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Chega de

frufru!
Quartos de
criança que
fogem do arroz
com feijão
Iluminação em trilhos: solução rápida, prática e que dispensa obra
Objetos de desejo
Mais de 60 peças e
móveis com design
escandinavo
• Inspiração industrial e rústica para umrapaz em85 m²
• Mix de materiais e planejamento milimétrico em70 m²
• Explosão de cores e estampas para umcasal em50 m²
ArtefActo
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Ambiente: Lidia Damy Sita
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Diretora de redação
Liberdade de escolha
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oi-se o tempo em que uma casa pequena precisava ser toda clarinha. Não que eu
tenha algo contra as decorações claras e monocromáticas. O que me incomoda é
elas serem a única opção para quem mora em espaços reduzidos.
Se você gosta de um belo colorido ou de materiais mais pesados, dá sim para usá-los no
seu pequeno ninho. Como é algo que pede um projeto planejado para funcionar bem, torna-
se ainda mais imprescindível a ajuda de um profissional. Conte a ele tudo o que sempre
sonhou para o seu lar, mesmo que lhe pareçam vontades absurdas. Se não conseguir
exprimir o que gosta, procure alternativas: mostre suas roupas, seus discos, diga suas cores
favoritas, seus programas prediletos... Isso dá repertório para o profissional conhecer um
pouco mais sobre você e, assim, fazer uma casa sob medida em todos os sentidos.
O projeto da capa, por exemplo, do arquiteto Gustavo Calazans para umrapaz de
26 anos, derruba a tese de que espaço enxuto precisa ser alvo. Quempoderia imaginar que
umapartamento de 85 m² de estilo industrial, algo tão pesado e rústico, daria certo? Mas deu.
Confira emDo quarto para o apê (pág. 74). A arquiteta Letícia Arcangeli tambémquebrou as
regras emColorido sob medida (pág. 82) ao projetar uma decoração megacolorida para um
apartamento de parcos 50 m², onde vive umcasal. Inspire-se ainda no imóvel de 70 m², que
tambémestá cheio de pitadas de cores, mas chama a atenção pela mistura de materiais, pelas
texturas e pela ocupação milimétrica. Projeto das arquitetas Andrea Lucchesi e Carolina Razuk
para umdinamarquês que você vê emDe alma brasileira (pág. 88).
Outra grata surpresa desta edição é a matéria Luzes enfileiradas (pág. 66). Nela, a
editora Ana Carolina Scolforo mostra que a nova onda de usar iluminação em trilhos é uma
opção mais econômica, prática e que evita a necessidade de rebaixar o teto com gesso
para embutir luminárias e esconder fiações.
Por falar em praticidade, Jardins em caixas (pág. 110) traz três projetos de paisagismo
feitos em caixas de madeira. Polivalentes, elas funcionam como cachepôs, mesas de
apoio, bancos e até deques.
Aproveito para contar uma notícia quentíssima para os fãs da revista Casa e Comida e
do Jamie Oliver. A partir da edição de fevereiro, a publicação ganha um suplemento de 32
páginas com receitas inéditas e outras matérias do chef inglês. Não perca!
Um grande abraço,
12 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
CARTA DA REDAÇÃO
casaejardim.com.br
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ENTREVISTA
Brechó moderno
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A norte-americana Mandi Gubler não acreditava em seu potencial
para decorar. Foi só descobrir o mundo dos blogs “faça você mesmo”
que tudo mudou. Com uma lata de tinta spray na mão, ela testou sua
capacidade em casa. Surgiu, assim, o Vintage Revivals (vintagerevivals.
com). Desde 2010 ela se dedica ao site, que tem proposta clara:
provar que só é possível criar ambientes cheios de personalidade
quando não há a preocupação com o que os outros pensam. Leia,
abaixo, trecho da entrevista à Casa e Jardim. A íntegra está no site.
Casa e Jardim – Como você descreveria a sua casa?
Mandi Gubler – Sou viciada em brechós. 95% dos itens que tenho são
de segunda mão ou de DIY (do it yourself). Não importa quantos milhares
de pessoas acessem o meu blog, ninguém terá ambientes iguais aos
meus. Uso peças estranhas, meio cafonas e divertidas. Quando você
está na minha casa, me reconhece nela. É única e energizante.
CJ – Você tem planos para mudá-la em 2013?
MG – Estou animada com meus projetos. Vou refazer a sala de jantar e
o quarto das minhas filhas. Meu marido se apossou do meu escritório
e disse que, agora, é a sua “man cave” (caverna do homem). Então,
estou ansiosa para dar uma repaginada lá também.
INSTAGRAM
Foto do mês
Susanna Teles (@susannatn)
é arquiteta e, para desespe-
ro de seu marido, começou
a mexer na decoração da
casa há alguns meses. Na
cozinha, ela customizou esta
prateleira de MDF: o aspecto
envelhecido da pintura se deu
VÍDEOS
Peças de madeira reciclada
Veronica Kraemer, do Além da Rua Atelier, dá o passo a
passo de dois móveis feitos com paletes: uma mesa de
centro e uma prateleira. E, na comemoração dos 60 anos
da Casa e Jardim, a designer de interiores Erika Karpuk
inventa uma peça com tacos, um hit da década de 1960.
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Facebook Twitter Google+ Instagram Mobile e iPad Pinterest
graças à parafina derretida de uma vela, aplicada nas áreas
nas quais ela não queria que a tinta pegasse. O quadrinho
foi feito com um porta-retrato e a imagem impressa em
papel fotográfico. Quer ter a sua foto publicada aqui? Use a
hashtag #eunaCasaeJardim.
Estilo radical
Quer dar um toque urbano à decoração da sua casa?
Este mês você pode ganhar um banco Skate, criado com
pranchas pelo designer Rodrigo Smituc, da Notale Móveis.
Leia o regulamento no site e participe.
CONCURSO
CULTURAL
2
INTERNACIONAL
Esquenta Milão
A Semana de Design de Milão será realizada de 9 a 14 de abril,
mas a redação da Casa e Jardim já está a todo vapor. A partir
deste mês, você tem acesso a um canal sobre a feira: repor-
tagens, dicas e retrospectivas do que foi destaque nos anos
anteriores. É um clique certeiro para quem tem a passagem
comprada para a Itália ou vai acompanhar o evento de longe.
16 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
SÓ NO SITE
ENSOLARADO
Quero pendurar vasos
de plantas no muro de
meu quintal, onde bate
muito sol. Quais espé-
cies vocês sugerem?
Alcione Lobato, por
e-mail
Plantas rústicas, que
precisam de poucos
cuidados, são as mais
indicadas, segundo o
paisagista Odilon Claro,
da Anni Verdi Paisagismo,
tel. (11) 3064-7924.
“Recomendo a rosinha-
de-sol, uma suculenta
que dá flores miúdas e
só precisa de rega três
vezes por semana”, diz.
Ele sugere o lambari-roxo,
o dinheiro-em-penca e
a hera-inglesa, que são
resistentes e gostam de
sol pleno, mas devem
receber água todos os
dias. “Plante-os em vasos
grandes, que ajudam a
manter a umidade da
terra”, afirma Odilon.
CONTA AÍ
CARTA
DE QUE MANEIRA VOCÊ ORGANIZA SUAS BIJUTERIAS E ACESSÓRIOS?
COMPARTILHE SUAS IDEIAS CRIATIVAS CONOSCO!
Responda à questão no casaejardim.com.br ou pelo e-mail casajardim@edglobo.com.br. As melhores
respostas serão publicadas na edição de março. Participe e ajude a fazer a sua Casa e Jardim.
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PALAVRA DE ESPECIALISTA
Parece reality show, mas é a vida real. Discretas e
tecnológicas, as câmeras de segurança conquistam
cada vez mais adeptos. “Cerca de 30% dos aparelhos
que vendemos são residenciais. As pessoas desejam
monitorar os filhos, os idosos, os empregados, as
babás e até os animais de estimação”, explica o
diretor comercial da Teleatlantic, Ricardo Coutinho,
tel. (11) 3811-1000. Em 2009, quando foi feito o
mais recente levantamento do IBGE sobre o tema,
2,4 milhões de lares brasileiros possuíam algum tipo
de sistema de câmeras. “As instalações domésticas
crescem de 20% a 25% ao ano. Estima-se que,
atualmente, há 20 mil empresas no setor de segurança
eletrônica no Brasil”, informa Oswaldo Oggiam, diretor
da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas
Eletrônicos de Segurança, tel. (11) 3294-8033. Os
modelos de equipamentos mais modernos já permitem
acompanhar as gravações em tempo real, via internet,
na tela do computador, celular ou tablet.
PARA EVITAR VIOLÊNCIA Não tenho.
Acho ruim não confiar nas pessoas
que nos cercam. Só teria se fosse
realmente necessário, por exemplo: se
envolvesse violência contra indefesos
que dependem de cuidados especiais.
Celina, Brasília, DF
MAIS SEGURANÇA Tenho câmeras,
alarme monitorado e cerca elétrica,
pois me sinto mais segura com esses
equipamentos. Instalei após uma
ocorrência de furto em minha casa.
Viviane Matheus, via Facebook
CRIANÇA E BABÁ Não tenho câmera,
mas gostaria de ter para saber se meu
netinho é bem cuidado quando estou fora.
Rita de Cássia, Rio de Janeiro, RJ
Você tem ou gostaria de ter câmeras de segurança
dentro de sua casa? Conte-nos os motivos
l Na pág. 75 da edição
de janeiro, a luminá-
ria Zoom, do coletivo
Next, é vendida na Fas
Iluminação, e não na La
Lampe. E na pág. 79,
a arandela do quarto é
encontrada na Teo.
ERRAMOS
O LEITOR É A NOTÍCIA
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 17
98 Texto
FEVEREI RO 2013 ANO 60 N
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697
NOSSA CAPA
Ambiente com o morador
Arthur Britto, projetado pelo
arquiteto Gustavo Calazans e
fotografado por Lufe Gomes.
Realização Nuria Uliana
22 DEU CAPA...
26 ISTO É QUENTE!
32 COBIÇA
34 DE OLHO NA MODA
36 QUANTO CUSTA
38 TALENTO
40 MEMÓRIA
42 FEITO À MÃO
44 SEGREDOS DE QUEM SABE
62 CANTO INCRÍVEL
114 JARDINS E AFINS
116 PETS
118 RECEBER COM CHARME
120 ONDE ENCONTRAR
122 CASAS DO BRASIL
Seções
Chega de
frufru!
Quartos de
criança que
fogem do arroz
com feijão
Iluminação em trilhos: solução rápida, prática e que dispensa obra
Fevereirode2013|N 0697|R$12
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stilo
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etros
Objetos de desejo
Mais de 60 peças e
móveis com design
escandinavo
• Inspiração industrial e rústica para umrapaz em85 m²
• Mix de materiais e planejamento milimétrico em70 m²
• Explosão de cores e estampas para umcasal em50 m²
74 Decoração
54 Quartos de criança
18 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
94 Decoração pelo mundo
102 Arquitetura
48 OBJETOS DE DESEJO
Linhas objetivas e inteligentes: é assim que os escandinavos
pensam na hora de criar um móvel. Aprecie mais de 35 peças
que transpiram seu bom design
54 CHEGA DE FRUFRU!
Esqueça as decorações rosinha ou azulzinha de sempre
no quarto das crianças. Veja quatro projetos inspirados de
arquitetos e designers para os filhos e sobrinho
66 ILUMINAÇÃO EM TRILHOS
Alternativa rápida, prática e que cabe em qualquer bolso, as
luzes em perfilados metálicos são a aposta da vez. De quebra,
injetam modernidade nos ambientes
74 ESTILO EM POUCOS
METROS
Metragens reduzidas, grandes desafios. Mostramos três
apartamentos pequenos com soluções personalíssimas dos
arquitetos que fazem render cada centímetro
94 AURA NOBRE
No prédio da época vitoriana, um apartamento em Londres
respira ares modernos após a reforma. Luz natural e
integração de ambientes o trouxeram ao presente
102 DO PASSADO AO FUTURO
Uma cozinha ultracontemporânea encontra o estilo dos anos
1950 no living. O resultado? Uma arquitetura de intenso e
rico contraste entre o antigo e o novo
110 VERDE EM CAIXAS
Estruturas de madeira feitas sob medida podem ser mais
versáteis do que vasos ou cachepôs. Além de acomodar as
plantas, cumprem funções de mesa ou banco
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 19
CASA E JARDIMé uma publicação mensal da EDITORA GLOBO S.A. – Av. Jaguaré, 1.485, São Paulo (SP), CEP 05346-902.
Distribuidor exclusivo para todo o Brasil: Fernando Chinaglia Distribuidora S.A. Impresso: Log & Print Gráfica e Logística S.A. – Rua Joana Foresto Storani, 676 -
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DIRETOR GERAL Frederic Zoghaib Kachar
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Para saber da disponibilidade do serviço em sua cidade, consulte sua operadora local
Para anunciar ligue: SP: 11-3767-7700/3767-7128
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à Casa e Jardim Caixa Postal 66011, CEP 05315-999 – São Paulo, SP.
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As cartas devem ser encaminhadas com assinatura, endereço e telefone do remetente.
CASA E JARDIM reserva-se o direito de selecioná-las e resumi-las para publicação.
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desde que haja disponibilidade de estoque. Faça seu pedido na banca mais próxima.
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Demais localidades: 4003-9393*
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Disponível de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas, e sábado, das 9 às 15 horas.
Atendimento ao assinante
“O Bureau Veritas Certification, com base nos processos e procedimentos descritos no seu Relatório de Verificação, adotando um nível
de confiança razoável, declara que o Inventário de Gases de Efeito Estufa – Ano 2010, da Editora Globo S.A., é preciso, confiável e livre
de erro ou distorção e é uma representação equitativa dos GEE dados e informações de GEE sobre o período de referência, para o
escopo definido; foi elaborado em conformidade com a NBR ISO 14064-1:2007 e Especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol.”
DIRETORA DE GRUPO CRESCER, CASA E JARDIM, CASA E COMIDA E GALILEU Paula Perim
DIRETORA DE REDAÇÃO Simone Quintas squintas@edglobo.com.br
REDATORA-CHEFE Thaís Lauton
DIRETOR DE ARTE Ricardo Martins
EDITORA EXECUTIVA Nuria Uliana
EDITORAS Carol Scolforo, Mariana Mello, Marilena Dêgelo, Natalie Antar (online)
EDITORAS ASSISTENTES Cristiane Senna (online), Miriam Zlochevsky Tunchel (arte)
REPÓRTER Maria Silvia Ferraz (online), Stéphanie Durante
DESIGNER Alan Leitão, Maycon Silva (online)
COLABORADORES Ana Wenzel, Juliana Fanchini, Regiane Mancini, Simone Monteiro, Suzel Fontes, Verônica Naka (produção).
Carlos Cubi, Célia Weiss, César Cury, Cezar Kirizawa, Edu Castello, Iara Venanzi, Ilana Bar, Lufe Gomes, Luis Gomes,
Madalena Leles, Maíra Acayaba, Marcelo Magnani, Pedro Abude, Sendi Morais, Victor Affaro (fotografia). Bruna Francelina
de Lima (revisão). Andrea Ebert, Caco Neves, Nik Neves (ilustração). Ana Ban (tradução)
ESTAGIÁRIOS Isabella Stephani (arte), Maria Clara Vieira (texto), Mariana Fernandes (produção)
ASSISTENTE-EXECUTIVA Wania Pace (3767-7986)
INOVAÇÃO DIGITAL
DIRETOR DE INOVAÇÃO DIGITAL Alexandre Maron
GERENTE DE PROJETOS SOCIAIS: Ana Carolina Voorwald
EDITORA DE MÍDIAS DIGITAIS Ana Brambilla
COORDENADOR DE INTERFACES DIGITAIS Valter Bicudo
DESENVOLVEDORES Allan Juliani, Bruno Müller, Bruno Agutoli Claudia Mardegan, Flavio Crispim,
Jeferson Mendonça, Leandro Paixão, Victor Hugo Oliveira da Silva, William de Mello
GERENTE DE TECNOLOGIA DIGITAL Carlos Eduardo Cruz Garcia
DESIGNERS Amanda Fillipi, Danielle Bidoia, Janaina Torres
PESQUISA CEDOC/Globopress
MERCADO ANUNCIANTE
DIRETORIA DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA Marcelo Barbieri, Eduardo Leite,
Tida Cunha e Alessandra Miguel
EXECUTIVOS DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA Andréia Santamaria, Sandra Melo, Fabio Ferri, Maria Helena
di Sessa, Cristiane Paggi, Jary Guimarães Camargo Neto, Letícia Di Lallo, Carol Correa Barboza, Bruno Teixeira,
Megh Bertinelli, Vinicius de Carvalho Rabello, Viviane Vieira Diniz e Antônio Carlos Coelho Nogueira
GERENTE DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA SP Thais Eboli Haddad
EXECUTIVOS DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA SP Ana Silvia Costa, Alexandra Festi, Marco Antônio Costa
Gandares, Maria José Sales, Priscila Ferreira da Silva e Milton Luiz Abrantes
DIRETOR DE PUBLICIDADE ONLINE Reginaldo Andrade;
GERENTE DE PUBLICIDADE ONLINE Samuel Sabbag Ferreira Braga
EXECUTIVOS DE NEGÓCIOS ONLINE Caio Alves Moreira, Debora Burmeister de Vargas, Fellipe Hernandes
Ventura, Fernando Monis e Silmara Reis
GERENTE DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA REPRESENTANTES Carlos Manoel Jr
EXECUTIVA DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA CUSTOMIZADAS Alexandra Caridade
DIRETOR DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA SUCURSAIS RJ E BSB Ricardo Rodrigues
EXECUTIVAS DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA RJ
Andrea Manhães Muniz , Daniela Lopes e Márcia Torres
OPEC RJ Sonia Dias.
