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SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E

SÉRIE PETRÓLEO E GÁS

QSMS

QUALIDADE, SAÚDE,

MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS
SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS
SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E

SÉRIE PETRÓLEO E GÁS

QSMS

QUALIDADE, SAÚDE,

MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS
SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade

Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA – DIRET

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade

Presidente

SENAI – Departamento Nacional

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor Geral

Gustavo Leal Sales Filho

Diretor de Operações

SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E
SÉRIE PETRÓLEO E GÁS QSMS QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E
SÉRIE PETRÓLEO E GÁS
QSMS
QUALIDADE, SAÚDE,
MEIO AMBIENTE
E SEGURANÇA
APLICADOS A
PETRÓLEO E GÁS

© 2012. SENAI – Departamento Nacional

© 2012. SENAI – Departamento Regional do Rio de Janeiro

Reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI.

Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI do Rio de Janeiro, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional do Rio de Janeiro Núcleo de Educação a Distância – NUCED

FICHA CATALOGRÁFICA

Catalogação-na-Publicação (CIP) – Brasil Biblioteca Artes Gráficas – SENAI-RJ

S491q

SENAI/DN. QSMS: qualidade, saúde, meio ambiente e segurança aplicados a petróleo e gás / SENAI/DN [e] SENAI/RJ. – Brasília : SENAI/DN, 2012.

ISBN

88 p. : il. ; 29,7 cm. – (Série Petróleo e Gás).

1. Indústria petroquímica. 2. Trabalho – qualidade. 3. Segurança do Trabalho. 4. Meio Ambiente. I. SENAI/RJ. II. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. III. Título. IV. Série.

CDD: 665.5

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional

Sede Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317-9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br

Lista de ilustrações

Figura 1 – Qualidade no trabalho acima de tudo Figura 2 – Na arte popular o conceito de cidadania – Tiradentes-MG Figura 3 – Constituição brasileira Figura 4 – A participação da sociedade para reivindicar seus diretios Figura 5 – Aferição técnica dos equipamentos – Qualidade do trabalho Figura 6 – Envolvimento da empresa e funcionário na qualidade – SMS-Segurança-Senai Figura 7 – Gestão Ambiental Figura 8 – Melhorar o nível de vida x produtividade Figura 9 – Nas áreas de riscos o trabalho feito com toda segurança Figura 10 – Transporte de acidentado Figura 11 – Remoção de acidentado Figura 12 – Compressão Figura 14 – Processo de ressuscitação Figura 15 – Imobilização na maca Figura 16 – Equipamentos de proteção individual Figura 17 – Tipos de EPI Figura 18 – Capacete Figura 19 – Óculos Figura 20 – Abafador de ruídos Figura 21 – Luvas Figura 22 – Botas Figura 23 – Proteção contra quedas Figura 24 – Na área de trabalho, segurança acima de tudo Figura 25 – Na plataforma de petróleo encontramos todos os tipos de agentes físicos Figura 26 – Aterramento de tanques de líquidos inflamáveis Figura 27 – Símbolo identificativo de risco químico Figura 28 – Biodiversidade brasileira Figura 29 – Coleta seletiva Figura 30 – Nascentes, rios, lagoas e mares – preservar é preciso Figura 31 – Algumas fontes de energia Figura 32 – Poluição na Baía de Guajará – Belém do Pará – Ao fundo Mercado Ver-o-Peso Figura 33 – Países x Desenvolvimento ecológico

Baía de Guajará – Belém do Pará – Ao fundo Mercado Ver-o-Peso Figura 33 – Países
Baía de Guajará – Belém do Pará – Ao fundo Mercado Ver-o-Peso Figura 33 – Países
Baía de Guajará – Belém do Pará – Ao fundo Mercado Ver-o-Peso Figura 33 – Países
Baía de Guajará – Belém do Pará – Ao fundo Mercado Ver-o-Peso Figura 33 – Países
Baía de Guajará – Belém do Pará – Ao fundo Mercado Ver-o-Peso Figura 33 – Países
Baía de Guajará – Belém do Pará – Ao fundo Mercado Ver-o-Peso Figura 33 – Países

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Sumário

1 Introdução 11 2 Cidadania 15 2.1 Conceito 16 2.2 Direitos sociais e humanos 17
1 Introdução
11
2 Cidadania
15
2.1
Conceito
16
2.2
Direitos sociais e humanos
17
2.3
Inclusão social: PCD
18
3 Ética
21
3.1
Conceito
22
3.2
Importância para as relações familiares e profissionais
23
3.2
Crise ética na contemporaneidade e seus efeitos nas relações interpessoais
23
4 Qualidade do trabalho
27
4.1 Conceitos e procedimentos
28
4.2 Princípios de gestão da qualidade satisfação do cliente,
participação e produtividade
29
4.3 A qualidade no exercício do trabalho
31
4.4 Organização, limpeza, desperdício
31
4.5 Conformidade dos produtos gerados
32
5. Saúde, higiene e segurança do trabalho
35
5.1 Noções básicas
36
5.1.1 Definição de acidente
36
5.1.2 Classificação dos acidentes de trabalho
37
5.2 Causas dos acidentes: ato inseguro e condição insegura
38
5.2.1 Ato inseguro
38
5.2.2 Condição insegura
39
5.3 Consequências dos acidentes de trabalho
40
5.3.1 Para o trabalhador
40
5.3.2 Para a empresa
40
5.3.3 Para o país
41
5.4 Primeiros socorros
41
 

5.5.1 Equipamento de Proteção Individual – EPI

 

48

5.5.2 Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC

 

53

5.6

Legislação e Normas técnicas aplicáveis

 

53

5.6.1 CLT – Consolidação das Leis do Trabalho e o Código Penal

54

5.6.2 Portaria 6.514/77 do Ministério do Trabalho

54

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Riscos ambientais no trabalho

 

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6.1 Agentes físicos, químicos e biológicos

 

61

6.1.1 Agentes Físicos

 

62

 

6.1.2 Agentes Químicos

 

63

6.1.3 Agentes Biológicos

 

64

6.2 Agentes ergonômicos

 

65

6.3 Prevenção e redução de danos

 

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Preservação do Meio Ambiente

 

69

7.1 Impactos ambientais da ação humana

 

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7.1.1

Impacto ambiental da indústria do petróleo

 

71

7.2 Segregação, descarte e reciclagem

 

72

7.3 Racionalização do uso dos recursos naturais e fontes de energia

 

73

7.4 Preservação do meio, uso de tecnologias limpas,

 

de recursos renováveis e desenvolvimento sustentável

 

75

 

7.4.1 Prevenção do Meio Ambiente

 

75

7.4.2 Uso de tecnologias limpas e de recursos renováveis

 

76

7.4.3 Desenvolvimento sustentável

 

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Referência

83

Figura 1 – Abertura de QSMS em produção Figura 2 – Cidadania/constituição/ atitude – em construção Figura 3 – Ética – em construção Figura 4 – Envolvimento da empresa e dos funcionários na qualidade Figura 5 – PDCA Figura 6 – Produtividade x nível de vida Figura 7 – Acidente de Trabalho Figura 8 – Ato inseguro Figura 9 – Acidente de Trabalho Figura 10 – Transporte de acidentados Figura 11– Remoção de Acidentados Figura 12 – Compressão Figura 13 – Torniquete Figura 14 – Ressucitação Figura 15 – Imobilização e paciente na maca Figura 16 – Capacete Figura 17 – Abafador de ruídos Figura 18 – EPI Figura 19 – Proteção contra Quedas Figura 20 – tipos de EPI Figura 21 – Na Plataforma encontramos todos os tipos de agentes físicos Figura 22- Símbolo de riscos Figura 23 – Aterramentos de Tanques Figura 24 – Levantamento de cargas Figura 25 – Sustentabilidade Figura 26 – Pingüim atingido por vazamento de óleo Figura 27 – Desmatamentos e Queimadas Figura 28 – Atividades x áreas de impactos Figura 29 – Descarte de lixo Figura 30 – Poço de petróleo Figura 31 – Preservação Figura 32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x Desenvolvimento ecológico

32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
32 – Fontes de Energia Limpa Figura 33 – Poluição Ambiental Figura 34 – Países x
Introdução 1
Introdução
1
Antonio Candido de Oliveira Filho
Antonio Candido de Oliveira Filho

Figura 1 – Qualidade no trabalho acima de tudo

De todos os tipos de trabalhos que o homem pode desempenhar, um dos mais propensos a riscos é o executado nas indústrias de Petróleo e Gás, em função não só do tipo de operação efe- tuada, mas também do tipo de produto que é manufaturado.

Estes riscos independem do local, da plataforma, do navio, refinaria; ou da área de atuação, seja na prospecção, perfuração, extração ou no refino, até mesmo na venda e utilização em pos- tos distribuidores. O que requer, portanto, a sua formação contínua, em capacitações, aperfei- çoamentos e conscientização da importância desse tema na sua prática profissional.

Por mais que não desejemos, riscos sempre existirão, podendo levar à ocorrência de aciden- tes sérios. E é isso que queremos evitar, não é mesmo?

O conhecimento das normas de Qualidade, Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Saúde (QSMS), e o seu uso no dia a dia, entretanto, podem reduzir esses índices, diminuindo as perdas e aumentando os benefícios tanto para a empresa, quanto para o ser humano envolvido, seja o trabalhador ou o mero usuário do produto final.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Os componentes da sigla QSMS: Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde interagem num processo produtivo, refletindo o comportamento do tra- balhador no seu ambiente de trabalho. A partir dessa interação conseguimos ob- ter um produto de boa qualidade, confeccionado com segurança, protegendo o meio ambiente e sem agredir a saúde de todos os envolvidos, sejam trabalhado- res, diretores ou consumidores.

Leve sempre em consideração: “temos que aprender cada vez mais para me- lhor aproveitar este bem tão precioso que é a VIDA”.

Tudo que será visto nesta Unidade Curricular, QSMS, depende de você e de sua atitude, por isso, leia, aprenda e ponha em prática, atingindo assim o objetivo fi- nal: ser o melhor técnico de Petróleo e Gás.

QSMS

   

CARGA

COMPONENTES CURRICULARES

HORÁRIA

 

Fundamentos Técnicos e Científicos de Petróleo e Gás

 

Comunicação/Informática – 32h

Fundamentos da Indústria de Petróleo e Gás – 60h

QSMS – 24h

 

Módulo Básico

Metrologia e Instrumentação Aplicada ao Petróleo e Gás – 80h

356h

Química Aplicada ao Petróleo e Gás – 80h

Física Aplicada ao Petróleo e Gás – 80h

 

Operação de Sistema Produtivo na Cadeia de Petróleo e Gás

 

Módulo

Específico

Exploração On-shore e Off-shore – 160h

Profissional

Tecnologias do Sistema Produtivo On-shore e Off-shore – 160h

484h

(1ª Etapa)

Processamento do Petróleo e Gás – 100h

Logística e Manutenção da Cadeia de Petróleo e Gás – 64h

 

Manutenção em Sistemas Produtivos na Cadeia de Petróleo e Gás

 

Manutenção Industrial – 100h

Planejamento e Atividade na Cadeia de Petróleo e Gás

Módulo

Gestão de Pessoas – 40h

Específico

360h

Profissional

Gestão da Produção – 80h

(2ª Etapa)

Controle da Qualidade de Insumos, Produtos e Processos na Cadeia de Petróleo e Gás

 

Ensaios Analíticos na Cadeia de Petróleo e Gás – 80h

Avaliação de Desempenho de Insumos, Produtos e Processos – 60h

CARGA HORÁRIA TOTAL: TÉCNICO EM PETRÓLEO E GÁS: 1.200H

 

1 INTRODUÇÃO

Anotações:

13
13
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CIDADANIA

In-Fólio/José Carlos Martins
In-Fólio/José Carlos Martins

Figura 2 – Na arte popular o conceito de cidadania – Tiradentes – MG

No capítulo anterior falamos sobre atitude, pois tanto cidadania, ética e qualidade depen- dem das atitudes tomadas pelas pessoas que almejam obter alguma coisa a mais, tanto para si quanto para o seu país ou para a empresa em que trabalham.

VOCÊ SABIA? Atitude é toda reação ou modo de agir de uma pessoa em relação

VOCÊ

SABIA?

Atitude é toda reação ou modo de agir de uma pessoa em relação a uma outra pessoa, a um objeto, a uma opinião ou a uma situação.

