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MATERIAL DE APOIO

AULÃO DE VÉSPERA PC/MG NOVA CONCURSOS

Prezado(a) aluno(a), futuro(a) Escrivão(â) da Polícia Civil do Estado de


Minas Gerais (PC/MG), aqui quem vos escreve é o Prof. Diego Pureza em
nome de toda a equipe da Nova Concursos.

Sabemos que a preparação para um concurso público desse calibre não


é tarefa fácil. Exige-se sacrifícios e abdicação de momentos preciosos de
lazer e descanso.

Para ajudá-los ainda mais, preparamos este material de apoio contando


com todo o conteúdo ministrado em nosso Aulão de Véspera para a PC/MG
ministrado ao vivo a partir das 9 horas da manhã do dia 01/12/2018, de modo
que você poderá utilizar por meio de outra aba em seu computador, utilizar
em seu smartphone, tablet, ou até mesmo imprimir para construir suas
próprias anotações.

Aliás, sugiro que, se possível, realize a impressão do material. O ato de


seguir o material fazendo anotações, grifos e até mapas mentais reforça a
sua concentração nos estudos – acredite em mim, isso é cientificamente
comprovado!

Pensando nisso, o nosso material conta com uma coluna em branco ao


lado de todo o conteúdo, possibilitando suas anotações.
Vamos com força máxima nessa reta final! Acredite, uma vaga pode ser
sua!

Desejo à você toda a força necessária, foco e fé na prova de amanhã!


Continue contando conosco!

Atenciosamente,

Professor Diego Pureza


SUMÁRIO

Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340/2006) – Prof. Evandro Muzy........................................................................................... 01,


Língua Portuguesa – Profª. Priscila Ferrarotto.......................................................................................................................... 04
Direitos Humanos – Profª. Camila Cury. .....................................................................................................................................08
Direito Civil – Profª. Camila Cury. ..................................................................................................................................................11
Lei Complementar 129/2013 (Lei Orgânica da PC/MG) – Prof. Rodrigo Cavalheiro Rodrigues. .................................... 14
Direito Processual Penal – Profª. Fernanda Fisher. ................................................................................................................... 18
Direito Penal – Prof. Diego Pureza. ............................................................................................................................................. 24
Criminologia – Prof. Diego Pureza. ..............................................................................................................................................25
Medicina Legal – Prof. Rubens Pereira Orrin. ............................................................................................................................27
Direito Constitucional – Profª. Patrícia Chalfun. .......................................................................................................................35
Informática – Prof. Fábio Augusto. ............................................................................................................................................. 44
LEI MARIA DA PENHA (LEI Nº 11.340/2006) –
ANOTAÇÕES
PROF. EVANDRO MUZY

Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência


doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou
omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão,
sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral
ou patrimonial:

I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida


como o espaço de convívio permanente de pessoas,
com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadica-
mente agregadas;

II - no âmbito da família, compreendida como a comu-


nidade formada por indivíduos que são ou se conside-
ram aparentados, unidos por laços naturais, por afinida-
de ou por vontade expressa;

III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o


agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida,
independentemente de coabitação.

Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste


artigo independem de orientação sexual.

Art. 6o A violência doméstica e familiar contra a mulher


constitui uma das formas de violação dos direitos huma-
nos.

Formas de violência doméstica:

I - a violência física, entendida como qualquer conduta


que ofenda sua integridade ou saúde corporal;

II - a violência psicológica, entendida como qualquer


conduta que lhe cause dano emocional e diminuição
da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o ple-
no desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar
AULÃO PC-MG 2018

suas ações, comportamentos, crenças e decisões, me-


diante ameaça, constrangimento, humilhação, mani-
pulação, isolamento, vigilância constante, perseguição
contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, explora-
ção e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro
meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à au-
todeterminação;

1
III - a violência sexual, entendida como qualquer con-
duta que a constranja a presenciar, a manter ou a parti- ANOTAÇÕES
cipar de relação sexual não desejada, mediante intimi-
dação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza
a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua
sexualidade, que a impeça de usar qualquer método
contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez,
ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chanta-
gem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o
exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;

IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer


conduta que configure retenção, subtração, destruição
parcial ou total de seus objetos, instrumentos de traba-
lho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou
recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfa-
zer suas necessidades;

V - a violência moral, entendida como qualquer condu-


ta que configure calúnia, difamação ou injúria.

Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à


representação da ofendida de que trata esta Lei, só será
admitida a renúncia à representação perante o juiz, em
audiência especialmente designada com tal finalidade, an-
tes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério
Público.

Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de violência


doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta
básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a
substituição de pena que implique o pagamento isola-
do de multa.

Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão


ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Ministério
Público ou a pedido da ofendida.

§ 1o As medidas protetivas de urgência poderão ser


concedidas de imediato, independentemente de
audiência das partes e de manifestação do Minis-
tério Público, devendo este ser prontamente co-
municado.

§ 2o As medidas protetivas de urgência serão aplicadas


isolada ou cumulativamente, e poderão ser substi-
tuídas a qualquer tempo por outras de maior eficá-
cia, sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei
forem ameaçados ou violados.

§ 3o Poderá o juiz, a requerimento do Ministério Pú-


AULÃO PC-MG 2018

blico ou a pedido da ofendida, conceder no-


vas medidas protetivas de urgência ou rever
aquelas já concedidas, se entender necessário
à proteção da ofendida, de seus familiares e de
seu patrimônio, ouvido o Ministério Público.

2
Medidas protetivas aplicáveis ao agressor:
ANOTAÇÕES

Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e


familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz pode-
rá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou sepa-
radamente, as seguintes medidas protetivas de urgência,
entre outras:

I - suspensão da posse ou restrição do porte de armas,


com comunicação ao órgão competente, nos termos da
Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II - afastamento do lar, domicílio ou local de convivên-


cia com a ofendida;

III - proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das tes-


temunhas, fixando o limite mínimo de distância entre
estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas


por qualquer meio de comunicação;

c) freqüentação de determinados lugares a fim de preser-


var a integridade física e psicológica da ofendida;

IV - restrição ou suspensão de visitas aos dependentes


menores, ouvida a equipe de atendimento multidiscipli-
nar ou serviço similar;

V - prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

A Novidade Pode Ser Essa:

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere me-


didas protetivas de urgência previstas nesta Lei: (Incluído
pela Lei nº 13.641, de 2018)
AULÃO PC-MG 2018

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. (In-


cluído pela Lei nº 13.641, de 2018)

§ 1o A configuração do crime independe da competên-


cia civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)

3
§ 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a au-
toridade judicial poderá conceder fiança. (Incluído ANOTAÇÕES
pela Lei nº 13.641, de 2018)

§ 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de


outras sanções cabíveis.

#FicaDica
Art. 41. Aos crimes praticados com violência
doméstica e familiar contra a mulher, indepen-
dentemente da pena prevista, não se aplica a
Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995.

Súmula 536-STJ: A suspensão condicional do processo


e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos
sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha.

Súmula 542-STJ: A ação penal relativa ao crime de


lesão corporal resultante de violência doméstica contra a
mulher é pública incondicionada.

Súmula 588-STJ: A prática de crime ou contravenção


penal contra a mulher com violência ou grave ameaça no
ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.

Súmula 589-STJ: É inaplicável o princípio da insignifi-


cância nos crimes ou contravenções penais praticados con-
tra a mulher no âmbito das relações domésticas.

