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POSITIVISMO x MARXISMO[1]

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POSITIVISMO, MARXISMO E FENOMENOLOGIA:olhares sobre o mundo moderno

ALBERTO ALBUQUERQUE GOMES FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

As chamadas ³ciências humanas´ que tem por objeto de estudo o homem, se organiza a partir do século XIX. Inspiradas nas ciências naturais, objetivam tratar os fatos sociais como coisas a partir de modelos hipotéticodedutivos e experimentais buscando identificar leis causais e universais dos fenômenos humanos.

As ciências humanas consideram o ato social como unidade básica da conduta humana possível de ser compreendido cientificamente. Há uma diferença significativa entre o meio natural e o meio social: o meio social não mensurável como o meio natural.

O fato social pode ser observado e analisado a partir de um arsenal de alternativas metodológicas: 

Positivista caracterizado pelo enfoque cientificista do objeto de estudo: a sociedade.  Materialista dialético caracterizado pela ênfase no processo contraditório do movimento social  Fenomenológico-hermenêutico caracterizado pela ênfase no ³mundo da vida cotidiana´.

O POSITIVISMO DE AUGUSTO COMTE
Augusto Comte: filósofo francês, filho de católicos monarquistas, viveu o período napoleônico de consolidação da ordem capitalista na Europa no século de sua industrialização. Organicismo: partiu de uma concepção de que a sociedade seria um corpo composto por partes coesas e integradas, cujo funcionamento, regulado por leis naturais, seria marcado por um equilíbrio natural e uma evolução contínua.

Características do positivismo
Cientificismo: recorre à metodologia das ciências naturais reconhecendo na razão humana, a única possibilidade de elucidação das relações sociais. Cientificismo: fé inabalável na racionalidade como forma eficaz de compreender o funcionamento da sociedade e propor possíveis remédios às suas distorções assegurando uma postura supostamente neutra.

Características do positivismo
DARWINISMO SOCIAL: A aplicação do darwinismo à sociologia buscava uma lei geral de desenvolvimento ou evolução da sociedade. O darwinismo social foi justificador das desigualdades sociais e do imperialismo europeu. Século XIX: as massas desempregadas ou submissas à disciplina fabril tinham sua situação explicada pela incompetência na adaptação ao meio, assim como as civilizações que viviam em regime tribal, foram encaradas como verdadeiros elos perdidos, fósseis vivos, expressões de um passado longínquo e primitivo da sociedade.

ETAPAS DO PENSAMENTO DE COMTE
1. 1820 - 1826 - Reflexão sobre a crise da sociedade Diagnóstico: sociedade teológico-militar (fé)

X
Sociedade científico-industrial (razão) 2. 1826 ...- Sistematização do pensamento positivo Lei dos três estados Classificação das ciências A Sociologia como ciência sintética A Sociologia como ciência da previdência 3. Sistema de política positiva - Determinação de estratégias de ação Passagem do Estado teológico-metafísico para o Estado positivo Determinação da função da Sociologia

OS GRANDES TEMAS DA OBRA DE COMTE
Sociedade industrial - Crença no progresso da sociedade industrial: o pensamento científico comandaria o pensamento dos homens modernos ± Estado Positivo. Definição dos traços característicos da indústria: a) A indústria se baseia na organização científica do trabalho; b) A humanidade desenvolve rapidamente seus recursos; c) A produção industrial leva à concentração de trabalhadores nas fábricas e periferias das cidades; d) Essa concentração de trabalhadores (massa operária) determina uma oposição latente ou aberta entre empregados/empregadores; 1.

OS GRANDES TEMAS DA OBRA DE COMTE
e) Enquanto a riqueza não para de aumentar, graças ao caráter científico do trabalho, multiplicam-se as crises de superprodução, que têm por conseqüência a pobreza no meio da abundância; O sistema econômico, associado à organização industrial e científica do trabalho, se caracteriza pela liberdade de trocas e pela busca do lucro por parte dos empresários e comerciantes. A oposição operários X empresários resulta da má organização da sociedade industrial e pode ser corrigida por meio de reformas. A acumulação de riqueza é inevitável, uma vez que o progresso só é possível se cada geração produzir mais do precisa e deixar como herança para a geração seguinte. Porém, a propriedade pessoal deve ser esvaziada do seu caráter arbitrariamente pessoal, pois os proprietários devem reconhecer sua função social.

f)

g)

O PENSAMENTO CIENTÍFICO
1. No campo da matemática, da física ou da biologia, o pensamento positivo tem vocação universal, no sentido de que todas as partes da espécie humana adotam esse modo de pensar, quando os êxitos atribuíveis a ele tornam-se visíveis. O método positivo deve ser estendido a todos os aspectos do pensamento. 2. Método positivo - Comte constata que o método positivo é necessário nas ciências, e conclui que este método, baseado na observação, na experimentação e na formulação de leis, deve ser estendido a todos os domínios do conhecimento.

