Você está na página 1de 41

CHRÔNICA DA CAPOEIRA(GEM) –

“UMA RAIZ DA CAPOEIRA Ée A RINGA-MORINGUE


MALGACHE?” 1

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ


Mestre em Ciência da Informação
Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão/Brasil
vazleopoldo@hotmail.com
E. JAVIER RUBIERA CUERVO
Técnico Especialista en Electricidad y Electrónica
Presidente de FICA/Espanha
www.capoeira-fica.org

“o segredo da verdade é o seguinte: não existem


factos, só existem histórias” 2
João Ubaldo Ribeiro
RESUMO
Busca-se a ancestralidade da Capoeira, comprovada africana não apenas pelo perfil étnico
predominante dos capoeiras brasileiros do passado, mas, sobretudo, pela existência na África, de práticas
similares, como o Moringue no Oceano Índico – Ilha de Reunião, Madagascar, Moçambique etc.
Palavras-chave: Capoeira. História. Moringue.

Para esta série de artigos, temos entendido ‘crônica” como:


“Chrônica (do latim) é termo que indica narração histórica, ou registro de fatos
comuns, feitos por ordem cronológica; como também é conjunto das notícias ou
rumores relativos a determinados assuntos.” 3

Javier Rubiera, da “Agrupación Española


de Capoeira” e Presidente da FICA4 - Federação
Internacional de Capoeira – me convida a fazer
uma análise de imagens sobre a Capoeira(gem),
a partir das gravuras de Rugendas5, fazendo uma
1
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A Carioca. In REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO
MARANHÃO, São Luís, n. 31, novembro de 2009, p. 150-175, disponível em
http://issuu.com/leovaz/docs/ihgm_31_novembro_2009
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. CHRONICA DA CAPOEIRA(GEM): ERAM OS ‘BALAIOS’ CAPOEIRA?
2
Jorge Bento, citando João Ubaldo Ribeiro , in ARAÚJO, Paulo Coelho de. ABORDAGENS SÓCIO-
ANTROPOLÓGICAS DA LUTA/JOGO DA CAPOEIRA. (Porto): Instituto Superior Maia, 1997, p. 7
3
DICIONÁRIO AURÉLIO, 1986, p. 502.
Ver também:
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; RUBIERA CUERVO, E. Javier. CHRONICA DA CAPOEIRA(GEM): algumas
considerações. Pesquisa em andamento
4
Federação Internacional de Capoeira
5
Johann Moritz Rugendas (Augsburgo, 29 de março de 1802 — Weilheim, 29 de maio de 1858) pintor alemão que
viajou por todo Brasil durante 1822-1825 e pintou povos e costumes. Rugendas era o nome que usava para assinar
suas obras. Cursou a Academia de Belas-Artes de Munique, especializando-se na arte do desenho. Pintor de cenas
brasileiras, nasceu em Augsburg, em 29 de março de 1802 e faleceu em Weilheim, em 29 de maio de 1858. De
correlação entre os movimentos encontrados
na(s) Capoeira(s) e outras manifestações da
lúdica e do movimento, encontrada em outras
terras. Vem reunindo uma série de “pranchas”
buscando as raízes da Capoeira 6. O Rio de
Janeiro, desde 1816 tornara-se a capital do muito
recente Reino Unido ao de Portugal e Algarves,
com sede no Brasil. Recebe a Missão Francesa,
integrada por artistas, artífices e homens de
ciência, com um de seus objetivos, fundarem
uma Academia de Belas Artes, à semelhança da
francesa, segundo o agrado do Príncipe Regente
D. João. A Corte portuguesa no exílio, instalada
desde 1808, com a invasão napoleônica,
buscava “civilizar” os trópicos:

Javier Rubiera, da “Agrupación Española de Capoeira” e Vice-presidente da FICA7 vem


reunindo uma série de “pranchas” buscando as raízes da Capoeira 8. Convida-me a fazer
uma análise dessas imagens, a partir de Rugendas 9, fazendo uma correlação entre os
movimentos encontrados na(s) Capoeira(s) e outras manifestações da lúdica e do
movimento, encontrada em outras terras. Essas manifestações aparecem na África –
amplamente identificadas e estudadas – e em outras paragens, que pertenceu ao outrora

família de artistas, integrou a missão do barão de Georg Heinrich von Langsdorff e permaneceu no Brasil três anos.
IN http://pt.wikipedia.org/wiki/Rugendas
6
“[...] data a Capoeiragem, de 1770, quando para cá andou o Vice-Rei Marques do Lavradio. Dizem eles também que
o primeiro capoeira foi um tenente chamado João Moreira, homem rixento, motivo porque o povo lhe apelidou de
‘amotinado’.” in VIEIRA, Sérgio Luis de Sousa. Capoeira – origem e história. Da Capoeira: Como Patrimônio
Cultural. PUC/SP – Tese de Doutorado – 2004. Disponível em http://www.capoeira-fica.org/.
7
Federação Internacional de Capoeira
8
“[...] data a Capoeiragem, de 1770, quando para cá andou o Vice-Rei Marques do Lavradio. Dizem eles também que
o primeiro capoeira foi um tenente chamado João Moreira, homem rixento, motivo porque o povo lhe apelidou de
‘amotinado’.” in VIEIRA, Sérgio Luis de Sousa. Capoeira – origem e história. Da Capoeira: Como Patrimônio
Cultural. PUC/SP – Tese de Doutorado – 2004. disponível em http://www.capoeira-fica.org/.
9
Johann Moritz Rugendas (Augsburgo, 29 de março de 1802 — Weilheim, 29 de maio de 1858) pintor alemão que
viajou por todo Brasil durante 1822-1825 e pintou povos e costumes. Rugendas era o nome que usava para assinar
suas obras. Cursou a Academia de Belas-Artes de Munique, especializando-se na arte do desenho. Pintor de cenas
brasileiras, nasceu em Augsburg, em 29 de março de 1802 e faleceu em Weilheim, em 29 de maio de 1858. De
família de artistas, integrou a missão do barão de Georg Heinrich von Langsdorff e permaneceu no Brasil três anos.
IN http://pt.wikipedia.org/wiki/Rugendas
Império português10. Esse o amalgama que adotamos aqui para expor aos estudiosos
da(s) Capoeira(s) uma possível correlação entre esses diversos movimentos.
O Rio de Janeiro, desde 1816 tornara-se a capital do muito recente Reino Unido ao de
Portugal e Algarves, com sede no Brasil. Recebe a Missão Francesa, integrada por
artistas, artífices e homens de ciência, com um de seus objetivos, fundarem uma
Academia de Belas Artes, à semelhança da francesa, segundo o agrado do Príncipe
Regente D. João. A Corte portuguesa no exílio, instalada desde 1808, com a invasão
napoleônica, buscava “civilizar” os trópicos:

10
O Império Português foi o primeiro império global da história, com um conjunto de territórios repartidos por quatro
continentes, sob soberania portuguesa. Foi também o mais duradouro dos impérios coloniais europeus modernos, sob
o nome "Império Colonial Português" na primeira metade do Estado Novo; abrangeu quase seis séculos desde a
tomada de Ceuta em 1415 à independência de Timor, em 2002. in http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp
%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs - The Portuguese Empire: 1415-1825 by Charles R. Boxer
Informa Javier:
Encontramos en nuestra pesquisa los artes marciales indicados en el mapa que se
encuentran justamente en los lugares de las rutas de los navíos de los imperios
coloniales así como en las ruta ancestra de los malayos e hindúes que poblaron
Madagascar.11

11
http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/;
http://asi-afri.blogspot.com/;
http://afroasia-bras.blogspot.com/ ;
http://asia-brasil.blogspot.com/;
http://cap-dep.blogspot.com/;
http://cap-ang.blogspot.com/;
http://cap-reg.blogspot.com/;
http://ladja-martinica.blogspot.com/.
http://moraingy-malgache.blogspot.com/;
http://moringue-reunion.blogspot.com/;

1498-Vasco de Gama llega a Kerala-Cuna del Kalaripayatu (2)


