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Ortodontia & Estética

Coordenação de conteúdo:
Alexander Macedo

Colaboração na matéria:
Flávio Augusto Cotrim-Ferreira
Júlio de Araújo Gurgel

Fios ortodônticos

Responsáveis pela parte ativa da Os fios ortodônticos começaram Flávio Augusto Cotrim-Ferreira, mestre
Ortodontia, os fios ortodônticos são a se diversificar a partir da década de em Ortodontia e doutor em Diagnóstico
importantes auxiliares no controle 1970, quando foram criadas novas Bucal – Fousp, professor associado
do movimento. Nesta matéria, dois ligas metálicas, como a de níquel-titâ- do Departamento de Ortodontia da
especialistas no assunto falam das nio, proporcionando assim alterações Universidade Cidade de São Paulo e
características, propriedades, tipos no protocolo de tratamento, sensível editor da Revista OrtodontiaSPO.
e indicações de fios ortodônticos diminuição no tempo de cadeira e sig- Conforme ele, o uso de elevadas
para cada fase do tratamento. nificativa redução ou ausência de dor. cargas mecânicas induz à formação
Dentre as ligas desenvolvidas, desta- de áreas de hialinização no ligamento
cam-se ainda, pela elevada aceitação periodontal. “Estas podem ser defi-
clínica, as ligas de TMA, compostas nidas como zonas do periodonto de
por titânio e molibdênio criadas nos inserção que, em virtude da elevada
anos de 1980 e as ligas de níquel-ti- pressão exercida pelo aparelho orto-
tânio termoativado (ou superelástico), dôntico sobre a raiz do dente, sofrem
que surgiram nos anos de 1990. uma redução do fluxo sanguíneo. A
Os fios ortodônticos, quanto à menor irrigação minimiza o número
flexibilidade, podem ser classificados de células de reparação, que são
da seguinte forma: os compostos por as responsáveis pela reabsorção da
Ni-Ti termoativado, que são os mais parede cortical alveolar e, em última
flexíveis, seguidos pelos fios de Ni-Ti instância, pela movimentação dental.
tradicionais, pelos fios de TMA e, finali- Conclui-se, portanto, que uma pressão
zando, os fios mais rígidos, que são os exagerada exercida pelos dispositivos
fios de aço inoxidável e Cr-Co. “Assim, ortodônticos sobre os dentes induzirá
se deformarmos fios de igual calibre a uma movimentação mais lenta, com
para adaptá-los a uma determinada maior dano tecidual e, além do mais,
má-oclusão, os arcos compostos por dolorosa para o paciente. Sabemos
Ni-Ti termoativado aplicarão as meno- então que para uma movimentação or-
res forças, seguidos pelos fabricados todôntica mais fisiológica, isto é, uma
com Ni-Ti, pelos fios de TMA e, por fim, terapia com um mínimo dano tecidual
os que produzirão as maiores forças, e menor desconforto possível para o
serão os fios de aço e Co-Cr”, ressalta paciente, devemos aplicar forças de

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baixa intensidade por longos perío- permitindo assim uma movimentação PLANEJAMENTO
dos”, aconselha Cotrim. dentária mais eficiente. Este fato é Ao iniciar o tratamento ortodônti-
Para Júlio de Araújo Gurgel, co- muito vantajoso quando comparado co, é necessário que o planejamento
ordenador do Programa de Mestrado com a movimentação realizada com da sequência de fios a serem utilizados
Acadêmico em Odontologia (área de fios de aço inoxidável que, devido a sua seja feito em consonância com as ca-
Ortodontia) do Uniceuma, professor as- maior rigidez, tem dissipação de força racterísticas do paciente. “O grau de
sistente doutor da disciplina de Ortodon- rápida, não permitindo a duração do severidade do apinhamento dentário
tia do curso de Fonoaudiologia – Unesp estímulo de movimento dentário duran- deve ser a principal característica do
– Marília, a contínua evolução científica te todo intervalo entre as consultas”, paciente a ser considerado durante o
proporcionou a inovação dos fios de explica Gurgel. planejamento da sequência de fios.
Ni-Ti que, ao longo do tempo, puderam Para exemplificar o conforto do Quanto mais severo o apinhamento,
ser confeccionados para ter ativação movimento dentário realizado com o menor a distância interbraquetes ou
em temperatura próxima da observada fio termoativado, Gurgel lembra de um maior flexibilidade deve ter o fio para
na cavidade bucal (corpórea). questionamento realizado pela mãe de alcançar a ranhura do braquete distan-
“Esta última modalidade de fio Ni- um paciente durante uma consulta. “Re- te dos demais”, afirma Gurgel.
Ti, chamado de fio termoativado, tem latando ter se submetido a tratamento Ele descreve que o planejamento
como vantagens a alta flexibilidade ortodôntico também na adolescência, de uma sequência de fios realiza-se com
e a superelasticidade. A propriedade a mãe do paciente recordava-se da per- base em três fatores fundamentais:
mecânica denominada de superelas- sistência do desconforto por uma se- 1. propriedades mecânicas da liga;
ticidade favorece a geração de força mana após a consulta no ortodontista. 2. diâmetro do fio; e
contínua durante o movimento ortodôn- Para o espanto desta mãe, o mesmo 3. distância interbraquete.
tico, sendo assim permite a geração não ocorria em seu filho. Destaca-se “Embora os fios de Ni-Ti apresen-
de força em baixa intensidade e de que na época em que foi realizado o tem boa flexibilidade, sendo os mais
longa duração. Esta modalidade de tratamento na mãe deste meu pacien- indicados para a dissolução do apinha-
força considera-se como a ideal para o te, a sequência de fios era somente mento, apenas esta característica não
movimento dentário por promover uma com aço inoxidável. A pouca resiliência representa a exclusividade de uso em
movimentação com baixa intensidade do aço resultava em intensidade da somente um diâmetro. Os casos de
dolorosa e deslocamento constante. força maior e de curta duração. Este apinhamento severo exigem a redução
Com os fios superelásticos, o alinha- fator gerava um desconforto maior do do diâmetro do fio até que o mesmo
mento e o nivelamento se fazem duran- que o sentido hoje com o advento dos consiga ser encaixado no maior número
te todo o período entre as ativações, fios termoativados”, esclarece. de ranhura, tornando assim o alinha-

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mento mais eficiente porque permite por várias semanas e, posteriormente, magnitude da força aplicada. O fato se
a movimentação de um maior número serem substituídos por fios de maior torna relevante quando o ortodontista
de dentes. Também pode se optar pelo calibre”, garante Gurgel. se propõe a movimentar um dente com
uso de mola de secção aberta para Para Cotrim, no planejamento de reduzida área radicular e, portanto, a
aumentar o espaço (distância inter- uma mecânica ortodôntica, devem pressão sobre o periodonto poderá
braquetes) para o alinhamento de um ser observados também a magnitude levar mais facilmente à necrose estéril
dente muito deslocado do contorno do (quantidade de força) e o ritmo (se as ou a hialinização.
rebordo alveolar. Esta última alternativa forças são contínuas ou intermitentes), b – Implantação óssea: o mesmo
pressupõe correção das inclinações dos que são fatores diretamente relacio- fato se manifesta nos dentes que,
dentes adjacentes ao espaço aberto nados à força. “Contudo, algumas apesar de volume radicular normal,
pela mola”, esclarece Gurgel. condições anatômicas do paciente são apresentam perda óssea periodontal.
Segundo ele, ainda, além do grau de importante observação quando da Nestes casos, a reabsorção da crista
de apinhamento, também deve-se ob- realização de uma terapia”, destaca. óssea alveolar fez com que o volume
servar as condições periodontais em Dentre estas: implantado de raiz fosse reduzido,
pacientes adultos. “A reduzida quanti- a – Volume radicular: a partir de recomendando-se cuidados especiais
dade de osso alveolar implica em re- experimentos com dentes de cães, para a movimentação ortodôntica
dução na quantidade de força indicada Schwarz concluiu que o movimento deste dente.
para a movimentação dentária. Desta ortodôntico mais eficiente ocorria c – Idade do paciente: naqueles
forma, o alinhamento em pacientes quando se produzia no periodonto pres- de pouca idade ocorre uma prolifera-
adultos com perda óssea periodontal são pouco superior à pressão capilar, ção maior do ligamento periodontal,
exige fios que gerem baixa intensidade isto é, 25g por cm² de raiz. Deduz-se com grande quantidade de elementos
de força. Indica-se fios de baixo calibre assim que quanto maior o volume de celulares e feixes de fibras mais del-
que podem, inclusive, serem mantidos raiz de um dente, maior deverá ser a gados e flexíveis, em contraste com o
quadro apresentado nos mais velhos.
O jovem apresenta também um menor
tempo de reação tecidual à carga
ortodôntica (em torno de dois a três
Para exemplificar o conforto do movimento dentário
dias), em contraposição dos oito a dez
realizado com o fio termoativado, Gurgel lembra dias necessários para a proliferação
de um questionamento realizado pela mãe de um celular do adulto, tornando mais lento
seu tratamento ortodôntico.
paciente durante uma consulta. “Relatando ter se d – Compleição óssea: os pa-
submetido a tratamento ortodôntico também na cientes com compleição óssea mais

adolescência, a mãe do paciente recordava-se da robusta, espaços medulares reduzidos


e corticais mais densas apresentam
persistência do desconforto por uma semana após maior tendência à hialinização, e, como
a consulta no ortodontista. Para o espanto desta consequência, uma dificuldade maior
em se produzir movimentos dentais.
mãe, o mesmo não ocorria em seu filho. Destaca-se
Em geral, estes indivíduos possuem
que na época em que foi realizado o tratamento na também a musculatura mastigadora
mãe deste meu paciente, a sequência de fios era mais potente, com maior pressão
vertical sobre os dentes, o que atrasa
somente com aço inoxidável. A pouca resiliência do
a migração ortodôntica. Diferenças
aço resultava em intensidade da força maior e de na estrutura óssea da maxila e da
curta duração. Este fator gerava um desconforto mandíbula também inter ferem na
mecânica ortodôntica, tornando os
maior do que o sentido hoje com o advento dos fios
deslocamentos dos dentes inferiores
termoativados”, esclarece. mais difíceis.

