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Aula 13

Matemática e Raciocínio Lógico p/ TRTs - Todos os cargos Professores: Arthur Lima, Luiz Gonçalves

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ Lキマ; に

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AULA 13: JUROS

 

SUMÁRIO

PÁGINA

1.

Teoria

01

2. Resolução de exercícios

27

3. Lista de exercícios resolvidos

92

4. Gabarito

122

Olá!

Hoje vamos começar a tratar sobre Juros simples e compostos, tema básico

de matemática financeira que eventualmente são cobrados em provas de Tribunais.

Como disse, o meu objetivo é que você tenha em mãos um material bastante

completo, que te permita se preparar bem para todos os concursos de tribunais!

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1. TEORIA – JUROS

Juros é o termo utilizado para designar o “preço do dinheiro no tempo”.

Quando você pega certa quantia emprestada no banco, o banco te cobrará uma

remuneração em cima do valor que ele te emprestou, pelo fato de deixar você ficar

na posse desse dinheiro por um certo tempo. Esta remuneração é expressa pela

taxa de juros. Existem duas formas principais, ou regimes, de cobrança de juros:

juros simples e juros compostos. Você deve conhecer as duas, saber efetuar

cálculos com cada uma delas, e distinguir situações onde se aplicam uma ou outra.

Futuramente falaremos ainda sobre outro regime, chamado de capitalização

contínua.

1.1 JUROS SIMPLES – INTRODUÇÃO

Continuemos com o exemplo em que você contratou um empréstimo junto ao

banco. Pode ser que fique combinado que será cobrada uma taxa de juros mensal

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apenas sobre o valor emprestado inicialmente. Não serão cobrados “juros sobre

juros”, isto é, sobre o valor que vai sendo acrescido à dívida a cada mês. Neste

caso, estamos diante da cobrança de juros simples. Para ilustrar, imagine que você

pegou um montante de R$1000 emprestados com o banco a uma taxa de juros

simples de 10% ao mês, para pagar após 5 meses. Quanto você deverá pagar ao

banco ao final dos 5 meses?

Como foi contratado um empréstimo a juros simples, ao final do primeiro

mês você deve aplicar a taxa de juros (10%) sobre o capital inicial (R$1000). Como

10% de 1000 é igual a 100, podemos dizer que ao final do primeiro mês a dívida

subiu para R$1100, onde R$1000 correspondem ao montante inicial e R$100

correspondem aos juros incorridos no período. Ao final do segundo mês, serão

devidos mais 10% de 1000, ou seja, mais 100 reais. Ao final do terceiro, quarto e

quinto meses serão devidos mais 100 reais por mês. Portanto, ao final de 5 meses

você deverá devolver ao banco o capital inicial acrescido de 5 parcelas de 100 reais,

totalizando R$1500. Deste valor, 500 reais referem-se aos juros (“preço” que você

paga por ter ficado com 1000 reais do banco durante 5 meses) e 1000 reais

referem-se ao Principal da dívida, que é outra forma muito comum de designar o

capital inicialmente obtido. Podemos usar simplesmente a fórmula abaixo:

M C (1 j t )

Nessa fórmula, C é o capital inicial (R$1000), j é a taxa de juros (10% ao

mês), t é o período analisado (5 meses), e M é o montante (valor total) devido ao

final dos “t” períodos. Observe que a taxa de juros e o período analisado devem

referir-se à mesma unidade temporal (neste caso, ambos referem-se a meses). Se

elas não estiverem na mesma unidade, o primeiro passo da resolução deve ser a

uniformização destas unidades, como veremos mais adiante neste curso.

A fórmula acima pode ser dividida em duas partes, tirando os parênteses:

M C C j t

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Nesta fórmula, C j é o valor dos juros pagos a cada período (R$100), que é

sempre igual. Já C j t é o total pago na forma de juros (neste caso, R$500).

Portanto, o valor dos juros totais devidos é simplesmente:

J C j t

Veja ainda que o valor dos juros totais é igual à diferença entre o Montante e

o Capital inicial:

J = M – C

Veja que as fórmulas apresentadas possuem 4 variáveis (C, M, j e t). A

maioria dos exercícios envolvendo juros simples fornecerão 3 dessas variáveis e

perguntarão a quarta. O exercício poderia ter dito que João pegou R$1000

emprestados à taxa de juros simples de 10% ao mês, e perguntar quanto tempo

levaria para que o valor devido chegasse a R$1500. Assim, você teria C = 1000, j =

10% e M = 1500, faltando encontrar t:

M

1500

1000

C

1500

1000

1,5

0,5

1

(1

 

j

t

)

10%

(1

1

0,1

t

0,1

t

0,1

t

5 t

t

)

Como a taxa de juros refere-se a meses, então t = 5 meses. Exercite esta

fórmula resolvendo o exercício abaixo.

1. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011) Um aplicador realizou um investimento

cujo valor de resgate é de R$ 80.000,00. Sabendo-se que a taxa de juros simples é

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de 3,5% ao mês e que faltam 5 meses para o resgate, o valor da aplicação, em

reais, foi de:

a) 68.085,10

b) 66.000,00

c) 65.000,00

d) 64.555,12

e) 63.656,98

RESOLUÇÃO:

Observe que, nessa questão, R$80.000,00 não é o valor que foi investido

inicialmente (capital inicial), mas sim o valor obtido ao final dos 5 meses de

investimento. Portanto, trata-se do montante final, isto é, M = 80.000 reais. Além

disso, foi dito que a taxa de juros é j = 3,5% a.m., e o tempo de aplicação é t = 5

meses. Utilizando a fórmula de juros simples, podemos descobrir o valor que foi

investido no início (C):

M

C

(1

j

 

t

)

80000

 

C

(1

0,035

5)

80000

0,175)

C

(1

80000

(1,175)

C

C

80000

68085,10

 

1,175

 

Resposta: A

Obs.: observe que um investimento financeiro é tratado com a mesma

fórmula que utilizamos para cálculo do empréstimo ao longo da exposição teórica.

