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1ª Edição

2004

Governador do Estado de São Paulo

Vice-Governador do Estado

Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania Secretário Adjunto da Justiça e da Defesa
Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania
Secretário Adjunto da Justiça e da Defesa da Cidadania
Diretor Executivo Fundação de Proteção e Defesa do Consumido-Procon-SP
Parcerias Projeto Piloto:

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO Procurador Geral de Justiça

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - UNESP Reitor

PREFEITURA MUNICIPAL DE FRANCA Prefeito Municipal de Franca

EMPRESA JÚNIOR DE ASSESSORIA JURÍDICA - EJUR Presidente

A luta pela cidadania deve ser feita nas mais diferentes frentes. Atualmente, falar em direitos do cidadão é, obrigatoriamente, falar também em direitos do consumidor, uma vez que todos nós, sem distinção, somos agentes ativos nas relações de consumo.

Nas últimas décadas, com o crescimento e o desenvolvimento do mercado interno, os consumidores se viram inseridos em um mundo repleto de particularidades, leis, regras e questionamentos. Com isso, a simples compra de um produto no supermercado ou a aquisição da casa própria podem se transformar em enigmas de difícil solução.

Foi para sanar essas dificuldades potenciais que surgiram os órgãos de defesa

do consumidor. Em São Paulo, o Procon, fundado em 1976 e transformado em fundação

no ano de 1996, é hoje o principal órgão de defesa dos consumidores no Estado.

E, para coroar esses 28 anos de trabalho, o Procon-SP, vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, criou o Observatório Social das Relações de Consumo, uma iniciativa que vai reforçar ainda mais os laços entre a Fundação e a população.

O projeto tem o objetivo de mapear comunidades carentes, encontrar suas lideranças, capacitá-las nos assuntos referentes às relações de consumo e cidadania e, finalmente, criar um modelo de auto-gestão. Assim, cada turma de agentes formados pela capacitação inicial poderá dar seqüência ao processo de educação da comunidade, propagando os fundamentos das políticas públicas das relações de consumo.

A iniciativa é extremamente relevante, pois, além de transformar os

consumidores em personagens ativos, gera uma extensa rede de multiplicadores que irão estimular a população a se manter sempre atenta na hora de abrir a carteira. Essa é mais uma prova de que o governo do Estado de São Paulo está lutando para garantir a seus

cidadãos o cumprimento de direitos fundamentais.

Alexandre de Moraes

Garantir os direitos dos consumidores não significa apenas combater práticas abusivas e fiscalizar empresas e estabelecimentos comerciais que insistam em desrespeitar as relações de consumo. A efetiva defesa dos direitos dos cidadãos tem início com a orientação da população, pois somente uma sociedade consciente de seus direitos poderá lutar pelo exercício incondicional da cidadania e o fortalecimento do modelo democrático em nosso país.

Ciente do seu papel na construção dessa sociedade mais justa e consciente, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado, atua, desde sua criação, em 1976, na orientação dos cidadãos para a garantia dos seus direitos nas relações de consumo.

O Código de Defesa do Consumidor, instrumento de maior relevância na defesa dos direitos dos consumidores brasileiros, teve a grande maioria dos seus artigos redigidos na sede da Fundação, em São Paulo. O pioneirismo e a coragem, muitas vezes colocada à prova no combate e prevenção aos abusos praticados contra os consumidores, são as marcas dessa instituição, que mais uma vez sai na frente ao implementar um projeto de tamanha importância, como o Observatório Social das Relações de Consumo.

A iniciativa visa a justamente estreitar as relações entre o poder público e a sociedade civil, em especial as comunidades carentes, para a discussão e criação de políticas públicas das relações de consumo. Por meio de suas lideranças, a população será capacitada a lutar pelo respeito aos seus direitos como consumidores e principalmente como cidadãos.

Mais do que atender ao compromisso histórico da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon-SP, o projeto do Observatório Social das Relações de Consumo é a concretização da meta do Governo do Estado de São Paulo de .

Gustavo José Marrone de Castro Sampaio

A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, através

da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor, na sua histórica luta pela prevenção e reparação de danos aos consumidores, ao implementar de forma pioneira em nosso país o

nos municípios do

apenas atende às diretrizes da Política Nacional e Estadual das Relações de Consumo e cumpre atribuições constitucionais e legais, mas essencialmente oferece condições para que a sociedade possa efetivamente exercer a cidadania frente às relações de consumo.

Estado, não

Não restam dúvidas de que a implementação de políticas públicas desta natureza constitui um pressuposto da moderna democracia e facilita a participação do cidadão na conformação política e técnica da defesa do consumidor, principalmente pelo fato de serem voltadas para grupos mais desfavorecidos da população.

As primeiras experiências realizadas com a implementação do Projeto Piloto no Município de Franca–SP, que embasam este manual, já demonstram que a interação entre sociedade e órgãos públicos é o melhor caminho para garantir a tutela dos interesses e direitos dos consumidores.

Pretendemos, com a elaboração deste manual, contribuir para que os órgãos municipais de defesa do consumidor do Estado de São Paulo, bem como todos os atores sociais interessados, possam implementar o Projeto Observatório Social das Relações de Consumo, estabelecendo-se efetivamente um sistema estadual integrado de monitoramento e acompanhamento das relações de consumo.

Trata-se de uma ferramenta de apresentação do projeto e orientação básica, um material de referência, elaborado de forma objetiva no intuito de permitir uma melhor compreensão do projeto e subsidiar a definição de ações de prevenção e reparação de danos aos consumidores.

Desta forma, considerando o fiel e fundamental compromisso da Fundação PROCON-SP com a cidadania, acreditamos que a elaboração do será mais que um instrumento; será uma companhia indispensável na definição da melhor estratégia de atuação dos órgãos públicos e da sociedade para proteger e defender os interesses e direitos dos consumidores no Estado de São Paulo.

