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FICHAMENTO DO LIVRO:

(RE) PENSANDO A PESQUISA JURÍDICA

INTRODUÇÃO

A intenção da obra, resultante, não poderia ser outro: “apresentar um


conjunto de indicações básicas e preliminares para o desenvolvimento de
pesquisas no campo das ciências sociais aplicadas, mais especificamente no
campo do Direito”.
A primeira parte do texto transparece uma versão global sobre a
pesquisa acadêmica, colocando o papel da metodologia e às formas de
raciocínio e de argumentação na investigação jurídica, concluindo que existe
uma “anomalia” entre a aceitação tradicional e a nova concepção de conteúdo
incerto.
A segunda parte aprofunda a questão metodológica, apresentando
as “grandes vertentes“ postulados de pesquisa nas Ciências Sociais
Aplicadas,
A terceira parte apresenta os rudimentos essenciais da pesquisa,
desde a colocação do tema-problema e da fundamentação teórica até as
privatizações da montagem de um projeto de pesquisa.

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(RE) PENSANDO A PESQUISA JURÍDICA

1. Conceitos e definições preliminares, origem das investigações


científicas e novos rumos na concepção da pesquisa.

A pesquisa é autorizada como uma “simples consulta de determinado


tema em manuais didáticos, enciclopédias, jornais, revistas ou outros textos
com maior ou menor aprofundamento do assunto,” porém não podem ser
visto como uma investigação científica. Da mesma forma, também é alterada
a idéia de que pesquisa é comparada com simples levantamentos de opiniões
sobre determinado tema ou assunto.
De forma diversa, uma definição mais simples de pesquisa poderia
ser formulada como “a procura de respostas para perguntas ou problemas
propostos que não encontram soluções imediatas na literatura especializada
sobre o assunto”, ou seja, uma indagação sem solução imediata.
Citando Boaventura Sousa Santos (A crítica da Razão Indolente:
contra o desperdício da experiência. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2002), as
autoras observam que a “teoria crítica” não reduz a realidade ao que existe,
visto que seus campos de possibilidades devem ser confirmados ou
superados. Assim, a produção do conhecimento deve ser contextualizada e as
investigações voltadas à procura de possibilidades emancipatórias dos
grupos sociais e dos indivíduos e pelo conteúdo moral dessa emancipação.
(este assunto será aprofundado no Capítulo III – O Paradigma da Razão
Comunicacional).
Tradicionalmente, valorizavam-se critérios lógico-formais,
experimentações e investigações que permitissem quantificações e
mensurações, sempre de forma fragmentada e unidisciplinar. A realidade
cada vez mais complexa do pós-guerra, no entanto, direcionou o enfoque
metodológico para uma vertente de multidisciplinaridade. Atualmente, depois
de transitar pela interdisciplinaridade, a tendência metodológica que emerge
com mais força é a transciplinaridade, ou seja, a produção de uma teoria única
a partir de campos de conhecimentos antes compreendidos como autônomos.

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Para efetivação dessa mudança de rumos, no entanto, “tornam-se
imprescindíveis uma linguagem compreensiva e novos vôos metodológicos e
conceituais que façam aflorar um aluno-pesquisador mais criativo e mais
consciente de sua importância no mundo vivo da ciência”.

2. A ciência jurídica e seu objeto de investigação

Até meados do século XX, observava-se o Direito como um elenco de


normas, proibições, obrigações e instituições. Conseqüentemente, a ciência
do direito tinha como objeto a sistematização e interpretação unidisciplinar
desse elenco.
Coetâneamente, no entanto, a ciência jurídica apela à razoabilidade,
ao conhecimento crítico e à reconceituação do ato justo, deixando de lado a
natureza dogmático-tecnológico do saber jurídico para uma forma de
produção discursiva e que busca a validade dos argumentos por sua
relevância prática e sua capacidade de emancipação dos grupos sociais e dos
indivíduos.
Alguns modelos teóricos têm sido atribuídos à produção do saber
jurídico:
• Analítico que seria de caráter formalista e dedicado à
sistematização de regras e normas;
• Hermenêutico que seria sistema compreensivo das condutas
humanas que se constrói por meio da atividade discursivo-interpretativo;
• Empírico que investiga normas de convivência, internas e
externas ao ordenamento, para facilitar os procedimentos decisórios formais
e não formalizados;
• Argumentativo que seria o convencimento por meio da
atribuição da validade aos argumentos utilizados e de legitimidade dos
procedimentos decisórios e dos próprios argumentos.
Mais uma vez citando Boaventura Sousa Santos, as autoras
defendem a interação desses modelos por meio de um processo dialético,
buscando uma síntese de “des-pensar” o Direito fundado em dicotomias:

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Nacional x Mundializado; Civil x Político; Público x Privado; Utopia x
Pragmatismo.
Para tanto, o conceito de ciência deve ser formulado a partir de quatro
teses inter-relacionadas e complementares:
Todo conhecimento científico-natural é científico-social, logo o
conhecimento como local e total ou seja, projetos locais dentro da globalidade,
que também diz que todo conhecimento é auto-conhecimento e também que
todo conhecimento visa constituir-se em senso comum, Portanto, a produção
do saber está sempre condicionada por um conjunto de referências do sujeito
inserido em um patrimônio comum a determinado grupo, pois o conhecimento
só se realiza quando se transforma em senso comum, como ciência clara e
transparente.

2.1. O paradigma da razão comunicacional

Inicialmente, as autoras concordam e adotam a posição teórico-


metodológico que entende ser objeto do Direito “o fenômeno jurídico
historicamente realizado,” que se positiva no espaço e no tempo e realiza
como experiência efetiva, passada ou atual. Portanto, assim entendendo, não
há Ciência Jurídica sem referência a um campo de experiência social.
O paradigma da razão comunicacional, portanto, parte do princípio
que os seres humanos convivem na permanente tensão: individual e social.
mesmo tempo em que mantêm relações com as esferas locais, as fronteiras
nacionais se expandem e passam a viver em um ambiente variável. A
individualidade torna-se, portanto, local e global, afetando sobremaneira a
individualidade, “tendo em vista a perspectiva de um desabrochar dessa
individualidade por meio da superação de suas necessidades, visando a um
ser capaz de recriar sua própria autonomia”.
Portanto, torna-se possível afirmar:
Deve-se garantir aos indivíduos e coletividade as oportunidades que
lhes permitam adquirir capacidades de minimizar os danos, privações e
sofrimentos e, assim, ampliar a potencialidade da atividade criativa e
interativa, cuja pré-condição é a autonomia;

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A realização ou não dessas necessidades afetará positiva ou negativa
as pessoas ou coletividade na busca da emancipação e auto-realização.
As necessidades concedem os argumentos sobre a justiça e justeza
dos fatos, das relações e sobre os fundamentos de sua legitimidade, que
deverá ter conteúdo social e cultural a partir do consenso discursivo e de uma
democracia solidária e emancipada.
A autonomia, como princípio primordial, deve ser considerada num
sentido interativo e dialógico, também de natureza social e trans-cultural,
superando a concepção restrita e individualizante do liberalismo e rompendo
com a visão tradicional de tensão irremediável das esferas pública e privada.
Vislumbrar um privado que se realiza no público, este último construído a
partir de uma concepção de cidadania ativa e de sociedade civil que se
expande além das fronteiras locais ou nacionais.
A crescente autonomia será capaz de transcender a visão e um
discurso comunitário tópicos e os limites de uma linguagem normativa e
particular, possibilitando o processo de emancipação do homem.
É certo, por fim, que a sociedade contemporânea terá de proporcionar
a satisfação das ampliadas necessidades humanas, submetendo a economia
e possibilitando o acesso a igual poder e igual participação, oportunidades
justas e a garantindo a todos os direitos fundamentais e humanos. Para que
isto se realize, torna-se indispensável um processo de reanimação e re-
conjugação de esforços dos sistemas jurídicos e políticos para estabelecer um
debate nacional sobre as escolhas fundamentais e os procedimentos a serem
utilizados. Além disso, uma sociedade justa deve supor a existência de
políticas e critérios normativos estabelecidos por indivíduos com autonomia,
que possibilitem a distribuição equitativa do produto social e a obtenção de
novos patamares de emancipação social.
Este ser complexo, emancipado e autônomo comunica-se por mais de
uma linguagem moral e princípios diversificados. Uma dessas linguagens é a
do Direito, da Ciência do Direito e da Justiça, “que permite a inclusão desse
ser em seu meio social a partir de nova compreensão do mundo e de si
mesmo pelos novos patamares científicos obtidos pelo homem”.

