História da Arte: O pintor suíço Paul Klee, disse uma vez que “a arte não limita o visível: cria

o visível” . Sua frase sintetiza uma das principais discussões da história da arte, aquela que opõe de um lado os adeptos da imitação e de outro os da invenção. Mais sistemático, o pintor russo Vassili Kandinski definiu três elementos constitutivos de toda obra de arte: o elemento da personalidade, próprio do artista; o elemento do estilo, próprio da época e do ambiente cultural; e o elemento do puro e eternamente artístico, próprio da arte, fora de toda limitação espacial ou temporal. Conceito: De um ponto de vista genérico e com base em qualquer dos teóricos modernos, a arte é pois todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com intenção estética , isto é, com fim de alcançar resultados belos. Se bem que o ideal de beleza seja de caráter subjetivo e varie com os tempos e costumes, todo artista (seja ele pintor, escultor, arquiteto. Ou músico, escritor, dramaturgo, cineasta) certamente investe mais na possível beleza de sua obra do que na verdade, na elevação ou utilidade que possa ter. Nas artes visuais contemporaneamente chamadas artes plásticas, esse tipo geral esteve sempre presente, assim como os outros que eventualmente se lhe acrescentam, isto é, a originalidade, o aspecto critico e muitas outras características. Classificação da arte: Artes espaciais, todas as artes plásticas, distinguindo as bidimensionais como desenho e a pintura, e as tridimensionais, como a escultura e arquitetura. O sentido mais importante para sua apreciação estética é a visão, motivo por que também foram chamadas de “artes visuais”. Artes temporais, todas as artes que implicam um processo no tempo. Costumam distinguir-se as artes sonoras, como a música instrumental (que além disso, é intermitente, isto é, só existe como tal quando é executada) e as artes verbais, que compreenderiam gêneros literários como a poesia e o romance. Artes mistas, as disciplinas artísticas em que intervêm, combinados, elementos pertencentes aos dois grupos anteriores. O teatro por exemplo, ainda que seja um gênero literário, inclui a representação espacial; a dança é ao mesmo tempo espacial ou
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temporal; e a ópera compreende, além disso, componentes literários, assim como o cinema. Ao longo dos tempos, e à medida que se sucedem às gerações, a arte experimenta mudanças em sua maneira de ser e cabe à história da arte avaliar a importância dessas modificações. Mas a história deve ser, mais do que uma enumeração interminável de fatos, um ordenamento destes (com suas conseqüências). De que toda prioridade seja dada aos realmente mais importantes. Também o historiador da arte deve ordenar por classes os fatos de que dispõe, segundo um critério de qualidade. Quem faz arte? O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha . Outros objetivos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas. Por que o mundo necessita de arte? Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte que pode ser ... feita para decorar o mundo ... para espelhar o nosso mundo (naturalista) ... para ajudar no dia a dia (utilitária)... para explicar e descrever a história... para ser usada na cura de doenças... para ajudar a explorar o mundo. Como entendemos a arte? O que vemos quando admiramos uma arte depende da nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar. O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte? Estilo é como o trabalho se mostra, depois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único. Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o que, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos historiadores, costumam
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classificá-las por categorias e rotulá-las. É um procedimento comum na arte ocidental. Ex.: Renascimento, impressionismo, cubismo, surrealismo e etc. Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte? Podemos verificar que tipo de arte foi feito, quando, onde e como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo tiveram. Como as idéias se espalham pelo mundo? Exploradores, comerciantes, vendedores e artistas costumam apresentar às pessoas idéias de outras culturas. Os progressos na tecnologia também difundiram técnicas e teorias. Elas se espalham através da arqueologia, quando se descobrem objetos de outras civilizações; pela fotografia, a arte passou a ser reproduzida e, nos anos 1890, muitas das revistas internacionais de arte já tinham fotos; pelo rádio e televisão, o rádio foi inventado em 1895 e a televisão em 1926, permitindo que as idéias fossem transmitidas por todo o mundo rapidamente, e os estilos de arte podem ser observados, as teorias debatidas e as técnicas compartilhadas; pela imprensa, que foi inventada por Johann Guttenberg por volta de 1450, assim os livros e a arte podiam ser impressos. Os historiadores da arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas. ARTE PRÉ-HISTÓRICA: Um dos períodos mais fascinantes da historia humana é a préhistória. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente à época anterior a escrita. Tudo que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem. Divide-se em: Paleolítico Superior: a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por
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não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico. também esculturas de metal.Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante. Neolítico: a fixação do homem da Idade da Pedra polida. nota-se a ausência de figuras masculinas. e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais. ocasionou um aumento rápido da produção e o desenvolvimento das primeiras instituições. o artista Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto. instrumentos de pedra e pedra lascada. Além de desenhos e pinturas. e desenvolvimento da pintura e da escultura.000 a 25. o pintor caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Destaca-se Vênus de Willendorf. O homem deste período era nômade. machado. constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. arco e flecha. caça e coleta. tanto na pintura quanto na escultura. seios volumosos. Utilizavam as pinturas rupestres. de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias. e uma grande pedra era colocada 4 . Mas. ossos. controle do fogo. feitas em rochedos e paredes de cavernas.caçadores. primeiros homindios. anzol e linha. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. lançador de dardos. Conseguiu ainda. como – se fossem paredes. como família e a divisão do trabalho. Os próprios temas da arte mudaram. começaram as representações da vida coletiva. produzir o fogo através do atrito e deu inicio ao trabalho com metais.000 AC. sinais e figuras. garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. Assim o homem do neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos. madeira e ossos: facas. Predominam figuras femininas. isto é. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Paleolítico Inferior: aproximadamente 5. Desse período temos as construções denominadas dolmens (consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão. madeira e pedra. ventre saltado e grandes nádegas. mais que sugerem do que reproduzem os seres. O homem que se tornara um camponês. e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. ou seja. com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço. machados. instrumentos de marfim.

contém carvão moído e dióxido de manganês. com mais de 40. inicio do cultivo dos campos. como as famosas “Vênus”. O Santuário de Stonehenge.000 anos. no Sul da Inglaterra. e primeiros arquitetos do mundo. quase uma centena de desenhos feitos há 14. e. Gruta de Rodésia: África. Instrumentos de pedra polida.000 anos. e arado de bois. Ele representa um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares. invenção da roda. aparecimento das cidades. Lembrando que pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa. mamutes. enxada e tear. Existem várias cavernas no mundo que demonstram a pintura rupestre. o homem fazia ornamentos corporais. como colares.000 anos. há ursos. algumas delas são: Caverna de Altamira: Espanha. têm 17. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o sol no dia do solstício de verão. pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a história registra. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo no sentido vertical. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. invenção da escrita. cavalos. A cor preta por exemplo. depois magníficas estatuetas. panteras. suas pinturas foram achadas em 1942. Caverna de Chauvet: França. artesanato. Caverna de Lascaux: França. As cavernas: antes de pintar as paredes da caverna. construção de pedra. foram os primeiros desenhos descobertos.horizontalmente sobre elas). cerâmica e tecidos. descoberto em 1994. 5 . Sua autenticidade porém só foi reconhecida em 1902. indicio de que se destinava às praticas rituais de um culto solar. hienas. dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos. que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. em 1868. Idade dos metais: aparecimento da metalurgia.

(2270 aC). sitiando uma fortaleza (883 – 859 aC). determinando o papel de cada classe social e. Arquitetura: As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do Antigo império: Quéops. os reis eram sepultados com toda sua casa. as esculturas eram colocadas na tumba. voltava para junto dos Deuses dos quais viera. O faraó era considerado ser divino que dominava o povo e que ao partir desse mundo. não existiam pedreiras no vale e os edifícios eram construídos de tijolos cozidos que se designavam com o tempo. para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. menos conhecida que a arte egípcia. justificando sua organização social e política.MESOPOTÂMIA: Sua arte era designada em grego. Esses povos não acreditavam que o corpo humano e sua representação deviam ser preservados para que a alma sobrevivesse. Acredita-se também que uma cópia fiel da cabeça do rei fosse preservada para ele viver para sempre. No fragmento de uma harpa (2600 aC). onde ninguém as via. ARTE EGIPCIA: Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. A religião invadiu toda a vida Egípcia. Quando os Sumérios governou a cidade de Ur. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A múmia do rei ficava no centro da pirâmide. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana. interpretando o universo. orientando toda a produção artística desse povo. em madeira decorada com animais. Quéfren e Miqueninos. Exercito Assírio. As pirâmides. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado. Os reis costumavam encomendar monumentos para celebrar vitórias nas guerras. Monumento do rei Naransin. Junto a essas três 6 . conseqüentemente. inclusive escravos. simetricamente dispostos com precisão como era costume deste povo. os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. erguendo-se em direção ao céu. iriam ajudá-los.

e Hipogeu: túmulo destinado a gente do povo. local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididos conforme seu capitel: Palmiforme: flores de palmeiras. além de serem admiravelmente lapidadas. Eram colocadas na alameda do templo para afastar os maus espíritos. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar. Divididos em três categorias: Pirâmide: túmulos reais. mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deulhe. ao longo dos séculos. As características gerais da arquitetura egípcia são: -Solidez e durabilidade. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária. Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. Papiriforme: flores de papiro. um aspecto enigmático e misterioso. destinados ao faraó. As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura. -Aspecto misterioso e impenetrável. que representa o faraó Quéfren. -Sentimento de eternidade. Para seu conhecimento: Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor. ambos dedicados ao Deus Amon. Mastaba: túmulo para a nobreza.pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito. a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. e Lotiforme: flor de lótus. 7 .

enquanto sua cabeça.ausência de três dimensões. Importavam-se com a plenitude e não com a beleza. . suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. “O Jardim de Nebamun. Suas características gerais são: .Escultura: Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena. uma ilusão de imortalidade. sem demonstrar nenhuma emoção. ou cabeça de chacal. As figuras femininas eram pintadas em ocre. . ou seja. a mulher do re. geralmente esmaltada de azul e verde. Deus dos ritos funerais. Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino. Com esse objetivo ainda. em baixo-relevo. sem claro-escuro e sem indicação do relevo.Lei do frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente. quase sempre de frente. destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além. como um chacal. Os Uciabtis eram figuras funerárias em miniatura. 8 .colorido a tinta lisa. os soldados e o povo. Pretendiam com isso traduzir. enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.ignorância da profundidade. Recobria colunas e paredes. 1400 aC”: Desenhavam o tanque como se fosse visto de cima e as árvores de lado. Pintura: A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. Hórus. que eram quase sempre pintados. foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano. Os próprios hieróglifos eram transcritos. nesta ordem de grandeza: o rei. Anúbis. dando um encanto todo especial às construções. Deus do céu. muitas vezes coberto de inscrições. na pedra. representado como um falcão ou cabeça de falcão. o sacerdote. peixes e aves de perfil com veracidade (zoólogos reconhecem espécies). . mais próximo da cartografia do que do pintor. muitas vezes. Os baixos-relevos egípcios. dando as figuras representadas uma impressão de força e de majestade. desenhavam de memória destacando tudo claramente.

Para seu conhecimento: Hieróglifos: foi decifrada por Champolion. que representavam com movimentos rápidos e ágeis. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos: considerados a escrita sagrada. Os egípcios escreviam usando desenhos. no fim do século XIX. Seu sucessor foi Tutankhamon. que descobriu o seu significado em 1822. O livro dos mortos. Não desejava homenagear vários Deuses. e Demótica: a escrita popular. 9 Tolh. não utilizavam letras como nós. numa localidade que hoje se chama Tell-el-Amama. Atom de quem era devoto e o representava pelo disco do sol. algumas das obras ainda tem o estilo da região de Atom. Quando o palácio do rei foi escavado em Cnosso. encontrou-se obra assim. homens e mulheres estão do mesmo tamanho. Hierática: uma escrita mais simples. Também na parte continental da Grécia. que acompanham o texto com singular eficácia. era inacreditável que um estilo livre e gracioso pudesse ser desenvolvido no 2º milênio. ou seja um rolo de papiro com rituais funerários. era posto no sarcófago do faraó morto. Seus retratos o mostram como um homem feio. e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro. Nas imagens que aparece com sua esposa Nefertite e seus filhos. que restaurou as velhas crenças. O Rei Amenófis IV. cada um dotado com uma mão. ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. seu túmulo repleto de tesouros foi descoberto em 1922. rompeu com vários costumes. anota o resultado. utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes. Mumificação: a) eram retirados o cérebro. as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas. Em Creta. e instalou sua corte longe dos sacerdotes dos outros Deuses. enviando seus raios. com a cabeça de Íbis. . os intestinos e outros órgãos vitais.Deus mensageiro. habitavam um dos povos mais talentosos. Intitulou-se como Akhnaton. ilustrado com cenas muito vivas. para ele só havia um Deus supremo.

Nove metros já se foram. estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II. exprimir suas manifestações. o artista se empolga pela vida e tenta. por água abaixo. a arte grega liga-se à inteligência. essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”. o equilíbrio. durante 20 anos. pois os seus reis não eram deuses. encravado na montanha de pedra com suas estatuas do faraó de 20 metros de altura. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Além de salvar este valioso patrimônio. Arquitetura: as edificações que despertaram maior interesse são os templos. um prédio de 48 andares. graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II. foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens. c) As incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com nitrato de Potássio. tinha originalmente 146 metros de altura. através da arte. a harmonia ideal. mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem estar do povo. Entre as raras exceções desse drama do deserto. A característica mais evidente dos templos gregos. Quando a grande barragem de Assua foi concluída. amor pela beleza. Para erguê-la. e a democracia. interesse pelo homem. Na sua constante busca de perfeição. Em 1964. a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós. Contemplando a natureza. Eles têm como características: o realismo. embebida em betume. removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original. Queóps. em Abu Simbel. engolidas pelo Lago Nasser. em 1970. uma faraônica operação coordenada pela unesco com recursos de vários países.b) Nas cavidades do corpo eram colocados resinas aromáticas e perfumes. literalmente. é a maior das três pirâmides. um total de 40 milhões de dólares. dezenas de construções antigas do sul do país foram. ARTE GREGA: Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito. longe da margem do lago. que servia como impermeabilização. o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão. é a simetria 10 .

A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata. a konistra ou orquestra. O fuste da coluna era monolítico e grosso. As colunas sustentavam um entablamento eram construídos segundo os modelos das ordens dórica.entre o pórtico de entrada e o dos fundos. para os espectadores. também. A ordem Dórica traduz a forma do homem e a ordem Jônica traduz a forma da mulher. O templo era construído sobre uma base de três degraus. empresta uma idéia de solidez e imponência. o koilon ou arquibancada.. por sua simplicidade e severidade. a) 11 . construído no século IV a. b) Teatros: que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas.Na Acrópole. c) Ginásios: edifícios destinados a cultura física. de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. Ordem Corintia: o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas. entre eles. filosofia. Um exemplo típico é o teatro de Epidauro. jônica e corintia. para os atores. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Caria. Os principais monumentos da arquitetura grega: Templos: dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas. para o coro. Chegava acomodar cerca de 14000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita. Sugere luxo e ostentação. Principal arquiteto Ictino. O capitel era uma almofada de pedra.C. ao ar livre. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. mas sobre uma base decorada. nela se expressa o pensamento. Nascida do sentir do povo grego. Ordem Jônica: representava a graça e o feminino. a ordem dórica. muito usado no lugar do capitel jônico. Ordem Dórica: era simples e maciça. d) Praça: Agora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos.

são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma. com o corpo em forma de um sino invertido. Esse tipo de estatua é chamado Kouros (palavra grega: 12 . As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. água) tinha três asas. além do equilíbrio e perfeição das formas. o movimento. encontra-se na arte cerâmica. vinho. com o gargalo largo. animais e paisagens. havia movimento. deviam representar a “atitude da alma”. As estatua adquiriram. Hidra: (derivado de Ydor. o “escorço”. Cratera: tinha a boca muito larga. em mármores. eram de classes inferiores. servia para misturar água com vinho (os gregos nunca bebiam vinho puro). observando como “os sentimentos afetam o corpo em ação”. 500 aC (pintar um pé. mas os corpos com diferenças). encontramos vestígios da pintura Egípcia (rosto de perfil. Além de servir para rituais religiosos. Os vasos gregos. a sua forma correspondia à função para que eram destinados: Ânfora: vasilha em forma de coração. esses vasos eram usados para armazenar. Os pintores fizeram a maior descoberta. A pintura grega se divide em três grupos: 1) figuras negras sobre o fundo vermelho 2) figuras vermelhas sobre o fundo negro 3) figuras vermelhas sobre o fundo branco Escultura: A estatuaria grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar. água. mas também pela harmonia entre o desenho. como é visto de frente). etc. com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. as cores e o espaço utilizado para a ornamentação.Pintura: A pintura grega. Murais e mosaicos. Na escultura. Por isso. em rigorosa posição frontal. os artistas. pesquisavam para pintar. ombros de frente. O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. foi insuperável. entre outras coisas. o antropomorfismo (esculturas de formas humanas). descobertos em Pompéia mostravam a natureza. ornado com duas asas. azeite e mantimentos. Escultores e pintores. grandes figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas simétricas. Segundo Sócrates. trabalhavam para sobreviver. No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir.

deus das artes e da beleza. autor do Discóbolo (homem arremessando o disco). entre outros. No período clássico passou-se a procurar movimento nas estatuas. deusa da guerra. em honra a Zeus. . a) b) c) d) Para seu conhecimento: Mitologia: Zeus. foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino. sua obra. O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas. pois no período arcaico. -Policleto. talvez o mais famoso de todos. 13 . Os primeiros jogos começaram em 776 a. entre os gregos a lira era o instrumento nacional. celebrado pela graça das suas esculturas. Atenéia. As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo. Apolo. Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles. as esculturas dos frontões. se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore. mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados. -Lisipo. Teatro: Foi criadas a comédia e a tragédia. Foi ele que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes e cabeças. para isto. autor de Doríforo. criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça. Os principais mestres da escultura clássica grega são: -Praxíteles. deusa do amor. a cada 4 anos. autor de Zeus Olímpico. Olimpíadas: se realizavam em Olímpia. pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino). Realizou toda a decoração em baixos-relevos do Templo Partenon. deus das águas. e Atenéia. Surge o nu feminino. senhor dos céus. métopas e frisos. condutor da lança.prima.C. podendo fixar o movimento sem se quebrar. Música: Significa a arte das musas.homem jovem). as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. representava os homens “tal como se vêem” e “não como são” (verdadeiros retratos). mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. -Miron. Poissedon. Período Helenístico pode observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade. -Fidias. Afrodite.

ARTE ROMANA: A arte romana, sofreu duas fortes influencias: a da arte etrusca popular e voltada para a expressão da realidade vivida, e a da grecohelenistica, orientada para a expressão de um ideal de beleza. Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. Arquitetura: As características gerais da arquitetura romana são: - busca do útil imediato, senso de realismo; - grandeza material, realçando a idéia de força; - energia e sentimento; - predomínio do caráter sobre a beleza; - originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas. As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções: 1) Religião: Templos Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos são o templo de Jupter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do imperador Adriano, foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. 2) Comércio e civismo: Basílica A principio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em varias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia , iniciada no governo de Julio César, foi concluída no império de Otavio Augusto. 3) Higiene: Termas Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caracala, que além de casa de banho, eram centros de reuniões sociais e esportes. 4) Divertimentos:

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a) Circo: extremamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos praticados temos: Jogos circenses – corridas de carros; Ginásios – incluídos neles o pugilato; Jogos de tróia – aquele em que havia torneios a cavalo; Jogos de escravos – executados por cavaleiros concluídos por escravos; Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.C. Dos circos romanos, o mais célebre é o “Circus Maximus”. b) Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis. c) Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro, significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem corintia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das escadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar 40.000 pessoas sentadas e mais de 5.000 em pé. 5)
a)

Monumentos decorativos:

Arco de Triunfo: pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o arco de Tito, todo em mármore, construído no Fórum Romano para comemorar a tomada de Jerusalém. b) Coluna Triunfal: a mais famosa é a coluna de Trajano, com seu característico friso em espiral que possui a narrativa histórica dos feitos do imperador em baixo-relevo no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitória de Trajano sobre os dácios e os partos. 6) Moradia: Casas, construídas ao redor de um pátio chamado Átrio.

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Pintura: O Mosaico foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em gera. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém das cidades de Pompéia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos. Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore. b) Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural. c) Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. d) Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral. Escultura: Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuaria romana teve seu maior êxito nos retratos. Com a invasão dos Bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V, precisamente no ano de 476, perde o domínio do seu território do Ocidente para os invasores germânicos.
a)

Mosaico: Partidários de um profundo respeito pelo ambiente arquitetônico, adotando soluções de clara matriz decorativa, os masaístas chegaram a resultados onde existe uma certa parte de estudo direto da natureza. As cores vivas e a possibilidade de colocação sobre qualquer superfície e a duração dos materiais levaram a que os mosaicos viessem a prevalecer sobre a pintura. Nos séculos seguintes, tornar-se-ão essenciais para medir a ampliação das primeiras igrejas cristãs.

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pois a palavra peixe. até que em 313 d. que recebe este nome devido as catacumbas. forma as iniciais da frase: “Jesus Cristo de Deus Filho Salvador”. Esta perseguição marcou a primeira fase da arte paleocristã: a fase catacumbária. o poder romano viu-se extremamente abalado e teve inicio um período de perseguição não só a Jesus. dando inicio a 2º fase da arte paleocristã: a fase basilical. por exemplo: Arca de Noé. Ainda hoje podemos visitar as catacumbas de Santa Priscila e Santa Domitila.ARTE PALEOCRISTÃ: Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam seu estilo por toda Europa e parte da Ásia. os romanos cederam algumas basílicas para eles usarem como local para as suas celebrações. nos arredores de Roma. Passagens da Bíblia também eram ali simbolizadas. mas também a todos aqueles que aceitavam sua condição de profeta e acreditaram nos seus princípios. em grego ichtus. Surge a arte cristã primitiva. a pintura é simbólica. Outra forma de simbolizá-lo é o desenho do pastor com ovelhas “Jesus Cristo é o Bom Pastor” e também. o qual marcou uma nova era e uma nova filosofia. Os romanos testemunharam o nascimento de Jesus Cristo. Tanto os gregos como os romanos. os cristãos (aqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus Cristo) começaram a criar uma arte simples e simbólica executada por pessoas que eram grandes artistas. o cordeiro “Jesus Cristo é o cordeiro de Deus”. Para entender melhor a simbologia: Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um círculo ou por um peixe. Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões. Nesses locais. muito utilizado pelos gregos e romanos. onde os primeiros cristãos secretamente celebravam seus cultos. O mosaico. o imperador Constantino legaliza o cristianismo. cemitérios subterrâneos em Roma. Com o surgimento de um “novo reino” espiritual. Os cristãos foram perseguidos por três séculos. lugar civil destinado ao comércio e assuntos judiciais. adotavam um modelo de edifício denominado “Basílica” (origem do nome: Basileu = Juiz). utilizando imagens 17 . Eram edifícios com grandes dimensões: um plano retangular de 4 a 5 mil metros quadrados com três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada principal.C. Com o fim da perseguição aos cristãos. foi o material escolhido para o revestimento interno das basílicas.

principalmente de povos bárbaros.C. e Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente. quando a sua capital Constantinopla foi totalmente dominada pelos muçulmanos (esta data. foi completamente dominado (esta data. além das suas funções. dos ataques bárbaros e das pestes. Em 395 d. O Império Romano do Ocidente sofreu várias invasões. tendo Roma como sua capital. A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma. em 476 d. organizar também as artes. conseguiu-se manter até 1453.do Antigo e do Novo Testamento. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo. ARTE BIZANTINA: O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era.. 476 d. Por volta do século IV. marca o fim da Idade Antiga e o inicio da Idade Média). 1453. o novo e a de São Vital com riquíssimos mosaicos. Honório ficou com o Império Romano do Ocidente. tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a 18 . era o representante de Deus. facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã – Arte Bizantina. A arte bizantina está dirigida pela religião. Já o Império Romano do Oriente (onde se desenvolveu a arte bizantina). cidade grega. marca o fim da Idade Média e o inicio da Idade Moderna). Graças a sua localização (Constantinopla) a arte bizantina sofreu influencias de Roma.. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais. rico tanto na técnica como na cor. Na cidade de Ravena pode-se apreciar o Mausoléu de Gala Plácida e a igreja de Santo Apolinário. depois batizada por Constantinopla. até que..C. o imperador Teodósio dividiu i Império Romano entre seus dois filhos: Honório e Arcádio. Grécia e do Oriente. apesar das dificuldades financeiras. com a capital Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul). Esse tratamento artístico também foi dado aos mausoléus e os sarcófagos feitos para os fiéis mais ricos eram decorados co relevos usando imagens de passagens bíblicas. tornando os artistas meros executores. ao clero cabia. começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio.C.

