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EVANGELHO DO CÉU VOL. II ENSINAMENTOS DE MEISHU SAMA EDITORA LUX ORIENS Revisado em novembro
EVANGELHO DO CÉU VOL. II
ENSINAMENTOS DE MEISHU SAMA
EDITORA LUX ORIENS
Revisado em novembro de 2005

Evangelho do Céu Vol. II

Lux Oriens Editora Ltda Rua Itapicuru, 849 - Perdizes São Paulo - SP - Cep. 05006-000 Forte:(0xxll) 3675-6947 Webpage: http://www.lux-oriens.com.br E-mail: editora@lux-oriens.com.br 1 a edição: outubro de 2002 ISBN nº 85-88311-07-0 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

01-5332

Sama, Meishu, 1882-1955. Evangelho do Céu / Meishu Sama ; tradução Minoru Nakahashi. São Paulo : Lux Oriens, 2001. Título original: Tengoku no fukuin 1. Sama, Meishu, 1882-1955 - Ensinamentos I. Título

CDD-299.56

Índices para catálogo sistemático:

1. Sama, Meishu: Doutrina Messiânica: Religião 299.56

Evangelho do Céu Vol. II

"Uma leitura minuciosa dos meus Ensinamentos conduz, de fato, ao aprimoramento do tie.

Nenhuma bênção maior, nem graça mais elevada existe, senão a verdade advinda do Supremo Deus".

Meishu Sama

Evangelho do Céu Vol. II

ÍNDICE

PREFÁCIO DO PRIMEIRO VOLUME

8

INTRODUÇÃO

11

SABEDORIA

14

CAPÍTULO 1 - POR QUE E COMO ADQUIRIR SABEDORIA

16

1

- POR QUE A SABEDORIA É NECESSÁRIA?

16

1.1 - PARA DESPERTAR A ALMA

16

1.1.1 - Primeiro Johrei

16

1.1.2 - Luz através da leitura dos Ensinamentos

16

1.2 - PARA APRIMORAR A ALMA

17

1.2.1 - Formas de aprimoramento

17

1.2.2 - Fortalecimento da alma

17

1.3 - PARA CRIAR FELICIDADE

1.3.1 - Falta de tie

1.4 PARA DESEMPENHAR CORRETAMENTE O TRABALHO NA OBRA DIVINA

18

18

18

1.4.1 - Aprimoramento dos mamehito

18

1.4.2 - Respeito à liberdade do semelhante

19

2

- COMO ADQUIRIR SABEDORIA?

21

2.1 - PELA ELIMINAÇÃO DAS MÁCULAS ATRAVÉS DO JOHREI

21

2.1.1 - Johrei e felicidade

2.2 - PELA LEITURA DOS ENSINAMENTOS

21

21

2.2.1 - Purificação das máculas

21

2.2.2 - Importância das publicações messiânicas

22

2.3 - PELA ORAÇÃO

2.3.1 - Sentido da oração

2.4 - PELA DEDICAÇÃO

23

23

23

2.4.1 - Cem por um

23

2.4.2 - Canalização do Johrei

24

2.5 - PELA PRÁTICA DO TINKON

2.5.1 O que é?

2.6 - PELA ELEVAÇÃO ESPIRITUAL

25

25

25

2.6.1 - Superioridade da alma

25

2.6.2 - Sabedoria conforme o nível espiritual

25

2.6.3 - Elevação da alma

26

2.6.4 - Posição da alma

26

2.6.5 - Espírito fraco

27

CAPÍTULO II - FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DA SABEDORIA

28

1

- CONHECIMENTO DAS LEIS DE DEUS

28

1.1 - IMPORTÂNCIA

28

1.1.1 - Deus e Sua Lei

28

1.1.2 - Essência da verdade

28

1.2 - PRINCIPAIS LEIS

30

1.2.1

- Purificação

30

1.2.1.1 - Lei da Purificação

30

1.2.1.2 - Causa dos sofrimentos

30

1.2.2

- Tempo

31

1.2.2.1 - Importância do tempo

31

1.2.2.2 Tempo certo

32

1.2.2.3 - Soluções rápidas

33

1.2.2.4 - Tempo divino

34

1.2.3

- Ordem

34

1.2.3.1 - Lei da Ordem

34

1.2.3.2 - Ocupação correta dos lugares

35

1.2.3.3 - Importância da ordem

36

1.2.3.4 - Primazia da ordem

37

1.2.3.5 - Posição dos objetos no ambiente

37

1.2.4

- Precedência do espírito

38

1.2.4.1

- Espírito precede a matéria

38

Evangelho do Céu Vol. II

 

1.2.4.2

- Influência das máculas

39

1.2.5

- Causa e efeito

40

1.2.5.1 - Missão do homem

40

1.2.5.2 - Justiça e Lei do Karma

40

1.2.6

- Harmonia

40

1.2.6.1

- Lei da Harmonia

40

1.2.7

- Inversão

42

1.2.7.1

- Lei da Inversão

42

1.2.8

- Identidade

44

1.2.8.1

- Remédios e máculas

44

1.2.9

- Efeito Contrário

45

1.2.9.1 - Resultados insatisfatórios

45

1.2.9.2 - Ocorrência de efeitos contrários

46

1.2.10 - Sintonia

47

1.2.10.1 - Lei da Sintonia

47

1.2.10.2 - Afinidades

47

2

- IDENTIFICAÇÃO DA VERDADE

48

2.1 - NÍVEIS DE VERDADE

48

2.2 - DÚVIDAS E NUVENS ESPIRITUAIS

49

2.3 - SUBJETIVIDADE E OBJETIVIDADE

49

2.4 - MISERICÓRDIA DE DEUS

50

2.5 - PERDA DE TEMPO

 

50

2.6

-

DISCERNIMENTO

51

2.7

- PERCEPÇÃO CORRETA

51

3

- TRANSMISSÃO POR REFLEXO

53

3.1

-

SURGIMENTO NATURAL DO TIE

53

3.2 - FÉ E SABEDORIA

 

53

3.3 - MANUTENÇÃO DA PUREZA MENTAL

54

3.4 - APRIMORAMENTO DO TIE

54

3.5 - POLIMENTO DO "ESPELHO"

55

4

- TRANSCENDÊNCIA

 

55

4.1 - TIESHOKAKU

55

4.2 - RAPIDEZ

56

5

- CONCRETIZAÇÃO

57

5.1 -

ELEVAÇÃO

DO YUKON

57

5.2 -

SALVAÇÃO

E TIE

57

5.3

- FACILIDADE E SACRIFÍCIO

59

5.4

-

AGIR COM LÓGICA

60

5.5

- ORIENTAÇÃO À DISTÂNCIA

61

5.6

-

CONSERTOS

61

5.7 - TAREFAS DIVERSIFICADAS

62

5.8 - SALDAR DÍVIDAS ESPIRITUAIS

62

5.9

-

EXPANSÃO DO PLANO DIVINO

63

5.10 - AUTODEPRECIAÇÃO

64

5.11 - INTERCALAÇÃO DE ATIVIDADES

64

5.12 - GUEDATSU

 

65

CAPÍTULO III - PRINCÍPIOS DO HOMEM SÁBIO

67

1

- DESAPEGO

 

67

1.1 - RELAÇÃO ENTRE JOHREI E APEGO

67

1.2 - APEGO A BENS MATERIAIS

67

1.3 - APEGOS EMOCIONAIS

68

1.4 - APEGO À VIDA

 

68

1.5 -

ENVOLVIMENTOS FAMILIARES

70

1.6 - APEGO E NUVENS ESPIRITUAIS

70

1.7 - SINGELEZA NO AGIR

71

1.8 - EGOCENTRISMO

 

72

2

- FÉ

73

2.1 - PARA ADQUIRIR A VERDADEIRA FÉ

73

2.2 -

SABOR DA FÉ

74

2.3 - COMENTÁRIOS DE MEISHU SAMA SOBRE O ENSINAMENTO FÉ E LIBERDADE

75

2.4 - PENSAMENTOS COERENTES

78

Evangelho do Céu Vol. II

2.5 - IMPEDIMENTO À EXPANSÃO DA MESSIÂNICA

79

2.6 - EFEITOS DO JOHREI

80

3

- GRATIDÃO

81

3.1 - O HOMEM DEPENDE DO PRÓPRIO SOONEN

81

 

3.2 -

GRATIDÃO PELO JOHREI

81

3.3 - MÁCULAS E DOAÇÕES

83

3.4 - DÍVIDAS CÓSMICAS

84

3.5 - FUNÇÃO DO DINHEIRO

85

 

3.6 -

POUPAR

DOANDO

85

3.7 - VIGILÂNCIA NO AGRADECER

86

3.8 - IMPORTÂNCIA DO AGRADECIMENTO

86

3.9 - GRATIDÃO E RESSENTIMENTO

87

4

- DISCERNIMENTO ENTRE BEM E MAL

87

4.1 - O PAPEL DO BEM E DO MAL

87

4.2 - DISTINGUIR A VERDADE

88

4.3 - VENCER O MAL EM SI MESMO

89

4.4 - SATISFAÇÃO E INSATISFAÇÃO

90

4.5 - O DESTINO HUMANO

91

 

4.6 -

BOATOS

92

4.7 - QUALIFICAÇÃO DIVINA

93

5

- ACEITAÇÃO DA VONTADE DE DEUS

93

5.1 - ENTREGAR-SE A DEUS

93

5.2 - POSTURA INADEQUADA

94

5.3 - EQUILÍBRIO ENTRE VERTICAL E HORIZONTAL

95

5.4 - HODO, O DOURADO CAMINHO DO MEIO

95

5.5 - IZUNOME

96

6

- ORAÇÃO

97

6.1

IMPORTÂNCIA DO GUENREI

97

6.2 O GUENREI DAS SETENTA E CINCO VOZES

97

6.3 - FORÇA DA PALAVRA

98

6.4 - PODER DA ORAÇÃO

99

6.5 - INFLUÊNCIA DO MAU GUENREI

99

6.6 - MANEIRA CORRETA DE ORAR

100

7

- VIRTUDES

101

7.1 - ALEGRIA

101

7.2 - ATITUDE SÁBIA

102

7.3 - A MELHOR ESTRATÉGIA

104

7.4 - SERVIR EM SEGREDO

105

7.5 - UM PRINCÍPIO DE JUSTIÇA

105

7.6 - JUSTIÇA E REPURIFICAÇÃO

106

7.7 - HONESTIDADE

107

8

- COMPORTAMENTO

108

8.1 -

O HOMEM PRIMITIVO

108

8.2 - ENFRAQUECIMENTO DA VITALIDADE HUMANA

109

8.3 - MUDANÇAS NECESSÁRIAS

110

8.4 - CHEGADA DO MUNDO DE MIROKU

110

8.5 - RESPEITO AOS SEMELHANTES

111

 

8.6 -

POSTURA "REDONDA"

113

8.7 - MANIFESTAÇÃO DA BELEZA NO COMPORTAMENTO

114

8.8 - VIDA DE ISOLAMENTO

115

8.9 - CONDUTA HUMANA

116

9

- SOONEN

116

9.1 - O QUE É?

116

9.2 - IMPORTÂNCIA

116

 

9.3 -

EXPANSÃO

118

9.4 - SOONEN E COMUNICAÇÃO

119

9.5 - SOONEN E JOHREI

119

SOONEN

9.6 E

-

MAKOTO

120

SOONEN

9.7 NEGATIVO

-

122

9.8 - SOONEN E APEGO

122

Evangelho do Céu Vol. II

9.9 - SOONEN E TRANQÜILIDADE

123

9.10 - SOONEN E BOM SENSO

123

9.11 - SOONEN E PODER DIVINO

124

 

9.12 -

ESPONTANEIDADE

125

9.13 - APRIMORAMENTO DAS OPINIÕES

127

 

9.14 -

REINO DO CÉU NO CORAÇÃO

127

9.15 - PERSONALIDADE DO IMPERADOR GODAIGO DO PONTO DE VISTA ESPIRITUAL

127

9.16 - INTENÇÃO VERDADEIRA

129

9.17 - PODER DE DEUS E PENSAMENTO HUMANO

129

10

- PROCEDIMENTO DAIJO E SHOJO

130

10.1 - DIFERENÇA ENTRE ATITUDES DAIJO E SHOJO

130

10.2 JULGAMENTOS

-

131

10.3 OBJETIVO CORRETO

-

132

10.4 VISÃO AMPLA

-

133

10.5 - COMPORTAMENTO DAIJO E SHOJO

134

10.6 - ATITUDE DAIJO

135

11

- PONTO FOCAL

136

11.1 - IDENTIFICAÇÃO DO PONTO FOCAL

136

11.2 - SABEDORIA E PONTO FOCAL

137

11.3 - MANEIRA CORRETA DE OBSERVAR

138

12

- VISÃO

CIENTÍFICO-DIVINA

138

12.1 - LUZ IRRADIADA PELA MÃO

138

12.2 - CIÊNCIA DIVINA

139

 

12.3 -

PODER DE KASSO

141

12.4 - SIGNIFICADO DOS NÚMEROS

142

12.5 - SIMBOLOGIA NUMÉRICA

143

12.6 - SONS VOCÁLICOS

144

13

- VIGILÂNCIA PERMANENTE

144

13.1 - FIRMEZA DE ATITUDES

144

 

13.2 -

AÇÃO DOS JASHIN

145

13.3 - PRESUNÇÃO

145

PROPOSIÇÃO FINAL

147

 

ADENDO

148

GLOSSÁRIO

150

Evangelho do Céu Vol. II

PREFÁCIO DO PRIMEIRO VOLUME

Meishu Sama sempre divulgou os Ensinamentos que Lhe foram revelados por Deus através de publicações em jornais e revistas da Igreja, bem como por meio de palestras feitas para mamehito e ministros. Nessas ocasiões, abordava assuntos variados que abrangiam não só o campo religioso, moral ou filosófico, mas também ciência, especialmente a Medicina, Política, Educação, Arte, História, Agricultura, além de outros temas diversos, tais como: ordem social, sabedoria, Mundo Espiritual, Bem e Mal, enfim qualquer ocorrência que, direta ou indiretamente, interferisse no comportamento humano.

De um modo geral, os artigos ou mesmo o conteúdo das palestras analisavam, de uma só vez, as mais diversas questões, todas elas consideradas sob um ponto de vista totalmente inovador, tendo por base a revelação divina, bem como experiências vividas e pesquisas realizadas por Meishu Sama, cuja finalidade era formar o homem para viver na Nova Civilização, que se iniciaria no presente século XXI.

De outra parte, todos os princípios contidos nos Ensinamentos foram sendo gradativamente explicados de acordo com as necessidades do momento. Assim, muitos deles constituíram respostas a perguntas formuladas pelos estudiosos e seguidores da Messiânica. Daí também o outro motivo de, numa mesma palestra ou nos artigos para jornais e revistas, serem tratadas questões diversas sem a centralização específica de um tema único.

Sempre foi, entretanto, bastante evidente a necessidade de se organizarem os Ensinamentos de acordo com os assuntos, a fim de se tornarem mais claros, especialmente para os ocidentais, e também para todas as pessoas interessadas em estudá-los. Dessa forma, tornar-se-ia mais fácil visualizar, na sua totalidade, preciosíssimas lições de inestimável valor.

Evangelho do Céu Vol. II

Entretanto, desde 1955 (Goshoten 1 de Meishu Sama) até hoje, nada de concreto tinha sido feito no sentido de ordenar sistematicamente os Ensinamentos, separando-os de acordo com os diversos assuntos tratados pelo Mestre.

Sentindo, então, a urgência de iniciar uma sistematização, nosso esforço visou, na medida do possível, atingir esse objetivo. Numa primeira etapa, o trabalho consistiu na separação dos textos que, depois, foram reunidos e remontados de forma esquemática, colocando sempre em evidências pontos básicos considerados indispensáveis a quem deseja trilhar o caminho da salvação. Sob esse aspecto, foi uma atividade semelhante à da construção de uma casa, na qual a primeira etapa corresponde ao estabelecimento do alicerce para, em seguida, serem levantadas as colunas, paredes e telhado, sendo finalmente concluída com os arremates e acabamento para, mais tarde, ser acrescida dos últimos retoques da decoração, feita com valiosas obras de arte das mais variadas tendências. Em outras palavras, quero dizer que Meishu Sama deixou, nos Ensinamentos, todo o material para a edificação da nova morada da humanidade. A nós cabe apenas a missão de distribuí-lo, colocando cada mensagem, cada preceito, cada orientação no seu exato lugar. Dessa forma, os leitores poderão obter uma idéia mais concreta, numa visão tridimensional, da beleza desta nova casa, planejada por Deus, para todos os Seus filhos.

Tendo, então, como linha mestra o aspecto construtivo ascendente, tomamos como base, na elaboração deste livro, o processo da Iniciação como uma primeira etapa a ser transposta no caminho do aprimoramento espiritual. Nesta fase inicial, o que se destaca é a necessidade da purificação, entendida como um recurso irrefutável de limpeza das máculas do espírito e das toxinas presentes no corpo físico.

1 Passagem de Meishu Sama para o Reino Divino (10/02/1955).

Evangelho do Céu Vol. II

Uma vez vencida a fase da iniciação, o praticante, um pouco mais livre de impurezas, tem condições de discernimento e vai, assim, adquirindo a verdadeira sabedoria num processo contínuo de aprimoramento espiritual. Daí que, para atender a esse objetivo, a segunda parte desta Obra contém exclusivamente Ensinamentos referentes à Sabedoria. Através deles, o leitor vai poder orientar-se na busca do seu próprio desenvolvimento espiritual. Assim, passo a passo, irá conseguindo escalar pontos cada vez mais altos, até atingir a Comunhão Perfeita com Deus.

Então, o conteúdo da terceira parte é constituído de Escritos Sagrados que têm como objetivo mostrar o poder da Luz através da qual cada um de nós, seguindo o exemplo de Meishu Sama, poderá atingir o grau de Kenshinjitsu.

Foi também considerando todas as colocações até aqui expostas que dividimos o presente livro Evangelho do Céu em três volumes, a saber: I -Iniciação, II - Sabedoria e III - Reino Divino, simbolizando, no seu conjunto, a nova habitação para a humanidade inteira, onde cada um poderá cultuar a Beleza, praticar a Virtude e vivenciar plenamente a Verdade absoluta.

Minoru Nakahashi

Evangelho do Céu Vol. II

INTRODUÇÃO

Embora seja comum as pessoas falarem simplesmente de sabedoria, há categorias distintas a serem observadas: umas bem superficiais, outras mais profundas. Dessa forma, é possível destacar a existência de três níveis superiores, a saber: shinchi, a sabedoria divina, zenchi ou forma de manifestação do Bem, e eichi, inteligência do sábio.

Esses três primeiros estágios de discernimento brotam nas pessoas que têm o coração repleto de makoto e, ao mesmo tempo, aceitam a presença de Deus. Cada ser humano deve, contudo, procurar aperfeiçoar, o máximo possível, as formas mais elevadas de sabedoria através do aprimoramento da fé.

Se procurarem, então, estabelecer as normas de ação por meio da prática de zenchi e mantê-las em contínuo aperfeiçoamento, jamais ocorrerão malogros e a verdadeira felicidade poderá ser conquistada em plenitude.

De outra parte, atitudes oriundas de atos de maldade geram uma forma de inteligência denominada kanchi que se fundamenta em princípios de esperteza e astúcia. É também da mesma origem a maneira de agir identificada como saichi, que tem por base a sagacidade enganosa, bem como aquela que se compraz na prática de malvadezas, chamada jachi. Esta última está presente na vida de todos os criminosos e fraudadores, os quais a possuem desenvolvida em alto grau.

Num sentido amplo, pode-se afirmar que, desde os tempos antigos, os heróis e todos os detentores de sucessos passageiros, na verdade, tiveram apenas uma inteligência maléfica de maior tamanho.

A partir da constatação dos desmandos cometidos pelos maus, dá, portanto, para entender o quanto é profunda a sabedoria do

Evangelho do Céu Vol. II

Bem, comparada à superficialidade das inteligências perversas. Tal fato pode ser notado desde as mais remotas épocas. Basta observar o caminho percorrido pelos homens maldosos. Ainda que seus desregramentos sejam planejados com habilidade, sempre apresentam alguma falha que os leva infalivelmente à ruína advinda do malogro de seus planos.

Eis a razão de eu continuar a insistir: se desejarem prosperidade não apenas momentânea, mas eterna, aperfeiçoem a sabedoria profunda que nasce do poderoso makoto.

Concluindo então: se quiserem ser verdadeiras pessoas de fé, precisam, antes de mais nada, ser corretas. Entendendo essa lógica, não será nada difícil resolver os males que afligem a sociedade atual.

A realidade, porém, quando atentamente observada, evidencia, em toda parte, a superficialidade de pensamento do homem moderno. Os políticos, por exemplo, imediatistas ao máximo, ficam todos muito atrapalhados ao enfrentarem um problema que surge de repente. Nesse aspecto, se parecem bastante com os tratamentos alopáticos da medicina: procurando eliminar os sintomas, não vão em busca das causas. Na verdade, acontece que, por terem apenas uma inteligência superficial, não conseguem enxergar o futuro e, por isso, torna-se impossível para eles estabelecer metas políticas autênticas, capazes de resolver os problemas sociais.

