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História Da Arte

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História da Arte: O pintor suíço Paul Klee, disse uma vez que “a arte não limita o visível: cria

o visível” . Sua frase sintetiza uma das principais discussões da história da arte, aquela que opõe de um lado os adeptos da imitação e de outro os da invenção. Mais sistemático, o pintor russo Vassili Kandinski definiu três elementos constitutivos de toda obra de arte: o elemento da personalidade, próprio do artista; o elemento do estilo, próprio da época e do ambiente cultural; e o elemento do puro e eternamente artístico, próprio da arte, fora de toda limitação espacial ou temporal. Conceito: De um ponto de vista genérico e com base em qualquer dos teóricos modernos, a arte é pois todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com intenção estética , isto é, com fim de alcançar resultados belos. Se bem que o ideal de beleza seja de caráter subjetivo e varie com os tempos e costumes, todo artista (seja ele pintor, escultor, arquiteto. Ou músico, escritor, dramaturgo, cineasta) certamente investe mais na possível beleza de sua obra do que na verdade, na elevação ou utilidade que possa ter. Nas artes visuais contemporaneamente chamadas artes plásticas, esse tipo geral esteve sempre presente, assim como os outros que eventualmente se lhe acrescentam, isto é, a originalidade, o aspecto critico e muitas outras características. Classificação da arte: Artes espaciais, todas as artes plásticas, distinguindo as bidimensionais como desenho e a pintura, e as tridimensionais, como a escultura e arquitetura. O sentido mais importante para sua apreciação estética é a visão, motivo por que também foram chamadas de “artes visuais”. Artes temporais, todas as artes que implicam um processo no tempo. Costumam distinguir-se as artes sonoras, como a música instrumental (que além disso, é intermitente, isto é, só existe como tal quando é executada) e as artes verbais, que compreenderiam gêneros literários como a poesia e o romance. Artes mistas, as disciplinas artísticas em que intervêm, combinados, elementos pertencentes aos dois grupos anteriores. O teatro por exemplo, ainda que seja um gênero literário, inclui a representação espacial; a dança é ao mesmo tempo espacial ou
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temporal; e a ópera compreende, além disso, componentes literários, assim como o cinema. Ao longo dos tempos, e à medida que se sucedem às gerações, a arte experimenta mudanças em sua maneira de ser e cabe à história da arte avaliar a importância dessas modificações. Mas a história deve ser, mais do que uma enumeração interminável de fatos, um ordenamento destes (com suas conseqüências). De que toda prioridade seja dada aos realmente mais importantes. Também o historiador da arte deve ordenar por classes os fatos de que dispõe, segundo um critério de qualidade. Quem faz arte? O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha . Outros objetivos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas. Por que o mundo necessita de arte? Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte que pode ser ... feita para decorar o mundo ... para espelhar o nosso mundo (naturalista) ... para ajudar no dia a dia (utilitária)... para explicar e descrever a história... para ser usada na cura de doenças... para ajudar a explorar o mundo. Como entendemos a arte? O que vemos quando admiramos uma arte depende da nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar. O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte? Estilo é como o trabalho se mostra, depois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único. Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o que, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos historiadores, costumam
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classificá-las por categorias e rotulá-las. É um procedimento comum na arte ocidental. Ex.: Renascimento, impressionismo, cubismo, surrealismo e etc. Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte? Podemos verificar que tipo de arte foi feito, quando, onde e como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo tiveram. Como as idéias se espalham pelo mundo? Exploradores, comerciantes, vendedores e artistas costumam apresentar às pessoas idéias de outras culturas. Os progressos na tecnologia também difundiram técnicas e teorias. Elas se espalham através da arqueologia, quando se descobrem objetos de outras civilizações; pela fotografia, a arte passou a ser reproduzida e, nos anos 1890, muitas das revistas internacionais de arte já tinham fotos; pelo rádio e televisão, o rádio foi inventado em 1895 e a televisão em 1926, permitindo que as idéias fossem transmitidas por todo o mundo rapidamente, e os estilos de arte podem ser observados, as teorias debatidas e as técnicas compartilhadas; pela imprensa, que foi inventada por Johann Guttenberg por volta de 1450, assim os livros e a arte podiam ser impressos. Os historiadores da arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas. ARTE PRÉ-HISTÓRICA: Um dos períodos mais fascinantes da historia humana é a préhistória. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente à época anterior a escrita. Tudo que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem. Divide-se em: Paleolítico Superior: a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por
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caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o pintor caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se Vênus de Willendorf, instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra; machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha; e desenvolvimento da pintura e da escultura. Paleolítico Inferior: aproximadamente 5.000 a 25.000 AC; primeiros homindios; caça e coleta; controle do fogo; instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados. Neolítico: a fixação do homem da Idade da Pedra polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da produção e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do trabalho. Assim o homem do neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do atrito e deu inicio ao trabalho com metais. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O homem que se tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização.Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras, mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os próprios temas da arte mudaram; começaram as representações da vida coletiva. Além de desenhos e pinturas, o artista Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também esculturas de metal. Desse período temos as construções denominadas dolmens (consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como – se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada
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horizontalmente sobre elas). E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo no sentido vertical. O Santuário de Stonehenge, no Sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a história registra. Ele representa um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o sol no dia do solstício de verão, indicio de que se destinava às praticas rituais de um culto solar. Lembrando que pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa. Instrumentos de pedra polida, enxada e tear; inicio do cultivo dos campos; artesanato; cerâmica e tecidos; construção de pedra; e primeiros arquitetos do mundo. Idade dos metais: aparecimento da metalurgia; aparecimento das cidades; invenção da roda; invenção da escrita; e arado de bois. As cavernas: antes de pintar as paredes da caverna, o homem fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”. Existem várias cavernas no mundo que demonstram a pintura rupestre, algumas delas são: Caverna de Altamira: Espanha, quase uma centena de desenhos feitos há 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade porém só foi reconhecida em 1902. Caverna de Lascaux: França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A cor preta por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês. Caverna de Chauvet: França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberto em 1994. Gruta de Rodésia: África, com mais de 40.000 anos.

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MESOPOTÂMIA: Sua arte era designada em grego, menos conhecida que a arte egípcia, não existiam pedreiras no vale e os edifícios eram construídos de tijolos cozidos que se designavam com o tempo. Esses povos não acreditavam que o corpo humano e sua representação deviam ser preservados para que a alma sobrevivesse. Quando os Sumérios governou a cidade de Ur, os reis eram sepultados com toda sua casa, inclusive escravos. No fragmento de uma harpa (2600 aC), em madeira decorada com animais, simetricamente dispostos com precisão como era costume deste povo. Os reis costumavam encomendar monumentos para celebrar vitórias nas guerras. Monumento do rei Naransin, (2270 aC). Exercito Assírio, sitiando uma fortaleza (883 – 859 aC). ARTE EGIPCIA: Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A religião invadiu toda a vida Egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. O faraó era considerado ser divino que dominava o povo e que ao partir desse mundo, voltava para junto dos Deuses dos quais viera. As pirâmides, erguendo-se em direção ao céu, iriam ajudá-los. Acredita-se também que uma cópia fiel da cabeça do rei fosse preservada para ele viver para sempre, as esculturas eram colocadas na tumba, onde ninguém as via. A múmia do rei ficava no centro da pirâmide. Arquitetura: As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do Antigo império: Quéops, Quéfren e Miqueninos. Junto a essas três
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pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deulhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. As características gerais da arquitetura egípcia são: -Solidez e durabilidade; -Sentimento de eternidade; -Aspecto misterioso e impenetrável. As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao Deus Amon. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. Divididos em três categorias: Pirâmide: túmulos reais, destinados ao faraó; Mastaba: túmulo para a nobreza; e Hipogeu: túmulo destinado a gente do povo. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididos conforme seu capitel: Palmiforme: flores de palmeiras; Papiriforme: flores de papiro; e Lotiforme: flor de lótus. Para seu conhecimento: Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda do templo para afastar os maus espíritos. Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.

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Escultura: Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando as figuras representadas uma impressão de força e de majestade. Os Uciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltada de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições. Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobria colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo. Pintura: A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. Suas características gerais são: - ausência de três dimensões; - ignorância da profundidade; - colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; - Lei do frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do re, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. Importavam-se com a plenitude e não com a beleza, desenhavam de memória destacando tudo claramente, mais próximo da cartografia do que do pintor. “O Jardim de Nebamun, 1400 aC”: Desenhavam o tanque como se fosse visto de cima e as árvores de lado, peixes e aves de perfil com veracidade (zoólogos reconhecem espécies). Hórus, Deus do céu, representado como um falcão ou cabeça de falcão. Anúbis, Deus dos ritos funerais, como um chacal, ou cabeça de chacal.
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Deus mensageiro, com a cabeça de Íbis, anota o resultado. O Rei Amenófis IV, rompeu com vários costumes. Não desejava homenagear vários Deuses, para ele só havia um Deus supremo, Atom de quem era devoto e o representava pelo disco do sol, enviando seus raios, cada um dotado com uma mão. Intitulou-se como Akhnaton, e instalou sua corte longe dos sacerdotes dos outros Deuses, numa localidade que hoje se chama Tell-el-Amama. Nas imagens que aparece com sua esposa Nefertite e seus filhos, homens e mulheres estão do mesmo tamanho. Seus retratos o mostram como um homem feio. Seu sucessor foi Tutankhamon, que restaurou as velhas crenças, seu túmulo repleto de tesouros foi descoberto em 1922, algumas das obras ainda tem o estilo da região de Atom. Em Creta, habitavam um dos povos mais talentosos, que representavam com movimentos rápidos e ágeis. Quando o palácio do rei foi escavado em Cnosso, no fim do século XIX, era inacreditável que um estilo livre e gracioso pudesse ser desenvolvido no 2º milênio. Também na parte continental da Grécia, encontrou-se obra assim. Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos: considerados a escrita sagrada; Hierática: uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e Demótica: a escrita popular. O livro dos mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários, era posto no sarcófago do faraó morto, ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas. Para seu conhecimento: Hieróglifos: foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. Mumificação: a) eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo.
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Tolh,

b)

Nas cavidades do corpo eram colocados resinas aromáticas e perfumes. c) As incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com nitrato de Potássio. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização. Quando a grande barragem de Assua foi concluída, em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela unesco com recursos de vários países, um total de 40 milhões de dólares, removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estatuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós. Queóps, é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante 20 anos. ARTE GREGA: Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações. Na sua constante busca de perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal. Eles têm como características: o realismo; amor pela beleza; interesse pelo homem, essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”; e a democracia. Arquitetura: as edificações que despertaram maior interesse são os templos. A característica mais evidente dos templos gregos, é a simetria
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entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. As colunas sustentavam um entablamento eram construídos segundo os modelos das ordens dórica, jônica e corintia. Principal arquiteto Ictino. Ordem Dórica: era simples e maciça. O fuste da coluna era monolítico e grosso. O capitel era uma almofada de pedra. Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas, a ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idéia de solidez e imponência. Ordem Jônica: representava a graça e o feminino. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. A ordem Dórica traduz a forma do homem e a ordem Jônica traduz a forma da mulher. Ordem Corintia: o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas, muito usado no lugar do capitel jônico, de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. Sugere luxo e ostentação. Os principais monumentos da arquitetura grega: Templos: dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas.Na Acrópole, também, se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Caria. b) Teatros: que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores. Um exemplo típico é o teatro de Epidauro, construído no século IV a.C., ao ar livre, composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava acomodar cerca de 14000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita. c) Ginásios: edifícios destinados a cultura física. d) Praça: Agora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos, entre eles; filosofia.
a)

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Pintura: A pintura grega, encontra-se na arte cerâmica. Os vasos gregos, são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação, encontramos vestígios da pintura Egípcia (rosto de perfil, ombros de frente, mas os corpos com diferenças), pesquisavam para pintar, havia movimento. Os pintores fizeram a maior descoberta, o “escorço”, 500 aC (pintar um pé, como é visto de frente). Além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos. Por isso, a sua forma correspondia à função para que eram destinados: Ânfora: vasilha em forma de coração, com o gargalo largo, ornado com duas asas; Hidra: (derivado de Ydor, água) tinha três asas, uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar; Cratera: tinha a boca muito larga, com o corpo em forma de um sino invertido, servia para misturar água com vinho (os gregos nunca bebiam vinho puro), etc. Escultores e pintores, eram de classes inferiores, trabalhavam para sobreviver. Murais e mosaicos, descobertos em Pompéia mostravam a natureza, animais e paisagens. Segundo Sócrates, os artistas, deviam representar a “atitude da alma”, observando como “os sentimentos afetam o corpo em ação”. As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. A pintura grega se divide em três grupos: 1) figuras negras sobre o fundo vermelho 2) figuras vermelhas sobre o fundo negro 3) figuras vermelhas sobre o fundo branco Escultura: A estatuaria grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. Na escultura, o antropomorfismo (esculturas de formas humanas), foi insuperável. As estatua adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o movimento. No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir, em mármores, grandes figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas simétricas, em rigorosa posição frontal, com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. Esse tipo de estatua é chamado Kouros (palavra grega:
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homem jovem). No período clássico passou-se a procurar movimento nas estatuas, para isto, se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar. Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. Período Helenístico pode observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados. Os principais mestres da escultura clássica grega são: -Praxíteles, celebrado pela graça das suas esculturas, pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino), foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino. -Policleto, autor de Doríforo, condutor da lança, criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça. -Fidias, talvez o mais famoso de todos, autor de Zeus Olímpico, sua obra- prima, e Atenéia. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do Templo Partenon; as esculturas dos frontões, métopas e frisos. -Lisipo, representava os homens “tal como se vêem” e “não como são” (verdadeiros retratos). Foi ele que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes e cabeças. -Miron, autor do Discóbolo (homem arremessando o disco).
a)

b)

c) d)

Para seu conhecimento: Mitologia: Zeus, senhor dos céus; Atenéia, deusa da guerra; Afrodite, deusa do amor; Apolo, deus das artes e da beleza. Poissedon, deus das águas; entre outros. Olimpíadas: se realizavam em Olímpia, , a cada 4 anos, em honra a Zeus. Os primeiros jogos começaram em 776 a.C. As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo. Teatro: Foi criadas a comédia e a tragédia. Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles. Música: Significa a arte das musas, entre os gregos a lira era o instrumento nacional.

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ARTE ROMANA: A arte romana, sofreu duas fortes influencias: a da arte etrusca popular e voltada para a expressão da realidade vivida, e a da grecohelenistica, orientada para a expressão de um ideal de beleza. Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. Arquitetura: As características gerais da arquitetura romana são: - busca do útil imediato, senso de realismo; - grandeza material, realçando a idéia de força; - energia e sentimento; - predomínio do caráter sobre a beleza; - originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas. As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções: 1) Religião: Templos Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos são o templo de Jupter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do imperador Adriano, foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. 2) Comércio e civismo: Basílica A principio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em varias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia , iniciada no governo de Julio César, foi concluída no império de Otavio Augusto. 3) Higiene: Termas Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caracala, que além de casa de banho, eram centros de reuniões sociais e esportes. 4) Divertimentos:

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a) Circo: extremamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos praticados temos: Jogos circenses – corridas de carros; Ginásios – incluídos neles o pugilato; Jogos de tróia – aquele em que havia torneios a cavalo; Jogos de escravos – executados por cavaleiros concluídos por escravos; Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.C. Dos circos romanos, o mais célebre é o “Circus Maximus”. b) Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis. c) Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro, significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem corintia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das escadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar 40.000 pessoas sentadas e mais de 5.000 em pé. 5)
a)

Monumentos decorativos:

Arco de Triunfo: pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o arco de Tito, todo em mármore, construído no Fórum Romano para comemorar a tomada de Jerusalém. b) Coluna Triunfal: a mais famosa é a coluna de Trajano, com seu característico friso em espiral que possui a narrativa histórica dos feitos do imperador em baixo-relevo no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitória de Trajano sobre os dácios e os partos. 6) Moradia: Casas, construídas ao redor de um pátio chamado Átrio.

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Pintura: O Mosaico foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em gera. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém das cidades de Pompéia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos. Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore. b) Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural. c) Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. d) Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral. Escultura: Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuaria romana teve seu maior êxito nos retratos. Com a invasão dos Bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V, precisamente no ano de 476, perde o domínio do seu território do Ocidente para os invasores germânicos.
a)

Mosaico: Partidários de um profundo respeito pelo ambiente arquitetônico, adotando soluções de clara matriz decorativa, os masaístas chegaram a resultados onde existe uma certa parte de estudo direto da natureza. As cores vivas e a possibilidade de colocação sobre qualquer superfície e a duração dos materiais levaram a que os mosaicos viessem a prevalecer sobre a pintura. Nos séculos seguintes, tornar-se-ão essenciais para medir a ampliação das primeiras igrejas cristãs.

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ARTE PALEOCRISTÃ: Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam seu estilo por toda Europa e parte da Ásia, os cristãos (aqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus Cristo) começaram a criar uma arte simples e simbólica executada por pessoas que eram grandes artistas. Surge a arte cristã primitiva. Os romanos testemunharam o nascimento de Jesus Cristo, o qual marcou uma nova era e uma nova filosofia. Com o surgimento de um “novo reino” espiritual, o poder romano viu-se extremamente abalado e teve inicio um período de perseguição não só a Jesus, mas também a todos aqueles que aceitavam sua condição de profeta e acreditaram nos seus princípios. Esta perseguição marcou a primeira fase da arte paleocristã: a fase catacumbária, que recebe este nome devido as catacumbas, cemitérios subterrâneos em Roma, onde os primeiros cristãos secretamente celebravam seus cultos. Nesses locais, a pintura é simbólica. Para entender melhor a simbologia: Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um círculo ou por um peixe, pois a palavra peixe, em grego ichtus, forma as iniciais da frase: “Jesus Cristo de Deus Filho Salvador”. Outra forma de simbolizá-lo é o desenho do pastor com ovelhas “Jesus Cristo é o Bom Pastor” e também, o cordeiro “Jesus Cristo é o cordeiro de Deus”. Passagens da Bíblia também eram ali simbolizadas, por exemplo: Arca de Noé; Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões. Ainda hoje podemos visitar as catacumbas de Santa Priscila e Santa Domitila, nos arredores de Roma. Os cristãos foram perseguidos por três séculos, até que em 313 d.C. o imperador Constantino legaliza o cristianismo, dando inicio a 2º fase da arte paleocristã: a fase basilical. Tanto os gregos como os romanos, adotavam um modelo de edifício denominado “Basílica” (origem do nome: Basileu = Juiz), lugar civil destinado ao comércio e assuntos judiciais. Eram edifícios com grandes dimensões: um plano retangular de 4 a 5 mil metros quadrados com três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada principal. Com o fim da perseguição aos cristãos, os romanos cederam algumas basílicas para eles usarem como local para as suas celebrações. O mosaico, muito utilizado pelos gregos e romanos, foi o material escolhido para o revestimento interno das basílicas, utilizando imagens
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do Antigo e do Novo Testamento. Esse tratamento artístico também foi dado aos mausoléus e os sarcófagos feitos para os fiéis mais ricos eram decorados co relevos usando imagens de passagens bíblicas. Na cidade de Ravena pode-se apreciar o Mausoléu de Gala Plácida e a igreja de Santo Apolinário, o novo e a de São Vital com riquíssimos mosaicos. Em 395 d.C., o imperador Teodósio dividiu i Império Romano entre seus dois filhos: Honório e Arcádio. Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, tendo Roma como sua capital, e Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente, com a capital Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul). O Império Romano do Ocidente sofreu várias invasões, principalmente de povos bárbaros, até que, em 476 d.C., foi completamente dominado (esta data, 476 d.C., marca o fim da Idade Antiga e o inicio da Idade Média). Já o Império Romano do Oriente (onde se desenvolveu a arte bizantina), apesar das dificuldades financeiras, dos ataques bárbaros e das pestes, conseguiu-se manter até 1453, quando a sua capital Constantinopla foi totalmente dominada pelos muçulmanos (esta data, 1453, marca o fim da Idade Média e o inicio da Idade Moderna). ARTE BIZANTINA: O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era. Por volta do século IV, começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio, cidade grega, depois batizada por Constantinopla. A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma; facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã – Arte Bizantina. Graças a sua localização (Constantinopla) a arte bizantina sofreu influencias de Roma, Grécia e do Oriente. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo, rico tanto na técnica como na cor. A arte bizantina está dirigida pela religião; ao clero cabia, além das suas funções, organizar também as artes, tornando os artistas meros executores. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais; era o representante de Deus, tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a

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cabeça, e, não raro encontrar um mosaico onde esteja juntamente com a esposa, ladeando a Virgem Maria e o Menino Jesus. O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas, mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é demasiadamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro. A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina, elas eram planejadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada imensas cúpulas, criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados. A igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria), na hoje Stambul, foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina, projetada pelos arquitetos de Tralles e Isidoro de Mileto, ela possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada, sugerindo por associação à abóbada celeste, sentimentos de universidade e poder absoluto. Apresenta pinturas na paredes, colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido. Toda essa atração por decoração aliada a prevenção que os cristãos tinham contra a estatuária que lembrava de imediato o paganismo romano, afasta o gosto pela forma e conseqüentemente a escultura não teve tanto destaque neste período. O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados à decoração. A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI, durante o reinado do imperador Justiniano. Porém -, logo se sucedeu um período de crise chamado de Iconoclastia. Constituía na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito entre os imperadores e clero. A arte bizantina não se extinguiu em 1453, pois, durante a segunda metade do século XV e boa parte do século XVI, a arte daquelas regiões onde ainda florescia a ortodoxia grega permaneceu dentro da arte bizantina. E essa arte extravasou em muito os limites territoriais do império, penetrando, por exemplo, nos paises eslavos. Um pouco mais de Santa Sofia: “A verdadeira beleza de Santa Sofia, a maior igreja de Constantinopla, capital do Império Bizantino,
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encontra-se no seu vasto interior. Um olhar mais atento permite ao visitante ver o trabalho requintado dos artífices bizantinos no colorido resplandecente dos mosaicos agora restaurados; no mármore profundamente talhado dos capitéis das colunas das naves laterais, folhas de acantos envolvem o monograma de Justiniano e de sua mulher Teodora. No alto, sobre um solo de mármore, bordada em filigrama de sombras dos candelabros suspensos, resplandece a grande cúpula. Embora a igreja tenha perdido a maior parte da decoração original de ouro e prata, mosaicos e afrescos, há uma beleza natural na sua magnificência espacial e nos jogos de sombra e luz, um claro-escuro admirável quando os raios de sol penetram e iluminam o seu interior “. ARTE BARBARA: Depois da queda do império romano, mongóis, vândalos, alamos, francos, germânicos e suecos, entre outros povos conhecidos genericamente como bárbaros, avançaram definitivamente sobre a Europa. Estava em curso o século V. Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião (cristianismo) dos povos conquistados, ao mesmo tempo em que lhes transmitia seus próprios traços culturais, o que deu origem a uma arte completamente diferente, que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Assim, não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas quanto de jóias, e nas técnicas de decoração correspondentes, como a tauxia ou damasquinagem e esmaltação, a entalhadura e filigrana. Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta, que desde o século V a.C. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. Em suas crônicas, os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. Uma vez dominados, uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. Somente quando o império começou a ruir foi que conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer

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numerosos reinos, dos quais se originaram, em parte, as nacionalidades européias. A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros, a meio caminho entre a religiosidade, agora em parte aceita, dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. Mais tarde sofreria também açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte, em perpetua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. Por seu lado, a igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiram vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa. Escultura: A escultura em pedra foi destinada a decoração de igrejas e batistérios, na forma de relevos planos, capitéis e sarcófagos, seguindo o estilo do império romano. A entalhadura do marfim não foi menos importante. Confirmou-se com a tradição dos dípticos consulares de Bizâncio, cujas formas foram adotadas na confecção de capas de livros evangélicos e Bíblias. Sabe-se que as oficina dos artesãos que trabalhavam com marfim eram numerosas tanto nas Gálias quanto na península itálica, devido à ghrande demanda de exemplares. A experiência de celtas e escitas como ourives inegavelmenteestava ligada à sua experiência como entalhadores. As pedras com entalhes de runas e ídolos nórdicos entre os vikings, saxões e os próprios celtas mostram sua passagem pelos deferentes assentamentos e lugares conquistados. Na península ibérica, a fusão de culturas, como entre fenícios, celtas, visigodos e ibéricos, além de gregos e romanos, deixou importantes amostras de escultura, como os Touros de Guisando ou a Dama de Elche. ARTE ROMÂNICA: Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, tem inicio o período histórico conhecido, por Idade Média. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã, trazendo modificações no comportamento humano, com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo, e a medida de

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todas as coisas. A igreja como representante de Deus na terra, tinha poderes ilimitados. Arquitetura: No final dos séculos XI e XII, na Europa, surge a arte românica cuja estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos. As características mais significativas da arquitetura românica são: -Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas. -Pilares maciços, que sustentavam, e das paredes espessas. -Aberturas raras e estreitas usadas como janelas. -Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada. -Arcos que são formados por 180 graus. A primeira coisa que chama atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical. A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade. A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1174. Trata-se de torre de Pisa que se inclinou porque, com o passar do tempo, o terreno cedeu. Na Itália, diferente do resto da Europa, não apresenta formas pesadas, duras e primitivas. Pintura e escultura: Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores aos fiéis. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura. A pintura românica desenvolveu-se nas grandes decorações murais, através da técnica do afresco, que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida. Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa. As características essenciais da pintura românica foram à deformação e o colorismo. A deformação, na verdade, traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. A figura de Cristo, por exemplo, é sempre maior do que as outras que o cercam.
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O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois não havia a menor intenção de imitar a natureza. Na porta, a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. Imitação de formas rudes, curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais. Mosaico: A técnica da decoração com mosaico, isto é, pequeninas pedras, de vários formatos e cores, que colocadas lado a lado vão formando o desenho, conheceu seu auge na época do românico. Usado desde a Antiguidade, é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado, para representar o próprio céu. ARTE GÓTICA: Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, tem inicio o período histórico conhecido, por Idade Média. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã, trazendo modificações no comportamento humano, com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo, e a medida de todas as coisas. A igreja como representante de Deus na terra, tinha poderes ilimitados. No século XII entre os anos 1150 e 1500, tem início uma economia fundamentada no comércio. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade e apareça a burguesia urbana. No começo do século XII, a arquitetura predominante ainda é a românica, mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios. Arquitetura: A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. Enquanto, de modo geral, a igreja românica apresenta um único portal, a igreja gótica têm três portais que dão acesso a três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais. A arquitetura expressa a grandiosidade, a crença na existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se volta para o alto,
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projetando-se na direção do céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV. Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja. As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres. Escultura: As esculturas são ligadas à arquitetura e se alongam para o alto, demonstrando verticalidade, alongamento exagerado das formas, e as feições são caracterizadas de formas a que o fiel possa reconhecer facilmente a personagem representada, exercendo a função de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja. Iluminura: È a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada, ou então é um privilégio da quase mítica China). O desenvolvimento de tal gênero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica, os manuscritos também eram encomendados por particulares, aristocratas e burgueses, É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis. Durante o século XII e até o século XV, a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. Ao realizar essa tarefa, deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto. Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava, pois se destinava aos poucos possuidores das obras copiadas, a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena, que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores.

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Pintura: Desenvolveu-se nos séculos XII, XIV e no inicio do século XV, quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Sua principal particularidade foi a procura do realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste. Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento (Duocento): Giotto: a característica principal de seu trabalho foi a identificação da figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum. E esses santos com ar de homem comum eram o ser mais importante das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento. Obras destacadas: Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis (Itália) e Retiro de São Joaquim entre os pastores. Jan Van Eyck: procurava registrar nas suas pinturas os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época. Nota-se em suas pinturas um cuidado com perspectiva, procurando mostrar os detalhes e as paisagens. Obras destacadas: O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin. RENASCIMENTO: O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem

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(humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. Características gerais: Racionalidade Dignidade do Ser Humano Rigor Cientifico Ideal Humanista Reutilização das artes greco-romana Perspectiva (ilusão de profundidade) Arquitetura: Na arquitetura Renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque. “Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber ver a Arquitetura) Principais características: Ordens Arquitetônicas Arcos de volta-perfeita Simplicidade na construção A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônoma. Construções: palácios, igrejas, vilas,(casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares). Brunelleschi: è um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de matemática, geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. Pintura: Principais características: -Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.

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-Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. -Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. -Inicia-se o uso da tela e tinta a óleo. -Tanto a pintura, quanto a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes. -Surgimento de artistas com estilos pessoais, diferentes dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo. Os principais pintores foram: Botticelli: os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e , ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. Leonardo da Vinci: ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. Michelângelo: entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura de teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa Capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família.
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Rafael: suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã.

Escultura: Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestigio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. (Algumas obras:·Moisés, Davi, 94,10m) e Pietá. Outro grande escultor desse período foi Andréa Del Verrochio, trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26 m) em bronze. Outro gênero dentro da escultura que também acaba sendo beneficiado pela aplicação dos conhecimentos da perspectiva é o baixorelevo (escultura sobre o plano). Empregando uma técnica denominada schiacciato, Donatello posiciona suas figuras a distâncias precisas, de tal maneira que elas parecem vir de um espaço interno para a superfície, proporcionando uma ilusão de distância, algo inédito até então. Principais características: - Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade. - Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade. - profundidade e perspectiva - Estudo do corpo e do caráter humano O Renascimento italiano se espelha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. São eles: Dürer, Hans Holbein, Bosch e Bruegel. Para seu conhecimento: a) A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). E é na própria Capela que se faz o conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder à eleição do próximo. Lareira que produz fumaça negra, que o Papa ainda não

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foi escolhido; fumaça branca, que o papa acaba de ser escolhido, avisa o povo na Praça de São Pedro. b) Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem, pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo, assim como Leonardo da Vinci, sabia exatamente a posição de cada músculo, cada tendão, cada veia. Além de pintor, Leonardo da Vinci, foi grande inventor. Dentre as suas invenções estão: Parafuso aéreo “, primitiva versão do helicóptero, a ponte elevadiça, um modelo de asa-delta, etc”. c) Quando deparamos com o quadro da famosa Monalisa não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar, parece que ele nos persegue. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado, pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. Isso acontece porque os quadros são lisos. Se olharmos para Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente. d) Mecenas, patrocinadores dos artistas, burgueses, aristocratas, clero, corporações. MANEIRISMO: Paralelamente ao reconhecimento clássico, desenvolve-se em Roma, do ano de 1520 até por volta de 1610, um movimento artístico afastado conscientemente do modelo da antiguidade clássica: O Maneirismo ( maniera, em italiano significa maneira). Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começa a ser sua marca, extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos. Alguns historiadores o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco, enquanto outros preferem vê-lo como um estilo, propriamente dito. O certo, porém, é que o maneirismo é uma conseqüência de um renascimento clássico que entra em decadência. Os artistas se vêem obrigados a partir em busca de elementos que lhes permitam renovar e desenvolver todas as habilidades e técnicas adquiridas durante o renascimento. Uma de suas fontes principais de inspiração é o espírito reinante na Europa nesse
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momento. Não só a igreja, mas toda a Europa estava dividida após a reforma de Lutero. Carlos V, depois de derrotar as tropas de sumo pontífice, saqueia e destrói Roma. Reinam a desolação e a incerteza. Os grandes impérios começam a se formar, e o homem já não é a principal e única medida do universo. Pintores, arquitetos e escultores são impedidos a deixar Roma com destino a outras cidades. Valendo-se dos mesmos elementos do renascimento, mas agora com um espírito totalmente diferente, criam uma arte de labirintos, espirais e proporções estranhas, que são, sem dúvida, a marca inconfundível do estilo maneirista. Mais adiante, essa arte acabaria cultivada em todas as grandes cidades européias. Arquitetura: dá prioridade a construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração. Principais característica: a) Nas igrejas: Naves escuras, iluminadas apenas de ângulos diferentes, coro com escadas em espiral, que na maior parte das vezes não levam a lugar nenhum, produzem uma atmosfera de rara singularidade. Guirlandas de frutas e flores, balaustradas povoados de figuras caprichosas são a decoração mais característica desse estilo. Caracóis, conchas e volutas cobrem muros e altares, lembrando uma exuberante selva de pedra que confunde a vista. b) Nos ricos palácios e casas de campo: Formas convexas que permitem o contraste entre luz e sombra prevalecem sobre o quadrado disciplinado do renascimento. A decoração de interiores ricamente adornada e os afrescos das abóbadas coroam esse caprichoso e refinado estilo, que, mais do que marcar a transição entre duas épocas, expressa a necessidade de renovação.

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Principais artistas: Bartolomeo Ammanati, (1511-1592), autor de vários projetos arquitetônicos por toda a Itália, tais como: a construção do túmulo do conde de Montefeltro, o palácio dos Montova, a villa na Porta Del Popolo, a fonte da Piazza della Signoria. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi, com base nos quais planejou uma cidade ideal. De acordo com os preceitos dos Jesuítas, que proibiam o nu nas obras de arte, legou a eles todos os seus bens. Giorgio Vasari, (1511-1574), Vasari é conhecido por sua obra literária Le Vite (As vidas), na qual, além de fazer um resumo da arte renascentista, apresenta um relato às vezes pouco fiel, mas muito interessante sobre os grandes artistas da época, sem deixar de fazer comentários mal-intencionados e elogios exagerados. Sob a proteção de Aretino, conseguiu realizar uma de suas únicas obras significativas: os afrescos do palácio Cornaro. Vasari também trabalhou em colaboração com Michelângelo em Roma, na década de 30. Suas biografias, publicadas em 1550, fizeram tanto sucesso que se seguiram várias edições. Passou os últimos dias de sua vida em Florença, dedicado à arquitetura. Palládio, (1508-1580), o interesse que tinha pelas teorias de Vitrúvio se reflete na totalidade de sua obra arquitetônica, cujo caráter é rigorosamente clássico e no qual a clareza de linhas e a harmonia das proporções preponderam sobre o decorativo, reduzido a uma expressão mínima. Somente dez anos depois iria dedicar-se à arquitetura sacra em Veneza, com a construção das igrejas San Giorgio Maggiore e Il Redentore. Não se pode dizer que Palládio tenha sido um arquiteto tipicamente maneirista, no entanto, é um dos mais importantes desse período. A obra de Palládio foi uma referência obrigatória para os arquitetos ingleses e franceses do barroco. Pintura: Nela o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar. São os pintores da segunda década do século XV que, afastados dos cânones renascentistas, criam esse novo estilo, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando revalorizar a arte pela própria arte.

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a)

b) c) d) e) f)

Principais características: Composição em que uma multidão de figuras se comprime em espaços arquitetônicos reduzidos. O resultado é a formação de planos paralelos, completamente irreais, e uma atmosfera de tensão permanente. Nos corpos, as formas esguias e alongadas substituem os membros bem-torneados do renascimento. Os músculos fazem agora contorções absolutamente impróprias para os seres humanos. Rostos melancólicos e misteriosos surgem entre as vestes, de um drapeado minucioso e cores brilhantes. A luz se detém sobre objetos e figuras, produzindo sombras inadmissíveis. Os verdadeiros protagonistas do quadro já não se posicionam no centro da perspectiva. Mas em algum ponto da arquitetura, onde o olho atento deve, não sem certa dificuldade, encontrá-lo. Principal artista: El Greco, (1541-1614), ao fundir as formas iconográficas bizantinas com o desenho e o colorido da pintura Veneziana e a religiosidade espanhola. Na verdade, sua obra não foi totalmente compreendida por seus contemporâneos. Nascido em Creta, acredita-se que começou como pintor de ícones no convento de Santa Catarina, em Cândia. De acordo com documentos existentes, no ano de 1567 emigrou para Veneza, onde começou a trabalhar no ateliê de Ticiano, com quem realizou algumas obras. Depois de alguns anos de permanência em Madri ele se estabeleceu na cidade de Toledo, onde trabalhou praticamente com exclusividade para a corte de Felipe II, para os conventos locais e para a nobreza toledana. Entre duas obras mais importantes estão O Enterro do Conde de Orgaz, a meio caminho entre o retrato e a espiritualidade mística. Homem com a mão no Peito, O Sonho de Filipe II e O Martírio de São Mauricio. Esta última lhe custou a expulsão da corte. Escultura: O maneirismo, segue o caminho traçado por Michelangelo: ás formas clássicas, soma-se o novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade. Em resumo, repetem-se as características da arquitetura e da pintura. Não faltam as formas caprichosas, as proporções estranhas, as superposições de planos, ou
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ainda o exagero nos detalhes, elementos que criam essa atmosfera de tensão tão característica do espírito maneirista. a) Principais características: A composição típica desse estilo apresenta um grupo de figuras dispostas umas sobre as outras, num equilíbrio aparentemente frágil, as figuras são unidas por contorções extremadas e exagerado alongamento dos músculos. O modo de enlaçar as figuras, atribuindo-lhes uma infinidade de posturas impossíveis, permite que elas compartilhem a reduzida base que têm como cenário, isso respeitando a composição geral da peça e a graciosidade de todo o conjunto. Principais artistas: Bartolomeo Ammanati, (1511-1592), realizou trabalhos em várias cidades italianas. Decorou também o palácio dos Montova e o túmulo do conde da cidade. Conheceu a poetisa Laura Battiferi, com quem se casou, e juntos se mudaram para Roma a pedido do papa Júlio II, que o incumbiu da construção de sua villa na Porta Del Popolo. Começaram assim seus primeiros passos como arquiteto. No ano de 1555, com a morte do papa, voltou para Florença, onde venceu um concurso para a construção da fonte da Piazza della Signoria. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi, com base nos quais planejou uma cidade ideal. De acordo com os preceitos dos Jesuítas, que proibiam o nu nas obras de arte, legou a eles todos os seus bens. Giambologna, (1529-1608), de origem flamenga, deu seus primeiros passos como escultor na oficina do francês Jacques Dubroecq. Poucos anos depois se mudou para Roma, onde se supõe que teria colaborado com Michelangelo em muitas de suas obras. Estabeleceu-se finalmente em Florença, na corte dos Médici. O Rapto das Sabinas, Mercúrio, Baco e Os Pescadores estão entre as obras mais importantes desse período. Participou também de um concurso na cidade de Bolonha, para a qual realizou uma de suas mais célebres esculturas. A Fonte de Netuno. Trabalhou com igual maestria a pedra calcáia e o mármore e foi grande conhecedor da técnica de despejar os metais, como demonstram suas esculturas de bronze. Giambologna está para o maneirismo, como Michelangelo está para o renascimento.
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b)

BARROCO: A Arte Barroca originou-se na Itália (século XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que as artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos.O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria. Suas características gerais são: Emocional sobre o racional; seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no principio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. Busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas. Entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; Violentos contrastes de luz e sombra. Pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida. Pintura: Características da pintura barroca: Composição assimétrica, em diagonal, que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos), era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. Realista, abrangendo todas as camadas sociais. Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática. Dentre os pintores Barrocos: Caravaggio: o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador.
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Obra destacada:

Vocação de São Mateus. perspectiva nas ilusão de que as que este se abre homens para a

Andréa Pozzo: realizou grandes composições de pinturas dos tetos das igrejas barrocas, causando a paredes e colunas da igreja continuam no teto, e de para o céu, de onde santos e anjos convidam os santidade. Obra destacada: A Glória de Santo Inácio.

A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Dentre os pintores mais representativos, de outros paises da Europa, temos: Velazquez: além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando 0 dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. Obra destacada: O Conde Duque de Olivares.

Rubens (Espanhol): além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes, o vermelho, o verde e o amarelo, que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. Obra destacada: O Jardim do Amor.

Rembrandt (Holandês): o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. Obra destacada: Aula de Anatomia.

Escultura: Suas características são: o predomínio das linhas curvas, dos drapeados das vestes e do uso do dourado; e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento.
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Bernini: arquiteto urbanista, decorador e escultor, algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas, como por exemplo, o baldaquino e a cadeira de São Pedro, ambos na Basílica de São Pedro, Vaticano e o Êxtase de Santa Tereza. a) b) Para seu conhecimento: Barroco: termo de origem espanhola “Barrueco”, aplicado para designar pérolas de forma irregular. Conteúdos: história sacra e antiga, cenas de batalhas, mitologia e retratos. ROCOCÓ: É o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco, mais livre e intimista que aquele, e usado inicialmente em decoração de interiores. Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso até o advento da reação neoclássica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha, na Prússia e em Portugal. Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. O termo deriva do francês rocaille, que significa “embrechado”, técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizado originariamente na decoração de grutas artificiais. Na França, o rococó é também chamado estilo Luis XV e Luis XVI. Características gerais: Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores. Possui leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberante. Arquitetura: Durante o iluminismo, entre 1700 e 1780, o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII, o centro artístico da Europa transferiu-se de

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Roma para Paris. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre, o rococó era a principio apenas um novo estilo decorativo. a) b) Principais características: Cores vivas foram substituídas por tons pastéis, a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves. A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno, foi unificado, com maior graça e intimidade. Principal artista: Johann Michael Fischer, (1692-1766), responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren, marco do rococó bávaro. Grande mestre do estilo rococó, responsável por vários edifícios na Baviera. Restaurou dezenas de igrejas, mosteiros e palácios. Escultura: ao contrário do que ocorreu na arquitetura, não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó, quer cronológica, quer estilisticamente. Mais do que nas peças esculpidas, é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas, cada uma com existência própria e individual, que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas. Principais artistas: Johann Michael Feichtmayr, (1709-1772), escultor alemão, membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque, distinguiuse pela criação de santos e anjos de grande tamanho, obras-primas dos interiores rococós. Ignaz Günther, (1725-1775), escultor alemão, um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. “Anunciação”, “Anjo da guarda”, “Pietá”. Pintura: Durante muito tempo, o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. No final do reinado de Luis XIV, em que se afirmou o predomínio

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político e cultural da França sobre o resto da Europa, apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens. Principais artistas: Antoine Watteau, (1684-1721), as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX. François Boucher, (1703-1770), as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontração do estilo rococó. Além dos quadros de caráter mitológico, pintou, sempre com perfeição no desenho, alguns relatos, paisagens (“O casario de Issei”) e cenas de interior (“O pintor em seu estúdio”). Jean-Honoré Fragonard, (1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza, de cenas galantes de paisagens idílicas. Foi um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo. Para seu conhecimento: a) Rococó: palavra rocaille (concha), elemento constante, profusamente usado e caprichosamente estilizado, denominação posterior ao estilo (1830); tirada do vocabulário das artes decorativas. b) Os ambientes parecem de inspiração feminina, onde o decorativismo é livre de normas, onde a fantasia alcança a graça de curvas, contra curvas, a infalível concha estilizada de diversas maneiras. c) Em todos os estilos anteriores, os elementos ornamentais eram acréscimos decorativos, subordinados a elementos construtivos. No rococó são organismos independentes, causam as transformações dos interiores: somem os ângulos retos formados por paredes e tetos, surgem as curvas sob delicados ornamentos. As paredes se cobrem de espelhos, elementos florais, treliças e pinturas, salões revestidos também com porcelanas; surge o gosto pelo exótico oriental (chinês e japonês).

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NEOCLASSICISMO: Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo), que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o Império de Napoleão. Principais características: Retorno ao passado, pela imitação aos modelos antigos grecolatinos. Academicismo nos temas e nas técnicas, isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas artes. Arte entendida como imitação da natureza, num verdadeiro culto a teoria Aristóteles. Arquitetura: Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva, transformada depois no Panteão Nacional, em Paris, e a Porta do Brandemburgo, em Berlim. Os edifícios proliferaram com abundancia na Europa, América Latina e do Norte ( inclusive no Brasil ) e Rússia. Pintura: Foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição. Características da Pintura: Formalismo na composição, refletindo racionalismo dominante. Exatidão nos contornos. Harmonia do colorido. Maiores representantes: Jacques-Louis David, foi considerado o pintor da Revolução Francesa, mais tarde tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. Durante governo do mesmo, registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo, mas algumas delas exprimem fortes emoções.
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Obra destacada: Marat.

Bonaparte atravessando os Alpes

e Morte de

Ingres, sua obra abrange, além de composição mitológica e literária, nus, retratos e paisagens, mas a critica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade. Obra destacada: Banhista de Valpinçon.

No Brasil:Pedro Américo e Vitor Meirelles. a) Para seu conhecimento: Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que, no ano de 79 a.C., foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. Diante daquelas construções, num erro de interpretação, os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco, ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos. As convenções técnicas e expressivas são as mesmas adotadas em todos os paises, o que impede, dificulta ou mesmo desvirtuam a afirmação de peculiaridades individuais e nacionais dos artistas. Conteúdos: mitológicos, história sagrada e antiga, épicos. ROMANTISMO: O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII, que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho e o inicio da especialização da mão-de-obra, e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa. Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista.
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b) c)

Características gerais: A valorização dos sentimentos e da imaginação. O nacionalismo. A valorização da natureza como princípios da criação artística. Sentimentos do presente, tais como: liberdade, igualdade e fraternidade. Arquitetura e escultura: Registram pouca novidade. Observa-se, grosso modo, a permanência do estilo anterior, o neoclássico. Vez por outra retornou-se o estilo gótico da época medieval, gerando o neogótico. Há um ecletismo: gótico para fachadas, barroco para igrejas, clássico para museus e palácios. Na escultura, inspiração helenística, domínio da massa. Obra destacada: Edifício do parlamento Inglês.

Características da pintura: Aproximação das formas barrocas. Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador. Valorização das cores e do claro-escuro. Dramaticidade. Pinceladas espontâneas, vigorosas, pastosas, rugosidades, asperezas. Temas da pintura: Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas. Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas. Mitologia Grega. Principais artistas: Goya, nasceu no pequeno povoado de Fuendetodos, Espanha, em 1746. Morreu em Bordeaux, em 1828. Goya e sua mitologia povoada por sonhos e pesadelos, seres deformados, tons agressivos. Senhor absoluto da caricatura do seu tempo. Trabalhou temas diversos: retratos de personalidades da corte espanhola e de pessoas do povo, os horrores da guerra, a ação incompreensível de monstros, cenas históricas e as lutas pela liberdade.
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Obra destacada:

Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808.

Turner, representou grandes movimentos da natureza, mas por meio do estudo da luz que a natureza reflete, procurou descrever uma certa atmosfera da paisagem . Uma das primeiras vezes que a arte registra a presença da máquina (locomotiva). Obras destacadas: Chuva, vapor e velocidade e o Grande Canal, Veneza.