Súmula 600-STJ: Para a configuração da violência domés-


tica e familiar prevista no artigo 5º da Lei n. 11.340/2006 (Lei
Maria da Penha) não se exige a coabitação entre autor e vítima.

2011 -FUMARC - PC-MG - Delegado de Polícia

“Nos crimes que envolvam violência doméstica, a


Lei nº 11.340/2006 veda a substituição da pena privati-
va de liberdade pela restritiva de direitos de prestação
pecuniária ou o pagamento isolado de multa”.

Boa prova e conte sempre com o Prof° Evandro Muzy e


toda a equipe do Nova Concursos.

LÍNGUA PORTUGUESA – PROFª. PRISCILA


FERRAROTTO

QUESTÃO 1
AULÃO PC-MG 2018

Crase significa fusão de dois fonemas “a”, em circuns-


tância marcada por uma exigência verbal ou nominal; é,
portanto, fenômeno tanto fonológico quanto morfossintá-
tico. Sabe-se que há situações de crase obrigatória, outras
em que o acento grave é considerado facultativo e, final-
mente, casos em que sua presença é proibida.

4
Atente para as asserções sobre excertos do texto. A se-
guir, assinale a opção que traz a afirmativa CORRETA: ANOTAÇÕES

CONTINUAÇÃO DA QUESTÃO 1

a) “A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face


a esse ‘mal-estar’ do homem ocidental.” => Crase
proibida. Haveria, porém, crase em: A vida se tornou
absurda e difícil de ser vivida, face à face com esse
“mal-estar” do homem ocidental.

b) “A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse


quadro desolador.” => Crase proibida. Haveria, po-
rém, crase diante da forma feminina: A pós-moderni-
dade talvez seja uma reação à essa grave situação.

c) “A razão, além de não nos responder às grandes


questões que prometeu responder, engendra novas
e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando
sobre a incerteza de nossos precários destinos.” =>
Crase proibida. Haveria, porém, crase obrigatória, se
alterássemos a preposição para “... que chegam até
hoje, vagando até à incerteza”.

d) “A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem


uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas
razões, devido à sua prolongada irracionalidade do
‘modo de vida global’ segundo Jameson”. => Crase
facultativa. O autor poderia ter optado por não co-
locar crase antes do pronome possessivo: “... muitas
razões, devido a sua prolongada irracionalidade”.

CRASE PROIBIDA

• antes de palavras masculinas: Falamos a respeito de


política.

• antes da maioria dos pronomes: Diga a ela que fico.

• antes de certos nomes de lugar: Vou a Uberaba.

• em expressões formadas por palavras repetidas: Fi-


camos cara a cara.

• antes de verbos: A partir do próximo mês, morarei


em outra cidade.

CRASE FACULTATIVA
AULÃO PC-MG 2018

• antes de nomes próprios femininos: Refiro-me a/à


Maricleide.

• antes de pron. possessivos femininos: Referi-me


a/à(s) sua(s) filha(s).

Obs.: Ele se referiu a/à minha filha; eu, à sua.

5
• depois da preposição até, seguida de palavra femini-
na que admita o artigo: Vou até a/à escola. ANOTAÇÕES

CRASE OBRIGATÓRIA

• antes de locuções adverbiais femininas: Nós viaja-


mos às vezes.

• antes de locuções prepositivas femininas: Estou à


procura de emprego.

• antes de loc. conjuntivas femininas: À medida que


leio, instruo-me.

• quando estiver implícita a ideia de moda ou maneira:


Barba à Fidel.

• quando houver a junção da preposição “a” com ou-


tro “a”: Entreguei os documentos àquela secretária,
não à que você indicou.

QUESTÃO 2

Observe atentamente cada par de frases correlaciona-


das. A segunda apresenta uma alteração/transformação da
primeira num aspecto indicado entre colchetes. Assinale a
opção em que a transformação gerou uma construção in-
correta do ponto de vista da norma padrão:

a) Acende-se a luz racional lá no Iluminismo e vem até


hoje. [plural] => Acendem-se as luzes racionais lá no
Iluminismo e vêm até hoje.

b) A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse qua-


dro desolador. [pretérito imperfeito do subjuntivo] =>
A pós-modernidade talvez fosse uma reação a esse
quadro desolador.

c) “Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica


e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (ilumi-
nista/racional) o nosso mais precioso bem: a individua-
lidade.” [futuro do subjuntivo + futuro do indicativo] =>
Enquanto nos deleitarmos com essa vida esquizofrênica
e lúdica, deixaremos no caixa do capitalismo tardio (ilu-
minista/racional) o nosso mais precioso bem: a indivi-
dualidade.

d) Há, sem dúvida, grave crise cultural que desemboca em


AULÃO PC-MG 2018

crise de modernidade. [pretérito imperfeito + plural]


=> Haviam, sem dúvidas, graves crises culturais que de-
sembocavam em crises de modernidade.

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TRÊS FUNÇÕES DO PRONOME “SE”
ANOTAÇÕES

SE DICA EXEMPLO

Pode ser
trocado
Pronome Jânisson se viu no
por “a si
reflexivo espelho.
mesmo(a)
(s)”
Liga-se Vende-se casa.
Pronome
a VTD / Dá-se aula particular
apassivador
VTDI a concurseiros.
Precisa-se de
costureira.
Índice de Liga-se a
Vive-se bem na
indeterminação VTI / VI
Suécia.
do sujeito / VL
Fica-se cansado após
longa caminhada.

CORRELAÇÃO VERBAL

• futuro do presente do indicativo - futuro do subjun-


tivo

Eu ocuparei o cargo de escrivão da PC-MG se for no-


meado.

• futuro do pretérito do indicativo - pret. imperfeito


do subjuntivo

Eu ocuparia o cargo de escrivão da PC-MG se fosse no-


meado.

CONCORDÂNCIA DE VERBOS IMPESSOAIS

Padrão: o verbo fica na 3ª pessoa do singular.

• fenômenos da natureza: Choveu muito no fim de se-


mana.

• haver/fazer na indicação de tempo: Faz/Há dez anos


que almoço aqui.

• haver (= existir, ocorrer, acontecer): Houve proble-


mas.

Obs.: Existiram/Ocorreram/Aconteceram problemas.


AULÃO PC-MG 2018

Importante: o verbo ser, na indicação de tempo ou dis-


tância, é impessoal, mas admite o plural: São 14h. / Serão
200km até lá. / É/São 2 de novembro.

7
QUESTÃO 3
ANOTAÇÕES
Atente para a semântica introduzida pelos conectivos
(palavras ou locuções) destacados e assinale a afirmação
INCORRETA:

a) “O mundo está sem ordem e valores, como disse Dos-


toievski: ‘Se Deus não existe, tudo é permitido’”. =>
ideia de comparação.

b) “... as luzes da razão poderiam colocar o homem como


gerador de sua história. Mas tudo não passou de um
sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare).”
=> ideia de adversidade.

c) “Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como


os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o
vazio da vida.” => ideia de finalidade.

d) “Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do


Iluminismo já era, na origem, uma ‘patranha’, na medida
em que disparava um discurso redentor para o homem
com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual per-
da de sua liberdade.” => ideia de proporcionalidade.

DIREITOS HUMANOS – PROFª. CAMILA


CURY

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Estado Democrático de Direito: art. 1° CF.

Fundamentos do Estado Democrático de Direito: a


soberania; a cidadania; a dignidade da pessoa humana; os
valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e finalmente,
o pluralismo político.