A falta de tie profundo sempre impede, portanto, a conquista de uma vida feliz. Ocorre algo mais ou menos semelhante ao que acontece nos jogos de go 2 e shoogui 3 . Os mestres dessas modalidades enxergam, de um modo geral, de cinco a dez passos à frente e, por isso, vencem com facilidade. Já os iniciantes conseguem atingir somente dois ou três, motivo que os conduz infalivelmente à derrota.

2 Go - jogo parecido com o de dama 3 Shoogui - jogo semelhante ao xadrez

Evangelho do Céu Vol. II

Tomando, então, como base a habilidade dos mestres do go e shoogui, os seres humanos devem aperfeiçoar, o mais possível, a sabedoria do Bem. Caso contrário, nada conseguirão.

Para atingir tão alto grau de discernimento, ou seja, ir à busca de uma vida norteada pelos princípios da divina sabedoria, é preciso cultivar e manter constantemente, através da fé, um coração repleto de makoto.

Meishu Sama

Evangelho do Céu Vol. II

SABEDORIA

Luz, caminho, Gratidão, fé, Consciência divina.

SABEDORIA

Shinchi

Luz da suprema sabedoria Relâmpago misterioso! Esclarece repentinamente o coração daqueles Que têm missão muito especial dentro do plano divino Nunca te afastes destes escolhidos especiais

Myochi

Sabedoria misteriosa de Kannon Capacidade de compreensão, Acima do Bem e do Mal! Abre a porta de pedra dos corações humanos. Preenche o mundo com teu poder.

Eichi

Tão raro tieshokaku nos dias de hoje! Luz a guiar a inteligência dos sábios. Afasta deles a crescente perversidade de idéias Que, cada vez mais, está dificultando A presença do discernimento na humanidade.

Evangelho do Céu Vol. II

Saichi

Formas, aparências, superficialidades, falhas! Infalíveis e múltiplas desconfianças! Não permitas, oh! Kannon, Que tantos males levem os homens A perder a confiança no invisível!

Kanchi

Grande astúcia, capacidade maldosa! Intelectuais e dirigentes, Quantas vezes fingistes realizar algo Em benefício dos menos favorecidos! Tantas artimanhas a impedir Que a sociedade prospere verdadeiramente!

Aniquila oh! Kannon Comportamentos tão malignos! Desperta nos homens A crença na existência de Deus! Intensifica o aprimoramento espiritual e material! Cria na Terra uma vida harmoniosa e plena de felicidade!

Evangelho do Céu Vol. II

CAPÍTULO 1 - POR QUE E COMO ADQUIRIR SABEDORIA

1 - Por que a sabedoria é necessária?

1.1 - Para despertar a alma

1.1.1 - Primeiro Johrei

É importante oferecer o jornal Eiko 4 (Glória) e a revista Tijyotengoku (Reino do Céu na Terra) para as pessoas lerem, pois assim entenderão o significado dos Ensinamentos e receberão Luz.

Mesmo que o assunto seja esquecido, a leitura deixa na alma um poder de purificação. Em outras palavras, seria como se fosse plantada, no coração, uma pequena semente que, mais tarde, vai crescer e frutificar.

Muito louvável, pois, dar aos que nos procuram explicações sobre os princípios messiânicos; se, entretanto, nessas ocasiões, lhes forem oferecidas algumas publicações sobre o assunto, ao lerem, já estarão não só recebendo o primeiro Johrei, como também conseguindo, de imediato, efeitos inesperados.

1.1.2 - Luz através da leitura dos Ensinamentos

Pela leitura dos Ensinamentos, as nuvens espirituais mais profundas são eliminadas em primeiro lugar e, como resultado, a alma se expande. É por esse motivo que eu insisto: na leitura constante dos Ensinamentos está a maneira correta para despertar a alma, porque purifica-lhe as impurezas e, ao mesmo tempo, a fortalece.

4 Eiko e Tijyotengoku são publicações messiânicas da época em que Meishu Sama escreveu este Ensinamento. Atualmente não estão mais em circulação.

Evangelho do Céu Vol. II

1.2 - Para aprimorar a alma

1.2.1 - Formas de aprimoramento

A finalidade da fé consiste em polir a alma e purificar o

coração. Para alcançar esse objetivo, existem três meios:

Primeiro: praticar o ascetismo e a penitência, ou padecer infortúnios.

Segundo: acumular virtudes pela prática de atos bons.

Terceiro: aprimorar a alma através da apreciação de obras de arte de alto nível.

1.2.2 - Fortalecimento da alma

Quando uma pessoa recebe Johrei, é purificada de fora para dentro, mas a leitura dos Ensinamentos age de dentro para fora. Quer dizer, embora a centelha divina de cada um seja em si pura, quando envolta por nuvens, fica encolhida e adormecida. Pela leitura dos Ensinamentos, entretanto, essas impurezas são dissipadas e a alma desperta repentinamente. Assim, então, dependendo das circunstâncias, até mesmo pessoas más podem tornar-se bondosas.

A partícula divina do homem é, portanto, dotada de pureza

absoluta e, por isso, não muda. Pode, contudo, ser afetada por influências externas, ficando recoberta de nuvens que a levarão a encolher-se.

Daí a importância de todos pedirem a Deus a expansão e o fortalecimento da alma.

Evangelho do Céu Vol. II

1.3 - Para criar felicidade

1.3.1 - Falta de tie

Felicidade ou infelicidade dependem essencialmente do soonen. Quem se acha infeliz possui, de fato, uma cabeça ruim. Dentre estes, os piores são os homens maus, pois se iludem, julgando poderem alcançar felicidade através de práticas ilícitas. Jamais percebem que o verdadeiro sucesso não pode ser atingido se cometerem atos escusos. Por essa razão, os maldosos não têm capacidade alguma de discernimento. Posso também afirmar que não existe correspondência entre maldade e nível social; qualquer pessoa pode ser famosa ou ilustre, mas, se estiver cometendo ações ilícitas, sentir-se-á extremamente infeliz.

Outro aspecto importante a ser observado é o seguinte:

mesmo entre aqueles de cabeça ruim, há níveis diferentes: em alguns, o problema se apresenta mais acentuado; em outros, menos. Assim, por exemplo, eu não posso dizer que alguém ilustre revele sempre muita bondade, mas também não posso afirmar que seja tão mau porque, se o fosse, não conseguiria tanto destaque.

1.4 Para desempenhar corretamente o trabalho na Obra Divina

1.4.1 - Aprimoramento dos mamehito

Pergunta de ministro: Eu tenho notado que muitos membros não vêm com regularidade aos cultos nem estão recebendo bastante Johrei. Gostaria de que eles melhorassem mais nesses pontos para poderem cumprir melhor a vontade de Deus. O que devo fazer?

Resposta de Meishu Sama: Toda essa preocupação significa a sua falta de fé ao orientar os membros, pois você não está confiando no Pai Supremo. Precisa muito aprimoramento para

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se chegar à compreensão de que é Deus quem age; nós somos apenas instrumentos. Pensar, por isso, a partir de um ponto simplesmente humano gera sempre grande sofrimento. Eu, por exemplo, quando enfrento qualquer problema para os quais não encontro solução adequada, entrego-os inteiramente a Deus e não me preocupo com quem está fazendo alguma coisa errada. Deixo-os agir com liberdade, porque não adianta dar conselhos às pessoas que já decidiram por um determinado caminho. Mesmo que a gente as julgue incorretas, não despertam. Normalmente, só vão perceber que caíram no erro ao se encontrarem num beco sem saída.

Pergunta de ministro: Como podemos saber se estamos num beco sem saída?

Resposta de Meishu Sama: Muito fácil! Quando nos encontramos numa situação embaraçosa ou sempre que estivermos sofrendo, é sinal de que não temos possibilidade de resolver os problemas com os quais nos defrontamos. Nessas condições, então, a melhor atitude consiste em entregar-nos a Deus que, vendo as nossas aflições, se dispõe a ajudar-nos. Ao nos colocarmos inteiramente em Suas mãos, será criada, da nossa parte, uma condição favorável para que Deus nos possa socorrer.

1.4.2 - Respeito à liberdade do semelhante

Quando observo as pessoas que trabalham comigo fazendo coisas erradas, eu nunca lhes chamo a atenção, mas entrego tudo a Deus. Se realmente não estão agindo certo, Ele as julgará. Muitas vezes, porém, embora pareçam erradas aos olhos humanos, são criaturas úteis do ponto de vista do Senhor Supremo, existindo, por isso, alguma necessidade delas no meu trabalho.

Certa vez aconteceu de um determinado colaborador tentar de várias maneiras prejudicar a Obra Divina. Todos os demais

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auxiliares estavam bastante preocupados e constantemente me alertavam sobre isso. Eu sempre lhes recomendava calma, dizendo- lhes que Deus estava olhando e deixei-o continuar agindo. Logo, porém, ficou mal e precisou ser internado num hospital onde morreu.

Analisando detalhadamente as atitudes maldosas e os fatos relacionados à vida desse dedicante, sou ainda bastante grato a ele, pois, apesar de tudo, realizou bons trabalhos, contribuindo assim para o desenvolvimento da Obra Divina. No instante, porém, em que poderia prejudicar, ficou impedido de ir adiante. Posso, então, afirmar que foi útil num determinado momento, dentro do infinitamente profundo plano divino. Nessas situações, o grandioso Deus não enxerga, como os olhos humanos, o Bem e o Mal das pessoas, mas somente a função a ser exercida por elas.

Com o passar do tempo, todos vão entender que a concretização do Reino do Céu aqui na Terra assemelha-se a um grande teatro do qual fazem parte os Três Reinos: o Divino, o Espiritual e o Material. Trata-se, pois, de um empreendimento onde cada pessoa tem um papel a desempenhar, seja como vilão, seja como bom. O importante, porém, é que assim a Obra de Deus vai-se desenvolvendo e expandindo neste mundo ainda dominado pelo mal.

Faz-se necessário também todos permanecerem atentos porque, mesmo dentro da igreja, os jashin penetram e ficam na mira dos adeptos. Pode haver, portanto, falhas e cada um deve ficar bem decidido, firme.

Embora, de vez em quando, aconteçam alguns infortúnios em conseqüência da atuação dos jashin, esses sofrimentos devem ser encarados como uma ação purificadora, sem a qual não se consegue aprimorar.

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2 - Como adquirir sabedoria?

2.1 - Pela eliminação das máculas através do Johrei

2.1.1 - Johrei e felicidade

Aparentemente o Johrei tem como finalidade a eliminação das doenças. Possui, contudo, um objetivo muito mais amplo. Em síntese, é uma maneira de criar felicidade.

Em termos simples, o Johrei cura as enfermidades porque dissipa a sua causa, que são as nuvens espirituais. Ao queimar as máculas do corpo espiritual, elimina também simultaneamente todos os sofrimentos causados por doenças, pobreza e conflitos. Dentre os infortúnios que atingem o ser humano, o principal é a doença, porque afeta a própria vida. Resolvido esse problema, os demais também o serão. Aqui reside o princípio da felicidade.

Pode-se, portanto, concluir que a causa de todas as aflições e angústias humanas são as máculas espirituais acumuladas. E a maneira mais simples e decisiva de dissipá-las está na prática do Johrei, cujo objetivo vai além da cura das doenças.

Mantendo, então, o espírito livre de máculas e o corpo sem toxinas, o ser humano tem condições de adquirir sabedoria.

2.2 - Pela leitura dos Ensinamentos

2.2.1 - Purificação das máculas

Para entender bem este ponto, precisamos, primeiro, lembrar que nossa alma, por ser partícula divina, sempre tem luz. Entretanto, devido às muitas máculas acumuladas, encontra-se envolta por camadas de impurezas que se vão concentrando ao redor dela, no corpo espiritual. Por essa razão, eu digo que a alma se acha num estado dormente e, pela influência exterior dessas

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mesmas impurezas, diminui de tamanho. Então, ao ser canalizado Johrei, queimam-se as máculas que a envolvem na parte mais exterior, periférica. Ao lerem, porém, os Ensinamentos, acontece o inverso, isto é, as nuvens das camadas mais interiores, mais próximas da partícula divina, são eliminadas em primeiro lugar. Em conseqüência, a capacidade de discernimento aflora, tornando-se mais fácil a compreensão da verdade.

2.2.2 - Importância das publicações messiânicas

Todos os artigos são, de fato, muito bons; não apresentam ponto algum passível de contestação. Como, porém, os escritos messiânicos constituem um obstáculo poderoso à ação dos jashin, eles fazem de tudo para impedir que sejam divulgados. Além disso, essas entidades malignas têm um enorme temor ao sofrimento que lhes causa a leitura de qualquer assunto referente à Messiânica.

Freqüentemente, pessoas vítimas de encostos confessam, após terem sido libertadas, que não gostavam de ler os Ensinamentos.

Um bom método, portanto, para testar se alguém com problemas tem ou não encosto de jashin, consiste em deixar as publicações messiânicas num lugar bem visível, dentro da casa. Se a pessoa as pegar e ler, é sinal de que está livre; caso as ignore, não cometo erro algum em afirmar que está sendo influenciada pela ação desses seres malignos.

De outra parte, percebo também que os jashin estão travando uma luta constante, numa guerra invisível e diária, desde que comecei a escrever a Criação da Civilização. Como é um livro profundamente temido por essas entidades, elas mesmas colocam inúmeros impedimentos para que eu não possa completá-lo; daí a razão de me considerar um soldado num campo de batalha.

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Até pessoas da minha família, embora não tenham a intenção, me atrapalham, pois são usadas pelos jashin para obstruir o meu trabalho. Recentemente ocorreu uma pequena melhora, mas, no começo, não encontrava meios para fugir desses obstáculos.

Como Deus não quer os Seus filhos vivendo num ambiente de discórdia, mas deseja para todos a verdadeira felicidade e muita sabedoria, com certeza, vou ter condições de completar a Criação da Civilização, que juntamente com as demais publicações messiânicas, trará grandes benefícios para toda a humanidade.

2.3 - Pela oração

2.3.1 - Sentido da oração

Quando rezamos, pedimos a Deus a purificação das máculas e o fortalecimento de nossa partícula divina. Daí a importância da oração sincera para alcançar sabedoria.

2.4 - Pela dedicação

2.4.1 - Cem por um

O ideal seria que cada pessoa de fé formasse outras cem.

Quando um membro da Messiânica consegue ministrar Johrei regularmente, ou divulgar as publicações e, desse modo, formar um novo adepto, fica, em geral, muito contente. Essa boa ação, entretanto, significa apenas que ele teve condições de fazer alguma pessoa adentrar ao portão da casa. É preciso, ainda, conduzi-la para dentro e mostrar-lhe todos os aposentos da residência a fim de ser verdadeiramente possível afirmar que mais um membro foi conseguido. Quem já passou por experiências semelhantes sabe o que estou querendo dizer. O novo adepto só será, portanto, um perfeito seguidor da Messiânica quando, do fundo do

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coração, entender e aceitar a nova maneira de viver que lhe está sendo proposta.

Se, pois, alguém tiver força e capacidade de fazer um membro bem firme, com sabedoria suficiente para compreender os Ensinamentos, não terá dificuldade de conseguir mais cem. Estes, por sua vez, farão outros cem. Assim, sucessivamente, de maneira simples e natural, vai surgir um número surpreendente de verdadeiros propagadores do Evangelho do Céu, quer dizer, de pessoas sábias.

2.4.2 - Canalização do Johrei

Na Messiânica, o princípio da dedicação deve ser entendido de maneira muito peculiar, pois trata-se de uma verdade fundamentada num poder impossível de ser comparado ao das outras religiões: baseia-se na prática do Johrei, método sem precedentes, que exerce uma espantosa ação sobre as doenças. A maioria das pessoas, entretanto, ainda não consegue dar-lhe crédito irrestrito. Quem já recebeu Johrei uma vez pode entender bem o que estou dizendo a respeito dos surpreendentes resultados da Luz de Deus no restabelecimento de enfermos.

Na verdade, existem outros meios de impedir, pela fé, o avanço de algumas enfermidades. São, contudo, graças advindas indiretamente de Deus. Podem também resultar do emprego de força mental. Ambos esses processos eram possíveis e aceitáveis no mundo da Noite, onde a Luz Divina só se manifestava até certo grau. Agora, porém, com a chegada da Era do Dia, o poder virá diretamente de Deus Supremo e se tornará visível, de modo absoluto, através do Johrei. Essa verdade pode ser comprovada pelo fato de todos os demais segmentos religiosos defenderem a existência de hospitais, enquanto a Messiânica não precisa se preocupar com tais instituições.

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2.5 - Pela prática do tinkon

2.5.1 O que é?

Tinkon, palavra japonesa que significa ato de acalmar a alma, é uma prática que serve para trazermos o nosso espírito de volta, ou seja, sairmos do estado de dispersão. Também pode ser utilizada para dominarmos a irritação e conseguirmos um estado de maior serenidade. Até mesmo em casos de insônia, o tinkon nos deixa mais tranqüilos e o sono vem facilmente.

O estado de serenidade conseguido através da prática do tinkon conduz a um grau maior de discernimento que trará, como resultado, comportamentos reveladores de muita sabedoria.

2.6 - Pela elevação espiritual

2.6.1 - Superioridade da alma

Ministro

eliminados?

Os

pensamentos

negativos

devem

se

Meishu Sama Não. Não é correto querer tirá-los da mente, pois quem sente essa necessidade está, de fato, mostrando que os possui, mesmo que sejam poucos. Caso contrário, não seria preciso se preocupar com eles.

2.6.2 - Sabedoria conforme o nível espiritual

Estando no Reino do Céu, dependendo do nível espiritual em que se encontra, o espírito adquire automaticamente sabedoria suficiente para desempenhar sua missão.

De outra parte, quanto mais alto for o estágio de elevação, não haverá, inclusive, necessidade do uso de palavras. Em níveis superiores do Reino de Deus, as almas comunicam-se através

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dos olhos. Em graus ainda mais acima, a troca de informações dar- se-á somente por meio do coração e do soonen.

Ao atingir esse plano ultra-superior de perfeição, também os seres humanos terão condições de saber distinguir, com precisão, os mais distantes lugares e conhecer o futuro de dez ou de centenas de anos à frente.

2.6.3 - Elevação da alma

Para se conseguir a elevação da alma, é preciso acumular virtudes, pois quem tem soonen negativo não consegue sintonizar com a vontade de Deus. Nessa situação, sempre malogra, mas, por outro lado, o sofrimento advindo dos insucessos diminui e elimina as máculas que foram a causa do soonen negativo. Como resultado desse processo, a alma se eleva e pode assim corresponder à vontade divina, obtendo, por conseguinte, resultados maravilhosos.

No mundo, freqüentemente, vêem-se exemplos de pessoas que fracassaram inúmeras vezes e depois se tornaram grandes vencedoras. Tal ocorrência se deve ao fato de terem, a partir de experiências frustrantes, mudado a sua maneira de agir.

2.6.4 - Posição da alma

A alma nunca está numa posição fixa. Ao contrário, ora sobe, ora desce, dependendo do próprio peso ou leveza, estados ambos diretamente relacionados à ação do Bem ou do Mal. Assim, quem cultiva a bondade acumula virtudes e diminui as máculas; portanto, torna-se leve. Por sua vez, os que praticam maldades concentram grande número de pecados. Com isso, aumentam cada vez mais as nuvens espirituais e, conseqüentemente, o peso da alma. É, portanto, muito válida a expressão "peso do pecado", citada desde os tempos antigos.

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Concluindo, pode-se afirmar com segurança que tanto as palavras e atos do Bem quanto do Mal chegam até Deus através dos fios espirituais. Se cada um de vocês entender essa lógica, saberá que não existe outra alternativa a não ser tornar-se uma pessoa virtuosa.

2.6.5 - Espírito fraco

De um modo geral, as pessoas que têm espírito fraco vivem se preocupando muito com as direções a seguir, tais como lugares para onde devem mudar-se, local exato da entrada e saída das casas, horóscopos, signos do ano. Se essa for a principal fonte de apreensão, nada poderá dar certo, pois quem vive inquieto cria para si mesmo a má sorte.

Então, sempre que o poder do espírito entra em decadência, surgem temeridades de toda espécie. Acontece algo semelhante à saúde física. Há algumas pessoas cheias de vitalidade e outras bastante debilitadas. Da mesma forma, os medrosos têm, na verdade, espírito fraco.

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CAPÍTULO II - FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DA SABEDORIA

1 - Conhecimento das Leis de Deus

1.1 - Importância

1.1.1 - Deus e Sua Lei

Deus é amor. Se o homem, entretanto, não estiver vivendo de acordo com a lógica 5 , nada poderá ser feito para ajudá-lo. Muitas vezes, o Criador quer conceder às pessoas inúmeras graças; falta-lhes, contudo, qualificação para recebê-las.

