História da Arte: O pintor suíço Paul Klee, disse uma vez que “a arte não limita o visível: cria

o visível” . Sua frase sintetiza uma das principais discussões da história da arte, aquela que opõe de um lado os adeptos da imitação e de outro os da invenção. Mais sistemático, o pintor russo Vassili Kandinski definiu três elementos constitutivos de toda obra de arte: o elemento da personalidade, próprio do artista; o elemento do estilo, próprio da época e do ambiente cultural; e o elemento do puro e eternamente artístico, próprio da arte, fora de toda limitação espacial ou temporal. Conceito: De um ponto de vista genérico e com base em qualquer dos teóricos modernos, a arte é pois todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com intenção estética , isto é, com fim de alcançar resultados belos. Se bem que o ideal de beleza seja de caráter subjetivo e varie com os tempos e costumes, todo artista (seja ele pintor, escultor, arquiteto. Ou músico, escritor, dramaturgo, cineasta) certamente investe mais na possível beleza de sua obra do que na verdade, na elevação ou utilidade que possa ter. Nas artes visuais contemporaneamente chamadas artes plásticas, esse tipo geral esteve sempre presente, assim como os outros que eventualmente se lhe acrescentam, isto é, a originalidade, o aspecto critico e muitas outras características. Classificação da arte: Artes espaciais, todas as artes plásticas, distinguindo as bidimensionais como desenho e a pintura, e as tridimensionais, como a escultura e arquitetura. O sentido mais importante para sua apreciação estética é a visão, motivo por que também foram chamadas de “artes visuais”. Artes temporais, todas as artes que implicam um processo no tempo. Costumam distinguir-se as artes sonoras, como a música instrumental (que além disso, é intermitente, isto é, só existe como tal quando é executada) e as artes verbais, que compreenderiam gêneros literários como a poesia e o romance. Artes mistas, as disciplinas artísticas em que intervêm, combinados, elementos pertencentes aos dois grupos anteriores. O teatro por exemplo, ainda que seja um gênero literário, inclui a representação espacial; a dança é ao mesmo tempo espacial ou
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temporal; e a ópera compreende, além disso, componentes literários, assim como o cinema. Ao longo dos tempos, e à medida que se sucedem às gerações, a arte experimenta mudanças em sua maneira de ser e cabe à história da arte avaliar a importância dessas modificações. Mas a história deve ser, mais do que uma enumeração interminável de fatos, um ordenamento destes (com suas conseqüências). De que toda prioridade seja dada aos realmente mais importantes. Também o historiador da arte deve ordenar por classes os fatos de que dispõe, segundo um critério de qualidade. Quem faz arte? O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha . Outros objetivos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas. Por que o mundo necessita de arte? Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte que pode ser ... feita para decorar o mundo ... para espelhar o nosso mundo (naturalista) ... para ajudar no dia a dia (utilitária)... para explicar e descrever a história... para ser usada na cura de doenças... para ajudar a explorar o mundo. Como entendemos a arte? O que vemos quando admiramos uma arte depende da nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar. O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte? Estilo é como o trabalho se mostra, depois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único. Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o que, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos historiadores, costumam
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classificá-las por categorias e rotulá-las. É um procedimento comum na arte ocidental. Ex.: Renascimento, impressionismo, cubismo, surrealismo e etc. Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte? Podemos verificar que tipo de arte foi feito, quando, onde e como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo tiveram. Como as idéias se espalham pelo mundo? Exploradores, comerciantes, vendedores e artistas costumam apresentar às pessoas idéias de outras culturas. Os progressos na tecnologia também difundiram técnicas e teorias. Elas se espalham através da arqueologia, quando se descobrem objetos de outras civilizações; pela fotografia, a arte passou a ser reproduzida e, nos anos 1890, muitas das revistas internacionais de arte já tinham fotos; pelo rádio e televisão, o rádio foi inventado em 1895 e a televisão em 1926, permitindo que as idéias fossem transmitidas por todo o mundo rapidamente, e os estilos de arte podem ser observados, as teorias debatidas e as técnicas compartilhadas; pela imprensa, que foi inventada por Johann Guttenberg por volta de 1450, assim os livros e a arte podiam ser impressos. Os historiadores da arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas. ARTE PRÉ-HISTÓRICA: Um dos períodos mais fascinantes da historia humana é a préhistória. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente à época anterior a escrita. Tudo que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem. Divide-se em: Paleolítico Superior: a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por
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como família e a divisão do trabalho. feitas em rochedos e paredes de cavernas. ocasionou um aumento rápido da produção e o desenvolvimento das primeiras instituições. Conseguiu ainda.caçadores. anzol e linha. garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas. Utilizavam as pinturas rupestres. não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico. Assim o homem do neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos. ossos. com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço. começaram as representações da vida coletiva. constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Mas. Paleolítico Inferior: aproximadamente 5. madeira e ossos: facas. seios volumosos. Destaca-se Vênus de Willendorf. controle do fogo. lançador de dardos. também esculturas de metal. nota-se a ausência de figuras masculinas. o artista Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto. o pintor caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. mais que sugerem do que reproduzem os seres. Desse período temos as construções denominadas dolmens (consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão.Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante. de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias. madeira e pedra. Os próprios temas da arte mudaram. ventre saltado e grandes nádegas.000 AC.000 a 25. arco e flecha. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. e uma grande pedra era colocada 4 . e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. machado. isto é. primeiros homindios. Neolítico: a fixação do homem da Idade da Pedra polida. O homem que se tornara um camponês. produzir o fogo através do atrito e deu inicio ao trabalho com metais. caça e coleta. sinais e figuras. e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. Além de desenhos e pinturas. como – se fossem paredes. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. ou seja. machados. tanto na pintura quanto na escultura. Predominam figuras femininas. e desenvolvimento da pintura e da escultura. instrumentos de marfim. instrumentos de pedra e pedra lascada. O homem deste período era nômade.

Caverna de Lascaux: França. contém carvão moído e dióxido de manganês. Lembrando que pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa. o homem fazia ornamentos corporais. há ursos. inicio do cultivo dos campos. cavalos. invenção da escrita. Ele representa um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares. como as famosas “Vênus”. dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos. foram os primeiros desenhos descobertos. artesanato. com mais de 40. enxada e tear. hienas. aparecimento das cidades. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo no sentido vertical. indicio de que se destinava às praticas rituais de um culto solar. em 1868. Idade dos metais: aparecimento da metalurgia.000 anos. depois magníficas estatuetas. têm 17.000 anos. e arado de bois. As cavernas: antes de pintar as paredes da caverna. pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a história registra. e. Instrumentos de pedra polida. invenção da roda. 5 . no Sul da Inglaterra. que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores.horizontalmente sobre elas). Gruta de Rodésia: África. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o sol no dia do solstício de verão. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. construção de pedra. suas pinturas foram achadas em 1942. Caverna de Chauvet: França. mamutes. Existem várias cavernas no mundo que demonstram a pintura rupestre. descoberto em 1994. como colares. O Santuário de Stonehenge. Sua autenticidade porém só foi reconhecida em 1902. panteras.000 anos. e primeiros arquitetos do mundo. quase uma centena de desenhos feitos há 14. algumas delas são: Caverna de Altamira: Espanha. A cor preta por exemplo. cerâmica e tecidos.

determinando o papel de cada classe social e. Quéfren e Miqueninos. A religião invadiu toda a vida Egípcia. (2270 aC). Monumento do rei Naransin. para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. erguendo-se em direção ao céu. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. não existiam pedreiras no vale e os edifícios eram construídos de tijolos cozidos que se designavam com o tempo. Os reis costumavam encomendar monumentos para celebrar vitórias nas guerras. orientando toda a produção artística desse povo. justificando sua organização social e política. O faraó era considerado ser divino que dominava o povo e que ao partir desse mundo. os reis eram sepultados com toda sua casa. iriam ajudá-los. Esses povos não acreditavam que o corpo humano e sua representação deviam ser preservados para que a alma sobrevivesse. conseqüentemente. menos conhecida que a arte egípcia. As pirâmides. interpretando o universo. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana. Arquitetura: As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do Antigo império: Quéops. No fragmento de uma harpa (2600 aC). voltava para junto dos Deuses dos quais viera. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado. as esculturas eram colocadas na tumba. Acredita-se também que uma cópia fiel da cabeça do rei fosse preservada para ele viver para sempre. sitiando uma fortaleza (883 – 859 aC). Quando os Sumérios governou a cidade de Ur. inclusive escravos. Junto a essas três 6 .MESOPOTÂMIA: Sua arte era designada em grego. onde ninguém as via. Exercito Assírio. simetricamente dispostos com precisão como era costume deste povo. em madeira decorada com animais. A múmia do rei ficava no centro da pirâmide. ARTE EGIPCIA: Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito.

As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura. ao longo dos séculos. Divididos em três categorias: Pirâmide: túmulos reais. que representa o faraó Quéfren. local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. Para seu conhecimento: Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar. um aspecto enigmático e misterioso.pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito. e Lotiforme: flor de lótus. As características gerais da arquitetura egípcia são: -Solidez e durabilidade. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. e Hipogeu: túmulo destinado a gente do povo. destinados ao faraó. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididos conforme seu capitel: Palmiforme: flores de palmeiras. -Sentimento de eternidade. Papiriforme: flores de papiro. Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor. Mastaba: túmulo para a nobreza. Eram colocadas na alameda do templo para afastar os maus espíritos. 7 . além de serem admiravelmente lapidadas. -Aspecto misterioso e impenetrável. mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deulhe. a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. ambos dedicados ao Deus Amon.

“O Jardim de Nebamun. como um chacal. quase sempre de frente. 8 . sem demonstrar nenhuma emoção. peixes e aves de perfil com veracidade (zoólogos reconhecem espécies). Pintura: A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. na pedra. Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino. dando as figuras representadas uma impressão de força e de majestade.Escultura: Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena. o sacerdote. Hórus. mais próximo da cartografia do que do pintor. Os próprios hieróglifos eram transcritos. ou cabeça de chacal. Importavam-se com a plenitude e não com a beleza. exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano. enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. Os Uciabtis eram figuras funerárias em miniatura.Lei do frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente. ou seja. sem claro-escuro e sem indicação do relevo. . . em baixo-relevo. Anúbis. desenhavam de memória destacando tudo claramente. representado como um falcão ou cabeça de falcão. Recobria colunas e paredes. enquanto sua cabeça. suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. a mulher do re. que eram quase sempre pintados. Os baixos-relevos egípcios.colorido a tinta lisa. As figuras femininas eram pintadas em ocre. Com esse objetivo ainda. muitas vezes coberto de inscrições. Suas características gerais são: . Pretendiam com isso traduzir.ignorância da profundidade. foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. nesta ordem de grandeza: o rei. Deus dos ritos funerais. Deus do céu. uma ilusão de imortalidade. geralmente esmaltada de azul e verde. dando um encanto todo especial às construções. . destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além. 1400 aC”: Desenhavam o tanque como se fosse visto de cima e as árvores de lado. muitas vezes.ausência de três dimensões. os soldados e o povo.

e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. e Demótica: a escrita popular. rompeu com vários costumes. homens e mulheres estão do mesmo tamanho. seu túmulo repleto de tesouros foi descoberto em 1922. ou seja um rolo de papiro com rituais funerários. Mumificação: a) eram retirados o cérebro. O livro dos mortos. Quando o palácio do rei foi escavado em Cnosso. no fim do século XIX. cada um dotado com uma mão. Hierática: uma escrita mais simples. encontrou-se obra assim. Também na parte continental da Grécia. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos: considerados a escrita sagrada. ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. que representavam com movimentos rápidos e ágeis. Intitulou-se como Akhnaton. que descobriu o seu significado em 1822. e instalou sua corte longe dos sacerdotes dos outros Deuses. . Seu sucessor foi Tutankhamon. os intestinos e outros órgãos vitais. Em Creta. algumas das obras ainda tem o estilo da região de Atom. era inacreditável que um estilo livre e gracioso pudesse ser desenvolvido no 2º milênio.Deus mensageiro. Nas imagens que aparece com sua esposa Nefertite e seus filhos. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro. habitavam um dos povos mais talentosos. que acompanham o texto com singular eficácia. enviando seus raios. Para seu conhecimento: Hieróglifos: foi decifrada por Champolion. 9 Tolh. as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas. era posto no sarcófago do faraó morto. anota o resultado. ilustrado com cenas muito vivas. para ele só havia um Deus supremo. Atom de quem era devoto e o representava pelo disco do sol. com a cabeça de Íbis. que restaurou as velhas crenças. Não desejava homenagear vários Deuses. Os egípcios escreviam usando desenhos. Seus retratos o mostram como um homem feio. não utilizavam letras como nós. numa localidade que hoje se chama Tell-el-Amama. O Rei Amenófis IV. utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes.

em 1970. através da arte. Nove metros já se foram. durante 20 anos. a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós. engolidas pelo Lago Nasser. exprimir suas manifestações. literalmente. Em 1964. e a democracia. estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II. dezenas de construções antigas do sul do país foram.b) Nas cavidades do corpo eram colocados resinas aromáticas e perfumes. graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo. é a maior das três pirâmides. Contemplando a natureza. Na sua constante busca de perfeição. que servia como impermeabilização. em Abu Simbel. removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original. embebida em betume. um total de 40 milhões de dólares. A característica mais evidente dos templos gregos. encravado na montanha de pedra com suas estatuas do faraó de 20 metros de altura. c) As incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com nitrato de Potássio. Queóps. uma faraônica operação coordenada pela unesco com recursos de vários países. Para erguê-la. amor pela beleza. longe da margem do lago. Entre as raras exceções desse drama do deserto. é a simetria 10 . Eles têm como características: o realismo. a harmonia ideal. o equilíbrio. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. o artista se empolga pela vida e tenta. Além de salvar este valioso patrimônio. ARTE GREGA: Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão. essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”. por água abaixo. interesse pelo homem. foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens. um prédio de 48 andares. mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem estar do povo. pois os seus reis não eram deuses. Quando a grande barragem de Assua foi concluída. tinha originalmente 146 metros de altura. a arte grega liga-se à inteligência. Arquitetura: as edificações que despertaram maior interesse são os templos.

As colunas sustentavam um entablamento eram construídos segundo os modelos das ordens dórica. a) 11 . mas sobre uma base decorada. jônica e corintia. para o coro. Principal arquiteto Ictino. também. composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. construído no século IV a. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Caria. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O capitel era uma almofada de pedra. de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. nela se expressa o pensamento. c) Ginásios: edifícios destinados a cultura física. filosofia. Os principais monumentos da arquitetura grega: Templos: dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas. Ordem Jônica: representava a graça e o feminino. entre eles. por sua simplicidade e severidade. O fuste da coluna era monolítico e grosso. b) Teatros: que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata. a ordem dórica. para os atores. Ordem Corintia: o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas.. empresta uma idéia de solidez e imponência. Sugere luxo e ostentação. para os espectadores. Ordem Dórica: era simples e maciça. d) Praça: Agora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos.Na Acrópole. Chegava acomodar cerca de 14000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas. muito usado no lugar do capitel jônico. Nascida do sentir do povo grego. Um exemplo típico é o teatro de Epidauro. o koilon ou arquibancada. a konistra ou orquestra. ao ar livre.C.entre o pórtico de entrada e o dos fundos. A ordem Dórica traduz a forma do homem e a ordem Jônica traduz a forma da mulher.

Os pintores fizeram a maior descoberta. Esse tipo de estatua é chamado Kouros (palavra grega: 12 . como é visto de frente). Na escultura. Segundo Sócrates. água) tinha três asas. ornado com duas asas. entre outras coisas.Pintura: A pintura grega. as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. os artistas. Hidra: (derivado de Ydor. encontra-se na arte cerâmica. com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. eram de classes inferiores. com o corpo em forma de um sino invertido. havia movimento. trabalhavam para sobreviver. são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma. servia para misturar água com vinho (os gregos nunca bebiam vinho puro). mas os corpos com diferenças). observando como “os sentimentos afetam o corpo em ação”. Por isso. descobertos em Pompéia mostravam a natureza. O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. o antropomorfismo (esculturas de formas humanas). Murais e mosaicos. o “escorço”. grandes figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas simétricas. foi insuperável. uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar. esses vasos eram usados para armazenar. azeite e mantimentos. ombros de frente. em rigorosa posição frontal. encontramos vestígios da pintura Egípcia (rosto de perfil. em mármores. animais e paisagens. a sua forma correspondia à função para que eram destinados: Ânfora: vasilha em forma de coração. As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. deviam representar a “atitude da alma”. A pintura grega se divide em três grupos: 1) figuras negras sobre o fundo vermelho 2) figuras vermelhas sobre o fundo negro 3) figuras vermelhas sobre o fundo branco Escultura: A estatuaria grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. pesquisavam para pintar. Os vasos gregos. vinho. mas também pela harmonia entre o desenho. Além de servir para rituais religiosos. além do equilíbrio e perfeição das formas. o movimento. Escultores e pintores. Cratera: tinha a boca muito larga. As estatua adquiriram. etc. No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir. com o gargalo largo. água. 500 aC (pintar um pé.

O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas. pois no período arcaico. Poissedon. -Policleto. para isto. Período Helenístico pode observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade. as esculturas dos frontões. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do Templo Partenon. Surge o nu feminino. -Lisipo. No período clássico passou-se a procurar movimento nas estatuas. autor de Doríforo. em honra a Zeus. Atenéia. -Miron. Olimpíadas: se realizavam em Olímpia. deus das águas. entre outros. mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. e Atenéia. . criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça. se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore. -Fidias. a cada 4 anos. autor do Discóbolo (homem arremessando o disco). deusa do amor. sua obra. Foi ele que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes e cabeças. Os principais mestres da escultura clássica grega são: -Praxíteles. métopas e frisos. Teatro: Foi criadas a comédia e a tragédia. Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles. entre os gregos a lira era o instrumento nacional. condutor da lança. 13 . Os primeiros jogos começaram em 776 a. senhor dos céus.homem jovem). mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados. As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo.prima. Apolo.C. autor de Zeus Olímpico. Música: Significa a arte das musas. deus das artes e da beleza. Afrodite. pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino). celebrado pela graça das suas esculturas. representava os homens “tal como se vêem” e “não como são” (verdadeiros retratos). deusa da guerra. as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. talvez o mais famoso de todos. foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino. a) b) c) d) Para seu conhecimento: Mitologia: Zeus. podendo fixar o movimento sem se quebrar.

ARTE ROMANA: A arte romana, sofreu duas fortes influencias: a da arte etrusca popular e voltada para a expressão da realidade vivida, e a da grecohelenistica, orientada para a expressão de um ideal de beleza. Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. Arquitetura: As características gerais da arquitetura romana são: - busca do útil imediato, senso de realismo; - grandeza material, realçando a idéia de força; - energia e sentimento; - predomínio do caráter sobre a beleza; - originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas. As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções: 1) Religião: Templos Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos são o templo de Jupter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do imperador Adriano, foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. 2) Comércio e civismo: Basílica A principio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em varias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia , iniciada no governo de Julio César, foi concluída no império de Otavio Augusto. 3) Higiene: Termas Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caracala, que além de casa de banho, eram centros de reuniões sociais e esportes. 4) Divertimentos:

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a) Circo: extremamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos praticados temos: Jogos circenses – corridas de carros; Ginásios – incluídos neles o pugilato; Jogos de tróia – aquele em que havia torneios a cavalo; Jogos de escravos – executados por cavaleiros concluídos por escravos; Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.C. Dos circos romanos, o mais célebre é o “Circus Maximus”. b) Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis. c) Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro, significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem corintia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das escadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar 40.000 pessoas sentadas e mais de 5.000 em pé. 5)
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Monumentos decorativos:

Arco de Triunfo: pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o arco de Tito, todo em mármore, construído no Fórum Romano para comemorar a tomada de Jerusalém. b) Coluna Triunfal: a mais famosa é a coluna de Trajano, com seu característico friso em espiral que possui a narrativa histórica dos feitos do imperador em baixo-relevo no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitória de Trajano sobre os dácios e os partos. 6) Moradia: Casas, construídas ao redor de um pátio chamado Átrio.

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Pintura: O Mosaico foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em gera. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém das cidades de Pompéia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos. Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore. b) Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural. c) Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. d) Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral. Escultura: Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuaria romana teve seu maior êxito nos retratos. Com a invasão dos Bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V, precisamente no ano de 476, perde o domínio do seu território do Ocidente para os invasores germânicos.
a)

Mosaico: Partidários de um profundo respeito pelo ambiente arquitetônico, adotando soluções de clara matriz decorativa, os masaístas chegaram a resultados onde existe uma certa parte de estudo direto da natureza. As cores vivas e a possibilidade de colocação sobre qualquer superfície e a duração dos materiais levaram a que os mosaicos viessem a prevalecer sobre a pintura. Nos séculos seguintes, tornar-se-ão essenciais para medir a ampliação das primeiras igrejas cristãs.

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forma as iniciais da frase: “Jesus Cristo de Deus Filho Salvador”. lugar civil destinado ao comércio e assuntos judiciais. os cristãos (aqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus Cristo) começaram a criar uma arte simples e simbólica executada por pessoas que eram grandes artistas. onde os primeiros cristãos secretamente celebravam seus cultos. muito utilizado pelos gregos e romanos. cemitérios subterrâneos em Roma. Passagens da Bíblia também eram ali simbolizadas.ARTE PALEOCRISTÃ: Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam seu estilo por toda Europa e parte da Ásia. mas também a todos aqueles que aceitavam sua condição de profeta e acreditaram nos seus princípios. Nesses locais. Para entender melhor a simbologia: Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um círculo ou por um peixe. o imperador Constantino legaliza o cristianismo. dando inicio a 2º fase da arte paleocristã: a fase basilical. pois a palavra peixe. o qual marcou uma nova era e uma nova filosofia. que recebe este nome devido as catacumbas. a pintura é simbólica. em grego ichtus. Com o fim da perseguição aos cristãos. foi o material escolhido para o revestimento interno das basílicas. os romanos cederam algumas basílicas para eles usarem como local para as suas celebrações. Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões. O mosaico. utilizando imagens 17 . Ainda hoje podemos visitar as catacumbas de Santa Priscila e Santa Domitila. Eram edifícios com grandes dimensões: um plano retangular de 4 a 5 mil metros quadrados com três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada principal. Surge a arte cristã primitiva. o poder romano viu-se extremamente abalado e teve inicio um período de perseguição não só a Jesus. Esta perseguição marcou a primeira fase da arte paleocristã: a fase catacumbária. Tanto os gregos como os romanos. Com o surgimento de um “novo reino” espiritual. adotavam um modelo de edifício denominado “Basílica” (origem do nome: Basileu = Juiz). Os cristãos foram perseguidos por três séculos. o cordeiro “Jesus Cristo é o cordeiro de Deus”. nos arredores de Roma.C. por exemplo: Arca de Noé. Outra forma de simbolizá-lo é o desenho do pastor com ovelhas “Jesus Cristo é o Bom Pastor” e também. Os romanos testemunharam o nascimento de Jesus Cristo. até que em 313 d.

Na cidade de Ravena pode-se apreciar o Mausoléu de Gala Plácida e a igreja de Santo Apolinário. em 476 d. além das suas funções. conseguiu-se manter até 1453. o imperador Teodósio dividiu i Império Romano entre seus dois filhos: Honório e Arcádio. e Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente. quando a sua capital Constantinopla foi totalmente dominada pelos muçulmanos (esta data. até que. marca o fim da Idade Média e o inicio da Idade Moderna). depois batizada por Constantinopla. foi completamente dominado (esta data. ARTE BIZANTINA: O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era. apesar das dificuldades financeiras. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo. marca o fim da Idade Antiga e o inicio da Idade Média). 476 d. O Império Romano do Ocidente sofreu várias invasões. 1453. cidade grega. tornando os artistas meros executores. Esse tratamento artístico também foi dado aos mausoléus e os sarcófagos feitos para os fiéis mais ricos eram decorados co relevos usando imagens de passagens bíblicas.. Graças a sua localização (Constantinopla) a arte bizantina sofreu influencias de Roma. principalmente de povos bárbaros. ao clero cabia. Já o Império Romano do Oriente (onde se desenvolveu a arte bizantina). Por volta do século IV. com a capital Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul). A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma. o novo e a de São Vital com riquíssimos mosaicos. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais. organizar também as artes.C. era o representante de Deus. tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a 18 . começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio.C. A arte bizantina está dirigida pela religião. dos ataques bárbaros e das pestes.. facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã – Arte Bizantina.do Antigo e do Novo Testamento.. Grécia e do Oriente.C. Honório ficou com o Império Romano do Ocidente. rico tanto na técnica como na cor. tendo Roma como sua capital. Em 395 d.

