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48658964-HISTORIA-DA-ARTE-RESUMO

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História da Arte: O pintor suíço Paul Klee, disse uma vez que “a arte não limita o visível: cria

o visível” . Sua frase sintetiza uma das principais discussões da história da arte, aquela que opõe de um lado os adeptos da imitação e de outro os da invenção. Mais sistemático, o pintor russo Vassili Kandinski definiu três elementos constitutivos de toda obra de arte: o elemento da personalidade, próprio do artista; o elemento do estilo, próprio da época e do ambiente cultural; e o elemento do puro e eternamente artístico, próprio da arte, fora de toda limitação espacial ou temporal. Conceito: De um ponto de vista genérico e com base em qualquer dos teóricos modernos, a arte é pois todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com intenção estética , isto é, com fim de alcançar resultados belos. Se bem que o ideal de beleza seja de caráter subjetivo e varie com os tempos e costumes, todo artista (seja ele pintor, escultor, arquiteto. Ou músico, escritor, dramaturgo, cineasta) certamente investe mais na possível beleza de sua obra do que na verdade, na elevação ou utilidade que possa ter. Nas artes visuais contemporaneamente chamadas artes plásticas, esse tipo geral esteve sempre presente, assim como os outros que eventualmente se lhe acrescentam, isto é, a originalidade, o aspecto critico e muitas outras características. Classificação da arte: Artes espaciais, todas as artes plásticas, distinguindo as bidimensionais como desenho e a pintura, e as tridimensionais, como a escultura e arquitetura. O sentido mais importante para sua apreciação estética é a visão, motivo por que também foram chamadas de “artes visuais”. Artes temporais, todas as artes que implicam um processo no tempo. Costumam distinguir-se as artes sonoras, como a música instrumental (que além disso, é intermitente, isto é, só existe como tal quando é executada) e as artes verbais, que compreenderiam gêneros literários como a poesia e o romance. Artes mistas, as disciplinas artísticas em que intervêm, combinados, elementos pertencentes aos dois grupos anteriores. O teatro por exemplo, ainda que seja um gênero literário, inclui a representação espacial; a dança é ao mesmo tempo espacial ou
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temporal; e a ópera compreende, além disso, componentes literários, assim como o cinema. Ao longo dos tempos, e à medida que se sucedem às gerações, a arte experimenta mudanças em sua maneira de ser e cabe à história da arte avaliar a importância dessas modificações. Mas a história deve ser, mais do que uma enumeração interminável de fatos, um ordenamento destes (com suas conseqüências). De que toda prioridade seja dada aos realmente mais importantes. Também o historiador da arte deve ordenar por classes os fatos de que dispõe, segundo um critério de qualidade. Quem faz arte? O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha . Outros objetivos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas. Por que o mundo necessita de arte? Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte que pode ser ... feita para decorar o mundo ... para espelhar o nosso mundo (naturalista) ... para ajudar no dia a dia (utilitária)... para explicar e descrever a história... para ser usada na cura de doenças... para ajudar a explorar o mundo. Como entendemos a arte? O que vemos quando admiramos uma arte depende da nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar. O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte? Estilo é como o trabalho se mostra, depois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único. Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o que, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos historiadores, costumam
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classificá-las por categorias e rotulá-las. É um procedimento comum na arte ocidental. Ex.: Renascimento, impressionismo, cubismo, surrealismo e etc. Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte? Podemos verificar que tipo de arte foi feito, quando, onde e como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo tiveram. Como as idéias se espalham pelo mundo? Exploradores, comerciantes, vendedores e artistas costumam apresentar às pessoas idéias de outras culturas. Os progressos na tecnologia também difundiram técnicas e teorias. Elas se espalham através da arqueologia, quando se descobrem objetos de outras civilizações; pela fotografia, a arte passou a ser reproduzida e, nos anos 1890, muitas das revistas internacionais de arte já tinham fotos; pelo rádio e televisão, o rádio foi inventado em 1895 e a televisão em 1926, permitindo que as idéias fossem transmitidas por todo o mundo rapidamente, e os estilos de arte podem ser observados, as teorias debatidas e as técnicas compartilhadas; pela imprensa, que foi inventada por Johann Guttenberg por volta de 1450, assim os livros e a arte podiam ser impressos. Os historiadores da arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas. ARTE PRÉ-HISTÓRICA: Um dos períodos mais fascinantes da historia humana é a préhistória. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente à época anterior a escrita. Tudo que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem. Divide-se em: Paleolítico Superior: a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por
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Desse período temos as construções denominadas dolmens (consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão. com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço. Utilizavam as pinturas rupestres. ou seja. machados. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho.000 a 25. seios volumosos. começaram as representações da vida coletiva. Os próprios temas da arte mudaram. lançador de dardos. madeira e pedra.caçadores. Além de desenhos e pinturas. instrumentos de marfim. tanto na pintura quanto na escultura. não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico. também esculturas de metal. e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. Conseguiu ainda. o pintor caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Neolítico: a fixação do homem da Idade da Pedra polida. arco e flecha. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Destaca-se Vênus de Willendorf. O homem que se tornara um camponês. como – se fossem paredes. garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas. Mas. Assim o homem do neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos. instrumentos de pedra e pedra lascada. feitas em rochedos e paredes de cavernas. ossos. madeira e ossos: facas.000 AC. caça e coleta. o artista Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto. e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. ocasionou um aumento rápido da produção e o desenvolvimento das primeiras instituições. mais que sugerem do que reproduzem os seres.Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante. Predominam figuras femininas. e uma grande pedra era colocada 4 . como família e a divisão do trabalho. machado. ventre saltado e grandes nádegas. de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias. O homem deste período era nômade. nota-se a ausência de figuras masculinas. constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Paleolítico Inferior: aproximadamente 5. e desenvolvimento da pintura e da escultura. primeiros homindios. isto é. anzol e linha. produzir o fogo através do atrito e deu inicio ao trabalho com metais. sinais e figuras. controle do fogo.

e arado de bois. Ele representa um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares. contém carvão moído e dióxido de manganês. invenção da roda. há ursos. têm 17. em 1868. panteras. inicio do cultivo dos campos. Sua autenticidade porém só foi reconhecida em 1902. e. que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. invenção da escrita. foram os primeiros desenhos descobertos. artesanato. construção de pedra.000 anos. mamutes. A cor preta por exemplo. quase uma centena de desenhos feitos há 14.000 anos. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo no sentido vertical. hienas. algumas delas são: Caverna de Altamira: Espanha. Caverna de Chauvet: França.000 anos. As cavernas: antes de pintar as paredes da caverna. aparecimento das cidades. no Sul da Inglaterra. Lembrando que pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa. 5 . O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o sol no dia do solstício de verão. Idade dos metais: aparecimento da metalurgia. indicio de que se destinava às praticas rituais de um culto solar. o homem fazia ornamentos corporais. e primeiros arquitetos do mundo. Gruta de Rodésia: África. cavalos. Instrumentos de pedra polida. O Santuário de Stonehenge. depois magníficas estatuetas. como colares. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos. descoberto em 1994. enxada e tear. cerâmica e tecidos. como as famosas “Vênus”. pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a história registra. suas pinturas foram achadas em 1942. Caverna de Lascaux: França. Existem várias cavernas no mundo que demonstram a pintura rupestre.horizontalmente sobre elas). com mais de 40.

não existiam pedreiras no vale e os edifícios eram construídos de tijolos cozidos que se designavam com o tempo. iriam ajudá-los. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado. os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. Junto a essas três 6 . para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. menos conhecida que a arte egípcia. Monumento do rei Naransin. O faraó era considerado ser divino que dominava o povo e que ao partir desse mundo. voltava para junto dos Deuses dos quais viera. inclusive escravos. os reis eram sepultados com toda sua casa. as esculturas eram colocadas na tumba. justificando sua organização social e política. conseqüentemente. interpretando o universo. sitiando uma fortaleza (883 – 859 aC). No fragmento de uma harpa (2600 aC).MESOPOTÂMIA: Sua arte era designada em grego. A religião invadiu toda a vida Egípcia. Esses povos não acreditavam que o corpo humano e sua representação deviam ser preservados para que a alma sobrevivesse. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. em madeira decorada com animais. (2270 aC). determinando o papel de cada classe social e. A múmia do rei ficava no centro da pirâmide. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana. erguendo-se em direção ao céu. Acredita-se também que uma cópia fiel da cabeça do rei fosse preservada para ele viver para sempre. onde ninguém as via. Quando os Sumérios governou a cidade de Ur. As pirâmides. Os reis costumavam encomendar monumentos para celebrar vitórias nas guerras. Exercito Assírio. orientando toda a produção artística desse povo. Arquitetura: As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do Antigo império: Quéops. ARTE EGIPCIA: Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Quéfren e Miqueninos. simetricamente dispostos com precisão como era costume deste povo.

7 . e Hipogeu: túmulo destinado a gente do povo. a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. destinados ao faraó. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididos conforme seu capitel: Palmiforme: flores de palmeiras. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária. As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura. Para seu conhecimento: Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). um aspecto enigmático e misterioso. mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deulhe. que representa o faraó Quéfren.pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito. além de serem admiravelmente lapidadas. Eram colocadas na alameda do templo para afastar os maus espíritos. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. ambos dedicados ao Deus Amon. Mastaba: túmulo para a nobreza. Papiriforme: flores de papiro. ao longo dos séculos. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar. local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. -Aspecto misterioso e impenetrável. Divididos em três categorias: Pirâmide: túmulos reais. -Sentimento de eternidade. Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor. e Lotiforme: flor de lótus. Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar. As características gerais da arquitetura egípcia são: -Solidez e durabilidade.

Deus do céu. na pedra. foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Pretendiam com isso traduzir. exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano. os soldados e o povo. Suas características gerais são: .Lei do frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente. desenhavam de memória destacando tudo claramente. Os Uciabtis eram figuras funerárias em miniatura. . uma ilusão de imortalidade. . sem demonstrar nenhuma emoção.Escultura: Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena.colorido a tinta lisa. Recobria colunas e paredes. como um chacal. muitas vezes coberto de inscrições. representado como um falcão ou cabeça de falcão. Com esse objetivo ainda. nesta ordem de grandeza: o rei. 8 . o sacerdote. dando as figuras representadas uma impressão de força e de majestade. “O Jardim de Nebamun. Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino. As figuras femininas eram pintadas em ocre.ausência de três dimensões. . Anúbis. dando um encanto todo especial às construções. peixes e aves de perfil com veracidade (zoólogos reconhecem espécies). Importavam-se com a plenitude e não com a beleza. sem claro-escuro e sem indicação do relevo. Deus dos ritos funerais. Pintura: A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. que eram quase sempre pintados. enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. em baixo-relevo. mais próximo da cartografia do que do pintor. geralmente esmaltada de azul e verde. quase sempre de frente. Hórus. enquanto sua cabeça. 1400 aC”: Desenhavam o tanque como se fosse visto de cima e as árvores de lado. Os baixos-relevos egípcios. Os próprios hieróglifos eram transcritos. ou seja. destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além. a mulher do re. muitas vezes. ou cabeça de chacal.ignorância da profundidade.

Para seu conhecimento: Hieróglifos: foi decifrada por Champolion. Atom de quem era devoto e o representava pelo disco do sol. numa localidade que hoje se chama Tell-el-Amama. homens e mulheres estão do mesmo tamanho. com a cabeça de Íbis. no fim do século XIX. que acompanham o texto com singular eficácia. que restaurou as velhas crenças. ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. . ou seja um rolo de papiro com rituais funerários. Também na parte continental da Grécia. as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas. Nas imagens que aparece com sua esposa Nefertite e seus filhos. Hierática: uma escrita mais simples. rompeu com vários costumes. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro. enviando seus raios. e Demótica: a escrita popular. habitavam um dos povos mais talentosos. para ele só havia um Deus supremo. 9 Tolh. Seus retratos o mostram como um homem feio. e instalou sua corte longe dos sacerdotes dos outros Deuses.Deus mensageiro. Não desejava homenagear vários Deuses. algumas das obras ainda tem o estilo da região de Atom. O Rei Amenófis IV. e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. ilustrado com cenas muito vivas. O livro dos mortos. Quando o palácio do rei foi escavado em Cnosso. Mumificação: a) eram retirados o cérebro. Os egípcios escreviam usando desenhos. seu túmulo repleto de tesouros foi descoberto em 1922. Em Creta. que descobriu o seu significado em 1822. encontrou-se obra assim. anota o resultado. Seu sucessor foi Tutankhamon. os intestinos e outros órgãos vitais. cada um dotado com uma mão. era posto no sarcófago do faraó morto. não utilizavam letras como nós. que representavam com movimentos rápidos e ágeis. utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes. era inacreditável que um estilo livre e gracioso pudesse ser desenvolvido no 2º milênio. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos: considerados a escrita sagrada. Intitulou-se como Akhnaton.

durante 20 anos. por água abaixo. Entre as raras exceções desse drama do deserto. um prédio de 48 andares. Na sua constante busca de perfeição. o artista se empolga pela vida e tenta. tinha originalmente 146 metros de altura. pois os seus reis não eram deuses. A característica mais evidente dos templos gregos. Arquitetura: as edificações que despertaram maior interesse são os templos. a harmonia ideal. a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós. que servia como impermeabilização. e a democracia. é a simetria 10 . encravado na montanha de pedra com suas estatuas do faraó de 20 metros de altura. uma faraônica operação coordenada pela unesco com recursos de vários países. longe da margem do lago. foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens. Quando a grande barragem de Assua foi concluída. Além de salvar este valioso patrimônio. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão. um total de 40 milhões de dólares. mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem estar do povo. estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II. ARTE GREGA: Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito. é a maior das três pirâmides. removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original. literalmente. o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo. Queóps. c) As incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com nitrato de Potássio. Eles têm como características: o realismo. o equilíbrio. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II. engolidas pelo Lago Nasser. amor pela beleza. interesse pelo homem. Em 1964. Para erguê-la. Nove metros já se foram. embebida em betume.b) Nas cavidades do corpo eram colocados resinas aromáticas e perfumes. Contemplando a natureza. dezenas de construções antigas do sul do país foram. em Abu Simbel. a arte grega liga-se à inteligência. em 1970. graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. exprimir suas manifestações. através da arte.

de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. para os atores.. construído no século IV a. entre eles. Sugere luxo e ostentação. Ordem Corintia: o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas. Um exemplo típico é o teatro de Epidauro. Os principais monumentos da arquitetura grega: Templos: dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas. a konistra ou orquestra. O capitel era uma almofada de pedra. filosofia. ao ar livre. para o coro. o koilon ou arquibancada. Ordem Dórica: era simples e maciça. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava acomodar cerca de 14000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita. jônica e corintia.Na Acrópole. por sua simplicidade e severidade. c) Ginásios: edifícios destinados a cultura física. b) Teatros: que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena. a) 11 . mas sobre uma base decorada. para os espectadores. nela se expressa o pensamento. A ordem Dórica traduz a forma do homem e a ordem Jônica traduz a forma da mulher. Nascida do sentir do povo grego. O fuste da coluna era monolítico e grosso. empresta uma idéia de solidez e imponência. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata.entre o pórtico de entrada e o dos fundos. d) Praça: Agora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. também. As colunas sustentavam um entablamento eram construídos segundo os modelos das ordens dórica. se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Caria. muito usado no lugar do capitel jônico. Principal arquiteto Ictino. O templo era construído sobre uma base de três degraus. a ordem dórica.C. Ordem Jônica: representava a graça e o feminino.

o movimento. Escultores e pintores. o “escorço”. água. a sua forma correspondia à função para que eram destinados: Ânfora: vasilha em forma de coração. azeite e mantimentos. com o corpo em forma de um sino invertido. Por isso. havia movimento. com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. Os vasos gregos. os artistas. as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. Esse tipo de estatua é chamado Kouros (palavra grega: 12 . mas também pela harmonia entre o desenho. Os pintores fizeram a maior descoberta. 500 aC (pintar um pé. Além de servir para rituais religiosos. uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar. servia para misturar água com vinho (os gregos nunca bebiam vinho puro). Murais e mosaicos. o antropomorfismo (esculturas de formas humanas). foi insuperável. trabalhavam para sobreviver. água) tinha três asas. em rigorosa posição frontal. Segundo Sócrates. grandes figuras de homens. As estatua adquiriram. Cratera: tinha a boca muito larga. em mármores. ornado com duas asas. As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. ombros de frente. etc. como é visto de frente).Pintura: A pintura grega. pesquisavam para pintar. animais e paisagens. Primeiramente aparecem esculturas simétricas. A pintura grega se divide em três grupos: 1) figuras negras sobre o fundo vermelho 2) figuras vermelhas sobre o fundo negro 3) figuras vermelhas sobre o fundo branco Escultura: A estatuaria grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir. vinho. mas os corpos com diferenças). além do equilíbrio e perfeição das formas. encontra-se na arte cerâmica. O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. com o gargalo largo. descobertos em Pompéia mostravam a natureza. são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma. observando como “os sentimentos afetam o corpo em ação”. eram de classes inferiores. Hidra: (derivado de Ydor. esses vasos eram usados para armazenar. deviam representar a “atitude da alma”. entre outras coisas. encontramos vestígios da pintura Egípcia (rosto de perfil. Na escultura.

métopas e frisos. a cada 4 anos. Atenéia. e Atenéia. Os primeiros jogos começaram em 776 a. As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo. Poissedon. as esculturas dos frontões. entre outros. Foi ele que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes e cabeças. mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados. -Miron. para isto. sua obra. podendo fixar o movimento sem se quebrar. criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça. Teatro: Foi criadas a comédia e a tragédia. deus das águas.homem jovem).prima. representava os homens “tal como se vêem” e “não como são” (verdadeiros retratos). Olimpíadas: se realizavam em Olímpia. autor de Doríforo. autor de Zeus Olímpico. as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. . senhor dos céus. Apolo. autor do Discóbolo (homem arremessando o disco). Surge o nu feminino. Período Helenístico pode observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade. Os principais mestres da escultura clássica grega são: -Praxíteles. foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino. 13 . No período clássico passou-se a procurar movimento nas estatuas. -Policleto. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do Templo Partenon. deusa do amor. -Lisipo. O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas. Afrodite. mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. -Fidias. Música: Significa a arte das musas.C. deus das artes e da beleza. pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino). deusa da guerra. em honra a Zeus. condutor da lança. Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles. pois no período arcaico. entre os gregos a lira era o instrumento nacional. a) b) c) d) Para seu conhecimento: Mitologia: Zeus. talvez o mais famoso de todos. celebrado pela graça das suas esculturas. se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore.

ARTE ROMANA: A arte romana, sofreu duas fortes influencias: a da arte etrusca popular e voltada para a expressão da realidade vivida, e a da grecohelenistica, orientada para a expressão de um ideal de beleza. Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. Arquitetura: As características gerais da arquitetura romana são: - busca do útil imediato, senso de realismo; - grandeza material, realçando a idéia de força; - energia e sentimento; - predomínio do caráter sobre a beleza; - originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas. As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções: 1) Religião: Templos Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos são o templo de Jupter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do imperador Adriano, foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. 2) Comércio e civismo: Basílica A principio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em varias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia , iniciada no governo de Julio César, foi concluída no império de Otavio Augusto. 3) Higiene: Termas Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caracala, que além de casa de banho, eram centros de reuniões sociais e esportes. 4) Divertimentos:

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a) Circo: extremamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos praticados temos: Jogos circenses – corridas de carros; Ginásios – incluídos neles o pugilato; Jogos de tróia – aquele em que havia torneios a cavalo; Jogos de escravos – executados por cavaleiros concluídos por escravos; Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.C. Dos circos romanos, o mais célebre é o “Circus Maximus”. b) Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis. c) Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro, significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem corintia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das escadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar 40.000 pessoas sentadas e mais de 5.000 em pé. 5)
a)

Monumentos decorativos:

Arco de Triunfo: pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o arco de Tito, todo em mármore, construído no Fórum Romano para comemorar a tomada de Jerusalém. b) Coluna Triunfal: a mais famosa é a coluna de Trajano, com seu característico friso em espiral que possui a narrativa histórica dos feitos do imperador em baixo-relevo no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitória de Trajano sobre os dácios e os partos. 6) Moradia: Casas, construídas ao redor de um pátio chamado Átrio.

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Pintura: O Mosaico foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em gera. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém das cidades de Pompéia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos. Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore. b) Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural. c) Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. d) Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral. Escultura: Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuaria romana teve seu maior êxito nos retratos. Com a invasão dos Bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V, precisamente no ano de 476, perde o domínio do seu território do Ocidente para os invasores germânicos.
a)

Mosaico: Partidários de um profundo respeito pelo ambiente arquitetônico, adotando soluções de clara matriz decorativa, os masaístas chegaram a resultados onde existe uma certa parte de estudo direto da natureza. As cores vivas e a possibilidade de colocação sobre qualquer superfície e a duração dos materiais levaram a que os mosaicos viessem a prevalecer sobre a pintura. Nos séculos seguintes, tornar-se-ão essenciais para medir a ampliação das primeiras igrejas cristãs.

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mas também a todos aqueles que aceitavam sua condição de profeta e acreditaram nos seus princípios. Para entender melhor a simbologia: Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um círculo ou por um peixe. Esta perseguição marcou a primeira fase da arte paleocristã: a fase catacumbária. Com o fim da perseguição aos cristãos.C. nos arredores de Roma. os cristãos (aqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus Cristo) começaram a criar uma arte simples e simbólica executada por pessoas que eram grandes artistas. Os cristãos foram perseguidos por três séculos. Com o surgimento de um “novo reino” espiritual. Passagens da Bíblia também eram ali simbolizadas. Tanto os gregos como os romanos. o poder romano viu-se extremamente abalado e teve inicio um período de perseguição não só a Jesus. cemitérios subterrâneos em Roma. foi o material escolhido para o revestimento interno das basílicas. muito utilizado pelos gregos e romanos. dando inicio a 2º fase da arte paleocristã: a fase basilical. utilizando imagens 17 . forma as iniciais da frase: “Jesus Cristo de Deus Filho Salvador”. lugar civil destinado ao comércio e assuntos judiciais. Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões. pois a palavra peixe. o cordeiro “Jesus Cristo é o cordeiro de Deus”. por exemplo: Arca de Noé. onde os primeiros cristãos secretamente celebravam seus cultos. os romanos cederam algumas basílicas para eles usarem como local para as suas celebrações. Nesses locais. O mosaico. adotavam um modelo de edifício denominado “Basílica” (origem do nome: Basileu = Juiz). Ainda hoje podemos visitar as catacumbas de Santa Priscila e Santa Domitila. Eram edifícios com grandes dimensões: um plano retangular de 4 a 5 mil metros quadrados com três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada principal. o qual marcou uma nova era e uma nova filosofia. o imperador Constantino legaliza o cristianismo. que recebe este nome devido as catacumbas. Outra forma de simbolizá-lo é o desenho do pastor com ovelhas “Jesus Cristo é o Bom Pastor” e também. Surge a arte cristã primitiva. até que em 313 d. em grego ichtus. Os romanos testemunharam o nascimento de Jesus Cristo.ARTE PALEOCRISTÃ: Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam seu estilo por toda Europa e parte da Ásia. a pintura é simbólica.

começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio. ARTE BIZANTINA: O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era. marca o fim da Idade Antiga e o inicio da Idade Média). em 476 d. além das suas funções.C. tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a 18 . 476 d.do Antigo e do Novo Testamento. A arte bizantina está dirigida pela religião. facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã – Arte Bizantina. principalmente de povos bárbaros. O Império Romano do Ocidente sofreu várias invasões. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo. com a capital Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul). rico tanto na técnica como na cor. Honório ficou com o Império Romano do Ocidente..C. dos ataques bárbaros e das pestes. era o representante de Deus. tendo Roma como sua capital. e Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente. Por volta do século IV. A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma. Já o Império Romano do Oriente (onde se desenvolveu a arte bizantina).. organizar também as artes. o imperador Teodósio dividiu i Império Romano entre seus dois filhos: Honório e Arcádio. depois batizada por Constantinopla. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais. apesar das dificuldades financeiras. o novo e a de São Vital com riquíssimos mosaicos. Graças a sua localização (Constantinopla) a arte bizantina sofreu influencias de Roma. cidade grega. ao clero cabia. conseguiu-se manter até 1453. até que.C. Grécia e do Oriente. quando a sua capital Constantinopla foi totalmente dominada pelos muçulmanos (esta data. foi completamente dominado (esta data.. Em 395 d. marca o fim da Idade Média e o inicio da Idade Moderna). Na cidade de Ravena pode-se apreciar o Mausoléu de Gala Plácida e a igreja de Santo Apolinário. 1453. Esse tratamento artístico também foi dado aos mausoléus e os sarcófagos feitos para os fiéis mais ricos eram decorados co relevos usando imagens de passagens bíblicas. tornando os artistas meros executores.

