APLICAÇÃO DA HIDROTERAPIA EM CRIANÇAS PORTADORAS DE SÍNDROME DE DOWN

¶· No solo, a gravidade é um torno que aperta as nossas articulações, comprime a coluna. Mas nós levitamos na piscina [...]·andando nessa água temos a ilusão de poder e liberdade··. (Suzanne Berger) ABREVIATURAS ADNPM ² Atraso Desenvolvimento Neuropsicomotor DNPM ² Desenvolvimento Neuropsicomotor FNP ² Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva GMFM ² Gross Motor Function Measure Manual MABR ² Método dos Anéis de Bad Ragaz OI ² Osteogênese Imperfeita PC ² Paralisia Cerebral PH ² Pressão Hidrostática SD ² Síndrome de Down SNC - Sistema Nervoso Central RESUMO A Síndrome de Down (SD) consiste numa alteração do número de cromossomos das células onde a mesma apresenta características importantes como hipotonia muscular generalizada e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM) da criança. A hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que utiliza as propriedades físicas da água como densidade relativa, pressão hidrostática, viscosidade, turbulência e flutuação, juntamente com um programa de exercícios para recuperação de movimentos com objetivo de melhorar a função neuromuscular e esquelética do paciente. Este estudo tem por objetivo discutir as propriedades

In this revision was demonstrated that the hydrotherapy. Pubmed and Bireme. Podemos concluir que a hidroterapia é benéfica no tratamento de crianças portadoras de SD. Cerca de 1:700 nascidos vivos possuem SD. the normalization of the tonus postural and it stimulates the development neuropsychomotor (DNPM). promove o fortalecimento muscular.físicas da água. A SD é diagnosticada geralmente nos primeiros dias de vida e a criança apresenta um corpo hipotônico tendo dificuldade para adquirir a força e o tônus muscular . os benefícios e a importância do tratamento fisioterapêutico na SD com enfoque na hidroterapia. Nesta revisão foi demonstrado que a hidroterapia. based on the water physical properties and through physical exercises againstresistance. although lots of studies have to be done in order to verify if there are evidences about its effectiveness. The hydrotherapy is a physiotherapeutic resource that uses the water physical properties as relative density. Scielo. atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. turbulence and flotation. a normalização do tônus postural e estimula as fases do desemvolvimento neuropsicomotor (DNPM). baseada nas propriedades físicas da água e através de exercícios físicos contraresistência. We can conclude that the hydrotherapy is beneficial in the treatment of children bearers of SD. Consiste em uma doença genética que resulta em 47 em vez de 46 cromossomos. hipotonia. sendo hoje o mais comum e mais bem conhecido dos distúrbios cromossômicos e a causa genética isolada mais comum de retardo mental moderado. A bibliographical revision was accomplished using books and scientific articles. hydrostatic pressure. Foi realizada uma revisão bibliográfica utilizando livros e artigos científicos sendo utilizadas como bases de dados Medline. Lilacs. Key words: hydrotherapy. Síndrome de Down. Down Syndrome. promotes the muscular invigoration. they were used as a data bases as Medline. Its benefits and the importance of the physiotherapeutic treatment in SD. water physical properties. ABSTRACT The Down Syndrome (SD) consists of an alteration of the number of chromosomes cells where itself presents important characteristics as widespread muscular Hypotony and delaying the child·s development neuropsychomotor. Pubmed e Bireme. o que ainda torna-se necessários estudos quantitativos para verificarmos se há evidências sobre sua efetividade. together with an exercises program for movements recovery. 1 ² INTRODUÇÃO Segundo NUSSBAUM et al (2002) a Síndrome de Down (SD) foi caracterizada pela primeira vez pelo médico Langdon Down em 1866. 2002). delaying in the neuropsychomotor development. aiming to improve the neuromuscular function and skeletal of the patient. propriedades físicas da água. hypotony. sendo que a taxa de incidência é diretamente proporcional à idade materna. também chamada de trissomia do 21 a qual pode ser detectada por um exame chamado cariótipo (TECKLIN. The purpose of this study is to discuss the water physical properties. Scielo. focusing in the hydrotherapy. (RIBEIRO. viscosity. Lilacs. 2003). Palavras chaves: hidroterapia.