O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas. Toda essa atração por decoração aliada a prevenção que os cristãos tinham contra a estatuária que lembrava de imediato o paganismo romano. o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos. dos profetas e dos vários imperadores. octogonal ou quadrada imensas cúpulas. colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido. projetada pelos arquitetos de Tralles e Isidoro de Mileto. são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os afrescos. Constituía na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito entre os imperadores e clero. a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é demasiadamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro. as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade. A igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria). por exemplo. Neles. elas eram planejadas sobre uma base circular. não raro encontrar um mosaico onde esteja juntamente com a esposa. a arte daquelas regiões onde ainda florescia a ortodoxia grega permaneceu dentro da arte bizantina. Um pouco mais de Santa Sofia: “A verdadeira beleza de Santa Sofia. ladeando a Virgem Maria e o Menino Jesus. sentimentos de universidade e poder absoluto. ela possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada. pois. Apresenta pinturas na paredes. O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados à decoração. e. Porém -. A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina. durante o reinado do imperador Justiniano. A arte bizantina não se extinguiu em 1453. A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI. nos paises eslavos. afasta o gosto pela forma e conseqüentemente a escultura não teve tanto destaque neste período. sugerindo por associação à abóbada celeste. a maior igreja de Constantinopla. penetrando. criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados. na hoje Stambul. foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina. 19 . Plasticamente. logo se sucedeu um período de crise chamado de Iconoclastia. mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo. durante a segunda metade do século XV e boa parte do século XVI. por exemplo. E essa arte extravasou em muito os limites territoriais do império.cabeça. capital do Império Bizantino.

no mármore profundamente talhado dos capitéis das colunas das naves laterais. ao mesmo tempo em que lhes transmitia seus próprios traços culturais. a entalhadura e filigrana. No alto. sobre um solo de mármore. bordada em filigrama de sombras dos candelabros suspensos. vândalos. Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta. o que deu origem a uma arte completamente diferente. Embora a igreja tenha perdido a maior parte da decoração original de ouro e prata. Assim. não demoraram a assimilar a cultura e a religião (cristianismo) dos povos conquistados. resplandece a grande cúpula. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis. na fundição e moldagem de metais. avançaram definitivamente sobre a Europa.C. um claro-escuro admirável quando os raios de sol penetram e iluminam o seu interior “. germânicos e suecos. há uma beleza natural na sua magnificência espacial e nos jogos de sombra e luz. alamos. ARTE BARBARA: Depois da queda do império romano. que desde o século V a. entre outros povos conhecidos genericamente como bárbaros. Um olhar mais atento permite ao visitante ver o trabalho requintado dos artífices bizantinos no colorido resplandecente dos mosaicos agora restaurados. tanto para a fabricação de armas quanto de jóias. e nas técnicas de decoração correspondentes. que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX. francos. não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria. Esses grupos.encontra-se no seu vasto interior. mosaicos e afrescos. mongóis. uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. como a tauxia ou damasquinagem e esmaltação. Somente quando o império começou a ruir foi que conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer 20 . O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. fossem eles de luxo ou utilitários. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. Estava em curso o século V. Em suas crônicas. folhas de acantos envolvem o monograma de Justiniano e de sua mulher Teodora. os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. essencialmente nômades. Uma vez dominados.

As pedras com entalhes de runas e ídolos nórdicos entre os vikings. A entalhadura do marfim não foi menos importante. com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. saxões e os próprios celtas mostram sua passagem pelos deferentes assentamentos e lugares conquistados. com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. tem inicio o período histórico conhecido. agora em parte aceita. na forma de relevos planos. celtas. Escultura: A escultura em pedra foi destinada a decoração de igrejas e batistérios. Deus é o centro do universo. a fusão de culturas. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). a meio caminho entre a religiosidade. trazendo modificações no comportamento humano. Confirmou-se com a tradição dos dípticos consulares de Bizâncio. dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. como os Touros de Guisando ou a Dama de Elche. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. ARTE ROMÂNICA: Em 476. capitéis e sarcófagos. além de gregos e romanos. como entre fenícios. em perpetua luta contra os francos e os eslavos ocidentais.numerosos reinos. dos quais se originaram. devido à ghrande demanda de exemplares. Na península ibérica. Mais tarde sofreria também açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte. visigodos e ibéricos. A experiência de celtas e escitas como ourives inegavelmenteestava ligada à sua experiência como entalhadores. Por seu lado. Sabe-se que as oficina dos artesãos que trabalhavam com marfim eram numerosas tanto nas Gálias quanto na península itálica. por Idade Média. e a medida de 21 . seguindo o estilo do império romano. A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã. deixou importantes amostras de escultura. em parte. as nacionalidades européias. a igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiram vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa. cujas formas foram adotadas na confecção de capas de livros evangélicos e Bíblias.

A explicação mais aceita para as formas volumosas. duras e primitivas. As características essenciais da pintura românica foram à deformação e o colorismo. Elas são sempre grandes e sólidas. é um estilo essencialmente clerical. As características mais significativas da arquitetura românica são: -Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas. A igreja como representante de Deus na terra. a igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores aos fiéis. -Arcos que são formados por 180 graus. assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade. por exemplo. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura. e das paredes espessas. A figura de Cristo. através da técnica do afresco. que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida. A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1174. não apresenta formas pesadas. que sustentavam. A primeira coisa que chama atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. diferente do resto da Europa. o terreno cedeu. com o passar do tempo. Pintura e escultura: Numa época em que poucas pessoas sabiam ler. -Pilares maciços. Arquitetura: No final dos séculos XI e XII. 22 . na verdade. -Aberturas raras e estreitas usadas como janelas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. Trata-se de torre de Pisa que se inclinou porque. traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. na Europa. que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada. Na Itália. -Torres. A arte desse período passa. estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos.todas as coisas. tinha poderes ilimitados. é sempre maior do que as outras que o cercam. surge a arte românica cuja estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos. A pintura românica desenvolveu-se nas grandes decorações murais. A deformação. Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa.

trazendo modificações no comportamento humano. Arquitetura: A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. Neste período a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã. tinha poderes ilimitados. ARTE GÓTICA: Em 476. tem início uma economia fundamentada no comércio. Usado desde a Antiguidade. 23 . a arquitetura predominante ainda é a românica. de modo geral. pois não havia a menor intenção de imitar a natureza. Mosaico: A técnica da decoração com mosaico. que colocadas lado a lado vão formando o desenho. No século XII entre os anos 1150 e 1500. isto é. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano. por Idade Média. a crença na existência de um Deus que vive num plano superior. ausência de movimentos naturais. tudo se volta para o alto. pequeninas pedras. A igreja como representante de Deus na terra.O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas. curtas ou alongadas. de vários formatos e cores. Na porta. conheceu seu auge na época do românico. nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). com o cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. Enquanto. A arquitetura expressa a grandiosidade. tem inicio o período histórico conhecido. a igreja românica apresenta um único portal. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade e apareça a burguesia urbana. Imitação de formas rudes. mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios. com a tomada de Roma pelos povos bárbaros. é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado. para representar o próprio céu. a igreja gótica têm três portais que dão acesso a três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais. sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra. e a medida de todas as coisas. No começo do século XII. Deus é o centro do universo.

24 . como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. Escultura: As esculturas são ligadas à arquitetura e se alongam para o alto. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis. demonstrando verticalidade. Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja. O desenvolvimento de tal gênero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica. Durante o século XII e até o século XV. pois se destinava aos poucos possuidores das obras copiadas. os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto. deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações. alongamento exagerado das formas. a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena. e as feições são caracterizadas de formas a que o fiel possa reconhecer facilmente a personagem representada. exercendo a função de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja. aristocratas e burgueses. As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres. Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava. Ao realizar essa tarefa. os manuscritos também eram encomendados por particulares. que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores. a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. Iluminura: È a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada. ou então é um privilégio da quase mítica China). os cabeçalhos. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV.projetando-se na direção do céu.

Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento (Duocento): Giotto: a característica principal de seu trabalho foi a identificação da figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum. cobertos por muita roupa. Nota-se em suas pinturas um cuidado com perspectiva. Além de reviver a antiga cultura greco-romana. com o olhar voltado para cima. que superaram a herança clássica. quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Jan Van Eyck: procurava registrar nas suas pinturas os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época. ocupando sempre posição de destaque na pintura. Num sentido amplo. Obras destacadas: O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin. esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem 25 . Assim. considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes.Pintura: Desenvolveu-se nos séculos XII. em direção ao plano celeste. XIV e no inicio do século XV. da literatura e das ciências. apresentava personagens de corpos pouco volumosos. Obras destacadas: Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis (Itália) e Retiro de São Joaquim entre os pastores. a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo. O ideal do humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. E esses santos com ar de homem comum eram o ser mais importante das cenas que pintava. quase sempre tratando de temas religiosos. Trata-se de uma volta deliberada. que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento. Sua principal particularidade foi a procura do realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas. procurando mostrar os detalhes e as paisagens. RENASCIMENTO: O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado.

igrejas. a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza. Foi como construtor. Características gerais: Racionalidade Dignidade do Ser Humano Rigor Cientifico Ideal Humanista Reutilização das artes greco-romana Perspectiva (ilusão de profundidade) Arquitetura: Na arquitetura Renascentista. em oposição ao divino e ao sobrenatural. 26 . Construções: palácios. Brunelleschi: è um exemplo de artista completo renascentista.(humanismo) e da natureza. aprendendo a lei simples do espaço. as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância. entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. pois foi pintor. fortalezas (funções militares). “Já não é o edifício que possui o homem. que realizou seus mais importantes trabalhos. de qualquer ponto em que se coloque. porém.(casa de descanso fora da cidade). geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Além de dominar conhecimentos de matemática. conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. escultor e arquiteto. Saber ver a Arquitetura) Principais características: Ordens Arquitetônicas Arcos de volta-perfeita Simplicidade na construção A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônoma. no desenho ou pintura. vilas. Pintura: Principais características: -Perspectiva: arte de figura. possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi. segundo os princípios da matemática e da geometria. mas este que.

-Tanto a pintura. -Inicia-se o uso da tela e tinta a óleo. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família. 27 . Dentre tantas que expressam a genialidade do artista. e não apenas admirada. Michelângelo: entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura de teto da Capela Sistina. uma particularmente representativa é a criação do homem. esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. Para ele. ao mesmo tempo. -Surgimento de artistas com estilos pessoais. no Vaticano. quanto a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas. Leonardo da Vinci: ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e. concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Para essa Capela. -Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus. e . as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina. Por isso.-Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra. conseqüentemente. pelo individualismo. Os principais pintores foram: Botticelli: os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. diferentes dos demais. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente. melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. tornam-se manifestações independentes. a beleza estava associada ao ideal cristão.

Principais características: . esta adquire o seu prestigio.profundidade e perspectiva . Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. algo inédito até então. Ali. de tal maneira que elas parecem vir de um espaço interno para a superfície. E é na própria Capela que se faz o conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder à eleição do próximo. trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura.Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade.10m) e Pietá. Obra destacada: Davi (1. . São eles: Dürer. (Algumas obras:·Moisés. que domina toda a escultura italiana do século XVI. Hans Holbein. Bosch e Bruegel. proporcionando uma ilusão de distância. pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo. claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Outro gênero dentro da escultura que também acaba sendo beneficiado pela aplicação dos conhecimentos da perspectiva é o baixorelevo (escultura sobre o plano). Outro grande escultor desse período foi Andréa Del Verrochio.Estudo do corpo e do caráter humano O Renascimento italiano se espelha pela Europa. . Empregando uma técnica denominada schiacciato. os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano.Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade.Rafael: suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança. o maior dos quais é Michelângelo. Donatello posiciona suas figuras a distâncias precisas. Protetores das artes. Para seu conhecimento: a) A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura).26 m) em bronze. grandes escultores se revelam. Lareira que produz fumaça negra. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. que o Papa ainda não 28 . 94. Escultura: Em meados do século XV. com a volta dos papas de Avinhão para Roma. Davi.

em italiano significa maneira). Uma de suas fontes principais de inspiração é o espírito reinante na Europa nesse 29 . avisa o povo na Praça de São Pedro. c) Quando deparamos com o quadro da famosa Monalisa não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar. cada tendão. pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo. desenvolve-se em Roma. um modelo de asa-delta. parece que ele nos persegue. porém. Alguns historiadores o consideram uma transição entre o renascimento e o barroco. um movimento artístico afastado conscientemente do modelo da antiguidade clássica: O Maneirismo ( maniera. fumaça branca. burgueses. d) Mecenas. sabia exatamente a posição de cada músculo. enquanto outros preferem vê-lo como um estilo. etc”. MANEIRISMO: Paralelamente ao reconhecimento clássico. Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começa a ser sua marca. corporações. b) Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem. cada veia. Além de pintor. patrocinadores dos artistas. assim como Leonardo da Vinci. primitiva versão do helicóptero. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente. aristocratas. extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos. O certo. a ponte elevadiça.foi escolhido. pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. Dentre as suas invenções estão: Parafuso aéreo “. propriamente dito. Isso acontece porque os quadros são lisos. é que o maneirismo é uma conseqüência de um renascimento clássico que entra em decadência. foi grande inventor. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado. Os artistas se vêem obrigados a partir em busca de elementos que lhes permitam renovar e desenvolver todas as habilidades e técnicas adquiridas durante o renascimento. do ano de 1520 até por volta de 1610. Leonardo da Vinci. que o papa acaba de ser escolhido. Se olharmos para Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. clero.

momento. Não só a igreja, mas toda a Europa estava dividida após a reforma de Lutero. Carlos V, depois de derrotar as tropas de sumo pontífice, saqueia e destrói Roma. Reinam a desolação e a incerteza. Os grandes impérios começam a se formar, e o homem já não é a principal e única medida do universo. Pintores, arquitetos e escultores são impedidos a deixar Roma com destino a outras cidades. Valendo-se dos mesmos elementos do renascimento, mas agora com um espírito totalmente diferente, criam uma arte de labirintos, espirais e proporções estranhas, que são, sem dúvida, a marca inconfundível do estilo maneirista. Mais adiante, essa arte acabaria cultivada em todas as grandes cidades européias. Arquitetura: dá prioridade a construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração. Principais característica: a) Nas igrejas: Naves escuras, iluminadas apenas de ângulos diferentes, coro com escadas em espiral, que na maior parte das vezes não levam a lugar nenhum, produzem uma atmosfera de rara singularidade. Guirlandas de frutas e flores, balaustradas povoados de figuras caprichosas são a decoração mais característica desse estilo. Caracóis, conchas e volutas cobrem muros e altares, lembrando uma exuberante selva de pedra que confunde a vista. b) Nos ricos palácios e casas de campo: Formas convexas que permitem o contraste entre luz e sombra prevalecem sobre o quadrado disciplinado do renascimento. A decoração de interiores ricamente adornada e os afrescos das abóbadas coroam esse caprichoso e refinado estilo, que, mais do que marcar a transição entre duas épocas, expressa a necessidade de renovação.

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Principais artistas: Bartolomeo Ammanati, (1511-1592), autor de vários projetos arquitetônicos por toda a Itália, tais como: a construção do túmulo do conde de Montefeltro, o palácio dos Montova, a villa na Porta Del Popolo, a fonte da Piazza della Signoria. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi, com base nos quais planejou uma cidade ideal. De acordo com os preceitos dos Jesuítas, que proibiam o nu nas obras de arte, legou a eles todos os seus bens. Giorgio Vasari, (1511-1574), Vasari é conhecido por sua obra literária Le Vite (As vidas), na qual, além de fazer um resumo da arte renascentista, apresenta um relato às vezes pouco fiel, mas muito interessante sobre os grandes artistas da época, sem deixar de fazer comentários mal-intencionados e elogios exagerados. Sob a proteção de Aretino, conseguiu realizar uma de suas únicas obras significativas: os afrescos do palácio Cornaro. Vasari também trabalhou em colaboração com Michelângelo em Roma, na década de 30. Suas biografias, publicadas em 1550, fizeram tanto sucesso que se seguiram várias edições. Passou os últimos dias de sua vida em Florença, dedicado à arquitetura. Palládio, (1508-1580), o interesse que tinha pelas teorias de Vitrúvio se reflete na totalidade de sua obra arquitetônica, cujo caráter é rigorosamente clássico e no qual a clareza de linhas e a harmonia das proporções preponderam sobre o decorativo, reduzido a uma expressão mínima. Somente dez anos depois iria dedicar-se à arquitetura sacra em Veneza, com a construção das igrejas San Giorgio Maggiore e Il Redentore. Não se pode dizer que Palládio tenha sido um arquiteto tipicamente maneirista, no entanto, é um dos mais importantes desse período. A obra de Palládio foi uma referência obrigatória para os arquitetos ingleses e franceses do barroco. Pintura: Nela o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar. São os pintores da segunda década do século XV que, afastados dos cânones renascentistas, criam esse novo estilo, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando revalorizar a arte pela própria arte.

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a)

b) c) d) e) f)

Principais características: Composição em que uma multidão de figuras se comprime em espaços arquitetônicos reduzidos. O resultado é a formação de planos paralelos, completamente irreais, e uma atmosfera de tensão permanente. Nos corpos, as formas esguias e alongadas substituem os membros bem-torneados do renascimento. Os músculos fazem agora contorções absolutamente impróprias para os seres humanos. Rostos melancólicos e misteriosos surgem entre as vestes, de um drapeado minucioso e cores brilhantes. A luz se detém sobre objetos e figuras, produzindo sombras inadmissíveis. Os verdadeiros protagonistas do quadro já não se posicionam no centro da perspectiva. Mas em algum ponto da arquitetura, onde o olho atento deve, não sem certa dificuldade, encontrá-lo. Principal artista: El Greco, (1541-1614), ao fundir as formas iconográficas bizantinas com o desenho e o colorido da pintura Veneziana e a religiosidade espanhola. Na verdade, sua obra não foi totalmente compreendida por seus contemporâneos. Nascido em Creta, acredita-se que começou como pintor de ícones no convento de Santa Catarina, em Cândia. De acordo com documentos existentes, no ano de 1567 emigrou para Veneza, onde começou a trabalhar no ateliê de Ticiano, com quem realizou algumas obras. Depois de alguns anos de permanência em Madri ele se estabeleceu na cidade de Toledo, onde trabalhou praticamente com exclusividade para a corte de Felipe II, para os conventos locais e para a nobreza toledana. Entre duas obras mais importantes estão O Enterro do Conde de Orgaz, a meio caminho entre o retrato e a espiritualidade mística. Homem com a mão no Peito, O Sonho de Filipe II e O Martírio de São Mauricio. Esta última lhe custou a expulsão da corte. Escultura: O maneirismo, segue o caminho traçado por Michelangelo: ás formas clássicas, soma-se o novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade. Em resumo, repetem-se as características da arquitetura e da pintura. Não faltam as formas caprichosas, as proporções estranhas, as superposições de planos, ou
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Estabeleceu-se finalmente em Florença. como Michelangelo está para o renascimento. De acordo com os preceitos dos Jesuítas. onde se supõe que teria colaborado com Michelangelo em muitas de suas obras. realizou trabalhos em várias cidades italianas. as figuras são unidas por contorções extremadas e exagerado alongamento dos músculos. na corte dos Médici. que o incumbiu da construção de sua villa na Porta Del Popolo. Decorou também o palácio dos Montova e o túmulo do conde da cidade. para a qual realizou uma de suas mais célebres esculturas. que proibiam o nu nas obras de arte. isso respeitando a composição geral da peça e a graciosidade de todo o conjunto. Giambologna. Trabalhou com igual maestria a pedra calcáia e o mármore e foi grande conhecedor da técnica de despejar os metais. de origem flamenga. 33 b) . Principais artistas: Bartolomeo Ammanati. onde venceu um concurso para a construção da fonte da Piazza della Signoria. com base nos quais planejou uma cidade ideal. No ano de 1555. (1529-1608). O Rapto das Sabinas. Conheceu a poetisa Laura Battiferi. como demonstram suas esculturas de bronze. e juntos se mudaram para Roma a pedido do papa Júlio II. O modo de enlaçar as figuras. elementos que criam essa atmosfera de tensão tão característica do espírito maneirista. Baco e Os Pescadores estão entre as obras mais importantes desse período. Poucos anos depois se mudou para Roma. com quem se casou. Participou também de um concurso na cidade de Bolonha. Seu interesse pela arquitetura o levou a estudar os tratados de Alberti e Brunelleschi. a) Principais características: A composição típica desse estilo apresenta um grupo de figuras dispostas umas sobre as outras. Começaram assim seus primeiros passos como arquiteto. (1511-1592). voltou para Florença. deu seus primeiros passos como escultor na oficina do francês Jacques Dubroecq.ainda o exagero nos detalhes. A Fonte de Netuno. legou a eles todos os seus bens. Giambologna está para o maneirismo. Mercúrio. permite que elas compartilhem a reduzida base que têm como cenário. atribuindo-lhes uma infinidade de posturas impossíveis. com a morte do papa. num equilíbrio aparentemente frágil.

espírito e matéria. seu propósito é impressionar os sentidos do observador. abrangendo todas as camadas sociais. para dirigir a atenção do observador. alegria e tristeza. Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática. trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. dando-nos às vezes a impressão de ver o céu.O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal. Entrelaçamento entre a arquitetura e escultura. mas é criada intencionalmente pelo artista. em diagonal. 34 . As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência. colunas retorcidas. Violentos contrastes de luz e sombra. baseando-se no principio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. que as artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente. céu e terra. Deus e Diabo. através de curvas. contracurvas. pureza e pecado. Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos). tal a aparência de profundidade conseguida. era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. Busca de efeitos decorativos e visuais. Pintura: Características da pintura barroca: Composição assimétrica. retorcido. substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. Ela não aparece como reflexo da luz solar.BARROCO: A Arte Barroca originou-se na Itália (século XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano. Realista. Pintura com efeitos ilusionistas. Suas características gerais são: Emocional sobre o racional. que se revela num estilo grandioso. Dentre os pintores Barrocos: Caravaggio: o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. monumental. paganismo e cristianismo. É uma época de conflitos espirituais e religiosos.

dos drapeados das vestes e do uso do dourado. Obra destacada: O Jardim do Amor. documentando 0 dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas. o verde e o amarelo. Obra destacada: O Conde Duque de Olivares. perspectiva nas ilusão de que as que este se abre homens para a Andréa Pozzo: realizou grandes composições de pinturas dos tetos das igrejas barrocas. no vestuário que se localizam as cores quentes. e de para o céu. e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. temos: Velazquez: além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país. A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Em seus quadros. é geralmente. Escultura: Suas características são: o predomínio das linhas curvas. de onde santos e anjos convidam os santidade. Rembrandt (Holandês): o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra. mas a gradação da claridade. que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. Dentre os pintores mais representativos. as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. os meios-tons. de outros paises da Europa. 35 . Obra destacada: Aula de Anatomia. Rubens (Espanhol): além de um colorista vibrante. o vermelho. se notabilizou por criar cenas que sugerem. Obra destacada: A Glória de Santo Inácio. um intenso movimento. causando a paredes e colunas da igreja continuam no teto.Obra destacada: Vocação de São Mateus.

e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. entre 1700 e 1780. o centro artístico da Europa transferiu-se de 36 . que significa “embrechado”. a) b) Para seu conhecimento: Barroco: termo de origem espanhola “Barrueco”. Conteúdos: história sacra e antiga. tais como conchas. Arquitetura: Durante o iluminismo. laços e flores. o rococó é também chamado estilo Luis XV e Luis XVI. frivolidade e exuberante. O termo deriva do francês rocaille. mitologia e retratos. e usado inicialmente em decoração de interiores. alusões ao teatro italiano da época. Na França. motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. ROCOCÓ: É o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco. Possui leveza. decorador e escultor. técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizado originariamente na decoração de grutas artificiais. mais livre e intimista que aquele. difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha. bizarro. Vigoroso até o advento da reação neoclássica.Bernini: arquiteto urbanista. Vaticano e o Êxtase de Santa Tereza. cenas de batalhas. o baldaquino e a cadeira de São Pedro. por volta de 1770. Características gerais: Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos. como por exemplo. Desenvolveu-se na Europa do século XVIII. algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas. elegância. aplicado para designar pérolas de forma irregular. na Prússia e em Portugal. pastorais. Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia. ambos na Basílica de São Pedro. Nos primeiros anos do século XVIII. caráter intimista. alegria. o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca.