Robson Santos Campos

O ,, pprroojjeettoo desenvolvido pela Fundação Procon- SP consiste na elaboração, articulação e proposta de instituição, nas comunidades dos municípios do Estado de São Paulo, de um sistema de monitoramento, acompanhamento e execução de políticas das relações de consumo, integradas com os Municípios, instituições de ensino e o Ministério Público do Estado de São Paulo.

O Observatório Social das Relações de Consumo constitui uma experiência de modernização na implementação de políticas públicas das relações de consumo efetivamente construídas com a participação da sociedade, em especial de universitários e lideranças comunitárias.

Para execução e desenvolvimento das ações propostas, visando a alcançar os objetivos estabelecidos no projeto, a Fundação Procon - SP atuará em parceria com o Ministério Público Estadual, instituições de ensino, Procons Municipais, com possibilidade de ampliar a participação de outros órgãos públicos e entidades civis.

O monitoramento, acompanhamento e principalmente a execução de

políticas das relações de consumo, sobretudo local, permitirá detectar junto a sociedade, de maneira mais eficaz, as situações em que a intervenção pública é necessária, quando ameaçado o equilíbrio e a harmonia entre seus participantes.

Para atingir sua finalidade, o Observatório não se restringirá a detecção de desequilíbrios, mas também será o para investigação das causas, discussões e, sobretudo, proposituras para implementação de ações reparatórias e preventivas, tudo como um reforço no conceito de responsabilidade social.

A Fundação Procon, responsável pelo planejamento, coordenação e

execução da política estadual de proteção e defesa do consumidor, pretende, com a criação de “observatórios das relações de consumo”, mobilizar e subsidiar tecnicamente os atores sociais envolvidos para que possam interagir e agir na prevenção e reparação dos danos causados aos consumidores.

e reparação dos danos causados aos consumidores. Estabelecer uma parceria entre os órgão de defesa do

Estabelecer uma parceria entre os órgão de defesa do consumidor estadual, municipal, Ministério Público, universidade e sociedade civil, criando um fórum permanente de discussão de idéias e de diagnósticos capazes de melhorar a qualidade de vida da população a partir da promoção da proteção e defesa do consumidor;

analisar e diagnosticar demandas dos consumidores para adoção de medidas no âmbito coletivo e difuso;

produzir e divulgar análises, conceitos e interpretações a respeito das relações de consumo efetivadas no município;

subsidiar a produção de políticas públicas de forma a promover a proteção e defesa do consumidor no município, com participação dos moradores locais;

realizar estudos, organizando encontros, seminários e atividades educacionais/culturais que contribuam para uma melhor compreensão sobre o direito do consumidor;

A perspectiva inicial de implementação do projeto é dividida em 05 (cinco) fases, todas sistêmicas, compostas por:

Nesta fase serão realizados encontros/reuniões no Município, bem como na sede da Fundação Procon-SP, no intuito de apresentar e sensibilizar os representantes dos órgãos e entidades envolvidas, dirimindo dúvidas e sempre buscando agregar as sugestões por eles apresentadas.

Esta fase trata especificamente do curso de capacitação a ser ministrado pela Diretoria de Programas Especiais da Fundação Procon-SP “Curso Básico – Código de Defesa do Consumidor, dirigido aos funcionários do Procon Municipal e estudantes universitários que atuarão no Projeto.

Dimensionado, inicialmente, para ser realizado em três dias, totalizando uma carga horária de 30 horas, este Curso tem a finalidade de ampliar o nível de conhecimento teórico e prático dos participantes com ênfase nas estratégias para melhor atuação junto aos consumidores, deverá abordar o âmbito da prevenção e reparação nas relações de consumo e terá o seguinte conteúdo programático:

Direitos básicos do consumidor;

Proteção a saúde e segurança;

Responsabilidade do fornecedor pelo fato do produto e do serviço;

Responsabilidade do fornecedor pelo vício do produto e do serviço;

Proteção contratual;

Da oferta;

Princípios gerais da publicidade;

Publicidade enganosa;

Publicidade abusiva;

Das práticas comerciais abusivas;

Das cláusulas contratuais abusivas;

Contratos de adesão;

Banco de dados e cadastro de consumidores;

Esta etapa compreende a análise de vários aspectos das comunidades do município para implantação do Observatório que deverão ser escolhidas de acordo com os resultados obtidos na avaliação das atividades aplicadas.

A sensibilização das comunidades começa com o estabelecimento de contatos com as lideranças locais para apresentação do projeto, destacando sua importância para a coletividade, buscando–se, a partir da identificação de problemas nas relações de consumo, comuns a todos os membros daquela comunidade, um comprometimento e uma mobilização para consecução das demais etapas do projeto.

Nesta fase, devem ser identificados os principais problemas que serão priorizados como temas a serem trabalhados, bem como qual a metodologia adequada para que possam ser discutidos pela comunidade e adaptados às suas necessidades.

Nesta fase, a ênfase será sobre os procedimentos atinentes ao reconhecimento dos conflitos coletivos em meios às questões individuais obedecendo-se à seguinte metodologia de trabalho:

I) trabalho teórico multidisciplinar da Universidade, que adotará como

premissa a formação de grupos de discussão sobre as questões apresentadas, considerando

as atividades realizadas no Procon Municipal, e deverá observar:

a) exame positivo das normas aplicáveis ao caso em questão;

b) a posição da doutrina;

c) a pesquisa jurisprudencial; e

d) a pesquisa na legislação e doutrina estrangeira.

II) pesquisa, junto a estudantes ou profissionais de outras áreas, e junto a movimentos sociais que já atuem na comunidade, do método pedagógico que melhor se encaixe ao trabalho em questão e às características da comunidade. Então, os alunos estudantes iniciarão oficinas de estudos sobre o método escolhido, sempre com a participação dos integrantes de tais movimentos ou trabalhos educacionais.