1500-1600-MOZAMBIQUE-Colonos de Brasil -India y Portugal (1)
1500-1700-Pilotos de Navios Portugueses en Indico de India-Guzarate-Madagascar y Brasil (1)
1500-BRASIL-DESCUBRIMIENTO- Viajaban un moro de India-un Guineano y un Angolano (1)
1509-1641- MALACA -Ocupación portuguesa por Diego Lopez de Siqueira (1)
1511-***Bersilat practicado en los Ejercitos Malayos (2)
1580-1668-***Marinheiros Asiaticos na Marinha Portuguesa-Ruta Brasil (1)
1595-***Marineros Asiaticos enrolados con Hutman llegan Brasil y Madagascar (1)
1596-Holadeses convatidos en Indonesia con el Pentjak-Silat (1)
1598-Lenjuaje MALAYO entre marineros holandeses (1)
1598-Oliver Van Noort ataca Santos (1)
1601-(fatos reais) Navío Goa-Lisboa con marineros de Corea Japón y Mozambique (1)
1602-***Indigenas de Molucas esclavos soldados Holandeses (3)
1602-SANTE HELENA-Navío Portugués seguido de naviós Holandeses procedentes de Indonésia liberan esclavos de
los portugueses (1)
1613-Holandeses se asientan en TIMOR(Silat) (1)
1616-Nueva ruta de los holandeses de Indonesia al Cabo Buena Esperanza. (1)
1619-Holandeses fundan Batavia-Java (2)
1624-***Asalto de Holandeses a Bahía(3500 hombres) (2)
1625-***BAHIA-Soldado portugués indiánico recogido en Angola por holandeses se alistó con ellos para Pernambuco.
(1)
1625-BAHIA-Joao Da Silva varios cargos en BAHÍA-INDIA Y MOZAMBIQUE (1)
1630-Holandeses en Olinda (1)
1641****Holandeses ocupan Angola-Indios Brasileños acompañan (2)
1641-Holandeses en Malaca (2)
1644-1651-Holandeses en Molucas y Pernambuco (1)
1650-AMSTERDAM-Africanos y javaneses (1)
1652-(JAN VAN RIEBEEK) Esclavos malgaches y malayos en Ciudad del Cabo recién libertos(colononia holandesa)-
El padre de JAN VAN RIEBEEK murió en Recife (2)
1662-***Pará-Soldados abandonados por los Holandeses (1)
1665-BAHÍA-Comerciantes bahianos cambian en Madagascar de esclavos por tabaco (1)
1673-Batavia-(cuna del Pencak Silat)- Mardijkiers-Malayo Portugues-Brasil (1)
1678-MALACA-Habitada por Portugueses Holandeses Malayos Hindúes Mestizos etc (1)
1700-( hasta el siglo XIX)-ASIA Soldados Brasileños hacen carrera miliar en Asia (1)
1719- ***Propuesta de esclavitud en Madagascar para Brasil (2)
1719-***Orden regia muda comercio de esclavos para Ilha de Sao Lourenço (1)
1719-BAHÍA Capitán baiano trafica con esclavos malgaches para Bahía (1)
1720-***Malgaches bautizados es Brasil (5)
1723- MARTINICA-Primeras plantas de café(Después fueron a Brasil) (1)
1723-Llegada de esclavos a Reunión (1)
1723-PARÁ-Llega el café desde Surinam(Holandeses-Malayos) (1)
1724-1736-***Esclavos de Madagascar enterrado en Brasil (1)
1724-Fin de la piratería en el Indico-esclavos malgaches a Brasil y Antillas (2)
1724-MARTINICA-Ladja descrito port el Padre Labat (2)
1727-BRASIL-Llega el café desde Sumatra (1)
1730-1830-***Esclavos Malgaches en Brasil (3)
1733-CAROLINA DEL SUR -Posible práctica de Capoeira (¿Ringa ó Moringue) (1)
1735-***Mandioca de Brasil en Mascarenas para alimentas esclavos. (1)
1736-1770-Gran comercio entre Brasil y Angola con mercancias de India (2)
1736-MATO GROSSO- Varapau força e rara intrepidez de un Franciscano (1)
1738-Macarenas afirma que na Carreira da India os melhores sao os marinheiros pretos de Moçambique (2)
1746-Lacarins Indo-Portugueses tripulantes de Navíos en Londres (1)
1750-Asiaticos soldados en Brasil (1)
1750-Cipayos en el ejercito colonial francés (1)
1752-***Trafico de esclavos de Africa Oriental y Mascarenas para BrASIL (3)
1752-Navios de Asia hacia metrópoli paran en Brasil y Africa (1)
1753-MOZAMBIQUE- Kaporo condición de esclavo (1)
1755-1764-***Entrega tierra Brasil oriundos Goa Mozamb y Macao (1)
1760-***Esclavos malgaches en Rio de Janeiro (1)
1760-***Soldados de degradados procedentes de Brasil y Goa en Mozambique (1)
1760-Reconcavo Bahiano-Proceso de decadencia caña de azucar-inicio cultivo tabaco (1)
1761-Comercio entre Mozambique -India y Brasil (1)
1761-Trafico de Esclavos Mascarenas a Brasil (1)
1768-Berimbau en Isla Mauricio (2)
1770-*** expansão do tráfico escravos pelos franceses das Mascarenhas e pelos brasileiros costa oriental africana - ilha
de Moçambique -Querimbas (1)
1780-1800-Gran comercio de esclavos para Mauricias y Brasil (1)
1780-81-PERNAMBUCO-Lundús similares a Fandangos (Sega de Isla Reunión) (2)
1780-Familia Silva Guedes trafica esclavos de Moçambique a Mauricias y Brasil (1)
1793-***Baneanes venden esclavos a al ejercito portugues en Mozambique (1)
1795-1843-RIO-Esclavos de Africa del Este en Rio (1)
1800-***Esclavos de Mascarenas en Brasil (2)
1800-***Franceses se juntan a Brasileños-Cubanos y Norteamericanos en el trafico de esclavos de Macarenas (2)
1803-NITEROI -Logia Masónica se afilia a la Isla Maurício (1)
1808 26-febr-BAHÍA-Dom Pedro descubre la Capoeira al son del Tambor y del Berimbau -Twang de una sola cuerda.
(19-JANEIRO) (1)
1808-***Comercio entre Goa-Mozambique Rio de Janeiro (2)
1808-1820-***Esclavos de Mauricias para Brasil (1)
1810-Conde de Rio Pardo Governador en India- Mozambique y Brasil (1)
1813-Degredados de Brasil enviados para India ó Moçambique (1)
1817-1820-RIO Identificada danza SEGA (Chica) de origen en Mascarenas (1)
1817-Gran comercio Brasil-Mozambique-Mauricias-India (1)
1819-Nace Benedito mestre de Pastinha (Africa ó Brasil?) (1)
1820-1833-BREST-Navios de la Armada frecuentando BRASIL -MARTINICA Y BOURBON(Artes Marciales) (1)
1820-BAHÍA-Jogo da Capoeira semejante al Moringue malgache (1)
1821-Malgaches en Rio de Janeiro(Moringue-Diamanga) (1)
1822-HAITÍ- Bobre-berimbau de Mascarenas (1)
1823-***Frances al mando del Cuerpo de Extranjeros en Rio de Janeiro(mercenarios) (1)
1830-Negreros de Mozambique se asientan en Brasil (Hijos estudiaron en Mauricio-Moringue) (1)
1831-1846-***Entran en Brasil 300 mil esclavos de contrabando (1)
1834-esclavos ILEGAIS PODEN SER deportados ó LIVERTOS depois de 14 anhos de servicio ao goberno (1)
1834-RUGENDAS -dibuja la Capoeira ó Moringue ? (1)
1837-Rio de Janeiro Capoeira Berimbau y Chica (Sega de Mascarenas) (4)
1841-ISLA REUNIÓN-Danza Sega(Chega)-Berimbau de boca (1)
1841-RIO-Esclavo hablando 5 idiómas y con cartas de navegación de Islas Mascarenas (1)
1841-RIO-Esclavos de Madagascar en la ciudad (1)
1842-Brasileños negocian esclavos en sultanato de Angoche. (1)
1842-Pueblo Sakalava(Madagascar) practicante de Moringue -esclavos Brasil (1)
1845-***Ingleses asaltaban navios negreros para liberar esclavos en costas de Brasil (1)
1850-***Trabajadores Inmigrantes en Brasil por falta de mano de Obra Esclava (1)
1850-MADAGASCAR-Posible cuadro de Ringa Malgache (1)
1857-REUNIÓN- Navio CHARLES et GEORGE parte a reclutar negros libres a Madagascar Comores y Mozambique
(1)
1858-MOZAMBIQUE-Brasileño en Mozambique implicado en el caso del navío "Charles et Gerge" (1)
1859-BRASIL Danza llamada capoeira al mson del Urugongo(Similar va la danza Sega) (1)
1860-ISLA REUNIÓN Bobre-Berimbau(Danza Sega) (1)
1862-RIO -Navío CHARLES et GEORGE con engajados ILEGALES (1)
1870-1907 -202 begin_of_the_skype_highlighting 1870-1907 -202 end_of_the_skype_highlighting.679
inmigrantes de origen desconocido en Brasil. (1)
1871-Frances na Lapa-preso por Capoeira (1)
1876-78-NORDESTE-La Gran Seca -hambrunas y éxodo poblacional (1)
1879-RIO DE JANEIRO 145 Indo-Mauritians trabajadores (1)
1885-Sakalavas(MORINGUE)-ejercito francés (2)
1888-BAHÍA-Grán sequía-emigración (1)
1888-Franceses y ex-combatientes en Paraguai - Policia de Sao paulo(otros estranjeros) (1)
1890-Prohibición de entrada de Asiaticos y Africanos en Brasil (1)
1890-BELEM-Capoeiras europeos baianos cearenses y pernambucanos (1)
1895-aumento de indígenas Soldados en Java) (1)
1909-Hindúes y Barbadianos en Rondonia (1)
1918-Tiradores Malgaches (Francia) entrenando especie de SAVATE Ó DIAMANGA (2)
1940-ANTROPÓLOGO Herskovits Compara la Capoeira con Moringue (1)
1979-1989-BAHÍA -Recuerdo de la Cultura Malgache en el Carnaval (1)
2001-BAHIA -descendiente de Malgaches funeral Jorge Amado (1)
HIPÓTESIS FINAL DE LA PESQUISA (RUBIERA CUERVO, 2009)

