P. 1
Apostila de Biologia para vestibular - Módulo 1

Apostila de Biologia para vestibular - Módulo 1

|Views: 24.883|Likes:
Publicado porDouglas_Alexan_2145

More info:

Published by: Douglas_Alexan_2145 on Apr 09, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/22/2015

pdf

text

original

APRESENTAÇÃO

Prezado(a) Aluno(a):

Este é o primeiro de dois módulos desenvolvidos deste material. Nossa intenção ao organizá-lo foi propor à sua escola um estudo dirigido dos principais conteúdos cobrados em vestibulares de todo país a fim de complementar e aprimorar seus conhecimentos.

No primeiro módulo são abordados conteúdos mais tradicionais da biologia estudada em sala de aula. O segundo módulo é intitulado de Biologia Moderna, que aprofunda e aplica os principais conceitos aprendidos durante todo estudo da Biologia.

Por meio deste material e do trabalho pedagógico realizado pelos seus professores, cremos que a sua passagem do Ensino Médio para o Ensino Superior estará mais facilitada e resultará em aprendizagens significativas.

Desejamos a você muito sucesso e que o uso adequado deste material lhe traga muita satisfação.

SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - AS PLANTAS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 05
A Importância das Plantas Tendência evolutiva dos vegetais Grandes Grupos de Plantas: A sistemática Vegetal Briófitas Pteridófitas Gimnospermas Angiospermas Fisiologia Vegetal Aplicação de conteúdo: Simulado

CAPÍTULO 2 – ESTUDO DAS CÉLULAS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 15

-------------------

Componentes químicos das células Metabolismo celular Catabolismo Anabolismo Mobilização de ATP na célula Respiração Anaeróbica Respiração Aeróbica (Fermentação) Tipos de Células Unicelulares Pluricelulares Eucariontes Procariontes Os níveis de Organização das células Eucariontes Célula Animal Célula Vegetal FIQUE LIGADO: Diferenças entre Células Animais e Vegetais Divisão Celular Mitose Meiose O que mais você deve conhecer? Transporte Ativo Transporte Passivo Difusão Exercícios Sugeridos Aplicação de conteúdo: Simulado

CAPÍTULO 3 – DIFERENCIANDO: Fungos, Bactérias, Protozoários e Fungos - - - - - - - - - - - 27
Os Fungos Estrutura e conceitos gerais

A produção de Antibióticos A produção de Ácidos Orgânicos A produção de etanol A biotecnologia na enologia O controle biológico de insetos por fungos Reino Protista - Os Protozoários Conceitos gerais Reprodução Doenças causadas por protozoários Reino Monera – As Bactérias Habitat, formas e ambientes Nutrição Células Bacterianas Bactérias x Cianofíceas Vírus Definição, estrutura e ciclo de vida Reprodução Doenças causadas por vírus Exercícios Sugeridos Aplicação de Conteúdo: Simulado

CAPÍTULO 4 – A ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 43
Biogênese x Abiogênese Teoria de Oparin Os mecanismos da Evolução Evolução: uma questão de adaptação Adaptação: fixismo versus transformismo Adaptação: a espécie em mudança As evidências da evolução Darwin e a Seleção Natural O que Darwin não sabia: o neodarwinismo Leitura: evolução, trabalho de engenhoqueiro Lamarck e sua idéia cativante Por que não podemos acreditar nas teses de Lamarck A Especiação O surgimento de novas espécies Os tipos de isolamento reprodutivo Simpatria e Alopatria Irradiação adaptativa Convergência Adaptativa Homologia e analogia Exercícios Sugeridos Aplicação de Conteúdo: Simulado Exercícios Complementares

A Importância das Plantas
Há cerca de 500 milhões de anos atrás na Terra, encontraríamos continentes desérticos em relação a existência de vida. Nessa época, os seres vivos ocupavam apenas mares e lagos. Os primeiros organismos a ocuparem a terra firme, ao que tudo indica foram às algas verdes primitivas, ancestrais das plantas atuais. O ambiente era extremamente seco e com uma vasta área a ser conquistada e livre de competidores. Graças a auto-suficiência das alimentar das plantas, não precisavam de outros seres vivos para se estabelecer em terra firme. Assim, a conquista da terra firme pelas plantas tornou esse ambiente convidativo para os animais que podiam utilizar plantas como alimento. Possivelmente, os primeiros a empreender essa conquista foram os artrópodes primitivos, ancestrais dos insetos e dos aracnídeos atuais. Logo depois outros grupos de animais invadiram a terra firme entre eles o grupo dos vertebrados. Se as plantas não tivessem ocupado os continentes, não estaríamos aqui hoje. Se elas desaparecessem, nossa sobrevivência e a de milhões de outros animais ficariam seriamente ameaçadas, pois nos alimentamos direta ou indiretamente dos vegetais. Ao comermos pão, arroz e batata, por exemplo, os mais tradicionais alimentos da humanidade, estamos ingerindo substâncias orgânicas que as plantas produzem por meio da fotossíntese. Mesmo quando comemos um ovo ou um bife, estamos ingerindo energia que as plantas captaram originalmente da luz solar: as substâncias orgânicas que compõem as estruturas dos animais são produzidas a partir de vegetais que eles ingeriram como alimento. Além da função de grau alimentício as plantas desenvolvem uma função de suma importância para toda a humanidade e para todos os outros seres vivos, em relação a liberação de gás oxigênio para a atmosfera, que é usado pelos seres aeróbicos como comburente para substâncias orgânicas ingeridas na alimentação, sendo utilizadas pelas mitocôndrias no processo de respiração celular promovendo a liberação de energia para o organismo, mantendo os processos vitais dos seres vivos em geral.

Tendências Evolutivas dos Vegetais
Acredita-se que os vegetais terrestres tenham se originado a partir de grupos primitivos de algas verdes, que deram origem também, às atuais clorofíceas. As algas pardas e vermelhas teriam sido originadas por outros grupos primitivos de organismos. Os pigmentos fotossintetizantes das clorofíceas são os mesmos encontrados nas plantas terrestres: Clorofila A e Clorofila B. Este fato aproxima evolutivamente as clorofíceas das plantas terrestres. Na passagem evolutiva das plantas aquáticas (algas) para o ambiente terrestre, foram selecionadas transformações que surgiram ao acaso e que se mostraram adaptativas às novas condições ambientais. No ambiente terrestre, os organismos enfrentaram problemas diferentes dos que encontraram no ambiente aquático, sendo o mais importante deles a falta de água. No ambiente aquático, as plantas absorvem água diretamente do meio que as circunda, não existindo células ou tecidos especializados na absorção e condução da água. No ambiente terrestre, a quantidade de água sob forma liquida é bem menor, estando a maior parte acumulada no interior do solo. Estruturas como rizóides e raízes, exercendo funções de absorção de água e fixação da planta ao solo, foram positivamente selecionadas propiciando a expansão das plantas para o ambiente terrestre. Além do problema de obtenção de água, as plantas, enfrentam o problema da perda de água devido a transpiração. O surgimento de cutículas impermeáveis e de estruturas denominadas de estômatos,

dotadas de poros que podem abrir e fechar de modo a controlar a saída de água das plantas, também contribui para o sucesso das plantas no meio terrestre. Outra modificação que se mostrou altamente vantajosa foi o desenvolvimento dos tecidos de sustentação e de transporte, ausentes nas algas e nas briófitas. Os tecidos de sustentação permitiram que as plantas se mantivessem eretas, buscando melhores condições de luminosidade. Os tecidos condutores permitiram a condução de água e dos sais minerais, retirados dos solo pelas raízes (seiva bruta), para as partes superiores das plantas até as folhas, onde, através da fotossíntese, são produzidas substancias orgânicas. Estas, juntamente com a água (seiva elaborada), são transportadas pelos tecidos condutores, das folhas ate às raízes, distribuindo alimentos às demais células da planta. Os tecidos de sustentação e de transporte propiciaram o surgimento de plantas de grande porte. Os vasos condutores de seiva surgiam inicialmente nas pteridófitas, plantas consideradas as primeiras entre as tipicamente terrestres. Ao longo da evolução dos seres vivos, os processos reprodutivos envolvendo fenômenos sexuais, que são aqueles em que se verifica mistura do material hereditário entre indivíduos da mesma espécie, foram positivamente selecionados, pois mostraram-se altamente vantajosos, propiciando novas combinações genéticas que podem dar aos indivíduos maior adaptabilidade ao meio onde vivem. Quanto a reprodução sexuada, o grande passo que favoreceu a exploração do ambiente terrestre pelas plantas foi a diminuição da dependência da água para a reprodução. As algas reproduzem-se sexuadamente através de gametas moveis flagelados que se deslocam no meio aquático. Tal mecanismo, obviamente, não é suficiente no meio terrestre. AS briófitas e as pteridófitas ainda são plantas que dependem da água para a reprodução, pois seus gametas masculinos são flagelados, havendo necessidade de gotas de chuva ou de orvalho para que entrem em contato com o gameta feminino. Em função disso, essas plantas estão restritas a ambientes úmidos. Nas gimnospermas e angiospermas, já não há mais essa dependência da água para a reprodução. Os elementos reprodutores masculinos são imóveis, sendo levados até os elementos femininos através de diferentes agentes de polinização, como vento, os pássaros e os insetos.

Grandes Grupos de Plantas: A Sistemática Vegetal
No sistema de classificação que adotamos, as plantas atuais são classificadas em 12 filos ou divisões, sendo que 9 deles são as plantas vasculares, ou traqueófitas assim chamadas por terem vasos formados por células tubulares, especializadas na condução de seivas pelo organismo. Os outros 3 filos são constituídos de plantas destituídas de tecidos vasculares, por isso chamadas de plantas avasculares (do grego a, que significa prefixo de negação, e do latim vasculum, pequeno vaso ou túbulo). As plantas vasculares são geralmente divididas em dois grandes grupos informais, tendo como critério a presença ou não de sementes, unidade reprodutiva que contém o embrião. As plantas vasculares sem sementes são chamadas de Pteridófitas, das quais as mais conhecidas são as samambaias e as avencas, pertencentes ao filo Pterophyta. Entre as plantas vasculares com sementes há aquelas em que as sementes ficam expostas externamente ao órgão reprodutivo, o que lhes valeu a denominação de Gimnospermas (do grego gymnos, nu, e sperma, semente), e as que têm as sementes abrigadas no interior do fruto, sendo, por isso, chamadas de Angiospermas (do grego angion, vaso, e sperma, semente). Os representantes mais conhecidos as gimnospermas são os pinheiros. No pinheiro-do-paraná, por exemplo, comum no sul do Brasil, as sementes (pinhões) ficam agrupadas no órgão reprodutivo, formando a pinha. As angiospermas caracterizam-se por apresentar flores e frutos; estes últimos abrigam e protegem as sementes. Eichler dividiu o Reino Vegetal em dois grande grupos, com base nas estruturas reprodutoras: Criptógamas (não produzem flores nem sementes – Briófitas e Pteridófitas) e as Fanerógamas

(apresentam flores e sementes – gimnospermas e angiospermas). Inclui ainda as Talófitas (organismos cujo corpo é um talo, estrutura não diferenciada em raiz, caule e folhas – algas). Briófitas As briófitas são organismos que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados. Ocorrem em abundancia nas florestas topicais, crescendo sobre o solo e sobre outras plantas. Algumas briófitas são aquáticas de água doce, não sendo conhecidos exemplos de briófitas que vivem no mar. Freqüentemente têm dimensões inferiores a 2cm; mas algumas podem chegar a 30cm. Este grupo é membro da divisão de plantas avasculares com cerca de 15 mil espécies. Os Musgos constituem seus principais representantes, mas além deles, encontramos outras briófitas vivendo geralmente nos mesmos ambientes, como as Hepáticas (assim chamadas por apresentar semelhanças do seu corpo na forma de uma talo, com um fígado) e os Antóceros. Como os vegetais superiores e as clorofíceas, as briófitas possuem clorofilas “a” e “b”, carotenóides, amido e celulose. Muitas sobrevivem dormentes desidratadas por boa parte do ano, voltando à atividade na época das chuvas. Pteridófitas As Pteridófitas (do grego pteras, asa) são assim chamadas por apresentarem folhas recortadas que lembram penas ou asas. Os representantes mais conhecidos desse grupo são as samambaias e as avencas. Apesar das Pteridófitas mais conhecidas são de pequeno e médio porte, algumas espécies chegam a alcançar grandes tamanhos, num passado evolutivo atingiam mais de 30 metros de altura. Este grupo compreende uma variedade de plantas que habitam desde regiões úmidas até regiões semidesérticas. As Pteridófitas são vegetais vasculares, isto é, portadoras de vasos condutores de seiva. Graças a esse mecanismo eficiente de distribuição de água e alimento, essas plantas puderam espalhar-se pelos mais diversos tipos de ambientes, diversificaram muito e há cerca de 300 milhões de anos, foram os constituintes principais das grandes florestas que cobriam o planeta. Atualmente, as Pteridófitas são restritas a certos tipos de ambientes, e existe cerca de 11.000 espécies descritas. Podemos dizer que, devido à presença de vasos condutores (xilema e floema), as Pteridófitas apresentam raiz, caule e folhas, embora essa organização nem sempre seja perceptível à primeira vista. Em muitas samambaias as folhas parecem emergir diretamente do solo, isso porque o caule cresce rente ao solo, este tipo de caule é denominado de rizoma. A raiz é a aparte principal do corpo da planta responsável pela absorção de água e sais minerais do solo. As folhas são órgãos fotossintetizantes; sendo que as folhas jovens apresentam enroladas denominadas de báculos e as folhas maduras são denominadas de frondes as quais já apresentam as estruturas produtoras de esporos, os esporângios. O caule é responsável pelo transporte de seiva bruta e elaborada na planta. As Pteridófitas possuem células modificadas que se estendem das raízes até as folhas: os vasos condutores. Sendo que os vasos lenhosos ou xilema carregam seiva bruta da raiz em direção às

folhas e os vasos liberianos ou floemáticos carregam seiva elaborada das folhas em direção as raízes; este sistema está presente em Gimnospermas e Angiospermas também.

Gimnospermas As gimnospermas são as primeiras plantas que apresentam semente durante o processo de evolução biológica dos vegetais. A origem do nome está relacionada com a presença destas sementes que estão desprotegidas de frutos, isto é, sementes nuas. Esse grupo marca evolutivamente o aparecimento das sementes como conseqüência da heterosporia, que é a produção de dois tipos de esporos, um masculino - micrósporo, e outro feminino - megásporo. Os elementos reprodutivos estão reunidos em estróbilos, que correspondem às flores das gimnospermas. São plantas traqueófitas, pelo fato de possuírem vasos condutores do tipo xilema e floema, que apareceram, pela primeira vez, durante a evolução das pteridófitas. A partir das gimnospermas ocorre a independência da água para a reprodução, deixando de ser por oogamia, passando a ser por sifonogamia, com o desenvolvimento de um tubo polínico, que carrega o gameta masculino até a oosfera. São plantas predominantemente de regiões temperadas, localizadas em grandes florestas nos Estados Unidos e Europa. No Brasil estão localizadas principalmente na mata das Araucárias no sul do país (pinheiro-do-paraná) e são muito utilizadas como plantas ornamentais em jardins de casas e em praças públicas. A floresta de pinheiros do sul do Brasil é uma das grandes formações vegetais ameaçadas de extinção. A produção de pinho na região representa 75% da produção de madeira no Brasil. Só no Paraná, 5 milhões de hectares foram devastados em 20 anos. Não há possibilidade de recomposição, pois as áreas são utilizadas para pastoreio ou culturas economicamente importantes. Da semente da Araucaria angustifolia (pinheiro-do-paraná), obtém-se o pinhão. Os representantes mais comuns das gimnospermas são os pinheiros, pinnus, cycas, tuias, sequóias entre outras. As gimnospermas do grupo das coníferas são muito utilizadas na extração de madeira, papel, gomas e resinas que são usadas como substâncias anti-sépticas. A importância prática da manutenção das florestas é a proteção que elas representam para as bacias hidrográficas. A erosão acelerada, assim como os desflorestamentos e as práticas agrícolas irracionais, repercutem no regime das águas, como a diminuição das precipitações atmosféricas, tornando a região mais seca, algumas vezes até o limite da desertificação; a deposição incontrolável de sedimentos arrastados das bacias hidrográficas por perturbações no regime dos rios; as inundações, como as que ocorrem em vários vales de rios brasileiros: Mearim (MA), Capibaribe (PE), Jaguaribe (CE), Sapucaí (MG), entre outros.

Angiospermas A conquista definitiva do ambiente terrestre na evolução dos vegetais ocorre com as angiospermas, pois apresentam maior grau de complexidade, maior diversidade de formas e grande distribuição geográfica. Estes vegetais apresentam suas sementes protegidas dentro de frutos, que também funcionam como um mecanismo de dispersão para os vegetais. As angiospermas ocupam praticamente todos os ecossistemas do planeta, devido a sua grande capacidade de adaptação e mecanismos eficientes de dispersão, através de suas sementes e frutos. Nas angiospermas, o processo reprodutivo pode ser dividido em três etapas:

1. Polinização Consiste no transporte do grão de pólen até o estigma. A polinização pode ocorre em função do vento, de insetos e pássaros. 2. Germinação do pólen Uma vez depositado sobre o estigma, o grão de pólen germina, isto é, emite um prolongamento-tubo polínico-que cresce através do estilete, que cresce em direção ao óvulo. Na frente do tubo, orientando o crescimento, situa-se o núcleo vegetativo; logo atrás encontrase o núcleo reprodutivo. Antes de atingir o ovulo, o núcleo reprodutivo divide-se e origina dois núcleos espermáticos haplóides, considerados os gametas masculinos. Por isso, o tubo polínico constitui o gametófito masculino. 3. Fertilização O tubo polínico penetra no óvulo pela micrópila e atinge o saco embrionário. A essa altura o núcleo vegetativo degenerou e os dois núcleos espermáticos (gametas masculinos) iniciam o processo de fertilização. Um núcleo espermático formará o zigoto ao se juntar com a oosfera, o outro funde-se com os núcleos polares, formando um núcleo triplóide. Após a fertilização, ocorre intenso desenvolvimento do óvulo, que origina a semente. Acompanhado o desenvolvimento do óvulo, o ovário também cresce e transforma-se no fruto. Então, normalmente com significativa participação do fruto, as sementes já podem ser propagadas e, em condições favoráveis, o embrião se desenvolve e organiza uma nova planta, fechando o ciclo reprodutivo. As angiospermas são divididas em dois grandes grupos: Monocotiledôneas Apresentam apenas um cotilédone (folhas embrionárias que compõem o corpo do embrião e podem armazenar nutrientes que serão fornecidos a ele durante os estágios iniciais do seu desenvolvimento). Seus representantes são: gramas, milho, arroz, trigo, centeio, aveia, canade-açúcar, alho, cebola, abacaxi, etc. Dicotiledôneas Apresentam dois cotilédones. São as árvores, com exceção das coníferas, arbustos e plantas de pequeno porte.

FISIOLOGIA VEGETAL
Conceito: É o ramo da botânica que estuda os processos e as funções do vegetal, bem como as respostas das plantas às variações do meio ambiente. Vários fatores ambientais podem afetar o crescimento e desenvolvimento das plantas, alguns deles são: luz (intensidade, qualidade e duração); umidade do solo e da atmosfera; temperatura do solo e do ar; concentração de sais no solo e a presença de certos gases na atmosfera. Aplicações: Além dos aspectos teóricos da Fitofisiologia, que ajudam o homem a entender como as plantas nascem, crescem e se reproduzem, o seu estudo fornece conhecimentos que possibilitam um manejo mais adequado dos indivíduos e das populações vegetais nativas e cultivadas.

As plantas, tal como os restantes seres vivos, necessitam de obter materiais para crescer e de energia para realizarem as suas funções vitais. Elas retiram do ambiente água, minerais e dióxido de carbono para fabricarem o próprio alimento e libertam oxigênio para a atmosfera. Tudo isto na presença de luz solar. Absorção - Forma pela qual as plantas absorvem água e sais minerais, principalmente através da zona pilífera podendo envolver processos sem gasto de energia (absorção passiva por meio de osmose) e com gasto de energia (absorção ativa) Os minerais que estão dissolvidos na água são absorvidos pela planta através da zona pilosa da raiz. Uma vez dentro da planta passamos a denominar essa mistura de seiva bruta. Seiva Bruta - É o conjunto da água e sais minerais (nela dissolvidos) que a planta absorve pela zona pilosa da raiz. Circula em vasos condutores em sentido ascendente pela parte mais interna do caule. A seiva bruta sobe desde a raiz até às folha devido, principalmente, à transpiração. A transpiração é feita pelas folhas da planta e aspira a água pelos vasos condutores fazendo-a entrar pela zona pilosa. As folhas têm umas estruturas minúsculas que se chamam estomas que permitem as trocas gasosas com o meio. As plantas possuem um pigmento verde que é responsável pela sua cor e pela absorção da energia luminosa que se chama clorofila (encontra-se nos cloroplastos). Através da clorofila, as plantas captam energia da luz solar que é usada, juntamente com o dióxido para transformar a seiva bruta (matéria inorgânica) em seiva elaborada (matéria orgânica) e oxigénio (que é libertado.) Seiva Elaborada - É um líquido xaroposo, constituído por substâncias orgânicas, como o amido, produzidas pelas plantas e que constituem o seu alimento. Circula em sentido ascendente e descendente, pela parte mais externa do caule. Fotossíntese - Processo que as plantas realizam que lhes permite fabricar matérias que lhes servem de alimento, como o amido, a partir da absorção de água e sais minerais e na presença de dióxido de carbono e luz solar. Muitas vezes os alimentos produzidos pelas plantas, durante a fotossíntese, não são utilizados na totalidade e muitas delas armazenam substâncias de reserva (geralmente amido) em órgãos de reserva, como a raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes. As substâncias de reserva servem para que a planta consiga sobreviver a períodos de escassez e no caso das sementes para o desenvolvimento de novas plantas uma vez que ainda não conseguem realizar a fotossíntese.

Relação entre transpiração, respiração e fotossíntese
As plantas realizam trocas gasosas com o meio na fotossíntese, respiração e transpiração. Na Fotossíntese libertam para o meio ambiente o oxigênio, consumindo o dióxido de carbono. Na respiração libertam dióxido de carbono, consumindo oxigênio. Estas trocas gasosas fazem-se principalmente nas folhas, através dos estomas. A seiva bruta sobe da raiz até às folhas devido à perda de água que ocorre continuamente nas folhas. Na transpiração as plantas perdem água sob a forma de vapor. Esta perda dá-se principalmente através das folhas.

SIMULADO
Instruções
1. Não destaque a folha das questões. 2. Destacar a folha de gabarito e entregar ao orientador. 3. Resolver questões em no mínimo trinta minutos e no máximo uma hora e meia. 01. (UC-PE) Existem certos insetos (pulgões) que se alimentam de substâncias elaboradas pelos

vegetais. Para obtê-las, introduzem uma tromba sugadora em órgãos vegetais, principalmente nas folhas. Para sugar as substâncias de que necessitam, devem atingir com a tromba: A. O esclerênquima B. O xilema C. O floema D. O meristema E. O colênquima

02. (PUC-SP) O ponto de compensação fótica de uma planta é a intensidade de luz em que o volume de CO2 produzido na respiração é exatamente igual àquele consumido pela fotossíntese. Assim, podese dizer que a planta: A. Morre quando exposta a intensidade luminosa inferior à de seu ponto de compensação fótica, ainda que por pouco tempo. B. Só consegue sobreviver com intensidades luminosas iguais ao seu ponto de compensação fótica. C. Só consegue sobreviver com intensidades luminosas iguais e superiores ao seu ponto de compensação fótica. D. Morre quando exposta a intensidade luminosas acima de seu ponto de compensação fótica, ainda que por pouco tempo. E. Só consegue sobreviver com intensidade luminosa igual ou inferior ao seu ponto de compensação fótica. 03. (FUVEST) Um estudante fez as seguintes afirmações com relação ao pinheiro-do-paraná: I. Pertence ao grupo das gimnospermas, plantas que produzem sementes nuas. II. O fruto, conhecido como pinhão, é comestível. III. As flores encontram-se reunidas em inflorescências compactas. IV. O caule é um rizoma. São corretas as afirmações: a) 1 e 4 e) 1 e 2 b) 2 e 3 c) 2 e 4 d) 1 e 3

04. (FUVEST-SP) O xilema ou lenho é responsável: A. pela absorção de água e sais minerais. B. pela condução de substâncias orgânicas liberadas pelo órgão de reserva. C. pelo transporte e pela distribuição de água e nutrientes minerais. D. pelo transporte e pela distribuição de alimentos orgânicos. E. pelo transporte de água e alimentos orgânicos sintetizados na folha. 05. (UFGO) Em relação às algas pode-se afirmar que: A. são exclusivamente aquáticas, podendo viver em água doce ou salgada; B. entre as cianofíceas existem espécies fixadoras de nitrogênio; C. as feofíceas são em sua maioria unicelulares, embora existam formas coloniais e filamentosas; D. as clorofíceas caracterizam-se por possuírem em seus cromatóforos dois pigmentos de natureza protéica, as ficobilinas: ficoeritrina e ficocianina; E. as conhecidas como diatomáceas constituem um grupo de importância econômica, por produzirem grandes quantias de hidrocolóides. 06. Sobre as algas, é incorreto afirmar: A. As algas diatomáceas, cianofíceas e clorofíceas são componentes do fitoplâncton. B. São vegetais unicelulares ou pluricelulares, a maioria com plastos em suas células. C. Podem viver no solo, em associações com outras plantas, na água doce ou na água salgada. D. As algas azuis apresentam o pigmento ficocianina, não possuindo, portanto, o pigmento clorofila. E. Nas diversas algas, os cloroplastos podem-se apresentar com formas diferentes.