Delacroix, suas obras apresentam forte comprometimento político, e o valor da pintura é assegurada pelo uso das cores, das luzes e das sombras, dando-nos a sensação de grande movimentação. Representava assuntos abstratos personificando-os. Obras destacadas: A liberdade guiando o povo e Agitação de Tanger.

a)

b)

Para seu conhecimento: A palavra romantismo, designa uma maneira de se comportar, de agir, de interpretar a realidade. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho, por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história. Romantismo, designa uma tendência geral da vida da arte; portanto nomeia um sistema, um estilo delimitado no tempo. Há uma visão cientifica e dinamismo universa, restaura a liberdade individual, representa a transformação e o sentimento de novas classes sociais, elege-se o sentimento e a imaginação como fontes artísticas criadoras. REALISMO: Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendência estética chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. O homem europeu, que tinha aprendido a utilizar o conhecimento cientifico e a técnica para interpretar e dominar a natureza, convenceuse de que precisava ser realista, inclusive em suas criações artísticas, deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade.

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Características gerais: O cientificismo. A valorização do objeto. O sóbrio e o minucioso. A expressão da realidade e dos aspectos descritivos. Arquitetura: Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades não exigem mais novos palácios e templos. Elas precisam de fábricas estações, ferrovias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia. É uma arquitetura racional, orgânica, funcional. Usam se novos materiais: vidro, cimento, ferro, concreto. Em 1889, Gustavo Eiffel, levanta em Paris a Torre Eiffel, hoje logotipo da “cidade luz”. Em Chicago, edifica-se o primeiro arranha-céu (Home Insurance Bulldning). Escultura: Auguste Rodin, não se preocupou com a idealização da realidade. Ao contrario, procurou recriar os seres tais como eles são. Além disso, os escultores preferiam os temas contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano. Obras destacadas: Balzac, Os Burgueses de Calais, O Beijo e O Pensador. Características da pintura: Reapresentação da realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza, ou seja o pintor buscava representar o mundo de maneira documental. Ao artista, não cabe “melhorar” artisticamente a natureza, pois a beleza está na realidade tal qual ela é. Revelação dos aspectos mais característicos e expressivos da realidade. Temas da pintura: Politização, a arte passa a ser um meio para denunciar uma ordem social que consideram injustas; a arte manifesta um protesto em favor dos oprimidos.
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Pintura social denunciando as injustiças e a imensa desigualdade entre a miséria dos trabalhadores e a opulência da burguesia. As pessoas das classes menos favorecidas, o povo, em resumo, tornaram-se assuntos freqüentes da pintura realista. Os artistas incorporavam a rudeza, a fealdade, a vulgaridade dos tipos que pintavam, elevando esses tipos à categorias de heróis, que nada tem a ver com os idealizados heróis da pintura romântica. Principais pintores: Courbet, foi considerado o criador do realismo social na pintura, pois procurou retratar em suas telas temas da vida cotidiana, principalmente das classes populares. Manifesta sua simpatia particular pelos trabalhadores e pelos homens mais pobres da sociedade do século XIX. Obra destacada: Moças peneirando o trigo.

Jean-François Millet, sensível observador da vida campestre, criou uma obra realista na qual o principal elemento é a ligação atávica do homem com a terra. Foi educado num meio de profunda religiosidade e respeito pela natureza. Trabalhou na lavoura desde muito cedo. Seus numerosos desenhos de paisagens influenciaram, mais tarde, Pissarro e Van Gogh. É o caso, por exemplo, “Ângelus”. a) b) Para seu conhecimento: Courbet dizia: “Sou democrata, republicano, socialista, realista, amigo da verdade e verdadeiro”. A palavra realismo designa uma maneira de agir, de interpretar a realidade. Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade, por uma atitude racional das coisas pode ocorrer em qualquer tempo da história. O termo realismo significa um estilo de época que predominou na segunda metade do século XIX. O artista desse período é politizado, tem liberdade total de criação e os maiores valores são considerados rebeldes, anti-acadênicos e anti-românticos. Formula-se o socialismo cientifico ou marxista com a publicação do Manifesto em 1848, de autoria de Marx e Engels.

c) d)

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MODERNISMO: Corrente artística que surgiu na última década do século XIX na Europa, como resposta as conseqüências da industrialização, revalorizando a arte e sua forma de realização. Com diferentes nomes e características próprias de cada país foi se homogeneizando com as realizações das primeiras exposições internacionais nas capitais européias. São comuns as tendências modernistas: a) Deliberação de fazer arte em conformidade com sua época e renuncia a invocação de modelos clássicos. b) Desejo de diminuir a distância entre as artes maiores (arquitetura, pintura e escultura) e as aplicações aos diversos campos da produção econômica (construção civil corrente, decoração vestuário e etc). c) Busca de uma funcionalidade decorativa. d) A aspiração a um estilo ou linguagem internacional ou européia. e) Esforço de interpretar a espiritualidade (ingenuidade, hipocrisia); inspirar e redimir o industrialismo. Alguns artistas e obras: Auguste Rodin Damaide: Escultor francês, obras em “mármore”, podemos encontrar algumas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Gustav Klint: Pintor austríaco. “Sonia Knips”, 1895. “Ansiedade”, 1894.

Edvard Munch: Pintor alemão.

ARTE NOUVEAU: O modernismo é uma corrente artística que surgiu na última década do século XIX, como resposta às conseqüências da industrialização, revalorizando a arte e sua forma de realização manual. O nome deste movimento deve-se à loja que o alemão Samuel Bing abriu em Paris no ano de 1895: “Art Nouveau”. No resto da Europa difundiram-se diferentes traduções: Modernismo, na Espanha; Jugendistil, na Alemanha; Secessão, na Áustria; e Modern Style, na Inglaterra e Escócia. Com características próprias em cada um desses paises, foram as primeiras exposições internacionais organizadas nas capitais européias
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que contribuíram para forjar uma certa homogeneidade estilística. A arquitetura foi a disciplina integral à qual se subordinaram as outras artes gráficas e figurativas. Reafirmou-se o aspecto decorativo dos objetos de uso cotidiano, mediante uma linguagem artística repleta de curvas e arabescos, de acentuada influencia oriental. Contrariamente à sua intenção inicial, o modernismo conseguiu a adesão da alta burguesia, que apoiava entusiasticamente essa nova estética de materiais exóticos e formas delicadas. O objetivo dos novos desenhos reduziu-se meramente ao decorativo e seus temas, como que surgidos de antigas lendas, não tinham nada em comum com as propostas vanguardistas do inicio do século. O modernismo não teria sido possível sem a subvenção de seus ricos mecenas. Entre os precursores da arte modernista estava William Morris. Seus desenhos, elaborados com espírito artesanal, se contrapunham à produção industrial. Nos escritórios da empresa criada por ele, a Morris & Co., eram determinadas as formas elegantes e sinuosas, típicas do modernismo, bem como definidos os materiais nobres usados na criação de objetos de uso cotidiano. Sua apresentação na exposição de Bruxelas de 1892 produziu um grande impacto e determinou a difusão desse novo estilo. IMPRESSIONISMO: Foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu inicio às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais praticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizavam a pintura impressionista. Principais características: A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol. As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.

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Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo, com a lei das cores complementares. Assim um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos. As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrario, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa portanto, de ser técnica para ser óptica. São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento, o que era uma preocupação principalmente para os impressionistas. A segunda, introduzida na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente, propunha uma temática urbana de acontecimentos cotidianos, realizados em pinturas planas, sem perspectiva. A primeira vez que o publico teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a critica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura. Principais artistas: Claude Monet, incessante pesquisador da luz e seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia, a fim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade. Obras destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em pleno sol.

Auguste Renoir,foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da critica, ainda em vida. Seus quadros manifestam otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade, preferia os nus ao ar livre, as composições com personagens do cotidiano, os retratos e as naturezas mortas.

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Obras destacadas:

Baile do Moulin de la Galette e La Grenouilliere.

Edgar Degas, sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do impressionismo. Além disso, foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Adorava o teatro de bailados. Obra Destacada: O ensaio. Seurat, mestre do pontilhismo. Obra destacada: Tarde de domingo na Ilha Grande Jatte.

No Brasil destacou-se o pintor Eliseu Visconti, ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos; procura, decididamente, registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. Ganhou uma viagem à Europa, onde teve contato com a obra dos impressionistas. A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira. Obras destacadas: Trigal e Maternidade.

Escultura: As esculturas deste período também podem ser consideradas impressionistas, já que de fato, os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin, inspiradas em Michelangelo, e dos esboços dinâmicos de Carpeaux, com resquícios de Rococó. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista, novo personagem da estatuária. A escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras, a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada, como exemplo ideal do processo criativo do artista. Os temas das esculturas

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surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época. Rodin e Hildebrand foram em parte os responsáveis por essa nova estatuaria, o primeiro com sua obra e o segundo com suas teorias. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux, que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó, mas distribuindo com habilidade luzes e sombras. A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras, o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin. Rodin considerava “O Escravo”, que Michelangelo não terminou , a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux, começando então a exibir obras inacabadas. Outros escultores foram Dalou e Meunier, a quem se deve a revalorização dos temas populares. Operários, camponeses, mulheres realizando atividades domésticas, todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética. Para seu conhecimento: O quadro Mulher no Jardim, de Monet, foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. São cenas do jardim da casa do artista. O movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico. PÓS-IMPRESSIONISMO: Designa um grupo de artistas que procuravam de varias maneiras ampliar a linguagem visual. Os mais influente pós-impressionistas foram Paul Gaugin, Paul Cézane e Van Gogh. Outros importantes foram, entre outros, Henri Rousseau, Georges Seurat, e Henri de Tourlouse-Lautrec. Todos franceses, com exceção de Van Gogh que era holandês. Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das

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cores. Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat. Embora inicialmente ligado ao impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. Van Gogh alia-se ao expressionismo, enquanto Gaugin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influência o simbolismo e o expressionismo. Como Manet e os impressionistas, Cézanne não procurava contar historias com seus quadros. Ao contrario dos impressionistas que enfatizavam a luz, Cézanne enfatizava a forma e a massa. Ele dizia que desejava “fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como a arte dos museus”. Sua procura de novos métodos de pintura levou-o a novas maneiras de estruturar seus temas. O gênio Cézanne para redistribuir as formas influenciou o movimento cubista do inicio do século XX. As pinturas de Paul Gauguin são altamente decorativas. Ele enfatiza cores chapadas, desenhos vigorosos,, formas sem sombreado e linhas curvas. Cézanne evitava retratar emoções em seus quadros. Gauguin, porem, explorava sentimentos profundos mediante suas pinturas, procurava constantemente a pureza e a simplicidade da vida. Van Gogh desejava exprimir seus sentimentos mais íntimos através da arte. Ele acreditava poder realizar esse anseio mediante o uso de cores brilhantes e pinceladas violentas, aplicava suas tintas diretamente sem misturá-las. Suas pinceladas parecem ondas escapeladas de poderoso colorido. O resultado foi uma arte de extraordinária intensidade. Rousseau teve um dos estilos mais originais da história da arte. Ele pintou cenas misteriosas e fantásticas que se parecem com as pinturas surrealistas da década de 1920. Georges Seurat criou um estilo de pintura chamado pontilhismo. Estas pinturas são feitas de pontinhos de cores puras. A cor de cada pontinho contrasta com a cor do pontinho do lado. De uma certa distância, as diferentes cores misturam-se na visão dos observadores. Lautrec pintava cenas da vida noturna dos cafés e das salas de espetáculos de Paris. Música: As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890, na França. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens, como Reflexos na Água, do

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compositor francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro do movimento. O impressionismo abandona a música tonal, estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons), como principal. Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média. A obra Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. Prelúdio para a Tarde de um Fauno, considerado marco do impressionismo musical, ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Mélisande. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e Bolero. No Brasil, nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Viscont (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962), Lucílio de Albuquerque (1877-1939) e João Timóteo da Costa (1879-1930). Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916 e também nas primeiras telas de Anita Malfati, como O Farol, de 1915.

EXPRESSIONISMO:
É a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores patéticas, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. O expressionismo foi a primeira vanguarda artística do século XX que utilizou a deformação da realidade para dar forma à visão subjetiva do artista. Seus quadros foram os primeiros nos quais o objeto representado se distancia totalmente do modelo original. O termo expressionismo (com o sentido de retorcer, em alemão) foi cunhado pelo galerista Georg Levin em 1912. Principais características: Pesquisa no domínio psicológico.

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Cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas. Dinamismos improvisados, abruptos, inesperados. Pasta grossa, martelada, áspera. Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões. Preferência pelo patético, trágico e sombrio.

Observação: Alguns historiadores, determinam para esses pintores o movimento “Pós Impressionista”, os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas, mas sim levá-los mais longe: Gaugin, Cézanne e Van Gogh, Também se destacam Toulouse-Latrec, Munch, Modigliani e James Ensor. . Os três primeiros pintores abaixo estão incluídos nessa designação. Principais artistas: Gaugin, depois de passar a infância no Peru, Gaugin voltou com os pais para a França, mais precisamente para Orleans. Em 1887 entrou para marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores. Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou assim uma vida de viagens e boemia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como a seus amigos Van Gogh ou Cézanne. Apesar disso, é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do Grupo Navis, que mais do que um conceito artístico, representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. As cores se entendem planas e puras sobre superfície, quase decorativamente. No ano de 1891, o pintor parte para o Taiti, em busca de novos temas, para se libertar dos condicionamentos da Europa. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar, e não faltam cenas que mostram. Um erotismo natural, fruto, segundo conhecidos do pintor, de sua paixão pelas nativas. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas. Quando voltou a Paris, realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel, voltou ao Taiti, mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique.
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Obra destacada:

Jovens Taitianas com Flores de Manga.

Cézanne, sua tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas, como cilindros, cones e esferas, acentua-se cada vez mais, de tal forma que se torna impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos. Obras destacadas: Castelo de Médan e Madame Cézanne.

Vicent Van Gogh, empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza, através da cor, que era para ele o elemento fundamental da pintura. Foi uma pessoa solitária. Interessouse pelo trabalho de Gaugin, principalmente pela decisão de simplificar as formas dos seres, reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas. Em 1888, deixou Paris e foi para Arles, cidade do Sul da França, onde passou a pintar ao ar livre. O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura, e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores, declarando-se um colorista arbitrário. Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras, sem nenhuma matização, pois elas tinham para ele a função de representar emoções. Entretanto ele passou por várias crises nervosas e, depois de internações e tratamento médico, dirigiu-se, em maio de 1890, para Anvers, uma cidade tranqüila ao norte da França. Nessa época, em três meses apenas, pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas. Em julho do mesmo ano, ele suicida-se, deixando uma obra plástica composta de 879 pinturas, 1756 desenhos e dez gravuras. Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelos críticos, que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna, nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores. Obras destacadas: Trigal com corvos e Café à Noite.

Toulouse-Lautrec, Pintava temas pertencentes à vida noturna de Paris, e também foi responsável pelos cartazes dos artistas que se apresentavam no Moulin Rouge. Boêmio, morreu jovem. Obra destacada: Ivette Guilbert que saúda o público.

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Munch, foi um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo, longe das representações realistas. Seus quadros exerceram grande influência nos artistas do grupo Die Brücke, que conheciam e admiravam sua obra. Nascido em Loten, Noruega, em 1863, Munch iniciou sua formação na cidade de Oslo, no ateliê do pintor Krogh. Realizou uma viagem a Paris, na qual conheceu Gaugin, Toulouse-Lautrec e Van Gogh. Em seu regresso, foi convidado a participar da exposição da Associação de Berlim. Numa segunda viagem a Paris, começou a se especializar em gravações e litografias, realizando trabalhos para a Ópera. Em pouco tempo pôde se apresentar no Salão dos Independentes. A partir de 1907, morou na Alemanha, onde além de exposições, realizou cenários. Passou seus últimos anos em Oslo, na Noruega. Uma de suas obras mais importantes é “O Grito”, 1889. È um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais, mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. As linhas sinuosas do céu e da água, e a linha diagonal da ponte, conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. Perseguido pela tragédia familiar, Munch foi um artista determinado a criar “pessoas vivas, que respiram e sentem, sofrem e amam”. Recusou o banal, as cenas interiores pacificas, comuns na sua época. A dor e o trágico permeiam seus quadros. Kirchner, foi um dos fundadores do grupo de pintura expressionista Die Brücke, influenciado pelo cubismo e fauvismo, o pintor alemão deu formas geométricas às cores e despojou-as de sua função decorativa por meio de contrastes agressivos, com o fim de manifestar sua verdadeira visão da realidade. Tendo concluído seus estudos de arquitetura na cidade de Dresden, Kirchner continuou sua formação na cidade de Munique. Pouco tempo depois se reuniu com os pintores Heckel e SchmidtRottluf em Berlim, com os quais, motivados pela leitura de Nietzche, fundou o grupo Die Brücke (A Ponte, numa referencia à frase do escritor: “...a ponte que conduz ao super homem”). Veio então a época em que os pintores se reuniam numa casa de veraneio em Moritzburg e se dedicavam apenas ao que mais lhes interessava: pintar. Dessa época são os quadros mais ousados de paisagens e nus, bem como cenas circenses e de variedades. Em 1914 Kirchner foi convocado para a guerra, e um ano depois tentou o suicídio. Quando suas mãos se
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recuperaram do ferimento, voltou a pintar ao ar livre, em sua casa ao pé dos Alpes. Quando finalmente sua contribuição para a arte alemã foi reconhecida, foi renomeado membro da academia de Berlim, em 1931, para seis anos mais tarde, durante o nazismo, ver sua obra ser destruída e desprestigiada pelos órgãos de censura, Kirchner tentou mostrar em toda a sua produção pictórica uma realidade de pesadelo e decadência. Sensivelmente influenciado pelos desastres da guerra, seus quadros se transformaram num amontoado neurótico de cores contrastantes e agressivas, produto de uma profunda tristeza. No final de 1938 o pintor pôs fim à própria vida. Suas obras mais importantes estão dispersas pelos museus de arte moderna mais importante da Alemanha. Paul Klee,considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista. Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza, este pintor dedicou-se durante toda sua carreira a buscar o ponto de encontro entre realidade e espírito. A exemplo de Kandinski, Klee estudou com o mestre Von Stuck em Munique. Depois de uma viagem pela Itália, entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter. Em 1912 viajou para Paris, onde se encontrou co Delaunay, que seria de vital importância para suas obras posteriores. Klee escreveu: “A cor, como a forma, pode expressar ritmo e movimento”. Mas a grande descoberta ocorreria dois anos depois, em sua primeira viagem a Tunis. As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca na obra do pintor. Iniciou uma fase de grande produtividade, com quadros de caráter quase surrealista, criados, segundo o pintor, em cima de “matéria e sonhos”. Entre eles merecem ser mencionados: “Anatomia de Afrodite, Demônios, Flores noturnas e Villa R”. Depois de lutar durante dois anos na primeira guerra, Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die vier Blauen, mas antes apresentou suas obras em Paris, na primeira exposição dos surrealistas. Paralelamente, começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar. Em 1933, Klee emigrou para a Suíça. Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia, em 1940. Além de sua obra pictórica, Kee deixou vários trabalhos escritos que resumem seu pensamento artístico.

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Amadeo Modigliani: iniciou sua formação como pintor no ateliê de Micheli, em Livorno, sua cidade natal. Em 1902 entrou na academia de Florença e um ano mais tarde na de Veneza. Três anos depois se mudou para Paris, onde teve aulas na academia de Colarossi. Nessa cidade travou conhecimento com os pintores Utrillo, Picasso e Braque. Em 1908 participou do Salão dos Independentes e lá conheceu Juan Gris e Brancusi. Produziu então suas primeiras esculturas motivadas pelas peças de arte africana, chegadas a França das colônias. Esse aspecto de máscara foi uma das constantes nos seus retratos e nus sensuais. Modigliani teve em comum com os cubistas e expressionistas o distanciamento das academias, a revalorização da cor e o estúdio das formas puras. Sua visão tão subjetiva dos seres humanos e a emotividade de suas cores o aproximam mais do reduzido grupo de expressionistas franceses, composto por Rouault e Soutine. Apesar disso, pode-se muito bem dizer que sua obra, elegante, recatada e ao mesmo tempo misteriosa, pertence, juntamente com a dos mestres Cézanne e Van Gogh, para citar alguns, à dos gênios solitários. Grupos expressionistas: O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte), em Dresden, que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913; e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), em Munique, ativo de 1911 a 1914. Os artistas do primeiro grupo, como os alemães Ernst Kirchner, Emil Nolde, Karl Schmidt – Rottluff e Max Pechstein, são mais agressivos e politizados. Com cores quentes produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. Os do segundo grupo, entre eles o russo Vassili Kandinski (Rússia), Frans Marc (Ale), August Macke, Paul Klee, Oskar Kokoschka, Egon Schiele na Áustria, e Georges Rouault na França. voltam se para a espiritualidade. Influenciados pelo cubismo e futurismo. Sua visão totalmente pessoal e às vezes agressiva da realidade, se formou mediante uma intensa deformação e abstração das formas e uma acentuação de linhas e contornos. Suas descobertas estilísticas foram decisivas para os movimentos plásticos, tanto abstratos quanto figurativos, que surgiram mais adiante no século XX. Uma das descobertas mais inovadoras foi a aplicação das teorias musicais à composição Plástica. Foram três as etapas que levaram o expressionismo ao amadurecimento: o primeiro o período da arte naif, em que se vislumbrou a importância da arte como meio de expressão dos
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sentimentos humanos; o segundo, denominado expressionismo puro, cujo tema principal foi a abstração das formas; e finalmente, os períodos anteriores e posteriores à I Guerra Mundial, nos quais atuou como implacável critico da sociedade. Na pintura, a principal característica foi a deformação da realidade sob a óptica dos sentimentos. Não se preocupavam em imitar o modelo da natureza ou o objeto real. Havia ainda uma realidade ainda mais importante: “a da visão subjetiva do artista”. Para o grupo Der Brüque(A Ponte), os temas centrais eram as paisagens de policromia exarcebada e o corpo humano sintetizado em poucas linhas. O que mais se destacaram em suas obras foram a agressividade da cor e a falta de tranqüilidade das formas. Sua preocupação era reformular os temas impressionistas. Os artistas do Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), voltaram-se para a espiritualidade, influenciados pelo cubismo e futurismo, usavam as teorias musicais para conseguir composições de colorido harmonioso e formas totalmente abstratas. Para os expressionistas vienenses, ao contrario, o tema central era o resgate do feio como novo valor estético. Com o expressionismo, conceitos como deformação da realidade, expressividade da cor e abstração das formas passaram a ser os novos princípios da arte. A escultura expressionista é escassa, e a arquitetura é exclusivamente teórica. Contudo os princípios plásticos enunciados pelo expressionismo marcarão a estética de todas as disciplinas artísticas que vão surgir mais adiante. Na América Latina, o expressionismo é principalmente uma via de protesto político, no México os destaques são os muralistas como Diego Rivera, David Siqueiros e Jose Clemente Orozco. No Brasil: Nas artes plásticas, os artistas mais importantes são Cândido Portinari, que retrata o êxodo do Nordeste, Anita Malfatti, Lasar Segall e o gravurista Osvaldo Goeldi. A última grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica, do espanhol Pablo Picasso. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. A obra mostra sua visão particular da angustia do ataque, com a sobreposição de figuras, como um cavalo morrendo, uma mulher presa em um edifício em chamas, uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central. Cinema: os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas, com cenários fantasmagóricos, exagero na
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interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. Um exemplo é “O Gabinete do Doutor Caligari”, de Robert Wine (18811938), que marca o surgimento do expressionismo no cinema alemão em 1919. Filmes como Nosferatu, de Friedrich Mumau (1889-1931), e Metrópoles, de Fritz Lang (1890-1976), traduzem as angustias e as frustrações do país em plena crise econômica e social. O nazismo, que domina a Alemanha a partir de 1933, acaba com o cinema expressionista. Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento. Literatura: O movimento é marcado por subjetividade do escritor, análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Em geral, a linguagem é direta, com frases curtas. O estilo é abstrato, simbólico e associativo. P irlandês James Joyce, o inglês T. S. Eliot (1888-1965), o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas. Música: Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música. A partir de 1908, o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951), autor do método de composição dodecafônica. Em 1912 compõe Pierrot Lunaire, que rompe definitivamente com o romantismo. Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem e critério do compositor. Teatro: Com tendência para o extremo e o exagero, as peças são combativas na defesa de transformações sociais. O enredo é muitas vezes metafórico, com tramas bem construídas e lógicas. Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. Foi na peça expressionista R.U.R., do tcheco Karel Capek (1890-1938), que se criou a palavra robô. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem. A primeira peça expressionista é A estrada de Damasco (18981904), do Sueco August Strindberg (1849-1912). Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser (1878-1945) e Carl
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Stemnheim (1878-1942) e o norte americano Eugene O’Neill (18881953). FOVISMO: Primeiro movimento artístico importante do século XX, brilhou como grupo de 1903 a 1907, aproximadamente, mas seu estilo influiu enormemente sobre muitos artistas posteriores. O movimento foi liderado por Henri Matisse, outros importantes fauvistas foram André Derain, Raoul Dufy, Georges Rouault e Maurice de Vlaminck, todos franceses. Em 1905 em Paris, no Salão de Outono, alguns artistas foram chamados de fauves (em português = feras), em virtude da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las ou matizá-las. Quem lhes deu este nome foi o critico Louis Vauxcelles,pois estavam exposto um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista. Os fauvistas não se preocuparam em expressar motivos morais, filosóficos ou psicológicos. A maioria deles, inclusive Matisse, queria fazer quadros que trouxessem bem-estar, alegria e prazer. Usavam cores puras intensamente brilhantes e até pintaram objetos em cores muito diferentes de seu colorido natural. Como por exemplo, para um fauvista o tronco de uma árvore não precisava ser marrom, poderia ser de um vermelho brilhante, roxo ou qualquer outra cor. Os princípios deste movimento artístico eram: Criar, em arte, não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos. Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias. A cor pura deve ser exaltada. As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens. Características da pintura: Pincelada violenta, espontânea e definitiva. Ausência de ar livre. Colorido brutal, pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva, não correspondendo à realidade. Uso exclusivo das cores puras, como saem das bisnagas.
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Pintura por manchas largas, formando grandes planos.