Você já pensou que até 1939 nós não possuíamos petróleo e hoje somos o país com uma das maiores reservas petrolíferas? Isto ocorreu porque alguém acreditou e tomou a atitude de con- tinuar a pesquisar e abrir poços até encontrar petróleo. Hoje em dia temos que ser cada vez mais cidadãos interativos, atuantes, para que possamos fazer prevalecer os nossos direitos e deveres. Isto é cada vez mais válido na nossa vida, onde procuramos cobrar dos nossos eleitos, presiden- te, governador, prefeito, senadores, deputados e vereadores, que eles apliquem melhor o dinhei- ro dos impostos na educação, na saúde e na segurança. No entanto, quando falam que temos que fazer alguma coisa, participar, usamos sempre a desculpa de que estamos atrasados ou te- mos algum compromisso naquele horário.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Cidadania não é uma coisa indivisível, não pode ser obtida ou usufruída em par- tes, ela é plena, ou você a exerce ou alguém vai exercê-la em seu nome.

No seu colégio, quantas vezes você foi chamado a participar de alguma ativi- dade em benefício da turma?

Participou?

Aqui também temos este problema. O trabalhador quer segurança e melhorias, mas algumas vezes deixa de fazer o mais importante que é participar, seja dando sua opinião ou fazendo proposições, pois ele é o elemento principal de qualquer processo, seja de aprendizagem ou de trabalho, esteja na escola ou numa refina- ria, ou até mesmo em casa.

2.1 CONCEITO

Cidadania é o direito que todo cidadão nato tem de poder participar direta- mente do destino do seu país, escolhendo através do voto quem exercerá em seu nome essa direção.

Ser cidadão é participar dos destinos de um país, possuindo direitos e deveres para com o mesmo.

SAIBA MAIS Você pode encontrar mais informações sobre Cidadania nos sites relacionados abaixo:

SAIBA

MAIS

Você pode encontrar mais informações sobre Cidadania nos sites relacionados abaixo:

www.educare.org/educa/index

www.brasilescola.com/sociologia

www.oabsp.org.br

www.cidadania.org.br/conteudo.asp

www.emilianojose.com.br

Esses direitos e deveres são garantidos no Bra- sil, pela Constituição de 1988, nos artigos 1º e 5º, e foram incluídos para que ninguém possa tomar o destino do país em suas mãos sem que você tenha dado autorização.

No seu artigo 1º, parágrafo único, temos:

autorização. No seu artigo 1º, parágrafo único, temos: Todo o poder emana do povo, que o

Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição

eleitos ou diretamente , nos termos desta Constituição In-Fólio/Acervo Figura 3 – Constituição Brasileira
In-Fólio/Acervo
In-Fólio/Acervo

Figura 3 – Constituição Brasileira

2 CIDADANIA

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Isto quer dizer que você é responsável diretamente por tudo que os políticos fazem em seu nome, não valendo aqui o chavão “meu deputado não foi eleito,”ou “anulei o meu voto”, pois nas eleições o seu não comparecimento ou a anulação de seu voto não o impedem de cobrar os seus direitos, mas também não o eximem do dever de se corresponsabilizar pelos atos deles realizados em nosso nome.

Não esqueça que ser cidadão é fazer com que respeitem os seus direitos, sejam sociais ou econômicos, além de ter deveres dentre os quais o de respeitar o direi- to dos outros seres humanos.

2.2 DIREITOS SOCIAIS E HUMANOS

Consideramos como direitos sociais e humanos os descritos na Constituição Brasileira, que são os direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à seguran- ça, à proteção, à maternidade e à infância, à assistência aos desamparados; todos garantidos pelo Capítulo II, artigo 6º ao artigo 11, além do artigo 5º, com todos os seus parágrafos.

Esses artigos visam garantir os princípios básicos, necessários ao cidadão, para viver com dignidade dentro de uma sociedade mais justa, e estão de acordo com os tratados internacionais assinados pelo Brasil.

Os direitos sociais garantem desde um salário mínimo, que atenda às condi- ções mínimas de sobrevivência ao ser humano, até a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança, bem como, um tratamento especial ao cidadão portador de deficiências físicas.

especial ao cidadão portador de defi ciências físicas. CASOS E RELATOS Você, como técnico, trabalhando na

CASOS E RELATOS

Você, como técnico, trabalhando na plataforma Abrolhos, localizada na Ba- cia de Campos, deverá se dirigir até o setor de pouso dos helicópteros, a fim de pegar o helicóptero que o levará até a base em terra, onde você irá usu- fruir de um merecido fim de semana.

Ao chegar ao heliporto, você verifica que um de seus funcionários também necessita ir à terra, visto que o pai dele está enfermo, entretanto, por hierar- quia, já que ele é seu subalterno, você terá preferência nesta viagem.

Sabendo do problema, você toma a providência de embarcá-lo no seu lu- gar, aguardando a chegada da próxima aeronave, que será daí a doze horas.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

2.3 INCLUSÃO SOCIAL:

PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

Antigamente, o deficiente físico era responsabilidade única do Estado, que aca- bava não tendo condições de atendê-lo com o mínimo necessário para a sua so- brevivência.

Atualmente, constatamos que o deficiente físico passou a ser considerado um ser humano com necessidades especiais, alguém que pode participar ativamente da sociedade produtiva gerando receitas para ele e para o país. É o que chamamos de inclusão social.

Na manutenção, quantas vezes você verifica que o equipamento está com de- feito, mas não consegue encontrá-lo?

Aí, você para, e fica a escutar a máquina trabalhando para, enfim, descobrir o problema. Nesta situação, por mais que tenhamos braços e olhos, o sentido que mais usamos para detectar o problema é a audição.

Além desta situação, também podemos encontrar cadeirantes na área admi- nistrativa de diversas empresas, no controle de torres de aeroportos, na digitação de mapas e relatórios, o que representa uma condição de aproveitamento de ci- dadãos com diversas especialidades e com uma rentabilidade no trabalho maior do que outros, considerados normais.

Os deficientes auditivos, por exemplo, vêm sendo empregados principalmen- te no setor de digitação de dados e até em outros locais, inclusive em refinarias e plataformas, tendo em vista o seu alto poder de concentração.

A sua aceitação e inclusão no ambiente de trabalho não foi conseguida por con- cessão da alta administração de uma empresa, mas sim por força de lei que garan- te um percentual mínimo de vagas nas empresas e nos concursos, sejam públicas ou privadas, para o cidadão com necessidades especiais, em troca de algumas van- tagens econômicas.

Essas vantagens econômicas vão favorecer as empresas na diminuição dos im- postos e melhorar indiretamente a qualidade de vida dos deficientes e a sua inte- gração ao trabalho.

2 CIDADANIA

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2 CIDADANIA 19 RECAPITULANDO Como você pôde perceber a integração entre qualidade, segurança, meio ambiente e

RECAPITULANDO

Como você pôde perceber a integração entre qualidade, segurança, meio ambiente e saúde, depende de uma tomada de atitude do cidadão, muitas vezes rompendo costumes que impediam a utilização de mão de obra es- pecializada porque a pessoa era portadora de necessidades especiais, o que sobrecarregava os cofres do erário público.

Hoje, devido à participação popular, já encontramos diversos portadores de necessidades especiais trabalhando em locais onde ninguém antigamente imaginava encontrá-los.

O que permitiu que isso ocorresse foram as atitudes dos cidadãos que pas- saram a exigir os seus direitos e a querer participar da direção de seu país.

pas- saram a exigir os seus direitos e a querer participar da direção de seu país.

Isto é o que chamamos CIDADANIA

pas- saram a exigir os seus direitos e a querer participar da direção de seu país.
ÉTICA 3
ÉTICA
3
In-Fólio/José Carlos Martins
In-Fólio/José Carlos Martins

Figura 4 – A participação da sociedade para reivindicar seus direitos – Câmara Municipal – Rio de Janeiro-RJ

No estudo deste capítulo vamos focar a interação da ética com o trabalho e como isso in- fluencia a relação entre os seres humanos, na comunidade, no nosso ambiente e na sociedade.

Verificaremos que as normas estão disponíveis para padronizar o nosso proceder, garantindo os nossos direitos e deveres; e que elas foram decorrentes de diversos códigos não escritos, mas acei- tos por todos que evoluíram com o passar do tempo. O mesmo acontece com os trabalhos na área petrolífera, pois nestes anos muitas situações aconteceram, positivas e negativas, e se transforma- ram em normas ou códigos de condutas e procedimentos, cujo principal objetivo foi o de evitar que determinadas situações pudessem comprometer as operações, o ser humano ou as instalações.

VOCÊ Ética deriva do termo grego Ethos, que significa caráter, SABIA? conduta , convívio social.

VOCÊ

Ética deriva do termo grego Ethos, que significa caráter,

SABIA?

conduta , convívio social.

Nossa sociedade sofre mudanças diariamente, algumas devido ao aperfeiçoamento da tec- nologia e outras em função do acúmulo de conhecimento por parte dos indivíduos.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Essas mudanças, boas ou más, vão alterar a nossa compreensão do que seja éti- ca, bem como o nosso proceder ético, modificando o nosso modo de vida. Pode- mos dizer que procedimento ético é o comportamento que não procura prejudi- car o nosso semelhante nem destruir um patrimônio, quer ele seja nosso ou da co- munidade, isto é ETICA.

Você pode aprofundar seu estudo sobre ética consultando os seguintes sites:

www.suapesquisa.com/o_que_e/etica_conceito.htm

portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro082.pdf

www.espacoetica.com.br

www.trabalhoetico.com.br/

SAIBA MAIS 3.1 CONCEITO
SAIBA
MAIS
3.1 CONCEITO

Por definição, ética é o conjunto de normas e valores que têm como objetivo principal direcionar a conduta humana para um bom convívio na sociedade.

A ética se aplica tanto aos indivíduos, aos grupos, empresas ou organizações,

e está baseada no direito que todos temos de poder escolher entre as opções que nos são apresentadas, entretanto, para que tal escolha não prejudique outro indi- víduo, outra empresa, é comum a elaboração de um código, que pode ser escrito ou não, que rege todo o comportamento em uma empresa, em uma escola ou na sociedade em geral.

Você conhece algum Código de Ética?

Você pode ter se lembrado do Código Penal, o Código de Defesa do Consumi- dor e o Código de Leis Trabalhistas e de Segurança do Trabalho, dentre outros.

Estes são exemplos de códigos escritos.

E os códigos não escritos?

Pensou em algum?

Alguns exemplos de códigos não escritos que podemos citar são: o respeito aos pais e o amor à pátria e à natureza.

SAIBA MAIS Pesquise sobre as leis acima citadas nos sites a seguir. www.emdefesadoconsumidor.com.br www.mte.gov.br

SAIBA

MAIS

Pesquise sobre as leis acima citadas nos sites a seguir. www.emdefesadoconsumidor.com.br www.mte.gov.br www.trabalho.seguro.com/OIT www.abnt.org.br

3 ÉTICA

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3.2 IMPORTÂNCIA PARA AS RELAÇÕES FAMILIARES E PROFISSIONAIS

É na família que primeiramente se apresenta a ética, por meio do contato com

a mãe, com o pai e com os outros familiares, nos exemplos de como se portar dian-

te

das pessoas, no convívio com os amigos, na execução das tarefas, desde a ten-

ra

idade até quando se assume uma profissão.

A partir desse instante, toda vivência adquirida, principalmente no convívio fami-

liar, passa a influenciar sua postura no trabalho, evidenciando o seu bom senso, as suas atitudes, o seu comprometimento com aquilo que faz, enfim, sua ética profissional.

3.3 CRISE ÉTICA NA CONTEMPORANEIDADE E SEUS EFEITOS NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Como podemos notar, ética não é uma coisa fácil de ser entendida muito me- nos de ser aplicada, pois é bastante subjetiva, podendo ter diversas variações ine- rentes ao tipo de sociedade e cultura em questão, estando sujeita a interferências oriundas de outros fatores.

Dentre essas interferências, podemos citar as causadas pela globalização e a crise do petróleo.

A crise advinda do processo de globalização ocasionou uma grande flexibiliza-

ção dos contratos das empresas da área de Petróleo e Gás. Estes contratos causa- ram, em alguns países, perdas nos direitos trabalhistas, desemprego e desvalori- zação do trabalho.