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PROPRIEDADES DOS FIOS mestral, para verificar eventuais danos coroa e raiz ou ajustes de posiciona-
Durante o tratamento devem ser teciduais”, orienta. mento de dentes tendo com ancora-
utilizados fios ortodônticos de acordo Da mesma forma, Gurgel reafirma gem um grupo de dentes. Finalmente,
com a fase do tratamento em questão. que, nas três fases do tratamento temos para a retração e/ou finalização
De acordo com Cotrim, os arcos de ortodôntico – 1. alinhamento e nivela- um apelo maior para fios que exibam
Ni-Ti termoativados são os eleitos, mento; 2. movimentos individualizados bastante formabilidade. Deste modo, o
na maioria das técnicas ortodônticas e; 3. retração e/ou finalização, há aço inoxidável permite a confecção de
corretivas, para iniciar a fase de ali- ligas metálicas características para dobras em graus variados, assim como
nhamento e nivelamento. “Em seguida, cada uma. “A fase do alinhamento e a coordenação de arcos. Além disto,
arcos de rigidez crescente poderão nivelamento requer muita flexibilidade os fios trançados de aço proporcionam
ser empregados para a normalização ou elasticidade, portanto pede os fios a intercuspidação, inclusive aceitando
da posição dos dentes, conforme já de Ni-Ti e os fios de Ni-Ti termoativado. pequenas dobras quando necessárias.
mencionei anteriormente. Os parâ- Porém, os movimentos individualizados Deve-se recordar que o aço inoxidável
metros que ditarão a velocidade na têm como fio símbolo o de liga de beta- é o fio ortodôntico de superfície mais
qual o profissional deverá evoluir de titânio, mais conhecido por TMA (titânio polida dentre as ligas metálicas utili-
um fio para o outro são o conforto do molibdênio alloy). Esta liga apresenta zadas em Ortodontia, cuja vantagem
paciente (ele não deve sentir mais do formabilidade relativa, ou seja, aceita permite a redução do atrito clássico
que dois ou três dias de suave dor) e dobras desde que arredondadas para durante a retração ou fechamento de
o acompanhamento radiográfico se- casos que requerem movimentação de espaço”, adverte.

Figura 1 Figura 2 Figura 3


Os fios compostos por TMA (Titanium Molibde- O paciente que apresenta dentes com redução No início do nivelamento devemos priorizar os
num Alloy) apresentam propriedades mecânicas da superfície radicular, deve ter uma criteriosa fios de baixo calibre e confeccionados com
intermediárias entre os arcos de Aço Inoxidável avaliação dos riscos da movimentação ortodôn- ligas de alta flexibilidade, tal como observado
e de Níquel-Titânio. São indicados, por exemplo, tica. Caso ela seja indicada, sugerem-se fios de no arco inferior 0.016” de Níquel-Titânio. Com
para a confecção das molas de distalização do alta flexibilidade, que apliquem forças de baixa o desenvolvimento do caso clínico e a correção
aparelho Pendex, que requer forças mais eleva- intensidade e minimizem os riscos de danos do posicionamento dental, fios mais rígidos,
das que as produzidas pelo Ni-Ti, porém com teciduais, tais como os fios de Níquel-Titânio como o arco superior de aço 0.019 x 0.025”,
deflexões 105% maiores do que as do aço. termoativados. podem ser utilizados.

A B C

Figuras 4a a 4c
Os braquetes autoligados reduzem o coeficiente de atrito com relação aos braquetes ligados com amarrilhos elásticos, favorecendo assim a correção dos
apinhamentos e auxiliando no controle da ancoragem.

Imagens cedidas pelo professor doutor Flávio Cotrim-Ferreira.

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Dessa forma, Gurgel considera que a movimentação em graus variados nos demais dentes por motivos de
não se pode ter uma sequência única dos diferentes grupos de dentes. Pro- praticidade”, frisa Gurgel.
para todos os casos, uma vez que as curo manter este fio por mais tempo, Cotrim acrescenta que quando
particularidades de cada caso devem caso seja necessário, pois sua ação Angle criou o braquete de aço inoxidá-
guiar o profissional na seleção dos fios de força diferenciada por segmentos vel com o modelo Edgewise, formado
a serem utilizados. “Deve-se sempre promove a movimentação mais efi- por um canal de encaixe horizontal e
lembrar que quanto melhor adaptado ciente dos grupos dentários no arco”, aletas verticais, a amarração do fio
o fio na ranhura do braquete, mais efi- complementa. no braquete era realizada por meio de
ciente o mesmo se torna. Quanto mais ligaduras metálicas torcidas em torno
detalhados os movimentos dentários, LIGADURAS ELÁSTICAS das aletas. “O sistema Edgewise tradi-
mais complicada a mecânica. Sou favo- Com relação às ligaduras elásticas cional, que empregava fios, braquetes
rável a persistente ideia de simplificar para amarrar os arcos ortodônticos e ligaduras de aço, proporcionava bai-
a mecânica para facilitar o trabalho aos braquetes, o seu uso tem sido uma xa fricção, mas demandava um longo
do profissional, porém sou consciente constante entre grande parte dos orto- tempo para a remoção e colocação
de que em alguns casos não podem dontistas, sobretudo pela praticidade das ligaduras, além destas causarem
ser evitadas as dobras e o uso de fios de colocação e conforto. Contudo, con- desconforto quando deslocadas. É
segmentados”, pondera. vém atentar para a influência do tipo importante saber que quanto maior for
Assim, com base nos conhecimen- de ligadura utilizada no planejamento a pressão do fio de ligadura, que com-
tos científicos sobre os fios ortodônti- de aplicação de força. prime o arco metálico em direção ao
cos, Gurgel procurou estabelecer uma “A comparação do atrito resultante fundo da canaleta do braquete, maior
sequência que pudesse ser utilizada na do tipo de ligadura utilizada tem sido será o atrito gerado para o deslizamen-
maioria dos casos. “Devo enfatizar o um assunto controverso na literatura to fio/braquete”, assegura.
fato de que ao estipular uma sequência e atualmente muito comentado em De fato, as ligaduras elásticas
própria, observei uma significante redu- decorrência dos inovadores braquetes trouxeram à prática clínica maior agili-
ção no número de tipos diferentes de autoligados. Em testes laboratoriais dade, uma vez que, segundo Paduano
fios disponíveis nos estojos de fios da comparando a ligadura metálica e et al., o tempo médio para amarrar
minha clínica. Isto facilitou inclusive a de elastômero, observou-se ser irre- um arco dental completo empregando
reposição e a projeção de procedimen- levante a diferença entre os tipos de anéis elásticos é de dois minutos,
tos relativos aos fios ortodônticos. A ligaduras. Contudo, no ambiente bucal, contra três minutos usados para a
sequência de fios que mais utilizo em a degradação do elastômero acompa- amarração metálica. “Entretanto” – ex-
meu consultório consiste dos seguin- nhado do acúmulo de indultos permite plica Cotrim –, há um grave problema
tes fios: .012 “NiTi; .018”termo; .016” um expressivo aumento no atrito clás- relacionado ao uso dos elásticos, uma
x .022” termo com força diferenciada sico. Não obstante, a ligadura elástica vez que estes incrementam fortemente
entre os segmentos do arco; .019” x colocada em forma de “X” permite uma o coeficiente de fricção gerado no
.025” NiTi; .019” x .025” aço inoxidá- melhor acomodação do fio na ranhura deslize entre o fio e o braquete. O
vel”, detalha. do braquete para promover um melhor uso de módulos elásticos revestidos
Gurgel sempre inicia com o fio aproveitamento da ativação – deve-se por polímeros produz efetiva redução
de menor diâmetro para reduzir ao observar que isto prejudica o movimen- do atrito, segundo Hain, Dhopatkar e
máximo a quantidade de movimento to de deslizamento do fio, caso isto Rock, em pesquisa de 2006”, alega.
ortodôntico, enquanto o paciente se seja necessário. Desta forma, para
acostuma com o aparelho fixo. “Na os casos cuja correção do posiciona- ATRITO DO FIO
sequência, o fio termo .018” exerce mento dentário exige o deslizamento Recentemente, vários estudos
bastante movimento dentário como convém optar pelo uso de ligaduras têm sido realizados com o objetivo
que recuperando o período em que o metálicas. Como utilizo a mecânica de de avaliar a importância do atrito na
paciente permaneceu com o fio .012” deslizamento, nos casos com retração movimentação ortodôntica. De acordo
Ni-Ti. Posteriormente, o fio .016” x anterior, emprego ligaduras metálicas com Cotrim, durante muitos anos a Or-
.022” termo com força diferenciada somente nos pré-molares, enquanto todontia contou apenas com braquetes
entre os segmentos do arco promove são empregadas ligaduras elásticas metálicos para produzir movimentos

