ALENTEJO – uma SEARA VOCABULAR – 07 obra ‘Dialecto Alentejano’ Manuela Florêncio, Ed. Colibri, 2001 (pp.

99 – 115) 07 MFlorencio

José Rabaça Gaspar – 2012 11

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

2

SEARA VOCABULAR – GLOSSÁRIO ALENTEJANO Baseada na obra ‘Dialecto Alentejano’ de Manuela Florêncio, Ed.
Colibri, 2001 (pp. 99 – 115) Nota de JRG: - Perante este notável trabalho desenvolvido por Manuela Florêncio, e perante dados já anteriormente recolhidos nesta pesquisa de vocabulário típico do Alentejo, não resisti à oportunidade de intercalar algumas palavra e expressões já recolhidas por outros autores, relacionadas pela pronúncia alentejana ou pelo sentido. Além desta simples recolha, esta obra de Manuela Florêncio, apresenta o estudo de outros aspectos, que vão da linguística às características fonéticofonológicas, morfológicas, lexicais… até às características gerais do ‘dialecto alentejano’. Entretanto, só na TABELA GLOBAL, final, se poderão apreciar os diversos contributos de tantos autores e obras e assim ir enriquecendo este monumental trabalho – UMA IMENSA SEARA VOCABULAR - em permanente actualização e a pedir, sempre, outros contributos de mais autores, mais obras e, em especial, dos falantes…

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

TERMO / expressão abalada abalari abali abanico abarracado abatarda abatruz abegão

origem provável abalar abelei abano barraca abetarad avestruz

CITAÇÃO/INFORMAÇÃO /Significado A ir embora

OBRA
MFlorencio

p.

3

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

99 99 99 99 99

feitor; carpinteiro de carros. «Aquele que, nas casas de lavoura,
manda nos trabalhadores; o que distribui o trabalho; o que constrói e repara os carros; carpinteiro de obra grossa; o que inspecciona os ganhões e os gados.»

MFlorencio Comeres_AFAlves

àbeirão abêntèqui aberruntar abêspera abomba abuzinar acafundar

chapéu alentejano

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

99 99 99 99 99 99 99

vespa
buzinar

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

4

acamar acamo acarrado acarreto acarro acêfar aceio aceiro acenha achumaço açoteia acrescente acuaso açucár acupado adega adéga adêga ade-Maria adevinhação adobo adonde

MFlorencio MFlorencio

99 99

ceifar

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99

açucar ocupado adega

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

MFlorencio

99 99 99 100

adivinhação adubo

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

aonde adondi? adórna adregar adrêgo adregue adúa adubinho afeital afêito afilhar afito afóra afunda afundilho agarrafa agarrantes agastura agasturas agrões água-àsmãos

Delgado MFlorencio 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99

5

calhar, acontecer… “por adregue” por acaso

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

zanga; ânsias

Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

6

agulhêro Àgusta Àgusto agustadouro gostadouro ainda bem não ajuda

MFlorencio

99 99 99 99 100

Augusta

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio Hernâni Matos*

“Maioral” era o primeiro pastor de cada rebanho. Havia tantos maiorais quantos os rebanhos. “Ajuda” era o segundo pastor do rebanho.»

alagar alagôa alândea alandia alandroeiro alavão

MFlorencio MFlorencio

100 100

a bolota do sobreiro, para distinguir da “boleta” da azinheira
MFlorencio MFlorencio 100 100 151 152 100

ár. al-laban

Diz-se do gado que dá leite vt. alabão No Alentejo anda ligado ao rebanho que dá leite para

CFicalho MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

queijos alavoeiro alborródias albufêra almufêra alcácer alçaprema alcofa alcofão alcofinha alfeirão alfeire alfeireiro
MFlorencio MFlorencio 100 100 100

7

albufeira ár. al-qaçr al-qacil castelo, palácio Sementeira de aveia (Barrancos) alcofa grande ár. al-hair porco de engorda… cercado, horta; cercado onde se guarda o gado Houaiss, 5 significados, como vara de porcos ou de gado que não tem crias… O home de guarda ao alfeire Égua ainda estéril

MFlorencio CFicalho MFlorencio MFlorencio MFlorencio CFicalho MFlorencio

100 100 100 150 100

150 CFicalho MFlorencio 100 100 161

alfeirar alfeireiria alferce alfirme

v. alfeire de firme

MFlorencio

corda delgada de esparto. v..

CFicalho

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

8

rede alfôrges alguêro alguirêra alimél alimpante aljibe aljube aljubeiraça almário almáste©ga almástica almatègado almatrixa
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 100 100 100 100 100

ár. al-gozz

cisterna, poço

CFicalho MFlorencio MFlorencio 100 100

ár. almasteka ár. almatraxa

resina de lentisco Al.sementeira para repovoação O aparelho da burra… feita… com peles de ovelhas. Manta presa com uma cilha, usada nas cavalgaduras

Cficalho MFlorencio CFicalho. 100 158

almeçar alm’çar almece almêce

MFlorencio

100 165 100

ár. al-mis ou al-miç (DE)

soro de queijo” que desempenhava um papel importante na alimentação das

CFicalho jTC, 0 Fev 94 MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

almãiç(GDLP) almezio almiada almiara almiára almocreve almotaçar almufeira almufêra alpendurada alporão alpregátas alumiada alumiar alvener alveneu alvenéu alverca

classes pobres, durante as rouparias… Fevereiro – Páscoa… Relacionar com Manteigas, na Serra da Estrela. V. tabefe.
MFlorencio MFlorencio 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100

9

meda de trigo

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio Lobato

ár. albannã ár. al-

nomear pedreiro. Vt. alvaner

Mflorencio CFicalho

100 144

tanque que recebe água da nora

CFicalho

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

10

bbirkâ alvetar alvezes amanhar amahari amassaría amentolia amintolia amesear amesiar amintar amôjo amontijar amôquilar-se amoreia amorosa anaco anáco ancinhar andanoso andes endês ferrador… tratador de animais…

MFlorencio MFlorencio

100 100 100 100 296 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100

cultivar a terra, prepará-la… consertar um objecto… ossos… almotolia acusar em tribunal

Delgado MFlorencio MFlorencio Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

cabrito de um ano ou naco de pão…

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

ovo que s põe à galinha para continuar a psotura

MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

anexim antão antes que anzino enzino apalancar apêrador aperlongar apernar apêro apetisco apilhar aplancar apoisentes apoldrada apôs ospois apraiar aprisco aranhol arção

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 101 150 101 101 101 101 296

11

cava feita no verão… de poldro depois diz-se da égua que tem cria ou poldro

MFlorencio MFlorencio CFicalho MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

acção

Machado

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

12

ardulhar-se areal areão ares arieiro armão ermão arneiro arnela arrabadão arrabolar arraia arramada arranhol arrasta arastrar arráti arreceber arreceio arrefento arrelampado arrelicário

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

101 101 101 101 101 101 101 101 101 296 101 101 101 101 101 101 296 296 101 101 101

rebolar

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

receber receio

Machado Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

arrelicas arrencar arrepêso arrepresentar arrepunchar arriar o calhau… arriata arrife arrifes arrimar arrojão arrojar arrumar artemage arve arvre às vessas ascaneve asada asado azado

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

101 101 101 101 101 101 101 101 101 101 101 101 296 101 101 101 101

13

ir ao WC! aceiro… desbaste em linha recta…

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

feitiçaria árvore
Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio Vasilha com duas asas. Umas vezes feitas de chapa, outras feitas de barro. As MFlorencio Comeres_AFAlves

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

14
asêlha aspois assabão assênha assentada assente assento asservar assinar assomar assortiar atabefe

de chapa para transporte de comida. As de barro para guardar diversos produtos: queijos, mel, azeite, enchidos, etc. MFlorencio MFlorencio 101 101 295 101 101 101 101 101 297 101 101 101 101

sabão

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

observar

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio Soro que escorre dos cinchos quando se fazem os queijos. Emprega-se para alimentar porcos. Depois de fervido, faz o requeijão. MFlorencio Comeres_AFAlves

atafal atafona

Ár. aththafar ár. aTTafar

cinta larga presa à albarda moinho. Arrecadações junto ao moinho.
CFicalho. 168

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

atalhar atão! atibado atilha atôco atoiçar atoiço atromentada atrupar atuado auguas avaluar avacuar avançarraz avarêjo avaria avelada avelaneira aventar avêspra avesprêro avéssas

MFlorencio

101 101 101 101 101 101 101 101 101 296 101 101 101 101 101 101 101 101

então! cheio buraco

MFlorencio Lobato MFlorencio Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

15

avaliar

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

avelã

… a ficar velha…

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

16

avial avio avoar avonde avondo abondo azado azedo azemel azenha azete azetêro azia azinco azinhaga azinho

MFlorencio

101 158 296 101 102

de aviar voar lat. Abundebonda

provisão de mantimentos

CFicalho. Machado MFlorencio

ár. as-sãnia

abundante, bastante t’avonde… t’avondo… chega! basta! pote pequeno para onde o leite é coado por panos sobrepostos… e coalha com cardo… o estado de fermentação do queijo… almocreve nora, roda de irrigação… azeite

MFlorencio

CFicalho. MFlorencio CFicalho.

164 102 164

CFicalho. MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

168 102 102 102 102 102

B

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

badagaio bagaceira bagaço bainique báique bajoulo balhar balhe balho balharico balhestra balsa balseira bamburral banefício baralha baranda barbilho barca barco barda (em) bardo

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

102 102 102 102 102 102 102 102 102 102 102 102 102 296 102 102 102 102 102

17

casa pequena

Lobato MFlorencio MFlorencio

baile “’stá o balho armado” – confusão

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

varanda

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

18

barrancêra barranhão barranhoa

MFlorencio Alguidares de barro, nos quais se comem as sopas. Há desde o banho individual até ao de tamanho para seis ou sete pessoas. (o mesmo que banho). MFlorencio Comeres_AFAlves

102 102

barreiro barrenhos barriguêra barrileiro barroquêro barruquêro barquino barrunto barruquerada bassoira bastão baticóva Bàtista Bàutista bátizo

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

102 102 102 102 102 159

pele de cabrito, preparada para conter e transportar água potável…

CFicalho.

