o deputado
estadual Marcelo Freixo, presidente da CPI, uma vereadora
não identificada e a ex-titular da 28ª DP e atual chefe de
Polícia Civil, a delegada Martha Rocha.

- Os cães labradores e pastores alemães vão farejar o
maquinário ─ uma escavadeira e um caminhão ─ onde
estavam os operários.

Obs.: As vírgulas que isolam um aposto explicativo podem
ser substituídas por dois travessões.

- Faz parte da filosofia ocidental Platão, autor da famosa
obra A República.

d) para isolar palavras e expressões explicativas (a
saber, por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso
etc.):

- Seus estudos eram muito empíricos, isto é, baseavam-se
em um critério de observação.

- Pedro e Karina viajaram para a América do Norte, aliás,
para o Canadá.

e) para isolar o adjunto adverbial antecipado:

"No ano de 2007, eu estava à frente da 28ª DP, investigava
a atuação da milícia naquele local e recebi, via disque-
denúncia, três informes sobre a possibilidade de um
atentado que seria feito contra a minha pessoa", disse o
investigador.
- Ontem à tarde, todos assistiram ao jogo do Brasil.

f) para isolar os adjuntos adverbiais:

- A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio.

- Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo
próprio gerente.

g) para isolar, nas datas, o nome do lugar:

- Fortaleza, 22 de maio de 2011.

- Paris, 13 de dezembro de 2011.

h) para isolar as orações coordenadas
6
:

- O médico chegou cedo e começou logo o expediente.

(Obs.: Para o CESPE, não há erro gramatical (nem
mudança de sentido) se a vírgula que separa as orações for
suprimida, mesmo que haja sujeitos distintos).

- Ele já enganou várias pessoas, logo, não é digno de
confiança.

- Na manhã de hoje, houve um novo deslizamento de terra,
mas, segundo o coordenador da Defesa Civil de Santos, a
queda do bloco não modificou a questão da segurança do
local.
7


- Não compareci ao trabalho ontem, pois estava doente.

(Obs.: Veja que a estrutura “,pois” poderia ser substituída
por dois-pontos).

- Cheguei bem cedo ao estádio; não vi, entretanto, a
apresentação do hino nacional.

(Obs.: Não se esqueça de que, nesse caso, as vírgulas que
envolvem a conjunção “entretanto” são obrigatórias porque a
conjunção está posposta ao verbo VER. Sempre que a

6
Aqui existe uma pequena polêmica. Para alguns gramáticos, a vírgula
antes das conjunções coordenadas (principalmente a E) é obrigatória.
Entretanto, gramáticos renomados, como Evanildo Bechara e Celso Cunha
discordam dessa opinião. Para Bechara “A vírgula pode ser usada para
separar orações coordenadas aditivas ainda que sejam iniciadas pela
conjunção E, proferida com pausa” ( Moderna Gramática da Língua
Portuguesa, p.609). Para Cunha, a vírgula antes do E só aparecerá se os
sujeitos das duas orações forem diferentes.
7
Para Bechara e Cunha é possível, antes de conjunções
adversativas, usar também o PONTO-E-VÍRGULA quando há a
intenção de realçar o contraste entre as duas orações.



49 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
conjunção estiver posposta ao verbo, uso obrigatório de
duas vírgulas).

i) para indicar a elipse de um elemento da oração:

Obs.: Elipse quer dizer apagamento.

- Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras,
estrebuchava como um animal.

- Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela caiu; a irmã, que
nada aconteceu.

j) após a saudação em correspondência (social e
comercial):

- Atenciosamente,

- Respeitosamente,

k) para isolar as orações adjetivas explicativas:

- Dilma Russef, que é a Presidenta do Brasil, virá a
Fortaleza no fim do ano.

- Os médicos, que nem sempre tratam bem os pacientes,
receberam um “não” do Conselho Regional de Medicina
quanto ao aumento de salário.

- Por ser fã de águas profundas e de grandes
deslocamentos, esse gigantesco bicho, que pode chegar a 2
toneladas, dá muito trabalho para ser estudado.

- Fortaleza, onde há muitos concurseiros, é referência
quando se fala em aprovação.

- O homem, cujo destino fatal é morte, mistifica a vida para
suportá-la.

l) para isolar orações intercaladas:
- Também foram presos pela Polícia Civil o advogado
Arilson Barreto das Neves, conhecido como Cabeção, e
Adilberto Gomes Alves, conhecido como Bequinho.
- “Naquele momento, a maior invenção do mundo é o papel
higiênico, algo bem mais simples”, exemplifica o escritor em
entrevista ao Correio.

- Não lhe posso garantir nada, respondi secamente.

- O filme, disse-me André ontem, é fantástico.

2. PONTO
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o
término de um frase declarativa de um período simples ou
composto.

Desejo-lhe uma feliz viagem.

A casa, quase sempre fechada, parecia
abandonada, no entanto tudo no seu interior era conservado
com primor.

O ponto é também usado em quase todas as
abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante,
rod. = rodovia.

O ponto que é empregado para encerrar um texto
escrito recebe o nome de ponto final.

3. PONTO-E-VÍRGULA
Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma
pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa
intermediária entre o ponto e a vírgula. Geralmente,
emprega-se o ponto-e-vírgula para:

a) separar orações coordenadas cujo sentido anterior
deve ser enfatizado:

- Ele chegou adiantado, como de costume; por isso,
presenciou a cena desde o começo.
- A maioria dos alunos passou de ano; logo, houve uma
reunião comemorativa aos aprovados.

b) num trecho longo, onde já existam virgulas, para
enunciar pausa mais forte.

- Destacam-se, na Conjuração Mineira, Joaquim José da
Silva Xavier, alcunhado Tiradentes; o poeta Claudio Manoel
da Costa, autor do poema épico Vila Rica; o poeta Tomás
Antônio Gonzaga, autor de Marília de Dirceu; o
desembargador Inácio Alvarenga Peixoto e o padre Luis
Viera da Silva, em cuja biblioteca se reuniam os conjurados.

- Vamos formar três equipes: João, Paulo e Carlos
pertencem ao grupo azul; Maria, Jorge e Rute, ao vermelho;
e Otávio, Andréa e Lucas, ao branco.

c) separar vários itens de uma enumeração:

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos
seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e
permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e
divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções, e
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos
oficiais;
(...)
(Constituição da República Federativa do Brasil)

4. DOIS-PONTOS

Os dois-pontos são empregados para:

a) uma enumeração:
- Comprou dois presentes: um livro e uma camiseta regata.

Obs.: Veja que, se os dois-pontos fossem suprimidos, os
sentidos seriam alterados.

b) uma citação:

- Visto que ela nada declarasse, o marido indagou:
― Afinal, o que houve?

- Irritada, Dilma declarou: “Não há crise no Brasil”.

c) um esclarecimento:

- Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir
Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar Lucila.
Observe que os dois-pontos são também usados
na introdução de exemplos, notas ou observações.

- Parônimos são vocábulos diferentes na significação e
parecidos na forma. Exemplos: ratificar/retificar,
censo/senso, descriminar/discriminar etc.



50 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

- Nota: A preposição per, considerada arcaica, somente é
usada na frase de per si (= cada um por sua vez,
isoladamente).

NOTA
A invocação em correspondência (social ou
comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou
de vírgula:
Querida amiga:
Prezados senhores,

5. PONTO DE INTERROGAÇÃO
O ponto de interrogação é empregado para indicar
uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta:
O criado pediu licença para entrar:
- O senhor não precisa de mim?
- Não obrigado. A que horas janta-se?
- Às cinco, se o senhor não der outra ordem.
- Bem.
- O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro
ou a cavalo?
- Não.
(José de Alencar)
6. PONTO DE EXCLAMAÇÃO

O ponto de exclamação é empregado para marcar
o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa,
que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro,
indignação etc.

- Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis aqui um
comedouro muito compreensível e muito repousante,
Jacinto!
- Então janta, homem!
(Eça de Queiroz)

NOTA
O ponto de exclamação é também usado com
interjeições e locuções interjetivas:
Oh!
Valha-me Deus!

7. RETICÊNCIAS

As reticências são empregadas para:

a) assinalar interrupção do pensamento:

- Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência
de que fiz o meu dever. Mas o mundo saberá...
(Júlio Dinis)

b) indicar passos que são suprimidos de um texto:

Assim, só aparece aos nossos olhos uma verdade que seria
riqueza, fecundidade, força doce e insidiosamente universal.
E ignoramos, em contrapartida, a vontade de verdade, como
prodigiosa maquinaria destinada a excluir todos aqueles [...]
(FOUCAULT: A ordem dos discursos).

c) marcar aumento de emoção:

- As palavras únicas de Teresa, em resposta àquela carta,
significativa da turvação do infeliz, foram estas: "Morrerei,
Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino... Perdi-te... Bem
sabes que sorte eu queria dar-te... e morro, porque não
posso, nem poderei jamais resgatar-te.
(Camilo Castelo Branco)
8. ASPAS
As aspas são empregadas:

a) antes e depois de citações textuais:

- Roulet afirma que "o gramático deveria descrever a língua
em uso em nossa época, pois é dela que os alunos
necessitam para a comunicação quotidiana".

b) para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias e
expressões populares ou vulgares:

- O "lobby" para que se mantenha a autorização de
importação de pneus usados no Brasil está cada vez mais
descarado.

- Depois daquele encontro, ele saiu “queimado” da reunião.

- Com a chegada da polícia, os três suspeitos "puxaram o
carro" rapidamente.

c) para realçar uma palavra ou expressão:

- Ele reagiu impulsivamente e lhe deu um "não" sonoro.

9. TRAVESSÃO

Emprega-se o travessão para:

a) indicar a mudança de interlocutor no diálogo:

― Que gente é aquela, seu Alberto?
― São japoneses.
― Japoneses? E... é gente como nós?
― É. O Japão é um grande país. A única diferença é que
eles são amarelos.
― Mas, então não são índios?

(Ferreira de Castro)

b) colocar em relevo certas palavras ou expressões:

Um novo livro ─ muito bem comentado pela crítica ─ foi
lançado na livraria do centro.

Um grupo de turistas estrangeiros ― todos muito ruidosos
― invadiu o saguão do hotel no qual estávamos
hospedados.

10. PARÊNTESES

Os parênteses são empregados para:

a) destacar num texto qualquer explicação ou
comentário:
- Além dos bombeiros e da Defesa Civil, trabalham no
resgate equipes do IG (Instituto Geológico) e IPT (Instituto
de Pesquisas Tecnológicas), do governo de São Paulo, e a
Polícia Civil do Guarujá (litoral de SP).

b) isolar orações intercaladas com verbos declarativos,
em substituição à vírgula e aos travessões:
- Afirma-se (não se prova) que é muito comum o
recebimento de propina para que os carros apreendidos
sejam liberados sem o recolhimento das multas.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01 (Padrão CESPE)

01- “Na Grécia antiga, a arrogância (Hybris) era o maior de
todos os pecados, aquele que não tinha remissão. Os
deuses não o perdoavam porque, para eles, escondia



51 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
o mais nefasto dos desejos: o de se igualar aos
próprios deuses”.
► Por introduzir uma explicação, o sinal de dois-pontos (
após “desejos”) admite a substituição pelo sinal de vírgula
seguido de uma oração subordinada iniciada por que era.

02- “O grande fenômeno da primeira década do século XXI
na economia mundial foi a ascensão da China como
protagonista de primeira grandeza na produção e nas
finanças, com consequências marcantes para o resto
do mundo. Para o Brasil, a influência mais direta deu-
se por meio das exportações de commodities, que
cresceram a ponto de a China ter-se tornado, em 2009,
o maior mercado para as empresas brasileiras”.

► O emprego de vírgula logo após “commodities” (2º
período) justifica-se por isolar oração explicativa
subsequente.

03- “A Semana de Arte Moderna em São Paulo, no ano de
1922, foi motivada pelo Futurismo italiano. O Cinema
Novo, a partir de 1954, inspirou-se no Neorrealismo da
Itália e na Nouvelle Vague da França. Outras artes,
incluindo pintura, escultura, coreografia, música erudita
e popular, absorveram fórmulas imigrantes, mesmo
que seus mestres buscassem identificações
brasileiras”.

► O emprego de vírgulas logo após “pintura”, “escultura” e
“coreografia” (3º período) tem justificativas gramaticais
diversas.

04- “A Semana de Arte Moderna em São Paulo, no ano de
1922, foi motivada pelo Futurismo italiano. O Cinema
Novo, a partir de 1954, inspirou-se no Neorrealismo da
Itália e na Nouvelle Vague da França”.

► O emprego de vírgula logo após “Novo” justifica-se por
isolar aposto explicativo.

05- “Um governo, ou uma sociedade, nos tempos modernos,
está vinculado a um pressuposto que se apresenta
como novo em face da Idade Antiga e Média, a saber:
a própria ideia de democracia”.

► Seriam preservadas as relações semânticas do texto, a
coerência da argumentação e a correção gramatical, caso
fossem retiradas a expressão “a saber” e a vírgula que a
precede.

06- “No projeto Segurança Pública para o Brasil, da
Secretaria Nacional de Segurança Pública, aponta-se
como principal causa do aumento da criminalidade o
tráfico de drogas e de armas. A articulação entre
esses dois ilícitos potencializa e diversifica as
atividades criminosas. Homicídios dolosos, roubos,
furtos, sequestros e latrocínios estão, frequentemente,
associados ao consumo e venda de drogas e à
utilização de armas ilegais”.
► A supressão das vírgulas que isolam a expressão "da
Secretaria Nacional de Segurança Pública" alteraria o
sentido do texto, visto que estaria subentendida a existência
de, pelo menos, mais um projeto denominado Segurança
Pública para o Brasil.
07- Hoje, escreve Calvino, a velocidade de Mercúrio
precisaria ser complementada pela persistência flexível
de Vulcano, um “deus que não vagueia no espaço,
mas que se entoca no fundo das crateras, fechado em
sua forja, onde fabrica interminavelmente objetos de
perfeito lavor em todos os detalhes — joias e
ornamentos para os deuses e deusas, armas, escudos,
redes e armadilhas”.
► A colocação de vírgula antes e depois do vocábulo
"interminavelmente" não prejudicaria a correção gramatical
do texto.
08- “Uma parte do eleitorado deixará voluntariamente de
opinar sobre a constituição do poder político. O
desinteresse pela política e a descrença no voto são
registrados como mera “escolha”, sequer como
desobediência civil ou protesto. A consagração da
alienação política como um direito legal interessa aos
conservadores, reduz o peso da soberania popular e
desconstitui o sufrágio como universal”.
► Ao se trocar o ponto-final logo após "político" por vírgula
e, logo após, inserir-se a conjunção embora, seria formado
um período coerente.
09- “A ocultação, pela indústria do asbesto (amianto), dos
perigos representados por seus produtos
provavelmente custou tantas vidas quanto as
destruídas por todos os assassinatos ocorridos nos
Estados Unidos da América durante uma década
inteira; e outros produtos perigosos, como o cigarro,
também provocam, a cada ano, mais mortes do que
essas”.
► Não haveria prejuízo para o sentido original do texto nem
para a correção gramatical caso a expressão "a cada ano"
fosse deslocada, com as vírgulas que a isolam, para
imediatamente depois de "e".
10- “No lugar de alta carga tributária e estrutura de
impostos inadequada, o país deve priorizar
investimentos que expandam a produção e contribuam
simultaneamente para o aumento de produtividade,
como é o caso dos gastos com educação. É dessa
forma que são criadas boas oportunidades de trabalho,
geradoras de renda, de maneira sustentável”.
► A ausência de vírgula logo após o termo "investimentos"
permite concluir que, segundo o autor do texto, é necessário
que, no Brasil, sejam priorizados investimentos voltados
para a expansão da produção e para o aumento da
produtividade.
GABARITO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C C E E C C C E C C

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 02

01. Em relação à pontuação do texto, assinale a opção
correta.

A água pode ter diversas finalidades, como:
abastecimento humano, dessedentarão animal,
irrigação, indústria, geração de energia elétrica, lazer,
navegação etc. Muitas vezes, esses usos podem ser
concorrentes, o que gera conflitos entre setores
usuários ou mesmo impactos ambientais. Nesse
sentido, é necessário gerir e regular os recursos



52 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
hídricos, acomodando as demandas econômicas,
sociais e ambientais por água em níveis sustentáveis,
para permitir a convivência dos usos atuais e futuros da
água sem conflitos. Por isso, a outorga é fundamental,
pois, ordenando e regularizando o uso da água, é
possível assegurar ao usuário o efetivo acesso a ela,
bem como realizar o controle quantitativo e qualitativo
dos usos desse precioso recurso.

(José Machado http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/
artigos/ set.2008.pdf)

a) As vírgulas presentes após os “dois pontos” (no
primeiro período do texto) justificam-se porque
isolam elementos de mesma função gramatical,
componentes de uma enumeração.
b) O emprego do sinal de dois-pontos (no primeiro
período) justifica-se por anteceder oração
subordinada adjetiva restritiva.
c) A vírgula apos “Muitas vezes”(antes de “etc”)
justifica-se para isolar conjunção temporal.
d) O emprego de vírgula apos “hídricos”(no terceiro
período) justifica-se para isolar oração subordinada
adverbial comparativa.
e) O emprego de vírgula após “fundamental”(último
período do texto) justifica-se por isolar oração
subordinada adverbial.

02. Em relação ao texto, assinale a opção incorreta a
respeito dos sinais de pontuação.

O governo, de janeiro a maio deste ano, arrecadou R$
937 milhões adicionais por meio do Programa de
Integração Social – PIS. Em dezembro do ano passado,
a alíquota da contribuição subiu de 0,65% para 1,65%.
O aumento foi concedido para compensar possíveis
perdas de arrecadação com o fim da cumulatividade –
incidência da contribuição em todas as etapas da
fabricação do mesmo produto –, que foi aprovado no
final do ano passado.
(Sílvia Mugnatto, Folha de S.Paulo, 01/09/2003)

a) As duas primeiras vírgulas do texto se justificam
por isolar um complemento circunstancial
intercalado entre o sujeito e o predicado do
período.
b) Eliminando-se o travessão (presente no primeiro
período), “PIS” poderia estar entre parênteses, sem
prejuízo gramatical para o período.
c) Se a expressão “Em dezembro do ano passado”
(início do segundo período) estivesse no final do
período (com minúscula) não haveria exigência de
isolá-la antecedendo-a com uma vírgula.
d) Os travessões das linhas (presentes no último
período) poderiam ser substituídos por parênteses
e o período se manteria gramaticalmente correto.
e) A vírgula, após o último travessão do texto,
justifica-se para isolar a subseqüente oração de
caráter relativo.

03. Assinale a opção em que o emprego dos sinais de
pontuação está correto.
a) Motoristas e montadoras de automóveis, não terão
que desembolsar mais recursos com a mudança
para o biodiesel, pois esse combustível não exige
nenhuma alteração nos motores dos veículos.
b) A Associação Nacional dos Fabricantes de
Veículos Automotores (Anfavea), assegurou a
garantia dos motores dos veículos que utilizarem o
biodiesel misturado ao diesel na proporção de 2%,
como foi autorizado.
c) Além disso, o combustível renovável poderá ser
usado, em substituição ao óleo diesel em usinas
termelétricas, na geração de energia elétrica em
comunidades de difícil acesso, como é o caso de
diversas localidades na região Norte.
d) Para autorizar o uso do biodiesel no mercado
nacional, o governo, editou um conjunto de atos
legais que tratam dos percentuais de mistura do
biodiesel ao diesel, da forma de utilização e do
regime tributário.
e) Tal regime, considera a diferenciação das alíquotas
com base na região de plantio, nas oleaginosas e
na categoria de produção (agronegócio e
agricultura familiar). O governo cria também o Selo
Combustível Social e isenta a cobrança do Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI).
(Adaptado de Em Questão, n. 261 - Brasília, 08 de
dezembro de 2004)

04. Nos textos apresentados, marque o período em que
ocorre erro de pontuação.
a) O Direito do Trabalho tem sua origem ligada,
visceralmente, à historiografia da crise econômica.
b) Nos seus períodos pré-histórico e protohistórico,
que significaram, na lapidar expressão do professor
José Martins Catharino, a gestação mais longínqua
e a transição para uma sistematização científica do
fenômeno laboral, a influência da economia é
visível, como substrato do Direito do Trabalho.
c) A denominada “Questão Social”, iniciada no século
XVIII, fase proto-histórica por excelência do Direito
do Trabalho, catalisou a formação do novo ramo da
Ciência Jurídica.
d) O liberalismo clássico discursou sobre a liberdade,
mas, em verdade, usou-a para continuar a
espoliação da massa anônima de trabalhadores.
e) Nascia portanto, o direito laboral de uma realidade
fática incontestável: a necessidade de proteção à
dignidade da pessoa do trabalhador.
(Weliton Sousa de Carvalho)
01 02 03 04
A E C E

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 03

01. Assinale a sequência correta dos sinais de
pontuação que devem ser usados nas lacunas da
frase abaixo. Não cabendo qualquer sinal, O
indicará essa inexistência:
‘Aos poucos .... a necessidade de mão-de-obra foi
aumentando .... tornando-se necessária a abertura
dos portos .... para uma outra população de
trabalhadores ..... os imigrantes’.
a) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula
b) O - O - dois pontos - vírgula
c) vírgula, vírgula - O - dois pontos
d) vírgula - ponto e vírgula - O - dois pontos
e) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula

02. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de
pontuação que devem preencher as lacunas da
frase abaixo. Não havendo sinal, O indicará essa
inexistência.
“Na época da colonização ..... os negros e os
indígenas escravizados pelos brancos ..... reagiram
..... indiscutivelmente ..... de forma diferente”.
a) O - O - vírgula - vírgula
b) O - dois pontos - O - vírgula
c) O - dois pontos - vírgula - vírgula
d) vírgula - vírgula - O - O
e) vírgula - O - vírgula - vírgula




53 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
03. Assinale a alternativa cuja frase está corretamente
pontuada:
a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso
sistema planetário.
b) Ele, modestamente se retirou.
c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia.
d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja.
e) Estas cidades se constituem, na maior parte de
imigrantes alemães.

04. No período a seguir: “Os textos são bons e entre
outras coisas demonstram que há criatividade”.
Cabem no máximo:
a) 3 vírgulas
b) 4 vírgulas
c) 2 vírgulas
d) 1 vírgula
e) 5 vírgulas

05. Assinale o texto de pontuação correta:
a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de
uma comadre, minha avó.
b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-
me: provocava risos, muxoxos, palavrões.
c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que
se riam deles os outros, sem que este riso os
impeça de conservar as suas roupas e o seu
calçado.
d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me
impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços
da carta de ABC, triturados soltos no ar.
e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais
tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena.
Instruções para as questões de números 06 e 07:
Os períodos abaixo apresentam diferenças de
pontuação, assinale a letra que corresponde ao
período de pontuação correta:

06.
a) Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a
reunião ficou mais animada.
b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a
reunião ficou mais animada.
c) Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a
reunião ficou mais animada.
d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a
reunião, ficou mais animada.
e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a
reunião ficou, mais animada.

07.
a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone
que eu venho.
b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone
que eu venho.
c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor,
telefone, que eu venho.
d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor,
telefone, que eu venho.
e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor
telefone que eu venho.

08. Os períodos abaixo apresentam diferenças de
pontuação. Assinale a letra que corresponde ao
período de pontuação correta:
a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio.
b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio.
c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio.
d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio.
e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio.

Gabarito
01 02 03 04 05 06 07 08
C E C A C C D E


EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 04 (Padrão Fundação Carlos
Chagas)

01. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte
período:
a) Paralisada pelo veneno da vespa nada pode fazer,
a lagarta, a não ser assistir viva à sua devoração,
pelas larvas, que saem dos ovos ali chocados.
b) Nada pode fazer, a lagarta paralisada, pelo veneno
da vespa, senão assistir viva, à sua devoração
pelas larvas que saem dos ovos, e passam a se
alimentar, das entranhas da vítima.
c) A pobre lagarta, paralisada pelo veneno da vespa
assiste sem nada poder fazer, à sua devoração
pelas larvas, tão logo saiam estas dos ovos, que, a
compulsória hospedeira, ajudou a chocar.
d) Compulsória hospedeira, paralisada pelo veneno da
vespa, a pobre lagarta assiste à devoração de suas
próprias entranhas pelas larvas, sem poder
esboçar qualquer tipo de reação.
e) Sem qualquer poder de reação, já que paralisada
pelo veneno da vespa a lagarta,
compulsoriamente, chocará os ovos, e depois se
verá sendo devorada, pelas larvas que abrigou em
suas entranhas.

02. Está inteiramente correta a pontuação da seguinte
frase:
a) Ficou claro no texto, que o autor não só abona as
opiniões dos dois escritores citados, mas também,
parece entusiasmar-se com elas.
b) A ligação feita entre Amilcar Herrera e Alberto
Caeiro, parece justificada pelo fato de que, para
ambos o tema da memória reveste-se, de
fundamental importância.
c) Caso viéssemos a nos esquecer, do nosso próprio
nome, será que de fato também nos
esqueceríamos, dos traços essenciais de nossa
identidade?
d) Se, a princípio o autor do texto não entendeu as
palavras do amigo Herrera, nem por isso, deixou de
compreendê-las e de aceitá-las depois.
e) Supondo, por hipótese, que o nome próprio diga
tanto do indivíduo, será que esquecê-lo redundaria,
de fato, em tanta liberdade de ação?

03. A pontuação está inteiramente correta em:
a) Nicolau Maquiavel analisando os problemas dos
principados italianos, escreveu em plena
Renascença, um tratado sobre os fundamentos das
ações políticas.
b) Em plena Renascença, Maquiavel, analisando os
problemas dos principados italianos, escreveu O
Príncipe, um verdadeiro tratado de política.
c) Quando escreveu O Príncipe Maquiavel
preocupou-se com os problemas, dos principados
italianos, resultando uma obra, considerada basilar,
para quem se interesse por política.
d) Tendo escrito O Príncipe, em plena Renascença
Maquiavel nos legou sem dúvida, um tratado sobre
política cujo valor continua sendo reconhecido em
nosso tempo.
e) Poucos imaginariam que, aquele tratado sobre
política datado da Renascença, teria um valor tal
que se manteria vivo, por tantos séculos, e,
continuaria atual em plena modernidade.




54 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
04. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte
período:
a) Toda vez que é pronunciada, a palavra progresso,
parece abrir a porta para um mundo, mágico de
prosperidade garantida.
b) Por mínimas que pareçam, há providências
inadiáveis, ações aparentemente irrisórias, cuja
execução cotidiana é, no entanto, importantíssima.
c) O prestígio da palavra progresso, deve-se em
grande parte ao modo irrefletido, com que usamos
e abusamos, dessa palavrinha mágica.
d) Ainda que traga muitos benefícios, a construção de
enormes represas, costuma trazer também uma
série de conseqüências ambientais que, nem
sempre, foram avaliadas.
e) Não há dúvida, de que o autor do texto aderiu a
teses ambientalistas segundo as quais, o conceito
de progresso está sujeito a uma permanente
avaliação.

05. É preciso corrigir a pontuação da seguinte frase:
a) Comparações entre épocas, embora possam ser
úteis, nem sempre são animadoras.
b) Não parece haver, de fato, muita vantagem no uso
de rádios nas viaturas, se comparado com o antigo
sistema de apitos.
c) Embora mais ostensivas, que as de antigamente,
as rondas noturnas de hoje, não têm a mesma
eficiência.
d) Se mudasse a música dos apitos, algumas pessoas
ficavam intranqüilas, mas voltavam a dormir,
retomados os trilados regulares.
e) Eram poucos, e quase sempre sem gravidade, os
incidentes que quebravam a paz das antigas
madrugadas.

Gabarito
01 02 03 04 05
D E B B C

08. Significação das palavras.
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Considerável.

DICA: É comum que as organizadoras peçam ao candidato
para descobrir o significado de determinada palavra do
texto. Às vezes, você não tem a mínima ideia do que
signifique tal palavra. É aí que entra o contexto. Você tem
que saber realizar inferências, ou seja, deduzir, pelas pistas
textuais, o que determinada palavra quer dizer.

DICA DE ESTUDO: Tenha sempre um bom dicionário ao
seu lado. Sugiro também que procure ─ quando estiver
lendo um texto, e que encontrar uma palavra que você não
conheça ─ inferir seu significado; depois, confira no
dicionário. É um simples exercício, mas que funciona
bastante.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Alta. No mínimo
uma (para todos os níveis).

Palavras homônimas e parônimas

Homônimas: são aquelas que possuem grafia ou pronúncia
igual.

Exemplos: seção (divisão), cessão (ato de ceder), sessão
(reunião, assembléia).

Parônimas: são aquelas que possuem grafia e pronúncia
parecidas.

Exemplos: comprimento (extensão), cumprimento
(saudação).
Algumas palavras homônimas e parônimas mais
usadas:

Absolver: inocentar, perdoar
Absorver: sorver, consumir, esgotar.
Acender: pôr fogo, alumiar
Acidente: acontecimento casual
Incidente: episódio, aventura
Apreçar: perguntar preço, dar preço
Apressar: antecipar, abreviar
Aprender: tomar conhecimento
Apreender: apropriar-se, assimilar mentalmente
Ascender: subir
Acento: tom de voz, sinal gráfico
Assento: lugar de sentar-se
Acerca de: sobre, a respeito de
Cerca de: aproximadamente
Há cerca de: faz aproximadamente
Acostumar: contrair hábito
Costumar: ter por hábito
Afim de: semelhante a, parente de
A fim de: para, com a finalidade de
Amoral: indiferente à moral
Imoral: contra a moral, libertino, devasso
Apreçar: ajustar o preço
Apressar: tornar rápido
Aprender: instruir-se
Apreender: assimilar
Arrear: pôr arreios
Arriar: abaixar, descer
Assoar: limpar o nariz
Assuar: vaiar, apupar
Bucho: estômago
Buxo: arbusto
Caçar: apanhar animais ou aves
Cassar: anular
Calda: xarope
Cauda: rabo
Cavaleiro: aquele que sabe andar a cavalo
Cavalheiro: homem educado
Cédula: documento, chapa eleitoral
Sédula: ativa, cuidadosa (feminino de sédulo)
Cela: pequeno quarto de dormir
Sela: arreio
Censo: recenseamento
Senso: raciocínio, juízo claro
Cerração: nevoeiro denso
Serração: ato de serrar, cortar
Cesto: balaio
Sexto: numeral ordinal (seis)
Chá: bebida
Xá: título do ex-imperador do Irã
Conserto: reparo
Concerto: sessão musical, acordo



55 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Coser: costurar
Cozer: cozinhar
Cheque: ordem de pagamento
Xeque: lance de jogo no xadrez
Delatar: denunciar
Dilatar: alargar, ampliar
Desapercebido: desprevenido
Despercebido: sem ser notado
Descrição: ato de descrever, expor
Discrição: reservada, qualidade de discreto
Descriminar: inocentar
Discriminar: distinguir
Despensa: onde se guardam alimentos
Dispensa: ato de dispensar
Desapercebido: desprevenido
Despercebido: que não percebeu
Destratado: maltratado com palavras
Distratado: desfazer o acordo, o trato
Discente: referente a alunos
Destinto: que se destingiu
Distinto:diverso, diferente
Docente: referente a professores
Eminente: ilustre, excelente
Iminente: que ameaça acontecer
Emergir: vir à tona
Imergir: mergulhar
Emigrar: sair da pátria
Imigrar: entrar num país estranho para nele morar
Enfestar: exagerar, roubar no jogo, entendiar
Infestar: causar danos
Esperto: ativo, inteligente, vivo
Experto: perito, entendido
Espiar: observar, espionar
Expiar: sofrer castigo
Estático: firme, imóvel
Extático: admirado, pasmado
Estrato: tipo de nuvem
Extrato: resumo, essência
Flagrante: evidente
Fragrante: perfumado
Fluir: correr
Fruir: gozar, desfrutar
Fusível: aquele que funde
Fuzil: arma
História: narrativa de fatos reais ou fictícios
Estória (origem inglesa): narrativas de fatos fictícios
Incerto: impreciso
Inserto: introduzido, inserido
Incipiente: principiante
Insipiente: ignorante
Inflação: desvalorização do dinheiro
Infração: violação, transgressão
Infligir: aplicar pena
Infringir: violar, desrespeitar
Intercessão: ato de interceder, de intervir
Interseção/intersecção: ato de cortar
Laço: nó
Lasso: frouxo, gasto, bambo, cansado, fatigado
Lista: relação, rol
Listra: risca, traço
Mal: antônimo de bem
Mau: antônimo de bom
Mandado: ordem judicial
Mandato: procuração
Ótico: relativo ao ouvido
Óptico: relativo à visão
Paço: palácio
Passo: passada
Peão: aquele que anda a pé
Pião: brinquedo
Procedente: proveniente, oriundo
Precedente: antecedente
Prescrito: estabelecido
Proscrito: desterrado, emigrado
Recrear: divertir, alegrar
Recriar: criar novamente
Ruço: grisalho, debotado
Russo: da Rússia
Sexta: numeral
Cesta: utensílio de transporte
Sesta: descanso depois do almoço
Sortir: abastecer
Surtir: produzir efeito
Tacha: pequeno prego
Taxa: tributo
Tachar: censurar, pôr defeito
Taxar: estipular
Tráfego: movimento, trânsito
Tráfico: comércio lícito ou não
Vadear: passar ou atravessar a pé ou a cavalo
Vadiar: vagabundear
Vale: acidente geográfico
Vale: recibo
Vale: do verbo valer
Viagem: substantivo: a viagem
Viajem: forma verbal: que eles viajem
Vultoso: volumoso
Vultuoso: atacado de congestão na face
Xácara: narrativa popular em verso
Chácara: pequena propriedade campestre

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO I

1) Assinale o item em que se trocou o emprego
adequado de uma das palavras homófonas.

A) Ele trabalha na oitava seção (sessão, seção, cessão) da
primeira zona eleitoral.
B) Na repartição todos o taxam (taxam, tacham) de relapso.
C) Sua entrevista está inserta (inserta, incerta) nos maiores
jornais do país.
D) Desculpemos sua inexperiência, afinal todo jovem
incipiente (incipiente, insipiente) merece nossa
compreensão.




56 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
2) Assinale o erro na classificação à direita das palavras
à esquerda.

A) Ratificar / retificar - Parônimos.
B) Lima (fruta) / lima (objeto) - Homônimos.
C) Seção /sessão / cessão - Homófonas.
D) Infligir / infrigir - Homógrafos.

3) Assinale o item em que se trocou o termo adequado
de acordo com o sentido da 1a frase à esquerda.
A) O valente herói não receia o perigo (intemerato)
B) Não deviam transgredir a lei (infrigir)
C) Por isso corrigi o texto (retifiquei)
D) Deixou a pátria (emigrou)

4) Assinale o item em que se teria trocado o emprego
dos parônimos de acordo com o sentido da frase.
A) A medida não sortiu efeito.
B) Respondeu com acerto à pergunta.
C) Tal fato não me passou desapercebido.
D) O fim do ano está iminente.

5) Assinale o erro em alguns dos itens abaixo em
relação à grafia das homófonas.
A) Pagou a taixa de serviço ontem.
B) Tacharam-no de corrupto.
C) Pregue a tacha com este martelo.
D) Os dicionários registram tacho (subst.) como vaso de
metal.

6) Assinale o item em que ocorre erro no emprego das
homófonas “há”, “a”.
A) Já estou em Brasília a 25 anos.
B) Daqui a dois meses ele voltará.
C) Já iniciamos a sessão há quinze minutos.
D) Ele devia ter avisado há mais tempo.

7) Assinale o item em que ocorre erro no emprego das
homófonas “há cerca de”, “a cerca de”, “acerca”.
A) Não falarei acerca desse assunto.
B) Falaram de um assunto a cerca do qual nada sabia.
C) Cerca de dez mil pessoas assistiram ao comício.
D) Há cerca de dez anos me aposentei.

8) Assinale o erro na classificação semântica das
palavras abaixo.
A) Deferir/diferir - parônimas.
B) Expiar/espiar - homófonas.
C) O acordo/eu acordo - homônimas.
D) Concordância/discordância - antônimas.

9) Assinale o item em que há erro no emprego de
parônimas de acordo com o sentido.
A) O médico proscreveu rigorosa dieta.
B) O sinônimo de confirmar é ratificar.
C) A empresa é nova, por isso os serviços estão incipientes.
D) É um político notável digno de nosso preito.

10) Em "ilidir a sentença" o significado da expressão em
aspas é:
A) aceitar.
B) refutar.
C) confirmar
D) ocultar.

GABARITO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
B D A A A A B C A B

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO II

Preencha as lacunas com um dos termos entre
parênteses:

1. Em tempos de crise, é necessário.......................a
despensa de alimentos. (sortir - surtir)
2. Os direitos de cidadania do rapaz foram....... ..................
pelo governo. (caçados - cassados)
3. O.......................... dos senadores é de oito anos.
(mandado- mandato)
4. A Marechal Rondon estava coberta pela
...............................(cerração - serração)
5. César não teve..........................de justiça. (censo -
senso)
6. Todos os .................................... haviam sido ocupados.
(acentos - assentos)
7. Devemos uma ...................... quantia ao banco. (vultosa
- vultuosa)
8. A próxima .............................. começará atrasada.
(seção - sessão)
9. ..................................-.se, mas havia hostilidade entre
eles. (cumprimentaram - comprimentaram)
10. Na........................das avenidas, houve uma colisão.
(intersecção - intercessão)
11. O.....................................no final do dia estava
insuportável. (tráfego - tráfico)
12. O marido entrou vagarosamente e passou.........
.............................(despercebido - desapercebido)
13. Não costume .......................................as leis. (infligir -
infringir)
14. Após o bombardeio, o navio atingido............ ..................
(emergiu- imergiu)
15. Vários....................................japoneses chegaram a São
Paulo nas primeiras décadas do século. (emigrantes -
imigrantes)
16. Não há.......................................de raças naquele país.
(discriminação - descriminação)
17. Após anos de luta, consegui a ...........................
(dispensa - despensa)
18. A chegada do....................................... Diplomata
era........................ ( eminente - iminente).
19. O corpo..................................... Era formado por
doutores. (docente- discente)
20. Houve alguns ................................. no Congresso.
(acidentes - incidentes)
21. Fomos ................................... pelos anfitriões.
(destratados - distratados)
22. A..................................... Dos direitos da emissora foi
uma das tarefas do governo. (seção - cessão)
23. Ali, na ................................... de eletrodomésticos, há
uma grande liquidação. (seção - cessão)
24. É um senhor......................................(distinto - destinto)
25. Dei o .......................................mate ao gerente, por
causa do................ Sem fundos. (cheque - xeque)
26. A nuvem de gafanhotos ..................................a
plantação. (infestou - enfestou)
27. Quando Joana toca piano é mais um.............que
um.................. (conserto - concerto)



57 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
28. Todos eles.............................o prazer da bela melodia.
(fruem - fluem)
29. Estava muito .................. para ................. quanto
custava aquele aparelho. (apreçar - apressar)
30. Nas festas de São João é comum ............balões e vê-
los.............. (ascender - acender)
31. As pessoas foram recolhidas a suas..........(celas -
selas)
32. Segui a...............................médica, mas não obtive
resultados. (proscrição - prescrição)
33. Alguns modelos.................................serão vendidos.
(recreados - recriados)
34. A bandeira de São Paulo tem...................pretas. (listas -
listras)
35. Para passar, precisava ..............................mais das
lições. ( apreender -aprender)
36. O réu..............................suas culpas. (expiará - espiará)
37. Encontrei uma carteira com .........................de cem
dólares. (cédulas - sédulas)
38. Iremos à..............para lermos deliciosa.......
................medieval. (xácara - chácara)
39. Na hora da................................., os mexicanos dormem.
(cesta-sesta)
40. Percebe-se que ele ainda é meio...................., pois não
tem prática de comércio. (incipiente - insipiente)

09. Sintaxe da Oração e do Período
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Mas há
duas abordagens bem definidas: a das organizadoras que
exigem que o candidato saiba a classificação integral de
todas as orações (tanto as coordenadas quanto as
subordinadas), e a das organizadoras que cobram o tema
ligado ao texto, desprezando a “fria” classificação da oração.
Por exemplo: a FCC pede, com muita frequência, que
candidato reconheça que sentido determinada passagem do
texto expressa, e, dentre as opções, sugere se é de tempo,
concessão, finalidade, causa ou consequência. Veja que,
em vez de perguntar se a oração é subordinada adverbial
causal (até porque, às vezes, nem se trata de uma oração,
mas sim de um fragmento do texto), a FCC apela para os
sentidos tanto da expressão, como do contexto ali
presentes. As organizadoras que, normalmente, seguem a
primeira abordagem são as seguintes: ACEP,
CESGRANRIO, IMPARH, FGV, CONESUL, FUNRIO, dentre
outras menos conhecidas nacionalmente. E usam,
costumeiramente, a segunda abordagem as seguintes: FCC,
CESPE e ESAF (não descarto que organizadoras menos
conhecidas nacionalmente usem, também, essa última
abordagem, como, por exemplo, a UECE).

DICA: Dentre as orações, há aquelas que mais se destacam
em provas de concurso. São elas: as coordenadas (ênfase
nas aditivas, adversativas e conclusivas), as subordinadas
adjetivas (ênfase no sistema de pontuação e nos pronomes
relativos) e subordinadas adverbiais (ênfase nas iniciadas
com a letra “C”: causal, consecutiva, concessiva e
condicional). É por isso que muitas questões pedem para
que você identifique, por exemplo, relações de causa e
consequência.

DICA DE ESTUDO: Procure resolver exercícios de toda
natureza, tanto os tradicionais (aqueles bem técnicos, que
lembram as questões do colégio), como os mais
contemporâneos (mais ligados ao texto e ao contexto).

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Considerável para
todos os níveis (de uma a duas questões por prova).

CONCEITOS-CHAVE:

FRASE:
Todo enunciado linguístico dotado de sentido pode ser
chamado de frase.

- Até a próxima, meu bom amigo!
- Tchau!
- Não consigo esquecer aquele dia!

ORAÇÃO:
Todo enunciado linguístico dotado de sentido e com
presença de verbo ou locução verbal.

- As verdades esquecidas mostraram que somos um país
sem memória histórica.

PERÍODO:
É a frase constituída de uma ou mais orações.

► O período pode ser simples ou composto.

1. Período Simples

É aquele formado apenas por uma oração.

Detalhe: A oração que constitui o período simples é
chamada de absoluta.

"Abria-se uma nova era."

"Na rua Direita, diante das lojas mais elegantes da capital
cearense, transita um carro aberto, com cores chamativas."

2. Período Composto

É aquele formado por mais de uma oração.

"Abria-se uma nova era, pois o primeiro carro de motor à
explosão circulava no Brasil."

♦ Primeira oração: "Abria-se uma nova era,"
♦ Segunda oração: "pois o primeiro carro de motor à
explosão circulava no Brasil."

ORAÇÕES COORDENADAS
As orações coordenadas podem ser:

1. Assindéticas
► Quando estão simplesmente colocadas uma ao lado da
outra, sem qualquer conjunção entre elas (a = "não"; síndeto
= palavra de origem grega que significa "conjunção" ou
"conectivo").

● "Subo por uma velha escada de madeira mal iluminada,
chego a uma espécie de salão." (M. Scliar)
● "Grita, sacode a cabeleira negra, agita os braços, pára,
olha, ri." (E. Veríssimo)

2. Sindéticas
► Quando vêm introduzidas por conjunção.

• "A luz aumentou E espalhou-se na campina”.
● "Seu projeto era ambicioso, MAS não recebeu o apoio
necessário".




58 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS
As orações coordenadas sindéticas são ligadas
pelas conjunções que as introduzem. Podem ser:

1. Aditivas
► Expressam uma adição, uma seqüência de informações:

• Ele fez um belo ravióli E O SERVIU À COMPANHEIRA.

• "Não olha para trás, não sente saudades, não deixa NEM
CARREGA CONSIGO AMOR NENHUM." (Mário Palmério)

Detalhe: Principais conjunções aditivas: e, nem, (não
só)... mas também, mas ainda, senão também, como
também, bem como.

2. Adversativas
Expressam a idéia de oposição, contraste:

• A vida é frágil e complexa, MAS É A ÚNICA DE QUE
DISPOMOS.
• Foi ao cinema, PORÉM NÃO ASSISTIU AO FILME
DESEJADO.
• Foi ao cinema; NÃO ASSISTIU, PORÉM, AO FILME
DESEJADO.
• O professor não proíbe perguntas, antes, estimula-as em
sala.
Detalhe: Principais conjunções adversativas: mas,
porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, em
contrapartida, senão.

3. Alternativas
Expressam alternância de idéias:

• "Cale-se OU EXPULSO A SENHORA DA SALA."

• "ORA DORMIAM, ORA JOGAVAM CARTAS."

• "OU toma este comprimido OU FICA COM DOR DE
CABEÇA."

Detalhe: Principais conjunções alternativas: ou ... ou,
ora ... ora, já ... já, quer ... quer etc.

4. Conclusivas
Expressam idéia de conclusão, consequência:

• "O novo contratado saiu-se muito bem no primeiro mês;
MERECE, POIS, TODA A CONFIANÇA DA EMPRESA."

• "Os cães passaram três dias sem comer, LOGO
ESTAVAM FAMINTOS."

☼ Detalhe: Principais conjunções conclusivas: logo,
portanto, por conseguinte, pois (posposto ao verbo) e
por isso.

5. Explicativas
Indicam uma justificativa ou uma explicação ao fato
expresso na primeira oração:

• "Acendi o fogo, POIS ACORDARA FAMINTO e cozinhei o
caldo."
• “Vista-se logo, que seu pais já está chegando”.

Detalhe: Principais conjunções explicativas: porque,
que, pois (anteposto ao verbo) etc.
PARTICULARIDADES

► Com relação às orações coordenadas ainda se deve
levar em conta que:

1) As orações coordenadas sindéticas aditivas podem estar
correlacionadas através das expressões: (não só)... mas
também, (não somente)... mas ainda, (não só)... como
também. Exemplo:

• "Não só se dedica aos esportes COMO TAMBÉM À
MÚSICA."

• Não só fez o gol do título, mas também se sagrou artilheiro
do campeonato.

2) A conjunção Que pode ter valor:

a) Aditivo:

•"Ela varre QUE varre a sala e não se cansa." (Varre e
Varre.)

•"Esse menino fala QUE fala!!! Não para um instante!" (Fala
e fala.)

b) Adversativo:
•"Todos receberão os salários hoje QUE não você."

3) A conjunção E pode assumir valor adversativo ou
conclusivo, também:

•"Vi um vulto estranho e não senti medo."

Exercício 01
Texto I
“Um dado momento ou em outro, passe pela cabeça da
maioria das pessoas a ambição de largar tudo e ir viver uma
vida tranquila em outro lugar. Mudar de vida pode ser uma
excelente solução para a tensão, dependendo
evidentemente da vida que se leva. Qualquer decisão nesse
sentido, porém, deve levar em conta um fato da natureza:
ninguém pode evitar completamente situações estressantes.
O estresse não é doença, e, sim, uma reação instintiva ao
perigo real ou imaginário ou a uma situação de desafio.
“Uma cascata bioquímica que prepara o corpo para lutar ou
fugir”, na definição do manual de técnicas para aliviar o
estresse, elaborado pela Escola de Medicina de Harvard, um
centro de excelência nos Estados Unidos da América”.

►Use “C” para correto e “E” para errado

01- Preservam-se a coerência textual e a correção
gramatical ao substituir “porém” (depois de “nesse sentido”)
por mas.

02- A conjunção “ou” (início do texto) estabelece relação de
alternância. Acrescenta-se que seria possível iniciar o
período com a mesma conjunção, formando assim uma
estrutura dupla, a fim de que a ideia de alternatividade
ficasse mais explícita.

03- Por cumprir papel copulativo, a conjunção “e” (depois de
“largar tudo”) permite substituição por “mas”.

04- O valor adversativo da conjunção “e” (antes de “não é
doença”) permite sua substituição por “mas”, sem que a
argumentação do texto seja prejudicada.

05- Por desempenhar papel explicativo, “que” (depois de “se
leva”) poderia ser substituído por “, pois”, sem que os
sentidos nem a correção gramatical fossem comprometidos.




59 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
06- “Ou” em “prepara o corpo para lutar ou fugir” estabelece
coordenação entre termos nominais, o que descarta a
hipótese de se ter uma oração coordenada alternativa.

01 02 03 04 05 06
E E E C E E

Exercício 02

A questão mais importante para entender a reforma
tributária é saber por que a estamos propondo. Não é um
projeto que sai do nada, mas que herda muito das
discussões realizadas sobre o tema desde o início da
década passada no Brasil. Naturalmente este tem algumas
diferenças em relação aos projetos anteriores. A principal é
que prevê um prazo longo de transição, um modelo
importante para viabilizar política e tecnicamente sua
implantação.
Bernard Appy. Mudanças favorecem o crescimento. In:
Cadernos de Problemas Brasileiros, n.º 391,
jan./fev./2009 (com adaptações).

Considerando as relações sintático-semânticas do texto, use
C para certo e E para errado.

01- A conjunção MAS (segundo período) poderia ser
substituída por TODAVIA, sem que os sentidos e as
estruturas sintáticas do período não fossem
comprometidas.

02- O pronome “este” (3º período) refere-se a “projeto” (2º
período).
03- A oração “que sai do nada” poderia ser inaugurada por
uma vírgula sem que os sentidos e classificação
sintática sejam comprometidos.

04- Depois de “naturalmente” (3º período) uma vírgula
poderia existir, sem que nenhum prejuízo fosse
causado ao texto.

05- Levando em conta que os sentidos originais serão
alterados, uma maneira de conectar o penúltimo
período ao último seria assim: no lugar de “A principal
é” usar “, uma vez”.
06- A inserção de uma conjunção coordenativa E no lugar
da vírgula presente no último período não alteraria as
relações de sentido do texto.

07- O trecho “um modelo importante para viabilizar política
e tecnicamente sua implantação” (último período)
funciona como aposto enumerativo da expressão “um
prazo longo de transição”.

01 02 03 04 05 06 07
E C E C C E E

Exercícios 02

01. (FCC 2007) Atente para as seguintes frases:

I. Retirei da biblioteca um romance de sucesso.
II. A leitura do romance não me empolgou.
III. Ao devolvê-lo, comentei minha impressão com a
bibliotecária.

As frases acima estão articuladas de modo claro,
coerente e correto no seguinte período:

(A) A leitura do romance de sucesso que retirei da
biblioteca não me empolgou, conforme a
impressão que comentei ao devolvê-lo com a
bibliotecária.
(B) Ao devolver à biblioteca o romance de sucesso
retirado, comentei com a bibliotecária minha
impressão de leitura, em cuja não conseguira me
empolgar.
(C)) Não me empolgou a leitura do romance de
sucesso que retirara da biblioteca e, ao devolvê-
lo, comentei com a bibliotecária essa minha
impressão.
(D) Comentei com a bibliotecária, quando o devolvi, a
impressão de que não me empolgaria a leitura
daquele romance de sucesso, que retirei na
biblioteca.
(E) Apesar de ter retirado na biblioteca o romance de
sucesso, em cuja leitura não me empolguei,
acabei por comentar tal impressão com a
bibliotecária quando o devolvera.
Resposta: C
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Esse tipo de oração recebe esse nome porque
exerce uma função própria dos substantivos: objeto direto,
objeto indireto, sujeito, predicativo, completiva nominal e
aposto.
 Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta

A Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta
funciona como objeto direto da Oração Principal.

EX¹: Vinícius sabia /que seu emprego estava garantido.
Ex² : O colegas perceberam /que você não gosta de dançar.

Ex³ : Eu vi /que você estava muito triste na Hora do Recreio.

 Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

A Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
funciona como objeto indireto da Oração Principal.
Ex¹ : Eu me lembrei /do que você disse a meu respeito.

Ex² : Ele não acreditou /no que ocorreu ontem.

Ex³ : Vinícius duvidou /de que sua vida estava em jogo.

 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva

A Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
funciona como sujeito da Oração Principal.

Ex¹ : Era provável /que Pedro e Vinícius brigassem.

Ex²: Recebeu valorosa homenagem /quem se mostrou
solidário aos mais fracos.

Ex³ : Que você resolva esse problema / é urgente.

 Oração Subordinada Substantiva Predicativa

A Oração Subordinada Substantiva Predicativa
funciona como predicativo da Oração Principal.

Ex¹ : O certo é / que ficaríamos separados.

Ex² : O conveniente parecia / que não existia em sua
cabeça.



60 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

Ex³: O importante era / que não houvesse preconceito.

 Oração Subordinada Substantiva Completiva
Nominal

A Oração Subordinada Substantiva Completiva
Nominal funciona como complemento nominal da Oração
Principal.

Ex¹ : Sou a favor /de que a condenem.

Ex²: Vinícius tinha a necessidade /de que sua namorada
revisse seus conceitos.

Ex³ : Tenho medo/ de que me traias.

 Oração Subordinada Substantiva Apositiva

A Oração Subordinada Substantiva Apositiva
funciona como aposto da Oração Principal.

Ex¹ : Só queremos uma coisa: /que você procure um outro
lugar.

Ex² : Vinícius sentia isto ─ / que algo bom iria acontecer.

Ex³ : Bruno queria apenas este feito, / que fosse aprovado
naquele concurso.
Exercício básico de reconhecimento
Classifique as orações subordinadas abaixo.
a) É importante que você perceba as regras mais
específicas.
______________________________________
b) Não sei se o resultado sairá.
___________________________________________
c) Gostaria de que todos me apoiassem.
___________________________________________
d) Só desejo uma coisa: que vivam felizes.
___________________________________________
e) Quero saber como você chegou aqui.
___________________________________________
f) Faço apenas um pedido ─ que você nunca
abandone os seus princípios ─ , e todos os seus amigos
ficarão mais tranquilos.
__________________________________________
g) Mariana lembrou-se de que Manoel chegará mais
tarde.
____________________________________________
h) É necessário que se estabeleçam regras nesta
empresa.
____________________________________________
i) Paulo José observa que o anti-heroísmo é uma
característica forte dos personagens da cultura latino-
americana.
____________________________________________
j) É difícil que ele venha.
____________________________________________
k) A nova máquina necessitava de que os funcionários
supervisionassem mais o trabalho.
____________________________________________
l) Há neste empresa uma norma, que todos os
funcionários sejam respeitados.
____________________________________________
m) Constata-se que valores diversos predominam em
sociedades distintas.
____________________________________________
n) Tenho a convicção de que ainda há esperanças.
____________________________________________

EXERCÍCIOS 01 (Padrão CESPE)
TEXTO I
Conforme pesquisa, o fumo passivo mata 7,5 mil
brasileiros por ano.
Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta
que quase 40% das vítimas do uso passivo de cigarros,
cachimbos, charutos etc. no Brasil são crianças.
Conforme cálculos do médico Mattias Öberg, do instituto
sueco Karolinska, que colaborou com a pesquisa, 2,8 mil
dos 7,5 mil brasileiros vitimados pela convivência com o
cigarro são crianças com menos de 5 anos de idade.
www.estadoao.com.br (com adaptações)
►A partir do texto acima, julgue os itens a seguir.
01- É possível deduzir do texto que seu título está ligado ao
1º parágrafo por meio de coesão lexical, já que os
termos pesquisa, fumo e mata (no título) se
concatenam a estudo, cigarros/cachimbos/ charutos e
vítimas (1º parágrafo) porque têm, esses termos, no
presente contexto, vínculos semânticos entre si.
02- Por ter valor explicativo, a conjunção QUE (após aponta)
poderia ser substituída por dois-pontos, sem que os
sentidos originais fossem alterados.



61 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
03- A conjunção CONFORME, início do segundo parágrafo,
poderia ser substituída por LOGO, seguida de vírgula.
Tal mudança mantém a relação semântica original
entre o 1º e o 2º parágrafos.
TEXTO II
Sonda detecta atmosfera de oxigênio e CO2 em lua de
Saturno
Reia, uma lua de Saturno com 1.500 km de diâmetro e
composta basicamente de rocha e gelo, tem uma atmosfera
tênue que é composta por 70% de oxigênio e 30% de gás
carbônico, dois gases que, na Terra, são essenciais para as
formas mais complexas de vida. A descoberta, feita pela
sonda Cassini, da Nasa, é descrita na edição desta semana
da revista Science.
Embora o oxigênio existente hoje na atmosfera da Terra seja
produto da atividade de seres vivos que fazem fotossíntese,
este dificilmente será o caso em Reia, explica o principal
autor do artigo que analisa os dados da Cassini, Ben Teolis.
"A atmosfera de Reia é muito fina, e a lua não tem um
campo magnético próprio", explica. "Sua superfície está
totalmente desprotegida dos íons e elétrons aprisionados no
campo magnético de Saturno". O constante bombardeio de
partículas sobre o gelo da superfície causa reações que
formam o oxigênio, que então ou fica preso no gelo sólido ou
é ejetado para atmosfera.
"O bombardeio é suficiente para criar e sustentar a
atmosfera", diz o cientista, que considera muito improvável a
existência de vida em Reia, por conta das baixas
temperaturas – segundo a Nasa, o clima na Lua oscila de -
174º C a -220º C ─ e da ausência de água no estado
líquido.
Mas Teolis lembra que a descoberta de oxigênio na
atmosfera da lua se segue à detecção de sinais da mesma
substância em várias luas do planeta Júpiter, incluindo
Europa, onde cientistas acreditam que existe um oceano sob
a crosta de gelo.
"Isso sugere que a formação de oxigênio em corpos gelados
submetidos à radiação pode ser muito comum no Universo,
e pode existir o potencial para química orgânica complexa
movida a oxigênio dentro de objetos como Europa ou
Encélado, no nosso próprio Sistema Solar, e em outras luas
pelo Universo", especula o pesquisador. Encélado é uma lua
de Saturno que apresenta sinais de água sob a superfície.
"Esse tipo de química pode ser considerado um pré-requisito
para a vida".
www.estadoao.com.br (com adaptações)
►A partir do texto acima, julgue os itens a seguir.
04- O pronome relativo QUE, após tênue (primeiro
parágrafo), poderia ser substituído pela conjunção E
sem que os sentidos e as relações sintáticas originais
fossem comprometidos.
05- Uma maneira de reescrever corretamente o segundo
parágrafo seria da seguinte forma: “O oxigênio
existente, hoje, na atmosfera da Terra, é produto da
atividade de seres vivos que fazem fotossíntese;
contudo, este dificilmente deverá ser o caso em Reia
(...)”.
06- A conjunção E presente no 1º período do 3º parágrafo
tem valor conclusivo. Por isso, sua substituição por
PORTANTO manteria as relações sintático-semânticas
do texto.
07- A vírgula presente após fina (início do 3º parágrafo)
poderia ser suprimida sem que os sentidos e correção
gramatical fossem comprometidos, já que noção de
coordenação permanece.
08- O termo QUE (após oxigênio, 3º período do 3º
parágrafo) não poderia ser substituído pela conjunção
E, uma vez que os sentidos originais sofreriam
alterações.
09- No último período do terceiro parágrafo, seria possível
suprimir a primeira conjunção OU (após então) sem
que a correção gramatical bem como os sentidos
originais fossem comprometidos.
10- No 4º parágrafo, a oração intercalada “diz o cientista” se
concatena, assindeticamente, com a oração que a
antecede e a precede. Salienta-se que seria possível
substituir a segunda vírgula, mantendo as relações
originais do texto e preservando a correção gramatical.
11- A palavra MAS (início do 5º parágrafo) poderia,
livremente, ser substituída por CONTUDO, PORÉM,
ENTRETANTO e EMBORA. Por outro lado, caso fosse
substituída pela última conjunção citada, o verbo
lembra (modo indicativo) deveria ser reescrito para
lembre (modo subjuntivo) a fim de que não houvesse
prejuízo sintático para a oração.
12- A conjunção integrante QUE, localizada no 5º parágrafo,
poderia ser substituída pelo sinal de dois-pontos sem
que os sentidos nem correção gramatical fossem
comprometidos.
13- Após sugere (início do 6º parágrafo) seria possível a
inserção da conjunção PORTANTO (entre vírgulas), a
fim de que possa ser exposta a relação de conclusão
existente entre o que é dito no parágrafo anterior e o
será anunciado, agora, no 6º parágrafo.
GABARITO
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C C E E C E C C C E
11 12 13
E C C

EXERCÍCIOS 02

01- Na oração: “Espia se ela está na esquina”.
Qual das opções abaixo não analisa corretamente esse
período.
a) Período composto por subordinação.
b) Conjunção integrante iniciando segunda oração.
c) Verbo da 1ª oração: transitivo direto.
d) Verbo da 2ª oração: de ligação.
e) Frase em discurso direto.




62 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
02- Em “Convém que a leitora do JB e outros
desinformados saibam que o eucalipto é uma árvore
predadora”, encontramos, além da oração principal,
respectivamente:
a) Duas orações subordinadas subjetivas.
b) Uma oração subordinada objetiva direta e uma
subjetiva.
c) Uma oração subordinada objetiva direta e uma
adjetiva.
d) Duas orações subordinadas completivas nominais.
e) Uma oração subordinada subjetiva e uma objetiva
direta.

03- Se suprimirmos o pronome indefinido “Ninguém” e
acrescentarmos “Se” à forma verbal “informou”, na
frase “ Ninguém informou que haverá aula”, o sujeito da
oração principal é:
a) Ninguém.
b) Aula.
c) Indeterminado.
d) Que haverá aula.
e) Inexistente.

01 02 03
D E D
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

As Orações Subordinadas Adjetivas funcionam como
um caracterizador de um termo da Oração Principal.
As Orações Subordinadas Adjetivas classificam-se
em Restritivas e Explicativas.

 Oração Subordinada Adjetiva Restritiva

Restringem a significação do nome que se refere.

Ex¹ : A pessoa /que fuma/ vive pouco.

EX²: Os jogadores /que foram convocados / representaram
bem a seleção de seu país.

Ex³ : O homem/ que trabalha/ modifica sua vida.

 Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

Não restringem a significação do nome; pelo
contrário, acrescentam uma característica que é própria do
elemento a que se refere.

Ex¹ : Letícia gosta daquele menino/, que tem olhos
azuis,/desde o primário.

EX² : Lucas/, que já está velho,/ deixou de trabalhar.

Ex³: Edson/, cuja sorte esteve sempre ao seu lado/, recebeu
um convite para defender o Brasil.
EXERCÍCIOS 01 (Padrão CESPE/UnB)

“Ao tentar explicar o processo criativo, alguns autores de
tendência psicanalítica oferecem argumentos interessantes
sobre como o inconsciente pode estar envolvido nisso. Para
Storr, trata-se de uma relação entre criação e prazer que
parece valer tanto para a criação artística quanto para a
científica. Beveridge faz referência a esse prazer quando
considera a pesquisa científica uma aventura intelectual. O
próprio termo aventura lembra ventura, que é sinônimo de
prazer, felicidade, além de englobar ainda a característica de
alguém que está disposto a correr riscos e a enfrentar o
desconhecido. Com relação às características do ambiente
sociocultural, observam-se diferenças entre sociedades
quanto à extensão e à profundidade com que são cultivados
os traços favorecedores da produção e a respeito de que
oportunidades são oferecidas para o desenvolvimento das
habilidades e potencialidades de cada indivíduo. Constata-
se que valores diversos predominam em sociedades
distintas com relação à inovação e ao estímulo ao talento
criativo”.

Eunice Soriano de Alencar e Afonso Galvão. Condições
favoráveis à criação nas ciências e nas artes. In: Ângela
Virgolim (Org.). Talento criativo: expressão em múltiplos
contextos. Brasília: EDUNB, 2007, p. 105-9 (com
adaptações).

► Use “C” para correto e “E” para errado. No
desenvolvimento das ideias no texto, o pronome relativo
“que”,

01- ( ) No 2º período, refere-se a “prazer”; por isso, admite
a substituição por “o qual”.

02- ( ) No 4º período, tanto se refere a “aventura” quanto a
“ventura”, pois os dois termos são tomados como sinônimos.

03- ( ) No 4º período, depois de “alguém”, não poderia ser
omitido, já que tal supressão acarretaria erro gramatical no
período em que se encontra.

04- ( ) No 5º período, é precedido pela preposição “com”
porque se refere a “características do ambiente
sociocultural”.

05- ( ) No 5º período, é precedido pela preposição “de”, a
qual não pode ser omitida, pois faz parte da expressão “a
respeito de”.

06 - ( ) O relativo “que”, depois de “prazer”, poderia ser
substituído por “no qual”, sem que a correção gramatical
fosse comprometida.

07- ( ) Ao substituir a estrutura a seguir “quando considera
a pesquisa científica...” por “cuja pesquisa científica é
considerada...”, os sentidos seriam alterados, mas a
correção gramatical seria mantida.

08- ( ) O relativo “que”, após “alguém”, 4º período, pode
ser substituído por “quem”, uma vez que faz referência a um
pronome que está intimamente ligado à ideia de “ser”.

09- ( ) A palavra “que”, último período, pode ser
classificada como pronome relativo, já que permite
substituição por “os quais”.

10- A expressão “com que” poderia ser substituída pelo
pronome relativo “onde” sem que a correção gramatical
fosse comprometida.

GABARITO
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E E C E C E C E E E
EXERCÍCIOS 02 (Padrão CESPE/UnB)

A disputa pelo controle de pontos de venda de drogas em
favelas na Ilha do Governador — que provocou a morte de
12 traficantes há 11 dias — impôs nova noite de terror no
bairro carioca. O tiroteio entre bandos rivais, em três
diferentes localidades, matou uma mulher que saía de uma
padaria e feriu três pessoas, entre elas uma menina de seis
anos. A guerra entre integrantes de uma mesma facção
criminosa fez que moradores do bairro se mantivessem no



63 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
chão de suas casas, atrás de móveis, enquanto durou a
fuzilaria. Balas atravessaram a lataria de carros
estacionados próximos às entradas das favelas.
Jornal do Brasil, “Capa”, 11/11/2003 (com
adaptações).

01- O primeiro QUE destacado no texto poderia ser
substituído por O QUAL, pois ele se relaciona
diretamente com a palavra que a antecede, ou seja,
Governador.
02- A função sintática da mesma palavra analisada na
questão anterior é sujeito.
03- O conjunto “a morte de 12 traficantes há 11 dias”
funciona como objeto direto do verbo da oração
subordinada adverbial.
04- O segundo QUE destacado no texto é um pronome
relativo e pode ser substituído por CUJA sem que haja
nenhum dano à frase.
05- Já na frase “A violência urbana, cuja a vítima maior é
sempre o cidadão, deve ser alvo de projetos mais
ousados por parte do Governo”, o pronome relativo
CUJA está, sintaticamente, bem estruturado dentro do
período e deve ser classificado como Adjunto
Adnominal.

01 02 03 04 05
E C E E E

EXERCÍCIOS FINAIS

01- Na seguinte oração “Os viajantes, que possuem
passaporte, podem viajar”.
► Em relação à frase, o único comentário falso é
que:
a) Somente os viajantes que possuírem passaporte
poderão viajar.
b) Os viajantes poderão viajar porque possuem
passaporte.
c) QUE é pronome relativo como classe gramatical e
sujeito como função sintática.
d) A segunda oração é QUE POSSUEM PASSAPORTE.
e) A oração subordinada é adjetiva explicativa.

02- Assinale o período em que há uma oração adjetiva
restritiva.
a) A casa onde estou é ótima.
b) Brasília, que é a capital do Brasil, é linda.
c) Penso que você é de bom coração.
d) Vê-se que você é de bom coração.
e) Nada obsta a que você se empregue.

03- Assinale a opção em que apresenta um período com
oração subordinada adjetiva.
a) Ele falou que compraria a casa.
b) Não fale alto que ele pode ouvir.
c) Vamos embora que o dia está amanhecendo.
d) Em time que ganha não se mexe.
e) Parece que a prova não está difícil.

01 02 03
A A D


ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa. É
iniciada por uma conjunção subordinativa causal ou por uma
locução conjuntiva subordinativa causal. São elas: porque,
porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.
Também pode ser iniciada pela preposição por, estando o
verbo no infinitivo.
A conjunção como deve ser usada apenas em início de
período.

Exemplos:
Saímos rapidamente, visto que estava armando um
tremendo temporal.
Como tinha um compromisso, apressava-se com as tarefas.
Por ter chegado atrasada, não pôde entrar na palestra.

B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de
comparação. Geralmente, o verbo fica subentendido. É
iniciada por uma conjunção subordinativa comparativa. São
elas: (mais) ... que, (menos)... que, (tão)... quanto, como.

Exemplo:
João era mais esforçado que o irmão.

Perceba que o verbo ser, na segunda oração, está
subentendido: ele era mais esforçado que o irmão era.

Andre é tão esforçado como o irmão.

C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de
concessão. É iniciada por uma conjunção subordinativa
concessiva ou por uma locução conjuntiva subordinativa
concessiva. São elas: embora, conquanto, não obstante,
apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que, ainda
que, em que pese.

Exemplos:
Todos deixaram a sala de aula rapidamente, apesar de não
terem terminado a prova.

Mesmo que ele traga todos os documentos, não há mais
tempo hábil para sua inscrição.

