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Uma transliteração de José Rabaça Gaspar, a comemorar os 500 anos de 4 de Março de 1514 – 4 de Março de 2014 – um legado para as gerações futuras… Corroios, 1 de Junho de 2013

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Montagem, arranjo e transliteração tentada por José Rabaça Gaspar a comemorar os 500 anos de 4 de Março de 1514 em 4 de Março de 2014
CORROIOS JUNHO DE 2013

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FICHA TÉCNICA Título – Manteigas – FORAL MANUELINO de 4 de Março de 1514 Autor/es – José Rabaça Gaspar Pesquisa, digitalização, tansliteração e arranjo gráfico: José Rabaça Gaspar, Abril e Maio de 2013 …a partilha do conhecimento… http://www.bubok.pt/autores Edição 2014 02

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DEDICATÓRIA homenagem de um natural de Manteigas do Século XX e XXI aos fundadores da mítica Vila de Manteigas aos seus continuadores aos empenhados no PRESENTE a preparar um futuro melhor e sustentável…

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UMA APRESENTAÇÃO
Manteigas – FORAL MANUELINO, de 4 de Março de 1514 (500 anos) – evocando o primeiro FORAL de Dom Sancho, de 1188? (326 anos antes daquele… há 826, em 2014!) O arranjo e tentativa de transliteração é de José Rabaça Gaspar, baseado em trabalhos de transliteração de João Cosme, em ‘FORAL de ARRONCHES’, Ed. Colibri e Câmara Municipal de Arronches, 2005; CARTA DE FORAL DE CASTELO DE VIDE - D. Manuel I – 1512; FORAL de CASTELO DE VIDE - Arcos dos Paços do Concelho – 1999 - Câmara Municipal de Castelo de Vide Ficha n.º 10 - Secção de Arqueologia – António Pita, Junho de 1999; Foral de Casével, Edição Câmara Municipal de Castro Verde © Junta de Freguesia de Casével – Transliteração João José Alves da Costa, Abel Viana; e baseado, evidentemente, nos documentos da Câmara municipal de Manteigas disponíveis na internet, sobre o Foral Manuelino de Manteigas:
http://www.cm-manteigas.pt/municipio/servicosprojectos/mostradocumental/Paginas/ForalManuelino.aspx

Pesquisa, digitalização e arranjo gráfico : José Rabaça Gaspar, 2013 meses de Abril, Maio e Junho. Notas: Foi escolhido o tamanho (170X235), com orientação vertical, como a mais apropriadda para este tipo de documentos e para permitir um melhor manuseamento e leitura comparada, jogando com as páginas pares e as páginas ímpares. Tivemos ainda o cuidado de, para facilitar uma melhor leitura, inserir as imagens maiores nas páginas PARES e os textos respectivos, nas páginas ÍMPARES, onde arriscámos uma leitura, fólio a fólio, página a página, palavra a palavra, letra a letra, símbolo a símbolo... para se poder confrontar o texto da transliteração com a imagem das cópias dos originais, quando se estiver a ler no livro impresso em papel… isto permite ainda aos possíveis leitores, interessados, corrigir e / ou sugerir melhoria das normas e grafia aplicadas. A grafia escolhida, em vez de uma tradução livre, tenta tornar o texto entendível no século XXI, mas o mais próximo possível do texto original. O essencial das normas de transliteração são as sugeridas por João Cosme, autor da transliteração do Foral de Arronches e notas do foral de Casével, Edição Câmara Municipal de Castro Verde © Junta de Freguesia de Casével – Transliteração João José Alves da Costa e Abel Viana.

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ÍNDICE
UMA INTRODUÇÃO ................................................................................... 9 FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04 - uma transliteração em espelho........................................................................................................ 14 Manteigas – Foral Manuelino – montagem jrg – 2013 04 ....................... 15 [TAVOADA] .............................................................................................. 24 Exemplos de ‘incipit’ ............................................................................... 29 (INCIPIT) .................................................................................................. 30 Algumas MOEDAS no tempo de: ............................................................. 93 NOTAS para ajuda na leitura dos FORAIS MANUELINOS. ...................... 97 Escrita – algumas notas do Foral Manuelino de Manteigas .................... 98 Escrita – LETRAS – fonte ‘venturoso’ ....................................................... 98 Uma tabela de letras e sinais da escrita do foral ..................................... 98 GLOSSÁRIO ............................................................................................ 116 TRANSLITERAÇÃO completa do FORAL MANUELINO ..... 124 Plano de Reforma de Forais – A C Menezes, 1825 ................................ 140 Evocando A carta foral de D. Sancho I – 1188? (há 826 anos em 2014) .............................................................................................................. 149 Bibliografia ilustrada ................................................................................. 151

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UMA INTRODUÇÃO O EFÉMERO DO ‘PARA SEMPRE…’:
D. Manuel: «… dada pera semp(re) Aavila de manteygas …daquy em diante na maneyra e forma seguinte… (folha 1) - «…confirmado per nossa carta E asy per este nosso foral pera sempre.» (folha 2)…. Durou até à reforma de 1835? (cerca dde 319 anos! … que por sua vez durou até? …) D. Sancho I: «…faço aos habitantes presentes e futuros…» (durou 326 anos!) Final da carta: «Quem quer que observar este nosso feito seja bendito. Quem o infrigir seja maldito.» FORAIS – UM OBJECTO DE ESTUDO… A PARTILHA DO CONHECIMENTO para alicerçar o PRESENTE e deixar bases sólidas para construir o FUTURO…

Este trabalho baseia-se num apanhado de muitos forais analisados, dando relevo aos aspectos de uma longa investigação feita por uma equipa de observadores (ver nota1), coordenada por Fernão de Pina… A complexidade do trabalho dos escrivães / copistas e a adaptação a cada circunstancia… nem sempre feliz e objectiva… ob edecendo a um esquema base… e remetendo muitas vezes para o determinado para outras vilas… talvez mais importantes… imaginar a coordenação deste imenso trabalho para conseguir, naquele tempo, três cópias para cada um das centenas de concelhos (cerca de 500?)… Apesar da diversidade de ‘mãos’ das centenas de copistas, ver a conseguida unidade na diversidade na uniformização das letras usadas na escrita… ver também os numerosas elisões que criam, muitas vezes problemas de decifração… Logo a abrir: DM MANEL per Graça de ds- D(O)M MAN(U)EL per Graça de D(eu)s… ver este suposto – ‘e’ – com uma espécie de til para se poder ler – eu! -.

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«A comissão foi constituída por Rui Boto (chanceler-mor), João Façanha (desembargador régio) e Fernão de Pina (cavaleiro da Casa Real). Segundo Maria José Bigotte Chorão (Os Forais de D. Manuel – 1496-1520, ANTT. 1990), a reforma dos forais foi “um trabalho de grande envergadura, que durante cerca de 25 anos mobilizou vários desembargadores, homens-bons e vereadores dos concelhos, oficiais das contadorias das comarcas, dos almoxarifados, escrivães, calígrafos e iluminadores e, enfim, todo o pessoal da chancelaria régia”». P. 35 - «...o trabalho era volumoso, a julgar pelas dúvidas e casos levados por vinte e dois desembargadores e Fernão de Pina à apreciação do monarca, tendo as respostas régias ficado conhecidas pelos Pareceres de Saragoça. Estas novas cartas de foral eram passadas pelo chanceler-mor Rui Boto, que as rubricava no final do texto, depois da assinatura do rei, efectuando-se de seguida o registo na chancelaria. Fernão de Pina, o oficial régio que presidiu à comissão reformadora dos forais, desempenhava também funções de escrivão da cancelaria régia…» - In - Cadernos de Tipografia e Design Nr. 18 / Janeiro de 2011. - (Uma compilação de Paulo Heitlinger.)

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Ver In: file:///I:/_books_google/livros_txt_img_pdf/_10_Manteigas/foral_manuelino/DistritodaGuarda.htm

«Segundo a tradição, esta vila teria sido um dos últimos refúgios das tribos guerreiras dos lusitanos, dos Montes Hermínios (hoje Serra da Estrela). Recebeu foral de D. Sancho l, em 1188, renovado por D. Manuel l em 1514. «Neste concelho, encontram-se os imponentes Cântaros, o Gordo e o Magro, afloramentos rochosos resultantes do movimento de glaciares; a agreste Nave de Santo António; as Penhas Douradas, saudáveis e tranquilas, e a Torre, o ponto mais alto de Portugal (1991 metros); e finalmente, o romântico Poço do Inferno, verdadeira maravilha da Natureza, com formosa cascata (cachoeira) que se transforma em dantesco espectáculo de gelo no Inverno. «Origem do nome: «Xavier Fernandes em Topónimos e Gentílicos (1944)»: “Nas nossas investigaç ões nada encontramos, que esclareça o étimo do topónimo; se não é o mesmo nome comum, plural de manteiga, hipoteticamente derivado dum latim nattatica-natta pode então considerar-se obscura a origem de tal designação”.» Manteigas in http://www.freipedro.pt «Perde-se na história o nome que davam à vila de Manteigas e também não se sabe ao certo por quem foi fundada, visto que nenhum monumento há de que se possa tirar fio condutor nesse sentido. Consta que Júlio César passou por ali, cinquenta anos AC, à frente dos seus soldados. «A origem dos foros e privilégios, usos e costumes da vila de Manteigas, cuja denominação de aldeia se encontra em muitos documentos do Séc. XII e seguintes, são idênticos aos de muitas outras terras circunvizinhas que assentaram raízes em volta das fraldas da serra conhecida naquelas recuadas épocas por Monte Hermeni, hoje denominada Serra da Estrela. «No ano de 1188, D.Sancho I deu o primeiro foral à vila de Manteigas e D.Manuel I concedeu-lhe novo foral a 4 de Março de 1514 em Lisboa , este além do interesse que tem como documento comprovativo da vila na época, assume grande significado por nele se achar a referência mais antiga e segura ao foral que D.Sancho I concedeu a Manteigas. «Das três freguesias que constituem o Concelho, sabe-se que tanto a de Santa Maria como a de São Pedro se terão formado entre as datas de 1336 / 1338. A freguesia do Sameiro, que pertenceu ao concelho da Covilhã e ao extinto concelho de Valhelhas, só em 1835 foi adstrita ao concelho de Manteigas. O concelho de Manteigas, extinto a 26 de Junho de 1896 e anexado ao da Guarda, veio a ser restaurado em 13 de Janeiro de 1898. «O concelho de Manteigas está integrado na vasta área de da Cordilheira Central e especificamente na Beira Interior Norte, em pleno Coração da Serra da Estrela, totalmente incluído no Parque Natural da Serra da Estrela.» Ver ainda, In - Cadernos de Tipografia e Design Nr. 18 / Janeiro de 2011.

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(Uma compilação de Paulo Heitlinger.) «A qualidade dos pergaminhos que serviram para redigir cerca de 500 Forais Novos correspondem a um pináculo da arte caligráfica em Portugal.» P. 9 - «Quanto custava um foral manuelino? Sobre esta matéria são escassos os exemplos de custas referentes à atribuição de um Foral. O foral do Alvito custou 1.281 reis e a totalidade das despesas repartiu-se do seguinte modo: “Letras - 7 reis; Parrafos - 37 reis; Folhas brancas - 182 reis; Folhas escritas - 380 reis; Chancelaria e porteiro – 110 reis; Encadernar - 120 reis; Guarnição- 250”. Outros custaram menos, como por exemplo, os Forais de Serpins e da Lousã (669 reis), enquanto o Foral de Vila Real custou 976 reis.» P. 26 - «Os forais, ou, melhor, as cartas de foral (fuero municipal, castelhano; city charter, inglês; Stadtbrief, alemão) eram diplomas concedidos a vilas ou cidades pelo rei.» … «Estes documentos são testemunhos essenciais para perceber as realidades históricas do Portugal medieval. Uma carta de foral estabelecia os foros (direitos, deveres, liberdades e garantias) dos povoadores ou habitantes de uma povoação – já existente, ou a ser fundada. As cartas de foral continham normas aplicáveis às relações comerciais e jurídicas dos habitantes entre si e entre os habitantes e o outorgante. Os reis de Portugal concederam cartas de foral desde o século xii até ao século xvi.» p. 29 - «A caligrafia cursiva de estilo gótico-rotundo usada nos forais manuelinos.» p. 30 - «(Exemplo de um) Manuscrito elaborado em «letra de foral». Códice escrito a tinta, texto paginado a duas colunas. Letras capitulares ornadas a cores, títulos a vermelho.» p. 31 - «...os amanuenses (secretários, escriturários, copistas ) utilizaram cadernos de pergaminho com 16 fólios, que, mais do que verdadeiros registos, eram documentos intermédios, borrões ou rascunhos dos documentos definitivos.» p. 32 - «o Foral manuelino de Manteigas é constituído por dezasseis fólios de pergaminho, encadernado numa capa de carneira a encobrir finas tábuas de madeira (30 × 20cm). «A caligrafia usada é uma letra gótica de ducto rápido, muito próxima da Gótica rotunda. «Como medida de centralização do poder e de unificação do país, o rei Manuel I advogou a aplicação de leis gerais para todo o país, consignadas nas Ordenações Manuelinas e substitui os Forais Antigos (escritos em latim ou português arcaico) e introduzindo a aplicação do sistema tributário a favor da coroa – o principal objectivo.» p. 33 - «Todos os forais, outorgados por Manuel I, foram escritos no âmbito da reforma administrativa que se prolongou de 1497 a 1520 e abrangeu 570 concelhos.» p. 34 - «A verdadeira motivação do Venturoso foi a castração dos direitos concedidos aos burgueses e a imposição de taxas e impostos mais elevados, sempre a favor da coroa.

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«Os forais manuelinos não reforçaram a autonomia das vilas e cidades; antes pelo contrário, subjugaram-nas mais ao regime absolutista do rei. Aliás, não foram concedidos; foram impostos. Resumindo: os Forais Novos ajustaram as cidades e vilas do país à realidade de um rei com poderes quase absolutistas, fortalecidos pelo comércio ultramarino.» p. 34 - … «O monarca nomeou uma comissão que durante vinte anos recolheu os privilégios e antigos forais, para depois os «reformular»; os Forais Novos são quase todos idênticos. A comissão foi constituída por Rui Boto (chanceler-mor), João Façanha (desembargador régio) e Fernão de Pina (cavaleiro da Casa Real) . Segundo Maria José Bigotte Chorão (Os Forais de D. Manuel – 1496-1520, ANTT. 1990), a reforma dos forais foi “um trabalho de grande envergadura, que durante cerca de 25 anos mobilizou vários desembargadores, homens-bons e vereadores dos concelhos, oficiais das contadorias das comarcas, dos almoxarifados, escrivães, calígrafos e iluminadores e, enfim, todo o pessoal da chancelaria régia”». P. 35 - «...o trabalho era volumoso, a julgar pelas dúvidas e casos levados por vinte e dois desembargadores e Fernão de Pina à apreciação do monarca, tendo as respostas régias ficado conhecidas pelos Pareceres de Saragoça. Estas novas cartas de foral eram passadas pelo chanceler-mor Rui Boto, que as rubricava no final do texto, depois da assinatura do rei, efectuando-se de seguida o registo na chancelaria. Fernão de Pina, o oficial régio que presidiu à comissão reformadora dos forais, desempenhava também funções de escrivão da cancelaria régia; redigia as últimas linhas de uma carta de foral, expressando o seu mandato régio para a confirmação do foral, bem como a foliação, acrescentando, por último, “registado no Tombo.”. As vilas e cidades perderam muito da sua autonomia na administração interna, em proveito de uma «unificação administrativa». Foram reformados 596 forais.» P. 36 - «A estrutura dos forais manuelinos é comum a todos eles. Começam com referências aos antigos impostos, fazendo-se a sua actualização, seguem-se as determinações comuns a todo o país, surgindo a fórmula final que contém o lugar e a data da concessão do foral e o subscritor, Fernão de Pina para quase todos eles.» P. 40 - «Apesar das diferenças entre as diversas «mãos» que caligrafaram estes documentos, os escribas produziram um tipo de escrita de chancelaria relativamente homogéneo nas cinco centenas de forais (!) que foram emitidos durante os reinados manuelino e joanino.» In - Cadernos de Tipografia e Design Nr. 18 / Janeiro de 2011. (Uma compilação de Paulo Heitlinger.) Nota – Afinal os forais manuelinos começaram a ser extintos por decisão de Mouzinho da Silveira, por decreto de 13 de Agosto de 1832 e termina com a Lei que conclui a extinção dos forais – Carta Lei de 22 de Junho de 1846, do duque de Saldanha. Enfim o “para sempre” durava mais ou menos 300 anos, como os de D. Sancho I.