Mesmo em se tratando de dinheiro, quase sempre, Deus se dispõe a colocá-lo em abundância nos nossos bolsos. Não pode, porém, fazê-lo, porque há neles muitas impurezas, as quais devem, em primeiro lugar, ser eliminadas, para que se criem condições favoráveis ao recebimento do auxílio do Céu. Só assim é que o Supremo Senhor poderá conceder graças sem fim.

Se o homem quiser, então, ter a vida salva, dever fazer a sua parte. Caso contrário, Deus não poderá agir, pois existem leis imutáveis, as quais nem Ele próprio transgride.

1.1.2 - Essência da verdade

Para encontrar e compreender claramente a essência das Leis que regem a vida humana e também o Universo, é preciso, em primeiro lugar, despreender-se dos detalhes. Agindo assim, o ser humano torna-se capaz de expandir o pensamento com muita rapidez e, ao mesmo tempo, passa a não negligenciar as verdadeiras ações, centrando-se mais na essência dos fatos. Com isso, prospera rapidamente.

5 Princípio ou a Lei de Deus.

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Uma mentalidade estreita impede, por conseguinte, a expansão da consciência, tornando as pessoas obstinadas. Como resultado, elas criam, ao redor de si, um clima de constrangimento. Com essa atitude, a liberdade mental, geradora de estados emocionais tranqüilos, desaparece, deixando-as desprovidas de serenidade, elemento essencial para que se estabeleça uma atmosfera de progresso e bem-estar, tanto físico quanto espiritual.

O mais comum entre a maioria dos seres humanos, no entanto, é a busca exclusiva da própria felicidade. Sempre se esquecem de que viver em consonância com as Leis Divinas tem suma importância para se atingir um grau mais elevado de perfeição, não só na parte física mas também espiritual.

Nunca se deve, então, ficar ligado ao reconhecimento humano, uma vez que raramente o valor da virtude é entendido na sua essência, embora advenha de uma árdua dedicação. Importa, por conseguinte, apenas o esforço de cada um para viver de acordo com a vontade divina. Dessa forma, a recompensa vem de Deus, a quem nunca há possibilidade de enganar.

Em última análise, faz-se necessário abandonar os preconceitos, os julgamentos superficiais e convencionais fundamentados no falso juízo, o que, de fato, é uma atitude muito perigosa.

Para o Criador, não conta a preocupação em agradar aos homens. Vale somente agir de acordo com a essência da Lei. Procurem, portanto, realizar apenas o que Deus aprova; coloquem sempre em evidência os valores divinos, elementos fundamentais para uma vida repleta de bênçãos.

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1.2 - Principais Leis

1.2.1 - Purificação

1.2.1.1 - Lei da Purificação

Pela Lei da Purificação, onde quer que se acumulem máculas, surgirá uma atividade natural para eliminá-las, restabelecendo-se assim o equilíbrio vital e o estado de pureza.

Quando, por exemplo, alguém enriquece por meios desonestos, acumula uma fortuna que terá forçosamente de ser purificada. Esse mesmo fato pode comprovar também que ladrões, assassinos, assaltantes, batedores de carteira, são gerados pelos próprios praticantes do Mal, em conseqüência da necessidade de ações purificadoras constantes. Então, do ponto de vista daijo, se existem malfeitores, é por que eles são necessários.

De modo análogo, quando se acumulam toxinas no organismo, estas terão de ser inevitavelmente eliminadas. Para efetuar esse processo de limpeza do corpo, aparecem bactérias nocivas, as quais muitas vezes acabam contaminando outras pessoas. Assim, como num círculo vicioso, o próprio ser humano cria tudo aquilo que o prejudica. Por isso, quaisquer infortúnios, sejam doenças, vírus, bactérias, ladrões, desastres, constituem instrumentos naturais de purificação das impurezas acumuladas pelo homem.

1.2.1.2 - Causa dos sofrimentos

Deve ficar bem claro que a infelicidade que atinge as pessoas em geral não é gerada pela natureza. Origina-se da própria conduta humana. Não compensa, pois, a ninguém lamentar-se de seus sofrimentos. Ao contrário, cada um precisa tomar consciência do Mal que causou a si mesmo.

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Conservem, portanto, com firmeza, nas suas mentes, este princípio de justiça: a causa de todos os males está no coração dos homens. São eles os responsáveis pelas inúmeras desgraças que lhes advêm. Nunca atribuam, então, a culpa dos próprios erros aos outros. Não digam que a sociedade é má, nem responsabilizem o governo, a política, a educação, o sistema ou a situação do mundo pelos insucessos pessoais.

Embora o comportamento normal das pessoas, na atualidade, seja imputar aos outros a causa dos fracassos, os homens de fé devem agir de maneira mais consciente. Vivendo sempre a lamentar-se, só poderão acumular um número ainda maior de máculas e, como conseqüência, provocar mais sofrimentos para purificá-las, além de criar motivos para queixas freqüentes. Esse modo de viver bastante errado levará certamente a desgraças irreparáveis.

Sendo criaturas banhadas pela Luz de Deus, meditem profundamente sobre essas verdades e as guardem no fundo do coração.

1.2.2 - Tempo

1.2.2.1 - Importância do tempo

Muito importante é o tempo. Mesmo realizações que, com certeza, terão sucesso por estarem bem planejadas, se estiverem sendo executadas antes do tempo adequado, trazem conseqüências inesperadas. Notem, porém, que tal atitude não significa estarmos cometendo erros; apenas falta ainda o momento propício. Para prever o fator "tempo certo", temos de possuir tieshokaku bastante evoluído.

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1.2.2.2 Tempo certo

Em todos os setores da sociedade, existem pessoas malsucedidas em seus empreendimentos por terem negligenciado o fator tempo adequado.

Geralmente são malogros que se estendem a toda família e, às vezes, afetam também os demais parentes e até os amigos. Adversidades de tamanha proporção mostram claramente não se tratar apenas de um mal resultante de erros ou falta de sorte. Na verdade, em muitos casos, passam a representar um problema social. A causa de tanto insucesso está na inadequação do fator tempo certo.

Para se entender melhor essa questão, convém observar atentamente o comportamento dos homens, ao iniciarem a elaboração de seus planos. Em geral, nos preparativos necessários, todos são cuidadosos. Mas, quando se dispõem a executá-los, percebem que as realizações não correm de acordo com as expectativas. Normalmente surgem impedimentos inesperados e muitos ficam sem saber como reagir. Esse é, via de regra, o caminho do fracasso, cuja causa reside na ignorância do fator tempo certo, princípio absoluto para a execução de qualquer tarefa. Ainda que todas as condições sejam favoráveis, fora da época adequada, bons resultados tornam-se impossíveis.

Um outro exemplo pode ser encontrado na Natureza, que também mostra ao homem a importância do tempo como uma condição básica para a obtenção do sucesso em qualquer empreendimento. Notem que todos os produtos agrícolas têm o seu período exato de semeação, de crescimento, de transplantação de mudas determinado, é claro, pelo clima e a região de cultivo. Assim, plantando-se um bulbo no Outono, florescerá na Primavera. Semeadas na Primavera, as flores desabrocham do Verão até o Outono. Também as frutas têm época exata de sazonamento. Colhidas

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prematuramente, não poderão ser aproveitadas; maduras, entretanto, constituem alimentos saborosos.

Pode-se, então, afirmar que a Grande Natureza revela, em seu aspecto real, a verdade com relação ao tempo certo, e o homem deve tomá-la como exemplo para qualquer trabalho que venha a empreender.

1.2.2.3 - Soluções rápidas

Pergunta

de

mamehito:

pensa antes sobre o assunto?

Quando

o

Senhor

escreve,

Resposta de Meishu Sama: Não é preciso, pois eu tenho até dificuldade em assimilar todas as idéias, porque se manifestam uma após outra. Mesmo no caso de uma construção, quase nunca procuro pensar qual seja a melhor maneira de executá-la. Simplesmente, ao chegar o tempo adequado, surge de repente, na minha cabeça, aquilo que deve ser feito. Por isso, quando vou ao local onde estou construindo o modelo do Reino do Céu na Terra (Tijyotengoku), digo simplesmente o que e como deve ser feito em cada lugar, em cada ponto. Se alguma dificuldade permanece sem o esclarecimento imediato, deixo-a de lado e não me preocupo mais com o assunto.

Agora, por exemplo, já tenho na minha cabeça, concluído, o Templo. Até mesmo o desenho da cortina está pronto.

Por isso, reafirmo: sempre que, ao pensarem na maneira como resolver um problema, não sendo encontradas idéias claras, deixem-no assim mesmo. Chegando o tempo, aparece rapidamente a solução exata.

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1.2.2.4 - Tempo divino

O tempo de Deus muda a cada mil ou dezenas de mil anos, embora para Ele, o Criador, esse espaço corresponda apenas a uma fração de segundo, ou até menos que isso.

Não obstante, para o ser humano que consegue, quando tem vida longa, chegar, no máximo, perto dos cem anos, imaginar que milhares deles correspondem a frações de segundo na mente divina fica extremamente complicado e confunde-lhe muito o pensamento.

1.2.3 - Ordem

1.2.3.1 - Lei da Ordem

Deus é Ordem. Então, quando se desrespeita tão profundo princípio, especialmente no campo das relações sociais, nada corre bem. Diante desse fato, torna-se fundamental termos consciência da Lei da Ordem.

A fim de entender melhor esse processo de prioridade, atentem para o seguinte: de acordo com um provérbio chinês, existe uma distinção entre os membros de um casal e ainda uma linha de precedência dos velhos em relação aos jovens, fato que leva ao estabelecimento de estreita ligação entre ordem e cortesia.

Observando também a Natureza, poderemos notar que nada deixa de obedecer a um esquema bem preciso. Primavera, Verão, Outono e Inverno sempre se sucedem na mesma seqüência. Processo semelhante ocorre com o despontar dos dias e das noites e com o crescimento das plantas. As cerejeiras, por exemplo, jamais florescem antes das ameixeiras.

Idêntica postura de precedência deverá nortear a maneira correta de agir no que diz respeito à nossa prática religiosa. De nada

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adianta elevarmos preces a Deus após termos realizado as tarefas corriqueiras, porque, neste caso, o trabalho tornou-se a atividade principal, tendo a divindade sido relegada a um plano secundário. O mesmo se aplica às pessoas que vão receber Johrei. Devem, primeiro, ir ao Templo para depois se dedicarem às demais atividades. Agindo assim, perceberão os efeitos benéficos da Luz de Deus com muito mais rapidez.

1.2.3.2 - Ocupação correta dos lugares

Na construção das casas japonesas, frequentemente observamos que o primeiro andar é destinado ao quarto dos filhos e o térreo, para os pais.

Analisando esse fato, percebemos que os filhos passam a ocupar um plano superior em relação aos pais e, por esse motivo, muitas vezes, não lhes ouvem as recomendações. Situação idêntica pode ser percebida no caso de patrões e empregados. Precisamos, portanto, estar sempre atentos a esses pequenos detalhes.

Embora não pareça importante, também ao sentarmo-nos numa sala, convém obedecermos à ordem. Assim, o dono da casa deverá ocupar o lugar superior, seguido da esposa, do filho primogênito, dos demais filhos e das filhas. Quando a família segue esse princípio, cria-se um ambiente de paz e harmonia. Caso contrário, facilmente surgem atritos ou incidentes desagradáveis.

Muitas vezes, ao participar de uma reunião, eu percebia, logo ao entrar na sala, algo estranho no ambiente. Observando os detalhes, verificava que as pessoas não estavam sentadas de acordo com a Lei da Ordem. É fundamental, pois, entendermos bem esse princípio.

Para determinação do lugar correto de cada um, podemos considerar como inferior o plano mais próximo à entrada de qualquer

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local, e como superior, o mais afastado. Nas casas de estilo japonês, todos sabem que a posição principal fica em frente ao tokonoma, (parte do assoalho um pouco mais alta, geralmente com diferença de um degrau). Conhecendo-se, portanto, a localização do tokonoma, pode-se estabelecer, com muito bom senso, o lugar exato de cada pessoa.

Outra consideração importante diz respeito às laterais. A esquerda corresponde ao espírito, por isso é superior. A direita está relacionada ao corpo; por conseguinte, inferior. Nas suas atividades diárias, o homem emprega, na maioria das vezes, a força física, daí a razão pela qual utiliza mais o braço direito, que corresponde ao corpo.

1.2.3.3 - Importância da ordem

A ordem é fundamental. Pela lógica, as nossas ações deveriam trazer sempre um resultado satisfatório, mas, às vezes, algum episódio atrapalha. Quando isso acontece, meditando um pouco, veremos que estávamos trabalhando fora da ordenação metódica a ser seguida para que um empreendimento seja realizado com sucesso. Se, a partir desse princípio, descobrirmos qual deva ser a nossa atitude, tudo correrá normalmente. Portanto, ter o tieshokaku desenvolvido significa sermos capazes de perceber, com facilidade, o fator ordem, que exerce grande influência na nossa vida.

Para termos certeza de que estamos agindo dentro da seqüência natural dos acontecimentos, o exemplo mais simples está na constatação de que, às vezes, mesmo ministrando Johrei, não obtemos curas, algo até meio estranho. Insistindo na observação, verificamos que estávamos fora do ponto focal ou da ordem, a qual precisa estar sempre de acordo com a lógica.

Havendo, então, por exemplo, muitas pessoas contrárias ao Johrei para um doente, ou mesmo se o pensamento do próprio

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paciente não o aceita, quer dizer que não existe coerência. Conseqüentemente, nada corre bem e a cura não acontece. Portanto, quando vocês observarem casos em que os resultados são insatisfatórios, irão descobrir a razão do insucesso, considerando apenas a questão da ordem.

1.2.3.4 - Primazia da ordem

A Lei da Ordem de Deus preside a tudo. Em qualquer tipo de atividade, existe sempre uma sucessão harmoniosa de ações e um tempo certo a serem seguidos.

Por exemplo, quando eu quis comprar um terreno vizinho ao

nosso, os proprietários não se dispuseram a vendê-lo. Percebi, então, que foi devido ao fato de não ser necessária a compra naquela época. Quando chegou a hora certa e havia, evidentemente, necessidade de tê-lo, os proprietários o

ofereceram a mim e pude, então, comprá-lo com facilidade.

O caminho divino se nos apresenta, na realilade,

maravilhoso, e a Lei da Ordem de Deus, misteriosa e fascinante, pois deixa evidente que tudo funciona de acordo com o tempo certo. Para colecionar obras de arte, por exemplo, procedo de acordo com esse princípio. Ao pensar casualmente sobre alguma delas em especial, pretendendo obtê-la, muitas vezes, reconheço que, a princípio, é quase impossível realizar o meu desejo. Após algum tempo, entretanto, na hora certa, a referida obra vem a mim de

maneira natural.

São realmente infinitas as maravilhas da Lei da Ordem!

1.2.3.5 - Posição dos objetos no ambiente

Quando faço a decoração da uma sala ou de um quarto, coloco nas posições mais elevadas os objetos de nível superior; os de padrão inferior, disponho nos lugares mais baixos. Dessa forma,

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ao entrar num desses ambientes, qualquer pessoa, mesmo não sendo membro da família, sentir-se-á bem. Tal situação decorre do fato de o espírito do objeto encontrar-se, no plano espiritual do quarto, na ordem correta.

Ter, então, conhecimento dos pormenores relativos à disposição correta dos objetos num ambiente, é bastante importante para que o estado de harmonia e bem-estar seja sentido por todos que a ele adentrarem.

Freqüentemente, quando um grande número de pessoas está reunida numa sala, surgem, de súbito, conflitos que podem chegar, às vezes, à grande violência, com troca de socos, por exemplo. Nesses casos, quando se observa a posição de quem está sentado, percebe-se que a ordem não era a mais adequada.

Na verdade, a desorganização do nível espiritual de um ambiente gera confusões, as quais se refletem naqueles que se encontram no local. Então, se alguém, logo ao chegar, já se sente mal, é porque não há coerência lógica nas posições ocupadas pelos circunstantes, ou seja, pessoas superiores estão sentadas em lugares inferiores ou vice-versa. Assim, devido à desordem reinante, qualquer um pode irritar-se por nada e o clima se torna propício a discussões. Na vida cotidiana acontecem muitas vezes fatos como esses, os quais se prolongam indefinidamente.

1.2.4 - Precedência do espírito

1.2.4.1 - Espírito precede a matéria

A Lei segundo a qual o espírito precede a matéria rege o Universo, e o ser humano também está subordinado a ela. Então, dependendo da posição espiritual, a pessoa mesma determina a sua própria felicidade ou desgraça. Eis a grande verdade.

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Pode-se, pois, deduzir com muito discernimento que, se cada ser humano obedecer à lei da precedência, não será difícil tornar-se completamente feliz.

Outra conclusão evidente é que, se o espírito não tiver mérito

para ocupar um lugar no Céu, mesmo que se julgue agraciado, será estado aparente e temporário. Ocorrendo, porém, aprimoramento e

a conseqüente elevação espiritual, de repente, tudo poderá ser

mudado, quer dizer, as pessoas voltam ao nível em que se encontra

agora o seu espírito no mundo imaterial.

Grande importância tem, por isso, a prática de virtudes, de bons atos, e a permanente disposição para ajudar na salvação dos semelhantes. Dessa forma, ainda que alguém esteja infeliz, poderá elevar o seu nível através dos merecimentos resultantes de uma dedicação consciente, transformando-se, assim, num ser pleno de vida verdadeira.

1.2.4.2 - Influência das máculas

Como uma forma de conhecimento necessário a todos que

desejam elevar-se, é bom saber que o espírito fica sujeito a subidas

e descidas, de acordo com as máculas nele acumuladas. Estas o tornam pesado e o impedem de atingir um plano mais alto.

Portanto, quanto menor for a quantidade de nuvens espirituais, maior será a elevação e, em consequência, mais intensa a felicidade do ser humano. Quer dizer que todo o bem-estar ou os infortúnios vividos pelas pessoas estão relacionados diretamente à intensidade de suas máculas.

Ao saber desse fato, qual seja, a constante mobilidade do espírito determinada por maior ou menor número de máculas, o ser humano já está de posse de uma grande verdade. Ao mesmo tempo, começa a fazer parte do grupo dos felizes. Tal princípio constitui uma lei imutável e perene no Mundo Espiritual.

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1.2.5 - Causa e efeito

1.2.5.1 - Missão do homem

O homem ao nascer recebeu a missão de efetuar a sua parte na concretização de condições ideais de vida na Terra, de acordo com o Plano Cósmico. Quando ele vive e age em consonância com esse objetivo, a saúde, a felicidade e a paz se integram ao seu cotidiano. Dessa forma, passa a fazer parte de um princípio universal preconizado na seguinte Lei: "Cada um colhe aquilo que planta".

1.2.5.2 - Justiça e Lei do Karma

Há problemas bastante profundos relacionados ao lado espiritual, resultantes da intensificação do espírito do fogo. Como nunca foi minha intenção provocar mal-entendidos entre membros e freqüentadores, poucas vezes tenho-me pronunciado a respeito desse assunto; agora, porém, é chegado o momento. Atualmente um grande número de pessoas sofre repurificações, devido ao fato de todas as ocorrências obedecerem à Lei da Sintonia. Quer dizer, tudo acontece de acordo com o princípio da justiça que, na sua essência, engloba a Lei do Karma, ou seja, a relação entre causa e efeito.

Essa verdade pode ser exemplificada nas expressões de Sakiyamuni que traduzem claramente a ideia das ações e suas conseqüências: "Quem vive, está fadado a morrer; aqueles que se encontram, um dia, vão separar-se".

1.2.6 - Harmonia

1.2.6.1 - Lei da Harmonia

Muito se fala sobre harmonia, mas a questão é bem mais complexa do que parece. À primeira vista, quando se ouve esse

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termo, aparentemente, o seu significado parece lógico e positivo. Nesse aspecto, o conceito de harmonia está sendo interpretado apenas de modo superficial.

Num sentido mais profundo, porém, a idéia do que seja harmonia está ligada, em primeiro lugar, à distribuição natural e lógica de todas as criaturas de Deus dentro do Grande Universo. A partir desse ponto de vista, pode-se entender que nada se encontra ou se coloca desarmoniosamente no Cosmos.

Analisando, entretanto, a questão sob outro ângulo, percebe-se que, na natureza, nem tudo continua no seu devido lugar. Se, entretanto, algum componente não está ocupando a posição que lhe foi determinada pelo Criador, é porque ações anti- naturais praticadas pelos homens, com o intuito de reorganizar ou recompor a ordem natural, assim o determinaram.

Então, quem, de fato, desarmoniza o Universo são os seres humanos, quando tentam desestruturar a ordem natural da Criação, achando serem as ações pessoais as responsáveis pelo estabelecimento da rigorosa e verdadeira harmonia. Se, em lugar de destruir, as criaturas simplesmente obedecessem à Lei do Céu e da Terra, tudo correria dentro da normalidade do plano de grandioso equilíbrio estabelecido por Deus.

Portanto, a desarmonia surge no momento em que as pessoas interferem na ordenação metódica e peculiar da Grande Natureza para modificá-la.