MFlorencio MFlorencio

102 102 296 102 102 102 102

vassoira

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

batrata bazaruco bazerreiro bê no haja bêjinhos belga bêlho belmeque bêntèqui benzer benzilhão berundênguias bescoço bescoço bescôço bscoço fscôço bezerreiro bicado biturnairo bixêro

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

102 102 102 102 102 102 102 102 102 102 102 296 295 102 102 102 102 102

19

jeira de terra, courela… lugar

Delgado MFlorencio MFlorencio Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

pescoço pescoço

Machado Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

20

boçal bogalho bogar boleta bolêta bolête bonda bonéca borco (de) bordão bornir borra borre borrega borrego borro bôrro brabado brabo bradar

MFlorencio MFlorencio MFlorencio Corruptela de bolotas

102 102 102

bolota da azinheira ou chaparro, para distinguir de (a)lândea a bolota do sobreiro. ver abondo e avondo

Delgado MFlorencio Comeres_AFAlves MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 102 102 102 102 103 103 146 103 146 146 103 146 103 103 296 103

Lat. burrav. borrego lat. burrulat. burru-

burel, tecido grosseiro de lã… fem. de borrego ruço, encaranado ruço, encarnado

CFicalho. MFlorencio CFicalho. CFicalho. MFlorencio CFicalho MFlorencio MFlorencio Machado MFlorencio

bravo

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

brèjeira bréjo brendêro brincar òs escondarelos brôco bruel brunho buano buber buer buêr buguêxo burgau burlandêra burlantes burnarda(o) burda

MFlorencio MFlorencio

103 103

21

merendeiro

«pequeno pão feito da amassadura que se come, em geral, à merenda». brincar às escondidas… infantil
MFlorencio MFlorencio 103 103 296 103

abrunho guano «adubo preparado com matérias orgânicas».

Machado MFlorencio

MFlorencio

103

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

103 103 103 103 103

ovelha muito guedelhuda

Delgado

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

22

(Barrancos) burnêco burnil burréfa burrico burzeguins butinos buzaranha búzio – “Tá búzio” cabana cabanejo cabanócha cabeceira de vinha cabedar cabedulho cabo
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 103 103 103 103 103 103

grande ventania está embaciado, baço C
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 103 103 103 103

latim capitare

calhar em sorte… (herança) pertencer, caber a extrema de uma leira de terreno lavrado ou de um ferragial

Lobato MFlorencio

103

MFlorencio

103

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

çabola cabouqueiro cacarocas cacarruço cacete cachafundão cachêra cacho cachopa cachopo caço caderno cadiédo çafões cágada cagulo cai(n)ga cãigar caivêra cajado

cebola

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

296 103 103 103

23

pau um fundão perigoso num poço…

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 103 103 103 103

Uma variedade de trigo (Barrancos)
MFlorencio 103 156 103 103 103 103 156

v. safões cogulo

Neste sentido parece que não terá vindo do árabe! … além da medida… alturão…

CFicalho. MFlorencio Mflorencio MFlorencio MFlorencio

lat. caiãtu-

bordão de pastor com meia

CFicalho.

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

24

volta em cima… calabôço calacear caladinho calcadoiro calatrava calatroia calatróia caldeira v. ferrrada mandriar

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

103 103 103 103 159

vigarsita… pessoa falsa sopa de azeite e cebola, em uso no Alentelo. sopa fria de azeite, vinagre e alho… vinagrada… comida mal feita… panela grande com asa onde se faz comida… migas… e outros usos… (É a ferrada entre os pastores da Serra da Estrela… Certa doença de melões e melancias… rapazola… catraio… (desprezível) porcalhona, sem brio

CFicalho. Delgado

Cficalho.

159

calducho calêra caleira calhabuz calhaca calhamaço

MFlorencio

103 103

calor?

MFlorencio Delgado Delgado Lobato MFlorencio

103

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

calhamerão calhancas calhostres colhostros calvário camaroeiro cambalaritas çamarro

MFlorencio MFlorencio

103 103

25

colostro

primeiro leite (almece) após o parto

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio 103 103 103 155

v. samarro

“…é diverso do pelico, formado por duas peles, uma maior nas costas, outra no peito e sem mangas.”

CFicalho.

campaniço canada canastrel canavoira canavoura cancela cancho candeio cangalhas cangalho

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

103 103

«pé oco da fava» - pernas magras, caenlas…

Delgado MFlorencio MFlorencio 103 103

flores da oliveira…
Armação de madeira que se coloca sobre o lombo dos animais para transporte de cargas.

Delgado Comeres_AFAlves MFlorencio 103

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

26

cangirão canha (mão) caniçado canicalho caniço canito canseira cantareira cântaro cantarrilha canudo caquêro carabulo caraça carapentêro carapulo carcachada cardal

MFlorencio

103 103 164

conhota

esquerda prateleiras onde os queijos acabados de fazer, vão fermentar… até ao azedo…

Delgado MFlorencio CFicalho.

MFlorencio MFlorencio

103 103 295 103 103 104 104 104 104 104 104 104 104

cãozinho trabalheira

Machado MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

caco carolo

vaso tosco de barro… maçaroca do milho…

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

rir à gragalhadas… gargalhada

Lobato MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

careca carneiro carepa carepar carrêro carretador carretêra carinchelo carneiro carro alentejano cartada carvalheiro carvalhêro casarão cascabulho cascalho casinhôlo

MFlorencio MFlorencio

104 104

27

caspa (cabelo) cair chuva miúda (meuda) (de carepa – caspa miúda)

Delgado Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio 104 104 104 147 104 104 104 104

lat. carnãriu-

opérculo do peixe “animal carnudo de boa carne”. Será o borro já crescido…

Lobato CFicalho. MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

casca

cobertura da bolota… (depreciativo) rapazola… catraio…

Delgado

MFlorencio MFlorencio

104 104

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

28

casola caspacho casquêlho cassacão castanholas castelos da ponte catacuz cataloio catrálo catre catrefa caturno cavalage cavilar caxêro cebada-

MFlorencio

104 159 104 104 104 104

v. gaspacho

iguaria com pão, água fria, azeite, vinagre, legumes…

CFicalho. MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

planta parecida com os espinafres que se usa em certas comidas… meio parvo

Delgado

Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 104 104 104 104 296 104 296 104 104

cavalegem Pensar com insistência na mesma coisa – matutar…

Machado MFlorencio Machado MFlorencio MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

janeira janeirinha cebola alvarrã ceifões ceira celôira cemalha cementério centeeira cerrado cevadal cevão cèvar cezirão ch chabouco chafranada chamadeira chaparro

29
Ár. albarran, al barrani v. safões cebola campestre, brava, dos campos, sem ser semeada e disposta… o m.q. açafões e çafões
CFicalho. 170

CFicalho. jTC, 0 Fev 94 MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

156 104 104 104 104 104 104 104 104 104 104 104 104 104 104

azáfama… estrafuna… barulho…
MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

30

chavêlha chavilhão chaves cheira mal que tresanda chibarreiro chibarro chibato chicada chicadeiro chicharral chinço cincho chinchos chisqueiro chito cimentão cincadilha Cast. Chico de chicada

MFlorencio MFlorencio

104 104 160

objectos feitos de corno pelos pastores… este para segurar protecções em pele para o gado quando cheira muito mal

CFicalho.

Delgado MFlorencio MFlorencio 104 104 104

“trazer um chibato…” regressar sem caça… pequeno rebanho de ovelhas com borregos novos. pastor de uma chicada armação de lata circular para dar forma aos queijos…

Delgado MFlorencio CFicalho. CFicalho. MFlorencio MFlorencio CFicalho. MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

104 104 164 104 104 104 104

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

cinta ciranda Clamentina classia clava clis cluna coadeiros coalho cobra côbro çocha çôcho côcha côxa cocharro cocharrada cocho

MFlorencio MFlorencio

104 104 104 104 104 104 104 164

31

Clementina

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

panos e rouparia

os panos usados para o fabrico dos queijos e dão origem ao nome rouparia… leite já tratado com cardo para fazer o queijo…

Cficalho.

Cficalho. MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

164 104 104 104 104 171

vasilha oblonga para água ou comida… (Tem mais de 5 significados diferentes… cocharro; banco de

CFicalho. jTC, nº 0 Fev. 94 MFlorencio

104

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

32

três pés…) codornèro codôrno côida cóima cóites coito colar colejo colheres cômbrão comedias comidade cômigo como tão! companha cômpânha compendência compromissio
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 105 105 105 105 105

couto, coutada de caça passar objectos feitos de como pelos pastores… pagamento em comida… o avio para a semana…

Lobato MFlorencio MFlorencio CFicalho. MFlorencio CFicalho. jTC, 0 Fev 94 MFlorencio MFlorencio MFlorencio

105 105 160 105 171 105 105 105

como estão! Como vão! companhia compromisso
MFlorencio MFlorencio 105 105

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

comúa cónua conho cónhos consertado consertar-se conto de pão convinhente copa cópa corchão côrcho corna córna correr os alcanchais corta ramas cortinhar côrto coscôda

MFlorencio MFlorencio

105

33
105 105

contratado assoldadar-se; ajustar. «Consertou-se por ciado…»

MFlorencio Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio

105

o conjunto de roupa que se veste de uma vez lenço de seda que as camponesas usam ao pescoço… corno serrado para vasilha… não parar em ramo verde

Lobato MFlorencio

105

MFlorencio MFlorencio Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

105 105

105 105 105 105

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

34

coscôida costa coturníz coturros courela côxo cramelejo creminar crença crenço créto crioso crôio crója crujeiro cuanhar cuáso cucégas cudado cudar crime crer

MFlorencio MFlorencio

105 105 105 105

botas velhas (de coturnos?)