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dentais. Apesar dos dispositivos fabri- Cotrim alega que para reduzir ainda metálicas, o que reduz sobremaneira o
cados pelas diversas empresas serem mais a fricção entre o braquete e o fio or- atrito. “Atualmente tem-se proposto o
constituídos por uma liga metálica todôntico, os aparelhos autoligados, isto uso de ranhuras polidas ou siliconizadas
similar, inúmeros processos de fabri- é, livres de ligaduras, têm sido ampla- para os cerâmicos, contudo ainda faltam
cação influenciam suas propriedades mente utilizados pelos ortodontistas nos dados científicos de que este polimen-
de fricção. Pesquisas desenvolvidas últimos anos. “Os braquetes autoligados to persista ao constante contato dos
pela equipe do professor Cotrim cons- apresentam um clipe de abertura / fe- fios dentro da ranhura. Os braquetes
tataram, em microscópio eletrônico de chamento que apreende o fio no interior autoligados parecem ser a solução
varredura, que defeitos de superfície, dos dispositivos. O clipe de fechamento mais viável para redução do atrito na
tais como sulcos, ranhuras e granu- pode ser ativo ou passivo: denomina-se mecânica ortodôntica. Ainda deve ser
lações, são frequentes no interior da ativo aquele que aplica uma força em muito estudada a relação dos tipos de
ranhura dos braquetes e podem elevar direção lingual, empurrando o fio para o braquetes autoligados com os tipos de
sobremaneira o atrito. interior do braquete; já nos passivos, o atrito. Não somente o atrito clássico
“A crescente demanda por uma clipe de abertura / fechamento apenas representa um fator de obstrução ao
melhor estética dos aparelhos ortodôn- mantém, sem força, o fio dentro da ca- movimento dentário. Também competem
ticos fixos, fez com que a indústria de naleta. Creio, portanto, que a busca por sobremaneira os atritos denominados de
materiais para Ortodontia desenvolves- aparelhos ortodônticos de baixo atrito biding e notching”, adverte.
se braquetes confeccionados em ma- seja uma tendência inexorável de nossa Gurgel acentua que a relação do
terial plástico (policarbonato) ou com especialidade”, destaca. fio ortodôntico com o clipe de fecha-
estrutura cerâmica (monocristalina ou Conforme Gurgel, para o controle mento da ranhura parece ampliar a
policristalina). Os braquetes constituí- dos diferentes tipos de atrito deve-se eficácia do aparelho ortodôntico fixo.
dos por policarbonato exibem, segundo inicialmente ter um conhecimento bá- “Tornando o braquete autoligado um
Dobrin, em 1975, alta fricção, além de sico das características dos diferentes elemento ativo do movimento, papel
outros problemas como descoloração, tipos de materiais e suas interações anteriormente somente exercido pelo
grande desgaste e baixo controle de com os dispositivos produzidos a partir fio. Embora os braquetes autoligados
torque”, esclarece Cotrim. destes materiais. “A combinação de fio sejam classificados em ativos e passi-
Já com relação aos braquetes de aço com braquete de aço tem-se vos, entendo que para ambos os tipos
cerâmicos, ele afirma que “embora mostrado muito eficiente pelo reduzido de clipes existe um grau de interação
superiores aos de policarbonato pela atrito clássico apresentado. Por outro com o fio ortodôntico, principalmente
maior resistência, melhor estética e lado, a combinação que gera maior com os fios Ni-Ti termoativados Além
por não apresentarem descoloração ou atrito é a do braquete cerâmico com disto, o autoligado permite a redução
desgaste, apresentam alguns inconve- o fio de beta-titânio”, assinala. da quantidade de indulto sobre o fio or-
nientes como alta fricção com os fios Ele lembra ainda que as ranhuras todôntico, bastante observado com o
ortodônticos, possibilitando fraturas. dos braquetes cerâmicos podem ser uso das ligaduras elásticas”, conclui.
Atualmente, para compensar os proble-
mas friccionais, alguns modelos apre-
sentam canaleta de metal em todos os
braquetes e outros apresentam preparo Com relação às ligaduras elásticas para amarrar os
na superfície da canaleta, propiciando
arcos ortodônticos aos braquetes, o seu uso tem sido
maior lisura de superfície. Entretanto,
a literatura relata que, mesmo com uma constante entre grande parte dos ortodontistas,
canaleta de metal ou com tratamento sobretudo pela praticidade de colocação e conforto.
para aumento da lisura de superfície, os
braquetes estéticos conferem fricção
Contudo, convém atentar para a influência do tipo de
suavemente maior que os metálicos, ligadura utilizada no planejamento de aplicação de força.
principalmente em situações de desni-
velamento, onde o fio sofre angulações
nas canaletas”, informa.

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A B C

Figuras 1a a 1c
Correção do posicionamento do incisivo lateral superior esquerdo. A – mola aberta introduzida em fio .016” x .022” termo para abrir o espaço e permitir
a vestibularização do dente 22. B – alinhamento do dente 22 realizado pela mecânica do “sobre fio” empregando-se o fio .020”de aço sobreposto pelo fio
.018 termo. O fio de aço presta–se como elemento de ancoragem para os dentes adjacente e mantenedor de espaço enquanto o fio NiTi termoativado
corrige o posicionamento do 22. C –Correção do posicionamento do dente 22 e da linha média superior.

Figura 3
Retração ântero-superior e inferior realizada
com ligaduras metálicas nos acessórios dos
segundos pré-molares para reduzir o atrito clás-
sico do deslizamento do fio de aço na ranhura
dos acessórios.

Figura 2
Sequência de fios nas diferentes etapas do tratamento.

A B C

Figuras 4a a 4e
Alinhamento e nivelamento realizado com fios
termoativados em braquetes autoligados. A
– fio .018”NiTi termo com extensa deflexão
entre canino e pré-molar. B - fio .016” x .022”
termo. C – fio .016” x .022” termo mantido
por mais dois meses. D - oclusal inferior pré
tratamento. E – oclusal inferior mostrando o
D E alinhamento inferior sem a ocorrência de efeito
colateral de rotação no canino esquerdo.

Imagens cedidas pelo professor Júlio de Araújo Gurgel.

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Angle Orthod 1991;61(4):293-302. 305.
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and materials. Semin Orthod 1997;3:166-77. versus conventional stainless steel twin brackets with second-order
16. Kusy.RP, Whitley JQ. Assessment of second-order clearances between angulation in the dry and wet (saliva) states. Am J Orthod Dentofacial
orthodontic archwires and bracket slots via the critical contact angle for Orthop 2001;120(4):361-70.
binding. Angle Orthod 1999;69(1):71-80. 31. Uribe Restrepo GA. Ortodoncia – teoria e clínica. Corporación para
17. Kusy.RP, Whitley JQ. Frictional resistance of metal-lined brackets versus investigaciones biológicas. Colombia: Medellín, 2010. p. 1312.
conventional stainless steel brackets and development of 3-D frictional 32. Vellini-Ferreira F. Ortodontia. Diagnóstico e planejamento clínico. São
maps. Angle Orthod 2001;71(5):364-74. Paulo: Artes Médicas, 2008. p. 553.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):90-7
97
Ciência Brasil

Publicação de pesquisadores
brasileiros na mídia internacional

O espaço Ciência Brasil é reservado para a divulgação


das pesquisas recentemente publicadas por ortodontistas
brasileiros em periódicos internacionais.
Confira abaixo quatro dessas pesquisas

Barros SE; Janson G; Chiqueto K; Janson M; de Freitas MR. Avaliação da precisão de um guia radiográfico-
cirúrgico para inserção de mini-implantes. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2009 Nov;136(5):722-35. PMID:
19892291 [PubMed - indexed for Medline].

RESUMO
Proposição - Avaliou-se radiograficamente o grau de precisão de um guia radiográfico-cirúrgico na predição do posiciona-
mento final de mini-implantes inseridos no septo inter-radicular e, sequencialmente, determinou-se um índice de risco para
normatizar a indicação do procedimento de inserção dos mini-implantes.
Material e Métodos - Um total de 53 mini-implantes foram inseridos no septo inter-radicular da região posterior da maxila
e/ou mandíbula de 27 pacientes com idade média de 19,17 ± 9,06 anos. O Guia Radiográfico-Cirúrgico Graduado (GRCG)
foi utilizado para inserir os mini-implantes no centro do septo de forma equidistante em relação às raízes dos dentes
adjacentes. As distâncias entre o mini-implante e as raízes dos dentes adjacentes foram mensuradas nas 53 radiografias
pós-cirúrgicas com intuito de avaliar a precisão do GRCG a partir do grau de centralização do mini-implante no septo. O
grau de imprecisão do GRCG foi associado à largura do septo e ao diâmetro do mini-implante para compor a fórmula do
índice de risco utilizada na avaliação do risco cirúrgico de inserção dos mini-implantes.
Resultados - O grau de imprecisão do GRCG mostrou que, em média, os mini-implantes foram inseridos com um desvio de
0,13mm (±0,13) em relação ao centro do septo. O valor médio do índice de risco (IR) foi menor do que 1 (um), significando
um reduzido risco cirúrgico.
Conclusões - A ligação estabelecida entre os procedimentos radiográfico e cirúrgico proveu ao GRCG um reduzido grau
de imprecisão de 0,13 mm, e uma acurada predição do posicionamento final do mini-implante no septo inter-radicular,
contribuindo para um reduzido risco cirúrgico (IR<1).

Aplicação clínica do Guia Radiográfico-Cirúrgico 3-D Graduado (GRCG)


A. Inserção do mini-implante com o GRCG.
B e C. Radiografia pós-cirúrgica utilizada para avaliação da precisão do GRCG.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):98-100
98
ORTOINFORMAÇÃO

Kobayashi HM, Scavone Jr H, Ferreira RI, Garib DG. Relationship between breastfeeding duration and prevalence
of posterior crossbite in the deciduous dentition. Am J Orthodont Dentofacial Orthop. 2010 Jan; 137(1):54-8.