Principais artistas: Maurice de Vlaminck, (1876-1958), pintor francês, foi o mais autêntico fauvista, dizia: “Quero incendiar a Escola de Belas Artes com meus vermelhos e azuis.” Adotou mais tarde estilo entre expressionista e realista. André Derain, (1880-1954), pintor francês, dizia: “As cores chegaram a ser para nós cartuchos de dinamite.” Por volta de 1900, ligou-se a Maurice de Vlaminck e Matisse, com os quais se tornou um dos principais pintores fovistas. Nessa fase, pintou figuras e paisagens em brilhantes cores chapadas, recorrendo a traços impulsivos e a pinceladas descontinuas para obter suas composições espontâneas. Após romper com o fovismo, em 1908, sofreu influencias de Cézanne e depois do Cubismo. Na década de 1920, seus nus, retratos e naturezasmortas haviam adquirido uma entonação neoclássica, com o gradual desaparecimento da gestualidade espontânea das primeiras obras. Seu estilo, desde então, não mudou. Henri Matisse, (1869-1954), pintor francês, nas suas pinturas ele não se preocupa com o realismo, tanto das figuras como das cores. O que interessa é a composição e não as figuras em si, como de pessoas ou de naturezas-mortas. Abandonou assim a perspectiva, as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma. Dos pintores fovistas, que exploravam o sensualismo das cores fortes, ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composição planas, sem profundidade. Foi, também, escultor, ilustrador e litógrafo. Raoul Dufy, (1877-1953), pintor, gravador e decorador francês. Contrastes tonais e a geometrização da forma caracterizam sua obra. Impressionista a principio, evoluiu gradativamente para o fovismo, depois de travar contato com Matisse. Morreu um ano depois de receber o prêmio de pintura da bienal de Veneza. CUBISMO:

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Historicamente o Cubismo originou-se da obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. È como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. O pintor cubista tenta representar os objetos em tre dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendoos sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes. Principais características: Geometrização das formas e volumes. Renuncia à perspectiva. O claro-escuro, perde sua função. Representação do volume colorido sobre superfície planas. Sensação de pintura escultórica. Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave. O Cubismo se divide em duas fases: CUBISMO ANALITICO: caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo-a em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinando-a em todos os ângulos no mesmo instante, através de sua fragmentação. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. CUBISMO SINTÉTICO: reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar
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efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis. Principais artistas: Pablo Picasso, tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. Entretanto, são mais nítidas as fases: azul que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres, e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendências de determinados movimentos estéticos, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Lês Demoiselles d’Avignon, começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. Podemos destacar, também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores, durante a Guerra Espanhola. “A obra de um artista é uma espécie de diário. Quando o pintor, por ocasião de uma mostra, vê algumas de suas telas antigas novamente, é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos, só que vistos com túnica de ouro.” Pablo Picasso “A arte não é a verdade. A arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade.” Pablo Picasso Braque, um artista que passou pela fase do cubismo analítico e sintético. O cubismo manifesta-se ainda na arquitetura, especialmente na obra de Corbusier, e na escultura. No teatro, restringe-se à pintura de cenários de peças e balés feitos por Picasso. Literatura, os princípios do cubismo aparecem na poesia. A linguagem é demonstrada em busca da simplicidade e do que é essencial para a expressão. O resultado são palavras soltas, escritas na vertical, sem a continuidade tradicional. O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918), que influencia toda a poesia
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contemporânea. Ao dispor versos em linhas curvas, torna-se precursor do concretismo. Cubismo no Brasil: Só repercute no país, após a semana de arte moderna de 1922. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. Não há portanto, cubistas brasileiros, embora quase todos os modernistas sejam influenciados pelo movimento. É o caso de Tarsila do Amaral, Anita Malfati e Di Cavalcanti. Destacam-se: Tarsila do Amaral: apesar de não ter exposto na semana de 22, colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira, pois produziu uma obra indicadora de novos rumos. Em 1928 deu inicio a uma fase chamada antropofágica. A ela pertence a tela Abaporu, cujo nome, segundo a artista é de origem indígena e significa “antropófago”. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários. Rego Monteiro: um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista. Estudou em Paris, depois da Semana de Arte Moderna, sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. Foi reconhecido também naquele país, tem seus quadros dentro de alguns importantes museus. Obra destacada: Pietá.

FUTURISMO: Movimento artístico, de grande repercussão social, que ocorreu na Itália de 1909 a 1916. Seus princípios foram ponto de partida para a modernização da cultura italiana. Em 20/02/1909, o jornal parisiense “Le Figaro”, publicou o primeiro manifesto futurista, assinado pelo poeta italiano Filippo Tomaso Marinetti, suas bases eram totalmente revolucionarias, e ele foi o primeiro grito exigindo uma arte contemporânea. O poeta propunha a destruição de um mundo representado pelo governo, academias de arte e Vaticano, para fazer a sociedade italiana despertar para a modernidade. Seu programa político, abordava o
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divorcio, a destruição das riquezas e a igualdade entre o homem e a mulher, também defendia a guerra como único meio de mudar um mundo antiquado e decadente, e o militarismo como revalorização do sentido de pátria. Marinetti contou com apoio incondicional de jovens pintores italianos do inicio do século, como: Balla, Boccioni, Carrà, Russolo e Severini; que também cheios de entusiasmos revolucionários, redigiram seus próprios manifestos, nos quais assentavam as bases do que viria a ser a arte futurista: “a maquina como única expressão do dinamismo e a velocidade como novo sinal dos tempos”. O arquiteto Sant’Elia, também se uniu a essa corrente, teorizando sobre uma arquitetura caduca e transitória, que não sobrevivesse ao homem. O verdadeiro desafio para os futuristas foi encontrar um estilo que não tivesse nada em comum com as formas de arte tradicionais, nos quais as formas se repetiam, amontoando-se umas sobre as outras, para transmitir uma sensação de movimento continuo. Em linhas gerais, os futuristas tentaram plasmar em suas pinturas a idéia de dinamismo, entendido como a deformação e desmaterialização por que passam os objetos e o espaço quando ocorre a ação. Parece simples. Mas não é; os futuristas, que tão bem souberam expressar suas teorias nos manifestos, tiveram muito trabalho ao materializar sem cair nas antigas representações artísticas que tanto abominavam. Uma de suas propostas foi a divisão da cor. É mais do que sabido que, qualquer objeto em movimento, é visto pelo observador como uma sucessão de linhas coloridas fugazes. Esta teoria pode parecer familiar quando se pensa nos esforços que os impressionistas fizeram para captar a luz ou as cores num momento determinado. Mas é exatamente ai que está a diferença na preposição dos futuristas. “...é que os futuristas aspiram à captação de um instante preciso na tela, sem a soma de momentos que, em conjunto, constroem a ação. Além disso como um objeto em movimento também perde a sua forma original, é necessário fragmentar volumes e linhas. Não bastasse isso os futuristas, ousaram ainda mais. Repetiram essas fragmentações até saturar o plano, com o que conseguiram alcançar um de seus maiores objetivos: a simultaneidade.” Diante das obras futuristas, o espectador, o estático, só consegue se deixar envolver por essas telas velozes e movediças, que, mais do que um prazer visual, transmitem a sensação de vertigem dos novos tempos. O pintor Boccioni, um dos maiores expoentes do movimento,
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fez suas incursões pela escultura, aprofundando a busca do dinamismo, embora se possa afirmar sem dúvida que, nas artes plásticas, o futurismo foi uma arte eminentemente pictórica. O futurismo é a concretização desta pesquisa no espaço bidimensional. Procura-se neste estilo expressar o movimento real, registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço. Principais artistas: Giacomo Balla, em sua obra o pintor italiano tentou endeusar os novos avanços científicos e tecnológicos por meio de representações totalmente desnaturalizadas, embora sem chegar a uma total abstração. Mesmo assim, mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas, com a situação da luz e a integração do aspecto cromático. A formação acadêmica de Balla restringiu-se a um curso noturno de desenho de dois meses de duração, na Academia Albertina de Turim, sua cidade natal. Em 1895 o pintor mudou-se para Roma, onde apresentou regularmente suas primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e Cultores das Belas Artes. Cinco anos mais tarde fez uma viagem a Paris, onde entrou em contato com a obra dos impressionistas e neo-impressionistas e participou de várias exposições. Na volta a Roma, conheceu Marinetti, Boccioni e Severini. Um ano mais tarde, juntava-se a eles para assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. Preocupado, como seus companheiros, em encontrar uma maneira de visualizar as teorias do movimento, apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista, intitulado: “Cão na coleira ou Cão atrelado”. Dissolvido o movimento, Balla retornou às suas pinturas realistas e se voltou para a escultura e a cenografia. Embora em principio Balla continuasse influenciado pelos divisionistas, não demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do movimento a que pertencia. Um recurso dos mais originais que ele usou para representar o dinamismo foi a simultaneidade, ou desintegração das formas, numa repetição quase infinita, que permita ao observador captar de uma só vez todas as seqüências do movimento. Carlo Carra, (1881-1966), junto com Giorgio De Chirico, ele se separaria finalmente do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de Pintura Metafísica. Enquanto ganhava seu
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sustento como pintor-decorador, freqüentava as aulas de pintura na Academia Brera, em Milão. Em 1900 fez uma primeira viagem a Paris, contratado para a decoração da Exposição Mundial. De lá se mudou para Londres. Ao voltar, retornou as aulas na Academia Brera e conheceu Boccioni e o poeta Marinetti. Um ano mais tarde assinou o Primeiro Manifesto Futurista, redigido pelo poeta italiano e publicado no jornal Le Figaro. Nessa época iniciou seus primeiros estudos e esboços de Ritmo dos Objetos e Trens, por definição por definição suas obras mais futuristas. Numa segunda viagem a Paris entrou em contato com Apollinaire, Modigliani e Picasso. A partir desse momento começaram a aparecer as referências cubistas em suas obras. Carra não deixou de comparecer às exposições futuristas de Paris, Londres e Berlim, mas já em 1915 separou-se definitivamente do grupo. Juntou-se a Giorgio De Chirico e realizou sua primeira pintura metafísica. Em suas últimas obras retornou ao Cubismo. Publicou vários trabalhos, entre eles “La Pittura Metafísica, 1919 e La Mia Vita, 1943”. Pintor italiano, representante do futurismo e mais tarde da pintura metafísica, influenciou a arte de seu país nas décadas de 1920 e 1930. Umberto Boccioni, (1882-1916), sua obra se manteve sob a influencia do cubismo, mas incorporando os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrarias. Nascido em Reggio di Calábria, Boccioni mudou0se ainda muito jovem para Roma, onde estudou em diferentes academias. Logo fez amizade com os pintores Balla e Severini. No inicio mostrou-se interessado na pintura impressionista, principalmente na obra de Cézanne. Fez então algumas viagens a Paris, São Petesburgo e Milão. Ao voltar, entrou em contato com Carra e Marinetti e um ano depois se encontrava entre os autores do Manifesto Futurista de Pintura, do qual foi um dos principais teóricos. Foi com a intenção de procurar as bases dessa estética que ele viajou a Paris, onde se encontrou com Picasso e Braque. Ao retornar, publicou o Manifesto Técnico da Pintura Futurista, no qual foram registrados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado, desprezo pela representação naturalista, indiferença em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados a pintura. Em 1912, participou da primeira exposição futurista, Suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo Cubismo. Os retratos deformados pelas superposições
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de planos ainda não conseguiam expressar com clareza sua concepção teórica. Um ano mais tarde, com sua obra “Dinamismo de um jogador de futebol”, Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados, como num pseudofotograma. Durante a Primeira Guerra Mundial, o pintor se alistou como voluntário e ao voltar publicou o livro “Pittura, Scultura Futurista, Dinâmico Plástico” (Pintura, escultura Futurista, Dinamismo Plástico). Morreu dois anos depois, em 1916, na cidade de Verona. ARTE NAIF: É a arte da espontaneidade, da criatividade autêntica, do fazer artístico sem escola nem orientação, portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular. Claro que, como numa arte mais intelectualizada, existem os realmente marcantes e outros nem tanto. Art naif (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática. Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos, nem nas tendências modernistas, nem tampouco no conceito de arte popular. Esse isolamento situa o art naif numa faixa próxima à da arte infantil, da arte do doente mental e da arte primitiva, sem que, no entanto, se confunda com elas. Assim, o artista naif é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras, muito embora, mesmo nesses casos, seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiração na iconografia popular das ilustrações dos velhos livros, das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos. Não se trata, portanto, de uma criação totalmente subjetiva, sem nenhuma referencia cultural. O artista naif não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa. Características gerais: Composições planas, bidimensionais, tende à simetria e a linha é sempre figurativa. Não existe perspectiva geométrica linear. Pinceladas contidas com muitas cores. Principal artista:

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Henri Rousseau, (1844-1910), homem de pouca instrução geral e quase nenhuma em pintura. Em sua primeira exposição foi acusado pela critica de ignorar regras elementares de desenho, composição e perspectiva, e de empregar as cores de modo arbitrário. Estreou com uma original obra-prima, “Um dia de carnaval”, no Salão dos Independentes. Criou exóticas paisagens de selva que lembram tramas de sonho e parecem motivadas pelos sentimentos mais puros. Nos primeiros anos do século XX, após despertar a admiração de Alfred Jarry, Guillaume Apollinaire, Pablo Picasso, Robert Delaunay e outros intelectuais e artistas, seu trabalho foi reconhecido em Paris e posteriormente influenciou o surrealismo. PINTURA METAFÍSICA: A pintura deve criar uma impressão de mistério através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos, em arcadas e arquiteturas puras, idealizadas, muitas vezes com a inclusão de estátuas, manequins, frutas, legumes, numa transfiguração toda especial, em curiosas perspectivas divergentes. A pintura metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plástica despojada e escultural. Tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural. Principais artistas: Giorgio De Chirico, (1888-1964), pintor italiano, nascido na Grécia, principal representante da pintura metafísica, De Chirico, constitui um caso singular: puçás vezes um artista alcançou tão rapidamente a fama para em seguida renegar o estilo que o celebrizara e cair em um esquecimento quase absoluto. As suas obras retratam cenários arquitetônicos, solitários, irreais e enigmáticos, onde colocava objetos heterogêneos para revelar um mundo onírico e subconsciente, perpassado de inquietações metafísicas. Também usada nas suas obras “manequins, nus ou vestidos à moda clássica, enigmáticos e sem rosto”, que precisam simbolizar a estranheza do ser humano diante do seu meio ambiente. Giorgio Morandi, (1890-1964), pintor italiano. Notável por suas naturezas-mortas em que buscava a unidade das coisas do universo. Conferiu imobilidade e transparência de formas recorte intimista e
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atmosfera de luz cinza-clara, às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos, garrafas,caixas e lâmpadas velhas. DADAÍSMO: Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecido em seus respectivos países, teriam sido convocados para o serviço militar, o Dada foi um movimento de negação. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra. Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar as destruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan, num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil “cavalo de pau”. Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente, firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra. O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921. Principais artistas: Marcel Duchamp, (1887-1968), pintor e escultor francês, sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. Reinterpretou o cubismo a sua maneira, interessandose pelo movimento das formas. O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte, antes do surgimento do grupo Dada (Zurique,1916). Criou os ready-mades, objetos escolhidos ao acaso, e que, após leve intervenção e receberam um titulo, adquiriram a condição de objeto de arte. Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de “Fonte”. Depois fez interferências (pintou bigodes na Monalisa, para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional), inventou mecanismos ópticos.
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François Picabia, (1879-1953), pintor e escritor francês. Envolveu-se sucessivamente com os principais movimentos estéticos do inicio do século XX, como cubismo, surrealismo e dadaísmo. Colaborou com Tristan Tzara na revista Dada. Suas primeiras pinturas cubistas, eram mais próximas de Léger do que de Picasso, são exuberantes nas cores e sugerem formas metálicas que se encaixam umas nas outras. Formas e cores tornaram-se a seguir mais discretas, até que por volta de 1916 o artista se concentrou nos engenhos mecânicos do dadaísmo, de índole satírica. Depois de 1927, abandonou a abstração pura que praticava por anos e criou pinturas baseadas na figura humana, com a superposição de formas lineares e transparentes. Max Ernest, (1891-1976), pintor alemão, adepto do irracional e do onírico e do inconsciente, esteve envolvido em outros movimentos artísticos, criando técnicas em pintura e escultura. No Dadaísmo contribuiu com colagens e fotomontagens, composições que sugerem a múltipla identidade dos objetos por ele escolhidos para tema. Inventou técnicas como a decalcomania e o frottage que consiste em aplicar uma folha de papel sobre uma superfície rigorosa, como a madeira de veios salientes, e esfregar um lápis de cor ou grafite, de modo que o papel adquira o aspecto da superfície posta debaixo dele. ABSTRACIONISMO: A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quando a significação de um quadro depende especialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata. O abstracionismo apresenta várias fases, desde a mais sensível até a intelectualidade máxima. Informalismo: predominam os sentimentos e emoções. As cores e as formas são criadas livremente. Na Alemanha surge o movimento denominado “Der Blaue Reiter” (O cavaleiro azul) cujo fundadores são Kandinsky e Frans Marc, entre outros. O pintor russo Kandinski foi o primeiro artista propriamente abstrato.
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Uma arte abstrata que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas, conseguindo variações espaciais e formais na pintura, através das tonalidades e matizes obtidos. Eles querem um expressionismo abstrato, sensível e emotivo. Com a forma, a cor e a linha, o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores, sem relacioná-los a lembrança do mundo interior. Estes elementos da composição devem ter uma unidade de harmonia tal qual uma obra musical. O fato de os artistas mais representativos da arte moderna européia terem se mudado para os Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, foi muito significativo para a difusão da arte abstrata. Muitos deles, convidados pelas universidades, deixaram entusiasmados os jovens artistas americanos, lá se fundou a American Abstracts Artists, precursora da vanguarda expressionista abstrata. Donos de galerias e colecionadores apoiaram o desenvolvimento dessas novas tendências e gerou-se um mercado do artístico dinâmico. A arte abstrata encontrou finalmente seu lugar nas galerias e coleções de uma sociedade moderna e pujante, principalmente depois de superada a crise da depressão dos anos 30. Enquanto isso, a Europa do pós-guerra retomou a s tendências abstratas, mas agora sob a ideologia das novas filosofias existencialistas, que entendiam a atuação do artista como um compromisso vital com uma sociedade devastada e desolada pelo terror e pela violência. Pintura: De um lado a pintura abstrata lírica, de conteúdo simbólico e gestual, com uma atitude totalmente animista e subjetiva diante da obra, que parte de Kandinski, e evolui na obra dos expressionistas americanos: Pollock, Kline, De Kooning e Motherwell, entre outros. Também estão nesta categoria as vanguardas do pós-guerra europeu, como o informalismo, representado por Fautrier, Duhuffet e Millares, e mais tarde por Bacon, ou o grupo Dau al Set, no qual se inclui o pintor Tapies. De outro lado, desenvolve-se a pintura abstrata geométrica, totalmente independente da visão subjetiva, que a partir do cubismo evolui para um racionalismo matemático, representado pelas formas e cores puras. É o caso dos neoplásticos da Holanda, como Mondrian ou Van Doesburg, o suprematismo de Malevitch e o cosntrutivismo russo. Também devem ser encluidas aqui as obras de Vsarely e Cruz-Diez.
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Principais artistas: Wassilly Kandinsky, (1866-1944), pintor russo, antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo, atravessou uma curta fase fauve e expressionismo.Escreveu livros como em 1911. Sobre o espiritual na arte, em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores, e em 1926. Do ponto e da linha até a superfície, explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte. Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de “Arte Degenerada”. Franz Marc, (1880-1916), pintor alemão, apaixonado pela arte dos povos primitivos, das crianças e dos doentes mentais, o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais, conheceu Kandinsky, sob a influencia deste, convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. A admiração pelos futuristas italianos imprimiu nova dinâmica à obra de Marc, que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista. Os nazistas destruíram várias de suas obras. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas Artes de Liège, no Kunstmuseum. Em Basiléia, na Stãdtische Galerie im Lembachhaus, em Munique, no Walker Art Center. Em Minneapolis, e no Guggenheim Museum, em Nova York. Escultura: A escultura abstrata se caracterizou pelo afastamento dos moldes naturalistas, em favor da representação das formas geométricas puras, mais racionais, ou as simbólicas, consideradas uma síntese das formas orgânicas. É preciso, no entanto, falar de peças, objetos e instalações, já que o tridimensional se desenvolveu a partir da combinação de materiais completamente alheios aos que a escultura havia conhecido até então, com exceção do dadaísmo. A partir da arte abstrata o limite entre escultores e pintores se dissolveu ainda mais. Por isso, embora se faça referencia a artistas dedicados principalmente à escultura, como Henry Moore ou Constantin Brancusi, houve muito outros que fizeram experiências
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interdisciplinares, como os neoplásticos holandeses ou os minimalistas americanos e ingleses. Na escultura abstrata surgiram correntes diversas, muitas vezes de acordo com as da pintura, que possibilitam sua classificação. A escultura orgânica, que tem seus antecedentes mais imediatos no dadaísmo, agrupou todos os artistas que ainda buscavam a representação da subjetividade humana e de seu próprio simbolismo interno, sem abandonar totalmente as formas figurativas. Quanto à escultura racionalista, ela se caracterizou pelo rigor de suas formas volumétricas, chegando em alguns casos, como os neo-abstratos, a reduzir a função da escultura á mera ocupação do espaço. A exemplo da pintura, a escultura abstrata chega ao auge graças ao interesse que despertou em marchands e colecionadores e aos programas estatais que deram aos artistas oportunidade de popularizar suas obras, utilizando-as na decoração urbana. Como ocorreu antes, com os mecenas do renascimento, as cidades passaram por uma renovação estética em que as novas peças de arte abstrata se integraram, em praças e calçadas, com as mais importantes dos séculos passados. Outros abstracionistas: Com influencias de Malevich, Matisse, Mondrian e Kandinski. Artistas mais representativos: Mark Rothko, Barnett Newman, Mark Tobey, Ad Reinhardt, Clyfford Still. A sua pintura era contraria à Action Painting. Perseguiram um ideal de pintura absoluta, diferente de tudo o que tivesse existido. Nas suas pinturas, a imagem torna-se um acontecimento ritual, mágico, sagrado, pretendendo intervir psicologicamente nos espectadores. Em 1955 num ensaio intitulado “American Type Painting”, Clement Greenberg empregou a expressão “Painting Field” (campo colorido, também conhecida por Pintores em campo da cor), para diferenciar a abstração sensual de Pollock, de W. de Kooning e de Gorky, das superfícies planas, de cromatismo simplificado e vibrantes do abstracionismo: ”As margens das grandes telas de Newman fazem o mesmo papel que as linhas interiores das formas; dividem mas não separam pontos, nem os fecham ou isolam; elas delimitam mas não limitam”.

