História da Arte: O pintor suíço Paul Klee, disse uma vez que “a arte não limita o visível: cria

o visível” . Sua frase sintetiza uma das principais discussões da história da arte, aquela que opõe de um lado os adeptos da imitação e de outro os da invenção. Mais sistemático, o pintor russo Vassili Kandinski definiu três elementos constitutivos de toda obra de arte: o elemento da personalidade, próprio do artista; o elemento do estilo, próprio da época e do ambiente cultural; e o elemento do puro e eternamente artístico, próprio da arte, fora de toda limitação espacial ou temporal. Conceito: De um ponto de vista genérico e com base em qualquer dos teóricos modernos, a arte é pois todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com intenção estética , isto é, com fim de alcançar resultados belos. Se bem que o ideal de beleza seja de caráter subjetivo e varie com os tempos e costumes, todo artista (seja ele pintor, escultor, arquiteto. Ou músico, escritor, dramaturgo, cineasta) certamente investe mais na possível beleza de sua obra do que na verdade, na elevação ou utilidade que possa ter. Nas artes visuais contemporaneamente chamadas artes plásticas, esse tipo geral esteve sempre presente, assim como os outros que eventualmente se lhe acrescentam, isto é, a originalidade, o aspecto critico e muitas outras características. Classificação da arte: Artes espaciais, todas as artes plásticas, distinguindo as bidimensionais como desenho e a pintura, e as tridimensionais, como a escultura e arquitetura. O sentido mais importante para sua apreciação estética é a visão, motivo por que também foram chamadas de “artes visuais”. Artes temporais, todas as artes que implicam um processo no tempo. Costumam distinguir-se as artes sonoras, como a música instrumental (que além disso, é intermitente, isto é, só existe como tal quando é executada) e as artes verbais, que compreenderiam gêneros literários como a poesia e o romance. Artes mistas, as disciplinas artísticas em que intervêm, combinados, elementos pertencentes aos dois grupos anteriores. O teatro por exemplo, ainda que seja um gênero literário, inclui a representação espacial; a dança é ao mesmo tempo espacial ou
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temporal; e a ópera compreende, além disso, componentes literários, assim como o cinema. Ao longo dos tempos, e à medida que se sucedem às gerações, a arte experimenta mudanças em sua maneira de ser e cabe à história da arte avaliar a importância dessas modificações. Mas a história deve ser, mais do que uma enumeração interminável de fatos, um ordenamento destes (com suas conseqüências). De que toda prioridade seja dada aos realmente mais importantes. Também o historiador da arte deve ordenar por classes os fatos de que dispõe, segundo um critério de qualidade. Quem faz arte? O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha . Outros objetivos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas. Por que o mundo necessita de arte? Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte que pode ser ... feita para decorar o mundo ... para espelhar o nosso mundo (naturalista) ... para ajudar no dia a dia (utilitária)... para explicar e descrever a história... para ser usada na cura de doenças... para ajudar a explorar o mundo. Como entendemos a arte? O que vemos quando admiramos uma arte depende da nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar. O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte? Estilo é como o trabalho se mostra, depois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único. Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o que, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos historiadores, costumam
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classificá-las por categorias e rotulá-las. É um procedimento comum na arte ocidental. Ex.: Renascimento, impressionismo, cubismo, surrealismo e etc. Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte? Podemos verificar que tipo de arte foi feito, quando, onde e como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo tiveram. Como as idéias se espalham pelo mundo? Exploradores, comerciantes, vendedores e artistas costumam apresentar às pessoas idéias de outras culturas. Os progressos na tecnologia também difundiram técnicas e teorias. Elas se espalham através da arqueologia, quando se descobrem objetos de outras civilizações; pela fotografia, a arte passou a ser reproduzida e, nos anos 1890, muitas das revistas internacionais de arte já tinham fotos; pelo rádio e televisão, o rádio foi inventado em 1895 e a televisão em 1926, permitindo que as idéias fossem transmitidas por todo o mundo rapidamente, e os estilos de arte podem ser observados, as teorias debatidas e as técnicas compartilhadas; pela imprensa, que foi inventada por Johann Guttenberg por volta de 1450, assim os livros e a arte podiam ser impressos. Os historiadores da arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas. ARTE PRÉ-HISTÓRICA: Um dos períodos mais fascinantes da historia humana é a préhistória. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente à época anterior a escrita. Tudo que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem. Divide-se em: Paleolítico Superior: a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por
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ou seja. como – se fossem paredes. Os próprios temas da arte mudaram. tanto na pintura quanto na escultura. O homem deste período era nômade. caça e coleta. O homem que se tornara um camponês. Neolítico: a fixação do homem da Idade da Pedra polida. Mas. com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço. ocasionou um aumento rápido da produção e o desenvolvimento das primeiras instituições. e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. instrumentos de marfim.000 a 25. machado. lançador de dardos. seios volumosos. Paleolítico Inferior: aproximadamente 5. Assim o homem do neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos. mais que sugerem do que reproduzem os seres. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais. ventre saltado e grandes nádegas.caçadores. também esculturas de metal. sinais e figuras. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. começaram as representações da vida coletiva. não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico. e desenvolvimento da pintura e da escultura. o artista Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto. Destaca-se Vênus de Willendorf. ossos. arco e flecha. e uma grande pedra era colocada 4 . isto é. de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias. como família e a divisão do trabalho. instrumentos de pedra e pedra lascada. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. nota-se a ausência de figuras masculinas.Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante. Conseguiu ainda. Predominam figuras femininas. madeira e pedra. Utilizavam as pinturas rupestres. feitas em rochedos e paredes de cavernas. o pintor caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. madeira e ossos: facas.000 AC. controle do fogo. primeiros homindios. machados. produzir o fogo através do atrito e deu inicio ao trabalho com metais. Além de desenhos e pinturas. anzol e linha. Desse período temos as construções denominadas dolmens (consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão. constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas.

E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo no sentido vertical. Caverna de Lascaux: França. A cor preta por exemplo. cavalos. como as famosas “Vênus”. Idade dos metais: aparecimento da metalurgia. pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a história registra. suas pinturas foram achadas em 1942. contém carvão moído e dióxido de manganês. com mais de 40. cerâmica e tecidos. invenção da escrita. têm 17. Gruta de Rodésia: África. quase uma centena de desenhos feitos há 14. mamutes. panteras. construção de pedra. e primeiros arquitetos do mundo. indicio de que se destinava às praticas rituais de um culto solar. aparecimento das cidades. Caverna de Chauvet: França. descoberto em 1994.000 anos. Existem várias cavernas no mundo que demonstram a pintura rupestre. há ursos. algumas delas são: Caverna de Altamira: Espanha. foram os primeiros desenhos descobertos. e. dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos. como colares. invenção da roda. As cavernas: antes de pintar as paredes da caverna. O Santuário de Stonehenge. Lembrando que pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa. que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. e arado de bois.000 anos. Sua autenticidade porém só foi reconhecida em 1902. Instrumentos de pedra polida.horizontalmente sobre elas). enxada e tear. no Sul da Inglaterra. 5 . inicio do cultivo dos campos. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o sol no dia do solstício de verão. em 1868. hienas. artesanato. depois magníficas estatuetas. o homem fazia ornamentos corporais. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. Ele representa um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares.000 anos.

Os reis costumavam encomendar monumentos para celebrar vitórias nas guerras. Acredita-se também que uma cópia fiel da cabeça do rei fosse preservada para ele viver para sempre. simetricamente dispostos com precisão como era costume deste povo. em madeira decorada com animais. Arquitetura: As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do Antigo império: Quéops. Junto a essas três 6 . No fragmento de uma harpa (2600 aC). Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. voltava para junto dos Deuses dos quais viera.MESOPOTÂMIA: Sua arte era designada em grego. os reis eram sepultados com toda sua casa. As pirâmides. interpretando o universo. (2270 aC). Monumento do rei Naransin. A múmia do rei ficava no centro da pirâmide. ARTE EGIPCIA: Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. A religião invadiu toda a vida Egípcia. os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. menos conhecida que a arte egípcia. sitiando uma fortaleza (883 – 859 aC). Exercito Assírio. erguendo-se em direção ao céu. Esses povos não acreditavam que o corpo humano e sua representação deviam ser preservados para que a alma sobrevivesse. para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. Quando os Sumérios governou a cidade de Ur. determinando o papel de cada classe social e. inclusive escravos. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana. justificando sua organização social e política. Quéfren e Miqueninos. não existiam pedreiras no vale e os edifícios eram construídos de tijolos cozidos que se designavam com o tempo. iriam ajudá-los. O faraó era considerado ser divino que dominava o povo e que ao partir desse mundo. conseqüentemente. as esculturas eram colocadas na tumba. orientando toda a produção artística desse povo. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado. onde ninguém as via.

O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária. As características gerais da arquitetura egípcia são: -Solidez e durabilidade. Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor. ambos dedicados ao Deus Amon. Divididos em três categorias: Pirâmide: túmulos reais. local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deulhe. 7 . As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura. e Lotiforme: flor de lótus. a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. ao longo dos séculos. um aspecto enigmático e misterioso. Para seu conhecimento: Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). que representa o faraó Quéfren. Papiriforme: flores de papiro. destinados ao faraó. Mastaba: túmulo para a nobreza. Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito. e Hipogeu: túmulo destinado a gente do povo. -Aspecto misterioso e impenetrável. Eram colocadas na alameda do templo para afastar os maus espíritos. além de serem admiravelmente lapidadas. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididos conforme seu capitel: Palmiforme: flores de palmeiras. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar. -Sentimento de eternidade.

o sacerdote. . Hórus. dando um encanto todo especial às construções. que eram quase sempre pintados. ou seja. suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. nesta ordem de grandeza: o rei. destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além. 8 . a mulher do re. 1400 aC”: Desenhavam o tanque como se fosse visto de cima e as árvores de lado. Suas características gerais são: . uma ilusão de imortalidade. Pintura: A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. . Os próprios hieróglifos eram transcritos. muitas vezes coberto de inscrições. em baixo-relevo. como um chacal. ou cabeça de chacal. Importavam-se com a plenitude e não com a beleza. mais próximo da cartografia do que do pintor. “O Jardim de Nebamun.Escultura: Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena. Os baixos-relevos egípcios. os soldados e o povo. Os Uciabtis eram figuras funerárias em miniatura. sem claro-escuro e sem indicação do relevo. Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino. enquanto sua cabeça.colorido a tinta lisa. quase sempre de frente. Pretendiam com isso traduzir. Recobria colunas e paredes. . sem demonstrar nenhuma emoção. Deus do céu. desenhavam de memória destacando tudo claramente. Anúbis.ignorância da profundidade. muitas vezes. representado como um falcão ou cabeça de falcão. na pedra. As figuras femininas eram pintadas em ocre. dando as figuras representadas uma impressão de força e de majestade. foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. geralmente esmaltada de azul e verde. Com esse objetivo ainda. peixes e aves de perfil com veracidade (zoólogos reconhecem espécies). exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano.ausência de três dimensões. enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.Lei do frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente. Deus dos ritos funerais.

era inacreditável que um estilo livre e gracioso pudesse ser desenvolvido no 2º milênio. e instalou sua corte longe dos sacerdotes dos outros Deuses. numa localidade que hoje se chama Tell-el-Amama. era posto no sarcófago do faraó morto. Os egípcios escreviam usando desenhos. homens e mulheres estão do mesmo tamanho. ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos: considerados a escrita sagrada. no fim do século XIX. Nas imagens que aparece com sua esposa Nefertite e seus filhos. ilustrado com cenas muito vivas. que restaurou as velhas crenças. O livro dos mortos. não utilizavam letras como nós. algumas das obras ainda tem o estilo da região de Atom. que acompanham o texto com singular eficácia. Para seu conhecimento: Hieróglifos: foi decifrada por Champolion. cada um dotado com uma mão. Não desejava homenagear vários Deuses. as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.Deus mensageiro. que representavam com movimentos rápidos e ágeis. encontrou-se obra assim. Também na parte continental da Grécia. Intitulou-se como Akhnaton. . Mumificação: a) eram retirados o cérebro. 9 Tolh. ou seja um rolo de papiro com rituais funerários. anota o resultado. que descobriu o seu significado em 1822. Em Creta. habitavam um dos povos mais talentosos. com a cabeça de Íbis. Seu sucessor foi Tutankhamon. e Demótica: a escrita popular. O Rei Amenófis IV. Seus retratos o mostram como um homem feio. os intestinos e outros órgãos vitais. Quando o palácio do rei foi escavado em Cnosso. e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. para ele só havia um Deus supremo. seu túmulo repleto de tesouros foi descoberto em 1922. enviando seus raios. utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes. Hierática: uma escrita mais simples. Atom de quem era devoto e o representava pelo disco do sol. rompeu com vários costumes. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro.

interesse pelo homem. um total de 40 milhões de dólares. Nove metros já se foram. longe da margem do lago. a arte grega liga-se à inteligência. é a maior das três pirâmides. c) As incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com nitrato de Potássio. o artista se empolga pela vida e tenta. durante 20 anos. exprimir suas manifestações. tinha originalmente 146 metros de altura. removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original. Em 1964. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Queóps. por água abaixo. em Abu Simbel. encravado na montanha de pedra com suas estatuas do faraó de 20 metros de altura. a harmonia ideal. embebida em betume. dezenas de construções antigas do sul do país foram. engolidas pelo Lago Nasser. mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem estar do povo. é a simetria 10 . o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo. um prédio de 48 andares. através da arte. literalmente. a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós. estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II. amor pela beleza. que servia como impermeabilização. ARTE GREGA: Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito. o equilíbrio. Entre as raras exceções desse drama do deserto. uma faraônica operação coordenada pela unesco com recursos de vários países. Arquitetura: as edificações que despertaram maior interesse são os templos. Para erguê-la. essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”. Quando a grande barragem de Assua foi concluída. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II. e a democracia. Eles têm como características: o realismo. em 1970. Na sua constante busca de perfeição. Além de salvar este valioso patrimônio. foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens. pois os seus reis não eram deuses. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão. A característica mais evidente dos templos gregos. graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo.b) Nas cavidades do corpo eram colocados resinas aromáticas e perfumes. Contemplando a natureza.

o koilon ou arquibancada. O capitel era uma almofada de pedra. O templo era construído sobre uma base de três degraus. jônica e corintia. entre eles.Na Acrópole. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. Ordem Corintia: o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas. composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Ordem Jônica: representava a graça e o feminino. O fuste da coluna era monolítico e grosso. nela se expressa o pensamento. mas sobre uma base decorada.entre o pórtico de entrada e o dos fundos. Ordem Dórica: era simples e maciça. para os espectadores. Nascida do sentir do povo grego. c) Ginásios: edifícios destinados a cultura física. a) 11 . também. Sugere luxo e ostentação. A ordem Dórica traduz a forma do homem e a ordem Jônica traduz a forma da mulher. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata.. Os principais monumentos da arquitetura grega: Templos: dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas. filosofia. se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Caria. empresta uma idéia de solidez e imponência. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. b) Teatros: que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena. construído no século IV a. a ordem dórica. d) Praça: Agora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos. As colunas sustentavam um entablamento eram construídos segundo os modelos das ordens dórica. Um exemplo típico é o teatro de Epidauro. Principal arquiteto Ictino. para o coro. ao ar livre. a konistra ou orquestra. para os atores. muito usado no lugar do capitel jônico. Chegava acomodar cerca de 14000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita. de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. por sua simplicidade e severidade.C.

Pintura: A pintura grega. Hidra: (derivado de Ydor. uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar. etc. como é visto de frente). havia movimento. encontramos vestígios da pintura Egípcia (rosto de perfil. em mármores. os artistas. Segundo Sócrates. mas os corpos com diferenças). Murais e mosaicos. O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma. As estatua adquiriram. Escultores e pintores. Por isso. observando como “os sentimentos afetam o corpo em ação”. 500 aC (pintar um pé. trabalhavam para sobreviver. o “escorço”. em rigorosa posição frontal. grandes figuras de homens. Cratera: tinha a boca muito larga. A pintura grega se divide em três grupos: 1) figuras negras sobre o fundo vermelho 2) figuras vermelhas sobre o fundo negro 3) figuras vermelhas sobre o fundo branco Escultura: A estatuaria grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. eram de classes inferiores. água) tinha três asas. as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. água. Esse tipo de estatua é chamado Kouros (palavra grega: 12 . deviam representar a “atitude da alma”. As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. esses vasos eram usados para armazenar. o antropomorfismo (esculturas de formas humanas). além do equilíbrio e perfeição das formas. vinho. azeite e mantimentos. servia para misturar água com vinho (os gregos nunca bebiam vinho puro). com o corpo em forma de um sino invertido. Primeiramente aparecem esculturas simétricas. Os vasos gregos. ombros de frente. com o gargalo largo. Os pintores fizeram a maior descoberta. com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir. o movimento. mas também pela harmonia entre o desenho. descobertos em Pompéia mostravam a natureza. Na escultura. ornado com duas asas. foi insuperável. animais e paisagens. encontra-se na arte cerâmica. pesquisavam para pintar. entre outras coisas. a sua forma correspondia à função para que eram destinados: Ânfora: vasilha em forma de coração. Além de servir para rituais religiosos.

entre os gregos a lira era o instrumento nacional. Os primeiros jogos começaram em 776 a. mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. a cada 4 anos. 13 . Atenéia. métopas e frisos. autor do Discóbolo (homem arremessando o disco). entre outros. para isto. as esculturas dos frontões. mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados. a) b) c) d) Para seu conhecimento: Mitologia: Zeus. criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça.C. Foi ele que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes e cabeças. deus das águas. -Policleto. em honra a Zeus. e Atenéia. condutor da lança. Afrodite. Apolo. pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino). As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo. -Miron. deus das artes e da beleza. Música: Significa a arte das musas. foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino. pois no período arcaico. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do Templo Partenon. celebrado pela graça das suas esculturas. Os principais mestres da escultura clássica grega são: -Praxíteles. podendo fixar o movimento sem se quebrar. O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas. se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore. No período clássico passou-se a procurar movimento nas estatuas. as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. Poissedon. representava os homens “tal como se vêem” e “não como são” (verdadeiros retratos). -Lisipo. . talvez o mais famoso de todos. Teatro: Foi criadas a comédia e a tragédia. sua obra. Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles. autor de Doríforo. autor de Zeus Olímpico. deusa do amor. Surge o nu feminino. Período Helenístico pode observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade. deusa da guerra.homem jovem). senhor dos céus. Olimpíadas: se realizavam em Olímpia. -Fidias.prima.

ARTE ROMANA: A arte romana, sofreu duas fortes influencias: a da arte etrusca popular e voltada para a expressão da realidade vivida, e a da grecohelenistica, orientada para a expressão de um ideal de beleza. Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. Arquitetura: As características gerais da arquitetura romana são: - busca do útil imediato, senso de realismo; - grandeza material, realçando a idéia de força; - energia e sentimento; - predomínio do caráter sobre a beleza; - originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas. As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções: 1) Religião: Templos Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos são o templo de Jupter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do imperador Adriano, foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. 2) Comércio e civismo: Basílica A principio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em varias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia , iniciada no governo de Julio César, foi concluída no império de Otavio Augusto. 3) Higiene: Termas Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caracala, que além de casa de banho, eram centros de reuniões sociais e esportes. 4) Divertimentos:

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a) Circo: extremamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos praticados temos: Jogos circenses – corridas de carros; Ginásios – incluídos neles o pugilato; Jogos de tróia – aquele em que havia torneios a cavalo; Jogos de escravos – executados por cavaleiros concluídos por escravos; Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.C. Dos circos romanos, o mais célebre é o “Circus Maximus”. b) Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis. c) Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro, significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem corintia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das escadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar 40.000 pessoas sentadas e mais de 5.000 em pé. 5)
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Monumentos decorativos:

Arco de Triunfo: pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o arco de Tito, todo em mármore, construído no Fórum Romano para comemorar a tomada de Jerusalém. b) Coluna Triunfal: a mais famosa é a coluna de Trajano, com seu característico friso em espiral que possui a narrativa histórica dos feitos do imperador em baixo-relevo no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitória de Trajano sobre os dácios e os partos. 6) Moradia: Casas, construídas ao redor de um pátio chamado Átrio.

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Pintura: O Mosaico foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em gera. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém das cidades de Pompéia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos. Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore. b) Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural. c) Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. d) Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral. Escultura: Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuaria romana teve seu maior êxito nos retratos. Com a invasão dos Bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V, precisamente no ano de 476, perde o domínio do seu território do Ocidente para os invasores germânicos.
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Mosaico: Partidários de um profundo respeito pelo ambiente arquitetônico, adotando soluções de clara matriz decorativa, os masaístas chegaram a resultados onde existe uma certa parte de estudo direto da natureza. As cores vivas e a possibilidade de colocação sobre qualquer superfície e a duração dos materiais levaram a que os mosaicos viessem a prevalecer sobre a pintura. Nos séculos seguintes, tornar-se-ão essenciais para medir a ampliação das primeiras igrejas cristãs.

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Ainda hoje podemos visitar as catacumbas de Santa Priscila e Santa Domitila. Os romanos testemunharam o nascimento de Jesus Cristo. o qual marcou uma nova era e uma nova filosofia. forma as iniciais da frase: “Jesus Cristo de Deus Filho Salvador”. O mosaico. Surge a arte cristã primitiva. Os cristãos foram perseguidos por três séculos. os romanos cederam algumas basílicas para eles usarem como local para as suas celebrações. Passagens da Bíblia também eram ali simbolizadas. os cristãos (aqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus Cristo) começaram a criar uma arte simples e simbólica executada por pessoas que eram grandes artistas. pois a palavra peixe. o cordeiro “Jesus Cristo é o cordeiro de Deus”. Para entender melhor a simbologia: Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um círculo ou por um peixe. o imperador Constantino legaliza o cristianismo. Com o fim da perseguição aos cristãos.ARTE PALEOCRISTÃ: Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam seu estilo por toda Europa e parte da Ásia. Nesses locais. em grego ichtus. a pintura é simbólica. adotavam um modelo de edifício denominado “Basílica” (origem do nome: Basileu = Juiz). utilizando imagens 17 . Tanto os gregos como os romanos. até que em 313 d. Com o surgimento de um “novo reino” espiritual. lugar civil destinado ao comércio e assuntos judiciais. onde os primeiros cristãos secretamente celebravam seus cultos. por exemplo: Arca de Noé. foi o material escolhido para o revestimento interno das basílicas. muito utilizado pelos gregos e romanos. o poder romano viu-se extremamente abalado e teve inicio um período de perseguição não só a Jesus. que recebe este nome devido as catacumbas. dando inicio a 2º fase da arte paleocristã: a fase basilical. mas também a todos aqueles que aceitavam sua condição de profeta e acreditaram nos seus princípios. Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões.C. Outra forma de simbolizá-lo é o desenho do pastor com ovelhas “Jesus Cristo é o Bom Pastor” e também. cemitérios subterrâneos em Roma. Esta perseguição marcou a primeira fase da arte paleocristã: a fase catacumbária. Eram edifícios com grandes dimensões: um plano retangular de 4 a 5 mil metros quadrados com três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada principal. nos arredores de Roma.

marca o fim da Idade Média e o inicio da Idade Moderna). A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo. Já o Império Romano do Oriente (onde se desenvolveu a arte bizantina). cidade grega. Honório ficou com o Império Romano do Ocidente. foi completamente dominado (esta data. O Império Romano do Ocidente sofreu várias invasões. marca o fim da Idade Antiga e o inicio da Idade Média).C. tornando os artistas meros executores. dos ataques bárbaros e das pestes. era o representante de Deus. quando a sua capital Constantinopla foi totalmente dominada pelos muçulmanos (esta data. rico tanto na técnica como na cor. Por volta do século IV. além das suas funções. principalmente de povos bárbaros. ao clero cabia.. Graças a sua localização (Constantinopla) a arte bizantina sofreu influencias de Roma. começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio. o imperador Teodósio dividiu i Império Romano entre seus dois filhos: Honório e Arcádio. conseguiu-se manter até 1453. 1453. A arte bizantina está dirigida pela religião. A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma.C. ARTE BIZANTINA: O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era.C. Em 395 d. até que. Na cidade de Ravena pode-se apreciar o Mausoléu de Gala Plácida e a igreja de Santo Apolinário. organizar também as artes. Grécia e do Oriente. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais. 476 d.. o novo e a de São Vital com riquíssimos mosaicos. Esse tratamento artístico também foi dado aos mausoléus e os sarcófagos feitos para os fiéis mais ricos eram decorados co relevos usando imagens de passagens bíblicas. tendo Roma como sua capital. tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a 18 . em 476 d.do Antigo e do Novo Testamento. e Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente. apesar das dificuldades financeiras. depois batizada por Constantinopla. com a capital Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul).. facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã – Arte Bizantina.