pois. penetrando. octogonal ou quadrada imensas cúpulas. e. na hoje Stambul. projetada pelos arquitetos de Tralles e Isidoro de Mileto. ladeando a Virgem Maria e o Menino Jesus. Constituía na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito entre os imperadores e clero. Plasticamente. sentimentos de universidade e poder absoluto. 19 . durante a segunda metade do século XV e boa parte do século XVI. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada. não raro encontrar um mosaico onde esteja juntamente com a esposa. elas eram planejadas sobre uma base circular. o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos. a arte daquelas regiões onde ainda florescia a ortodoxia grega permaneceu dentro da arte bizantina. a maior igreja de Constantinopla. nos paises eslavos. O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas. dos profetas e dos vários imperadores. são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os afrescos. logo se sucedeu um período de crise chamado de Iconoclastia.cabeça. A igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria). Um pouco mais de Santa Sofia: “A verdadeira beleza de Santa Sofia. por exemplo. Porém -. durante o reinado do imperador Justiniano. O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados à decoração. por exemplo. Toda essa atração por decoração aliada a prevenção que os cristãos tinham contra a estatuária que lembrava de imediato o paganismo romano. afasta o gosto pela forma e conseqüentemente a escultura não teve tanto destaque neste período. sugerindo por associação à abóbada celeste. mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo. capital do Império Bizantino. A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI. foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina. Apresenta pinturas na paredes. a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é demasiadamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro. colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido. as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade. criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados. ela possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos. A arte bizantina não se extinguiu em 1453. Neles. E essa arte extravasou em muito os limites territoriais do império. A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina.

avançaram definitivamente sobre a Europa. ARTE BARBARA: Depois da queda do império romano. há uma beleza natural na sua magnificência espacial e nos jogos de sombra e luz. sobre um solo de mármore. não demoraram a assimilar a cultura e a religião (cristianismo) dos povos conquistados. Estava em curso o século V. Esses grupos. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis. o que deu origem a uma arte completamente diferente. os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. e nas técnicas de decoração correspondentes. folhas de acantos envolvem o monograma de Justiniano e de sua mulher Teodora. Em suas crônicas. bordada em filigrama de sombras dos candelabros suspensos. entre outros povos conhecidos genericamente como bárbaros. um claro-escuro admirável quando os raios de sol penetram e iluminam o seu interior “. a entalhadura e filigrana. no mármore profundamente talhado dos capitéis das colunas das naves laterais. vândalos.encontra-se no seu vasto interior. fossem eles de luxo ou utilitários. resplandece a grande cúpula. que desde o século V a. francos. Um olhar mais atento permite ao visitante ver o trabalho requintado dos artífices bizantinos no colorido resplandecente dos mosaicos agora restaurados. tanto para a fabricação de armas quanto de jóias. Assim. que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX. na fundição e moldagem de metais. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. germânicos e suecos. No alto. não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria. mongóis. ao mesmo tempo em que lhes transmitia seus próprios traços culturais. mosaicos e afrescos. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. essencialmente nômades. alamos. como a tauxia ou damasquinagem e esmaltação. Somente quando o império começou a ruir foi que conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer 20 .C. uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta. Uma vez dominados. Embora a igreja tenha perdido a maior parte da decoração original de ouro e prata.

em parte. Deus é o centro do universo. Por seu lado. visigodos e ibéricos. com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. saxões e os próprios celtas mostram sua passagem pelos deferentes assentamentos e lugares conquistados. Sabe-se que as oficina dos artesãos que trabalhavam com marfim eram numerosas tanto nas Gálias quanto na península itálica. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. em perpetua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. tem inicio o período histórico conhecido. além de gregos e romanos. deixou importantes amostras de escultura. seguindo o estilo do império romano. como entre fenícios. a meio caminho entre a religiosidade. celtas. agora em parte aceita. a fusão de culturas. as nacionalidades européias. dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. dos quais se originaram. na forma de relevos planos. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). A experiência de celtas e escitas como ourives inegavelmenteestava ligada à sua experiência como entalhadores. Confirmou-se com a tradição dos dípticos consulares de Bizâncio. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã. a igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiram vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa. Na península ibérica.numerosos reinos. Escultura: A escultura em pedra foi destinada a decoração de igrejas e batistérios. ARTE ROMÂNICA: Em 476. A entalhadura do marfim não foi menos importante. A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros. como os Touros de Guisando ou a Dama de Elche. capitéis e sarcófagos. Mais tarde sofreria também açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte. devido à ghrande demanda de exemplares. trazendo modificações no comportamento humano. cujas formas foram adotadas na confecção de capas de livros evangélicos e Bíblias. As pedras com entalhes de runas e ídolos nórdicos entre os vikings. com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. por Idade Média. e a medida de 21 .

que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada. Elas são sempre grandes e sólidas. duras e primitivas. As características essenciais da pintura românica foram à deformação e o colorismo. Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. é um estilo essencialmente clerical. Trata-se de torre de Pisa que se inclinou porque. -Aberturas raras e estreitas usadas como janelas. -Torres. A pintura românica desenvolveu-se nas grandes decorações murais. A deformação. e das paredes espessas. estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos. A arte desse período passa. traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. -Arcos que são formados por 180 graus. Na Itália. A primeira coisa que chama atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. por exemplo. através da técnica do afresco. 22 . que sustentavam. na Europa. A igreja como representante de Deus na terra. Pintura e escultura: Numa época em que poucas pessoas sabiam ler. As características mais significativas da arquitetura românica são: -Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura. o terreno cedeu. assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade. A explicação mais aceita para as formas volumosas.todas as coisas. Arquitetura: No final dos séculos XI e XII. diferente do resto da Europa. com o passar do tempo. A figura de Cristo. na verdade. a igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores aos fiéis. é sempre maior do que as outras que o cercam. não apresenta formas pesadas. -Pilares maciços. A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1174. tinha poderes ilimitados. que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida. surge a arte românica cuja estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos.

Enquanto. nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. tudo se volta para o alto. a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano. ausência de movimentos naturais. a crença na existência de um Deus que vive num plano superior. a igreja românica apresenta um único portal. 23 . com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. tem inicio o período histórico conhecido. No século XII entre os anos 1150 e 1500. Na porta. A igreja como representante de Deus na terra. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). a arquitetura predominante ainda é a românica. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã. A arquitetura expressa a grandiosidade. No começo do século XII. Imitação de formas rudes. ARTE GÓTICA: Em 476. que colocadas lado a lado vão formando o desenho. por Idade Média. curtas ou alongadas.O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. de vários formatos e cores. é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado. trazendo modificações no comportamento humano. sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra. e a medida de todas as coisas. tem início uma economia fundamentada no comércio. de modo geral. conheceu seu auge na época do românico. isto é. a igreja gótica têm três portais que dão acesso a três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais. com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. pois não havia a menor intenção de imitar a natureza. mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios. pequeninas pedras. Usado desde a Antiguidade. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade e apareça a burguesia urbana. Deus é o centro do universo. Arquitetura: A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. para representar o próprio céu. tinha poderes ilimitados. Mosaico: A técnica da decoração com mosaico.

alongamento exagerado das formas. exercendo a função de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja. Durante o século XII e até o século XV. os manuscritos também eram encomendados por particulares. O desenvolvimento de tal gênero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV.projetando-se na direção do céu. a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores. os cabeçalhos. ou então é um privilégio da quase mítica China). Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis. aristocratas e burgueses. deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações. As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres. Escultura: As esculturas são ligadas à arquitetura e se alongam para o alto. como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. 24 . Ao realizar essa tarefa. os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto. pois se destinava aos poucos possuidores das obras copiadas. a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena. demonstrando verticalidade. e as feições são caracterizadas de formas a que o fiel possa reconhecer facilmente a personagem representada. Iluminura: È a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada.

XIV e no inicio do século XV. da literatura e das ciências. Além de reviver a antiga cultura greco-romana. Nota-se em suas pinturas um cuidado com perspectiva. que superaram a herança clássica. Assim. considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. apresentava personagens de corpos pouco volumosos. Trata-se de uma volta deliberada. a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo. em direção ao plano celeste. Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento (Duocento): Giotto: a característica principal de seu trabalho foi a identificação da figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum. que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado. que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento. Obras destacadas: O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin. ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes. cobertos por muita roupa. esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem 25 . procurando mostrar os detalhes e as paisagens. E esses santos com ar de homem comum eram o ser mais importante das cenas que pintava. O ideal do humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Obras destacadas: Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis (Itália) e Retiro de São Joaquim entre os pastores. Sua principal particularidade foi a procura do realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas. Jan Van Eyck: procurava registrar nas suas pinturas os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época. com o olhar voltado para cima.Pintura: Desenvolveu-se nos séculos XII. RENASCIMENTO: O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Num sentido amplo. ocupando sempre posição de destaque na pintura. quase sempre tratando de temas religiosos.

(casa de descanso fora da cidade). escultor e arquiteto. de qualquer ponto em que se coloque. Além de dominar conhecimentos de matemática. em oposição ao divino e ao sobrenatural. possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi. que realizou seus mais importantes trabalhos. vilas. Brunelleschi: è um exemplo de artista completo renascentista. Construções: palácios.(humanismo) e da natureza. mas este que. Saber ver a Arquitetura) Principais características: Ordens Arquitetônicas Arcos de volta-perfeita Simplicidade na construção A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônoma. aprendendo a lei simples do espaço. Foi como construtor. 26 . igrejas. Pintura: Principais características: -Perspectiva: arte de figura. no desenho ou pintura. conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância. fortalezas (funções militares). “Já não é o edifício que possui o homem. porém. segundo os princípios da matemática e da geometria. entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. Características gerais: Racionalidade Dignidade do Ser Humano Rigor Cientifico Ideal Humanista Reutilização das artes greco-romana Perspectiva (ilusão de profundidade) Arquitetura: Na arquitetura Renascentista. pois foi pintor. a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza. geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante.

tornam-se manifestações independentes. pelo individualismo. e não apenas admirada. já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e. -Inicia-se o uso da tela e tinta a óleo. Por isso.-Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente. as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina. e . Dentre tantas que expressam a genialidade do artista. Para ele. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. conseqüentemente. quanto a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas. -Tanto a pintura. no Vaticano. esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. ao mesmo tempo. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família. Leonardo da Vinci: ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra. 27 . a beleza estava associada ao ideal cristão. Os principais pintores foram: Botticelli: os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. -Surgimento de artistas com estilos pessoais. diferentes dos demais. uma particularmente representativa é a criação do homem. Para essa Capela. -Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus. mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. Michelângelo: entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura de teto da Capela Sistina.

E é na própria Capela que se faz o conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder à eleição do próximo. Outro gênero dentro da escultura que também acaba sendo beneficiado pela aplicação dos conhecimentos da perspectiva é o baixorelevo (escultura sobre o plano). (Algumas obras:·Moisés. que domina toda a escultura italiana do século XVI. pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo.Estudo do corpo e do caráter humano O Renascimento italiano se espelha pela Europa. Lareira que produz fumaça negra. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. Hans Holbein. que o Papa ainda não 28 .Rafael: suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança.Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade. trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. esta adquire o seu prestigio. Escultura: Em meados do século XV.Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade. Obra destacada: Davi (1. algo inédito até então. Donatello posiciona suas figuras a distâncias precisas.26 m) em bronze. Para seu conhecimento: a) A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). Davi. . com a volta dos papas de Avinhão para Roma. 94. o maior dos quais é Michelângelo. Foi considerado grande pintor de “Madonas”.10m) e Pietá. de tal maneira que elas parecem vir de um espaço interno para a superfície. Empregando uma técnica denominada schiacciato. os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. grandes escultores se revelam. trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. claros e de acordo com uma simetria equilibrada. proporcionando uma ilusão de distância. Bosch e Bruegel. Outro grande escultor desse período foi Andréa Del Verrochio. São eles: Dürer. Protetores das artes. Principais características: . .profundidade e perspectiva . Ali.

Leonardo da Vinci. O certo. um modelo de asa-delta. sabia exatamente a posição de cada músculo. primitiva versão do helicóptero. corporações. propriamente dito. a ponte elevadiça. Alguns historiadores o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco. d) Mecenas. Se olharmos para Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. é que o maneirismo é uma conseqüência de um renascimento clássico que entra em decadência. Isso acontece porque os quadros são lisos. b) Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem. parece que ele nos persegue. pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. assim como Leonardo da Vinci. Dentre as suas invenções estão: Parafuso aéreo “. extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos. etc”. Uma de suas fontes principais de inspiração é o espírito reinante na Europa nesse 29 . cada tendão. enquanto outros preferem vê-lo como um estilo. aristocratas. clero. Além de pintor. em italiano significa maneira). Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente. porém. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado. c) Quando deparamos com o quadro da famosa Monalisa não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar. Os artistas se vêem obrigados a partir em busca de elementos que lhes permitam renovar e desenvolver todas as habilidades e técnicas adquiridas durante o renascimento. um movimento artístico afastado conscientemente do modelo da antiguidade clássica: O Maneirismo ( maniera. burgueses. pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo. Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começa a ser sua marca. MANEIRISMO: Paralelamente ao reconhecimento clássico.foi escolhido. fumaça branca. cada veia. que o papa acaba de ser escolhido. foi grande inventor. avisa o povo na Praça de São Pedro. desenvolve-se em Roma. do ano de 1520 até por volta de 1610. patrocinadores dos artistas.

momento. Não só a igreja, mas toda a Europa estava dividida após a reforma de Lutero. Carlos V, depois de derrotar as tropas de sumo pontífice, saqueia e destrói Roma. Reinam a desolação e a incerteza. Os grandes impérios começam a se formar, e o homem já não é a principal e única medida do universo. Pintores, arquitetos e escultores são impedidos a deixar Roma com destino a outras cidades. Valendo-se dos mesmos elementos do renascimento, mas agora com um espírito totalmente diferente, criam uma arte de labirintos, espirais e proporções estranhas, que são, sem dúvida, a marca inconfundível do estilo maneirista. Mais adiante, essa arte acabaria cultivada em todas as grandes cidades européias. Arquitetura: dá prioridade a construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração. Principais característica: a) Nas igrejas: Naves escuras, iluminadas apenas de ângulos diferentes, coro com escadas em espiral, que na maior parte das vezes não levam a lugar nenhum, produzem uma atmosfera de rara singularidade. Guirlandas de frutas e flores, balaustradas povoados de figuras caprichosas são a decoração mais característica desse estilo. Caracóis, conchas e volutas cobrem muros e altares, lembrando uma exuberante selva de pedra que confunde a vista. b) Nos ricos palácios e casas de campo: Formas convexas que permitem o contraste entre luz e sombra prevalecem sobre o quadrado disciplinado do renascimento. A decoração de interiores ricamente adornada e os afrescos das abóbadas coroam esse caprichoso e refinado estilo, que, mais do que marcar a transição entre duas épocas, expressa a necessidade de renovação.

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Principais artistas: Bartolomeo Ammanati, (1511-1592), autor de vários projetos arquitetônicos por toda a Itália, tais como: a construção do túmulo do conde de Montefeltro, o palácio dos Montova, a villa na Porta Del Popolo, a fonte da Piazza della Signoria. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi, com base nos quais planejou uma cidade ideal. De acordo com os preceitos dos Jesuítas, que proibiam o nu nas obras de arte, legou a eles todos os seus bens. Giorgio Vasari, (1511-1574), Vasari é conhecido por sua obra literária Le Vite (As vidas), na qual, além de fazer um resumo da arte renascentista, apresenta um relato às vezes pouco fiel, mas muito interessante sobre os grandes artistas da época, sem deixar de fazer comentários mal-intencionados e elogios exagerados. Sob a proteção de Aretino, conseguiu realizar uma de suas únicas obras significativas: os afrescos do palácio Cornaro. Vasari também trabalhou em colaboração com Michelângelo em Roma, na década de 30. Suas biografias, publicadas em 1550, fizeram tanto sucesso que se seguiram várias edições. Passou os últimos dias de sua vida em Florença, dedicado à arquitetura. Palládio, (1508-1580), o interesse que tinha pelas teorias de Vitrúvio se reflete na totalidade de sua obra arquitetônica, cujo caráter é rigorosamente clássico e no qual a clareza de linhas e a harmonia das proporções preponderam sobre o decorativo, reduzido a uma expressão mínima. Somente dez anos depois iria dedicar-se à arquitetura sacra em Veneza, com a construção das igrejas San Giorgio Maggiore e Il Redentore. Não se pode dizer que Palládio tenha sido um arquiteto tipicamente maneirista, no entanto, é um dos mais importantes desse período. A obra de Palládio foi uma referência obrigatória para os arquitetos ingleses e franceses do barroco. Pintura: Nela o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar. São os pintores da segunda década do século XV que, afastados dos cânones renascentistas, criam esse novo estilo, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando revalorizar a arte pela própria arte.

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a)

b) c) d) e) f)

Principais características: Composição em que uma multidão de figuras se comprime em espaços arquitetônicos reduzidos. O resultado é a formação de planos paralelos, completamente irreais, e uma atmosfera de tensão permanente. Nos corpos, as formas esguias e alongadas substituem os membros bem-torneados do renascimento. Os músculos fazem agora contorções absolutamente impróprias para os seres humanos. Rostos melancólicos e misteriosos surgem entre as vestes, de um drapeado minucioso e cores brilhantes. A luz se detém sobre objetos e figuras, produzindo sombras inadmissíveis. Os verdadeiros protagonistas do quadro já não se posicionam no centro da perspectiva. Mas em algum ponto da arquitetura, onde o olho atento deve, não sem certa dificuldade, encontrá-lo. Principal artista: El Greco, (1541-1614), ao fundir as formas iconográficas bizantinas com o desenho e o colorido da pintura Veneziana e a religiosidade espanhola. Na verdade, sua obra não foi totalmente compreendida por seus contemporâneos. Nascido em Creta, acredita-se que começou como pintor de ícones no convento de Santa Catarina, em Cândia. De acordo com documentos existentes, no ano de 1567 emigrou para Veneza, onde começou a trabalhar no ateliê de Ticiano, com quem realizou algumas obras. Depois de alguns anos de permanência em Madri ele se estabeleceu na cidade de Toledo, onde trabalhou praticamente com exclusividade para a corte de Felipe II, para os conventos locais e para a nobreza toledana. Entre duas obras mais importantes estão O Enterro do Conde de Orgaz, a meio caminho entre o retrato e a espiritualidade mística. Homem com a mão no Peito, O Sonho de Filipe II e O Martírio de São Mauricio. Esta última lhe custou a expulsão da corte. Escultura: O maneirismo, segue o caminho traçado por Michelangelo: ás formas clássicas, soma-se o novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade. Em resumo, repetem-se as características da arquitetura e da pintura. Não faltam as formas caprichosas, as proporções estranhas, as superposições de planos, ou
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num equilíbrio aparentemente frágil. O modo de enlaçar as figuras. elementos que criam essa atmosfera de tensão tão característica do espírito maneirista. atribuindo-lhes uma infinidade de posturas impossíveis. Giambologna. Mercúrio. Decorou também o palácio dos Montova e o túmulo do conde da cidade. com base nos quais planejou uma cidade ideal. as figuras são unidas por contorções extremadas e exagerado alongamento dos músculos. que proibiam o nu nas obras de arte. voltou para Florença. para a qual realizou uma de suas mais célebres esculturas. legou a eles todos os seus bens. permite que elas compartilhem a reduzida base que têm como cenário. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi. Giambologna está para o maneirismo. (1529-1608). 33 b) . Estabeleceu-se finalmente em Florença. No ano de 1555. a) Principais características: A composição típica desse estilo apresenta um grupo de figuras dispostas umas sobre as outras. deu seus primeiros passos como escultor na oficina do francês Jacques Dubroecq. Conheceu a poetisa Laura Battiferi. na corte dos Médici. Trabalhou com igual maestria a pedra calcáia e o mármore e foi grande conhecedor da técnica de despejar os metais. de origem flamenga. com a morte do papa. com quem se casou. realizou trabalhos em várias cidades italianas.ainda o exagero nos detalhes. como demonstram suas esculturas de bronze. Principais artistas: Bartolomeo Ammanati. A Fonte de Netuno. onde se supõe que teria colaborado com Michelangelo em muitas de suas obras. onde venceu um concurso para a construção da fonte da Piazza della Signoria. (1511-1592). e juntos se mudaram para Roma a pedido do papa Júlio II. Poucos anos depois se mudou para Roma. Baco e Os Pescadores estão entre as obras mais importantes desse período. O Rapto das Sabinas. como Michelangelo está para o renascimento. isso respeitando a composição geral da peça e a graciosidade de todo o conjunto. De acordo com os preceitos dos Jesuítas. que o incumbiu da construção de sua villa na Porta Del Popolo. Participou também de um concurso na cidade de Bolonha. Começaram assim seus primeiros passos como arquiteto.

Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática.O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal. seu propósito é impressionar os sentidos do observador. monumental. que as artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente. Violentos contrastes de luz e sombra. retorcido. alegria e tristeza. Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos). Realista. céu e terra. que se revela num estilo grandioso. colunas retorcidas. substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. Suas características gerais são: Emocional sobre o racional. dando-nos às vezes a impressão de ver o céu. através de curvas. mas é criada intencionalmente pelo artista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. 34 . Entrelaçamento entre a arquitetura e escultura. Dentre os pintores Barrocos: Caravaggio: o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Pintura com efeitos ilusionistas. Pintura: Características da pintura barroca: Composição assimétrica. tal a aparência de profundidade conseguida. Deus e Diabo. na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. Ela não aparece como reflexo da luz solar. pureza e pecado. espírito e matéria. para dirigir a atenção do observador.BARROCO: A Arte Barroca originou-se na Itália (século XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano. contracurvas. baseando-se no principio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. em diagonal. paganismo e cristianismo. abrangendo todas as camadas sociais. Busca de efeitos decorativos e visuais. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência. trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis.

temos: Velazquez: além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país. dos drapeados das vestes e do uso do dourado. perspectiva nas ilusão de que as que este se abre homens para a Andréa Pozzo: realizou grandes composições de pinturas dos tetos das igrejas barrocas. de onde santos e anjos convidam os santidade. o vermelho. Obra destacada: A Glória de Santo Inácio. Dentre os pintores mais representativos. que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. um intenso movimento. no vestuário que se localizam as cores quentes. Escultura: Suas características são: o predomínio das linhas curvas. e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. Obra destacada: O Conde Duque de Olivares. Obra destacada: Aula de Anatomia. Rembrandt (Holandês): o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra. causando a paredes e colunas da igreja continuam no teto. documentando 0 dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. os meios-tons. Rubens (Espanhol): além de um colorista vibrante. Em seus quadros. 35 .Obra destacada: Vocação de São Mateus. Obra destacada: O Jardim do Amor. A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. é geralmente. e de para o céu. de outros paises da Europa. mas a gradação da claridade. se notabilizou por criar cenas que sugerem. o verde e o amarelo. a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas.

Características gerais: Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos. Possui leveza. difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha. e usado inicialmente em decoração de interiores. Vigoroso até o advento da reação neoclássica. caráter intimista. e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. o centro artístico da Europa transferiu-se de 36 . Vaticano e o Êxtase de Santa Tereza. a) b) Para seu conhecimento: Barroco: termo de origem espanhola “Barrueco”. que significa “embrechado”. Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia. Na França. Conteúdos: história sacra e antiga. frivolidade e exuberante. cenas de batalhas. motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. alusões ao teatro italiano da época. técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizado originariamente na decoração de grutas artificiais. tais como conchas. algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas. laços e flores.Bernini: arquiteto urbanista. o rococó é também chamado estilo Luis XV e Luis XVI. Arquitetura: Durante o iluminismo. ambos na Basílica de São Pedro. aplicado para designar pérolas de forma irregular. na Prússia e em Portugal. bizarro. Nos primeiros anos do século XVIII. O termo deriva do francês rocaille. mitologia e retratos. o baldaquino e a cadeira de São Pedro. alegria. pastorais. ROCOCÓ: É o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco. como por exemplo. Desenvolveu-se na Europa do século XVIII. decorador e escultor. mais livre e intimista que aquele. entre 1700 e 1780. por volta de 1770. o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. elegância.

obras-primas dos interiores rococós. escultor alemão. A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno. a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves.Roma para Paris. Mais do que nas peças esculpidas. a) b) Principais características: Cores vivas foram substituídas por tons pastéis. não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó. (1692-1766). cada uma com existência própria e individual. responsável por vários edifícios na Baviera. escultor alemão. membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque. que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas. Restaurou dezenas de igrejas. “Pietá”. Grande mestre do estilo rococó. (1709-1772). Pintura: Durante muito tempo. (1725-1775). com maior graça e intimidade. responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren. quer estilisticamente. “Anunciação”. quer cronológica. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre. marco do rococó bávaro. Principal artista: Johann Michael Fischer. o rococó era a principio apenas um novo estilo decorativo. mosteiros e palácios. em que se afirmou o predomínio 37 . No final do reinado de Luis XIV. foi unificado. Ignaz Günther. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. Principais artistas: Johann Michael Feichtmayr. um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. Escultura: ao contrário do que ocorreu na arquitetura. “Anjo da guarda”. é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. distinguiuse pela criação de santos e anjos de grande tamanho.

caracterizado por uma arte alegre e sensual. tirada do vocabulário das artes decorativas. elemento constante. (1732-1806). Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza. as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado. que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX. desenhista e retratista de talento. onde a fantasia alcança a graça de curvas. onde o decorativismo é livre de normas. denominação posterior ao estilo (1830). No rococó são organismos independentes. os elementos ornamentais eram acréscimos decorativos. Para seu conhecimento: a) Rococó: palavra rocaille (concha). surge o gosto pelo exótico oriental (chinês e japonês). 38 . pintou. As paredes se cobrem de espelhos. treliças e pinturas. apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens. surgem as curvas sob delicados ornamentos. (1703-1770). alguns relatos. Principais artistas: Antoine Watteau. Além dos quadros de caráter mitológico. contra curvas. paisagens (“O casario de Issei”) e cenas de interior (“O pintor em seu estúdio”). as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica. elementos florais. sempre com perfeição no desenho. b) Os ambientes parecem de inspiração feminina. profusamente usado e caprichosamente estilizado. Foi um dos últimos expoentes do período rococó. c) Em todos os estilos anteriores. Jean-Honoré Fragonard. (1684-1721). a infalível concha estilizada de diversas maneiras. subordinados a elementos construtivos. causam as transformações dos interiores: somem os ângulos retos formados por paredes e tetos. François Boucher. mas a alegre descontração do estilo rococó. de cenas galantes de paisagens idílicas. e um dos mais antigos precursores do impressionismo. salões revestidos também com porcelanas.político e cultural da França sobre o resto da Europa.

em Paris. Principais características: Retorno ao passado.NEOCLASSICISMO: Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX. Os edifícios proliferaram com abundancia na Europa. Arquitetura: Tanto nas construções civis quanto nas religiosas. a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo. uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva. Maiores representantes: Jacques-Louis David. isto é. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo). Pintura: Foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana. registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. num verdadeiro culto a teoria Aristóteles. Academicismo nos temas e nas técnicas. sobretudo em Rafael. Harmonia do colorido. pela imitação aos modelos antigos grecolatinos. mestre inegável do equilíbrio da composição. que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia. transformada depois no Panteão Nacional. Arte entendida como imitação da natureza. que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o Império de Napoleão. Durante governo do mesmo. em Berlim. 39 . e a Porta do Brandemburgo. Exatidão nos contornos. mais tarde tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. América Latina e do Norte ( inclusive no Brasil ) e Rússia. foi considerado o pintor da Revolução Francesa. sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas artes. Características da Pintura: Formalismo na composição. mas algumas delas exprimem fortes emoções. refletindo racionalismo dominante.