Mesmo em situações nas quais a desorganização se torna evidente, faz-se necessária a clara consciência de que na Criação divina jamais haverá desarmonia. Então, aquilo que momentaneamente possa aparentar desordem, com o passar do tempo, volta a ocupar o seu exato lugar, obedecendo à rigorosa Lei da Harmonia presente no Universo.

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Olhar o mundo e interpretar a verdade, tendo por base a harmoniosa organização universal, significa ter um pensamento daijo.

1.2.7 - Inversão

1.2.7.1 - Lei da Inversão

Seria gratificante se, diante dos vários problemas com os quais se defronta no curso de sua vida, o ser humano encontrasse soluções adequadas para cada situação. Na verdade, porém, não é fácil descobri-las, mesmo que se tente de várias formas. Nesses casos, então, convém lembrar da atitude determinada por gyakute, ou seja, aquela fundamentada nas regras da inversão. Eu, muitas vezes, me utilizo desse princípio, e sempre com bons resultados.

Para melhor compreensão do conceito de gyakute, vou explicá-lo através de exemplos.

a. Certa vez, uma jovem de boa família me procurou, dizendo que o pai mantinha relações com uma viúva às escondidas. Na verdade, ninguém de sua casa sabia do fato. Ela era a única a ter conhecimento do que ocorria, mas não estava mais disposta a ficar calada. Pensava, por isso, em resolver a situação definitivamente, contando tudo à mãe e ao irmão mais velho. Queria desmascarar o pai. Antes, porém, desejava ouvir a minha opinião.

Como o problema me pareceu bastante sério, decidi ensinar à jovem a Lei da Inversão (gyakute). Para tanto, aconselhei-a que não revelasse a ninguém o segredo nem tentasse impedir aquela relação. Sugeri-lhe fazer de conta nada ter visto. Tal atitude causaria boa impressão em seu pai e assim ela teria tempo de pensar em outro plano.

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Além disso, expliquei-lhe que nas relações entre homem e mulher, quanto maiores forem os obstáculos que se interpuserem, mais se inflamará a paixão. Nessas condições, se uma das partes tiver seu procedimento sigiloso descoberto, fica desesperada e os resultados são muitas vezes imprevisíveis, podendo até resultar em tragédia.

A jovem seguiu o meu conselho e o caso se resolveu rapidamente, de uma maneira muito melhor do que ela esperava.

b. Outro exemplo é a célebre história do pintor Ookyo Maruyama. Um dia, tendo-se dirigido a um famoso restaurante de Kyoto, logo ao entrar, percebeu que havia algo de anormal, pois o proprietário mostrava-se muito preocupado.

Ao perguntar o que estava acontecendo, o dono do restaurante contou-lhe que os negócios não andavam bem nos últimos tempos e, por isso, pensava em encerrar suas atividades.

Ookyo, tentando ajudar o proprietário, disse-lhe que tinha uma idéia. Retirou-se em seguida, voltando mais tarde com o desenho de um vulto feminino, na realidade, uma assombração. Logo em seguida, a tela foi colocada numa moldura e o quadro afixado no tokonoma.

Diante da atitude de Ookyo, a preocupação do dono do restaurante tornou-se bem maior, pois achava que a pintura representando um fantasma ia afugentar ainda mais os clientes. Ookyo, porém, recomendou-lhe que ficasse tranqüilo, deixasse problema por sua conta e continuasse apenas observando os resultados.

Com o passar dos dias, o inusitado quadro começou a ficar famoso; muita gente afluía para vê-lo e o restaurante voltou a prosperar mais do que antes.

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Na verdade, Ookyo empregou a Lei da Inversão, segundo a qual no momento em que yin atinge o ponto máximo, muda para yang e vice-versa.

Da mesma forma, grande parte dos problemas com os quais os seres humanos se defrontam no mundo reside no fato de não haver possibilidade de existir uma solução, ou seja, inverter-se a situação, enquanto o auge da questão não tiver sido atingido. Na maioria das vezes, contudo, tenta-se mudar a direção dos acontecimentos no meio do caminho, atitude totalmente errada, pois somente protela o encontro da solução correta.

1.2.8 - Identidade

1.2.8.1 - Remédios e máculas

Como resultado do uso de remédios, o sangue torna-se impuro e, ao mesmo tempo, nuvens são geradas no espírito. Portanto, qualquer droga, quando ingerida, debilita o organismo e, pela Lei da Identidade entre Espírito e Corpo, surgem as máculas. Não há, pois, coisa mais temível que os medicamentos. Por conseguinte, quem os toma está aumentando o peso espiritual e, conseqüentemente, colaborando para a descida do próprio espírito a níveis inferiores, podendo mesmo chegar a um plano infernal. Daí a razão de muitas pessoas que se encontram nessas condições praticarem atos horrendos. Além disso, com o aumento gradativo do número de vidas assim, mais forte vai ficando o mundo das doenças, da pobreza e dos conflitos.

Em síntese, a causa fundamental da infelicidade do ser humano são os remédios e as drogas. Antes de tudo, é preciso tirá-los de circulação. Meu alerta, porém, procurou apenas mostrar o mal que eles geram.

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1.2.9 - Efeito Contrário

1.2.9.1 - Resultados insatisfatórios

Quando uma pessoa não obtém resultados satisfatórios a despeito de todos os seus esforços, mesmo pensando estar agindo corretamente, é porque desconhece a regra dos efeitos contrários. Em outras palavras, ela não percebe a razão que transcende à lógica dos fatos. Vou explicar, então, essa lei bastante útil para quem a emprega de maneira adequada, através de algumas observações que poderão facilitar o entendimento de verdade tão fundamental.

Há, por exemplo, determinados ministros e dirigentes espirituais da Igreja que assumem ares de importância, julgando- se detentores de especial grandeza. Contudo, quanto mais se exaltam, mais diminuídos se apresentam aos olhos dos outros. Na verdade, atitudes de discrição e reserva são posturas muito valorizadas por quem está observando de fora. Inversamente, exibicionismo e ostentação soam desagradáveis a ouvidos atentos. Sempre merece maior respeito quem relata os fatos da maneira como acontecem, sem exagerá-los nem diminuí-los.

Os que se propõem a trabalhar na Obra Divina devem, pois, tomar cuidado para não alardear o favor que estão prestando nem desejar aparecer como benfeitores, atitude que só deprecia a gratidão advinda daquele que recebeu ajuda.

Resultados insatisfatórios nunca poderão causar, por conseguinte, estranheza a quem desrespeita a Lei dos Efeitos Contrários.

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1.2.9.2 - Ocorrência de efeitos contrários

É preciso saber que em todos os acontecimentos podem ocorrer efeitos contrários. Levar, portanto, esse ponto em consideração, sempre traz muitos benefícios.

Alguns fatos da minha vida comprovam o que lhes digo. Certa vez, a pedido de conhecidos meus, não tive outra alternativa senão receber uma pessoa que insistia em me entrevistar e a quem eu vinha evitando, há tempo.

Logo de início perguntou-me quem era o Deus da Messiânica. Respondi-lhe simplesmente que não sabia. Em seguida me fez outra indagação querendo saber se eu previa tudo o que iria acontecer. Disse-lhe que de nada poderia ter certeza porque não era Deus.

Minhas respostas parecem tê-lo decepcionado, pois esse entrevistador nunca mais voltou a me procurar.

Outro fato ocorrido comigo diz respeito à compra de um terreno. Quando indaguei a respeito do preço, o dono, tentando aproveitar-se da situação, pediu-me uma quantia exorbitante, o que me levou a não tocar mais no assunto. Passado algum tempo, o proprietário, ansioso, procurou-me querendo saber se eu ainda estava interessado na compra. Respondi-lhe que não. Então, acreditando no que eu lhe dissera, baixou o preço para uma importância bastante razoável e o negócio se concretizou.

Era freqüente, em outras épocas, pessoas tentarem extorquir-me dinheiro. Quando apareciam, antes de abrirem a boca, eu lhes perguntava se conheciam alguém que me pudesse conceder um empréstimo. De imediato, se retiravam sem nada dizer.

Mesmo agora, se percebo que alguém vai ser muito útil para a nossa Igreja no futuro, trato-o propositadamente com indiferença.

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Se,

insensibilidade, realizar trabalhos excelentes, dedicando-se de

de grande

corpo

responsabilidade.

de desanimar devido à minha aparente

ao

invés

e

alma,

confio-lhe

então

tarefas

Eu poderia citar muitos outros exemplos, mas creio que estes bastam. Lembrem-se, portanto, da Lei dos Efeitos Contrários, pois ela lhes poderá ser muito útil.

1.2.10 - Sintonia

1.2.10.1 - Lei da Sintonia

Convém, ainda, ficar bem claro para todos que o destino das pessoas depende da quantidade de nuvens acumuladas no decorrer da vida. Assim, serão mais afligidos por sofrimentos, mesmo não os querendo, aqueles que carregam muitas máculas. É a Lei da Sintonia aplicada indistintamente a todos os seres humanos. Embora esses infortúnios pareçam injustos, na verdade, são formas de dissipar as nuvens espirituais; por isso, devem ser aceitos com alegria e sentimento de gratidão.

Cada um precisa também ter absoluta certeza de que, em decorrência da mesma Lei da Sintonia, ao ficar plenamente purificado, não será mais atingido por desgraças, críticas ou atitudes contrárias à fé que pratica.

1.2.10.2 - Afinidades

Os acontecimentos sempre são determinados pela Lei da Afinidade. Então, quando as pessoas recebem graças, se for num momento de perigo, significa que a ajuda, antigamente prestada pelos pais ou avós, gerou, naquele instante, uma proteção especial para os descendentes. Esses socorros especiais estão sempre fundamentados na Lei divina de Causa e Efeito que rege o mundo. De acordo com a lógica dessas relações

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estabelecidas, nenhuma ação, quer seja boa ou má, fica solta; inevitavelmente traz conseqüências.

2 - Identificação da verdade

2.1 - Níveis de verdade

Mesmo em se tratando de algo verdadeiro, devem ser considerados três níveis: superior, médio e inferior.

Muitas vezes aquilo que o ser humano admite como verdade pode ser um conhecimento extremamente inferior, embora, é claro, indique que a alma já está um pouco mais purificada do que na fase anterior. Nesse estágio, as incertezas começam a diminuir pouco a pouco, visto que o poder de discernimento vai aumentando dia a dia. Continua, entretanto, impossível extinguirem-se ainda totalmente as dúvidas; até pessoas ilustres as têm e muitas. A única diferença é que, quanto maior for a agudeza de espírito, mais rápido será o desaparecimento do obstáculo. No meu caso, por exemplo, uma indecisão dura no máximo metade do dia, pois, de modo geral, quando observo as circunstâncias em que ocorrem os fatos, imediatamente encontro a resposta que procurava. Por isso, ao orientar, por exemplo, a feitura dos jardins ou alguma outra construção, sei, num instante e com clareza, como serão realizados e como ficarão depois de prontos. Não preciso, pois, procurar idéias para a solução. Caso não surja uma resposta rápida, deixo o problema de lado, sem forçar o pensamento atrás de resultados. Chegando o tempo propício, de repente, tudo se esclarece, porque existe uma ordem determinada pela vontade de Deus, para indicar a hora exata em que as incertezas devem desaparecer. Aí, então, qualquer ser humano com nível superior de discernimento poderá entender e distinguir a grande verdade.

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2.2 - Dúvidas e nuvens espirituais

As pessoas de hoje têm muitas nuvens no espírito; por isso, mesmo que sejam ilustres e cultas, possuem inúmeras dúvidas e, pela mesma razão, mantêm o pensamento atrás do pensamento, ou seja, tentam desesperadamente encontrar, de imediato, a resposta para cada problema que enfrentam. Agindo desse modo, malogram, porque estão buscando para si mesmas o fracasso. Nunca vão, pois, alcançar a verdadeira sabedoria.

Eu sinto essa escassez de tie, de modo especial, entre os políticos que aparecem com freqüência nos jornais. Isso acontece devido às nuvens espirituais acumuladas ao longo dos anos.

É, então, de suma importância que o ser humano elimine o maior número possível de impurezas. Somente assim conseguirá melhorar não só a saúde, mas também a cabeça, aperfeiçoando a sua capacidade de raciocínio, o seu intelecto. Dessa forma, terá condições de identificar facilmente a Verdade.

2.3 - Subjetividade e objetividade

Os seres humanos em especial as mulheres se prendem a uma visão subjetiva da vida. Atitude muito perigosa! Quem admite como verdade apenas os próprios conhecimentos persiste numa única idéia e tenta avaliar os demais somente de acordo com a sua maneira de pensar. Para os que agem assim, nem sempre os empreendimentos correm bem. Além disso, tornam-se pessoas torturadoras de si mesmas e também dos outros.

A fim de evitar maiores dissabores, o homem precisa, portanto, dominar-se e criar uma nova maneira de ver a realidade, segundo a qual a crítica deve ser dirigida exclusivamente a si próprio. Procedendo dessa forma, será muito difícil cometer enganos.

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Para esclarecer melhor o assunto, vou relatar alguns episódios da vida de Ruika Kuroyuwa, que foi diretor-presidente do jornal Bantchohô. Ruika, além de celebrizar-se como tradutor .e romances, foi também filósofo e conferencista de renome, tendo eu, inclusive, assistido a várias de luas palestras. Entre os conceitos emitidos por ele, um me chamou a atenção: "O ego que todo homem trouxe ao nascer não tem grande valor. Quem deseja evoluir deve criar um novo eu, isto é, nascer pela segunda vez".

Essa sua observação me impressionou muito e, a partir daí, esforcei-me ao máximo para colocar em prática o princípio da renovação espiritual, o que me proporcionou inúmeros benefícios.

2.4 - Misericórdia de Deus

Pergunta de mamehito: Como o espírito do fogo está aumentando, torna-se bastante evidente, no momento, a cura das doenças. Quando, porém, grandes quantidades de toxinas começam a dissolver-se ao mesmo tempo, muitas vezes, acontece de a pessoa morrer. Então, nesse caso, eu penso que só vale a pena ministrar Johrei se o doente tiver alguma compreensão dos Ensinamentos. Caso contrário, o melhor é não fazer nada. Essa atitude está correta?

Resposta de Meishu Sama: Não. Sua maneira de pensar constitui um grande erro, porque precisam ser salvas também as pessoas que nada entendem dos Ensinamentos.

2.5 - Perda de tempo 6

A partir de agora, não se pode perder tempo com quem não conseguir entender os assuntos relacionados à fé.

6 As duas orientações (2,3; 2.4) foram citadas por Meishu Sama em épocas diferentes. O Ensinamento contido em 2.3 antecedeu, em mais ou menos, quatro anos, ao que se encontra explicado em 2.4. Essa aparente controvérsia está relacionada com a aproximação da Era do Dia. Quer dizer: situações anteriormente possíveis (2.3), agora que está próxima a mudança da Noite para o Dia, não vão mais ser permitidas.

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Muitas pessoas comentam que a Messiânica é maravilhosa, o poder de Deus, grandioso e, por isso, quando chegar o dia do Juízo do Bem e do Mal, a humanidade será salva. Na realidade, entretanto, pouquíssimos vão conseguir sobreviver; os demais serão destruídos. Este ponto tem que ser bem entendido e divulgado por quem ministra Johrei.

Portanto, depois de falar um pouco, se a pessoa não se interessar, condiz com a lógica deixá-la de lado porque, certamente, seu nome já foi apagado do "Livro da Vida". Essa é a maneira mais certa de agir, pois não compensa o esforço de tentar obter a remissão para quem não a deseja. Além disso, perde-se a oportunidade de ajudar aquele que está querendo ser salvo.

2.6 - Discernimento

Pergunta de mamehito: Meishu Sama, o Senhor fala freqüentemente sobre "cabeça ruim". O que significa isso?

Resposta de Meishu Sama: Imagine uma montanha. Quando você está no meio e sobe um pouco, tem uma visão mais ampla. Chegando ao topo, vê tudo, e com clareza absoluta. No sopé, entretanto, enxerga pouquíssimo. Então, de acordo com esse exemplo, ter "cabeça ruim" quer dizer estar no início, lá embaixo, ou seja, agir sem discernimento, não percebendo as questões vitais de modo claro, possuindo apenas uma visão estreita a respeito dos fatos. Portanto, o esforço de vocês deve ser o de chegar ao ponto máximo da montanha, de onde se pode ver mais amplo e melhor.

2.7 - Percepção correta

Ministro Desta vez, me foi permitido ir a Hokkaido (norte do Japão) fazer algumas palestras e divulgar os Ensinamentos. Embora seja um lugar frio, durante os dias em que realizei a minha missão, senti-me muito bem. Após o término dos trabalhos, contudo,

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tive uma purificação em forma de gripe. Agradeci muito a Deus, que sempre prepara tudo dentro de um plano muito bem elaborado para que as nossas tarefas possam ser realizadas com perfeição. Assim entendi claramente por que não peguei gripe no período dos trabalhos, mas só depois.

Meishu Sama É! Realmente era Deus quem estava impedindo que isso acontecesse.

Ministro Com esse fato, compreendi que, se a dedicação estiver correta, tudo corre bem e os nossos objetivos se concretizam conforme a vontade divina.

Meishu Sama Isso mesmo!! Precisa, porém, bastante sabedoria para descobrir qual a maneira certa de agir em qualquer circunstância. Quando surgem obstáculos ou algo não corre bem, tendo tie, a gente sabe o que existe de errado na maneira de proceder e, então, passa a sentir-se muito melhor. Com muita freqüência, algo semelhante acontece comigo. Uma sensação estranha se apodera de mim, embora ache que nada incorreto esteja havendo. Depois de quatro ou cinco dias, porém, de repente percebo o ponto onde a vontade de Deus não foi seguida. Após esse esclarecimento, meu coração fica extraordinariamente aliviado. Vivo essas situações não só no que diz respeito a episódios insignificantes, mas também em relação aos problemas que afetam o mundo. Nos dias atuais, por exemplo, não consigo entender a maneira pela qual os americanos estão agindo 7 , nem tampouco as atitudes do partido comunista e do povo russo. Tenho, porém, certeza de que, de um momento para outro, vou compreender que tudo está acontecendo de acordo com o Plano de Deus. Então, poderei perceber claramente a razão de tais comportamentos. É indispensável, entretanto, ter sabedoria para pensar assim.

7 Meishu Sama refere-se aqui à política internacional americana após a Segunda Guerra Mundial, época em que manteve este diálogo com seus ministros.

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3 - Transmissão por reflexo

3.1 - Surgimento natural do tie

Para mim o tie surge com muita naturalidade, pois todas as minhas idéias advêm desse poder. Importante também observar que fica sempre a impressão, quando se fala sobre sabedoria, de que é o ser humano quem observa, analisa, sabe. Na verdade, entretanto, tudo resulta do poder do tie, o qual nem eu mesmo o tenho, porque não penso. Corresponde, porém, a um conhecimento que brota de repente quando vou, por exemplo, orientar um trabalho. Então, num lampejo de clareza, as idéias me vêm à cabeça e eu fico sabendo tudo o que deve ser feito. Isso, na realidade, não constitui mérito da minha sabedoria, mas um esclarecimento dado por Deus. Em suma, é myochi, poder misterioso de Kannon, para o qual não existe uma explicação inteligível.

Essa minha aptidão para discernir com rapidez justifica também as possibilidades de concluir, em curto espaço de tempo, qualquer trabalho que realizo.

3.2 - Fé e sabedoria

Não adianta apenas ter fé, rezar, acreditar em algo. É preciso sabedoria. Geralmente as religiões não dão muita importância a um princípio tão fundamental.

Com respeito a esses dois pontos essenciais fé e sabedoria Sakiyamuni falava em níveis de tie. Ele chamava de kakusha ao homem despertado, que já trabalha num certo nível de consciência; ou seja, um bodhisattva; e denominava daikakusha ao homem que atingiu um grau superior, inteiramente despertado; também pode ser chamado de nyorai (palavra originada do sânscrito tathagata). Por essa razão, satori (iluminação) é o mesmo que tie, porque o homem iluminado tem sabedoria.

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3.3 - Manutenção da pureza mental

Há pessoas que têm uma capacidade de percepção muito rápida e descobrem a causa dos problemas facilmente. Essas são kakusha; têm poucas nuvens na mente. Então, para tornar-nos um kakusha, precisamos diminuir as nuvens, polindo o espelho da mente.

Por outro lado, a fim de mantermos sempre a pureza do espelho, a melhor maneira é ler bastante os Ensinamentos. Muitas vezes acontece de, na primeira leitura, não conseguirmos compreendê-los; revendo-os, porém, após algum tempo, descobrimos coisas maravilhosas; inclusive a solução do problema que não entendíamos aparece de forma clara e precisa. Isso significa que nos primeiros contatos com os Escritos Sagrados ainda tínhamos nuvens na mente, as quais, pouco a pouco, leitura após leitura, foram sendo eliminadas. Dessa forma, a capacidade para compreendê-los foi ficando melhor, porque ocorreu a limpeza das máculas.