D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de
condição. É iniciada por uma conjunção subordinativa
condicional ou por uma locução conjuntiva subordinativa
condicional. São elas: se, a menos que, desde que, caso,
contanto que. Também pode ser iniciada pela preposição a,
estando o verbo no infinitivo.

Exemplos:
Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.

Contanto que você saia cedo do trabalho, iremos ao
cinema.

A continuar agindo dessa maneira, tudo se dificultará.

E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de
conformidade. É iniciada por uma conjunção subordinativa
conformativa ou por uma locução conjuntiva subordinativa
conformativa. São elas: como, conforme, segundo.

Exemplos:
Construímos nossa casa, conforme as especificações
dadas pela Prefeitura.

Como combinamos ontem, eis os documentos.

Segundo Fernando Henrique Cardoso, “Aposentados são
vagabundos”.



64 PORTUGUÊS – ELI CASTRO

F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de
conseqüência. É iniciada pela conjunção subordinativa
consecutiva que. Na oração principal normalmente surge um
advérbio de intensidade tal, tanto, tamanho(a): (tão)... que,
(tanto)... que, (tamanho)... que.

Exemplos:
Ele fala tanta mentira, que ninguém o suporta .

Ele é de tamanha honestidade, que a todos encanta.

G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.
É iniciada por uma conjunção subordinativa temporal ou por
uma locução conjuntiva subordinativa temporal. São elas:
quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo
que, mal. Também pode ser iniciada por ao, estando o verbo
no infinitivo.

Exemplos:
Fico triste, sempre que vejo cenas de violência.

Ao terminar essa discussão, sairemos daqui.

H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade. É
iniciada por uma conjunção subordinativa final ou por uma
locução conjuntiva subordinativa final. São elas: a fim de
que, para que, porque. Também pode ser iniciada pela
preposição para, estando o verbo no infinitivo.

Exemplos:

Ele falava mais alto, para que todos pudessem ouvi-lo.

Aqui estamos para estudar.

I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de
proporção. É iniciada por uma locução conjuntiva
subordinativa proporcional. São elas: à proporção que, à
medida que, tanto mais.
Exemplo:

À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.

Ao passo que ganhava fama, ficava mais infeliz.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (Padrão FCC)

01- “Os volumosos dodôs pesavam mais de vinte quilos.
Uma plumagem cinza-azulada cobria seu corpo quadrado e
de pernas curtas, em cujo topo se alojava uma cabeça
avantajada, sem penas, com um bico grande de ponta bem
recurvada. As asas eram pequenas e, ao que tudo indica,
inúteis (pelo menos no que diz respeito a qualquer forma de
voo). Os dodôs punham apenas um ovo de cada vez, em
ninhos construídos no chão.
Que presa poderia revelar-se mais fácil do que um pesado
pombo gigante incapaz de voar? Ainda assim,
provavelmente não foi a captura para o consumo pelo
homem o que selou o destino do dodô, pois sua extinção
ocorreu sobretudo pelos efeitos indiretos da perturbação
humana”.
Os elementos grifados na frase acima podem ser
substituídos, sem prejuízo para o sentido e a correção,
respectivamente,por:
(A) Contudo / não obstante.
(B) Conquanto / por que.
(C) Em que pese isso / embora.
(D) Apesar disso / visto que.
(E) Por isso / porquanto.

02- Leia o texto abaixo.
“Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
O gesso muito branco, as linhas muito puras
Mal sugeria imagem de vida
(Embora a figura chorasse)”.
Manoel Bandeira, Fragmentos
É correto afirmar que a frase entre parênteses tem
sentido
(A) adversativo.
(B) concessivo.
(C) conclusivo.
(D) condicional.
(E) temporal.

03- “Decerto que em muitos casos o uso do véu é imposto
pela família e pode ser um símbolo de sujeição da mulher,
mas basta uma que o faça por vontade própria para que a lei
resulte em violação de seus direitos”.
Considerado o trecho acima, em seu contexto, é
legítimo afirmar:
(A) O emprego de “Certamente”, no lugar de Decerto,
expressaria a ideia de certeza, não encontrada no trecho.
(B) Transpondo o uso do véu é imposto pela família para a
voz ativa, a forma verbal obtida é “impõe”.
(C) A ausência de vírgula após muitos casos constitui
deslize do autor, pois, nesse específico contexto, ela é
obrigatória.
(D) Se, em vez de uma, fossem consideradas “duas
mulheres”, o segmento estaria correto assim “mas basta
duas que os faça...”.
(E) A expressão para que introduz a finalidade de uma ação,
finalidade que o autor considera desejável.

04- “As flores têm pétalas brancas; o fruto, uma cápsula
fusiforme com 10 centímetros, provido de pequenas
sementes envoltas por pelos, ou painas. Na iminência de um
temporal, o enorme tronco, que armazena grande
quantidade de líquido, dá uma descarga de água para as
raízes – resultado da variação atmosférica. Ouve-se à
distância o ruído do movimento da água”.
O sentido do trecho grifado acima está reproduzido com
outras palavras em:
(A) Quando se aproxima uma tempestade ...
(B) Com a força destruidora das águas ...
(C) Para que o temporal venha com força ...
(D) Desde que venha a cair uma forte chuva ...
(E) Depois de uma forte tempestade ...

05- “Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-
se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão
com toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado
ou caça apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por
não poderem acender fogo, os viajantes tinham de
contentar-se, geralmente, com feijão frio, feito de véspera”.
Identificam-se nos segmentos grifados na frase acima,
respectivamente, noções de
(A) modo e consequência.
(B) causa e concessão.
(C) temporalidade e causa.
(D) modo e temporalidade.
(E) consequência e oposição.

06- “A principal delas é a reconstrução de cinco estações de
pesquisa na Antártida, para realizar estudos sobre
mudanças climáticas, recursos pesqueiros e navegação por
satélite, entre outros”.
O segmento grifado na frase acima tem sentido
(A) adversativo.
(B) de consequência.
(C) de finalidade.
(D) de proporção.
(E) concessivo.




65 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
07- Leia o texto abaixo.
Cartão de Natal
“Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de voo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes”.
João Cabral de Melo Neto, Fragmento.
O segmento grifado acima pode ser substituído, no
contexto, por:
(A) Mesmo que estejam.
(B) Apesar de estarem.
(C) Ainda que estejam.
(D) Como estão.
(E) Mas estão

08- “Mas o sistema, por muito tempo restrito apenas à tela
grande, estendeu-se progressivamente, com o
desenvolvimento das indústrias culturais, a outros domínios,
ligados primeiro aos setores do espetáculo, da televisão, do
show business”.
Na frase acima, o segmento destacado equivale a:
(A) por conta de ter ficado muito tempo restrito.
(B) ainda que tenha ficado muito tempo restrito.
(C) em vez de ter ficado muito tempo restrito.
(D) ficando há muito tempo restrito.
(E) conforme tendo ficado muito tempo restrito.

09- “Falha o arqueiro que ultrapassa o alvo, da mesma
maneira que aquele que não o alcança”. (Adaptado de
Montaigne, Ensaios)
O elemento sublinhado na frase acima tem sentido
equivalente ao da expressão

(A) com a mesma perícia.
(B) nas mesmas condições.
(C) o que também ocorre com.
(D) conquanto possa ocorrer com.
(E) ainda que o mesmo aconteça a.

10- “Foi [Lévi-Strauss] um crítico demolidor da arrogância
ocidental: os índios deixaram de ser relíquias do passado,
deixaram de ser alegorias, tornando-se nossos
contemporâneos. Isso vale mais do que qualquer análise”.
O sinal de dois-pontos da frase acima pode ser
substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido,
por
(A) entretanto.
(B) a fim de que.
(C) não obstante.
(D) em razão do que.
(E) mesmo porque.

GABARITO
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
D B B A C C D B C D

EXERCÍCIOS (Padrão CESPE/UnB)
Violência escolar atinge 1 milhão de crianças a cada dia,
aponta pesquisa

Por dia, cerca de 1 milhão de crianças em todo o mundo
sofrem algum tipo de violência nas escolas. Foi o que
detectou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (7/10)
pela organização não-governamental Internacional Plan, que
atua em 66 países em defesa dos direitos da infância. O
relatório é parte da campanha global Aprender sem medo,
lançada também hoje. O objetivo é promover um esforço
mundial para erradicar a violência escolar
O Brasil foi incluído no estudo. E os resultados são
alarmantes: 70% dos 12 mil estudantes pesquisados em
seis estados afirmaram terem sido vítimas de violência
escolar. Outros 84% desse total apontaram suas escolas
como violentas.

A campanha terá como foco as três principais formas de
violência na escola: o castigo corporal, a violência sexual e o
bullying, fenômeno definido pelo estudo como atitudes
agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem
motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes
contra outro.

Cada país vai moldar a campanha de acordo com a
realidade nacional. Comum em todo o mundo, o bullying
será o centro das ações no Brasil. Segundo a pesquisa, pelo
menos um terço dos estudantes do país afirmou estar
envolvido nesse tipo de atitude seja como agressor ou como
vítima. De acordo com o assessor de educação da Plan
Brasil, Charles Martins, o castigo corporal, apesar de ainda
estar presente nas escolas brasileiras, é mais repreendido
do que o bullying.

Nós identificamos que o bullying é hoje a prática mais
presente. Com o conselho tutelar e outras ações externas, o
castigo corporal não acontece tão facilmente, já o bullying
tem implicações psicossociais nos indivíduos. Mas não se
tem essa consciência, é uma temática nova, explica o
pesquisador.
O estudo aponta que as vítimas dessa prática perdem o
interessem pela escola e passam a faltar as aulas para
evitar novas agressões. Essas vítimas apresentam cinco
vezes mais probabilidade de sofrer depressão e, nos casos
mais graves, estão sob um risco maior de abuso de drogas e
suicídio, diz o relatório.
Martins alerta que o comportamento não é tão fácil de ser
identificado, mas pode ser configurado como bullying
quando as agressões verbais e emocionais se tornam
repetitivas. O professor precisa identificar em sala de aula as
crianças que têm um padrão de vítima como timidez,
problemas de rendimento e se tornam em alguns momentos
anti-sociais, indica. Para a organização, as estratégias de
combate violência escolar mais eficientes se concentram na
própria escola. Alguns exemplos são o estabelecimento de
normas claras de comportamento, treinamento de
professores para mudar as técnicas usadas em classe e a
promoção da conscientização dos direitos infantis.

A campanha terá início em 2009. Segundo Martins, a ONG
buscará o apoio de dirigentes escolares, professores e dos
três níveis de governo para a divulgação do tema. Entre as
principais ações está o desenvolvimento de oficinas com os
alunos em escolas-piloto para desenvolver o chamado
protagonismo infantil.
Ao final eles serão orientados a implementar na escola um
comitê dos direitos das crianças. Eles serão multiplicadores
também em outras escolas, explica Martins. O número de
escolas ainda não está definido, pois dependerá de futuras
parcerias. Mais informações no site da Plan Brasil.
(Correio Braziliense On-Line, 07/10/2008)
01- Já no título do texto é possível perceber um forte tom de
conformidade na oração que surge após a vírgula. Isso
é constatável a partir da possível inserção da conjunção
“Segundo” antes do verbo “apontar”.

02- No último período do primeiro parágrafo “O objetivo é
promover um esforço mundial para erradicar a violência
escolar”, percebe-se um período composto por duas
orações bem definidas (uma principal e outra



66 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
desenvolvida) e com seus verbos devidamente
flexionados.

03- Caso substituíssemos PARA em “O objetivo é promover
um esforço mundial para erradicar a violência escolar”
por PARA QUE, a forma infinitiva ERRADICAR deveria
se substituída por “erradiquem”; não cabendo, portanto,
nenhuma outra possibilidade.

04- No segundo parágrafo tem-se a seguinte construção “O
Brasil foi incluído no estudo. E os resultados são
alarmantes: 70% dos 12 mil estudantes pesquisados em
seis estados afirmaram terem sido vítimas de violência
escolar”. Uma outra maneira de reescrever o período
seria, no lugar do ponto, pôr uma vírgula (e, claro,
pondo a conjunção para a sua forma minúscula). Tal
mudança atende às normas de pontuação, uma vez que
os sujeitos das duas orações são distintos.

05- No parágrafo 03 há “A campanha terá como foco as
três principais formas de violência na escola...”. Nota-se
que a palavra destacada inaugura uma idéia de causa,
logo, inicia uma oração adverbial causal.

06- No 4º parágrafo, caso inseríssemos o conjunto “à
medida que” no lugar da expressão destacada em
“Cada país vai moldar a campanha de acordo com a
realidade nacional”, tanto a correção gramatical, como o
desempenho semântico da oração não seriam
comprometidos.

07- No 5º parágrafo tem-se “De acordo com o assessor de
educação da Plan Brasil, Charles Martins, o castigo
corporal, apesar de ainda estar presente nas escolas
brasileiras, é mais repreendido do que o bullying”. As
respectivas expressões destacadas poderiam, sem que
nenhuma mudança ocorresse no período, ser
substituídas por SEGUNDO e EMBORA.

08- No 6º parágrafo tem-se “O estudo aponta que as
vítimas dessa prática perdem o interessem pela escola
e passam a faltar as aulas para evitar novas
agressões”. A inserção da locução conjuntiva MESMO
QUE no lugar da palavra destacada só causaria danos
sintáticos se nenhuma mudança de cunho verbal fosse
realizada em setores significativos do período.

09- Em “...mas pode ser configurado como bullying quando
as agressões verbais e emocionais se tornam
repetitivas” (7º parágrafo) o termo destacado introduz à
nova oração uma idéia de tempo e poderia, livremente,
ser substituído por ENQUANTO.

10- Caso quiséssemos dar um tom condicional ao período
“A campanha terá início em 2009. Segundo Martins, a
ONG buscará o apoio de dirigentes escolares,
professores e dos três níveis de governo para a
divulgação do tema” (8º parágrafo), sua reescritura
poderia ser considerada correta se fosse da seguinte
forma: “A campanha teria início em 2009, caso a ONG
busque o apoio de dirigentes escolares, professores e
dos três níveis de governo para a divulgação do tema”.

GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C E E C E E E E E E


EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (Padrão UECE,
CESGRANRIO, IMPARH)

01. Por definição, “oração coordenada que se prende à
anterior por conectivo é denominada sindética e é
classificada pelo nome da conjunção que a encabeça”.
Assinale uma alternativa onde aparece uma
coordenada sindética explicativa, conforme a
definição:

a) A casaca dele estava remendada, mas estava
limpa.
b) Ambos se amavam, contudo não se falavam.
c) Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou
lavando as vidraças.
d) Chora, que as lágrimas lavam a dor.
e) O time ora atacava, ora defendia, e no placar
aparecia o resultado favorável.

02. No período “Sabe-se que Jacó propôs a Labão que lhe
desse todos os filhos das cabras...”, a alternativa que
contém a análise correta das orações, na seqüência
em que vêm no período, é:
a) principal; subordinada substantiva subjetiva,
subordinada substantiva objetiva direta.
b) coordenada sindética aditiva; subordinada
substantiva objetiva direta; subordinada substantiva
apositiva.
c) absoluta; subordinada substantiva objetiva direta;
subordinada substantiva objetiva direta.
d) principal; subordinada substantiva subjetiva;
subordinada substantiva objetiva indireta.
e) coordenada assindética; subordinada substantiva
subjetiva; subordinada substantiva objetiva direta.

03. Assinalar a alternativa que apresenta orações de
mesma classificação que as deste período: “Não se
descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos.”
a) Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava os
bichos de Fabiano.
b) Foi até a esquina, parou, tomou fôlego.
c) Depois que aconteceu aquela miséria, temia passar
por ali.
d) Tomavam-lhe o gado quase de graça e ainda
inventavam juro.
e) Não podia dizer em voz alta que aquilo era um
furto, mas era.

04. Leia os períodos:
1) O dicionário que comprei contém mais de trezentas
mil palavras.
2) Não aceitamos tarefas que se apresentem
incompletas.
3) Feliz é o homem que obedece aos mandamentos
de Deus.
4) O aluno que estuda alcança boas notas.
5) Aos homens que são racionais coube o domínio da
natureza.
Qual das orações subordinadas adjetivas é
explicativa e, portanto, deve ficar entre vírgulas?
a) A oração adjetiva do 1o.período.
b) A oração adjetiva do 2o.período.
c) A oração adjetiva do 3o.período.
d) A oração adjetiva do 4o.período.
e) A oração adjetiva do 5o.período.

05. Há no período uma oração subordinada adjetiva:
a) Ele falou que compraria a casa.
b) Não fale alto, que ela pode ouvir.
c) Vamos embora, que o dia está amanhecendo.
d) Em time que ganha não se mexe.
e) Parece que a prova não está difícil.

06. Classifique as orações em destaque do período abaixo:



67 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
"Ao analisar o desempenho da economia brasileira,
os empresários afirmaram que os resultados eram
bastante razoáveis, uma vez que a produção não
aumentou, mas também não caiu."
a) principal – subordinada adverbial final.
b) subordinada adverbial temporal – subordinada
adjetiva restritiva.
c) subordinada adverbial temporal – subordinada
substantiva objetiva direta.
d) subordinada adverbial temporal – subordinada
substantiva subjetiva.
e) principal – subordinada substantiva objetiva direta.
07. No período "É possível discernir no seu percurso
momentos de rebeldia contra a estandardização e o
consumismo", a oração destacada é:
a) subordinada adverbial causal, reduzida de
particípio.
b) subordinada objetiva direta, reduzida de infinitivo.
c) subordinada objetiva direta, reduzida de particípio.
d) subordinada substantiva subjetiva, reduzida de
infinitivo
e) subordinada substantiva predicativa, reduzida de
infinitivo.

08. A oração sublinhada está corretamente classificada,
EXCETO em:
a) Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma
coisa/ oração subordinada adverbial condicional
b) Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz
uma canoa/ oração subordinada substantiva
objetiva direta
c) Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis/
oração subordinada adjetiva restritiva
d) Via-se muito que D. Glória era interesseira/
oração subordinada substantiva subjetiva
e) A idéia é tão santa que não está mal no
santuário/ oração subordinada adverbial
consecutiva

09. No período: "Era tal a serenidade da tarde, que se
percebia o sino de uma freguesia distante, dobrando a
ruas dos finados.", a segunda oração é:
a) subordinada adverbial causal
b) subordinada adverbial consecutiva
c) subordinada adverbial concessiva
d) subordinada adverbial comparativa
e) subordinada adverbial subjetiva

10. Observe o seguinte período: "Sabendo que seria preso,
não saiu à rua". Nele, nota-se:
a) reduzida de gerúndio, conformativa
b) reduzida de gerúndio, condicional
c) reduzida de gerúndio, causal
d) reduzida de gerúndio, concessiva
e) reduzida de gerúndio, final
11. Na frase "Entrando na faculdade, procurarei emprego.",
a oração subordinada indica idéia de:
a) concessão
b) oposição
c) condição
d) lugar
e) conseqüência

12. Leia, com atenção, os períodos abaixo:
- Caso haja justiça social, haverá paz.

- Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela
não fornece uma reprodução fiel da realidade.

- Como todas aquelas pessoas estavam
concentradas, não se escutou um único ruído.

Assinale a alternativa que apresenta,
respectivamente, as circunstâncias indicadas pelas
orações sublinhadas:

a) tempo, concessão, comparação
b) tempo, causa, concessão
c) condição, conseqüência, comparação
d) condição, concessão, causa
e) concessão, causa, conformidade

GABARITO
01 02 03 04 05 06
D A D E D C
07 08 09 10 11 12
D A B C C D

10. Uso do “PORQUÊ”.
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Como a
palavra “porque” pode assumir várias ortografias e funções
dentro de um mesmo texto, é totalmente viável que você
conheça cada uma delas. As organizadoras cobram esse
assunto de várias maneiras: podem sugerir trocas de um
“porquê” por outro; substituição do “porquê” por dois-pontos,
comum no CESPE, na FCC e na UECE; supressão total da
palavra a fim de que você reconheça se os sentidos e
correção gramatical são mantidos etc.

DICA: Fique atento aos valores morfológicos e sintáticos
que cada um dos “porquês” assume dentro do texto.

DICA DE ESTUDO: Faça bastante exercício, é necessário
que você memorize bem cada um deles para que não os
confunda na hora da prova.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Razoável para
todos os níveis (de uma a duas questões por prova).

1- Por que (separado e sem acento)

O específico “por que” tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome
interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por
qual razão” ou “por qual motivo”:

Exemplos:
- Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
- Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)

Quando for a junção da preposição por + pronome relativo
que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as
flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.

Exemplo:
- Os assuntos por que o jovem se interessava tinham muita
relevância. (pelos quais)
- A dificuldade por que passei me ajudou a vencer na vida.
(pelas quais)

2- Por quê (separado e com acento)

Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo,
exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará
com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.

Exemplos:
- Vocês não comeram tudo? Por quê?
- Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.

3- Porque (junto e sem acento)




68 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de
“pois”, “uma vez que”, “para que”.

Exemplos:
- Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova.
(pois)
- Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo.
(uma vez que)

4- Porquê (junto e com acento)

É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem
acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.

Exemplos:
- O porquê de ela não ter ido à festa ainda é um mistério.
(motivo)
- Diga-me dois porquês para não fazer o que devo. (duas
razões)
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
01- Use PORQUE; PORQUÊ; POR QUE OU POR QUÊ
devidamente.
a) Quero saber ______________estou assim.
b) Foi demitido e não sabe o ___________________.
c) _______________ você está tão aborrecida?
d) Não vai à aula _____________________________?
e) Paulo não foi à aula ______________________ não tem
caderno.
f) Ignora-se o _______________________da sua renúncia.
g) São ásperos os caminhos ___________________ passei.
h) Não se sabe _________________ estavas tu, na época,
interessado.
i) Quero saber ____________________ você não nos disse
nada.
j) Creio que os verdadeiros
_______________________ainda não vieram à tona.

11. Funções do SE.
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. A palavra
“SE” pode assumir diversas funções no texto. As diferenças
são, quase sempre, muito sutis. Portanto, atenção.

DICA: Fique atento aos valores morfológicos e sintáticos
que cada “SE” assume dentro do texto. É aqui que as
organizadoras podem indagar aos candidatos se o “SE” do
1º parágrafo de um determinado texto pode ser classificado
da mesma maneira que o “SE” do 3º parágrafo.

DICA DE ESTUDO: Não são todos os casos de “SE” que
são cobrados em provas. Haverá sempre preferências entre
as organizadoras. Por isso, é bom ficar atento quando o
“SE” for: pronome apassivador (PA), índice de
indeterminação do sujeito (IIS), pronome reflexivo ou parte
integrante do verbo. Quanto aos demais, são raros em
provas de concursos.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Razoável para
todos os níveis (de uma a duas questões por prova).
A partícula “se” assume várias funções na Língua
Portuguesa:
1- Conjunção:
a) Conjunção subordinativa integrante: a conjunção introduz
orações subordinadas substantivas.
Ex: Quero saber se ela virá à festa.
b) Conjunção subordinativa condicional: introduz orações
subordinadas adverbiais condicionais.
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar.

2- Pronome (também chamado de “partícula”, “parte”
“índice” ou “palavra”):
a) Pronome reflexivo: funciona como objeto direto.
Ex.: A criança machucou-se. (“se” é objeto direto)
b) Partícula apassivadora: quando se liga a verbos
transitivos diretos com a intenção de apassivá-los.

- Contaram-se histórias estranhas.
- Não se questionou a nova medida do governo.
c) Índice de indeterminação do sujeito: quando se liga a
verbos preposicionados, intransitivos ou de ligação com o
papel de indeterminar o sujeito.
- Discorda-se do fato.
- Falou-se muito naquele dia.
- Era-se mais feliz na infância.
d) Partícula expletiva: não desempenha nenhuma função
sintática ao se associar a verbos.
- O amor foi-se embora.
- Vai-se o primeiro avião com refugiados.
- Os atletas partiram-se chorando.
e) Partícula integrante do verbo: ligada a verbos
pronominais.
- Ela não cansa de queixar-se.
- O projeto refere-se aos casos mais delicados.
1 - Classifique a partícula SE nos períodos abaixo:

- Jamais se consertaram as bicicletas.
(_____________________________)
- Trabalha-se muito aqui.
(______________________________.)
- Os convidados foram-se embora ao amanhecer.
(_________________________)
- Se ela não vier, teremos muito trabalho.
(_____________________________)
- Não sei se ele voltará hoje para casa.
(_____________________________.)

2 - Relacione a primeira coluna com a segunda.
(1) Conjunção Subordinativa
(2) Pronome Reflexivo.
(3) Pronome Apassivador
(4) Índice de Indeterminação do Sujeito.
(5) Partícula Expletiva ou de Realce
( ) Solange considerou-se culpada.
( ) Precisa-se de operários especializados.
( ) Nunca se sabe se ele vai chegar cedo ou não.
( ) A platéia riu-se das piadas do apresentador.
( ) Ali ainda se viam grandes florestas.

3 - No período "O irmão deixou-se envolver por más
companhias ", o SE é classificado como:
a) Conjunção Subordinativa
b) Pronome Reflexivo.
c) Pronome Apassivador
d) Índice de Indeterminação do Sujeito.
e) Partícula Expletiva ou de Realce




69 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
4 - No período "Conseguiremos lugar, se chegarmos
cedo ao teatro", o SE é classificado como:
a) Conjunção Subordinativa
b) Pronome Reflexivo.
c) Pronome Apassivador
d) Índice de Indeterminação do Sujeito.
e) Partícula Expletiva ou de Realce

5 - No período "A mulher arrependeu-se do que fez", o
SE é classificado como:
a) Conjunção Subordinativa
b) Pronome Reflexivo.
c) Parte Integrante do verbo.
d) Pronome Apassivador
e) Partícula Expletiva ou de Realce
RESPOSTAS
01- Pronome apassivador; índice de indeterminação do
sujeito; partícula de realce; conjunção condicional;
conjunção integrante.
02- (2), (4), (1), (5), (3).
03- B
04- A
05- C
12. Funções do QUE
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. A palavra
“QUE” também pode assumir diversas funções no texto.

DICA: Fique atento aos valores morfológicos e sintáticos
que cada “QUE” assume dentro do texto. É aqui que as
organizadoras exploram as diferenças entre um “QUE”
pronome relativo e um “QUE” conjunção integrante, por
exemplo. Sugiro que você volte ao conteúdo “Sintaxe da
oração e do período” e revise os potencias dessa palavra. É
dentro das orações, funcionando como conector (ou
elemento de coesão, como algumas organizadoras
preferem), que a palavra “QUE” costuma ser mais perigosa.

DICA DE ESTUDO: Não são todos os casos de “QUE” que
são cobrados em provas. Haverá sempre preferências entre
as organizadoras. Por isso, é bom ficar atento quando o
“QUE” for: pronome relativo, conjunção integrante e
conjunção coordenativa explicativa. Quanto aos demais, são
menos frequentes.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Razoável para
todos os níveis (de uma a duas questões por prova).
1- SUBSTANTIVO: Com o sentido de algo, alguma coisa
(como substantivo deve ser acentuado)
Ex: Ele tem um quê de misterioso. Todos os gênios têm um
quê de loucos.
2- PRONOME ADJETIVO:
A)- INTERROGATIVO: Que livro você deseja?
B)- EXCLAMATIVO: Que pizza diferente!
C)- INDEFINIDO: (quanto + variações) Que injúrias lhe
dirigiu ele!
3- PRONOME SUBSTANTIVO RELATIVO:
Refere-se a um termo anterior que ele representa.
Ex: A sandália que eu comprei era amarela. (sintaticamente
= objeto direto)
O aluno que saiu mais cedo é muito inteligente.
(sintaticamente = sujeito)
A casa em que João mora é muito ventilada. (sintaticamente
= adjunto adverbial de lugar)
A situação por que passei foi delicadíssima. (sintaticamente
= por + que = objeto indireto )
O livro a que me refiro é muito caro. (sintaticamente= Objeto
indireto)
A finalidade para que eu vim é a melhor possível.
(sintaticamente= Adjunto adverbial de fim)
( Que = pronome relativo = o qual + variantes)
4- PRONOME SUBSTANTIVO INDEFINIDO
INTERROGATIVO: Com o sentido de “Que coisa?”
Ex: Que me disseste ontem? (sintaticamente= Objeto direto)
5- PREPOSIÇÃO: “Que” substituindo a preposição “de” na
perífrase : “ter de...”
Ex: Eu tive que fazer minha obrigação.
6- ADVÉRBIO:
A)- DE MODO (“que”= como): Ex: Que assustador era
aquele monstro.
B)- DE INTENSIDADE (“que= quanto): Que enganados
andam os homens!
7- PARTÍCULA OPTATIVA: Dá sentido optativo às orações
consideradas independentes.
Ex: Que Deus o abençoe!
8- PARTÍCULA ENFÁTICA: (DE REALCE, ou EXPLETIVA,
não tendo, assim, função na oração)
Ex: Há anos que não o vejo. (Há anos não o vejo.) - Trata-
se, nesta frase, de mero adorno.



70 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
Aparece constantemente nas expressões: é que, foi que, era
que, será que, seria que...
Ex: Eu é que dei o recado. - Será que vai chover? - Isso é
que é... (uma oração só)
9- INTERJEIÇÃO: Como o substantivo, aqui também ele é
acentuado.
Ex: Quê! Vocês se revoltam?
EXERCÍCIOS I
01 - Classifique a partícula “QUE” nos períodos abaixo:

- Falou sim, que eu escutei. (______________________)
- Tenho que sair. (_________________).
- Quê! Você vai deixá-lo sair agora? (________________)
- Vocês é que são os culpados.
(_______________________)
- Trabalha que trabalha e nunca vê dinheiro.
(________________________)

02- Relacione a primeira coluna com a segunda.
(1) Conjunção Subordinativa
(2) Advérbio
(3) Pronome
(4) Interjeição
(5) Partícula Expletiva ou de Realce
( ) Quê! Você ainda está aqui?
( ) Que lindo foi teu gesto!
( ) Esperava que eles me entendessem.
( ) Quase que eu perco o jogo.
( ) Devolvi o dinheiro que me deram por engano.

03 - No período "Falou tanto que ficou rouco.", o que é
classificado como:
a) Pronome
b) Advérbio
c) Preposição
d) Conjunção
e) Interjeição

04 - No período "Que longe é a sua casa!", o que é
classificado como:
a) Pronome
b) Advérbio
c) Preposição
d) Conjunção
e) Interjeição

05 - No período "Tiveram que enfrentar a situação", o
que é classificado como:
a) Pronome
b) Advérbio
c) Preposição
d) Conjunção
e) Interjeição
RESPOSTAS
01- Conjunção; preposição; interjeição; palavra expletiva;
conjunção coordenativa.
02- (4), (2), (1), (5), (3).
03- D
04- B
05- C
EXERCÍCIOS II
Exercícios sobre o uso do “SE” e do “QUE”.
Texto I
“O governo estadual está adotando uma série de medidas
com o objetivo de transformar o Departamento Estadual de
Trânsito (Detran) num órgão eficiente, desburocratizado,
transparente e acessível a todo cidadão. Falhas de gestão
permitiram que ele fosse dominado, nas últimas décadas,
por esquemas de corrupção e falcatruas de todo tipo, que
beneficiavam várias máfias em prejuízo da população,
sempre mal atendida. No dia 10 de março, o governador
Geraldo Alckmin assinou o decreto que transfere o Detran
da Secretaria da Segurança Pública para a Secretaria de
Gestão Pública. Com a mudança, 1.394 policiais, incluindo
delegados e investigadores, voltarão às suas atividades na
área de segurança pública”.
O Estado de São Paulo, 05/ 04/ 11 (Com adapatações).
01- As duas evidências de “que”, depois de “permitiram” e
antes de “ beneficiavam”, apresentam igual classificação
morfossintática.
02- A palavra “que” depois de “decreto” pode ser substituída
por “do qual” sem que a correção gramatical seja
comprometida.
03- A estrutura oracional reduzida “incluindo delegados e
investigadores” permite reescritura, a fim de que alcance
desenvolvimento, da seguinte forma: “que incluem
delegados e investigadores”.
Texto II
“Os bens de consumo duráveis acusam, com dados
dessazonalizados, recuo de 2,3%, apesar de um
crescimento de 4,7% no caso dos veículos automotores, o
que parece indicar que a indústria não está acreditando
muito nos efeitos da política de restrição do crédito. Em
compensação, a queda de produção desses bens se vincula
à importação favorecida pela nova onda de desvalorização
do real ante o dólar.
(...)
É possível que os dados da produção industrial tenham sido
favorecidos com mais dias úteis do que fevereiro de 2010.
Porém, o importante é que a demanda doméstica continua
robusta”.
O Estado de São Paulo, 05/ 04/ 11
04- Por ser um pronome relativo, “que”, após “o”, pode ser
substituído por “o qual”, já que faz referência ao termo
imediatamente anterior a si.
05- Como “que”, depois de “indicar”, é uma conjunção
integrante, sua substituição por “se” não alteraria os sentidos
originais, nem comprometeria as relações sintáticas.
06- O vocábulo “se”, depois de “bens”, permite, preservando
a correção gramatical, substituição por “que”.



71 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
07- A palavra “se”, depois de “bens”, cumpre o papel
sintático de complemento direto e apresenta valor reflexivo.
08- A estrutura de voz passiva analítica “os dados da
produção industrial tenham sido favorecidos” poderia ser
substituída por “se tenham favorecido os dados da produção
industrial”, agora, na voz passiva sintética.
Texto III
É importante para as empresas que atuam no setor, para as
demais empresas, que dependem de conexão rápida e
confiável com a internet, e para os cidadãos em geral
conhecer as metas oficiais para os próximos anos. Mas, no
caso da banda larga, as metas são pouco ambiciosas se
comparadas com as de outros países e, principalmente,
quando são levadas em conta as necessidades futuras do
País.
(...)
A tributação é apontada como um dos principais
responsáveis pelo alto custo. Estima-se que, do valor da
assinatura mensal, os tributos representem 40% (no Japão,
correspondem a 5% e na Argentina, a 27%). O ministro
Paulo Bernardo previu que, com o corte de tributos federais,
a banda larga popular poderá custar R$ 35. Se os Estados
reduzirem o ICMS, o valor poderá ficar abaixo de R$ 30 por
mês. É uma medida elogiável, mas ainda insuficiente, diante
do custo da banda larga no País.
O Estado de São Paulo, 05/ 04/ 11 (Com adaptações)
09- Embora a palavra “que” (início do primeiro período) se
refira a “empresas”, sua substituição por “onde” não
preservaria a correção gramatical, tampouco as relações
originais de sentido.
10- A palavra “se”, depois de “ambiciosas” pode ser
classificada como pronome apassivador.
11- A palavra “se”, depois de “ambiciosas” pode ser
substituída por “caso”, já que imprime no texto relação de
condição.
12- “SE”, na estrutura “Estima-se que...”, indica que o sujeito
da oração é indeterminado.
13- “SE”, ante de “os Estados reduzirem...”, indica nexo de
condição, e poderia ser substituído por “Caso”, sem que os
sentidos, nem a correção gramatical fossem comprometidos.
Texto IV
“Não vejo mais como me furtar a um comentário sobre o
Egito. A confusão ali, afinal, pode virar do avesso a
geopolítica do Oriente Médio e, por extensão, a do globo.
Comecemos pelos consensos. Existe uma unanimidade no
mundo árabe. É a de que os valores ocidentais não podem
ser simplesmente importados e implantados sem tradução.
Por isso, os países árabes precisam encontrar seu próprio
caminho, que deve culminar na união de todas as nações da
região. Em minha modesta interpretação, isso tem a ver com
a noção de "umma". Modernamente, a palavra pode ser
traduzida como "nação". Seu significado primordial, contudo,
é o de "comunidade", que idealmente engloba todo o islã e à
qual todo bom muçulmano deve submeter-se, sem dissenso
(ou quase). O termo, que aparece 64 vezes no Alcorão, é
derivado da palavra "umm", que significa "mãe". Uma
alternativa de tradução à Caetano Veloso seria "mátria". A
concórdia para nessa ideia de diferença em relação ao
Ocidente e união entre os árabes.
Para lograr esse objetivo, uma parte se voltou para o
nacionalismo secular. É dessa tradição que Hosni Mubarak
é herdeiro, muito embora o pan-arabismo já tenha contado
com representantes mais populares, notadamente Gamal
Abdel Nasser (1918-70).
O outro ramo é o dos que apostaram na religião como força
unificadora. É aí que se encaixa a Irmandade Muçulmana
("al Ikhuan"). Fundada em 1928, é a primeira representante
do pan-islamismo”.
Folha de São Paulo, 05/ 04/ 11

14- Na estrutura “(...)contudo, é o de "comunidade", que
idealmente engloba todo o islã e à qual todo(...)”, as
sentenças destacadas poderiam ser substituídas, sem
causar prejuízo ao texto por, respectivamente “a qual” e “a
que”.

15- A expressão “à qual” (antes de “todo”) desempenha o
papel sintático de assistir os sentidos do verbo “submeter-
se”, que reclama complementação indireta.

16- A palavra “que” (depois de “termo”) funciona,
sintaticamente, como sujeito.

17- A palavra “se” (depois de “uma parte”) recebe
classificação gramatical de pronome apassivador, uma vez
que imprime à oração valor de passividade.

18- A palavra “que” (último parágrafo) funciona como
partícula expletiva e se mantém ligada à oração porque faz
referência a “ramo”.

19- A palavra “se” (antes de “encaixa”, último parágrafo)
desempenha papel de pronome reflexivo, já que a ação de
“encaixar” permite movimento de dupla referência.

Texto V

Embora não notifique todas as denúncias de violência
financeira que recebe, o Ministério Público do DF abre dois
inquéritos por mês, em média, que se tornam, em seguida,
processos judiciais contra os exploradores. “Num contexto
em que o idoso não costuma denunciar, é um número alto
de ocorrências. E posso afirmar que em 100% dos casos
temos a família envolvida”, diz Sandra Julião, promotora da
área do idoso no DF.

Correio Braziliense, 05/ 04/ 11


20- A palavra “se” pode ser classificada como uma parte
integrante do verbo, dentre outras razões, porque não
desempenha função sintática. Seu papel é o de
pronominalizar o verbo, o que implica importante mudança
para a estrutura da frase. Sua ausência comprometeria tanto
os sentidos textuais como as regras gramaticais.

GABARITO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E E C C E E C C C E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E E E C C C E E E C



72 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
13. Vozes do verbo
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Considerável.
Entender esse assunto significa enxergar algo a mais numa
simples frase e até melhorar na interpretação de certos
enunciados.

DICA: Se há uma organizadora que explora bastante esse
tema, esta é a FCC. Nas provas de todos os níveis é
possível encontrar questões sobre esse assunto. O CESPE
também o explora, mas não costuma “avisar” ao candidato
que está tratando de tal assunto. Por exemplo, é comum que
o CESPE diga “A substituição de ‘erguem-se’ (linha 10) por
‘são erguidas’ prejudica a correção do período”. Ora, é uma
nítida questão de passividade verbal. A organizadora quer
que você reconheça se a passagem da “voz passiva
sintética” para a “voz passiva analítica” mantém a correção
gramatical.

DICA DE ESTUDO: Cuidado com os modos e tempos
verbais. É fundamental que você não confunda o pretérito
perfeito como o imperfeito, por exemplo. Assim, se a
questão pede para que você passe a seguinte frase para a
voz passiva analítica “O projeto trouxe benefícios”, e você
pensar que “Benefícios são trazidos pelo projeto” é a
estrutura correta, você está confundindo os tempos verbais.
Corrigindo: se “trouxe” está no pretérito perfeito, o verbo
“ser” deve ficar também no pretérito perfeito “foram”, e não
no presente.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: De baixa para
razoável.

► Voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito
pratica, ou recebe, ou pratica e recebe (ao mesmo tempo) a
ação verbal.

01) Voz Ativa: quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a
ação verbal ou participa ativamente de um fato.

Exemplos
- As meninas exigiram a presença da diretora.
- A torcida aplaudiu os jogadores.
- O médico cometeu um erro terrível.

02) Voz Passiva: quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre
a ação verbal.

A) Voz Passiva Sintética:

A voz passiva sintética é formada por verbo transitivo direto,
pronome se (partícula apassivadora) e sujeito paciente.
Exemplos
- Entregam-se encomendas.
- Aluga-se casa.
- Compram-se roupas usadas.

B) Voz Passiva Analítica: a voz passiva analítica é formada
por sujeito paciente, verbo auxiliar ser ou estar, verbo
principal indicador de ação no particípio - ambos formam
locução verbal passiva - e agente da passiva. Veja mais
detalhes aqui.

Exemplos
- As encomendas foram entregues pelo próprio diretor.
- As casas foram alugadas pela imobiliária.
- As roupas foram compradas por uma elegante senhora.

03) Voz Reflexiva:

Há dois tipos de voz reflexiva:

a) Reflexiva: será chamada simplesmente de reflexiva,
quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo.

Exemplos:
- Carla machucou-se.
- Raimundo cortou-se com a faca.

b) Reflexiva recíproca: será chamada de reflexiva
recíproca, quando houver dois elementos como sujeito: um
pratica a ação sobre o outro, que pratica a ação sobre o
primeiro.

Exemplos
- Paula e Renato amam-se.
- Os jovens agrediram-se durante a festa.
- Os ônibus chocaram-se violentamente.

PASSAGEM DA ATIVA PARA A VOZ PASSIVA OU
INVERSA.

Para efetivar a transformação da ativa para a passiva e vice-
versa, procede-se da seguinte maneira:

1- O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva.

2- O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz
passiva.

3- Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e modo
do verbo transitivo direto da ativa.

4 Na voz passiva, o verbo transitivo direto ficará no
particípio.

Na oração: “Os jogadores foram aplaudidos pela torcida”.

Voz ativa:A torcida aplaudiu os jogadores.
Sujeito = a torcida.
Verbo transitivo direto = aplaudiu.
Objeto direto = os jogadores.
Voz passiva:Os jogadores foram aplaudidos pela torcida.
Sujeito = os jogadores.
Locução verbal passiva = foram aplaudidos.
Agente da passiva = pela torcida.

Exercício
01- Transpondo para a voz passiva a frase “Ele tinha
estabelecido um roteiro de fiscalização do dia”, obtém-
se a forma:
a- tivera estabelecido
b- foi estabelecido
c- estava estabelecendo
d- tinha sido estabelecido
e- estava sendo estabelecido

02- Transpondo para a voz passiva a frase “a menina estava
compondo uma bela música”, obtém-se a forma:
a- Era composta
b- Tinha sido composta
c- Estava sendo composta
d- Fora composta
e- Estaria sendo composta

03- Transpondo para a voz ativa a oração “O dissídio já
havia sido homologado”, o verbo apresentará a forma:
a- homologara-se
b- homologar-se-ia



73 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
c- homologariam
d- haviam homologado
e- houvera sido homologado

04- Passando para a voz ativa a frase “O texto será corrigido
pelo técnico especializado”, obtém-se a forma verbal:
a- corrigirá
b- fará a correção
c- corrigir-se-á
d- vai corrigir
e- deve corrigir

05- Passando para a voz passiva a frase “Lídia ia marcando
as falhas tipográficas sobre o próprio texto”, obtém-se
a forma verbal:
a- estava marcando
b- foi sendo marcado
c- foram marcados
d- iam sendo marcados
e- eram marcados

GABARITO

01 02 03 04 05
D C D A D

14. Acentuação gráfica (Acordo
Ortográfico)
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Baixa. As
organizadoras vêm trabalhando muito pouco com esse
tema. As regras do Novo Acordo Ortográfico só serão
mesmo obrigatórias a partir de 2013. Logo, convivem,
atualmente, duas ortografias oficiais no Brasil. Por esse
motivo, as organizadoras estão dando tempo ao tempo.
Penso que, depois de 2013, questões sobre esse assunto
deverão ser mais frequentes. Por enquanto, são raras.

DICA: Quando o edital sair, verifique se há prova de
redação (prova discursiva). Caso haja, note que o edital dirá
qual modelo ortográfico você deverá seguir. Quase sempre,
as organizadoras pedem que o candidato escolha um dos
dois modelos.

DICA DE ESTUDO: Embora muitos alunos fiquem bastante
preocupados com o Novo Acordo Ortográfico, este não é o
assunto mais relevante dos programas. Por isso, não tente,
intempestivamente, memorizar todas as mudanças. Relaxe,
o novo acordo só alterou 0,5% das regras de ortografia.
Pense comigo: se já são poucas as questões envolvendo
esse tema, e se somente 0,5% foi alterado, o risco de cair
uma questão é baixo. Contudo, é sempre bom examinar
com calma o edital; se nele contiver afirmações do tipo:
“Será cobrado Novo Acordo Ortográfico”, aí, você deve ler
com bastante calma o que há neste primeiro capítulo. Por
essas razões, caso queira, você pode até pular este
capítulo. Comece pelo próximo assunto. Aconselho que
você vá lendo as novas regras aos poucos, afeiçoando-se a
elas devagar, sem correrias.

POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível
fundamental, no mínimo, uma (isso numa prova de 10
questões); para nível médio, no máximo, uma (isso numa
prova de 10 a 20 questões); já para nível superior a
possibilidade é mínima, quase zero.

REGRAS QUE NÃO MUDARAM

1- Todas as palavras proparoxítonas (que têm o acento
tônico na antepenúltima sílaba) são acentuadas: árvore,
lâmpada, déficit, esplêndido.
2- Acentuam-se as palavras paroxítonas (que têm o acento
tônico na penúltima sílaba) terminadas em:
A) ditongo crescente: sério, ânsia, Mário, mágoa,
espontâneo;
B) ão, ãos, ã, ãs: órfão, órfãos, órfã, órfãs;
C) i, is: júri, júris, lápis, jóquei, jóqueis, amáveis, quisésseis;
D) on, ons: próton, prótons, nêutron, nêutrons;
E) um, uns, us: álbum, álbuns, bônus, Vênus;
F) l, n, r, x, ps, t, ts: amável, hífen, revólver, Félix, bíceps,
superávit(s).
3- As palavras oxítonas e os monossílabos tônicos
acentuados são os que terminam em:
A) a, e, o, seguidos ou não de s: cá, vatapá, fé, café, pó,
cipó, avô, pôs, você, vocês, mês, três.
B) ém, éns, excluindo-se os monossílabos: armazém,
armazéns, alguém, também, parabéns; mas: tem (ele), tens,
vem (ele), vens;
C) êm, na terceira pessoal do plural dos verbos: têm (eles),
vêm (eles), detêm (eles), provêm (eles).
4- Acento nas vogais i e u: Para serem acentuadas, as
vogais I e U precisam preencher as seguintes condições:
a) ser tônicas;
b) ser precedidas de vogal;
c) formar sílaba sozinha ou com S: aí, caí, juízes, caído,
Luís, incluí-lo, caíste, baú, saúde, gaúcho, balaústre.
Basta falhar uma dessas condições para não mais haver
acento: vai, cai, juiz, caindo, Luiz.

REGRAS QUE MUDARAM
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as
letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S U V W
X Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido
da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em
várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida:
km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e
seus derivados): show, playboy, playground,
windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser,
Kafka, kafkiano.



74 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
• Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a
letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos
gue, gui, que, qui.
Como era Como fica
agüentar aguentar
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
Atenção:
O trema permanece apenas nas palavras
estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos: Müller, mülleriano.
• Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói
das palavras paroxítonas (palavras que têm acento
tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
colméia colmeia
Atenção:
Essa regra é válida somente para palavras
paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras
oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos:
papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no
i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura
Atenção:
Se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em
posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em
êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares
pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s),
pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos Esse gato tem pelos
brancos. brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a
forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do
indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do
presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje
ele pode.

• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo.
Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante
que foi feita por mim.

• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do
plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados
(manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir
etc.).
Exemplos:




75 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar
as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do
acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual
é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas
(tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do
indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados
em guar, quar e quir, como aguar, averiguar,
apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir
etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em
algumas formas do presente do indicativo, do presente
do subjuntivo e também do imperativo. Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas
formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
Verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua,
enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
Verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque,
delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
c) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas
deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal
sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais
fortemente que as outras):
Exemplos:
Verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua,
enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
Verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque,
delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.

Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a
primeira, aquela com a e i tônicos.

• Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas
pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria
controvertida em muitos aspectos, para facilitar a
compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das
regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais
comuns, assim como as novas orientações estabelecidas
pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do
hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos
que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro,
além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra,
eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter,
intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto,
pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super,
supra, tele, ultra, vice etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra
iniciada por h.
Exemplos:
anti-higiênico anti-histórico
co-herdeiro macro-história
mini-hotel proto-história
sobre-humano super-homem
ultra-humano

Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde
o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal
diferente da vogal com que se inicia o segundo
elemento.
Exemplos:
aeroespacial agroindustrial
anteontem antiaéreo
antieducativo autoaprendizagem
autoescola autoestrada
autoinstrução coautor
coedição extraescolar
infraestrutura plurianual
semiaberto semianalfabeto
semiesférico semiopaco

Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo
elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar,
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar,
coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o
segundo elemento começa por consoante diferente de r
ou s.
Exemplos:
anteprojeto antipedagógico
autopeça autoproteção
coprodução geopolítica
microcomputador pseudoprofessor
semicírculo semideus



76 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
seminovo ultramoderno

Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen.
Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e
o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso,
duplicam-se essas letras.
Exemplos:
antirrábico antirracismo
antirreligioso antirrugas
antissocial biorritmo
contrarregra contrassenso
cosseno infrassom
microssistema minissaia
multissecular neorrealismo
neossimbolista semirreta
ultrarresistente ultrassom

5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o
segundo elemento começar pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-ibérico anti-imperialista
anti-inflacionário anti-inflamatório
auto-observação contra-almirante
contra-atacar contra-ataque
micro-ondas micro-ônibus
semi-internato semi-interno

6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen
se o segundo elemento começar pela mesma
consoante.
Exemplos:
hiper-requintado inter-racial
inter-regional sub-bibliotecário
super-racista super-reacionário
super-resistente super-romântico

Atenção:
• Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal,
superinteressante, superproteção.
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de
palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.

• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de
palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação,
pan-americano etc.

7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o
hífen se o segundo elemento começar por vogal.
Exemplos:
hiperacidez hiperativo
interescolar interestadual
interestelar interestudantil
superamigo superaquecimento
supereconômico superexigente
superinteressante superotimismo


8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós,
pré, pró, usa-se sempre o hífen.
Exemplos:
além-mar além-túmulo
aquém-mar ex-aluno
ex-diretor ex-hospedeiro
ex-prefeito ex-presidente
pós-graduação pré-história
pré-vestibular pró-europeu
recém-casado recém-nascido
sem-terra
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-
guarani: açu, guaçu e mirim.
Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras
que ocasionalmente se combinam, formando não
propriamente vocábulos, mas encadeamentos
vocabulares.
Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que
perderam a noção de composição.
Exemplos:
girassol madressilva
mandachuva paraquedas
paraquedista pontapé

12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de
uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o
hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos:
- Na cidade, conta-se que ele foi viajar.



77 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
- O diretor recebeu os ex-alunos.
Resumo - Emprego do hífen com prefixos
Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
Anti-higiênico, super-homem.
Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s:
anteprojeto, semicírculo.
- Sem hífen diante de r e s Dobram-se essas letras:
antirracismo, antissocial, ultrassom.
- Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-
ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
- Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-
bibliotecário.
- Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal,
supersônico.
- Sem hífen diante de vogal: interestadual,
superinteressante.
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de
palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc.
Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se
sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de
palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação,
pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo
elemento, mesmo quando este se inicia por o:
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação,
cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei,
vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que
perderam a noção de composição, como girassol,
madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas,
paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós,
pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-
casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
Acordo Ortográfico

Exercícios - Lista 1

1 – Identifique a alternativa em que há um vocábulo cuja
grafia não atende ao previsto no Acordo Ortográfico:
a) aguentar – tranquilidade – delinquente – arguir –
averiguemos;
b) cinquenta – aguemos – linguística – equestre –
eloquentemente;
c) apaziguei – frequência – arguição – delinquência –
sequestro;
d) averiguei – inconsequente – bilíngue – linguiça –
quinquênio;
e) sequência – redargüimos – lingueta – frequentemente –
bilíngue.

2 – Assinale a opção em que figura uma forma verbal
grafada, consoante a nova ortografia, erroneamente:
a) verbo ter:
tem detém contém mantém retém
têm detêm contêm mantêm retêm

b) verbo vir:
vem advém convém intervém provém
vêm advêm convêm intervêm provêm

c) verbos ler e crer:
lê relê crê descrê
leem releem creem descreem

d) verbos dar e ver:
dê desdê vê revê provê
deem desdeem veem reveem provêm

e) verbos derivados de ter:
abstém atém obtém entretém
abstêm atêm obtêm entretêm
3 – Identifique a alternativa em que um dos vocábulos,
segundo o Acordo Ortográfico, recebeu indevidamente
acento gráfico:
a) céu – réu – véu;
b) chapéu – ilhéu – incréu;
c) anéis – fiéis – réis;
d) mói – herói – jóia;
e) anzóis – faróis – lençóis.

4 – As sequências abaixo contêm paroxítonas que,
segundo determinada regra do Acordo Ortográfico, não
são acentuadas. Deduza qual é essa regra e assinale a
alternativa a que ela não se aplica:
a) aldeia – baleia – lampreia – sereia;
b) flavonoide – heroico – reumatoide – prosopopeia;
c) apoia – corticoide – jiboia – tipoia;
d) Assembleia – ideia – ateia – boleia;
e) Crimeia – Eneias – Leia – Cleia.




78 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
5 – Identifique a opção em que todas as palavras
compostas estão grafadas de acordo com as novas
regras:
a) anti-higiênico / antiinflamatório – antiácido / antioxidante /
anti-colonial /
antirradiação / antissocial;
b) anti-higiênico / anti-inflamatório / antiácido / antioxidante /
anticolonial / antiradiação
/ anti-social;
c) anti-higiênico / anti-inflamatório / antiácido / antioxidante /
anticolonial –
antirradiação / antissocial;
d) anti-higiênico / anti-inflamatório / anti-ácido / anti-oxidante
/ anticolonial –
antirradiação / antissocial;
e) anti-higiênico / anti-inflamatório / anti-ácido / anti-oxidante
/ anti-colonial –
antirradiação / antissocial.

6 – Conforme o Acordo Ortográfico, os prefixos pós-,
pré- e pró-, quando átonos, aglutinam-se com o segundo
elemento do termo composto.Marque a alternativa em
que, segundo as novas regras, há erro de ortografia:
a) posdatar – predatar – proamericano – progermânico;
b) predefinir – predestinar – predizer – preexistência;
c) prejulgar – prelecionar – prenomear – preordenar;
d) preanunciar – preaquecer – preconcebido – precognição;
e) preposto – procônsul – procriação – prolação.

7 – O uso do acento diferencial, consoante as novas
regras, é facultativo nos
seguintes casos, exceto em:
a) fôrma (significando molde)
b) pôde (no pretérito perfeito do indicativo);
c) cantámos (no pretérito perfeito do indicativo);
d) amámos (no pretérito perfeito do indicativo);
e) dêmos (no presente do subjuntivo).

8 – Identifique a alternativa em que todas as palavras
compostas estão
grafadas de acordo com as novas regras:
a) miniquadro – minissubmarino – minirretrospectiva – mini-
saia;
b) sub-bibliotecário – sub-humano – sub-hepático – sub-
região;
c) infra-assinado – infra-estrutura – infra-hepático –
infravermelho;
d) hiperácido – hiperespaço – hiper-humano – hiperrealista;
e) contra-acusação – contra-indicação – contraespionagem
– contra-harmônico.

RESPOSTAS

1- E
2- D
3- D
4- A
5- C
6- A
7- B
8- B

Acordo Ortográfico
Exercícios - Lista 2

1 – Todos os termos compostos estão corretamente
grafados na opção:
a) ultraconfiança – paraquedas – reestruturar – sub-
bibliotecário – super-homem;
b) hiperativo – rerratificar – subsecretário – semi-hipnotizado
– manda-chuva;
c) interregional – macroeconmia – pontapé – ressintetizar –
sub-horizontal;
d) superagasalhar – arquimilionário – interestadual – passa-
tempo – sub-rogar;
e) paraquedístico – panamericano – mini-herói – neo-
hebraico – sem-teto.

2 – Deveriam ter sido acentuadas as palavras alistadas
na opção:
a) azaleia – estreia – colmeia – geleia – pigmeia;
b) benzoico – dicroico – heroico – Troia – urbanoide;
c) chapeu – coroneis – heroi – ilheu – lençois;
d) alcaloide – reumatoide – tabloide – tifoide – tipoia;
e) apneia – farmacopeia – odisseia – pauliceia – traqueia.

3 – O hífen foi indevidamente empregado em:
a) capim-açu;
b) anajá-mirim;
c) abaré-guaçu;
d) tamanduá-açu;
e) trabalhador-mirim.

4 – Assinale a sequência integralmente correta:
a) sino-japonês – sinorrusso;
b) hispano-árabe – hispano-marroquino;
c) teutoamericano – teutodescendente;
d) anglo-brasileiro – anglo-descendente;
e) angloamericano – anglofalante.

5 – Marque a opção em que uma das formas verbais está
incorreta:
a) averíguo – averiguo;
b) averíguas – averiguas;
c) averígua – averigua;
d) averíguamos – averiguamos;
e) averíguam – averiguam.

6 – Marque a opção em que ambos os termos estão
incorretamente grafados:
a) coabitar – coerdeiro;
b) coexistência – coindicado;
c) cofundador – codominar;
d) co-ordenar – co-obrigar;
e) corresponsável – cossignatário.

7 – Paramédico é grafado sem hífen, da mesma forma
que:
a) parabactéria;
b) parabrisa;
c) parachoque;
d) paralama;
e) paravento.

8 – Para-raios é grafado com hífen, da mesma forma
que:
a) para-biologia;
b) para-psicologia;
c) para-linguagem;
d) para-normal;
e) para-chuva.

9 – Uma das palavras está grafada de forma incorreta na
opção:
a) pró-ativo – proativo;
b) pró-ótico – proótico;
c) pré-eleição – preeleição;
d) pré-demarcar – predemarcar;
e) pré-eleito – preeleito.

10 – Identifique a alternativa em que há erro de
ortografia:
a) predelinear;



79 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
b) predestinar;
c) pré-questionar;
d) preexistência;
e) proembrionário.

11 – As formas verbais a seguir estão corretamente
grafadas, exceto:
a) arguiamos;
b) arguiríamos;
c) arguíssemos;
d) arguímos;
e) arguirmos.

12 – Assinale a opção em que há erro de ortografia:
a) arco e flecha;
b) arco de triunfo;
c) arco de flores;
d) arco da chuva;
e) arco da velha.

RESPOSTAS
1 – letra A.
2 – letra C.
3 – letra E.
4 – letra B.
5 – letra D.
6 – letra D.
7 – letra A.
8 – letra E.
9 – letra B.
10 – letra C.
11 – letra A.
12 – letra E.

Acordo Ortográfico
Exercícios – Lista 3

1 – Considerando o quadro abaixo, que contém
adjetivos pátrios compostos, marque a alternativa
correta:
1 austro-húngaro 2 greco-romano 3 fino-brasileiro 4 nipo-
americano 5 ítalo-germânico
a) estão corretamente grafados todos os termos compostos;
b) está incorretamente grafado o termo composto da opção
4;
c) está incorretamente grafado o termo composto da opção
2;
d) está incorretamente grafado o termo composto da opção
1;
e) está incorretamente grafado o termo composto da opção
3.

2 – Levando em conta o quadro a seguir, que contém
não apenas adjetivos pátrios compostos, mas também
substantivos, marque a alternativa correta:
1 euro-centrismo 2 euro-siberiano 3 euro-divisa 4 euro-
mercado 5 euro-asiático
a) estão corretamente grafados todos os termos compostos;
b) está corretamente grafado o termo composto da opção 5;
c) estão corretamente grafados os termos compostos das
opções 2 e 5;
d) estão corretamente grafados os termos compostos das
opções 1, 3 e 4;
e) estão corretamente grafados os termos compostos das
opções 3 e 4.

3 – As seguintes paroxítonas estão corretamente
grafadas, exceto:
a) contêiner;
b) destróier;
c) Méier;
d) blêizer;
e) geóide.

4 – Marque a opção em que uma das formas verbais está
incorreta:
a) águo – aguo;
b) águas – aguas;
c) água – agua;
d) águais – aguais;
e) águam – aguam.

5 – Assinale a opção em que há erro de ortografia:
a) mão de obra (designando trabalho);
b) mão de vaca (designando pessoa avarenta);
c) mão de vaca (designando planta);
d) mão de criança;
e) mão de moça.

6 – O hífen foi corretamente empregado em:
a) presidente-mirim;
b) parati-mirim;
c) diretor-mirim;
d) secretário-mirim;
e) tesoureiro-mirim.

7 – Marque a opção incorreta:
a) bem-educado;
b) mal-educado;
c) bem-comportado;
d) mal-comportado;
e) bem-vindo.

8 – Identifique a opção em que os termos não se
alternam:
a) amígdala – amídala;
b) receção – recessão;
c) corrupto – corruto;
d) concepção – conceção;
e) caracteres – carateres.

9 – Em compacto mantém-se a consoante pronunciada;
é o mesmo caso de:
a) acto;
b) afectivo;
c) direcção;
d) exacto;
e) adepto.

10 – Os prefixos que são seguidos de hífen quando o
segundo termo da palavra
composta inicia-se com h, m, n ou vogal são:
a) hiper-, inter- e super-;
b) circum- e pan-;
c) sub- e sob-;
d) ab- e ob-;
e) recém- e aquém-.

11 – Marque a opção incorreta:
a) pan-telegrafia;
b) pan-helenismo;
c) pan-islâmico;
d) pan-mágico;
e) pan-negro.

12 – Identifique a alternativa em que o hífen foi
indevidamente usado:
a) circum-meridiano;
b) circum-hospitalar;
c) circum-escolar;
d) circum-navegação;
e) circum-polaridade.

13 – Assinale a opção incorreta:



80 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
a) inter-humano;
b) inter-hemisférico;
c) inter-relacionar;
d) interrelacionar;
e) intersocial.

14 – Marque a opção em que o hífen foi indevidamente
usado:
a) hiper-hepático;
b) hiper-emotivo;
c) hiper-realismo;
d) hipertireoidismo;
e) hipersensibilidade.

15 – Marque a opção incorreta:
a) inter-humano;
b) inter-hemisférico;
c) inter-relacionar;
d) interrelacionar;
e) intersocial.
16 – Identifique a alternativa em que o hífen foi
indevidamente usado:
a) abrupto;
b) ab-rupto;
c) obrogatório;
d) ob-rogatório;
e) ab-reação.

17 – Marque a opção incorreta:
a) sobescavar;
b) sob-saia;
c) sobpesar;
d) sobpor;
e) sob-roda.

18 – Marque a opção em que o hífen foi indevidamente
usado:
a) sob-escavar;
b) sobsaia;
c) sobpesar;
d) sobpor;
e) sob-roda.

19 – Marque a opção incorreta:
a) sub-bosque;
b) sub-humano;
c) sub-reitor;
d) subdiretor;
e) sub-epidérmico.
20 – Identifique a alternativa em que há erro de
ortografia:
a) mandachuva;
b) salário-família;
c) vagalumear;
d) vaga-lume;
e) bóia-fria.

21 – O verbo enxaguar está incorretamente grafado em:
a) enxáguo;
b) enxaguo;
c) enxagúas;
d) enxáguas;
e) enxaguam.

22 – Pré-pago é grafado com hífen assim como:
a) pré-bossa nova – pré-produção – pré-Oscar;
b) pré-opinar – pré-definir – pré-sentimento;
c) pré-rogativa – pré-maturo – pré-julgado;
d) pré-excelso – pré-excelência – pré-estabelecimento;
e) pré-eminente – pré-ordenar – pré-existencialismo.

23 – Prejacente é grafado sem hífen assim como:
a) pregravado – precarnavalesco – prefrontal;
b) precontrato – prevenda – prediabetes;
c) prejulgamento – predecessor – prefaciador;
d) precirúrgico – previsualização – prevoto;
e) presselecionado – preprogramado – pregravação.

24 – Assinale a opção em que um dos termos
compostos foi indevidamente
grafado:
a) os cursos não-presenciais – os resíduos pós-consumo;
b) os brindes pós-compras – o mundo pós-11 de setembro;
c) o período pós-soviético – o período pós-crise
internacional;
d) a política pós-racial – o período pós-batidas africanas;
e) o período pós-funk – o período pós-Bush.

Respostas
1 – letra A.
2 – letra C.
3 – letra E.
4 – letra D.
5 – letra C.
6 – letra B.
7 – letra D.
8 – letra B.
9 – letra E.
10 – letra B.
11 – letra A.
12 – letra E.
13 – letra D.
14 – letra B.
15 – letra D.
16 – letra C.
17 – letra B.
18 – letra A.
19 – letra E.
20 – letra E.
21 – letra C.
22 – letra A.
23 – letra C.
24 – letra A.


EXERCÍCIOS FINAIS

01- Na sentença: “Saiba mais sobre nossos serviços,
acessando o site www.com.br”
O verbo grifado em cada uma das alternativas, que está
flexionado de maneira idêntica à do verbo também grifado
na frase acima, é:
(A) Estamos sempre dispostos a esclarecer suas dúvidas.
(B) Aqui nós nos propomos a trabalhar com
responsabilidade e cortesia.
(C)) Espere até sua senha ser apontada por um de nossos
atendentes.
(D) Esperamos que você esteja satisfeito com nosso
atendimento.
(E) Nosso atendimento personalizado busca o
esclarecimento de possíveis dúvidas.

02- De acordo com dados do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, cerca de 100 espécies
desaparecem todos os dias da face do planeta, sendo o
comércio ilegal uma de suas principais causas. Estima-
se que, no Brasil, esse tráfico seja responsável pela
retirada de 38 milhões de animais por ano, apesar de
saber-se que a cada dez animais retirados da natureza,
apenas um sobrevive.
O uso da forma verbal grifada na frase acima, considerando-
se o contexto, indica:
(A) uma realidade presente e concreta.
(B))uma hipótese provável.



81 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
(C) um fato desejado no presente.
(D) uma dúvida sem razão de ser.
(E) uma ação futura.


03 – Leia:

- O animal silvestre dissemina sementes.
- O animal silvestre é essencial para o equilíbrio do meio
ambiente.
- As sementes atuam na reprodução e na recomposição da
vegetação.
- As sementes participam da cadeia alimentar e perpetuam a
vida.

As frases acima estruturam-se em um único período com
lógica, clareza e correção, em:

(A) O animal silvestre quando dissemina sementes, é
essencial para equilibrar o meio ambiente, que essas
sementes atuam na reprodução e na recomposição da
vegetação, e participam da cadeia alimentar
e perpetuam a vida.
(B)) O animal silvestre é essencial para o equilíbrio do meio
ambiente, pois dissemina sementes que atuam na
reprodução e na recomposição da vegetação, além de
participar da cadeia alimentar, perpetuando a vida.
(C) As sementes, as quais atuam na reprodução e na
recomposição da vegetação, participam da cadeia
alimentar e perpetuam a vida, é o animal silvestre que
dissemina essas, essencial para o meio ambiente.
(D) Essencial para o meio ambiente, as sementes
reproduzem e recompõe a vegetação, que o animal
silvestre lhes dissemina, sementes para participar da cadeia
alimentar e perpetuar a vida.
(E) O animal silvestre dissemina sementes já que atuam na
reprodução e na recomposição da vegetação,
com a participação da cadeia alimentar, para a perpetuação
da vida, o qual é essencial para o meio
ambiente.

04- “Todos os anos o Brasil perde com o tráfico uma
quantia financeira incalculável...” (final do texto)
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento do
verbo grifado acima é:
(A) Grupos de preocupação ecológica investem na proteção
aos recursos naturais do país.
(B) Compete à Justiça a aplicação de penalidades aos
traficantes de animais silvestres, nos termos da lei.
(C) O comércio de animais silvestres é prática ilegal,
reprovada por toda a sociedade.
(D) Animais silvestres transportados sem o devido cuidado
acabam morrendo.
(E)) Pesquisadores destacam a necessidade de maior
proteção aos recursos naturais do país.

05- “Pesquisadores que ...... na defesa da ararinha-azul
sabiam que ...... difícil impedir a extinção delas”.
A colocação pronominal está correta nas formas
(A) se envolveram - seria-lhes
(B)) se envolveram - lhes seria
(C) envolveram-se - lhes seria
(D) envolveram-se - ser-lhes-ia
(E) envolveram-se - seria-lhes

06- “A captura ilegal de animais silvestres só é superada
pelo tráfico de drogas e de armas”.
Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a forma
verbal passa a ser

(A)) supera.
(B) superaram.
(C) está superando.
(D) tinha superado.
(E) vai estar sendo superada.

07- O verbo flexionado corretamente está grifado na
frase:
(A) Empresários requiseram licença ambiental para
desenvolver seus projetos.
(B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos pelos
esportes náuticos.
(C) Os investidores disporam-se a desenvolver um turismo
ecológico na região.
(D)) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no
alojamento dos visitantes.
(E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais
tempo na região.