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http://digitarq.adgrd.dgarq.gov.pt/details?id=1279815

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FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04 - uma transliteração em espelho

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Manteigas – Foral Manuelino – montagem jrg – 2013 04

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Capa de Couro

NOTAS À MARGEM de JRG – Dados sobre o Foral Manuelino de Manteigas PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0001.TIF FORAL MANUELINO Código de Referência: PT/AMM/MM/Foral Manuelino Entidade Detentora: Município de Manteigas Título: Foral Manuelino Datas: 1514-Março-04 Nível de descrição: Documento simples Dimensão e suporte: 1 Lv (300x200mm) com 16 fl. de perg. + capa de carneira http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/mostradocumental/Paginas/ForalManuelino.aspx http://digitarq.adgrd.dgarq.gov.pt/details?id=1279815 Dimensão e suporte 1 códice, pergaminho, 195 x 280 x 91 mm Produtor Documento produzido pela chancelaria régia, por Fernão de Pina, que o assina juntamente com "El Rey" e destinado à Câmara Municipal de Manteigas. Âmbito e conteúdo Capa de couro sobre madeira, decorada, a ferros frios, com motivos geométricos. A capa apresenta cinco “brochos” metálicos que a protegem em ambos os planos. Correição, de 1798, refere a necessidade de a “Câmara” mandar encadernar o foral, pelo que se presume que a encadernação existe nte não será a original. Guardas de papel cartonado denunciam uma intervenção recente na encadernação. O texto do foral, manuscrito em caracteres góticos, apresenta-se em fólios numerado de I a X, (com 16 Fls de pergaminho) em uma coluna, regrado. Abre o texto com capital iluminada, tendo em destaque as armas de Portugal, aparecendo a coluna de texto emoldurada, nas margens de pé, lombada e goteira, por moldura também iluminada com motivos florais policromos. Vestígios de selo pendente. Condições de reprodução A utilização de reproduções para fins não científicos ou académicos é expressamente proibida nos termos previstos na legislação dos direitos de autor e outros direitos conexos, salvo se obtida a devida autorização pela entidade proprietária dos documentos (Câmara Municipal de Manteigas). http://digitarq.adgrd.dgarq.gov.pt/details?id=1279815

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Folha vazia PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0002.TIF

D. Manuel 1º Igreja de Stª Maria de Belém
© Biblioteca Nacional Digital-ContentE v.1.4-2006-08-31T14:30:31

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Folha vazia PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0003.TIF

Manuel I, Rei de Portugal. Reprodução de uma xilogravura da edição de 1514 das Ordenações Manuelinas, impressa por João Pedro Buonhomini nas instalações de Valentim Fernandes, em Lisboa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_I_de_Portugal

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Folha vazia PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0004.TIF

http://scalaregia.blogspot.pt/2010/04/hanno-elephant.html

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Folha com borrões, notas ou correições? PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0005.TIF

(Nesta folha costuma-se, em vários forais, como o da Covilhã, anotar-se a data da entrada do ducumento, o seu número e série…) Por exemplo: Maço 2? – Doc 82 - Doc. 82?- Nº Série 160? No de Manteigas, seria: (4 de Março de 1512)
No da Covilhã: 8 de Março de 1496

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[TAVOADA]

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[TAVOADA] (não tem o título explicito) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0006.TIF Colheyta -------------------------------------- i Dizª(ima) das S(a)nç(ões?)ãs Maninhos Tabaliaães Gaado do vento ---------------------------- ii Montado Pena d’arma --------------------------------- ii Portagens Pam √?? Sal + caal + fruyta Xde (verde?) Ortalliça ------------ --------- iij Decraração das cargas carros ------------ iiij Cousas de q(ue) se n(ã)õ paga portagem Gaados De mõ(n)tado Casa movida ---------------------------------- v Pasagem Novidades dos Bee(n)s pera fora ---------------------------- v Gaado + Bestas + Escrau(v)os --------------- v Panos laã linho ------------------------------- v Coyrama Azeite mel + outros Fornos? Forros Darçarias? + outros Metais Ferro ----------------------------------- vj

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PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0007.TIF Cousas que se tirã(am) sem portagens ------------ ---------- vj Fruyta sequa + legumes Secos Cebolas Alhos ---------------- vj Casca + Çumagre Obra de barro ----------------------- vjj Cousas de paão Palma Esp(ar)to e seme lhantes ------------------------------- vjj Entrada ------------------------------- vjj Descaminhado ---------------------- vjj Sayda Descaminhado ---------------vjjj Priviligiados -------------------------- vjjj Pena do foral ---------------------------jx

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Exemplos de ‘incipit’

Folha vazia aproveitada para exemplos de começo… (jrg) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0008.TIF (Incipit [fl. I] (um exemplo de do foral de Castelo de Vide) «Per graca de deos Rey de purtugal e dos Algarues daquem e dalem mar em Africa senhor de Guine e da Conquista e nauegaçam e Comercyo de Etiopya. Arabia. Persya e da Indya. A quantos esta carta de forall dado A nossa villa de Castell da Vide virem faze [fl. I vº] mos saber que per bem das dilligencias Jssames e enquericoões que em nossos Reynos e Senhorios mandamos jeralmente fazer pera justificaçam e declaração dos foraaes delles e per algumas Sentenças e determinacooes que com os do nosso conselho e leterados fezemos Acordamos visto ho foral da dicta villa dado per dom pedre annes que as Rendas e direitos Reaes se deuem hy daRecadar na maneira seguinte (...)» Incipit [fl. I] (um exemplo de do foral de Casével) DOM MANUEL «Por graça de Deus, rei de Portugal e dos Algarves, de aquém e de além mar em África. Senhor de Guiné e da conquista e navegação e comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. A quantos esta nossa carta de foral, dada à vila de Casével virem, fazemos saber, que por bem das diligências, exames e inquirições que em nossos reinos e senhorios mandamos geralmente, para justificação e declaração dos forais deles, e por algumas sentenças e deterrminações, que com os do nosso conselho e letrados passamos e fizemos, acordamos….etc.»

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(INCIPIT)

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I - (folha 1 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0009.TIF FORAL DE MANTEIGAS DOM MA NUEL per Gra ça de d(eo)s Rey De Portu gal e dos Algaru(v)es Daque(m) e dalem mar em africa Senhor de Guynee(é) E da conquista e navegaçam(ão) e comercyo de ethiopya. Arabia. Per sya e da India. A quantos esta no ssa carta de foral dada pera semp(re) Aavila de manteygas virem faze mos saber que por bem das Snçãs (SANÇÕES?) (SENTENÇAS?) e determinaçoões Jeraaes e espici aaes que foram dadas e feytas per nós E com os do nosso Co(n)selho e leterados Acerqua(ca) dos foraaes dos nossos Re(i)gnos e dos dir(ei)tos Re(ai)s e trebutos que se per elles devi am de se Arrecadar e pagar E asi pe

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(folha 1 verso de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0010.TIF llas Inquiriçoões, que principalmente man da(á)mos fazer em todollos os lugares de nossos Re(i)gnos e senhorios Justificadas primey ro com as pessoas q(ue) os ditos d(i)r(ei)tos re(i - ai)s tinhã(m) Achamos per foral (está sobreposto) dEl rey dom sancho primei ro que os tributos foros e dir(ei)tos R(eae)s na di ta villa se devem e ham de arrecadar e pa gar da quy em diante na maneyra e forma seguinte: ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Colheyta
(Ver nota manuscrita posterior: ‘Colheita 5.400 (reis) (que seriam equivalentes às 150 libras do tempo de D. Dinis, que, por sua vez, equivaliam aos 60 maravedis de ouro que tinha siso estabelecida pela primeira povoação… certamente a de Dom Sancho em 1188?... CONTAS!)

vemos daver primeyrame(n)te po llos moradores da dita villa em cada huu(m) Anno Cinquo mil e quatro centos R(e)is decolheyta que se mõ(n)tam nas cento e cinquenta liu(v)ras em q(ue) ho dito gentar foi Apreçado quando per El Rey Dom denis foram mudados nas ditas cento e cinque(n)ta liu(v)ras os ses(s)enta ma rau(v)idys douro Por que naprimeyra pou(v)oaçam(ão) A dita colheyta foy posta pe ra Aq(ua)l paga poderam lançar finta qua ndo as Rendas do concelho AIso (a isso) n(ã)õ Abra(n) gerem Per Aq(ua)l finta nã(o) sera(á) Isensa (isenta?) ne(n)huu(m)a pessoa por privillegio nem Isem çã(o) q(ue) tenha posto que dezigno sera Aq(ue)L(a) pagua se fara(á) por dia de Sam Johã(o) bautista

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II - (folha 2 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0011.TIF DIZª(IMA) DA EXECUÇÃO DAS S(A)NÇÕ(E)S(?) A dizima da execução das s(a)nçõ(e)s? (das sentenças?) he (é) dir(ei)to real E levarseaha (levar-se-á) po llo senhorio dos outros dir(ei)tos - E nam(ão) se levara(á) Adita dizema polla dada das se(n) tenças soome(n)te polla execução(o) dellas E de tannta p(ar)te se levara a dita dizima de quanta se fezer Aexecuçã(o) posto que asentença de moor conthia será A qual dizema da mesma execuçam(ão) se n(ã)o leva ra(á)Seja se levou Adizima em outra p(ar)te polla dada della.: ~~~~~~~~~~~~~~~~~~ MANINHOS (ver Maninhos no glossário) Nom se levam Manjnhos Aos moradores da dita villa Das terras some(n)te q(que) lavrarem dentro do seu limyte por q(que) quanto lhe foy Asy da do por privillegio pollos Senhorios pa s(s)ados confirmado per nossa carta E asy per este nosso foral pera sempre.: TABALLIAÃES ₵ Pagam mais cada huu(m) dos dous ta beliães que há(á) na dita villa De pe(n)sam (pensão) em cada huu(m) Anno trezentos R(EI)S Ao se nhorio dos outros dir(ei)tos.: ~~~~~~~~~~~~~~~~~~ GAADO DO VENTO (ver nota posterior – Gado do Vento) o Gaado do vento no se leva ra(á) na dita villa por que anda com os outros lugares da Irmindade e

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(folha 2 verso de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0012.TIF la (lá?) na Serra se faz o ajuntame(n)to per Sa(n) Joham(ão) Segundo Antiguo costume e se vai fazer Arreparaçam (ão) em coiylhaan (covilhã?) Pore(m) Aq(ual)quer tempo q(ue) seus donos do gaado perdido ho acharem no dito lu gar lhe será loguo emtregue sem mais outra dilaçan(ão). ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ MONTADO montado do gado de fora q(ue) O vem pastar nos limytes do montado da serra q(ue) he A(par)tado per si no (não) sso (só) pagará o dito montado Anossos oficiaaes como sempre pagara(m) e se po derem concertar E se quiserem pastar no outro termo e limite da dita villa pa garão Aos oficiaaes della segundo se co(n) certare(m) Guardandosse(-se) Antre ho dito co(n) celho e os vizinhos os costumes Anty g(u)os de Irmjndades e vizinhanças Se gundo sempre costumara(m): ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ PENA D’ARMA a pena d’arma se levaram(ão) do D zentos R(ei)s e Arma perdida D(a) q(ua)l nõ(ão) levara(á) o senhorio dos outros di reytos por q(uem?) nom(não) tem(têem) AJurdiçã(o) E será do concelho quando ADemandar Ao tempo contheudo em nossa ordençã(o)

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III - (folha 3 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0013.TIF e doutra maneyra nã(o). Com estas decrara çoões (-/- scilicet) que a dita pena se n(ã)o levara(á) quam do algumas pessoas Apunhare(m) espada ou q(ua)lquer outra Arma sem atirar. ₵ Nem paga rã(o) a dita pena Aquellas pessoas que sem prepo(ó)sito e em Rix(ch)a noua tomare(m) paao (pau) ou pedra posto que com elle façam mal E posto que de prepo(ó)sito tome(m) ho dito paao (pau) ou pedra senom (se não) fizere(m) mal co(m) elle nam(ão) pagaram(ão) a dita pena. Nem pagara(á) moço de quinze Annos pera baixo. ₵Ne(m) pa garam(ão) a dita pena Aquellas pessoas que castigando sua molher e filhos e escravos e criados tirare(m) sangue Nem pagara(á) A di ta pena que(m) Jugando punhadas sem ar mas tirar sangue com bofetada ou pun hada. E as ditas penas e cada huu(m)a de llas nam(ão) pagaram(ão) Isso mesmo quaaes quer pessoas que em defendime(n)to de seu corpo ou por Apartar ou estremar ou tras pessoas em Arruydo tirare(m) armas posto que com ellas tire(m) sangue. ₵ Ne(m) Apagara(á) escravo de qual quer Idade que sei(j)a que com paao (pau) ou pedra tirar sangue Nem molher de q(ua)l quer Idade que seja.

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(folha 3 VERSO de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0014.TIF PORTAGE(M) Ecraramos p(r - sobreposto)imeiramente D que A portagem que se (h)ou ver de pagar na dita villa hade (há-de) ser per home(n)s de fora della que hy trouxerem cousas de fora Avender Qua(e)s com prem hy e tirare(m) pera fora da villa e termo Aq(ua)L portagem se pagara desta maneira (-/- scilicet) ~~~~~~~~~~~~~~~~~~ PÃO V(INH)O SAL CAAL FRUYIUTA (H)ORTALIÇA ETC. E todo triguo - Centeo – ce D vada - milho - paJnço - Avea e de farinha de cada huu(m) delles E A s(s)i de caal ou de sal Ou de vinho ou vinagre E linhaça ₵ E de q(u)alquer fruyta Xde (verde) entrando melloo(õ)es e or talliça e As(s)y de pescado ou marisco Se pagara(á) por carga mayor (-/- silicet, seja…) cavallar ou muar De cada huu(m)a das ditas cousas huu(m) real de seis ceptys ho real E por carga menor que he das no (que é de asno) me(i)o real E por costal que huu(m) home(m) pode trazer Aas (às) costas Dous ceptys E dy pera ba(i)xo em q(ua)lquer cantidade em que se venderem Se pagará huum ceptil ₵ E outro tanto se pagara(á) quando se tirar pera fora.

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IIII IV 4 - (folha 4 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0015.TIF Porem que(m) das ditas cousas ou de ca da huuã(uma) dellas comprar e tirar pera fora pera seu uso e nam(não) para vender co usa que nõ(ão) chegue A me(i)o real de porta gem segundo os sobre ditos preços De ssa tal n(ã)o pagara(á) portagem nem far(a)á saber.: ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ DECRARAÇÃ(O) DAS CARGUAS posto que mais se no(ão) decra E re Adiante neste foral A car gua mayor ne(m) menor – Decraramos q(ue) sempre A primeira Adiçann e asento de cadahuu(m)a das ditas cousas he de besta mayor sem mais se decrarar E pollo preço q(ue) dessa primeyra será pos to Se entenda loguo sem se hy mais decrar que o me(i)o preço desta carga sera(á) de besta menor E o quarto do dito preço per conseguinte será do dito costal. ₵ E quando as ditas cousas ou CARROS outras v(i)erem ou forem em carros ou carretas pagarsea (pagar-se-á) por cada huu(ma) delas duas cargas mayores segundo o p(re) ço de que forem. ₵ E quando todallas cargas deste foral se nom(ão) venderem todas começandosse(-se) a vender pagar

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(folha 4 VERSO de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0016.TIF seham(-se-ão) dellas soldo Aa livra segundo ve(n) derem e não do q(ue) ficou por vender. // COUSAS DE Q(ue)SE N(Ã)O PAGA PORTAGEM qual portagem se n(ã)o pagara(á) A de todo pam(ão) cozido – queyiad(a)S – biscoyto – farellos – Nem douçes (doces?) – nem de leyte – nem de cousa delle q(ue) seja sem Sal ne(m) de p(ra)ta (? p(on)ta?) lavrada – Nem devides – nem de ca nas – nem carqueya – toi(j)o – palha – vasoyras Nem de pedra – nem de barro – Nem de le nha – nem erva – Nem das cousas que se comprare(m) da villa pera o termo nem do termo pera Avylla posto q(ue) serã(ão) pera vender – Asy vizinhos como estrangey ros. . ₵ Nem das cousas que setrouxerem ou levarem pera Alguu(m)a armada no ssa ou feyta por nosso mandado – Ne(m) dos ma(n)time(n)tos que os caminha(n)tes co(m) prare(m) e levare(m) pera si e per suas bestas. ₵ Nem dos gaados que vierem GADOS DE MONTADO pastar Aalguns lugares - passando ne(m) estando – Salvo daquelles q(ue) hy some(n) te vendere(m) – Das q(uai)es entam pagaram(ão) pollas leis e preços deste foral – E de craramos que das ditas cousas de q(ue) asy mandamos que se nom(ão) pague por