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Na Europa, o gestualismo revelou-se mais moderado, reflexivo e diluído em vários campos do que o da Action Painting dos Estados Unidos. Artistas mais representativos: Europa: Jean Duhuffet, pintor francês que inventou a “arte bruta” com origens na arte primitiva e que pretendia abarcar todas as expressões artísticas não reconhecidas oficialmente como as obras de videntes, primitivos, crianças e doentes mentais, usando como materiais alcatrão, areia, matérias lamacentas, carvão, giz, e etc. Antoni Tápies, importante pintor espanhol, que ainda hoje continua a realizar pinturas de base matérica e influencia Zen. Antonio Saura, também espanhol, como uma obra essencialmente de “retratos” gestualmente deformados, grotescos. Francis Bacon, importante pintor britânico, com uma pintura socialmente empenhada e polemica com deformações grotescas de imagens figurativas. Hans Hartung, pintor alemão que desenvolveu a gestualidade e a linguagem do inconsciente. Lucio Fontana, italiano de origem Argentina, pintor experimentalista e “espacialista”, com uma constante preocupação de resolução do espaço nas suas obras. Karell Appel, holandês, um dos fundadores do grupo expressionista abstrato COBRA. Alberto Burri, italiano que realizou uma pintura de pesquisa com materiais diversificados e invulgares. Lencillo, italiano, um dos raros escultores informalistas, que, em obras de cerâmica e terracota, aderiu ao “sentido misterioso” da matéria bruta. Schulze Wols, Georges Mathieu, Manolo Millares.

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Em Portugal dentro do variado leque de expressões artísticas do informalismo, podemos inserir os pintores Fernando Lanhas, considerado o introdutor do abstracionismo em Portugal. João Vieira, Antonio Sena, Eurico Gonçalves; bem como algumas fases de Nadir Afonso, Joaquim Rodrigo, Julio Resende, Menez, João Hogan, Antonio Charrua e Rogério Ribeiro. SUPREMATISMO: É uma pintura com base nas formas geométricas planas, sem qualquer preocupação de representação. Os elementos principais são: retângulos, círculos, triângulos e a cruz. O manifesto do Suprematismo, assinado por Malevitch e Maiakoviski, poeta russo, foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país, defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. Mais racional que as obras abstratas de Kandinsky e Paul Klee, reduz as formas, à pureza geométrica do quadrado. Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo negro, nas variações ambíguas de fundo e forma. Principal artista: Kazimir Malevitch, (1878-1935), pintor russo, fundador da corrente suprematista, que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema, foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais, destruídas de toda sensualidade. O “quadrado negro sobre o fundo branco” construiu uma ruptura radical com a arte da época. Pintado entre 1913 e 1915, compõe-se apenas de dois quadrados, um dentro do outro, com os lados paralelos aos da tela. A problemática dessa composição seria novamente abordada no “Quadro branco sobre fundo branco”, 1918, hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. EXPRESSIONISMO ABSTRATO: Termo anos 20 com Wassily Kandinski (Cavaleiro Azul). Anos 40 e 50, grupo de artistas norte americanos: William Baziotes, Willen De Kooning, Arshile Goricy, Adolph Gottlich, Philip
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Guston, Hans Hofmann, Franz Kline, Robert Motherwel, Lee Krasner, Barnett Newman, Jackson Pollock, Ad Reinhardt, Mark Rothko, Clyfford Still e Mark Tobey. Para eles o verdadeiro tema da arte eram as emoções interiores do homem, exploraram gestos, cor, forma, textura, por seu potencial simbólico e romântico. O termo foi introduzido pelo critico Robert Coates em 1946; outros títulos: Escola de N.Y.”;” American – Type paining”; “Action pining” e “color field paining”. Action paining: criado por Harold Rosemberg, 1952 – Engajamento corporal – Pollock, nas pinceladas violentas De Kooning e nas formas ousadas de Klive. Por crescer sob grande depressão II Guerra mundial, perda de fé e nas ideologias. As exposições nos EUA, apresentavam influências das vanguardas Européias(Fauvismo, Cubismo, Dada e Surrealismo, Astecas, Africanos e índios americanos). Complementadas por novas gerações de mestres como: Hofman ( Esc. De Belas Artes Hans Hfman, 1934). Os surrealistas André Breton, André Masson, Roberto Matta,Yves Tanguy e Max Ernest. Momento decisivo do movimento expressionismo abstrato, interesse maior pela psicanálise junguiana. Pollock, submeteu 2 anos 1939/41 de análise junguiana, existência de um “inconsciente coletivo”; arte de engajamento existencialista. A arte e o artista eram exaltados. Arshile Gorky para Breton surrealista, pode ser considerado o 1º expressionismo abstrato, influenciado por Kandinsky e M iro. (abstração orgânica), (formas biofórmicas). De Kooning também pintou abstratos biomórfica, mais conhecido pela atenção que dava a figura humana, especificamente nas imagens da “pin-up americana”, “série mulher”, anos 50. O mais conhecido Jackson Pollock, filme e fotos, (Jack o respingador). Anos 50, tela no chão gotejando tinta, imagens labiritimicas, “energia e movimentos”. A análise junguiana, nutriu sua pintura (míticas, alhares, sacerdotes, totem e xanãs). Paisagem americana, tema constante na obra de Pollock, expressada na pintura de Clyfford Still e Barnett Newman.

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Mark Rothko: obra madura, executada no auge do continuísmo americano, (espiritualidade e convite à contemplação). Capela Rothko, arte religiosa. DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO, GOTTILIEB E NEWMAN. “Não existe essa coisa de uma boa pintura sobre o nada. Afirmamos que o tema é fundamental e só é valido quando se mostra trágico e temporal” Em 1948, “O tema dos artistas” foi fundado por Baziotes, Motherwell, Rothko e o escultor Davi Hare. (nossa pintura não era abstrata, mas repleta de temas). Para Rothko: “emoções básicas”. Para Still: “apenas eu e não a natureza” Para Pollock: “Expressa meus sentimentos, mais do que ilustra-los”. Para Newman: “a busca do significado oculto da vida” De Kooning: “pôs alguma ordem em nós” Motherwell: “desposar o universo”. Anos 40 E 50, a Arte Expressionista Abstrata, foi promovida por vários críticos, entre eles Harold Rosemberg e Clement Greemberg. 1951, o movimento alcançou reconhecimento institucional com a exposição Pintura e Escultura abstrata nos EUA (MOMA NY). Aaron Siskind, fotografia abstrata. Escultores: Herbert Ferber, Hare Ibram Lassaw, Seynour Lipton, Reuben Nakiam, Newman Theodore Roszak e David Smiyh (principal). Expressionismo Abstrato, reconhecimento internacional, exposição itinerante (MOMA 1958/9). Diferentes aspectos do expressionismo abstrato alimentaram movimentos variados como: “abstração pós-pictórica”, “Minimalismo” e “arte performática”. CONSTRUTIVISMO: Para o construtivismo, a pintura e a escultura são pensadas como construções, e não como representações, guardando proximidade com a arquitetura em termos de materiais, procedimentos e objetivos. O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda
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russa e a um artigo do critico N. Punin, de 1913, sobre os relevos tridimensionais de Vladimir Evgrafovic Tatlin (1885-1953). A consideração das especialidades do construtivismo russo não deve apagar os elos com os outros movimentos de caráter construtivo na arte, que ocorrem no primeiro decênio do século XX, por exemplo, o grupo de artistas expressionistas reunidos em torno de Wassili Kandinsky (1866-1914) no Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), em 1911, na Alemanha; o De Stiil (O Estilo), criado em 1917, que agrupa Piet Mondrian (1872-1944), Theo van Doesburg (1883-1931) e outros artistas holandeses ao redor das pesquisas abstratas; e o Suprematismo, fundado em 1915 por Kazimir Malecich (1878-1935), também na Rússia. Isso sem esquecer os pressupostos construtivos que se fazem presentes, de diferentes modos, no Cubismo, no Dadaísmo e no Futurismo italiano. A ideologia revolucionaria e libertaria que impregna as vanguardas em geral, adquire feições concretas na Rússia, diante da revolução de 1917. A nova sociedade projetada no contexto revolucionário mobiliza os artistas em torno de uma arte nova, que se coloca a serviço da revolução e de produções concretas para a vida do povo. Afinal, a produção artística deveria ser funcional e informativa. Realizações dessa proposta podem ser encontradas nos projetos de Aleksandr Aleksandrovic Vesnin (1883-1959) para o Palácio do Trabalho e para o jornal Pravda e, sobretudo, no Monumento à Terceira Internacional, de Tatlin, exposto em 1920, mas nunca executado, seria erguido no centro de Moscou. De ferro e vidro, a gigantesca espiral giraria sobre si mesma, concebida para ser também uma antena de transmissão radiofônica, é descrita pelo artista como “união de formas puramente plásticas (pintura, escultura e arquitetura) para um propósito utilitário”. A obra de Alexander Rodchenko (1891-1956) é outro exemplo de atualização do programa construtivista e produtivista russo. Das pesquisas iniciais, em estreito diálogo com as pinturas abstratas e geométricas de Malevich, o artista passa às construções tridimensionais por influencia de Tatlin, encontrado posteriormente na fotografia um meio privilegiado de expressão e registro pictórico da nova Rússia. Sua perspectiva fotográfica original influencia de perto o cinema de Sergei Eisenstein (1898-1948). As discussões sobre a função social da arte provocam fraturas no interior do construtivismo russo. Os irmãos Antoine Pevsner (18861962) e Naum Gabo (1890-1977), signatários do Manifesto Realista de
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1920, recusam um programa social e aplicado da arte, lembrando as criticas de Gabo ao monumento de Tattlin, em defesa de uma morfologia geométrica em consonância com a teoria suprematista de Malevich. Suas pesquisas inclinam-se na direção da arte abstrata, do dialogo cerrado entre arte e ciência e do uso de materiais industriais, como vidro e o plástico. Em 1922, quando o regime soviético começa a manifestar seu desagrado com a pauta construtivista, Pevsner e Gabo deixam a União das Republicas Socialistas Soviéticas – URSS. Na década seguinte, a defesa oficial de uma estética “realista” e “socialista” representa o golpe último nas pesquisas de tipo formal dos construtivistas. O exílio dos artistas contribui para a disseminação dos ideais estéticos da vanguarda russa que vão impactar a Bauhaus na Alemanha, o De Stiil, nos Paises Baixos, e o grupo Abstracion-Création (abstração-criação), na França. Gabo será um dos editores do manifesto construtivista inglês Circle de 1937. Não são pequenas as influencias do construtivismo na América Latina, em geral, e no Brasil, em particular, no período após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Marcas da vanguarda russa podem ser observadas no movimento concreto de São Paulo, Grupo Ruptura, e no Rio de Janeiro, Grupo Frente. A ruptura neoconcreta estabelecida com o manifesto de 1959, que reúne Amílcar de Castro (1920-2002), Ferreira Gullar (1930), Franz Weissmann (1911-2005), Lygia Clark (1920-1988), Lygia Pape(1927-2004), Reynaldo Jardim (1926) e Theon Spanuds (1915), não afasta as influencias do construtivismo russo, sobretudo na vertente inaugurada por Pevsner.

CONCRETISMO: A arte concreta deve ser compreendida como parte do movimento abstracionista moderno, com raízes em experiências como a do grupo De Stiil (O Estilo), criado em 1917, na Holanda por Piet Mondrian (18721944), Theo van Doesburg (1883-1931), Gernit Thomas Rietveld (18881964). Entre outros. A abstração geométrica testada pelo grupo holandês ecoa, com novos matizes, no manifesto Arte Concreta, redigido por Van Doesburg, em 1930, em tendências abstratas, por exemplo, as professadas pelo grupo Cercle et Carré, fundado em 1929 pelo critico Michel Seuphor (1901-1999) e o pintor Joaquim Torres Garcia (1874-1949), em Paris. O termo arte concreta é retomado por outros artistas, como Vassili Kandinsky (1866-1944) por exemplo, popularizando-se com Max Bill (1908-1994), ex-aluno da Bauhaus.
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Os princípios do concretismo afastam da arte qualquer conotação lírica ou simbólica. O quadro construído exclusivamente com elementos plásticos, planos e cores, não tem outra significação se não ele próprio. A pintura concreta é “não abstrata”, afirma Van Doersburg, “pois nada é mais real, mais concreto do que uma linha, uma cor, uma superfície”. Max Bill explora essa concepção de arte concreta defendendo a incorporação de processos matemáticos à composição artística e a autonomia da arte em relação ao mundo natural. A obra de arte não representa a realidade, mas evidencia estruturas, planos e conjuntos relacionados, que falam por si mesmos. A noção de arte concreta visa rediscutir a linguagem plástica moderna. Os Suíços, especialmente Max Bill, Richard Pall Lohse, Verena Loewensberg, recolocam o problema bidimensionalidade do espaço pictórico introduzido pelo cubismo ao definir o quadro como suporte sobre o qual a realidade é reconstruída, e passível de ser aprendida de múltiplos ângulos. Assim com os concretos a pintura se aproxima de modo cada vez mais radical da escultura, da arqwuitetura e dos relevos. Da pauta do grupo fazem parte também pesquisas sobre percepção visual, e a defesa da integração da arte na sociedade, pela participação do artista nos vários setores da vida urbana, ênfases Hochschule für Gestaltung – HFG (ESCOLA SUPERIOR DA FORMA), fundada por Max Bill em 19851 na Alemanha, dando continuidade ao projeto Bauhaus. Bill é o principal responsável pela entrada desse ideário plástico na América Latina, especialmente no Brasil e Argentina, após a segunda guerra mundial. A exposição do artista em 1951 no MASP e a presença da delegação suíça na 1º Bienal Internacional de São Paulo, abrem as portas do país para as novas tendências construtivas, que são amplamente exploradas a partir de então. Os prêmios concedidos à escultura “Tripartida” de Max Bill e a tela “formas” de Ivan Serpa, na 1º Bienal, realizada no MAN/SP, são sintomas da atenção despertada pelas novas linguagens pictóricas. O impacto das representações estrangeiras na bienal se relaciona de perto côas modificações verificadas no meio social e cultural brasileiro. Cidades com o Rio de Janeiro e São Paulo iniciam processos de metropolização, alimentados pelo surto industrial e pela pauta desenvolvimentista, que alteram a paisagem urbana. Do ângulo das artes visuais, a criação dos museus de arte e de galerias criam condições para a experimentação concreta nos anos 1950, com o anúncio das novas tendências não figurativas. É importante lembrar nessa direção as
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exposições 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, somente do grupo Concreto Paulista; Do Figurativismo ao Abstracionismo, no MAM/SP, em 1949; A. Calder no MASP, em 1949; e Fotoformas, de Geraldo de Barros (1923-1998), no MASP em 1950. O ano de 1952 e a exposição do Grupo Ruptura marcam o inicio oficial do movimento concreto em São Paulo. Criado por Anatol Wladyslaw (1913-2004), Lothar Charoux (1912-19887), Féjer (1923-1989), Geraldo de Barros, Leopold Haar (1910-1954), Luiz Sacilotto (1924-2003), liderado pelo artista critico Waldemar Cordeiro (1925-1973), o grupo propõe em seu manifesto a “renovação dos valores essenciais das artes visuais”, por meio das pesquisas geométricas, pela proximidade entre trabalho artístico e produção industrial, e pelo corte com certa tradição abstracionista anterior. Os desdobramentos da arte concreta na poesia se evidenciam em São Paulo pelo lançamento da revista Noigandres, em 1952, editada pelos irmãos Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos (1931) e Décio Pignatari (1927). No Rio de Janeiro, alunos do curso de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ, tendo como teóricos os críticos Mario Pedrosa (1900-1981) e Ferreira Gullar (1930), formam o Grupo Frente, em 1954. Fundado por Aluisio Carvão (19202001), Carlos Val (1937), Décio Vieira (1922-1988), Ivan Serpa, João José da Silva Costa (1931), Lygia Clark (1920-1988), Lygia Pape (1927-2004) e Vicent Ibberson, e ao qual aderem em seguida Hélio Oiticica (1937-1980) e César Oiticica (1939), Elisa Martins da Silveira (1912-2001), Emil Baruch (1920), Franz Weissmann (1911-2005), Abraham Palatinik (1928) e Ruben Ludolf (1932), o grupo concreto carioca prega a experimentação de todas as linguagens, ainda que no âmbito não figurativo geométrico. À investigação paulista centrada no conceito de pura visualidade da forma, o grupo carioca opõe uma articulação forte entre arte e vida, que afasta a consideração da obra com “máquina” ou “objeto”, e maior ênfase na intuição como requisito fundamental do trabalho artístico. As divergências entre Rio e São Paulo se explicitam na Exposição Nacional de Arte Concreta, São Paulo, 1956, e Rio de Janeiro, 1957, inicio da ruptura neoconcreta, efetivada em 1959. NEOPLASTICISMO: Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas e expressão de uma concepção geométrica. Resulta às linhas verticais e horizontais e as cores puras (vermelho,
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azul e amarelo). O ângulo reto é o símbolo do movimento, sendo rigorosamente aplicado à arquitetura. Principal artista: Piet Mondrian, (1872-1944), pintor holandês. Depois de haver participado da arte cubista, continua simplificando suas formas até conseguir um resultado, baseado nas proporções matemáticas ideais, entre as relações formais de um espaço estudado. O artista utiliza como elemento de base, uma superfície plana, retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco. Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura. Ele procura, pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição, despojado de todo excesso da cor, da linha ou da forma. Em 1940, Mondrian foi para New York, onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. É a série dos quadros boogie-woogie. SURREALISMO: Nas duas primeiras décadas do século XX, os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas, políticas criaram clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade. O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito critico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle. A publicação do Manifesto do Surrealismo, assinado por André Breton em outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística.
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Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições. A livre associação e a análise dos sonhos, ambos métodos da psicanálise freudiana, transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo, embora aplicados a seu modo. Por meio do automatismo, ou seja, qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle, os surrealistas tentavam plasmar, seja por meio de formas abstratas ou figurativas simbólicas, as imagens da realidade mais profunda do ser humano: o subconsciente. O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. No entanto, se os dadaístas propunham apenas a destruição, os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova, a ser organizada em outras bases. Os surrealistas pretendiam, dessa forma, atingir uma outra realidade, situada no plano do subconsciente e do inconsciente. A fantasia, os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas, e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos, embora sejam mais radicais. Destacam-se 3 períodos importantes: 1924, Período dos sonhos, representado pelas obras da natureza simbólica, obtida através de diferentes procedimentos de automatismo, de um certo figurativismo. 1928, Período do compromisso político, expresso na filiação de seus lideres ao comunismo. 1930, Período de difusão, se empenhou na formação de grupos surrealistas em toda a Europa, com adesão de grupos americanos. Segundo Breton, há dois métodos propriamente surrealistas: o automatismo rítmico (se pintava seguindo o impulso gráfico) e o automatismo simbólico (fixação das imagens subconscientes de maneira natural). Miro, Hans Arp e André Masson, representaram o surrealismo orgânico, enquanto Dali, Magrite, Chagal e Marx Ernest entre outros, desenvolveram o surrealismo simbólico. Na América Latina, destacou-se Frida Kahlo e Wilfredo Lam entre outros. Principais artistas:
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Salvador Dali, é sem duvida o mais conhecido dos artistas surrealistas. Estudou em Barcelona e depois em Madri, na Academia de San Fernando. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Gorgio De Chirico. Finalmente aderiu ao surrealismo, junto com seu amigo Luis Buñuel, cineasta. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud, de grande importância ao longo de toda a sua obra. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. O filme “O Cão Andaluz”, que fez com Buñuel, data de 19298. Ele criou o conceito de “paranóia critica” para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas. Segundo ele, é preciso “construir para o total descrédito da realidade”. No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. Instalou se ateliê em Roma, embora continuasse viajando. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud, fez uma viagem para a América, onde publicou sua biografia “A Vida Secreta de Salvador Dali”, 1942. Ao voltar, se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala, sua mulher, exmulher do poeta e amigo Paul Éluard. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis. Obra destacada: Mae West.

Joan Miro, iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja, em Barcelona. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali, onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. Nessa época, fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas, em cujo grupo militou durante algum tempo. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig), onde se formara um grupo de amigos pintores, entre os quais estavam Masson, Leiris, Artaud e Lial. Dois anos depois adquiriu forma La masia, obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miro demonstrou uma grande precisão gráfica. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. Bretton falava dela como o Maximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. A famosa magia de Miro se manifesta nessas telas de traços
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nítidos e formas sinceras na aparência, mas difíceis de serem elucidadas, embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Miro também se dedicou à cerâmica e a escultura, nas quais extravasou suas inquietações pictóricas. Obra destacada: Noitada Esnobe da Princesa.