De acordo com GIMENES et al (2004).1. existindo um cromossomo adicional junto ao par 21 sendo assim também chamada de trissomia do 21. este estudo pretende abordar através de um levantamento bibliográfico a hidroterapia como um método terapêutico benéfico em crianças portadoras de SD. mas existem fatores que podem influenciar a um erro de divisão celular. Também DUMAS e FRANCESCONI (2001) relatam que a terapia na água proporciona estímulos multissensoriais. táteis e proprioceptivas.1. fortalecimento muscular. a SD é uma afecção genética causada pela alteração do número de cromossomos das células. 2 ² REVISÃO DE LITERATURA 2.1. De acordo com GIMENES et al (2004) a hidroterapia. a criança com SD tem uma interação diminuída com o meio ambiente. a qual promove a liberdade de movimentos. integração das modalidades sensoriais. 1993.adequado para se manter nas mais diversas posturas. Baseado nas evidências citadas acima. Diante disso. como idade materna.Síndrome de Down 2. A etiologia é desconhecida. Desse modo esse trabalho pretende verificar se a hidroterapia promove a normalização do tônus muscular através de exercícios resistidos por meio de técnicas específicas em crianças hipotônicas. 2000) apud GIMENES et al (2004). Campion. 47 . estimulação da motricidade voluntária e prevenção para alterações cardiorrespiratórias. limitando experiências sensoriais como visuais. Para BLASCOVI-ASSIS (2001) o que determina a ação sobre o tônus é o tipo de atividade realizada com a criança e a temperatura da água. equilíbrio. controle motor e atividade funcional (XIMENES e MIRANDA. a hidroterapia promove uma maior sociabilidade da criança portadora de SD. Desse modo a criança com SD necessita de um tratamento fisioterapêutico precoce o qual aborda os aspectos a serem trabalhados como: tônus postural. através das propriedades físicas da água promove adequação do tônus muscular. facilitação dos movimentos e treinamento de atividades funcionais. ou seja. sendo um ambiente agradável e rico em estímulos onde são realizadas atividades lúdicas que envolvem objetivos terapêuticos de forma individual ou em grupo (Flinkerbush. 2005). Existem três tipos de SD segundo o aspecto genético: a trissomia simples (95%) onde há três cromossomos no par 21 em todas as células do indivíduo. vestibulares. visto que a água mais fria e atividades de maior vigor estimulam o grau de tônus muscular em pacientes hipotônicos. Guimarães (1996) apud GIMENES et al(2004) ressalta que a terapia aquática estimula as fases do DNPM como o controle de tronco e a marcha e melhora o equilíbrio. balanço. infecções ou exposição a radiações Bhoeme (1990) apud GIMENES et al (2004). tendência a não-disjunção.Descrição da doença Segundo GUIMARÃES et al (1996).

isto é. mas nem todos os cromossomos trissômicos estão no par 21. instabilidade patelar. Os olhos apresentam discreto desvio para cima das fissuras palpebrais laterais e pregas epicânticas. podendo o cromossomo extra se apresentar em outros pares como por exemplo no 22 ou 14. sendo que os visuais incluem estrabismo e miopia (50%). Boheme (1990) apud GIMENES et al (2004) ressalta ainda que a hipotonia interfere nas aquisições do desenvolvimento motor da criança. 2006).2² Efeitos sistêmicos da Síndrome de Down Na SD há comprometimento de vários sistemas como: neurológico. boca pequena a qual permanece aberta por uma língua protusa devido à hipotonia. em que na divisão do óvulo fecundado algumas células ficam com 47 e outras com 46 cromossomos (DA CRUZ. Estas anomalias cardíacas . musculoesquelético. nas suas habilidades. nariz curto com ponte nasal achatada. GUIMARÃES et al (1996) relata que as crianças com SD possuem problemas sensoriais. diminuindo ou produzindo défcit de sensações e vivências e dificultando o desenvolvimento cognitivo. sendo que a falta de mielinização ou um atraso no término desta entre 2 meses e 6 anos de idade pode explicar o atraso no desenvolvimento das crianças com SD. Segundo CINTAS e LONG (2001) a criança com SD tem comprometimento no sistema neurológico apresentando uma hipotonia generalizada. é o principal contribuinte para o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. um atraso motor e na aquisição da fala associado à hipotonia. na interação com o ambiente onde esta retarda ou bloqueia sua exploração. Esta é causada pela frouxidão do ligamento odontoíde. TECKLIN (2002) ressalta que essas crianças apresentam ainda hipermetropia (20%). As crianças com SD apresentam características físicas como: rosto arredondado. As alterações musculoesqueléticas incluem frouxidão ligamentar devido a um défict de colágeno o que resulta em pé plano. baixa estatura. nistagmo e catarata congênita de inicio na idade adulta. Para CINTAS e LONG (2001) as alterações cardiopulmonares incluem as cardiopatias congênitas. Para TECKLIN (2002) essa hipotonia encontrada em todos os grupos musculares do pescoço. escoliose (50%). Outras manifestações incluem pescoço curto. as orelhas são pequenas às vezes proeminentes com excesso de pregas. O mosaicismo se encontra em 2% dos portadores de trissomia simples. GIMENES et al2004). generalizada. 2. do tronco e das extremidades. com lóbulos pequenos e ausentes (GUIMARÃES et al.cromossomos. sensorial e cardiopulmonar. Na translocação observa-se a trissomia. Também é comum a subluxação de quadril nas crianças portadoras de SD (TECKLIN. 1996. cognitivo.1. sendo que as mais comuns são os defeitos no canal atrioventricular e as comunicações interventriculares. mãos pequenas com um sulco palmar apenas. onde pode haver excessiva movimentação de C1 em C2 (12 a 20%). otite média a qual é um problema que ocorre freqüentemente. o que pode contribuir para a perda auditiva intermitente. e atlanto-axial. 2002).