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b V 5 - (folha 5 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0017.TIF tagem Se nom ha de (há-de) fazer saber. //… CASA MOU(v)(I)JDAS qual portagem Isso mesmo se nom pagará de casa mo vida Asy Indo com Vindo Nem outro ne(n)hu(m) dir(ei)to per q(ua)lquer nome que ho possam chamar – Salvo se com Adita ca sa movida levare(m) cousas pera vender e por que das taaes cousas pagaram(ão) por tagem omde some(n)te as (h)ouverem de ve(n) der segundo as conthias neste foraL vam decraradas e nã(o) doutra maneyra. // PAS(S)AGEM em Se pagara(á) por ne(n)humas me(sobreposto)(r) cadorias que Aa dita viila vierem ou forem De passage(m) pera outª(ra) p(ar)te Asy de noute como de dia e Aq(uai)es quer (h)oras Nem seram(ão) obrigados de ho fazerem saber Ne(m) encorrerã(o)m por Isso em ne(n)huma pena posto q(ue)hy descarregue(m) e pousem – E se hy mais (h)ouverem destar que ho outro dia todo por Algu(m)a cau sa – entã(o) ho faram(ão) saber dy por dia(n)te posto q(ue) nom (h)Ai(j)am de vender. //~~~~~~ NOVIDADES DE BENS PERA FORA em pagaram(ão) Adita porta gem os que levarem os fruy tos de seus bee(n)s monos (móveis?) ou derriuz? (de uso) oulevarem

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b V 5 - (folha 5 verso de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0018.TIF as Rendas e Fruytos de q(uai)es quer outr(o)(sobreposto)s bee(n)s que trouxerem darrendamento ou de Renda Nem das cousas q(ue) daL gumas pessoas forem dadas em paga me(n)to de suas tenças Casamentos mer cees ou ma(n)timentos posto que as le vem pera vender. // …~~~~~~~~~~~~~~~ GAADO pagarsea (-se-á) mais de cada cabe ça de Gaado vacuu(m) Asy gran De como pequeno huu(m) real E de por co me(i)o real E de carneyro e todo outº(ro) gaado mj(i)udo dous ç(c)eptys. ~~~~~~~~~~~~ BESTAS ₵ E de besta cavallar Ou muar dous Re(i)s E de besta asnal huu(m) real. ~~~~ ESCRAVO ₵ E do escravo ou escrava Ainda que seja parida Seis re(i)s E se se forrar da ra (dará?) ho dizemo da vallia de sua alforr ia por que se resgatou ou forrou. // ~~~~~~~~~~ PANNOS – LAÃ – LINHO pagarsea(-se-á) mais De carga may or de todollos panos de laã linho Seda e algudam de q(ua)lquer sor te que sei(j)am Assy delgados como gro s(s)os E asy da carga de laã ou de linho fiados oyto r(ei)s E se alaã ou linho fore(m) em cabello pagaram(ão) quatro rre(i)s por carga.

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Vj VI 6 - (folha 6 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0019.TIF COIRAMA Os ditos oyto Re(i)s se pagara(á) de toda coyrama cortida E As(s)i do calçado e todallas obras de lle. ₵ E outro tannto da carga os coy ros vacarys cortidos e por cortir. e por q(ua)lquer coyro da dita coyrama dous çe ptys que se no(ão) contar em carga. -------

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AZEITE – MEL E OUTROS ₵ E outros oyto re(i)s por carga mayor dazeite, Çera – mel – Seuo (sebo?) – V(U)nto – quey i(j)os secos – mã(an)teygua salgada - Pez – Rezi na – breu – Sabam(ão) – Alcatram(ão). / ~~~~~~ FORROS E outro tanto por pelles de coelhos ou cordeiras e de qual quer outra pe litaria e forros. :// ~~~~~~~~~~~~~~~~ MARÇARIAS E OUTROS ₵ E da dita meneyra doyto re(i)s Da car gua mayor selevara e pagara por to dallas marçarias - Especiarias – botica rias e tinturias e asi por todallas suas semelhantes. : // ~~~~~~~~~~~~~~~~ METAES Outro tanto Se pagara(á) por toda a carga daço – Estanho e por todollos outros metaaes e obras de cada huu(m) deles de q(ua)l quer sorte q(ue)

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FERRO Sei(j)a. ₵ E do ferro em barra ou maçuco e de q(ua)lquer obra delle grosa Se paga ra(á)

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(folha 6 verso de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0020.TIF (em envirada??) nota extra ??? à margem) quatro rr(ei)s por carga mayor E se for lima da – Estanhada ou em(VX)ve(r)njzada pagara oyto r(ei)s com as outras dos metaaes de cima. // ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ COUSAS Q(UE) SE TIRÃ(AM) SEM PORTAGE(M) quem das ditas cousas ou de cada huu(m)a dellas cõ(m)prar e le var pera seu uso e nã(o) para vender Na(ão)n pagara(á) portagem nã(o) pasando de costaL de que se (h)ai(j)am de pagar dous re(i)s de por tagem que há(-)de ser de duas arrou(b)as e me(i)a levando Acarga mayor deste foraL em dez arrou(b)as E Amenor em çimquo E ho costal pereste Respeyto nas ditas duas arro(ub)as e me(i)a. :// ~~~~~~~~~~~~~~~

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FRUTA SEQUUA LEGUMES SECOS CEBOLLAS ALHOS Pagarsea(-se-á) mais por cargua mayor destas outras cousas A três r(ei)s por carga mayor De toda fru yta sequa (seca) (-/- scilicet – ou seja) Castanhas e nozes Xdes(verdes) e sequas E damexias passadas – Amê(n) doas – Pinhoões por britar – Avellaãs bolletas – Mostarda – lentilhas E de todollos outros legumes secos E das outras cargas desse Respeyto ₵ E as(s)i de cebolas sequas e Alhos por que os Xdes (verdes) pagaram(ão?) com Afruiyta Xde (verde) huu(m)

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bjj VII 7 -(folha 7 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0021.TIF CASCA ÇUMAGRE real ₵ E casqua e çumagre pagaram (ão) os três rr(ei)s como estoutros de çima. OBRA DE BARRO por cargua mayor de quaL quer telha outigello e outª(r)a (sobreposto) obra e louça de barro Ainda que sei(j)a vidrada e do Regno e de fora delle se pagaram(ão) os ditos três R(ei)s. -/--~~~~~~~~~~ COUSAS DE PAAO (PAU) ₵ E outros três por carga de todall as Arcas e toda a louça e obra de pao lavrada e por lavrar. ---/-~~~~~~~~~~~~~~ PALINA ESP(AR)TO E SEMELHANTES ₵ E outro tanto por todallas cousas feytas Desparto – palma – Ou Junco A s(s)y grossas como delgadas E assy de tabua ou funcho. -/: ~~~~~~~~~~~~~~ ENTRADA Os que trouxere(m) mercado rias para vender – Se no próprio lugar onde quisere(m) vender (h)ouver Rendeiro da portagem ou ofi cial della fazerlho am (far-lho-ão) saber - Quaes le varam(ão) da praça ou Açougue do dito lugar - Ou nos Resyos (Rossios?) e saídas delle qual mais quiserem sem ne(n)huma pena E sehy nom (h)ouver Rendeiro ne(m) praça Descarregarã(o) livre me(n)te omde quysere(m) sem ne(n)huma pena Com tanto q(ue)nan (que não)

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(folha 7 verso de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0022.TIF vendam sem ho notificar ao Requeredor se hy (h)ouver ou ao Juiz ou vintaneyro se hy se po(u)der achar – E se hy ne(n)hu(m) delles (h)ouver nem se po(u)der emtã(o) achar notifique(m) no Aduas testemunhas ou ahuu(m)a se hy mais nõ(ão) (h)ouver E a cada huu(m) de lles pagaram(ão) o dito dir(ei)to da porta gem que per este foral mandamos pagar – Sem nenhuu(m)a mais cautela nem pena. – E nã(o) o fazendo assy ₵ Des DESCAMINHADO caminharã(o) e perderam(ão) as mercadori as some(n)te de que Asy n(ã)o pagarem ho dito dir(ei)to da portagem E nam(ão) outras ne(n)humas – Nem as bestas – Ne(m) carros nem as outras cousas em q(ue) as levare(m) ou achare(m) – E posto q(ue) hy aJa Rendeiro no tal lugar ou p(ra)ça – Se chegare(m) porem des pois do sol posto Nam(ão) faram(ão) saber maS (inserido a cima) descarregaram(ão) omde quiserem com tamto que Ao outro dia Atee me(i)o (há um borrão) dia ho notifique(m) aos oficiaaes da dita por tagem primeyro que vendam so(ó) a dita pena – E se n(ã)o (h)ouverem de vender e fo rem de caminho n(ã)õ seram(ão) obrigados A ne(n)huu(m)a das ditas recadaçoões se

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bjjj VIII 8 - (folha 8 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0023.TIF gundo que no titollo da passage(m) Fiqua decrarado.-/ - ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ SAÍDA Des que co(m)prarem cousas pe ra tirar pera fora de q(ue) se deva de pagar portagem podellas ham (podê-las-ão) com prar livreme(n)te sem ne(n)huu(m)a obrigação(o) ne(m) dilige(ê)ncia – E some(n)te Ante q(ue) as tire(m) pera fora do tal lugar e termo A(r)recada ram(ão) co(m) os oficiaaes a que pertencer só A dita pena de descaminhado. / -~~~~~~~~~~~~

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DESCAMY NHADO ₵ E os priviligiados dadita portagem posto que Anom (não) Ai(j)ã(m) (hajam) de pagar nã (não) seram (serão) escusos destas dilligencias destes dous capitollos Atras das entradas e saydas como Dito he sob adita pena. / -? ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ P(R)IVILIGIADOS s pessoas eclesia(á)sticas De todo llos mosteyros ASy dome(n)s co mo de molheres q(ue) fazem voto de profis(s)ã(o) E os cle(é)rigos dordee(n)s sacras E asy os be neficiados (ver o borrão) dordee(n)s menores posto que as nam(ão) tenhã(m) que vivem como cle(é)ri gos e por taaes forem Avj(i)dos ₵ Todo llos sobre ditos são Isentos e privili(e)gia dos de pagare(m) ne(n)huu(m)a portagem usa gem nem costumagem per qual quer

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8 - (folha 8 verso de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0024.TIF nome q(ue) a possam chamar Asy(ssim) das cou sas que venderem de seus bee(n)s e benefi cios como das q(ue) comprare(m) trouxerem ou levarem para seus usos ou de seus be nefi(í)cios e casas e famj(i)liares de q(ual)quer ca(qua)lidade que sei(j)am. // Asy ho seram(ão) as Cidades ou vi llas e lugares de nossos Re(i)g nos que te(ê)m p(r)ivylegio deA n(ã)o pagarem (-/- scilicet) A cidade de lixboa E gaia do porto – po voa de varzim – Guimarães – Braagua – Barcellos – Prado – ponte de lima – Viana de lima – Caminha – Villanova de cervey ra – Valença – Monçam(ão) – Crastole(a?)boreyro Miranda – Bragança – Frexio Doazinho so – Mogadoyro - Anciaães – Chaves – Mo(n) forte de Rio livre – Montallegre – Crasto vicente – A cidade da guarda – Jo(a)rmello – Pinhel – Castelo nº(o acima)(vo) – Almeyda – Castel(o) me(n) do – Villar mayor – Sabugal – Sortelha – Covilhaã – Monsanto – Portalegre – Mar vam(ão) – Arronches – Campo mayor – Fron teyra – Mo(n)forte – Villa viçosa – Elvas – O livença – A cidade devora – Montemor ho novo – Monsaraz – Seia – Moura – Noudal (Noudar?)

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jX IX 9 - (folha 9 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0025.TIF Almodouvar – Dodemira. //~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ₵ E asy seram privilegiados quaaes q(ue)r pessoas outras ou lugares que nossos privilegios tivere(m) e os mostre(m) ou ho trellado (traslado) delles em pubr(l)ica forma Alem dos acima contheudos. // ~~~~~~~~~~~~~~ ₵ E asy ho seram(ão) os vizinhos do dito lu gar e termo escusos da dita portage(m) no mesmo lugar nem seram(ão) obrigados a fa zere(m) saber de Ida nem vinda. ~~~~~~~~~~~~~ as pessoas dos ditos lugares E privili(e)giados nõ(ão) tiraram(ão) ma is ho trellado de seu privilegyo Nem ho trazerão some(n)te tiraram(ão) certidam(ão) feita pollo escrivam(ão) da camara E com ho Se llo do conçelho como sam(ão) vizinhos da quelle lugar E posto que (h)aja duvida nas ditas certidoões se são X(ver)dadeiras ou da qulles q(ue) as Apresentã(am) Poderlhes ham(poder-lhes-ão) sobre iSSo dar Juramento sem os mais deterem Posto que se digua q(ue) nã(o) sam(ão) X(ver)dadeyras E se despois se provar que eram falssas perdera(á) o escrivam(ão) q(ue) a fez o oficio e será degradado dous A nnos pera çepta (Ceuta) E A parte perdera(á) em

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(folha 9 verso de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0026.TIF dobro as couSas de que asy enganou e sonegou Aa (à) portagem A metade pera A nossa camara e Aoutra pera Adita por tagem Dos quaaes p(r superior)ivile(é)gios vSaram as pessoas nelles contheudas pollas ditas ceridoões Posto que nom(ão) vam(vão) com suas mercadorias nem mandem suas procuraçõoes Com tanto que Aquelas pessoas que as levarem Jurem que adita çertidam(ão) he X(ver)dadeira E que as taaes mercadorias sam(ão) da quelles cuja he Acertidam(ão) q(ue) apresentaram. // ~~~~ PENA DO FORAL qual quer pessoa que for cõ(on) E tra este nosso foral levam do mais dir(ei)tos dos Aquy nomeados ou levando destes mayores conthyas das Aquy decraradas Ho (h)Avemos por de gradado por Huu(m) anno fora da villa e termo E mais pague da cade(i)a trinta Re(i)s por huu(m) de todo ho que qassy mais levar pera Aparte Aque os levou E seAnõ(ão) quiser levar Sei(j)a Ametade pera quem ho Acusar e Aoutra metade pera os cativos. ₵ E damos poder A qualquer Justiça onde acontecer As(s)y Juizes como vintaneyros

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X 10 - (folha 10 de 10) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0027.TIF ou quadrilheiros que Sem mais processo ne(m) hordem deJui(í)zo Sumariamente sabi da a X(ver)dade condene(m) os culpados no dy to caso de degredo a Assy do dinheiro A tee(é) conthya de dous myl re(i)s sem Apellaçã(ão) ne(m) agravo e sem disso poder conhecer Almoxarife nem contador nem outro oficial nosso nem de nossa fazenda em caso que ho hy ai(j)a ₵ E se ho senhorio dos ditos dir(ei)tos ho dito fortal quebrantar per si Ou per outrem Seja loguo sospe(n) sso delles e da Jur(i)diçam(ão) do dito lugar se ha tiver em quanto nossas merçee for. ₵ E mais As pessoas que em seu no me ou por elle o fizerem emcorrerão nas ditas penas. ₵ E os almoxarifes Escrivaães e Oficiaaes dos ditos dy reytos que ho as(s)i nõ(ão) comprirem per deram(ão) loguo os ditos ofi(í)cios e nam Averam(ão) mais outros. ₵ E por tamto Mandamos q(ue) todallas cousas con theudas neste foral que nos (nós) poemos Por Ley Se cu(m)pram pera sempre Do teor do q(ua)L mandamos fazer trees Huu(m) delles pera Acamara da dita vi lla

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(folha 10 verso) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0028.TIF E outro pera o Senhorio do ditos di(rei)tos E outro pera Anossa torre do tombo pera emtodo o tempo se poder tirar q(ual)quer duvi da q(ue) sobre Isso possa sobre vir Dada em A nossa muy nobre e sempre leal Cidade De lixboa quatro dias do me(ê)s De março Do nascimento De nosso Se(nh)or J(es)hu(s) Xp(Crist)o De mil e quinhe(n)tos e quatorze : - … e Eu Fernam(ão) Depyna o fiz fazer per mandado special de sua alteza subescrevy Concertei em dez folhas com esta. (ASSINATURA) FdPy(na) (Nota ao fundo: ASSINATURA do REY?

foral para manteiguas

Extra, para apoio para comparação: Explicit: [fl. XVIvº] (exemplo formal das normas dos forais manuelinos) «...E por tanto mandamos que todallas cousas conteudas neste foral que nos poemos por ley se cunpram pera sempre do teor do quall mandamos fazer tres hum delles pera a camara da dicta villa E outro pera o Senhorio dos dictos direitos e outro pera a n<o>ssa torre do tonbo pera em todo tempo se poder tirar quallquer duuyda que sobre jsso possa sobrevir Dada em a nossa muj nobre e sempre [fl. XVII] Leal Cidade de lixboa ao pr<i>meiro dya de Junho Anno do nacimento de nosso Senhor Jhesu de mil Vc xij Anos. E eu fernam de pyna per mandado espiçial de sua alteza o fiz fazer e concertey e vay estripto em dezaseis folhas e estas çinco regras…»

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 70

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Folha 11 (com uma assinatura Registado Fernan de Pina)
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REGISTADO No tombo F(e)rnandpyna

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Folha 11 verso vazia PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0030.TIF

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Folha 12 vazia ou borrões ou correições de? PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0031.TIF 10 linhas ilegíveis e uma assinatura

Consegue-se ler nas últimas 4 linhas: Foral do Cº de ???? manteiguas maninhos … … …

Uma assinatura?