dos profetas e dos vários imperadores. projetada pelos arquitetos de Tralles e Isidoro de Mileto. ladeando a Virgem Maria e o Menino Jesus. Porém -. na hoje Stambul. por exemplo. A igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria). A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI. capital do Império Bizantino. a arte daquelas regiões onde ainda florescia a ortodoxia grega permaneceu dentro da arte bizantina. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada. Um pouco mais de Santa Sofia: “A verdadeira beleza de Santa Sofia. A arte bizantina não se extinguiu em 1453. foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina. Constituía na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito entre os imperadores e clero. mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo. penetrando. são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os afrescos. não raro encontrar um mosaico onde esteja juntamente com a esposa. sentimentos de universidade e poder absoluto. sugerindo por associação à abóbada celeste. Neles. afasta o gosto pela forma e conseqüentemente a escultura não teve tanto destaque neste período. por exemplo. nos paises eslavos. a maior igreja de Constantinopla. octogonal ou quadrada imensas cúpulas. Apresenta pinturas na paredes. as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade. 19 . colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido. criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados. elas eram planejadas sobre uma base circular.cabeça. e. pois. o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos. A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina. a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é demasiadamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro. durante o reinado do imperador Justiniano. O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas. durante a segunda metade do século XV e boa parte do século XVI. E essa arte extravasou em muito os limites territoriais do império. Toda essa atração por decoração aliada a prevenção que os cristãos tinham contra a estatuária que lembrava de imediato o paganismo romano. Plasticamente. logo se sucedeu um período de crise chamado de Iconoclastia. O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados à decoração. ela possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos.

avançaram definitivamente sobre a Europa. resplandece a grande cúpula. Esses grupos. mongóis. há uma beleza natural na sua magnificência espacial e nos jogos de sombra e luz.encontra-se no seu vasto interior. na fundição e moldagem de metais. Uma vez dominados. e nas técnicas de decoração correspondentes. sobre um solo de mármore. essencialmente nômades. que desde o século V a. o que deu origem a uma arte completamente diferente. folhas de acantos envolvem o monograma de Justiniano e de sua mulher Teodora. fossem eles de luxo ou utilitários.C. não demoraram a assimilar a cultura e a religião (cristianismo) dos povos conquistados. que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX. um claro-escuro admirável quando os raios de sol penetram e iluminam o seu interior “. bordada em filigrama de sombras dos candelabros suspensos. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria. Assim. entre outros povos conhecidos genericamente como bárbaros. francos. mosaicos e afrescos. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. germânicos e suecos. No alto. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis. uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. Um olhar mais atento permite ao visitante ver o trabalho requintado dos artífices bizantinos no colorido resplandecente dos mosaicos agora restaurados. Embora a igreja tenha perdido a maior parte da decoração original de ouro e prata. no mármore profundamente talhado dos capitéis das colunas das naves laterais. como a tauxia ou damasquinagem e esmaltação. alamos. ao mesmo tempo em que lhes transmitia seus próprios traços culturais. Em suas crônicas. Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta. ARTE BARBARA: Depois da queda do império romano. Somente quando o império começou a ruir foi que conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer 20 . a entalhadura e filigrana. Estava em curso o século V. vândalos. os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. tanto para a fabricação de armas quanto de jóias.

numerosos reinos. em perpetua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. trazendo modificações no comportamento humano. A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros. com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. agora em parte aceita. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). além de gregos e romanos. na forma de relevos planos. por Idade Média. dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. devido à ghrande demanda de exemplares. Por seu lado. com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã. como entre fenícios. deixou importantes amostras de escultura. Sabe-se que as oficina dos artesãos que trabalhavam com marfim eram numerosas tanto nas Gálias quanto na península itálica. a meio caminho entre a religiosidade. a igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiram vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. Na península ibérica. a fusão de culturas. Mais tarde sofreria também açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte. visigodos e ibéricos. dos quais se originaram. As pedras com entalhes de runas e ídolos nórdicos entre os vikings. e a medida de 21 . celtas. em parte. saxões e os próprios celtas mostram sua passagem pelos deferentes assentamentos e lugares conquistados. como os Touros de Guisando ou a Dama de Elche. Confirmou-se com a tradição dos dípticos consulares de Bizâncio. A entalhadura do marfim não foi menos importante. Escultura: A escultura em pedra foi destinada a decoração de igrejas e batistérios. cujas formas foram adotadas na confecção de capas de livros evangélicos e Bíblias. seguindo o estilo do império romano. tem inicio o período histórico conhecido. Deus é o centro do universo. capitéis e sarcófagos. A experiência de celtas e escitas como ourives inegavelmenteestava ligada à sua experiência como entalhadores. as nacionalidades européias. ARTE ROMÂNICA: Em 476.

A explicação mais aceita para as formas volumosas. As características essenciais da pintura românica foram à deformação e o colorismo. Elas são sempre grandes e sólidas. Arquitetura: No final dos séculos XI e XII. A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1174. assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade. a igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores aos fiéis. na verdade. na Europa. com o passar do tempo. que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura. -Aberturas raras e estreitas usadas como janelas. -Pilares maciços. A arte desse período passa. por exemplo. A figura de Cristo. que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida. surge a arte românica cuja estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos. traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos. A primeira coisa que chama atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. é um estilo essencialmente clerical. As características mais significativas da arquitetura românica são: -Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas. através da técnica do afresco. não apresenta formas pesadas. e das paredes espessas. A igreja como representante de Deus na terra. tinha poderes ilimitados. duras e primitivas.todas as coisas. Pintura e escultura: Numa época em que poucas pessoas sabiam ler. o terreno cedeu. -Arcos que são formados por 180 graus. Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa. A deformação. que sustentavam. A pintura românica desenvolveu-se nas grandes decorações murais. diferente do resto da Europa. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. 22 . -Torres. Trata-se de torre de Pisa que se inclinou porque. é sempre maior do que as outras que o cercam. Na Itália.

Arquitetura: A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra. ARTE GÓTICA: Em 476. pequeninas pedras. a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano. Usado desde a Antiguidade. nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. a arquitetura predominante ainda é a românica. é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado. mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios. Mosaico: A técnica da decoração com mosaico. ausência de movimentos naturais.O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas. e a medida de todas as coisas. Imitação de formas rudes. por Idade Média. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade e apareça a burguesia urbana. Deus é o centro do universo. de vários formatos e cores. Enquanto. trazendo modificações no comportamento humano. tudo se volta para o alto. Na porta. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. que colocadas lado a lado vão formando o desenho. curtas ou alongadas. 23 . para representar o próprio céu. No começo do século XII. tem início uma economia fundamentada no comércio. a igreja românica apresenta um único portal. A arquitetura expressa a grandiosidade. com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. pois não havia a menor intenção de imitar a natureza. No século XII entre os anos 1150 e 1500. isto é. a crença na existência de um Deus que vive num plano superior. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). de modo geral. a igreja gótica têm três portais que dão acesso a três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais. conheceu seu auge na época do românico. A igreja como representante de Deus na terra. tem inicio o período histórico conhecido. tinha poderes ilimitados. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã.

alongamento exagerado das formas. os manuscritos também eram encomendados por particulares. Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava. os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto. a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena. deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações. As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres. Iluminura: È a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis. aristocratas e burgueses. demonstrando verticalidade. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV. Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja. 24 . Durante o século XII e até o século XV.projetando-se na direção do céu. exercendo a função de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja. ou então é um privilégio da quase mítica China). Ao realizar essa tarefa. pois se destinava aos poucos possuidores das obras copiadas. que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores. e as feições são caracterizadas de formas a que o fiel possa reconhecer facilmente a personagem representada. a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. os cabeçalhos. como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. Escultura: As esculturas são ligadas à arquitetura e se alongam para o alto. O desenvolvimento de tal gênero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica.

a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo. que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado. que superaram a herança clássica. apresentava personagens de corpos pouco volumosos. da literatura e das ciências. com o olhar voltado para cima. Assim. em direção ao plano celeste.Pintura: Desenvolveu-se nos séculos XII. quase sempre tratando de temas religiosos. Obras destacadas: Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis (Itália) e Retiro de São Joaquim entre os pastores. Num sentido amplo. quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento (Duocento): Giotto: a característica principal de seu trabalho foi a identificação da figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum. esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem 25 . considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes. XIV e no inicio do século XV. ocupando sempre posição de destaque na pintura. Trata-se de uma volta deliberada. Obras destacadas: O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin. Sua principal particularidade foi a procura do realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas. Nota-se em suas pinturas um cuidado com perspectiva. O ideal do humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. E esses santos com ar de homem comum eram o ser mais importante das cenas que pintava. que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento. cobertos por muita roupa. procurando mostrar os detalhes e as paisagens. RENASCIMENTO: O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana. Jan Van Eyck: procurava registrar nas suas pinturas os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época.

as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância.(casa de descanso fora da cidade). possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi. fortalezas (funções militares). Além de dominar conhecimentos de matemática. 26 . Brunelleschi: è um exemplo de artista completo renascentista. aprendendo a lei simples do espaço. segundo os princípios da matemática e da geometria. Construções: palácios. Características gerais: Racionalidade Dignidade do Ser Humano Rigor Cientifico Ideal Humanista Reutilização das artes greco-romana Perspectiva (ilusão de profundidade) Arquitetura: Na arquitetura Renascentista. porém. no desenho ou pintura. Saber ver a Arquitetura) Principais características: Ordens Arquitetônicas Arcos de volta-perfeita Simplicidade na construção A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônoma. Pintura: Principais características: -Perspectiva: arte de figura. escultor e arquiteto. em oposição ao divino e ao sobrenatural. entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. vilas. “Já não é o edifício que possui o homem. pois foi pintor.(humanismo) e da natureza. mas este que. que realizou seus mais importantes trabalhos. de qualquer ponto em que se coloque. igrejas. Foi como construtor. geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza. conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.

gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente. e não apenas admirada. pelo individualismo. Para ele. Leonardo da Vinci: ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. uma particularmente representativa é a criação do homem. ao mesmo tempo. mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. Por isso. Michelângelo: entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura de teto da Capela Sistina. e . tornam-se manifestações independentes. conseqüentemente. diferentes dos demais. Os principais pintores foram: Botticelli: os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. -Surgimento de artistas com estilos pessoais. -Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus. Para essa Capela. melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.-Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. 27 . -Tanto a pintura. concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista. -Inicia-se o uso da tela e tinta a óleo. já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e. no Vaticano. as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família. a beleza estava associada ao ideal cristão. quanto a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas.

Escultura: Em meados do século XV. . Para seu conhecimento: a) A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). Empregando uma técnica denominada schiacciato.Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade. esta adquire o seu prestigio.26 m) em bronze. algo inédito até então. Ali. os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. 94. São eles: Dürer. Donatello posiciona suas figuras a distâncias precisas. Principais características: . E é na própria Capela que se faz o conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder à eleição do próximo. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas.10m) e Pietá.Rafael: suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança. Protetores das artes. que domina toda a escultura italiana do século XVI. (Algumas obras:·Moisés. Lareira que produz fumaça negra. claros e de acordo com uma simetria equilibrada. grandes escultores se revelam. que o Papa ainda não 28 . Bosch e Bruegel. Hans Holbein. trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1. Outro grande escultor desse período foi Andréa Del Verrochio.profundidade e perspectiva .Estudo do corpo e do caráter humano O Renascimento italiano se espelha pela Europa. pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo. o maior dos quais é Michelângelo. proporcionando uma ilusão de distância. Foi considerado grande pintor de “Madonas”.Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade. . com a volta dos papas de Avinhão para Roma. Davi. de tal maneira que elas parecem vir de um espaço interno para a superfície. Outro gênero dentro da escultura que também acaba sendo beneficiado pela aplicação dos conhecimentos da perspectiva é o baixorelevo (escultura sobre o plano).

Alguns historiadores o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco. sabia exatamente a posição de cada músculo. aristocratas. porém. Isso acontece porque os quadros são lisos. Além de pintor. pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. parece que ele nos persegue. um modelo de asa-delta. pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo. O certo. etc”. clero. propriamente dito. cada veia. d) Mecenas. Uma de suas fontes principais de inspiração é o espírito reinante na Europa nesse 29 . enquanto outros preferem vê-lo como um estilo. que o papa acaba de ser escolhido. extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos. a ponte elevadiça. Dentre as suas invenções estão: Parafuso aéreo “. primitiva versão do helicóptero. MANEIRISMO: Paralelamente ao reconhecimento clássico. Os artistas se vêem obrigados a partir em busca de elementos que lhes permitam renovar e desenvolver todas as habilidades e técnicas adquiridas durante o renascimento. b) Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem. em italiano significa maneira). foi grande inventor. é que o maneirismo é uma conseqüência de um renascimento clássico que entra em decadência. corporações. desenvolve-se em Roma. patrocinadores dos artistas. um movimento artístico afastado conscientemente do modelo da antiguidade clássica: O Maneirismo ( maniera. Leonardo da Vinci. avisa o povo na Praça de São Pedro.foi escolhido. cada tendão. Se olharmos para Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. burgueses. fumaça branca. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente. do ano de 1520 até por volta de 1610. c) Quando deparamos com o quadro da famosa Monalisa não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar. Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começa a ser sua marca. assim como Leonardo da Vinci.

momento. Não só a igreja, mas toda a Europa estava dividida após a reforma de Lutero. Carlos V, depois de derrotar as tropas de sumo pontífice, saqueia e destrói Roma. Reinam a desolação e a incerteza. Os grandes impérios começam a se formar, e o homem já não é a principal e única medida do universo. Pintores, arquitetos e escultores são impedidos a deixar Roma com destino a outras cidades. Valendo-se dos mesmos elementos do renascimento, mas agora com um espírito totalmente diferente, criam uma arte de labirintos, espirais e proporções estranhas, que são, sem dúvida, a marca inconfundível do estilo maneirista. Mais adiante, essa arte acabaria cultivada em todas as grandes cidades européias. Arquitetura: dá prioridade a construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração. Principais característica: a) Nas igrejas: Naves escuras, iluminadas apenas de ângulos diferentes, coro com escadas em espiral, que na maior parte das vezes não levam a lugar nenhum, produzem uma atmosfera de rara singularidade. Guirlandas de frutas e flores, balaustradas povoados de figuras caprichosas são a decoração mais característica desse estilo. Caracóis, conchas e volutas cobrem muros e altares, lembrando uma exuberante selva de pedra que confunde a vista. b) Nos ricos palácios e casas de campo: Formas convexas que permitem o contraste entre luz e sombra prevalecem sobre o quadrado disciplinado do renascimento. A decoração de interiores ricamente adornada e os afrescos das abóbadas coroam esse caprichoso e refinado estilo, que, mais do que marcar a transição entre duas épocas, expressa a necessidade de renovação.

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Principais artistas: Bartolomeo Ammanati, (1511-1592), autor de vários projetos arquitetônicos por toda a Itália, tais como: a construção do túmulo do conde de Montefeltro, o palácio dos Montova, a villa na Porta Del Popolo, a fonte da Piazza della Signoria. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi, com base nos quais planejou uma cidade ideal. De acordo com os preceitos dos Jesuítas, que proibiam o nu nas obras de arte, legou a eles todos os seus bens. Giorgio Vasari, (1511-1574), Vasari é conhecido por sua obra literária Le Vite (As vidas), na qual, além de fazer um resumo da arte renascentista, apresenta um relato às vezes pouco fiel, mas muito interessante sobre os grandes artistas da época, sem deixar de fazer comentários mal-intencionados e elogios exagerados. Sob a proteção de Aretino, conseguiu realizar uma de suas únicas obras significativas: os afrescos do palácio Cornaro. Vasari também trabalhou em colaboração com Michelângelo em Roma, na década de 30. Suas biografias, publicadas em 1550, fizeram tanto sucesso que se seguiram várias edições. Passou os últimos dias de sua vida em Florença, dedicado à arquitetura. Palládio, (1508-1580), o interesse que tinha pelas teorias de Vitrúvio se reflete na totalidade de sua obra arquitetônica, cujo caráter é rigorosamente clássico e no qual a clareza de linhas e a harmonia das proporções preponderam sobre o decorativo, reduzido a uma expressão mínima. Somente dez anos depois iria dedicar-se à arquitetura sacra em Veneza, com a construção das igrejas San Giorgio Maggiore e Il Redentore. Não se pode dizer que Palládio tenha sido um arquiteto tipicamente maneirista, no entanto, é um dos mais importantes desse período. A obra de Palládio foi uma referência obrigatória para os arquitetos ingleses e franceses do barroco. Pintura: Nela o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar. São os pintores da segunda década do século XV que, afastados dos cânones renascentistas, criam esse novo estilo, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando revalorizar a arte pela própria arte.

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a)

b) c) d) e) f)

Principais características: Composição em que uma multidão de figuras se comprime em espaços arquitetônicos reduzidos. O resultado é a formação de planos paralelos, completamente irreais, e uma atmosfera de tensão permanente. Nos corpos, as formas esguias e alongadas substituem os membros bem-torneados do renascimento. Os músculos fazem agora contorções absolutamente impróprias para os seres humanos. Rostos melancólicos e misteriosos surgem entre as vestes, de um drapeado minucioso e cores brilhantes. A luz se detém sobre objetos e figuras, produzindo sombras inadmissíveis. Os verdadeiros protagonistas do quadro já não se posicionam no centro da perspectiva. Mas em algum ponto da arquitetura, onde o olho atento deve, não sem certa dificuldade, encontrá-lo. Principal artista: El Greco, (1541-1614), ao fundir as formas iconográficas bizantinas com o desenho e o colorido da pintura Veneziana e a religiosidade espanhola. Na verdade, sua obra não foi totalmente compreendida por seus contemporâneos. Nascido em Creta, acredita-se que começou como pintor de ícones no convento de Santa Catarina, em Cândia. De acordo com documentos existentes, no ano de 1567 emigrou para Veneza, onde começou a trabalhar no ateliê de Ticiano, com quem realizou algumas obras. Depois de alguns anos de permanência em Madri ele se estabeleceu na cidade de Toledo, onde trabalhou praticamente com exclusividade para a corte de Felipe II, para os conventos locais e para a nobreza toledana. Entre duas obras mais importantes estão O Enterro do Conde de Orgaz, a meio caminho entre o retrato e a espiritualidade mística. Homem com a mão no Peito, O Sonho de Filipe II e O Martírio de São Mauricio. Esta última lhe custou a expulsão da corte. Escultura: O maneirismo, segue o caminho traçado por Michelangelo: ás formas clássicas, soma-se o novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade. Em resumo, repetem-se as características da arquitetura e da pintura. Não faltam as formas caprichosas, as proporções estranhas, as superposições de planos, ou
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para a qual realizou uma de suas mais célebres esculturas. De acordo com os preceitos dos Jesuítas. Giambologna. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi. Poucos anos depois se mudou para Roma. Principais artistas: Bartolomeo Ammanati. como Michelangelo está para o renascimento. de origem flamenga. isso respeitando a composição geral da peça e a graciosidade de todo o conjunto. com quem se casou. O Rapto das Sabinas. Participou também de um concurso na cidade de Bolonha. a) Principais características: A composição típica desse estilo apresenta um grupo de figuras dispostas umas sobre as outras. No ano de 1555. O modo de enlaçar as figuras. Giambologna está para o maneirismo.ainda o exagero nos detalhes. Mercúrio. A Fonte de Netuno. atribuindo-lhes uma infinidade de posturas impossíveis. onde se supõe que teria colaborado com Michelangelo em muitas de suas obras. com base nos quais planejou uma cidade ideal. elementos que criam essa atmosfera de tensão tão característica do espírito maneirista. como demonstram suas esculturas de bronze. que o incumbiu da construção de sua villa na Porta Del Popolo. legou a eles todos os seus bens. Estabeleceu-se finalmente em Florença. com a morte do papa. e juntos se mudaram para Roma a pedido do papa Júlio II. Conheceu a poetisa Laura Battiferi. num equilíbrio aparentemente frágil. (1529-1608). Baco e Os Pescadores estão entre as obras mais importantes desse período. deu seus primeiros passos como escultor na oficina do francês Jacques Dubroecq. na corte dos Médici. Decorou também o palácio dos Montova e o túmulo do conde da cidade. voltou para Florença. as figuras são unidas por contorções extremadas e exagerado alongamento dos músculos. Trabalhou com igual maestria a pedra calcáia e o mármore e foi grande conhecedor da técnica de despejar os metais. que proibiam o nu nas obras de arte. 33 b) . realizou trabalhos em várias cidades italianas. onde venceu um concurso para a construção da fonte da Piazza della Signoria. (1511-1592). Começaram assim seus primeiros passos como arquiteto. permite que elas compartilhem a reduzida base que têm como cenário.

34 . tal a aparência de profundidade conseguida. Pintura com efeitos ilusionistas. em diagonal. Suas características gerais são: Emocional sobre o racional. seu propósito é impressionar os sentidos do observador. substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. paganismo e cristianismo. Deus e Diabo. era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. através de curvas. retorcido. Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática.BARROCO: A Arte Barroca originou-se na Itália (século XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano. Dentre os pintores Barrocos: Caravaggio: o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz.O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal. colunas retorcidas. Ela não aparece como reflexo da luz solar. Entrelaçamento entre a arquitetura e escultura. que se revela num estilo grandioso. dando-nos às vezes a impressão de ver o céu. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência. Violentos contrastes de luz e sombra. Realista. Pintura: Características da pintura barroca: Composição assimétrica. na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos). para dirigir a atenção do observador. abrangendo todas as camadas sociais. espírito e matéria. contracurvas. Busca de efeitos decorativos e visuais. baseando-se no principio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. alegria e tristeza. pureza e pecado. que as artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente. monumental. mas é criada intencionalmente pelo artista. céu e terra.

A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. se notabilizou por criar cenas que sugerem. Obra destacada: O Conde Duque de Olivares. documentando 0 dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. temos: Velazquez: além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país. causando a paredes e colunas da igreja continuam no teto. o vermelho. Obra destacada: A Glória de Santo Inácio. Em seus quadros. Obra destacada: Aula de Anatomia. Escultura: Suas características são: o predomínio das linhas curvas. Dentre os pintores mais representativos. Obra destacada: O Jardim do Amor.Obra destacada: Vocação de São Mateus. é geralmente. no vestuário que se localizam as cores quentes. um intenso movimento. dos drapeados das vestes e do uso do dourado. Rembrandt (Holandês): o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra. Rubens (Espanhol): além de um colorista vibrante. a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas. o verde e o amarelo. de onde santos e anjos convidam os santidade. mas a gradação da claridade. perspectiva nas ilusão de que as que este se abre homens para a Andréa Pozzo: realizou grandes composições de pinturas dos tetos das igrejas barrocas. 35 . que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. de outros paises da Europa. os meios-tons. e de para o céu. e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento.

elegância. Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia. algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas. Possui leveza. o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII. o centro artístico da Europa transferiu-se de 36 .Bernini: arquiteto urbanista. a) b) Para seu conhecimento: Barroco: termo de origem espanhola “Barrueco”. caráter intimista. técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizado originariamente na decoração de grutas artificiais. Desenvolveu-se na Europa do século XVIII. alusões ao teatro italiano da época. bizarro. laços e flores. mitologia e retratos. Na França. Características gerais: Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos. e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. frivolidade e exuberante. Vigoroso até o advento da reação neoclássica. o baldaquino e a cadeira de São Pedro. tais como conchas. pastorais. como por exemplo. ROCOCÓ: É o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco. cenas de batalhas. por volta de 1770. Vaticano e o Êxtase de Santa Tereza. na Prússia e em Portugal. e usado inicialmente em decoração de interiores. motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. que significa “embrechado”. aplicado para designar pérolas de forma irregular. alegria. difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha. Arquitetura: Durante o iluminismo. Conteúdos: história sacra e antiga. O termo deriva do francês rocaille. o rococó é também chamado estilo Luis XV e Luis XVI. ambos na Basílica de São Pedro. entre 1700 e 1780. mais livre e intimista que aquele. decorador e escultor.

Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. Pintura: Durante muito tempo. distinguiuse pela criação de santos e anjos de grande tamanho. (1692-1766). Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre. Principal artista: Johann Michael Fischer. A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno. foi unificado. responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren. (1725-1775). o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. marco do rococó bávaro. Grande mestre do estilo rococó. a) b) Principais características: Cores vivas foram substituídas por tons pastéis. No final do reinado de Luis XIV. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas. (1709-1772). o rococó era a principio apenas um novo estilo decorativo. a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves. mosteiros e palácios. escultor alemão. em que se afirmou o predomínio 37 . responsável por vários edifícios na Baviera. Mais do que nas peças esculpidas. Ignaz Günther. obras-primas dos interiores rococós. cada uma com existência própria e individual. não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó. Escultura: ao contrário do que ocorreu na arquitetura. é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó.Roma para Paris. “Anjo da guarda”. Restaurou dezenas de igrejas. “Anunciação”. com maior graça e intimidade. membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque. Principais artistas: Johann Michael Feichtmayr. um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. quer estilisticamente. “Pietá”. que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas. quer cronológica. escultor alemão.