é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. escultor alemão. A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno. Ignaz Günther. Restaurou dezenas de igrejas. o rococó era a principio apenas um novo estilo decorativo. Mais do que nas peças esculpidas. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre. responsável por vários edifícios na Baviera. Principal artista: Johann Michael Fischer. Principais artistas: Johann Michael Feichtmayr. “Anunciação”. Escultura: ao contrário do que ocorreu na arquitetura. o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. “Pietá”. Pintura: Durante muito tempo. obras-primas dos interiores rococós. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque. mosteiros e palácios. a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves. com maior graça e intimidade.Roma para Paris. (1725-1775). foi unificado. cada uma com existência própria e individual. responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren. distinguiuse pela criação de santos e anjos de grande tamanho. (1692-1766). Grande mestre do estilo rococó. marco do rococó bávaro. No final do reinado de Luis XIV. que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas. escultor alemão. quer cronológica. (1709-1772). Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas. quer estilisticamente. em que se afirmou o predomínio 37 . a) b) Principais características: Cores vivas foram substituídas por tons pastéis. não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó. “Anjo da guarda”.

as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado. salões revestidos também com porcelanas. c) Em todos os estilos anteriores. elementos florais. François Boucher. (1703-1770). desenhista e retratista de talento. Além dos quadros de caráter mitológico. Foi um dos últimos expoentes do período rococó. que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX. Para seu conhecimento: a) Rococó: palavra rocaille (concha). mas a alegre descontração do estilo rococó. No rococó são organismos independentes. e um dos mais antigos precursores do impressionismo. profusamente usado e caprichosamente estilizado. onde a fantasia alcança a graça de curvas. as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica. onde o decorativismo é livre de normas. elemento constante. As paredes se cobrem de espelhos.político e cultural da França sobre o resto da Europa. paisagens (“O casario de Issei”) e cenas de interior (“O pintor em seu estúdio”). surgem as curvas sob delicados ornamentos. sempre com perfeição no desenho. a infalível concha estilizada de diversas maneiras. subordinados a elementos construtivos. denominação posterior ao estilo (1830). pintou. contra curvas. os elementos ornamentais eram acréscimos decorativos. tirada do vocabulário das artes decorativas. surge o gosto pelo exótico oriental (chinês e japonês). b) Os ambientes parecem de inspiração feminina. (1732-1806). causam as transformações dos interiores: somem os ângulos retos formados por paredes e tetos. Principais artistas: Antoine Watteau. caracterizado por uma arte alegre e sensual. Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza. de cenas galantes de paisagens idílicas. apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens. (1684-1721). alguns relatos. Jean-Honoré Fragonard. treliças e pinturas. 38 .

transformada depois no Panteão Nacional. Harmonia do colorido. sobretudo em Rafael. Arte entendida como imitação da natureza. Exatidão nos contornos. América Latina e do Norte ( inclusive no Brasil ) e Rússia. que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia. Maiores representantes: Jacques-Louis David. Pintura: Foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana. mais tarde tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. Durante governo do mesmo.NEOCLASSICISMO: Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX. a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. 39 . mestre inegável do equilíbrio da composição. num verdadeiro culto a teoria Aristóteles. pela imitação aos modelos antigos grecolatinos. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo). uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo. que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o Império de Napoleão. Características da Pintura: Formalismo na composição. isto é. Academicismo nos temas e nas técnicas. sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas artes. Arquitetura: Tanto nas construções civis quanto nas religiosas. Principais características: Retorno ao passado. em Paris. Os edifícios proliferaram com abundancia na Europa. e a Porta do Brandemburgo. foi considerado o pintor da Revolução Francesa. mas algumas delas exprimem fortes emoções. registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva. em Berlim. refletindo racionalismo dominante.

40 b) c) . traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. dificulta ou mesmo desvirtuam a afirmação de peculiaridades individuais e nacionais dos artistas. num erro de interpretação. os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco. No Brasil:Pedro Américo e Vitor Meirelles. em que os direitos individuais fossem respeitados. ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. épicos. Conteúdos: mitológicos. o que impede. ROMANTISMO: O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais. no ano de 79 a. e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica.. nus. Obra destacada: Banhista de Valpinçon. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos. retratos e paisagens. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo. foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. Do mesmo modo. história sagrada e antiga. sua obra abrange. provocando a divisão do trabalho e o inicio da especialização da mão-de-obra. políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII.C. mas a critica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção. As convenções técnicas e expressivas são as mesmas adotadas em todos os paises. principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade. a atividade artística tornou-se complexa. além de composição mitológica e literária. Diante daquelas construções. Bonaparte atravessando os Alpes e Morte de Ingres.Obra destacada: Marat. a) Para seu conhecimento: Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que.

Há um ecletismo: gótico para fachadas. tons agressivos. Senhor absoluto da caricatura do seu tempo. nasceu no pequeno povoado de Fuendetodos. rugosidades. Arquitetura e escultura: Registram pouca novidade. igualdade e fraternidade. Sentimentos do presente. gerando o neogótico. pastosas. Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador. em 1746. tais como: liberdade. Temas da pintura: Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas. barroco para igrejas. Obra destacada: Edifício do parlamento Inglês. Observa-se. Pinceladas espontâneas. Espanha. Vez por outra retornou-se o estilo gótico da época medieval. Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas. Morreu em Bordeaux. inspiração helenística. os horrores da guerra. Mitologia Grega. o neoclássico. seres deformados. 41 . O nacionalismo. Dramaticidade. Características da pintura: Aproximação das formas barrocas. a permanência do estilo anterior. em 1828. cenas históricas e as lutas pela liberdade. Trabalhou temas diversos: retratos de personalidades da corte espanhola e de pessoas do povo. Na escultura.Características gerais: A valorização dos sentimentos e da imaginação. domínio da massa. A valorização da natureza como princípios da criação artística. Goya e sua mitologia povoada por sonhos e pesadelos. grosso modo. a ação incompreensível de monstros. asperezas. clássico para museus e palácios. Valorização das cores e do claro-escuro. vigorosas. Principais artistas: Goya.

convenceuse de que precisava ser realista. Uma das primeiras vezes que a arte registra a presença da máquina (locomotiva). Veneza. inclusive em suas criações artísticas. O homem europeu. procurou descrever uma certa atmosfera da paisagem . designa uma tendência geral da vida da arte. representou grandes movimentos da natureza. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho. REALISMO: Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias. suas obras apresentam forte comprometimento político. restaura a liberdade individual. portanto nomeia um sistema.Obra destacada: Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808. designa uma maneira de se comportar. Obras destacadas: Chuva. de agir. deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade. dando-nos a sensação de grande movimentação. Representava assuntos abstratos personificando-os. 42 . representa a transformação e o sentimento de novas classes sociais. Obras destacadas: A liberdade guiando o povo e Agitação de Tanger. de interpretar a realidade. que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história. que tinha aprendido a utilizar o conhecimento cientifico e a técnica para interpretar e dominar a natureza. mas por meio do estudo da luz que a natureza reflete. sobretudo na pintura francesa. um estilo delimitado no tempo. Há uma visão cientifica e dinamismo universa. das luzes e das sombras. a) b) Para seu conhecimento: A palavra romantismo. Romantismo. elege-se o sentimento e a imaginação como fontes artísticas criadoras. Delacroix. e o valor da pintura é assegurada pelo uso das cores. vapor e velocidade e o Grande Canal. Turner. uma nova tendência estética chamada Realismo.

Características gerais: O cientificismo. O Beijo e O Pensador. Obras destacadas: Balzac. Ao artista. ferro. As cidades não exigem mais novos palácios e templos. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano. A expressão da realidade e dos aspectos descritivos. Em 1889. concreto. funcional. lojas. Arquitetura: Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas. Ao contrario. Gustavo Eiffel. pois a beleza está na realidade tal qual ela é. A valorização do objeto. a arte manifesta um protesto em favor dos oprimidos. assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. tanto para os operários quanto para a nova burguesia. levanta em Paris a Torre Eiffel. É uma arquitetura racional. edifica-se o primeiro arranha-céu (Home Insurance Bulldning). Além disso. cimento. escolas. criadas pela industrialização. orgânica. Temas da pintura: Politização. hospitais e moradias. a arte passa a ser um meio para denunciar uma ordem social que consideram injustas. não cabe “melhorar” artisticamente a natureza. Características da pintura: Reapresentação da realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza. procurou recriar os seres tais como eles são. O sóbrio e o minucioso. Usam se novos materiais: vidro. Em Chicago. hoje logotipo da “cidade luz”. ferrovias. Elas precisam de fábricas estações. Escultura: Auguste Rodin. bibliotecas. ou seja o pintor buscava representar o mundo de maneira documental. armazéns. não se preocupou com a idealização da realidade. Os Burgueses de Calais. os escultores preferiam os temas contemporâneos. Revelação dos aspectos mais característicos e expressivos da realidade. 43 .

Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade. que nada tem a ver com os idealizados heróis da pintura romântica. Obra destacada: Moças peneirando o trigo. Foi educado num meio de profunda religiosidade e respeito pela natureza. Os artistas incorporavam a rudeza. por uma atitude racional das coisas pode ocorrer em qualquer tempo da história. sensível observador da vida campestre. Formula-se o socialismo cientifico ou marxista com a publicação do Manifesto em 1848. de interpretar a realidade. anti-acadênicos e anti-românticos.Pintura social denunciando as injustiças e a imensa desigualdade entre a miséria dos trabalhadores e a opulência da burguesia. republicano. Manifesta sua simpatia particular pelos trabalhadores e pelos homens mais pobres da sociedade do século XIX. Jean-François Millet. Pissarro e Van Gogh. em resumo. criou uma obra realista na qual o principal elemento é a ligação atávica do homem com a terra. tem liberdade total de criação e os maiores valores são considerados rebeldes. de autoria de Marx e Engels. tornaram-se assuntos freqüentes da pintura realista. Trabalhou na lavoura desde muito cedo. realista. c) d) 44 . O artista desse período é politizado. mais tarde. o povo. socialista. Seus numerosos desenhos de paisagens influenciaram. As pessoas das classes menos favorecidas. foi considerado o criador do realismo social na pintura. a vulgaridade dos tipos que pintavam. principalmente das classes populares. por exemplo. a) b) Para seu conhecimento: Courbet dizia: “Sou democrata. Principais pintores: Courbet. pois procurou retratar em suas telas temas da vida cotidiana. elevando esses tipos à categorias de heróis. “Ângelus”. A palavra realismo designa uma maneira de agir. a fealdade. O termo realismo significa um estilo de época que predominou na segunda metade do século XIX. amigo da verdade e verdadeiro”. É o caso.

Alguns artistas e obras: Auguste Rodin Damaide: Escultor francês. Com características próprias em cada um desses paises. 1894. 1895. “Ansiedade”. Secessão.MODERNISMO: Corrente artística que surgiu na última década do século XIX na Europa. revalorizando a arte e sua forma de realização manual. O nome deste movimento deve-se à loja que o alemão Samuel Bing abriu em Paris no ano de 1895: “Art Nouveau”. d) A aspiração a um estilo ou linguagem internacional ou européia. e Modern Style. Com diferentes nomes e características próprias de cada país foi se homogeneizando com as realizações das primeiras exposições internacionais nas capitais européias. foram as primeiras exposições internacionais organizadas nas capitais européias 45 . decoração vestuário e etc). São comuns as tendências modernistas: a) Deliberação de fazer arte em conformidade com sua época e renuncia a invocação de modelos clássicos. na Inglaterra e Escócia. Jugendistil. No resto da Europa difundiram-se diferentes traduções: Modernismo. podemos encontrar algumas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. pintura e escultura) e as aplicações aos diversos campos da produção econômica (construção civil corrente. ARTE NOUVEAU: O modernismo é uma corrente artística que surgiu na última década do século XIX. obras em “mármore”. revalorizando a arte e sua forma de realização. c) Busca de uma funcionalidade decorativa. “Sonia Knips”. na Áustria. como resposta as conseqüências da industrialização. na Espanha. na Alemanha. inspirar e redimir o industrialismo. Gustav Klint: Pintor austríaco. b) Desejo de diminuir a distância entre as artes maiores (arquitetura. como resposta às conseqüências da industrialização. e) Esforço de interpretar a espiritualidade (ingenuidade. hipocrisia). Edvard Munch: Pintor alemão.

Seus desenhos. Entre os precursores da arte modernista estava William Morris. de acentuada influencia oriental. Reafirmou-se o aspecto decorativo dos objetos de uso cotidiano. Nos escritórios da empresa criada por ele. As sombras devem ser luminosas e coloridas. o modernismo conseguiu a adesão da alta burguesia. pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. eram determinadas as formas elegantes e sinuosas. tal como é a impressão visual que nos causam. O modernismo não teria sido possível sem a subvenção de seus ricos mecenas. como que surgidos de antigas lendas.que contribuíram para forjar uma certa homogeneidade estilística. não tinham nada em comum com as propostas vanguardistas do inicio do século. pois as cores da natureza se modificam constantemente. como os pintores costumavam representá-las no passado. muito mais praticas do que teóricas. Havia algumas considerações gerais. dependendo da incidência da luz do sol. que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizavam a pintura impressionista. Sua apresentação na exposição de Bruxelas de 1892 produziu um grande impacto e determinou a difusão desse novo estilo. se contrapunham à produção industrial. típicas do modernismo. 46 . bem como definidos os materiais nobres usados na criação de objetos de uso cotidiano. O objetivo dos novos desenhos reduziu-se meramente ao decorativo e seus temas. As figuras não devem ter contornos nítidos. mediante uma linguagem artística repleta de curvas e arabescos.. elaborados com espírito artesanal. Contrariamente à sua intenção inicial. A arquitetura foi a disciplina integral à qual se subordinaram as outras artes gráficas e figurativas. a Morris & Co. IMPRESSIONISMO: Foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu inicio às grandes tendências da arte do século XX. e não escuras ou pretas. Principais características: A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento. que apoiava entusiasticamente essa nova estética de materiais exóticos e formas delicadas.

em abril de 1874. É o observador que. propunha uma temática urbana de acontecimentos cotidianos. Pelo contrario. Obras destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em pleno sol.foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da critica. 47 . ao admirar a pintura. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade. A primeira vez que o publico teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris. pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura. os retratos e as naturezas mortas. Mas o público e a critica reagiram muito mal ao novo movimento.Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo. Auguste Renoir. preferia os nus ao ar livre. alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. pintou vários motivos em diversas horas do dia. ainda em vida. as composições com personagens do cotidiano. combina as várias cores. introduzida na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente. incessante pesquisador da luz e seus efeitos. A segunda. o que era uma preocupação principalmente para os impressionistas. realizados em pinturas planas. A mistura deixa portanto. com a lei das cores complementares. a fim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade. Assim um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos. devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). sem perspectiva. de ser técnica para ser óptica. Principais artistas: Claude Monet. Seus quadros manifestam otimismo. obtendo o resultado final. A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento.

Obras destacadas: Baile do Moulin de la Galette e La Grenouilliere. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista. No Brasil destacou-se o pintor Eliseu Visconti. Os temas das esculturas 48 . aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Obra Destacada: O ensaio. novo personagem da estatuária. Escultura: As esculturas deste período também podem ser consideradas impressionistas. registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. A escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem. ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos. que era a grande paixão do impressionismo. Adorava o teatro de bailados. Obras destacadas: Trigal e Maternidade. os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. Ganhou uma viagem à Europa. com resquícios de Rococó. Edgar Degas. Obra destacada: Tarde de domingo na Ilha Grande Jatte. e dos esboços dinâmicos de Carpeaux. A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira. mestre do pontilhismo. a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras. já que de fato. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas. Além disso. inspiradas em Michelangelo. foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor. onde teve contato com a obra dos impressionistas. procura. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. como exemplo ideal do processo criativo do artista. decididamente. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin. Seurat.

mas distribuindo com habilidade luzes e sombras. Todos franceses. todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética. Outros importantes foram. foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. camponeses. Henri Rousseau. que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux. Para seu conhecimento: O quadro Mulher no Jardim. São cenas do jardim da casa do artista. a quem se deve a revalorização dos temas populares. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux. entre outros. o primeiro com sua obra e o segundo com suas teorias. Paul Cézane e Van Gogh. os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó. mulheres realizando atividades domésticas. a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das 49 . Rodin e Hildebrand foram em parte os responsáveis por essa nova estatuaria. começando então a exibir obras inacabadas. PÓS-IMPRESSIONISMO: Designa um grupo de artistas que procuravam de varias maneiras ampliar a linguagem visual. e Henri de Tourlouse-Lautrec. de Monet. Outros escultores foram Dalou e Meunier. O movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico. Rodin considerava “O Escravo”. Os mais influente pós-impressionistas foram Paul Gaugin. que Michelangelo não terminou . A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras.surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época. o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin. Operários. Georges Seurat. com exceção de Van Gogh que era holandês. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto.

Suas pinceladas parecem ondas escapeladas de poderoso colorido. Como Manet e os impressionistas. Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. A cor de cada pontinho contrasta com a cor do pontinho do lado. Embora inicialmente ligado ao impressionismo. Música: As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890. Van Gogh desejava exprimir seus sentimentos mais íntimos através da arte. procurava constantemente a pureza e a simplicidade da vida. Rousseau teve um dos estilos mais originais da história da arte. Estas pinturas são feitas de pontinhos de cores puras. do 50 . De uma certa distância. desenhos vigorosos. Cézanne enfatizava a forma e a massa. Cézanne evitava retratar emoções em seus quadros. Van Gogh alia-se ao expressionismo. aplicava suas tintas diretamente sem misturá-las. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens.. de Seurat. elas tendem a exibir um caráter estático. Lautrec pintava cenas da vida noturna dos cafés e das salas de espetáculos de Paris. O gênio Cézanne para redistribuir as formas influenciou o movimento cubista do inicio do século XX. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte. as diferentes cores misturam-se na visão dos observadores. como Reflexos na Água.cores. Gauguin. O resultado foi uma arte de extraordinária intensidade. Sua procura de novos métodos de pintura levou-o a novas maneiras de estruturar seus temas. Ele pintou cenas misteriosas e fantásticas que se parecem com as pinturas surrealistas da década de 1920. porem. Como resultado. As pinturas de Paul Gauguin são altamente decorativas. na França. enquanto Gaugin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influência o simbolismo e o expressionismo. Ao contrario dos impressionistas que enfatizavam a luz. Ele enfatiza cores chapadas. Ele dizia que desejava “fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como a arte dos museus”. explorava sentimentos profundos mediante suas pinturas. Ele acreditava poder realizar esse anseio mediante o uso de cores brilhantes e pinceladas violentas. formas sem sombreado e linhas curvas. Cézanne não procurava contar historias com seus quadros. Georges Seurat criou um estilo de pintura chamado pontilhismo.

à prostituição. Principais características: Pesquisa no domínio psicológico. No Brasil. estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons). Na ópera. à solidão. como em Pelléas et Mélisande. como principal. considerado marco do impressionismo musical. ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. Georgina de Albuquerque (1885-1962). pioneiro do movimento. nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Viscont (1866-1944). EXPRESSIONISMO: É a arte do instinto. Lucílio de Albuquerque (1877-1939) e João Timóteo da Costa (1879-1930). ao ciúme. à miséria humana. Utilizando cores patéticas. como O Farol. de 1916 e também nas primeiras telas de Anita Malfati. 51 . A obra Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. O termo expressionismo (com o sentido de retorcer. Deforma-se a figura. de 1915.compositor francês Claude Debussy (1862-1918). O impressionismo abandona a música tonal. subjetiva. ao medo. Seus quadros foram os primeiros nos quais o objeto representado se distancia totalmente do modelo original. Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente. O expressionismo foi a primeira vanguarda artística do século XX que utilizou a deformação da realidade para dar forma à visão subjetiva do artista. Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança). da música popular européia e da Idade Média. autor de A Valsa e Bolero. dá forma plástica ao amor. “expressando” sentimentos humanos. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937). Debussy rejeita o formalismo e a linearidade. Prelúdio para a Tarde de um Fauno. trata-se de uma pintura dramática. para ressaltar o sentimento. em alemão) foi cunhado pelo galerista Georg Levin em 1912. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.

amarelos. verdes e violetas. Munch. de sua paixão pelas nativas. voltou ao Taiti. mas sim levá-los mais longe: Gaugin. Começou assim uma vida de viagens e boemia. Quando voltou a Paris. Também se destacam Toulouse-Latrec. mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique. segundo conhecidos do pintor. os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas. mais precisamente para Orleans. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo. representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar. No ano de 1891. Pasta grossa. longe de poder ser enquadrada em algum movimento. Em 1887 entrou para marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores. Observação: Alguns historiadores. empastando ou provocando explosões. algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores. em oposição a qualquer naturalismo. Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. que mais do que um conceito artístico. Um erotismo natural. que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. para se libertar dos condicionamentos da Europa. Cézanne e Van Gogh. Os três primeiros pintores abaixo estão incluídos nessa designação.- Cores resplandecentes. Modigliani e James Ensor. realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel. As cores se entendem planas e puras sobre superfície. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos. Dinamismos improvisados. fundidas ou separadas. inesperados. foi tão singular como a seus amigos Van Gogh ou Cézanne. e não faltam cenas que mostram. Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem. 52 . fazendo e refazendo. abruptos. é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do Grupo Navis. Preferência pelo patético. Principais artistas: Gaugin. em busca de novos temas. áspera. como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. trágico e sombrio. Gaugin voltou com os pais para a França. o pintor parte para o Taiti. fruto. Apesar disso. Sua obra. vibrantes. quase decorativamente. . depois de passar a infância no Peru. determinam para esses pintores o movimento “Pós Impressionista”. martelada.

Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras. que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna. e também foi responsável pelos cartazes dos artistas que se apresentavam no Moulin Rouge. nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores. de tal forma que se torna impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos. Boêmio. Obras destacadas: Trigal com corvos e Café à Noite. onde passou a pintar ao ar livre. em três meses apenas.Obra destacada: Jovens Taitianas com Flores de Manga. Vicent Van Gogh. O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura. morreu jovem. uma cidade tranqüila ao norte da França. Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelos críticos. Nessa época. dirigiu-se. 1756 desenhos e dez gravuras. reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas. cidade do Sul da França. em maio de 1890. para Anvers. sua tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas. Obras destacadas: Castelo de Médan e Madame Cézanne. acentua-se cada vez mais. pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas. principalmente pela decisão de simplificar as formas dos seres. ele suicida-se. 53 . cones e esferas. deixou Paris e foi para Arles. sem nenhuma matização. empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza. pois elas tinham para ele a função de representar emoções. Toulouse-Lautrec. Obra destacada: Ivette Guilbert que saúda o público. deixando uma obra plástica composta de 879 pinturas. como cilindros. declarando-se um colorista arbitrário. Pintava temas pertencentes à vida noturna de Paris. Foi uma pessoa solitária. através da cor. que era para ele o elemento fundamental da pintura. Interessouse pelo trabalho de Gaugin. Cézanne. depois de internações e tratamento médico. Em julho do mesmo ano. Entretanto ele passou por várias crises nervosas e. Em 1888. e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores.

na qual conheceu Gaugin. Em 1914 Kirchner foi convocado para a guerra. Munch foi um artista determinado a criar “pessoas vivas. A dor e o trágico permeiam seus quadros. Seus quadros exerceram grande influência nos artistas do grupo Die Brücke. conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais. Nascido em Loten. Em seu regresso. que respiram e sentem. começou a se especializar em gravações e litografias. fundou o grupo Die Brücke (A Ponte.a ponte que conduz ao super homem”). influenciado pelo cubismo e fauvismo. no ateliê do pintor Krogh. Toulouse-Lautrec e Van Gogh. Kirchner. o pintor alemão deu formas geométricas às cores e despojou-as de sua função decorativa por meio de contrastes agressivos. Perseguido pela tragédia familiar. Noruega. Pouco tempo depois se reuniu com os pintores Heckel e SchmidtRottluf em Berlim. Kirchner continuou sua formação na cidade de Munique. Dessa época são os quadros mais ousados de paisagens e nus. 1889. na Noruega. Recusou o banal. que conheciam e admiravam sua obra. Munch iniciou sua formação na cidade de Oslo.Munch. mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. foi um dos fundadores do grupo de pintura expressionista Die Brücke. as cenas interiores pacificas. realizando trabalhos para a Ópera. Tendo concluído seus estudos de arquitetura na cidade de Dresden.. Numa segunda viagem a Paris. A partir de 1907. sofrem e amam”. Uma de suas obras mais importantes é “O Grito”. longe das representações realistas. Veio então a época em que os pintores se reuniam numa casa de veraneio em Moritzburg e se dedicavam apenas ao que mais lhes interessava: pintar. comuns na sua época. com os quais. As linhas sinuosas do céu e da água. motivados pela leitura de Nietzche. em 1863. È um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. morou na Alemanha. foi convidado a participar da exposição da Associação de Berlim.. numa referencia à frase do escritor: “. onde além de exposições. Passou seus últimos anos em Oslo. com o fim de manifestar sua verdadeira visão da realidade. Em pouco tempo pôde se apresentar no Salão dos Independentes. e um ano depois tentou o suicídio. Quando suas mãos se 54 . bem como cenas circenses e de variedades. realizou cenários. foi um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo. e a linha diagonal da ponte. Realizou uma viagem a Paris.

Em 1933. segundo o pintor. Klee estudou com o mestre Von Stuck em Munique. Demônios. Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia. Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die vier Blauen. Depois de lutar durante dois anos na primeira guerra. Klee escreveu: “A cor. Além de sua obra pictórica. para seis anos mais tarde. em 1931. mas antes apresentou suas obras em Paris. com quadros de caráter quase surrealista. na primeira exposição dos surrealistas. Depois de uma viagem pela Itália. entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter. começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar. Quando finalmente sua contribuição para a arte alemã foi reconhecida. como a forma. este pintor dedicou-se durante toda sua carreira a buscar o ponto de encontro entre realidade e espírito. durante o nazismo. em 1940. produto de uma profunda tristeza. em cima de “matéria e sonhos”. Paralelamente. seus quadros se transformaram num amontoado neurótico de cores contrastantes e agressivas. Kirchner tentou mostrar em toda a sua produção pictórica uma realidade de pesadelo e decadência. 55 .recuperaram do ferimento. voltou a pintar ao ar livre. Kee deixou vários trabalhos escritos que resumem seu pensamento artístico. Entre eles merecem ser mencionados: “Anatomia de Afrodite. em sua casa ao pé dos Alpes. foi renomeado membro da academia de Berlim. ver sua obra ser destruída e desprestigiada pelos órgãos de censura. onde se encontrou co Delaunay. Em 1912 viajou para Paris. As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca na obra do pintor. que seria de vital importância para suas obras posteriores. No final de 1938 o pintor pôs fim à própria vida. Flores noturnas e Villa R”. em sua primeira viagem a Tunis. Paul Klee. Iniciou uma fase de grande produtividade. Sensivelmente influenciado pelos desastres da guerra. Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza. pode expressar ritmo e movimento”. Suas obras mais importantes estão dispersas pelos museus de arte moderna mais importante da Alemanha.considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista. Klee emigrou para a Suíça. criados. Mas a grande descoberta ocorreria dois anos depois. A exemplo de Kandinski.