DUPLA UNIVERSALIDADE DO PENSAMENTO CIENTÍFICO
3. Para ele, o modo de pensar positivo tem validade universal, tanto em política como em astronomia. 4. Dialética positivista Fetichismo (modo de pensar imediato e espontâneo) Positivismo (modo de pensar sistemático e organizado). 5. A nova ciência social - estudo das leis do desenvolvimento histórico através da observação e da comparação, com métodos análogos aos de outras ciência, a biologia, por exemplo.

X

DUPLA UNIVERSALIDADE DO PENSAMENTO CIENTÍFICO
6. Para tanto, a Sociologia deve estar organizada em dois campos: a) Estática que consiste essencialmente no estudo do que ele chama de consenso social; (ordem); b) Dinâmica que consiste na descrição das etapas sucessivas das sociedade humanas (progresso).

LEIS DO POSITIVISMO

ESTADO TEOLÓGICO LEI DOS TRÊS ESTADOS ESTADO METAFÍSICO

ESTADO POSITIVO

LEIS DO POSITIVISMO

ASTRONOMIA CLASSIFICAÇÃO DAS CIÊNCIAS MATEMÁTICA QUÍMICA FÍSICA BIOLOGIA FÍSICA SOCIAL

MARXISMO 
Karl Marx (14/03/1883). Trier (5/5/1818)/Londres 

Universidade de Berlim (filosofia hegeliana)  Iena (1841) - tese Sobre as diferenças da filosofia da natureza de Demócrito e de Epicuro.  Juventude Hegeliana p grupo de jovens intelectuais e estudantes dedicados à discussão e debate da obra de GEORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL

FONTES DO MARXISMO
1. 2. 3. 4. 5. FILOSOFIA CLÁSSICA ALEMÃ (HEGEL) ECONOMIA POLÍTICA INGLESA (ADAM SMITH E DAVID RICARDO) SOCIALISMO FRANCÊS (FOURIER E SAINT-SIMON) MATERIALISMO HISTÓRICO p forte influência de Ludwig Feuerbach e ruptura com o idealismo hegeliano. Revisão do princípio hegeliano de que o movimento é personificado pelo espírito ± DEMIURGO ± O CRIADOR. Principal característica de sua obra p lógica e unidade

6.

AS ETAPAS DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO - KARL MARX

1. O pensamento de Marx sobre o regime capitalista refere-se ao seu tempo, o que sem dúvida apresenta dificuldades de natureza extrínsecas e intrínsecas: a) As dificuldades de natureza extrínseca referem-se ao destino póstumo da obra de Marx: a doutrina marxista que beira à simplificação e ao exagero (catecismo);

AS ETAPAS DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO - KARL MARX
b) As dificuldades de natureza intrínseca referem-se à fecundidade da obra de Marx e ao fato de que tem sido dividida em duas partes:  Obras de Juventude (1841/48), "Introdução à crítica da Filosofia do Direito de Hegel", "Ensaio sobre a Questão Judaica", "Manuscritos Econômicofilosóficos", "A Sagrada Família", "Miséria da Filosofia", "Manifesto do Partido Comunista" e "A Ideologia alemã³;  Obras de maturidade (1848/1883), "Contribuição à crítica da economia política, "O Capital".  Para alguns autores, esta divisão tem como marco fundamental "A Ideologia Alemã" que representa a ruptura de Marx com o período anterior, isto é, deixava de ser filósofo para ser um sociólogo e economista.

AS ETAPAS DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO - KARL MARX
1. Análise sócio-econômica do capitalismo a) Análise do funcionamento da sociedade capitalista: presente e devenir. b) Ponto de partida da análise: a luta de classes (Aron, p. 136 - Manifesto do Partido Comunista) c) Primeira contradição: forças produtivas X relações de produção (Aron, p. 137) d) Segunda contradição: riqueza X miséria (Aron, p.137)  Polarização do conflito entre burguesia e proletariado.

OS PRINCIPAIS TEMAS MARXISTAS
1. Materialismo histórico (Prefácio à Crítica da Economia Política, p. 301) a) A produção da consciência (Prefácio à Crítica da Economia Política, p. 301) b) Estrutura e superestrutura (Prefácio à Crítica da Economia Política, p. 301) c) O processo de ruptura social (Prefácio à Crítica da Economia Política, p. 302)

A QUESTÃO DO MÉTODO
O Método na Economia Política O método é um instrumento de mediação entre o homem que quer conhecer e o objeto desconhecido, como parte do real a ser investigado.

traduz a complexidade do objeto da economia política através da análise das múltiplas determinações.