08- A concordância está correta na frase:
(A)) Alguns proprietários, que perceberam o potencial
turístico da região, investiram em projetos voltados
para atividades que não prejudiquem o meio ambiente.
(B) As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil
Central representa um paraíso que não foram
feitas para o turismo de massas de visitantes.
(C) As visitas a algum santuário ecológico deve ser
agendado com antecedência e feito em pequenos
grupos de turistas, monitorados por guias treinados.
(D) Romarias religiosas e festas folclóricas serve como
atração a grande parte de turistas, que deseja visitar a
região Centro-Oeste do Brasil.
(E) O potencial turístico da região central do país abrangem
atividades variadas, que justifica os novos e
múltiplos investimentos no setor.

09- A cidade de Corumbá, que se situa ...... margens do
rio Paraguai e ...... uma distância de 420 quilômetros de
Campo Grande, recebe turistas sempre dispostos ......
pescar.
As lacunas da frase acima estarão corretamente
preenchidas, respectivamente, por
(A))às - a - a
(B) às - à - a
(C) às - à - à
(D) as - a - à
(E) as - à - à

10- Está plenamente adequada a pontuação em:
(A) As fábulas populares são simplórias? Ora elas significam
muito mais do que aparentam, tal como o provou, esse texto
de Ítalo Calvino.
(B) Simplórias, pois sim... As fábulas, na verdade são
prenhes de profunda significação, exigindo muita atenção e
senso interpretativo, dos leitores.
(C) Há quem julgue, essas fábulas, simplórias; mas atente-
se bem, para seu sentido profundo, e teremos
inevitavelmente, grandes surpresas.
(D) Simplórias? Não o são, certamente, essas fábulas,
das quais o autor revelou, para surpresa nossa, uma
significação mais profunda.
(E) Sim, há quem julgue simplórias, as fábulas populares,
mas basta atentarmos para elas e veremos o quanto são
capazes, de nos revelar.

11- Está clara e correta a redação deste livre comentário
sobre o texto:
(A) Muito leitor curioso não deixará de pesquisar o
famoso relatório de que trata o texto, providência de
que não se arrependerá.
(B) Aos leitores curiosos caberão promover pesquisas
para encontrar esse relatório, com o qual certamente
não se deverão frustrar.
(C) Espera-se que os leitores habituais de Graciliano



82 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
invidem todos os seus esforços no sentido de ler o
relatório, cujo o valor é inestimável.
(D) É tão primoroso esse relatório que os leitores de
Graciliano romancista acharão nele motivos para
ainda mais orgulhar-se do mesmo.
(E) Sendo pouco comum admirar-se um relatório de
prefeito, verão os leitores de Graciliano que não se
trata aqui deste caso, muito ao contrário.

12 -A pontuação está inteiramente correta em:
(A) Quando prefeito de Palmeira dos Índios Graciliano,
nem todos o sabem, escreveu a propósito de sua
gestão, um relatório que se tornou memorável.
(B) O autor do texto, até onde se pode avaliar não investe
contra a linguagem técnica se esta é produtiva, mas contra
excessos que a tornam ineficaz.
(C) Ao caracterizar várias linguagens, correspondentes
a vários ofícios, o autor não deixou de se valer da
ironia, essa arma habitual dos céticos.
(D) A ética rigorosa que Graciliano revela na escritura
dos romances, está também nesse relatório de
prefeito muito autocrítico e enxuto.
(E) A retórica entendida como arte do discurso, pode ser
eficaz ou inútil, dependendo dos propósitos e do talento, de
quem a manipula.

13- Está plenamente adequada a correlação entre tempos e
modos verbais na frase:
(A) Ainda jovem, o antropólogo houvera trabalhado no
Brasil, razão por que os brasileiros muito haverão de se
compungir com sua morte recente.
(B) A ação de Lévi-Strass daria um novo perfil à
antropologia, que propiciasse uma nova abertura e ainda a
reunira com as ciências humanas.
(C) Ao abrir e consolidar uma perspectiva generosa para a
antropologia, ele deixou um legado de que também as novas
gerações se beneficiarão.
(D) Caso os preconceitos fossem combatidos com a
tenacidade de Lévi-Strauss, muitos sofrimentos inúteis
haverão de ser evitados.
(E) Antes de escrever Raça e história, Lévi-Strauss tem
contribuído para uma verdadeira revolução na antropologia,
quando publica clássicos dessa área.

14- Ao renovar a antropologia, Lévi-Strauss fez a
antropologia mais respeitada que nunca, pois soube
articular a antropologia com outras ciências, dotando a
antropologia de preciosas ferramentas de interpretação
cultural.
Evitam-se as viciosas repetições do trecho acima
substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada,
por:
(A) fê-la - articulá-la - dotando-a
(B) fê-la - articular-lhe - dotando-a
(C) fez-lhe - articulá-la - dotando-lhe
(D) a fez - articular a ela - dotando-lhe
(E) fez-lhe - articular-lhe - dotando-a

15- É preciso corrigir a redação da seguinte frase:

(A) Talvez nem mesmo Lévi-Strauss terá avaliado a
dimensão de seu legado cultural, a importância alcançada
por seus estudos e pesquisas.
(B) Há cientistas que, além de uma contribuição específica
em sua área de atividade, nos deixam paradigmas para uma
nova concepção de mundo.
(C) Todos os grandes cientistas contribuem, direta ou
indiretamente, para a dissolução dos preconceitos e
a superação dos equívocos coletivos.
(D) Lévi-Strauss, quando esteve no Brasil, internou-se
na selva e conviveu por algum tempo com as comunidades
indígenas que desejava estudar.
(E) Não será fácil surgir tão brevemente, algum outro
antropólogo em que detenha a mesma envergadura,
comparável a de Lévi-Strauss.

16- Todo lugar-comum, porém, tem um alicerce na
realidade ou nos sentimentos humanos ... (1o parágrafo)
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento
que o grifado acima é:
(A) ... é um dos nossos instintos básicos.
(B) .... que cresce a passos largos ...
(C) ... que conduziram a isso ...
(D) ... as famílias encolheram drasticamente ...
(E) ... que acrescenta ansiedade ...

17- ... que faz com que em certas ocasiões ... (último
parágrafo)
A lacuna que deverá ser corretamente preenchida pela
expressão grifada acima está em:
A) O mercado editorial de autoajuda, ...... abrange várias
categorias, cresce a olhos vistos em todo o
mundo.
(B) O conteúdo dos livros de autoajuda, ...... os leitores
acreditam, serve de inspiração para o sucesso
na vida e na carreira profissional.
(C) Os leitores estão convictos ...... essas publicações
serão a inspiração para uma vida mais harmônica e
feliz.
(D) Os livros de autoajuda procuram conduzir as pessoas a
obterem com tenacidade tudo aquilo ...... sonham.
(E) A literatura de autoajuda constitui, no momento, os
meios ...... as pessoas recorrem para viver melhor.

18- Orientação espiritual ...... todas as pessoas é um dos
propósitos...... que escritores e pensadores vêm se
dedicando,porque a perplexidade e a dúvida são
inevitáveis ...... condição humana.
As lacunas da frase acima estarão corretamente
preenchidas, respectivamente, por:
(A) à - a - à
(B) à - à - a
(C) a - a - à
(D) a - à - à
(E) a - a - a

19- Os verbos grifados estão corretamente flexionados
na frase:
(A) Após a catástrofe climática que se abateu sobre a
região, os responsáveis propuseram a liberação dos
recursos necessários para sua reconstrução.
(B) Em vários países, autoridades se disporam a elaborar
projetos que prevessem a exploração sustentável do meio
ambiente.

(C) Os consumidores se absteram de comprar produtos de
empresas que não consideram a sustentabilidade do
planeta.
(D) A constatação de que a vida humana estaria
comprometida deteu a exploração descontrolada daquela
área de mata nativa.
(E) Com a alteração climática sobreviu o excesso de
chuvas que destruiu cidades inteiras com os alagamentos.

20- ... que a natureza tinha seus próprios ritmos, alguns
regulares e outros irregulares. (4o parágrafo)
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que
o grifado acima é:
(A) Nossa espécie, o Homo sapiens, apareceu em torno de
200 mil anos atrás ...
(B) ... que grandes migrações da África em direção à
Eurásia e à Oceania ocorriam já há 70 mil anos.
(C) Os perigos eram muitos ...
(D) ... se gotas caíam ritmicamente das folhas ...



83 PORTUGUÊS – ELI CASTRO
(E) ... mostram uma enorme variedade de animais ...

21- ... alguns animais também foram domesticados. (2º
parágrafo)
O verbo que admite transposição para a voz passiva, tal
como no exemplo grifado acima, está na frase:
(A) Somos a presença mais recente neste planeta.
(B) ... bandos de homens e mulheres corriam pelas
savanas ...
(C) ... os homens queriam cantar também.
(D) Se o vento assobiava ...
(E) Certamente o som das flautas e dos tambores
acompanhava os rituais ...

22- A concordância verbal e nominal está inteiramente
correta na frase:
(A) Os vestígios que a ciência estuda para tentar recompor
os hábitos de nossos ancestrais demonstram como se
formaram os primeiros agrupamentos humanos.
(B) É sabido, hoje, que nas sociedades primitivas o
instinto artístico vinham associados aos ruídos produzidos
pela própria natureza.
(C) Os povos primitivos, cuja origem remonta à África,
se espalhou por outras regiões, fato que foi comprovado
pelos cientistas.
(D) O homem primitivo encontrava na própria natureza os
elementos de que precisavam para transformarem em
objetos de arte.
(E) A natureza, com seus ritmos regulares e irregulares,
eram fonte de inspiração para a criação artística que
caracterizavam os homens primitivos.

23- Se o vento assobiava ao passar por frestas e galhos
... (5º parágrafo)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que
se encontra o grifado acima está na frase:
(A) A Terra tem uma idade aproximada de 4,5 bilhões
de anos.
(B) Nossa espécie, o Homo sapiens, apareceu em torno
de 200 mil anos atrás, na África.
(C) Evidências fósseis e genéticas indicam ...
(D) ... bandos de homens e mulheres corriam pelas
savanas e planícies eurasiáticas ...
(E) ... mostram uma enorme variedade de animais e
também de cenas de caçadas e de rituais.


GABARITO
01 02 03 04 05 06 07
C B B E B A D
08 09 10 11 12 13 14 15 16 17
A A D A C C A E E D
18 19 20 21 22 23
C A E E A D





MATEMÁTICA
Pedro Evaristo e Felipe de
Brito



Índice:

Teoria dos conjuntos. Conjuntos numéricos Relações ......................................................01
Funções e equações polinomiais .....................................................................................03
e transcendentais (exponenciais,logarítmicas e trigonométricas)......................................15
Análise combinatória........................................................................................................18
Progressão aritmética.......................................................................................................20
Progressão geométrica e probabilidade básica..................................................................22
Matrizes..........................................................................................................................24
Determinantes.................................................................................................................28
Sistemas lineares..............................................................................................................31
Geometria plana: Áreas e perímetros............................................................................... 35
Geometria espacial: áreas e volumes................................................................................38
Estatística básica..............................................................................................................51
Noções básicas de matemática financeira. .......................................................................70
Aritmética.........................................................................................................................83


1
Matemática
Teoria dos conjuntos

1.Introdução:Como qualquer outro assunto a
matemática também tem a sua linguagem e a teoria dos
conjuntos representa instrumentos de grande auxílio para
desenvolvimento da matemática bem como de outras
ciências que utiliza a matemática como ferramenta. Mas
para estudarmos a teoria dos conjuntos adotaremos alguns
conceitos primitivos, sem definição, mas que constituem a
base da teoria dos conjuntos. Adotaremos a existência de
três conceitos primitivos: elemento,
conjunto e pertinência. Assim é preciso entender que,
cada um de nós é um elemento do conjunto de moradores
desta cidade, ou melhor, cada um de nós é
um elemento que pertence ao conjunto de habitantes da
cidade, mesmo que não tenhamos definido o que é
conjunto, o que é elemento e o que é pertinência.

2.notação e representação:A notação dos conjuntos
e feita mediante a utilização de uma letra maiúscula do
nosso alfabeto já a representação pode ser tomada de
várias formas como veremos a seguir.

2.1 listagem dos elementos:Apresentamos
um conjunto por meio da listagem de seus elementos
quando relacionamos todos os elementos que pertencem
ao conjunto considerado e envolvemos essa lista por um
par de chaves. Os elementos de um conjunto, quando
apresentados na forma de listagem, devem ser separados
por vírgula ou por ponto-e-vírgula, caso tenhamos a
presença de números decimais.

EXEMPLOS:1º) Seja A o conjunto das cores da bandeira
brasileira, então:

A = {verde, amarelo, azul, branco}
2º) Seja B o conjunto das vogais do nosso alfabeto, então:

B = {a, e, i, o, u}

3º) Seja C o conjunto dos algarismos do sistema decimal de
numeração, então:

C = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}

2.2Uma Propriedade de seus elementos: A
apresentação de um conjunto por meio da listagem de seus
elementos traz o inconveniente de não ser uma notação
prática para os casos em que o conjunto apresenta uma
infinidade de elementos. Para estas situações, podemos
fazer a apresentação do conjunto por meio de uma
propriedade que sirva a todos os elementos doconjunto e
somente a estes elementos.
A = {x / x possui uma determinada propriedade P}

Exemplos
1º) Seja B o conjunto das vogais do nosso alfabeto, então:
B = {x / x é vogal do nosso alfabeto}

2º) Seja C o conjunto dos algarismos do sistema decimal de
numeração, então:
C = {x/x é algarismo do sistema decimal de numeração}

3. relação de pertinência: Quando queremos indicar
que um determinado elemento x faz parte de
um conjunto A, dizemos que o elemento xpertence ao
conjunto A e indicamos:

em que o símbolo é uma versão da letra grega épsilon e
está consagrado em toda matemática como símbolo
indicativo de pertinência. Para indicarmos que um
elemento x não pertence ao conjunto A, indicamos:


Exemplo
Consideremos o conjunto: A = {0, 2, 4, 6, 8}
O algarismo 2 pertence ao conjunto A:

O algarismo 7 não pertence ao conjunto A:


4. relação de inclusão subconjunto: Dizemos que
o conjunto A está contido no conjunto B se todo elemento
que pertencer a A, pertencer também a B. Indicamos que
o conjunto A está contido em B por meio da seguinte
simbologia:


Obs. – Podemos encontrar em algumas publicações uma
outra notação para a relação de inclusão:


O conjunto A não está contido em B quando existe pelo
menos um elemento de A que não pertence a B. Indicamos
que o conjunto A não está contido em B desta maneira:




Se o conjunto A está contido no conjunto B, dizemos
que A é um subconjunto de B. Como todo elemento do
conjunto A pertence ao conjunto A, dizemos
que A é subconjunto de A e, por extensão,
todo conjunto ésubconjunto dele mesmo.
Importante – A relação de pertinência relaciona um
elemento a um conjunto e a relação de inclusão refere-se,
sempre, a
dois conjuntos.


Podemos notar que existe uma diferença entre 2 e {2}. O
primeiro é o elemento 2, e o segundo é o conjuntoformado
pelo elemento 2. Um par de sapatos e uma caixa com um
par de sapatos são coisas diferentes e como tal devem ser
tratadas.
Podemos notar, também, que, dentro de um conjunto, um
outro conjunto pode ser tratado como um de seus
elementos. Vejamos o exemplo a seguir:


2
Matemática
{1, 2} é um conjunto, porém no conjunto
A = {1, 3, {1, 2}, 4} ele será considerado um elemento, ou
seja, {1, 2} A.
Uma cidade é um conjunto de pessoas que representam os
moradores da cidade, porém uma cidade é um elemento
do conjunto de cidades que formam um Estado.

5. Conjuntos especiais: Embora conjunto nos ofereça a
ideia de “reunião” de elementos, podemos considerar
como conjunto agrupamentos formados por um só
elemento ou agrupamentos sem elemento algum.
Chamamos de conjunto unitário aquele formado por um só
elemento.

Exemplos
1º) Conjunto dos números primos, pares e positivos: {2}
2º) Conjunto dos satélites naturais da Terra: {Lua}
3º) Conjunto das raízes da equação x + 5 = 11: {6}

Chamamos de conjunto vazio aquele formado por nenhum
elemento. Obtemos um conjunto vazio considerando
umconjunto formado por elementos que admitem uma
propriedade impossível.

Exemplos
1º) Conjunto das raízes reais da equação:
x
2
+ 1 = 0
2º) Conjunto:
O conjunto vazio pode ser apresentado de duas formas:
ou { } ( é uma letra de origem norueguesa). Não
podemos confundir as duas notações representando
o conjunto vazio por { }, pois estaríamos apresentando
umconjunto unitário cujo elemento é o .
O conjunto vazio está contido em qualquer conjunto e, por
isso, é considerado subconjunto de qualquer conjunto,
inclusive dele mesmo.

Demonstração
Vamos admitir que o conjunto vazio não esteja contido num
dado conjunto A. Neste caso, existe um elemento x que
pertence ao conjunto vazio e que não pertence
ao conjunto A, o que é um absurdo, pois o conjunto vazio
não tem elemento algum. Conclusão: o conjunto vazio está
contido no conjunto A, qualquer que seja A.

6. Conjunto universo: Quando desenvolvemos um
determinado assunto dentro da matemática, precisamos
admitir um conjunto ao qual pertencem os elementos que
desejamos utilizar. Este conjunto é chamado de conjunto
universo e é representado pela letra maiúscula U.
Uma determinada equação pode ter
diversos conjuntos solução de acordo com o conjunto
universo que for estabelecido.
Exemplos
1º) A equação 2x
3
– 5x
2
– 4x + 3 = 0 apresenta:


7. Conjuntos de partes: Dado um conjunto A, dizemos que
o seu conjunto de partes, representado por P (A), é
o conjunto formado por todos os subconjuntos do
conjunto A.
A. Determinação do Conjunto de partes
Vamos observar, com o exemplo a seguir, o procedimento
que se deve adotar para a determinação do conjunto de
partes de um dado conjunto A. Seja o conjunto A = {2, 3,
5}. Para obtermos o conjunto de partes do conjunto A,
basta escrevermos todos os seus subconjuntos:
1º) Subconjunto vazio: , pois o conjunto vazio é
subconjunto de qualquer conjunto.
2º) Subconjuntos com um elemento: {2}, {3}, {5}.
3º) Subconjuntos com dois elementos: {2, 3}, {2, 5} e {3, 5}.
4º) Subconjuntos com três elementos:A = {2, 3, 5}, pois
todo conjunto é subconjunto dele mesmo.
Assim, o conjunto das partes do conjunto A pode ser
apresentado da seguinte forma: P(A) = { , {2}, {3}, {5}, {2,
3}, {2, 5}, {3, 5}, {2, 3, 5}}

B. Número de Elementos do conjunto de partes
Podemos determinar o número de elementos
do conjunto de partes de um conjunto A dado, ou seja, o
número de subconjuntos do referido conjunto, sem que haja
necessidade de escrevermos todos os elementos do
conjunto P(A). Para isso, basta partirmos da idéia de que
cada elemento do conjunto A tem duas opções na
formação dos subconjuntos: ou o elemento pertence ao
subconjunto ou ele não pertence ao subconjunto e, pelo uso
do princípio multiplicativo das regras de contagem, se cada
elemento apresenta duas opções, teremos:

Observemos o exemplo anterior: o conjunto A = {2, 3, 5}
apresenta três elementos e, portanto, é de se supor, pelo
uso da relação apresentada, que n [P (A)] = 23 = 8, o que de
fato ocorreu.

8. Igualdade de conjuntos: Dois conjuntos são iguais se,
e somente se, eles possuírem os mesmos elementos, em
qualquer ordem e independentemente do número de vezes
que cada elemento se apresenta. Vejamos os exemplos:
{1, 3, 7} = {1, 1, 1, 3, 7, 7, 7, 7} = {7, 3, 1}

Observação
Se o conjunto A está contido em B (A B) e B está contido
em A (B A), podemos afirmar que A = B.

TEORIA DOS CONJUNTOS - Símbolos
: pertence
: existe
: não pertence : não existe
: está contido
: para todo (ou qualquer
que seja)
: não está contido
: conjunto vazio
: contém
N: conjunto dos números
naturais
: não contém
Z : conjunto dos números
inteiros
/ : tal que
Q: conjunto dos números
racionais
: implica que
Q'= I: conjunto dos números
irracionais
: se, e somente se
R: conjunto dos números reais


3
Matemática
Questões:

1 - (CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Técnico de
Administração e Controle Júnior )
Conversando com os 45 alunos da primeira série de um
colégio, o professor de educação física verificou que 36
alunos jogam futebol, e 14 jogam vôlei, sendo que 4 alunos
não jogam nem futebol nem vôlei. O número de alunos que
jogam tanto futebol quanto vôlei é
a) 5
b) 7
c) 9
d) 11
e) 13

2 - (CESGRANRIO - 2008 - TRANSPETRO - Engenheiro
Júnior em Automação)
Considere os conjuntos A, B e C, seus respectivos
complementares e as seguintes
declarações:

Para esses conjuntos e seus respectivos complementares,
está(ão) correta(s) a(s) declaração(ões)
a) II, somente.
b) III, somente.
c) I e II, somente.
d) I e III, somente.
e) I, II e III.

3 - (CESGRANRIO - 2008 - TRANSPETRO - Engenheiro
Júnior - Civil)
Considere os conjuntos A, B e C, seus respectivos
complementares A
C
, B
C
e C
C
e as seguintes declarações:
I-

II -

III -
Para esses conjuntos e seus respectivos complementares,
está(ão) correta(s) a(s) declaração(ões)
a) II, somente.
b) III, somente.
c) I e II, somente.
d) I e III, somente.
e) I, II e III.

4 - (CESGRANRIO - 2010 - Petrobrás - Técnico de
Administração - Biocombustível )
Em um grupo de 48 pessoas, 9 não têm filhos. Dentre as
pessoas que têm filhos, 32 têm menos de 4 filhos e 12, mais
de 2 filhos. Nesse grupo, quantas pessoas têm 3 filhos?
a) 4
b) 5
c) 6
d) 7
e) 8

GABARITOS:

1 - C 2 - B 3 - B 4 - B


EQUAÇÃO DO 1º GRAU

INTRODUÇÃO ÀS EQUAÇÕES DE PRIMEIRO GRAU
Uma equação é uma sentença expressa por uma igualdade
envolvendo expressões matemáticas, que apresentam
incógnitas (variáveis) e coeficientes. A palavra “incógnita”
significa desconhecida e equação tem o prefixo “equa” que
provém do Latim e significa igual.
Para resolver um problema matemático, quase sempre
devemos transformar uma sentença apresentada com
palavras em uma sentença que esteja escrita em linguagem
matemática. Esta é a parte mais importante e talvez seja a
mais difícil da Matemática.
SENTENÇA COM PALAVRAS
SENTENÇA
MATEMÁTICA
O dobro da minha idade mais
quatro é igual a trinta
2x + 4 = 30
Normalmente aparecem letras conhecidas como variáveis
ou incógnitas. A partir daqui, a Matemática se posiciona
perante diferentes situações e será necessário conhecer o
valor de algo desconhecido, que é o objetivo do estudo de
equações.
Resolver uma equação consiste em determinar qual é o
valor que substitui à incógnita, de forma a tornar verdadeira.
EQUAÇÕES DO 1º GRAU EM UMA VARIÁVEL
Para exemplificar, usaremos uma situação lúdica e dela
tiraremos algumas informações importantes.
A balança está desequilibrada. No prato esquerdo há um
"peso" de 1Kg e no prato direito há um "peso" de 5Kg. Se
forem colocadas duas melancias iguais e de pesos
desconhecidos, a balança ficará em equilíbrio.
Dessa forma, quanto deve pesar cada melancia?
Sabemos que o peso de “2 MELANCIAS + 1Kg” é igual
“5Kg”.
Podemos usar uma variável x, para simbolizar o peso de
cada melancia. Assim, a equação poderá ser escrita, do
ponto de vista matemático, como:
2x + 1 = 5
Este é um exemplo simples de uma equação contendo uma
variável, mas que é extremamente útil e aparece na maioria
das situações reais.
Podemos ver que toda equação tem:
Uma ou mais letras indicando valores desconhecidos, que
são denominadas variáveis ou incógnitas;
Um sinal de igualdade (=).
Uma expressão à esquerda da igualdade, denominada 1º
membro ou membro da esquerda;
Uma expressão à direita da igualdade, denominada 2º
membro ou membro da direita.



4
Matemática
a x² + b x + c = 0

MEMB
RO
SINAL DE
IGUALDA
DE

MEMB
RO
2x + 1 = 5

As expressões do primeiro e segundo membro da equação
são os termos da equação.
Para resolver essa equação, utilizamos o seguinte processo
para obter o valor de x.
2x + 1 = 5 Equação original
2x + 1 – 1 = 5 – 1 Subtraímos 1 dos dois membros
2x = 4 Dividimos por 2 os dois membros
x = 2 Solução

Observe:
Quando adicionamos (ou subtraímos) valores iguais em
ambos os membros da equação, ela permanece em
equilíbrio. Da mesma forma, se multiplicamos ou dividimos
ambos os membros da equação por um valor não nulo, a
equação permanece em equilíbrio. Este processo nos
permite resolver uma equação, ou seja, permite obter as
raízes da equação.
EXEMPLO:
A soma das idades de André e Carlos é 22 anos. Descubra
as idades de cada um deles, sabendo-se que André é 4
anos mais novo do que Carlos.
SOLUÇÃO:
Primeiro passamos o problema para a linguagem
matemática. Vamos tomar a letra c para a idade de Carlos e
a letra a para a idade de André, logo a = c – 4 . Assim:
c + a = 22
c + (c – 4) = 22
2c – 4 = 22
2c – 4 + 4 = 22 + 4
2c = 26
c = 13
Resposta: Carlos tem 13 anos e André tem 13-4=9 anos.
EXEMPLO:
A população de uma cidade A é o triplo da população da
cidade B. Se as duas cidades juntas têm uma população de
100.000 habitantes, quantos habitantes tem a cidade B?
SOLUÇÃO:
Identificaremos a população da cidade A com a letra a e a
população da cidade com a letra b. Assumiremos que a=3b.
Dessa forma, poderemos escrever:
a + b = 100000
3b + b = 100000
4b = 100000
b = 25000
Portanto, como
a = 3b
então a população de A corresponde a
a = 3 . 25000
a = 75000 habitantes.
EXEMPLO:
Uma casa com 260m2 de área construída possui 3 quartos
de mesmo tamanho. Qual é a área de cada quarto, se as
outras dependências da casa ocupam 140m2?
SOLUÇÃO:
Tomaremos a área de cada dormitório com letra x.
3x + 140 = 260
3x = 260 -140
3x = 120
x = 40
Resposta: Cada quarto tem 40m2.
EQUAÇÃO DO 2º GRAU
EQUAÇÃO DO SEGUNDO GRAU
Uma equação do segundo grau na incógnita x é da forma:


onde os números reais “a”, “b” e “c” são os coeficientes da
equação, sendo que “a” deve ser diferente de zero.
Essa equação é também chamada de equação quadrática,
pois o termo de maior grau está elevado ao quadrado e
podem ser classificadas como: completas ou incompletas.

EQUAÇÕES COMPLETAS


5
Matemática
Uma equação do segundo grau é completa, se todos os
coeficientes a, b e c são diferentes de zero.
EXEMPLOS:
2x2 - 10x + 12 = 0
x2 + 5x - 14 = 0
EQUAÇÕES INCOMPLETAS
Uma equação do 2º grau é incompleta, se b = 0 ou c = 0, ou
ambos. No entanto, o coeficiente “a” continua diferente de
zero.
EXEMPLOS:
x2 + 6x = 0
3x2 – 27 = 0
2x2 = 0
• RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES INCOMPLETAS
DO 2º GRAU

1º CASO: ax2 = 0
Basta dividir toda a equação por “a” para obter:
x2 = 0
logo, a equação possui duas raízes iguais a zero.
EXEMPLO:
3x2 = 0
x2 = 0
x = 0
então
x’ = x” = 0
2º CASO: ax2 + c = 0
Nesse caso, passamos o termo independente “c” para o
segundo membro
ax2 = -c
e em seguida, dividimos por “a” para obter:
x2 = -c/a
Dessa forma, se “-c/a” for negativo, não existe solução real,
mas se “-c/a” for positivo, a equação terá duas raízes
opostas, ou seja
x’ = -x”
EXEMPLO:
3x2 - 27 = 0
3x2 = 27
x2 = 9
x = ±3
logo
x’ = -3 e x” = 3

3º CASO: ax2 + bx = 0
Inicialmente fatoramos a equação e obtemos:
x.(ax + b) = 0
Sabendo que para um produto ser zero, um dos fatores tem
que ser zero, logo
x = 0 ou ax + b = 0
portanto, as duas raízes são:
x’ = 0 ou x” = -b/a
EXEMPLO:
x2 + 8x = 0
x.(x + 8) = 0
ou seja
x = 0 ou x + 8 = 0
logo
x’ = 0 e x” = -8

• RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES COMPLETAS DO
2º GRAU

EQUAÇÃO COMPLETA: ax2 + bx + c = 0
Para encontrar as raízes de uma equação completa do
segundo grau, basta usar a fórmula quadrática (atribuída a
Bhaskara), que pode ser escrita na forma:



onde ∆ = b2 – 4ac é o discriminante da equação.
Para esse discriminante ∆, há três possíveis situações:
Se ∆<0, não há solução real, pois não existe raiz quadrada
real de número negativo.
Se ∆=0, há duas soluções iguais:
a
b
x
2
∆ ± −
=


6
Matemática
x' = x” = –b/2a
Se ∆>0, há duas soluções reais e diferentes:
x' = (–b +

)/2a
x” = (–b –

)/2a
EXEMPLO:
x2 – 7x + 10 = 0
o discriminante é dado por
∆ = b2 – 4ac
∆ = (-7)2 – 4.1.10
∆ = 49 – 40 = 9
Substituindo na equação de Bhaskara, temos:

a
b
x
2
∆ ± −
=


1 . 2
9 ) 7 (
x
± − −
=
2
3 7 ±
=

Logo
x’ = 5 e x” = 2

RELAÇÕES ENTRE RAÍZES
Para toda equação do 2º grau, valem as seguintes relações:
x’ + x” = -b/a
x’.x” = c/a
MÉTODO DA SOMA E DO PRODUTO
Quando o coeficiente “a” de uma equação do 2º grau é igual
a 1, temos:
x2 – Sx + P = 0
onde
S = x’ + x”
e
P = x’.x”
Dessa forma, para descobrir as raízes basta pensar em dois
números cujo produto seja P e, em seguida, verificar se
soma deles é igual a S. Esse método é muito prático e
rápido, o que acelera o tempo de resolução.
EXEMPLO:
x2 – 7x + 10 = 0
Nesse caso, temos:
S = 7 e P = 10
O segredo é sempre pensar primeiro em dois números cujo
produto é P, ou seja
2.5 = 10
e testar se a soma é igual a S.
2 + 5 = 7
Uma vez confirmada, teremos
S = {2, 5}
EXEMPLO:
x2 + 7x + 10 = 0
Agora, temos:
S = -7 e P = 10
Pensando em dois números cujo produto é 10 e lembrando
que para esse produto ser positivo é preciso que eles
tenham o mesmo sinal, temos duas possibilidades:
2.5 = 10 ou (-2).(-5) = 10
Testando a soma, verificamos que
2 + 5 = 7 e -2 -5 = -7
Logo, temos o seguinte conjunto solução
S = {-5, -2}
EXEMPLO:
x2 – 3x – 10 = 0
Nesse caso, temos:
S = 3 e P = -10
Pensando em dois números cujo produto é -10, temos
(-2).5 = -10 ou 2.(-5) = -10
Se testarmos na soma, verificamos que
-2 + 5 = 3 e 2 – 5 = -3
Logo, teremos como solução
S = {-2, 5}
EXEMPLO:
x2 + 3x – 10 = 0
Nesse caso, temos:
S = -3 e P = -10
Pensando em dois números cujo produto é -10, temos


7
Matemática
(-2).5 = -10 ou 2.(-5) = -10
Se testarmos na soma, verificamos que
-2 + 5 = 3 e 2 – 5 = -3
Logo, teremos como solução
S = {-5, 2}
• FUNÇÃO DO 1º GRAU

FUNÇÃO CONSTANTE
Uma função é dita constante quando é do tipo f(x) = k , onde
k não depende de x .
EXEMPLOS:
a) f(x) = 5
b) f(x) = -3

FUNÇÃO DO 1o GRAU
DEFINIÇÃO
Uma aplicação F de IR em IR é uma função do 1º grau do
tipo f(x) = ax + b, onde a e b são números reais e a ≠ 0.



















OBSERVE:
ZERO DA FUNÇÃO
Como o próprio nome diz, é o valor de x que zera a função,
ou seja, torna y igual a zero. Portanto, nessa abscissa, o
gráfico intercepta o eixo x.
INTERSEÇÃO COM EIXO Y
Quando x é igual a zero a reta intercepta o eixo das
ordenadas no ponto de coordenada (0, b).
PROPRIEDADES DO GRÁFICO
O gráfico de uma função do 1o grau é sempre uma reta;
na função f(x) = ax + b, se b = 0, f é dita linear e se b ≠ 0 f é
dita afim Intercepta o eixo x na raiz da equação f(x) = 0;
Intercepta o eixo y no ponto (0, b) → o valor “b” é chamado
coeficiente linear;
O valor “a” é chamado coeficiente angular e dá a inclinação
da reta;
Se a > 0, f é crescente;
Se a < 0, f é decrescente;
Se b = 0, f é dita linear, se b ≠ 0, f é dita afim.

VARIAÇÃO DO SINAL DE UMA FUNÇÃO AFIM










EXEMPLO:
Uma função polinomial f do 1º grau é tal que f(3) = 6 e f(4) =
8. Determine o valor de f(10).
SOLUÇÃO:
Sendo a e b constantes, temos f(x) = ax + b.
Sendo f(4) = 8 → 4a + b = 8 e f(3) = 6 → 3a + b = 6
Resolvendo esse sistema, obtemos a = 2 e b = 0.
OBS :
o gráfico de uma função constante é
uma reta paralela ao eixo dos x .
a > 0
RAIZ





a < 0
RAIZ
f(x) = ax + b
OBSERVAÇÃO:
• y = ax → Se b = 0 a função é linear (passa
pela origem)

a > 0
a < 0
x
y
x’

b

ZERO DA
FUNÇÃO
(x = 0)
x
y
x’

b

ZERO DA
FUNÇÃO
(x = 0)


8
Matemática
Portanto, f(x) = 2x.
Logo, f(10) = 20.
EXEMPLO:
Dada a função f(x) = 2x – 6, determine o zero da função e
faça o gráfico da função.
SOLUÇÃO:
Valor de x que torna f(x)=0
2x–6=0 → 2x=6 → x=3
estudo do sinal
y >0 → Se x >3
y >0 → Se x <3
y =0 → Se x =3
Domínio = R e Imagem = R

Observe:
Retas paralelas tem o mesmo coef. Angular “a”








As retas tem o mesmo coef. linear “b”









EXERCÍCIOS
1)Seja f uma função do 1o grau real de variável real, definida
por f(x)=ax+b. Se f(1)=4 e f(2)=7, calcule o valor de a2+b2.
a)10
b)12
c)15
d)20
2) Analisando a função f(x) = -3x - 5, podemos concluir que :
a) O gráfico da função é crescente.
b) O ponto onde a função corta o eixo y é (0, -5).
c) x = -5/2 é zero da função.
d) O gráfico da função é decrescente
3) Seu Renato assustou-se com sua última conta de celular.
Ela veio com o valor 250,00 (em reais). Ele, como uma
pessoa que não gosta de gastar dinheiro à toa, só liga nos
horários de descontos e para telefones fixos (PARA
CELULAR JAMAIS!). Sendo assim a função que descreve o
valor da conta telefônica é
P = 31,00 + 0,25t, onde P é o valor da conta telefônica, t é o
número de pulsos, (31,00 é o valor da assinatura básica,
0,25 é o valor de cada pulso por minuto). Quantos pulsos
seu Renato usou para que sua conta chegasse com este
valor absurdo (250,00)?
a) 492
b) 500
c) 876
d) 356
4)Aponte o item, a seguir, que melhor representa o gráfico
da função dada na figura.
a)y = –5x + 12
b)y = 12x – 12
c)y = 12x + 5
d)y = –5x – 12
e)y = –5x + 7

5)Indique a alternativa que melhor representa o gráfico da
função f(x) = 6x – 18.




x
y
x y
0 –6
3 0

2
y = 5x + 2
y = 2x + 2
y = x + 2
y = x/2 + 2
y
x
–3
6
2
y = 2x + 6
y = 2x + 2
y = 2x
y = 2x – 3
x
y




9
Matemática
a) b) c)


d) e)



6)Qual das alternativas representa o gráfico da função f(x) =
– 5x – 30.
a) b) c)



d) e)



7)Na sorveteria do Sr. Chee Quim, uma bola de sorvete
custa R$ 2,00 e a embalagem custa R$ 6,00 independente
do número x de bolas que o cliente comprar. Seja y o valor
que um cliente paga por x bolas, podemos afirmar que:
a) y = 6x – 2
b) y = 6x + 2
c) y = 2x – 6
d) y = 2x + 6
e) y = 12x
8)A construção do gráfico da função y = Ax + B, utilizado na
sorveteria do Sr. Chee Quim, fornece uma reta. Qual dos
gráficos abaixo melhor representa o gráfico dessa função?
a) b) c)


d) e)





9)O lucro (L) de uma empresa é dado pela diferença entre
sua receita (R) e seu custo (C). Em uma pequena
confecção, o preço de venda de cada camisa é R$30,00 e a
receita é exatamente o produto desse preço pela quantidade
(x) de camisas vendidas. O custo unitário da camisa é de
R$10,00 e o custo fixo (que independe do número de
camisas vendidas) é de R$5.000,00. Aponte o item que
representa a função lucro.
a) L(x) = 30x + 5000
b) L(x) = 30x – 5000
c) L(x) = 20x + 5000
d) L(x) = 20x – 5000
e) L(x) = 10x – 5000
10)Em uma confecção, o preço de venda de cada camisa é
R$30,00 e a receita é o produto desse preço pela
quantidade (x) de camisas vendidas. O custo unitário da
camisa é de R$10,00 e o custo fixo é de R$5.000,00. Aponte
a alternativa que melhor representa o gráfico da função
lucro.
a) b)
c)



c) d)




11)Em uma confecção, o preço de venda de cada camisa é
R$30,00 e a receita é o produto desse preço pela
quantidade (x) de camisas vendidas. O custo unitário da
camisa é de R$10,00 e o custo fixo é de R$5.000,00. A partir
de quantas unidades vendidas a confecção não tem
prejuízo?
a) 200
b) 249
c) 250
d) 251
12)Dada a função f: R -> R definida por f(x)=-3x+1,
determine f(-2):
a) f ( -2 ) = 3
b) f ( -2 ) = 4
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y


10
Matemática
c) f ( -2 ) = 6
d) f ( -2 ) = 7
13)Observe o gráfico representado a seguir. De acordo com
o gráfico acima, indique a única alternativa INCORRETA.
a) Esse é o gráfico da função f(x) = 6 – 2x.
b) O zero da função é x = 6.
c) Trata-se de uma função afim.
d) A cada unidade que o x cresce, o y decresce 2 unidades.







14)Sabendo que a função y = ax + b, com a ≠ 0, pode-se
afirmar que:
O gráfico da função passa sempre pela origem.
O gráfico da função corta sempre o eixo das ordenadas.
É possível que o gráfico dessa função não corte o eixo das
abcissas.
A função é necessariamente crescente.
O gráfico da função nunca passa pela origem.

15)O gráfico abaixo fornece a relação entre o custo das
ligações telefônicas locais de um assinante e o número de
minutos utilizados pelo mesmo.






Considerando-se que:
I – Em janeiro/10 o assinante utilizou 100 minutos.
II – Em fevereiro/10 o valor de sua conta telefônica foi o
dobro do valor de janeiro/10.
III – Só foram realizadas ligações locais à mesma tarifa.
Pode-se afirmar que o número de minutos utilizados por
esse assinante em fevereiro/10 foi:
a) 360
b) 310
c) 260
d) 200
GABARITO
01. A 02. D 03. C 04. A 05. A
06. C 07. D 08. A 09. D 10. A
11. C 12. D 13. B 14. B 15. B

FUNÇÃO DO 2º GRAU
Uma aplicação F de IR em IR é uma função quadrática
quando é do tipo f(x) = ax² + bx +c, onde a, b e c são
números reais e a ≠ 0.







CONSTRUÇÃO DO GRÁFICO
O gráfico de uma função quadrática pode ser construído de
maneira tradicional, arbitrando valores para x, calculando
valores para f(x) e marcando os pontos (x, f(x)) num sistema
de coordenadas cartesianas. No entanto, para que
possamos ter maior praticidade em nosso estudo, devemos
conhecer algumas características do gráfico de uma função
quadrática.














a > 0

x
y
x
V x’

x”

c

ZEROS DA
FUNÇÃO
VÉRTICE DA
PARÁBOLA
y
V
(x = 0)
(mínimo da função)
f(x) = ax
2
+ bx + c
OBSERVAÇÃO:
ax
2
+ bx + c = 0 é uma equação do 2
o
grau, para encontrar suas
raízes devemos usar a equação de Baskara.

a
b
x
2
∆ ± −
= onde ∆ = b
2
– 4ac

140 90
40
50
Valor da conta ($)
Quantidade de
minutos


11
Matemática











ZEROS DA FUNÇÃO
Estes são os pontos onde o gráfico intercepta o eixo x, ou
seja, tornam y igual a zero. Em outras palavras, eles são os
valores de x que zeram a função.
VÉRTICE DA PARÁBOLA
O vértice representa o ponto extremo da parábola, tendo
coordenada (xV, yV).
INTERSEÇÃO COM EIXO Y
Quando x é igual a zero a parábola intercepta o eixo das
ordenadas no ponto de coordenada (0, c).







VÉRTICE DA PARÁBOLA
O vértice tem grande importância no estuda da função
quadrática, pois ele representa um extremo absoluto da
função, ou seja, um ponto em que a parábola muda de
decrescente para crescente, ou vice-versa, bem como,
indica o valor onde o y é máximo ou mínimo, dependendo da
concavidade.




RELACIONAMENTO ENTRE O DISCRIMINANTE E A
CONCAVIDADE
Podemos construir uma tabela que relaciona o sinal do
discriminante com o sinal do coeficiente do termo dominante
da função polinomial.
DELT
A
A
PARÁBOLA
NO PLANO
CARTESIA
NO
a>0
CONCAVIDADE
(BOCA) PARA
CIMA
a<0
CONCAVIDADE
(BOCA) PARA
BAIXO
∆ > 0
Corta o eixo
horizontal
em 2 pontos
(duas raízes
reais e
distintas)

∆ = 0
Toca em 1
ponto do
eixo
horizontal
(duas raízes
reais e
iguais)

∆ < 0
Não corta o
eixo
horizontal
(não possui
raízes reais)


MÁXIMOS E MÍNIMOS COM FUNÇÕES QUADRÁTICAS
Existem muitas aplicações para a função quadrática e uma
delas está relacionada com a questão de máximos e
mínimos.
EXEMPLO:
Determinar o retângulo de maior área que é possível
construir se o seu perímetro mede 36 m.
SOLUÇÃO:
Se x é a medida do comprimento e y é a medida da largura,
a área será dada por: A(x,y)=xy, mas acontece que
2x+2y=36 ou seja x+y=18, assim:
A(x) = x.(18 – x)
Esta parábola corta o eixo OX nos pontos x=0 e x=18 e o
ponto de máximo dessa curva ocorre no ponto médio entre
x=0 e x=18, logo, o ponto de máximo desta curva ocorre em
x=9. Observamos que este não é um retângulo qualquer
mas é um quadrado pois x=y=9 e a área máxima será
A=81m².
x
y
x
V x’

x”

y
V
c

ZEROS DA
FUNÇÃO
VÉRTICE DA
PARÁBOLA
(máximo da função)
RESUMO DAS CARCTERÍSTICAS:
• É sempre uma parábola.
• Intercepta o eixo x nas raízes de
f(x) = 0;
• Intercepta o eixo y no ponto (0, c);
• Se a > 0, possui mínimo
(concavidade para cima):
• Se a < 0, possui máximo
(concavidade para baixo);

x
V
= -b/2a y
V
= -∆/4a
a < 0


12
Matemática
DESIGUALDADES DO PRIMEIRO GRAU EM 1 VARIÁVEL
Relacionadas com as equações de primeiro grau, existem as
desigualdades de primeiro grau, (também denominadas
inequações) que são expressões matemáticas em que os
termos estão ligados por um dos quatro sinais:
< menor
> maior
< menor ou igual
> maior ou igual

Nas desigualdades, o objetivo é obter um conjunto de todas
os possíveis valores que pode(m) assumir uma ou mais
incógnitas na equação proposta.
Exemplo: Determinar todos os números inteiros positivos
para os quais vale a desigualdade:
2x + 2 < 14
Para resolver esta desigualdade, seguiremos os
seguintes passos:
Passo
1
2x + 2 < 14 Escrever a equação original
Passo
2
2x + 2 - 2 < 14
- 2
Subtrair o número 2 dos dois
membros
Passo
3
2x < 12
Dividir pelo número 2 ambos os
membros
Passo
4
x < 6 Solução
Concluímos que o conjunto solução é formado por todos os
números inteiros positivos menores do que 6:
S = {1, 2, 3, 4, 5}
Exemplo: Para obter todos os números pares positivos que
satisfazem à desigualdade
2x + 2 < 14
obteremos o conjunto solução:
S = {2, 4}
Observação: Se há mais do que um sinal de desigualdade
na expressão, temos várias desigualdades "disfarçadas" em
uma.
Exemplo: Para determinar todos os números inteiros
positivos para os quais valem as (duas) desigualdades:
12 < 2x + 2 < 20
poderemos seguir o seguinte processo:
12 < 2x + 2 < 20 Equação original
12 -
2
<
2x + 2 -
2
<
20 -
2
Subtraímos 2 de todos os
membros
10 < 2x < 18
Dividimos por 2 todos os
membros
5 < x < 9 Solução
O conjunto solução é:
S = {6, 7, 8, 9}
Exemplo: Para obter todos os números inteiros negativos
que satisfazem às (duas) desigualdades
12 < 2x + 2 < 20
obteremos apenas o conjunto vazio, como solução, isto é:
S = Ø = { }
Suponha que o custo,em reais,de produção de x unidades
de certo artigo seja calculado pela expressão C(x)= –x2 +
24x + 2. Se cada artigo for vendido por R$4,00,quantas
unidades deverão ser vendidas para que se obtenha um
lucro de R$19,00.
a) 15
b) 19
c) 21
d) 23
d) 25
SOLUÇÃO:
O lucro (L) é a diferença entre a receita (R) e o custo (C), ou
seja
L = R – C
Como a receita é o preço unitário vezes o número x de
unidades vendidas, temos
L = 4.x – (–x2 + 24x + 2)
L = x2 – 20x – 2
Para L = 19, temos
19 = x2 – 20x – 2
x2 – 20x - 21 = 0
ou seja
x' = –1 ou x" = 21
portanto, a resposta é 21


13
Matemática
EXERCÍCIOS
1)A temperatura T de aquecimento de um forno, em oC,
varia com o tempo t, em minutos, segundo a função abaixo:

Um cozinheiro coloca um prato no forno após 5 minutos que
foi ligado e retira 15 minutos depois. Determine as
temperaturas do forno no instante que ele coloca e retira o
prato do forno.
a) 160oC e 580oC
b) 200oC e 650oC
c) 200oC e 580oC
d) 160oC e 400oC
e) 160oC e 650oC
2)Sabendo que a função y = ax2 + bx + c, pode-se afirmar
que:
O gráfico da função passa sempre pela origem.
O gráfico da função corta sempre o eixo das abcissas.
O gráfico da função é uma parábola com concavidade para
cima de a<0.
A função é sempre crescente.
É possível que o gráfico não corte o eixo das abcissas.

3)Indique o item que melhor representa o gráfico da função
quadrática f(x) = x2 − 4x.
a) b) c)



d) e)



4)Aponte o item que melhor representa o esboço do gráfico
da função quadrática g(x) = 25 − x2.

a) b) c)


d) e)

5)Dentre os gráficos a seguir, aponte aquele que melhor
representa o gráfico da função f(x) = x2 – 4x – 12.
a) b) c)

d) e)


6)Seja f uma função real de variável real definida por
f(x)=ax2 + bx + c, onde a > 0 e c < 0. Marque o único item
correto que pode representar um gráfico de f.

a) b)


c) d)


e)


7)Dentre os itens abaixo, indique aquele que pode
representar um gráfico da função real de variável real
definida por g(x) = ax2 + bx, onde a < 0.
a) b) c)


d) e)


8)Dada a função h(x) = ax2 + c, onde a.c < 0. Aponte o
único item abaixo que pode representar um gráfico de h.
a) b) c)

d) e)


9)O lucro de uma empresa imobiliária, em um certo período
de tempo, é dado em milhares de reais por L(x) = 5.(x – 4).(8
– x), onde x representa o número de lotes vendidos. Para
¹
´
¦
> + +
≤ +
=
10 t se , 150 5 t
10 t , 28 20
) (
2
t
se t
t T
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y












14
Matemática
que a empresa tenha lucro máximo, o número de lotes
vendidos nesse período deve ser igual a
a) 2
b) 3
c) 6
d) 7
e) 8
10)Uma pedra é lançada a partir do solo (y=0) e sua
trajetória é representada pela parábola do gráfico da função
y = –x2 + 6x – 5. Então, o ponto de altura máxima, ou seja,
as coordenadas do vértice da parábola são:
(6, –4)
(3, 4)
(6, 5)
(–6, 5)
(–3, 4)
11)A figura representa, em sistemas coordenados com a
mesma escala, os gráficos das funções reais f e g, com f(x)
= x2 e g(x) = x.

Sabendo que o segmento AB mede 12, o número real k é
a) 0,5
b) 1,0
c) 1,2
d) 1,5
e) 2,0
12) A função C(x) = 2x2 – 400x + 10000 representa o custo
de produção de uma empresa para produzir x unidades de
um determinado produto, por mês. Para que o custo seja
mínimo, o valor de x será
a) 400
b) 200
c) 100
d) 80
e) 50
13)O lucro de uma empresa é dado por L(x) = x2 − 8x + 12.
Determine o intervalo de valores de x que satisfazem com
que a empresa tenha prejuízo, ou seja, L(X) < 0.
a) –2 < x < 4
b) 2 < x < 6
c) x < 2 ou x > 6
d) x < –2 ou x > 4
14)O preço (P) de uma camisa da fábrica DELTA é dado em
função do número (x) de peças vendidas, onde P(X) = 200 –
x. Então, a função receita R(x) é obtida pelo produto entre
do preço P(x) pela quantidade (x) de camisas vendidas.
Aponte o item que melhor representa o gráfico da receita em
função do número de camisas vendidas.
a) b) c) d)


15)Sejam P(x) = 200 – x a função do preço unitário e C(x) =
50x + 1000 a função custo, ambas em função do número x
de unidades vendidas de certo produto. Determine a função
lucro.
a) L(x) = –x2 + 150x +1000
b) L(x) = x2 – 50x –1000
c) L(x) = –x2 + 150x –1000
d) L(x) = –x2 – 50x +1000
16)Em uma empresa, o administrador definiu as funções
preço unitário e custo como sendo P(x) = 200 – x e C(x) =
50x + 1000, ambas em função do número x de unidades
vendidas de um componente eletrônico. Encontre o preço
ótimo desse componente, ou seja, aquele obtido com o
número x que maximiza o lucro.
a) 50
b) 75
c) 100
d) 125
17)(FCC) O cientista Galileu Galilei (1564-1642) estudou a
trajetória de corpos lançados do chão sob certo ângulo, e
percebeu que eram parabólicas. A causa disso, como
sabemos, é a atração gravitacional da Terra agindo e
puxando de volta o corpo para o chão. Em um lançamento
desse tipo, a altura y atingida pelo corpo em relação ao chão
variou em função da distância horizontal x ao ponto de
lançamento de acordo com a seguinte equação:

R

R

R

R



15
Matemática
Determine, em metros, a altura máxima em relação ao chão
atingida pelo corpo.
a) 25/4
b) 1/2
c) 5/2
d) 5/4
e) 2/3
GABARITO
01. E 02. E 03. B 04. E 05. D 06. C
07. A 08. D 09. C 10. B 11. E 12. C
13. B 14. D 15. C 16. D 17. D


FUNÇÃO EXPONENCIAL
01. PROPRIEDADES

an = a.a.a...a.a
n vezes
a0 = 1
a1 = a
an .am = an+m
an / am = an–m
(an)m = an.m
(a.b)n = an . bn
a−n = 1/an
(a/b)−n = (b/a)n
n m
a
= am/n

02. GRÁFICO DA FUNÇÃO
f(x) = kx
Se k > 1 ⇒ Crescente Se 0 < k < 1 ⇒ Decrescente



03. EQUAÇÃO BÁSICA
Ax = Ay⇒ x = y
04. INEQUAÇÃO BÁSICA
x > y, se A > 1
Ax>Ay⇒ x < y, se 0 < A < 1

x < y, se A > 1
Ax<Ay⇒
x > y, se 0 < A < 1

Questoes:
1) Se 2
x
+2
-x
=3, determine o valor de8
x
+8
-x
.
a)18.
b)16
c)24
d)14
2)Determine o valor de a sabendo que as funções f(x)= a
x
e
g (x)=x
2
-1. se interceptam em um ponto de abscissa 3.
a)1
b)2.
c)3
d)4
3)Determine o conjunto solução de(3+√2)
x
>-2
a)I
b)Q
c)ℝ.
d)N
4)Se , então "x" vale:
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
Gabarito:
y
x
y
x


16
Matemática
1. A 3.C
2. B 4.B


LOGARÍTMO
01. PROPRIEDADES
logBA = x ⇒ A = B
x






logA 1 = 0
logA A = 1
logAA
n
= n
logBA
n
= n . logBA
A
m
n
A
B
n
B
m log . log =
B A
B
A
=
log

logC(A.B) = logcA + logCB
logC(A/B) = logcA – logCB




02. MUDANDÇA DE BASE
B
A
A
C
C
B
log
log
log =
B
A
A
B
log
1
log =
03. GRÁFICO DA FUNÇÃO
f(x) = logBx
Se B > 1⇒ Crescente Se 0 < B < 1⇒ Decrescente




04. EQUAÇÃO BÁSICA
logBx = logBy⇒ x = y

05. INEQUAÇÃO LOGARÍTMICA
x > y, se B > 1
logBx >logBy⇒
x < y, se 0 < B < 1

x < y, se B > 1
logBx <logBy ⇒
x > y, se 0 < B < 1



Exercícios resolvidos:
1)Dado logA = 2 e logB=3, determine:
a)log(AB) = logA + logB = 2 + 3 = 5
b)log(B/A) = logB – logA = 3 – 2 = 1
c)log(A
3
B
5
) = logA
3
+ logB
5
= 3.logA + 5.logB = 3.2 +
5.3 = 21
d)log(B
2
A ) = logB
2
+ logA
1/2
= 2.logB + ½.logA =
2.3 + ½.2 = 6 + 1 = 7
e)logBA =
3
2
B log
A log
=
2)Dado log2 = 0,3 e log3 = 0,48 determine:
a)log6 = log(2.3) = log2 + log3 = 0,3 + 0,48 = 0,78
b)log5 = log(10/2) = log10 – log2 = 1 – 0,3 = 0,7
c)log72 = log(2
3
.3
2
) = log2
3
+ log3
2
= 3.log2 + 2.log3 =
3.0,3 + 2.0,48 = 1,86
d)log1,28 = log(128/100) = log(2
7
/10
2
) = log2
7
– log10
2

= 7.log2 – 2 = 7.0,3 – 2 = 0,1
e)log0,00027 = log(27/10000) = log27 – log100000 =
log3
3
– log10
5
= 3.0,48 – 5 = -3,56
f)log9000 = log(9.1000) = log(3
2
.10
3
) = log3
2
+ log10
3

= 2.0,48 + 3 = 4,96
OBSERVAÇÃO:
A condição de existência de um logaritmo
na forma log
B
A é que
A > 0, B > 0 e B ≠ 1
OBSERVAÇÃO:
logA = log
10
A
ln A = log
e
A
y
x
OBS.:
* Faça sempre a condição de existência;
* Não esqueça que B > 0 e B ≠ 1.
y
x


17
Matemática
g)log 3 2 = log(3.2
1/2
) = log3 + log2
1/2
= log3 +
½.log2 = 0,48 + ½.0,3 = 0,63
h)log481 =
2 , 3
10
16 . 2
30
48 . 2
3 , 0 . 1
48 , 0 . 2
2 log . 2
3 log . 4
2 log
3 log
4 log
81 log
2
4
= = = = = =

EXERCÍCIOS
1)Se logx = log2 + log5 + log6, então x é igual a:
a)0
b)10
c)13
d)60
e)maior que 100
2)O domínio da função y = logx(2x–1) é:
a)x > 1/2
b)x > 0
c)x < 1/2 e x ≠ 1
d)x > 1/2 e x ≠ 1
e)x ≠ 1/2
3)Calcule o valor da soma log39 + log93.
a)1/2
b)3/2
c)2/5
d)7/2
e)5/2
4)Sabendo que log2=0,3 e log3=0,48 determine o valor de
log2 + log4 + log6 + log8.
a)3,80
b)2,58
c)2,10
d)1,78
e)0,78
5)Sabendo que logx=2,4315 podemos afirmar então que:
a)0 < x < 1
b)1 < x < 10
c)10 < x < 100
d)100 < x < 1000
e)1000 < x < 10000
6)Qual é o valor de [log5(25.log232)]
3
?
a)27
b)12
c)8
d)0
Gabarito:
1. D 2.D 3. E 4. B 5.D 6.A
Noções de trigonometria
Trigonometria no Triângulo Retângulo
A palavra trigonometria significa medida dos três ângulos de
um triângulo e determina um ramo da matemática que
estuda a relação entre as mediadas dos lados e dos ângulos
de um triângulo.
Conta a história da matemática que Tales foi um grande
estudioso desse ramo da matemática, mas não podemos
afirmar que este foi seu inventor. A trigonometria não foi
obra de um só homem, nem de um povo só.

Seno, Cosseno e Tangente de um Ângulo Agudo
Observe o triângulo retângulo abaixo, onde a é a hipotenusa
(lado oposto ao ângulo de 90º), b e c são os catetos do
triângulo retângulo(catetos são os lado que formam o ângulo
de 90º)

Lembre-se, os catetos variam de nome de acordo com a
posição do ângulo.

Seno:
Seno de y = cateto oposto a y/ hipotenusa ou seno de y = b /
a
Cosseno:
Cosseno de y = cateto adjacente de y / hipotenusa ou
cosseno de y = c / a
Tangente:
Tangente de y = cateto oposto de y / por cateto adjacente de
y ou tangente de y = b / c
Cotangente:
Cotangente de y = cateto adjacente / cateto oposto ou
cotangente de y = c / b
Razões Trigonométricas Especiais


18
Matemática
ades. possibilid 24 2 . 3 . 4 lugar 3º o para ades possibilid
2 e lugar 2º o para ades possibilid 3 sobrando lugar, 1º o para ades possibilid 4 Existem : R
lugares? primeiros três os para ades possibilid as são Quantas mundo. do campeões
dos torneio o disputam Flamengo) e Paulo São Santos, (Grêmio, futebol de times Quatro 3)
negativo. número um de fatorial existe não pois , 7 : Resposta
-8 x
7 x

2
15 1

2
225 1
0 56
56 x 56 ) )( 1 ( 56
)! 1 (
)! 1 )( )( 1 (
56
)! 1 (
)! 1 (
. 56
)! 1 (
)! 1 (
equação a Resolva 2)
10200 10100 100 100 . 101 100
! 99
! 99 . 100 . 101 ! 99 . 100
! 99
! 101 ! 100
.
! 99
! 101 ! 100
expressão da valor o Calcule 1)
2
2
= →
=
¹
´
¦
=
=

± −
= ⇒
± −
= ⇒ = − + ⇒
⇒ = + ⇒ = + ⇒ =

− +
⇒ =

+
=

+
= + = + =
+
=
+
+
x
x x x x
x x x
x
x x x
x
x
x
x
)! (
!
,
p n
n
A
p n

=
Existem outro ângulos, seus senos, cossenos, tangentes e
cotangentes, se encontram em uma tabela chamada tabela
trigonométrica.

Exemplos
1. Calcule o valor de x na figura abaixo.(observe na
tabela sen 30º)






Questões:

1) Calcular os catetos de um triângulo retângulo cuja
hipotenusa mede 6 cm e um dos ângulos mede 60º.
a)3√3 e 3
b)2e4
c)3e5
d)3√3e 4
e)√3e3

2) Quando o ângulo de elevação do sol é de 60º, a
sombra de uma árvore mede 15m. Calcule a altura da
árvore, considerando √3 = 1,7.
a)15m
b)25,m
c)20m
d)18m
e)30m

3) Um foguete é lançado sob um ângulo de 30 º. A que
altura se encontra depois de percorrer 12 km em linha reta?
a)12km
b)3km
c)6km
d)5,5km
e)7km

4) Se cada ângulo de um triângulo equilátero mede 60 º,
calcule a medida da altura de um triângulo equilátero de lado
20 cm.
a)10√2
b)7√4
c)5√3
d)10√3
e)8√2

Gabarito:

1. A 2.B 3.C 4.D

Análise Combinatória


Fatorial de um número:



Definições especiais:






















Arranjo simples:









40
17
80
34
8 72
20 24 30
)! 1 8 (
! 8
)! 2 9 (
! 9
)! 2 5 (
! 5
)! 3 4 (
! 4
)! 2 6 (
! 6
. Calcule ) 4
1 , 8 2 , 9
2 , 5 3 , 4 2 , 6
1 , 8 2 , 9
2 , 5 3 , 4 2 , 6
= =
+
− +
=

+




+

=
+
− +
+
− +
A A
A A A
A A
A A A
)! (
!
,
p n
n
A
p n

=

n!=n.(n-1).(n-2)...3.2.1

0!=1
1!=1
)! (
!
,
p n
n
A
p n

=


19
Matemática


Permutação Simples:É um caso particular de arranjo
simples. É o tipo de agrupamento ordenado onde entram
todos os elementos.




Combinação Simples: é o tipo de agrupamento em que um
grupo difere do outro apenas pela natureza dos elementos
componentes.











Exercícios:
1) De um total de 6 pratos à base de carboidratos e 4
pratos à base de proteínas, pretendo fazer o meu prato
com 5 destes itens, itens diferentes, de sorte que
contenha ao menos 2 proteínas. Qual é o número
máximo de pratos distintos que poderei fazer?
Resolução: Se não houvesse a restrição das duas proteínas,
o cálculo seria simplesmente C10, 5:
Mas como há tal restrição, devemos descontar deste total o
número de pratos que só contém carboidratos, que é igual
a C6, 5:
Não podemos nos esquecer de que também podemos
montar pratos contendo apenas um item de proteína, então
devemos desconsiderá-los também. Estes pratos são o
produto de C6, 4, referentes aos quatro itens de carboidrato,
por C4, 1, referentes ao único item de proteína:
Multiplicando as combinações:

Podemos formar então 6 pratos sem qualquer item de
proteína e mais 60 pratos com somente um item de proteína.
Então de 252 que é o número total de combinações
possíveis sem a restrição, devemos subtrair 66pratos para
obtermos a resposta do exercício, ou seja, 186.
Poderíamos ter resolvido este exercício de uma outra
maneira. Vamos lhe explicar como e vamos lhe dar o
resultado, mas o desenvolvimento em si você mesmo
deverá fazer, para que consiga fixar melhor os
conhecimentos adquiridos. Por favor, não deixe de fazê-lo.
O produto C6, 3 . C4, 2 = 20 . 6 = 120 nos dá o total de pratos
contendo 3 itens de carboidrato e 2 itens de proteína.
! n P
n
=

maneiras. 1152 576 576 é total o Portanto
maneiras. 576 24 . 24 ! 4 !. 4 .
: também temos posição primeira na dama uma Colocando
maneiras. 576 24 . 24 ! 4 !. 4 .
: maneiras de total número como temos posição primeira na cavalheiro um Colocando
C - D - C - D - C - D - C - D ou D - C - D - C - D - C - D - C
: isso fazer de maneiras duas Existem : R
damas. duas e s cavalheiro dois juntos fiquem não que forma
de fila, numa s, cavalheiro 4 e damas 4 dipostas ser podem maneiras quantas de Calcule 8)
anagramas. 120 1 . 2 . 3 . 4 . 5 ! 5 . 1 . 1 . 1 . 1
: é total o Então ades. possibilid 5 existem letras 5 outras as para e
(E), 1 existe só também última para e (A), ade possibilid 1 existe letra primeira a Para
E. com terminam e A POR COMEÇAM b)
anagramas. 720 1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 ! 6 . 1 . 1
: é total o Então ades. possibilid 6 existem
letras 6 outras as para e (A), ade possibilid uma apenas existe letra primeira a Para
A. POR COMEÇAM a)
: EDITORA palavra da anagramas Quantos 8)
números. 120 1 . 2 . 3 . 4 . 5 ! 5
8? e 1,2,3,5 por formados ser podem distintos algarismos 5 de números Quantos ) 7
4 4
4 4
5
6
5
= +
= = =
= = =
= = =
= = =
= = =
P P
P P
P
P
P
)! ( !
!
,
p n p
n
C
p n

=

comissões. 525 15 . 35
2
30
.
! 3
210
! 2 !. 4
! 4 . 5 . 6
.
! 4 !. 3
! 4 . 5 . 6 . 7
)! 4 6 ( ! 4
! 6
.
)! 3 7 ( ! 3
! 7
. . produto o é resultado O
- MOÇAS
- RAPAZES
moças? 4 e rapazes
3 com formar podemos comissões quantas moças, 6 e rapazes 7 com reunião Numa 11)
saladas. de tipos 210
24
5040
! 4
5040
! 4 !. 6
! 6 . 7 . 8 . 9 . 10
)! 6 10 !.( 6
! 10
feitas? ser podem
diferentes espécies 6 contendo salada, de tipos quantos frutas, de espécies 10 Com 10)
. C haver pode não porque resposta a é não 1 : obs
. 5 : Resposta
1 ' '
5 '

2
16 6
0 5 6
0 5 6 0
6
3 3 2 3
0
2 6
2 2
0
! 2
) 1 .(
! 3
) 2 ).( 1 .(
0
)! 2 ( ! 2
)! 2 ).( 1 .(
)! 3 ( ! 3
)! 3 ).( 2 ).( 1 .(
0
)! 2 ( ! 2
!
)! 3 ( ! 3
!
. 0 equação a Resolver 9)
4 , 6 3 , 7
4 , 6
3 , 7
6 , 10
1,3
2
2 3
2 2 3
2 2 2 3
2 , 3 ,
= = = =
− −
= = = =

=
=
=
¹
´
¦
=
=

±
= ⇒ = + −
= + − ⇒ =
+ − + −
=


+ − −
=


− −
=

− −


− − −
=



= −
C C
C
C
C
m
m
m
m
m m m
m m m
m m m m m
m m m m m m
m m m m m
m
m m m
m
m m m m
m
m
m
m
C C
m m


20
Matemática
Já o produto C6, 2 . C4, 3 = 15 . 4 = 60 é igual ao total de
pratos contendo 2 itens de carboidrato e 3 itens de proteína.
Por fim o produto C6, 1 . C4, 4 = 6 . 1 = 6 resulta no total de
pratos contendo 1 item de carboidrato e 4 itens de proteína.
Somando 120, 60 e 6, obtemos o mesmo resultado obtido
anteriormente.
Portanto:
O número máximo de pratos distintos que poderei fazer,
contendo ao menos dois itens de proteína, é igual a 186
pratos.

2)Em um refeitório há doces e salgados. Cada pessoa
receberá um recipiente com 3 doces, dos 8 tipos
disponíveis e apenas 2 salgados, dos 7 tipos fabricados.
Quantas são as diferentes possibilidades de
preenchimento do recipiente?
a)1176
b)1212
c)1186
d)1080
3) Oito pessoas irão acampar e levarão quatro barracas.
Em cada barraca dormirão duas pessoas. Quantas são
as opções de distribuição das pessoas nas barracas?
a)2520
b)2250
c)3500
d)1520
4) Em uma sapateira irei guardar 3 sapatos, 2 chinelos e
5 tênis. Quantas são as disposições possíveis desde
que os calçados de mesmo tipo fiquem juntos, lado a
lado na sapateira?
a)8740
b)9040
c)8640
d)6640
5)Grêmio (RS), Flamengo (RJ), Internacional (RS) e São
Paulo (SP) disputam um campeonato. Levando-se em
conta apenas a unidade da federação de cada um dos
clubes, de quantas maneiras diferentes pode terminar o
campeonato?
a)16
b)10
c)12
d)24

6) Um certo número de pessoas pode ser agrupado de
duas em duas pessoas, não importando a ordem das
mesmas, resultando em 10 diferentes possibilidades de
agrupamento. Quantas pessoas fazem parte deste
grupo?
a)2
b)15
c)5
d)8
7) Se enfileirarmos 3 dados iguais, obteremos um
agrupamento dentre quantos possíveis?
a)243
b)156
c)216
d)225
8) Em um pequeno galinheiro há 12 aves, dentre um
galo, galinhas, frangos e frangas, no entanto só existe
espaço para 10 aves no poleiro. De quantas maneiras
distintas elas podem ser empoleiradas, sabendo-se que
o poleiro sempre ficará lotado?
a)240400000
b)1500000000
c)239500800
d)155800000
1)186 2)1176 3)2520 4)8640
5)12 6)5 7)216 8)2395000800

Progressão aritmética (P.A.)