Grupos expressionistas: O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte). Modigliani teve em comum com os cubistas e expressionistas o distanciamento das academias. e Georges Rouault na França. ativo de 1911 a 1914. que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913. juntamente com a dos mestres Cézanne e Van Gogh. chegadas a França das colônias. pode-se muito bem dizer que sua obra. Influenciados pelo cubismo e futurismo. e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). entre eles o russo Vassili Kandinski (Rússia). em Dresden. são mais agressivos e politizados. Uma das descobertas mais inovadoras foi a aplicação das teorias musicais à composição Plástica. Os artistas do primeiro grupo. que surgiram mais adiante no século XX. para citar alguns. Foram três as etapas que levaram o expressionismo ao amadurecimento: o primeiro o período da arte naif. composto por Rouault e Soutine. elegante. tanto abstratos quanto figurativos. Três anos depois se mudou para Paris. pertence. sua cidade natal. voltam se para a espiritualidade. Nessa cidade travou conhecimento com os pintores Utrillo. Sua visão totalmente pessoal e às vezes agressiva da realidade. Produziu então suas primeiras esculturas motivadas pelas peças de arte africana. Os do segundo grupo. Picasso e Braque. Paul Klee. recatada e ao mesmo tempo misteriosa. Frans Marc (Ale). Emil Nolde. August Macke. Karl Schmidt – Rottluff e Max Pechstein. Suas descobertas estilísticas foram decisivas para os movimentos plásticos. Com cores quentes produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. se formou mediante uma intensa deformação e abstração das formas e uma acentuação de linhas e contornos. Oskar Kokoschka. em Livorno. Em 1902 entrou na academia de Florença e um ano mais tarde na de Veneza. onde teve aulas na academia de Colarossi. como os alemães Ernst Kirchner. Apesar disso. em Munique. Sua visão tão subjetiva dos seres humanos e a emotividade de suas cores o aproximam mais do reduzido grupo de expressionistas franceses. a revalorização da cor e o estúdio das formas puras. Egon Schiele na Áustria. à dos gênios solitários. em que se vislumbrou a importância da arte como meio de expressão dos 56 .Amadeo Modigliani: iniciou sua formação como pintor no ateliê de Micheli. Em 1908 participou do Salão dos Independentes e lá conheceu Juan Gris e Brancusi. Esse aspecto de máscara foi uma das constantes nos seus retratos e nus sensuais.

com cenários fantasmagóricos. exagero na 57 . Lasar Segall e o gravurista Osvaldo Goeldi. Com o expressionismo. Sua preocupação era reformular os temas impressionistas. no México os destaques são os muralistas como Diego Rivera. Os artistas do Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). David Siqueiros e Jose Clemente Orozco. expressividade da cor e abstração das formas passaram a ser os novos princípios da arte. Cinema: os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas. Havia ainda uma realidade ainda mais importante: “a da visão subjetiva do artista”. ao contrario. No Brasil: Nas artes plásticas. cujo tema principal foi a abstração das formas. o expressionismo é principalmente uma via de protesto político. com a sobreposição de figuras. Na pintura. Contudo os princípios plásticos enunciados pelo expressionismo marcarão a estética de todas as disciplinas artísticas que vão surgir mais adiante. o segundo. Anita Malfatti. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. Na América Latina. A escultura expressionista é escassa. o tema central era o resgate do feio como novo valor estético. A última grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica. do espanhol Pablo Picasso. denominado expressionismo puro. e finalmente. O que mais se destacaram em suas obras foram a agressividade da cor e a falta de tranqüilidade das formas. uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central. voltaram-se para a espiritualidade. os temas centrais eram as paisagens de policromia exarcebada e o corpo humano sintetizado em poucas linhas. Para os expressionistas vienenses. A obra mostra sua visão particular da angustia do ataque. que retrata o êxodo do Nordeste.sentimentos humanos. influenciados pelo cubismo e futurismo. os períodos anteriores e posteriores à I Guerra Mundial. conceitos como deformação da realidade. nos quais atuou como implacável critico da sociedade. a principal característica foi a deformação da realidade sob a óptica dos sentimentos. uma mulher presa em um edifício em chamas. os artistas mais importantes são Cândido Portinari. Não se preocupavam em imitar o modelo da natureza ou o objeto real. usavam as teorias musicais para conseguir composições de colorido harmonioso e formas totalmente abstratas. como um cavalo morrendo. Para o grupo Der Brüque(A Ponte). e a arquitetura é exclusivamente teórica.

de Robert Wine (18811938). Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. Literatura: O movimento é marcado por subjetividade do escritor. com tramas bem construídas e lógicas.U. P irlandês James Joyce. Filmes como Nosferatu. do tcheco Karel Capek (1890-1938). o inglês T. Teatro: Com tendência para o extremo e o exagero. do Sueco August Strindberg (1849-1912). traduzem as angustias e as frustrações do país em plena crise econômica e social. simbólico e associativo. O enredo é muitas vezes metafórico. O estilo é abstrato. a linguagem é direta. Foi na peça expressionista R. análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. acaba com o cinema expressionista. A partir de 1908. as peças são combativas na defesa de transformações sociais. Em geral. que se criou a palavra robô. e Metrópoles. de Friedrich Mumau (1889-1931).. o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951). O nazismo. o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas. Um exemplo é “O Gabinete do Doutor Caligari”. Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem e critério do compositor. Música: Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música.interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. de Fritz Lang (1890-1976). S. que rompe definitivamente com o romantismo. Eliot (1888-1965). com frases curtas. que domina a Alemanha a partir de 1933. A primeira peça expressionista é A estrada de Damasco (18981904). Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser (1878-1945) e Carl 58 . Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem. Em 1912 compõe Pierrot Lunaire. autor do método de composição dodecafônica. que marca o surgimento do expressionismo no cinema alemão em 1919.R.

outros importantes fauvistas foram André Derain. Os princípios deste movimento artístico eram: Criar.Stemnheim (1878-1942) e o norte americano Eugene O’Neill (18881953). Raoul Dufy. Ausência de ar livre. como saem das bisnagas. não correspondendo à realidade. sem misturá-las ou matizá-las. Usavam cores puras intensamente brilhantes e até pintaram objetos em cores muito diferentes de seu colorido natural. O movimento foi liderado por Henri Matisse. Características da pintura: Pincelada violenta. poderia ser de um vermelho brilhante. no Salão de Outono. as sensações primárias. no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens. em arte. queria fazer quadros que trouxessem bem-estar. A maioria deles. para um fauvista o tronco de uma árvore não precisava ser marrom. filosóficos ou psicológicos.pois estavam exposto um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista. espontânea e definitiva. As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares. mas seu estilo influiu enormemente sobre muitos artistas posteriores. Criar é seguir os impulsos do instinto. Como por exemplo. alegria e prazer. não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos. todos franceses. FOVISMO: Primeiro movimento artístico importante do século XX. 59 . Uso exclusivo das cores puras. Em 1905 em Paris. pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva. roxo ou qualquer outra cor. Os fauvistas não se preocuparam em expressar motivos morais. em virtude da intensidade com que usavam as cores puras. A cor pura deve ser exaltada. Colorido brutal. inclusive Matisse. Georges Rouault e Maurice de Vlaminck. Quem lhes deu este nome foi o critico Louis Vauxcelles. aproximadamente. brilhou como grupo de 1903 a 1907. alguns artistas foram chamados de fauves (em português = feras).

em 1908. Impressionista a principio. pintou figuras e paisagens em brilhantes cores chapadas. Raoul Dufy. desde então. pintor francês. ilustrador e litógrafo. foi o mais autêntico fauvista. Abandonou assim a perspectiva. também. Contrastes tonais e a geometrização da forma caracterizam sua obra. retratos e naturezasmortas haviam adquirido uma entonação neoclássica. (1880-1954).” Adotou mais tarde estilo entre expressionista e realista. Nessa fase. sem profundidade. pintor francês. Henri Matisse. ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composição planas. que exploravam o sensualismo das cores fortes. O que interessa é a composição e não as figuras em si. com os quais se tornou um dos principais pintores fovistas. dizia: “Quero incendiar a Escola de Belas Artes com meus vermelhos e azuis. Foi. ligou-se a Maurice de Vlaminck e Matisse.- Pintura por manchas largas. sofreu influencias de Cézanne e depois do Cubismo. (1876-1958). seus nus. CUBISMO: 60 . tanto das figuras como das cores. Morreu um ano depois de receber o prêmio de pintura da bienal de Veneza. as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma. formando grandes planos. pintor francês. escultor. não mudou. André Derain. depois de travar contato com Matisse. como de pessoas ou de naturezas-mortas. recorrendo a traços impulsivos e a pinceladas descontinuas para obter suas composições espontâneas. gravador e decorador francês. com o gradual desaparecimento da gestualidade espontânea das primeiras obras. evoluiu gradativamente para o fovismo. dizia: “As cores chegaram a ser para nós cartuchos de dinamite. Dos pintores fovistas. (1877-1953). Na década de 1920.” Por volta de 1900. Principais artistas: Maurice de Vlaminck. Após romper com o fovismo. (1869-1954). pintor. nas suas pinturas ele não se preocupa com o realismo. Seu estilo.

por um ocre apagado ou um castanho suave. Representação do volume colorido sobre superfície planas. através de sua fragmentação. palavras. essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de colagem porque introduz letras. Sensação de pintura escultórica. Decompondo-a em partes. mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Cores austeras. numa superfície plana. Não representa. procurando a visão total da figura. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar 61 . Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. esferas e cilindros. percebendo todos os planos e volumes. Representa-os como se movimentassem em torno deles. pedaços de madeira. metal e até objetos inteiros nas pinturas.Historicamente o Cubismo originou-se da obra de Cézanne. o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos. que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones. essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Entretanto. perde sua função. Basicamente. Renuncia à perspectiva. Essa fragmentação dos seres foi tão grande. Na verdade. O pintor cubista tenta representar os objetos em tre dimensões. O claro-escuro. os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Principais características: Geometrização das formas e volumes. CUBISMO SINTÉTICO: reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. O Cubismo se divide em duas fases: CUBISMO ANALITICO: caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. vidro. por cima e por baixo. do branco ao negro passando pelo cinza. examinando-a em todos os ângulos no mesmo instante. com o predomínio de linhas retas. números. vendoos sob todos os ângulos visuais. sob formas geométricas. È como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador.

O cubismo manifesta-se ainda na arquitetura.efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere. começa a elaborar a estética cubista que. especialmente na obra de Corbusier. que representa. e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. O resultado são palavras soltas. sem a continuidade tradicional. que influencia toda a poesia 62 . Quando o pintor. se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. são mais nítidas as fases: azul que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres. tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Entretanto. No teatro. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendências de determinados movimentos estéticos. como vimos anteriormente. A linguagem é demonstrada em busca da simplicidade e do que é essencial para a expressão. restringe-se à pintura de cenários de peças e balés feitos por Picasso. durante a Guerra Espanhola. Literatura. os princípios do cubismo aparecem na poesia. por ocasião de uma mostra. A arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade. mas com uma liberdade muito maior. Podemos destacar. com veemente indignação. com a obra Lês Demoiselles d’Avignon. Em 1907. e na escultura. mulheres e trabalhadores. um artista que passou pela fase do cubismo analítico e sintético. é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos. responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças. Principais artistas: Pablo Picasso.” Pablo Picasso Braque. despertando também no observador as sensações táteis. escritas na vertical.” Pablo Picasso “A arte não é a verdade. o bombardeio da cidade espanhola de Guernica. vê algumas de suas telas antigas novamente. também o mural Guernica. “A obra de um artista é uma espécie de diário. O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918). só que vistos com túnica de ouro.

publicou o primeiro manifesto futurista. O poeta propunha a destruição de um mundo representado pelo governo. academias de arte e Vaticano. que ocorreu na Itália de 1909 a 1916. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários. Seus princípios foram ponto de partida para a modernização da cultura italiana. o jornal parisiense “Le Figaro”. Destacam-se: Tarsila do Amaral: apesar de não ter exposto na semana de 22. A ela pertence a tela Abaporu. suas bases eram totalmente revolucionarias.contemporânea. cujo nome. assinado pelo poeta italiano Filippo Tomaso Marinetti. FUTURISMO: Movimento artístico. Não há portanto. tem seus quadros dentro de alguns importantes museus. depois da Semana de Arte Moderna. Em 1928 deu inicio a uma fase chamada antropofágica. Obra destacada: Pietá. abordava o 63 . Em 20/02/1909. Cubismo no Brasil: Só repercute no país. colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira. Seu programa político. torna-se precursor do concretismo. cubistas brasileiros. Estudou em Paris. embora quase todos os modernistas sejam influenciados pelo movimento. Ao dispor versos em linhas curvas. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. segundo a artista é de origem indígena e significa “antropófago”. Anita Malfati e Di Cavalcanti. após a semana de arte moderna de 1922. para fazer a sociedade italiana despertar para a modernidade. de grande repercussão social. Foi reconhecido também naquele país. e ele foi o primeiro grito exigindo uma arte contemporânea. pois produziu uma obra indicadora de novos rumos. sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. É o caso de Tarsila do Amaral. Rego Monteiro: um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista.

os futuristas. Mas é exatamente ai que está a diferença na preposição dos futuristas. em conjunto. também se uniu a essa corrente. sem a soma de momentos que. Além disso como um objeto em movimento também perde a sua forma original. tiveram muito trabalho ao materializar sem cair nas antigas representações artísticas que tanto abominavam. Russolo e Severini. é visto pelo observador como uma sucessão de linhas coloridas fugazes. com o que conseguiram alcançar um de seus maiores objetivos: a simultaneidade. qualquer objeto em movimento. o espectador. Repetiram essas fragmentações até saturar o plano. Boccioni. nos quais assentavam as bases do que viria a ser a arte futurista: “a maquina como única expressão do dinamismo e a velocidade como novo sinal dos tempos”. entendido como a deformação e desmaterialização por que passam os objetos e o espaço quando ocorre a ação. amontoando-se umas sobre as outras. O arquiteto Sant’Elia. ousaram ainda mais. redigiram seus próprios manifestos. que também cheios de entusiasmos revolucionários. Esta teoria pode parecer familiar quando se pensa nos esforços que os impressionistas fizeram para captar a luz ou as cores num momento determinado. um dos maiores expoentes do movimento. que. Uma de suas propostas foi a divisão da cor. Carrà. a destruição das riquezas e a igualdade entre o homem e a mulher. Mas não é. é necessário fragmentar volumes e linhas.. Não bastasse isso os futuristas. 64 . e o militarismo como revalorização do sentido de pátria. É mais do que sabido que. só consegue se deixar envolver por essas telas velozes e movediças. como: Balla.” Diante das obras futuristas. O pintor Boccioni. Marinetti contou com apoio incondicional de jovens pintores italianos do inicio do século. que tão bem souberam expressar suas teorias nos manifestos. transmitem a sensação de vertigem dos novos tempos. mais do que um prazer visual. Parece simples. teorizando sobre uma arquitetura caduca e transitória. “. os futuristas tentaram plasmar em suas pinturas a idéia de dinamismo. para transmitir uma sensação de movimento continuo. também defendia a guerra como único meio de mudar um mundo antiquado e decadente. que não sobrevivesse ao homem. Em linhas gerais. o estático.é que os futuristas aspiram à captação de um instante preciso na tela. constroem a ação. nos quais as formas se repetiam.. O verdadeiro desafio para os futuristas foi encontrar um estilo que não tivesse nada em comum com as formas de arte tradicionais.divorcio.

juntava-se a eles para assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. em sua obra o pintor italiano tentou endeusar os novos avanços científicos e tecnológicos por meio de representações totalmente desnaturalizadas. Um recurso dos mais originais que ele usou para representar o dinamismo foi a simultaneidade. nas artes plásticas. o futurismo foi uma arte eminentemente pictórica. Dissolvido o movimento. Procura-se neste estilo expressar o movimento real. com a situação da luz e a integração do aspecto cromático. Enquanto ganhava seu 65 . Cinco anos mais tarde fez uma viagem a Paris. A formação acadêmica de Balla restringiu-se a um curso noturno de desenho de dois meses de duração. mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas. intitulado: “Cão na coleira ou Cão atrelado”. Preocupado. ou desintegração das formas. na Academia Albertina de Turim. como seus companheiros. Balla retornou às suas pinturas realistas e se voltou para a escultura e a cenografia. em encontrar uma maneira de visualizar as teorias do movimento. apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista. Embora em principio Balla continuasse influenciado pelos divisionistas. mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço. (1881-1966). Boccioni e Severini. conheceu Marinetti. Carlo Carra. registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. aprofundando a busca do dinamismo. numa repetição quase infinita. não demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do movimento a que pertencia. embora sem chegar a uma total abstração. junto com Giorgio De Chirico. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel. Mesmo assim. ele se separaria finalmente do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de Pintura Metafísica. onde entrou em contato com a obra dos impressionistas e neo-impressionistas e participou de várias exposições. O futurismo é a concretização desta pesquisa no espaço bidimensional. onde apresentou regularmente suas primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e Cultores das Belas Artes. Um ano mais tarde. Principais artistas: Giacomo Balla. Na volta a Roma. que permita ao observador captar de uma só vez todas as seqüências do movimento.fez suas incursões pela escultura. Em 1895 o pintor mudou-se para Roma. sua cidade natal. embora se possa afirmar sem dúvida que.

(1882-1916). do qual foi um dos principais teóricos. Suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo Cubismo. publicou o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. em Milão. Ao retornar. mas incorporando os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrarias. Nessa época iniciou seus primeiros estudos e esboços de Ritmo dos Objetos e Trens. Ao voltar. De lá se mudou para Londres. entrou em contato com Carra e Marinetti e um ano depois se encontrava entre os autores do Manifesto Futurista de Pintura. No inicio mostrou-se interessado na pintura impressionista. onde se encontrou com Picasso e Braque. Ao voltar. Em 1912. redigido pelo poeta italiano e publicado no jornal Le Figaro. Modigliani e Picasso. mas já em 1915 separou-se definitivamente do grupo. participou da primeira exposição futurista. Os retratos deformados pelas superposições 66 . Juntou-se a Giorgio De Chirico e realizou sua primeira pintura metafísica. Fez então algumas viagens a Paris. 1919 e La Mia Vita. desprezo pela representação naturalista. no qual foram registrados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado. freqüentava as aulas de pintura na Academia Brera. influenciou a arte de seu país nas décadas de 1920 e 1930. principalmente na obra de Cézanne. A partir desse momento começaram a aparecer as referências cubistas em suas obras.sustento como pintor-decorador. Em 1900 fez uma primeira viagem a Paris. Publicou vários trabalhos. Umberto Boccioni. Numa segunda viagem a Paris entrou em contato com Apollinaire. Um ano mais tarde assinou o Primeiro Manifesto Futurista. sua obra se manteve sob a influencia do cubismo. contratado para a decoração da Exposição Mundial. 1943”. retornou as aulas na Academia Brera e conheceu Boccioni e o poeta Marinetti. Boccioni mudou0se ainda muito jovem para Roma. por definição por definição suas obras mais futuristas. entre eles “La Pittura Metafísica. Foi com a intenção de procurar as bases dessa estética que ele viajou a Paris. Londres e Berlim. Nascido em Reggio di Calábria. indiferença em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados a pintura. Carra não deixou de comparecer às exposições futuristas de Paris. Pintor italiano. Logo fez amizade com os pintores Balla e Severini. São Petesburgo e Milão. onde estudou em diferentes academias. representante do futurismo e mais tarde da pintura metafísica. Em suas últimas obras retornou ao Cubismo.

Durante a Primeira Guerra Mundial. Não existe perspectiva geométrica linear. Características gerais: Composições planas. o artista naif é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras. existem os realmente marcantes e outros nem tanto. sem que. mesmo nesses casos. se confunda com elas. Um ano mais tarde. nem nas tendências modernistas. Assim. na cidade de Verona. Dinâmico Plástico” (Pintura. no entanto. tende à simetria e a linha é sempre figurativa. das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos. muito embora. ARTE NAIF: É a arte da espontaneidade. nem tampouco no conceito de arte popular. escultura Futurista. Art naif (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática. sem nenhuma referencia cultural. de uma criação totalmente subjetiva. o pintor se alistou como voluntário e ao voltar publicou o livro “Pittura. O artista naif não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa. Pinceladas contidas com muitas cores. da arte do doente mental e da arte primitiva. Dinamismo Plástico). Scultura Futurista. em 1916. do fazer artístico sem escola nem orientação. Não se trata. Morreu dois anos depois. portanto. Principal artista: 67 . da criatividade autêntica. portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular. com sua obra “Dinamismo de um jogador de futebol”. Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos. Claro que.de planos ainda não conseguiam expressar com clareza sua concepção teórica. seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiração na iconografia popular das ilustrações dos velhos livros. como numa arte mais intelectualizada. Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados. bidimensionais. Esse isolamento situa o art naif numa faixa próxima à da arte infantil. como num pseudofotograma.

pintor italiano. Estreou com uma original obra-prima. principal representante da pintura metafísica. Nos primeiros anos do século XX. constitui um caso singular: puçás vezes um artista alcançou tão rapidamente a fama para em seguida renegar o estilo que o celebrizara e cair em um esquecimento quase absoluto. (1844-1910). irreais e enigmáticos. A pintura metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas. em arcadas e arquiteturas puras. ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural. de plástica despojada e escultural. Notável por suas naturezas-mortas em que buscava a unidade das coisas do universo. composição e perspectiva. solitários. legumes. e de empregar as cores de modo arbitrário. As suas obras retratam cenários arquitetônicos. sombras sedutoras e cores ricas e profundas. após despertar a admiração de Alfred Jarry. Pablo Picasso. Tem inspiração na Metafísica. (1888-1964). idealizadas.Henri Rousseau. no Salão dos Independentes. (1890-1964). numa transfiguração toda especial. seu trabalho foi reconhecido em Paris e posteriormente influenciou o surrealismo. que precisam simbolizar a estranheza do ser humano diante do seu meio ambiente. Conferiu imobilidade e transparência de formas recorte intimista e 68 . Giorgio Morandi. homem de pouca instrução geral e quase nenhuma em pintura. Guillaume Apollinaire. onde colocava objetos heterogêneos para revelar um mundo onírico e subconsciente. Principais artistas: Giorgio De Chirico. “Um dia de carnaval”. De Chirico. manequins. nus ou vestidos à moda clássica. nascido na Grécia. muitas vezes com a inclusão de estátuas. Também usada nas suas obras “manequins. em curiosas perspectivas divergentes. Criou exóticas paisagens de selva que lembram tramas de sonho e parecem motivadas pelos sentimentos mais puros. frutas. enigmáticos e sem rosto”. Em sua primeira exposição foi acusado pela critica de ignorar regras elementares de desenho. perpassado de inquietações metafísicas. pintor italiano. Robert Delaunay e outros intelectuais e artistas. PINTURA METAFÍSICA: A pintura deve criar uma impressão de mistério através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos.

num dicionário alemão-francês. sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. teriam sido convocados para o serviço militar. a incoerência.atmosfera de luz cinza-clara. interessandose pelo movimento das formas.caixas e lâmpadas velhas. filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar as destruição da Europa. se tivessem permanecido em seus respectivos países. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil “cavalo de pau”. O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921. antes do surgimento do grupo Dada (Zurique. o Dada foi um movimento de negação. para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional). selecionado e combinando elementos por acaso. o caos. após leve intervenção e receberam um titulo. assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências. a desordem. objetos escolhidos ao acaso. garrafas. às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos. pintor e escultor francês. Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de “Fonte”. Sendo a negação total da cultura. firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra. artistas de várias nacionalidades. DADAÍSMO: Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que. Reinterpretou o cubismo a sua maneira. Durante a Primeira Guerra Mundial. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan. Criou os ready-mades. exilados na Suíça. Depois fez interferências (pintou bigodes na Monalisa.1916). (1887-1968). inventou mecanismos ópticos. religião. Principais artistas: Marcel Duchamp. Esse nome escolhido não fazia sentido. eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico. e que. 69 . O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte. adquiriram a condição de objeto de arte. o Dadaísmo defende o absurdo. Politicamente.