Apresenta pinturas na paredes. a maior igreja de Constantinopla. A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina. colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido. afasta o gosto pela forma e conseqüentemente a escultura não teve tanto destaque neste período. penetrando. durante o reinado do imperador Justiniano. nos paises eslavos. a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é demasiadamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro. por exemplo. Plasticamente. criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados. durante a segunda metade do século XV e boa parte do século XVI. são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os afrescos. dos profetas e dos vários imperadores. mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo. o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos. Um pouco mais de Santa Sofia: “A verdadeira beleza de Santa Sofia. A arte bizantina não se extinguiu em 1453. E essa arte extravasou em muito os limites territoriais do império. não raro encontrar um mosaico onde esteja juntamente com a esposa. Neles. octogonal ou quadrada imensas cúpulas. sugerindo por associação à abóbada celeste. projetada pelos arquitetos de Tralles e Isidoro de Mileto. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada. O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas. sentimentos de universidade e poder absoluto. ladeando a Virgem Maria e o Menino Jesus. O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados à decoração.cabeça. Constituía na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito entre os imperadores e clero. ela possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos. capital do Império Bizantino. na hoje Stambul. as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade. 19 . logo se sucedeu um período de crise chamado de Iconoclastia. foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina. A igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria). a arte daquelas regiões onde ainda florescia a ortodoxia grega permaneceu dentro da arte bizantina. elas eram planejadas sobre uma base circular. por exemplo. e. pois. Porém -. A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI. Toda essa atração por decoração aliada a prevenção que os cristãos tinham contra a estatuária que lembrava de imediato o paganismo romano.

vândalos. Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta. ao mesmo tempo em que lhes transmitia seus próprios traços culturais. essencialmente nômades. não demoraram a assimilar a cultura e a religião (cristianismo) dos povos conquistados. ARTE BARBARA: Depois da queda do império romano. a entalhadura e filigrana. avançaram definitivamente sobre a Europa. mosaicos e afrescos. como a tauxia ou damasquinagem e esmaltação.encontra-se no seu vasto interior. que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX. Um olhar mais atento permite ao visitante ver o trabalho requintado dos artífices bizantinos no colorido resplandecente dos mosaicos agora restaurados. fossem eles de luxo ou utilitários. sobre um solo de mármore. Uma vez dominados. os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. bordada em filigrama de sombras dos candelabros suspensos. francos. Estava em curso o século V. folhas de acantos envolvem o monograma de Justiniano e de sua mulher Teodora. o que deu origem a uma arte completamente diferente. não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria. tanto para a fabricação de armas quanto de jóias. no mármore profundamente talhado dos capitéis das colunas das naves laterais. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. Esses grupos. entre outros povos conhecidos genericamente como bárbaros.C. na fundição e moldagem de metais. germânicos e suecos. há uma beleza natural na sua magnificência espacial e nos jogos de sombra e luz. e nas técnicas de decoração correspondentes. Assim. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. mongóis. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis. Em suas crônicas. Somente quando o império começou a ruir foi que conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer 20 . resplandece a grande cúpula. que desde o século V a. No alto. Embora a igreja tenha perdido a maior parte da decoração original de ouro e prata. um claro-escuro admirável quando os raios de sol penetram e iluminam o seu interior “. alamos.

Por seu lado. A experiência de celtas e escitas como ourives inegavelmenteestava ligada à sua experiência como entalhadores.numerosos reinos. dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. visigodos e ibéricos. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). A entalhadura do marfim não foi menos importante. cujas formas foram adotadas na confecção de capas de livros evangélicos e Bíblias. ARTE ROMÂNICA: Em 476. as nacionalidades européias. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. em parte. deixou importantes amostras de escultura. celtas. dos quais se originaram. Mais tarde sofreria também açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte. em perpetua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. capitéis e sarcófagos. Sabe-se que as oficina dos artesãos que trabalhavam com marfim eram numerosas tanto nas Gálias quanto na península itálica. como entre fenícios. Na península ibérica. na forma de relevos planos. e a medida de 21 . Confirmou-se com a tradição dos dípticos consulares de Bizâncio. Escultura: A escultura em pedra foi destinada a decoração de igrejas e batistérios. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã. com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. a igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiram vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa. Deus é o centro do universo. por Idade Média. saxões e os próprios celtas mostram sua passagem pelos deferentes assentamentos e lugares conquistados. a fusão de culturas. devido à ghrande demanda de exemplares. a meio caminho entre a religiosidade. trazendo modificações no comportamento humano. As pedras com entalhes de runas e ídolos nórdicos entre os vikings. agora em parte aceita. seguindo o estilo do império romano. tem inicio o período histórico conhecido. A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros. além de gregos e romanos. como os Touros de Guisando ou a Dama de Elche.

-Pilares maciços. através da técnica do afresco. que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida. Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa. A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1174. e das paredes espessas. A pintura românica desenvolveu-se nas grandes decorações murais. por exemplo. As características mais significativas da arquitetura românica são: -Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas. A primeira coisa que chama atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. -Aberturas raras e estreitas usadas como janelas. é sempre maior do que as outras que o cercam. Trata-se de torre de Pisa que se inclinou porque. 22 . -Torres. assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade. na verdade. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura. Pintura e escultura: Numa época em que poucas pessoas sabiam ler. tinha poderes ilimitados. A arte desse período passa. A explicação mais aceita para as formas volumosas. o terreno cedeu. estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos. Arquitetura: No final dos séculos XI e XII. As características essenciais da pintura românica foram à deformação e o colorismo. A deformação. que sustentavam. a igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores aos fiéis. duras e primitivas. não apresenta formas pesadas. surge a arte românica cuja estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos. A figura de Cristo. na Europa. A igreja como representante de Deus na terra. é um estilo essencialmente clerical. Na Itália. que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada. -Arcos que são formados por 180 graus.todas as coisas. traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. diferente do resto da Europa. Elas são sempre grandes e sólidas. com o passar do tempo.

sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra. ARTE GÓTICA: Em 476. a arquitetura predominante ainda é a românica. é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado. A arquitetura expressa a grandiosidade. Na porta. A igreja como representante de Deus na terra.O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas. conheceu seu auge na época do românico. tem início uma economia fundamentada no comércio. Usado desde a Antiguidade. a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã. por Idade Média. de vários formatos e cores. ausência de movimentos naturais. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Enquanto. No começo do século XII. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade e apareça a burguesia urbana. Arquitetura: A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. tinha poderes ilimitados. e a medida de todas as coisas. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios. pequeninas pedras. No século XII entre os anos 1150 e 1500. para representar o próprio céu. tem inicio o período histórico conhecido. de modo geral. que colocadas lado a lado vão formando o desenho. trazendo modificações no comportamento humano. nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. pois não havia a menor intenção de imitar a natureza. com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. tudo se volta para o alto. a igreja românica apresenta um único portal. 23 . a crença na existência de um Deus que vive num plano superior. curtas ou alongadas. a igreja gótica têm três portais que dão acesso a três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais. Deus é o centro do universo. Mosaico: A técnica da decoração com mosaico. isto é. com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. Imitação de formas rudes.

demonstrando verticalidade. Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava. alongamento exagerado das formas. O desenvolvimento de tal gênero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica. exercendo a função de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja. As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis. como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. os cabeçalhos. a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. Ao realizar essa tarefa. deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações. aristocratas e burgueses. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. ou então é um privilégio da quase mítica China). Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja. os manuscritos também eram encomendados por particulares. 24 . e as feições são caracterizadas de formas a que o fiel possa reconhecer facilmente a personagem representada. Durante o século XII e até o século XV. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV. os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto. pois se destinava aos poucos possuidores das obras copiadas. a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena. Escultura: As esculturas são ligadas à arquitetura e se alongam para o alto. que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores.projetando-se na direção do céu. Iluminura: È a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada.

quase sempre tratando de temas religiosos. Trata-se de uma volta deliberada. que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado. ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes. quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. XIV e no inicio do século XV. O ideal do humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. apresentava personagens de corpos pouco volumosos. cobertos por muita roupa. Obras destacadas: O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin. Nota-se em suas pinturas um cuidado com perspectiva. da literatura e das ciências. com o olhar voltado para cima. a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo. procurando mostrar os detalhes e as paisagens. E esses santos com ar de homem comum eram o ser mais importante das cenas que pintava. Jan Van Eyck: procurava registrar nas suas pinturas os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época. que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento. Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento (Duocento): Giotto: a característica principal de seu trabalho foi a identificação da figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum. Além de reviver a antiga cultura greco-romana. que superaram a herança clássica. Num sentido amplo. em direção ao plano celeste. ocupando sempre posição de destaque na pintura. esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem 25 . RENASCIMENTO: O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Sua principal particularidade foi a procura do realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas.Pintura: Desenvolveu-se nos séculos XII. Assim. Obras destacadas: Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis (Itália) e Retiro de São Joaquim entre os pastores.

aprendendo a lei simples do espaço.(humanismo) e da natureza.(casa de descanso fora da cidade). Foi como construtor. fortalezas (funções militares). Construções: palácios. no desenho ou pintura. pois foi pintor. Saber ver a Arquitetura) Principais características: Ordens Arquitetônicas Arcos de volta-perfeita Simplicidade na construção A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônoma. que realizou seus mais importantes trabalhos. “Já não é o edifício que possui o homem. conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. 26 . porém. igrejas. entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. Pintura: Principais características: -Perspectiva: arte de figura. vilas. Além de dominar conhecimentos de matemática. em oposição ao divino e ao sobrenatural. as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância. Brunelleschi: è um exemplo de artista completo renascentista. de qualquer ponto em que se coloque. escultor e arquiteto. mas este que. segundo os princípios da matemática e da geometria. possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi. a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza. Características gerais: Racionalidade Dignidade do Ser Humano Rigor Cientifico Ideal Humanista Reutilização das artes greco-romana Perspectiva (ilusão de profundidade) Arquitetura: Na arquitetura Renascentista.

mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus.-Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra. no Vaticano. gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina. -Surgimento de artistas com estilos pessoais. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família. melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. quanto a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas. a beleza estava associada ao ideal cristão. diferentes dos demais. esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. conseqüentemente. -Inicia-se o uso da tela e tinta a óleo. -Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus. concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. uma particularmente representativa é a criação do homem. Os principais pintores foram: Botticelli: os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. e não apenas admirada. -Tanto a pintura. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente. Para essa Capela. ao mesmo tempo. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista. Michelângelo: entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura de teto da Capela Sistina. pelo individualismo. e . já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e. Leonardo da Vinci: ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra. 27 . Por isso. tornam-se manifestações independentes. Para ele.

Outro grande escultor desse período foi Andréa Del Verrochio. Protetores das artes. Ali. com a volta dos papas de Avinhão para Roma. 94.profundidade e perspectiva .Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade. Escultura: Em meados do século XV. proporcionando uma ilusão de distância. Bosch e Bruegel. claros e de acordo com uma simetria equilibrada. grandes escultores se revelam. algo inédito até então. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo. Obra destacada: Davi (1.Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade.Rafael: suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança. São eles: Dürer. que o Papa ainda não 28 .Estudo do corpo e do caráter humano O Renascimento italiano se espelha pela Europa. que domina toda a escultura italiana do século XVI. Lareira que produz fumaça negra.26 m) em bronze. esta adquire o seu prestigio. os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Hans Holbein. de tal maneira que elas parecem vir de um espaço interno para a superfície. (Algumas obras:·Moisés. . Outro gênero dentro da escultura que também acaba sendo beneficiado pela aplicação dos conhecimentos da perspectiva é o baixorelevo (escultura sobre o plano). Davi. Para seu conhecimento: a) A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Donatello posiciona suas figuras a distâncias precisas. Principais características: . . Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Empregando uma técnica denominada schiacciato. o maior dos quais é Michelângelo. E é na própria Capela que se faz o conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder à eleição do próximo. trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas.10m) e Pietá.

extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos. burgueses. enquanto outros preferem vê-lo como um estilo. aristocratas.foi escolhido. é que o maneirismo é uma conseqüência de um renascimento clássico que entra em decadência. d) Mecenas. um movimento artístico afastado conscientemente do modelo da antiguidade clássica: O Maneirismo ( maniera. MANEIRISMO: Paralelamente ao reconhecimento clássico. que o papa acaba de ser escolhido. assim como Leonardo da Vinci. pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo. cada tendão. Se olharmos para Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. a ponte elevadiça. Uma de suas fontes principais de inspiração é o espírito reinante na Europa nesse 29 . corporações. Além de pintor. avisa o povo na Praça de São Pedro. fumaça branca. em italiano significa maneira). um modelo de asa-delta. Alguns historiadores o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco. foi grande inventor. O certo. patrocinadores dos artistas. Dentre as suas invenções estão: Parafuso aéreo “. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente. sabia exatamente a posição de cada músculo. Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começa a ser sua marca. b) Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem. porém. desenvolve-se em Roma. do ano de 1520 até por volta de 1610. c) Quando deparamos com o quadro da famosa Monalisa não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar. Os artistas se vêem obrigados a partir em busca de elementos que lhes permitam renovar e desenvolver todas as habilidades e técnicas adquiridas durante o renascimento. etc”. primitiva versão do helicóptero. Leonardo da Vinci. propriamente dito. parece que ele nos persegue. clero. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado. pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. cada veia. Isso acontece porque os quadros são lisos.

momento. Não só a igreja, mas toda a Europa estava dividida após a reforma de Lutero. Carlos V, depois de derrotar as tropas de sumo pontífice, saqueia e destrói Roma. Reinam a desolação e a incerteza. Os grandes impérios começam a se formar, e o homem já não é a principal e única medida do universo. Pintores, arquitetos e escultores são impedidos a deixar Roma com destino a outras cidades. Valendo-se dos mesmos elementos do renascimento, mas agora com um espírito totalmente diferente, criam uma arte de labirintos, espirais e proporções estranhas, que são, sem dúvida, a marca inconfundível do estilo maneirista. Mais adiante, essa arte acabaria cultivada em todas as grandes cidades européias. Arquitetura: dá prioridade a construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração. Principais característica: a) Nas igrejas: Naves escuras, iluminadas apenas de ângulos diferentes, coro com escadas em espiral, que na maior parte das vezes não levam a lugar nenhum, produzem uma atmosfera de rara singularidade. Guirlandas de frutas e flores, balaustradas povoados de figuras caprichosas são a decoração mais característica desse estilo. Caracóis, conchas e volutas cobrem muros e altares, lembrando uma exuberante selva de pedra que confunde a vista. b) Nos ricos palácios e casas de campo: Formas convexas que permitem o contraste entre luz e sombra prevalecem sobre o quadrado disciplinado do renascimento. A decoração de interiores ricamente adornada e os afrescos das abóbadas coroam esse caprichoso e refinado estilo, que, mais do que marcar a transição entre duas épocas, expressa a necessidade de renovação.

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Principais artistas: Bartolomeo Ammanati, (1511-1592), autor de vários projetos arquitetônicos por toda a Itália, tais como: a construção do túmulo do conde de Montefeltro, o palácio dos Montova, a villa na Porta Del Popolo, a fonte da Piazza della Signoria. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi, com base nos quais planejou uma cidade ideal. De acordo com os preceitos dos Jesuítas, que proibiam o nu nas obras de arte, legou a eles todos os seus bens. Giorgio Vasari, (1511-1574), Vasari é conhecido por sua obra literária Le Vite (As vidas), na qual, além de fazer um resumo da arte renascentista, apresenta um relato às vezes pouco fiel, mas muito interessante sobre os grandes artistas da época, sem deixar de fazer comentários mal-intencionados e elogios exagerados. Sob a proteção de Aretino, conseguiu realizar uma de suas únicas obras significativas: os afrescos do palácio Cornaro. Vasari também trabalhou em colaboração com Michelângelo em Roma, na década de 30. Suas biografias, publicadas em 1550, fizeram tanto sucesso que se seguiram várias edições. Passou os últimos dias de sua vida em Florença, dedicado à arquitetura. Palládio, (1508-1580), o interesse que tinha pelas teorias de Vitrúvio se reflete na totalidade de sua obra arquitetônica, cujo caráter é rigorosamente clássico e no qual a clareza de linhas e a harmonia das proporções preponderam sobre o decorativo, reduzido a uma expressão mínima. Somente dez anos depois iria dedicar-se à arquitetura sacra em Veneza, com a construção das igrejas San Giorgio Maggiore e Il Redentore. Não se pode dizer que Palládio tenha sido um arquiteto tipicamente maneirista, no entanto, é um dos mais importantes desse período. A obra de Palládio foi uma referência obrigatória para os arquitetos ingleses e franceses do barroco. Pintura: Nela o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar. São os pintores da segunda década do século XV que, afastados dos cânones renascentistas, criam esse novo estilo, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando revalorizar a arte pela própria arte.

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a)

b) c) d) e) f)

Principais características: Composição em que uma multidão de figuras se comprime em espaços arquitetônicos reduzidos. O resultado é a formação de planos paralelos, completamente irreais, e uma atmosfera de tensão permanente. Nos corpos, as formas esguias e alongadas substituem os membros bem-torneados do renascimento. Os músculos fazem agora contorções absolutamente impróprias para os seres humanos. Rostos melancólicos e misteriosos surgem entre as vestes, de um drapeado minucioso e cores brilhantes. A luz se detém sobre objetos e figuras, produzindo sombras inadmissíveis. Os verdadeiros protagonistas do quadro já não se posicionam no centro da perspectiva. Mas em algum ponto da arquitetura, onde o olho atento deve, não sem certa dificuldade, encontrá-lo. Principal artista: El Greco, (1541-1614), ao fundir as formas iconográficas bizantinas com o desenho e o colorido da pintura Veneziana e a religiosidade espanhola. Na verdade, sua obra não foi totalmente compreendida por seus contemporâneos. Nascido em Creta, acredita-se que começou como pintor de ícones no convento de Santa Catarina, em Cândia. De acordo com documentos existentes, no ano de 1567 emigrou para Veneza, onde começou a trabalhar no ateliê de Ticiano, com quem realizou algumas obras. Depois de alguns anos de permanência em Madri ele se estabeleceu na cidade de Toledo, onde trabalhou praticamente com exclusividade para a corte de Felipe II, para os conventos locais e para a nobreza toledana. Entre duas obras mais importantes estão O Enterro do Conde de Orgaz, a meio caminho entre o retrato e a espiritualidade mística. Homem com a mão no Peito, O Sonho de Filipe II e O Martírio de São Mauricio. Esta última lhe custou a expulsão da corte. Escultura: O maneirismo, segue o caminho traçado por Michelangelo: ás formas clássicas, soma-se o novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade. Em resumo, repetem-se as características da arquitetura e da pintura. Não faltam as formas caprichosas, as proporções estranhas, as superposições de planos, ou
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voltou para Florença. elementos que criam essa atmosfera de tensão tão característica do espírito maneirista. Conheceu a poetisa Laura Battiferi. que proibiam o nu nas obras de arte. No ano de 1555. na corte dos Médici. Giambologna. de origem flamenga. com quem se casou. De acordo com os preceitos dos Jesuítas. permite que elas compartilhem a reduzida base que têm como cenário. Principais artistas: Bartolomeo Ammanati. como Michelangelo está para o renascimento.ainda o exagero nos detalhes. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi. A Fonte de Netuno. realizou trabalhos em várias cidades italianas. 33 b) . as figuras são unidas por contorções extremadas e exagerado alongamento dos músculos. Estabeleceu-se finalmente em Florença. Decorou também o palácio dos Montova e o túmulo do conde da cidade. legou a eles todos os seus bens. deu seus primeiros passos como escultor na oficina do francês Jacques Dubroecq. a) Principais características: A composição típica desse estilo apresenta um grupo de figuras dispostas umas sobre as outras. (1529-1608). onde venceu um concurso para a construção da fonte da Piazza della Signoria. com base nos quais planejou uma cidade ideal. Giambologna está para o maneirismo. isso respeitando a composição geral da peça e a graciosidade de todo o conjunto. como demonstram suas esculturas de bronze. onde se supõe que teria colaborado com Michelangelo em muitas de suas obras. Trabalhou com igual maestria a pedra calcáia e o mármore e foi grande conhecedor da técnica de despejar os metais. O modo de enlaçar as figuras. (1511-1592). Participou também de um concurso na cidade de Bolonha. Mercúrio. Baco e Os Pescadores estão entre as obras mais importantes desse período. Começaram assim seus primeiros passos como arquiteto. atribuindo-lhes uma infinidade de posturas impossíveis. com a morte do papa. e juntos se mudaram para Roma a pedido do papa Júlio II. O Rapto das Sabinas. que o incumbiu da construção de sua villa na Porta Del Popolo. para a qual realizou uma de suas mais célebres esculturas. num equilíbrio aparentemente frágil. Poucos anos depois se mudou para Roma.

34 . retorcido. Pintura: Características da pintura barroca: Composição assimétrica. Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática. alegria e tristeza. paganismo e cristianismo. seu propósito é impressionar os sentidos do observador. era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. Realista. Busca de efeitos decorativos e visuais. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. contracurvas. Ela não aparece como reflexo da luz solar.BARROCO: A Arte Barroca originou-se na Itália (século XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano. Entrelaçamento entre a arquitetura e escultura. através de curvas. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência. na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. colunas retorcidas. Dentre os pintores Barrocos: Caravaggio: o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. dando-nos às vezes a impressão de ver o céu. monumental. tal a aparência de profundidade conseguida. Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos). que se revela num estilo grandioso. trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis.O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal. Suas características gerais são: Emocional sobre o racional. substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. pureza e pecado. céu e terra. mas é criada intencionalmente pelo artista. abrangendo todas as camadas sociais. baseando-se no principio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. em diagonal. espírito e matéria. Deus e Diabo. Pintura com efeitos ilusionistas. que as artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente. Violentos contrastes de luz e sombra. para dirigir a atenção do observador.

o verde e o amarelo. de outros paises da Europa. no vestuário que se localizam as cores quentes. A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Obra destacada: Aula de Anatomia. se notabilizou por criar cenas que sugerem. Rubens (Espanhol): além de um colorista vibrante. um intenso movimento. Obra destacada: O Jardim do Amor. que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. Em seus quadros. documentando 0 dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. 35 . perspectiva nas ilusão de que as que este se abre homens para a Andréa Pozzo: realizou grandes composições de pinturas dos tetos das igrejas barrocas. causando a paredes e colunas da igreja continuam no teto. a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas. dos drapeados das vestes e do uso do dourado. as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. de onde santos e anjos convidam os santidade.Obra destacada: Vocação de São Mateus. Dentre os pintores mais representativos. os meios-tons. Escultura: Suas características são: o predomínio das linhas curvas. Obra destacada: O Conde Duque de Olivares. e de para o céu. é geralmente. mas a gradação da claridade. Rembrandt (Holandês): o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra. o vermelho. Obra destacada: A Glória de Santo Inácio. temos: Velazquez: além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país.

e usado inicialmente em decoração de interiores. cenas de batalhas. motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso até o advento da reação neoclássica. Possui leveza. Arquitetura: Durante o iluminismo. alusões ao teatro italiano da época. algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas. difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha. Desenvolveu-se na Europa do século XVIII. na Prússia e em Portugal. o centro artístico da Europa transferiu-se de 36 . a) b) Para seu conhecimento: Barroco: termo de origem espanhola “Barrueco”. decorador e escultor. Vaticano e o Êxtase de Santa Tereza. O termo deriva do francês rocaille. o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. como por exemplo. mitologia e retratos. Nos primeiros anos do século XVIII. Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia. tais como conchas. frivolidade e exuberante. bizarro. o rococó é também chamado estilo Luis XV e Luis XVI. Conteúdos: história sacra e antiga. caráter intimista. ambos na Basílica de São Pedro. alegria.Bernini: arquiteto urbanista. entre 1700 e 1780. aplicado para designar pérolas de forma irregular. o baldaquino e a cadeira de São Pedro. elegância. que significa “embrechado”. mais livre e intimista que aquele. Características gerais: Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos. laços e flores. técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizado originariamente na decoração de grutas artificiais. Na França. por volta de 1770. pastorais. ROCOCÓ: É o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco.

em que se afirmou o predomínio 37 . “Anjo da guarda”. obras-primas dos interiores rococós. Principal artista: Johann Michael Fischer. quer estilisticamente. Restaurou dezenas de igrejas. a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves. Pintura: Durante muito tempo. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas.Roma para Paris. Grande mestre do estilo rococó. (1709-1772). quer cronológica. com maior graça e intimidade. Ignaz Günther. “Anunciação”. Escultura: ao contrário do que ocorreu na arquitetura. No final do reinado de Luis XIV. “Pietá”. não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó. (1692-1766). que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre. foi unificado. o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. (1725-1775). a) b) Principais características: Cores vivas foram substituídas por tons pastéis. Mais do que nas peças esculpidas. escultor alemão. escultor alemão. é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. mosteiros e palácios. cada uma com existência própria e individual. distinguiuse pela criação de santos e anjos de grande tamanho. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno. o rococó era a principio apenas um novo estilo decorativo. responsável por vários edifícios na Baviera. responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren. Principais artistas: Johann Michael Feichtmayr. marco do rococó bávaro. um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque.