III) atividades práticas dos estudantes junto aos Procon’s municipais, visando a

conhecer as demandas da população na área de consumo, identificando políticas públicas adequadas (trabalho teórico a cargo dos estudantes, por meio de reuniões com professores e especialistas) colaborando com os parceiros na identificação, elaboração e aplicação dos instrumentos e mecanismos necessários para sua implementação;

IV) as ações dos Procon's, junto ao Ministério Público e comunidades onde será

instalado o Observatório compreendem a implementação das propostas apresentadas, assim como a adoção de providências cabíveis em cada respectiva área de atribuição. As ferramentas disponíveis são:

a)aplicação de sanções administrativas pelos Procon's nos casos de lesões aos direitos dos consumidores; b)eventuais proposições de ações civis públicas, bem como procedimentos de investigação por parte do Ministério Público; c)audiências públicas na comunidade local, juntamente com fornecedores para apresentação de propostas de harmonização dos conflitos; d) realização de termos de ajustamento de condutas, quando cabível. e)avaliação dos parceiros do projeto, com eventuais conclusões e principalmente proposituras futuras.

Quadro técnico e administrativo disponível na Fundação Procon/DPE - DRI e Parceiros;

Transporte;

Diárias/ hospedagem;

Contatos telefônicos;

Material administrativo;

Material didático;

Material de divulgação;

Uma das principais funções do presente projeto é promover a articulação dos atores sociais envolvidos e os diversos segmentos da sociedade, interessados na reflexão e ação, sobre os diversos ângulos que envolvem as relações de consumo no espaço político e social local.

Os instrumentos básicos dessas atividades são a realização de trabalhos contínuos e diversificados em busca da definição de uma linha prática que, de forma consistente e participativa, possa propiciar o exercício descentralizado da política de defesa do consumidor e procura estabelecer referências de caráter pedagógico da comunidade no exercício dos seus direitos.

As atividades preparatórias de implementação do Observatório Social das Relações de Consumo no Município de Franca iniciaram em janeiro de 2002 e obedeceram as 04 (quatro) fases sistêmicas propostas no projeto, compostas por:

a) Institucionalização do projeto junto aos demais parceiros - Município, Universidade/ Faculdade de Direito, Empresa Júnior/ EJUR, Ministério Público;

Nesta fase, foram realizadas várias reuniões/encontros no Município de Franca, sendo essas realizadas na Prefeitura/Procon Municipal, na UNESP, no Ministério Público, bem como na sede da Fundação Procon na Capital, no intuito de apresentar o projeto e sensibilizar os representantes dos órgãos e entidades, e estudantes universitários envolvidos, dirimindo dúvidas, buscando sempre agregar as sugestões por eles apresentadas para obtenção dos resultados almejados.

Reunião de apresentação do Projeto

Franca –SP – Fevereiro de 2002

apresentação do Projeto Franca –SP – Fevereiro de 2002 b) Início dos cursos de capacitação e

b) Início dos cursos de capacitação e formação dos multiplicadores - município/Ejur, com foco específico nas atividades de defesa do consumidor e no próprio conceito do projeto;

Nos dias 28 de fevereiro, 01 e 02 de março de 2002 foi ministrado, pela Diretoria de Programas Especiais da Fundação Procon, o primeiro curso de capacitação, “Curso Básico – Código de Defesa do Consumidor, dirigido aos funcionários do Procon Municipal de Franca e estagiários da EJUR – Empresa Júnior. Durante estes três dias, totalizando uma carga horária de 30 horas, os participantes foram capacitados para melhor atuação junto aos consumidores, através de conhecimento teórico e prático, sendo enfatizado o âmbito da prevenção e reparação nas relações de consumo.

Direitos básicos do consumidor;

Proteção a saúde e segurança;

Responsabilidade do fornecedor pelo fato do produto e do serviço;

Responsabilidade do fornecedor pelo vício do produto e do serviço;

Proteção contratual;

Da oferta;

Princípios gerais da publicidade;

Publicidade enganosa;

Publicidade abusiva;

Das práticas comerciais abusivas;

Das cláusulas contratuais abusivas;

Contratos de adesão;

Banco de dados e cadastro de consumidores;

de adesão; • Banco de dados e cadastro de consumidores; Curso de capacitação e formação de

Curso de capacitação e formação de multiplicadores Realizado na UNESP – Campus Franca – SP - fevereiro e março de 2002

UNESP – Campus Franca – SP - fevereiro e março de 2002 c) Identificação e sensibilização

c) Identificação e sensibilização de comunidades aptas a receber a implantação do projeto;

Foram analisados vários aspectos das comunidades do município para implantação do Observatório e selecionadas preliminarmente, cinco delas, sendo que essas

passaram por um processo de avaliação a partir do desenvolvimento de atividades aplicadas;

A sensibilização das comunidades e a prática da educação dos consumidores, fazendo com que estes fixem os principais conceitos é uma preocupação unânime de todos e foi realizada com a ajuda do GAPAF – Grupo de Alfabetização Paulo Freire, também integrado por estudantes da UNESP;

Os primeiros temas

levados aos 5 (cinco) bairros determinados por meio de

contatos com os respectivos líderes comunitários foram:

I) sendo enfocado os problemas sofridos com a venda de loteamentos clandestinos e a exploração da falta de informação dos consumidores a respeito das práticas na compra e venda de imóveis (sugestão apresentada pelo MP/Franca e acolhido pelo Procon/Franca, dado o número de reclamações, e pelos demais parceiros); e

II) Os problemas envolvendo os : Tais temas foram levados às comunidades e adaptados, conforme as suas necessidades.

A metodologia mais adequada para que os temas fossem realmente entendidos pela comunidade, foi definida juntamente com o GAPAF, grupo que cuidou dessa parte do projeto, auxiliando a EJUR. Esta, por sua vez, fornece aos membros do GAPAF as noções sobre ambos os temas, na forma de discussões e confecção de relatórios acerca dos temas, para que os dois grupos estejam preparados para auxiliar as comunidades nas primeiras aproximações.