Objetivos Fundamentais: art. 3º  uma sociedade li-


vre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional;
erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desi-
gualdades sociais e regionais; promover o bem de todos,
sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quais-
quer outras formas de discriminação.

Direitos sociais: art. 6º   a educação, a saúde, a ali-


mentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade
e à infância, a assistência aos desamparados.

NOÇÕES GERAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS


AULÃO PC-MG 2018

Direitos humanos são de titularidade de todas as



pessoas, não abrangendo grupos específicos ou si-
tuações determinadas;

Decorrem dos direitos naturais, muito embora atual-



mente tenham sido positivados (reconhecidos pelas
Constituições dos países);

8
O momento histórico de maior destaque: Segunda

Guerra Mundial; ANOTAÇÕES

Características: universalidade; inalienabilidade; impres-


critibilidade; impenhorabilidade; aplicação imediata.

Marco inicial dos Direitos Humanos: é a Declaração Uni-


versal dos Direitos Humanos (1948).

GERAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS

1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração

relaciona-se à
direitos igualdade relaciona-se ao
individuais. (direitos sociais, coletivo.
econômicos)
Contexto
Contexto histórico:
Contexto
histórico: Revolução
histórico:
período pós- Industrial e
Pós II Guerra
Revolução Constituição
Mundial.
Francesa. Weimar
(Alemanha).

Valor Valor Valor


consagrado: consagrado: consagrado:
liberdade. igualdade. solidariedade.

Participação
Busca: a
mais ativa do Busca:
liberdade
Estado, que proteção
do indivíduo
deveria garantir ao meio
e pouca
igualdade ambiente; paz
influência do
a todos os mundial.
Estado.
cidadãos

Tratados de Direitos Humanos no Brasil: art. 5º, §


3º CF

Tratados e convenções internacionais:

que versem sobre direitos humanos + fossem votados


pelo Congresso Nacional, em cada uma das Casas, em dois
turnos e que obtivessem três quintos dos votos dos seus
membros = aprovados com equivalência à emenda cons-
AULÃO PC-MG 2018

titucional.

Direitos Políticos: arts. 14 a 16 CF.

Soberania popular é exercida:

9
- Pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto
(igual para todos); ANOTAÇÕES
- Outros meios: plebiscito; referendo; iniciativa popu-
lar;

Sistema Global de Proteção dos Direitos Humanos

Documento: Declaração Universal dos Direitos Hu-


manos

Adotada e proclamada pela Assembleia Geral da



ONU em 10.12.1948 por meio da Resolução 217 A III;

Tratados: Pacto Internacional dos Direitos Civis e Po-



líticos e Pacto Internacional dos Direitos Econômicos,
Sociais e Culturais (Brasil aderiu em 1991);

Conteúdo: direitos civis, políticos, sociais, econômi-



cos e culturais que devem ser garantidos a todas as
pessoas.

Sistema Global de Proteção dos Direitos Humanos

Documento: Declaração Universal dos Direitos Hu-


manos

Obs.: a dignidade da pessoa humana foi alçada como


fundamento de todos os demais direitos que compõe o
documento.

FIQUE ATENTO!
Arts. 8 a 10 da Declaração  CF/88: direito ao
contraditório e ampla defesa – art. 5º, LV;

Prisão: apenas decorrente de ordem escrita e


fundamentada da autoridade judiciária com-
petente, flagrante delito, transgressão militar
ou crime militar (art. 5º, LXI).

Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos


Humanos

Instituído por meio da Carta da Organização dos Es-


tados Americanos (OEA). Aprovada em Bogotá, Colômbia,
em 1948.

Documento: Pacto de San José da Costa Rica


AULÃO PC-MG 2018

É o tratado de maior relevância para o Sistema Inte-


ramericano de proteção aos direitos humanos;

Foi assinado em 22 de novembro de 1969 na cidade



de San José na Costa Rica, razão pela qual recebeu o
nome acima mencionado.

10
O Brasil assinou o tratado em 25 de setembro de

1992. Passou a vigorar em nosso ordenamento jurí- ANOTAÇÕES
dico a partir do Decreto nº 678 de 06 de novembro
de 1992.

A Convenção é composta de oitenta e dois artigos.


Adesão: 24 países até setembro de 2013.


Pacto de San José da Costa Rica

FIQUE ATENTO!
No ordenamento jurídico brasileiro:

Artigo 7.5: originou a inclusão da obrigatorie-


dade da audiência de custódia.

Artigo 7.7: prisão por dívidas apenas do deve-


dor de alimentos. Não há mais prisão do de-
positário infiel

DIREITO CIVIL – PROFª. CAMILA CURY

Personalidade Civil e Capacidade

Personalidade: aptidão para ter direitos e deveres; é


inerente ao ser humano.

Início: nascimento com vida. Porém, o CC prevê que des-


de a concepção são protegidos os direitos do nascituro
(art. 2º CC).

Capacidade Civil:

Absolutamente incapazes: menores de 16 (dezes-



seis) anos (art. 3º).

Possuem a capacidade de direito; para a capacidade de


fato, dependem da representação de seus pais, responsá-
veis ou tutores.

Relativamente incapazes (art. 4º):  


Possuem capacidade de direito; de fato relativa.

- os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;

- os ébrios habituais e os viciados em tóxico;

- aqueles que, por causa transitória ou permanente, não


AULÃO PC-MG 2018

puderem exprimir sua vontade;

- os pródigos.

Cessa a menoridade: quando a pessoa completa 18


anos. Obtém capacidade civil plena (habilitada à prática
dos atos de sua vida civil (art. 5º CC).

11
Emancipação: meio de antecipação da plena capacida-
de do menor (parágrafo único). ANOTAÇÕES

Hipóteses

pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do



outro.

Obs.: dependerá de instrumento público. Independe de


homologação judicial.

pelo casamento  idade núbil: 16 anos.


pelo exercício de emprego público efetivo;


pela colação de grau em curso de ensino superior:



presunção de maturidade e discernimento.

 pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela exis-


tência de relação de emprego, desde que, em função
deles, o menor com dezesseis anos completos tenha
economia própria  ou seja, deve ter meios de se
sustentar.

DIREITOS DE PERSONALIDADE

Características: intransmissíveis; irrenunciáveis, não


podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

Exceto: se houver disposição em contrário na lei.

Lesão a direito de personalidade: é possível buscar


cessação de ameaça ou perdas e danos, se já configurada
(art. 12 CC).

FIQUE ATENTO!
é possível a proteção aos direitos de persona-
lidade da pessoa morta

Quem poderá fazê-lo?: cônjuge sobrevivente;


qualquer parente em linha reta ou colateral até
o quarto grau (parágrafo único).

Proibição a atos de disposição do próprio corpo: se


houver diminuição permanente da integridade física, ou
contrariar os bons costumes.

Exceto: se decorrer de exigência médica (art. 13); trans-


AULÃO PC-MG 2018

plante.

PESSOAS JURÍDICAS

Pessoas jurídicas de direito privado (art. 44 CC):

12
A criação, a organização, a estruturação interna e o

funcionamento das organizações religiosas: é livre. ANOTAÇÕES

Consequência: vedado ao poder público negar reco-


nhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessá-
rios ao seu funcionamento (§ 1º);   

Início da existência legal das pessoas jurídicas de di-


reito privado (art. 45): com a inscrição do ato constitutivo
no respectivo registro.