Lobato MFlorencio MFlorencio

refracção da luz em dia de muito calor (de caramelejo) criminar ter amor ou queda por alguém…

Lobato

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

105 105 105 105 296

chuva miúda e brada Varrer a eira com vassoura de lentiscos…

Machado

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

105 105 105

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

cudião Culádio cunca cunêta curral curralêjo çurrão curta-mão curvêro cuspinho cutelo cuxarro chcharro

MFlorencio

105 105 164 105 105 105 105 158 105 105 105 159 105

Cláudio queijo quando fica pequeno…

MFlorencio Cficalho MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

35

v. surrão

Cficalho. MFlorencio MFlorencio MFlorencio

lat. cultellu-

instrumento cortante…

Cficalho. MFlorencio

D d’i de pau feito décima declinar decração dedêra
MFlorencio 105 105 105 105 105

excitado
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

36

defesa defina

MFlorencio Guisado com sangue de porco, fígado, bofe e moleja… (VNBaronia). Noutras terras: moleja ou surrabura (de serabulho) MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

105

delamitra dênesde denguices derramado deregar dérreis derrengado Dês desatetado desbulhar descampar escampar descandelizar descarrêgo descontorno desdentanhado desdentola desembalagar

105 105 105 105 105 105 105 105 105 296

debulhar «serenar o tempo… deixar de chover…» escandalizar

Machado

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

296 106 106 106 106 106

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

desencasquiar desmanchação desmoitar desplicar desplicar-se despoar desriscar destemperar destrajar-se devôto dezívle dia dignidade dinguiços dinhêral dobradêra dobrado drento dreta drêto drête

MFlorencio O acto de desmanchar o porco. Comeres_AFAlves MFlorencio

106

37
106 106 106 296 106

Explicar-se despoar a farinha riscar vestir um fato que não é costume trazer

Mflorencio Delgado MFlorencio Machado MFlorencio Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

106 106 106 106 106 106 106 106 295 106

dentro Direita direito

Machado Delgado MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

38

drome dromir drumir drumir desinfeliz duáiro êcalito ecalitral ecalitro êfêto égua alfeira eguariços èguariço eirinhos eito êlo emen

dorme dormir dormir infeliz E eucalipto

Delgado MFlorencio Machado Machado MFlorencio

106 296 296 106

Delgado MFlorencio MFlorencio

106 106 150

v. alfeire Lat. equaritiu-

“…em oposição a égua parida ou alpondrada…” tipo de pastores. Relativo a éguas. O que trata de cavalos e éguas… miolos; sentidos

CFicalho.

Cficalho MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

154 106

106 106 106

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

embarbilhar embelgar embelicar emberrinchado embicar embigo emboçalar embrechar embréjada embrulho emburricalhado emenso emprezador empudôra encabreimar encafuado encandiar encanto encardadeira encarambado implicar

MFlorencio

106

dividir a terra com regos… belgas zangado; amuado; sem poder explodir tropeçar… encalhar… umbigo
MFlorencio 106 106 106 106 106 106 Lobato

39

arranjar grande sarilho.. engano

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

cabresto

pear um animal… prender… escondido
MFlorencio 106 106 Delgado MFlorencio

enquanto encarrapitado

Lobato

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

40

ençarrado enchapota encharnicar-se enchergar encimar encoimar encóxada enda endorinha endretar endróminas enfechelhar enferra engar-se engonhar engôrdo engôrras engradar

encerrado lenha seca… da poda… zangar-se, tornar-se arisco, bravio (de charneca) ver alguma coisa
Chegar ao fim dum trabalho. Ao fim dum contrato. Acabar. Lobato Lobato MFlorencio Comeres_AFAlves MFlorencio MFlorencio MFlorencio 106

106 106 106

andorinha endireitar
MFlorencio 106 106

cerrar (os dentes)…
MFlorencio

agarrar-se… apegar-se… trabalho demorado…

Delgado MFlorencio MFlorencio 106 106

v. gradar e engraecer.

criar-se o grão.

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

engradecer engrimanços enjacas enjoelhar enlagar enlustre enrascado enregar enricar ensaiado entoiçar entregôsto entreladado entressão enverna envimar

v. gradar e engraecer.

“Aqui a semente grada mais…” ou “engradece mais…” Tornarse grado…
MFlorencio 106

41

alforge que se usa no dorso das cavalgaduras… ajoelhar “enlagar o linho” ilustre rego rico atrapalhado começar… acertar… endireitar…
Começar um trabalho. Iniciar. Machado MFlorencio Machado Lobato Comeres_AFAlves Lobato Delgado MFlorencio MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 296 106 296

enriquecer

106 106 106 106 106 106 106 106

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

42

enxógar enxogado enxovalho ervançum erviço esbrucinar escardar esgravanento esgroviado espelho espiche espicho espòjinho estamarrado estilada estribuir estriqueira étigo êto

enxaguar

foi malhado… “foi exogado”levou pancada…

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

106 106 106 106 106 106 106 106 160 160 106 170 106 106 107

alvoroçado
MFlorencio

v. espicho v. espiche

rolha feita com pau aguçado… panacada…nalgada… rolha feita com pau aguçado. remoinho, pé de vento destilação de lenha de azinho para fazer a mera… estrumeira

CFicalho. CFicalho. MFlorencio

v. mera

CFicalho. MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio

F

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

facilmente faím falca de pão falquejar familha fanga fangoêro fantil fanxão Farnandes farota farôta farôto farrajal farrejo farropo farrôpo farroupete farroupo

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

107 107 43 107 107 107 107 107 107 107 107 148 107 107

família

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

ovelha velha

CFicalho MFlorencio MFlorencio

ár. kharuf

ár. kharuf

cevada verde “Borrego”. É uma sugestão do Conde de Ficalho registado mas discutido pelo DELP. “porco novo, menos de 6 meses” “borrego”. É uma sugestão do Conde de Ficalho registado mas discutido

CFicalho MFlorencio 107 CFicalho. 148

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

44 fatêxa
fazenda lat. facienda

pelo DELP.
MFlorencio aqui: - fazenda de malatos, fazenda de carneiros; fazenda de chibatos… rebanho. Normal: Terras, bens; pano… rebanho de gado macho ou qualquer rebanho. CFicalho. 107 153

felipana fema feneza fêras féria fermesura fremesura ferrada

MFlorencio MFlorencio

107 107 107 107

fineza

Delgado MFlorencio MFlorencio

formosura Prov. Vasilha para onde se muge o leite… v. ferrada Panela grande com asa onde se faz comida… e outros usos… (É a ferrada entre os pastores da Serra da Estrela) aqui é um vaso de barro para a ordenha. “ficar ferrado a dormir…” ideias… crença… problemas… – “É só fezes… Tenho cá…
CFicalho. 159

ferrado fezes fidaputa figda

CFicalho MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

163 107 107 107 107

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

filemes flemes fòfaro fofes fólga folha fontaneca fontéca foral forquilha forrar forras forro fôrro forteficados forto frade fráita frança francelho ár. hurr

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

107

45
107 107 107 107 107 107 107

Folha (de terreno) “extensão plana de terreno…”

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

gado diferente do resto do rebanho que o pastor guarda… “livre…, puro…bravo”. V. ovelhas forras, livres. Vt. alforria.

CFicalho MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

147 107 107 107 107 107 107

peneireiro, gavião…

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

46

frascal frimeza frontaria frumento função funda fundão furver fuzilêra G’lermina gadanha gadlinho gafo gaimão gaiva galga (de) galgueira lat. funda

meda de cereal para ser debulhada

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

107 107 107 107 107 156 107 107 107 107 107 107 107

casamento Laçada de couro para atirar pedras…

Lobato MFlorencio CFicalho. MFlorencio MFlorencio

fuzil

bolsa de pano para a espingarda… G

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Planta de caule tenro que dá uma flor arroxeada… O gaimão, também conhecido por abrótea pequena ferida… arranhadela
MFlorencio 107

cama feita no chão com buinho…

Lobato

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

galhandêra galhavano galhòfêro galilão galioso gamboa ganadeiros ganadêro ganchorra ganfar ganhão ganhãomestre ganhões

cama improvisada alegre, bem disposta, activa…

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

297 107 107 107

47

bonito, airoso, formoso… marmelo molar grande e tenro… tipo de pastores apanhar, prender… roubar
MFlorencio “… são concertados dia de S. Maria…” os pastores no dia de S.Pedro… O que trabalha com as juntas de bois. Aquele que executa qualquer trabalho. «Numa lavoura existiam duas espécies de ganhões: os de pensão e os rasos. Os primeiros ajustados ao ano, pelo S. Mateus e os segundos por temporada de faina agrícola, ganhando estes menos que aqueles» O conjunto dos ganhões era designado por “ganharia“ ou “malta”… « A ganharia tinha como mandante o “abegão“, que só recebia ordens do grande lavrador, que CFicalho. Comeres_AFAlves HermaniMatos* 107 154 CFicalho MFlorencio MFlorencio 154 107 107

ganharia ou “malta“ gànharia

HernaniMatos* MFlorencio 107

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

48
garrafão gateiro gaúpas gazil gázio gazito gazopo gerecer-se gestral gestreira Getrudes gila gimão girigoto Girolmo goleyma gorpelha gôlpêlha

o tinha como seu representante em todas as tarefas agrícolas. Era ele que dava as ordens para começar a trabalhar, comer ou parar e que tratava da acomodação e pagamentos da ganharia.» MFlorencio MFlorencio MFlorencio 107 107 107 107

esperto, vivo… brilhante… piolho cão de rebanho… rafeiro novo…

Delgado MFlorencio Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 107 107 107 107

presunto muito mexido e engraçado Jerónimo golpelha recipiente para transportar a lã na tosquia…

