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A Importância do Diálogo Entre a Teoria e a Prática em Aulas Experimentais para o Ensino de Torque

Resumo

Clóvis Güerim Vieira 1 , Isabella Nely Alves Vial 2

Neste trabalho, foi realizado um estudo acerca do aprendizado de torque no Ensino Médio, tendo como base uma pesquisa realizada no ano de 2007, com alunos do segundo ano de uma escola técnica em Belo Horizonte. Os resultados dessa pesquisa indicaram que os alunos possuem dificuldades em relacionar as grandezas físicas de torque e força, sendo que, por vezes, confundem as duas. Assim, foi elaborada uma metodologia que consistia em promover uma abordagem que fosse ao mesmo tempo prática e teórica, a fim de fornecer subsídios ao discente na construção do conhecimento de torque por meio de dedução (a priori) e análise (a posteriori) sobre o experimento. O objetivo dessa metodologia era fazer com que o aluno conseguisse relacionar o que foi aprendido na aula teórica com eventos experimentais que permeiam a sua realidade. Por isso, confeccionou-se uma balança, produto para os experimentos propostos no artigo, a partir dos quais o aluno desenvolverá operações teóricas e práticas, efetuando cálculos, realizando medidas e interpretando resultados.

Palavras-chave: Torque. Balança. Momento de uma força. Experimento. Prática.

1 Aluno do Curso de Graduação em Física da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Email:

clovisguerim@gmail.com.

Aluna do Curso de Graduação em Física da Pontifícia Universidade

Católica de Minas Gerais. Email: isabellanelly@hotmail.com.

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INTRODUÇÃO

As disciplinas da Física requerem considerável capacidade de abstração por parte do educando. Os maiores obstáculos enfrentados por professores desta área são referentes à grande extensão do conteúdo, ao formalismo matemático aplicado e a exigência de recursos materiais específicos para uma abordagem experimental.

Sabe-se que a aplicação de atividades práticas que complementam a explicação teórica auxilia no desenvolvimento de conceitos. O uso de atividades experimentais, como estratégia de ensino de Física, tem sido apontado por professores e alunos como uma das maneiras mais eficazes de se minimizar as dificuldades no processo de ensino-aprendizagem de Física, isso de modo significativo e consistente. (ARAUJO & ABIB, 2003).

Para o pesquisador do ensino Prof. Francklin E. M. Cerqueira (2004), o despreparo dos alunos brasileiros que chegam ao ensino médio está associado ao pouco uso da linguagem escrita. Sendo que desde criança, o educando é estimulado de forma acentuada a utilizar a linguagem visual e oral, o que traz resistência ao ter de empregar a linguagem escrita. “Ele pouco lê ou escreve, e através da linguagem escrita o indivíduo é forçado a elaborar melhor seus pensamentos e usar palavras com mais rigor e precisão quanto aos conceitos que elas expressam”, cita Francklin em seu livro: Ensino Interativo de Física (2004). Esta disciplina exige que o aluno organize as informações de forma lógica e objetiva, mas para aquele que chega despreparado ao ensino médio, o tratamento unicamente quantitativo (matematizado) da Física torna-se um empecilho à sua aprendizagem, ou pouco contribui, para promover a compreensão de leis, princípios e conceitos da disciplina.

É importante ressaltar que esse tipo de tratamento pode resultar em uma má formação do aluno que conclui o ensino médio; e isso se reflete nos resultados dos processos seletivos de nível superior, como observado em dados fornecidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que apontou a prova de Física como aquela que possuiu a pior média de pontos dentre as demais no vestibular de 2008.

Uma boa formação enquadra a estruturação correta de conceitos físicos e a

assimilação destes por parte do educando. A utilização de atividades experimentais dentro da área de Física que permitam ao aluno interagir com o experimento, podendo realizar medições, levantar hipóteses e interpretar resultados, é chamada de interação sócio-construtivista, termo utilizado por Lev Vigotski (1989), psicólogo russo, que acreditava que os conceitos científicos não deveriam ser transmitidos de forma meramente expositiva aos alunos, pois o resultado pode ser um aprendizado vazio e infrutífero.

Essa interação possibilita ao discente construir seu conhecimento de maneira autônoma. O professor deve orientar corretamente o aluno durante as aulas a fim de conduzi-lo a alcançar a ideia implícita no conteúdo abordado.

Francklin (2004) defende que o uso de experimentos que possibilitem a realização de medidas e a abstração reflexiva dos resultados por parte do aluno, contribui de forma significativa no processo de aprendizagem; e seguindo essa ideologia, foi elaborado o experimento “Balança de Arquimedes”.

