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UNIVERSO – Psicologia Social

Profª: Taciara
Aluna: Geicileny Moreira Martins

Livro: O QUE É PSICOLOGIA SOCIAL – Silvia Lane

O comportamento e as características que individualizam o ser humano são o que a


psicologia em si procura, enquanto a psicologia social estuda o comportamento do ser
humano sobre a influência da sociedade, sejam comportamentos considerados conscientes ou
inconscientes. O interesse principal é estudar a relação essencial entre o individuo e a
sociedade, desde como seus membros se organizam para garantir sua sobrevivência até seus
costumes, valores e instituições necessários para a continuidade da sociedade.
Tornamos-nos sociais desde que nascemos, pois nossa vida já começa a existir em
meio a normas, regras e leis que temos que aprender a seguir para continuar no grupo e ser
aceito perante os papeis sociais que assumimos. Nossa liberdade não é tão livre assim,
podemos variar nossos comportamentos, mas somos condicionados a agir de forma a não por
em risco a ordem social e manter as relações e as características essenciais do papel social
para que a sociedade se mantenha tal e qual.
Ao descobrir suas diferenças em meio à diversidade de identidades o individuo se
distinguindo passando a ter suas características próprias em confronto com as outras pessoas,
que tem como característica a manutenção das relações sociais surgindo assim a identidade
social, mas a questão de identidade social seria conseqüência de livre escolha ou condições
sociais decorrentes da produção da vida material que determinam os papéis e a nossa
identidade social. Fato é que essas características do individuo diz respeito a maneira como
ele se relaciona com os outros, sendo uma identidade em grupo onde a construção da
identidade se dá por identificação ou negação onde o outro é praticamente um estimulo para a
identidade.
Só com a consciência de si e o questionamento sobre sua história de vida e razões
históricas sócias que revelam o porque de poucos dominadores e muitos dominados através da
exploração da força de trabalho, questionando os papéis quanto a sua determinação e suas
funções históricas, porque ele age de determinada forma o indivíduo consegue ser um agente
de mudança social. A consciência de si tem a capacidade de transformar a identidade social
quando os papeis são questionados dentro do grupo que os definem, facilita a chegada à
consciência social, o que é dificultado por existirem instituições que por seu próprio caráter
anulam ou amenizam questionamentos e ações de grupos em nome da preservação social.
A linguagem é produzida socialmente, pela atribuição de significados às palavras, é
aquilo através do que se generaliza a experiência da prática sócio-histórica da humanidade e
surgiu para que se pudesse transmitir ao outro o resultado, uma forma de cooperar para
sobreviver, transmitir os detalhes de uma atividade ou da relação entre uma ação e uma
conseqüência, tem o poder de manipulação, meio de comunicação e influência, e contra esse
poder deverá existir o pensamento para não sermos dominados por aqueles que detêm o poder
da palavra, pois existe uma diferença entre fazer e falar. A linguagem envolve a cultura, o
comportamento reforçado através da mediação de outras pessoas, o falar, o escrever, os sinais,
os gestos, tendo a função de transmitir pensamentos, ideias e interação entre os indivíduos.
A família e escola são os pilares para a formação de identidade e personalidade do
individuo. A família é a socialização primária, a base do individuo, é o grupo necessário para
garantir sua sobrevivência, é dela que partem os valores éticos e morais iniciais. Na
adolescência, esta visão única de mundo e de um sistema de valores será confrontada, no
processo de socialização secundária.
A escola é a socialização secundária, é um ambiente de transmissão de educação,
princípios, objetivos, conteúdos, direitos e deveres definidos pelo governo. O individuo
reproduz os conhecimentos e valores passados pela escola onde constrói parte de sua
identidade sendo a ideologia dominante reproduzida na escola como descrição correta de
mundo. O ideal seria uma escola crítica, sem verdades absolutas, onde as relações sociais
possam ser questionadas e reformuladas, o que propiciará a formação de indivíduos
conscientes de suas determinações sociais e de sua inserção histórica na sociedade;
conseqüentemente, as suas práticas sociais poderão ser reformuladas.
O trabalho faz surgir duas classes sociais antagônicas, uma que detém o capital e os
meios de produção, e outra que vende sua força de trabalho, a dominadora e a dominada, que
determinam as relações sociais entre os indivíduos e tem seu significado baseado no sistema
capitalista.
É através do trabalho que o homem modifica a natureza e é modificado por ela e no
nível individual sente que trabalha para suprir necessidades sentidas, contradição fundamental
do capitalismo que a ideologia dominante procura encobrir e é visto que as condições de
trabalho e as atividades exigidas para a sua realização faz compreender como se processa a
nível individual, a alienação ou a consciência social. Quanto maoir a divisão do trabalho
menor o reconhecimento que o trabalhador tem da sua atividade diante do produto fabricado.
Visando o indivíduo na comunidade, e falando de psicologia comunitária o
desenvolvimento de relações sociais que se efetivem através da comunicação e cooperação
entre pessoas, sem dominação de uns sobre outros, com uso de procedimentos educativos e
preventivos, se tornou o objetivo central de atividades comunitárias que tem objetivo
desenvolver a consciência de si mesmas e de suas relações historicamente determinadas
através da recuperação do pensamente e ação, da comunicação e cooperação entre as pessoas,
as suas histórias individuais, e social.
Na busca pela compreensão das crises e convulsões que abalam o mundo a psicologia
social começa a se desenvolver como estudo científico pós primeira guerra mundial,
juntamente com outras ciências sociais estudando fenômenos de liderança, opinião pública,
propaganda, preconceito, mudanças de atitude etc.
O Brasil influenciado pelos norte-americanos reproduziu pesquisas e procedimentos
técnicos adaptando-os as necessidades da sociedade sem novas produções, apenas
acumulando conhecimento a cerca da sociedade que a fez entrar em crise, e uma solução
tomada no Brasil através no encontro da Associação Brasileira de Psicologia concluiu que
seria imprescindível ao Psicólogo Social seu contato com outros cientistas sociais,
tradicionalmente comprometidos com o estudo da realidade social brasileira.