Lobato Lobato MFlorencio CFicalho MFlorencio 107 170 108

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

gôrdar gorpelha gôrpêlha granal grossina grovito Gudiana Gudiána guerrear herdadola herdade herviços hí home horteja impesemia Imp’zmia in incaxo

MFlorencio

108 297 108 108 108 297 108 108 108 108 108 108 108 108 108 108

golpelha

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

49

boi com a corna alta Guadiana

Lobato Machado MFlorencio MFlorencio

H
MFlorencio MFlorencio MFlorencio

homem horta I

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

50

incerne incólco incólito incorrusqui nhado indurinha endurinha ingreja ingrimado ingríme inté invernadou ro isburrondar iscumélho istralo itada ixpoado jacaréu jaleco jâncaro

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

108 108 108

encolhido

Lobato MFlorencio 108 297 108 108 108 108 108 108 108 108 108

igreja

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio Mflorencio Mflorencio Mflorencio MFlorencio

J
MFlorencio

casaco curto… jaqueta, véstia… pequeno seixo do rio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

jancro jângaro jangada japónica jaqueta jatinar jogar jumar jumo juncal junçal juncêra junquêro justiça do Maranhão Jzé-i lã rabeja labarito labizomes lagar lajnha

MFlorencio

108

51
arado com varais para uma besta…
MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 108 108 108 108 108 108 108 108 108 108 108 108 108 108 108

L
MFlorencio

labarinto… tumulto, alarido
MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

52

lambaz landro Landroal larada largato lavalha lavativa lavradora laxa lecença legras légua lendroal lendroeiro Lêntéjo lête letebô litebô letrada léu lêveras

MFlorencio MFlorencio

108 108 108 108 108 108 108 108 108 108 160 108

Alandroal

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

licença canivete de folha curva… loendreiro Alentejo leite aloendro

Delgado MFlorencio CFicalho. MFlorencio

MFlorencio Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

108 295 108 108 108 108

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

limpa limpante linda lindar liorna liorna livra lôba lóji longas lua luiste

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

108 108 108 108 297 108 108 108 108 108 109 109 109 109 109 109 145

53

desordem, desarumação… confusão, embrulhada

Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

M maçada machio machôco madêro màdpéulra maioral maioral
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

de maior

Pastor de um rebanho subordinado ao Rabadão. pastor chefe…

CFicalho Delgado

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

54

moiral

“Maioral” era o primeiro pastor de cada rebanho. Havia tantos maiorais quantos os rebanhos. “Ajuda” era o segundo pastor do rebanho.»

Hernâni Matos*

maiôrro maios majôlo malantía malata malatéca malatecas malato malear malhada malhadio maliar maminho managite manaita

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

109 109 109 109 146 109

or. obscura

or. obscura

carneiro (vt. borro) pequenas herdades… depreciativo… v. charaviscais carneiro (vt. borro) abortar

CFicalho. MFlorencio Delgado CFicalho MFlorencio Machado MFlorencio MFlorencio

146 109 297 109 109

abortar

Delgado MFlorencio 109 109

meningite

Delgado MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

manajeiro manajêro manancolia mancha manchão manchinha mandado mangação manganilha mangrosso manguêra manharôto manhêm mánica maniento manilha mano manocada manteeiro pop.

Aquele que vigia e dirige os trabalhos nos campos. Capataz.

Comeres_AFAlves MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 109 109 109 109

55

Ou machinha. Corruptela de "mão cheinha".

Comeres_AFAlves Delgado Delgado MFlorencio 109

recado… tarefa… caçoado, zombaria, escárnio, troça, mofa. raquítico, corcunda, enfezado

Delgado MFlorencio MFlorencio 109 109

manhã máquina vaidoso

Delgado Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio Aquele que vai entregar a comida Comeres_AFAlves 109 109 109

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

56

aos trabalhadores que trabalham longe do monte.

mantieiro maquilão marafado marafim maranhêro maravalho maré maresia marezia margaça marlé marneco marnéco maroiço

MFlorencio O homem que distribui a farinha feita nas azenhas que trabalham à maquia (à percentagem). raivoso, danado Comeres_AFAlves

109

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio Delgado

109 109 109

feitio… “… sem talho nem maravalho…” – sem forma nem feitio…

MFlorencio MFlorencio

109 109

planta forraginosa, diferente da marcela… frenezim, irritabilidade, má disposição permanente…

Delgado Machado MFlorencio 297 109

monte de pedras… na

Delgado

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

lavra… maroço maroma marouco marrão marrocate
MFlorencio MFlorencio 109 109 148

57

or. controversa

“o carneiro pai…” porco desmamado
O mesmo que faneco. Pão pequeno, redondo, em forma de hemisfério que era fabricado nas casas de lavoura para os trabalhadores da casa.

CFicalho. Delgado Comeres_AFAlves

marrucate marteleiro martelengos martle martunheira martuço martunho más màs massa masseirão mastro

MFlorencio

109 109

ruim caçador… mártir árvore que dá… mais masseira m. grande poste alto para as festas…

Delgado MFlorencio Delgado Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio Delgado Delgado 109

109 109

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

58
mastrola matrafice matrafícios mau mazarís mazarulho meça méda mê-dia medura mêia meicharrada melata melato melharuco

(tradições dos Santos Populares S. João, S. Pedro…) engano… matrafice artimanahas… bruxarias

Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio 109 109 109 109 109

inchaço

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

medida: mil quilos de azeitona

Delgado MFlorencio MFlorencio 109 109

or. obscura or. obscura abelharuco

carneiro (v. malata e malato) carneiro (v. malata e malato) abelheiro… pássaro que se alimenta de abelhas

Delgado Delgado Delgado

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

mél-reis melura menreis menancolia merencoria menza mênza mera

MFlorencio

109

mole melancolia mesa

preguiça… moleza… molura
Corrupptela de milreis. Comeres_AFAlves Delgado Delgado MFlorencio uma substância obtida por destilação de várias madeiras, especialmente o azinho e para tratar a ronha das ovelhas… CFicalho.

59

109 170

merlo mérrula mestres mêtade metêssi metetes migalha migalheiro migos

MFlorencio Os que ocupam os postos de trabalho mais destacados ou especializados. Comeres_AFAlves MFlorencio

109

109

metesse carantonhas… “fazer m.” mealheiro
carne migada e temperada para os enchidos. O mesmo que carne do alguidar.

Delgado Delgado MFlorencio Delgado Comeres_AFAlves 109

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

60

milharada milharuco milhorar mimóira minarete mingoêra minhoteira misaravelmente missador missadura missar modura moenda moenga

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

109 109 109 112 109 109 109 109 109 109 109

memória ár. manãra

Delgado

torre alta… vt. almenara e almádena

F. Frazão MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

v. moenga v. moenda

conjunto de peças que servem para moer… Conjunto de peças que servem para moer… “Tal ‘tá a moenga hein!” (Mas que maçada… sarilho!)

Delgado Delgado

mofeda mogango moinho

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

109 109 109

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

moinho de mão minho de vento moiral môral móis moleja mole-mole mondadeiras montado montanhêro montanheiro montão monte moles

61
O responsável por gados. Moiral dos porcos; moiral das ovelhas; moiral das parelhas, etc. MFlorencio Comeres_AFAlves 110

“… bichos móis” (ver: defina e surraburra… guisado…) devagar

cancioneiro Delgado Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 110 110 110 110 110

lat. monte-

Elevação de terreno. Al.. Montado, Casal de herdade.
Casa de assento da lavoura. Casa no campo. Residência no campo.

Delgado MFlorencio Comeres_AFAlves

montijar montijo montraste

MFlorencio MFlorencio

110 110

mentastre

espécie de hortelã… “entre

Delgado

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

62

montrasto môntujo monturéra morão moreia morredôro morzelo môstro moural movília muidar mucharro mulêto mum endebles mum fachadento mum lindo mum parelho mum resoluto munta mexida muntíss'ma'gente

mentastro

silvas e montrastes…”
MFlorencio MFlorencio MFlorencio 110 110 110

monte de lenha e terra para fazer o carvão triste… adoentado
O mesmo que moiral.

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio Comeres_AFAlves Machado MFlorencio 297 110 110 110 110

mobília carapau médio muito fraco; doente bem apessoado; bom aspecto muito bonito muito igual esperto, activo, vivo muito movimento muitíssima gente

Delgdo MFlorencio Lobato Lobato Lobato Lobato Lobato Lobato Lobato

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

munto muto murde-fuga morte-fuga murraça murta murtado murticar murtuçp múseca musgar ná náa nada nã na ai na dá a mão na diz coisa com coisa na paras em ramo verde

muito morder pequeno insecto que pica e faz muita comichão… lixo Multa (vt. planta – flor da murta) - multado

Machado MFlorencio Delgado Delgado

297 110

63

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

110 110 110 110 110

N
MFlorencio

não não há não liga ao que lhe dizem não sabe o que diz não está sossegado – não consegues estar parado

Delgado Delgado Delgado Delgado Delgado

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

64

na paras na canastra nã paras quedo na quer as sopas nação nasção nacedio nacença narcença naifa nadrilhos nalga nam di barrunto namorar de pancada não atega não dar nariz não ocha

não está sossegado – não consegues estar parado não está sossegado – não consegues estar parado não consegue nascimento nascedio nascença knife (ing.) “…este dote é de nação!” nascente faca, navalha

Delgado Delgado Delgado Delgado Delgado Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio 110 110

não dei por isso cativar à primeira vista… não aguenta; não vai ao fim
Mostrar maus modos. Não olhar de frente.