O conceito implícito na balança é o de torque ou momento de uma força que além de apresentar um elevado grau de dificuldade entre os alunos, é um tema que por vezes não é abordado no ensino médio. Mesmo quando abordado, é apresentado apenas de forma expositiva.

O produto elaborado tem o objetivo de complementar a parte teórica de uma aula de torque e fornecer subsídios para que o aluno adquira o conhecimento de maneira mais eficaz. Para isso, os conhecimentos de Leis de Newton e equilíbrio de partículas já deverão ter sido desenvolvidos, o que implica em considerar que os alunos já possuam conceito científico de força, uma vez que a ideia de torque pode ser facilmente confundida com a noção de força. Essas ideias se relacionam, mas não se equivalem.

Uma pesquisa realizada em 2007, parte da dissertação de Mestrado defendida por Ronaldo Marchezini (2008), da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, indica que os alunos tendem a confundir os dois conceitos (torque e força).

A pesquisa consistiu em aplicar um pré-teste em alunos do segundo ano do

ensino médio, procedido de uma atividade prática envolvendo uma balança semelhante a que foi citada anteriormente e, por fim, em aplicar um pós-teste.

O pré-teste era constituído de duas questões, a primeira continha situações nas quais o aluno deveria avaliar se uma barra, sob a ação de várias forças, estava ou não em equilíbrio e a outra questionava qual seria a melhor forma de se apertar um parafuso dispondo-se de uma chave sextavada.

A análise das respostas da primeira questão do pré-teste confirmou que os

alunos utilizaram a noção de força como um pseudoconceito e atribuía a ela a razão

da barra se manter em equilíbrio (ver em anexos). Alguns alunos consideraram que forças de mesma direção e sentido, atuando em lados opostos da barra (considerando que a barra estava fixada em um eixo de rotação), anulavam-se; e forças de mesma direção e sentido, atuando no mesmo lado da barra, possuía uma resultante correspondente à soma dessas forças.

Em situações em que forças distintas eram aplicadas a diferentes distâncias do ponto de apoio, houve maior incidência de erro. Nesses casos, a força continuou sendo um fator preponderante, e a distância, na maioria das respostas, não aparecia como um fator que pudesse modificar o equilíbrio da barra.

A análise das respostas da segunda questão do pré-teste mostrou que os

alunos atribuíam a melhor forma de se apertar o parafuso à anatomia, ou seja, à “facilidade” de se segurar a chave e não a distância de aplicação da força em relação ao eixo de rotação, poucos alunos relacionaram força e distância. Alguns

mencionaram que o fator fundamental está associado com a velocidade de giro da chave.

Grandezas que não haviam sido mencionadas, como trabalho e energia surgem, em função de tratar-se de uma situação de realização de trabalho. Entende- se que, por não terem desenvolvido o conceito de torque, os alunos estenderam o conceito de força, estabelecendo novos vínculos, de forma a tentar explicar os

problemas tratados nessas questões. Percebeu-se também nas respostas que grande parte dos alunos não compreendia as noções de direção e sentido, mesmo para análises bidimensionais.

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DESENVOLVIMENTO

Ao considerar o fato de que o conceito físico de torque é frequentemente confundido com a ideia de força, foi elaborada uma metodologia que tem como principal objetivo, distinguir essas duas grandezas de forma clara.

Em princípio, foi construída a balança que deverá ser usada no experimento. O objeto foi confeccionado a partir de madeira compensada - cortou-se uma haste de 40 cm para fazer o braço da balança. O tronco e a base também foram feitos de madeira compensada. Com auxílio de cola para madeira, o tronco da balança foi fixado de forma perpendicular à base por uma de suas extremidades; e o extremo oposto foi perfurado por uma broca de 8 mm. Um orifício idêntico foi feito no centro de massa do braço da balança que, horizontalmente, corresponde à metade do comprimento da haste, 20 cm. Os dois orifícios, da haste e do tronco, foram alinhados e depois parafusados. A parte do parafuso que estava em contato direto com o braço da balança foi lixada para reduzir o atrito.

com o braço da balança foi lixada para reduzir o atrito. (Figura 1: Balança de Arquimedes)

(Figura 1: Balança de Arquimedes)

Em seguida, dez ganchos, cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo, foram enroscados no braço da balança, respeitando uma distância de 4 cm entre

eles, partindo das extremidades até o centro da haste. Por fim, para evitar que o

braço da balança se deslocasse, o parafuso foi afixado por uma porca. Obteve-se,

ainda, 10 massas aferidas de 50 gramas cada, para qual, foram usados 10 balões

preenchidos com areia, e a eles amarrados fios de nylon para que pudessem ser

suspensos pelos ganchos da balança.