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3. Opção metodológica

Existem três elementos que impõe situações á serem analisadas :


Primeiro Elemento: Entender que a realidade jurídica está
condicionada às relações econômicas, políticas, éticas e ideológicas e que o
Direito, como fenômeno jurídico, é também social e cultural;
Segundo Elemento: Necessidade de questionar os institutos
positivados que, em boa parte, reproduzem o status quo e desconhecem as
demandas de transformação da realidade;
Terceiro Elemento: Adoção de uma postura político-ideológica
perante a realidade.
A complexidade social do pós-guerra e a insuficiência da ação pública
diante das várias crises surgidas, fizeram surgir novos formatos estatais que
também não foram capazes de debelar a explosão de litigiosidade e de
lidarem como os novos atores coletivos sociais, culminando com o surgimento
da crise de administração da justiça e de identidades e referências políticas.
Tudo isso, por fim, valoriza a necessidade de investigações que se
pautem por novas metodologias, novos temas e objetos que exigem
problematizações e teorias explicativas cada vez mais complexas.

3.1. As grandes vertentes teórico-metodológicas da pesquisa social


aplicada à jurídica.

• Superando o formalismo e o positivismo, as três grandes linhas


metodológicas são as seguintes:
• Tecnologia social e científica – voltada para as questões
sociais e o pragmatismo;
• Sentido jurisprudencial – dialética entre sistema e problema
enquanto coordenadas complementares e irredutíveis;
• Crítico-metodológico – Teoria crítica da realidade e sustenta
duas teses:

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1. O pensamento jurídico é tópico e não dedutivo;
2. O pensamento é problemático e não sistemático.
Citando Enrique Herrera (Práctica Metodológica de La investigación
jurídica. Buenos Aires: Altrea, 1998) e Jorge Witker (Como elaborar una tesis
em derecho. Madrid: Civitas, 1985), as autores apresentam o que seriam as
grandes vertentes teórico-metodológicos:
Jurídico-dogmático considera o direito com auto-suficiência
metodológica e trabalha com os elementos internos ao ordenamento jurídico.
Suas investigações: relações normativas no vários campos do Direito,
estruturas internas ao ordenamento jurídico e eficiência das relações entre e
nos institutos jurídicos;
Jurídico-sociológico – busca compreender o fenômeno jurídico no
ambiente social mais amplo. O Direito como variável dependente da
sociedade, trabalha com as noções de eficiência, eficácia e efetividade das
relações Direito/sociedade;
Jurídico-teórico – relaciona-se mais diretamente com a Filosofia do
Direito e acentua os aspectos conceituais, ideológicos e doutrinários.

3.2. Os tipos de raciocínios

Os raciocínios apresenta ser dos seguintes tipos: indutivo, dedutivo,


indutivo-dedutivo, hipotético-dedutivo e dialético. Observe-se que raciocínios,
ou processos mentais, não são aqui considerados como métodos.
Indutivo é o raciocínio que parte de dados particulares e localizados
em direção à constatações gerais. Segue três fases: observação dos fatos ou
fenômenos,relação entre eles e o processo de generalização dos achados.
Está ligado ao empirismo (Hobbes, Locke, Berkeley e Hume), colocando o
conhecimento na esfera do sensível, do factual e não do abstrato, do
dogmático e das verdades acabadas.
Dedutivo é o processo que faz referência aos dados de nossa
experiência ou às normas e regras em relação a leis e princípios gerais e ao
maior número de casos que a eles possam ser referidos. Relaciona-se em sua
origem ao racionalismo cartesiano. ]

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Indutivo-Dedutivo é o raciocínio que busca solucionar as
insuficiências de cada um deles, em complemento.
Hipotético-dedutivo é o raciocínio dominado pelas seguintes
características: existem expectativas ou conhecimento prévio; surge o
problema de conflitos com as expectativas ou teoria já existentes; propõem-se
soluções a partir de conjecturas e, por fim, o teste de “falseamento”.
Dialético é o raciocínio que tem como pressuposto de que a
contradição está na realidade. Formulando se pensamento na lógica do
conflito. Para Marx, tudo se relaciona e se transforma numa interpenetração
constante das contradições e da luta dos contrários. O pensamento e o
universo estão em permanente mudança.