Lobato

Lobato Comeres_AFAlves Lobato

não está de acordo

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

não tem p'ra'tar o rabo com uma junça não vale a conversa negalho nêja nenguém neque tá nesquinha nha nhôra ninhum ninhures nó da fava nobrezia nóda nodas nomi nonjo nora nòrisma

é pobretana não vale nada

Lobato

65
Lobato MFlorencio MFlorencio 110 110

ninguém onde está pequena porção

Delgado Delgado Machado MFlorencio MFlorencio Delgado MFlorencio 110 110 110 297 110 144 110 297 110 110

goela nódoas nome ár. na’aura

Lobato MFlorencio MFlorencio Machado Delgado MFlorencio CFicalho. MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

66

norsa norça nossiço notrisio nôte noute nubrado num m'enteri nuve nunca obra (fazer) ocalos ócharia ucharia

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

110 110 110

noite nublado não percebi; não fiquei ao facto nuvem O
MFlorencio 110 297 Lobato Delgado MFlorencio 110

óculos
conjunto de trabalhadores de uma herdade: ganhões, almocreves, maiorais… pastores… ajudas de porcos, gado lanígero, muar, cavalar, bovino; ajudas, entregues, hortelões, rabadão

Machado Delgado

ôdre Ofrásia

útero Eufrásia

para designar o órgão onde se gera o feto…

Delgado Delgado

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

ògador ógano ógar oitonar olha olhamento ólharão ôlherão olheirão olheiro oliva ôlvêra ondàgóra ontàgóra onteágóra ontredia ontro (dia) ordenha ordênho

MFlorencio

110

hoc anno augar

este ano (Barrancos) salpicar com água nascer a primeira erva pelo Outono sopas de toucinho oferta, gorjeta, lembrança… olho grande Grande nascente de água. o que vigia certos trabalhos… Al. curioso, metediço…

Delgado Delgado Lobato Delgado Delgado MFlorencio 110

67

oliveira
MFlorencio MFlorencio 110 110

há pouco tempo outro dia “…meados de Fevereiro…”

Delgado Delgado CFicalho. MFlorencio 163 110

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

68

órear orelhada orive ortalães os bustos os páscoa os prata osservar ovelha ovelhas altas ovelhas de ventre óvera óvintes ovisto oxaria

arear

secar com o ar… (terreno depois da chuva)

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio 110 110 110 166 166 166

ovicula (lt.)

formas de pastagem natural… formas de pastagem natural… formas de pastagem natural… fazer as pazes… reconciliarse “ovelhinha” diminutivo de ovis as que ficam forras. as que estão destinadas a criar… havia ouvintes

CFicalho. CFicalho. CFicalho. Delgado CFicalho. CFicalho. Delgado Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio

147 147

110 110

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

P p’r’i d’acima p’r’i d’alein pachôvada padréco pago
MFlorencio MFlorencio 110 110 110

69

palavrão, asneira mercado… “ir ó pago…” (Mina de S. Domingos… quando se recebia, parte ficava logo no mercado…) pacóvio; ridículo parvajola, aparvalhado pacóvio; ridículo paio enchido

Delgado MFlorencio Delgado

paioló paiola paiolo palaia palaio palanco paleio palhuçada palmentes pampalho panadrázio panal

Lobato Lobato MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio 110 110 110 110 110 110

palhuço

monte de palhuço

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

pano

toalha branca que cobre o tabuleiro do pão que vai ao

Delgado

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

70

pandelero pandorga panzoeiro panedrada panêdro paneira paneiro panêro pangalhada panito panões pantaralha panzoeiro pandorga pantôja pão

paneleiro pão pedrada

forno maricas barrigudo, palerma, alarve

Delgado

Delgado MFlorencio 110

pano

Tabuleiro de madeira para lavar a roupa vendedor de panos patuscada pão pequeno pano pequeno fantasma, lobis-homem (Barrancos) barrigudo, palerma, alarve seara de trigo… molhos…
A seara; os molhos que vão para a eira; o trigo.

Delgado Delgado MFlorencio Lobato Delgado MFlorencio Delagdo Delgado MFlorencio Delgado Comeres_AFAlves 110 110 110

pão

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

pão seco páos de vinha papaloisa papalousa papéles papôlha pempolha pimpolha parcer parece um rabolo de migas parêlho paridade

Pão sem qualquer conduto.

Comeres_AFAlves MFlorencio 110

71

borboleta, mariposa… papéis papoila papoula parecer aspecto… “bom ou mau parcer…” diz-se de uma criança, quando está gordinha “é o rebanho de ovelhas paridas.” E na linguagem nonnal é parecença… ou equivalência cambial… boçal, casca grossa

Delgado Delgado Delgado

Delgado Lobato MFlorencio 110 151

lat. paritate-

CFicalho.

parihuela paviola parrascana partel partir

padiola

Delgado Lobato MFlorencio MFlorencio 110 110

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

72

parvidade passadeira passar p'ra diante às lebres passaranguenho pássaro bisnau pastanas pastor

parvo

parvoíce exceder-se; andar mais do que devia pénis

Delgado MFlorencio Lobato MFlorencio Delgado Delgado CFicalho 154 110 110

pestanas v. rabadao e maioral… Só pastor – é guardador de gado de
lã.” “… são concertados dia de S. Maria..,” os ! i nastores no dia de S.Pedro…

pastora pataca patalonas patameiro pau páo páteo pau de ar

notar que no Alentejo, não há pastoras… bolsa para o tabaco, tabaqueira lamaçal bebedeira chifre de boi… “os pastores faziam colheres de pau de

CFicalho Delgado MFlorencio Delgado Lobato MFlorencio MFlorencio Delgado

153

111

111 111

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

ar…” paveias paviola parihuela patifa paxalé pàzada pàzinha peça pedra salguenha pedralhão pedriscada pedrisco peganhoso pèguia pegulhal pei peis pèle pelico (a)
MFlorencio 111 111 111 111 111 111 111

73

paleola (lt.)

padiola

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

pedra de granito

Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio 111 111 111 111 171

provocante, metediço ovelhas do pastor, como parceria com o patrão… pé pés grande jaqueta de peles que

Delgado MFlorencio CFicalho Delgado MFlorencio CFicalho 111 155

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

74
pelingrina pelona penaroso penceleta penêdro pensão

os pastores usam…” Prov. Al.. Fato de pastor feito de peles de carneiro. doce qie se davam nos casamentos à saída da igreja… (Barrancos) pincel V. no Penedo Gordo, Beja – “Moro no Penedro…”
Um emprego. Um trabalho.

MFlorencio MFlorencio Delgado

111 111

MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio Comeres_AFAlves Delgado Lobato

111 111 111

pepia pupia pequenalho per pera pèráí periquilho perjuízo permanecer

bolo em argola feito da amassadura pequeno por para

MFlorencio MFlorencio

111 111 111

prejuízo

Delgado MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

perna perruma pertechino pertelinho pêrtoxinho pescóla pesgar pespeníga pestura pêto petrilhas pevolhal pêxe pi d'arriba pial pianha piarça pico

“As redes de alfirme… por uma certa medida chamada perna.” perto

CFicalho

161

75
MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 111 111 111 111 111 111 111

peito Restolho, pasto peixe por aí acima banco ou pedra para apoiar… suporte, pianha “…correia que aperta no molim da besta…”

Delgado MFlorencio Delgado Delgado Lobato Delgado MFlorencio Delgado Delgado MFlorencio 111 111

poial

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

76

pic-pote pida pidir pilha pilhêra pilheta pimpalho pimpolha da esteva pimposto pindérico pinêra pingarito pingo pingorito pinico pinote pinheira pinhêra piorneira piorno

MFlorencio MFlorencio

111 111 111 111 111 111 111 111 111

pedir

Delgado MFlorencio MFlorencio

pia pequena ou tanque…

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

pelintra, velaco…

Delgado MFlorencio MFlorencio

Gordura resultante de fritura.

Comeres_AFAlves Lobato Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio 111 111

o cume da árvore bacio, penico, vaso de noite salto

Arbusto selvagem de sabor muito amargo.

Comeres_AFAlves

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

piôrra piparralha pimparralha pipilro piporro piqueno piquinina pir d’abáxo pirâmbula piru pirua pirum piscas piscóla pitáfios pitança pequeno pequenina

MFlorencio

111

caule tenro que se morde para tocar… barril com dupla abertura para água e ar… para manter a água fresca…

Delgado MFlorencio Delgado 111

77

Delgado MFlorencio MFlorencio 111

peru, perua (bebedeira)

Delgado

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

111 111 111

extras que o senhorio permitia ao rendeiro… um ou outra cabeça de gado… lenha… petróleo

Delgado

pitrol

Delgado

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

78

pitróli pláina plaineta

MFlorencio

111

(Umas das palavras que não encontrei no GDLP). “Puxou duma plaineta…” cigarro de mortalha… Panela, tacho… pelo Verbo Eterno (segunda pessoa da Santíssima Trindade)

Ouvido em conversa, Al.

plânca plengana P’lo barba terno pocilgão pocilgo (a) poio poio pois poi'sorte poldra poldras poldro polvarinho v. alpondras lat. pulletrupolvorinho

MFlorencio Lobato

111

MFlorencio MFlorencio

111 111

bosta, excremento evidentemente égua nova: pernada ou ramo; polvo quando novo pedras de passagem num rio Potro, cavalo pequeno; polvo recipiente de pólvora feito de

Delgado MFlorencio Lobato Delgado Delgado Delgado Delgado 111

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

pólvora pôlho polítega politega politiquento polito pòlvarinho polvilhal pônte ponto pontilhada por le(n)i por rebendita porca xara porco pordura porqueiros porrête Porta-boinél

corno… e por vezes trabalhado com arte pelos pastores…
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 111 111 111 111 111

79

Al. Pagamento em géneros aos trabalhadores.

jTC 0 Fev 94 MFlorencio MFlorencio 111 111 111

marrada a finca pé bicho de conta podre podridão tipo de pastores

Delgado MFlorencio Lobato Delgado Mflorencio Delgado CFicalho MFlorencio MFlorencio 154 111 111 111

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

80

portada portado porteiro postura pestura pousa-lousa povilhal prado praia prametido prantar prantar prátega preces precura prègunta pergunta prugunta preguêta prencípio

degrau da porta de entrada
Pregoeiro.