Além dos quadros de caráter mitológico. alguns relatos. e um dos mais antigos precursores do impressionismo. onde o decorativismo é livre de normas. causam as transformações dos interiores: somem os ângulos retos formados por paredes e tetos. que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX. tirada do vocabulário das artes decorativas. salões revestidos também com porcelanas. as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado. No rococó são organismos independentes. c) Em todos os estilos anteriores. 38 . (1732-1806). Para seu conhecimento: a) Rococó: palavra rocaille (concha). François Boucher. contra curvas. profusamente usado e caprichosamente estilizado. os elementos ornamentais eram acréscimos decorativos. (1703-1770). a infalível concha estilizada de diversas maneiras. as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica. sempre com perfeição no desenho. treliças e pinturas. subordinados a elementos construtivos. apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens. Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza. Jean-Honoré Fragonard. caracterizado por uma arte alegre e sensual. surgem as curvas sob delicados ornamentos. As paredes se cobrem de espelhos. de cenas galantes de paisagens idílicas. elemento constante. Principais artistas: Antoine Watteau.político e cultural da França sobre o resto da Europa. mas a alegre descontração do estilo rococó. surge o gosto pelo exótico oriental (chinês e japonês). elementos florais. denominação posterior ao estilo (1830). paisagens (“O casario de Issei”) e cenas de interior (“O pintor em seu estúdio”). pintou. Foi um dos últimos expoentes do período rococó. desenhista e retratista de talento. onde a fantasia alcança a graça de curvas. b) Os ambientes parecem de inspiração feminina. (1684-1721).

39 . uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. refletindo racionalismo dominante. mais tarde tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Arquitetura: Tanto nas construções civis quanto nas religiosas. num verdadeiro culto a teoria Aristóteles. Principais características: Retorno ao passado. Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo). Maiores representantes: Jacques-Louis David. mestre inegável do equilíbrio da composição. Pintura: Foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana. que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o Império de Napoleão. América Latina e do Norte ( inclusive no Brasil ) e Rússia. em Berlim. e a Porta do Brandemburgo. transformada depois no Panteão Nacional. isto é. Os edifícios proliferaram com abundancia na Europa. pela imitação aos modelos antigos grecolatinos.NEOCLASSICISMO: Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX. Harmonia do colorido. sobretudo em Rafael. foi considerado o pintor da Revolução Francesa. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo. Características da Pintura: Formalismo na composição. em Paris. que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia. Academicismo nos temas e nas técnicas. a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. Exatidão nos contornos. sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas artes. Arte entendida como imitação da natureza. mas algumas delas exprimem fortes emoções. Durante governo do mesmo.

nus. 40 b) c) . ROMANTISMO: O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais.. no ano de 79 a. dificulta ou mesmo desvirtuam a afirmação de peculiaridades individuais e nacionais dos artistas. Conteúdos: mitológicos. traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade. foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos. políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII. No Brasil:Pedro Américo e Vitor Meirelles. mas a critica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. a) Para seu conhecimento: Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que. a atividade artística tornou-se complexa. Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. o que impede. épicos. história sagrada e antiga. e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica. retratos e paisagens.C. além de composição mitológica e literária. Bonaparte atravessando os Alpes e Morte de Ingres. num erro de interpretação.Obra destacada: Marat. os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo. Diante daquelas construções. provocando a divisão do trabalho e o inicio da especialização da mão-de-obra. sua obra abrange. em que os direitos individuais fossem respeitados. As convenções técnicas e expressivas são as mesmas adotadas em todos os paises. que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção. Do mesmo modo. ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. Obra destacada: Banhista de Valpinçon.

Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas. Características da pintura: Aproximação das formas barrocas. tons agressivos. Dramaticidade. cenas históricas e as lutas pela liberdade. Pinceladas espontâneas. a ação incompreensível de monstros. vigorosas. em 1746. grosso modo. asperezas. pastosas. Vez por outra retornou-se o estilo gótico da época medieval. O nacionalismo. Goya e sua mitologia povoada por sonhos e pesadelos. gerando o neogótico. Temas da pintura: Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas. em 1828. Há um ecletismo: gótico para fachadas.Características gerais: A valorização dos sentimentos e da imaginação. os horrores da guerra. o neoclássico. Arquitetura e escultura: Registram pouca novidade. barroco para igrejas. nasceu no pequeno povoado de Fuendetodos. Trabalhou temas diversos: retratos de personalidades da corte espanhola e de pessoas do povo. domínio da massa. Sentimentos do presente. tais como: liberdade. clássico para museus e palácios. Senhor absoluto da caricatura do seu tempo. A valorização da natureza como princípios da criação artística. Na escultura. inspiração helenística. Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador. 41 . Observa-se. Principais artistas: Goya. rugosidades. Morreu em Bordeaux. igualdade e fraternidade. Espanha. Mitologia Grega. seres deformados. Valorização das cores e do claro-escuro. Obra destacada: Edifício do parlamento Inglês. a permanência do estilo anterior.

Romantismo. designa uma tendência geral da vida da arte. designa uma maneira de se comportar. convenceuse de que precisava ser realista. procurou descrever uma certa atmosfera da paisagem . uma nova tendência estética chamada Realismo. deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade. sobretudo na pintura francesa. vapor e velocidade e o Grande Canal. representou grandes movimentos da natureza. Delacroix. Veneza. Obras destacadas: Chuva. Turner. que tinha aprendido a utilizar o conhecimento cientifico e a técnica para interpretar e dominar a natureza. a) b) Para seu conhecimento: A palavra romantismo. de agir. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho. suas obras apresentam forte comprometimento político. restaura a liberdade individual. representa a transformação e o sentimento de novas classes sociais. inclusive em suas criações artísticas. Há uma visão cientifica e dinamismo universa. 42 . por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história. e o valor da pintura é assegurada pelo uso das cores. Obras destacadas: A liberdade guiando o povo e Agitação de Tanger. que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. Representava assuntos abstratos personificando-os. elege-se o sentimento e a imaginação como fontes artísticas criadoras.Obra destacada: Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808. O homem europeu. de interpretar a realidade. um estilo delimitado no tempo. REALISMO: Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias. Uma das primeiras vezes que a arte registra a presença da máquina (locomotiva). portanto nomeia um sistema. mas por meio do estudo da luz que a natureza reflete. dando-nos a sensação de grande movimentação. das luzes e das sombras.

A expressão da realidade e dos aspectos descritivos. Elas precisam de fábricas estações. O Beijo e O Pensador.Características gerais: O cientificismo. ferrovias. orgânica. não se preocupou com a idealização da realidade. os escultores preferiam os temas contemporâneos. funcional. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano. ferro. Características da pintura: Reapresentação da realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza. Os Burgueses de Calais. Ao artista. É uma arquitetura racional. Gustavo Eiffel. concreto. Arquitetura: Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas. lojas. Em 1889. As cidades não exigem mais novos palácios e templos. não cabe “melhorar” artisticamente a natureza. Temas da pintura: Politização. pois a beleza está na realidade tal qual ela é. Obras destacadas: Balzac. edifica-se o primeiro arranha-céu (Home Insurance Bulldning). ou seja o pintor buscava representar o mundo de maneira documental. O sóbrio e o minucioso. procurou recriar os seres tais como eles são. cimento. A valorização do objeto. Em Chicago. 43 . hospitais e moradias. Ao contrario. Escultura: Auguste Rodin. hoje logotipo da “cidade luz”. Revelação dos aspectos mais característicos e expressivos da realidade. armazéns. criadas pela industrialização. a arte passa a ser um meio para denunciar uma ordem social que consideram injustas. escolas. a arte manifesta um protesto em favor dos oprimidos. bibliotecas. tanto para os operários quanto para a nova burguesia. Usam se novos materiais: vidro. assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. levanta em Paris a Torre Eiffel. Além disso.

mais tarde. tornaram-se assuntos freqüentes da pintura realista. por uma atitude racional das coisas pode ocorrer em qualquer tempo da história. que nada tem a ver com os idealizados heróis da pintura romântica. Trabalhou na lavoura desde muito cedo. Principais pintores: Courbet. Seus numerosos desenhos de paisagens influenciaram. c) d) 44 . Manifesta sua simpatia particular pelos trabalhadores e pelos homens mais pobres da sociedade do século XIX.Pintura social denunciando as injustiças e a imensa desigualdade entre a miséria dos trabalhadores e a opulência da burguesia. de interpretar a realidade. principalmente das classes populares. pois procurou retratar em suas telas temas da vida cotidiana. socialista. tem liberdade total de criação e os maiores valores são considerados rebeldes. criou uma obra realista na qual o principal elemento é a ligação atávica do homem com a terra. Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade. As pessoas das classes menos favorecidas. É o caso. por exemplo. sensível observador da vida campestre. amigo da verdade e verdadeiro”. em resumo. republicano. elevando esses tipos à categorias de heróis. Formula-se o socialismo cientifico ou marxista com a publicação do Manifesto em 1848. o povo. “Ângelus”. Os artistas incorporavam a rudeza. O artista desse período é politizado. Foi educado num meio de profunda religiosidade e respeito pela natureza. Jean-François Millet. Obra destacada: Moças peneirando o trigo. foi considerado o criador do realismo social na pintura. a vulgaridade dos tipos que pintavam. anti-acadênicos e anti-românticos. a fealdade. realista. Pissarro e Van Gogh. de autoria de Marx e Engels. O termo realismo significa um estilo de época que predominou na segunda metade do século XIX. A palavra realismo designa uma maneira de agir. a) b) Para seu conhecimento: Courbet dizia: “Sou democrata.

decoração vestuário e etc). e) Esforço de interpretar a espiritualidade (ingenuidade. Secessão. d) A aspiração a um estilo ou linguagem internacional ou européia. No resto da Europa difundiram-se diferentes traduções: Modernismo. “Sonia Knips”. revalorizando a arte e sua forma de realização. “Ansiedade”. Com características próprias em cada um desses paises. O nome deste movimento deve-se à loja que o alemão Samuel Bing abriu em Paris no ano de 1895: “Art Nouveau”. na Áustria. hipocrisia). Jugendistil. na Espanha. como resposta às conseqüências da industrialização. podemos encontrar algumas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. b) Desejo de diminuir a distância entre as artes maiores (arquitetura.MODERNISMO: Corrente artística que surgiu na última década do século XIX na Europa. na Inglaterra e Escócia. Gustav Klint: Pintor austríaco. como resposta as conseqüências da industrialização. foram as primeiras exposições internacionais organizadas nas capitais européias 45 . na Alemanha. Edvard Munch: Pintor alemão. e Modern Style. pintura e escultura) e as aplicações aos diversos campos da produção econômica (construção civil corrente. inspirar e redimir o industrialismo. revalorizando a arte e sua forma de realização manual. obras em “mármore”. Com diferentes nomes e características próprias de cada país foi se homogeneizando com as realizações das primeiras exposições internacionais nas capitais européias. 1895. c) Busca de uma funcionalidade decorativa. São comuns as tendências modernistas: a) Deliberação de fazer arte em conformidade com sua época e renuncia a invocação de modelos clássicos. 1894. ARTE NOUVEAU: O modernismo é uma corrente artística que surgiu na última década do século XIX. Alguns artistas e obras: Auguste Rodin Damaide: Escultor francês.

tal como é a impressão visual que nos causam. elaborados com espírito artesanal. que apoiava entusiasticamente essa nova estética de materiais exóticos e formas delicadas. O objetivo dos novos desenhos reduziu-se meramente ao decorativo e seus temas. pois as cores da natureza se modificam constantemente. como os pintores costumavam representá-las no passado.. não tinham nada em comum com as propostas vanguardistas do inicio do século. Entre os precursores da arte modernista estava William Morris. a Morris & Co. se contrapunham à produção industrial. eram determinadas as formas elegantes e sinuosas. e não escuras ou pretas. que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizavam a pintura impressionista. Contrariamente à sua intenção inicial. IMPRESSIONISMO: Foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu inicio às grandes tendências da arte do século XX. o modernismo conseguiu a adesão da alta burguesia. As figuras não devem ter contornos nítidos. A arquitetura foi a disciplina integral à qual se subordinaram as outras artes gráficas e figurativas. de acentuada influencia oriental. Havia algumas considerações gerais. bem como definidos os materiais nobres usados na criação de objetos de uso cotidiano. Reafirmou-se o aspecto decorativo dos objetos de uso cotidiano. Sua apresentação na exposição de Bruxelas de 1892 produziu um grande impacto e determinou a difusão desse novo estilo. pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. muito mais praticas do que teóricas. mediante uma linguagem artística repleta de curvas e arabescos. Principais características: A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento. dependendo da incidência da luz do sol. As sombras devem ser luminosas e coloridas. 46 . típicas do modernismo. O modernismo não teria sido possível sem a subvenção de seus ricos mecenas. Nos escritórios da empresa criada por ele.que contribuíram para forjar uma certa homogeneidade estilística. Seus desenhos. como que surgidos de antigas lendas.

As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. Auguste Renoir. Obras destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em pleno sol. combina as várias cores. incessante pesquisador da luz e seus efeitos. com a lei das cores complementares. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade. introduzida na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente. A mistura deixa portanto. em abril de 1874.Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo. realizados em pinturas planas. Principais artistas: Claude Monet. preferia os nus ao ar livre. a fim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade. 47 .foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da critica. A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento. Seus quadros manifestam otimismo. Mas o público e a critica reagiram muito mal ao novo movimento. A primeira vez que o publico teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris. obtendo o resultado final. A segunda. São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). pintou vários motivos em diversas horas do dia. ainda em vida. de ser técnica para ser óptica. pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura. propunha uma temática urbana de acontecimentos cotidianos. Pelo contrario. sem perspectiva. É o observador que. o que era uma preocupação principalmente para os impressionistas. os retratos e as naturezas mortas. as composições com personagens do cotidiano. Assim um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos. ao admirar a pintura.

Obras destacadas: Trigal e Maternidade. A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin. aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. onde teve contato com a obra dos impressionistas. Edgar Degas. Obra Destacada: O ensaio. decididamente. Escultura: As esculturas deste período também podem ser consideradas impressionistas. foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos. No Brasil destacou-se o pintor Eliseu Visconti. Além disso. procura. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. novo personagem da estatuária. que era a grande paixão do impressionismo. como exemplo ideal do processo criativo do artista. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras. já que de fato. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista. Ganhou uma viagem à Europa.Obras destacadas: Baile do Moulin de la Galette e La Grenouilliere. com resquícios de Rococó. Adorava o teatro de bailados. Obra destacada: Tarde de domingo na Ilha Grande Jatte. A escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem. mestre do pontilhismo. e dos esboços dinâmicos de Carpeaux. inspiradas em Michelangelo. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas. a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada. sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor. Os temas das esculturas 48 . registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. Seurat.

começando então a exibir obras inacabadas.surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época. que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó. São cenas do jardim da casa do artista. Para seu conhecimento: O quadro Mulher no Jardim. Os mais influente pós-impressionistas foram Paul Gaugin. O movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico. Outros escultores foram Dalou e Meunier. que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto. Todos franceses. camponeses. de Monet. o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin. mulheres realizando atividades domésticas. Rodin e Hildebrand foram em parte os responsáveis por essa nova estatuaria. a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das 49 . PÓS-IMPRESSIONISMO: Designa um grupo de artistas que procuravam de varias maneiras ampliar a linguagem visual. e Henri de Tourlouse-Lautrec. Henri Rousseau. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux. A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras. a quem se deve a revalorização dos temas populares. Georges Seurat. Outros importantes foram. com exceção de Van Gogh que era holandês. Operários. os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. o primeiro com sua obra e o segundo com suas teorias. Paul Cézane e Van Gogh. foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. mas distribuindo com habilidade luzes e sombras. que Michelangelo não terminou . todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética. Rodin considerava “O Escravo”. entre outros.

Ele pintou cenas misteriosas e fantásticas que se parecem com as pinturas surrealistas da década de 1920. as diferentes cores misturam-se na visão dos observadores. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte. Ao contrario dos impressionistas que enfatizavam a luz. De uma certa distância. Cézanne não procurava contar historias com seus quadros. O gênio Cézanne para redistribuir as formas influenciou o movimento cubista do inicio do século XX.cores. Sua procura de novos métodos de pintura levou-o a novas maneiras de estruturar seus temas. elas tendem a exibir um caráter estático. do 50 . Lautrec pintava cenas da vida noturna dos cafés e das salas de espetáculos de Paris. Como Manet e os impressionistas. Ele acreditava poder realizar esse anseio mediante o uso de cores brilhantes e pinceladas violentas. explorava sentimentos profundos mediante suas pinturas.. A cor de cada pontinho contrasta com a cor do pontinho do lado. O resultado foi uma arte de extraordinária intensidade. Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. Gauguin. Van Gogh alia-se ao expressionismo. Música: As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890. Cézanne evitava retratar emoções em seus quadros. Como resultado. formas sem sombreado e linhas curvas. Estas pinturas são feitas de pontinhos de cores puras. Suas pinceladas parecem ondas escapeladas de poderoso colorido. Rousseau teve um dos estilos mais originais da história da arte. Cézanne enfatizava a forma e a massa. Ele dizia que desejava “fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como a arte dos museus”. porem. como Reflexos na Água. procurava constantemente a pureza e a simplicidade da vida. Ele enfatiza cores chapadas. Georges Seurat criou um estilo de pintura chamado pontilhismo. de Seurat. aplicava suas tintas diretamente sem misturá-las. enquanto Gaugin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influência o simbolismo e o expressionismo. desenhos vigorosos. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens. Van Gogh desejava exprimir seus sentimentos mais íntimos através da arte. na França. Embora inicialmente ligado ao impressionismo. As pinturas de Paul Gauguin são altamente decorativas.

O termo expressionismo (com o sentido de retorcer. O expressionismo foi a primeira vanguarda artística do século XX que utilizou a deformação da realidade para dar forma à visão subjetiva do artista. dá forma plástica ao amor. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. autor de A Valsa e Bolero. Debussy rejeita o formalismo e a linearidade. Seus quadros foram os primeiros nos quais o objeto representado se distancia totalmente do modelo original. trata-se de uma pintura dramática. como O Farol. pioneiro do movimento. Na ópera.compositor francês Claude Debussy (1862-1918). “expressando” sentimentos humanos. 51 . ao ciúme. nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Viscont (1866-1944). para ressaltar o sentimento. em alemão) foi cunhado pelo galerista Georg Levin em 1912. Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente. Deforma-se a figura. como principal. à solidão. Utilizando cores patéticas. como em Pelléas et Mélisande. Lucílio de Albuquerque (1877-1939) e João Timóteo da Costa (1879-1930). Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança). subjetiva. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937). de 1915. No Brasil. Georgina de Albuquerque (1885-1962). à prostituição. EXPRESSIONISMO: É a arte do instinto. Prelúdio para a Tarde de um Fauno. ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. da música popular européia e da Idade Média. estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons). à miséria humana. ao medo. O impressionismo abandona a música tonal. A obra Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. considerado marco do impressionismo musical. Principais características: Pesquisa no domínio psicológico. de 1916 e também nas primeiras telas de Anita Malfati.

é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do Grupo Navis. Os três primeiros pintores abaixo estão incluídos nessa designação. trágico e sombrio. Um erotismo natural. Quando voltou a Paris. mas sim levá-los mais longe: Gaugin. Pasta grossa. fundidas ou separadas. mais precisamente para Orleans. vibrantes. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar.- Cores resplandecentes. As cores se entendem planas e puras sobre superfície. No ano de 1891. algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores. Começou assim uma vida de viagens e boemia. para se libertar dos condicionamentos da Europa. os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas. martelada. amarelos. realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel. . Sua obra. Em 1887 entrou para marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores. Principais artistas: Gaugin. determinam para esses pintores o movimento “Pós Impressionista”. quase decorativamente. Modigliani e James Ensor. empastando ou provocando explosões. Também se destacam Toulouse-Latrec. mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique. em busca de novos temas. Gaugin voltou com os pais para a França. segundo conhecidos do pintor. verdes e violetas. fruto. Munch. Dinamismos improvisados. 52 . Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo. fazendo e refazendo. Observação: Alguns historiadores. inesperados. abruptos. foi tão singular como a seus amigos Van Gogh ou Cézanne. representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos. Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem. depois de passar a infância no Peru. voltou ao Taiti. o pintor parte para o Taiti. longe de poder ser enquadrada em algum movimento. Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. de sua paixão pelas nativas. que mais do que um conceito artístico. Cézanne e Van Gogh. que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. em oposição a qualquer naturalismo. Preferência pelo patético. áspera. Apesar disso. e não faltam cenas que mostram.

através da cor. principalmente pela decisão de simplificar as formas dos seres. acentua-se cada vez mais. que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna. sem nenhuma matização. empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza. Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras. cidade do Sul da França. que era para ele o elemento fundamental da pintura. pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas. reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas. O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura. pois elas tinham para ele a função de representar emoções. Obras destacadas: Trigal com corvos e Café à Noite. 1756 desenhos e dez gravuras. e também foi responsável pelos cartazes dos artistas que se apresentavam no Moulin Rouge. Boêmio. Foi uma pessoa solitária. Nessa época. declarando-se um colorista arbitrário.Obra destacada: Jovens Taitianas com Flores de Manga. Cézanne. ele suicida-se. uma cidade tranqüila ao norte da França. Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelos críticos. Entretanto ele passou por várias crises nervosas e. em três meses apenas. e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores. Em julho do mesmo ano. dirigiu-se. cones e esferas. deixou Paris e foi para Arles. 53 . em maio de 1890. como cilindros. Em 1888. deixando uma obra plástica composta de 879 pinturas. Pintava temas pertencentes à vida noturna de Paris. depois de internações e tratamento médico. Obra destacada: Ivette Guilbert que saúda o público. morreu jovem. para Anvers. Obras destacadas: Castelo de Médan e Madame Cézanne. de tal forma que se torna impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos. Toulouse-Lautrec. Vicent Van Gogh. sua tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas. nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores. Interessouse pelo trabalho de Gaugin. onde passou a pintar ao ar livre.

e a linha diagonal da ponte. mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais. morou na Alemanha. conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador.Munch. Realizou uma viagem a Paris.. 1889. Nascido em Loten. sofrem e amam”. Em 1914 Kirchner foi convocado para a guerra. Munch foi um artista determinado a criar “pessoas vivas. realizando trabalhos para a Ópera. Em pouco tempo pôde se apresentar no Salão dos Independentes. que conheciam e admiravam sua obra. Noruega. As linhas sinuosas do céu e da água. e um ano depois tentou o suicídio. com o fim de manifestar sua verdadeira visão da realidade. bem como cenas circenses e de variedades. longe das representações realistas.. Munch iniciou sua formação na cidade de Oslo. onde além de exposições. na qual conheceu Gaugin. Kirchner. Em seu regresso. foi um dos fundadores do grupo de pintura expressionista Die Brücke. Passou seus últimos anos em Oslo. A dor e o trágico permeiam seus quadros. no ateliê do pintor Krogh. o pintor alemão deu formas geométricas às cores e despojou-as de sua função decorativa por meio de contrastes agressivos. Seus quadros exerceram grande influência nos artistas do grupo Die Brücke. foi convidado a participar da exposição da Associação de Berlim. Numa segunda viagem a Paris. motivados pela leitura de Nietzche. influenciado pelo cubismo e fauvismo. A partir de 1907.a ponte que conduz ao super homem”). as cenas interiores pacificas. Dessa época são os quadros mais ousados de paisagens e nus. Uma de suas obras mais importantes é “O Grito”. È um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. realizou cenários. numa referencia à frase do escritor: “. Recusou o banal. que respiram e sentem. Perseguido pela tragédia familiar. começou a se especializar em gravações e litografias. Veio então a época em que os pintores se reuniam numa casa de veraneio em Moritzburg e se dedicavam apenas ao que mais lhes interessava: pintar. Toulouse-Lautrec e Van Gogh. Quando suas mãos se 54 . comuns na sua época. Kirchner continuou sua formação na cidade de Munique. Tendo concluído seus estudos de arquitetura na cidade de Dresden. com os quais. Pouco tempo depois se reuniu com os pintores Heckel e SchmidtRottluf em Berlim. na Noruega. foi um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo. em 1863. fundou o grupo Die Brücke (A Ponte.

Kirchner tentou mostrar em toda a sua produção pictórica uma realidade de pesadelo e decadência. Mas a grande descoberta ocorreria dois anos depois. seus quadros se transformaram num amontoado neurótico de cores contrastantes e agressivas. A exemplo de Kandinski. para seis anos mais tarde. Depois de lutar durante dois anos na primeira guerra. Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia. este pintor dedicou-se durante toda sua carreira a buscar o ponto de encontro entre realidade e espírito. pode expressar ritmo e movimento”. Suas obras mais importantes estão dispersas pelos museus de arte moderna mais importante da Alemanha. em cima de “matéria e sonhos”. como a forma. durante o nazismo. Iniciou uma fase de grande produtividade. onde se encontrou co Delaunay. com quadros de caráter quase surrealista. segundo o pintor. Quando finalmente sua contribuição para a arte alemã foi reconhecida. mas antes apresentou suas obras em Paris. criados. 55 . Demônios.considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista. Paralelamente. Sensivelmente influenciado pelos desastres da guerra. Paul Klee. Flores noturnas e Villa R”. na primeira exposição dos surrealistas. Depois de uma viagem pela Itália. ver sua obra ser destruída e desprestigiada pelos órgãos de censura. Entre eles merecem ser mencionados: “Anatomia de Afrodite. produto de uma profunda tristeza. foi renomeado membro da academia de Berlim. entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter. Em 1912 viajou para Paris. que seria de vital importância para suas obras posteriores. Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza. voltou a pintar ao ar livre. Kee deixou vários trabalhos escritos que resumem seu pensamento artístico.recuperaram do ferimento. Klee emigrou para a Suíça. Klee escreveu: “A cor. em sua primeira viagem a Tunis. Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die vier Blauen. em 1940. Em 1933. começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar. Além de sua obra pictórica. As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca na obra do pintor. em sua casa ao pé dos Alpes. em 1931. No final de 1938 o pintor pôs fim à própria vida. Klee estudou com o mestre Von Stuck em Munique.

