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O espaço português - consolidação de um reino cristão

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Unidade 2

O espaço português – a consolidação de um reino ibérico cristão

2.1 A fixação do território – do termo da Reconquista ao estabelecimento e fortalecimento das fronteiras 2.2 O País urbano e concelhio 2.3 O País rural e senhorial 2.4 O poder régio, factor estruturante da coesão interna do Reino

2.1 A fixação do território – do termo da Reconquista ao estabelecimento e fortalecimento das fronteiras

2.1 A fixação do território – do termo da Reconquista ao estabelecimento e fortalecimento das fronteiras

RECONQUISTA E FORMAÇÃO DE PORTUGAL :

 Definição do território

 Existência como unidade política independente

Fronteiras de Portugal em 1185

Combates e vitórias contra o Islão por D. Afonso Henriques permitiram:
 Obter prestígio e autoridade junto do Rei castelhano e do Papa  O direito de usar o título de Rei  Impor a soberania sobre território e súbditos  Obter território suficiente para viabilizar Portugal como Reino independente

Povoamento e organização administrativa, económica e social das áreas conquistadas
P r i m e i r o s

 Cartas de Foral  Doações e privilégios às Ordens Religiosas e Ordens Militares

R e i s

 Criação de órgãos de administração central

CONSOLIDAÇÃO DAS FRONTEIRAS SOBREVIVÊNCIA DO REINO

DEFINIÇÃO DO ESPAÇO TERRITORIAL PORTUGUÊS no Século XIII

1297 Tratado de Alcanices (D. Dinis/D.Fernando IV)

2.2 O País urbano e concelhio

MULTIPLICAÇÃO DE VILAS E CIDADES CONCELHIAS Características do meio geográfico Configuração e contraste natural (Norte/Sul – Litoral/Interior condicionaram a distribuição da população Maior densidade populacional no Norte mas núcleos urbanos mais reduzidos e dispersos ( cidades medievais de alguma dimensão apenas Porto, Coimbra, Braga e Guimarães) Menor densidade populacional no Sul mas aglomerados urbanos maiores (trad. romana e muçulmana). Lisboa e Évora e de menor dim. Santarém, Elvas, Silves, Faro e Tavira)

Concentração no litoral em cidades e vilas

Condições históricas resultantes da Reconquista Cristã para Sul
 Conquista e integração dos novos territórios levam a movimentos migratórios de populações do Norte contribuindo para a coesão étnica e cultural do país  Povoamento para assegurar defesa e exploração económica do território:
Doações a Ordens Religiosas e Ordens Militares como contrapartida na luta contra o Islão

Doações a Ordens monásticas
Concessão de Cartas de Foral a vilas e cidades de Portugal (criação de Concelhos e/ou reconhecimento de comunidades com tradição de autonomia

A organização do território e do espaço citadino
 Concelhos urbanos e rurais
 Distribuição no território condicionada pela Reconquista  Áreas urbanas em número reduzido e distribuídas de forma desigual no território ( no final da I. Média dos 30 aglomerados urbanos com mais de 2000
habitantes, 25 ao sul do rio Tejo e 5 a norte do rio Vouga)

 Dificuldade em definir como cidades os aglomerados urbanos medievais (exceptuando-se Lisboa, Évora, Porto e Coimbra)

“Cidades” medievais – características fundamentais:
•Cidades fechadas/limitadas por muralhas;
•Ruas são apenas passagens entre quarteirões de casas de habitação •Casas de habitação com pátios interiores,estábulos, celeiros, lojas e oficinas térreas •(Des)ordenamento urbano em torno de um centro cívico-religioso para o qual convergem todas as ruas (praça aberta/edifícios religiosos/edifícios municipais/palácios (paços)) •Comércio e artesanato (“lojas “e ofícios) concentram-

se em ruas específicas
•Inexistência de infra-estruturas sanitárias (esgotos) •Indistinção entre espaço urbano e espaço rural