Além disso, para que houvesse uma maior integração entre os grupos, foram feitas 2 (duas) oficinas: uma sobre Direito do Consumidor, sua origem, fundamento e noções básicas; e outra sobre os principais pontos do método Paulo Freire de alfabetização.

Como metodologia de pesquisa, a EJUR foi dividida em dois grandes grupos, cada qual enfrentando um dos temas sugeridos. Foi realizada uma análise positiva das normas incidentes sobre cada assunto, seguindo-se do entendimento da doutrina e da posição da jurisprudência. Eventualmente, os temas foram discutidos de forma transversal com outras matérias, analisando-se, inclusive, experiências internacionais. Além disso, antes da confecção final do relatório, com o material acumulado nos Grupos de Estudos, foram reunidos especialistas envolvidos no assunto, como pesquisadores da Pós-Graduação da FHDSS e/ou membros de entidades ou setores que têm estreita relação com o tema, sob a forma de uma breve exposição para os membros da EJUR. Posteriormente, foi feito um relatório sobre o tema, com a legislação encontrada e a ata da reunião anexadas.

d)

Início das atividades do Observatório,

d) Início das atividades do Observatório, As oficinas com as comunidades começaram numa sensibilização sobre o

As oficinas com as comunidades começaram numa sensibilização sobre o projeto seguindo-se de uma preparação prévia do conteúdo a ser informado e adequação da metodologia operacional a ser aplicada.

Nesta fase foi dado enfoque aos procedimentos atinentes ao reconhecimento dos conflitos coletivos em meios às questões individuais, sendo adotada a seguinte metodologia de trabalho:

I) trabalho teórico jurídico a cargo da EJUR dividido nas seguintes fases:

a) pesquisa legal, identificando o dispositivo da norma positivada aplicada ao

caso em questão,

b) entendimento doutrinário,

c) e o entendimento nos tribunais, pesquisa jurisprudencial; e

II) reconhecimento da política pública mais adequada (trabalho teórico a cargo da EJUR, por meio de reuniões com especialistas da universidade) e estabelecimento de

procedimentos para sua implementação (trabalho pragmático a cargo do Procon de Franca).

Os trabalhos teóricos jurídicos expostos fundamentaram-se na formação de grupos de estudos baseados nos trabalhos realizados no Procon Municipal de Franca.

Foram apresentados 04 temas para serem trabalhados preliminarmente:

1. Contas de fornecimento de energia elétrica da CPFL,

2. Ausência ou deficiência de informação dos serviços prestados pela

CTBC Telecom;

3. A questão da carência dos planos de saúde; e

4. Conduta abusiva na relação jurídica de compra e venda de terrenos

(não conhecimento prévio do contrato). Entretanto, foram acolhidos somente os três temas devido a fase vestibular do trabalho.

III) Avaliação dos parceiros do projeto, com eventuais conclusões e proposituras

futuras.

As avaliações das atividades são realizadas permanentemente ao final de cada fase, e ao final da vigência do Termo de Cooperação Técnica, quando são apresentadas as conclusões finais e proposituras.

Reunião de avaliação na sede da Associação Paulista do Ministério Público Franca –SP – Abril de 2003

do Ministério Público Franca –SP – Abril de 2003 Termo de Cooperação que entre si celebram

Termo de Cooperação que entre si celebram o Ministério Público do Estado de São Paulo, a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo/ Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo, a Universidade Estadual Paulista – Faculdade de História, Direito e Serviço Social – UNESP - Campus de Franca, a Prefeitura Municipal de Franca e Empresa Júnior de Assessoria Jurídica – EJUR com vistas a implementação do Projeto

Aos 09 (nove) dias do mês de agosto de 2002, o Ministério Público do Estado de São Paulo representado pelo Procurador Geral de Justiça , a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo - SP/ Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – PROCON, neste ato representadas respectivamente pelo Secretário e pela Diretora Executiva , a UNESP representada pelo seu Magnífico Reitor . , a Prefeitura Municipal de Franca neste ato representada pelo Prefeito , a EJUR – Empresa Júnior de Assessoria Jurídica, CNPJ

n°72.918.907/0001-45, neste ato representada pela sua Presidente , resolvem celebrar o presente Termo de Cooperação, mediante as cláusulas a seguir expostas:

O presente Termo tem por objetivo propiciar a cooperação técnica visando à implementação do Projeto “Observatório Social das Relações de Consumo”.

Parágrafo único: O Projeto Observatório Social das Relações de Consumo, ora denominado simplesmente de “Observatório”, consiste na elaboração, articulação e

proposta de instituição de um projeto-piloto nas comunidades com a participação de jovens

e lideranças, de um sistema de monitoramento, acompanhamento e execução de políticas

das relações de consumo integradas com o Ministério Público do Estado de São Paulo, Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo/ Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON/SP, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Município de Franca e Empresa Júnior de Assessoria Jurídica – EJUR.

a) elaborar e ministrar curso e treinamento básico de capacitação de

multiplicadores no âmbito da defesa do consumidor, possibilitando a todos os atores sociais envolvidos a realização das atividades aplicadas;

b) definir juntamente com a UNESP, Município de Franca/ PROCON e EJUR as

atividades a serem desenvolvidas;

c) subsidiar tecnicamente à UNESP, Município de Franca/PROCON e EJUR

sobre as questões que envolvam a Proteção e Defesa do Consumidor necessárias à implementação do Projeto;

d) promover conjuntamente com a UNESP, Município de Franca/Procon e EJUR

reuniões, seminários, bem como elaborar e desenvolver trabalhos correlatos para avaliação

e adequado desenvolvimento do Projeto, tais como: a elaboração e edição de materiais educativos e técnicos; e

e) desenvolver atividades necessárias à execução do presente projeto, no âmbito

de suas atribuições.