As convenções técnicas e expressivas são as mesmas adotadas em todos os paises. 40 b) c) . Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo. a atividade artística tornou-se complexa. provocando a divisão do trabalho e o inicio da especialização da mão-de-obra. Conteúdos: mitológicos. retratos e paisagens. foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. épicos. principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade.C. dificulta ou mesmo desvirtuam a afirmação de peculiaridades individuais e nacionais dos artistas. ROMANTISMO: O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais. Bonaparte atravessando os Alpes e Morte de Ingres.. que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção. No Brasil:Pedro Américo e Vitor Meirelles. mas a critica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. Diante daquelas construções. traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.Obra destacada: Marat. os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco. políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII. Obra destacada: Banhista de Valpinçon. o que impede. em que os direitos individuais fossem respeitados. além de composição mitológica e literária. nus. num erro de interpretação. Do mesmo modo. ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. a) Para seu conhecimento: Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que. história sagrada e antiga. sua obra abrange. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos. no ano de 79 a. Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica.

tons agressivos. o neoclássico. a ação incompreensível de monstros. Pinceladas espontâneas. gerando o neogótico. pastosas. Temas da pintura: Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas. Observa-se. Valorização das cores e do claro-escuro. tais como: liberdade. igualdade e fraternidade. Espanha. em 1828. seres deformados. a permanência do estilo anterior. nasceu no pequeno povoado de Fuendetodos. em 1746. Trabalhou temas diversos: retratos de personalidades da corte espanhola e de pessoas do povo. O nacionalismo. rugosidades. grosso modo. Na escultura. Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas. Características da pintura: Aproximação das formas barrocas. Obra destacada: Edifício do parlamento Inglês. Vez por outra retornou-se o estilo gótico da época medieval. Goya e sua mitologia povoada por sonhos e pesadelos. Senhor absoluto da caricatura do seu tempo. A valorização da natureza como princípios da criação artística. barroco para igrejas. Há um ecletismo: gótico para fachadas. Principais artistas: Goya. clássico para museus e palácios. domínio da massa. Morreu em Bordeaux. Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador. Mitologia Grega. inspiração helenística. 41 . asperezas. vigorosas. Sentimentos do presente. cenas históricas e as lutas pela liberdade. Arquitetura e escultura: Registram pouca novidade.Características gerais: A valorização dos sentimentos e da imaginação. os horrores da guerra. Dramaticidade.

Representava assuntos abstratos personificando-os. designa uma maneira de se comportar. restaura a liberdade individual. representa a transformação e o sentimento de novas classes sociais. designa uma tendência geral da vida da arte. elege-se o sentimento e a imaginação como fontes artísticas criadoras. mas por meio do estudo da luz que a natureza reflete. convenceuse de que precisava ser realista. um estilo delimitado no tempo. Turner. Delacroix. portanto nomeia um sistema. sobretudo na pintura francesa. deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade. a) b) Para seu conhecimento: A palavra romantismo. de interpretar a realidade. dando-nos a sensação de grande movimentação. por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história. representou grandes movimentos da natureza. REALISMO: Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias. Obras destacadas: Chuva. Obras destacadas: A liberdade guiando o povo e Agitação de Tanger. que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. 42 . Uma das primeiras vezes que a arte registra a presença da máquina (locomotiva).Obra destacada: Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808. Veneza. de agir. suas obras apresentam forte comprometimento político. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho. Há uma visão cientifica e dinamismo universa. das luzes e das sombras. uma nova tendência estética chamada Realismo. inclusive em suas criações artísticas. que tinha aprendido a utilizar o conhecimento cientifico e a técnica para interpretar e dominar a natureza. vapor e velocidade e o Grande Canal. O homem europeu. e o valor da pintura é assegurada pelo uso das cores. procurou descrever uma certa atmosfera da paisagem . Romantismo.

Arquitetura: Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas. Revelação dos aspectos mais característicos e expressivos da realidade. A expressão da realidade e dos aspectos descritivos. não cabe “melhorar” artisticamente a natureza. Elas precisam de fábricas estações. ferrovias. os escultores preferiam os temas contemporâneos. armazéns. concreto. assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Escultura: Auguste Rodin. procurou recriar os seres tais como eles são. Temas da pintura: Politização. bibliotecas. Características da pintura: Reapresentação da realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza. escolas. cimento. Usam se novos materiais: vidro. O sóbrio e o minucioso. a arte manifesta um protesto em favor dos oprimidos. tanto para os operários quanto para a nova burguesia. Gustavo Eiffel. lojas. criadas pela industrialização. ou seja o pintor buscava representar o mundo de maneira documental. funcional. hospitais e moradias. Em 1889. Em Chicago. não se preocupou com a idealização da realidade. É uma arquitetura racional. hoje logotipo da “cidade luz”. A valorização do objeto. As cidades não exigem mais novos palácios e templos. pois a beleza está na realidade tal qual ela é. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano. O Beijo e O Pensador. ferro. Obras destacadas: Balzac. Além disso. edifica-se o primeiro arranha-céu (Home Insurance Bulldning). 43 . a arte passa a ser um meio para denunciar uma ordem social que consideram injustas. Ao artista. levanta em Paris a Torre Eiffel. Ao contrario. orgânica. Os Burgueses de Calais.Características gerais: O cientificismo.

Manifesta sua simpatia particular pelos trabalhadores e pelos homens mais pobres da sociedade do século XIX. c) d) 44 . de interpretar a realidade. Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade. socialista. É o caso. A palavra realismo designa uma maneira de agir. Os artistas incorporavam a rudeza. que nada tem a ver com os idealizados heróis da pintura romântica. Jean-François Millet. republicano. o povo. sensível observador da vida campestre. tem liberdade total de criação e os maiores valores são considerados rebeldes. Formula-se o socialismo cientifico ou marxista com a publicação do Manifesto em 1848. por uma atitude racional das coisas pode ocorrer em qualquer tempo da história. amigo da verdade e verdadeiro”. Seus numerosos desenhos de paisagens influenciaram. elevando esses tipos à categorias de heróis. foi considerado o criador do realismo social na pintura. a vulgaridade dos tipos que pintavam. a) b) Para seu conhecimento: Courbet dizia: “Sou democrata. criou uma obra realista na qual o principal elemento é a ligação atávica do homem com a terra. pois procurou retratar em suas telas temas da vida cotidiana. Principais pintores: Courbet. O termo realismo significa um estilo de época que predominou na segunda metade do século XIX. Foi educado num meio de profunda religiosidade e respeito pela natureza. principalmente das classes populares.Pintura social denunciando as injustiças e a imensa desigualdade entre a miséria dos trabalhadores e a opulência da burguesia. tornaram-se assuntos freqüentes da pintura realista. anti-acadênicos e anti-românticos. realista. por exemplo. Obra destacada: Moças peneirando o trigo. As pessoas das classes menos favorecidas. em resumo. Trabalhou na lavoura desde muito cedo. a fealdade. mais tarde. “Ângelus”. O artista desse período é politizado. de autoria de Marx e Engels. Pissarro e Van Gogh.

d) A aspiração a um estilo ou linguagem internacional ou européia. Jugendistil. na Áustria. 1894. “Ansiedade”.MODERNISMO: Corrente artística que surgiu na última década do século XIX na Europa. como resposta às conseqüências da industrialização. na Espanha. c) Busca de uma funcionalidade decorativa. São comuns as tendências modernistas: a) Deliberação de fazer arte em conformidade com sua época e renuncia a invocação de modelos clássicos. e Modern Style. hipocrisia). ARTE NOUVEAU: O modernismo é uma corrente artística que surgiu na última década do século XIX. No resto da Europa difundiram-se diferentes traduções: Modernismo. como resposta as conseqüências da industrialização. revalorizando a arte e sua forma de realização. podemos encontrar algumas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Com diferentes nomes e características próprias de cada país foi se homogeneizando com as realizações das primeiras exposições internacionais nas capitais européias. inspirar e redimir o industrialismo. O nome deste movimento deve-se à loja que o alemão Samuel Bing abriu em Paris no ano de 1895: “Art Nouveau”. foram as primeiras exposições internacionais organizadas nas capitais européias 45 . b) Desejo de diminuir a distância entre as artes maiores (arquitetura. “Sonia Knips”. revalorizando a arte e sua forma de realização manual. Alguns artistas e obras: Auguste Rodin Damaide: Escultor francês. Edvard Munch: Pintor alemão. obras em “mármore”. Gustav Klint: Pintor austríaco. Com características próprias em cada um desses paises. e) Esforço de interpretar a espiritualidade (ingenuidade. Secessão. pintura e escultura) e as aplicações aos diversos campos da produção econômica (construção civil corrente. decoração vestuário e etc). 1895. na Inglaterra e Escócia. na Alemanha.

bem como definidos os materiais nobres usados na criação de objetos de uso cotidiano. eram determinadas as formas elegantes e sinuosas. que apoiava entusiasticamente essa nova estética de materiais exóticos e formas delicadas. se contrapunham à produção industrial. O objetivo dos novos desenhos reduziu-se meramente ao decorativo e seus temas. a Morris & Co. Reafirmou-se o aspecto decorativo dos objetos de uso cotidiano. IMPRESSIONISMO: Foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu inicio às grandes tendências da arte do século XX. típicas do modernismo. Contrariamente à sua intenção inicial. de acentuada influencia oriental. que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizavam a pintura impressionista. As sombras devem ser luminosas e coloridas. Principais características: A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento. como os pintores costumavam representá-las no passado. muito mais praticas do que teóricas. e não escuras ou pretas. tal como é a impressão visual que nos causam..que contribuíram para forjar uma certa homogeneidade estilística. Sua apresentação na exposição de Bruxelas de 1892 produziu um grande impacto e determinou a difusão desse novo estilo. não tinham nada em comum com as propostas vanguardistas do inicio do século. O modernismo não teria sido possível sem a subvenção de seus ricos mecenas. Havia algumas considerações gerais. pois as cores da natureza se modificam constantemente. As figuras não devem ter contornos nítidos. como que surgidos de antigas lendas. pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. mediante uma linguagem artística repleta de curvas e arabescos. 46 . o modernismo conseguiu a adesão da alta burguesia. A arquitetura foi a disciplina integral à qual se subordinaram as outras artes gráficas e figurativas. elaborados com espírito artesanal. Entre os precursores da arte modernista estava William Morris. dependendo da incidência da luz do sol. Seus desenhos. Nos escritórios da empresa criada por ele.

A segunda. Mas o público e a critica reagiram muito mal ao novo movimento. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade. Assim um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos. devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. Obras destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em pleno sol. A mistura deixa portanto. 47 . Principais artistas: Claude Monet. ao admirar a pintura. a fim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade. de ser técnica para ser óptica. alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. realizados em pinturas planas. A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento. Seus quadros manifestam otimismo. preferia os nus ao ar livre. A primeira vez que o publico teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris. em abril de 1874. São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). combina as várias cores. pintou vários motivos em diversas horas do dia. pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura. os retratos e as naturezas mortas. Pelo contrario. incessante pesquisador da luz e seus efeitos. sem perspectiva. Auguste Renoir.foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da critica. obtendo o resultado final. as composições com personagens do cotidiano. com a lei das cores complementares. As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. É o observador que. propunha uma temática urbana de acontecimentos cotidianos. o que era uma preocupação principalmente para os impressionistas. introduzida na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente. ainda em vida.Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo.

como exemplo ideal do processo criativo do artista. procura. que era a grande paixão do impressionismo. A escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem. e dos esboços dinâmicos de Carpeaux. sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor. Os temas das esculturas 48 . Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista. mestre do pontilhismo. foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. Adorava o teatro de bailados. Além disso. Obras destacadas: Trigal e Maternidade. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. já que de fato. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin. No Brasil destacou-se o pintor Eliseu Visconti. Edgar Degas. novo personagem da estatuária. Obra Destacada: O ensaio. Obra destacada: Tarde de domingo na Ilha Grande Jatte. registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. com resquícios de Rococó. A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira. Seurat. onde teve contato com a obra dos impressionistas. Ganhou uma viagem à Europa. aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada. decididamente. inspiradas em Michelangelo. ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos. Escultura: As esculturas deste período também podem ser consideradas impressionistas. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras.Obras destacadas: Baile do Moulin de la Galette e La Grenouilliere.

surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época. PÓS-IMPRESSIONISMO: Designa um grupo de artistas que procuravam de varias maneiras ampliar a linguagem visual. Para seu conhecimento: O quadro Mulher no Jardim. Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz. entre outros. que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó. Henri Rousseau. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das 49 . o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin. Rodin e Hildebrand foram em parte os responsáveis por essa nova estatuaria. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux. camponeses. mulheres realizando atividades domésticas. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto. Outros importantes foram. Rodin considerava “O Escravo”. A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras. a quem se deve a revalorização dos temas populares. Os mais influente pós-impressionistas foram Paul Gaugin. os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. começando então a exibir obras inacabadas. a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. que Michelangelo não terminou . foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. Georges Seurat. com exceção de Van Gogh que era holandês. que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética. São cenas do jardim da casa do artista. Operários. O movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico. e Henri de Tourlouse-Lautrec. mas distribuindo com habilidade luzes e sombras. Outros escultores foram Dalou e Meunier. de Monet. Paul Cézane e Van Gogh. Todos franceses. o primeiro com sua obra e o segundo com suas teorias.

Ele dizia que desejava “fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como a arte dos museus”. Como resultado. Ao contrario dos impressionistas que enfatizavam a luz. Van Gogh alia-se ao expressionismo. Ele pintou cenas misteriosas e fantásticas que se parecem com as pinturas surrealistas da década de 1920. do 50 . Cézanne enfatizava a forma e a massa. Cézanne não procurava contar historias com seus quadros. Sua procura de novos métodos de pintura levou-o a novas maneiras de estruturar seus temas. desenhos vigorosos. Música: As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890. Suas pinceladas parecem ondas escapeladas de poderoso colorido. Rousseau teve um dos estilos mais originais da história da arte. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte. Van Gogh desejava exprimir seus sentimentos mais íntimos através da arte. Lautrec pintava cenas da vida noturna dos cafés e das salas de espetáculos de Paris. Gauguin.cores. formas sem sombreado e linhas curvas. explorava sentimentos profundos mediante suas pinturas. A cor de cada pontinho contrasta com a cor do pontinho do lado. de Seurat. Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. Estas pinturas são feitas de pontinhos de cores puras. enquanto Gaugin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influência o simbolismo e o expressionismo. Ele acreditava poder realizar esse anseio mediante o uso de cores brilhantes e pinceladas violentas. as diferentes cores misturam-se na visão dos observadores. Embora inicialmente ligado ao impressionismo. aplicava suas tintas diretamente sem misturá-las. elas tendem a exibir um caráter estático. Como Manet e os impressionistas. O gênio Cézanne para redistribuir as formas influenciou o movimento cubista do inicio do século XX. como Reflexos na Água.. Ele enfatiza cores chapadas. De uma certa distância. Cézanne evitava retratar emoções em seus quadros. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens. As pinturas de Paul Gauguin são altamente decorativas. procurava constantemente a pureza e a simplicidade da vida. porem. Georges Seurat criou um estilo de pintura chamado pontilhismo. na França. O resultado foi uma arte de extraordinária intensidade.

“expressando” sentimentos humanos. O termo expressionismo (com o sentido de retorcer. 51 . Deforma-se a figura. autor de A Valsa e Bolero. nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Viscont (1866-1944). como O Farol. Principais características: Pesquisa no domínio psicológico. da música popular européia e da Idade Média. A obra Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. à prostituição. Georgina de Albuquerque (1885-1962). trata-se de uma pintura dramática. considerado marco do impressionismo musical. Prelúdio para a Tarde de um Fauno.compositor francês Claude Debussy (1862-1918). Lucílio de Albuquerque (1877-1939) e João Timóteo da Costa (1879-1930). estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons). Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança). como em Pelléas et Mélisande. de 1915. Utilizando cores patéticas. ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. EXPRESSIONISMO: É a arte do instinto. O impressionismo abandona a música tonal. Seus quadros foram os primeiros nos quais o objeto representado se distancia totalmente do modelo original. à miséria humana. como principal. ao medo. de 1916 e também nas primeiras telas de Anita Malfati. No Brasil. pioneiro do movimento. ao ciúme. O expressionismo foi a primeira vanguarda artística do século XX que utilizou a deformação da realidade para dar forma à visão subjetiva do artista. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937). para ressaltar o sentimento. à solidão. dá forma plástica ao amor. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente. subjetiva. em alemão) foi cunhado pelo galerista Georg Levin em 1912. Debussy rejeita o formalismo e a linearidade. Na ópera.

o pintor parte para o Taiti. e não faltam cenas que mostram. verdes e violetas. Um erotismo natural. Modigliani e James Ensor. Principais artistas: Gaugin. abruptos. Em 1887 entrou para marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos. mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique. para se libertar dos condicionamentos da Europa. de sua paixão pelas nativas. os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas. No ano de 1891. que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. inesperados. algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores. é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do Grupo Navis. mas sim levá-los mais longe: Gaugin. Preferência pelo patético. mais precisamente para Orleans. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar. Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida. Dinamismos improvisados. longe de poder ser enquadrada em algum movimento. Sua obra. depois de passar a infância no Peru. Também se destacam Toulouse-Latrec. em oposição a qualquer naturalismo. fundidas ou separadas. foi tão singular como a seus amigos Van Gogh ou Cézanne. áspera. trágico e sombrio. martelada. quase decorativamente.- Cores resplandecentes. Observação: Alguns historiadores. fruto. Pasta grossa. Cézanne e Van Gogh. Quando voltou a Paris. voltou ao Taiti. fazendo e refazendo. . em busca de novos temas. vibrantes. As cores se entendem planas e puras sobre superfície. empastando ou provocando explosões. que mais do que um conceito artístico. Os três primeiros pintores abaixo estão incluídos nessa designação. segundo conhecidos do pintor. realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo. Apesar disso. Munch. amarelos. 52 . determinam para esses pintores o movimento “Pós Impressionista”. Gaugin voltou com os pais para a França. como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem. Começou assim uma vida de viagens e boemia.

pois elas tinham para ele a função de representar emoções.Obra destacada: Jovens Taitianas com Flores de Manga. Foi uma pessoa solitária. dirigiu-se. Interessouse pelo trabalho de Gaugin. deixou Paris e foi para Arles. Entretanto ele passou por várias crises nervosas e. Obras destacadas: Trigal com corvos e Café à Noite. Obra destacada: Ivette Guilbert que saúda o público. Nessa época. depois de internações e tratamento médico. em três meses apenas. como cilindros. que era para ele o elemento fundamental da pintura. de tal forma que se torna impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos. Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelos críticos. Em julho do mesmo ano. ele suicida-se. sem nenhuma matização. morreu jovem. Cézanne. através da cor. e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores. deixando uma obra plástica composta de 879 pinturas. sua tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas. Em 1888. acentua-se cada vez mais. para Anvers. pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas. onde passou a pintar ao ar livre. Obras destacadas: Castelo de Médan e Madame Cézanne. Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras. declarando-se um colorista arbitrário. em maio de 1890. O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura. Boêmio. que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna. cidade do Sul da França. reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas. empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza. principalmente pela decisão de simplificar as formas dos seres. cones e esferas. Vicent Van Gogh. 1756 desenhos e dez gravuras. e também foi responsável pelos cartazes dos artistas que se apresentavam no Moulin Rouge. 53 . nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores. Toulouse-Lautrec. Pintava temas pertencentes à vida noturna de Paris. uma cidade tranqüila ao norte da França.

Perseguido pela tragédia familiar.. Quando suas mãos se 54 .a ponte que conduz ao super homem”). Realizou uma viagem a Paris. numa referencia à frase do escritor: “. Kirchner continuou sua formação na cidade de Munique. que respiram e sentem. Dessa época são os quadros mais ousados de paisagens e nus. Noruega. influenciado pelo cubismo e fauvismo. com os quais.. longe das representações realistas. sofrem e amam”. com o fim de manifestar sua verdadeira visão da realidade. Veio então a época em que os pintores se reuniam numa casa de veraneio em Moritzburg e se dedicavam apenas ao que mais lhes interessava: pintar. na qual conheceu Gaugin. Numa segunda viagem a Paris. o pintor alemão deu formas geométricas às cores e despojou-as de sua função decorativa por meio de contrastes agressivos. no ateliê do pintor Krogh. Nascido em Loten. A partir de 1907. Uma de suas obras mais importantes é “O Grito”. Em seu regresso. fundou o grupo Die Brücke (A Ponte. Pouco tempo depois se reuniu com os pintores Heckel e SchmidtRottluf em Berlim. motivados pela leitura de Nietzche. onde além de exposições. conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. morou na Alemanha. Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais. Munch foi um artista determinado a criar “pessoas vivas. Seus quadros exerceram grande influência nos artistas do grupo Die Brücke. bem como cenas circenses e de variedades. A dor e o trágico permeiam seus quadros. Tendo concluído seus estudos de arquitetura na cidade de Dresden. e a linha diagonal da ponte. e um ano depois tentou o suicídio. As linhas sinuosas do céu e da água. foi convidado a participar da exposição da Associação de Berlim. as cenas interiores pacificas. mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. Munch iniciou sua formação na cidade de Oslo. realizando trabalhos para a Ópera. Em pouco tempo pôde se apresentar no Salão dos Independentes. na Noruega. Toulouse-Lautrec e Van Gogh. começou a se especializar em gravações e litografias. Em 1914 Kirchner foi convocado para a guerra. 1889. Recusou o banal. Passou seus últimos anos em Oslo.Munch. foi um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo. comuns na sua época. È um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. em 1863. que conheciam e admiravam sua obra. Kirchner. realizou cenários. foi um dos fundadores do grupo de pintura expressionista Die Brücke.

mas antes apresentou suas obras em Paris. Kirchner tentou mostrar em toda a sua produção pictórica uma realidade de pesadelo e decadência. para seis anos mais tarde. em cima de “matéria e sonhos”. Iniciou uma fase de grande produtividade. como a forma. Paul Klee. Entre eles merecem ser mencionados: “Anatomia de Afrodite. Paralelamente. que seria de vital importância para suas obras posteriores.recuperaram do ferimento. 55 . Suas obras mais importantes estão dispersas pelos museus de arte moderna mais importante da Alemanha. As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca na obra do pintor. Depois de uma viagem pela Itália. Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza. Demônios.considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista. Em 1912 viajou para Paris. Quando finalmente sua contribuição para a arte alemã foi reconhecida. Sensivelmente influenciado pelos desastres da guerra. seus quadros se transformaram num amontoado neurótico de cores contrastantes e agressivas. Klee estudou com o mestre Von Stuck em Munique. Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die vier Blauen. No final de 1938 o pintor pôs fim à própria vida. em sua casa ao pé dos Alpes. em 1931. segundo o pintor. produto de uma profunda tristeza. em 1940. entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter. Em 1933. este pintor dedicou-se durante toda sua carreira a buscar o ponto de encontro entre realidade e espírito. criados. onde se encontrou co Delaunay. pode expressar ritmo e movimento”. Kee deixou vários trabalhos escritos que resumem seu pensamento artístico. Além de sua obra pictórica. Klee emigrou para a Suíça. ver sua obra ser destruída e desprestigiada pelos órgãos de censura. Depois de lutar durante dois anos na primeira guerra. voltou a pintar ao ar livre. foi renomeado membro da academia de Berlim. em sua primeira viagem a Tunis. A exemplo de Kandinski. Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia. Mas a grande descoberta ocorreria dois anos depois. Klee escreveu: “A cor. durante o nazismo. com quadros de caráter quase surrealista. Flores noturnas e Villa R”. começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar. na primeira exposição dos surrealistas.