Outro fator que afetou bastante a ética foi a crise econômica de 1970, que in- fluenciou o preço do petróleo e deu origem à criação da OPEP (Organização dos países produtores e exportadores de petróleo), gerando um aumento na inflação

e grandes prejuízos, com fechamento de empresas e perda de trabalho.

O mercado passou a exigir das organizações uma competitividade maior, ten-

do em vista a globalização, exigindo também a melhoria nos seus produtos, a fim de enfrentar uma oferta crescente de produtos similares e as constantes solicita- ções por parte dos consumidores.

O reconhecimento de que o ser humano é capaz de se responsabilizar pelos

seus atos, tendo senso crítico, exercendo a cidadania e participando nas decisões que afetam o seu interesse, obrigou as empresas a criarem processos que objeti- vassem a valorização do seu trabalho e o intercâmbio entre os seus três elos de- terminantes: a empresa, o trabalhador e o consumidor.

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Essa valorização fez com que o trabalhador buscasse aumentar os seus conhe- cimentos, melhorando a sua comunicação, contribuindo para a melhoria da qua- lidade dos produtos. Por parte das empresas houve um investimento em campa- nhas de preservação da natureza, melhor qualificação do trabalhador, construin- do uma nova sociedade pautada por esses novos valores éticos.

Em contrapartida, o consumidor passou a exigir respeito e um produto de me- lhor qualidade, bem como o direito a escolher um produto que lhe satisfizesse, a um custo menor, levando em conta o custo-benefício, obrigando as empresas a conhecerem cada vez mais o gosto e os interesses dos consumidores.

A primeira responsabilidade de uma empresa foi alterada, deixando de ser apenas o lucro, tendo sido ampliada para uma melhor relação empregado-em- pregador-consumidor, abrangendo questões que vão desde a sua educação até o meio ambiente.

É certo que muitos dogmas éticos que conhecemos no passado sofreram alte- rações, mas um comprometimento ético no trabalho, com o trabalhador e com o consumidor final continuará a ser exigido das empresas.

O exercício por parte do trabalhador e do consumidor dos seus direitos de cidadão foram os grandes responsáveis pela mudança na ética das empresas e uma melhoria na qualidade dos seus produtos, bem como o respeito pelo meio ambiente.

dos seus produtos, bem como o respeito pelo meio ambiente. CASOS E RELATOS Você é o

CASOS E RELATOS

Você é o técnico supervisor da empresa Pet & Róleo Ltda., situada em Du- que de Caxias, tradicional fabricante de válvulas de serviço utilizadas em ins- talações petrolíferas. Você percebe na inspeção de um lote de peças que elas vêm apresentando defeito, obrigando a devolução para o setor de pro- dução, gerando retrabalho e atraso na entrega. Por meio de uma análise na planilha de fabricação você identifica o funcionário que vem produzindo as peças; e sabe que se comunicar à chefia quem é o responsável por esses de- feitos, ele poderá ser mandado embora. Você, que cresceu na empresa, in- clusive já tendo passado por esse tipo de problema, como procederia, sa- bendo também que o causador desse problema passa por dificuldades mo- netárias e depende desse emprego?

3 ÉTICA

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3 ÉTICA 25 RECAPITULANDO A ética é bem subjetiva dependendo mais do ponto de vista e

RECAPITULANDO

A ética é bem subjetiva dependendo mais do ponto de vista e da formação cultural de cada um dos envolvidos. Como podemos notar está sujeita à di- versas interpretações, que agradam a uns, mas não satisfazem a outros.

Neste capítulo você verificou que ela sofre modificações com o tempo, mas mantêm seus princípios básicos. Quando pensamos em ética, muitas ve- zes esquecemos que foi ela que deu origem às leis que hoje regem a hu- manidade.

Junto com a cidadania, a ética forma o ponto central para combater a falta de educação, a falta de segurança, a falta de hospitais, a corrupção, enfim, pode melhorar em muito o nosso país.

Todas as firmas deveriam ter a ética como ponto primordial nas suas nego- ciações com o poder público e com o povo. Isso não acontece se for segui- da a Lei de Gérson, que defende a bandeira que devemos levar vantagem em tudo.

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QUALIDADE DO TRABALHO

Cleber Magno Sacramento
Cleber Magno Sacramento

Figura 5 – Aferição técnica dos equipamentos – Qualidade do trabalho

Muitos dos produtos que chegam ao mercado passam por especificações precisas e têm co- mo objetivo atender determinados requisitos. Tal processo proporciona a diminuição dos cus- tos de fabricação e a sua aceitação por um grupo de consumidores.

O mesmo acontece nas refinarias de Petróleo e Gás onde esta exigência é bem maior, pois er-

ros em especificações, além de produzirem um produto diferente, que não atende à necessida-

de dos clientes, podem provocar danos às instalações ou mesmo causar acidentes.

É nesta hora que se procura cumprir diversos princípios, visando a obtenção de um produto

que atenda tanto às especificações na fase de fabricação, quanto às solicitações dos clientes con-

sumidores no final. Isto é, esse produto deverá estar em conformidade com os requisitos dese- jados, a isso chamamos “qualidade”.

O conceito de qualidade é bastante subjetivo, estando diretamente ligado a valores percebi-

dos pela empresa e pelo consumidor, sofrendo inclusive influência do binário custo-benefício.

Muitas vezes um produto de boa qualidade atende ao desejo do consumidor e às especifica- ções, enquanto um produto de ótima qualidade tornaria inviável a sua fabricação por requerer troca de equipamentos, mudanças de layout e até do material, aumentando o seu custo final.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Numa empresa de petróleo e gás, entretanto, o sentido de qualidade vai mais longe, não dependendo apenas do produto ou do desejo do consumidor, entram aqui outros fatores que dependem do processo e de como ele será manipulado, até a obtenção da sua especificação final.

4.1 CONCEITOS E PROCEDIMENTOS

Qualidade não é uma coisa nova, o ser humano sempre procurou obter coisas melhores desde o tempo das cavernas, quando desejava ter uma arma mais resis- tente ou uma ferramenta agrícola melhor, até agora, onde procura ter um carro melhor, o que exige uma gasolina de melhor qualidade.

Essa inconstância e o desejo de possuir coisas melhores do que as existentes foram fatores que impulsionaram as descobertas e a evolução da humanidade, le- vando-a a pesquisar, estudar, enfim, progredir cada vez mais.

Para William Edward Deming (1900 a 1993), a qualidade é um processo de melho- ria constante baseada no conhecimento do processo de fabricação, das profissões, da educação, da sociedade e dos seres humanos. Sendo dele o conceito do ciclo PDCA.

P

de planejamento (Plan)

D

de fazer (Do)

C

de verificar (Check)

A

de agir corretamente (Action)

Já para Joseph Juran (1904 a 2008), os principais componentes para um pro- cesso de qualidade são a alta gerência e o treinamento dos funcionários, tendo criado a famosa Trilogia da Qualidade (Planejamento, Melhoria e Controle).

Outra pessoa que contribuiu bastante foi Frederick Taylor (1856-1915), que criou

o conceito de Administração Científica (através da divisão do trabalho e do estu- do de tempo e movimento), com o qual introduziu no meio produtivo conceitos

e técnicas para viabilizar a produção em larga escala, com rapidez e produtivida- de, dando assim, o primeiro passo para a definição de qualidade.

Podemos conceituar qualidade como:

definição de qualidade. Podemos conceituar qualidade como: Qualidade é satisfazer ao cliente, interno ou externo,

Qualidade é satisfazer ao cliente, interno ou externo, atendendo ou excedendo suas expectativas, através da melhoria contínua do processo

expectativas, através da melhoria contínua do processo Conceito proposto por Karou Ishikawa, que foi discípulo de

Conceito proposto por Karou Ishikawa, que foi discípulo de Deming.

4 QUALIDADE DO TRABALHO

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4.2 PRINCÍPIOS DE GESTÃO DA QUALIDADE SATISFAÇÃO DO CLIENTE, PARTICIPAÇÃO E PRODUTIVIDADE

Gestão da qualidade é o processo de planejar, controlar e melhorar, não só o método de fabricação, mas também o produto em si.

A redução de defeitos ocorrerá como complementação, confirmando que o produto está em condições de executar os serviços para os quais ele foi criado.

In-Fólio/Cris Marcela
In-Fólio/Cris Marcela

Figura 6 – Envolvimento da empresa e funcionário na qualidade – SMS-Segurança-Senai

A qualidade não só reduz os custos de fabricação, mas também aumenta a sua

confiabilidade dos produtos, tornando a organização eficiente.

Na área de petróleo e gás, os produtos devem atender a uma determinada con- formidade para serem aceitos pelas refinarias ou plataformas. Garantindo assim um valor de qualidade, diminuindo não só os custos diretos e indiretos, mas tam- bém minimizando a possibilidade de acidentes causados por esse produto.

Na gestão da qualidade é muito comum utilizarmos os métodos mencionados anteriormente, PDCA, a Trilogia da Qualidade e o estudo de tempos e movimentos.

O PDCA tem como objetivo monitorar a eficácia da gestão, tanto no processo

de instalação quanto de produção, identificando as situações indesejáveis e pro- curando corrigi-las.

Como foi dito anteriormente, as qua- tro atividades: Planejamento-Execu- ção-Verificação-Correção, utilizadas no PDCA, tornam o processo cíclico, isto é, não tem começo nem fim, pois ao sofrer correções retorna para o planejamento, que será modificado em função das cor- reçõessofridasecontinuaránovamente.

In-Fólio/Cris Marcela
In-Fólio/Cris Marcela

Figura 7 – Gestão Ambiental

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VOCÊ SABIA? Na vida temos muitos exemplos de situações cíclicas dentre elas a mais simples

VOCÊ

SABIA?

Na vida temos muitos exemplos de situações cíclicas dentre elas a mais simples é a respiração. O ar, ao ser aspirado, vai para o pulmão, entra na corrente sanguínea, passa pelos órgãos, retornando ao pulmão, de onde é expelido, voltando ao início. O mesmo acontece com o sangue e com a água.

A Trilogia da Qualidade tem os mesmos parâmetros: planejamento-controle- -melhoria.

O conceito usado para qualidade deixa bem claro que ela exige uma melhora contínua, tendo em vista que o que hoje satisfaz, ou atende à expectativa do nos- so cliente, não atenderá no futuro, pois este processo é dinâmico.

Como exemplo, podemos citar que o petróleo retirado no início da década de 1970 atendia a todos e ainda sobrava. Uma das causas da crise de petróleo de 1970 foi a informação de que o petróleo ia acabar, devido ao número crescente de con- sumidores, o que fez com que os países produtores aumentassem o seu preço da noite para o dia.

CASOS E RELATOSprodutores aumentassem o seu preço da noite para o dia. A empresa XPTO, fornecedora de produtos

A empresa XPTO, fornecedora de produtos para a área de Petróleo e Gás,

foi convidada para prestar serviço para uma firma estrangeira. No dia mar-

cado, a firma em questão, por meio de seu representantes, compareceu à

XPTO para uma visita, sendo muito bem recebida, entretanto, deparou-se

com algumas situações que não lhe agradaram, a tal ponto, que chegou a

querer cancelar o contrato.

A pedido do proprietário da XPTO, a firma estrangeira fez uma lista das irre-

gularidades apontadas e deu um prazo de 90 dias para a sua adequação ao

solicitado.

Ao término do prazo, retornaram às instalações da XPTO e constataram que

a situação tinha melhorado 100%. Questionado sobre como (em tão curto

espaço de tempo) tinham conseguido efetuar uma melhora substancial, o

dono da XPTO informou à firma estrangeira que aplicou o método das 5S.

Você, como técnico, saberia dizer quais foram as irregularidades apontadas

pela firma na visita anterior?

4 QUALIDADE DO TRABALHO

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4.3 A QUALIDADE NO EXERCÍCIO DO TRABALHO

Para termos qualidade precisamos atualizar cada vez mais, não só os nossos tra- balhadores, mas também o parque fabril, pois a cada ano surgem equipamentos melhores e que exigem um trabalhador melhor preparado.

Esta exigência faz com que sejam melhor aproveitados o material e a mão de obra, contribuindo para reduzir os custos.