BRASÍLIA: GERENTE DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA Fernanda Requena
GERENTE DE PROJETOS ESPECIAIS Eduardo Watanabe
DIRETORA DE NEGÓCIOS MULTIPLATAFORMA GRUPO CASA: Marilia Guiti Hindi
EXECUTIVAS DE NEGÓCIOS GRUPO CASA: Valquiria Blasioli Leite, Marimile Leite Neuhaus e Cinthia Souto Ramos.
OPEC ONLINE Rodrigo Santana Oliveira, Danilo Battezate, Everton Parra, Higor Daniel Chabes,
Mayara Pacini Torres, Sergio Ferreira de Aguiar e Thiago Borges;
OPEC OFFLINE: José Soares, Carlos Roberto Alves de Sá, Douglas Vieira da Costa
ASSINATURAS
GERENTE DE VENDAS PESSOAIS E ASSINATURAS: Reginaldo Moreira da Silva
GERENTE DE ATENDIMENTO AO CLIENTE: Arlete Medina Grespan
GERENTE DE FIDELIZAÇÃO, RENOVAÇÃO, DATA BASE E TELEVENDAS INTERNAS: Cristiano Augusto Soares Santos
COORDENADOR DE E-COMMERCE: Everson Amancio dos Santos
VENDAS AVULSAS
DIRETORA: Regina Bucco
COORDENADORA DE BANCAS: Eliza de Campos
CONSULTORA DE VAREJO: Rosana Strozani
MARKETING
DIRETORA DE MARKETING: Claudia Fernandes
GERENTE DE CRIAÇÃO: Paulo Ferrari
GERENTE DE INTELIGÊNCIA DE MERCADO: Wilma Montilha
GERENTE DE EVENTOS: Sabrina Salgado
DEU CAPA...
22 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
As cores fortes na decoração moderna e
a alegria de viver ao ar livre já ganhavam
destaque nas capas da revista. O mesmo
acontecia com as linhas ousadas na
arquitetura que marcaram a década de
1960. Na edição de janeiro de 1961, o
projeto do arquiteto João Batista Vilanova
Artigas exibia as formas futuristas de uma
casa que mais parecia uma espaçonave:
de concreto armado, suspensa por pilotis
e com a fachada toda envidraçada.
Cinco anos depois, as poltronas Mole,
de Sergio Rodrigues, mostravam, em
primeiro plano, por que seriam eternas.
... nos anos 1960
Nº 96 JAN/1963 Nº 90 MAI/1962
Nº 111 ABR/1964
Nº 132 JAN/1966
Nº 72 JAN/1961 Nº 138 JUL/1966
A impressão digital
nos móveis é uma das
marcas do trabalho de
uma designer mineira.
Em Talento, pág. 38
SUPERBACANA
Móveis, objetos e pessoas que tornam sua vida melhor, mais bonita e divertida
26 Isto é Quente 32 Cobiça 34 De olho na moda 36 Quanto custa
40 Memória 42 Feito à mão 44 Segredos de quemsabe
2
Laranjas, azuis e brancos dançam sobre
superfícies convidativas e sensoriais, como
a madeira, o feltro e a porcelana. Confira
lançamentos de design surpreendentes
SUPERBACANA > ISTO É QUENTE!
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Por Juliana Fanchini e Mariana Mello
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Cores e sensações
1 Criação da artista plástica Carol
Lamaita, o jogo de cinco vasos de
cerâmica será lançado em março na Craft
Design, em São Paulo. O modelo maior
mede 6,5 x 21 cm. O menor, 5,5 x
9,2 cm. O conjunto sai por R$ 266.
Tel. (11) 3034-3867; carollamaita.com.br.
2 Inspirado nas antigas máquinas
fotográficas, o armário Lambelambe,
0,30 x 0,30 x 1,50 m, é um nicho
fechado de madeira laqueada sobre o
tripé metálico com banho de cobre.
Na Peça Única, R$ 1.636.
Tel. (11) 5542-0490; pecaunica.com.br.
3 A cadeira Rack, 60 x 56 x 71 cm, é
uma das novidades da marca alemã Kare
para a filial de São Paulo. Disponível
também nas cores branca e verde, a peça
tem estrutura de faia maciça e assento
de polipropileno. Custa R$ 1.103. Tel.
(11) 3061-3777; kare-saopaulo.com.br.
4 Entre as novidades do designer
paranaense Ronald Scliar Sasson para
2013 está o bufê Alice, 2 x 0,45 x
0,50 m, feito de lâminas de cipreste
natural, portas e gavetas com
acabamento de laca. Na VB Design,
R$ 4.442. Tel. (82) 3311-4242.
4
3
26 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
28 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
SUPERBACANA > ISTO É QUENTE!
2
1Caravela, azulejo, Pão de Açúcar
e outros elementos do Brasil e de
Portugal estão na linha Transatlântica,
do designer Brunno Jahara.
Fabricados pela lusitana Vista Alegre
e vendidos na Poeira, os itens são
de porcelana comdetalhes de ouro.
Prato, 45 cmde diâmetro, R$ 3.800.
Pote, 40 x 40 cm, R$ 7.300. Tel. (21)
2580-0513; poeiraonline.com.br.
4Sucesso no catálogo
da Girona Design, a
escrivaninha Bossa, criação
de Alessandra Delgado,
surge em nova versão: 100%
laqueada de azul. Com
1,80 x 0,60 x 0,75 m e
estrutura de nogueira, custa
R$ 3.790. Tel. (11) 3836-
4615; gironadesign.com.br.
2 Uma prancha rústica
de madeira e números
pintados, com acabamento
envelhecido. Grandioso e
chamativo, este relógio de
parede, 92 x 92 cm, acaba
de ganhar as prateleiras
da Velha Bahia. Sai por
R$ 1.839. Tel. (21) 3325-
1444; velhabahia.com.br.
3Recém-chegada à Micasa, a
poltrona Peacock, da Cappellini,
tem a assinatura do designer
israelense radicado em Nova
York Dror Benshetrit. Com 1,10 x
0,90 x 0,90 m, é composta de folhas
de feltro dupla-face e estrutura de
metal envernizado. Uma verdadeira
obra de arte. R$ 32.424. Tel. (11)
3088-1238; micasa.com.br.
1
4
3
NOVO EUCAFLOOR PISO VINÍLICO
Desenvolvido e produzido no Japão, o Eucafloor Piso
Vinílico é fabricado com 100% de PVC. Fácil de
instalar e de limpar, pode ser usado em áreas úmidas e
ainda é 100% reciclável.
São três linhas: Evolution, Decore e Family
+
.
Uma delas com certeza combina com a sua família.
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30 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
Jobdodia
Localizado na cidade de Antuérpia, na
Bélgica, o Studio Job (studiojob.nl) foi
criado em 2000 pelo casal Nynke Tynagel
e Job Smeets (foto) e hoje reúne um
time de jovens designers colaboradores.
A dupla se conheceu há mais de uma
década durante os estudos na Design
Academy em Eindhoven, na Holanda.
Opulento, intrigante e irônico são adjetivos
usados pelo próprio escritório para definir
seu design, que propõe interpretações
artísticas a objetos do cotidiano. Em sua
trajetória, Job e Nynke já desenharam
para marcas como Moooi e Swarovski e
expuseram no MoMA, de Nova York, e no
museu Victoria & Albert, em Londres. Por
email, eles falaram com a Casa e Jardim.
CJ - Design para quê?
SJ - Criar é um processo egocêntrico.
Nosso design é para nós mesmos.
CJ - Qual é a linha entre arte e design?
SJ - Essa linha está na cabeça de cada
um. E onde quer que esteja, ela é fictícia.
CJ - Que outras palavras vocês usariam
para descrever seu trabalho?
SJ - Desnecessário e incômodo.
CJ - O melhor lugar para criar é...
SJ - Nosso estúdio particular, onde
vivemos e trabalhamos como monges.
CJ - Qual é o plano mais ambicioso do
Studio Job para os próximos anos?
SJ - Queremos ser felizes. E não ser os
próximos designers que ficaram famosos
mesmo sem ter grandes ideias.
SUPERBACANA > ISTO É QUENTE LÁ FORA! Por Mariana Mello
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O bufê Underworld foi
produzido artesanalmente
pelo estúdio, com
marchetaria policromada e
tingimento manual
Criada em parceria com o estúdio
Venini, a luminária Mae West, de
vidro soprado, homenageia os
antigos bules. Fazem parte da
coleção modelos em forma de
candeeiro, rosto, vaso e chapéu
Com formas
arredondadas
e prateleiras
de diversas
profundidades, o
Modular Cabinet
é feito de
multilaminado
de carvalho
Inspirada em móveis da
Idade Média, a cadeira
Gothic, de polietileno
moldado, foi desenvolvida
para a Moooi. Disponível em
diversas cores, com botões
em tons contrastantes
Dê bandeira
O tom de verde mais brasileiro da
paleta contagia móveis, utensílios
e peças de design, tornando-os
nossos objetos de desejo
Repórter de imagem Juliana Fanchini
Fotos Carlos Cubi e divulgação
Poltrona com pés
de madeira pintada
e estofado de lona
peletizada, 80 x
79 x 80 cm. Estar
Móveis, R$ 2.408
Relógio Pieces
Of Time, de bambu,
35 cm de diâmetro,
design do estúdio
alemão Ding3000.
A Lot Of, R$ 1.345
Castiçal de aço
pintado, 11 x 26,5 cm.
Benedixt, R$ 95
Abajur de mesa
Sita, com base
de bronze fundido
e cúpula de linho,
38 x 78 cm. Cristiana
Bertolucci Estúdio,
R$ 1.905
Carrinho-bar Tunis, de
jequitibá e tampo laqueado,
1 x 0,46 x 0,76 m. Estar
Móveis, R$ 1.817
Tapete Carnaby Especial Silk, de seda rústica.
By Kamy, R$ 1.000 o m²
32 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
SUPERBACANA > COBIÇA
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Sofá da coleção
Superoblong, com
capa removível de
tecido ou couro,
1,40 x 0,80 m.
Design de Jasper
Morrison para a
Cappellini. Micasa,
R$ 19 mil
Estante Totem, com
base de metal, estrutura
de freijó e portas de
Formica, 0,70 x 0,35 x
1,80 m. Design do
Studio Moobil, R$ 2.790
Taças de vinho
ou champanhe,
de vidro estilo
bico de jaca.
Roberto Simões
Casa, R$ 252
o jogo com seis
unidades cada um
Panela de ferro esmaltado da linha
Fennel, 18 cm de diâmetro,
Le Creuset, R$ 536
Pendente Gemmy, de Lentiflex, 42 x
42 x 34 cm, assinado pela marca
italiana Slamp. Eurolight, R$ 1.120
Garrafa
térmica Retrô,
da Rice, de
plástico, 17 x
23 cm. Coisas
da Doris, R$ 295
Banco Array, de
alumínio com pintura
epóxi, 40,5 x 35 x
41 cm, design de
Tomas Kral. Benedixt,
R$ 2.495
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 33
SUPERBACANA > DE OLHO NA MODA
Os círculos repletos de cores dão um ar místico
à decoração. Em proporções máxi ou míni, em
puxadores e sofás, eles encantam os olhos
Mandalas infinitas
Repórter de imagem Juliana Fanchini
Aparelho de jantar Istambul, de
porcelana, com 20 peças. Oxford
Porcelanas, R$ 291
Puxador de
cerâmica, 7 x
4 cm, design de
Manish Narvania.
Ishela, R$ 19
Quadro
de madeira
entalhada à mão,
2 x 1,20 m.
Raízes Design,
R$ 2.960
Sofá Hélix, de veludo estampado e
bordado, 2,60 x 0,92 x 0,70 m, design
de André Bastos e Guilherme Leite.
Estar Móveis, R$ 12.830
Pufe C34, de lona
reciclada, 1 x
0,15 m, design da
Será o Benedito.
Carbono, R$ 1.106
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34 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
Moringa Bali, de
porcelana, 23 x 16 cm.
Acompanha copo de
vidro. Pendular, R$ 120
Look da grife
Blue Man,
apresentado
no Fashion Rio
Verão 2013
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Emabril, Casa e Jardimparticipa da
Semana de Design de Milão e marca
presença no Espaço Brazil S/A, comuma
exposição de capas inesquecíveis dos
60 anos da revista, traçando a trajetória
da decoração, da arquitetura e do design
no Brasil. Para celebrar este momento tão
importante, Casa e Jardime Brazil S/A
promovem, ainda, uma grande festa em
uma das mais lindas cidades do mundo.
Confira a cobertura completa da Semana
de Design de Milão emcasaejardim.com.br,
nas redes sociais e na edição de maio da revista.
ESTAMOS COM
A CASA PRONTA
PARA O MAIOR
EVENTO DE DESIGN
DO MUNDO.
PATROCÍNIO MÁSTER PATROCÍNIO
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36 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
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SUPERBACANA > QUANTO CUSTA
Ganchos rústicos
Repórter de imagem Juliana Fanchini
Fotos Sendi Morais
A firmeza dos materiais não
roubou destas peças a graça
e a delicadeza. Adote-as como
aliadas na organização do
quarto, da cozinha e da varanda
1 Gaiola, ferro, 14 x 26 cm.
Maria Presenteira, R$ 66
2 Gato, bronze, 7 x 17 cm.
Secrets de Famille, R$ 75
3 Coroa, ferro, 15 x 18 cm.
SaLa Design, R$ 65
4 Flower, ferro, 7 x 13 cm.
Vermilion, R$ 120
5 Galo, ferro, 10 x 18 cm.
Ôoh de Casa, R$ 32
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CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 37
6 Flor-de-lis, bronze, 6 x 10 cm.
Secrets de Famille, R$ 46
7 Pássaro, ferro, 16 x 22 cm.
Haus Decoração, Arte &
Artesanato, R$ 50
8 Borboleta, madeira
pintada e ferro, 7 x 14 cm.
Depósito Santa Fé, R$ 15
9 Romântico, ferro fundido, 12 x
20 cm. Dom Mascate, R$ 50
10 Pássaro, ferro pintado, 16 x
20 cm. Jardineiro Fiel, R$ 67
11 Bule, ferro, 16 x 17 cm.
Dom Mascate, R$ 40
12 Maçã, metal estampado,
8 x 15 cm. Sala Design, R$ 42
É
uma espécie de mantra para Isabela
Vecci: móveis precisam transcender
o utilitarismo e ter ligações culturais
e filosóficas. Cada uma das coleções da
arquiteta e designer mineira conta uma
história, seja pelo material, pelas formas
ou estampas que transmitam ideias de um
pensador, como Henri Bergson, inspirador da
linha Memória Mobília. Com esse propósito,
suas peças conquistaram o país: já são dez
coleções desde que começou a desenhar
móveis, em 1991. Tudo teve início três anos
após Isabela se formar em arquitetura, em
Belo Horizonte, Minas Gerais. Na época,
ela projetava casas e apartamentos e via a
dificuldade de seus clientes para encontrar
as peças que queriam. Foi então que passou
a traçar as linhas do mobiliário para os
projetos. A procura aumentou tanto que ela
chegou a abrir uma loja em 1994. “Mas não
era o que eu queria, e fechei”, conta. De volta
ao escritório, assumiu a criação de móveis
que ela define como flexíveis, capazes de
caber em ambientes compactos. “A maioria
das pessoas não tem espaço. Por isso,
procuro desenvolver peças que tenham mais
de uma função”, diz. Na hora de criar, ela
segue o caminho das experimentações de
materiais, volumes, estampas e texturas. No
momento, se debruça sobre a pedra-sabão,
da qual vão sair móveis de uma coleção que
deve ser lançada em meados deste ano.
Para a arquiteta e designer
mineira Isabela Vecci, um bom
móvel ultrapassa sua função e
oferece cultura, como ela busca
transmitir em suas peças
Conexões
filosóficas
Mesinhas acopladas Lembrança
Pura, 65 x 70 x 85 cm. De MDF
com impressão digital nos tampos,
tem pés de madeira freijó. Na
Armazém da Decoração, R$ 5.320
O armário Cidades,
1,55 x 0,7 x 0,38 m,
possui portas de
MDF com impressão
digital e prateleiras
internas de madeira.
Na Dpot, R$ 18.900
O bufê Ripinha, 0,75 x 0,50 x 2 m, é inspirado nas
escrivaninhas dos anos 1940, de portas deslizantes e
maleáveis, de madeira ripada. Na Lider Interiores, R$ 2.328
Mesa de jantar da
coleção Paris, 0,76 x
1 x 2,20 m, de
madeira maciça e
estampa digital de
mapa antigo.