O exercício comunitário de poderes concelhios
A autonomia (dos concelhos criados ou legalizados por Cartas de Foral) : Graus de autonomia diferenciados em função de:       existência de assembleia (concilium) de homens-bons direito de eleição de magistrados criação de leis próprias organização de força militar concelhia determinadas liberdades individuais exclusão do exercício de direitos senhoriais Os símbolos da autonomia concelhia

O exercício dos poderes

Magistrados (permanentes eleitos pela assembleia municipal):
Juízes (alcades ou alvazis) – supremos representantes e dirigentes do concelho Funcionários: meirinhos – execuções fiscais e judiciais almoçaté /almotacé – organização da vida económica

mordomos – administração dos bens concelhios
sesmeiros – distribuição e vigilância das terras Representantes do Rei: alcaide (chefe militar de cidadela ou fortaleza) almoxarife (cobrador de direitos régios) mordomo do rei (administrador de bens da Coroa) Centralização e controle régio da vida concelhia (finais XIII-XIV): - juízes de fora: meirinhos-mores e corregedores

A afirmação política das elites urbanas
- Vizinhos da vila (centro) e vizinhos do termo (alfoz) - Cavaleiros-vilãos ou homens bons e peões -- Oligarquias municipais -- Câmara -- Procuradores dos concelhos

Elabore um pequeno texto subordinado ao título deste diapositivo e utilizando os

termos/conceitos

2.3 O País rural e senhorial

O EXERCÌCIO DO PODER SENHORIAL: PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES

1.1 Origens da nobreza portuguesa (1) 1.2 Áreas de predominância (1) 1.3 Categorias, privilégios e imunidades (2)

1.4 A exploração económica do senhorio (organização, modo de produção e situação dos dependentes). (2)

Trabalho de turma: Elaborar uma ou duas questões por item Trabalho de pares: Elaborar e responder a duas questões por item

Trabalhos agrícolas (Calendário de trabalhos agrícolas de Pietro Crescenzi, século XV)

2.4 O poder régio, factor estruturante da coesão interna do Reino

A centralização do poder – justiça, fiscalidade e defesa

REI
CHEFE DO EXÉRCITO JUÍZ SUPREMO/JUSTIÇA MAIOR MOEDA ORDEM E PAZ (interna) APOSENTADORIA RELAÇÕES EXTERNAS

CARÁCTER PATRIMONIAL DO PODER RÉGIO TRONO: INDIVISIVEL E INALIENÁVEL

REIS PORTUGUESES
AUTORIDADE SUPREMA SOBRE OS CORPOS SOCIAIS E POLÍTICOS

LIMITES DO PODER RÉGIO:
Leis dos seus antepassado e ou do Reino. Privilégios e liberdades do Reino

Doações territoriais e evolução das imunidades

CONFLITOS PODER RÉGIO/PODER RELIGIOSO Carta régia de D. Afonso II contra certas ordenações que fez Frei Soeiro Gomes, da Ordem dos Dominicanos (1217)

A reestruturação da administração central e local – o reforço dos poderes da chancelaria e a institucionalização das Cortes

Os órgãos da administração central

As Cortes

O combate à expansão senhorial e a promoção política das elites urbanas

As medidas régias de controlo do poder senhorial
- Medidas de fortalecimento do poder real e de centralização administrativa  CONFIRMAÇÕES (D. Afonso II (1211-1223))  INQUIRIÇÕES  LEIS DE DESAMORTIZAÇÃO  LEI MENTAL (D. Duarte em 1434)

A afirmação de Portugal no quadro político ibérico

Construção da identidade nacional:
D. Dinis
Defesa Povoamento e desenvolvimento económico Criação de um núcleo cultural português autónomo

D. Afonso IV
Relações com Castela e Aragão

D. Pedro
Relações com a Santa Sé

A REVOLUÇÃO DE 1383-85 e a afirmação da identidade nacional

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