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Folha 12 verso vazia (aproveitada para evocar Manteigas Antiga) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0032.TIF

«A situação da Capela de São Lourenço merece ser posta em destaque, não só pelo panorama que dela se desfruta, mas também pelas implicações que a história suscita. Reedificada no século XVII, restaurada recentemente, conta a tradição que a Capela se situava na Sicó. Contudo, um dia a imagem de São Lourenço desapareceu da Capela e foi encontrada no local onde hoje é venerado. Por outro lado, a Capela encontra-se rodeada por carvalhos e no Solstício de Verão, quem está em Manteigas vê nascer o sol sobre S. Lourenço. Tal panorama leva-nos a crer que no local se praticavam cultos pagãos, ligados à adoração das árvores e do sol. Importa ainda referir que a imagem do Santo é, provavelmente, do século XIV, talhada em pedra Ançã.»

in - http://www.cm-manteigas.pt/turismo/patrimonio1/Paginas/capeladesaolourenco.aspx

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Folha 13 vazia com umas notas… em 4 linhas que parecem rasuradas…? PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0033.TIF

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Folha 13 verso com borrões notas??? PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0034.TIF

4 linhas apagadas ? Três linhas escritas Lê-se Manteigas de Março 29 de 703 E duas Assinaturas Linha Assinatura Linha Assinatura

Duas linhas e … Correição(?) em 6 de Março? Nº? n? 81 Assinatura – Saraiva? ??? em? de 1790? Assinatura

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Folha 14 com notas de alguém que estudou o foral? PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0035.TIF

Linha? -----------Cunha? ---------Correição de 1788? 1790? «Deve a camara fazer encadernar este foral para evitar seu descaminho e tão bem fazelo Copiar para inteligência do mesmo e conservação dos ditos dizeres? ASSINATURA???

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Folha14 verso com ano 1695 e uma assinatura de??? PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0036.TIF

1695? ASSINATURA? Vall??…. 06 Ca?? --CyTxb--Brás?

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Folha 15 vazia (aproveitada para evocar Manteigas Antiga PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0037.TIF

«Pressupõe-se que a Capela de Santo André esteja registada desde 1560. Sendo Santo André o protector dos leprosos, presume-se que naquele local tivesse existido uma Gafaria. Um outro testemunho de ligação da Capela à existência de uma Gafaria prende-se com o tabu relacionado com as nogueiras que circundam o local. Diz-se que a quem ali passasse com as mãos ungidas de polpa das nozes, estas ser-lhe-iam cortadas por Santo André. Torna-se fácil descobrir a origem desta prescrição: os efeitos da lepra, que inicialmente se faziam sentir, relacionavam-se com o «desaparecimento» dos dedos e posteriormente das mãos. Assim, com o intuito de as nozes não serem roubadas, apregoavam o tabu.»

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Folha 15 verso vazia
(aproveitada para evocar Manteigas antiga) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0038.TIF

«A Igreja Matriz de Santa Maria construída entre 1336 e 1338 era a que gozava, outrora, de certas preferências e privilégios, sendo por esse motivo visitada em primeiro lugar, tanto pelos prelados, como pelos visitantes eclesiásticos. Foi restaurada entre o século XVII e XVIII e posteriormente em 1935. Era desta Igreja que saíam todas as procissões reais organizadas na Vila, à excepção da procissão de Corpus Christi, que saía da Igreja de Santa Maria e da Igreja de São Pedro, alternadamente. O vigário de Santa Maria tinha precedência com a Cruz em todas as funções religiosas da Vila de Manteigas, e na sua Igreja conservava-se durante todo o ano o Sacrário. Nesta Igreja é invocada a Mãe de Deus sob o especial atributo de Nossa Senhora da Assunção. Em meados do século XVIII esta Igreja possuía cinco altares: o Mor, do Santíssimo Sacramento, de características barrocas, os altares laterais das Almas e da Senhora da Conceição, da época do Renascimento e ainda dois particulares, o de São Miguel e o de Nossa Senhora da Apresentação, pertencentes à família do Capitão-Mor de Manteigas - Fernando José Saraiva e seus descendentes. Actualmente, ao entrar na Igreja deparamos com o altar-Mor, dedicado a Santa Maria Maior; do lado esquerdo o altar do Sagrado Coração de Jesus e dois altares da Imaculada Conceição; do lado direito encontram-se os altares de São Sebastião e de Nossa Senhora da Assunção.» In http://www.cm-manteigas.pt/turismo/patrimonio1/Paginas/igrejamatrizdesantamaria.aspx

Livro de Registos de Baptismos de Santa Maria – 1847-

http://digitarq.adgrd.dgarq.gov.pt/viewer?id=1202682 «Este Livro áde servir para nelle se escreverem os assentos dos Baptizados da freguesia de Santa Maria da Villa de Manteigas. O Vigário collado da meswma Thomas Aquino Gomes Pinheiro Manteigas 23 de Sptembro de 1847

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FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04 91

Folha 16?
(vazia aproveitada para evocar Manteigas antiga) PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0039.TIF Livro de Registos de Baptismos de São Pedro de Manteigas – (1949) mas de 1852 a 1859)

http://digitarq.adgrd.dgarq.gov.pt/viewer?id=1202715 «Servirá este Livro, para nelle se lavrarem os assentos dos baptizados, que noservem? nesta freguesia de São Pedro de Manteigas DAvo? deste Bispado da Guarda. Manteigas vinte e três de Setembro de mil oito centos e quarenta dois? Lº #49 original Manoel XXXX Principiou em vinte de Janrº 49 N (Afinal, como se pode ver nos registos o libro serviu para os registos de): 1852 – 1859 Batizados ----------------------L: 852 Janrº 20

Igreja de São Pedro de Manteigas – antiga (anos 1950?) (Foto – Miguel Esteves Gaspar de Carvalho, in. http://manteigasemimagens.blogspot.pt/2012/03/frontaria-da-igreja-de-s-pedro-hoje-e.html

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 92
Contra Capa com ferragens PT-CMMTG-CMMTG-00001_m0040.TIF

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Algumas MOEDAS no tempo de: Dom Manuel I – http://www.moedasportugal.com/index.php?main_page=index&cPath=38 Moedas - D. Manuel I - Ceitil (ID: 1403)

93

Moedas - D. Manuel I - Vintém (ID: 1415)

Moedas - D. Manuel I - Meio Vintém (ID: 1415)

Moedas - D. Manuel I - Tostão (ID: 1427)

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 94
Moedas - D. Manuel I - Meio Tostão (ID: 1424)

Dom João II -Moedas - D. João II - Vintém (ID: 1313)

Dom Afonso V - Moedas - D. Afonso V - Espadim "Porto" (ID: 1292)

Dom Duarte: - Moedas - D. Duarte I - Meio Real Preto (ID: 1101)

Moedas - D. João I - Real Preto (ID: 1002)

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Moedas - D. João I - Meio Real de 10 Soldos (ID: 1012)

95

Moedas - D. João I - Real de 3,5 Libras (ID: 1036)

Dom Fernando - Moedas - D. Fernando I - Dinheiro (ID: 0901)

Moedas - D. Pedro I - Dinheiro (ID: 0806)

Dom Afonso IV - Moedas - D. Afonso IV - Dinheiro (ID: 0706)

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 96
Dom Dinis - Moedas - D. Dinis I - Dinheiro (ID: 0610)

Dom Afonso III - Moedas - D. Afonso III - Dinheiro (ID: 0509)

Moedas - D. Sancho II - Dinheiro (ID: 0409)

Moedas - D. Afonso II (Não) Moedas - D. Sancho I - Dinheiro (ID: 0202)

Moedas - D. Afonso I (Não apresenta)

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04 97

NOTAS para ajuda na leitura dos FORAIS MANUELINOS .

(Castelo de Vide – Foral – António Pita) VER… e adaptar… «Neste breve estudo utilizámos os seguintes critérios de transliteração: - resolução das abreviaturas e desdobramento dos sinais com os grafemas omissos escritos em itálico. - respeito pela grafia original (sem actualização do i, j, u e v, nem normalização do uso de letras maiúsculas e minúsculas); - transliteração do documento em linha contínua sem sinal de separação das linhas manuscritas e com um traço / para a separação dos fólios; - entre parênteses rectos o número e face do fólio em referência; - redução a uma, das consoantes iniciais geminadas; - colocação de < > aquando do aparecimento de letras entrelinhadas; - a foliação original.»

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 98

Escrita – algumas notas do Foral Manuelino de Manteigas

Escrita – LETRAS – fonte ‘venturoso’
Ver in:
In - Cadernos de Tipografia e Design Nr. 18 / Janeiro de 2011. (Uma compilação de Paulo Heitlinger.) Paulo Heitlinger (Lisboa), é typeface designer, pedagogo e físico. Doutourou-se em Física Nuclear pela Universidade de Karlsruhe, na Alemanha, mas acabou migrando para o jornalismo e a fotografia. Heitlinger exerceu a maior parte da sua atividade profissional na Alemanha e atualmente é professor da Universidade do Algarve, em Portugal. Entre os seus trabalhos mais representativos figuram uma das primeiras cidades virtuais europeias - Koeln Digital, e vários portais temáticos nos setores da cultura e do comércio eletrônico. Autor de uma obra de referência mundial na área da tipografia, é também o editor de uma série gratuita de cadernos tipográficos.

«Esta letra redonda, com maiúsculas marcadamente largas – E C M D J O P Q R S T –,»

E

L M D J

O P Q

R S T

Uma tabela de letras e sinais da escrita do foral
₵ Sinal de paragráfo e ou ítem… vermelho

₵ Pagaram mais cadahuu(m) dos dous ta Baliaaes que ha na dita villa de pe(n)sam(ão) Taballi aaes

a minus

Tabaliães a aglutinado ao d Pena darma

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
A Grande Azeyte Azeyte – mel e outros A Grande Alhos

99

Fruyta sequa – legumes secos – Cebollas - Alhos A capitular

Avemos daver primeiramente pollos moradores da dita villa em cadahuu(m) Anno Cinquo myl e quatro… ã = ão

Decraraçã = Declaração – das cargas - Carros aa – duplo? Aberto? Gaado do vento aa = ã minus

Tabaliães aã = ã laã

Panos – laã - Linho am = ão nasal Pam = pão – Vº = vino – sal – caal – fruyta Arquivo Distrital da Guarda

Marca d’água nos fólios do Foral Manuelino de Manteigas o (sobreposto) Azeite mel e outr(o)s Nota à margem Direita

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 100
B grande Gaado Bestas Gaado – Bestas - Escravos Bestas Nota à margem Esquerda

C grande

Colheyta C grande Decraraçã = Declaração – das cargas - Carros C grande

Cousas de q = que senõ – Coisas de que se não C grande Cousas

Cousas q(ue) se tirã(am) ç minus

VXde = Verde? - Ortaliça ç mini Darçarias e outros Carros Nota à margem Direita

Casa movida Nota à margem Direita

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Casca çumagre Nota à margem Esquerda

101

Coirama Nota à margem Direita

Colhey ta Nota à margem Esquerda

Colleyta (Colheita 5.400) Cousas Nota à margem Esquerda

Cousas de paao Nota à margem Direita

D grande contração de Dízima d minus

Dizª = Dízima

Gaado do vento D grande Decraraçã = Declaração – das cargas - Carros D grande D+e acuplado

Gaados De mõtado = montado

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 102
D grande Descamjnhado Descaminhado D Letra Capital Iluminura inicial com as Armas de Portugal

DOM MANUEL per Graça de Ds Rey de Portugal e dos Algarves Daque(m) e dalem D Capitular AZUL Da pena darma se levaram dozentos Re(i)s e Arma perdida… D Capitular VERMELHO Decraramos p®imeyramente que A portagem que se ou… D – M? Grande Darçarias? Darçarias (Marçarias?) ver Metaaes) e outros (o M é diferente) d+a acuplado Novidades dos Decraração Nota à margem Direita

Descaminhado Nota à margem Direita

Descaminhado Nota à margem Direita

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Dizª Nota à margem Direita

103

Dizª(izima) da execução das Snçãs (Sanções? Sentenças?) e minus

Tabaliães e mini e~ = en Bee(n)s Pera fora E grande Escravos Gaado – Bestas - Escravos e copulativa e outros Azeyte – mel e outros e mini mel Azeyte – mel e outros E Grande Esp(ar)to

Palma ou Palina? – E**sp(ar?)to e semelhantes E Capitular AZUL

E a dizima da execuçã(o) das Snçãs (Sanções - Sentenças?) he dir(ei)to real E lavarseha (levar-se-á) pollo senhorio dos outros dir(ei)tos E nam se… E Capitular VERMELHO

E NOM SELEVAM Maninhos Aos moradores da dita villa das terras some(n)te q(ue – m’) lavrare(m) dentro do…

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 104
Entrada Nota à margem Direita

Escravos Nota à margem Esquerda

F Grande Forros Forros F Grande Metaaes Metaaes Ferro F Grande Fruyta

Fruyta sequa – legumes secos – Cebollas - Alhos Forros Nota à margem Direita Fruyta sequa – legumes secos cebollas alhos Nota à margem Esquerda

G grande Gaado do vento G grande Gaados De mõtado = montado

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
G grande Gaado – Bestas - Escravos Gaado Nota à margem Direita

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Gaado do ve(n)to (Gado do vento) Gaado Nota à margem Esquerda

Gados de montado Nota à margem Esquerda gu mini legumes

Fruyta sequa – legumes secos – Cebollas - Alhos h mini Alhos

i mini Linho Panos – laã - Linho

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 106
J Grande Jeraaes

Ver 8ª linha: e determinaçoões Jeraaes e espiciaaes… j=i

Novidades dos j=i Descamjnhado Descaminhado l mini laã Panos – laã - Linho L grande Linho Panos – laã - Linho lh minus

Colheyta Ll duplo minus VXde = Verde? - Ortaliça ll duplo Çebollas

Fruyta sequa – legumes secos – Cebollas - Alhos

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
M grande Maninhos M Grande Metaaes Metaaes Ferro m mini legumes

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Fruyta sequa – legumes secos – Cebollas - Alhos M Grande Manuel

DOM MANUEL per Graça de Ds Rey de Portugal e dos Algarves Daque(m) e dalem M Grande Manjnhos

E NOM SELEVAM Maninhos Aos moradores da dita villa das terras some(n)te q(ue – m’) lavrare(m) dentro do… M Nota à margem Direita

Maninhº(s) – (Maninhos) Moldura florida e policromática

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 108
Montado Nota à margem Esquerda Mo(n)tado n minus Maninhos n minus Gaado do vento N grande Novidades dos N Capitular AZUL

Nem Se pagara de ne(n)humas m(er)cadorias que da dita villa vierem ou forem de portage(m) pera out(ra)… N Capitular VERMELHO

Nem pagaram Adita portagem os que levarem os fruytos de seus beens moues ou de rraiz ou levarem… nh minus Maninhos nõ = não

Cousas de q = que senõ – Coisas de que se não nota f5 1786 correição?

1786 uma data? Duzentos e setenta e dois anos depois do foral!

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
nota f5 1786 Ilegível ou? correição?