Isto porque, na realidade, temos uma coisa só: sempre que existe um empréstimo

ocorre, simultaneamente, um investimento. Quando você pega um valor emprestado

junto ao banco, a instituição financeira está fazendo um investimento, que será

remunerado pelos juros pagos por você.

1.2 JUROS COMPOSTOS – INTRODUÇÃO

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Em alguns casos, os juros não incidirão apenas sobre o capital inicial de um

empréstimo. Eles incidirão sobre o valor devido, que aumenta a cada período (pois

ao capital inicial vão sendo somados os juros devidos nos períodos anteriores). Por

isso, os juros devidos em um mês serão diferentes dos juros devidos no mês

seguinte. Vamos usar o mesmo exemplo: você contrata R$1000 de empréstimo

junto ao banco, por um período de 5 meses e taxa de juros compostos de 10% ao

mês. Qual é o valor devido ao final de 5 meses?

Ao final do primeiro mês, aplicaremos a taxa de 10% sobre todo o valor

devido, que neste caso é o próprio capital inicial (1000 reais), resultado em juros de

100 reais. Ou seja, ao fim deste mês você estará devendo 1100 reais. Ao final do

segundo mês, aplicaremos novamente a taxa de 10% sobre todo o valor devido, que

não é mais 1000 reais, e sim 1100 reais. Logo, os juros relativos ao segundo mês

somam R$110 reais (e não 100). A dívida total chegou a R$1210 (1100+110).

Portanto, ao final do terceiro mês serão devidos mais R$121 em juros, que resulta

da aplicação de 10% sobre R$1210. E assim sucessivamente. Veja que:

- ao final do primeiro período, o valor total devido é o mesmo que no caso dos

juros simples (R$1100). Essa propriedade é importantíssima: juros simples e juros

compostos são equivalentes para um único período.

- a partir do segundo período, o valor total devido é maior no caso de juros

compostos (R$1210) do que no caso de juros simples (R$1200). Ou seja, os juros

compostos são mais onerosos que os juros simples, a partir do segundo período!

Uma informação adicional: para períodos de tempo fracionários (t entre 0 e

1), os juros simples são mais onerosos que os juros compostos!

A fórmula para cálculo de juros compostos é:

M

C

(1

j

) t

As questões que versam a respeito de juros compostos costumam seguir a

mesma linha: apresentam 3 das 4 variáveis e pedem para você calcular a restante.

Como o tempo (“t”) está no expoente, será preciso trabalhar com potências e raízes,

e em alguns casos com o logaritmo.

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Sobre logaritmos, a propriedade mais importante a ser lembrada é que,

sendo dois números A e B, então:

log A B = B x log A

(o logaritmo de A elevado ao expoente B é igual a multiplicação de B pelo logaritmo

de A)

Esta propriedade é útil quando nosso objetivo é encontrar o valor do prazo “t”,

. Imagine que vamos investir C

= 2000 reais a uma taxa composta j = 2% ao mês, e pretendemos obter o triplo do

valor inicial, ou seja, M = 6000 reais. Veja como obter o prazo deste investimento:

que se encontra no expoente da fórmula

M

C

(1

j

) t

M = C x (1 + j) t

6000 = 2000 x (1 + 0,02) t

6000 / 2000 = 1,02 t

3 = 1,02 t

Aplicando o logaritmo aos dois lados dessa igualdade, temos:

log 3 = log 1,02 t

O enunciado normalmente fornecerá o valor de alguns logaritmos. Digamos

que seja informado que log 3 = 0,477, e que log 1,02 = 0,0086. Antes de utilizar

esses valores, devemos lembrar que log A B = B x log A, ou seja, log 1,02 t = t x log

1,02. Assim:

log 3 = t x log 1,02

0,477 = t x 0,0086

t = 0,477 / 0,0086

t = 55,46 meses

Portanto, é preciso investir os 2000 reais por mais de 55 meses para obter o

valor pretendido.

Para facilitar as contas, em alguns casos a sua prova pode fornecer tabelas

com valores para (1 ) t , normalmente usando as letras (1 ) n , para diferentes

j

i

valores de i e diferentes valores de n. O termo

(1

i

) n

é chamado de Fator de

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Acumulação de Capital (FAC). Basta você olhar na tabela qual o valor correto da

expressão (1 ) n

exercício. Veja abaixo um exemplo desta tabela:

para a taxa de juros “i” e tempo “n” que você tiver em seu

i

de juros “i” e tempo “n” que você tiver em seu i Se, em uma questão

Se, em uma questão de prova, a taxa de juros de um empréstimo for de 5%

ao mês e o período do empréstimo for de 7 meses, teríamos uma fórmula de juros

compostos assim:

M = C x (1 + 5%) 7

Calcular o fator (1 + 5%) 7 manualmente seria impraticável em uma prova.

Entretanto, veja que marquei na tabela fornecida o valor do fator de acumulação de

capital para i = 5% e n = 7 períodos. Podemos dizer que (1 + 5%) 7 = 1,4071.

Portanto, uma pessoa que contratasse um empréstimo no valor inicial C teria que

pagar, ao final de 7 meses e com taxa de 5% ao mês, o valor final M = 1,4071xC.

Atenção: ao invés de fornecer a tabela, o exercício poderia ter simplesmente

dito que, para taxa de 5% ao mês e 7 períodos, o valor do fator de acumulação de

capital é 1,4071.

Comece a praticar os conceitos relativos a juros compostos resolvendo a

questão abaixo:

2. FGV – ICMS/RJ – 2011 – Adaptada) Um indivíduo tem uma dívida de R$ 500,00

cuja taxa de juros é de 10% ao mês, juros compostos. Após três meses, essa dívida

é

(A)

R$ 675,00.

(B)

R$ 650,00.

(C)

R$ 645,50.

(D)

R$ 665,50.

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(E) R$ 680,50.