criando técnicas em pintura e escultura. de modo que o papel adquira o aspecto da superfície posta debaixo dele. 70 . O abstracionismo apresenta várias fases. esteve envolvido em outros movimentos artísticos. Formas e cores tornaram-se a seguir mais discretas. (1891-1976). as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. entre as linhas e os planos. Quando a significação de um quadro depende especialmente da cor e da forma. até que por volta de 1916 o artista se concentrou nos engenhos mecânicos do dadaísmo. quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível. Suas primeiras pinturas cubistas. são exuberantes nas cores e sugerem formas metálicas que se encaixam umas nas outras. de índole satírica. ABSTRACIONISMO: A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro. No Dadaísmo contribuiu com colagens e fotomontagens. e esfregar um lápis de cor ou grafite.François Picabia. como a madeira de veios salientes. Informalismo: predominam os sentimentos e emoções. pintor alemão. pintor e escritor francês. como cubismo. abandonou a abstração pura que praticava por anos e criou pinturas baseadas na figura humana. (1879-1953). Inventou técnicas como a decalcomania e o frottage que consiste em aplicar uma folha de papel sobre uma superfície rigorosa. com a superposição de formas lineares e transparentes. Max Ernest. Depois de 1927. composições que sugerem a múltipla identidade dos objetos por ele escolhidos para tema. desde a mais sensível até a intelectualidade máxima. entre outros. adepto do irracional e do onírico e do inconsciente. Envolveu-se sucessivamente com os principais movimentos estéticos do inicio do século XX. surrealismo e dadaísmo. As cores e as formas são criadas livremente. Colaborou com Tristan Tzara na revista Dada. eram mais próximas de Léger do que de Picasso. Na Alemanha surge o movimento denominado “Der Blaue Reiter” (O cavaleiro azul) cujo fundadores são Kandinsky e Frans Marc. O pintor russo Kandinski foi o primeiro artista propriamente abstrato. ela passa a ser abstrata.

totalmente independente da visão subjetiva. Pintura: De um lado a pintura abstrata lírica.Uma arte abstrata que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas. O fato de os artistas mais representativos da arte moderna européia terem se mudado para os Estados Unidos. que parte de Kandinski. Muitos deles. sem relacioná-los a lembrança do mundo interior. deixaram entusiasmados os jovens artistas americanos. que a partir do cubismo evolui para um racionalismo matemático. lá se fundou a American Abstracts Artists. convidados pelas universidades. através das tonalidades e matizes obtidos. representado por Fautrier. De Kooning e Motherwell. sensível e emotivo. de conteúdo simbólico e gestual. Também devem ser encluidas aqui as obras de Vsarely e Cruz-Diez. A arte abstrata encontrou finalmente seu lugar nas galerias e coleções de uma sociedade moderna e pujante. principalmente depois de superada a crise da depressão dos anos 30. É o caso dos neoplásticos da Holanda. Kline. a cor e a linha. De outro lado. o suprematismo de Malevitch e o cosntrutivismo russo. foi muito significativo para a difusão da arte abstrata. Eles querem um expressionismo abstrato. 71 . Donos de galerias e colecionadores apoiaram o desenvolvimento dessas novas tendências e gerou-se um mercado do artístico dinâmico. mas agora sob a ideologia das novas filosofias existencialistas. a Europa do pós-guerra retomou a s tendências abstratas. Duhuffet e Millares. no qual se inclui o pintor Tapies. entre outros. que entendiam a atuação do artista como um compromisso vital com uma sociedade devastada e desolada pelo terror e pela violência. conseguindo variações espaciais e formais na pintura. ou o grupo Dau al Set. desenvolve-se a pintura abstrata geométrica. representado pelas formas e cores puras. e evolui na obra dos expressionistas americanos: Pollock. o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores. como Mondrian ou Van Doesburg. durante a Segunda Guerra Mundial. Estes elementos da composição devem ter uma unidade de harmonia tal qual uma obra musical. Também estão nesta categoria as vanguardas do pós-guerra europeu. como o informalismo. Enquanto isso. precursora da vanguarda expressionista abstrata. e mais tarde por Bacon. com uma atitude totalmente animista e subjetiva diante da obra. Com a forma.

no entanto. mais racionais. em Nova York. no Walker Art Center. embora se faça referencia a artistas dedicados principalmente à escultura. pintor alemão. (1880-1916). consideradas uma síntese das formas orgânicas. A partir da arte abstrata o limite entre escultores e pintores se dissolveu ainda mais. no Kunstmuseum. apaixonado pela arte dos povos primitivos. Os nazistas destruíram várias de suas obras. já que o tridimensional se desenvolveu a partir da combinação de materiais completamente alheios aos que a escultura havia conhecido até então. como Henry Moore ou Constantin Brancusi. convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. houve muito outros que fizeram experiências 72 . Escultura: A escultura abstrata se caracterizou pelo afastamento dos moldes naturalistas. objetos e instalações. ou as simbólicas. em favor da representação das formas geométricas puras. Do ponto e da linha até a superfície. A admiração pelos futuristas italianos imprimiu nova dinâmica à obra de Marc. Por isso. antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo. Em Minneapolis. que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista. o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais. conheceu Kandinsky. Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de “Arte Degenerada”. Sobre o espiritual na arte. das crianças e dos doentes mentais.Principais artistas: Wassilly Kandinsky. Em Basiléia. É preciso. em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores. e em 1926. atravessou uma curta fase fauve e expressionismo. Franz Marc. com exceção do dadaísmo. explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte. na Stãdtische Galerie im Lembachhaus. e no Guggenheim Museum.Escreveu livros como em 1911. sob a influencia deste. falar de peças. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas Artes de Liège. em Munique. (1866-1944). pintor russo.

para diferenciar a abstração sensual de Pollock. Nas suas pinturas. de Kooning e de Gorky. a imagem torna-se um acontecimento ritual. com as mais importantes dos séculos passados. A sua pintura era contraria à Action Painting. Mark Tobey. diferente de tudo o que tivesse existido. elas delimitam mas não limitam”. Barnett Newman. as cidades passaram por uma renovação estética em que as novas peças de arte abstrata se integraram. A escultura orgânica. como os neo-abstratos. a reduzir a função da escultura á mera ocupação do espaço. ela se caracterizou pelo rigor de suas formas volumétricas. que possibilitam sua classificação. nem os fecham ou isolam. Outros abstracionistas: Com influencias de Malevich. a escultura abstrata chega ao auge graças ao interesse que despertou em marchands e colecionadores e aos programas estatais que deram aos artistas oportunidade de popularizar suas obras. de cromatismo simplificado e vibrantes do abstracionismo: ”As margens das grandes telas de Newman fazem o mesmo papel que as linhas interiores das formas. Ad Reinhardt. de W. Como ocorreu antes. sagrado. Matisse. agrupou todos os artistas que ainda buscavam a representação da subjetividade humana e de seu próprio simbolismo interno. utilizando-as na decoração urbana. mágico. A exemplo da pintura. Mondrian e Kandinski. chegando em alguns casos. pretendendo intervir psicologicamente nos espectadores. muitas vezes de acordo com as da pintura. 73 . Quanto à escultura racionalista. que tem seus antecedentes mais imediatos no dadaísmo. Clement Greenberg empregou a expressão “Painting Field” (campo colorido. Em 1955 num ensaio intitulado “American Type Painting”. Artistas mais representativos: Mark Rothko. Clyfford Still. como os neoplásticos holandeses ou os minimalistas americanos e ingleses. em praças e calçadas. dividem mas não separam pontos. Perseguiram um ideal de pintura absoluta. sem abandonar totalmente as formas figurativas. Na escultura abstrata surgiram correntes diversas. também conhecida por Pintores em campo da cor). com os mecenas do renascimento. das superfícies planas.interdisciplinares.

pintor alemão que desenvolveu a gestualidade e a linguagem do inconsciente. com uma constante preocupação de resolução do espaço nas suas obras. um dos fundadores do grupo expressionista abstrato COBRA. Artistas mais representativos: Europa: Jean Duhuffet. Schulze Wols. giz. matérias lamacentas. primitivos. Antoni Tápies. Hans Hartung. como uma obra essencialmente de “retratos” gestualmente deformados. o gestualismo revelou-se mais moderado. areia. Francis Bacon. carvão. crianças e doentes mentais. Georges Mathieu. e etc. grotescos. pintor experimentalista e “espacialista”. pintor francês que inventou a “arte bruta” com origens na arte primitiva e que pretendia abarcar todas as expressões artísticas não reconhecidas oficialmente como as obras de videntes. italiano que realizou uma pintura de pesquisa com materiais diversificados e invulgares. aderiu ao “sentido misterioso” da matéria bruta. Lencillo. usando como materiais alcatrão. Manolo Millares. Antonio Saura. um dos raros escultores informalistas. em obras de cerâmica e terracota. também espanhol. italiano. Lucio Fontana. Karell Appel. que ainda hoje continua a realizar pinturas de base matérica e influencia Zen. italiano de origem Argentina. importante pintor espanhol. holandês. que. importante pintor britânico.Na Europa. Alberto Burri. reflexivo e diluído em vários campos do que o da Action Painting dos Estados Unidos. 74 . com uma pintura socialmente empenhada e polemica com deformações grotescas de imagens figurativas.

Menez. Adolph Gottlich. João Hogan. considerado o introdutor do abstracionismo em Portugal. SUPREMATISMO: É uma pintura com base nas formas geométricas planas. Antonio Charrua e Rogério Ribeiro. reduz as formas. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo negro.Em Portugal dentro do variado leque de expressões artísticas do informalismo. fundador da corrente suprematista. Os elementos principais são: retângulos. compõe-se apenas de dois quadrados. destruídas de toda sensualidade. Eurico Gonçalves. foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. Arshile Goricy. Julio Resende. defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. Anos 40 e 50. poeta russo. Antonio Sena. Philip 75 . Willen De Kooning. EXPRESSIONISMO ABSTRATO: Termo anos 20 com Wassily Kandinski (Cavaleiro Azul). Mais racional que as obras abstratas de Kandinsky e Paul Klee. bem como algumas fases de Nadir Afonso. sem qualquer preocupação de representação. podemos inserir os pintores Fernando Lanhas. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais. O manifesto do Suprematismo. com os lados paralelos aos da tela. assinado por Malevitch e Maiakoviski. O “quadrado negro sobre o fundo branco” construiu uma ruptura radical com a arte da época. Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. A problemática dessa composição seria novamente abordada no “Quadro branco sobre fundo branco”. hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. 1918. João Vieira. foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país. nas variações ambíguas de fundo e forma. Principal artista: Kazimir Malevitch. grupo de artistas norte americanos: William Baziotes. que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema. triângulos e a cruz. círculos. um dentro do outro. Joaquim Rodrigo. pintor russo. (1878-1935). Pintado entre 1913 e 1915. à pureza geométrica do quadrado.

Mark Rothko. arte de engajamento existencialista. Dada e Surrealismo. submeteu 2 anos 1939/41 de análise junguiana. Arshile Gorky para Breton surrealista. influenciado por Kandinsky e M iro. existência de um “inconsciente coletivo”. Os surrealistas André Breton. filme e fotos. “série mulher”. O termo foi introduzido pelo critico Robert Coates em 1946.Y. Cubismo. anos 50. perda de fé e nas ideologias. Pollock. tema constante na obra de Pollock. Action paining: criado por Harold Rosemberg. Paisagem americana. pode ser considerado o 1º expressionismo abstrato. Momento decisivo do movimento expressionismo abstrato. André Masson. 1952 – Engajamento corporal – Pollock. Complementadas por novas gerações de mestres como: Hofman ( Esc. expressada na pintura de Clyfford Still e Barnett Newman. De Kooning também pintou abstratos biomórfica. As exposições nos EUA. “energia e movimentos”. nas pinceladas violentas De Kooning e nas formas ousadas de Klive. sacerdotes. 1934). (abstração orgânica).Guston. Para eles o verdadeiro tema da arte eram as emoções interiores do homem. “Action pining” e “color field paining”. A arte e o artista eram exaltados. Barnett Newman. Ad Reinhardt. forma. outros títulos: Escola de N. A análise junguiana. Por crescer sob grande depressão II Guerra mundial. Africanos e índios americanos).”. cor. imagens labiritimicas. Astecas. Hans Hofmann. Franz Kline. textura. Roberto Matta.” American – Type paining”. tela no chão gotejando tinta. Robert Motherwel. alhares. Anos 50. totem e xanãs). O mais conhecido Jackson Pollock. De Belas Artes Hans Hfman. (Jack o respingador).Yves Tanguy e Max Ernest. exploraram gestos. Clyfford Still e Mark Tobey. interesse maior pela psicanálise junguiana. por seu potencial simbólico e romântico. mais conhecido pela atenção que dava a figura humana. 76 . especificamente nas imagens da “pin-up americana”. Jackson Pollock. nutriu sua pintura (míticas. apresentavam influências das vanguardas Européias(Fauvismo. Lee Krasner. (formas biofórmicas).

guardando proximidade com a arquitetura em termos de materiais. CONSTRUTIVISMO: Para o construtivismo. Para Newman: “a busca do significado oculto da vida” De Kooning: “pôs alguma ordem em nós” Motherwell: “desposar o universo”. procedimentos e objetivos. mas repleta de temas). Motherwell. Expressionismo Abstrato. exposição itinerante (MOMA 1958/9). Reuben Nakiam. “Minimalismo” e “arte performática”. Escultores: Herbert Ferber. reconhecimento internacional. O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda 77 . Hare Ibram Lassaw. GOTTILIEB E NEWMAN. Aaron Siskind. 1951. mais do que ilustra-los”. arte religiosa. (nossa pintura não era abstrata. a pintura e a escultura são pensadas como construções. Rothko e o escultor Davi Hare. Para Still: “apenas eu e não a natureza” Para Pollock: “Expressa meus sentimentos. e não como representações. foi promovida por vários críticos. (espiritualidade e convite à contemplação). “Não existe essa coisa de uma boa pintura sobre o nada. Seynour Lipton.Mark Rothko: obra madura. executada no auge do continuísmo americano. DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO. Capela Rothko. entre eles Harold Rosemberg e Clement Greemberg. Afirmamos que o tema é fundamental e só é valido quando se mostra trágico e temporal” Em 1948. fotografia abstrata. “O tema dos artistas” foi fundado por Baziotes. Newman Theodore Roszak e David Smiyh (principal). Para Rothko: “emoções básicas”. o movimento alcançou reconhecimento institucional com a exposição Pintura e Escultura abstrata nos EUA (MOMA NY). a Arte Expressionista Abstrata. Diferentes aspectos do expressionismo abstrato alimentaram movimentos variados como: “abstração pós-pictórica”. Anos 40 E 50.

De ferro e vidro. A nova sociedade projetada no contexto revolucionário mobiliza os artistas em torno de uma arte nova. o artista passa às construções tridimensionais por influencia de Tatlin. Das pesquisas iniciais. também na Rússia. que se coloca a serviço da revolução e de produções concretas para a vida do povo. A ideologia revolucionaria e libertaria que impregna as vanguardas em geral. que ocorrem no primeiro decênio do século XX. encontrado posteriormente na fotografia um meio privilegiado de expressão e registro pictórico da nova Rússia. Isso sem esquecer os pressupostos construtivos que se fazem presentes. As discussões sobre a função social da arte provocam fraturas no interior do construtivismo russo.russa e a um artigo do critico N. mas nunca executado. escultura e arquitetura) para um propósito utilitário”. a gigantesca espiral giraria sobre si mesma. seria erguido no centro de Moscou. na Alemanha. Afinal. diante da revolução de 1917. fundado em 1915 por Kazimir Malecich (1878-1935). no Monumento à Terceira Internacional. Punin. sobre os relevos tridimensionais de Vladimir Evgrafovic Tatlin (1885-1953). sobretudo. Theo van Doesburg (1883-1931) e outros artistas holandeses ao redor das pesquisas abstratas. exposto em 1920. no Cubismo. por exemplo. o grupo de artistas expressionistas reunidos em torno de Wassili Kandinsky (1866-1914) no Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). no Dadaísmo e no Futurismo italiano. o De Stiil (O Estilo). que agrupa Piet Mondrian (1872-1944). a produção artística deveria ser funcional e informativa. de Tatlin. adquire feições concretas na Rússia. concebida para ser também uma antena de transmissão radiofônica. e o Suprematismo. em 1911. em estreito diálogo com as pinturas abstratas e geométricas de Malevich. A consideração das especialidades do construtivismo russo não deve apagar os elos com os outros movimentos de caráter construtivo na arte. Os irmãos Antoine Pevsner (18861962) e Naum Gabo (1890-1977). de diferentes modos. A obra de Alexander Rodchenko (1891-1956) é outro exemplo de atualização do programa construtivista e produtivista russo. Realizações dessa proposta podem ser encontradas nos projetos de Aleksandr Aleksandrovic Vesnin (1883-1959) para o Palácio do Trabalho e para o jornal Pravda e. de 1913. é descrita pelo artista como “união de formas puramente plásticas (pintura. Sua perspectiva fotográfica original influencia de perto o cinema de Sergei Eisenstein (1898-1948). signatários do Manifesto Realista de 78 . criado em 1917.

Theo van Doesburg (1883-1931). recusam um programa social e aplicado da arte. ex-aluno da Bauhaus. em Paris. CONCRETISMO: A arte concreta deve ser compreendida como parte do movimento abstracionista moderno. Gabo será um dos editores do manifesto construtivista inglês Circle de 1937. em tendências abstratas.1920. quando o regime soviético começa a manifestar seu desagrado com a pauta construtivista. O exílio dos artistas contribui para a disseminação dos ideais estéticos da vanguarda russa que vão impactar a Bauhaus na Alemanha. Pevsner e Gabo deixam a União das Republicas Socialistas Soviéticas – URSS. popularizando-se com Max Bill (1908-1994). por exemplo. Grupo Frente. Grupo Ruptura. com raízes em experiências como a do grupo De Stiil (O Estilo). e no Rio de Janeiro. do dialogo cerrado entre arte e ciência e do uso de materiais industriais. Em 1922. em geral. Lygia Clark (1920-1988). como vidro e o plástico. Suas pesquisas inclinam-se na direção da arte abstrata. Marcas da vanguarda russa podem ser observadas no movimento concreto de São Paulo. como Vassili Kandinsky (1866-1944) por exemplo. lembrando as criticas de Gabo ao monumento de Tattlin. redigido por Van Doesburg. as professadas pelo grupo Cercle et Carré. em defesa de uma morfologia geométrica em consonância com a teoria suprematista de Malevich. na Holanda por Piet Mondrian (18721944). Reynaldo Jardim (1926) e Theon Spanuds (1915). e no Brasil. que reúne Amílcar de Castro (1920-2002). em 1930. sobretudo na vertente inaugurada por Pevsner. o De Stiil. nos Paises Baixos. Não são pequenas as influencias do construtivismo na América Latina. Entre outros. A abstração geométrica testada pelo grupo holandês ecoa. Franz Weissmann (1911-2005). no período após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Lygia Pape(1927-2004). criado em 1917. não afasta as influencias do construtivismo russo. A ruptura neoconcreta estabelecida com o manifesto de 1959. O termo arte concreta é retomado por outros artistas. em particular. e o grupo Abstracion-Création (abstração-criação). na França. com novos matizes. Gernit Thomas Rietveld (18881964). Na década seguinte. no manifesto Arte Concreta. fundado em 1929 pelo critico Michel Seuphor (1901-1999) e o pintor Joaquim Torres Garcia (1874-1949). Ferreira Gullar (1930). 79 . a defesa oficial de uma estética “realista” e “socialista” representa o golpe último nas pesquisas de tipo formal dos construtivistas.

uma superfície”. alimentados pelo surto industrial e pela pauta desenvolvimentista. planos e conjuntos relacionados. não tem outra significação se não ele próprio. realizada no MAN/SP. Max Bill explora essa concepção de arte concreta defendendo a incorporação de processos matemáticos à composição artística e a autonomia da arte em relação ao mundo natural. mas evidencia estruturas. a criação dos museus de arte e de galerias criam condições para a experimentação concreta nos anos 1950. Bill é o principal responsável pela entrada desse ideário plástico na América Latina. na 1º Bienal. recolocam o problema bidimensionalidade do espaço pictórico introduzido pelo cubismo ao definir o quadro como suporte sobre o qual a realidade é reconstruída. especialmente no Brasil e Argentina. especialmente Max Bill. O impacto das representações estrangeiras na bienal se relaciona de perto côas modificações verificadas no meio social e cultural brasileiro. uma cor. A exposição do artista em 1951 no MASP e a presença da delegação suíça na 1º Bienal Internacional de São Paulo. Do ângulo das artes visuais. Da pauta do grupo fazem parte também pesquisas sobre percepção visual. e passível de ser aprendida de múltiplos ângulos. da arqwuitetura e dos relevos. Assim com os concretos a pintura se aproxima de modo cada vez mais radical da escultura. O quadro construído exclusivamente com elementos plásticos. são sintomas da atenção despertada pelas novas linguagens pictóricas. que falam por si mesmos. Cidades com o Rio de Janeiro e São Paulo iniciam processos de metropolização. e a defesa da integração da arte na sociedade. mais concreto do que uma linha. dando continuidade ao projeto Bauhaus. afirma Van Doersburg. Richard Pall Lohse. “pois nada é mais real. que alteram a paisagem urbana. abrem as portas do país para as novas tendências construtivas. pela participação do artista nos vários setores da vida urbana. A pintura concreta é “não abstrata”. fundada por Max Bill em 19851 na Alemanha. com o anúncio das novas tendências não figurativas. A obra de arte não representa a realidade. planos e cores. A noção de arte concreta visa rediscutir a linguagem plástica moderna. ênfases Hochschule für Gestaltung – HFG (ESCOLA SUPERIOR DA FORMA). que são amplamente exploradas a partir de então. É importante lembrar nessa direção as 80 . Verena Loewensberg. Os prêmios concedidos à escultura “Tripartida” de Max Bill e a tela “formas” de Ivan Serpa. Os Suíços.Os princípios do concretismo afastam da arte qualquer conotação lírica ou simbólica. após a segunda guerra mundial.

o grupo propõe em seu manifesto a “renovação dos valores essenciais das artes visuais”. formam o Grupo Frente. Luiz Sacilotto (1924-2003). de Geraldo de Barros (1923-1998). Resulta às linhas verticais e horizontais e as cores puras (vermelho. 81 . Geraldo de Barros. que afasta a consideração da obra com “máquina” ou “objeto”. 1956. Emil Baruch (1920). e Rio de Janeiro. efetivada em 1959. liderado pelo artista critico Waldemar Cordeiro (1925-1973). Calder no MASP. Décio Vieira (1922-1988). 1957. Ivan Serpa. NEOPLASTICISMO: Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas e expressão de uma concepção geométrica. e pelo corte com certa tradição abstracionista anterior. o grupo carioca opõe uma articulação forte entre arte e vida. Féjer (1923-1989). Criado por Anatol Wladyslaw (1913-2004). Os desdobramentos da arte concreta na poesia se evidenciam em São Paulo pelo lançamento da revista Noigandres. Lothar Charoux (1912-19887). Leopold Haar (1910-1954). São Paulo. À investigação paulista centrada no conceito de pura visualidade da forma. por meio das pesquisas geométricas. Lygia Pape (1927-2004) e Vicent Ibberson. e Fotoformas. e maior ênfase na intuição como requisito fundamental do trabalho artístico. pela proximidade entre trabalho artístico e produção industrial. em 1949. em 1954. A. e ao qual aderem em seguida Hélio Oiticica (1937-1980) e César Oiticica (1939). O ano de 1952 e a exposição do Grupo Ruptura marcam o inicio oficial do movimento concreto em São Paulo. na Galeria Prestes Maia. somente do grupo Concreto Paulista. alunos do curso de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ. Lygia Clark (1920-1988). As divergências entre Rio e São Paulo se explicitam na Exposição Nacional de Arte Concreta. Do Figurativismo ao Abstracionismo. ainda que no âmbito não figurativo geométrico. em 1949. no MASP em 1950. editada pelos irmãos Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos (1931) e Décio Pignatari (1927). tendo como teóricos os críticos Mario Pedrosa (1900-1981) e Ferreira Gullar (1930). Franz Weissmann (1911-2005). Carlos Val (1937). inicio da ruptura neoconcreta. no MAM/SP. João José da Silva Costa (1931). Fundado por Aluisio Carvão (19202001).exposições 19 Pintores. Elisa Martins da Silveira (1912-2001). Abraham Palatinik (1928) e Ruben Ludolf (1932). em 1952. No Rio de Janeiro. em São Paulo. o grupo concreto carioca prega a experimentação de todas as linguagens.

Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. entre as relações formais de um espaço estudado. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal. retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco.azul e amarelo). Ele procura. Principal artista: Piet Mondrian. (1872-1944). Em 1940. onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. assinado por André Breton em outubro de 1924. O ângulo reto é o símbolo do movimento. continua simplificando suas formas até conseguir um resultado. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade. É a série dos quadros boogie-woogie. pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico. sem o freio do espírito critico. pintor holandês. políticas criaram clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas. 82 . da linha ou da forma. uma superfície plana. O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. A publicação do Manifesto do Surrealismo. Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente. Mondrian foi para New York. despojado de todo excesso da cor. Depois de haver participado da arte cubista. o que vale é o impulso psíquico. baseado nas proporções matemáticas ideais. no ponto onde a razão humana perde o controle. marcou historicamente o nascimento do movimento. sendo rigorosamente aplicado à arquitetura. SURREALISMO: Nas duas primeiras décadas do século XX. O artista utiliza como elemento de base. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição. Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura.