07. (Ufscar-SP) Considere as seguintes características: I. Presença de tecidos de condução. II. Presença de raízes verdadeiras. III. Dependência da água para a fecundação. IV. Fase esporofítica predominante. Uma briófita e uma pteridófita apresentam em comum apenas: A. IV B. III C. l e II D. II e III E. l, II e IV

08. A respeito da condução de seiva bruta nas angiospermas é correto afirmar que: A. a seiva bruta é transportada por meio de elementos traqueais do xilema das raízes até as folhas. B. a seiva bruta é conduzida por uma corrente descendente por meio do floema, ao longo da planta. C. a seiva bruta é transportada da raiz até as folhas, pelos elementos crivados do xilema. D. a transpiração nas folhas estimula o transporte de seiva bruta, que é conduzida por meio de elementos traqueais do floema. E. a seiva bruta é transportada das folhas até as raízes pelos elementos traqueais do xilema. 09. (PUC – RS) Analise as três frases abaixo: I. As algas verdes podem ser unicelulares, filamentosas ou membranosas, mas todas podem realizar fotossíntese. II. As algas verdes possuem, além de clorofila a e b, pigmentos outros, tais como carotenos e xantofilas. III. As algas podem-se reproduzir tanto sexuadamente como assexuadamente. Estão corretas: a) apenas I e II b) apenas II e III c) apenas I e III d) todas e) nenhuma 10. (Vunesp) A uma pessoa que comprasse um vaso de samambaia em uma floricultura e pretendesse devolvê-lo por ter Verificado a presença de pequenas estruturas escuras, dispostas regularmente na face inferior das folhas, você diria que: A. A planta, com certeza, estava sendo parasitada por um fungo. B. A planta necessitava de adubação, por mostrar sinais de deficiências nutricionais. C. A planta tinha sido atacada por insetos. D. As pequenas estruturas eram esporângios reunidos em soros, os quais aparecem normalmente durante o ciclo da planta. E. A planta se encontrava com deficiências de umidade, mostrando manchas necróticas nas folhas. 11. (PUC-RS) Nas regiões dos manguezais é comum se encontrar raízes que crescem verticalmente do solo e vão atingir o nível da maré alta. Elas desenvolvem estruturas para permitir a vida nestes locais e se relacionam com: A. melhor flutuação. B. trocas gasosas. C. o acúmulo de reservas nutritivas. D. a fixação das folhas. E. o aproveitamento do sal marinho. 12. (UFPE) O Reino Vegetal foi dividido informalmente em dois grandes grupos: Criptógamos e Fanerógamos, considerando-se principalmente os aspectos reprodutivos. Abaixo, há uma série de exemplos de vegetais, identificados por algarismos e algumas de suas principais características:

1) 2) 3) 4)

Plantas Plantas Plantas Plantas

vasculares, com sementes, porém sem frutos. com sistema condutor de seiva, com flores, sementes e frutos. com sistema condutor, com raízes e sem sementes. avasculares, com rizóides e sem sementes.

As características descritas pelos algarismos de 1 a 4 representam, respectivamente: A. gimnospermas, angiospermas, pteridófitas e briófitas. B. pteridófitas, angiospermas, gimnospermas e briófitas. C. pteridófitas, angiospermas, briófitas e gimnospermas. D. angiospermas, gimnospermas, pteridófitas e briófitas. E. angiospermas, gimnospermas, briófitas e pteridófitas. 13. (FUVEST) A presença de sementes é uma adaptação importante de certos grupos vegetais ao ambiente terrestre. Caracterizam por apresentar sementes: A. pinheiros e leguminosas B. gramíneas e avencas C. samambaias e pinheiros D. musgos e samambaias E. gramíneas e musgos

14. (UFGO) Na fotossíntese, ocorrem vários fenômenos importantes, com exceção de: A. absorção de luz pelas clorofilas e conversão de energia luminosa em energia química; B. redução de CO2 pelos hidrogênios provenientes da água; C. libertação de O2 proveniente da lise do dióxido de carbono; D. síntese de ATP, utilizando-se luz; E. fotofosforilação e redução.

15. (FUVEST) O gás carbônico e o oxigênio estão envolvidos no metabolismo energético das plantas. Acerca desses gases pode-se dizer que: A. o oxigênio é produzido apenas à noite; B. o oxigênio é produzido apenas durante o dia; C. o gás carbônico é produzido apenas à noite; D. o gás carbônico é produzido apenas durante o dia; E. o oxigênio e o gás carbônico são produzidos dia e noite.

16. Afirma-se que o transporte de água pela planta depende: I. da evaporação da água pelas folhas. II. da força de adesão existente entre a coluna de água e as paredes dos tubos xilemáticos. III. da força de coesão existente entre as moléculas de água formando uma coluna líquida contínua. É correto o que se afirmou apenas em: A. III e III B. I e II C. I e III D. II e III E. I, II

17. (FUVEST) Um pesquisador forneceu a uma cultura de algas, gás carbônico marcado com o isótopo 18 O do oxigênio. A uma segunda cultura de algas foi fornecida água com esse mesmo isótopo. As culturas foram mantidas iluminadas por certo tempo, após o que as substâncias químicas presentes no meio e nas células das algas foram analisadas. Além de gás carbônico, que outras substâncias apresentarão o isótopo 18O na primeira cultura e na segunda cultura?Respectivamente: A. Glicose e oxigênio.

B. Glicose e CO2 C. Água e glicose D. Água, oxigênio e glicose. E. Oxigênio. 18. (UNESP) A velocidade da fotossíntese: I. Depende da temperatura. II. Não depende da concentração de CO2 III.Em altas intensidades luminosas pode ser afetada por baixas concentrações de CO2. Nesta questão responda: A. Se todas as proposições são corretas. B. Se nenhuma das proposições é correta. C. Se somente as proposições I e II são corretas. D. Se somente as proposições I e III são corretas. E. Se somente as proposições II e III são corretas. Nome: Data: / / Aula:

ESTUDO DAS CÉLULAS

Componentes químicos da célula
Água - É 70% do volume celular; dissolve e transporta materiais na célula; participa de inúmeras reações bioquímicas. Sais minerais - São reguladores químicos. Carboidratos - Compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio. Exemplos: monossacarídeos (glicose e frutose); dissacarídeos (sacarose, lactose e maltose); polissacarídeos (amido, glicogênio e celulose). Que tem a função de fornecer energia através das oxidações e participação em algumas estruturas celulares. Lipídios - Compostos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio; insolúveis em água e solúveis em éter, acetona e clorofórmio. Exemplos: lipídios simples (óleos, gorduras e cera) e lipídios complexos (fosfolipídios). Tem participação celular e fornecimento de energia através de oxidação. Proteínas - Compostos formados por carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, que constituem polipeptídios (cadeias de aminoácidos). Exemplo: Albumina, globulina, hemoglobina etc. Sua função, é na participação da estrutura celular, na defesa (anticorpos), no transporte de íons e moléculas e na catalisação de reações químicas. Ácidos Nucléicos - Compostos constituídos por cadeias de nucleotídeos; cada nucleotídeo é formado por uma base nitrogenada (adenina, guanina, citosina, timina e uracila), um açúcar (ribose e desoxirribose) e um ácido fosfórico. Ácido Desoxirribonucléico (DNA) - Molécula em forma de hélice formada por duas cadeias complementares de nucleotídeos. O DNA é responsável pela transmissão hereditária das características. Ácido Ribonucléico (RNA) - Molécula formada por cadeia simples de nucleotídeos. O RNA controla a síntese de proteínas. Trifosfato de Adenosina (ATP) - Tipo especial de nucleotídeo, formado por adenina, ribose e três fosfatos. Tem a função de armazenar energia nas ligações fosfato.

Metabolismo celular
Conjunto de todas as reacções químicas que ocorrem ao nível das células, e que são essenciais à vida. Os principais tipos de metabolismo são: Catabolismo – no catabolismo, há degradação de compostos orgânicos complexos em compostos orgânicos mais simples, com libertação de ATP. São reacções exoenergéticas. Ex: digestão, renovação celular... Anabolismo – no anabolismo, há formação de substâncias mais complexas a partir de substâncias mais simples. Há consumo de ATP, que se libertou pelo catabolismo e que não foi usado. São reacções endoenergéticas. Ex: crescimento, síntese de proteínas...

Mobilização de ATP na célula
As principais vias catabólicas que permitem obter ATP a partir da degradação de matéria orgânica são: Respiração Celular Aeróbica – a degradação faz-se na presença de O2 e é completa. Ex: animais, plantas, algumas bactérias...

Respiração Anaeróbia (Fermentação) – a degradação não se faz na presença de O2, como tal não é completa. Ex: algumas bactérias e leveduras, células musculares do Homem...

Aspectos Comparativos entre Fermentação e Respiração Aeróbica 1) Diferenças:
- Na fermentação formam-se menos moléculas de ATP do que na respiração. - A fermentação ocorre na ausência de O2, enquanto que a respiração celular ocorre na presença de O2. - Os produtos formados na fermentação têm um potencial de energia elevado (álcool etílico e ácido láctico). Em contrapartida a água e o CO2 formados na respiração têm um potencial de energia baixo. - A fermentação ocorre toda no hialoplasma. A respiração ocorre maioritariamente na mitocôndria.

2) Semelhanças:
Em ambos os processos se obtém energia sob a forma de ATP. Em ambos existe uma 1ª fase comum, a glicólise. Em ambos ocorrem de uma forma contínua várias reacções de oxirredução. Ambos são processos catabólicos.

Tipos de Células
Para ser considerado um ser vivo, esse tem que apresentar certas características como: ser constituído de célula; buscar energia para sobreviver; responder a estímulos do meio; se reproduzir e evoluir. De acordo com o número de células podem ser divididas em: Unicelulares - Bactérias, cianófitas, protozoários, algas unicelulares e leveduras. Pluricelulares - os demais seres vivos. De acordo com a organização estrutural, as células são divididas em: Células Procariontes e Células Eucariontes.

Células Procariontes
As células procariontes ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. A sua principal característica é a ausência de carioteca individualizando o núcleo celular, pela ausência de alguns organelas e pelo pequeno tamanho que se acredita que se deve ao fato de não possuírem compartimentos membranosos originados por evaginação ou invaginação. Também possuem DNA na forma de um anel não-associado a proteínas (como acontece nas células eucarióticas, nas quais o DNA se dispõe em filamentos espiralados e associados à histonas). Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídios, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e, sobretudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique disperso no citoplasma.

Células Eucariontes
As células eucariontes ou eucarióticas, também chamadas de eucélulas, são mais complexas que as procariontes. Possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. A maioria dos animais e plantas a que estamos habituados são dotados deste tipo de células. É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células procariontes. Não é possível avaliar com precisão quanto tempo a célula "primitiva" levou para sofrer aperfeiçoamentos na sua estrutura até originar o modelo que hoje se repete na imensa maioria das células, mas é provável que tenha demorado muitos milhões de anos. Acredita-se que a célula

"primitiva" tivesse sido bem pequena e para que sua fisiologia estivesse melhor adequada à relação tamanho × funcionamento era necessário que crescesse. Acredita-se que a membrana da célula "primitiva" tenha emitido internamente prolongamentos ou invaginações da sua superfície, os quais se multiplicaram, adquiriram complexidade crescente, conglomeraram-se ao redor do bloco inicial até o ponto de formarem a intrincada malha do retículo endoplasmático. Dali ela teria sofrido outros processos de dobramentos e originou outras estruturas intracelulares como o complexo de Golgi, vacúolos, lisossomos e outras. Quanto aos cloroplastos (e outros plastídeos) e mitocôndrias, atualmente há uma corrente de cientistas que acreditam que a melhor teoria que explica a existência destes orgânulos é a Teoria da Endossimbiose, segundo a qual um ser com uma célula maior possuía dentro de si uma célula menor mas com melhores características, fornecendo um refúgio à menor e esta a capacidade de fotossintetizar ou de sintetizar proteínas com interesse para a outra.

Os níveis de organização das Células Eucariotas
Nesse grupo de células eucarióticas encontram-se: Células Vegetais (com cloroplastos e com parede celular; normalmente, apenas, um grande vacúolo central) Células Animais (sem cloroplastos e sem parede celular; vários pequenos vacúolos)

CÉLULA ANIMAL
Célula animal é uma célula que se pode encontrar nos animais e que se distingue da célula vegetal pela ausência de parede celular e de plastos. Possui flagelo, o que não é comum nas células vegetais. Vamos ver os principais componentes (de fora para dentro) de uma célula animal: Glicocalix (Glicoproteínas) Associação de proteínas com glicídios (açúcares) presentes nas células animais em geral. A primeira estrutura que encontramos, sem precisar penetrar na célula, é conhecida como glicocalix. Ele pode ser comparado a uma "malha de lã", que protege a célula das agressões físicas e químicas do meio externo. Mas também mantém um microambiente adequado ao redor de cada célula, pois retêm nutrientes e enzimas importantes para a célula. O glicocalix é formado, basicamente, por carboidratos e está presente na

maioria das células animais.

Membrana Plasmática Formada por uma dupla camada de fosfolipídios, bem como por proteínas espaçadas e que podem atravessar de um lado a outro da membrana. Algumas proteínas estão associadas a glicídios, formando as glicoproteínas. Controla a entrada e a saída de substâncias. Fosfolipídios Fosfato associado a lipídios. São os principais componentes das membranas celulares. A região do fosfato ("cabeça") se encontra eletricamente carregada (região polar) enquanto que as duas cadeias de ácidos graxos (de mesmo lipídio) não apresentam carga elétrica. Citoesqueleto Citoesqueleto é complexa rede de finos tubos interligados. Estes tubos, que são formados por uma proteina chamada tubolina, estão continuamente se formando e se desfazendo. Outros componentes do citoesqueleto são fios formados por queratina, formando os chamados filamentos intermediários. Finalmente existem os chamados microfilamentos, formados por actina. Suas funções são: organizar internamente, dar forma e realizar movimentos da célula. Citoplasma Após atravessar a Membrana Plasmática, mergulhamos na parte mais volumosa da célula: o Citoplasma. Ele é o espaço entre a membrana e o núcleo. Sua forma não é definida e é nele que se encontram bolsas, canais membranosos, organelas citoplasmáticas que desempenham funções específicas nas células e um fluído gelatinoso chamado Hialoplasma. Retículo endoplasmático (RE) Atua como transportador de substâncias. Há duas formas: O Retículo Endoplasmático liso, onde há a produção de lipídios, e o Retículo Endoplasmático rugoso, onde se encontram aderidos a sua superfície externa os ribossomos, sendo local de produção de proteínas, as quais serão transportadas internamente para o Complexo de Golgi. Mitocôndria Organela formada por duas membranas lipoprotéicas. Dentro delas se realiza o processo de extração de energia dos alimentos que será armazenada em moléculas de ATP (adenosina trifosfato). É o ATP que fornece energia necessária para as reações químicas celulares. Toda a atividade celular requer energia, é através da mitocôndria que esta energia necessária às atividades das células será gerada. Está sempre relacionada à geração de energia para as células. Lisossomos Estrutura que apresenta enzimas digestivas capazes de digerir um grande número de produtos orgânicos. Realiza a digestão intracelular. É importante nos glóbulos brancos e de modo geral para a célula já que digere as partes desta (autofagia) que serão substituídas por outras mais novas, o que ocorre com freqüência em nossas células. Peroxissomos São pequenas vesículas que contêm peroxidase. Tem a função de decomposição de peróxido de hidrogênio (H2O2), subproduto de reações bioquímicas, altamente tóxico para a célula. Vacúolos São cavidades limitadas por membrana lipoprotéica. Os vacúolos podem ser digestivos, autofágicos ou pulsáteis. Vacúolo Digestivo - As partículas englobadas são atacadas pelas enzimas lisossômicas, formando um fagossomo. Vacúolo Autofágico - Digere partes da própria célula. Vacúolo Pulsátil - Controla o excesso de água da célula; comum nos protozoários de água doce.

Complexo de Golgi São bolsas membranosas e achatadas, que podem armazenar e transformar substâncias que chegam via retículo endoplasmático; podem também eliminar substâncias produzidas pela célula, mas que irão atuar fora dela (enzimas, por exemplo). Produzem ainda os lisossomos.

Centríolos São estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos pares. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias), estando também relacionados com a formação do fuso acromático. O Núcleo O núcleo é um compartimento essencial da célula eucarionte, pois é onde se localiza o material genético, responsável pelas características que o organismo possui. Ele é delimitado pela carioteca ou envoltório nuclear, que é composto de uma membrana nuclear externa, que é contínua com a membrana do retículo endoplasmático, e uma membrana interna, que é contínua com o lúmen do RE. O envoltório nuclear é cheio de poros que comunicam o interior do núcleo com o citosol, e são estruturas complexas conhecidas como complexo de poro nuclear. O complexo de poro nuclear possui uma parede cilíndrica constituída por proteínas que formam um canal central com arranjo octogonal, que regula a troca de metabólitos, macromoléculas e subunidades ribossômicas entre o núcleo e o citosol. Associada a superfície interna da carioteca encontra-se a lâmina nuclear, que constitui uma rede fibrosa de subunidades protéicas interconectadas, sendo responsável por dar forma e estabilidade ao envoltório nuclear, e liga este envoltório as fibras cromatínicas. A lâmina nuclear se despolimeriza durante a mitose, mas associam-se novamente ao seu final. O nucleoplasma é constituído por uma solução aquosa de proteínas, RNAs, nucleosídeos, nucleotídeos e íons, onde se encontram os nucléolos e a cromatina. A maioria das proteínas da matriz nuclear são enzimas envolvidas com a transcrição e com a duplicação do DNA. O nucléolo é geralmente esférico, pode ser único ou múltiplo, é onde há transcrição de RNA ribossômico e a montagem das subunidades ribossomais. Ao microscópio óptico o núcleo tem contorno nítido, sendo o seu interior preenchido por elementos figurados. Dentre os elementos distinguem-se o nucléolo e a cromatina. Quando uma célula se divide, seu material nuclear (cromatina) perde a aparência relativamente homogênea típica das células que não estão em divisão e condensa-se numa serie de organelas em forma de bastão, denominadas cromossomos. Nas células somáticas humanas são encontrados 46 cromosssomos. Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose.

CÉLULA VEGETAL
A estrutura microscópica da maioria das células vegetais é formada por uma parede celular rígida composta basicamente de celulose, e um carboidrato com propriedades físicoquímicas tais como plasticidade, elasticidade, resistência a tensão e decomposição por microorganismos, higrofilia, transparência e etc. Esta parede é fina e elástica nas células vegetais mais jovens (parede primária). Nas células adultas esta parede sofre um espessamento, que pode formar, internamente à parede primária, uma parede secundária, composta de lignina, hemicelulose e suberina.

A formação desta parede secundária não é uniforme, o que pode ser constatado por locais onde ocorre interrupção da sua formação, as chamadas pontuações. Nas células adultas onde ocorre um espessamento proeminente da parede secundária o lúmen celular fica reduzido. Entre uma célula e outra temos a lamela média, formada por uma fina camada de pectatos de cálcio. Esta lamela média funciona como um cimento, unindo as células. As células que estão em contato direto com o ar, podem formar uma camada externa a parede primária, denominada de cutícula, formada por cutina e cêra. A cêra da carnaúba, por exemplo, vem da cutícula da epiderme das folhas desta planta. O interior de uma célula adulta é composto por uma fina camada que reveste a parede celular internamente, o citoplasma. Imerso no citoplasma encontramos o núcleo, e os cloroplastos (que contém a clorofila, pigmento verde) responsáveis pela fotossíntese. Em alguns casos podemos encontrar, no lugar dos cloroplastos, outras organelas com pigmentos diferentes, carotenos e xantofilas. Interligando os conteúdos de células contíguas, encontramos filamentos de citoplasma, denominados de plasmodesma, os quais estabelecem uma continuidade protoplasmática entre as células. Estas estruturas dão, de certa maneira, uma continuidade entre toda a parte viva de uma planta, formando, o que chamamos de simplasto. Tal continuidade, também pode ocorrer entre as paredes celulares de toda a planta; o esqueleto de celulose, denominado de apoplasto. Outra estrutura presente nas células vegetais, que ocupa uma parte considerável do centro da célula adulta é o vacúolo, formado por uma solução aquosa de substâncias minerais e orgânicas. Existem duas outras membranas denominadas de plasmalema e tonoplasto. A primeira delimita todo o citoplasma, e está situada logo abaixo da parede celular. A segunda, o tonoplasto, delimita o vacúolo do citoplasma. Além destas organelas típicas da célula vegetal, encontramos também todas as outras organelas como, ribossomos, retículos endoplasmáticos, mitocôndrias (relacionadas a respiração), dictiossomos, ou complexo de Golgi. A Estrutura do Cloroplasto O cloroplasto é composto internamente por várias estruturas de aspecto circular que se agrupam como uma pilha de moedas. Cada uma dessas formações é conhecida como granum (plural, grana). Entre estas estruturas, aparecem delicadas membranas ou lamelas que percorrem o cloroplasto de extremo à extremo. Existe, também, uma matriz (estroma) que envolve todo este sistema. A clorofila, pigmento verde das plantas, está distribuída entre as lamelas dos granas. A fotossíntese (absorção e conversão da energia luminosa em energia química, daí levando a formação de carboidratos), ocorre neste sistema de membranas.

FIQUE LIGADO: Diferença entre célula animal e vegetal
As células vegetais se distinguem das animais devidas às seguintes características: Parede celular, conexões celulares (plasmodesmos), vacúolos, plastos e reserva energética. O citoplasma das células vegetais contém, além dos plastos e vacúolos, as mesmas organelas da célula animal. Aparentemente tanto o retículo endoplasmático liso quanto o granular e os ribossomos exercem funções semelhantes nas células animais e vegetais. Logo abaixo da membrana plasmática observam-se sistemas de microtúbulos que correm paralelos à membrana. Provavelmente estão relacionados à formação da parede ou à manutenção da forma das células.

O aparelho de Golgi aparece na célula vegetal sob a forma de corpos dispersos pelo citoplasma, que, de um modo geral, são de tamanho menor do que os da célula animal, embora apresentem morfologia semelhante. A célula vegetal está circundada por uma estrutura semi-rígida denominada parede celular, a qual confere proteção e apoio mecânico à célula, que deforma-se a medida que a célula cresce e se diferencia. Uma característica peculiar às células vegetais é a existência de conexões celulares (pontes citoplasmáticas) interligando células vizinhas. Tais conexões, chamadas de plasmodesmos, estão nos limites de resolução do microscópio óptico e ocorre em grande número (pelo menos de 1.000 a 10.000).Os vacúolos são importantes estruturas citoplasmáticas características da célula vegetal. Nas plantas, o crescimento celular dá-se em grande parte devido ao crescimento dos vacúolos. O sistema de vacúolos pode atingir até 90% do volume total da célula. Os plastos são organelas ligadas aos processos de fotossíntese. Há diversos tipos de plastos e sua classificação se faz de acordo com o material encontrado no seu interior. Os cloroplastos são os mais comuns e são verdes devido aos pigmentos de clorofila.