RESOLUÇÃO:

O enunciado informa que há uma dívida inicial C = 500, que é corrigida sob o

regime de juros compostos, tendo taxa de juros j = 10% ao mês e período t = 3

meses. Aplicando a fórmula, temos o montante final:

M = C x (1 + j) t

M = 500 x (1 + 0,10) 3

M = 500 x 1,1 x 1,1 x 1,1

M = 500 x 1,21 x 1,1

M = 665,50

Resposta: D

Nos próximos tópicos veremos alguns assuntos mais específicos, ainda

dentro do tema juros simples e compostos, que podem ser bastante explorados em

sua prova.

1.3 TAXAS NOMINAIS, EFETIVAS, PROPORCIONAIS, EQUIVALENTES

Para aplicar corretamente uma taxa de juros, é importante saber:

- a unidade de tempo sobre a qual a taxa de juros é definida. Isto é, não adianta

saber apenas que a taxa de juros é de “10%”. É preciso saber se essa taxa é

mensal, bimestral, anual etc.

- de quanto em quanto tempo os juros devem ser calculados e seu valor incorporado

no total devido. Este é o período de capitalização. Por exemplo, se tivermos juros

com capitalização semestral, isso quer dizer que a cada semestre os juros devem

ser calculados, e o valor calculado deve ser acrescido à dívida.

Em regra, a unidade de tempo sobre a qual a taxa de juros é definida é a

mesma do período de capitalização. Ex.: 10% ao mês com capitalização mensal

(isto é, calculados a cada mês), 12% ao ano com capitalização anual etc. Quando

isso acontece, temos uma taxa de juros efetiva, isto é, uma taxa de juros que

efetivamente corresponde à realidade da operação. Nestes casos normalmente

omite-se a informação sobre o período de capitalização, dizendo-se apenas “10%

ao mês” ou “12% ao ano”.

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Porém podemos ter uma taxa de juros de 10% ao ano com capitalização

semestral. Neste caso, a unidade de tempo sobre a qual a taxa de juros é definida

(ao ano) é diferente do período de capitalização (a cada semestre). Assim, essa é

chamada taxa de juros de nominal, pois ela precisará ser “adaptada” para então ser

utilizada nos cálculos.

Quando temos uma taxa de juros nominal, é preciso obter a taxa efetiva para

só então efetuar os cálculos devidos. Isto é muito simples, pois basta uma simples

divisão, de modo a levar a taxa de juros para a mesma unidade de tempo da

capitalização. Veja alguns exemplos:

- Taxa nominal de 10% ao ano com capitalização semestral: como a taxa é anual,

devemos dividi-la por 2 (pois 1 ano possui 2 semestres) para chegar à taxa efetiva

de 5% ao semestre.

- Taxa nominal de 6% ao semestre com capitalização mensal: basta dividir a taxa

por 6 (afinal temos 6 meses em 1 semestre) para obter a taxa efetiva de 1% ao mês.

Resumidamente, temos até aqui os seguintes conceitos:

a) Taxa de juros efetiva: é aquela onde o período de capitalização é igual da

unidade temporal da taxa (10% ao ano, com capitalização anual).

b) Taxa de juros nominal: é aquela onde o período de capitalização é diferente da

unidade temporal da taxa (10% ao ano, com capitalização bimestral).

Vamos discorrer agora sobre dois outros conceitos importantíssimos na

resolução dos exercícios, e que geralmente são cobrados juntos dos que acabamos

de ver: as taxas de juros equivalentes e as taxas proporcionais.

Dizemos que duas taxas de juros são equivalentes quando são capazes

de levar o mesmo montante inicial C ao montante final M, após o mesmo

intervalo de tempo. Por exemplo, sabemos que a taxa de 12% ao ano leva o

capital C ao montante final 1,12C após o período de 1 ano. Existe uma taxa de juros

mensal que é capaz de levar o mesmo capital inicial C ao montante final 1,12C após

transcorrido o mesmo período (1 ano, ou 12 meses). Esta é a taxa mensal que é

equivalente à taxa anual de 12%, motivo pelo qual vamos chamá-la de jeq. Podemos

obtê-la substituindo t = 12 meses e M = 1,12C na fórmula de juros compostos:

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j

eq

M

1,12

C

C

C

(1

(1

j

eq

)

t

j

eq

)

12

1,12

(1

j

eq

)

12

1,12

1

1

12

j

eq

 

1

1,12

1

12

0,0095

0,95%

Portanto, uma taxa de juros de 0,95% ao mês é equivalente a uma taxa de

juros anual de 12% ao ano, pois ambas levam o mesmo capital inicial C ao mesmo

montante final M após o mesmo período transcorrido.

Tendo uma taxa de juros compostos “j”, é possível obter uma equivalente “jeq

através da fórmula:

(1

j

eq

)

t

eq

(1

j

)

t

Em nosso exemplo, teríamos teq = 12 meses, j = 12% ao ano, e t = 1 ano.

Portanto:

j

eq

12 1 (1  )  (1 12%)  j eq 1   (1,12)
12
1
(1
)
(1 12%)
j eq
1
(1,12)
1 12
j eq
1
(1,12)
12
 
1
0, 0095
0,95%

am

Obs.: fique tranquilo, pois em sua prova você nunca precisará calcular algo

como

(1,12)

1 12
1 12

à mão.

Veja a seguir dois exercícios sobre o assunto:

3. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011)

sobre o assunto: 3. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011) Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ Lキマ;
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A taxa efetiva anual de juros correspondente à taxa nominal de 12% ao ano,

capitalizada mensalmente, monta a:

(A)

12,68%

(B)

12,75%

(C)

12,78%

(D)

12,96%

(E)

13,03%

RESOLUÇÃO:

Essa questão é sobre juros simples ou compostos? Esta é uma dúvida que

pode surgir em muitas questões, e você deve estar atento às dicas que eu vou

passar ao longo da aula para facilitar essa identificação.

Nesta questão, saiba que a palavra “capitalizada” já nos remete ao regime de

juros compostos. Isto porque “capitalizar” juros significa “incluir os juros no capital”,

que é exatamente o que acontece no regime de juros compostos.

Uma vez identificado o regime de juros, veja que temos uma taxa anual com

capitalização mensal. Basta dividi-la por 12 para obter a taxa efetiva, uma vez que

temos 12 meses em 1 ano. Assim, 12% ao ano, capitalizada mensalmente,

corresponde à taxa efetiva de 1% ao mês.