Na Dpot, R$ 11.305
A poltrona Tachinha remete ao estilo
urbano, com assento e encosto
estofados, e pés de madeira natural.
Mede 71 x 65 x 62 cm. Na Lider
Interiores, R$ 1.992,34
38 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
SUPERBACANA > TALENTOPor Carol Scolforo
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Trama leve
Texto Carol Scolforo
Repórter de imagem Juliana Fanchini
Foto Iara Venanzi
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uando se vê um móvel de palhinha, a transparência e a leveza quase
poética do desenho das tramas trazem à mente a lembrança de
tempos desapressados. Por volta do século 18, os portugueses se
encantaram com o material, que ganhou força no acabamento de móveis.
“A palhinha é uma herança dos mouros e, com os anos, se tornou uma
alternativa de menor custo para substituir o estofado diante da escassez de
materiais. Além disso, permite a ventilação”, diz Roberto Fialho, professor do
curso de pós-graduação em Design para a Movelaria do Senac. Em 1859,
o francês Michael Thonet criou a cadeira 214, com assento de palha
tramada. A peça industrializada virou objeto de desejo mundial. No
Brasil, o material se tornou vedete no mobiliário da década de
1950, impulsionado pela linguagem leve dos pés palito na
decoração. Ainda hoje, a palhinha é nobre em móveis de
design, embora, na maioria das vezes, a fibra natural
seja substituída pelo náilon. Os artesãos alegam
que a palhinha tradicional corta as mãos
no manuseio. Por outro lado, ela é mais
resistente: dura até 10 anos enquanto
seu substituto sintético só seis.
Essa cadeira é de jacarandá e
fibra natural, original dos
anos 1950, da Teo.
40 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
SUPERBACANA > MEMÓRIA
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le atende por nomes diferentes, mas
as cores e o encanto são os mesmos
em uma das lendas mais conhecidas
do folclore brasileiro. Boi-bumbá, bumba
meu boi, boi da cara preta ou boi-pintadinho,
como é chamado pelo país, tem outro
apelido em Florianópolis, Santa Catarina. É o
boi de mamão, personagem-título de festas
que acontecem de março a junho nas praças
da ilha. Na lenda catarinense, em certo dia
de pressa, foi usado um mamão verde para
fazer a cabeça do boi para um desfile, e
daí surgiu seu batismo. Há ainda outras 15
figuras, como a desengonçada Maricota,
loira esguia que namora um baixinho e por
isso vira chacota no meio da multidão. Para
um pouco de toda essa história chegar
dentro das casas, os personagens passaram
a ser feitos de papel machê pela artesã
catarinense Claudia Bartczak, do ateliê Arty,
que há oito anos deixou de lado a carreira de
tradutora e, desde então, se dedica a esse
trabalho. Com seus bonecos, ela alcançou
o ano passado o Top 100 de Artesanato do
Sebrae. “Meus personagens são moldados
em uma garrafa pet e, por isso, não são nada
frágeis para se levar na mala”, conta. Em dois
dias, a artesã produz uma peça com pintura
de várias cores, retalhos de chita, além da
graça maior: os pezinhos. Nunca uma fica
igual a outra. Encontradas na Casa Catarina,
em Florianópolis, cada boneco custa entre
R$ 70 e R$ 90. Cortina da Cinerama e mesa
de madeira de demolição da Raízes Design.
OBoi de
Florianópolis
Texto Carol Scolforo
Repórter de imagem Juliana Fanchini
Foto Iara Venanzi
42 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
SUPERBACANA > FEITO À MÃO
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Consuelo Jorge
Com escritório na capital paulista, a arquiteta goiana
cria ambientes de visual limpo que expressam
personalidade em detalhes e volumes coloridos
• “A casa deve abraçar o
morador com um bom sofá,
poltronas, cortina e um tapete,
que cubra bem o ambiente.”
• “Unifico os materiais para
facilitar a decoração e a
manutenção. Prefiro os de
visual limpo, como a madeira
pínus e a pedra limestone.”
• “Pontuo os ambientes com
cores fortes. Na base em
cinza, crio volumes com alguns
móveis em tons vibrantes.”
• “Emvez de ar-condicionado,
passei os tubos de água da
cascata do jardim sob o piso
da casa para reduzir em três
graus a temperatura interna. ”
• “Emapartamento pequeno,
é preciso usar poucos móveis,
que não atrapalhem o fluxo,
além de cores suaves e piso
único para ter amplitude. ”
• “A iluminação deve ser
de preferência dimerizada e
direcionada a alguns pontos,
como quadros. A luz de
abajur indireta é essencial em
momento intimista.”
• “Dou personalidade a um
projeto usando uma peça
ousada, como um sofá com
estampa de peso, de Adriana
Barra ou da Missoni.”
• “As décadas de 1930 a
1960 me encantam. Sempre
incluo um móvel de antiquário
nos projetos. As mesinhas
laterais são ótimos curingas.”
(1) O lazer da arquiteta é andar de bicicleta,
modelo retrô. (2) Ela ganhou dos amigos
Esther Faingold e Tunga o livro de ilustrações
Ethers. (3) Consuelo tempostais de Pantone,
da qual é fã. (4) De estimação, máquina
fotográfica J1, da Nikon. (5) Ela se inspira com
a caneta Montblanc. (6) Cores e texturas na
varanda da casa emGoiânia, que rendeu a ela
o International Property Awards Americas 2012
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ara Consuelo Jorge, talento é um caminho entre duas palavras: esforço e determinação.
Após se formar em arquitetura na cidade de Goiânia, onde nasceu, ela se mudou, há 21
anos, para São Paulo com o objetivo de estudar mais. Na capital paulista, fez curso de
luminotécnica e montou o escritório. Hoje comanda uma equipe de 30 pessoas na criação de
projetos caracterizados pela contemporaneidade e pelas soluções sustentáveis. “Tudo me inspira.
Adoro a arquitetura japonesa e gosto de misturar estilos, estampas e texturas”, diz. Com essas
ideias no portfólio, ela ganhou o International Property Awards Americas 2012. “O que me motiva
é desenvolver projetos que podem ter muita criação”, afirma. Ela sempre busca novidades antes
de traçar as linhas de um espaço e segue essa lei: “Cada projeto deve ter sua autenticidade”.
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44 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
SUPERBACANA > SEGREDOS DE QUEM SABEPor Carol Scolforo
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ESTILO
Nossas apostas e soluções práticas para você amar ainda mais a sua casa
48 Inspiração 54 Quartos de criança 66 Iluminação
Um loft de
72 m
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exibe
soluções
práticas para
o morador
temporário. Em
Canto Incrível,
pág. 62
Revisteiro Table, de aço, design de Axel Bjurström para Stockholm, Benedixt, R$ 1.741; e telescópio Galileos, design de Odoardo Fioravanti,
Conceito Firma Casa, R$ 2.176. Sobre o banco Oca, de madeira natural, Estar Móveis, R$ 828, vaso de porcelana Tail White, Kare, R$ 373;
vaso de madeira, ouro e laca, Raízes Design, R$ 593; caixa Bambi, resina e madeira, Coisas da Doris, R$ 450. Porta-garrafas Otto, de madeira,
design Studio Ramírez i Carrillo, R$ 1.726; e luminárias Form Pendants, de vidro, plástico e silicone, da Form Us With Love para Stockholm,
R$ 850 cada, ambos à venda na Benedixt. Poltrona Teddy Bear, de linho, L’Oeil, R$ 3.798; almofada PB, de jacquard brand, Donatelli, R$ 168.
Mesa lateral com iluminação Shangai, madeira com tampo laqueado, Clami, R$ 3.668; cactos de porcelana branca, Kare, R$ 80
Repórter de imagem Regiane Mancini
Fotos César Cury
As peças criadas por dinamarqueses, finlandeses, noruegueses e
suecos seduzem pelo minimalismo elegante e viram referência para
nossos designers. A atração está nas formas simples, mas nada óbvias
Paixão escandinava
ESTILO > INSPIRAÇÃO
Estante Equis, design de Alessandra Delgado, madeira com laca branca, Espaço 204, R$ 3.530; vaso Mug Moon, de cerâmica, Dali Casa,
R$ 138; suporte de livros Knowledge in the Brain, de Karim Rashid, Scandinavia Designs, R$ 799; boneco de madeira articulado Homem
Engravatado, Coisas da Doris, R$ 140. No chão, escultura Wood, Divino Espaço, R$ 605. Cadeira Tio, de Chris Martin e Magnus Elebäck
para Massproductions, Scandinavia Designs, R$ 1.800; e tocheiro Funnel, alumínio, de Bevk Perovic Arhitekti, La Lampe, R$ 3.738
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 49
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Poltrona Red, madeira e poliéster, Kare, R$ 3.647. Mesa lateral Plug, comtampo de cortiça, design de Tomas Kral para PCMDesign, Benedixt,
R$ 3.410. No painel, relógio Olin de laca fosca, R$ 1.641; carrinho de chá Vira Vira, de bambu, design de Pedro Useche, R$ 6.266, centro de
mesa de cerâmica, R$ 1.913, tudo da Marché Art de Vie. Bowl Plug, de cortiça, design de Tomas Kral para PCMDesign, Benedixt, R$ 1.646; Toy
Vase, de madeira, design de Ding3000, na A Lot Of, R$ 2.870. Tapete Pinocchio, de feltro, da Hay, 90 cm, Danish Design, R$ 1.695. À dir., cadeira
Gubi, design da Komplot, R$ 2.200; e luminária Flowerpot, design de Verner Panton, R$ 1.595, ambas da Scandinavia Designs. Banco-cabideiro
Tex, de madeira, Tok & Stok, R$ 159; bolsa, Conceito Firma Casa, preço sob consulta. Sobre o livro, cogumelo de resina, Coisas da Doris, R$ 69
50 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
ESTILO > INSPIRAÇÃO
Cabeça Antlers Rockstar, de alumínio, R$ 2.289; sofá Vegas Light Blue, de madeira, viscose e linho, R$ 9.518; e almofada Wuschel, de
poliéster e algodão, R$ 99, tudo da Kare. Luminária de chão SPF, pínus, design de Francisco Pinto, Dbox, R$ 3.000; tapete de lã do Nepal,
Botteh, R$ 8.258. Cadeira Frame, de Wouter Scheublin para Established & Sons, Micasa, R$ 2.449; banco Tak 22, madeira, de Pedro
Useche, Butzke, R$ 436. Mesas Overlap, de aço-carbono e tampo de MDF laqueado, design de Marc Sapetti, R$ 995 a menor e R$ 1.097
a maior, ambas da Carbono. Sobre elas, cofre Moneyphant, design de Georg Jensen, Scandinavia Designs, R$ 439, e abajur Pantop Table,
design de Verner Panton, Danish Design, R$ 2.395. Porta-guarda-chuva, alumínio e aço, de Fernando Jaeger, na FJ Pronta-Entrega, R$ 353
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 51
No painel de MDF, cabeça de rena de porcelana Reindeer, R$ 1.094, e cabeça de veado, de porcelana Stag, R$ 531, da Marché Art de
Vie. Sofá Gávea, madeira teca e lona, R$ 5.741, e mesa Drops, aço e madeira laminada, R$ 571, da Atelier Fernando Jaeger. Almofadas de
algodão, Coisas da Doris, R$ 150, e de tapeçaria, By Kamy, R$ 180. Mesa lateral Asti, de Jader Almeida, nogueira e latão, Clami, R$ 1.833.
Vasos de vidro: ramificado, R$ 437, cervo, R$ 87, e para cacto, R$ 138; caixa de metal amarela Ceremony, R$ 192, da Conceito Firma Casa.
Esculturas de madeira, Stiledoc, a partir de R$ 988. Luminária de chão Bender, Scandinavia Designs, R$ 2.900. Rádio de madeira Magno,
Marché Art de Vie, R$ 1.264. Tapete Kilim Notisse, 2,92 x 0,87 m, By Kamy, R$ 2.033. Banco Fur Wood, de madeira com revestimento
sintético, 50 cm, Kare, R$ 635. Poltrona de tecido buclê, anos 1940, Thomaz Saavedra Escritório de Arte e Decoração, R$ 7.500
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ESTILO > INSPIRAÇÃO
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Texto Mariana Mello Fotos Edu Castello
Cabana de madeira, armário em forma de casa,
estante que imita árvore. São ideias inspiradas de
designers e arquitetos para os dormitórios de filhos
e sobrinhos. A seguir, quatro projetos encantadores
Universos
à parte
ESTILO > QUARTOS DE CRIANÇA
Na página anterior, José brinca na janela da cabana
de placas de pínus. Número 6, da Amoreira. Na foto
abaixo, o armário mineiro guarda os brinquedos e
as roupas. Luminária de coelho, da Supersoniko.
Almofadas, da Corporação de Ofícios e da Paola Abiko.
Ao lado, detalhe da cabana, projetada pelo escritório
Quatro Vezes Wipfli e executada pelo marceneiro
Altimio Brito. Na foto inferior, outras inovações do
projeto: a cabeceira capitonada e o painel de fotos
Cabana
do pirata
Transformar umquarto de bebê emdormitório de
menino. Esse foi o mote seguido pela arquiteta Vivian
Wipfli, do escritório Quatro Vezes Wipfli e da Corporação
de Ofícios, ao repensar o espaço de seu sobrinho
José, de 6 anos, no apartamento da família no Itaim
Bibi, emSão Paulo. Com14 m
2
, o ambiente ganhou
uma cabana de madeira, suspensa a 70 cmdo chão,
comportas, janelas e até umalçapão. “Utilizei como
referência as casas de árvores, que são feitas em
jardins”, explica a profissional. Para a nova fase do
garoto, a cama dele foi montada emdois patamares.
Junto ao mais baixo, a parede recebeu tinta para lousa.
“José acompanhou a montagemda casinha e se
diverte nela”, conta Vivian, orgulhosa do garoto.
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 55
Na foto abaixo, Laura no berço de freijó e
palhinha. Ao lado, móvel da Casa do Bixiga
Antigo, restaurado com pintura automotiva.
Grama sintética, da BRP Plásticos, e cortina, feita
pela Pano de Kaza com tecido da Donatelli. Na
sequência, armário de pínus em forma de casa
O mundo
de Laura
Pai de primeira viagem, o arquiteto Rodrigo Angulo se
divertiu ao idealizar o quarto da filha, Laura, hoje com um
ano e meio. Ao lado da esposa, Claudia, ele desenvolveu
um ambiente campestre para o espaço de 12 m
2
no
apartamento no Paraíso, em São Paulo. Nas paredes
pintadas de azul claro, ele montou a estante em forma
de árvore. “Os galhos são prateleiras de pínus, cortadas
em diferentes medidas”, afirma. Os nichos circulares, que
representam os frutos, foram criados com contêineres
de alumínio, comprados em loja de utensílios para
restaurantes, pintados com tinta esmalte. No restante
do espaço, o arquiteto dispôs o berço, de freijó linheiro e
palhinha, a cômoda antiga e um armário que imita uma casa
de bonecas. Por todas as paredes, no teto e também nas
portas do armário, há adesivos, produzidos sob encomenda.
56 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
ESTILO > QUARTOS DE CRIANÇA
Criação do arquiteto Rodrigo Angulo,
a estante é composta de prateleiras de
pínus com tamanhos variados. Todas as
paredes receberam a cor Soar SW6799, da
Sherwin-Williams, e adesivos, desenhados
por Eliana Delarissa, à venda na Adesivaria
ESTILO > QUARTOS DE CRIANÇA
Viagem
espacial
Um quarto de 12 m
2
bonito e, acima de tudo, um
espaço para o filho Gabriel, 8 anos, deitar e rolar
no apartamento, localizado no Horto Florestal,
Rio de Janeiro. Foi a partir dessa premissa que
a arquiteta carioca Leila Bittencourt, da loja e
escritório de arquitetura Oba!, especializado
em quartos infantis, teve a ideia de fazer a
parede interativa. Atrás do adesivo de sistema
solar há uma placa metálica imantada, na qual
estão presas as miniprateleiras e onde podem
ser apoiados bonecos e carrinhos com ímã. Nas
mãos de Gabriel, as peças mudam de lugar.
Leve e prática, a cama tem rodízios,
de maneira que o garoto possa afastá-la
sozinho e aproveitar melhor o painel. “Outro
ponto interessante do projeto são as soluções
de organização, como a gaveta com divisórias
sob o tampo da escrivaninha”, ressalta Leila.
Na página anterior, a cama
possui rodas de borracha.
Na foto acima, escrivaninha,
prateleiras e caixas com frente
de acrílico. A cadeira é da
Hetty Goldberg. Na sequência,
detalhe da gaveta com
divisórias para guardar peças
de Lego. Ao lado, Gabriel,
brinca na parede imantada e
adesivada. Todos os móveis e
acessórios são da Oba!
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Princesas
na selva
Assim como faz toda grávida, a arquiteta Chantal
Ficarelli, da Arkitito, folheou dezenas de revistas de
decoração enquanto esperava as gêmeas Laura e
Geórgia. “Não gosto daqueles quartos coordenados,
com tudo em tom pastel”, diz. O tema “selva” surgiu
a partir de um móbile, trazido dos Estados Unidos,
que hoje fica em um dos berços. Inspirada nele, a
arquiteta fez a encomenda, pela internet, do papel
de parede modelo Jungle Dudes, da marca Mr
Perswall. A estampa vibrante equilibra o mobiliário
robusto, que preenche os 13 m² do ambiente no
apartamento em Pinheiros, São Paulo. Tanto os
berços como a cômoda foram projetados pela
arquiteta e designer Inês Aquino, tia de Chantal,
e já pertenceram a outros bebês da família.