Grupos expressionistas: O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte). Modigliani teve em comum com os cubistas e expressionistas o distanciamento das academias. tanto abstratos quanto figurativos. Uma das descobertas mais inovadoras foi a aplicação das teorias musicais à composição Plástica. Emil Nolde. August Macke. Três anos depois se mudou para Paris. Os do segundo grupo. são mais agressivos e politizados.Amadeo Modigliani: iniciou sua formação como pintor no ateliê de Micheli. e Georges Rouault na França. Picasso e Braque. Com cores quentes produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. sua cidade natal. em Dresden. entre eles o russo Vassili Kandinski (Rússia). Paul Klee. Em 1902 entrou na academia de Florença e um ano mais tarde na de Veneza. e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). a revalorização da cor e o estúdio das formas puras. em Livorno. Oskar Kokoschka. Esse aspecto de máscara foi uma das constantes nos seus retratos e nus sensuais. que surgiram mais adiante no século XX. para citar alguns. Suas descobertas estilísticas foram decisivas para os movimentos plásticos. Os artistas do primeiro grupo. pertence. onde teve aulas na academia de Colarossi. elegante. Frans Marc (Ale). se formou mediante uma intensa deformação e abstração das formas e uma acentuação de linhas e contornos. chegadas a França das colônias. Apesar disso. pode-se muito bem dizer que sua obra. Nessa cidade travou conhecimento com os pintores Utrillo. ativo de 1911 a 1914. que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913. em que se vislumbrou a importância da arte como meio de expressão dos 56 . juntamente com a dos mestres Cézanne e Van Gogh. Egon Schiele na Áustria. Foram três as etapas que levaram o expressionismo ao amadurecimento: o primeiro o período da arte naif. em Munique. voltam se para a espiritualidade. Sua visão tão subjetiva dos seres humanos e a emotividade de suas cores o aproximam mais do reduzido grupo de expressionistas franceses. Sua visão totalmente pessoal e às vezes agressiva da realidade. recatada e ao mesmo tempo misteriosa. Produziu então suas primeiras esculturas motivadas pelas peças de arte africana. Influenciados pelo cubismo e futurismo. composto por Rouault e Soutine. Karl Schmidt – Rottluff e Max Pechstein. Em 1908 participou do Salão dos Independentes e lá conheceu Juan Gris e Brancusi. à dos gênios solitários. como os alemães Ernst Kirchner.

expressividade da cor e abstração das formas passaram a ser os novos princípios da arte. denominado expressionismo puro. A última grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica. como um cavalo morrendo. o expressionismo é principalmente uma via de protesto político. com a sobreposição de figuras. influenciados pelo cubismo e futurismo.sentimentos humanos. ao contrario. os temas centrais eram as paisagens de policromia exarcebada e o corpo humano sintetizado em poucas linhas. no México os destaques são os muralistas como Diego Rivera. Havia ainda uma realidade ainda mais importante: “a da visão subjetiva do artista”. A obra mostra sua visão particular da angustia do ataque. o tema central era o resgate do feio como novo valor estético. nos quais atuou como implacável critico da sociedade. Os artistas do Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). o segundo. Anita Malfatti. Na América Latina. voltaram-se para a espiritualidade. exagero na 57 . os períodos anteriores e posteriores à I Guerra Mundial. conceitos como deformação da realidade. e a arquitetura é exclusivamente teórica. Não se preocupavam em imitar o modelo da natureza ou o objeto real. Na pintura. Lasar Segall e o gravurista Osvaldo Goeldi. No Brasil: Nas artes plásticas. O que mais se destacaram em suas obras foram a agressividade da cor e a falta de tranqüilidade das formas. Contudo os princípios plásticos enunciados pelo expressionismo marcarão a estética de todas as disciplinas artísticas que vão surgir mais adiante. a principal característica foi a deformação da realidade sob a óptica dos sentimentos. Cinema: os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas. os artistas mais importantes são Cândido Portinari. Para os expressionistas vienenses. Sua preocupação era reformular os temas impressionistas. com cenários fantasmagóricos. A escultura expressionista é escassa. do espanhol Pablo Picasso. e finalmente. que retrata o êxodo do Nordeste. Para o grupo Der Brüque(A Ponte). uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central. uma mulher presa em um edifício em chamas. David Siqueiros e Jose Clemente Orozco. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. usavam as teorias musicais para conseguir composições de colorido harmonioso e formas totalmente abstratas. Com o expressionismo. cujo tema principal foi a abstração das formas.

A primeira peça expressionista é A estrada de Damasco (18981904). Teatro: Com tendência para o extremo e o exagero. e Metrópoles. Filmes como Nosferatu. traduzem as angustias e as frustrações do país em plena crise econômica e social. de Friedrich Mumau (1889-1931). que domina a Alemanha a partir de 1933. Foi na peça expressionista R. autor do método de composição dodecafônica. Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem e critério do compositor. do tcheco Karel Capek (1890-1938). O estilo é abstrato.. com tramas bem construídas e lógicas. Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas. Literatura: O movimento é marcado por subjetividade do escritor. com frases curtas. que marca o surgimento do expressionismo no cinema alemão em 1919. acaba com o cinema expressionista.interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser (1878-1945) e Carl 58 . que rompe definitivamente com o romantismo. A partir de 1908. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem. Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento. do Sueco August Strindberg (1849-1912). Música: Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música. análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. simbólico e associativo.U. S. O nazismo. de Fritz Lang (1890-1976). Eliot (1888-1965). A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951). que se criou a palavra robô. o inglês T. a linguagem é direta. Em geral. de Robert Wine (18811938). O enredo é muitas vezes metafórico. P irlandês James Joyce. Um exemplo é “O Gabinete do Doutor Caligari”. as peças são combativas na defesa de transformações sociais.R. Em 1912 compõe Pierrot Lunaire.

no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens. não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos. Os princípios deste movimento artístico eram: Criar. não correspondendo à realidade. filosóficos ou psicológicos.Stemnheim (1878-1942) e o norte americano Eugene O’Neill (18881953). no Salão de Outono. Colorido brutal. Raoul Dufy. Usavam cores puras intensamente brilhantes e até pintaram objetos em cores muito diferentes de seu colorido natural. roxo ou qualquer outra cor. Como por exemplo. para um fauvista o tronco de uma árvore não precisava ser marrom. O movimento foi liderado por Henri Matisse. Georges Rouault e Maurice de Vlaminck. Em 1905 em Paris. inclusive Matisse. espontânea e definitiva. Criar é seguir os impulsos do instinto. Quem lhes deu este nome foi o critico Louis Vauxcelles. 59 . mas seu estilo influiu enormemente sobre muitos artistas posteriores. brilhou como grupo de 1903 a 1907. todos franceses. Uso exclusivo das cores puras. Os fauvistas não se preocuparam em expressar motivos morais. As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares. poderia ser de um vermelho brilhante.pois estavam exposto um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista. alegria e prazer. queria fazer quadros que trouxessem bem-estar. pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva. A maioria deles. outros importantes fauvistas foram André Derain. alguns artistas foram chamados de fauves (em português = feras). aproximadamente. como saem das bisnagas. Ausência de ar livre. sem misturá-las ou matizá-las. Características da pintura: Pincelada violenta. A cor pura deve ser exaltada. as sensações primárias. em arte. em virtude da intensidade com que usavam as cores puras. FOVISMO: Primeiro movimento artístico importante do século XX.

Abandonou assim a perspectiva. Impressionista a principio. que exploravam o sensualismo das cores fortes. Dos pintores fovistas. não mudou. pintou figuras e paisagens em brilhantes cores chapadas. Principais artistas: Maurice de Vlaminck. Contrastes tonais e a geometrização da forma caracterizam sua obra. ligou-se a Maurice de Vlaminck e Matisse. (1869-1954). como de pessoas ou de naturezas-mortas. ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composição planas. pintor francês. desde então. (1877-1953). recorrendo a traços impulsivos e a pinceladas descontinuas para obter suas composições espontâneas. em 1908. com os quais se tornou um dos principais pintores fovistas. sem profundidade. nas suas pinturas ele não se preocupa com o realismo. sofreu influencias de Cézanne e depois do Cubismo. depois de travar contato com Matisse. tanto das figuras como das cores. seus nus. Nessa fase.” Por volta de 1900.- Pintura por manchas largas. formando grandes planos. André Derain. com o gradual desaparecimento da gestualidade espontânea das primeiras obras. as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma. gravador e decorador francês. Raoul Dufy. também. pintor francês. (1880-1954). Seu estilo. pintor francês. evoluiu gradativamente para o fovismo.” Adotou mais tarde estilo entre expressionista e realista. ilustrador e litógrafo. retratos e naturezasmortas haviam adquirido uma entonação neoclássica. CUBISMO: 60 . Morreu um ano depois de receber o prêmio de pintura da bienal de Veneza. Foi. foi o mais autêntico fauvista. Após romper com o fovismo. escultor. Henri Matisse. dizia: “As cores chegaram a ser para nós cartuchos de dinamite. O que interessa é a composição e não as figuras em si. pintor. dizia: “Quero incendiar a Escola de Belas Artes com meus vermelhos e azuis. Na década de 1920. (1876-1958).

Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. O pintor cubista tenta representar os objetos em tre dimensões. mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. números. do branco ao negro passando pelo cinza. vidro. Representação do volume colorido sobre superfície planas. essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Principais características: Geometrização das formas e volumes. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar 61 . Também chamado de colagem porque introduz letras. por um ocre apagado ou um castanho suave. procurando a visão total da figura. pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones. CUBISMO SINTÉTICO: reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente. O Cubismo se divide em duas fases: CUBISMO ANALITICO: caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. perde sua função. numa superfície plana. vendoos sob todos os ângulos visuais. Na verdade. metal e até objetos inteiros nas pinturas. sob formas geométricas. Decompondo-a em partes. percebendo todos os planos e volumes. pedaços de madeira. o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos. palavras. Essa fragmentação dos seres foi tão grande. por cima e por baixo. os cubistas foram mais longe do que Cézanne.Historicamente o Cubismo originou-se da obra de Cézanne. Cores austeras. Renuncia à perspectiva. Entretanto. È como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. com o predomínio de linhas retas. Não representa. que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. O claro-escuro. através de sua fragmentação. Representa-os como se movimentassem em torno deles. Sensação de pintura escultórica. esferas e cilindros. examinando-a em todos os ângulos no mesmo instante.

e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. como vimos anteriormente. especialmente na obra de Corbusier. O cubismo manifesta-se ainda na arquitetura.” Pablo Picasso “A arte não é a verdade. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. e na escultura. sem a continuidade tradicional. Entretanto. Podemos destacar. só que vistos com túnica de ouro. escritas na vertical. um artista que passou pela fase do cubismo analítico e sintético. mas com uma liberdade muito maior. começa a elaborar a estética cubista que. Quando o pintor. também o mural Guernica.” Pablo Picasso Braque. Principais artistas: Pablo Picasso. O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918). vê algumas de suas telas antigas novamente. com a obra Lês Demoiselles d’Avignon. com veemente indignação. O resultado são palavras soltas. A arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade. que influencia toda a poesia 62 . durante a Guerra Espanhola. se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade.efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere. tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos. A linguagem é demonstrada em busca da simplicidade e do que é essencial para a expressão. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendências de determinados movimentos estéticos. são mais nítidas as fases: azul que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres. No teatro. “A obra de um artista é uma espécie de diário. os princípios do cubismo aparecem na poesia. responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças. restringe-se à pintura de cenários de peças e balés feitos por Picasso. o bombardeio da cidade espanhola de Guernica. mulheres e trabalhadores. Em 1907. por ocasião de uma mostra. despertando também no observador as sensações táteis. Literatura. que representa.

O poeta propunha a destruição de um mundo representado pelo governo. embora quase todos os modernistas sejam influenciados pelo movimento. publicou o primeiro manifesto futurista. Seus princípios foram ponto de partida para a modernização da cultura italiana. sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. É o caso de Tarsila do Amaral. que ocorreu na Itália de 1909 a 1916. segundo a artista é de origem indígena e significa “antropófago”. Ao dispor versos em linhas curvas. e ele foi o primeiro grito exigindo uma arte contemporânea. abordava o 63 . Foi reconhecido também naquele país. FUTURISMO: Movimento artístico. Em 1928 deu inicio a uma fase chamada antropofágica. Destacam-se: Tarsila do Amaral: apesar de não ter exposto na semana de 22. Anita Malfati e Di Cavalcanti. Cubismo no Brasil: Só repercute no país. colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira. Em 20/02/1909. Seu programa político. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários. Rego Monteiro: um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista. Não há portanto. para fazer a sociedade italiana despertar para a modernidade. tem seus quadros dentro de alguns importantes museus. torna-se precursor do concretismo. assinado pelo poeta italiano Filippo Tomaso Marinetti. cubistas brasileiros. Estudou em Paris. pois produziu uma obra indicadora de novos rumos.contemporânea. suas bases eram totalmente revolucionarias. academias de arte e Vaticano. A ela pertence a tela Abaporu. cujo nome. o jornal parisiense “Le Figaro”. Obra destacada: Pietá. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. após a semana de arte moderna de 1922. depois da Semana de Arte Moderna. de grande repercussão social.

sem a soma de momentos que. qualquer objeto em movimento. Em linhas gerais. Mas é exatamente ai que está a diferença na preposição dos futuristas. nos quais assentavam as bases do que viria a ser a arte futurista: “a maquina como única expressão do dinamismo e a velocidade como novo sinal dos tempos”. Parece simples. Repetiram essas fragmentações até saturar o plano. também se uniu a essa corrente. nos quais as formas se repetiam. Não bastasse isso os futuristas. a destruição das riquezas e a igualdade entre o homem e a mulher. e o militarismo como revalorização do sentido de pátria. que. Uma de suas propostas foi a divisão da cor. O verdadeiro desafio para os futuristas foi encontrar um estilo que não tivesse nada em comum com as formas de arte tradicionais. que não sobrevivesse ao homem. o estático. amontoando-se umas sobre as outras. Marinetti contou com apoio incondicional de jovens pintores italianos do inicio do século. com o que conseguiram alcançar um de seus maiores objetivos: a simultaneidade. Mas não é.divorcio. transmitem a sensação de vertigem dos novos tempos. os futuristas tentaram plasmar em suas pinturas a idéia de dinamismo. para transmitir uma sensação de movimento continuo. redigiram seus próprios manifestos.. mais do que um prazer visual.é que os futuristas aspiram à captação de um instante preciso na tela. Boccioni.” Diante das obras futuristas. O arquiteto Sant’Elia. em conjunto. “. é visto pelo observador como uma sucessão de linhas coloridas fugazes. Esta teoria pode parecer familiar quando se pensa nos esforços que os impressionistas fizeram para captar a luz ou as cores num momento determinado. também defendia a guerra como único meio de mudar um mundo antiquado e decadente. tiveram muito trabalho ao materializar sem cair nas antigas representações artísticas que tanto abominavam. é necessário fragmentar volumes e linhas. só consegue se deixar envolver por essas telas velozes e movediças. É mais do que sabido que. o espectador. como: Balla. os futuristas. Carrà. que também cheios de entusiasmos revolucionários. ousaram ainda mais. entendido como a deformação e desmaterialização por que passam os objetos e o espaço quando ocorre a ação. Russolo e Severini. 64 . teorizando sobre uma arquitetura caduca e transitória. O pintor Boccioni. constroem a ação. um dos maiores expoentes do movimento. Além disso como um objeto em movimento também perde a sua forma original.. que tão bem souberam expressar suas teorias nos manifestos.

não demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do movimento a que pertencia. em sua obra o pintor italiano tentou endeusar os novos avanços científicos e tecnológicos por meio de representações totalmente desnaturalizadas. ele se separaria finalmente do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de Pintura Metafísica.fez suas incursões pela escultura. mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço. Enquanto ganhava seu 65 . Na volta a Roma. ou desintegração das formas. Balla retornou às suas pinturas realistas e se voltou para a escultura e a cenografia. apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista. registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. Cinco anos mais tarde fez uma viagem a Paris. numa repetição quase infinita. Mesmo assim. embora se possa afirmar sem dúvida que. em encontrar uma maneira de visualizar as teorias do movimento. Boccioni e Severini. intitulado: “Cão na coleira ou Cão atrelado”. juntava-se a eles para assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. onde apresentou regularmente suas primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e Cultores das Belas Artes. Dissolvido o movimento. embora sem chegar a uma total abstração. o futurismo foi uma arte eminentemente pictórica. O futurismo é a concretização desta pesquisa no espaço bidimensional. A formação acadêmica de Balla restringiu-se a um curso noturno de desenho de dois meses de duração. junto com Giorgio De Chirico. onde entrou em contato com a obra dos impressionistas e neo-impressionistas e participou de várias exposições. Principais artistas: Giacomo Balla. (1881-1966). com a situação da luz e a integração do aspecto cromático. nas artes plásticas. sua cidade natal. Um ano mais tarde. Procura-se neste estilo expressar o movimento real. Carlo Carra. como seus companheiros. Embora em principio Balla continuasse influenciado pelos divisionistas. mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas. na Academia Albertina de Turim. Preocupado. Um recurso dos mais originais que ele usou para representar o dinamismo foi a simultaneidade. que permita ao observador captar de uma só vez todas as seqüências do movimento. conheceu Marinetti. Em 1895 o pintor mudou-se para Roma. aprofundando a busca do dinamismo. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel.

mas já em 1915 separou-se definitivamente do grupo. São Petesburgo e Milão. desprezo pela representação naturalista. Logo fez amizade com os pintores Balla e Severini. retornou as aulas na Academia Brera e conheceu Boccioni e o poeta Marinetti. onde se encontrou com Picasso e Braque. Juntou-se a Giorgio De Chirico e realizou sua primeira pintura metafísica. onde estudou em diferentes academias. indiferença em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados a pintura. Um ano mais tarde assinou o Primeiro Manifesto Futurista. sua obra se manteve sob a influencia do cubismo. Em 1912. 1919 e La Mia Vita. freqüentava as aulas de pintura na Academia Brera. Nascido em Reggio di Calábria. Ao retornar. em Milão. Publicou vários trabalhos. Umberto Boccioni. Foi com a intenção de procurar as bases dessa estética que ele viajou a Paris. Pintor italiano. publicou o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. redigido pelo poeta italiano e publicado no jornal Le Figaro. Suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo Cubismo. Carra não deixou de comparecer às exposições futuristas de Paris. Numa segunda viagem a Paris entrou em contato com Apollinaire. (1882-1916). Nessa época iniciou seus primeiros estudos e esboços de Ritmo dos Objetos e Trens.sustento como pintor-decorador. Fez então algumas viagens a Paris. contratado para a decoração da Exposição Mundial. Modigliani e Picasso. Em 1900 fez uma primeira viagem a Paris. mas incorporando os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrarias. principalmente na obra de Cézanne. representante do futurismo e mais tarde da pintura metafísica. De lá se mudou para Londres. Os retratos deformados pelas superposições 66 . A partir desse momento começaram a aparecer as referências cubistas em suas obras. no qual foram registrados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado. Boccioni mudou0se ainda muito jovem para Roma. Ao voltar. influenciou a arte de seu país nas décadas de 1920 e 1930. Ao voltar. No inicio mostrou-se interessado na pintura impressionista. 1943”. por definição por definição suas obras mais futuristas. Em suas últimas obras retornou ao Cubismo. Londres e Berlim. entrou em contato com Carra e Marinetti e um ano depois se encontrava entre os autores do Manifesto Futurista de Pintura. do qual foi um dos principais teóricos. entre eles “La Pittura Metafísica. participou da primeira exposição futurista.

bidimensionais. seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiração na iconografia popular das ilustrações dos velhos livros. existem os realmente marcantes e outros nem tanto. no entanto. das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos. Não existe perspectiva geométrica linear. portanto. o artista naif é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras. nem tampouco no conceito de arte popular. nem nas tendências modernistas. portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular. tende à simetria e a linha é sempre figurativa. o pintor se alistou como voluntário e ao voltar publicou o livro “Pittura. como num pseudofotograma. Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados. Dinamismo Plástico). da criatividade autêntica. na cidade de Verona. Dinâmico Plástico” (Pintura. da arte do doente mental e da arte primitiva. Não se trata. de uma criação totalmente subjetiva. do fazer artístico sem escola nem orientação. Scultura Futurista. Um ano mais tarde. Principal artista: 67 . Durante a Primeira Guerra Mundial. Pinceladas contidas com muitas cores. O artista naif não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa. como numa arte mais intelectualizada. Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos. mesmo nesses casos. Características gerais: Composições planas. Art naif (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática. sem nenhuma referencia cultural. se confunda com elas. com sua obra “Dinamismo de um jogador de futebol”. sem que.de planos ainda não conseguiam expressar com clareza sua concepção teórica. Claro que. muito embora. Assim. Morreu dois anos depois. Esse isolamento situa o art naif numa faixa próxima à da arte infantil. escultura Futurista. ARTE NAIF: É a arte da espontaneidade. em 1916.

Nos primeiros anos do século XX. constitui um caso singular: puçás vezes um artista alcançou tão rapidamente a fama para em seguida renegar o estilo que o celebrizara e cair em um esquecimento quase absoluto. nascido na Grécia. de plástica despojada e escultural. em arcadas e arquiteturas puras. pintor italiano. PINTURA METAFÍSICA: A pintura deve criar uma impressão de mistério através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos. manequins. principal representante da pintura metafísica. homem de pouca instrução geral e quase nenhuma em pintura. onde colocava objetos heterogêneos para revelar um mundo onírico e subconsciente. seu trabalho foi reconhecido em Paris e posteriormente influenciou o surrealismo. Pablo Picasso. muitas vezes com a inclusão de estátuas. A pintura metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas. Conferiu imobilidade e transparência de formas recorte intimista e 68 . após despertar a admiração de Alfred Jarry. no Salão dos Independentes. As suas obras retratam cenários arquitetônicos. De Chirico. em curiosas perspectivas divergentes. Notável por suas naturezas-mortas em que buscava a unidade das coisas do universo. enigmáticos e sem rosto”. solitários. Estreou com uma original obra-prima. Em sua primeira exposição foi acusado pela critica de ignorar regras elementares de desenho. sombras sedutoras e cores ricas e profundas. que precisam simbolizar a estranheza do ser humano diante do seu meio ambiente. (1888-1964). perpassado de inquietações metafísicas. legumes. Também usada nas suas obras “manequins. frutas. Giorgio Morandi. numa transfiguração toda especial. Guillaume Apollinaire. composição e perspectiva. nus ou vestidos à moda clássica. pintor italiano. e de empregar as cores de modo arbitrário. Criou exóticas paisagens de selva que lembram tramas de sonho e parecem motivadas pelos sentimentos mais puros. irreais e enigmáticos. Principais artistas: Giorgio De Chirico. ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural. Tem inspiração na Metafísica. (1890-1964). (1844-1910). idealizadas. “Um dia de carnaval”. Robert Delaunay e outros intelectuais e artistas.Henri Rousseau.

Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de “Fonte”. adquiriram a condição de objeto de arte. o Dada foi um movimento de negação. (1887-1968). Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências. garrafas. num dicionário alemão-francês. artistas de várias nacionalidades. Sendo a negação total da cultura. sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. antes do surgimento do grupo Dada (Zurique. Criou os ready-mades. Politicamente. Principais artistas: Marcel Duchamp. após leve intervenção e receberam um titulo. e que. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico. Reinterpretou o cubismo a sua maneira. a incoerência. Depois fez interferências (pintou bigodes na Monalisa. se tivessem permanecido em seus respectivos países. o Dadaísmo defende o absurdo. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan.caixas e lâmpadas velhas.1916).atmosfera de luz cinza-clara. pintor e escultor francês. firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra. DADAÍSMO: Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que. interessandose pelo movimento das formas. eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra. Esse nome escolhido não fazia sentido. às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil “cavalo de pau”. 69 . O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921. O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte. a desordem. Durante a Primeira Guerra Mundial. selecionado e combinando elementos por acaso. para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional). inventou mecanismos ópticos. assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar as destruição da Europa. o caos. religião. objetos escolhidos ao acaso. exilados na Suíça. teriam sido convocados para o serviço militar.