O que ocorre no trabalho em refinarias e plataformas de petróleo é que as empre- sas recebem o mesmo material, mas o mercado exige, por exemplo: melhores lubri- ficantes para os seus equipamentos, uma gasolina que não agrida o meio ambiente, uma quantidade maior de óleo diesel e com menos teor de enxofre, enfim, fatores que provocam um constante aprimoramento a fim de atender uma nova realidade.

Hoje em dia já se fala em perfurações a mais de 7 mil metros de profundidade. O que seria da Petrobras se ela não tivesse investido em tecnologia e não atuali- zasse os seus funcionários? Enfim, se não atualizasse o seu modo de gerir a orga- nização. Você já pensou nisso?

PRODUTIVIDADE = MAIOR NÍVEL DE VIDA 2 1 2 Motivação psicológica Motivação econômica 3 CORRENTE
PRODUTIVIDADE = MAIOR NÍVEL DE VIDA
2
1
2
Motivação psicológica
Motivação econômica
3
CORRENTE DA
Motivação técnica
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SEGURANÇA
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Figura 8 – Melhorar o nível de vida x produtividade

4.4 ORGANIZAÇÃO, LIMPEZA, DESPERDÍCIO

Ao término da Segunda Guerra Mundial o Japão se deparou com uma situação bastante ruim, além de não possuir matéria-prima, o país tinha seu parque indus- trial bastante obsoleto e destruído. Com o passar do tempo, o Japão foi se rees- truturando, até chegar à potência que é hoje.

Isso ocorreu baseado na aplicação do princípio dos 5 S, ou os sensos de Seiton (or- denação-organização), Seiso (limpeza), Seiri (utilização), Seiktesu (bem-estar) e hit- suke (autodisciplina), além de um investimento maciço em educação e treinamento.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

1. Se uma empresa quer ter qualidade, o primeiro item a ser trabalhado é o sen- so da organização, guardar e ordenar o seu material de trabalho para encon- trar com facilidade o que necessita. Seiton, com isso, conseguirá melhorar o moral dos funcionários, a melhoria do ambiente físico da empresa, a econo- mia de tempo e energia, a melhoria na comunicação com os trabalhadores

e a redução dos acidentes.

2. Após a organização é necessário retirar tudo o que não serve mais, fazer uma limpeza, abrindo espaço para o que serve, além de diminuir custos de mate- rial estocado indevidamente, melhorando o layout da empresa e facilitando

o acesso dos trabalhadores ao material realmente necessário.

3. Por último, aqui trataremos do desperdício. Com a aplicação dos dois pri- meiros itens, verificaremos que grande parte do material inservível já terá si- do retirado, permanecendo o que realmente é útil ao processo. Através de um controle mais apurado será reduzido o custo, com estoques de materiais, de produtos acabados e de outros itens de pequeno valor, mas, que, ao final, devido às quantidades, representam um valor de custo alto.

Estes três itens também se aplicam à área de petróleo e gás onde, devido ao avanço tecnológico, muito material inservível é descartado anualmente, tais co- mo: tubos, brocas quebradas, bombas etc., dando lugar a equipamentos mais no- vos, mais atualizados.

4.5 CONFORMIDADE DOS PRODUTOS GERADOS

Uma empresa apresenta qualidade em seus produtos, mas eles não conseguem ser vendidos para empresas de petróleo e gás. Por quê?

Porque não apresentam conformidade, isto é, o produto não atende ao padrão requerido para ser utilizado, podendo ocasionar danos à instalação, além de risco aos trabalhadores.

Mas o que é conformidade?

Conformidade é a análise de todas as fases de fabricação de um determinado produto, desde o recebimento do material até a sua distribuição, sendo elabora- do um produto padrão que atende à área petrolífera; baseado neste padrão é con- feccionado um documento, que garante que todos os produtos a partir daquela data serão fabricados de acordo com essas especificações.

A conformidade garante à empresa de Petróleo e Gás um produto que realmen- te atenda às especificações requeridas a esse tipo de indústria.

4 QUALIDADE DO TRABALHO

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4 QUALIDADE DO TRABALHO 33 RECAPITULANDO Hoje em dia verifi camos que um produto de qualidade

RECAPITULANDO

Hoje em dia verificamos que um produto de qualidade é o necessário para que a firma se mantenha no mercado, mas, para chegar a ele, ela deve in- vestir no preparo do funcionário, a fim de que possa atingir o que deseja.

Quanto ao funcionário, verificamos que os princípios dos 5S podem ser em- pregados também em casa, melhorando o convívio entre as pessoas, orga- nizando os materiais e documentos nas residências.

Cada centavo investido na qualidade é a garantia de que a firma terá retor- no e estabilidade no futuro, entretanto, cada vez mais, fica mais caro inves- tir em qualidade, devido, principalmente, ao baixo nível cultural dos profis- sionais contratados por ela.

Devemos, entretanto, deixar bem claro, que a sobrevivência da firma passa pela melhoria constante da qualidade dos seus produtos e serviços.

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SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

In-Fólio/José Carlos Martins
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Figura 9 – Nas áreas de riscos o trabalho feito com toda segurança

As áreas petrolífera e de gás envolvem produtos que normalmente estão sobre pressão e à altas temperaturas. Esses fatores, pressão e temperatura, têm a propensão de ocasionar riscos, caso não sejam manipulados com os cuidados requeridos.

Estes riscos, que podem ter a sua gravidade aumentada, devido ao tipo de serviço e local de trabalho, são regidos por normas de segurança que objetivam a proteção dos trabalhadores, quer eles trabalhem nas tarefas de prospecção, extração, transporte, refino, ou na distribuição dos produtos originados do petróleo e gás.

Por mais que as leis estejam aí, por meio do noticiário constatamos que o Brasil ainda é um dos países que apresentam um número excessivo de acidentes do trabalho, estando também entre os que desrespeitam bastante às leis ambientais.

FIQUE ALERTA Esta área de Petróleo e Gás é de grande importância para o País,

FIQUE

ALERTA

Esta área de Petróleo e Gás é de grande importância para o País, mas em primeiro lugar está a sua vida, sua segurança.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

5.1 NOÇÕES BÁSICAS

Todo o processo de melhorias na Segurança, Higiene e Saúde envolve a gestão da empresa, exigindo do empregador um maior comprometimento de sua parte, a melhoria na política da empresa, no gerenciamento, além de requerer um maior investimento, seja na área de treinamento ou na de equipamentos.

Na área de Petróleo e Gás, constatamos que esse investimento é grande, mas, por maior que seja o impacto inicial, ele favorece à empresa, aumentando a sua credibilidade e facilitando a sua divulgação no mercado internacional.

Do lado do trabalhador, esse investimento gera o conhecimento das medidas tomadas na prevenção de acidentes, influenciando na sua segurança e na melho- ria de sua qualidade de vida e do seu trabalho.

5.1.1 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE

Acidente é todo fato que pode resultar em danos ao patrimônio ou a pessoa fí- sica, podendo causar lesão ou não.

Podemos dizer que acidente do trabalho é o que decorre diretamente pelo exercício do trabalho, a serviço ou não da empresa, com o segurado empregado, trabalhador avulso, bem como o segurado especial, enquanto no exercício de suas atividades, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho. (Lei nº 6.367/76, Lei da Previdência nº 8.213/91, Decreto nº 2.172 de 05/03/97 e NR-4).

In-Fólio/José Carlos Martins
In-Fólio/José Carlos Martins

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Podemos considerar como acidente de trabalho:

Doenças Profissionais provocadas pelo trabalho.

Eventos que ocorram durante a prestação de serviços, por ordem da em- presa, fora do local de trabalho.

Ocorrências que aconteçam em viagens a serviço da empresa.

Acidentes que ocorrem no trajeto entre a casa e o trabalho, ou do traba- lho para a casa.

FIQUE ALERTA Os acidentes normalmente não ocorrem por uma única causa, e sim por uma

FIQUE

ALERTA

Os acidentes normalmente não ocorrem por uma única causa, e sim por uma combinação de fatores gerados por atos ou condições inseguras, que se relacionam sob uma determinada circunstância.

5.1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO

5.1.2. A – QUANTO AO TIPO DE LESÃO

Acidentes sem lesão

É o acidente que não apresenta lesões na pessoa.

Acidentes com lesão

É quando o corpo humano sofre uma lesão em consequência do acidente.

Acidente com incapacidade permanente parcial

É a redução parcial da capacidade de trabalho em

caráter permanente, podendo, contudo, executar outros tipos de serviços para os quais seja treinado.

Acidente com incapacidade permanente total

É a perda da capacidade laborativa permanente, excluindo a morte.

Acidente com morte Neste tipo de acidente o acidentado perde sua vida.

VOCÊ SABIA? O termo laborativo(a) vem do latim Labor , que significa trabalho.

VOCÊ

SABIA?

O termo laborativo(a) vem do latim Labor, que significa trabalho.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

5.1.2. B – QUANTO AO LOCAL DE OCORRÊNCIA

Acidente típico

É aquele que ocorre dentro do ambiente de trabalho.

Acidente de trajeto

É aquele que ocorre durante o trajeto de ida ou volta do trabalho.

Acidentes com perda de material Quando não há lesão ao trabalhador, mas só prejuízo material, envolvendo máquinas e utensílios, instalações e produtos.

5.2 CAUSAS DOS ACIDENTES: ATO INSEGURO E CONDIÇÃO INSEGURA

Quando desejamos identificar as causas dos acidentes de trabalho, dentro do ambiente de petróleo e gás, é conveniente distinguir as que possuem origem no trabalhador – atos inseguros – e as decorrentes do uso inadequado dos equipa- mentos, ou do ambiente de trabalho, – condições inseguras.

5.2.1 ATO INSEGURO

É o ato que, contrariando normas de segurança, pode causar ou favorecer à ocorrência de acidente. Alguns exemplos:

Ficar junto ou sob carga suspensa.

Colocar parte do corpo em local perigoso.

Usar máquinas sem habilitação ou permissão.

Fumar ou usar chama em locais indevidos.

Brincadeiras e exibicionismos, entre outras.

Causas dos atos inseguros

A imprudência (imperícia ou negligência do trabalhador) é o fator principal pa-

ra a ocorrência dos atos inseguros, dos quais podemos citar:

Levantamento impróprio de carga.

Permanência em baixo da carga.

Manutenção, lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento.

Retirada ou desativação de dispositivos de segurança e proteção em máquinas ou equipamentos.

Uso incorreto ou falta de uso de EPI.

Dirigir sem estar habilitado máquinas de transporte de carga.

Operar equipamentos sem terem recebido os devidos treinamentos.

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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5.2.2 CONDIÇÃO INSEGURA

Normalmente essas condições decorrem do uso inadequado das máquinas, fer- ramentas, área de trabalho obstruída ou ambiente de trabalho inadequado. Essas condições inseguras podem ser decorrentes da ação direta do trabalhador, ou da não preparação do ambiente para o tipo de utilização a ser dada.

Podemos citar como condição insegura:

Quando o trabalhador retira a proteção da máquina, ou anula a proteção de seguran- ça da mesma, objetivando facilitar a manu- tenção ou aumentar a sua produtividade.

A iluminação insuficiente ou ventilação inadequada.

A não definição das áreas para estocagem de material.

O ato de debruçar-se sobre o corrimão ou descer sentado nele.

A falta de equipamento de proteção indivi- dual ou equipamento inadequado.

Fatores que influenciam na causa dos acidentes

Dentre os principais fatores que podem favorecer um acidente ou uma condi- ção insegura, temos:

Trabalhador Falta de conhecimento ou despreparo para executar uma tarefa.

Equipamento Falta de manutenção dos equipamentos, segurança dos equipamentos desativada.

Material Inadequado para o uso naquela atividade.

Ambiente Falta de iluminação, excesso de ruído, vibrações nos equipamentos, condi- ções atmosféricas, esses fatores podem alterar o estado emocional do trabalhador, gerando fadiga e cansaço.

Numa estação de trabalho de Petróleo e Gás, seja on-shore ou off-shore, estar atento aos fatores acima são de grande importância na prevenção da saúde e na segurança do trabalho.

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MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS CASOS E RELATOS Dois profi ssionais estão

CASOS E RELATOS

Dois profissionais estão efetuando a soldagem de uma tubulação por onde passará petróleo bruto.

Você, ao passar por eles, percebe que um está com a indumentária requeri- da para a solda e o outro, pelo contrário, está trabalhando sem os óculos e sem o capacete.