RESUMO
Neste estudo epidemiológico retrospectivo foi avaliada a duração da amamentação
ao peito, excluindo integralmente a utilização de mamadeira, e sua relação com a
prevalência de mordidas cruzadas posteriores, na fase da dentição decídua completa.
A metodologia consistiu na realização de exames clínicos ortodônticos em 1.377
crianças brasileiras (690 meninos e 687 meninas), com três e seis anos de idade,
procedentes de 11 pré-escolas públicas da cidade de São Paulo, Brasil. Com base
em questionários respondidos pelas mães das crianças avaliadas, elas foram clas-
sificadas em quatro grupos amostrais, de acordo com a duração da amamentação
previamente recebida: G1 – nunca amamentadas (n=119), G2 – amamentadas por
menos de seis meses (n=720), G3 – amamentadas por seis a 12 meses (n=312) e
G4 – amamentadas por mais de 12 meses (n=226). As análises estatísticas incluíram
o teste do qui-quadrado (p<0,05) e a determinação da razão de chances (odds ratio).
Os resultados revelaram prevalências de 31,1%, 22,4%, 8,3% e 2,2% para as mor-
didas cruzadas posteriores, respectivamente nos grupos G1, G2, G3 e G4. O teste
do qui-quadrado apontou uma relação estatisticamente significante entre a duração
da amamentação e a prevalências desta categoria de má-oclusão. Concluiu-se que
as crianças que receberam amamentação ao peito durante mais de 12 meses, sem
utilização de mamadeiras, apresentaram um risco 20 vezes menor para o desenvolvimento de mordidas cruzadas posteriores,
em relação às crianças nunca amamentadas, juntamente com um risco cinco vezes menor, quando comparadas às crianças
amamentadas por um período entre 6 e 12 meses.

Janson G; Valarelli, FP; Cançado RH; de Freitas MR; Pinzan A. Relação entre a severidade da má-oclusão e a proporção
de sucesso do tratamento da Classe II sem extração. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2009;135:274.e1-274.e8.

RESUMO
O objetivo deste estudo foi avaliar a proporção de sucesso
do tratamento sem extração da má-oclusão de Classe II
de acordo com sua severidade inicial. A amostra de 276
pacientes foi dividida em dois grupos de acordo com a
severidade inicial da má-oclusão. O Grupo 1, composto
por 144 pacientes que apresentavam ½ Classe II bilateral,
com a idade inicial média de 12,27 anos. O Grupo 2, com-
posto por 132 pacientes que apresentaram inicialmente
Classe II completa bilateral, com a idade inicial média de
12,32 anos. Os modelos de estudo iniciais e finais do tra-
tamento foram avaliados por meio do Índice de Prioridade
de Tratamento (IPT). O teste qui-quadrado foi utilizado para
avaliar as diferenças entre os dois grupos em relação às
variáveis categóricas. Variáveis relacionadas aos resultados oclusais foram comparadas com teste “t” não-pareado. O Grupo
1 apresentou um resultado oclusal significativamente melhor, menor tempo de tratamento, e um maior índice de eficiência do
tratamento. Com base nestes resultados, concluiu-se que a má-oclusão de ½ Classe II bilateral apresenta uma melhor taxa
de sucesso do tratamento sem extrações quando comparada a má-oclusão de Classe II completa bilateral.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):98-100
99
Ciência Brasil

Rosseto MC; Palma FMC; Ferreira RI; Pinzan A; Vellini-Ferreira F. Estudo comparativo da largura do arco
dentário em modelos de gesso, fotocópias e imagens digitalizadas. Braz Oral Res. 2009; 23(2): 190-5.

RESUMO
O objetivo neste estudo foi avaliar comparativamente
a largura do arco dentário, nas regiões de caninos e
molares, por meio de mensurações diretas em mo-
delos de gesso, fotocópias e imagens digitalizadas
dos modelos. A amostra consistiu de 130 pares de
modelos de gesso, fotocópias e imagens digitalizadas
dos modelos de pacientes leucodermas (n = 65), de
ambos os gêneros, com más-oclusões de Classe l e
Classe ll Divisão 1, tratados pela mecânica Edgewise
padrão e extração dos quatro primeiros pré-molares.
As larguras intercaninos e intermolares superiores
e inferiores foram mensuradas por um examinador
calibrado, antes e após o tratamento ortodôntico,
com a utilização dos três modos de reprodução dos
arcos dentários. A dispersão dos dados relativos às
medidas lineares intra-arco (mm) pré e pós-tratamento
foi representada como box plots. Os três métodos de mensuração foram comparados por one-way ANOVA para medidas
repetidas (α = 0,05). Os valores médios iniciais e finais apresentaram as seguintes variações: 33,94 a 34,29 mm / 34,49
a 34,66 mm (largura intercaninos superiores); 26,23 a 26,26 mm / 26,77 a 26,84 mm (largura intercaninos inferiores);
49,55 a 49,66 mm / 47,28 a 47,45 mm (largura intermolares superiores) e 43,28 a 43,41 mm / 40,29 a 40,46 mm
(largura intermolares inferiores). Não houve diferenças estatisticamente significantes entre as larguras médias dos arcos
dentários estimadas pelos três métodos estudados, antes e após o tratamento ortodôntico. Conclui-se que fotocópias e
imagens digitalizadas dos modelos de gesso proporcionaram reproduções fidedignas dos arcos dentários para obtenção
de medidas intra-arco.

Para publicação: envie à revista OrtodontiaSPO (e-mail secretaria@ortodontiaspo.com.br) resumos de seu artigo – publicado em
periódico internacional, com até 250 palavras, além de uma imagem significativa do tema, com resolução de 300 dpi.

100 OrtodontiaSPO | 2010;43(1):98-100


Responsabilidade Civil ORTOINFORMAÇÃO

NILCÉA NICOLAS BALDACCI


Advogada e mestre em Deontologia
e Odontologia Legal.

A importância da primeira
consulta para os ortodontistas
Na última edição desta coluna tratamos da importância da acompanhamento muito próximo do profissional e, princi-
primeira consulta para os cirurgiões-dentistas em geral. Nesta, palmente, da participação do paciente, que deverá ter sido
iremos abordar alguns cuidados que o ortodontista, em espe- conscientizado acerca da importância de sua colaboração no
cial, deverá observar nesse primeiro contato com o paciente. desenrolar de todo o processo, sob pena de o profissional,
Devido aos avanços científicos e tecnológicos, a Ortodontia posteriormente, poder vir a ser responsabilizado por não o
passou a atender a um público mais diversificado. Se até então haver informado de todas as etapas do tratamento e de suas
os pacientes eram crianças e adolescentes, atualmente esta eventuais dificuldades.
especialidade odontológica conta com uma clientela que inclui Por essas razões recomenda-se entregar por escrito to-
adultos das mais variadas idades e, consequentemente, com das as recomendações e regras que vão reger o tratamento,
problemas bucais e de saúde geral, muito mais complexos do destacando a importância da participação do paciente neste
que aqueles encontrados nos pacientes mais jovens. processo.
É sobre isto que gostaríamos de conversar com os nossos Não deixe de solicitar os exames complementares que o
leitores. É preciso estar atento a esse novo grupo de pacientes, caso requeira e, principalmente, da documentação usual na
conhecer suas necessidades e seus anseios, e isto deve ocorrer Ortodontia, para assegurar-se das condições necessárias para
exatamente na primeira consulta que, como já lembramos, sen- o correto levantamento do diagnóstico e elaboração do plano
do o primeiro contato do cirurgião-dentista com seu paciente, é de tratamento.
a oportunidade para alertá-lo sobre as reais possibilidades do Os adultos são muito mais sujeitos a problemas de saúde
tratamento ortodôntico, adequando suas expectativas às suas que têm influência direta nos tratamentos ortodônticos, do que
condições pessoais de saúde bucal e geral. as crianças e adolescentes, de um modo geral.
Assim, é indispensável que o ortodontista tome cuidados Também é importante que o ortodontista faça o acom-
especiais ao examinar o paciente adulto, analisando seu inven- panhamento radiográfico constante do tratamento, tendo em
tário de saúde e aprofundando pontos da anamnese que lhe vista que a maior incidência de problemas nos adultos que se
chamem a atenção e que possam, eventualmente, interferir no submetem a tratamentos ortodônticos têm sido as reabsorções
plano de tratamento a ser proposto, bem como no resultado que, detectadas a tempo, podem ter solução adequada, sem
final desse tratamento. maiores consequências danosas para o paciente.
Se existe uma especialidade odontológica onde a colabora- É, portanto, na primeira consulta que deverão ser escla-
ção do paciente é fundamental para o sucesso almejado, esta recidos todos estes aspectos do tratamento, assim como,
é a Ortodontia. E por quê? serem estabelecidas as regras de um relacionamento que irá
Porque trata-se de um tratamento longo, que requer um se estender no tempo, evitando-se muitos problemas.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):101
101
Acontece

SPO comemora o seu Jubileu de Ouro


Fotos: Rafael Rezende

Durante os três dias do evento as apresenta- A SPO sempre teve por meta levar O Encontro ofereceu aos partici-
ções no auditório Elis Regina foram bastante
concorridas e prestigiadas pelos participantes. o conhecimento em busca da evolução pantes uma programação científica de
profissional no contexto da Odontologia alto nível, ministrada pelos nomes que
nacional. Por isso, ao chegar aos 50 anos mais se destacaram no Orto 2008-SPO,
de existência e de história, registrou esse realizado em outubro de 2008, como os
acontecimento com a promoção do En- professores Leopoldino Capelozza, Omar
contro Científico Comemorativo – 50 anos Gabriel e Hugo Trevisi, e foi dividido em
SPO. O evento foi realizado entre os dias dois formatos: Cursos Integrados – Imer-
5 e 7 de novembro de 2009, no auditório são e Ciclo de Conferências.
Elis Regina, no Palácio das Convenções do E como não poderia deixar de ser, o
Anhembi, em São Paulo, e reuniu cerca de evento contou, ainda, com a participação
1.180 pessoas, entre participantes, corpo de mais de 20 empresas na Exporto
docente, expositores e visitantes. 50 anos SPO, um espaço dedicado à
Dos especialistas presentes, 650 promoção, divulgação e comercialização
são da área da Ortodontia, 34 da Odon- de produtos e serviços visando a melhor
topediatria, 25 da Ortopedia Funcional prática da Ortodontia e áreas afins. As
dos Maxilares, 16 da Clínica Geral, cinco empresas são: 3M Unitek, Abzil, Aditek,
da Radiologia, cinco da Dentística e Coraldent, Dental Press, Dentoflex, FGM,
quatro da Prótese. Esses profissionais G&M Orthodontics, ICE, Intermedic Te-
são oriundos dos 26 Estados brasileiros chnology, Masther Dental, Ocar, Morelli,
mais o Distrito Federal, sendo que 547 N&F Ortho Dental, Neodent, Odonto Atual,
de São Paulo, seguidos de 81 do Rio de Orthocamp, Ortho Rio, Ortho Source, SIN
Janeiro e de 48 de Minas Gerais. e Livraria e Editora Tota.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):104-09
104
ORTOINFORMAÇÃO

A Exporto 50 Anos SPO


trouxe tecnologia avançada e
proporcionou excelentes negócios.