determinado geneticamente. deficiência gastrointestinal.normalmente são corrigidas cirurgicamente na primeira infância. (1981) apud SHEPHERD (1996) a criança com disfunção cerebral nos primeiros meses de vida apresenta um sinal característico de hipotonia muscular sobretudo o lactente que apresenta SD. A criança com SD apresenta também deficiência imunológica. incluindo várias habilidades de movimento como engatinhar. caminhar. sendo essa hipotonia atribuída a escassez de impulsos descendentes que demandam o conjunto de neurônios motores da medula espinhal. ficam em pé aos 11 e começam a caminhar com 13 meses de idade. 18 para ficar de pé e 19 meses para andar. porém em ritmo mais lento alcançando marcos na idade de 9 meses para sentar. Pode-se afirmar. onde a mudança nas habilidades motoras grossas durante o primeiro ano de vida resultam unicamente da maturação neurológica do SNC. 2002). Segundo Gilman et al. Estes estímulos apreendidos pelos órgãos dos sentidos são respondidos pelo cérebro como órgão de integração e coordenação. Para RATLIFFE (2002) as crianças com desenvolvimento motor normal começam o rolar por volta de 5 meses de idade. sentam com apoio por volta de 5 meses. engatinham com 8 meses.Desenvolvimento neuropsicomotor Segundo BEE (1996) os psicólogos descrevem o desenvolvimento motor como a emergência de várias capacidades de movimentar-se e usar o corpo de maneiras hábeis. TECKLIN (2002) afirma que quando não reparadas até os 3 anos de idade estão altamente associadas com os maiores atrasos no desenvolvimento e habilidades motoras. 2. e habilidades manipulativas como agarrar ou apanhar objetos. mais especificamente da crescente mielinização deste e da simultânea inibição dos núcleos subcorticais. como também é dependente de estímulos ambientais. de acordo com SHEPHERD (1996). Já FLEHMIG (2000) afirma que o desenvolvimento motor não só depende da maturação do SNC. o que ocasiona infecções pulmonares principalmente infecções respiratórias. Henderson (1985) e CARR (1975) apud SHEPHERD (1996) relata que quando a criança é portadora de SD o desenvolvimento motor se processa geralmente como na criança normal. GUIMARÃES et al (1996) ressalta que os adultos com SD envelhecem mais rápido com alto índice de mortalidade acima de 40 anos sendo que as infecções pulmonares podem levá-los à morte. correr.1996 e RATLIFFE. que as crianças que apresentam atraso no desenvolvimento motor utilizam medidas de adaptação que . De acordo com Lockman e Thelen (1993) apud LOPES e TUDELLA (2004) o desenvolvimento motor é dependente da maturação do Sistema Nervoso Central (SNC).1.3. disfunção tireóidea e desenvolvimento sexual tardio ou imcompleto cujo os órgãos sexuais são pouco desenvolvidos (GUIMARÃES et al . com reações complexas que decorrem automaticamente. maior incidência de leucemia.

banhos de fricção.1.2. Já por volta dos séculos XV. por volta de 500 ªC usavam a água para tratamentos físicos específicos. 2000 apud RUOT et al. Ainda neste século os estudos de Winterwitz foram reconhecidos como o fundamento da hidroterapia e também em 1830 Vicent Pressnitz estabeleceu um centro para o .c a finalidade principal dos banhos romanos era curar e tratar as doenças reumáticas. sendo os primeiros a reconhecer e apreciar a relação entre o estado da mente e o bem estar físico (Irion. 2000) e (Irion. a mornas (tepidarium). os romanos utilizavam a água para finalidades recreacionais e curativas. De acordo com Henderson et al (1981). Então. (Irion. permitindo que a criança realize os ajustes posturais graças a um padrão diferente de ação muscular. banhos com o corpo suspenso por uma rede.consistem geralmente em alargamento da base de apoio (sentado ou ficando a criança em pé com as coxas em relativa abdução) e no emprego das mãos para apoiar-se o que contribui para base de sustentação. 2000). Shumway.Histórico Segundo BLASCOVI-ASSIS (2001) a água é um dos recursos terapêuticos característicos da Fisioterapia utilizados desde a Antiguidade. vestibulares e somatossensoriais. indo desde muito quentes (caldarium). durante o Império Romano o sistema romano evoluiu para uma série de banhos a temperaturas variadas. 2000). até as mais frias (frigidarium). SKINNER e THOMSON (1985) ainda descrevem o sudatorium. Segundo SKINNER (1985) e Irion (2000) apud RUOT et al (2000) durante o século XIX. CAMPION (2000) relata que. sendo que nesse tempo ocorreu um maior reconhecimento por parte dos médicos europeus os quais adotaram maior parte de seu tempo e energia ao diagnóstico de doenças (CAMPION. por volta de 330 d. banhos sedativos. 2000 apud RUOT et al 2000). paralisia e efeitos posteriores a lesões. 2.2 ² Hidroterapia 2. Desse modo ainda afirmam que as dificuldades no acompanhamento da mão seriam devidas a incapacidade da criança de usar as informações dos órgãos sensoriais para produzir os movimentos no momento correto da mesma maneira como as dificuldades do equilíbrio parecem ser devidos a falta de integração dos estímulos visuais. XVI e XVIII o uso da água como propósito terapêutico começou a aumentar gradualmente havendo um declínio da água como higienização. sendo que por volta do ano 500 eles não existiam mais. Com o declínio do Império Romano a natureza higiênica dos banhos romanos começaram a se deteriorar. assim como a dificuldade que o individuo tem de se adaptar as modificações ambientais.Cooke e Woollacott (1985) apud SHEPHERD (1996) a escassez dos movimentos de manuseio é bastante evidente no lactente com SD de poucos meses de idade. Sabe-se que Hipócrates em (460-375 ªC) empregava a água quente e fria (banho de contraste) no tratamento de doenças incluindo espasmos musculares e doenças das articulações. Para Irion (2000) apud RUOT et al (2000). Ainda. as técnicas de tratamento incluíam compressas úmidas. 2000 apud RUOT et al. onde este era um aposento saturado de ar úmido quente a fim de promover a sudorese. durante a Idade Média devido as influências religiosas houve um maior declínio do uso dos banhos públicos e da água como um poder curativo. Os gregos.