Você, como técnico, percebe a existência de risco e comunica ao responsá- vel pelo trabalho, da necessidade de EPI para a execução daquele tipo de serviço, que prontamente suspende a execução dos serviços, até que o ou- tro funcionário retorne com o equipamento de proteção individual reque- rido, um óculos.

5.3 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO

Todo dano sofrido num ambiente de Petróleo e Gás tem sua abrangência ele- vada face aos custos envolvidos, ao tipo de operação e à quantidade de homens exigida para a sua execução, o que requer uma avaliação da origem da causa mais apurada, tendo em vista que o acidente poderá gerar desconfiança e receio por parte dos outros trabalhadores.

5.3.1 PARA O TRABALHADOR

Uma das principais consequências dos acidentes sofridos por trabalhadores es- tá na perda da condição laborativa, que vai afetar a sua vida econômica e também a sua vida sócioafetiva, atingindo inclusive a sua família, no caso de ficar mutilado ou de sua morte, deixando-a desamparada.

5.3.2 PARA A EMPRESA

Com a parada dos equipamentos ocorrerá atraso na produção ou na extra- ção de petróleo, os trabalhadores do local onde ocorreu o acidente ficarão afe- tados emotivamente, haverá perda de prestígio no mercado e o custo com se- guros será aumentado, além das perdas de material e das horas trabalhadas, até o momento do acidente.

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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5.3.3 PARA O PAÍS

Apesar do fato de que os primeiros quinze dias de afastamento do trabalhador são da responsabilidade do empregador, é o País quem arca com os custos relati- vos ao atendimento médico, à reabilitação, entre outros. Custos estes bastante al- tos, até que o trabalhador possa readquirir a sua capacidade laborativa, conforme preceitua a Lei 8.231/91, que diz que “O INSS continua sendo o segurador obriga- tório a todos infortúnios laborais, por mera responsabilidade objetiva”, isto é, a res- ponsabilidade de restabelecer o trabalhador é toda do INSS, do País, caso não se- ja comprovada a ação direta da empresa para o acidente.

5.4 PRIMEIROS

SOCORROS

Primeiro socorro é a assistên- cia imediata e adequada após um acidente, sendo de vital im- portância para o paciente, de- vendo ser aplicado no local da emergência, até a chegada da assistência médica.

Para prestar os primeiros so- corros, deve-se ter calma, para adquirir a confiança do paciente; ter tato, não ficar fazendo per- guntas desnecessárias; e ter ex- periência, para saber usar tudo o que estiver a sua disposição no momento do socorro à vítima.

SMS-Saúde Senai
SMS-Saúde Senai

Figura 10 – Transporte de acidentado

FIQUE ALERTA “Caso você não se sinta preparado para executar os primeiros socorros, aguarde a

FIQUE

ALERTA

“Caso você não se sinta preparado para executar os primeiros socorros, aguarde a chegada do médico ou do socorrista, pois qualquer movimentação ou atendi- mento inadequado pode aumentar a lesão ou causar traumas mais graves ao paciente, mas não abandone o paciente acidentado, a pior coisa para ele neste momen- to é sentir-se desamparado e só.”

A observação dos sintomas, do histórico do caso, a verificação da extensão da le- são, observando qual lesão merece mais atenção e a identificação do grau de hemor- ragia (se estiver ocorrendo) são dados básicos para a prestação dos primeiros socorros.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

FIQUE ALERTA Ao solicitar socorro num acidente não esqueça de informar o tipo de acidente,

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ALERTA

Ao solicitar socorro num acidente não esqueça de informar o tipo de acidente, a quantidade de acidentados, a gravida- de das lesões (se possível) e o local exato do acidente, esses dados possibilitarão um atendimento mais rápido e melhor.

No relato a seguir apresentamos um exemplo bem simples de aplicação de cuidados, demonstrando a importância da aquisição de conhecimento sobre este assunto e de como é possível a eficiência na prestação dos primeiros socorros.

CASOS E RELATOSa efi ciência na prestação dos primeiros socorros. Um mecânico de manutenção tem que desmontar uma

Um mecânico de manutenção tem que desmontar uma parte da tubulação, para tanto, ele fecha as válvulas e despressuriza a linha, deixando a tubula- ção sem líquido e livre para o trabalho. Começa a desmontagem retirando os parafusos e removendo a tubulação. Ao deslocá-la, recebe um jato de óleo, que atinge em cheio a face e os olhos. Você, técnico, ao constatar esta situação, toma a providência de lavar os olhos e a face do trabalhador afe- tado, por pelo menos 15 minutos, com água corrente, à baixa pressão. Após esta ação, você encaminha o mecânico acidentado para o departamento médico, acompanhado por um outro funcionário.

Na situação acima, constatamos que a ação após o acidente foi precisa e cor- reta, já que a demora poderia ocasionar danos mais sérios para o acidentado.

FIQUE ALERTA O primeiro cuidado que devemos ter antes de prestar socorro a uma vitima

FIQUE

ALERTA

O primeiro cuidado que devemos ter antes de prestar socorro a uma vitima é o de verificar a segurança da área onde ocorreu o acidente, para que você também não sofra um acidente.

Evite remover a vítima se não houver perigo imediato de agravar a sua situação, enquanto espera a chegada do atendimento médico. Só a remova após ter presta- do os primeiros socorros, se constatar a necessidade da sua locomoção.

SMS-Saúde Senai
SMS-Saúde Senai

Figura 11 – Remoção de acidentado

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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PROCEDIMENTOS PARA ATENDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

A) Hemorragias

No caso de rompimento de algum vaso sanguíneo, isso pode levar a vítima à mor- te, por anemia aguda. Caso isso ocorra, devemos adotar umas das medidas abaixo:

1. Compressão

É empregada em ferimentos leves, nesse caso, usamos um chumaço de gaze ou um lenço, limpo, dobrado, sobre as bordas da ferida.

SMS-Saúde Senai
SMS-Saúde Senai

2. Torniquete

Figura 12 – Compressão

É o método usado quando a hemorragia é mais grave, e os processos anterio- res não deram certo. Consiste na passagem de um pedaço de pano em volta do membro afetado, três dedos acima do ferimento, deixando uma pequena folga, pela qual se introduz um pedaço de ferro ou madeira, torcendo-o até que seja ces- sada a hemorragia.

Não esqueça de afrouxá-lo, de 15 em 15 minutos.

SMS-Saúde Senai
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Figura 13 – Torniquete

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

B) Reabilitação cardiorrespiratória

Costumam acontecer quando ocorrem vítimas de acidentes provocados por parte elétrica, ou por pancadas na parte da traquéia, ou afogamentos.

1. Parada respiratória

É a parada de funcionamento dos pulmões, identificada pela coloração e as- pecto azulado da pele, devido à insuficiência de oxigênio no sangue.

Utilizamos para restabelecer o método de respiração artificial boca a boca.

2. Parada cardíaca

É a parada de funcionamento do coração, identificada pela falta de batimentos cardíacos pela, pulsação e pelas pupilas dilatadas da vítima.

O método empregado é o da massagem cardíaca externa para tanto, coloca- mos as mãos espalmadas sobre o esterno da vítima e pressionamos, em um ritmo de 60 compressões por minuto.

VOCÊ SABIA? O osso esterno é o osso entre as costelas, na parte frontal do

VOCÊ

SABIA?

O osso esterno é o osso entre as costelas, na parte frontal do tórax.

3. Parada cardiorrespiratória

É a parada de funcionamento do coração e do pulmão ao mesmo tempo. O mé-

todo utilizado é a junção dos dois primeiros, a respiração boca a boca e a massa- gem cardíaca externa, na proporção de dois sopros para quinze compressões; no caso de dois socorristas, temos a proporção de um sopro para cinco compressões.

SMS-Saúde Senai
SMS-Saúde Senai

Figura 14 – Processo de ressuscitação

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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C – Ferimento

Na cabeça e na face

Todos os ferimentos nesta área são perigosos para o paciente que, nestes casos, de- vem ser removidos para um hospital ou departamento médico, o mais rápido possível.

1. Hemorragia

Aplicar compressa fria sobre o ferimento sem apertar.

2. Escalpe

Ferimento onde há o descolamento do couro cabeludo. Deve ser feita uma tri- cotomia (raspagem dos pêlos da cabeça), cuidando de abaixar o couro cabeludo, além de uma compressão local para conter a hemorragia.

3. Perfurante

Não devem ser retirados os objetos perfurantes, é urgente transportar a vítima para o hospital com o máximo cuidado.

No tórax

Este tipo de ferimento pode ocasionar a entrada de ar ou de gases na cavida- de pleural, ocasionando uma pneumonia (pneumotórax). O método utilizado é o de tampar o ferimento com um chumaço de gaze esterilizada e um pano limpo, fi- xado por uma atadura, cuidando de transportar a vítima para o hospital.

No abdômen

O método é o mesmo para o ferimento no tórax. É necessário cobrir o ferimen- to com um chumaço de gaze esterilizada, ou pano limpo, e encaminhar a vítima a um hospital. Caso as vísceras tenham saído, não tente colocá-las pra dentro, cubra- -as com pano limpo úmido ou atadura (de preferência aquecida) e leve-o urgen- temente a um hospital. Um dos maiores problemas de ferimentos não é a hemor- ragia, mas sim a infecção que eles podem gerar.

D- Queimaduras

1. Queimaduras por agentes químicos

Ácidos fortes, ou álcalis, podem lesar áreas do organismo, mas o mais frequen- te é ocorrer contato na pele, boca e olhos. O método consiste em evitar a contami- nação: lave bastante a área queimada, de preferência, com água fria, corrente ou fer- vida. No caso dos olhos, após a lavagem, coloque um curativo macio sobre os olhos fechados e encaminhe a vítima ao hospital.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

2. Queimaduras por descargas elétricas.

A queimadura por choque elétrico é aparentemente pequena, mas os danos

internos são bem maiores que os externos. Além de, na verdade, serem duas quei- maduras, uma na entrada da corrente e outra na saída da corrente. O método é se- melhantes às demais queimaduras, entretanto, deste tipo de acidente pode surgir uma parada cardiorrespiratória. Nesse caso, você deverá efetuar os procedimen- tos vistos anteriormente.

Em acidentes que envolvem a parte elétrica, antes de aplicar os primeiros socorros, verifique primeiro se o acidentado ainda está em contato com a corrente elétrica, desligue a corrente elétrica. Caso isso não seja possível, desloque-o para outro local com um pedaço de pau, borracha ou um pano bem grosso, eliminando o contato.

FIQUE ALERTA E- Lesões
FIQUE
ALERTA
E- Lesões

1. Entorses e Luxações

Distensão dos ligamentos articulares, com separação momentânea das articula- ções, este tipo de lesão provoca inflamações, edemas e dor durante os movimentos.

O método adotado consiste em não movimentar a articulação afetada, aplican-

do bolsa de gelo sobre a região, imobilizando a área afetada e encaminhando a ví- tima ao médico.

2. Fraturas

É o rompimento parcial ou total de qualquer osso da estrutura esquelética do corpo humano, podendo ser fechada ou aberta (rompimento da pele).

O método adotado para os primeiros socorros recomenda que se deixe o mem-

bro quebrado o mais natural possível, imobilizando-o com uma tala, que seja su- ficiente para ultrapassar a área afetada.

SMS-Saúde Senai
SMS-Saúde Senai

Figura 15 – Imobilização na maca

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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No caso de rompimento da pele, controle a hemorragia, ficando atento para o sangramento arterial, e proceda como o descrito, a fim de conter hemorragias e fraturas mencionadas anteriormente. Acalme a vítima e encaminhe-a o mais rápi- do possível a um hospital.

Esta noção de primeiros socorros é o suficiente para que você saiba como se portar num acidente, seja no trabalho, na rua ou em casa. Não estamos abrangen- do tudo, por isso, recomendamos que além de ler essas anotações, você faça um curso de primeiros socorros, pois conhecimento nunca é demais. Normalmente, todo pronto socorro municipal ministra cursos gratuitos na área de primeiro so- corros, procure por um na sua cidade.