Com a balança construída, a próxima etapa foi a de elaborar métodos de

introduzir o conceito de torque para os alunos. Halliday & Resnick (2006) definem

torque como uma ação (produzida por uma força), de girar ou torcer um corpo em

torno de um eixo de rotação. Portanto o torque é uma consequência da ação de uma

ou mais forças. Quando se realiza o ato de abrir uma porta através da maçaneta,

esse procedimento implica em duas ações: a de torcer a maçaneta aplicando uma

força exercida pelos dedos ou pela palma da mão, e a de empurrar a porta. A

consequência de se torcer a maçaneta é a de que ela, a partir de seu eixo, sofrerá a

rotação que por sua vez irá liberar o trinco. A essa consequência, dá-se o nome de

torque, ele se relaciona com a força a partir de outra grandeza: a distância do ponto

em que a força está sendo aplicada até o eixo de rotação da maçaneta. Define-se,

então, o torque como o módulo do produto vetorial dessas duas grandezas.

2.1 Introduzindo o conceito de torque

Uma rápida consulta à bibliografia disponível para alunos e professores do

ensino médio revelou que a maioria dos livros didáticos não define torque como um

produto entre dois vetores: força e distância. Como o produto entre eles é uma

e a distância , seria

resultante perpendicular ao plano formado entre a força

necessária uma análise tridimensional, optou-se em não dar esse tipo de tratamento

ao torque uma vez que os alunos possuem dificuldades nesse tipo de análise.

Atribuiu-se o sinal positivo e negativo para especificar o sentido da rotação:

horário e anti-horário, respectivamente. O melhor método encontrado para introduzir

o torque seria através da expressão τ = r Fsen(θ), juntamente com a explicação do

que o conceito representa e a sua distinção em relação ao conceito de força. A

expressão de torque é análoga a expressão de trabalho T = s Fsen(θ), uma vez que

o trabalho também é a consequência da aplicação de uma força, porém o resultado envolve a translação de um corpo e não somente a sua rotação em torno de um eixo.

Para provar que força e torque efetivamente são duas grandezas distintas, pode-se mencionar a diferença entre suas representações dimensionais no sistema internacional (SI): A unidade que representa torque no SI é N.m (newton vezes metro) e a unidade que representa força é apenas N (newton).

A aplicação do conceito de torque em uma balança é simples, se uma balança encontra-se em estado de equilíbrio então o torque resultante produzido em suas extremidades é constante. Sendo o ângulo formado entre a força aplicada e a distância do ponto em que se exerce esta força até o eixo de rotação da alavanca igual a 90 graus, o torque resultante do lado direito será equivalente a somatória dos torques do lado esquerdo da balança, essa relação se dá através da expressão:

= ∑

2.2 Roteiro de aplicação

A construção do roteiro da atividade prática consistiu na elaboração de experimentos que permitissem aos alunos modificar a posição das massas na balança. Para os experimentos que serão realizados utilizando o objeto, a força aplicada é correspondente ao peso resultante da soma de todas as massas suspensas nos ganchos da haste. É importante elucidar a diferença entre peso e massa, a balança sofrerá torque devido à ação da força peso; se os mesmos experimentos fossem realizados em gravidade zero, o peso não iria ocasionar alteração no estado da alavanca.

A partir de um problema fornecido pelo professor, os discentes deverão resolvê-lo de forma teórica utilizando a relação de torque citada anteriormente para então conferir o resultado experimentalmente. Isso é necessário para evitar o processo de tentativa e erro.

A turma poderá ser dividida em grupos que deverão resolver desafios

propostos no apêndice A deste artigo. Após isso os alunos irão reproduzir o experimento proposto no desafio, utilizando a balança e as massas. Os grupos então irão apresentar uma explicação dos resultados obtidos com o experimento para os demais. O período estimado para a aplicação de todos os desafios sugeridos é de 50 (cinquenta) minutos.

Por fim, foi elaborado um questionário (ver apêndice B) para ser aplicado ao fim das atividades. Trata-se de três questões dissertativas que deverão ser respondidas pelos alunos. A análise das respostas irá mostrar a eficácia do experimento em relação à assimilação e interpretação do conteúdo.

A primeira questão pede que aluno explique o conceito de torque, a segunda

envolve um problema do cotidiano e a terceira é uma pergunta que leva o aluno a levantar hipóteses do que aconteceria se os experimentos fossem realizados na Lua. Os alunos produzirão um relatório da aula prática e as respostas para o questionário serão anexadas nele.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A experimentação é uma estratégia eficiente para a criação de problemas

reais que permitam a contextualização, o estimulo de questionamentos e a investigação. É importante integrar o formalismo matemático às aulas experimentais com a finalidade de estimular o aluno a aplicar de forma prática os conceitos que lhe

são instruídos nas aulas teóricas. Assim, o educando acaba por atribuir um verdadeiro significado para esses conceitos.

