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14. Santo Agostinho - III

14. Santo Agostinho - III

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Deus (Divino

)

Lei Eterna Lei Natural

Quem só saber ler é a Igreja

Jusnaturalismo na Idade Média

Razão Natural Justo Lei Mundanas

Que através do hábito chega-se ao

Lei temporal - Lei Positiva

Pensamento platônico

Santo Agostinho tentou adaptar o pensamento platônico à teologia cristã, mesmo sabendo do paganismo da obra de Platão. Em época de domínio romano o importante era não bater de frente com a filosofia dos mandatários do poder (de larga adoção das concepções helênicas). Assim, o que se procurava era demonstrar que a doutrina cristã não se opunha ao tradicional pensamento grego, respeitado que era pelas autoridades romanas. Para Agostinho, todo conhecimento e todas as proposições percebidas como verdadeiras somente assim o são porque originárias de uma prévia LUZ DIVINA. Nesse sentido, aproxima-se do pensamento platônico de que todo e qualquer conhecimento é resultado de uma REMINISCÊNCIA. Todavia, Agostinha diferencia-se de Platão quando afirma que a ALMA NÃO É A DESCOBERTA DE UM CONTEÚDO DE PASSADO, mas sim FRUTO DE UMA LUZ DIVINA no presente.

A alma

A ideia de justiça agostiana RESIDE NO AMOR. "A justiça é a ordem do amor", segundo as palavras do próprio Santo Agostinho: "A justiça é o resultado do amor maior do mais sábio. Ama e fazes o que quiseres. É um triângulo: Justiça, amor e verdade". Diante das imperfeições da justiça humana, o homem deve tentar sempre a verticalização, penetrando na profundidade de si mesmo, a fim de encontrar a verdadeira direção da justiça. O amor, que compreende, dá uma auréola a justiça humana, que é o começo da "INERÊNCIA AO AMOR DE DEUS". Superando a tese de Platão de que a justiça é a virtude das virtudes, Agostinho prega o AMOR DE SACRIFÍCIO, de doação como imperativo de justiça. Diz, inclusive, que os reinos sem justiça - vale dizer: sem amor - não passam de grandes latrocínios.

A Justiça

14. A Justiça segundo Santo Agostinho

Já o direito, para Santo Agostinho, é a TRANQUILIDADE DA ORDEM. O direito é um fenômeno de uma ordem de coexistência entre todos os componentes do universo. Ele dará coesão, unidade e concórdia aos povos. As norma de direito advém de uma ILUMINAÇÃO DIVINA e transparecem de forma verdadeira na mente humana, o conceito agostianiano é fruto de três ordens:

Seria a Igreja Lei Eterna de realidade transcendente e de natureza indelével. É razão divina e ordena a manutenção da ordem natural, proibindo a pertubação da mesma. É portanto, invariável, e, também eterna. Própria do homem - natureza do homem iluminação da mente humana Criada pelo homem - Leis imperfeitas Lei Temporal são as leis vigentes em determinado espaço geográfico e em determinado momento, tendentes à regulação do comportamento na sociedade.

O Direito
As Leis provém de 3 ordens:
Lei Natural

O fim supremo é a Igreja e jamais o Estado. É pela Igreja que o homem deve exaltar. As cidades terrenas são oriundas do pecado original. São os locais onde imperam a impiedade e o pecado. Os juízes e as penas têm origem nos pecados.

Pensamento Político

Na cidade terrena a lei temporal deve aplicar a vontade de Deus O Estado terreno um dia desaparecerá para dar lugar ao reino de Deus Qualquer decreto contra a religião não pode ser considerado como lei Não é lei, mesmo que não desrespeite a religião, decreto com conteúdo imoral.

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