Delgado Comeres_AFAlves MFlorencio MFlorencio 111 111

gado do pastor ou rabadão que é pastoreado com o gado do patrão…

Delgado

MFlorencio MFlorencio MFlorencio

112 112 112 297 112 112

plantar plantar, pôr

pôr “Pranta-te quedo…”
Machado MFlorencio MFlorencio

pergunta

“precurei por todo o aldo…” “pergunti ó vento…” “ê pregunto…” “só te queria pruguntari…”
MFlorencio MFlorencio 112 112

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

prenhez presonção prestar prestes privido proivido prigo prítica privelejo prôvo pruguntar pruvir pucra pucro puge pugi punilha pupia pepia purrote purrúquia purso

gravidez presunção

jTC 0 Fev 94 Delgado MFlorencio MFlorencio 112 112

81

proibido

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 112 112 112 112 112 112

púcara púcaro pus

coloquei ponta do cigarro bolo em forma de argola feita da amassadura cacete vaidade; senhor do seu nariz
Lobato

Lobato Lobato MFlorencio 112

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

82

putrancoso puvilhal puvite q’ânto quadra quadrar quarta quartel quartina quartinado quartinho cruzado quáso que chamusco que esquinência que porquera de gente que(n) sabe! quêdo que tal está a

que vale pouco; meio podre

Lobato MFlorencio MFlorencio 112 112 112 112 112 112 112 112

Q
MFlorencio MFlorencio

agradar, vir a propósito…

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Quarto 1/4

um quartinho = 12 tostões (um cruzado = quatro tostões (40 cêntimos de um escudo)
MFlorencio 112

que mau cheiro que insignificância que Zé ninguém

Lobato Lobato Lobato MFlorencio MFlorencio 112 112

a confusão que arranjaste

Lobato

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

marmelada quebradura quibradura quebrêra quecóque queijeira quêjera quental querena querêna queser… quinchoso quinxoso quinta quintas quinteiro quitar

quebra quebreira

hérnia canseira borda de pão… pedaço que se corta da borda Mesa de pinho onde se deita o coalho para fazer o queijo… recusa

83

CFicalho MFlorencio MFlorencio Delgado MFlorencio Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio

164 112 112 112

querer

quiser… hortejo de pequenas dimensões canções nas inspecções militares… (Barrancos)

112 112

112 112

R r’bêra rabaça ribeira
Nome Popular: Agrião, agrião-

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

84

das-fontes, agrião-do-rio, agriãoda-ribeira, mastruço-dos-rios, rabaça-dos-rios, agrião-da-água, agrião-d’agua-corrente, agrião-daeuropa, agrião-da-fonte, agrião-daponte, agrião-oficinal, berro, cardamia-jontana, cardomo-dosrios, agrião-aquático

rabadão rabadoa

ár. rabb aDDãn ou rabb ad-han

“dono de carneiros” – No Alentejo é o pastor chefe…
«Rabadão” era o pastor chefe, a cargo de quem estavam a fiscalização e inspecção de todos os rebanhos de gado lanígero do mesmo proprietário. Um grande lavrador, podia possuir alguns milhares de cabeças, espalhadas por numerosos rebanhos, mas tinha ao seu serviço um único rabadão.»*

CFicalho MFlorencio Hernâni Matos*

144 112

rabadilha rabanho rabatismo rabeja rabetalhos rabicheira

MFlorencio MFlorencio

112 112 163 112 112

reumatismo v. tosquia

Delgado

tosquia da lã suja que possa estorvar a ordenha… restos inúteis

CFicalho MFlorencio Delagdo MFlorencio

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

rabisco

rabo

os restos da fruta depois da apanha… “Andar ò rabisco das uvas… figos…
A azeitona que, depois da apanha, fica abandonada nos olivais. Restos que ao proprietário já não interessam.

Delgado Comeres_AFAlves

85

rabo de gato rabo de raposa rabo de zorra raboliço rafeiros ralação ralhar ramaço rambóia ramplonar rancho

erva erva reboliço

nome de ervas dados pelos pastores…. nome de certas plantas Nome de ervas dados pelos pastores… barulho, gritaria… “…uma sub-raça dos cães da Serra da Estrela; … CF. apoquentação pequeno ramo de folhas e flores falar com prosápia cozido de grão

jTC 0 Fev 94 Delgado Delgado Delgado CFicalho 162

ralar ramo

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio Lobato Delgado 112 112

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

86

ranilha rapa rapino rasgou da moita rasmono rastôlho ratinho rato ravalde raxa rebeiro rebêra rebitar rebiteza rechina rechina da calma (frega da calma) raspelho rosmaninho

MFlorencio

112 112

criado dos mandados insecto hexápode fugiu do esconderijo

Lobato MFlorencio Delgado Lobato Machado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

297 112 112 112 112 112 112 112 112

v. sarrabulho?

mostra vivacidade… Prv.Al. Sopa em que se utiliza o sangue de porco. Grande calor! hora de maior calor

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

reclamo recócão recoücão recriar redada rede

MFlorencio

112

cova

buraco no solo… noite onde dorme um rebanho nara estrumar a terra… Aqui – a rede para o redil onde o gado dorme ou é ordenhado… Feita de corda de esparto, chamada alfirme.
«No Outono, no Inverno e na Primavera, as refeições da ganharia consistiam em almoço (antes do nascer do sol), merenda (ao meiodia) e ceia (ao anoitecer).» « No Verão, as refeições da ganharia constavam de almoço (às sete da manhã), jantar (ao meiodia) e merenda ou ceia, conforme se comia respectivamente ao solposto ou à noite.»

Delgado MFlorencio MFlorencio CFicalho

87
112 112 161

v. redada

CFicalho

161

redor (ao) refeições

MFlorencio HernaniMatos*

112

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

88

refelão regadeira regador regatão regatoa regatinhar regato regrão relójo remanço remaxar remessa remôlgo remoncar rengir rentar-se em… repairar repeso reposta rescunho

arrepelão

apalpão violento…

Delgado MFlorencio MFlorencio 112 112

regatear regatear

pessoa que compra aos produtores e vai vender a outro preço… discutir o preço… lápis de ardósia, ponteiro…

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio 112 112 112 112 112

relógio

remeter resmungar

grande quantidade… falar entre dentes… com azedume desprezar

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio Delgado Delgado Delgado MFlorencio 112 Delgado 112

reparar peso a mais… nojo, enjoo, repugnância

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

resgalha resgalha resgar resmano ressio restelêra restêlo restolhice retábalo retábulo ritablo retaço revenecer rexiada rexiar rexina rexinol rezão ribeira robeiro Ricárdio

rês rasgar

criança de pouca idade; cordeirinho… língua inconveniente

Delgado

89
Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 112 112 112 112 112 112 113

MFlorencio

113 113 113 113

reverdecer

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

rouxinol razão

Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio 113 113

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

90

riete rilhêro ringedêras rijo (de) rio ritimio rôbar robiata rodados rodel rodilha rôdo roliço de magrinho Rolha - rôlha ronca rondana ronha rôpa Rosairo Rozaira

variedade de trigo… rangedeiras

Delgado MFlorencio Machado MFlorencio MFlorencio 113 297 113 113 113

ritmo formiga de rabo no ar…
As rodas dos carros.

Delgado MFlorencio Delgado Comeres_AFAlves MFlorencio 113 113 Delgado MFlorencio Lobato MFlorencio MFlorencio 113 113 170

guardanapo muito magro

roldana Doença das ovelhas… tratada com mera… roupa Rosário

Delgado CFicalho Delgado Machado MFlorencio 295 113

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

rosmano rosmeninho rostro rouparia roupeira/o rudil rudo ruinzão ruzéla Sabastião saclário sàcristôa safões sáias saibo salamanquesa salamantiga Salamão

MFlorencio MFlorencio

113

91
113

“queijaria” pelos panos usados…

normal - muita roupa; casa onde se guardam ou vendem roupas… pessoa que faz queijos…

Delgado

CFicalho MFlorencio MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio

153 113 113 113 113 113 113 113 113

rude

S
MFlorencio MFlorencio MFlorencio

ár. as-saifãn sei salamandra

v. açafões e aceifões…

CFicalho MFlorencio Delgado

(Barrancos)

Delgado MFlorencio MFlorencio 113 113

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

92

salgados salamim

MFlorencio

113

medida de madeira de um litro para medir a ração para o gado… (Medidas antigas:
canada, quartilho, polgada, alqueire, alqueirão, balaça romana de braços,

Delgado

saleiros salivre saltonas saluçar samanco samarra samarro sambexuga sambomba

Objectos feitos de corno pelos pastores…

CFicalho MFlorencio MFlorencio

160 113 113 113 113

soluçar v. çamarro O m.q. samarra.
Aparece como antiga vestimenta rústica, feita de pele de ovelha ou de carneiro enquanto conserva a lã.