Inventou técnicas como a decalcomania e o frottage que consiste em aplicar uma folha de papel sobre uma superfície rigorosa. como a madeira de veios salientes. O pintor russo Kandinski foi o primeiro artista propriamente abstrato. Na Alemanha surge o movimento denominado “Der Blaue Reiter” (O cavaleiro azul) cujo fundadores são Kandinsky e Frans Marc. Colaborou com Tristan Tzara na revista Dada. 70 . Quando a significação de um quadro depende especialmente da cor e da forma. entre outros. pintor alemão. de índole satírica. Formas e cores tornaram-se a seguir mais discretas. Depois de 1927. desde a mais sensível até a intelectualidade máxima. Envolveu-se sucessivamente com os principais movimentos estéticos do inicio do século XX. adepto do irracional e do onírico e do inconsciente. Max Ernest. eram mais próximas de Léger do que de Picasso. e esfregar um lápis de cor ou grafite. as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. (1891-1976). No Dadaísmo contribuiu com colagens e fotomontagens. criando técnicas em pintura e escultura. com a superposição de formas lineares e transparentes.François Picabia. Suas primeiras pinturas cubistas. (1879-1953). composições que sugerem a múltipla identidade dos objetos por ele escolhidos para tema. As cores e as formas são criadas livremente. entre as linhas e os planos. ABSTRACIONISMO: A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro. abandonou a abstração pura que praticava por anos e criou pinturas baseadas na figura humana. até que por volta de 1916 o artista se concentrou nos engenhos mecânicos do dadaísmo. são exuberantes nas cores e sugerem formas metálicas que se encaixam umas nas outras. esteve envolvido em outros movimentos artísticos. como cubismo. pintor e escritor francês. O abstracionismo apresenta várias fases. de modo que o papel adquira o aspecto da superfície posta debaixo dele. quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível. ela passa a ser abstrata. surrealismo e dadaísmo. Informalismo: predominam os sentimentos e emoções.

precursora da vanguarda expressionista abstrata. que parte de Kandinski. Donos de galerias e colecionadores apoiaram o desenvolvimento dessas novas tendências e gerou-se um mercado do artístico dinâmico. A arte abstrata encontrou finalmente seu lugar nas galerias e coleções de uma sociedade moderna e pujante. principalmente depois de superada a crise da depressão dos anos 30. que a partir do cubismo evolui para um racionalismo matemático. como o informalismo. De Kooning e Motherwell. o suprematismo de Malevitch e o cosntrutivismo russo. Duhuffet e Millares. como Mondrian ou Van Doesburg.Uma arte abstrata que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. de conteúdo simbólico e gestual. Kline. convidados pelas universidades. Pintura: De um lado a pintura abstrata lírica. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas. deixaram entusiasmados os jovens artistas americanos. através das tonalidades e matizes obtidos. Enquanto isso. representado pelas formas e cores puras. Eles querem um expressionismo abstrato. De outro lado. ou o grupo Dau al Set. que entendiam a atuação do artista como um compromisso vital com uma sociedade devastada e desolada pelo terror e pela violência. representado por Fautrier. o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores. e mais tarde por Bacon. conseguindo variações espaciais e formais na pintura. totalmente independente da visão subjetiva. lá se fundou a American Abstracts Artists. a cor e a linha. Muitos deles. Estes elementos da composição devem ter uma unidade de harmonia tal qual uma obra musical. sensível e emotivo. sem relacioná-los a lembrança do mundo interior. entre outros. foi muito significativo para a difusão da arte abstrata. Também devem ser encluidas aqui as obras de Vsarely e Cruz-Diez. com uma atitude totalmente animista e subjetiva diante da obra. no qual se inclui o pintor Tapies. Com a forma. mas agora sob a ideologia das novas filosofias existencialistas. 71 . e evolui na obra dos expressionistas americanos: Pollock. a Europa do pós-guerra retomou a s tendências abstratas. durante a Segunda Guerra Mundial. Também estão nesta categoria as vanguardas do pós-guerra europeu. desenvolve-se a pintura abstrata geométrica. O fato de os artistas mais representativos da arte moderna européia terem se mudado para os Estados Unidos. É o caso dos neoplásticos da Holanda.

ou as simbólicas. em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores. É preciso. e em 1926. em Nova York. apaixonado pela arte dos povos primitivos. Em Basiléia. Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de “Arte Degenerada”. mais racionais. Sobre o espiritual na arte. consideradas uma síntese das formas orgânicas. embora se faça referencia a artistas dedicados principalmente à escultura. falar de peças. na Stãdtische Galerie im Lembachhaus. como Henry Moore ou Constantin Brancusi. e no Guggenheim Museum. A admiração pelos futuristas italianos imprimiu nova dinâmica à obra de Marc. conheceu Kandinsky. sob a influencia deste. (1866-1944). Os nazistas destruíram várias de suas obras.Principais artistas: Wassilly Kandinsky. Do ponto e da linha até a superfície. no Kunstmuseum. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas Artes de Liège. em Munique. em favor da representação das formas geométricas puras. Por isso. (1880-1916). objetos e instalações. Em Minneapolis. Franz Marc. Escultura: A escultura abstrata se caracterizou pelo afastamento dos moldes naturalistas. houve muito outros que fizeram experiências 72 . o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais. atravessou uma curta fase fauve e expressionismo. com exceção do dadaísmo. no entanto. no Walker Art Center. antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo. que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista. convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. A partir da arte abstrata o limite entre escultores e pintores se dissolveu ainda mais. pintor russo. pintor alemão. das crianças e dos doentes mentais. explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte.Escreveu livros como em 1911. já que o tridimensional se desenvolveu a partir da combinação de materiais completamente alheios aos que a escultura havia conhecido até então.

sagrado. Matisse. mágico. de cromatismo simplificado e vibrantes do abstracionismo: ”As margens das grandes telas de Newman fazem o mesmo papel que as linhas interiores das formas. as cidades passaram por uma renovação estética em que as novas peças de arte abstrata se integraram. como os neo-abstratos. também conhecida por Pintores em campo da cor). A exemplo da pintura. das superfícies planas. A sua pintura era contraria à Action Painting. 73 . dividem mas não separam pontos. a escultura abstrata chega ao auge graças ao interesse que despertou em marchands e colecionadores e aos programas estatais que deram aos artistas oportunidade de popularizar suas obras. Na escultura abstrata surgiram correntes diversas. Mark Tobey. Clyfford Still. que tem seus antecedentes mais imediatos no dadaísmo. de Kooning e de Gorky. elas delimitam mas não limitam”. para diferenciar a abstração sensual de Pollock. pretendendo intervir psicologicamente nos espectadores. de W. Ad Reinhardt. Clement Greenberg empregou a expressão “Painting Field” (campo colorido. com os mecenas do renascimento. Outros abstracionistas: Com influencias de Malevich. Quanto à escultura racionalista. Nas suas pinturas. que possibilitam sua classificação. Perseguiram um ideal de pintura absoluta. agrupou todos os artistas que ainda buscavam a representação da subjetividade humana e de seu próprio simbolismo interno. Barnett Newman. A escultura orgânica. como os neoplásticos holandeses ou os minimalistas americanos e ingleses. ela se caracterizou pelo rigor de suas formas volumétricas. diferente de tudo o que tivesse existido. a imagem torna-se um acontecimento ritual. sem abandonar totalmente as formas figurativas. a reduzir a função da escultura á mera ocupação do espaço. chegando em alguns casos. muitas vezes de acordo com as da pintura. com as mais importantes dos séculos passados. nem os fecham ou isolam.interdisciplinares. Mondrian e Kandinski. utilizando-as na decoração urbana. em praças e calçadas. Em 1955 num ensaio intitulado “American Type Painting”. Artistas mais representativos: Mark Rothko. Como ocorreu antes.

pintor experimentalista e “espacialista”. e etc. em obras de cerâmica e terracota. Schulze Wols. que ainda hoje continua a realizar pinturas de base matérica e influencia Zen. o gestualismo revelou-se mais moderado. 74 . reflexivo e diluído em vários campos do que o da Action Painting dos Estados Unidos. Francis Bacon. Lencillo. Alberto Burri. aderiu ao “sentido misterioso” da matéria bruta.Na Europa. um dos fundadores do grupo expressionista abstrato COBRA. italiano. que. grotescos. Lucio Fontana. com uma constante preocupação de resolução do espaço nas suas obras. um dos raros escultores informalistas. com uma pintura socialmente empenhada e polemica com deformações grotescas de imagens figurativas. Manolo Millares. giz. importante pintor espanhol. Antoni Tápies. primitivos. pintor alemão que desenvolveu a gestualidade e a linguagem do inconsciente. como uma obra essencialmente de “retratos” gestualmente deformados. crianças e doentes mentais. matérias lamacentas. pintor francês que inventou a “arte bruta” com origens na arte primitiva e que pretendia abarcar todas as expressões artísticas não reconhecidas oficialmente como as obras de videntes. importante pintor britânico. holandês. Georges Mathieu. Artistas mais representativos: Europa: Jean Duhuffet. também espanhol. Antonio Saura. italiano que realizou uma pintura de pesquisa com materiais diversificados e invulgares. Karell Appel. italiano de origem Argentina. areia. carvão. usando como materiais alcatrão. Hans Hartung.

Antonio Sena. poeta russo. compõe-se apenas de dois quadrados. Os elementos principais são: retângulos. Arshile Goricy. triângulos e a cruz. assinado por Malevitch e Maiakoviski. (1878-1935). Antonio Charrua e Rogério Ribeiro. Willen De Kooning. João Vieira. Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. Julio Resende. à pureza geométrica do quadrado. com os lados paralelos aos da tela. A problemática dessa composição seria novamente abordada no “Quadro branco sobre fundo branco”. Principal artista: Kazimir Malevitch. nas variações ambíguas de fundo e forma. defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. considerado o introdutor do abstracionismo em Portugal. grupo de artistas norte americanos: William Baziotes. Adolph Gottlich. podemos inserir os pintores Fernando Lanhas. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo negro. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais. bem como algumas fases de Nadir Afonso. foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país. destruídas de toda sensualidade. Anos 40 e 50. hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. fundador da corrente suprematista. O manifesto do Suprematismo. sem qualquer preocupação de representação. reduz as formas. Eurico Gonçalves. 1918. um dentro do outro. foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. SUPREMATISMO: É uma pintura com base nas formas geométricas planas. Mais racional que as obras abstratas de Kandinsky e Paul Klee. João Hogan. Menez. O “quadrado negro sobre o fundo branco” construiu uma ruptura radical com a arte da época. que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema. pintor russo. Pintado entre 1913 e 1915. Philip 75 .Em Portugal dentro do variado leque de expressões artísticas do informalismo. Joaquim Rodrigo. círculos. EXPRESSIONISMO ABSTRATO: Termo anos 20 com Wassily Kandinski (Cavaleiro Azul).

alhares. tema constante na obra de Pollock. A arte e o artista eram exaltados. submeteu 2 anos 1939/41 de análise junguiana. mais conhecido pela atenção que dava a figura humana. Hans Hofmann. 76 . De Kooning também pintou abstratos biomórfica. (Jack o respingador). Lee Krasner. As exposições nos EUA. tela no chão gotejando tinta. Barnett Newman.Y. Anos 50. nutriu sua pintura (míticas. “Action pining” e “color field paining”. imagens labiritimicas. existência de um “inconsciente coletivo”. textura. outros títulos: Escola de N. O mais conhecido Jackson Pollock. pode ser considerado o 1º expressionismo abstrato. Paisagem americana. 1934). sacerdotes. Por crescer sob grande depressão II Guerra mundial. Franz Kline. Jackson Pollock. anos 50. (abstração orgânica). “série mulher”. André Masson. perda de fé e nas ideologias. “energia e movimentos”. apresentavam influências das vanguardas Européias(Fauvismo. Momento decisivo do movimento expressionismo abstrato. especificamente nas imagens da “pin-up americana”. Cubismo.”. Action paining: criado por Harold Rosemberg. Complementadas por novas gerações de mestres como: Hofman ( Esc. interesse maior pela psicanálise junguiana. (formas biofórmicas).Yves Tanguy e Max Ernest. De Belas Artes Hans Hfman. filme e fotos. Clyfford Still e Mark Tobey. A análise junguiana. forma. Africanos e índios americanos). Mark Rothko. totem e xanãs). 1952 – Engajamento corporal – Pollock. por seu potencial simbólico e romântico. Pollock. O termo foi introduzido pelo critico Robert Coates em 1946. arte de engajamento existencialista. cor. nas pinceladas violentas De Kooning e nas formas ousadas de Klive. Roberto Matta. exploraram gestos. expressada na pintura de Clyfford Still e Barnett Newman. Robert Motherwel.Guston. Dada e Surrealismo. influenciado por Kandinsky e M iro. Astecas. Arshile Gorky para Breton surrealista.” American – Type paining”. Ad Reinhardt. Os surrealistas André Breton. Para eles o verdadeiro tema da arte eram as emoções interiores do homem.

a pintura e a escultura são pensadas como construções. e não como representações. GOTTILIEB E NEWMAN. 1951. Reuben Nakiam. executada no auge do continuísmo americano. Hare Ibram Lassaw. Motherwell. Para Still: “apenas eu e não a natureza” Para Pollock: “Expressa meus sentimentos. foi promovida por vários críticos. Escultores: Herbert Ferber. fotografia abstrata. Capela Rothko. O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda 77 . procedimentos e objetivos. DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO. Afirmamos que o tema é fundamental e só é valido quando se mostra trágico e temporal” Em 1948. entre eles Harold Rosemberg e Clement Greemberg. Expressionismo Abstrato. a Arte Expressionista Abstrata. o movimento alcançou reconhecimento institucional com a exposição Pintura e Escultura abstrata nos EUA (MOMA NY). mas repleta de temas). “O tema dos artistas” foi fundado por Baziotes. reconhecimento internacional. arte religiosa. Aaron Siskind. Anos 40 E 50. guardando proximidade com a arquitetura em termos de materiais. Para Newman: “a busca do significado oculto da vida” De Kooning: “pôs alguma ordem em nós” Motherwell: “desposar o universo”. exposição itinerante (MOMA 1958/9). (espiritualidade e convite à contemplação). mais do que ilustra-los”. “Não existe essa coisa de uma boa pintura sobre o nada. Newman Theodore Roszak e David Smiyh (principal). Para Rothko: “emoções básicas”. Seynour Lipton. “Minimalismo” e “arte performática”. CONSTRUTIVISMO: Para o construtivismo. (nossa pintura não era abstrata. Diferentes aspectos do expressionismo abstrato alimentaram movimentos variados como: “abstração pós-pictórica”.Mark Rothko: obra madura. Rothko e o escultor Davi Hare.

no Cubismo. a produção artística deveria ser funcional e informativa. A consideração das especialidades do construtivismo russo não deve apagar os elos com os outros movimentos de caráter construtivo na arte. criado em 1917. Afinal. no Dadaísmo e no Futurismo italiano. signatários do Manifesto Realista de 78 . sobretudo. em 1911. concebida para ser também uma antena de transmissão radiofônica. na Alemanha. que se coloca a serviço da revolução e de produções concretas para a vida do povo. A ideologia revolucionaria e libertaria que impregna as vanguardas em geral. Os irmãos Antoine Pevsner (18861962) e Naum Gabo (1890-1977). que ocorrem no primeiro decênio do século XX. adquire feições concretas na Rússia.russa e a um artigo do critico N. Theo van Doesburg (1883-1931) e outros artistas holandeses ao redor das pesquisas abstratas. Sua perspectiva fotográfica original influencia de perto o cinema de Sergei Eisenstein (1898-1948). em estreito diálogo com as pinturas abstratas e geométricas de Malevich. encontrado posteriormente na fotografia um meio privilegiado de expressão e registro pictórico da nova Rússia. de Tatlin. As discussões sobre a função social da arte provocam fraturas no interior do construtivismo russo. De ferro e vidro. sobre os relevos tridimensionais de Vladimir Evgrafovic Tatlin (1885-1953). de 1913. Das pesquisas iniciais. a gigantesca espiral giraria sobre si mesma. exposto em 1920. o artista passa às construções tridimensionais por influencia de Tatlin. que agrupa Piet Mondrian (1872-1944). o De Stiil (O Estilo). A nova sociedade projetada no contexto revolucionário mobiliza os artistas em torno de uma arte nova. fundado em 1915 por Kazimir Malecich (1878-1935). o grupo de artistas expressionistas reunidos em torno de Wassili Kandinsky (1866-1914) no Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). escultura e arquitetura) para um propósito utilitário”. por exemplo. no Monumento à Terceira Internacional. A obra de Alexander Rodchenko (1891-1956) é outro exemplo de atualização do programa construtivista e produtivista russo. seria erguido no centro de Moscou. Isso sem esquecer os pressupostos construtivos que se fazem presentes. também na Rússia. é descrita pelo artista como “união de formas puramente plásticas (pintura. mas nunca executado. Realizações dessa proposta podem ser encontradas nos projetos de Aleksandr Aleksandrovic Vesnin (1883-1959) para o Palácio do Trabalho e para o jornal Pravda e. de diferentes modos. Punin. diante da revolução de 1917. e o Suprematismo.

em geral. não afasta as influencias do construtivismo russo. na França. e no Brasil. e no Rio de Janeiro. fundado em 1929 pelo critico Michel Seuphor (1901-1999) e o pintor Joaquim Torres Garcia (1874-1949). Gabo será um dos editores do manifesto construtivista inglês Circle de 1937. Lygia Clark (1920-1988). em Paris. sobretudo na vertente inaugurada por Pevsner. redigido por Van Doesburg. do dialogo cerrado entre arte e ciência e do uso de materiais industriais. criado em 1917. ex-aluno da Bauhaus. em defesa de uma morfologia geométrica em consonância com a teoria suprematista de Malevich. a defesa oficial de uma estética “realista” e “socialista” representa o golpe último nas pesquisas de tipo formal dos construtivistas. em 1930. Em 1922. Não são pequenas as influencias do construtivismo na América Latina. recusam um programa social e aplicado da arte. nos Paises Baixos. no manifesto Arte Concreta. o De Stiil. no período após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Franz Weissmann (1911-2005). as professadas pelo grupo Cercle et Carré. com novos matizes. CONCRETISMO: A arte concreta deve ser compreendida como parte do movimento abstracionista moderno. em tendências abstratas. Theo van Doesburg (1883-1931). O exílio dos artistas contribui para a disseminação dos ideais estéticos da vanguarda russa que vão impactar a Bauhaus na Alemanha. com raízes em experiências como a do grupo De Stiil (O Estilo). Suas pesquisas inclinam-se na direção da arte abstrata. lembrando as criticas de Gabo ao monumento de Tattlin. Pevsner e Gabo deixam a União das Republicas Socialistas Soviéticas – URSS.1920. Ferreira Gullar (1930). Entre outros. 79 . A abstração geométrica testada pelo grupo holandês ecoa. como vidro e o plástico. por exemplo. A ruptura neoconcreta estabelecida com o manifesto de 1959. em particular. Gernit Thomas Rietveld (18881964). Lygia Pape(1927-2004). quando o regime soviético começa a manifestar seu desagrado com a pauta construtivista. O termo arte concreta é retomado por outros artistas. e o grupo Abstracion-Création (abstração-criação). como Vassili Kandinsky (1866-1944) por exemplo. Na década seguinte. Reynaldo Jardim (1926) e Theon Spanuds (1915). Grupo Frente. Marcas da vanguarda russa podem ser observadas no movimento concreto de São Paulo. na Holanda por Piet Mondrian (18721944). popularizando-se com Max Bill (1908-1994). que reúne Amílcar de Castro (1920-2002). Grupo Ruptura.

Richard Pall Lohse. e passível de ser aprendida de múltiplos ângulos. especialmente Max Bill. afirma Van Doersburg. A obra de arte não representa a realidade. planos e conjuntos relacionados. Verena Loewensberg. planos e cores. “pois nada é mais real. da arqwuitetura e dos relevos. Os Suíços. mais concreto do que uma linha. e a defesa da integração da arte na sociedade. são sintomas da atenção despertada pelas novas linguagens pictóricas. realizada no MAN/SP. pela participação do artista nos vários setores da vida urbana. com o anúncio das novas tendências não figurativas. fundada por Max Bill em 19851 na Alemanha. que são amplamente exploradas a partir de então. uma cor. recolocam o problema bidimensionalidade do espaço pictórico introduzido pelo cubismo ao definir o quadro como suporte sobre o qual a realidade é reconstruída. O impacto das representações estrangeiras na bienal se relaciona de perto côas modificações verificadas no meio social e cultural brasileiro. Assim com os concretos a pintura se aproxima de modo cada vez mais radical da escultura. especialmente no Brasil e Argentina. A noção de arte concreta visa rediscutir a linguagem plástica moderna. ênfases Hochschule für Gestaltung – HFG (ESCOLA SUPERIOR DA FORMA). após a segunda guerra mundial. Bill é o principal responsável pela entrada desse ideário plástico na América Latina. dando continuidade ao projeto Bauhaus. Os prêmios concedidos à escultura “Tripartida” de Max Bill e a tela “formas” de Ivan Serpa. A pintura concreta é “não abstrata”. É importante lembrar nessa direção as 80 . a criação dos museus de arte e de galerias criam condições para a experimentação concreta nos anos 1950. uma superfície”. mas evidencia estruturas. que falam por si mesmos. Do ângulo das artes visuais. Max Bill explora essa concepção de arte concreta defendendo a incorporação de processos matemáticos à composição artística e a autonomia da arte em relação ao mundo natural. alimentados pelo surto industrial e pela pauta desenvolvimentista. que alteram a paisagem urbana. Cidades com o Rio de Janeiro e São Paulo iniciam processos de metropolização.Os princípios do concretismo afastam da arte qualquer conotação lírica ou simbólica. na 1º Bienal. A exposição do artista em 1951 no MASP e a presença da delegação suíça na 1º Bienal Internacional de São Paulo. O quadro construído exclusivamente com elementos plásticos. não tem outra significação se não ele próprio. Da pauta do grupo fazem parte também pesquisas sobre percepção visual. abrem as portas do país para as novas tendências construtivas.

e pelo corte com certa tradição abstracionista anterior. e Fotoformas. Lygia Clark (1920-1988). ainda que no âmbito não figurativo geométrico. editada pelos irmãos Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos (1931) e Décio Pignatari (1927). Os desdobramentos da arte concreta na poesia se evidenciam em São Paulo pelo lançamento da revista Noigandres. e ao qual aderem em seguida Hélio Oiticica (1937-1980) e César Oiticica (1939). em 1949. em São Paulo. Carlos Val (1937). Geraldo de Barros. liderado pelo artista critico Waldemar Cordeiro (1925-1973).exposições 19 Pintores. 1957. de Geraldo de Barros (1923-1998). efetivada em 1959. Calder no MASP. Do Figurativismo ao Abstracionismo. Ivan Serpa. Emil Baruch (1920). Resulta às linhas verticais e horizontais e as cores puras (vermelho. na Galeria Prestes Maia. formam o Grupo Frente. em 1952. o grupo propõe em seu manifesto a “renovação dos valores essenciais das artes visuais”. 1956. Féjer (1923-1989). Elisa Martins da Silveira (1912-2001). Fundado por Aluisio Carvão (19202001). A. O ano de 1952 e a exposição do Grupo Ruptura marcam o inicio oficial do movimento concreto em São Paulo. pela proximidade entre trabalho artístico e produção industrial. João José da Silva Costa (1931). tendo como teóricos os críticos Mario Pedrosa (1900-1981) e Ferreira Gullar (1930). À investigação paulista centrada no conceito de pura visualidade da forma. São Paulo. em 1954. Leopold Haar (1910-1954). 81 . Abraham Palatinik (1928) e Ruben Ludolf (1932). somente do grupo Concreto Paulista. Décio Vieira (1922-1988). Luiz Sacilotto (1924-2003). Franz Weissmann (1911-2005). e maior ênfase na intuição como requisito fundamental do trabalho artístico. que afasta a consideração da obra com “máquina” ou “objeto”. o grupo concreto carioca prega a experimentação de todas as linguagens. alunos do curso de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ. inicio da ruptura neoconcreta. Lothar Charoux (1912-19887). o grupo carioca opõe uma articulação forte entre arte e vida. em 1949. Lygia Pape (1927-2004) e Vicent Ibberson. NEOPLASTICISMO: Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas e expressão de uma concepção geométrica. por meio das pesquisas geométricas. No Rio de Janeiro. Criado por Anatol Wladyslaw (1913-2004). no MASP em 1950. e Rio de Janeiro. no MAM/SP. As divergências entre Rio e São Paulo se explicitam na Exposição Nacional de Arte Concreta.

azul e amarelo). Mondrian foi para New York. pintor holandês. Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura. Principal artista: Piet Mondrian. Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente. A publicação do Manifesto do Surrealismo. Depois de haver participado da arte cubista. políticas criaram clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. Em 1940. O ângulo reto é o símbolo do movimento. sem o freio do espírito critico. 82 . entre as relações formais de um espaço estudado. (1872-1944). onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico. pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição. sendo rigorosamente aplicado à arquitetura. assinado por André Breton em outubro de 1924. SURREALISMO: Nas duas primeiras décadas do século XX. retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco. da linha ou da forma. O artista utiliza como elemento de base. no ponto onde a razão humana perde o controle. Ele procura. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. continua simplificando suas formas até conseguir um resultado. uma superfície plana. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal. É a série dos quadros boogie-woogie. o que vale é o impulso psíquico. marcou historicamente o nascimento do movimento. os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas. despojado de todo excesso da cor. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade. baseado nas proporções matemáticas ideais. O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente.