Acima, o par de
berços de imbuia
com marchetaria de
pau-marfim. Ao lado,
detalhe da cama de
solteiro, fundamental
em um quarto de
bebê, na opinião da
arquiteta. A peça é
herança da tia-avó
da moradora. Na
sequência, as gêmeas
Laura e Geórgia
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ESTILO > QUARTOS DE CRIANÇA
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O papel de parede Jungle
Dudes, da marca Mr
Perswall, foi comprado
pela internet e cobre toda
a parede atrás da cômoda.
Sobre a manta, da Paola
da Vinci, almofadas, da
Tamtum, e bonecas de
feltro, da Panaceia
ESTILO > CANTO INCRÍVEL
Na sala com pé-direito duplo, o arquiteto
Ricardo Brito criou o painel de gesso com um
nicho. Ele está sentado na cadeira Pantosh, do
estúdio Lattoog, comprada na Dpot. Ao lado,
baú e vaso dourado, da L’Oeil. Apoiada na
parede, fotografia de Marcelo Magnani
Loft
temporário
A decisão de morar apenas por
um tempo no apartamento de
72 m
2
foi o ponto de partida para
as escolhas do arquiteto Ricardo
Brito na decoração de sua sala
Texto Mariana Mello
Realização Nuria Uliana
Fotos Marcelo Magnani
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 63
Na foto superior, a mesa de jantar, da Clami, fica encostada
na parede ao lado da janela. Da mesma loja são as cadeiras
e o sofá com almofadas da Empório Beraldin. Castiçais
escandinavos, da Teo, vaso, da Benedixt. Na foto inferior, a
escultura de poliamida, do artista plástico Ricardo Teixeira
Armarinhos, acompanha a altura da escada metálica
N
a casa do arquiteto baiano Ricardo Brito pode não
caber sofá, poltrona e mesa de jantar. Mas para
o piano, instrumento ao qual ele se dedica desde
criança, sempre haverá lugar. Foi o que aconteceu neste
loft de 72 m
2
com pé-direito duplo no bairro de Pinheiros,
em São Paulo. “Fico sem móveis, mas não sem meu piano”,
afirma o morador. Quando não está debruçado sobre as
partituras, ele recebe amigos. Por essas duas razões – as
festas e o piano –, na lista de prioridades decorativas a
sala despontou em primeiro lugar. Outra peculiaridade
que justifica algumas das escolhas feitas por Ricardo é o
caráter temporário do apartamento. “Pretendo morar aqui
por pouco tempo. Por causa disso não derrubei paredes,
não alterei a planta e nem mexi em pontos de elétrica”,
diz. As mudanças realizadas restringiram-se ao chão, às
intervenções de gesso e à seleção de móveis e cores.
Em nome da praticidade na colocação e na manuten-
ção, Ricardo optou pelo laminado de madeira para revestir
o piso. A parte mais baixa do teto, incluindo a área do
piano, ficou mais aconchegante graças ao forro de gesso
com iluminação embutida. O mesmo material, o gesso,
64 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
ESTILO > CANTO INCRÍVEL
foi empregado pelo arquiteto ao projetar
o painel retangular que valoriza os seis
metros de altura do pé-direito. Móveis
neutros e de metragens relativamente
enxutas atendem às necessidades do
morador. Mais do que isso: de propósito,
nada ali é embutido. Um bom exemplo é o
rack, composto de partes modulares, úni-
ca peça de cor intensa. Nele ficam a TV,
o bar e o compartimento para guardar o
material de estudo de música.
O caráter sóbrio e ao mesmo
tempo acolhedor do projeto se deve,
essencialmente, aos tons de cinza que
colorem as paredes, o sofá e a mesa de
jantar. “Combinei com preto e branco
porque gosto do contraste”, afirma
Ricardo. Na opinião do arquiteto, é preciso
deixar de lado o mito de que cores escuras
diminuem os ambientes: “Se o espaço
dispõe de boa iluminação natural, como é
o caso deste loft, não há o que temer.”
Na foto superior, a área
do piano tem pendente
da designer Cristiana
Bertolucci, no projeto da
Carzig Iluminação. Cortinas
de linho, da Luci-cortinas. Na
foto ao lado, rack modular
com acabamento de laca
fosca verde, desenhado pelo
arquiteto Ricardo Brito e
realizado pela marcenaria
Miragem Decorações A
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Texto Carol Scolforo Repórter de imagem Simone Monteiro Fotos Luis Gomes
Solução prática e econômica, o trilho de iluminação dispensa o forro
de gesso que rebaixa o teto e permite mudar e ampliar os focos de
luz. Além disso, de estilo industrial, deixa o ambiente moderno
Luzes enfileiradas
Animado
ou intimista
Com a mesma linguagem contemporânea,
a sala de estar de 40 m² e a cozinha
de 10 m² receberam uma iluminação
de estilo industrial, o que tornou os espaços
descontraídos. Nos dois ambientes, a
arquiteta Valeria Bartholi, da Duo Interiores
e Design, usou trilhos de alumínio com
pintura eletrostática branca, distantes 20
cm do teto e suspensos por duas hastes
metálicas. Em cada um, ela instalou oito
luminárias em posições alternadas, com
focos de luz para baixo e para cima. Na
cozinha, o trilho de 2 metros fica centralizado
no teto, paralelo à bancada da pia e do
fogão. Já o da sala, mede 2,5 metros e tem
espaçamento maior entre as peças. “Acesas
apenas as luminárias com foco para cima, o
clima é mais intimista”, explica Valéria.
Ficha Técnica
Projeto – Valeria Bartholi
Estrutura – Dois trilhos RK.12030, da Reka
Luminárias – 16 spots RK.08005p, da Reka
Lâmpadas – incandescentes de 60 w
Execução – Milton de Jesus Santos
Preço total – R$ 2.920
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ESTILO > ILUMINAÇÃO
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Nesta página, a cozinha tem banco de
cumaru com almofadas, da Studio Duo
Enxoval. Na página anterior, a sala possui
mesa de vidro com cavaletes. Gravura
de Gonçalo Ivo, da Teo; vaso Gaudí e
castiçal de vidro Clear, da LS Selection;
bandeja de couro G. Cruise, da Stiledoc
Arte destacada
Recém-saída de uma casa de pé-direito alto, a arquiteta Gabriela
Marques buscava para o novo apartamento a mesma sensação de
amplitude, e não queria rebaixar o teto em 15 cm com gesso. Por
isso, na sala de 48 m², apostou na iluminação com 20 spots de
dois tamanhos fixados em um perfilado de seis barras de alumínio,
presas por parafusos na laje. Nos spots menores, ela usou lâmpadas
dicroicas direcionadas aos quadros e à mesa de centro. E nos maiores,
as PAR-20 que iluminam todo o ambiente. “Criei essa malha para
passar outras fiações no futuro”, diz Gabriela. Como tem vários furos, o
perfilado pode receber mais spots e até caixas de som.
Ficha Técnica
Projeto – Gabriela Marques
Estrutura – perfilados
de alumínio
Medidas – três de 8 m
e três de 6 m
Luminárias – spots Altena,
da Lustres Yamamura
Lâmpadas – PAR-20 e dicroicas
Execução – Homero Carlech
Preço total – R$ 4.500
68 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
ESTILO > ILUMINAÇÃO
Nesta página, sofá Brentwood com
almofadas da Missoni Home. Estante, da
marcenaria JR Designer. Na página anterior,
poltrona Toribio, da Verzelloni, encontrada
na Benedixt, e luminária de chão, da
Bertolucci. Quadro de Isabelle Tuchband
Nesta página, o piso e a parede são
revestidos de ladrilhos hidráulicos,
da Brasil Imperial. Armários
de madeira de demolição, da
Aroeira. Bancada de silestone, da
Marmobello. Guardanapos, pratos e
jogo americano, da Spicy. Na próxima
página, cadeiras da Casual. No teto,
toldo retrátil, da Arthur Decor
ESTILO > ILUMINAÇÃO
Espaço alegre
No espaço gourmet de 17 m², a moradora desta casa no
Alto de Pinheiros, em São Paulo, pediu uma decoração
alegre. Além do colorido dos ladrilhos hidráulicos, o arquiteto
Samy Dayan e a designer de interiores Ricky Dayan criaram
um sistema de iluminação que cobre toda a área. Eles
aproveitaram a estrutura de vigas ocas de alumínio, que
sustenta a cobertura de vidro laminado, para embutir os
fios e nove spots de tamanhos diferentes. Os maiores têm
lâmpadas AR-70, focadas na bancada. Os menores possuem
dicroicas. “Com luminárias focadas e outras que espalham a
luz homogênea, o clima é aconchegante”, diz Samy.
Ficha Técnica
Projeto – Samy e Ricky Dayan
Estrutura – vigas ocas de
alumínio
Medidas das vigas – 3,20 m
de comprimento cada
Luminárias – XLS Spin 50 e
XLF Spin 70, da Lumini
Lâmpadas – dicroicas e AR-70
Execução – Lumini
Preço total – R$ 5.500
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Após reforma, apartamento
vitoriano em Londres ganha
claridade. Em Decoração
pelo Mundo, pág. 94
NINHO
Casas e histórias inspiradoras para construir um verdadeiro lar
74 Decoração 102 Arquitetura
Acostumado a
organizar todas as
coisas no dormitório
que tinha na casa
dos pais, Arthur
Britto se espalha
agora pelos 85 m
2
de seu primeiro
apartamento,
reformado pelo
arquiteto Gustavo
Calazans
Texto Mariana Mello
Realização Nuria Uliana
Repórter de imagem Suzel Fontes
Fotos Lufe Gomes
Do
quarto
para
o apê
NINHO > DECORAÇÃO
O músico Arthur Britto está sentado entre
a cozinha e a sala, que tem poltrona
Shell, do Estudiobola, luminária Tripé, da
Forja Recicla, e mesa lateral Saarinen
da Arquivo Vivo. Passadeira e tapetes
orientais, da By Kamy. De estilo industrial,
o armário metálico com gavetas, da
Kare, fica encostado nas tubulações
hidráulicas e na coluna de concreto
aparente. Do outro lado dela, o nicho
com porta de madeira é um roupeiro
F
alta de espaço nunca foi um problema para Arthur
Britto, 26 anos. Músico, mestrando em Filosofia e
estudioso de Matemática – segundo ele, uma ciên-
cia nasce da outra – esse jovem paulistano cresceu
na grandiosa casa dos pais, no Alto de Pinheiros, em São
Paulo. Apesar do imóvel avantajado, ele percebeu que pas-
sava mais tempo em seu quarto do que em qualquer outro
cômodo. Recentemente, mudou-se para seu próprio apar-
tamento de 85 m
2
, na Vila Madalena, e manteve nele o
espírito que havia no antigo dormitório.
A diferença está na decoração: ao contrário da casa dos
pais – clássica, coberta de mármores e dourados –, o apar-
tamento de Arthur possui materiais mais rústicos, como
o concreto aparente, a madeira de demolição, o ladrilho
hidráulico, os tijolos à vista e peças de estilo industrial.
O uso desses elementos seria inviável sem as intervenções
sugeridas pelo arquiteto Gustavo Calazans.
No prédio erguido nos anos 1980, o imóvel, antes da
reforma, tinha a divisão tradicional de cômodos: sala, cozi-
nha, dois quartos, banheiro social, área e banheiro de ser-
viço. Uma vez que o desejo do morador era transformar tudo
num espaçoso “quarto”, o arquiteto não teve dúvidas quanto
a derrubar as paredes entre a sala e a cozinha, por onde agora
percorre a luz natural. Dotada de janela com vista, a área de
serviço original deixou de existir. Em seu lugar, entrou o bal-
cão que auxilia no preparo de refeições. E já que o banheiro
de serviço não era exigência do morador, o cômodo passou a
receber o varal e a máquina de lavar roupa – um cubículo, na
verdade, mas suficiente para o rapaz que vive sozinho.
76 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > DECORAÇÃO
Na foto à esq., detalhe da união entre a sala, com
assoalho de peroba-rosa de demolição, e a cozinha,
revestida de ladrilhos hidráulicos, da Dalle Piagge.
Banco, da Desmobilia. Na foto acima, o sofá, da
Desmobilia, fica perpendicular ao rack, revestido de
lâminas de ipê, desenhado por Gustavo Calazans e
executado pela marcenaria Spada. No teto, trilhos
com spots, da Reka. À dir., o móvel que abriga o
aparelho de som foi comprado na loja 5 Décadas
Outra decisão relacionada aos valores de Arthur foi a de
inutilizar a porta de entrada de serviço. “A ideia de que os
prestadores de serviços devem entrar por uma porta dife-
rente revela resquícios da mentalidade servil que temos no
país”, afirma. Resultado prático: essa parte da parede na
cozinha, graças aos armários e outros compartimentos para
organizar objetos, tornou-se uma área da casa extremamen-
te funcional. Há até um nicho escondido, onde se guardam
vassouras e demais produtos do dia a dia. >>
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 77
Para Gustavo, a lição é que, em apartamentos pequenos,
espaços residuais, como vãos e quinas, devem ser aproveita-
dos. “Só não encha a casa de armários, para evitar a sensação
de atulhamento”, alerta. Em relação à prateleira que percor-
re a sala, instalada sob a viga de concreto aparente, Gustavo
revela que, além de guardar objetos, ela serve como base para
a iluminação: “Dá para colocar spots direcionados para o
teto, que rebatem a luz e ampliam o espaço”, explica.
Para Arthur, que tem poucas peças e faz questão de não
acumular aquelas fora de uso, a única restrição a qual pre-
cisou se submeter foi a de não ensaiar no novo lar. Por falta
de espaço, os instrumentos e toda a aparelhagem de som
permanecem na casa dos pais. E é lá também que sua ban-
da, Te Holger, se prepara para as apresentações em público.
“No apartamento, tenho silêncio e privacidade. Mas ainda
não saí totalmente da casa dos meus pais”, diz.
78 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > DECORAÇÃO
Na foto acima, a cozinha tem armários revestidos
de laca fosca, feitos pela marcenaria Spada.
Sobre a parte superior estão as latas amarelas, da
Depósito Santa Fé. O fogão e a bancada apoiam
panela, calendário e pote com colheres, da Dkza. Na
mesa, castiçais de madeira, da Teo. Placa metálica
Motorcycle, da Galpão 1416. Ao lado, no alto, o canto
da cozinha exibe fotografia de Nino Cais, à venda
na Central Galeria de Arte, e caixote de madeira
com garrafas, da Fulana Guaçú. Embaixo, a área de
serviço que é fechada pela porta de correr
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 79
Dicas do
arquiteto
Gustavo
Calazans
para decorar
espaços
pequenos
• Evite fazer
armários demais.
Se surgir a
necessidade
de criar muitos
compartimentos
para guardar isso e
aquilo, questione:
você tem objetos
em excesso?
• Rebaixar o teto
de apenas um
dos ambientes é
o truque para que
o pé-direito dos
demais cômodos
pareça mais alto.
Consequência disso:
maior sensação de
amplitude.
• Não é preciso abrir
mão dos móveis
que você gosta só
porque mora em
um apartamento
pequeno. Basta
priorizar a circulação
e a funcionalidade
proporcionada por
cada peça.
• Quanto menor a
metragem, mais
impacto causa uma
escolha. Portanto,
não tenha pressa
em finalizar a
decoração. Crie seu
repertório, pesquise
e compre uma coisa
de cada vez.
• Assim como foi
feito nesse projeto,
instale spots
direcionados para
o teto. Pintado
de branco, ele
rebate os focos
de luz e privilegia
a percepção
do espaço.
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80 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > DECORAÇÃO
Na foto acima, um dos quartos funciona como escritório.
Estante desenhada por Gustavo Calazans e mesa, de Sergio
Rodrigues, comprada na Arquivo Vivo. Caixas, da Espaço
Til, bicicleta, da Depósito Santa Fé, e cofre Fita Cassete,
da Fulana Guaçú. A parede (à dir.) é pintada com tinta para
lousa. Nela o morador realiza estudos de Matemática.
Ventilador, da Lustreco. Ao lado, na foto superior, banheiro
revestido com ladrilho hidráulico igual ao da cozinha. Na
bancada de granito branco Itaúnas, garrafas de vidro, da
Anni Verdi. Na foto inferior, o quarto tem cama com colcha,
da Charada Conceito, e almofadas, da Espaço Til, da By
Kamy e da Empório Beraldin. Luminária da La Lampe
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 81
Com soluções espertas, a marcenaria personalizada
– e coberta de tons alegres – é o ponto alto
deste apartamento de 50 m², em Santo André.