Progressão Aritméticas (PA)
É uma seqüência de números reais onde cada termo, a
partir do segundo, é igual ao anterior mais uma constante (
chamada razão).

Exemplos:
Sendo a1 = 1 e a razão (r) = 2 então (a1 é o primeiro termo
a2 o segundo termo e assim por
diante)
a2= a1 + r a2 = 1 + 2 = 3
a3= a2 + r a3 = 3 + 2 = 5
a4= a3 + r a4 = 5 + 2 = 7
an= an-1 + r (representação de um termo qualquer)
Assim a P.A. será (1, 3, 5, 7......)

Para calcularmos a razão de uma P.A. efetuamos a
diferença entre um termo qualquer e seu anterior.

Exemplos:
Dada a P.A. (1, 4, 7, 10....)
r = 4 - 1 = 3; r = 7 - 4 = 3; r = 10 - 7 = 3
Termo Geral de uma P.A


21
Matemática
Para calcularmos qualquer termo de uma P.A. usamos a
fórmula seguinte:
an = a1 + (n - 1)r
an= representa o termo procurado.
a1= representa o primeiro termo da P.A
n = representa o número de termos.
r = representa a razão da P.A.

Exemplos:
1. Calcule o sétimo termo da P.A (1, 6, 11, ...)
a7= ? n = 7 a1 = 1 r = 6 - 1 = 5
an= a1 + (n - 1)r
a7= 1 + (7 - 1)5
a7= 1 + (6)5
a7= 1 + 30
a7= 31
Logo o sétimo termo desta P.A é 31.

2. Calcule o número de termos de uma P.A sabendo que a1
= - 14, an= 19 e r = 3.
an= 19 a1 = -14 r = 3 n = ?
an= a1 + (n - 1)r
19 = -14 + (n - 1)3
19 = -14 + 3n - 3
-3n = -14 -3 - 19
-3n = -36(-1)
3n = 36
n = 36/3
n = 12
Logo o número de termos é 12.
Propriedades
1ª = Sendo a, b, c três termos consecutivos de uma P.A,
dizemos que o termo b central
entre eles é a média aritmética dos outros dois.
Exemplo:
Sendo 2, x, 18 três termos consecutivos de uma P.A.
Calcule o valor de x.
2ª = Numa P.A finita, a soma de dois termos equidistantes
dos extremos é igual à soma dos
extremos.
Exemplo:
Sendo a P.A finita(5, 10, 15, 20, 25, 30)
a1 + a6 = 5 + 30 = 35
a2 + a5 = 10 + 25 = 35
a3 + a4 = 12 + 20 = 35

Formula da Soma dos Termos da P.A.:
Sn = [(a1 + an) . n] / 2
Sn = representa a soma dos termos da P.A.
a1= representa o primeiro termo da P.A.
an= representa um determina termo da P.A.
n = representa um determinado número de termos da P.A.
Exemplos:
1. Calcule a soma dos 15 primeirios termos da P.A (8, 12,
16...)
s15= ? a1= 8 a15 = ? r = 12 - 8 = 4 n = 15

Observe que para usar a fórmula da soma primeiro devo
calcular a15 .
an= a1 + (n - 1)r
a15= 8 + (15 - 1)4
a15= 8 + (14)4
a15= 8 + 56
a15= 64

Sn = [(a1 + an) . n] / 2
S16=(0+30).16/2
S16=480/2
S16= 240.
Logo a soma dos 16 termos é 240.

EXERCÍCIOS:
1)A soma dos múltiplos de 5 entre 100 e 2000, isto é, 105 +
110 + 115 + ... + 1995, vale:
a) 5870
b) 12985
c) 2100 . 399
d) 2100 . 379
e) 1050 . 379
2)(UE - PONTA GROSSA) A soma dos termos de P. A. é
dada por Sn = n
2
- n, n = 1, 2, 3, ... Então o 10°termo da P.
A vale:
a) 18
b) 90
c) 8
d) 100
e) 9
3)(OSEC) A soma dos dez primeiros termos de uma P. A. de
primeiro termo 1,87 e de razão 0,004 é:
a) 18,88
b) 9,5644
c) 9,5674
d) 18,9
e) 21,3
04. Em uma progressão aritmética sabe-se que a4 = 12 e a9
= 27. Calcular a5.
a)a5=18
b)a5=20
c)a5=25
d)a5 = 15
e)a5=16

05. Interpolar 10 meios aritméticos entre 2 e 57 e
escrever a P. A. correspondente com primeiro termo
igual a 2.
a)(2;9;11;17...)
b)(2;8;12;17;...)
c)(2;7;12;16;...)
d)(2; 7; 12; 17; ...)

Gabarito:
1. E2.A 3.A 4.D 5.D
Progressões Geométricas (P.G)

Progressões Geométricas (P.G) é uma seqüência de
números reais onde cada termo, a partir do segundo, é igual


22
Matemática
ao anterior multiplicado por uma constante (Chamada
razão).

Exemplos:
Sendo a1 = 3 e a razão (q) = 2, então:
a2= a1 . q a2 = 3 . 2 = 6
a3= a2 . q a3 = 6 . 2 = 12
a4= a3 . q a4 = 12 . 2 = 24
a5= a4 . q a5 = 24 . 2 = 48
Assim, a P.G será (6, 12, 24, 48,....)

Sendo a1 = 54 e q = 1/3, então:
a2= a1 . q a2 = 54 . 1/3 = 18
a3= a2 . q a3 = 18 . 1/3 = 6
a4= a3 . q a4 = 6 . 1/3 = 2
a5= a4 . q a5 = 2 . 1/3 = 1/3
an= an-1 . q (Representa um termo qualquer da P.G)

Assim, a P.g será (18, 6, 2, 1/3,....)
Fórmula do Termo Geral da P.G

an = a1 . qn - 1

an= representa o termo procurado.
a1= representa o primeiro termo da P.G
q = representa a razão da P.G
n = representa o número de termos.
Exemplos:
1. Calcule o sétimo termo da P.G (5, 10, 20,....)
a7= ? a1= 5 q = 10 : 5 = 2 n = 7
an= a1 . qn - 1
a7= 5 . 27 - 1
a7= 5 . 26
a7= 5 . 64
a7= 320
Logo o sétimo termo da P.G é 320.

2. Calcule a razão de uma P.G, sabendo-se que a5 = 405 e
a1 = 5.
a5= 405 a1 = 5 n = 5 q = ?
a5= a1 . qn - 1
405 = 5 .q5 - 1
405 = 5 .q4
q4= 405/5
q4= 81
q = 3 (calculamos a raiz quarta de 81 que é 3)
Logo a razão da P.G é 3.
Propriedades
1ª) Se três números quaisquer x, y, z são termos
consecutivos de uma P.G, então o termo central é média
geométrica dos outros dois.
Temos: y2 =x . z (média geométrica)

Exemplo:
3, 6, 12 são três números consecutivos de uma P.G então:
62 = 3 . 12 logo 36 = 36

2ª) Numa P.G finita, o produto de dois termos eqüidistantes
dos extremos é igual ao produto dos termos extremos.

Exemplo:
Sendo a P.G. finita: (1,2,4,8,16,32)
4.8=2.16=1.32
Observe a aplicação:
Calcule o valor de x tal que x - 3, x, x + 6, nessa orem, sejam
três números em P.G.
x2= (x - 3)(x + 6)
x2= x2 + 6x - 3x - 18
x2= x2 + 3x - 18
x2- x2 - 3x = - 18
- 3x = - 18(-1)
3x = 18
x = 18/3
x = 6
Fórmula da Soma dos Termos da P.G Finita
Devemos observar dois casos:

EXERCÍCIOS:
1)O produto dos 7 termos de uma P.G. é igual a
4586471424. Qual é o quarto termo?
a)24
b)22
c)26
d)42
e)12
2)O sexto termo de uma P.G. é igual a 12500. Se a razão é
igual a 5, qual é o terceiro termo?
a)500
b)100
c)150
d)2500
e)250
3)Se somarmos os 7 primeiros termos da P.G. ( 7, 21, ... )
qual será o valor obtido?
a)2341
b)9871
c)7651
d)8761
e)5431
4)Qual é o produto da multiplicação dos 5 primeiros termos
da P.G. ( 6, 9, ... )?
a)324567,90876
b)457689,87654
c)445678,98765
d)448403,34375
e)878787,98765


23
Matemática
Gabarito:
1. A2. B3. C4.D
Probabilidade básica:

A história da teoria das probabilidades, teve início com os
jogos de cartas, dados e de roleta.
Esse é o motivo da grande existência de exemplos de jogos
de azar no estudo da
probabilidade. A teoria da probabilidade permite que se
calcule a chance de ocorrência de um
número em um experimento aleatório.

Experimento Aleatório:
É aquele experimento que quando repetido em iguais
condições, podem fornecer resultados
diferentes, ou seja, são resultados explicados ao acaso.
Quando se fala de tempo e
possibilidades de ganho na loteria, a abordagem envolve
cálculo de experimento aleatório.
Espaço Amostral
É o conjunto de todos os resultados possíveis de um
experimento aleatório. A letra que
representa o espaço amostral, é S.
Exemplo:
Lançando uma moeda e um dado, simultaneamente, sendo
S o espaço amostral, constituído
pelos 12 elementos:
S = {K1, K2, K3, K4, K5, K6, R1, R2, R3, R4, R5, R6}

1. Escreva explicitamente os seguintes eventos:
A={caras e m número par aparece},
B={um número primo aparece},
C={coroas e um número ímpar aparecem}.

2. Idem, o evento em que:
a) A ou B ocorrem;
b) B e C ocorrem;
c) Somente B ocorre.

3. Quais dos eventos A,B e C são mutuamente exclusivos
Resolução:

1. Para obter A, escolhemos os elementos de S constituídos
de um K e um número par:

A={K2, K4, K6};
Para obter B, escolhemos os pontos de S constituídos de
números primos:
B={K2,K3,K5,R2,R3,R5}
Para obter C, escolhemos os pontos de S constituídos de
um R e um número ímpar:
C={R1,R3,R5}.

2. (a) A ou B = AUB = {K2,K4,K6,K3,K5,R2,R3,R5}
(b) B e C = B 1C = {R3,R5}
(c) Escolhemos os elementos de B que não estão em A ou
C;
B 1Ac1Cc = {K3,K5,R2}
3. A e C são mutuamente exclusivos, porque A 1C = i


Conceito de probabilidade
Se num fenômeno aleatório as possibilidades são
igualmente prováveis, então a probabilidade
de ocorrer um evento A é:

Por, exemplo, no lançamento de um dado, um número pasra
pode ocorrer de 3 maneiras
diferentes dentre 6 igualmente prováveis, portanto, P = 3/6=
1/2 = 50%
Dizemos que um espaço amostral S (finito) é equiprovável
quando seus eventos elementares
têm probabilidades iguais de ocorrência.
Num espaço amostral equiprovável S (finito), a probabilidade
de ocorrência de um evento A é
sempre:

Propriedades Importantes

1. Se A e A’ são eventos complementares, então:
P( A ) + P( A' ) = 1

2. A probabilidade de um evento é sempre um número entre
Æ (probabilidade de evento
impossível) e 1 (probabilidade do evento certo).
0≤P(S) ≤1

Probabilidade Condicional

Antes da realização de um experimento, é necessário, que
já tenha alguma informação sobre o evento que se deseja
observar.Nesse caso o espaço amostral se modifica e o
evento tem as sua probabilidade de ocorrência alterada.

Fórmula de Probabilidade Condicional
P(E1 e E2 e E3 e ...e En-1 e En) é igual a
P(E1).P(E2/E1).P(E3/E1 e E2)...P(En/E1 e E2 e ...En-1).
Onde P(E2/E1) é a probabilidade de ocorrer E2,
condicionada pelo fato de já ter ocorrido E1;P(E3/E1 e E2) é
a probabilidade ocorrer E3, condicionada pelo fato de já
terem ocorrido E1 e E2;P(Pn/E1 e E2 e ...En-1) é a
probabilidade de ocorrer En, condicionada ao fato de já ter
ocorrido
E1 e E2...En-1.
Exemplo:
Uma urna tem 30 bolas, sendo 10 vermelhas e 20 azuis. Se
ocorrer um sorteio de 2 bolas,uma de cada vez e sem
reposição, qual será a probabilidade de a primeira ser
vermelha e a segunda ser azul?

Resolução:
Seja o espaço amostral S=30 bolas, bolinhas e
considerarmos os seguintes eventos:
A: branca na primeira retirada e P(A) = 10/30
B: preta na segunda retirada e P(B) = 20/29
Assim:
P(A e B) = P(A).(B/A) = 10/30.20/29 = 20/87
Eventos independentes

Dizemos que E1 e E2 e ...En-1, En são eventos
independentes quando a probabilidade de ocorrer
um deles não depende do fato de os outros terem ou não
terem ocorrido.

Fórmula da probabilidade dos eventos independentes:
P(E1 e E2 e E3 e ...e En-1 e En) = P(E1).P(E2).p(E3)...P(En)

Exemplo:

Uma urna tem 30 bolas, sendo 10 vermelhas e 20 azuis. Se
sortearmos 2 bolas, 1 de cada vez e respondo a sorteada na
urna, qual será a probabilidade de a primeira ser branca e a
segunda ser preta?


24
Matemática

Resolução:
Como os eventos são independentes, a probabilidade de
sair vermelha na primeira retirada e azul na segunda retirada
é igual ao produto das probabilidades de cada condição, ou
seja, P(A e B) = P(A).P(B). Ora, a probabilidade de sair
vermelha na primeira retirada e 10/30 e a de sair azul na
segunda retirada 20/30. Daí, usando a regra do produto,
temos:
10/30.20/30=2/9.
Observe que na segunda retirada forma consideradas todas
as bolas, pois houve reposição.
Assim, P(B/A) =P(B), porque o fato de sair bola vermelha na
primeira retirada não influenciou a segunda retirada, já que
ela foi reposta na urna.

Probabilidade de ocorrer a união de eventos

Fórmula da probabilidade de ocorrer a união de eventos:
P(E1 ou E2) = P(E1) + P(E2).P(E1 e E2)
De fato, se existirem elementos comuns a E1 e E2, estes
eventos estarão computados no cálculo de P(E1) e P(E2).
Para que sejam considerados uma vez só, subtraímos P(E1
e E2).
Fórmula de probabilidade de ocorrer a união de eventos
mutuamente exclusivos:
P(E1 ou E2 ou E3 ou ... ou En) = P(E1) + P(E2) + ... + P(En)
Exemplo: Se dois dados, azul e branco, forem lançados,
qual a probabilidade de sair 5 no azul e 3 no branco?
Considerando os eventos:
A: Tirar 5 no dado azul e P(A) = 1/6
B: Tirar 3 no dado branco e P(B) = 1/6
Sendo S o espaço amostral de todos os possíveis
resultados, temos:
n(S) = 6.6 = 36 possibilidades. Daí, temos:P(A ou B) = 1/6 +
1/6 – 1/36 = 11/36

Exemplo: Se retirarmos aleatoriamente uma carta de
baralho com 52 cartas, qual a probabilidade de ser um 8 ou
um Rei?
Sendo S o espaço amostral de todos os resultados
possíveis, temos: n(S) = 52 cartas.

Considere os eventos:
A: sair 8 e P(A) = 8/52
B: sair um rei e P(B) = 4/52
Assim, P(A ou B) = 4/52 + 4/52 – 0 = 8/52 = 2/13. Note que
P(A e B) = 0, pois uma carta não pode ser 8 e rei ao mesmo
tempo. Quando isso ocorre dizemos que os eventos A e B
são mutuamente exclusivos.

Exercícios:
1)Acredita-se que 20% dos moradores das proximidades de
uma grande indústria siderúrgica tem alergia aos poluentes
lançados ao ar. Admitindo que este percentual de alérgicos
é real (correto), calcule a probabilidade de que pelo menos 4
moradores tenham alergia entre 13 selecionados ao acaso
a)0,3536
b)0,2526
c)0,4546
d)0,5556
02) Três em cada quatro alunos de uma universidade
fizeram cursinho antes de prestar vestibular. Se 16 alunos
são selecionados ao acaso, qual é a probabilidade de que
Pelo menos 12 tenham feito cursinho?
a)0,89
b)0,65
c)0,75
d)0,70
3)Admita que, respectivamente, 90% e 80% dos indivíduos
das populações A e B sejam alfabetizados. Se 12 pessoas
da população A e 10 da população B forem selecionadas ao
acaso, qual é a probabilidade de que pelo menos uma não
seja alfabetizada? Que suposições você fez para responder
a esta questão?
Dica: D: as 12 pessoas selecionadas da população A são
alfabetizadas.
E: as 10 pessoas selecionadas da população B são
alfabetizadas.
F: pelo menos uma pessoa entre as 22 selecionadas não é
alfabetizada.
a)0,98
b)0,97
c)0,9998
d)0,9697.
Gabarito:
1.B 2.C 3.D

Matrizes

Introdução
O crescente uso dos computadores tem feito com que a
teoria das matrizes seja cada vez mais aplicada em áreas
como Economia, Engenharia, Matemática, Física, dentre
outras. Vejamos um exemplo.
A tabela a seguir representa as notas de três alunos em
uma etapa:
Química Inglês Literatura Espanhol
A 8 7 9 8
B 6 6 7 6
C 4 8 5 9
Se quisermos saber a nota do aluno B em Literatura, basta
procurar o número que fica na segunda linha e na terceira
coluna da tabela.


25
Matemática
Vamos agora considerar uma tabela de números
dispostos em linhas e colunas, como no exemplo acima,
mas colocados entre parênteses ou colchetes:

Em tabelas assim dispostas, os números são os
elementos. As linhas são enumeradas de cima para baixo e
as colunas, da esquerda para direita:

Tabelas com m linhas e n colunas ( m e n números
naturais diferentes de 0) são denominadas matrizes m x n.
Na tabela anterior temos, portanto, uma matriz 3 x 3.
Veja mais alguns exemplos:
• é uma matriz do tipo 2 x 3
• é uma matriz do tipo 2 x 2

Notação geral
Costuma-se representar as matrizes por letras
maiúsculas e seus elementos por letras minúsculas,
acompanhadas por dois índices que indicam,
respectivamente, a linha e a coluna que o elemento ocupa.
Assim, uma matriz A do tipo m x n é representada por:

ou, abreviadamente, A = [aij]m x n, em que i e j representam,
respectivamente, a linha e a coluna que o elemento ocupa.
Por exemplo, na matriz anterior, a23 é o elemento da 2ª linha
e da 3ª coluna.
Na matriz , temos:


Ou na matriz B = [ -1 0 2 5 ], temos: a11 = -1, a12 = 0, a13 =
2 e a14 = 5.

Denominações especiais
Algumas matrizes, por suas características, recebem
denominações especiais.

• Matriz linha: matriz do tipo 1 x n, ou seja, com uma
única linha. Por exemplo, a matriz A =[4 7 -3 1], do
tipo 1 x 4.

• Matriz coluna: matriz do tipo m x 1, ou seja, com
uma única coluna. Por exemplo, , do tipo
3 x 1

• Matriz quadrada: matriz do tipo n x n, ou seja, com
o mesmo número de linhas e colunas; dizemos que
a matriz é de ordem n. Por exemplo, a
matriz é do tipo 2 x 2, isto é,
quadrada de ordem 2.

Numa matriz quadrada definimos a diagonal principal e a
diagonal secundária. A principal é formada pelos
elementos aij tais que i = j. Na secundária, temos i + j = n +
1.
Veja:

Observe a matriz a seguir:

a11 = -1 é elemento da diagonal principal, pis i = j = 1
a31= 5 é elemento da diagonal secundária, pois i + j = n + 1 (
3 + 1 = 3 + 1)



26
Matemática
• Matriz nula: matriz em que todos os elementos são
nulos; é representada por 0m x n.
Por exemplo, .

• Matriz diagonal: matriz quadrada em que todos os
elementos que não estão na diagonal principal são
nulos. Por exemplo:


• Matriz identidade: matriz quadrada em que todos
os elementos da diagonal principal são iguais a 1 e
os demais são nulos; é representada
por In, sendo n a ordem da matriz. Por exemplo:


Assim, para uma matriz
identidade .

• Matriz transposta: matriz A
t
obtida a partir da
matriz A trocando-se ordenadamente as linhas por
colunas ou as colunas por linhas. Por exemplo:

Desse modo, se a matriz A é do tipo m x n, A
t
é do tipo n
x m.
Note que a 1ª linha de A corresponde à 1ª coluna de A
t
e a
2ª linha de A corresponde à 2ª coluna de A
t
.

• Matriz simétrica: matriz quadrada de ordem n tal
que A = A
t
. Por exemplo,
é simétrica, pois a12 = a21 = 5,
a13 = a31 = 6, a23 = a32 = 4, ou seja, temos sempre a ij =
a ij.

• Matriz oposta: matriz -A obtida a partir
de A trocando-se o sinal de todos os elementos
de A. Por
exemplo,
.

Igualdade de matrizes
Duas matrizes, A e B, do mesmo tipo m x n, são iguais se,
e somente se, todos os elementos que ocupam a mesma
posição são iguais:

.

Operações envolvendo matrizes
Adição
Dadas as matrizes ,
chamamos de soma dessas matrizes a
matriz , tal que Cij = aij + bij , para
todo :
A + B = C
Exemplos:





Observação: A + B existe se, e somente se, A e B forem do
mesmo tipo.

Propriedades
Sendo A, B e C matrizes do mesmo tipo ( m x n), temos as
seguintes propriedades para a adição:
a) comutativa: A + B = B + A
b) associativa: ( A + B) + C = A + ( B + C)
c) elemento neutro: A + 0 = 0 + A = A, sendo 0 a matriz nula
m x n
d) elemento oposto: A + ( - A) = (-A) + A = 0

Subtração

Dadas as matrizes ,
chamamos de diferença entre essas matrizes a soma
de A com a matriz oposta de B:

A - B = A + ( -
B )

Multiplicação de um número real por uma matriz
Dados um número real x e uma matriz A do tipo m x n, o
produto de x por A é uma matriz Bdo tipo m x n obtida pela
multiplicação de cada elemento de A por x, ou seja, bij = xaij:
B = x.A

Observe o seguinte exemplo:


27
Matemática


Propriedades
Sendo A e B matrizes do mesmo tipo ( m x n)
e x e y números reais quaisquer, valem as seguintes
propriedades:
a) associativa: x . (yA) = (xy) . A
b) distributiva de um número real em relação à adição de
matrizes: x . (A + B) = xA + xB
c) distributiva de uma matriz em relação à adição de dois
números reais: (x + y) . A = xA + yA
d) elemento neutro :xA = A, para x=1, ou seja, A=A

Multiplicação de matrizes
O produto de uma matriz por outra não é determinado por
meio do produto dos sus respectivos elementos.
Assim, o produto das matrizes A = ( aij) m x p e B = ( bij) p x
n é a matriz C = (cij) m x n em que cada elemento cij é obtido
por meio da soma dos produtos dos elementos
correspondentes da i-ésima linha de A pelos elementos da j-
ésima coluna B.

Vamos multiplicar a
matriz para entender como
se obtém cadaCij:

• 1ª linha e 1ª coluna

• 1ª linha e 2ª coluna


• 2ª linha e 1ª coluna


• 2ª linha e 2ª coluna


Assim, .
Observe que:

Portanto, .A, ou seja, para a multiplicação de
matrizes não vale a propriedade comutativa.
Vejamos outro exemplo com as
matrizes :



Da definição, temos que a matriz produto A . B só existe
se o número de colunas de A for igual ao número de linhas
de B:

A matriz produto terá o número de linhas de A (m) e o
número de colunas de B(n):
• Se A3 x 2 e B 2 x 5 , então ( A . B ) 3 x 5
• Se A 4 x 1 e B 2 x 3, então não existe o produto
• Se A 4 x 2 e B 2 x 1, então ( A . B ) 4 x 1


Propriedades
Verificadas as condições de existência para a
multiplicação de matrizes, valem as seguintes propriedades:
a) associativa: ( A . B) . C = A .( B . C )
b) distributiva em relação à adição: A .( B + C ) = A . B + A .
C ou ( A + B ) . C = A . C + B . C
c) elemento neutro: A . In = In . A = A, sendo In a matriz
identidade de ordem n
Vimos que a propriedade comutativa, geralmente, não vale
para a multiplicação de matrizes. Não vale também o
anulamento do produto, ou seja: sendo 0 m x n uma matriz
nula, A .B =0 m x n não implica, necessariamente, que A = 0 m
x n ou B = 0 m x n.

Matriz inversa
Dada uma matriz A, quadrada, de ordem n, se existir uma
matriz A', de mesma ordem, tal que A . A' = A' . A = In ,
então A' é matriz inversa de A . representamos a matriz
inversa por A
-1
.








28
Matemática
Exercícios resolvidos:

Determinantes

Como já vimos, matriz quadrada é a que tem o mesmo
número de linhas e de colunas (ou seja, é do tipo nxn).
A toda matriz quadrada está associado um número ao qual
damos o nome de determinante.
Dentre as várias aplicações dos determinantes na
Matemática, temos:
• resolução de alguns tipos de sistemas de equações
lineares;
• cálculo da área de um triângulo situado no plano
cartesiano, quando são conhecidas as
coordenadas dos seus vértices;

Determinante de 1ª ordem
Dada uma matriz quadrada de 1ª ordem M=[a11], o seu
determinante é o número real a11:
det M =Ia11I = a11
Observação: Representamos o determinante de uma matriz
entre duas barras verticais, que não têm o significado de
módulo.
Por exemplo:
• M= [5] det M = 5
ou I 5 I = 5
• M = [-3] det M = -
3 ou I -3 I = -3

Determinante de 2ª ordem
Dada a matriz , de ordem 2, por
definição o determinante associado a M, determinante de 2ª
ordem, é dado por:

Portanto, o determinante de uma matriz de ordem 2 é
dado pela diferença entre o produto dos elementos da
diagonal principal e o produto dos elementos da diagonal
secundária. Veja o exemplo a seguir.


Menor complementar
Chamamos de menor complementar relativo a um
elemento aij de uma matriz M, quadrada e de ordem n>1, o
determinante MCij , de ordem n - 1, associado à matriz
obtida de M quando suprimimos a linha e a coluna que
passam por aij .
Vejamos como determiná-lo pelos exemplos a seguir:
a) Dada a matriz , de ordem 2, para
determinar o menor complementar relativo ao
elemento a11(MC11), retiramos a linha 1 e a coluna 1:

Da mesma forma, o menor complementar relativo ao
elemento a12 é:

20 12 8 ) 2 .( 6 1 . 8
1 2
6 8
det
1 2
6 8

1 d 1 2
2 c 0 2
6 b 2 4
8 2 10

1 0
2 2
2 2
4 10
1 0
2 2
2 2
4 10

1 0
2 2
1 1
2 5
2
: matriz a s encontramo nte Primeirame
. de te determinan o calcule , 2 que tais e
1 0
2 2
,
1 1
2 5
: matrizes as Dadas 1)
= + = − − =

=


= ⇒
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= → = −
− = → = − −
= → − = −
= → = −


=

− − −
− −


=


=


= −

=


=


=
X
X
d
c
b
a a
d c
b a
d c
b a
d c
b a
X
X B X A
d c
b a
X B A
¹
´
¦
− =
=

±
= ⇒
±
= ⇒
±
=
= − − ⇒ = − − + −
= + + − − + − + − ⇒ = − − −
= − −
2
6

2
8 4

2
64 4

2
12 1 4 16 4
0 12 4 n 12 ) 2 (
12 ) 4 0 3 ( ) 0 ) 1 ( 2 ( 12
0
1
1

n
4
2

0
1 1 4
3 1 2

: segunda da produtos dos soma pela diagonal,
primeira da produtos dos soma a subtrair e matriz, da direita à colunas primeiras duas as copiar
em consiste que Sarrus, de regra a utilizar podemos 3x3 matriz uma de te determinan o achar Para
. 12
0
1 1 4
3 1 2
equação da solução a Encontre ) 2
2 2
n
n
n n
) .(- . -
n
n n n n n
n n n n n
n n
n
n n
n



= ⇒

+ − +
+ − − + −
+ − +
=


=

− =
8 4
12 7
3 5

2 . 4 ) 3 ( 0 1 . 4 5 . 0
2 . 3 ) 3 )( 2 ( 1 . 3 5 ). 2 (
2 . 0 ) 3 .( 1 1 . 0 5 . 1
3x2. matriz uma será resultado O B. matriz da
coluna cada por A matriz da linha cada de produto pelo obtido será resultado O 2x2. uma por
3x2 matriz uma ndo multiplica estamos onde matrizes, de ção multiplica de questão uma é Essa
AB. calcule
2 1
3 5
e
4 0
3 2
0 1
Sendo 3)
AB AB
B A



=
¹
´
¦
=
− =

¹
´
¦
= +
= +
¹
´
¦
− =
=

¹
´
¦
= +
= +

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= +
= +
= +
= +

=

=

=


4 3
5 4
é de inversa matriz a Portanto,
4
5

1 4 3
0 5 4
3
4

0 4 3
1 5 4

1 4 3
0 4 3
0 5 4
1 5 4

1 0
0 1
.
4 3
5 4
.
: seja ou , identidade matriz na resulta inversa sua pela da multiplica matriz uma que Sabemos
. matriz da inversa matriz a determine ,
4 3
5 4
Sendo 4)
1
1
A A
d
b
d b
d b
c
a
c a
c a
d b
c a
d b
c a
d c
b a
I A A
A A


29
Matemática
b) Sendo , de ordem 3, temos:


Cofator
Chamamos de cofator ou complemento algébrico relativo a
um elemento aij de uma matriz quadrada de ordem n o
número Aij tal que Aij = (-1)
i+j
.MCij .
Veja:
a) Dada , os cofatores relativos aos
elementos a11 e a12 da matriz M são:

b) Sendo , vamos calcular os
cofatores A22, A23 e A31:



Teorema de Laplace
O determinante de uma matriz quadrada M =
[aij]mxn pode ser obtido pela soma dos produtos
dos elementos de uma fila qualquer ( linha ou coluna) da
matriz M pelos respectivos cofatores.
Assim, fixando , temos:

em que é o somatório de todos os termos de índice i,
variando de 1 até m, .

Regra de Sarrus
O cálculo do determinante de 3ª ordem pode ser feito por
meio de um dispositivo prático, denominado regra de Sarrus.
Acompanhe como aplicamos essa regra
para .

1º passo: Repetimos as duas primeiras colunas ao lado da
terceira:

2º passo: Encontramos a soma do produto dos elementos
da diagonal principal com os dois produtos obtidos pela
multiplicação dos elementos das paralelas a essa diagonal
(a soma deve ser precedida do sinal positivo):

3º passo: Encontramos a soma do produto dos elementos
da diagonal secundária com os dois produtos obtidos pela
multiplicação dos elementos das paralelas a essa diagonal (
a soma deve ser precedida do sinal negativo):

Assim:

Observação: Se desenvolvermos esse determinante de 3ª
ordem aplicando o Teorema de Laplace, encontraremos o
mesmo número real.




30
Matemática
Determinante de ordem n > 3
Vimos que a regra de Sarrus é válida para o cálculo do
determinante de uma matriz de ordem 3. Quando a matriz é
de ordem superior a 3, devemos empregar o Teorema de
Laplace para chegar a determinantes de ordem 3 e depois
aplicar a regra de Sarrus.

Propriedades dos determinantes
Os demais associados a matrizes quadradas de
ordem n apresentam as seguintes propriedades:
P1 ) Quando todos os elementos de uma fila ( linha ou
coluna) são nulos, o determinante dessa matriz é nulo.
Exemplo:


P2) Se duas filas de uma matriz são iguais, então seu
determinante é nulo.
Exemplo:

P3) Se duas filas paralelas de uma matriz são proporcionais,
então seu determinante é nulo.
Exemplo:

P4) Se os elementos de uma fila de uma matriz são
combinações lineares dos elementos correspondentes de
filas paralelas, então seu determinante é nulo.
Exemplos:



P5 ) Teorema de Jacobi: o determinante de uma matriz não
se altera quando somamos aos elementos de uma fila uma
combinação linear dos elementos correspondentes de filas
paralelas.
Exemplo:

Substituindo a 1ª coluna pela soma dessa mesma coluna
com o dobro da 2ª, temos:


P6) O determinante de uma matriz e o de sua transposta são
iguais.
Exemplo:

P7) Multiplicando por um número real todos os elementos de
uma fila em uma matriz, o determinante dessa matriz fica
multiplicado por esse número.
Exemplos:


P8) Quando trocamos as posições de duas filas paralelas, o
determinante de uma matriz muda de sinal.
Exemplo:

P9) Quando, em uma matriz, os elementos acima ou abaixo
da diagonal principal são todos nulos, o determinante é igual
ao produto dos elementos dessa diagonal.
Exemplos:


31
Matemática


P10) Quando, em uma matriz, os elementos acima ou abaixo
da diagonal secundária são todos nulos, o determinante é
igual ao produto dos elementos dessa diagonal multiplicado
por .
Exemplos:


P11) Para A e B matrizes quadradas de mesma
ordem n, .
Como:
Exemplo:

P12)
Exemplo:


Sistemas Lineares


Equação linear

Equação linear é toda equação da forma:
a1x1 + a2x2+ a3x3 + ... + anxn = b
em que a1, a2, a3, ... , an são números reais, que recebem o
nome de coeficientes das incógnitas
x1, x2,x3, ... , xn, e b é um número real chamado termo
independente ( quando b=0, a equação recebe o nome
de linear homogênea).
Veja alguns exemplos de equações lineares:
• 3x - 2y + 4z = 7
• -2x + 4z = 3t
- y + 4

(homogênea)

As equações a seguir não são lineares:
• xy -
3z +
t = 8
• x
2
- 4y
= 3t -
4


Sistema linear
Um conjunto de equações lineares da forma:

é um sistema linear de m equações e n incógnitas.
A solução de um sistema linear é a n-upla de números
reais ordenados (r1, r2, r3,..., rn) que é, simultaneamente,
solução de todas as equações do sistema.

Matrizes associadas a um sistema linear
A um sistema linear podemos associar as seguintes
matrizes:
• matriz incompleta: a matriz A formada pelos
coeficientes das incógnitas do sistema.
Em relação ao sistema:

a matriz incompleta é:

• matriz completa: matriz B que se obtém
acrescentando à matriz incompleta uma última
coluna formada pelos termos independentes das
equações do sitema.
Assim, para o mesmo sistema acima, a matriz completa é:

Sistemas homogêneos
Um sistema é homogêneo quando todos os termos
independentes da equações são nulos:



32
Matemática
Veja um exemplo:

A n-upla (0, 0, 0,...,0) é sempre solução de um sistema
homogêneo com n incógnitas e recebe o nome de solução
trivial. Quando existem, as demais soluções são chamadas
não-triviais.

Classificação de um sistema quanto ao número de
soluções
Resolvendo o sistema , encontramos uma
única solução: o par ordenado (3,5). Assim, dizemos que o
sistema é possível (tem solução) e determinado (solução
única).
No caso do sistema , verificamos que os
pares ordenados (0,8), (1,7),(2,6),(3,5),(4,4),(5,3),...são
algumas de suas infinitas soluções. Por isso, dizemos que o
sistema é possível (tem solução) e indeterminado (infinitas
soluções).
Para , verificamos que nenhum par
ordenado satisfaz simultaneamente as equações. Portanto,
o sistema é impossível (não tem solução).

Resumindo, um sistema linear pode ser:
a) possível e determinado (solução única);
b) possível e indeterminado (infinitas soluções);
c) impossível (não tem solução).

Sistema normal
Um sistema é normal quando tem o mesmo número de
equações (m) e de incógnitas (n) e o determinante da matriz
incompleta associada ao sistema é diferente de zero.
Se m=n e det A 0, então o sistema é normal.

Regra de Cramer
Todo sistema normal tem uma única solução dada por:

em que i { 1,2,3,...,n}, D= det A é o determinante da
matriz incompleta associada ao sistema, e Dxi é o
determinante obtido pela substituição, na matriz incompleta,
da coluna i pela coluna formada pelos termos
independentes.

Discussão de um sistema linear
Se um sistema linear tem n equações e n incógnitas, ele
pode ser:
a) possível e determinado, se D=det A 0; caso em que a
solução é única.
Exemplo:

m=n=3

Então, o sistema é possível e determinado, tendo solução
única.

b) possível e indeterminado, se D= Dx1 = Dx2 = Dx3 = ... =
Dxn= 0, para n=2. Se n 3, essa condição só será válida se
não houver equações com coeficientes das incógnitas
respectivamente proporcionais e termos independentes não-
proporcionais.
Um sistema possível e indeterminado apresenta infinitas
soluções.
Exemplo:

D=0, Dx =0, Dy=0 e Dz=0
Assim, o sistema é possível e indeterminado, tendo infinitas
soluções.

c) impossível, se D=0 e Dxi 0, 1 i n; caso em que o
sistema não tem solução.
Exemplo:



Como D=0 e Dx 0, o sistema é impossível e não
apresenta solução.

Sistemas Equivalentes
Dois sistemas são equivalentes quando possuem o mesmo
conjunto solução.
Por exemplo, dados os sistemas:
e
verificamos que o par ordenado (x, y) = (1, 2) satisfaz ambos
e é único. Logo, S1 e S2 são equivalentes: S1 ~ S2.

Propriedades
a) Trocando de posição as equações de um sistema,
obtemos outro sistema equivalente.
Por exemplo:
e
S1 ~S2


33
Matemática

b) Multiplicando uma ou mais equações de um sistema por
um número K (K IR*), obtemos um sistema equivalente
ao anterior. Por exemplo:

S1 ~S2

c) Adicionando a uma das equações de um sistema o
produto de outra equação desse mesmo sistema por um
número k ( K IR*), obtemos um sistema equivalente ao
anterior.
Por exemplo:

Dado , substituindo a equação (II)
pela soma do produto de (I) por -1 com (II), obtemos:


S1~S2, pois (x,y)=(2,1) é solução de ambos os sistemas.

Sistemas escalonados

Utilizamos a regra de Cramer para discutir e resolver
sistemas lineares em que o número de equações (m) é igual
ao número de incógnitas (n). Quando m e n são maiores
que três, torna-se muito trabalhoso utilizar essa regra. Por
isso, usamos a técnica do escalonamento, que facilita a
discussão e resolução de quaisquer sistemas lineares.
Dizemos que um sistema, em que existe pelo menos um
coeficiente não-nulo em cada equação, está escalonado se
o número de coeficientes nulos antes do primeiro coeficiente
não nulo aumenta de equação para equação.
Para escalonar um sistema adotamos o seguinte
procedimento:
a) Fixamos como 1º equação uma das que possuem o
coeficiente da 1º incógnita diferente de zero.
b) Utilizando as propriedades de sistemas equivalentes,
anulamos todos os coeficientes da 1ª incógnita das demais
equações.
c) Repetimos o processo com as demais incógnitas, até que
o sistema se torne escalonado.

Vamos então aplicar a técnica do escalonamento,
considerando dois tipos de sistema:
I. O número de equações é igual ao número de incógnitas
(m=n)

Exemplo 1:

1ºpasso: Anulamos todos os coeficientes da 1º incógnita a
partir da 2º equação, aplicando as propriedades dos
sistemas equivalentes:
• Trocamos de posição a 1º equação com a 2º
equação, de modo que o 1º coeficiente de x seja
igual a 1:

• Trocamos a 2º equação pela soma da 1º equação,
multiplicada por -2, com a 2º equação:

• Trocamos a 3º equação pela soma da 1º equação,
multiplicada por -3, com a 3º equação:


2º passo: Anulamos os coeficientes da 2º incógnita a partir
da 3º equação:
• Trocamos a 3º equação pela soma da 2º equação,
multiplicada por -1, com a 3º equação:


Agora o sistema está escalonado e podemos resolvê-lo.
-2z=-6 z=3
Substituindo z=3 em (II):
-7y - 3(3)= -2 -7y - 9 = -2 y=-1
Substituindo z=3 e y=-1 em (I):
x + 2(-1) + 3= 3 x=2
Então, x=2, y=-1 e z=3

Exemplo 2:

1º passo: Anulamos todos os coeficientes da 1º incógnita a
partir da 2º equação:
• Trocamos a 2º equação pela soma do produto da
1º equação por -2 com a 2º equação:


• Trocamos a 3º equação pela soma do produto da
1º equação por -3 com a 3º equação:



34
Matemática


2º passo: Anulamos os coeficientes da 2ª incógnita, a partir
da 3º equação:
• Trocamos a 3ª equação pela soma do produto da
2ª equação por -1 com a 3º equação:

Dessa forma, o sistema está escalonando. Como não existe
valor real de z tal que 0z=-2, o sistema é impossível.

II) O número de equações é menor que o número de
incógnitas (m < n)
Exemplo:

1º passo: Anulamos todos os coeficientes da 1º incógnita a
partir da 2º equação:
• Trocamos a 2º equação pela soma do produto da
1º equação por -2 com a 2º equação:


• Trocamos a 3º equação pela soma do produto da
1º equação por -1 com a 3º equação:



2º passo: Anulamos os coeficientes da 2º incógnita, a partir
da 3º equação:
• Trocamos a 3º equação pela soma do produto da
2º equação por -3 com a 3º equação


O sistema está escalonado. Como m<n, o sistema é
possível e indeterminado, admitindo infinitas soluções. A
diferença entre o número de incógnitas (n) e o de equações
(m) de um sistema nessas condições é chamada grau de
indeterminação (GI):
GI= n - m
Para resolver um sistema indeterminado, procedemos do
seguinte modo:
• Consideramos o sistema em sua forma escalonada:

• Calculamos o grau de indeterminação do sistema
nessas condições:
GI = n-m = 4-3 = 1
Como o grau de indeterminação é 1, atribuímos a uma das
incógnitas um valor , supostamente conhecido, e
resolvemos o sistema em função desse valor. Sendo t= ,
substituindo esse valor na 3º equação, obtemos:
12z - 6 = 30 12z= 30 + 6 =
Conhecidos z e t, substituímos esses valores na 2º equação:

Conhecidos z,t e y, substituímos esses valores na 1º
equação:

Assim, a solução do sistema é dada por S=
, com IR.
Para cada valor que seja atribuído a , encontraremos uma
quádrupla que é solução para o sistema.

EXERCÍCIOS:
01. Resolver o sistema abaixo pela Regra de Cramer.


a)(2; 3)
b)(4;6)
c)(2;4)
d)(4;2)
e)(3;2)

02. Resolver o sistema abaixo pela Regra de Cramer.


35
Matemática


a)(4;5;6)
b)(1; 2; 3)
c)(2;3;6)
d)(1;2;4)
e)(2;3;4)
03. (UESP) Se o terno (x0, y0, z0) é a solução do sistema
abaixo, então 3x0 + 5y0 + 4z0 é igual a:

a) -8
b) -7
c) -6
d) -5
e) -4
04. O sistema abaixo:


a) só apresenta a solução trivial;
b) é possível e determinado não tendo solução trivial;
c) é possível e indeterminado;
d) é impossível;
e) admite a solução (1; 2; 1)

05. O sistema abaixo:

a) é impossível;
b) é possível e determinado;
c) é possível e indeterminado;
d) admite apenas a solução (1; 2; 3);
e) admite a solução (2; 0; 0)
Gabarito:
1.A 2.B 3. B 4. D 5.C

GEOMETRIA PLANA

Introdução
A Geometria está apoiada sobre alguns postulados,
axiomas, definições e teoremas, sendo que essas definições
e postulados são usados para demonstrar a validade de
cada teorema. Alguns desses objetos são aceitos sem
demonstração, isto é, você deve aceitar tais conceitos
porque os mesmos parecem funcionar na prática!
A Geometria permite que façamos uso dos conceitos
elementares para construir outros objetos mais complexos
como: pontos especiais, retas especiais, planos dos mais
variados tipos, ângulos, médias, centros de gravidade de
objetos, etc.
Algumas definições

Polígono: É uma figura plana formada por três ou mais
segmentos chamados lados de modo que cada lado tem
interseção com somente outros dois lados próximos, sendo
que tais interseções são denominadas vértices do polígono
e os lados próximos não são paralelos. A região interior ao
polígono é muitas vezes tratada como se fosse o próprio
polígono
Polígono convexo: É um polígono construído de modo que
os prolongamentos dos lados nunca ficarão no interior da
figura original. Se dois pontos pertencem a um polígono
convexo, então todo o segmento tendo estes dois pontos
como extremidades, estará inteiramente contido no
polígono. Um polígono é dito não convexo se dados dois
pontos do polígono, o segmento que tem estes pontos como
extremidades, contiver pontos que estão fora do polígono.
Polígono No. de lados Polígono No. de lados
Triângulo 3 Quadrilátero 4
Pentágono 5 Hexágono 6
Heptágono 7 Octógono 8
Eneágono 9 Decágono 10
Undecágono 11 Dodecágono 12

Polígono não convexo: Um polígono é dito não convexo se
dados dois pontos do polígono, o segmento que tem estes
pontos como extremidades, contiver pontos que estão fora
do polígono.
Segmentos congruentes: Dois segmentos ou ângulos são
congruentes quando têm as mesmas medidas.
Paralelogramo: É um quadrilátero cujos lados opostos são
paralelos. Pode-se mostrar que num paralelogramo:




36
Matemática
Os lados opostos são congruentes;
Os ângulos opostos são congruentes;
A soma de dois ângulos consecutivos vale 180o;
As diagonais cortam-se ao meio.
Losango: Paralelogramo que tem todos os quatro lados
congruentes. As diagonais de um losango formam um
ângulo de 90o.
Retângulo: É um paralelogramo com quatro ângulos retos e
dois pares de lados paralelos.
Quadrado: É um paralelogramo que é ao mesmo tempo um
losango e um retângulo. O quadrado possui quatro lados
com a mesma medida e também quatro ângulos retos.
Trapézio: Quadrilátero que só possui dois lados opostos
paralelos com comprimentos distintos, denominados base
menor e base maior. Pode-se mostrar que o segmento que
liga os pontos médios dos lados não paralelos de um
trapézio é paralelo às bases e o seu comprimento é a média
aritmética das somas das medidas das bases maior e menor
do trapézio.
Trapézio isósceles: Trapézio cujos lados não paralelos são
congruentes. Neste caso, existem dois ângulos congruentes
e dois lados congruentes. Este quadrilátero é obtido pela
retirada de um triângulo isósceles menor superior (amarelo)
do triângulo isósceles maior.
Pipa ou papagaio: É um quadrilátero que tem dois pares de
lados consecutivos congruentes, mas os seus lados opostos
não são congruentes. Neste caso, pode-se mostrar que as
diagonais são perpendiculares e que os ângulos opostos
ligados pela diagonal menor são congruentes.
ÁREA DO RETÂNGULO
Em um retângulo de lados a e b, figura abaixo, onde:

* a = medida do comprimento ou base
* b = medida da largura ou altura
* s = área total
temos que:

área do retângulo = b.h
ÁREA DO QUADRADO
Considerando que o quadrado é um caso particular do
retângulo, onde todos os lados são iguais, figura abaixo:


* l = medida do comprimento ou base
* l = medida da largura ou altura
* s = área total
temos que:
área do quadrado = l.l

ÁREA DE UMA REGIÃO TRIANGULAR
(OU ÁREA DE UM TRIÂNGULO)

Considere as seguintes figuras:


Observe que, em qualquer uma das três figuras, a área do
triângulo destacada é igual à metade da área do retângulo
ABCD.
Assim, de modo geral, temos:


área do triângulo = (b.h)/2

Neste caso, podemos considerar qualquer lado do
triângulo como base. A altura a ser considerada é a relativa
a esse lado.
ÁREA DE UM LOSANGO
O quadrilátero abaixo é um losango onde vamos
considerar:


* O segmento PR representa a Diagonal Maior, cuja
medida vamos indicar por D.
* O segmento QS representa a Diagonal Menor, cuja
medida vamos indicar por d.


37
Matemática
Você nota que a área do losango PQRS é igual à metade
da área do losango cujas dimensões são as medidas D e d
das diagonais do losango, então:

área do losango = (D.d)/2

ÁREA DE UM TRAPÉZIO
Considerando o Trapézio abaixo, podemos destacar:


* MN é a base maior, cuja medida vamos representar
por B.
* PQ é a base menor, cuja medida vamos representar
por b.
* A distância entre as bases é a altura do trapézio, cuja
medida indicaremos por h.
Se traçarmos a diagonal QN, por exemplo, obteremos dois
triângulos, QPN e QMN, que têm a mesma altura de medida
h.

Da figura temos:
- área do trapézio MNPQ=área do triângulo QPN + área do
triângulo QMN
- área do trapézio = (B.h)/2 + (b.h)/2
- área do trapézio = (B.h+b.h)/2
área do trapézio = (B +
b).h/2

ÁREA DE UM POLÍGONO REGULAR
Considerando o polígono regular da figura abaixo, que é
um pentágono.

A partir do centro vamos decompor esse pentágono em
triângulos que são isósceles e congruentes, em cada um
desse triângulos temos.
* base do triângulo, que corresponde ao lado do
polígono e cuja a medida vamos indicar por l.
* altura relativa à base do triângulo, que corresponde ao
apótema do polígono e cuja medida vamos indicar por a.
A área de cada triângulo é dada por (l.a)/2.
Como são cinco triângulos, a área do polígono seria dada
por:
5.(l.a)/2
Logo, a área de um polígono regular, é dada por n.(l.a)/2,
onde n = nº de lados do polígono.

área de um polígono regular = n.(l.a)/2

Sabendo, que 5.l representa o perímetro (2p) do
pentágono regular considerado , a expressão 5.l/2
representa a metade do perímetro ou o semiperímetro (p) do
pentágono.
Assim temos: área do pentágono = 5.l/2
Generalizando para todos os polígonos regulares,
podemos escrever:
área de um polígono regular = p.a
Exercícios:
1.A razão entre as medidas dos lados de dois quadrados é
1:3. Qual é a razão entre as áreas desses dois quadrados?
a)1:9
b)1:8
c)2:6
d)1:18

2.É possível obter a área de um losango cujo lado mede 10
cm?
a)
b)Não, pois os lados de dois losangos podem ser diferentes.
c)
d)

3. Qual é a área de um losango que possui diagonais
medindo 10 cm e 16cm?
a)
b)
c) 80 cm²
d)


38
Matemática
4.Um dos lados de um retângulo mede 10 cm. Qual deve ser
a medida do outro lado para que a área deste retângulo seja
equivalente à área do retângulo cujos lados medem 9 cm e
12 cm?
a)
b)
c)
d)10,8 cm

5.Um triângulo retângulo tem um ângulo de 30 graus.
Determinar as medidas dos catetos, se a hipotenusa é
indicada por a.
a)BC = R[3]a/2
b)
c)
d)

6. A frente de uma casa tem a forma de um quadrado com
um triângulo retângulo isósceles em cima. Se um dos
catetos do triângulo mede 7metros, qual é a área frontal
desta casa?
a)
b)77/2 m²
c)
d)

Gabaritos:
1. A 2. B 3. C
4. D 5. A 6.B
Geometria Espacial


Conceitos primitivos
São conceitos primitivos (e, portanto, aceitos sem
definição) na Geometria espacial os conceitos de ponto, reta
e plano. Habitualmente, usamos a seguinte notação:
• pontos: letras maiúsculas do nosso alfabeto

• retas: letras minúsculas do nosso alfabeto

planos: letras minúsculas do alfabeto grego

Observação: Espaço é o conjunto de todos os pontos.
Por exemplo, da figura a seguir, podemos escrever:



Axiomas
Axiomas, ou postulados (P), são proposições aceitas
como verdadeiras sem demonstração e que servem de base
para o desenvolvimento de uma teoria.
Temos como axioma fundamental:existem infinitos
pontos, retas e planos.

Relação de Euler
Em todo poliedro convexo é válida a relação seguinte:
V - A + F = 2
em que V é o número de vértices, A é o número de arestas
e F, o número de faces.
Observe os exemplos:

V=8 A=12 F=6
8 - 12 + 6 = 2

V = 12 A = 18 F = 8
12 - 18 + 8 = 2


Poliedros platônicos
Diz-se que um poliedro é platônico se, e somente se:
a) for convexo;
b) em todo vértice concorrer o mesmo número de arestas;
c) toda face tiver o mesmo número de arestas;
d) for válida a relação de Euler.
Assim, nas figuras acima, o primeiro poliedro é
platônico e o segundo, não-platônico.

Prismas
Na figura abaixo, temos dois planos paralelos e
distintos, , um polígono convexo R contido em e
uma reta r que intercepta , mas não R:



39
Matemática
Para cada ponto P da região R, vamos considerar o
segmento , paralelo à reta r :

Assim, temos:

Chamamos de prisma ou prisma limitado o conjunto de
todos os segmentos congruentes paralelos a r.
Elementos do prisma
Dados o prisma a seguir, consideramos os seguintes
elementos:

• bases:as regiões poligonais R e S
• altura:a distância h entre os planos
• arestas das bases:os
lados
( dos polígonos)
• arestas laterais:os
segmentos
• faces laterais: os paralelogramos AA'BB', BB'C'C,
CC'D'D, DD'E'E, EE'A'A

Classificação
Um prisma pode ser:
• reto: quando as arestas laterais são
perpendiculares aos planos das bases;
• oblíquo: quando as arestas laterais são oblíquas
aos planos das bases.
Veja:

prisma reto

prisma oblíquo
Chamamos de prisma regular todo prisma reto cujas
bases são polígonos regulares:

prisma regular triangular

prisma regular hexagonal
Observação: As faces de um prisma regular são retângulos
congruentes.
Secção
Um plano que intercepte todas as arestas de um prisma
determina nele uma região chamada secção do prisma.
Secção transversal é uma região determinada pela
intersecção do prisma com um plano paralelo aos planos
das bases ( figura 1). Todas as secções transversais são
congruentes ( figura 2).




40
Matemática
Áreas
Num prisma, distinguimos dois tipos de superfície:as
faces e as bases. Assim, temos de considerar as seguintes
áreas:
a) área de uma face (AF ):área de um dos paralelogramos
que constituem as faces;
b) área lateral ( AL ):soma das áreas dos paralelogramos
que formam as faces do prisma.
No prisma regular, temos:
AL = n . AF (n = número de lados do polígono da base)
c) área da base (AB): área de um dos polígonos das bases;
d) área total ( AT): soma da área lateral com a área das
bases
AT = AL + 2AB
Vejamos um exemplo.
Dado um prisma hexagonal regular de aresta da
base a e aresta lateral h, temos:



Paralelepípedo
Todo prisma cujas bases são paralelogramos recebe o
nome de paralelepípedo.Assim, podemos ter:
a) paralelepípedo
oblíquo

b) paralelepípedo reto

Se o paralelepípedo reto tem bases retangulares, ele
é chamado de paralelepípedo reto-retângulo,ortoedro ou
paralelepípedo retângulo.

Paralelepípedo retângulo
Seja o paralelepípedo retângulo de
dimensões a, b e c da figura:


Temos quatro arestas de medida a, quatro arestas de
medida b e quatro arestas de medida c; as arestas
indicadas pela mesma letra são paralelas.

Diagonais da base e do paralelepípedo
Considere a figura a seguir:

db =
diagonal da
base
dp =
diagonal do
paralelepípe
do
Na base ABFE, temos:


No triângulo AFD, temos:


Área lateral
Sendo AL a área lateral de um paralelepípedo retângulo,
temos:



41
Matemática

AL= ac + bc + ac + bc = 2ac + 2bc =AL = 2(ac + bc)

Área total
Planificando o paralelepípedo, verificamos que a área
total é a soma das áreas de cada par de faces opostas:

AT= 2( ab +
ac + bc)

Volume
Por definição, unidade de volume é um cubo de aresta 1.
Assim, considerando um paralelepípedo de dimensões 4, 2
e 2, podemos decompô-lo em 4 . 2 . 2 cubos de aresta 1:

Então, o volume de um paralelepípedo retângulo de
dimensões a, b e c é dado por:
V = abc
Como o produto de duas dimensões resulta sempre na
área de uma face e como qualquer face pode ser
considerada como base, podemos dizer que o volume do
paralelepípedo retângulo é o produto da área da
base AB pela medida da altura h:



Cubo
Um paralelepípedo retângulo com todas as arestas
congruentes ( a= b = c) recebe o nome de cubo. Dessa
forma, as seis faces são quadrados.

Diagonais da base e do cubo
Considere a figura a seguir:

dc=diagonal do cubo
db = diagonal da base
Na base ABCD, temos:


No triângulo ACE, temos:


Área lateral
A área lateral AL é dada pela área dos quadrados de
lado a:

AL=4a
2


Área total
A área total AT é dada pela área dos seis quadrados de
lado a:

AT=6a
2


Volume
De forma semelhante ao paralelepípedo retângulo, o
volume de um cubo de aresta a é dado por:
V= a . a . a = a
3



42
Matemática

Generalização do volume de um prisma
Para obter o volume de um prisma, vamos usar o
princípio de Cavalieri ( matemático italiano, 1598 - 1697),
que generaliza o conceito de volume para sólidos diversos.
Dados dois sólidos com mesma altura e um plano , se
todo plano , paralelo a , intercepta os sólidos e
determina secções de mesma área, os sólidos têm volumes
iguais:


Se 1 é um paralelepípedo retângulo, então V2 = ABh.
Assim, o volume de todo prisma e de todo
paralelepípedo é o produto da área da base pela medida da
altura:
Vprisma =
ABh
Cilindro
Na figura abaixo, temos dois planos paralelos e distintos,
, um círculo R contido em e uma reta r que
intercepta , mas não R:

Para cada ponto C da região R, vamos considerar o
segmento , paralelo à reta r :

Assim, temos:

Chamamos de cilindro, ou cilindro circular, o conjunto de
todos os segmentos congruentes e paralelos a r.

Elementos do cilindro
Dado o cilindro a seguir, consideramos os seguintes
elementos:

• bases: os círculos de centro O e O'e raios r
• altura: a distância h entre os planos


43
Matemática
• geratriz: qualquer segmento de extremidades nos
pontos das circunferências das bases ( por
exemplo, ) e paralelo à reta r

Classificação do Cilindro
Um cilindro pode ser:
• circular oblíquo: quando as geratrizes são oblíquas
às bases;
• circular reto: quando as geratrizes são
perpendiculares às bases.
Veja:

O cilindro circular reto é também chamado de cilindro de
revolução, por ser gerado pela rotação completa de um
retângulo por um de seus lados. Assim, a rotação do
retângulo ABCD pelo lado gera o cilindro a seguir:

A reta contém os centros das bases e é o eixo do
cilindro.

Secção
Secção transversal é a região determinada pela
intersecção do cilindro com um plano paralelo às bases.
Todas as secções transversais são congruentes.


Secção meridiana é a região determinada pela intersecção
do cilindro com um plano que contém o eixo.

Áreas
Num cilindro, consideramos as seguintes áreas:
a) área lateral (AL)
Podemos observar a área lateral de um cilindro fazendo a
sua planificação:

Assim, a área lateral do cilindro reto cuja altura é h e
cujos raios dos círculos das bases são r é um retângulo de
dimensões :


b) área da base ( AB):área do círculo de raio r

c) área total ( AT): soma da área lateral com as áreas das
bases


Volume
Para obter o volume do cilindro, vamos usar novamente
o princípio de Cavalieri.
Dados dois sólidos com mesma altura e um plano ,
se todo plano , paralelo ao plano , intercepta os sólidos
e determina secções de mesma área, os sólidos têm
volumes iguais:



44
Matemática


Se 1 é um paralelepípedo retângulo, então V2 = ABh.
Assim, o volume de todo paralelepípedo retângulo e de
todo cilindro é o produto da área da base pela medida de
sua altura:
Vcilindro =
ABh
No caso do cilindro circular reto, a área da base é a
área do círculo de raio r ;
portanto seu volume é:



Cilindro eqüilátero
Todo cilindro cuja secção meridiana é um quadrado (
altura igual ao diâmetro da base) é chamado cilindro
eqüilátero.


:
Cone circular
Dado um círculo C, contido num plano , e um
ponto V ( vértice) fora de , chamamos decone circular o
conjunto de todos os segmentos .


Elementos do cone circular
Dado o cone a seguir, consideramos os seguintes
elementos:

• altura: distância h do vértice V ao plano
• geratriz (g):segmento com uma extremidade no
ponto V e outra num ponto da circunferência
• raio da base: raio R do círculo
• eixo de rotação:reta determinada pelo centro
do círculo e pelo vértice do cone

Cone reto
Todo cone cujo eixo de rotação é perpendicular à base é
chamado cone reto, também denominado cone de
revolução. Ele pode ser gerado pela rotação completa de um
triângulo retângulo em torno de um de seus catetos.

Da figura, e pelo Teorema de Pitágoras, temos a
seguinte relação:
g2 = h2 +
R2
Secção meridiana
A secção determinada, num cone de revolução, por um
plano que contém o eixo de rotação é chamada secção
meridiana.


45
Matemática

Se o triângulo AVB for eqüilátero, o cone também será
eqüilátero:



Áreas
Desenvolvendo a superfície lateral de um cone circular
reto, obtemos um setor circular de raiog e
comprimento :

Assim, temos de considerar as seguintes áreas:
a) área lateral (AL): área do setor circular

b) área da base (AB):área do circulo do raio R

c) área total (AT):soma da área lateral com a área da base



Volume
Para determinar o volume do cone, vamos ver como
calcular volumes de sólidos de revolução. Observe a figura:


d = distância do
centro de
gravidade (CG)
da sua superfície
ao eixo e
S=área da
superfície
Sabemos, pelo Teorema de Pappus - Guldin, que,
quando uma superfície gira em torno de um eixo e, gera um
volume tal que:

Vamos, então, determinar o volume do cone de
revolução gerado pela rotação de um triângulo retângulo em
torno do cateto h:

O CG do triângulo está a uma distância do
eixo de rotação. Logo:

Pirâmides
Dados um polígono convexo R, contido em um plano ,
e um ponto V ( vértice) fora de , chamamos de pirâmide o
conjunto de todos os segmentos .


Elementos da pirâmide
Dada a pirâmide a seguir, temos os seguintes
elementos:



46
Matemática
• base: o polígono convexo R
• arestas da base: os
lados do polígono
• arestas laterais: os
segmentos
• faces laterais: os triângulos VAB, VBC, VCD, VDE,
VEA
• altura: distância h do ponto V ao plano

Classificação
Uma pirâmide é reta quando a projeção ortogonal do
vértice coincide com o centro do polígono da base.
Toda pirâmide reta, cujo polígono da base é regular,
recebe o nome de pirâmide regular. Ela pode ser triangular,
quadrangular, pentagonal etc., conforme sua base seja,
respectivamente, um triângulo, um quadrilátero, um
pentágono etc.
Veja:

Observações:
1ª) Toda pirâmide triangular recebe o nome do tetraedro.
Quando o tetraedro possui como faces triângulos
eqüiláteros, ele é denominado regular ( todas as faces e
todas as arestas são congruentes).


2ª) A reunião, base com base, de duas pirâmides regulares
de bases quadradas resulta num octaedro. Quando as faces
das pirâmides são triângulos eqüiláteros, o octaedro é
regular.



Secção paralela à base de uma pirâmide
Um plano paralelo à base que intercepte todas as
arestas laterais determina uma secção poligonal de modo
que:
• as arestas laterais e a altura sejam divididas na
mesma razão;
• a secção obtida e a base sejam polígonos
semelhantes;
• as áreas desses polígonos estejam entre si assim
como os quadrados de suas distâncias ao vértice.



Relações entre os elementos de uma pirâmide regular
Vamos considerar uma pirâmide regular hexagonal, de
aresta lateral l e aresta da base a:


Assim, temos:
• A base da pirâmide é um polígono regular
inscritível em um círculo de raio OB = R.


47
Matemática


• A face lateral da pirâmide é um triângulo isósceles.


• Os triângulos VOB e VOM são retângulos.

Áreas
Numa pirâmide, temos as seguintes áreas:
a) área lateral ( AL): reunião das áreas das faces laterais
b) área da base ( AB): área do polígono convexo ( base da
pirâmide)
c) área total (AT): união da área lateral com a área da base
AT = AL +AB
Para uma pirâmide regular, temos:

em que:



Volume
O princípio de Cavalieri assegura que um cone e uma
pirâmide equivalentes possuem volumes iguais:

Troncos
Se um plano interceptar todas as arestas de uma
pirâmide ou de um cone, paralelamente às suas bases, o
plano dividirá cada um desses sólidos em dois outros: uma
nova pirâmide e um tronco de pirâmide; e um novo cone e
um tronco de cone.

Vamos estudar os troncos.

Tronco da pirâmide
Dado o tronco de pirâmide regular a seguir, temos:

• as bases são polígonos regulares paralelos e
semelhantes;
• as faces laterais são trapézios isósceles
congruentes.
Áreas
Temos as seguintes áreas:
a) área lateral (AL): soma das áreas dos trapézios isósceles
congruentes que formam as faces laterais
b) área total (AT): soma da área lateral com a soma das
áreas da base menor (Ab) e maior (AB)

AT=AL+AB+
Ab

Volume
O volume de um tronco de pirâmide regular é dado por:


Sendo V o volume da pirâmide e V' o volume da
pirâmide obtido pela secção é válida a relação:

Tronco do cone


48
Matemática
Sendo o tronco do cone circular regular a seguir, temos:


• as bases maior e menor são paralelas;
• a altura do tronco é dada pela distância entre os
planos que contém as bases.
Áreas
Temos:
a) área lateral



b) área total


Volume

Sendo V o volume do cone e V' o volume do cone obtido
pela secção são válidas as relações:


Esfera
Chamamos de esfera de centro O e raio R o conjunto de
pontos do espaço cuja distância ao centro é menor ou igual
ao raio R.
Considerando a rotação completa de um semicírculo em
torno de um eixo e, a esfera é o sólido gerado por essa
rotação. Assim, ela é limitada por uma superfície esférica e
formada por todos os pontos pertencentes a essa superfície
e ao seu interior.


Volume
O volume da esfera de raio R é dado por:


Partes da esfera

Superfície esférica
A superfície esférica de centro O e raio R é o conjunto de
pontos do espaço cuja distância ao ponto O é igual ao
raio R.
Se considerarmos a rotação completa de uma
semicircunferência em torno de seu diâmetro, a superfície
esférica é o resultado dessa rotação.

A área da superfície esférica é dada por:


Zona esférica
É a parte da esfera gerada do seguinte modo:


A área da zona esférica é dada por:

Calota esférica
É a parte da esfera gerada do seguinte modo:

Ä área da calota esférica é dada por:


Fuso esférico


49
Matemática
O fuso esférico é uma parte da superfície esférica que se
obtém ao girar uma semi-circunferência de um
ângulo em torno de seu eixo:

A área do fuso esférico pode ser obtida por uma regra de
três simples:

Cunha esférica
Parte da esfera que se obtém ao girar um semicírculo em
torno de seu eixo de um ângulo :

O volume da cunha pode ser obtido por uma regra de três
simples:

Formulas:
Prismas: (triangular, quadrangular e hexagonal)

Obs: a letra "lambda" representa a medida do lado da base.