Período de difusão. ou seja. embora sejam mais radicais. Chagal e Marx Ernest entre outros. Período dos sonhos. atingir uma outra realidade. destacou-se Frida Kahlo e Wilfredo Lam entre outros. e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos. há dois métodos propriamente surrealistas: o automatismo rítmico (se pintava seguindo o impulso gráfico) e o automatismo simbólico (fixação das imagens subconscientes de maneira natural). Na América Latina. desenvolveram o surrealismo simbólico. Miro. os surrealistas tentavam plasmar. enquanto Dali. Os surrealistas pretendiam. dessa forma.Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições. ambos métodos da psicanálise freudiana. O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. de um certo figurativismo. representaram o surrealismo orgânico. 1930. Principais artistas: 83 . os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova. expresso na filiação de seus lideres ao comunismo. Magrite. A fantasia. os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas. A livre associação e a análise dos sonhos. transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo. embora aplicados a seu modo. Segundo Breton. as imagens da realidade mais profunda do ser humano: o subconsciente. com adesão de grupos americanos. se empenhou na formação de grupos surrealistas em toda a Europa. Destacam-se 3 períodos importantes: 1924. No entanto. obtida através de diferentes procedimentos de automatismo. Período do compromisso político. Hans Arp e André Masson. se os dadaístas propunham apenas a destruição. a ser organizada em outras bases. situada no plano do subconsciente e do inconsciente. Por meio do automatismo. representado pelas obras da natureza simbólica. seja por meio de formas abstratas ou figurativas simbólicas. 1928. qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle.

se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala. A famosa magia de Miro se manifesta nessas telas de traços 84 . Segundo ele. Ao voltar. fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud. na Academia de San Fernando. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja. que fez com Buñuel. Bretton falava dela como o Maximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. Artaud e Lial. é sem duvida o mais conhecido dos artistas surrealistas. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig). exmulher do poeta e amigo Paul Éluard. Ele criou o conceito de “paranóia critica” para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud. Obra destacada: Mae West.Salvador Dali. é preciso “construir para o total descrédito da realidade”. Leiris. Estudou em Barcelona e depois em Madri. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. em Barcelona. junto com seu amigo Luis Buñuel. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Gorgio De Chirico. onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. cineasta. onde se formara um grupo de amigos pintores. data de 19298. embora continuasse viajando. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis. sua mulher. 1942. Joan Miro. No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. entre os quais estavam Masson. em cujo grupo militou durante algum tempo. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. O filme “O Cão Andaluz”. obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miro demonstrou uma grande precisão gráfica. Instalou se ateliê em Roma. fez uma viagem para a América. Dois anos depois adquiriu forma La masia. de grande importância ao longo de toda a sua obra. Nessa época. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. onde publicou sua biografia “A Vida Secreta de Salvador Dali”. Finalmente aderiu ao surrealismo.

no limite entre a ironia e a perversão. de Dali. os surrealistas se dedicaram conscientemente a reunir os objetos mais diferentes. foi a exposição de Objetos Surrealistas de 1936. francês que lançou o movimento). Destaca-se os objetos surrealistas. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas. No inicio falavam de dois tipos de objetos: os naturais (vegetais.nítidos e formas sinceras na aparência. para expressar as necessidades mais intimas do homem. a Sociedade dos Artistas Abstratos. Exemplo claro do culto ao objeto. Em 1937. embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Para seu conhecimento: “O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?” (fragmento do manifesto do surrealismo de André Breton. seja verbalmente. Escultura: deve-se falar em objetos retirados de seu contexto. seja por escrito. chegando à criação de um estilo original. ou as combinações de objetos de Miro. Obra destacada: Noitada Esnobe da Princesa. Prova disso foram o engenhoso telefone-lagosta. Características da Pintura: 85 . mas difíceis de serem elucidadas. tentavam abrir a imaginação do espectador para a multiplicidade de relações existentes entre as coisas. animais e minerais) e os de uso cotidiano. ACTION-PAINTING: Ou pintura de ação gestual. Breton define Surrealismo: “Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir. nas quais extravasou suas inquietações pictóricas. Nela se representaram as mais extravagantes combinações. seja de qualquer outra maneira. Miro também se dedicou à cerâmica e a escultura. o funcionamento real do pensamento”. fundouse nos Estados Unidos. produto das associações inconscientes de seus atores. No mesmo manifesto. privados de sua funcionalidade. criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 e 1950 faz parte da arte Abstrata americana. Alguns de fácil interpretação e outros complexos.

pincéis. utilizando tinta à óleo. Técnica: pintura direta na parede ou no chão. (1912-1956). Fayga Ostrwer (1920-). conchas e pedaços de tela. COBRA: Movimento artístico criado na Holanda. (1928-). 86 . Usou freqüentemente tintas industriais. Abstração no Brasil: Surge com maior ênfase nos meados dos anos 50. Karel Appel e Pierre Alechinski. pintor americano. algumas vezes realizadas diante do público. grupo artístico europeu que surgiu entre 1948 e 1951. forma uma geração de gravuristas abstratos. Outros impulsos vêm da fundação dos Museus de Arte Moderna de São Paulo. pasta espessa de areia. vidro moído. agressividade. Principal artista: Jackson Pollock. Yolanda Mohalyi (1909-1978). Manabu Mabe (1924-1997). Execução cheia de violência. trinchas. sigla de CopenhagueBruxelas-Amsterdã. O curso de abstração no Brasil. 1951. Wega Nery (1912-). 1931. muitas delas usadas na pintura de automóveis. além de Iberê Camargo. A abstração geométrica. em telas enormes. 1935 e Mario Gruber. Entre os pioneiros da abstração no Brasil. praticam a abstração informal. destacam-se Antônio Bandeira(19221967). com resultados extraordinários e fantásticos. Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. Ligado esteticamente ao expressionismo figurativo. espontaneidade e automatismo. Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). Destruição dos meios tradicionais de execução.- Compreensão da pintura como meio de emoções intensas. teve como principais representantes Asger Jorn. encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-). Nos últimos trabalhos nessa linha. 1949 e da criação da Bienal Internacional de São Paulo. Posteriormente artistas como Flavio Shiró. numa execução veloz. na qual se destacam Antoni Babinski. misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo e textura. Arcângelo Ianelli (1922) e Sanson Flexor (1907-1971). introduziu nova modalidade a técnica. A abstração “gravação de Iberê Camargo”. espátulas e etc. que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50. (1914-1994). gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente. o artista usou materiais como pregos. 1948 e do Rio de Janeiro. Maria Bonomi. 1927.

Asger Jorn. também Arte Cinética. Principais artistas: Pierre Alechinski. exige a participação do espectador para “completá-la”.Assim como as obras de Jacson Pollock essa pintura é gestual. bem como a teoria da Gestalt. em 1965. Apesar do rigor com que é construída. efeito de ritmo e distorção. Hiperrealismo e GRAV. em comparação. Participou da XI Exposição Internacional do Surrealismo. e o franco-hungaro Victor Vasarely. pintor holandês. A ilusão do movimento. “abstracionistas perceptuais”. suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia. Meados dos anos 60. a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. americanos: Richard Anuszkiewicz e Larry Poons. A arte op. 1965. MOMA/NY. Criador de uma obra vigorosa e colorida. Defendia para a arte “menos expressão e mais visualização”. caracterizada pela figuração rude e simplificada. que se modifica a cada instante. parece excessivamente cerebral e sistemática. pintor e gravador belga. Realizou também esculturas em madeira e metal. mais próxima das ciências do que das humanidades. violenta na escolha de cores e texturas. livre. Um dos mais jovens integrantes do grupo Cobra. 87 . Sofreu influência dos pintores James Ensor e Paul Klee. simboliza um mundo precário e instável. Britânicos Michael Kidner e Bridget Riley. Sua obra é caracterizada pelo uso de cores vivas e formas distorcidas. Karel Appel. Uso de formas geométricas em preto e branco. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art. Seitz. marcou sua obra pelo tachismo. tais preocupações ligam a arte op a vários movimentos: Fluxos. OP ART: A expressão “op-art” vem do inglês. Pintor dinamarquês. Apesar de ter ganhado força na metade da década de 1950. Por outro lado. curador Willian C. (optical art) e significa “arte óptica”. cores constratantes e variações tonais. Durante os anos 80 suas imagens e técnicas foram retomados pelo americano Philip Taaff e o holandês Peter Schuyff. exposição “Olho receptivo”.

Representavam. mesmo quando em preto e branco. que se modificam desde que o contemplador mude de posição. Victor Vassarely. após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos. Era a volta a uma arte figurativa. como diz o artista. o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950. ele verificou que se mantivesse as formas suspensas. (1898-1976). sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954.Principais artistas: Alexander Calder. de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. passaram a transformá-los em tema de suas obras. em preto e branco ou coloridas. POP ART: Movimento principalmente americano e britânico. solicitar ou exigir a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como “obra aberta”. pois exige um sistema de peso e contrapeso muito bem estudado para que o movimento tenha ritmo e sua duração se prolongue. criou a plástica cinética que se funda em pesquisas e experiências dos fenômenos de percepção ótica. pelo critico inglês Lawrence Alloway. parece obedecer a duas finalidades. As suas composições se constituem de diferentes figuras geométricas. em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da 88 . São engenhosamente combinadas. Mas. por outro lado. sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos. assim. depois de 1932. sua montagem é muito complexa. Sugerir facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade. elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar. criou os móbiles associando os retângulos coloridos das telas de Mondrian à idéia do movimento. Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp. Os seus primeiros trabalhos eram movidos manualmente pelo observador. os componentes mais ostensivos da cultura popular. O geometrismo da composição. Embora os móbiles pareçam simples. de modo que através de constantes excitações ou acomodações retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo. ao qual não são estranhos efeitos luminosos. para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental. quando alguns artistas.

adotou a técnica de impressão em Silkscreen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. como aconteceu por exemplo. usando como materiais principais. Principais artistas: Robert Rauschenberg. um dos principais artistas da Pop Art. reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande. produtos com cores intensas. tinta acrílica. da fotografia. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica. como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey. a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar. Além disso. já que se utilizava objetos próprios delas. Por volta de 1962. por exemplo. que realizou em 1960 para os filhos. uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados 89 . de Andy Warhol. com garrafas de coca-cola. e já que tanto o gosto. episódios da história americana moderna e da cultura popular. Esses trabalhos tiveram como temas. Roy Lichtenstein. transformando o real em hiper-real. depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do inicio da década de 1950. a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo. nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo. Rauschenberg.segunda guerra. Mas ao mesmo tempo em que produzia a critica. com as sopas Campbell. e aproximou a arte das massas. tinta acrílica. Sua iconografia era a da televisão. e reproduziu a mão. a arte para poucos. dos quadrinhos. desmistificando. do cinema e da publicidade. 1925. ilustrações e design. como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza. criou as pinturas “combinadas”. brilhantes e vibrantes. látex. muito do que era considerado brega. quadrinhos. Com o objetivo da critica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo. virou moda. ela operava com signos estéticos massificados da publicidade. Seu interesse pelas histórias em quadrinhos. poliéster. com fidelidade. ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais. ilustrações e designam. os procedimentos gráficos. embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados. Empregou. usando como materiais principais. (1923-1997). em refinado.

arte ABC e Coll art. Morris. E brit. NY 1966. MINIMALISMO: Ny. Como André. destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para consumo. delineadas por um traço negro. Com essas obras. Larry Bell. Tim Scott. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias. e usando sobretudo a técnica de serigrafia. intelectuais. aparecem como imagens frias. Cores brilhantes. contribuíam para o intenso impacto visual. como Elvis Presley e Marilin Monroe.. Willian Tucker. mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema. deram atenção às obras Construtivistas e Suprematistas Russos que tendiam para Abstração pura. Richard Serra e Tony Smith.. o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Sol Le Witt. Andy Warhol. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração. 90 . em 1965. como garrafas de Coca-Cola. desvinculados do contexto de uma história. (1927-1987). objetos unitários. automóveis. os Britânicos: Sir Anthony Caro. Robert Morris. incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal. Philip King. e pinturas dos abstracionistas pós-pictóricos. Firmou – se como movimento Com a exposição Estruturas Primárias: jovens escultores. Beverly Pepper. como Kasimir Maliêvitch (quadrado negro).das historietas. aparentemente simples. Richard Artschwager. Outros nomes “estruturas primárias. as latas de sopa Campbell. escreveu: “O espaço real é intrinsecamente mais vigoroso e especifico do que a tinta sobre uma tela. Produziu filmes e discos de um grupo musical. Flavin. Estruturas geométricas. tornou – se um dos mais interessante comentarista de arte. Da mesma forma. símbolos ambíguos do mundo moderno. Judd. Ronald Bladen. planas e limitadas. Am. Dan Flavin e Carl André. apesar da ascensão social e da celebridade. Judd. Entre 1963/5. Seus quadros. Os artistas minimalistas. logo depois passou – se a aplicar o termo a obras de escultura. após exposição de Donald Judd.nova criação assemelha – se. Foi a figura mais conhecida e mais controvertida da Pop Art. crucifixos e dinheiro.

(harmonia estática. anônima e imperdoável. Tatlin de Flavin . As formas unitárias não reduzem os relacionamentos. (Monumento a V. tem sido aplicadas à decoração de interiores.” Judd.. E cores ousadas). fez experiências com cores e pesos. Embora não exista uma escola minim. explorou temas relacionados com espaço e luz. John Chanberlain e Claes Oldenburg e o Novo realista Yves Klein. “mais é menos”) e o Mexicano Luis Barragan (sua resid. A cor jamais deixa de ter importância.. Comentário dele: “A simplicidade da forma não se equaciona necessariamente com a simplicidade da experiência. relacionam o minimalismo. tornando – se ínfima”. André se inspirou em Brancusi (esculturas modulares) e em Stella (pinturas de faixa). Denominadas por ele como “objetos específicos”. Embora o termo não fosse aplicado à música. Os materiais pré-fabricados usados. Um tema constante é a atuação recíproca entre espaços positivos e negativos em objetos reais e sua interação com o entorno imediato. revelam preocupações semelhantes. Terry Riley. Em anos recentes. usando metais e outros materiais. De Du Champ e seus readymades (Dada) e os construtivistas. As caixas cúbicas de Morris. Elas os ordenam. muitas obras foram associadas ao minimalismo. pode ter mandado fabricar sua obra. Recordam a “arte conceitual”. Judd por ex. Do q a pintura. “Rosa e dourado”. Na arquitetura. se referia a Frank Stella (abstração pós-pictórica). 1965. Steve Reich ou Philip Glass. questionando a posição legitima das esculturas(vertical/horizontal).” Flavin. repetição e uso de instrumentos não convencionais). os neodadáistas Robertr Rauchenberg.mais a escultura.. 91 . Com performance e a Earth art. não pareciam arte. teve em sua obra influencia. mas elas são reconhecidas como “Judds”. (Ludwig Miers van der Roche. 1968. mobiliário e artes gráficas e designers de moda. vários modernistas busca rigor e pureza. Pureza geométrica. Escreveu em 1967: “Simboliza seu encolhimento.. Começaram aparecer muitos críticos e um público opinativo julgava – na fria. criam – se efeitos mais complexos do que mínimos. Ao restringir os elementos que atuam em cada objeto. 1964) e Constantin Brancusi (Colunas infinitas). até inicio dos anos 70. O que não acontece na escultura. “lâmpadas florescentes”.

tem afinidade com a arte Conceitual (De Maria. final anos 60. Alguns desses pioneiros também se filiaram ao Minimalismo. Europa: Britânicos: Richard Long. Hamish Fulton e Andy Goldsworthy. Robert Smithson. pois se um pedaço de terra for consagrado como arte. Robert Morris. Londres. 92 . expandiram as fronteiras da arte. em forma de imensas esculturas no solo. Christo e Jeanne – Claude. Outras criações que usam fotos. Long e Openhein). Walter de Maria. Richard Serra. se deslocou para fora da cidade. “Ecultitura”: termo utilizado por Caro. os círculos nas plantações e as gigantescas figuras esculpidas nas colinas da Inglaterra). Arata Isozaki. assumindo o meio ambiente como seu material. Aristas americanos: Sol Lewitt. De Maria e Heizer e Turrell. Dennis Oppenhein. crescente interesse pela ecologia e conscientização do perigo da poluição e os excessos do consumismo. EARTH ART: Land art ou earthworks. A maioria dos artistas são Americanos e Ingleses. Dibbets. Fulton.A pintura. no Japão: Kazuo Shinohara. Colaboração do escultor Sir Anthony Caro e o escritório Foster & Partners no projeto “Ponte do milênio”. James Turrel. E outras com reciclagem de lixo. a escultura e a arquitetura. Alicer Aycock. Le Witt. 2000. Nancy Holt. a partir de 1989 em seus trabalhos. Com efeito a earth art pode ser vista como um prolongamento do projeto minimalista. influenciado pelo estado clássico zen-budismo e modernismo europeu. textos e diagramas. Holandês: Jan Dibbets. espiritualidade dos sítios arqueológicos (cemitérios dos indígenas americanos. Fulmiko Maki. fundiram – se nas Torres da Cidade – Satélite 1957/8 (Barragan com Mathias Goeritz) . pode ser uma forma de preservação. Preservação do espírito humano. Os arquitetos “HIGH-tech”. e nota – se forte influência da paisagem(arte britânica) e ligações românticas com o Oeste ( arte Usa). quanto aos seus materiais e espaços físicos. USA. Michael Heizer. Nos anos 80. tbem acompanham objetivos e técnicas minimalistas. Carl André. pode ser mantido intacto. Tadao Ando. Muitas de suas criações empregam a linguagem geométrica do minimalismo. semelhantes a labirintos de Aycock ou as obras arquitetônicas de Holt. Goldsworthy. Mary miss..

“Trocados”. Para De Maria o isolamento é a essência da earth arte. (estilo Internacional). Holanda. USA . E a exp. estilos. A equipe projetou o exuberante Groninger Museum. Em 1966. “vitalidade desordenada” e parodiavam a frase modernista. Richard Prince. aplicada originalmente a arquitetura. arte pop e arte conceitual. 1990. no Designe e Artes Visuais. marca do capitalismo. Dá prosseguimento à experimentação iniciada com Marcel Duchamp e se desenvolveu por meio do Dada. Outras criações com elementos diferenciados (texto com imagens. dois livros: O arquiteto italiano Aldo Rossi. em vez de criar formas novas. animadas por referências jocosas a estilos históricos. Ao mesmo tempo é uma rejeição e um prolongamento do modernismo. “O jantar” de Judy Chicago. meados anos 70. “menos é mais” por “menos é um tédio”. surrealismo. “Torre de observação”. 1995. os italianos Alessandro Mendini e Michele de Lucchi. PÓS-MODERNISMO: Novas formas de expressão. tem sido empacotar ou envolver coisas. também criações de cunho social e político. organizada por Smithson.” O 2º do arquiteto americano Robert Venturi. Nos anos 80. estrutura ambíguas e contraditórias. (documentação fotográfica “Caixa em um buraco” de Le Witt Desenho de De Maria. estruturas e ambientes constitui características do pós-modernismo que não pode ser definido 93 .O. neodadá. “Piazza d’Itália. com criações inspiradas em cultura popular. deveriam adaptar a formas antigas. 1975/80. “novas edificações. com logotipo da Mercedes – Bens. De Earth Terra. permanece intacta após a queda do muro de Berlim. garotos da sobrevivência. Nova Orleans. empréstimos de outras culturas e uso de cores ousadas e surpreendentes. Muitas conhecidas por fotografias. Charles Moore. 1969. Cristo e Janne. Ocorrem em locais distantes. NY. graças a exposição Earth Works – NY em 1968. trabalham juntos desde os anos 60 e seu grande tema.S. o designer francês Philippe Starck e o escritório vienense Coop Himmelblau. “O mundo do comércio”. objetos com arte gráfica) Tin Rollins e K. alemão Hans Haacke. com giz no deserto de Monjave). A diversidade dos materiais.Firmou – se como movimentoto.

(neoexpressionistas e comparados a artistas de transvanguarda). Holanda. se engajou em questões sociais e políticas. na Inglaterra. Nos USA Julian Schumabel e David Salle. De Serviços Públicos de Portland”. segundo o pensador francês Jean Baudrilard: “Um êxtase da comunicação”. O studio Dumbar. “Sede do HSBC. A morte. “Coelho”. Espanha. é a figura mais importante. celebrava o pluralismo do final do século XX. a arte servia de um tipo social dominante. A influência do alemão Wolfgang Weigart. Sherrie Levine e Jeff Wall. tema dominante na arte pós moderna. Neville Brody. Os palimpsestos criados com louça quebrada. “A mesma merda de sempre”. do americano Michael Graves. 1981. fizeram experiências com cores e texturas e se inspiravam em motivos decorativos do passado (adhocismo). “antifuncional Estante Carton”.( anmtidesign). transformou sua doença em tema central de seu trabalho. para Europa e USA. como Basquiat. dinamarquês Johan Otto Von Spreckelsen. os designer. e Javier Mariscal. Louise Lawler. feministas e ambientais. Nas artes visuais. estilo High – tech. Jeff Koons. David Wojnarowics também vitima de aids. Apartir dos anos 60. Espanha. “Edif. Menphis. sobretudo a identidade dos gays. O Kitsch pode ser transformado em arte elevada. Refere – se a natureza dos meios de comunicação de massa e proliferação universal das imagens. final anos 70. O designer italiano Ettore Sottsass. deram ênfase a identidades marginalizadas: étnicas. obras para o grupo Menphis. suas obras protestavam contra o preconceito racial. 1977. USA. espanhol Rafael Moneo. Representação: motivos ou imagens de obras do passado. apropriando – se de filmes. Associado a Andy Warbol. começaram a empregar técnicas pós modernas. e as figuras fantasmagóricas e sobrepostas de Salle. inglês Sir Norman Foster. criam uma surpreendente justaposição. criaram designes tipográficos de vanguarda nos anos 80 e 90. O pós-modernismo. espalhou – se da Basiléia/Suíça. estilo clássico. representados em novos e perturbadores contextos ou despojados de seus significados tradicionais (desconstruídos) por artistas como: Mike Bidlo. sexuais.por um único estilo. “Série sexo”. “Same old Shit”. final anos 70. “Museo de arte Romano”. Paris. iniciou como grafiteiro. insatisfeitos com a ordem e uniformidade do Bauhaus. de Schmabel. Keith Haring. (SAMO. imagens e revistas populares e sobrepondo – as. 94 . Jean Michel Basquiat. “Arco da defense”.

A arte informal – informalismo pode tirar-se numa categoria muito vasta que é a “obra aberta”.” Considera-se que a pintura 95 . Imagens com legendas perturbadoras. branco e cinza e as cores primarias. artista holandês. quer pelos “novos” (porque até então alheios à pintura) materiais ou técnicas empregues quer pelas soluções espaciais que apresentam. Neste sentido o espectador. Holzer. Bárbara kruger. mas o espectador pode dotá-los de significados vários ao contemplá-los. daquilo que desejo”. 1990. pintura signico-gestual. para concluir a obra apresentada como “aberta” à interpretação por parte do artista. ele rejeitava motivos que se pudessem identificar. “Proteja – me. Sua pintura influenciou a arte comercial e o desenho industrial moderno. Cada uma destas correntes tem o seu caráter especifico. Mondrian também ignorou a textura em suas obras. gestualismo. 1º mulher americana a expor em Bienal de Veneza. “Trata-se por conseguinte. artistas como Mary Kelly. de enfrentar um tipo de pinturas em que a expressão adquiriu novas e múltiplas possibilidades. Jenny Holzer. Dentro da arte informal pode falar-se de expressionismo abstrato. pintura tachista (do francês “tache” – mancha) e espacialista. INFORMALISMO. Em muitas obras informalistas observa-se a presença de determinados signos e manchas aos quais o artista não deu significado predeterminado quando os criou. seu olhar. comportamento social. EXISTECIALISMO E TACHISMO: A arte informal engloba um grande leque de direções e ramificações distintas e abrange obras de aspectos e conteúdos muito diversos. action-painting. Ele reduziu a pintura a linhas retas que formavam ângulos retos. contribui. sem titulo. USA. questões ligadas à identidade feminina. criou um estilo abstrato extremamente simplificado. indicada por Umberto Eco. de certa maneira. Cindy Sherman. Como outros pintores abstratos. como homens olhando para mulheres. RACIONALISMO: Piet Mondrian. “Documento pós parto”. Usavam apenas preto.Anos 70 e 80.

realizava já um tipo de trabalho que. que em finais da década de 20. detritos e produtos industriais. Aliás. centrando a sua atenção no comportamento humano e no meio circundante.informalista tve inicio em 1944. O termo informed foi adotado na Europa pelo critico francês Michel Tapie. ARTE ASSEMBLAGES. que pretendia eliminar o realce dado pelos americanos ao conceito de action painting e destacar a abolição da “forma” na arte. pois misturam em obras tridimensionais deferentes materiais artísticos. tendo-se posteriormente espalhado por outros lugares dos Estados Unidos e Europa. em dois focos principais que foram Nova York e Paris. Nam June Paik. Jim Dine. Duane Hanson. surrealismo e abstracionismo. tendo ido buscar as suas influencias ao dadaísmo. John Cage (músico). Dos quais o último foi o Parlamento Alemão em 1996. para designar um acontecimento que se desenvolve perante o público. tirados do seu contexto habitual. nem na escultura tradicional. HAPPENINGS. realizaram (e ainda realizam atualmente) obras que se podem inserir nos termos acima indicados e que não se circunscrevem nem ao ambiente plano da tela. É quase uma ligação arte plástica/teatro. são os artistas mais representativos destas formas de expressão artística. o vulgarmente considerado iniciador do informalismo europeu foi o pintor francês Jean Fautrier (1898-1964). Robert Rauchenberg. mas que não privilegia nenhum dos meios expressivos tradicionais. Georges Segal. ou seja perto do final da 2º Guerra Mundial. com materiais reciclados. Judd Pfaff. Denis Oppenheim. Edward Kienholz. AMBIENTES. Christo (famoso por seus embrulhos de edifícios). Keith Arnatt. Mercê Cunningham (coreógrafo). Como a palavra música ou a cor. substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegavam a criar verdadeiros relevos. 96 . a sua influencia vem do movimento Dada e dos Ready-made. no final dos anos 50. ASSEMBLAGE ou AMBIENTE. apesar de ainda serem figurativos. BODY ART E NOVO DADAISMO: Alguns artistas ligados à Arte Pop e Arte Conceitual. termo inventado pelo americano Allan Kaprow (1927). Claes Oldenburg. HAPPENING (Acontecimento). distinguiam-se pela espessura das suas texturas. John de Andréa.

juntamente com a escultura e outros materiais. através da fotomontagem e da colagem de materiais. Obra destacada: Homenagem a Chico Mendes de artista Roberto Evangelista. para ativar o espaço arquitetônico. Leonor Soares são exemplos. Guarda-sóis colocados em um vale da Califórnia e mais recentemente o Reichstag (Parlamento Germânico em 1988 – Berlim). fotografia e põe em causa as definições de 97 . Atualmente. ou Novo Realismo na Europa). guarda-sóis. É utilizada a pintura. Man Ray e Kurt Schwitters. NEW DADA (Novo Dadaísmo. Antonio Carvalhal. transgressão ou manifestação. de uma forma atualizada o espírito do dadaísmo de Marcel Duchjamp. Obras destacadas: Cartolina no vale. como o vídeo. Movimento que. INSTALAÇÃO: São ampliações de ambientes que são transformados em cenários do tamanho de uma sala. utilização do corpo. embora com a presença dos mesmos artistas da Arte Pop. o único artista que se destaca com suas interferências. colocam cortinas. O espectador participa da obra. que foi envolvido em tecido sintético com duração de duas semanas. A arte conceitual pode usar meios e materiais não relacionados diretamente com as artes plásticas. embrulhos em locais públicos. por parte de certos artistas.BOD ART (arte do corpo). Alguns artistas interferem na paisagem. projetores de slides. como forma de expressão. e não somente à aprecia. Ponte Neuf (Paris) embrulhada para presente. pretendia retomar. INTERFERÊNCIA: Como a pintura já não é claramente definível e deixou de ser a única fornecedora de memoráveis imagens visuais. ressaltamos Christo. ARTE CONCEITUAL: Surgiu nos anos 60 a partir dos Happenings e tem influencia dos Ready-made de Marcel Duchamp.

