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PODER JUDICIRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

TRIBUNAL DO JRI DA COMARCA DE PETROLINA


PROCESSO N. XXXX-XX.2007.8.17.1130.
AUTOR: MINISTRIO PBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO.
RU: F.F.O.
OFENDIDO: S.M.A.A.
SENTENA
Vistos etc.
O Conselho de Sentena, nesta data, absolveu o Ru do crime de homicdio,
havendo contudo reconhecido que este ocultou o cadver da vtima.
Ex positis, ABSOLVO o ru da acusao de homicdio.
Quanto ao crime remanescente, a pena mnima abstrata para a ocultao de
cadver de 1 (um) ano, permitindo ao Ru a suspenso condicional do processo (art.
211 do CP c/c art. 492, par. 2., do CPP, analogicamente [art. 3. do CPP], c/c smula
337 do STJ c/c art. 89 da Lei 9.099/1995).
Com o trnsito em julgado desta deciso, portanto, d-se vista dos autos ao
Ministrio Pblico a fim de que proponha, em 5 (cinco) dias, as condies para o sursis
processual. Mutatis mutandis:
PENAL E PROCESSUAL PENAL. JRI HOMICDIO QUALIFICADO.
DESCLASSIFICAO PARA HOMICDIO CULPOSO OPERADA PELO
CONSELHO DE SENTENA. POSSIBILIDADE DE SUSPENSO
CONDICIONAL DO PROCESSO. OITIVA DO MINISTRIO PBLICO. [...]
REMESSA DOS AUTOS PARA MANIFESTAO MINISTERIAL. [...]
2) Operada a desclassificao pelo Conselho de Sentena do crime de
homicdio qualificado para homicdio culposo, amoldando-se a nova
classificao jurdica do crime aos requisitos fixados pelo art. 89 da Lei n
9.099/96, deve o Juiz, antes de condenar, ensejar oportunidade ao
Ministrio Pblico para que se manifeste sobre a viabilidade ou no da
aplicao da benesse legal.
3) Apelao no conhecida, determinando-se a remessa dos autos ao
Juzo de primeiro grau para que o Ministrio Pblico se manifeste quanto
possibilidade de proposta de suspenso condicional do processo, tendo
como parmetro a desclassificao da conduta feita pelo Conselho de
Sentena, prosseguindo-se, aps, o processo em seus termos legais.
(Apelao Criminal n 1990 (9559), Cmara nica do TJAP, Rel. Mello
Castro. j. 02.05.2006, unnime, DOE 16.06.2006).
Ru em liberdade.

Publicada esta em plenrio, dou as partes por intimadas. Registre-se.


Petrolina, 10 de setembro de 2013.
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Rafael Cavalcanti Lemos
Juiz Presidente