Uma das descobertas mais inovadoras foi a aplicação das teorias musicais à composição Plástica. composto por Rouault e Soutine. sua cidade natal. Suas descobertas estilísticas foram decisivas para os movimentos plásticos. Nessa cidade travou conhecimento com os pintores Utrillo. entre eles o russo Vassili Kandinski (Rússia). e Georges Rouault na França. recatada e ao mesmo tempo misteriosa. elegante. Egon Schiele na Áustria. em Livorno. que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913. chegadas a França das colônias. Produziu então suas primeiras esculturas motivadas pelas peças de arte africana. para citar alguns. que surgiram mais adiante no século XX. tanto abstratos quanto figurativos. pode-se muito bem dizer que sua obra. e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). Sua visão tão subjetiva dos seres humanos e a emotividade de suas cores o aproximam mais do reduzido grupo de expressionistas franceses. se formou mediante uma intensa deformação e abstração das formas e uma acentuação de linhas e contornos. Karl Schmidt – Rottluff e Max Pechstein. em que se vislumbrou a importância da arte como meio de expressão dos 56 . como os alemães Ernst Kirchner. Sua visão totalmente pessoal e às vezes agressiva da realidade. juntamente com a dos mestres Cézanne e Van Gogh. Influenciados pelo cubismo e futurismo. voltam se para a espiritualidade. em Dresden. Em 1902 entrou na academia de Florença e um ano mais tarde na de Veneza. em Munique. Apesar disso. onde teve aulas na academia de Colarossi. Picasso e Braque. Oskar Kokoschka. à dos gênios solitários. Três anos depois se mudou para Paris. Em 1908 participou do Salão dos Independentes e lá conheceu Juan Gris e Brancusi. Frans Marc (Ale). a revalorização da cor e o estúdio das formas puras.Amadeo Modigliani: iniciou sua formação como pintor no ateliê de Micheli. Os artistas do primeiro grupo. Os do segundo grupo. pertence. August Macke. ativo de 1911 a 1914. Emil Nolde. Foram três as etapas que levaram o expressionismo ao amadurecimento: o primeiro o período da arte naif. Modigliani teve em comum com os cubistas e expressionistas o distanciamento das academias. Grupos expressionistas: O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte). Esse aspecto de máscara foi uma das constantes nos seus retratos e nus sensuais. são mais agressivos e politizados. Com cores quentes produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. Paul Klee.

do espanhol Pablo Picasso. Com o expressionismo. usavam as teorias musicais para conseguir composições de colorido harmonioso e formas totalmente abstratas. no México os destaques são os muralistas como Diego Rivera. A escultura expressionista é escassa. a principal característica foi a deformação da realidade sob a óptica dos sentimentos. e a arquitetura é exclusivamente teórica. os artistas mais importantes são Cândido Portinari. Na pintura. Sua preocupação era reformular os temas impressionistas. David Siqueiros e Jose Clemente Orozco. que retrata o êxodo do Nordeste. O que mais se destacaram em suas obras foram a agressividade da cor e a falta de tranqüilidade das formas. Para o grupo Der Brüque(A Ponte). conceitos como deformação da realidade. A obra mostra sua visão particular da angustia do ataque. influenciados pelo cubismo e futurismo. Cinema: os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas. A última grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica. Lasar Segall e o gravurista Osvaldo Goeldi. com cenários fantasmagóricos. os temas centrais eram as paisagens de policromia exarcebada e o corpo humano sintetizado em poucas linhas. Não se preocupavam em imitar o modelo da natureza ou o objeto real. Os artistas do Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). Contudo os princípios plásticos enunciados pelo expressionismo marcarão a estética de todas as disciplinas artísticas que vão surgir mais adiante. exagero na 57 . uma mulher presa em um edifício em chamas. Anita Malfatti. Havia ainda uma realidade ainda mais importante: “a da visão subjetiva do artista”. com a sobreposição de figuras.sentimentos humanos. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. e finalmente. Na América Latina. os períodos anteriores e posteriores à I Guerra Mundial. o segundo. nos quais atuou como implacável critico da sociedade. como um cavalo morrendo. voltaram-se para a espiritualidade. denominado expressionismo puro. No Brasil: Nas artes plásticas. expressividade da cor e abstração das formas passaram a ser os novos princípios da arte. o expressionismo é principalmente uma via de protesto político. cujo tema principal foi a abstração das formas. uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central. o tema central era o resgate do feio como novo valor estético. Para os expressionistas vienenses. ao contrario.

a linguagem é direta.. A partir de 1908. que domina a Alemanha a partir de 1933.R. Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. Um exemplo é “O Gabinete do Doutor Caligari”. Filmes como Nosferatu. O nazismo. P irlandês James Joyce. Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser (1878-1945) e Carl 58 . de Fritz Lang (1890-1976). simbólico e associativo. Música: Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música. Foi na peça expressionista R. que se criou a palavra robô.U. autor do método de composição dodecafônica. do Sueco August Strindberg (1849-1912). S. do tcheco Karel Capek (1890-1938). e Metrópoles. Literatura: O movimento é marcado por subjetividade do escritor. traduzem as angustias e as frustrações do país em plena crise econômica e social. com frases curtas. O enredo é muitas vezes metafórico. Teatro: Com tendência para o extremo e o exagero. o inglês T.interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. as peças são combativas na defesa de transformações sociais. Em geral. acaba com o cinema expressionista. o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951). que rompe definitivamente com o romantismo. Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento. de Robert Wine (18811938). análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Eliot (1888-1965). com tramas bem construídas e lógicas. de Friedrich Mumau (1889-1931). A primeira peça expressionista é A estrada de Damasco (18981904). O estilo é abstrato. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. que marca o surgimento do expressionismo no cinema alemão em 1919. Em 1912 compõe Pierrot Lunaire. o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas. Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem e critério do compositor.

Como por exemplo. A maioria deles. as sensações primárias. aproximadamente. em arte. As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares. FOVISMO: Primeiro movimento artístico importante do século XX. para um fauvista o tronco de uma árvore não precisava ser marrom. Ausência de ar livre. não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos. mas seu estilo influiu enormemente sobre muitos artistas posteriores. alguns artistas foram chamados de fauves (em português = feras). brilhou como grupo de 1903 a 1907. no Salão de Outono. Em 1905 em Paris. queria fazer quadros que trouxessem bem-estar. Criar é seguir os impulsos do instinto.Stemnheim (1878-1942) e o norte americano Eugene O’Neill (18881953). Os princípios deste movimento artístico eram: Criar. pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva. filosóficos ou psicológicos. 59 . Características da pintura: Pincelada violenta. Uso exclusivo das cores puras. não correspondendo à realidade. Os fauvistas não se preocuparam em expressar motivos morais. inclusive Matisse. A cor pura deve ser exaltada. sem misturá-las ou matizá-las. outros importantes fauvistas foram André Derain. poderia ser de um vermelho brilhante. em virtude da intensidade com que usavam as cores puras. no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens. alegria e prazer. todos franceses. espontânea e definitiva. Quem lhes deu este nome foi o critico Louis Vauxcelles. Usavam cores puras intensamente brilhantes e até pintaram objetos em cores muito diferentes de seu colorido natural. Colorido brutal. Georges Rouault e Maurice de Vlaminck. Raoul Dufy.pois estavam exposto um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista. roxo ou qualquer outra cor. como saem das bisnagas. O movimento foi liderado por Henri Matisse.

CUBISMO: 60 . pintor francês. ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composição planas. que exploravam o sensualismo das cores fortes. ilustrador e litógrafo. Seu estilo. Morreu um ano depois de receber o prêmio de pintura da bienal de Veneza. dizia: “Quero incendiar a Escola de Belas Artes com meus vermelhos e azuis. as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma. sofreu influencias de Cézanne e depois do Cubismo. pintor francês. retratos e naturezasmortas haviam adquirido uma entonação neoclássica. depois de travar contato com Matisse. André Derain. (1869-1954). ligou-se a Maurice de Vlaminck e Matisse. evoluiu gradativamente para o fovismo. Dos pintores fovistas. recorrendo a traços impulsivos e a pinceladas descontinuas para obter suas composições espontâneas. Contrastes tonais e a geometrização da forma caracterizam sua obra. gravador e decorador francês. (1880-1954). nas suas pinturas ele não se preocupa com o realismo. Henri Matisse.- Pintura por manchas largas. Nessa fase. foi o mais autêntico fauvista. formando grandes planos.” Por volta de 1900. pintor. tanto das figuras como das cores. Abandonou assim a perspectiva. Impressionista a principio. não mudou. pintor francês. sem profundidade. com os quais se tornou um dos principais pintores fovistas. pintou figuras e paisagens em brilhantes cores chapadas. escultor. também. Principais artistas: Maurice de Vlaminck. (1877-1953). como de pessoas ou de naturezas-mortas. desde então. com o gradual desaparecimento da gestualidade espontânea das primeiras obras. Raoul Dufy. Após romper com o fovismo. Na década de 1920. em 1908. Foi. seus nus. O que interessa é a composição e não as figuras em si.” Adotou mais tarde estilo entre expressionista e realista. dizia: “As cores chegaram a ser para nós cartuchos de dinamite. (1876-1958).

esferas e cilindros. perde sua função. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar 61 . o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos. numa superfície plana. Renuncia à perspectiva. percebendo todos os planos e volumes. pedaços de madeira. essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. números. CUBISMO SINTÉTICO: reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Sensação de pintura escultórica. sob formas geométricas. È como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. O Cubismo se divide em duas fases: CUBISMO ANALITICO: caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo-a em partes. palavras. através de sua fragmentação. Representa-os como se movimentassem em torno deles. Não representa.Historicamente o Cubismo originou-se da obra de Cézanne. metal e até objetos inteiros nas pinturas. por cima e por baixo. Na verdade. Principais características: Geometrização das formas e volumes. Entretanto. Basicamente. Representação do volume colorido sobre superfície planas. por um ocre apagado ou um castanho suave. examinando-a em todos os ângulos no mesmo instante. procurando a visão total da figura. vidro. pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones. vendoos sob todos os ângulos visuais. Cores austeras. do branco ao negro passando pelo cinza. O pintor cubista tenta representar os objetos em tre dimensões. com o predomínio de linhas retas. que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. Essa fragmentação dos seres foi tão grande. mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. os cubistas foram mais longe do que Cézanne. O claro-escuro. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. Também chamado de colagem porque introduz letras.

efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere. o bombardeio da cidade espanhola de Guernica. No teatro. mas com uma liberdade muito maior.” Pablo Picasso Braque. por ocasião de uma mostra. são mais nítidas as fases: azul que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres. e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. Entretanto. O resultado são palavras soltas. com veemente indignação. é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos. A arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade. um artista que passou pela fase do cubismo analítico e sintético. também o mural Guernica.” Pablo Picasso “A arte não é a verdade. os princípios do cubismo aparecem na poesia. Literatura. e na escultura. começa a elaborar a estética cubista que. como vimos anteriormente. Podemos destacar. escritas na vertical. tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. Em 1907. Principais artistas: Pablo Picasso. restringe-se à pintura de cenários de peças e balés feitos por Picasso. vê algumas de suas telas antigas novamente. com a obra Lês Demoiselles d’Avignon. “A obra de um artista é uma espécie de diário. sem a continuidade tradicional. que influencia toda a poesia 62 . mulheres e trabalhadores. O cubismo manifesta-se ainda na arquitetura. Quando o pintor. responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. só que vistos com túnica de ouro. especialmente na obra de Corbusier. que representa. durante a Guerra Espanhola. se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. despertando também no observador as sensações táteis. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendências de determinados movimentos estéticos. O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918). A linguagem é demonstrada em busca da simplicidade e do que é essencial para a expressão.

Não há portanto. A ela pertence a tela Abaporu. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários. depois da Semana de Arte Moderna. tem seus quadros dentro de alguns importantes museus. Foi reconhecido também naquele país. Em 1928 deu inicio a uma fase chamada antropofágica. Estudou em Paris. torna-se precursor do concretismo. segundo a artista é de origem indígena e significa “antropófago”. de grande repercussão social. embora quase todos os modernistas sejam influenciados pelo movimento. pois produziu uma obra indicadora de novos rumos. após a semana de arte moderna de 1922. sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. É o caso de Tarsila do Amaral. cubistas brasileiros. Cubismo no Brasil: Só repercute no país. FUTURISMO: Movimento artístico. que ocorreu na Itália de 1909 a 1916. academias de arte e Vaticano. cujo nome. e ele foi o primeiro grito exigindo uma arte contemporânea. Destacam-se: Tarsila do Amaral: apesar de não ter exposto na semana de 22. colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira. Obra destacada: Pietá. publicou o primeiro manifesto futurista. para fazer a sociedade italiana despertar para a modernidade. o jornal parisiense “Le Figaro”. Rego Monteiro: um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista. abordava o 63 . Seus princípios foram ponto de partida para a modernização da cultura italiana. O poeta propunha a destruição de um mundo representado pelo governo. Em 20/02/1909. Anita Malfati e Di Cavalcanti. assinado pelo poeta italiano Filippo Tomaso Marinetti. Ao dispor versos em linhas curvas. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. Seu programa político.contemporânea. suas bases eram totalmente revolucionarias.

. tiveram muito trabalho ao materializar sem cair nas antigas representações artísticas que tanto abominavam. para transmitir uma sensação de movimento continuo. o estático..” Diante das obras futuristas. mais do que um prazer visual. o espectador. Marinetti contou com apoio incondicional de jovens pintores italianos do inicio do século. sem a soma de momentos que. com o que conseguiram alcançar um de seus maiores objetivos: a simultaneidade. teorizando sobre uma arquitetura caduca e transitória.divorcio. Boccioni. e o militarismo como revalorização do sentido de pátria. é visto pelo observador como uma sucessão de linhas coloridas fugazes. Mas não é. um dos maiores expoentes do movimento. é necessário fragmentar volumes e linhas. transmitem a sensação de vertigem dos novos tempos. também se uniu a essa corrente. O pintor Boccioni. Esta teoria pode parecer familiar quando se pensa nos esforços que os impressionistas fizeram para captar a luz ou as cores num momento determinado. também defendia a guerra como único meio de mudar um mundo antiquado e decadente. Mas é exatamente ai que está a diferença na preposição dos futuristas. Carrà. só consegue se deixar envolver por essas telas velozes e movediças. entendido como a deformação e desmaterialização por que passam os objetos e o espaço quando ocorre a ação. Além disso como um objeto em movimento também perde a sua forma original. que. que tão bem souberam expressar suas teorias nos manifestos. nos quais as formas se repetiam. 64 . os futuristas. Repetiram essas fragmentações até saturar o plano.é que os futuristas aspiram à captação de um instante preciso na tela. Russolo e Severini. Uma de suas propostas foi a divisão da cor. O verdadeiro desafio para os futuristas foi encontrar um estilo que não tivesse nada em comum com as formas de arte tradicionais. redigiram seus próprios manifestos. O arquiteto Sant’Elia. qualquer objeto em movimento. como: Balla. nos quais assentavam as bases do que viria a ser a arte futurista: “a maquina como única expressão do dinamismo e a velocidade como novo sinal dos tempos”. a destruição das riquezas e a igualdade entre o homem e a mulher. constroem a ação. que também cheios de entusiasmos revolucionários. Parece simples. “. em conjunto. É mais do que sabido que. que não sobrevivesse ao homem. ousaram ainda mais. Em linhas gerais. os futuristas tentaram plasmar em suas pinturas a idéia de dinamismo. amontoando-se umas sobre as outras. Não bastasse isso os futuristas.

Carlo Carra. Boccioni e Severini. Preocupado. junto com Giorgio De Chirico. onde entrou em contato com a obra dos impressionistas e neo-impressionistas e participou de várias exposições. sua cidade natal. não demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do movimento a que pertencia. Cinco anos mais tarde fez uma viagem a Paris. aprofundando a busca do dinamismo. intitulado: “Cão na coleira ou Cão atrelado”. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel. embora sem chegar a uma total abstração. na Academia Albertina de Turim. Enquanto ganhava seu 65 . em sua obra o pintor italiano tentou endeusar os novos avanços científicos e tecnológicos por meio de representações totalmente desnaturalizadas. numa repetição quase infinita. conheceu Marinetti. em encontrar uma maneira de visualizar as teorias do movimento. ele se separaria finalmente do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de Pintura Metafísica. Embora em principio Balla continuasse influenciado pelos divisionistas. com a situação da luz e a integração do aspecto cromático. Dissolvido o movimento. Balla retornou às suas pinturas realistas e se voltou para a escultura e a cenografia. A formação acadêmica de Balla restringiu-se a um curso noturno de desenho de dois meses de duração. Em 1895 o pintor mudou-se para Roma. como seus companheiros. ou desintegração das formas. Principais artistas: Giacomo Balla.fez suas incursões pela escultura. registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. Um recurso dos mais originais que ele usou para representar o dinamismo foi a simultaneidade. juntava-se a eles para assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. que permita ao observador captar de uma só vez todas as seqüências do movimento. Mesmo assim. onde apresentou regularmente suas primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e Cultores das Belas Artes. Um ano mais tarde. embora se possa afirmar sem dúvida que. Na volta a Roma. Procura-se neste estilo expressar o movimento real. O futurismo é a concretização desta pesquisa no espaço bidimensional. o futurismo foi uma arte eminentemente pictórica. nas artes plásticas. mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas. apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista. (1881-1966). mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.

do qual foi um dos principais teóricos. participou da primeira exposição futurista. Suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo Cubismo. onde estudou em diferentes academias. No inicio mostrou-se interessado na pintura impressionista. Publicou vários trabalhos. Juntou-se a Giorgio De Chirico e realizou sua primeira pintura metafísica. Em 1912. Ao retornar. mas já em 1915 separou-se definitivamente do grupo. no qual foram registrados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado. Nessa época iniciou seus primeiros estudos e esboços de Ritmo dos Objetos e Trens. entre eles “La Pittura Metafísica. Logo fez amizade com os pintores Balla e Severini. redigido pelo poeta italiano e publicado no jornal Le Figaro. sua obra se manteve sob a influencia do cubismo. Londres e Berlim. publicou o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. Umberto Boccioni. Fez então algumas viagens a Paris. Os retratos deformados pelas superposições 66 . contratado para a decoração da Exposição Mundial. Nascido em Reggio di Calábria. freqüentava as aulas de pintura na Academia Brera. De lá se mudou para Londres. retornou as aulas na Academia Brera e conheceu Boccioni e o poeta Marinetti. Em 1900 fez uma primeira viagem a Paris. Em suas últimas obras retornou ao Cubismo. Modigliani e Picasso. Carra não deixou de comparecer às exposições futuristas de Paris. por definição por definição suas obras mais futuristas. São Petesburgo e Milão. Boccioni mudou0se ainda muito jovem para Roma.sustento como pintor-decorador. Foi com a intenção de procurar as bases dessa estética que ele viajou a Paris. desprezo pela representação naturalista. onde se encontrou com Picasso e Braque. 1919 e La Mia Vita. representante do futurismo e mais tarde da pintura metafísica. influenciou a arte de seu país nas décadas de 1920 e 1930. em Milão. indiferença em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados a pintura. Ao voltar. Um ano mais tarde assinou o Primeiro Manifesto Futurista. A partir desse momento começaram a aparecer as referências cubistas em suas obras. Pintor italiano. mas incorporando os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrarias. 1943”. principalmente na obra de Cézanne. Ao voltar. Numa segunda viagem a Paris entrou em contato com Apollinaire. (1882-1916). entrou em contato com Carra e Marinetti e um ano depois se encontrava entre os autores do Manifesto Futurista de Pintura.

seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiração na iconografia popular das ilustrações dos velhos livros. o artista naif é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras. portanto. bidimensionais. Não se trata. das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos. muito embora. nem nas tendências modernistas. Morreu dois anos depois. como numa arte mais intelectualizada. sem que. na cidade de Verona. mesmo nesses casos. nem tampouco no conceito de arte popular. sem nenhuma referencia cultural. Principal artista: 67 . escultura Futurista. Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados. Não existe perspectiva geométrica linear. existem os realmente marcantes e outros nem tanto. com sua obra “Dinamismo de um jogador de futebol”. Dinamismo Plástico). portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular. do fazer artístico sem escola nem orientação. no entanto. Claro que. Esse isolamento situa o art naif numa faixa próxima à da arte infantil. se confunda com elas. em 1916. Durante a Primeira Guerra Mundial. Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos. Assim. de uma criação totalmente subjetiva. como num pseudofotograma. Art naif (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática. tende à simetria e a linha é sempre figurativa. da criatividade autêntica. Um ano mais tarde. da arte do doente mental e da arte primitiva. Scultura Futurista. Características gerais: Composições planas.de planos ainda não conseguiam expressar com clareza sua concepção teórica. Dinâmico Plástico” (Pintura. ARTE NAIF: É a arte da espontaneidade. O artista naif não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa. o pintor se alistou como voluntário e ao voltar publicou o livro “Pittura. Pinceladas contidas com muitas cores.

irreais e enigmáticos. As suas obras retratam cenários arquitetônicos. nascido na Grécia. perpassado de inquietações metafísicas. De Chirico. após despertar a admiração de Alfred Jarry. manequins. solitários. PINTURA METAFÍSICA: A pintura deve criar uma impressão de mistério através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos. de plástica despojada e escultural. Robert Delaunay e outros intelectuais e artistas. (1890-1964). “Um dia de carnaval”. pintor italiano. Tem inspiração na Metafísica. principal representante da pintura metafísica. Estreou com uma original obra-prima. em curiosas perspectivas divergentes. frutas. constitui um caso singular: puçás vezes um artista alcançou tão rapidamente a fama para em seguida renegar o estilo que o celebrizara e cair em um esquecimento quase absoluto. enigmáticos e sem rosto”. Também usada nas suas obras “manequins. pintor italiano.Henri Rousseau. legumes. Criou exóticas paisagens de selva que lembram tramas de sonho e parecem motivadas pelos sentimentos mais puros. (1888-1964). em arcadas e arquiteturas puras. muitas vezes com a inclusão de estátuas. Em sua primeira exposição foi acusado pela critica de ignorar regras elementares de desenho. composição e perspectiva. idealizadas. numa transfiguração toda especial. no Salão dos Independentes. Pablo Picasso. Notável por suas naturezas-mortas em que buscava a unidade das coisas do universo. nus ou vestidos à moda clássica. sombras sedutoras e cores ricas e profundas. Principais artistas: Giorgio De Chirico. Conferiu imobilidade e transparência de formas recorte intimista e 68 . Nos primeiros anos do século XX. onde colocava objetos heterogêneos para revelar um mundo onírico e subconsciente. seu trabalho foi reconhecido em Paris e posteriormente influenciou o surrealismo. Guillaume Apollinaire. e de empregar as cores de modo arbitrário. ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural. (1844-1910). A pintura metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas. homem de pouca instrução geral e quase nenhuma em pintura. que precisam simbolizar a estranheza do ser humano diante do seu meio ambiente. Giorgio Morandi.

Reinterpretou o cubismo a sua maneira. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil “cavalo de pau”.caixas e lâmpadas velhas. pintor e escultor francês. filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar as destruição da Europa. às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos. sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico. eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra. O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte. selecionado e combinando elementos por acaso. o caos. artistas de várias nacionalidades. interessandose pelo movimento das formas. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan. O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921. antes do surgimento do grupo Dada (Zurique. para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional). a desordem. firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra. assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra.1916). Depois fez interferências (pintou bigodes na Monalisa. Politicamente. Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências. adquiriram a condição de objeto de arte. o Dada foi um movimento de negação. Criou os ready-mades. o Dadaísmo defende o absurdo. inventou mecanismos ópticos. Esse nome escolhido não fazia sentido. (1887-1968). exilados na Suíça. garrafas. num dicionário alemão-francês.atmosfera de luz cinza-clara. e que. teriam sido convocados para o serviço militar. Durante a Primeira Guerra Mundial. a incoerência. Principais artistas: Marcel Duchamp. 69 . Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de “Fonte”. se tivessem permanecido em seus respectivos países. após leve intervenção e receberam um titulo. Sendo a negação total da cultura. religião. objetos escolhidos ao acaso. DADAÍSMO: Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que.

eram mais próximas de Léger do que de Picasso. entre outros. e esfregar um lápis de cor ou grafite. pintor alemão. com a superposição de formas lineares e transparentes. composições que sugerem a múltipla identidade dos objetos por ele escolhidos para tema. No Dadaísmo contribuiu com colagens e fotomontagens. criando técnicas em pintura e escultura. Quando a significação de um quadro depende especialmente da cor e da forma. 70 . entre as linhas e os planos. pintor e escritor francês. abandonou a abstração pura que praticava por anos e criou pinturas baseadas na figura humana. surrealismo e dadaísmo. as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. O abstracionismo apresenta várias fases. até que por volta de 1916 o artista se concentrou nos engenhos mecânicos do dadaísmo. O pintor russo Kandinski foi o primeiro artista propriamente abstrato. Informalismo: predominam os sentimentos e emoções. de modo que o papel adquira o aspecto da superfície posta debaixo dele. Inventou técnicas como a decalcomania e o frottage que consiste em aplicar uma folha de papel sobre uma superfície rigorosa. desde a mais sensível até a intelectualidade máxima. quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível. esteve envolvido em outros movimentos artísticos. adepto do irracional e do onírico e do inconsciente. ela passa a ser abstrata. Na Alemanha surge o movimento denominado “Der Blaue Reiter” (O cavaleiro azul) cujo fundadores são Kandinsky e Frans Marc. Envolveu-se sucessivamente com os principais movimentos estéticos do inicio do século XX. Suas primeiras pinturas cubistas. (1891-1976). Max Ernest. Colaborou com Tristan Tzara na revista Dada. como a madeira de veios salientes. As cores e as formas são criadas livremente. (1879-1953). Formas e cores tornaram-se a seguir mais discretas. de índole satírica. como cubismo. Depois de 1927. são exuberantes nas cores e sugerem formas metálicas que se encaixam umas nas outras.François Picabia. ABSTRACIONISMO: A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro.