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1786 uma data? Duzentos e setenta e dois anos depois do foral! Novidades dos bens pera fora Nota à margem Direita

o mini outros Azeyte – mel e outros O Grande DOM Manuel

DOM MANUEL per Graça de Ds Rey de Portugal e dos Algarves Daque(m) e dalem O Capitular VERMELHO

O montado do gado de fora q(ue) vem pastar nos limites do montado da serra q(ue)he Ap**tado per sy no… õ =on

Gaados De mõtado = montado

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 110
Obra de barro Nota à margem Direita Obra de barro P grande Pena darma P grande Pam = pão – Vº = vino – sal – caal – fruyta P grande Bee(n)s Pera fora P Grande Panos Panos – laã - Linho P Grande? Palma Palma ou Palina? – E**sp(ar?)to e semelhantes P Grande Priviligiados Priviligiados Palina esp(ar)to e semelhantes Nota à margem Direita Palina esp(ar)to e semelhantes Pannos laã linho Nota à margem Esquerda Panos laã - linho Pão Nota à margem Esquerda

Pã(o) vº(inho) Sal caal fruyta VX(er)de ortaliça et(c)

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Passagem Nota à margem Direita Pasage(m) Pena darma Nota à margem Esquerda Pena darma Pena do foral Nota à margem Esquerda

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Pena do foral Portagem Nota à margem Esquerda

Portage(m) Priviligiados Nota à margem Direita

Priviligiados q = que aglutinação

Cousas de q = que senõ – Coisas de que se não qu sequa

Fruyta sequa – legumes secos – Cebollas - Alhos r minus Pena darma r minus Pam = pão – Vº = vinho – sal – caal – fruyta

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 112
r minus VXde = Verde? - Ortaliça r minus Decraraçã = Declaração – das cargas - Carros r mini Bee(n)s Pera fora r mini Escravos Gaado – Bestas - Escravos r mini Darçarias e outros r mini Priviligiados Priviligiados Reis

Da pena darma se levaram dozentos Re(i)s e Arma perdida… rr duplo Decraraçã = Declaração – das cargas - Carros rr mini – duplo Forros Forros rr duplo Ferro Metaaes Ferro S grande Snçais = sanções? – sentenças? s minus Snçais = sanções? – sentenças? s minus final Decraraçã = Declaração – das cargas - Carros

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
S alongado e outro mais alongado q(ue) se tira(m) s s inicial e final semelhantes

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Cousas q(ue) se tirã(am)

Palma ou Palina? – E**sp(ar?)to e semelhantes s - final Novidades dos Saida Nota à margem Direita

Saida senõ = senão

Cousas de q = que senõ – Coisas de que se não st mini Bestas Gaado – Bestas - Escravos T grande Tabaliães t minus Gaado do vento t mini Metaaes Metaaes Ferro T Nota à margem Direita Taballiaães u minhus Pam = pão – Vº = vino – sal – caal – fruyta

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 114
u mini outros Azeyte – mel e outros Um (1) Huu(m) Em cada huu Anno Avemos daver primeiramente pollos moradores da dita villa em cadahuu(m) Anno Cinquo myl e quatro… v minus Gaado do vento V Grande aglutinação VXde = Verde? - Ortaliça v mini Priviligiados Priviligiados V=u Novidades dos venturoso Letras capitulares

E
venturoso Letras Escritas de várias maneiras Por exemplo o –s– Aparece com 5 varáveis. Uma é o –ss duplo

C

M

D

J

O

P

Q

R

S

T

Y minus

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Pam = pão – Vº = vino – sal – caal – fruyta y mini Fruyta

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Fruyta sequa – legumes secos – Cebollas - Alhos x execução

Dizª(ima) da execuçã(o) das S(a)nç(õ)ãs- (sanções?) z minus Dizª = Dizima z mini Azeite Azeyte – mel e outros

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GLOSSÁRIO (com base no Foral de Arronches – João Cosme – e com o glossário de Casével e outros… Castelo de Vide, Marvão, Oliveira do Barro…) Termo
Açougagem

Explicação ou significado
Direito que se pagava pela faculdade de ter açougue, ou ainda pela carne que se corta no açougue; e também por vender pão, fruta, hortaliça e peixe. Lugares públicos, onde se debe pagar ou ser isento: “… da praça ou Açougue do dito lugar - Ou nos Resyos (rossio?) e saídas delle…” Lugar onde se corta e vende a carne a retalho; talho… «Açougues estão aqui na acepção de mercados, locais de venda, principalmente de géneros alimentícios correntes: hortaliças, legumes, aves, ovos, etc.» Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Arquivo Distrital da Guarda (Marca d’Água em todos os fólios) (Almotacel) – Funcionário municipal encarregado de fiscalizar as pessoas e medidas e de taxar o preço dos géneros. Compete-lhe ainda, a distribuição dos mantimentos em épocas de escassez. Almoxarife – funcionário local que tinha a seu cargo a cobrança de impostos e rendas. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Acto ou efeito de amassar (fazer pão). Animais perdidos… abandonados… arma, sem atirar (ou seja, sem a brandir, ou utilizar) Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) tirarem (usarem) armas Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) arroído (em desordem) Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Atafona – moinho, normalmente movido a “sangue”, isto é, a braço humano, ou cavalgadura. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Beneficiado – aquele que goza de um “benefício”:- concessão, empréstimo pecuniário, arrendamento vitalício, constituição de usufruto. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Biscoto –tipo de pão, muito bem cozido, que se conservava por muito tempo. Bastante utilizado nas longas navegações. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Borzeguim – calçado antigo, até meio da perna, com atacadores ou botões. Brazil – entenda-se “pau brasil”, de onde derivou o nome da actual nação de língua portuguesa. Breu – produto resultante da destilação de resinas e alcatrões. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Brazil – entenda-se “pau brasil”, de onde derivou o nome da actual nação de língua portuguesa. Breu – produto resultante da destilação de resinas e alcatrões. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Breu – produto resultante da destilação de resinas e alcatrões. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510)

Açougues

ADGRD Almotacé Almotacel Almoxarife Amassadura Animais de vento Arma atirar Arma tirar arroído Atafona

Beneficiado

Biscoto

Borzeguim

Brazil

Breu

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Çallayo celaio Cargas Maior Menor Costal celaio – imposto sobre o pão que se cozia.

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E assim (e também) declaramos que todas as cargas que adiante vão postas e nomeadas, em carga maior se entendam que são de besta muar ou cavalar; e por carga menor se entenderá a carga de asno; e por costal metade da dita carga menor, que é o quarto de besta maior. … Pelo preço da carga maior se entenda logo, sem se mais declarar, que a carga menor será da metade de preço dela, e o costal será metade da menor, e assim dos outros pesos e quantidades, segundo nos ditos capítulos seguintes é declarado. Ver – Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) como o coelho do monte e a lebre; de aves, como perdizes e outras. - de boi, vaca, porco, leitões, carneiro, ovelha, cordeiro ou borrego, de bode, cabra, cabrito, coelho, galinha, capão (galo), frango; carne de talho ou de enxerca. Em geral, mercadorias, mercearias, especiarias, boticarias e tinturas. Casa movida – mudança de residência para outra terra. …o mesmo que casa mudada. Ver – Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Moeda de cobre mandada cunhar por D. João I, em 1415, em memória da conquista de Ceuta nesse mesmo ano. as três camadas da sociedade, chamadas classes: o clero, a nobreza e o povo, as quais tinham direitos, deveres e privilégios também diferentes. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm «…Outra disposição do antigo foral dizia respeito ao imposto denominado colheita ou jantar, que era pago uma vez por ano, quando o rei ou senhorio se deslocavam à vila. A importância deste imposto era de tal ordem que mesmo os clérigos eram obrigados a contribuir com ele. Era uma medida uniformizada em todo o país. Era um imposto pago em géneros, mas em Manteigas parece ter sido sempre em dinheiro.»
http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/mostradocumental/Paginas/ForalManuelino.aspx

Carnes de caça de mamíferos carnes dos animais domésticos

Casa movida Ceitil classes:

colheita ou jantar

Correição

Correição corregedor

Costal costumagem

Correição – função exercida pelo corregedor, no sentido de verificar o cumprimento, na comarca da sua jurisdição, das disposições estabelecidas no foral. Esta acção tinha como objectivo salvaguardar os direitos da coroa e das populações contra os abusos dos donatários, detentores do senhorio local. Função esta, que originava por vezes graves desentendimentos entre o rei e a nobreza. Ver – Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Esta função de “correição”, aqui várias vezes registada no decorrer dos séculos, era exercida pelo “corregedor”, no sentido de verificar na comarca da sua jurisdição o cumprimento das disposições estabelecidas no foral. Esta acção tinha como objectivo salvaguardar os direitos da coroa e das populações contra os abusos de donatários detentores do senhorio local. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Costal – carga que um homem poderia transportar às costas. Ver – Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Costumada, costume ou costumagem – o pagamento de certos tributos derivados do costume de os cobrar, em geral a favor dos funcionários do fisco: ou a satisfação de certas obrigações, por parte dos rendeiros, ou arrematantes dos impostos camarários. O mesmo que usagem ou, particularmente na antiga comarca de Beja e Campo de Ourique, usada, com o mesmo significado de costumada: «usadas e costumadas». Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Posturas (do concelho) – Ordens ou disposições escritas emanadas das

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Çumagre Sumagre Dinheiro utilizado: Direitos e tributos: Câmaras Municipais e tendentes à regularização de determinados serviços na área sob jurisdição concelhia, como por exemplo, higiene, gado, entre outros. Ver: ‘portagem usagem nem costumagem’ Sumagre – planta que servia para curtir peles. real, reis, soldo, ceitil. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm direitos reais, tributos, portagem, usagem, costumagem, eirádega, terrádego, lutuosa, rendas, pensão, pena de arma, pena de foral, uso, fogaça pelo Natal, etc. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Direitos reais – impostos que recaíam sobre “coisas”, (do latim “resrei”), para diferenciar de os que incidiam sobre as pessoas. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Empreita: Tira de esparto ou de palma, entretecida. Com estas tiras cosidas umas às outras se fazem ceiras, alcofas, esteiras, capachos e muitos outros artefactos manufacturados. Indústria caseira actualmente confinada em vários pontos da província do Algarve. Ver – Foral de Casével Enxerca – (carne de), carne de talho, salgada, sêca ou fumada. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) «Encherqua» – enxerca, charque ou xarque: carne vendida no talho. Aqui referir-se-ia à carne salgada, certamente de porco. Ver – Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Juízes como vintaneiros (o que faz parte de um grupo de vinte ? guuardas? Vuigilantes?) ou quadrilheiros (chefes de ‘quadras’ que faziam as rondas? «Ant. Membro de uma quadrilha de guerreiros ou de jogadores das canas. Rondador, esbirro Almoxarife nem contador nem outro oficial nosso… …os almoxarifes Escrivaães e Oficiaaes dos ditos dyreytos… Estoraque – resina odorífera produzida por um arbusto. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Ferro maçuco – ferro maciço, fundido. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Forrar – acto de conceder a alforria. Prática pela qual o senhor tornava o escravo liberto, isto é,”forro”. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) letrados, comendador, almoxarife, tabelião, contador, escrivão, oficial, juiz, meirinho, portageiro, rendeiro da portagem, quadrilheiro, vintaneiro, senhorio, arcediago, etc. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Funcionários reais e outros: Requeredor Juiz ou vintaneyro… sem ho notificar ao Requeredor… Rendeiro Gado do vento – gado perdido, tresmalhado, de que se desconhece o dono. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) que anda perdido, sem se saber quem é o seu dono. Analogamente, «coisa do vento», ou seja, perdida, sem dono conhecido. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) gentar «…cento e cinquenta liu(v)ras em q(ue) ho dito gentar foi Apreçado quando per El Rey Dom denis foram mudados nas ditas cento e cinque(n)ta liu(v)ras os ses(s)enta marau(v)idys douro lançar finta…» (Foral de Manteigas) Outrossim se pagará na dita vila um jantar e colheita a que chamam

Direitos reais

Empreita

Enxerca

Escrivaães

Estoraque Ferro maçuco Forrar

Funcionários do Concelho e não só:

Funcionários reais e outros Gado do vento

Gado do vento

gentar - jantar

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soldo d´água. (foral de São Vicente da Beira in http://dosenxidros.blogspot.pt/2012/11/5-centenario-do-foralmanuelino-de-s.html Grã – substância que servia para tingir. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) uvre – úbere – o conjunto do aparelho mamário. I – INRI o acrónimo de Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, “Jesus Nazareno Rei dos Judeus” Ichtys ou Ichtus (do grego antigo ἰχθύς, em maiúsculas ΙΧΘΥΣ ou ΙΧΘΥC, significando “peixe”) é o símbolo ou marca do cristão. «…cento e cinquenta liu(v)ras em q(ue) ho dito gentar foi Apreçado quando per El Rey Dom denis foram mudados nas ditas cento e cinque(n)ta liu(v)ras os ses(s)enta marau(v)idys douro lançar finta…» (Foral de Manteigas) Outrossim se pagará na dita vila um jantar e colheita a que chamam soldo d´água. (foral de São Vicente da Beira in http://dosenxidros.blogspot.pt/2012/11/5-centenario-do-foralmanuelino-de-s.html «…Outra disposição do antigo foral dizia respeito ao imposto denominado colheita ou jantar, que era pago uma vez por ano, quando o rei ou senhorio se deslocavam à vila. A importância deste imposto era de tal ordem que mesmo os clérigos eram obrigados a contribuir com ele. Era uma medida uniformizada em todo o país. Era um imposto pago em géneros, mas em Manteigas parece ter sido sempre em dinheiro.»
http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/mostradocumental/Paginas/ForalManuelino.aspx

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Grã Huvres INRI JNRJ

jantar - gentar

Juízes

Lugares públicos Maninho

Marçarias

Marrã Medidas:

Mó de barbeiro montadego

Juízes como vintaneiros (o que faz parte de um grupo de vinte ? guuardas? Vuigilantes?) ou quadrilheiros (chefes de ‘quadras’ que faziam as rondas? «Ant. Membro de uma quadrilha de guerreiros ou de jogadores das canas. Rondador, esbirro Almoxarife nem contador nem outro oficial nosso… os almoxarifes Escrivaães e Oficiaaes dos ditos dyreytos… Lugares públicos, onde se debe pagar ou ser isento: “… da praça ou Açougue do dito lugar - Ou nos Resyos (rossio?) e saídas delle Terreno aberto onde só se produz mato e plantas silvestres e que é propriedade dos municípios. Do comum logradouro do público. Maninhos – terrenos incultos, mas de propriedade particular, de origen senhorial. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Marçaria - f. Ant. O mesmo que mercadoria. Cf. Alvarás de 22-XI-1498, e 16-XII-1499. - (Cp. marceiro) http://www.dicionarioweb.com.br/mar%C3%A7aria/ Marrã – porca de pouca idade que ainda não pariu. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) As medidas podem aparecer com a designação medida velha e medida nova; podem ser medidas para secos, como o alqueire para cereais, o búzio, buzeno (4 alqueires) ou caíra (três quartos do alqueire, ou 2,5 alqueires, segundo Aveiro e Soza), para a medição do sal, em forais da beira-mar. Podem ser medidas para líquidos, como o almude. O alqueire, todavia, também pode ser apontado como medida de líquidos; o Foral de Soza informa que um alqueire de vinho é igual a meio almude. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Mó de barbeiro – pedra de afiar alfaias cortantes. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Montado – também designado por “montadego”, “montadigo”. Contribuição que pagavam os rebanhos de gado que pastavam nos “pastos

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 120
montadigo comuns” do Campo de Ourique. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Montado – também designado por “montadego”, “montadigo”. Contribuição que pagavam os rebanhos de gado que pastavam nos “pastos comuns” do Campo de Ourique. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Montado – também designado por “montadego”, “montadigo”. Contribuição que pagavam os rebanhos de gado que pastavam nos “pastos comuns” do Campo de Ourique. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) 1. Azinhal ou sobral onde se engordam porcos. 2. O que se paga ao dono do montado pela pastagem do gado. Montarazes – funcionários régios que zelavam pelos montados de sobro e azinho, prevenindo a sua integridade relativamente ao corte ou incêndio. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Guardas dos montados. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Mu, macho ou mulo. No feminino – mua. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) isto é a produção da propriedade privada; deve entender-se pelos rendimentos de natureza agrícola e pecuária. Ver – Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Novidades – colheitas agrícolas recentes, normalmente relativas ao ano em referência. Ver – foral de Casével (20 de Setembro de 1510) louça de barro como malgas, vidrada ou não, tanto do Reino como fora dele; tijolos e telhas. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm em geral, coirama e pelitaria - coiros curtidos e por curtir; manufacturas deles derivadas como calçado e peças de vestuário. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm de linho, de lã, de algodão, de seda, de peles, de palha, de esparto, de junco, de tabua e de bonho (esteiras). Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Juízes como vintaneiros (o que faz parte de um grupo de vinte ? guuardas? Vuigilantes?) ou quadrilheiros (chefes de ‘quadras’ que faziam as rondas? «Ant. Membro de uma quadrilha de guerreiros ou de jogadores das canas. Rondador, esbirro Almoxarife nem contador nem outro oficial nosso… …os almoxarifes Escrivaães e Oficiaaes dos ditos dyreytos… Pequena porção de ovelhas (gado) que pertencem ao pastor e que ele apascenta conjuntamente com o rebanho do seu amo. pilataria, peleteria, ou qualquer destas formas com o éle dobrado (Pellitaria, etc. – peles de animais domésticos e silvestres (cabra, ovelha, coelho, raposa, etc.), destinadas a vestes e agasalhos. Ver Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) (Espécie de licença de uso e porte de armas… libra, arroba, carga maior (transportada por mula, égua ou cavalo, é igual a 10 arrobas); carga menor (5 arrobas); carga costal (transportada às costas de um homem, é igual a 2,5 arrobas). Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Posturas (do concelho) – Ordens ou disposições escritas emanadas das Câmaras Municipais e tendentes à regularização de determinados serviços na área sob jurisdição concelhia, como por exemplo, higiene, gado, entre outros. Ver: ‘portagem usagem nem costumagem’