Período de difusão. representado pelas obras da natureza simbólica. enquanto Dali. Período dos sonhos. expresso na filiação de seus lideres ao comunismo. dessa forma. obtida através de diferentes procedimentos de automatismo. A livre associação e a análise dos sonhos. A fantasia. Período do compromisso político. Hans Arp e André Masson. Principais artistas: 83 . situada no plano do subconsciente e do inconsciente. Os surrealistas pretendiam. Chagal e Marx Ernest entre outros. os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas. os surrealistas tentavam plasmar. Segundo Breton. representaram o surrealismo orgânico. Por meio do automatismo. se os dadaístas propunham apenas a destruição. com adesão de grupos americanos. atingir uma outra realidade. ambos métodos da psicanálise freudiana. 1930. as imagens da realidade mais profunda do ser humano: o subconsciente. seja por meio de formas abstratas ou figurativas simbólicas. Na América Latina. ou seja. e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos. destacou-se Frida Kahlo e Wilfredo Lam entre outros. se empenhou na formação de grupos surrealistas em toda a Europa. transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo. há dois métodos propriamente surrealistas: o automatismo rítmico (se pintava seguindo o impulso gráfico) e o automatismo simbólico (fixação das imagens subconscientes de maneira natural). os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova. a ser organizada em outras bases. Miro. O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. embora sejam mais radicais. No entanto.Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições. qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle. 1928. embora aplicados a seu modo. desenvolveram o surrealismo simbólico. de um certo figurativismo. Magrite. Destacam-se 3 períodos importantes: 1924.

Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. junto com seu amigo Luis Buñuel. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Gorgio De Chirico. que fez com Buñuel. é sem duvida o mais conhecido dos artistas surrealistas. embora continuasse viajando. Ele criou o conceito de “paranóia critica” para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas. sua mulher. O filme “O Cão Andaluz”. em Barcelona. de grande importância ao longo de toda a sua obra. é preciso “construir para o total descrédito da realidade”. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig). Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud. onde publicou sua biografia “A Vida Secreta de Salvador Dali”. exmulher do poeta e amigo Paul Éluard. Joan Miro. Obra destacada: Mae West. Finalmente aderiu ao surrealismo. Instalou se ateliê em Roma. cineasta. entre os quais estavam Masson. na Academia de San Fernando. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali. Artaud e Lial. onde se formara um grupo de amigos pintores. 1942. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud. Bretton falava dela como o Maximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. Leiris. No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. Nessa época. data de 19298. fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas.Salvador Dali. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja. Estudou em Barcelona e depois em Madri. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis. fez uma viagem para a América. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. Dois anos depois adquiriu forma La masia. Segundo ele. se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala. em cujo grupo militou durante algum tempo. Ao voltar. obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miro demonstrou uma grande precisão gráfica. A famosa magia de Miro se manifesta nessas telas de traços 84 .

No mesmo manifesto.nítidos e formas sinceras na aparência. Para seu conhecimento: “O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?” (fragmento do manifesto do surrealismo de André Breton. seja por escrito. Alguns de fácil interpretação e outros complexos. tentavam abrir a imaginação do espectador para a multiplicidade de relações existentes entre as coisas. Miro também se dedicou à cerâmica e a escultura. Características da Pintura: 85 . francês que lançou o movimento). privados de sua funcionalidade. ou as combinações de objetos de Miro. Prova disso foram o engenhoso telefone-lagosta. Em 1937. foi a exposição de Objetos Surrealistas de 1936. Obra destacada: Noitada Esnobe da Princesa. seja de qualquer outra maneira. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas. Exemplo claro do culto ao objeto. No inicio falavam de dois tipos de objetos: os naturais (vegetais. Destaca-se os objetos surrealistas. no limite entre a ironia e a perversão. seja verbalmente. embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Breton define Surrealismo: “Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir. criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 e 1950 faz parte da arte Abstrata americana. os surrealistas se dedicaram conscientemente a reunir os objetos mais diferentes. ACTION-PAINTING: Ou pintura de ação gestual. fundouse nos Estados Unidos. nas quais extravasou suas inquietações pictóricas. animais e minerais) e os de uso cotidiano. o funcionamento real do pensamento”. Escultura: deve-se falar em objetos retirados de seu contexto. Nela se representaram as mais extravagantes combinações. produto das associações inconscientes de seus atores. chegando à criação de um estilo original. de Dali. a Sociedade dos Artistas Abstratos. mas difíceis de serem elucidadas. para expressar as necessidades mais intimas do homem.

- Compreensão da pintura como meio de emoções intensas. 1927. Outros impulsos vêm da fundação dos Museus de Arte Moderna de São Paulo. gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente. Karel Appel e Pierre Alechinski. algumas vezes realizadas diante do público. vidro moído. Yolanda Mohalyi (1909-1978). A abstração “gravação de Iberê Camargo”. na qual se destacam Antoni Babinski. Principal artista: Jackson Pollock. conchas e pedaços de tela. Arcângelo Ianelli (1922) e Sanson Flexor (1907-1971). pintor americano. além de Iberê Camargo. COBRA: Movimento artístico criado na Holanda. Usou freqüentemente tintas industriais. introduziu nova modalidade a técnica. 1951. Abstração no Brasil: Surge com maior ênfase nos meados dos anos 50. Wega Nery (1912-). Ligado esteticamente ao expressionismo figurativo. grupo artístico europeu que surgiu entre 1948 e 1951. 1949 e da criação da Bienal Internacional de São Paulo. sigla de CopenhagueBruxelas-Amsterdã. que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50. O curso de abstração no Brasil. o artista usou materiais como pregos. agressividade. encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-). pasta espessa de areia. destacam-se Antônio Bandeira(19221967). 1948 e do Rio de Janeiro. Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. Destruição dos meios tradicionais de execução. praticam a abstração informal. espátulas e etc. numa execução veloz. Fayga Ostrwer (1920-). 1935 e Mario Gruber. Posteriormente artistas como Flavio Shiró. trinchas. utilizando tinta à óleo. Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). Manabu Mabe (1924-1997). espontaneidade e automatismo. forma uma geração de gravuristas abstratos. 1931. teve como principais representantes Asger Jorn. com resultados extraordinários e fantásticos. (1928-). Nos últimos trabalhos nessa linha. muitas delas usadas na pintura de automóveis. misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo e textura. (1914-1994). em telas enormes. Execução cheia de violência. 86 . Maria Bonomi. A abstração geométrica. Entre os pioneiros da abstração no Brasil. Técnica: pintura direta na parede ou no chão. pincéis. (1912-1956).

e o franco-hungaro Victor Vasarely. Karel Appel. pintor holandês. exposição “Olho receptivo”. A arte op. OP ART: A expressão “op-art” vem do inglês. Um dos mais jovens integrantes do grupo Cobra. violenta na escolha de cores e texturas. MOMA/NY. pintor e gravador belga. marcou sua obra pelo tachismo.Assim como as obras de Jacson Pollock essa pintura é gestual. curador Willian C. simboliza um mundo precário e instável. Hiperrealismo e GRAV. mais próxima das ciências do que das humanidades. a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. Meados dos anos 60. 87 . Apesar de ter ganhado força na metade da década de 1950. em 1965. Principais artistas: Pierre Alechinski. caracterizada pela figuração rude e simplificada. Sua obra é caracterizada pelo uso de cores vivas e formas distorcidas. em comparação. livre. tais preocupações ligam a arte op a vários movimentos: Fluxos. Britânicos Michael Kidner e Bridget Riley. 1965. Criador de uma obra vigorosa e colorida. A ilusão do movimento. que se modifica a cada instante. Apesar do rigor com que é construída. exige a participação do espectador para “completá-la”. Durante os anos 80 suas imagens e técnicas foram retomados pelo americano Philip Taaff e o holandês Peter Schuyff. suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia. efeito de ritmo e distorção. cores constratantes e variações tonais. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art. Defendia para a arte “menos expressão e mais visualização”. (optical art) e significa “arte óptica”. Por outro lado. também Arte Cinética. “abstracionistas perceptuais”. Asger Jorn. Seitz. Pintor dinamarquês. Sofreu influência dos pintores James Ensor e Paul Klee. Realizou também esculturas em madeira e metal. Uso de formas geométricas em preto e branco. parece excessivamente cerebral e sistemática. bem como a teoria da Gestalt. Participou da XI Exposição Internacional do Surrealismo. americanos: Richard Anuszkiewicz e Larry Poons.

Os seus primeiros trabalhos eram movidos manualmente pelo observador. As suas composições se constituem de diferentes figuras geométricas. quando alguns artistas. ele verificou que se mantivesse as formas suspensas. Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp. como diz o artista. após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos. ao qual não são estranhos efeitos luminosos. criou os móbiles associando os retângulos coloridos das telas de Mondrian à idéia do movimento. de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. de modo que através de constantes excitações ou acomodações retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo. Mas. Representavam. criou a plástica cinética que se funda em pesquisas e experiências dos fenômenos de percepção ótica. São engenhosamente combinadas. Sugerir facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade. solicitar ou exigir a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como “obra aberta”. Victor Vassarely. depois de 1932. sua montagem é muito complexa. POP ART: Movimento principalmente americano e britânico. em preto e branco ou coloridas.Principais artistas: Alexander Calder. mesmo quando em preto e branco. o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950. por outro lado. para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental. Embora os móbiles pareçam simples. passaram a transformá-los em tema de suas obras. assim. os componentes mais ostensivos da cultura popular. sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos. O geometrismo da composição. parece obedecer a duas finalidades. elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar. que se modificam desde que o contemplador mude de posição. pois exige um sistema de peso e contrapeso muito bem estudado para que o movimento tenha ritmo e sua duração se prolongue. em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da 88 . Era a volta a uma arte figurativa. pelo critico inglês Lawrence Alloway. sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954. (1898-1976).

depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do inicio da década de 1950. do cinema e da publicidade. virou moda. Além disso. criou as pinturas “combinadas”. tinta acrílica. por exemplo. produtos com cores intensas. Rauschenberg. os procedimentos gráficos. e já que tanto o gosto. um dos principais artistas da Pop Art. ela operava com signos estéticos massificados da publicidade. que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica. Seu interesse pelas histórias em quadrinhos. e reproduziu a mão. com as sopas Campbell. Empregou. nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo. da fotografia. a arte para poucos. em refinado. embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados. como aconteceu por exemplo. de Andy Warhol. látex. 1925. como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza. ilustrações e design. tinta acrílica. ilustrações e designam. Com o objetivo da critica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo. uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados 89 . ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais. brilhantes e vibrantes. adotou a técnica de impressão em Silkscreen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta.segunda guerra. Por volta de 1962. (1923-1997). Sua iconografia era a da televisão. reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande. poliéster. desmistificando. já que se utilizava objetos próprios delas. a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar. e aproximou a arte das massas. transformando o real em hiper-real. como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey. muito do que era considerado brega. dos quadrinhos. usando como materiais principais. Roy Lichtenstein. a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo. quadrinhos. episódios da história americana moderna e da cultura popular. com garrafas de coca-cola. Mas ao mesmo tempo em que produzia a critica. Esses trabalhos tiveram como temas. Principais artistas: Robert Rauschenberg. com fidelidade. usando como materiais principais.

Outros nomes “estruturas primárias. Philip King.nova criação assemelha – se. Ronald Bladen. após exposição de Donald Judd. logo depois passou – se a aplicar o termo a obras de escultura. delineadas por um traço negro. escreveu: “O espaço real é intrinsecamente mais vigoroso e especifico do que a tinta sobre uma tela. contribuíam para o intenso impacto visual. mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema.. objetos unitários. aparecem como imagens frias. Os artistas minimalistas. aparentemente simples. Andy Warhol. Seus quadros. Flavin. E brit. desvinculados do contexto de uma história.. Larry Bell. e usando sobretudo a técnica de serigrafia. Morris. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias. Produziu filmes e discos de um grupo musical. Am. Dan Flavin e Carl André. como garrafas de Coca-Cola. Da mesma forma. Como André. tornou – se um dos mais interessante comentarista de arte. Willian Tucker. Beverly Pepper. Judd. os Britânicos: Sir Anthony Caro. Com essas obras. Cores brilhantes. Firmou – se como movimento Com a exposição Estruturas Primárias: jovens escultores. Foi a figura mais conhecida e mais controvertida da Pop Art. as latas de sopa Campbell. planas e limitadas. (1927-1987). O resultado é a combinação de arte comercial e abstração. símbolos ambíguos do mundo moderno. o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Richard Artschwager. crucifixos e dinheiro. em 1965.das historietas. e pinturas dos abstracionistas pós-pictóricos. incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal. Tim Scott. apesar da ascensão social e da celebridade. intelectuais. deram atenção às obras Construtivistas e Suprematistas Russos que tendiam para Abstração pura. como Kasimir Maliêvitch (quadrado negro). Robert Morris. MINIMALISMO: Ny. como Elvis Presley e Marilin Monroe. NY 1966. Judd. Entre 1963/5. Richard Serra e Tony Smith. arte ABC e Coll art. destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para consumo. automóveis. Estruturas geométricas. 90 . Sol Le Witt.

se referia a Frank Stella (abstração pós-pictórica). 91 . usando metais e outros materiais. O que não acontece na escultura. Recordam a “arte conceitual”. Começaram aparecer muitos críticos e um público opinativo julgava – na fria. Elas os ordenam. (harmonia estática. Embora não exista uma escola minim. vários modernistas busca rigor e pureza. John Chanberlain e Claes Oldenburg e o Novo realista Yves Klein. (Ludwig Miers van der Roche. “Rosa e dourado”.mais a escultura. As formas unitárias não reduzem os relacionamentos. os neodadáistas Robertr Rauchenberg. (Monumento a V. Ao restringir os elementos que atuam em cada objeto. não pareciam arte. Judd por ex. “lâmpadas florescentes”.. revelam preocupações semelhantes. Em anos recentes. mobiliário e artes gráficas e designers de moda. fez experiências com cores e pesos.. Terry Riley. As caixas cúbicas de Morris. Tatlin de Flavin . Embora o termo não fosse aplicado à música. Denominadas por ele como “objetos específicos”. Pureza geométrica.” Flavin. 1968.” Judd. Comentário dele: “A simplicidade da forma não se equaciona necessariamente com a simplicidade da experiência. 1965. Na arquitetura. 1964) e Constantin Brancusi (Colunas infinitas). Steve Reich ou Philip Glass. teve em sua obra influencia. repetição e uso de instrumentos não convencionais). André se inspirou em Brancusi (esculturas modulares) e em Stella (pinturas de faixa). E cores ousadas). criam – se efeitos mais complexos do que mínimos. tornando – se ínfima”. relacionam o minimalismo.. “mais é menos”) e o Mexicano Luis Barragan (sua resid. Com performance e a Earth art. Um tema constante é a atuação recíproca entre espaços positivos e negativos em objetos reais e sua interação com o entorno imediato. pode ter mandado fabricar sua obra. questionando a posição legitima das esculturas(vertical/horizontal). explorou temas relacionados com espaço e luz. até inicio dos anos 70. Do q a pintura. Escreveu em 1967: “Simboliza seu encolhimento. mas elas são reconhecidas como “Judds”. De Du Champ e seus readymades (Dada) e os construtivistas. anônima e imperdoável. Os materiais pré-fabricados usados.. A cor jamais deixa de ter importância. tem sido aplicadas à decoração de interiores. muitas obras foram associadas ao minimalismo.

. tbem acompanham objetivos e técnicas minimalistas. Walter de Maria. pode ser mantido intacto. Le Witt. Londres. Fulton. Preservação do espírito humano. A maioria dos artistas são Americanos e Ingleses. Carl André. Christo e Jeanne – Claude. tem afinidade com a arte Conceitual (De Maria. pois se um pedaço de terra for consagrado como arte. Goldsworthy. assumindo o meio ambiente como seu material. semelhantes a labirintos de Aycock ou as obras arquitetônicas de Holt. influenciado pelo estado clássico zen-budismo e modernismo europeu. os círculos nas plantações e as gigantescas figuras esculpidas nas colinas da Inglaterra). final anos 60. Hamish Fulton e Andy Goldsworthy. a escultura e a arquitetura. USA. no Japão: Kazuo Shinohara. Alguns desses pioneiros também se filiaram ao Minimalismo. De Maria e Heizer e Turrell. fundiram – se nas Torres da Cidade – Satélite 1957/8 (Barragan com Mathias Goeritz) . 2000. EARTH ART: Land art ou earthworks. se deslocou para fora da cidade. Os arquitetos “HIGH-tech”. Richard Serra.A pintura. em forma de imensas esculturas no solo. e nota – se forte influência da paisagem(arte britânica) e ligações românticas com o Oeste ( arte Usa). Dennis Oppenhein. “Ecultitura”: termo utilizado por Caro. quanto aos seus materiais e espaços físicos. 92 . Outras criações que usam fotos. E outras com reciclagem de lixo. Nos anos 80. pode ser uma forma de preservação. Mary miss. Dibbets. Michael Heizer. Robert Smithson. Holandês: Jan Dibbets. textos e diagramas. espiritualidade dos sítios arqueológicos (cemitérios dos indígenas americanos. Muitas de suas criações empregam a linguagem geométrica do minimalismo. crescente interesse pela ecologia e conscientização do perigo da poluição e os excessos do consumismo. Nancy Holt. Fulmiko Maki. Europa: Britânicos: Richard Long. James Turrel. Com efeito a earth art pode ser vista como um prolongamento do projeto minimalista. Long e Openhein). a partir de 1989 em seus trabalhos. expandiram as fronteiras da arte. Robert Morris. Arata Isozaki. Alicer Aycock. Tadao Ando. Aristas americanos: Sol Lewitt. Colaboração do escultor Sir Anthony Caro e o escritório Foster & Partners no projeto “Ponte do milênio”.

S. meados anos 70. permanece intacta após a queda do muro de Berlim. marca do capitalismo.Firmou – se como movimentoto. “vitalidade desordenada” e parodiavam a frase modernista. com criações inspiradas em cultura popular. aplicada originalmente a arquitetura. Charles Moore. Ocorrem em locais distantes. estilos. graças a exposição Earth Works – NY em 1968. Cristo e Janne. o designer francês Philippe Starck e o escritório vienense Coop Himmelblau. 1969. neodadá. “Piazza d’Itália. “novas edificações. garotos da sobrevivência. arte pop e arte conceitual. no Designe e Artes Visuais. 1975/80. tem sido empacotar ou envolver coisas. objetos com arte gráfica) Tin Rollins e K. “Trocados”. deveriam adaptar a formas antigas. Nova Orleans. Ao mesmo tempo é uma rejeição e um prolongamento do modernismo. “O jantar” de Judy Chicago. “O mundo do comércio”. (estilo Internacional). PÓS-MODERNISMO: Novas formas de expressão. em vez de criar formas novas. “Torre de observação”. também criações de cunho social e político. estruturas e ambientes constitui características do pós-modernismo que não pode ser definido 93 . “menos é mais” por “menos é um tédio”. os italianos Alessandro Mendini e Michele de Lucchi. animadas por referências jocosas a estilos históricos.” O 2º do arquiteto americano Robert Venturi. empréstimos de outras culturas e uso de cores ousadas e surpreendentes. organizada por Smithson. Holanda. A diversidade dos materiais. A equipe projetou o exuberante Groninger Museum. 1995. NY. Richard Prince. (documentação fotográfica “Caixa em um buraco” de Le Witt Desenho de De Maria. E a exp. Outras criações com elementos diferenciados (texto com imagens. estrutura ambíguas e contraditórias. com logotipo da Mercedes – Bens. Em 1966. 1990. dois livros: O arquiteto italiano Aldo Rossi. Dá prosseguimento à experimentação iniciada com Marcel Duchamp e se desenvolveu por meio do Dada. USA . Para De Maria o isolamento é a essência da earth arte. De Earth Terra. alemão Hans Haacke. Muitas conhecidas por fotografias. surrealismo. com giz no deserto de Monjave).O. trabalham juntos desde os anos 60 e seu grande tema. Nos anos 80.

A influência do alemão Wolfgang Weigart. Keith Haring. dinamarquês Johan Otto Von Spreckelsen. Representação: motivos ou imagens de obras do passado. 1977. Apartir dos anos 60. espalhou – se da Basiléia/Suíça.por um único estilo. O pós-modernismo. apropriando – se de filmes. e as figuras fantasmagóricas e sobrepostas de Salle. se engajou em questões sociais e políticas. Paris. para Europa e USA. “Edif. 1981. (SAMO. Espanha. “Arco da defense”. insatisfeitos com a ordem e uniformidade do Bauhaus. Associado a Andy Warbol. espanhol Rafael Moneo. deram ênfase a identidades marginalizadas: étnicas. O studio Dumbar. e Javier Mariscal. inglês Sir Norman Foster. “Série sexo”. Nos USA Julian Schumabel e David Salle. obras para o grupo Menphis. Neville Brody. como Basquiat. sobretudo a identidade dos gays. tema dominante na arte pós moderna. feministas e ambientais. “Coelho”. Nas artes visuais. a arte servia de um tipo social dominante. estilo clássico. Sherrie Levine e Jeff Wall. (neoexpressionistas e comparados a artistas de transvanguarda). Menphis. representados em novos e perturbadores contextos ou despojados de seus significados tradicionais (desconstruídos) por artistas como: Mike Bidlo. “Same old Shit”. Holanda. “Museo de arte Romano”. Jeff Koons. David Wojnarowics também vitima de aids. os designer. USA. 94 . sexuais. O designer italiano Ettore Sottsass. Espanha. começaram a empregar técnicas pós modernas. é a figura mais importante. final anos 70. Louise Lawler. Jean Michel Basquiat. celebrava o pluralismo do final do século XX. “antifuncional Estante Carton”. estilo High – tech. iniciou como grafiteiro. na Inglaterra.( anmtidesign). criaram designes tipográficos de vanguarda nos anos 80 e 90. segundo o pensador francês Jean Baudrilard: “Um êxtase da comunicação”. Refere – se a natureza dos meios de comunicação de massa e proliferação universal das imagens. de Schmabel. final anos 70. suas obras protestavam contra o preconceito racial. “A mesma merda de sempre”. A morte. fizeram experiências com cores e texturas e se inspiravam em motivos decorativos do passado (adhocismo). De Serviços Públicos de Portland”. O Kitsch pode ser transformado em arte elevada. Os palimpsestos criados com louça quebrada. criam uma surpreendente justaposição. transformou sua doença em tema central de seu trabalho. do americano Michael Graves. “Sede do HSBC. imagens e revistas populares e sobrepondo – as.

Como outros pintores abstratos. Ele reduziu a pintura a linhas retas que formavam ângulos retos. criou um estilo abstrato extremamente simplificado. gestualismo. pintura signico-gestual. Sua pintura influenciou a arte comercial e o desenho industrial moderno. de certa maneira. quer pelos “novos” (porque até então alheios à pintura) materiais ou técnicas empregues quer pelas soluções espaciais que apresentam. sem titulo. “Documento pós parto”. Neste sentido o espectador. comportamento social. Cindy Sherman. action-painting.” Considera-se que a pintura 95 . seu olhar. de enfrentar um tipo de pinturas em que a expressão adquiriu novas e múltiplas possibilidades. 1º mulher americana a expor em Bienal de Veneza. 1990. Usavam apenas preto. branco e cinza e as cores primarias. como homens olhando para mulheres. artistas como Mary Kelly. artista holandês. INFORMALISMO. mas o espectador pode dotá-los de significados vários ao contemplá-los. Mondrian também ignorou a textura em suas obras. questões ligadas à identidade feminina. pintura tachista (do francês “tache” – mancha) e espacialista. Holzer. contribui. para concluir a obra apresentada como “aberta” à interpretação por parte do artista. USA. Em muitas obras informalistas observa-se a presença de determinados signos e manchas aos quais o artista não deu significado predeterminado quando os criou. A arte informal – informalismo pode tirar-se numa categoria muito vasta que é a “obra aberta”. RACIONALISMO: Piet Mondrian. indicada por Umberto Eco. daquilo que desejo”. “Trata-se por conseguinte. ele rejeitava motivos que se pudessem identificar. EXISTECIALISMO E TACHISMO: A arte informal engloba um grande leque de direções e ramificações distintas e abrange obras de aspectos e conteúdos muito diversos. Dentro da arte informal pode falar-se de expressionismo abstrato. Bárbara kruger. Jenny Holzer. Imagens com legendas perturbadoras.Anos 70 e 80. Cada uma destas correntes tem o seu caráter especifico. “Proteja – me.

Georges Segal. centrando a sua atenção no comportamento humano e no meio circundante. ASSEMBLAGE ou AMBIENTE. É quase uma ligação arte plástica/teatro. para designar um acontecimento que se desenvolve perante o público. Christo (famoso por seus embrulhos de edifícios). AMBIENTES. Mercê Cunningham (coreógrafo). Edward Kienholz.informalista tve inicio em 1944. realizaram (e ainda realizam atualmente) obras que se podem inserir nos termos acima indicados e que não se circunscrevem nem ao ambiente plano da tela. ou seja perto do final da 2º Guerra Mundial. no final dos anos 50. nem na escultura tradicional. Keith Arnatt. tirados do seu contexto habitual. Dos quais o último foi o Parlamento Alemão em 1996. HAPPENINGS. Claes Oldenburg. Como a palavra música ou a cor. ARTE ASSEMBLAGES. O termo informed foi adotado na Europa pelo critico francês Michel Tapie. realizava já um tipo de trabalho que. em dois focos principais que foram Nova York e Paris. Nam June Paik. distinguiam-se pela espessura das suas texturas. o vulgarmente considerado iniciador do informalismo europeu foi o pintor francês Jean Fautrier (1898-1964). BODY ART E NOVO DADAISMO: Alguns artistas ligados à Arte Pop e Arte Conceitual. são os artistas mais representativos destas formas de expressão artística. detritos e produtos industriais. tendo-se posteriormente espalhado por outros lugares dos Estados Unidos e Europa. 96 . Denis Oppenheim. John Cage (músico). apesar de ainda serem figurativos. que pretendia eliminar o realce dado pelos americanos ao conceito de action painting e destacar a abolição da “forma” na arte. Duane Hanson. John de Andréa. Jim Dine. HAPPENING (Acontecimento). Aliás. tendo ido buscar as suas influencias ao dadaísmo. Judd Pfaff. que em finais da década de 20. surrealismo e abstracionismo. com materiais reciclados. Robert Rauchenberg. pois misturam em obras tridimensionais deferentes materiais artísticos. a sua influencia vem do movimento Dada e dos Ready-made. mas que não privilegia nenhum dos meios expressivos tradicionais. substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegavam a criar verdadeiros relevos. termo inventado pelo americano Allan Kaprow (1927).