Paralelepípedo:


Cubo:


Pirâmide:



Tetraedro:



Cilindro:


50
Matemática


Cone:



Esfera:
Esfera:

Tronco de Cone:


Exercícios:
1) Um prisma triangular tem todas as arestas congruentes e
48m² de área lateral. Seu volume vale:
a)11√2
b)12√3
c)16√3
d)8√2

2) Calcular em litros o volume de uma caixa d’água em
forma de prisma reto, de aresta lateral 6m, sabendo-se que
sua base é um losango cujas diagonais medem 7m e 10m.
a)180.000litros
b)200.000litros
c)220.000litros
d)210.000litros

3) Petróleo matou 270 mil aves no Alasca em 1989
Da redação
O primeiro – e mais grave – acidente ecológico ocorrido no
Alasca foi provocado pelo vazamento de 42 milhões de litros
de petróleo do navio tanque Exxon Valdez, no dia 24 de
março de 1989. O petroleiro começou a vazar após chocar-
se com recifes na baia Principe Willian. Uma semana depois
, 1300km² da superfície do mar já estavam cobertos de
petróleo.
Supondo que o petróleo derramada se espalhasse
uniformemente nos 1300km² da superfície do mar, a
espessura da camada de óleo teria aproximadamente:
a)0,032mm
b)0,4mm
c)0,02mm
d)0,9mm

4) Qual é a distância entre os centros de duas faces
adjacentes de um cubo de aresta 4?
a)3
b)2√2
c)5√2
d)2√3

5) Diminuindo-se de 1 unidade de comprimento a aresta de
um cubo, o seu volume diminui 61 unidades de volume. A
área total desse cubo, em unidades de área é igual a:
a)120
b)1500
c)150
d)140

6) Se um cubo tem suas arestas aumentadas em 20% cada
uma, então seu volume fica aumentado em:
a)71%
b)45%
c)68,33%
d)72,8%

7) Uma caixa d´água tem forma cúbica com 1metro de
aresta. De quanto baixa o nível da água ao retirarmos 1 litro
de água da caixa?
a)1mm
b)1cm
c)3mm
d)1,5cm

8 ) Um paralelepípedo retângulo tem 142 cm² de área total e
a soma dos comprimentos de suas arestas vale 60 cm.
Sabendo que os seus lados estão em progressão aritmética,
eles valem:
a)3,5,7
b)3,6,8
c)5,7,9
d)2,4,6

9) O volume de um paralelepípedo retângulo é 1620 m³.
Calcular as arestas sabendo que estas são proporcionais
aos números 3, 4 e 5.
a)8,9,10
b)9,12, 5
c)8,11,4
d)2,5,1

10) Se o apótema de uma pirâmide mede 17m e o apótema
da base mede 8m, qual é a altura da pirâmide?
a)10m
b)12m
c)15m
d)16m

11) As arestas laterais de uma pirâmide reta medem 15cm,
e a sua base é um quadrado cujos lados medem 18cm. A
altura dessa pirâmide, em cm, é igual a:
a)4
b)5
c)3√2
d)3√7

12) Um cálice com a forma de um cone mantém V cm³ de
uma bebida. Uma cereja de forma esférica, com diâmetro
2cm, é colocada dentro do cálice, supondo que a cereja
repousa apoiada nas laterais do cálice, e o liquido recobre
exatamente a cereja a uma altura de 4cm a partir do vértice
do cone, determinar o valor de V.
a)4π/3
b)4π/2
c)6π/3
d)7π/8





51
Matemática
13) O volume de uma esfera cresce 72,8% quando o raio
dessa esfera aumenta:
a)15%
b)20%
c)12%
d)13%

GABARITOS:
1.c 2.d 3.a 4.b 5.c 6.d 7.a 8.a 9.b
10.c 11.d 12.a 13.b

Estatística básica

1 – INTRODUÇÃO A ESTATISTICA

1. Objeto da Estatística
Estatística é uma ciência exata que visa fornecer
subsídios ao analista para coletar, organizar, resumir,
analisar e apresentar dados. Trata de parâmetros extraídos
da população, tais como média ou desvio padrão.
A estatística fornece-nos as técnicas para extrair
informação de dados, os quais são muitas vezes
incompletos, na medida em que nos dão informação útil
sobre o problema em estudo, sendo assim, é objetivo da
Estatística extrair informação dos dados para obter uma
melhor compreensão das situações que representam.
Quando se aborda uma problemática envolvendo
métodos estatísticos, estes devem ser utilizados mesmo
antes de se recolher à amostra, isto é, deve-se planejar a
experiência que nos vai permitir recolher os dados, de modo
que, posteriormente, se possa extrair o máximo de
informação relevante para o problema em estudo, ou seja,
para a população de onde os dados provêm.
Quando de posse dos dados, procura-se agrupa-los
e reduzi-los, sob forma de amostra, deixando de lado a
aleatoriedade presente.
Seguidamente o objetivo do estudo estatístico pode
ser o de estimar uma quantidade ou testar uma hipótese,
utilizando-se técnicas estatísticas convenientes, as quais
realçam toda a potencialidade da Estatística, na medida em
que vão permitir tirar conclusões acerca de uma população,
baseando-se numa pequena amostra, dando-nos ainda uma
medida do erro cometido.

2. Ferramentas Estatísticas
2.1 - O que é Estatística?
Segundo JURAN:
1. É a ciência da tomada de decisão perante incertezas;
2. Coleta, análise e interpretação de dados;
3. É um “kit” de ferramentas que ajuda a resolver problemas;
4. Base para a maior parte das decisões tomadas quanto ao
controle da qualidade, assim como em quase todas as
outras áreas da atividade humana moderna.
Vista dessa forma, a Estatística não deve ser
confundida como uma disciplina isolada, e sim,
compreendida como uma ferramenta ou um conjunto de
ferramentas, disponível para a solução de problemas em
diversas áreas do conhecimento.
Segundo FEIGENBAUM: “Precisão
significativamente aumentada em produção de itens e
produtos tem sido acompanhada pela necessidade de
métodos aperfeiçoados para medição, especificação e
registro dela. A estatística, denominada ciência das
medições, representa uma das técnicas mais valiosas
utilizadas nas quatro tarefas, e isso tem ficado cada vez
mais evidente”.

2.2 Onde se aplica a Estatística na Engenharia?
As aplicações concentram-se fundamentalmente em
dois campos de ação: o Controle Estatístico do Processo e o
Controle Estatístico da Qualidade.

Definições segundo JURAN:
1. Processo: é qualquer combinação específica de
máquinas, ferramentas, métodos, materiais e/ou pessoas
empregadas para atingir qualidades específicas num
produto ou serviço. Estas qualidades são chamadas de
“características de qualidade”, que podem ser uma
dimensão, propriedade do material, aparência, etc.
2. Controle: é um ciclo de feedback (realimentação) através
da qual medimos o desempenho real, comparando-o com o
padrão, e agimos sobre a diferença.
3. Controle Estatístico do Processo (CEP): aplicação de
técnicas estatísticas para medir e analisar a variação nos
processos.
4. Controle Estatístico da Qualidade (CEQ): aplicação de
técnicas estatísticas para medir e aprimorar a qualidade dos
processos. CEQ inclui CEP, ferramentas de diagnóstico,
planos de amostragem e outras técnicas estatísticas.
Segundo FEIGENBAUM, provavelmente, mais
importante do que os próprios métodos estatísticos têm sido
o impacto causado sobre o pensamento industrial pela
filosofia que representam. O “ponto de vista estatístico”
resume-se essencialmente nisto: a variabilidade na
qualidade do produto deve ser constantemente estudada:
1. Dentro de lotes de produto;
2. Em equipamentos de processo;
3. Entre lotes diferentes de um mesmo produto;
4. Em características críticas e em padrões;
5. Em produção piloto, no caso de novos produtos.
Esse ponto de vista, que enfatiza o estudo da
variação, exerce efeito significativo sobre certas atividades
no controle da qualidade. Ainda segundo FEIGENBAUM,
cinco ferramentas estatísticas tornaram-se amplamente
utilizadas nas tarefas de controle da qualidade:
1. Distribuição de freqüências;
2. Gráficos de controle;
3. Aceitação por amostragem;
4. Métodos especiais;
5. Confiabilidade.
Na abordagem do papel dos métodos estatísticos
no gerenciamento de processos de produção, KUME
também faz referência à variabilidade. Diz que, “(...)
independentemente dos tipos de produtos ou de métodos de
produção usados, as causas de produtos defeituosos são
universais. Variação, esta é a causa.”, “Variações nos
materiais, na condição dos equipamentos, no método de
trabalho e na inspeção são as causas dos defeitos.” Ainda
segundo KUME, “(...) os métodos estatísticos são
ferramentas eficazes para a melhoria do processo produtivo
e redução de seus defeitos”.
O primeiro passo na busca da verdadeira causa de
um defeito é a cuidadosa observação do fenômeno do
defeito. Após tal observação cuidadosa, a verdadeira causa
torna-se evidente.
As ferramentas estatísticas, diz KUME, conferem
objetividade e exatidão à observação. As máximas da forma
estatística de pensar são:
1. Dar maior importância aos fatos do que os conceitos
abstratos;
2. Não expressar fatos em termos de intuição ou idéias.
Usar evidências obtidas a partir de resultados específicos da
observação;
3. Os resultados da observação, sujeitos como são a erros e
variações, são partes de um todo obscuro. A principal meta
da observação é descobrir esse todo obscuro;


52
Matemática
4. Aceitar o padrão regular que aparece em grande parte
dos resultados observados como uma informação confiável.
5. O conhecimento dominado ato, o presente momento não
é nada mais que um embasamento para hipóteses futuras.
Uma vez que isso tenha sido compreendido, a forma de
pensar mencionada pode ser aproveitada para aprofundar a
compreensão do processo produtivo e dos meios para
melhorá-lo.

2.3 Definições Básicas da Estatística

1) FENÔMENO ESTATÍSTICO: é qualquer evento que se
pretenda analisar, cujo estudo seja possível da aplicação do
método estatístico. São divididos em três grupos:
Fenômenos de massa ou coletivo: são aqueles que não
podem ser definidos por uma simples observação. A
estatística dedica-se ao estudo desses fenômenos.
Fenômenos individuais: são aqueles que irão compor os
fenômenos de massa.
Fenômenos de multidão: quando as características
observadas para a massa não se verificam para o particular.

2) DADO ESTATÍSTICO: é um dado numérico e é
considerado a matéria-prima sobre a qual iremos aplicar os
métodos estatísticos.

3) POPULAÇÃO: é o conjunto total de elementos
portadores de, pelo menos, uma característica comum.

4) AMOSTRA: é uma parcela representativa da população
que é examinada com o propósito de tirarmos conclusões
sobre a essa população.

5) PARÂMETROS: São valores singulares que existem na
população e que servem para caracterizá-la.Para definirmos
um parâmetro devemos examinar toda a população.

6) ESTIMATIVA: é um valor aproximado do parâmetro e é
calculado com o uso da amostra.

7) ATRIBUTO: quando os dados estatísticos apresentam
um caráter qualitativo, o levantamento e os estudos
necessários ao tratamento desses dados são designados
genericamente de estatística de atributo.

8) VARIÁVEL: É, convencionalmente, o conjunto de
resultados possíveis de um fenômeno.
Variável Qualitativa: Quando seus valores são expressos
por atributos
Variável Quantitativa: Quando os dados são de caráter
nitidamente quantitativo, e o conjunto dos resultados possui
uma estrutura numérica, trata-se, portanto da estatística de
variável e se dividem em:
Variável Discreta ou Descontínua: Seus valores são
expressos geralmente através de números inteiros não
negativos. Resulta normalmente de contagens. Ex: Nº de
alunos presentes às aulas de introdução à estatística
econômica no 1º semestre de 1997: mar = 18, abr = 30 , mai
= 35 , jun = 36.
Variável Contínua: Resulta normalmente de uma
mensuração, e a escala numérica de seus possíveis valores
corresponde ao conjunto R dos números Reais, ou seja,
podem assumir, teoricamente, qualquer valor entre dois
limites. Ex.: Quando você vai medir a temperatura de seu
corpo com um termômetro de mercúrio o que ocorre é o
seguinte: O filete de mercúrio, ao dilatar-se, passará por
todas as temperaturas intermediárias até chegar na
temperatura
atual do seu corpo.

2.4 Planejamento para Coleta e Análise de Dados
As ferramentas devem ser utilizadas de maneira eficiente
para alcançar o sucesso. Para tanto, o processo deve incluir:
1. planejamento cuidadoso da coleta de dados;
2. análise de dados para tirar conclusões estatísticas e
3. transição para a resposta ao problema técnico original.

Segundo JURAN, alguns passos-chave são:
1. Coletar informações anteriores suficientes para traduzir
o problema de engenharia em problema específico que
possa ser avaliado por métodos estatísticos;

2. Planejar a coleta de dados:
a. Determinar o tipo de dados necessários – quantitativos
(mais custo, mais útil) e qualitativos;
b. Determinar se quaisquer dados prévios estão disponíveis
e são aplicáveis ao presente problema;
c. Se o problema exigir uma avaliação de várias decisões
alternativas, obter informações sobre as conseqüências
econômicas de uma decisão errada.
d. Se o problema exigir a estimação de um parâmetro,
definir a precisão necessária para a estimativa;
e. Determinar se o erro de medição é grande o suficiente
para influenciar o tamanho calculado da amostra ou o
método da análise de dados;
f. Definir as suposições necessárias para calcular o tamanho
da amostra exigido;
g. Calcular o tamanho da amostra necessário considerando
a precisão desejada do resultado, erro amostral,
variabilidade dos dados, erros de medição e outros fatores;
h. Definir quaisquer requisitos para preservar a ordem das
medições quando o tempo for um parâmetro chave;
i. Determinar quaisquer requisitos para coletar dados em
grupos definidos – diferentes condições a serem avaliadas;
j. Definir o método de análise de dados e quaisquer
hipóteses necessárias;
k. Definir os requisitos para quaisquer programas de
computador que venham a ser necessários.

3. Coletar dados:
a. Usar métodos para assegurar que a amostra é
selecionada de forma aleatória;
b. Registrar os dados e também as condições presentes no
momento de cada observação;
c. Examinar os dados amostrais para assegurar que o
processo mostra estabilidade suficiente para se fazer
previsões válidas para o futuro.

4. Analisar os dados:
a. Selecionar os dados;
b. Avaliar as hipóteses previamente estabelecidas. Se
necessário, tomar atitudes corretivas (novas observações);
c. Aplicar técnicas estatísticas para avaliar o problema
original;
d. Determinar se dados e análises adicionais são
necessários;
e. Realizar “análises de sensibilidade” variando estimativas
amostrais importantes e outros fatores na análise e
observando o efeito sobre as conclusões finais.

5. Rever as conclusões da análise de dados para
determinar se o problema técnico original foi avaliado ou se
foi modificado para se enquadrar nos métodos estatísticos.

6. Apresentar os resultados:
a. Estabelecer as conclusões de forma significativa,
enfatizando os resultados nos termos do problema original, e
não na forma dos índices estatísticos usados na análise;
b. Apresentar graficamente os resultados quando
apropriado. Usar métodos estatísticos simples no corpo do
relatório e colocar as análises complexas em um apêndice.

7. Determinar se as conclusões do problema específico
são aplicáveis a outros problemas ou se os dados e
cálculos poderiam ser úteis para outros problemas.
3. ESTATÍSTICA DESCRITIVA


53
Matemática
Viu-se anteriormente um roteiro para coleta e
análise de dados. As séries de dados, basicamente, são
provenientes de duas fontes: os “dados históricos” e os
“dados de experimentos planejados”.
Os dados históricos são séries de dados
existentes e, em geral, analisar estatisticamente esses
dados é mais econômico (tempo e despesas) se comparado
com dados obtidos a partir de experimentos planejados.
Mesmo com uma análise estatística complexa, em geral,
pouco sucesso se obtém com tais dados. No controle de um
processo, algumas razões para esse insucesso ocorrer são:
1. As variáveis do processo podem estar altamente
correlacionadas entre si, tornando impossível distinguir a
origem de um determinado efeito.
2. As variáveis do processo podem ter sido manipuladas
para controlar o resultado do processo.
3. As variáveis do processo têm abrangência pequena em
relação ao intervalo de operação do processo.
4. Outras variáveis que afetam o resultado do processo
podem não ter sido mantidas constantes, e serem as reais
causadoras dos efeitos observados no processo. Por essas
razões, recomenda-se a análise de séries de dados
históricos apenas para a indicação de variáveis importantes
a serem observadas em um experimento planejado.
Os dados de experimentos planejados são
coletados com o objetivo estudar e analisar um problema.
São dados reunidos em diversas séries de variáveis com
aparente importância em um processo, enquanto se mantém
constantes (com valores registrados) todas as outras
variáveis que possivelmente poderiam alterar o resultado.
Aqui tratar-se-á de métodos práticos de organização de
dados. Segundo SPIEGEL4: “A parte da estatística que
procura somente descrever e analisar um certo grupo, sem
tirar quaisquer conclusões ou inferências sobre um grupo
maior, é chamada estatística descritiva ou dedutiva.”
Freqüentemente dois ou mais métodos de
organização são utilizados para descrever com clareza
dados coletados. Alguns desses métodos são: gráficos dos
dados na ordem cronológica, distribuição e histogramas de
freqüência, características amostrais, medidas de tendência
central e medidas de dispersão.

4. SÉRIES ESTATÍSTICAS
TABELA: Resume um conjunto de dados dispostos
segundo linhas e colunas de maneira sistemática. De acordo
com a Resolução 886 do IBGE, nas casas ou células da
tabela devemos colocar:
• um traço horizontal ( - ) quando o valor é zero;
• três pontos (.....) quando não temos os dados;
• zero ( 0 ) quando o valor é muito pequeno para ser
expresso pela unidade utilizada;
• um ponto de interrogação ( ? ) quando temos dúvida
quanto à exatidão de determinado valor.
Obs: O lado direito e esquerdo de uma tabela oficial deve
ser aberto. "Salientamos que nestes documentos as tabelas
não serão abertas devido a limitações do editor html".
É qualquer tabela que apresenta a distribuição de
um conjunto de dados estatísticos em função da época, do
local ou da espécie.
 Séries Homógradas: são aquelas em que a
variável descrita apresenta variação discreta ou
descontínua. Podem ser do tipo temporal,
geográfica ou específica.
a) Série Temporal: Identifica-se pelo caráter variável do fator
cronológico. O local e a espécie (fenômeno) são elementos
fixos. Esta série também é chamada de histórica ou
evolutiva.

.

b) Série Geográfica: Apresenta como elemento variável o
fator geográfico. A época e o fato (espécie) são elementos
fixos. Também é chamada de espacial, territorial ou de
localização.



c) Série Específica: O caráter variável é apenas o fato ou
espécie. Também é chamada de série categórica.



 Séries Conjugadas: Também chamadas de
tabelas de dupla entrada. São apropriadas à
apresentação de duas ou mais séries de maneira
conjugada, havendo duas ordens de classificação:
uma horizontal e outra vertical. O exemplo abaixo é
de uma série geográfica temporal.







54
Matemática
Obs: as séries heterógradas serão estudas no capítulo 2 (
distribuição de frequências ).

2 – DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIAS
É uma ferramenta estatística apropriada para a
apresentação de grandes massas de dados numa forma que
torna mais clara a tendência central e a dispersão dos
valores ao longo da escala de medição, bem como a
freqüência relativa de ocorrência dos diferentes valores.
Quando da análise de dados, é comum procurar conferir
certa ordem aos números tornando os visualmente mais
amigáveis. O procedimento mais comum é o de divisão por
classes ou categorias, verificando-se o número de indivíduos
pertencentes a cada classe.
É um tipo de tabela que condensa uma coleção de
dados conforme as frequências (repetições de seus valores).

Tabela primitiva ou dados brutos: É uma tabela ou
relação de elementos que não foram numericamente
organizados. É difícil formarmos uma idéia exata do
comportamento do grupo como um todo, a partir de dados
não ordenados.
Ex : 45, 41, 42, 41, 42 43, 44, 41 ,50, 46, 50, 46, 60, 54, 52,
58, 57, 58, 60, 51

ROL: Tem-se um rol após a ordenação dos dados
(crescente ou decrescente).
Ex : 41, 41, 41, 42, 42 43, 44, 45 ,46, 46, 50, 50, 51, 52, 54,
57, 58, 58, 60, 60

Distribuição de frequência sem intervalos de classe: É a
simples condensação dos dados conforme as repetições de
seus valores. Para um tabela de tamanho razoável esta
distribuição de frequência é inconveniente, já que exige
muito espaço. Veja exemplo abaixo:



Distribuição de frequência com intervalos de classe:
Quando o tamanho da amostra é elevado é mais racional
efetuar o agrupamento dos valores em vários intervalos de
classe.



2.1 Elementos de uma Distribuição de Freqüência com
classes

CLASSE: são os intervalos da variável simbolizada por i e o
número total de classes simbolizada por k. Ex: na tabela
anterior k=5 e 49 |------- 53 é a 3ª classe, onde i=3. Para a
construção de uma tabela a partir de um dado bruto
calcularemos o k através da Regra de Sturges" k=1+3,
3logn (para n < 25) ou k= √n (para n >25).

LIMITES DE CLASSE: são os extremos de cada classe. O
menor número é o limite inferior de classe (li) e o maior
número, limite superior de classe (Ls). Ex: em 49 |--- 53 Li3=
49 e Ls3= 53. O símbolo |--- representa um intervalo fechado
à esquerda e aberto à direita. O dado 53 não pertence à
classe 3 e sim a classe 4 representada por 53 |--- 57.

AMPLITUDE DO INTERVALO DE CLASSE: é obtida
através da diferença entre o limite superior e inferior da
classe simbolizada por a = Ls - li. Ex: na tabela anterior a=
53 - 49 = 4. Obs: Na distribuição de frequência c/ classe o c
será igual em todas as classes. Para a construção de uma
tabela a partir de um dado bruto temos: a=Ls-Li/K

AMPLITUDE TOTAL DA DISTRIBUIÇÃO: é a diferença
entre o valor máximo e o valor mínimo da amostra. Onde At
= Xmax - Xmin. Em nosso exemplo At = 60 - 41 = 19.

PONTO MÉDIO DE CLASSE: é o ponto que divide o
intervalo de classe em duas partes iguais. Ex: em 49 |-------
53 o ponto médio x3 = (53+49)/2 = 51, ou seja, x3=(Li+Ls)/2.





55
Matemática
2.2 Regras para a elaboração de uma distribuição de
freqüências com classes
1º Organize os dados brutos em um ROL.
2º Calcule a amplitude total At.
No nosso exemplo: At =14,9 – 5,1 = 9,8
3º Calcule o número de classes (K), que será calculado
usando . Obrigatoriamente deve estar
compreendido entre 5 a 20. Neste caso, K é igual a 8,94,
aproximadamente, 8. No nosso exemplo: n = 80 dados,
então, k=√n = 8,9 .
4º Conhecido o número de classes define-se a amplitude de
cada classe:



5º Temos então o menor nº da amostra, o nº de classes e a
amplitude do intervalo. Podemos montar a tabela, com o
cuidado para não aparecer classes com frequência = 0
(zero).
6º Com o conhecimento da amplitude de cada classe,
define-se os limites para cada classe (inferior e superior),
onde limite Inferior será 5,1 e o limite superior será 15 +
1,23.




Obs: Agrupar os dados em classes é uma importante
ferramenta para resumir grandes massas de dados brutos,
no entanto acarreta perda de alguns detalhes.

Frequências simples ou absolutas (fi): são os valores que
realmente representam o número de dados de cada classe.
A soma das frequências simples é igual ao número total dos
dados da distribuição.

Frequências relativas (fr): são os valores das razões entre
as frequências absolutas de cada classe e a frequência total
da distribuição. A soma das frequências relativas é igual a 1
(100%).

Frequência simples acumulada de uma classe (Fi): é o
total das frequências de todos os valores inferiores ao limite
superior do intervalo de uma determida classe.

Frequência relativa acumulada de um classe (Fr): é a
frequência acumulada da classe, dividida pela frequência
total da distribuição.

3 – MEDIDAS DE CENTRALIDADE
Há várias medidas de tendência central, entretanto nesta
apostila, será abordado o estudo de apenas aquelas que
são mais significativas. As mais importante medidas de
tendência central são: a média aritmética, média aritmética
para dados agrupados, média aritmética ponderada,
mediana, moda.

3. Medidas de Centralidade
3.1 Média Aritmética =
Sendo a média uma medida tão sensível aos dados, é
preciso ter cuidado com a sua utilização, pois pode dar uma
imagem distorcida dos dados.
A média possui uma particularidade bastante interessante,
que consiste no seguinte: se calcularmos os desvios de
todas as observações relativamente à média e somarmos
esses desvios o resultado obtido é igual a zero.
A média tem uma outra característica, que torna a sua
utilização vantajosa em certas aplicações: Quando o que se
pretende representar é a quantidade total expressa pelos
dados, utiliza-se a média.
Na realidade, ao multiplicar a média pelo número total de
elementos, obtemos a quantidade pretendida.
É igual ao quociente entre a soma dos valores do conjunto e
o número total dos valores.

...onde xi são os valores da variável e n o
número de valores.

.Dados não-agrupados:
Quando desejamos conhecer a média dos dados não-
agrupados em tabelas de frequências, determinamos a
média aritmética simples.

Exemplo: Os dados a seguir apresentam leituras de
concentração de um processo químico feitas a cada duas
horas 10, 14, 13, 15, 16, 18 e 12, temos, uma concentração
média de:
.= (10+14+13+15+16+18+12) / 7 = 14

Desvio em relação à média: é a diferença entre cada
elemento de um conjunto de valores e a média aritmética, ou
seja:.. di = Xi -

No exemplo anterior temos sete desvios:.d1 = 10 - 14 = - 4
,.d2 = 14 - 14 = 0 , d3 = 13 - 14 = - 1 ,.d4 = 15 - 14 = 1 ,.d5 =
16 - 14 = 2 ,..d6 = 18 - 14 = 4 e.d7 = 12 - 14 = - 2.

Propriedades da média
1ª propriedade: A soma algébrica dos desvios em
relação à média é nula.
No exemplo anterior : d1 + d2 + d3 + d4 + d5 + d6 + d7 = 0

2ª propriedade: Somando-se (ou subtraindo-se) uma
constante (c) a todos os valores de uma variável, a


56
Matemática
média do conjunto fica aumentada (ou diminuída) dessa
constante.
Se no exemplo original somarmos a constante 2 a cada um
dos valores da variável temos:
Y = 12 + 16 + 15 + 17 + 18 + 20 + 14 / 7 = 16 ou
Y = .+ 2 = 14 + 2 = 16

3ª propriedade: Multiplicando-se (ou dividindo-se) todos
os valores de uma variável por uma constante (c), a
média do conjunto fica multiplicada (ou dividida) por
essa constante.
Se no exemplo original multiplicarmos a constante 3 a cada
um dos valores da variável temos:
Y = 30 + 42 + 39 + 45 + 48 + 54 + 36 / 7 = 42 ou
Y = x 3 = 14 x 3 = 42
.
Dados agrupados:
Sem intervalos de classe
Consideremos a distribuição relativa de um canal de
comunicação que está sendo monitorado pelo registro do nº
de erros em um conjunto de caracteres (string) 1.000 bits.
Dados para 34 desses conjuntos são vistos a seguir.



Como as frequências são números indicadores da
intensidade de cada valor da variável, elas funcionam como
fatores de ponderação, o que nos leva a calcular a média
aritmética ponderada, dada pela fórmula:



Com intervalos de classe

Neste caso, convencionamos que todos os valores incluídos
em um determinado intervalo de classe coincidem com o
seu ponto médio, e determinamos a média aritmética
ponderada por meio da fórmula:



Exemplo: Calcular o número de molas fora de conformidade,
em cada batelada de produção, com um tamanho igual a 40
conforme a tabela abaixo.




MODA
É o valor que ocorre com maior frequência em uma série de
valores.

Mo é o símbolo da moda.

Desse modo, a força modal de remoção para um conector é
a força mais comum, isto é, a força de remoção medida em
um teste de laboratório para um conector.
.
A Moda quando os dados não estão agrupados
• A moda é facilmente reconhecida: basta, de acordo com
definição, procurar o valor que mais se repete.
Exemplo: Na série { 7 , 8 , 9 , 10 , 10 , 10 , 11 , 12 } a moda
é igual a 10.

• Há séries nas quais não exista valor modal, isto é, nas
quais nenhum valor apareça mais vezes que outros.
Exemplo: { 3 , 5 , 8 , 10 , 12 } não apresenta moda. A série é
amodal.

•.Em outros casos, pode haver dois ou mais valores de
concentração. Dizemos, então, que a série tem dois ou mais
valores modais.
Exemplo: { 2 , 3 , 4 , 4 , 4 , 5 , 6 , 7 , 7 , 7 , 8 , 9 } apresenta
duas modas: 4 e 7. A série é bimodal.

.A Moda quando os dados estão agrupados
a) Sem intervalos de classe
Uma vez agrupados os dados, é possível determinar
imediatamente a moda: basta fixar o valor da variável de
maior frequência.
Exemplo: Qual a temperatura mais comum medida no mês
abaixo:



57
Matemática


b) Com intervalos de classe
A classe que apresenta a maior frequência é denominada
classe modal. Pela definição, podemos afirmar que a moda,
neste caso, é o valor dominante que está compreendido
entre os limites da classe modal. O método mais simples
para o cálculo da moda consiste em tomar o ponto médio da
classe modal. Damos a esse valor a denominação de moda
bruta.



onde Li = limite inferior da classe modal e Ls= limite superior
da classe modal.

Exemplo: Calcule a resistência modal dos 33 resistores
conforme a tabela abaixo.



Resp: a classe modal é 58|--- 62, pois é a de maior
frequência. Li=58 e Ls=62

Mo = (58+62) / 2 = 60 cm (este valor é estimado, pois não
conhecemos o valor real da moda).

Método mais elaborado pela fórmula de CZUBER:

Mo = Li + ((fmo - fant) / ( 2fmo – (fant + fpost))) x c

Li= limite inferior da classe modal

fmo = frequência da classe modal

fant =frequência da classe anterior à da classe modal
fpost =frequência da classe posterior à da classe modal

c = amplitude da classe modal

Obs: A moda é utilizada quando desejamos obter uma
medida rápida e aproximada de posição ou quando a
medida de posição deva ser o valor mais típico da
distribuição. Já a média aritmética é a medida de posição
que possui a maior estabilidade.

MEDIANA
A mediana de um conjunto de valores, dispostos segundo
uma ordem (crescente ou decrescente), é o valor situado de
tal forma no conjunto que o separa em dois subconjuntos de
mesmo número de elementos.

Símbolo da mediana: Md

A mediana em dados não-agrupados
Dada uma série de valores como, por exemplo: { 5, 2, 6, 13,
9, 15, 10 }
De acordo com a definição de mediana, o primeiro passo a
ser dado é o da ordenação (crescente ou decrescente) dos
valores: { 2, 5, 6, 9, 10, 13, 15 }
O valor que divide a série acima em duas partes iguais é
igual a 9, logo a Md = 9.

Método prático para o cálculo da Mediana
Se a série dada tiver número ímpar de termos:
O valor mediano será o termo de ordem dado pela fórmula :



Exemplo: Calcule a mediana da série {1, 3, 0, 0, 2, 4, 1, 2, 5}

1º - ordenar a série { 0, 0, 1, 1, 2, 2, 3, 4, 5 }

n = 9 logo (n + 1)/2 é dado por (9+1) / 2 = 5, ou seja, o 5º
elemento da série ordenada será a mediana.

A mediana será o 5º elemento, ou seja, Md = 2

Se a série dada tiver número par de termos:



Exemplo: Calcule a mediana da série { 1, 3, 0, 0, 2, 4, 1, 3,
5, 6 }

1º - ordenar a série { 0, 0, 1, 1, 2, 3, 3, 4, 5, 6 }

n = 10 logo a fórmula ficará: :..EMd = 10 / 2 = 5

Será na realidade (5º termo + 6º termo) / 2

A mediana será = (2+3) / 2, ou seja, Md = 2,5 . A mediana
no exemplo será a média aritmética do 5º e 6º termos da
série.

Notas:
• Quando o número de elementos da série estatística for
ímpar, haverá coincidência da mediana com um dos
elementos da série.
• Quando o número de elementos da série estatística for par,
nunca haverá coincidência da mediana com um dos
elementos da série. A mediana será sempre a média
aritmética dos 2 elementos centrais da série.
• Em um série a mediana, a média e a moda não têm,
necessariamente, o mesmo valor.
• A mediana, depende da posição e não dos valores dos
elementos na série ordenada.

Essa é uma da diferenças marcantes entre mediana e
média (que se deixa influenciar, e muito, pelos valores
extremos). Vejamos:

Em { 5, 7, 10, 13, 15 } a média = 10 e a mediana = 10

Em { 5, 7, 10, 13, 65 } a média = 20 e a mediana = 10

Isto é, a média do segundo conjunto de valores é maior do
que a do primeiro, por influência dos valores extremos, ao
passo que a mediana permanece a mesma.
.
A mediana em dados agrupados


58
Matemática
a) Sem intervalos de classe
Neste caso, é o bastante identificar a frequência acumulada
imediatamente superior à metade da soma das frequências.
A mediana será aquele valor da variável que corresponde a
tal frequência acumulada.

Exemplo conforme tabela abaixo:




Quando o somatório das frequências for ímpar o valor
mediano será o termo de ordem dado pela fórmula :.



Como o somatório das frequências = 35 a fórmula ficará: (
35+1 ) / 2 = 18º termo = 3..

Quando o somatório das frequências for par o valor mediano
será o termo de ordem dado pela fórmula :.


Exemplo - Calcule Mediana da tabela abaixo:



Aplicando a fórmula acima teremos: [(8/2)+ (8/2+1)]/2 = (4º
termo + 5º termo) / 2 = (15 + 16) / 2 = 15,5

b) Com intervalos de classe
Devemos seguir os seguintes passos: 1º) Determinamos as
frequências acumuladas ; 2º) Calculamos ; 3º)
Marcamos a classe correspondente à frequência acumulada
imediatamente superior à . Tal classe será a classe
mediana; 4º) Calculamos a Mediana pela seguinte
fórmula:..Li + [(EMd - Fant) x c] / fMd

Li = é o limite inferior da classe mediana.

Fant = é a frequência acumulada da classe anterior à classe
mediana.

fMd= é a frequência simples da classe mediana.

c = é a amplitude do intervalo da classe mediana.

Exemplo:



= 40 / 2 =.20..logo.a classe mediana será 58 |---- 62

Li = 58....... Fant = 13........... fMd = 11........... c = 4

Substituindo esses valores na fórmula, obtemos: Md = 58 + [
(20 - 13) x 4] / 11 = 58 + 28/11 = 60,54

OBS: Esta mediana é estimada, pois não temos os 40
valores da distribuição.

Emprego da Mediana
• Quando desejamos obter o ponto que divide a distribuição
em duas partes iguais.
• Quando há valores extremos que afetam de maneira
acentuada a média aritmética.

4 - MEDIDAS DE ASSIMETRIA E CURTOSE
Denominamos curtose o grau de achatamento de uma
distribuição em relação a uma distribuição padrão,
denominada curva normal (curva correspondente a uma
distribuição teórica de probabilidade).

Distribuições simétricas
A distribuição das frequências faz-se de forma
aproximadamente simétrica, relativamente a uma classe
média. Quando a distribuição é simétrica, a média e a
mediana coincidem.


59
Matemática


Caso especial de uma distribuição simétrica
Quando dizemos que os dados obedecem a uma
distribuição normal, estamos tratando de dados que se
distribuem em forma de sino.


Distribuições Assimétricas
A distribuição das freqüências apresenta valores menores
num dos lados:



Distribuições com "caudas" longas
Observamos que nas extremidades há uma grande
concentração de dados em relação aos concentrados na
região central da distribuição.



A partir do exposto, deduzimos que se a distribuição dos
dados:
1. for aproximadamente simétrica, a média aproxima-se da
mediana
2. for enviesada para a direita (alguns valores grandes como
"outliers"), a média tende a ser maior que a mediana
3. for enviesada para a esquerda (alguns valores pequenos
como "outliers"), a média tende a ser inferior à mediana.
São representações visuais dos dados estatísticos que
devem corresponder, mas nunca substituir as tabelas
estatísticas. Têm como características principais, o uso de
escalas, a existência de um sistema de coordenadas, a
simplicidade, clareza e veracidade de sua representação.

5 - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

Os gráficos podem ser:

1. Gráficos de informação: gráficos destinados
principalmente ao público em geral, objetivando proporcionar
uma visualização rápida e clara. São gráficos tipicamente
expositivos, dispensando comentários explicativos
adicionais. As legendas podem ser omitidas, desde que as
informações desejadas estejam presentes.

2. Gráficos de análise: gráficos que prestam-se melhor ao
trabalho estatístico, fornecendo elementos úteis à fase de
análise dos dados, sem deixar de ser também informativos.
Os gráficos de análise freqüentemente vêm acompanhados
de uma tabela estatística. Inclui-se, muitas vezes um texto
explicativo, chamando a atenção do leitor para os pontos
principais revelados pelo gráfico.

Mas o uso indevido de Gráficos pode trazer uma idéia falsa
dos dados que estão sendo analisados, chegando mesmo a
confundir o leitor, tratando-se, na realidade, de um problema
de construção de escalas.
.
Os gráficos pode ser classificados em: Diagramas,
Estereogramas, Pictogramas e Cartogramas.
.
4.1 - Diagramas
São gráficos geométricos dispostos em duas dimensões.
São os mais usados na representação de séries estatísticas.
Eles podem ser:

1 - Gráficos em barras horizontais.

2 - Gráficos em barras verticais (colunas). Quando as
legendas não são breves usa-se de preferência o gráfico em
barras horizontais. Nesses gráficos os retângulos têm a
mesma base e as alturas são proporcionais aos respectivos
dados. A ordem a ser observada é a cronológica, se a série
for histórica, e a decrescente, se for geográfica ou
categórica.


Fig 1. Gráfico de barras de harmônicos da rede elétrica em
uma determinada região.

3 - Gráficos em barras compostas.

4 - Gráficos em colunas superpostas. Eles diferem dos
gráficos em barras ou colunas convencionais apenas pelo
fato de apresentar cada barra ou coluna segmentada em
partes componentes. Servem para representar
comparativamente dois ou mais atributos.

5 - Gráficos em linhas ou lineares. São freqüentemente
usados para representação de séries cronológicas com um
grande número de períodos de tempo. As linhas são mais
eficientes do que as colunas, quando existem intensas
flutuações nas séries ou quando há necessidade de se
representarem várias séries em um mesmo gráfico. Quando
representamos, em um mesmo sistema de coordenadas, a
variação de dois fenômenos, a parte interna da figura
formada pelos gráficos desse fenômeno é denominada de
área de excesso.

6 - Gráficos em setores. Este gráfico é construído com base
em um círculo, e é empregado sempre que desejamos
ressaltar a participação do dado no total. O total é
representado pelo círculo, que fica dividido em tantos
setores quantas são as partes. Os setores são tais que suas
áreas são respectivamente proporcionais aos dados da
série. O gráfico em setores só deve ser empregado quando
há, no máximo, sete dados.



60
Matemática
Obs: As séries temporais geralmente não são representadas
por este tipo de gráfico.
.
4.2 - Estereogramas
São gráficos geométricos dispostos em três dimensões, pois
representam volume. São usados nas representações
gráficas das tabelas de dupla entrada. Em alguns casos este
tipo de gráfico fica difícil de ser interpretado dada a pequena
precisão que oferecem.

4.3 - Pictogramas
São construídos a partir de figuras representativas da
intensidade do fenômeno. Este tipo de gráfico tem a
vantagem de despertar a atenção do público leigo, pois sua
forma é atraente e sugestiva. Os símbolos devem ser auto-
explicativos. A desvantagem dos pictogramas é que apenas
mostram uma visão geral do fenômeno, e não de detalhes
minuciosos.
Veja o exemplo abaixo:



4.4 - Cartogramas
São ilustrações relativas a cartas geográficas (mapas). O
objetivo desse gráfico é o de figurar os dados estatísticos
diretamente relacionados com áreas geográficas ou
políticas.
Dados obtidos de uma amostra servem como base para
uma decisão sobre a população.
Quanto maior for o tamanho da amostra, mais informação
obtemos sobre a população. Porém, um aumento do
tamanho da amostra também implica um aumento da
quantidade de dados e isso torna difícil compreender a
população, mesmo quando estão organizados em tabelas.
Em tal caso, precisa-se de um método que possibilite
conhecer a população num rápido exame.
Um histograma atende às necessidades, por meio da
organização de muitos dados num histograma, pode-se
conhecer a população de maneira objetiva.

4.5 - Gráficos dos Dados na Ordem Cronológica
Representação gráfica do resultado Y versus a ordem
cronológica de execução do experimento (diagrama do
resultado Y versus tempo t). Nesse tipo de gráfico, alguns
dos possíveis fenômenos que podem ser observados são:
1. Curva de aprendizagem dos experimentadores (pontos no
início do experimento).
2. Tendências dentro de um determinado período (horas,
turnos, dias, etc.), freqüentemente em função de
aquecimento, fadiga, e outros fatores relacionados com o
tempo.
3. Aumento ou diminuição da variabilidade dos dados com o
tempo, podendo representar curva de aprendizagem ou
características relativas ao material.

4.6 - Histogramas de Freqüência ou Distribuição de
Freqüências
É uma ferramenta estatística apropriada para a
apresentação de grandes massas de dados numa forma que
torna mais clara a tendência central e a dispersão dos
valores ao longo da escala de medição, bem como a
freqüência relativa de ocorrência dos diferentes valores.

6 - MEDIDAS DE DISPERSÃO OU DE VARIABILIDADE
Um aspecto importante no estudo descritivo de um conjunto
de dados é o da determinação da variabilidade ou dispersão
desses dados, relativamente à medida de localização do
centro da amostra.

DESVIO PADRÃO ( S )
É a medida de dispersão mais empregada, pois leva em
consideração a totalidade dos valores da variável em
estudo. É um indicador de variabilidade bastante estável. O
desvio padrão baseia-se nos desvios em torno da média
aritmética e a sua fórmula básica pode ser traduzida como: a
raiz quadrada da média aritmética dos quadrados dos
desvios e é representada por S.

Uma vez que a variância envolve a soma de quadrados, a
unidade em que se exprime não é a mesma que a dos
dados. Assim, para obter uma medida da variabilidade ou
dispersão com as mesmas unidades que os dados,
tomamos a raiz quadrada da variância e obtemos o desvio
padrão.



O desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores
não negativos e quanto maior for, maior será a dispersão
dos dados.

A fórmula acima é empregada quando tratamos de uma
população de dados nãoagrupados.


Exemplo: Calcular o desvio padrão da população
representada por - 4 , -3 , -2 , 3 , 5



Sabemos que n = 5 e 62,8 / 5 = 12,56.

A raiz quadrada de 12,56 é o desvio padrão = 3,54

Quando os dados estão agrupados (temos a presença de
frequências) a fórmula do desvio padrão ficará:



61
Matemática

Exemplo: Calcule o desvio padrão populacional da tabela
abaixo:





Sabemos que Σ fi = 30 e 32,7 / 30 = 1,09.

A raiz quadrada de 1,09 é o desvio padrão = 1,044

Se considerarmos os dados como sendo de uma amostra o
desvio padrão seria a raiz quadrada de 32,7 / (30 -1) = 1,062

Obs: Nas tabelas de frequências com intervalos de classe
a fórmula a ser utilizada é a mesma do exemplo anterior.

VARIÂNCIA ( S2 )
Define-se a variância, como sendo a medida que se obtém
somando os quadrados dos desvios das observações da
amostra, relativamente à sua média, e dividindo pelo número
de observações da amostra menos um.


A variância é uma medida que tem pouca utilidade como
estatística descritiva, porém é extremamente importante na
inferência estatística e em combinações de amostras.

MEDIDAS DE DISPERSÃO RELATIVA

CVP: Coeficiente de Variação de Pearson

Na estatística descritiva o desvio padrão por si só tem
grandes limitações. Assim, um desvio padrão de 2 unidades
pode ser considerado pequeno para uma série de valores
cujo valor médio é 200; no entanto, se a média for igual a
20, o mesmo não pode ser dito.

Além disso, o fato de o desvio padrão ser expresso na
mesma unidade dos dados limita o seu emprego quando
desejamos comparar duas ou mais séries de valores,
relativamente à sua dispersão ou variabilidade, quando
expressas em unidades diferentes.

Para contornar essas dificuldades e limitações, podemos
caracterizar a dispersão ou variabilidade dos dados em
termos relativos a seu valor médio, medida essa
denominada de

CVP: Coeficiente de Variação de Pearson (é a razão
entre o desvio padrão e a média referente aos dados de
uma mesma série).

A fórmula do CVP = (S / ) x 100 (o resultado neste caso
é expresso em percentual, entretanto pode ser expresso
também através de um fator decimal, desprezando assim o
valor 100 da fórmula).

Exemplo 1:
Tomemos os resultados das estaturas e dos pesos de um
mesmo grupo de indivíduos:



Qual das medidas (Estatura ou Peso) possui maior
homogeneidade?
Resposta: Teremos que calcular o CVP da Estatura e o CVP
do Peso. O resultado menor será o de maior
homogeneidade (menor dispersão ou variabilidade).

CVP estatura = ( 5 / 175 ) x 100 = 2,85 %
CVP peso = ( 2 / 68 ) x 100 = 2,94 %.

Logo, nesse grupo de indivíduos, as estaturas apresentam
menor grau de dispersão que os pesos.

Exemplo 2:
O risco de uma ação de uma empresa pode ser
devidamente avaliado através da variabilidade dos retornos
esperados. Portanto, a comparação das distribuições
probabilísticas dos retornos, relativas a cada ação individual,
possibilita a quem toma decisões perceber os diferentes
graus de risco. Analise, abaixo, os dados estatísticos
relativos aos retornos de 5 ações e diga qual é a menos
arriscada?




7 – INTRODUÇÃO À AMOSTRAGEM

7- Definições

7.1 População e amostra
Qualquer estudo científico enfrenta o dilema de estudo da
população ou da amostra.
Obviamente teria-se uma precisão muito superior se fosse
analisado o grupo inteiro, a população, do que uma pequena
parcela representativa, denominada amostra. Observa-se
que é impraticável na grande maioria dos casos, estudar-se
a população em virtude de distâncias, custo, tempo,
logística, entre outros motivos.
A alternativa praticada nestes casos é o trabalho com uma
amostra confiável. Se a amostra é confiável e proporciona
inferir sobre a população, chamamos de inferência
estatística. Para que a inferência seja válida, é necessária
uma boa amostragem, livre de erros, tais como falta de
determinação correta da população, falta de aleatoriedade e
erro no dimensionamento da amostra.


62
Matemática
Quando não é possível estudar, exaustivamente, todos os
elementos da população, estudam-se só alguns elementos,
a que damos o nome de Amostra.
Quando a amostra não representa corretamente a
população diz-se enviesada e a sua utilização pode dar
origem a interpretações erradas.

7.2 Recenseamento
Recenseamento é a contagem oficial e periódica dos
indivíduos de um País, ou parte de um País. Ele abrange, no
entanto, um leque mais vasto de situações. Assim, pode
definir-se recenseamento do seguinte modo:
 Estudo científico de um universo de pessoas,
instituições ou objetos físicos com o propósito de
adquirir conhecimentos, observando todos os seus
elementos, e fazer juízos quantitativos acerca de
características importantes desse universo.

7.3 Amostragem
Amostragem é o processo que procura extrair da população
elementos que através de cálculos probabilísticos ou não,
consigam prover dados inferenciais da população-alvo.



Não Probabilística
Acidental ou conveniência
Intencional
Quotas ou proporcional
Desproporcional

Probabilística
Aleatória Simples
Aleatória Estratificada
Tipos de Amostragem
Conglomerado

7.3.1.Não Probabilística
A escolha de um método não probabilístico, via de regra,
sempre encontrará desvantagem frente ao método
probabilístico. No entanto, em alguns casos, se faz
necessário a opção por este método. Fonseca (1996), alerta
que não há formas de se generalizar os resultados obtidos
na amostra para o todo da população quando se opta por
este método de amostragem.

• Acidental ou conveniência
Indicada para estudos exploratórios. Freqüentemente
utilizados em super mercados para testar produtos.

• Intencional
O entrevistador dirige-se a um grupo em específico para
saber sua opinião. Por exemplo, quando de um estudo sobre
automóveis, o pesquisador procura apenas oficinas.

• Quotas ou proporcional
Na realidade trata-se de uma variação da amostragem
intencional. Necessita-se ter um prévio conhecimento da
população e sua proporcionalidade. Por exemplo, deseja-se
entrevistar apenas indivíduos da classe A, que representa
12% da população. Esta será a quota para o trabalho.
Comumente também subestratifica-se uma quota
obedecendo a uma segunda proporcionalidade.

• Desproporcional
Muito utilizada quando a escolha da amostra for
desproporcional à população.
Atribuem-se pesos para os dados, e assim obtém-se
resultados ponderados representativos para o estudo.

7.3.2 Probabilística
Para que se possa realizar inferências sobre a população, é
necessário que se trabalhe com amostragem probabilística.
É o método que garante segurança quando investiga-se
alguma hipótese. Normalmente os indivíduos investigados
possuem a mesma probabilidade de ser selecionado na
amostra.
• Aleatória Simples
É o mais utilizado processo de amostragem. Prático e eficaz,
confere precisão ao processo de amostragem. Normalmente
utiliza-se uma tabela de números aleatórios e nomeia-se os
indivíduos, sorteando-se um por um até completar a amostra
calculada.
Uma variação deste tipo de amostragem é a sistemática. Em
um grande número de exemplos, o pesquisador depara-se
com a população ordenada. Neste sentido, tem-se os
indivíduos dispostos em seqüência o que dificulta a
aplicação exata desta técnica. Quando se trabalha com
sorteio de quadras de casas, por exemplo, há uma regra
crescente para os números das casas. Em casos como este,
divide-se a população pela amostra e obtém-se um
coeficiente (y). A primeira casa será a de número x, a
segunda será a de número x + y; a terceira será a de
número x + 3. y. Supondo que este coeficiente seja 6. O
primeiro elemento será 3. O segundo será 3 + 6. O terceiro
será 3 + 2.6. O quarto será 3 + 3.6, e assim sucessivamente.

• Aleatória Estratificada
Quando se deseja guardar uma proporcionalidade na
população heterogênea. Estratifica-se cada subpopulação
por intermédio de critérios como classe social, renda, idade,
sexo, entre outros.

• Conglomerado
Em corriqueiras situações, torna-se difícil coletar
características da população. Nesta modalidade de
amostragem, sorteia-se um conjunto e procura-se estudar
todo o conjunto. É exemplo de amostragem por
conglomerado, famílias, organizações e quarteirões.

7.4 Tipos de dados
VARIÁVEL: É, convencionalmente, o conjunto de resultados
possíveis de um fenômeno.
Variável Qualitativa: Quando seus valores são expressos por
atributos: sexo, cor da pele, etc.
Variável Quantitativa: Quando os dados são de caráter
nitidamente quantitativo, e o conjunto dos resultados possui
uma estrutura numérica, trata-se, portanto da estatística de
variável e se dividem em:

Variável Discreta ou Descontínua: Seus valores são
expressos geralmente através de números inteiros não
negativos. Resulta normalmente de contagens. Ex: Nº de
alunos presentes às aulas de introdução à estatística


63
Matemática
econômica no 1º semestre de 1997: mar = 18, abr = 30, mai
= 35, jun = 36.

Variável Contínua: Resulta normalmente de uma
mensuração, e a escala numérica de seus possíveis valores
corresponde ao conjunto R dos números Reais, ou seja,
podem assumir, teoricamente, qualquer valor entre dois
limites. Ex.: Quando você vai medir a temperatura de seu
corpo com um termômetro de mercúrio o que ocorre é o
seguinte: O filete de mercúrio, ao dilatar-se, passará por
todas as temperaturas intermediárias até chegar na
temperatura atual do seu corpo.
De acordo com o que dissemos anteriormente, numa análise
estatística distinguem-se essencialmente duas fases:
Uma primeira fase em que se procura descrever e estudar a
amostra: Estatística Descritiva e uma segunda fase em que
se procura tirar conclusões para a população:

1ª Fase Estatística Descritiva
Procura-se descrever a amostra, pondo em evidência as
características principais e as propriedades.

2ª Fase Estatística Indutiva
Conhecidas certas propriedades (obtidas a partir de uma
análise descritiva da amostra), expressas por meio de
proposições, imaginam-se proposições mais gerais, que
exprimam a existência de leis (na população).
No entanto, ao contrário das proposições deduzidas, não
podemos dizer que são falsas ou verdadeiras, já que foram
verificadas sobre um conjunto restrito de indivíduos e,
portanto não são falsas, mas não foram verificadas para
todos os indivíduos da População, pelo que também não
podemos afirmar que são verdadeiras.
Existe, assim, um certo grau de incerteza (percentagem de
erro) que é medido em termos de Probabilidade.
Considerando o que foi dito anteriormente sobre a
Estatística Indutiva, precisamos aqui da noção de
Probabilidade, para medir o grau de incerteza que existe,
quando tiramos uma conclusão para a população, a partir da
observação da amostra.

7.5 Espaço Amostral
A estatística trabalha com os resultados dos experimentos.
Quando algum experimento é realizado, algum resultado
ocorre; denota-se um resultado típico pelo símbolo “e”. Tal
resultado é chamado evento simples.
Se for feita uma lista de todos os possíveis resultados de
interesse do experimento, essa série é chamada de espaço
amostral.

7.6 Dimensionamento da amostra – Plano Amostral
Quando deseja-se dimensionar o tamanho da amostra, o
procedimento desenvolve-se em três
etapas distintas:
• Avaliar a variável mais importante do grupo e a mais
significativa;
• Analisar se é ordinal, intervalar ou nominal;
• Verificar se a população é finita ou infinita;



Obs: A proporção (p) será a estimativa da verdadeira
proporção de um dos níveis escolhidos para a variável
adotada. Por exemplo, 60% dos telefones da amostra é
Nokia, então p será 0,60.
A proporção (q) será sempre 1 - p. Neste exemplo q, será
0,4. O erro é representado por d. Para casos em que não se
tenha como identificar as proporções confere-se 0,5 para p e
q.

8 – PROBABILIDADE

8. Conceito de Probabilidade
Chamamos de probabilidade de um evento A (sendo que A
está contido no Espaço amostral) o número real P(A), tal
que: número de casos favoráveis de A / número total de
casos.

8.1 Eventos Equiprováveis
OBS: Quando todos os elementos do Espaço amostral tem
a mesma chance de acontecer, o espaço amostral é
chamado de conjunto equiprovável.
Ex: No lançamento de uma moeda qual a probabilidade de
obter cara em um evento A?

Ω = { ca, co } = 2 A = {ca} = 1 P(A) = 1/2
= 0,5 = 50%

8.2 Probabilidade Condicional
Se A e B são dois eventos, a probabilidade de B ocorrer,
depois de A ter acontecido é definida por: P (B/A), ou seja, é
chamada probabilidade condicional de B. Neste caso os
eventos são dependentes e definidos pela fórmula:



Ex: Duas cartas são retiradas de um baralho sem haver
reposição. Qual a probabilidade de ambas serem COPAS ?
P (Copas1 e Copas2) = P(Copas1) x P(Copas2/Copas1) =
13/52 x 12/51 = 0,0588 = 5,88 %
P(Copas1) = 13/52
P(Copas2/Copas1) = 12/51

Obs: No exemplo anterior se a 1ª carta retirada voltasse ao
baralho o experimento seria do tipo com reposição e seria
um evento independente. O resultado seria:
P(Copas1) x P(Copas2) = 13/52 x 13/52 = 0,625 = 6,25 %



64
Matemática
Espaço amostral do baralho de 52 cartas:

Carta pretas = 26

Páus = 13 (ás, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, valete, dama, rei)

Espadas = 13 (ás, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, valete, dama, rei)

Cartas vermelhas = 26

Ouros = 13 (ás, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, valete, dama, rei)

Copas = 13 (ás, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, valete, dama, rei)

8.3 Eventos Independentes
Quando a realização ou não realização de um dos eventos
não afeta a probabilidade da realização do outro e vice-
versa.
Ex: Quando lançamos dois dados, o resultado obtido em um
deles independe do resultado obtido no outro. Então qual
seria a probabilidade de obtermos, simultaneamente, o nº 4
no primeiro dado e o nº 3 no segundo dado?
Assim, sendo P1 a probabilidade de realização do primeiro
evento e P2 a probabilidade de realização do segundo
evento, a probabilidade de que tais eventos se realizem
simultaneamente é dada pela fórmula:



P1 = P(4 dado1) = 1/6 P2 = P(3 dado2) = 1/6
P total = P (4 dado1) x P (3 dado2) = 1/6 x 1/6 = 1/36

8.3.1 Eventos Mutuamente Exclusivos - Eventos
Dependentes
Dois ou mais eventos são mutuamente exclusivos quando a
realização de um exclui a realização do(s) outro(s). Assim,
no lançamento de uma moeda, o evento "tirar cara" e o
evento "tirar coroa" são mutuamente exclusivos, já que, ao
se realizar um deles, o outro não se realiza.
Se dois eventos são mutuamente exclusivos, a
probabilidade de que um ou outro se realize é igual à soma
das probabilidades de que cada um deles se realize:


Ex: No lançamento de um dado qual a probabilidade de se
tirar o nº 3 ou o nº 4 ?
Os dois eventos são mutuamente exclusivos então: P = 1/6
+ 1/6 = 2/6 = 1/3

Obs: Na probabilidade da união de dois eventos A e B,
quando há elementos comuns, devemos excluir as
probabilidades dos elementos comuns a A e B (elementos
de A n B )

8.4 Teorema de Bayes ou Teorema da Probabilidade
Total

Sabemos que:

P(A) = E P(Bi) . P(A|Bi)

P(A n Bi) = P(A) . P(Bi|A) logo P(Bi|A) = P(A n Bi) / P(A)
então substituindo teremos:

P (Bi|A) = P (Bi) . P (A|Bi) / E P(Bi) . P(A|Bi) que é a
fórmula de Bayes

Ex: Certo professor 4/5 das vezes vai trabalhar usando um
fusca e usando um carro importado nas demais vezes.
Quando ele usa o fusca, 75 % das vezes ele chega em casa
antes das 23 horas e quando usa o carro importado só
chega em casa antes das 23 horas em 60% das vezes.
Ontem o professor chegou em casa após às 23 horas. Qual
a probabilidade de que ele, no dia de ontem, tenha usado o
fusca ?

B1 = usar o fusca
B2 = usar carro importado
A = chegar em casa após 23 horas

P(B1) = 4/5 = 0,80 P(B2) = 1/5 = 0,20
P( A | B1) = 1 - 0,75 = 0,25 P( A | B2) = 1 - 0,60 = 0,40
P (B1 | A) = P (B1) . P( A | B1) / P (B1) . P( A | B1) + P (B2) .
P( A | B2)
P (B1 | A) = 0,80 x 0,25 /(0,80 x 0,25) + (0,20 x 0,40) =
P (B1 | A) = 0,20 / (0,20 + 0,08) = 0,7143 ou 71,43 %

Exercício: Em um lote de 12 peças, 4 sã defeituosas. Sendo
retirada uma peça, calcule:
a) a probabilidade de essa peça ser defeituosa.
b) a probabilidade de essa peça não ser defeituosa.

9 – VARIÁVEL ALEATÓRIA DISCRETA

9.1 Distribuição de Probabilidades
Apresentaremos neste capítulo três modelos teóricos de
distribuição de probabilidade, aos quais um experimento
aleatório estudado possa ser adaptado, o que permitirá a
solução de grande número de problemas práticos.

9.1.1 Variável Aleatória
Suponhamos um espaço amostral S e que a cada ponto
amostral seja atribuído um número. Fica, então, definida
uma função chamada variável aleatória.
Muitas vezes não estamos interessados propriamente no
resultado de um experimento aleatório, mas em alguma
característica numérica a ele associada. Essa
característica será chamada variável aleatória.
Assim, se o espaço amostral relativo ao "lançamento
simultâneo de duas moedas" é S={(ca,ca), (ca,co), (co,ca),
(co,co)} e se X representa o "número de caras" que
aparecem, a cada ponto amostral podemos associar um
número para X, de acordo com a tabela abaixo (X é a
variável aleatória associada ao número de caras
observado):



Logo podemos escrever:





65
Matemática
Exemplo prático de uma distribuição de probabilidade:

Consideremos a distribuição de frequência relativa ao
número de acidentes diários em uma rodovia durante o mês
de nov/2003:



Podemos então escrever a tabela de distribuição de
probabilidade:



Construímos acima uma tabela onde aparecem os valores
de uma variável aleatória X e as probabilidades de X ocorrer
que é a tabela de distribuição de probabilidades.

Funções de probabilidades: f(X) = p(X= xi)

Ao definir a distribuição de probabilidade, estabelecemos
uma correspondência unívoca entre os valores da variável
aleatória X e os valores da variável P (probabilidade). Esta
correspondência define uma função onde os valores xi
formam o domínio da função e os valores pi o seu conjunto
imagem. Assim, ao lançarmos um dado, a variável aleatória
X, definida por "pontos de um dado", pode tomar os valores
1,2,3,4,5 e 6. Então resulta a seguinte distribuição de
probabilidade:




9.2 Valor Esperado (Esperança Matemática)
Valor esperado de uma variável aleatória ou de função de
variável aleatória corresponde à média ponderada dos
valores que esta variável aleatória ou esta função assume,
usando-se como pesos para ponderação, as probabilidades
correspondentes a cada valor.

Para o caso de uma variável aleatória discreta “x”, podemos
escrever:

E (x) = Σ ( xi . pi )

Exemplo:
Numa empresa, as previsões de despesa para o próximo
ano foram calculadas como; R$ 9, 10, 11 , 12 e 13 bilhões.
Supondo que as despesas do ano corrente sejam
desconhecidas, as seguintes probabilidades foram
atribuídas respectivamente: 30%, 20%, 25%, 5% e 20%.

Qual é a distribuição de probabilidade para o próximo ano?



Qual é o valor esperado das despesas para o próximo ano?



Qual é a variância das despesas para o próximo ano?




VARIÂNCIA DAS DESPESAS

Var(x) = Σ [E(X²) E(X)² ] = 113,42 – 115,55 = 2,13

Conseqüentemente o Desvio Padrão é igual a: σ = √Var(x)



66
Matemática
Caso as projeções ao longo do ano tenham sido estimadas
em R$ 12 bilhões, comente a posição financeira da
empresa.

10 – DISTRIBUIÇÕES DE VARIÁVEL ALEATÓRIA
DISCRETA
Segundo JURAN (1992, p.33), “Uma ‘distribuição de
probabilidade’ é uma fórmula matemática que relaciona os
valores da característica com a sua probabilidade de
ocorrência na população.”
“Quando a característica que está sendo medida puder
assumir qualquer valor (sujeito à exatidão do processo de
medição), sua distribuição de probabilidade é chamada
distribuição contínua de probabilidade.”
A partir das conceituações anteriores, apresenta-se a
conceituação de “distribuição de probabilidade” e suas
classificações: “distribuição contínua de probabilidade” e
“distribuição discreta de probabilidade”.
Exemplo: a distribuição de freqüências dos dados de
resistências elétricas medidas. As distribuições discretas
de probabilidade mais comuns são:
(1) a Distribuição de Poisson;
(2) a Distribuição Binomial;

10.1 Distribuição Binomial
Vamos imaginar fenômenos cujos resultados só podem ser
de dois tipos, um dos quais é considerado como sucesso e o
outro insucesso. Este fenômeno pode ser repetido tantas
vezes quanto se queira (n vezes), nas mesmas condições.
As provas repetidas devem ser independentes, isto é, o
resultado de uma não deve afetar os resultados das
sucessivas. No decorrer do experimento, a probabilidade p
do sucesso e a probabilidade de q (q = 1 - p) do
insucesso manter-se-ão constantes. Nessas condições X é
uma variável aleatória discreta que segue uma distribuição
binomial.


P(x) = é a probabilidade de que o evento se realize x vezes
em n provas.
p = é a probabilidade de que o evento se realize em uma só
prova = sucesso.
q = é a probabilidade de que o evento não se realize no
decurso dessa prova = insucesso.
OBS: O nome binomial é devido à fórmula, pois representa o
termo geral do desenvolvimento do binômio de Newton.

10.1.1 Parâmetros da Distribuição Binomial

Média = n. p

Desvio padrão = é a raiz quadrada do produto de n. p. q

Variância = n. p. q

Exercício: Seis parafusos são escolhidos ao acaso da
produção de certa máquina, que apresenta 10% de peças
defeituosas. Qual a probabilidade de serem defeituosos dois
deles?

10.2 Distribuição de Poisson
Distribuição de probabilidades aplicada para acontecimentos
raros, entretanto o seu maior uso prático é como
aproximação para a distribuição binomial.

A P(x) é calculada pela fórmula abaixo:



Onde:

μ é a média da distribuição ( n . p)

e representa a constante de valor igual a 2,718

x ! é o fatorial de x

OBS: 0 ! = 1 e qualquer número elevado a zero é igual a 1

OBS: quando um acontecimento segue a distribuição
binomial com um “p” (sucesso) muito pequeno de tal modo
que temos que ter um “n” muito grande para que o sucesso
ocorra.
Podemos simplificar os cálculos usando a distribuição de
Poisson como aproximação para a distribuição binomial.

Para que os resultados aproximados pela distribuição de
Poisson sejam satisfatórios nós só devemos fazer a
substituição da distribuição binomial pela de Poisson quando
“n” for maior ou igual a 50 e “p” menor ou igual a 0,1 ou “p”
maior ou igual a 0,9 ( “p” próximo de 0 ou próximo de 1).

Ex: Se 2% dos fusíveis são defeituosos.Qual a probabilidade
de que uma amostra de 400 fusíveis exatamente 6 sejam
defeituosos?
p = 0,02
n = 400
μ= n . p = 0,02. 400 = 8

P (x = 6) = 0,1222 ou 12,24%

11 - DISTRIBUIÇÕES DE VARIÉVEL CONTÍNUA
Distribuições Contínuas de Probabilidade são usadas para
moldar situações onde o resultado de interesse pode
assumir valores numa escala contínua, por exemplo, os
valores maiores que zero para o tempo de falha de um
motor que está trabalhando continuamente.

11.1 Distribuição Normal
Quando a variação de uma característica é gerada pela
soma de um grande número de erros infinitesimais
independentes devidos a diferentes fatores, a distribuição da
característica se torna, em muitos casos, aproximadamente
uma distribuição normal. A Distribuição Normal pode ser
simplesmente descrita como tendo a forma de um sino ou
montanha, e numa descrição mais detalhada:
a) a densidade de probabilidade é mais alta no meio e
diminui gradualmente em direção às caudas e
b) ela é simétrica.
Entre as distribuições teóricas de variável aleatória contínua,
uma das mais empregadas é a distribuição Normal.
Muitas das variáveis analisadas na pesquisa sócio-
econômica correspondem à distribuição normal ou dela se
aproximam.
Considerando a probabilidade de ocorrência, a área sob sua
curva soma 100%. Isso quer dizer que a probabilidade de
uma observação assumir um valor entre dois pontos
quaisquer é igual à área compreendida entre esses dois
pontos.



67
Matemática


Na figura acima, tem as barras na cor marrom
representando os desvios padrões. Quanto mais afastado do
centro da curva normal, mais área compreendida abaixo da
curva haverá. A um desvio padrão, temos 68,26% das
observações contidas. A dois desvios padrões, possuímos
95,44% dos dados compreendidos e finalmente a três
desvios, temos 99,73%.
Podemos concluir que quanto maior a variabilidade dos
dados em relação à média, maior a probabilidade de
encontrarmos o valor que buscamos embaixo da normal.

11.2 Propriedades da distribuição normal

1ª - A variável aleatória X pode assumir todo e qualquer
valor real.

2ª - A representação gráfica da distribuição normal é uma
curva em forma de sino, simétrica em torno da média, que
recebe o nome de curva normal ou de Gauss.

3ª - A área total limitada pela curva e pelo eixo das
abscissas é igual a 1, já que essa área corresponde à
probabilidade de a variável aleatória X assumir qualquer
valor real.

4ª - A curva normal é assintótica em relação ao eixo das
abscissas, isto é, aproxima-se indefinidamente do eixo das
abscissas sem, contudo, alcançá-lo.

5ª - Como a curva é simétrica em torno da média, a
probabilidade de ocorrer valor maior que a média é igual à
probabilidade de ocorrer valor menor do que a média, isto é,
ambas as probabilidades são iguais a 0,5 ou 50%. Cada
metade da curva representa 50% de probabilidade.

Quando temos em mãos uma variável aleatória com
distribuição normal, nosso principal interesse é obter a
probabilidade de essa variável aleatória assumir um valor
em um determinado intervalo.

Exemplo: Seja X a variável aleatória que representa os
diâmetros dos parafusos produzidos por certa máquina.
Vamos supor que essa variável tenha distribuição normal
com média = 2 cm e desvio padrão = 0,04 cm. Qual a
probabilidade de um parafuso ter o diâmetro com valor entre
2 e 2,05 cm ?
P ( 2 < X < 2,05) = ?

Com o auxílio de uma distribuição normal reduzida, isto é,
uma distribuição normal de média = 0 e desvio padrão = 1.
Resolveremos o problema através da variável z,
onde z = (X - ) / S

Utilizaremos também uma tabela normal reduzida, que nos
dá a probabilidade de z tomar qualquer valor entre a média 0
e um dado valor z, isto é: P ( 0 < Z < z)
Temos, então, que se X é uma variável aleatória com
distribuição normal de média e desvio padrão S,
podemos escrever: P( < X < x ) = P (0 < Z < z)

No nosso problema queremos calcular P(2 < X < 2,05) para
obter essa probabilidade, precisamos, em primeiro lugar,
calcular o valor de z que corresponde a x = 2,05

z = (2,05 - 2) / 0,04 = 1,25

Utilização da Tabela Z

Procuremos, agora, na tabela Z o valor de z = 1,25

Na primeira coluna encontramos o valor até uma casa
decimal = 1,2. Em seguida, encontramos, na primeira linha,
o valor 5, que corresponde ao último algarismo do número
1,25. Na intersecção da linha e coluna correspondentes
encontramos o valor 0,3944, o que nos permite escrever:

P (0 < Z < 1,25) = 0,3944 ou 39,44 %, assim a probabilidade
de um certo parafuso apresentar um diâmetro entre a média
= 2cm e x = 2,05 cm é de 39,44 %.