A - Jogo Malayo - Bersilat versión demostración (técnica de malicia)


Lucha Malaya-Bersilat versión lucha-del juego malicioso a la Lucha (versión lucha) 12

B - Jogo Malgache (Hablar de malgaches es hablar de malayos, primeros habitantes de


Madagascar (Lucha Diamanga, Ring-Morainguy afro-malgache-Bantú). 13

C - Jogo de Angola - Moringue Malgache versión demostración (mantenida por Pastinha)


e o jogo dos bosquimanos ao suL de angola

D - Jogo de Regional - Moringue Malgache versión Lucha como escisión del Moringue
Malgache promovida por Bimba por influencia de Cisnando (jiu-jitsu) buscando una
Lucha Brasileña sin tener en cuenta el Fair Play.

E - Jogo da Capoeira Deportiva: Rescate de la versión Juego de las dos técnicas


ancestrales del Bersilat teniendo en cuenta el Fair Play. Recordando palabras de
Cajiquinha” la capoeira no tiene fín hasta que no esté deportivizada”.

REFLEXIÓN: Cuando la Capoeira Deportiva, como tal, sea reconocida como deporte a
nivel mundial, podremos, rescatar la versión lucha (Bersilat, capoeiragem
de rua (savate), lucha de navaja (faca, sardinha) pero primero debemos
tener en cuenta el FAIR PLAY y seguidamente rescataremos la Capoeira
como Lucha en un contexto deportivo reglado. En esta situación
Cajiquinha vería realizada su reflexión.

12
El sistema de combate particular era el Bersilat, cuyo origen lo tiene en las artes marciales Chinas.
Parece que dichas técnicas proceden de la isla de Sumatra y penetran en 1511 de practicas en los Ejércitos de los
sultanes malayos a partir de la guerra del Ten-Tera. El Bersilat, tiene dos versiones:
Silat Pulat (movimientos predeterminados de uso en demostraciones). Silat Buah (movimientos de combate real, de
practica en privado). Consta de 44 técnicas de enseñanza secreta, de uso de piernas y manos volteos y cambios de
cuerpo, posee Silat-buah (Katas). Usa un arma de complemento que es un plato corto y un cuchillo llamado Kris. Hay
una evolución del Bersilat que permite una salida deportiva y que sirve como ejercicio físico. http://afroasia-
bras.blogspot.com/search/label/1511-***Bersilat%20practicado%20en%20los%20Ejercitos%20Malayos
13
A "fagnorolahy"Vá para o campo para medir a força e habilidade. Desde os primórdios do tempo, durante o retorno
da safra de inverno, nas margens de Sofia, cada aldeia ressoa no final do dia "hazomanga"Chamar os corajosos jovens
para competir. É hora da revanche" Moraingy ", o equivalente a"ringa"Ou"Diamanga"Ou"Tolon". Outras regiões.
Analalava A (Noroeste), parte do tradicional "Moraingy" Interrompe a domingo calmo e inativos. Na praça central é,
então, formaram um círculo em torno deles e incentiva os jogadores. Os jovens vêm desafio, juntamente com os punhos
levantados piercing apitos, possíveis candidatos a um duelo rápido, mas intenso. O "Moraingy" é sobretudo um
significado cultural, antes de uma actividade desportiva. Menos brutal que o boxe, pede agilidade, velocidade e
flexibilidade. Ela deve tocar primeiro a mostrar que seu adversário é mais forte, mais bravo. Grandes desvios, a
recepção nas mãos, pernas latejando, para o deleite da população feminina que vem especificamente para apreciar e
ogle o homem do futuro do seu coração. Este desporto espectacular e física era uma vez uma forma de treinar para o
combate. http://le.phoenix.mg.site.voila.fr/sports/moraingy.html
Indo mais adiante, Rubiera Cuervo envia-me mensagem eletrônica em que provoca:
“[...] Ok Leopoldo, um abraço. Leopoldo Se você concorda que uma raiz da
Capoeira ée a Ringa-Moringue malgache 14 depois dos fatos de minhas pesquisas
relatemos num artigo. A partida da redação são as gravuras de Rugendas [...].” 15

Prancha 18 – JOGO DA CAPOEIRA - 1820/1835 – publicada em 1835-

Comentário do autor da obra:


“os negros tem ainda um outro folguedo guerreiro mais violento, a ‘capoeira’: dois
campeões se precipitam contra o outro, procurando dar com a cabeça no peito
do adversário que desejam derrubar. Evita-se o ataque com saltos de lado e
paradas igualmente hábeis; mas lançando-se um contra o outro mais ou menos
como bodes, acontece-lhes chocarem-se fortemente cabeça com cabeça, o que
faz com que a brincadeira não raro degenere em briga e que as facas entrem em
jogo, ensangüentando-a”.(p. 75)[...]

Araújo e Jaqueira (2008) tecem o seguinte comentário:

“Dentro do contexto da luta brasileira, este é a imagem mais referenciada em


documentos de origens diversas, talvez por ser a primeira iconografia publicada,
mas não a única, que mais explicitamente identificou a presença do jogo
denominado Capoeira num dos períodos históricos brasileiros e, igualmente
descrita pelo autor com uma série de adjetivações, que vão desde um folguedo
guerreiro de cariz violento ou mesmo uma brincadeira e por fim um jogo, o que

14
O malgaxe (malagasy) é uma língua malaio-polinésia falada por praticamente toda a população de Madagascar. Em
Madagascar, a língua malgaxe é considerada a língua nacional, mas divide a condição de língua oficial com o francês,
que continua sendo a língua principal nos meios escritos e na educação. Existem também alguns falantes de malgaxe
na ilha francesa de Mayotte e em comunidades originárias de Madagascar assentadas em Reunião (França), Comores
e outros países. IN http://pt.wikipedia.org/wiki/Malgache
15
Correio eletrônico recebido de Javier Rubiera - Presidente, Presidente General de FICA www.capoeira-fica.org,
Agrupación Española de Capoeira, http://aecfica.blogspot.com/,, NIF G74237405, através do endereço FICA.
[capoeira.espanha@gmail.com], enviada dia 4/9/2009 13:30 para Leopoldo Gil Dulcio Vaz leopoldovaz@elo.com.br.
nos faz refletir sobre as suas possíveis características de expressividade no
período colonial do Brasil – luta, jogo, dança”. (p. 75-76)
Prancha 27 - SÃO SALVADOR - 1820/1835 – publicada em 1835:

“A iconografia denominada São Salvador, apresenta-se como um dado histórico


que nos possibilita interpretações de alguns factos dos costumes dos
grupamentos marginais da sociedade imperial brasileira, mais concretamente da
Capoeira [...] a imagem de Rugendas, busca fundamentalmente retratar uma
panorâmica da cidade do Salvador, apresentando-nos em primeiro plano, uma
cena característica de um dos costumes baianos, o jogo da Capoeira, tornando
esta iconografia de capital importância para a reescrita e/ou reinterpretação da
história desta expressão corporal, visto ser este tipo de documento dentre tantos
outros, até ao momento, o primeiro, mas não o único que confirma ter existido tal
expressão corporal na sociedade soteropolitana, isto para os contextos históricos
colonial, imperial e da 1ª república. [...]” (ARAUJO e JAQUEIRA, 2008m, p. 69)

“Apesar de Rugendas não referir-se explicitamente nesta obra sobre a


exercitação da capoeira pelos indivíduos enfocados, não podemos deixar de
concluir pela presença de elementos de cariz corporal que bem podem evidenciar
na imagem, isto pelos conhecimentos por nós adquiridos sobre esta expressão,
trata-se estes, de gestuais específicos da luta, onde a cabeçada, ginga e
esquivas se podem visualizar, não nos permitindo inferir acerca da sua forma de
emanação – jogo; luta, aprendizagem. Destarte não haver indicações do autor
sobre este enfoque, e considerando a sua descrição sobre a iconografia ‘Jogo da
Capoeira’, nos conduz na admissão de estarmos na presença de jogo ou de
aprendizagem, quando associamos as condutas miméticas de alguns, brejeiro e
de admiração de outros personagens presentes na cena.[...] O que mais
podemos extrair desta imagem, é a presença de uma movimentação rítmica
configurada pelo movimento alternado das pernas e conhecida
contemporaneamente por ginga, isto, sem qualquer auxílio de instrumentos
musicais para a sua exercitação, indiciando portanto, a não obrigatoriedade
destes no seu contexto de expressividade, e muito menos a subordinação ao
berimbau”. (ARAUJO e JAQUEIRA, 2008m, p. 72-73) 16.

Em nota de pé-de-página, Araujo e Jaqueira (2008) referem-se a outras obras, desse mesmo
período, que retratam o movimento identificado como Capoeira no Brasil:

“No período de 1820/25 foram igualmente elaboradas mais duas imagens que
retratam a prática de uma manifestação de luta dos negros e, posteriormente,
identificada como Capoeira em face das movimentações corporal presentes, e
sustentadas pelas descrições de Rugendas. Este mesmo artista foi o autor de
outra obra em que se pode visualisar (sic) na Bahia, uma forma de expressão
corporal, que não identificando-se nominalmente com manifestação da luta
brasileira, não nos podemos furtar de assim reconhecê-la. A outra imagem é a
denominada “Negros brigando nos Brasis’ de autoria de Augustus Earle”.
(ARAUJO e JAQUEIRA, 2008, nota de pé-de-página, fls. 75-76, obra citada).

16
ARAUJO, Paulo Coelho de; JAQUEIRA, Ana Rosa Fachardo. DO JOGO DAS IMAGENS ÀS IMAGENS DO
JOGO – nuances de interpretação iconográfica sobre a Capoeira. Coimbra-Portugal: Centro de Estudos Biocinéticos,
2008
PRENCHA 7 – NEGROS BRIGANDO NOS BRASIS (NEGROES FIGHTING, BRAZILS)
1822

Negroes fighting, Brazil”” c. 1824. Autor Augustus Earle (1793-1838) - Painting by Augustus Earle depicting
an illegal capoeira-like game in Rio de Janeiro (1824)

Comentário do apresentador da obra17:

“Dois negros moços entregues ao ‘jogo da capoeira’, enquanto outros


contemplam de uma casa própria e um policial colonial prepara-se para saltar
uma cerca, afim de sustar a luta”

Comentários sobre a obra:

“[...] as figuras apresentadas por Rugendas foram e ainda são as mais


representativas para o contexto da capoeira, principalmente aquela que foi
acompanhada pela descrição [...] A imagem de Augustuis Earle [...] apesar de ter
sido elaborada no mesmo período das iconografias de Rugendas, foi durante
muito tempo relegada ao esquecimento [...] Earle retratou uma cena típica dos
17
Não foram encontradas descrições de Augustus Earle sobre a obra, mas somente, a denominação atribuída à imagem
como sendo; “Negros brigando nos Brasil” – (Negros fighting, Brazils). ARAUJO e JAQUEIRA, 2009, p. 80-81
costumes urbanos da cidade do Rio de Janeiro [...] ao tipo de exercitação
visualizada pela imagem [...] entendemos ser esta, manifestadamente, a
expressão corporal denominada Capoeira [...] onde depreendemos estarmos
diante de dois movimentos conhecidos no contexto atual da luta brasileira, como
ginga e benção/escorão/chapa [...]”. (ARAÚJO e JAQUEIRA, 2008, p. 80-87)12

Araújo e Jaqueira (2008) analisaram também a obra de Frederico Guilherme Briggs – Negros
que vão levar “açoutes”, estampa avulsa: tipos de rua e caricaturas:

FIGURA 20, OBRA DO ANO DE 1832/1836, PUBLICADA EM 1984:


Negros que vão levar açoutes Briggs del. Litho. R.B. Rua do Ouvidor nº 118. Source: Biblioteca Nacional,
acervo de gravuras sobre escravatura
Negros que vão levar açoutes, 1832/1836, publicada em 1984

Os autores se valem da obra de TURAZZI (2002)) 18, que comenta:


“Se as imagens podem ser tomadas como uma ‘narrativa’, as estampas de tipos
de rua da Litografia Briggs nos permitem várias leituras [...] Para tanto, eles
adotaram como estratégia uma figura de linguagem empregada com freqüência
na fala dos cariocas. Mas a substituição de nome próprio por perífrase (isto é, a
designação de alguém ou de algo que dê relevo a uma de suas qualidades, e
não por seu nome) tem sido, historicamente, um dos traços mais marcantes da
linguagem popular do Rio de Janeiro. Pois é exatamente esse estilo de
linguagem, saído das ruas, o recurso adotado pelos litógrafos da oficina Briggs
para representar e legendar as figuras de suas estampas”.( TURAZZI, 2002,
citada por ARAÚJO e JAQUEIRA, 2008, p. 94-95)

Em resposta ao desafio, respondi 19 que tenho escrito sobre Capoeira(gem), e agora


me vejo na contingência de escrever sobre a relação da Capoeira(gem) e as ‘capoeiras’ 20,
melhor, sobre a lúdica e o movimento das populações trazidas para o que hoje chamamos
de Brasil, dos diversos recantos do antigo Império português 21.

18
TURAZZI, Maria Inez (org.). Tipos e cenas do Brasil imperial: a Litografia Briggs na Coleção Geyer. Petrópolis:
Museu Imperial, 2002.
19
http://cev.org.br/comunidade/lusofonia/debate/capoeira/
20
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Jornal do Capoeira http://www.capoeira.jex.com.br/, Edição 47: 30 de Outubro à 05 de
Novembro de 2005,
Jornal do Capoeira - www.capoeira.jex.com.br; Edição 64 - de 12 a 18/Mar de 2006, disponível em
http://www.capoeira.jex.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13170&id_noticia=905
Jornal do Capoeira - Edição 44: 22 a 28 de Agosto de 2005, EDIÇÃO ESPECIAL estendida - CAPOEIRA &
NEGRITUDE, disponível em http://www.capoeira.jex.com.br/cronicas/ainda+sobre+a+punga+dos+homens+-
+maranhao
Jornal do Capoeira - Edição 42: 8 à 14 de Agosto de 2005, disponível em
http://www.capoeira.jex.com.br/cronicas/notas+sobre+a+capoeira+em+sao+luis+do+maranhao
21
O Império Português foi o primeiro império global da história, com um conjunto de territórios repartidos por quatro
continentes, sob soberania portuguesa. Foi também o mais duradouro dos impérios coloniais europeus modernos, sob o
nome "Império Colonial Português" na primeira metade do Estado Novo; abrangeu quase seis séculos desde a tomada
de Ceuta em 1415 à independência de Timor, em 2002 in BOXER, Charles. The Portuguese Empire: 1415-1825 in
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs.
E aceitando a Capoeira como uma atividade física - vamos chamá-la por hora
assim - de criação nacional, tem-se buscado suas origens na África, considerando ser
esta a terra de origem dos escravos para cá trazidos, esquecendo-se de que, aqueles a
que se chamava de ‘negros’ estavam para além dessa territoriedade - a Mãe-África 22.