As paredes se cobrem de espelhos. e um dos mais antigos precursores do impressionismo. 38 . denominação posterior ao estilo (1830). onde a fantasia alcança a graça de curvas. onde o decorativismo é livre de normas. mas a alegre descontração do estilo rococó. paisagens (“O casario de Issei”) e cenas de interior (“O pintor em seu estúdio”). apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens. alguns relatos. de cenas galantes de paisagens idílicas. que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX. Para seu conhecimento: a) Rococó: palavra rocaille (concha). elementos florais. sempre com perfeição no desenho. salões revestidos também com porcelanas. Principais artistas: Antoine Watteau. (1732-1806). elemento constante. Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza. surge o gosto pelo exótico oriental (chinês e japonês). b) Os ambientes parecem de inspiração feminina. c) Em todos os estilos anteriores. contra curvas. desenhista e retratista de talento. os elementos ornamentais eram acréscimos decorativos. tirada do vocabulário das artes decorativas. as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado. caracterizado por uma arte alegre e sensual. François Boucher. Além dos quadros de caráter mitológico. No rococó são organismos independentes. (1703-1770). Foi um dos últimos expoentes do período rococó. treliças e pinturas. pintou.político e cultural da França sobre o resto da Europa. surgem as curvas sob delicados ornamentos. Jean-Honoré Fragonard. a infalível concha estilizada de diversas maneiras. as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica. subordinados a elementos construtivos. profusamente usado e caprichosamente estilizado. (1684-1721). causam as transformações dos interiores: somem os ângulos retos formados por paredes e tetos.

registrou fatos históricos ligados à vida do imperador.NEOCLASSICISMO: Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX. a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. 39 . Arquitetura: Tanto nas construções civis quanto nas religiosas. em Paris. Academicismo nos temas e nas técnicas. que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia. mais tarde tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. Durante governo do mesmo. Harmonia do colorido. Exatidão nos contornos. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo. Maiores representantes: Jacques-Louis David. Os edifícios proliferaram com abundancia na Europa. sobretudo em Rafael. e a Porta do Brandemburgo. Pintura: Foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana. em Berlim. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo). num verdadeiro culto a teoria Aristóteles. Arte entendida como imitação da natureza. sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas artes. foi considerado o pintor da Revolução Francesa. refletindo racionalismo dominante. que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o Império de Napoleão. América Latina e do Norte ( inclusive no Brasil ) e Rússia. Principais características: Retorno ao passado. uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. transformada depois no Panteão Nacional. Características da Pintura: Formalismo na composição. mas algumas delas exprimem fortes emoções. isto é. Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva. mestre inegável do equilíbrio da composição. pela imitação aos modelos antigos grecolatinos.

Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. história sagrada e antiga. principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo. 40 b) c) . os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco. retratos e paisagens. provocando a divisão do trabalho e o inicio da especialização da mão-de-obra. dificulta ou mesmo desvirtuam a afirmação de peculiaridades individuais e nacionais dos artistas. No Brasil:Pedro Américo e Vitor Meirelles. As convenções técnicas e expressivas são as mesmas adotadas em todos os paises. mas a critica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. épicos. que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção. a atividade artística tornou-se complexa. num erro de interpretação. nus. Diante daquelas construções.C. ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. em que os direitos individuais fossem respeitados. Obra destacada: Banhista de Valpinçon. a) Para seu conhecimento: Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que. ROMANTISMO: O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais. Do mesmo modo. no ano de 79 a. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos. além de composição mitológica e literária. Conteúdos: mitológicos.. sua obra abrange. e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica. políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII. o que impede. Bonaparte atravessando os Alpes e Morte de Ingres. traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.Obra destacada: Marat.

Dramaticidade. domínio da massa. O nacionalismo. Sentimentos do presente. igualdade e fraternidade. Observa-se. Trabalhou temas diversos: retratos de personalidades da corte espanhola e de pessoas do povo. seres deformados. Valorização das cores e do claro-escuro. Arquitetura e escultura: Registram pouca novidade. cenas históricas e as lutas pela liberdade. inspiração helenística. Principais artistas: Goya. Goya e sua mitologia povoada por sonhos e pesadelos. Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador. Obra destacada: Edifício do parlamento Inglês. A valorização da natureza como princípios da criação artística. Há um ecletismo: gótico para fachadas. asperezas. 41 . grosso modo.Características gerais: A valorização dos sentimentos e da imaginação. Vez por outra retornou-se o estilo gótico da época medieval. Morreu em Bordeaux. a ação incompreensível de monstros. Senhor absoluto da caricatura do seu tempo. Pinceladas espontâneas. barroco para igrejas. pastosas. Espanha. Temas da pintura: Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas. vigorosas. os horrores da guerra. tons agressivos. em 1828. em 1746. gerando o neogótico. rugosidades. Características da pintura: Aproximação das formas barrocas. Mitologia Grega. o neoclássico. a permanência do estilo anterior. tais como: liberdade. Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas. clássico para museus e palácios. nasceu no pequeno povoado de Fuendetodos. Na escultura.

designa uma tendência geral da vida da arte. Obras destacadas: Chuva. representou grandes movimentos da natureza. Há uma visão cientifica e dinamismo universa. sobretudo na pintura francesa. 42 . Obras destacadas: A liberdade guiando o povo e Agitação de Tanger. que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. um estilo delimitado no tempo. e o valor da pintura é assegurada pelo uso das cores. suas obras apresentam forte comprometimento político. de interpretar a realidade. uma nova tendência estética chamada Realismo. inclusive em suas criações artísticas. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho. de agir. Uma das primeiras vezes que a arte registra a presença da máquina (locomotiva). deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade. Delacroix. representa a transformação e o sentimento de novas classes sociais. que tinha aprendido a utilizar o conhecimento cientifico e a técnica para interpretar e dominar a natureza. portanto nomeia um sistema. elege-se o sentimento e a imaginação como fontes artísticas criadoras. Romantismo. procurou descrever uma certa atmosfera da paisagem . Veneza. por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história. Turner. O homem europeu. a) b) Para seu conhecimento: A palavra romantismo. convenceuse de que precisava ser realista. dando-nos a sensação de grande movimentação. vapor e velocidade e o Grande Canal.Obra destacada: Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808. REALISMO: Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias. restaura a liberdade individual. das luzes e das sombras. mas por meio do estudo da luz que a natureza reflete. Representava assuntos abstratos personificando-os. designa uma maneira de se comportar.

pois a beleza está na realidade tal qual ela é. não cabe “melhorar” artisticamente a natureza. O Beijo e O Pensador. Em 1889. cimento. Além disso. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano. A expressão da realidade e dos aspectos descritivos. É uma arquitetura racional. escolas. As cidades não exigem mais novos palácios e templos. criadas pela industrialização. Escultura: Auguste Rodin. Arquitetura: Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas. a arte passa a ser um meio para denunciar uma ordem social que consideram injustas. não se preocupou com a idealização da realidade. Características da pintura: Reapresentação da realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza. Elas precisam de fábricas estações. a arte manifesta um protesto em favor dos oprimidos. tanto para os operários quanto para a nova burguesia. 43 . ferrovias. orgânica. edifica-se o primeiro arranha-céu (Home Insurance Bulldning). Em Chicago. procurou recriar os seres tais como eles são. ou seja o pintor buscava representar o mundo de maneira documental. lojas. ferro. Obras destacadas: Balzac. funcional. assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Temas da pintura: Politização. hospitais e moradias. armazéns. Revelação dos aspectos mais característicos e expressivos da realidade. Os Burgueses de Calais. hoje logotipo da “cidade luz”. A valorização do objeto. concreto. levanta em Paris a Torre Eiffel. os escultores preferiam os temas contemporâneos. O sóbrio e o minucioso. bibliotecas. Ao contrario.Características gerais: O cientificismo. Ao artista. Gustavo Eiffel. Usam se novos materiais: vidro.

É o caso. de interpretar a realidade. criou uma obra realista na qual o principal elemento é a ligação atávica do homem com a terra. Pissarro e Van Gogh. Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade. Seus numerosos desenhos de paisagens influenciaram. a) b) Para seu conhecimento: Courbet dizia: “Sou democrata. As pessoas das classes menos favorecidas. principalmente das classes populares. por uma atitude racional das coisas pode ocorrer em qualquer tempo da história.Pintura social denunciando as injustiças e a imensa desigualdade entre a miséria dos trabalhadores e a opulência da burguesia. A palavra realismo designa uma maneira de agir. tornaram-se assuntos freqüentes da pintura realista. o povo. mais tarde. pois procurou retratar em suas telas temas da vida cotidiana. Formula-se o socialismo cientifico ou marxista com a publicação do Manifesto em 1848. O artista desse período é politizado. “Ângelus”. socialista. realista. Os artistas incorporavam a rudeza. em resumo. a fealdade. amigo da verdade e verdadeiro”. Trabalhou na lavoura desde muito cedo. Principais pintores: Courbet. tem liberdade total de criação e os maiores valores são considerados rebeldes. O termo realismo significa um estilo de época que predominou na segunda metade do século XIX. elevando esses tipos à categorias de heróis. Jean-François Millet. republicano. c) d) 44 . Obra destacada: Moças peneirando o trigo. Manifesta sua simpatia particular pelos trabalhadores e pelos homens mais pobres da sociedade do século XIX. foi considerado o criador do realismo social na pintura. Foi educado num meio de profunda religiosidade e respeito pela natureza. anti-acadênicos e anti-românticos. por exemplo. sensível observador da vida campestre. que nada tem a ver com os idealizados heróis da pintura romântica. a vulgaridade dos tipos que pintavam. de autoria de Marx e Engels.

d) A aspiração a um estilo ou linguagem internacional ou européia. Alguns artistas e obras: Auguste Rodin Damaide: Escultor francês. ARTE NOUVEAU: O modernismo é uma corrente artística que surgiu na última década do século XIX. “Sonia Knips”. revalorizando a arte e sua forma de realização manual. pintura e escultura) e as aplicações aos diversos campos da produção econômica (construção civil corrente. na Áustria. revalorizando a arte e sua forma de realização. decoração vestuário e etc). na Espanha. Com características próprias em cada um desses paises. foram as primeiras exposições internacionais organizadas nas capitais européias 45 . como resposta às conseqüências da industrialização. 1894. 1895. “Ansiedade”. obras em “mármore”. Com diferentes nomes e características próprias de cada país foi se homogeneizando com as realizações das primeiras exposições internacionais nas capitais européias. Edvard Munch: Pintor alemão. na Inglaterra e Escócia. b) Desejo de diminuir a distância entre as artes maiores (arquitetura. inspirar e redimir o industrialismo. e) Esforço de interpretar a espiritualidade (ingenuidade. São comuns as tendências modernistas: a) Deliberação de fazer arte em conformidade com sua época e renuncia a invocação de modelos clássicos. podemos encontrar algumas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. e Modern Style. c) Busca de uma funcionalidade decorativa. hipocrisia). Jugendistil. No resto da Europa difundiram-se diferentes traduções: Modernismo. na Alemanha. O nome deste movimento deve-se à loja que o alemão Samuel Bing abriu em Paris no ano de 1895: “Art Nouveau”. como resposta as conseqüências da industrialização.MODERNISMO: Corrente artística que surgiu na última década do século XIX na Europa. Secessão. Gustav Klint: Pintor austríaco.

. IMPRESSIONISMO: Foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu inicio às grandes tendências da arte do século XX. 46 . como os pintores costumavam representá-las no passado. se contrapunham à produção industrial. dependendo da incidência da luz do sol. pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. As sombras devem ser luminosas e coloridas. que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizavam a pintura impressionista. A arquitetura foi a disciplina integral à qual se subordinaram as outras artes gráficas e figurativas. As figuras não devem ter contornos nítidos. O modernismo não teria sido possível sem a subvenção de seus ricos mecenas. tal como é a impressão visual que nos causam. Havia algumas considerações gerais. Contrariamente à sua intenção inicial. a Morris & Co. o modernismo conseguiu a adesão da alta burguesia. Reafirmou-se o aspecto decorativo dos objetos de uso cotidiano. Seus desenhos. mediante uma linguagem artística repleta de curvas e arabescos. e não escuras ou pretas. O objetivo dos novos desenhos reduziu-se meramente ao decorativo e seus temas. como que surgidos de antigas lendas. bem como definidos os materiais nobres usados na criação de objetos de uso cotidiano. Principais características: A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento.que contribuíram para forjar uma certa homogeneidade estilística. Entre os precursores da arte modernista estava William Morris. Sua apresentação na exposição de Bruxelas de 1892 produziu um grande impacto e determinou a difusão desse novo estilo. típicas do modernismo. que apoiava entusiasticamente essa nova estética de materiais exóticos e formas delicadas. de acentuada influencia oriental. eram determinadas as formas elegantes e sinuosas. elaborados com espírito artesanal. Nos escritórios da empresa criada por ele. pois as cores da natureza se modificam constantemente. não tinham nada em comum com as propostas vanguardistas do inicio do século. muito mais praticas do que teóricas.

É o observador que. São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). Seus quadros manifestam otimismo. Auguste Renoir. as composições com personagens do cotidiano. A primeira vez que o publico teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris. pintou vários motivos em diversas horas do dia. Principais artistas: Claude Monet. obtendo o resultado final.Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo. As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor.foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da critica. A segunda. ao admirar a pintura. sem perspectiva. combina as várias cores. realizados em pinturas planas. a fim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade. com a lei das cores complementares. pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura. os retratos e as naturezas mortas. em abril de 1874. ainda em vida. alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. incessante pesquisador da luz e seus efeitos. Mas o público e a critica reagiram muito mal ao novo movimento. propunha uma temática urbana de acontecimentos cotidianos. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade. o que era uma preocupação principalmente para os impressionistas. Assim um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos. devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento. 47 . de ser técnica para ser óptica. Obras destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em pleno sol. preferia os nus ao ar livre. Pelo contrario. introduzida na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente. A mistura deixa portanto.

novo personagem da estatuária. como exemplo ideal do processo criativo do artista. A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira. inspiradas em Michelangelo. foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. Os temas das esculturas 48 . mestre do pontilhismo. Escultura: As esculturas deste período também podem ser consideradas impressionistas. Obras destacadas: Trigal e Maternidade. Obra Destacada: O ensaio. Adorava o teatro de bailados. os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor. procura. que era a grande paixão do impressionismo. e dos esboços dinâmicos de Carpeaux. aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Seurat. A escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem.Obras destacadas: Baile do Moulin de la Galette e La Grenouilliere. já que de fato. a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada. com resquícios de Rococó. Edgar Degas. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin. decididamente. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista. Além disso. onde teve contato com a obra dos impressionistas. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras. Obra destacada: Tarde de domingo na Ilha Grande Jatte. Ganhou uma viagem à Europa. No Brasil destacou-se o pintor Eliseu Visconti. ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas.

Henri Rousseau. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das 49 . que Michelangelo não terminou . a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras. Paul Cézane e Van Gogh. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux. Operários. São cenas do jardim da casa do artista. foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. Outros escultores foram Dalou e Meunier. Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz. Rodin considerava “O Escravo”. os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. camponeses. que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó. Para seu conhecimento: O quadro Mulher no Jardim.surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época. Georges Seurat. mulheres realizando atividades domésticas. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto. Todos franceses. entre outros. que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. O movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico. começando então a exibir obras inacabadas. mas distribuindo com habilidade luzes e sombras. Rodin e Hildebrand foram em parte os responsáveis por essa nova estatuaria. o primeiro com sua obra e o segundo com suas teorias. todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética. o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin. Outros importantes foram. de Monet. com exceção de Van Gogh que era holandês. PÓS-IMPRESSIONISMO: Designa um grupo de artistas que procuravam de varias maneiras ampliar a linguagem visual. a quem se deve a revalorização dos temas populares. Os mais influente pós-impressionistas foram Paul Gaugin. e Henri de Tourlouse-Lautrec.

. De uma certa distância. desenhos vigorosos. Van Gogh alia-se ao expressionismo. formas sem sombreado e linhas curvas. Ele enfatiza cores chapadas. Cézanne evitava retratar emoções em seus quadros. Lautrec pintava cenas da vida noturna dos cafés e das salas de espetáculos de Paris. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens. Como Manet e os impressionistas. Ele dizia que desejava “fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como a arte dos museus”. Música: As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890. elas tendem a exibir um caráter estático. procurava constantemente a pureza e a simplicidade da vida. As pinturas de Paul Gauguin são altamente decorativas. Sua procura de novos métodos de pintura levou-o a novas maneiras de estruturar seus temas. Van Gogh desejava exprimir seus sentimentos mais íntimos através da arte. Embora inicialmente ligado ao impressionismo. na França. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte. Ele pintou cenas misteriosas e fantásticas que se parecem com as pinturas surrealistas da década de 1920. Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. Estas pinturas são feitas de pontinhos de cores puras. Rousseau teve um dos estilos mais originais da história da arte. enquanto Gaugin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influência o simbolismo e o expressionismo. Como resultado. como Reflexos na Água. Cézanne não procurava contar historias com seus quadros. Cézanne enfatizava a forma e a massa. Georges Seurat criou um estilo de pintura chamado pontilhismo. do 50 . A cor de cada pontinho contrasta com a cor do pontinho do lado. as diferentes cores misturam-se na visão dos observadores. Gauguin. Suas pinceladas parecem ondas escapeladas de poderoso colorido. Ele acreditava poder realizar esse anseio mediante o uso de cores brilhantes e pinceladas violentas. porem. O resultado foi uma arte de extraordinária intensidade. O gênio Cézanne para redistribuir as formas influenciou o movimento cubista do inicio do século XX.cores. Ao contrario dos impressionistas que enfatizavam a luz. de Seurat. aplicava suas tintas diretamente sem misturá-las. explorava sentimentos profundos mediante suas pinturas.

compositor francês Claude Debussy (1862-1918). EXPRESSIONISMO: É a arte do instinto. subjetiva. “expressando” sentimentos humanos. estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons). Deforma-se a figura. O impressionismo abandona a música tonal. à solidão. Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente. ao medo. A obra Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. como principal. O termo expressionismo (com o sentido de retorcer. trata-se de uma pintura dramática. Debussy rejeita o formalismo e a linearidade. em alemão) foi cunhado pelo galerista Georg Levin em 1912. de 1915. à prostituição. Utilizando cores patéticas. O expressionismo foi a primeira vanguarda artística do século XX que utilizou a deformação da realidade para dar forma à visão subjetiva do artista. Georgina de Albuquerque (1885-1962). Seus quadros foram os primeiros nos quais o objeto representado se distancia totalmente do modelo original. dá forma plástica ao amor. pioneiro do movimento. nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Viscont (1866-1944). considerado marco do impressionismo musical. para ressaltar o sentimento. como em Pelléas et Mélisande. autor de A Valsa e Bolero. da música popular européia e da Idade Média. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. ao ciúme. ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. Principais características: Pesquisa no domínio psicológico. à miséria humana. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937). 51 . de 1916 e também nas primeiras telas de Anita Malfati. Lucílio de Albuquerque (1877-1939) e João Timóteo da Costa (1879-1930). Na ópera. Prelúdio para a Tarde de um Fauno. No Brasil. como O Farol. Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança).

No ano de 1891. como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. e não faltam cenas que mostram. para se libertar dos condicionamentos da Europa. . Quando voltou a Paris. o pintor parte para o Taiti.- Cores resplandecentes. fundidas ou separadas. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar. que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem. Dinamismos improvisados. fazendo e refazendo. Pasta grossa. algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores. Apesar disso. Um erotismo natural. depois de passar a infância no Peru. Em 1887 entrou para marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo. é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do Grupo Navis. em oposição a qualquer naturalismo. realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel. Os três primeiros pintores abaixo estão incluídos nessa designação. Cézanne e Van Gogh. Sua obra. os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas. áspera. foi tão singular como a seus amigos Van Gogh ou Cézanne. determinam para esses pintores o movimento “Pós Impressionista”. de sua paixão pelas nativas. mais precisamente para Orleans. em busca de novos temas. segundo conhecidos do pintor. que mais do que um conceito artístico. verdes e violetas. Preferência pelo patético. trágico e sombrio. Modigliani e James Ensor. Observação: Alguns historiadores. Também se destacam Toulouse-Latrec. Começou assim uma vida de viagens e boemia. Principais artistas: Gaugin. abruptos. longe de poder ser enquadrada em algum movimento. voltou ao Taiti. vibrantes. martelada. amarelos. Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Munch. mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique. inesperados. fruto. Gaugin voltou com os pais para a França. As cores se entendem planas e puras sobre superfície. representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida. empastando ou provocando explosões. mas sim levá-los mais longe: Gaugin. 52 . A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos. quase decorativamente.

Em 1888. principalmente pela decisão de simplificar as formas dos seres. dirigiu-se. deixando uma obra plástica composta de 879 pinturas. depois de internações e tratamento médico. através da cor. Boêmio. Cézanne. que era para ele o elemento fundamental da pintura. empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza. deixou Paris e foi para Arles. ele suicida-se. nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores. Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras. de tal forma que se torna impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos. morreu jovem. Interessouse pelo trabalho de Gaugin. pois elas tinham para ele a função de representar emoções. 53 . O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura. e também foi responsável pelos cartazes dos artistas que se apresentavam no Moulin Rouge. Pintava temas pertencentes à vida noturna de Paris. sem nenhuma matização. cidade do Sul da França. declarando-se um colorista arbitrário. Obras destacadas: Castelo de Médan e Madame Cézanne. pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas. que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna. acentua-se cada vez mais. em três meses apenas. em maio de 1890.Obra destacada: Jovens Taitianas com Flores de Manga. e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores. Nessa época. 1756 desenhos e dez gravuras. onde passou a pintar ao ar livre. sua tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas. Vicent Van Gogh. Entretanto ele passou por várias crises nervosas e. para Anvers. cones e esferas. reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas. Obra destacada: Ivette Guilbert que saúda o público. Em julho do mesmo ano. Toulouse-Lautrec. Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelos críticos. Foi uma pessoa solitária. Obras destacadas: Trigal com corvos e Café à Noite. uma cidade tranqüila ao norte da França. como cilindros.

.. e a linha diagonal da ponte. foi convidado a participar da exposição da Associação de Berlim. realizando trabalhos para a Ópera. Uma de suas obras mais importantes é “O Grito”. Kirchner continuou sua formação na cidade de Munique. Passou seus últimos anos em Oslo. com o fim de manifestar sua verdadeira visão da realidade. Quando suas mãos se 54 . numa referencia à frase do escritor: “. Toulouse-Lautrec e Van Gogh. Tendo concluído seus estudos de arquitetura na cidade de Dresden. Munch foi um artista determinado a criar “pessoas vivas. Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais. motivados pela leitura de Nietzche. comuns na sua época. Em seu regresso. com os quais. Recusou o banal. Pouco tempo depois se reuniu com os pintores Heckel e SchmidtRottluf em Berlim. Nascido em Loten. Numa segunda viagem a Paris. fundou o grupo Die Brücke (A Ponte. Em pouco tempo pôde se apresentar no Salão dos Independentes. sofrem e amam”. realizou cenários. na qual conheceu Gaugin. È um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. A dor e o trágico permeiam seus quadros. onde além de exposições. as cenas interiores pacificas. foi um dos fundadores do grupo de pintura expressionista Die Brücke. Seus quadros exerceram grande influência nos artistas do grupo Die Brücke. e um ano depois tentou o suicídio. Veio então a época em que os pintores se reuniam numa casa de veraneio em Moritzburg e se dedicavam apenas ao que mais lhes interessava: pintar. 1889. foi um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo. mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. Realizou uma viagem a Paris. o pintor alemão deu formas geométricas às cores e despojou-as de sua função decorativa por meio de contrastes agressivos. no ateliê do pintor Krogh. que respiram e sentem. Kirchner. Em 1914 Kirchner foi convocado para a guerra. em 1863. Perseguido pela tragédia familiar. As linhas sinuosas do céu e da água. Noruega.a ponte que conduz ao super homem”). na Noruega.Munch. que conheciam e admiravam sua obra. começou a se especializar em gravações e litografias. conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. longe das representações realistas. bem como cenas circenses e de variedades. morou na Alemanha. Munch iniciou sua formação na cidade de Oslo. A partir de 1907. influenciado pelo cubismo e fauvismo. Dessa época são os quadros mais ousados de paisagens e nus.