a) acompanhamento da execução do Projeto;

b) receber os encaminhamentos de demandas coletivas, adotando as medidas

pertinentes;

c) encaminhar ao Observatório e à EJUR o atendimento de demandas individuais;

d)

promover e participar de audiências públicas de interesse do projeto;

e) desenvolver atividades necessárias à execução do presente projeto, no âmbito

de suas atribuições.

a) fornecer subsídios institucionais, jurídicos e técnicos à Fundação de Proteção e

Defesa do Consumidor e parceiros, necessários à implementação do presente;

b) promover reuniões, seminários, bem como elaborar e desenvolver trabalhos

correlatos para avaliação, necessários ao desenvolvimento do Projeto, produzindo materiais educativos e técnicos;

c) promover discussões, debates e divulgação dos trabalhos e eventos;

d) apoiar tecnicamente na execução do presente; e

e) desenvolver atividades necessárias à execução do presente projeto, no âmbito

de suas atribuições.

a)

coordenação local, através do órgão municipal de defesa do consumidor –

Procon/Franca

necessários para execução do projeto;

das

execuções

e

implementações dos trabalhos, fornecendo meios

b) acompanhar os trabalhos junto à comunidade, estabelecendo procedimentos

para o recebimento, acompanhamento e implementação das políticas de defesa do

consumidor elaboradas em conjunto com os parceiros e o Observatório;

c) sediar reuniões, debates e discussões do tema, assim como participar da

elaboração dos materiais técnicos necessários ao projeto, desde que não acarrete despesas

ao Município;

d) registrar, documentar e arquivar o acompanhamento e desenvolvimento do

projeto, juntamente com os demais participantes.

a)

disponibilizar pessoal para execução do Projeto;

b) realizar atividades, nos termos de eventuais parcerias com o Município, no

sentido de promover o atendimento, principalmente, coletivo dos consumidores do Município;

c) promover palestras, cursos e seminários sobre o Projeto e tema direito do

consumidor, em conjunto com os demais parceiros;

d)

realizar

estudos,

discussões

e

investigações

do

tema

relativo

ao

Projeto,

principalmente, com o objetivo de desenvolver a educação para o consumo;

e) participar das reuniões, discussões com os parceiros sobre

o projeto; e

f) desenvolver atividades necessárias à execução do presente projeto, no âmbito

de suas atribuições.

O prazo de vigência deste Termo é de 01 (um) ano, publicação no Diário Oficial do Estado, podendo ser:

contado a partir de sua

a) prorrogado por igual período através de formalização de termo aditivo;

b) denunciado por qualquer dos partícipes mediante comunicação por escrito, com

antecedência mínima de 90(noventa) dias, assegurando-se nesse caso, a continuidade das programações em andamento.

Os casos omissos que surgirem na vigência deste Termo consenso dos partícipes em termo aditivo.

:

serão solucionados por

As controvérsias entre as partes que possam advir do presente termo serão dirimidas amigavelmente, privilegiando-se a realização de conciliação direta entre os seus representantes.

Para o desenvolvimento das atividades elencadas no presente Termo, os partícipes manterão responsáveis com a incumbência de coordenar as atividades e zelar pelo seu fiel cumprimento.

Ficam designados como responsáveis pela execução do presente termo: pelo Ministério Público do Estado de São Paulo o , pela Secretaria da Justiça/Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor PROCON , pela UNESP

, pela Prefeitura Municipal de e pela EJUR .

Caberá a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor providenciar a publicação do extrato deste Termo à Imprensa Oficial do Estado.

E por estarem de acordo, os partícipes firmam o presente Termo de Cooperação em 06 (seis) vias de igual teor e validade, na presença das testemunhas abaixo assinadas.

São Paulo, 09 de agosto de 2002.

Luiz Antonio Guimarães Marrey - Procurador Geral de Justiça

Alexandre de Moraes - Secretário da Justiça

Maria Inês Fornazaro - Diretora Executiva -

Gilmar Dominicci - Prefeito Municipal de Franca

José Carlos de Souza Trindade - Reitor

Mariana Dias - Presidente

Carlos de Souza Trindade - Reitor Mariana Dias - Presidente Evento de assinatura do Termo de

Evento de assinatura do Termo de Cooperação Técnica - Projeto Piloto

Realizado em agosto de 2003 na sede da Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo

Realizado em agosto de 2003 na sede da Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São

Primeiro Termo Aditivo ao Termo de Cooperação Técnica que entre si celebram o Ministério Público do Estado de São Paulo, a

Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo/ Fundação de Proteção

e Defesa do Consumidor do Estado de São

Paulo, a Universidade Estadual Paulista – Faculdade de História, Direito e Serviço Social

– UNESP - Campus de Franca, a Prefeitura

Municipal de Franca e Empresa Júnior de Assessoria Jurídica – EJUR com vistas a implementação do Projeto

Aos 13 (treze) dias do mês de agosto de 2003, o Ministério Público do Estado de São Paulo representado pelo Procurador Geral de Justiça , a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo - SP/ Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor– PROCON, neste ato representadas respectivamente pelo Secretário e pelo Diretor Executivo , a UNESP representada pelo seu Magnífico Reitor . , a Prefeitura Municipal de Franca neste ato representada pelo Prefeito , a EJUR – Empresa Júnior de Assessoria Jurídica, CNPJ n° 72.918.907/0001-45, neste ato representada pela sua Presidente , celebram o presente Termo Aditivo que prorroga por um ano a cooperação técnica nas atividades de implementação do Projeto Observatório Social das Relações de Consumo e altera a sua cláusula décima.

O presente termo tem por objetivo prorrogar por um ano o Termo de Cooperação Técnica firmado em nove de agosto de dois mil e dois com vistas a implementação do Projeto Observatório Social das Relações de Consumo no Município de Franca - SP.

 

Parágrafo único: O

prazo de vigência deste Termo de 01 (um) ano será

contado a partir da data de publicação no DOE.