22
JACINTO, Cristiane Pinheiro Santos. Fazendeiros, negociantes e escravos: dinâmica e funcionamento do tráfico
interprovincial de escravos no Maranhão (1846-1885). In GALVES, Marcelo Checvhe; COSTA, Yuri (org). O
MARANHÃO OITOCENTISTA. Imperatriz: Ética; São Luis Editora UEMA, 2009, p. 169-194.
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O TRATO DOS VIVENTES – formação do Brasil no Atlântico Sul, Séculos XVI e
XVII.São Paulo: Cia. Das Letãs, 2000;
MELLO, José Antônio Gonçalves de. TEMPO DOS FLAMENGOS – influência da ocupação holandesa na vida e na
cultura do norte do Brasil. 4 ed. Rio de Janeiro: Topbooks; Recife: Instituto Ricardo Brennand, 200(5).
COSTA E SILVA, Alberto da. UM RIO CHAMADO ATLÂNTICO – A África no Brasil e o Brasil na África. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2003.
Fonte: CAMARGO NETO, 2002, p. 27523

Além das características da lúdica e movimento existentes na África,


identificadas as semelhanças com os movimentos da(s) Capoeira(s) - Angola, Regional,

23
Fernão Pompêo de Camargo Neto. Tese de Doutoramento apresentada ao Instituto de Economia da UNICAMP para
obtenção do título de Doutor em Ciências Econômicas –área de concentração: Política Econômica, sob aorientação do
Prof. Dr. José Ricardo Barbosa Gonçalves. CPG, 22/02/2002, p. 275
e/ou Contemporânea -, há as que chamei de “capoeiras primitivas” 24 - tiririca25, batuque26,
pernada(s), punga27, carioca28, etc. e mais recentemente, o ‘agarre marajoara’… ainda
temos29 o N´golo, a savate, o fado português, o frevo, o semba, o samba... e, os
movimentos encontrados nas Reuniões, nas Antilhas… Influencias européias e asiáticas.
Traço de união? Portugal…

24
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; LACÉ LOPES, André Luis; RIBEIRO, Milton César. ATLAS DA CAPOEIRA(GEM)
NO BRASIL. Pesquisa em construção.
LACÉ LOPES, André. Capoeiragem.in PEREIRA DA COSTA, Lamartine (org.). ATLAS DE ESPORTES NO
BRASIL. Rio de Janeiro: Shape, 2005, p. 386-388
LACÉ LOPES, André. Capoeiragem.in PEREIRA DA COSTA, Lamartine (org.). ATLAS DE ESPORTES NO
BRASIL. Rio de Janeiro: Shape, 2005, p. 386-388
LACÉ LOPES, André. Capoeiragem.in PEREIRA DA COSTA, Lamartine (org.). ATLAS DE ESPORTES NO
BRASIL. Rio de Janeiro: Shape, 2005, p. 386-388
LACÉ LOPES, André Luiz. A VOLTA AO MUNDO DA ARTE AFRO-BRASILEIRA DA CAPOEIRAGEM - Ação
Conjunta com o Governo Federal – Estratégia 2005 - Contribuição do Rio de Janeiro - Minuta de André Luiz Lace
Lopes, com sugestão de Mestre Arerê (ainda sem revisão).
LACÉ LOPES, André Luiz. PÁGINA PESSOAL : http://andrelace.cjb.net/
LACÉ LOPES, André. Capoeiragem.in PEREIRA DA COSTA, Lamartine (org.). ATLAS DE ESPORTES NO
BRASIL. Rio de Janeiro: Shape, 2005, p. 386-388
LACÉ LOPES, André Luiz. CAPOEIRAGEM NO RIO DE JANEIRO E NO MUNDO. Literatura de Cordel. Rio de
Janeiro,2004
LACÉ LOPES, André Luiz. CAPOEIRAGEM NO RIO E NO MUNDO. – histórias & fundamentos, Administração
geral, administração pública, jornalismo. Palestras e entrevistas de André Lacé Lopes, edição elertrônica em CD-R.
Rio de Janeiro, 2004.
LACÉ LOPES, André Luiz. CAPOEIRAGEM NO RIO DE JANEIRO E NO MUNDO. 2 ed. Amp. E list. Literatura de
Cordel. Rio de Janeiro, 2005
LACÉ LOPES, André Luiz. L´ART DE LA CAPOEIRA À RIO DE JANEI, AU BRÉSIL ET DANS LE MONDE.
Littérature de Cordel. Rio de Janeiro, 2005
LACÉ LOPES, André Luiz. CAPOEIRAGEM NO RIO DE JANEIRO E NO MUNDO. 4 ed. Literatura de Cordel. Rio
de Janeiro, 2007.
LACÉ LOPES, André Luiz. CAPOEIRAGEM. Palestras e entrevistas de André Lacé Lopes, edição eletrônica em CD-
R. Rio de Janeiro, 2006
LACÉ LOPES, André. Capoeiragem.in PEREIRA DA COSTA, Lamartine (org.). ATLAS DE ESPORTES NO
BRASIL. Rio de Janeiro: Shape, 2005, p. 386-388
VER AINDA:
ARAÚJO, Paulo Coelho de. ABORDAGENS SÓCIO-ANTROPOLÓGICAS DA LUTA/JOGO DA CAPOEIRA. Maia:
Instituto Superior de Maia, 1997. Série Estudos e Monografias.
O ensino da capoeiragem no início do século XX, ver crônica do folclorista Carlos Cavalheiro onde comenta a
repercussão em jornal de Sorocaba, São Paulo, sobre a abertura de Academia de Capoeira no Rio de Janeiro, em
1920. A matéria trouxe a chamada "Um Desporto Nacional", disponível em http://www.capoeira.jex.com.br/
Notas sobre a Punga dos Homens - Capoeiragem no Maranhão: crônica por Leopoldo Gil Dulcio Vaz, in Jornal do
Capoeira - Edição 43: 15 a 21 de Agosto de 2005, EDIÇÃO ESPECIAL- CAPOEIRA & NEGRITUDE, disponível
em http://www.capoeira.jex.com.br/
Ainda sobre a Punga dos Homens – Maranhão - Visita à Câmara Cascudo: crônica por Leopoldo Gil Dulcio Vaz, in
Jornal do Capoeira - Edição 44: 22 a 28 de Agosto de 2005 EDIÇÃO ESPECIAL estendida - CAPOEIRA &
NEGRITUDE, disponível em http://www.capoeira.jex.com.br/

25
Pernada de Sorocaba - ver crônica do folclorista Carlos Cavalheiro, em que faz uma análise da relação entre
danças-luta (pernada, tiririca etc.) com a Capoeira no interior Paulista. In http://www.capoeira.jex.com.br/
Capoeira, Pernada e Tiririca in Crônica sobre Capoeira, com algumas informações sobre a Pernada de Sorocaba e a
Tiririca da capital paulista, ambas uma espécie de "capoeira primitiva" do Estado de São Paul, por Miltinho
Astronauta, in Jornal do Capoeira Edição AUGUSTO MÁRIO FERREIRA - Mestre GUGA (n.49) de 13 a 19 de
Novembro de 200, disponível em www.capoeira.jex.com.br
Tiririca, Capoeira & Barra Funda, por Elaine Muniz Pires, sobre a história dos bairros paulistanos, em especial a
Barra Funda, onde acontecia a Tiririca, uma espécie de Capoeira Primitiva, disponível em www.capoeira.jex.com.br
26
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. CHRÔNICA DA CAPOEIRA(GEM): ERAM OS ‘BALAIOS’ CAPOEIRA? (inédito)
27
Notas sobre a Punga dos Homens - Capoeiragem no Maranhão: crônica por Leopoldo Gil Dulcio Vaz, in Jornal do
Capoeira - Edição 43: 15 a 21 de Agosto de 2005, EDIÇÃO ESPECIAL- CAPOEIRA & NEGRITUDE, disponível
em http://www.capoeira.jex.com.br/
Ainda sobre a Punga dos Homens – Maranhão - Visita à Câmara Cascudo: crônica por Leopoldo Gil Dulcio Vaz, in
Jornal do Capoeira - Edição 44: 22 a 28 de Agosto de 2005 EDIÇÃO ESPECIAL estendida - CAPOEIRA &
NEGRITUDE, disponível em http://www.capoeira.jex.com.br/
28
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A Carioca. In REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO
MARANHÃO, São Luís, n. 31, novembro de 2009, p. 150-175, disponível em
http://issuu.com/leovaz/docs/ihgm_31_novembro_2009
29
FREGOLÃO, Mário Sérgio. A CAPOEIRA NA HISTÓRIA LOCAL: DA VELHA DESTERRO À
FLORIANÓPOLIS DE NOSSOS DIAS. Florianópolis, julho 2008. Nota enviada por Javier Rubiera para Sala de
Pesquisa - Internacional FICA el 8/18/2009, disponível em http://www.capoeiraunb.com/textos/FREGOLAO,%20MS
%20-%20A%20capoeira%20na%20historia%20local.pdf
SOARES, Carlos Eugenio Líbano. Dos fadistas e galegos: os portugueses na capoeira. In Análise Social, vol. xxxi
(142), 1997 (3.º), 685-713 disponível em
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1221841940O8hRJ0ah8Vq04UO7.pdf
CAVALCANTI, Gil. Do lenço de seda à calça de ginástica. Ter, 17 de Junho de 2008 16:44 Gil Cavalcanti (Mestre Gil
Velho), disponível em http://portalcapoeira.com/Publicacoes-e-Artigos/do-lenco-de-seda-a-calca-de-ginastica
FALCÃO, José Luiz Cirqueira. Fluxos e refluxos da capoeira: Brasil e Portugal gingando na roda. In Análise Social,
vol. XL (174), 2005, 111-133, disponível em http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aso/n174/n174a05.pdf
TINHORÃO, José Ramos. HISTÓRIA SOCIAL DA MUSICA POPULAR BRASILEIRA. Rio de Janeiro: Editpora 34,
2001, disponiverl em http://books.google.es/books?
id=8qbjll0LmbwC&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false
Fonte: CAMARGO NETO, 2002, p. 27230