O projeto é da arquiteta Letícia Arcangeli
Texto Stéphanie Durante Realização Nuria Uliana
Repórter de imagem Verônica Naka Fotos Lufe Gomes
Colorido
sob medida
NINHO > DECORAÇÃO
Nesta página, os moradores Larissa e Wilber estão na bancada de madeira da cozinha, cujos armários têm acabamento de laca na cor laranja K129, da
Montana. Na mesa de jantar, cor Lagoa Azul, da Suvinil. Tudo feito pela Marcenaria Santíssima Fé. Pendentes, da Lustres Irie. Banquetas, da Isto é Brasil,
com futons, da Futon Company. Na página anterior, bandeja da SaLa Design com bule da Benedixt; vaso e açucareiro, da Corporação de Ofícios
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 83
A
ssim que tomaram a decisão de se casar, Larissa
e Wilber Farias visitaram o apartamento deco-
rado de um prédio em construção na cidade de
Santo André, em São Paulo, e calcularam que os
50 m² do modelo escolhido seriam suficientes para come-
çar a vida a dois. O casamento aconteceu na data prevista,
mas a obra atrasou mais de um ano. Logo que a primeira
etapa da construção ficou pronta, eles perceberam o real
tamanho do espaço. “Não tínhamos noção de que seria tão
pequeno”, conta Larissa.
Para driblar a metragem enxuta, a moradora pen-
sou em móveis feitos sob medida, e pediu a ajuda de sua
irmã gêmea, a arquiteta Letícia Arcangeli. “Queríamos
os ambientes em estilo clean, quase sem cor. Mas ela nos
entregou um projeto supercolorido e, para nossa surpresa,
nós adoramos”, afirma Larissa.
Aarquiteta deixou o apartamento alegre coma laca laranja
nos armários da cozinha, que é aberta para a sala, e também
com os diferentes tons de azul no piso de ladrilhos hidráu-
licos, no revestimento da parede acima da bancada da pia e
na mesa de jantar. Para dar unidade e equilíbrio ao living, ela
colocou os tacos palito. Outra solução visual é a bancada de
apoio à cozinha. Por ser vazada, dá leveza ao ambiente.
Tudo foi planejado para o conforto do casal, sem atra-
palhar a circulação. “Como eles adoram organizar jantares
para os amigos, usamos o banco encostado na parede da
sala, assim acomoda mais pessoas na mesa, que tem cantos
arredondados para não machucar ninguém”, diz Letícia.
Oprojeto esperto de marcenaria tambémfez a diferença no
quarto do casal, onde cada centímetro foi bem aproveitado.
“Como faltava espaço para a cama queen que eles já tinham
e mais dois criados-mudos, fiz uma estrutura que a abraça e
encostei os três lados dela na parede”, explica a arquiteta.
Na parede da cabeceira, ela colocou nichos junto ao
guarda-roupa e um armário colorido com 20 cm de pro-
fundidade. Nos pés, dois revisteiros nos tons do armário e
um painel branco para apoiar a televisão e demais objetos.
Embaixo da cama, mais três nichos guardam edredons e
colchas. No meio, sob o estrado, ainda há um grande baú.
Para acomodar todos os objetos e roupas do casal, o
segundo dormitório virou um closet. “Queríamos fazer um
home theater ali, mas tivemos que abrir mão dessa ideia
porque percebemos que precisávamos de mais armários”,
diz Larissa. “A solução foi rebaixar uma parte do teto para
instalar as caixas de som no living mesmo.”
No alto, os espelhos, instalados nas paredes atrás do banco
em “L”, ampliam o ambiente. Almofadas da Corporação de
Ofícios e Tamtum. Na foto seguinte, o tapete, da Botteh, cobre
parte do piso com tacos palito de ipê da Assoalhos São Bernardo.
O banco, da Isto É Brasil, apoia o abajur do Estúdio Glória. Da
mesma loja é o sofá com almofadas da Coisas da Doris
84 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > DECORAÇÃO
No rebaixo de gesso pintado
de cinza, a arquiteta instalou
as caixas de som do home
theater. O lustre de Murano foi
comprado em viagem a Veneza
e os bancos, em Gonçalves,
MG. Na porta de entrada, placa
com a data do casamento dos
moradores. Pufes, da Bahse
No quarto, a estrutura de madeira, executada pela
Santíssima Fé Marcenaria, envolve toda a cama do
casal. Os nichos da lateral guardamlivros e objetos da
Coisas da Doris, Corporação de Ofícios e SaLa Design.
As portas do armário receberamlaca nas cores SW6303,
SW6304, SW6950 e SW6949, da Sherwin-Williams. Roupa
de cama e porta-travesseiros da Trussardi. Almofadas da
Tamtum(lisa) e da Coisas da Doris. Tapete, da Botteh
NINHO > DECORAÇÃO
Na foto acima, painel de madeira e caixas azul e rosa, que
são revisteiros, ficam junto aos pés da cama. Papel de
parede, da Pip Studio. Ao lado, no alto, o segundo quarto virou
closet, com armário em forma de “L”. A cor cinza é a Y090,
da Montana. Embaixo, o banheiro tem piso revestido com
o mesmo ladrilho hidráulico, da Ladrilar, usado na cozinha.
Toalhas, da Trussardi, e vaso, da Corporação de Ofícios
Dicas da arquiteta Letícia
Arcangeli para decorar
espaços pequenos
• Coloque bancos encostados
na parede para conseguir
acomodar mais pessoas na mesa.
O acabamento arredondado
ajuda na circulação.
• Lembre-se de que cada
centímetro pode ser aproveitado
com marcenaria. Um armário de
20 cm de profundidade é suficiente
para os objetos pessoais.
• O espelho passa a sensação
de amplitude nos ambientes. Use
esse material no revestimento de
paredes e móveis.
• Crie gavetas ou nichos na
estrutura de madeira embaixo
do colchão para guardar roupas
de cama, mantas e edredons.
• Não tenha medo de misturar
muitas peças coloridas na
decoração. Elas deixam o
ambiente mais leve e alegre.
• Instale o mesmo revestimento
no piso de todos os ambientes
(exceto nas áreas molhadas)
para dar unidade ao projeto.
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CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 87
As cores quentes, amarela e vermelha, em contraste
com os tons sóbrios dos revestimentos personalizam
o apartamento de 70 m². O morador é dinamarquês,
mas adotou a alegria do Brasil como estilo de vida
Texto Carol Scolforo Realização Nuria Uliana Repórter de imagem Verônica Naka Fotos Lufe Gomes
De alma
brasileira
NINHO > DECORAÇÃO
A parede espelhada dá a sensação de
maior espaço logo na entrada da sala.
O morador toma café na cozinha que,
integrada à área social, recebeu armários
com laca amarela, da Santíssima Fé
Marcenaria. A área é separada do estar
pela bancada com tampo de madeira
de demolição. Passadeira, da By Kamy.
Cadeira de ferro, da Vermilion
Na sala de estar, o espaço pequeno foi resolvido
pelo rack estreito e suspenso com porta basculante e
painéis verticais de MDF revestidos de linho escuro, da JRJ
Tecidos. Vaso vermelho, da Benedixt, e verde, da Poeira
Design. Da mesma loja é a bandeja sobre a mesa de centro,
da Atelier Fernando Jaeger. Tapete, da Punto e Filo
NINHO > DECORAÇÃO
E
ncantado pelo Brasil, o executivo dinamarquês
Jesper Buchreitz, 37 anos, queria em seu aparta-
mento de 70 m², em São Paulo, a cara alegre do
país que o acolheu há oito anos. Imaginava nele
um ar moderno, que tivesse referências de sua origem escan-
dinava, e uma identidade reforçada pelas cores intensas.
Além disso, ele pretendia aproveitar os móveis de seu antigo
imóvel. “Espaço pequeno é o melhor desafio”, diz a arquiteta
Andrea Lucchesi, que, ao lado de sua sócia Carolina Razuk,
encarou a missão de fazer caber tudo no novo apê.
Logo na entrada, a parede de tijolos aparentes foi uma
aposta do projeto para dar as boas-vindas mostrando a per-
sonalidade do morador. Mais adiante, a integração das salas
de jantar, de estar e da cozinha fez bem à pouca metragem:
com apenas uma parede derrubada entre os cômodos, o
espaço ganhou amplitude.
Como o morador adora receber os amigos, essa área
social tem muitos apoios para bebidas e petiscos. São
móveis baixos que cumprem a tarefa e despoluem a visão
dos ambientes. Um deles é um armário com bancada de
demolição. “Ele tem dupla função: separa a sala e a cozinha
e ainda guarda louças”, afirma Andrea.
Em todos os cantos, os mínimos centímetros são valori-
zados e fazem a diferença na circulação. Para isso, a marce-
naria é essencial: maximiza os espaços também pelo múlti-
plo uso que os móveis podem ter.
Na área íntima, o conforto e a boa fluidez eram os requi-
sitos de Jesper. “No quarto dele, embutimos a iluminação
no cortineiro e a direcionamos para alguns pontos. Isso traz
aconchego”, explica Carolina.
Acartela de cores bemmasculina, emcontraste comos tons
vibrantes do amarelo e do vermelho, é outra marca do proje-
to que deixou Jesper feliz. Ele ficou satisfeito também com as
diversas texturas escuras – da madeira, do tijolo, do ferro e de
outros elementos –, que dão profundidade aos ambientes.
Os acabamentos brilhantes e espelhados arrematam
tudo e se revelam uma boa dica para sentir que os espaços
renderam. “Eles ajudam na difusão de luz, proporcionando
a sensação de um lugar amplo”, observa Carolina.
Foram esses pequenos segredos que tornaram o aparta-
mento tão único aos olhos do dono. “Sinto que tenho real-
mente um lar, fico mais tempo em casa agora. Tudo real-
mente tem meu espírito”, diz Jesper, que morou no imóvel
durante a reforma. “Foi difícil, mas o resultado valeu a
pena”, conclui, entusiasmado.
Na foto superior, as cadeiras em torno da mesa de laca eram do
antigo apartamento do morador, que também possuía o espelho
colado na parede. Vidros, da LS Selection, com plantas, da Jardineiro
Fiel. Quadro de Filipe Berndt, da Central Galeria de Arte. Pendente da
Lustreco. Na foto acima, os tijolos, da Palimanan, colados em placas
de MDF, camuflam a porta do lavabo e a caixa de energia. Sofá, da
A Lot Of. Quadros de Nino Cais, da Central Galeria de Arte
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 91
Acima, à esq., a parede do home office, que
também é quarto de hóspedes, recebeu nichos
modulares que deixam tudo à mão. Tapete By Kamy.
Na foto acima, à dir., a bancada da pia ganhou
armários com gavetões para guardar cosméticos e
toalhas. No quarto, o móvel baixo fica ao lado da
cabeceira da cama e possui um nicho para livros e
duas gavetas. Cadeira de ferro, da Vermilion
92 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > DECORAÇÃO
Dicas de Andrea Lucchesi e Carolina
Razuk para decorar espaços pequenos
• Materiais com acabamentos
brilhantes ajudam na difusão de
luz e dão a impressão de que o
espaço é maior.
• Linhas horizontais, como as da
cabeceira da cama no quarto,
contribuem para a sensação de
amplitude.
• Para dar leveza aos espaços,
use a transparência de acrílicos
e peças de elementos vazados,
como aramado ou palhinha.
• O pé-direito parece maior com
as linhas verticais, que podem
estar em painéis altos e em
estantes.
• Ao demolir paredes para
integrar ambientes, ganha-se
dez ou mais centímetros, que
é a medida da alvenaria, na
metragem dos espaços.
• Móveis com múltiplas funções
maximizam o uso dos espaços. A
limpeza visual também valoriza
os ambientes. Guarde tudo em
armários com gavetões. A
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A cabeceira ocupa quase toda a largura
da parede e é revestida de tecido jeans,
da JRJ Tecidos. Pendentes, da Bertolucci.
Quadro História em Quadrinhos 2, de
Tiago Judas, na Central Galeria de Arte.
Roupa de cama, da Ari Beraldin. Vaso
Venini, da Poeira Design, moringa, da LS
Selection e rinoceronte, da SaLa Design
Antes da reforma, este apartamento térreo em prédio de
estilo vitoriano, no norte de Londres, não permitia saber se
era dia ou noite. Algumas mudanças garantiram a claridade
e a vista do jardim na maioria dos cômodos, agora integrados
Texto Camilla Belton/GAP Interiors Produção Shani Zion Fotos Jake Fitzjones/GAP Interiors Tradução Ana Ban
Luzes e
tons londrinos
NINHO > DECORAÇÃO PELO MUNDO
A cozinha e a sala
de jantar são um único
ambiente, separado do
jardim por painéis deslizantes
de vidro. Acima da mesa,
luminárias, compradas de
uma indústria desativada, estão
paralelas à claraboia. Nos armários
e no gaveteiro, portas de madeira
aproveitada do assoalho original da casa
D
emorei muito para superar minha cer-
teza de que, na decoração, tudo precisa
ser escondido”, confessa o editor Mark
Stobbs, dono deste apartamento na capi-
tal britânica. Seu parceiro, o decorador Andrew Lock,
eclético confesso – o oposto complementar ideal – con-
corda que não foi fácil chegar a um acordo. A solução?
Dar tempo ao tempo. Quando tomaram posse do imó-
vel, em 2007, as condições dele eram precárias. Ainda
assim, a dupla optou por viver ali durante dois anos sem
mexer em nada. “Queríamos sentir a casa, descobrir o
uso do espaço”, conta Andrew. Depois disso, foi dada a
largada da reforma, que teve como mote o reposiciona-
mento dos cômodos em busca de claridade. Até então,
saber se era dia ou noite, se caía chuva ou fazia sol, estan-
do dentro de casa, era uma tarefa difícil.
Oresultado da obra foi o conforto absoluto, alcançado
com a preservação de materiais rústicos e peças de estilo
industrial, ambos ricos em texturas, no espaço moderno
e clean. Isso ficou evidente na cozinha, com parede de
tijolos aparentes, e nas salas de jantar e de estar, agora
integradas, abertas para os fundos. Antes, elas ficavam no
meio da casa e não recebiam iluminação natural. Ao der-
rubar várias paredes e nivelar a área externa, reduzindo o
jardim em patamares, os moradores criaram o espaço que
mescla dentro e fora, e produz uma visão ampla e inin-
terrupta da natureza em quase todos os ambientes.
Para captar mais luz solar, o teto da cozinha recebeu
claraboias: partes da laje foram recortadas e fechadas por
cobertura envidraçada. A enorme quantidade de ilumi-
nação zenital gerada por essas mudanças deu aos mora-
dores a oportunidade de experimentar na decoração cores
escuras, a exemplo do tom chocolate do fundo da estante
na sala de jantar e do azul escuro nas paredes e no piso
da sala de estar. Diferente do que se poderia imaginar, os
tons fechados não trazem prejuízos à sensação de ampli-
tude. “As cores não diminuem os espaços. Pelo contrário,
dão dimensão extra a eles”, diz Andrew.
No banheiro típico vitoriano, decorado com peças
de design e algumas de art déco, o espetáculo fica por
conta da cor verde, presente nas paredes e nos ladrilhos
hidráulicos geométricos. O quarto, aquecido pela pin-
tura com tinta no tom chocolate, é beneficiado pela luz
natural que entra pelo pátio interno e o conecta direto
com a cozinha. Segundo os moradores, a coragem de ter
encarado a reforma celebra-se em cada estação. Tanto nos
extremos de verão como nos de inverno, o apartamento é
agradável e acolhedor.

O piso de ladrilhos hidráulicos
delimita a área da cozinha. À dir.,
o painel de vidro expõe o pátio
interno. A mesa rústica foi, no
passado, bancada de trabalho
de joalheiro. Nela estão presos
tubos de ferro com ganchos,
solução para ter os utensílios
à mão. No chão, o caixote
com rodízios acomoda
garrafas de bebidas
96 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > DECORAÇÃO PELO MUNDO
O sofá da sala de estar, onde está a proprietária, na época grávida do terceiro filho, é da dinamarquesa House Doctor O sofá da sala de estar,
onde está a proprietária, na época grávida do terceiro filho, é da dinamarquesa House Doctor
98 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
No mesmo ambiente da
cozinha e da sala de jantar,
prateleiras feitas com tábuas
de assoalho de demolição
exibem a coleção de livros
e objetos dos moradores. A
textura da madeira é ressaltada
pela pintura no tom chocolate
que reveste as paredes.
Poltrona Chesterfield de couro,
comprada no site eBay
NINHO > DECORAÇÃO PELO MUNDO
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 99
Na foto acima, a confortável sala de estar possui carpete no piso e paredes em tons de azul-escuro acinzentado. Em torno do teto, molduras
vitorianas, legítimas do imóvel, foram mantidas e combinam com o lustre de cristal comprado na loja Les Trois Garçons, em Londres. Ao lado do
sofá Chesterfield, luminária de chão, do designer Alexandre Taylor. Na foto seguinte, à esq., o ambiente dá passagem da sala para o quarto, onde
caixotes formam a sapateira. Na foto à dir., vista do banheiro, com lareira e piso de ladrilho hidráulico
NINHO > DECORAÇÃO PELO MUNDO
Do quarto, que tem cama da Ikea e almofadas da Liberty,
é possível avistar o pátio interno, a cozinha e o jardim dos
fundos. Para as paredes deste ambiente os moradores
escolheram o tom chocolate, valorizado pelos toques de
azul na manta, comprada na Zara Home, em Londres, e da
gravura de vaca, assinada pela artista britânica Sue Moffitt
Luminária Direct,
com cúpula de aço
pintado e haste
flexível de metal,
8,5 x 32 x 29 cm.
