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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO/DIRETORIA DE ENSINO

GERÊNCIA DE APOIO TÉCNICO-PEDAGÓGICO


ASSESSORIA DE ALFABETIZAÇÃO E LÍNGUA PORTUGUESA

ESCRITA DAS QUATRO PALAVRAS E UMA FRASE


(retirado do Caderno Prova Ampla:
caracterizando a rede de hipóteses do
processo de alfabetização- GEEMPA)

AVALIAÇÃO DAS QUATRO PALAVRAS E UMA FRASE

Esta avaliação deve ser desenvolvida com os alunos que ainda não estão
alfabetizados.
Nesta situação de prova pede-se aos sujeito que escreva, em primeiro
lugar, o seu nome e em seguida uma série de quatro palavras e uma frase.
A seleção das palavras deve respeitar os seguintes aspectos: elas devem
pertencer a um mesmo campo semântico e não devem ser do repertório escolar usual da
cartilha utilizada pelos sujeitos. O que se pede para ser escrito: começa com uma palavra
dissílaba, uma trissílaba, uma polissílaba e uma monossílaba. É importante que esta
ordem seja mantida. Por último pede-se que escreva uma frase, na mesma deve conter a
palavra dissílaba e o nome do avaliado.

Exemplo:
- PIPA → dissílaba
- VARETA → trissílaba
- RABIOLA→ polissílaba
- SOL → monossílaba
(substituir pelo nome do sujeito)

O MENINO SOLTOU A PIPA. → frase

● Escolha das quatro palavras e uma frases

A seleção das palavras deve respeitar os seguintes aspectos-elas devem


pertencer a um mesmo campo semântico, serem substantivos concretos e não devem ser
do repertório usual dos alunos. O que se pede para ser escrito consta de uma palavra
dissílaba, outra trissílaba, outra polissílaba, outra monossílaba e uma frase. Com isto, se
quer avaliar se, na concepção do aluno, as variações da quantidade de letras são ou não
em função da quantidade de sílabas.
Exemplos de algumas escolhas:

1. gato borboleta cavalo cão


O gato bebe leite

2. café margarina xícara pão


O café está na cozinha

3. prego martelo parafuso pá


João bate o prego
Para que as palavras usadas nesta tarefa tenham boa vinculação com as
vivências dos alunos cujas hipóteses estão sendo caracterizadas, sugere-se que elas
sejam escolhidas a partir de uma conversa que preceda imediatamente a tarefa. Durante
a conversa, o experimentador vai selecionando quatro palavras que correspondam à
variedade do número de sílabas (1,2,3,4) e aos tamanhos dos referentes em proporção
inversa ao número de sílabas. Por exemplo: O experimentador pergunta aos alunos
adulto em quê ele trabalha e à criança do que ela gosta de brincar. A qualquer um deles
pode perguntar: o que ele faz quando está em casa , se vê televisão, quais os programas
etc. E, a partir daí, fazer a seleção

O mas adequado para a proposição da frase a escrever é iniciá-la


pelo nome do aluno, com o qual se constrói uma frase, utilizando a palavra
dissílaba.

1. Bola bicicleta goleira pé


Roberto joga bola.

2. Xuxa antena televisor fio


Isabel gosta de ver a Xuxa.

3. fogão panelinha boneca mãe


Julia inventa um fogão de brinquedo.

● Aplicação da tarefa

Ao aluno dá-se lápis e uma folha branca, tamanho ofício e se lhe diz:
— Agora, tu vais escrever umas coisas. Antes, mostra com tuas mãos de que tamanho é
o gato. Ele é maior ou menor que a borboleta? Quantas letras tu pensas que são
necessárias para escrever a palavra gato?
Depois de sua resposta, pede-se:
— Então, escreve gato.
Se o aluno resiste, o experimentador anima-o, dizendo:
— Escreve como tu achas que escreve. Eu sei que ainda não te
ensinaram bastante. Mas, escreve como tu pensas que é.
Deixa-se o aluno escrever, sem pressioná-lo nem corrigi-lo, sempre
animando-o a que continue.
Pode acontecer que o aluno resista bastante e prefira desenhar. Deixa-se
que ele desenhe e depois se pede que escreva o nome do que desenhou, lembrando que
pode ser que o aluno pense que desenhar é escrever.
As palavras escolhidas se caracterizam por apresentar o seguinte
contraste: uma tem poucas sílabas, mas referente grande ( por exemplo, cavalo) e a
outra tem mais sílabas, mas um referente menor ( por exemplo, borboleta).
Pergunta-se ao aluno se ele conhece os objetos mencionados e, qual é o
maior para, em seguida, pedir-lhe uma antecipação de quantidade de letras da palavra, o
que tem como objetivo conhecer com que hipótese o aluno está regulando a quantidade
de grafias para escrever estas palavras.
Sabemos que há alunos que, guiando-se pelo referente das palavras,
consideram que o nome de um objeto grande deve se escrever com muitas grafias e o
nome de um objeto pequeno com poucas grafias.
A partir de hipótese silábica, entretanto, os alunos consideram que o
nome de um objeto deve ter tantas grafias quantas sílabas ele possui (por exemplo,
abacaxi se escreve com quatros letras).
Na hipótese alfabética, os alunos começam a considerar que se devem
escrever duas letras ou dois sinais gráficos para cada sílaba oral.
Uma vez escrita uma palavra, usa-se o mesmo procedimento para a
seguinte. Finalmente, pede-se que o aluno escreva a frase, sem nenhuma introdução
especial. A frase contém o nome do aluno e a palavra dissílaba já utilizada, exatamente
para se avaliar se, no contexto de uma oração, o aluno conserva a mesma escrita de
palavras isoladas.
Nota importante: esta é uma tarefa sobre a escrita do aluno. Com escrita e
leitura são dois processos paralelos e não simultâneos na alfabetização, não se pede ao
aluno que leia após ter escrito as palavras e a frase.
As tarefas de leitura devem ter outro suporte que não as escritas
produzidas necessariamente pelo aluno, isto é, ter o suporte de jornais, livros, revistas,
cartazes ou de escritos do professor.