Para obter o valor da taxa anual equivalente a esta, basta lembrarmos que,

após o mesmo período (1 ano, ou 12 meses) as duas taxas devem levar o mesmo

capital inicial C ao mesmo montante final M:

M C

(1

)

t

j C

(1

j

eq

C

(1 1%)

12

C

(1

j

eq

)

)

1

t

eq

Observe que na fórmula da esquerda temos a taxa mensal (1%) e o tempo

em meses (12), já na da direita temos a taxa anual equivalente (jeq) e o tempo em

anos (1). Cortando a variável C, temos:

(1 1%)

j

eq

12

(1

j

eq

(1,01)

12

1

)

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Para auxiliar as nossas contas, o exercício disse que (1,01) 11 = 1,1157. Basta

multiplicarmos este valor por 1,01 e teremos (1,01) 12 :

Assim,

Resposta: A

j

eq

12

(1,01) 1, 01 1,1157 1,1268

(1, 01)

12

 

1

1,1268 1

 

0,1268 12, 68%

a a

4. FCC – Banco do Brasil – 2006) A taxa efetiva trimestral referente a uma

aplicação foi igual a 12%. A correspondente taxa de juros nominal (i) ao ano, com

capitalização mensal, poderá ser encontrada calculando:

capitalização mensal, poderá ser encontrada calculando: RESOLUÇÃO: Lembrando que 1 trimestre é equivalente a 3

RESOLUÇÃO:

Lembrando que 1 trimestre é equivalente a 3 meses, então a taxa mensal

equivalente à taxa de 12% ao trimestre é dada por:

)

(1 12%)

1

(1

j

eq

j

eq

(1,12)

1/3

1

3

Para obtermos a taxa anual nominal que é correspondente a esta taxa efetiva

mensal, basta multiplicá-la por 12. Assim, temos:

Resposta: C

j

no

min

al

12 [(1,12)

1/3

1]

Dizemos ainda que duas taxas de juros são proporcionais quando

guardam a mesma proporção em relação ao prazo. Por exemplo, 12% ao ano é

proporcional a 6% ao semestre, e também é proporcional a 1% ao mês. Para obter

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taxas proporcionais com segurança, basta efetuar uma regra de três simples.

Vamos obter a taxa de juros bimestral que é proporcional à taxa de 12% ao ano:

12% ao ano ----------------------------------- 1 ano

Taxa bimestral ---------------------------------- 2 meses

Substituindo 1 ano por 12 meses, para deixar os valores da coluna da direita

na mesma unidade temporal, temos:

12% ao ano ----------------------------------- 12 meses

Taxa bimestral ---------------------------------- 2 meses

Efetuando a multiplicação cruzada, temos:

12% x 2 = Taxa bimestral x 12

Taxa bimestral = 2% ao bimestre

Quando trabalhamos com juros simples, taxas de juros proporcionais são

também taxas de juros equivalentes. Essa informação é importantíssima, pois em

muito simplifica o cálculo de taxas equivalentes quando estamos no regime de juros

simples. Isto é, neste regime de juros, 1% ao mês, 6% ao semestre ou 12% ao ano

são proporcionais, e levarão o mesmo capital inicial C ao mesmo montante M após

o mesmo período de tempo.

Sobre este tema, tente resolver a questão abaixo.

5. ESAF – SEFAZ-SP – 2009) Um capital unitário aplicado a juros gerou um

montante de 1,1 ao fim de 2 meses e 15 dias. Qual a taxa de juros simples anual de

aplicação deste capital?

a) 4%

b) 10%

c) 60%

d) 54%

e) 48%

RESOLUÇÃO:

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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ Lキマ; に A┌ノ; ヱン

Aqui temos um capital inicial unitário (C = 1), um montante final M = 1,1 e o

prazo de 2 meses e 15 dias, isto é, t = 2,5 meses. Podemos descobrir a taxa de

juros simples através da fórmula:

M

C

(1

j

t

)

1,1

1

(1

j

 

2,5)

1,1

1

2,5 j

j

1,1 1

2,5

0, 04

4%

A taxa de 4% ao mês, em juros simples, é proporcional à taxa de 48% ao ano

(12 x 4%). Sabemos que, em juros simples, a taxa proporcional é também a taxa

equivalente. Portanto, este é o nosso gabarito.

Resposta: E

1.4 EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS

Se temos 100 reais aplicados em um investimento que rende juros de 10%

ao mês, sabemos que estes 100 reais terão se transformado em 110 reais ao final

do primeiro mês. Podemos dizer que ter 100 reais hoje ou 110 daqui a um mês tem

o mesmo valor, ou seja, são situações equivalentes. É por isso que dizemos, neste

caso, que o capital C1 = 100 reais na data de hoje (t = 0) é equivalente ao capital C2

= 110 reais daqui a 1 mês (t = 1).

Se estivermos tratando de juros compostos, podemos dizer que os capitais

C1 na data t1 e C2 na data t2 são equivalentes se respeitarem a seguinte igualdade:

C

1

(1

j

)

t

1

C

2

(1

j

)

t

2

Utilizando o exemplo acima, podemos verificar essa igualdade:

100

(1

0,10)

0

100

1

100

110

(1

110

1,1

100

0,10)

1

Se estivermos tratando de juros simples, podemos dizer que os capitais C1

na data t1 e C2 na data t2 são equivalentes se respeitarem a seguinte igualdade:

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C

1

(1

 

j

t

1

)

C

2

(1

 

j

t

2

)

1.5 TAXA MÉDIA E PRAZO MÉDIO

Imagine que você resolva aplicar o seu dinheiro disponível não em 1

investimento apenas, mas sim em vários investimentos diferentes, com taxas de

juros simples distintas, porém todos com o mesmo prazo. Exemplificando, vamos

imaginar que você tenha 1000 reais e resolva fazer os 3 investimentos abaixo:

- 500 reais à taxa de 10% ao mês, por 3 meses;

- 300 reais à taxa de 5% ao mês, por 3 meses;

- 200 reais à taxa de 20% ao mês, por 3 meses.