DIVISÃO CELULAR
A divisão das células é um processo importantíssimo, relacionado com o crescimento do organismo, reparo de lesões e manutenção da estrutura do indivíduo, além de ser fundamental na reprodução e perpetuação da espécie. Há dois tipos de divisão celular, a mitose e a meiose. A mitose é uma etapa do ciclo celular. Já a meiose, nos animais, é responsável pela produção de gametas. MEIOSE A meiose é o processo de divisão celular que ocorre nos órgãos reprodutores masculinos e femininos de plantas e de animais, e que leva a formação de esporos e gametas. A meiose é de muita importância para a evolução, pois é durante este processo que ocorre a recombinação genética, ou seja, ocorre troca de partes dos cromossomos, aumentando assim a variabilidade genética dos gametas formados. MITOSE A mitose é a divisão celular que ocorre nas células somáticas (células não sexuais) onde são produzidas inúmeras células a partir de uma só célula genitora. Este tipo de divisão, entretanto, pode ocorrer também em células germinativas (aquelas que levam a formação dos gametas).

O QUE MAIS VOCÊ DEVE CONHECER
Transporte ativo - O transporte de moléculas feito por uma membrana e contra o fluxo natural dela; mediado por proteínas e requerendo energia externa. Transporte passivo - Transporte mediado por proteínas de canal. O movimento de moléculas por uma membrana de acordo com o fluxo natural.

Difusão - O processo de transporte no qual moléculas viajam naturalmente de uma área de concentração mais alta a uma área de mais baixa concentração.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
(UEM-PR) Os itens de I a VII, abaixo, referem-se a componentes da célula. I — Retículo endoplasmático II — Membrana plasmática III — Mitocôndrias IV — Parede celular V — Plastos VI — Centríolos VII — Aparelho de Golgi Considerando-se A a célula vegetal e B a célula animal, indique o que for correto. 01. 02. 04. 08. 16. 32. 64. I está presente em A e em B. II está presente em A e ausente em B. III está presente em A e ausente em B. IV está presente em A e ausente em B. V está presente em A e ausente em B. VI está presente em A e ausente em B. VII está presente em A e em B.

Dê como resposta a soma dos números associados às proposições corretas.

(MACK-SP) O processo de fotossíntese é considerado em duas etapas: a fotoquímica ou fase de claro e a química ou fase de escuro. Na primeira fase não ocorre: A - produção de ATP. B - produção de NADPH2. C - produção de O2. D - fotólise da água. E - redução do CO2.

SIMULADO
Instruções
1. Não destaque a folha das questões. 2. Destacar a folha de gabarito e entregar ao orientador. 3. Resolver questões em no mínimo trinta minutos e no máximo uma hora e meia.

01. Identifique a opção que enumera as organelas celulares presentes em células vegetais e as associa corretamente com suas funções na célula vegetal. A - Mitocôndria-respiração; centríolos-orientação da divisão; cloroplasto-fotossíntese. B - Vacúolo-acúmulo de água; ribossomo-respiração; cloroplasto-fotossíntese. C - Cloroplasto-fotossíntese; mitocôndria-respiração; ribossomos-digestão. D - Mitocôndria-fotossíntese; cloroplasto-respiração; ribossomos-síntese protéica. E - Membrana celular-revestimento; mitocôndria-respiração; cloroplasto-fotossíntese.

02. Galinhas poedeiras de granja são mantidas em confinamento e sob condições ambientais que estimulam a postura de ovos para a comercialização. Nas granjas, os machos são descartados, pois não têm valor comercial. Porém, no sítio, galos e galinhas caipiras são mantidos soltos no terreno, e os ovos, quando chocados, eclodem em novos pintinhos. Sabendo-se que nas células somáticas de uma galinha (Gallus gallus) há 76 cromossomos e que na superfície da gema do ovo há uma região chamada blastodisco, a partir da qual se desenvolve o embrião, os números de cromossomos no blastodisco de ovos de galinhas de granja e de ovos fertilizados de galinhas caipiras são, respectivamente, A - 38 e 76. B - 38 e 152. C - 76 e 76. D - 76 e 152. E - 152 e 76

03. Numa célula especializada na produção de energia espera-se encontrar grande número de: A - cílios B - mitocôndrias C - nucléolos D - ribossomos E - corpos de Golgi

04. (UFPI) Que processo provavelmente estaria ocorrendo, em grande extensão, em células com grande quantidade de retículo endoplásmico granular (rugoso)? A - Síntese e exportação de proteínas B - Secreção de hormônios C - Absorção de proteínas D - Secreção de esteróides E - Digestão intracelular

05. Suponha que você esteja trabalhando com uma suspensão de células animais, a partir da qual você deseje isolar uma proteína. Durante a preparação, vários lisossomas sofrem ruptura. Como conseqüência disso, ocorreria: A - liberação de ácidos nucléicos, que dificultariam o isolamento da macromolécula que você está tentando obter. B - liberação de ATP, que facilitaria o processo de isolamento da macromolécula de seu interesse. C - liberação de enzimas, que poderiam digerir a macromolécula que você está tentando isolar. D - liberação de macromoléculas protéicas recém-sintetizadas nos lisossomas, o que aumentaria a quantidade da proteína a ser obtida. E - interrupção da síntese de proteínas enzimáticas nos lisossomas, diminuindo a quantidade da proteína a ser obtida. 06. (UFRS) Tanto em uma célula eucarionte quanto em uma procarionte podemos encontrar: A - membrana plasmática e retículo endoplasmático. B - ribossomos e aparelho de Golgi. C - mitocôndrias e nucléolo. D - mitocôndrias e centríolos.

E - membrana plasmática e ribossomos.

07. Que processo, provavelmente, estaria ocorrendo em grande extensão, em células cuja membrana celular apresentasse microvilosidades? A - Detoxificação de drogas. B - Secreção de esteróides. C - Síntese de proteínas. D - Catabolismo. E - Absorção.

08. Na maioria das células vegetais, encontram-se pontes citoplasmáticas que estabelecem continuidade entre células adjacentes. Estas pontes são denominadas: A - microtúbulos. B - polissomos. C - desmossomos. D - microvilosidades. E - plasmodesmos.

09. Em artigo publicado no suplemento Mais!, do jornal Folha de S. Paulo, de 6 de agosto de 2000, José Reis relata que pesquisadores canadenses demonstraram que a alga unicelular Cryptomonas resulta da fusão de dois organismos, um dos quais englobou o outro ao longo da evolução. Isso não é novidade no mundo vivo. Como relata José Reis: “[...] É hoje corrente em Biologia, após haver sido muito contestada inicialmente, a noção de que certas organelas [...] são remanescentes de células que em tempos idos foram ingeridas por célula mais desenvolvida. Dá-se a esta o nome de hospedeira e o de endossimbiontes às organelas que outrora teriam sido livres.”. São exemplos de endossimbiontes em células animais e em células de plantas, respectivamente: A - aparelho de Golgi e centríolos. B - centríolos e vacúolos. C - lisossomos e cloroplastos. D - mitocôndrias e vacúolos. E - mitocôndrias e cloroplastos.

10. Ao compararmos mitose com meiose, podemos concluir que: A - a meiose está associada à reprodução de pluricelulares, e a mitose, ao seu crescimento. B - a meiose divide à metade o número de cromossomos de uma célula, e a mitose o duplica. C - a meiose está associada à reprodução de unicelulares, e a mitose, ao seu crescimento. D - a mitose garante o número cromossomial da espécie, e a meiose, o número cromossomial do indivíduo. E - a mitose só acontece em células reprodutoras, e a meiose só em células haplóides. 11. As bactérias não apresentam organelas citoplasmáticas, tais como complexo de Golgi, mitocôndrias, etc., geralmente encontradas em células de seres eucariontes. Entretanto, as bactérias possuem uma invaginação da membrana plasmática chamada MESOSSOMO que apresenta uma função análoga à da organela: A - lisossomo B - mitocôndria C - complexo de Golgi D - plasto E - centríolo 12. Ao microscópio óptico, ao ser observado um certo tecido, em corte transversal, foi possível identificar as seguintes características citológicas: I - Células vivas. II - Membranas celulósicas cutinizadas. III Citoplasma sem

cloroplasto. IV - Células intimamente unidas. Baseado nessas características, podemos afirmar: A - É epiderme vegetal. B - Pode se tratar de um tecido animal. C - Corresponde ao floema responsável pelo transporte da seiva elaborada. D - É o meristema primário responsável pelo crescimento do vegetal. E - É o meristema secundário responsável pelo crescimento do vegetal em espessura.

13. O citoplasma celular é composto por organelas dispersas numa solução aquosa denominada citosol. A água, portanto, tem um papel fundamental na célula. Das funções que a água desempenha no citosol, qual NÃO está correta? A - Participa no equilíbrio osmótico. B - Catalisa reações químicas. C - Atua como solvente universal. D - Participa de reações de hidrólise. E - Participa no transporte de moléculas.

14. (PUCCamp-SP) Uma célula secretora apresenta, como organela mais desenvolvida, o retículo endoplasmático liso. Pode-se concluir que está célula produz: a) aminoácidos. b) proteínas. c) muco. d) glicoproteínas. e) lipídios. 15. (Vunesp-SP) Se fôssemos comparar a organização e o funcionamento de uma célula eucarionte com o que ocorre em uma cidade, poderíamos estabelecer determinadas analogias. Por exemplo, a membrana plasmática seria o perímetro urbano e o hialoplasma corresponderia ao espaço ocupado pelos edifícios, ruas e casas com seus habitantes. As colunas reúnem algumas similaridades funcionais entre cidade e célula eucarionte. Cidade I Ruas e avenidas II Silos e armazéns III Central elétrica (energética) IV Casas com aquecimento solar V. Restaurantes e lanchonetes Célula eucarionte 1. Mitocôndrias 2. Lisossomos 3. Retículo endoplasmático 4. Complexo de Golgi 5. Cloroplastos

Relacione os locais da cidade com as principais funções correspondentes às organelas celulares e assinale a alternativa correta. A - I-3, II-4, III-1, IV-5 e V-2 B - I-4, II-3, III-2, IV-5 e V-1 C - I-3, II-4, III-5, IV-1 e V-2 D - I-1, II-2, III-3, IV-4 e V-5 E - I-5, II-4, III-1, IV-3 e V-2

16. (UNIPAC-2000) "A vida biológica atravessa o tempo e, é o resultante da reprodução das células". Esta frase pode ser confirmada por todas as afirmativas abaixo, EXCETO: A - A ocorrência do "crossing-over" determina a variabilidade das características genéticas das espécies. B - A duplicação do DNA ocorre durante a metáfase da mitose devido à duplicação dos cromossomos em cromátides. C - A meiose é uma forma de reprodução celular que garante a manutenção do número diplóide de cromossomos das espécies. D - A divisão mitótica origina células filhas que contêm qualitativa e quantitativamente a mesma

informação genética que a célula que lhes deu origem. 17. (U.E.LONDRINA) Considere os itens abaixo: I. Ocorrem em todos os tipos de células. II. Participam da respiração celular. III. Autoduplicam-se IV . Contêm ácidos nucléicos. São verdadeiros para as mitocôndrias: A - Apenas I, II e III. D - Apenas II, III e IV. B - Apenas I, II e IV. E - I, II, III e IV. C - Apenas I, III e IV.

18. (Fuvest-SP) As mitocôndrias são consideradas as “casas de força” das células vivas. Tal analogia refere-se ao fato de as mitocôndrias: A - estocarem moléculas de ATP produzidas na digestão dos alimentos. B - produzirem ATP com utilização de energia liberada na oxidação de moléculas orgânicas.C consumirem moléculas de ATP na síntese de glicogênio ou de amido a partir de glicose. D - serem capazes de absorver energia luminosa utilizada na síntese de ATP. E - produzirem ATP a partir da energia liberada na síntese de amido ou de glicogênio.

Nome: Data: / / Aula:

Fungos
Durante muitos anos, os fungos foram considerados como vegetais, porém, a partir de 1969, passaram a ser classificados em um reino à parte. Por apresentarem características próprias, tais como: não sintetizar clorofila, não possuir celulose, e não armazenar amido como substância de reserva, eles foram diferenciados das plantas. Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo. Em geral, eles apresentam filamentos, as chamadas hifas, com paredes rijas, ricas em quitina, o mesmo material que reveste insetos como besouros; têm características heterotróficas, isto é, não possuem clorofila e, portanto, necessitam de material orgânico para viver, sendo sua nutrição feita por absorção de nutrientes graças à presença de enzimas que são por eles produzidas e que degradam produtos como, por exemplo, celulose e amido. Por outro lado, os fungos são eucarióticos, isto é, possuem um núcleo típico no interior de suas células, comparável ao das plantas e animais. Reproduzem-se por via sexual ou assexual e assim possuem divisões celulares do tipo mitose e meiose, tendo sempre como produto final os esporos que são órgãos de reprodução, resistência e disseminação. Na verdade, o reino dos fungos é um dos mais numerosos. Estima-se que existam pelo menos um milhão e quinhentas mil espécies de fungos espalhadas pelo mundo. Isso é muito mais do que todas as espécies vegetais e animais somadas, excluindo-se os insetos. E por incrível que pareça, apenas cerca de 70.000 espécies de fungos foram até hoje descritas, ou seja, menos de 5% das possivelmente existentes. Se entre esses cinco por cento de espécies, já existem muitas de grande importância, como as que entram na fabricação de alimentos, incluindo bebidas, de ácidos orgânicos, de fármacos e inúmeros outros produtos, pode-se imaginar o que se espera com a descoberta de novas espécies com distintas propriedades potencialmente de valor biotecnológico. Em particular no Brasil, que é o país que possui a maior biodiversidade do mundo, a busca de novas espécies de fungos deverá produzir resultados extremamente interessantes do ponto de vista biotecnológico. Mas para o leigo, o que fazem os fungos? Na maioria dos casos, eles são vistos pela população como prejudiciais, uma imagem que é dada pelas poucas espécies dentro do reino que causam as micoses do homem e animais ou as que são responsáveis por doenças em plantas Outras pessoas associam os fungos cultivadas. com os bolores ou mofos que invadem paredes úmidas das Importâncias residências, artigos de couro ou ainda Aspectos ecológicos: decompositores (reciclagem de matériacobrem os. alimentos, como frutas e orgânica) Médica: Ora causadores de doenças, ora farmacológicos. grãos armazenados. De uma forma Indústria: Produção de alimentos. mais favorável, eles podem ser Agrícola: associação com plantas, adubos, doenças. associados à culinária, como é o caso Genética: biotecnologia. dos cogumelos de chapéu usados em sopas, pizzas e nos strogonoffs. O que é esquecido é que eles são também os responsáveis pela produção de antibióticos como a penicilina, a griseofulvina ou a cefalosporina, de vitaminas como a riboflavina, de esteróides, de ácido cítrico, usado na fabricação de refrigerantes, medicamentos, balas e doces, de enzimas tipo celulases, quitinases, proteases, amilases e muitas outras de valor industrial, de etanol, usado como combustível nos automóveis, como solvente e desinfetante, ou ainda nas fermentações alcoólicas, produzindo bebidas como o vinho, a cerveja, o saquê e os destilados. Eles também entram na panificação, na fabricação e maturação de queijos como o gorgonzola, o camembert e o roquefort, em alimentos exóticos orientais, entre muitos outros produtos. Também de grande importância agrícola e ecológica, são eles que mantêm um equilíbrio, decompondo restos vegetais, degradando substâncias tóxicas, auxiliando as plantas a crescerem e se protegerem contra inimigos, como outros microrganismos

patogênicos, insetos-pragas da agricultura ou herbívoros. Enfim, os fungos constituem um reino que, se extinto, ocasionaria também o desaparecimento da maioria das espécies atualmente existentes, inclusive a humana, uma vez que sem os fungos os ciclos biológicos não seriam completados. Não é por acaso que eles são considerados como de grande importância para a genética e a biotecnologia, como será visto a seguir. Os fungos têm contribuído com enorme soma de conhecimentos para um melhor entendimento dos processos genéticos. Como se sabe, a genética é a ciência da hereditariedade ou transmissão de características de pais para filhos ou de ascendentes para descendentes. Como já mencionado, sendo eucarióticos, além de reproduzirem-se rapidamente, eles puderam ser usados, com eficiência, na resolução de problemas genéticos. Foi utilizando fungos filamentosos e leveduras que se descobriu em 1941 que genes produziam enzimas e outras proteínas. Veio a seguir uma avalanche de conhecimentos derivados do uso de fungos, como sistemas genéticos que não só confirmaram as regras da ciência da hereditariedade, mas também contribuíram para a consolidação da biotecnologia como um todo. Foi por meio de técnicas genéticas clássicas, como busca da variabilidade natural, selecionando-se linhagens mais apropriadas, e pelo uso de mutantes e de cruzamentos entre linhagens, que se conseguiu realizar o melhoramento genético de muitos fungos de valor industrial. O exemplo mais típico e de maior sucesso foi o do melhoramento genético do fungo produtor de penicilina, como será visto mais adiante. Apesar dessa enorme contribuição, a moderna biotecnologia, com as novas tecnologias, como a fusão de protoplastos e a tecnologia do DNA recombinante ou engenharia genética, só foi usada de forma mais rotineira, em fungos, a partir de meados dos anos 70 e início dos anos 80. Com os processos de fusão de protoplastos e de transformação genética, foi possível a manipulação genética dos fungos, permitindo com que novas características de valor biotecnológico fossem adicionadas a espécies já utilizadas comercialmente, aumentando assim o seu potencial biotecnológico. Alguns fungos, principalmente leveduras, que são aqueles que se reproduzem por brotamento, como Saccharomyces cerevisiae, já vêm sendo usados desde a Antiguidade na fabricação de produtos alimentícios, como o pão; outros fungos vêm sendo também empregados na fabricação de produtos de uso diário, como é o caso do ácido cítrico produzido por Aspergillus niger. Sabe-se assim que esses fungos não causam qualquer problema, sendo eles próprios, ou seus produtos, ingeridos pela espécie humana e outros mamíferos. Desta forma, esses fungos constituem-se em hospedeiros ideais para albergar genes provenientes de outros organismos. A produção de hormônios, como a insulina ou o hormônio de crescimento humano, ou, ainda, a produção de outros tipos de fármacos, como o interferon, usado contra alguns vírus, pode ser levada a cabo tendo fungos como hospedeiros de genes responsáveis pela produção dessas substâncias. Em bactérias, hospedeiros tradicionais de genes clonados, as proteínas não são modificadas de maneira apropriada, como ocorre em seres eucarióticos, como os fungos. Além do mais, há um maior conhecimento no uso de fungos em fermentações industriais devido a sua grande utilização na produção de antibióticos e etanol. Finalmente, o rendimento em peso por litro do produto desejado é, em geral, maior, quando fungos são utilizados como hospedeiros de genes clonados. De tudo isso, pode-se concluir que cada vez mais eles tendem a ocupar um papel de destaque na biotecnologia. Fica difícil descrever aqui todas as aplicações biotecnológicas que os fungos apresentam. No entanto, alguns exemplos serão dados para que o leitor tenha ciência da importância dos fungos em biotecnologia. No presente artigo, alguns exemplos foram escolhidos pelo seu valor econômico ou histórico ou por serem derivados de trabalhos realizados no Brasil.

Exemplos do geneticamente

uso

biotecnológico

de

fungos

manipulados

A produção de antibióticos
Um dos exemplos mais impressionantes de melhoramento genético, utilizando técnicas de genética clássica, incluindo seleção e mutação, ocorreu no fungo filamentoso Penicillium chrysogenum. Quando Fleming relatou, pela primeira vez, em 1929, o grande valor potencial desse fungo produtor da penicilina no combate a doenças infecciosas causadas por bactérias, estava longe de imaginar que sua linhagem, que produzia menos de 2mg do antibiótico por litro de meio de cultivo, teria sua produção melhorada em milhares de vezes. Por seleção natural, foram obtidas linhagens com produção de 60mg/litro. Graças a técnicas de indução de mutações e seleção de mutantes, além da melhoria das

condições de cultivo, os aumentos foram constantes até atingir o valor de 7g/litro. Atualmente, estimase que existam linhagens industriais de Penicillium capazes de produzir mais de 50g/litro, ou seja, um aumento de 25.000 vezes em relação à linhagem original de Fleming. Esse exemplo demonstra a importância das técnicas clássicas no melhoramento genético de microrganismos de valor industrial.

A produção de ácidos orgânicos
Diferentes ácidos orgânicos são produzidos industrialmente por fungos. Dentre estes fungos, destacase o Aspergillus niger, responsável pela produção de vários compostos úteis, incluindo o ácido cítrico. Exemplos de melhoramento genético empregando-se técnicas de genética clássica e molecular nesse fungo têm sido descritos. Quando as linhagens melhoradas foram levadas à indústria, ocorreram aumentos consideráveis na produção de ácido cítrico. Esse é um dos exemplos brasileiros que demonstram que os princípios genéticos na biotecnologia, quando racionalmente aplicados, podem levar, com poucos custos, a ganhos substanciais na indústria.

A produção de etanol
O Brasil tem larga experiência na produção de álcool combustível. O Programa Nacional do Álcool desencadeado no final dos anos 70, decorrente da crise do petróleo, gerou uma série de tecnologias próprias, tornando o nosso país líder mundial nesse sentido. Não poderia deixar de ocorrer, portanto, o desenvolvimento de processos visando à produção de linhagens melhoradas da levedura Saccharomyces cerevisiae, responsável pela produção de etanol. Linhagens mais produtivas, com características desejáveis para produção de etanol e com monitoramento na indústria por técnicas de marcação molecular, foram desenvolvidas em vários laboratórios, salientando-se mais uma vez os da ESALQ/USP, em Piracicaba. Por tecnologia do DNA recombinante, os laboratórios de pesquisa das universidades de Brasília e da USP desenvolveram em conjunto linhagens de leveduras contendo genes de amilases capazes de utilizar o amido, por exemplo de mandioca ou batata-doce, na produção de etanol. Essas leveduras manipuladas geneticamente estão sendo aperfeiçoadas e poderão desempenhar um importante papel na produção de etanol. A tecnologia do DNA recombinante tem sido também usada por esses e outros laboratórios brasileiros e do exterior na clonagem e seqüenciamento de genes de interesse industrial em fungos.

A biotecnologia na enologia
Outro exemplo, também brasileiro, é o do melhoramento via fusão de protoplastos com produção de híbridos, empregando-se espécies diferentes de leveduras utilizadas na fabricação do vinho. Por fusão de protoplastos, foi obtido um híbrido entre as leveduras Saccharomyces cerevisiae e Schizossaccharomyces pombe reunindo características favoráveis dos dois gêneros de fungos em uma só célula. Esta, multiplicada e retrocruzada com a linhagem original de Saccharomyces cerevisiae, resultou em linhagem capaz de utilizar uvas ácidas, como as que ocorrem em certas safras na região Sul do país, na produção de vinhos finos, sem necessidade de utilização de fermentações mistas (duas espécies de leveduras) ou, o que seria pior, adição de açúcar. Esse trabalho resultou em patente que está em vigor, e a levedura melhorada desenvolvida na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul, já está sendo utilizada com sucesso na produção de vinhos de alta qualidade.