BOD ART (arte do corpo). NEW DADA (Novo Dadaísmo. que foi envolvido em tecido sintético com duração de duas semanas. Movimento que. e não somente à aprecia. como o vídeo. Antonio Carvalhal. Ponte Neuf (Paris) embrulhada para presente. A arte conceitual pode usar meios e materiais não relacionados diretamente com as artes plásticas. colocam cortinas. por parte de certos artistas. de uma forma atualizada o espírito do dadaísmo de Marcel Duchjamp. fotografia e põe em causa as definições de 97 . Obras destacadas: Cartolina no vale. como forma de expressão. o único artista que se destaca com suas interferências. juntamente com a escultura e outros materiais. INSTALAÇÃO: São ampliações de ambientes que são transformados em cenários do tamanho de uma sala. INTERFERÊNCIA: Como a pintura já não é claramente definível e deixou de ser a única fornecedora de memoráveis imagens visuais. Man Ray e Kurt Schwitters. transgressão ou manifestação. para ativar o espaço arquitetônico. Guarda-sóis colocados em um vale da Califórnia e mais recentemente o Reichstag (Parlamento Germânico em 1988 – Berlim). Atualmente. Obra destacada: Homenagem a Chico Mendes de artista Roberto Evangelista. O espectador participa da obra. Alguns artistas interferem na paisagem. projetores de slides. É utilizada a pintura. ou Novo Realismo na Europa). pretendia retomar. embora com a presença dos mesmos artistas da Arte Pop. guarda-sóis. Leonor Soares são exemplos. ressaltamos Christo. utilização do corpo. embrulhos em locais públicos. através da fotomontagem e da colagem de materiais. ARTE CONCEITUAL: Surgiu nos anos 60 a partir dos Happenings e tem influencia dos Ready-made de Marcel Duchamp.

pintores minimalistas. alemão. Robert Mangold. tirada de um dicionário. Giulio Paolini. USA. Álvaro Lapa. o aspecto mais singular da sua atividade consistiu numa deliberada missão “de prédica”. Donald Judd. tem uma obra essencialmente de pesquisa. Frank Stella. na idéia geradora. com as suas palavras. como gordura. onde apresentava uma cadeira verdadeira. “A própria personalidade física do artista faz parte da obra (ou da encenação). Dele escreveu Gillo Dorfles. Itália. USA. Antonio Charrua. pode perfeitamente ser dispensada. Yves Klein.” Artistas mais representativos: Joseph Beuyes. corrente dos anos 60 e 70. Beuys serve-se habilmente do corpo com ações publicas onde os seus gestos. autor de enormes esculturas geométricas. utilizando materiais insólitos. Vincenzo Agnetti. a sua participação com comportamentos diversos ajudam à compreensão do espectador. 196566). Jorge Pinheiro. Belga. ou pela fotografia. visa convencer o auditório de alguns princípios ético-estéticos e politicoespirituais”. Anthony Caro. no idealismo. P processo criativo só precisa ser documentado de alguma forma geralmente verbal. autor de uma obra de provocação intelectual. Sol Le Witt. impôs-se muito jovem na cena mundial da vanguarda com uma obra desconcertante (one and three chairs. Keith Arnatt. que como o nome indica 98 . Luis Dourdil. Joseph Kosuth. elementos naturais e materiais industriais (também conotado com a Arte Povera – Arte Pobre). se iniciou como escultor. as suas inclinações. “Uma vez que a obra de arte é um sub-produto acidental desse salto imaginativo. Robert Morris. assim como as galerias de arte e por extensão o próprio público. porém. no conceito. vídeo ou cinema. Dentro da Arte Conceitual. ao lado de uma fotografia da mesma cadeira e junto desta um texto escrito em que se podia ler a definição de cadeira. USA.arte de uma forma mais radical do que a Arte Pop. USA. Ad Reinhardt. Em Portugal. Marcel Broodthaers. pode inserir-se o Minimalismo (minimal art). Beuys procedo como um sacerdote laico que. Itália. pois insiste que é na imaginação. feltro. que prevalece a arte e não a execução. francês. podem citar-se os pintores Ângelo de Souza. Lawrence Weiner. como representantes do informalismo/minimalismo. Graças a uma importante obra ensaistica é um dos maiores animadores no atual debate sobre o papel do artista na sociedade contemporânea. Nos últimos tempos. GB e etc. Artur Bual.

Richard Serra.Carl André. uma posição crítica. em 1907. ética e política. como era conhecido o dinamismo econômico da Itália do pós guerra. Walter de Maria. uma explosão artística existencial. Os seus principais representantes são Denis Openheim. estreitam-se as relações entre performance plástica e ação cênica. quadradas. deixando sinais ou marcas ecológicas. sub tendências que existem desde os anos 60. com “instalações”. segundo as palavras de Celant. Afirmando-se especificamente como manifestação européia. a “Arte Povera” refere uma aventura intelectual e artística cujos fundamentos ideológicos estão em oposição às propostas formalistas e consumistas da arte americana e traduz uma atitude moral. Depois da industrialização acelerada e da euforia de consumo provocada por um modelo importado dos USA. É nesse clima de crise que sopra um vento literário. vindas do cotidiano e da natureza. referindo-se à participação de uma geração de artistas de vanguarda. Ítalo Calvino e Umberto Eco. com profundos desequilíbrios sociais e conflitos políticos. quando o critico italiano Germano Celant utilizou pela primeira vez esta designação. reduzida a materiais e formas geométricas puras. vivia a hora da recessão. Como muita da arte “moderna” e “pós-moderna”. entre Turin e Roma. Os artistas exprimem-se 99 . Robert Smithson.” É uma nova energia que se reclama das intenções da existência. Germano Celant resume a formula: “Arte povera + azioni povera” (arte pobre + ação pobre). por volta do inicio dos anos 60. em depressão econômica. a pôr em questão a sociedade e a arte como intervenção direta. No teatro. No cinema. embora possam ser conotadas com a chamada “Vanguarda” dos anos 60 e 70. o famoso “milagre italiano”. A Land Art. anarco-utópica. o Living Theatre omnipresente nas cidades da Itália. podem estar inseridas no espírito da Arte Conceitual. a Itália entrava. da realidade dos elementos e do homem. a Arte Povera (arte pobre). Heizer. Na literatura. que pretende intervir nos espaços naturais. introdução de elementos e imagens perdidas. o minimalismo questiona o papel dos artistas e a natureza da criatividade. circulares e cores monocromáticas. A “Arte Povera”. como configurações triangulares. A arte Povera.pretendia desenvolver uma arte de grande simplicidade. Richard Long. nasceu e desenvolveu-se nos EUA. “significa disponibilidade e anti-iconografia. Pasolini. Também as denominadas Land Art ou Earth Art (arte da terra).

também não se trata de representações de caráter imitativo. como alternativa. querendo elevar as coisas mais banais e mais insignificantes ao nível da arte. NOVA FIGURAÇÃO E PÓSMODERNISMO: Estes são alguns dos termos usados para enquadrar artistas em correntes desde os anos 80 até o presente. “O Neo-expressionismo. quer rural quer urbana. Nos outros países da Europa. mas esquematizam ao Maximo os traços dos personagens captados. Mario Merz. Calzolari. Por outro lado. A partir dos finais dos anos 70. reúnem um gênero de manifestações que nem sempre se caracteriza pelos mesmos elementos e portanto dir-se-á que não são muito coerentes. Giuseppe Penone. Do mesmo modo. algumas constantes. Aligfhiero Boetti. TRANSVANGUARDA. hoje solicitados pela cena artística internacional: Giovanni Anselmo. Assim. o pictórico triunfou plenamente e poderia acrescentar-se que a corrente mais representativa é a que se entendeu chamar Neo-expressionista na Alemanha e transvanguarda na Itália. simples. contudo. o artista dispõe configurações em largos traços negros que contrastam violentamente com os fundos. todavia. NOVOS SELVAGENS. Em primeiro lugar. Michelangelo Pistoletto. sobre fundos formados por manchas ou por franjas de cor. embora haja locais em que a escultura adquiriu nítida preponderância. Jannis Kounellis. 100 . BAD PAINTING. que conta com grande numero de criadores importantes e que fundamenta a sua linguagem nas técnicas da colagem e montagem. observa-se uma tendência para justapor uma linguagem figurativa ao abstrato. quando o assunto é a paisagem. Gilberto Zorio e etc. Pino Pascali.essencialmente e realizando instalações onde utilizam materiais orgânicos. Podem indicar-se. mas apenas referencial. Giulio Paolini. Os objetos são capitados de um modo intuitivo e inseridos sem preocupação pela perspectiva no conjunto pictórico. Marina Merz. então desconhecidos. “pobres”. Luciano Fabro. as maioria dos artistas opta por pinturas de grandes formatos. É como “um vasto campo de convergências” onde se encontram ao mesmo tempo textos de artistas e obras de um conjunto de criadores.” Seria o caso da escultura britânica. Os artistas nunca partem da cópia da realidade. produz-se um predomínio da pintura relativamente a qualquer outro tipo de manifestações. NEO-EXPRESSIONISMO. Essas denominações.

algo completamente novo. Nos Estados Unidos. De momento. Na Alemanha. Nesse sentido o neo-expressionismo atua como uma tendência da pós modernidade e recorre à “citação” de uma manifestação anterior para construir. os neo-expressionistas mais conhecidos na atualidade são: Georg Baselitz (1938). Per Firkeby. entre outros. na medida em que reúne os mais diversos elementos procedentes de correntes anteriores.O fato de estas pinturas se terem denominado neo-expressionistas deve-se fundamentalmente a terem seguido a corrente expressionista dos inícios do século. Penck (1941). nesse neo-expressionismo. Todas as outras correntes. o que não acontece. O tempo determinará a sua importância e permitirá estabelecer quem são os artistas mais representativos do neo-expressionismo e das restantes tendências contemporâneas. Nino Longobardi. Na Itália. Não foi em vão que decorreram mais de setenta anos depois de os artistas alemães iniciarem o caminho do expressionismo. e Werner Buttner (1954). Jorg Immendorff (1945). Andréas Schulze (1955). escultor 101 . Markus Lupertz (1941). para dar lugar a uma nova era dominada pela arte feita por computador. pintor que muitos vezes apresenta os seus quadros invertidos. Sigmar Polke (1941). Sandro Chia (1946). Doukoupil (1954 Tchecoslovaquia). poderia implicar uma simples cópia ou inclusivamente apresentar-se a possibilidade de plágio. Mas no seu ecletismo existe algo verdadeiramente importante. o que se considerava nas últimas décadas como impossível. Entretanto. apenas se podem dar listas que correm o risco de pecar por incompletas ou por demasiado exaustivas. Enzo Cuchi (1950). A. embora recorrendo ao passado. inicialnmente “apadrinhados” por Andy Warhol. R. Jeff Koons. Mario Schifano (1952) e Mario Merz (1925). Cindy Sherman. de renovar o seu repertório e de oferecer um tipo de pintura despreocupada. embora em estado latente. logicamente. Jean Michel Basquiat e Keith Haring. Eric Fischl. Martin Kippenberger (19532). Talvez se possa dizer desta corrente que é eclética. Anselm Kiefer (1945). Julian Schnabel. deixaram o seu ratro e a sua presença. Francesco Clemente. Isso sucede. como seja a possibilidade de continuidade. viu-se que o artista do século XX foi capaz. Gerhard Richter (1932). de forma muito peculiar. a partir dela. Salomé (1954). pois de contrario. trabalham nessa tendência pintores como Mimmo Paladino (1948). como é lógico. Kenny Scharf. Chegava-se a falar da morte da pintura.

pelo menos. Ferran Garcia Servilha. J. Paula Rego. se não precursores. James Turrell. O Pós-Moderno. qual será o seu futuro ou. Na Grã-Bretanha. redundância e acaso. Victor Willing (marido da pintora Paula Rego). em certos meios artísticos. (Equipe Limite). Fernando J. a invadir o seu campo de ação. João Penalva. Antonio Olaio. Rui Chafez. Pereira. David Salle. À margem da história oficial. Pedro Croft. no que quer que se chame rigorosamente. Álvaro Lapa. no Brasil e em outros paises latino-americanos. Pedro Calapez. Juan Bordes. François Boisrond e Remi Blanchard. Aléxis Hunter. Alfonso Fraile. citações paródicas. Sergio Pombo. e etc. quer política quer cultural. enquanto os italianos citam a pintura anti-cubista dos anos 10. Na França. Cabrita Reis. Os alemães recuperam o movimento moderno em que mais se prestigiam. Tony Cragg. autor de “instalações” e “ambientes” que jogam com efeitos de luz. Frederic Amat. “O novo não é novo: o espírito da época” 102 . relativisa a história e afirma o regionalismo. Jorge DUARTE. com a sua fragmentação. Robert Longo. Julião Sarmento. Manolo Valdes e Cristina Iglésias escultores. Adir Sodré e Gervane de Paula. Em Portugal. entre outros. Eduardo Arroyo (equipe crônica). há também muitos representantes notáveis das “novas” tendências. Juan Gopar. Jose Maria Sicília. Graça Moraes. Gilbert & George. Pedro Tudela. Florenci Guntin. Benassar. Ken Kiff. A falta de objetividade relativamente a um movimento que na atualidade se encontra em plena efervescência impede de estabelecer com maior clareza quais são os seus objetivos e sobretudo. de projeto e de consciência da história. No Brasil. o problema da maternidade ou da pós-maternidade põe-se de uma maneira menos datada em Portugal. Leonilson. Juan Muñoz. que por sua vez citava já as tradições pós renascentistas que as notabilizaram. Victória Civera. como Miguel Barceló. Richard Deacon. Douglas Gourdon e Alan Davie entre outros. Pedro Proença. O NeoConstrutivismo Abstrato a figuração politizada tendem já. sendo os seus artistas por vezes mais profundos e originais. aonde vai desembocar. Na Esopanha.polemico. Grard Garouste. o expressionismo. repondo a exigência de progresso. Chema Cobo. escultor e autor de instalações. Leonel Moura. Robert Combas. de internacionalismo.

colecionadores privados encomendam obras em quantidades sem precedentes. Gachet de Van Gohg ultrapassou aquela marca na Galeria Sotheby. segundo os críticos de arte mais indispostos. em vida. Uma seguradora japonesa pagou o equivalente a cerca de 72. Naturalmente que nem todas as obras de arte encontram logo um comprador. revelando uma tendência para o seu aumento. direta ou indiretamente. talvez a arte contemporânea nunca tenha desfrutado de tal popularidade como agora. Mesmo as obras acabadas de sair do atelier de um artista são bem acolhidas. isto significa que confiam nas suas perspectivas e esperam que surjam mais Van Gohgs. freqüentemente pintou este mesmo tema e que. esta transformação manifesta-se em numerosos aspectos exteriores> Assim. sendo o novo recorde de 82. Os preços astronômicos que as obras clássicas dos tempos modernos atingem nos leilões de Londres e Nova Iorque. a arte sofreu uma transformação. Embora a sua própria essência seja a constante mudança. o Dr. Não obstante. muitos preferem investir em quadros. à primeira vista.5 milhões de dólares pelo quadro Girassóis de Vincent Van Gogh que. Ainda em maio do mesmo ano. os peritos do mundo da arte vaticinaram que este “preço recorde” de uma obra de arte moderna atingindo a nível mundial seria batido em curto prazo. Os preços sobem em flecha. Este êxito vem-se registrando desde há muito tempo. constituem um investimento seguro para o futuro. O próprio conceito de arte é posto em questão. por conseguinte. Se os investidores privados estão dispostos a despender quantias tão elevadas por quadros de mestres desaparecidos ainda há menos de um século. Este fato revela uma grande confiança nas perspectivas futuros do comercio de arte.Nos últimos anos deste século. o reconhecimento demasiado depressa. obtendo.5 milhões de dólares. Em vez de comprarem automóveis mais dispendiosos ou velozes. Os artistas vivos são. O preço Maximo alcançado por este pintor holandês não foi um caso isolado. esculturas e trabalhos fotográficos de artistas jovens. A arte contemporânea tornou-se um componente natural da sociedade burguesa. tendo 103 . relativamente rápido. E tiveram razão. não se limitando aos aspectos exteriores. apenas vendeu um único quadro. desta vez ela atingiu camadas mais profundas. beneficiados por esta situação. Em 1987. Museus e galerias de arte dificilmente conseguem conter as multidões de visitantes que afluem às inaugurações das suas exposições. mas é indubitável que o número dos seus compradores aumenta a um bom ritmo.

províncias e regiões da França. Paris e Viena. de bom grado. Londres e Milão. eram os mesmos críticos anteriormente citados que levantavam mais alto do que ninguém que não aparecia nada de “novo”. No mundo ocidental. as portas do seu gabinete às mais recentes produções de arte contemporânea e não se coibiu em promovê-la através de dispendiosas vernissage sobre a nova pintura. abreviadamente. A concepção de projetos para novos museus tornou-se também uma tarefa apreciada e muito pretendida pelos arquitetos. por “Neogeo”. numa rápida mudança. uma arte com um programa neo-geometrico designada. contribuiu para o prestigio da cultura francesa. são eles que não estão dispostos a aceitar de bom grado esta situação: o fato de a arte contemporânea obedecer tão cegamente às leis da moda e que artistas 104 . Acontecia freqüentemente que o que era lançado na Primavera. assim como mecenas privados na Grã-Bretanha tentam suplantar-se mutuamente com a fundação de novos museus e galerias de arte. e um chanceler federal alemão da ala concervadora abriu. constituem. de uma arte “neo-figurativa”. Aos “novos selvagens” seguiu-se. não tinham saído das galerias para iniciarem as suas longas digressões e apresentarem as suas exposições em museus e galerias de arte internacionais. E como se não fosse suficiente: ainda os artistas neo-figurativos e neogeometrico de Nova Iorque e Colônia. tornando-se a figura mais popular do seu governo. Fala-se dos “novos pintores selvagens”. Na França. Tudo aquilo de que se fala aparece a luz do “novo”. como obsoleto. E por mais estranho que pareça. no outono do mesmo ano. revelava-se. como as obras de arte não estão sujeitas a desgaste. estados e municípios da Alemanha Federal. Aliás.em mente que a arte contemporânea confere prestigio social. Itália e dos Países Baixos. Por último. Além disso. a arte contemporânea voga mesmo sob ventos políticos favoráveis. já os neo-conceptualistas reclamavam a atenção do mundo da arte. em principio. ou aqueles que se consideram como tal. o que salta primeiro à vista é a abundante utilização do adjetivo “novo”. que definiam as tendências. Apesar de nas eleições parlamentares não ter conseguido impedir a derrota do seu partido. Os hábitos americanos começam a infiltrar-se na Europa: para pertencer à elite social. é preciso saber falar de arte. de uma “nova pintura alemã” ou de uma “nova pintura austríaca”. melhor investimento que os automóveis. um ministro socialista da cultura defendeu a arte contemporânea mais do que qualquer antecessor seu. cidades . Ao fazer-se um exame das correntes artísticas dos anos 80.

o grafiteiro utiliza um cartão com formas recortadas que. valorizá-se a cor. palavras ou frases de humor rápido. de modo algum. à concepçãp da linguagem corrente. iniciou sua carreira grafitando as paredes e muros de Nova York. o metrô e das ruas das galerias e museus de arte. no PS 1. Principal artista: Jean Michel Basquiat. pixação de signos. é fácil para os críticos de arte porem a ridículo todo o palavreado em redor da arte “nova” como servindo apenas para encobrir o fato de que “o rei vai nu. com apresentação de Peter Schjeldahi. o grafitti saiu do seu gueto. só deixa passar a tinta pelos orifícios determinados. Características gerais: Spray art. vandalismo puro e simples”. mas sempre como prefixo. como “violação.relativamente jovens e de ambos os sexos tenham um sucesso comparável ao das “estrelas” do mundo do espetáculo e acima de tudo não lhes agrada a idéia de que a arte contemporânea não pretende inscrever no seu estandarte o novo pelo amor ao novo. As temáticas do seu 105 . A primeira grande exposição de grafitti foi realizada em 1975 no “Artist’s space”. destruição moral. O novo não é. Seus grafites mostravam símbolos de variadas culturas de obras famosas. um dos principais espaços de vanguarda de Nova York. O emprego inflacionado do adjetivo “novo” no contexto das diversas correntes artísticas não correspondente. Stencil art. mas a consagração veio com a mostra “New York/New Wave” organizada por Diego Cortez. e principalmente ícones da cultura e consumo americanos. Por isso. ao receber o jato de spray. nascido no Haiti. instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seus rabiscos e signos os mais variados objetos de consumo. em 1981. (1960-1988). afinal de contas. Este adjetivo nunca aparece isolado. existe a valorização do desenho. de Nova York. ligado a uma tendência artística já existente. principalmente no contexto político e social.” GRAFITTI: Definido por Norman Mailler como “uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial” e por outros. tão novo e também não tem de o ser. anarquia social.

Ambos os povos deixaram o testemunho de sua grandeza em obras arquitetônicas colossais. Com 21 anos participou da sua primeira coletiva em Nova York. México-Tenochtitlán. onde edificaram a capital de seu império. Parte de seus conhecimentos foi absorvida pelos Toltecas. As civilizações mais avançadas da América Central foram a Maia e a Asteca.ASTECAS . No Brasil. PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS . O império Maia teve uma organização estatal e social bem definida. que conseguiram vencer as cidades da Tríplice Aliança e estabeleceram assim seu império.INCAS: Tal como os negros nigerianos. e das quais existem exemplos não apenas nos museus do México. os americanos pré-colombianos. Foi essa mesma organização que os beligerantes astecas adaptaram ao chegar ao vale do México. destacam-se os artistas: Alex Valauri. mas também nos de toda a Europa. ouro e pedras preciosas dos astecas. Foi patrocinado por Andy Warhol (Pop Art). a opressão e o racismo. representadas por templos e palácios em terraços piramidais. enquanto os Astecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco. que por sua vez os transmitiram para o resto das culturas do vale do México e para os astecas. Waldemar Zaidler e Carlos Natuck.trabalho refletem suas preocupações. a partir da virou celebridade. Os mais desenvolvidos cientificamente e intelectualmente foram os Maias: possuíam um sistema de escrita hieroglífica e atingiram grandes avanços na astronomia e na matemática. 106 . sabiam apresentar a face humana de madeira natural. Além disso já conheciam o zero. nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Os Maias estabeleceram-se ao norte da península de Yucatán e construíram várias cidades-santuarios. Seu calendário de 365 dias revelou-se mais exato que o utilizado então na Europa. Os próprios conquistadores espanhóis se deram conta das maravilhosas obras de ourivesaria de prata. Morreu prematuramente em virtude de depressão e drogas. bem como em relevos e esculturas decorativos e suas pinturas e objetos suntuosos. utilizadas para dfecorar palácios e templos. como o genocídio.

encomendados pelas cortes européias. Não menos perfeitas foram as gravuras 107 . embora persistindo a esquematização. o azul e o verde. Cada parede representa uma cena. São significativos os baixos-relevos dos templos. Conservavam-se também manuscritos e cópias de livros com iluminuras. transmitiu tanto aos desenhos como as cores da pintura Asteca uma simbologia comparável à dos hieróglifos egípcios. É surpreendente o contraste deliberado de cores. como a dos Maias. O conjunto apresenta os contornos acentuados. A perspectiva é obtida pelas superposições e escorços das figuras. cobertas de pinturas murais coloridas. A escultura colossal é muito comum como complemento de templos e palácios. ou mensageiro sentado. Escultura: Para os Maias. as formas Maias são mais suaves e arredondadas e mais estilizadas. A pintura Asteca. o amarelo. mas também por terem ficado protegidas por uma fina camada de calcário. Longe de toda abstração simbólica. sobretudo a figura do Chac Mool. ao contrario. e foram de fato excelentes copistas. manteve-se como complemento de relevos e teve um caráter simbólico. e em muitos casos existiu até um afã de individualização dos rostos ou de sentimentos. ou câmaras. Ao contrario dos Astecas. Sabe-se que. Os rostos possuem traços individualizados. do estilo das gravações de estrelas comemorativas. e influiu na almejada abstração. narrada com riqueza de detalhes.Pintura: No ano de 1946 foi descoberta Bonampak. a estatuaria deveria ser imagem e semelhança da realidade. Em suas esculturas é possível identificar as características físicas do povo. nos quais os artistas Maias combinaram figuras naturalistas com fundos geométricos acompanhados de textos em hieróglifos. não tão abstratos como os egípcios. depositada naturalmente sobre sua superfície. Essas pinturas chegaram quase intactas até o século XX. os Astecas passaram a produzir pinturas de gosto europeu para os conquistadores. mas igualmente informativos. a partir da conquista espanhola. não só pelo fato de term permanecido longe da vista dos espanhóis. A ausência de um sistema preestabelecido de escrita. bem como sua grande variedade: as preferidas eram o vermelho e suas diferentes tonalidades. uma construção de três salas. esses murais apresentam-se impregnados de figuras representativas de um determinado momento histórico.