CURSO DE IMERSÃO E de nas áreas da Ortodontia e Ortopedia Cappellozza, apresentaram um tema


CICLO DE CONFERÊNCIAS Funcional dos Maxilares, o Ciclo de bastante desafiador: O futuro hoje: o
Conferências contou com 10 apresen- papel da Ortodontia na Odontologia de
A abertura do evento aconteceu em tações conduzidas por profissionais acompanhamento.
5 de novembro, com o curso ministrado com grande experiência na área: Alécia No curso foram demonstradas evi-
por Omar Gabriel, Jorge Faber, Roberto Louzada, Celestino Nóbrega, Cristina dências clínicas e científicas do processo
Macoto Suguimoto e Guilherme Janson. Dominguez, Flávio Cotrim-Ferreira, de Odontologia do acompanhamento. A
Juntos, eles abordaram um tema de Sérgio Luís de Miranda, José Fernando saúde bucal e a preservação dos dentes
grande interesse: “Tratamento ortopédico Castanha Henriques, Jurandir Antonio têm mudado o espectro de necessidades,
da má-oclusão classe III” nas dentaduras Barbosa, Maurício Tatsuei Sakima, Hugo dando ênfase a Ortodontia e, dentro da
decíduas mistas, usando ortopedia mecâ- Trevisi e Alexandre Gallo Lopes. prática dessa especialidade, a prevenção
nica. O protocolo defendido foi a tração Encerrando as atividades, o pro- e a interceptação. Assim, foram mostrados
reversa da maxila, seguida de contenção fessor Leopoldino Capelozza Filho e protocolos de acompanhamento incluindo
com a mentoneira. sua equipe, composta por Maurício prevenção, interceptação, tratamento e
Planejado para oferecer diversida- de Almeida Cardoso e José Antonio preservação de resultados obtidos.

Alguns palestrantes do evento.

Leopoldino Capelozza Filho. Omar Gabriel. Maurício T. Sakima. Jurandir Barbosa.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):104-09
105
Acontece

Grupo de homenageados
que recebeu a Medalha
“50 anos SPO.”

Da esq. para a dir.:


Júlio Vigorito, Reynaldo
Baracchini, Jairo Corrêa e
Paulo Affonso de Freitas, os
presidentes da SPO.

Baracchini, Osny Corrêa, Júlio Wilson Vigo- SPO. Jairo Corrêa foi homenageado por
rito e Jairo Corrêa, este atual presidente. Paulo Affonso de Freitas, que falou em
Participaram ainda autoridades e nome dos ex-presidentes.
profissionais de destaque da Ortodontia e Em seguida foi servido coquetel e
da Odontologia, como Placidino Guerrieri bolo a todos os presentes.
Brigagão, Luciano Artioli, Silvio Jorge
Checchetto, Doris Camargo Andrade, PAINÉIS CIENTÍFICOS
Pedro Petreli, Brás Antunes Matos Neto,
Mario Vedovello Filho, Eduardo Sakai, Para promover e reconhecer a
Nelson Junqueira Andrade, Emil Razuk e produção científica de especialistas,

Jairo Corrêa entrega a me-


Flávio Cotrim-Ferreira, editor científico da clínicos e, principalmente, de alunos de
dalha a Flávio Cotrim-Ferreira revista, entre outros. cursos de especialização em Ortodontia
editor científico de revista
OrtodontiaSPO. Em seu discurso, Jairo Corrêa desta- e Ortopedia Funcional dos Maxilares,
cou que a busca pela excelência sempre durante o Encontro Científico foram
norteou os caminhos da SPO, sendo este premiados os três trabalhos vencedo-
o seu lema. Ele fez um breve retrospecto res do “Prêmio de Incentivo à Pesquisa
HOMENAGENS sobre a trajetória da entidade depois Clínica”. Confira nas páginas seguintes
entregou as medalhas e os diplomas quem são os autores e o resumo dos
O ponto alto do Encontro Científico comemorativos aos ex-presidentes da trabalhos vencedores.
foi, sem dúvida, a Solenidade de Entrega
da Medalha “50 anos SPO”. Na ocasião,
foram homenageados os colegas que
contribuíram para tornar a Ortodontia
uma especialidade reconhecida e res-
peitada, promovendo assim uma maior
integração entre os participantes.
Estiveram presentes todos os presi-
dentes da entidade desde a sua fundação,
1a colocada: Michelle Alonso 2o colocado: Sérgio Estelita 3a colocada: Kelly Fernanda
como Paulo Affonso de Freitas, Reynaldo Cassis. Cavalcante Barros. Galvão Chiqueto.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):104-09
106
ORTOINFORMAÇÃO

1o lugar

Avaliação cefalométrica dos efeitos do esporão lingual colado, associado


à mentoneira no tratamento precoce da mordida aberta anterior
Cephalometric evaluation of the lingual bonded spur effects, associated with high-pull chincup therapy in
the early treatment of anterior open bite

Michelle Alonso Cassis* Resumo


Juliana Fernandes de Morais* O propósito deste estudo clínico, prospectivo e randomizado foi comparar
Nuria Cabral Castello Branco*
José Fernando Castanha Henriques** cefalometricamente as alterações dentoalveolares e esqueléticas decorrentes
Renato Rodrigues de Almeida*** do tratamento da mordida aberta anterior, utilizando o aparelho esporão colado
associado à mentoneira, durante um período de 12 meses.
*Mestres em Ortodontia – Faculdade de Odontologia
de Bauru – USP; Alunas de Doutorado em Ortodontia
– Faculdade de Odontologia de Bauru - USP
Material e Métodos
**Professor titular do Departamento de Odontope- As amostras foram constituídas de 30 pacientes, sendo um grupo controle,
diatria, Ortodontia e Saúde Coletiva – Faculdade de
Odontologia de Bauru- USP. com idade média inicial de 8,36 anos e um grupo experimental, com idade média
***Professor associado da Disciplina de Ortodontia
da Faculdade de Odontologia de Bauru – USP; Profes-
inicial de 8,14 anos, de ambos os gêneros, leucodermas, em fase da dentadura mis-
sor adjunto – Faculdade do Norte do Paraná - Unopar. ta, com incisivos e molares permanentes totalmente irrompidos, relação molar de
Classe I de Angle e overbite negativo de pelo menos 1 mm. O período de avaliação
foi de um ano e correspondeu ao intervalo entre a obtenção das telerradiografias
inicial e final. O grupo controle não foi submetido a tratamento.
A terapêutica empregada no grupo experimental compreendeu o uso do apa-
relho esporão lingual colado Nogueira (Abzil, 3M Unitek), colado na face lingual dos
incisivos centrais superiores e inferiores, associado ao uso noturno da mentoneira,
com uma força de 450 g a 500 g por lado, direcionada a 45º acima do plano
oclusal. Os esporões tiveram suas hastes afiadas com disco de carborundum
previamente à instalação. Para a comparação entre os grupos utilizou-se o teste
“t” não pareado, a um nível de significância de 5%.

Resultados e Conclusão
Os resultados demonstraram que o aparelho esporão colado associado à
Figuras 1 e 2
Vistas oclusais do aparelho mentoneira proporcionou alterações dentoalveolares e esqueléticas (Ar.GoMe)
esporão lingual colado Nogueira,
posicionados mais próximos da
estatisticamente significantes. O grupo experimental apresentou uma lingualização
cervical nos incisivos centrais e extrusão dos incisivos superiores e apenas extrusão dos incisivos inferiores
superiores e mais próximos da
incisal, nos incisivos centrais quando comparado ao grupo controle. O fechamento médio do overbite foi de
inferiores, para evitar interferências 5,23 mm para o grupo experimental, enquanto que para o grupo controle foi de
oclusais após a correção da
mordida aberta anterior. 1,98 mm. O grupo experimental apresentou um fechamento do ângulo goníaco
com significância estatística, quando comparado ao grupo controle.
Concluiu-se que o protocolo de tratamento empregado proporcionou altera-
ções dentoalveolares na região anterior dos arcos dentários, que foram respon-
sáveis pelo fechamento da mordida aberta anterior na fase da dentadura mista, e
alterações esqueléticas, devido ao fechamento do ângulo goníaco.