Kline. convidados pelas universidades. precursora da vanguarda expressionista abstrata. Também devem ser encluidas aqui as obras de Vsarely e Cruz-Diez. e evolui na obra dos expressionistas americanos: Pollock. desenvolve-se a pintura abstrata geométrica. que parte de Kandinski. deixaram entusiasmados os jovens artistas americanos. como o informalismo. Donos de galerias e colecionadores apoiaram o desenvolvimento dessas novas tendências e gerou-se um mercado do artístico dinâmico. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas. que a partir do cubismo evolui para um racionalismo matemático. no qual se inclui o pintor Tapies. Muitos deles. de conteúdo simbólico e gestual. entre outros. com uma atitude totalmente animista e subjetiva diante da obra. Duhuffet e Millares. Enquanto isso. o suprematismo de Malevitch e o cosntrutivismo russo. 71 . Também estão nesta categoria as vanguardas do pós-guerra europeu. que entendiam a atuação do artista como um compromisso vital com uma sociedade devastada e desolada pelo terror e pela violência. foi muito significativo para a difusão da arte abstrata. conseguindo variações espaciais e formais na pintura. Pintura: De um lado a pintura abstrata lírica. representado pelas formas e cores puras.Uma arte abstrata que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. totalmente independente da visão subjetiva. e mais tarde por Bacon. lá se fundou a American Abstracts Artists. durante a Segunda Guerra Mundial. a Europa do pós-guerra retomou a s tendências abstratas. sem relacioná-los a lembrança do mundo interior. sensível e emotivo. De Kooning e Motherwell. principalmente depois de superada a crise da depressão dos anos 30. como Mondrian ou Van Doesburg. representado por Fautrier. ou o grupo Dau al Set. Estes elementos da composição devem ter uma unidade de harmonia tal qual uma obra musical. a cor e a linha. através das tonalidades e matizes obtidos. Eles querem um expressionismo abstrato. O fato de os artistas mais representativos da arte moderna européia terem se mudado para os Estados Unidos. Com a forma. mas agora sob a ideologia das novas filosofias existencialistas. A arte abstrata encontrou finalmente seu lugar nas galerias e coleções de uma sociedade moderna e pujante. É o caso dos neoplásticos da Holanda. De outro lado. o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores.

objetos e instalações. Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de “Arte Degenerada”. Escultura: A escultura abstrata se caracterizou pelo afastamento dos moldes naturalistas. pintor russo. já que o tridimensional se desenvolveu a partir da combinação de materiais completamente alheios aos que a escultura havia conhecido até então. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas Artes de Liège. em favor da representação das formas geométricas puras. e em 1926. A admiração pelos futuristas italianos imprimiu nova dinâmica à obra de Marc. atravessou uma curta fase fauve e expressionismo. no Walker Art Center. embora se faça referencia a artistas dedicados principalmente à escultura. em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores. (1880-1916). no entanto. na Stãdtische Galerie im Lembachhaus. falar de peças. houve muito outros que fizeram experiências 72 . Em Basiléia. ou as simbólicas. Os nazistas destruíram várias de suas obras. sob a influencia deste. É preciso. que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista.Principais artistas: Wassilly Kandinsky. das crianças e dos doentes mentais. (1866-1944). no Kunstmuseum. e no Guggenheim Museum. Sobre o espiritual na arte. em Munique. Em Minneapolis. convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais. explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte. mais racionais. Do ponto e da linha até a superfície. consideradas uma síntese das formas orgânicas. conheceu Kandinsky. com exceção do dadaísmo. pintor alemão. como Henry Moore ou Constantin Brancusi. Por isso. apaixonado pela arte dos povos primitivos. antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo. A partir da arte abstrata o limite entre escultores e pintores se dissolveu ainda mais. em Nova York. Franz Marc.Escreveu livros como em 1911.

Outros abstracionistas: Com influencias de Malevich. Matisse. em praças e calçadas. das superfícies planas. a reduzir a função da escultura á mera ocupação do espaço. de cromatismo simplificado e vibrantes do abstracionismo: ”As margens das grandes telas de Newman fazem o mesmo papel que as linhas interiores das formas. a escultura abstrata chega ao auge graças ao interesse que despertou em marchands e colecionadores e aos programas estatais que deram aos artistas oportunidade de popularizar suas obras. Barnett Newman. 73 . como os neoplásticos holandeses ou os minimalistas americanos e ingleses. A exemplo da pintura. sem abandonar totalmente as formas figurativas. elas delimitam mas não limitam”. Perseguiram um ideal de pintura absoluta. de W. Mark Tobey. Clement Greenberg empregou a expressão “Painting Field” (campo colorido. Nas suas pinturas. como os neo-abstratos. diferente de tudo o que tivesse existido. Artistas mais representativos: Mark Rothko. sagrado. muitas vezes de acordo com as da pintura. Na escultura abstrata surgiram correntes diversas. mágico. ela se caracterizou pelo rigor de suas formas volumétricas. com as mais importantes dos séculos passados. que tem seus antecedentes mais imediatos no dadaísmo. com os mecenas do renascimento. Quanto à escultura racionalista. nem os fecham ou isolam. dividem mas não separam pontos. chegando em alguns casos. A escultura orgânica. Em 1955 num ensaio intitulado “American Type Painting”. Clyfford Still. Mondrian e Kandinski. Como ocorreu antes. agrupou todos os artistas que ainda buscavam a representação da subjetividade humana e de seu próprio simbolismo interno. para diferenciar a abstração sensual de Pollock. Ad Reinhardt. as cidades passaram por uma renovação estética em que as novas peças de arte abstrata se integraram. utilizando-as na decoração urbana. pretendendo intervir psicologicamente nos espectadores. também conhecida por Pintores em campo da cor).interdisciplinares. que possibilitam sua classificação. a imagem torna-se um acontecimento ritual. de Kooning e de Gorky. A sua pintura era contraria à Action Painting.

o gestualismo revelou-se mais moderado. Francis Bacon. Lencillo. carvão. Artistas mais representativos: Europa: Jean Duhuffet. importante pintor espanhol. Georges Mathieu. aderiu ao “sentido misterioso” da matéria bruta. Schulze Wols. que ainda hoje continua a realizar pinturas de base matérica e influencia Zen. matérias lamacentas. areia. Lucio Fontana. Antoni Tápies. italiano. crianças e doentes mentais. um dos fundadores do grupo expressionista abstrato COBRA. como uma obra essencialmente de “retratos” gestualmente deformados. giz. usando como materiais alcatrão. também espanhol. Manolo Millares. Karell Appel. com uma pintura socialmente empenhada e polemica com deformações grotescas de imagens figurativas. Antonio Saura. italiano de origem Argentina. com uma constante preocupação de resolução do espaço nas suas obras. importante pintor britânico. que. Hans Hartung. italiano que realizou uma pintura de pesquisa com materiais diversificados e invulgares. holandês. reflexivo e diluído em vários campos do que o da Action Painting dos Estados Unidos. pintor experimentalista e “espacialista”. pintor francês que inventou a “arte bruta” com origens na arte primitiva e que pretendia abarcar todas as expressões artísticas não reconhecidas oficialmente como as obras de videntes. e etc. pintor alemão que desenvolveu a gestualidade e a linguagem do inconsciente. primitivos. 74 . um dos raros escultores informalistas. grotescos. em obras de cerâmica e terracota.Na Europa. Alberto Burri.

Os elementos principais são: retângulos. um dentro do outro. Antonio Sena. hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo negro. compõe-se apenas de dois quadrados. Menez. 1918. Eurico Gonçalves. Willen De Kooning. Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. O manifesto do Suprematismo. podemos inserir os pintores Fernando Lanhas. (1878-1935). foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. Julio Resende. fundador da corrente suprematista. destruídas de toda sensualidade. círculos. Mais racional que as obras abstratas de Kandinsky e Paul Klee. foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país. Adolph Gottlich. Philip 75 . pintor russo. A problemática dessa composição seria novamente abordada no “Quadro branco sobre fundo branco”. O “quadrado negro sobre o fundo branco” construiu uma ruptura radical com a arte da época. SUPREMATISMO: É uma pintura com base nas formas geométricas planas.Em Portugal dentro do variado leque de expressões artísticas do informalismo. nas variações ambíguas de fundo e forma. Pintado entre 1913 e 1915. Antonio Charrua e Rogério Ribeiro. Arshile Goricy. poeta russo. João Hogan. Joaquim Rodrigo. assinado por Malevitch e Maiakoviski. triângulos e a cruz. reduz as formas. Principal artista: Kazimir Malevitch. João Vieira. EXPRESSIONISMO ABSTRATO: Termo anos 20 com Wassily Kandinski (Cavaleiro Azul). com os lados paralelos aos da tela. Anos 40 e 50. grupo de artistas norte americanos: William Baziotes. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais. bem como algumas fases de Nadir Afonso. à pureza geométrica do quadrado. considerado o introdutor do abstracionismo em Portugal. sem qualquer preocupação de representação.

forma. Franz Kline. Paisagem americana. A análise junguiana. Astecas. textura. tela no chão gotejando tinta. (formas biofórmicas). “energia e movimentos”. De Belas Artes Hans Hfman. Lee Krasner. outros títulos: Escola de N. sacerdotes. “Action pining” e “color field paining”. por seu potencial simbólico e romântico. existência de um “inconsciente coletivo”. Action paining: criado por Harold Rosemberg. André Masson. (abstração orgânica). As exposições nos EUA. apresentavam influências das vanguardas Européias(Fauvismo. Clyfford Still e Mark Tobey. Dada e Surrealismo. A arte e o artista eram exaltados.” American – Type paining”. Barnett Newman. Cubismo.Guston. arte de engajamento existencialista. nas pinceladas violentas De Kooning e nas formas ousadas de Klive. Hans Hofmann. Para eles o verdadeiro tema da arte eram as emoções interiores do homem. tema constante na obra de Pollock.Yves Tanguy e Max Ernest. totem e xanãs). Africanos e índios americanos). Pollock. Anos 50. cor. Robert Motherwel. mais conhecido pela atenção que dava a figura humana. O mais conhecido Jackson Pollock. Complementadas por novas gerações de mestres como: Hofman ( Esc. pode ser considerado o 1º expressionismo abstrato. Arshile Gorky para Breton surrealista. submeteu 2 anos 1939/41 de análise junguiana. Jackson Pollock. perda de fé e nas ideologias. (Jack o respingador). alhares. expressada na pintura de Clyfford Still e Barnett Newman. Roberto Matta. Os surrealistas André Breton. interesse maior pela psicanálise junguiana. De Kooning também pintou abstratos biomórfica. nutriu sua pintura (míticas. 1952 – Engajamento corporal – Pollock. 76 . Momento decisivo do movimento expressionismo abstrato. 1934). “série mulher”. Mark Rothko.”. especificamente nas imagens da “pin-up americana”. imagens labiritimicas. O termo foi introduzido pelo critico Robert Coates em 1946. exploraram gestos. anos 50. Por crescer sob grande depressão II Guerra mundial. Ad Reinhardt. influenciado por Kandinsky e M iro.Y. filme e fotos.

o movimento alcançou reconhecimento institucional com a exposição Pintura e Escultura abstrata nos EUA (MOMA NY). Rothko e o escultor Davi Hare. entre eles Harold Rosemberg e Clement Greemberg.Mark Rothko: obra madura. Anos 40 E 50. Afirmamos que o tema é fundamental e só é valido quando se mostra trágico e temporal” Em 1948. exposição itinerante (MOMA 1958/9). Para Rothko: “emoções básicas”. executada no auge do continuísmo americano. mas repleta de temas). DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO. “Não existe essa coisa de uma boa pintura sobre o nada. Newman Theodore Roszak e David Smiyh (principal). (nossa pintura não era abstrata. fotografia abstrata. “Minimalismo” e “arte performática”. Para Still: “apenas eu e não a natureza” Para Pollock: “Expressa meus sentimentos. a Arte Expressionista Abstrata. “O tema dos artistas” foi fundado por Baziotes. e não como representações. CONSTRUTIVISMO: Para o construtivismo. Reuben Nakiam. arte religiosa. reconhecimento internacional. mais do que ilustra-los”. GOTTILIEB E NEWMAN. (espiritualidade e convite à contemplação). Para Newman: “a busca do significado oculto da vida” De Kooning: “pôs alguma ordem em nós” Motherwell: “desposar o universo”. Diferentes aspectos do expressionismo abstrato alimentaram movimentos variados como: “abstração pós-pictórica”. Hare Ibram Lassaw. 1951. Motherwell. a pintura e a escultura são pensadas como construções. Capela Rothko. O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda 77 . guardando proximidade com a arquitetura em termos de materiais. Escultores: Herbert Ferber. foi promovida por vários críticos. procedimentos e objetivos. Aaron Siskind. Seynour Lipton. Expressionismo Abstrato.

fundado em 1915 por Kazimir Malecich (1878-1935). A nova sociedade projetada no contexto revolucionário mobiliza os artistas em torno de uma arte nova. Sua perspectiva fotográfica original influencia de perto o cinema de Sergei Eisenstein (1898-1948). de diferentes modos. que ocorrem no primeiro decênio do século XX. que se coloca a serviço da revolução e de produções concretas para a vida do povo. Punin. criado em 1917. signatários do Manifesto Realista de 78 . sobretudo. mas nunca executado. o artista passa às construções tridimensionais por influencia de Tatlin. no Monumento à Terceira Internacional. concebida para ser também uma antena de transmissão radiofônica. de 1913. é descrita pelo artista como “união de formas puramente plásticas (pintura. a gigantesca espiral giraria sobre si mesma. no Cubismo. diante da revolução de 1917. de Tatlin. a produção artística deveria ser funcional e informativa. seria erguido no centro de Moscou. A ideologia revolucionaria e libertaria que impregna as vanguardas em geral. no Dadaísmo e no Futurismo italiano. Theo van Doesburg (1883-1931) e outros artistas holandeses ao redor das pesquisas abstratas. encontrado posteriormente na fotografia um meio privilegiado de expressão e registro pictórico da nova Rússia. sobre os relevos tridimensionais de Vladimir Evgrafovic Tatlin (1885-1953). Os irmãos Antoine Pevsner (18861962) e Naum Gabo (1890-1977). também na Rússia. o grupo de artistas expressionistas reunidos em torno de Wassili Kandinsky (1866-1914) no Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). As discussões sobre a função social da arte provocam fraturas no interior do construtivismo russo. exposto em 1920. por exemplo. escultura e arquitetura) para um propósito utilitário”. na Alemanha. Das pesquisas iniciais.russa e a um artigo do critico N. o De Stiil (O Estilo). Isso sem esquecer os pressupostos construtivos que se fazem presentes. que agrupa Piet Mondrian (1872-1944). A obra de Alexander Rodchenko (1891-1956) é outro exemplo de atualização do programa construtivista e produtivista russo. De ferro e vidro. A consideração das especialidades do construtivismo russo não deve apagar os elos com os outros movimentos de caráter construtivo na arte. em 1911. Realizações dessa proposta podem ser encontradas nos projetos de Aleksandr Aleksandrovic Vesnin (1883-1959) para o Palácio do Trabalho e para o jornal Pravda e. adquire feições concretas na Rússia. em estreito diálogo com as pinturas abstratas e geométricas de Malevich. e o Suprematismo. Afinal.

do dialogo cerrado entre arte e ciência e do uso de materiais industriais. na Holanda por Piet Mondrian (18721944). as professadas pelo grupo Cercle et Carré. Não são pequenas as influencias do construtivismo na América Latina. fundado em 1929 pelo critico Michel Seuphor (1901-1999) e o pintor Joaquim Torres Garcia (1874-1949). Grupo Ruptura. recusam um programa social e aplicado da arte. Grupo Frente. A abstração geométrica testada pelo grupo holandês ecoa. Em 1922. ex-aluno da Bauhaus. O exílio dos artistas contribui para a disseminação dos ideais estéticos da vanguarda russa que vão impactar a Bauhaus na Alemanha. como vidro e o plástico. e no Rio de Janeiro. Marcas da vanguarda russa podem ser observadas no movimento concreto de São Paulo. com raízes em experiências como a do grupo De Stiil (O Estilo). popularizando-se com Max Bill (1908-1994). no período após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). lembrando as criticas de Gabo ao monumento de Tattlin. Gernit Thomas Rietveld (18881964). e o grupo Abstracion-Création (abstração-criação). com novos matizes. A ruptura neoconcreta estabelecida com o manifesto de 1959. Franz Weissmann (1911-2005). Pevsner e Gabo deixam a União das Republicas Socialistas Soviéticas – URSS. em Paris. em particular. nos Paises Baixos. em tendências abstratas. Na década seguinte. O termo arte concreta é retomado por outros artistas. por exemplo. não afasta as influencias do construtivismo russo. na França. Theo van Doesburg (1883-1931). sobretudo na vertente inaugurada por Pevsner. como Vassili Kandinsky (1866-1944) por exemplo. CONCRETISMO: A arte concreta deve ser compreendida como parte do movimento abstracionista moderno. criado em 1917. em 1930. Entre outros. no manifesto Arte Concreta. em defesa de uma morfologia geométrica em consonância com a teoria suprematista de Malevich.1920. Ferreira Gullar (1930). Lygia Clark (1920-1988). Reynaldo Jardim (1926) e Theon Spanuds (1915). redigido por Van Doesburg. em geral. o De Stiil. que reúne Amílcar de Castro (1920-2002). a defesa oficial de uma estética “realista” e “socialista” representa o golpe último nas pesquisas de tipo formal dos construtivistas. Gabo será um dos editores do manifesto construtivista inglês Circle de 1937. e no Brasil. quando o regime soviético começa a manifestar seu desagrado com a pauta construtivista. 79 . Lygia Pape(1927-2004). Suas pesquisas inclinam-se na direção da arte abstrata.

“pois nada é mais real. são sintomas da atenção despertada pelas novas linguagens pictóricas. e a defesa da integração da arte na sociedade. alimentados pelo surto industrial e pela pauta desenvolvimentista. uma cor. abrem as portas do país para as novas tendências construtivas. Bill é o principal responsável pela entrada desse ideário plástico na América Latina. A exposição do artista em 1951 no MASP e a presença da delegação suíça na 1º Bienal Internacional de São Paulo. especialmente no Brasil e Argentina. da arqwuitetura e dos relevos. Os prêmios concedidos à escultura “Tripartida” de Max Bill e a tela “formas” de Ivan Serpa. após a segunda guerra mundial.Os princípios do concretismo afastam da arte qualquer conotação lírica ou simbólica. uma superfície”. que falam por si mesmos. que alteram a paisagem urbana. O quadro construído exclusivamente com elementos plásticos. Da pauta do grupo fazem parte também pesquisas sobre percepção visual. É importante lembrar nessa direção as 80 . que são amplamente exploradas a partir de então. A pintura concreta é “não abstrata”. Richard Pall Lohse. mas evidencia estruturas. realizada no MAN/SP. Os Suíços. Max Bill explora essa concepção de arte concreta defendendo a incorporação de processos matemáticos à composição artística e a autonomia da arte em relação ao mundo natural. na 1º Bienal. fundada por Max Bill em 19851 na Alemanha. planos e conjuntos relacionados. Cidades com o Rio de Janeiro e São Paulo iniciam processos de metropolização. com o anúncio das novas tendências não figurativas. mais concreto do que uma linha. Assim com os concretos a pintura se aproxima de modo cada vez mais radical da escultura. afirma Van Doersburg. A obra de arte não representa a realidade. A noção de arte concreta visa rediscutir a linguagem plástica moderna. não tem outra significação se não ele próprio. Verena Loewensberg. Do ângulo das artes visuais. e passível de ser aprendida de múltiplos ângulos. a criação dos museus de arte e de galerias criam condições para a experimentação concreta nos anos 1950. pela participação do artista nos vários setores da vida urbana. dando continuidade ao projeto Bauhaus. ênfases Hochschule für Gestaltung – HFG (ESCOLA SUPERIOR DA FORMA). O impacto das representações estrangeiras na bienal se relaciona de perto côas modificações verificadas no meio social e cultural brasileiro. planos e cores. recolocam o problema bidimensionalidade do espaço pictórico introduzido pelo cubismo ao definir o quadro como suporte sobre o qual a realidade é reconstruída. especialmente Max Bill.

exposições 19 Pintores. em 1949. e ao qual aderem em seguida Hélio Oiticica (1937-1980) e César Oiticica (1939). pela proximidade entre trabalho artístico e produção industrial. o grupo carioca opõe uma articulação forte entre arte e vida. João José da Silva Costa (1931). Criado por Anatol Wladyslaw (1913-2004). por meio das pesquisas geométricas. O ano de 1952 e a exposição do Grupo Ruptura marcam o inicio oficial do movimento concreto em São Paulo. no MAM/SP. 1956. Ivan Serpa. Elisa Martins da Silveira (1912-2001). Fundado por Aluisio Carvão (19202001). 81 . e pelo corte com certa tradição abstracionista anterior. de Geraldo de Barros (1923-1998). o grupo concreto carioca prega a experimentação de todas as linguagens. Geraldo de Barros. o grupo propõe em seu manifesto a “renovação dos valores essenciais das artes visuais”. em 1949. inicio da ruptura neoconcreta. editada pelos irmãos Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos (1931) e Décio Pignatari (1927). ainda que no âmbito não figurativo geométrico. Abraham Palatinik (1928) e Ruben Ludolf (1932). no MASP em 1950. Emil Baruch (1920). tendo como teóricos os críticos Mario Pedrosa (1900-1981) e Ferreira Gullar (1930). Os desdobramentos da arte concreta na poesia se evidenciam em São Paulo pelo lançamento da revista Noigandres. formam o Grupo Frente. em 1954. Do Figurativismo ao Abstracionismo. em 1952. que afasta a consideração da obra com “máquina” ou “objeto”. liderado pelo artista critico Waldemar Cordeiro (1925-1973). alunos do curso de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ. As divergências entre Rio e São Paulo se explicitam na Exposição Nacional de Arte Concreta. Calder no MASP. No Rio de Janeiro. Leopold Haar (1910-1954). São Paulo. e Fotoformas. Franz Weissmann (1911-2005). somente do grupo Concreto Paulista. À investigação paulista centrada no conceito de pura visualidade da forma. Luiz Sacilotto (1924-2003). NEOPLASTICISMO: Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas e expressão de uma concepção geométrica. 1957. efetivada em 1959. Lothar Charoux (1912-19887). A. Carlos Val (1937). Lygia Clark (1920-1988). na Galeria Prestes Maia. Décio Vieira (1922-1988). Lygia Pape (1927-2004) e Vicent Ibberson. e Rio de Janeiro. Resulta às linhas verticais e horizontais e as cores puras (vermelho. e maior ênfase na intuição como requisito fundamental do trabalho artístico. Féjer (1923-1989). em São Paulo.

O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. O artista utiliza como elemento de base. sendo rigorosamente aplicado à arquitetura. onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade. políticas criaram clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas. pintor holandês. baseado nas proporções matemáticas ideais. Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente. o que vale é o impulso psíquico. O ângulo reto é o símbolo do movimento. pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição. Principal artista: Piet Mondrian. uma superfície plana.azul e amarelo). Depois de haver participado da arte cubista. no ponto onde a razão humana perde o controle. 82 . retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco. (1872-1944). Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal. Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura. entre as relações formais de um espaço estudado. marcou historicamente o nascimento do movimento. assinado por André Breton em outubro de 1924. sem o freio do espírito critico. continua simplificando suas formas até conseguir um resultado. despojado de todo excesso da cor. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico. Ele procura. Mondrian foi para New York. Em 1940. SURREALISMO: Nas duas primeiras décadas do século XX. A publicação do Manifesto do Surrealismo. da linha ou da forma. É a série dos quadros boogie-woogie.

atingir uma outra realidade. os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas. de um certo figurativismo. os surrealistas tentavam plasmar. ambos métodos da psicanálise freudiana. destacou-se Frida Kahlo e Wilfredo Lam entre outros. situada no plano do subconsciente e do inconsciente. No entanto. O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos. Miro. Magrite. os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova. 1930. A fantasia. se os dadaístas propunham apenas a destruição. 1928. Destacam-se 3 períodos importantes: 1924. ou seja. Período dos sonhos. enquanto Dali. qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle. desenvolveram o surrealismo simbólico. Segundo Breton. Por meio do automatismo. com adesão de grupos americanos. Os surrealistas pretendiam. A livre associação e a análise dos sonhos. Período de difusão. Período do compromisso político. representado pelas obras da natureza simbólica.Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições. Chagal e Marx Ernest entre outros. as imagens da realidade mais profunda do ser humano: o subconsciente. dessa forma. embora sejam mais radicais. representaram o surrealismo orgânico. se empenhou na formação de grupos surrealistas em toda a Europa. Hans Arp e André Masson. a ser organizada em outras bases. transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo. expresso na filiação de seus lideres ao comunismo. seja por meio de formas abstratas ou figurativas simbólicas. Na América Latina. Principais artistas: 83 . há dois métodos propriamente surrealistas: o automatismo rítmico (se pintava seguindo o impulso gráfico) e o automatismo simbólico (fixação das imagens subconscientes de maneira natural). obtida através de diferentes procedimentos de automatismo. embora aplicados a seu modo.