3.4 - Aprimoramento do tie

Vocês poderão notar que Deus permite bons resultados, quando um doente nada entende de Johrei, chegando mesmo a duvidar, a contrariar, ou a recebê-lo apenas como experiência, para comprovar. Nesse caso, existe lógica. Mas quem já ouviu muito sobre os Ensinamentos, tendo, inclusive, ingressado na fé, e ainda duvida, não conseguirá curas, nada lhe correrá bem. Vejam que existe uma razão clara para essa situação. Freqüentemente acontece, por isso, de pessoas que nada sabem, ou têm muitas dúvidas sobre Johrei, obterem, com rapidez, bastante êxito. Por outro lado, aquelas que acreditam relativamente, embora já tendo assistido a muitas curas, não conseguem bons resultados. Isso acontece por causa dessa lógica à qual me refiro.

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3.5 - Polimento do "espelho"

Quando vocês meditarem sobre a eficácia do Johrei, deverão perceber que tieshokaku desenvolvido significa descobrir, de imediato, como um reflexo no espelho da mente, onde se encontra a causa dos problemas enfrentados por quem está em busca da cura. Por isso, repito: é necessário polir constantemente o "espelho", eliminando as nuvens, para que ele possa refletir melhor. Assim vocês descobrirão, com rapidez, a lógica do processo pelo qual a Luz de Deus devolve a saúde física e espiritual ao ser humano.

4 - Transcendência

4.1 - Tieshokaku

Dificilmente fico em dúvida quando tenho de tomar alguma decisão, ou optar pela melhor maneira de resolver os problemas que surgem.

Ao analisar qualquer situação conflitante, imediatamente me vem à mente a maneira adequada de como solucioná-la.

Da mesma forma, sou também muito hábil para fazer compras. Indo, por exemplo, ao shopping, num instante, defino o que desejo adquirir. Minha esposa, ao contrário, revira todos os artigos e sempre acaba escolhendo aqueles que eu já havia apontado desde o início.

Recentemente,

quando

visitava

Kyoto,

uma

pessoa

ofereceu-me um biombo de seis faces que se encontrava no museu. Foi pintado por Yuusho e é considerado um tesouro nacional. Fui até lá, pedi que abrissem somente uma das faces a fim de examiná-lo, pois assim já poderia ter idéia do conjunto. Gastei apenas cinco minutos nessa análise e decidi comprá-lo.

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A mesma agilidade me acompanha quando projeto a construção dos museus ou dos jardins. Não fico perdendo tempo; resolvo tudo muito rápido. Quem observa as minhas atividades fica meio perplexo e não entende como consigo realizá-las com tanta simplicidade. A maioria das pessoas imagina, por isso, que eu já as tenha planejado antes, com detalhes, e durante longo tempo.

Observando também a lentidão com que outras pessoas trabalham, sinto o quanto tenho boa cabeça, pois sempre decido tudo num instante. Daí a razão de eu poder realizar, ao mesmo tempo, a construção de Hakone e Atami, visitando-as somente uma vez por mês; não preciso mais que isso para acompanhá-las. Ouvindo apenas o relatório do administrador, consigo saber exatamente o que está acontecendo e quais os pontos que precisam da minha orientação.

Pelo mesmo processo, escrevo Ensinamentos para jornais e revistas e também reviso os testemunhos que vão ser publicados. Ainda, para finalizar, peço ao meu secretário que os leia novamente para eu ouvi-los. Nessa hora, faço as correções necessárias e, se for preciso, coloco algumas explicações a mais.

Também componho salmos no estilo waka com muita rapidez. Consigo redigir facilmente mais de cinquenta em uma hora.

4.2 - Rapidez

Deus nunca está atarefado, porque transcende o tempo e o espaço; por isso, o Seu pensamento não demora nem um segundo; nada há, pois, na área divina, que motive inquietações. Tais circunstâncias só ocorrem com os homens. Estes, sim, estão sempre agitados, porque vivem dentro do tempo e do espaço, dos quais não podem fugir. Se ficarem exageradamente preocupados com essa limitação, é sinal de que têm cabeça ruim. Daí ser

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necessário compreender muito bem que o ponto focal do conceito de rapidez reside na clareza mental.

5 - Concretização

5.1 - Elevação do yukon

É de suma importância mantermos o yukon numa posição elevada no Mundo Espiritual. Para consegui-lo, temos de ser purificados das muitas máculas pelo sofrimento, ou através da ajuda aos semelhantes. Como resultado desse trabalho, alcançaremos elevação espiritual, e o nosso tieshokaku se desenvolve e se aprimora.

Ao atingirmos certo grau de espiritualidade, passamos a viver num ambiente em que imperam apenas procedimentos corretos e abundância de bens materiais.

Chegar, contudo, a um nível mais alto de perfeição, demora bastante, mas, se evoluirmos um pouquinho que seja, a nossa situação já melhora consideravelmente.

Em síntese, uma das nossas grandes preocupações deve ser a de conservar o yukon num nível alto, no Mundo Espiritual.

5.2 - Salvação e tie

Pergunta de mamehito: Uma pessoa se doou de corpo e alma a um familiar e não conseguiu resultados favoráveis. Por que?

Resposta de Meishu Sama: Quem realizou essa dedicação não tinha sabedoria. Faltou-lhe tie. Para tornar possível a recuperação de alguém, existe o tempo certo e a oportunidade. Mesmo que haja um trabalho de intenso devotamento, sempre

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devem estar unidos ao desejo de salvação a época, a oportunidade e o sentimento da pessoa que vai ser ajudada.

É fundamental ter também em mente, de maneira bem clara, que só pela lógica se consegue, realmente, advertir uma pessoa sobre suas atitudes incorretas. Como o ser humano tem demasiado apego às próprias idéias, fica muito difícil fazê-lo abandonar o erro; por isso, eu deixo que a pessoa falhe, mesmo sabendo que está agindo de modo inadequado em determinados pontos. Ainda que eu sinta grande pena dela, não tento impedi-la de cometer equívocos. Embora pareça um pouco de frieza de minha parte, para salvar verdadeiramente alguém, essa é a maneira certa de agir.

Quando, então, a pessoa estiver sofrendo muito e não encontrar mais saída, vem procurar o caminho. Aí, eu lhe mostro em que pontos estava errada, pois, nessa hora, já sente arrependimento do fundo do coração, compreende o que eu falo e aceita com humildade a minha opinião.

Por isso, toda vez que vocês interferem no meio do processo de salvação, quando a pessoa ainda está imatura, em dúvida e muito presa às suas idéias, os resultados são negativos e gerados pelo apego, que ainda continua demasiadamente forte. Tal comportamento é bastante evidente na relação homem/mulher. Se houver interferência, a paixão aumenta. Então, quando alguém me consulta sobre esse tipo de relacionamento, eu simplesmente lhe digo para entregar o problema a Deus. Passo, portanto, a responsabilidade para o Pai Criador. Agindo também dessa maneira, vocês conseguirão, na prática, bons resultados.

Atentem para mais um exemplo que também serve para explicar essa mesma pergunta a mim dirigida minutos antes:

quando uma pedra está rolando colina abaixo, será muito difícil impedir-lhe a queda no meio do caminho, além de haver a possibilidade de vocês saírem machucados. Esperem-na, pois, rolar

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até a base da montanha. Aí então, mesmo sem tocar-lhe, ela pára. Neste caso, polir o tieshokaku é perceber em que ponto a pedra se encontra: no meio do caminho, ou no sopé da colina? Quer dizer: a pessoa já está madura para aceitar a verdade?

5.3 - Facilidade e sacrifício

Dentre as manifestações de Kannon, existe uma que é a da diversão. Então, enquanto estou em atividade, ajo como um Kannon que brinca. Não vejo sacrifício na execução do meu trabalho. Eu o considero como um hobby. Desempenho minhas funções como se fose um divertimento e obtenho sempre bons resultados. Se, porém, me esforço demais, ou não gosto daquilo que estou fazendo, os efeitos são negativos.

Essa minha atitude de realizar as tarefas com alegria opõe- se à maneira como a humanidade tem vivido até agora. Basta notar que os homens habitualmente relacionam trabalho à idéia de sacrifício. O mesmo acontece com os mamehito. Toda vez que empreendem grandes esforços ou não trabalham com prazer, estão fadados ao insucesso. Se, por exemplo, ao serem solicitados para visitar um doente, atenderem o chamado com presteza, o processo de cura se torna melhor e mais rápido. Esse procedimento permite que o paciente se recupere depressa e consiga compreender com maior facilidade os Ensinamentos. Dessa forma, a Messiânica se expande continuamente.

Embora seja deveras evidente que desempenhar as funções com alegria traz sempre resultados extraordinários, o ser humano está habituado a fazer tudo com muito sacrifício. Por isso, reafirmo que trabalhar com prazer continua sendo uma atitude bem pouco comum no mundo de hoje.

Deve, pois, ficar muito claro para todos: quando as aspirações não se concretizam, é sinal de que as tarefas estão

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sendo realizadas com sofrimento. Nessas circunstâncias, deixem- nas de lado e dediquem-se a uma atividade diferente.

5.4 - Agir com lógica

Para descobrir a causa de um problema aparentemente sem solução faz-se necessário, antes, polir o tieshokaku.

Como já mencionei há tempo, nosso procedimento tem que estar sempre de acordo com a lógica. Se, após termos meditado sobre um assunto, não conseguirmos descobrir-lhe a causa, significa que nosso tieshokaku está maculado, isto é, existem nuvens no corpo espiritual. Temos, pois, de estar sempre realizando um grande esforço para extinguir máculas o mais possível. Para isso, precisamos ler o maior número de Ensinamentos, e muitas vezes, porque assim estaremos eliminando nuvens e desenvolvendo o tieshokaku. Como consequência, perceberemos rapidamente qual a melhor maneira de agir e, desse modo, tudo ocorre com naturalidade.

Sempre que acontece algo fora do comum e as pessoas me perguntam o porquê, infalivelmentedescubro que não estavam procedendo de acordo com a Lei. Por isso, é importante descobrir a lógica de tudo. Ao encontrá-la, percebe-se a causa do problema.

Ainda com relação à postura correta diante da vida, convém fazer referência ao pensamento de Sakiyamuni. Ele fala em

"abrir o satori", "tornar o homem despertado" o que significa, como

já disse, desenvolver, até certo nível, o tieshokaku. No Budismo, há

inúmeras alusões ao assunto. Acho mesmo que esse foi o tema principal de quase toda a pregação de Sakiyamuni.

Como já afirmei, tieshokaku quer dizer satori (despertado).

Esse conceito, entretanto, vai um pouco além da maneira pela qual

o Budismo o define. Satori está acima da idéia de resignação.

Abrange também a visão de jikaku (consciência de si mesmo).

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Quem tem consciência de si mesmo, age de acordo com a lógica, tanto nas pequenas como nas grandes realizações. Dessa forma, para aqueles que procuram o reto caminho, tudo correrá bem, sem muito sacrifício.

5.5 - Orientação à distância

Há pouco tempo, um argentino escreveu-me pedindo orientação para seguir o Caminho de Deus. Mandei-lhe o Ohikari e os Ensinamentos.

Agora recebi dele outra carta em que diz estar se dedicando bastante à Obra Divina. Por isso, eu estou achando que, num futuro bem próximo, vai surgir uma casa de difusão na Argentina.

Esta forma de orientar as pessoas distantes através de cartas 8 me parece a mais adequada, pois torna-se muito dispendioso viajar para longe, toda vez que alguém necessita de ajuda. Se, porém, aumentar bastante o número de membros devido à orientação por correspondência, vou, logo mais, enviar um representante que, ao chegar, já encontrará pessoas capacitadas a recebê-lo cordialmente. Assim o seu trabalho junto ao grupo será mais ameno e aceito com alegria. Eu acho essa a maneira mais diplomática de realizar a Obra Divina, porque tudo estará sendo feito dentro de uma lógica. E toda vez que agirmos de acordo com a lei, Deus estará predisposto a ajudar-nos, sem exigir de nós sacrifício algum.

5.6 - Consertos

Pergunta de mamehito: Uma pessoa fez um conserto numa parte do telhado que fica bem em cima do altar, mas não tinha muita certeza de como proceder. Deveria, antes, ter retirado a Imagem?

8 A partir de agora, a divulgação dos Ensinamentos vai ser feita através de e-mails, que serão enviados pela Internet ao mundo todo.

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Resposta de Meishu Sama: Quando for preciso fazer qualquer tipo de ajuste ou correção, sempre haverá lógica; por isso, não há necessidade de remover do altar a Imagem de Deus. Embora a pessoa que fez esse reparo tivesse pensado que poderia ser castigada, isso jamais aconteceria. A retirada da Imagem, sim, seria uma ofensa. Lembrem-se de que Deus é extremamente compreensível; portanto nunca vai punir quem age dentro da lógica.

5.7 - Tarefas diversificadas

Quero

salientar

um

ponto

importante,

qual

seja,

a

necessidade de o foco de atenção estar sempre diversificado.

Muitas pessoas se agarram cegamente apenas a um tipo de tarefa e, por isso, não conseguem ser muito eficientes em seu trabalho; mesmo saturadas e cheias de tédio, continuam apenas a suportá-lo, atitude bastante negativa. É preferível, nesse caso, parar um pouco, ou mudar a rotina, ou procurar uma recreação. Muitos artistas, por exemplo, interrompem seus afazeres caso não estejam inspirados. Acho que eles têm razão. Até certo ponto, mais produtivo se torna o trabalho de alguém que o executa somente quando tem vontade. Daí o motivo de eu também não gostar de me prender a uma única atividade. Prefiro estar sempre mudando de uma tarefa para outra. Assim me sinto bem; posso realizar tudo com alegria e minha cabeça também funciona melhor.

Evidentemente, nem todos têm condições de agir assim. Mas, quando as circunstâncias o permitem, o trabalho diversificado dá excelentes resultados.

5.8 - Saldar dívidas espirituais

Ouvi alguns mamehito dizerem que somente os nossos adeptos serão salvos do grande tormento que marcará o fim da Era da Noite, porque estarão com o Ohikari e, além disso,

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confiam no Johrei. Idéia totalmente errônea, pois, embora o estejam usando e tenham recebido muito Johrei, permanecerão inseguros, caso não se tenham dedicado com amor e fé à prestação de serviços aos semelhantes.

A certeza da salvação precisa, portanto, estar alicerçada na ajuda ao próximo, resultante de uma dedicação sincera e incondicional.

Quer se trate de membros ou de não-membros da Messiânica, Deus salvará todos aqueles que acreditam sinceramente n'Ele, que levam uma vida reta e ajudam a humanidade. Os nossos fiéis têm a vantagem de contar com uma alternativa simples e rápida para elevarem as suas vibrações espirituais. Ao ajudarem outras pessoas por meio do Johrei e ao prestarem serviços ao Templo, estão manifestando condições ideais de vida na Terra, de acordo com o Plano Cósmico. Como decorrência dessa atitude, são abençoados, as máculas diminuem e, dessa forma, evoluem espiritualmente.

5.9 - Expansão do Plano Divino

Muitas vezes, o trabalho de difusão não progride, apesar de parecer bom aos olhos humanos. Nesses casos, deve haver algo que não está de acordo com a vontade de Deus.

Quando, porém, as ações se realizam em consonância com a lógica, aparecem as pessoas certas para colaborar no que for necessário, pois Deus vê a mente de todos, especialmente dos mamehito e ministros. É por isso que a atuação do Mundo Espiritual, através dos protetores, ocorre em harmonia perfeita. Pessoas aptas e dispostas a dedicar na Obra Divina, com a firme determinação de expandir o Plano de Deus para o estabelecimento do Reino do Céu na Terra, são guiadas e enviadas por meios bem naturais.

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5.10 - Autodepreciação

Um dos maiores obstáculos a quem serve a Deus consiste em julgar-se incapaz ou inútil. Para evitar esse tipo de pensamento, as pessoas devem ter em mente que, como seres humanos, usufruem os mesmos direitos e possibilidades de servir na Obra Divina. Daí que um verdadeiro dedicante jamais desiste de sua missão, mesmo quando surgem empecilhos, ou passa a ser ridicularizado pelos outros.

Tendo-se, pois, a firme decisão de continuar trabalhando apesar dos obstáculos, sem dúvida alguma, a Obra Divina vai expandir-se. É com essa determinação que Eu realizo o meu trabalho.

Desistir, portanto, após um fracasso, seria o mesmo que subestimar-se; não representa contribuição alguma para a expansão do Plano de Deus.

De outra parte, o sucesso de qualquer empreendimento está diretamente ligado a um forte poder de decisão e autoconfiança, predicados esses capazes de monitorar o desejo de trabalhar com ardor, embora grandes obstáculos ou duros golpes se interponham no caminho da dedicação.

5.11 - Intercalação de atividades

Nunca executo, por muito tempo, apenas uma atividade. Em geral, quando estou escrevendo ideogramas ou Ohikari, permaneço nessa ocupação somente por uma hora porque, além desse limite de tempo, o trabalho não traz bons resultados.

Ajo também da mesma maneira quando estou dando orientação para tarefas diversas. Sempre o faço em trinta minutos ou, no máximo, uma hora. De vez em quando, mudo de um assunto para outro. Desse modo, cada empreendimento surte o

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efeito desejado a seu tempo. Essa maneira de proceder parece não ter grande importância, mas exerce muita influência nas atividades que realizo.

Um processo semelhante ocorre com o nosso pensamento. Quando insistimos mental e demasiadamente num único ponto, não chegamos à conclusão alguma. Bem melhor, por isso, pensarmos apenas um pouquinho em todos os assuntos. Não surgindo a idéia adequada, devemos parar e nos dedicar a outros afazeres.

5.12 - Guedatsu

Guedatsu (libertação, redenção) é um termo muito usado no Budismo, onde tem a conotação de fuga, reclusão (retirar-se do mundo) uma idéia caracteristicamente oriental.

Na acepção comum, guedatsu significa esclarecer a mente, dissipar dúvidas e indecisões, desprender-se, resignar-se. Não há meios, contudo, de dizer se corresponde a uma atitude boa ou ruim. De um modo geral, muita resignação diminui a combatividade e o espírito de competição, levando os homens a perderem o seu caráter empreendedor e a vontade de lutar. Essas situações conduzem, muitas vezes, um país ao declínio, como aconteceu na Índia.

Por outro lado, o espírito de combate sempre infunde ânimo às pessoas; quando, porém, em demasia, torna-se perigoso. Já no caso das relações amorosas, por exemplo, a falta de resignação pode gerar tragédias.

Concluindo, não é, portanto, aconselhável conformar-se totalmente porque a vida fica destituída de sentido e o homem torna- se um morto-vivo. De outra parte, inconformações aguçadas podem também causar muitos danos e transtornos.

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Então, nunca se deve ultrapassar os limites. Há, porém, necessidade de conhecer o hodo, ou seja, saber onde reside o ponto de equilíbrio. Assim será possível admitir que permanecer neste mundo é difícil e, ao mesmo tempo, estimulante.

Na verdade, a vida do ser humano retraía um traçado em que se alternam alegrias e sofrimentos. O homem deve resignar- se, ou não, conforme as circunstâncias. Quando estiver confuso, sem saber que partido tomar, significa que ainda não chegou a hora da decisão. O melhor, então, seria não forçar nada e aguardar o tempo certo.

O ponto-chave consiste, pois, em encontrar a maneira mais

adequada de agir em cada circunstância. Para atingir, contudo, esse nível de decisão, faz-se necessário ter eichi, a sabedoria que gera o correto discernimento e surge à medida que diminuem as máculas do espírito.

O principal resume-se, portanto, na eliminação das nuvens

espirituais. Para realizar esse objetivo, precisa existir makoto. E o makoto nasce da fé.

Quem aceita e pratica os preceitos relacionados ao guedatsu pode ser chamado de homem sábio.

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CAPÍTULO III - PRINCÍPIOS DO HOMEM SÁBIO

1 - Desapego

1.1 - Relação entre Johrei e apego

Quando o Johrei não surtir o efeito desejado, teremos de relembrar o seguinte princípio: o apego atrapalha não só quem ministra, mas também aquele que recebe Johrei. Em conseqüência dessa atitude obsessiva, fica difícil dizer, sem receio, a um doente em perigo de vida, que não tem mais cura. Normalmente quem está canalizando Johrei, não querendo tirar as esperanças do enfermo, pede-lhe que tenha força, fique firme, não desanime, procedimento, na verdade, incorreto, embora, é óbvio, qualquer um sempre queira viver, nunca morrer. Ao ficar, porém, consciente de que não tem mais condições de recuperar-se, o doente perde o apego à vida e começa a se preparar para a morte. Então, a partir desse momento, a cura se torna mais fácil, porque o Johrei passa a ser canalizado sem obstinação.

1.2 - Apego a bens materiais

Todas as ocorrências da vida seguem uma mesma lógica. Por exemplo, quando alguém está com falta de dinheiro ou querendo ganhá-lo a mais, não o consegue. Se, porém, abandona esse desejo, começa a adquirir riquezas em profusão. Muitos de vocês já devem ter passado por uma situação parecida: quando almejaram ardentemente alcançar algum objetivo, não o conquistaram; bastou, porém, deixar de pensar no assunto e a aspiração se concretizou.