Para Cavalheiro (2005), o fenômeno das academias baianas trará uma nova
conformação à própria história da capoeira, uniformizando (no que tange às tradições,
hábitos, costumes, rituais, instrumentação, cantigas etc.) sua prática, especialmente após
a migração de mestres para o sudeste brasileiro:
Isso foi um dos motivos pelos quais a capoeira conhecida e praticada hoje
é a baiana. Infelizmente, por outro lado, foram-se apagando pouco a
pouco as práticas regionais anteriores como a pernada, a tiririca, o
cangapé, a punga, o bate-coxa... Que não puderam oferecer resistência e
nem conseguiram criar condições para competir com a capoeira baiana.
(Carlos Carvalho Cavalheiro, in Jornal do Capoeira) 31.

Concordamos com o grupo que elaborou o projeto para o IPHAN, quando afirma
que esta expansão significa a possibilidade de congregar povos e propiciar o diálogo
inter-cultural. 32

MITO DAS ORIGENS REMOTAS33

No prefácio do catálogo de uma exposição de Neves e Sousa em Angola, no ano de


1966 - “Da minha África e do Brasil que eu vi”, Câmara Cascudo mencionava que o
pintor “viu a ginástica do n´golo, batizada ‘capoeira’. Estava se divulgando então, pela
primeira vez no Brasil a teoria do ‘n´golo’ como luta ancestral da Capoeira. Encampada a
34
teoria de Neves e Sousa por Câmara Cascudo em seu Folclore Brasileiro (1967) e as
explicações no Dicionário do Folclore brasileiro (1972) 35.

30
CAMARGO NETO, Fernão Pompêo de. Tese de Doutoramento apresentada ao Instituto de Economia da UNICAMP
para obtenção do título de Doutor em Ciências Econômicas –área de concentração: Política Econômica, sob a
orientação do Prof. Dr. José Ricardo Barbosa Gonçalves. CPG, 22/02/2002, (p. 272)
31
CAVALHEIRO, Carlos Carvalho in RIBEIRO, Milton César – MILTINHO ASTRONAUTA. (Editor). JORNAL DO
CAPOEIRA, Sorocaba-SP, disponível em www.capoeira.jex.com.br (Artigos publicados)
CAVALHEIRO, Carlos Carvalho. Capoeira em Porto Feliz. in La Insignia, 2007 disponível em
http://www.lainsignia.org/2007/julio/cul_037.htm).
CAVALHEIRO, Carlos Carvalho - Cantadores - o folclore de Sorocaba e região (encarte de CD) - Linc - 2000
32
IPHAN, Assessoria de Imprensa do Iphan. A capoeira na história. in REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA
NACIONAL, Ed. de Julho de 2008, disponível em
http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1871
33
Mito das origens remotas. In VIEIRA, Luiz Renato; ASSUNÇÃO, Mathias Röhring. Mitos, controvérsias e fatos:
construindo a história da capoeira. In ESTUDOS AFRO-ASIÁTICOS, 34, dezembro de 1998, p. 82-118
34
Folclore do Brasil. Natal: Fundação José Augusto, 1980.(BAA / BN/BMCC)
Folclore do Brasil. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1967. 252p. (PUC-RIO / BAA/ BUFRN/BMCC)
Folclore. Recife, Secretaria de Educação e Cultura, 1975. 62p. (BMCC)
35
Dicionário do Folclore Brasileiro. 2ª edição. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1962.(BAA / BMR /
BCCBB / BPI/BFCRB/AN/BMCC)
Dicionário do Folclore Brasileiro. 3ª edição. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1972.(BAA / BPI / PUC-RIO / BE /
BIFICS)
Dicionário do Folclore Brasileiro. 4ª edição. São Paulo: Melhoramentos, 1976 (BFCRB)
Já em sua obra Folclore do Brasil/ Pesquisas e Notas 36 afirma que a capoeira é
originária da África, e seria o N´golo, dança praticada no Sul de Angola. Escreve:
“[...] Entre os mucope do Sul de Angola, há uma dança da zebra, N´golo, que
ocorre durante a Efundula, festa da puberdade das raparigas, quando essas
deixam de ser muficuenas, meninas, e passam à condição de mulheres, aptas ao
casamento e à procriação. O rapaz vencedor no N´golo tem o direito de escolher
esposa entre as novas iniciadas e sem pagar o dote esponsalício (...) O N´golo é a
Capoeira [...] (Câmara Cascudo, 1967, p. 184).

Dicionário do Folclore Brasileiro. 4ª edição. São Paulo: Melhoramentos: Brasília, Instituto Nacional do Livro, 1979.
(BAA / BE/BMCC)
Dicionário do Folclore Brasileiro. 5a. edição. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1984 (BN / BIFICS)
Dicionário do Folclore Brasileiro. 5a. edição. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1984 (BCCBB)
Dicionário do Folclore Brasileiro. 5a. edição. São Paulo: Melhoramentos, 1980 (BN)
Dicionário do Folclore Brasileiro. 6ª edição. Belo Horizonte: Itatiaia: São Paulo, Universidade de São Paulo, 1988.
(BAA / BN)
Dicionário do Folclore Brasileiro. 7a edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1993. (BIFICS)
Dicionário do Folclore Brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 1993 (BN)
Dicionário do Folclore Brasileiro. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1954.(BAA / PUC-RIO / BCCBB /
BFCRB / BE / RGPL / NA / BFGV)
36
CÂMARA CASCUDO, Luís da. Folclore do Brasil / Pesquisas e Notas. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1967;
citado por PENTEADO JUNIOR, Wilson Rogério. A ARTE DE DISCIPLINAR. Jogando Capoeira em Projetos
sócio-educacionais. Disponível em http://www.antropologia.com.br/divu/colab/d43-wjunior.pdf
A unanimidade das fontes brasileiras indica a capoeira como tendo vindo de
Angola. Capoeira Angola, vadiação ou brinquedo, como dizem na cidade de Salvador.
(Câmara Cascudo, 1967, p 181).

Para
37
Assunção e Peçanha (2009) o ‘n´golo’ acabou transformado num mito de origem –
um “elo perdido” – da Capoeira. Até a década de 1960, ninguém tivera conhecimento
dessa ancestralidade, quando Pastinha recebeu a visita do pintor angolano Albano Neves
e Sousa. Este afirmou ter visto na África uma dança semelhante ao tipo de Capoeira que
o Mestre baiano ensinava. A memória oral não registrava nenhuma prática ancestral
específica. Em suas palestras pelo Brasil, Albano Neves e Sousa conseguiu convencer
alguns brasileiros de sua teoria, entre eles o folclorista Câmara Cascudo, então
presidente da Sociedade Brasileira de Folclore.
Afirmam Assunção e Peçanha (2009) que se trata de um mito no mínimo
questionável:

“Para começar, não foi transmitido pelos mestres africanos aos seus alunos
brasileiros via tradição oral. Aceitar literalmente o mito, um tremendo
anacronismo, ou seja: como pode uma manifestação documentada apenas no
século XX ser ‘a origem’ de uma capoeira que existe pelo menos desde o início do
século XIX? Pensar que o n´golo teria sobrevivido inalterado desde a época do
tráfico negreiro é ignorar as profundas mudanças pelas quais passaram as
sociedades do território angolano nesse período”.[...] Surpreende que hoje, em
Angola, o n´golo seja completamente desconhecido, assim como seu papel como
mito fundador da capoeira.[...]”.