A QUESTÃO DO MÉTODO
A radicalidade Ser radical é agarrar as coisas pela raiz, e a raiz para o homem é o próprio homem. (Crítica da Método traduz a complexidade do objeto da economia política através da análise das múltiplas determinações.
Filosofia do Direito de Hegel)

Conhecer é uma forma de apropriação intelectual dos fenômenos, quando estes tornam-se Produção do expressão mediata da essência   conceito; conhecimento reprodução intelectual da realidade, reconhecendo o movimento da essência   progressão do abstrato ao concreto, chegando ao concreto pensado.

ABSTRATO

CONCRETO

CONCRETO PENSADO

q
REPRESENTAÇÃO CAÓTICA DA REALIDADE

q
FENÔMENO REAL EXPERIMENTADO

q
SÍNTESE DAS MÚLTIPLAS DETERMINAÇÕES

CATEGORIA TRABALHO

IDEOLOGIA E REPRESENTAÇÕES

INSTRUMENTO TÉORICOMETODOLÓGICO

SÍNTESE DAS MÚLTIPLAS DETERMINAÇÕES

CONDIÇÃO DE CLASSE

DIVISÃO DO TRABALHO

CONSCIÊNCIA SOCIAL

O enfoque fenomenológicohermenêutico
Principais nomes  Edmund Gustav Albrecht Husserl (1859-1938)

Nasceu em 08/04/1959, Prossnitz (hoje Prostejov, na República Checa), faleceu em Friburg, Alemanha em 26/04/1938. Iniciou seus estudos em Matemática. Em 1887, Husserl, que fora judeu, converteu-se à Igreja Luterana. Ensinou filosofia, como livre docente, em Halle, de 1887 a 1901; em Göttingen, de 1901 a 1918; e, em Freiburg, de 1918 a 1928, quando se aposentou.

O enfoque fenomenológicohermenêutico
Martin Heidegger (1889-1976)
Nasceu a 26/09/1889 em Messkirch (Grão-ducado de Baden), Alemanha, e faleceu em 26/05/1976, em Freiburg-im-Breisgau, parte da Alemanha Ocidental. Estudou em Constança, de 1903 a 1906, e em Friburg até 1909. Em 1909, ingressou na Universidade de Friburg e iniciou o curso de teologia e iniciou suas primeiras leituras de Husserl, que o levariam ao método fenomenológico.

O enfoque fenomenológicohermenêutico 
Jean-Paul Sartre (1905-80)
Nasceu em Paris, (21/06/1905) e faleceu em Paris em 1980. Estudou no Liceu Henrique IV, em Paris, no liceu em La Rochelle. Após o liceu completou sua educação ingressando em 1924 na École Normale Supériure, onde se graduou em 1929. Ainda estudante passou a viver com Simone de Beauvoir (1908-1986) de quem nunca se separou. Na École Normale foi contemporâneo de futuros intelectuias de renome como Raymond Aron, Maurice Merleau-Ponty, Emmanuel Mounier, Jean Hippolyte, Claude Lévi-Strauss, dentre outros.

O enfoque fenomenológicohermenêutico 
Maurice Merleau-Ponty (1908-61) 
Nasceu em Rochefort-sur-Mer a 14/03/1908 e faleceu em Paris a 3/05/1961. Formou-se em filosofia na Escola Normal Superior, em 1930. Lecionou no Liceu de Beauvais (1931/33), no Liceu de Chartres (1934/1935 e na Escola Normal Superior de 1935 a 1939. 

Na Sorbonne, (1949/1952, lecionou psicologia e pedagogia, sendo eleito para o Colégio de França em 1952, onde lecionou até a data de sua morte.

O termo tem história recente, tomando sua acepção moderna a partir do filósofo Edmund Husserl. A fenomenologia é uma espécie de método que faz a mediação entre o sujeito e o objeto ou, dizendo de outro modo, entre o eu e a coisa. Fenomenologia (do grego phainesthai, aquilo que se apresenta ou que se mostra, e logos, explicação, estudo) afirma a importância dos fenômenos da consciência que devem ser estudados em si mesmos ± tudo que podemos saber do mundo resume-se a esses fenômenos, a esses objetos ideais que existem na mente, cada um designado por uma palavra que representa a sua essência, sua "significação".

A fenomenologia é o estudo da consciência e dos objetos da consciência. A redução fenomenológica (ou "epoche" no jargão fenomenológico), é o processo pelo qual tudo que é informado pelos sentidos é mudado em uma experiência de consciência, em um fenômeno que consiste em se estar consciente de algo. Coisas, imagens, fantasias, atos, relações, pensamentos eventos, memórias, sentimentos, etc. constituem nossas experiências de consciência.

Intencionalidade

Percepção

SUJEITOCONSCIÊNCIA Recusa daquilo já definido o mundo nos é dado a conhecer a partir de nossas experiências mundo vivido.

Modo como nossa consciência relacionase com o mundo.

Como a nossa consciência pode ter acesso a um mundo de objetos? Como se forma o campo da nossa experiência?

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