O experimento proposto utiliza materiais de fácil acesso, podendo ser confeccionado manualmente pelo professor. Uma dificuldade encontrada devido ao uso de madeira compensada foi o fato de que ela não possui uma distribuição homogênea da sua massa, então foi necessário aplicar um contrapeso em uma das

extremidades da balança, com o objetivo de garantir o equilíbrio. Uma alternativa, ainda mais econômica, é a utilização de um cabide suspenso pelo cabo, com ele o professor além de conseguir explicar o conceito implícito em uma balança, também pode esclarecer o conceito de pêndulo físico.

Espera-se que esse experimento possa influenciar a elaboração de outros que sigam a ideologia de se quantificar os resultados obtidos com a experimentação, aplicando a matemática formal, a fim estabelecer uma conexão entre a teoria e a prática.

Abstract

In this paper we present a study about the learning of moment of force in high school based on a survey conducted in 2007, with the second degree students of a technical school in Belo Horizonte. The results of this research indicate that students have difficulties in relating the physical force and moment, and sometimes confuse the two. So we created a methodology that was to promote an approach that was both practical and theoretical, to provide grants to students in constructing knowledge of moment of force through deduction (a priori) and analysis (a posteriori) about the experiment. The purpose of this methodology was that students could relate what was learned in the lecture with experimental events that permeate your reality. So concocted up a scale, product for the experiments that were proposed in the article, from which the student will develop theoretical and practical operations, performing calculations, conducting measurements and interpreting results.

Keywords: Moment. Balance. Moment of force. Experiment. Practice.

REFERÊNCIAS

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APÊNDICE A Balança de Arquimedes (sugestão para experimentos)

Dividir a sala em grupos e propor um desafio para cada um deles. Os grupos

deverão resolver o desafio aplicando a expressão para o equilíbrio = ∑

e então reproduzir o desafio na balança, seguindo a orientação do desenho abaixo :

na balança, seguindo a orientação do desenho abaixo : (Figura 2: haste de 40 cm de

(Figura 2: haste de 40 cm de comprimento)

Se 4 massas forem penduradas sobre o gancho nº 1, quantas massas deve- se adicionar ao gancho nº 9 para que a balança permaneça em equilíbrio?

R.: 5 massas (250g)

Quantas massas devem ser adicionadas ao gancho nº 3 para que se possa colocar 5 massas sobre o gancho nº 6?

R.: 2 massas (100g)

Se 4 massas forem colocadas no gancho nº 10, em qual dos ganchos deve- se colocar 5 massas para manter o equilíbrio na balança?

R.: Gancho nº 2

Adicionando 2 massas ao gancho nº 1 e outras 2 no gancho nº 4 qual deve ser a massa adicionada ao gancho nº 8 para que o equilíbrio se mantenha?

R.: 3 massas (150g)

Adicionando-se 8 massas no gancho nº 5, elabore uma maneira de se distribuir as outras duas massas de 50g no outro lado da balança para que ela se mantenha em equilíbrio.

Sugestão: Adicionar uma massa no gancho nº 8 e uma massa no gancho nº

O que acontecerá com a balança se forem adicionadas 4 massas no gancho nº 4, uma massa no gancho nº 8 e uma massa no gancho nº 6?

R.: o braço da balança irá rotacionar no sentido negativo (anti-horário)

O que acontecerá com a balança se 7 massas forem adicionadas ao gancho nº 1 e 2 massas ao gancho nº 10?

R.: O braço da balança irá rotacionar no sentido positivo (horário)

APÊNDICE B Questionário para os alunos (após a aplicação dos experimentos)

1. Redija com suas palavras o conceito de torque (momento de uma força). A força peso pode gerar torque? Por quê?

2. Nas portas, as maçanetas localizam-se no extremo oposto em relação as dobradiças pois desta forma a força necessária para abri-la é menor do que se ela estivesse próxima as dobradiças. Julgue essa afirmação como verdadeira ou falsa e justifique.

3. Após realizar experimentos com a balança você percebeu que é possível mantê-la em equilíbrio distribuindo as massas ao longo de seu braço. Imagine que você seja convidado para realizar este experimento em solo lunar, ao vivo para todos os terráqueos. Você então adiciona o primeiro peso em um dos lados do braço da balança e espera alguns segundos. O que acontecerá com a balança?

ANEXOS

ANEXOS (Figura 3: Respostas dadas pelos alunos à primeira questão do pré-teste aplicado em uma escola
ANEXOS (Figura 3: Respostas dadas pelos alunos à primeira questão do pré-teste aplicado em uma escola

(Figura 3: Respostas dadas pelos alunos à primeira questão do pré-teste aplicado em uma escola técnica de Belo Horizonte. Ref.: Marchezini, 2008)