Delgado MFlorencio MFlorencio Delgado MFlorencio 113

instrumento musical (Barrancos)… panela de barro com pele… e pau… vara… semear

Delgado

samear

Delgado

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

samos semos sarei sarás sanja sanrada sanmexuga santanairo santêio são igualitas sapelguear sará 'ma coisa linda sará'ma coisa má sardinha sargaço sarrabulho v. rechina

somos (ser)

Delgado

93
MFlorencio MFlorencio 113 113

sanguessuga santo

Delgado

beato, religioso…
MFlorencio 113

são iguais; o mais parecido possível saltitar é bonito é mau lepisma, insecto “bichinho de prata” Sangue coagulado de porco. Iguaria feita com esse sangue, pedaços de carne ou

Lobato

Lobato Lobato Delgado MFlorencio DElgado 113

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

94
sarrão sarrar sarrazina saruga sastefação sastefêto satrampolida sau scamél scampar scontra scornichada scualho sculto sebão secrano sêfões seija serrar

torresmos e miúdos de porco… grande barulho, algazarra…
MFlorencio Delgado 113

vozearia… barulho irritante… satisfação satisfeito estrondo, barulho… Salgueiro, chorão… (Barrancos)

Delgado MFlorencio 113

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

113 113 113 113 113 113 113 113 113

seja

Delgado

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

seja selada selga sempatia sengelêro sequilho sereminheiro serrenhos sfoladia siarêro sibana silha sim sipultura sítula smoitar snucar sô soalhêra sôbaro sobreira

(conjuntivo de ser) salada acelga simpatia

95
Delgado

planta erbácea

Delgado Delgado MFlorencio 113 113 113 113 113 113 113 113 113 113 113 113 113 113

excremento seco pelo sol

Lobato MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

sepultura

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

sou – senhor

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

96

sobrado sócha sóxa sôcho sofases soidade solada soldada soldador sontordia soutrodia st’outro dia sopa bacoreira

andar de uma moradia… sótão

Delgado MFlorencio 113

sofás saudade
Chão coberto de azeitonas debaixo das oliveiras.

Delgado Delgado Comeres_AFAlves CFicalho Comeres_AFAlves MFlorencio Delgado 171 113

Pagamento ao pastor
Soldo, salário.

outro dia, há pouco…
O mesmo que sopa de bácoro ou sopa bacoreira. Sopa feita com todos os temperos da sopa de cação. Só que não tem cação. Assim chamada porque a cor branca que apresenta, faz lembrar a comida dada aos porcos. O mesmo que sopa de bácoro ou sopa bacoreira. Sopa feita com todos os temperos da sopa de

Comeres_AFAlves

sopa bacorinha

Comeres_AFAlves

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

sopa de bácoro

sota

cação. Só que não tem cação. Assim chamada porque a cor branca que apresenta, faz lembrar a comida dada aos porcos. O mesmo que sopa de bácoro ou sopa bacoreira. Sopa feita com todos os temperos da sopa de cação. Só que não tem cação. Assim chamada porque a cor branca que apresenta, faz lembrar a comida dada aos porcos. O abegão trabalhava e comia juntamente com os ganhões, mas dormia em casa própria com o “sota“, que era coadjutor e substituto do abegão em tudo que podia e sabia.

97
Comeres_AFAlves

HernaniMatos*

sôtro dia spartões spicular spojinho spretel squila squilôa satncia stanhêra

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

113 113 114 114 114 114 114 114

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

98

stander strapolar strapolo strono sturdio suador sualhêra suage sube subrenfusa suguinhão seguinhão suisse supônhamos supremo

stand

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 114 114 114 114 114 114

soalheira (saber) (subir) sopas de toucinho

Delgado MFlorencio Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio 114 114

“um suponhamos” opinião, hipótese… submissão, sujeição, obediência… “estes garotos não tem supremo de ninguém…” (ver defina e moleja… guisado…)

Delgado Delgado

supremo (pôr) surrabura

MFlorencio Delgado

114

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

surrafar-se surrão vt. çurrão surrasca surroda surrubéca survêja sustância suvada suvão tabefe

raspar ár. surra

tocar ao de leve… Bornal de pastores
O que vai distribuir a comida aos trabalhadores.

Delgado CFicalho MFlorencio Comeres_AFAlves MFlorencio MFlorencio MFlorencio 114 114 114 114 114 158 114

99

substância

Delgado MFlorencio MFlorencio

ár. tabikh v. almece e manteiga/s

tábua de horta tabuão tabulacho

T Espécie de caldo grosso feito de leite açúcar e ovos. Soro de leite coalhado… (bofetada) horta, quintal, pedaço de terra… inchaço, durão… pequeno tabuleiro de madeira para o servente levar a argamassa ao

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

100
taçalho de pão tairócos tal é a faixa... tal é a lengalenga tal é a tonteria tal é cá a pua tal é o esparregado talêgo taléra talha talho talócada talôco tamalavez tamancos

pedreiro… (barquilho em Barrancos) bocado de pão - fatia, naco tal é o aspecto conversa fiada desacordo tal me saiu este alvoroço, confusão, barulho taleigo

Delgado MFlorencio Lobato 114

Lobato

Delgado MFlorencio MFlorencio 114 114

talhar taloca

forma “… sem talho nem maravalho…” – sem forma nem feitio… pancada dada com taloca, caule de cana ou de couve…
MFlorencio MFlorencio MFlorencio 114 114 114

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

tamêi(n) – tamêm tamén tamos cagádos tampo tanganhada tanganho tão atão tapa-cú tapada tapadôra tapadoira tapadoura telhador tapilho tapar-se tapilho tapino

também

também quando algo não corre bem

Machado

297

101

MFlorencio

114 114

pau, pauzinho, galho para acender o lume… cumprimento, aperto de mão

Delgado MFlorencio

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

114 114 114 114

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

114 114 114 114

tampa pequena, rolha… (Barrancos)

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

102

tar tarabécos taramenho tardi tarefa tareia tarongo taronjo Tarouco tramouco tarracear ou terracear? tarraço tarrafice tarrincar tarro tás a mangar tás fazendo

MFlorencio MFlorencio

114 114

juízo tarde, boa tarde

Lobato Delgado MFlorencio MFlorencio 114

pequeno bolo da amassadura parvo idiota, parvo, apatetado… Vaguear? Andar sem norte… “stão p’rali tarraceando…” (Uma das palavras que não! Encontrei no GDLP) objecto, qualquer utensílio maldade marmita de cortiça, vaso para onde se ordenha o leite não estás a falar a sério a perder tempo.. cera

Delgado Lobato Delgado Lobato

Delgado Delgado MFlorencio 114 169 114 CFicalho MFlorencio Delgado Delgado

sarro

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

ronha tás feito mariola tasquinhar Tassalho taçalho tàtibitate tatinho távendo taverna távua teção Tejala - tijala telha de água têlho tem mais escola que o escoleiro tem mais fama que a espada do Rondão

brincalhão o mastigar dos porcos… pedaço grande… “Um tassalho de pão com linguiça para o caminho…” tartamudo acerto está a ver taberna tábua tigela malga

Delgado Delgado (anedota da cortiça) Lobato Lobato Delgado Delgado Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio 114 114 114

103

é sabichão tem muita fama

Lobato

Lobato

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

104

tem mais ronha que sete zorras num vale tem um espírito mum valente tem um olho à lazareta tem uma cronha que não me gosta tem uma mendição tem-se em dezer tenção tendal tendais tenho bem assim como ânsias

é mal intencionado

Lobato

canta bem; tem boa voz é estrábico não me agrada tem abundância dizer intenção Lugar onde se tosquiam as ovelhas. estou mal disposto, sintome mal… costuma dizer-se… dizem…

Lobato

Lobato Lobato

Lobato

CFicalho MFlorencio Lobato

163 114

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

ténico tenrlo tens um cavalo ter tará - tarás tarei teve e tevestes – tevesse e tevesses ter curso tercegadela tercegão terço(ao) terminar teslina teslinice testão testo (ser…) Tiágua tiborna Ter (verbo)

MFlorencio MFlorencio

114 114

105

tens boas pernas (termo de contrabandista) Formas deturpadas do verbo TER

Lobato

necessidade de evacuar

Lobato MFlorencio MFlorencio 114 114

determinar

“terminou de ir a…” Esquisita, cabra… “rapariga muito teslina…” firme S. Tiágua bocado de pão a sair do forno com azeite e sumo de

Delgado Delgado MFlorencio 114

teso Tiago

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

106

laranja… tigela de fogo tijolo tilhador tinaga tingarrinha tino tirou a fanga a… tiradêra tirão tirãozinho tirou as alâmpadas tomar caranço Tóino Tónho tôldo tomão
Tigela de barro, geralmente vidrada por dentro, que, sobre uma trempe, vai ao lume para cozinhar. Comeres_AFAlv es MFlorencio MFlorencio 114 114

bêbado crónico… “Aquele é um tinaga…” cardo tenro que se usa no cozido de grão ou “rancho” tirou o lugar a…

Delgado Delgado MFlorencio Lobato MFlorencio MFlorencio 114 114 114

destacou--se; deu nas vistas tomar amizalde António “bom arado e bom tomão

Lobato Lobato MFlorencio Delgado MFlorencio HernaniMatos* 114 114

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

tosquia tòtice tòtiça tótuço toupino trabelho trambelho trambulhar trabusana de água trager trages, tragemos… truxe e truve… truvestes… trouvestes tramela tramouco (tramouquice) tarouco

Faz’uma bela intanchadura” corte da lã das ovelhas, feita antes da ordenha… toutiço toupeira

Delgado MFlorencio Delgado 114

107

(Barrancos) juízo, acerto… “Aquele rapaz não tem trambelho!…” “grande bátega de água”

Delgado Delgado MFlorencio Delgado 114

trazer

ver: dar à tramela… idiota, parvo, apatetado… (estupidez)

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

108

trançadeira trancanhólas trango-mango tranquitana transe trapalhage trasfegar trasfego trato travejar travisco travisqueira travoada trazer (trager) trédulo tremera trempe trépa tresfegar

MFlorencio MFlorencio

114 114

doença súbita e indefinida… bugiganga

Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio 114 114

v. tresfegar

Passar de uma vasilha para a outra… Ant. Lidar. lida movimento
A comida. “A fazer-lhe este trato: a dar-lhe esta comida.”