O controle biológico de insetos por fungos
Assim como os fungos podem eventualmente causar doenças em plantas e mamíferos, também os insetos podem ser atacados por certos fungos. Se usados convenientemente, eles podem ser empregados no controle de insetos-pragas de plantas cultivadas ou mesmo de insetos vetores de doenças. O Brasil, possuindo um clima tropical em grande parte de seu território e com vastas áreas cultivadas, tem dificuldades na utilização do controle químico de insetos, que se torna até inviável e antieconômico em certas condições, além de causar desequilíbrios biológicos e problemas de intoxicação. A solução é então o uso e aplicação de técnicas na produção de "inseticidas microbianos" que possam, se não substituir, pelo menos diminuir o uso de agroquímicos com vantagens econômicas e de preservação do ambiente. O Brasil talvez seja o país onde as pesquisas e a utilização em larga escala de fungos entomopatogênicos, isto é, os que atacam insetos, têm tido maior sucesso. Melhoramento genético clássico, desenvolvimento de marcadores moleculares, clonagem de genes e outros estudos têm sido realizados em um esforço conjunto abrangendo diversas instituições. Assim, vários centros de pesquisa além de empresas privadas, têm trabalhado com fungos como aplicando tecnologias clássicas e modernas para um melhor conhecimento da biologia e genética desses fungos e no desenvolvimento de linhagens mais eficientes no controle biológico de insetos. Como no caso do controle biológico de insetos por fungos, existem também exemplos de fungos que atuam como controladores de doenças de plantas. Novamente o emprego racional dos mesmos pode prevenir doenças causadas por microrganismos fitopatogênicos. A utilização desses controladores naturais restringe também a aplicação abusiva de fungicidas. As técnicas de produção massal desses controladores biológicos, a otimização dos processos de aplicação e o melhoramento genético dos fungos empregados, tornando-os mais eficientes, vêm sendo desenvolvidos em laboratórios do Brasil e exterior. Recentemente tem sido verificado que fungos e bactérias encontrados internamente em vegetais, particularmente em suas partes aéreas como folhas e ramos, têm enorme importância no controle de doenças de plantas e também de insetos. Uma boa quantidade da população de microrganismos que existe no interior de plantas é constituída por fungos que são denominados de fungos endofíticos. Eles, além de controlarem doenças e pragas, podem possuir outras propriedades, como alterar o metabolismo das plantas, impedindo formação de sementes ou produzindo hormônios que causam modificações no desenvolvimento dos vegetais. Existem, também, casos de incremento de produção em plantas, graças à presença desses endofíticos. Em seres-humanos podem causar certas doenças. Na pele causam inflamações chamadas genericamente de impingem, e as micoses dos pés, virilha, e dobras em geral. Causam também inflamações nas unhas, tanto na base (candidíase) como na ponta (escurece e descasca). Na boca são os sapinhos (grumos brancos principalmente em crianças), na vagina dão o corrimento esbranquiçado. Nos órgãos internos podem crescer praticamente em qualquer lugar, desde os intestinos até às meninges, com a ressalva de acontecer isto basicamente com os imuno-deprimidos como na AIDS e no câncer. Ainda tem a Blastomicose.

Reino Protista – Os protozoários

Os microorganismos classificados no Reino Protista são unicelulares, microscópicos e suas células possuem núcleo delimitado por carioteca, portanto são seres eucariontes com núcleo bem definido. Eles podem ser autótrofos (do grego: "autos", por si mesmo + "trophé", nutrição; literalmente "seres que alimentam a si mesmos"), ou seja, protistas que possuem clorofila e fazem a fotossíntese; no entanto, existem também outros protistas que são heterótrofos, ou seja, são protistas incapazes de fazer fotossíntese e que se alimentam comendo diversos alimentos. Protistas autótrofos constituem a maior parte do plâncton marinho e do plâncton dulcícula, são os mais importantes produtores nesses ecossistemas aquáticos realizando a fotossíntese que lhes garantem a própria vida e a vida de todos os demais seres vivos que dependem desses seres produtores de matéria orgânica para iniciarem as cadeias alimentares a partir deles os protistas autótrofos fotossintetizantes. Vamos dar ênfase nessa unidade aos Protozoários. Os protozoários são seres unicelulares, portanto, não possuem tecidos verdadeiros, e muito menos aparelhos. Além do mais, eles são heterotróficos que fazem fagocitose, enquanto os animais são heterotróficos por ingestão. A classificação dos protozoários segundo o sistema locomotor, sua reprodução e Forma de captura de alimentos:

Filo Sarcodina → locomoção caracterizada pela emissão de pseudópodes (Entamoeba histolítica); Filo Mastigophora → deslocamento por propulsão flagelar (Trypanosoma cruzi e Trichonympha); Filo Ciliophora → movimentação mantida por curtas e numerosas estruturas ciliares (Paramécium); Filo Sporozoa → não possui apêndices locomotores, sua dispersão é realizada através de esporos (Plasmodium vivax, causador da malária).

Reprodução
A reprodução na maioria dos protozoários é assexuada e faz-se por simples divisão da célula mãe em duas células filhas, ao longo de um plano longitudinal ou transversal, ou ainda, por gemação. Outros sofrem múltiplas divisões e alguns apresentam reprodução sexuada que pode ser por singamia ou por conjunção. No primeiro caso os dois indivíduos fundem-se completamente um com o outro e comportam-se como se fossem gametas; no segundo os dois indivíduos participantes, que então se chamam conjugantes, unem-se transitoriamente, estabelecem uma ponte citoplasmática entre ambos e através dela trocam material do núcleo. Os protozoários encontram-se presentes na maioria dos meios do planeta desde que disponha de uma quantidade mínima de líquido através do qual possam deslocar-se. Constituem o elemento primário do plâncton (zooplâncton) o qual, juntamente com o formado pelos organismos vegetais (fitoplâncton) é a base das cadeias tróficas oceânicas. Sendo o primeiro passo da pirâmide ecológica, é deles que depende a existência de todos os outros animais marinhos. A sistemática desses organismos é complexa, dado que há muitas dúvidas sobre as suas origens e relações, e além disso, nos grupos mais primitivos, os limites que o separam de outros reinos não são bem definidos. No entanto, admitem-se, de uma maneira geral, quatro grandes grupos de protozoários: os zooflagelados, os rizópodes, os esporozoários e os ciliados, mantendo os dois primeiros estreitas relações de parentesco.

Doenças causadas por protozoários
Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos. Entre elas, estão a amebíase ou disenteria amebiana, a doença de Chagas, a úlcera de Bauru, a giardíase e a malária. O homem adquire a amebíase ou disenteria amebiana ao ingerir água ou alimentos contaminados por uma ameba, a Entamoeba histolytica. Esta ameba parasita principalmente o intestino grosso dos seres humanos, onde provoca ulcerações e se alimenta de glóbulos vermelhos do sangue. No intestino, essa ameba se reproduz assexuadamente por cissiparidade e, algumas delas, formam cistos, estruturas que possuem uma membrana resistente e que contêm alguns núcleos celulares. Eliminados com as fezes, os cistos podem contaminar a água e alimentos diversos, como as verduras. Se forem ingeridos, esses cistos se rompem no tubo digestivo, libertando novas amebas, que recomeçam um novo ciclo. As pessoas com amebíase eliminam fezes líquidas, às vezes com sangue e quase sempre acompanhadas de fortes dores abdominais. Para evitar essa doença é necessário ferver a água que se vai beber e lavar muito bem as verduras e frutas, além de cuidados higiênicos, como a lavagem de mãos, principalmente antes das refeições A doença de Chagas é causada pelo tripanossomo (Trypanosoma cruzi), protozoário que vive no intestino de um percevejo sugador de sangue, conhecido popularmente como barbeiro. Esse percevejo vive em frestas de paredes, chiqueiros e paióis. À noite, saem de seus esconderijos e vão sugar o sangue das pessoas que dormem. Quando alguém é picado pelo percevejo pode contrair a doença da seguinte forma: durante a picada, o barbeiro infestado elimina fezes contendo o tripanossomo. Coçando o local da picada, a pessoa espalha as fezes do barbeiro e introduz o parasita em seu organismo, através do pequeno orifício feito pela picada. Uma vez na corrente sangüínea, o tripanossomo atinge o coração. Ali ele se fixa, podendo causar a morte da vítima. As principais medidas para evitar a doença de Chagas consistem em substituir moradias de barro e de madeira por outras de tijolos, que não tenham frestas onde o barbeiro possa se esconder; e exigir, em transfusões de sangue, a garantia de que o sangue doado não esteja contaminado com tripanossomos. Leishmaniose é uma doença que ataca a pele e as mucosas dos lábios e do nariz produzindo muitas feridas, a úlcera de Bauru é provocada pela Leishmania brasiliensis, um protozoário parecido com o tripanossomo. Transmitida pela picada do mosquito flebótomo, a doença é conhecida com esse nome, porque foi muito comum na cidade de Bauru, em anos passados A malária é provocada por protozoários do gênero Plasmodium e é transmitida ao homem por meio da picada do mosquito, anófele, ao sugar-lhe o sangue para se alimentar. Durante a picada, o mosquito libera saliva, que contém o protozoário plasmódio. Então o parasita entra no sangue da pessoa e se instala em órgãos diversos, como o fígado e o baço, onde se multiplica. Após um certo período, os parasitas retornam ao sangue e penetram nos glóbulos vermelhos, onde voltam a se multiplicar. Os glóbulos parasitados se rompem liberando novos protozoários que passam a infectar outros glóbulos vermelhos. A malária provoca febre muito alta, que coincide com os períodos em que os parasitas arrebentam os glóbulos vermelhos, liberando toxinas na corrente sangüínea. Se não for combatida pode causar a morte do doente. A pulverização de córregos, lagoas e poças de água parada, com inseticida, é uma das maneiras de combater os mosquitos transmissores da malária. É na água que os mosquitos põem seus ovos para se reproduzirem. A toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A transmissão se dá por contato com animais domésticos - principalmente gatos - ou por suas fezes. As fezes dos gatos podem conter cistos (formas resistentes) do parasita, que são disseminados por animais, como moscas e baratas. O homem adquire a doença quando ingere diretamente o cisto ou carne mal cozida que o contenha.Os sintomas da doença são, na maioria das vezes, muito semelhantes aos de várias outras doenças: mal-estar, febre, dores de cabeça e musculares, prostração e febre que pode durar semanas ou meses. Após alguns dias há também aumento dos gânglios linfáticos em todo o corpo. Normalmente, a doença evolui de forma benigna e desaparece sem deixar seqüelas no organismo. Às vezes, porém, pode causar lesões oculares, com perda parcial ou quase total da visão. Daí sua gravidade. Em mulheres grávidas, o protozoário pode atingir o feto, provocando-lhe cegueira, deficiência mental e até mesmo a morte.

Reino Monera – As Bactérias
As células dos organismos do Reino Monera carecem de membrana nuclear e dentre outras características podemos destacar que: - Estes seres não apresentam cromossomos complexos; - Estes seres não se reproduzem sexuadamente, mas há processos de recombinação genética; - Apresentam paredes celulares rígidas. Tais paredes celulares, diferentemente dos fungos e dos animais superiores, não apresentem parede constituídas de quitina e sílica; - Todos os seres são unicelulares - O citoplasma desses organismos são desprovidos de organelas citoplasmáticas. Por exemplo, nas bactérias não há mitocôndrias (organela responsável pela respiração celular, em uma célula animal), mas há mesossomos (que seria mais ou menos equivalente a uma organela); - Possuem membrana plasmática, DNA, ribossomos, clorofila, etc.

Habitat, formas e ambientes
Em todos os tipos. Essa capacidade de conseguir viver em muitas condições ambientais extremamente diferentes, deve-se ao metabolismo bacteriano, que é altamente versátil. São encontrados em lugares inabitáveis, como o gelo antártico (à 440 m de profundidade), nas águas ferventes de fontes terminais, nas profundezas dos oceanos. Quanto à forma, as bactérias possuem as mais variadas formas, que veremos em seguida.

Nutrição
As bactérias em geral ficam impossibilitadas de produzir seu próprio alimento, ou seja, a maioria é heterótrofa. Isso implica o saprofitismo. Outras, são levadas à associações (simbiose) à outros seres e, há ainda bactérias que são parasitas, mas a grande maioria é saprófita. Há bactérias autotróficas (mas estas são em número reduzido). Elas produzem matéria orgânica a partir de matéria inorgânica e luz, ou seja, realizam fotossíntese. São poucas as bactérias que realizam fotossíntese. Entretanto, todas as bactérias autotróficas, realizam a quimiossíntese, ou seja, produzem matéria orgânica não a partir de clorofila, como na fotossíntese, mas utilizam para tal compostos nitrogenados.

Todas as bactérias são patológicas? Não. Igualmente aos fungos, as bactérias realizam a decomposição de matérias, devolvendo ao meio ambiente o material antes vivo. Mas, há muitas bactérias que causam doenças no ser humano. Dentre as doenças causadas por bactérias, podemos citar: cólera, tétano, difteria, etc. As bactérias ainda são muito

Célula Bacteriana

- A estrutura interna só é possível ser visualizada por microscópios eletrônicos, pois, como você sabe, estes são possuem capacidade bem maior de visualização do que os microscópios ópticos. As bactérias são unicelulares (mas podem constituir colônias). - O núcleo não chega a ser um núcleo verdadeiro, pois não apresenta carioteca. Esse "falso" núcleo é conhecido como nucleóide. - Apresenta uma região conhecida como mesossomo, que é uma invaginação da membrana plasmática bacteriana, onde, nessa invaginação, encontram-se enzimas respiratórias, pois as bactérias não possuem mitocôndrias, como em uma célula animal. - Externamente à membrana plasmática, há uma parede celular. Essa parede, diferentemente da parede celular dos vegetais superiores, não é de celulose, mas sim de ácido murânico e glicosina. - No citoplasma da célula bacteriana, não há organelas, como em uma célula animal, mas pode-se encontrar estruturas que substituem essas organelas. No citoplasma também pode-se encontrar ribossomos (para a síntese protéica), vacúolos (que servem para acumular substâncias de reserva e RNA), tilacóides (com pigmentos fotossintetizantes) e nucleóide (um núcleo sem carioteca, onde há DNA em forma de círculo).

Cianofíceas
- Reprodução assexuada. - Autotrófica fotossintetizante. (endomembrana) - Endomembranas: também relacionadas a fixação de nitrogênio . Formação de colônias As cianofíceas possuem grande capacidade de adaptação por possuírem pequena exigência de nutrientes, proliferando em qualquer ambiente, onde haja apenas CO2, N2, água , alguns minerais e luz .

Bactérias x Cianofíceas
A maior parte e heterotrófica Autotróficas Principais doenças bacterianas do homem As autotróficas fazem quimiossíntese ou Fazem fotossíntese vegetal, com lamelas Doença Bactéria Transmissão Vacina fotorredução. fotossintetizantes. Sintoma Clostridium Tetani Forma de resistência: esporos. Tétano Bacilo Reprodução sexuada ou assexuada Ferimentos profundos, Intoxicação aguda Forma de resistência: acineto. provocados por objetos com Reprodução sexuada (bipartição). contaminados enrijecimento muscular Secreções do nariz e garganta Placas na Faringe e garganta

Tríplice

Difteria Coqueluch e (tosse comprida)

Corynebacterium diphteriae (Bacilo) Haemophilus pertussis (Bacilo) Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch)

Tríplice

Saliva. Secreções da laringe e brônquios.

Acesso de tosse longa e prolongada

Tríplice

Saliva e Catarro

Tuberculo se

Tosse, expectoração, inapetência, cansaço, sudorese noturna Forte diarréia, com desidratação, e prostração Lesões cutâneas, perda da sensibilidade,

Vibrio Cholerae Cólera (Vibrião) Mycobacterium Lepra Leprae

Contaminação fecal da água e alimentos Secreções em contato com narinas, boca e pele.

(bacilo de Hansen)

manchas na pele.

Pneumoni a

Diplococos pneumoniae

Secreções nasobucais

Febre alta, e fortes dores pulmonares na região dorsal.

Vírus
Definição: Os vírus são seres acelulares, não têm metabolismo (utilização mecanismos de obtenção de energia e síntese protéica), são acelulares (não possuem organização celular), e são parasitas celulares obrigatórios. Possuem apenas um tipo de material genético, DNA ou RNA. Os vírus são extremamente importantes por causarem doenças tanto na espécie humana quanto em animais. Estrutura: Os vírus são extremamente simples. Formados basicamente por um capsídeo (uma cápsula lipo-proteica) que envolve o capsômero e o seu ácido nucléico (DNA ou RNA). O conjunto de capsídeo + ácido nucléico recebe o nome de nucleocapsídeo ou virion. Existem vírus, como o vírus da gripe, ou o HIV que possuem envelope viral ou envoltório, constituído de lipídios, mucopolissacarídeos e proteínas estruturais. São também extremamente pequenos - de 10 a 30 nanômetros, o que os tornam imperceptíveis a microscópios comuns. Vida de um vírus

Um vírus sempre precisa de uma célula para poder replicar seu material genético, produzindo cópias da matriz. Portanto, ele possui uma grande capacidade de destruir uma célula, pois utiliza toda a estrutura da mesma para seu processo de reprodução. Podem infectar células eucarióticas (de animais, fungos, vegetais) e células procarióticas (de bactérias). A classificação dos vírus ocorre de acordo com o tipo de ácido nucléico que possuem, as características do sistema que os envolvem e os tipos de células que infectam. De acordo com este sistema de classificação, existem aproximadamente, trinta grupos de vírus. São quatro as fases do ciclo de vida de um vírus: 1. Entrada do vírus na célula: ocorre a absorção e fixação do vírus na superfície celular e logo em seguida a penetração através da membrana celular. 2. Eclipse: um tempo depois da penetração, o vírus fica adormecido e não mostra sinais de sua presença ou atividade. 3. Multiplicação: ocorre a replicação do ácido nucléico e as sínteses das proteínas do capsídeo. Os ácidos nucléicos e as proteínas sintetizadas se desenvolvem com rapidez, produzindo novas partículas de vírus. 4. Liberação: as novas partículas de vírus saem para infectar novas células sadias.

Grande parte das doenças infecciosas e parasitárias é causada por vírus, como a AIDS , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão pode ser feita pelo ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco, sangue e/ou produtos sanguíneos) e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também a célula. Algumas doenças causadas por vírus podem ser prevenidas com vacinas. A febre é um sintoma comum a todas as infecções virais. Outros sinais característicos presentes na maioria das infecções são dor de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo, a manifestação de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns erupções na mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A inflamação e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que podem causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela e na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.

Reprodução
A reprodução envolve dois aspectos: a duplicação do material genético viral e a síntese das proteínas do capsídio. O vírus entra na célula hospedeira, inibe o funcionamento do material genético da célula infectada e passa a comandar as sínteses de proteína.

VÍRUS
Doença
Gripes e Resfriados

Parasita

Vetor / Contágio
Gotículas de saliva no ar ou pelas roupas e objetos contaminados . Picada do mosquito Aedes aegipt

Ciclo de Vida
São viroses que atacam as vias respiratórias superiores (raramente atingem os pulmões). Causam dores de cabeça. Virose que provoca febres, dores musculares e hemorragias generalizas podendo ser fatal. Virose grave que entra no corpo com a saliva do mosquito. O vírus entra no sangue e vai até o fígado, rins ou baço causando erupção na pele, náuseas e hemorragias nos órgãos.

Profilaxia
A gripe espanhola(começo do século) e asiática(anos 50), são casos de gripes que mataram milhões de pessoas. Em casos de epidemias devem ser feitas vacinações em massa como medida preventiva. NÃO HÁ TRATAMENTO NEM VACINA CONTRA A DENGUE. Único combate é a destruição das larvas do mosquito que se desenvolvem em água parada em pneus velhos, latas e caixas d'água destampadas. VACINAÇÃO e combates aos focos que favorecem o desenvolvimento das larvas do mosquito(água parada).

DENGUE

FEBRE AMARELA

Picada do mosquito AEDES AEGIPT

POLIOMIELIT E (Paralisia Infantil)

Vírus penetram pela boca e se reproduzem no intestino.

CAXUMBA

Gotículas de saliva no ar expelidas pelo doente,ou pelas roupas e objetos contaminados .

AIDS (Síndrome da Imunodeficiê ncia Adquirida)

HIV (Vírus da Imunodeficiê ncia Humana)

Retrovírus que tem uma enzima especial chamada transcriptase reversa que permite a produção de DNA a partir de RNA. O contágio se dá por relações sexuais, transfusões de sangue e uso de seringas e agulhas compartilhad as.

Os vírus chegam ao sistema nervoso pela corrente sangüínea afetando as células nervosas causando PARALISIA E ATROFIA DA MUSCULATURA geralmente nos membros inferiores. Os vírus atacam principalmente as glândulas salivares que ficam inchadas. Pode haver agravamento da caxumba se os vírus atingirem os testículos, os ovários ou o cérebro. O HIV ataca o LINFÓCITO T4(general de divisão). O vírus se liga á proteína CD4 presente no linfócito.

A vacinação está acabando com essa doença no mundo inteiro.

VACINAÇÃO é o melhor meio de se evitar a doença.

NÃO HÁ VACINA CONTRA A AIDS. O mais novo tratamento da doença é o COQUETEL TRÍPLICE. Os doentes medicados obtiveram uma diminuição em 98,9% da quantidade de HIV no organismo. O coquetel é formado por AZT e 3TC (inibidores da enzima trascriptase reversa), e uma droga conhecida com inibidora da protease.

Informações adicionais:
DOENÇA AIDS Catapora (varicela) Caxumba (parotidite) Dengue CONTÁGIO Sangue, relação sexual, drogas injetáveis, placenta. Contato direto, saliva e objetos contaminados. Contato direto, saliva e objetos contaminados. Picada de mosquitos do gênero Aedes. CARACTERÍSTICAS Causa destruição do sistema imunológico Sintomas: febre, anorexia (falta de apetite), náusea, exantema (pintinhas vermelhas), bolas com liquido claro. Sintomas: cefaléia (dor de cabeça), calafrios, anorexia, mal-estar, febre, intumescimento das glândulas parótidas. Sintomas: febre, moleza, dores musculares, cefaléia, náusea, vômito, diarréia.

Febre Amarela Gripe Hepatite A e E Herpes Poliomielite Raiva (hidrofobia) Rubéola Sarampo Varíola

Picada do mosquito do gênero Aedes Gotículas de secreção expelidas pelas vias respiratórias. Gotículas de muco, saliva e contaminação fecal de água e objetos. Tipo um por contato direto e tipo dois por contato sexual. transmissão fecaloral,objetos contaminados por fezes. Saliva de animais infectados. Contato direto e saliva Contato direto e objetos contaminados. Contato direto e objetos contaminados.

Sintomas: febre, infecções, cefaléia, vômitos, hemorragia. Sintomas: problemas respiratórios, febre, dores no corpo, cefaléia, anorexia, náusea, vômito. Sintomas: mal-estar, fraqueza, anorexia, náusea, dores abdominais, urina escura, pele amarelada. Causa infecções e lesões na pele e infecções internas. Provoca paralisia muscular nos casos mais graves. Ataca primeiro o sistema nervoso periférico e progride ata atingir o sistema nervoso central; não há cura. Sintomas: exantema, febre, mal-estar, conjuntivite. Sintomas: febre tosse seca, conjuntivite, fotofobia, exantema. Sintomas: exantema, febre alta e pápulas com pus

EXERCÍCIO SUGERIDO
(Fatec-SP) Um organismo unicelular, sem núcleo diferenciado, causador de infecção em ratos provavelmente será: a) uma bactéria. b) uma alga. c) um vírus. d) um fungo. e) um protozoário.

SIMULADO
Instruções
1. Não destaque a folha das questões. 2. Destacar a folha de gabarito e entregar ao orientador. 3. Resolver questões em no mínimo trinta minutos e no máximo uma hora e meia.

01. (FSJT-SP) Na célula bacteriana (procarionte) falta:

a) mesossomo. b) membrana plasmática. c) complexo de Golgi. d) parede celular. e) cromatina.

02. (MACK-SP) A meningite meningocócica, cuja profilaxia, principalmente entre escolares, se fez com vacinas conhecidas como ‘tipo A’ e ‘tipo C’, é uma infecção causado: a) somente por vírus. b) por bactérias formadas por bastão ou bacilos. c) por bactérias de forma esférica. d) por vírus e bactérias. e) por vírus e riquétsias

03. (UFES) Bactérias causadoras de infecção e que são vistas ao microscópio como grupamento de glóbulos em cacho certamente são: a) estafilococos. e) bacilos. b) estreptococos. c) diplococos. d) micrococos.

04. (UFMG) Em que alternativa as duas características são comuns a todos os indivíduos do reino Monera? a) Ausência de núcleo e presença de clorofila. b) Ausência de carioteca e presença de síntese protéica. c) Incapacidade de síntese protéica e parasitas exclusivos. d) Presença de um só tipo de ácido nucléico e ausência de clorofila. e) Ausência de membrana plasmática e presença de DNA e RNA.