Seria possível aplicar todo o dinheiro (1000 reais) em um único investimento,

pelos mesmos 3 meses, de modo a obter o mesmo valor a título de juros. A taxa de

juros desse investimento único é chamada de taxa de juros média (jm).

Os juros simples gerados por cada investimento podem ser calculados

através da fórmula J C j t . Nesse caso, teríamos:

J

J

J

1

2

3

500

300

200

0,10

0,05

0,20

3

3

3

150

45

120

Portanto, o total de juros produzidos pelos 3 investimentos foi de J = 315

reais. A taxa de juros média jm que, aplicada ao capital total (1000 reais) geraria os

mesmos 315 reais após t = 3 meses é:

C

J

315

j

m

j

1000

m

t

0,105

10,50%

j

m

3

Esse cálculo pode ser resumido pela seguinte fórmula:

j

m

C

1

j

1

t

 

C

2

j

2

t

 

C

3

j

3

t

 

C 1 t

C

2

t

 

C

3

t

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Generalizando essa fórmula para casos onde houver não apenas 3, mas sim

“n” investimentos diferentes, temos:

j

m

n

i 1

C

i

j

i

t

n

i 1

C

i

t

Veja como isso pode ser cobrado em um exercício:

6. DOM CINTRA – FISCAL ITABORAÍ – 2011) Uma empresa realizou cinco

aplicações durante um mês e obteve uma taxa de rentabilidade para cada uma das

aplicações, como mostra a tabela a seguir:

cada uma das aplicações, como mostra a tabela a seguir: A taxa média mensal obtida pela

A taxa média mensal obtida pela aplicação desses capitais foi igual a:

A) 1,855%

B) 1,915%

C) 1,988%

D) 2,155%

E) 2,277%

RESOLUÇÃO:

Em primeiro lugar, repare que não foi mencionado o regime de juros. Vamos

assumir que se trata de juros simples, pois esta é uma questão de taxa média.

Faríamos o mesmo se fosse uma questão sobre prazo médio, que veremos adiante.

Veja que o total aplicado nos diversos investimentos é de 10000 reais. A taxa

média é aquela que, aplicada a todo o capital, produz o mesmo total de juros que foi

produzido pelas diversas aplicações.

Assim, vamos calcular a quantidade de juros produzida por cada

investimento, lembrando que, em t = 1 mês, os juros somam J = C x j x 1 :

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- Aplicação A: J = 1000 x 0,02 x 1 = 20

- Aplicação B: J = 1500 x 0,01 x 1 = 15

- Aplicação C: J = 2000 x 0,025 x 1 = 50

- Aplicação D: J = 2500 x 0,015 x 1 = 37,5

- Aplicação E: J = 3000 x 0,021 x 1 = 63

Portanto, o total de juros produzido pelos investimentos é de 185,5. Para que

10000 reais produzam 185,5 reais de juros em 1 mês, precisam ser aplicados à taxa

de:

J = C x j

185,5 = 10000 x j

j = 0,01855 = 1,855% ao mês

(letra A)

Resposta: A

Obs.: Se preferir, você pode usar diretamente a fórmula:

j

m

1000

j

m

0,02

C

1

j

1

 

t

C

2

j

2

 

t

C

3

j

3

 

t

C

4

j

4

 

t

C

5

j

5

t

(

C

1

C

2

C

3

C

4

C

5

)

t

 

1

1500

0,01

 

1

2000

0,025

 

1

2500

0,015

 

1

3000

0,021

1

(1000

1500

j

m

2000

1,855%

2500

3000)

1

Agora imagine que você tem os mesmos 1000 reais e pretenda colocá-los em

3 investimentos distintos, todos com a mesma taxa de juros simples de 10% ao

mês, porém cada um com um prazo diferente:

- 500 reais à taxa de 10% ao mês, por 3 meses;

- 300 reais à taxa de 10% ao mês, por 2 meses;

- 200 reais à taxa de 10% ao mês, por 5 meses.

Seria possível investir todo o dinheiro (1000 reais) em uma única aplicação,

com a taxa de juros de 10% ao mês, por um tempo tm , de modo a obter o mesmo

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valor a título de juros. Esse prazo é denominado de prazo médio. Para obtê-lo,

novamente vamos calcular os juros de cada aplicação com a fórmula J C j t :

J

J

J

1

2

3

500

0,10

3

150

300

0,10

2

60

200

0,10

5

100

Assim, o total de juros produzidos pelos três investimentos foi de J = 310

reais. Podemos obter o prazo médio tm que todo o capital (1000 reais) precisaria

ficar investido, à taxa j = 10% ao mês:

J

310

t

m

C

j

t

1000

3,1 meses

m

0,10

t

m

Esse cálculo pode ser resumido pela seguinte fórmula:

t

m

C

1

j

t

1

C

2

j

t

2

C

3

j

t

3

 

C

1

j

 

C

2

j

 

C

3

j

Generalizando essa fórmula para casos onde houver “n” investimentos

diferentes, temos:

t

m

n

i 1

C

i

j

t

i

n

i 1

C

i

j

Vejamos uma questão sobre o assunto:

7. ESAF – AFRF – 2002) Os capitais de R$ 2.000,00, R$ 3.000,00, R$ 1.500,00 e

R$ 3.500,00 são aplicados à taxa de 4% ao mês, juros simples, durante dois, três,

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quatro e seis meses, respectivamente. Obtenha o prazo médio de aplicação destes

capitais.

a) quatro meses

b) quatro meses e cinco dias

c) três meses e vinte e dois dias

d) dois meses e vinte dias

e) oito meses

RESOLUÇÃO:

Vamos calcular o valor dos juros ganhos em cada investimento, utilizando a

fórmula J C j t :

