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Universidade Católica Dom Bosco.

Acadêmico: Joaquim Soares de Oliveira Neto.


Curso: Direito Turno: Noturno Sem:4º C
Professor: Maucir

Estudo dos Clássicos IV, Atividade 4.1

1. O juiz muitas vezes vive um dilema ao julgar, ele é um ser


humano como todos nós, muitas vezes ele tem duvida em se chegar uma
conclusão de um fato, se é culpado ou não, pois, no processo penal, ele tem
que ouvir as partes, verificar as provas, com isso temos a importância do
advogado, tanto de defesa como de acusação, com base nas provas
levantadas por ambos as partes, é que o juiz pode de fato condenar ou não.
O homem é uma é uma parte, aqueles que estão diante do juiz
para serem julgados são partes, quer dizer que o juiz também é parte,
é um homem. E se é homem faz parte, mas se ele é parte, aí está seu
drama, pois ser homem e ter que julgar e condenar seu semelhante
são a função do estado, punir os que cometem crime.
Por isso, nenhum ser humano, se pensasse no que é necessário
julgar outro ser humano aceitaria. Por isso, o juiz tem que cumprir a
lei, verificar os fatos e aplicar uma sentença, muitas vezes sem
conhecer o réu, sua história, sua vida, seu passado, mas sim parte
dela, por isso, pode dizer que depois de ter reconstruído um fato, o
juiz percorreu apena a primeira etapa do caminho, e com isso ele
pode cometer erros em uma condenação.
Por ser um ser humano, o juiz como qualquer outro, deve ser
uma pessoa ilibada, que sirva de exemplo para a sociedade, e possa
atuar decidir, julgar os delitos apresentados a ele, sem que ele
também um dia o cometesse. Só assim sua missão não será tão árdua.

2. O Advogado é quem faz o trabalho, de buscar argumentos que fazem


com que o juiz não tenha dúvida sobre o fato a ser julgado, de não
entrar em contradição, de tentar adivinhar qual será o argumento que
irá rebater o seu. O juiz também tem sua importância no processo,
mas é o advogado que o faz todo o trabalho de desvendar o fato.
Segundo o autor, as provas são insuficientes para julgar porque não
busca toda a verdade, só parte dele, não conhece a história, a vida da
pessoa, a prova serve para voltar ao passado, para construir a
história, sabemos que segundo Carnelutti, toda sentença de
absolvição envolvi um erro judicial.
Todo ser humano é parte. Por isso, ninguém chega a se apoderar da
verdade. O que cada um de nós crê ser a verdade é mais do que um
aspecto da verdade, algo com uma minúscula faceta de um diamante.
As razões são aquelas fração de verdade que cada um de nós julga
haver alcançado. Quando mais razões se exponham, será possível
que, conciliando-a, alguém se aproxime da verdade.
Por isso podemos dizer que uma vez reconstituída a história a aplica
a lei, o juiz absolve ou condena. O juiz absolve por insuficiência de
provas. Não que o acusado seja culpado ou inocente. Quando ele é
inocente, o juiz declara que o acusado não cometeu o ato, ou que o
ato não constitui delito. Porém, nos casos de insuficiência de provas,
o juiz declara que nada pode declarar. O processo se encerra com
uma inconclusão acerca da matéria de fato. E esta parece a solução
mais lógica do mundo.

3. A miséria do processo penal começa ao julgar uma pessoa, pois,


seria preciso ver o todo, seria preciso conhecer a vida inteira do
acusado. Como o ser humano não pode antever o futuro, e o passado
se apresenta inapreensível, devido ao volume e complexidade das
tramas que o compõem, todo julgamento está fadado ao insucesso.
Todo julgamento é a revelação da miséria condição humana.
Muitas vezes o processo morre sem alcançar a verdade. Cria-se
então, um substitutivo a verdade: a coisa julgada.
Os fatos têm comprovado que as penas tradicionais raramente curam
o condenado. A prisão é mortífera, degenera faz aumentar o ódio
multiplica os ressentimentos e as revoltas.
“A prisão só não recupera”, pois a forma com que os presos são
jogados, abandonados, nos presídios, só faz com que aumenta o
delito, O Estado condena, mas o principal ele não faz, trabalhar na
recuperação do preso para que e possa voltar para a sociedade
recuperada, mas ele volta muita vez bem pior, pois lá é uma escoa do
crime, tudo isso só irá mudar com a intervenção do Estado,
oferecendo condições humanas, estrutura, trabalho, educação para
que eles tenham uma ocupação no sistema prisional e com isso
devolver o sentenciado para a sociedade recuperada e colocá-lo de
volta ao mercado de trabalho.
“Basta tratar o delinqüente como um ser humano, e não como besta,
para se descobrir nele a chama incerta do pavio fumegante que a
pena, em vez de extinguir, deve reavivar”.