05. (FCMS-SP) O principal tipo de reprodução das bactérias é: a) a harmogogia. isogamia. b) o brotamento. c) a cissiparidade. d) a segmentação. e) a

06. (Fuvest) Uma dificuldade enfrentada pelos pesquisadores que buscam uma vacina contra o vírus da AIDS deve-se ao fato de ele: a) não possuir a enzima transcriptase reservada. b) Alternar seu material genético entre DNA e RNA. c) Ser vírus de RNAr, para os quais é impossível fazer vacinas. d) Ter seu material genético sofrendo constantes mutações. e) Possuir uma cápsula lipídica que impede a ação da vacina.

07. (PUC-RJ) Muitas doenças humanas são produzidas por vírus. Marque da relação seguinte a única de origem bacteriana: a) gripe b) caxumba c) tétano d) sarampo e) varíola

08. (Vunesp) Os itens de I a VI apresentam, não necessariamente na seqüência, os passos pelos quais um vírus é replicado.

I. Síndrome das proteínas do vírus. II. Adesão da capa do vírus com a membrana celular. III. Produção de proteína. IV. Abandono da cápsula. V. Liberação do vírus da célula. VI. Replicação do RNA Assinale a alternativa que apresenta todos esses passos na seqüência correta. a) II- IV- I- VI- III- V b) VI- IV- I- III- V- II c) II- VI- I- IV- VI- III d) V- II- I- IV- VI- III e) II- IV- VI- I- III- V

09. Assinale a alternativa incorreta, com relação aos protistas: a) todos os protistas são aeróbios e vivem em meio rico de oxigênio livre; b) a reprodução dos protistas pode ser assexuada ou sexuada; c) nem todos os protistas são microscópicos; d) todos os protistas possuem uma membrana, mais ou menos delgada, que os envolve; e) nem todos os protistas têm um só núcleo. 10. Considere as seguintes afirmações referentes aos protozoários: I. Considerando o nível de organização dos protozoários, pode-se afirmar corretamente que são seres acelulares como os vírus. II. Pode-se afirmar corretamente que os protozoários só se reproduzem assexuadamente. III. O citoplasma dos protozoários amebóides é dividido em dois tipos: ectoplasma e endoplasma. a) Apenas a II está correta. b) Apenas a III está correta. c) Apenas I e II estão corretas. d) Todas estão corretas. 11. Compare um protozoário, por exemplo, um paramécio, com uma célula epidérmica de metazoário (animal multicelular) quanto à complexidade, ao número de organelas e à especialização, ou seja, o quanto é capaz de desempenhar uma função específica. A relação CORRETA é que a célula: a) Protozoário é mais complexa, possui menos organelas e é menos especializada do que a do metazoário. b) Protozoário é mais complexa, possui mais organelas, porém é menos especializada do que a do metazoário. c) Metazoário é mais complexa, porém possui menos organelas e é menos especializada do que a do protozoário. d) Metazoário é mais complexa, possui mais organelas, porém é menos especializada do que a do protozoário. 12. Os picos de febre que ocorrem na malária são devidos: a) À invasão do fígado pelo plasmódio. b) Ao aumento do baço, que passa a produzir mais glóbulos brancos. c) À migração de protozoários para zonas cerebrais que controlam a temperatura. d) À liberação de substâncias tóxicas por ruptura de glóbulos vermelhos. 13. Conforme tem sido noticiado na imprensa mineira, a incidência de Calazar ou Leishmaniose visceral, nos cães de áreas urbanas tem aumentado significamente: a) A mordida do cão pode transmitir a doença ao homem. b) O agente etiológico é um protozoário flagelado.

c) A raposa é um reservatório da doença no meio rural. d) Uma medida profilática é a eliminação de cães contaminados. 14. (UFPR) Os trechos a seguir, indicados por I e II, foram extraídos da "Folha de S. Paulo” I EPIDEMIOLOGIA Aves podem trazer gripe do frango para Europa "É inevitável que aves migratórias tragam a gripe do frango para a Europa”, disse ontem um dos principais veterinários do Reino Unido. Segundo Bob McCracken, da Associação Veterinária Britânica, “os pássaros [asiáticos] que têm rotas migratórias para a Europa vão infectar aves domésticas e selvagens". (25 de agosto de 2005) II EXTRATO VEGETAL ATACA LEISHMANIOSE Uma planta utilizada pela medicina popular pode se tornar a mais nova arma contra a leishmaniose tegumentar, uma das doenças parasitárias mais aterrorizantes a afetar o Brasil e outros países pobres do planeta. O extrato do vegetal, conhecido como saião ('Kalanchoe pinnata'), estimula o sistema de defesa do organismo a combater o causador da doença. (24 de setembro de 2005) É correto dizer que em: a) I e II são mencionadas doenças sexualmente transmissíveis. b) II certas células de defesa são estimuladas e destroem o vírus causador da leishmaniose. c) I e II são mencionadas doenças causadas por bactérias. d) I a doença mencionada é causada por vírus e em II é causada por um protozoário. e) I e II são mencionadas doenças cuja transmissão se dá pelo ar ou por meio de objetos contaminados.

15. (ENEM)

Lagoa Azul está doente

Os vereadores da pequena cidade de Lagoa Azul estavam discutindo a situação da saúde no município. A situação era mais grave com relação a três doenças: doença de chagas, esquistossomose e ascaridíase (lombriga). Na tentativa de prevenir novos casos, foram apresentadas várias propostas. Proposta 1: promover uma campanha de vacinação. Proposta 2: promover uma campanha de educação da população a noções básicas de higiene, incluindo fervura da água. Proposta 3: construir rede de saneamento básico. Proposta 4: melhorar as condições de edificação das moradias e estimular o uso de telas nas portas e janelas e mosquiteiros de filó. Proposta 5: realizar campanha de esclarecimento sobre o perigo de banhos em lagoas. Proposta 6: aconselhar o uso controlado de inseticidas. Proposta 7: drenar e aterrar as lagoas do município. Você sabe que a doença de Chagas é causada por um protozoário (Tryponosoma cruzi) transmitido pela picada de insetos hematófagos (barbeiros). Das medidas propostas no texto, as mais efetivas na prevenção dessa doença são: a) 1 e 2 b) 3 e 5 c) 4 e 6 d) 1 e 3 e) 2 e 3

16. (Ufc) A Doença de Chagas continua causando muitas mortes no Brasil e em países pobres do mundo. O texto a seguir sobre esta doença é hipotético. Leia-o com atenção.

"Um paciente residente na periferia de Fortaleza procurou o posto médico, queixando-se, entre outras coisas, de febre, anemia, cansaço e hipertrofia ganglionar. Após os exames clínico e laboratorial, diagnosticou-se, corretamente, que ele estava com a Doença de Chagas. Ao tomar conhecimento do caso, um professor resolveu discutir o caso com seus alunos, solicitando que eles opinassem sobre que medidas deveriam ser tomadas para controlar a propagação da doença. Os alunos apresentaram cinco sugestões." Dentre as sugestões apresentadas pelos alunos, a única inteiramente correta é: a) Isolamento do paciente, para evitar o contágio com outras pessoas, pois a doença se propaga também pela inalação do ar contaminado; b) campanha de vacinação em massa, em Fortaleza e por todo o estado do Ceará, para evitar uma epidemia na cidade. c) aplicação de inseticidas em toda a cidade, para eliminação do Aedes aegypti, inseto transmissor do Trypanosoma cruzi, agente causador da doença; d) vacinação de cães e eliminação de cães de rua, pois eles são reservatórios naturais de protozoários do grupo Trypanosoma; e) a proteção das portas e janelas com telas, a fim de evitar a entrada do barbeiro, inseto transmissor da doença, nas residências".

17. (Unesp) Considere os seguintes métodos preventivos e de tratamento de doenças parasitárias.

I - Abstenção de contato com água possivelmente contaminada. II - Uso de medicamentos que combatem o parasito no homem. III - Aplicação de inseticidas nas casas. IV - Uso de sanitários e higiene das mãos. No caso da malária, os métodos de prevenção e tratamento válidos são apenas a) II e III. e) III e IV. b) I e III. c)I e II. d)I e IV.

18. (Ufc 2008) Dentre a imensa diversidade de organismos presentes no ambiente, são apresentados a seguir três importantes grupos. Relacione as colunas de acordo com as características e a utilização dos organismos citados. COLUNA I I – Bactérias II – Protistas III – Fungos

COLUNA II ( ) Pluricelulares, eucarióticos, heterotróficos e utilizados em biotecnologia. ( ) Unicelulares, sem separação física entre o material genético e o citoplasma e utilizados na limpeza de ambientes degradados. ( ) Unicelulares, eucarióticos, heterotróficos e utilizados como indicativos de possível presença de petróleo. ( ) Unicelulares, eucarióticos, autotróficos e utilizados na produção de abrasivos. Assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta:

a)

III, II, I e II.

b) II, I, III e II.

c) III, I, II e II.

d) II, III, II e I.

e) I, II, III e II.

19. (Uflavras) Assinale a opção que marca uma característica comum a todos os fungos. a) presença de celulose como constituinte básico da parede celular. b) ausência de formação de gametas.

c) a ausência de pigmentos fotossintetizantes. d) adaptação ao parasitismo. e) talo do tipo micélio. 20. Ao montar a tabela abaixo, para ser impressa em um folheto explicativo sobre doenças, formas de transmissão e profilaxia, o digitador dos dados acabou suprimindo a primeira coluna. Agente Causador Doença Malária Ascaridíase Sarampo Síndrome da Imunodeficiê ncia Adquirida Tétano Transmissão Picada do mosquitoprego Via oral, pela ingestão de ovos Através da mucosa das vias respiratórias Através de sangue contaminado e pelo ato sexual com pessoas infectadas Contaminação acidental de ferimentos profundos Profilaxia Controle da proliferação do mosquito-prego Higiene pessoal e saneamento básico Vacinação com o organismo vivo de linhagem atenuada Fiscalização em bancos de sangue, esterilização de instrumentos cirúrgicos; uso de preservativos no ato sexual Vacinação e limpeza de ferimentos

Para que a tabela fique correta, a primeira coluna deverá ser completada na seguinte ordem: a) Protozoário; nemátodo; vírus; vírus; bactéria. b) Protozoário: nemátodo; bactéria; vírus; vírus. c) Vírus; nemátodo; vírus; bactéria; protozoário. d) Vírus; protozoário; bactéria; vírus; nemátodo. e) Bactéria protozoário; vírus; vírus; nemátodo.

Nome: Data: / / Aula:

A origem da vida
Durante a formação do sistema solar a 4,6 bilhões de anos atrás parte da nuvem de poeira cósmica formou os embriões dos planetas assim que o sol começou a brilhar, entre estes a terra. O embrião planetário terrestre tinha imenso calor, mas foi se resfriando em milhões de anos possibilitando a formação da crosta terrestre e de uma atmosfera primitiva.

As erupções vulcânicas vindas do interior da Terra liberavam gases que moldavam tal atmosfera. Esses gases produziam tempestades inimagináveis para os dias atuais. Para completar todo este cenário imensos meteoros se chocavam contra o nosso planeta, cujos impactos evaporavam os oceanos em formação. Para se ter uma idéia da força deste impactos, em um deles a Terra se partiu formando o nosso satélite único, a Lua.

Sob estas condições que a vida se originou uma representação artística do ambiente terrestre quando da origem da vida. Os primeiros passos evolutivos se deram em um ambiente bem distinto da Terra atual. Não havia oxigênio; a radiação solar, por consequência a radiação ultra-violeta eram intensas; tempestades eram constantes e atividade vulcânica incessante era praxe. Biogênese x Abiogênese Antes de discutirmos como as primeiras moléculas capazes de se reproduzir foram formadas em um ambiente primitivo devemos entender como foi demonstrado que apenas vida gera vida, ou seja que não há surgimento de vida a partir da matéria bruta, inanimada. Hoje esta idéia é amplamente aceita, mas nem sempre foi assim, durante anos se acreditou que a vida podia ser originada a partir “do nada”. Hoje sabemos que a vida surgiu em condições especiais e únicas, em ambientes altamente instáveis como os lagos termais(foto ao lado), no entanto nem sempre foi assim, durante anos se acreditou na idéia de geração espontânea da vida. Desde os gregos a idéia de geração espontânea da vida era algo visto como óbvio. Aristóteles era defensor desta idéia. A partir do renascimento, mais especificamente a partir de meados do século XVII, iniciou-se um intrigante debate entre pesquisadores que passaram a defender a idéia de que vida só poderia se originar de seres vivos preexistentes e de pesquisadores que defendiam a idéia tradicional de abiogênese. Defensores da abiogênese: Helmont, Needham, Aristóteles, Isaac Newton. Críticos da abiogênese: Redi, Joblot, Spallanzani, Louis Pasteur.

Jan Baptista Van Helmont (1577-1644) “(...) coloca-se, num canto sossegado e pouco iluminado, camisas sujas. Sobre elas espalham-se grãos de trigo, e o resultado será que, em 21 dias, surgirão ratos.”

Francesco Redi (1626-1697) Redi combateu uma das principais evidências da abiogênese: o aparecimento “espontâneo” de “vermes” em carne podre. Hipótese de Redi: “Os seres vermiformes que surgem na carne em putrefação são larvas, um estágio do ciclo de vida das moscas. As larvas devem surgir de ovos colocados por moscas, e não por geração espontânea a partir da putrefação da carne”. O experimento de Redi poderia ser a prova cabal de que vida só se origina por reprodução de outro ser vivo. No entanto, no século XVII, com o avanço da microscopia, e os primeiros estudos sobre os micróbios (bactérias, protozoários, etc.) a idéia de geração espontânea foi reanimada, pois diversos pesquisadores passaram a defender que seres tão minúsculos não se reproduziam

surgindo por geração espontânea.

Este debate ganhou corpo no século XVIII envolvendo de um lado Louis Joblot e Lazáro Spallanzani e de outro John Needham. Primeiro Joblot aqueceu infusões de caldo de carne em frascos tampados e abertos e demonstrou que apenas nos frascos abertos apareciam microorganismos. Needham refez o experimento de Joblot com todos os frascos fechados aquecendo por apenas meia hora, e depois de alguns dias obteve microorganismos nos frascos. Spallanzani refez o experimento de Needham aquecendo os frascos por várias horas e mostrou que mesmo após alguns dias não surgiam microorganismos. Needham e seus seguidores acusaram Spallanzani de ao aquecer em demasia os frascos destruir a “força vital“ que gerava os microorganismos. No final do século a descoberta de que o gás oxigênio era essencial a vida deu novo impulso aos defensores da abiogênese, segundo eles o oxigênio era a “força vital” que era destruída em experimentos como o de Spallanzani. A presença de ar fresco segundo eles era de suma importância para a origem espontânea dos organismos. O debate cresceu tanto que em meados do século XIX, a academia de ciências da França ofereceu um prêmio ao pesquisador que apresentasse um experimento que colocasse fim em toda esta querela. O vencedor de tal prêmio foi o pesquisador Louis Pasteur que apresentou um experimento definitivo que encerrou o debate. Pasteur em primeiro lugar levou vários frascos com infusão de caldo de carne que tinha sido vedados e aquecidos por algumas horas para os Alpes, lá ele desarrolhou os frascos os deixando abertos por um dado tempo. Ele fez experimento com vinte frascos e em apenas um houve surgimento de microorganismos. Pasteur justificou o ocorrido pelo pequeno número de “sementes” dos micróbios na região montanhosa dos Alpes e afirmou que o ar puro não continham nenhuma “força vital”. Como contraprova ele repetiu o experimento na cidade e viu o surgimento de microorganismos nos frascos em poucas horas. Não satisfeita a Academia Francesa de Ciência pediu mais provas. Assim Pasteur elaborou o clássico experimento dos vidros em pescoço de Cisne que foi o ponto final no debate. Neste experimeto, Pasteur amoleceu os gargalos dos frascos no fogo, esticando-os e curvando-os em forma de pescoço de cisne; em seguida ferveu os caldos até que saísse vapor pela extremidade dos gargalos. À medida que esfriava, o ar penetrava pelo gargalo, mas as partículas do ar ficavam retidas nas paredes do gargalo em forma de pescoço; Nenhum frasco se contaminou

TEORIA DE OPARIN Oparin imaginou que a alta temperatura do planeta, a atuação dos raios ultravioleta e a ocorrência de descargas elétricas na atmosfera pudessem ter provocado reações químicas entre os elementos que constituíam a atmosfera primitiva (gás metano, gás hidrogênio e amônia), essas reações dariam origem aos aminoácidos. Começavam então a cair as primeiras chuvas sobre o solo, e estas arrastavam moléculas de aminoácidos que ficavam sobre o solo. Com a alta temperatura do ambiente, a água logo evaporava e retornava à atmosfera onde novamente era precipitada e novamente evaporava e assim por diante. Oparin concluiu que aminoácidos que eram depositados pelas chuvas não retornavam à atmosfera com o vapor de água e assim permaneciam sobre as rochas quentes. Presumiu também que as moléculas de aminoácidos, sob o estímulo do calor, pudessem combinar-se por ligações peptídicas. Assim surgiriam moléculas maiores de substâncias albuminóides. Seriam então as primeiras proteínas a existir. Para os mares primitivos foram arrastadas, com as chuvas, as proteínas e aminoácidos que permaneciam sobre as rochas. Durante um tempo incalculável, as proteínas acumularam-se nos mares de águas mornas do planeta. As moléculas se combinavam e partiam-se e novamente voltavam a combinar-se em nova disposição. E dessa maneira, as proteínas multiplicavam-se quantitativa e qualitativamente. Dissolvidas em água, as proteínas formaram colóides. A interpenetração dos colóides levou ao aparecimento dos coacervados. Os dados de Oparin foram publicados ao mesmo tempo em que os dados de J.B.S. Haldane, por isso alguns denominam de teoria Oparin/Haldane, depois destes outros pesquisadores tentaram demonstrar de outras formas a origem das primeiras moléculas da vida. Estes estudos são importantes, mas não respondem duas questões principais: Quando começou a vida na terra? Para responder esta pergunta temos que nos arremeter ao período entre 4 bilhões e 3,5 bilhões de anos atrás e estudar os estromatólitos. Um estromatólito é uma rocha formada por tapete de limo produzido por micróbios no fundo de mares rasos, que se acumula até formar uma espécie de recife. Os estromatólitos, por serem os primeiros organismos a realizar a fotossíntese, são responsáveis pelo ar respirável que surgiu no planeta a cerca de 3,5 bilhões de anos. Há mais de 20 anos é conhecida a presença de estromatólitos no chamado sílex de Strelley Pool, uma formação rochosa que fica na Austrália e que data do início do Período Arqueano, ou seja, cerca de 3,5 bilhões de anos atrás. Não somente de sílex podem se formar os estromatólitos compõem-se também estes de carbonatos (calcita e dolomita). É formado a partir de uma sucessão de estágios, partindo de esteira microbiana, estromatólito estratiforme para finalmente consolidar uma rocha. Os principais microorganismos formadores das esteiras estromatolíticas são as cianobactérias. Como começou a vida na terra? O Experimento de Miller-Urey No meio da década de 50 do século XX, Stanley L. Miller trabalhando no laboratório do professor Urey fez um experimento que viria a corroborar as idéias de Oparin, Haldane e outros, demostrando não mais por correlação de dados, e sim por dados empíricos que a atmosfera primitiva era propícia a formação de uma sopa orgânica contendo água e moléculas como aminoácidos, adenina, guanina, cianoacetileno (percursor da citosina e da uracila), além de vários açucares. A experiência de Miller consistiu basicamente em simular as condições da Terra primitiva. Para isto criou um sistema fechado, onde inseriu os principais gases atmosféricos, tais como gás carbônico, oxigênio, metano, além de água. Através de descargas elétricas, e ciclos de aquecimento e condensação de água, obteve após algum tempo, diversas moléculas orgânicas (aminoácidos). Deste modo, conseguiu demonstrar experimentalmente, que nas condições primitivas da Terra, seria possível aparecerem moléculas orgânicas através de reações químicas na atmosfera. Estas moléculas orgânicas são indispensáveis para o surgimento da vida. Quem veio primeiro RNA ou DNA? O experimento de Miller deu mais clarividência a como a atmosfera primitiva gerou as primeiras moléculas que hoje sabemos estar envolvidas com a hereditariedade: DNA, RNA e proteínas. Sabemos

hoje como estas moléculas se relacionam na maioria dos organismos onde o DNA se replica originando mais DNA ou é transcrito originando RNA que depois será traduzido originando proteínas. No entanto a pergunta que fica é: Quem eram os as primeiras moléculas capazes de se reproduzir? Como eles se replicavam? A descoberta dos retrovírus na década de 70 trouxe luz a esta discussão, pois a maioria dos pesquisadores não sabia explicar quando surgira o RNA, o interlocutor entre DNA e proteína. Hoje acredita-se que as primeiras moléculas replicadoras são semelhantes aos RNAs dos retrovírus e que foram capazes de originar moléculas de DNA, além de se replicar. Assim a proposta é que a vida se origina tendo o RNA como molécula principal no mundo de pre-RNAs e RNAs e só depois que as moléculas de DNA e proteínas assumem o protagonismo. I

Os Mecanismos da Evolução

Evolução: uma questão de adaptação
Os seres vivos da Terra atual estão adaptados ao meio em que vivem. Esta frase corriqueira revela que entre os seres vivos e o ambiente há um ajuste, uma harmonia fundamental para a sua sobrevivência. O flamingo rosa se alimenta de cabeça para baixo, adaptando-se à procura de alimento no lodo em que vive; os cactos suportam o meio desértico seco graças às adaptações nele existentes; os beija-flores, com seus longos bicos, estão adaptados à coleta do néctar contido nas flores tubulosas que visitam. Esses e numerosos outros exemplos são reveladores da perfeita sintonia que existe entre os seres e os seus ambientes de vida.

Adaptação: fixismo versus transformismo
Desde o tempo dos filósofos gregos, passando pelos pensadores do século passado, a adaptação dos seres vivos aos seus ambientes de vida é um fato incontestável. A origem da adaptação, porém, é que sempre foi discutida. Desde a Antigüidade se acreditava que essa harmonia seria o resultado de uma criação especial, a obra de um criador que teria planejado todas as espécies, adequando-as aos diferentes ambientes. Com o advento do cristianismo, ficou mais fácil admitir que as espécies, criadas por Deus, seriam fixas e imutáveis. Os defensores dessa idéia, chamados de fixistas ou criacionistas, propunham que a extinção de muitas espécies seria devida a eventos especiais como, por exemplo, muitas catástrofes que exterminaram grupos inteiros de seres vivos. Lentamente, no entanto, a partir do século XIX, uma série de pensadores passou a admitir a idéia da substituição gradual de espécies por outras através de adaptações a ambientes em contínuo processo de mudança. Essa corrente de pensamento, transformista, que vagarosamente foi ganhando adeptos, explicava a adaptação como um processo dinâmico, ao contrário do que propunham os fixistas. Para o transformismo, a adaptação é conseguida através de mudanças. À medida que muda o meio, muda a espécie. Os adaptados ao ambiente em mudança sobrevivem. Essa idéia deu origem ao evolucionismo. Evolução biológica é a adaptação das espécies a meios continuamente em mudança. Essa mudança das espécies nem sempre implica aperfeiçoamento ou melhora. Muitas vezes leva a uma simplificação. É o caso das tênias, vermes achatados parasitas: embora nelas não exista tubo digestivo, estão perfeitamente adaptadas ao parasitismo no tubo digestivo do homem e de muitos outros vertebrados.

Adaptação: a espécie em mudança
Dentre os exemplos que ilustram a adaptação das espécies às mudanças do meio, três se destacam por seu caráter clássico: a resistência de insetos ao DDT; a resistência de bactérias aos antibióticos e a coloração protetora das mariposas.