Robert Mangold. alemão. tem uma obra essencialmente de pesquisa. USA. USA. Itália. elementos naturais e materiais industriais (também conotado com a Arte Povera – Arte Pobre). o aspecto mais singular da sua atividade consistiu numa deliberada missão “de prédica”. Itália. feltro. Joseph Kosuth. Keith Arnatt. Luis Dourdil. Yves Klein. francês. vídeo ou cinema. autor de enormes esculturas geométricas. visa convencer o auditório de alguns princípios ético-estéticos e politicoespirituais”. Álvaro Lapa. com as suas palavras. USA. pode inserir-se o Minimalismo (minimal art).” Artistas mais representativos: Joseph Beuyes. Dele escreveu Gillo Dorfles. Donald Judd. P processo criativo só precisa ser documentado de alguma forma geralmente verbal. corrente dos anos 60 e 70. pintores minimalistas. ou pela fotografia. Giulio Paolini. Marcel Broodthaers. como representantes do informalismo/minimalismo. Beuys procedo como um sacerdote laico que. Lawrence Weiner. assim como as galerias de arte e por extensão o próprio público. Graças a uma importante obra ensaistica é um dos maiores animadores no atual debate sobre o papel do artista na sociedade contemporânea. podem citar-se os pintores Ângelo de Souza. se iniciou como escultor. Belga. “Uma vez que a obra de arte é um sub-produto acidental desse salto imaginativo. porém. Sol Le Witt. Artur Bual. Beuys serve-se habilmente do corpo com ações publicas onde os seus gestos. Dentro da Arte Conceitual. como gordura. ao lado de uma fotografia da mesma cadeira e junto desta um texto escrito em que se podia ler a definição de cadeira. impôs-se muito jovem na cena mundial da vanguarda com uma obra desconcertante (one and three chairs. Jorge Pinheiro. utilizando materiais insólitos. Antonio Charrua. pois insiste que é na imaginação. na idéia geradora. “A própria personalidade física do artista faz parte da obra (ou da encenação). Ad Reinhardt. onde apresentava uma cadeira verdadeira. GB e etc. pode perfeitamente ser dispensada. Anthony Caro. tirada de um dicionário. Nos últimos tempos. 196566).arte de uma forma mais radical do que a Arte Pop. USA. a sua participação com comportamentos diversos ajudam à compreensão do espectador. que como o nome indica 98 . Vincenzo Agnetti. as suas inclinações. Em Portugal. autor de uma obra de provocação intelectual. Robert Morris. Frank Stella. que prevalece a arte e não a execução. no conceito. no idealismo.

quadradas. deixando sinais ou marcas ecológicas. a “Arte Povera” refere uma aventura intelectual e artística cujos fundamentos ideológicos estão em oposição às propostas formalistas e consumistas da arte americana e traduz uma atitude moral. uma posição crítica. em depressão econômica. No cinema. que pretende intervir nos espaços naturais. por volta do inicio dos anos 60. segundo as palavras de Celant. circulares e cores monocromáticas. referindo-se à participação de uma geração de artistas de vanguarda. vivia a hora da recessão. reduzida a materiais e formas geométricas puras. entre Turin e Roma. embora possam ser conotadas com a chamada “Vanguarda” dos anos 60 e 70. Robert Smithson. A Land Art. com “instalações”. A “Arte Povera”. A arte Povera. ética e política.” É uma nova energia que se reclama das intenções da existência.pretendia desenvolver uma arte de grande simplicidade. com profundos desequilíbrios sociais e conflitos políticos. sub tendências que existem desde os anos 60. anarco-utópica. o famoso “milagre italiano”. É nesse clima de crise que sopra um vento literário. a Itália entrava. vindas do cotidiano e da natureza. quando o critico italiano Germano Celant utilizou pela primeira vez esta designação. Na literatura. Pasolini. em 1907. Heizer. Ítalo Calvino e Umberto Eco.Carl André. introdução de elementos e imagens perdidas. Richard Long. o minimalismo questiona o papel dos artistas e a natureza da criatividade. Depois da industrialização acelerada e da euforia de consumo provocada por um modelo importado dos USA. Como muita da arte “moderna” e “pós-moderna”. como era conhecido o dinamismo econômico da Itália do pós guerra. Os seus principais representantes são Denis Openheim. nasceu e desenvolveu-se nos EUA. da realidade dos elementos e do homem. o Living Theatre omnipresente nas cidades da Itália. Também as denominadas Land Art ou Earth Art (arte da terra). “significa disponibilidade e anti-iconografia. Richard Serra. podem estar inseridas no espírito da Arte Conceitual. Afirmando-se especificamente como manifestação européia. No teatro. Germano Celant resume a formula: “Arte povera + azioni povera” (arte pobre + ação pobre). Walter de Maria. uma explosão artística existencial. a pôr em questão a sociedade e a arte como intervenção direta. como configurações triangulares. a Arte Povera (arte pobre). estreitam-se as relações entre performance plástica e ação cênica. Os artistas exprimem-se 99 .

mas esquematizam ao Maximo os traços dos personagens captados. observa-se uma tendência para justapor uma linguagem figurativa ao abstrato. algumas constantes. Calzolari. NEO-EXPRESSIONISMO. “pobres”. simples. hoje solicitados pela cena artística internacional: Giovanni Anselmo. também não se trata de representações de caráter imitativo. Essas denominações. Podem indicar-se. sobre fundos formados por manchas ou por franjas de cor. Marina Merz. então desconhecidos. Michelangelo Pistoletto. o pictórico triunfou plenamente e poderia acrescentar-se que a corrente mais representativa é a que se entendeu chamar Neo-expressionista na Alemanha e transvanguarda na Itália. que conta com grande numero de criadores importantes e que fundamenta a sua linguagem nas técnicas da colagem e montagem. É como “um vasto campo de convergências” onde se encontram ao mesmo tempo textos de artistas e obras de um conjunto de criadores. contudo. Em primeiro lugar. Do mesmo modo. quer rural quer urbana. produz-se um predomínio da pintura relativamente a qualquer outro tipo de manifestações. Gilberto Zorio e etc. Pino Pascali. “O Neo-expressionismo. querendo elevar as coisas mais banais e mais insignificantes ao nível da arte. Mario Merz.” Seria o caso da escultura britânica. Giulio Paolini. todavia. como alternativa. A partir dos finais dos anos 70. NOVA FIGURAÇÃO E PÓSMODERNISMO: Estes são alguns dos termos usados para enquadrar artistas em correntes desde os anos 80 até o presente. reúnem um gênero de manifestações que nem sempre se caracteriza pelos mesmos elementos e portanto dir-se-á que não são muito coerentes. Por outro lado. Nos outros países da Europa. TRANSVANGUARDA. embora haja locais em que a escultura adquiriu nítida preponderância. as maioria dos artistas opta por pinturas de grandes formatos. quando o assunto é a paisagem. Giuseppe Penone. 100 . Luciano Fabro. mas apenas referencial. Aligfhiero Boetti. o artista dispõe configurações em largos traços negros que contrastam violentamente com os fundos. Jannis Kounellis.essencialmente e realizando instalações onde utilizam materiais orgânicos. NOVOS SELVAGENS. Os artistas nunca partem da cópia da realidade. BAD PAINTING. Os objetos são capitados de um modo intuitivo e inseridos sem preocupação pela perspectiva no conjunto pictórico. Assim.

Jean Michel Basquiat e Keith Haring. O tempo determinará a sua importância e permitirá estabelecer quem são os artistas mais representativos do neo-expressionismo e das restantes tendências contemporâneas. Cindy Sherman. de renovar o seu repertório e de oferecer um tipo de pintura despreocupada. Penck (1941). nesse neo-expressionismo. logicamente. De momento. Na Itália. Não foi em vão que decorreram mais de setenta anos depois de os artistas alemães iniciarem o caminho do expressionismo.O fato de estas pinturas se terem denominado neo-expressionistas deve-se fundamentalmente a terem seguido a corrente expressionista dos inícios do século. pois de contrario. Markus Lupertz (1941). Kenny Scharf. entre outros. Enzo Cuchi (1950). Chegava-se a falar da morte da pintura. embora em estado latente. viu-se que o artista do século XX foi capaz. R. Todas as outras correntes. Francesco Clemente. Jorg Immendorff (1945). Nos Estados Unidos. como é lógico. Entretanto. embora recorrendo ao passado. Andréas Schulze (1955). Doukoupil (1954 Tchecoslovaquia). Mas no seu ecletismo existe algo verdadeiramente importante. inicialnmente “apadrinhados” por Andy Warhol. os neo-expressionistas mais conhecidos na atualidade são: Georg Baselitz (1938). Anselm Kiefer (1945). o que não acontece. Sandro Chia (1946). A. Salomé (1954). o que se considerava nas últimas décadas como impossível. Na Alemanha. Julian Schnabel. e Werner Buttner (1954). a partir dela. como seja a possibilidade de continuidade. trabalham nessa tendência pintores como Mimmo Paladino (1948). Talvez se possa dizer desta corrente que é eclética. Isso sucede. poderia implicar uma simples cópia ou inclusivamente apresentar-se a possibilidade de plágio. Martin Kippenberger (19532). Eric Fischl. Jeff Koons. de forma muito peculiar. na medida em que reúne os mais diversos elementos procedentes de correntes anteriores. escultor 101 . Nesse sentido o neo-expressionismo atua como uma tendência da pós modernidade e recorre à “citação” de uma manifestação anterior para construir. Per Firkeby. Gerhard Richter (1932). algo completamente novo. pintor que muitos vezes apresenta os seus quadros invertidos. deixaram o seu ratro e a sua presença. para dar lugar a uma nova era dominada pela arte feita por computador. Mario Schifano (1952) e Mario Merz (1925). apenas se podem dar listas que correm o risco de pecar por incompletas ou por demasiado exaustivas. Sigmar Polke (1941). Nino Longobardi.

citações paródicas. Ken Kiff. David Salle. entre outros. há também muitos representantes notáveis das “novas” tendências. (Equipe Limite). Jose Maria Sicília. Victor Willing (marido da pintora Paula Rego). quer política quer cultural. Alfonso Fraile. Na França. No Brasil. repondo a exigência de progresso. Gilbert & George. de internacionalismo. a invadir o seu campo de ação. Grard Garouste. Victória Civera. Florenci Guntin. o expressionismo. Tony Cragg. que por sua vez citava já as tradições pós renascentistas que as notabilizaram. Pedro Proença. Cabrita Reis.polemico. Frederic Amat. Pedro Croft. autor de “instalações” e “ambientes” que jogam com efeitos de luz. Antonio Olaio. Adir Sodré e Gervane de Paula. Robert Longo. Robert Combas. em certos meios artísticos. Pedro Tudela. no que quer que se chame rigorosamente. Em Portugal. O NeoConstrutivismo Abstrato a figuração politizada tendem já. Juan Bordes. redundância e acaso. como Miguel Barceló. aonde vai desembocar. Eduardo Arroyo (equipe crônica). J. de projeto e de consciência da história. Leonel Moura. João Penalva. escultor e autor de instalações. Aléxis Hunter. Pedro Calapez. relativisa a história e afirma o regionalismo. Álvaro Lapa. Leonilson. Chema Cobo. pelo menos. com a sua fragmentação. Na Esopanha. Paula Rego. no Brasil e em outros paises latino-americanos. Rui Chafez. Fernando J. Douglas Gourdon e Alan Davie entre outros. Richard Deacon. Ferran Garcia Servilha. e etc. Pereira. “O novo não é novo: o espírito da época” 102 . Juan Gopar. Manolo Valdes e Cristina Iglésias escultores. À margem da história oficial. Na Grã-Bretanha. Graça Moraes. qual será o seu futuro ou. o problema da maternidade ou da pós-maternidade põe-se de uma maneira menos datada em Portugal. O Pós-Moderno. Os alemães recuperam o movimento moderno em que mais se prestigiam. Sergio Pombo. Benassar. enquanto os italianos citam a pintura anti-cubista dos anos 10. Juan Muñoz. sendo os seus artistas por vezes mais profundos e originais. Julião Sarmento. François Boisrond e Remi Blanchard. se não precursores. Jorge DUARTE. James Turrell. A falta de objetividade relativamente a um movimento que na atualidade se encontra em plena efervescência impede de estabelecer com maior clareza quais são os seus objetivos e sobretudo.

desta vez ela atingiu camadas mais profundas. colecionadores privados encomendam obras em quantidades sem precedentes.5 milhões de dólares pelo quadro Girassóis de Vincent Van Gogh que. esculturas e trabalhos fotográficos de artistas jovens. Museus e galerias de arte dificilmente conseguem conter as multidões de visitantes que afluem às inaugurações das suas exposições. O preço Maximo alcançado por este pintor holandês não foi um caso isolado. Gachet de Van Gohg ultrapassou aquela marca na Galeria Sotheby. os peritos do mundo da arte vaticinaram que este “preço recorde” de uma obra de arte moderna atingindo a nível mundial seria batido em curto prazo. obtendo. o reconhecimento demasiado depressa. o Dr. em vida. segundo os críticos de arte mais indispostos. Naturalmente que nem todas as obras de arte encontram logo um comprador. Se os investidores privados estão dispostos a despender quantias tão elevadas por quadros de mestres desaparecidos ainda há menos de um século. revelando uma tendência para o seu aumento. E tiveram razão. Uma seguradora japonesa pagou o equivalente a cerca de 72.Nos últimos anos deste século. tendo 103 . freqüentemente pintou este mesmo tema e que. Não obstante. Embora a sua própria essência seja a constante mudança. Ainda em maio do mesmo ano. sendo o novo recorde de 82. Em vez de comprarem automóveis mais dispendiosos ou velozes. Em 1987.5 milhões de dólares. constituem um investimento seguro para o futuro. por conseguinte. beneficiados por esta situação. à primeira vista. Este fato revela uma grande confiança nas perspectivas futuros do comercio de arte. Mesmo as obras acabadas de sair do atelier de um artista são bem acolhidas. não se limitando aos aspectos exteriores. apenas vendeu um único quadro. isto significa que confiam nas suas perspectivas e esperam que surjam mais Van Gohgs. esta transformação manifesta-se em numerosos aspectos exteriores> Assim. Este êxito vem-se registrando desde há muito tempo. Os preços sobem em flecha. direta ou indiretamente. Os artistas vivos são. relativamente rápido. mas é indubitável que o número dos seus compradores aumenta a um bom ritmo. muitos preferem investir em quadros. A arte contemporânea tornou-se um componente natural da sociedade burguesa. talvez a arte contemporânea nunca tenha desfrutado de tal popularidade como agora. a arte sofreu uma transformação. O próprio conceito de arte é posto em questão. Os preços astronômicos que as obras clássicas dos tempos modernos atingem nos leilões de Londres e Nova Iorque.

cidades . de uma “nova pintura alemã” ou de uma “nova pintura austríaca”. já os neo-conceptualistas reclamavam a atenção do mundo da arte. assim como mecenas privados na Grã-Bretanha tentam suplantar-se mutuamente com a fundação de novos museus e galerias de arte. é preciso saber falar de arte. uma arte com um programa neo-geometrico designada. Por último. numa rápida mudança. como as obras de arte não estão sujeitas a desgaste. E por mais estranho que pareça. E como se não fosse suficiente: ainda os artistas neo-figurativos e neogeometrico de Nova Iorque e Colônia. o que salta primeiro à vista é a abundante utilização do adjetivo “novo”. Os hábitos americanos começam a infiltrar-se na Europa: para pertencer à elite social. não tinham saído das galerias para iniciarem as suas longas digressões e apresentarem as suas exposições em museus e galerias de arte internacionais.em mente que a arte contemporânea confere prestigio social. revelava-se. que definiam as tendências. constituem. contribuiu para o prestigio da cultura francesa. Ao fazer-se um exame das correntes artísticas dos anos 80. a arte contemporânea voga mesmo sob ventos políticos favoráveis. No mundo ocidental. Tudo aquilo de que se fala aparece a luz do “novo”. Aos “novos selvagens” seguiu-se. províncias e regiões da França. Paris e Viena. Itália e dos Países Baixos. em principio. melhor investimento que os automóveis. de bom grado. Fala-se dos “novos pintores selvagens”. tornando-se a figura mais popular do seu governo. um ministro socialista da cultura defendeu a arte contemporânea mais do que qualquer antecessor seu. Londres e Milão. eram os mesmos críticos anteriormente citados que levantavam mais alto do que ninguém que não aparecia nada de “novo”. Acontecia freqüentemente que o que era lançado na Primavera. Apesar de nas eleições parlamentares não ter conseguido impedir a derrota do seu partido. por “Neogeo”. de uma arte “neo-figurativa”. no outono do mesmo ano. A concepção de projetos para novos museus tornou-se também uma tarefa apreciada e muito pretendida pelos arquitetos. ou aqueles que se consideram como tal. estados e municípios da Alemanha Federal. Aliás. abreviadamente. e um chanceler federal alemão da ala concervadora abriu. Além disso. são eles que não estão dispostos a aceitar de bom grado esta situação: o fato de a arte contemporânea obedecer tão cegamente às leis da moda e que artistas 104 . as portas do seu gabinete às mais recentes produções de arte contemporânea e não se coibiu em promovê-la através de dispendiosas vernissage sobre a nova pintura. como obsoleto. Na França.

nascido no Haiti. ao receber o jato de spray. As temáticas do seu 105 . iniciou sua carreira grafitando as paredes e muros de Nova York. tão novo e também não tem de o ser. é fácil para os críticos de arte porem a ridículo todo o palavreado em redor da arte “nova” como servindo apenas para encobrir o fato de que “o rei vai nu. afinal de contas. O emprego inflacionado do adjetivo “novo” no contexto das diversas correntes artísticas não correspondente. só deixa passar a tinta pelos orifícios determinados. Seus grafites mostravam símbolos de variadas culturas de obras famosas. o grafiteiro utiliza um cartão com formas recortadas que. ligado a uma tendência artística já existente.relativamente jovens e de ambos os sexos tenham um sucesso comparável ao das “estrelas” do mundo do espetáculo e acima de tudo não lhes agrada a idéia de que a arte contemporânea não pretende inscrever no seu estandarte o novo pelo amor ao novo. A primeira grande exposição de grafitti foi realizada em 1975 no “Artist’s space”. mas a consagração veio com a mostra “New York/New Wave” organizada por Diego Cortez. de modo algum. Stencil art. Por isso. no PS 1. Este adjetivo nunca aparece isolado.” GRAFITTI: Definido por Norman Mailler como “uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial” e por outros. mas sempre como prefixo. à concepçãp da linguagem corrente. principalmente no contexto político e social. valorizá-se a cor. o metrô e das ruas das galerias e museus de arte. e principalmente ícones da cultura e consumo americanos. destruição moral. vandalismo puro e simples”. Características gerais: Spray art. um dos principais espaços de vanguarda de Nova York. em 1981. pixação de signos. instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seus rabiscos e signos os mais variados objetos de consumo. O novo não é. palavras ou frases de humor rápido. anarquia social. (1960-1988). o grafitti saiu do seu gueto. com apresentação de Peter Schjeldahi. como “violação. existe a valorização do desenho. de Nova York. Principal artista: Jean Michel Basquiat.

Os próprios conquistadores espanhóis se deram conta das maravilhosas obras de ourivesaria de prata. O império Maia teve uma organização estatal e social bem definida. Os Maias estabeleceram-se ao norte da península de Yucatán e construíram várias cidades-santuarios. Seu calendário de 365 dias revelou-se mais exato que o utilizado então na Europa. como o genocídio. destacam-se os artistas: Alex Valauri. mas também nos de toda a Europa. As civilizações mais avançadas da América Central foram a Maia e a Asteca. PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS . representadas por templos e palácios em terraços piramidais. Os mais desenvolvidos cientificamente e intelectualmente foram os Maias: possuíam um sistema de escrita hieroglífica e atingiram grandes avanços na astronomia e na matemática. Além disso já conheciam o zero. e das quais existem exemplos não apenas nos museus do México. No Brasil. a partir da virou celebridade. Foi patrocinado por Andy Warhol (Pop Art). enquanto os Astecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco. Waldemar Zaidler e Carlos Natuck. os americanos pré-colombianos. México-Tenochtitlán. ouro e pedras preciosas dos astecas. Morreu prematuramente em virtude de depressão e drogas. Com 21 anos participou da sua primeira coletiva em Nova York. onde edificaram a capital de seu império. que conseguiram vencer as cidades da Tríplice Aliança e estabeleceram assim seu império. a opressão e o racismo.INCAS: Tal como os negros nigerianos.trabalho refletem suas preocupações. Foi essa mesma organização que os beligerantes astecas adaptaram ao chegar ao vale do México. Parte de seus conhecimentos foi absorvida pelos Toltecas. bem como em relevos e esculturas decorativos e suas pinturas e objetos suntuosos.ASTECAS . 106 . sabiam apresentar a face humana de madeira natural. nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Ambos os povos deixaram o testemunho de sua grandeza em obras arquitetônicas colossais. utilizadas para dfecorar palácios e templos. que por sua vez os transmitiram para o resto das culturas do vale do México e para os astecas.

Em suas esculturas é possível identificar as características físicas do povo. Longe de toda abstração simbólica. a partir da conquista espanhola. Essas pinturas chegaram quase intactas até o século XX. Cada parede representa uma cena. transmitiu tanto aos desenhos como as cores da pintura Asteca uma simbologia comparável à dos hieróglifos egípcios. não tão abstratos como os egípcios. Não menos perfeitas foram as gravuras 107 . É surpreendente o contraste deliberado de cores. Conservavam-se também manuscritos e cópias de livros com iluminuras. os Astecas passaram a produzir pinturas de gosto europeu para os conquistadores. embora persistindo a esquematização. não só pelo fato de term permanecido longe da vista dos espanhóis. o amarelo. encomendados pelas cortes européias. mas também por terem ficado protegidas por uma fina camada de calcário. sobretudo a figura do Chac Mool. cobertas de pinturas murais coloridas. e em muitos casos existiu até um afã de individualização dos rostos ou de sentimentos. A pintura Asteca. depositada naturalmente sobre sua superfície. mas igualmente informativos. narrada com riqueza de detalhes. e foram de fato excelentes copistas. Escultura: Para os Maias. Os rostos possuem traços individualizados. do estilo das gravações de estrelas comemorativas. nos quais os artistas Maias combinaram figuras naturalistas com fundos geométricos acompanhados de textos em hieróglifos. Ao contrario dos Astecas. esses murais apresentam-se impregnados de figuras representativas de um determinado momento histórico. São significativos os baixos-relevos dos templos. uma construção de três salas. Sabe-se que. O conjunto apresenta os contornos acentuados. as formas Maias são mais suaves e arredondadas e mais estilizadas. A escultura colossal é muito comum como complemento de templos e palácios. o azul e o verde. A perspectiva é obtida pelas superposições e escorços das figuras. e influiu na almejada abstração. como a dos Maias. manteve-se como complemento de relevos e teve um caráter simbólico. a estatuaria deveria ser imagem e semelhança da realidade. A ausência de um sistema preestabelecido de escrita. ao contrario.Pintura: No ano de 1946 foi descoberta Bonampak. ou câmaras. ou mensageiro sentado. bem como sua grande variedade: as preferidas eram o vermelho e suas diferentes tonalidades.