Figura 3
Mentoneira usada durante o período noturno,
com uma força de 450 g a 500 g por lado,
direcionada a 45º acima do plano oclusal.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):104-09
107
Acontece

2o lugar

Inserção de mini-implantes baseada nas referências


anatômicas da coroa dentária
Mini-implant insertion based on tooth crown references

Sérgio Estelita* Resumo


Guilherme Janson** A inserção de mini-implantes requer uma técnica cirúrgica acurada. Os guias
Kelly Chiqueto***
cirúrgicos são fabricados com diversos materiais e tecnologias que podem in-
fluenciar a sua complexidade, precisão e custo1-3. Este estudo avalia uma técnica
cirúrgica proposta pelos autores, na qual a inserção dos mini-implantes é guiada
*Doutor e Pós-doutorando em Ortodontia – Faculdade
de Odontologia de Bauru-USP. apenas pelas referências anatômicas da coroa dentária.
**Professor titular da Disciplina de Ortodontia – Facul-
dade de Odontologia de Bauru-USP.
***Doutora em Ortodontia – Faculdade de Odontolo- Material e Métodos
gia de Bauru-USP.
Uma amostra de 53 radiografias interproximais permitiu a avaliação de 213
septos inter-radiculares. Os limites cervicais da face proximal de dentes adjacentes
foram usados para definir a largura do septo (1 e 2), Figura 1. O ponto médio da
largura do septo foi ligado ao ponto de contato interproximal (3 e 4), Figura 1, para
definir uma linha, denominada linha mediana do septo (LMS). As distâncias mesial
(DM) e distal (DD) da LMS às raízes adjacentes foram medidas para avaliar o grau
de centralização desta linha em duas diferentes alturas do septo (h1 e h2), Figura
1. A diferença entre DM e DD expressou o grau de desvio da LMS em relação ao
centro do septo. O teste “t” foi utilizado para comparar DM e DD. O desvio da LMS
foi correlacionado à altura do septo pelo teste de correlação de Pearson.

Resultados e Conclusão
Figuras 1
Determinação da LMS e mensuração das O maior grau de centralização da LMS ocorreu na região coronal do septo (DM=DD,
distâncias M e D, em h1 e h2. teste “t”). O grau de desvio da LMS apresentou correlação positiva com a altura do septo
(r=0.45). A LMS, definida pelas referências anatômicas da coroa, representa uma valiosa
referência clínica na determinação do local de inserção (Figuras 2 e 3).

Referências
1. Estelita S, Janson G, Chiqueto K, de Freitas MR, Henriques JF, Pinzan A. A three-dimensional
radiographic-surgical guide for mini-implant placement. J Clin Orthod 2006;40:548-54.
2. Estelita S, Janson G, Chiqueto K, Janson M, de Freitas MR. Predictable drill-free screw positioning
with a graduated 3-dimensional radiographic-surgical guide: a preliminary report. Am J Orthod
Dentofacial Orthop 2009;136:722-35.
3. Kim SH, Choi YS, Hwang EH, Chung KR, Kook YA, Nelson G. Surgical positioning of orthodontic
mini-implants with guides fabricated on models replicated with Cone-Beam computed
tomography. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2007;131:S82-89.

Figuras 2
Aplicação clínica da técnica IGC (Inserção Figuras 3
Guiada pela Coroa). A. Fio dental para Eficácia do fio dental na determinação dos
marcar os limites cérvico-proximais das limites do septo. O limite cérvico-proximal
coroas, evidenciando a largura do septo; B. alcançado pelo fio dental durante a marcação
Marcação da LMS a partir da união entre o da largura do septo situa-se muito próximo à
ponto de contato e o ponto médio da largura crista óssea como constatado nesta figura onde
do septo; e C e D. Inserção do MI sobre a o fio dental foi substituído por um fio de ligadura
LMS de acordo com a altura desejada. .008” e radiografado.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):104-09
108
ORTOINFORMAÇÃO

3o lugar

Comparação dos efeitos dos aparelhos Mara e Bionator no tratamento


da Classe II
Comparison of Mara and Bionator effects on the Class II treatment

Kelly Chiqueto* Resumo


José Fernando Castanha Henriques** O Mara é um aparelho funcional fixo formado por coroas e alças de aço que
Guilherme Janson**
Sérgio Estelita C. Barros*** posicionam os molares em Classe I quando o paciente oclui, e difere dos outros
funcionais fixos por não conter tubos telescópicos que unem a maxila à mandíbula1-3
(Figura 1). Sendo o Mara um aparelho fixo, livre da colaboração do paciente, e o
*Doutora em Ortodontia - Faculdade de Odontologia
de Bauru - USP. Bionator um aparelho removível muito utilizado na Ortopedia Funcional, o intuito
**Professores titulares da Disciplina de Ortodontia
- Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. deste estudo é comparar os efeitos destes aparelhos no tratamento da má-oclusão
***Doutor e Pós-doutorando em Ortodontia - Faculda- de Classe II, 1ª divisão.
de de Odontologia de Bauru - USP.

Material e Métodos
A amostra de 66 jovens foi dividida em três grupos de 22, com as seguintes
médias de idade inicial e tempo de tratamento em anos: Mara (11,99; 1,11), Bio-
nator (11,27; 1,51), e Controle sem tratamento (11,63; 1,18). Comparou-se as
alterações cefalométricas dos três grupos por meio dos testes Anova e Tukey.

Resultados
Os efeitos dos aparelhos foram: restrição do crescimento maxilar, melhora
da relação maxilomandibular e aumento da Afai. No arco superior, os incisivos
foram lingualizados e os molares distalizados nos dois grupos tratados, e grande
inclinação distal dos molares no grupo Mara. No arco inferior, ocorreu vestibulari-
zação dos incisivos e inclinação mesial dos molares, com maior vestibularização
dos incisivos no Grupo Mara. Por fim, os dois aparelhos promoveram uma melhora
significante nos trespasses horizontal e vertical e na relação molar, com melhor
correção do trespasse vertical e da relação molar no grupo Mara.

Conclusão
Os aparelhos Mara e Bionator corrigiram a Classe II com efeitos predomi-
nantemente dentoalveolares, porém o Mara foi mais eficaz por não necessitar da
cooperação do paciente.

Referências
1. Gonner U et al. Effect of the MARA appliance on the position of the lower anteriors in children,
adolescents and adults with Class II malocclusion. J Orofac Orthop 2007;68(5):397-412.
2. Pangrazio-Kulbersh V et al. Treatment effects of the mandibular anterior repositioning appliance
on patients with Class II malocclusion. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2003;123(3):286-95.
3. Rondeau B. Mara appliance. Funct Orthod 2002;19(2):4-16.

Figura 1
O aparelho Mara instalado. Quando o
paciente oclui as alças superior (1) e
inferior (2) criam uma interferência oclusal
que avança a mandíbula, levando à
oclusão de Classe I.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):104-09
109
Acontece

Orto 2010-SPO: o grande encontro da Ortodontia brasileira


Evento deverá contar com a Em 2010, profissionais da Ortodon- sitivo para protração mandibular; Estética
participação de cerca de 5.000 tia e da Ortopedia Funcional dos Maxilares facial; Imagenologia em Ortodontia;
congressistas. estarão reunidos de 14 a 16 de outubro, Marketing aplicado à Ortodontia; Oclusão
no Anhembi, em São Paulo, no maior e ATM; Ortodontia lingual; Técnica de
evento da especialidade: o Orto 2010- arco segmentado; Tratamento de Classe
a
SPO. Em sua 17 edição, o Congresso II, Classe III, mordida aberta, mordida
Brasileiro de Ortodontia terá como tema profunda; e Tratamento multidisciplinar
central Ortodontia Contemporânea: tec- (reabilitação, estética, cirurgia ortognáti-
nologia e bem-estar. ca, doenças sistêmicas).
Promovido pela SPO, entidade que o O Congresso contará também com
ano passado completou 50 anos de existên- a Exporto 2010-SPO, a exposição pro-
cia, o evento terá uma programação cien- mocional que trará novas tecnologias,
tífica abrangente, contemplando os mais proporcionando bons negócios no even-
recentes temas da Ortodontia mundial. to. As empresas que já confirmaram
Serão mais de 200 horas de programação, participação no Orto 2010-SPO são:
com oito curtos internacionais, 15 cursos 3M Unitek/Abzil; Aditek; Alva Doctor;
nacionais, 100 conferências especiais, 400 Arti-Dente; Bioguide; Coraldent; Dental
painéis científicos e 30 mesas clínicas. Press; Dental São Paulo; Dhpro; Fuji
O Orto 2010-SPO abordará temas Yama do Brasil; G & M Orthodontics;
como: Ancoragem absoluta com mini-im- GAC Orthomax; Hospital da Face; I C E;
plantes; Aparelhos ortodônticos autoligá- INP; Kernit; Livraria Dental Tota; Micro
veis; Biomateriais na prática ortodôntica; Imagem; Morelli Ortodontia; NF Ortho-
Biomecânica em Ortodontia (distalização, dental; Odontoma; Ormco; Orthometric;
verticalização, retração, tração e dentes OrthoSource do Brasil; Profile; Quine-
impactados); Diagnóstico e planificação lato; TP Orthodontics; Zatty Alicates
do tratamento; disjunção maxilar; Dispo- Odontológicos.