SAIBA MAIS Nos sites abaixo você encontrará mais informações sobre primeiros socorros. www.prehospitalar.com.br

SAIBA

MAIS

Nos sites abaixo você encontrará mais informações sobre primeiros socorros. www.prehospitalar.com.br

www.samu.192.com.br

www.portal.saude.gov.br

5.5 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA:

TIPOS E APLICABILIDADE

No ambiente de petróleo e gás a importância dada à utilização dos equipamen- tos de proteção individual e coletivo se deve principalmente ao tipo de produto, às suas propriedades físicas e químicas e à particularidade da utilização das suas instalações, que apresentam diversas situações, em que, por outros meios, não te- ríamos como prevenir ou eliminar a ocorrência de acidentes de trabalho.

Para tanto, o Ministério do Trabalho, por meio das Normas Regulamentadoras-NRs esclarece quem é responsável pelo fornecimento, pela especificação, guarda e ma- nutenção, assim como pela obrigatoriedade do seu uso.

Veja o que cabe ao empregador, na Norma Regulamentadora-1:

Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segu- rança e medicina do trabalho e elaborar ordens de serviço, dando ciência aos em- pregados dos riscos existentes em cada área.

Adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras de trabalho.

Na NR-6, de acordo com a CLT, artigo 166, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamentos de proteção individual, adequados ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as me- didas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de aciden- tes e danos à saúde dos empregados.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

1 SINMETRO

Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

2 SESMT

Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho

3 CIPA

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

Entretanto, cabe ao trabalhador a obrigatoriedade de uso dos equipamentos de proteção, sua preservação e, em caso de perda, o mesmo, poderá ser obrigado a adquirir um outro equipamento, podendo sofrer punições pecuniárias, ou até demissão por justa causa.

FIQUE ALERTA Dentro de uma refinaria ou plataforma de petróleo para iniciar qualquer serviço é

FIQUE

ALERTA

Dentro de uma refinaria ou plataforma de petróleo para iniciar qualquer serviço é obrigatória a concessão da Permissão para Trabalho (PT), na qual consta o tipo de serviço a ser executado, o risco da atividade a ser executa- da, o modo como deverá ser executado e o tipo de equi- pamento de proteção individual a ser utilizado; a sua não observância pode gerar a demissão dos trabalhadores envolvidos, ou a quebra do contrato com a empresa contratada.

5.5.1 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI

Considera-se EPI – Equipamento de Proteção Individual – todo dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de ris- cos suscetíveis de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.

TIPOS DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Capacete de segurança Máscara filtradora Camisa ou camiseta Luvas Cinto de segurança Calça comprida Calçado
Capacete de segurança
Máscara filtradora
Camisa ou camiseta
Luvas
Cinto de segurança
Calça comprida
Calçado fechado
In-Fólio/André Brito

Figura 16 – Equipamentos de proteção individual

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Figura 17 – Tipos de EPI In-Fólio/André Brito
Figura 17 – Tipos de EPI
In-Fólio/André Brito

A finalidade desses EPI’s é evitar a queda

das pessoas, considerando a distribuição das forças de impacto, não sobrecarre- gando nenhuma parte do corpo humano.

As principais características de um EPI são:

que ele seja adequado, resistente, prático

e confortável, caso possível.

Todos os equipamentos a serem fornecidos deverão ser homologados no Minis- tério do Trabalho, tendo garantida a sua conformidade pelo SINMETRO 1 . No caso de um equipamento importado, o mesmo se dá pelo fabricante e por um técnico registrado no Conselho Regional da Categoria, que se responsabilizarão pelo pro- duto. Além de terem sido recomendados pelo SESMT 2 e pela CIPA 3 da empresa.

In-Fólio/Stela MartinsIn-Fólio/Stela

MartinsIn-Fólio/Stela

Martins

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

EPI para proteção da cabeça

Capacetes

Capacete de proteção contra impac- tos de objetos sobre o crânio.

Capacete de segurança para pro- teção contra choques elétricos.

de segurança para pro- teção contra choques elétricos. Figura 18 – Capacete  Capacetes de segurança

Figura 18 – Capacete

Capacetes de segurança para a proteção do crânio e da face contra riscos pro- venientes de fontes geradoras de calor, nos combates contra incêndio e traba- lhos em áreas sujeitas à altas temperaturas (extração e refino de petróleo).

Capuz

Capuz de segurança para a proteção do crânio e do pescoço contra riscos de origem térmica, soldagem em geral.

Capuz de segurança para a proteção do crânio e do pescoço contra respin- go de produtos químicos, usado em pinturas, refinarias, plataformas.

EPI para proteção dos olhos e face

Óculos

Protetores faciais

Máscaras de solda

Óculos  Protetores faciais  Máscaras de solda Figura 19 – Óculos Usados principalmente na proteção

Figura 19 – Óculos

Usados principalmente na proteção dos olhos e da face contra respingos, par- tículas e vapores de produtos químicos e radiações.

EPI para proteção auditiva

Protetor auricular

Abafador de ruídos

Usado quando o nível sono- ro ultrapassa valores considera- dos acima do normal, ou no ca- so de permanência por um perí- odo prolongado na área de ris- co, normalmente causado por um equipamento ou sistema.

odo prolongado na área de ris- co, normalmente causado por um equipamento ou sistema. Figura 20

Figura 20 – Abafador de ruídos

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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EPI de proteção respiratória

Respirador purificador de ar.

Respirador de adução de ar (usado em locais onde a atmosfera é altamen- te perigosa).

Respirador de fuga (usado contra agentes químicos, em condição de esca- pe, cuja concentração seja inferior a 18% em volume).

EPI para proteção do tronco

Deve ser usado em áreas sujeitas à contaminação por produtos químicos, ou que tenham impacto e penetração de objetos, ou que apresentem risco de quei- maduras por frio intenso.

EPI pra proteção dos membros superiores

Luvas tipo Vaqueta (usadas para abrir e fechar válvulas e apertar parafusos).

Luvas de PVC utilizadas para descarregar caminhões ou ma- nipular produtos químicos.

Creme protetor

Manga

Braçadeiras

Dedeiras

In-Fólio/Stela Martins
In-Fólio/Stela Martins

Figura 21 – Luvas

EPI para proteção dos membros inferiores

Meia

Calçados

Perneiras

Calça

Usados para proteção de pernas,

coxas e pés, podendo ser de PVC, usa- dos contra umidade e produtos quími- cos, bem como, no manuseio de obje-

tos com arestas cortantes.

In-Fólio/Stela Martins
In-Fólio/Stela Martins

Figura 22 Botas

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

EPI para proteção do corpo inteiro

Macacão

Conjunto formado por calça, blusão ou jaqueta

EPI para proteção contra quedas com diferença de nível

Dispositivos trava-quedas

Cinturão

In-Fólio/José Carlos Martins
In-Fólio/José Carlos Martins

Figura 23 – Proteção contra quedas

VOCÊ SABIA? Saber mais sobre os equipamentos de proteção individual e sua utilização é importante

VOCÊ

SABIA?

Saber mais sobre os equipamentos de proteção individual e sua utilização é importante para você, que além de identificar qual o equipamento mais apropriado a ser utilizado em determinada situação, pode verificar se o equipamento que está usando é o correto, colaborando para evitar acidentes provocados pelo uso inadequado de equipamentos de segurança.

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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5.5.2 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC

Existem diversos tipos de equipamentos de proteção coletiva, todos ligados a sua utilização no ambiente de trabalho. Dentre esses equipamentos podemos citar:

Chuveiros e lava-olhos, usados quando se trabalha com produtos químicos que podem molhar ou atingir o rosto de uma pessoa.

Exaustores, ventiladores, ar-condicionado, equipamentos que têm por fina- lidade retirar o calor excessivo, fator que produz cansaço, fadiga e que cola- bora para falhas e diminuição dos reflexos do trabalhador.

Iluminação, quadro elétrico, fusíveis e disjuntores, elementos que colabo- ram na proteção do ser humano contra descargas elétricas.

Extintores de incêndio, hidrantes e mangueiras, que são bastante úteis no início de um incêndio.

VOCÊ SABIA? Conhecer os pontos de encontro e o modo como proceder num incêndio são

VOCÊ

SABIA?

Conhecer os pontos de encontro e o modo como proceder num incêndio são de grande importância, pois ajudam no controle do pessoal e na tomada de decisões que podem salvar vidas. Não esqueça, você pode ajudar muito mais seguindo às instruções e procedimentos do brigadista, sem se expor a qualquer risco, desnecessário nessas horas.

O Código de Processo Penal – CPC, em seu artigo 129, estabelece que ofender

a integridade corporal ou a saúde de outrem tem pena de detenção de 3 meses a 1 ano e se isso resultar em lesão corporal de natureza grave, a pena pode esten- der-se até 5 anos.

O artigo 159, do CPC, afirma que aquele que,

até 5 anos. O artigo 159, do CPC, afi rma que aquele que, por ação ou

por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar di- reito ou causar prejuízo a outrem, fica obrigado a reparar o dano

causar prejuízo a outrem, fi ca obrigado a reparar o dano Estes artigos demonstram que a

Estes artigos demonstram que a necessidade de controlar o que atinge a saú- de do trabalhador durante o exercício do trabalho é responsabilidade direta de quem o contratou; e que a utilização dos equipamentos de proteção individual e coletivo, bem como a sua conservação, é de obrigatoriedade tanto do emprega- dor quanto do empregado.

5.6 LEGISLAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS APLICÁVEIS

Desconhecer as leis existentes não isenta ninguém das punições cabíveis, pe- lo contrário, em muitos casos pode ajudar na cobrança de seus direitos e no cum- primento dos seus deveres.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

5.6.1 CLT – CONSOLIDAÇÃO DAS

LEIS DO TRABALHO E O CÓDIGO PENAL

A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, nos artigos 154,155, 156,157,158 e

159, trata da Segurança e Medicina do Trabalho.

O Código Penal rege a parte relativa às punições e à aplicação penal.

5.6.1. A – ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS E NORMAS INTERNACIONAIS

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – estabelece as normas téc-

nicas a serem aplicadas na descrição de equipamentos, na especificação de má- quinas, na seleção de materiais e no dimensionamento de peças, empregadas tan- to nas atividades industriais, quanto nas atividades de petróleo e gás.

Normas DIN (alemã), ASTME e SAE (americanas) são muito utilizadas na área de petróleo e gás em função do fato de que a maior parte dos equipamentos é de de origem estrangeira.

Além dessas, o Brasil participou de diversas convenções da OIT – Organização Internacional do Trabalho, adotando outras normas que passaram a ser inclusas e aceitas na Legislação Trabalhista.

5.6.2 – PORTARIA 6.514/77 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Na segurança do trabalho temos muitas Leis que atuam, não só na proteção do trabalhador, dentro do ambiente de trabalho, mas também durante o seu tra- jeto para casa.

Para poder melhor definir qual o tipo de trabalho, bem como procurar melhorar, cada vez mais, as proteções ao trabalhador, o Ministério do Trabalho criou a Portaria 6.514/77, que estabelece os procedimentos e as obrigações a serem cumpridas, tan- to por parte do empregador quanto do empregado, as Normas Regulamentadoras.

Para facilitar a consulta essa norma foi dividida, hoje chegando a quase 35 normas, que
Para facilitar a consulta
essa norma foi dividida,
hoje chegando a quase
35 normas, que atendem áreas
específicas de um trabalho.
In-Fólio/Cris Marcela

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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VEJA AQUI UM CONJUNTO DE NORMAS REGULAMENTADORAS DA ABNT NR-1 – Disposições gerais NR-2 –
VEJA AQUI UM CONJUNTO DE NORMAS
REGULAMENTADORAS DA ABNT
NR-1 – Disposições gerais
NR-2 – Inspeção prévia
NR-3 – Embargo ou interdição
NR-4 – Serviços especializados em engenharia de
segurança e medicina do trabalho-SESMT
NR-5 – Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes – CIPA
NR-6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI
NR-7 – Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional – PCMSO
NR-8 – Edificações
NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA
NR-10 – Instalações e serviços em eletricidade
NR-11 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais
NR-12 – Máquinas e equipamentos
NR-13 – Caldeiras e vasos de pressão
NR-14 – Fornos
NR-15 – Atividades e operações insalubres
NR-16 – Atividades e operações perigosas
NR-17 – Ergonomia
NR-18 – Condição e meio ambiente de trabalho na indústria da construção
NR-19 – Explosivos
NR-20 – Líquidos combustíveis e inflamáveis
NR-21 – Trabalho a céu aberto
NR-22 – Segurança e saúde ocupacional em mineração
NR-23 – Proteção contra incêndios
NR-24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho
NR-25 – Resíduos industriais
NR-26 – Sinalização de segurança
NR-27 – Registro profissional do técnico de segurança do trabalho no
Ministério do Trabalho
NR-28 – Fiscalização e penalidades
NR-29 – Segurança e saúde no trabalho portuário
NR-30 – Segurança e saúde no trabalho aquaviário
NR-31 – Segurança e saúde nos trabalhos em espaço confinados
NR-32 – Segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos de assistência
à saúde
In-Fólio/Cris Marcela
In-Fólio/Cris Marcela
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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Dentre as anteriormente citadas veremos com mais detalhes as que tratam prin- cipalmente de:

PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho

PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

Todas são importantes, mas essas são as consideradas principais, para você, téc- nico, ter uma noção de como elas atuam na sua segurança.