pressão hidrostática. 1996 e CAMPION. 1998). Segundo DEGANI (1998) a densidade relativa é a relação entre a massa de um certo volume de substância e a massa do mesmo volume de água. que seriam muito exigidas em solo (DEGANI. Logo se um corpo tiver densidade relativa menor que um flutuará.1985) e Irion (2000) apud RUOT et al (2000). densidade relativa. No final do século XIX e nos primeiros anos do século XX. 2000). Também foram desenvolvidos trabalhos reunindo estudos voltados para o desenvolvimento de técnicas e métodos de atuação na água com pacientes ortopédicos. flutuação e turbulência (GUIMARÃES et al. As principais propriedades físicas da água são: massa. flutuará e é possível que os músculos deficientes movimentem membros inertes sem o prejuízo das articulações envolvidas. Assim ocorreu vários estudos sobre os efeitos fisiológicos da aplicação do calor e frio. DEGANI (1998) afirma que a . segundo a lei de Pascal é a pressão que o líquido exerce igualmente sobre cada partícula da superfície de um corpo imerso em repouso a uma dada profundidade.2. peso. ele sofre uma força de flutuabilidade igual ao peso do líquido que desloca (CAMPION. que girava em torno do fato de que o calor e o frio eram transportados para o SNC pelos nervos cutâneos.2 ² Propriedades físicas da água A hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que utiliza a água como forma terapêutica.95.uso da água fria e exercício vigoroso. princípio de Arquimedes. existem várias pesquisas no âmbito da hidroterapia em relação aos aspectos diferentes da água. 2000). sendo que a pressão aumenta com a profundidade e a densidade do fluido. Ainda durante o século XX Winterwitz expandiu o uso da hidroterapia por meio de seu trabalho. e dessa forma. se refletiam nas vias motoras. De acordo com o Principio de Arquimedes quando um corpo é submerso em um líquido. como o estudo da fisiologia e dos exercícios aquáticos (CAMPION. 2000). Como a densidade relativa do corpo humano com ar nos pulmões é 0. a propriedade da flutuabilidade começou a ser usada para exercitar pacientes na água principalmente depois da epidemia da Pólio de 1916 (SKINNER. Foi relatado por Harris (1963) apud CAMPION (2000) que as duas guerras mundiais agiram como precursoras para o ressurgimento atual do uso da hidroterapia e a utilização da imersão total como uma forma de reabilitação para uma ampla faixa de doenças. reumáticos e neurológicos (BLASCOVI-ASSIS. pois seu peso será menor que o peso da água deslocada e se for maior flutuará logo abaixo da superfície da água. Para CAMPION (2000) a pressão hidrostática (PH). Os exercícios aquáticos só foram então desenvolvidos após a construção do primeiro tanque de Hubbard na década de 1920 (CAMPION. lei de Pascal. Atualmente. Houve ainda investigações científicas sobre as reações dos tecidos a água à várias temperaturas e sua reação nas doenças onde finalmente foi estabelecido uma base fisiológica para a hidroterapia como recurso de tratamento. da termorregulação do corpo humano e da hidroterapia clínica. 2. 2001). 2000).