Informações e adesões: Departamento de Eventos VMCom


tel.: (11) 2168-3400 – e-mail – secretaria@ortociência.com.br

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):110-1
110
ORTOINFORMAÇÃO

Ministradores internacionais confirmados

Hugo De Clerck (Bélgica)


Tema: distalização molar e correção ortopédica da Classe II com miniplacas de ancoragem óssea

John C. Voudouris (EUA)


Tema: Os aparelhos ortodônticos autoligados e o tratamento da Classe II esquelética

Roger Wise (EUA)


Tema: Ortodontia em adultos: planejamento baseado em problemas

Hans Pancherz (Alemanha)


Tema: O aparelho Herbst emcrianças, jovens e adultos

Björn Ludwig (Alemanha)


Tema: A utilização dos mini-implantes associados aos aparelhos autoligados

Ministradores nacionais confirmados

• Adalsa Hernández • Adrião Silveira Martins • Alael Barreiro F. de Paiva Lino • Alexander Macedo • Alexandre Moro • Ana Carla
R. Nahás • Andreia Cotrim Ferreira • Antonio Carlos Passini • Antonio Inácio Ribeiro • Arnaldo Pinzan • Ary dos Santos Pinto •
Carlo Marassi • Carlos Alberto G. Cabrera • Carlos Henrique Guimarães Junior • Carlos Martins Coelho Filho • Celestino José
Prudente Nóbrega • Cláudia de Carvalho Lopes • Cristina Dominguez • Dalton Humberto de A. Cardoso • Daniela G. Garib •
Daniel Furquim Siqueira • Dirceu B. Raveli • Eduardo César Werneck • Eduardo Guedes-Pinto • Eduardo Miyashita • Ertty Silva
• Ewaldo Luiz de Andrade • Flávio Vellini Ferreira • Gastão Moura Neto • Guilherme Janson • Guilherme T. C. Terra • Hélio
Scavone Junior • Heloísa Cristina Valdrighi • Henrique Ulisses H. Rodrigues • Hideo Suzuki • Hugo Nary Filho • Hugo Trevisi
• Humberto Soliva • Jorge Maria Baptista • Jorge Abrão • Jorge Faber • José Augusto M. Miguel • José Carlos Faria Lago •
José Fernando C. Henriques • José Luis G. Bretos • José Rino Neto • Júlio de Araújo Gurgel • Jurandir A. Barbosa • Karyna
do Valle-Corotti • Kátia de Jesus novello Ferrer • Kátia R. Izola Simone • Laura Santa Pereira • Laurindo Azanco Furquim •
Leandro G. Velasco • Leopoldino Capelozza Filho •Liliana Avila Maltagliati • Lúcia Coutinho Porto • Luciana Flaquer Martins
• Luciana Romani • Luciano Wagner Ribeiro • Lucy Dalva Lopes • Luís Antônio de A. Aidar • Luiz Carlos Manganello • Luiz
Fernando Eto • Luiz Gonzaga Gandini Junior • Luiz Roberto Godolfim • Marcelo de Melo Quintela • Marcelo Gomes Garducci •
Marcio Rodrigues de Almeida • Marco Antonio L. Feres • Marco Antonio Scanavani • Marco Aurélio Gouvea Bomfim • Marcos
Augusto Lenza • Marcos dos Reis Pereira Janson • Marcos Nadler Gribel • Maria Beatriz B. de Araújo Magnani • Maria Eduina
da Silveira • Maria Naira P. Friggi • Maria Regina de C. Brandão • Mario Cappellette Jr. • Marise de Castro Cabrera • Martha
de Abreu Ávila • Masato Nobuyasu • Maurício de Alencar Casa • Maurício de Almeida Cardoso • Maurício T. Sakima • Messias
Rodrigues • Murilo Bovi Corsi • Mustapha Amad Neto • Nelson José Rossi • Omar Gabriel da Silva Filho • Orlando Santiago Jr.
• Pedro Paulo Feltrin • Reginaldo C. T. Zanelato • Renato Castro de Almeida • Renato Vita • Rita de Cássia Souza Baratela •
Rogério S. Armando • Rosana Albertini • Rosana Canteras Di Matteo • Sergio Polizio Terçarolli • Sérgio Ricardo Jakob • Silvia
A. Scudeler Vedovello • Solange Mongelli de Fantini • Tereza Cristina R. da Cunha • Vania C. V. de Siqueira • Vera Helena T.
C. Terra • Weber Ursi • Wilma Alexandre Simões • Wilson Aragão.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):110-1
111
Mercado

Colgate Sensitive Pró-Alívio combate


a sensibilidade dentinária

A Colgate-Palmolive apresentou no final do ano passado


o creme dental Colgate® Sensitive Pro-Alívio™, que utiliza
tecnologia exclusiva para oferecer alívio instantâneo e dura-
douro da sensibilidade dentinária, comprovado clinicamente.
Trata-se da tecnologia Pro-Argin™, que fecha efetivamente
os canais que chegam aos nervos sensíveis dos dentes,
bloqueando assim a transmissão de calor, frio, ar e pressão
que estimulam os receptores da dor dentro dos dentes. dental Colgate® Sensitive Pro-Alívio™ estende a liderança
A sensibilidade nos dentes é um problema oral que afeta tecnológica da Colgate-Palmolive para o segmento dos cre-
até 57% dos consumidores em todo o mundo. O ar frio, uma mes dentais para dentes sensíveis. Além disso, a Colgate
bebida quente ou uma sobremesa doce pode provocar a dor Palmolive do Brasil produzirá a tecnologia para todos os
aguda da sensibilidade. países do mundo, onde o creme dental Colgate® Sensitive
Como líder global em cuidado oral, a Colgate-Palmolive Pro-Alívio™ será comercializado.
oferece soluções que abordam sérios problemas orais, Para mais informações sobre o creme dental Colgate®
ajudando a melhorar a saúde oral e o bem-estar dos consu- Sensitive Pro-Alívio™, visite o site www.colgatesensitivepro-
midores em todo o mundo. Assim, o lançamento do creme alivio.com.br.
Normas de Publicação

Como enviar seus trabalhos


A revista OrtodontiaSPO, adota, a partir de agora, em suas Normas de Publicação, o estilo Vancouver (Sistema Numérico
de Citação), visando a padronização universal de expressões científicas nos trabalhos publicados. Os trabalhos enviados,
a partir de 15 de junho de 2008, que não seguirem rigorosamente as Normas de Publicação serão devolvidos
automaticamente.

Importante: • Impressos completos do trabalho enviado, do Termo de com esses limites no item 3, Apresentação, das Normas
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• CD, identificado, contendo o texto gravado nos formatos sentimento do Paciente, se for o caso. Atenção: o trabalho deverá conter no máximo 5 autores.
DOC ou RTF (Word for Windows ou editores de texto com- 2. Os trabalhos devem conter, imprescindivelmente, todos 4. Dados para envio dos trabalhos:
patíveis), e as imagens (se houver) nos formatos JPG ou os dados para contato com o autor principal (endereço,
TIF, em alta resolução (300 dpi). Atenção: apenas o texto telefones e e-mails). Atenção: os trabalhos que não tive- Para
do trabalho deve estar no formato DOC (Word). Em hipótese rem telefone para contato de, pelo menos, um dos autores, OrtodontiaSPO
alguma, as imagens devem estar contidas em um arquivo também não serão aceitos. Att. Ana Lúcia Zanini Luz
DOC ou PPT (PowerPoint). Também não serão aceitos 3. Todos os trabalhos enviados devem respeitar os limites Editora Assistente – Caderno Científico
slides. Em caso de dúvida, entre em contato com a redação máximos de tamanho de texto e quantidade de imagens/fi- Rua Gandavo, 70 – Vila Mariana
pelo telefone (11) 2168-3400. guras. Antes de postar, confira se o trabalho está de acordo 04023-000 – São Paulo – SP

NORMAS DE PUBLICAÇÃO 2.7. O trabalho deverá ser entregue juntamente com o – Deverão conter título em português, nome(s) do(s)
Termo de Cessão de Direitos Autorais, assinado pelo(s) autor(es), titulação do(s) autor(es), resumo, unitermos,
1. OBJETIVO autor(es) ou pelo autor responsável. introdução, contendo breve revisão da literatura e obje-
A revista OrtodontiaSPO, um órgão oficial da Sociedade 2.7.1. Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais tivos do trabalho, material(is) e método(s), resultados,
Paulista de Ortodontia, destina-se à publicação de artigos [Local e data] discussão, conclusão, título em inglês, resumo em inglês
originais, resumos de teses, artigos de divulgação e relato Eu (nós), [nome(s) do(s) autor(es)], autor(es) do trabalho (abstract), unitermos em inglês (key words) e referências
de casos clínicos no campo da Ortodontia e ciências intitulado [título do trabalho], o qual submeto(emos) bibliográficas.
afins, bem como a divulgação, promoção e intercâmbio de à apreciação da revista OrtodontiaSPO para nela ser Limites: texto com, no máximo, 35.000 caracteres (com es-
informações científicas. publicado, declaro(amos) concordar, por meio deste sufi- paço), 4 tabelas ou quadros, 4 gráficos e 16 figuras/imagens.
ciente instrumento, que os direitos autorais referentes ao 3.1.2. Revisão de literatura – Deverão conter título
2. NORMAS citado trabalho tornem-se propriedade exclusiva da revista em português, nome(s) do(s) autor(es), titulação do(s)
2.1. Os trabalhos enviados para publicação devem ser iné- OrtodontiaSPO a partir da data de sua submissão, sendo autor(es), resumo, unitermos, introdução e/ou proposição,
ditos, não sendo permitida a sua apresentação simultânea vedada qualquer reprodução, total ou parcial, em qualquer revisão da literatura, discussão, conclusão, título em inglês,
em outro periódico. outra parte ou meio de divulgação de qualquer natureza, resumo em inglês (abstract), unitermos em inglês (key
2.2. Os trabalhos deverão ser enviados exclusivamente via sem que a prévia e necessária autorização seja solicitada words) e referências bibliográficas.
correio, gravados em CD, em formato DOC ou RTF (Word e obtida junto à revista OrtodontiaSPO. No caso de não- Limites: texto com, no máximo, 25.000 caracteres (com
for Windows), acompanhados de uma cópia em papel, com aceitação para publicação, essa cessão de direitos autorais espaço), 10 páginas de texto, 4 tabelas ou quadros, 4
informações para contato (endereço, telefone e e-mail do será automaticamente revogada após a devolução definitiva gráficos e 16 figuras.
autor responsável). do citado trabalho, mediante o recebimento, por parte do 3.1.3. Relato de caso(s) clínico(s) – Deverão conter
2.2.1. O CD deve estar com a identificação do autor respon- autor, de ofício específico para esse fim. título em português, nome(s) do(s) autor(es), titulação
sável, em sua face não gravável, com etiqueta ou caneta [Data/assinatura(s)] do(s) autor(es), resumo, unitermos, introdução e/ou propo-
retroprojetor (própria para escrever na superfície do CD). 2.8. As informações contidas nos trabalhos enviados são de sição, relato do(s) caso(s) clínico(s), discussão, conclusão,
2.3. O material enviado, uma vez publicado o trabalho, não responsabilidade única e exclusiva de seus autores. título em inglês, resumo em inglês (abstract), unitermos em
será devolvido. 2.9. Os trabalhos desenvolvidos em instituições oficiais de inglês (key words) e referências bibliográficas.
2.4. A revista OrtodontiaSPO reserva todos os direitos ensino e/ou pesquisa deverão conter no texto referências à Limites: texto com, no máximo, 18.000 caracteres (com
autorais do trabalho publicado. aprovação pelo Comitê de Ética. espaço), 2 tabelas ou quadros, 2 gráficos e 32 figuras.
2.5. A revista OrtodontiaSPO receberá para publicação 2.10. Os trabalhos que se referirem a relato de caso clínico 3.2. Formatação de página:
trabalhos redigidos em português. com identificação do paciente deverão conter o Termo de a. Margens superior e inferior: 2,5 cm
2.6. A revista OrtodontiaSPO submeterá os originais à Consentimento do Paciente, assinado por este. b. Margens esquerda e direita: 3 cm
apreciação do Conselho Científico, que decidirá sobre a sua c. Tamanho do papel: A4
aceitação. Os nomes dos relatores/avaliadores permane- 3. APRESENTAÇÃO d. Alinhamento do texto: justificado
cerão em sigilo e estes não terão ciência dos autores do 3.1. Estrutura e. Recuo especial da primeira linha dos parágrafos: 1,25 cm
trabalho analisado. 3.1.1. Trabalhos científicos (pesquisas, artigos e teses) f. Espaçamento entre linhas: 1,5 linhas