EXERCÍCIOS:



01 - (CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Administrador
Júnior

No histograma acima, os pontos médios das classes
inicial e final são 40 e 80, respectivamente. Sabendo-se
que todas as classes têm a mesma amplitude, a
estimativa adequada para a média e para a mediana
dessa distribuição são, respectivamente,
a) 59,5 e 59,5
b) 59,5 e 60
c) 60 e 59
d) 60 e 59,5
e) 60 e 60

02 - ( CESGRANRIO - 2008 - CAPES - Assistente em
Ciência e Tecnologia ) Para responder às questões de
nos 47 a 49, utilize os dados do gráfico a seguir,
relativos à Avaliação Trienal dos cursos e programas de
pós-graduação realizada pela Capes em 2007.


68
Matemática


O conceito médio atribuído aos programas avaliados
nesse período é
a) 1,7.
b) 2,8.
c) 3,8.
d) 4,0.
e) 7,0.

03 - (CESGRANRIO - 2008 - CAPES - Assistente em
Ciência e Tecnologia )

O número médio de bolsas de mestrado oferecidas, por
ano, nesse período foi
a) 5.631,8.
b) 6.158,0.
c) 8.150,7.
d) 11.942,2.
e) 18.100,2.

04 - (CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Administrador
Júnior)

No histograma acima, os pontos médios das classes
inicial e final são 40 e 80, respectivamente. Sabendo-se
que todas as classes têm a mesma amplitude, a
estimativa adequada para a média e para a mediana
dessa distribuição são, respectivamente,
a) 59,5 e 59,5
b) 59,5 e 60
c) 60 e 59
d) 60 e 59,5
e) 60 e 60

05 - (CESGRANRIO - 2010 - Petrobrás - Administrador)
Uma loja de conveniência localizada em um posto de
combustível realizou um levantamento sobre o valor das
compras realizadas pelos seus clientes. Para tal tomou
uma amostra aleatória de 21 compras, que apresentou,
em reais, o seguinte resultado:

A mediana dessa série de observações é
a) 15,50
b) 18,00
c) 18,30
d) 28,50
e) 34,00

06 - ( CESPE - 2008 - INSS - Analista do Seguro Social )

De acordo com dados do IBGE, em 2007, 6,4% da
população brasileira tinha 65 anos de idade ou mais e,
em 2050, essa parcela, que constitui o grupo de idosos,
corresponderá a 18,8% da população. Com base nessas
informações e nas apresentadas na tabela acima,
julgue os itens seguintes.
Considere-se que os anos de idade estejam distribuídos de
forma eqüiprovável na faixa de 15 a 18 anos. Nessa


69
Matemática
situação, a média e a mediana das idades nessa faixa serão
ambas iguais a 16,5 anos.
( ) Certo ( ) Errado

07 - ( CESGRANRIO - 2008 - CAPES - Assistente em
Ciência e Tecnologia ) A tabela a seguir apresenta
algumas estatísticas das notas dos alunos de
determinado curso que participaram do ENADE 2005.

Com base na tabela acima, pode-se afirmar que a(s)
I - menor dispersão das notas ocorre no grupo dos alunos
concluintes;
II - amplitude total das notas é menor no grupo dos
concluintes;
III - variância das notas é menor no grupo de ingressantes;
IV - medidas de posição na distribuição de notas são
menores no grupo dos ingressantes.
São verdadeiras APENAS as afirmações
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

08 - ( CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Administrador
Júnior ) Um jogo consiste em lançar uma moeda
honesta até obter duas caras consecutivas ou duas
coroas consecutivas. Na primeira situação, ao obter
duas caras consecutivas, ganha-se o jogo. Na segunda,
ao obter duas coroas consecutivas, perde-se o jogo. A
probabilidade de que o jogo termine, com vitória, até o
sexto lance, é
a) 7/16
b) 31/64
c) 1/2
d) 1/32
e) 1/64

09 - ( CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Administrador
Júnior ) Um estudo sobre fidelidade do consumidor à
operadora de telefonia móvel, em uma determinada
localidade, mostrou as seguintes probabilidades sobre o
hábito de mudança:
A probabilidade de o 1
o
telefone de um indivíduo ser da
operadora A é 0,60; a probabilidade de o 1o telefone ser
da operadora B é de 0,30; e a de ser da operadora C é
0,10. Dado que o 2
o
telefone de um cliente é da
operadora A, a probabilidade de o 1
o
também ter sido é
de
a) 0,75
b) 0,70
c) 0,50
d) 0,45
e) 0,40

10 - ( CESGRANRIO - 2010 - Petrobrás - Administrador )
Em um posto de combustíveis entram, por hora, cerca
de 300 clientes. Desses, 210 vão colocar combustível,
130 vão completar o óleo lubrificante e 120 vão calibrar
os pneus. Sabe-se, ainda, que 70 colocam combustível e
completam o óleo; 80 colocam combustível e calibram
os pneus e 50 colocam combustível, completam o óleo e
calibram os pneus. Considerando que os 300 clientes
entram no posto de combustíveis para executar uma ou
mais das atividades acima mencionadas, qual a
probabilidade de um cliente entrar no posto para
completar o óleo e calibrar os pneus?
a) 0,10
b) 0,20
c) 0,25
d) 0,40
e) 0,45

11 - ( CESGRANRIO - 2008 - CAPES - Assistente em
Ciência e Tecnologia ) Referentes ao Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes (ENADE), aplicado em 2006
a alunos ingressantes e concluintes de 5.701 cursos, de
1.600 instituições de ensino superior do País. Considere
os gráficos apresentados a seguir, referentes às
respostas dadas por 120.082 ingressantes e 71.508
concluintes de determinada área à questão que
perguntava sobre o meio mais utilizado para se manter
atualizado acerca dos acontecimentos do mundo
contemporâneo.


A proporção de alunos respondentes, deste curso, que
fazem uso da TV para se manterem atualizados é
a) 77,4%.
b) 40,5%.
c) 39,2%.
d) 38,7%.
e) 36,9%.

12 - ( CESGRANRIO - 2008 - CAPES - Assistente em
Ciência e Tecnologia ) Para responder às questões,
utilize os dados do gráfico a seguir, relativos à
Avaliação Trienal dos cursos e programas de pós-


70
Matemática
graduação realizada pela Capes em 2007.
O percentual de programas que tiveram conceito
mínimo igual a 4,0 é
a) 15,0%.
b) 28,5%.
c) 32,0%.
d) 34,6%.
e) 65,3%.

13 - ( CESGRANRIO - 2008 - CAPES - Assistente em
Ciência e Tecnologia ) A amplitude do número de bolsas
de doutorado oferecidas pela Capes nesse período foi
a) 672.
b) 1.280.
c) 1.298.
d) 2.204.
e) 2.443.
14 - ( CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Analista do Banco
Central ) Utilizando os dados históricos acima, o valor
esperado para o VPL da microempresa, em milhões de
reais, é
a) -10
b) 0
c) 5
d) 10
e) 20

15 - ( CESGRANRIO - 2010 - IBGE - Analista de Sistemas
) A tabela abaixo apresenta a distribuição de frequências
das idades de um grupo de crianças.

A mediana da distribuição de frequências apresentada é
a) 5,5
b) 5,6
c) 5,7
d) 5,8
e) 5,9


GABARITOS:

01-D 02-C 03-E 04- D 05- B 06- C 07- E
08- B 09- A 10- B 11- C 12- E 13- A 14- C
15- A

Noções Básicas de Matemática
Financeira
médias
Prazo, taxa e capital médio são aqueles que
substituem diversas aplicações financeiras por uma única. É
muito utilizado em operações de desconto de títulos quando
precisamos saber o prazo médio do desconto, ou a taxa
média (ou única) ou, ainda, o capital médio.
Esse assunto vem sendo cobrado em muitos
concursos públicos, com destaque para provas da Esaf.
Observe a teoria e os exercícios resolvidos para perceber a
diferença entre cada uma das médias.
TAXA MÉDIA
Quando vários capitais são aplicados a taxas
diferentes e em períodos distintos, podemos encontrar
através de média ponderada a taxa média em que esses
capitais poderão ser aplicados produzindo os mesmos
montantes.


PRAZO MÉDIO
Quando vários capitais são aplicados a taxas
diferentes e em períodos distintos, podemos encontrar
através de média ponderada o prazo média em que esses
capitais poderão ser aplicados produzindo os mesmos
montantes.

CAPITAL MÉDIO
Quando vários capitais são aplicados a
taxas diferentes e em períodos distintos, podemos encontrar
através de média ponderada o capital médio.

EXEMPLOS

01. Três meses atrás tomei num mesmo dia e ao mesmo
credor os seguintes empréstimos a juros postecipados:
C1 = 30.000 i = 10% a.m. prazo = 7 meses
C2 = 60.000 i = 11% a.m. prazo = 8 meses
C3 = 60.000 i = 12% a.m. prazo = 10 meses
n n
n n n
M
t C t C t C
t i C t i C t i C
i
. ... . .
. . ... . . . .
2 2 1 1
2 2 2 1 1 1
+ + +
+ + +
=
n n
n n n
M
i C i C i C
t i C t i C t i C
t
. ... . .
. . ... . . . .
2 2 1 1
2 2 2 1 1 1
+ + +
+ + +
=
n n
n n n
M
t i t i t i
t i C t i C t i C
C
. ... . .
. . ... . . . .
2 2 1 1
2 2 2 1 1 1
+ + +
+ + +
=


71
Matemática
Agora estou negociando com o credor para trocar os três
títulos por um único de valor igual ao somatório dos três
originais. O credor concordou desde que não sofresse
prejuízo. Como eu também não quero ser prejudicado, qual
deve ser o prazo dessa letra única?
SOLUÇÃO:


=
i C
t i C
t
.
. .

80000.0,12 60000.0,11 30000.0,1
.10 80000.0,12 .8 60000.0,11 7 30000.0,1.
+ +
+ +
= t

8,84375
19200
169800
= = t

Como 1 mês = 30 dias, temos
t = 8,84375 . 30
logo
t = 265 dias.
Isto quer dizer que posso trocar os três títulos por um
único, cujo vencimento se dará em 265 dias, sem haver
perda para ambas as partes.
02. Três meses atrás tomei num mesmo dia e ao mesmo
credor os seguintes empréstimos a juros postecipados:
C1 = 30.000 i = 10% a.m. prazo = 7 meses
C2 = 60.000 i = 11% a.m. prazo = 8 meses
C3 = 60.000 i = 12% a.m. prazo = 10 meses
Qual a taxa média de juros desses três títulos?
SOLUÇÃO:


=
t C
t i C
i
.
. .

80000.10 60000.8 30000.7
.10 80000.0,12 .8 60000.0,11 7 30000.0,1.
+ +
+ +
= i

11294 , 0
1490000
169800
= = i

Isto quer dizer que se aplicarmos os três capitais,
pelos prazos inicialmente estabelecidos, a uma taxa de
11,294% ao período, o rendimento será igual a se fosse
aplicado as taxas de 10%, 11% e 12%.
03. Três meses atrás tomei num mesmo dia e ao mesmo
credor os seguintes empréstimos a juros postecipados:
C1 = 30.000 i = 10% a.m. prazo = 7 meses
C2 = 60.000 i = 11% a.m. prazo = 8 meses
C3 = 60.000 i = 12% a.m. prazo = 10 meses
Nesse caso, qual o Capital médio desses três títulos?
SOLUÇÃO:


=
t i
t i C
C
.
. .

.10 12 , 0 .8 11 , 0 0,10.7
.10 80000.0,12 .8 60000.0,11 7 30000.0,1.
+ +
+ +
= C

14 , 61079
2,78
169800
= = C

Isto quer dizer que o capital médio aplicado é de R$
61.079,14.
EXERCÍCIOS
01. (ESAF) Os capitais de 200, 300 e 100 unidades
monetárias são aplicados a juros simples durante o mesmo
prazo às taxas mensais de 4%, 2,5% e 5,5%,
respectivamente. Calcule a taxa mensal média de aplicação
destes capitais.
a) 2,5%
b) 3%
c) 3,5%
d) 4%
e) 4,5%

02. Os capitais de R$ 2.000,00, R$ 3.000,00, R$ 1.500,00
e R$ 3.500,00 são aplicados à taxa de 4% ao mês, juros
simples, durante dois, três, quatro e seis meses,
respectivamente. Obtenha o prazo médio de aplicação
destes capitais.
a) quatro meses
b) quatro meses e cinco dias
c) três meses e vinte e dois dias
d) dois meses e vinte dias
e) oito meses

03. (ESAF) Os capitais de R$ 2.500,00, R$ 3.500,00, R$
4.000,00 e R$ 3.000,00 são aplicados a juros simples
durante o mesmo prazo às taxas mensais de 6%, 4%, 3% e
1,5%, respectivamente. Obtenha a taxa média mensal de
aplicação destes capitais.
a) 2,9%
b) 3%
c) 3,138%
d) 3,25%
e) 3,5%

04. (ESAF) Três capitais são aplicados a juros simples pelo
mesmo prazo. O capital de R$ 3.000,00 é aplicado à taxa de
3% ao mês, o capital de R$ 2.000,00 é aplicado a 4% ao
mês e o capital de R$ 5.000,00 é aplicado a 2% ao mês.
Obtenha a taxa média mensal de aplicação desses capitais.
a) 3%
b) 2,7%
c) 2,5%
d) 2,4%
e) 2%

05. (ESAF) Os capitais de R$2.500,00, R$3.500,00,
R$4.000,00 e R$3.000,00 são aplicados a juros simples
durante o mesmo prazo às taxas mensais de 6%, 4%, 3% e


72
Matemática
1,5%, respectivamente. Obtenha a taxa média mensal de
aplicações de capitais.
a) 2,9%
b) 3%
c) 3,138%
d) 3,25%
e) 3,5%

GABARITO
01. C 02. A 03. E 04. B 05. E
TIPOS DE TAXAS
TAXAS PROPORCIONAIS
Duas ou mais taxas são ditas proporcionais,
quando ao serem aplicadas a um mesmo capital, durante
um mesmo período de tempo, produzem um mesmo
montante no final do prazo, em regimes de juros simples.

12 6 3 2 1
A S T B M
i i i i i
= = = = ou

360 180 90 60 30 1
A S T B M D
i i i i i i
= = = = =
EXEMPLO:
• 1%a.m. = 2%a.b. = 3%a.t. = 6%a.s. = 12%a.a.
• 2% a.d. = 60% a.m. = 720% a.a.
• 24%a.a. = 12%a.s. = 6%a.t. = 4%a.b. = 2%a.m.

TAXAS EQUIVALENTES
Duas ou mais taxas são equivalentes quando ao
serem aplicadas a um mesmo capital, em regime de juros
compostos, capitalizados em prazos diferentes, durante um
mesmo período de tempo, produzem um mesmo montante
no final do período.
Assim duas ou mais taxas são equivalentes se, e
somente se:
360 12 4 2 1
) 1 ( ) 1 ( ) 1 ( ) 1 ( ) 1 (
d m t s a
i C i C i C i C i C + = + = + = + = +
Portanto
360 12 4 2
) 1 ( ) 1 ( ) 1 ( ) 1 ( ) 1 (
d m t s a
i i i i i + = + = + = + = +
De maneira geral temos:
I − taxa do período maior.
i − taxa do período menor.
n − numero de vezes que o período maior contém o
menor.
Podemos escrever que então:
) 1 ( ) 1 ( I i
n
+ = +

n
l i + = + 1 1
Logo
1 1 − + =
n
l i
EXEMPLO:
Qual a taxa bimestral equivalente 2% a.m.?
SOLUÇÃO:
Observando a tabela I, temos:
(1+2%)
2
= 1,0404 = 1 + 4,04%
Portanto, 2% a.m é equivalente a 4,04% a.b.

EXEMPLO:
Qual a taxa anual equivalente 5% a.b.?
SOLUÇÃO:
Observando a tabela I, temos:
(1+5%)
6
= 1,34 = 1 + 34%
Portanto, 5% a.b é equivalente a 34% a.a.
EXEMPLO:
Qual a taxa mensal equivalente 42,58% a.a.?
SOLUÇÃO:
Do enunciado temos:
(1 + iM)
12
= (1 + 42,58%)
1
Ou seja,
(1 + iM)
12
= 1,4258
Observando a tabela I, na linha n = 12 temos uma taxa de
3%.
Portanto, 42,58% a.a. é equivalente a 3% a.m.
EXEMPLO:
Qual a taxa mensal equivalente a 60% a.a.?
A Taxa Nominal é bastante difundida e usada na conversação do
mercado financeiro, entretanto o seu valor nunca é usado nos
cálculos por não representar uma Taxa Efetiva. O que nos
interessará será a Taxa Efetiva embutida na Taxa Nominal, pois ela
é que será efetivamente aplicada em cada período de capitalização.


73
Matemática
SOLUÇÃO:
Do enunciado temos:
(1 + iM)
12
= (1 + 60%)
1
Ou seja,
(1 + iM)
12
= 1,60
Observando a tabela I, na linha n = 12 temos 1,60 para uma
taxa de 4%.
Portanto, 60% a.a. é equivalente a 4% a.m.
TAXA NOMINAL
A unidade de referência de seu tempo não coincide
com a unidade de tempo dos períodos de capitalização,
geralmente a Taxa Nominal é fornecida em tempos anuais, e
os períodos de capitalização podem ser mensais, trimestrais
ou qualquer outro período, inferior ao da taxa.
EXEMPLOS:
• 12% a.a. capitalizamos mensalmente.
• 20% a.a. capitalizamos semestralmente.
• 15% a.a. capitalizamos trimestralmente.

EXEMPLO:
36% a.a. capitalizados mensalmente (Taxa
Nominal).
. . % 3
12
. . % 36
m a
meses
a a
= (Taxa Efetiva embutida
na Taxa Nominal)


TAXA EFETIVA
É aquela em que a unidade de referência de seu
tempo coincide com a unidade de tempo dos períodos de
capitalização.
EXEMPLO:
• 15% a.a. capitalizados anualmente.
• 5% a.s. capitalizados semestralmente.
• 3% a.m. capitalizados mensalmente.

EXEMPLO:
Qual a taxa anual equivalente a uma taxa nominal de 60%
a.a. capitalizado mensalmente?
SOLUÇÃO:
Seja
iN = 60% a.a. (cap. mens.)
Como taxa nominal é anual e a capitalização é mensal, a
taxa efetiva obedece a seguinte proporção

1 12
EF N
i i
=

1
i
12
% 60
EF
=

Logo
iEF = 5% a.m. (cap. mens.)
Então
(1 + iA)
1
= (1 +
5%)
12

Pela tabela 1, temos:
1 + iA = 1,796
Portanto
iA = 0,796 = 79,6% a.a.
EXEMPLO:
Qual a taxa semestral equivalente a uma taxa nominal de
24% a.s. capitalizado mensalmente?
SOLUÇÃO:
Seja
iN = 24% a.s. (cap. mens.)
Como taxa nominal é semestral e a capitalização é mensal,
a taxa efetiva obedece a seguinte proporção

1
i
6
i
EF N
=

1
i
6
% 24
EF
=

Logo
iEF = 4% a.m. (cap. mens.)
Então
(1 + iS)
1
= (1 + 4%)
6

Pela tabela 1, temos:
1 + iS = 1,265
Portanto
IS = 0,265 = 26,5% a.s.
EXEMPLO:
Nestes casos, costuma−se simplesmente dizer: 15% a.a., 3% a.m.,
5% a.s., omitindo−se o período da capitalização.
n
i
i
NOMINAL
EFETIVA
=
LINK:
LINK:


74
Matemática
(1+i
A
) = (1+i
R
)(1+i
INF
)
Qual a taxa anual equivalente a uma taxa nominal de 42%
a.a. capital. bimestralmente?
SOLUÇÃO:
Seja
iN = 42% a.a. (cap. bim.)
Como taxa nominal é anual e a capitalização é mensal, a
taxa efetiva obedece a seguinte proporção

1
i
6
i
EF N
=

1
i
6
% 42
EF
=

Logo
iEF = 7% a.b. (cap. bim.)
Então
(1 + iA)
1
= (1 + 7%)
6

Pela tabela 1, temos:
1 + iS = 1,50
Portanto
IS = 0,50 = 50% a.a.
TAXA REAL E APARENTE
Em uma situação em que a inflação for levada em
consideração, a taxa i aplicada sobre um capital é aparente,
pois o montante produzido não terá o mesmo poder
aquisitivo.
Entenda que se em um certo período aplicarmos
um capital C à taxa de juros iA, obteremos o montante:
M = C.(1 + iA)
Se no mesmo período a inflação foi iINF, o capital C
para manter seu poder aquisitivo deve ser corrigido pela
inflação, gerando um montante inflacionado:
MINF = C.(1 + iINF)
Dessa forma, MINF e C correspondem ao mesmo
poder aquisitivo em momentos distintos: um afetado pela
inflação e outro não.
Portanto, chamaremos de taxa real de juros iR a
taxa que leva o valor MINF ao valor M e de taxa aparente de
juros iA a taxa que leva C ao valor M.
CÁLCULO DA TAXA REAL
Ora, C(1+iR) é o montante, no final de um período,
considerando uma economia sem inflação, à taxa real de
juros iR. C(1+iINF) é o montante considerando apenas a
inflação e C(1+iR)(1+iINF) é o montante considerando o juros
reais e a inflação.
Como o montante gerado por uma taxa aparente iA,
divulgada pelo mercado financeiro, produz o mesmo
montante gerado pelas taxas de inflação iINF e real iR
aplicadas uma sob a outra, temos:
C.(1+iA) = C.(1+iR)(1+iINF)
logo


ou então
1
i 1
i 1
i
INF
A
R

+
+
=
Onde
iR − taxa real
iA − taxa aparente
iINF − taxa de inflação
EXEMPLOS
EXEMPLO:
Um capital foi aplicado por um ano à taxa de juros nominal
de 21% ao ano. No mesmo período a inflação foi de 11%.
Qual a taxa real de juros?
SOLUÇÃO:
Temos que
(1+iA) = (1+iR)(1+iINF)
Então
(1 + 21%) = (1 + iR).(1 + 11%)
1,21 = (1 + iR).1,11
1 + iR =
11 , 1
21 , 1

iR = 0,09
iR = 9%
EXEMPLO:
Um ano atrás um televisor 20” custava R$ 1000,00 e hoje a
loja cobra R$ 1260,00 pelo mesmo produto. Sabendo que
nesse mesmo período a inflação foi de 20%, determine a
taxa real de aumento sofrida pelo televisor.
SOLUÇÃO:
O aumento de R$260, representa 26% de R$1000, portanto
essa é a taxa aparente.


75
Matemática
Sendo
(1 + iA) = (1 + iR)(1 + iINF)
Então
(1 + 26%) = (1 + iR)(1 + 20%)
1,26 = (1 + iR).1,20
1 + iR = 1,26/1,20
iR = 1,05 – 1
iR = 5%










Portanto a loja aumentou aparentemente 26%, mas na
verdade ela subiu o preço 5% acima da inflação.
EXERCÍCIOS
01. Qual a taxa anual aparente de um investimento, se a
retabilidade real foi de 40%a.a. e a inflação do período foi de
20%?
a) 30%
b) 52%
c) 60%
d) 68%

02. A quantia de R$ 5.000,00 foi aplicada por um período
de 2 anos, transformando-se em R$ 40.000,00. Se a
rentabilidade real no período foi de 100 %, qual foi a inflação
medida no mesmo período?
a) 100% ao período
b) 200% ao período
c) 300% ao período
d) 400% ao período
e)
03. Sabendo-se que o rendimento anual em caderneta de
poupança em um determinado país subdesenvolvido no ano
passado foi de 230%, e que a sua taxa de inflação no
período foi de 200%, determine o ganho real de um
aplicador.
a) 10% a.a.
b) 11% a.a.
c) 12% a.a.
d) 13% a.a.

04. Um banco deseja auferir 2% ao mês de juros reais
(compostos) sobre determinada aplicação. Qual deve ser a
taxa aparente de juros para o período de um ano se a
inflação esperada neste período for de 18%?
a) 40,9%
b) 42,0%
c) 45,9%
d) 49,6%
05. Se um banco deseja auferir 2% ao mês de juros reais
(simples) sobre determinada aplicação. Qual deve ser a taxa
nominal aparente de juros para o período de um ano se a
inflação esperada neste período for de 18%?
a) 40,9%
b) 42,0%
c) 45,9%
d) 49,6%
06. (CESGRANRIO) Três aumentos mensais sucessivos de
30%, correspondem a um único aumento trimestral de:
a) 0,9%
b) 90%
c) 190%
d) 219,7%
e) 119,7%

07. Qual a taxa quadrimestral equivalente a 8% a.m.?
a) 32% a.q.
b) 34% a.q.
c) 36% a.q.
d) 38% a.q.

08. Se em um financiamento está escrito que a taxa de
juros nominal anual é de 30%, com capitalização bimestral,
então a taxa de juros anual equivalente anual será:
a) 0,7
6
+ 1
b) 0,05
6
– 1
c) 1,05
6
– 1
d) 1+0,05
6

09. (CESGRANRIO) Um capital é aplicado com taxa anual
de 10%, se o investidor resgatar um semestre após a data
da aplicação, então a taxa equivalente para esse período:
a) deverá ser de 5% a.s.
b) deverá ser maior que 5% a.s.
c) deverá ser menor que 5% a.s.
i
APARENTE
= 26%
i
REAL
= 5%
i
INFLAÇÃO
= 20%
R$ 1.200,00
R$ 1.000,00
R$ 1.260,00
Na maioria dos casos é dado o valor nominal, a taxa e o período para
ser encontrado o valor atual (A<N), logo
A =
t
i
N
) 1 ( +

Podemos ainda escrever da seguinte forma
A = N.
t
i ) 1 (
1
+

Onde
t
i ) 1 (
1
+
é o inverso do fator de acumulação e seu resultado
pode ser facilmente encontrado na tabela 2, o que facilita muito o
trabalho do aluno, uma vez que será feita uma simples multiplicação
no lugar da divisão.


76
Matemática
d) deverá ser maior que 10% a.s.
e) dependerá do valor do capital

10. Uma aplicação financeira paga juros composto de 28%
ao ano, capitalizados trimestralmente. Qual é a taxa de juros
trimestral efetiva de aplicação.
a) 7%
b) 6%
c) 5%
d) 7,5%

GABARITO
01. D 02. C 03. A 04. D 05. B
06. E 07. C 08. C 09. C 10. A
DESCONTO COMPOSTO
Os descontos compostos funcionam da mesma
forma que as capitalizações, podendo ser usadas as mesma
fórmulas, onde o valor descontado (D) corresponde aos
juros (J) do período (t), enquanto o valor nominal (N) e o
valor atual (A), corresponderão ao montante (M) e ao capital
(C), dependendo do tipo de desconto.
Da mesma forma que o desconto simples, o
desconto composto pode ocorrer de duas formas: desconto
racional e desconto comercial. É importante salientar que na
grande maioria dos casos os descontos compostos são
racionais, portanto quando não estiver descriminado fica
implicito o uso desse tipo de desconto.
DESCONTO COMPOSTO RACIONAL
Sabemos que quando o desconto é dito racional,
devemos calular o desconto em ralação ao valor atual, logo
o valor nominal (N) corresponderá ao montante (M) e o valor
atual (A) corresponderá ao capital (C), assim como em uma
capitalização, portanto:

( )
t
i A N + = 1 .

Dessa forma, podemos dizer que o valor atual (A) é
equivalente ao valor nominal (N) em períodos diferentes,
assim como representado no fluxo.
Portanto, o valor a ser descontado (D) do valor
nominal (N) é exatamente o juro que o valor atual (A)
deveria produzir nesse período, logo
A N D − =




DESCONTO COMPOSTO COMERCIAL
No caso do desconto comercial, devemos calular o
desconto em ralação ao valor nominal (N), logo este
corresponderá ao capital (C) e o valor atual (A)
corresponderá ao montante (M), que será sempre menor
que o valor nominal. Se for usada a fórmula da
capaitalização a taxa de juros (i) deve ser negativa, mas a
forma prática é substituir (i) positiva na seguinte equação:




( )
t
i N A − = 1 .

Portanto, o valor a ser descontado (D) do valor
nominal (N) é exatamente a deflação calculada sobre ele,
logo
A N D − =

EQUIVALÊNCIA DE CAPITAL
Dizemos que dois ou mais conjuntos de capitais,
com datas diferentes, são ditos equivalentes quando
transportados para uma mesma data, anterior ou posterior, a
uma mesma data de juros, produzem nessa data, valores
iguais.
Para melhor representar as entradas e saídas de
capitais, envolvidas nos problemas, faremos um esquema
gráfico utilizando setas para cima e para baixo ao longo de
um eixo horizontal que representa o tempo. O sentido das
setas é convencionado. No exemplo abaixo, se $100, $50 e
$200 representam entradas, então $150 deve representar
uma saída.



Quando esse conjunto de capitais é transportado para a
data final do fluxo de caixa, dizemos que existe um capital
único que é equivalente a todos eles denominado de Valor
Futuro.

( )
n
i VP VF + = 1 .

Quando esse conjunto de capitais é transportado
para a data inicial do fluxo de caixa, dizemos que existe um
capital único que é equivalente a todos eles denominado de
Valor Presente ou Valor Atual.
( )
n
i
VF VP
+
=
1
1
.


0 1 2 3 4 5 6 7 8
10

50
20

15

mese

0 1 2 3 n
...
VF
VP
0 1 2 3 n ...
VF
VP



0 1 2 3 t ...
N
A
LINK:


77
Matemática
É comum usar essa equivalência de capitais para se fazer
análise comparativa entre dois ou mais fluxos diferentes.
Observe que independentemente da data escolhida para os
transportes de capital, a equivalência será verificada.
EXEMPLO:
(ESAF) Paulo aplicou pelo prazo de um ano a quantia total
de R$50.000,00 em dois bancos diferentes. Um parte dessa
quantia foi aplicada no Banco A, a taxa de 3% a.m.. O
restante dessa quantia foi aplicado no Banco B, a taxa de
4% a.m.. Após um ano Paulo verificou que os valores finais
de cada uma das aplicações eram iguais. Deste modo,
determine o valor aplicado no Banco A e no Banco B, sem
considerar os centavos.
SOLUÇÃO:
Do enunciado temos os montantes:
BANCO A (i = 3%a.m.)
MA = x.(1+3%)
12
e
BANCO B (i = 4%a.m.)
MA = (50000–x).(1+4%)
12

Como MA = MB, temos:
x.(1+3%)
12
= (50000–x).(1+4%)
12

De acordo com a TABELA I, temos:
(1+3%)
12
= 1,425760
(1+4%)
12
= 1,601032
Ou seja,
x.1,425760 = (50000–x).1,601032
0,8905256.x = 50000 – x
1,8905256.x = 50000
Logo,
x = 26447,7
Portanto os valores aplicados são
BANCO A → 26447,7
BANCO B → 23552,3
EXERCÍCIOS
01. Três cheques iguais no valor de R$1.000,00 devem ser
descontados comercialmente, a uma taxa composta de 10%
para cada período. Determine o valor atual desses cheques,
segundo o fluxo abaixo.

a) R$ 2.700,00
b) R$ 2.514,00
c) R$ 2.439,00
d) R$ 2.300,00

02. Determine o valor atual de três cheques no valor de
R$1.331,00, se forem descontados racionalmente, a uma
taxa composta de 10% para cada período, segundo o fluxo a
seguir.



a) R$ 3.993,00
b) R$ 3.630,00
c) R$ 3.310,00
d) R$ 3.000,00

03. (ESAF) Uma empresa descontou uma duplicata de $
55.500,00, 60 dias antes do vencimento, sob o regime de
desconto racional composto. Admitindo-se que o banco
adote a taxa de juros efetiva de 84% a.a., o líquido recebido
pela empresa foi de (desprezar os centavos no resultado
final):
OBS.:
(1,84)
1/3
= 1,23
(1,84)
1/4
= 1,17
(1,84)
1/6
= 1,11
a) $ 42.930
b) $ 44.074
c) $ 45.122
d) $ 47.435
e) $ 50.000

04. (CESGRANRIO) Um título de valor nominal
R$24.200,00 será descontado dois meses antes do
vencimento, com taxa composta de desconto de 10% ao
mês. Sejam D o valor do desconto comercial composto e d o
valor do desconto racional composto. A diferença D – d, em
reais, vale
a) 399,00
b) 398,00
c) 397,00
d) 396,00
e) 395,00
GABARITO
01. C 02. C 03. E 04. B
RENDAS CERTAS
Nas aplicações financeiras o capital pode ser pago
ou recebido de uma só vez ou através de uma sucessão de
pagamentos ou de recebimentos.
Quando o objetivo é constituir-se um capital em
uma data futura, tem-se um processo de capitalização.
Caso contrário, quando se quer pagar uma dívida, tem-se o
processo de amortização.
Pode ocorrer também o caso em que se tem o
pagamento pelo uso, sem que haja amortização, que é o
caso dos aluguéis.
Estes exemplos caracterizam a existência de
rendas ou anuidades, que podem ser, basicamente de dois
tipos:
RENDAS CERTAS: são aquelas cuja duração e
pagamentos ou recebimentos são prefixados. Os 0 1 2 3
1000 1000 1000
0 1 2 3
1331 1331 1331


78
Matemática
diversos parâmetros, como o valor dos termos,
prazo de duração, taxa de juros, etc, são fixos e
imutáveis.
Exemplo: compra a prestação
RENDAS ALEATÓRIAS: os valores e/ou as datas
de pagamento ou de recebimento podem ser
variáveis aleatórias.
Exemplo: seguro de vida.
Vamos estudar as rendas certas que são,
simultaneamente: temporárias, periódicas e imediatas
(postecipadas ou antecipadas) e as diferidas.
Nos casos mais comuns e que vamos estudar, as
rendas podem ser:
Temporárias: quando a duração for limitada
Constantes: se todos os termos são iguais.
Periódicas: se todos os períodos são iguais.
Imediatas: quando os termos são exigíveis a partir do 1º
período. Elas podem ser:
• Postecipadas: se os termos são exigíveis no fim dos
períodos.
• Antecipadas: se os termos são exigíveis no início dos
períodos.

Diferidas: se os termos forem exigíveis a partir de uma data
que não seja o 1º período. Elas também podem ser
postecipadas ou antecipadas.
Podemos então tratar as rendas certas como uma
seqüência uniforme de capitais. Estudaremos a seguir cada
um dos casos separadamente:
• VP (valor presente) de uma sequência uniforme
postecipada.
• VP (valor presente) de uma sequência uniforme
antecipada.
• VF (valor futuro) de uma sequência uniforme
postecipada.
• VF (valor futuro) de uma sequência uniforme
antecipada.

SEQUÊNCIAS UNIFORMES DE CAPITAIS
VALOR PRESENTE DE UMA SEQUÊNCIA UNIFORME
POSTECIPADA
Quando uma série de pagamentos (P ou PMT), ou
parcelas, for feita no final de cada período, será denominada
de postecipada. Trazendo todos os P para a data inicial
teremos:
n
i
P
i
P
i
P
i
P
VP
) 1 (
...
) 1 ( ) 1 (
) 1 (
2 2
+
+ +
+
+
+
+
+
=


Nesse caso, o valor presente (VP) será a soma
dessa progressão geométrica (P.G.), dada por
1
) 1 .(
1


=
q
q a
S
n
n
, onde o primeiro termo é a1 =
) 1 ( i
P
+
e a
razão é q =
) 1 (
1
i +
. Substiuindo esses dados, temos:


( )
( )
n
n
i i
i
P VP
+
− +
=
1 .
1 1
.
, ou simplesmente
i n
a P VP ÷ = .
.
O fator de valor atual an÷i (a n cantoneira i) está na
tabela 3.
Se desejar encontrar a parcela (P) em função do
valor presente (VP), teremos:

( )
( ) 1 1
1 .
.
− +
+
=
n
n
i
i i
VP P
, ou simplesmente
i n
a
VP P
÷
=
1
.
.
O fator de recuperação do capital 1/an÷i está na tabela 4.
EXEMPLO:
Uma televisão foi comprada no carnê em 4 prestações
mensais iguais de R$ 300,00 cada, sem entrada, iniciando a
primeira parcela um mês após a compra. Sabendo que para
esse tipo de transação a loja trabalha com juros compostos
de 9% a.m., determine qual deve ser o preço a vista dessa
TV.
SOLUÇÃO:
O preço a vista da TV é o valor presente dessa série,
portanto:
VP = P.a4÷9%
Onde P = 300 e pela tabela III vemos que a4÷9% = 3,2397,
então
VP = 300.3,2397
VP = 971,91
Portanto o valor a vista da TV é R$ 971,91.
VALOR PRESENTE DE UMA SEQUÊNCIA UNIFORME
ANTECIPADA
Quando uma série de pagamentos (P ou PMT) for
feita no início de cada período, será denominada de
antecipada. Trazendo todos os P para a data inicial teremos:
0 1 2 3 n ...
P P P P


79
Matemática
1 2
) 1 (
...
) 1 (
) 1 (

+
+ +
+
+
+
+ =
n
i
P
i
P
i
P
P VP


Observe que nesse caso, basta somar P que está
no início da série com o valor presente da sequência
postecipada que começa no 1 e termina em n-1. Dessa
forma teremos:
i n
a P P VP ÷ + =
−1
.

VALOR FUTURO DE UMA SEQUÊNCIA UNIFORME
POSTECIPADA
Quando uma série de pagamentos (P ou PMT), ou
depósitos, for feita no final de cada período, será
denominada de postecipada. Trazendo todos os P para a
data final teremos:
VF = P + P(1+i) + P(1+i)
2
+...+ P(1+i)
n-1



Nesse caso, o valor futuro (VF) será a soma dessa
progressão geométrica (P.G.), dada por
1
) 1 .(
1


=
q
q a
S
n
n
, onde o primeiro termo é a1 = P e a
razão é q = (1 + i). Substiuindo esses dados, temos:

( )
i
i
P VF
n
1 1
.
− +
=
, ou simplesmente
i n
s P VF ÷ = .

O fator de acumulação de capital sn÷i (s n
cantoneira i) está na tabela 5.
Um fato interessante é que o valor futuro dessa
série de pagamentos é um capital equivalente ao valor
presente, dessa mesma série, na data final do período,
portanto podemos dizer que:
n
i VP VF ) 1 .( + =

Por esta razão, temos:
n
i n i n
i a s ) 1 .( + ÷ = ÷

EXEMPLO:
Uma pessoa resolveu poupar mensalmente R$400,00,
pretendendo fazer uma viagem de férias, aplicando no final
de cada mês em um fundo que paga 24% a.a. capitalizado
mensalmente. Ao final de um ano, quanto ele terá
guardado?

SOLUÇÃO:
A taxa de 24%a.a, dada no problema, é nominal. Portanto, a
taxa efetiva é de 2% a.m.
O montante acumulado ao final de uma ano (n=12) é o valor
futuro dessa série, portanto:
VF = P.s12÷2%
Onde P = 400 e pela tabela 5 temos que s12÷2% = 13,4121,
então
VF = 400.13,4121
VF = 5364,84
Portanto, o valor acumulado é de R$ 5.264,84.
VALOR FUTURO DE UMA SEQUÊNCIA UNIFORME
ANTECIPADA
Quando uma série de pagamentos (P ou PMT), ou
depósitos, for feita no início de cada período, será
denominada de antecipada. Trazendo todos os P para a
data final teremos:
VF = P(1+i) + P(1+i)
2
+...+ P(1+i)
n



Essa série é equivalente a uma sequência
postecipada com n+1 depósitos, menos o depósito R da
data final. Dessa forma teremos:
P s P VF
i n
− ÷ =
+1
.

EXERCÍCIOS
01. Uma dívida foi financiada em doze parcelas mensais de
R$ 500,00, sendo a primeira para 30 dias. Determine o valor
atual da dívida, sabendo que a taxa utilizada foi de 4% a.m..
(Use 1,04
12
= 1,6)
a) R$ 4.687,50
b) R$ 5.250,00
c) R$ 6.000,00
d) R$ 7.000,00
e) R$ 7.500,00
02. O cliente de um banco acerta com o gerente uma
poupança programada, onde serão aplicados
automaticamente doze parcelas mensais de R$ 500,00,
sendo a primeira para 30 dias. Determine o valor futuro do
saldo dessa aplicação na data do ultimo depósito, sabendo
que a taxa utilizada foi de 4% a.m.. (Use 1,04
12
= 1,6)
a) R$ 4.687,50
b) R$ 5.250,00
c) R$ 6.000,00
0 1 2 3 n–1 ...
P P P P
n
P
0 1 2 3 n ...
P P P P
0 1 2 3 n–1 ...
P P P P
n
P


80
Matemática
Inicialmente paga-se muito juro e amortiza-se pouco. Com
o decorrer dos períodos, vai-se pagando menos juros e,
conseqüentemente, amortizando-se mais o principal.
d) R$ 7.000,00
e) R$ 7.500,00
03. Leonardo comprou uma moto em seis parcelas de
R$600,00, sendo a primeira no ato da compra e as demais a
cada 30 dias. Determine o valor à vista dessa moto,
sabendo que a taxa utilizada pela financeira foi de 3% a.m.
a) 3348,00
b) 3250,00
c) 3124,00
d) 3012,00
04. Qual o valor futuro da série de quatro depósitos
antecipados mensais e iguais no valor de R$1.000,00 cada,
um mês após o último deposito, se aplicado a uma taxa
composta de 10% a.m.?
a) 4.000,00
b) 4.400,00
c) 5.105,10
d) 5.612,30
05. (ACEP) Uma família comprou uma geladeira nova, a
prazo, em prestações iguais, com juros. Assinale a
alternativa CORRETA.
a) para um mesmo valor de prestação, o valor presente das
prestações diminui quando a taxa de juros aumenta.
b) no momento da compra, o valor presente da última
prestação é igual ao valor presente da primeira prestação.
c) o valor das prestações será maior se for dado um sinal no
momento da compra.
d) o valor das prestações não depende da taxa de juros.
e) o valor das prestações não depende da quantidade de
parcelas.
06. (CESGRANRIO) Uma série de 10 anuidades de R$ 100 mil
pode ser usada para amortizar um determinado financiamento.
Sabendo que a taxa de juros oferecida para financiamento é de
1,25% a.m., pode-se afirmar que o preço justo para pagamento à
vista é:
a) maior que R$ 1mi
b) R$1,1 mi
c) maior que R$ 1mi e menor que R$ 1,1 mi
d) R$ 1 mi
e) menor que R$ 1 mi

GABARITO
01. A 02. E 03. A 04. C 05. A 06. E
PLANOS DE AMORTIZAÇÃO
No Brasil são adotados vários esquemas de
financiamento. Quando contraímos uma dívida, devemos
saldá-la por meio de pagamentos do principal e dos juros
contratados. Veremos os tipos mais usado, que são:
Sistema Price (Francês), Sistema de Amortização Constante
(SAC), Sistema de Amortização Crescente (SACRE) e
Sistema de Amortização Misto (SAM).
SISTEMA FRANCÊS
Caracteriza−se pelo fato de o mutuário pagar a
dívida, periodicamente, por meio de prestações constantes.
O Sistema Price é um caso particular do Sistema Francês
quando as parcelas são mensais.
A parcela (P) é dada em função do valor atual (A)
que foi emprestado ou financiado, do número de parcelas
(n) e da taxa de juros (i), de acordo com a fórmula
P = A.
( )
( ) 1 1
1 .
− +
+
n
n
i
i i
,
ou simplesmente
P = A.
i n
a ÷
1
.
Lembrando que an÷i é o fator de valor atual de uma
série de pagamentos encontrado na tabela III.





EXEMPLO:
Um empréstimo de R$ 1.000,00 é concedido para ser pago
pelo sistema Francês de Amortização em 5 prestações
mensais, à taxa de 10% a.m. Calcule o valor de cada
prestação e monte a planilha teórica do financiamento.
SOLUÇÃO:
No plano Price (sistema francês com prestações mensais),
para encontrar a prestação deve ser seguido o mesmo
procedimento usado nas séries de pagamento uniformes.
VP = P . an÷i
Onde
VP é o capital (C) emprestado
P é a prestação
an÷i é o fator de valor atual
Então pela fórmula temos:
P = C.
i n
a ÷
1

− +
+
=
1 ) 1 (
) 1 .(
.
n
n
i
i i
C P
=

− +
+
1 %) 10 1 (
%) 10 1 %.( 10
. 1000
5
5

A amortização do saldo devedor é constante e prestação
decresce. Os juros também são cobrados sobre o saldo
devedor.
LINK:


81
Matemática
0 1 2 3 4 5
1000
300
280
260
240
220
Pela tabela 4, encontramos o fator de recuperação de capital
% 10 5
1
÷ a
= 0,264, logo
P = 1000 . 0,264 = 264
MONTAGEM DA PLANILHA TEÓRICA DO
FINANCIAMENTO



N PREST. JUROS AMORTIZAÇÃO SALDO
DEVEDOR
0 – – – 1000,00
1
264
10%.1000
= 100 264 – 100 = 164
1000 – 164
= 836
2
264
10%.836
≅ 84
264 – 84 = 180 836 – 180 =
656
3
264
10%.656
≅ 66
264 – 66 = 198 656 – 198 =
458
4
264
10%.458
≅ 46
264 – 46 = 218
458 – 218 =
240
5
264
10%.240
= 24
264 – 24 = 240 240 – 240 =
0

SISTEMA SAC
No Sistema de Amortização Constante a dívida
também é paga por meio de prestações periódicas que
englobam juros e amortização, no entanto, caracteriza−se
pelo fato de o mutuário pagar prestações decrescentes de
valor, com amortizações iguais como o próprio nome diz.


EXEMPLO:
Uma dívida de R$ 1.000,00 vai ser paga pelo sistema SAC
em 5 prestações mensais, à taxa de 10% a.m. Calcule o
valor de cada prestação e monte a planilha teórica do
financiamento.
SOLUÇÃO:
No plano SAC o valor amortizado é sempre o mesmo, logo
temos
n
C
A =

200
5
1000
= = A

Então no cálculo do valor de cada prestação deve ser feito
cada mês, somando o valor amortizado (A) ao juro
produzido em relação ao saldo devedor do mês anterior.
MONTAGEM DA PLANILHA TEÓRICA DO
FINANCIAMENTO





n PREST. JUROS AMORTIZAÇÃO SALDO
DEVEDOR
0 – – – 1000
1
300
10%.1000
= 100 200
1000 – 200
= 800
2
280
10%.800
= 80
200 800 – 200 =
600
3
260
10%.600
= 60
200 600 – 200 =
400
4
240
10%.400
= 40
200 400 – 200 =
200
5
220
10%.200
= 20
200 200 – 200 =
0

SISTEMA SAM
O Sistema de Amortização Mista é a média
aritmética do Sistema Price e do SAC. A título de exemplo,
construiremos a planilha de financiamento dado no Sistema
Price e SAC.
EXEMPLO:
Uma dívida de R$ 1.000,00 vai ser paga pelo sistema SAM
em 5 prestações mensais, à taxa de 10% a.m.. Calcule o
valor de cada prestação e monte a planilha teórica do
financiamento.
SOLUÇÃO:
Assim como no plano SAC, as prestações no plano SAM
também são calculadas todos os meses, pois a cada mês
deve ser feito uma média das prestações obtidas nos planos
PRICE e SAC, então a prestação do primeiro mês será
P =
2
300 264 +
= 282
0
1
2
3 4 5
1000
264 264
LINK:


82
Matemática
0 1 2 3 4 5
1000
282
272
262
252
242
Então fica claro que devem ser usados os dados obtidos nos
exemplos anteriores.
MONTAGEM DA PLANILHA TEÓRICA DO
FINANCIAMENTO





n PREST. JUROS AMORTIZAÇÃO SALDO
DEVEDOR
0 – – – 1000
1 (264 +
300)/2 =
282
10%.1000
= 100 282 – 100 = 182
1000 –
182 = 818
2 (264 +
280)/2 =
272
10%.818
= 82
272 – 82 = 190
818 – 190
= 628
3 (264 +
260)/2 =
262
10%.628
= 63
262 – 63 = 199
628 – 199
= 429
4 (264 +
240)/2 =
252
10%.429
= 43
252 – 43 = 209
429 – 209
= 220
5 (264 +
220)/2 =
242
10%.220
= 22
242 – 22 = 220
220 – 220
= 0
COMPARAÇÃO ENTRE OS PLANOS
• SALDO DEVEDOR:
Em todos os planos de amortização o saldo
devedor diminui a cada pagamento, uma vez que
deve existir amortização em todos os períodos,
caso contrário não seria um plano de “amortização”.
• JUROS:
Os juros representam um percentual em cima do
saldo devedor e por isso também diminuem a cada
pagamento em todos os planos.
• PARACELAS:
Observe, no diagrama a seguir, que as parcelas do
PRICE são constantes, do SAC começa maior e
termina menor que nos outros sistemas, enquanto
no SAM tem sempre valor intermediário em relação
aos outros planos.

• AMORTIZAÇÃO:
No plano PRICE a amortização é crescente, pois
enquanto a parcela (P) é constante, os juros (J)
caem a cada período, portanto essa diferença (P –
J) vai aumentando. No plano SAC, como já é de se
esperar, a amortização é constante. Por fim, no
plano SAM tudo é a média entre os outros dois
planos, o que por consequência faz com que a
amortização seja crescente.
EXERCÍCIOS
01. (ACEP) Qual das alternativas abaixo, em relação ao
Sistema de Prestações Constantes em pagamento de
empréstimos, está CORRETA?
a) O saldo devedor tem comportamento linearmente
decrescente.
b) Os juros pagos têm comportamento linearmente
decrescente.
c) As amortizações têm comportamento crescente.
d) Todas as amortizações têm o mesmo valor.
e) As amortizações têm comportamento decrescente.
02. (CESGRANRIO) Para a construção de um galpão, para
instalação de uma indústria, foi feito um empréstimo no valor
de R$10 mil, de forma a ser pago em 20 parcelas mensais e
utilizando-se taxa mensal composta de 8%. Para amortizar a
dívida, se for utilizado o sistema PRICE, as parcelas ficarão
em torno de R$1.018,50. Dessa forma, comparando a
parcela no PRICE com as parcelas no Sistema de
Amortização Constante (SAC) e no Sistema de Amortização
Misto (SAM), podemos afirmar que:
a) No SAC os juros pagos na primeira prestação são
maiores
b) No SAM os juros pagos na primeira prestação são
menores
c) No SAC a primeira prestação seria menor
d) No SAC a primeira prestação seria maior
e) No SAM a primeira prestação seria menor
03. Uma dívida de R$ 4.000,00 deverá ser quitada em 10
parcelas mensais e iguais, com taxa de 5% a.m., vencendo
a 1ª em 30 dias. Determine o da 1ª parcela.
a) R$ 628,00
b) R$ 582,00
c) R$ 518,00
d) R$ 480,00
e) R$ 400,00
04. Uma dívida de R$ 4.000,00 deverá ser quitada em 10
parcelas mensais e iguais, com taxa de 5% a.m., vencendo
a 1ª em 30 dias. Determine o saldo devedor imediatamente
após o pagamento da 1ª parcela.
a) R$ 1.295,00
b) R$ 3.482,00
c) R$ 3.518,00
d) R$ 3.682,00
e) R$ 3.612,00
05. Uma dívida de R$ 4.000,00 deverá ser quitada em 10
parcelas mensais e iguais, com taxa de 5% a.m., vencendo
a 1ª em 30 dias. Determine o saldo devedor imediatamente
após o pagamento da 6ª parcela.
a) R$ 2.072,00
b) R$ 1.836,83
c) R$ 1.722,00
d) R$ 1.688,12
e) R$ 1.600,00

GABARITO
01. C 02. D 03. C 04. D 05. B



83
Matemática
Aritmética

Critérios de divisibilidade

Conhecer os critérios de divisibilidade facilita a resolução de
cálculos envolvendo divisões. Vejamos alguns critérios de
divisibilidade:

Divisibilidade por 2:

Um número é divisível por 2, quando o algarismo das
unidades for 0, 2 , 4, 6 ou 8. Um número que é divisível por
2 é denominado par, caso contrário, ímpar.

Divisibilidade por 3:

Um número é divisível por 3, quando a soma dos valores
absolutos de seus algarismos for divisível por 3.

Divisibilidade por 4:

Um número é divisível por 4, quando o número formado
pelos dois últimos algarismos da direita for 00 ou divisível
por 4.

Divisibilidade por 5:

Um número é divisível por 5, quando o algarismo das
unidades for 0 ou 5.

Divisibilidade por 6:

Um número é divisível por 6, quando for divisível por 2 e por
3 simultaneamente.

Divisibilidade por 10:

Um número é divisível por 10, quando o algarismo das
unidades for 0 ( zero )

OBS: NÚMERO DE DIVISORES:

O conjunto dos divisores de um número natural x é o
conjunto D(x) formado por todos os números naturais que
são divisores de x.

Exemplo: o conjunto dos divisores de 36.

D(36) = { 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18, 36}

Roteiro para obter todos os divisores naturais de um
número:

( vamos utilizar o 36 como exemplo).

1º) fatoramos o número



2º) colocamos um traço vertical ao lado dos fatores primos

3º) na linha de cada fator primo vamos colocando os
produtos dele pelos números já colocados nas linhas de
cima.

D(36) = { 1, 2 , 3, 4, 6, 9, 12, 18, 36 }

Roteiro para obtermos o número de divisores naturais
de um número: nD(x)

( vamos utilizar o 36 como exemplo).

1º) fatorar o número



2º) a cada expoente acrescentamos uma unidade e a seguir
efetuamos o produto, resultando assim o número de
divisores naturais do número

então 36
possui 9 divisores naturais

OBS: De um modo geral, o número de divisores naturais do
número natural

x = a
n
. b
m
. c
p
. ...

nD(x) = ( n + 1 ) . ( m + 1 ) . ( p + 1 ) . ...



84
Matemática
NUMEROS PRIMOS
Um número natural é denominado “número primo” quando
apresenta apenas dois divisores naturais: ele mesmo e o
número 1. Existem infinitos números primos. A seguir
indicamos os números primos menores que 100.



OBS: Números Primos entre si

Dois números naturais são denominados “números primos
entre si” quando apresentam como único divisor comum o
número 1.

Exemplo: 15 e 16

D( N ) = conjunto de
divisores de N

III – M.M.C E M.D.C

A utilização de mmc e mdc nas resoluções de problemas é
muito comum já que um trata de múltiplos e o outro de
divisores comuns de dois ou mais números. Antes de
estudarmos as aplicações vejamos como obtê-los.

MAXIMO DIVISOR COMUM ( M.D.C )
O máximo divisor comum (mdc) entre dois números naturais
é obtido a partir da interseção dos divisores naturais,
escolhendo-se a maior. O mdc pode ser calculado pelo
produto dos fatores primos que são comuns tomando-se
sempre o de menor expoente.
Exemplo: 120 e 36



OBS: O m.d.c pode ser calculado pela decomposição
simultânea em fatores primos, tomando apenas os fatores
que dividem simultaneamente.



MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM (M.M.C)

O número múltiplo comum entre dois números naturais é
obtido a partir da interseção dos múltiplos naturais,
escolhendo-se o menor excetuando o zero. O m.m.c pode
ser calculado pelo produto de todos os fatores primos,
considerados uma única vez e de maior expoente.

Exemplo: 120 e 36



OBS: O m.m.c pode ser calculado pela decomposição
simultânea em fatores primos.



OBS : Existe uma relação entre o m.m.c e o m.d.c de dois
números naturais a e b

m.m.c.(a,b) . m.d.c. (a,b) = a . b

O produto entre o m.m.c e m.d.c de dois números é igual ao
produto entre os dois números.
Exercícios:
1) Determine x para que {1, 1, 2, 3} = {1, x, 3}.

a) 0
b) 1
c) 2
d) 3
e) n.d.a.


2) Obtenha todos os valores inteiros de k, de modo que


85
Matemática
2k + 9 seja múltiplo de k + 2.

a) { -7, -3, -1, 3}
b) { -17, -13, -11, 13}
c) { -27, -23, -21, 23}
d) { -37, -33, -31, 33}
e) { -47, -43, -41, 43}

3) Sejam a e b múltiplos consecutivos de 11 e sejam d e
m, nesta ordem, o mdc e o mmc de a e b. Obtenha a + b,
sabendo que d . m = 5.082 .

a) - 153 ou 153
b) - 163 ou 163
c) 133 ou – 133
d) 143 ou – 143
e) n.d.a


4) Deseja – se cobrir o chão de uma sala de dimensões
11,2 por 14 m, com lajotas quadradas de lado x cm (x
inteiro). Sendo n o número de lajotas usadas, determine
o valor mínimo de n.

a) 19
b) 20
c) 21
d) 22
e) 23


5) Obtenha o mdc dos números 957 e 752.

a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5


6) O quociente e o resto da divisão euclidiana de n por d
são, respectivamente, 17 e 2. Obtenha a soma n + d,
dado que n – d = 274.

a) 310
b) 308
c) 307
d) 303
e) 301


7) Seja p um número primo dado. Quantos pares
ordenados de números inteiros (x, y) existem de modo
que x . y = p ?

a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5


8) Se r é um número racional e m um número irracional,
podemos afirmar que:

a) rm é um número racional
b) rm é um número irracional
c) r + m é um número irracional
d) (r + 1)m é um número racional
e) m
2
é um número racional


9) Quantos divisores possui o número 528 ?

a) 40
b) 41
c) 42
d) 43
e) 44


10) (Cesgranrio) - O mínimo múltiplo comum entre 2
m
, 3
e 5 é 240. O expoente m é:

a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 15


11) Sendo a , b , c respectivamente os algarismos das
centenas , dezenas e unidades do número N de 3
algarismos e sendo 35a + 7b + c = 256 com b < 5 e c < 7
então o número de divisores naturais de N é:

a) 8
b) 16
c) 32
d) 64
e) 128

Gabarito:
01-c 02-a 03-d 04-b 05-a 06-b 07-d 08-c 09-a 10-c 11-
b





BLOCO 1- PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E
LEGISLAÇÃO

Prof. Heron Lemos e Giovanna Carranza





Índice:

Recrutamento e seleção, benefícios, plano de cargos e carreira...........................................06
Treinamento, Desenvolvimento e Educação.......................................................................16
Gerenciamento de Desempenho.......................................................................................26
Gestão de Competências...................................................................................................30
Função Administração Patrimonial: manutenções preventiva,corretiva e preditiva..............57
Modalidades de transporte...............................................................................................60
Noções de Gestão, Planejamento, Previsão e Controle de Estoques..................................41
Noções de Armazenagem.................................................................................................52
Modalidades de compras. Orçamento...............................................................................45
Decreto nº 2745/1998........................................................................................................66
Redação oficial: memorandos, comunicações internas e requerimentos............................75



1 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO

GESTÃO DE PESSOAS NAS
ORGANIZAÇÕES


Em um paradigma mais antigo, o da Administração
de Recursos Humanos (ARH), as pessoas eram vistas
como mais um recurso. Na Gestão de Pessoas, elas são
vistas como parceiras, colaboradoras ativas.

A administração de pessoas evoluiu durante 3 eras
até chegar ao estágio atual. A era da industrialização
clássica, entre os anos de 1900 a 1950, foi marcada pelas
relações industriais. A era da industrialização neoclássica,
entre os anos de 1950 e 1990, marcou o conceito de
Administração de Recursos Humanos. Após 1990, com o
advento da era da informação, firmou-se o conceito de
Gestão de Pessoas.


Essa evolução modificou totalmente o modo de
pensar e agir das organizações. Ela se iniciou no formato
de trabalho, passando pelo nível de atuação, comando de
ação, tipo de atividade e principais atividades, chegando,
até mesmo, à missão da área. O quadro abaixo demonstra
essas modificações.



O processo de gestão de pessoas nas empresas
passou a ser mais centrado nas pessoas e nos talentos.
Esse processo já é iniciado durante a fase de recrutamento
e seleção, ou seja, já assimilando talentos com um conjunto
de políticas e práticas definidas por uma organização para
orientar comportamentos, relações e resultados das
pessoas de forma corporativa. Com a contratação, existem
diversas formas de potencialização de talentos, tais como
treinamento profissional, planos de carreira, planos de
cargos e salários e benefícios.
A Gestão de Pessoas atua na área do subsistema
social, e há na organização também o subsistema técnico.
A interação da gestão de pessoas com outros subsistemas,
especialmente o técnico, envolve alinhar objetivos
organizacionais e individuais. As pessoas precisam ter
competência para realizar as atividades e entregas que
possam contribuir com a organização, do contrário poderia
haver inúmeras consequências negativas nas mais
diferentes áreas (financeira, por exemplo). É também por
isso que a área de gestão de pessoas sempre atua em
parceria com outras áreas.
A Era da Informação, de forte mudança e
instabilidade, está trazendo o modelo orgânico e flexível de
estrutura organizacional, no qual prevalecem as equipes
multifuncionais de trabalho.
É a época da gestão de pessoas e com pessoas.
No mundo de hoje, as preocupações das organizações se
voltam para a globalização, pessoas, clientes,
produtos/serviços, conhecimento, resultados e tecnologia.
As mudanças e transformações na área de RH são
intensas e devido a isso, a gestão de pessoas passou a
ser uma área estratégica na organização.
Os aspectos fundamentais da moderna Gestão
de Pessoas:
 As pessoas como seres humanos:
personalidade própria – diferentes entre si – conhecimento–
história pessoal e particular – habilidades e competências
distintas.
 As pessoas como ativadores
inteligentes de recursos organizacionais: as pessoas
como fonte de impulso próprio que dinamiza a organização
e não como agentes passivos, inertes e estáticos.
 As pessoas como parceiros da
organização. Capazes de conduzi-la à excelência e ao
sucesso por meio de investimentos na organização:
esforços – dedicação – responsabilidade –
comprometimento – riscos.

CONCEITOS

Hoje, sabe-se que as pessoas precisam ser felizes.
Para que sejam produtivas, as pessoas devem sentir que o
trabalho é adequado às suas capacidades e que estão
sendo tratadas equitativamente. Desenvolver e manter
qualidade de vida no trabalho: qualidade de vida no
trabalho (QVT) é um conceito que se refere aos aspectos
da experiência do trabalho, como estilo de gestão,
liberdade e autonomia para tomar decisões, ambiente de
trabalho agradável, segurança no emprego, hora
adequadas de trabalho e tarefas significativas e agradáveis.
Um programa de QVT procurar estruturar o
trabalho e o ambiente de trabalho no sentido de satisfazer a
maioria das necessidades individuais das pessoas e tornar
a organização um local desejável.
Administrar e impulsionar as mudanças: nas últimas
décadas, houve um período turbulento de mudanças
sociais, tecnológicas, econômicas, culturais e políticas. Os
profissionais de ARH devem saber como lidar com
mudanças se realmente querem contribuir para o sucesso
de sua organização. Manter políticas éticas e
comportamento socialmente responsável: toda a atividade
de ARH deve ser aberta, transparente, confiável e ética.



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 2
As pessoas não devem ser discriminadas, e os seus
direitos básicos devem ser garantidos.
A Gestão de Pessoas irá gerenciar o que as
empresas tem de mais importante que é o seu Capital
Intelectual, um dos conceitos mais discutidos
recentemente. Ele é composto por três elementos:
 Capital Interno (estrutura interna):
Conceitos, modelos, processos, sistemas
administrativos e informacionais. São criadas pelas
pessoas e utilizados pela organização
 Capital Externo (estrutura externa):
Relação com cliente e fornecedores, marcas,
imagem e reputação. Dependem de como a organização
resolve e oferece solução para os problemas dos clientes.
 Capital Humano (competências
individuais):
Habilidade das pessoas em agir em determinadas
situações. Educação, experiências, valores e
competências.
A relação entre saúde e qualidade de vida parece
clarificar o próprio senso comum que nos diz que ter saúde
é a primeira e a essencial condição para que alguém possa
qualificar sua vida como de boa qualidade. Mas o que
parece óbvio e claro nem sempre o é, na realidade. Tanto a
concepção de saúde como a de qualidade de vida
comportam discussões e interpretações diversas.
Assim, da mesma forma que a paz não pode ser en-
tendida tão somente como a ausência de guerra, ter saúde
não significa apenas não estar doente. Em uma concepção
mais ampla, como quer a Organização Mundial de Saúde,
ter saúde significa uma condição de bem estar que inclui
não apenas o bom funcionamento do corpo, mas também o
vivenciar uma sensação de bem estar espiritual (ou
psicológico) e social, entendido este último - o bem estar
social - como uma boa qualidade nas relações que o indiví-
duo mantém com as outras pessoas e com o meio
ambiente.
Assim, esta concepção mais ampla de saúde aproxi-
ma-se do moderno conceito de qualidade de vida, embora
dele não venha a ser sinónimo. A expressão "qualidade de
vida" tem estado muito em moda, mas nem sempre tem
sido empregada na real acepção ou, ao menos, na acepção
proposta e aceita pelos estudiosos do assunto.
Confunde-se, frequentemente, uma boa qualidade
de vida com uma vida confortável do ponto de vista
material; com uma vida plena de lazer e de viagens; com
férias frequentes em lugares maravilhosos e com pouco
trabalho, obrigações e aborrecimentos. Confunde-se
também - ou pelo menos exige-se como condição sine qua
non - com um bom nível de cuidados com o corpo.
Este não é, entretanto, o conceito que os estudiosos
têm do assunto "qualidade de vida". Ela pode ser entendida
como o nível alcançado por uma pessoa na consecução
dos seus objetivos de uma forma hierarquizada e
organizada. Uma vida humana é uma vida vivida de acordo
com um plano. Estabelecer um plano de vida é ser capaz
de, sem que necessariamente o executemos por inteiro, ao
menos lutemos por ele, parece ser condição indissociável
de uma boa qualidade de vida e, também, da felicidade,
dado que estas duas condições - saúde e qualidade de vida
- não sendo sinónimas, andam de braços dados e são, a
rigor, inseparáveis.
A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) deve se
basear em sete pilares. Veja quais são eles:
 Saúde e Esporte - Os cuidados com a saúde vão
do check-up até uma alimentação balanceada, de quatro
em quatro horas, e uma prática esportiva pelo menos três
vezes por semana. Assim, a integridade física do executivo
estará garantida.

 Família/Afetividade - Atividades que promovam a
harmonia no relacionamento com pais, filhos, amigos e
irmãos, namorados, noivos e maridos, para se evitar a
transferência para o ambiente de trabalho de problemas de
convivência no lar.

 Carreira e Vocação - Dedicação a atitudes empre-
endedoras no trabalho, para se alcançar o sucesso, tais
como iniciativa, persistência, criatividade e liderança.
Importante também fazer o marketing pessoal e administrar
bem o tempo.

 Cultura e Lazer - O autoconhecimento é o ponto
chave. Deve-se aproveitar o tempo livre com leituras,
cursos, cinema. Não confundir horas de lazer com férias.
As férias estão incluídas nesse pilar, porém, devem ser
encaradas como uma fuga total das obrigações do trabalho.

 Sociedade e Comunidade -Atentar-se às práticas
de networking e condutas responsáveis socialmente, como
voluntariado e atuação em causas comunitárias, incluindo
ética no trabalho.

 Bens e Possessões - Anseios e desejos do
executivo. Parcimônia com ambições, para que não se
confunda com ganância. Estimular a vida material dando
valor aos bens que já possui, incluindo noções de gestão
das finanças pessoais.

 Mente e Espírito - Cuidar da
espiritualidade no sentido de se aproximar das pessoas e
não confundir o conceito com religiosidade. Caráter, moral
e coerência são as posturas recomendadas.

Trabalho

O trabalho é um dos elementos que mais interferem
nas condições e qualidade de vida do homem e, portanto,
movimentos trabalhistas que ocorreram no último século
estão ligadas à demandas dos trabalhadores por um
ambiente de trabalho saudável, e a própria existência de
doenças profissionais, isto é, de enfermidades ligadas à
atividade produtiva, reconhecidas pela Organização
Internacional do Trabalho desde o início do século XX.
Do ponto de vista da Administração de Recursos
Humanos, a saúde e a segurança dos empregados
constituem uma das principais bases para a preservação da
força de trabalho adequada.
Higiene e Segurança do Trabalho constituem duas
atividades interrelacionadas, no sentido de garantir con-
dições pessoais e materiais de trabalho, capazes de manter
certo nível de saúde dos empregados. Segundo a OMS
(Organização Mundial da Saúde), a saúde é um estado
completo de bem-estar físico, mental e social e que não
consiste somente na ausência de doenças ou
enfermidades.

A Higiene do Trabalho refere-se ao conjunto de
normas e procedimentos que visa a proteção da integridade
física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de
saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico
onde são executadas.
A Higiene do Trabalho está relacionada com o diag-
nóstico e com a prevenção de doenças ocupacionais a
partir do estudo e controle de duas variáveis: o homem e
seu ambiente de trabalho.



3 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
A Segurança no Trabalho é o conjunto de medidas
técnicas, educacionais, médicas e psicológicas emprega-
das para prevenir acidentes, quer eliminando as condições
inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo as
pessoas da implantação de práticas preventivas. Seu
emprego é indispensável para o desenvolvimento satisfa-
tório do trabalho. Dependendo do esquema de organização
da empresa, os serviços de segurança têm a finalidade de
estabelecer normas e procedimentos, colocando em prática
os recursos possíveis para conseguir a prevenção de
acidentes e controlando os resultados obtidos.