Para seu conhecimento: “O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?” (fragmento do manifesto do surrealismo de André Breton, francês que lançou o movimento). No mesmo manifesto, Breton define Surrealismo: “Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento”. Escultura: deve-se falar em objetos retirados de seu contexto, os surrealistas se dedicaram conscientemente a reunir os objetos mais diferentes, privados de sua funcionalidade, para expressar as necessidades mais intimas do homem. No inicio falavam de dois tipos de objetos: os naturais (vegetais, animais e minerais) e os de uso cotidiano. Exemplo claro do culto ao objeto, foi a exposição de Objetos Surrealistas de 1936. Nela se representaram as mais extravagantes combinações, produto das associações inconscientes de seus atores. Alguns de fácil interpretação e outros complexos. Destaca-se os objetos surrealistas, no limite entre a ironia e a perversão, tentavam abrir a imaginação do espectador para a multiplicidade de relações existentes entre as coisas, Prova disso foram o engenhoso telefone-lagosta, de Dali, ou as combinações de objetos de Miro. ACTION-PAINTING: Ou pintura de ação gestual, criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 e 1950 faz parte da arte Abstrata americana. Em 1937, fundouse nos Estados Unidos, a Sociedade dos Artistas Abstratos. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas, chegando à criação de um estilo original. Características da Pintura:
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Compreensão da pintura como meio de emoções intensas. Execução cheia de violência, agressividade, espontaneidade e automatismo. Destruição dos meios tradicionais de execução, pincéis, trinchas, espátulas e etc. Técnica: pintura direta na parede ou no chão, em telas enormes, utilizando tinta à óleo, pasta espessa de areia, vidro moído. Principal artista: Jackson Pollock, (1912-1956), pintor americano, introduziu nova modalidade a técnica, gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente, numa execução veloz, com resultados extraordinários e fantásticos, algumas vezes realizadas diante do público. Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. Nos últimos trabalhos nessa linha, o artista usou materiais como pregos, conchas e pedaços de tela, misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo e textura. Usou freqüentemente tintas industriais, muitas delas usadas na pintura de automóveis. Abstração no Brasil: Surge com maior ênfase nos meados dos anos 50. O curso de abstração no Brasil, A abstração “gravação de Iberê Camargo”, (1914-1994), forma uma geração de gravuristas abstratos, na qual se destacam Antoni Babinski, 1931, Maria Bonomi, 1935 e Mario Gruber, 1927. Outros impulsos vêm da fundação dos Museus de Arte Moderna de São Paulo, 1948 e do Rio de Janeiro, 1949 e da criação da Bienal Internacional de São Paulo, 1951. Entre os pioneiros da abstração no Brasil, destacam-se Antônio Bandeira(19221967), Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). Posteriormente artistas como Flavio Shiró, (1928-), Manabu Mabe (1924-1997), Yolanda Mohalyi (1909-1978), Wega Nery (1912-), além de Iberê Camargo, praticam a abstração informal. A abstração geométrica, que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50, encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-). Fayga Ostrwer (1920-), Arcângelo Ianelli (1922) e Sanson Flexor (1907-1971). COBRA: Movimento artístico criado na Holanda, sigla de CopenhagueBruxelas-Amsterdã, grupo artístico europeu que surgiu entre 1948 e 1951. Ligado esteticamente ao expressionismo figurativo, teve como principais representantes Asger Jorn, Karel Appel e Pierre Alechinski.
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Assim como as obras de Jacson Pollock essa pintura é gestual, livre, violenta na escolha de cores e texturas. Principais artistas: Pierre Alechinski, pintor e gravador belga. Um dos mais jovens integrantes do grupo Cobra, marcou sua obra pelo tachismo. Participou da XI Exposição Internacional do Surrealismo, em 1965. Asger Jorn, Pintor dinamarquês. Sua obra é caracterizada pelo uso de cores vivas e formas distorcidas. Sofreu influência dos pintores James Ensor e Paul Klee. Karel Appel, pintor holandês. Criador de uma obra vigorosa e colorida, caracterizada pela figuração rude e simplificada. Realizou também esculturas em madeira e metal. OP ART: A expressão “op-art” vem do inglês, (optical art) e significa “arte óptica”. Defendia para a arte “menos expressão e mais visualização”. Apesar do rigor com que é construída, simboliza um mundo precário e instável, que se modifica a cada instante. Apesar de ter ganhado força na metade da década de 1950, a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art; em comparação, parece excessivamente cerebral e sistemática, mais próxima das ciências do que das humanidades. Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia. Meados dos anos 60, exposição “Olho receptivo”, curador Willian C. Seitz, MOMA/NY, 1965. “abstracionistas perceptuais”; americanos: Richard Anuszkiewicz e Larry Poons. Britânicos Michael Kidner e Bridget Riley, e o franco-hungaro Victor Vasarely. Uso de formas geométricas em preto e branco, efeito de ritmo e distorção, cores constratantes e variações tonais. A arte op, exige a participação do espectador para “completá-la”, tais preocupações ligam a arte op a vários movimentos: Fluxos, Hiperrealismo e GRAV, bem como a teoria da Gestalt. A ilusão do movimento, também Arte Cinética. Durante os anos 80 suas imagens e técnicas foram retomados pelo americano Philip Taaff e o holandês Peter Schuyff.

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Principais artistas: Alexander Calder, (1898-1976), criou os móbiles associando os retângulos coloridos das telas de Mondrian à idéia do movimento. Os seus primeiros trabalhos eram movidos manualmente pelo observador. Mas, depois de 1932, ele verificou que se mantivesse as formas suspensas, elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar. Embora os móbiles pareçam simples, sua montagem é muito complexa, pois exige um sistema de peso e contrapeso muito bem estudado para que o movimento tenha ritmo e sua duração se prolongue. Victor Vassarely, criou a plástica cinética que se funda em pesquisas e experiências dos fenômenos de percepção ótica. As suas composições se constituem de diferentes figuras geométricas, em preto e branco ou coloridas. São engenhosamente combinadas, de modo que através de constantes excitações ou acomodações retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo, que se modificam desde que o contemplador mude de posição. O geometrismo da composição, ao qual não são estranhos efeitos luminosos, mesmo quando em preto e branco, parece obedecer a duas finalidades. Sugerir facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade, como diz o artista; por outro lado, solicitar ou exigir a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como “obra aberta”. POP ART: Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954, pelo critico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos. Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras. Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da
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segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade. Com o objetivo da critica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e design, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo em que produzia a critica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmistificando, já que se utilizava objetos próprios delas, a arte para poucos. Principais artistas: Robert Rauschenberg, 1925, depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do inicio da década de 1950. Rauschenberg, criou as pinturas “combinadas”, com garrafas de coca-cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados. Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em Silkscreen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas, episódios da história americana moderna e da cultura popular. Roy Lichtenstein, (1923-1997). Seu interesse pelas histórias em quadrinhos, como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados

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das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual. Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração. Andy Warhol, (1927-1987). Foi a figura mais conhecida e mais controvertida da Pop Art, mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilin Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro. Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal. MINIMALISMO: Ny, Entre 1963/5, após exposição de Donald Judd, Robert Morris, Dan Flavin e Carl André. Outros nomes “estruturas primárias, objetos unitários, arte ABC e Coll art. Estruturas geométricas, aparentemente simples. Os artistas minimalistas, deram atenção às obras Construtivistas e Suprematistas Russos que tendiam para Abstração pura, como Kasimir Maliêvitch (quadrado negro). Firmou – se como movimento Com a exposição Estruturas Primárias: jovens escultores. Am. E brit. NY 1966, logo depois passou – se a aplicar o termo a obras de escultura. Como André, Richard Artschwager, Ronald Bladen, Larry Bell, Flavin, Judd, Sol Le Witt, Morris, Beverly Pepper, Richard Serra e Tony Smith; os Britânicos: Sir Anthony Caro, Philip King, Willian Tucker, Tim Scott, e pinturas dos abstracionistas pós-pictóricos. Judd, tornou – se um dos mais interessante comentarista de arte, em 1965, escreveu: “O espaço real é intrinsecamente mais vigoroso e especifico do que a tinta sobre uma tela...nova criação assemelha – se,

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mais a escultura. Do q a pintura. A cor jamais deixa de ter importância. O que não acontece na escultura.” Judd, se referia a Frank Stella (abstração pós-pictórica), os neodadáistas Robertr Rauchenberg, John Chanberlain e Claes Oldenburg e o Novo realista Yves Klein. Denominadas por ele como “objetos específicos”. Um tema constante é a atuação recíproca entre espaços positivos e negativos em objetos reais e sua interação com o entorno imediato. As caixas cúbicas de Morris, 1965, revelam preocupações semelhantes,... relacionam o minimalismo. Com performance e a Earth art. Comentário dele: “A simplicidade da forma não se equaciona necessariamente com a simplicidade da experiência. As formas unitárias não reduzem os relacionamentos. Elas os ordenam.” Flavin, explorou temas relacionados com espaço e luz., “lâmpadas florescentes”, “Rosa e dourado”, 1968. Escreveu em 1967: “Simboliza seu encolhimento, tornando – se ínfima”, teve em sua obra influencia. De Du Champ e seus readymades (Dada) e os construtivistas. (Monumento a V. Tatlin de Flavin , 1964) e Constantin Brancusi (Colunas infinitas). André se inspirou em Brancusi (esculturas modulares) e em Stella (pinturas de faixa), fez experiências com cores e pesos, usando metais e outros materiais, questionando a posição legitima das esculturas(vertical/horizontal). Começaram aparecer muitos críticos e um público opinativo julgava – na fria, anônima e imperdoável. Os materiais pré-fabricados usados, não pareciam arte. Judd por ex. pode ter mandado fabricar sua obra, mas elas são reconhecidas como “Judds”. Ao restringir os elementos que atuam em cada objeto, criam – se efeitos mais complexos do que mínimos. Recordam a “arte conceitual”. Em anos recentes, tem sido aplicadas à decoração de interiores, mobiliário e artes gráficas e designers de moda. Embora o termo não fosse aplicado à música, até inicio dos anos 70, muitas obras foram associadas ao minimalismo. (harmonia estática, repetição e uso de instrumentos não convencionais). Terry Riley, Steve Reich ou Philip Glass. Embora não exista uma escola minim. Na arquitetura, vários modernistas busca rigor e pureza. (Ludwig Miers van der Roche. “mais é menos”) e o Mexicano Luis Barragan (sua resid. Pureza geométrica. E cores ousadas).

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A pintura, a escultura e a arquitetura, fundiram – se nas Torres da Cidade – Satélite 1957/8 (Barragan com Mathias Goeritz) . Nos anos 80, no Japão: Kazuo Shinohara, Fulmiko Maki, Arata Isozaki, Tadao Ando, influenciado pelo estado clássico zen-budismo e modernismo europeu. Os arquitetos “HIGH-tech”, tbem acompanham objetivos e técnicas minimalistas. Colaboração do escultor Sir Anthony Caro e o escritório Foster & Partners no projeto “Ponte do milênio”, 2000; Londres. “Ecultitura”: termo utilizado por Caro, a partir de 1989 em seus trabalhos. EARTH ART: Land art ou earthworks, USA, final anos 60, expandiram as fronteiras da arte, quanto aos seus materiais e espaços físicos, se deslocou para fora da cidade, assumindo o meio ambiente como seu material, crescente interesse pela ecologia e conscientização do perigo da poluição e os excessos do consumismo; pode ser uma forma de preservação, pois se um pedaço de terra for consagrado como arte, pode ser mantido intacto. Preservação do espírito humano, espiritualidade dos sítios arqueológicos (cemitérios dos indígenas americanos, os círculos nas plantações e as gigantescas figuras esculpidas nas colinas da Inglaterra). A maioria dos artistas são Americanos e Ingleses, e nota – se forte influência da paisagem(arte britânica) e ligações românticas com o Oeste ( arte Usa). Aristas americanos: Sol Lewitt, Robert Morris, Carl André, Christo e Jeanne – Claude, Walter de Maria,, Nancy Holt, Robert Smithson, Dennis Oppenhein, Richard Serra, Mary miss, James Turrel, Michael Heizer, Alicer Aycock. Europa: Britânicos: Richard Long, Hamish Fulton e Andy Goldsworthy. Holandês: Jan Dibbets. Alguns desses pioneiros também se filiaram ao Minimalismo. Com efeito a earth art pode ser vista como um prolongamento do projeto minimalista. Muitas de suas criações empregam a linguagem geométrica do minimalismo, em forma de imensas esculturas no solo; semelhantes a labirintos de Aycock ou as obras arquitetônicas de Holt, De Maria e Heizer e Turrell. Outras criações que usam fotos, textos e diagramas, tem afinidade com a arte Conceitual (De Maria, Dibbets, Fulton, Goldsworthy, Le Witt, Long e Openhein). E outras com reciclagem de lixo.
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Firmou – se como movimentoto, graças a exposição Earth Works – NY em 1968, organizada por Smithson. (documentação fotográfica “Caixa em um buraco” de Le Witt Desenho de De Maria, com giz no deserto de Monjave). E a exp. De Earth Terra, NY, 1969. Ocorrem em locais distantes. Para De Maria o isolamento é a essência da earth arte. Cristo e Janne, trabalham juntos desde os anos 60 e seu grande tema, tem sido empacotar ou envolver coisas. Muitas conhecidas por fotografias. PÓS-MODERNISMO: Novas formas de expressão, aplicada originalmente a arquitetura, meados anos 70, (estilo Internacional), estrutura ambíguas e contraditórias, animadas por referências jocosas a estilos históricos, empréstimos de outras culturas e uso de cores ousadas e surpreendentes. “Piazza d’Itália, 1975/80, Nova Orleans, USA , Charles Moore. Nos anos 80, no Designe e Artes Visuais, com criações inspiradas em cultura popular. “O mundo do comércio”, Richard Prince. Outras criações com elementos diferenciados (texto com imagens, objetos com arte gráfica) Tin Rollins e K.O.S. garotos da sobrevivência, também criações de cunho social e político. “Trocados”, 1990, alemão Hans Haacke, “Torre de observação”, permanece intacta após a queda do muro de Berlim, com logotipo da Mercedes – Bens, marca do capitalismo. Ao mesmo tempo é uma rejeição e um prolongamento do modernismo. “O jantar” de Judy Chicago. Dá prosseguimento à experimentação iniciada com Marcel Duchamp e se desenvolveu por meio do Dada, surrealismo, neodadá, arte pop e arte conceitual. Em 1966, dois livros: O arquiteto italiano Aldo Rossi, “novas edificações, em vez de criar formas novas, deveriam adaptar a formas antigas.” O 2º do arquiteto americano Robert Venturi, “vitalidade desordenada” e parodiavam a frase modernista, “menos é mais” por “menos é um tédio”. A equipe projetou o exuberante Groninger Museum, 1995, Holanda, os italianos Alessandro Mendini e Michele de Lucchi, o designer francês Philippe Starck e o escritório vienense Coop Himmelblau. A diversidade dos materiais, estilos, estruturas e ambientes constitui características do pós-modernismo que não pode ser definido
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por um único estilo. “Sede do HSBC, estilo High – tech, inglês Sir Norman Foster; “Museo de arte Romano”, Espanha, espanhol Rafael Moneo, estilo clássico; “Edif. De Serviços Públicos de Portland”, do americano Michael Graves; “Arco da defense”, Paris, dinamarquês Johan Otto Von Spreckelsen. Apartir dos anos 60, os designer, insatisfeitos com a ordem e uniformidade do Bauhaus, fizeram experiências com cores e texturas e se inspiravam em motivos decorativos do passado (adhocismo). O designer italiano Ettore Sottsass,( anmtidesign), é a figura mais importante, obras para o grupo Menphis. “antifuncional Estante Carton”, 1981, Menphis. A influência do alemão Wolfgang Weigart, espalhou – se da Basiléia/Suíça, para Europa e USA. Neville Brody, na Inglaterra; O studio Dumbar, 1977, Holanda; e Javier Mariscal, Espanha, criaram designes tipográficos de vanguarda nos anos 80 e 90. O pós-modernismo, celebrava o pluralismo do final do século XX. Refere – se a natureza dos meios de comunicação de massa e proliferação universal das imagens, segundo o pensador francês Jean Baudrilard: “Um êxtase da comunicação”. Representação: motivos ou imagens de obras do passado, representados em novos e perturbadores contextos ou despojados de seus significados tradicionais (desconstruídos) por artistas como: Mike Bidlo, Louise Lawler, Sherrie Levine e Jeff Wall. O Kitsch pode ser transformado em arte elevada, “Coelho”, Jeff Koons. Nos USA Julian Schumabel e David Salle, começaram a empregar técnicas pós modernas, final anos 70, apropriando – se de filmes, imagens e revistas populares e sobrepondo – as. Os palimpsestos criados com louça quebrada, de Schmabel, e as figuras fantasmagóricas e sobrepostas de Salle, criam uma surpreendente justaposição. (neoexpressionistas e comparados a artistas de transvanguarda). Nas artes visuais, se engajou em questões sociais e políticas, a arte servia de um tipo social dominante, deram ênfase a identidades marginalizadas: étnicas, sexuais, feministas e ambientais. Jean Michel Basquiat, USA, iniciou como grafiteiro, final anos 70. (SAMO, “Same old Shit”, “A mesma merda de sempre”, suas obras protestavam contra o preconceito racial. Associado a Andy Warbol. A morte, tema dominante na arte pós moderna, sobretudo a identidade dos gays, como Basquiat, Keith Haring; David Wojnarowics também vitima de aids, transformou sua doença em tema central de seu trabalho. “Série sexo”.
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Anos 70 e 80, USA, artistas como Mary Kelly, Bárbara kruger, Jenny Holzer, Cindy Sherman, questões ligadas à identidade feminina, “Documento pós parto”. Imagens com legendas perturbadoras, sem titulo, seu olhar, comportamento social, como homens olhando para mulheres, Holzer, 1º mulher americana a expor em Bienal de Veneza, 1990, “Proteja – me, daquilo que desejo”. RACIONALISMO: Piet Mondrian, artista holandês, criou um estilo abstrato extremamente simplificado. Como outros pintores abstratos, ele rejeitava motivos que se pudessem identificar. Mondrian também ignorou a textura em suas obras. Ele reduziu a pintura a linhas retas que formavam ângulos retos. Usavam apenas preto, branco e cinza e as cores primarias. Sua pintura influenciou a arte comercial e o desenho industrial moderno. INFORMALISMO, EXISTECIALISMO E TACHISMO: A arte informal engloba um grande leque de direções e ramificações distintas e abrange obras de aspectos e conteúdos muito diversos. Dentro da arte informal pode falar-se de expressionismo abstrato, pintura signico-gestual, gestualismo, action-painting, pintura tachista (do francês “tache” – mancha) e espacialista. Cada uma destas correntes tem o seu caráter especifico, quer pelos “novos” (porque até então alheios à pintura) materiais ou técnicas empregues quer pelas soluções espaciais que apresentam. A arte informal – informalismo pode tirar-se numa categoria muito vasta que é a “obra aberta”, indicada por Umberto Eco. “Trata-se por conseguinte, de enfrentar um tipo de pinturas em que a expressão adquiriu novas e múltiplas possibilidades. Em muitas obras informalistas observa-se a presença de determinados signos e manchas aos quais o artista não deu significado predeterminado quando os criou, mas o espectador pode dotá-los de significados vários ao contemplá-los. Neste sentido o espectador, contribui, de certa maneira, para concluir a obra apresentada como “aberta” à interpretação por parte do artista.” Considera-se que a pintura
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informalista tve inicio em 1944, ou seja perto do final da 2º Guerra Mundial, tendo ido buscar as suas influencias ao dadaísmo, surrealismo e abstracionismo, em dois focos principais que foram Nova York e Paris, tendo-se posteriormente espalhado por outros lugares dos Estados Unidos e Europa. O termo informed foi adotado na Europa pelo critico francês Michel Tapie, que pretendia eliminar o realce dado pelos americanos ao conceito de action painting e destacar a abolição da “forma” na arte, substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegavam a criar verdadeiros relevos. Aliás, o vulgarmente considerado iniciador do informalismo europeu foi o pintor francês Jean Fautrier (1898-1964), que em finais da década de 20, realizava já um tipo de trabalho que, apesar de ainda serem figurativos, distinguiam-se pela espessura das suas texturas. ARTE ASSEMBLAGES, AMBIENTES, HAPPENINGS, BODY ART E NOVO DADAISMO: Alguns artistas ligados à Arte Pop e Arte Conceitual, realizaram (e ainda realizam atualmente) obras que se podem inserir nos termos acima indicados e que não se circunscrevem nem ao ambiente plano da tela, nem na escultura tradicional. Claes Oldenburg, Robert Rauchenberg, Georges Segal, Edward Kienholz, Duane Hanson, John de Andréa, Denis Oppenheim, Judd Pfaff, Christo (famoso por seus embrulhos de edifícios). Dos quais o último foi o Parlamento Alemão em 1996, Nam June Paik, Jim Dine, Keith Arnatt, John Cage (músico), Mercê Cunningham (coreógrafo), são os artistas mais representativos destas formas de expressão artística. ASSEMBLAGE ou AMBIENTE, a sua influencia vem do movimento Dada e dos Ready-made, pois misturam em obras tridimensionais deferentes materiais artísticos, com materiais reciclados, detritos e produtos industriais, tirados do seu contexto habitual. HAPPENING (Acontecimento), termo inventado pelo americano Allan Kaprow (1927), no final dos anos 50, para designar um acontecimento que se desenvolve perante o público, centrando a sua atenção no comportamento humano e no meio circundante. É quase uma ligação arte plástica/teatro, mas que não privilegia nenhum dos meios expressivos tradicionais. Como a palavra música ou a cor.

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BOD ART (arte do corpo), utilização do corpo, por parte de certos artistas, como forma de expressão, transgressão ou manifestação. NEW DADA (Novo Dadaísmo, ou Novo Realismo na Europa), Movimento que, embora com a presença dos mesmos artistas da Arte Pop, pretendia retomar, de uma forma atualizada o espírito do dadaísmo de Marcel Duchjamp, Man Ray e Kurt Schwitters, através da fotomontagem e da colagem de materiais. Antonio Carvalhal, Leonor Soares são exemplos. INTERFERÊNCIA: Como a pintura já não é claramente definível e deixou de ser a única fornecedora de memoráveis imagens visuais. Alguns artistas interferem na paisagem, colocam cortinas, guarda-sóis, embrulhos em locais públicos. Atualmente, ressaltamos Christo, o único artista que se destaca com suas interferências. Obras destacadas: Cartolina no vale, Ponte Neuf (Paris) embrulhada para presente, Guarda-sóis colocados em um vale da Califórnia e mais recentemente o Reichstag (Parlamento Germânico em 1988 – Berlim), que foi envolvido em tecido sintético com duração de duas semanas. INSTALAÇÃO: São ampliações de ambientes que são transformados em cenários do tamanho de uma sala. É utilizada a pintura, juntamente com a escultura e outros materiais, para ativar o espaço arquitetônico. O espectador participa da obra, e não somente à aprecia. Obra destacada: Homenagem a Chico Mendes de artista Roberto Evangelista.