A famosa magia de Miro se manifesta nessas telas de traços 84 . em Barcelona. onde se formara um grupo de amigos pintores. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis. Joan Miro. Segundo ele. Obra destacada: Mae West. Finalmente aderiu ao surrealismo. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. sua mulher. que fez com Buñuel. se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala. fez uma viagem para a América. 1942. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. de grande importância ao longo de toda a sua obra. na Academia de San Fernando. Dois anos depois adquiriu forma La masia. Bretton falava dela como o Maximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Gorgio De Chirico. Nessa época. em cujo grupo militou durante algum tempo. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig). Estudou em Barcelona e depois em Madri. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud. cineasta. data de 19298. No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. onde publicou sua biografia “A Vida Secreta de Salvador Dali”. Leiris. O filme “O Cão Andaluz”. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. Ele criou o conceito de “paranóia critica” para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas. iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja. Ao voltar. exmulher do poeta e amigo Paul Éluard. embora continuasse viajando. é sem duvida o mais conhecido dos artistas surrealistas. é preciso “construir para o total descrédito da realidade”. fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali. obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miro demonstrou uma grande precisão gráfica.Salvador Dali. entre os quais estavam Masson. onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. junto com seu amigo Luis Buñuel. Artaud e Lial. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud. Instalou se ateliê em Roma.

os surrealistas se dedicaram conscientemente a reunir os objetos mais diferentes. nas quais extravasou suas inquietações pictóricas. ACTION-PAINTING: Ou pintura de ação gestual. Características da Pintura: 85 . chegando à criação de um estilo original. Em 1937. No inicio falavam de dois tipos de objetos: os naturais (vegetais. Prova disso foram o engenhoso telefone-lagosta. fundouse nos Estados Unidos. seja de qualquer outra maneira. seja por escrito. a Sociedade dos Artistas Abstratos. Nela se representaram as mais extravagantes combinações. para expressar as necessidades mais intimas do homem. Exemplo claro do culto ao objeto. privados de sua funcionalidade. No mesmo manifesto. Miro também se dedicou à cerâmica e a escultura. tentavam abrir a imaginação do espectador para a multiplicidade de relações existentes entre as coisas. seja verbalmente. Obra destacada: Noitada Esnobe da Princesa. foi a exposição de Objetos Surrealistas de 1936. ou as combinações de objetos de Miro. francês que lançou o movimento). no limite entre a ironia e a perversão. de Dali. Para seu conhecimento: “O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?” (fragmento do manifesto do surrealismo de André Breton. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas. embora se apresentem de forma amistosa ao observador.nítidos e formas sinceras na aparência. o funcionamento real do pensamento”. Escultura: deve-se falar em objetos retirados de seu contexto. Alguns de fácil interpretação e outros complexos. Breton define Surrealismo: “Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir. criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 e 1950 faz parte da arte Abstrata americana. Destaca-se os objetos surrealistas. produto das associações inconscientes de seus atores. mas difíceis de serem elucidadas. animais e minerais) e os de uso cotidiano.

COBRA: Movimento artístico criado na Holanda. Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). trinchas. misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo e textura. Abstração no Brasil: Surge com maior ênfase nos meados dos anos 50. 1951. destacam-se Antônio Bandeira(19221967). o artista usou materiais como pregos. grupo artístico europeu que surgiu entre 1948 e 1951. agressividade. algumas vezes realizadas diante do público.- Compreensão da pintura como meio de emoções intensas. Entre os pioneiros da abstração no Brasil. 1935 e Mario Gruber. introduziu nova modalidade a técnica. Ligado esteticamente ao expressionismo figurativo. vidro moído. 1931. 86 . 1949 e da criação da Bienal Internacional de São Paulo. que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50. utilizando tinta à óleo. pincéis. Principal artista: Jackson Pollock. Usou freqüentemente tintas industriais. Destruição dos meios tradicionais de execução. além de Iberê Camargo. Execução cheia de violência. A abstração “gravação de Iberê Camargo”. em telas enormes. muitas delas usadas na pintura de automóveis. Yolanda Mohalyi (1909-1978). Outros impulsos vêm da fundação dos Museus de Arte Moderna de São Paulo. Fayga Ostrwer (1920-). 1948 e do Rio de Janeiro. espontaneidade e automatismo. (1928-). sigla de CopenhagueBruxelas-Amsterdã. Manabu Mabe (1924-1997). (1914-1994). na qual se destacam Antoni Babinski. teve como principais representantes Asger Jorn. Posteriormente artistas como Flavio Shiró. Karel Appel e Pierre Alechinski. 1927. (1912-1956). Maria Bonomi. pintor americano. Nos últimos trabalhos nessa linha. Wega Nery (1912-). Técnica: pintura direta na parede ou no chão. pasta espessa de areia. Arcângelo Ianelli (1922) e Sanson Flexor (1907-1971). com resultados extraordinários e fantásticos. numa execução veloz. praticam a abstração informal. A abstração geométrica. espátulas e etc. encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-). Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. conchas e pedaços de tela. forma uma geração de gravuristas abstratos. gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente. O curso de abstração no Brasil.

Uso de formas geométricas em preto e branco. em comparação. Sua obra é caracterizada pelo uso de cores vivas e formas distorcidas. efeito de ritmo e distorção. curador Willian C. Sofreu influência dos pintores James Ensor e Paul Klee. exposição “Olho receptivo”. marcou sua obra pelo tachismo. bem como a teoria da Gestalt. Um dos mais jovens integrantes do grupo Cobra. 87 . A ilusão do movimento. Principais artistas: Pierre Alechinski. Karel Appel. Durante os anos 80 suas imagens e técnicas foram retomados pelo americano Philip Taaff e o holandês Peter Schuyff.Assim como as obras de Jacson Pollock essa pintura é gestual. em 1965. Criador de uma obra vigorosa e colorida. Seitz. Hiperrealismo e GRAV. mais próxima das ciências do que das humanidades. e o franco-hungaro Victor Vasarely. livre. tais preocupações ligam a arte op a vários movimentos: Fluxos. caracterizada pela figuração rude e simplificada. Apesar de ter ganhado força na metade da década de 1950. “abstracionistas perceptuais”. americanos: Richard Anuszkiewicz e Larry Poons. cores constratantes e variações tonais. violenta na escolha de cores e texturas. Britânicos Michael Kidner e Bridget Riley. exige a participação do espectador para “completá-la”. suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia. Defendia para a arte “menos expressão e mais visualização”. simboliza um mundo precário e instável. Realizou também esculturas em madeira e metal. MOMA/NY. Meados dos anos 60. Participou da XI Exposição Internacional do Surrealismo. Asger Jorn. Pintor dinamarquês. que se modifica a cada instante. pintor holandês. também Arte Cinética. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art. a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. OP ART: A expressão “op-art” vem do inglês. Apesar do rigor com que é construída. pintor e gravador belga. 1965. A arte op. (optical art) e significa “arte óptica”. Por outro lado. parece excessivamente cerebral e sistemática.

sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954. Representavam. que se modificam desde que o contemplador mude de posição. pois exige um sistema de peso e contrapeso muito bem estudado para que o movimento tenha ritmo e sua duração se prolongue. como diz o artista. para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental. após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos. sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos. passaram a transformá-los em tema de suas obras. Victor Vassarely. criou a plástica cinética que se funda em pesquisas e experiências dos fenômenos de percepção ótica. Os seus primeiros trabalhos eram movidos manualmente pelo observador. elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar. pelo critico inglês Lawrence Alloway. mesmo quando em preto e branco. As suas composições se constituem de diferentes figuras geométricas. parece obedecer a duas finalidades. São engenhosamente combinadas. quando alguns artistas. Embora os móbiles pareçam simples. criou os móbiles associando os retângulos coloridos das telas de Mondrian à idéia do movimento. solicitar ou exigir a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como “obra aberta”. ele verificou que se mantivesse as formas suspensas. Era a volta a uma arte figurativa. de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. O geometrismo da composição. os componentes mais ostensivos da cultura popular. assim. ao qual não são estranhos efeitos luminosos. POP ART: Movimento principalmente americano e britânico. depois de 1932. por outro lado. (1898-1976). o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950. em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da 88 .Principais artistas: Alexander Calder. Mas. de modo que através de constantes excitações ou acomodações retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo. em preto e branco ou coloridas. sua montagem é muito complexa. Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp. Sugerir facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade.

e já que tanto o gosto. a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar. produtos com cores intensas. embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados. ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais. poliéster. Além disso. Por volta de 1962. ilustrações e designam. e reproduziu a mão. 1925. como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey. como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza. brilhantes e vibrantes. reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande. tinta acrílica. virou moda. e aproximou a arte das massas. com fidelidade. da fotografia. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica. usando como materiais principais. em refinado. do cinema e da publicidade. quadrinhos. transformando o real em hiper-real. criou as pinturas “combinadas”. como aconteceu por exemplo. (1923-1997). por exemplo. ilustrações e design. já que se utilizava objetos próprios delas. episódios da história americana moderna e da cultura popular. Roy Lichtenstein. a arte para poucos. Mas ao mesmo tempo em que produzia a critica. Empregou. usando como materiais principais. de Andy Warhol. látex. tinta acrílica. a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo. Rauschenberg. desmistificando. muito do que era considerado brega. um dos principais artistas da Pop Art. com as sopas Campbell. os procedimentos gráficos. uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados 89 . Seu interesse pelas histórias em quadrinhos. Esses trabalhos tiveram como temas. adotou a técnica de impressão em Silkscreen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. que realizou em 1960 para os filhos. nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo. com garrafas de coca-cola. Com o objetivo da critica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo. dos quadrinhos. ela operava com signos estéticos massificados da publicidade.segunda guerra. Principais artistas: Robert Rauschenberg. Sua iconografia era a da televisão. depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do inicio da década de 1950.

e usando sobretudo a técnica de serigrafia. apesar da ascensão social e da celebridade. Robert Morris. planas e limitadas. arte ABC e Coll art. E brit. símbolos ambíguos do mundo moderno. Andy Warhol. Willian Tucker. as latas de sopa Campbell. Da mesma forma. Entre 1963/5. Seus quadros. tornou – se um dos mais interessante comentarista de arte. Judd. Firmou – se como movimento Com a exposição Estruturas Primárias: jovens escultores. Richard Artschwager. Produziu filmes e discos de um grupo musical. MINIMALISMO: Ny. Flavin. como Kasimir Maliêvitch (quadrado negro). Ronald Bladen. (1927-1987). escreveu: “O espaço real é intrinsecamente mais vigoroso e especifico do que a tinta sobre uma tela. destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para consumo. intelectuais. 90 . automóveis. Outros nomes “estruturas primárias. delineadas por um traço negro. como Elvis Presley e Marilin Monroe. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração. Com essas obras. aparecem como imagens frias. Sol Le Witt. Richard Serra e Tony Smith. Dan Flavin e Carl André. mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema. crucifixos e dinheiro.das historietas. Judd. e pinturas dos abstracionistas pós-pictóricos. Cores brilhantes.nova criação assemelha – se. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias. Estruturas geométricas. como garrafas de Coca-Cola. após exposição de Donald Judd. NY 1966. aparentemente simples. logo depois passou – se a aplicar o termo a obras de escultura.. Como André.. deram atenção às obras Construtivistas e Suprematistas Russos que tendiam para Abstração pura. objetos unitários. Foi a figura mais conhecida e mais controvertida da Pop Art. Beverly Pepper. os Britânicos: Sir Anthony Caro. Am. Larry Bell. Philip King. incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal. desvinculados do contexto de uma história. Tim Scott. em 1965. Morris. contribuíam para o intenso impacto visual. Os artistas minimalistas. o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas.

John Chanberlain e Claes Oldenburg e o Novo realista Yves Klein. Com performance e a Earth art. pode ter mandado fabricar sua obra. Recordam a “arte conceitual”. De Du Champ e seus readymades (Dada) e os construtivistas. Do q a pintura. Em anos recentes. Escreveu em 1967: “Simboliza seu encolhimento. 91 . vários modernistas busca rigor e pureza.. (Monumento a V. anônima e imperdoável. As formas unitárias não reduzem os relacionamentos. até inicio dos anos 70. “lâmpadas florescentes”.. Elas os ordenam.. tornando – se ínfima”. André se inspirou em Brancusi (esculturas modulares) e em Stella (pinturas de faixa). mas elas são reconhecidas como “Judds”. 1965. explorou temas relacionados com espaço e luz. Terry Riley. Comentário dele: “A simplicidade da forma não se equaciona necessariamente com a simplicidade da experiência.” Flavin. muitas obras foram associadas ao minimalismo. Ao restringir os elementos que atuam em cada objeto. Steve Reich ou Philip Glass. Embora o termo não fosse aplicado à música. criam – se efeitos mais complexos do que mínimos. usando metais e outros materiais.. (harmonia estática. O que não acontece na escultura. tem sido aplicadas à decoração de interiores. Judd por ex. os neodadáistas Robertr Rauchenberg.” Judd. fez experiências com cores e pesos. Começaram aparecer muitos críticos e um público opinativo julgava – na fria. revelam preocupações semelhantes. (Ludwig Miers van der Roche. A cor jamais deixa de ter importância. Um tema constante é a atuação recíproca entre espaços positivos e negativos em objetos reais e sua interação com o entorno imediato. relacionam o minimalismo. 1964) e Constantin Brancusi (Colunas infinitas). As caixas cúbicas de Morris. E cores ousadas). questionando a posição legitima das esculturas(vertical/horizontal). Pureza geométrica. Denominadas por ele como “objetos específicos”. Os materiais pré-fabricados usados. 1968.mais a escultura. teve em sua obra influencia. Na arquitetura. mobiliário e artes gráficas e designers de moda. “mais é menos”) e o Mexicano Luis Barragan (sua resid. se referia a Frank Stella (abstração pós-pictórica). repetição e uso de instrumentos não convencionais). não pareciam arte. Embora não exista uma escola minim. “Rosa e dourado”. Tatlin de Flavin .

Colaboração do escultor Sir Anthony Caro e o escritório Foster & Partners no projeto “Ponte do milênio”. expandiram as fronteiras da arte. Tadao Ando. Michael Heizer. Europa: Britânicos: Richard Long. a partir de 1989 em seus trabalhos. Com efeito a earth art pode ser vista como um prolongamento do projeto minimalista. Outras criações que usam fotos. final anos 60. Christo e Jeanne – Claude. em forma de imensas esculturas no solo. A maioria dos artistas são Americanos e Ingleses. espiritualidade dos sítios arqueológicos (cemitérios dos indígenas americanos. 2000. fundiram – se nas Torres da Cidade – Satélite 1957/8 (Barragan com Mathias Goeritz) .A pintura. USA. semelhantes a labirintos de Aycock ou as obras arquitetônicas de Holt. crescente interesse pela ecologia e conscientização do perigo da poluição e os excessos do consumismo. no Japão: Kazuo Shinohara. Alguns desses pioneiros também se filiaram ao Minimalismo. influenciado pelo estado clássico zen-budismo e modernismo europeu. Aristas americanos: Sol Lewitt. textos e diagramas. “Ecultitura”: termo utilizado por Caro. E outras com reciclagem de lixo. Nancy Holt. Nos anos 80. a escultura e a arquitetura. Alicer Aycock. se deslocou para fora da cidade. e nota – se forte influência da paisagem(arte britânica) e ligações românticas com o Oeste ( arte Usa). Preservação do espírito humano. Carl André. Dibbets. tbem acompanham objetivos e técnicas minimalistas. Robert Morris. pois se um pedaço de terra for consagrado como arte. Goldsworthy. Robert Smithson.. Fulmiko Maki. Holandês: Jan Dibbets. Muitas de suas criações empregam a linguagem geométrica do minimalismo. Dennis Oppenhein. Mary miss. tem afinidade com a arte Conceitual (De Maria. 92 . De Maria e Heizer e Turrell. Hamish Fulton e Andy Goldsworthy. Londres. Le Witt. Richard Serra. pode ser uma forma de preservação. Fulton. Walter de Maria. James Turrel. pode ser mantido intacto. assumindo o meio ambiente como seu material. Os arquitetos “HIGH-tech”. Long e Openhein). Arata Isozaki. EARTH ART: Land art ou earthworks. os círculos nas plantações e as gigantescas figuras esculpidas nas colinas da Inglaterra). quanto aos seus materiais e espaços físicos.

A equipe projetou o exuberante Groninger Museum. estrutura ambíguas e contraditórias. objetos com arte gráfica) Tin Rollins e K. neodadá. graças a exposição Earth Works – NY em 1968. Ocorrem em locais distantes. os italianos Alessandro Mendini e Michele de Lucchi. Em 1966. surrealismo. Ao mesmo tempo é uma rejeição e um prolongamento do modernismo. com logotipo da Mercedes – Bens. “Trocados”. “vitalidade desordenada” e parodiavam a frase modernista. De Earth Terra. Cristo e Janne. organizada por Smithson. Para De Maria o isolamento é a essência da earth arte. alemão Hans Haacke. “O jantar” de Judy Chicago. Holanda. USA .S. Muitas conhecidas por fotografias. com giz no deserto de Monjave).Firmou – se como movimentoto.O. em vez de criar formas novas. “Torre de observação”. (documentação fotográfica “Caixa em um buraco” de Le Witt Desenho de De Maria. arte pop e arte conceitual. com criações inspiradas em cultura popular. NY. PÓS-MODERNISMO: Novas formas de expressão. empréstimos de outras culturas e uso de cores ousadas e surpreendentes. dois livros: O arquiteto italiano Aldo Rossi. 1990. “Piazza d’Itália. estilos. tem sido empacotar ou envolver coisas. trabalham juntos desde os anos 60 e seu grande tema. 1975/80. o designer francês Philippe Starck e o escritório vienense Coop Himmelblau. aplicada originalmente a arquitetura. meados anos 70. A diversidade dos materiais. garotos da sobrevivência. marca do capitalismo. permanece intacta após a queda do muro de Berlim.” O 2º do arquiteto americano Robert Venturi. também criações de cunho social e político. 1995. “novas edificações. deveriam adaptar a formas antigas. Dá prosseguimento à experimentação iniciada com Marcel Duchamp e se desenvolveu por meio do Dada. Outras criações com elementos diferenciados (texto com imagens. estruturas e ambientes constitui características do pós-modernismo que não pode ser definido 93 . 1969. no Designe e Artes Visuais. animadas por referências jocosas a estilos históricos. Charles Moore. Nova Orleans. (estilo Internacional). E a exp. Nos anos 80. “O mundo do comércio”. Richard Prince. “menos é mais” por “menos é um tédio”.

Apartir dos anos 60. deram ênfase a identidades marginalizadas: étnicas. O designer italiano Ettore Sottsass. de Schmabel. representados em novos e perturbadores contextos ou despojados de seus significados tradicionais (desconstruídos) por artistas como: Mike Bidlo. (neoexpressionistas e comparados a artistas de transvanguarda). 1981. Representação: motivos ou imagens de obras do passado. Nos USA Julian Schumabel e David Salle. começaram a empregar técnicas pós modernas. na Inglaterra. Louise Lawler. A morte. criaram designes tipográficos de vanguarda nos anos 80 e 90. O pós-modernismo. do americano Michael Graves. final anos 70. Espanha. a arte servia de um tipo social dominante. “antifuncional Estante Carton”. e as figuras fantasmagóricas e sobrepostas de Salle. obras para o grupo Menphis.( anmtidesign). como Basquiat. criam uma surpreendente justaposição. suas obras protestavam contra o preconceito racial. celebrava o pluralismo do final do século XX. espanhol Rafael Moneo. Paris. “Sede do HSBC. feministas e ambientais. tema dominante na arte pós moderna. os designer. A influência do alemão Wolfgang Weigart. espalhou – se da Basiléia/Suíça. “Série sexo”. Jean Michel Basquiat. iniciou como grafiteiro. para Europa e USA. Os palimpsestos criados com louça quebrada. Nas artes visuais. e Javier Mariscal. apropriando – se de filmes. Espanha.por um único estilo. O Kitsch pode ser transformado em arte elevada. transformou sua doença em tema central de seu trabalho. De Serviços Públicos de Portland”. USA. O studio Dumbar. fizeram experiências com cores e texturas e se inspiravam em motivos decorativos do passado (adhocismo). final anos 70. sobretudo a identidade dos gays. é a figura mais importante. insatisfeitos com a ordem e uniformidade do Bauhaus. estilo High – tech. Associado a Andy Warbol. Holanda. Menphis. dinamarquês Johan Otto Von Spreckelsen. 1977. imagens e revistas populares e sobrepondo – as. 94 . estilo clássico. (SAMO. “A mesma merda de sempre”. “Edif. “Same old Shit”. “Arco da defense”. sexuais. Jeff Koons. se engajou em questões sociais e políticas. “Museo de arte Romano”. Keith Haring. inglês Sir Norman Foster. Refere – se a natureza dos meios de comunicação de massa e proliferação universal das imagens. David Wojnarowics também vitima de aids. segundo o pensador francês Jean Baudrilard: “Um êxtase da comunicação”. Neville Brody. Sherrie Levine e Jeff Wall. “Coelho”.

Neste sentido o espectador. Ele reduziu a pintura a linhas retas que formavam ângulos retos.Anos 70 e 80. INFORMALISMO. contribui. action-painting. Cada uma destas correntes tem o seu caráter especifico. pintura tachista (do francês “tache” – mancha) e espacialista. gestualismo. “Documento pós parto”. Em muitas obras informalistas observa-se a presença de determinados signos e manchas aos quais o artista não deu significado predeterminado quando os criou. sem titulo. indicada por Umberto Eco. de certa maneira. daquilo que desejo”. Dentro da arte informal pode falar-se de expressionismo abstrato. Imagens com legendas perturbadoras. RACIONALISMO: Piet Mondrian. como homens olhando para mulheres. Jenny Holzer. Mondrian também ignorou a textura em suas obras. Como outros pintores abstratos. mas o espectador pode dotá-los de significados vários ao contemplá-los. artistas como Mary Kelly. Usavam apenas preto. questões ligadas à identidade feminina. quer pelos “novos” (porque até então alheios à pintura) materiais ou técnicas empregues quer pelas soluções espaciais que apresentam. seu olhar. 1º mulher americana a expor em Bienal de Veneza. para concluir a obra apresentada como “aberta” à interpretação por parte do artista. “Trata-se por conseguinte. EXISTECIALISMO E TACHISMO: A arte informal engloba um grande leque de direções e ramificações distintas e abrange obras de aspectos e conteúdos muito diversos. branco e cinza e as cores primarias. A arte informal – informalismo pode tirar-se numa categoria muito vasta que é a “obra aberta”. criou um estilo abstrato extremamente simplificado. “Proteja – me. Holzer. Bárbara kruger. Sua pintura influenciou a arte comercial e o desenho industrial moderno. Cindy Sherman.” Considera-se que a pintura 95 . ele rejeitava motivos que se pudessem identificar. comportamento social. artista holandês. pintura signico-gestual. 1990. USA. de enfrentar um tipo de pinturas em que a expressão adquiriu novas e múltiplas possibilidades.

nem na escultura tradicional. É quase uma ligação arte plástica/teatro. mas que não privilegia nenhum dos meios expressivos tradicionais. centrando a sua atenção no comportamento humano e no meio circundante. O termo informed foi adotado na Europa pelo critico francês Michel Tapie. que em finais da década de 20. ASSEMBLAGE ou AMBIENTE. Georges Segal. com materiais reciclados. Keith Arnatt. surrealismo e abstracionismo. em dois focos principais que foram Nova York e Paris. Duane Hanson. detritos e produtos industriais.informalista tve inicio em 1944. Denis Oppenheim. pois misturam em obras tridimensionais deferentes materiais artísticos. que pretendia eliminar o realce dado pelos americanos ao conceito de action painting e destacar a abolição da “forma” na arte. Claes Oldenburg. termo inventado pelo americano Allan Kaprow (1927). o vulgarmente considerado iniciador do informalismo europeu foi o pintor francês Jean Fautrier (1898-1964). Como a palavra música ou a cor. apesar de ainda serem figurativos. AMBIENTES. para designar um acontecimento que se desenvolve perante o público. distinguiam-se pela espessura das suas texturas. ARTE ASSEMBLAGES. HAPPENINGS. realizaram (e ainda realizam atualmente) obras que se podem inserir nos termos acima indicados e que não se circunscrevem nem ao ambiente plano da tela. Nam June Paik. ou seja perto do final da 2º Guerra Mundial. John de Andréa. Edward Kienholz. Jim Dine. John Cage (músico). Aliás. Dos quais o último foi o Parlamento Alemão em 1996. BODY ART E NOVO DADAISMO: Alguns artistas ligados à Arte Pop e Arte Conceitual. Christo (famoso por seus embrulhos de edifícios). HAPPENING (Acontecimento). tendo-se posteriormente espalhado por outros lugares dos Estados Unidos e Europa. Mercê Cunningham (coreógrafo). substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegavam a criar verdadeiros relevos. são os artistas mais representativos destas formas de expressão artística. realizava já um tipo de trabalho que. tirados do seu contexto habitual. 96 . no final dos anos 50. Robert Rauchenberg. a sua influencia vem do movimento Dada e dos Ready-made. tendo ido buscar as suas influencias ao dadaísmo. Judd Pfaff.