FIQUE ALERTA O técnico, por mais que não conheça todas as Leis aplicá- veis, nem

FIQUE

ALERTA

O técnico, por mais que não conheça todas as Leis aplicá- veis, nem as Normas Regulamentadoras, não pode desco- nhecer as que se referem ao seu ambiente de trabalho, pois é de sua responsabilidade a sua segurança e a de toda a sua equipe, bem como as que se referem ao funcio- namento da CIPA e ao SESMT.

PCMAT – NR-18 ORGANIZAÇÃO DO PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO

Esta Norma Regulamentadora estabelece medidas de cunho administrativo, de planejamento e de organização objetivando, o controle de medidas preventivas no meio ambiente de trabalho.

Ela estabelece quais os tipos de EPIs utilizados, as exigências das outras normas pertinentes a cada ambiente, como exemplo a NR-9 Programa de Prevenção de Ris- co Ambiental; estabelecendo também quem será o responsável pela implantação. Tal medida objetiva principalmente prevenir os acidentes de trabalho, levando em con- ta cada um dos ambientes existentes na empresa e o tipo de agente predominante.

PCMSO – NR-7 PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL

Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implantação do PCMSO, com o objetivo de controlar, individualmente, os trabalhadores sujeitos aos agentes quí- micos, físicos e biológicos, dispostos na NR-9 (PPRA); este programa é aplicável também aos trabalhadores rurais, hoje bastante comprometidos com a utilização de agrotóxicos e outros inseticidas.

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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57

No PCMSO estão inclusos os exames considerados obrigatórios:

Adicional

Periódico

De retorno ao trabalho

De mudança de função

Demissional

Esses exames são compostas por:

Avaliação clinica, abrangendo anamnese ocupacional e exame físico e mental.

Exames complementares, realizados de acordo com os termos especifica- dos nesta NR.

VOCÊ SABIA? O exame periódico pode ser exigido semestralmente, dependendo apenas do tipo de atividade

VOCÊ

SABIA?

O exame periódico pode ser exigido semestralmente,

dependendo apenas do tipo de atividade e grau de risco a que esteja sujeito o trabalhador.

A realização desses exames não tem a finalidade de sim-

plesmente cumprir uma exigência do Ministério do Traba- lho, mas sim a de resguardar a sua saúde contra quaisquer problemas ou riscos que possam atingi-lo. Lembre-se de que o maior interessado neles deve ser VOCÊ.

Esse programa visa à antecipação, reconhecimento, controle e avaliação dos riscos existentes em cada um dos ambientes da empresa.

Deste programa fazem parte a identificação dos riscos e o estabelecimento de parâmetros mínimos e diretrizes gerais, visando proteger o trabalhador quanto aos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. A identificação dos riscos permite a tomada de medidas preventivas e a melhor seleção dos EPIs a serem uti- lizados pelos trabalhadores.

PPRA – NR-9 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais tem como objetivo analisar ca- da um dos ambientes que compõem a empresa, verificando quais os tipos de ris- cos existentes em cada ambiente e como eles se relacionam com a atividade fun- cional dos mesmos, gerando um mapa de riscos, que serve como base para iden- tificar quais os equipamentos de proteção individual e coletivos mais adaptados aos tipos de riscos existentes.

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Os Programas de Prevenção de Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saú- de Ocupacional andam juntos, pois o primeiro investiga o ambiente de trabalho, enquanto o outro, através dos seus relatórios, procura descobrir qual a influência destes riscos sobre os trabalhadores, juntos eles oferecerem medidas mais efica- zes contra os danos e acidentes causados por eles.

CIPA – NR-5 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Essa Comissão tem a particularidade de ter parte de seus membros eleitos pe- los trabalhadores e a outra parte escolhida pelo empregador. Sua função é fazer com que os seus integrantes participem, colaborando no levantamento das situ- ações de risco e na elaboração de soluções dos mesmos, além de ser um canal de comunicação entre o trabalhador e a diretoria da empresa.

Os sites relacionados devem ser utilizados para comple- mentar seus estudos. Legislação trabalhista: www.trabalho.seguro.com Normas ABNT: www.abnt.org.br Normas mentar seus estudos. Legislação trabalhista: www.trabalho.seguro.com Normas ABNT: www.abnt.org.br Normas Regulamentadoras: www.mte.gov.br

SAIBA

MAIS

RECAPITULANDONormas Regulamentadoras: www.mte.gov.br SAIBA MAIS Conhecer as normas de segurança do trabalho além de ser

Conhecer as normas de segurança do trabalho além de ser uma obrigação do trabalhador é também uma demonstração de ética, cidadania e qualida- de, além de garantia de vida, tanto da sua quanto a dos seus companheiros.

Ressaltamos também que devido à existência de grandes particularidades na área de primeiros socorros, muitas vezes nos sentimos despreparados pa- ra atuar nestas emergências, entretanto, devemos deixar claro que nunca podemos abandonar a pessoa acidentada, mesmo que não a conheçamos, afinal, trata-se de um exercício de solidariedade e de cidadania.

Caso você queira aprender mais sobre primeiros socorros, informamos que a Cruz Vermelha tem diversos cursos gratuitos nesta área, inclusive, o de so- corrista.

5 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Anotações:

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RISCOS AMBIENTAIS NO TRABALHO

Cleber Magno Sacramento
Cleber Magno Sacramento

Figura 24 – Na área de trabalho, segurança acima de tudo

Nos trabalhos executados nas refinarias e plataformas temos uma concentração de grande número de riscos ambientais, em função não só da matéria-prima, que é o petróleo, mas tam- bém devido a todo o processo de sua transformação nos produtos finais: gasolina, querosene, óleo diesel, óleos lubrificantes e resíduos como asfalto.

Esses agentes são influenciados pela concentração, intensidade, tempo de exposição e sen- sibilidade de cada indivíduo ao produto em questão.

6.1 AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS

Como vimos no capítulo anterior, a NR-9 estabelece o controle sobre os Riscos Ambientais no Trabalho. O levantamento e a identificação desses riscos permitem a tomada de soluções pre- ventivas, minimizando a possibilidade de danos mais sérios, tanto para o trabalhador quanto para a empresa.

Sua aplicação hoje é obrigatória e tem como objetivo identificar e melhor mensurar os tipos de riscos a que o trabalhador está sujeito, em função das atividades que são executadas por ele.

CNI

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62

QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Podemos considerar a divisão dos agentes de riscos atuantes no ambiente em quatro grupos:

Agentes Físicos

Agentes Químicos

Agentes Biológicos

Agentes Ergonômicos

6.1.1 AGENTES FÍSICOS

São agentes ligados à utilização de equipamentos ou ao processo de obtenção de algum produto, no caso de petróleo e gás, principalmente, aos obtidos na área de extração e refino.

Origem

Ruídos

Temperaturas

Pressões anormais

Vibrações

Radiações ionizantes ou não ionizantes

Vibrações  Radiações ionizantes ou não ionizantes Figura 25 – Na plataforma de petróleo enc ontramos

Figura 25 – Na plataforma de petróleo encontramos todos os tipos de agentes físicos

6 RISCOS AMBIENTAIS NO TRABALHO

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63

Medidas preventivas

Uso de abafadores de ruídos ou eliminação da sua fonte emissora.

Manutenção dos equipamentos e sinalização dos locais com grande inten- sidade de ruído.

Uso de roupas adequadas, de algodão, ou com revestimentos contra o calor.

Melhorias na ventilação e exaustão do ambiente.

Diminuição do tempo de exposição ao calor e constante reposição de líqui- dos (este é muito usado em áreas cujo calor é excessivo, plataformas ou tra- balhos sobre sol intenso).

No caso de radiações, temos o aumento de blindagens ou diminuição do tempo de exposição (inclusive com aposentadoria antecipada).

6.1.2 AGENTES QUÍMICOS

São um dos que mais causam danos à saúde na área de petróleo e gás, apro- ximadamente 85% das intoxicações são causadas por Agentes Químicos, devido à ocorrência de vazamentos das substâncias, bem como o contato direto com pe- tróleo e gás. As características principais desses agentes são a sua volatilidade e a sua solubilidade em gordura.

Carvão vegetal Barra sólida de cobre soldada nas juntas Conduto de água In-Fólio/Cris Marcela
Carvão
vegetal
Barra sólida de
cobre soldada
nas juntas
Conduto
de água
In-Fólio/Cris Marcela

Figura 26 – Aterramento de tanques de líquidos inflamáveis

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QSMS – QUALIDADE, SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA APLICADOS A PETRÓLEO E GÁS

Origem

Utilização de produtos químicos, que podem se apresentar sob a forma de aerosol, gases, líquidos, sólidos e poeiras.

Compostos ou produtos inaláveis ou que possam ser absorvidos pela pele, ou passíveis de serem ingeridos devem ser controlados e sinalizados, a fim de que não sejam usados inadvertidamente.

Modelo do símbolo do risco químico Símbolo do risco químico do ácido sulfúrico H 2
Modelo do símbolo
do risco químico
Símbolo do risco
químico do ácido
sulfúrico H 2 SO 4
In-Fólio/Cris Marcela

Figura 27 – Símbolo identificativo de risco químico

Medidas preventivas

Evitar intoxicações ocupacionais que podem ser controladas ou eliminadas com uso de exaustores.

Limpeza rigorosa nos locais de vazamentos ou derrames.

Higiene do ambiente e pessoal.

Uso de EPI e EPC adequados é de grande importância para a eliminação de qualquer contaminação.

Qualquer agente químico presente no ambiente de trabalho que penetre por via respiratória, digestiva ou pela pele, tem a sua ação tóxica aumentada, pois facilmen- te atingirá o sangue, podendo agredir qualquer órgão interno do corpo humano.

Os riscos causados por substâncias químicas vão depender da via de penetra- ção, da concentração, do tempo de exposição e da sensibilidade individual.

6.1.3 AGENTES BIOLÓGICOS

No trabalho de prospecção e extração (tanto no mar quanto em terra) os agen- tes biológicos estão presentes, razão pela qual devemos tomar bastante cuidado

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com esse tipo de risco, face ao seu grau de comprometimento da produção e ao seu raio de ação, podendo atingir todos os integrantes da equipe ao mesmo tempo.

Origem

São vírus, fungos, icterícias, bactérias, parasitas, vermes e animais peçonhentos e venenosos, que normalmente podem proliferar no ambiente, quando existe a falta de higiene ou pequenos descuidos.

Medidas preventivas

Cuidado no armazenamento de materiais.

Limpeza dos ambientes de trabalho.

Higiene na preparação e na distribuição dos alimentos para os trabalhadores.

Controle de resíduos.

Exame médico periódico e vacinação.

Os agentes biológicos utilizam a água, o solo e o ar como meios para atingir o organismo de trabalhador. A ocorrência de micro-organismos patogênicos exige para a sua eliminação o controle de resíduos, exames e vacinações, o que pode comprometer ainda mais a produção.

o que pode comprometer ainda mais a produção. CASOS E RELATOS É muito comum verificarmos nas

CASOS E RELATOS

É muito comum verificarmos nas oficinas a ocorrência de trabalhadores, em que após ter em contato com óleo ou graxa, utilizam solventes, como var- sol, querosene, para remover a graxa e o óleo.

Eles esquecem que esses produtos também removem a gordura protetora da pele, podendo causar não só câncer de pele, como outras dermatites. Cabe a você, técnico, informar a eles sobre esse risco.