Eu também tenho bastante experiência a respeito desses fatos. Sofri durante vinte anos com problemas de dívidas. Nessa época, eu precisava muito de dinheiro, porque corria o risco de ter os bens confiscados, caso não saldasse os meus débitos. Então, quanto mais me preocupava com o assunto, estranhamente menos ganhava. A

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partir de 1941, entretanto, resolvi colocar tudo na mão de Deus. Depois que deixei de ter apego, o dinheiro voltou a ser abundante.

1.3 - Apegos emocionais

Quase todos os roteiros dos filmes a que assistimos giram em torno do apego. Basta observarmos, por exemplo, os enredos. No geral, são mulheres apaixonadas, desejando ardentemente conquistar homens que não lhes devotam a mínima atenção. O contrário também ocorre. Às vezes são homens que se aproximam e, pela lógica, as mulheres deveriam gostar e sentir-se felizes; no entanto, se afastam. É muito interessante observar como esses relacionamentos se processam e notar que os efeitos contrários são decorrentes do apego.

1.4 - Apego à vida

Quando eu tinha 28 anos, sofri tifo. Observando o estado do meu corpo, pensei que não tivesse cura; por isso, fiz um testamento para minha ex-mulher (já falecida), explicitando o que deveria fazer quando eu morresse. Estava, pois, bem conformado com a minha situação.

Como a casa em que eu morava era pequena, imaginei que, se viesse muita gente para o meu enterro, iria ficar muito apertada. Então, preferi aguardar o desenlace num hospital particular de clínica geral que havia perto da minha residência. Pedi para ser colocado ali, mas não fui aceito. O diretor recusou a minha internação, alegando que a morte de um doente traria má fama para a clínica, sendo, por isso, uma situação diferente da que acontece numa instituição pública. Mesmo assim, não desisti. Recorri ao irmão mais velho do diretor que, como eu, nessa mesma época, tinha uma loja de armarinhos. Através dele, fiz o pedido para que pudesse morrer nesse hospital e, por causa desse relacionamento comercial que mantínhamos, fui aceito.

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Estava, contudo, tão debilitado que não consegui entrar no jinrikisha (carrinho de mão, o meio de transporte da época). Fui, então, levado numa maca. Durante o percurso, olhava a cidade e as pessoas, pensando estar fazendo isso pela última vez. Sentia um vazio e uma solidão profundos. Nos três primeiros dias de internação, não houve muita mudança no meu estado clínico. O médico diagnosticou pneumonia, receitou-me um medicamento, dizendo que com ele poderia obter a cura. Caso contrário, não haveria outra solução. Quando o tomei, meu sofrimento tornou-se ainda maior. Passei por uma espécie de delírio em que via túmulos. Pensei: Com certeza, vou morrer.

Na manhã seguinte, o médico plantonista veio dizer-me que desconfiava de eu estar com tifo; por isso, precisava fazer uma nova avaliação. Colocaram-me, então, um emplastro sobre a pele, a fim de serem formadas pústulas, das quais tiraram uma secreção para analisar. Pelo resultado desse exame, descobriram que eu estava realmente com tifo, doença para a qual, na época, não havia remédio. A partir daí, passei a alimentar-me apenas com fortificantes, vinho, leite e sopa de carne. Assim fui, pouco a pouco, melhorando e fiquei curado.

Pensando hoje sobre esses acontecimentos relativos a um estado tão crítico de minha saúde, chego à conclusão de que a cura se deveu ao fato de eu ter feito um testamento e ter consciência de que iria morrer.

Por essa razão, quando vocês tratarem os doentes em perigo de vida, é preferível declarar que eles estão mal e devem ficar conscientes da morte. Se ainda tiverem uma missão a cumprir, salvar-se-ão. Caso não mais a possuam, nada poderá ser feito para recuperá-los.

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1.5 - Envolvimentos familiares

Outro grande obstáculo à realização da cura encontra-se no apego dos familiares que, ao tentarem salvar, a qualquer custo, um ente querido, o envolvem espiritualmente num clima de preocupação. Essa atitude dificulta a ação de Deus através do Espírito Protetor, o único caminho pelo qual se processa a intervenção divina para a recuperação da saúde.

Além disso, também constitui forte impedimento a atitude de membros da família contrários ao Johrei. Se algum deles insiste em levar o doente ao médico, na verdade, não quer que ele se salve através do Johrei. Essa reação contrária o faz desejar, muitas vezes até inconscientemente, a morte do enfermo, e atrapalha muitíssimo a ação curativa da Luz de Deus.

Apegos de qualquer natureza, quer para curar, quer para impedir a recuperação, interferem no processo divino de cura. Convém, por isso, esquecer, o mais possível, os doentes, imaginando até a cerimônia fúnebre, achando mesmo que vão morrer. Dessa forma, o espírito do apego não encosta e o Protetor consegue atuar livremente. Por essa razão, quando vocês encontrarem problemas criados pelo apego, é importante saber como ele atua, para poderem orientar as pessoas com sabedoria.

1.6 - Apego e nuvens espirituais

Ministro Quando uma mãe perde um filho a quem muito ama, quase sempre fica ligada a ele por pensamentos de amargura. Então, essa criança reencarna defeituosa e também prematuramente. Segundo minhas observações, entendo que Deus permite, com base no amor materno, um nascimento nessas condições, mesmo com sofrimentos para ambos, mãe e filho. Será que tudo isso acontece somente em função do apego?

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Meishu Sama Não apenas por essa obsessão, mas também devido às impurezas espirituais. Se, contudo, a família pratica boas ações, ajudando os seus semelhantes, mesmo que professe outro credo, recebe muita proteção do Céu e, dessa forma, o apego desaparece. Caso não seja possível eliminá-lo, com certeza, as nuvens espirituais ainda permanecem em grande quantidade.

1.7 - Singeleza no agir

A grande maioria das pessoas não percebe a estreita

relação que existe entre os acontecimentos e o karma. Simplesmente quer realizar o que acha certo de acordo com o seu modo de pensar, numa condição de extrema supremacia do próprio ego. Assim se propõe a conseguir, de qualquer jeito, o que deseja, embora se coloque contra o mundo inteiro. Atitude muito perigosa!! É preferível, quando nada, no início, corre a contento, deixar o projeto para mais tarde. A partir de uma observação aparente, esse procedimento parece demonstrar falta de firmeza. Muito pelo contrário. O mais importante consiste em agir com singeleza, respeitando as circunstâncias do momento. Assim não haverá perigo de erro e o resultado será extremamente satisfatório.

O ser humano não pode, então, colocar "força na barriga".

Deve, sim, seguir o exemplo dos praticantes das artes marciais, que somente se tornam exímios lutadores quando eliminam por completo qualquer esforço exagerado. Dessa maneira, ao serem de repente atacados por um inimigo, conseguem defender-se com inúmeros golpes diferentes.

Semelhantemente à reação do lutador de artes marciais, o ser humano vai realizar o que deseja com muita facilidade se não predeterminar o que quer fazer.

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A melhor maneira de viver, portanto, é, no frio, vestir agasalhos para esquentar o corpo e, no calor, usar roupas leves.

Em outras épocas, eu também fazia muito esforço, através do pensamento, para conseguir meus objetivos, mas nunca deu certo. Depois, porém, que conheci a Deus, entendi que o ser humano não é nada; nem chega a um mosquito; se soprar um vento mais forte, já se destrói. Somente estando agarrado a Deus, vive seguro. Sem a proteção divina em qualquer situação, corre grande perigo. Entretanto, para compreender profundamente essa verdade, os homens precisam de sabedoria e, para adquiri-la, faz-se necessário polir o tieshokaku, cuja atuação está bloqueada devido à presença de nuvens na cabeça. São essas impurezas resultantes das toxinas causadoras da anemia que afetam hoje quase todas as pessoas.

Deve-se, portanto, em primeiro lugar, entender bem o estado atual da vida terrena e ter muita fé. Eis a única maneira pela qual a humanidade poderá receber ajuda.

1.8 - Egocentrismo

Por cultivarem um egocentrismo exagerado, muitos deixam de receber plenamente as bênçãos de Deus. Tal atitude corresponde a um comportamento que se restringe apenas à salvação individual, sem preocupação alguma com o bem do outro.

Na realidade, a verdadeira postura humana deve estar sempre voltada à libertação do próximo. Dessa maneira, as pessoas tornar-se-ão úteis, ao mesmo tempo, a Deus e aos seus semelhantes.

Convém, portanto, que todos busquem constantemente a felicidade do próximo, descartando qualquer mal, nunca sendo pessoas egocêntricas, individualistas que se magoam diante da menor crítica. Devem, ao contrário, ter sempre muito claro que

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ressentimentos acumulados resultam em infortúnios pessoais e nunca agradam a Deus.

Volto, por isso, a insistir: parem de se preocupar com as picuinhas que a vida apresenta. Mantenham constante gratidão a Deus e continuem beneficiando os demais de maneira desprendida

e abrangente. Tal modo de agir impede que os erros alheios sejam comentados; não permite também a projeção de sentimentos humanos no caminho da estreiteza mental para determinar quem

é bom ou mau. Na verdade, tal direito só pertence a Deus.

2 - Fé

2.1 - Para adquirir a verdadeira fé

Cada um de vocês deve procurar viver exclusivamente de

acordo com a vontade de Deus, sentindo-se feliz por estar seguindo

a lógica divina.

Não dêem, pois, atenção às falhas; na realidade, pouco significam. O legítimo valor do ser humano reside nos seus atos meritórios, pelos quais vai acumulando créditos cósmicos, que ultrapassam, com o passar do tempo, os débitos e permitem o recebimento proporcional das graças divinas.

Também o fato de ficarem perturbados, por mínimo que seja, pelas críticas dos outros, revela a falta daquela fé inabalável no Criador. Sendo o Pai Eterno, jamais esquece de olhar por um filho, quando fiel seguidor de Sua vontade.

Então, no momento em que deixarem de pensar apenas nos próprios interesses, colocando as necessidades do outro como meta principal, a verdadeira fé aflora e passa a ser vivenciada do fundo do coração. É exatamente nesse instante que vocês entram em contato com a grande oportunidade de salvação, pois a

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felicidade autêntica não pode brilhar para ninguém, enquanto o semelhante estiver sofrendo.

2.2 - Sabor da fé

No mundo, nada existe que não tenha sabor, seja no que diz respeito à parte material, seja em relação à existência humana em particular. Uma vez excluída essa propriedade atrativa, tudo se tornaria insípido e desapareceria a vontade de viver. Não é, portanto, exagero afirmar que o apego à vida tem por princípio a apreciação do prazer que ela nos causa.

Há, entretanto, certas crenças sem atrativos e outras que propagam até o terror, pois seus adeptos temem a Deus, sentem-se presos a dogmas, têm sua liberdade tolhida e vivem oprimidos, sob contínuo estado de tensão. Chamo a esses preceitos religiosos de crença infernal.

Fundamentalmente, o ideal da fé consiste em atingir um estado perene de serenidade e despreocupação, que permita ao ser humano viver como se estivesse em pleno êxtase, sentindo as flores, as aves, o canto dos pássaros, a brisa, a beleza do luar, o encanto dos rios e montanhas, como dádivas divinas a confortarem- no.

Desse modo, a prática de uma fé com sabor corresponderá a um nível de vida tão prazeroso, que levará as pessoas a se tornarem gratas pelas próprias roupas, alimentos e moradia recebendo-os como profundas bênçãos do Céu. Também as despertará para o verdadeiro amor ao próximo e às demais criaturas, tais como peixes, aves, insetos, plantas.

O sabor da fé está, portanto, relacionado a certo nível de espiritualidade, de acordo com o qual passamos a viver na presença de Deus, colocando tudo em Suas mãos, depois de termos feito o que estiver ao nosso alcance.

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Eu, por exemplo, quando me defronto com algum problema de difícil solução, costumo entregá-lo a Deus e esperar pelo tempo propício para resolvê-lo. Assim, depois de inúmeras experiências, pude perceber que tal atitude produz sempre os melhores resultados, pois quase nunca se concretizou aquilo que eu temia. E

o mais interessante de tudo é que a realização dos meus desejos

sempre excedeu a todas as expectativas. Por isso, cada vez que alguma situação desagradável me preocupa, julgo tratar-se do prenúncio de algo bom. Deposito, então, o problema nas mãos de Deus e sempre acabo concluindo que todo mal produz um bem.

Em certas ocasiões, até percebo ter-me preocupado sem necessidade com acontecimentos indesejáveis. Nessas horas, sinto- me profundamente grato ao Pai Eterno por me ter esclarecido, levando-me a compreender a minha insensatez. Em suma, devido

a todas essas ocorrências, considero-me uma criatura cercada de milagres. Eis o que eu chamo de sabor da fé.

2.3 - Comentários de Meishu Sama sobre o Ensinamento Fé e liberdade

Este Ensinamento foi escrito a partir do testemunho de uma pessoa católica que havia recebido muitas graças na Messiânica e se encontrava indecisa, não sabendo se deveria converter-se à nova religião.

Na verdade constitui um relato sobre as alegrias e conflitos do cristão. Muitas vezes, já encontrei pessoas nessa situação, às quais sempre explicava que a principal causa de um sentimento tão angustiante era a fé shojo que professavam. Freqüentemente católicos e evangélicos estão vivenciando essa experiência.

Também em outros setores da sociedade, é bastante comum um comportamento semelhante. Por exemplo, no Japão, durante a guerra, a honra máxima consistia em morrer pelo

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Imperador. Assim, eram educados os jovens. Tal atitude, analisada agora, revela o ridículo de uma prática hoje totalmente inaceitável.

Uma outra atitude shojo pode ser encontrada quando as pessoas dizem: ―Sou budista, “Sou cristão, “Sou messiânico. Com essas expressões, estabelecem preconceitos e começam a criticar outras religiões, numa atitude completamente incorreta.

Eu acho que, se precisassem estabelecer um nome, vocês deveriam dizer que seguem um pensamento universal. Eu já o denominei Sekai Meshya Kyo (Ensinamento que salva o mundo). Não me importa qual credo a pessoa segue. O fundamental é não haver nenhuma rivalidade entre as religiões. Posturas fundamentadas em pensamentos shojo, geradores de confrontos, são, portanto, as que prejudicam, de fato, a salvação.

Até mesmo no que se refere ao país de origem, não está certo dizer, por exemplo, eu sou japonês. Com relação a esse pormenor, algo curioso aconteceu comigo no final da Segunda Guerra. Como eu não fizera nenhum comentário a respeito, uma pessoa me perguntou qual a minha nacionalidade e eu lhe respondi que era um homem universal. Ao mesmo tempo, expliquei-lhe que, se todos os japoneses fossem universalistas, nunca iriam invadir as terras dos outros nem provocariam guerras. Quem me ouvia ficou muitíssimo surpreso.

Semelhantemente, várias outras pessoas comentam que a Messiânica possui preceitos admiráveis, porque não critica religião alguma. Se, contudo, o fizesse, estaria agindo de maneira errada, pois jamais poderia tecer algum comentário inadequado a segmentos que também lhe pertencem.

A verdadeira fé deve, portanto, ser praticada com base num pensamento de universalidade. Apoiado também nessa mesma norma, sempre estou afirmando que os messiânicos têm plena liberdade para estudar e analisar quaisquer outras religiões ou

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filosofias. Se não estiverem satisfeitos, poderão optar livremente por um novo credo entre os demais existentes.

É bom, entretanto, todos vocês saberem que, embora eu faça essas recomendações referentes à liberdade de escolha, tenho absoluta convicção de que não existem Ensinamentos melhores que os da Messiânica. Não me causa, por isso, constrangimento algum a perda de seguidores, como acontece com os dirigentes de certas religiões, os quais proíbem os seus adeptos de pesquisar e entender os fundamentos de outros credos.

Vou citar alguns casos interessantes que podem ilustrar a certeza do meu pensamento. Conheci há tempos, na região de Fukagawa, o dono de uma casa de banho cuja filha sofria de reumatismo. Encontrava-se num estado tal que não conseguia mais fechar as mãos. Eram adeptos do Budismo e cultuavam Amida, Deus Lunar. Expliquei-lhes que a causa do reumatismo estava ligada ao culto dessa divindade. Embora antigamente fosse uma atitude correta, naquele momento, os antepassados estavam querendo avisar, através daquela moléstia, que os tempos haviam mudado e, por isso, não deveriam mais rezar para Amida. Teriam, então, a partir dali, de fazer oração para Kannon.

Apesar das minhas explicações, a família recusou-se a mudar de idéia; não entendeu onde se encontrava o ponto focal da doença. Como conseqüência, nada pude fazer e deixei de ministrar-lhe Johrei.

Acompanhei ainda outro drama vivido também por um proprietário de casa de banho que tinha um problema na perna. Quando estava quase curado, não veio mais receber Johrei. Estranhei tal atitude. Mais tarde fui informado por um vizinho seu que ele havia melhorado bastante. Imaginava, porém, que, se fosse totalmente curado, não poderia mais chegar perto de Amida, pois, se o fizesse, estaria comportando-se como um traidor. De nada adiantou, por isso, ter-lhe ministrado Johrei.

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Mais um caso ocorreu com um adepto da religião Tenrikyo. Toda vez que eu lhe aplicava Johrei, ele melhorava consideravelmente. Quando, porém, era atendido pelo ministro da sua Igreja, piorava. Certa vez, chegou a me dizer que ninguém poderia saber que ele estava recebendo Johrei. Assim, se fosse curado, o mérito da sua recuperação seria atribuído à Tenrikyo.

Por se

tratar de uma pessoa que

não estava sendo

sincera, embora eu a tivesse atendido com muita dedicação, não valeu a pena. Deixei também de ministrar-lhe Johrei. E ainda, para completar, o ministro da Tenrikyo mandava-lhe confessar. A cada ato confessional, dizia-lhe que tinha muitas máculas e, por esse motivo, precisava realizar, repetidas vezes, o mesmo ritual. Chegou a

um ponto tal, que este pobre adepto dizia já não ter mais relatos a fazer em confissão.

Na verdade, o ministro da Tenrikyo agia assim tentando justificar por que a cura não ocorria. Daí a razão de, como desculpa, atribuir os resultados insatisfatórios à grande quantidade de máculas que, segundo ele, possuía o infeliz adepto.

2.4 - Pensamentos coerentes

Quando os doentes nada entendem dos Ensinamentos ou do Johrei, naturalmente duvidam de sua validade. Nessas circunstâncias, Deus permite tal atitude, porque tem lógica. Quem já ouviu, entretanto, diversas experiências sobre a atuação da Luz de Deus, leu vários Ensinamentos e até mesmo ingressou na fé e, ainda assim, pensa de maneira errada, terá mais dificuldade em obter a cura.

É por isso que algumas pessoas, embora tendo muitas dúvidas, se curam com enorme facilidade, enquanto outras, com bastante conhecimento sobre a eficácia do Johrei, mas que não confiam nele, demoram em sentir uma melhora, ou nem a conseguem.

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Portanto, quem não acredita porque desconhece o poder do Johrei, tem um pensamento coerente. Aquele, porém, que já viu muitos milagres e continua duvidando, nunca obterá bons resultados. Observando esse procedimento, percebe-se que existe lógica na fé. Descobri-la rapidamente é ter tieshokoku.

2.5 - Impedimento à expansão da Messiânica

Pelas minhas observações, o dirigente de fé shojo está sempre criando um ambiente de constrangimento e opressão e, por isso, não permite que a Messiânica se expanda. O freqüentador, por sua vez, sente-se ameaçado, principalmente quando o responsável proíbe de fazer isto ou aquilo, ou diz que determinados comportamentos não estão de acordo com a vontade de Deus.

Atitude correta não significa, pois, coerção. Muito pelo

contrário. O dirigente tem de proporcionar um ambiente de liberdade

e espontaneidade, para que as pessoas possam sentir-se bem.

Agindo dessa forma, o responsável pela difusão estará cumprindo os desígnios divinos.

Deus não olha as pequenas falhas, mas, em especial, observa o desvelo devotado ao trabalho de salvação do próximo. Portanto, se o seguidor apresenta, por exemplo, três falhas, mas conseguiu sete conquistas, fazendo-se as contas, sobram quatro pontos positivos. Assim terá a proteção de Deus e receberá inúmeras graças.

A diferença de procedimento reside, então, no tipo de fé. Quem se propõe a uma postura shojo, visa somente ao próprio bem

e não agrada a Deus; mas aquele que se esquece de si mesmo,

mantendo o ardente desejo de salvar o maior número possível de

pessoas, seja através do Johrei ou da divulgação dos Ensinamentos, sempre será bem-aventurado. Essa é a atitude certa de quem professa a verdadeira fé.

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Já os que praticam o amor egoísta dificilmente prosperam, ficam estagnados. São pessoas muito preocupadas com a opinião dos outros a seu respeito, em especial quando lhes fazem alguma crítica. A maneira correta de agir nesses casos consiste em não dar importância a comentários maldosos, pois a verdade um dia virá à tona. Devem, sim, procurar ser amados por Deus. Esse ponto parece insignificante, mas representa a grande diferença.