Em 1933. Kirchner tentou mostrar em toda a sua produção pictórica uma realidade de pesadelo e decadência. Além de sua obra pictórica.considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista. Depois de lutar durante dois anos na primeira guerra. ver sua obra ser destruída e desprestigiada pelos órgãos de censura. Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die vier Blauen. Klee estudou com o mestre Von Stuck em Munique. voltou a pintar ao ar livre. para seis anos mais tarde. criados. onde se encontrou co Delaunay. seus quadros se transformaram num amontoado neurótico de cores contrastantes e agressivas. em 1940. 55 . As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca na obra do pintor. que seria de vital importância para suas obras posteriores. Quando finalmente sua contribuição para a arte alemã foi reconhecida. na primeira exposição dos surrealistas. foi renomeado membro da academia de Berlim. Klee emigrou para a Suíça. Entre eles merecem ser mencionados: “Anatomia de Afrodite. Mas a grande descoberta ocorreria dois anos depois. A exemplo de Kandinski. Iniciou uma fase de grande produtividade. Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia. começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar. em 1931. Suas obras mais importantes estão dispersas pelos museus de arte moderna mais importante da Alemanha. Depois de uma viagem pela Itália. Paul Klee. produto de uma profunda tristeza. Klee escreveu: “A cor.recuperaram do ferimento. em sua primeira viagem a Tunis. Flores noturnas e Villa R”. Sensivelmente influenciado pelos desastres da guerra. Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza. durante o nazismo. Kee deixou vários trabalhos escritos que resumem seu pensamento artístico. No final de 1938 o pintor pôs fim à própria vida. com quadros de caráter quase surrealista. em sua casa ao pé dos Alpes. segundo o pintor. mas antes apresentou suas obras em Paris. este pintor dedicou-se durante toda sua carreira a buscar o ponto de encontro entre realidade e espírito. em cima de “matéria e sonhos”. Paralelamente. como a forma. Em 1912 viajou para Paris. pode expressar ritmo e movimento”. Demônios. entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter.

que surgiram mais adiante no século XX. composto por Rouault e Soutine. Os artistas do primeiro grupo. Sua visão totalmente pessoal e às vezes agressiva da realidade. que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913. Influenciados pelo cubismo e futurismo. Sua visão tão subjetiva dos seres humanos e a emotividade de suas cores o aproximam mais do reduzido grupo de expressionistas franceses. August Macke. pertence. Emil Nolde. Com cores quentes produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. Karl Schmidt – Rottluff e Max Pechstein. Em 1908 participou do Salão dos Independentes e lá conheceu Juan Gris e Brancusi. Grupos expressionistas: O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte). voltam se para a espiritualidade. à dos gênios solitários. chegadas a França das colônias. Oskar Kokoschka. elegante. em que se vislumbrou a importância da arte como meio de expressão dos 56 . Nessa cidade travou conhecimento com os pintores Utrillo. Frans Marc (Ale). a revalorização da cor e o estúdio das formas puras. Picasso e Braque. onde teve aulas na academia de Colarossi. Suas descobertas estilísticas foram decisivas para os movimentos plásticos. Os do segundo grupo. Modigliani teve em comum com os cubistas e expressionistas o distanciamento das academias. juntamente com a dos mestres Cézanne e Van Gogh. em Livorno. Uma das descobertas mais inovadoras foi a aplicação das teorias musicais à composição Plástica. Egon Schiele na Áustria. Paul Klee. e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). ativo de 1911 a 1914. em Dresden. Em 1902 entrou na academia de Florença e um ano mais tarde na de Veneza. como os alemães Ernst Kirchner. para citar alguns. e Georges Rouault na França. tanto abstratos quanto figurativos. entre eles o russo Vassili Kandinski (Rússia). recatada e ao mesmo tempo misteriosa. Esse aspecto de máscara foi uma das constantes nos seus retratos e nus sensuais. em Munique. Produziu então suas primeiras esculturas motivadas pelas peças de arte africana. Foram três as etapas que levaram o expressionismo ao amadurecimento: o primeiro o período da arte naif. sua cidade natal. se formou mediante uma intensa deformação e abstração das formas e uma acentuação de linhas e contornos.Amadeo Modigliani: iniciou sua formação como pintor no ateliê de Micheli. pode-se muito bem dizer que sua obra. Três anos depois se mudou para Paris. Apesar disso. são mais agressivos e politizados.

influenciados pelo cubismo e futurismo. o tema central era o resgate do feio como novo valor estético. Lasar Segall e o gravurista Osvaldo Goeldi. ao contrario. com cenários fantasmagóricos. que retrata o êxodo do Nordeste. o expressionismo é principalmente uma via de protesto político. Contudo os princípios plásticos enunciados pelo expressionismo marcarão a estética de todas as disciplinas artísticas que vão surgir mais adiante. expressividade da cor e abstração das formas passaram a ser os novos princípios da arte. David Siqueiros e Jose Clemente Orozco. No Brasil: Nas artes plásticas. e a arquitetura é exclusivamente teórica. Sua preocupação era reformular os temas impressionistas. Não se preocupavam em imitar o modelo da natureza ou o objeto real. A obra mostra sua visão particular da angustia do ataque. A escultura expressionista é escassa. Para o grupo Der Brüque(A Ponte). os artistas mais importantes são Cândido Portinari. Havia ainda uma realidade ainda mais importante: “a da visão subjetiva do artista”. Para os expressionistas vienenses. no México os destaques são os muralistas como Diego Rivera. a principal característica foi a deformação da realidade sob a óptica dos sentimentos. Anita Malfatti. denominado expressionismo puro. do espanhol Pablo Picasso. exagero na 57 . o segundo. cujo tema principal foi a abstração das formas. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. e finalmente. conceitos como deformação da realidade. Cinema: os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas. O que mais se destacaram em suas obras foram a agressividade da cor e a falta de tranqüilidade das formas. voltaram-se para a espiritualidade.sentimentos humanos. uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central. uma mulher presa em um edifício em chamas. Na pintura. Com o expressionismo. Na América Latina. usavam as teorias musicais para conseguir composições de colorido harmonioso e formas totalmente abstratas. como um cavalo morrendo. Os artistas do Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). os períodos anteriores e posteriores à I Guerra Mundial. com a sobreposição de figuras. nos quais atuou como implacável critico da sociedade. A última grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica. os temas centrais eram as paisagens de policromia exarcebada e o corpo humano sintetizado em poucas linhas.

O enredo é muitas vezes metafórico. Em 1912 compõe Pierrot Lunaire. P irlandês James Joyce. simbólico e associativo. e Metrópoles. autor do método de composição dodecafônica. Literatura: O movimento é marcado por subjetividade do escritor. análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. que se criou a palavra robô. o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951). com tramas bem construídas e lógicas.R. o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas. Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser (1878-1945) e Carl 58 . com frases curtas. S. as peças são combativas na defesa de transformações sociais. Teatro: Com tendência para o extremo e o exagero. traduzem as angustias e as frustrações do país em plena crise econômica e social.interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. acaba com o cinema expressionista. de Robert Wine (18811938). que marca o surgimento do expressionismo no cinema alemão em 1919. A partir de 1908. o inglês T. Eliot (1888-1965). Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem e critério do compositor. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem. O nazismo. que rompe definitivamente com o romantismo. Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. Um exemplo é “O Gabinete do Doutor Caligari”.U. do tcheco Karel Capek (1890-1938). a linguagem é direta. Música: Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música.. Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento. do Sueco August Strindberg (1849-1912). A primeira peça expressionista é A estrada de Damasco (18981904). Em geral. de Friedrich Mumau (1889-1931). de Fritz Lang (1890-1976). Filmes como Nosferatu. que domina a Alemanha a partir de 1933. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. O estilo é abstrato. Foi na peça expressionista R.

alegria e prazer. roxo ou qualquer outra cor. filosóficos ou psicológicos. poderia ser de um vermelho brilhante. Quem lhes deu este nome foi o critico Louis Vauxcelles. A cor pura deve ser exaltada. Uso exclusivo das cores puras.pois estavam exposto um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista. não correspondendo à realidade. no Salão de Outono. Características da pintura: Pincelada violenta. Colorido brutal. Georges Rouault e Maurice de Vlaminck. inclusive Matisse. A maioria deles. outros importantes fauvistas foram André Derain. todos franceses. aproximadamente. Criar é seguir os impulsos do instinto. As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares. como saem das bisnagas. brilhou como grupo de 1903 a 1907. O movimento foi liderado por Henri Matisse. Usavam cores puras intensamente brilhantes e até pintaram objetos em cores muito diferentes de seu colorido natural. no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens. 59 . Os fauvistas não se preocuparam em expressar motivos morais. pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva. mas seu estilo influiu enormemente sobre muitos artistas posteriores. Os princípios deste movimento artístico eram: Criar. em virtude da intensidade com que usavam as cores puras. queria fazer quadros que trouxessem bem-estar. sem misturá-las ou matizá-las. não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos. Como por exemplo. Raoul Dufy. Em 1905 em Paris.Stemnheim (1878-1942) e o norte americano Eugene O’Neill (18881953). espontânea e definitiva. as sensações primárias. em arte. FOVISMO: Primeiro movimento artístico importante do século XX. alguns artistas foram chamados de fauves (em português = feras). para um fauvista o tronco de uma árvore não precisava ser marrom. Ausência de ar livre.

Dos pintores fovistas. dizia: “As cores chegaram a ser para nós cartuchos de dinamite. depois de travar contato com Matisse. (1876-1958). Principais artistas: Maurice de Vlaminck. que exploravam o sensualismo das cores fortes. com o gradual desaparecimento da gestualidade espontânea das primeiras obras. recorrendo a traços impulsivos e a pinceladas descontinuas para obter suas composições espontâneas. evoluiu gradativamente para o fovismo. as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma.” Adotou mais tarde estilo entre expressionista e realista. não mudou. Contrastes tonais e a geometrização da forma caracterizam sua obra. nas suas pinturas ele não se preocupa com o realismo. sofreu influencias de Cézanne e depois do Cubismo.- Pintura por manchas largas. ligou-se a Maurice de Vlaminck e Matisse. (1877-1953). pintor francês. Abandonou assim a perspectiva. pintor francês. retratos e naturezasmortas haviam adquirido uma entonação neoclássica.” Por volta de 1900. como de pessoas ou de naturezas-mortas. Foi. Nessa fase. (1880-1954). em 1908. O que interessa é a composição e não as figuras em si. Impressionista a principio. formando grandes planos. desde então. gravador e decorador francês. pintou figuras e paisagens em brilhantes cores chapadas. escultor. também. pintor. Após romper com o fovismo. Morreu um ano depois de receber o prêmio de pintura da bienal de Veneza. ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composição planas. com os quais se tornou um dos principais pintores fovistas. seus nus. pintor francês. foi o mais autêntico fauvista. dizia: “Quero incendiar a Escola de Belas Artes com meus vermelhos e azuis. (1869-1954). Raoul Dufy. Henri Matisse. CUBISMO: 60 . sem profundidade. tanto das figuras como das cores. Na década de 1920. André Derain. Seu estilo. ilustrador e litógrafo.

vendoos sob todos os ângulos visuais. sob formas geométricas. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. vidro. Não representa. È como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. O Cubismo se divide em duas fases: CUBISMO ANALITICO: caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. percebendo todos os planos e volumes. Representação do volume colorido sobre superfície planas. pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones. O pintor cubista tenta representar os objetos em tre dimensões. esferas e cilindros. os cubistas foram mais longe do que Cézanne. examinando-a em todos os ângulos no mesmo instante. Basicamente. Também chamado de colagem porque introduz letras. Essa fragmentação dos seres foi tão grande. Principais características: Geometrização das formas e volumes. por um ocre apagado ou um castanho suave. por cima e por baixo. perde sua função. essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar 61 . com o predomínio de linhas retas. O claro-escuro. Decompondo-a em partes. CUBISMO SINTÉTICO: reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. através de sua fragmentação. numa superfície plana. procurando a visão total da figura. palavras. Representa-os como se movimentassem em torno deles. Renuncia à perspectiva. Entretanto. do branco ao negro passando pelo cinza. metal e até objetos inteiros nas pinturas.Historicamente o Cubismo originou-se da obra de Cézanne. mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos. pedaços de madeira. Sensação de pintura escultórica. números. Cores austeras. que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. Na verdade.

O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918). O resultado são palavras soltas. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendências de determinados movimentos estéticos. escritas na vertical. O cubismo manifesta-se ainda na arquitetura. Literatura. com veemente indignação.efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere. especialmente na obra de Corbusier. tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. só que vistos com túnica de ouro. um artista que passou pela fase do cubismo analítico e sintético. é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos. o bombardeio da cidade espanhola de Guernica. com a obra Lês Demoiselles d’Avignon. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. começa a elaborar a estética cubista que. que influencia toda a poesia 62 . Podemos destacar. vê algumas de suas telas antigas novamente. A linguagem é demonstrada em busca da simplicidade e do que é essencial para a expressão. se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. por ocasião de uma mostra. restringe-se à pintura de cenários de peças e balés feitos por Picasso. mas com uma liberdade muito maior. responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças. despertando também no observador as sensações táteis. Principais artistas: Pablo Picasso. durante a Guerra Espanhola. Entretanto. No teatro. os princípios do cubismo aparecem na poesia. Quando o pintor. “A obra de um artista é uma espécie de diário. como vimos anteriormente. Em 1907.” Pablo Picasso “A arte não é a verdade. são mais nítidas as fases: azul que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres. mulheres e trabalhadores. e na escultura. A arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade. e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. também o mural Guernica. que representa.” Pablo Picasso Braque. sem a continuidade tradicional.

Cubismo no Brasil: Só repercute no país. Seus princípios foram ponto de partida para a modernização da cultura italiana. depois da Semana de Arte Moderna. e ele foi o primeiro grito exigindo uma arte contemporânea. pois produziu uma obra indicadora de novos rumos. O poeta propunha a destruição de um mundo representado pelo governo. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. para fazer a sociedade italiana despertar para a modernidade. A ela pertence a tela Abaporu. Destacam-se: Tarsila do Amaral: apesar de não ter exposto na semana de 22. Estudou em Paris. Anita Malfati e Di Cavalcanti. que ocorreu na Itália de 1909 a 1916. cujo nome. de grande repercussão social. É o caso de Tarsila do Amaral. publicou o primeiro manifesto futurista. abordava o 63 .contemporânea. Não há portanto. cubistas brasileiros. após a semana de arte moderna de 1922. Seu programa político. segundo a artista é de origem indígena e significa “antropófago”. Foi reconhecido também naquele país. suas bases eram totalmente revolucionarias. embora quase todos os modernistas sejam influenciados pelo movimento. tem seus quadros dentro de alguns importantes museus. Rego Monteiro: um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista. sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. Em 20/02/1909. academias de arte e Vaticano. colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira. Obra destacada: Pietá. Ao dispor versos em linhas curvas. Em 1928 deu inicio a uma fase chamada antropofágica. torna-se precursor do concretismo. o jornal parisiense “Le Figaro”. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários. assinado pelo poeta italiano Filippo Tomaso Marinetti. FUTURISMO: Movimento artístico.

Repetiram essas fragmentações até saturar o plano. um dos maiores expoentes do movimento. Em linhas gerais. O verdadeiro desafio para os futuristas foi encontrar um estilo que não tivesse nada em comum com as formas de arte tradicionais. Marinetti contou com apoio incondicional de jovens pintores italianos do inicio do século. ousaram ainda mais. Parece simples. entendido como a deformação e desmaterialização por que passam os objetos e o espaço quando ocorre a ação. que tão bem souberam expressar suas teorias nos manifestos. Russolo e Severini. redigiram seus próprios manifestos. só consegue se deixar envolver por essas telas velozes e movediças. 64 . O arquiteto Sant’Elia. Boccioni.. para transmitir uma sensação de movimento continuo. os futuristas tentaram plasmar em suas pinturas a idéia de dinamismo. Carrà. É mais do que sabido que. transmitem a sensação de vertigem dos novos tempos. a destruição das riquezas e a igualdade entre o homem e a mulher. o espectador. com o que conseguiram alcançar um de seus maiores objetivos: a simultaneidade. também defendia a guerra como único meio de mudar um mundo antiquado e decadente.” Diante das obras futuristas. Não bastasse isso os futuristas. sem a soma de momentos que. teorizando sobre uma arquitetura caduca e transitória. amontoando-se umas sobre as outras. que. Esta teoria pode parecer familiar quando se pensa nos esforços que os impressionistas fizeram para captar a luz ou as cores num momento determinado. é visto pelo observador como uma sucessão de linhas coloridas fugazes. Mas é exatamente ai que está a diferença na preposição dos futuristas. e o militarismo como revalorização do sentido de pátria. também se uniu a essa corrente. tiveram muito trabalho ao materializar sem cair nas antigas representações artísticas que tanto abominavam. como: Balla. Mas não é.. O pintor Boccioni. “. qualquer objeto em movimento. que também cheios de entusiasmos revolucionários. Uma de suas propostas foi a divisão da cor. nos quais as formas se repetiam. os futuristas. o estático. nos quais assentavam as bases do que viria a ser a arte futurista: “a maquina como única expressão do dinamismo e a velocidade como novo sinal dos tempos”. mais do que um prazer visual. constroem a ação. em conjunto.divorcio. é necessário fragmentar volumes e linhas.é que os futuristas aspiram à captação de um instante preciso na tela. que não sobrevivesse ao homem. Além disso como um objeto em movimento também perde a sua forma original.

que permita ao observador captar de uma só vez todas as seqüências do movimento. O futurismo é a concretização desta pesquisa no espaço bidimensional. em encontrar uma maneira de visualizar as teorias do movimento. ele se separaria finalmente do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de Pintura Metafísica. sua cidade natal. mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas. Em 1895 o pintor mudou-se para Roma. Boccioni e Severini. Embora em principio Balla continuasse influenciado pelos divisionistas. (1881-1966). nas artes plásticas. com a situação da luz e a integração do aspecto cromático. juntava-se a eles para assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. conheceu Marinetti. como seus companheiros. ou desintegração das formas. em sua obra o pintor italiano tentou endeusar os novos avanços científicos e tecnológicos por meio de representações totalmente desnaturalizadas. Cinco anos mais tarde fez uma viagem a Paris. Dissolvido o movimento. Preocupado. Mesmo assim. Um ano mais tarde. intitulado: “Cão na coleira ou Cão atrelado”. Principais artistas: Giacomo Balla. onde entrou em contato com a obra dos impressionistas e neo-impressionistas e participou de várias exposições. Procura-se neste estilo expressar o movimento real. na Academia Albertina de Turim. o futurismo foi uma arte eminentemente pictórica. Na volta a Roma. Enquanto ganhava seu 65 . Balla retornou às suas pinturas realistas e se voltou para a escultura e a cenografia. junto com Giorgio De Chirico. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel. apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista. numa repetição quase infinita. onde apresentou regularmente suas primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e Cultores das Belas Artes. A formação acadêmica de Balla restringiu-se a um curso noturno de desenho de dois meses de duração. registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. Carlo Carra. aprofundando a busca do dinamismo.fez suas incursões pela escultura. não demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do movimento a que pertencia. embora sem chegar a uma total abstração. Um recurso dos mais originais que ele usou para representar o dinamismo foi a simultaneidade. embora se possa afirmar sem dúvida que. mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.

Os retratos deformados pelas superposições 66 .sustento como pintor-decorador. retornou as aulas na Academia Brera e conheceu Boccioni e o poeta Marinetti. Em suas últimas obras retornou ao Cubismo. Ao retornar. por definição por definição suas obras mais futuristas. São Petesburgo e Milão. no qual foram registrados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado. participou da primeira exposição futurista. influenciou a arte de seu país nas décadas de 1920 e 1930. Em 1912. A partir desse momento começaram a aparecer as referências cubistas em suas obras. onde estudou em diferentes academias. Pintor italiano. Ao voltar. Carra não deixou de comparecer às exposições futuristas de Paris. Nessa época iniciou seus primeiros estudos e esboços de Ritmo dos Objetos e Trens. Boccioni mudou0se ainda muito jovem para Roma. principalmente na obra de Cézanne. Londres e Berlim. mas incorporando os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrarias. redigido pelo poeta italiano e publicado no jornal Le Figaro. (1882-1916). publicou o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. De lá se mudou para Londres. desprezo pela representação naturalista. 1919 e La Mia Vita. Foi com a intenção de procurar as bases dessa estética que ele viajou a Paris. mas já em 1915 separou-se definitivamente do grupo. Umberto Boccioni. 1943”. entrou em contato com Carra e Marinetti e um ano depois se encontrava entre os autores do Manifesto Futurista de Pintura. Um ano mais tarde assinou o Primeiro Manifesto Futurista. Modigliani e Picasso. contratado para a decoração da Exposição Mundial. Publicou vários trabalhos. do qual foi um dos principais teóricos. Logo fez amizade com os pintores Balla e Severini. representante do futurismo e mais tarde da pintura metafísica. sua obra se manteve sob a influencia do cubismo. Fez então algumas viagens a Paris. indiferença em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados a pintura. entre eles “La Pittura Metafísica. freqüentava as aulas de pintura na Academia Brera. Juntou-se a Giorgio De Chirico e realizou sua primeira pintura metafísica. Numa segunda viagem a Paris entrou em contato com Apollinaire. Nascido em Reggio di Calábria. onde se encontrou com Picasso e Braque. Suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo Cubismo. em Milão. No inicio mostrou-se interessado na pintura impressionista. Ao voltar. Em 1900 fez uma primeira viagem a Paris.

o artista naif é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras. Assim. ARTE NAIF: É a arte da espontaneidade. Esse isolamento situa o art naif numa faixa próxima à da arte infantil. bidimensionais. em 1916. na cidade de Verona. sem que. Não existe perspectiva geométrica linear. de uma criação totalmente subjetiva. Claro que. Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados. Dinâmico Plástico” (Pintura. tende à simetria e a linha é sempre figurativa. Pinceladas contidas com muitas cores. seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiração na iconografia popular das ilustrações dos velhos livros. Não se trata. portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular. Scultura Futurista. com sua obra “Dinamismo de um jogador de futebol”. das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos.de planos ainda não conseguiam expressar com clareza sua concepção teórica. como num pseudofotograma. Dinamismo Plástico). Características gerais: Composições planas. da criatividade autêntica. como numa arte mais intelectualizada. se confunda com elas. nem nas tendências modernistas. Um ano mais tarde. mesmo nesses casos. Durante a Primeira Guerra Mundial. sem nenhuma referencia cultural. escultura Futurista. o pintor se alistou como voluntário e ao voltar publicou o livro “Pittura. O artista naif não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa. Morreu dois anos depois. portanto. existem os realmente marcantes e outros nem tanto. da arte do doente mental e da arte primitiva. Principal artista: 67 . muito embora. Art naif (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática. no entanto. do fazer artístico sem escola nem orientação. Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos. nem tampouco no conceito de arte popular.

de plástica despojada e escultural. irreais e enigmáticos. (1888-1964). perpassado de inquietações metafísicas. A pintura metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas. legumes. muitas vezes com a inclusão de estátuas. As suas obras retratam cenários arquitetônicos. Robert Delaunay e outros intelectuais e artistas. nus ou vestidos à moda clássica. Nos primeiros anos do século XX. constitui um caso singular: puçás vezes um artista alcançou tão rapidamente a fama para em seguida renegar o estilo que o celebrizara e cair em um esquecimento quase absoluto. seu trabalho foi reconhecido em Paris e posteriormente influenciou o surrealismo. Pablo Picasso. Tem inspiração na Metafísica. Guillaume Apollinaire. principal representante da pintura metafísica. numa transfiguração toda especial. solitários. “Um dia de carnaval”. pintor italiano. que precisam simbolizar a estranheza do ser humano diante do seu meio ambiente. Criou exóticas paisagens de selva que lembram tramas de sonho e parecem motivadas pelos sentimentos mais puros. Conferiu imobilidade e transparência de formas recorte intimista e 68 . manequins. nascido na Grécia. (1844-1910). em arcadas e arquiteturas puras. (1890-1964). Notável por suas naturezas-mortas em que buscava a unidade das coisas do universo. sombras sedutoras e cores ricas e profundas. no Salão dos Independentes.Henri Rousseau. Estreou com uma original obra-prima. Giorgio Morandi. após despertar a admiração de Alfred Jarry. Também usada nas suas obras “manequins. composição e perspectiva. ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural. em curiosas perspectivas divergentes. onde colocava objetos heterogêneos para revelar um mundo onírico e subconsciente. idealizadas. pintor italiano. enigmáticos e sem rosto”. Em sua primeira exposição foi acusado pela critica de ignorar regras elementares de desenho. homem de pouca instrução geral e quase nenhuma em pintura. frutas. PINTURA METAFÍSICA: A pintura deve criar uma impressão de mistério através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos. De Chirico. e de empregar as cores de modo arbitrário. Principais artistas: Giorgio De Chirico.