Manco Capac. cujo último sobrevivente alcançou a condição de Deus. Tlaloc: O Deus da chuva Asteca (século XIV-XV). serpentes sagradas.sobre madeira das portas e seus respectivos dintéis. Atribuíram também grande importância à industria metalúrgica. A função religiosa cedeu lugar à representativa e utilitária. utilizaram a arte com expressão máxima da difusão de seu poderio. andesita e pórfido. O Deus mais importante era Quetzalcoatl representado como homem ou serpente emplumada. com obras mais próximas da engenharia do que das disciplinas artísticas. o sistema de organização social e estatal mais avançado da América pré-colombiana. Os testemunhos mais importantes dessa cultura encontram-se na arquitetura monolítica e despojada de ornamentos. ao artesanato têxtil e à cerâmica. que por sua vez delegou o poder às famílias mais importantes de cada aldeia. criou. As figuras modeladas em estuque para a decoração de interiores valeram-lhes o qualificativo de primeiros barrocos da América Central. Os materiais mais utilizados eram a pedra. motivo por que as figuras representadas eram normalmente deuses acompanhados de seus atributos. colocadas frente a frente. 108 . permitiu a convivência pacifica de uma grande dibversidade de etnias submetidas a um governo central. que negava todo naturalismo. Sua função era eminentemente religiosa. A boca é formada por duas cabeças de cascavel. De fato. A estatuaria Asteca era de um simbolismo profundo e de uma linguagem tendente à abstração. Como em qualquer outro império do Ocidente. e a terracota. os Toltecas. simbolizavam o poder do raio. que emigrou para Cuzco vinda do norte. sabe-se com segurança que esse império chegou a abranger mais de 900 000 km2 na costa do Oceano Pacifico e que seu primeiro imperador-chefe. As crônicas do império narram a história da família Ayar. por volta do século XV. Essa organização do estado. já conhecido pelos antecessores dos Astecas. principalmente na fabricação de armas. na qual demonstraram tanto uma técnica impecável quanto uma grande frieza expressiva. aliada ao estabelecimento de uma religião e uma língua oficial. ARTE INCA: As origens do povo Inca remontam as civilizações anteriores aos Nazcas e Tihuanacos.

e raqui. ARTE CHINESA E JAPONESA: A arte do extremo oriente. espécie de cântaro. ou jarro. os pagodes. Limitados por essa esquematização. Os motivos são na maioria discretos e puristas. Isso se refletiu também nas estampas dos tecidos. utensílios-escultura de grandes dimensões. imprimir um caráter individual a cada peça. os ceramistas tentaram. Escultura: A cerâmica Inca revelou uma característica estrita de funcionalidade e desenho. naturalistas e distanciada do simbolismo chinês. as vasilhas de vários pés. em todas as disciplinas artísticas. Embora certamente dispusessem de grande variedade de cores e até jogassem com as gamas mais fortes. Os Incas modelaram também estatuetas antropomórficas e keros. bem como o irregular ou assimétrico. depois da expansão do império gupta (indiano) no século IV. As formas básicas eram urpu. por meio do uso de cores chamativas e bordas geométricas cada vez mais complexas. Evitou-se o exagero e a opulência. e os puynos. dedicaram-se às peças pequenas e às estatuetas antropomórficas. baseada na fusão com obras de civilizações anteriores. na China e no Japão estreito relacionamento com a religião. sendo definitiva a instauração dessa religião durante a dinastia Tang (século VI). embora com o tempo os artistas japoneses tenham forjado suas imagens próprias. desde os séculos V e VI até o XIX. Os chineses. num estilo tão ascético quanto o da arquitetura. sendo ao mesmo tempo eco das numerosas dinastias chinesas e dos guardiões da cultura (bonzos) japoneses. utilizaram. vasilhas de madeira decoradas com cenas ou figuras de animais. como os Nazcas e Chimus. mais precisamente o budismo. rica e variada em suas manifestações. Um dos fatores que determinaram essa estreita relação cultural foi a religião. O Japão recebeu o budismo das mãos dos chineses durante o período Nara (645-784). fundos neutros com predominância dos tons terra e ocre. a principio taoistas e confuncionistas. inspirados nos stupas hindus. começaram a absorver as crenças budistas. O vinculo permanente entre ambos os países determinou a influencia do primeiro sobre o segundo. em composição. revela. 109 . Difundiram-se assim os primeiros templos chineses.Nessa ultima. entretanto.

para a realização da cerimônia do chá. A pintura de paisagens atingiu o auge na China a partir do século XII. de costumes e narrativo. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida. combinam-se de tal maneira que tanto templos. quanto pagodes exibem aparência semelhante em atenção a essas normas. criado por Kobori Ensnu. Construído em meio a um jardim de plantas perenes. e em alguns casos também cobre e junco. Os melhores expoentes pertencem às dinastias Ming e Ys’ing. mas então o Japão desenvolveu um estilo próprio. que se estende por pequenos pátios internos em cada um dos diferentes edifícios. Para os chineses. No Japão. o rikyu continua sendo hoje em dia 110 . os rikyu passaram a servir de modelo para habitações particulares pela capacidade de transformação do espaço que suas leves divisórias corrediças ofereciam. localizados sobre um terraço com orientação especifica. A cerâmica e a porcelana ocorreram com igual profusão em ambas as culturas. com um imenso jardim central. tendo em vista as estações do ano. tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional. com suas pontas para cima. Trata-se de uma vivenda onde o volume e a simplicidade de formas são os personagens principais. Os telhados típicos de terracota. persistiu-se na tradição arquitetônica chinesa para os templos budistas. o que não ocorreu com a arquitetura profana. Ali se pode observar a disposição do templo e dos diferentes palácios. mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza. além de serem uma realização complexa. que transpôs para o Japão nas estatuas colossais de Buda. embora os motivos tenham nascido da iconografia chinesa. as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos. e as arredondadas. simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre.A escultura chinesa também adotou as ousadas e elegantes formas da Índia. construída para o imperador no inicio do século XV. que representam a terra. Uma das construções mais típicas é o rikyu. que convidam à meditação. a arquitetura deveria ser uma réplica do universo. As formas quadradas. No geral. Os materiais utilizados são os que o entorno natural oferece. carente do lirismo e da intelectualidade dos chineses. no geral madeira e argila. que simbolizam o céu. Com o tempo. principalmente nos telhados. pedras e água. Arquitetura: Tanto uma como outra. não apenas no que se refere a habitabilidade.

O paisagismo foi considerado na China o gênero pictórico mais relevante e atingiu o apogeu durante a dinastia Song (IX-XIII). o que os levou a colorir rostos e intensificar as feições. os artistas japoneses não temeram cair num certo maneirismo próximo do grotesco. Sob o governo da dinastia T’Sang proliferaram as figuras em madeira pintada e folheadas a ouro. Esse expressionismo foi transferido depois para as máscaras de teatro do século XV. típicas da plástica indiana. A ele seguem-se os afrescos dos tempos da dinastia Han e mais tarde os da Tang. combinando as ilustrações com letras desenhadas. No século XI aparecem os primeiros quadros de paisagem.C. Pintura: A extensa história da pintura chinesa começou com um quadro sobre seda encontrado recentemente e que pertenceu à dinastia Shou (206 a. pertencentes à dinastia Ming (século XIV). Não satisfeitos com a idealização chinesa.). Pode-se dizer que esses modelos se conservaram ao longo de toda a história da arte chinesa quase sem variações estilísticas. As 111 . obscureceram a escultura. tanto em pedra como em bronze. com exceção das famosas estátuas monumentais do príncipe Buda. Os motivos eram tanto religiosos quanto profanos. e os espelhos decorados eram muito cobiçados pelos aristocráticos mecenas japoneses.uma das construções de contemporânea ocidental. As jóias e os objetos decorativos em jade. cerâmica e porcelana de caráter suntuoso. Ousados e inconformados. pedra extremamente difícil de se esculpir. muito bem conservado e de uma elegância e refinamento característicos das cortes imperiais. bronze. Existia o pequeno formato de álbuns. Os trabalhos em jade. combinado-os com os preceitos históricos do xintoísmo. maior influencia na arquitetura Escultura: As primeiras esculturas chinesas eram figuras zoomórficas monumentais da época da dinastia Han. nos quais tanto os chineses quanto os japoneses demonstraram um refinamento singular e uma grande exigência de qualidade. A porcelana faz parte da tradição: a mais representativa continua sendo o azul cobalto e branca (Arte Ming). tentaram dotar sua estatuaria de grande expressividade. Os escultores japoneses adotaram os modelos búdicos austeros da dinastia chinesa T’ang.

paisagens ostentavam formas puras e simbólicas. Já em plena Idade Média. As origens da arte indiana remontam às invasões dos arianos. que tanta influência exerceram sobre a pintura dos séculos XIX e XX. foi forjado no país que lhe dá o nome e difundiu-se a partir do reino vizinho. e surgiram as pinturas sobre seda e as gravuras. e manifestou-se uma renovada religiosidade nos temas. entretanto. com os quadros de costumes conhecidos como ukiyo e obras de Utamaro e Hokusal. O grande ressurgimento da pintura não chegou senão no século XVIII. A principio também se produziu grande quantidade de afrescos. apesar de posterior ao Bramanismo e contemporâneo do jainismo. Também foi o apogeu dos gêneros paisagistas e de costumes. que decoravam as paredes dos templos. o sânscrito.C. o Khuner. a pintura sobre seda se transformou no gênero mais valorizado. sempre segundo cânones estéticos chineses. Nepal. O modelo. não se afastou do modelo chinês. A necessidade de difusão desse movimento religioso levou à adoção de determinados parâmetros de representação. no essencial. que tão imitadas seriam na Europa rococó (Chinoiserie). principalmente e dos impressionistas e modernistas. a pintura chinesa se limitou à imitação dos modelos antigos. Tibete e Indonésia. com os conhecidos quadros da cerimônia do chá. 112 . os pintores japoneses abandonaram definitivamente os temas religiosos e optaram por ilustrar o refinamento e os luxos da corte. com dinastia dos Mauryas começou um período de esplendor cultural.. as composições eram em geral assimétricas e obtinha-se uma ilusão de perspectiva sem paralelo na pintura universal. estabeleceu os princípios da arte indiana ao longo de toda a história. mas também na Caxemira. no século VII a. ARTE INDIANA E KHMERIANA: Deve-se entender como arte indiana aquela que se manifestou não apenas na Índia. Ceilão. A partir do século XIV. pelos demais. Os Vedas. eram semelhantes às primeiras pinturas budistas dos pagodes chineses. De caráter naturalista. desde seu surgimento. A partir de então. A arte indiana também recebeu influencia persa. Adquiriu então importância a técnica de aquarela sobre papel ou seda. que depois foram estendidos às outras religiões. e seus escritos religiosos. principalmente nas cortes. O budismo. que depois de devastar a civilização do vale do Indo impuseram sua língua. A pintura japonesa.

C. cuja imagem apareceu pela primeira vez nas obras da escola de Gandhara. pintava-se o desenho básico com a parte úmida. que se difundiram de lá para o resto da Ásia.. em representações mais rígidas.). que era a representação mais completa de seu estado de pureza e santidade. retocando-a depois de seca a superfície.C. aparentemente devido à falta de conhecimento técnicos de seus escultores. as representações tendiam para o naturalismo. – I a. mais novos.). No caso dos afrescos das famosas cavernas de Ajanta. época em que esse tipo de pintura começa a se difundir por toda a Ásia.sob o reinado de Asoka (274-237 a. sentado e com auréola. Os temas preponderantes eram as cenas de vida do príncipe Buda (O iluminado). influenciada pela arte grega. A de Gandhara e a de Mathura. deixando de lado o budismo. no norte. de modo geral estritamente simétricas e despojadas do sensualismo e erotismo do modelo. A primeira foi a mais importante. A arte indiana começou a se expandir a partir da Idade Média e encontrou seu imitador mais respeitado no vizinho reino do Khmer. de superfícies menos carregadas. e a de Wengi. A época do esplendor desse tipo de afresco coincidiu com o período de transição (séculos V a. Os artistas desse reino apostaram. surgiram as três escolas mais importantes da Índia.C. na medida em que. ainda que fossem influenciadas por uma estética sensual e idealista. e os relevos. que revitalizaram notavelmente a pintura e a escultura e renovaram as formas arquitetônicas.). retomando a tradição indiana. Pintura: A pintura indiana complementou a escultura na decoração de templos e palácios e serviu como veiculo de propagação da religião e da história a partir da dinastia Vakataka (século V d. no sul. são do século V. No século I d. A técnica utilizada era a do afresco combinado com a têmpera.C. alguns datam do século II d. anterior a ela: porte colossal. ou seja. criou a chamada arte grecobúdica e foi também responsável pela primeira representação figurativa do príncipe Buda. fazia-se alusão a ele através d algum símbolo ou do vazio.C. Essa técnica deu origem a graves problemas no que diz respeito à conservação das obras. entretanto. extravagância e colorido. Especial relevância tiveram os templos piramidais. No geral. Antes. 113 . enquanto outros. que manteve os princípios estilísticos da dinastia Gupta. até então simbolizado pelo vazio.C. no Camboja. O chamado período clássico começou com os reis guptas.

De lá. Síria. consagrada na Idade Média. Como a pintura era feita sobre folhas de plantas regionais dessecadas e em rolos de papel. As figuras talhadas na pedra pareciam se reproduzir infinitamente para cobrir completamente. ARTE ISLÂMICA: No ano de 622. O melhor exemplo disso é o relevo “A Descida dos Ganges” (século I d. o profeta Maomé se exilou (hégira) na cidade de Yatrib e para aquela que desde então se conhece como Medina (Madinat al-Nabi. além de decorar. sob a orientação dos califas. faltavam-lhes o colorido e a vivacidade dos afrescos. a arte budista dos pioneiros tempos evitou representar o príncipe iluminado. nas suas origens. o Khmer. 114 . cidade do profeta). Os relevos com cenas eróticas extremamente explicitas. o tantrismo.C. Durante o período clássico (320-570 d.No inicio do século X. Isso se deu ao fato de que sob a dinastia Mahayana. interpretou o ato sexual como a aproximação do homem divino. num descontrolado horror ao vazio. típicas da decoração dos stupas. que evitavam toda a referencia ao erotismo. surgiram a partir da indianização do budismo. Essa carência foi suprida com a influencia posterior da pintura persa. As formas búdicas e indianas foram adotadas em representações mais esquemáticas e rígidas. tanto no Oriente quanto no Ocidente. cumpriam a função de ensinar aos iniciados os princípios de Buda.) a escultura indiana começou a adotar elementos fantásticos ao mesmo tempo em que ganhou em monumentalidade. com uma qualidade artística visivelmente inferior. Ásia Menor. um caráter decididamente naturalista. as paredes internas e externas do templo com figuras humanas e de animais. Pérsia. a pratica do afresco cedeu lugar a miniatura. A influencia da estatuaria indiana deixou sua marca no reino vizinho. Escultura: A escultura Indiana teve. Apesar de inteiramente figurativa. sucessores do profeta. Norte da África e Espanha. uma das ramificações religiosas indianas do budismo. No século XI apareciam as primeiras imagens do príncipe santo nas oficinas da escola de Gandhara sob a influencia grega. no Camboja.). começou a rápida expansão do Islã até a Palestina. tanto nas estátuas quanto nos relevos.C. que. Índia. Essa tendência se manteve por vários séculos.

De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, que no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade. Foi assim que as cúpulas bizantinas coroaram suas mesquitas, e os esplêndidos tapetes persas, combinados com os coloridos mosaicos, as decoraram. Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu inicio, conceitual e religiosa. No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembraram o neófito, que contempla uma obra feita para Deus. Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no inicio, como exclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto, na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância da religião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum e peregrinação. Arquitetura: As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina : uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refugio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos. No entanto a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão

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importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização. A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um circulo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma.. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àqueles na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capitulo a parte. As residências dos emires, construíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o habitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala de trono. Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar a todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos mártires. Tapetes: os tapetes e tecidos desde sempre tiveram um papel muito importante na cultura e na religião islâmica. Para começar, como povo nômade, esses eram os únicos materiais utilizados para decorar o interior das tendas. À medida que foram se tornando sedentários, as sedas, brocados e tapetes passaram a decorar palácios e castelos, além de cumprir uma função fundamental nas mesquitas, já que o mulçumano, ao rezar, não deve ficar em contato com a terra. Diferentemente da tecedura dos tecidos, a do tapete constitui uma unidade em si mesma. Os fabricados antes do século XVI chamam-se arcaicos e possuem uma trama de 80.000 nós por metro quadrado. Os mais valiosos são de origem persa e têm 40.000 nós por decímetro quadrado. As oficinas mais importantes foram as de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente. Entre os desenhos mais
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clássicos estão os de utensílios, de motivos florais, de caça, com animais e plantas, e os geométricos, de decoração. Pintura e gráfica: as obras de pintura islâmica são representadas por afrescos e miniaturas,. Das primeiras, muito poucas chegaram até nossos dias em bom estado de conservação. Elas eram geralmente usadas para decorar paredes de palácios ou de edifícios públicos e representavam cenas de caça e da vida cotidiana da corte. Seu estilo era semelhante ao da pintura helênica, embora, segundo o lugar, sofresse uma grande influência indiana, bizantina e inclusive chinesa. A miniatura não foi usada, como no cristianismo, para ilustrar livros religiosos, mas sim nas publicações de divulgação cientifica, para tornar mais claro o texto, e nas literárias, para acompanhar a narração. O estilo era um tanto estático, esquematizado, muito parecido com o das miniaturas bizantinas, com fundo dourado e ausência de perspectiva. O Corão era decorado com figuras geométricas muito precisas, a fim de marcar a organização do texto, por exemplo, separando um capitulo de outro. Estreitamente ligada à pintura, encontra-se a arte dos mosaicistas. Ela foi herdada de Bizâncio e da Pérsia antiga, tornando-se uma das disciplinas mais importantes na decoração de mesquitas e palácios, junto com a cerâmica. No inicio, as representações eram completamente figurativas, semelhantes às antigas, mas paulatinamente foram se abstraindo, até se transformarem em folhas e flores misturadas com letras desenhadas artisticamente, o que é conhecido como arabesco. Assim, complexos desenhos multicoloridos, calculados com base na simbologia numérica islâmica, cobriam as paredes internas e externas dos edifícios, combinando com a decoração de gesso das cúpulas. Caligrafias de incrível preciosidade e formas geométricas multiplicadas até o infinito criaram superfícies de verdadeiro horror ao espaço vazio. A mesma função desempenhava a cerâmica, mais utilizada a partir do século XII e que atingiu o esplendor na Espanha, onde foram criadas peças de uso cotidiano. ARTE AFRICANA: Existem muitos preconceitos com relação à arte africana e à África em geral. A denominação genérica de africano engloba maior quantidade de raças e culturas do que a de europeu, já que no
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data deste século. Mais ainda.continente africano convivem dez mil línguas. Outros chegaram a criar verdadeiros panteões de deuses. que cristianizaram várias regiões. embora. E isso é muito importante para a análise da obra. não se conhecendo assim seu lugar de origem ou simplesmente ignorando-se sua função. Entre as peças mais valorizadas atualmente estão. apenas para citar algumas. Mas o dono já estava feito. fang. a exemplo da Europa. O auge da arte africana na Europa surgiu com as primeiras vanguardas. O fato de os primeiros colonizadores terem subestimado essas culturas e considerado suas obras meras curiosidades exóticas. graças a antropologia de campo e aos especialistas em arte africana. no século XX. vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente. se possa falar de um certo aspecto identificador que os diferencia dos povos de outros continentes. prestavam culto ao espírito de seus antepassados. Recentemente. para a distorção do verdadeiro sentido das obras. tentaram imitálas. Muitos objetos ficaram sem classificação. algo que colaborou em muitos casos. Sua inclusão na história da arte é bastante recente. além de reconhecer os valores artísticos das peças africanas. organizar as coleções dos museus europeus. Basicamente os povos africanos eram animistas. ARTE OCEANICA: A arte da Oceania constituiu um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. como Gauguin. Alguns. as esculturas de arte das culturas fon. Some-se a isso a influencia dos primeiros colonizadores portugueses. especialmente os fauvistas e os expressionistas. Estes. não pode ser entendida senão com base no estudo da comunidade que a produziu e de suas crenças religiosas. não titubearam em se mudar para lá por algum tempo. Daí ser particularmente difícil encontrar os traços artísticos comuns. ioruba e bini e as de Luba. A arte africana é eminentemente funcional. que são as principais. em busca de novas motivações temáticas e técnicas. provocou um saque sem sentido na herança cultural desse continente. 118 . distribuídas entre quatro famílias. embora sempre sob a ótica de suas próprias interpretações. existindo também os povos monoteístas. foi possível.

o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos. buscavam a novidade. madeira e conchinhas. ossos. no arquipélago da Melanésia. penas de pássaros. cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos. os papuas acentuam a expressividade. corais.São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania. e os polinésios. inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso. na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. os Melanésios. os papuas. e os polinésios. Assim. embora no caso do arquipélago da Polinésia e Malanésia os materiais utilizados sejam variados: fibras vegetais. vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos. Também é possível detectar diferenças estilísticas consideráveis. 119 . limitados pela escassez do deserto. Embora todos tenham origem asiática. climáticos e materiais de cada região. nos deserto do continente. na ilha da Nova Guiné. menos conservadores.

...........2 Conceito:..................................................................1 120 ...........................................................................................................................................................................................................................................21 BARROCO:............................117 ARTE AFRICANA: ...............................................................112 ARTE ISLÂMICA:......................................85 ARTE AFRICANA................................................................................114 ARTE NAIF:...........................................86 Como as idéias se espalham pelo mundo?...............................................................................................................................................................................108 ARTE INDIANA E KHMERIANA:...............................................................................................96 ARTE BARBARA:..........................................................................................................................................6 ARTE GÓTICA:............................................................................................................................................................................. HAPPENINGS.117 ARTE ASSEMBLAGES..............................................................3 ARTE ROMANA:...................................................................................................................................................................................................................................................................18 ARTE CHINESA E JAPONESA:........................................ ......................... BODY ART E NOVO DADAISMO:.........................................................................................................................................................................................14 ARTE ROMÂNICA:................................................................................109 ARTE CONCEITUAL:................................................................Índice Remissivo ABSTRACIONISMO:..............................................67 ARTE NOUVEAU:...............10 ARTE INCA:......................................................................... AMBIENTES.............................................................................97 ARTE EGIPCIA:....................45 ARTE OCEANICA:......................................................................................................................................................1 COBRA:......................................................................................................................................................................................................................................118 ARTE PALEOCRISTÃ:..................................................................................................................................................................................................20 ARTE BIZANTINA:..............................3 Como entendemos a arte?..70 ACTION-PAINTING:....................................................................................34 Classificação da arte:.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................23 ARTE GREGA:...17 ARTE PRÉ-HISTÓRICA:..................................................................................

........................................................................................................81 O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte?..............................................46 INFORMALISMO.............69 DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO................93 PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS ....97 INTERFERÊNCIA:.......................97 MANEIRISMO:...................................77 CUBISMO:...................................................60 DADAÍSMO:.....................................105 História da Arte:.......................................................75 EXPRESSIONISMO:....77 EARTH ART:...........................................................................................................................................2 PÓS-IMPRESSIONISMO:.............................................................................................................................................................................87 PINTURA METAFÍSICA:.....................................................................................................................................59 GRAFITTI:....CONCRETISMO:............................................................................................................................................................................................51 FOVISMO:......................................................................................................................................92 EXPRESSIONISMO ABSTRATO:....................................................................................................................................................................90 MODERNISMO:...................................................................1 IMPRESSIONISMO:..........................................................................................................106 Quem faz arte?...........................................................................88 Por que o mundo necessita de arte?..........95 INSTALAÇÃO:.............................................................................................................................................ASTECAS ......................................49 PÓS-MODERNISMO:.....................................................................................................................................2 OP ART:...................................................................................................88 POP ART: .......2 121 .....................................................................................39 NEOPLASTICISMO:..........................................................................................68 POP ART....................................................................................................................................................................................................................................................................................................6 MINIMALISMO:..........................................................................INCAS:......................................................................................................................................................................................................................................................................................................... ............................................................ GOTTILIEB E NEWMAN..................................................................................................79 CONSTRUTIVISMO:.................29 MESOPOTÂMIA:......................................................................................................................45 NEOCLASSICISMO:.......................................................................................................................................................................... EXISTECIALISMO E TACHISMO:...............................................................

.........................................................................................................................................................................................................25 ROCOCÓ:.......MODERNISMO:....................................75 SURREALISMO:.............................40 SUPREMATISMO:.................................................................................................. NOVOS SELVAGENS........................................................................................36 ROMANTISMO:........................100 122 ...... NEO-EXPRESSIONISMO........95 REALISMO:....................................................................... NOVA FIGURAÇÃO E PÓS.............................................................................................................................82 TRANSVANGUARDA........... BAD PAINTING...............................................................................................42 RENASCIMENTO:......................RACIONALISMO:..............................