3.3. Tipos genéricos de investigações das ciências sociais aplicadas


à ciência jurídica

Novamente citando Witker, as autoras exemplificam os seguintes


tipos genéricos de investigações no campo do Direito:
Histórico-jurídico – analisam a evolução de determinado
instituto jurídico pela compatibilização de espaço/tempo. Deve-se buscar, no
entanto, uma história que incorpore as contradições entre os fenômenos e os
problemas sociais causados pelas várias formas de opressão, deixando de
lado a metodologia tradicional de conhecimento histórico, influenciada pelo
positivismo;
Jurídico-exploratório – ressalta características, percepções e
descrições, sem se preocupar com suas raízes explicativas. É a abordagem
preliminar de um problema jurídico;
Jurídico-comparativo – busca a identificação de similitudes e
diferenças de normas e instituições em dois ou mais sistemas jurídicos, ou
mesmo dentro do mesmo sistema jurídico;
Jurídico-descritivo – parte da decomposição de um problema
jurídico em seus diversos aspectos, relações e níveis;
Jurídico-projetivo – busca detectar tendências futuras de
determinado instituto jurídico ou de determinado campo normativo;

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Jurídico-propositivo – destina-se ao questionamento de uma
norma, de um conceito ou instituição jurídica, com o objetivo de propor
mudanças ou reformas legislativas concretas.

4. O desenvolvimento da pesquisa, seus elementos e fases essenciais

Uma pesquisa tem início com uma inquietação, um obstáculo, uma


indignação do sujeito em relação ao conhecimento produzido ou às normas
morais, sociais ou legisladas, segundo determinados conteúdos discursivos.
Assim, uma pesquisa está condicionada por três elementos
primordiais: o investigador, os meios materiais de investigação e o objeto da
investigação.
Com relação ao investigador, ressalte-se que o “novo” investigador
utiliza-se de processos argumentativos amplos, transdisciplinares; possui uma
visão compreensiva do objeto investigado e estimula a pesquisa em equipe,
com autonomia teórico-doutrinária e ideológica.
Os meios também são condicionantes. Uma boa pesquisa precede de
plano realista e objeto bem delimitado.
O objeto não deve ser confundido com o tema. Assim, um tema a ser
pesquisado é ainda uma proposição genérica e o objeto da investigação faz
parte desse tema que se deseja analisar.
Com esta compreensão, podemos definir como as fases principais de
desenvolvimento de uma pesquisa: a) definição da situação problema, do
marco teórico e planejamento metodológico da ação (Projeto); b)
desenvolvimento do plano (realização da pesquisa); c) divulgação e validação
da metodologia e das conclusões (Relatório final).

4.1. O marco teórico

A referencia teórica, deve ser considerada desde o início da


problematização, constitui-se como elemento de controle não só do problema,
mas de toda a pesquisa. E importante salientarmos, que.

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O pesquisador, sem dúvida, é pessoa de razoável bagagem teórico-
metodológica e que tem definido seus paradigmas, ou seja, toda a sua forma
de olhar e de pensar o mundo, seus ideários ou conjunto de idéias que têm
sobre as coisas.
Não se considera aqui a ideologia no sentido negativo discutido por
Marx, ou seja, de que a burguesia tinha uma ideologia de dominação sobre o
proletariado, mas como“um conjunto de idéias no sentido positivo”.
Da mesma forma, esse conjunto de idéias forma o nosso olhar
teórico, mas não é um olhar teórico científico, mas de senso comum, pois a
teoria científica somente será produzida pela metodologia científica, pesquisas
sistemáticas organizadas e controladas metodicamente.
Por conseqüência, o marco teórico também não pode ser confundido
com a obra de determinado autor (Kelsen, Habermas, Ihering...), mas como
“uma afirmação específica de determinado teórico” porque essa teoria é que
vai dirigir o olhar do pesquisador, ou seja, o objeto da pesquisa será analisado
e interpretado segundo esse marco previamente definido. Em suma, todo o
projeto, incluindo os procedimentos e metodologia serão constituídos à partir
do marco teórico, entendido como a concepção que fundamenta a obra de
determinado autor.
Quer dizer que um mesmo problema de pesquisa pode encontrar
soluções diferentes se tomado a partir de enfoques teóricos diversos.
Sendo assim, um projeto com marco teórico Kelseniano ou positivista
para investigação sobre divórcio, por exemplo, deve limitar-se a indagações
sobre a norma e suas relações no ordenamento jurídico: “quais os fatores
relacionados com a legislação vigente que poderiam favorecer o divórcio”?
Jamais: “quais os fatores sociais que favoreceriam o divórcio”?
Em contraposto, uma pesquisa que tivesse como marco teórico
alguma obra de Boaventura Sousa Santos à cerca da sociologia do direito,
poderia perguntar: ”quais os reflexos do divórcio sobre a sociedade”?
Sem o marco teórico, que também não pode “engressar” a pesquisa,
o trabalho pode se tornar meramente subjetivo, uma opinião sem a
fundamentação necessária.