Para Lacé Lopes (2006) 38, a origem africana, entretanto, é evidente e incontestável,
comprovada não apenas pelo perfil étnico predominante dos capoeiras brasileiros do
passado, mas, sobretudo, pela existência na África, há séculos, de práticas similares e,
haja vista estudos recentes que apresentam movimentos semelhantes à capoeira entre os
bosquímanos, de Angola:39

“[...] También tuvieron una danza muy singular, que quizás convenga llamar la
danza de acróbatas. En este sentido, brincar y saltar en un círculo, parecía como si
sus esfuerzos fueran dirigidos a colocarse en todas las posiciones y contorsiones, el

37
ASSUNÇÃO, Matthias Röhrig; PEÇANHA, Cinésio Feliciano (Mestre Cobra Mansa). Elo perdido: A dança da
zebra. In REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL. Março 2008, p. 14-21, disponível em
www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1445
38
LACÉ LOPES, André. Capoeiragem. In DACOSTA, Lamartine (ORG.). ATLAS DO ESPORTE NO BRASIL. Rio
de Janeiro: CONFEF, 2006, p. 10.2-10.4, disponível em http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/69.pdf
39
1952- Entre los Bosquimanos de Angola(jogo de Angola) in http://salavideofica.blogspot.com/2010/02/1952-entre-
los-bosquimanos-de.html
líder tomar su puesto en el centro, y en pasa a su alrededor, mientras que los
bailarines se mueven en un círculo retorciéndose, hermanándose, y retorciendo su
cuerpo divirtiéndose y la actitud poco común sugiere su fantasía; ahora sí ,en
equilibrio con sus manos y tirando de sus las piernas hacia arriba hasta que sus
cabezas estaban en la posición de un payaso mirando a través de un caballo en un
circo, ahora de pie y sus cabezas, de nuevo el equilibrio caminan sobre sus manos
con sus piernas lanzadas en el aire, en el estilo acrobático de verdad. Cambian de
una postura a otra, fueron rápidos y continuos, y todo el círculo estaba siempre en
constante movimiento [...]” (GEORGE W. STOW, 1905., p. 118)40

SOCIAL CUSTOMS OF THE BUSHMEN, STOW, 1905 34

40
GEORGE W. STOW, F.G.S., F.R.G.S. A History of the Intrusion of the Hottentots and Bantu into the Hunting
Grounds of the Bushmen, the Aborigines of the Country WITH NUMEROUS ILLUSTRATIONS. In History of
South África. New York : THE MACMILLAN CO.1905, disponibilizado por Javier Rubiera para Conexoes da
Capoeira Angola el 2/28/2010
ver vídeos http://www.tvciencia.pt/tvcarq/pagarq/tvcarq02.asp?codaqv=80007

O Moringue no Oceano Índico – Ilha de Reunião 41, Madagascar42, Moçambique43 etc.


– sem dúvida, é um bom exemplo.

41
Réunion ou Reunião é um departamento francês no Oceano Índico, localizado a leste de Madagáscar. A ilha
principal é uma das duas maiores Ilhas Mascarenhas, sendo o seu vizinho mais próximo a outra: a Maurícia. Reunião
tem, no entanto, várias dependências, espalhadas em torno de Madagáscar, no Índico e no Canal de Moçambique.
Capital: Saint-Denis. In http://pt.wikipedia.org/wiki/Reuni%C3%A3o_(Fran%C3%A7a)
42
Madagáscar ou Madagascar é um país africano que compreende a Ilha de Madagáscar e algumas ilhas próximas.
Está situado ao largo da costa de Moçambique, da qual está separado pelo Canal de Moçambique. Os vizinhos mais
próximos de Madagáscar são a possessão francesa de Mayotte, a noroeste, a possessão francesa da Reunião, a leste, e
as suas dependências Ilhas Gloriosas (noroeste), Juan de Nova (oeste), Bassas da Índia e Europa (sudoeste) e
Tromelin (leste), as Comores a noroeste e as Seychelles a norte. Sua capital é a cidade de Antananarivo. In
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madag%C3%A1scar
43
Moçambique é um país da costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzânia, a leste
pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e a oeste pela Suazilândia e pelo
Zimbabwe. No Canal de Moçambique, tem vários vizinhos, as Comores, Madagáscar, a possessão francesa de
Mayotte e o também departamento francês de Reunião, através das suas dependências Juan de Nova, Bassas da Índia
e Ilha Europa. In http://pt.wikipedia.org/wiki/Mo%C3%A7ambique
Ao longo dos séculos a diversidade cultural da Ilha de Reunião possibilitou a
emergência de um esporte moderno, o “moring”, primo da Capoeira brasileira, tendo como
origem comum a África, entendida como uma tradicional dança de guerra e arte marcial,
tendo como antepassado a dança fabulosa “Combat” das Ilhas Reunião, Madagáscar e
África.
Gravura Cabeçada(Ilha Reunión) - Souvenirs D’’ un aveugle Escrito por Jacques Aragão.
http://books.google.com/books?id=jBt5rS1S874C&printsec=toc&hl=es&source=gbs_v2_summary_r&cad=0

Gravura Cabeçada:(Moçambique)Viaje al rededor del mundo:(pag 60,61) recuerdos de un ciego ,Escrito por Jacques
Aragão, François Aragão, Santiago Aragão, Publicado por Gaspar y Roig, 1851.http://books.google.com/books?id=y-
Jh5z9lHeUC&hl=es
Credit: Studies of gestures and postures of wrestlers, from a Manga (colour woodblock print), Hokusai,
Katsushika (1760-1849) Libraryhttp://www.bridgemanart.com/image.aspx?key=&categoryid=2ccd2910-bd46-4cd5-
8ª43-6d00e2c67b41&filter=CBPOIHV&thumb=x150&num=15&page=86&img=5f983efe5b6f489382b976748b8ebf0b

‘‘A NEGRO FIGHT IN SOUTH AMERICA’’ (VENEZUELA) herper´s weekli 1874.


Gravura de um belo “furdunço” entre capoeiras ocorrido no Rio de Janeiro, no final do século XVIII, publicada em uma revista da
época..

Fonte: SANTOS, Esdras Magalhães dos (Mestre Damião ). A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DA LUTA
REGIONAL BAHIANA DO MESTRE BIMBA in http://www.capoeiradobrasil.com.br/liga_2.htm
MÉTODO DE BURLAMAQUI – CAPOEIRA REGIONAL (MESTRE BIMBA) –
A CABEÇADA: A CABEÇADA:
A cabeçada é dada muito simplesmente. Este golpe é uma verdadeira “marrada” desferida
Aproximando-se do adversário e abaixando-se com violentíssimo impulso no meio da cara ou no
repentinamente faz-se com que a cabeça bata ou na peito do indivíduo. Sua aplicação requer muita
parte inferior dos queixos ou no peito, na barriga malícia. O golpe em causa já existia desde a
ou ainda no rosto. Capoeira primitiva (Angola).
Este golpe é um segundo rabo de arraia pelas suas
conseqüências porque, sendo bem dado, é
demasiadamente terrível para quem o leva.

Fonte: SANTOS, Esdras Magalhães dos (Mestre Damião ). A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DA LUTA
REGIONAL BAHIANA DO MESTRE BIMBA in http://www.capoeiradobrasil.com.br/liga_2.htm
http://2.bp.blogspot.com/_VcRetvJqu_U/SxzxrdHOGaI/AAAAAAAAGbI/kTWDuR3_Qcc/s1600-h/bimba.bmp

CapoeiraCabecada_ST_05.jpg (800 × 600 pixel, tamanho do ficheiro: 110 KB, tipo MIME: image/jpeg)
Transmitido de pai para filho, por tradição oral, a “moring” não é mais
encontrada nos ouvidos de ouvir dizer que em todas as suas sutilezas e suas belezas, até
que Jean Rene DREINAZA44 a tirou das sombras e o esquecimento cruel. Assistida no
seu trabalho pelo historiador Sudel FUMA, ele encontrou nos escritos de viajantes e
outros escritores (apenas o moring trilha, especialmente em Madagascar) a descrição de
gestos, técnicas e rituais.