Desconsideração da personalidade jurídica (art. 50):

Conceito: afastamento da pessoa jurídica com a deter-


minação judicial de que as obrigações possam recair sobre
bens particulares dos administradores ou sócios.

FIQUE ATENTO!
deve haver a comprovação abuso da perso-
nalidade jurídica: pelo desvio de finalidade ou
pela confusão patrimonial.

VÍCIOS DE CONSENTIMENTO

• Erro ou ignorância: arts. 138 a 144 CC.

Para ser considerado como causa para anulação do NJ:


substancial e escusável.

Substancial: art. 139 CC.

Escusável: possível de ser perdoado se considerado o


homem médio.

• Dolo: arts. 145 a 150 CC  quando for a causa do


NJ. Ex.: objeto de latão vendido como um objeto de
prata.

• Coação: arts. 151 a 155 CC  temor de


dano iminente à pessoa ou a seus bens.
Obs.: pessoa que não da família, juiz, analisará as cir-
cunstâncias para analisar se houve coação.

FIQUE ATENTO!
não é coação  ameaça do exercício normal
de um direito (Ex.: cobrança de dívida vencida
sob ameaça de ação judicial) e nem o temor
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reverencial (Ex.: desagradar o chefe)

RESPONSABILIDADE CIVIL

Regra: ato ilícito  dano = obrigação de reparar pelo


causador.

13
Obrigação de indenizar  independentemente de
culpa: nos casos especificados em lei, ou quando a ativida- ANOTAÇÕES
de normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de outrem (art. 927,
§ único).

FIQUE ATENTO!
são as hipóteses de responsabilidade objetiva.

Fundamento: Teoria do Risco  agente desen-


volve uma atividade lícita, mas responde pelo
risco.

Responsabilidade do incapaz (art. 928 CC): res-


ponsável deve responder. Na impossibilidade
 bens do incapaz.

LEI COMPLEMENTAR 129/2013 (LEI


ORGÂNICA DA PC/MG) – PROF. RODRIGO
CAVALHEIRO RODRIGUES

SEGURANÇA PÚBLICA

• Constituição do Estado MG

• Art. 136 – A segurança pública, dever do Estado e


direito e responsabilidade de todos, é exercida para
a preservação da ordem pública e da incolumidade
das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes
órgãos:

I – Polícia Civil;

II – Polícia Militar;

III – Corpo de Bombeiros Militar

LC 129/2013

• Art. 5º À PCMG é assegurada autonomia administra-


tiva e financeira, cabendo-lhe, especialmente:

I - elaborar a sua programação financeira anual e acom-


panhar e avaliar sua implantação, segundo as dotações
consignadas no orçamento do Estado;

II - executar contabilidade própria;


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III - adquirir materiais, viaturas e equipamentos espe-


cíficos.

LOPC-MG: ESTRUTURA ORGÂNICA

14
ANOTAÇÕES

AULÃO PC-MG 2018

15
ANOTAÇÕES

Exemplo de competência do Chefe da PC

LC 129/2013 – ART. 22

IX - suspender o porte de arma de policial civil, por re-


comendação médica ou como medida cautelar em pro-
cesso administrativo disciplinar, assegurado o contradi-
tório e a ampla defesa;

X - editar resoluções e demais atos normativos para a


consecução das funções de competência da PCMG, ob-
servada a legislação pertinente;

XI - designar, em cada departamento da PCMG, o res-


pectivo coordenador entre os chefes das Seções Técni-
cas Regionais de Criminalística, o qual se reportará ao
Chefe de Divisão de Perícia do Interior;

XII - decidir sobre remoção por conveniência da disci-


plina de policial civil, na forma desta Lei Complementar;
AULÃO PC-MG 2018

XIII - promover a motivação do ato de remoção ex offi-


cio de policial civil no interesse do serviço, comprovada
a necessidade.

16
Exemplo de competência da Corregedoria-Geral
ANOTAÇÕES
LC 129/2013 – ART. 33

X - propor ao Chefe da PCMG, mediante despacho de-


vidamente fundamentado, o afastamento preliminar de
servidores da PCMG pelo prazo máximo de até noven-
ta dias, na hipótese de indícios suficientes de eventual
prática de transgressão disciplinar, para fins de correi-
ção ou outro procedimento investigatório afim;

§ 2º O afastamento de servidor da PCMG por período


superior a noventa dias e inferior a cento e oitenta
dias, para fins disciplinares, será determinado por
ato do Chefe da PCMG, mediante deliberação de
maioria simples dos membros do Conselho Supe-
rior da PCMG, na forma de seu regimento, e pode-
rá implicar no impedimento para o exercício fun-
cional.

LC 129/2013

• Art. 45. O policial civil goza das seguintes prer-


rogativas:

I - desempenhar funções correspondentes à condição


hierárquica;

II - usar privativamente distintivo e documento de iden-


tidade funcional, válido em todo território nacional;

III - ter porte livre de arma, em todo o território nacio-


nal, nos termos de legislação específica;

IV - ter livre acesso a locais públicos ou particulares su-


jeitos a intervenção policial, no exercício de suas atri-
buições, observada a legislação vigente;

V - ter prioridade em qualquer serviço de transporte e


comunicação, público e privado, quando em serviço de
caráter urgente;

• Art. 46. O Delegado de Polícia, no exercício de


sua função, tem ainda as seguintes prerrogativas:

§ 1º O Delegado de Polícia goza de autonomia e inde-


pendência no exercício das funções de seu cargo.

§ 2º As funções de polícia judiciária e a apuração de in-


frações penais exercidas pelo Delegado de Polícia
AULÃO PC-MG 2018

são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de


Estado.

17
DIREITO PROCESSUAL PENAL – PROFª.
ANOTAÇÕES
FERNANDA FISHER

INQUERITO POLICIAL – ARTS. 4º AO 23 DO CPP

CONCEITO

Inquérito Policial é um procedimento administrativo,


investigatório, realizado pela policia judiciária, com a fi-
nalidade precípua para a apuração dos indícios de autoria
(autor do crime) e materialidade delitiva (crime).

TITULAR DO I.P. = Autoridade policial =delegado

Policia judiciária – é a polícia civil e federal – art. 144,§1º


e§4º da CF/88

“notitia criminis”

TIPOS –

a)”notitia criminis” de cognição direta ou imediata

b) “notitia criminis” de cognição indireta ou mediata

c) “notitia criminis” de cognição coercitiva

“delatio criminis”

Quando a notitia criminis aponta o possível autor,


leva o nome de delatio criminis.

CARACTERÍSTICAS

• ESCRITO/DATILOGRAFADO – art. 9º DO CPP

• DISCRICIONÁRIO – art. 14 DO CPP

• SIGILOSO – art. 20 DO CPP

• DISPENSÁVEL – art. 12 do CPP

• INQUISITIVO

• INDISPONÍVEL – art. 17 do CPP

ESCRITO - Art.9º do CPP

“Art. 9o  Todas as peças do inquérito policial serão,


num só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas
AULÃO PC-MG 2018

e, neste caso, rubricadas pela autoridade.”

DISPENSÁVEL – art. 12 do CPP

“Art. 12. O inquérito policial acompanhará a denúncia


ou queixa, sempre que servir de base a uma ou outra”

18
DISCRICIONÁRIO – art. 14 do CPP
ANOTAÇÕES
“Art. 14.  O ofendido, ou seu representante legal, e o
indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será
realizada, ou não, a juízo da autoridade.”

SIGILOSO – art. 20 do CPP

“Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo


necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse
da sociedade.”