J

J

J

J

1

2

3

4

2000

0,04

2

160

3000

0,04

3

360

1500

0,04

4

240

3500

0,04

6

840

Assim, os juros totais somaram 1600 reais. O prazo médio “tm” é aquele após

o qual, aplicando todo o capital (10000) à taxa de 4% dada no enunciado, leva aos

mesmos juros totais. Isto é,

Resposta: A

1600

10000

0,04

t

m

t

m

4

meses

Obs.: se preferir usar a fórmula:

t

m

 

t

C

1

j

t

1

C

2

j

t

2

C

3

j

t

3

C

4

j

t

4

 

m

(

C

1

C

2

C

3

C

4

)

j

2000

0,04

2

3000

0,04

3

1500

0,04

4

3500

0,04

6

 

(2000

3000

1500

3500)

0,04

 
 

t

m

4

 
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1.6 CONVENÇÃO LINEAR E EXPONENCIAL

Em alguns cálculos de juros compostos, podemos ter um prazo de aplicação

não-inteiro, isto é, com uma parte fracionária. Exemplificando, imagine que

pretendemos aplicar 1000 reais à taxa de juros compostos j = 3% ao mês, pelo

período de 5,2 meses. Veja que o tempo de aplicação possui uma parte inteira (5

meses) e uma parte fracionária (0,2 meses).

Nesses casos, existem duas formas básicas de se calcular o montante final:

a convenção linear e a convenção exponencial. Vejamos cada uma delas:

- convenção exponencial: neste caso, basta utilizar diretamente a fórmula de juros

compostos, isto é:

M

M

C

1000

(1

j

(1

)

t

0,03)

5,2

Observe que elevar 1,03 à potência 5,2 não é trivial. Você não conseguirá

efetuar essa conta na prova sem o auxílio de uma calculadora ou uma tabela. Por

esses e outros motivos, geralmente as provas de concurso solicitam o cálculo

através da convenção linear, que vemos a seguir.

- convenção linear: neste caso, o cálculo é dividido em 2 etapas:

1. Calcular, com a fórmula de juros compostos, o montante produzido após a

parte inteira do prazo de aplicação.

2. Considerando o montante calculado no passo 1 como sendo o capital

inicial C, calcular, com a fórmula de juros simples, o montante final gerado pela

parte fracionária do prazo.

Em nosso exemplo, devemos usar a fórmula de juros compostos para obter o

montante após t = 5 meses (parte inteira):

M

M

C

1000

(1

j

(1

)

t

0,03)

5

1159,27

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Aplicar a fórmula de juros simples pelo prazo fracionário (t = 0,2 meses),

utilizando o montante acima como sendo o capital inicial:

M

C

(1

j

 

t

)

M

1159,27

(1

0,03

0,2)

1166,22

Obs.: Se a questão for de juros compostos e não mencionar a convenção

linear, usar a convenção exponencial. O que falamos aqui não se aplica às questões

de juros simples, onde basta aplicar a fórmula M C (1 j t ) considerando t = 5,2

(isto é, a parte inteira e a fracionária).

Tente resolver este exercício a seguir:

Atenção: Use a tabela abaixo para resolver as questões da prova DOM CINTRA –

FISCAL ITABORAÍ – 2011.

questões da prova DOM CINTRA – FISCAL ITABORAÍ – 2011. 8. DOM CINTRA – FISCAL ITABORAÍ

8. DOM CINTRA – FISCAL ITABORAÍ – 2011) Um investidor aplicou R$1.000,00 a

juros compostos durante três períodos e meio, a uma taxa de 18% ao período.

montante

Considerando-se

a

convenção

linear

para

cálculo

do

montante,

o

representa, em relação ao capital inicial, uma variação percentual de:

A) 90%

B) 89%

C) 85%

D) 83%

E) 79%

RESOLUÇÃO:

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Nesta questão foi explicitado que o regime de juros é composto, mas ainda

que isso não fosse dito deveríamos usar juros compostos. Isto porque se trata de

uma questão sobre convenção linear/exponencial, e não faz sentido falar neste

assunto ao tratar de juros simples (pois, como vimos, em juros simples nós sempre

aplicamos a fórmula normal, mesmo que o prazo seja não-inteiro).

Aqui temos um número não-inteiro de períodos: 3,5 períodos. A convenção

linear nos diz para aplicar juros compostos durante o número inteiro de períodos (3)

e, sobre o montante obtido, aplicar juros simples pelo tempo restante (0,5 período).

Ao fim dos 3 períodos, temos:

M = 1000 x (1 + 0,18) 3

M = 1000 x (1,18) 3

M = 1000 x 1,643032 = 1643,032

Para a parte fracionária (0,5 período), vamos utilizar a fórmula de juros

simples, tendo como capital inicial o montante calculado acima:

Mfinal = 1643,032 x (1 + 0,18 x 0,5) = 1790,90

Portanto, o montante (1790,90) é aproximadamente 1,79 vezes o capital

inicial (1000). Isto é, o montante é 79% maior.

Resposta: E

Obs.: veja que calculamos (1 + 0,18) 3 através da tabela de fator de acumulação de

capital fornecida, usando i = 18% e n = 3.

1.7 JUROS EXATOS, COMERCIAIS E BANCÁRIOS

Em alguns exercícios temos que trabalhar com prazos expressos em dias.

Neste caso, precisamos saber como converter uma taxa de juros expressa em outra

unidade temporal (ex.: 10% ao ano) para uma taxa diária. Temos três formas

básicas de fazer isso:

1- considerando que o mês tem a quantidade exata de dias (de 28 a 31 dias,

conforme o caso) e o ano tem 365 dias (ou 366, se bissexto). Neste caso, estamos

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trabalhando com juros exatos. Ex.: a taxa diária que é proporcional a 10% ao ano,

em juros exatos, é igual a 10%

365

0, 02739%

ao dia.

2- considerando que o mês tem 30 dias, e o ano tem 360 dias. Neste caso, estamos

trabalhando com juros comerciais (ou ordinários). Ex.: a taxa diária que é

proporcional a 10% ao ano é igual a 10%

360

0, 0277%

ao dia.

3- considerar a taxa de juros com base no ano comercial (360 dias) e o prazo de

aplicação com base no tempo exato (número de dias): trata-se dos juros bancários.

Vejamos como isso pode ser cobrado.