 

A cláusula décima passa a ter a seguinte redação:

“ 10º) Da coordenação dos trabalhos

21

Para o desenvolvimento das atividades expressas no presente Termo, os partícipes manterão responsáveis com a incumbência de coordenar as atividades e zelar pelo seu fiel cumprimento.

Parágrafo único: Ficam designados como responsáveis pela execução do presente termo: pelo Ministério Público do Estado de São Paulo o , pela Secretaria da Justiça/Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON o , pela UNESP o , pela Prefeitura Municipal de Franca o e pela EJUR seu Presidente.

Caberá a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor providenciar a publicação do extrato deste Termo à Imprensa Oficial do Estado.

E por estarem de acordo, os partícipes firmam o presente Termo de Cooperação em 06 (seis) vias de igual teor e validade, na presença das testemunhas abaixo assinadas.

São Paulo, 13 de agosto de 2003.

Ministério Público do Estado de São Paulo

Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo

- Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo

- Prefeitura Municipal de Franca

Universidade Estadual Paulista - UNESP

Empresa Júnior de Assessoria Jurídica – EJUR

a) democratizar o conhecimento a respeito dos direitos do consumidor, preferencialmente junto aos bairros periféricos;

b) possibilitar a todos os envolvidos uma releitura crítica da realidade através da

problematização acerca da sociedade de consumo;

c) promover a independência e a autonomia da defesa individual e fortalecer a defesa

coletiva em face das relações de consumo;

d) proporcionar aos multiplicadores informações na área do direito do consumidor, por

meio de metodologia crítica adotada para busca da implementação de efetividade do processo do consumidor, preferindo-se a via conciliatória perante a comunidade, o Procon ou o MP, sem prescindir da demanda judicial, quando necessária;

e) sensibilizar os fornecedores quanto à sua responsabilidade social na tutela coletiva dos

consumidores;

f) promover a efetiva aplicação da legislação consumerista;

g) fortalecer a defesa individual e coletiva dos consumidores em relação à qualidade e

quantidade dos serviços públicos, principalmente quando prestados por concessionárias, permissionárias ou instituições financeiras;

h) possibilitar a melhora da qualidade de vida da população a partir da promoção da

proteção e defesa do consumidor;

i) desenvolver um processo educativo, principalmente junto a grupos desfavorecidos da

população, que possibilite aos educandos uma leitura crítica da realidade, possibilitando a

estes uma intervenção qualificada na sua realidade;

j) contribuir para o desenvolvimento da consciência crítica dos educandos e dos

educadores envolvidos;

Os

fundada:

trabalhos educacionais

do

observatório

deverão

utilizar-se

de

uma

metodologia

a) na dignidade da pessoa humana;

b) no princípio da democracia;

c) na busca da eqüidade social e na luta pela libertação humana através de um tratamento

diferenciado ao consumidor, por ser este a parte mais frágil da relação de consumo.

O observatório social constituirá as relações internas e externas baseadas na:

a) dignidade da pessoa humana e no princípio da democracia;

b) horizontalidade e não hierarquização;

c) eqüidade e respeito com o ser humano em geral e seus conhecimentos;

d) diálogo e tolerância frente à diversidade;

e) transparência dos procedimentos e divulgação das informações;

f) democratização do conhecimento sobre os direitos dos consumidores;

g) eqüidade nas relações de consumo;

h) emancipação humana;

i)

efetivação do processo de defesa do consumidor na responsabilidade social dos

fornecedores;

j) harmonização dos interesses do consumidor e fornecedores, sem prejuízo da

preponderância daqueles;

k) participação popular.

Modelos de

relatórios elaborados pelos universitários, no processo de escolha do

bairro para implementação do projeto:

25

Oficina 30.04.03 (Observatório Franca – SP preparada pelos universitários da UNESP) Objetivos: Construir os conceitos de consumidor, fornecedor, relação de consumo, produto, serviço e vulnerabilidade.

Material: Pincel atômico Crachá (fita adesiva) Desenho retratando a relação de consumo Recipiente de soda cáustica com a inscrição xampu colada com durex Constituição Federal e CDC Metodologia detalhada:

A partir de um desenho que retrata uma relação de consumo, suscitaremos a encenação dessa situação, sendo um de nós o fornecedor e um dos membros da comunidade o consumidor. Neste teatro, o fornecedor tentará vender ao consumidor um xampu em um vidro de soda cáustica.

Após isto, a cena será parada, e faremos as seguintes perguntas: Quem está comprando? Quem está vendendo? Que produto está sendo vendido? Quem é o mais fraco nesta situação? Por que é o mais fraco? Por que você não produz xampu na sua casa? Você não pode fazer? Você sabe fazer o xampu? Quem é mais importante? Quem precisa mais de quem?

Com isto, queremos discutir aquilo em que na verdade se baseia a proteção ao consumidor: ele não tem poder de produzir os bens de que necessita, tampouco tem informação para avaliá-los. A proteção do consumidor é

importante por ele se tratar da parte mais fraca. Ele é vulnerável, pode ser atingido a qualquer momento. Por outro lado, o fornecedor precisa dele. Assim, queremos discutir a força que o consumidor tem. Assim como o trabalhador precisa de leis que o protejam, assim também acontece com o consumidor. E essa proteção é exigida por órgãos internacionais; os países assinam acordos para proteger o consumidor etc.

Então volta-se ao teatro. Quem é o consumidor? É Fulano.

E o que é consumidor? Qualquer pessoa que compra um

produto. Mas é só produto? Não, é serviço também. Consumidor é aquele que contrata um serviço. Serviço é tudo o que você paga para ser feito: corte de cabelo, conserto de eletrodomésticos. Ou seja, consumidor é aquele que compra um produto ou que contrata um serviço para satisfazer suas necessidades pessoais ou familiares. Mas então só quem gastou dinheiro com o produto ou serviço é consumidor? Não. Exemplo: televisão do vizinho.

E no teatro, qual é o produto? O xampu. E o que é

produto? É toda mercadoria colocada à venda no comércio:

roupa, alimentos, carro etc.