Reinterpretou o cubismo a sua maneira. firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra. o caos. Depois fez interferências (pintou bigodes na Monalisa. O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte. para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional). (1887-1968). antes do surgimento do grupo Dada (Zurique. pintor e escultor francês. e que. se tivessem permanecido em seus respectivos países. O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921. eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra. Principais artistas: Marcel Duchamp. adquiriram a condição de objeto de arte.1916). 69 . interessandose pelo movimento das formas. objetos escolhidos ao acaso. selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura.caixas e lâmpadas velhas. assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. exilados na Suíça. garrafas. artistas de várias nacionalidades. inventou mecanismos ópticos. sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. o Dada foi um movimento de negação. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico. Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências. religião. Durante a Primeira Guerra Mundial. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil “cavalo de pau”. filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar as destruição da Europa. Criou os ready-mades. Esse nome escolhido não fazia sentido.atmosfera de luz cinza-clara. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan. a desordem. num dicionário alemão-francês. após leve intervenção e receberam um titulo. a incoerência. o Dadaísmo defende o absurdo. Politicamente. às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos. Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de “Fonte”. teriam sido convocados para o serviço militar. DADAÍSMO: Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que.

adepto do irracional e do onírico e do inconsciente. No Dadaísmo contribuiu com colagens e fotomontagens. desde a mais sensível até a intelectualidade máxima. Formas e cores tornaram-se a seguir mais discretas. surrealismo e dadaísmo. entre outros. As cores e as formas são criadas livremente.François Picabia. Colaborou com Tristan Tzara na revista Dada. abandonou a abstração pura que praticava por anos e criou pinturas baseadas na figura humana. Inventou técnicas como a decalcomania e o frottage que consiste em aplicar uma folha de papel sobre uma superfície rigorosa. Informalismo: predominam os sentimentos e emoções. Max Ernest. ela passa a ser abstrata. de modo que o papel adquira o aspecto da superfície posta debaixo dele. (1891-1976). 70 . O abstracionismo apresenta várias fases. as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. pintor alemão. eram mais próximas de Léger do que de Picasso. Depois de 1927. quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível. Quando a significação de um quadro depende especialmente da cor e da forma. ABSTRACIONISMO: A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro. entre as linhas e os planos. Na Alemanha surge o movimento denominado “Der Blaue Reiter” (O cavaleiro azul) cujo fundadores são Kandinsky e Frans Marc. até que por volta de 1916 o artista se concentrou nos engenhos mecânicos do dadaísmo. Envolveu-se sucessivamente com os principais movimentos estéticos do inicio do século XX. (1879-1953). esteve envolvido em outros movimentos artísticos. Suas primeiras pinturas cubistas. são exuberantes nas cores e sugerem formas metálicas que se encaixam umas nas outras. de índole satírica. como a madeira de veios salientes. O pintor russo Kandinski foi o primeiro artista propriamente abstrato. composições que sugerem a múltipla identidade dos objetos por ele escolhidos para tema. criando técnicas em pintura e escultura. como cubismo. pintor e escritor francês. com a superposição de formas lineares e transparentes. e esfregar um lápis de cor ou grafite.

a cor e a linha. que entendiam a atuação do artista como um compromisso vital com uma sociedade devastada e desolada pelo terror e pela violência. Enquanto isso. sem relacioná-los a lembrança do mundo interior. que parte de Kandinski. Eles querem um expressionismo abstrato. Duhuffet e Millares. com uma atitude totalmente animista e subjetiva diante da obra. durante a Segunda Guerra Mundial. Com a forma. lá se fundou a American Abstracts Artists. Estes elementos da composição devem ter uma unidade de harmonia tal qual uma obra musical. Pintura: De um lado a pintura abstrata lírica. A arte abstrata encontrou finalmente seu lugar nas galerias e coleções de uma sociedade moderna e pujante. que a partir do cubismo evolui para um racionalismo matemático. de conteúdo simbólico e gestual. totalmente independente da visão subjetiva. Muitos deles. entre outros. Também devem ser encluidas aqui as obras de Vsarely e Cruz-Diez.Uma arte abstrata que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. como Mondrian ou Van Doesburg. o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores. o suprematismo de Malevitch e o cosntrutivismo russo. através das tonalidades e matizes obtidos. convidados pelas universidades. representado por Fautrier. principalmente depois de superada a crise da depressão dos anos 30. É o caso dos neoplásticos da Holanda. desenvolve-se a pintura abstrata geométrica. como o informalismo. conseguindo variações espaciais e formais na pintura. De Kooning e Motherwell. precursora da vanguarda expressionista abstrata. Kline. representado pelas formas e cores puras. 71 . Também estão nesta categoria as vanguardas do pós-guerra europeu. ou o grupo Dau al Set. O fato de os artistas mais representativos da arte moderna européia terem se mudado para os Estados Unidos. Donos de galerias e colecionadores apoiaram o desenvolvimento dessas novas tendências e gerou-se um mercado do artístico dinâmico. e evolui na obra dos expressionistas americanos: Pollock. a Europa do pós-guerra retomou a s tendências abstratas. e mais tarde por Bacon. sensível e emotivo. foi muito significativo para a difusão da arte abstrata. deixaram entusiasmados os jovens artistas americanos. De outro lado. no qual se inclui o pintor Tapies. mas agora sob a ideologia das novas filosofias existencialistas. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas.

como Henry Moore ou Constantin Brancusi. pintor alemão. A admiração pelos futuristas italianos imprimiu nova dinâmica à obra de Marc. conheceu Kandinsky. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas Artes de Liège. das crianças e dos doentes mentais. Do ponto e da linha até a superfície. convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais. atravessou uma curta fase fauve e expressionismo. apaixonado pela arte dos povos primitivos. em favor da representação das formas geométricas puras. (1880-1916). sob a influencia deste. no Walker Art Center. em Nova York. ou as simbólicas. consideradas uma síntese das formas orgânicas. houve muito outros que fizeram experiências 72 . É preciso. já que o tridimensional se desenvolveu a partir da combinação de materiais completamente alheios aos que a escultura havia conhecido até então. no Kunstmuseum.Principais artistas: Wassilly Kandinsky.Escreveu livros como em 1911. mais racionais. em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores. Em Basiléia. (1866-1944). Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de “Arte Degenerada”. na Stãdtische Galerie im Lembachhaus. Escultura: A escultura abstrata se caracterizou pelo afastamento dos moldes naturalistas. Franz Marc. antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo. Por isso. embora se faça referencia a artistas dedicados principalmente à escultura. e no Guggenheim Museum. Em Minneapolis. pintor russo. objetos e instalações. com exceção do dadaísmo. e em 1926. A partir da arte abstrata o limite entre escultores e pintores se dissolveu ainda mais. explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte. Os nazistas destruíram várias de suas obras. que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista. Sobre o espiritual na arte. falar de peças. no entanto. em Munique.

Nas suas pinturas. Artistas mais representativos: Mark Rothko. chegando em alguns casos. Outros abstracionistas: Com influencias de Malevich. sem abandonar totalmente as formas figurativas. A sua pintura era contraria à Action Painting. que possibilitam sua classificação. com os mecenas do renascimento. mágico.interdisciplinares. A exemplo da pintura. nem os fecham ou isolam. como os neoplásticos holandeses ou os minimalistas americanos e ingleses. a reduzir a função da escultura á mera ocupação do espaço. Barnett Newman. Mondrian e Kandinski. diferente de tudo o que tivesse existido. agrupou todos os artistas que ainda buscavam a representação da subjetividade humana e de seu próprio simbolismo interno. com as mais importantes dos séculos passados. muitas vezes de acordo com as da pintura. Matisse. também conhecida por Pintores em campo da cor). Perseguiram um ideal de pintura absoluta. utilizando-as na decoração urbana. Quanto à escultura racionalista. Na escultura abstrata surgiram correntes diversas. ela se caracterizou pelo rigor de suas formas volumétricas. de Kooning e de Gorky. a escultura abstrata chega ao auge graças ao interesse que despertou em marchands e colecionadores e aos programas estatais que deram aos artistas oportunidade de popularizar suas obras. para diferenciar a abstração sensual de Pollock. Clement Greenberg empregou a expressão “Painting Field” (campo colorido. pretendendo intervir psicologicamente nos espectadores. Clyfford Still. Em 1955 num ensaio intitulado “American Type Painting”. A escultura orgânica. Mark Tobey. as cidades passaram por uma renovação estética em que as novas peças de arte abstrata se integraram. sagrado. Ad Reinhardt. de cromatismo simplificado e vibrantes do abstracionismo: ”As margens das grandes telas de Newman fazem o mesmo papel que as linhas interiores das formas. Como ocorreu antes. de W. como os neo-abstratos. elas delimitam mas não limitam”. 73 . que tem seus antecedentes mais imediatos no dadaísmo. a imagem torna-se um acontecimento ritual. dividem mas não separam pontos. das superfícies planas. em praças e calçadas.

Lucio Fontana. o gestualismo revelou-se mais moderado. Hans Hartung. pintor alemão que desenvolveu a gestualidade e a linguagem do inconsciente. com uma constante preocupação de resolução do espaço nas suas obras. com uma pintura socialmente empenhada e polemica com deformações grotescas de imagens figurativas. Alberto Burri. Karell Appel. em obras de cerâmica e terracota. aderiu ao “sentido misterioso” da matéria bruta. também espanhol. Georges Mathieu. um dos fundadores do grupo expressionista abstrato COBRA. importante pintor espanhol. italiano. Manolo Millares. usando como materiais alcatrão. reflexivo e diluído em vários campos do que o da Action Painting dos Estados Unidos. italiano que realizou uma pintura de pesquisa com materiais diversificados e invulgares. Antonio Saura. importante pintor britânico. como uma obra essencialmente de “retratos” gestualmente deformados. carvão. Lencillo. que ainda hoje continua a realizar pinturas de base matérica e influencia Zen. pintor francês que inventou a “arte bruta” com origens na arte primitiva e que pretendia abarcar todas as expressões artísticas não reconhecidas oficialmente como as obras de videntes. um dos raros escultores informalistas. crianças e doentes mentais. giz. pintor experimentalista e “espacialista”. holandês. italiano de origem Argentina. 74 . e etc.Na Europa. Antoni Tápies. Artistas mais representativos: Europa: Jean Duhuffet. Francis Bacon. matérias lamacentas. grotescos. que. primitivos. areia. Schulze Wols.

Menez. Pintado entre 1913 e 1915. hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. destruídas de toda sensualidade. (1878-1935). O manifesto do Suprematismo. sem qualquer preocupação de representação. Willen De Kooning. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo negro. Antonio Sena. Mais racional que as obras abstratas de Kandinsky e Paul Klee. triângulos e a cruz. Arshile Goricy. Os elementos principais são: retângulos. 1918. nas variações ambíguas de fundo e forma. círculos. um dentro do outro. bem como algumas fases de Nadir Afonso. Principal artista: Kazimir Malevitch. poeta russo. EXPRESSIONISMO ABSTRATO: Termo anos 20 com Wassily Kandinski (Cavaleiro Azul). João Hogan. defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país. Adolph Gottlich. reduz as formas. considerado o introdutor do abstracionismo em Portugal. foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. Julio Resende. compõe-se apenas de dois quadrados. fundador da corrente suprematista. podemos inserir os pintores Fernando Lanhas. João Vieira. assinado por Malevitch e Maiakoviski. Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. grupo de artistas norte americanos: William Baziotes. A problemática dessa composição seria novamente abordada no “Quadro branco sobre fundo branco”. O “quadrado negro sobre o fundo branco” construiu uma ruptura radical com a arte da época. com os lados paralelos aos da tela. Philip 75 . SUPREMATISMO: É uma pintura com base nas formas geométricas planas. pintor russo. Eurico Gonçalves. Antonio Charrua e Rogério Ribeiro.Em Portugal dentro do variado leque de expressões artísticas do informalismo. Joaquim Rodrigo. à pureza geométrica do quadrado. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais. que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema. Anos 40 e 50.

Anos 50. influenciado por Kandinsky e M iro. imagens labiritimicas. Paisagem americana. interesse maior pela psicanálise junguiana. De Kooning também pintou abstratos biomórfica. Momento decisivo do movimento expressionismo abstrato. Pollock. anos 50. especificamente nas imagens da “pin-up americana”.”. (abstração orgânica).Y. Ad Reinhardt. textura. Clyfford Still e Mark Tobey. Barnett Newman. mais conhecido pela atenção que dava a figura humana. submeteu 2 anos 1939/41 de análise junguiana. sacerdotes. outros títulos: Escola de N. Astecas. As exposições nos EUA. Action paining: criado por Harold Rosemberg. Cubismo. Lee Krasner. 1952 – Engajamento corporal – Pollock. filme e fotos. Roberto Matta. existência de um “inconsciente coletivo”. arte de engajamento existencialista. Arshile Gorky para Breton surrealista. A análise junguiana. cor. “energia e movimentos”. A arte e o artista eram exaltados. “série mulher”.” American – Type paining”. Complementadas por novas gerações de mestres como: Hofman ( Esc. exploraram gestos. Africanos e índios americanos). forma. Para eles o verdadeiro tema da arte eram as emoções interiores do homem. 76 . alhares. pode ser considerado o 1º expressionismo abstrato. Mark Rothko. Franz Kline. O mais conhecido Jackson Pollock. De Belas Artes Hans Hfman. “Action pining” e “color field paining”. (Jack o respingador). Hans Hofmann. Dada e Surrealismo.Guston. (formas biofórmicas).Yves Tanguy e Max Ernest. Os surrealistas André Breton. apresentavam influências das vanguardas Européias(Fauvismo. 1934). expressada na pintura de Clyfford Still e Barnett Newman. nutriu sua pintura (míticas. Por crescer sob grande depressão II Guerra mundial. nas pinceladas violentas De Kooning e nas formas ousadas de Klive. perda de fé e nas ideologias. Jackson Pollock. tema constante na obra de Pollock. tela no chão gotejando tinta. por seu potencial simbólico e romântico. totem e xanãs). André Masson. O termo foi introduzido pelo critico Robert Coates em 1946. Robert Motherwel.

(espiritualidade e convite à contemplação). executada no auge do continuísmo americano. GOTTILIEB E NEWMAN. O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda 77 . Hare Ibram Lassaw.Mark Rothko: obra madura. mais do que ilustra-los”. Para Still: “apenas eu e não a natureza” Para Pollock: “Expressa meus sentimentos. Para Rothko: “emoções básicas”. a Arte Expressionista Abstrata. foi promovida por vários críticos. Reuben Nakiam. mas repleta de temas). (nossa pintura não era abstrata. Afirmamos que o tema é fundamental e só é valido quando se mostra trágico e temporal” Em 1948. Motherwell. Capela Rothko. entre eles Harold Rosemberg e Clement Greemberg. fotografia abstrata. a pintura e a escultura são pensadas como construções. Anos 40 E 50. “Não existe essa coisa de uma boa pintura sobre o nada. Expressionismo Abstrato. o movimento alcançou reconhecimento institucional com a exposição Pintura e Escultura abstrata nos EUA (MOMA NY). e não como representações. Escultores: Herbert Ferber. guardando proximidade com a arquitetura em termos de materiais. DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO. exposição itinerante (MOMA 1958/9). 1951. reconhecimento internacional. Para Newman: “a busca do significado oculto da vida” De Kooning: “pôs alguma ordem em nós” Motherwell: “desposar o universo”. arte religiosa. Aaron Siskind. “O tema dos artistas” foi fundado por Baziotes. Newman Theodore Roszak e David Smiyh (principal). CONSTRUTIVISMO: Para o construtivismo. Seynour Lipton. “Minimalismo” e “arte performática”. Rothko e o escultor Davi Hare. procedimentos e objetivos. Diferentes aspectos do expressionismo abstrato alimentaram movimentos variados como: “abstração pós-pictórica”.

Das pesquisas iniciais. de diferentes modos. no Monumento à Terceira Internacional. diante da revolução de 1917. exposto em 1920. sobretudo. concebida para ser também uma antena de transmissão radiofônica. em 1911. a gigantesca espiral giraria sobre si mesma. no Dadaísmo e no Futurismo italiano. o De Stiil (O Estilo). Punin. A nova sociedade projetada no contexto revolucionário mobiliza os artistas em torno de uma arte nova. sobre os relevos tridimensionais de Vladimir Evgrafovic Tatlin (1885-1953). no Cubismo. e o Suprematismo. De ferro e vidro. Sua perspectiva fotográfica original influencia de perto o cinema de Sergei Eisenstein (1898-1948). que ocorrem no primeiro decênio do século XX. signatários do Manifesto Realista de 78 . o artista passa às construções tridimensionais por influencia de Tatlin. encontrado posteriormente na fotografia um meio privilegiado de expressão e registro pictórico da nova Rússia. que agrupa Piet Mondrian (1872-1944). seria erguido no centro de Moscou. A obra de Alexander Rodchenko (1891-1956) é outro exemplo de atualização do programa construtivista e produtivista russo. Theo van Doesburg (1883-1931) e outros artistas holandeses ao redor das pesquisas abstratas. adquire feições concretas na Rússia. As discussões sobre a função social da arte provocam fraturas no interior do construtivismo russo. fundado em 1915 por Kazimir Malecich (1878-1935). também na Rússia. que se coloca a serviço da revolução e de produções concretas para a vida do povo. escultura e arquitetura) para um propósito utilitário”. na Alemanha. A ideologia revolucionaria e libertaria que impregna as vanguardas em geral. o grupo de artistas expressionistas reunidos em torno de Wassili Kandinsky (1866-1914) no Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). por exemplo. Afinal. mas nunca executado. a produção artística deveria ser funcional e informativa. Realizações dessa proposta podem ser encontradas nos projetos de Aleksandr Aleksandrovic Vesnin (1883-1959) para o Palácio do Trabalho e para o jornal Pravda e. Os irmãos Antoine Pevsner (18861962) e Naum Gabo (1890-1977).russa e a um artigo do critico N. A consideração das especialidades do construtivismo russo não deve apagar os elos com os outros movimentos de caráter construtivo na arte. é descrita pelo artista como “união de formas puramente plásticas (pintura. criado em 1917. Isso sem esquecer os pressupostos construtivos que se fazem presentes. de Tatlin. em estreito diálogo com as pinturas abstratas e geométricas de Malevich. de 1913.

como Vassili Kandinsky (1866-1944) por exemplo. Entre outros. na França. redigido por Van Doesburg. Franz Weissmann (1911-2005). Pevsner e Gabo deixam a União das Republicas Socialistas Soviéticas – URSS. Lygia Pape(1927-2004). 79 . Grupo Ruptura. em defesa de uma morfologia geométrica em consonância com a teoria suprematista de Malevich. que reúne Amílcar de Castro (1920-2002). e no Brasil. não afasta as influencias do construtivismo russo. popularizando-se com Max Bill (1908-1994). Gabo será um dos editores do manifesto construtivista inglês Circle de 1937. do dialogo cerrado entre arte e ciência e do uso de materiais industriais. CONCRETISMO: A arte concreta deve ser compreendida como parte do movimento abstracionista moderno. por exemplo. Na década seguinte. sobretudo na vertente inaugurada por Pevsner. Suas pesquisas inclinam-se na direção da arte abstrata. em tendências abstratas. quando o regime soviético começa a manifestar seu desagrado com a pauta construtivista. com novos matizes. em 1930. Grupo Frente. na Holanda por Piet Mondrian (18721944). Não são pequenas as influencias do construtivismo na América Latina. Em 1922. Reynaldo Jardim (1926) e Theon Spanuds (1915). e no Rio de Janeiro. lembrando as criticas de Gabo ao monumento de Tattlin. a defesa oficial de uma estética “realista” e “socialista” representa o golpe último nas pesquisas de tipo formal dos construtivistas. nos Paises Baixos. as professadas pelo grupo Cercle et Carré. A ruptura neoconcreta estabelecida com o manifesto de 1959. e o grupo Abstracion-Création (abstração-criação). ex-aluno da Bauhaus. O exílio dos artistas contribui para a disseminação dos ideais estéticos da vanguarda russa que vão impactar a Bauhaus na Alemanha. como vidro e o plástico. no período após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). fundado em 1929 pelo critico Michel Seuphor (1901-1999) e o pintor Joaquim Torres Garcia (1874-1949). criado em 1917. no manifesto Arte Concreta. recusam um programa social e aplicado da arte.1920. Gernit Thomas Rietveld (18881964). Lygia Clark (1920-1988). O termo arte concreta é retomado por outros artistas. com raízes em experiências como a do grupo De Stiil (O Estilo). em particular. Theo van Doesburg (1883-1931). em geral. Marcas da vanguarda russa podem ser observadas no movimento concreto de São Paulo. Ferreira Gullar (1930). em Paris. o De Stiil. A abstração geométrica testada pelo grupo holandês ecoa.

O quadro construído exclusivamente com elementos plásticos. A noção de arte concreta visa rediscutir a linguagem plástica moderna. realizada no MAN/SP. abrem as portas do país para as novas tendências construtivas. A obra de arte não representa a realidade. Richard Pall Lohse. especialmente Max Bill. especialmente no Brasil e Argentina. ênfases Hochschule für Gestaltung – HFG (ESCOLA SUPERIOR DA FORMA). É importante lembrar nessa direção as 80 . recolocam o problema bidimensionalidade do espaço pictórico introduzido pelo cubismo ao definir o quadro como suporte sobre o qual a realidade é reconstruída. após a segunda guerra mundial. mas evidencia estruturas. A pintura concreta é “não abstrata”. Os prêmios concedidos à escultura “Tripartida” de Max Bill e a tela “formas” de Ivan Serpa. da arqwuitetura e dos relevos. Os Suíços. dando continuidade ao projeto Bauhaus. que alteram a paisagem urbana. uma superfície”. afirma Van Doersburg. mais concreto do que uma linha. com o anúncio das novas tendências não figurativas. e passível de ser aprendida de múltiplos ângulos. Cidades com o Rio de Janeiro e São Paulo iniciam processos de metropolização. pela participação do artista nos vários setores da vida urbana. O impacto das representações estrangeiras na bienal se relaciona de perto côas modificações verificadas no meio social e cultural brasileiro. a criação dos museus de arte e de galerias criam condições para a experimentação concreta nos anos 1950. Bill é o principal responsável pela entrada desse ideário plástico na América Latina. Do ângulo das artes visuais. Verena Loewensberg. “pois nada é mais real. que falam por si mesmos. são sintomas da atenção despertada pelas novas linguagens pictóricas. na 1º Bienal. planos e cores. não tem outra significação se não ele próprio. Da pauta do grupo fazem parte também pesquisas sobre percepção visual. e a defesa da integração da arte na sociedade. fundada por Max Bill em 19851 na Alemanha. uma cor. A exposição do artista em 1951 no MASP e a presença da delegação suíça na 1º Bienal Internacional de São Paulo. Assim com os concretos a pintura se aproxima de modo cada vez mais radical da escultura. alimentados pelo surto industrial e pela pauta desenvolvimentista. planos e conjuntos relacionados. que são amplamente exploradas a partir de então. Max Bill explora essa concepção de arte concreta defendendo a incorporação de processos matemáticos à composição artística e a autonomia da arte em relação ao mundo natural.Os princípios do concretismo afastam da arte qualquer conotação lírica ou simbólica.

alunos do curso de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ. Do Figurativismo ao Abstracionismo. pela proximidade entre trabalho artístico e produção industrial. na Galeria Prestes Maia. Franz Weissmann (1911-2005). 1956. No Rio de Janeiro. ainda que no âmbito não figurativo geométrico. em São Paulo. Carlos Val (1937). São Paulo. liderado pelo artista critico Waldemar Cordeiro (1925-1973). somente do grupo Concreto Paulista. Calder no MASP. Resulta às linhas verticais e horizontais e as cores puras (vermelho. Elisa Martins da Silveira (1912-2001). em 1952. efetivada em 1959. editada pelos irmãos Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos (1931) e Décio Pignatari (1927). Féjer (1923-1989). Geraldo de Barros. que afasta a consideração da obra com “máquina” ou “objeto”. 1957. de Geraldo de Barros (1923-1998). no MASP em 1950. Ivan Serpa. e pelo corte com certa tradição abstracionista anterior. inicio da ruptura neoconcreta. tendo como teóricos os críticos Mario Pedrosa (1900-1981) e Ferreira Gullar (1930). A. Criado por Anatol Wladyslaw (1913-2004). João José da Silva Costa (1931). e Rio de Janeiro. Lygia Clark (1920-1988). no MAM/SP. o grupo propõe em seu manifesto a “renovação dos valores essenciais das artes visuais”. em 1954. e Fotoformas. e ao qual aderem em seguida Hélio Oiticica (1937-1980) e César Oiticica (1939). Leopold Haar (1910-1954).exposições 19 Pintores. e maior ênfase na intuição como requisito fundamental do trabalho artístico. Décio Vieira (1922-1988). Lygia Pape (1927-2004) e Vicent Ibberson. Abraham Palatinik (1928) e Ruben Ludolf (1932). 81 . formam o Grupo Frente. NEOPLASTICISMO: Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas e expressão de uma concepção geométrica. À investigação paulista centrada no conceito de pura visualidade da forma. O ano de 1952 e a exposição do Grupo Ruptura marcam o inicio oficial do movimento concreto em São Paulo. em 1949. Os desdobramentos da arte concreta na poesia se evidenciam em São Paulo pelo lançamento da revista Noigandres. Lothar Charoux (1912-19887). o grupo concreto carioca prega a experimentação de todas as linguagens. As divergências entre Rio e São Paulo se explicitam na Exposição Nacional de Arte Concreta. Emil Baruch (1920). Luiz Sacilotto (1924-2003). Fundado por Aluisio Carvão (19202001). em 1949. o grupo carioca opõe uma articulação forte entre arte e vida. por meio das pesquisas geométricas.

retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco. Principal artista: Piet Mondrian. assinado por André Breton em outubro de 1924. Em 1940. pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal. uma superfície plana. Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. baseado nas proporções matemáticas ideais. Ele procura. O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. entre as relações formais de um espaço estudado. marcou historicamente o nascimento do movimento. da linha ou da forma. (1872-1944). despojado de todo excesso da cor. continua simplificando suas formas até conseguir um resultado. SURREALISMO: Nas duas primeiras décadas do século XX. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade. sem o freio do espírito critico. o que vale é o impulso psíquico. Mondrian foi para New York. onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. O ângulo reto é o símbolo do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. A publicação do Manifesto do Surrealismo. É a série dos quadros boogie-woogie. sendo rigorosamente aplicado à arquitetura. O artista utiliza como elemento de base. pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição. políticas criaram clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. pintor holandês. no ponto onde a razão humana perde o controle. 82 . Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura. os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas. Depois de haver participado da arte cubista.azul e amarelo).

a ser organizada em outras bases. há dois métodos propriamente surrealistas: o automatismo rítmico (se pintava seguindo o impulso gráfico) e o automatismo simbólico (fixação das imagens subconscientes de maneira natural). transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo. Os surrealistas pretendiam. 1928. Principais artistas: 83 . se empenhou na formação de grupos surrealistas em toda a Europa. situada no plano do subconsciente e do inconsciente. Magrite. os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas. Na América Latina. os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova. Período dos sonhos. Período do compromisso político. as imagens da realidade mais profunda do ser humano: o subconsciente. representado pelas obras da natureza simbólica. obtida através de diferentes procedimentos de automatismo. atingir uma outra realidade. 1930. enquanto Dali. destacou-se Frida Kahlo e Wilfredo Lam entre outros. representaram o surrealismo orgânico. embora sejam mais radicais. Hans Arp e André Masson.Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições. e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos. os surrealistas tentavam plasmar. de um certo figurativismo. A fantasia. ou seja. desenvolveram o surrealismo simbólico. Segundo Breton. dessa forma. Por meio do automatismo. Destacam-se 3 períodos importantes: 1924. O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. ambos métodos da psicanálise freudiana. embora aplicados a seu modo. seja por meio de formas abstratas ou figurativas simbólicas. expresso na filiação de seus lideres ao comunismo. qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle. se os dadaístas propunham apenas a destruição. Período de difusão. No entanto. A livre associação e a análise dos sonhos. Chagal e Marx Ernest entre outros. com adesão de grupos americanos. Miro.