A flutuação baseia-se no Princípio de Arquimedes onde esta se define como a capacidade de um corpo manter-se à superfície da água. ² flutuação de resistência no qual o movimento é oposto à flutuação onde os exercícios podem ser graduados baseando-se na força de empuxo. Esse método usa a . pois neste meio. menos carga sobre as articulações e redução da sustentação de peso (Garcia. onde este se baseia em princípios da hidrodinâmica e desenvolvimento humano. onde a qual pode ser provocada em diferentes velocidades.3. sendo assim pacientes hipotônicos podem ver sua força muscular aumentada por meio de movimentos resistidos através da flutuação (DEGANI.Método Halliwick Segundo Morris (2000) apud RUOT et al (2000) o Método Halliwick foi desenvolvido por James MC Millan na década de 1930. ² flutuação de apoio onde o movimento é perpendicular a força da flutuação. A resistência ao movimento na piscina é maior do que em solo pois sabe-se que o ar é menos denso e viscoso do que a água. no trabalho sensorial. resultando da interação entre a gravidade e o empuxo sendo que quanto maior a parte do corpo imerso na água. De acordo com DEGANI (1998) a viscosidade é o atrito que ocorre entre as moléculas de um líquido o que causa a resistência do fluxo deste.2. A PH ainda oferece estímulos proprioceptores e táteis. 1998 apud GONÇALVES et al. 2004). a resistência aumenta a medida que a força é exercida contra a água ou ainda pode ser praticamente eliminada facilitando o movimento. 2004). pode-se trabalhar tanto o fortalecimento quanto o equilíbrio muscular e determinadas posturas. Segundo CAMPION (2000) a turbulência é um termo que indica os redemoinhos que seguem um objeto que se movimenta através de um fluído. maior será o empuxo aplicado ao corpo. e também na resistência dos movimentos (Flinkerbush.pressão exercida em toda superfície do corpo oferece estabilização articular auxiliando o trabalho dos músculos enfraquecidos e sua ação nas faces do tórax promove resistência de expansão solicitando maior trabalho da musculatura inspiratória facilitando a respiração. A flutuação pode ser dividida em três tipos: ² flutuação de assistência no qual o movimento é na mesma direção da flutuação. 1998). se for movimentos mais rápidos produzirão redemoinhos e a energia será dissipada reduzindo a pressão e aumentando o arrastamento do corpo. se este for muito lento o fluxo de partículas será quase paralelo ao objeto e prosseguirá em curvas leves e contínuas. 2004). Sendo assim o movimento gera turbulência e esta pode ser utilizada tanto para auxiliar quanto para impor uma resistência aos movimentos. 2. 1993 apud GIMENES et al.2.3 ² Métodos utilizados na hidroterapia 2. que auxiliam na adequação do tônus.1. O grau de turbulência dependerá da velocidade do movimento. Também GIMENES et al (2004) ressalta que através da turbulência da água. Desse modo a viscosidade é a propriedade da água que permite realizar o trabalho de fortalecimento muscular. Esta resistência na água é de ate 800 vezes maior que a oferecida pelo ar. o que permite controle do fortalecimento dentro da tolerância do paciente e da amplitude de movimento articular com que se inicia o tratamento (CANDELORO e CAROMANO. A flutuabilidade oferece ainda inúmeras possibilidades de movimentos.

2000 apud RUOT et al.2 ² Método dos Anéis de Bad Ragaz . De acordo Morris (2000) apud RUOT et al (2000) esse método aborda uma técnica de instrução à natação. 2000) 2.3.melhorar a adaptabilidade fisica mental. . incluindo a mecânica dos fluidos (engenharia). . pedagogia (educação) e dinâmica de grupo (sociologia). e a partir disso está apta a desenvolver conceitos. 2000). . nunca sendo portanto selecionado aleatoriamente (CAMPION. o qual pode ser ocultado por jogos e brincadeiras ajudando assim a desfazer a idéia de ¶· tratamento·· e consequentemente auxiliando na produção de uma resposta maior por parte das crianças. o terapeuta reforça o aprendizado e desafia sua habilidade criando turbulência em torno do seu corpo. psicologia. ou seja.fortalecer e / ou melhorar grupos musculares fracos.¶·teoria geral dos sistemas·· de ensino onde esta é um modelo multidisciplinar que reúne informações a partir de muitos campos de estudo. comportamentos emocionais e sociais e a controlá-los e adaptá-los aos grupos e à sociedade. . intelecto. . o conhecimento de muitas disciplinas foram reunidos e sintetizados em torno de um objetivo específico (Cunninghan. linguagem. tanto as pessoas quanto os objetos durante as brincadeiras. Por ser uma técnica de facilitação neuroterápica obedece a um princípio de desprendimento no qual a medida que o paciente se torna mais hábil na atividade o terapeuta reduz a quantidade de assistência fornecida (desprendimento) aumentando assim o nível de dificuldade do exercício. Segundo Cunninghan (2000) apud RUOT et al (2000) os objetivos de tratamento através do Método Halliwick incluem: .reduzir a espasticidade.facilitar as reações posturais e de equilíbrio. Segundo Sheridan (1977) apud CAMPION (2000). um forte ímpeto na direção do amadurecimento e são importantes para um ótimo desenvolvimento da criança (Jolly 1975 apud CAMPION.2. Cada jogo possui uma meta ou metas particulares na direção da realização de objetivos e habilidades recreacionais. . As brincadeiras fornecem portanto. 2000). neurofisiologia (medicina). O Método Halliwick é utilizado para o tratamento de crianças com deficiências neurológicas. sendo que muitas atividades e princípios também podem ser empregados para intervenção terapêutica especifica. Após o paciente ter dominado a atividade.aumentar amplitude de movimento. a criança experiencia tudo que está ao seu redor.melhorar a condição física geral.reduzir a dor.