ARTE CONCEITUAL: Surgiu nos anos 60 a partir dos Happenings e tem influencia dos Ready-made de Marcel Duchamp. A arte conceitual pode usar meios e materiais não relacionados diretamente com as artes plásticas, como o vídeo, projetores de slides, fotografia e põe em causa as definições de
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arte de uma forma mais radical do que a Arte Pop, pois insiste que é na imaginação, no idealismo, na idéia geradora, no conceito, que prevalece a arte e não a execução. “Uma vez que a obra de arte é um sub-produto acidental desse salto imaginativo, pode perfeitamente ser dispensada, assim como as galerias de arte e por extensão o próprio público. P processo criativo só precisa ser documentado de alguma forma geralmente verbal, ou pela fotografia, vídeo ou cinema.” Artistas mais representativos: Joseph Beuyes, alemão, se iniciou como escultor, utilizando materiais insólitos, como gordura, feltro, elementos naturais e materiais industriais (também conotado com a Arte Povera – Arte Pobre). Dele escreveu Gillo Dorfles, “A própria personalidade física do artista faz parte da obra (ou da encenação). Beuys serve-se habilmente do corpo com ações publicas onde os seus gestos, as suas inclinações, a sua participação com comportamentos diversos ajudam à compreensão do espectador. Nos últimos tempos, porém, o aspecto mais singular da sua atividade consistiu numa deliberada missão “de prédica”. Beuys procedo como um sacerdote laico que, com as suas palavras, visa convencer o auditório de alguns princípios ético-estéticos e politicoespirituais”. Joseph Kosuth, USA, impôs-se muito jovem na cena mundial da vanguarda com uma obra desconcertante (one and three chairs, 196566), onde apresentava uma cadeira verdadeira, ao lado de uma fotografia da mesma cadeira e junto desta um texto escrito em que se podia ler a definição de cadeira, tirada de um dicionário. Graças a uma importante obra ensaistica é um dos maiores animadores no atual debate sobre o papel do artista na sociedade contemporânea. Giulio Paolini, Itália, tem uma obra essencialmente de pesquisa. Vincenzo Agnetti, Itália, autor de uma obra de provocação intelectual. Yves Klein, francês; Sol Le Witt, Ad Reinhardt, Frank Stella; Robert Mangold, USA, pintores minimalistas; Donald Judd; Robert Morris, USA, autor de enormes esculturas geométricas; Lawrence Weiner, Anthony Caro, USA; Marcel Broodthaers, Belga; Keith Arnatt, GB e etc. Em Portugal, podem citar-se os pintores Ângelo de Souza, Jorge Pinheiro, Álvaro Lapa, Artur Bual, Antonio Charrua, Luis Dourdil, como representantes do informalismo/minimalismo. Dentro da Arte Conceitual, pode inserir-se o Minimalismo (minimal art), corrente dos anos 60 e 70, que como o nome indica
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pretendia desenvolver uma arte de grande simplicidade, reduzida a materiais e formas geométricas puras, como configurações triangulares, quadradas, circulares e cores monocromáticas. Como muita da arte “moderna” e “pós-moderna”, o minimalismo questiona o papel dos artistas e a natureza da criatividade. Também as denominadas Land Art ou Earth Art (arte da terra), a Arte Povera (arte pobre), sub tendências que existem desde os anos 60, podem estar inseridas no espírito da Arte Conceitual, embora possam ser conotadas com a chamada “Vanguarda” dos anos 60 e 70. A Land Art, que pretende intervir nos espaços naturais, com “instalações”, deixando sinais ou marcas ecológicas, nasceu e desenvolveu-se nos EUA. Os seus principais representantes são Denis Openheim, Robert Smithson,Carl André, Richard Serra, Richard Long, Walter de Maria, Heizer. A arte Povera, quando o critico italiano Germano Celant utilizou pela primeira vez esta designação, em 1907, referindo-se à participação de uma geração de artistas de vanguarda, entre Turin e Roma, o famoso “milagre italiano”, como era conhecido o dinamismo econômico da Itália do pós guerra, vivia a hora da recessão. Depois da industrialização acelerada e da euforia de consumo provocada por um modelo importado dos USA, a Itália entrava, por volta do inicio dos anos 60, em depressão econômica, com profundos desequilíbrios sociais e conflitos políticos. É nesse clima de crise que sopra um vento literário, uma explosão artística existencial, anarco-utópica, a pôr em questão a sociedade e a arte como intervenção direta. No cinema, Pasolini. Na literatura, Ítalo Calvino e Umberto Eco. No teatro, estreitam-se as relações entre performance plástica e ação cênica, o Living Theatre omnipresente nas cidades da Itália. Germano Celant resume a formula: “Arte povera + azioni povera” (arte pobre + ação pobre). Afirmando-se especificamente como manifestação européia, a “Arte Povera” refere uma aventura intelectual e artística cujos fundamentos ideológicos estão em oposição às propostas formalistas e consumistas da arte americana e traduz uma atitude moral, uma posição crítica, ética e política. A “Arte Povera”, segundo as palavras de Celant, “significa disponibilidade e anti-iconografia, introdução de elementos e imagens perdidas, vindas do cotidiano e da natureza.” É uma nova energia que se reclama das intenções da existência, da realidade dos elementos e do homem. Os artistas exprimem-se
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essencialmente e realizando instalações onde utilizam materiais orgânicos, simples, “pobres”, querendo elevar as coisas mais banais e mais insignificantes ao nível da arte. É como “um vasto campo de convergências” onde se encontram ao mesmo tempo textos de artistas e obras de um conjunto de criadores, então desconhecidos, hoje solicitados pela cena artística internacional: Giovanni Anselmo, Aligfhiero Boetti, Calzolari, Luciano Fabro, Jannis Kounellis, Mario Merz, Marina Merz, Giulio Paolini, Pino Pascali, Giuseppe Penone, Michelangelo Pistoletto, Gilberto Zorio e etc. TRANSVANGUARDA, NEO-EXPRESSIONISMO, NOVOS SELVAGENS, BAD PAINTING, NOVA FIGURAÇÃO E PÓSMODERNISMO: Estes são alguns dos termos usados para enquadrar artistas em correntes desde os anos 80 até o presente. “O Neo-expressionismo, como alternativa. A partir dos finais dos anos 70, produz-se um predomínio da pintura relativamente a qualquer outro tipo de manifestações, embora haja locais em que a escultura adquiriu nítida preponderância.” Seria o caso da escultura britânica, que conta com grande numero de criadores importantes e que fundamenta a sua linguagem nas técnicas da colagem e montagem. Nos outros países da Europa, o pictórico triunfou plenamente e poderia acrescentar-se que a corrente mais representativa é a que se entendeu chamar Neo-expressionista na Alemanha e transvanguarda na Itália. Essas denominações, contudo, reúnem um gênero de manifestações que nem sempre se caracteriza pelos mesmos elementos e portanto dir-se-á que não são muito coerentes. Podem indicar-se, todavia, algumas constantes. Em primeiro lugar, observa-se uma tendência para justapor uma linguagem figurativa ao abstrato. Assim, sobre fundos formados por manchas ou por franjas de cor, o artista dispõe configurações em largos traços negros que contrastam violentamente com os fundos. Por outro lado, as maioria dos artistas opta por pinturas de grandes formatos. Os artistas nunca partem da cópia da realidade, mas esquematizam ao Maximo os traços dos personagens captados. Do mesmo modo, quando o assunto é a paisagem, quer rural quer urbana, também não se trata de representações de caráter imitativo, mas apenas referencial. Os objetos são capitados de um modo intuitivo e inseridos sem preocupação pela perspectiva no conjunto pictórico.
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O fato de estas pinturas se terem denominado neo-expressionistas deve-se fundamentalmente a terem seguido a corrente expressionista dos inícios do século. Isso sucede, como é lógico, de forma muito peculiar, pois de contrario, poderia implicar uma simples cópia ou inclusivamente apresentar-se a possibilidade de plágio, o que não acontece. Nesse sentido o neo-expressionismo atua como uma tendência da pós modernidade e recorre à “citação” de uma manifestação anterior para construir, a partir dela, algo completamente novo. Não foi em vão que decorreram mais de setenta anos depois de os artistas alemães iniciarem o caminho do expressionismo. Todas as outras correntes, logicamente, deixaram o seu ratro e a sua presença, embora em estado latente, nesse neo-expressionismo. Talvez se possa dizer desta corrente que é eclética, na medida em que reúne os mais diversos elementos procedentes de correntes anteriores. Mas no seu ecletismo existe algo verdadeiramente importante, como seja a possibilidade de continuidade, o que se considerava nas últimas décadas como impossível. Chegava-se a falar da morte da pintura, para dar lugar a uma nova era dominada pela arte feita por computador. Entretanto, viu-se que o artista do século XX foi capaz, embora recorrendo ao passado, de renovar o seu repertório e de oferecer um tipo de pintura despreocupada. O tempo determinará a sua importância e permitirá estabelecer quem são os artistas mais representativos do neo-expressionismo e das restantes tendências contemporâneas. De momento, apenas se podem dar listas que correm o risco de pecar por incompletas ou por demasiado exaustivas. Na Itália, trabalham nessa tendência pintores como Mimmo Paladino (1948); Sandro Chia (1946); Francesco Clemente; Nino Longobardi; Enzo Cuchi (1950); Mario Schifano (1952) e Mario Merz (1925), entre outros. Na Alemanha, os neo-expressionistas mais conhecidos na atualidade são: Georg Baselitz (1938), pintor que muitos vezes apresenta os seus quadros invertidos; Anselm Kiefer (1945); Doukoupil (1954 Tchecoslovaquia); Salomé (1954); Markus Lupertz (1941); A. R. Penck (1941); Per Firkeby, Jorg Immendorff (1945); Andréas Schulze (1955), Gerhard Richter (1932); Sigmar Polke (1941), Martin Kippenberger (19532), e Werner Buttner (1954). Nos Estados Unidos, Jean Michel Basquiat e Keith Haring, inicialnmente “apadrinhados” por Andy Warhol; Kenny Scharf; Eric Fischl; Julian Schnabel; Cindy Sherman; Jeff Koons, escultor
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polemico; Robert Longo, escultor e autor de instalações; James Turrell, autor de “instalações” e “ambientes” que jogam com efeitos de luz; David Salle. Na Grã-Bretanha, Gilbert & George, Aléxis Hunter, Richard Deacon, Victor Willing (marido da pintora Paula Rego), Ken Kiff, Tony Cragg, Douglas Gourdon e Alan Davie entre outros. Em Portugal, Álvaro Lapa; Paula Rego; João Penalva; Graça Moraes; Sergio Pombo; Julião Sarmento; Cabrita Reis; J. Pedro Croft; Leonel Moura; Pedro Proença; Pedro Calapez; Rui Chafez; Fernando J. Pereira; Pedro Tudela; Antonio Olaio, entre outros. No Brasil, Leonilson; Jorge DUARTE; Adir Sodré e Gervane de Paula. Na França, Grard Garouste; Robert Combas; François Boisrond e Remi Blanchard. Na Esopanha, há também muitos representantes notáveis das “novas” tendências, como Miguel Barceló; Eduardo Arroyo (equipe crônica); Frederic Amat; Ferran Garcia Servilha; Victória Civera; Chema Cobo; Jose Maria Sicília; Florenci Guntin; Benassar; Alfonso Fraile; Juan Bordes; Juan Gopar; Juan Muñoz; Manolo Valdes e Cristina Iglésias escultores, (Equipe Limite), e etc. A falta de objetividade relativamente a um movimento que na atualidade se encontra em plena efervescência impede de estabelecer com maior clareza quais são os seus objetivos e sobretudo, qual será o seu futuro ou, pelo menos, aonde vai desembocar. O NeoConstrutivismo Abstrato a figuração politizada tendem já, em certos meios artísticos, a invadir o seu campo de ação, repondo a exigência de progresso, de internacionalismo, de projeto e de consciência da história. O Pós-Moderno, com a sua fragmentação, citações paródicas, redundância e acaso, relativisa a história e afirma o regionalismo. Os alemães recuperam o movimento moderno em que mais se prestigiam, o expressionismo, enquanto os italianos citam a pintura anti-cubista dos anos 10, que por sua vez citava já as tradições pós renascentistas que as notabilizaram. À margem da história oficial, quer política quer cultural, o problema da maternidade ou da pós-maternidade põe-se de uma maneira menos datada em Portugal, no Brasil e em outros paises latino-americanos, sendo os seus artistas por vezes mais profundos e originais, se não precursores, no que quer que se chame rigorosamente. “O novo não é novo: o espírito da época”

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Nos últimos anos deste século, a arte sofreu uma transformação. Embora a sua própria essência seja a constante mudança, desta vez ela atingiu camadas mais profundas, não se limitando aos aspectos exteriores. O próprio conceito de arte é posto em questão. Não obstante, à primeira vista, esta transformação manifesta-se em numerosos aspectos exteriores> Assim, talvez a arte contemporânea nunca tenha desfrutado de tal popularidade como agora. Os preços sobem em flecha, colecionadores privados encomendam obras em quantidades sem precedentes. Museus e galerias de arte dificilmente conseguem conter as multidões de visitantes que afluem às inaugurações das suas exposições. Este êxito vem-se registrando desde há muito tempo, revelando uma tendência para o seu aumento. Os preços astronômicos que as obras clássicas dos tempos modernos atingem nos leilões de Londres e Nova Iorque, constituem um investimento seguro para o futuro. Uma seguradora japonesa pagou o equivalente a cerca de 72,5 milhões de dólares pelo quadro Girassóis de Vincent Van Gogh que, freqüentemente pintou este mesmo tema e que, em vida, apenas vendeu um único quadro. Em 1987, os peritos do mundo da arte vaticinaram que este “preço recorde” de uma obra de arte moderna atingindo a nível mundial seria batido em curto prazo. E tiveram razão. Ainda em maio do mesmo ano, o Dr. Gachet de Van Gohg ultrapassou aquela marca na Galeria Sotheby, sendo o novo recorde de 82.5 milhões de dólares. Este fato revela uma grande confiança nas perspectivas futuros do comercio de arte. O preço Maximo alcançado por este pintor holandês não foi um caso isolado. Se os investidores privados estão dispostos a despender quantias tão elevadas por quadros de mestres desaparecidos ainda há menos de um século, isto significa que confiam nas suas perspectivas e esperam que surjam mais Van Gohgs. Os artistas vivos são, por conseguinte, direta ou indiretamente, beneficiados por esta situação. A arte contemporânea tornou-se um componente natural da sociedade burguesa. Mesmo as obras acabadas de sair do atelier de um artista são bem acolhidas, obtendo, relativamente rápido, o reconhecimento demasiado depressa, segundo os críticos de arte mais indispostos. Naturalmente que nem todas as obras de arte encontram logo um comprador, mas é indubitável que o número dos seus compradores aumenta a um bom ritmo. Em vez de comprarem automóveis mais dispendiosos ou velozes, muitos preferem investir em quadros, esculturas e trabalhos fotográficos de artistas jovens, tendo
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em mente que a arte contemporânea confere prestigio social. Além disso, como as obras de arte não estão sujeitas a desgaste, constituem, em principio, melhor investimento que os automóveis. Os hábitos americanos começam a infiltrar-se na Europa: para pertencer à elite social, ou aqueles que se consideram como tal, é preciso saber falar de arte. No mundo ocidental, a arte contemporânea voga mesmo sob ventos políticos favoráveis. Na França, um ministro socialista da cultura defendeu a arte contemporânea mais do que qualquer antecessor seu, tornando-se a figura mais popular do seu governo. Apesar de nas eleições parlamentares não ter conseguido impedir a derrota do seu partido, contribuiu para o prestigio da cultura francesa; e um chanceler federal alemão da ala concervadora abriu, de bom grado, as portas do seu gabinete às mais recentes produções de arte contemporânea e não se coibiu em promovê-la através de dispendiosas vernissage sobre a nova pintura. Por último, estados e municípios da Alemanha Federal, cidades , províncias e regiões da França, Itália e dos Países Baixos, assim como mecenas privados na Grã-Bretanha tentam suplantar-se mutuamente com a fundação de novos museus e galerias de arte. A concepção de projetos para novos museus tornou-se também uma tarefa apreciada e muito pretendida pelos arquitetos. Ao fazer-se um exame das correntes artísticas dos anos 80, o que salta primeiro à vista é a abundante utilização do adjetivo “novo”. Fala-se dos “novos pintores selvagens”, de uma arte “neo-figurativa”, de uma “nova pintura alemã” ou de uma “nova pintura austríaca”. Tudo aquilo de que se fala aparece a luz do “novo”. Aos “novos selvagens” seguiu-se, numa rápida mudança, uma arte com um programa neo-geometrico designada, abreviadamente, por “Neogeo”. E como se não fosse suficiente: ainda os artistas neo-figurativos e neogeometrico de Nova Iorque e Colônia, Paris e Viena, Londres e Milão, que definiam as tendências, não tinham saído das galerias para iniciarem as suas longas digressões e apresentarem as suas exposições em museus e galerias de arte internacionais, já os neo-conceptualistas reclamavam a atenção do mundo da arte. Acontecia freqüentemente que o que era lançado na Primavera, revelava-se, no outono do mesmo ano, como obsoleto. E por mais estranho que pareça, eram os mesmos críticos anteriormente citados que levantavam mais alto do que ninguém que não aparecia nada de “novo”. Aliás, são eles que não estão dispostos a aceitar de bom grado esta situação: o fato de a arte contemporânea obedecer tão cegamente às leis da moda e que artistas
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relativamente jovens e de ambos os sexos tenham um sucesso comparável ao das “estrelas” do mundo do espetáculo e acima de tudo não lhes agrada a idéia de que a arte contemporânea não pretende inscrever no seu estandarte o novo pelo amor ao novo. O emprego inflacionado do adjetivo “novo” no contexto das diversas correntes artísticas não correspondente, de modo algum, à concepçãp da linguagem corrente. Este adjetivo nunca aparece isolado, mas sempre como prefixo, ligado a uma tendência artística já existente. O novo não é, afinal de contas, tão novo e também não tem de o ser. Por isso, é fácil para os críticos de arte porem a ridículo todo o palavreado em redor da arte “nova” como servindo apenas para encobrir o fato de que “o rei vai nu.” GRAFITTI: Definido por Norman Mailler como “uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial” e por outros, como “violação, anarquia social, destruição moral, vandalismo puro e simples”, o grafitti saiu do seu gueto, o metrô e das ruas das galerias e museus de arte, instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seus rabiscos e signos os mais variados objetos de consumo. A primeira grande exposição de grafitti foi realizada em 1975 no “Artist’s space”, de Nova York, com apresentação de Peter Schjeldahi, mas a consagração veio com a mostra “New York/New Wave” organizada por Diego Cortez, em 1981, no PS 1, um dos principais espaços de vanguarda de Nova York. Características gerais: Spray art, pixação de signos, palavras ou frases de humor rápido, existe a valorização do desenho. Stencil art, o grafiteiro utiliza um cartão com formas recortadas que, ao receber o jato de spray, só deixa passar a tinta pelos orifícios determinados, valorizá-se a cor. Principal artista: Jean Michel Basquiat, (1960-1988), nascido no Haiti, iniciou sua carreira grafitando as paredes e muros de Nova York. Seus grafites mostravam símbolos de variadas culturas de obras famosas, e principalmente ícones da cultura e consumo americanos, principalmente no contexto político e social. As temáticas do seu
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trabalho refletem suas preocupações, como o genocídio, a opressão e o racismo. Com 21 anos participou da sua primeira coletiva em Nova York. Foi patrocinado por Andy Warhol (Pop Art), a partir da virou celebridade. Morreu prematuramente em virtude de depressão e drogas. No Brasil, destacam-se os artistas: Alex Valauri, Waldemar Zaidler e Carlos Natuck. PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS - ASTECAS - INCAS: Tal como os negros nigerianos, os americanos pré-colombianos, sabiam apresentar a face humana de madeira natural. As civilizações mais avançadas da América Central foram a Maia e a Asteca. Os Maias estabeleceram-se ao norte da península de Yucatán e construíram várias cidades-santuarios, enquanto os Astecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco, onde edificaram a capital de seu império, México-Tenochtitlán. O império Maia teve uma organização estatal e social bem definida, nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Foi essa mesma organização que os beligerantes astecas adaptaram ao chegar ao vale do México. Os mais desenvolvidos cientificamente e intelectualmente foram os Maias: possuíam um sistema de escrita hieroglífica e atingiram grandes avanços na astronomia e na matemática. Seu calendário de 365 dias revelou-se mais exato que o utilizado então na Europa. Além disso já conheciam o zero. Parte de seus conhecimentos foi absorvida pelos Toltecas, que por sua vez os transmitiram para o resto das culturas do vale do México e para os astecas, que conseguiram vencer as cidades da Tríplice Aliança e estabeleceram assim seu império. Ambos os povos deixaram o testemunho de sua grandeza em obras arquitetônicas colossais, representadas por templos e palácios em terraços piramidais, bem como em relevos e esculturas decorativos e suas pinturas e objetos suntuosos. Os próprios conquistadores espanhóis se deram conta das maravilhosas obras de ourivesaria de prata, ouro e pedras preciosas dos astecas, utilizadas para dfecorar palácios e templos, e das quais existem exemplos não apenas nos museus do México, mas também nos de toda a Europa.

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Pintura: No ano de 1946 foi descoberta Bonampak, uma construção de três salas, ou câmaras, cobertas de pinturas murais coloridas. Essas pinturas chegaram quase intactas até o século XX, não só pelo fato de term permanecido longe da vista dos espanhóis, mas também por terem ficado protegidas por uma fina camada de calcário, depositada naturalmente sobre sua superfície. Longe de toda abstração simbólica, esses murais apresentam-se impregnados de figuras representativas de um determinado momento histórico. Cada parede representa uma cena, narrada com riqueza de detalhes. É surpreendente o contraste deliberado de cores, bem como sua grande variedade: as preferidas eram o vermelho e suas diferentes tonalidades, o amarelo, o azul e o verde. A perspectiva é obtida pelas superposições e escorços das figuras. Os rostos possuem traços individualizados. O conjunto apresenta os contornos acentuados. A pintura Asteca, ao contrario, manteve-se como complemento de relevos e teve um caráter simbólico. A ausência de um sistema preestabelecido de escrita, como a dos Maias, transmitiu tanto aos desenhos como as cores da pintura Asteca uma simbologia comparável à dos hieróglifos egípcios, e influiu na almejada abstração. Sabe-se que, a partir da conquista espanhola, os Astecas passaram a produzir pinturas de gosto europeu para os conquistadores, e foram de fato excelentes copistas. Conservavam-se também manuscritos e cópias de livros com iluminuras, encomendados pelas cortes européias. Escultura: Para os Maias, a estatuaria deveria ser imagem e semelhança da realidade. Em suas esculturas é possível identificar as características físicas do povo, e em muitos casos existiu até um afã de individualização dos rostos ou de sentimentos, embora persistindo a esquematização. Ao contrario dos Astecas, as formas Maias são mais suaves e arredondadas e mais estilizadas. A escultura colossal é muito comum como complemento de templos e palácios, sobretudo a figura do Chac Mool, ou mensageiro sentado. São significativos os baixos-relevos dos templos, nos quais os artistas Maias combinaram figuras naturalistas com fundos geométricos acompanhados de textos em hieróglifos, não tão abstratos como os egípcios, mas igualmente informativos, do estilo das gravações de estrelas comemorativas. Não menos perfeitas foram as gravuras
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sobre madeira das portas e seus respectivos dintéis. As figuras modeladas em estuque para a decoração de interiores valeram-lhes o qualificativo de primeiros barrocos da América Central. A estatuaria Asteca era de um simbolismo profundo e de uma linguagem tendente à abstração, que negava todo naturalismo. Sua função era eminentemente religiosa, motivo por que as figuras representadas eram normalmente deuses acompanhados de seus atributos. Os materiais mais utilizados eram a pedra, andesita e pórfido, e a terracota. O Deus mais importante era Quetzalcoatl representado como homem ou serpente emplumada, já conhecido pelos antecessores dos Astecas, os Toltecas. Tlaloc: O Deus da chuva Asteca (século XIV-XV). A boca é formada por duas cabeças de cascavel, colocadas frente a frente, serpentes sagradas, simbolizavam o poder do raio. ARTE INCA: As origens do povo Inca remontam as civilizações anteriores aos Nazcas e Tihuanacos. As crônicas do império narram a história da família Ayar, que emigrou para Cuzco vinda do norte, cujo último sobrevivente alcançou a condição de Deus. De fato, sabe-se com segurança que esse império chegou a abranger mais de 900 000 km2 na costa do Oceano Pacifico e que seu primeiro imperador-chefe, Manco Capac, criou, por volta do século XV, o sistema de organização social e estatal mais avançado da América pré-colombiana. Essa organização do estado, aliada ao estabelecimento de uma religião e uma língua oficial, permitiu a convivência pacifica de uma grande dibversidade de etnias submetidas a um governo central, que por sua vez delegou o poder às famílias mais importantes de cada aldeia. Como em qualquer outro império do Ocidente, utilizaram a arte com expressão máxima da difusão de seu poderio. A função religiosa cedeu lugar à representativa e utilitária, com obras mais próximas da engenharia do que das disciplinas artísticas. Os testemunhos mais importantes dessa cultura encontram-se na arquitetura monolítica e despojada de ornamentos, na qual demonstraram tanto uma técnica impecável quanto uma grande frieza expressiva. Atribuíram também grande importância à industria metalúrgica, principalmente na fabricação de armas, ao artesanato têxtil e à cerâmica.