Para SUDEL (2004)45

44
http://www.moringue-france.com/index.html.
45
Artículo publicado el 20 de febrero de 2004 en el diario L’Express de Mauricio, disponível em
http://portal.unesco.org/es/ev.php-URL_ID=23885&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html
“El moring: una capoeira criolla - El moring, arte marcial practicado todavía en
Madagascar (moraingy), Comoras (mrengué), Mayotte, La Reunión y África, llegó
a las islas del Océano Índico con los esclavos africanos y malgaches. Pariente
cercano de la capoeira brasileña, el moring permitió a los esclavos reestructurar
sus vidas y resistir a la opresión cultural colonial. La supervivencia de este rito
ancestral recuerda a diario la extraordinaria riqueza de la cultura creole de los
esclavos negros de las islas del Océano Índico.” (grifo nosso)

Fonte: Javier Rubiera [capoeira.espanha@gmail.com] Enviado em: sexta-feira, 4 de setembro de 2009 08:28 Para:
leopoldovaz@elo.com.br Assunto: [Sala de Pesquisa - Internacional FICA] Capoera,el viaje de ida y vuelta.
1724-MARTINICA-Ladja descrito port el Padre Labat. Fuente: libro: Padre LABATt ““Nouveau vogage ause iles
de l’’Amérique””, París 1742 http://unesdoc.unesco.org/images/0003/000385/038520sb.pdf

Diamanga malgache journal: 1936/01/29 (A3,N144). formato original:


http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k54276490.r=diamanga.langES

http://cap-dep.blogspot.com/search/label/1890-
BRASIL-Capoeiragem%20prohibido
Metodo Amorós (Savate)
Credit: Boxing Lesson by Charles Charlemont (1862-1942), 1906 (b/w photo), French Photographer, (20th century) /
Bibliotheque des Arts Decoratifs, Paris, France / Archives Charmet / The Bridgeman Art Library

FOTO:http://
saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/05/juego-de-imagenes-mujeres.html
Esse historiador se refere, ainda, em seu artigo, aos diversos povos envolvidos,
tanto em África quanto em Madagascar:

“Despojados de su linaje, nombre y genealogía, no se les permitía agruparse y,


además, no siempre podían entenderse entre sí por hablar lenguas diferentes,
poseer tradiciones distintas y pertenecer a etnias muy diversas del África y
Madagascar – makuas, yaos, inhambanes, makondés, betsimisarakas, sakalavas,
merinas, betsileos, etc.–, así como de la India, Malasia e Indonésia [...] Entre los
tesoros legados por los esclavos que forman parte del milagro creole, tenemos la
cocina, la artesanía, la farmacopea, los cuentos y leyendas, y sobre todo las
músicas típicas de las islas del Índico – el sega y el maloya– que no sólo
perpetúan la memoria de los antepasados en las ondas de las emisoras públicas y
privadas de radio, sino que además se han puesto tan de moda entre los jóvenes
como el arte marcial del moring [...] En la isla Borbón (La Reunión), las distintas
etnias procedentes de Inhambanne (Mozambique) se designaron con el
nombre de esta región geográfica.”
46

Comme sports de combats traditionnels, les malgaches connaissent plus le Moraingy, la boxe du nord, et
le Ringa, la lutte du sud. Pratiqué par l'élite, le diamanga est en passe de se démocratiser et espère de
nombreux transfuges des autres disciplines.47

As técnicas de combate são encadeamento de mãos e pés, seguindo o ritmo da


música e surgiu nas fazendas da Ilha onde os escravos do século XVIII a praticavam em
segredo até à sua abolição em 1848. Posteriormente, a condição de muitos pequenos
colonos brancos ou mestiços já não era melhor do que a dos negros libertos de suas
correntes, o “moring” se tornou uma distração alegre da miséria nos bairros pobres de
cidades ou campos de cana-de-açúcar.

46
http://3.bp.blogspot.com/_VcRetvJqu_U/SwwhFACgp9I/AAAAAAAAGXo/K5DMEv_eNG0/s1600/img00025.jpg
47
Diamanga é herdado de nossos ancestrais como os malaios, que importou os estilos" Pencak, ber-silat, calazar e
Sikaran "budistas e indianos que impuseram" Kalaripayat. A pesquisa conduzida pela "Fototra Diamanga malgaxe"
não ficar lá, parte histórica e filosófica já está concluída através de um manuscrito do livro. Mesmo se uma lista de
diferentes estilos de técnicas "Diamanga" também já está estabelecido língua nacional da associação, esta continuará
a ser procurado exaustivamente. http://www.madatsara.com/articles/detail-article/article/le-diamanga-fera-partie-des-
arts-martiaux-pratiques-a-madagascar-2/rubrique/sports/news-browse/1/
1820-BAHÍA-Jogo da Capoeira semejante al Moringue malgache,; 1834-RUGENDAS -dibuja la Capoeira ó
Moringue ?, 1940-ANTROPÓLOGO Herskovits Compara la Capoeira con Moringue
disponível em http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/08/1733-carolina-del-sur-boxeador-y.html

A tradição oral relatada “moringueurs” prestigiados, relacionados com a história da


ilha. Personagens como o "Lorenzo, o Diabo", "Inferno Coco", "Henry, a Seta", "Cadine",
"Couve-Flor", o “Café Marc”, voltam muitas vezes nas narrativas de vida.

Hoje, graças a seu trabalho pioneiro, o moring é revivido como um esporte, cultura
e espetáculo de folclore da ilha da Reunião, sob a forma de dança coreografada e muito
espetacular. Desde 1996, o Comitê Reunião foi estabelecido e começou a oferecer cursos
que tenham feito rapidamente na íntegra e escolas de toda a Ilha. Desde então, o moring
tem investido na cidade. Ao expandir os esportes reconhecidos pelo Ministério da
Juventude e Desportos estabeleceu uma estrutura para enfrentar o futuro com serenidade
uma Federação Francesa de Moring. Um de seus principais objetivos é descobrir este
desporto como muitos a localizar em diferentes regiões da metrópole.
El Juego “Sisemba”- Islas Célebes - Its formal name is SISEMBA but it is occasionally called SEMBA . Fonte:
http://www.ethnographiques.org/2008/IMG/pdf/arKoubi.pdf por Javier Rubiera para Sala de Prensa
Internacional 48

A TÍTULO DE CONCLUSÃO
49
Aceitamos, para este estudo o que afirmam Adid (2009) e Luiz Renato Vieira
(1998) que antropólogos, como Herskovits, têm apontado para a existência de “danças de
combate” que trazem semelhanças com aquilo que conhecemos hoje como capoeira, não
só na África - como o Muringue, em Madagascar -, como também em vários pontos da
América, nos locais em que a diáspora negra se instalou. Relatos sobre o Mani em Cuba,
e a Ladja na Martinica são dois exemplos dessas práticas. Sobre a Ladja, Vieira mostra a
impressionante semelhança com a capoeira, verificada não somente do ponto de vista da
execução de movimentos e golpes, como, o que é mais importante, o fato de congregar
aspectos lúdicos, musicais (pratica-se ao som de atabaques) e de combate corporal.

48
Celebes (Sulawesi, em indonésio) é uma das Grandes Ilhas da Sonda, na Indonésia, situada entre Bornéu e as
Molucas. Com cerca de 16,3 milhões de habitantes e 189 216 km², divide-se em cinco províncias: Gorontalo, Celebes
do Norte (Sulawesi Utara), Celebes Central (Sulawesi Tengah), Celebes do Sul (Sulawesi Selatan) e Celebes do
Sudeste (Sulawesi Tenggara). As maiores cidades de Celebes são Macáçar - possessão portuguesa entre 1512 e 1665
-, na costa sudoeste, e Manado, na ponta setentrional da ilha. Os primeiros europeus a alcançar a ilha foram os
portugueses, em 1525. in http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lebes
49
ABIB, Pedro Rodolpho Jungers. CAPOEIRA ANGOLA: CULTURA POPULAR E O JOGO DOS SABERES NA
RODA. Origens de uma tradição, disponível em http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/04/capoeira-
angola_18.html
Marcel Mauss: “Tudo são misturas, misturam-se as almas nas coisas, misturam-se as coisas nas
almas, e é assim que as pessoas e as coisas misturadas saem cada qual de
suas esferas e se misturam”.