imerso na água move-se livremente no qual é estabilizado pelo terapeuta e não pela gravidade como em terra (Garret. SKINNER e THOMSON (1985) classifica os padrões de movimentos utilizados no MABR como: isotônicos. hidroterapia. Foram utilizados os bancos de dados LILACS. Já no padrão isométrico o paciente mantém uma posição fixa enquanto está sendo empurrado através da água pelo terapeuta e no isocinético o terapeuta atua como ponto de fixação ¶·móvel·· onde o paciente pode ser empurrado ou oscilado na direção do seu movimento ativo (Garret. resistência e turbulência . restauração de padrões normais de movimento das extremidades superiores e inferiores. quanto mais rápido o movimento. preparação das extremidades inferiores para sustentação de peso. terapia aquática. exercícios aquáticos. pernas e tronco com padrões unilaterais ou bilaterais (Garret. No MABR o movimento é facilitado quando o terapeuta proporciona apoios e fixações manuais corretas as quais servem para estimular a pele. músculos e proprioceptores. 3. BIREME. 4. 2000 apud RUOT et al 2000). onde mais tarde foi modificado sendo incorporado muitas premissas básicas da técnica de FNP. maior a resistência. PUBMED e SCIELO. terapia na água. as quais foram cruzadas entre si conforme as necessidades da pesquisa. ou seja. O Método dos Anéis de Bad Ragaz (MABR) baseia-se em padrões específicos de movimento para aumentar a força e a amplitude de movimentos dos braços. MEDLINE. 2000 apud RUOT et al 2000). De acordo com SKINNER e THOMSON (1985) no MABR não há resistência aplicada pelo fisioterapeuta sendo esta fornecida na medida que o corpo se move através da água. melhoria do alinhamento e estabilidade do tronco. A progressão de resistências manuais proximais para distais aumenta a dificuldade de executar os padrões.DISCUSSÃO e CONCLUSÃO De acordo com Gray (2000) apud GONÇALVES et al (2004) a utilização das propriedades físicas da água como flutuabilidade. Síndrome de Down. O corpo então. isométricos e isocinéticos. A facilitação de músculos fortes produz transbordamento/ irradiação aos músculos fracos aumentando a atividade dos músculos mais fracos no membro ipsilateral e contralateral (Garret. O período que compreendeu a pesquisa foi de 1975 a 2006 e os idiomas pesquisados foram Português. 2000 apud RUOT et al 2000). que atua como ponto fixo. onde no padrão isotônico o paciente se move no sentido ou se afastando do terapeuta. aplicando uma graduação natural de dificuldade dos exercícios ocorre o fortalecimento. Espanhol e Inglês. adequando-as ao ambiente aquático (RUOT et al 2000). na década de 1930.METODOLOGIA Esta pesquisa consiste numa revisão bibliográfica baseada em livros-texto e artigos científicos centradas nas seguintes palavras-chave: reabilitação aquática.O Método dos Anéis de Bad Ragaz foi desenvolvido em Bad Ragaz na Suíça. Segundo Garret (2000) apud RUOT et al (2000) os objetivos de tratamento através do MABR são: fortalecimento e reeducação muscular. 2000 apud RUOT et al 2000).

o tipo de exercícios a serem realizados. 1998) apud GONÇALVES et al (2004) a PH estabiliza as articulações em pacientes com OI em que muitas vezes é instável. a sensibilidade particular do individuo ao frio e ao calor. Já DEGANI (1998) relata que a temperatura da água varia entre 33 e 39°C porém levando-se em consideração o ambiente da piscina se é aberto ou fechado. visto que. GIMENES et al (2004) ressalta ainda que o ganho de força muscular em crianças que apresentam SD pode ser simplesmente conseguido através da resistência da água ao movimento podendo ser incrementado com o aumento da velocidade durante a execução deste. Segundo Blascovi-Assis (1997) apud BLASCOVI-ASSIS (2000) a melhor forma de ´atingirµ a criança. Nesse caso a SD que se caracteriza por apresentar uma frouxidão articular também pode ter como beneficio os efeitos fisiológicos da PH atuando no seu corpo durante a imersão. 2002. a pressão hidrostática. e 30 a 31 no verão. 1977 apud CAROMANO e NOWOTNY. Segundo GIMENES et al(2004) a flutuabilidade possibilita o trabalho muscular em crianças com hipotonia generalizada como é o caso das crianças com SD oferecendo assim resistência quando o movimento é realizado no sentido da superfície para o fundo da piscina. ou seja. ou seja. Além disso Binder et al (1984) apud GONÇALVES et al (2004) afirmam que roupas de manga comprida também são usadas para adicionar resistência ao movimento. GUIMARÃES et al (1996) sugere a temperatura para o tratamento das crianças portadoras de SD varia entre 30 a 32° C. BLASCOVI-ASSIS (2000) cita em seu trabalho que a temperatura da água para o tratamento dentro da piscina com crianças no qual não foi especificado a patologia varia em torno de 33 a 34 graus no inverno. ´prenderµ sua atenção ao tratamento dentro da água é através da brincadeira. porém ainda ressalta que podem ser utilizados aparelhos resistivos a fim de aumentar a resistência. BATES E HANSON. pois assim as respostas acontecem espontaneamente e o terapeuta atinge seus objetivos. sendo que o grau de envolvimento da criança nessas situações pode trazer inúmeros benefícios para sua motricidade.facilitam a atividade de um paciente hipotônico na água. . GIMENES et al (2004) afirmam que mesmo a água sendo aquecida o terapeuta não deve ser intimidado a realizar as terapias em pacientes hipotônicos. Segundo DEGANI (1998) a pressão exercida em toda superfície do corpo. segundo Wascaster (1996) apud GONÇALVES et al (2004) crianças com Osteogênese Imperfeita (OI) tem possibilidades de serem hipotônicas. oferece estabilização articular auxiliando o trabalho dos músculos enfraquecidos onde de acordo com (MORRIS. Relata ainda que temperaturas abaixo de 32ºC podem provocar tensões em pacientes neurológicos. Candeloro e Caromano (2004) apud GONÇALVES et al (2004) também relatam que a água produz resistência ao movimento através do aumento da velocidade deste. a estação do ano. pois o tônus pode ser estimulado através de movimentos de contra-resistência com maior velocidade e com co-contrações. Já BLASCOVI-ASSIS (2000) relata que a ação do tônus é determinada pelo tipo de atividade realizada e a temperatura da água onde atividades de maior vigor podem elevar o grau de tônus e a água fria o estimula.