Instalou se ateliê em Roma. A famosa magia de Miro se manifesta nessas telas de traços 84 . Dois anos depois adquiriu forma La masia. 1942. fez uma viagem para a América. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud. na Academia de San Fernando. O filme “O Cão Andaluz”. Ao voltar. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. entre os quais estavam Masson. obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miro demonstrou uma grande precisão gráfica. Segundo ele. é preciso “construir para o total descrédito da realidade”. que fez com Buñuel. junto com seu amigo Luis Buñuel. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud. Obra destacada: Mae West. se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala. Artaud e Lial. Leiris. data de 19298. em cujo grupo militou durante algum tempo. iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja. Estudou em Barcelona e depois em Madri. No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. cineasta.Salvador Dali. onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas. Ele criou o conceito de “paranóia critica” para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas. embora continuasse viajando. onde se formara um grupo de amigos pintores. Finalmente aderiu ao surrealismo. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis. exmulher do poeta e amigo Paul Éluard. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. Bretton falava dela como o Maximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. Joan Miro. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig). é sem duvida o mais conhecido dos artistas surrealistas. Nessa época. de grande importância ao longo de toda a sua obra. onde publicou sua biografia “A Vida Secreta de Salvador Dali”. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. em Barcelona. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Gorgio De Chirico. sua mulher.

Em 1937. no limite entre a ironia e a perversão. ACTION-PAINTING: Ou pintura de ação gestual. embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Obra destacada: Noitada Esnobe da Princesa. de Dali. ou as combinações de objetos de Miro. a Sociedade dos Artistas Abstratos. os surrealistas se dedicaram conscientemente a reunir os objetos mais diferentes. seja por escrito. Breton define Surrealismo: “Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir. Nela se representaram as mais extravagantes combinações. Características da Pintura: 85 . No mesmo manifesto. Exemplo claro do culto ao objeto. o funcionamento real do pensamento”. fundouse nos Estados Unidos. Escultura: deve-se falar em objetos retirados de seu contexto. privados de sua funcionalidade. seja de qualquer outra maneira. nas quais extravasou suas inquietações pictóricas. tentavam abrir a imaginação do espectador para a multiplicidade de relações existentes entre as coisas. Alguns de fácil interpretação e outros complexos. produto das associações inconscientes de seus atores. animais e minerais) e os de uso cotidiano. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas. para expressar as necessidades mais intimas do homem. mas difíceis de serem elucidadas. foi a exposição de Objetos Surrealistas de 1936. chegando à criação de um estilo original. No inicio falavam de dois tipos de objetos: os naturais (vegetais. Para seu conhecimento: “O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?” (fragmento do manifesto do surrealismo de André Breton. Destaca-se os objetos surrealistas. Prova disso foram o engenhoso telefone-lagosta. seja verbalmente. francês que lançou o movimento). Miro também se dedicou à cerâmica e a escultura. criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 e 1950 faz parte da arte Abstrata americana.nítidos e formas sinceras na aparência.

utilizando tinta à óleo. pincéis.- Compreensão da pintura como meio de emoções intensas. muitas delas usadas na pintura de automóveis. pintor americano. 1931. misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo e textura. Ligado esteticamente ao expressionismo figurativo. (1914-1994). 1951. forma uma geração de gravuristas abstratos. Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). sigla de CopenhagueBruxelas-Amsterdã. 1935 e Mario Gruber. 1927. COBRA: Movimento artístico criado na Holanda. A abstração geométrica. encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-). o artista usou materiais como pregos. Destruição dos meios tradicionais de execução. grupo artístico europeu que surgiu entre 1948 e 1951. Wega Nery (1912-). agressividade. que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50. vidro moído. Manabu Mabe (1924-1997). Entre os pioneiros da abstração no Brasil. O curso de abstração no Brasil. numa execução veloz. A abstração “gravação de Iberê Camargo”. 86 . Maria Bonomi. conchas e pedaços de tela. Arcângelo Ianelli (1922) e Sanson Flexor (1907-1971). Principal artista: Jackson Pollock. introduziu nova modalidade a técnica. Nos últimos trabalhos nessa linha. Execução cheia de violência. Abstração no Brasil: Surge com maior ênfase nos meados dos anos 50. Yolanda Mohalyi (1909-1978). 1949 e da criação da Bienal Internacional de São Paulo. Fayga Ostrwer (1920-). Karel Appel e Pierre Alechinski. em telas enormes. espontaneidade e automatismo. praticam a abstração informal. Posteriormente artistas como Flavio Shiró. Técnica: pintura direta na parede ou no chão. espátulas e etc. Usou freqüentemente tintas industriais. além de Iberê Camargo. algumas vezes realizadas diante do público. (1928-). 1948 e do Rio de Janeiro. gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente. pasta espessa de areia. Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. destacam-se Antônio Bandeira(19221967). (1912-1956). trinchas. na qual se destacam Antoni Babinski. Outros impulsos vêm da fundação dos Museus de Arte Moderna de São Paulo. com resultados extraordinários e fantásticos. teve como principais representantes Asger Jorn.

Uso de formas geométricas em preto e branco. caracterizada pela figuração rude e simplificada. Karel Appel. marcou sua obra pelo tachismo. exige a participação do espectador para “completá-la”. Apesar de ter ganhado força na metade da década de 1950. suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia. cores constratantes e variações tonais. simboliza um mundo precário e instável. americanos: Richard Anuszkiewicz e Larry Poons. (optical art) e significa “arte óptica”. que se modifica a cada instante. e o franco-hungaro Victor Vasarely. violenta na escolha de cores e texturas. a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. Participou da XI Exposição Internacional do Surrealismo. 1965. Por outro lado. Pintor dinamarquês. exposição “Olho receptivo”. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art. Sofreu influência dos pintores James Ensor e Paul Klee. em comparação. curador Willian C. 87 .Assim como as obras de Jacson Pollock essa pintura é gestual. efeito de ritmo e distorção. em 1965. Principais artistas: Pierre Alechinski. Hiperrealismo e GRAV. livre. A arte op. Criador de uma obra vigorosa e colorida. MOMA/NY. Sua obra é caracterizada pelo uso de cores vivas e formas distorcidas. Um dos mais jovens integrantes do grupo Cobra. Durante os anos 80 suas imagens e técnicas foram retomados pelo americano Philip Taaff e o holandês Peter Schuyff. Asger Jorn. tais preocupações ligam a arte op a vários movimentos: Fluxos. Realizou também esculturas em madeira e metal. bem como a teoria da Gestalt. mais próxima das ciências do que das humanidades. OP ART: A expressão “op-art” vem do inglês. pintor e gravador belga. pintor holandês. Seitz. Meados dos anos 60. também Arte Cinética. “abstracionistas perceptuais”. parece excessivamente cerebral e sistemática. A ilusão do movimento. Apesar do rigor com que é construída. Britânicos Michael Kidner e Bridget Riley. Defendia para a arte “menos expressão e mais visualização”.

quando alguns artistas.Principais artistas: Alexander Calder. em preto e branco ou coloridas. solicitar ou exigir a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como “obra aberta”. como diz o artista. (1898-1976). pois exige um sistema de peso e contrapeso muito bem estudado para que o movimento tenha ritmo e sua duração se prolongue. sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954. O geometrismo da composição. em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da 88 . POP ART: Movimento principalmente americano e britânico. Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp. Sugerir facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade. São engenhosamente combinadas. parece obedecer a duas finalidades. para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental. de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa. mesmo quando em preto e branco. os componentes mais ostensivos da cultura popular. criou a plástica cinética que se funda em pesquisas e experiências dos fenômenos de percepção ótica. ele verificou que se mantivesse as formas suspensas. pelo critico inglês Lawrence Alloway. Os seus primeiros trabalhos eram movidos manualmente pelo observador. assim. Victor Vassarely. o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950. após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos. elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar. Representavam. sua montagem é muito complexa. sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos. Mas. criou os móbiles associando os retângulos coloridos das telas de Mondrian à idéia do movimento. de modo que através de constantes excitações ou acomodações retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo. ao qual não são estranhos efeitos luminosos. por outro lado. passaram a transformá-los em tema de suas obras. que se modificam desde que o contemplador mude de posição. As suas composições se constituem de diferentes figuras geométricas. Embora os móbiles pareçam simples. depois de 1932.

Seu interesse pelas histórias em quadrinhos. Além disso. Com o objetivo da critica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo. Por volta de 1962. nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo. virou moda. poliéster. látex. 1925. desmistificando. Roy Lichtenstein. episódios da história americana moderna e da cultura popular. os procedimentos gráficos. dos quadrinhos. quadrinhos. Empregou. como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza. ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais. que realizou em 1960 para os filhos. produtos com cores intensas. um dos principais artistas da Pop Art. muito do que era considerado brega. como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey. da fotografia.segunda guerra. Rauschenberg. usando como materiais principais. (1923-1997). ilustrações e design. a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar. Mas ao mesmo tempo em que produzia a critica. do cinema e da publicidade. de Andy Warhol. a arte para poucos. por exemplo. ela operava com signos estéticos massificados da publicidade. com fidelidade. ilustrações e designam. usando como materiais principais. já que se utilizava objetos próprios delas. embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados. adotou a técnica de impressão em Silkscreen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. como aconteceu por exemplo. a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo. uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados 89 . reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande. Esses trabalhos tiveram como temas. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica. depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do inicio da década de 1950. brilhantes e vibrantes. com garrafas de coca-cola. criou as pinturas “combinadas”. com as sopas Campbell. Principais artistas: Robert Rauschenberg. Sua iconografia era a da televisão. e aproximou a arte das massas. e já que tanto o gosto. transformando o real em hiper-real. tinta acrílica. e reproduziu a mão. tinta acrílica. em refinado.

Willian Tucker. NY 1966. aparecem como imagens frias. Morris. os Britânicos: Sir Anthony Caro. intelectuais. Flavin. crucifixos e dinheiro. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias. Judd. Beverly Pepper. Tim Scott. incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal. e usando sobretudo a técnica de serigrafia. Am. Sol Le Witt. desvinculados do contexto de uma história. Larry Bell. escreveu: “O espaço real é intrinsecamente mais vigoroso e especifico do que a tinta sobre uma tela. contribuíam para o intenso impacto visual. Judd. apesar da ascensão social e da celebridade.. Com essas obras. Robert Morris. destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para consumo. Ronald Bladen. as latas de sopa Campbell. Estruturas geométricas. Foi a figura mais conhecida e mais controvertida da Pop Art. (1927-1987). em 1965. e pinturas dos abstracionistas pós-pictóricos. aparentemente simples. Andy Warhol. Richard Serra e Tony Smith. tornou – se um dos mais interessante comentarista de arte. Outros nomes “estruturas primárias. Dan Flavin e Carl André. após exposição de Donald Judd. Entre 1963/5. Da mesma forma. arte ABC e Coll art. objetos unitários. como garrafas de Coca-Cola. logo depois passou – se a aplicar o termo a obras de escultura. como Elvis Presley e Marilin Monroe. MINIMALISMO: Ny. o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. como Kasimir Maliêvitch (quadrado negro). deram atenção às obras Construtivistas e Suprematistas Russos que tendiam para Abstração pura.das historietas. delineadas por um traço negro. Como André. Richard Artschwager. Produziu filmes e discos de um grupo musical. E brit. Os artistas minimalistas. Cores brilhantes. símbolos ambíguos do mundo moderno. 90 . planas e limitadas. Seus quadros.. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração. Firmou – se como movimento Com a exposição Estruturas Primárias: jovens escultores. automóveis. mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema.nova criação assemelha – se. Philip King.

A cor jamais deixa de ter importância. 1965... tornando – se ínfima”. John Chanberlain e Claes Oldenburg e o Novo realista Yves Klein. revelam preocupações semelhantes. (harmonia estática. relacionam o minimalismo.. Na arquitetura.mais a escultura. Steve Reich ou Philip Glass. explorou temas relacionados com espaço e luz. vários modernistas busca rigor e pureza. tem sido aplicadas à decoração de interiores. Em anos recentes. os neodadáistas Robertr Rauchenberg. Denominadas por ele como “objetos específicos”. se referia a Frank Stella (abstração pós-pictórica). Com performance e a Earth art. Ao restringir os elementos que atuam em cada objeto. De Du Champ e seus readymades (Dada) e os construtivistas. E cores ousadas). mas elas são reconhecidas como “Judds”. As formas unitárias não reduzem os relacionamentos.” Judd. Terry Riley. Embora o termo não fosse aplicado à música. não pareciam arte. Elas os ordenam. 91 . As caixas cúbicas de Morris.” Flavin. anônima e imperdoável. Judd por ex. Pureza geométrica. Embora não exista uma escola minim. mobiliário e artes gráficas e designers de moda. Tatlin de Flavin . muitas obras foram associadas ao minimalismo.. Um tema constante é a atuação recíproca entre espaços positivos e negativos em objetos reais e sua interação com o entorno imediato. questionando a posição legitima das esculturas(vertical/horizontal). “mais é menos”) e o Mexicano Luis Barragan (sua resid. André se inspirou em Brancusi (esculturas modulares) e em Stella (pinturas de faixa). “lâmpadas florescentes”. Recordam a “arte conceitual”. teve em sua obra influencia. (Ludwig Miers van der Roche. repetição e uso de instrumentos não convencionais). Os materiais pré-fabricados usados. 1968. Comentário dele: “A simplicidade da forma não se equaciona necessariamente com a simplicidade da experiência. até inicio dos anos 70. (Monumento a V. Começaram aparecer muitos críticos e um público opinativo julgava – na fria. pode ter mandado fabricar sua obra. “Rosa e dourado”. fez experiências com cores e pesos. usando metais e outros materiais. 1964) e Constantin Brancusi (Colunas infinitas). O que não acontece na escultura. Do q a pintura. Escreveu em 1967: “Simboliza seu encolhimento. criam – se efeitos mais complexos do que mínimos.

Long e Openhein). Dennis Oppenhein. a partir de 1989 em seus trabalhos. tem afinidade com a arte Conceitual (De Maria. expandiram as fronteiras da arte. Richard Serra. Europa: Britânicos: Richard Long. textos e diagramas.A pintura. assumindo o meio ambiente como seu material. Alguns desses pioneiros também se filiaram ao Minimalismo. James Turrel. “Ecultitura”: termo utilizado por Caro. Walter de Maria. Fulmiko Maki. final anos 60. 2000. USA. Londres.. Outras criações que usam fotos. Dibbets. crescente interesse pela ecologia e conscientização do perigo da poluição e os excessos do consumismo. Christo e Jeanne – Claude. EARTH ART: Land art ou earthworks. De Maria e Heizer e Turrell. A maioria dos artistas são Americanos e Ingleses. Mary miss. pode ser uma forma de preservação. Carl André. em forma de imensas esculturas no solo. Muitas de suas criações empregam a linguagem geométrica do minimalismo. no Japão: Kazuo Shinohara. a escultura e a arquitetura. Nos anos 80. Preservação do espírito humano. Robert Smithson. Holandês: Jan Dibbets. espiritualidade dos sítios arqueológicos (cemitérios dos indígenas americanos. E outras com reciclagem de lixo. pois se um pedaço de terra for consagrado como arte. semelhantes a labirintos de Aycock ou as obras arquitetônicas de Holt. quanto aos seus materiais e espaços físicos. Aristas americanos: Sol Lewitt. Michael Heizer. se deslocou para fora da cidade. Goldsworthy. Alicer Aycock. fundiram – se nas Torres da Cidade – Satélite 1957/8 (Barragan com Mathias Goeritz) . Arata Isozaki. Fulton. Tadao Ando. tbem acompanham objetivos e técnicas minimalistas. Le Witt. influenciado pelo estado clássico zen-budismo e modernismo europeu. Com efeito a earth art pode ser vista como um prolongamento do projeto minimalista. Nancy Holt. Os arquitetos “HIGH-tech”. Colaboração do escultor Sir Anthony Caro e o escritório Foster & Partners no projeto “Ponte do milênio”. pode ser mantido intacto. 92 . e nota – se forte influência da paisagem(arte britânica) e ligações românticas com o Oeste ( arte Usa). os círculos nas plantações e as gigantescas figuras esculpidas nas colinas da Inglaterra). Hamish Fulton e Andy Goldsworthy. Robert Morris.

Dá prosseguimento à experimentação iniciada com Marcel Duchamp e se desenvolveu por meio do Dada. “Torre de observação”. (documentação fotográfica “Caixa em um buraco” de Le Witt Desenho de De Maria. “vitalidade desordenada” e parodiavam a frase modernista. estilos. garotos da sobrevivência. no Designe e Artes Visuais. deveriam adaptar a formas antigas. NY. USA . Holanda. permanece intacta após a queda do muro de Berlim. Richard Prince. 1990. graças a exposição Earth Works – NY em 1968. 1995.Firmou – se como movimentoto. empréstimos de outras culturas e uso de cores ousadas e surpreendentes. “O jantar” de Judy Chicago. 1975/80. A diversidade dos materiais. com giz no deserto de Monjave). “O mundo do comércio”. Para De Maria o isolamento é a essência da earth arte. objetos com arte gráfica) Tin Rollins e K. estruturas e ambientes constitui características do pós-modernismo que não pode ser definido 93 . trabalham juntos desde os anos 60 e seu grande tema. Ao mesmo tempo é uma rejeição e um prolongamento do modernismo. estrutura ambíguas e contraditórias. 1969.S. neodadá. dois livros: O arquiteto italiano Aldo Rossi. “menos é mais” por “menos é um tédio”. os italianos Alessandro Mendini e Michele de Lucchi. Cristo e Janne. surrealismo. A equipe projetou o exuberante Groninger Museum. PÓS-MODERNISMO: Novas formas de expressão. Nova Orleans. marca do capitalismo. arte pop e arte conceitual. (estilo Internacional). com criações inspiradas em cultura popular. aplicada originalmente a arquitetura. “novas edificações. o designer francês Philippe Starck e o escritório vienense Coop Himmelblau. Charles Moore. Outras criações com elementos diferenciados (texto com imagens.” O 2º do arquiteto americano Robert Venturi. Ocorrem em locais distantes.O. também criações de cunho social e político. em vez de criar formas novas. Em 1966. Nos anos 80. organizada por Smithson. “Piazza d’Itália. Muitas conhecidas por fotografias. E a exp. com logotipo da Mercedes – Bens. “Trocados”. De Earth Terra. alemão Hans Haacke. animadas por referências jocosas a estilos históricos. tem sido empacotar ou envolver coisas. meados anos 70.

iniciou como grafiteiro. “Same old Shit”. de Schmabel. sobretudo a identidade dos gays. sexuais. Associado a Andy Warbol. estilo High – tech. Nas artes visuais. Representação: motivos ou imagens de obras do passado. Nos USA Julian Schumabel e David Salle. para Europa e USA. Neville Brody. Keith Haring. insatisfeitos com a ordem e uniformidade do Bauhaus. USA. Jeff Koons. “Sede do HSBC. O pós-modernismo. Os palimpsestos criados com louça quebrada. Louise Lawler. segundo o pensador francês Jean Baudrilard: “Um êxtase da comunicação”. “antifuncional Estante Carton”. fizeram experiências com cores e texturas e se inspiravam em motivos decorativos do passado (adhocismo). O Kitsch pode ser transformado em arte elevada. como Basquiat. 94 . transformou sua doença em tema central de seu trabalho. Apartir dos anos 60. O designer italiano Ettore Sottsass. suas obras protestavam contra o preconceito racial. “Museo de arte Romano”. “Coelho”.( anmtidesign). Jean Michel Basquiat. (SAMO. final anos 70. apropriando – se de filmes. Holanda. A morte. A influência do alemão Wolfgang Weigart. feministas e ambientais. deram ênfase a identidades marginalizadas: étnicas. inglês Sir Norman Foster. criam uma surpreendente justaposição. do americano Michael Graves. na Inglaterra. “Edif. a arte servia de um tipo social dominante. espalhou – se da Basiléia/Suíça. David Wojnarowics também vitima de aids. Menphis. tema dominante na arte pós moderna. “Série sexo”. obras para o grupo Menphis.por um único estilo. 1981. Sherrie Levine e Jeff Wall. “A mesma merda de sempre”. dinamarquês Johan Otto Von Spreckelsen. criaram designes tipográficos de vanguarda nos anos 80 e 90. (neoexpressionistas e comparados a artistas de transvanguarda). começaram a empregar técnicas pós modernas. final anos 70. e as figuras fantasmagóricas e sobrepostas de Salle. Espanha. imagens e revistas populares e sobrepondo – as. é a figura mais importante. De Serviços Públicos de Portland”. celebrava o pluralismo do final do século XX. Espanha. e Javier Mariscal. O studio Dumbar. estilo clássico. Refere – se a natureza dos meios de comunicação de massa e proliferação universal das imagens. os designer. “Arco da defense”. espanhol Rafael Moneo. se engajou em questões sociais e políticas. Paris. representados em novos e perturbadores contextos ou despojados de seus significados tradicionais (desconstruídos) por artistas como: Mike Bidlo. 1977.

artista holandês. “Proteja – me. Cada uma destas correntes tem o seu caráter especifico. 1990. pintura signico-gestual. sem titulo. Cindy Sherman. daquilo que desejo”. indicada por Umberto Eco. Usavam apenas preto. INFORMALISMO. Em muitas obras informalistas observa-se a presença de determinados signos e manchas aos quais o artista não deu significado predeterminado quando os criou. Sua pintura influenciou a arte comercial e o desenho industrial moderno. A arte informal – informalismo pode tirar-se numa categoria muito vasta que é a “obra aberta”. gestualismo. Holzer. como homens olhando para mulheres. EXISTECIALISMO E TACHISMO: A arte informal engloba um grande leque de direções e ramificações distintas e abrange obras de aspectos e conteúdos muito diversos. para concluir a obra apresentada como “aberta” à interpretação por parte do artista. “Documento pós parto”. “Trata-se por conseguinte. criou um estilo abstrato extremamente simplificado. Ele reduziu a pintura a linhas retas que formavam ângulos retos. Jenny Holzer. pintura tachista (do francês “tache” – mancha) e espacialista. USA. Neste sentido o espectador.” Considera-se que a pintura 95 .Anos 70 e 80. contribui. ele rejeitava motivos que se pudessem identificar. comportamento social. branco e cinza e as cores primarias. quer pelos “novos” (porque até então alheios à pintura) materiais ou técnicas empregues quer pelas soluções espaciais que apresentam. mas o espectador pode dotá-los de significados vários ao contemplá-los. de certa maneira. artistas como Mary Kelly. Dentro da arte informal pode falar-se de expressionismo abstrato. RACIONALISMO: Piet Mondrian. seu olhar. 1º mulher americana a expor em Bienal de Veneza. Como outros pintores abstratos. questões ligadas à identidade feminina. Bárbara kruger. action-painting. Mondrian também ignorou a textura em suas obras. Imagens com legendas perturbadoras. de enfrentar um tipo de pinturas em que a expressão adquiriu novas e múltiplas possibilidades.