Montado

Montados Montarazes

Mu Mua Novidade dos bens para fora

Novidades

Obras de barro:

Obras de coiro:

Obras de tecidos para vestuário e não só: Oficiaaes

Pegulhal Pelitaria

Pena d’arma Pesos:

Portagem

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praça Privilegiados (os que não pagam direitos de portagem… Lugares públicos, onde se debe pagar ou ser isento: “… da praça ou Açougue do dito lugar - Ou nos Resyos (rossio?) e saídas delle «… são Isentos e privilegiados de pagare(m) ne(n)huu(m)a portagem usagem nem costumagem per qual quer…» Não pagavam direito de portagem, usagem e costumagem os escudeiros do Rei, da Rainha e dos Príncipes e eram privilegiadas as pessoas eclesiásticas de todos os mosteiros de homens e mulheres, os clérigos de ordens sacras e os beneficiados de ordens menores. Isto quer dizer que nobres e religiosos não pagavam, caindo essas obrigações legais somente sobre as pessoas do povo que eram quem trabalhava e apresentava os produtos saídos das suas esforçadas actividades consideradas inferiores. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm trigo, milho, painço, centeio, cevada, farinha, farelos, pão, biscoito, linho, linhaça, nozes secas e verdes, avelãs, castanhas, pinhões, amêndoas, bolotas, lentilhas, alhos, cebolas, hortaliças, mostarda, erva, funcho, tabua, bonho, carqueja, tojo, vides, lenha, madeira, casca sumagre, vassoiras, esparto, palma, junco, junça, palha, canas, azeite, algodão, resina, figos, melões, uvas passadas, vinagre, vinho, etc. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Metais - ferro trabalhado ou em barra; aço, prata lavrada e por lavrar, objectos de cobre e de estanho. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm ferro, aço, cobre, prata, estanho, pedra, cal, barro (malgas, tijolo, telha); pez, breu, alcatrão, sabão, tinturas. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm leite, queijo, queijadas, manteiga, unto, toucinho, sebo, ovos, mel, cera, coiros vacaris, peles de cordeiro, de bode, de cabra, de coelho e de lebre; calçado; lã e seda; pescado do mar e do rio, isto é, peixes de água salgada e de água doce; marisco. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Quadrilheiro – oficial de uma quadra, isto é, grupo que assegurava a ordem pública. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Quadrilheiro, funcionário nomeado pela câmara, para exercício de certas funções, ora respeitantes às actividades locais, ora à manutenção da ordem pública, por vezes também relacionadas com o lançamento e percepção de impostos. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Juízes como vintaneiros (o que faz parte de um grupo de vinte ? guuardas? Vuigilantes?) ou quadrilheiros (chefes de ‘quadras’ que faziam as rondas? «Ant. Membro de uma quadrilha de guerreiros ou de jogadores das canas. Rondador, esbirro… Almoxarife nem contador nem outro oficial nosso… - os almoxarifes Escrivaães e Oficiaaes dos ditos dyreytos… Mulher que vende, nos mercados ou pelas ruas, hortaliça, peixe, fruta ou outros quaisquer víveres. Qualquer livro público ou particular onde se inscrevem factos ou actos que se querem conservar arquivados. aforamento, contrato, aforar, emprazamento, declaração, logramento, adição e assento, encabeçar, certidão, concertar, dano, ordenação, arrecadações, sentenças, dar juramento, justificação e exames, mandar procurações, notificar em câmara ou conselho, nem processo nem ordem de juízo, requerer as partes, sem apelação nem agravo, título de passagem, jurisdição, etc. Ver em - http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Reguengo – propriedade que constituía património da coroa.

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Produtos da agricultura

Produtos de indústrias caseiras ou não: Produtos minerais e outros:

Produtos vindos dos vários animais:

Quadrilheiro

Regateira Registo Regras jurídicas e expressões correspondentes:

Reguengo

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 122
relego Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Descanso, sossego, pausa, tranquilidade. [Antigo] Lagar, adega, celeiro em que o senhor das terras recolhia os seus frutos. Privilégio que gozavam os senhores de algumas terras para venderem o seu vinho antes dos pequenos proprietários. http://www.cm-penamacor.pt/ex800/07.html (em 1189, D. Sancho I concede foral a Penamacor) Lugares públicos, onde se debe pagar ou ser isento: “… da praça ou Açougue do dito lugar - Ou nos Resyos (rossio?) e saídas delle Ruibarbo – planta para aplicações medicinais. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) [Antigo] Licença para exportar. = SAÍDA Saião – oficial de justiça encarregado de fazer cumprir as determinações consagradas no foral. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Aquele a quem se deu uma sesmaria (terreno) para cultivar a saber – isto é… sic Snças? (SANÇÕES?) (SENTENÇAS?) - SNÇAS – sanções? Soldo – moeda antiga. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Sumagre – planta que servia para curtir peles. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Surião será o mesmo que saião. Neste caso, o oficial de justiça encarregado de zelar pela exacta aplicação dos direitos estabelecidos no foral. – Foral de Casével tabua (diferente de tábua…)- Planta tifácea de que se fazem esteiras e servem também para empalhar cadeiras… Tabuada – TAUADA – índice ou lista de assuntos a tratar… Inventário dos bens de raiz com todas as demarcações. “…ho trellado delles em pubrica forma trellado” (traslado? - Cópia de um texto original.) “delles em pubr(l)ica forma…” Posturas (do concelho) – Ordens ou disposições escritas emanadas das Câmaras Municipais e tendentes à regularização de determinados serviços na área sob jurisdição concelhia, como por exemplo, higiene, gado, entre outros. Ver: ‘portagem usagem nem costumagem’ Vintaneiro, juiz da vintena, ou seja, da aldeia até vinte moradores, ou chefes de casal. Juízes como vintaneiros (o que faz parte de um grupo de vinte ? guuardas? Vuigilantes?) ou quadrilheiros (chefes de ‘quadras’ que faziam as rondas? «Ant. Membro de uma quadrilha de guerreiros ou de jogadores das canas. Rondador, esbirro… Almoxarife nem contador nem outro oficial nosso… …os almoxarifes Escrivaães e Oficiaaes dos ditos dyreytos… Vintaneiro – funcionário encarregado de cobrar a vintena, isto é, a vigésima parte de qualquer bem ou rendimento. Foral de Casével (20 de Setembro de 1510) Habitante ou morador de uma determinada localidade. «Vizinhos = moradores, ou cabeças de casal.» Foral de Casével (20 de Setembro de 1510)

Resyos (rossio?) Ruibarbo Sacas Saião

Sesmeiro Silicet - sic Snças? Soldo Sumagre Surião

tabua TAVOADA Tombo trellado usagem

Vintaneiro

Vizinho

Para um GLOSSÁRIO MAIS COMPLETO pode ver O FORAL DE CASTELO DE VIDE em: http://pt.scribd.com/doc/49610324/Carta-de-pdf

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Ver também – Oliveira do Bairro A importância dos Forais na nossa região - Dr. António Tavares Simões Capão http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm Ver tb. Foral de Marvão – Jorge de Oliveira CHAIA (Centro de História de Arte e Investigação Artística) - http://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/7062

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Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 124
TRANSLITERAÇÃO completa do FORAL MANUELINO para se poder ler no século XXI -2014 (500 anos de 1514 03 04)
(tipo de letra – Old English Text MT)

e assim permitir outras leituras às gerações futuras…

com arranjo reduzido do original de 1514 (300x200mm) 2013 - 2014 A CELEBRAR OS 500 ANOS (235x170mm)
José Rabaça Gaspar Natural de Manteigas, n. em 1938 07 20… em Homenagem… Junho de 2013 para celebrar o dia 4 de Março de 2014

FORAL DE MANTEIGAS
OM MANUEL per Graça de d(eo)s Rey De Portugal e dos Algaru(v)es Daque(m) e dalem mar em africa Senhor de Guynee(é) E da conquista e navegaçam(ão) e comercyo de ethiopya. Arabia. Per sya e da India. A quantos esta nossa carta de foral dada pera semp(re) Aavila de manteygas virem faze mos saber que por bem das Snçãs (SANÇÕES?) (SENTENÇAS?) e determinaçoões Jeraaes e espiciaaes que foram dadas e feytas per nos E com os do nosso Co(n)selho e leterados Acerqua(ca) dos foraaes dos nossos Re(i)gnos e dos dir(ei)tos Re(ai)s e trebutos que se per elles deviam de se Arrecadar e pagar E asi pe llas Inquiriçoões, que principalmente manda(á)mos fazer em todollos os lugares de nossos Re(i)gnos e senhorios Justificadas primeyro com as pessoas q(ue) os ditos d(i)r(ei)tos re(i – ai?)s tinhã(m) Achamos per foral (está sobreposto) dEl rey dom sancho primeiro que os tributos foros e dir(ei)tos

D

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R(eae)s na dita villa se devem e ham de arrecadar e pa gar da quy em diante na maneyra e forma seguinte: vemos daver primeyramete pollos moradores A da dita villa em cada huu(m) Anno Cinquo mil e quatro centos R(e)is decolheyta que se mõ(n)tam nas cento e cinquenta liu(v)ras em q(ue) ho dito gentar foi Apreçado quando per El Rey Dom denis foram mudados nas ditas cento e cinque(n)ta liu(v)ras os ses(s)enta marau(v)idys douro Por que naprimeyra pou(v)oaçam(ão) A dita colheyta foy posta pera Aq(ua)l paga poderam lançar finta quando as Rendas do concelho AIso (a isso) n(ã)õ Abra(n) gerem Per Aq(ua)l finta nã(o) sera(á) Isensa (isenta?) ne(n)huu(m)a pessoa por privillegio nem Isemçã(o) q(ue) tenha posto que dezigno sera Aq(ue)L(a) pagua se fara(á) por dia de Sam Johã(o) bautista A dizima da execuçã(o) das s(a)nçõ(e)s? (sentenças?) he (é) dir(ei)to real E levarseaha (levar-se-á) po llo senhorio dos outros dir(ei)tos - E nam(ão) se levara(á) Adita dizema polla dada das se(n)tenças soome(n)te polla execução(o) dellas E de tannta p(ar)te se levara a dita dizima de quanta se fezer Aexecuçã(o) posto que asentença de moor conthia será A qual dizema da mesma execuçam(ão) se n(ã)o levara(á)Seja se levou Adizima em outra p(ar)te polla dada della.:

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E

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Nom se levam Manjnhos Aos moradores da dita villa Das terras some(n)te q(que) lavrarem dentro do seu limyte por q(que) quanto lhe foy Asy dado por privillegio pollos Senhorios pas(s)ados confirmado per nossa carta E asy per este nosso foral pera sempre.: ₵ Pagam mais cada huu(m) dos dous tabeliães que há(á) na dita villa De pe(n)sam (pensão) em cada huu(m) Anno trezentos R(EI)S Ao se nhorio dos outros dir(ei)tos.:

E

o Gaado do vento no se levara(á) na dita villa por que anda com os outros lugares da Irmindade e la (lá?) na Serra se faz o ajuntame(n)to per Sa(n) Joham(ão) Segundo Antiguo costume e se vai fazer Arreparaçam (ão) em coiylhaan (covilhã?) Pore(m) Aq(ual)quer tempo q(ue) seus donos do gaado perdido ho acharem no dito lugar lhe será loguo emtregue sem mais outra dilaçan(ão).

E

montado do gado de fora q(ue) vem pastar nos limytes do montado da serra q(ue) he A(par)tado per si no (não) sso (só) pagará o dito montado Anossos oficiaaes como sempre pagara(m) e se poderem concertar E se quiserem pastar no outro termo e limite da dita villa pagarão Aos oficiaaes della segundo se co(n)certare(m) Guardandosse(-se) Antre ho dito co(n)celho e os vizinhos os costumes Antyg(u)os de

O

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04

Irmjndades e vizinhanças Segundo sempre costumara(m).: a pena d’arma se levaram(ão) do zentos R(ei)s e Arma perdida D(a)q(ua)l nõ(ão) levara(á) o senhorio dos outros direytos por q(uem?) nom(não) tem(têem) AJurdiçã(o) E será do concelho quando ADemandar Ao tempo contheudo em nossa ordençã(o) e doutra maneyra nã(o). Com estas decraraçoões (-/- scilicet) que a dita pena se n(ã)o levara(á) quamdo algumas pessoas Apunhare(m) espada ou q(ua)lquer outra Arma sem atirar. ₵ Nem pagarã(o) a dita pena Aquellas pessoas que sem prepo(ó)sito e em Rix(ch)a noua tomare(m) paao (pau) ou pedra posto que com elle façam mal E posto que de prepo(ó)sito tome(m) ho dito paao (pau) ou pedra senom (se não) fizere(m) mal co(m) elle nam(ão) pagaram(ão) a dita pena. Nem pagara(á) moço de quinze Annos pera baixo. ₵Ne(m) pagaram(ão) a dita pena Aquellas pessoas que castigando sua molher e filhos e escravos e criados tirare(m) sangue Nem pagara(á) A dita pena que(m) Jugando punhadas sem armas tirar sangue com bofetada ou punhada. E as ditas penas e cada huu(m)a dellas nam(ão) pagaram(ão) Isso mesmo quaaesquer pessoas que em defendime(n)to de seu corpo ou por Apartar ou estremar outras pessoas em Arruydo tirare(m) armas posto que com ellas tire(m) sangue. ₵ Ne(m) Apagara(á) es-

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cravo de qual quer Idade que sei(j)a que com paao (pau) ou pedra tirar sangue Nem molher de q(ua)l quer Idade que seja. Ecraramos p (r - sobreposto) imeiramente que A D portagem que se (h)ouver de pagar na dita villa hade (há-de) ser per home(n)s de fora della que hy trouxerem cousas de fora Avender Qua(e)s comprem hy e tirare(m) pera fora da villa e termo Aq(ua)L portagem se pagara desta maneira (-/- scilicet – ou seja…) E todo triguo - Centeo – cevada - milho - paJnço - Avea e de farinha de cada huu(m) delles E As(s)i de caal ou de sal Ou de vinho ou vinagre E linhaça ₵ E de q(u)alquer fruyta Xde (verde) entrando melloo(õ)es e ortalliça e As(s)y de pescado ou marisco Se pagara(á) por carga mayor (-/- silicet, seja…) cavallar ou muar De cada huu(m)a das ditas cousas huu(m) real de seis ceptys ho real E por carga menor que he dasno (que é de asno) me(i)o real E por costal que huu(m) home(m) pode trazer Aas (às) costas Dous ceptys E dy pera ba(i)xo em q(ua)lquer cantidade em que se venderem Se pagará huum ceptil ₵ E outro tanto se pagara(á) quando se tirar pera fora. Porem que(m) das ditas cousas ou de cada huuã(uma) dellas comprar e tirar pera fora pera seu uso e nam(não) para vender cousa que nõ(ão) chegue A

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me(i)o real de portagem segundo os sobre ditos preços Dessa tal n(ã)o pagara(á) portagem nem far(a)á saber.: posto que mais se no(ão) decrare Adiante neste foral A cargua mayor ne(m) menor – Decraramos q(ue) sempre A primeira Adiçann e asento de cadahuu(m)a das ditas cousas he de besta mayor sem mais se decrarar E pollo preço q(ue) dessa primeyra será posto Se entenda loguo sem se hy mais decrar que o me(i)o preço desta carga sera(á) de besta menor E o quarto do dito preço per conseguinte será do dito costal. ₵ E quando as ditas cousas ou outras v(i)erem ou forem em carros ou carretas pagarsea (pagar-se-á) por cada huu(ma) delas duas cargas mayores segundo o p(re)ço de que forem. ₵ EE quando todallas cargas deste foral se nom(ão) venderem todas começandosse(-se) a vender pagar seham(-se-ão) dellas soldo Aa livra segundo ve(n)derem e não do q(ue) ficou por vender. //

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qual portagem se n(ã)o pagara(á) de todo pam(ão) cozido – queyiad(a)S – biscoyto – farellos – Nem douçes (doces?) – nem de leyte – nem de cousa delle q(ue) seja sem Sal ne(m) de p(ra)ta (? p(on)ta?) lavrada – Nem devides – nem de canas – nem carqueya – toi(j)o – palha – vasoyras Nem de pedra – nem de barro – Nem de lenha – nem erva – Nem das