profilaxia para alterações cardiorrespiratórias e circulatórias fortalecimento muscular. DEGANI (1998) afirma que o ar é menos viscoso do que a água. Pode-se observar que nos trabalhos pesquisados dos autores referidos acima não foi especificado se a temperatura da água pode ser a mesma para crianças e adultos e qual o tempo é necessário para uma eficiente terapia com crianças portadoras de SD. onde dentro da piscina pode-se trabalhar juntamente a resistência e a força muscular e ganhar uma perfomance global entre músculos agonistas e antagonistas. seus efeitos fisiológicos e terapêuticos uma vez que deve-se considerar a patologia a ser tratada. CAMPION (2000) demonstra então que a utilização de exercícios isoladamente pode ser menos produtivo quanto aos esforços e menos efetivo quanto ao resultados do tratamento. afirmando que este baseado em jogos prendem o interesse das crianças e consequentemente trazem maiores possilbilidades de desenvolver suas habilidades necessárias. a estação do ano e a sensibilidade particular de cada individuo ao frio e ao calor. Desse modo recomendamos a aplicação do Gross Motor Function Measure Manual (GMFM) no qual trata-se de um instrumento de avaliação padronizado para . sendo que GUIMARÃES et al (1996) também incluia o relaxamento muscular como objetivo de tratamento para essas crianças. por isso é necessário que o terapeuta saiba qual a melhor posição para ganhar o movimento desejado da criança e criar assim uma atividade nessa posição.linguagem. Foi observado ainda que na literatura encontrada não havia relatos sobre o tratamento hidroterapêutico para crianças portadoras de SD no qual abordasse os Métodos Halliwick e Bad Ragaz e também contra-indicações da terapia que poderiam ser específicas para essas crianças. inteligência e afetividade contribuindo para assim para um melhor desempenho motor. 5 ² RECOMENDAÇÕES Sugere-se que novos estudos sejam realizados para que os fatores benéficos da hidroterapia na SD sejam demonstrados através de resultados quantitativos. isto é informações se pode haver interferência no tratamento hidroterapêutico numa piscina não coberta. a temperatura da água. Através desse estudo podemos concluir que para um tratamento hidroterapêutico benéfico é necessário conhecer as propriedades físicas da água. CANDELORO e CAROMANO (2004) afirmam também que a resistência da água é maior que a do ar podendo esta ser de até 800 vezes maior que a resistência oferecida pelo ar. Styer-Acevedo (2000) apud RUOTet al (2000) relata que quando se trabalha com a criança na água obtém-se um sucesso maior quando o seu foco é o brinquedo e não o exercício. estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor. Não foi relatado sobre o ambiente da piscina ser aberto ou fechado. Para GIMENES et al (1996) os objetivos da hidroterapia pra as crianças portadoras de SD incluem: normalização do tônus muscular. portanto há mais resistência na água do que em terra. os exercícios realizados. se o ambiente da piscina é aberto ou fechado.