Pessoas de fé daijo nunca julgam o seu próximo, afirmando ser bom ou mau. Ao contrário, diferem dos praticantes da fé shojo, que estão sempre determinando o Bem e o Mal dos outros, colocando-se assim na posição de Deus, num procedimento profundamente inadequado.

Não dá, portanto, para distinguir o certo e o errado somente através de observações aparentes, nem admitir a verdade sem primeiro aceitar o Pai do Céu como o único conhecedor do coração humano.

2.6 - Efeitos do Johrei

Pergunta

de

mamehito:

curado através do Johrei?

É preciso acreditar

para ser

Resposta de Meishu Sama: Antes de conhecer o Johrei, embora as pessoas não lhe devotem confiança, Deus as cura. Se, porém, já o conhecem, com certeza, vão obter um resultado insatisfatório, bem diferente daquele conseguido pelos que não acreditam por ainda nada saberem a respeito do joder da Luz Divina.

Alguém que teve a sua vida salva deve, por isso, acreditar e sentir gratidão. Se, contudo, não permanecer firme na fé, deixará de receber auxílio do Espírito Protetor e aí vem a repurificação.

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3 - Gratidão

3.1 - O homem depende do próprio soonen

É realmente verdade que gratidão gera bênçãos e lamúria chama desgraças. Por isso, quem está sempre agradecendo torna-se uma pessoa feliz, porque as atitudes de reconhecimento pelas graças recebidas chegam diretamente a Deus. Já os que vivem a se lamentar têm uma vida de dissabores, porque se comunicam apenas com o demônio.

Um ensinamento da Oomoto confirma essas observações:

"Quando

felicidade".

se

tem

alegria,

Magníficas palavras!

3.2 - Gratidão pelo Johrei

sucedem

fatos

que

proporcionam

Pergunta de ministro: Estou ministrando Johrei numa pessoa que aparentemente possui um coração limpo, mas está em situação financeira precária. Não tem, por isso, condições de fazer gratidão. Mesmo assim, posso continuar canalizando Luz para ela?

Resposta de Meishu Sama: É um assunto bastante delicado cuja decisão exige muito bom senso. Caso realmente ela não tenha dinheiro algum, pode-se continuar ministrando Johrei sem que haja gratidão da parte dela. Se, entretanto, tiver alguma possibilidade, por mínima que seja, deve esforçar-se para fazer uma oferta mesmo pequenina, em sinal de agradecimento.

O mais importante de tudo nesses casos diz respeito à modificação desse hábito arraigado no espírito humano de querer, ou fazer, tudo de graça em benefício do outro. Não estou dizendo ser totalmente errado pensar assim, mas nem sempre é a atitude

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mais correta do ponto de vista de Deus. Muitas vezes, a lógica divina difere bastante dos conceitos que norteiam as ações das pessoas em geral.

Analisem, por exemplo, a vida de um ministro que se dedica em tempo integral às atividades de um Templo, como um profissional especializado na Arte do Johrei. Igual a qualquer outra pessoa comum, vai precisar de recursos para manter-se. Existe, por isso, lógica na necessidade de se fazer gratidão. Por sua vez, também o ministro precisa oferecer a Deus a sua parte em dinheiro.

As oferendas devem, portanto, ser feitas de acordo com a situação de cada um. Entretanto, receber Johrei e nunca agradecer a oportunidade que está sendo concedida de salvar-se tanto física, quanto espiritualmente não condiz com a Lei de Deus. Por outro lado ainda, a pessoa que recebe ajuda e jamais a retribui está impedindo a continuação do trabalho de quem deseja dedicar-se, de modo exclusivo, à missão de promover o bem dos outros.

Desde tempos remotos, ouve-se dizer que a dedicação ao próximo deve ser gratuita. Naturalmente que Deus não tem necessidade de recursos materiais, mas quem O serve como veículo precisa de casa para morar e não pode viver apenas do ar que respira. Eis, portanto, uma das razões por que todos os afortunados devem fazer grandes ofertas não só em agradecimento pela abundância de riquezas, mas também como uma maneira de colaborar na salvação do mundo.

De outra parte, é muito certo vocês receberem as doações sem colocar nenhum obstáculo. Há tempo, o marido de uma senhora que dedicava bastante, ministrando constantemente Johrei, contou-me o seguinte fato: certa vez, sua esposa recebera de uma senhora uma gratidão três vezes maior do que era costume fazê-lo. Achando-a exagerada, devolveu-a para a ofertante. Com essa atitude, cometeu um erro fora do comum, pois acabou

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desprezando o próprio Deus. Embora estivesse trabalhando muito para a Obra Divina, neste particular, a dedicante agiu totalmente fora do ponto focal. Alguns anos depois, soube que morrera no terremoto de Tóquio.

Então, mesmo sendo uma questão deveras delicada, é necessário que todos procurem desvendar em profundidade a dinâmica que envolve o dinheiro e o misterioso valor das ofertas de gratidão.

3.3 - Máculas e doações

Espiritualmente todos nós temos nuvens, quer dizer, dívidas com Deus Criador. Quando deixamos de saldá-las, os juros aumentam. Por conseguinte, quanto mais cedo as pagarmos, melhor ficará o nosso espírito.

É, pois, maravilhoso termos a oportunidade de doar dinheiro para a Obra Divina, porque assim poderemos eliminar algumas das nossas máculas.

Tratar desse assunto requer, contudo, muita delicadeza, uma vez que nem sempre as pessoas o compreendem. Aos messiânicos, porém, torna-se indispensável conhecer o seu verdadeiro sentido. Por esse motivo, estou constantemente pedindo a Deus a oportunidade de os membros poderem doar dinheiro à causa divina. Dessa forma, conseguirão purificar-se de máculas provocadas por dinheiro e também de outras adquiridas no decorrer desta vida terrena, além daquelas que vêm sendo acumuladas através de gerações.

De outra parte, todos os sofrimentos que o ser humano enfrenta atualmente são provocados por nuvens espirituais. Daí a razão pela qual é fundamental dispersá-las. Creio, por isso, ser uma atitude maravilhosa doar o máximo possível de dinheiro à

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Obra Divina. Assim estarão sendo diminuídos os infortúnios e, ao mesmo tempo, aumentados os créditos no Céu.

3.4 - Dívidas cósmicas

Todos nós contraímos "dívidas", isto é, contrariamos as Leis do Universo não somente nesta vida, mas também ao longo de outras passadas. Além disso, temos nuvens herdadas dos nossos ancestrais e repassadas de geração a geração num processo cumulativo. Então, os sofrimentos que nos afligem no dia-a-dia são para saldar essas dívidas uma a uma. Quando elas não são pagas, os "juros" se acumulam. Portanto, precisamos nos livrar delas o quanto antes.

Prestando serviços à causa de Deus e esforçando-nos no sentido de fazer o melhor possível em nível de gratidão, numa atitude de reconhecimento sincero por todas as bênçãos recebidas, estaremos recorrendo a uma alternativa muito mais suave e eficaz para a dissipação das nuvens acumuladas. Por isso, é maravilhoso termos oportunidade de contribuir financeiramente para

a Obra Divina.

Agindo dessa forma, poderemos limpar as máculas e, ao mesmo tempo, despertar a consciência, no sentido do desenvolvimento de atitudes altruístas e de virtudes que propiciem

a concretização do Plano Divino, qual seja, a construção do Reino

do Céu na Terra.

Mesmo que se ganhe muito dinheiro, se for acumulado com ganância, para nada servirá. Pior ainda, quando desperdiçado em coisas supérfluas ou prazeres insalubres. Causará males incontáveis e nenhum bem.

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3.5 - Função do dinheiro

De um modo geral, não gosto de falar sobre dinheiro porque as pessoas interpretam erroneamente o que ouvem. Importa, contudo, conhecer a sua verdadeira função.

O dinheiro deve ser empregado sempre em causas nobres; por isso é muito edificante fazer doações que se convertam em recursos favoráveis à elevação espiritual e à felicidade de todos os habitantes do Planeta. De outra parte, as ofertas não só diminuem os sofrimentos do doador, mas também aumentam os seus créditos cósmicos. Numa analogia simples, podemos afirmar que gratidões feitas de coração à causa de Deus são como depósitos num "Banco Divino".

Lembrem-se do que já lhes falei em outras ocasiões: Deus jamais permitirá que uma oferenda sincera, feita em dinheiro, se reverta para o doador em privações financeiras. Muito pelo contrário. O valor ofertado retornará, no momento exato, do jeito correto e na quantia certa. O mesmo se pode dizer do tempo e do trabalho dedicados à Obra Divina. É assim que funciona a Lei de Deus.

3.6 - Poupar doando

Conforme comprovam as experiências, oferecer dinheiro à causa de Deus significa poupá-lo e tê-lo de volta multiplicado.

Freqüentemente fico sabendo que algumas filiais estão enfrentando problemas de ordem econômica. Assim acontece porque os seus membros não se dispõem a doar o suficiente. Talvez tenham esquecido que Deus nunca permite a pessoas dedicadas sofrimentos financeiros a ponto de ficarem na miséria.

É, portanto, de suma importância prestarmos bastante atenção a esse ponto relativo a dádivas de gratidão, pois Deus

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jamais abandona os servidores fiéis e sinceros. Caso contrário, seria melhor não acreditar n'Ele.

3.7 - Vigilância no agradecer

Em última análise, vigilância no agradecer significa que a manifestação de reconhecimento deve ser um ato contínuo. Convém, pois, que a pessoa expresse a maior gratidão possível de acordo com suas possibilidades, desde que o faça afetuosa e lealmente. Caso seja, por exemplo, uma oferta em dinheiro, não se deve perguntar se deu muito ou pouco. Interessa apenas que esteja oferecendo o máximo e agradecendo do fundo do coração, pois Deus sabe das condições de cada um e não exige sacrifícios exorbitantes de ninguém.

Mais ainda: se quem foi salvo dedicar grande parte do seu tempo ao bem de todos e colocar muitas outras pessoas no caminho reto, agindo sempre de acordo com a justiça, dificilmente sofrerá uma repurificação. Caso aconteça, será leve, sem ameaças à vida.

3.8 - Importância do agradecimento

Quero, mais uma vez, acentuar a importância do ato de gratidão que deve ser feito após o recebimento de graças. Esse preceito nunca poderá ser esquecido. O erro está, portanto, em negligenciar o agradecimento, uma vez conseguido o benefício divino. Nesses casos, sim, haverá sempre um aviso do alto em forma de repurificação.

Ainda devo chamar-lhes a atenção para um outro aspecto fundamental. Ao prolongar a vida de uma pessoa que foi desenganada, o objetivo de Deus é induzi-la a trabalhar na Obra Divina.

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Portanto, se todos aqueles que receberam a graça da cura despertarem para essa verdade e a puserem em prática, viverão cada vez mais felizes.

3.9 - Gratidão e ressentimento

Pode-se perceber, quando analisados com mais detalhes, que todas as idéias e atos humanos pertencem ao Bem e ao Mal. A espessura da aura, por exemplo, está relacionada à prática de virtudes ou de erros. Quer dizer: quando alguém vive corretamente de acordo com a vontade de Deus, sente no seu interior a satisfação da consciência. Este soonen torna-se Luz que faz aumentar a vibração da aura. Ao contrário, no caso do Mal, criam-se nuvens que se acumulam no corpo espiritual e a impedem de expandir-se.

Exteriormente também ocorre algo semelhante. A ajuda aos outros transforma-se em Luz através do soonen de gratidão de quem obteve o auxílio, e o benfeitor a recebe pelo fio espiritual.

No caso, porém, de ressentimentos de qualquer natureza, tais como ódios, invejas, ciúmes, essas vibrações negativas geram nuvens, que são transmitidas à vítima desses sentimentos maldosos, trazendo- lhe, em conseqüência, o aumento das máculas. Por essa razão, cada pessoa deve deter-se apenas na prática do Bem, procurando somente proporcionar alegria aos outros, evitando assim receber de alguém um soonen gerado por algum tipo de ofensa.

4 - Discernimento entre Bem e Mal

4.1 - O papel do Bem e do Mal

Tendo por base o palco do teatro divino, pode-se entender perfeitamente o papel do Bem e do Mal e saber também que ambos foram estabelecidos de acordo com o Plano de Deus. É um processo muito semelhante ao que ocorre no cinema ou mesmo nas representações teatrais, em que a trama sempre se organiza em

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torno dos bons sendo perseguidos pelos maus. Então, olhando desse ângulo, o papel do Mal também se faz necessário, pois, se houvesse apenas personagens bondosas, não haveria drama 9 . Exatamente por essa razão, torna-se muito difícil dizer que determinada pessoa, agindo de tal forma, seja má ou esteja errada. Muitas vezes quem assim julga é que pode, na verdade, estar cometendo grande falha, e o criticado como mau pode ser bom do ponto de vista divino.

No Ofudesaki encontra-se também a mesma advertência:

"Quem se julga empenhado na Obra Divina, tendo certeza de estar fazendo o melhor, na realidade, muitas vezes, só tem praticado maldades. Por causa disso, o próprio Deus não sabe como agir com essas pessoas".

Assim torna-se, pois, muito freqüente haver gente que atrapalha o Plano de Deus, mesmo acreditando que se encontra no caminho certo.

4.2 - Distinguir a verdade

Especialmente para os mamehito, constitui falta grave determinar o Bem e o Mal. Na realidade, ninguém consegue fazer tal distinção, além de ser muito perigoso opinar em assuntos que só dizem respeito a Deus. Então, o importante é procurar acumular virtudes, ajudando os outros. Dessa forma, estarão colaborando com o Plano de Deus que visa à salvação de toda a humanidade, num trabalho grandioso nunca antes havido na História.

Há também no Ofudesaki referência a um exemplo muito significativo, qual seja, quanto maior o recipiente, mais Luz terá condições de captar. Semelhantemente, apenas os grandes mamehito serão capazes de realizar o serviço divino. Precisam,

9 A partir dessas constatações, dá para perceber a profundidade de tudo que Deus faz dentro do Seu plano.

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pois, todos tornar-se excelentes aparelhos para poderem enxergar a verdade num sentido amplo, sem se incomodar com o Bem ou o Mal do próximo. Deverão, portanto, permanecer acima, transcendendo a qualquer espécie de julgamento.

4.3 - Vencer o Mal em si mesmo

Já escrevi anteriormente que é preciso não se deixar derrotar pelos homens maus. Agora falarei sobre a necessidade de vencer o Mal em si mesmo.

Sempre que há um desejo exagerado de dinheiro, mulheres, poder, honrarias, ou qualquer outro apetite do ego inferior, trava-se no interior de cada indivíduo uma batalha acirrada entre a virtude e a vileza. Por um lado, o homem sabe que, além de ser cauteloso para não sofrer conseqüências desastrosas, deve proporcionar alegria e felicidade aos outros; por outro, tem vontade de satisfazer tudo o que lhe apetece. Eis aí a imagem exata do homo sapiens: um ser em luta contínua entre duas forças opostas.

Quando o Mal triunfa, gera pecado e infelicidade; a vitória do Bem traz satisfação e alegria. Esses conceitos são muito claros; todavia quem não tem fé dificilmente consegue pô-los em prática. Ao contrário, aquele que crê raras vezes se deixa vencer pelos instintos malévolos, embora saiba tratar-se de uma luta interminável.

Fica também muito evidente, a partir da constatação da ocorrência de atos ilícitos, que instigar pessoas à prática de maldades é função própria do espírito secundário, enquanto induzir à virtude corresponde ao papel específico do Protetor. Acima de ambos, contudo, paira a partícula divina que comanda o Bem Absoluto.

Então, para derrotar radicalmente as perversidades, precisa ser intensificado o poder do espírito primordial de cada ser humano.

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Para tanto, todos devem aprimorar a sua fé, tornando-a inabalável. Só dessa forma poderão alcançar a verdadeira felicidade.

4.4 - Satisfação e insatisfação

De um modo geral, os seres humanos vivem procurando alcançar um estado de plena satisfação, mas raras vezes o conseguem. A causa principal desse fato está exatamente no tipo de civilização existente no mundo, cujo progresso é impulsionado por mentes insaciáveis. Trata-se de uma questão delicada e deve, por isso, ser vista com bastante seriedade.

Diante de estados tão evidentes de insaciabilidade, pode-se afirmar que, quanto maior a insatisfação, mais o homem evoluirá, determinando transformações incontáveis na sua maneira de viver. Por outro lado, o excesso de descontentamento acarreta problemas, causa atritos entre as pessoas, chegando até a destruí- las.

Também do ponto de vista individual, a insatisfação excessiva é um perigo, pois, além de causar desarmonia familiar, gera brigas, disputas, desespero e delinqüência. No campo social, determina o aparecimento de grupos com ideologias extremistas que podem dar margem a atos destrutivos, provocar guerras, rebeliões e lutas entre compatriotas.

Assim, com base nesses fatos, torna-se muito difícil para o homem determinar o melhor: viver tranqüilo, acomodado à realidade vigente, ou buscar sempre algo novo, revolucionário?

Na verdade, é preciso estar, a todo momento, buscando o equilíbrio: nunca inclinar-se para nenhum dos dois lados.

Se, contudo, cada um cultivar uma índole pura e viver com bom senso nem tão inquieto, nem muito satisfeito, poderá progredir

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constantemente, fazendo de sua existência um período de grandes realizações em benefício da humanidade.

Em suma, o ponto focal dessa maneira de viver reside no makoto, aquele sentimento de autenticidade, constância, amor e pureza de princípios. Então, se todos permanecerem com a mente aberta às mudanças, receptivos às inspirações divinas e agindo honestamente, alcançarão a verdadeira felicidade e farão um grande bem ao mundo inteiro.

4.5 - O destino humano

Desde a Antigüidade, o homem vem atribuindo ao destino

todos os seus males. E, por achá-lo imutável, conforma-se diante

da fatalidade.

Eu, porém, quero ensinar-lhes que cada pessoa é livre para

mudar a sua sorte. Na verdade, somos nós mesmos que traçamos

o nosso destino, de acordo com a nossa evolução espiritual.

Conforme o nível de aprimoramento pessoal, conseguimos eliminar o pessimismo, dando lugar ao otimismo.

Muito natural também exceção feita aos doentes mentais que todos desejem a felicidade e empreendam incontáveis esforços para alcançá-la. No entanto, poucos conseguem realmente atingi-la; se considerarmos a humanidade inteira, acredito que nem um por cento vive em harmonia e paz. De fato, a maioria permanece desencorajada, perdida e acaba partindo para o Mundo Espiritual sem ter encontrado o verdadeiro caminho da felicidade.

Diante de tão lamentável perspectiva, qual deve ser a atitude dos seres humanos? Em primeiro lugar, promover o bem, pois "quem semeia virtudes, colhe virtudes"; "quem propaga o Mal, recebe o Mal". As pessoas devem, portanto, parar de correr atrás de seus próprios desejos e apetites. Ao contrário, precisam praticar

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sempre boas ações, procurando não prejudicar os outros nem fazê- los sofrer.

Torna-se, então, urgente que cada um busque a felicidade de todos e deixe para sempre, e bem longe de si, o egoísmo.

Ser deveras feliz significa, portanto, pensar altruisticamente no bem do próximo. Só é possível, contudo, alcançar esse estado de bem-aventurança plena quando se consegue viver de acordo com os princípios da verdadeira fé.

4.6 - Boatos

Um dia, um mamehito bastante qualificado me procurou, dizendo que fulano andava espalhando boatos contra sicrano. Tinha vindo até mim para esclarecer o mal-entendido. Respondi-lhe que, naquele momento, estava empenhado na grande tarefa de salvação da humanidade. Precisava, por isso, aproveitar ao máximo o meu tempo. Pedi-lhe, então, que só me falasse de problemas relacionados ao trabalho na Obra Divina. Ele ficou muito assustado com a minha colocação, reverenciou-me e se retirou imediatamente.

Ainda

hoje

continuam

acontecendo

comédias

que

não

provocam risos, semelhantes a essa que acabo de relatar.

Como dia a dia o fim do mundo fica mais próximo, Deus quer salvar a maior parte da humanidade. Está, por isso, através de mim, manifestando a sua grande misericórdia. Contudo, enquanto as pessoas continuarem preocupadas apenas em defender os seus interesses particulares, torna-se difícil saber o que elas realmente pensam sobre a fé.

É também muito freqüente serem encontrados vários mamehito agindo como esse que veio procurar-me. Tendo eu, com apenas uma palavra, tocado no ponto vulnerável do problema que o estava preocupando, pude alertá-lo. Na verdade, quis lhe

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mostrar não só a preciosidade do meu tempo, mas também o quanto desejaria que o dele fosse usado da melhor maneira possível. Recomendei-lhe, por isso, que lesse os Ensinamentos ao invés de ficar fazendo fofocas.

4.7 - Qualificação divina

Para adquirir qualificação divina, os homens devem vencer o Mal que trazem dentro de si mesmos. Poucos têm, contudo, essa capacidade, embora saibam que seus comportamentos desrespeitam a Lei de Deus. Na realidade, falta-lhes o verdadeiro poder para dominá-lo e também aquela coragem heróica, digna virtude a ser, constantemente, cultivada.