A arte conceitual pode usar meios e materiais não relacionados diretamente com as artes plásticas. Atualmente. e não somente à aprecia. projetores de slides. transgressão ou manifestação. ARTE CONCEITUAL: Surgiu nos anos 60 a partir dos Happenings e tem influencia dos Ready-made de Marcel Duchamp. NEW DADA (Novo Dadaísmo. Obra destacada: Homenagem a Chico Mendes de artista Roberto Evangelista. Obras destacadas: Cartolina no vale. como o vídeo. embora com a presença dos mesmos artistas da Arte Pop. fotografia e põe em causa as definições de 97 . Guarda-sóis colocados em um vale da Califórnia e mais recentemente o Reichstag (Parlamento Germânico em 1988 – Berlim). juntamente com a escultura e outros materiais.BOD ART (arte do corpo). INSTALAÇÃO: São ampliações de ambientes que são transformados em cenários do tamanho de uma sala. Man Ray e Kurt Schwitters. utilização do corpo. O espectador participa da obra. por parte de certos artistas. Movimento que. através da fotomontagem e da colagem de materiais. ou Novo Realismo na Europa). embrulhos em locais públicos. INTERFERÊNCIA: Como a pintura já não é claramente definível e deixou de ser a única fornecedora de memoráveis imagens visuais. Alguns artistas interferem na paisagem. que foi envolvido em tecido sintético com duração de duas semanas. É utilizada a pintura. para ativar o espaço arquitetônico. Leonor Soares são exemplos. pretendia retomar. de uma forma atualizada o espírito do dadaísmo de Marcel Duchjamp. o único artista que se destaca com suas interferências. como forma de expressão. guarda-sóis. Ponte Neuf (Paris) embrulhada para presente. Antonio Carvalhal. colocam cortinas. ressaltamos Christo.

GB e etc. utilizando materiais insólitos. Giulio Paolini. como gordura. as suas inclinações. se iniciou como escultor. onde apresentava uma cadeira verdadeira. Robert Morris. impôs-se muito jovem na cena mundial da vanguarda com uma obra desconcertante (one and three chairs. o aspecto mais singular da sua atividade consistiu numa deliberada missão “de prédica”. 196566). francês. podem citar-se os pintores Ângelo de Souza. que como o nome indica 98 . na idéia geradora. Luis Dourdil. Dele escreveu Gillo Dorfles. como representantes do informalismo/minimalismo. corrente dos anos 60 e 70. Antonio Charrua. Donald Judd. Jorge Pinheiro. Sol Le Witt. no idealismo. visa convencer o auditório de alguns princípios ético-estéticos e politicoespirituais”. P processo criativo só precisa ser documentado de alguma forma geralmente verbal. Lawrence Weiner. Vincenzo Agnetti. USA. Ad Reinhardt.arte de uma forma mais radical do que a Arte Pop. no conceito. USA. autor de enormes esculturas geométricas. tem uma obra essencialmente de pesquisa. Belga. que prevalece a arte e não a execução. porém. assim como as galerias de arte e por extensão o próprio público. Joseph Kosuth. Robert Mangold. a sua participação com comportamentos diversos ajudam à compreensão do espectador. ao lado de uma fotografia da mesma cadeira e junto desta um texto escrito em que se podia ler a definição de cadeira. autor de uma obra de provocação intelectual. alemão. Itália. tirada de um dicionário. Artur Bual. pode perfeitamente ser dispensada. Beuys procedo como um sacerdote laico que. “A própria personalidade física do artista faz parte da obra (ou da encenação). Graças a uma importante obra ensaistica é um dos maiores animadores no atual debate sobre o papel do artista na sociedade contemporânea. Frank Stella. pois insiste que é na imaginação. ou pela fotografia. Beuys serve-se habilmente do corpo com ações publicas onde os seus gestos. elementos naturais e materiais industriais (também conotado com a Arte Povera – Arte Pobre). Itália. Marcel Broodthaers. feltro. USA. Keith Arnatt. Dentro da Arte Conceitual.” Artistas mais representativos: Joseph Beuyes. Álvaro Lapa. pode inserir-se o Minimalismo (minimal art). Nos últimos tempos. Anthony Caro. “Uma vez que a obra de arte é um sub-produto acidental desse salto imaginativo. Yves Klein. pintores minimalistas. USA. Em Portugal. com as suas palavras. vídeo ou cinema.

estreitam-se as relações entre performance plástica e ação cênica. A “Arte Povera”. referindo-se à participação de uma geração de artistas de vanguarda.Carl André. quando o critico italiano Germano Celant utilizou pela primeira vez esta designação. Depois da industrialização acelerada e da euforia de consumo provocada por um modelo importado dos USA. ética e política. É nesse clima de crise que sopra um vento literário. Walter de Maria. Os artistas exprimem-se 99 . podem estar inseridas no espírito da Arte Conceitual. Os seus principais representantes são Denis Openheim. como configurações triangulares. Pasolini. segundo as palavras de Celant. que pretende intervir nos espaços naturais. quadradas. o minimalismo questiona o papel dos artistas e a natureza da criatividade. em 1907. anarco-utópica. entre Turin e Roma. Robert Smithson. uma posição crítica. nasceu e desenvolveu-se nos EUA. por volta do inicio dos anos 60. a pôr em questão a sociedade e a arte como intervenção direta. da realidade dos elementos e do homem. como era conhecido o dinamismo econômico da Itália do pós guerra. vindas do cotidiano e da natureza. Ítalo Calvino e Umberto Eco. o Living Theatre omnipresente nas cidades da Itália. vivia a hora da recessão. o famoso “milagre italiano”. reduzida a materiais e formas geométricas puras. A Land Art. Na literatura. com profundos desequilíbrios sociais e conflitos políticos. em depressão econômica.pretendia desenvolver uma arte de grande simplicidade. Heizer. Como muita da arte “moderna” e “pós-moderna”. embora possam ser conotadas com a chamada “Vanguarda” dos anos 60 e 70.” É uma nova energia que se reclama das intenções da existência. A arte Povera. introdução de elementos e imagens perdidas. a Arte Povera (arte pobre). No cinema. Richard Long. Richard Serra. sub tendências que existem desde os anos 60. Afirmando-se especificamente como manifestação européia. Germano Celant resume a formula: “Arte povera + azioni povera” (arte pobre + ação pobre). No teatro. “significa disponibilidade e anti-iconografia. Também as denominadas Land Art ou Earth Art (arte da terra). deixando sinais ou marcas ecológicas. com “instalações”. uma explosão artística existencial. a “Arte Povera” refere uma aventura intelectual e artística cujos fundamentos ideológicos estão em oposição às propostas formalistas e consumistas da arte americana e traduz uma atitude moral. circulares e cores monocromáticas. a Itália entrava.

reúnem um gênero de manifestações que nem sempre se caracteriza pelos mesmos elementos e portanto dir-se-á que não são muito coerentes. também não se trata de representações de caráter imitativo. Michelangelo Pistoletto. Por outro lado. Essas denominações. todavia. Gilberto Zorio e etc. embora haja locais em que a escultura adquiriu nítida preponderância. quer rural quer urbana. como alternativa. Aligfhiero Boetti. NOVA FIGURAÇÃO E PÓSMODERNISMO: Estes são alguns dos termos usados para enquadrar artistas em correntes desde os anos 80 até o presente. Assim. Em primeiro lugar. querendo elevar as coisas mais banais e mais insignificantes ao nível da arte. então desconhecidos.” Seria o caso da escultura britânica. contudo. Luciano Fabro. sobre fundos formados por manchas ou por franjas de cor. Nos outros países da Europa. Mario Merz. produz-se um predomínio da pintura relativamente a qualquer outro tipo de manifestações. Giulio Paolini. TRANSVANGUARDA. Os objetos são capitados de um modo intuitivo e inseridos sem preocupação pela perspectiva no conjunto pictórico. algumas constantes. Jannis Kounellis. Calzolari.essencialmente e realizando instalações onde utilizam materiais orgânicos. BAD PAINTING. Os artistas nunca partem da cópia da realidade. quando o assunto é a paisagem. as maioria dos artistas opta por pinturas de grandes formatos. Giuseppe Penone. Do mesmo modo. hoje solicitados pela cena artística internacional: Giovanni Anselmo. “pobres”. É como “um vasto campo de convergências” onde se encontram ao mesmo tempo textos de artistas e obras de um conjunto de criadores. Podem indicar-se. 100 . mas apenas referencial. NEO-EXPRESSIONISMO. Marina Merz. o artista dispõe configurações em largos traços negros que contrastam violentamente com os fundos. “O Neo-expressionismo. observa-se uma tendência para justapor uma linguagem figurativa ao abstrato. Pino Pascali. o pictórico triunfou plenamente e poderia acrescentar-se que a corrente mais representativa é a que se entendeu chamar Neo-expressionista na Alemanha e transvanguarda na Itália. A partir dos finais dos anos 70. simples. NOVOS SELVAGENS. mas esquematizam ao Maximo os traços dos personagens captados. que conta com grande numero de criadores importantes e que fundamenta a sua linguagem nas técnicas da colagem e montagem.

Doukoupil (1954 Tchecoslovaquia). de renovar o seu repertório e de oferecer um tipo de pintura despreocupada. Na Alemanha. na medida em que reúne os mais diversos elementos procedentes de correntes anteriores. Penck (1941). Kenny Scharf. Nino Longobardi. Jeff Koons. entre outros. Jean Michel Basquiat e Keith Haring. inicialnmente “apadrinhados” por Andy Warhol. Julian Schnabel. Na Itália. Markus Lupertz (1941). A. Sigmar Polke (1941). Sandro Chia (1946). como é lógico. poderia implicar uma simples cópia ou inclusivamente apresentar-se a possibilidade de plágio. apenas se podem dar listas que correm o risco de pecar por incompletas ou por demasiado exaustivas. Martin Kippenberger (19532). Anselm Kiefer (1945). pintor que muitos vezes apresenta os seus quadros invertidos. para dar lugar a uma nova era dominada pela arte feita por computador. escultor 101 .O fato de estas pinturas se terem denominado neo-expressionistas deve-se fundamentalmente a terem seguido a corrente expressionista dos inícios do século. Talvez se possa dizer desta corrente que é eclética. R. o que não acontece. Entretanto. Andréas Schulze (1955). embora em estado latente. Salomé (1954). Nos Estados Unidos. trabalham nessa tendência pintores como Mimmo Paladino (1948). Mas no seu ecletismo existe algo verdadeiramente importante. Eric Fischl. deixaram o seu ratro e a sua presença. Chegava-se a falar da morte da pintura. Nesse sentido o neo-expressionismo atua como uma tendência da pós modernidade e recorre à “citação” de uma manifestação anterior para construir. Isso sucede. logicamente. Todas as outras correntes. nesse neo-expressionismo. algo completamente novo. como seja a possibilidade de continuidade. os neo-expressionistas mais conhecidos na atualidade são: Georg Baselitz (1938). pois de contrario. Mario Schifano (1952) e Mario Merz (1925). Per Firkeby. e Werner Buttner (1954). De momento. Gerhard Richter (1932). Jorg Immendorff (1945). o que se considerava nas últimas décadas como impossível. a partir dela. O tempo determinará a sua importância e permitirá estabelecer quem são os artistas mais representativos do neo-expressionismo e das restantes tendências contemporâneas. embora recorrendo ao passado. viu-se que o artista do século XX foi capaz. Enzo Cuchi (1950). Não foi em vão que decorreram mais de setenta anos depois de os artistas alemães iniciarem o caminho do expressionismo. de forma muito peculiar. Francesco Clemente. Cindy Sherman.

Pedro Tudela. escultor e autor de instalações. Gilbert & George. como Miguel Barceló. Álvaro Lapa. e etc. “O novo não é novo: o espírito da época” 102 . O NeoConstrutivismo Abstrato a figuração politizada tendem já. Douglas Gourdon e Alan Davie entre outros. Tony Cragg. Na França. se não precursores. Ferran Garcia Servilha. Graça Moraes. Jose Maria Sicília. no Brasil e em outros paises latino-americanos. Sergio Pombo. em certos meios artísticos. pelo menos. Jorge DUARTE. o problema da maternidade ou da pós-maternidade põe-se de uma maneira menos datada em Portugal. Robert Longo. Na Esopanha.polemico. Leonilson. Os alemães recuperam o movimento moderno em que mais se prestigiam. Victória Civera. que por sua vez citava já as tradições pós renascentistas que as notabilizaram. No Brasil. Benassar. Fernando J. enquanto os italianos citam a pintura anti-cubista dos anos 10. Pedro Calapez. Manolo Valdes e Cristina Iglésias escultores. a invadir o seu campo de ação. Juan Bordes. Grard Garouste. há também muitos representantes notáveis das “novas” tendências. Florenci Guntin. Adir Sodré e Gervane de Paula. Robert Combas. relativisa a história e afirma o regionalismo. sendo os seus artistas por vezes mais profundos e originais. A falta de objetividade relativamente a um movimento que na atualidade se encontra em plena efervescência impede de estabelecer com maior clareza quais são os seus objetivos e sobretudo. Eduardo Arroyo (equipe crônica). Richard Deacon. no que quer que se chame rigorosamente. Leonel Moura. qual será o seu futuro ou. aonde vai desembocar. quer política quer cultural. À margem da história oficial. o expressionismo. citações paródicas. Em Portugal. François Boisrond e Remi Blanchard. Juan Gopar. Frederic Amat. Ken Kiff. Pereira. repondo a exigência de progresso. J. Julião Sarmento. autor de “instalações” e “ambientes” que jogam com efeitos de luz. O Pós-Moderno. Juan Muñoz. entre outros. David Salle. com a sua fragmentação. Chema Cobo. Alfonso Fraile. Na Grã-Bretanha. de internacionalismo. Rui Chafez. Pedro Croft. Paula Rego. Pedro Proença. Victor Willing (marido da pintora Paula Rego). Antonio Olaio. redundância e acaso. Cabrita Reis. James Turrell. Aléxis Hunter. João Penalva. de projeto e de consciência da história. (Equipe Limite).

os peritos do mundo da arte vaticinaram que este “preço recorde” de uma obra de arte moderna atingindo a nível mundial seria batido em curto prazo. O preço Maximo alcançado por este pintor holandês não foi um caso isolado. Este fato revela uma grande confiança nas perspectivas futuros do comercio de arte. por conseguinte. Em 1987. em vida. Se os investidores privados estão dispostos a despender quantias tão elevadas por quadros de mestres desaparecidos ainda há menos de um século. Gachet de Van Gohg ultrapassou aquela marca na Galeria Sotheby. Museus e galerias de arte dificilmente conseguem conter as multidões de visitantes que afluem às inaugurações das suas exposições. esta transformação manifesta-se em numerosos aspectos exteriores> Assim. segundo os críticos de arte mais indispostos. constituem um investimento seguro para o futuro. apenas vendeu um único quadro. revelando uma tendência para o seu aumento. Embora a sua própria essência seja a constante mudança. mas é indubitável que o número dos seus compradores aumenta a um bom ritmo. talvez a arte contemporânea nunca tenha desfrutado de tal popularidade como agora. esculturas e trabalhos fotográficos de artistas jovens. E tiveram razão. O próprio conceito de arte é posto em questão.5 milhões de dólares. a arte sofreu uma transformação. à primeira vista. Os artistas vivos são. obtendo. desta vez ela atingiu camadas mais profundas. Ainda em maio do mesmo ano. direta ou indiretamente. Os preços sobem em flecha. Este êxito vem-se registrando desde há muito tempo.5 milhões de dólares pelo quadro Girassóis de Vincent Van Gogh que. muitos preferem investir em quadros.Nos últimos anos deste século. relativamente rápido. beneficiados por esta situação. não se limitando aos aspectos exteriores. o reconhecimento demasiado depressa. Uma seguradora japonesa pagou o equivalente a cerca de 72. Mesmo as obras acabadas de sair do atelier de um artista são bem acolhidas. colecionadores privados encomendam obras em quantidades sem precedentes. Não obstante. A arte contemporânea tornou-se um componente natural da sociedade burguesa. Em vez de comprarem automóveis mais dispendiosos ou velozes. sendo o novo recorde de 82. isto significa que confiam nas suas perspectivas e esperam que surjam mais Van Gohgs. tendo 103 . Naturalmente que nem todas as obras de arte encontram logo um comprador. Os preços astronômicos que as obras clássicas dos tempos modernos atingem nos leilões de Londres e Nova Iorque. o Dr. freqüentemente pintou este mesmo tema e que.

assim como mecenas privados na Grã-Bretanha tentam suplantar-se mutuamente com a fundação de novos museus e galerias de arte. Ao fazer-se um exame das correntes artísticas dos anos 80. as portas do seu gabinete às mais recentes produções de arte contemporânea e não se coibiu em promovê-la através de dispendiosas vernissage sobre a nova pintura.em mente que a arte contemporânea confere prestigio social. no outono do mesmo ano. Acontecia freqüentemente que o que era lançado na Primavera. não tinham saído das galerias para iniciarem as suas longas digressões e apresentarem as suas exposições em museus e galerias de arte internacionais. Os hábitos americanos começam a infiltrar-se na Europa: para pertencer à elite social. revelava-se. Fala-se dos “novos pintores selvagens”. em principio. já os neo-conceptualistas reclamavam a atenção do mundo da arte. uma arte com um programa neo-geometrico designada. abreviadamente. No mundo ocidental. constituem. províncias e regiões da França. cidades . de bom grado. tornando-se a figura mais popular do seu governo. e um chanceler federal alemão da ala concervadora abriu. que definiam as tendências. contribuiu para o prestigio da cultura francesa. melhor investimento que os automóveis. um ministro socialista da cultura defendeu a arte contemporânea mais do que qualquer antecessor seu. o que salta primeiro à vista é a abundante utilização do adjetivo “novo”. Apesar de nas eleições parlamentares não ter conseguido impedir a derrota do seu partido. Tudo aquilo de que se fala aparece a luz do “novo”. numa rápida mudança. Além disso. é preciso saber falar de arte. são eles que não estão dispostos a aceitar de bom grado esta situação: o fato de a arte contemporânea obedecer tão cegamente às leis da moda e que artistas 104 . de uma arte “neo-figurativa”. Itália e dos Países Baixos. E por mais estranho que pareça. eram os mesmos críticos anteriormente citados que levantavam mais alto do que ninguém que não aparecia nada de “novo”. Aliás. como obsoleto. Na França. Londres e Milão. estados e municípios da Alemanha Federal. Por último. A concepção de projetos para novos museus tornou-se também uma tarefa apreciada e muito pretendida pelos arquitetos. a arte contemporânea voga mesmo sob ventos políticos favoráveis. E como se não fosse suficiente: ainda os artistas neo-figurativos e neogeometrico de Nova Iorque e Colônia. de uma “nova pintura alemã” ou de uma “nova pintura austríaca”. como as obras de arte não estão sujeitas a desgaste. Paris e Viena. ou aqueles que se consideram como tal. por “Neogeo”. Aos “novos selvagens” seguiu-se.

à concepçãp da linguagem corrente. com apresentação de Peter Schjeldahi. iniciou sua carreira grafitando as paredes e muros de Nova York. anarquia social. instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seus rabiscos e signos os mais variados objetos de consumo. existe a valorização do desenho. um dos principais espaços de vanguarda de Nova York. é fácil para os críticos de arte porem a ridículo todo o palavreado em redor da arte “nova” como servindo apenas para encobrir o fato de que “o rei vai nu. mas a consagração veio com a mostra “New York/New Wave” organizada por Diego Cortez. pixação de signos. em 1981. A primeira grande exposição de grafitti foi realizada em 1975 no “Artist’s space”. Características gerais: Spray art. nascido no Haiti. O emprego inflacionado do adjetivo “novo” no contexto das diversas correntes artísticas não correspondente. como “violação. o grafitti saiu do seu gueto. afinal de contas. Seus grafites mostravam símbolos de variadas culturas de obras famosas. valorizá-se a cor. ligado a uma tendência artística já existente. tão novo e também não tem de o ser. mas sempre como prefixo. de Nova York. principalmente no contexto político e social. vandalismo puro e simples”. destruição moral. o metrô e das ruas das galerias e museus de arte. Stencil art. As temáticas do seu 105 . palavras ou frases de humor rápido.” GRAFITTI: Definido por Norman Mailler como “uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial” e por outros. de modo algum. só deixa passar a tinta pelos orifícios determinados. ao receber o jato de spray. O novo não é. (1960-1988). Este adjetivo nunca aparece isolado.relativamente jovens e de ambos os sexos tenham um sucesso comparável ao das “estrelas” do mundo do espetáculo e acima de tudo não lhes agrada a idéia de que a arte contemporânea não pretende inscrever no seu estandarte o novo pelo amor ao novo. o grafiteiro utiliza um cartão com formas recortadas que. no PS 1. Por isso. Principal artista: Jean Michel Basquiat. e principalmente ícones da cultura e consumo americanos.

O império Maia teve uma organização estatal e social bem definida. Os próprios conquistadores espanhóis se deram conta das maravilhosas obras de ourivesaria de prata. ouro e pedras preciosas dos astecas. México-Tenochtitlán. como o genocídio.ASTECAS . No Brasil. que por sua vez os transmitiram para o resto das culturas do vale do México e para os astecas. nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. onde edificaram a capital de seu império. Foi patrocinado por Andy Warhol (Pop Art).trabalho refletem suas preocupações. Foi essa mesma organização que os beligerantes astecas adaptaram ao chegar ao vale do México. Waldemar Zaidler e Carlos Natuck. representadas por templos e palácios em terraços piramidais. enquanto os Astecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco. Ambos os povos deixaram o testemunho de sua grandeza em obras arquitetônicas colossais. destacam-se os artistas: Alex Valauri. Com 21 anos participou da sua primeira coletiva em Nova York. utilizadas para dfecorar palácios e templos. Parte de seus conhecimentos foi absorvida pelos Toltecas. sabiam apresentar a face humana de madeira natural. a partir da virou celebridade. a opressão e o racismo. Além disso já conheciam o zero. Os mais desenvolvidos cientificamente e intelectualmente foram os Maias: possuíam um sistema de escrita hieroglífica e atingiram grandes avanços na astronomia e na matemática. e das quais existem exemplos não apenas nos museus do México. Morreu prematuramente em virtude de depressão e drogas. Os Maias estabeleceram-se ao norte da península de Yucatán e construíram várias cidades-santuarios.INCAS: Tal como os negros nigerianos. bem como em relevos e esculturas decorativos e suas pinturas e objetos suntuosos. As civilizações mais avançadas da América Central foram a Maia e a Asteca. Seu calendário de 365 dias revelou-se mais exato que o utilizado então na Europa. que conseguiram vencer as cidades da Tríplice Aliança e estabeleceram assim seu império. PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS . mas também nos de toda a Europa. 106 . os americanos pré-colombianos.

como a dos Maias. bem como sua grande variedade: as preferidas eram o vermelho e suas diferentes tonalidades. Essas pinturas chegaram quase intactas até o século XX. o amarelo. ou mensageiro sentado. manteve-se como complemento de relevos e teve um caráter simbólico. não tão abstratos como os egípcios. A escultura colossal é muito comum como complemento de templos e palácios. É surpreendente o contraste deliberado de cores. a estatuaria deveria ser imagem e semelhança da realidade. encomendados pelas cortes européias. Escultura: Para os Maias. a partir da conquista espanhola. depositada naturalmente sobre sua superfície. mas igualmente informativos.Pintura: No ano de 1946 foi descoberta Bonampak. Em suas esculturas é possível identificar as características físicas do povo. A perspectiva é obtida pelas superposições e escorços das figuras. mas também por terem ficado protegidas por uma fina camada de calcário. ao contrario. nos quais os artistas Maias combinaram figuras naturalistas com fundos geométricos acompanhados de textos em hieróglifos. São significativos os baixos-relevos dos templos. uma construção de três salas. as formas Maias são mais suaves e arredondadas e mais estilizadas. Cada parede representa uma cena. A ausência de um sistema preestabelecido de escrita. embora persistindo a esquematização. Conservavam-se também manuscritos e cópias de livros com iluminuras. cobertas de pinturas murais coloridas. O conjunto apresenta os contornos acentuados. Sabe-se que. narrada com riqueza de detalhes. e influiu na almejada abstração. ou câmaras. Não menos perfeitas foram as gravuras 107 . Ao contrario dos Astecas. A pintura Asteca. transmitiu tanto aos desenhos como as cores da pintura Asteca uma simbologia comparável à dos hieróglifos egípcios. os Astecas passaram a produzir pinturas de gosto europeu para os conquistadores. e em muitos casos existiu até um afã de individualização dos rostos ou de sentimentos. o azul e o verde. Longe de toda abstração simbólica. e foram de fato excelentes copistas. Os rostos possuem traços individualizados. esses murais apresentam-se impregnados de figuras representativas de um determinado momento histórico. sobretudo a figura do Chac Mool. não só pelo fato de term permanecido longe da vista dos espanhóis. do estilo das gravações de estrelas comemorativas.

ao artesanato têxtil e à cerâmica. os Toltecas. ARTE INCA: As origens do povo Inca remontam as civilizações anteriores aos Nazcas e Tihuanacos. A função religiosa cedeu lugar à representativa e utilitária. Sua função era eminentemente religiosa. A boca é formada por duas cabeças de cascavel. com obras mais próximas da engenharia do que das disciplinas artísticas. andesita e pórfido. Os materiais mais utilizados eram a pedra. principalmente na fabricação de armas. simbolizavam o poder do raio. De fato. O Deus mais importante era Quetzalcoatl representado como homem ou serpente emplumada. criou. Essa organização do estado.sobre madeira das portas e seus respectivos dintéis. Manco Capac. na qual demonstraram tanto uma técnica impecável quanto uma grande frieza expressiva. aliada ao estabelecimento de uma religião e uma língua oficial. A estatuaria Asteca era de um simbolismo profundo e de uma linguagem tendente à abstração. utilizaram a arte com expressão máxima da difusão de seu poderio. já conhecido pelos antecessores dos Astecas. As crônicas do império narram a história da família Ayar. Como em qualquer outro império do Ocidente. por volta do século XV. permitiu a convivência pacifica de uma grande dibversidade de etnias submetidas a um governo central. Tlaloc: O Deus da chuva Asteca (século XIV-XV). 108 . cujo último sobrevivente alcançou a condição de Deus. sabe-se com segurança que esse império chegou a abranger mais de 900 000 km2 na costa do Oceano Pacifico e que seu primeiro imperador-chefe. que negava todo naturalismo. As figuras modeladas em estuque para a decoração de interiores valeram-lhes o qualificativo de primeiros barrocos da América Central. motivo por que as figuras representadas eram normalmente deuses acompanhados de seus atributos. colocadas frente a frente. e a terracota. serpentes sagradas. Os testemunhos mais importantes dessa cultura encontram-se na arquitetura monolítica e despojada de ornamentos. que emigrou para Cuzco vinda do norte. o sistema de organização social e estatal mais avançado da América pré-colombiana. Atribuíram também grande importância à industria metalúrgica. que por sua vez delegou o poder às famílias mais importantes de cada aldeia.