Suzanne. Relato de Experiência. FLEHMIG.ed. 319-335. Texto e Atlas do desenvolvimento normal e seus desvios no lactente: diagnóstico e tratamento precoce do nascimento até o 18º mês. p..91-106. Validação de um protocolo de avaliação do tono muscular e atividades funcionais para criancas com paralisia cerebral. 1998. e CZERESNIA. CANDELORO. 1ed. vol 9. Rev. Helen. Reabilitação Aquática. 33. de Saúde Pública. janeiro/fevereiro. 7 ed. DEGANI. p. Rafaela Okano et al. DURIGON. criado para medir as mudanças que ocorrem com o passar do tempo na função motora axial. Método Halliwick. Fátima Aparecida. Fisioterapia em movimento. fisiológicos e terapêuticos da água. 2004. 2004. 2001. Jennifer. D. 2000.12. 2001. Método dos Anéis de Bad Ragaz. http: www. Holly Lea e LONG. Hidroterapia: Princípios e Prática. Francisco.crianças portadoras de paralisia cerebral (PC).S. São Paulo: Manole. pois ele é um teste que avalia função motora axial. mesmo que alguns ítens sejam revistos e adaptados às características da patologia.337-366. nº 54. São Paulo. nº 3. 2001. Avaliação do programa de prevenção e promoção da saúde de fenilcetonúricos. A Hidroterapia na Síndrome de Down: uma abordagem baseada na mecânica dos fluidos. Juliana Monteiro e CAROMANO.1ed. Physical & Occupational Therapy in Pediatrics. Hidroterapia: os efeitos físicos.projetoriodown.org/ pdfprog1.p. 2004. nº 3. Porto Alegre: Artes Médicas. CUNNINGHAN.1. Aquatic Therapy in Pediatrics: Annotated Bibliography. 2000. DUMAS. p.F.vol 11. v.S. vol 20(4).9. GIMENES.R. Richard et al. A criança em desenvolvimento. Adriana Menezes. Graduação da resistência ao movimento durante a imersão na água.73-76. p. CINTAS. 2000. Acesso em 10 marc. p. São Paulo: Manole. p. Margaret Reid.p. disponível em internet. IN RUOT.S. GARRET. O.475-477. Toby M. 2006. nº 4. 38.V. que também se mostra prejudicada em crianças portadoras de SD.40-7. vol 5. Reabilitação Aquática. C. IN RUOT. Embora o GMFM seja padronizado para portadores de PC. nº1. Manual de Fisioterapia Pediátrica. . DA CRUZ.121-123. CAMPION. abril. Richard et al.14-16 . São Paulo. BRANDALIZE.C. Silvana Maria. 2004. out/dez. p. S. Gwen. vol 28. SITTA. v. BLASCOVI-ASSIS.Fisioterapia Brasil. 6 ² REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BEE. SÁ.html. Neurociências. 2000. Revista O mundo da saúde. São Paulo: Manole. Hidroterapia em pediatria: relações entre a teoria e a prática. nº 1. Rio de Janeiro: Revinter. Helene e FRANCESCONI. L. abril/setembro. Projeto Rio Down. a sua aplicação em pacientes com SD também é válida. Inge.. São Paulo: Atheneu. 1996.

Richard et al. e THOMSON Ann M. Toronto: MasMaster University.3-14 LOPES. Reabilitação Aquática. IN RUOT. 2002. IRION. São Paulo: Manole. p.br/ sindromecausas. 167-189. São Paulo: Manole. 2003. Alison T.a].com. p.2005.br/radiosaber. São Paulo: Santos. 2004. São Paulo. out/março. nº 72. Avaliação dos fatores associados a infecções recorrentes e/ou graves em pacientes com Síndrome de Down.p. 1996. Teorias do desenvolvimento. Síndrome de Down. vol 12. Fisioterapia em pediatria. Revista O mundo da saúde. Temas sobre desenvolvimento. Tratamento hidroterapêutico em pacientes portadores de osteogênese imperfeita tipo III: revisão bibliográfica. Acesso em 03/out. 3 ed. K. et al. p. MONTEIRO. SKINNER. LMA et alii. vol 79. São Paulo: Manole.p. L. p. Richard et al. [s. B.hpg. Análise da função motora grossa das meninas com Síndrome de Rett. Reabilitação Aquática. IN RUOT. XIMENES e MIRANDA. 2004. 1985.138. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. nº 4. C. vol 3. Revista Fisioterapia emMovimento. Porto Alegre: Artmed.1 ed. GUIMARÃES. Hidroterapia na Síndrome de Down. nº 1. Órgão oficial trimestral da associação brasileira de Síndrome de Rett de São Paulo. Gross Motor Function Measure Manual.criatronics. 2002. Ângelo Roberto et al. Acesso em 04/out. Fisioterapia Pediátrica. Z.T. 2004. IN RUOT.htm.2005. 2000. Panorama histórico da reabilitação aquática. MORRIS. Jean M.479-484.1 ed. STYER-ACEVEDO.55-63. 1993. p.com. Duffield: exercícios na água. São Paulo: Manole. disponível em internet. Gisela Pfannemuller et al. 2. http://www. RIBEIRO.vivênciasp. 2000. informação verbal. Genética Médica. David M. D. 2000. Roberta B. disponível em internet. Autor: Marcela Anicio .1 ed. vol 28. out/dez.6 ed. Virlaine Bardella e TUDELLA. 3 ed. Fisioterapia e Síndrome de Down.ed.GONÇALVES. NUSSBAUM. Reabilitação Aquática.ig. Jan Stephen. São Paulo: Santos. n°2. Jane. RATLIFFE. Robert et al. p.117139. http:www. RUSSEL.1996. 3 ed. e GRACIANI. Reabilitação aquática do paciente pediátrico. Richard et al.Jornal de Pediatra. 23-8. SHEPHERD. Eloísa. TECKLIN. Fisioterapia na clínica pediátrica. Reabilitação aquática no paciente com prejuízo neurológico. 2002. 250-255.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful