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MANUAL 


DE BOLSO

COMO FAZER UM


ROTEIRO
DE CINEMA
Aprenda a escrever 

um bom enredo para

para as telonas!

Fundamentos 1 de Cinema

Comunicação Social com habilitação em Jornalismo

Universidade Federal do Acre
COMO FAZER UM


ROTEIRO
DE CINEMA

Fundamentos de Cinema

Comunicação Social com habilitação em Jornalismo

Universidade Federal do Acre
Este livro é uma produção experimental da disciplina de FUNDAMENTOS DE
CINEMA da UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE.


Inspirado no livro Manual do Roteiro, de Syd Field, como estudo da disciplina


ministrada pela professora Mônica Candéo Iurk, no curso de COMUNICAÇÃO
SOCIAL com habilitação em JORNALISMO. Ilustração obtida junto a APPLE
(gratuito) e FREEPIK (licenciado).


2018 @ Disciplina de Fundamentos de Cinema. Comunicação Social com
habilitação em Jornalismo. Universidade Federal do Acre. 

Rio Branco – Acre – Brasil.



TÍTULO ORIGINAL: Como Fazer Um Roteiro de Cinema.




DIREÇÃO E SUPERVISÃO EDITORIAL

Mônica Candéo Iurk


EDITOR EDITORIAL
Felipe de Souza Pereira
REVISÃO E EDIÇÃO
Felipe de Souza Pereira
PROJETO GRÁFICO
Felipe de Souza Pereira
COLABORADORES
Aarão Prado Bayma; Ednilce Fernandes de Souza;
 Pamela Ferreira da Silva;

Andressa Larissa de Sousa Elderico Paula da Silva; Pamela Luiza Almeida de
Bezerra; Fernando Lima de Oliveira;
 Souza;

Antoniete Buriti de Souza Jessica Kallyna Nascimento Pamela Lunayra Valdez
Alves; Barreto de Oliveira;
 Caetano;

Antonio Kezio Araujo Vale; Luiz Gilliard Matos Brito;
 Rosilene Gomes Sabóia;

Caroline Lamar de Azevedo;
 Marcio Miguel Santos de Thiago Bezerra Francisco;

Daya de Kassia Pinheiro Souza;
 Victor Mateus Lebre de
Campos;
 Maria José de Barros Santos;
 Souza e
Diego Lourenço Gurgel;
 Maria Luzinete Bardales Vinicius da Silva Charife.
Manuaro da Silva;

CONTROLE SUA LEITURA MARCANDO AS BOLINHAS COM UM XIS

INTRODUÇÃO 06

S

O QUE É UM ROTEIRO? 07

O ASSUNTO 09
PERSONAGEM 10

U

COMO CRIAR? 10
CONSTRUINDO 12
FINAIS E INÍCIOS 15

M

SEQUÊNCIA 16
PLOT POINT, O PONTO DE VIRADA 17
A CENA 18

Á

O ROTEIRO 18
ESCREVENDO 20
FORMA 21

R

ADAPTAÇÃO 24
A COLABORAÇÃO 24
DEPOIS DE ESCRITO 26
OS DIREITOS AUTORAIS 26

I
 DICIONÁRIO DO CINEMA
REFERÊNCIAS 29
28

O
INTRODUÇÃO

A proposta desse Manual de Bolso foi


a construção coletiva de um texto sobre
criação de roteiro a partir da obra de Syd
Field. Após o trabalho de leitura, reflexão e
diálogo sobre o conteúdo do livro 'Manual do
Roteiro', buscamos reduzir a essência da essência
sobre o que é preciso para conhecer a sistemática
da criação e produção de um roteiro. A ideia é
que, a partir da leitura das próximas páginas,
você saiba mais sobre o mundo do
cinema. 

Uma ótima leitura!

PROF. MÔNICA CANDÉO IURK



Diretora e Supervisora Editorial

!6
O QUE É UM ROTEIRO?
O roteiro é uma história contada em
imagens, diálogos e descrições.

O roteiro não é um comum? Um início, um meio e


romance e certamente não é um fim. Esta estrutura é
uma peça de teatro. Se você respeitada em todos os roteiros.
olha um romance e tenta definir São três partes que, obviamente
sua natureza essencial, nota se relacionam. É o
que a ação dramática, o enredo, relacionamento entre essas
geralmente acontece na mente partes que unifica o roteiro, o


do personagem principal, a todo. 

ação da peça de teatro ocorre
na linguagem da ação A história deve ter um
dramática; que é falada, em começo, um meio e um fim,
palavras. 



Filmes são diferentes. mas não necessariamente
O filme é um meio visual que nessa ordem.
dramatiza um enredo básico. Jean-Luc Godard, cineasta franco-suíço
O roteiro é uma história
contada em imagens, diálogos A seguir uma indicação
e descrições, localizada no tendo como base um roteiro de
contexto da estrutura cerca de 120 páginas:
dramática. O roteiro é como um Ato I
substantivo — é sobre uma O início, o roteirista tem
pessoa, ou pessoas, num lugar, aproximadamente 30 (trinta)
ou lugares. Todos os roteiros páginas para apresentar à
cumprem essa premissa básica. 
 história, os personagens e para
A pessoa é o personagem, estabelecer os relacionamentos
e viver sua própria vida é a entre o personagem principal e
ação. Se o roteiro é uma história as outras pessoas que habitam
contada em imagens, então o os cenários de seu mundo.
que todas as histórias têm em
7
Ato II
(Confrontação)

Ato I
 Ato III



(Apresentação) (Resolução)

Ato II cena, imagem ou sequencia


Aproximadamente sessenta com que o roteiro termina.
páginas. A ideia é inserir de
forma coesa um confronto, ou
seja, problematizar e se criar
A relação entre as partes
uma questão a ser resolvida. O
que o move através da ação? O A transição entre as partes que
que deseja o seu personagem formam a estrutura do roteiro
principal? Qual a sua (Atos I, II e III) é feita pelos
necessidade? Se você conhece Pontos de Virada, que são
a necessidade dramática do seu eventos que alternam a direção
personagem, pode criar da trama, mas vamos falar
obstáculos a essa necessidade, sobre isso mais tarde! Outra
e esses obstáculos serão coisa típica dos roteiros é o
enfrentados pelo seu paradigma. Que é uma forma
personagem que poderá vencê- que mantém a história coesa. É
los ou não, dependendo da uma estrutura comum aos bons
escolha do autor. roteiros. 

É importante lembrar que essa
Ato III
estrutura não determina a
É a resolução da problemática história; a história é quem
proposta pela ação dramática, determina a estrutura.
feita aproximadamente na
página 90. Não significa
necessariamente o fim. Mas é
uma solução. Trata-se até da

8
O ASSUNTO
[substantivo masculino] ASSUNTO é o tópico mais
importante de uma conversa; matéria; texto; narrativa.

Agora que você já sabe o Com o filme Um dia de Cão (Dog


que é um roteiro, é importante Day Afternoon) foi assim. Um
se perguntar qual é o assunto do fato noticiado gerou a ideia para
roteiro, certo? Sobre o que ele o roteiro. O assunto procura por
vai falar exatamente?
 você, basta estar
atento.
Ação e personagem Para
atuam em conjunto e, compreender o
para isso, é essencial seu assunto,
fixar sobre o que é a pesquise,
sua história. Vale a converse e
pena escrever muitas investigue
páginas sobre a sobre as
história que está na sua curiosidades e
mente para exercitar e sobre o que se
criar o seu assunto, pois assim relaciona com o seu
você enriquece os detalhes e dá assunto.
mais sentido ao conjunto. Já Fica a dica: quanto mais

pensou que uma notícia de você sabe, mais pode
jornal pode se tornar um comunicar.
assunto para um roteiro?


9
PERSONAGEM
No roteiro, o personagem é o
fundamento essencial. Ele é o
coração, a alma e o sistema nervoso
da história. O mais importante é
conhecer este personagem, descobrir
os detalhes sobre sua vida. Que tal
aprender a criar e construir um?

COMO CRIAR?
O primeiro passo para começar Os conflitos do personagem
o roteiro é identificar o devem ser revelados
personagem principal. Ele visualmente, o filme é visual e é
planeja as coisas no enredo e impossível revelar aquilo que
age para alcançar objetivos. não conhecemos. Por isso existe
Depois de estabelecer o uma diferença entre conhecer o
personagem principal, pode-se personagem e revelá-lo no
explorar maneiras de criar o papel. Em seguida, a vida
retrato desse personagem interior deve ser construída.
encorpado e tridimensional. Precisamos definir se o
O segundo passo é separar os personagem é masculino ou
componentes da vida do feminino, quantos anos tem
personagem em duas categorias quando a história começa, onde
básicas: interior e exterior. A vive, sua cidade e país. Quanto
vida interior acontece do mais detalhado, mais rico e
momento que ele nasce até o mais instigante ficará seu
começo do filme, esse processo personagem.
forma o personagem. Já a vida Para dar corpo e forma ao
exterior, acontece do início do personagem é preciso formular
filme até a conclusão da sua vida desde o nascimento. É
história. Esse processo revela o importante fazer perguntas
personagem. como: Como ele era na escola?
10
Na faculdade? É casado? formas: eles experimentam
Solteiro? Viúvo? Separado ou conflito para alcançar sua
divorciado? Essa é uma necessidade dramática;
habilidade de quem escreve, interagem com outros
perguntar e obter respostas. O personagens, seja em
desenvolvimento do antagonismo, amigavelmente ou
personagem é uma pesquisa indiferentemente; interagem
criativa. É importante pensar consigo mesmos.
que toda história de vida dele Três componentes básicos
justifica, por exemplo, o seu transformam os personagens
comportamento durante o filme em gente real, são eles:
– isto o enriquece porque profissional, pessoal e privado.
humaniza seu personagem.
No nível profissional se
Depois de construir o aspecto estabelece onde ele trabalha, o
interior do personagem em uma que faz para viver e qual cargo
biografia, é hora de definir a ou profissão exerce.
vida exterior. Essa categoria
O componente pessoal define se
acontece do momento inicial do
o personagem é casado, solteiro,
roteiro até a última palavra.
viúvo. Se é casado, com quem?
Nessa etapa, é importante
Quando casou? Como é o
examinar os relacionamentos
relacionamento do casal? São
nas vidas dos personagens.
perguntas que precisam ser
Quem são eles e o que fazem?
respondidas.
São felizes ou infelizes com suas
Já no componente privado,
vidas ou estilos de vida?
desenha-se o que o personagem
Para revelar o personagem no
faz quando está sozinho. Assiste
papel é preciso isolar os
TV? Exercita-se? A necessidade
elementos e componentes de
do personagem precisa ser
sua vida. O roteirista deve criar
definida. Obstáculos podem ser
as pessoas se relacionando com
criados a essa necessidade. Isso
outras pessoas ou coisas ou
empresta tensão dramática à
situações. Os personagens
história.
dramáticos interagem de três

11
A ação é a essência do diálogos. Esse processo de
personagem, ele é aquilo que escrita torna-se mais simples
faz. No cinema, a história é quando é exercitado. O diálogo é
contada com imagens e são elas relacionado com as
que revelam aspectos do necessidades do personagem,
personagem. Uma deficiência seus sonhos e esperanças. O
física, por exemplo, pode ser um diálogo deve comunicar
aspecto da caracterização. Os informação ou fatos da história
personagens devem ser para o público. O que move a
formados a partir de biografias história são os diálogos, por
e depois revelados através de isso, precisam revelar os
suas ações e possíveis traços personagens. Eles mostram os
físicos. Uma função do conflitos entre e dentro dos
personagem é o diálogo e quanto personagens, estados
mais se conhece o personagem, emocionais e reversões de
mais fácil é para escrever seus personalidades.

CONSTRUINDO
Como colocar vida nos seus contexto. São princípios
personagens? Como construí- abstratos que lhe oferecem uma
los? É uma pergunta que poetas, ferramenta valiosa no processo
filósofos, escritores, artistas, criativo. E você já sabe como
cientistas e a Igreja têm fazer isto.
ponderado desde o início da Existem alguns passos para
história registrada. Não há poder construir um personagem
resposta definitiva – é parte e em termos de contexto:

parcela do mistério e da mágica 1. Necessidade

do processo criativo. Definir qual é a necessidade do
A palavra-chave é processo. Há seu personagem. Nessa fase
um jeito de fazê-lo. Primeiro, importa descobrir quem é o seu
crie o contexto do personagem. personagem. Não importa
Preencha-o de conteúdo e quantas páginas vai escrever, se

12
três ou dez páginas. Aqui é o ou pobre, mulher ou homem,
início da criação do personagem são pontos específicos e
que continuará crescendo e individuais. Identificando as
expandido, então nessa fase preferencias, tais como, é liberal
você criará uma biografia, ou conservador? É
talvez não a use no roteiro, mas ambientalista? Humanista?
é importante para conhecer Racista? Defensor dos animais?
quem está sendo criado. Tem religião? Acredita na
2. Exterior 
 astrologia ou no destino? Entre
São os aspectos profissionais, outros. Assim, com os pontos de
pessoais e privados da vida do vista individuais e específicos
seu personagem. Uma das definidos o contexto se cria e
questões é como você o consequentemente o conteúdo
descreveria. Responder a isso é surge.
crucial, pois somos pessoas com 4. Atitude 

muitas coisas em comum, Uma maneira de agir ou sentir
necessidades, sonhos, quereres, que revela a opinião de uma
medos e inseguranças; o desejo pessoa. Como são as atitudes do
de ser amado, ter amigos, personagem? É superior ou
sucesso, felicidade e saúde. Há inferior? Positiva ou negativa?
coisas que nos unem como Otimista ou pessimista?
pessoas. Entusiasmado com a vida? Feliz
3. Ponto de vista
 ou infeliz? Gosta do trabalho?
É a maneira em que Quanto melhor definir a
enxergamos o mundo. O necessidade de seu personagem,
personagem se torna um ponto mais fácil se torna criar
de vista, pois é uma forma de obstáculos a essa necessidade,
olharmos para o mundo. É um consequentemente cria-se
contexto. O personagem pode conflitos. Drama é conflito.
ser pai ou mãe. Pode ser Assim, quanto mais se conhece
estudante, político ou ativista, o personagem, mais fácil é criar
dona de casa, ou ainda um a dimensão na estrutura da sua
criminoso, um terrorista, um história.
médico, advogado, homem rico

13
5. Personalidade
 a tarefa de descobrir algo
Todo personagem manifesta sobre o seu personagem. Na
visualmente uma progressão do seu roteiro, ele
personalidade. É animado? geralmente descobre algo sobre
Feliz? Brilhante? Sagaz? sua complicação na história ao
Extrovertido? Introvertido? mesmo tempo que o público.
Rude? Retraído? Todos são Dessa forma, ambos partilham
traços refletem o personagem. da descoberta dos pontos de
6. Comportamento 
 virada que sustentam a ação
A essência do personagem é dramática.
ação, o que uma pessoa faz é o 8. Identificação 

que ela é. Comportamento é Ouvir “conheço alguém como o
ação. Se você o estabelece seu personagem” é um dos
dentro de uma situação maiores elogios que um
dramática, pode proporcionar roteirista pode receber, pois
ao público uma percepção de isso significa que a pessoa
suas próprias vidas, pois o reconheceu o personagem como
comportamento revela muita uma criação viva.
coisa. Pergunte-se: o que o 9. Ação é personagem

personagem quer alcançar O que uma pessoa faz é o que ela
durante o percurso do roteiro? é, não o que ela diz. Todos os
O que o move adiante para traços de caráter mencionados,
alcançar essa meta? Ou não tais como, ponto de vista,
alcançá-la? Por que ele ou ela personalidade, atitude e
está lá? Qual a necessidade ou o comportamento, se relacionam
propósito na história? A sua e se interpenetrarão durante o
tarefa é criar gente verdadeira processo de construção de seu
em situações reais. personagem. Tudo emana da
7. Revelação
 biografia do personagem; do
Ao longo da história entramos passado surge um ponto de
em contato com algo sobre o seu vista, uma personalidade, uma
personagem. A função do atitude, uma necessidade e
roteirista é revelar aspectos do propósito.
personagem ao público. Temos

14
O resultado final de todo o seu trabalho, pesquisa, preparação e
tempo de reflexão serão personagens verdadeiros, vivos e
verossímeis, gente verdadeira em situações reais. Esta é a sua
meta!
Quem é criado primeiro: o personagem ou a história? 

Criar um personagem pode ser feito das duas formas, sem regras
para isso. Porém, pensar no contexto e no conteúdo do personagem
é fundamental. A riqueza de detalhes dará densidade ao roteiro.

FINAIS E INÍCIOS
Saiba aonde você quer ir. Apresentação

Embora muitos falem que os Tudo se relaciona em um
personagens tomam vida e roteiro. É nas dez primeiras
praticamente decidam algumas páginas que o roteirista deve
situações, os finais devem ser fisgar o leitor. Nesse início deve
estabelecidos logo no início do conter o que se passa
seu roteiro. imediatamente, não adianta
Importante pensar que é o início criar truques para prender a
é o que fisga o leitor do seu atenção. O roteiro tem que
roteiro ou o espectador do seu conter 3 elementos
filme. Você tem 10 páginas, ou imprescindíveis:
10 minutos, para estabelecer 1. O leitor deve saber quem é o
três coisas: quem é o personagem principal;
personagem principal; qual é a 2. Qual a premissa dramática,
premissa dramática (ou de que isto é, sobre o que trata o filme;
se trata o roteiro) e qual é a
3. As circunstâncias que
situação dramática em torno da
rodeiam a ação. As dez
história.
primeiras páginas (ou os dez
Pensar no fim do seu roteiro já primeiros minutos) são muito
no início da história é importantes para que sua
primordial. Não é necessário audiência continue
logo de cara saber de detalhes, acompanhando.
mas saiba o que deve acontecer.

15
A SEQUÊNCIA
“(…) a moldura organizacional, a forma, a fundação,
o projeto do seu roteiro"
A sequência é o elemento mais que saber quatro coisas: a
importante do roteiro. Ela é o abertura, o ponto de virada no
esqueleto, ou espinha dorsal, de fim do Ato I, o ponto de virada
seu roteiro; ela mantém tudo no fim do Ato II e o final.
unificado. Ah, calma que você já vai ficar
Uma sequência é uma série de sabendo o que é um ponto de
cenas ligadas, ou conectadas, virada!
por uma única ideia. Ou seja, Antes disso, lembre-se que
serve como direcionamento conhecer a sequência é
para que o essencial para
roteiro tenha "Ok, nos
vemos já. escrever o
toda uma Até logo!"
roteiro. Cabe
sequência, de notar que não
início, meio e há um número
fim já definidos. específico de
A sequência é o sequências num
esqueleto do roteiro porque ela roteiro; você não
segura tudo no lugar; você pode precisa de 12, 18 ou 20
literalmente "enfileirar", ou sequências. Sua história lhe
"pendurar", uma série de cenas dirá de quantas sequências você
para criar volumes de ação necessita.
dramática. Não há regra sobre a
É um conceito importante para quantidade necessária. O que
escrever o roteiro. É a moldura você deve saber é a ideia por
organizacional, a forma, a trás da sequência, o contexto;
fundação, o projeto do seu e, para criar uma série de cenas,
roteiro. o conteúdo.
Antes de poder começar a
escrever o seu roteiro, você tem

16
PLOT POINT,

O PONTO DE VIRADA
“(…) é preciso sentir a trama, imaginar a respeito das
possibilidades da história e se envolver com os personagens”

Uma boa história é aquela que superando-se e fazendo a


nos instiga, incentiva a história se mover a um objetivo.
imaginação, mesmo que haja Depois de ter conhecido o
grande riqueza nos gestos do universo construído e se
contador e que venha envolvido com o Plot Point, é
complementada com atuação certo que você continue
artística. Vale o mesmo para o assistindo, por mais clichê que a
cinema: toda a produção longa-metragem possa ser.
cinematográfica não é o A maioria dos filmes mais
bastante para fazer o público se conhecidos utilizam este
envolver com o enredo – é método e talvez você já tenha
preciso sentir a trama, imaginar percebido! 

as possibilidades da história e se Só que é preciso detalhar que o
envolver com os personagens. Plot Point, por recomendação,
Há várias formas, entre elas, o têm dois momentos: quando
uso do Ponto de Virada (Plot inicia e confronta o ambiente
Point, em inglês) que funciona normal (entre o primeiro e o
da seguinte maneira: o segundo ato) e outro próximo ao
roteirista constrói um final (já no início do terceiro
ambiente, apresenta seus ato) quando traz a resolução/
personagens e suas limitações, fechamento da história – dando
até que, em algum momento e ao público o final que precisa.
por algum motivo, surge a Claro que tudo depende da sua
possibilidade de virada. Uma escolha, porém não podemos
boa virada de mesa, na qual o deixar de reconhecer o Ponto de
protagonista pode passar de Virada como uma técnica de
uma situação para outra, sucesso.

17
A CENA
A cena deve ser entendida como A cena pode mostrar algo
a unidade mais básica do acontecendo visualmente ou um
roteiro. Sua finalidade é mover diálogo, geralmente se usa uma
a história e para isso necessita junção das duas opções.
de um acontecimento específico. O contexto de uma cena
A duração de uma cena varia de também deve ser elaborado
acordo com a necessidade do mesmo que geralmente ele não
roteiro. Pode ser curta, como seja apresentado por completo.
uma passagem de tempo, ou um Seja qual for o intervalo de
diálogo de longa duração. tempo entre cenas, deve-se
Os principais componentes de saber o que aconteceu na
uma cena são tempo e lugar. história. As cenas são apenas
Esses fatores devem ser os fragmentos de um todo,
primeiros a ser definidos. A portanto são exibidas apenas
partir dessas generalidades, parcialmente, opta-se por início,
deve-se iniciar a elaboração das meio ou fim de um
especificações. acontecimento.

O ROTEIRO
Agora que você chegou até aqui, ou acontecimento responsável
finalmente podemos ir à parte por levar a história à outra
prática! Antes, vamos direção.
recapitular. O Ato I deve ser constituído em
A construção do roteiro se 30 páginas com o objetivo de
divide da seguinte forma: Ato I apresentar sua história;
(apresentação); Ato II introduzir o personagem
(confrontação); Ato III principal; além de estabelecer a
(resolução). Entre esses atos situação, visual e
existem os Pontos de Virada, dramaticamente. Da página 25
que apresentam um incidente a 27 ocorre o “ponto de virada
18
I", definido anteriormente como
uma mudança de direção da
história.
O Ato II é mais denso e contém
60 páginas. Nelas, você
apresentará os desdobramentos Atualmente, a maioria dos
da história assim como os roteiristas utilizam de softwares
obstáculos pelos quais o seu avançados para compor seus
personagem principal deverá roteiros e segue aqui uma dica de
enfrentar para alcançar o software livre e disponível para
objetivo. Nesta etapa utiliza-se o os sistemas operacionais
famigerado conflito. Entre as Windows, macOS e Linux: o
páginas 85 e 90, acontece o Celtx, um programa gratuito,
“ponto de virada II", que leva a disponível em vinte idiomas
história ao seu epílogo (Ato III). (incluindo o português-
brasileiro) e de uso intuitivo
A 3ª lei de Newton não deve ser
para criação de roteiros.
deixada de lado na construção do
roteiro, afinal, "para cada ação O download está disponível na
há uma reação igual e contrária”. própria página do software
A essência do protagonista é a (www.celtx.com).
ação, o que vem sendo deixado
de lado por alguns roteiristas
“novatos”, que montam seu
personagem principal apenas
para reagir.

PONTO DE VIRADA

Ato I Ato II Ato III

APRESENTAÇÃO CONFRONTAÇÃO RESOLUÇÃO

19
ESCREVENDO
Prepare-se emocionalmente por um momento de resistência.
para isto, pois escrever um É quando você arruma uma
roteiro é um processo longo que distração. Você para de
exige tempo, comprometimento, escrever e faz outra coisa que te
criatividade e também força de impede temporariamente de
vontade. Nesse processo, o continuar. Isso é normal, pois as
tempo é essencial. É preciso se primeiras dez páginas são as
organizar sobre quando e que mais difíceis. A solução é você
horas você conseguirá se saber que está tendo uma
dedicar à escrever. Duas ou resistência, lidar com ela e
mais horas por pelo menos 5 seguir em frente.
dias por semana deverão ser A princípio, as primeiras
exclusivamente para o roteiro. tentativas não ficarão tão boas.
Só assim, conseguirá êxito, em Mas escrever é um processo de
no mínimo, 8 semanas. aprendizado: quanto mais você
Neste caso, se você não morar pratica, melhor fica. Então,
só, é necessário o apoio demorará um pouco até que
incondicional dos familiares, já você se ligue aos personagens
que precisa da compreensão da de fato. A partir do momento
parte deles de que necessita de que você se identificar e pensar
tempo, silêncio e espaço para como eles ficará mais fácil e o
escrever. Além de que o período roteiro se desenvolverá.
de criação não será fácil. Durante o processo, você
Mudanças de humor, descobrirá diversas coisas, a
melancolia, irritação e maioria delas sobre você
preocupação serão mais mesmo. Sentimentos e
frequentes. E isto é pensamentos virão à tona. Será
absolutamente normal para como uma montanha russa
quem tem que enfrentar um dentro de você e isso o ajudará a
grande desafio. escrever mais e mais páginas.
Quando é iniciada a primeira Escrevendo o roteiro, você
linha do roteiro, você passará
20
passará por três estágios: o ao manter as cenas que
primeiro é o das “palavras de funcionam, não as que gosta.
papel” – é quando se escreve Cenas que funcionam são as que
tudo, sem censurar, colocando marcam um filme, não
tudo que pensar em colocar. É necessariamente é a preferida
melhor escrever mais e cortar o do roteirista.
que não cabe ao roteiro do que Enfim, quando o roteiro
escrever pouco e acrescentar terminar tudo terá valido à
cenas em um texto já pena. Depois disso, você sentirá
estruturado. O segundo estágio um turbilhão de emoções em
é olhar o roteiro de forma fria, torno disso. No começo, será
dura e objetiva. Você irá reduzir como um alívio, depois vem a
todo o roteiro “cru” cortando tristeza e depressão. É como
cenas e fazendo modificações, uma mãe que acabara de ter um
até que fique com a quantidade filho. Tudo aquilo que você
de páginas cabível. No terceiro e passou meses para criar,
último estágio, você estará finalmente está pronto, é parte
pronto para fazer polimentos, de você. É normal sentir-se
ênfases, reescrevendo cenas e assim. Tudo isso faz parte do
dando vida à história. Nesse processo de se escrever um
estágio é preciso ter inteligência roteiro.

FORMA
O texto do roteiro deve possuir especificidades para que seja
classificado como tal. Ele deve ser objetivo, não complicado, pois o
leitor deve entender o que o roteirista quer dizer claramente. Não é
necessário que sejam descritos, por exemplo, movimentos de
câmera, pois isso cabe ao diretor. Ele é quem deve possuir o feeling
de como serão as tomadas, pois é quem mais entende do assunto no
ambiente de gravação. No máximo devem ser feitas sugestões. Pode-
se enfatizar algo num plano específico (um pé, um detalhe no canto,
um movimento de mãos) ou abranger o todo num plano geral (um
ambiente, uma paisagem, um carro na rua).

21
Ao escrever um roteiro, inicia- enfatizar o calor tornando a
se com letras maiúsculas o local cena mais quente com edição de
e o tempo. É o que chamamos de cores. Espaço duplo (clicar em
cabeçalho. Vamos analisar uma Enter duas vezes, escrever a
parte do roteiro do filme Django partir da segunda vez) e então o
Livre, do diretor Quentin editor escreve sobre a ação, o
Tarantino.
 personagem e a cena.
Num roteiro, qualquer efeito
I sonoro ou música que seja
EXT – CAMPO – DIA parte da trilha deve estar em
ESCALDANTE letras maiúsculas, para que o
editor possa identificá-lo
rapidamente quando estiver
procurando detalhes para
Enquanto a SEQUENCIA finalizar o filme. Como eles são
DOS CRÉDITOS DE introduzidos após o término das
ABERTURA passa, gravações, o editor pode assim
juntamente com a adicionar as músicas no local
própria MÚSICA TEMA certo. Também em maiúsculos
SPAGUETTI WESTERN, devem vir todos e quaisquer
vemos SETE ESCRAVOS personagens que estão sendo
HOMENS descalços e introduzidos ao telespectador.
sem camisa, conectados
Ao adicionar falas, o nome do
por ALGEMAS NAS personagem deve vir em letras
PERNAS, sendo
maiúsculas e centralizadas,
conduzidos por DOIS
para que o ator consiga ler suas
HOMENS BR ANCOS
falas facilmente. Deve-se dar
CAIPIR AS montando
espaçamento de 1 cm. As ações
CAVALOS.
para os atores geralmente
devem vir entre parênteses,
Tarantino especifica que a cena abaixo da fala. Mas isso varia de
é externa (EXT), que é no acordo com as preferências do
campo e que o dia (tempo) está roteirista, é claro. No roteiro de
escaldante. O editor pode "Django Livre", por exemplo,

22
Tarantino mantém as falas à
esquerda, sem espaçamento e
sem parágrafos.
Cada linha não ocupa muito
espaço e as direções para os
atores vêm logo abaixo da fala, DICKY SPECK
sem nenhuma indicação. Veja ao Quem é esse que tá andando por
lado. aí no escuro?
Fale a que veio, ou se prepare
para levar bala!

A mudança de cena pode ser O COCHEIRO


descrita por expressões como Calma, senhores, eu não vim
CORTA PARA, ou FADE OUT lhes fazer mal algum.
(caso seja necessário), ou não Eu sou apenas um viajante
ser escrita, só datada por cansado.
espaçamentos maiores. Essa O cocheiro, vestindo roupas
parte não é decisão do cinzentas, puxa seu cavalo para
roteirista, devendo apenas ser pará-lo em frente aos dois
uma sugestão ao diretor, que Senhores de Escravos,
pode ignorá-la ou não. levantando a lanterna para
Lembrando que o roteiro deve iluminar seu rosto. Ele fala com
ser simples e coeso, de modo um leve sotaque alemão.
que cada pessoa que lê-lo poderá
entender exatamente as
intenções do roteirista ao
escrever aquela cena.

23
Adaptação
Adaptar significa ajustar, jornal, mas temos que ter em
mudar, adequar ou transpor de mente que será como base, pois
um meio para outro. Essa dará origem ao roteiro original;
adequação na estrutura é para 2. A estruturação do roteiro
melhor compreensão da adaptado tem que estar bem
linguagem e comunicação da alinhada para evitar que o
obra adaptada. público fique confuso e assim
Para uma boa adaptação não entenda a obra;
algumas orientações são 3. Cabe ao roteirista adaptar a
importantes, pois o cinema está obra original, mantendo-se fiel a
desenvolvendo uma linguagem ela, sempre buscando a arte
própria, seguem 4 dicas que visual;
podem ser usadas:
4. Tem que ter um enredo
1. A fonte ou o ponto de partida básico, sem enredo não há
pode ser a obra original, novela, história e sem história não há
livro, peça de teatro ou artigo de roteiro.

A colaboração
O cinema é uma arte que Aliás, este trabalho em equipe
depende da colaboração de precisa ter um mesmo alvo.
muitos, pois um diretor não Para que dê certo, é importante
pode executar um filme sem discutir varias percepções do
auxílio. Somente o roteiro pode que cada um dos envolvidos tem
ser feito sozinho e, mesmo a acrescentar no roteiro,
assim, muitos são produzidos procurando estabelecer um jeito
com a colaboração de mais certo, para o melhor
pessoas. A colaboração pode entendimento das informações.
facilitar no momento da Com isto, a história, a maneira e
construção das ideias, de forma o estilo de escrever de cada um
mais rápida, apesar das podem seguir sem gerar
divergências. conflitos!
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Na construção de um roteiro O roteirista precisa estudar a
no qual exista colaboração é fundo cada profissional que irá
preciso que se tenha regras colaborar na sua produção
sobre a função de cada um dos cinematográfica, observando o
colaboradores, assim como as estilo de cada um.
funções precisam ser
discutidas.

Que tal Acho que


mudar o o roteiro está
final? ótimo! Falta Podemos
diversão! melhorar…

Outras dicas que devem ser Na elaboração de um roteiro é


lembradas são: todo grupo é necessário estabelecer três
composto por pessoas, estágios básicos e as regras,
portanto seja cauteloso para onde se consiste na preparação
não ofender ou se desfazer do do roteiro (1), desenvolvimento
trabalho do outro; a divisão do da história (2) que será
trabalho deve ocorrer de narrada, como um esqueleto, e
maneira igualitária para que por fim escrever de fato o
ocorra uma harmonia entre a roteiro (3). Eles, os
equipe; explorar os colaboradores, podem escrever
colaboradores no que eles mais um ato da história e depois
se identificam, pois cada um trocar os seus escritos para o
tem uma visão mais ampla do melhor entendimento da
que se propôs a trabalhar. criação do roteiro.

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DEPOIS DE ESCRITO
Primeiro você tem que saber se julgamentos. Eles estão certos?
o roteiro funciona mesmo, para Questione-os; pressione-os. Suas
isso dê o seu roteiro a dois sugestões e ideias fazem
amigos mais próximos, que você sentido? Acrescentam alguma
confia e que lhe dirão a verdade, coisa do seu roteiro? Melhoram-
se gostaram ou não; no? Vejam as histórias juntos.
Depois que lerem, escute o que Descubra o que eles gostam,
têm a dizer. Não defenda o que desgostam, o que funciona e o
escreveu. 
 que não funciona com seus
Veja se eles captam a intenção amigos.
do que você quis escrever. Ouça Se quiser fazer quaisquer
suas observações do ponto de mudanças, faça-as. Seu roteiro
vista de que podem estar certos, deve ser limpo, elegante e de
não de que estão realmente. aspecto profissional; a forma
Eles farão observações, críticas, do seu roteiro deve estar
darão sugestões, opiniões, farão correta.

OS DIREITOS AUTORAIS
Uma vez que você tenha seu Não remeta uma sinopse do seu
original, faça 10 cópias; roteiro junto com o material;
Encaderne seu roteiro, não Para conseguir um agente
apresente solto; literário, você precisa ter seu
Ponha uma capa simples; roteiro finalizado, e solicitar
uma listagem de agentes
Caso seu roteiro seja recusado
signatários de Acordo de
por alguma companhia
Artistas e Administradores;
produtora, e você decidir
reescrevê-lo, troque o título ou Liste vários deles e faça contato,
use um pseudônimo, pois eles pergunte se estariam
não leem o mesmo material interessados em ler um roteiro
duas vezes; escrito por um novo roteirista.

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Dê seu Curriculum. Venda-se. advogado à frente das
Insista; negociações. Pois ele será
Muitas vezes você vai sempre mais preparado para
conversar somente com os essas questões, só fique atento e
secretários dos agentes, que sempre por dentro dessas
lerão seu roteiro. Deixe eles negociações;
lerem; Não se frustre pelos nãos, pois
Espere de três a seis semanas quem vai comprar esse roteiro
para que o agente leia seu corre riscos e o mercado é
material. Se você não receber grande, eles têm que analisar
uma resposta dentro desse para saber se a futuro sobre
prazo, telefone; esse roteiro;
Se você tiver sorte, vai poder Não estabeleça expectativas
encontrar alguém que goste do irreais, mantenha sempre os
seu trabalho e queira pés ao chão. Apenas escreva seu
representá-lo; roteiro. O ganho sobre aquele
roteiro virá, não se preocupe
O melhor agente é o que gostar
tanto com o dinheiro;
do seu trabalho e que queira
representá-lo; O ganho sobre aquele roteiro
virá, não se preocupe tanto com
No mínimo procure 8 agentes,
o dinheiro;
ao menos 1 deles irá gostar do
seu roteiro; Confie sempre no seu roteiro,
seu ponto de vista amadurece
Geralmente um agente ganha
com o tempo. Busque análises
10% de tudo que venda;
de pessoas sinceras e procure
Se tiver uma oferta pelo roteiro, ser sempre objetivo.
deixe seu agente ou seu

PRONTO!

Agora é hora de por em prática o
que você aprendeu. Mãos à obra!
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DICIONÁRIO DO CINEMA
Algumas palavras com as quais você
pode não estar tão enturmado assim.

CONTREPLONGÉE: câmera baixa

CLOSE UP: Primeiro plano

CLOSE SHOT: Plano próximo

CUT TO: Corta para

DISSOLVE TO: Fusão

DOLLY IN: câmera se aproxima

ESTABLISHING SHOT: Plano de ambientação

EXTREME CLOSE UP: Primeiríssimo plano

FLASH BACK: lembrança ou passado

FREEZE: CONGELA

FIRST DRAFT: Primeiro Tratamento

FINAL DRAFT: Tratamento Final

FADE OUT: Tela escurece

FADE IN: Tela clareia

GIMMICK: Reversão de expectativa

INSERT: Inserção

INTERCUT: Montagem paralela

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MASTER SHOT: Plano mestre

OFF ou O.S: Fora do Quadro (F.Q) ou Fora do Plano (F.P)

OUT: câmera se afasta

PLONGÉE: câmera alta

PLOT: TRAMA

QUICK MOTION: câmera rápida

SHOOTING SCRIPT: roteiro técnico ou roteiro de filmagem

STORY LINE: Síntese da história

STORYBOARD: desenho dos planos ou esboço das sequências

SERIES OF SHOTS: série de planos

SLOW MOTION: câmera lenta

SPLIT SCREEN: tela partida

SUBPLOT: trama secundária

TAKE/SHOT: tomada

TRAVELLING: carrinho

VOICE OVER ou V.O: Narração (NAR)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FIELD, Syd. Manual do Roteiro: os fundamentos do texto
cinematográfico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Django Unchained. IMSDB. Disponível em:<http://www.imsdb.com/


scripts/ Django-Unchained.html>. Acesso em: 26 fev. 2018

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QR CODE DO LIVRO

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O Como Fazer Um Roteiro de Cinema nasceu para
trazer ao público menos ligado ao cinema um
conteúdo descomplicado, sem tantos quês
acadêmicos, sobre o roteiro. Mais que isso, a
abordagem aqui é sobre como fazer um bom roteiro!

Depois de ler este manual, você não irá mais se


assustar com termos usados no mundo do cinema,
como o Plot Point, Ato, Sequência, e vai tirar muitas
dúvidas sobre como construir uma história
cinematográfica – desde a criação do personagem até
a formatação do seu roteiro, passando pelo
desenvolvimento de um história e pelas técnicas para
torná-la instigante ao público.

Mesmo que você não queira exatamente escrever um


roteiro, com certeza vai entender muito melhor os
bastidores do cinema.

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