Delgado Delgado Comeres_AFAlv es MFlorencio

114

trovisco trovoada

arbusto… planta venenosa
Delgado Delgado

traquinas, irrequieto nervoso apoio de ferro para as panelas na lareira v.trasfegar Passar de uma vasilha para

Machado Delgado Delgado MFlorencio jTC 0 Fev 94

297

114

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

a outra… Ant. Lidar. trevisco trevisquêra trovisquêra trevo trévoas trigo de perdiz trigue trigueira trilho trincalos troite trombola troncoêrão tronquêrão tronxar tronxo trouve trugia
MFlorencio MFlorencio 115 115

109

erva

nome de ervas dados pelos pastores… Nome de ervas dados pelos pastores… tigre utensílio de lavoura para debulhar cereais… castanholas ave de caça…

jTC, n° 0 Fev.94 MFlorencio jTC 0 Fev 94 115

MFlorencio

115

Lobato MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio 115 115 115 297 115 115

trouxe

Machado MFlorencio

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

110

turgia tunante turneja turneja ucharia

trastes

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio 115 115 115

U tudo o que é preciso para a lavoura e o gado desde os mantimentos, alfaias, ao pessoal muita gente reunida doença de peito mais ou menos grave uma coisa grande constipação com expectoração difícil uma caterva uma mistura um gole de água barrar o pão

Delgado

ugal um àstor de gente um bronquito um esbarrunto um trancaço uma catrefa uma charofada uma verga de água untar o pão tranca

MFlorencio Lobato Lobato Lobato Lobato Lobato Lobato Lobato

115

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

ursa (erva) uvar

erva que se usa em vez dos orégãos, na conserva das azeitonas…
MFlorencio 115

111

V vabla vacúa vais (pl. de vale) valade valdoregas valente vanhas vás vaqueiros vara varejão varêro vargem varjador varjão válvula
Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio 115 297 115 115

beldroegas venhas (vir) várzea “nã vanhas tarde… nã vás por’í… adonde vás?” tipo de pastores

Machado MFlorencio Delgado CFicalho MFlorencio MFlorencio MFlorencio Delgado

154 115 115 115

varejador

Delgado MFlorencio MFlorencio

115 115

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

112

varrão varrasco vasaréu vasculhar vasculho Vecença velada velo vendima ventos verdemã verdemeiro verdeselha verdugal verter águas vertudes vesitar véstia

porco de cobrição… Vassourar… vassoura de cabo comprido… Vicência Um rolo de lã, resultado da tosquia de um carneiro, uma ovelha ou malato... vindima

Delgado MFlorencio 115

Delgado MFlorencio CFicalho 115 170

Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio 115 115 115

planta herbácea – verdeselha – ver corriol urinar virtudes visitar casaco curto… jaqueta, jaleco…

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio Delgado 115 115

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

Vetóira veve vezinho vieiro vima vinhèro vinagrada virás virdado visitas

Vitória vive vizinho

Delgado Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio 115 115 115 159

113

v. gaspacho verás

iguaria com pão, água fria, azeite, vinagre, legumes... “virás meus olhos tristes…”
Cumprimentos: “A minha mãe manda fazer muitas visitas e oferecer este convite.” Fazer cumprimentos e oferecer este presente.

CFicalho Delgado MFlorencio Comeres_AFAlv es

115

visível vôlto vossemecê vreda vrido vurmêlho Vutrino

visível Tratamento de respeito… vereda

Delgado MFlorencio Delgado Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 115 115 115 115 115

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

114

X xaböque xambão xambelaria xambixuga xamiço (chamiço) xaparral xaparro xara xaraval xaravascal xaraviscal xaravisvar xarabanista xáti xavenica xcalho xefre xeminé xexo xibarro xibato
MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 115 115 115 115 115 115

Lenha de esteva

Delgado MFlorencio MFlorencio

esteva - lenha de esteva terreno estéril, onde abunda a esteva ou xara.. mexericar chat (modernices da técnica)

Delgado

Delgado MFlorencio Delgado MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio 115 115 115 115 115 115 115 115

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

xicada xina xiscada xispo xujo xumbrasco Chuvinhar (chuvinhar) zagal zagarro zambujo zangarilhas zango zangorivo zaragata zaranzo azaranzado ár. azzagal mq. zambujeiro Z "pessoa animosa e forte; mancebo”. v. azagal manhoso, espertalhão… Espécie de oliveira brava... cacete feito dessa árvore. cangalhas para carregar água nos burros alto e mal talhado desordem

MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio MFlorencio

115 115 115 115 115 115 115

115

CFicalho

145

Delgado Delgado Delgado MFlorencio Lobato Delgado MFlorencio 115 115

Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

116

zarapatusco

?

Zéi zenid zimbório zipada de água zóquinha zorra zupar zurrada zurreira

“… enroli um cigarro, puxi do zarapatusco e acendi a plaineta… (Uma das palavras que não encontradas no GDLP). José

Manuel Pedro – Carta de pastor a Fialho de Almeida

Delgado MFlorencio MFlorencio 115 115

bátega de água peão pequenino raposa… mulher de má porte Soprar do vento fumaça

Delgado MFlorencio MFlorencio

115 115

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

Alentejo_searavocavular_SIGLAS usadas nos diversos documentos desta IMENSA SEARA VOCABULAR. Siglas usadas nas tabelas: AFAlves Os Comeres dos Ganhões – Memórias de Aníbal Falcato Campo das Letras outros Sabores Alves Editores, S. A. Porto, Maio de 1994 BCamacho Memórias e Narrativas Alentejanas Brito Camacho - Guimarães Editores, 1988 CFicalho O ELEMENTO ÁRABE NA LINGUAGEM Conde de Ficalho Tradiçao de Serpa, DOS PASTORES ALENTEJANOS, Francisco Manuel 1899 publicado in em A TRADIÇÃO de Serpa, de Melo Breyner Notas Históricas a partir do ANNO I - N° 6, Junho de Serpa, 27 de acerca de Serpa, 1979 1899, p. 81, ver 97, 113 e 129 Julho de 1837 – e in NOTAS HISTÓRICAS ACERCA DE Lisboa, 19 de SERPA e O ELEMENTO ÁRABE NA Abril de 1903), foi LINGUAGEM DOS PASTORES um botânico ALENTEJANOS, que nessa obra vai da português e o 4º página 141 a 173, Lisboa 1979 conde de Ficalho. Delgado A Linguagem Popular do Baixo Alentejo e Manuel Joaquim 2ª ed. Ed. Assembleia o Dialecto Barranquenho, Delgado Distrital de Beja, 1983 FMRamos Alcunhas Alentejanas Francisco Martins Monsaraz, 1990 Ramos JPulga Alentejanando – Estórias e Sabores Joaquim Pulga Editor, Casa do Sul 2006 Lobato Amareleja Rumo à sua História Padre Gráfica Eborense, JoãoRodrigues 1961 Lobato Loendrero Memórias de Manuel Loendrêro Luís Santa Maria Chiado Editora, 2011 Humor à Alentejana 07

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Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

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Machado MFlorencio MJSilva MRitaSerpa PJardim

Monografia de Vila Verde de Ficalho Dialecto Alentejano RIQUEZA DOS FALARES REGIONAIS Cancioneiro de Serpa Crónicas do Avô Chico Nostalgia da minha Infância no Alentejo Alentejo CEM por Cento Dicionário de Falares do Alentejo - Ed.

Francisco Valente Machado Manuela Florêncio Manuel João da Silva Maria Rita Ortigão Pinto cortez, Pedro Jardim

Ed. Da Biblioteca – Museu de Vila Verde de Ficalho, 1980 Ed. Colibri, 2001 Ed. Câmara Municipal de Santiago do Cacém e Sines – 1985 Edição da Câmara Municipal de Serpa, 1994 Chiado editora, 2011

Roque VFBarros+

Professor Joaquim Roque Vítor Fernando Barros Lourivaldo Martins Guerreiro Hernâni Matos J. M. Monarca Pinheiro… Manuel Joaquim

Ed. CM Ferreira do Alentejo - 2ª ed. 1990 Campo das Letras – 2005

xCuba xHMatos xjTC, n° 0 Fev.94 xOlivenca xxBarrancos1

Alunos da EBI Fialho de Almeida- Cuba dotempodaoutrasenhora Jornal Terras do Cante, Nº 0, FEV. 94 José Luís Valiña Reguera A Linguagem Popular do Baixo Alentejo e

blog.net http://www.terrasdent ro.pt/Edicoes/ 2ª edição - Ed. da

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

o Dialecto Barranquenho – (Estudo etnofilológico) – xxBarrancos2 Filologia Barranquenha SEARA VOCABULAR – colecção feita na máxima parte pela Excelentíssima Senhora D. Cesária de Figueiredo e aumentada um pouco, e aqui e além anotada por J. L. de V.

Delgado José Leite de Vasconcelos

Assembleia Distrital de Beja – 1983 Fac-simile de 1955 Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1981 – Outubro

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Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

120 trabalho realizado por @ JORAGA Vale de Milhaços, Corroios, Seixal 2012

JORAGA JORAGA

Alentejo - Seara vocabular 07 – Dialecto Alentejano de Manuela Florêncio

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Proposta de recolha e estudo de José Rabaça Gaspar

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07 – MFlorencio

Corroios - www.joraga.net - 2012