John Cage (músico). AMBIENTES. Keith Arnatt. É quase uma ligação arte plástica/teatro. 96 .informalista tve inicio em 1944. Edward Kienholz. Robert Rauchenberg. surrealismo e abstracionismo. para designar um acontecimento que se desenvolve perante o público. Georges Segal. ARTE ASSEMBLAGES. Como a palavra música ou a cor. em dois focos principais que foram Nova York e Paris. Judd Pfaff. com materiais reciclados. apesar de ainda serem figurativos. Jim Dine. Christo (famoso por seus embrulhos de edifícios). tendo-se posteriormente espalhado por outros lugares dos Estados Unidos e Europa. nem na escultura tradicional. distinguiam-se pela espessura das suas texturas. pois misturam em obras tridimensionais deferentes materiais artísticos. tendo ido buscar as suas influencias ao dadaísmo. ASSEMBLAGE ou AMBIENTE. Nam June Paik. tirados do seu contexto habitual. John de Andréa. BODY ART E NOVO DADAISMO: Alguns artistas ligados à Arte Pop e Arte Conceitual. ou seja perto do final da 2º Guerra Mundial. que pretendia eliminar o realce dado pelos americanos ao conceito de action painting e destacar a abolição da “forma” na arte. realizaram (e ainda realizam atualmente) obras que se podem inserir nos termos acima indicados e que não se circunscrevem nem ao ambiente plano da tela. Claes Oldenburg. Mercê Cunningham (coreógrafo). no final dos anos 50. O termo informed foi adotado na Europa pelo critico francês Michel Tapie. HAPPENINGS. são os artistas mais representativos destas formas de expressão artística. Dos quais o último foi o Parlamento Alemão em 1996. realizava já um tipo de trabalho que. termo inventado pelo americano Allan Kaprow (1927). Duane Hanson. mas que não privilegia nenhum dos meios expressivos tradicionais. que em finais da década de 20. o vulgarmente considerado iniciador do informalismo europeu foi o pintor francês Jean Fautrier (1898-1964). centrando a sua atenção no comportamento humano e no meio circundante. detritos e produtos industriais. HAPPENING (Acontecimento). substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegavam a criar verdadeiros relevos. Denis Oppenheim. Aliás. a sua influencia vem do movimento Dada e dos Ready-made.

colocam cortinas. através da fotomontagem e da colagem de materiais. transgressão ou manifestação. Guarda-sóis colocados em um vale da Califórnia e mais recentemente o Reichstag (Parlamento Germânico em 1988 – Berlim). para ativar o espaço arquitetônico. INTERFERÊNCIA: Como a pintura já não é claramente definível e deixou de ser a única fornecedora de memoráveis imagens visuais. ARTE CONCEITUAL: Surgiu nos anos 60 a partir dos Happenings e tem influencia dos Ready-made de Marcel Duchamp. por parte de certos artistas. Antonio Carvalhal. pretendia retomar. ou Novo Realismo na Europa). projetores de slides. utilização do corpo. INSTALAÇÃO: São ampliações de ambientes que são transformados em cenários do tamanho de uma sala. Alguns artistas interferem na paisagem. embora com a presença dos mesmos artistas da Arte Pop. Man Ray e Kurt Schwitters. NEW DADA (Novo Dadaísmo. guarda-sóis. Ponte Neuf (Paris) embrulhada para presente. de uma forma atualizada o espírito do dadaísmo de Marcel Duchjamp. O espectador participa da obra. Movimento que. Atualmente. fotografia e põe em causa as definições de 97 .BOD ART (arte do corpo). Obras destacadas: Cartolina no vale. Obra destacada: Homenagem a Chico Mendes de artista Roberto Evangelista. embrulhos em locais públicos. que foi envolvido em tecido sintético com duração de duas semanas. É utilizada a pintura. A arte conceitual pode usar meios e materiais não relacionados diretamente com as artes plásticas. como o vídeo. o único artista que se destaca com suas interferências. juntamente com a escultura e outros materiais. ressaltamos Christo. Leonor Soares são exemplos. como forma de expressão. e não somente à aprecia.

USA. as suas inclinações. visa convencer o auditório de alguns princípios ético-estéticos e politicoespirituais”. Marcel Broodthaers. Keith Arnatt. Dele escreveu Gillo Dorfles. francês.” Artistas mais representativos: Joseph Beuyes. elementos naturais e materiais industriais (também conotado com a Arte Povera – Arte Pobre). Anthony Caro. corrente dos anos 60 e 70. tem uma obra essencialmente de pesquisa. Donald Judd. como gordura. que prevalece a arte e não a execução. ao lado de uma fotografia da mesma cadeira e junto desta um texto escrito em que se podia ler a definição de cadeira. Nos últimos tempos. Robert Mangold. alemão. podem citar-se os pintores Ângelo de Souza. Robert Morris. impôs-se muito jovem na cena mundial da vanguarda com uma obra desconcertante (one and three chairs. Yves Klein. Beuys procedo como um sacerdote laico que. Antonio Charrua. a sua participação com comportamentos diversos ajudam à compreensão do espectador. utilizando materiais insólitos. USA. o aspecto mais singular da sua atividade consistiu numa deliberada missão “de prédica”. pintores minimalistas. pois insiste que é na imaginação. Lawrence Weiner. Beuys serve-se habilmente do corpo com ações publicas onde os seus gestos. autor de uma obra de provocação intelectual. no conceito. feltro. pode perfeitamente ser dispensada. P processo criativo só precisa ser documentado de alguma forma geralmente verbal. Itália. que como o nome indica 98 . Frank Stella. 196566). como representantes do informalismo/minimalismo. tirada de um dicionário. Álvaro Lapa. “Uma vez que a obra de arte é um sub-produto acidental desse salto imaginativo. com as suas palavras. na idéia geradora. Graças a uma importante obra ensaistica é um dos maiores animadores no atual debate sobre o papel do artista na sociedade contemporânea. GB e etc. Giulio Paolini. Vincenzo Agnetti. Em Portugal. vídeo ou cinema. Sol Le Witt. no idealismo. Itália. autor de enormes esculturas geométricas. Belga. ou pela fotografia. porém. “A própria personalidade física do artista faz parte da obra (ou da encenação). Jorge Pinheiro. USA. Luis Dourdil. se iniciou como escultor. pode inserir-se o Minimalismo (minimal art). Artur Bual. USA. Joseph Kosuth.arte de uma forma mais radical do que a Arte Pop. onde apresentava uma cadeira verdadeira. Ad Reinhardt. Dentro da Arte Conceitual. assim como as galerias de arte e por extensão o próprio público.

a Itália entrava. vindas do cotidiano e da natureza. uma posição crítica. Richard Long. em 1907. circulares e cores monocromáticas. segundo as palavras de Celant. com profundos desequilíbrios sociais e conflitos políticos. como configurações triangulares. Richard Serra. quando o critico italiano Germano Celant utilizou pela primeira vez esta designação. por volta do inicio dos anos 60. como era conhecido o dinamismo econômico da Itália do pós guerra. sub tendências que existem desde os anos 60. No teatro. deixando sinais ou marcas ecológicas. da realidade dos elementos e do homem. A Land Art. Os seus principais representantes são Denis Openheim. Pasolini. Na literatura. Ítalo Calvino e Umberto Eco. Afirmando-se especificamente como manifestação européia. com “instalações”. que pretende intervir nos espaços naturais. referindo-se à participação de uma geração de artistas de vanguarda. o famoso “milagre italiano”. anarco-utópica. ética e política. Robert Smithson. Germano Celant resume a formula: “Arte povera + azioni povera” (arte pobre + ação pobre). “significa disponibilidade e anti-iconografia. A “Arte Povera”. o Living Theatre omnipresente nas cidades da Itália. a “Arte Povera” refere uma aventura intelectual e artística cujos fundamentos ideológicos estão em oposição às propostas formalistas e consumistas da arte americana e traduz uma atitude moral.pretendia desenvolver uma arte de grande simplicidade. Heizer. a pôr em questão a sociedade e a arte como intervenção direta. A arte Povera. É nesse clima de crise que sopra um vento literário. Os artistas exprimem-se 99 . a Arte Povera (arte pobre).” É uma nova energia que se reclama das intenções da existência. embora possam ser conotadas com a chamada “Vanguarda” dos anos 60 e 70. nasceu e desenvolveu-se nos EUA. entre Turin e Roma. Walter de Maria.Carl André. uma explosão artística existencial. Como muita da arte “moderna” e “pós-moderna”. introdução de elementos e imagens perdidas. podem estar inseridas no espírito da Arte Conceitual. Também as denominadas Land Art ou Earth Art (arte da terra). estreitam-se as relações entre performance plástica e ação cênica. quadradas. vivia a hora da recessão. o minimalismo questiona o papel dos artistas e a natureza da criatividade. em depressão econômica. No cinema. reduzida a materiais e formas geométricas puras. Depois da industrialização acelerada e da euforia de consumo provocada por um modelo importado dos USA.

contudo. algumas constantes. NOVOS SELVAGENS. TRANSVANGUARDA. Os objetos são capitados de um modo intuitivo e inseridos sem preocupação pela perspectiva no conjunto pictórico. querendo elevar as coisas mais banais e mais insignificantes ao nível da arte. observa-se uma tendência para justapor uma linguagem figurativa ao abstrato. Aligfhiero Boetti. Jannis Kounellis. NEO-EXPRESSIONISMO.” Seria o caso da escultura britânica. sobre fundos formados por manchas ou por franjas de cor. produz-se um predomínio da pintura relativamente a qualquer outro tipo de manifestações. reúnem um gênero de manifestações que nem sempre se caracteriza pelos mesmos elementos e portanto dir-se-á que não são muito coerentes. também não se trata de representações de caráter imitativo. Assim. Essas denominações. BAD PAINTING. Luciano Fabro. NOVA FIGURAÇÃO E PÓSMODERNISMO: Estes são alguns dos termos usados para enquadrar artistas em correntes desde os anos 80 até o presente. Nos outros países da Europa. Os artistas nunca partem da cópia da realidade. o artista dispõe configurações em largos traços negros que contrastam violentamente com os fundos. então desconhecidos. Do mesmo modo. É como “um vasto campo de convergências” onde se encontram ao mesmo tempo textos de artistas e obras de um conjunto de criadores. Calzolari. A partir dos finais dos anos 70. que conta com grande numero de criadores importantes e que fundamenta a sua linguagem nas técnicas da colagem e montagem. Por outro lado. Pino Pascali. Podem indicar-se. mas esquematizam ao Maximo os traços dos personagens captados. quando o assunto é a paisagem. como alternativa. simples. 100 . quer rural quer urbana. Michelangelo Pistoletto. todavia. Em primeiro lugar. Giulio Paolini. as maioria dos artistas opta por pinturas de grandes formatos. o pictórico triunfou plenamente e poderia acrescentar-se que a corrente mais representativa é a que se entendeu chamar Neo-expressionista na Alemanha e transvanguarda na Itália. Gilberto Zorio e etc. mas apenas referencial.essencialmente e realizando instalações onde utilizam materiais orgânicos. “O Neo-expressionismo. hoje solicitados pela cena artística internacional: Giovanni Anselmo. Mario Merz. Giuseppe Penone. Marina Merz. embora haja locais em que a escultura adquiriu nítida preponderância. “pobres”.

na medida em que reúne os mais diversos elementos procedentes de correntes anteriores. pintor que muitos vezes apresenta os seus quadros invertidos. o que não acontece. pois de contrario. Per Firkeby. como seja a possibilidade de continuidade. O tempo determinará a sua importância e permitirá estabelecer quem são os artistas mais representativos do neo-expressionismo e das restantes tendências contemporâneas. R. Nos Estados Unidos. a partir dela. nesse neo-expressionismo. Cindy Sherman. A. Anselm Kiefer (1945). para dar lugar a uma nova era dominada pela arte feita por computador. embora recorrendo ao passado. Gerhard Richter (1932).O fato de estas pinturas se terem denominado neo-expressionistas deve-se fundamentalmente a terem seguido a corrente expressionista dos inícios do século. algo completamente novo. Nino Longobardi. apenas se podem dar listas que correm o risco de pecar por incompletas ou por demasiado exaustivas. Nesse sentido o neo-expressionismo atua como uma tendência da pós modernidade e recorre à “citação” de uma manifestação anterior para construir. Julian Schnabel. Jeff Koons. Penck (1941). Na Itália. deixaram o seu ratro e a sua presença. inicialnmente “apadrinhados” por Andy Warhol. poderia implicar uma simples cópia ou inclusivamente apresentar-se a possibilidade de plágio. Talvez se possa dizer desta corrente que é eclética. Mario Schifano (1952) e Mario Merz (1925). De momento. Enzo Cuchi (1950). Salomé (1954). Na Alemanha. logicamente. Sandro Chia (1946). Chegava-se a falar da morte da pintura. trabalham nessa tendência pintores como Mimmo Paladino (1948). Mas no seu ecletismo existe algo verdadeiramente importante. Sigmar Polke (1941). como é lógico. Markus Lupertz (1941). Martin Kippenberger (19532). de forma muito peculiar. de renovar o seu repertório e de oferecer um tipo de pintura despreocupada. Jean Michel Basquiat e Keith Haring. Todas as outras correntes. escultor 101 . Não foi em vão que decorreram mais de setenta anos depois de os artistas alemães iniciarem o caminho do expressionismo. entre outros. Jorg Immendorff (1945). os neo-expressionistas mais conhecidos na atualidade são: Georg Baselitz (1938). embora em estado latente. Isso sucede. Kenny Scharf. o que se considerava nas últimas décadas como impossível. Doukoupil (1954 Tchecoslovaquia). e Werner Buttner (1954). viu-se que o artista do século XX foi capaz. Eric Fischl. Andréas Schulze (1955). Francesco Clemente. Entretanto.

Frederic Amat. Rui Chafez. Victor Willing (marido da pintora Paula Rego). Chema Cobo. (Equipe Limite). Antonio Olaio. Grard Garouste. Em Portugal. Pedro Calapez. Álvaro Lapa. Leonel Moura. repondo a exigência de progresso. o expressionismo. Ferran Garcia Servilha. Paula Rego. qual será o seu futuro ou. quer política quer cultural. Aléxis Hunter. Alfonso Fraile. Leonilson. João Penalva. em certos meios artísticos. “O novo não é novo: o espírito da época” 102 . Eduardo Arroyo (equipe crônica). de projeto e de consciência da história. e etc. a invadir o seu campo de ação. O Pós-Moderno. Jorge DUARTE. no Brasil e em outros paises latino-americanos. Graça Moraes. Na Esopanha. aonde vai desembocar. Juan Bordes. Sergio Pombo. entre outros. de internacionalismo. enquanto os italianos citam a pintura anti-cubista dos anos 10. Fernando J. com a sua fragmentação. Juan Gopar. Na França. O NeoConstrutivismo Abstrato a figuração politizada tendem já. redundância e acaso. Tony Cragg. Os alemães recuperam o movimento moderno em que mais se prestigiam. que por sua vez citava já as tradições pós renascentistas que as notabilizaram. Julião Sarmento. Robert Longo. Benassar. Pereira. há também muitos representantes notáveis das “novas” tendências. citações paródicas. Florenci Guntin. Pedro Proença. Jose Maria Sicília. escultor e autor de instalações. J. Douglas Gourdon e Alan Davie entre outros. relativisa a história e afirma o regionalismo. pelo menos. Manolo Valdes e Cristina Iglésias escultores. Richard Deacon. sendo os seus artistas por vezes mais profundos e originais. Victória Civera. Robert Combas. François Boisrond e Remi Blanchard. Cabrita Reis. como Miguel Barceló. À margem da história oficial.polemico. A falta de objetividade relativamente a um movimento que na atualidade se encontra em plena efervescência impede de estabelecer com maior clareza quais são os seus objetivos e sobretudo. Juan Muñoz. se não precursores. Gilbert & George. Pedro Tudela. No Brasil. no que quer que se chame rigorosamente. Pedro Croft. Na Grã-Bretanha. Ken Kiff. o problema da maternidade ou da pós-maternidade põe-se de uma maneira menos datada em Portugal. autor de “instalações” e “ambientes” que jogam com efeitos de luz. James Turrell. David Salle. Adir Sodré e Gervane de Paula.

Uma seguradora japonesa pagou o equivalente a cerca de 72. esta transformação manifesta-se em numerosos aspectos exteriores> Assim. tendo 103 . os peritos do mundo da arte vaticinaram que este “preço recorde” de uma obra de arte moderna atingindo a nível mundial seria batido em curto prazo. Os preços astronômicos que as obras clássicas dos tempos modernos atingem nos leilões de Londres e Nova Iorque. revelando uma tendência para o seu aumento. sendo o novo recorde de 82. relativamente rápido. Ainda em maio do mesmo ano. o Dr. A arte contemporânea tornou-se um componente natural da sociedade burguesa. Museus e galerias de arte dificilmente conseguem conter as multidões de visitantes que afluem às inaugurações das suas exposições. freqüentemente pintou este mesmo tema e que. segundo os críticos de arte mais indispostos. Este fato revela uma grande confiança nas perspectivas futuros do comercio de arte. Gachet de Van Gohg ultrapassou aquela marca na Galeria Sotheby. o reconhecimento demasiado depressa. Mesmo as obras acabadas de sair do atelier de um artista são bem acolhidas. a arte sofreu uma transformação. O preço Maximo alcançado por este pintor holandês não foi um caso isolado. por conseguinte. constituem um investimento seguro para o futuro. O próprio conceito de arte é posto em questão. E tiveram razão. em vida. talvez a arte contemporânea nunca tenha desfrutado de tal popularidade como agora. Se os investidores privados estão dispostos a despender quantias tão elevadas por quadros de mestres desaparecidos ainda há menos de um século. mas é indubitável que o número dos seus compradores aumenta a um bom ritmo. direta ou indiretamente. Este êxito vem-se registrando desde há muito tempo. muitos preferem investir em quadros. não se limitando aos aspectos exteriores. à primeira vista. obtendo. Os artistas vivos são. Em 1987. Em vez de comprarem automóveis mais dispendiosos ou velozes. desta vez ela atingiu camadas mais profundas. beneficiados por esta situação. Embora a sua própria essência seja a constante mudança. Não obstante. isto significa que confiam nas suas perspectivas e esperam que surjam mais Van Gohgs.5 milhões de dólares pelo quadro Girassóis de Vincent Van Gogh que. colecionadores privados encomendam obras em quantidades sem precedentes.5 milhões de dólares. Naturalmente que nem todas as obras de arte encontram logo um comprador.Nos últimos anos deste século. Os preços sobem em flecha. esculturas e trabalhos fotográficos de artistas jovens. apenas vendeu um único quadro.

cidades . estados e municípios da Alemanha Federal.em mente que a arte contemporânea confere prestigio social. E por mais estranho que pareça. de uma arte “neo-figurativa”. Paris e Viena. melhor investimento que os automóveis. Aliás. províncias e regiões da França. no outono do mesmo ano. E como se não fosse suficiente: ainda os artistas neo-figurativos e neogeometrico de Nova Iorque e Colônia. A concepção de projetos para novos museus tornou-se também uma tarefa apreciada e muito pretendida pelos arquitetos. não tinham saído das galerias para iniciarem as suas longas digressões e apresentarem as suas exposições em museus e galerias de arte internacionais. as portas do seu gabinete às mais recentes produções de arte contemporânea e não se coibiu em promovê-la através de dispendiosas vernissage sobre a nova pintura. como as obras de arte não estão sujeitas a desgaste. o que salta primeiro à vista é a abundante utilização do adjetivo “novo”. No mundo ocidental. que definiam as tendências. Aos “novos selvagens” seguiu-se. Por último. é preciso saber falar de arte. Na França. por “Neogeo”. um ministro socialista da cultura defendeu a arte contemporânea mais do que qualquer antecessor seu. Londres e Milão. Os hábitos americanos começam a infiltrar-se na Europa: para pertencer à elite social. Itália e dos Países Baixos. Apesar de nas eleições parlamentares não ter conseguido impedir a derrota do seu partido. já os neo-conceptualistas reclamavam a atenção do mundo da arte. uma arte com um programa neo-geometrico designada. Além disso. de uma “nova pintura alemã” ou de uma “nova pintura austríaca”. Ao fazer-se um exame das correntes artísticas dos anos 80. tornando-se a figura mais popular do seu governo. contribuiu para o prestigio da cultura francesa. e um chanceler federal alemão da ala concervadora abriu. eram os mesmos críticos anteriormente citados que levantavam mais alto do que ninguém que não aparecia nada de “novo”. assim como mecenas privados na Grã-Bretanha tentam suplantar-se mutuamente com a fundação de novos museus e galerias de arte. revelava-se. de bom grado. abreviadamente. Acontecia freqüentemente que o que era lançado na Primavera. constituem. Tudo aquilo de que se fala aparece a luz do “novo”. numa rápida mudança. ou aqueles que se consideram como tal. são eles que não estão dispostos a aceitar de bom grado esta situação: o fato de a arte contemporânea obedecer tão cegamente às leis da moda e que artistas 104 . em principio. como obsoleto. a arte contemporânea voga mesmo sob ventos políticos favoráveis. Fala-se dos “novos pintores selvagens”.

” GRAFITTI: Definido por Norman Mailler como “uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial” e por outros. vandalismo puro e simples”. mas sempre como prefixo. palavras ou frases de humor rápido. o metrô e das ruas das galerias e museus de arte. iniciou sua carreira grafitando as paredes e muros de Nova York. valorizá-se a cor. com apresentação de Peter Schjeldahi. principalmente no contexto político e social. em 1981. o grafitti saiu do seu gueto. mas a consagração veio com a mostra “New York/New Wave” organizada por Diego Cortez. As temáticas do seu 105 . ligado a uma tendência artística já existente. O novo não é. tão novo e também não tem de o ser. Este adjetivo nunca aparece isolado. anarquia social. o grafiteiro utiliza um cartão com formas recortadas que. Stencil art. como “violação. Seus grafites mostravam símbolos de variadas culturas de obras famosas.relativamente jovens e de ambos os sexos tenham um sucesso comparável ao das “estrelas” do mundo do espetáculo e acima de tudo não lhes agrada a idéia de que a arte contemporânea não pretende inscrever no seu estandarte o novo pelo amor ao novo. instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seus rabiscos e signos os mais variados objetos de consumo. pixação de signos. destruição moral. no PS 1. de Nova York. A primeira grande exposição de grafitti foi realizada em 1975 no “Artist’s space”. Principal artista: Jean Michel Basquiat. e principalmente ícones da cultura e consumo americanos. só deixa passar a tinta pelos orifícios determinados. ao receber o jato de spray. existe a valorização do desenho. um dos principais espaços de vanguarda de Nova York. nascido no Haiti. Por isso. O emprego inflacionado do adjetivo “novo” no contexto das diversas correntes artísticas não correspondente. Características gerais: Spray art. de modo algum. (1960-1988). afinal de contas. é fácil para os críticos de arte porem a ridículo todo o palavreado em redor da arte “nova” como servindo apenas para encobrir o fato de que “o rei vai nu. à concepçãp da linguagem corrente.

Os Maias estabeleceram-se ao norte da península de Yucatán e construíram várias cidades-santuarios. que por sua vez os transmitiram para o resto das culturas do vale do México e para os astecas. No Brasil. Ambos os povos deixaram o testemunho de sua grandeza em obras arquitetônicas colossais. 106 . sabiam apresentar a face humana de madeira natural. e das quais existem exemplos não apenas nos museus do México. bem como em relevos e esculturas decorativos e suas pinturas e objetos suntuosos. representadas por templos e palácios em terraços piramidais. PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS . onde edificaram a capital de seu império. Os mais desenvolvidos cientificamente e intelectualmente foram os Maias: possuíam um sistema de escrita hieroglífica e atingiram grandes avanços na astronomia e na matemática. os americanos pré-colombianos. Foi patrocinado por Andy Warhol (Pop Art).ASTECAS . Seu calendário de 365 dias revelou-se mais exato que o utilizado então na Europa. utilizadas para dfecorar palácios e templos. que conseguiram vencer as cidades da Tríplice Aliança e estabeleceram assim seu império. a opressão e o racismo. como o genocídio. Os próprios conquistadores espanhóis se deram conta das maravilhosas obras de ourivesaria de prata. Parte de seus conhecimentos foi absorvida pelos Toltecas. Além disso já conheciam o zero. destacam-se os artistas: Alex Valauri. a partir da virou celebridade. Morreu prematuramente em virtude de depressão e drogas. enquanto os Astecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco. Waldemar Zaidler e Carlos Natuck. As civilizações mais avançadas da América Central foram a Maia e a Asteca.trabalho refletem suas preocupações. ouro e pedras preciosas dos astecas. México-Tenochtitlán. nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Foi essa mesma organização que os beligerantes astecas adaptaram ao chegar ao vale do México. mas também nos de toda a Europa.INCAS: Tal como os negros nigerianos. Com 21 anos participou da sua primeira coletiva em Nova York. O império Maia teve uma organização estatal e social bem definida.

as formas Maias são mais suaves e arredondadas e mais estilizadas. não só pelo fato de term permanecido longe da vista dos espanhóis. bem como sua grande variedade: as preferidas eram o vermelho e suas diferentes tonalidades. ou câmaras. Cada parede representa uma cena. do estilo das gravações de estrelas comemorativas. depositada naturalmente sobre sua superfície. A pintura Asteca. ao contrario. o amarelo. A ausência de um sistema preestabelecido de escrita. manteve-se como complemento de relevos e teve um caráter simbólico. Escultura: Para os Maias. narrada com riqueza de detalhes. e em muitos casos existiu até um afã de individualização dos rostos ou de sentimentos. mas também por terem ficado protegidas por uma fina camada de calcário. nos quais os artistas Maias combinaram figuras naturalistas com fundos geométricos acompanhados de textos em hieróglifos. esses murais apresentam-se impregnados de figuras representativas de um determinado momento histórico. A perspectiva é obtida pelas superposições e escorços das figuras. a partir da conquista espanhola. cobertas de pinturas murais coloridas. Em suas esculturas é possível identificar as características físicas do povo. a estatuaria deveria ser imagem e semelhança da realidade. os Astecas passaram a produzir pinturas de gosto europeu para os conquistadores. Não menos perfeitas foram as gravuras 107 . e foram de fato excelentes copistas.Pintura: No ano de 1946 foi descoberta Bonampak. o azul e o verde. Longe de toda abstração simbólica. São significativos os baixos-relevos dos templos. sobretudo a figura do Chac Mool. uma construção de três salas. O conjunto apresenta os contornos acentuados. e influiu na almejada abstração. transmitiu tanto aos desenhos como as cores da pintura Asteca uma simbologia comparável à dos hieróglifos egípcios. ou mensageiro sentado. encomendados pelas cortes européias. Sabe-se que. embora persistindo a esquematização. Os rostos possuem traços individualizados. Essas pinturas chegaram quase intactas até o século XX. Conservavam-se também manuscritos e cópias de livros com iluminuras. É surpreendente o contraste deliberado de cores. A escultura colossal é muito comum como complemento de templos e palácios. não tão abstratos como os egípcios. como a dos Maias. Ao contrario dos Astecas. mas igualmente informativos.