INDISPONÍVEL – art. 17 do CPP

“Art. 17. A autoridade policial não poderá mandar ar-


quivar autos de inquérito.”

DELEGADO ARQUIVA INQUÉRITO POLICIAL?

NÃOOOOOOOOOOOOOO

QUEM ARQUIVA O I.P?

O JUIZ A REQUERIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Como será iniciado o I.P? – art. 5º DO CPP

• Art.5º, inciso I e II do CPP

• Nos crimes de ação pública será iniciado:

• De ofício pelo delegado

• Requisição autoridade judiciária(juiz)/ Ministério Pú-


blico (MP)

• Requerimento do ofendido(vítima)

art. 5,§ 3º do CPP

Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da


existência de infração penal em que caiba ação pública po-
derá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade
policial, e esta, verificada a procedência das informações,
mandará instaurar inquérito.

Art. 5º,§2º do CPP

O despacho que nega abertura do I.P cabe recurso


ao chefe de polícia
AULÃO PC-MG 2018

Art.5º, § 4º do CPP

Nos crimes em que ação pública se inicia mediante re-


presentação, sem ela o I.P não pode ser instaurado.

Representação do ofendido = autorização da vítima

19
art.5º, § 5º do CPP
ANOTAÇÕES
Nos crimes em que a ação penal for privada, o delegado só
pode instaurar o inquérito a requerimento do ofendido.

ofendido = vítima

Ação penal privada =o titular é a vítima

Art. 6º do CPP – roteiro do delegado quando ocorre um


crime

Art. 6o  Logo que tiver conhecimento da prática da infração


penal, a autoridade policial deverá:

I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem


o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos
criminais;

II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato,


após liberados pelos peritos criminais; 

III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimen-


to do fato e suas circunstâncias;

IV - ouvir o ofendido;

V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável,


do disposto no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo
o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que
Ihe tenham ouvido a leitura;

VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a aca-


reações;

CUIDADO...........OFENDIDO É DIFERENTE DE INDICIADO

INDICIADO = Uma pessoa investigada passa à condição de


indiciada, por exemplo, quando o inquérito policial aponta um
ou mais indícios de que ela cometeu determinada infração penal.

VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de cor-


po de delito e a quaisquer outras perícias;

VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo da-


tiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de
antecedentes;

IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de


vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua
atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante
ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para a
apreciação do seu temperamento e caráter.
AULÃO PC-MG 2018

X - colher informações sobre a existência de filhos, respec-


tivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o
contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos,
indicado pela pessoa presa.

20
Reprodução simulada dos fatos – art. 7º do CPP
ANOTAÇÕES
“Para verificar a possibilidade de haver a infração sido
praticada de determinado modo, a autoridade policial po-
derá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que
esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública.”

COMO SE ENCERRA O I.P? art.10, §1º do CPP

“art.10, § 1o do CPP - A autoridade fará minucioso re-


latório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz
competente.”

.......Com o relatório do delegado.......

No relatório poderá conter: art. 10,§1º e§ 2º do CPP

§ 1o A autoridade fará minucioso relatório do que tiver


sido apurado e enviará autos ao juiz competente.

§ 2o No relatório poderá a autoridade indicar testemu-


nhas que não tiverem sido inquiridas, mencionan-
do o lugar onde possam ser encontradas.

“Art. 11. Os instrumentos do crime, bem como os ob-


jetos que interessarem à prova, acompanharão os autos do
inquérito.”

Exemplo = armas, carros etc.

Art. 13. Incumbirá ainda à autoridade policial:

I  - fornecer às autoridades judiciárias as informações


necessárias à instrução e julgamento dos processos;

II - realizar as diligências requisitadas pelo juiz ou pelo


Ministério Público;

III  - cumprir os mandados de prisão expedidos pelas


autoridades judiciárias;

IV - representar acerca da prisão preventiva.

Autoridade policial é diferente de autoridade judi-


ciária

Autoridade judiciária = juiz

Autoridade policial = delegado

Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e


149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do Decreto-Lei no
AULÃO PC-MG 2018

2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no art.


239 da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da
Criança e do Adolescente), o membro do Ministério Públi-
co ou o delegado de polícia poderá requisitar, de quais-
quer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa
privada, dados e informações cadastrais da vítima ou de
suspeitos.

21
Parágrafo único. A requisição, que será atendida no
prazo de 24 (vinte e quatro) horas, conterá: (Incluído pela ANOTAÇÕES
Lei nº 13.344, de 2016) (Vigência)

I - o nome da autoridade requisitante;

II - o número do inquérito policial; e

III - a identificação da unidade de polícia judiciária res-


ponsável pela investigação.

CRIMES

148 CP – sequestro e cárcere privado

149 CP – redução a condição análoga à escravo

149-A CP – tráfico de pessoas

no § 3º do art. 158 CP – extorsão (mediante à restri-


ção de liberdade)

art. 159 DO CP – extorsão mediante sequestro

art. 239 da Lei no 8.069/90 -  Promover ou auxiliar


a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou
adolescente para o exterior com inobservância das for-
malidades legais ou com o fito de obter lucro.

Art. 13-B. Se necessário à prevenção e à repressão dos


crimes relacionados ao tráfico de pessoas, o membro do
Ministério Público ou o delegado de polícia poderão re-
quisitar, mediante autorização judicial, às empresas presta-
doras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que
disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequa-
dos - como sinais, informações e outros - que permitam a
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso.

§ 1º Para os efeitos deste artigo, sinal significa posicio-


namento da estação de cobertura, setorização e
intensidade de radiofrequência.

§ 2º Na hipótese de que trata o caput, o sinal:

I - não permitirá acesso ao conteúdo da comunicação


de qualquer natureza, que dependerá de autorização
judicial, conforme disposto em lei;

II  - deverá ser fornecido pela prestadora de telefonia


móvel celular por período não superior a 30 (trinta)
AULÃO PC-MG 2018

dias, renovável por uma única vez, por igual período;

III - para períodos superiores àquele de que trata o inci-


so II, será necessária a apresentação de ordem judicial.
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) (Vigência)

22
§ 3º Na hipótese prevista neste artigo, o inquérito poli-
cial deverá ser instaurado no prazo máximo de 72 ANOTAÇÕES
(setenta e duas) horas, contado do registro da res-
pectiva ocorrência policial.

§ 4o  Não havendo manifestação judicial no prazo de 12


(doze) horas, a autoridade competente requisitará
às empresas prestadoras de serviço de telecomu-
nicações e/ou telemática que disponibilizem ime-
diatamente os meios técnicos adequados - como
sinais, informações e outros - que permitam a lo-
calização da vítima ou dos suspeitos do delito em
curso, com imediata comunicação ao juiz.

“Art. 15.  Se o indiciado for menor, ser-lhe-á nomeado


curador pela autoridade policial.”

MP pode requer novas diligências no I.P?

Art. 16.  O Ministério Público não poderá requerer a


devolução do inquérito à autoridade policial, senão para
novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da de-
núncia.

I.P. arquivado pode haver novas investigações?

“art. 18.  Depois de ordenado o arquivamento do in-


quérito pela autoridade judiciária, por falta de base para
a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas
pesquisas, se de outras provas tiver notícia.”

Crimes de natureza privada – art. 19 do CPP

“Art. 19. Nos crimes em que não couber ação pública,


os autos do inquérito serão remetidos ao juízo competen-
te, onde aguardarão a iniciativa do ofendido ou de seu re-
presentante legal, ou serão entregues ao requerente, se o
pedir, mediante traslado.

“Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado dependerá


sempre de despacho nos autos e somente será permitida
quando o interesse da sociedade ou a conveniência da in-
vestigação o exigir.”

“Art. 23. Ao fazer a remessa dos autos do inquérito ao


juiz competente, a autoridade policial oficiará ao Institu-
to de Identificação e Estatística, ou repartição congênere,
mencionando o juízo a que tiverem sido distribuídos, e os
dados relativos à infração penal e à pessoa do indiciado.”
AULÃO PC-MG 2018

QUAL O PRAZO PARA ENCERRAR O I.P.? Art. 10,


caput do CPP

• RÉU PRESO – 10 DIAS

• RÉU SOLTO – 30 DIAS

23
QUAL É O HORÁRIO QUE O DELEGADO CHEGA NA
DELEGACIA? ANOTAÇÕES
“Art. 10.  O inquérito deverá terminar no prazo de 10
dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver
preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a
partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no
prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou
sem ela.”

DIREITO PENAL – PROF. DIEGO PUREZA

TEMPO DO CRIME

Art. 4º do CP: “considera-se praticado o crime no mo-


mento da ação ou omissão, ainda que outro seja o mo-
mento do resultado”.

LUGAR DO CRIME

Art. 6º do CP: “Considera-se praticado o crime no lugar


em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte,
bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o re-
sultado”.

Estado de Necessidade

“Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade


quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não
provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evi-
tar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circuns-
tâncias, não era razoável exigir-se.

§ 1º Não pode alegar estado de necessidade quem ti-


nha o dever legal de enfrentar o perigo.

§ 2º Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direi-


to ameaçado, a pena poderá ser reduzida de um a
dois terços”.

Legítima Defesa

“Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando


moderadamente dos meios necessários, repele injusta agres-
são, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”.

Art. 121, §2º, VI – Feminicídio:

VI: “contra mulher por razões da condição do sexo fe-


minino”
AULÃO PC-MG 2018

§2ºA: “Considera-se que há razões de condição do sexo


feminino quando o crime envolve: I – violência do-
méstica e familiar; II – menosprezo ou discrimina-
ção à condição de mulher”.

24
Furto:
ANOTAÇÕES
Art. 155, § 4º-A. A pena é de reclusão de 4 (quatro) a
10 (dez) anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de
artefato análogo que cause perigo comum. 

(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018)

§ 7º. A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos


e multa, se a subtração for de substâncias explo-
sivas ou de acessórios que, conjunta ou isolada-
mente, possibilitem sua fabricação, montagem ou
emprego.

(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018)

Roubo:

“§ 2º - A pena aumenta-se de um terço até metade:

[...]

VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de


acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem
sua fabricação, montagem ou emprego. (Incluído pela
Lei nº 13.654, de 2018)

§ 2º-A. A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): 

I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego


de arma de fogo; 

(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018).

CRIMINOLOGIA – PROF. DIEGO PUREZA

CONCEITO DE CRIMINOLOGIA

É a ciência autônoma, empírica e interdisciplinar, que


se ocupa do estudo do crime, da pessoa do criminoso, da
vítima e do controle social do comportamento delitivo,
objetivando a prevenção e controle do fenômeno criminal.

MÉTODOS DA CRIMINOLOGIA

A Criminologia utiliza-se do método empírico (experi-


mental) e indutivo, cunhado pela Escola Positivista, para
estudar seus objetos, com base no método biológico e
sociológico.
AULÃO PC-MG 2018

CUIDADO: não confundir o método indutivo (parte do


particular para o geral) com o método dedutivo (parte do
geral para o particular, como faz o Direito Penal).

25
OBJETOS DA CRIMINOLOGIA
ANOTAÇÕES
Atualmente, o estudo da Criminologia apoia-se em
quatro elementos essenciais (4 objetos): o delito, o delin-
quente, a vítima e o controle social.

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E FILOSÓFICOS DA


CRIMINOLOGIA

As escolas mais cobradas são:

- Escola Clássica (Retributiva);

- Escola Positivista.

Modelo Restaurador / Integrador / Justiça Restaura-


tiva / CONSENSUAL DE JUSTIÇA PENAL / Justiça Crimi-
nal Negociada:

Visa o restabelecimento do status quo ante dos pro-


tagonistas do conflito criminal, ou seja, visa recuperar
o delinquente, proporcionar assistência e reparação do
dano à vítima, e restabelecer o controle social abalado
pela prática do delito.

A reparação do dano gera sua restauração.


AULÃO PC-MG 2018

Para falarmos em justiça consensual, é necessário o


preenchimento dos seguintes requisitos:

Reparação do dano à vítima;


Assunção da culpa pelo ofensor, de forma voluntária



e confidencial;

26
A presença de um facilitador (mediador judicial).

ANOTAÇÕES
Podemos destacar os seguintes reflexos de aplicação
no Brasil:

1 – Resoluções 1999/26, 2000/14 e 2002/12 da ONU,



com recomendações para o desenvolvimento da jus-
tiça restaurativa nos Estados membros;

2 – Resolução 118/2014 do CNMP (Política Nacional



de Incentivo à Autocomposição no âmbito do Minis-
tério Público);

3 – Lei 9.099/95 (artigos 72 e 89);


4 – Delação premiada no art. 16, p.ú., da Lei



8.137/1990 (crimes tributários);

5 – Núcleos Especiais Criminais pela PC/SP (“NE-



CRIM’s”), dentre outros.

Sistema Penal e Reprodução da Realidade Social

(Alessandro Baratta)

Baratta enxerga vínculo entre o Sistema Penal (principal


exemplo: cárcere) com o Sistema Escolar, que, segundo o
autor, seria a primeira etapa da vida onde ocorre estigmas,
desigualdades e seletividade proveniente do capitalismo,
até mesmo em países com o sistema capitalista avançado.

- Afirma que há estigmas com as classes mais pobres,


estrangeiros, negros e slums);

- Critica o sistema meritocrático.

MEDICINA LEGAL – PROF. RUBENS PEREIRA


ORRIN

TRAUMATOLOGIA FORENSE

Instrumentos Perfurantes:

São aquelas que agem por percussão ou pressão por


ponto, afastando as fibras, sem seccionar/cortar
AULÃO PC-MG 2018

Lei De Filhos (Edouard Filhos):

Primeira Lei De Filhos –

27
Se assemelham às produzidas por instrumentos
ANOTAÇÕES
Perfuro cortantes (dois gumes)

Segunda Lei De Filhos –

Os intrumentos cilíndricos determinam a direção con-


forme o sentido das linhas de força

(Fibras musculares)

Instrumentos Cortantes:

São aquelas que agem por deslizamento sobre os teci-


dos em direção linear de um gume afiado

Instrumentos Cortantes:

Instrumentos Perfurocortantes:

São instrumentos puntiformes com o comprimento


predominando sobre a largura e a espessura (corte ou
gume) – age como deslizamento e por pressão
AULÃO PC-MG 2018

Instrumentos Contundentes:

São aqueles que atuam por superfície sobre o corpo


humano, agindo por pressão, deslizamento, explosão, per-
cussão, compressão, descompressão, distensão, torção,
fricção ou de forma mista

28
ANOTAÇÕES

Espectro Equimótico De Legrand Du Saulle:

Zona De Contorno / Vizinhança:

1. Orla De Enxugo

2. Orla De Contusão

3. Zona De Tatuagem

4. Zona De Esfumaçamento

Camara De Mina De Hoffman:

A Pressão Resultante Da Expansão Dos Gases No In-


terior Do Alvo Provoca Na Lesão De Entrada, Um Aspecto
“Explodido” Da Ferida, Não Ocorrendo Alguns Elementos
De Vizinhança
AULÃO PC-MG 2018

29
Instrumentos Perfuro Contundentes:
ANOTAÇÕES
Com exceção de alguns objetos (ponta de guarda chu-
va) as lesoes perfurocontusas são aquelas produzidas por
projéteis de arma de fogo

Sinal De Benassi:

Trata-se da impregnação de resíduos de pólvora, fuli-


gem e chumbo provenientes do disparo de arma de fogo,
quando este for realizado em plano ósseo em curta distân-
cia ou encostados

Sinal De Puppe- Werkgaerten:

Sinal de queimadura que imprime o formato da boca


do cano na pele da vítima nos tiros encostados

Instrumentos Cortocontundentes:
AULÃO PC-MG 2018

Atuam mais pelo próprio peso do intrumento do que


pelo seu gume

30
ANOTAÇÕES

Eletricidade:

Energia de ordem física, cósmica ou industrial que age


sobre o corpo humano, causando danos e até morte

Eletricidade:

Fulminação / Fulguração:

Morte instantanea causada pela ação dos raios atmos-


féricos (fulminação) ou lesão corporal (fulguração)

Figura De Lichtemberg:

Trata-se de um efeito da fulguração


AULÃO PC-MG 2018

31
Marca Elétrica De Jellineck:
ANOTAÇÕES
Trata-se de marca que sinaliza a “porta de entrada” da
corrente elétrica

TANATOLOGIA FORENSE

MANCHAS DE HIPÓSTASE E LIVORES CADAVÉRI-


COS

Deposição de sangue nas áreas de declive do cadáver


como efeito da gravidade e cessação da circulação

RIGIDEZ CADAVÉRICA

Reação química associada ao aumento de ácido lático


nos músculos, deixando aspecto temporário de rigidez - se
desfaz conforme a inicia-se a putrefação - temporária
AULÃO PC-MG 2018

32
ESPASMO CADAVÉRICO
ANOTAÇÕES
TAMBÉM DENOMINADO DE RIGIDEZ CATAPLÉTICA,
TRATA-SE DE UMA FORMA DE RIGIDEZ CADAVÉRICA INS-
TANTÂNEA, QUE SE CONSTITUI IMEDIATAMENTE APÓS A
MORTE – NOS CASOS DE MORTE SÚBITA E VIOLENTA

FENÔMENOS DESTRUTIVOS

Maceração

Ocorre nos cadáveres submersos em meio líquido

Autólise

Acidificação dos tecidos – destruição das células pela


ação controlada de suas enzimas – desordem do ph

Putrefação

Se inicia após a autólise, pela ação de micróbios e ini-


cia-se pelo “ceco” (mancha verde abdominal)
AULÃO PC-MG 2018

33
ANOTAÇÕES

Fases Da Putrefação

FENÔMENOS CONSERVADORES

Mumificação

Dessecação natural ou artificial do cadáver. Ocorre em


climas quentes e secos

Saponificação Ou Adipocera

Surge em solo argiloso ou úmido, os quais dão à pele,


aspecto rançoso, de sabão ou cera – estágio regularmente
avançado de putrefação
AULÃO PC-MG 2018

34
ANOTAÇÕES

Calcificação

Petrificação ou calcificação do corpo, ocorrendo fre-


quentemente nos fetos mortos e retidos na cavidade ute-
rina (litopédios)

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFª.


PATRÍCIA CHALFUN

Características

• 1. Universalidade

• 2. Historicidade

• 3. Limitabilidade ou relatividade
AULÃO PC-MG 2018

• 4. Irrenunciabilidade

• 5. Inalienabilidade

• 6. Imprescritibilidade

35
36
AULÃO PC-MG 2018

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

AULÃO PC-MG 2018

37
38
AULÃO PC-MG 2018

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

AULÃO PC-MG 2018

39
ANOTAÇÕES

NACIONALIDADE ORIGINÁRIA OU PRIMÁRIA

• Conceito: é aquela que decorre do nascimento do


indivíduo, através da utilização de critérios territo-
riais (ius soli) ou sanguíneos (ius sanguinis), que são
definidos pelo Estado no qual o indivíduo nasceu.

CRITÉRIOS DE IMPUTAÇÃO DA NACIONALIDADE


ORIGINÁRIA

• 1. ius soli ou critério territorial: o indivíduo tem a na-


cionalidade do país em cujo território nasceu, pouco
importando a nacionalidade dos pais.

• 2. ius sanguinis ou critério sanguíneo: o indivíduo


tem a nacionalidade dos pais, pouco importando o
lugar em que ele nasceu.

NACIONALIDADE ORIGINÁRIA NA CONSTITUI-


ÇÃO FEDERAL DE 1988
AULÃO PC-MG 2018

BRASILIERO NATO – art. 12, I da CFRB

REGRA: são brasileiros natos os nascidos no Brasil (ius


soli), ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não
estejam a serviço do Brasil.

40
EXCEÇÕES – situações nas quais o Brasil adotou o crité-
rio do ius sanguinis.  ANOTAÇÕES

1. Um dos pais é brasileiro e está fora do Brasil, mas


a serviço do país e seu filho nasce no exterior. Esse
filho será brasileiro nato de acordo com art. 12, I “b”.

2. O filho nasceu no exterior, mas seus pais não a ser-


viço do Brasil, para que esta criança seja considera
brasileiro nato é preciso que os pais realizem seu
registro na repartição brasileira competente daquele
país. (art. 12, I “c” primeira parte).

3. E a mesma situação do item 2 a criança nasceu fora


do país, mas não foi registrada na repartição compe-
tente brasileira, então ela pode optar depois de com-
pletar 18 anos pela nacionalidade brasileira e venha
residir no Brasil.

NACIONALIDADE SECUNDÁRIA OU ADQUIRIDA

• CONCEITO: é aquela que se adquire por vontade do


indivíduo, mediante um processo de naturalização.

NACIONALIDADE SECUNDÁRIA NA CONSTITUI-


ÇÃO FEDERAL DE 1988

BRASILEIRO NATURALIZADO ART. 12, II

1) Naturalização Ordinária:

Estrangeiros excluídos os originários de países de



língua portuguesa (art. 12, II, “a” + Estatuto dos Es-
trangeiros);

Estrangeiros originários de países de língua portu-



guesa (art. 12, II, “b”), com exceção dos portugueses,
devem comprovar os seguintes requisitos;
AULÃO PC-MG 2018

I. Residência por um ano ininterrupto no Brasil;

II. Idoneidade moral.

41
Quase nacionalidade
ANOTAÇÕES
Os mesmos direitos inerentes aos brasileiros naturaliza-
dos são concedidos apenas para portugueses com residên-
cia permanente no país, ou seja ou seja eles não perdem a
nacionalidade portuguesa continuam estrangeiros mas te-
rão os mesmo direitos do brasileiro naturalizado ex: podem
votar. A constituição exige que haja reciprocidade em favor
dos brasileiros que residam em Portugal e há pois existe
um tratado internacional que trata deste tema (art. 12, §1º).