As evidências da evolução
Durante a fase polêmica da discussão evolucionista, muitos argumentos foram utilizados. Uma das evidências mais importantes da ocorrência de Evolução biológica é dada pelos fósseis, que podem ser conceituados como “restos ou vestígios de seres vivos de épocas remotas”. Por meio deles, verifica-se que havia organismos completamente diferentes dos atuais, argumento poderoso para os defensores do transformismo. Outras evidências evolutivas podem ser citadas: a semelhança embriológica e anatômica existente entre os componentes de alguns grupos animais, notadamente os vertebrados; a existência de estruturas vestigiais, como, por exemplo, o apêndice vermiforme humano, desprovido de função quando comparado aos apêndices funcionais de outros vertebrados. Modernamente, dá-se muito valor à semelhança bioquímica existente entre diferentes animais. É o caso de certas proteínas componentes do sangue do homem e dos macacos.

Os evolucionistas em ação: Lamarck e Darwin
A partir do século XIX surgiram algumas tentativas de explicação para a Evolução biológica. Jean Baptiste Lamarck, francês, e Charles Darwin, inglês, foram os que mais coerentemente elaboraram teorias sobre o mecanismo evolutivo. Foi Darwin, no entanto, o autor do monumental trabalho científico que revolucionou a Biologia e que até hoje persiste como a Teoria da Seleção Natural das espécies.

Darwin e a seleção natural
A partir da idéia de adaptação de populações a seus ambientes, fica fácil entender as propostas de Charles Darwin (1809-1882), inglês, autor da teoria da Seleção Natural. Imaginando-se dois ratos, um cinzento e outro albino, é provável que em muitos tipos de ambientes o cinzento leve vantagem sobre o albino. Se isto realmente acontecer, é sinal de que o ambiente em questão favorece a sobrevivência de indivíduos cinzentos ao permitir que, por exemplo, eles fiquem camuflados entre as folhagens de uma mata. Os albinos, sendo mais visíveis, são mais atacados por predadores. Com o tempo, a população de ratos cinzentos, menos visada pelos atacantes, começa a aumentar o que denota seu sucesso. É como se o ambiente tivesse escolhido, dentre os ratos, aqueles que dispunham de mais recursos para enfrentar os problemas oferecidos pelo meio. A esse processo de escolha, Darwin chamou Seleção Natural. Note que a escolha pressupõe a existência de uma variabilidade entre organismos da mesma espécie. Darwin reconhecia a existência dessa variabilidade. Sabia também que na natureza, a quantidade de indivíduos de certa espécie que nascem é maior que aquela que o ambiente pode suportar. Além disso, era conhecido o fato de que o número de indivíduos da população fica sempre em torno de certa quantidade ótima, estável, devido, principalmente, a altas taxas de mortalidade. É óbvio que a mortalidade seria maior entre indivíduos menos adaptados a seu meio, pelo processo de escolha ou “seleção natural”. Perceba, então, que a idéia de Darwin parte do princípio importante de que existe variabilidade entre os indivíduos de uma mesma espécie e que essa variabilidade pode permitir que indivíduos se adaptem ao ambiente. Assim, para Darwin, a adaptação é resultado de um processo de escolha dos que já possuem a adaptação. Essa escolha, efetuada pelo meio, é a Seleção Natural e pressupõe a existência prévia de uma diversidade específica. Então, muda o meio. Havendo o que escolher (variabilidade), a seleção natural entra em ação e promove a adaptação da espécie ao meio. Quem não se adapta, desaparece. O Darwinismo, a conhecida teoria da “Evolução Biológica por adaptação das espécies aos meios em mudança através da Seleção Natural”, pode ser assim esquematizado: Variabilidade || Seleção natural --=> || <=-- Seleção natural || Adaptação É claro que, em ambientes diferentes, variações distintas serão valorizadas. Isso explica por que duas populações da mesma espécie podem se adaptar de maneiras bastante diversificadas em ambientes diferentes.

O que Darwin não sabia: neodarwinismo
O trabalho de Darwin despertou muita atenção mas também suscitou críticas. A principal era relativa à origem da variabilidade existente entre os organismos de uma espécie. Darwin não teve recursos para entender por que os seres vivos apresentam diferenças individuais. Não chegou sequer a ter conhecimento dos trabalhos que um monge chamado Mendel realizava, cruzando plantas de ervilha. O problema só foi resolvido a partir do início do século XX, com o advento da idéia de gene. E só então ficou fácil entender que mutações e recombinação gênica são as duas importantes fontes de variabilidade entre as espécies. Assim, o darwinismo foi complementado, surgindo o que os evolucionistas modernos conhecem como Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução e que se apóia nas idéias básicas de Darwin. Veja o esquema abaixo: Mutações genéticas --=> Variabilidade <=-- Recombinação gênica || Seleção natural --=> || <=-- Seleção natural || Adaptação

Fica fácil entender, agora, o mecanismo da resistência bacteriana aos antibióticos usados para o seu combate. Partindo do princípio da existência prévia de variabilidade, uma população bacteriana deve ser formada por dois tipos de indivíduos: os sensíveis e os resistentes. O uso inadequado de um antibiótico deve eliminar as bactérias sensíveis, favorecendo as resistentes, que são selecionadas. As bactérias resistentes proliferam e promovem a adaptação da espécie ao ambiente modificado. Qualquer outro problema de adaptação das espécies a ambientes em modificação pode ser explicado utilizando-se o raciocínio neodarwinista.

Leitura: evolução, trabalho de engenhoqueiro
“A evolução não tira do nada as suas novidades. Trabalha sobre o que já existe, quer transformando um sistema antigo para lhe dar uma nova função, quer combinando diversos sistemas para com eles arquitetar um outro mais ou menos complexo. O processo de seleção natural não se parece com nenhum aspecto do comportamento humano. Mas, se quisermos lançar mão de uma comparação, deverá afirmar-se que a seleção natural atua, não à maneira de um engenheiro mas como um engenhoqueiro. Um engenhoqueiro que ainda não sabe o que vai fazer, mas que recupera tudo o que lhe vem às mãos, pedaços de cordel, bocados de madeira, papelões velhos, tudo o que eventualmente lhe possa fornecer materiais; um engenhoqueiro que, em suma, aproveita aquilo que encontra à sua volta para tirar daí algum objeto utilizável. Como acentuou Claude Lévi-Strauss, os utensílios do engenhoqueiro, ao contrário dos do engenheiro, não pode ser definidos por nenhum programa. Os materiais de que dispõe não têm uma finalidade precisa. Cada um deles pode servir para mais de um fim. Nada têm em comum além do fato de uma pessoa deles poder dizer: ...“isto pode ser sempre útil”. Para quê? Depende das circunstâncias. O processo da evolução parece-se em muitíssimos aspectos com essa maneira de agir. A evolução procede como um engenhoqueiro que, durante milhões e milhões de anos, arranjasse lentamente a sua obra, retocando-a sem cessar, cortando aqui, alongando acolá, agarrando todas as oportunidades para ajustar, transformar, criar”.

Lamarck e sua idéia cativante
Um dos primeiros adeptos do transformismo foi o biólogo francês Lamarck, que, como você verá, elaborou uma teoria da Evolução, embora totalmente desprovida de fundamento científico. No mesmo ano em que nascia Darwin, Jean Baptiste Lamarck (1744-1829) propunha uma idéia elaborada e lógica. Segundo ele, uma grande mudança no ambiente provocaria numa espécie a necessidade de se modificar, o que a levaria a mudanças de hábitos. Se o vento e as águas podem esculpir uma rocha, modificando consideravelmente sua forma, será que os seres vivos não poderiam ser também moldados pelo ambiente? Teria o ambiente o poder de provocar modificações adaptativas nos seres vivos? Lamarck acreditava que sim. Considerava, por exemplo, que mudanças das circunstâncias do ambiente de um animal provocariam modificações suas necessidades, fazendo que ele passasse a adotar novos hábitos de vida para satisfazê-las. Com isso o animal passaria a utilizar mais freqüentemente certas partes do corpo, que cresceriam e se desenvolveriam, enquanto outras partes não seriam solicitadas, ficando mais reduzidas, até se atrofiarem. Assim, o ambiente seria o responsável direto pelas modificações nos seres vivos, que transmitiriam essas mudanças aos seus descendentes, produzindo um aperfeiçoamento da espécie ao longo das gerações. Com base nessa premissa, postulou duas leis. A primeira, chamada Lei do Uso e Desuso, afirmava que, se para viver em determinado ambiente fosse necessário certo órgão, os seres vivos dessa espécie tenderiam a valorizá-lo cada vez mais, utilizando-o com maior freqüência, o que o levaria a hipertrofiar. Ao contrário, o não uso de determinado órgão levaria à sua atrofia e desaparecimento completo ao longo de algum tempo. A segunda lei, Lamarck chamou de Lei da Herança dos Caracteres Adquiridos. Através dela postulou que qualquer aquisição benéfica durante a vida dos seres vivos seria transmitida aos descendentes, que passariam a tê-la, transmitindo-a, por sua vez, às gerações seguintes, até que ocorresse sua estabilização. A partir dessas suas leis, Lamarck formulou sua teoria da evolução, apoiado apenas em alguns exemplos que observara na natureza. Por exemplo, as membranas existentes entre os dedos dos pés das aves nadadoras, ele as explicava como decorrentes da necessidade que elas tinham de nadar. Cornos e chifres teriam surgindo como conseqüência das cabeçadas que os animais davam em suas brigas. A forma do corpo de uma planta de deserto seria explicada pela necessidade de economizar água.

Por que não podemos aceitar as teses de Lamarck?
Na verdade não podemos simplesmente achar erradas as idéias de Lamarck sem dizer exatamente o porquê do erro. É preciso saber criticá-las com argumentos que evidenciam o erro nelas contido. Assim, pode-se dizer que a lei do uso e desuso só será válida se a alteração que ela propõe estiver relacionada a alterações em órgãos de natureza muscular e, ainda, alterações que não envolvam mudanças no material genético do indivíduo. A cauda de um macaco sul-americano não cresceu porque o animal manifestou o desejo de se prender aos galhos de uma árvore. Tal mudança deveria envolver antes uma alteração nos genes encarregados da confecção da cauda. Com relação à lei da transmissão das características adquiridas, é preciso deixar bem claro que eventos que ocorrem durante a vida de um organismo, alterando alguma sua característica, não podem ser transmissíveis à geração seguinte. O que uma geração transmite à outra são genes. E os genes transmissíveis já existem em um indivíduo desde o momento em que ele foi um zigoto. E, fatos que ocorram durante sua vida não influenciarão exatamente aqueles genes que ele deseja que sejam alterados.

II A Especiação
A especiação: o surgimento de novas espécies
Especiação é o nome dado ao processo de surgimento de novas espécies a partir de uma espécie ancestral. De modo geral, para que isso ocorra é imprescindível que grupos da espécie original se separem e deixem de se cruzar. Essa separação constitui o isolamento geográfico e pode ocorrer por migração de grupos de organismos para locais diferentes e distantes, ou pelo surgimento súbito de barreiras naturais intransponíveis, como rios, vales, montanhas, etc., que impeçam o encontro dos componentes da espécie original. O isolamento geográfico, então, é a separação física de organismos da mesma espécie por barreiras geográficas intransponíveis e que impedem o seu encontro e cruzamento. A mudança de ambiente favorece a ação da seleção natural, o que pode levar a uma mudança inicial de composição dos grupos. A ocorrência de mutações casuais do material genético ao longo do tempo leva a um aumento da variabilidade e permite a continuidade da atuação da seleção natural. Se após certo tempo de isolamento geográfico os descendentes dos grupos originais voltarem a se encontrar, pode não haver mais a possibilidade de reprodução entre eles. Nesse caso, eles constituem novas espécies. Isso pode ser evidenciado através da observação de diferenças no comportamento reprodutor, da incompatibilidade na estrutura e tamanho dos órgãos reprodutores, da inexistência de descendentes ou, ainda, da esterilidade dos descendentes, no caso de eles existirem. Acontecendo alguma dessas possibilidades, as novas espécies assim formadas estarão em isolamento reprodutivo, confirmando, desse modo, o sucesso do processo de especiação. Nem sempre, porém, acaba havendo isolamento reprodutivo entre grupos que se separam, isto é, nem sempre ocorre a formação de novas espécies. O que aconteceria se as barreiras geográficas fossem desfeitas precocemente? Ou, o que pode acontecer se o isolamento geográfico for interrompido? Nesse caso, é possível que os componentes dos dois grupos tenham acumulado diferenças que os distinguem entre si mas que não impedem a reprodução. Isto é, os dois grupos ainda pertencem à mesma espécie. Como denominar, então, essas variedades que não chegaram a transformar-se em novas espécies? Podemos chamá-las de RAÇAS. Uma mesma espécie poderá ser formada por diversas raças, intercruzantes entre si, mas que apresentam características morfológicas distintas. Pense nas diferentes raças de cães existentes atualmente e essa idéia ficará bem clara. Um caso interessante que ilustra o que foi dito é o da rã norte-americana Rana pipiens. A distribuição geográfica dessa espécie de animal ocorre do norte ao sul da América do Norte. As diferentes populações apresentam características morfológicas distintas. Só que dificilmente uma rã do Norte se acasala com uma do Sul. Se isso for feito artificialmente, notar-se-á uma grande quantidade de descendentes defeituosos. No entanto, se os cruzamentos ocorrem entre populações vizinhas, a porcentagem de indivíduos normais será de 100%. Esse fato mostra que em Rana pipiens ocorre o chamado fluxo gênico entre populações vizinhas, desde o Norte até o Sul, de modo que todas essas populações pertencem à mesma espécie. É provável que, se as populações intermediárias forem eliminadas, as que se encontram em extremos opostos venham a constituir duas novas espécies, incapazes de trocar genes.

Os tipos de isolamento reprodutivo
O isolamento reprodutivo corresponde a um mecanismo que bloqueia a troca de genes entre as populações das diferentes espécies existentes na natureza. Não se esqueça de que o conceito espécie se baseia justamente na possibilidade de trocas de genes entre os organismos, levando a uma descendência fértil. No caso de haver isolamento reprodutivo, ele se manifesta de dois modos: através do impedimento da formação do híbrido, e nesse caso diz-se que estão atuando os mecanismos de isolamento reprodutivo pré-zigóticos, ou seja, que antecedem o zigoto, e através de alguma alteração que acontece após a formação do zigoto, e nesse caso fala-se na atuação de mecanismos de isolamento reprodutivos pós-zigóticos.

Simpatria e alopatria
Quando duas populações vivem na mesma área geográfica elas são chamadas de simpátricas (Sin = união, pátricas = de pátria, local de vida). Necessariamente as duas populações deverão pertencer a espécies diferentes. É o caso das Zebras e Girafas encontradas em determinado local da Savana africana. Por outro lado, populações da mesma espécie, ou não, que habitem ambientes diferentes são considerados alopátricas (Aloios, do grego, significa diferente). Duas populações de lambaris que habitam represas diferentes são alopátricas. Girafas e pingüins são grupos alopátricos de organismos pertencentes a espécies diferentes.

Irradiação adaptativa
Há muitos indícios de que a evolução dos grandes grupos de seres vivos foi possível a partir de um grupo ancestral cujos componentes, através do processo de especiação, possibilitaram o surgimento de espécies relacionadas. Assim, a partir de uma espécie inicial, pequenos grupos iniciaram a conquista de novos ambientes, sofrendo uma adaptação que lhes possibilitou a sobrevivência nesses meios. Desse modo teriam surgido novas espécies que em muitas características apresentavam semelhanças com espécies relacionadas e com a ancestral. Esse fenômeno evolutivo é conhecido como Irradiação Adaptativa, e um dos melhores exemplos corresponde aos pássaros fringilídeos de Galápagos estudados por Darwin. Originários do continente sul-americano, irradiaram-se para diversas ilhas do arquipélago, cada grupo adaptando-se às condições peculiares de cada ilha e, conseqüentemente, originando as diferentes espécies hoje lá existentes. Para que a irradiação possa ocorrer, é necessário em primeiro lugar que os organismos já possuam em seu equipamento genético as condições necessárias para a ocupação do novo meio. Este, por sua vez, constitui-se num segundo fator importante, já que a seleção natural adaptará a composição do grupo ao meio de vida.

Convergência adaptativa
A observação de um tubarão e um golfinho evidencia muitas semelhanças morfológicas, embora os dois animais pertençam a grupos distintos. O tubarão é peixe cartilaginoso, respira por brânquias, e suas nadadeiras são membranas carnosas. O golfinho é mamífero, respira ar por pulmões, e suas nadadeiras escondem ossos semelhantes aos dos nossos membros superiores. Portanto, a semelhança morfológica existente entre os dois não revela parentesco evolutivo. De que maneira, então, adquiriram essa grande semelhança externa? Foi a atuação da um mesmo meio, o aquático, que selecionou nas duas espécies a forma corporal ideal ajustada à água. Esse fenômeno é conhecido como convergência adaptativa ou evolução convergente. Outro exemplo de evolução convergente é o da semelhança morfológica existente entre os caules de um cacto do sul dos Estados Unidos e uma outra planta da família das Euforbiáceas, habitante da África. Os dois vegetais habitam regiões áridas semelhantes e são muito parecidos. Pertencem, porém, a grupos diferentes, o que pode ser mostrado através da estrutura das flores, que não é a mesma.

Homologia e analogia
Agora que sabemos o que é irradiação adaptativa e convergência adaptativa, fica fácil entender o significado dos termos homologia e analogia. Ambos utilizados para comparar órgãos ou estruturas existentes nos seres vivos. A homologia designa a semelhança de origem entre dois órgãos pertencentes a dois seres vivos de espécies diferentes, enquanto a analogia se refere à semelhança de

função executada por órgãos pertencentes a seres vivos de espécies diferentes. Dois órgãos homólogos poderão ser análogos caso executem a mesma função. A cauda de um macaco sul-americano e a cauda de um cachorro são estruturas homólogas (os dois animais são mamíferos) e não desempenham a mesma função. Já as asas de um beija-flor (ave) e as de um morcego (mamífero) são homólogas por terem a mesma origem e análogas por desempenharem a mesma função. Por outro lado, as asas de uma borboleta (um inseto, artrópode) são análogas às asas de um pardal (uma ave) por desempenharem a mesma função, porém não são homólogas, já que a origem destas estruturas é muito diferente. Note que os casos de homologia revelam a atuação do processo de irradiação adaptativa e denotam um parentesco entre os animais comparados. Já os casos de analogia pura, não acompanhados de homologia, revelam a ocorrência de convergência adaptativa e não envolvem parentesco entre os animais exemplificados. Assim, as nadadeiras anteriores de um tubarão são análogas às de uma baleia e ambas são conseqüência de uma evolução convergente.

EXERCÍCIO RESOLVIDO
(FCC) O esquema abaixo representa 4 populações. Os círculos que se tangenciam correspondem a populações que se intercruzam na natureza. O número de espécies consideradas e o número de espécies que passaria a existir se 1 desaparecesse são, respectivamente: a) 1 e 2 b) 1 e 3 c) 3 e 2 d) 3 e 3 e) 4 e 3 RESOLUÇÃO: Através da análise do esquema, pode-se notar que I e II se entrecruzam então pertencem à mesma espécie. O mesmo se pode dizer com relação às populações II e III. Embora III não se entrecruze com I, pode-se dizer que III é da mesma espécie que I, já que III se entrecruza com II, que, por sua vez, entrecruza-se com I, pois ambas são intercruzantes. Com isso temos que, assim como foi feito no esquema, há apenas uma espécie. Nota-se que há um fluxo gênico entre as populações consideradas, mesmo que não haja contato entre todas elas. No caso de I desaparecer, o esquema ficaria como o representado na imagem à direita. Portanto, só passaria a haver cruzamento entre as populações II e III, que constituiriam uma espécie, ficando a população IV isolada das demais e constituindo outra espécie. Portanto a resposta é A.

SIMULADO
Instruções
1. Não destaque a folha das questões. 2. Destacar a folha de gabarito e entregar ao orientador. 3. Resolver questões em no mínimo trinta minutos e no máximo uma hora e meia.

01. (UFMS) A evolução das sociedades humanas é influenciada por fatores diversos. As afirmações abaixo apresentam diferentes situações dessa evolução. I. O isolamento inicial da espécie humana levou ao surgimento das etnias até hoje existentes. II. Um defeito de visão numa tribo de caçadores pode ser um desastre, embora numa sociedade moderna seja facilmente solucionado pelo uso de óculos. III. Após a fecundação, o zigoto será inédito. Como metade dos seus cromossomos vem do pai e

metade, da mãe, ele é o resultado de uma combinação diferente da de seus pais. IV. O DNA do homem difere do DNA do gorila em 2,3% e do DNA do chimpanzé em 1,6%, o que vale dizer que o chimpanzé é parente mais próximo do homem. V. A capacidade da espécie humana de realizar grandes deslocamentos favoreceu a miscigenação das raças. Pode-se afirmar que os fatores determinantes destas evidências são, respectivamente, de natureza. a) sociocultural, bioquímica, biológica, sociocultural e geográfica. b) geográfico, bioquímico, sociocultural, sociocultural e biológico. c) sociocultural, biológica, sociocultural, bioquímica e geográfica. d) biológico, sociocultural, bioquímico, geográfico e sociocultural. e) geográfica, sociocultural, biológica, bioquímica e sociocultural. 02. Apêndice, o defensor sem função

Para que, exatamente, serve o apêndice? A resposta não está clara até hoje, nem mesmo para os médicos e cientistas. Embora a sua função de produzir células de defesa do organismo contra agressões de bactérias e vírus tenha ficado comprovada, ele não é, certamente, indispensável, pois diversos outros órgãos produzem estas mesmas células. Há quem diga que, hoje, ele só serve para inflamar e provocar a necessidade de uma cirurgia de emergência. (Globo Ciência. n. 89.) Na espécie humana, o apêndice vermiforme é bastante reduzido, considerado órgão vestigial, enquanto que em alguns mamíferos herbívoros, como o coelho, aparece bem desenvolvido, abrigando microrganismos mutualísticos que promovem a digestão da celulose. Sob o aspecto evolutivo, os órgãos vestigiais revelam: a) a possibilidade de se conhecer organismos que viveram na Terra em tempos remotos. b) a existência de um parentesco evolutivo entre as espécies consideradas. c) o princípio da imutabilidade das espécies. d) o desenvolvimento de grande variação genética dentro de uma mesma espécie. e) a origem embrionária diferente nos organismos, porém com a mesma função. 03. (U.E. Londrina-PR) Na natureza, indivíduos de espécies diferentes raramente se acasalam. Algumas vezes isso acontece, resultando em embriões que não se desenvolvem ou em descendentes estéreis ou de fertilidade reduzida. Esse esforço reprodutivo, que nem sempre compensa, é resultado de: a) Recombinação gênica. b) Mutação gênica. c) Mecanismos que favorecem o acasalamento entre espécies diferentes. d) Mecanismos que conduzem ao isolamento reprodutivo. e) Ligação e permuta genética. 04. (F.M. Itajubá-MG) “A reconstituição de um crânio de 11.500 anos, o mais antigo da América, revoluciona as teorias sobre a ocupação do continente”. (Veja, agosto de 1999). O espécimen foi chamado de Luzia, a primeira brasileira. Considere as seguintes proposições (I, II e III) para resolver a questão. I. Os fósseis são a única prova verdadeira da evolução. II. Os fósseis são importantes por demonstrarem a ocorrência do processo de evolução biológica. III. A modificação dos seres vivos por mutações gênicas ocorre de forma casual, espontânea e aleatória, favorecendo os seres que melhor se adaptam ao meio ambiente. a) I, II e III são proposições corretas. b) Apenas a proposição I é correta. c) Apenas a proposição II é correta. d) Apenas a proposição III é correta. e) Apenas as proposições II e III são corretas. 05. (PUC-RJ) Leia as afirmativas abaixo, com relação à evolução dos seres vivos.

I. O mecanismo da evolução caracteriza-se basicamente por uma mudança na frequência de certos genes na população, causada por mutação, seleção natural, isolamento geográfico e reprodutivo ou deriva genética. II. Quando através do isolamento geográfico, uma população se torna diferente da população original e atinge um isolamento reprodutivo, dizemos que surgiu uma nova espécie. III. A mutação é uma alteração na seqüência de bases do DNA, podendo ser espontânea ou provocada por agentes ambientais. Somente as mutações que ocorrem nas células reprodutoras têm importância evolutiva. IV. Segundo Darwin, através da seleção natural, as espécies serão representadas por indivíduos cada vez mais adaptados ao ambiente em que vivem. Dessas afirmativas, admitem-se como verdadeiras as indicadas na opção: a) Afirmativas I, II, III e IV. b) Apenas I e II. c) Apenas II e III. d) Apenas I, II e III. e) Apenas I, III e IV.