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acabamento tingido e
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base de madeira maciça e tampo de
vidro temperado, 0,95 x 1 x 0,33 m.
Desmobilia, R$ 1.740
Relógio Asterisk, de
metal, 25 cm de diâmetro,
design de George Nelson.
Vitra by Riccó, R$ 1.300
Caixa de pínus
com rodízios,
40 x 30 x 25,5 cm.
Meu Móvel de
Madeira, R$ 119
Letras de madeira forrada de
algodão, 20 x 20 cm. Coisas da
Doris, R$ 45 cada
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 101
Para
entrar no
clima
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Maior do que a área interna de 105 m², o terraço
de 130 m² direcionou a reforma deste apê nos
Jardins, em São Paulo. Para torná-lo extensão da
área social, o escritório SAO Arquitetura trocou
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Texto Marilena Dêgelo Realização Xxxxxxxxxxx Fotos Xxxxxxxxxxxxxxx
LIVING
Para ampliar a área social, os arquitetos demoliramas paredes
entre a sala e umdos dois quartos, deixando aparente o concreto
das vigas estruturais. Sofá Mole, da Dpot. Mesa de centro da
Jacqueline Terpins. Sobre base de madeira, futon, da Futon Company,
e manta comprada no Marrocos. Carrinho-bar da Marcenaria
Baraúna, poltrona Charles Eames e luminária de chão, da Reka
NINHO > ARQUITETURA
Passado e
presente
Dois momentos da arquitetura paulista convivem
sem conflito neste apartamento de 130 m². A cozinha
ultracontemporânea é aberta para o living com ecos
do brutalismo no projeto do escritório AR Arquitetos
Texto Marilena Dêgelo Fotos Maíra Acayaba
era composta de três módulos de jane-
las duplas: um da sala, que tinha forma
de “L”, e os outros dos dois quartos”,
conta Pablo. “Eliminamos um dormi-
tório para criar o living amplo, quadra-
do e com uma grande vidraça.”
Em cinco meses de reforma, eles
demoliram muitas paredes para abrir
os cômodos e integrar os ambientes, o
que transformou o imóvel em um loft.
O destaque da obra, no entanto, ficou
com a cozinha: depois de aumentar de
tamanho, ocupando também a área
de serviço, passou a receber luz solar em
abundância através de elementos vazados
e virou um espaço todo branco com peças
de inox, desenhadas pelo casal. “Elevamos
o piso emumdegrau e utilizamos essa lin-
guagem ultracontemporânea, como se o
cômodo fosse uma passagem para outra
dimensão”, afirma o arquiteto. “A ideia
foi trabalhar o contraste entre o antigo e
o novo, fazendo uma interface entre dois
momentos da arquitetura”. No living
impera o brutalismo, um segmento do
movimento modernista, com o concreto
M
orar no edifício Três
Marias, que foi cons-
truído no início da
década de 1950, em
plena Avenida Paulista, era convenien-
te para o casal Marina Acayaba e Juan
Pablo Rosenberg, cujo escritório AR
Arquitetos fica a poucas quadras dali.
Mas, antes de comprar em2009oapar-
tamento de 130 m², no prédio proje-
tado por Abelardo de Souza, eles pen-
saram nas mudanças que fariam para
aproveitar melhor o espaço. “A fachada
104 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > ARQUITETURA
SALA DE ESTAR
A laje nervurada, original do prédio, ficou exposta após a remoção do
forro que aumentou o pé-direito para 3 m. Em frente à porta de entrada,
os arquitetos criaramo trilho comspots cênicos voltados para o teto e o
móvel baixo de perobinha, suspenso por fixação na parede
COZINHA
Ultracontemporânea, ela parece estar dentro de uma caixa branca,
aberta para a sala, destacada pelo piso de epóxi elevado umdegrau em
relação ao assoalho de tacos de cabreúva restaurado. Expandida para
a área de serviço – que foi para o quarto de empregada –, o ambiente
passou a receber luz solar emabundância através dos elementos
vazados (à dir.) fechados por painéis de vidro. Mesa e bancada de inox
executadas pela Paolinox. Pendente da Reka. Bancos da Benedixt
exposto nas vigas estruturais, que ficaram
aparentes sem as paredes, e na laje nervura-
da, após a remoção do forro. Essa interfe-
rência deixou o pé-direito com 3 metros.
A mesma linguagem da cozinha foi
aplicada no lavabo, instalado no local
onde havia o banheiro de serviço. Os
arquitetos optaram pelos acabamentos
pretos no piso de epóxi, nos sanitários, na
bancada de laminado e até na porta pivo-
tante. Já os tubos das instalações hidráu-
licas do prédio, que ficaram soltos no
meio da sala, receberam pintura de cor
>>
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 105
vibrante. “Antes eles estavam escondidos entre
as paredes do corredor que levava aos dormitó-
rios”, explica Pablo. Agora, nesse espaço, chama
a atenção um volume de alvenaria, descolado
do teto na reforma, que é o fundo do armário
embutido da suíte. Com a mudança da porta
do quarto para junto das janelas, os arquitetos
puderam criar o closet ocupando metade da
área do banheiro. No lugar da parede, eles colo-
caram uma estante de madeira, desenhada pelo
casal, com partes vazadas que lembra e tem a
função de um painel de cobogós ou muxarabis:
separa os espaços sem impedir que a luz natural
da janela do quarto chegue até ali.
1. Banheiro
2. Quarto
3. Lavabo
4. Closet
5. Área de serviço
6. Cozinha
7. Living
Demolição Construção
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106 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
NINHO > ARQUITETURA
LAVABO
Criado no espaço do antigo banheiro de serviço, esse cômodo segue o
estilo da cozinha, mas comtodos os acabamentos empreto: piso de epóxi,
bancada de Formica e porta pivotante, sembatentes. Os canos do prédio, que
apareceramapós a demolição das paredes do corredor para os quartos, foram
destacados comtinta acrílica Uva Francesa da Coral
SUÍTE
Na página anterior, à dir., as costas do armário do quarto formamo volume de
alvenaria, que foi solto do teto na sala. Quadro maior de Luiz Paulo Baravelli.
No alto do pilar, descolado da janela (à dir.), luminária de Ingo Maurer.
Poltrona dos anos 1940 da Cassina. Na foto acima, estante vazada de
perobinha, criada pelos arquitetos, separa o quarto do closet, que foi instalado
na metade da área do antigo banheiro. Roupa de cama da Trousseau
FICHA TÉCNICA
Arquitetura – Marina Acayaba
e Juan Pablo Rosenberg, do
escritório AR Arquitetos
Área total – 130 m²
Data do projeto – 2009
Ano da reforma – 2010
Duração da obra – cinco meses
Execução – Moisés Tozi da Silva
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CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 107
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110 Paisagismo 114 Jardins e Afins 116 Pets
Vasos com flores
miúdas é uma das
dicas para enfeitar
a mesa em um
almoço no jardim.
Em Receber com
charme, pág. 118
110 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
DELEITE > PAISAGISMO
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A varanda com jeito de jardim é exatamente o que a moradora deste apartamento no Brooklin, em São Paulo,
queria: uma aconchegante extensão da sala, com plantas e temperos frescos sempre à mão. No ambiente
de 30 m², o paisagista Roberto Riscala, da Jardinatto, fez um projeto com diversas caixas de pínus de reflores-
tamento. “Essa madeira é resistente e suporta bem o contato com a terra úmida”, afirma Riscala. No fundo delas,
há furos que permitem a saída de água, que corre para os ralos da varanda. Em uma das caixas, com 80 cm de
altura, ele pôs um manacá-de-cheiro rodeado de manjericão. Ao lado, a estrutura de 0,50 m de altura por 2 m é
uma mistura de banco e jardineira. Ali, ele plantou pés de alecrim. Os assentos são delimitados por futons.
Mais versáteis do que os vasos e cachepôs, as estruturas de
madeira são curingas no paisagismo. Feitas sob medida, se
adaptam a qualquer projeto e podem assumir diferentes funções
Texto Stéphanie Durante (Colaborou Maria Clara Vieira)
Jardim emcaixas
Clima de casa
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CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 111
Na página à esq., junto ao banco, caixa commanjericão (1) e
vaso de barro comsete-ervas (2). Nesta página, repare que o
pínus de reflorestamento foi escolhido para a estrutura das caixas
e do painel vertical (3), que recebeu peperômias, columeias e
samambaias. O piso tempedriscos e pisadas da mesma madeira.
Tudo executado pela Jardinatto. Na caixa mais alta, manacá-de-
cheiro (4). Ao fundo, uma primavera (5) seguida de alecrim(6) e
buxinho (7) nos vasos de barro. Futons da Futon Company
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112 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
DELEITE > PAISAGISMO
Apesar do tamanho generoso, o terraço de
30 m² desta casa no Alto da Boa Vista, em
São Paulo, era pouco usado pelos moradores.
Eles passaram a aproveitar melhor o espaço
depois dos arquitetos paisagistas Eduardo e
Beatriz Mera, da Mera Arquitetura Paisagística,
criarem uma estrutura de cumaru que abriga
plantas e uma área de relaxamento. “Para
não estragar a madeira, as espécies ficam
em cachepôs de aço galvanizado escondidos
dentro das caixas”, diz Eduardo. No térreo, a
dupla seguiu o mesmo estilo para montar uma
horta. “Projetamos uma caixa elevada, com
80 cm de altura, para facilitar o manuseio
dos temperos”, explica Beatriz. “A terra ocupa
metade da altura do espaço. A outra
metade é preenchida com argila.”
Repaginada
De cumaru, da Deckform,
a estrutura é formada por
deque e caixas de diferentes
tamanhos. As mais baixas,
de 1 x 0,50 m, receberam
clúsias (1). Nas mais altas,
de 80 x 80 cm, jabuticabeiras
(2). A forração, nos dois
casos, é de azulzinha (3).
O plantio ficou a cargo da
Educant. Nas almofadas
e nos futons, tecidos da
Regatta. Da mesma loja é o
regador na foto ao lado. Em
caixa com forma de “L”, 0,80
x 1,26 x 0,5 m, a horta tem
hortelã, manjericão, alface
e cebolinha. Para preservar
a madeira, foi aplicado
Osmocolor Stain, da Montana
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CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 113
A paisagista Claudia Muñoz, da Línea
Paisagismo, recebeu carta branca para
transformar esta varanda de 35 m² no
bairro de Moema, São Paulo. A única
exigência da moradora era manter o pé de
romã, um presente de família. “Plantei a
romãzeira em um vaso de zinco e construí
ao redor uma caixa de cumaru, de 1 x
1 m, para destacá-la”, diz Claudia. Segundo
ela, como são feitas sob medida, as caixas
são recomendadas porque possibilitam
conseguir uma área maior de plantio.
“Também é uma boa solução porque a
caixa pode assumir outras funções no
jardim, como a de banco ou mesa de
apoio”, afirma a paisagista.
Destaque
especial
Na foto ao lado, o canto
da varanda recebeu
uma caixa de 30 cm de
altura com almofadas
da Emporium By House
e virou um espaço de
leitura. No vaso branco
da L’Oeil, jasmim-
amarelo (1). Nos demais,
crescem diferentes
espécies de fícus (2).
Abaixo, o cumaru, usado
na confecção das caixas,
reveste o piso de toda
a varanda. Em primeiro
plano, romãzeira (3) com
maria-sem-vergonha (4)
em sua base. Lanternas,
da L’ccOeil
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DELEITE > JARDINS E AFINS
Toques metálicos
Na estrutura do banco e da cadeira ou
simplesmente em uma ferramenta, o ferro
e o aço dão o tom da área externa
FIO CONDUTOR
Novidade na A Lot Of, a cadeira Flux,
54 x 51 x 78 cm, do designer alemão
Jerszy Seymour, possui estrutura de
aço cromado pintado. Disponível nas
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LUZ E COR
Com 60 cm de
comprimento, a lanterna
pendente de vidro e metal
é composta por seis
compartimentos para velas,
cada um medindo 6 x 6 cm.
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SAC 0800-7010161;
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TORRE VERDE
Criação da paisagista
Maritza de Orleans e
Bragança, a escultura
de aço corten e tela
galvanizada, 1,60 mde
altura, funciona como um
jardimportátil. Por
R$ 940, é vendida com
minirroseiras de diversas
cores. Tel. (21) 3875-1312;
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114 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
DEIXE À MOSTRA
Da marca Top Garden, as ferramentas com cabos de
plástico estampado merecem ser exibidas. Da esquerda
para a direita, rastelo, 23 x 10 cm, R$ 6; pá, 26 x 9 cm,
R$ 6; tesoura de poda, 15 x 5 cm, R$ 19,50. À venda nas
lojas da Cobasi. Tel. (11) 3831-8999; cobasi.com.br.
TORA RESISTENTE
Disponível no estúdio da
designer Cristiana Bertolucci,
o banco tem base de ferro
forjado e assento feito de
lâmina espessa de madeira
reaproveitada. Com 45 x
42 x 46 cm, custa R$ 1.215.
Tel. (11) 3097-8566;
cristianabertolucci.com.br.
Repórter de imagem Juliana Fanchini
Por ter predisposição à surdez, o dálmata tem
fama de pouco inteligente. Esqueça essa bobagem:
ele é esperto, carinhoso e cheio de energia
Parece, mas não é
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rincalhões e com manchas por todo o corpo, eles ficaram mais
conhecidos depois da animação 101 Dálmatas, lançada pela
Disney, em 1996. Junto com a fama, surgiu a lenda de que o
dálmata é pouco inteligente. Na verdade, essa raça tem propensão para
a surdez. “Antes de comprar ou adotar um filhote, é bom se informar
sobre sua linhagem. Apesar dessa predisposição genética, os dálmatas
são inteligentes e carinhosos. Só não são recomendados para quem
mora em apartamento, porque precisam de espaço para se exercitar”,
diz o veterinário José Manuel Mouriño, da Pet Place (Tel. 11 5181-6866;
petplace.com.br). O problema é que os donos demoram a diagnosticar
a doença e confundem deficiência auditiva com estupidez ou teimosia.
“Estranhava ela não responder quando eu chamava. Depois de alguns
meses, a levei ao veterinário e descobri que ela era surda”, conta
o arquiteto Leo Romano, dono da dálmata Alice, de 1 ano. Para evitar
acidentes, os animais que apresentam problemas auditivos precisam
de atenção redobrada quando saem para passear. Por segurança,
a palavra surdo deve estar escrita na coleira. Em decorrência da
deficiência, existe também o mito de que não é possível adestrá-
los. “Como os comandos não são apenas sonoros, os cães surdos
podem ser ensinados com gestos e toque de guia. O mecanismo é
o de repetição”, explica a adestradora Mayara Ramos da Silva, da
Obediência Canina (Tel. 11 97205-6038; obedienciacanina.com).
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O arquiteto
Leo Romano
demorou para
descobrir que
sua dálmata,
Alice, tinha
problema
auditivo
LIXO NO LIXO
Poop Bag é o nome deste charmoso saquinho
de plástico coletor, da marca Zee.Dog. A
embalagemcomtrês rolos – cada umtem
20 unidades de 22 x 31 cm– sai por R$ 17.
Tel. (21) 2223-0110; zee-dog.com.
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Comdetalhe na cor azul ou rosa, o brinquedo
de crochê, 18,5 x 11 cm, tambémpode servir
de travesseiro para seu cão. Da Manuka Pet,
cada umcusta R$ 24. Tel. (11) 2528-7295;
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CAMA DÚPLEX
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cama para gatos temdois andares. Vem
comcolchonetes de pelúcia. Com51 x 42 x
45 cm, custa R$ 717 na Pet das Meninas.
Tel. (11) 3062-7003; petdasmeninas.com.br.
116 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
Por Stéphanie Durante DELEITE > PETS
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118 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
DELEITE > RECEBER COM CHARME
Ao ar livre
*Casa e Comida é uma publicação bimestral da Editora Globo
A mesa sob o pergolado de madeira, no jardim criado pelas paisagistas Cecília Capobianco e Joana Zaidan, recebeu, em vez de um grande arranjo,
delicados vasos coloridos dispostos sobre caminho de tecido branco. Bowls e pratos da Etna
Os dias quentes de verão convidam a ficar mais na
área externa. Arrume a mesa lá fora e sirva delícias
refrescantes em alto astral com as cores da natureza
Reportagem Casa e Comida*
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 119
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em nuvens escuras no
céu que possam ameaçar
a festa, chame os amigos
para um almoço no jar-
dim. Dispense as formalidades dos
encontros dentro de casa e monte
vários cantos para recebê-los com
surpresinhas. Elas podem estar sobre
mesas laterais, bancos ou pufes.
Uma rede estendida com almofa-
das estampadas deixa explícita que a
proposta é relaxar. Em cima da mesa
principal, basta um caminho de teci-
do branco para destacar os vasinhos
coloridos com flores miúdas. Sirva
as comidas em bowls sobre pratos na
mesa. Os lugares podem ser marca-
dos em cartão preso no porta-talher
de ferro. No cardápio, dê preferência
aos pratos frios que possam ser pre-
parados com antecedência. Entre as
sugestões da chef Martha Bender, do
Banqueting!, estão o ceviche e o gua-
camole. A bebida ideal para acom-
panhá-los é o vinho branco gelado.