Manco Capac. Os testemunhos mais importantes dessa cultura encontram-se na arquitetura monolítica e despojada de ornamentos. Essa organização do estado. serpentes sagradas. cujo último sobrevivente alcançou a condição de Deus. permitiu a convivência pacifica de uma grande dibversidade de etnias submetidas a um governo central. o sistema de organização social e estatal mais avançado da América pré-colombiana. Atribuíram também grande importância à industria metalúrgica. As figuras modeladas em estuque para a decoração de interiores valeram-lhes o qualificativo de primeiros barrocos da América Central. já conhecido pelos antecessores dos Astecas. O Deus mais importante era Quetzalcoatl representado como homem ou serpente emplumada. e a terracota. Tlaloc: O Deus da chuva Asteca (século XIV-XV). Como em qualquer outro império do Ocidente. criou. que por sua vez delegou o poder às famílias mais importantes de cada aldeia. A função religiosa cedeu lugar à representativa e utilitária.sobre madeira das portas e seus respectivos dintéis. andesita e pórfido. colocadas frente a frente. 108 . na qual demonstraram tanto uma técnica impecável quanto uma grande frieza expressiva. que negava todo naturalismo. principalmente na fabricação de armas. utilizaram a arte com expressão máxima da difusão de seu poderio. aliada ao estabelecimento de uma religião e uma língua oficial. De fato. que emigrou para Cuzco vinda do norte. por volta do século XV. os Toltecas. ao artesanato têxtil e à cerâmica. As crônicas do império narram a história da família Ayar. ARTE INCA: As origens do povo Inca remontam as civilizações anteriores aos Nazcas e Tihuanacos. A estatuaria Asteca era de um simbolismo profundo e de uma linguagem tendente à abstração. com obras mais próximas da engenharia do que das disciplinas artísticas. simbolizavam o poder do raio. sabe-se com segurança que esse império chegou a abranger mais de 900 000 km2 na costa do Oceano Pacifico e que seu primeiro imperador-chefe. Sua função era eminentemente religiosa. Os materiais mais utilizados eram a pedra. motivo por que as figuras representadas eram normalmente deuses acompanhados de seus atributos. A boca é formada por duas cabeças de cascavel.

Os motivos são na maioria discretos e puristas. em todas as disciplinas artísticas. como os Nazcas e Chimus. sendo definitiva a instauração dessa religião durante a dinastia Tang (século VI). Evitou-se o exagero e a opulência. desde os séculos V e VI até o XIX. O Japão recebeu o budismo das mãos dos chineses durante o período Nara (645-784). 109 . rica e variada em suas manifestações. As formas básicas eram urpu. os ceramistas tentaram. começaram a absorver as crenças budistas. bem como o irregular ou assimétrico. Difundiram-se assim os primeiros templos chineses. os pagodes. utilizaram. Escultura: A cerâmica Inca revelou uma característica estrita de funcionalidade e desenho. Um dos fatores que determinaram essa estreita relação cultural foi a religião. sendo ao mesmo tempo eco das numerosas dinastias chinesas e dos guardiões da cultura (bonzos) japoneses. Os Incas modelaram também estatuetas antropomórficas e keros. em composição. mais precisamente o budismo. fundos neutros com predominância dos tons terra e ocre. O vinculo permanente entre ambos os países determinou a influencia do primeiro sobre o segundo. e os puynos. Embora certamente dispusessem de grande variedade de cores e até jogassem com as gamas mais fortes. a principio taoistas e confuncionistas. utensílios-escultura de grandes dimensões.Nessa ultima. Limitados por essa esquematização. entretanto. espécie de cântaro. ou jarro. por meio do uso de cores chamativas e bordas geométricas cada vez mais complexas. inspirados nos stupas hindus. e raqui. vasilhas de madeira decoradas com cenas ou figuras de animais. baseada na fusão com obras de civilizações anteriores. Isso se refletiu também nas estampas dos tecidos. num estilo tão ascético quanto o da arquitetura. na China e no Japão estreito relacionamento com a religião. Os chineses. dedicaram-se às peças pequenas e às estatuetas antropomórficas. depois da expansão do império gupta (indiano) no século IV. naturalistas e distanciada do simbolismo chinês. ARTE CHINESA E JAPONESA: A arte do extremo oriente. as vasilhas de vários pés. imprimir um caráter individual a cada peça. embora com o tempo os artistas japoneses tenham forjado suas imagens próprias. revela.

e em alguns casos também cobre e junco. tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional. com suas pontas para cima. Uma das construções mais típicas é o rikyu. que representam a terra. persistiu-se na tradição arquitetônica chinesa para os templos budistas. localizados sobre um terraço com orientação especifica. Os melhores expoentes pertencem às dinastias Ming e Ys’ing. com um imenso jardim central. mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza. Os materiais utilizados são os que o entorno natural oferece. que transpôs para o Japão nas estatuas colossais de Buda. e as arredondadas. Com o tempo. no geral madeira e argila. No Japão. para a realização da cerimônia do chá. principalmente nos telhados. que convidam à meditação. simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre. quanto pagodes exibem aparência semelhante em atenção a essas normas. a arquitetura deveria ser uma réplica do universo. tendo em vista as estações do ano. além de serem uma realização complexa. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida. os rikyu passaram a servir de modelo para habitações particulares pela capacidade de transformação do espaço que suas leves divisórias corrediças ofereciam.A escultura chinesa também adotou as ousadas e elegantes formas da Índia. que se estende por pequenos pátios internos em cada um dos diferentes edifícios. o rikyu continua sendo hoje em dia 110 . combinam-se de tal maneira que tanto templos. não apenas no que se refere a habitabilidade. criado por Kobori Ensnu. A pintura de paisagens atingiu o auge na China a partir do século XII. Arquitetura: Tanto uma como outra. embora os motivos tenham nascido da iconografia chinesa. o que não ocorreu com a arquitetura profana. mas então o Japão desenvolveu um estilo próprio. construída para o imperador no inicio do século XV. Construído em meio a um jardim de plantas perenes. No geral. que simbolizam o céu. A cerâmica e a porcelana ocorreram com igual profusão em ambas as culturas. de costumes e narrativo. carente do lirismo e da intelectualidade dos chineses. as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos. Ali se pode observar a disposição do templo e dos diferentes palácios. pedras e água. Os telhados típicos de terracota. As formas quadradas. Trata-se de uma vivenda onde o volume e a simplicidade de formas são os personagens principais. Para os chineses.

tentaram dotar sua estatuaria de grande expressividade. combinando as ilustrações com letras desenhadas. Pode-se dizer que esses modelos se conservaram ao longo de toda a história da arte chinesa quase sem variações estilísticas.uma das construções de contemporânea ocidental. combinado-os com os preceitos históricos do xintoísmo. pedra extremamente difícil de se esculpir. Existia o pequeno formato de álbuns. Ousados e inconformados. o que os levou a colorir rostos e intensificar as feições. maior influencia na arquitetura Escultura: As primeiras esculturas chinesas eram figuras zoomórficas monumentais da época da dinastia Han. Não satisfeitos com a idealização chinesa.C. bronze. tanto em pedra como em bronze. A ele seguem-se os afrescos dos tempos da dinastia Han e mais tarde os da Tang. os artistas japoneses não temeram cair num certo maneirismo próximo do grotesco. A porcelana faz parte da tradição: a mais representativa continua sendo o azul cobalto e branca (Arte Ming). cerâmica e porcelana de caráter suntuoso. Os motivos eram tanto religiosos quanto profanos. obscureceram a escultura. nos quais tanto os chineses quanto os japoneses demonstraram um refinamento singular e uma grande exigência de qualidade. Sob o governo da dinastia T’Sang proliferaram as figuras em madeira pintada e folheadas a ouro. muito bem conservado e de uma elegância e refinamento característicos das cortes imperiais. As 111 . Os trabalhos em jade. Pintura: A extensa história da pintura chinesa começou com um quadro sobre seda encontrado recentemente e que pertenceu à dinastia Shou (206 a. Esse expressionismo foi transferido depois para as máscaras de teatro do século XV. e os espelhos decorados eram muito cobiçados pelos aristocráticos mecenas japoneses.). No século XI aparecem os primeiros quadros de paisagem. pertencentes à dinastia Ming (século XIV). Os escultores japoneses adotaram os modelos búdicos austeros da dinastia chinesa T’ang. O paisagismo foi considerado na China o gênero pictórico mais relevante e atingiu o apogeu durante a dinastia Song (IX-XIII). típicas da plástica indiana. com exceção das famosas estátuas monumentais do príncipe Buda. As jóias e os objetos decorativos em jade.

. sempre segundo cânones estéticos chineses. e seus escritos religiosos. não se afastou do modelo chinês. Adquiriu então importância a técnica de aquarela sobre papel ou seda. no essencial. pelos demais. principalmente nas cortes. Já em plena Idade Média.C. Os Vedas.paisagens ostentavam formas puras e simbólicas. apesar de posterior ao Bramanismo e contemporâneo do jainismo. o sânscrito. A principio também se produziu grande quantidade de afrescos. foi forjado no país que lhe dá o nome e difundiu-se a partir do reino vizinho. A pintura japonesa. com dinastia dos Mauryas começou um período de esplendor cultural. A partir de então. A partir do século XIV. que tão imitadas seriam na Europa rococó (Chinoiserie). estabeleceu os princípios da arte indiana ao longo de toda a história. as composições eram em geral assimétricas e obtinha-se uma ilusão de perspectiva sem paralelo na pintura universal. com os conhecidos quadros da cerimônia do chá. A necessidade de difusão desse movimento religioso levou à adoção de determinados parâmetros de representação. O budismo. Também foi o apogeu dos gêneros paisagistas e de costumes. De caráter naturalista. a pintura sobre seda se transformou no gênero mais valorizado. a pintura chinesa se limitou à imitação dos modelos antigos. que depois de devastar a civilização do vale do Indo impuseram sua língua. O modelo. que tanta influência exerceram sobre a pintura dos séculos XIX e XX. As origens da arte indiana remontam às invasões dos arianos. Tibete e Indonésia. 112 . o Khuner. A arte indiana também recebeu influencia persa. no século VII a. que depois foram estendidos às outras religiões. e manifestou-se uma renovada religiosidade nos temas. e surgiram as pinturas sobre seda e as gravuras. mas também na Caxemira. entretanto. ARTE INDIANA E KHMERIANA: Deve-se entender como arte indiana aquela que se manifestou não apenas na Índia. os pintores japoneses abandonaram definitivamente os temas religiosos e optaram por ilustrar o refinamento e os luxos da corte. eram semelhantes às primeiras pinturas budistas dos pagodes chineses. desde seu surgimento. com os quadros de costumes conhecidos como ukiyo e obras de Utamaro e Hokusal. Ceilão. principalmente e dos impressionistas e modernistas. Nepal. O grande ressurgimento da pintura não chegou senão no século XVIII. que decoravam as paredes dos templos.

retocando-a depois de seca a superfície. A época do esplendor desse tipo de afresco coincidiu com o período de transição (séculos V a. Especial relevância tiveram os templos piramidais. no sul. de modo geral estritamente simétricas e despojadas do sensualismo e erotismo do modelo. são do século V. extravagância e colorido. Os artistas desse reino apostaram.C.). até então simbolizado pelo vazio. No caso dos afrescos das famosas cavernas de Ajanta. aparentemente devido à falta de conhecimento técnicos de seus escultores. que manteve os princípios estilísticos da dinastia Gupta. A arte indiana começou a se expandir a partir da Idade Média e encontrou seu imitador mais respeitado no vizinho reino do Khmer. de superfícies menos carregadas. A técnica utilizada era a do afresco combinado com a têmpera. que se difundiram de lá para o resto da Ásia.sob o reinado de Asoka (274-237 a. sentado e com auréola. que revitalizaram notavelmente a pintura e a escultura e renovaram as formas arquitetônicas. fazia-se alusão a ele através d algum símbolo ou do vazio. no Camboja. No século I d. na medida em que. em representações mais rígidas. influenciada pela arte grega. criou a chamada arte grecobúdica e foi também responsável pela primeira representação figurativa do príncipe Buda. época em que esse tipo de pintura começa a se difundir por toda a Ásia. as representações tendiam para o naturalismo. ainda que fossem influenciadas por uma estética sensual e idealista. e os relevos. Pintura: A pintura indiana complementou a escultura na decoração de templos e palácios e serviu como veiculo de propagação da religião e da história a partir da dinastia Vakataka (século V d. – I a. A de Gandhara e a de Mathura. ou seja. no norte..C. mais novos. Os temas preponderantes eram as cenas de vida do príncipe Buda (O iluminado).). e a de Wengi. retomando a tradição indiana.C.C. que era a representação mais completa de seu estado de pureza e santidade. A primeira foi a mais importante. enquanto outros. O chamado período clássico começou com os reis guptas. 113 . cuja imagem apareceu pela primeira vez nas obras da escola de Gandhara. anterior a ela: porte colossal. surgiram as três escolas mais importantes da Índia. No geral.). deixando de lado o budismo.C. Antes. pintava-se o desenho básico com a parte úmida. entretanto. alguns datam do século II d.C. Essa técnica deu origem a graves problemas no que diz respeito à conservação das obras.

a arte budista dos pioneiros tempos evitou representar o príncipe iluminado. Pérsia. Escultura: A escultura Indiana teve. que. ARTE ISLÂMICA: No ano de 622. Os relevos com cenas eróticas extremamente explicitas. faltavam-lhes o colorido e a vivacidade dos afrescos. Índia. nas suas origens.). sucessores do profeta.) a escultura indiana começou a adotar elementos fantásticos ao mesmo tempo em que ganhou em monumentalidade. Apesar de inteiramente figurativa. cumpriam a função de ensinar aos iniciados os princípios de Buda. sob a orientação dos califas.No inicio do século X. Como a pintura era feita sobre folhas de plantas regionais dessecadas e em rolos de papel. além de decorar. consagrada na Idade Média. Essa tendência se manteve por vários séculos. o Khmer. num descontrolado horror ao vazio. No século XI apareciam as primeiras imagens do príncipe santo nas oficinas da escola de Gandhara sob a influencia grega. tanto nas estátuas quanto nos relevos. Síria. Durante o período clássico (320-570 d. a pratica do afresco cedeu lugar a miniatura.C. as paredes internas e externas do templo com figuras humanas e de animais. típicas da decoração dos stupas. Norte da África e Espanha. 114 . Ásia Menor. que evitavam toda a referencia ao erotismo. interpretou o ato sexual como a aproximação do homem divino. uma das ramificações religiosas indianas do budismo.C. o profeta Maomé se exilou (hégira) na cidade de Yatrib e para aquela que desde então se conhece como Medina (Madinat al-Nabi. no Camboja. De lá. tanto no Oriente quanto no Ocidente. um caráter decididamente naturalista. o tantrismo. com uma qualidade artística visivelmente inferior. cidade do profeta). Isso se deu ao fato de que sob a dinastia Mahayana. As figuras talhadas na pedra pareciam se reproduzir infinitamente para cobrir completamente. surgiram a partir da indianização do budismo. A influencia da estatuaria indiana deixou sua marca no reino vizinho. começou a rápida expansão do Islã até a Palestina. Essa carência foi suprida com a influencia posterior da pintura persa. As formas búdicas e indianas foram adotadas em representações mais esquemáticas e rígidas. O melhor exemplo disso é o relevo “A Descida dos Ganges” (século I d.

De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, que no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade. Foi assim que as cúpulas bizantinas coroaram suas mesquitas, e os esplêndidos tapetes persas, combinados com os coloridos mosaicos, as decoraram. Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu inicio, conceitual e religiosa. No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembraram o neófito, que contempla uma obra feita para Deus. Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no inicio, como exclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto, na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância da religião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum e peregrinação. Arquitetura: As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina : uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refugio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos. No entanto a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão

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importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização. A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um circulo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma.. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àqueles na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capitulo a parte. As residências dos emires, construíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o habitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala de trono. Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar a todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos mártires. Tapetes: os tapetes e tecidos desde sempre tiveram um papel muito importante na cultura e na religião islâmica. Para começar, como povo nômade, esses eram os únicos materiais utilizados para decorar o interior das tendas. À medida que foram se tornando sedentários, as sedas, brocados e tapetes passaram a decorar palácios e castelos, além de cumprir uma função fundamental nas mesquitas, já que o mulçumano, ao rezar, não deve ficar em contato com a terra. Diferentemente da tecedura dos tecidos, a do tapete constitui uma unidade em si mesma. Os fabricados antes do século XVI chamam-se arcaicos e possuem uma trama de 80.000 nós por metro quadrado. Os mais valiosos são de origem persa e têm 40.000 nós por decímetro quadrado. As oficinas mais importantes foram as de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente. Entre os desenhos mais
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clássicos estão os de utensílios, de motivos florais, de caça, com animais e plantas, e os geométricos, de decoração. Pintura e gráfica: as obras de pintura islâmica são representadas por afrescos e miniaturas,. Das primeiras, muito poucas chegaram até nossos dias em bom estado de conservação. Elas eram geralmente usadas para decorar paredes de palácios ou de edifícios públicos e representavam cenas de caça e da vida cotidiana da corte. Seu estilo era semelhante ao da pintura helênica, embora, segundo o lugar, sofresse uma grande influência indiana, bizantina e inclusive chinesa. A miniatura não foi usada, como no cristianismo, para ilustrar livros religiosos, mas sim nas publicações de divulgação cientifica, para tornar mais claro o texto, e nas literárias, para acompanhar a narração. O estilo era um tanto estático, esquematizado, muito parecido com o das miniaturas bizantinas, com fundo dourado e ausência de perspectiva. O Corão era decorado com figuras geométricas muito precisas, a fim de marcar a organização do texto, por exemplo, separando um capitulo de outro. Estreitamente ligada à pintura, encontra-se a arte dos mosaicistas. Ela foi herdada de Bizâncio e da Pérsia antiga, tornando-se uma das disciplinas mais importantes na decoração de mesquitas e palácios, junto com a cerâmica. No inicio, as representações eram completamente figurativas, semelhantes às antigas, mas paulatinamente foram se abstraindo, até se transformarem em folhas e flores misturadas com letras desenhadas artisticamente, o que é conhecido como arabesco. Assim, complexos desenhos multicoloridos, calculados com base na simbologia numérica islâmica, cobriam as paredes internas e externas dos edifícios, combinando com a decoração de gesso das cúpulas. Caligrafias de incrível preciosidade e formas geométricas multiplicadas até o infinito criaram superfícies de verdadeiro horror ao espaço vazio. A mesma função desempenhava a cerâmica, mais utilizada a partir do século XII e que atingiu o esplendor na Espanha, onde foram criadas peças de uso cotidiano. ARTE AFRICANA: Existem muitos preconceitos com relação à arte africana e à África em geral. A denominação genérica de africano engloba maior quantidade de raças e culturas do que a de europeu, já que no
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não pode ser entendida senão com base no estudo da comunidade que a produziu e de suas crenças religiosas. Sua inclusão na história da arte é bastante recente. que cristianizaram várias regiões. O fato de os primeiros colonizadores terem subestimado essas culturas e considerado suas obras meras curiosidades exóticas. Some-se a isso a influencia dos primeiros colonizadores portugueses. que são as principais. não titubearam em se mudar para lá por algum tempo. ARTE OCEANICA: A arte da Oceania constituiu um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente. Daí ser particularmente difícil encontrar os traços artísticos comuns. 118 . E isso é muito importante para a análise da obra. Muitos objetos ficaram sem classificação. Recentemente. organizar as coleções dos museus europeus. não se conhecendo assim seu lugar de origem ou simplesmente ignorando-se sua função.continente africano convivem dez mil línguas. fang. Outros chegaram a criar verdadeiros panteões de deuses. A arte africana é eminentemente funcional. no século XX. vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. graças a antropologia de campo e aos especialistas em arte africana. algo que colaborou em muitos casos. distribuídas entre quatro famílias. foi possível. embora sempre sob a ótica de suas próprias interpretações. Mais ainda. tentaram imitálas. além de reconhecer os valores artísticos das peças africanas. em busca de novas motivações temáticas e técnicas. data deste século. Basicamente os povos africanos eram animistas. para a distorção do verdadeiro sentido das obras. existindo também os povos monoteístas. prestavam culto ao espírito de seus antepassados. Alguns. Mas o dono já estava feito. ioruba e bini e as de Luba. se possa falar de um certo aspecto identificador que os diferencia dos povos de outros continentes. especialmente os fauvistas e os expressionistas. apenas para citar algumas. Entre as peças mais valorizadas atualmente estão. a exemplo da Europa. como Gauguin. provocou um saque sem sentido na herança cultural desse continente. Estes. O auge da arte africana na Europa surgiu com as primeiras vanguardas. embora. as esculturas de arte das culturas fon.

Também é possível detectar diferenças estilísticas consideráveis. na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos. nos deserto do continente. no arquipélago da Melanésia. cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos. inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso. e os polinésios. menos conservadores.São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania. Embora todos tenham origem asiática. e os polinésios. os papuas acentuam a expressividade. buscavam a novidade. vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos. ossos. na ilha da Nova Guiné. Assim. climáticos e materiais de cada região. embora no caso do arquipélago da Polinésia e Malanésia os materiais utilizados sejam variados: fibras vegetais. limitados pela escassez do deserto. madeira e conchinhas. os papuas. 119 . corais. penas de pássaros. os Melanésios.

.......................................................................................................................... AMBIENTES...............................................................................109 ARTE CONCEITUAL:......1 120 .........................................................................................................................3 ARTE ROMANA:.............................................................1 COBRA:................................................................................................................................................................................................................................................18 ARTE CHINESA E JAPONESA:..........................................................................................................................34 Classificação da arte:.................Índice Remissivo ABSTRACIONISMO:.............................................. BODY ART E NOVO DADAISMO:..................................................................117 ARTE AFRICANA: ...................20 ARTE BIZANTINA:...........................................................86 Como as idéias se espalham pelo mundo?.............45 ARTE OCEANICA:.........................21 BARROCO:...................................................117 ARTE ASSEMBLAGES...................................................96 ARTE BARBARA:.........................................................97 ARTE EGIPCIA:......................................................................................................................................................................3 Como entendemos a arte?..................................................................................................................................................................................................................114 ARTE NAIF:..................................................................................................................................................................................................................................................112 ARTE ISLÂMICA:... HAPPENINGS..............................................................................................118 ARTE PALEOCRISTÃ:.....................................................................................108 ARTE INDIANA E KHMERIANA:....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................23 ARTE GREGA:..................10 ARTE INCA:..................................................................................................2 Conceito:......................................................................................................70 ACTION-PAINTING:..................................................................................... ............................................................................6 ARTE GÓTICA:................................................................................................................................................67 ARTE NOUVEAU:................................17 ARTE PRÉ-HISTÓRICA:......................................................................................14 ARTE ROMÂNICA:............................................................................................................................................85 ARTE AFRICANA......................................

.................................................................29 MESOPOTÂMIA:.................46 INFORMALISMO........................................39 NEOPLASTICISMO:...............95 INSTALAÇÃO:..................................................................................2 OP ART:.................................................................................................................................75 EXPRESSIONISMO:...................CONCRETISMO:.........................81 O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte?...........................................................INCAS:....................................................................................................................................................................................................................................88 POP ART: .......................................................................77 CUBISMO:..........................................92 EXPRESSIONISMO ABSTRATO:.....................................................................................................................105 História da Arte:.....................60 DADAÍSMO:..............................................................................................................................................68 POP ART...................................................................................................................................................................................................93 PRÉ-COLOMBIANOS: MAIAS ....................................................................................................................................................1 IMPRESSIONISMO:.....................................................................97 MANEIRISMO:........................................................................................................................................................................................................................................2 PÓS-IMPRESSIONISMO:........87 PINTURA METAFÍSICA:........................................................................... EXISTECIALISMO E TACHISMO:............69 DECLARAÇÃO CONJUNTA DE ROTHKO...............................79 CONSTRUTIVISMO:...........................................................................................51 FOVISMO:................................................................................................ ........45 NEOCLASSICISMO:......................................................................................................................................2 121 ............................................................................................. GOTTILIEB E NEWMAN..............................................................49 PÓS-MODERNISMO:......................................77 EARTH ART:..........................................................................97 INTERFERÊNCIA:......................................................106 Quem faz arte?.............................................................................ASTECAS .......................................................................................................................................6 MINIMALISMO:................................................................................................................88 Por que o mundo necessita de arte?..........................................59 GRAFITTI:..........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................90 MODERNISMO:...............................................................................................................................................................

.......................................................................................................... NEO-EXPRESSIONISMO............95 REALISMO:............................................RACIONALISMO:...............................42 RENASCIMENTO:...................................................100 122 ...36 ROMANTISMO:...MODERNISMO:..................................................................................................................................... NOVOS SELVAGENS................................................................................. BAD PAINTING...........................................................................................................................................................................25 ROCOCÓ:........................................................................................75 SURREALISMO:...........................................................................82 TRANSVANGUARDA.........................40 SUPREMATISMO:............ NOVA FIGURAÇÃO E PÓS................