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Dominar a Tutoria

Dominar a arte da tutoria em EAD é um trabalho que exige do tutor, competências pessoais, profissionais, ligadas ao processo de educação, aos conteúdos e à comunicação, aos conhecimentos técnicos em educação à distância e educacionais em EAD, além de sua consciência sobre papel do tutor, nesta forma de ensino, aliada à vontade de fazer parte de uma nova relação com o saber. O segredo está em não deixar de procurar novas formas de atualização profissional para adquirir ou aperfeiçoar as competências específicas. De preferência, que essas complementações pedagógicas sejam pelo curso à distância, para que desenvolva também a habilidade de aprender. Enquanto se está no papel de aluno, é possível perceber as dificuldades enfrentadas por este, o que pode levar o tutor a pensar em estratégias para que as mesmas não aconteçam durante a realização de um curso, por ele intermediado. Desenvolver competências pessoais, tais como gostar do que faz, ser entusiasta, persistente, criativo, dinâmico e paciente com os participantes é positivo para criar uma relação humana com o aluno. Afinal, do outro lado da máquina, estão pessoas com sentimentos de preocupação, dúvidas, insegurança que precisam ser compartilhadas. É importante que o tutor tenha total conhecimento dos conteúdos a serem trabalhados, bem como das tecnologias em educação à distância, possibilitando variadas atividades. Manter o aprendiz até o final do curso é tarefa principal, e a diversidade na maneira de ler e exercitar fará com o que o mesmo sinta-se estimulado e interessado, já que estar sentado por horas, em frente ao computador, sem resultados satisfatórios pode ser fator de evasão. Muito apropriada é a interação com a proposta pedagógica da instituição de ensino, permitindo estar consciente da filosofia, metodologia, objetivos e critérios de avaliação a serem adotados. Entender como a instituição de ensino quer levar o aluno à mudança de comportamento, pela aquisição dos conteúdos, permite que o tutor crie mecanismos para tal finalidade. Não esqueça, a tutoria deve ter.a responsabilidade de promover a interação entre os participantes do curso e professor. Deve estar preocupada com as dúvidas decorrentes da aplicação de conteúdos, bem como das questões administrativas. Deve estar empenhada em buscar as ferramentas adequadas e também pensar no ambiente de aprendizagem ideal para o curso. A tutoria deve perseguir o sucesso de todos os alunos aplicando tecnologias

que tenham usos acessíveis a eles, mas não que sejam excelentes para os tutores. Uma das razões de evasão, como mostrado em algumas pesquisas, é o uso inadequado destas tecnologias. Em frente ao computador está um aluno interessado na aquisição de conhecimentos específicos, como em pedagogia, licenciaturas, legislação, etc, e não em saber utilizar a videoconferência, as multimídias, os chats, assim por diante. Essa integração não pode estar limitada, apenas, a troca de dados técnicos, mas a um possível envolvimento entre os alunos, de uma mesma classe; quanto mais agradável o ambiente em sala de aula, melhor se dá a troca. E finalmente, estar comprometido com uma nova relação com o saber. Permitir aos aprendizes experimentarem, sem trauma, uma troca de conhecimentos. Mostra-los que na condição de alunos também podem trazer novas informações, complementando o ciclo. Conduzir o processo, mostrando que a sala de aula virtual não tem porta, que se fecha para que, apenas, a turma tenha direito, naquele momento, de receber conteúdos. Mas que as informações vão e vem, como as águas das ondas, se renovando. Direcionar o aprendiz a um espaço virtual, com bibliotecas, museus de som, de imagem, com eventos de seminários, conferências, ou seja, a atividades didáticas complementares aos conteúdos específicos, permitidos, sem saírem do computador. Apresentar novas ferramentas, diferentes do gravador de voz, do caderno e do quadro de giz, que também podem continuar existindo, porém virtualmente. Introduzir o destinatário da informação, a novas técnicas, mas sem trauma de rejeição e de medo de não saber usar. Levar ao educando ao prazer e ao entusiasmo de estar vivendo uma nova relação com o conhecimento, que, talvez, na educação presencial já lhe tenha sido negado.