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Nessa ultima, dedicaram-se às peças pequenas e às estatuetas antropomórficas, num estilo tão ascético quanto o da arquitetura. Escultura: A cerâmica Inca revelou uma característica estrita de funcionalidade e desenho, baseada na fusão com obras de civilizações anteriores, como os Nazcas e Chimus. Limitados por essa esquematização, os ceramistas tentaram, entretanto, imprimir um caráter individual a cada peça, por meio do uso de cores chamativas e bordas geométricas cada vez mais complexas. As formas básicas eram urpu, espécie de cântaro; e raqui, ou jarro; as vasilhas de vários pés; e os puynos, utensílios-escultura de grandes dimensões. Os Incas modelaram também estatuetas antropomórficas e keros, vasilhas de madeira decoradas com cenas ou figuras de animais. Os motivos são na maioria discretos e puristas. Evitou-se o exagero e a opulência, bem como o irregular ou assimétrico. Embora certamente dispusessem de grande variedade de cores e até jogassem com as gamas mais fortes, utilizaram, em composição, fundos neutros com predominância dos tons terra e ocre. Isso se refletiu também nas estampas dos tecidos. ARTE CHINESA E JAPONESA: A arte do extremo oriente, rica e variada em suas manifestações, revela, na China e no Japão estreito relacionamento com a religião, sendo ao mesmo tempo eco das numerosas dinastias chinesas e dos guardiões da cultura (bonzos) japoneses. O vinculo permanente entre ambos os países determinou a influencia do primeiro sobre o segundo, desde os séculos V e VI até o XIX, em todas as disciplinas artísticas, embora com o tempo os artistas japoneses tenham forjado suas imagens próprias, naturalistas e distanciada do simbolismo chinês. Um dos fatores que determinaram essa estreita relação cultural foi a religião, mais precisamente o budismo. Os chineses, a principio taoistas e confuncionistas, começaram a absorver as crenças budistas, depois da expansão do império gupta (indiano) no século IV, sendo definitiva a instauração dessa religião durante a dinastia Tang (século VI). O Japão recebeu o budismo das mãos dos chineses durante o período Nara (645-784). Difundiram-se assim os primeiros templos chineses, os pagodes, inspirados nos stupas hindus.

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A escultura chinesa também adotou as ousadas e elegantes formas da Índia, que transpôs para o Japão nas estatuas colossais de Buda. A cerâmica e a porcelana ocorreram com igual profusão em ambas as culturas, embora os motivos tenham nascido da iconografia chinesa. Os melhores expoentes pertencem às dinastias Ming e Ys’ing. A pintura de paisagens atingiu o auge na China a partir do século XII, mas então o Japão desenvolveu um estilo próprio, de costumes e narrativo, carente do lirismo e da intelectualidade dos chineses. Arquitetura: Tanto uma como outra, tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional, não apenas no que se refere a habitabilidade, mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza. Para os chineses, a arquitetura deveria ser uma réplica do universo. As formas quadradas, que representam a terra, e as arredondadas, que simbolizam o céu, combinam-se de tal maneira que tanto templos, quanto pagodes exibem aparência semelhante em atenção a essas normas. No geral, as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos, localizados sobre um terraço com orientação especifica, tendo em vista as estações do ano. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida, construída para o imperador no inicio do século XV. Ali se pode observar a disposição do templo e dos diferentes palácios, com um imenso jardim central, que se estende por pequenos pátios internos em cada um dos diferentes edifícios. Os telhados típicos de terracota, com suas pontas para cima, além de serem uma realização complexa, simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre. No Japão, persistiu-se na tradição arquitetônica chinesa para os templos budistas, o que não ocorreu com a arquitetura profana. Uma das construções mais típicas é o rikyu, criado por Kobori Ensnu, para a realização da cerimônia do chá. Trata-se de uma vivenda onde o volume e a simplicidade de formas são os personagens principais. Os materiais utilizados são os que o entorno natural oferece, no geral madeira e argila, e em alguns casos também cobre e junco, principalmente nos telhados. Com o tempo, os rikyu passaram a servir de modelo para habitações particulares pela capacidade de transformação do espaço que suas leves divisórias corrediças ofereciam. Construído em meio a um jardim de plantas perenes, pedras e água, que convidam à meditação, o rikyu continua sendo hoje em dia
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uma das construções de contemporânea ocidental.

maior

influencia

na

arquitetura

Escultura: As primeiras esculturas chinesas eram figuras zoomórficas monumentais da época da dinastia Han, tanto em pedra como em bronze. Sob o governo da dinastia T’Sang proliferaram as figuras em madeira pintada e folheadas a ouro, típicas da plástica indiana. Pode-se dizer que esses modelos se conservaram ao longo de toda a história da arte chinesa quase sem variações estilísticas, com exceção das famosas estátuas monumentais do príncipe Buda, pertencentes à dinastia Ming (século XIV). Os escultores japoneses adotaram os modelos búdicos austeros da dinastia chinesa T’ang, combinado-os com os preceitos históricos do xintoísmo. Não satisfeitos com a idealização chinesa, tentaram dotar sua estatuaria de grande expressividade, o que os levou a colorir rostos e intensificar as feições. Esse expressionismo foi transferido depois para as máscaras de teatro do século XV. Ousados e inconformados, os artistas japoneses não temeram cair num certo maneirismo próximo do grotesco. Os trabalhos em jade, bronze, cerâmica e porcelana de caráter suntuoso, nos quais tanto os chineses quanto os japoneses demonstraram um refinamento singular e uma grande exigência de qualidade, obscureceram a escultura. As jóias e os objetos decorativos em jade, pedra extremamente difícil de se esculpir, e os espelhos decorados eram muito cobiçados pelos aristocráticos mecenas japoneses. A porcelana faz parte da tradição: a mais representativa continua sendo o azul cobalto e branca (Arte Ming). Pintura: A extensa história da pintura chinesa começou com um quadro sobre seda encontrado recentemente e que pertenceu à dinastia Shou (206 a.C.). A ele seguem-se os afrescos dos tempos da dinastia Han e mais tarde os da Tang, muito bem conservado e de uma elegância e refinamento característicos das cortes imperiais. Os motivos eram tanto religiosos quanto profanos. Existia o pequeno formato de álbuns, combinando as ilustrações com letras desenhadas. No século XI aparecem os primeiros quadros de paisagem. O paisagismo foi considerado na China o gênero pictórico mais relevante e atingiu o apogeu durante a dinastia Song (IX-XIII). As
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paisagens ostentavam formas puras e simbólicas, as composições eram em geral assimétricas e obtinha-se uma ilusão de perspectiva sem paralelo na pintura universal. A partir de então, a pintura chinesa se limitou à imitação dos modelos antigos, e surgiram as pinturas sobre seda e as gravuras, que tão imitadas seriam na Europa rococó (Chinoiserie). A pintura japonesa, no essencial, não se afastou do modelo chinês. A principio também se produziu grande quantidade de afrescos, que decoravam as paredes dos templos. De caráter naturalista, eram semelhantes às primeiras pinturas budistas dos pagodes chineses. Já em plena Idade Média, os pintores japoneses abandonaram definitivamente os temas religiosos e optaram por ilustrar o refinamento e os luxos da corte. Adquiriu então importância a técnica de aquarela sobre papel ou seda, sempre segundo cânones estéticos chineses. A partir do século XIV, a pintura sobre seda se transformou no gênero mais valorizado, e manifestou-se uma renovada religiosidade nos temas. Também foi o apogeu dos gêneros paisagistas e de costumes, com os conhecidos quadros da cerimônia do chá. O grande ressurgimento da pintura não chegou senão no século XVIII, com os quadros de costumes conhecidos como ukiyo e obras de Utamaro e Hokusal, que tanta influência exerceram sobre a pintura dos séculos XIX e XX, principalmente e dos impressionistas e modernistas. ARTE INDIANA E KHMERIANA: Deve-se entender como arte indiana aquela que se manifestou não apenas na Índia, mas também na Caxemira, Ceilão, Nepal, Tibete e Indonésia. O modelo, entretanto, foi forjado no país que lhe dá o nome e difundiu-se a partir do reino vizinho, o Khuner, pelos demais. As origens da arte indiana remontam às invasões dos arianos, no século VII a.C., que depois de devastar a civilização do vale do Indo impuseram sua língua, o sânscrito, e seus escritos religiosos, Os Vedas, com dinastia dos Mauryas começou um período de esplendor cultural. O budismo, apesar de posterior ao Bramanismo e contemporâneo do jainismo, estabeleceu os princípios da arte indiana ao longo de toda a história, desde seu surgimento. A necessidade de difusão desse movimento religioso levou à adoção de determinados parâmetros de representação, que depois foram estendidos às outras religiões. A arte indiana também recebeu influencia persa, principalmente nas cortes,
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sob o reinado de Asoka (274-237 a.C.). No século I d.C. surgiram as três escolas mais importantes da Índia. A de Gandhara e a de Mathura, no norte; e a de Wengi, no sul. A primeira foi a mais importante, na medida em que, influenciada pela arte grega, criou a chamada arte grecobúdica e foi também responsável pela primeira representação figurativa do príncipe Buda, sentado e com auréola, até então simbolizado pelo vazio. O chamado período clássico começou com os reis guptas, que revitalizaram notavelmente a pintura e a escultura e renovaram as formas arquitetônicas, retomando a tradição indiana, deixando de lado o budismo. A arte indiana começou a se expandir a partir da Idade Média e encontrou seu imitador mais respeitado no vizinho reino do Khmer, no Camboja. Os artistas desse reino apostaram, entretanto, em representações mais rígidas, de modo geral estritamente simétricas e despojadas do sensualismo e erotismo do modelo. Especial relevância tiveram os templos piramidais, que se difundiram de lá para o resto da Ásia, e os relevos, de superfícies menos carregadas, aparentemente devido à falta de conhecimento técnicos de seus escultores. Pintura: A pintura indiana complementou a escultura na decoração de templos e palácios e serviu como veiculo de propagação da religião e da história a partir da dinastia Vakataka (século V d.C.), que manteve os princípios estilísticos da dinastia Gupta, anterior a ela: porte colossal, extravagância e colorido. A técnica utilizada era a do afresco combinado com a têmpera, ou seja, pintava-se o desenho básico com a parte úmida, retocando-a depois de seca a superfície. Essa técnica deu origem a graves problemas no que diz respeito à conservação das obras. No geral, as representações tendiam para o naturalismo, ainda que fossem influenciadas por uma estética sensual e idealista. Os temas preponderantes eram as cenas de vida do príncipe Buda (O iluminado), cuja imagem apareceu pela primeira vez nas obras da escola de Gandhara. Antes, fazia-se alusão a ele através d algum símbolo ou do vazio, que era a representação mais completa de seu estado de pureza e santidade. A época do esplendor desse tipo de afresco coincidiu com o período de transição (séculos V a.C. – I a.C.). No caso dos afrescos das famosas cavernas de Ajanta, alguns datam do século II d.C., enquanto outros, mais novos, são do século V, época em que esse tipo de pintura começa a se difundir por toda a Ásia.
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No inicio do século X. a pratica do afresco cedeu lugar a miniatura, consagrada na Idade Média, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Como a pintura era feita sobre folhas de plantas regionais dessecadas e em rolos de papel, faltavam-lhes o colorido e a vivacidade dos afrescos. Essa carência foi suprida com a influencia posterior da pintura persa. Escultura: A escultura Indiana teve, nas suas origens, um caráter decididamente naturalista. As figuras talhadas na pedra pareciam se reproduzir infinitamente para cobrir completamente, num descontrolado horror ao vazio, as paredes internas e externas do templo com figuras humanas e de animais, que, além de decorar, cumpriam a função de ensinar aos iniciados os princípios de Buda. Apesar de inteiramente figurativa, a arte budista dos pioneiros tempos evitou representar o príncipe iluminado. Durante o período clássico (320-570 d.C.) a escultura indiana começou a adotar elementos fantásticos ao mesmo tempo em que ganhou em monumentalidade. Essa tendência se manteve por vários séculos. O melhor exemplo disso é o relevo “A Descida dos Ganges” (século I d.C.). No século XI apareciam as primeiras imagens do príncipe santo nas oficinas da escola de Gandhara sob a influencia grega. Os relevos com cenas eróticas extremamente explicitas, típicas da decoração dos stupas, surgiram a partir da indianização do budismo. Isso se deu ao fato de que sob a dinastia Mahayana, uma das ramificações religiosas indianas do budismo, o tantrismo, interpretou o ato sexual como a aproximação do homem divino. A influencia da estatuaria indiana deixou sua marca no reino vizinho, o Khmer, no Camboja. As formas búdicas e indianas foram adotadas em representações mais esquemáticas e rígidas, que evitavam toda a referencia ao erotismo, com uma qualidade artística visivelmente inferior, tanto nas estátuas quanto nos relevos. ARTE ISLÂMICA: No ano de 622, o profeta Maomé se exilou (hégira) na cidade de Yatrib e para aquela que desde então se conhece como Medina (Madinat al-Nabi, cidade do profeta). De lá, sob a orientação dos califas, sucessores do profeta, começou a rápida expansão do Islã até a Palestina, Síria, Pérsia, Índia, Ásia Menor, Norte da África e Espanha.
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De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, que no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade. Foi assim que as cúpulas bizantinas coroaram suas mesquitas, e os esplêndidos tapetes persas, combinados com os coloridos mosaicos, as decoraram. Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu inicio, conceitual e religiosa. No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembraram o neófito, que contempla uma obra feita para Deus. Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no inicio, como exclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto, na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância da religião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum e peregrinação. Arquitetura: As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina : uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refugio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos. No entanto a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão

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importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização. A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um circulo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma.. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àqueles na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capitulo a parte. As residências dos emires, construíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o habitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala de trono. Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar a todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos mártires. Tapetes: os tapetes e tecidos desde sempre tiveram um papel muito importante na cultura e na religião islâmica. Para começar, como povo nômade, esses eram os únicos materiais utilizados para decorar o interior das tendas. À medida que foram se tornando sedentários, as sedas, brocados e tapetes passaram a decorar palácios e castelos, além de cumprir uma função fundamental nas mesquitas, já que o mulçumano, ao rezar, não deve ficar em contato com a terra. Diferentemente da tecedura dos tecidos, a do tapete constitui uma unidade em si mesma. Os fabricados antes do século XVI chamam-se arcaicos e possuem uma trama de 80.000 nós por metro quadrado. Os mais valiosos são de origem persa e têm 40.000 nós por decímetro quadrado. As oficinas mais importantes foram as de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente. Entre os desenhos mais
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clássicos estão os de utensílios, de motivos florais, de caça, com animais e plantas, e os geométricos, de decoração. Pintura e gráfica: as obras de pintura islâmica são representadas por afrescos e miniaturas,. Das primeiras, muito poucas chegaram até nossos dias em bom estado de conservação. Elas eram geralmente usadas para decorar paredes de palácios ou de edifícios públicos e representavam cenas de caça e da vida cotidiana da corte. Seu estilo era semelhante ao da pintura helênica, embora, segundo o lugar, sofresse uma grande influência indiana, bizantina e inclusive chinesa. A miniatura não foi usada, como no cristianismo, para ilustrar livros religiosos, mas sim nas publicações de divulgação cientifica, para tornar mais claro o texto, e nas literárias, para acompanhar a narração. O estilo era um tanto estático, esquematizado, muito parecido com o das miniaturas bizantinas, com fundo dourado e ausência de perspectiva. O Corão era decorado com figuras geométricas muito precisas, a fim de marcar a organização do texto, por exemplo, separando um capitulo de outro. Estreitamente ligada à pintura, encontra-se a arte dos mosaicistas. Ela foi herdada de Bizâncio e da Pérsia antiga, tornando-se uma das disciplinas mais importantes na decoração de mesquitas e palácios, junto com a cerâmica. No inicio, as representações eram completamente figurativas, semelhantes às antigas, mas paulatinamente foram se abstraindo, até se transformarem em folhas e flores misturadas com letras desenhadas artisticamente, o que é conhecido como arabesco. Assim, complexos desenhos multicoloridos, calculados com base na simbologia numérica islâmica, cobriam as paredes internas e externas dos edifícios, combinando com a decoração de gesso das cúpulas. Caligrafias de incrível preciosidade e formas geométricas multiplicadas até o infinito criaram superfícies de verdadeiro horror ao espaço vazio. A mesma função desempenhava a cerâmica, mais utilizada a partir do século XII e que atingiu o esplendor na Espanha, onde foram criadas peças de uso cotidiano. ARTE AFRICANA: Existem muitos preconceitos com relação à arte africana e à África em geral. A denominação genérica de africano engloba maior quantidade de raças e culturas do que a de europeu, já que no
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continente africano convivem dez mil línguas, distribuídas entre quatro famílias, que são as principais. Daí ser particularmente difícil encontrar os traços artísticos comuns, embora, a exemplo da Europa, se possa falar de um certo aspecto identificador que os diferencia dos povos de outros continentes. O fato de os primeiros colonizadores terem subestimado essas culturas e considerado suas obras meras curiosidades exóticas, provocou um saque sem sentido na herança cultural desse continente. Recentemente, no século XX, foi possível, graças a antropologia de campo e aos especialistas em arte africana, organizar as coleções dos museus europeus. Mas o dono já estava feito. Muitos objetos ficaram sem classificação, não se conhecendo assim seu lugar de origem ou simplesmente ignorando-se sua função. E isso é muito importante para a análise da obra. A arte africana é eminentemente funcional. Mais ainda, não pode ser entendida senão com base no estudo da comunidade que a produziu e de suas crenças religiosas. Basicamente os povos africanos eram animistas, prestavam culto ao espírito de seus antepassados. Outros chegaram a criar verdadeiros panteões de deuses, existindo também os povos monoteístas. Some-se a isso a influencia dos primeiros colonizadores portugueses, que cristianizaram várias regiões. O auge da arte africana na Europa surgiu com as primeiras vanguardas, especialmente os fauvistas e os expressionistas. Estes, além de reconhecer os valores artísticos das peças africanas, tentaram imitálas, embora sempre sob a ótica de suas próprias interpretações, algo que colaborou em muitos casos, para a distorção do verdadeiro sentido das obras. Entre as peças mais valorizadas atualmente estão, apenas para citar algumas, as esculturas de arte das culturas fon, fang, ioruba e bini e as de Luba. ARTE OCEANICA: A arte da Oceania constituiu um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. Sua inclusão na história da arte é bastante recente, data deste século, quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente, vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. Alguns, como Gauguin, não titubearam em se mudar para lá por algum tempo, em busca de novas motivações temáticas e técnicas.
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São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania, vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos, nos deserto do continente, os papuas, na ilha da Nova Guiné, os Melanésios, no arquipélago da Melanésia, e os polinésios, na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. Embora todos tenham origem asiática, cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos, climáticos e materiais de cada região. Assim, embora no caso do arquipélago da Polinésia e Malanésia os materiais utilizados sejam variados: fibras vegetais, ossos, corais, penas de pássaros, madeira e conchinhas; o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos, limitados pela escassez do deserto. Também é possível detectar diferenças estilísticas consideráveis, inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso, os papuas acentuam a expressividade, e os polinésios, menos conservadores, buscavam a novidade.

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Índice Remissivo
ABSTRACIONISMO:..........................................................................................................70 ACTION-PAINTING:..........................................................................................................85 ARTE AFRICANA................................................................................................................... .......................................................................................................................................117 ARTE AFRICANA: ...........................................................................................................117 ARTE ASSEMBLAGES, AMBIENTES, HAPPENINGS, BODY ART E NOVO DADAISMO:........................................................................................................................96 ARTE BARBARA:...............................................................................................................20 ARTE BIZANTINA:............................................................................................................18 ARTE CHINESA E JAPONESA:......................................................................................109 ARTE CONCEITUAL:.........................................................................................................97 ARTE EGIPCIA:....................................................................................................................6 ARTE GÓTICA:...................................................................................................................23 ARTE GREGA:....................................................................................................................10 ARTE INCA:......................................................................................................................108 ARTE INDIANA E KHMERIANA:..................................................................................112 ARTE ISLÂMICA:.............................................................................................................114 ARTE NAIF:.........................................................................................................................67 ARTE NOUVEAU:..............................................................................................................45 ARTE OCEANICA:............................................................................................................118 ARTE PALEOCRISTÃ:.......................................................................................................17 ARTE PRÉ-HISTÓRICA:......................................................................................................3 ARTE ROMANA:................................................................................................................14 ARTE ROMÂNICA:............................................................................................................21 BARROCO:..........................................................................................................................34 Classificação da arte:...............................................................................................................1 COBRA:................................................................................................................................86 Como as idéias se espalham pelo mundo?..............................................................................3 Como entendemos a arte?.......................................................................................................2 Conceito:.................................................................................................................................1

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CONCRETISMO:.................................................................................................................79 CONSTRUTIVISMO:..........................................................................................................77 CUBISMO:...........................................................................................................................60 DADAÍSMO:........................................................................................................................69 DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO, GOTTILIEB E NEWMAN........................77 EARTH ART:.......................................................................................................................92 EXPRESSIONISMO ABSTRATO:.....................................................................................75 EXPRESSIONISMO:...........................................................................................................51 FOVISMO:............................................................................................................................59 GRAFITTI:.........................................................................................................................105 História da Arte:......................................................................................................................1 IMPRESSIONISMO:............................................................................................................46 INFORMALISMO, EXISTECIALISMO E TACHISMO:..................................................95 INSTALAÇÃO:....................................................................................................................97 INTERFERÊNCIA:..............................................................................................................97 MANEIRISMO:....................................................................................................................29 MESOPOTÂMIA:..................................................................................................................6 MINIMALISMO:..................................................................................................................90 MODERNISMO:..................................................................................................................45 NEOCLASSICISMO:...........................................................................................................39 NEOPLASTICISMO:...........................................................................................................81 O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte?.............................................................2 OP ART:................................................................................................................................87 PINTURA METAFÍSICA:...................................................................................................68 POP ART.................................................................................................................................. .........................................................................................................................................88 POP ART: ............................................................................................................................88 Por que o mundo necessita de arte?........................................................................................2 PÓS-IMPRESSIONISMO:...................................................................................................49 PÓS-MODERNISMO:..........................................................................................................93 PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS - ASTECAS - INCAS:..................................................106 Quem faz arte?........................................................................................................................2 121

RACIONALISMO:...............................................................................................................95 REALISMO:.........................................................................................................................42 RENASCIMENTO:..............................................................................................................25 ROCOCÓ:.............................................................................................................................36 ROMANTISMO:..................................................................................................................40 SUPREMATISMO:..............................................................................................................75 SURREALISMO:.................................................................................................................82 TRANSVANGUARDA, NEO-EXPRESSIONISMO, NOVOS SELVAGENS, BAD PAINTING, NOVA FIGURAÇÃO E PÓS- MODERNISMO:.........................................100

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