9. FCC – SEFAZ-PB – 2006) Certas operações podem ocorrer por um período de

apenas alguns dias, tornando conveniente utilizar a taxa diária e obtendo os juros

segundo a convenção do ano civil ou do ano comercial. Então, se um capital de R$

15.000,00 foi aplicado por 5 dias à taxa de juros simples de 9,3% ao mês, em um

mês de 31 dias, o módulo da diferença entre os valores dos juros comerciais e dos

juros exatos é

(A)

R$ 37,50

(B)

R$ 30,00

(C)

R$ 22,50

(D)

R$ 15,00

(E)) R$ 7,50

RESOLUÇÃO:

Ao trabalhar com juros comerciais, consideramos que cada mês possui 30

dias. Assim, 5 dias correspondem a 5/30 mês, isto é, 1/6 mês. Deste modo, os juros

da aplicação seriam:

J = C x j x t = 15000 x 9,3% x (1/6) = 232,5 reais

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Já ao trabalhar com juros exatos, devemos considerar o número de dias de

cada mês, que neste caso é igual a 31. Deste modo, os 5 dias correspondem a 5/31

mês. Os juros da aplicação seriam:

J = C x j x t = 15000 x 9,3% x (5/31) = 225 reais

A diferença entre as duas formas de cálculo é de 232,5 – 225 = 7,5 reais.

Resposta: E

1.8 INFLAÇÃO, TAXAS REAIS E TAXAS APARENTES

Quando aplicamos certa quantia em um investimento, ela renderá juros ao

longo do tempo. Isto é, o nosso capital irá crescer. Entretanto, uma parte deste

crescimento é “corroída” pela inflação. Isto é, apesar do nosso investimento ter certo

rendimento nominal, ou aparente, é preciso tirar deste valor o que foi corroído pela

inflação, restando o rendimento real.

A fórmula abaixo relaciona o rendimento nominal, ou aparente (ou taxa de

juros nominal/aparente) jn com a taxa de juros real jreal, de acordo com a taxa de

inflação “i”:

(1

j

n

)

(1 i )

(1

j

real

)

Exemplificando, se a inflação é de 5% ao ano, e o nosso rendimento foi

remunerado à taxa de juros jn = 8% ao ano, então o rendimento real do investimento

foi de:

(1 8%)

(1 5%)

(1

j

1,08

1,05

1, 028

(1

j

real

real

1

  j

)

real

)

j

real

0,028 2,8%

Portanto, a taxa de juros real do investimento foi de apenas 2,8%, pois boa

parte do rendimento nominal serviu apenas para repor a inflação do período.

Veja a questão abaixo:

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10. FCC – SEFAZ/SP – 2010) Um investidor aplicou o capital de R$ 24.000,00,

resgatando todo o montante após um ano. Sabe-se que a taxa real de juros desta

aplicação e a taxa de inflação do período correspondente foram iguais a 10% e

2,5%, respectivamente. O montante resgatado pelo investidor foi de

(A)

R$ 27.060,00

(B)

R$ 27.000,00

(C)

R$ 26.460,00

(D)

R$ 26.400,00

(E)

R$ 25.800,00

RESOLUÇÃO:

Veja que a taxa real de juros foi jreal = 10% e a taxa de inflação foi i = 2,5%.

Utilizando a fórmula que vimos, podemos obter a taxa de juros aparente jn:

1

(1

j

n

)

(1 i )

(1

j

n

)

(1 2,5%)

(1

j

real

)

(1 10%)

j

n

1, 025 1,10

1,1275

j

n

0,1275 12, 75%

Portanto, o capital de 24000 reais rendeu 12,75% no período, chegando ao

montante de:

M = 24000 x (1 + 12,75%) = 27060 reais

Resposta: A

1.9 RECAPITULAÇÃO

Antes de partirmos para os exercícios, veja na tabela abaixo um resumo dos

tópicos da aula de hoje. Com ela em mente você deve ser capaz de resolver a

grande maioria dos exercícios sobre juros simples e compostos.

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TABELA 01. Juros simples e juros compostos

Fórmulas e definições

 
Juros simples: M  C  (1 j  t )
Juros simples: M  C  (1 j  t )

Juros compostos:

M

C

(1

j

) t

Fator de Acumulação de Capital:

 

FAC

(1

j

) t

 

(em tabelas, geralmente usa-se (1 ) n )

i

 

Taxa de juros nominal: período de capitalização é diferente da unidade temporal da taxa (ex.: 10% ao ano com capitalização semestral)

Taxa de juros efetiva: período de capitalização igual à unidade temporal da taxa (ex.: 10% ao ano com capitalização anual, ou simplesmente 10% ao ano)

Taxas de juros equivalentes: levam o mesmo capital inicial C ao mesmo montante final M após o mesmo período de tempo.

- para juros compostos, temos: (1

j

eq

)

t

eq

 

(1

j

)

t

Ex.: 0,95% ao mês e 12% ao ano - para juros simples: calcular a taxa proporcional.

 

Taxas de juros proporcionais: guardam a mesma proporção em relação aos prazos. Ex.: 12% ao ano, 6% ao semestre e 1% ao mês. ** em juros simples, as taxas proporcionais são também equivalentes.

Taxa média (juros simples):

 
 

n

 

C

i

j

i

t

j

m

i 1

n

 
 

C

i

t

 

i 1

Prazo médio (juros simples):

 
 

n

 

C

i

j

t

i

t

m

i 1

n

 
 

C

i

j

i 1

Capitais equivalentes: representam, na mesma data, o mesmo valor.

- juros simples:

C

1

 

 

C

2

 

(1

j

t

1

)

(1

j

t

2

)

- juros compostos:

(1

C

1

j

)

t

1

(1

C

2

j

)

t

2

Juros exatos: mês com 28-31 dias, ano com 365-366 dias Juros comerciais (ordinários): mês com 30 dias, ano com 360 dias Juros bancários: prazo exato da aplicação (em dias), ano com 360 dias

Taxa de juros real: a partir da taxa de juros nominal (ou aparente) j n de um investimento, devemos descontar o efeito da inflação do período, i, para obter a taxa de juros real:

(1

j

n

)

(1

j

 

)

(1 i )

 

real

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ Lキマ; に

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ Lキマ; に A┌ノ; ヱン

2. RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

11. CESGRANRIO – ANP – 2008) A Empresa Dias & Noites Ltda. obteve um

empréstimo de R$10.000,00 pelo prazo de 6 meses a juros simples de 3% ao mês.