Como sempre estou falando, à medida que se eleva, o ser humano torna-se um deus. Dessa forma, saberá distinguir o Mal e conseguirá dominá-lo de imediato, tornando-se assim possuidor de um coração que jamais se deixará vencer pela perversidade. Ao atingir, portanto, um alto nível de elevação espiritual, qualquer pessoa já é um espírito divino dignamente qualificado. Usufruirá também da maravilhosa e incomparável força espiritual, cuja origem se encontra no poder de Kannon e com a qual poderá vencer o negativo.

5 - Aceitação da vontade de Deus

5.1 - Entregar-se a Deus

Entregar-se a Deus não significa permanecermos obsessivamente ligados à idéia de que, se colocarmos tudo nas mãos de Deus, podemos ficar despreocupados, sem fazer a nossa parte, achando que todos os nossos problemas serão solucionados pelo Criador; nem, por outro lado, devemos continuar presos à convicção de que o ser humano tem poder e capacidade para resolver todas as situações conflitivas. Se procedermos assim, com certeza, malograremos. O "Entregar-se a Deus" quer

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dizer agir com sabedoria e prudência, estabelecendo um processo harmonioso de equilíbrio entre aquilo de que necessitamos e a vontade de Deus. Corresponde, pois, a uma atitude semelhante à ação do Izunome: ao mesmo tempo, vertical e horizontal, sem tender nem para um lado, nem para outro.

Esta maneira de agir, colocando-nos nas mãos do Pai, diz respeito a um assunto muito delicado, difícil de ser traduzido em palavras. No Budismo, é tratado como myochi, ou seja, uma sabedoria extremamente sutil.

5.2 - Postura inadequada

Muitas vezes, ao inclinarem-se unicamente para o Johrei, as pessoas acabam esquecendo-se da presença de Deus, transformando a canalização da Luz Divina apenas num ritual.

É freqüente acontecerem situações de simples aparato com quem ministra Johrei, razão pela qual não se conseguem obter resultados satisfatórios. Em tais circunstâncias, a atitude do ministrante assemelha-se a de alguém que, em vez de preocupar-se com a raiz de uma árvore onde está a origem de toda a vitalidade da planta, passa a dar importância apenas aos galhos. Em outras palavras, quero dizer que o ministrante deve ter sempre em mente que a Luz vem de Deus a quem deve, portanto, estar ligado durante a canalização do Johrei. Dessa forma, toda vez que for estabelecida uma perfeita sintonia com Deus, a cura se processa sem grandes obstáculos.

Diante dessa evidência, convém pensar onde está a lógica que corresponde à vontade divina. Assim, cada praticante do Johrei vai agir com tranqüilidade e muita sabedoria.

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5.3 - Equilíbrio entre vertical e horizontal

Na verdade, todos os nossos empreendimentos devem ser colocados nas mãos de Deus. Há, porém, uma parte a ser feita por nós.

De um modo geral, o ser humano tem a tendência de inclinar-se para os extremos. Quando ouve dizer que precisa entregar tudo a Deus, acha que ele mesmo não tem necessidade de fazer nada. Apega-se apenas à parte vertical (de ligação com o Alto) e não observa o horizontal, que é o esforço humano.

O entregar tudo a Deus deixa de ser um ato completo quando falta a parte horizontal. Nesse caso, apenas um dos requisitos foi preenchido. Existem, contudo, pessoas agindo de maneira contrária. Não colocam nada nas mãos de Deus, achando que podem resolver todos os problemas apenas com o próprio esforço.

Dosar, então, adequadamente a parte horizontal (daijo) e vertical (shojo) parece difícil, mas, de fato, indica o caminho mais fácil que há. Quem sabe percorrê-lo na justa medida torna-se um sábio. Tal atitude assemelha-se ao uso do tempero, cujo sabor mais agradável não é nem o excessivamente salgado, nem o muito doce. Pode ser comparada também à variação climática, em que a melhor temperatura sempre oscila entre frio e calor, sem chegar a extremos.

5.4 - Hodo, o dourado caminho do meio

Quando se fala em seguir o caminho do meio, é normal pensar num plano fixo, que seria o meio. Na verdade, essa condição de imobilidade não existe. Há, sim, um movimento constante, tendendo ora para a esquerda, ora para a direita. Embora daijo seja melhor que shojo, permanecer parado apenas num nível não basta. O ideal consiste em ficar oscilando no ponto médio entre ambos os lados.

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As pessoas, contudo, não gostam de variações. Preferem fixar-se em determinada situação, porque, dessa forma, sentem-se seguras. Algumas se resignam com tudo, conforme lhes ensina a sua religião ou filosofia. Julgando-se satisfeitas, nunca procuram progredir.

A insaciabilidade, entretanto, também se faz necessária porque incita ao progresso. Quando, porém, em grau extremado, produz violências e revoltas. É preciso, portanto, saber dosar, na justa medida, satisfação e insatisfação. Ambas devem ser feitas naturalmente para que a liberdade de movimento permaneça. Além disso, essas ondulações entre momentos de deleite e desprazer fazem parte da natureza humana, uma vez que qualquer pessoa está sujeita tanto a ocorrências que lhe proporcionam alegria, quanto aborrecimentos. Ambas são, por isso, benéficas.

Cada um deve, pois, aceitar com naturalidade tanto os episódios que o satisfazem quanto aqueles que lhe causam aborrecimentos, sem fixar-se em nenhum deles. Dessa forma, estará preparado para quaisquer tipos de ocorrências, sejam elas boas ou más. Assim, o mundo nunca lhes parecerá negro: nem haverá impedimento para que a alegria exista.

5.5 - Izunome

Quando uma pessoa está doente e desenganada, e ela se conforma, todos os bens materiais deixam de ter valor aos seus olhos. Surgindo, contudo, alguma esperança de salvação, dispõe- se a sacrificar toda a sua fortuna, para dedicar-se exclusivamente a Deus, sem pensar em mais nada, em troca da própria recuperação. Quando, porém, sente que a vida não corre mais perigo, começa a fazer planos e a pensar no trabalho, esquecendo-se da decisão anterior.

Esses dois sentimentos antagônicos são ambos autênticos porque fazem parte da existência humana. É natural que, ao ter a

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saúde recuperada, o homem sinta o desejo de voltar às atividades normais; entretanto, se abandonar, em definitivo, a determinação de dedicar-se totalmente a Deus, terá passado de um extremo ao outro. Esse desequilíbrio lhe acarretará problemas, pois o conduzirá de volta à situação anterior.

Quem se encontra, então, num estado em que tenha necessidade de optar entre morrer e continuar vivendo, precisa adotar uma justa medida: dedicar-se tanto ao seu trabalho quanto a Deus. Essa postura de temperança é o izunome, o ponto intermediário entre daijo e shojo, entre o horizontal e o vertical, cujo verdadeiro sentido consiste em não se inclinar excessivamente para nenhum dos dois lados, mas seguir o caminho do meio.

6 - Oração

6.1 Importância do guenrei

Guenrei é um vocábulo japonês composto de guen, que significa ―palavra‖, e rei, ―espírito‖. Quer dizer, portanto, espírito da palavra, cujo poder exerce uma enorme influência sobre as orações em geral, pelo fato de os sons emitirem vibrações que determinam, de modo decisivo, a criação de um estado interior positivo ou negativo. Daí a razão de as preces Amatsu Norito e Zenguen Sanji, dotadas de sonoridade altamente pura, terem um efeito extraordinário sobre as doenças e outros sofrimentos humanos. Também aqui está a justificativa para o emprego de tantos mantras nas orações orientais: são emissões sonoras com grande poder para eliminar de um ambiente as energias negativas, em conseqüência da pureza que deixam fluir.

6.2 O guenrei das setenta e cinco vozes

Embora não seja perceptível ao ouvido humano, ressoa, impregnando todo o Mundo Espiritual, o grande guenrei das setenta e cinco vozes. Esses mesmos veementes sons, ao serem emitidos

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pelos homens, também geram transformações marcantes nos Planos Material e Espiritual. Eliminam máculas se forem bem pronunciados; aumentam-nas quando mal expressos. Então, para que o grande guenrei produza resultados positivos, as setenta e cinco vozes deverão estar colocadas em harmoniosa ordem. Caso contrário, ter- se-á apenas, como conseqüência, o mau espírito da palavra.

Com base nas mudanças determinadas pelo guenrei das setenta e cinco vozes, é importante saber o seguinte: termos que expressam idéias de bondade têm uma vibração bela e pura. Soam agradavelmente ao ouvido humano, traduzem verdade e beleza e penetram na alma, onde se encontra a origem da consciência humana. Conversas maldosas, contudo, não conseguem ir além do nível mental, que recobre a partícula divina.

Há, ainda, um outro ponto básico ao qual se deve dar maior importância: a emissão de um guenrei harmonioso, bom e belo, depende essencialmente da alma de cada pessoa. Quanto mais pureza apresentar, maior será a manifestação do poder inerente às palavras que forem pronunciadas.

Portanto, mamehito e freqüentadores devem estar polindo dia

a dia as suas almas, para se tornarem possuidores de um guenrei

de alta vibração positiva.

6.3 - Força da palavra

Diz-se que o mundo onde as palavras agem constitui o reino de guenrei.

Deus é, na verdade, o Grande Guenrei que movimenta o Cosmos.

Conforme está na Bíblia foi também a partir da palavra que

o Supremo Criador estabeleceu a vida e o Universo: "No princípio era o verbo e o verbo estava em Deus" (Gênesis).

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Torna-se possível, então, concluir como são importantes as palavras, pois, através delas, livremente criando ou destruindo, tudo pode ser transformado em Bem ou Mal, céu ou inferno, vida ou morte.

Os seres humanos têm, por conseguinte, ilimitada responsabilidade nesse processo de transformação. Uma vez que se comunicam pela palavra, vivem no mundo do guenrei; devem, por isso, esforçar-se para emitir somente vibrações positivas de bondade, amor, justiça, sabedoria e todos os demais sentimentos nobres. Dessa forma, estarão concretizando, em cada momento da vida, o eterno guenrei de Deus.

6.4 - Poder da oração

A oração Zenguen Sanji, cujo espírito da palavra é extremamente perfeito, belo e poderoso, realiza uma intensa purificação do ambiente onde está sendo feita. Debilita também o espírito secundário e afasta entidades negativas que, de um modo geral, atormentam os seres humanos. Assim as nuvens da mente se reduzem e os sofrimentos diminuem.

Poder semelhante tem a oração Amatsu Norito. Quando harmoniosamente emitida, quer dizer, entoada com o som puro e belo do kototama (essência verdadeira da palavra) penetra na alma, desperta a consciência, purifica as máculas, levando a pessoa a deleitar-se num estado de plena alegria e felicidade.

6.5 - Influência do mau guenrei

Aprofundando um pouco mais esta minha explicação e para maior entendimento de todos, quero me deter num ponto fundamental: o espírito secundário só exerce influência sobre o domínio da mente. Então, quanto maior número de máculas houver nesse nível, mais força de ação terá ele, o que representa um grande perigo. Conseguindo bloquear a luz da alma, leva o

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homem a comprazer-se na prática de atos malévolos. É por isso que o som do mau guenrei traz muita satisfação ao espírito secundário. Daí o cuidado que se deve ter para nunca emiti-lo, bem como ficar atento à maneira pela qual são transmitidas idéias ou impressões a respeito dos fatos.

Um bom diálogo, por conseguinte, ressoa agradável à alma. Já conversas de teor negativo só poderão proporcionar prazer a entidades cujo objetivo consiste em prejudicar o ser humano. Normalmente para os bons, os assuntos de interesse dos malfeitores geram uma sensação de desconforto. Para o homem mau, todavia, ouvir comentários a respeito de ações maldosas torna-se motivo de satisfação.

Todas as pessoas devem, então, preocupar-se constantemente com a prática do bom guenrei que aumenta a luz da alma, diminui as nuvens da mente, e faz com que as maldades sejam abominadas.

6.6 - Maneira correta de orar

Também quando rezamos, devemos seguir a lógica divina. Interessante observar que as religiões mais antigas não cultivam a idéia da disponibilidade de Deus para ajudar o ser humano. Tanto assim que normalmente quase todas as orações existentes têm um caráter de lamentação, como se Deus estivesse fazendo as pessoas sofrerem. Contudo, de acordo com o conceito messiânico, Deus tem poder ilimitado e está livre para ajudar-nos como e quando quiser, desde que estejamos agindo conforme a Sua vontade.

Dias atrás, eu compus um salmo cujo conteúdo é uma prece de lamentação, com o objetivo de mostrar um sinal da religião shojo. Mesmo no Cristianismo, existem diversas orações que têm esse tom choroso.

Muitas vezes ouço, nas praças públicas, pastores pregando com voz lamuriosa. Isso acontece jorque, na verdade, não estão

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recorrendo ao poder de Deus, mas simplesmente colocando, em primeiro lugar, a força pessoal. Agir assim constitui uma maneira infernal de procurar o caminho de Deus. Religião celestial e verdadeira será somente aquela que buscar a salvação através do riso e da alegria.

7 - Virtudes

7.1 - Alegria

Em muitas ramificações do Cristianismo, por exemplo, rir é pecado. Por isso mesmo, algumas das suas cerimônias festivas têm uma raiz fúnebre. Certa vez, assisti a um casamento cristão e, após o ato religioso, ofereceram-me doces. Senti-me, então, exatamente como se estivesse comparecido a um funeral dos tempos antigos, onde também se ofereciam doces às pessoas presentes.

Há algum tempo, quando eu escrevia sátiras para o nosso jornal, formei um grupo de colaboradores, incentivando-os a criarem composições que provocassem riso e premiava as melhores. Certa vez, um cristão compareceu a uma dessas reuniões. Tive, então, oportunidade de mostrar-lhe que eu sempre estimulava as pessoas a se tornarem risonhas, enquanto, para determinados adeptos do Cristianismo, rir é tido como pecado. Dá, portanto, para perceber a existência de uma diferença marcante entre aquilo que eu prego e certos pontos da doutrina cristã, hoje espalhada por toda parte com essas idéias errôneas. Talvez, por isso, o mundo se encontre agora num estado tão infernal. É bem melhor, contudo, levar uma vida austera dentro da igreja do que sofrer por causa dos malfeitores.

Deus, porém, não quer para os homens esses sacrifícios impostos pelas religiões. Ele deseja um mundo pleno de alegria para a humanidade viver feliz.

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Muitas pessoas, entretanto, por nunca terem encontrado Ensinamentos iguais aos da Messiânica, continuam interpretando inadequadamente o que eu propago. Acham, por isso, errado ser alegre. Na Era do Dia, porém, a humanidade vai viver num mundo onde não haverá sofrimentos, mas somente alegria e felicidade.

7.2 - Atitude sábia

Em Matsushima, encontra-se o Templo Budista Zuyguen, em cuja origem há uma história significativa.

No século XVI, um jovem pertencente à classe dos Samurais Ashigaru servia a um senhor feudal de nome Date. Seu trabalho consistia em cuidar das sandálias do patrão.

Certo dia, como nevava muito e fazia um frio intenso, o rapaz colocou-as dentro da dobra do seu kimono para aquecê-las, a fim de que seu amo, quando as usasse ao sair de casa, não sentisse tanto frio.

Logo, porém, que o Sr. Date calçou as sandálias e as sentiu aquecidas, ficou profundamente enraivecido. Chutando-as, gritou, acusando o jovem de ter sentado em cima delas. Em seguida demitiu o rapaz, o qual ficou atormentado com a situação.

Sem possibilidades de encontrar um meio de provar a sua inocência, decidiu-se pelo suicídio. Contudo, no momento em que estava para cometer tal desvario, passou por perto um grande sacerdote budista e lhe perguntou por que razão desejava morrer. O rapaz, então, contou-lhe toda a história e justificou-se afirmando que, com a morte, estava querendo comprovar a sua honestidade. Tentando demovê-lo de atitude tão absurda, o religioso disse-lhe que não valeria a pena fazer aquilo. Em vez de suicidar-se, deveria tornar-se um grande homem. Assim estaria, de fato, proporcionando ao seu malfeitor uma vingança maior.

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O rapaz deixou-se convencer pela sabedoria do monge e passou a ser discípulo desse valoroso mestre. Foi para a China, aprimorou-se e adquiriu enorme prestígio em toda a região onde passou a viver.

Após algum tempo, a fama daquele jovem chegou aos ouvidos do seu antigo amo, que ficou também sabendo ser tão ilustre personalidade oriunda de suas terras. Sentindo-se muito honrado, recebeu-o como visitante, devotando-lhe profundo carinho e respeito. Foi assim que o rapaz e seu colérico ex-patrão se reencontraram.

Ao despedir-se, depois desse momento especial, o jovem sacerdote ofertou ao seu anfitrião um par de sandálias como lembrança. Muito intrigado, o Sr. Date perguntou-lhe qual o significado daquele presente.

O sacerdote relembrou, então, ao amo a história da época em que, ainda muito jovem, o servia cuidando de suas sandálias. Comentou sobre o quanto se sentira infeliz e mortificado por não poder provar a sua inocência. Prosseguindo, disse-lhe ainda que esse acontecimento o fizera estudar, aperfeiçoar-se e adquirir a notoriedade que estava usufruindo naquele estágio de sua vida. Daí a razão de as sandálias representarem para ele um grande tesouro e, por isso, as estava oferecendo ao seu antigo amo.

Ao ouvir esse relato, o senhor Date ficou muito embaraçado, embora, ao mesmo tempo, feliz. E para reparar os erros do passado, mandou construir e oferecer ao jovem sacerdote um templo que recebeu o nome de Zuyguen.

Essa história foi contada porque encerra um ensinamento muito precioso para todos nós. Se formos maltratados por alguém, ou algum mal-entendido nos fizer sofrer, nunca devemos impor qualquer forma de esclarecimento imediato, nem revidar a quem nos ofendeu. O correto é esperarmos com paciência a chegada do

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tempo certo. Nesse momento, a constatação clara das situações outrora conflitantes será a vitória para todos aqueles ao lado de quem está a razão.

7.3 - A melhor estratégia

Nunca se deve forçar o reconhecimento da verdade. No instante oportuno, todos os incidentes constrangedores serão esclarecidos naturalmente pela evidência dos fatos.

Pode também ilustrar o que lhes estou ensinando agora um diálogo que mantive ontem (05 de junho de 1947), durante uma reunião com algumas pessoas notórias. Entre os assuntos, veio à baila a questão da Segunda Guerra Mundial. Tive então a oportunidade de expor o meu ponto de vista sobre os motivos pelos quais o Japão perdeu a guerra. Procurei mostrar que, de modo geral, quando os seres humanos querem ganhar, sempre acabam perdendo. Foi o que aconteceu com o Japão. Em vez de recuar, o que seria a melhor estratégia naquele momento, fez exatamente o contrário. Os soldados japoneses foram avançando até não poderem mais. Por isso, não conseguiram sucesso.

Uma outra atitude ilustrativa pode ser a do general Mac Arthur, quando lutava nas Filipinas e fugiu, escapando da morte. Na época, eu disse a todos que ele era um grande homem por ter abandonado a luta. Afirmei também que se tornaria um general notável, o que, de fato, aconteceu posteriormente.

Diante de tais constatações, posso concluir alertando a todos: não é bom para ninguém estar sempre conseguindo vitórias forçadas. Vale mais, às vezes, uma derrota, uma fuga para aguardar o tempo adequado. Mais tarde, com certeza, chegará a hora da colheita dos verdadeiros louros dessa atitude sensata.

A mesma regra se aplica também às pequeninas realizações. Mesmo em relação a discórdias familiares, convém perder às vezes.

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Na verdade, não se trata de uma derrota, mas da espera do tempo adequado para que todos reconheçam com quem estava, de fato, a razão. Nesse momento, o verdadeiro vencedor aparecerá. Por outro lado, aquele primeiro impostor terá condições e oportunidade de perceber o seu erro e até de pedir desculpas.

Não existe, portanto, nada mais profundo do que aquela verdade universal expressa na antiga máxima: "os últimos serão os primeiros".

7.4 - Servir em segredo

Nos templos e santuários do Japão, comumente se encontram escritos, num quadro afixado para que todos possam ver, os nomes dos doadores e as quantias ofertadas. Tal atitude corresponde ao yootoku (boas ações praticadas à vista de todos).

Quando atos de bondades são divulgados, a pessoa que os praticou já recebeu as honras pelo trabalho realizado através da satisfação do próprio ego. Ao contrário, sendo secretos, o reconhecimento vem de Deus e, nestes casos, corresponde ao intoku (virtude secreta), quer dizer, o bem realizado às escondidas, sem que ninguém saiba.

Reside, pois, exatamente na prática secreta o valor das boas ações, embora para muitos a satisfação esteja na publicidade, o que constitui enorme engano. Quem age assim está perdendo a oportunidade de receber de Deus a recompensa multiplicada em forma de proteção e graças inúmeras.

7.5 - Um princípio de justiça

Qualquer pessoa que, devido à gravidade de uma doença, já esteja à beira da morte, ao ser curada por Deus, deve, por um princípio de justiça, manifestar agradecimento irrestrito pela graça recebida. Se, contudo, passado algum tempo, esquecer a bênção e