6.2 AGENTES ERGONÔMICOS

São inerentes ao processo de posicionamento do ser humano, isto é, ao seu modo de sentar, à posição de trabalho, ao tipo de móveis usados e ao tipo de ati- vidade executada, todos eles afetando o esqueleto humano, causando fadiga, dores lombares, problemas de baixa estima, entre outros.

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Medidas preventivas

Adequar o mobiliário ou ferramental ao tipo de serviço a ser executado, evi- tando diversos problemas na coluna e em outras partes do corpo.

Não levantar peso maior do que o permitido para a sua estrutura óssea. Ao erguer um peso maior, dobrar os joelhos, usando sempre equipamen- tos auxiliares.

VOCÊ SABIA? 100% dos casos de LER/DORT são curáveis quando diagnos- ticados no início. LER

VOCÊ

SABIA?

100% dos casos de LER/DORT são curáveis quando diagnos- ticados no início.

LER – Lesões por Esforços Repetitivos

DORT – Distúrbios Ósteomusculares Relacionados ao Trabalho

6.3 PREVENÇÃO E REDUÇÃO DE DANOS

A prevenção e redução de danos numa empresa se dão através da eliminação das causas dos Atos Inseguros e das Condições Inseguras, que são as fontes gera- doras dos acidentes de trabalho.

Para tanto, temos que trabalhar na origem das causas, que são:

Trabalhador – Dar melhor treinamento e capacitação para o trabalhador.

Equipamento – Melhorar a manutenção dos equipamentos.

Ambiente – Melhorar a sinalização e o conforto do ambiente de trabalho.

Material – Selecionar o material mais adequado ao tipo de serviço a ser realizado.

Risco ambiental – Procurar eliminar o foco desses riscos.

Quando atacamos estes cinco pontos diminuímos não só os riscos de aciden- tes, como aumentamos a produtividade da empresa, diminuindo os produtos defeituosos e reduzindo os danos que possam ocorrer.

Não podemos esquecer que um trabalhador motivado e valorizado tem me- lhor produtividade, o que representa uma produção com mais qualidade, uma em- presa mais organizada e com maior credibilidade no mercado.

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6 RISCOS AMBIENTAIS NO TRABALHO 67 RECAPITULANDO O conhecimento das normas de prevenção de acidentes é

RECAPITULANDO

O conhecimento das normas de prevenção de acidentes é de grande importân-

cia, tanto para o ambiente de trabalho quanto para o ambiente residencial.

Muitas vezes, o acidente pode ser evitado pelo modo como você se sente quanto à preservação e à prevenção de acidentes. Se você se sentir bem, ao ler esse material você procurará entender como proceder e o que fazer, tan- to para evitar, quanto para prevenir um acidente.

A realidade algumas vezes nos coloca em situações constrangedoras, em

acidente, muitas vezes, o modo de agir é de primordial importância para a sobrevivência da pessoa.

Não esqueça: o conhecimento nesta área poderá ser usado tanto na empresa em que trabalha, quanto em sua residência, para salvar a pessoa mais impor- tante da sua vida.

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PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

7 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE In-Fólio/José Carlos Martins Figura 28 – Biodiversidade brasileira A crescente
7 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE In-Fólio/José Carlos Martins Figura 28 – Biodiversidade brasileira A crescente
7 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE In-Fólio/José Carlos Martins Figura 28 – Biodiversidade brasileira A crescente
7 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE In-Fólio/José Carlos Martins Figura 28 – Biodiversidade brasileira A crescente
7 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE In-Fólio/José Carlos Martins Figura 28 – Biodiversidade brasileira A crescente
In-Fólio/José Carlos Martins
In-Fólio/José Carlos Martins

Figura 28 – Biodiversidade brasileira

A crescente necessidade de petróleo e a grande distância entre os países produtores e con-

sumidores têm tornado o transporte marítimo e a utilização das plataformas de petróleo impres- cindíveis na solução de obtenção de petróleo, assim como na parte logística. Uma fonte de pro- blemas para o meio ambiente também foi criada, pois apesar das medidas de segurança (tomadas pela Petrobras, assim como por outras empresas do ramo), observou-se que nem sempre essas me- didas têm sido eficazes. Um exemplo foi o que ocorreu em 2011, no Rio de Janeiro, gerando a polui- ção das praias, a mortes de animais e a destruição da fauna e flora marítima.

É crucial que entendamos que só a conscientização do ser humano e a prevenção evitam que

ocorram falhas nos sistemas de segurança. A legislação ambiental em vigor, além de sua comple- xidade apresenta alguns problemas de jurisprudência, por conta da existência de conflito de juris- dição (se é federal, estadual ou municipal a sua aplicação), do que resulta as grandes falhas na sua aplicação da Lei de Crimes Ambientais.

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7.1 IMPACTOS AMBIENTAIS DA AÇÃO HUMANA

Nossos antepassados viviam dentro de cavernas, matavam os animais apenas para comer e usavam o fogo para se aquecer. O que eles tinham em comum com o ser humano atual?

Isso mesmo, todos os dois, no passado ou no presente, precisavam modificar o meio ambiente para sobreviver, contribuindo assim, para a sua degradação, em maior ou menor valor, mas sempre uma degradação significativa.

Em toda atividade exercida pelo ser humano ele estará consumindo material ou ener- gia. Recursos originários da Terra, para a qual ela devolverá na forma de rejeitos, causando impacto ao meio ambiente.

Isto também ocorre com qualquer indústria, mesmo as de petróleo e gás, por mais que sejam tomadas as medidas preventivas, haverá sempre a modificação do ambiente. E, hoje em dia, ninguém consegue viver sem iluminação, gás, carro, va- cinas e alimentos.

VOCÊ SABIA? 40% do lixo coletado pelas empresas de limpeza urbana é lixo que você

VOCÊ

SABIA?

40% do lixo coletado pelas empresas de limpeza urbana é lixo que você joga na rua.

A legislação federal estabelece diversas políticas de proteção ao Meio Ambien- te, Lei 6.938/81, de uso dos Recursos Hídricos, Lei 9.433/97, e de Educação Ambien- tal, Lei 9.795/99, além da Constituição Federal/1988, artigo 225 e outros, estabele- cendo multas altíssimas, em caso de Poluição Ambiental. Entretanto, continuamos com os problemas de sempre, rios poluídos, Baía de Guanabara sem os seus gol- finhos, devido à poluição, dentre outros problemas.

Atividade x área de impacto Atividade Área de impacto ambiental Poeira e fumaça Poluição do
Atividade x área de impacto
Atividade
Área de impacto ambiental
Poeira e fumaça
Poluição do ar
Efluente sanitário
Poluição da água
Ruídos
Poluição sonora
Produtos químicos
Poluição do ar, alergia provocadas ao ser humano
Consumo de energia e de água
Redução da oferta do recurso
Resíduos
Poluição do solo

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In-Fólio/José Carlos Martins
In-Fólio/José Carlos Martins
DO MEIO AMBIENTE 71 In-Fólio/José Carlos Martins CASOS E RELATOS Figura 29 – Coleta seletiva A

CASOS E RELATOS

Figura 29 – Coleta seletiva

A firma WPXT trabalha na área de petróleo e gás, seu lema é: “O meio ambien- te é primordial para a vida”.

Ela procura efetuar o seu trabalho sempre protegendo não só a vida huma- na, mas também tomando todos os cuidados com o meio ambiente.

Recentemente, ela declinou de um trabalho, muito bem remunerado, de re- tirada e descarte de resíduos de uma refinaria, tendo em vista que o mesmo não seria embalado corretamente, segundo às normas regulamentadoras – NR 9, nem seguiria às leis de proteção ambiental.

Dias mais tarde, seu dono assistiu na TV a um noticiário, informando que a firma que efetuou esse descarte havia sido multada, com um valor altíssimo.

7.1.1 IMPACTO AMBIENTAL DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

Registramos este impacto desde a fase de prospecção, em que temos os abalos sísmicos provocados pelas explosões (tanto em terra quanto no mar), assim como na fase de produção e na fase de transporte e armazenamento, onde há riscos de vazamentos, que podem poluir as águas do mar. Com isso, o meio ambiente neces- sitará de muitos anos para retornar as condições anteriores.

O que será do homem durante este tempo?

É uma pergunta que ninguém sabe responder.

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O que se pode afirmar é que se não fizermos nada para corrigir, esse quadro não estaremos só acabando com o meio ambiente, mas sim com a própria humanidade.

SAIBA MAIS Até 1981, a Legislação Ambiental admitia um grau tolerável de poluição por parte

SAIBA

MAIS

Até 1981, a Legislação Ambiental admitia um grau tolerável de poluição por parte das indústrias. Atualmente não se admite mais que uma atividade produtiva cause danos ambientais, com uma multa que pode atingir a totalidade do patrimônio da empresa. Você pode pesquisar mais deta- lhes em www.ibama.gov.br/leiambiental/home.htm, sobre a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605).

Devemos, portanto, aplicar a regra dos três “Rs” Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

7.2 SEGREGAÇÃO, DESCARTE E RECICLAGEM

Uma grande parte do lixo gerado pelo ser humano é descartado de forma descui- dada no ambiente. Papel, barbante, pilhas, cigarros, tecido etc. são alguns dos materiais que demorarão um bom tempo até que retornem ao ambiente na sua forma original.

Esse material, após ser recolhido, será encaminhado para lixões, ou no caso de ocorrer uma chuva, será levado para rios ou mares, atingindo não só outros seres humanos, mas toda fauna e flora.

CASOS E RELATOSnão só outros seres humanos, mas toda fauna e flora. O número de queimaduras ocasionadas por

O número de queimaduras ocasionadas por água-vivas aumenta no verão.

Elas são provocadas pela mortalidade de grande quantidade de tartarugas, que se alimentam delas. Isto porque as tartarugas confundem o plástico des- cartado pelo ser humano com as água-vivas e acabam engolindo esse ma- terial e morrendo asfixiadas. É o ser humano recebendo como prêmio aqui-

lo que ele mesmo produziu, além de prejudicar um animal que nada tem a

ver com o nosso erro.

Assim, precisamos começar a agir de modo consciente, para tanto, devemos aplicar os três Rs, a fim de preservar a nossa vida.

Para começar, devemos nos educar como seres humanos. Somente com esta conscientização poderemos garantir o controle de um dos grandes problemas do meio ambiente: o lixo doméstico e o de rua.

7 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

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Por meio da coleta seletiva poderemos obter uma grande quantidade de lixo reutilizável, além de proteger o meio ambiente, pois o descarte inteligente protege o meio ambiente.

pois o descarte inteligente protege o meio ambiente. A partir da criação de normas internas para

A partir da criação de normas internas para serem usadas no descarte de ma-

teriais, como a existente na área de petróleo e gás, a fim de evitar incêndios, o des- carte de estopas e trapos embebidos em óleo passou a ser efetuado em recipien- tes metálicos, medida tomada a partir da criação de normas internas, para serem usadas no descarte de materiais. Assim como possíveis derramamentos e vaza- mentos (que por acaso ocorram) devem ser limpos o mais rapidamente possível, para evitar não só acidentes, como danos ambientais maiores.

A preocupação por parte das empresas com o custo das matérias-primas e com

a energia gasta para confeccionar um produto, têm levado as mesmas a pensar na criação de produtos mais duráveis, de melhor qualidade e que possam ser repara- dos quando apresentarem defeito. Teríamos, assim, a eliminação, não só dos resí- duos, mas também das sucatas, produtos descartados por serem considerados ob- soletos ou por apresentarem defeito.

Com o emprego desse processo, a mão de obra considerada excessiva para a produção seria utilizada na recuperação dos produtos danificados, evitando o acú- mulo de sucatas e produtos obsoletos.

E, por fim, com a conscientização de que a matéria-prima é escassa, com a des-

montagem e a reutilização de partes destes produtos, em produtos novos, teríamos uma melhor utilização da matéria-prima, o que completaria a regrinha dos três Rs.

7.3 RACIONALIZAÇÃO DO USO DOS RECURSOS NATURAIS E FONTES DE ENERGIA

Racionalização do uso dos recursos naturais

Os recursos que nós temos no ambiente devem ser usados com parcimônia. Entretanto, a competição desenfreada acabou por gerar um grande consumo de produtos e de energia, que hábito pouco a pouco tem afetado os elementos vitais para o ser humano, como por exemplo, a água, o ar, os alimentos, a matéria-prima para os produtos, as florestas e, principalmente, a fauna.

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