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):113-4
113
Normas de Publicação
g. Controle de linhas órfãs/viúvas: desabilitado 3. Meyer DH, Fives-Taylor PM. Oral pathogens: from dental [cited 30-6-1998]. ISSN 0103-6440.
h. As páginas devem ser numeradas plaque to cardiace disease. Cure opin microbial; 1998:88-95.”
3.3. Formatação de texto: 4.5.1. Nas publicações com até seis autores, citam-se todos. 5. TABELAS OU QUADROS
a. Tipo de fonte: times new roman 4.5.2. Nas publicações com sete ou mais autores, citam-se 5.1. Devem constar sob as denominações “Tabela” ou “Qua-
b. Tamanho da fonte: 12 os seis primeiros e, em seguida, a expressão latina et al. dro” no arquivo eletrônico e ser numerados em algarismos
c. Título em português: máximo de 90 caracteres 4.6. Deve-se evitar a citação de comunicações pessoais, arábicos.
d. Titulação do(s) autor(es): citar até 2 títulos principais trabalhos em andamento e os não publicados; caso seja 5.2. A legenda deve acompanhar a tabela e ser posicionada
e. Resumos em português e inglês: máximo de 250 estritamente necessária sua citação, as informações não acima, e no quadro posicionada abaixo. Sempre indicada
palavras cada devem ser incluídas na lista de referências, mas citadas em de forma clara e objetiva no texto ou em documento anexo.
f. Unitermos e key words: máximo de cinco. Consultar notas de rodapé. 5.3. Devem ser auto-explicativos e, obrigatoriamente, cita-
Descritores em Ciências da Saúde – Bireme (www.bireme. 4.7. Exemplos dos no corpo do texto na ordem de sua numeração.
br/decs/) 4.7.1. Livro: 5.4. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos
3.4 Citações de referências bibliográficas Brånemark P-I, Hansson BO, Adell R, Breine U, Lindstrom J, em nota colocada abaixo do corpo da tabela/quadro ou em
a. No texto, seguir o Sistema Numérico de Citação, no Hallen O, et al. Osseointegrated implants in the treatment of sua legenda.
qual somente os números índices das referências, na forma the edentulous jaw. Experience form a 10-year period. Scan
sobrescrita, são indicados no texto. J Plastic Rec Surg 1977;16:1-13. 6. FIGURAS/IMAGENS
b. Números seqüenciais devem ser separados por hífen 4.7.2. Capítulo de livro: 6.1. Devem constar sob a denominação “Figura” e ser
(exemplo: 4-5); números aleatórios devem ser separados por Baron, R. Mechanics and regulation on ostoclastic boné numeradas com algarismos arábicos.
vírgula (exemplo: 7, 12, 21). resorption. In: Norton, LA, Burstone CJ. The biology of tooth 6.2. A(s) legenda(s) deve(m) ser fornecida(s) em arquivo
c. Não citar os nomes dos autores e o ano de publi- movement. Florida: CRC; 1989. p 269-73. ou folha impressa à parte.
cação. Exemplos: 4.7.3. Editor(es) ou compilador(es) como autor(es): 6.3. Devem, obrigatoriamente, ser citadas no corpo do texto
Errado: “Bergstrom J, Preber H2 (1994)...” Brånemark P-I, Oliveira MF, editors. Craniofacial prostheses: na ordem de sua numeração.
Correto: “Vários autores1,5,8 avaliaram que a saúde geral e anaplastology and osseointegration. Illinois: Quintessen- 6.4. Sinais ou siglas devem estar traduzidos em sua
local do paciente é necessária para o sucesso do tratamen- ce;1997. legenda.
to”; “Outros autores1-3 concordam...” 4.7.4. Organização ou sociedade como autor: 6.5. Na apresentação de imagens e texto, deve-se evitar o
Clinical Research Associates. Glass ionomer-resin: state of uso de iniciais, nome e número de registro de pacientes. O
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS art. Clin Res Assoc Newsletter 1993;17:1-2. paciente não poderá ser identificado ou estar reconhecível
4.1. Quantidade máxima de 30 referências bibliográficas 4.7.5. Artigo de periódico: em fotografias, a menos que expresse por escrito o seu
por trabalho. Diacov NL, Sá JR. Absenteísmo odontológico. Rev Odont consentimento, o qual deve acompanhar o trabalho enviado.
4.2. A exatidão das referências bibliográficas é de respon- Unesp 1988;17(1/2):183-9. 6.6. Devem possuir boa qualidade técnica e artística,
sabilidade única e exclusiva dos autores. 4.7.6. Artigo sem indicação de autor: utilizando o recurso de resolução máxima do equipamento/
4.3. A apresentação das referências bibliográficas deve Fracture strenght of human teeth with cavity preparations. J câmera fotográfica.
seguir a normatização do estilo Vancouver, conforme orien- Prosth Dent 1980;43(4):419-22. 6.7. Devem ser enviadas gravadas em CD, com resolução
tações fornecidas pelo International Committee of Medical 4.7.7. Resumo: mínima de 300dpi, nos formatos TIF ou JPG e largura
Journal Editors (www.icmje.org) no “Uniform Requirements Steet TC. Marginal adaptation of composite restoration mínima de 10 cm.
for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”. with and without flowable liner [resumo] J Dent Res 6.8. Não devem, em hipótese alguma, ser enviadas
4.4. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de 2000;79:1002. incorporadas a arquivos de programas de apresentação
acordo com o “List of Journals Indexed in Index Medicus” 4.7.8. Artigo citado por outros autores apud: (PowerPoint), editores de texto (Word for Windows) ou
(www.nlm.nih.gov/tsd/serials/lji.html) e impressos sem Sognnaes RF. A behavioral courses in dental school. J Dent planilhas eletrônicas (Excel).
negrito, itálico ou grifo/sublinhado. Educ 1977;41:735-37 apud Dent Abstr 1978;23(8):408-9.
4.5. As referências devem ser numeradas em ordem de 4.7.9. Dissertação e tese: 7. GRÁFICOS
entrada no texto pelos sobrenomes dos autores, que Molina SMG. Avaliação do desenvolvimento físico de pré-es- 7.1. Devem constar sob a denominação “Gráfico”, nume-
devem ser seguidos pelos seus prenomes abreviados, colares de Piracicaba, SP. [Tese de Doutorado]. Campinas: rados com algarismos arábicos e fornecidos, preferencial-
sem ponto ou vírgula. A vírgula só deve ser usada entre Universidade Estadual de Campinas;1997. mente, em arquivo à parte, com largura mínima de 10 cm.
os nomes dos diferentes autores. Incluir ano, volume, 4.7.10. Trabalho apresentado em evento: 7.2. A legenda deve acompanhar o gráfico e ser posicionada
número (fascículo) e páginas do artigo logo após o título Buser D. Estética em implantes de um ponto de vista cirúrgi- abaixo deste.
do periódico. co. In: 3º Congresso Internacional de Osseointegração: 2002; 7.3. Devem ser, obrigatoriamente, citados no corpo do texto,
Exemplo: APCD - São Paulo. Anais. São Paulo: EVM; 2002. p.18. na ordem de sua numeração.
“1. Lorato DC. Influence of a composite resin restoration on 4.7.11. Artigo em periódico on-line/internet: 7.4. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos
the gengival. Prosthet Dent 1992;28:402-4. Tanriverdi et al. Na in vitro test model for investigation of em sua legenda.
2. Bergstrom J, Preber H. Tobaco use as a risk factor. J desinfection of dentinal tubules infected whith enterococcus 7.5. As grandezas demonstradas na forma de barra, setor, curva
Periodontal 1994;65:545-50. faecalis. Braz Dent J 1997,8(2):67- 72. [Online] Available ou outra forma gráfica devem vir acompanhadas dos respectivos
from Internet <http://www.forp.usp.br/bdj/t0182.html>. valores numéricos para permitir sua reprodução com precisão.

OrtodontiaSPO | 2010;43(1):113-4
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