E quem é o fornecedor? É Ciclano. É a pessoa ou empresa

que oferece, que fornece produtos ou serviços para os

consumidores. Nós temos que lembrar que fornecedor não é só aquele que vende: é o que importa, o que transforma,

o que distribui. Por exemplo, uma distribuidora de

bebidas também é fornecedora. Também temos que lembrar que tanto faz se a empresa é particular, ou se é pública. A CPFL é fornecedora. Tanto faz também se é estrangeira ou se é brasileira Para ser fornecedor, a pessoa tem que exercer a atividade com “ habitualidade”, tem que ser um hábito, algo comum, uma atividade que ela exerça sempre. Uma pessoa que vende sua bicicleta uma vez ou outra não é fornecedora.

E o que é essa situação que eles estão vivendo? Que

relação é essa? Uma relação de consumo. O que é essa relação de consumo? É a troca de dinheiro por produto ou

serviço entre o fornecedor e o consumidor.

Nós já sabemos várias coisas: o que é consumidor, fornecedor, o que é produto, serviço, relação de consumo, vulnerabilidade. Sabendo tudo isto, fica mais fácil entender os nossos direitos.

Por que você, consumidor do nosso teatro, comprou (ou

não) do nosso fornecedor, esse produto que na verdade não é um xampu, é soda cáustica? Vocês perceberam como o consumidor é vulnerável, fraco? Daqui para frente nós vamos trabalhar com nossos direitos para nos fortalecer.

Observações: Obviamente as perguntas são feitas para que a comunidade responda. Nossa intenção é mostrar a eles que eles já sabem muitos conceitos. A partir disso, traremos mais elementos para aprofundar a discussão, construindo um saber coletivo. Afinal, é assim que nos propusemos a trabalhar. Tomara que a gente consiga!!!!! Preparação da aula sobre Oferta, Publicidade e uso adequado do produto – Direito à Informação

Oficina 20/05/03

Discutir o direito à informação, enfatizando a publicidade e a oferta, utilizando como base desde o artigo 30 até o 38 e o inciso III do artigo 6.

Discutir sobre publicidade e informações fornecidas pelos fornecedores e refletir sobre como é, na prática, o “ papel” do fornecedor neste nosso contexto atual.

A discussão será suscitada através da dinâmica da “ Cobra cega”, que consiste em pedir para um participante sair da sala. Enquanto isso espalharemos alguns produtos pela sala e este voluntário deverá, de olhos vendados, chegar até os produtos, orientando-se apenas pelas informações que o grupo fornecerá; mas ao mesmo tempo, as monitoras fornecerão informações incorretas. Após a dinâmica, discutiremos sobre qual foi a função e a importância das informações fornecidas. A partir daí, faremos um paralelo entre as informações da dinâmica e as informações de produtos e serviços que estão no mercado. Atentaremos, para a “ explicação” de como deve ser a publicidade e o dever do fabricante/ fornecedor em SEMPRE fornecer o maior número de informações CORRETAS sobre o produto ou serviço.

Modelo de cartaz para convocação de Oficina (simplicidade/autenticidade):

DATA: 22 e 23/02/2003

HORÁRIO: 9 horas (dia 22) 14 horas (dia 23)

LOCAL: UNESP (DIA 22) Casa do Douglas, Samuel e Mineiro: Rua Comandante Salgado, 1005. (Dia 23)

TEMA:

Pessoal,

Esta é a preparação da oficina no bairro de amanhã (eu, Martin e Zé). Por favor, opinem!! E não se esqueçam: se alguém quiser ir também ao bairro, leiam esta preparação. Beijos,

Michele Cia.

(Elaborado pelos Universitários)

No dia 07 de maio de 2003, às 19h40, no bairro Recanto Elimar, reuniram-se Jaqueline, Douglas, Luis, Eronete, Simone , Michelli, Osmarino, Carlos e Suzana para compor um grupo de discussão proposto pelo “ Observatório Social das Relações de Consumo”. Seguindo roteiro preparado para tal ocasião, buscou-se, no início da discussão, a revisão dos conceitos apresentados no encontro anterior. Notou-se que estes conceitos foram bem absorvidos, pois as pessoas presentes mostraram-se participativas ao responder questionamentos. Na seqüência, buscamos abordar o tema proposto para a discussão do dia ( “ direito à vida, saúde e segurança”) Levantando questões, buscamos comentar estes direitos em todas as relações humanas, para depois comentarmos especificamente as relações de consumo. Recebemos um bom retorno, contando com comentários práticos pertinentes ao assunto apresentado. Logo, buscamos transmitir os conceitos de prevenção de danos, demonstrando os deveres do fornecedor e os direitos e deveres do consumidor. Partimos então para uma discussão participativa sobre “ defeito”. A participação das pessoas foi constante, com comentários sobre acontecimentos pessoais apresentados como exemplo. Todos se mostraram muito conscientes de seus direitos, porém mostraram-se muitas vezes descrentes no seu poder individual para resolução de problemas, porém, confiantes no poder da organização social. Assim, começamos a atingir um dos objetivos do trabalho, que é a descoberta de cada um de sua responsabilidade multiplicadora enquanto cidadão participante do Observatório Social das Relações de Consumo. Comentamos ainda sobre responsabilidade do fornecedor quanto ao produto colocado no mercado e sobre a equiparação do consumidor vítima de dano. Três comentários surgidos ao longo do encontro nos chamaram a atenção: Carlos comentou que é “ normal” que empresas grandes “ passem por cima de regras” e que “ nós não podemos fazer nada sobre isso”. O grupo mostrou-se contrário a esse posicionamento, rebatendo com colocações críticas embasadas em princípios como honestidade e respeito. Suzana comentou que após as participações nos encontros do grupo notou-se mais atenta em relação a detalhes nas relações de consumo, e contou que está transmitindo o que conhece nas reuniões aos amigos. E Osmarino comentou que ele, como pequeno

fornecedor, já tinha prejudicado muitos consumidores, mas se já conhecesse os direitos do consumidor anteriormente, isso teria sido evitado.