Nessa ultima. Embora certamente dispusessem de grande variedade de cores e até jogassem com as gamas mais fortes. O vinculo permanente entre ambos os países determinou a influencia do primeiro sobre o segundo. vasilhas de madeira decoradas com cenas ou figuras de animais. Um dos fatores que determinaram essa estreita relação cultural foi a religião. em composição. 109 . rica e variada em suas manifestações. Escultura: A cerâmica Inca revelou uma característica estrita de funcionalidade e desenho. sendo ao mesmo tempo eco das numerosas dinastias chinesas e dos guardiões da cultura (bonzos) japoneses. imprimir um caráter individual a cada peça. na China e no Japão estreito relacionamento com a religião. ou jarro. a principio taoistas e confuncionistas. as vasilhas de vários pés. utilizaram. As formas básicas eram urpu. naturalistas e distanciada do simbolismo chinês. sendo definitiva a instauração dessa religião durante a dinastia Tang (século VI). baseada na fusão com obras de civilizações anteriores. depois da expansão do império gupta (indiano) no século IV. os pagodes. Isso se refletiu também nas estampas dos tecidos. e raqui. Os chineses. em todas as disciplinas artísticas. e os puynos. Os motivos são na maioria discretos e puristas. Limitados por essa esquematização. desde os séculos V e VI até o XIX. inspirados nos stupas hindus. num estilo tão ascético quanto o da arquitetura. espécie de cântaro. por meio do uso de cores chamativas e bordas geométricas cada vez mais complexas. utensílios-escultura de grandes dimensões. Difundiram-se assim os primeiros templos chineses. ARTE CHINESA E JAPONESA: A arte do extremo oriente. revela. Evitou-se o exagero e a opulência. bem como o irregular ou assimétrico. Os Incas modelaram também estatuetas antropomórficas e keros. como os Nazcas e Chimus. fundos neutros com predominância dos tons terra e ocre. mais precisamente o budismo. O Japão recebeu o budismo das mãos dos chineses durante o período Nara (645-784). dedicaram-se às peças pequenas e às estatuetas antropomórficas. entretanto. embora com o tempo os artistas japoneses tenham forjado suas imagens próprias. os ceramistas tentaram. começaram a absorver as crenças budistas.

com um imenso jardim central. as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos. Uma das construções mais típicas é o rikyu. o rikyu continua sendo hoje em dia 110 . tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional. localizados sobre um terraço com orientação especifica. No geral. Os telhados típicos de terracota. A pintura de paisagens atingiu o auge na China a partir do século XII. carente do lirismo e da intelectualidade dos chineses. que transpôs para o Japão nas estatuas colossais de Buda. mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza. tendo em vista as estações do ano. que representam a terra. não apenas no que se refere a habitabilidade. de costumes e narrativo. No Japão. quanto pagodes exibem aparência semelhante em atenção a essas normas. Os materiais utilizados são os que o entorno natural oferece. principalmente nos telhados. que se estende por pequenos pátios internos em cada um dos diferentes edifícios. e as arredondadas. persistiu-se na tradição arquitetônica chinesa para os templos budistas. embora os motivos tenham nascido da iconografia chinesa. no geral madeira e argila. a arquitetura deveria ser uma réplica do universo. pedras e água. além de serem uma realização complexa. para a realização da cerimônia do chá. Trata-se de uma vivenda onde o volume e a simplicidade de formas são os personagens principais. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida. Ali se pode observar a disposição do templo e dos diferentes palácios. que convidam à meditação. o que não ocorreu com a arquitetura profana. os rikyu passaram a servir de modelo para habitações particulares pela capacidade de transformação do espaço que suas leves divisórias corrediças ofereciam. A cerâmica e a porcelana ocorreram com igual profusão em ambas as culturas. combinam-se de tal maneira que tanto templos. As formas quadradas.A escultura chinesa também adotou as ousadas e elegantes formas da Índia. que simbolizam o céu. e em alguns casos também cobre e junco. construída para o imperador no inicio do século XV. com suas pontas para cima. mas então o Japão desenvolveu um estilo próprio. simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre. Para os chineses. Arquitetura: Tanto uma como outra. Os melhores expoentes pertencem às dinastias Ming e Ys’ing. criado por Kobori Ensnu. Com o tempo. Construído em meio a um jardim de plantas perenes.

com exceção das famosas estátuas monumentais do príncipe Buda. e os espelhos decorados eram muito cobiçados pelos aristocráticos mecenas japoneses. Pode-se dizer que esses modelos se conservaram ao longo de toda a história da arte chinesa quase sem variações estilísticas. Sob o governo da dinastia T’Sang proliferaram as figuras em madeira pintada e folheadas a ouro. Os trabalhos em jade. Pintura: A extensa história da pintura chinesa começou com um quadro sobre seda encontrado recentemente e que pertenceu à dinastia Shou (206 a. Não satisfeitos com a idealização chinesa. Esse expressionismo foi transferido depois para as máscaras de teatro do século XV. O paisagismo foi considerado na China o gênero pictórico mais relevante e atingiu o apogeu durante a dinastia Song (IX-XIII). típicas da plástica indiana. Os escultores japoneses adotaram os modelos búdicos austeros da dinastia chinesa T’ang. o que os levou a colorir rostos e intensificar as feições. pertencentes à dinastia Ming (século XIV). nos quais tanto os chineses quanto os japoneses demonstraram um refinamento singular e uma grande exigência de qualidade. pedra extremamente difícil de se esculpir. combinado-os com os preceitos históricos do xintoísmo. Ousados e inconformados. tanto em pedra como em bronze. tentaram dotar sua estatuaria de grande expressividade.C. As jóias e os objetos decorativos em jade. A ele seguem-se os afrescos dos tempos da dinastia Han e mais tarde os da Tang.). obscureceram a escultura. combinando as ilustrações com letras desenhadas. muito bem conservado e de uma elegância e refinamento característicos das cortes imperiais. bronze. No século XI aparecem os primeiros quadros de paisagem. os artistas japoneses não temeram cair num certo maneirismo próximo do grotesco. Os motivos eram tanto religiosos quanto profanos. A porcelana faz parte da tradição: a mais representativa continua sendo o azul cobalto e branca (Arte Ming). maior influencia na arquitetura Escultura: As primeiras esculturas chinesas eram figuras zoomórficas monumentais da época da dinastia Han.uma das construções de contemporânea ocidental. As 111 . Existia o pequeno formato de álbuns. cerâmica e porcelana de caráter suntuoso.

A partir de então. Já em plena Idade Média. De caráter naturalista. o sânscrito. Também foi o apogeu dos gêneros paisagistas e de costumes. apesar de posterior ao Bramanismo e contemporâneo do jainismo. A necessidade de difusão desse movimento religioso levou à adoção de determinados parâmetros de representação. desde seu surgimento. Os Vedas. e manifestou-se uma renovada religiosidade nos temas. Tibete e Indonésia. os pintores japoneses abandonaram definitivamente os temas religiosos e optaram por ilustrar o refinamento e os luxos da corte. e surgiram as pinturas sobre seda e as gravuras. a pintura sobre seda se transformou no gênero mais valorizado. O grande ressurgimento da pintura não chegou senão no século XVIII. que depois de devastar a civilização do vale do Indo impuseram sua língua. as composições eram em geral assimétricas e obtinha-se uma ilusão de perspectiva sem paralelo na pintura universal.paisagens ostentavam formas puras e simbólicas. eram semelhantes às primeiras pinturas budistas dos pagodes chineses. que depois foram estendidos às outras religiões. a pintura chinesa se limitou à imitação dos modelos antigos. O budismo. entretanto. A principio também se produziu grande quantidade de afrescos. com os quadros de costumes conhecidos como ukiyo e obras de Utamaro e Hokusal. O modelo. com os conhecidos quadros da cerimônia do chá. 112 . mas também na Caxemira. ARTE INDIANA E KHMERIANA: Deve-se entender como arte indiana aquela que se manifestou não apenas na Índia. que tanta influência exerceram sobre a pintura dos séculos XIX e XX. e seus escritos religiosos. pelos demais. As origens da arte indiana remontam às invasões dos arianos. A pintura japonesa. que tão imitadas seriam na Europa rococó (Chinoiserie). não se afastou do modelo chinês. principalmente e dos impressionistas e modernistas. o Khuner. A arte indiana também recebeu influencia persa. sempre segundo cânones estéticos chineses.C. Adquiriu então importância a técnica de aquarela sobre papel ou seda.. principalmente nas cortes. foi forjado no país que lhe dá o nome e difundiu-se a partir do reino vizinho. no século VII a. no essencial. Ceilão. estabeleceu os princípios da arte indiana ao longo de toda a história. com dinastia dos Mauryas começou um período de esplendor cultural. que decoravam as paredes dos templos. Nepal. A partir do século XIV.

– I a.. O chamado período clássico começou com os reis guptas. ou seja.sob o reinado de Asoka (274-237 a. Antes. A técnica utilizada era a do afresco combinado com a têmpera.C.).C. A primeira foi a mais importante. no sul.C. Essa técnica deu origem a graves problemas no que diz respeito à conservação das obras. A arte indiana começou a se expandir a partir da Idade Média e encontrou seu imitador mais respeitado no vizinho reino do Khmer. são do século V. de modo geral estritamente simétricas e despojadas do sensualismo e erotismo do modelo. pintava-se o desenho básico com a parte úmida. sentado e com auréola. aparentemente devido à falta de conhecimento técnicos de seus escultores. extravagância e colorido. retomando a tradição indiana. cuja imagem apareceu pela primeira vez nas obras da escola de Gandhara. fazia-se alusão a ele através d algum símbolo ou do vazio. de superfícies menos carregadas.). A época do esplendor desse tipo de afresco coincidiu com o período de transição (séculos V a. No geral. que manteve os princípios estilísticos da dinastia Gupta. Os temas preponderantes eram as cenas de vida do príncipe Buda (O iluminado). as representações tendiam para o naturalismo. A de Gandhara e a de Mathura. no Camboja. e a de Wengi. retocando-a depois de seca a superfície. alguns datam do século II d. ainda que fossem influenciadas por uma estética sensual e idealista.C. anterior a ela: porte colossal.C. até então simbolizado pelo vazio. No século I d. no norte. enquanto outros. 113 . Pintura: A pintura indiana complementou a escultura na decoração de templos e palácios e serviu como veiculo de propagação da religião e da história a partir da dinastia Vakataka (século V d.). influenciada pela arte grega. Os artistas desse reino apostaram. que se difundiram de lá para o resto da Ásia. deixando de lado o budismo. Especial relevância tiveram os templos piramidais. época em que esse tipo de pintura começa a se difundir por toda a Ásia. e os relevos. em representações mais rígidas. que era a representação mais completa de seu estado de pureza e santidade. mais novos.C. que revitalizaram notavelmente a pintura e a escultura e renovaram as formas arquitetônicas. No caso dos afrescos das famosas cavernas de Ajanta. na medida em que. entretanto. criou a chamada arte grecobúdica e foi também responsável pela primeira representação figurativa do príncipe Buda. surgiram as três escolas mais importantes da Índia.

nas suas origens. surgiram a partir da indianização do budismo. num descontrolado horror ao vazio. Norte da África e Espanha. cumpriam a função de ensinar aos iniciados os princípios de Buda. as paredes internas e externas do templo com figuras humanas e de animais. 114 . o Khmer. sob a orientação dos califas. No século XI apareciam as primeiras imagens do príncipe santo nas oficinas da escola de Gandhara sob a influencia grega.No inicio do século X. A influencia da estatuaria indiana deixou sua marca no reino vizinho. Isso se deu ao fato de que sob a dinastia Mahayana.C. De lá. o profeta Maomé se exilou (hégira) na cidade de Yatrib e para aquela que desde então se conhece como Medina (Madinat al-Nabi. um caráter decididamente naturalista. interpretou o ato sexual como a aproximação do homem divino. cidade do profeta). ARTE ISLÂMICA: No ano de 622. começou a rápida expansão do Islã até a Palestina. que.C. que evitavam toda a referencia ao erotismo. Pérsia. Como a pintura era feita sobre folhas de plantas regionais dessecadas e em rolos de papel. no Camboja. tanto nas estátuas quanto nos relevos. As formas búdicas e indianas foram adotadas em representações mais esquemáticas e rígidas. com uma qualidade artística visivelmente inferior. O melhor exemplo disso é o relevo “A Descida dos Ganges” (século I d. típicas da decoração dos stupas. a arte budista dos pioneiros tempos evitou representar o príncipe iluminado. Durante o período clássico (320-570 d. Índia. faltavam-lhes o colorido e a vivacidade dos afrescos.). Essa carência foi suprida com a influencia posterior da pintura persa. Síria. Os relevos com cenas eróticas extremamente explicitas. Apesar de inteiramente figurativa. As figuras talhadas na pedra pareciam se reproduzir infinitamente para cobrir completamente. a pratica do afresco cedeu lugar a miniatura. Escultura: A escultura Indiana teve. além de decorar. uma das ramificações religiosas indianas do budismo. consagrada na Idade Média.) a escultura indiana começou a adotar elementos fantásticos ao mesmo tempo em que ganhou em monumentalidade. Ásia Menor. sucessores do profeta. o tantrismo. Essa tendência se manteve por vários séculos. tanto no Oriente quanto no Ocidente.

De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, que no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade. Foi assim que as cúpulas bizantinas coroaram suas mesquitas, e os esplêndidos tapetes persas, combinados com os coloridos mosaicos, as decoraram. Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu inicio, conceitual e religiosa. No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembraram o neófito, que contempla uma obra feita para Deus. Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no inicio, como exclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto, na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância da religião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum e peregrinação. Arquitetura: As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina : uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refugio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos. No entanto a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão

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importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização. A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um circulo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma.. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àqueles na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capitulo a parte. As residências dos emires, construíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o habitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala de trono. Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar a todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos mártires. Tapetes: os tapetes e tecidos desde sempre tiveram um papel muito importante na cultura e na religião islâmica. Para começar, como povo nômade, esses eram os únicos materiais utilizados para decorar o interior das tendas. À medida que foram se tornando sedentários, as sedas, brocados e tapetes passaram a decorar palácios e castelos, além de cumprir uma função fundamental nas mesquitas, já que o mulçumano, ao rezar, não deve ficar em contato com a terra. Diferentemente da tecedura dos tecidos, a do tapete constitui uma unidade em si mesma. Os fabricados antes do século XVI chamam-se arcaicos e possuem uma trama de 80.000 nós por metro quadrado. Os mais valiosos são de origem persa e têm 40.000 nós por decímetro quadrado. As oficinas mais importantes foram as de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente. Entre os desenhos mais
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clássicos estão os de utensílios, de motivos florais, de caça, com animais e plantas, e os geométricos, de decoração. Pintura e gráfica: as obras de pintura islâmica são representadas por afrescos e miniaturas,. Das primeiras, muito poucas chegaram até nossos dias em bom estado de conservação. Elas eram geralmente usadas para decorar paredes de palácios ou de edifícios públicos e representavam cenas de caça e da vida cotidiana da corte. Seu estilo era semelhante ao da pintura helênica, embora, segundo o lugar, sofresse uma grande influência indiana, bizantina e inclusive chinesa. A miniatura não foi usada, como no cristianismo, para ilustrar livros religiosos, mas sim nas publicações de divulgação cientifica, para tornar mais claro o texto, e nas literárias, para acompanhar a narração. O estilo era um tanto estático, esquematizado, muito parecido com o das miniaturas bizantinas, com fundo dourado e ausência de perspectiva. O Corão era decorado com figuras geométricas muito precisas, a fim de marcar a organização do texto, por exemplo, separando um capitulo de outro. Estreitamente ligada à pintura, encontra-se a arte dos mosaicistas. Ela foi herdada de Bizâncio e da Pérsia antiga, tornando-se uma das disciplinas mais importantes na decoração de mesquitas e palácios, junto com a cerâmica. No inicio, as representações eram completamente figurativas, semelhantes às antigas, mas paulatinamente foram se abstraindo, até se transformarem em folhas e flores misturadas com letras desenhadas artisticamente, o que é conhecido como arabesco. Assim, complexos desenhos multicoloridos, calculados com base na simbologia numérica islâmica, cobriam as paredes internas e externas dos edifícios, combinando com a decoração de gesso das cúpulas. Caligrafias de incrível preciosidade e formas geométricas multiplicadas até o infinito criaram superfícies de verdadeiro horror ao espaço vazio. A mesma função desempenhava a cerâmica, mais utilizada a partir do século XII e que atingiu o esplendor na Espanha, onde foram criadas peças de uso cotidiano. ARTE AFRICANA: Existem muitos preconceitos com relação à arte africana e à África em geral. A denominação genérica de africano engloba maior quantidade de raças e culturas do que a de europeu, já que no
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fang. vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. Mais ainda. O fato de os primeiros colonizadores terem subestimado essas culturas e considerado suas obras meras curiosidades exóticas. tentaram imitálas. algo que colaborou em muitos casos. a exemplo da Europa. Basicamente os povos africanos eram animistas. como Gauguin. Some-se a isso a influencia dos primeiros colonizadores portugueses. para a distorção do verdadeiro sentido das obras. Recentemente. se possa falar de um certo aspecto identificador que os diferencia dos povos de outros continentes. provocou um saque sem sentido na herança cultural desse continente. Outros chegaram a criar verdadeiros panteões de deuses. especialmente os fauvistas e os expressionistas. além de reconhecer os valores artísticos das peças africanas. O auge da arte africana na Europa surgiu com as primeiras vanguardas. ARTE OCEANICA: A arte da Oceania constituiu um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. Estes. Muitos objetos ficaram sem classificação. não pode ser entendida senão com base no estudo da comunidade que a produziu e de suas crenças religiosas.continente africano convivem dez mil línguas. graças a antropologia de campo e aos especialistas em arte africana. no século XX. data deste século. apenas para citar algumas. Alguns. organizar as coleções dos museus europeus. ioruba e bini e as de Luba. Sua inclusão na história da arte é bastante recente. existindo também os povos monoteístas. que são as principais. E isso é muito importante para a análise da obra. embora sempre sob a ótica de suas próprias interpretações. foi possível. Entre as peças mais valorizadas atualmente estão. Daí ser particularmente difícil encontrar os traços artísticos comuns. A arte africana é eminentemente funcional. prestavam culto ao espírito de seus antepassados. embora. não se conhecendo assim seu lugar de origem ou simplesmente ignorando-se sua função. Mas o dono já estava feito. não titubearam em se mudar para lá por algum tempo. que cristianizaram várias regiões. as esculturas de arte das culturas fon. quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente. em busca de novas motivações temáticas e técnicas. 118 . distribuídas entre quatro famílias.

na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. os papuas acentuam a expressividade. Embora todos tenham origem asiática. madeira e conchinhas. inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso. buscavam a novidade. o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos. vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos. 119 . e os polinésios. os papuas. penas de pássaros. Também é possível detectar diferenças estilísticas consideráveis. menos conservadores.São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania. corais. nos deserto do continente. no arquipélago da Melanésia. Assim. ossos. e os polinésios. cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos. os Melanésios. limitados pela escassez do deserto. embora no caso do arquipélago da Polinésia e Malanésia os materiais utilizados sejam variados: fibras vegetais. na ilha da Nova Guiné. climáticos e materiais de cada região.

..................................................................................118 ARTE PALEOCRISTÃ:.................................................18 ARTE CHINESA E JAPONESA:................................................................................................................................................. AMBIENTES.................................................................................................................................................................................................................34 Classificação da arte:..........67 ARTE NOUVEAU:....................................................................70 ACTION-PAINTING:.......................................Índice Remissivo ABSTRACIONISMO:.................................................................... ..............................................................................................................................................................117 ARTE AFRICANA: ...................................................................................................................14 ARTE ROMÂNICA:................................................109 ARTE CONCEITUAL:...........................................................................10 ARTE INCA:...............................................................23 ARTE GREGA:.......................................3 Como entendemos a arte?.......................................................................... HAPPENINGS.....................................................................................................................................................................45 ARTE OCEANICA:......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................3 ARTE ROMANA:.............................................1 120 .................................................................................................................................................................108 ARTE INDIANA E KHMERIANA:............................................................................................................86 Como as idéias se espalham pelo mundo?....................................................6 ARTE GÓTICA:...............................1 COBRA:........................................................................................................................................21 BARROCO:...................................................................................................................................................97 ARTE EGIPCIA:...............................................................................................................................20 ARTE BIZANTINA:.............................................................. BODY ART E NOVO DADAISMO:....................................................................................................112 ARTE ISLÂMICA:.........................................96 ARTE BARBARA:.............................................................................17 ARTE PRÉ-HISTÓRICA:.........................................117 ARTE ASSEMBLAGES....................................85 ARTE AFRICANA.............................................................................2 Conceito:...........................................................114 ARTE NAIF:.................................................

...................................................................................................................................................68 POP ART...105 História da Arte:...79 CONSTRUTIVISMO:...........................................87 PINTURA METAFÍSICA:......................................................................................................................................................................................45 NEOCLASSICISMO:..........................................................69 DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO...............2 121 .............................................................................................................88 Por que o mundo necessita de arte?....................................................................................................... EXISTECIALISMO E TACHISMO:......................................................................75 EXPRESSIONISMO:....................................................................................................................93 PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS ......................................................................................................................................................................................................................60 DADAÍSMO:..............................................................................................................................97 INTERFERÊNCIA:.................ASTECAS .....................................................................................................................................................................................................................................................106 Quem faz arte?................................................................................................................................2 OP ART:.............................INCAS:......................................................................................................................................................................................................46 INFORMALISMO.............59 GRAFITTI:...................................................................................................90 MODERNISMO:....6 MINIMALISMO:......................................................................................................................................................1 IMPRESSIONISMO:.........................................................................................................................................................................29 MESOPOTÂMIA:.............................................................. GOTTILIEB E NEWMAN..........................................39 NEOPLASTICISMO:...............................77 EARTH ART:...........81 O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte?......................................................................................................................................................................................................................................95 INSTALAÇÃO:................51 FOVISMO:..................................92 EXPRESSIONISMO ABSTRATO:....................97 MANEIRISMO:...............................................................................................................................................................88 POP ART: ........................................ ..............................................................................................................................................77 CUBISMO:....................................................................CONCRETISMO:...................49 PÓS-MODERNISMO:........................................................................................................................................................................................................2 PÓS-IMPRESSIONISMO:................................................

...............................................................................................................................................MODERNISMO:...........40 SUPREMATISMO:.............................................................................. NOVOS SELVAGENS... NEO-EXPRESSIONISMO......................................................75 SURREALISMO:..................................... NOVA FIGURAÇÃO E PÓS............................................................25 ROCOCÓ:........................................82 TRANSVANGUARDA.....................................................................................................................................36 ROMANTISMO:.......................................RACIONALISMO:..95 REALISMO:....................................................................................................... BAD PAINTING...................................42 RENASCIMENTO:............................................................................................100 122 .....................

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