No lugar de porta-copo, use folha de
antúrio para apoiar a taça. De sobre-
mesa, ela indica as bolinhas de melão
com vinho do porto. Outra opção é
oferecer um picolé de fruta em taça
regado com espumante. Nada mais
refrescante, não é mesmo?
1 Para relaxar, nada como uma rede. Esta
é da Ítalo Redes. Almofadas da Tamtum. Na
mesa da ArtMix, prato com pé e vasinho da
Ideia Única. Copo da Etna e bonbonnière da
Roberto Simões Casa
2 O lugar é marcado com cartão que pode ser
pendurado ao lado de uma minirrosa no porta-
talher de ferro envelhecido da Villa Madeira.
Guardanapo da Roupa de Mesa
3 Sirva os picolés de frutas com espumante.
Taças da Roberto Simões Casa. Pufe da ArtMix
4 Um toque tropical. Em vez de portas-copo,
folhas de antúrio apoiam as taças de vinho
da Ideia Única
5 Sobremesa rápida: melão boleado e uma
dose de vinho do porto. Copo e pratos da Etna
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120 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
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CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 121
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Madalena Leles, fotógrafa,
nasceu em 1979, em Porto
Alegre, RS, e foi criada na capital
sul-matogrossense. Formada em
Turismo, fez pós-graduação em
Fotografia no Senac-SP. Viajar
para fotografar novos lugares é
um aspecto fascinante de seu
trabalho. No entanto, em sua
retina está um tema que sempre a
fascinou: fotografar famílias.
Amor pela vida
Foto e texto Madalena Leles
O quarto é da Dona Délia, minha
avó. Fica em Campo Grande, capi-
tal do Mato Grosso do Sul, onde a
terra é vermelha e o clima é sempre
quente. A foto na parede, lembrança
de um dia que ela não quer apagar
da memória, era do casamento com
o seu pantaneiro. Dona Délia sonha-
va celebrar as bodas de ouro, mas
seu amado partiu poucos anos an-
tes. A região do Pantanal, com sua
vasta e verde planície, está repre-
sentada na cor da parede. No ver-
melho das flores, a paixão pelo viver,
o suave toque feminino de um ser
repleto de amor pelos seus. Os teci-
dos bailam, abraçam, aconchegam.
O telefone toca, a vida continua e o
teclado não estraga as unhas das
mãos de quem cuida.
122 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
CASAS DO BRASIL
SÃO PAULO
Um roteiro irresistível pela capital da decoração
GUIA
126 Molduras 128 Guarda-tudo 134 Compras 146 Então...
Além das delícias do cardápio,
restaurantes, cafés e uma casa
de chá recebem você com lojinhas
irresistíveis de decoração. Pág. 140
Parafusada na parede, a moldura Luberon, da Tok & Stok, 24 x 30 cm, R$ 32, foi forrada com papel estampado e recebeu a luminária de
plástico, R$ 3,90, com lâmpada Globe, R$ 29,90, ambas da Leroy Merlin. A extensão amarela aparente deu bossa ao conjunto.
Repórter de imagem Ana Wenzel
Fotos Cezar Kirizawa
Decore a casa com molduras de forma divertida
e original. A seguir, cinco propostas fáceis de fazer.
O melhor de tudo: você não vai gastar muito
Fora do quadro
126 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > MOLDURAS
Semos vidros, as molduras Pronta Box, da Tok & Stok, de
20 x 25 cm, R$ 49,90 cada, e 30 x 40 cm, R$ 74 cada, foram
coladas nas laterais com cola quente e atadas com cadarço preto.
Garimpada nas Casas André Luiz, a moldura vazada agora é uma
bandeja. Na base, pregou-se um recorte de MDF coberto de papel de
presente. As alças são puxadores da Leroy Merlin, R$ 13,90 cada.
No lugar de flores, a árvore feita com giz pastel tem moldurinhas,
da Crayon Molduras, a partir de R$ 60 cada, enfeitadas com papel de
origami. Para o giz não apagar, passe verniz fosco spray.
No banheiro, o espelho oval ficou mais bonito coma moldura de madeira
entalhada, 53 x 45 cm, da Crayon Molduras, R$ 380. Ela está presa ao
espelho comfita dupla face de alta resistência, R$ 10,20, da Leroy Merlin.
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CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 127
ONDE ENCONTRAR: CASAS ANDRÉ LUIZ - Tel. (11) 2561-2619, andreluiz.org.br; CRAYON MOLDURAS - Tel. (11) 3044-0713, crayonmolduras.com.br;
LEROY MERLIN - SAC 0800-6021380, leroymerlin.com.br; TOK & STOK - Tel. (11) 3583-4700, tokstok.com.br.
128 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > GUARDA-TUDO
V
ai passar por uma reforma e não sabe
onde deixar os móveis? Falta lugar nos
armários para armazenar os enfeites de
natal, a barraca de camping e os brin-
quedos que você faz questão de guardar para os
próximos filhos? Ou, pior ainda, precisa sair do
imóvel atual, mas ainda não recebeu as chaves do
novo? Caso tenha respondido sim a uma dessas
perguntas, você precisa conhecer o self-storage
(“autosserviço de armazenagem”, em tradução
livre). Mais flexível do que os tradicionais guar-
da-móveis, esse serviço de armazenagem privati-
va, também conhecido como guarda-tudo, sur-
giu na capital paulista na década de 1990 e vem
ganhando força nos últimos anos. “Oself-storage
é uma solução para a falta de espaço. Diferente
do guarda-móveis, não há limite na quantidade
de itens a serem armazenados. O cliente pode
guardar qualquer coisa não-perecível”, conta
Flavio Del Soldato Jr., presidente da Associação
Paulista de Self-Storage (ASPASS – aspass.com.
br) e dono da Inbox Guarda Tudo. “O público
não conhece o termo, mas o acaba descobrindo
ao procurar na internet por guarda-móveis ou
falta de espaço. O conceito parte de uma neces-
sidade que surge de repente, seja por mudança,
divórcio, reforma, ampliação do negócio, entre
outros”, completa.
A terapeuta Cibele Barros recorreu à essa solu-
ção há dois anos. “Me separei e fui morar por um
tempo com a minha mãe. Levei parte das minhas
roupas e itens de decoração para um boxe. Voltei a
morar sozinha, mas continuo alugando um outro,
de 4 m², para o que não coube na nova casa”, con-
ta ela, cliente da Guarda Tudo SP. O funciona-
mento é simples: você leva seus objetos ao esta-
belecimento, acomoda-os em um compartimento
metálico, tranca e fica com a chave. Não há prazo
mínimo de permanência e o tamanho pode ser
alterado a qualquer momento, sem cobrança de
multas. Diferente dos guarda-móveis oferecidos
Ideal para quem precisa de mais espaço, o self-storage
ganha força e se torna a extensão da casa. Entenda
como funciona esse serviço de armazenagem privativa
que permite ao cliente guardar o que quiser
Despensa
à distância
Texto Stéphanie Durante Ilustração Nik Neves
Quando fui morar com minha
mãe, levei parte das minhas
coisas para um boxe. Voltei a
viver sozinha, mas ainda alugo
um depósito de 4 m² para o
que não coube na minha casa.
Cibele Barros, terapeuta, cliente de self-storage
130 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > GUARDA-TUDO
por transportadoras, em que geralmente o cliente
não tem acesso aos pertences até decidir pegá-los
de volta definitivamente, o self-storage garante a
liberdade para guardar, arrumar e acessar as peças
com a frequência necessária. A facilidade de ter
livre acesso foi um dos fatores que levou a desig-
ner de interiores Solange Nascimento a contratar
o serviço. Ela, que já alugou boxes de 8 e 12 m²,
armazena de tudo: malas de viagem, sobras de
pisos, tintas e materiais da última reforma, recor-
dações de viagens e oito caixas só com enfeites de
Natal. “É a extensão da minha casa e, por ser bem
perto, acabo passando por lá de quatro a cinco
vezes por mês. Coloquei estantes de aço e separei
os itens em caixas para manter tudo organizado”,
conta ela, que paga R$ 272 por mês por 3,63 m²
na Pronto Espaço.
As empresas costumam pedir aos novos clien-
tes o descritivo do que será armazenado. A par-
tir dessas informações, eles recomendam o tama-
nho necessário do boxe, que varia de 1 a 216
m². Para se ter uma ideia, a mudança de um
apartamento de dois dormitórios cabe em 9 m²,
em média. Os compartimentos maiores costu-
mam ser ocupados por empresas para guardar
estoques de materiais ou documentos que preci-
sam ser arquivados. Em São Paulo, as empresas
de guarda-tudo cobram de R$ 200 a R$ 8.200
pela locação mensal. “Não queria me desfazer de
algumas relíquias e lembranças, como a máqui-
na de costura da minha mãe e os cadernos com
desenhos de quando meus filhos eram pequenos.
A solução que encontrei foi alugar um espaço de
3,45 m². Mantenho uma lista de tudo o que está
ali, para não fugir do controle”, afirma o con-
tabilista Vito Labbate que, além de peças com
valor sentimental, mantém livros, brinquedos
antigos e papéis importantes.
Outra vantagem do self-storage diz respeito à
segurança. “Ao alugar um espaço, apenas o con-
tratante tem acesso ao local. E todas as empre-
sas oferecem monitoramento 24 horas”, explica
o presidente da ASPASS, que afirma ainda ser
obrigatória a contratação do seguro dos bens
por parte dos usuários. Uma novidade no setor
O self-storage funciona assim:
você leva seus itens até o
estabelecimento, acomoda-os
em um boxe metálico, tranca o
espaço e fica com a chave.
132 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
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GUIA SÃO PAULO > GUARDA-TUDO
O serviço de guarda-móveis surgiu no Brasil
há pelos menos 50 anos e sempre esteve
relacionado a transportadoras. A empresa
escolhida fica responsável pelo carreto e pela
acomodação dos bens. Depois de armazenados,
os objetos só podem ser retirados uma única
vez. Em alguns casos, é cobrada taxa para
remover ou acrescentar novos itens. Em geral,
no caso de guarda-móveis, o cliente não
tem acesso ao espaço. Já no self-storage, o
transporte até o boxe e a organização dos
itens é de responsabilidade do cliente, que
pode visitar o espaço quantas vezes precisar. O
tamanho também pode ser alterado a qualquer
momento. Outra diferença está relacionada
ao local onde serão guardados os objetos. O
modo de armazenagem dos guarda-móveis
varia de acordo com a empresa. Pode ser em
contêineres, engradados de madeira, boxes
ou armários de aço, entre outros, não há uma
características em comum. No caso do self-
storage, isso é padronizado: todos eles são
grandes galpões, divididos em boxes metálicos
com espaço entre 1 a 216 m².
Guarda-móveis
x Self-storage
CONHEÇA OS SELF-STORAGES DA CIDADE
GUARDA TUDO SP
De R$ 165 (2,25 m²) a R$ 4.706 (79 m²)
R. Silva Airosa, 120, tel. (11) 3832-0183, Vila Leopoldina, São Paulo, SP;
guardatudo.com.br.
INBOX GUARDA TUDO
De R$ 190 (1,5 m²) a R$ 3.450 (60 m²)
Av. Presidente Altino, 2.589, tel. (11) 3719-4089, São Paulo, SP;
inboxguardatudo.com.br.
KIPIT
De R$ 221 (1 m²) a R$ 4.542 (105 m²)
R. Carmo do Rio Verde, 109, tel. (11) 5641-1869, Santo Amaro, São Paulo,
SP; kipit.com.br.
LOCALBOX
De R$ 250 (2,63 m²) a R$ 880 (16 m²)
Av. Coronel José Pires de Andrade, 223, tel. (11) 2940-3102, Ipiranga,
São Paulo, SP; localbox.com.br.
MINIDOCKS GUARDA TUDO
De R$ 325 (2,25 m²) a R$ 1.770 (24,75 m²)
Av. Nações Unidas, 22.128, tel. (11) 5523-0011, Santo Amaro, São Paulo,
SP; minidocks.com.br.
PRONTO ESPAÇO
De R$ 175 (1,58 m²) a R$ 2.390 (42 m²)
R. Padre Raposo, 365, tel. (11) 2693-6241, Mooca, São Paulo, SP;
prontoespaco.com.br.
SELF BOX
De R$ 159 (1,5 m²) a R$ 8.200 (216 m²)
R. Alonso Carbonell, 55, tel. (11) 3714-8899, Pinheiros, São Paulo, SP;
selfbox.com.br.
promete trazer ainda mais praticidade: é o Box
Delivery, que, como o nome sugere, vai à casa do
cliente. “A modalidade virou tendência nos EUA
por proporcionar comodidade máxima. O boxe
vai até o cliente, como um baú de caminhão.
Nele pode ser acondicionado todos os pertences
sem sair de casa e ficar com a chave do compar-
timento, que volta para o nosso galpão”, expli-
ca Renato Daud, da Pronto Espaço, que oferece
o serviço ainda em fase de testes. Nesse caso, o
pacote com transporte entre a empresa e a casa
do cliente, retirada dos produtos e acomodação
no espaço custa de R$ 300 a R$ 400. A mensali-
dade do Box Delivery é de 30% a 40% mais cara
do que a do modelo tradicional.
Futons
Eles funcionam como sofás, colchonetes, camas extras, almofadas ou tudo isso
FUTON MAIS
Com fabricação própria, a loja tem jeitinho de casa. O sofá-cama Tokyo,
tamanho casal, com estrutura de madeira de reflorestamento e futon de
tecido pintado à mão, sai por R$ 1.930. O modelo de solteiro forrado com
tafetá custa R$ 1.280. Ao fazer sua encomenda, você pode combinar duas
cores ou estampas em uma única peça. Pergunte também pelos serviços de
troca de capas e reforma.
R. Teodureto Souto, 760, tel. (11) 3209-4013, Cambuci, São Paulo, SP;
futonmais.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h.
Aceita todos os cartões de crédito.
De patchwork, 80 x 80 x 20 cm, da Futon Mais. Acompanha palete com rodízios,
R$ 1.200 o conjunto
FUTON COMPANY
Os produtos ficam expostos em 200 m². O queridinho
do público é o sofá-cama Oslo, R$ 2.500, que vem
com futon de 12 cm de espessura e pode ser usado
como sofá de dois lugares, cama de solteiro ou chaise.
O modelo Evolução, tamanho casal, com 14 cm de
espessura, custa a partir de R$ 1.312. Para quem
busca praticidade, o Futon-To-Go, R$ 489, ocupa pouco
espaço quando enrolado.
R. Mateus Grou, 370, tel. (11) 3083-6212, Pinheiros,
São Paulo, SP; futon-company.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado,
das 10h às 16h.
Aceita os cartões de crédito Mastercard e Visa.
TSURUYA
A loja exite desde 1947 e foi uma das primeiras em
São Paulo na produção de futons artesanais. Modelos
com 12 cm de espessura custam a partir de R$ 750
(solteiro) e R$ 980 (casal). Com laterais retas e vários
pontos de costura, os exemplares de inspiração
marroquina, 1,90 x 0,90 x 0,22 m, saem a partir de
R$ 1.260. Entre os acabamentos disponíveis estão
a lona, a sarja e o jacquard, todos impermeabilizados,
em 200 cores.
R. da Glória, 294, tel. (11) 3208-3850, Liberdade, São
Paulo, SP; tsuruya.com.br.
Horário: segunda a sábado, das 9h às 18h.
Aceita os cartões de crédito Diners, Mastercard e Visa.
TAMTUM
Os tecidos com estampas exclusivas e cores vibrantes,
desenvolvidas pela própria loja, revestem os futons de
estilo grego, com linhas retas. Para pronta-entrega, há
a versão quadrada, 85 x 85 x 18 cm, com enchimento
de espuma, por R$ 512. A peça pode ser usada com
o encosto em formato de trapézio, que custa a partir
de R$ 419. A loja aceita encomendas e utiliza tecidos
como lona, sarja, linho, suede e panamá.
R. Harmonia, 343, tel. (11) 3031-5769, Pinheiros, São
Paulo, SP; tamtum.com.
Horário: segunda a sábado, das 10h às 19h.
Aceita todos os cartões de crédito. P
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Futons
134 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > COMPRAS
FUTON BRASIL
Além das 26 cores de tecido para revestir os futons, a loja disponibiliza nove cores
de madeira certificada para a estrutura do conjunto. O sofá-cama L (foto), acomoda
duas pessoas. O turco, 80 x 80 x 18 cm, R$ 405, pode ser combinado com o
encosto em forma de trapézio, R$ 112. O tecido usado na forração é o algodão
cotelê, que não desbota e já vem impermeabilizado.
R. Mourato Coelho, 941, tel. (11) 3081-7072, Vila Madalena, São Paulo, SP;
futonbrasil.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h.
Aceita os cartões de crédito Diners, Mastercard e Visa.