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cousas que se comprare(m) da villa pera o termo nem do termo pera Avylla posto q(ue) serã(ão) pera vender – Asy vizinhos como estrangeyros. ₵ Nem das cousas que setrouxerem ou levarem pera Alguu(m)a armada nossa ou feyta por nosso mandado – Ne(m) dos ma(n)time(n)tos que os caminha(n)tes co(m)prare(m) e levare(m) pera si e per suas bestas. ₵ Nem dos gaados que vierem pastar Aalguns lugares - passando ne(m) estando – Salvo daquelles q(ue) hy some(n)te vendere(m) – Das q(uai)es entam pagaram(ão) pollas leis e preços deste foral – E decraramos que das ditas cousas de q(ue) asy mandamos que se nom(ão) pague por tagem Se nom ha de (há-de) fazer saber. //… qual portagem Isso mesmo se nom pagará de casa movida Asy Indo com Vindo Nem outro ne(n)hu(m) dir(ei)to per q(ua)lquer nome que ho possam chamar – Salvo se com Adita casa movida levare(m) cousas pera vender e por que das taaes cousas pagaram(ão) portagem omde some(n)te as (h)ouverem de ve(n)der segundo as conthias neste foraL vam decraradas e nã(o) doutra maneyra. //

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em Se pagara(á) por ne(n)humas me (r - sobreposto) (r)cadorias que Aa dita viila vierem ou forem De passage(m) pera outª(ra) p(ar)te Asy de noute como de dia e Aq(uai)es quer (h)oras Nem se-

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ram(ão) obrigados de ho fazerem saber Ne(m) encorrerã(o)m por Isso em ne(n)huma pena posto q(ue)hy descarregue(m) e pousem – E se hy mais (h)ouverem destar que ho outro dia todo por Algu(m)a causa – entã(o) ho faram(ão) saber dy por dia(n)te posto q(ue) nom (h)Ai(j)am de vender. // em pagaram(ão) Adita portagem os que levaN rem os fruytos de seus bee(n)s monos (móveis?) ou deusuz? (de uso?) oulevarem as Rendas e Fruytos de q(uai)es quer outr(o)s (sobreposto) bee(n)s que trouxerem darrendamento ou de Renda Nem das cousas q(ue) daLgumas pessoas forem dadas em pagame(n)to de suas tenças Casamentos mercees ou ma(n)timentos posto que as levem pera vender. // pagarsea (-se-á) mais de cada cabeça de Gaado vacuu(m) Asy granDe como pequeno huu(m) real E de porco me(i)o real E de carneyro e todo outº(ro) gaado mj(i)udo dous ç(c)eptys. ₵ E de besta cavallar Ou muar dous Re(i)s E de besta asnal huu(m) real. ₵ E do escravo ou escrava Ainda que seja parida Seis re(i)s E se se forrar dara (dará?) ho dizemo da vallia de sua alforria por que se resgatou ou forrou. //

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pagarsea(-se-á) mais De carga mayor de todollos panos de laã linho Seda e algudam de q(ua)lquer sorte que sei(j)am Assy delgados como gros(s)os E asy da carga de laã ou de linho fiados oyto r(ei)s E se alaã ou linho fore(m) em cabello pagaram(ão) quatro rre(i)s por carga.

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Os ditos oyto Re(i)s se pagara(á) de toda coyrama cortida E As(s)i do calçado e todallas obras delle. ₵ E outro tannto da carga os coyros vacarys cortidos e por cortir. e por q(ua)lquer coyro da dita coyrama dous çeptys que se no(ão) contar em carga. ₵ E outros oyto re(i)s por carga mayor dazeite, Çera – mel – Seuo (sebo?) – V(U)nto – queyi(j)os secos – mã(an)teygua salgada - Pez – Rezina – breu – Sabam(ão) – Alcatram(ão). / E outro tanto por pelles de coelhos ou cordeiras e de qual quer outra pelitaria e forros. :// ₵ E da dita meneyra doyto re(i)s Da cargua mayor selevara e pagara por todallas d(m)arçarias - Especiarias – boticarias e tinturias e asi por todallas suas semelhantes. : //

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Outro tanto Se pagara(á) por toda a carga daço – Estanho e por todollos outros metaaes e obras de cada huu(m) deles de q(ua)l quer sorte q(ue)

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Sei(j)a. ₵ E do ferro em barra ou maçuco e de q(ua)lquer obra delle grosa Se pagara(á) quatro rr(ei)s por carga mayor E se for limada – Estanhada ou em(VX)ve(r)njzada pagara oyto r(ei)s com as outras dos metaaes de cima. // quem das ditas cousas ou de cada huu(m)a dellas cõ(m)prar e levar pera seu uso e nã(o) para vender Na(ão)n pagara(á) portagem nã(o) pasando de costaL de que se (h)ai(j)am de pagar dous re(i)s de portagem que há(-)de ser de duas arrou(b)as e me(i)a levando Acarga mayor deste foraL em dez arrou(b)as E Amenor em çimquo E ho costal pereste Respeyto nas ditas duas arro(ub)as e me(i)a. ://

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pagarsea(-se-á) mais por cargua mayor destas outras cousas A três r(ei)s por carga mayor De toda fruyta sequa (seca) (-/- scilicet – ou seja) Castanhas e nozes Xdes(verdes) e sequas E damexias passadas – Amê(n)doas – Pinhoões por britar – Avellaãs bolletas – Mostarda – lentilhas E de todollos outros legumes secos E das outras cargas desse Respeyto ₵ E as(s)i de cebolas sequas e Alhos por que os Xdes (verdes) pagaram(ão?) com Afruiyta Xde (verde) huu(m) real ₵ E casqua e çumagre pagaram (ão) os três rr(ei)s como estoutros de çima.

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por cargua mayor de quaL quer telha outigello e outª(r)a (sobreposto) obra e louça de barro Ainda que sei(j)a vidrada e do Regno e de fora delle se pagaram(ão) os ditos três R(ei)s. -/₵ E outros três por carga de todallas Arcas e toda a louça e obra de pao lavrada e por lavrar. -/₵ E outro tanto por todallas cousas feytas Desparto – palma – Ou Junco As(s)y grossas como delgadas E assy de tabua ou funcho. -/:

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Os que trouxere(m) mercadorias para vender – Se no próprio lugar onde quisere(m) vender (h)ouver Rendeiro da portagem ou oficial della fazerlho am (far-lho-ão) saber - Quaes levaram(ão) da praça ou Açougue do dito lugar - Ou nos Resyos (Rossios?) e saídas delle qual mais quiserem sem ne(n)huma pena E sehy nom (h)ouver Rendeiro ne(m) praça Descarregarã(o) livre me(n)te omde quysere(m) sem ne(n)huma pena Com tanto q(ue)nan (que não) vendam sem ho notificar ao Requeredor se hy (h)ouver ou ao Juiz ou vintaneyro se hy se po(u)der achar – E se hy ne(n)hu(m) delles (h)ouver nem se po(u)der emtã(o) achar notifique(m) no Aduas testemunhas ou ahuu(m)a se hy mais nõ(ão) (h)ouver E a cada huu(m) delles pagaram(ão) o dito dir(ei)to da portagem que per este foral mandamos pagar – Sem nenhuu(m)a mais cautela nem pena. – E nã(o) o fazendo assy ₵ Descaminharã(o) e perderam(ão) as

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mercadorias some(n)te de que Asy n(ã)o pagarem ho dito dir(ei)to da portagem E nam(ão) outras ne(n)humas – Nem as bestas – Ne(m) carros nem as outras cousas em q(ue) as levare(m) ou achare(m) – E posto q(ue) hy aJa Rendeiro no tal lugar ou p(ra)ça – Se chegare(m) porem despois do sol posto Nam(ão) faram(ão) saber maS (inserido a cima) descarregaram(ão) omde quiserem comtamto que Ao outro dia Atee me(i)o (há um borrão) dia ho notifique(m) aos oficiaaes da dita portagem primeyro que vendam so(ó) a dita pena – E se n(ã)o (h)ouverem de vender e forem de caminho n(ã)õ seram(ão) obrigados A ne(n)huu(m)a das ditas recadaçoões se gundo que no titollo da passage(m) Fiqua decrarado.-/ Des que co(m)prarem cousas pera tirar pera fora de q(ue) se deva de pagar portagem podellas ham (podê-las-ão) comprar livreme(n)te sem ne(n)huu(m)a obrigação(o) ne(m) dilige(ê)ncia – E some(n)te Ante q(ue) as tire(m) pera fora do tal lugar e termo A(r)recadaram(ão) co(m) os oficiaaes a que pertencer só A dita pena de descaminhado. / ₵ E os priviligiados dadita portagem posto que Anom (não) Ai(j)ã(m) (hajam) de pagar nã (não) seram (serão) escusos destas dilligencias destes dous capitollos Atras das entradas e saydas como Dito he sob adita pena. / -?

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s pessoas eclesia(á)sticas De todollos mosteyros ASy dome(n)s como de molheres q(ue) fazem voto de profis(s)ã(o) E os cle(é)rigos dordee(n)s sacras E asy os beneficiados (ver o borrão) dordee(n)s menores posto que as nam(ão) tenhã(m) que vivem como cle(é)rigos e por taaes forem Avj(i)dos ₵ Todollos sobre ditos são Isentos e privili(e)giados de pagare(m) ne(n)huu(m)a portagem usagem nem costumagem per qual quer nome q(ue) a possam chamar Asy(ssim) das cousas que venderem de seus bee(n)s e beneficios como das q(ue) comprare(m) trouxerem ou levarem para seus usos ou de seus benefi(í)cios e casas e famj(i)liares de q(ual)quer ca(qua)lidade que sei(j)am. // Asy ho seram(ão) as Cidades ou villas e lugares de nossos Re(i)gnos que te(ê)m p(r)ivylegio deA n(ã)o pagarem (-/- scilicet) A cidade de lixboa E gaia do porto – povoa de varzim – Guimarães – Braagua – Barcellos – Prado – ponte de lima – Viana de lima – Caminha – Villanova de cerveyra – Valença – Monçam(ão) – Crastole(a?)boreyro Miranda – Bragança – Frexio Doazinhoso – Mogadoyro - Anciaães – Chaves – Mo(n)forte de Rio livre – Montallegre – Crasto vicente – A cidade da guarda – Jo(a)rmello – Pinhel – Castelo nº(o acima)(vo) – Almeyda – Castel(o) me(n)do – Villar mayor – Sa-

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bugal – Sortelha – Covilhaã – Monsanto – Portalegre – Marvam(ão) – Arronches – Campo mayor – Fronteyra – Mo(n)forte – Villa viçosa – Elvas – Olivença – A cidade devora – Montemor ho novo – Monsaraz – Seia – Moura – Noudal (Noudar?) Almodouvar – Dodemira. // ₵ E asy seram privilegiados quaaes q(ue)r pessoas outras ou lugares que nossos privilegios tivere(m) e os mostre(m) ou ho trellado (traslado) delles em pubr(l)ica forma Alem dos acima contheudos. // ₵ E asy ho seram(ão) os vizinhos do dito lugar e termo escusos da dita portage(m) no mesmo lugar nem seram(ão) obrigados a fazere(m) saber de Ida nem vinda. as pessoas dos ditos lugares privili(e)giados nõ(ão) tiraram(ão) mais ho trellado de seu privilegyo Nem ho trazerão some(n)te tiraram(ão) certidam(ão) feita pollo escrivam(ão) da camara E com ho Sello do conçelho como sam(ão) vizinhos daquelle lugar E posto que (h)aja duvida nas ditas certidoões se são X(ver)dadeiras ou da qulles q(ue) as Apresentã(am) Poderlhesham(poder-lhes-ão) sobre iSSo dar Juramento sem os mais deterem Posto que se digua q(ue) nã(o) sam(ão) X(ver)dadeyras E se despois se provar que eram falssas perdera(á) o escrivam(ão) q(ue) a fez o oficio e será degradado dous Annos pera çepta (Ceuta) E A parte perdera(á) em

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dobro as couSas de que asy enganou e sonegou Aa (à) portagem A metade pera A nossa camara e Aoutra pera Adita portagem Dos quaaes p(r superior)ivile(é)gios vSaram as pessoas nelles contheudas pollas ditas ceridoões Posto que nom(ão) vam(vão) com suas mercadorias nem mandem suas procuraçõoes Com tanto que Aquelas pessoas que as levarem Jurem que adita çertidam(ão) he X(ver)dadeira E que as taaes mercadorias sam(ão) da quelles cuja he Acertidam(ão) q(ue) apresentaram. // qual quer pessoa que for cõ(on)tra este nosso foral levamdo mais dir(ei)tos dos Aquy nomeados ou levando destes mayores conthyas das Aquy decraradas Ho (h)Avemos por degradado por Huu(m) anno fora da villa e termo E mais pague da cade(i)a trinta Re(i)s por huu(m) de todo ho que qassy mais levar pera Aparte Aque os levou E seAnõ(ão) quiser levar Sei(j)a Ametade pera quem ho Acusar e Aoutra metade pera os cativos.₵ E damos poder A qualquer Justiça onde acontecer As(s)y Juizes como vintaneyros ou quadrilheiros que Sem mais processo ne(m) hordem deJui(í)zo Sumariamente sabida a X(ver)dade condene(m) os culpados no dyto caso de degredo a Assy do dinheiro Atee(é) conthya de dous myl re(i)s sem Apellaçã(ão) ne(m) agravo e sem disso poder conhecer Almoxarife nem contador nem outro oficial nosso nem de nossa fazenda em caso que ho hy

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ai(j)a ₵ E se ho senhorio dos ditos dir(ei)tos ho dito fortal quebrantar per si Ou per outrem Seja loguo sospe(n)sso delles e da Jur(i)diçam(ão) do dito lugar se ha tiver em quanto nossas merçee for.₵ E mais As pessoas que em seu nome ou por elle o fizerem emcorrerão nas ditas penas. ₵ E os almoxarifes Escrivaães e Oficiaaes dos ditos dyreytos que ho as(s)i nõ(ão) comprirem perderam(ão) loguo os ditos ofi(í)cios e nam Averam(ão) mais outros. ₵ E por tamto Mandamos q(ue) todallas cousas contheudas neste foral que nos (nós) poemos Por Ley Se cu(m)pram pera sempre Do teor do q(ua)L mandamos fazer trees - Huu(m) delles pera Acamara da dita viLla E outro pera o Senhorio do ditos di(rei)tos E outro pera Anossa torre do tombo pera emtodo o tempo se poder tirar q(ual)quer duvida q(ue) sobre Isso possa sobre vir Dada em A nossa muy nobre e sempre leal Cidade De lixboa quatro dias do me(ê)s De março Do nascimento De nosso Se(nh)or J(es)hu(s) Xp(Crist)o De mil e quinhe(n)tos e quatorze : - … e
Eu Fernam(ão) Depyna o fiz fazer per mandado special de sua alteza subescrevy Concertei em dez folhas com esta.