06. (UFMA) Considerando-se “estruturas análogas as que possuem a mesma função, porém origens embrionárias diferentes, e estruturas homólogas as que possuem a mesma origem embrionária podendo ou não apresentar as mesmas funções”, devemos afirmar que: a) as asas do morcego são análogas às dos insetos. b) as asas das aves são análogas às dos insetos. c) os membros superiores dos homens, as nadadeiras das baleias e as asas dos morcegos são órgão homólogos. d) as asas dos morcegos são homólogas às das aves. e) todas as alternativas estão corretas. 07. (UFCE) “Nenhum dos fatos definidos da seleção orgânica, nenhum órgão especial, nenhuma forma característica ou distintiva, nenhuma peculiaridade do instinto ou do hábito, nenhuma relação entre espécies — nada disso pode existir, a menos que seja, ou tenha sido alguma vez, útil aos indivíduos ou às raças que os possuem”. (WALLACE, Alfred Russel, 1867) O texto acima é uma defesa intransigente do princípio: a) darwinista da seleção natural. b) lamarckista da herança dos caracteres adquiridos. c) mendeliano da segregação dos caracteres. d) darwinista da seleção sexual. e) lamarckista do uso e do desuso. 08. (U.F. Juiz de Fora - MG) Sobre a ORIGEM e a evolução dos primeiros seres vivos é CORRETO afirmar que: a) a atmosfera da Terra primitiva era composta principalmente de metano, oxigênio e vapor d’água. b) os primeiros organismos eram autotróficos. c) os primeiros organismos a conquistar o ambiente terrestre foram os répteis. d) os primeiros invertebrados viviam exclusivamente no mar. 09. (UEMS) No estudo da evolução dos seres vivos, destacaram-se eminentes naturalistas tais como Lamarck, Darwin, Weissman e outros. Assinale, nas alternativas abaixo, o conceito que exprime a idéia básica da teoria evolucionista de Lamarck: a) Por impulsos internos, a evolução biológica avança em uma determinada direção. b) A formação de um novo órgão é resultante de uma nova exigência funcional e tudo o que for adquirido por influência do ambiente é transmitido às gerações futuras. c) As condições ambientais, a seleção natural e todos os fatores de ordem externa e interna se limitam a oferecer aos seres vivos as oportunidades para evoluírem. d) A mutação é a principal causa da evolução. e) A seleção natural não exerce influência sobre a evolução das espécies. 10. (UEMS) De acordo com o conceito atual da evolução: a teoria sintética ou neodarwinismo, seria correto afirmar:

a) A evolução se dá através da ocorrência de macromutações, responsáveis pela origem de novos indivíduos radicalmente diferentes de seus ancestrais. b) Os indivíduos que vencem a “luta pela sobrevivência” são os que determinam o rumo da evolução, não importando se produzem descendentes. c) Tanto a mutação quanto a seleção natural atuam no processo evolutivo. d) Apenas a seleção natural atua no processo evolutivo. e) Tanto a mutação quanto a seleção natural não atuam no processo evolutivo. 11. (U.F.F-RJ) Devido ao grande número de acidentes provocados pelos cães da raça Pitbull, várias solicitações vêm sendo feitas pela população do Rio de Janeiro e de outras cidades do Brasil, visando à proibição da circulação desses cães pelas ruas. Para alguns adestradores, o comportamento agressivo desses animais é ensinado por seus donos — os “Pitboys”. Para outros, a agressividade é conseqüência de um aprimoramento genético obtido pela utilização dos cães vencedores em brigas, nos processos de reprodução em canis: à medida que esses cães foram estimulados a brigar, nas famosas rinhas, ocorreram alterações genéticas que favoreceram a agressividade e foram transmitidas pelos cães vencedores aos filhotes. A segunda opinião é melhor explicada pela: a) teoria Sintética d) teoria de Darwin b) teoria de Lamarck e) teoria de Malthus c) mistura das teorias de Darwin e Lamarck 12. (UNB) Entre os princípios básicos abaixo, o único que não faz parte da teoria da evolução de Darwin é: a) O número de indivíduos de uma espécie mantêm-se mais ou menos constante no decorrer das gerações. b) A seleção dos indivíduos de uma espécie se faz ao acaso. c) Os indivíduos de uma espécie apresentam variações em suas características. d) No decorrer das gerações, aumenta a adaptação dos indivíduos ao meio ambiente. e) O meio ambiente é o responsável pelo processo de seleção. 13. (UFRS) O gráfico abaixo descreve um fenômeno que deu a Darwin a idéia do mecanismo da seleção natural como determinante da evolução. No gráfico, as linhas A e B descrevem, respectivamente, os aumentos: a) de uma população e de seus recursos alimentares. b) de duas espécies em competição. c) das espécies predadoras e das espécies parasitas. d) das espécies hospedeiras e das espécies parasitas. e) da poluição ambiental e de uma população causadora desta poluição.

14. (UFRS) Sabe-se que, atualmente, mais de vinte espécies de insetos desenvolveram resistência aos inseticidas; metade destas espécies é constituída de parasitas de culturas agrícolas e a outra metade por vetores de doenças. Em vertebrados, a resistência surge mais lentamente que nos insetos. O aparecimento de populações resistentes aos inseticidas pode ser explicado: a) pela herança dos caracteres adquiridos b) pelo aparecimento de mutações induzidas c) pelo isolamento reprodutivo entre as populações. d) pela lei do uso e desuso. e) pela seleção natural.

15. Considere a seguinte frase a ser completada: “Sem ( I ) não há variabilidade; sem variabilidade não há ( II ) e, conseqüentemente, não há ( III )”. Os termos que substituindo os números tornam essa frase logicamente correta são: A) (I) = evoluçã, (II) = seleção, (III) = mutação b) (I) = evolução, (II) = mutação, (III) = seleção c) (I) = mutação, (II) = evolução, (III) = seleção

d) (I) = mutação, (II) = se3eção, (III) = evolução e) (I) = seleção, (II) = mutação, (III) = evolução 16. (COVESP) As mutações genéticas desempenham grande papel na evolução. Assinale a alternativa que não explica corretamente o papel das mutações. a) A mutação é a fonte primária da variabilidade do mundo vivo. b) Se não ocorressem mutações, a evolução orgânica não teria acontecido. c) A mutação não ocorre ao acaso, isto é, novas formas de genes só aparecem de acordo com as necessidades dos organismos. d) A evolução é uma prova de que os genes sofrem mutação pois só a variabilidade trazida por elas torna possível a seleção natural. e) o resultado de uma mutação é a origem de uma molécula de DNA com uma nova seqüência de bases. 17. (Fuvest-SP) Nas cianofíceas não se conhece nenhum processo de reprodução sexuada. Nesse grupo a variabilidade genética é causada especialmente por: a) recombinação genética. b) mutação. c) permutação. d) conjugação. e) cruzamentos seletivos. 18. Duas raças, X e Y, isoladas geograficamente, depois de determinado tempo passaram a viver numa mesma área e houve cruzamentos inter-raciais. Constatou-se que o híbrido do cruzamento X e Y tinha viabilidade baixa. Este fato pode levar: a) à extinção das raças b) à fusão das duas raças, com o aparecimento de uma terceira. c) ao acentuamento da diferença entre X e Y, com uma conseqüente especiação. d) ao aumento numérico dos indivíduos da raça X e diminuição dos indivíduos da raça Y. e) ao aumento numérico dos indivíduos da raça Y e diminuição dos indivíduos da raça X. 19. Durante um tratamento com antibiótico, o médico observou que seu paciente apresentou sensível melhora até o 7° dia . A partir daí, a infecção começou a aumentar e aos 12 dias o antibiótico não era mais eficaz. Qual das alternativas melhor explica o fato? a) Bactérias submetidas a antibióticos tornaram-se dependentes deles para seu crescimento. b) Pequenas doses de antibiótico desenvolvem resistência em bactérias. c) Bactérias resistentes foram selecionadas pelo uso de antibiótico. d) O antibiótico modificou o ambiente e provocou mutação nas bactérias. e) As bactérias adaptaram-se ao meio com antibiótico. 20. (UFMG) Famoso exemplo de evolução é o dos tentilhões, tipo de ave encontrado nas Ilhas Galápagos por Darwin. Diferentes espécies de tentilhões habitam as diversas ilhas do arquipélago. A principal diferença entre as espécies refere-se à forma do bico. Verificou-se que essa forma variou conforme o tipo de alimento disponível em cada ilha. Acredita-se que todas as espécies de tentilhões de Galápagos possuam um mesmo ancestral. Todas as afirmações seguintes constituem explicações certas das etapas da evolução dos tentilhões, exceto uma: a) A migração para ilhas diferentes determinou um isolamento geográfico. b) Mutações diferentes ocorreram em cada ilha, determinadas pelo alimento disponível. c) Em cada ilha, a seleção natural eliminou os mutantes não-adaptados. d) Novas mutações foram se acumulando nas populações de cada ilha. e) Os tentilhões de cada ilha tornaram-se tão diferentes que se estabeleceu isolamento reprodutivo. 21. (PUC-MG) "Quanto maior for a variabilidade genética de uma população, maior será a capacidade dela se adaptar às adversidades do meio." Essa afirmação É:

a) falsa, porque a variabilidade tem valor individual e não populacional. b) verdadeira, pois maior variabilidade genética indica maior capacidade de resposta às mudanças ambientais c) falsa, porque é o meio que determinará no indivíduo as mudanças genéticas necessárias e apropriadas ao momento. d) verdadeira, porque corresponde aos preceitos elaborados por Lamarck na teoria de uso e desuso. e) questionável, pois não há evidências seguras do real valor da variabilidade genética. 22. (PUC-MG) Considere a seqüência abaixo: População original → separação → duas populações evoluindo independentemente → populações morfologicamente distintas → populações voltando a viver juntas → populações se cruzando e originando descendentes férteis É correto concluir que as duas populações, formadas a partir de um único estoque, são: a) espécies distintas, porém ainda se cruzam. b) da mesma espécie, possuindo idêntico conjunto genotípico. c) espécies distintas, mas com o mesmo tipo de genes sexuais. d) exemplo típico de um processo evolutivo de convergência adaptativa. e) exemplo de um processo inicial de especiação, mas que não ocorreu. Nome: Data: / / Aula:

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
01. (U. Gama Filho-RJ) Doenças "antigas", como a tuberculose e a pneumonia, estão em franco ressurgimento. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), três milhões de pessoas morrem a cada ano de tuberculose. (Revista Veja, 21/9/1994.) A resistência de bactérias a antibióticos é justificada em uma das opções abaixo. Indique-a. a) O uso indiscriminado de antibióticos provoca mutações nas bactérias. b) Os antibióticos selecionam as bactérias resistentes. c) Os antibióticos levam à formação de bactérias resistentes. d) As bactérias se acostumam aos antibióticos. e) As bactérias desenvolvem substâncias específicas contra os antibióticos. 02. (FMU-SP) A teoria sintética (ou atual) da evolução admite que: I. as alterações provocadas pelo ambiente nas características físicas de um organismo adulto são transmitidas aos seus descendentes: II. os indivíduos de uma mesma espécie são diferentes entre si. III. a mutação é um fator evolutivo. Observando as afirmativas acima, assinale: a) se apenas I e II estiverem corretas b) se apenas I e III estiverem corretas c) se apenas II e III estiverem d) se apenas I estiver correta e) se apenas II estiver correta

03. (UnB) Todas as opções abaixo são pertinentes à moderna teoria da evolução, exceto: a) Os organismos que se reproduzem assexuadamente são os que têm maior probabilidade de evoluir. b) Em qualquer ambiente, os indivíduos com características para aumentar sua capacidade de sobrevivência têm mais probabilidade de atingir a época de reprodução. c) A adaptação uma característica ecológica, pois consiste na interação de um determinado organismo a um determinado ambiente. d) A evolução resulta de modificações numa população e não em apenas um indivíduo. 04. (Unifor-CE) Considere a seguinte situação: "Os indivíduos de uma população foram isolados, por uma barreira geográfica, em dois grupos (A e B); após um longo espaço de tempo, a barreira desaparece e os dois grupos voltam a viver numa área comum, porém os cruzamentos entre eles não são mais possíveis". Com base nesses dados, é possível inferir que: a) haverá extinção de A e B. b) ocorrerá aumento de A e diminuição de B. c) haverá aumento de B e diminuição de A. d) as diferenças acumuladas em A e B desaparecerão. e) A e B poderão ser consideradas espécies diferentes. 05. (Unifor-CE) Um modelo de especiação pressupõe a ocorrência de: I. diversificação gênica; II. isolamento reprodutivo; III. isolamento geográfico. Até surgir uma nova espécie, a seqüência mais provável dessas etapas é: a) I–II–III. b) I–III–II c) II–I–III d) III–I–II II–I 06. (UFES) Com relação à evolução, observe as afirmativas abaixo:

e) III–

I- Fósseis são restos ou impressões deixadas por seres que habitaram a Terra no passado e constituem provas de que nosso planeta foi habitado por seres diferentes dos que existem atualmente. II- A explicação mais lógica para as semelhanças estruturais entre seres vivos com aspectos e modos de vida diferentes é que eles descendem de um mesmo ancestral. III- A semelhança entre as proteínas de diferentes seres vivos pode ser explicada admitindo-se que esses seres tenham tido um ancestral comum. IV- A teoria que admite que as espécies não se alteram no decorrer dos tempos denomina-se fixismo. Assinale: a) se apenas I, II e III estiverem corretas. b) se apenas II, III e IV estiverem corretas. c) se apenas I, IIl e IV estiverem corretas. d) se todas estiverem corretas; e) se todas estiverem incorretas.

07. (UNICAMP) Com respeito aos termos homologia e analogia não podemos afirmar que: a) as asas da aves são análogas e homólogas às asas dos morcegos. b) chamam-se órgãos análogos aqueles que, nos diferentes grupos animais, desempenham a mesma função. c) chamam-se órgãos homólogos aqueles que, nos diferentes grupos animais, têm a mesma origem embrionária. d) as nadadeiras das baleias, as asas dos morcegos, as patas dos vertebrados quadrúpedes e os membros superiores do homem são órgãos homólogos. e) as asas dos morcegos, as asas das aves e as asas dos insetos são órgãos homólogos.

08. (UFU-MG) Quando a semelhança entre estruturas animais não é sinal de parentesco, mas conseguida pela ação da seleção natural sobre espécies de origens diferentes, fala-se em: a) convergência adaptativa. b) isolamento reprodutivo. c) irradiação adaptativa. d) isolamento geográfco. e) alopatria. 09. Os geneticistas conseguiram extrair o DNA de partes de osso que não estavam fossilizadas de um homem de Neanderthal, morto há mais de 30 mil anos. Comparando este DNA com o de um homem moderno eles concluiram que nós não somos descendentes do Neanderthal e sim que ele é um parente próximo; ou seja, temos um ascendente em comum. Isso é um tipo de prova a) anatômica b) comparativa c) paleontológica d) embriológica e) bioquímica

INVERTEBRADOS
Desde os protozoários, unicelulares e microscópicos, até os grandes polvos e lulas, que atingem vários metros de comprimento, os invertebrados formam uma ampla variedade de seres, equivalente a mais de 95% dos animais existentes, distribuídos por todas as partes do mundo. Invertebrados são todos os animais que não possuem a coluna vertebral ou coluna dorsal, em oposição aos vertebrados, que possuem alguma forma de esqueleto interno, ósseo ou cartilaginoso. Afora a ausência de coluna vertebral, os invertebrados têm muito pouco em comum. São geralmente animais de corpo mole, sem esqueleto interno rígido para ligação dos músculos, mas em muitos casos com esqueleto externo rígido, que serve também de proteção ao corpo, como os moluscos, crustáceos e insetos. Devido a sua heterogeneidade, a classificação dos invertebrados obedece mais a critérios descritivos do que a normas de distinção filogenética. O termo taxionômico invertebrados, antes usado em oposição a vertebrados -- ainda vigente como nome de um subfilo -- não é mais usado na classificação sistemática moderna. Além da ausência de espinha dorsal, há ainda outras características comuns a estes seres, como: · formação multicelular (grupos diferentes de células compõem este organismo) · ausência de parede celular (pois são formados por célula animal) · com exceção das esponjas, possuem tecidos como resultado de sua organização celular · sua reprodução geralmente é sexuada (gametas masculinos e femininos se combinam para formar um novo organismo) De forma geral, podemos dizer que a grande maioria dos invertebrados é capaz de se locomover. Contudo, as esponjas somente realizam esta tarefa quando elas ainda são bem jovens e pequenas. Já as lagostas e os insetos são capazes de se movimentar durante toda sua existência. Diferentemente dos vegetais (que produzem sua própria energia através da fotossíntese), os invertebrados necessitam extrair a energia necessária para sua sobrevivência através de outros seres. Para isso, eles se alimentam de seres autótrofos (vegetais) e heterótrofos (animais). Tipos de invertebrados: • • • • • • • • Esponjas ou poríferos; Cnidários; Platelmintos; Nematelmintos; Moluscos; Anelídeos; Artrópodes; Equinodermos;

Poríferos
Os poríferos (ou esponjas) constituem o grupo mais simples de animais. Embora multicelulares, com células relativamente especializadas, sua organização é rudimentar. A simplicidade de sua estrutura faz com que seu modo de vida seja em colônias. O nome porífera refere-se ao fato de seus representantes apresentarem o corpo todo perfurado por poros microscópicos. Quando se trata de uma esponja simples e individual, podemos dizer que ela é um organismo que vive de forma fixa em um substrato submerso.

A parede do corpo da esponja é composta por duas camadas celulares: a externa é constituída por células achatadas chamadas pinacócitos e a interna é formada por células flageladas, denominadas coanócitos. Cada poro é um canal microscópio que atravessa o citoplasma de uma célula especializada chamada porócito, e é através dos poros que a água, trazendo oxigênio e partículas alimentares, penetra na cavidade atrial do espongiário. As esponjas não têm sistemas muscular, nervoso ou sensorial; pequenas modificações na forma do corpo, entretanto, podem ser consideradas pela retração das células de revestimento e dos porócitos. Quanto a alimentação, as esponjas são animais filtradores, em conseqüência, a água penetra pelos poros da parede corporal. A água que entra contém os gases necessários à respiração e também partículas alimentares em suspensão. As partículas alimentares são capturadas pelos coanócitos, capazes de realizar a fagocitose, assim o alimento é digerido intracelularmente em vacúolos digestivos. Todos os espongiários são aquáticos, e a maioria das espécies vive no mar, algumas vivem isoladamente outras formam colônias. Os poríferos se reproduzem tanto assexuada como sexuadamente. Varias espécies reproduzem-se por brotamento; os brotos geralmente permanecem unidos, crescem e formam uma colônia de espongiários. As esponjas também apresentam formas sexuais de reprodução. Células amebóides do corpo sofrem meiose e diferenciam-se em óvulos e espermatozóides. Os espermatozóides são liberados na água e penetram na parede do corpo das fêmeas, onde fecundam os óvulos. Resumo Diagnose de um porífero: animal filtrador, com nível simples de organização corporal, não apresenta qualquer órgão ou sistema. Habitat: ambiente aquático, a maioria das espécies é marinha. Exemplo: poríferos usados como esponjas de banho (gênero Spongia) Reprodução: assexuada, por fragmentação e brotamento; sexuada, com desenvolvimento indireto (larva anfiblástula). Dados da anatomia e fisiologia: Sistema digestivo: ausente (alimento fagocitose por coanócitos). Sistema circulatório: ausente (difusão substancias através dos espaços entre células). de as

Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas or simples difusão). Sistema excretor: ausente (excreções lançadas, por difusão). Sistema nervoso: ausente

Celenterados
São animais mais desenvolvidos que os poríferos, embora também sejam simples. O nome Cnidário é dado porque os animais desse filo possuem em seu corpo Cnidoblastos ou células urticantes. Os representantes desse filo são as águas-vivas e as anêmonas-do-mar. Os Celenterados apresentam-se em duas formas corporais básicas: Pólipo (forma polipóide) e Medusa (forma medusóide). Os pólipos são sempre fixos a um substrato, ao passo que as medusas são formas livres-natantes. Apesar de se diferirem em forma, os pólipos e as medusas têm a mesma organização estrutural: o corpo é formado por uma parede que delimita uma cavidade interna, a cavidade gastrovascular. Esta se abre para o

exterior através da boca, que serve tanto para a entrada de alimentos como para a saída de resíduos da digestão e do metabolismo (Sistema digestivo incompleto). A maioria dos celenterados possui, em torno da boca, um conjunto de tentáculos, utilizados na captura de alimento e na defesa. A parede corpórea é formada: externamente por uma camada epidérmica com função protetora e sensitiva; internamente por uma camada, a gastroderme, que tem função digestória e onde se situam as células que promovem a digestão intracelular, no interior de vacúolos. Entre a camada epidérmica e a gastroderme existe a mesogléia, estrutura gelatinosa que serve de apoio para o corpo. E entre a mesogléia e a epiderme existem células nervosas que, em conexão funcional com outras células, determinam o surgimento de um mecanismo sensitivo-neuromotor. Filo dos Celenterados Classe Hydrozoa Característica s Pólipos Exemplos O quadro ao lado mostra os subfilos existentes dentro do filo dos celenterados.

Scyphozo a Anthozoa

Medusas Polipóides

REPRODUÇÃO Hydra (dulcícolas); Obelia A reprodução dos celenterados pode ser: (colonial); Physalia; Caravelas assexuada (brotamento) ou sexuada. É coloniais comum a ocorrência de metagênese ou alternância de gerações. No caso da Aurelia Tamoya alternância de gerações: a fase sexuada é representada pela forma medusóide; a fase assexuada, pela polipóide. Actínia Corais

Resumo Diagnose de um celenterado: animal com forma de pólipo ou medusa; formado por duas camadas celulares; sistema digestivo incompleto apresenta células urticantes, os cnidoblastos; existem espécies que há alternância de gerações de pólipos ou de medusas. Habitat: Ambientes aquáticos, a maioria marinha. Exemplos: Caravela, Medusa marinha, hydra. Reprodução: alguns pólipos têm reprodução assexuada por brotamento; algumas espécies têm ciclos de vida com alternância de gerações sexuadas e assexuadas. Dados da anatomia e fisiologia:
d

Sistema digestivo: presente, incompleto (digestão extra ou intracelular). Sistema circulatório: ausente (o alimento diretamente na cavidade gastrovascular) é distribuído

Sistema Respiratório: ausente (trocas gasosas por simples difusão) Sistema excretor: ausente (excreções lançadas, por simples difusão). Sistema nervoso: presente (formado por uma rede difusa no corpo)

Platelmintos
São vermes de corpo achatado. Desprovidos de patas e corpo alongado. Existem platelmintos de vida livre e também parasita. Os de vida livre não vivem à custa de outros seres vivos como os parasitas, que se alojam em hospedeiros para cumprir seus ciclos de vida. As planárias vivem na água doce, no fundo de lagos, sob pedras ou da folhagem. Sua boca fica na região ventral e ela parece estrábica. Ela é muito utilizada em experimentos. Já os parasitas podem causar doenças comuns como a esquistossomose e a teníase que são transmitidas respectivamente através do contato direto da larva com a pele ou pela ingestão de carne crua contaminada. São também conhecidos como vermes. Ex: Planária, Esquistossomo e Solitária.