SOFÁ-CAMA FUTON
Há 12 anos a marca desenvolve uma extensa
gama de produtos. O Futonete de solteiro, 7 cm
de espessura, é ideal para massagem e pode
ser guardado enrolado sem ocupar muito
espaço. Custa R$ 390. Almofada para assento,
40 x 40 cm, R$ 69. Para ajudar o cliente na
escolha do tecido, o site da loja conta com o
simulador de cores.
R. Wisard, 568, tel. (11) 3813-1467, Vila
Madalena, São Paulo, SP; sofacamafuton.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h;
sábado, das 10h às 16h.
Aceita os cartões de crédito Mastercard e Visa.
FUTON AMINO
A loja de fabricação própria ainda preserva
métodos tradicionais de produção desde 1947.
Entre seus produtos destaca-se o kakebuton, que
em japonês significa “futon macio utilizado como
cobertor”, disponível desde o tamanho berço,
R$ 150, até o king, R$ 780. O clássico, na forma
de colchão, acompanha lençol e capa estampada.
Custa a partir de R$ 790.
R. Tiquatira, 392, tel. (11) 5071-7745, Saúde,
São Paulo, SP; futonamino.wordpress.com.
Horário: segunda a sexta, das 10h às 18h;
sábado, das 10h às 15h.
Aceita todos os cartões de créditos.
FUTON COMPANY OUTLET
Dividido em duas partes, o outlet vende produtos
de antigas coleções, feitos de tecidos fora de
linha ou com pequenos defeitos até 50% mais
baratos. No restante do espaço, encontre peças
da linha Basic da marca – feitas de sarja, em 19
cores, elas não chegam à matriz, em Pinheiros.
Além dos preços acessíveis, uma vantagem deste
endereço é a pronta-entrega. Entre os itens mais
procurados estão o sofá-cama de casal Joy 140,
com futon de sarja e estrutura de eucalipto,
R$ 1.848, e o pufe arredondado Zafu, 30 cm de
diâmetro, R$ 55.
R. Inácio Pereira da Rocha, 295, tel. (11) 3813-
9700, Vila Madalena, SP; futon-company.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h;
sábado, das 10h às 16h.
Aceita os cartões de créditos Diners, Mastercard e Visa.
Sofá-cama L, da Futon Brasil, a partir de R$ 1.850. Almofadas japonesas zabutons, de
diversas cores, R$ 40 a menor, 45 x 45 cm F
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136 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > COMPRAS
Suvenires
Para turistas ou loucos por São Paulo, lojas que reverenciam a cidade
LEITE-COM
Inspirados em seus bairros preferidos e locais marcantes de São Paulo,
Juliana Rosa e Wilson Júnior, os fundadores da loja Leite-com, criaram
estampas para gravuras, de R$ 89 a R$ 109; almofadas, de R$ 69
a R$ 89; e toalhas de mesa, R$ 75 cada uma. Ibirapuera, Liberdade,
Bixiga, Paulista, Augusta, Barra Funda, Centro e Vila Madalena estão
entre os bairros contemplados. Uma linha com caneca, gravura e bolsa
com o tema Pinheiros, bairro escolhido pelos consumidores por meio
de votação on-line, é uma das novidades.
Av. Pedroso de Morais, 785, tel. (11) 3459-2781, Pinheiros, São Paulo,
SP; leite-com.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 10h às 20h; sábado, das 12h às 20h;
domingo, das 12h às 18h.
Aceita todos os cartões de crédito.
Suvenires da Leite-com: almofada, R$ 69; gravura inspirada no Edifício
Altino Arantes, R$ 99; bolsa de sarja com alça de couro sintético, R$ 50; e
caneca, R$ 34
ATUDES PRESENTES
As canecas de porcelana, entre R$ 20 e R$ 29, com estampas
como “Eu amo SP” e ilustração da Praça da Sé são alguns dos
itens mais procurados na loja. Localizada na avenida Ipiranga,
a Atudes Presentes tem como diferencial as miniaturas de
resina das principais construções da cidade, feitas pelo artista
Alexandre Leonato. O modelo do MASP custa R$ 30; o do
Edifício Altino Arantes, R$ 25; e o do Copan, R$ 75.
Av. Ipiranga, 919, lj. 17, tel. (11) 3331-1060, Centro, São
Paulo, SP; atudespresentes.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 9h às 18h;
sábado, das 10h às 14h.
Aceita todos os cartões de crédito.
SAMPA IN STAMPA
A loja, que começou desenvolvendo estampas para camisetas
inspiradas em São Paulo, atualmente trabalha com ecobags,
bonés, pratos e xícaras. Entre os itens disponíveis estão
as caixinhas decoradas com desenhos a nanquim dos
patrimônios culturais, R$ 26 cada uma, e o suporte para
notebook com estampa inspirada nos grafites da cidade,
vendido sob encomenda por R$ 95. Toda semana há produtos
em promoção.
Av. Paulista, 2.064, piso Augusta, tel. (11) 3284-9804,
Consolação, São Paulo, SP; sampainstampa.com.br.
Horário: segunda a sábado, das 10h às 22h;
domingo, das 10h às 20h.
Aceita todos os cartões de crédito.
MERCAPOINT
Há mais de 20 anos com boxe de frutos do mar no Mercado
Municipal Paulistano, a família Freitas resolveu expandir os
negócios. Surgiu assim o Mercapoint, espaço destinado aos
clientes que buscam algo além das iguarias gastronômicas.
Suvenires da cidade como ímãs para geladeira em forma de
pontos turísticos custam de R$ 5 a R$ 10; taças de chope
com imagens do Mercado, R$ 20; canecas com os vitrais do
Mercadão, R$ 22.
R. da Cantareira, 306, rua M, lj. 42, tel. (11) 3227-7072,
Centro, São Paulo, SP.
Horário: segunda a sábado, das 9h às 17h;
domingo, das 9h às 16h.
Aceita os cartões de crédito Diners, Mastercard e Visa. P
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138 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > COMPRAS
ATELIÊ COLONIAL
Miniatura em argila é a
especialidade da artesã Maria
Clara Fragoso, que há 35 anos faz
réplicas de pontos turísticos da
cidade. De suas mãos surgem o
prédio do Masp, a Faculdade de
Direito do Largo de São Francisco,
a Catedral da Sé e o Pateo do
Collegio, entre outros lugares
famosos. Após retirar a peça do
forno, a artista colore os detalhes
com guache. Capelinhas coloniais
saem por R$ 35; Masp, de 7 cm de
altura, R$ 80.
R. Luzim, 80, tel. (11) 2258-
1947, Santana, São Paulo, SP;
mariaclarafragoso.com.br.
Horário: segunda a sexta, das 9h
às 16h.
Não aceita cartão de crédito.
Feita pela artesã Maria Clara Fragoso, a Igreja e Mosteiro de
São Bento, 18 x 11 x 13 cm, sai por R$ 190. Convento do
Carmo, 25 x 11,5 x 13 cm, R$ 280
DE-SAMPA GIFTS
Não é preciso enfrentar o trânsito
paulistano para conferir os
suvenires desta loja online, que
reúne centenas de peças com a
cara da cidade. Os blocos de notas
têm capas que representam placas
de ruas e avenidas famosas, como
a Oscar Freire e a Paulista. Custam
a partir de R$ 14,90. Há também
miniaturas do Monumento às
Bandeiras, por R$ 30; do Edifício
Copan, por R$ 60; e do Edifício
Itália, por R$ 32, todas feitas em
resina. Os ímãs de geladeira da
Catedral da Sé e do Parque do
Ibirapuera custam R$ 5 cada um.
Tel. (11) 7844-6178; de-sampa.com.
Horário: segunda a sexta, das 9h
às 18h.
Aceita todos os cartões de crédito.
CASA E JARDIM | fevereiro 2013 | 139
Lojas de restaurantes
Endereços onde apreciar boa gastronomia e, de quebra, levar mimos para casa
MARAKUTHAI
Filial do bem sucedido restaurante de Ilhabela, o Marakuthai ficou
conhecido pelos pratos de influência tailandesa da chef Renata
Vanzetto. Assim como a comida, a decoração do lugar sempre chamou
a atenção. Tamanho o sucesso, Renata e sua mãe, a decoradora Silvia
Camargo, resolveram abrir uma loja no andar térreo para atender aos
pedidos dos clientes. A linha de cadeiras Destroyed, da Moolata Home,
assinada por Silvia, tem itens feitos de material reaproveitado como a
poltrona Castelhanos, de fibra de vidro e assento de restos de fio de
tear, 0,90 x 1 m, R$ 1.199.
Al. Itu, 1.618, tel. (11) 3081-6762, Jardins, São Paulo, SP;
marakuthai.com.br.
Horário: segunda a sábado, das 12h à 0h.
Aceita os cartões de crédito Diners, Mastercard e Visa.
Cabeças douradas masculina, R$ 89; feminina, R$ 58; e jarras de
plástico douradas em forma de abacaxi, R$ 38, da linha Marakuthai Casa
MERCEARIA DO CONDE
Uma mercearia e um balcão de lanches. Foi assim que
surgiu a Mercearia do Conde. Com o passar do tempo, o
balcão acabou virando restaurante, a cargo da chef Flávia
Mariotto. Alguns itens, como móbiles e relicários, ganharam
a função de objetos decorativos e também estão disponíveis
para venda. Compre castiçais importados da Índia, R$ 120
cada um; velas, de R$ 40 a R$ 95, e tapetes feitos de
retalhos de lycra, R$ 70.
R. Joaquim Antunes, 217, tel. (11) 3081-7204, Jardim
Paulistano, São Paulo, SP; merceariadoconde.com.br.
Horário: segunda a quarta, das 12h às 16h e das 19h à
0h; quinta, das 12h à 0h; sexta, das 12h à 1h; sábado, das
12h30 à 1h; domingo e feriados, das 12h30 às 23h.
Aceita todos os cartões de crédito.
62°
Encontre itens para a decoração da casa, como quadros,
peças artesanais e porta-retratos, e para uso pessoal, a
exemplo das bolsas e bijuterias. Tudo isso divide espaço
com a comida de inspiração natural servida no restaurante.
Entre os importados estão a tigela, R$ 118, e o pote cor-
de-rosa, R$ 202, ambos da marca de porcelana holandesa
Pip Studio. A balança de cozinha, de ferro, custa R$ 292.
Pça. dos Omaguás, 62, tel. (11) 3813-8434, Pinheiros,
São Paulo, SP; sessentaedoisgraus.com.br.
Horário: segunda a sábado, das 10h às 20h (loja) e das
11h30 às 19h (restaurante).
Aceita todos os cartões de crédito.
THE GOURMET TEA
Mix de loja e casa de chá, o lugar, que tem decoração
moderna e colorida, leva o nome da marca lançada em
meados de 2010, especializada na produção da bebida.
Além dos chás variados, estão disponíveis acessórios para
a preparação da infusão. A jarra de acrílico The Gourmet
Tea sai por R$ 79,90. Bule turquesa com infusor da marca
Forlife, 400 ml, R$ 159.
R. Mateus Grou, 89, tel. (11) 2691-2755, Pinheiros, São
Paulo, SP; thegourmettea.com.br.
Horário: segunda a domingo, das 8h30 às 21h.
Aceita todos os cartões de crédito.
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140 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > COMPRAS
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Ó CHÁ
Além de poder aproveitar os mais de 40 tipos de chá no local, há a opção
de levar para casa os seus preferidos. Assim como na matriz portuguesa,
em Lisboa, a filial em São Paulo vende diversos tipos importados a granel.
Elementos orientais como guarda-chuvas típicos e bules de porcelana
compõem a decoração do local. Entre os produtos à venda para a casa,
destacam-se o bule vermelho de ferro fundido, importado do Japão, por
R$ 435, e o conjunto de instrumentos de madeira para a realização da
cerimônia do chá chinesa, R$ 75.
R. Aspicuelta, 258, tel. (11) 2737-8001, Vila Madalena, São Paulo, SP.
Horário: terça a domingo, das 12h às 20h30.
Aceita todos os cartões de crédito.
LÁ DA VENDA
Com diversos produtos expostos nas prateleiras e uma
variedade de 800 itens, que vão desde sabonete a peças
de ferro, o Lá da Venda tenta resgatar a tradição dos
armazéns de antigamente. Os principais produtos são feitos
por pequenos artesãos, como pratos de muriqui, cerâmica
artesanal e rústica, mais resistente que a comum, R$ 93. Há
também as peças de ágata: caneca, R$ 8, e bule, R$ 75. A
cozinha é especializada em comida caseira.
R. Harmonia, 161, tel. (11) 3037-7702, Vila Madalena, São
Paulo, SP; ladavenda.com.br.
Horário: terça a sexta, das 11h às 21h; sábado, das 10h às
21h; domingo e feriados, das 10h às 17h30.
Aceita todos os cartões de crédito.
LA RÉGALADE
O empório-bistrô tem cozinha, acessórios à venda e uma
vasta carta de vinhos com 400 rótulos de 14 países. Além
de itens alimentícios importados e nacionais, é possível
encontrar vários livros sobre culinária. Destaque para o
conjunto Larousse Gastronomique, R$ 416, que traz, em
três volumes, receitas de pratos franceses. Utensílios
domésticos como o saca-rolhas inglês de dois estágios,
R$ 68, e as taças alemãs, de R$ 17 a R$ 23, são
as boas pedidas.
R. Barão de Tatuí, 285, tel. (11) 3660-4510, Santa Cecília,
São Paulo, SP; laregalade.com.br.
Horário: segunda a sábado, das 10h às 23h (empório);
segunda a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30;
sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábado, das 12h
às 16h e das 19h às 23h (bistrô).
Aceita todos os cartões de crédito.
THE CAKE IS ON THE TABLE
Resgatar as origens é uma filosofia que serve para a culinária
e para o design, como prova a The Cake Is On The Table. Os
cupcakes se inspiram em sabores tradicionais da culinária
brasileira, como o bolo formigueiro e o nega maluca. Já
o mobiliário, à venda, é formado por peças antigas que
ganharam novo visual graças ao trabalho da designer Marília
Cichini. Cadeiras, R$ 350. Cactos de crochê, de R$ 30 a
R$ 45. Toalhas de mesa de tricolini, R$ 120.
R. Capitão Otávio Machado, 541, tel. (11) 2371-1640,
Chácara Santo Antônio, São Paulo, SP;
thecakeisonthetable.com.br.
Horário: segunda a sábado, das 10h às 18h.
Aceita os cartões de crédito Diners, Mastercard e Visa.
Bule chinês, R$ 110, e copo com estampa de flores, R$ 35, do bistrô Ó Chá. O
tabuleiro de madeira faz parte do ritual chinês de preparação do chá, R$ 525
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142 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > COMPRAS
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interesse pelo cenário urbano e a apreciação
da paisagem sempre estiveram presentes em
minha vida. Quando criança eu observava
os percursos que meu pai fazia de carro ao
visitar amigos e parentes e gostava de adivinhar quais
seriam as ruas e os caminhos por onde iríamos passar
naquele dia. Sou paulistana e desde pequena me chama
atenção o movimento de pedestres, os carros, as cons-
truções e o verde que aparecia de maneira quase sutil,
permeando os elementos projetados pelo homem.
Na infância, tive pouco contato com a natureza. Eu
vivia em centros de cidades onde as referências eram de
“paisagens construídas” e isso me intrigava. O fato de
ser possível direcionar e definir critérios para o desen-
volvimento urbano me inspirava. Imaginei que a pro-
fissão de arquiteto envolvia uma grande responsabili-
dade pelo bem-estar e pela felicidade das pessoas. Eu
percebia que os caminhos percorridos de carro com
meu pai tinham sido criados por alguém, da mesma
forma que as calçadas, as praças, as estações de trem, os
escritórios e a minha casa. Por tudo isso, dá para imagi-
nar porque eu escolhi a faculdade de arquitetura.
Já nos primeiros anos do curso, ao estudar o projeto
de Brasília, assinado pelos arquitetos Oscar Niemeyer
e Lúcio Costa, fiquei inspirada e, ao mesmo tempo,
preocupada com o futuro do planeta. Afinal, é uma
cidade que nasceu em cima da prancheta e mudou
completamente a paisagem do Centro-Oeste brasi-
leiro. Para mim, ficou clara a responsabilidade tanto
do profissional quanto do ser humano de projetar em
favor da preservação ambiental em equilíbrio com o
desenvolvimento.
Assim como fiz a escolha de casar, ter filhos e morar
em São Paulo, me sentia segura por ter optado pela pro-
fissão certa. Mas o enfoque de meu trabalho somente
ficou claro ao perceber que a criação de ambientes com
a presença do verde é fundamental para a qualidade de
vida nas cidades. Então..., me lancei em busca da reali-
zação de projetos paisagísticos.
Hoje, constato que minha principal inspiração con-
tinua viva. A arquitetura paisagística que desenvolvo
procura proporcionar o bem-estar, a ocupação correta
dos espaços, a felicidade ao morar, trabalhar, contem-
plar e, acima de tudo, viver.
O verde é fundamental
Juliana Freitas
Juliana Freitas (www.julianafreitas.com.br) é arquiteta e paisagista, com pós-graduação em Engenharia de Meio Ambiente. Há 13 anos, ela
desenvolve projetos em residências, condomínios e empreendimentos comerciais.
146 | fevereiro 2013 | CASA E JARDIM
GUIA SÃO PAULO > ENTÃO...

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