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(ASSINATURA)
FdPy(na) (Nota ao fundo: ASSINATURA do REY? foral para manteiguas

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Plano de Reforma de Forais – A C Menezes, 1825

Alberto Carlos de Menezes – O Desembargador LISBOA NA IMPRESSÃO REGIA, ANNO 1825
http://booksnow1.scholarsportal.info/ebooks/oca10/5/planodereformade0 0mene/planodereformade00mene.pdf
(Com o capítulo 3 dedicado aos Forais Manuelinos e relevo a Fernão de Pina… Lista dos Conccelhos… Mapa dos Distritos e Concelhos…

PLANO DE REFORMA DE FORAIS
E DIREITOS BANAIS, FUNDADO EM HUM NOVO SYSTEMA EMPHYTEUTICO NOS

BENS DA COROA,
DE CORPORAÇÕES, E DE OUTROS SENHORIOS SINGULARES, DIVIDIDO EM NOVE PARTES COM UM NOVO ARREDONDAMENTO DE COMARCAS PARA OS FORAIS

DO PATRIMÓNIO DA COROA
Pelo Exdeputado da Junta dos Foros,

O Desembargador Alberto Carlos de Menezes

LISBOA
NA IMPRESSÃO REGIA, ANNO 1825
Com Licença ---------------------------------------------------PARTE TERCEIRA Reforma dos Foraes por ElRei D. Manoel. 1. Na falta do Codigo geral se usava das Leis Municipais. - 25 2. O Codigo Affonsino nºão se oppoz ao Systema feudal. -26 3. Commissão nomeada para reformar os Foraes. ----------26 4. Obra da reforma dos Foraes, e o Codigo Manuelino. ----27 5. Diligencias para se reformarem os Foraes. ---------------- 28 6. Bases da reforma dos Foraes. --------------------------------- 30 7. Processos, que se ordenárão na reforma dos Foraes. -- 33 8. Sentenças proferidas sobre a reforma dos Foraes. ------ 34 9. Embargos que se admittião em as Sentenças. ------------ 34 10. Obscuridade dos Foraes antigos. --------------------------- 35 11. Processos, que se ordenárão em 25 annos -------------- 36 12. Processos singelos para os Foraes reformados --------- 36

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13. Foraes antigos reformados.- 37; 14. Foraes, que se reformárão em cada anno. – 38; 15. Em alguns Foraes se descrevem as povoações. – 39; 16. As cartas de Foraes se extrhião dos Processos. -40; 17. Formulario das Cartas dos Foraes antigos – 41; 18. Direitos Reas reconhecidos nos Foraes – 41; 19. Censos, foros, Jugadas, e outros direitos. – 42; 20. Foraes mais notaveis, que se reduzirão. – 42; 21. Forão suprimidas muitas cousas em Foraes reformados. – 43; 22. Foral de Santarem. -43; 23. Foral de Torres vedras. – 43; 24. Foral de torres novas. – 43; 25. Foral de Monte mór o velho. – 44; 26. Foral de Villa Franca de Xira. – 44; 27. Foral de Alenquer e Alcobaça. - 44, e 45; 28. Foral de Sanceris, e da Guarda. – 45; 29. Foral da Idanha a nova. – 46; 30 Foral de Caria. E Atouguia. - 45 e 46; 31 Foral da Ericeira. – 46; 32. Foral da Lourinhã. – 46; 33. Foral de Soure. – 46; 34. Foral de Pombal. – 46; 35. Foral de Podentes. – 47; 36. Foral de Pereira. – 47; 37. Foral de Mira. – 47; 38. Foral de Verride, Buarcos, Guaios, e Arazede. – 47; 39. Foral de Penela. – 47; 40. Foral de Cascaes. – 48; 41. Foral da Redinha. – 48; 42. Foral da Ega. – 48; 43. Foral de Lorvão. – 48; 44. Foral de Condeixa. 49; 45. Foral de Villa nova de Ançoa. – 49; 46. Foral da Feira. – 49; 47. Foral de Aveiro – 49; 48. Foral da Castanheira, - 49; 49. Foral de Obidos – 49; 50. Foral de Terenna. 50; 51. Foral de Vianna do Minho. – 50; 52. Foral de Valença. – 51; 53. Foral de Codeceiro. – 51; 54. Foral de Fonte Areada. – 51; 55. Foral de Besteiros, ou Tondela. – 51; 56. Foral de Leiria. – 52; 57. Foral de Ourem. – 52; 58. Foral de Porto de Moz. – 52; 59. Foral de Vill Flor. – 53; 60. Foral de Miranda. – 53; 61. Foral de Penas Roias. – 53; 62. Foral de Gouveia do Minho. – 53; 63. Foral de aguiar de Sousa. – 53; 64. Foral de Baltar, e Paiva. – 53; 65. Foral de Celorico de Basto. – 54; 66. Foral de Rates. – 54; 67. Foral de Sortelha. – 54; 68. Foral da Horta. – 54; 69. Foral de Tavira. – 54; 70. Foral de Lisboa. – 55; 71. Foral de Porto. – 56; 72. Foral de Villa Real. – 57; 73. Foral de Coimbra. – 57; 74. Privilegios dos Foraes ------------------------------- 57; 75. A diligencia da reforma se fez em 25 annos. --58; 76. Trabalhos, e premio de Fernão de Pina. -------- 59; 77. Os trabalhos da reforma se achão na Torre do Tombo. --------------------------------------------------------- 59 78. Fernão de Pina em huma prisão. -------------------- 59 79. Damião de Goes nota os defeitos da reforma --- 60 80. Qualidades Nobres de Fernão de Pina. ------------ 61 81. Apologia de Fernão de Pina. -------------------------- 62 82. Foraes reformados em 5 Livros. --------------------- 63 83. Foraes de Senhorios particulares. ------------------- 63

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Dedicatória nas páginas 7 e 8:

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A SUA MAGESTADE FIDELISSIMA Senhor: A VOSSA MAGESTADE apresento os meus trabalhos Litterarios de 26 annos sobre os Forais; outro tanto tempo foi necessário a Fernão de Pina para as diligencias das Reformas dos Forais ordenada pelo Senhor Rei D. Manuel, que fez descobrir hum Mundo Novo, um novo Céu, e novas Estrellas. Quando Vossa Magestade me despachou para administrar as obras das Estradas Reaes; quando entendeu fizesse o tombo do Almoxarifado na Villa da Ega; quando me encarregou do exame do giro dos Coreios para a sua reforma; quando me entregou a Comissão da Superintendencia da Agricultura; a visita dos Cartorios para observar os salarios dos Officios de Justiça, e os erros do Processo Judicial; quando me encarregou da visita da Inspecção Geral do Terreiro Publico; e quando finalmente me nomeou para Deputado da Junta dos Foraes, Bancos, Coudelarias, Coutadas e Cereaes começou VOSSA MAGESTADE, quando a grande reforma dos Foraes antigos, fazendo-me habilitar com aquelles despachos, graças e mercês para lhe apresentar o Plano daquella reforma dentro do anno, que prometi a VOSSA MAGESTADE, quando tive a honra de lhe

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beijar a mão pela mercê da nomeação de Deputado naquella Junta. Assim como o Senhor Rei D. Manoel reformou os Foraes antigos de 300 annos; da mesma forma he VOSSA MAGESTADE o Reformador daquelles Foraes, que ha 300 anos se tem feito intoleraveis no sistema agrario, commercial, e de finanças, por se acharem n’humma contradição perenne da Economia política: Só a VOSSA MEGESTADE pertencem os meus trabalhos Literarios para dispor delles o que for do Seu Real Agrado, e eu os offereço a VOSSA MEGESTADE, pelo valor da materia, e não pelo merecimento do seu Auctor. Espero receber de VOSSA MEGESTADE a sua Real Acceitação, dignando-se que elles se fação públicos pela imprensa, quando tiverem a sua devida Censura. Deus guarde VOSSA MEGESTADE por muitos annos. Lisboa 16 de Abril dfe 1825.
Nota – A dedicatória será, com certeza, dirigida ao Rei D. João VI, (n. Lisboa 13 de Maio de 1767 – Lisboa 10 de Março de 1826… «…cognominado O Clemente, foi rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822, de facto, e desde 1822 até 1825, de jure. Desde 1825 foi rei de Portugal até sua morte, em 1826.»

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Na página 367, a lista das antigas Comarcas Nº 11 Comarca da Guarda – Ver Manteigas na linha 16…

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Desdobrável, no final com Distribuição Civil do Território Portugues para o Tombo dos Foraes Guarda aparece nas Beiras, nº 12

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Imagen do livro de Alberto Carlos de Menezes: «PLANO DE REFORMA DE FORAIS»

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Evocando A carta foral de D. Sancho I – 1188? (há 826 anos em 2014)
(Uma vez que se perdeu esta carta dada a Manteigas, devido à recolha mandada fazer ainda por D. João II, para se dar origem aos FORAIS NOVOS de D. Manuel I, deixamos aqui o Foral de AVÔ, de 1187, para permitir ‘adivinhar’ o que teria sido o nosso de 1188 )

Em nome de Deus Esta é a carta de foral que eu, Rei D. Sancho, juntamente com minha mulher, Rainha D. Dulce, e com os meus filos, Rei D. Afonso e Rei D. Henrique, e as minhas filhas, Rainha D. Teresa e Rainha d. Sancha, faço aos habitantes presentes e futuros de Avô. E assim vamos para que nesse lugar tenhais por foro que cada jugo de boisdris um moio ho qua luma terça parte seja de trigo, outra de centeio e outra terça de milho E de um boi, dois quartos, terça dos do mesmo modo e deis desse pão tal qual para vós tomardes. Do vino deis a dízima E quem trabalhar o linho dê um manípulo. E de morada do monte, de quatro coelhos e mais, deis um coelho Do Caçador de baraça um tombo Do porco duas costeletas De modo de cera, de dois arrebes e mais, deis um arredei E quem cometer Homicídio voluntariamente pague 10 maravedis: de rousso 10 maravedis, de merda de boca (calúnia) 10 maravedis; componha o fundo de haveres o gado com coisas novas Quem sair com armas contra um bando perde-as. Quem ferir com lança, ou com gládio, ou com cutel ou com espora pague 3 maravedis ao dono da terra e 1 maravedil ao ferido. O homem de Avô não seja, senão por expressa vontade, mordomo ou serviçal O homem de Avô nada pague a outro, melhor do que acima está escrito nesta carta O homem de Avô que quiser vender a sua herdade, venda-a a tal homem que faça dela seu foral e do preço dê a dízima ao palacio.
Carta feita no mês de Maio, era milésima ducentésima vigésima quinta (era 1225)(Maio 1187).

Nós, reis, acima nomeados que mandamos fazer esta carta no Concelho de Avô, pelas nossas mãos assinamos E assinada confirmamos. Quem quer que observar este nosso feito seja bendito. Quem o infrigir seja maldito.

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Nota sobre as Cartas de Foral de D. Sancho - in
http://www.cm-manteigas.pt/municipio/servicosprojectos/mostradocumental/Paginas/ForalManuelino.aspx

«…Assistiu-se desde finais do século XI ao povoamento de recônditos lugares por todo o país. Exemplo marcante foi o distrito da Guarda, um dos preferidos dos nossos primeiros reis. «A atribuição de uma Carta de Foral constituía, pois, uma medida que visava incentivar o povoamento em terras de difícil acesso e desenvolver culturas pouco rentáveis. «Tendo como principal inimigo o muçulmano e com o perigo eminente de incursões oriundas de Badajoz e Cárceres, D. Sancho I procede a uma profunda reorganização do território de forma a consolidar o que tinha sido conquistado, uma preocupação em povoar zonas fronteiriças de forma a consolidar a defesa. «Além disso era extremamente importante adequar leis às populações que regessem as suas actividades, os seus costumes e que focassem questões relacionadas com a sua protecção e fiscalidade. «…É neste espírito que D. Sancho I concede forais a Gouveia (Fevereiro de 1186), Covilhã (Setembro 1186), Folgosinho (Outubro 1187), Centocellas, actual concelho de Belmonte (1194) e Guarda (1199). De onde se conclui que a acção do monarca sobre os concelhos confinantes com Manteigas se desenrolou fundamentalmente entre os anos 1186 e 1188. Sendo assim, ainda que se desconheça a data exacta da concessão do foral de D. Sancho I, não andaremos longe da verdade se a colocarmos entre estes anos. «Não pode é colocar-se em dúvida a concessão do foral por D. Sancho I. O seu “desaparecimento” está relacionado com uma Carta Régia datada de 15 de Dezembro de 1481, que determinou a remessa à Corte de todos os forais, a fim de se proceder à respectiva reforma, sob pena de perderem validade. Tal revisão ainda se encontrava por fazer quando D. Manuel I subiu ao trono - situação que levou os munícipes a solicitarem novamente essa revisão, agora nas cortes de Montemor-o-Novo de 1495. Nessa altura, o rei impôs, em 1497, o envio à Corte dos forais que ainda não tinham sido entregues, nomeando para tal uma Comissão. A reforma só ficou concluída em 1520, surgindo assim, os forais novos ou manuelinos, por contraposição aos forais velhos.»
http://www.cm-manteigas.pt/municipio/servicosprojectos/mostradocumental/Paginas/ForalManuelino.aspx

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Bibliografia ilustrada
e alguns textos de apoio… para os interessados e mais conhecedores tentarem uma actualização mais adequada e actualizada…
A letra dos forais manuelinos Cadernos de Tipografia e Design - Nr. 18 / Janeiro de 2011- Paulo Heitlinger http://www.tipografos.net/cadernos/

As caligrafias da chancelaria manuelina

Tipógrafos.net Fonte Venturoso Paulo Heitlinger

Na página 7, apresenta o início de FORAL DE MANTEIGAS, como exemplo… http://tipografos.net/fonts/FonteVenturoso.pdf

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http://www.deltasearch.com/?q=As+caligrafias+da+chancelaria+manuelina&babsrc=HP_ss&s=w eb&rlz=0&as=0&ac=0

Borba Foral Manuelino

José Gaspar com ‘Amigos de Borba’ Joaquim Avó Adriano Bastos …

https://sites.google.com/site/amigosterrasborba/livrossobre-borba/o-concelho-de-borba

Carta Foral de Penamacor

D. Sancho – CM de Penamacor Antonieta Garcia

“…em 1189, D. Sancho I concede foral a Penamacor” http://www.cm-penamacor.pt/ex800/07.html

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Crónica de D. Sancho I Miguel Lopes Ferreira 1727 http://purl.pt/309

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Distrito da GUARDA

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Concelhos de: Aguiar da Beira – Almeida – Celorico da Beira – Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres – Gouveia – Guarda (Concelho da) – Manteigas – Meda – Pinhel – Sabugal – Seia – Trancoso – Vila Nova de Foz Côa. http://www.carlosleiteribeiro.caestamosnos.org/Distritos_ Portugueses/Guarda.html

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DOS FORAIS MANUELINOS ÀS REFORMAS LIBERAIS Mafalda Soares da Cunha Teresa Fonseca (Ed.) Edições Colibri OS MUNICÍPIOS NO PORTUGAL MODERNO - CIDEHUS.UE http://www.cidehus.uevora.pt/edicoes/ec_brown/Mun%2 0Port%20Mod.pdf

FORAIS MANUELINOS DO REINO DE PORTUGAL E DO ALGARVE - BEIRA

Luiz Fernando de Carvalho Dias, Edição do autor, MCMLXI

http://aleph20.letras.up.pt/F/CH3L9M13PT1X4UQGHI662S GXCI596EESSR5FJP2UR2SR7QKDSR-51940?func=findb&request=000086181&find_code=SYS&local_base=FLP01 &pds_handle=GUEST

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Foral de Casével Transliteração: João José Alves da Costa / Abel Viana Edição: Câmara Municipal de Castro Verde © - Junta de Freguesia de Casével http://www.cmcastroverde.pt/cm_castroverde/images/foral_casevel.pdf

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Foral de Marvão

Jorge de Oliveira CHAIA

http://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/7062 (Centro de História de Arte e Investigação Artística)

Foral de Oliveira do Bairro

A importância dos Forais na nossa região Dr. António Tavares Simões Capão

http://www.museusaopedro.org/foral/forais.htm

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 156
Foral manuelino de AVÔ – Serra do Açor Lourdes - Uma alfacinha com o coração na serra do Açor http://oacor.blogspot.pt/2012/05/foral-de-avo.html

FORAL MANUELINO de Manteigas – 1514 03 04

Entidade Detentora: Município de Manteigas Datas: 1514-Março-04

http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/mostradocumental/Pa ginas/ForalManuelino.aspx

FORAL MANUELINO de MANTEIGAS – 1514 03 04
Manteigas postais antigos http://old-postcards.blogspot.pt/2012/07/postais-antigosde-manteigas.html

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O FORAL DE CASTELO DE VIDE 1512

C M de Castelo de Vide Ficha n.º 10Secção de Arqueologia – António Pita Junho de 1999

(Ver pos termos técnicos dos FORAIS, desde a encadernação ao tipo de letras…) http://pt.scribd.com/doc/49610324/Carta-de-pdf

O foral Manuelino de Arronches –

Notas: João Cosme

Colaboração com a entidade: Câmara Municipal de Arronches - Temas: História, História de Portugal, História Regional e Local http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=369

Arranjo e tentativa de transliteração de José Rabaça Gaspar 2013 04 e 05 158
Plano de Reforma de Forais LISBOA NA IMPRESSÃO REGIA, ANNO 1825 Alberto Carlos de Menezes – O Desembargador (Com o capítulo 3 dedicado aos Forais Manuelinos e relevo a Fernão de Pina.. Lista dos Conccelhos… Mapa dos Distritos e Concelhos…

http://booksnow1.scholarsportal.info/ebooks/oca10/5/pla nodereformade00mene/planodereformade00mene.pdf

http://antt.dgarq.gov.pt/

ARQUIVO DISTRITAL DA GUARDA

http://digitarq.adgrd.dgarq.gov.pt/details?id=1279815

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trabalho realizado por @ JORAGA Vale de Milhaços, Corroios, Seixal 2013 ABRIL / MAIO

JORAGA

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Uma montagem de José Rabaça Gaspar, a comemorar os 500 anos de 4 de Março de 1514 – para 4 de Março de 2014 (Corroios, 1 de Junho de 2013)

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