No final do prazo de empréstimo, a empresa vai pagar ao Banco o montante de

(A)

11.800,00

(B)

11.699,99

(C)

11.500,00

(D)

11.333,33

(E)

10.980,00

RESOLUÇÃO:

Nessa questão, temos um capital inicial C = 10.000, aplicado pelo prazo t = 6

meses, rendendo juros de j = 3% ao mês. Note que a taxa de juros e o prazo estão

na mesma unidade temporal: meses. Se não estivessem, o primeiro passo da

resolução seria igualar essas unidades. Para obter o montante final, basta aplicar a

fórmula:

M C (1 j t )

M

10000 (1 3% 6)

M

10000 (1

0,03 6)

M 10000 (1 0,18) 10000 1,18

M 11800 reais

Ou seja, ao final de 6 meses a empresa vai pagar R$11.800,00 ao banco,

isto é, os R$10.000 do capital inicial e mais R$1.800,00 a título de juros simples da

operação de empréstimo.

Resposta: A.

12. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2010) Um investidor fez uma aplicação a 2%

(juros simples) ao mês por um período de 12 meses e obteve um rendimento de

R$6.000,00. O capital que proporcionou esse resultado, em reais, foi

a) 30.000,00

b) 28.500,00

c) 27.250,00

d) 25.000,00

e) 24.100,00 RESOLUÇÃO: MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく

e) 24.100,00

RESOLUÇÃO:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ Lキマ; に A┌ノ; ヱン

Temos a taxa de juros simples j = 2% ao mês, t = 12 meses e rendimento

total J = 6000 reais. Logo,

J = C x j x t

6000 = C x 0,02 x 12

Resposta: D

C = 25000 reais

13. CESGRANRIO – TJ/RO – 2008) Um investidor que aplicou um capital durante

25 meses, à taxa de juros simples de 2,0% ao mês, resgatou, no final da operação,

R$25.000,00 de juros. Qual o valor, em reais, aplicado por esse investidor?

(A)

32.500,00

(B)

37.500,00

(C)

42.500,00

(D)

50.000,00

(E)

52.500,00

RESOLUÇÃO:

Aqui foi dito que os juros totais da aplicação é J = 25000 (e não o montante

final M!). A taxa de juros é j = 2% ao mês, e o prazo de aplicação é t = 25 meses. Na

fórmula de juros simples, temos:

M

C

(1

j

 

t

)

que é igual a:

M

C

C

j

t

Nessa última fórmula, vemos que o Montante final (M) é formado pela soma

de duas parcelas: o capital inicial C e os Juros totais ( J C j t ). Portanto,

podemos dizer que:

J

C

j

t

25000

C

0,02

25

C 50000

O capital inicial C, isto é, o valor aplicado inicialmente pelo investidor, foi de

R$50.000,00.

Resposta: D MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ

Resposta: D

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14. FCC – COPERGÁS – 2011) Uma pessoa aplicou um capital no valor de R$

15.000,00 a juros simples, por 6 meses, a uma taxa de 12% ao ano. O montante

obtido nessa aplicação ela aplicou a juros compostos, durante 2 meses, à taxa de

1% ao mês. A soma dos juros correspondentes das duas aplicações é igual a

(A)

R$ 1.600,00.

(B)

R$ 1.538,23.

(C)

R$ 1.339,18.

(D)

R$ 1.219,59.

(E)

R$ 1.200,00.

RESOLUÇÃO:

Na primeira parte do enunciado, temos o capital inicial C = 15000 aplicado à

taxa de juros simples j = 12% ao ano pelo período de 6 meses (t = 0,5 ano). O

montante obtido é de:

M = C x (1 + j x t) = 15000 x (1 + 0,12 x 0,5) = 15900

Aplicando este montante à taxa de juros compostos j = 1% ao mês, pelo

período t = 2 meses, temos:

M = C x (1 + j) t = 15900 x (1 + 0,01) 2 = 16219,59

Portanto, o total de juros obtido é de 1219,59 (16219,59 – 15000). Letra D.

Resposta: D

15. CESGRANRIO – TERMOMACAÉ – 2009) Um investidor realizou uma aplicação

de R$ 25.000,00 pelo prazo de 6 meses e, ao final da aplicação, obteve um lucro de

R$1.500,00. Para que isso ocorresse, a taxa de juros simples mensal usada na

aplicação foi

a) 1,00%

b) 1,25%

c) 1,33%

d) 1,50% e) 1,66% RESOLUÇÃO: MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS

d) 1,50%

e) 1,66%

RESOLUÇÃO:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ Lキマ; に A┌ノ; ヱン

Temos C = 25000 reais, t = 6 meses e lucro total J = 1500 reais, regime de

juros simples. Assim,

J = C x j x t

1500 = 25000 x j x 6

j = 0,01 = 1% ao mês

Resposta: A

16. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2011) Um equipamento pode ser adquirido

com o pagamento de uma entrada de 30% do valor à vista e mais uma prestação de

R$1.386,00 para 60 dias. Se a taxa de juros simples cobrada no financiamento é de

5% ao mês, o valor à vista, em reais, é

a) 1.800

b) 2.000

c) 2.100

d) 2.200

e) 2.500

RESOLUÇÃO:

Seja P o valor do equipamento. O valor pago a vista é 30% de P, ou seja,

0,30xP. Portanto, sobra uma dívida de 0,70xP.

Esta dívida rende juros simples de 5% ao mês durante 2 meses (60 dias),

chegando ao montante de 1386 reais. Ou seja,

M = C x (1 + j x t)

1386 = 0,70P x (1 + 0,05 x 2)

1386 = 0,7P x 1,10

P = 1800 reais

Resposta: A MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS Pヴラaく Aヴデエ┌ヴ

Resposta: A

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