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Assim, não se deve confundir “marco teórico” com “pressupostos
conceituais já aceitos”. O primeiro é o ponto de partida de uma investigação e
o segundo são conceitos que não serão objeto de questionamento pela
pesquisa.

4.2. O desenvolvimento da investigação

Foi adotado pelas autoras a classificação de tipos gerais de pesquisa


proposta por Pedro Demo (Metodologia Científica em Ciências Sociais. 3ª ed.
São Paulo: Atlas, 1995, 293 p):
Teórica – eminentemente conceitual, destina-se a formular ou rever
teorias, conceitos, referências teórico-doutrinária. (Filosofia do Direito, Teoria
Geral do Estado ou Direito, etc);
Metodológica – dedica-se a discutir novos procedimentos
investigativos, inovações e transformações de metodologias tradicionais,
proposição de novas técnicas, etc.;
Empírica – formula quadro de observação da realidade, propõe
transformação de percurso das condições da realidade objetiva da
investigação e fornece cenários completos da realidade estudada: social,
econômica, jurídica, etc.;
Prática – difere da última por estar voltada para intervenções no
ambiente sócio-cultural, político, jurídico, etc.

5. Estrutura do Projeto de Pesquisa

As autoras apresentam os projetos de pesquisa em três grandes


partes:
Partes pré-textuais: capa, folha de rosto, resumo, sumário –
elementos obrigatórios – e apresentação – elemento opcional. A
apresentação é prioritariamente utilizada em relatórios finais de pesquisa. Em
projetos, considerando-se a inserção obrigatória do resumo, ela é dispensável
e, quando inserida, dá um peso desnecessário ao projeto, tornando seu
conteúdo repetitivo;

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Partes Textuais: corpo ou texto do projeto: 1 Tema-problema; 2
Justificativa; 3 Objetivo geral e objetivos específicos; 4 Revisão da literatura
sobre o assunto; 5 Hipótese; 5.1 Variáveis; 5.2 Indicadores; 6 Metodologia; 6.1
Marco Teórico; 6.2 Setores de conhecimento; 6.3 Processos de Estudo; 6.4
Natureza dos dados; 6.5 Grau de generalização dos resultados; 6.6 Técnicas
e procedimentos metodológicos; 6.7 Controle metodológico.
Partes pós-textuais: 7 Fases da pesquisa; 8 Cronograma físico; 9
Bibliografia básica preliminar; 10 Referências bibliográficas – elementos
obrigatórios – 11 Detalhamento de custos, cronograma financeiro e de
desembolso, anexos, apêndices e índices - elementos opcionais. Em projetos
acadêmicos que não requerem financiamento, as partes referentes aos custos
não são inseridas.

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OBSERVAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES

Portanto, verifica-se o final da elaboração do trabalho científico, os


aspectos de formatação e finalizações de pesquisa. Tendo em vista, vários
requisitos essenciais que não poderiam faltar no trabalho científico, como não
esquecer das referencias, bibliográficas referente ao trabalho de onde tira a
pesquisa, não esquecer das normas da ABNT que formalizam e já é
padronizado para o trabalho científico.
Enfim, não esquecer da conclusão, que é feita sempre por ultimo,
pois este abrange todo resultado do trabalho científico.
Pode-se dizer então que, a sempre modificação no ramo da pesquisa
científica através do passar dos anos, isso possibilita um pensar mais dotado
de liberdade pelo pesquisador.
Ou seja, não a evolução com a limitação de conhecimento de apenas
uma obra, tendo em vista que, a sempre lugar para novas idéias, e que
também o estudo das ciências sociais tem facilidade de correlação com
outras disciplinas, levando assim o pesquisador a pelo menos um
conhecimento mínimo com a disciplina que foi correlacionada.
Então, a obra (Re) pensando a pesquisa jurídica, tem como objetivo
a estimulação do pesquisador para o aperfeiçoamento do saber, e não se
limitar apenas a algumas obras de grandes autores da doutrina ou
jurisprudência, tendo assim contextualidade para formalização de suas
próprias idéias.

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