Encerrando a discussão, conversamos sobre cidadania, e reforçamos a importância da educação para o verdadeiro cidadão, que não é só aquele que vota, mas sim aquele que participa ativamente da vida social. Discutimos também a questão do dia dos encontros. Decidiu-se que par ao grupo o melhor dia é a terça- feira, então nos comprometemos a realizar os encontros nestes dias. O ausentes deste ultimo encontro serão avisados da mudança através das cartas do Procon - Franca.

“ Senhor Coordenador de Projetos,

Infere-se, então, ser de suma importância a participação contínua de todos os

parceiros originários, sem prejuízo de que outras ONGs sejam agregadas, jamais adotando- se o princípio da exclusão, que não coaduna com um dos princípios norteadores do projeto:

a dignidade da pessoa humana e o princípio democrático.

PAULO CÉSAR CORRÊA BORGES Promotor de Justiça da Cidadania e do Consumidor de Franca

o princípio democrático. “ PAULO CÉSAR CORRÊA BORGES Promotor de Justiça da Cidadania e do Consumidor

Juliana Pereira da Silva Assessora Especial do DPDC/SDE/MJ.

Ana Alice Limongi Gasparini - Assessora Técnica André Luiz Lopes dos Santos - Diretor de Atendimento e Orientação ao Consumidor Dante Kimura - Diretor de Programas Especiais Luis Carlos Pereira Jardim – Diretor de Administração e Finanças Maria Teresa Mormillo - Diretora de Relações Institucionais Robson Campos– Téc. Proteção e Defesa Consumidor- Coordenador Sérgio Luiz M. Giannela - Diretor de Fiscalização Vinícius Simony Zwarg - Chefe de Gabinete

Edila Moquedace Araújo – Assistente Técnica – (Período 97/03) Ricardo Morishita Wada – Diretor de Programas Especiais – (Perído 97/03)

Estagiários

Ana Carolina Godoi de Campos Andrea Yuko kikuchi Mori Carina Roberta Minc Carolina Lopes Rodrigues Marcelo Akyama Florêncio Tatiana Tomaz Ramos

Luiz Antônio Guimarães Marrey Paulo César Corrêa Borges – Promotor de Justiça – FRANCA

Paulo César Corrêa Borges – Prof. Da faculdade de Direito Antonio Alberto Machado – Prof. da Faculdade de Direito Hélio Borghi – Diretor Campus de Franca José Afonso Carrijo Andrade – Assessor Chefe - Relações Externas Sandra Mara Bonfim Felício - Diretora Técnico Acadêmico - Franca

Denilson Pereira Carvalho - Secretário de Controle e Assuntos Jurídicos Luís Antônio M. Pereira – Chefe de Atendimento do PROCON – Franca Juliana Pereira da Silva – Coordenadora - PROCON - Franca (Período 02/03)

23. Juliana Vieira Virdes

24. Larissa Silva

1.

Amanda Marques Gattás

25. Leonardo Bianchi

2.

André Pina Borges

26. Luiza Bassi de Castro Ribeiro

3.

Camila Vitte Rocha

27. Maraíza Dayse Amaral Pereira

4.

Carlos Eduardo Nobre Correia

28. Marcela Gonçalves Godói

5.

Carolina Costa Ferreira

29. Marcelo Martin Gonçalves

6.

Cleber Pereira Defina

30. Mariana Dias

7.

Christiana Aparecida Nasser Saad

31. Mariana Moreira Rodrigues

8.

Christian Fernandes G. Rosa

32. Martin Tassara Holffing

9.

Cristiane Canella Vallim

33. Mateus Marcos

10.

Daniela Antunes Chierice

34. Michele Cia

11.

Diego da Silva Rodrigues

35. Milena Bento de Freitas

12.

Douglas Dias

36. Murilo José Penteado Roberto

13.

Eduardo Rodrigues da Costa

37. Natalina Zanetti Marchi

14.

Fernanda Peres da Silva

38. Paola Caroline Spadotto

15.

Frederico Guilherme Queiroz

39. Paula Tolomeotti

Mantovani

40. Renato Martinez

16.

Gabriela de Souza Augusto

41. Rodrigo Afonso Machado

17.

Jaqueline Frutuoso Vieira

42. Samuel Martins Feliciano

18.

João Bosco da Nóbrega Cunha

43. Sabrina Renata de Andrade

19.

José Américo Zampar

44. Sonia Satie Uyeki

20.

José Cunha Garcia

45. Suellen Rocha Lipolis

21.

Juliana Andressa de Macedo

46. Taísa de Pedro Cintra

22.

Juliana de Melo e Silva

47. Talita Carniado Santos

48.

Talita Zani Fechter

66. Renato Martinez

49.

Thaís Hackmey Guarino

67. Rodrigo Afonso Machado

50.

Vanessa Braga Matijastic

68. Samuel Martins Feliciano

51.

Leonardo Bianchi

69. Sabrina Renata de Andrade

52.

Luiza Bassi de Castro Ribeiro

70. Sonia Satie Uyeki

53.

Maraíza Dayse Amaral Pereira

71. Suellen Rocha Lipolis

54.

Marcela Gonçalves Godói

72. Taísa de Pedro Cintra

55.

Marcelo Martin Gonçalves

73. Talita Carniado Santos

56.

Mariana Dias

74. Talita Zani Fechter

57.

Mariana Moreira Rodrigues

75. Thaís Hackmey Guarino

58.

Martin Tassara Holffing

76. Vanessa Braga Matijastic

59.

Mateus Marcos

60.

Michele Cia

61.

Milena Bento de Freitas

62.

Murilo José Penteado Roberto

63.

Natalina Zanetti Marchi

64.

Paola Caroline Spadotto

65.

Paula Tolomeotti