A Legislação
As normas legais da segurança e da medicina do
trabalho, que têm aplicação a todos os empregados e
empregadores, encontram-se agrupadas nos arts. 154 a
201 da CLT, além de normas e atos do Poder Executivo
que visam dar cumprimento a tais determinações legais.
Com fundamento no art. 225 da CF/1988, o
ambiente de trabalho há de assegurar equilíbrio ecológico,
para garantir qualidade de vida aos trabalhadores. O inciso
V do mesmo dispositivo constitucional determina ao Poder
Público o controle da produção, da comercialização e
emprego de métodos e substâncias que comportem risco
para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente.
Ergonomia
Ergonomia é uma ciência que estuda profundamente
o funcionamento humano no trabalho, gerando conheci-
mentos e contribuindo para a concepção e a melhoria das
situações e das condições de trabalho. Atua nos fatores
que determinam o trabalho: formação, organização de
trabalho, postos, equipamentos e ambiente.
A palavra ergonomia deriva do grego ergon
(trabalho) e nomos (normas, regras, leis). Trata-se de uma
disciplina orientada para uma abordagem sistémica de
todos os aspectos da atividade humana. Para darem conta
da amplitude dessa dimensão e poderem intervir nas
atividades do trabalho é preciso que os ergonomistas
tenham uma abordagem holística de todo o campo de ação
da disciplina, tanto em seus aspectos físicos e cognitivos,
como sociais, organizacionais, ambientais etc.
Frequentemente. esses profissionais intervêm em setores
particulares da economia ou em domínios de aplicação
específicos. Esses últimos caracterizam-se por sua
constante mutação, com a criação de novos domínios de
aplicação ou do aperfeiçoamento de outros mais antigos.
A Norma Regulamentadora da Legislação Brasileira,
editada pelo Ministério do Trabalho, determina os
parâmetros de adaptação das condições de trabalho às
características psicofisiológicas dos trabalhadores.
proporcionando um máximo de conforto, segurança e
desempenho eficiente.
Assim, as normas de prevenção das doenças e
critérios de defesa da saúde dos trabalhadores das esferas
pública e privada com a finalidade de protegê-los das
Lesões por Esforços Repetitivos (LER).

PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR
TRABALHO INSALUBRE

LER/DORT (Lesão por Esforços
Repetidos/Doenças Osteomusculares Relacionados ao
Trabalho)
As lesões por esforços repetitivos (LER) são movi-
mentos repetidos de qualquer parte do corpo que podem
provocar lesões em tendões, músculos e articulações,
principalmente dos membros superiores, ombros e pes-
coço, devido ao uso repetitivo ou a manutenção de
posturas inadequadas resultando no declínio do
desempenho profissional. As vítimas mais comuns são os
digitadores, datilógrafos, bancários, telefonistas, secretárias
e trabalhadores de linhas de montagem.
As principais causas de LER são: posto de trabalho
inadequado, mal projetado ou ergonomicamente errado;
atividades no trabalho que exijam força excessiva com as
mãos; posturas inadequadas e desfavoráveis às
articulações; repetição sistemática de um mesmo padrão de
movimento; ritmo intenso de trabalho; jornada de trabalho
prolongada; falta de possibilidade de realizar tarefas
diferentes; falta de orientação e desconhecimento sobre os
riscos do LER.
Os sintomas principais são: formigamentos, dores,
fadiga, perda da força muscular e inchaço nas partes
afetadas. Geralmente os diagnósticos médicos são de
tenossinovites, tendinites, epicondilite, bursites etc.
A melhor forma de combater a LER é por meio da
prevenção, isto é, evitar que o trabalhador se torne um
lesionado, oferecendo condições de trabalho adequadas e
que não o deixe exposto às causas do LER. O trabalhador
portador de LER deve ser reaproveitado em outra função
em que sua lesão não seja agravada.
Distúrbios Psíquicos
A forma como o trabalho está organizado, a duração
das jornadas, a intensidade, monotonia, repetitividade, alta
responsabilidade e principalmente a forte pressão por
produtividade que levam as pessoas para muito além dos
limites saudáveis são fatores que podem provocar
distúrbios psíquicos nos trabalhadores.
Podem ser sinais de distúrbios psíquicos
relacionados ao trabalho: modificação do humor, fadiga,
irritabilidade, cansaço por esgotamento, isolamento,
distúrbio do sono (falta ou excesso), ansiedade, pesadelos
com o trabalho, intolerância, descontrole emocional,
agressividade, acompanhados de sintomas físicos como:
dores (de cabeça ou no corpo todo), perda do apetite, mal
estar geral, tonturas, náuseas, sudorese, taquicardia etc. As
tensões, angústias e conflitos presentes no ambiente de
trabalho sobrecarregam o corpo e podem levar também a
acidentes e contribuir para agravar outras doenças
profissionais.
É sempre importante ressaltar que o trabalhador tem
direito à um tratamento digno, de ser reconhecido como ser
humano com qualidades e limites, e o empregador precisa
entender que, embora pague pela força de trabalho durante
o período da jornada (de até 44 horas semanais), não
comprou o corpo ou à saúde do trabalhador, que devem ser
sempre preservados.
Os distúrbios psíquicos relacionados ao trabalho, em
muitos casos, também estão ligados ao assédio moral,
humilhações e degradações constantes que criam um
ambiente hostil, afetando a saúde do trabalhador.
O assédio moral está ligado à ideia de humilhação,
isto é, com o sentimento de ser ofendido, menosprezado,
rebaixado, constrangido etc. A pessoa que é vítima de
assédio moral se sente desvalorizada e envergonhada.

Asma Ocupacional
Enquanto a asma convencional é causada por
ácaros comumente presentes no ambiente, a asma
ocupacional acontece com trabalhadores que, durante suas
atividades profissionais, entram em contato com produtos
químicos ou agentes biológicos que causam alergia ou
irritação no aparelho respiratório.
Os primeiros sintomas são a tosse seca, falta de ar
e o chiado no peito; o efeito é o mesmo da asma
convencional: contração dos brônquios (canais por onde
passa o ar) que fecha as vias aéreas, causando a
dificuldade de respirar. Embora as crises possam aparecer
em casa, é mais comum que elas aconteçam durante o
horário de trabalho e que diminuam nos períodos em que o



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 4
trabalhador se afasta, como nos finais de semana e
períodos de férias.
A melhor forma de prevenir a asma ocupacional é
por meio da utilização de equipamentos de proteção que
impeçam o contato do trabalhador com o agente causador
da alergia. Quando o paciente já está adoecido, o
tratamento clínico é o mesmo realizado para a asma
convencional, portanto, é necessário que o paciente seja
afastado do agente causador, isto é, o mais indicado é que
o trabalhador mude seu local de trabalho, ou seja,
realocado na empresa. o que nem sempre é possível.

Dermatoses Ocupacionais
As dermatoses ocupacionais são lesões que afligem
a pele dos trabalhadores que durante suas atividades
precisam entrar em contato com produtos e agentes que
causam irritação e alergia, mas não têm acesso à proteção
adequada. Na maior parte dos casos, tais dermatoses são
causadas pelo contato frequente com agentes químicos,
muito comuns em indústrias e também no trabalho do-
méstico (por meio dos produtos de limpeza).
Os sintomas são: ressecamento, vermelhidão,
descamação, fissuras, crostas, inchaço, inflamação, unhas
quebradiças, verrugas, erupções, queimaduras etc.
A melhor forma de prevenir este tipo de dermatose é
proteger a pele por meio de luvas e roupas impermeáveis
ou que impeçam o contato com o agente causador.

Perda Auditiva

Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR)
A perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR) é a dimi-
nuição gradual da capacidade de ouvir em razão de uma
longa exposição à ruídos sem a devida proteção. A expo-
sição repetida ao ruído excessivo pode levar, ao cabo de
alguns anos, à perda irreversível e permanente da audição.
Como sua instalação é lenta e progressiva, a pessoa só se
dá conta da deficiência quando as lesões já estão
avançadas.
Os trabalhadores que sofrem com a PAIR começam
a ter dificuldades para perceber os sons agudos (como os
de telefones, apitos, tique-taque do relógio, campainhas
etc.), e caso continuem se expondo à altos ruídos, poderão
comprometer ainda as frequências que afetam o
reconhecimento da fala. Além da diminuição da audição,
também são identificados como sintomas PAIR a presença
de zumbidos e de tonturas.
A perda da audição, ainda que parcial, tem uma
influência negativa muito grande na qualidade de vida do
ser humano, causando danos ao seu comportamento
individual, social e psíquico, como: perda da autoestima,
insegurança, ansiedade, inquietude, estresse, depressão,
alterações do sono, maior irritabilidade, isolamento etc.
A perda de audição também está relacionada ao
tempo de exposição ao ruído e à outros fatores como
predisposição e idade.
A perda auditiva induzida pelo ruído, relacionada ao
trabalho, pode ser prevenida com o uso constante de
protetores auditivos individuais, que devem ser fornecidos
pela própria empresa (de acordo com a Portaria n°3.214 do
Ministério do Trabalho, que trata de Equipamentos de
Proteção Individual).






Não tem como dissertar sobre a importância do
papel dos recursos humanos nas organizações sem nos
retratar a um viés histórico, expondo que as pessoas nem
sempre foram a principal preocupação das organizações.
Exemplo disto é a o que a Administração Cientifica
preconizava que o trabalhador ficava em segundo plano
quando se tratava de produção.
Compreendemos que, com os estudos de
Hawthorne, começa um prenúncio de mudança na relação
das organizações para com seus funcionários, e a partir
disto inicia-se vários estudos acerca da relação trabalhador
x organização, tais como: Pirâmide de Maslow, Fatores de
Herzberg, uma maior importância à teoria Y e X, e, num
passado mais recente estudos sobre liderança, motivação,
administração participativa entre outros.
A tendência do mundo corporativista nos dias atuais
é a valorização das pessoas. Durante a revolução industrial
o principal setor da empresa era o tecnológico, mas na
atualidade percebe-se que vivemos outra realidade, onde o
principal ativo das organizações são as pessoas que fazem
parte do universo daquela organização, por meio do
incentivo do capital intelectual humano.
Os recursos humanos nas organizações têm função
primordial dentro da sua estrutura. É perceptível que o
capital humano das organizações é o setor mais importante
e, a partir disto, percebe-se como os administradores
devem focar suas atenções a este segmento interno da
organização.
Chiavenato (2003) conceitua que recursos humanos
é uma área interdisciplinar que tem a capacidade de
envolver inúmeros conceitos oriundos de varias áreas, por
tratar diretamente com o ser humano, ou seja, indivíduos
com personalidades diferentes, o que requer de qualquer
especialista na área de recursos humanos uma experiência
e um bom volume de conhecimento em diferentes áreas.
Entende-se que hoje a globalização é preponderante
para a mudança da sociedade, o que influencia diretamente
na capacidade de informação adquirida pelas pessoas.
Neste ponto de informação, é onde os recursos humanos
realizam suas atividades, com a função de recrutar,
estruturar, instruir e qualificar as pessoas.
Os recursos humanos bem planejados deslocam
toda importância da empresa para os funcionários, muito
mais que pressão este fato gerador se dá pelo
reconhecimento formal do quadro de pessoal, quando isso
acontece o retorno é imediato, pois o colaborador trabalha
pelo bem incondicional da empresa.
De acordo com Milkovich & Boudreau (2000, p 64):
“As condições externas à empresa criam o ambiente para a
administração de recursos humanos. Elas influenciam as
decisões tomadas pela organização; e essas decisões, por
sua vez, influenciam as condições externas”. Saber quando
o colaborador pode desempenhar além do esperado ou que
num certo período por motivo extra ou intra-organização
seu desempenho está sendo afetado é resultado de um
recursos humanos organizado.
Os recursos humanos nas empresas passam do
limite estipulado moralmente por conta do lucro líquido.
Observa-se desta forma o resultado que um bom trabalho
desenvolvido pelo setor pode oferecer, em que fica clara
para as organizações pública ou privada a importância do
uso eficaz desta ferramenta administrativa.
As empresas percebem que os colaboradores têm
que serem vistos como o seu ativo principal, mas é
evidente que as organizações ainda não sabem lidar com
isso. É neste dilema que é importante a participação dos
recursos humanos, conforme já dizia Peter Drucker na obra
Como atrair, gerenciar o capital humano da promessa à
realidade de Friedman et al (2000, p. 75): “Todas as
IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE
PESSOAS









5 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
organizações costumam dizer: as pessoas são nosso
maior ativo, mas poucas delas, contudo, praticam o que
pregam que dirá realmente acreditar nisso”.
Os recursos humanos têm que proporcionar à
organização soluções para que os seus colaboradores
possam desempenhar da melhor forma o seu trabalho,
atento a todos os anseios pessoais e do ambiente social
dentro da organização. Inserir programas de qualidade de
vida no trabalho, treinamentos, incentivos financeiros e de
bem-estar. Outra função para os recursos humanos é
organizar políticas e ações para que as pessoas possam
desempenhar seu trabalho com a maior eficácia.
Silva (2002, p. 224), por sua vez, afirma que: “o
principal interesse gerencial é motivar os funcionários a
alcançar os objetivos organizacionais de um modo eficiente
e eficaz”. Neste pensamento é que o papel do gerente de
recursos humanos é fundamental, pois é o órgão que tem
as características para efetuar esta motivação juntos aos
colaboradores. Para atingir a efetividade, os recursos
humanos necessitam superar seus próprios limites, ou seja,
“sair do escritório”, para se direcionar às características e
diferenças individuais de cada colaborador, isto pode ajudar
a entender a diversidade e singularidade das pessoas para
proporcionar um importante processo da administração das
organizações.
O setor de recursos humanos não é o responsável
direto pelo sucesso da empresa, pois esse sucesso
depende de outros fatores para alcançar resultado
esperado. E neste aspecto a organização deve
proporcionar toda estrutura para o administrador de
recursos humanos realizar um trabalho consistente.





 Ajudar a organização a alcançar seus
objetivos e realizar sua missão: antigamente, a ênfase
era colocada no fazer corretamente as coisas através dos
métodos e regras impostos aos funcionários para obter
eficiência. O salto para a eficácia veio com a preocupação
em atingir objetivos e resultados.

 Proporcionar competitividade à
organização: isto significa saber empregar as habilidades
e competências da força de trabalho. A função da ARH é
fazer com que as forças das pessoas sejam mais
produtivas para beneficiar clientes, parceiros e
empregados.

 Proporcionar à organização pessoas
bem treinadas e bem motivadas.

 Preparar e capacitar continuamente as
pessoas é o primeiro passo. O segundo é dar
conhecimento às pessoas e não apenas dinheiro.

 Aumentar a auto-atualização e a
satisfação das pessoas no trabalho: Antigamente a
ênfase era colocada nas necessidades da organização.

AMBIENTE ORGANIZACIONAL

Uma apreciação crítica do planejamento de RH
aponta que ele precisa ser mais amplo e abrangente no
sentido de envolver aspectos do capital humano como
conhecimentos, habilidades e competências para tornar a
organização bem-sucedida. E para isso, é importantíssimo
a avaliação do ambiente organizacional pois ele influencia
diretamente a maneira como a organização pretende
gerenciar e estabelecer suas políticas em relação às
pessoas.
E para avaliar o ambiente organizacional, é
necessário analisarmos a situação do mercado de trabalho
e mercado de recursos humanos.
Mercado de Trabalho/Emprego (vagas)
É constituído pelas ofertas de trabalho ou do
emprego oferecidas pelas organizações, em determinado
lugar e em determinada época.
Mercado de Recurso Humanos (candidatos)
É constituído pelo conjunto de pessoa aptas ao
trabalho, em determinado lugar e em determinada época.
Muitas vagas e poucas pessoas
• As empresas terão que investir mais em
recrutamento, pois precisam atrair as pessoas.
• O processo de seleção será menos rigoroso.
• As empresas terão que investir mais em
treinamento para compensar as deficiências do processo
de seleção.
• A rotatividade irá aumentar.
• O absenteísmo irá aumentar.
• Aumenta a competitividade entre as empresas que
utilizam o mesmo tipo de mão de obra.
Poucas vagas e muitas pessoas
• As empresas irão investir menos em recrutamento,
pois as pessoas estão batendo em sua porta.
• O processo de seleção será mais rigoroso.
• As empresas terão que investir menos em
treinamento.
• A rotatividade irá diminuir.
• O absenteísmo irá diminuir.
• Diminuir a competitividade entre as empresas que
utilizam o mesmo tipo de mão de obra.




As políticas de recursos humanos referem-se às
maneiras pelas quais a organização pretende lidar com
seus membros e por intermédio deles atingir os objetivos
organizacionais, permitindo condições para o alcance de
objetivos individuais. Variam enormemente conforme a
organização.
Cada organização desenvolve a política de recursos
humanos mais adequada à sua filosofia e às suas
necessidades.
A rigor, uma política de recursos humanos deve
abranger o que a organização pretende acerca dos
seguintes aspectos:

PROCESSO DE
AGREGAR
PESSOAS
Quem deve
trabalhar na
organização
*Recrutamento
*Seleção
*Planejamento de RH
*Processo de
Integração

PROCESSO DE
APLICAR
PESSOAS
O que as
pessoas
farão na
organização

*Desenho de cargo
*Análise e descrição
*Avaliação de
desempenho

PROCESSO DE
RECOMPEN-
SAR PESSOAS
Como
recompensar
as pessoas na
organização

*Remuneração
*Benefícios soc.

PROCESSO DE
DESENVOLVER
PESSOAS
Como preparar
e desenvolver
as pessoas
na
*Treinamento
*Desenvolvi./ de
Pessoas
*Desenvolvi./
OBJETIVOS








POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS










Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 6
organização

Organizacional
*Programas de
mudanças
*Programas de
comunicação

PROCESSO DE
MANTER
PESSOAS
Como manter
as pessoas
trabalhando
na
organização

*Disciplina
*Higiene
*Segurança
*Qualidade de vida
*Relações sindicais


PROCESSO DE
MONITORAR
PESSOAS
Como saber o
que as
pessoas
fazem na
organização

*Banco de dados
*Controles
*Sistemas de
Informações
gerenciais

PROCESSO DE AGREGAR PESSOAS

Os processos de provisão estão relacionados com o
suprimento de pessoas para a organização. São os
processos responsáveis pelos insumos humanos e
envolvem todas as atividades relacionadas com pesquisa
de mercado, recrutamento e seleção de pessoas, bem
como sua integração às tarefas organizacionais.
Trata-se de abastecer a organização dos talentos
humanos necessários a seu funcionamento.

RECRUTAMENTO DE PESSOAL
É o conjunto de técnicas e procedimentos que visa
atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de
ocupar cargos na organização. Esse processo de busca
dos candidatos pode ser realizado dentro ou fora da
empresa.
O recrutamento requer um cuidadoso planejamento,
que constitui uma seqüência de três fases, a saber:
 Pesquisa Interna: O que a organização
precisa: Pessoas necessárias para a tarefa organizacional.
Desenho do cargo, análise e descrição.

 Pesquisa Externa: O que o mercado de
RH pode oferecer: Fontes de recrutamento a localizar e
alvejar.

 Técnica de recrutamento a aplicar: O
planejamento do recrutamento tem, pois, a finalidade de
estruturar o sistema de trabalho a ser desenvolvido.

Meios de recrutamento:
O mercado de recursos humanos é constituído de
um conjunto de candidatos, que podem estar aplicados ou
empregados (trabalhando em alguma empresa) ou
disponíveis (desempregados). Os candidatos aplicados ou
disponíveis podem ser tanto reais (que estão procurando
emprego ou pretendendo mudar de emprego) como
potenciais (que não estão interessados em procurar
emprego).

TIPOS DE RECRUTAMENTO

RECRUTAMENTO INTERNO - quando, havendo
determinada vaga, a empresa procura preenchê-la através
do remanejamento de seus empregados, que podem ser
promovidos ou transferidos.
Vantagens do Recrutamento Interno:
• Aproveita melhor o potencial humano da
organização
• É mais econômico, mais rápido
• Apresenta maior índice de validade e de segurança
• É uma fonte poderosa de motivação para os
empregados
• Incentiva a permanência e a fidelidade dos
funcionários
• Probabilidade de melhor seleção, pois os
candidatos são bem conhecidos

Desvantagens do Recrutamento Interno:
• Pode bloquear a entrada de novas idéias,
experiências e expectativas.
• Se a organização não oferecer oportunidades de
crescimento no momento adequado, corre o risco de
frustrar os empregados em suas ambições, trazendo
conseqüências como apatia, desinteresse ou o
desligamento da organização, a fim de aproveitar
oportunidades fora dela.
• Pode gerar conflito de interesses
• Quando administrado incorretamente, pode levar à
situação denominada “Princípio de Peter”:. Á medida que
um empregado demonstra competência em um cargo, a
organização promove-o sucessivamente até o cargo em
que ele, por se mostrar incompetente, estaciona.

RECRUTAMENTO EXTERNO - realizado com
candidatos vindos de fora da empresa.

Vantagens do Recrutamento Externo:
• Traz “sangue novo” e experiências novas para a
organização
• Renova e enriquece os recursos humanos da
organização
• Aumenta o capital intelectual ao incluir novos
conhecimentos e destrezas.

Desvantagens do Recrutamento Externo:
• É geralmente mais demorado do que o
recrutamento interno.
• É mais caro e exige inversões e despesas
imediatas com anúncios, jornais, honorários de agências de
recrutamento.
• Em princípio, é menos seguro do que o
recrutamento interno.
• Reduz a fidelidade dos funcionários ao oferecer
oportunidades a estranhos.
• Geralmente, afeta a política da empresa,
influenciando as faixas salariais internas, principalmente
quando a oferta e a procura de recursos humanos estão em
situação de desequilíbrio.
• Afeta negativamente a motivação dos atuais
funcionários da organização.

RECRUTAMENTO MISTO – Quando é permitido
que funcionários da empresa e pessoas de fora se
candidatem ao cargo, aproveitando assim as vantagens dos
dois recrutamentos anteriores.

Técnicas de recrutamento
O recrutamento externo utiliza várias e diferentes
técnicas para influenciar e atrair candidatos. Trata-se de
escolher os meios mais adequados para ir até o candidato
desejado – onde quer que ele esteja – e atraí-lo para a
organização:

 Anúncios em jornais e revistas especializadas:
jornais locais e regionais (gerentes, supervisores e


7 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
funcionários); jornais mais populares (empregados
especializados) e revistas especializadas (cargo muito
específico).

Especialistas em propaganda salientam que o
anúncio deve possuir quatro características:

A.I.D.A.: A (atenção pelo tamanho), I (deve
despertar o interesse por sua natureza desafiadora), D
(aumentar o interesse apresentando as vantagens:
satisfação – participação – desenvolvimento) A (deve
provocar a ação: preencher a ficha ou enviar CV).
Agências de recrutamento: as agências podem
servir de intermediária para fazer o recrutamento.
O processo de recrutamento culmina com o
candidato preenchendo a sua proposta de emprego ou
apresentado seu curriculum vitae à organização. A proposta
de emprego é um formulário que o candidato preenche,
anotando os seus dados pessoais, escolaridade,
experiência profissional, conhecimentos, endereço e
telefone para contatos. As organizações bem-sucedidas
estão sempre de portas abertas para receber candidatos
que se apresentam espontaneamente, mesmo que não
tenham oportunidades a oferecer no momento.

HEADHUNTERS ( Caça – talentos) – são os
profissionais que atuam no mercado de trabalho para
executivos, contratados por empresas para identificar e
indicar executivos de que elas precisam para preencher
posições em aberto em seus quadros superiores. Seu
trabalho começa quando desenvolvem com a empresa-
cliente o perfil do profissional a encontrar, partindo em
seguida para a procura de executivos, no mercado,
empregados ou não, que atendam ao desejado. Os
executivos que os “Headhunters” procuram podem estar no
próprio Banco de Currículos da Consultoria, na Internet, nas
indicações de outros executivos, nos candidatos que
respondam a anúncios de jornal, nos assessorados de
empresas de “Outplacement” (é uma solução profissional,
elaborada com o objetivo de conduzir com dignidade e
respeito os processos de demissão nas companhias. É um
sistema de ganha-ganha, que busca o beneficio de todos
os envolvidos) ou trabalhando em empresas e disponíveis
para serem “caçados”.

SELEÇÃO DE PESSOAL

O recrutamento e a seleção de recursos humanos
devem ser tomados como duas fases de um mesmo
processo.
A seleção de pessoal tem por objetivo básico
escolher e classificar os candidatos adequados às
necessidades da organização - profissionais com perfil
aproximado ao perfil do cargo – adequando o homem ao
cargo e buscando eficiência e eficácia do homem no cargo -
É a escolha da pessoa certa, para o cargo certo.
A seleção é um processo de comparação entre duas
variáveis: comparar o perfil do candidato ( que se identifica
através das técnicas de seleção) com o que é exigido para
o cargo ( essas informações virão da análise e descrição do
cargo).

Base para a seleção de pessoas:
1. Descrição e Análise do cargo
Descrição : conteúdo do cargo
Análise: características, perfil, habilidades, talentos do
ocupante do cargo
2. Técnica dos incidentes críticos (quais são os pontos
críticos)
3. Análise do cargo no mercado

Técnicas de Seleção:
• Entrevista de seleção
• Provas de conhecimentos/capacidade
• Testes psicométricos
• Testes de personalidade
• Técnicas de simulação
• Técnica dos incidentes críticos

TIPOS DE ENTREVISTAS

Entrevista diretiva: determina o tipo de resposta
desejada, mas não especifica as questões, ou seja deixa as
perguntas a critério do entrevistador.
Entrevista não-diretiva:é a entrevista totalmente
livre, não especifica nem as questões e nem as respostas
requeridas
Entrevista de descrição comportamental: esse
método busca, essencialmente, verificar no repertório do
candidato, as situações vividas por ele que sejam próximas,
similares às que ele provavelmente viverá na posição para
a qual será contratado. É a entrevista onde são solicitadas
aos candidatos situações vividas e suas reações como, por
exemplo: você lembra de alguma situação onde teve que
enfrentar um cliente bastante irritado? Como reagiu? Para
responder algo assim, o candidato terá que pensar,
precisará de um tempo, pois há um foco bastante
específico a ser respondido, ele terá que remontar ao
passado, ou seja, a algo que de fato viveu. Como ninguém
traz para uma entrevista situações vividas decoradas o
tempo de resposta é fundamental, já que só mentindo o
candidato conseguirá responder rapidamente a uma
pergunta assim, tão focada em situações.
O objetivo principal é o foco e não a criação de uma
resposta pelo candidato. Se remete a algo vivido,
experimentado pela pessoa, busca uma situação e a
maneira que o candidato relacionou-se com ela. Uma coisa
é aquilo que acreditamos reagir, outra é a forma verdadeira
como reagimos. A estrutura desse tipo de entrevista evita
que ele crie cenários que nunca existiram, tornando
hipotéticas soluções para as quais ele nunca vivenciou.
Acredita-se que o candidato buscará aplicar
soluções semelhantes para situações semelhantes. Com
base em experiências já vividas e soluções já apresentadas
em situações análogas, pode-se dizer que, se ele resolveu
assim uma vez, tenderá a agir da mesma maneira em
situações próximas a essas. Tratando-se de pessoas isto
não é uma garantia, mas as chances de que assim ocorra é
muito grande.

Provas ou Testes de Conhecimentos ou de
Capacidade

A) Classificação quanto à maneira como as
provas são aplicadas:
• Orais.
• Escritas – provas aplicadas por meio de
perguntas e respostas escritas.
• Realização – provas aplicadas por meio da
execução de um trabalho ou tarefa, de maneira uniforme e
com tempo determinado, como prova de digitação, de
desenho, de manobra de veículo ou usinagem de uma peça
etc.

B) Classificação quanto á área de
conhecimentos abrangidos:
• Provas gerais – provas que aferem noções de
cultura geral ou generalidades de conhecimento.



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 8
• Provas específicas – provas que pesquisam os
conhecimentos técnicos e Específicos diretamente
relacionados ao cargo em Referência

C) Classificação quanto á forma como as provas
são elaboradas:
• Provas tradicionais – provas do tipo dissertativo
e expositivo.
• Provas objetivas – provas estruturadas na forma
de testes objetivos, cuja aplicação e correção são rápidas e
fáceis.
• Provas mistas – provas que utilizam tanto
perguntas dissertativas como objetivas

Testes Psicométricos
Os testes psicométricos constituem uma medida
objetiva e estandardizada de amostras de comportamento
das pessoas. Sua função principal é analisar essas
amostras de comportamento humano, examinando-as sob
condições padronizadas e comparando-as com padrões
baseados em pesquisas estatísticas.

Testes de Personalidade
Servem para analisar os diversos traços de
personalidade, sejam eles determinados pelo caráter
(traços adquiridos ou fenotípicos) ou pelo temperamento
(traços inatos ou genotípicos). Um traço de personalidade é
uma característica marcante da pessoa e que é capaz de
distingui-la das demais.

Técnicas de Simulação
As técnicas de simulação procuram passar do
tratamento individual e isolado para o tratamento em grupos
e do método exclusivamente verbal ou de execução para a
ação social.

Quociente de Seleção
O quociente de seleção (selection ratio) é o
resultado da proporção entre o número de pessoas
admitidas e o número de candidatos submetidos às
técnicas de seleção. Á medida que o quociente de seleção
diminui, aumenta sua eficiência e seletividade. Em geral, o
quociente de seleção sofre alterações provocadas pela
situação de oferta e procura no mercado de recursos
humanos.

Q.S = No. De cand. Admitidos x 100
No. De can. Examinados

PROCESSO DECISÓRIO

As organizações selecionam as pessoas com quem
irão trabalhar e estas onde pretendem desenvolver o seu
papel e aplicar os seus esforços, por isso que o primeiro
passo no processo de agregar pessoas é o recrutamento,
ou seja, é a divulgação das oportunidades disponibilizadas
pelas empresas para que as pessoas que possuam o perfil
possam se encaminhar para a seleção (BERTONI, 2000).
O Mercado seria o espaço onde ocorre a oferta e a
procura dos produtos, englobando assim, o Mercado de
trabalho que se constitui das ofertas de trabalho oferecidas
pelas organizações, e também por estas. O Mercado de
Trabalho esta em situação de procura quando as empresas
estão frente a uma escassez de pessoal, isto é, as pessoas
são insuficientes para o preenchimento das vagas em
aberto, enquanto que na situação de oferta as
oportunidades são menores que as vagas, estando as
organizações diante de um recurso fácil e abundante, que
são o grande número de pessoas em busca de um
emprego. Hoje, também ocorre toda uma evolução do perfil
do profissional, porque anteriormente o grande número de
empregos se relacionavam as indústrias e atualmente se
localiza na economia informal. Já o Mercado de Recursos
Humanos diz respeito as “pessoas que oferecem
habilidades, conhecimentos e destrezas” (CHIAVENATO,
1999. p.88). Isto é, remete-se a quantidade e qualidade dos
profissionais que encontram-se abertos a uma nova
oportunidade de trabalho, estejam eles ativos ou inativos.
A seleção seria um processo decisório entre os
requisitos do cargo a ser preenchido e o perfil das
características dos candidatos que foram selecionados, e a
partir destas considerações tenta-se encontrar o candidato
que mais se aproxime do “ideal de qualificações”. Se não
houvesse as diferenças individuais e se todas as pessoas
fossem iguais e reunissem as mesmas condições para
aprender a trabalhar, a seleção de pessoas seria totalmente
desnecessária. Acontece que a variabilidade humana é
enorme: as diferenças individuais entre as pessoas, tanto
no plano físico (como estatura, peso, força, acuidade visual
e auditiva, resistência a fadiga, etc.) como no plano
psicológico (como temperamento, caráter, inteligência,
aptidões, habilidades mentais, etc.) levam os seres
humanos a se comportar diferentemente, a perceber
situações de maneira diversa e a se desempenhar de
maneira distinta, com maior ou menor e empregabilidade.
As pessoas diferem entre si tanto na capacidade
para aprender uma tarefa como na maneira de executá-la
após a aprendizagem. A estimação apriorística dessas
duas variáveis – tempo de aprendizagem e nível de
execução – é um aspecto importante da seleção de
pessoal. Quando completo, o processo seletivo deve
fornecer não somente um diagnóstico atual, mas
principalmente um prognóstico futuro a respeito dessas
duas variáveis. Não apenas uma idéia atual, mas uma
projeção de como a aprendizagem e a execução se
situarão a longo prazo.
Pode-se definir três modelos de escolha do
candidato:

 Modelo de Colocação: onde só há uma
vaga e um único candidato para preenchê-la;

 Modelo de Seleção: onde há uma vaga e
vários candidatos para preencher esta;

 Modelo de Classificação: onde existe
várias vagas para respectivamente vários candidatos.

PROCESSO DE APLICAR PESSOAS

São os processos utilizados para desenhar as
atividades que as pessoas irão realizar na empresa,
orientar e acompanhar seu desempenho. Incluem desenho
organizacional e desenho de cargos, análise e descrição de
cargos, planejamento e alocação de Recursos
Humanos (RH), plano de carreiras, orientação às pessoas
e avaliação do desempenho e disseminação da cultura
organizacional .
Análise e Descrição dos cargos – é um processo
ordenado das tarefas ou atribuições inerentes ao mesmo,
que fornece informações para área de recrutamento e
seleção.
- Análise: é uma informação do que o ocupante do
cargo faz e os conhecimentos, habilidades e capacidades
que ele precisa para desempenhar o cargo
adequadamente. A diferença entre descrição do cargo e
análise do cargo: descrição do cargo focaliza o conteúdo do


9 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
cargo (o que o ocupante faz, quando faz, como faz, onde
faz e por que faz), a análise de cargo procura determinar
quais os requisitos físicos e mentais que o ocupante deve
possuir, as responsabilidades que o cargo lhe impõe e as
condições em que o trabalho deve ser feito.
Procura determinar os requisitos físicos e mentais
que o ocupante deve possuir, os talentos, habilidades e as
responsabilidades que o cargo exige.
- Descrição dos Cargos: significa relacionar o que
ocupante faz, como faz, sob quais condições faz e por que
faz. A descrição de cargo é um retrato simplificado do
conteúdo e das principais responsabilidades do cargo. O
formato comum de uma descrição de cargo inclui o título do
cargo, o sumário das atividades a serem desempenhadas e
as principais responsabilidades do cargo. Descrição de
cargo é um documento escrito que identifica, descreve e
define um cargo em termos de deveres, responsabilidades,
condições de trabalho e especificações.
- Desenho de Cargo - é criar um cargo, dentro da
estrutura organizacional, especificando o conteúdo, os
métodos de trabalho e as relações com os demais cargos,
no sentido de satisfazer os requisitos tecnológicos, sociais,
pessoais e organizacionais de seu ocupante.


QUESTÕES DE CONCURSOS

01. Conceitualmente, recrutamento é:
(A) Um conjunto de técnicas e procedimentos que visa
atrair para a empresa os bons profissionais da
concorrência.
(B) Um conjunto de técnicas e procedimentos que visa a
atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de
ocupar cargos dentro da organização.
(C) Um processo de contratação de pessoal qualificado e
capaz de ocupar qualquer cargo dentro da organização.
(D) Um processo utilizado pelas empresas de grande porte
para atrair candidatos potencialmente qualificados e
capazes de ocupar cargos dentro da organização.

02. O planejamento para o recrutamento é
composto por fases que são:
I - Pesquisa Interna
II - Pesquisa Mista
III -Técnica de recrutamento a aplicar
IV- Pesquisa Externa
V - Teste de conhecimento
(A) I, II, III e IV
(B) I, II e V
(C) II, III e IV
(D) I, III e IV

03. Para o mercado de Recursos Humanos, um
candidato que está desempregado e não se encontra
interessado em procurar um emprego é considerado:
(A) Disponível e potencial.
(B) Aplicado e real.
(C) Aplicado e potencial.
(D) Disponível e real.

04. O Recrutamento externo pode utilizar-se de vários
recursos para sua realização. Dentre esses, não se
inclui:
(A) Jornais
(B) Revistas
(C) Transferências
(D) Agências de recrutamento

05. Em face das vantagens e desvantagens dos demais
recrutamentos, uma solução eclética tem sido preferida
pela maioria das empresas, o Recrutamento:
(A) On-line
(B) Misto
(C) Interno
(D) Externo

06. Das alternativas abaixo, assinale aquela em que
todas as opções estão corretas:
I – Seleção é o processo que visa escolher os candidatos
para o recrutamento de pessoal em uma organização.
II - A seleção pode ser vista como um processo de decisão
e comparação.
III - A seleção é responsabilidade de linha e Função de
staff.
IV - A descrição e análise de cargo é o levantamento de
características que o ocupante do cargo deve possuir.
V – A entrevista diretiva é também chamada de entrevista
informal.

(A) I, II, III, IV e V
(B) II, III
(C) II, IV e V
(D) III e I

07. No processo de seleção, o método utilizado na
colheita de informações que realiza a previsão
aproximada do conteúdo do cargo e exigibilidade do
ocupante é denominado:
(A) análise do cargo no mercado
(B) técnica dos incidentes críticos
(C) hipótese de trabalho
(D) descrição e análise de cargo

08. São condições Fundamentais para a conceituação
dos cargos, exceto:
(A) Conteúdo do cargo
(B) Responsabilidade.
(C) Ética profissional.
(D) Métodos e processos de trabalho

09. “É um conjunto de tarefas (cargos horistas) ou
atribuições (cargos mensalistas) exercidas de maneira
sistemática e reiterada por um ocupante do cargo”:
(A) Função.
(B) Descrição de cargos.
(C) Treinamento.
(D) Empenho.

10. São áreas de requisitos na análise dos cargos,
exceto:
(A) Requisitos mentais
(B) Requisitos estéticos
(C) Requisitos físicos
(D) Condições de trabalho

A partir de meados do século XX, diversas
nações passaram a conviver em um ambiente em que o
processo simultâneo da globalização econômica e as
inovações tecnológicas representam um imperativo
que não pode ser deixado de lado. Essa nova realidade
exige das empresas que querem permanecer atuantes
no mercado investimentos constantes em
competitividade. As empresas se vêem obrigadas,
portanto, a apresentar produtos ou serviço com
qualidade, a preços competitivos.
No Brasil, essa realidade não é diferente e cada
vez mais nossas empresas dependerão da capacidade
gerencial para aumentar sua competitividade, ou seja,



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 10
reduzir os custos de produção e aumentar a qualidade
de seu produto e de seus serviços em relação aos
concorrentes internacionais.
A partir do texto acima, é possível inferir que o
mercado de recursos humanos depende diretamente do
ambiente, que influencia as organizações por
meio de sua variedade de forças sociais, culturais,
econômicas, políticas, tecnológicas etc. Essas forças
fogem ao controle da organização; mais que isso,
essas influências ambientais se refletem tanto no
mercado de trabalho quanto no de recursos humanos.
Com relação a esse assunto, julgue os itens a seguir.

11. Tanto o mercado de trabalho quanto o mercado de RH
sofrem variações em função do tempo e do espaço
(ambiente), o que permite considerar que são
interdependentes e se interpretam.

12. Quando a oferta de emprego é maior que a procura, o
mercado de emprego encontra-se em situação de procura.

13. Quando a oferta de emprego é menor que a procura, o
mercado de emprego encontra-se em situação de oferta.

14. Quando a oferta de emprego é igual à procura, o
mercado de emprego encontra-se em situação de oferta.

15. Em situação de oferta de empregos, há ocorrência de
mais investimento em estratégias e treinamento de pessoal,
com o objetivo de compensar as deficiências dos
candidatos e aquecer os programas de promoção de
empregados - antes que estes aproveitem as oportunidades
externas -, além de intensificação das competições entre as
empresas que utilizam o mesmo tipo de mão-de-obra.

16. A área de Recursos Humanos vem modificando sua
concepção sobre as pessoas a partir da década de
1920, partindo de uma visão de homus economicus e
homus social, para um posicionamento de valorização
das experiências das pessoas, e, depois, para
valorização de suas competências. Os sistemas de
recursos humanos acompanharam essas alterações, e,
seguindo uma seqüência cronológica, podemos dizer
que evoluíram considerando três fases que focam:
a) exigências da empresa, estrutura organizacional e
vínculo com os funcionários.
b) Pagamento de salários, tecnologia e vínculo com as
tendências de mercado.
c) Controle administrativo, políticas internas e vínculo com
as atividades da empresa.
d) Exigências legais, técnicas de administração de recursos
humanos e vínculo com os objetivos estratégicos da
empresa.
e) Exigências governamentais, métodos de trabalho e
vínculo com o clima organizacional.

17. Contribuir para a organização alcançar seus objetivos e
realizar sua missão, fornecer meios para a organização ser
competitiva e promover a satisfação dos empregados são
objetivos da administração de recursos humanos, entre
outros.

18. Pela sua importância, o planejamento de RH deve ser
anterior à elaboração dos planos de negócios da
organização.

19. Buscar o equilíbrio entre os objetivos organizacionais e
as necessidades dos empregados e obter baixos índices de
rotatividade são papéis da administração de RH.

20. A Administração de RH é uma área que possui fim em
si mesma.

21. As políticas de RH referem-se às maneiras pelas quais
a organização pretende lidar com seus membros e por
intermédio deles, atingir os objetivos organizacionais,
permitindo condições para o alcance de objetivos
individuais.

22. O desenvolvimento organizacional parte do pressuposto
de que não é plenamente possível o esforço no sentido de
se conseguir que as metas dos indivíduos se integrem com
os objetivos da organização.

23. O planejamento estratégico de recursos humanos visa
satisfazer às necessidades da empresa em relação ao
quadro de pessoal e tem sua elaboração derivada dos
planos de negócio da organização.

24. Novos papéis na função de Recursos Humanos:
A) de foco no negócio, para foco na função.
B) de foco nos resultados fins, para foco interno e
introvertido.
C) de consultivo, para administrativo.
D) de longo prazo para curto prazo, e imediatismo.
E) de operacional e burocrático, para estratégico.

25. As 3 (três) etapas distintas pelas quais a área de
Recursos Humanos passou ao longo dom século XX
foram: relações industriais, recursos humanos e
_______________________.
A) gestão de processos.
B) gestão de tecnologia.
C) gestão de empowerment.
D) gestão de pessoas.
E) gestão de objetivos.

26. O processo pelo qual a administração assegura que
dispõe de quantidade e tipo de pessoal correto, no
local correto e no momento correto, capazes de
concluir com eficácia as tarefas que ajudarão a
organização a alcançar seus objetivos globais
denomina-se
a) análise de cargos
b) planejamento de recursos humanos
c) especificação do cargo
d) seleção de pessoas
e) treinamento e capacitação

27. Conhecimento, habilidades e capacidade dos
indivíduos, que tem valor econômico para a
organização é denominado capital
a) social
b) humano
c) intelectual
d) técnico
e) operacional

28. As atividades relacionadas ao recrutamento e
seleção são, respectivamente.
A) a identificação de mão-de-obra qualificada e a entrevista.
B) a triagem e a escolha do candidato pela área de RH.
C) as ações de atração e a escolha comparativa de
candidatos.
D) a aplicação de testes e a entrevista.
E) a avaliação psicológica e a entrevista.



11 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
29. O conjunto de atividades desenhadas para atrair um
conjunto de candidatos qualificados para uma
organização denomina-se:
A) treinamento.
B) equipe de trabalho.
C) remuneração.
D) recrutamento.
E) desenvolvimento organizacional.

30. Recrutamento é o processo que objetiva atrair
candidatos alegadamente qualificados para ocupar cargos
da organização.

31. A seleção de recursos humanos é o processo que visa
selecionar o profissional com a máxima qualificação para o
cargo vago na organização.

32. Nas organizações o recrutamento pode ser interno ou
externo. No setor público, é feito por meio da divulgação de
editais de concurso público para as funções efetivas.

33. O recrutamento, para ser eficaz, deve atrair um
contingente de candidatos suficiente para abastecer
adequadamente o processo de seleção.

34. A seleção de pessoal visa aperfeiçoar os empregados
de uma empresa, de forma a garantir eficácia
organizacional sem dispender muito tempo em
treinamentos

35. A gestão de pessoas envolve seis processos básicos:
agregar pessoas, aplicar pessoas, recompensar pessoas,
desenvolver pessoas, manter pessoas e monitorar pessoas.
As atividades de recrutamento e seleção estão
enquadradas no processo agregar pessoas.

36. A manutenção e a conservação da cultura
organizacional existente — motivação, encorajamento do
desenvolvimento profissional dos empregados e
impedimento da entrada de novas idéias — são
características do processo de recrutamento externo.

37. A entrevista desestruturada com perguntas aleatórias é
um eficaz processo de seleção de pessoal, pois possibilita
que o entrevistador obtenha informações mais
diversificadas e evita que ele favoreça candidatos que
partilhem suas atitudes.

38. Entre as desvantagens do recrutamento interno, inclui-
se o fato de ele ser menos econômico que o externo, não
ser fonte de motivação para os empregados da empresa e
não trazer pessoas e idéias novas para a organização.

39. A percepção seletiva pode ser considerada fator de
influência no processo de seleção de pessoal.

40. Se forem desestruturadas e realizadas com perguntas
aleatórias, as entrevistas de seleção de pessoal tenderão a
tornar ineficaz o processo de seleção de pessoal.

41. As etapas da entrevista de pessoal são as seguintes:
preparação da entrevista e do ambiente em que ela será
realizada; processamento da entrevista; encerramento e
avaliação do candidato.

42. Deve ser considerada a existência de uma legislação
própria de RH na atividade pública, que influencia
diretamente os processos de gestão de RH, quais sejam:
recrutamento e seleção, treinamento, aplicação, avaliação,
manutenção e controle. Em um processo de seleção, por
exemplo, enquanto a iniciativa privada dispõe de testes,
entrevistas, dinâmicas de grupo e o que mais lhe convier, o
serviço público tem como ferramenta principal o concurso
público, sob o risco de enfrentar contestações judiciais por
parte dos reprovados no processo, caso utilize outros
mecanismos de seleção que possuam critérios vistos como
subjetivos. Ainda que o concurso público seja eficiente para
medir habilidades técnicas e teóricas, deixa muito a desejar
para a constatação de habilidades comportamentais.

43. O recrutamento interno tem como um de seus
benefícios a capacidade de trazer ânimo novo para a
organização, tendendo a contribuir para a melhoria dos
processos.

44. O instrumento mais popular de seleção de empregados
é o teste de personalidade que é feito por meio de
perguntas cujas respostas vão possibilitar a medição dos
traços de personalidade, de sociabilidade, de ajuste e de
energia do candidato.

45. Considere a seguinte situação hipotética.
Em função do sucesso das suas estratégias
implementadas, uma organização está abrindo filiais em
outras cidades com vistas a conquistar novos mercados, o
que gerou a necessidade imediata de novas equipes de
trabalho. Nessa situação, considerando que os dirigentes
da organização têm como princípio aumentar a fidelidade
dos seus empregados, o recrutamento externo se
apresenta como o mais adequado para resolver a
necessidade apresentada.

46. Técnica dos incidentes críticos e descrição e análise do
cargo são etapas iniciais para a seleção de pessoas.

47. A seleção de pessoal visa à escolha da pessoa certa
para o lugar certo.

48. O processo de gestão por remuneração compra os
requisitos que um cargo exige de seu ocupante com o perfil
que um candidato deve apresentar para aquele cargo.

49. O recrutamento e a seleção de RH devem ser tomados
como duas fases de um mesmo processo.
Enquanto o recrutamento é uma atividade de divulgação,
de chamada de atenção de incremento da entrada, e,
portanto, uma atividade convidativa, a seleção é uma
atividade obstativa, de escolha, de opção e decisão, de
filtragem da entrada, de classificação e, portanto, restritiva.

50. O recrutamento interno estimula o aperfeiçoamento e o
aumento de produtividade dos empregados.

51. A divulgação das necessidades organizacionais (vagas
em aberto) por memorando ou cartazes em todos os
quadros de aviso de uma organização é um exemplo de
divulgação utilizada no recrutamento interno.

52. A entrevista de seleção objetiva detectar dados e
informações dos candidatos a emprego, subsidiando a
avaliação do processo seletivo.

53. No processo de recrutamento interno, a margem de erro
na identificação dos valores, habilidades e competências do
candidato é reduzida, graças ao volume de informações
que a organização reúne a respeito de seus empregados.

54. O recrutamento de pessoas tem como objetivos
comunicar e divulgar oportunidades de emprego e atrair
candidatos para a seleção.



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 12

55. A atividade de comparar os requisitos exigidos para um
cargo e .as características apresentadas por um candidato
é chamada de seleção.


56. Remunerações e gratificações definidas em lei,
estabilidade no emprego após aprovação em estágio
probatório de três anos e impedimento de alteração do
cargo que ocupa conforme o desempenho são apenas
algumas das dificuldades impostas pela legislação, ainda
que a mesma tenha sido criada para proteção dos próprios
servidores e da sociedade.

57. No processo de seleção de pessoas, a entrevista em
que são feitas perguntas a um candidato sobre o que ele
faria em dada situação é chamada entrevista
(A) de rastreamento passado.
(B) de avaliação estruturada.
(C) de aplicação técnica.
(D) situacional.
(E) de descrição comportamental.

Uma empresa multinacional pretende instalar-se no Brasil.
Entre outras ações, necessita contratar empregados e
desenvolver políticas de recursos humanos. Considerando
essa situação hipotética, julgue os itens abaixo.

58. Se essa empresa desenvolve atividades que são
repetitivas e que oferecem risco aos trabalhadores, basta
oferecer salários elevados para motivá-los.

59. Para a contratação dos empregados para as atividades
operacionais de produção, é importante que essa empresa
use o apoio dos chamados headhunters.

60. A seleção externa dos empregados dessa empresa
deve ocorrer posteriormente à fase de recrutamento.

61. Ao realizar o processo seletivo para determinado cargo,
a empresa deverá escolher sempre o candidato com melhor
formação acadêmica.

62. O uso da terceirização permitirá à empresa reduzir seu
quadro fixo de empregados.


63. A análise e descrição de um cargo deve ser um
processo ordenado das tarefas ou atribuições inerentes ao
mesmo, sintetizando as informações recebidas do
recrutamento e da seleção.

64. Título do cargo, sumário das atividades e
responsabilidades do cargo são itens da descrição de
cargos.

65. A etapa da modelagem de cargo responsável por definir
as responsabilidades, habilidades e capacidades do
ocupante de um cargo é chamada de descrição de cargo.

66. O processo de desenho de cargo fornece importantes
subsídios às atividade de recrutamento de pessoal,
avaliação de desempenho e programas de higiene e
segurança do trabalho.


67. A descrição e a especificação de cargo descrevem as
tarefas, os deveres e as responsabilidades dos cargos, os
talentos, os conhecimentos e as habilidades necessárias ao
seu desempenho e as qualidades necessárias de
ocupantes para cada cargo.

68. Desenho de cargo é a especificação do conteúdo, dos
métodos e das relações de cargo, no sentido de satisfazer
requisitos tecnológicos, organizacionais, sociais e pessoais
do ocupante do cargo.

69. O responsável pela seleção de cinco novos
assistentes para a implementação de um processo
escolhe,como mecanismo de seleção, a entrevista
estruturada, partindo da premissa de que ela é mais
confiável porque:
(A) se limita a perguntas relevantes que funcionam como
previsores eficazes de desempenho e melhoram a
confiabilidade do processo de entrevistar.
(B) permite a identificação da capacidade do candidato de
resolver problemas e é especialmente válida para
determinar a inteligência, o nível de motivação e as
habilidades do candidato.
(C) permite verificar como o candidato reagirá sob pressão,
a sua tendenciosidade diante de informações valiosas e os
seus estereótipos.
(D) permite que se criem perguntas à medida que a
entrevista se desenvolve, gerando uma conversação
amistosa que favorece o compartilhamento de ideias e
atitudes com o candidato.
(E) dá uma oportunidade a maiores discernimentos quanto
às diferenças entre os candidatos, permitindo que as
informações negativas não recebam um peso
indevidamente alto.

70. Um dos desafios da Gestão de Pessoas estratégica
diz respeito ao gerenciamento do binômio qualidade de
vida versus quantidade de vida.
A quantidade de vida é o grau em que prevalecem
valores como afirmação, aquisição de dinheiro e bens
materiais e concorrência.
A qualidade de vida é o grau em que as pessoas
valorizam os relacionamentos e mostram sensibilidade
e preocupação com o bem-estar dos outros.
A respeito da qualidade de vida no trabalho, analise as
afirmações a seguir.
I - Em geral, os esforços para melhorar a qualidade de vida
no trabalho procuram tornar os cargos mais produtivos e
satisfatórios.
II - Embora sejam usadas muitas técnicas diferentes sob o
título qualidade de vida no trabalho, a maioria delas
acarreta a reformulação dos cargos.
III - Cargos altamente especializados, nos quais não há
uma necessidade de identificação com as tarefas,
proporcionam níveis mais elevados de qualidade de vida no
trabalho.
IV - Quando as tarefas são agrupadas, de modo que os
empregados sintam que estão fazendo uma contribuição
identificável, a qualidade de vida no trabalho pode
aumentar de modo significativo.
V - Os projetos de cargo que logram êxito consideram os
elementos comportamentais para que os trabalhadores
tenham uma alta qualidade de vida no trabalho.
São corretas APENAS as afirmações
(A) I e II.
(B) I, III e V.
(C) I, II, IV e V.
(D) II, III e V.
(E) III e IV.


13 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
71. Pretende-se desenhar um novo plano de carreira
para uma empresa, como uma alternativa à visão
tradicional, em que as oportunidades profissionais são
definidas por meio de cargos e salários engessados e
muitas vezes excessivamente detalhados, e o
crescimento dos indivíduos se dá mais pelo tempo de
serviço do que pelo seu potencial ou pelo seu nível de
contribuição. Esse plano que visa a desenvolver uma
carreira moderna deve ter:
(A) cargos definidos de modo específico, incorporando uma
gama restrita de competências essenciais que preservam o
conhecimento organizacional por meio de uma mescla de
práticas de recrutamentos interno e externo para as
oportunidades oferecidas.
(B) integração com os demais programas de Recursos
Humanos: avaliação, treinamento e recrutamento interno,
possibilitando o desenvolvimento do profissional e,
consequentemente, sua melhor integração na empresa.
(C) visão do cargo e não da pessoa para que se
mantenham as oportunidades de crescimento horizontal, ou
seja, as oportunidades oferecidas para que os indivíduos
possam expandir as suas experiências, suas competências
e, consequentemente, sua empregabilidade no mercado de
trabalho.
(D) confidencialidade do próprio plano, das faixas salariais,
das descrições de cargos e das trajetórias de carreira para
facilitar as possibilidades de ascensão profissional, as
oportunidades e os critérios para o crescimento na
organização.
(E) concepção de crescimento em termos de status na
organização e em termos de remuneração, singularmente
para aqueles que possuem o perfil para assumir posições
gerenciais.

72. (Cespe / Ministério das Comunicações) A gestão de
recursos humanos tem por objetivo conquistar e manter as
pessoas na organização, trabalhando e dando o máximo de
si, com uma atitude positiva e favorável.

73. (Cespe / Sebrae 2008) Os subsistemas de gestão de
pessoas devem ter foco funcional, sendo cada área
fundamentalmente responsável pela sua parte no processo.

74. (Cespe / TJPA) Os recrutamentos interno e externo não
devem ser realizados em concomitância, pois a adoção do
recrutamento externo isoladamente gera motivação dos
empregados para se desempenharem melhor, aumentando
também o comprometimento.

75. (Cespe / Banco da Amazônia) O recrutamento é uma
ação convidativa e aliciadora para atrair pessoas para a
organização ou para um setor da organização. O
recrutamento pode ser interno, quando é realizado na
cidade onde a empresa se encontra, ou externo, quando
assume status nacional.

76. (Cespe / Banco da Amazônia) Os recrutamentos
externo e interno, por natureza, são incompatíveis. Por isso,
as empresas nunca realizam os dois ao mesmo tempo.

77. (Cespe / Banco da Amazônia) O recrutamento interno,
assim como o externo, oferece vantagens e desvantagens.
Uma desvantagem do recrutamento externo ocorre quanto
ele monopoliza as melhores oportunidades, frustrando as
expectativas das pessoas que pertencem ao quadro e
reduzindo o comprometimento.

78. (Cespe / Banco da Amazônia) Enquanto técnica de
recrutamento, a Internet ainda é passiva, utilizada para o
envio de currículos, devido à dificuldade em se obterem
outras informações relevantes sobre o candidato.

79. (Cespe / Banco da Amazônia) O anúncio em jornais e
revistas é uma técnica de recrutamento muito difundida,
devido à sua eficiência, ao impacto causado e à longa
durabilidade no tempo.

80. O processo em que uma empresa, ao recrutar pessoas
para compor sua equipe de trabalho, solicita que o
candidato se cadastre, gratuitamente, utilizando os
formulários disponibilizados no sítio da empresa, na
Internet, constitui exemplo de recrutamento interno para
organizar o banco de dados de candidatos, tendo como
vantagens a agilidade para identificar profissionais e o
baixo custo operacional do processo seletivo.

81. Se, em determinado processo seletivo o avaliador toma
a parte pelo todo, ocorre o denominado erro de halo, que se
refere à classificação do candidato pela aparência física e
que cria uma idéia pré-concebida e embasa julgamentos
em dados pouco relevantes.
82. Nos processos seletivos fundados nas competências
desejáveis pela organização, a coleta de dados deve-se
concentrar na comunicação de requisitos para o cargo.

83. (Cespe / Hemobrás) A função recursos humanos, uma
das funções principais da organização, não está ligada
diretamente à função produção.

84. (Cespe / Banco da Amazônia) Uma das formas de
reduzir os custos do processo seletivo é realizar uma
triagem dos candidatos. Isso significa manter somente
aqueles que atingiram o mínimo de qualificações definidas
e eliminar os que tenham grande probabilidade de rejeição.

(Cespe / Inmetro) Com relação à movimentação e captação
de pessoal, julgue os itens que se seguem.

85. As técnicas de recrutamento externo de pessoal
incluem a contratação de head hunters ou caçadores de
talentos e a indicação de candidatos por pessoas da
organização.

86. O uso de sítios da Internet especializados em
assessoria de recursos humanos dificulta os processos de
recrutamento externo de pessoas, uma vez que
disponibilizam quantidade excessiva de currículos de
profissionais de diferentes áreas de atuação.

87. A terceirização dos processos de recrutamento e
seleção externos é uma estratégia indesejável, pois diminui
a eficiência desses processos.

88. O uso de anúncios classificados em jornais e revistas é
uma estratégia eficiente para realizar o recrutamento
externo de profissionais com nível fundamental de
escolaridade.

89. A expatriação e a repatriação de pessoal são atividades
importantes na moderna gestão de pessoas. Ambas estão
relacionadas a atividades que objetivam adaptar pessoas a
mudanças de local de trabalho e de país e ocorrem em
empresas multinacionais.

90. O recrutamento externo é ideal para situações de
estabilidade e pouca mudança organizacional.

(Cespe / Sebrae 2008)




Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 14
91. A escolha de novos integrantes para a organização
deve ter por base a combinação das características do
candidato com as necessidades de competências
especificadas pela empresa.

92. A escolha do melhor candidato deve ser realizada pelo
especialista em seleção de pessoas e acatada pela chefia,
uma vez que é o especialista quem possui todas as
informações para diferenciar a pessoa que melhor se
adequará à empresa.

(Cespe / Inca)

93. A escolha de pessoas para participar de uma equipe de
trabalho é um processo desenvolvido na área de gestão de
pessoas, de forma independente das políticas de
treinamento e desenvolvimento da organização.

94. O tipo de produto comercializado, o porte da empresa e
a maneira como trata os clientes são fatores que podem ser
utilizados pela organização como atrativo aos candidatos
disponíveis no mercado de trabalho.

95. O recrutamento interno consiste em procurar dentro da
empresa o candidato mais adequado a determinado perfil
previamente estabelecido. A empresa deve sempre utilizá-
lo antes de recorrer ao mercado de trabalho externo.

96. O recrutamento é uma atividade de divulgação que visa
atrair os candidatos que possuam os requisitos mínimos da
posição a ser preenchida, e a seleção é uma atividade
restritiva, que visa escolher, entre os candidatos recrutados,
aqueles que tenham maiores possibilidades de ajustar-se
ao cargo vago e desempenhar bem suas funções.

97. Um dos métodos utilizados no processo de seleção é a
entrevista pessoal, que se caracteriza como uma técnica
objetiva e com tempo de duração improrrogável, para não
comprometer a igualdade de condições dada aos
candidatos.

(Cespe / Prefeitura de Natal) O recrutamento e a seleção
de pessoal representam as primeiras fases do processo de
administraçãode recursos humanos, essenciais para a
orientação de todas as ações futuras em termos de
desenvolvimento de pessoal. Acerca desse tema, julgue os
itens seguintes.

98. O recrutamento deve ocorrer com base em um conjunto
de procedimentos determinados, por meio dos quais se
procura escolher a pessoa mais competente para a
atividade profissional em questão.

99. As fontes internas de recrutamento de pessoal
envolvem, por exemplo, agências de emprego, escolas,
entidades de classe, arquivos de candidatos que já se
apresentaram e encaminhamentos de pessoas por
terceiros.

100. As provas situacionais podem ser utilizadas como
método de seleção de pessoal e apresentam como
vantagens o baixo custo e a rapidez de resolução do
processo.

101. (Cespe / STF) Uma das desvantagens do
recrutamento interno é conhecida como o princípio de
Peter: se administrado incorretamente, leva a organização
a promover continuamente seus empregados ou servidores,
elevando-os até a posição ou função em que demonstram o
máximo de sua incompetência.

102. (Cespe / Docas-PA) No processo seletivo, o
recrutamento é uma etapa cuja função única é tornar
pública a necessidade da organização em contratar novos
funcionários.

103. (Cespe / Docas-PA) Nas ações de recrutamento e
seleção de pessoal, cada vez mais, os testes psicológicos
são utilizados, abandonando-se a tendência à adoção de
novos instrumentos de avaliação.

104. (Cespe / TCU) A seleção de pessoas deve buscar um
indivíduo para determinado trabalho, com o potencial para
se desenvolver e adaptar-se à cultura da organização e
focar suas habilidades naquilo para que foi contratado.

105. (Cespe / UFT) A seleção deve ser planejada em
função do número de candidatos recrutados.

106. (Cespe / UFT) Definir o perfil do candidato por meio de
entrevistas, questionários e observação do cargo é a
melhor estratégia de recrutamento.

107. (Cespe / UFT) A seleção de pessoal recebe influência
da política de qualidade de vida e da cultura organizacional.

108. (Cespe / UFT) A seleção tem por objetivo principal
prevenir as doenças ocupacionais e melhorar a qualidade
de vida do trabalhador.

109. (Cespe / Prefsaude) O recrutamento interno sempre é
mais vantajoso do que o externo porque motiva os
empregados para reciclagem constante.

(Cespe / PRPrevi) Os processos de recrutamento e de
seleção têm importância estratégica nas organizações.
Nesse sentido, o sistema de recursos humanos (RH) deve
recrutar e selecionar mão-de-obra para atender às
expectativas da empresa. Tendo em vista essas duas
funções, julgue os seguintes itens.

110. A avaliação de um programa de recrutamento baseia-
se, entre outras coisas, na rapidez do atendimento à
requisição encaminhada pela unidade interessada, no baixo
custo operacional em face da qualidade e da quantidade
dos candidatos encaminhados e na maior permanência dos
candidatos no emprego após a efetivação.

111. O recrutamento interno é uma movimentação interna
de RH. Suas principais desvantagens, tendo em vista o
recrutamento externo, incluem o fato de ser um pouco mais
demorado e mais caro, além de desenvolver um espírito
negativo de competição entre os empregados.

(Cespe / Banese) A concorrência empresarial não se
localiza apenas no mercado consumidor formado pelos
clientes, mas também nos aspectos de recrutamento e
manutenção de pessoas competentes e qualificadas. Por
essa razão, diversos instrumentos têm sido desenvolvidos
para atrair e selecionar profissionais mais preparados.
Acerca desse contexto, julgue os itens abaixo.

112. A atividade de recrutamento pressupõe a seleção de
candidatos que não tenham vínculos com a empresa.



15 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
113. Para a atividade de recrutamento, não é permitido que
os empregados da empresa apresentem conhecidos ou
parentes como candidato.

114. Na entrevista de seleção o entrevistador deve seguir,
de forma rígida, um roteiro predefinido de perguntas, para
não favorecer a nenhum dos candidatos.

115. (Cespe / SGA-SEDF) Uma das vantagens da
existência de uma política de promoção interna para o
recrutamento é o aumento do comprometimento com os
objetivos da organização por parte dos candidatos.

116. (Cespe / SGA-SEDF) O conceito de captação de
pessoas tem sido empregado, atualmente, com o objetivo
de ampliar a noção de recrutamento. Dutra afirma que a
captação de pessoas pode ser compreendida como toda e
qualquer atividade da empresa para encontrar e
estabelecer uma relação de trabalho com pessoas capazes
de atender às necessidades presentes e futuras da
empresa. Nesse sentido, captação envolve a consciência
da empresa em relação a suas necessidades.

117. O recrutamento interno é menos oneroso às
organizações, porém gera maior nível de atrito entre os
empregados.

118. O recrutamento externo tende a manter a cultura
organizacional, uma vez que o novo empregado admitido
necessitará adaptar-se às condições vigentes de trabalho.

119. As agências de emprego, os anúncios em jornais e a
indicação de empregados são exemplos de meios de
recrutamento que utilizam fontes externas.

120. Os custos envolvidos em recrutamento interno ou
externo são basicamente os mesmos, sendo indiferente a
escolha de um ou de outro, quando a base de decisão é o
custo.

(Cespe / MDS) A empresa INFOX, do ramo de informática,
desencadeou processo de recrutamento e de seleção de
pessoal para contratação de empregados especializados de
nível médio, de nível superior e para funções gerenciais.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens
subseqüentes a respeito de aspectos da análise de cargos,
do recrutamento e da seleção de pessoal.

121. Para ser eficaz, o recrutamento adotado pela INFOX
deve comunicar aos interessados informações acerca de
salários, benefícios oferecidos, jornada de trabalho, bem
como acerca dos requisitos e das habilidades requeridas
para os futuros empregados da empresa.

122. Para elevar o rendimento do processo e diminuir o
tempo de execução do recrutamento, a INFOX deve
escolher as fontes de recrutamento adequadas, que
tenham possibilidade de atrair pessoas que de fato
atendam aos requisitos preestabelecidos pela empresa.

123. É correto afirmar que, ao adotar o meio de
recrutamento interno, a INFO estará motivando seus
empregados oferecendo-lhes a possibilidade de ascensão
funcional, porém obterá menor índice de validade e
segurança no processo.

124. O processo de recrutamento requer cuidadoso
planejamento, que envolve pesquisa interna para se saber
da necessidade de pessoal para a organização, pesquisa
externa para identificar onde conseguir esses profissionais
e, por fim, a técnica apropriada de recrutamento a ser
empregada.

125. (Cespe / PMRB) A atividade de recrutamento
devepreceder o levantamento das necessidades de pessoal
da organização.

126. (Cespe / PMRB) Em instituições como a Prefeitura
Municipal de Rio Branco (PMRB), a realização de concurso
público para provimento de cargos insere-se no âmbito do
recrutamento e seleção de pessoal.

(Cespe / TJDFT 2007) Acerca da administração de pessoal
e recursos humanos, julgue os itens subseqüentes.

127. Tanto em organizações públicas quanto no setor
privado, a atividade de recrutamento deve ocorrer
posteriormente à seleção dos candidatos aptos para os
cargos disponíveis.

128. Em relação ao recrutamento externo, o recrutamento
interno tem entre suas vantagens a rapidez no processo e o
menor custo para a organização.

129. Durante o processo de seleção, as características do
cargo devem ser definidas de acordo com as qualificações
dos candidatos disponíveis.





GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
B D A C B B D C A B V V V F F
16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
D V F V F V F V E D B B C D V
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45
V V V F V F F F V V V V F F F
46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
F V F V V V V V V V V E F F V
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75
F V F V F V F V A C B V F F F
76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 16
F V F F F F F F V V F F F V F
91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105
V F F V F V F F F F V F F F V
106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120
F V F F V F F F F V V F F V F
121 122 123 124 125 126 127 128 129

V V F V F V F V F








O processo de integração consiste em um
treinamento intensivo aos novos funcionários, tem por
objetivo diminuir o prazo de integração na empresa de 6
(seis) meses para 2 (dois) meses. Segundo estudos
realizados por psicólogos, um novo funcionário leva seis
meses para se adaptar a nova filosofia empresarial, a
cultura empresarial e as políticas de recursos humanos,
além de adaptar-se ao novo chefe imediato, aos novos
colegas de trabalho, bem como adaptar-se ao ambiente e
clima empresarial.
Com o processo de integração o prazo de
adaptação do novo funcionário cai para 1/3 (um terço).
A modernização da entidade deve começar pelas
pessoas que nelas trabalham. A modernização passa antes
pela cabeça das pessoas e pela sua competência para
chegar posteriormente às máquinas, equipamentos,
métodos, processos, produtos e serviços. Estas são as
consequências da modernização. O produto final dela, mas
não a sua origem. O impulso alavancador da modernização
está nas pessoas, nas suas habilidades e conhecimentos,
na sua criatividade e inovação, na sua inteligência e na sua
competência.
Se encararmos as pessoas como recursos - isto é,
recursos humanos - a primeira conclusão que se tira é a de
que elas constituem os Únicos recursos eminentemente vi-
vos e dinâmicos com que a empresa pode contar. Na
realidade, as pessoas apresentam uma incrível aptidão
para o desenvolvimento. Desenvolvimento é a capacidade
de aprender novas habilidades, obter novos conhecimentos
e modificar atitudes e comportamentos. E uma aptidão
permite uma formidável ampliação da competência pro-
fissional de cada pessoa. A Aptidão para o
desenvolvimento pode e deve ser incrementada para o
proveito de ambas as partes: pessoas e entidades. O
treinamento faz parte do desenvolvimento das pessoas. Em
outras palavras, o treinamento é um aspecto específico do
desenvolvimento pessoal. E este, por seu lado, é um
aspecto específico do desenvolvimento organizacional.
O desenvolvimento organizacional (DO) é a
mudança planejada da organização, seja da sua cultura,
seja da sua dinâmica, seja da sua estrutura organizacional.
O DO parte de uma visão macroscópica e sistêmica da
organização empresarial para melhorar a eficiência e a
eficácia da empresa por meio de intervenções construtivas
na estrutura e nos processos organizacionais. Muitas vezes
o DO privilegia a mudança no comportamento
organizacional em relação à mudança estrutural da
organização, outras vezes procura compatibilizar mudanças
comportamentais com mudanças estruturais. No fundo, o
DO visa a modificar o ambiente organizacional - a estrutura
e a cultura organizacionais - dentro do qual as pessoas
trabalham.
O desenvolvimento de pessoal é um programa de
longo prazo para prover o crescimento profissional das
pessoas por meio de condições externas capazes de
realizar gradativamente as potencialidades humanas.

Treinamento
- Programas de curto prazo
- Imediatismo nos resultados
- Preparação para o cargo

Desenvolvimento de pessoas
- Programas de médio prazo
- Resultados mediatos
- Preparação para a carreira

Desenvolvimento organizacional
- Programas de longo prazo
- Abordagem sistêmica
- Mudança planejada da organização

Enquanto o desenvolvimento organizacional é
sistêmico e abrangente, o desenvolvimento de pessoal é
orientado para a carreira de cada pessoa e o seu contínuo
desdobramento frente a objetivos de longo prazo. Já o
treinamento parte de uma visão microscópica e de curto
prazo. O treinamento é o ato intencional de fornecer os
meios para proporcionar a aprendizagem. Aprendizagem é
uma mudança no comportamento humano decorrente de
novos conhecimentos, novas habilidades, novas atitudes e
novos conceitos.
Assim, o treinamento pode envolver quatro tipos de
mudanças de comportamento, a saber:
• Transmissão de informações: é o tipo mais
simples de mudança de comportamento - a simples
transmissão de informações pode aumentar o
conhecimento e a habilidade das pessoas. Muitos
programas de treinamento estão preocupados com o
conteúdo, isto é, com informações ou conhecimentos que
devem ser transmitidos e compartilhados entre as pessoas.
Normalmente, esses conhecimentos ou informações se
referem a dados genéricos sobre a empresa, seus produtos
ou serviços, sua estrutura organizacional, suas políticas e
diretrizes, suas regras e seus regulamentos etc. Com esses
conhecimentos ou informações objetiva-se preparar as
pessoas para a execução imediata das diversas tarefas
peculiares ao cargo ocupado, quando este é simples e
pouco complexo.
• Desenvolvimento de habilidades: muitos
programas de treinamento estão voltados para melhorar ou
desenvolver habilidades e destrezas necessárias à execu-
ção ou operação das tarefas requeridas pelo cargo
ocupado. Trata-se de um treinamento orientado
diretamente para a operação de equipamentos, máquinas,
DESENVOLVIMENTO E
TREINAMENTO



17 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
ferramentas, isto é, para as tarefas e operações a serem
executadas.
• Desenvolvimento ou modificação de atitudes:
geralmente a mudança de atitudes negativas para atitudes
mais favoráveis, conscientização para determinados as-
pectos do comportamento pessoal, desenvolvimento da
sensibilidade (dos gestores ou de pessoas que lidam com o
público) quanto aos sentimentos e às reações das outras
pessoas. Pode também envolver a aquisição de novos
hábitos e atitudes, principalmente em relação a clientes ou
usuários.
• Desenvolvimento de conceitos: é o treinamento
conduzido no sentido de elevar o nível de abstração e
conceitualização de ideias e filosofias, seja para facilitar a
aplicação de conceitos na prática administrativa, seja para
elevar o nível de generalização desenvolvendo pessoas
que possam pensar em termos globais e amplos.
O treinamento - como todas as atividades voltadas
para as pessoas - é uma responsabilidade de linha e uma
função de staff. Em outras palavras, o treinamento é uma
responsabilidade gerencial. Para auxiliar os gestores nesse
mister, a entidade pode proporcionar assistência
especializada por meio do órgão de recursos humanos.
Mais especificamente, por meio do órgão de treinamento.
Assim, a área de RH ou o órgão de treinamento pode
assessorar - função de staff- cada gestor com os meios
especializados, com recursos instrucionais, com programas
preparados, com material didático, etc. destinados a facilitar
a tarefa de treinar o pessoal. Mas, de qualquer maneira, o
conceito de treinamento está implícito na tarefa gerencial
em todos os níveis ou áreas. O gestor pode até delegar a
tarefa de treinar sua equipe a terceiros, mas não pode
desincumbir-se da responsabilidade em relação ao
treinamento. É o gestor que deve cuidar para que sua
equipe receba treinamento adequado continuamente. O
treinamento é algo constante e incessante. Treinar uma vez
na vida não significa nada. O treinamento é uma contínua
redução da dissonância e uma constante busca da
eficiência e da eficácia das pessoas. Como consequência,
uma constante busca da competência profissional. Como
resultado final, o alcance da excelência é o sucesso
pessoal e organizacional.
O treinamento é um processo cíclico composto de
quatro etapas:
1. Levantamento das necessidades de treinamento.
2. Programação do treinamento para atender às
necessidades.
3. Implementação e execução do treinamento.
4. Avaliação dos resultados do treinamento.
Essas quatro etapas formam um processo cíclico e;
recorrente. Cada uma das quatro etapas do treinamento
merece algumas conceituações preliminares.

LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES DE
TREINAMENTO
É a etapa do diagnóstico das necessidades e
carências de treinamento. Constitui o diagnóstico preliminar
dos problemas que devem ser removidos por meio do
treinamento. O levantamento das necessidades pode
ocorrer em três diferentes níveis de análise, a saber:
• Análise da organização: envolve a análise da
entidade como um sistema, como uma totalidade para
verificar a situação, os objetivos organizacionais e as
necessidades globais de competências e habilidades,
enfim, a estratégia da entidade para a partir dela
estabelecer a estratégia para o treinamento das pessoas.
Os objetivos da entidade, os planos de expansão ou de
encolhimento, o lançamento de novos serviços, etc.
constituem quase sempre novas necessidades de treina-
mento.
• Análise departamental: envolve a análise de
cada área da entidade como um subsistema, para verificar
os objetivos departamentais, as necessidades de compe-
tências e habilidades para detectar as necessidades de
treinamento a serem supridas. Os objetivos do
departamento, os planos de aumento de eficiência e de
eficácia, os resultados da avaliação do desempenho do
pessoal quase sempre constituem novas necessidades de
treinamento.
• Análise das tarefas e operações: envolve a
análise das tarefas e operações de cada cargo para
verificar os requisitos que o cargo exige de seu ocupante e
as competências e habilidades que este deve possuir. A
diferença entre os requisitos que o cargo exige do ocupante
e as suas habilidades atuais constituem a diferença que
representa uma necessidade de treinamento.
Na realidade, o diagnóstico de treinamento significa
um esforço de manutenção corretiva das carências de
conhecimentos, habilidades, destrezas e competências que
são necessárias para o desempenho das atividades. As
entidades bem sucedidas se preocupam mais com a
manutenção preventiva: antecipar-se a essas carências,
promovendo o treinamento antes - e não depois - que
novos conhecimentos, habilidades e competências se
tornem necessários e imprescindíveis.

PROGRAMAÇÃO DO TREINAMENTO
Feito o diagnóstico segue-se a terapêutica, ou seja,
a escolha e a prescrição dos meios de tratamento para
sanar as necessidades e carências indicadas ou
percebidas. Em outras palavras, feito o levantamento das
necessidades de treinamento passa-se à programação do
treinamento.
Programar treinamento é estabelecer previamente
os itens do quadro a seguir.
Cada um dos itens apresentados deve ser
dimensionado para, no conjunto, proporcionar condições de
implementação do treinamento da maneira mais eficiente e
eficaz possível e, com isso, remover ou suprimir as
necessidades de treinamento ao custo mais baixo.















Existem muitos recursos pedagógicos, didáticos e
instrucionais que podem ser utilizados como apoio ao
treinamento. Destacam-se os recursos auditivos e
audiovisuais, que envolvem gravações de áudio, videoteipe,
videocassete e multimeios; recursos visuais, como slides,
transparências, fotos, desenhos, quadro de giz, imantógrafo
(pincéis hidrográficos), flip chart, álbumn seriado (diversas
folhas impressas sustentadas por um cavalete), cartazes;
teleconferências; comunicações eletrônicas; e-mail; e
tecnologia de multimídia.
Além do apoio dos recursos pedagógicos, a seleção
de estratégias instrucionais é outro passo importante. Estas
podem ser mescladas às técnicas individuais e grupais,
dependendo da situação em questão. Dentre algumas
técnicas, podem ser utilizadas:
1. O que deve ser ensinado – Conteúdo do
treinamento
2. Quem deve aprender – Treinando ou
aprendizes
3. Como se deve ensinar – Métodos e recursos
instrucionais
4. Quem deve ensinar – Treinador ou instrutor
5. Onde deve ser ensinado – Local de
treinamento
6. Quando deve ser ensinado – Época ou
periodicidade



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 18
 Seminários: preparação prévia de um tópico para
discussão, sendo que o instrutor é responsável por
organizar as discussões, levando o grupo a formular
algumas conclusões.
 Workshop: o instrutor apresenta informações e o
grupo aplica as informações a uma situação real, sob a
supervisão do instrutor, aplicando-se ao desenvolvimento
de habilidades cognitivas, psicomotoras e afetivas.
 Técnicas de simulação: o comportamento a ser
exibido após a aprendizagem deve ser praticado
adequadamente durante o processo de instrução por meio
de atividades práticas. A simulação pode ser de domínio
cognitivo, quando envolve a tarefa de solução de problemas
de planejamento de estratégias ou de tomada de decisões;
de domínio psicomotor, que apresenta como vantagens a
eliminação dos perigos do treinamento em serviço e as
possíveis perdas da produtividade, proteção de
equipamentos caros e sensíveis contra o manuseio de
pessoas inexperientes; de domínio reativo, que envolve as
reações frente a fenômenos sociais, desenvolvendo
atitudes e valores; e as de domínio interativo, que envolvem
situações de conflito interpessoal ou de autoridade/
responsabilidade para desenvolver habilidades interativas
como liderança, supervisão, entrevista.
 Estudo de caso: é uma forma de simulação voltada
para o fornecimento de oportunidades de participação no
mesmo tipo de processo decisório que o trabalho futuro
exigirá. Os dados podem ser extraídos de casos reais,
inventados ou adaptados. Existem, aqui, dois pontos
importantes a ser considerados:

a) evitar pensar numa única solução ideal, pois às vezes
não existe solução ideal, apenas aspectos positivos e
negativos de cada solução possível;

b) analisar as decisões e o processo que foi seguido
para tomá-las.

 Jogos: simula a realidade e envolve a competição
entre os indivíduos, a fim de aumentar o interesse e a
motivação entre os participantes.
 Dinâmicas de grupo: utilizam a interação entre os
membros do grupo como principal meio de ensino. Envolve
técnicas que promovem a solução criativa de problemas
complexos e técnicas que estimulam a auto-análise e o
aumento da sensibilidade.

 Aulas expositivas: o treinador apresenta as
informações, enquanto os treinandos adotam uma postura
mais passiva, predominantemente como ouvintes. A
vantagem é que se consegue transmitir uma grande
quantidade de informações num curto espaço de tempo. A
principal desvantagem é que as aulas podem tornar-se
cansativas, prejudicando o grau de absorção dos
conteúdos.

IMPLEMENTAÇÃO DO TREINAMENTO
Constitui o terceiro passo do processo cíclico do
treinamento. Refere-se à aplicação da terapêutica
planejada. Em outras palavras, significa a execução da
programação do treinamento nas pessoas ou nas áreas
que apresentam sinais de necessidade de treinamento.
Frequentemente, a execução do treinamento cabe
ao gestor ou à própria pessoa que apresente sintomas de
necessidade de treinamento. Na realidade, o treinamento é
uma responsabilidade de linha e uma função de staff. A
assessoria de RH pode, em função do levantamento das
necessidades, planejar ou projetar uma programação de
treinamento para que sua execução possa ser aplicada no
próprio local pelos gestores ou pelos servidores carentes.
Ou ainda por meios externos.

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO
TREINAMENTO
É a etapa final do processo. Serve para verificar se
os sintomas desapareceram ou se ainda persistem. Ou
seja, se diagnóstico, terapêutica e sua aplicação foram bem
sucedidos ou se algum deles falhou. Da mesma maneira
como foi feito o levantamento das necessidades de
treinamento em três níveis de análise, a avaliação dos
resultados deve cobrir igualmente o nível organizacional, o
nível departamental e o nível individual dos cargos e
tarefas.
Muitos gestores se frustram com resultados sofríveis
de certos programas de treinamento. Quase sempre o
gestor deixa de decidir sobre os resultados a alcançar para
então decidir como chegar até lá, ou seja, definir os
objetivos do treinamento e depois escolher a estratégia
mais adequada para alcançá-los. O treinamento é um meio
para se chegar a um fim, mas não é o fim em si mesmo. O
propósito da entidade não é ter treinamento, mas pessoas
treinadas e habilitadas. O treinamento somente pode ser
solicitado face a duas situações: há algo que a equipe não
sabe como fazer ou a equipe precisa estar apta a executar.
Se a equipe já sabe como fazer ou está apta a um
determinado trabalho, não há necessidade de treinamento.
O treinamento por qualquer outra razão é totalmente
desnecessário e não vai melhorar nada. O treinamento é
indispensável quando a equipe precisa saber algo que não
sabe.

FOCO NO DESEMPENHO
Mas, se o treinamento é um meio para alcançar
determinado fim, qual é afinal o seu objetivo fundamental?
O desempenho das pessoas e da equipe. A contribuição de
cada pessoa ou equipe para o sucesso da entidade
somente é possível através do desempenho. O treinamento
serve para melhorar o desempenho e é através do
desempenho que os objetivos e resultados são alcançados.
O desempenho das pessoas e da equipe requer
quatro condições conjuntas:

• Habilidade: se uma equipe não tem habilidade
para executar, ela não pode fazer, mesmo que receba
prêmios, conselhos ou ameaças. As habilidades são desen-
volvidas e aprimoradas através do aprendizado e da
prática. O treinamento está atrás disso.
• Oportunidade para atuar: de nada adianta
treinar se não se oferecer oportunidade de desempenhar o
que foi aprendido. Sem oportunidade não há desempenho.
A oportunidade de desempenhar envolve:
1. Permissão para atuar: se a equipe não
pode fazer algo então não adianta treinar. A permissão
significa delegar autoridade ou eliminar barreiras ou dis-
criminações. Urna equipe treinada pode ser vítima de
críticas ou gozações por outras equipes. Além disso,
quanto maior o tempo entre aprender e executar tanto
maior a probabilidade da habilidade aprendida ser esqueci-
da. Se a habilidade não for exercitada, ela vai se deteriorar.
2. Informação sobre expectativas: se a
equipe não sabe o que se espera dela o treinamento pode
ser em vão. A equipe deve ser informada a respeito do que
se espera dela e das novas habilidades aprendidas.
3. Recursos necessários para o
desempenho: de nada adianta treinar se a equipe não tem
o instrumental ou equipamento necessário. Sem o
instrumento o violonista não pode tocar uma música no
violão.


19 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO

• Auto-eficácia: refere-se ao julgamento que cada
pessoa faz a respeito de suas habilidades para fazer algo.
A auto-eficácia não se refere às habilidades reais que a
pessoa possui, mas à percepção que ela tem a respeito do
poder de suas habilidades. Pessoas com baixa auto-
eficácia não acreditam que podem fazer coisas que elas
podem realmente fazer. E assim, correm o risco de nem ao
menos tentar fazer. O desenvolvimento de uma habilidade
precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento de sua
auto-eficácia. Mas fuja de pessoas com elevada auto-
eficácia e nenhuma habilidade para fazer algo. A prática do
treinamento não é suficiente quando deixa de incentivar a
auto-eficácia das pessoas.

• Auto-eficiência: é a capacidade do individuo de
influenciar o seu comportamento em função dos seus
objetivos.

• Ambiente de apoio: o treinamento requer um
ambiente favorável que estimule o desempenho desejado e
desencoraja o indesejado. A equipe deve trabalhar com
encorajamento e confiança para poder ter condições de
colocar em prática aquilo que aprendeu.
MÉTODOS E TÉCNICAS DE TREINAMENTO
Segundo Carvalho e Nascimento (1993, p.203) existe uma
distinção entre método e técnica, onde o método pode ser
identificado como:
"(...) conjunto de regras permanentes, de princípios que
constituem uma disposição de ânimo que conduz, em
determinadas condições, a certo modo de trabalhar que é a
técnica", e a técnica é (..) a aplicação dos princípios de um
método em determinadas condições de utilização".
METODO DE TREINAMENTO EM GRUPO
A aprendizagem é feita através de fatores, tais como:
• "Os participantes do grupo necessitam obter
todas as informações possíveis acerca do assunto a ser
discutido.
• Essas informações servirão de embasamento às
opiniões individuais dos membros do grupo.
• Com base nessas opiniões, surgem as propostas
alternativas para a solução do problema apresentado.
• Finalmente, o grupo busca um acordo entre a
maioria de seus integrantes".
Quando bem sucedido o método de treinamento em
grupo, consideramos os seguintes aspectos:
• "Finalidade do grupo: o que os treinados devem
fazer?, quais são seus objetivos?;
• Características individuais dos participantes:
funções?, nível de escolaridade?, idade?, interesse?,
expectativas?;
• Número de participantes;
• Ambiente físico onde o grupo se reúne.
TÉCNICAS DE TREINAMENTO EM GRUPO
As técnicas de dinâmica grupa mais utilizadas no
treinamento podem ser assim listadas:

1. Reunião de Debates: Consiste na discussão e decisão
sobre problemas de formação ligados ao trabalho dos
participantes, liderado por um participante indicado pelo
próprio grupo.
2. Demonstração: É uma técnica que tanto pode ser
empregada no treinamento em grupo, como
individualmente, utilizada mais na formação de um grupo,
aborda uma teoria de ensino de funcionamento ou uso de
aparelhos, equipamentos, execução e uma operação
qualquer etc.
3. Dramatização: Conhecida também como role-playing, é
uma técnica grupal baseada na representação dramatizada
ou teatralizada de situações reais de trabalho, indicada
para situações que envolvem atividades que exigem
contatos públicos.
4. Brainstorming: É uma técnica de treinamento de
pequenos grupos, em média dez participantes, produz
novas idéias para encontrar sugestões visando solucionar
questões e problemas ligados ao processo de formação
profissional.
5. Estudo do Caso: É uma técnica de treinamento em
grupo baseado em discussões organizadas e sistemáticas
de casos tomados da vida real, partindo de acontecimento
prático, ocorrido na organização, para chegar a formulação
teórica de sua solução.
6. Painel: Reúne vários especialistas, entre três e seis,
analisando determinados assuntos, diante de um grupo de
assistentes, pelos quais são debatidos matérias de forma a
mais descontraída possível, sob orientação de um instrutor.
7. Simpósio: É uma técnica que reúne dois ou mais
especialistas sobre um determinado assunto, tendo uma
orientação de um coordenador. Os orientadores deverão
expor partes ou enfoques diversos de um mesmo tema, de
tal forma que uma exposição complemente a outra. Existe a
participação do auditório nas apresentações e é
encaminhado questões aos apresentadores.
8. Jogo de Empresas: Conhecido também como jogo
administrativo e jogo de negócios, sendo uma técnica que
utiliza um modelo simulado face às situações de trabalho, é
uma atividade voltada para o mundo dos negócios.
TÉCNICAS DE TREINAMENTO INDIVIDUAL
Identifica-se como auto-instrução, é um processo de ensino
dirigido ao treinando, o qual sob determinadas condições,
controla sua própria capacidade de produzir resultados em
respostas a problemas de ordem profissional que lhe são
encaminhados durante a aprendizagem. As técnicas de
treinamento individual mais empregadas no processo de
formação profissional são:

1. Treinamento no próprio serviço: é a técnica mais
utilizada nas empresas, principalmente naquelas que não
contam com centros de formação. Nesta técnica o
treinando adquire habilidades, conhecimentos e atitudes,
utilizando máquinas, equipamentos, materiais e outros
recursos empregados no próprio serviço que virá
desempenhar depois de treinado.



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 20
2. Rodízio de funções: Leva o funcionário a passar por
diversos cargos, afins ou não ao seu, possibilitando-lhe a
oportunidade de conhecer e exercer atividades diversas
das que executa normalmente na empresa.
3. Instrução programa: é uma técnica que visa,
basicamente, possibilitar a racionalidade de conteúdos
didáticos, tem como objetivo apresentar uma seqüência de
unidades de ensino, tendo como regra partir do simples
para o complexo à medida que o programa avança.
TREINAMENTO À DISTÂNCIA
"O treinamento a distância (curso de correspondência) é
uma técnica baseada num programa de auto
desenvolvimento, cuja principal finalidade é alcançar o
treinando onde quer que se encontre.
MÉTODO EXPOSITIVO
Carvalho e Nascimento (1993, p.216) diz:
"Uma exposição oral atrativa, dinâmica e objetiva constitui-
se num excelente método de treinamento. Consiste na
apresentação oral de um determinado assunto, com base
numa exposição programada, destinando-se tanto ao
treinamento individual como a formação em grupo ".
Este método é a forma mais comum empregada pelas
empresas no preparo de seus empregados, subdividindo-se
em dois tipos :

1.Exposição fechada: não há oportunidade de diálogo entre
apresentador e ouvintes.
2. Exposição aberta: os ouvintes Participam dos debates e
conclusões sobre o tema apresentado.
TÉCNICAS EXPOSITIVAS
Dividem-se em:
1. Palestra: é um processo complementar a outras técnicas
de desenvolvimento, não sendo recomendável a utilização
isolada na execução de um determinado programa de
treinamento.
2. Conferência: é uma técnica expositiva bem mais formal
do que a palestra, utilizada em várias funções, possui
aplicações idênticas à palestra.
Chiavenato (l991) demonstra de outra maneira as técnicas
de treinamento, podendo ser classificadas quanto ao uso,
tempo e local de aplicação.
a) Técnicas de treinamento quanto ao uso:
1. Técnicas de treinamento orientadas para o
conteúdo: são utilizados para transmissão de
conhecimentos ou informação através da técnica da leitura,
recursos audiovisuais, instrução programada (I.P.) e
instrução assistida por computador.
2. Técnicas de treinamento orientadas para o
processo: são especfflcas para mudar atitudes,
desenvolver consciência de si e dos outros, e desenvolver
habilidades interpessoais, destacando-se o role-playing, o
treinamento da sensitividade, o treinamento de grupos-T
etc.
3. Técnicas de treinamento mistas: é responsável pela
transmissão de informação, procura mudar atitudes e
comportamento; entre as técnicas mistas sobressaem
métodos de conferências, estudos de casos, simulações e
jogos, e várias técnicas on the job (pode-se relacionar a
esta técnica, o treinamento de instrução no cargo,
treinamento de orientação, treinamento de iniciação,
rotação de cargos etc.)
b) Técnicas de treinamento quanto ao tempo:
São classificadas em dois tipos: as técnicas aplicadas antes
do ingresso no trabalho (treinamento de indução ou de
integração) e as aplicadas depois do ingresso no trabalho.

1. Treinamento de indução ou de integração à
empresa. Visa a adaptação e ambientação inicial do novo
empregado à empresa e ao ambiente social e fisco onde irá
trabalhar, costuma conter informações necessárias sobre :
1. A empresa - história, desenvolvimento e organização;
2. O produto ou serviço;
3. Os direitos e deveres do pessoal;
4. Os termos do contrato de trabalho;
5. As atividades sociais de empregados - beneficies e
serviços;
6. As normas e regulamentos internos;
7. As noções sobre a proteção e segurança do trabalho;
8. O cargo a ocupar - natureza do trabalho, horários,
salários, oportunidades de promoção;
9. O supervisar do novo empregado - apresentação;
10. As relações do cargo com outros departamentos;
11. A descrição detalhada do cargo.
2. Treinamento depois do ingresso no trabalho. Dentro
de uma organização, constantemente, haverá sempre
alguém sendo treinado em alguma coisa, para que haja
eficiência e o processo de treinamento seja racional, é
necessário que se obedeça a uma programação geral,
tanto interessante para o empregado e como para a
empresa.
O treinamento, depois do ingresso no cargo, poderá ser
levado a efeito sob dois aspectos:

1. Treinamento no local de trabalho (em serviço).
2. Treinamento fora do local de trabalho (fora do serviço).
c) Técnicas de treinamento quanto ao local de
aplicação
1. Treinamento no local de trabalho. Pode ser ministrado
a empregados como a supervisares, equipamentos
especiais e constitui provavelmente a forma mais comum
de se transmitir os ensinamentos necessários aos
empregados, é o treinamento no local de trabalho possui


21 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
uma grande praticabilidade, pois o empregado aprende
enquanto trabalha. O treinamento no trabalho é dividido em:
a) Admissão de aprendizes a serem treinados em certos
cargos;
b)Rodízio de cargos;
c)Treinamento em tarefas;
d) Enriquecimento do cargo etc.
2. Treinamento fora do local de trabalho. Não são tão
diretamente relacionadas ao trabalho: geralmente é
suplementar ao treinamento, o que não é possível quando o
mesmo está envolvido nas tarefas de produção. As
principais técnicas de treinamento fora do trabalho são:
a) Aulas expositivas;
b) Filmes, diapositivos (slides), vídeo-tapes (televisão);
c) Método do caso (estudos de casos);
d) Discussão em grupo, painéis, debates;
e) Dramatização (role-playing);
f) Simulação e jogos;
g) Instrução programada etc.
ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO
TREINAMENTO
Conforme Carvalho e Nascimento (1993, p.155 e 156);
"Quando devidamente implantado, o subsistema de
formação proporciona inúmeras vantagens, entre as quais
se destacam as seguintes:
• Possibilita o estudo e análise das necessidades
de treinamento de toda a organização, envolvendo a
totalidade dos níveis hierárquicos da empresa.
• Define prioridades deformação, tendo em vista
os objetivos setoriais da organização.
• Caracteriza os vários tipos e formas de
desenvolvimento de pessoal a serem aplicados,
considerando sua viabilidade, vantagens, custos e outros
fatores afins.
• Elabora planos de capacitação profissional a
curto, médio e longos prazos, integrando-os às metas
globais da empresa.
Paralelamente a essas vantagens estruturais, o processo
de treinamento proporciona, em termos de segmentos
empresariais, os seguintes benefícios:
Quanto ao Mercado de Trabalho
• Definição das características e atribuições dos
empregados.
• Racionalização dos métodos de formação e
aperfeiçoamento de colaboradores.
• Melhoria dos padrões profissionais dos
treinados.

Quanto ao Pessoal em Serviço
• Melhor aproveitamento das aptidões dos
empregados.
• Maior estabilidade de mão-de-obra.
• Estímulo ao espírito de emulação e
fortalecimento da confiança no mérito como processo
normal da melhoria funcional.
• Dignificação do trabalho e elevação do ambiente
moral da empresa.
Quanto à Empresa Como um Todo
• Aprimoramento dos produtos ou serviços
produzidos.
• Maiores possibilidades de ampliação ou
transformação dos programas de trabalho.
• Disponibilidade para os postos de gerência e
supervisão imediata dentro da própria organização.
• Melhores condições de adaptação aos
progressos da tecnologia industrial
• Economias de custos pela eliminação dos erros
na execução do trabalho.
• Condições de competitividade mais vantagens
dada a capacidade de oferecer melhores produtos e
serviços.
• Maior segurança economia, em virtude da maior
estabilidade de pessoal.
• Diminuição acentuada dos acidentes e do
desperdício pela melhoria das técnicas de trabalho. "
Conforme Chiavenato (l991), sua concepção em relação
aos aspectos negativo e positivo, esta voltada para cada
um dos treinamentos fora do local de trabalho, sendo:
a) Aulas expositivas:
Aspecto positivo: Apresenta como aspecto positivo, a
possibilidade de transmitir informações a um número
relativamente grande de pessoas, ao mesmo tempo.
Aspecto negativo: Existe pouca ou nenhuma oportunidade
de prática por parte dos treinandos, ausência de reforço
imediato e praticamente retroação (feedback) ao instrutor e
treinandos.
b) Filmes, televisão e diapositivos:
Aspecto positivo: Associam à informação verbal as
imagens que podem constituir fator preponderante para
entendimento do conteúdo. A parte verbal pode ser
preparada cuidadosa e rigorosamente de acordo com as
leis que regem a aprendizagem. O programa, após ter sido
produzido e montado, poderá ser usado repetidamente.
Aspecto negativo: Impossibilidade de interação entre o
instrutor e treinandos.
c) Discussão em grupo:
Aspecto positivo: Favorece maior motivação Por parte dos
treinandos, capacitando-os a verificar não só suas próprias
idéias como também as dos demais componentes do
grupo.

Aspecto negativo: Na situação de discussão há
possibilidades de aceitação ou rejeição de cada participante
por parte do grupo, acompanhada de críticas ou sanções.



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 22
d) Dramatização (Role-Playing):
Aspecto positivo: Possibilita a oportunidade de sentir a
opinião e sentimento dos outros.
Aspecto negativo: O instrutor precisa orientar
antecipadamente cada participante sobre o papel que deve
assumir e estes precisam aceita-los como atividade legítima
de treinamento.
e) Simulação:
Aspecto positivo: Aquisição de habilidades necessárias à
operação de máquinas ou à adaptação do homem a
ambientes hostis, mas principalmente quando o custo da
operação real é bastante elevado.
f) Instrução programada:
Aspecto positivo: Permite ao treinando trabalhar sozinho
e progredir no seu próprio ritmo. Apresenta as matérias
decompostas em seqüências ordenadas, sendo ensinado,
em cada seqüência, um úm'co elemento. Avisa o treinando
da qualidade da resposta. Não permite ao treinando
continuar, se não entendeu ou não aprendeu as doses ou
seqüência anteriores.
TREINAMENTO X CULTURA ORGANIZACIONAL
Uma consideração geral a respeito dos objetivos de
curto e longo prazos da organização são importantes para o
desenvolvimento de uma perspectiva sobre a filosofia de
treinamento. A análise organizacional procura verificar qual
é o comportamento da organização, como se efetua o seu
crescimento, a que se deve seu crescimento, como
ambiente social e fisico estão relacionados com o seu
crescimento, qual o seu clima e sua imagem, como a
organização planeja seus produtos e serviços, qual a
importância do treinamento, etc.

A análise organizacional não só envolve um estudo da
empresa como um todo - seus objetivos, seus recursos, a
distribuição desses recursos para consecução dos objetivos
- como também o ambiente sócio-econômico e tecnológico
no qual a organização está colocada. Essa análise ajuda a
responder a questão sobre o que deve ser ensinada em
termos de um plano amplo e estabelece a filosofia de
treinamento para toda a empresa. Chiavenato (1991).

Mcgehee e Thayer (1961) definem análise organizacional
como a ''determinação onde dentro da organização se
deverá dar ênfase ao treinamento". Neste sentido, a análise
organizacional deverá verificar todas as espécies de fatores
(como planos, força de trabalho, dado de eficiência
organizacional, clima organizacional etc.) capazes de
avaliar os custos envolvidos e os benefícios esperados do
treinamento em comparação a outras estratégias capazes
de atingir os objetivos organizacionais, e assim determinar
a política global com relação ao treinamento.

No nível organizacional ocorre muita dificuldade não só na
identificação das necessidades de treinamento, como
também na definição dos objetivos de treinamento.
Partindo-se da premissa de que o treinamento é uma
resposta estruturada a uma necessidade de
conhecimentos, habilidades ou atitudes, o sucesso de seu
programa dependerá sempre da propriedade com que a
necessidade a ser satisfeita tenha sido identificada
adequadamente. Como um sistema aberto, o sistema de
treinamento não se mantém isolado do contexto
organizacional que o envolve e dos objetivos empresariais
que lhe definem a direção. Assim, os objetivos de
treinamento devem estar ligados intimamente às
necessidades da organização. (Chiavenato (1991)).

"O treinamento interage profundamente com a cultura
organizacional, portanto, feito sob medida, de acordo com
as necessidades da organização. À medida que a
organização cresce, suas necessidades mudam é,
conseqüentemente, o treinamento deverá atender às novas
necessidades. Assim, as necessidades de treinamento
precisam ser periodicamente levantadas, determinadas,
para, a partir delas, estabelecer-se os programas
adequados a satisfazê-las convenientemente". Chiavenato
(1991).

TREINAMENTO X MOTIVAÇÃO
Davies (1976, p.27) diz:
"Administrar um programa de treinamento é um processo
extremamente complexo. O ciclo da administração,
contudo, é realmente muito simples e consiste de quatro
atividades distintas: planejamento, organização, direção e
controle. Um administrador de treinamento planeja quando
decide quais são os objetivos de ensino a serem
alcançados. A organização envolve o arranjo e a alocação
de recursos que tem disponíveis, tanto físicos como
humanos, de modo a melhor realizar os seus objetivos.
Dirigir é uma qualidade pessoal,- ela está relacionada tanto
com a motivação e encorajamento como a influência sobre
os alunos para os quais os objetivos de ensino são mais
fáceis de se atingidos. Um administrador de treinamento
controla, quando ele tomando em atenção o que criou
determina se, na verdade, a sua organização e atividades
de direção estão realizando os objetivos de ensino aceitos.
O único critério para medir a eficácia de um programa de
treinamento é o número dos objetivos de ensino atingidos
com sucesso de modo motivado ".
A importância de uma tal avaliação é agora
largamente aceita. Na verdade, tais avaliações são
características de sistemas de treinamento progressivos e
criativos. Infelizmente, os resultados de muitos programas
de avaliação têm sido diferentes daquele pretendidos. Em
vez de encorajar os estudantes e motiva-los para um niaior
esforço, a avaliação dos seus resultados os tem
desencorajado e tomado clínicos. Por isso, informar um
aluno do seu progresso pode não ser necessariamente um
experiência motivadora, embora, muitas pessoas acreditem
que, inevitavelmente, proporciona motivação.
A avaliação e discussão da capacidade de aprendizagem
dos estudantes e dos resultados é uma experiência
emocional que poderá ter um poderoso impacto sobre a
sua auto-estima e a subseqüente, atitude em relação ao
ensino. Por esta razão, os administradores de treinamento
deverão considerar cuidadosamente as possíveis
conseqüências dos processos de avaliação propostos, para
por em funcionamento como parte integral de um programa
de treinamento. A estimativa do desempenho pode ter um
efeito tão fortemente negativo quanto positivo sobre a
motivação dos estudantes, em ponto que, pode ser


23 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
passado por cima a menos que o programa ou sistema de
treinamento seja analisado como um todo. De fato, a falta
de processos de avaliação contínuos e exaustivos nos
esquemas de treinamento de pessoal pode ter sido,
acidentalmente, vantajosa sob o ponto de vista de
motivação.
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA VANTAGENS
Permite alcançar um grande número de pessoas, em
diferentes locais, simultaneamente ou não.
Possibilita oferecer educação a pessoas que não teriam
outra possibilidade de ter acesso à mesma.
Oferece educação de elevada qualidade a um custo
relativamente baixo.
Oferece aos estudantes a possibilidade de escolher
programas de seu interesse, ajustados às suas
características e disponibilidade de tempo.
Propicia o desenvolvimento da autonomia do estudante
para aprender sozinho.
Permite a rápida atualização de dados do programa,
complementação de temas, etc.
Possibilita um maior acesso do aluno ao professor (ou
professores) e uma melhor interação entre os alunos.
Permite desenvolver, mesmo à distância, a importante
Habilidade de trabalho em equipe, de natureza cooperativa.
CRIAÇÃO DA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
O planejamento e a criação de EAD são
realizados por uma equipe de natureza interdisciplinar
envolvendo especialistas no tema tratado, tecnólogos
educativos, instrucional designers, redatores, especialistas
em informática e telecomunicações, pessoal de recursos
audiovisuais, pessoal de arte e apoio à produção,
coordenador. A implantação de um programa de EAD
requer uma infra-estrutura administrativa e técnica de
apoio, podendo exigir a participação de tutor ou monitor.

O sucesso de um programa de EAD necessita que sejam
observadas em sua produção as seguintes etapas:

1. Avaliação das necessidades educacionais, visando
decidir sobre a viabilidade e conveniência da utilização de
EAD.
2. Criação de sistemas de EAD a partir das necessidades
existentes, contexto educacional e recursos disponíveis.
3. Implantação de sistemas de EAD de forma ajustada a
realidade e cultura existente.
4. Avaliação dos resultados alcançados, visando
estabelecer a eficácia e eficiência do sistema, assim como
a análise da relação custo / beneficio.

A criação dos materiais instrucionais deverá sempre
levar em conta o relativo isolamento do estudante de EAD,
assim como sua menor familiaridade com programas de
auto-estudo. Dessa forma, o planejamento de um programa
de EAD deve ser feito de modo a oferecer um ambiente de
aprendizagem motivador, com a utilização de materiais
auto-instrucionais de elevada qualidade educacional e um
adequado esquema de interatividade entre o tutor e
participante(s), assim como entre os participantes.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA TECNOLOGIAS
Várias são as tecnologias que podem ser utilizadas em
programas de EAD:

Voz: telefone, audio-conferência, rádio, audio-sob
demanda, CD, audiocassete, etc;

Vídeo: slides, filmes, videocassete, DVD, videoconferência,
vídeo-sobdemanda, animação, arquivos de vídeo, etc;

Dados: programas de computador, CD-ROM, fax, correio
eletrônico, bate-papo ("chats"), WWW, arquivos de texto
(documentos), etc;
Mídias impressas: constituem elementos fundamentais em
EAD - textos interativos, textos de consulta, guias de
estudo, cadernos de exercícios, etc.
A lntemet oferece serviços bastante interessantes a serem
utilizados como suporte a um programa de EAD Por
exemplo:
Videoconferência
Quadro-branco
FTP (File Transfer Protocol) Vídeo sob demanda Áudio sob
demanda
Correio eletrônico (e-mail)
Bate-papo (chat - IRC)
Listas de discussão
Fóruns de discussão
Newsgroups
WWW
É preciso lembrar que EAD não requer necessariamente
para sua implantação de sistemas tecnológicos que exijam
grandes investimentos, como redes de telecomunicações,
satélites, etc. É possível criar programas de EAD eficazes e
eficientes, mesmo na ausência de recursos de informática e
telecomunicações, buscando-se atender à disponibilidade
de recursos materiais e financeiros.

A tecnologia deve estar a serviço da EAD e não o inverso.
Fatores como a realidade da empresa ou instituição
educacional, a infra-estrutura existente e a disponibilidade
de recursos têm um papel destacado na escolha dos meios
educacionais para EAD.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: FORMAS DE
OFERECIMENTO
Quanto ao aspecto temporal, a comunicação entre tutor e
participante (s) ou entre os participantes poderá ocorrer de
forma síncrona ou assíncrona. No primeiro caso, a
comunicação ocorre em um mesmo momento, não havendo
grande intervalo entre a ida e a vinda da mensagem.
Constitui um processo de comunicação ao vivo, em tempo
real. Pode-se citar, por exemplo, videoconferência, chat,
quadro-branco e controle remoto.
No segundo caso, o caráter assíncrono indica que a troca
de comunicações não ocorre ao mesmo tempo, podendo
levar horas ou mesmo dias entre a ida e a vinda das
mensagens. Exemplos: textos impressos, multimídia
interativo, newsgroups, listas de discussão, FTP, vídeo sob
demanda, WWW, correio eletrônico (e-mail) e os clássicos
programas de EAD, através do envio por correio ou malote
de textos, áudio e videocassetes, "kits", etc.



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 24
O treinamento realizado pela Web está se tomando uma
opção cada vez rnais popular para quem deseja estar
atualizado nos assuntos mais diversos, de tecnologia até
vendas. Os benefícios - conveniência, economia de custos
e melhor controle do processo de treinamento - têm peso
suficiente para atrair os interessados a esse novo método
de ensino. Os curso oferecidos na lnternet podem ser
seguidos de qualquer lugar e em um horário que seja
conveniente, permitindo a troca de informações entre
estudantes e instrutores em tempo real ou via e-mail. Além
disso um curso feito a distância elimina a necessidade de
alunos ou instrutores viajarem, o que representa
significativas economias em transporte, hospedagem e
refeições.
CURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
As vantagens e os desafios deste método são os seguintes:

1. Difusão do conhecimento em âmbito mundial.

2. Redução dos custos de difusão, eliminando-se
impressão e transporte.
3. Simplificação das correções e atualizações realizadas
em um único site, e imediatamente disponibilizadas a todos
os usuários.
4. Utilização de técnicas de ensino diversificadas, tais como
texto, imagens, comunicação entre professores,
professores e alunos, e entre alunos.
5. Possibilidade de escrita colaborativa.
6. Retomo facilitado dos alunos.
O Programa de Formação Continuada "Leitura e Cidadania"
oferece aos usuários uma modalidade de educação
continuada a distância, com o apoio do meio eletrônico,
como um instrumento a serviço dos profissionais da leitura
e da escrita. A importância da leitura e da escrita como
condição básica para o exercício da cidadania na
sociedade brasileira é o que move o PROLER/FBN a
investir nessa modalidade de formação continuada. Sem os
instrumentos da leitura e da escrita as pessoas são meio-
cidadãs, porque nem todos os seus direitos civis, políticos,
sociais podem ser garantidos. Os não-alfabetizados já
podem votar, mas não podem ser votados. Essa condição
os faz desigual aos que aprenderam a ler e a escrever e,
por isso, podem agir e interferir melhor na sociedade em
que vivem. Professores e profissionais da leitura são,
portanto, as pessoas mais diretamente responsáveis pelo
sucesso dos que aprendem a ler e a escrever e que se
tomam leitores. Para elas, então, está dedicado este
Programa. "Leitura e Cidadania" oferece duas vertentes de
entrada para os usuários interessados no tema:

1) Biblioteca Virtual, contendo a referência bibliográfica,
sumário e, em algumas obras, o resumo de livros, textos,
artigos, teses, dissertações, vídeos, notícias, em subsídio a
estudos e pesquisas. A biblioteca virtual é de livre acesso a
qualquer usuário, que poderá também indicar outros títulos
ainda não existentes, para que estes possam ir compondo
o acervo do Centro de Referência e Documentação da
Casa da Leitura. Como se pode depreender, é um banco de
dados em permanente construção e constituição,
aprimorando sempre o serviço para o usuário.

2) Site Temático "Leitura e Cidadania", oferecendo cursos
de formação continuada sobre o tema, com textos de
autores nacionais que vêm pensando, pesquisando e
escrevendo sobre leitura, escrita e cidadania. Este site
estará disponível ao usuário livremente. Mas sua primeira
função é servir de base a projetos de formação continuada
para professores e profissionais da leitura e da escrita. Para
isso, grupos de estudo deverão ser organizados. É nos
grupos de estudo que o projeto deverá acontecer, fazendo
com que as experiências profissionais de todos e as
práticas docentes possam se encontrar e ser analisadas à
luz das reflexões e discussões trazidas pelas leituras. A
experiência humana de aprender juntos, uns com os outros,
coletivamente, em redes cooperativas deverá estar mantida
nos projetos de formação continuada.

Outra possibilidade que se mostra cada vez mais palpável é
o treinamento à distância. Nesse caso o professor pode
aproveitar qualquer tempo livre para desenvolver módulos
de instrução à distância - por exemplo, sobre informática na
educação. Uma busca na lntemet revela inúmeras
possibilidades de treinamento in service (o professor não
precisa se ausentar da escola para fazer uma atualização,
especialização ou mesmo pós-graduação).
SISTEMAS DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
Embora a tecnologia seja uma parte fundamental da
educação à distância, qualquer programa de sucesso deve
focalizar mais nas necessidades instrucionais dos alunos
do que na própria tecnologia. Devem ser considerados, por
exemplo, suas idades, sua base cultural e sócio-econômica,
interesses e experiências, níveis de educação, e
familiaridade com métodos de educação à distância.

lnteratividade
Educação à Distância com sucesso envolve interatividade
entre professores e alunos, entre alunos e o ambiente de
aprendizado, e entre os estudantes.
Mifibank (1994) estudou a eficiência de uma mistura de
áudio e vídeo para treinamento coletivo. Quando ele
introduziu interatividade em tempo real, a taxa de retenção
de informação dos trainees elevou de 20% (usando
métodos de aula comuns) para 75%.
ALUNOS À DISTÂNCIA
Muitas questões importantes derivam-se das características
dos alunos à distância, cujos anseios e objetivos devem ser
completamente diferentes dos alunos tradicionais.
ANSEIOS E OBJETIVOS
Adultos têm muitas razões para buscar o ensino à
distância: falta de tempo, distância, e finanças, a
oportunidade de fazer cursos, e a possibilidade de entrar
em contato com outros estudantes de diferentes classes
sociais, culturais, econômicas e experimentais. Como
consequencia eles ganham não só conhecimento, mas
também novas habilidades sociais, incluindo a habilidade


25 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
de comunicar e colaborar com colegas largamente
dispersos, quem eles podem nunca ter visto.
MODOS DE APRENDIZADO
Outra variável importante na eficácia do aprendizado é a
preferência do aluno por um modo particular de
aprendizado, ou seja, cooperativo, competitivo, ou
individualizado. Muitos projetos de educação à distância
incorporam aprendizado cooperativo, projetos
colaborativos, e interatividade entre grupos de alunos e
entre (sites).

No entanto, o aprendizado eficaz requer tanto
conhecimento do estilo do aluno como a preparação
avançada da parte do professor ou do orientador local.
Professores e orientadores locais são mais aptos a fazer
decisões de currículo para atender as preferências de seus
alunos, tal como agrupar determinados alunos
produtivamente para um projeto, ou designar alunos para
projetos de pesquisa individuais, se eles podem determinar
o modo de aprendizado predominante dentro de sua sala
de aula.
QUESTÕES DE CONCURSOS


01. A experiência demonstra que, em muitas
organizações públicas, é impossível, dadas as normas
vigentes, a realização de treinamentos que não se
justificam.

02. As empresas estão se transformando em
organizações educadoras e desenvolvendo a educação
corporativa em virtude de
(A) novas exigências impostas pelas relações trabalhistas.
(B) novas tecnologias de ensino a distância e de tecnologia
da informação.
(C) necessidade de um local em que todos os funcionários
possam ser treinados.
(D) emergência da organização hierárquica, enxuta e
flexível.
(E) mudança fundamental no mercado da educação global.

03. (Cespe / Anvisa) O relacionamento indivíduo
organização é marcado por trocas e reciprocidades.
Percepções individuais favoráveis acerca da reciprocidade
do relacionamento indivíduo-organização estão associadas
positivamente a satisfação e comprometimento afetivo no
trabalho.

04. (Cespe/IEMA) A construção de equipes tem por
objetivo forçar os membros dessas equipes a conviver com
pessoas de outros departamentos, de forma a se criar um
modo unificado de funcionamento para a organização.

(Cespe / Fundac) A força de trabalho de uma organização é
constituída pela existência de uma variedade de pessoas
com diferentes características, o que pode levar a conflitos
nas relações de trabalho. A respeito desse assunto, julgue
as afirmativas abaixo.

05. Uma interferência deliberada sobre a tentativa de
uma outra pessoa alcançar os seus objetivos é fator
determinante nas situações de conflito interpessoal.

06. Uma grande interdependência entre os grupos de
trabalho pode possibilitar que um prejudique o trabalho do
outro, o que seria um fator gerador de conflito.

07. Conflitos profissionais não geram qualquer ganho
positivo para a organização.

08. (Cespe / TJRR) Treinamento e desenvolvimento
são preocupações constantes dos gestores de pessoas.
Treinamento é o conjunto de atividades voltado à educação
e orientação para a carreira futura do funcionário.

09. (Cespe / HCGV) A etapa de avaliação de
treinamento permite que todo o sistema seja
retroalimentado e, eventualmente, os problemas sejam
corrigidos.

10. No modelo de gestão por competências, percebe-
se uma tendência de redução da oferta de treinamento pelo
processo formal e pontual, do tipo cardápio, em favor da
prática de se incentivar o despertar constante das
necessidades de auto-desenvolvimento e da aplicação de
técnicas de aprendizado no local de trabalho (on the job).

(Cespe/TCU) Considerando que as organizações
têm focado importante atenção no gerenciamento das
competências dos funcionários, julgue os próximos itens.

11. Um indivíduo competente é aquele que sabe agir
de forma responsável, que mobiliza, integra, transfere
conhecimentos, recursos e habilidades, para agregar valor
econômico à organização.

12. (Cespe /Abin ) O entendimento das diferenças
culturais, ao contrário das diferenças individuais, não auxilia
na compreensão da maneira como os indivíduos agem, em
determinadas situações, na busca dos seus objetivos,
assunto fundamental no que se refere à motivação nas
organizações.

13. (Cespe /DESO)As relações humanas eficazes
ensejam a habilidade de reconhecimento das diferenças
individuais, e quando estas forem consideradas negativas
no contato inicial, deve-se evitar o relacionamento para
coibir futuros conflitos.

(Analista MPU-2010)

Treinamento pode ser definido como qualquer
procedimento, de iniciativa organizacional, com o
objetivo principal de ampliar a aprendizagem dos
membros da organização. Considerando a importância
do treinamento para o sucesso organizacional, julgue
os itens que se seguem.

14. Na etapa de planejamento instrucional, decide-se
a forma de desenvolvimento do treinamento e selecionam-
se as pessoas da organização que dele participarão.

15. Em nível organizacional, o treinamento pode gerar,
entre outros resultados, satisfação de clientes, inovação,
mudanças e ganhos de competitividade.

16. A avaliação de impacto de treinamento implica a
mensuração da aquisição de conteúdos ministrados em
ações de aprendizagem no trabalho.

(TECNICO MPU – 2010)

Julgue os itens a seguir, relativos ao
gerenciamento de conflitos nas organizações.




Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 26
17. A estratégia de evitar o conflito é a melhor maneira de
garantir o “ganha-ganha” quando uma das partes não quer
negociar.

18. Em situações vitais para o bem-estar da organização, a
competição é a estratégia mais adequada para o
gerenciamento de conflito no caso de uma das partes saber
que está com razão.

19. Denomina-se abordagem processual a estratégia de
resolução de conflito embasada na modificação das
condições antecedentes desse conflito.

20. Nas organizações, cabe à área de recursos humanos
garantir o equilíbrio nas relações entre os funcionários e a
organização, e sua ação envolve o gerenciamento de
potenciais conflitos, do que é exemplo a percepção
negativa de funcionários que não são recompensados de
forma compatível com o seu trabalho na organização.

21. Aquele que utiliza a estratégia da acomodação para
gerenciar conflitos satisfaz os interesses do outro em
detrimento dos próprios interesses.

Julgue os itens seguintes, referentes a
desenvolvimento e treinamento de pessoal.

22. Durante a execução de programas de treinamento,
deve-se considerar que a aprendizagem requer retroação e
reforço, sendo maior o impacto do treinamento quando o
instruendo recebe reforço e retroação positiva a cada nova
aprendizagem.

23. Na avaliação de um programa de treinamento no nível
organizacional, deve-se verificar a elevação dos
conhecimentos dos servidores.

24. Na etapa de levantamento de necessidades de
treinamento, identificam-se as necessidades de
capacitação a serem satisfeitas — passadas, presentes ou
futuras.

25. A técnica de instrução programada é a mais
adequada à capacitação profissional com ênfase no
relacionamento instrutor-instruendo, ou professor-aluno.

26. (Cespe – Inmetro 2007) Um processo adequado
de gestão do desempenho permite à organização identificar
os servidores que necessitam de treinamento em
determinadas áreas, bem como selecionar aqueles em
condições de receber promoções ou novas
responsabilidades.

17. A escolha de pessoas para participar de uma
equipe de trabalho é um processo desenvolvido na área de
gestão de pessoas, de forma independente das políticas de
treinamento e desenvolvimento da organização.

18. (Cespe / Prefeitura Municipal de Rio Branco 2007)
A estratégia de competição deve ser utilizada quando a
necessidade de se construir um relacionamento é mais
importante do que a obtenção de ganhos financeiros
imediatos.

19. (Cespe / Prefeitura Municipal de Rio Branco 2007)
Na negociação pela estratégia da cooperação, o
negociador deve buscar a maximização de seu lucro, sem
se importar com a manutenção de um canal de negociação
posterior.
GABARITO





É um conjunto de atividades relacionadas à
identificação, mensuração e gestão do desempenho das
pessoas na organização.

Características:
• Deve ser comunicada
• Foco no comportamento
• Progressivo
• Impessoal
• Corretivo em vez de punitivo

Quem deve avaliar o desempenho: a avaliação do
desempenho é um processo de redução da incerteza e, ao
mesmo tempo, de busca de consonância. A avaliação
reduz a incerteza do funcionário ao proporcionar retroação
a respeito do seu desempenho. Na realidade, a avaliação
do desempenho deve mostrar ao funcionário o que as
pessoas pensam a respeito do seu trabalho e da sua
contribuição à organização e ao cliente.

Auto-avaliação do desempenho: nas organizações
mais abertas e democráticas, é o próprio indivíduo o
responsável pelo seu desempenho e sua monitoração, com
a ajuda do seu superior. O superior fornece os parâmetros.

O gerente: na maior parte das organizações, cabe
ao gerente a responsabilidade de linha pelo desempenho
dos seus subordinados e pela sua constante avaliação e
comunicação dos resultados. O órgão de RH entra com a
função de staff de montar, acompanhar e controlar o
sistema, enquanto cada gerente mantém sua autoridade de
linha avaliando o trabalho dos subordinados por meio do
sistema.

A equipe de trabalho: nesta modalidade, é a
própria equipe de trabalho que avalia o desempenho de
cada um de seus membros e programa com cada um as
providências necessárias para sua melhoria

A avaliação do desempenho pode ter os seguintes
objetivos:
- adequação do individuo ao cargo;
- treinamento;
- promoção;
- incentivo salarial ao bom desempenho;
- melhoria das relações humanas;
- estimulo à maior produtividade, etc.

Vamos ver agora um resumo das principais técnicas
e métodos de avaliação de desempenho tradicionais, com
suas vantagens e desvantagens:

a) Relatórios: Constituem os procedimento mais
simples de avaliação de desempenho. Têm lugar quando
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
F V F V V V F F V V F F F F V
16 17 18 19

F F V F

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO



27 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
os chefes são solicitados a dar seu parecer sobre a
eficiência de cada empregado sob sua responsabilidade.

Vantagens: rapidez, favorecem a livre expressão e
deixam documentada a opinião emitida.

Desvantagens: são incompletos, favorecem o
subjetivismo, podem deixar dúvida quanto ao significado
dos termos empregados e dificultam a tabulação dos dados
obtidos.

b) Escalas gráficas: É um formulário de dupla
entrada, no qual as linhas representam os fatores que estão
sendo avaliados e as colunas o grau de avaliação. Os
fatores correspondem às características que se deseja
avaliar em cada funcionário e devem ser definidos de
maneira clara, sintética e objetiva. Os graus de variação
indicam
quão satisfatório é o desempenho do empregado em
relação a cada um dos fatores.

Vantagens: método simples, não exige treinamento
intenso dos avaliadores, fácil tabulação, apresenta mais
objetividade que os relatórios.

Desvantagens: Apenas classifica os funcionários em
bons, médios ou fracos, sem oferecer maiores
esclarecimentos acerca das necessidades de treinamento e
potencial de desenvolvimento.

c) Escolha forçada: Consiste em avaliar o
desempenho dos indivíduos mediante a escolha de frases
que descrevem seu desempenho individual. O avaliador
recebe formulários organizados em blocos de duas ou
quatro frases. Em cada bloco ele deverá forçosamente
escolher uma ou duas que melhor se aplicam ao
desempenho do funcionário.
Vantagens: é reconhecida como um método que
proporciona resultados bastante confiáveis, pois minimiza a
influência da subjetividade do avaliador.
Desvantagens: sua elaboração é muito complexa e
não proporciona maiores informações sobre os pontos
fortes do avaliado.

d) Distribuição forçada: consiste em colocar os
funcionários em determinada categoria e avaliá-los
segundo determinado padrão. Esse método é muito
limitado, pois é baseado na comparação e tem como
premissa que em um grupo sempre haverá funcionários
bons, ruins e médios. Como aplicar um método desse tipo
em uma ótima equipe sem cometer injustiças?

e) Pesquisa de campo: é desenvolvida com base
em entrevistas feitas por especialistas em gestão de
pessoas aos supervisores. A partir delas avalia-se o
desempenho dos subordinados e procura-se identificar as
causas do desempenho deficiente, bem como propor ações
corretivas.

Vantagens: é um método bastante abrangente, pois
conduz a avaliação a um entrosamento com treinamento,
planos de carreira e outros processos de gestão de
pessoas.

Desvantagem: custo elevado para manutenção dos
especialistas que realizam as entrevistas e lentidão do
procedimento.

f) Comparação binária: método em que cada
indivíduo do grupo é comparado com cada um dos outros
elementos do grupo em relação a diversos fatores de
desempenho.

Vantagem: aplicação simples.
Desvantagens: muito baseado em comparação,
esclarece pouco a respeito dos comportamentos que
caracterizam as diferenças individuais no trabalho.

g) Frases descritivas: apresenta semelhança com
o método da escolha forçada. Nele, o avaliador, de posse
de um formulário contendo certo número de frases, indica
as que não e as que correspondem ao desempenho de
seus subordinados. É tido como um método pouco preciso.

h) Auto-avaliação: é o método pelo qual o
empregado avalia seu próprio desempenho. Pode assumir
a forma de relatórios, escalas gráficas e até frases
descritivas. Só apresenta validade quando aplicado a
grupos com notório grau de maturidade profissional.

i) Incidentes críticos: consiste no destaque de
características ou comportamentos extremos (incidentes
críticos), que são desempenhos altamente positivos ou
negativos. O método não leva em conta o desempenho
normal, preocupa-se apenas com os excepcionais, sejam
eles bons ou ruins. Assim, os pontos fortes e fracos de
cada funcionários são levantados a partir de seus
incidentes críticos.

j) Avaliação 360º
Nos métodos de avaliação tradicionais o funcionário
é avaliado apenas pelo seu chefe imediato. Quando muito,
ocorre também uma auto-avaliação. Já a avaliação 360
graus inclui, além da autoavaliação, a avaliação dos pares,
subordinados e superiores. O
funcionário costuma ser avaliado também por
pessoas externas à organização, como os clientes,
fornecedores e parceiros.

l) Avaliação participativa por objetivos (APPO).
Esse método de avaliação participa ativamente o
funcionário e o seu gerente. Esses métodos seguem seis
etapas:
 Formulação de objetivos consensuais:
o desempenho deverá estar focalizado no alcance desses
objetivos e sua avaliação dependerá diretamente disso.

 Comprometimento pessoal quanto ao
alcance dos objetivos conjuntamente formulados:
aceitação plena dos objetivos – se celebra uma espécie de
contrato formal ou psicológico – situação sino qua non.

 Negociação com o gerente sobre a
alocação dos recursos e meios necessários para o
alcance dos objetivos: é uma forma de custo para
alcançar os objetivos.

 Desempenho: o desempenho constitui a
estratégia pessoal escolhida pelo indivíduo para alcançar
os objetivos pretendidos.

 Constante monitoração dos resultados
e comparação com os objetivos formulados: sempre
que possível, o próprio avaliado deverá fazer sua auto-
avaliação, isto é, saber monitorar os resultados e compará-
los com os objetivos traçados.

 Retroação intensiva e contínua
avaliação conjunta: muita informação de retroação e,



Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO 28
sobretudo, suporte de comunicação para reduzir a
dissonância e incrementar a consistência.

Erros da avaliação de pessoas

A avaliação de desempenho sempre será um
processo subjetivo para o avaliador. Não é fácil se
desprover de todas as simpatias ou antipatias para avaliar
corretamente uma pessoa. Porém, tomar consciência dos
problemas mais comuns pode reduzir os erros e tornar o
processo mais justo e transparente.
1. Efeito de Halo/Horn
É a tendência em estender uma avaliação positiva
(efeito de Halo) ou negativa (efeito de Horn) de uma pessoa
para todos os itens da avaliação, sem fazer uma análise
adequada de cada um dos fatores separadamente. Se ele é
bom em algo, automaticamente torna-se bom em tudo. Ou
o contrário. È permitir que a avaliação seja influenciada
pela antipatia ou simpatia por alguém.
2. Tendência Central
Por medo ou insegurança, o avaliador deixa de
atribuir notas muito baixas para não prejudicar o avaliado;
ou muito altas, para não ter que justificá-las no futuro.
3. Efeito de recenticidade
Costuma-se destacar na memória do avaliador
apenas os fatos mais recentes. Dificilmente consegue-se
lembrar de tudo que aconteceu num período de um ou dois
anos. Nesse caso, seria importante adotar a prática de
realizar anotações frequentes.
4. Erro constante (Complacência / Rigor
excessivo)
Por vezes, cada avaliador adota o seu próprio
padrão de desempenho. Isso faz com que alguns pareçam
muitos complacentes, enquanto outros seriam rigorosos
demais. Definir conjuntamente um padrão de desempenho
é essencial para reduzir essas características pessoais.
5. Erro de "primeira impressão"
Sabe aquela estória de que "a primeira impressão é
a que fica"? Isso também acontece na avaliação de
desempenho. Nesse caso, o avaliador tem que tentar se
concentrar no período atual, e não em avaliações
passadas. As pessoas mudam e merecem obter o crédito
por seu desenvolvimento profissional.
6. Erro de semelhança (auto-identificação)
O avaliador costuma ser mais favorável àqueles que
se parecem consigo mesmo, seja pelas características
profissionais, pelos interesses pessoais, pela formação na
mesma faculdade ou por pertencer ao mesmo grupo social.
7. Erro de fadiga / rotina
Depois de preencher o 152º. questionário, ninguém
consegue mais distinguir as diferenças entre as pessoas.
Não se deve preencher uma avaliação atrás da outra.
8. Incompreensão do significado dos fatores de
avaliação
Se os fatores de avaliação não estiverem
claramente definidos, poderá ocorrer erros de interpretação
e ocasionar distorções nos resultados. Para alguns, ser
pontual é estar no posto de trabalho exatamente no horário
determinado. Para outros, cinco minutos de atraso não
seria motivo de uma avaliação negativa. Distinguir o que é
"atraso", por exemplo, seria um processo essencial para
tornar tal item bem definido para todos

PROCESSO DE RECOMPENSAR PESSOAS

A administração de salários é o conjunto de normas
e procedimentos que visam a estabelecer e/ou manter uma
estrutura de salários eqüitativa e justa na organização. Se
estabelece o salário em função do cargo, buscando
regularizar e reduzir a subjetividade das chefias na
administração salarial.

A empresa efetuará sua política salarial
buscando manter o equilíbrio:
• Interno: em relação aos demais cargos dentro da
própria organização. É alcançado através da avaliação e
classificação de cargos (assentadas sobre um prévio
programa de descrição e análise de cargos);
• Externo: em relação aos mesmos cargos em
outras empresas do mercado. É alcançado através da
pesquisa salarial.

Trabalho e salário

• O salário representa para as pessoas uma
transação das mais complicadas, pois quando uma pessoa
aceita um cargo ela está se comprometendo a uma rotina
diária, a um padrão de atividades e a uma ampla faixa de
relações interpessoais dentro de uma organização, para
tanto, recebendo salário.

O salário é a fonte de renda que define o padrão de
vida de cada pessoa, em função do seu poder aquisitivo.

Convém lembrar que, para o empregado, o trabalho
é muitas vezes considerado um meio para atingir um
objetivo intermediário, que é o salário. Com o salário,
muitos objetivos finais podem ser alcançados pelo
indivíduo.
• Para as organizações o salário representa a um só
tempo, um custo e um investimento. Custo porque o salário
se reflete no custo do produto ou do serviço final.
Investimento, porque representa aplicações de dinheiro em
um fator de produção – o trabalho – como uma tentativa de
conseguir um retorno maior a curto ou a médio prazo.

Além disso, há que se ressaltar que, em uma
organização, cada função ou cada cargo tem o seu valor.

• Salário: é o valor efetivamente pago ao funcionário
pelo seu trabalho desenvolvido dentro da organização;

• Remuneração: é quanto o cargo vale de acordo
como processo de avaliação do mesmo;

• Salário Direto: é a quantia em dinheiro recebida
pelo funcionário ao final de cada mês;



29 Bloco 1 - PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E LEGISLAÇÃO
• Salário Indireto: são benefícios concedidos aos
funcionários pela empresa, que acrescentam valores ao
salário tais como: plano de saúde, pagamento integral ou
parcial de curso superior, pagamento de cursos de idiomas,
fornecimento de tickets restaurantes, tickets alimentação,
pagamento integral ou parcial de escola para os filhos doS
funcionários, etc;

• Salário Nominal: é o salário bruto sem os devidos
descontos:
- Representa o volume de dinheiro fixado em
contrato individual pelo cargo ocupado;
- Quando se tem uma economia inflacionaria, este
salário, quando não é atualizado periodicamente, sofre
erosão.

• Salário Real: é o valor recebido pelo funcionário,
após os devidos descontos.

Política salarial
É o conjunto (dinâmico) de princípios e diretrizes da
empresa em relação à remuneração dos empregados,
levando em conta benefícios sociais, estímulos e incentivos
ao desempenho, oportunidades de crescimento, garantia de
emprego, etc,.

E tem como objetivo principal regularizar e reduzir a
subjetividade das chefias na administração salarial. Além
de:

1) Remunerar cada empregado com o valor do
cargo que ocupa;
2) Recompensá-lo adequadamente pelo seu
desempenho e dedicação;
3) Atrair e reter os melhores candidatos para os
cargos;
4) Ampliar a flexibilidade da organização, dando-lhe
mobilidade de pessoal e racionalizando o desenvolvimento
e o plano de carreira;
5) Obter dos seus empregados a aceitação dos
sistemas de remuneração adotados;
6) Manter equilíbrio entre os interesses financeiros
da organização e a sua política de relações com os
empregados;
7) Facilitar o processamento da folha de pagamento.

Elaboração de plano de cargos e salários

O processo de descrição de cargos é uma
oportunidade para que todos na empresa, Diretores,
Gerentes e todas as pessoas envolvidas nessa tarefa
possam repensar a organização e redefinir as
responsabilidades de cada cargo, com o objetivo de facilitar
e melhorar o desempenho da pessoa que está no cargo ou
que venha a ocupá-lo.

Todas as empresas desejam uma estrutura de
cargos enxuta. O segredo de uma estrutura enxuta está em
uma combinação da definição das atribuições dos cargos
de cada área com a alocação da pessoa certa para cada
cargo.

A avaliação de cargos é uma técnica de "medição"
da importância relativa de cada cargo. O resultado dessa
medição será utilizado para definir o salário ou a faixa
salarial para cada cargo na empresa.

Durante o processo de avaliação de cargos, os
tomadores de decisão da empresa têm a oportunidade de
discutir e rever as responsabilidades de cada cargo. É
comum Diretores de determinada área ter uma ideia
diferente das atividades que um gerente de outra área
deveria fazer.

No processo de avaliação de cargos são analisadas
oportunidades para melhorar o desenho dos cargos e
uniformizar o entendimento de Diretores, Gerentes e
Supervisores em relação à estrutura de cargos de todas as
áreas da empresa.

Outro benefício importante desse processo é que
todos têm uma visão clara da natureza das tarefas de cada
cargo. Essa percepção será valiosa quando se for definir o
perfil do cargo para propósitos como recrutamento e
seleção, promoção, treinamento etc.

O sistema de avaliação de cargos não decide sobre
os salários das pessoas da sua empresa. Quem decide é
você ou as pessoas que têm a responsabilidade por gestão
na empresa. O sistema não toma decisões, apenas facilita,
orienta e fundamenta a tomada de decisões.

O sistema de avaliação de cargos não revoga a lei
da oferta e da procura no mercado de salários. Exatamente
ao contrário, a avaliação de cargos existe para que se
possa conhecer que salário o mercado paga para
determinado cargo, considerando o nível de competência e
desempenho da pessoa que está no cargo na empresa.

As faixas salariais resultantes do processo de avalia-
ção de cargos não são uma camisa de força. São apenas
um "guia" para movimentar os salários das pessoas, com
muita f