A boca é formada por duas cabeças de cascavel. os Toltecas.sobre madeira das portas e seus respectivos dintéis. sabe-se com segurança que esse império chegou a abranger mais de 900 000 km2 na costa do Oceano Pacifico e que seu primeiro imperador-chefe. A estatuaria Asteca era de um simbolismo profundo e de uma linguagem tendente à abstração. Sua função era eminentemente religiosa. Atribuíram também grande importância à industria metalúrgica. com obras mais próximas da engenharia do que das disciplinas artísticas. já conhecido pelos antecessores dos Astecas. ao artesanato têxtil e à cerâmica. As figuras modeladas em estuque para a decoração de interiores valeram-lhes o qualificativo de primeiros barrocos da América Central. serpentes sagradas. principalmente na fabricação de armas. ARTE INCA: As origens do povo Inca remontam as civilizações anteriores aos Nazcas e Tihuanacos. que por sua vez delegou o poder às famílias mais importantes de cada aldeia. O Deus mais importante era Quetzalcoatl representado como homem ou serpente emplumada. De fato. e a terracota. As crônicas do império narram a história da família Ayar. criou. Como em qualquer outro império do Ocidente. Os testemunhos mais importantes dessa cultura encontram-se na arquitetura monolítica e despojada de ornamentos. Os materiais mais utilizados eram a pedra. utilizaram a arte com expressão máxima da difusão de seu poderio. Manco Capac. A função religiosa cedeu lugar à representativa e utilitária. Essa organização do estado. por volta do século XV. aliada ao estabelecimento de uma religião e uma língua oficial. permitiu a convivência pacifica de uma grande dibversidade de etnias submetidas a um governo central. Tlaloc: O Deus da chuva Asteca (século XIV-XV). 108 . simbolizavam o poder do raio. colocadas frente a frente. motivo por que as figuras representadas eram normalmente deuses acompanhados de seus atributos. na qual demonstraram tanto uma técnica impecável quanto uma grande frieza expressiva. que emigrou para Cuzco vinda do norte. o sistema de organização social e estatal mais avançado da América pré-colombiana. andesita e pórfido. cujo último sobrevivente alcançou a condição de Deus. que negava todo naturalismo.

baseada na fusão com obras de civilizações anteriores. ou jarro. utensílios-escultura de grandes dimensões. os pagodes. As formas básicas eram urpu. rica e variada em suas manifestações. e os puynos. 109 . utilizaram. Embora certamente dispusessem de grande variedade de cores e até jogassem com as gamas mais fortes. vasilhas de madeira decoradas com cenas ou figuras de animais.Nessa ultima. na China e no Japão estreito relacionamento com a religião. fundos neutros com predominância dos tons terra e ocre. depois da expansão do império gupta (indiano) no século IV. e raqui. espécie de cântaro. Evitou-se o exagero e a opulência. as vasilhas de vários pés. por meio do uso de cores chamativas e bordas geométricas cada vez mais complexas. O vinculo permanente entre ambos os países determinou a influencia do primeiro sobre o segundo. Difundiram-se assim os primeiros templos chineses. Um dos fatores que determinaram essa estreita relação cultural foi a religião. Os Incas modelaram também estatuetas antropomórficas e keros. mais precisamente o budismo. naturalistas e distanciada do simbolismo chinês. Limitados por essa esquematização. Isso se refletiu também nas estampas dos tecidos. entretanto. a principio taoistas e confuncionistas. imprimir um caráter individual a cada peça. sendo definitiva a instauração dessa religião durante a dinastia Tang (século VI). dedicaram-se às peças pequenas e às estatuetas antropomórficas. bem como o irregular ou assimétrico. desde os séculos V e VI até o XIX. O Japão recebeu o budismo das mãos dos chineses durante o período Nara (645-784). num estilo tão ascético quanto o da arquitetura. os ceramistas tentaram. sendo ao mesmo tempo eco das numerosas dinastias chinesas e dos guardiões da cultura (bonzos) japoneses. começaram a absorver as crenças budistas. Os motivos são na maioria discretos e puristas. Escultura: A cerâmica Inca revelou uma característica estrita de funcionalidade e desenho. em todas as disciplinas artísticas. inspirados nos stupas hindus. ARTE CHINESA E JAPONESA: A arte do extremo oriente. embora com o tempo os artistas japoneses tenham forjado suas imagens próprias. em composição. como os Nazcas e Chimus. Os chineses. revela.

principalmente nos telhados. e as arredondadas. tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional. o que não ocorreu com a arquitetura profana. de costumes e narrativo. embora os motivos tenham nascido da iconografia chinesa. as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos. localizados sobre um terraço com orientação especifica. persistiu-se na tradição arquitetônica chinesa para os templos budistas. A pintura de paisagens atingiu o auge na China a partir do século XII. construída para o imperador no inicio do século XV. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida. além de serem uma realização complexa. As formas quadradas. Com o tempo. que se estende por pequenos pátios internos em cada um dos diferentes edifícios. Os melhores expoentes pertencem às dinastias Ming e Ys’ing. carente do lirismo e da intelectualidade dos chineses. o rikyu continua sendo hoje em dia 110 . com um imenso jardim central. Os telhados típicos de terracota. Trata-se de uma vivenda onde o volume e a simplicidade de formas são os personagens principais. Para os chineses. que simbolizam o céu. No geral. criado por Kobori Ensnu. a arquitetura deveria ser uma réplica do universo. mas então o Japão desenvolveu um estilo próprio. mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza. que transpôs para o Japão nas estatuas colossais de Buda. combinam-se de tal maneira que tanto templos. quanto pagodes exibem aparência semelhante em atenção a essas normas. A cerâmica e a porcelana ocorreram com igual profusão em ambas as culturas. Ali se pode observar a disposição do templo e dos diferentes palácios. No Japão. os rikyu passaram a servir de modelo para habitações particulares pela capacidade de transformação do espaço que suas leves divisórias corrediças ofereciam. com suas pontas para cima. pedras e água. no geral madeira e argila. Construído em meio a um jardim de plantas perenes. não apenas no que se refere a habitabilidade.A escultura chinesa também adotou as ousadas e elegantes formas da Índia. que convidam à meditação. e em alguns casos também cobre e junco. que representam a terra. para a realização da cerimônia do chá. Uma das construções mais típicas é o rikyu. Arquitetura: Tanto uma como outra. simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre. Os materiais utilizados são os que o entorno natural oferece. tendo em vista as estações do ano.

Não satisfeitos com a idealização chinesa. e os espelhos decorados eram muito cobiçados pelos aristocráticos mecenas japoneses.C. o que os levou a colorir rostos e intensificar as feições. combinando as ilustrações com letras desenhadas. pedra extremamente difícil de se esculpir. nos quais tanto os chineses quanto os japoneses demonstraram um refinamento singular e uma grande exigência de qualidade. A porcelana faz parte da tradição: a mais representativa continua sendo o azul cobalto e branca (Arte Ming). tentaram dotar sua estatuaria de grande expressividade. maior influencia na arquitetura Escultura: As primeiras esculturas chinesas eram figuras zoomórficas monumentais da época da dinastia Han. As jóias e os objetos decorativos em jade. muito bem conservado e de uma elegância e refinamento característicos das cortes imperiais. A ele seguem-se os afrescos dos tempos da dinastia Han e mais tarde os da Tang. tanto em pedra como em bronze. típicas da plástica indiana. Pintura: A extensa história da pintura chinesa começou com um quadro sobre seda encontrado recentemente e que pertenceu à dinastia Shou (206 a. pertencentes à dinastia Ming (século XIV). As 111 . os artistas japoneses não temeram cair num certo maneirismo próximo do grotesco. Esse expressionismo foi transferido depois para as máscaras de teatro do século XV. combinado-os com os preceitos históricos do xintoísmo. com exceção das famosas estátuas monumentais do príncipe Buda. No século XI aparecem os primeiros quadros de paisagem. cerâmica e porcelana de caráter suntuoso. bronze. obscureceram a escultura. Pode-se dizer que esses modelos se conservaram ao longo de toda a história da arte chinesa quase sem variações estilísticas. Existia o pequeno formato de álbuns. O paisagismo foi considerado na China o gênero pictórico mais relevante e atingiu o apogeu durante a dinastia Song (IX-XIII).).uma das construções de contemporânea ocidental. Sob o governo da dinastia T’Sang proliferaram as figuras em madeira pintada e folheadas a ouro. Ousados e inconformados. Os trabalhos em jade. Os motivos eram tanto religiosos quanto profanos. Os escultores japoneses adotaram os modelos búdicos austeros da dinastia chinesa T’ang.

e manifestou-se uma renovada religiosidade nos temas. eram semelhantes às primeiras pinturas budistas dos pagodes chineses. a pintura sobre seda se transformou no gênero mais valorizado. A partir do século XIV. no século VII a. Tibete e Indonésia. O budismo. que depois de devastar a civilização do vale do Indo impuseram sua língua. e seus escritos religiosos. com os conhecidos quadros da cerimônia do chá. o sânscrito. com os quadros de costumes conhecidos como ukiyo e obras de Utamaro e Hokusal. Ceilão. Os Vedas. A principio também se produziu grande quantidade de afrescos.paisagens ostentavam formas puras e simbólicas. as composições eram em geral assimétricas e obtinha-se uma ilusão de perspectiva sem paralelo na pintura universal. A pintura japonesa. ARTE INDIANA E KHMERIANA: Deve-se entender como arte indiana aquela que se manifestou não apenas na Índia. As origens da arte indiana remontam às invasões dos arianos. estabeleceu os princípios da arte indiana ao longo de toda a história. com dinastia dos Mauryas começou um período de esplendor cultural.. Também foi o apogeu dos gêneros paisagistas e de costumes. a pintura chinesa se limitou à imitação dos modelos antigos. principalmente nas cortes. que tão imitadas seriam na Europa rococó (Chinoiserie). A arte indiana também recebeu influencia persa. A partir de então. não se afastou do modelo chinês. De caráter naturalista. principalmente e dos impressionistas e modernistas. foi forjado no país que lhe dá o nome e difundiu-se a partir do reino vizinho. Já em plena Idade Média. que decoravam as paredes dos templos. os pintores japoneses abandonaram definitivamente os temas religiosos e optaram por ilustrar o refinamento e os luxos da corte. e surgiram as pinturas sobre seda e as gravuras. no essencial. Adquiriu então importância a técnica de aquarela sobre papel ou seda. O grande ressurgimento da pintura não chegou senão no século XVIII. que tanta influência exerceram sobre a pintura dos séculos XIX e XX. apesar de posterior ao Bramanismo e contemporâneo do jainismo. mas também na Caxemira. entretanto. Nepal. desde seu surgimento. O modelo. A necessidade de difusão desse movimento religioso levou à adoção de determinados parâmetros de representação. o Khuner.C. que depois foram estendidos às outras religiões. pelos demais. sempre segundo cânones estéticos chineses. 112 .

C. até então simbolizado pelo vazio. Os artistas desse reino apostaram. A época do esplendor desse tipo de afresco coincidiu com o período de transição (séculos V a. ainda que fossem influenciadas por uma estética sensual e idealista. Especial relevância tiveram os templos piramidais. No caso dos afrescos das famosas cavernas de Ajanta.). ou seja. alguns datam do século II d. no norte.sob o reinado de Asoka (274-237 a. na medida em que. retomando a tradição indiana. cuja imagem apareceu pela primeira vez nas obras da escola de Gandhara. anterior a ela: porte colossal. as representações tendiam para o naturalismo. época em que esse tipo de pintura começa a se difundir por toda a Ásia. A de Gandhara e a de Mathura. fazia-se alusão a ele através d algum símbolo ou do vazio..C. deixando de lado o budismo. que revitalizaram notavelmente a pintura e a escultura e renovaram as formas arquitetônicas. Pintura: A pintura indiana complementou a escultura na decoração de templos e palácios e serviu como veiculo de propagação da religião e da história a partir da dinastia Vakataka (século V d. e os relevos.). – I a. No geral. A técnica utilizada era a do afresco combinado com a têmpera. em representações mais rígidas. que era a representação mais completa de seu estado de pureza e santidade. sentado e com auréola. pintava-se o desenho básico com a parte úmida.C. no sul. aparentemente devido à falta de conhecimento técnicos de seus escultores. enquanto outros. extravagância e colorido. que se difundiram de lá para o resto da Ásia.C. e a de Wengi.). influenciada pela arte grega. Os temas preponderantes eram as cenas de vida do príncipe Buda (O iluminado). que manteve os princípios estilísticos da dinastia Gupta.C. Essa técnica deu origem a graves problemas no que diz respeito à conservação das obras. mais novos. de superfícies menos carregadas. A arte indiana começou a se expandir a partir da Idade Média e encontrou seu imitador mais respeitado no vizinho reino do Khmer. 113 . criou a chamada arte grecobúdica e foi também responsável pela primeira representação figurativa do príncipe Buda. Antes. A primeira foi a mais importante. retocando-a depois de seca a superfície. surgiram as três escolas mais importantes da Índia.C. No século I d. entretanto. de modo geral estritamente simétricas e despojadas do sensualismo e erotismo do modelo. são do século V. O chamado período clássico começou com os reis guptas. no Camboja.

Índia. além de decorar. com uma qualidade artística visivelmente inferior. No século XI apareciam as primeiras imagens do príncipe santo nas oficinas da escola de Gandhara sob a influencia grega. tanto no Oriente quanto no Ocidente. típicas da decoração dos stupas. uma das ramificações religiosas indianas do budismo. no Camboja. Essa carência foi suprida com a influencia posterior da pintura persa. o profeta Maomé se exilou (hégira) na cidade de Yatrib e para aquela que desde então se conhece como Medina (Madinat al-Nabi. Essa tendência se manteve por vários séculos. um caráter decididamente naturalista. As figuras talhadas na pedra pareciam se reproduzir infinitamente para cobrir completamente. ARTE ISLÂMICA: No ano de 622. A influencia da estatuaria indiana deixou sua marca no reino vizinho. Os relevos com cenas eróticas extremamente explicitas. consagrada na Idade Média. interpretou o ato sexual como a aproximação do homem divino. começou a rápida expansão do Islã até a Palestina. o tantrismo.C.) a escultura indiana começou a adotar elementos fantásticos ao mesmo tempo em que ganhou em monumentalidade. o Khmer. faltavam-lhes o colorido e a vivacidade dos afrescos.C. cidade do profeta). cumpriam a função de ensinar aos iniciados os princípios de Buda. a arte budista dos pioneiros tempos evitou representar o príncipe iluminado. que. Pérsia. De lá. Durante o período clássico (320-570 d. sucessores do profeta. as paredes internas e externas do templo com figuras humanas e de animais. Escultura: A escultura Indiana teve. nas suas origens. Apesar de inteiramente figurativa. Ásia Menor.No inicio do século X. Síria.). sob a orientação dos califas. que evitavam toda a referencia ao erotismo. tanto nas estátuas quanto nos relevos. surgiram a partir da indianização do budismo. O melhor exemplo disso é o relevo “A Descida dos Ganges” (século I d. As formas búdicas e indianas foram adotadas em representações mais esquemáticas e rígidas. Norte da África e Espanha. 114 . a pratica do afresco cedeu lugar a miniatura. Como a pintura era feita sobre folhas de plantas regionais dessecadas e em rolos de papel. Isso se deu ao fato de que sob a dinastia Mahayana. num descontrolado horror ao vazio.

De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, que no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade. Foi assim que as cúpulas bizantinas coroaram suas mesquitas, e os esplêndidos tapetes persas, combinados com os coloridos mosaicos, as decoraram. Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu inicio, conceitual e religiosa. No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembraram o neófito, que contempla uma obra feita para Deus. Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no inicio, como exclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto, na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância da religião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum e peregrinação. Arquitetura: As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina : uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refugio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos. No entanto a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão

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importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização. A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um circulo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma.. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àqueles na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capitulo a parte. As residências dos emires, construíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o habitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala de trono. Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar a todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos mártires. Tapetes: os tapetes e tecidos desde sempre tiveram um papel muito importante na cultura e na religião islâmica. Para começar, como povo nômade, esses eram os únicos materiais utilizados para decorar o interior das tendas. À medida que foram se tornando sedentários, as sedas, brocados e tapetes passaram a decorar palácios e castelos, além de cumprir uma função fundamental nas mesquitas, já que o mulçumano, ao rezar, não deve ficar em contato com a terra. Diferentemente da tecedura dos tecidos, a do tapete constitui uma unidade em si mesma. Os fabricados antes do século XVI chamam-se arcaicos e possuem uma trama de 80.000 nós por metro quadrado. Os mais valiosos são de origem persa e têm 40.000 nós por decímetro quadrado. As oficinas mais importantes foram as de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente. Entre os desenhos mais
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clássicos estão os de utensílios, de motivos florais, de caça, com animais e plantas, e os geométricos, de decoração. Pintura e gráfica: as obras de pintura islâmica são representadas por afrescos e miniaturas,. Das primeiras, muito poucas chegaram até nossos dias em bom estado de conservação. Elas eram geralmente usadas para decorar paredes de palácios ou de edifícios públicos e representavam cenas de caça e da vida cotidiana da corte. Seu estilo era semelhante ao da pintura helênica, embora, segundo o lugar, sofresse uma grande influência indiana, bizantina e inclusive chinesa. A miniatura não foi usada, como no cristianismo, para ilustrar livros religiosos, mas sim nas publicações de divulgação cientifica, para tornar mais claro o texto, e nas literárias, para acompanhar a narração. O estilo era um tanto estático, esquematizado, muito parecido com o das miniaturas bizantinas, com fundo dourado e ausência de perspectiva. O Corão era decorado com figuras geométricas muito precisas, a fim de marcar a organização do texto, por exemplo, separando um capitulo de outro. Estreitamente ligada à pintura, encontra-se a arte dos mosaicistas. Ela foi herdada de Bizâncio e da Pérsia antiga, tornando-se uma das disciplinas mais importantes na decoração de mesquitas e palácios, junto com a cerâmica. No inicio, as representações eram completamente figurativas, semelhantes às antigas, mas paulatinamente foram se abstraindo, até se transformarem em folhas e flores misturadas com letras desenhadas artisticamente, o que é conhecido como arabesco. Assim, complexos desenhos multicoloridos, calculados com base na simbologia numérica islâmica, cobriam as paredes internas e externas dos edifícios, combinando com a decoração de gesso das cúpulas. Caligrafias de incrível preciosidade e formas geométricas multiplicadas até o infinito criaram superfícies de verdadeiro horror ao espaço vazio. A mesma função desempenhava a cerâmica, mais utilizada a partir do século XII e que atingiu o esplendor na Espanha, onde foram criadas peças de uso cotidiano. ARTE AFRICANA: Existem muitos preconceitos com relação à arte africana e à África em geral. A denominação genérica de africano engloba maior quantidade de raças e culturas do que a de europeu, já que no
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foi possível. apenas para citar algumas. como Gauguin. em busca de novas motivações temáticas e técnicas. Sua inclusão na história da arte é bastante recente. provocou um saque sem sentido na herança cultural desse continente. graças a antropologia de campo e aos especialistas em arte africana. E isso é muito importante para a análise da obra. Mais ainda. prestavam culto ao espírito de seus antepassados.continente africano convivem dez mil línguas. Mas o dono já estava feito. Outros chegaram a criar verdadeiros panteões de deuses. embora sempre sob a ótica de suas próprias interpretações. não se conhecendo assim seu lugar de origem ou simplesmente ignorando-se sua função. tentaram imitálas. Estes. no século XX. A arte africana é eminentemente funcional. Basicamente os povos africanos eram animistas. O fato de os primeiros colonizadores terem subestimado essas culturas e considerado suas obras meras curiosidades exóticas. que cristianizaram várias regiões. Alguns. Muitos objetos ficaram sem classificação. distribuídas entre quatro famílias. fang. Some-se a isso a influencia dos primeiros colonizadores portugueses. Daí ser particularmente difícil encontrar os traços artísticos comuns. não pode ser entendida senão com base no estudo da comunidade que a produziu e de suas crenças religiosas. especialmente os fauvistas e os expressionistas. O auge da arte africana na Europa surgiu com as primeiras vanguardas. data deste século. quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente. organizar as coleções dos museus europeus. para a distorção do verdadeiro sentido das obras. que são as principais. não titubearam em se mudar para lá por algum tempo. existindo também os povos monoteístas. ARTE OCEANICA: A arte da Oceania constituiu um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. Recentemente. Entre as peças mais valorizadas atualmente estão. além de reconhecer os valores artísticos das peças africanas. a exemplo da Europa. as esculturas de arte das culturas fon. vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. se possa falar de um certo aspecto identificador que os diferencia dos povos de outros continentes. embora. algo que colaborou em muitos casos. ioruba e bini e as de Luba. 118 .

climáticos e materiais de cada região. no arquipélago da Melanésia. limitados pela escassez do deserto. 119 . os papuas acentuam a expressividade. Embora todos tenham origem asiática. cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos. menos conservadores. vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos. nos deserto do continente. os Melanésios. na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. corais. o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos. madeira e conchinhas. Assim. os papuas. buscavam a novidade. e os polinésios. inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso. embora no caso do arquipélago da Polinésia e Malanésia os materiais utilizados sejam variados: fibras vegetais. e os polinésios. ossos. na ilha da Nova Guiné. penas de pássaros. Também é possível detectar diferenças estilísticas consideráveis.São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania.

............................................................................................................67 ARTE NOUVEAU:................................................................................10 ARTE INCA:................................................. HAPPENINGS.20 ARTE BIZANTINA:...........96 ARTE BARBARA:....................................................................... BODY ART E NOVO DADAISMO:..............................................6 ARTE GÓTICA:.............................................................................. AMBIENTES........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................117 ARTE ASSEMBLAGES..................................................2 Conceito:............... ..............................................................................................................................1 120 ...........18 ARTE CHINESA E JAPONESA:..............................................................................45 ARTE OCEANICA:............................................................................................................................Índice Remissivo ABSTRACIONISMO:...........................................114 ARTE NAIF:..................1 COBRA:...................................................85 ARTE AFRICANA........14 ARTE ROMÂNICA:.........................................................................................................................................................................................................................97 ARTE EGIPCIA:................................................112 ARTE ISLÂMICA:.........................................................................................................................................21 BARROCO:........118 ARTE PALEOCRISTÃ:...........................................................................................................................................................................70 ACTION-PAINTING:............................................................................................................117 ARTE AFRICANA: .......................................................................................................................................................86 Como as idéias se espalham pelo mundo?..................................................................3 ARTE ROMANA:...............................................17 ARTE PRÉ-HISTÓRICA:............................................................................................................................................................34 Classificação da arte:....................................23 ARTE GREGA:.........................................................................................................................................................................................................................................................................108 ARTE INDIANA E KHMERIANA:........................................................................................................................109 ARTE CONCEITUAL:.................................3 Como entendemos a arte?...............................................................................................................................................................

...........97 INTERFERÊNCIA:...................................................................................................................................................................................................................................................................................106 Quem faz arte?............................79 CONSTRUTIVISMO:.....................................................................................................................................................49 PÓS-MODERNISMO:...................................................68 POP ART.................................................................................. ...............................................................................................88 Por que o mundo necessita de arte?.............................................................................................................................................6 MINIMALISMO:.............................................................................................................93 PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS ..................................................................................................................................................60 DADAÍSMO:..........................................................................................................77 CUBISMO:...........................................69 DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO................................................ASTECAS ............INCAS:......................................................................................................................................................................................................................................... GOTTILIEB E NEWMAN...............................................................................77 EARTH ART:.................................................75 EXPRESSIONISMO:....................................................................................................................................................................46 INFORMALISMO..............59 GRAFITTI:.............................................................................................97 MANEIRISMO:...................................................................................................................................2 121 ...............................................................................................................................2 OP ART:............................................................................................................................................................................................................95 INSTALAÇÃO:.....................................................................................................................................................................105 História da Arte:...................................................................... EXISTECIALISMO E TACHISMO:..............................................................................................................................88 POP ART: ........................87 PINTURA METAFÍSICA:......................CONCRETISMO:..........................92 EXPRESSIONISMO ABSTRATO:.......................................................................................................................29 MESOPOTÂMIA:............................................................................................90 MODERNISMO:....................51 FOVISMO:.................1 IMPRESSIONISMO:......................................................................81 O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte?.............................................................................................45 NEOCLASSICISMO:.........................................2 PÓS-IMPRESSIONISMO:.......................................39 NEOPLASTICISMO:.................................................

....................................................................40 SUPREMATISMO:......................... NOVOS SELVAGENS...........................................................................................................................................................................................................................................95 REALISMO:.............................MODERNISMO:.....................................................75 SURREALISMO:.........25 ROCOCÓ:.................................... NOVA FIGURAÇÃO E PÓS....................... BAD PAINTING................................................... NEO-EXPRESSIONISMO.............................................100 122 ...........................................82 TRANSVANGUARDA...........................................RACIONALISMO:............................42 RENASCIMENTO:.............................................................................................................................36 ROMANTISMO:......................................

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