Os vermes mais inferiores são os platelmintos, os quais têm o corpo mole e fino. O filo inclui três classes: os Turbelários: platelmintos de vida livre; os Trematodos: parasitas externos ou internos; e os Cestoda ou tênias, cujos vermes adultos são parasitas intestinais de vertebrados. Trematodos e tênias são parasitas importantes para o homem, rebanhos e animais silvestres, alguns causando moléstias sérias ou mesmo a morte destes hospedeiros. Os únicos platelmintos de vida livre são encontrados entre os turbelários, que apresentam a epiderme ciliada delicada enquanto os trematodos e as tênias são revestidos com uma cutícula resistente à digestão e têm ventosas e ganchos para a fixação nos seus hospedeiros. Aqueles que vivem internamente não apresentam órgãos sensoriais. Resumo Diagnose de um platelminte: animal de corpo achatado, formado por três tecidos embrionários, corpo sem cavidade (acelomado) preenchido por mesênquima; sistema digestivo incompleto, simetria bilateral. Habitat: terrestres e aquáticos, de água doce ou salgada, formas parasitas vivem no interior de diversos tipos de hospedeiros. Exemplos: Planaria de água doce, a tênia. Reprodução: em algumas planarias pode haver reprodução assexuada por fragmentação; as planarias são monóicas com o desenvolvimento direto, sem estagio larval; outras espécies são dióicas; muitos representantes desse filo são parasitas, alguns com diversos estágios intermediários. Dados da anatomia e fisiologia: Sistema digestivo: Presente, incompleto (intestino muito ramificado, com digestão intra e extracelularmente). Sistema circulatório: ausente (alimento distribuído pelo intestino muito ramificado) Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas por simples difusão) Sistema excretor: presente (poros excretores na superfície dorsal do corpo) Sistema nervoso: presente (um par de gânglios cerebrais, ligados a dois cordões nervosos longitudinais).

Nematelmintos
Os nematelmintos reúnem vermes de corpo cilíndrico, não dividido em anéis. Podem ter vida livre, isto é séssil, ou ser parasitas. Possuem tamanho que varia de milímetros até mais de oito metros, como é o caso do parasita de placenta de baleia. Dentre os parasitas podem ser citados a lombriga, o ancislóstomo, o oxiúro, o bicho geográfico e a filária. Para estes vermes existem alguns cuidados profiláticos, tais como, não ingerir alimentos crus, não andar descalço e lavar sempre as mãos ao tocar em terra ou areia que possa estar contaminada. Resumo Diagnose de um nematelminte: animais de corpo fino e tubular; triblásticos; cavidade corporal denominada pseudoceloma; sistema digestivo completo, simetria bilateral. Habitat: formas de vida livre terrestre e de água doce ou salgada; formas parasitas vivem em diversos tipos de hospedeiros. Exemplos: lombriga. Reprodução: sexuada; em lombriga os vermes têm sexos separados, o ciclo parasita é bem complexo com diversos estágios intermediários. Dados da anatomia e fisiologia: Sistema digestivo: presente, completo (intestino sem ramificações; digestão extra e intracelularmente). Sistema circulatório: ausente (alimento distribuído pelo fluido da cavidade pseudocelômica)

Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas por simples difusão) Sistema excretor: presente (um par de canais excretores, próximos a boca). Sistema nervoso: presente (um anel nervoso em torno da faringe) Doenças Ancilostomose ou Amarelão Sintomas Anemia, pele amarelada, fezes com sangue, afecção pulmonar e indisposição. Náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréias e emagrecimento Inflamação no intestino grosso, irritabilidade na pele, vômitos e diarréia freqüentes. Contágio Andar por cima de uma área contaminada por esse verme. Prevenção Não andar de pés descalços e tomar cuidado com a higiene.

Ascaridíase

Alimentos e/ou águas contaminadas.

Higienizar seus alimentos, água filtrada, lavar as mãos, etc. Lavar as mãos e higienizar os alimentos corretamente.

Oximiase

Higiene pessoal, alimentos contaminados, pó, animais, etc.

Anelídeos
Como o próprio nome já sugere, são animais com o corpo todos segmentados, isto é, dividido em anéis. Na maioria dos anelídeos, observamos grossos fios de quitina que são chamados de cerdas. Estas se apresentam em feixes ou isoladas e são usadas para auxiliar na locomoção. São animais que vivem em ambientes úmidos ou aquáticos, pois precisam manter a pele sempre umedecida. Apresentam respiração cutânea, isto é, pela pele. As principais classes de anelídeos são: Oligoquetos: animais detritívoros que compõe o húmus. Sua reprodução se dá por fecundação cruzada e são hermafroditas. Ex: minhoca. Poliquetos: marinhos, ficam flutuando ou ainda no interior de tubos fabricados por eles mesmos, à base de calcário de restos de conchas e da areia. Apresentam muitas cerdas e a sua respiração é branquial. Ex: tubícola. Hirudíneos: alimentam-se de sangue de vertebrados. Vivem em regiões de pântanos ou charcos, isto é, em ambientes úmidos. Apresentam uma ventosa na região da boca além de uma mandíbula serrilhada. Ex: sanguessuga.

Resumo Diagnose de um anelídeo: Animal de corpo metamerizado; triblásticos; celomado; sistema digestivo completo; simetria bilateral. Habitat: animais de vida livre, terrestres e de água doce ou salgada. Exemplos: Um oligoqueto terrestre bem conhecido é a minhoca-louca e a sanguessuga. Reprodução: sexuada; existindo espécies monóicas e dióicas; em alguns casos o desenvolvimento é direto, e em outros existem estágios larvais. Dados da anatomia e fisiologia: Sistema digestivo: presente, completo (intestino com regiões diferenciadas – faringe, papo, moela e etc.) digestão extracelular. Sistema circulatório: presente, do tipo fechado (presença de vasos pulsáteis). Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas ocorrem pela superfície corporal, bem irrigada de sangue).

Sistema excretor: presente (excreção por meio de nefrídios). Sistema nervoso: presente (composto por uma nervosa ventral, com um par de gânglios por segmento).

Moluscos
Os moluscos são animais de corpo mole, a maioria apresenta uma concha de calcário, com variedade de cores, formas e tamanhos e que normalmente são externas e algumas vezes podem ser internas. Os moluscos são também adaptados a todos os tipos de ambientes: terrestre e aquático. Seu corpo apresenta três partes: cabeça, pé e massa visceral, na cabeça ficam a boca e os olhos, o pé é uma forte massa usada para locomoção e fixação. As classes de moluscos são: Gastrópodes, Bivalves e Cefalópodes. Resumo Diagnose de um molusco: animais de mole, com ou sem concha; triblástico; cavidade corporal denominada celoma; sistema digestivo completo, com glândula digestiva anexa e simetria bilateral. Habitat: vida livre, terrestres de água doce ou salgada; raras formas parasitas têm larvas que vivem em guelras de peixes. Reprodução: sexuada; existindo espécies monóicas e dióicas em alguns casos o desenvolvimento é direto em outros existem estágios larvais. Exemplos: mexilhão, lula, polvo e o caracol de jardim. Sistema digestivo: presente, completo (intestino com regiões diferenciadas com digestão extracelular e intracelular). Sistema circulatório: presente, do tipo aberto (com coração e vasos sanguíneos nos quais circulam o sangue) Sistema respiratório: presente (trocas gasosas ocorrem em órgãos especializados como as brânquias e os pulmões; sistema acoplado ao circulatório). Sistema excretor: presente (excreção por meio de nefrídios, estrutura especializada na remoção de resíduos). Sistema nervoso: presente (composto por três ou quatro pares de gânglios nervosos, ligados a nervos que afligem o corpo).

Artrópodes
Contém a maioria dos animais conhecidos, aproximadamente 1.000.000 de espécies, sendo muitas delas extremamente abundantes em número de indivíduos. O filo é um dos mais importantes ecologicamente, pois domina os ecossistemas terrestres e aquáticos em número de espécies ou indivíduos ou em ambos. O corpo é segmentado externamente em graus diversos e as extremidades pares são articuladas, sendo diferentes em forma e função. São revestidos por um exoesqueleto de quitina. Seu sistema nervoso, olhos e outros órgãos sensitivos são proporcionalmente grandes e bem desenvolvidos. Este é o único grande filo de invertebrados com membros adaptados à vida terrestre, independente de ambientes úmidos, além de que os insetos são os únicos invertebrados capazes de voar. As diversas espécies são adaptadas a vida no ar, na terra, no solo e em água doce, salobra e salgada. Sua simetria é bilateral, apresentam sistema circulatório lacunar, respiram por brânquias, traquéias, pulmões ou pela superfície do corpo. Têm glândulas especiais de excreção e sistema nervoso com gânglios dorsais. Os sexos são geralmente separados em macho e fêmea e a fecundação é geralmente interna, podem ser ovíparos e ovovivíparos, geralmente apresentam estágio de larva e sofrem metamorfose. A maioria dos zoólogos acredita que os artrópodes provavelmente surgiram de algum grupo primitivo de poliquetas. Há cinco principais classes de artrópodes, que estudaremos em seguida. Insetos: Maior classe dos artrópodes com mais de 700 mil espécies. Apresentam um esqueleto externo (exoesqueleto) de quitina, sofrem muda (troca de esqueleto) conforme o crescimento, tem o corpo dividido em: cabeça, tórax e abdome e ainda 6 patas. Possuem um par de antenas, há dois pares de asas, mas espécies com um par ou ainda sem asas. Sofrem metamorfose, após a cópula e a fecundação, a fêmea deposita os ovos que se transformam em larvas, depois em pupas e no final na forma

adulta do inseto. Sua respiração é traqueal, sendo esta ramificada pelo corpo. Seu aparelho circulatório é lacunoso (coração e câmaras). Seu aparelho bucal pode ser mastigador ou triturador, sugador, picador e lambedor. Eles têm grande importância ecológica e podem estar relacionados com a transmissão de doenças. Exemplos de insetos: pulga, mosca, barata, borboleta, abelha, besouro, formiga e pernilongo. Aracnídeos: São artrópodes quelicerados e com um par de palpos. Seu corpo é dividido em cefalotórax e abdome, além dos 4 pares de pernas. Não apresentam asas e antenas. Seu desenvolvimento é direto, a maioria é peçonhenta e alguns são parasitas. Sua respiração é filotraqueal. São exemplos de aracnídeos: as aranhas, os escorpiões e os ácaros. Crustáceos: São artrópodes geralmente aquáticos. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome, este fica protegido por uma crosta de quitina e calcário que forma o exoesqueleto. Os microcrustáceos são de grande importância ecológica, pois formam o plâncton. Apresentam dois pares de antenas e vários pares de pernas, sendo algumas modificadas em forma de remos (birremes). Sofrem metamorfose, pois as fêmeas depositam seus ovos após a fecundação que irão se transformar em larvas e mudar até atingir a fase adulta. São exemplos de crustáceos: paguro, camarão, lagosta, lepa, siri e caranguejo. Diplópodes e Quilópodes: São animais de corpo alongado e segmentado, isto é, dividido em segmentos ou anéis. Apresentam vários pares de patas e um par de antenas. Os quilópodes apresentam um par de patas por anel ou segmento, são animais mais velozes e apresentam forcípulas, um exemplo é a lacraia. Os diplópodes apresentam dois pares de pata por anel ou segmento, sua antena é menor e conseguem se enrolar, um exemplo é o piolho de cobra.

Resumo Diagnose de um artrópode: animal de patas articuladas e exoesqueleto quitinoso; corpo metamerizado; triblástico, celomado; sistema digestivo completo; simetria bilateral. Principais classes do filo: Crustáceos (crustáceos): dotados cefalotórax e abdome; dois pares de antenas e cinco pares de patas locomotoras. Insetos: corpo dividido em cabeça tórax e abdome; um par de antenas; três pares de patas locomotoras no tórax; sem apêndice abdominal; Aracnídeos: corpo dividido em cefalotórax e abdome; sem antena; quatro pares de patas locomotoras no cefalotórax; sem apêndice abdominal.

Habitat: Crustáceos: animais de vida livre, a maioria vive nos ambientes aquáticos, de água doce e salgada; poucas formas terrestres, que precisam de muita umidade. Insetos: vive em todos os ambientes, estando ausente apenas no mar, são os únicos invertebrados capazes de voar. Aracnídeos: a maioria terrestre, com poucos representantes aquáticos. Exemplos: Crustáceos: camarão, lagosta, siri azul etc. Insetos: mosca domestica pernilongo e pulga etc. Aracnídeos: aranha, escorpião. Reprodução:

Crustáceos: sexuada; espécies dióica, com copula; a fecundação ocorre externamente; o desenvolvimento pode ser direto ou apresentar diversos tipos de larvas. Insetos: sexuada espécie dióicas; com copula; a fecundação ocorre internamente; o desenvolvimento pode ser direto, indireto com metamorfose gradual ou indireto com metamorfose completa. Aracnídeos: sexuada espécie dióica; com copula a fecundação ocorre internamente, o desenvolvimento direto.

Equinodermos
Os equinodermos são todos marinhos, mas não nadam e não flutuam, eles se arrastam ou ficam fixos ao fundo ou em rochas. Apresentam espinhos recobertos por uma fina camada de pele. Assumem diferentes formas e tamanhos, apresentam simetria radial, isto é, seu corpo é dividido em duas metades idênticas. Sua locomoção se dá com o auxílio do sistema ambulacrário, que funciona com a pressão dá água que circula dentro de tubos que ficam interligados aos pés (encontrados aos pares). Sua respiração é branquial e seu esqueleto é formado por placas de calcário, sendo desta maneira bem resistente e desenvolvido. O sistema digestivo é bastante simples, havendo uma boca e o ânus. A reprodução se dá em animais de sexos diferentes, que liberam seus gametas masculinos e femininos na água (fecundação externa). Sistema excretor ausente. Sem cabeça, corpo disposto ao longo de um eixo oral-aboral. Todos são animais grandes e nenhum é parasita ou colonial. Existe uma considerável controvérsia quanto aos grupos do filo que seriam os mais primitivos. Alguns zoólogos dão preferência as formas sésseis, enquanto outros acreditam que os de vida livre teriam surgido primeiro. Os equinodermos têm cinco classes: Asteróides, Ofiuróides, Holoturóideis, Crinóides, Equinóides. Resumo Diagnose de um Equinodermo: animais dotados de simetria radial quando adultos; celomados; esqueleto interno; sem metâmera; sistema digestivo completo; sistema circulatório, excretor e respiratório ausente ou reduzido. Habitat: animais de vida livre, exclusivamente marinho. Reprodução: sexuada; espécies dióicas; gametas eliminados na água, fecundação externa; desenvolvimento indireto, vários tipos de larvas. Exemplos: são bem conhecidos ouriços-do-mar ou pindas, as estrelas e a corrupio ou bolachas-de-praia; Dados da anatomia e fisiologia: Sistema digestivo: Presente, completo (intestino sem grandes diferenciações, com glândulas digestivas; digestão extracelular). Sistema circulatório: ausente (distribuição de substancias pelo fluido celômico). Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas facilitadas pelo sistema hidrovascular). Sistema excretor: diretamente ausente na (excreções água).

Sistema nervoso: presente (composto por um anel nervoso em torno da boca).

SIMULADO
Instruções
1. Não destaque a folha das questões. 2. Destacar a folha de gabarito e entregar ao orientador. 3. Resolver questões em no mínimo trinta minutos e no máximo uma hora e meia.

01. (PUC-RS) Os platelmintos são animais que apresentam o corpo achatado e sua espessura, quase desprezível, proporciona uma grande superfície em relação ao volume, o que lhes traz vantagens. A forma achatada desses animais relaciona-se diretamente com a ausência dos sistemas: a) digestivo e excretor. b) respiratório e circulatório. c) excretor e circulatório. d) digestivo e secretor. e) secretor e nervoso.

02. (FUVEST) Impedir que as larvas penetrem na pele, que os ovos caiam na água e destruir os caramujos são maneiras de controlar a transmissão da: a) malária. b) doença de Chagas. c) esquistossomose. d) febre amarela. e) cisticercose.

03. (PUC-SP) O doente que apresenta cisticercose: a) foi picado por Triatoma. larvas de tênia. b) nadou em água com caramujo contaminado. c) andou descalço em terras contaminadas. d) comeu carne de porco ou de vaca com e) ingeriu ovos de tênia.

04. (UNIRIO) Qual das alternativas abaixo justifica a classificação das esponjas no sub-reino Parazoa? a) Ausência de epiderme. b) Ocorrência de fase larval. c) Inexistência de órgãos ou de tecidos bem definidos. d) Hábitat exclusivamente aquático. e) Reprodução unicamente assexuada.

05. (FUVEST) A característica abaixo que não condiz com os poríferos é: a) respiração e excreção por difusão direta. b) obtenção de alimentos a partir das partículas trazidas pela água que penetra através dos óstios. c) hábitat aquático, vivendo presos ao fundo. d) células organizadas em tecidos bem definidos. e) alta capacidade de regeneração. 06. (UFBA) No processo digestivo das esponjas, atuam células de dois tipos: umas englobam o alimento e fazem a digestão intracelular; outras distribuem a todas as demais células o produto dessa digestão. São elas, respectivamente: a) solenócitos e macrófagos. b) coanócitos e amebócitos. c) cnidoblastos e nematocistos. d) histiócitos e amebócitos. e) coanócitos e histiócitos.

07. (UNAERP – JULHO/2007) Digestão somente intracelular, ausência dos sistemas nervoso, excretor, circulatório, respiratório e órgãos reprodutores e de locomoção também ausentes. As características acima podem pertencer a: a) uma água-viva. b) um coral. c) uma hidra. d) uma esponja. e) uma estrela-do-mar.

08. (UFJF-MG) Observe as seguintes afirmativas: I - A grande capacidade regenerativa das esponjas revela a pequena interdependência e diferenciação de suas células. II - A água que circula pelo corpo de uma esponja segue o trajeto: ósculo - átrio - óstios. III - Nem todas as esponjas possuem espículas calcárias ou silicosas. Assinale:

a) se apenas I estiver correta. b) se apenas I e II estiverem corretas. c) se I, II e III estiverem corretas.

d) se apenas II e III estiverem corretas. e) se apenas I e III estiverem corretas.

09. (UFV-MG) O principal papel dos coanócitos nos poríferos é: a) transportar substâncias para todo o animal. animal. b) originar elementos reprodutivos. c) formar o esqueleto do animal. d) provocar a circulação da água no e) dar origem a outros tipos de célula.

10. (VUNESP-SP) Sobre os celenterados são feitas três afirmativas. Observe-as: I - A maioria dos cnidários têm hábitat aquático, sendo poucas as espécies de hábitat terrestre, as quais são representadas por pólipos. II - Os cnidários são urticantes e, para isso, dispõem de baterias de células especializadas chamadas coanócitos. III - Alguns cnidários se reproduzem por alternância de gerações, quando então os pólipos dão medusas e as medusas dão pólipos. Assinale: a) se apenas uma afirmativa estiver correta. corretas. b) se as afirmativas I e II estiverem corretas. corretas. c) se as afirmativas I e III estiverem corretas. d) se as afirmativas II e III estiverem e) se as três afirmativas estiverem

11. (FUVEST) A Grande Barreira de Recifes se estende por mais de 2000 km ao longo da costa nordeste da Austrália e é considerada uma das maiores estruturas construídas por seres vivos. Quais são esses organismos e como eles formam esses recifes? a) esponjas - à custa de secreções calcárias. b) celenterados - à custa de espículas calcárias e silicosas do seu corpo. c) pólipos de cnidários - à custa de secreções calcárias. d) poríferos - à custa de material calcário do terreno. e) cnidários - à custa de material calcário do solo, como a gipsita. 12. (UFV-MG) A digestão dos celenterados ocorre: a) nos meios intra e extracelulares. b) no meio extracelular. c) no celoma anterior. d) no meio intracelular. e) no celoma posterior.

13. (UFPI) Indique as características que tornam os organismos do filo Porifera bem diferentes daqueles de outros filos animais: a) Não podem se reproduzir. filtração. b) As formas adultas são sésseis. tecidos. c) Não respondem a estímulos externos. d) Alimentam-se através de mecanismos de e) Suas células não são organizadas em

14. (UEL) Anelídeos e artrópodes possuem características anatômicas e fisiológicas comuns, o que reforça a hipótese de parentesco evolutivo entre esses grupos de invertebrados. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, duas dessas características comuns: a) Cordão nervoso dorsal e respiração cutânea. b) Cordão nervoso ventral e corpo segmentado. dorsal. c) Vaso sangüíneo dorsal e respiração traqueal. d) Vaso sangüíneo ventral e corpo segmentado. e) Cordão nervoso ventral e vaso sangüíneo

15. (PUC-PR) Em relação ao Phylum Cnidaria, foram feitas as seguintes proposições: I. Os cnidários são aquáticos, diblásticos e com simetria radial, sendo encontrados em duas formas: pólipos (fixos) e medusa (livres). II. A digestão nos cnidários é extra e intracelular e não há sistemas respiratório, circulatório ou excretor e o sistema nervoso é difuso. III. Nos cnidários, a reprodução sexuada ocorre por brotamento ou estrobilização. IV. Os corais e a anêmona-do-mar são exemplos da classe dos cifozoários. Assinale a alternativa correta: a) Todas estão INCORRETAS. b) Apenas III e IV estão corretas. c) Apenas I está correta. 16. (PUC) d) Todas estão corretas. e) Apenas I e II estão corretas.

Na tira de quadrinhos, faz-se referência a um verme parasita. Sobre ele, foram feitas cinco afirmações. Assinale a única correta: a) Trata-se de um nematelminto hermafrodita. b) apresenta simetria bilateral, corpo cilíndrico e amplo celoma. c) várias espécies desse verme que utilizam o ser humano como hospedeiro definitivo, tem o porco como hospedeiro intermediário. d) É o verme causador da esquistossomose no ser humano. e) ao ingerir ovos do parasita, o ser humano passa a ser seu hospedeiro intermediário, podendo apresentar cisticercose. 17. (UFU) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto abaixo. Nos Echinodermata, que inclui animais exclusivamente como a , há um sistema hidrovascular, denominado sistema . O corpo é revestido externamente por uma epiderme ciliada sob a qual situa-se um . a) classe, marinhos, anêmona, flama, endoesqueleto. b) filo, aquáticos, estrela-do-mar, madrepórico, exoesqueleto. c) classe, aquáticos, anêmona, ambulacrário, exoesqueleto. d) filo, marinhos, estrela-do-mar, ambulacrário, endoesqueleto. e) filo, marinhos, estrela-do-mar, ambulacrário, exoesqueleto. 18. (UFC/2006) O filo Arthropoda apresenta uma enorme diversidade de espécies e abrange, entre outros, os táxons Crustacea, Insecta e Arachnidea. Com relação a esses táxons, assinale a alternativa correta. a) Insecta distingue-se pela presença de três pares de apêndices torácicos. b) Crustacea distingue-se pelo modo de vida aquático. c) Arachnida distingue-se pela presença de um exoesqueleto queratinizado. d) Crustacea distingue-se por apresentar corpo segmentado. e) Insecta distingue-se pela presença de antenas.

19. (UNIFESP) No ambiente terrestre, uma aranha, uma abelha e uma alface estão sujeitas às mesmas condições ambientais. Qual das afirmações sobre as adaptações que evitam a perda de água e que permitem as trocas gasosas nesse organismo está correta? a) Enquanto as traquéias da abelha e da aranha levam o oxigênio do ar diretamente às células, na alface o ar é absorvido pelos estômatos e transportado com a água pelos feixes vasculares antes de tornar o oxigênio disponível para a planta. b) Na abelha e na aranha, a perda de água é exitada pelo exoesqueleto, na alface, pela cutícula da epiderme. Tanto o exoesqueleto quanto a cutícula fornecem também sustentação a esses organismos. c) Na alface, a perda de água é controlada exclusivamente pelos estômatos. Na abelha, a menor atividade de vôo também controla a perda de água e a aranha, por sua vez, vive apenas em ambientes com alta umidade. d) Na aranha e na abelha, os inúmeros pêlos que revestem o corpo somente evitam a perda de água. Os pêlos da raiz de uma alface, ao contrário, permitem a absorção de água. e) Tanto na abelha como na aranha, e também na alface, o ar absolvido já entra em contato diretamente com as células, o que permite que as trocas gasosas sejam muito rápidas. Na abelha, isso é importante para o vôo. 20. (UFJF) Os moluscos são conhecidos pela produção de pérolas, muito usadas na fabricação de jóias. Em relação a este fenômeno, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO: a) as pérolas são encontradas nos bivalves; b) as pérolas são formadas a partir da partícula estranha que penetra entre o manto e a concha do molusco; c) sucessivas camadas nacaradas são secretadas pelo epitélio que reveste o manto, sobre a partícula estrava; d) o epitélio do manto envolve completamente o corpo estranho e secreta nácar em finas camadas concêntricas; e) a rádula, presentes nos bivalves, produz o nácar que envolve o corpo estranho.

Nome: Data: / / Aula:

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->