Diferenças constitucionais entre brasileiros natos e


naturalizados

1. Art. 5º, LI - Extradição: apenas os naturalizados po-


dem ser extraditado nas hipóteses de cometer crime
antes da naturalização ou tráfico de drogas.

2. Art. 12,§3º - Cargos privativos de brasileiros natos;

3. Art. 222 - Propriedade de empresa jornalística: os na-


turalizados podem ser donos destas empresas desde
que comprovem residência fixa e sejam naturaliza-
dos há mais de 10 anos;

4. Art. 89,VII - Composição do conselho da República


que teve possuir 6 brasileiros natos;

Hipóteses de perda da nacionalidade art. 12, §4º


CF/88

1. Cancelamento judicial da naturalização

2. Aquisição de outra nacionalidade

Exceções:

Ocorre o reconhecimento de nacionalidade originá-



ria pela lei estrangeira.

Imposição de naturalização pela lei estrangeira como



condição de permanência ou exercício de diretos ci-
vis.

DIREITOS POLÍTICOS
AULÃO PC-MG 2018

Direitos Políticos Positivos

42
Características do voto:
ANOTAÇÕES
• Obrigatório: maiores de 18 anos e menores de 70.

• Facultativo para: indivíduos entre 16 e 18 anos in-


completos, analfabetos e maiores de 70 anos.

• Direto: o cidadão não pode ser representado por um


terceiro. Exceção: temos eleições indiretas para o car-
go de presidente da republica que fica vago nos dois
últimos anos do mandato. Nesse caso o congresso
nacional tem 30 dias para eleger um novo presidente
que vai completar o período restante – é chamado
mandato tampão.

• Secreto: não se pode publicar a opção do eleitor. Na


constituição de 1891 o voto era aberto, era o deno-
minado voto de cabresto.

• Universal: significa que não se pode condicionar o


exercício do direito do voto a qualquer condição
discriminatória, tais como a condição econômica do
cidadão, o sexo.

• Periódico: o mandato do representante do povo não


possui prazo determinado.

Direitos Políticos Negativos

Causas de inelegibilidade absoluta:

• Inalistáveis (art.14, §2 e §4): São os estrangeiros e du-


rante o serviço militar os conscritos.

• Analfabetos (art.14, §4º):

Causas de inelegibilidade relativa:

1. Art. 14,§5º - Chefes do executivo e quem houver


sucedido ou substituído no curso do mandato não
podem ser reeleitos para 3º mandato consecutivo;

2. Art. 14, § 6º: Chefes do poder executivo e eleição


AULÃO PC-MG 2018

para outros cargos;

3. Art.14,§7º: inelegibilidade reflexa - é a


impossibilidade de eleição do cônjuge, e parentes
consangüíneos e afins até o segundo grau ou por
adoção, no território do titular de cargos do poder
executivo e de quem sucedeu ou substituiu.

43
Hipóteses de PERDA dos direitos políticos:
ANOTAÇÕES
• Cancelamento da naturalização por sentença judicial:
o brasileiro naturalizado volta a ser estrangeiro, a na-
cionalidade brasileira é pressuposto para aquisição
de direitos políticos.

• Perda da nacionalidade por aquisição de outra

• Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou


prestação alternativa por motivo de crença ou con-
vicção filosófica.

Hipóteses de suspensão dos direitos políticos:

• Incapacidade civil absoluta – interdição

• Condenação criminal transitada em julgado: fica sus-


penso enquanto durarem os efeitos da condenação.

• Condenação por atos de improbidade administrati-


va.

• Exercício da cláusula de reciprocidade por Brasileiro


com residência fixa em Portugal – os direitos políti-
cos ficam suspensos aqui no Brasil, pois este brasilei-
ro goza de direitos políticos em Portugal.

Segurança Pública:

Segurança Pública – Finalidade

• Preservação da Ordem Pública e da incolumidade


das pessoas e do patrimônio.

Pergunta De Prova

A guarda civil metropolitana faz parte dos órgãos da


Segurança Pública? Ela tem poder de polícia.

INFORMÁTICA – PROF. FÁBIO AUGUSTO


AULÃO PC-MG 2018

WINDOWS 7

São exemplos de bibliotecas padrão acessíveis no Win-


dows Explorer do Microsoft Windows 7, versão português,
para acessar arquivos e pastas, EXCETO:

44
ANOTAÇÕES
A O ícone corresponde à biblioteca “Documen-
tos”.

B O ícone corresponde à biblioteca “Downloads”.

C O ícone corresponde à biblioteca “Imagens”.

D O ícone corresponde à biblioteca “Vídeos”.

O firewall no Microsoft Windows 7, versão português,


ajuda a impedir que hackers ou programas maliciosos ob-
tenham acesso ao computador pela Internet ou por uma
rede. A opção de ativação ou desativação do “Firewall do
Windows” pode ser encontrada no Painel de Controle den-
tro da categoria:

A Contas de Usuário e Segurança Familiar

B Programas

C Rede e Internet

D Sistema e Segurança

Considere a figura abaixo de uma janela de manipula-


ção de arquivos e pastas do Microsoft Windows 7, versão
português:

Número Parte da Janela

1 ( ) Barra de ferramentas
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2 ( ) Caixa de pesquisa

3 ( ) Painel de detalhes

4 ( ) Lista de arquivos

45
5 ( ) Barra de endereços
ANOTAÇÕES
6 ( ) Painel de navegação

Em relação às partes de uma janela, identificadas por


números de 1 a 6, correlacione as colunas a seguir, nume-
rando os parênteses.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

A) 3, 1, 2, 6, 5, 4. B) 3, 4, 6, 2, 5, 1.

C) 3, 5, 6, 2, 1, 4. D) 3, 5, 6, 2, 4, 1.

WORD 2013

Em relação às opções do grupo “Texto” da guia “Inserir”


no Microsoft Word, versão português do Office 2013, cor-
relacione as colunas a seguir:

Ícone

I.

II.

III.

IV.

Opção

( ) Partes Rápidas

( ) WordArt

( ) Caixa de Texto

( ) Leitura Capitular

Está CORRETA a sequência:

A) I, IV, II, III.

B) II, III, I, IV.


AULÃO PC-MG 2018

C) II, IV, I, III.

D) IV, III, II, I.

46
ANOTAÇÕES

O texto abaixo apresenta em destaque um parágrafo


do Microsoft Word, versão português do Office 2013, que
começa com a palavra “Exemplo” e termina com a palavra
“teclado”, no qual foram utilizadas as seguintes opções de
formatação de parágrafo “Recuo” e “Espaçamento”, para
se definir a posição inicial do parágrafo e o espaçamento
entre as linhas do texto:

a) “Especial – Deslocamento” e “Espaçamento entre li-


nhas – Duplo”.

b) “Especial – Deslocamento” e “Espaçamento entre li-


nhas – Simples”.

c) “Especial – Primeira linha” e “Espaçamento entre li-


nhas – Duplo”.
AULÃO PC-MG 2018

d) “Especial – Primeira linha” e “Espaçamento entre li-


nhas – Simples”.

47
LIBREOFFICE WRITER
ANOTAÇÕES

São opções disponíveis no menu Formatar do OpenOf-


fice Writer, versão português, EXCETO:

a) Cabeçalho...

b) Marcadores e numerações...

c) Página...

d) Parágrafo...

São opções disponíveis no menu “Ferramentas” do Li-


breOffice Writer 5.2, versão português, EXCETO:

a) Calcular

b) Estilos e formatação

c) Macros

d) Ortografia e gramática...

MICROSOFT EXCEL 2013

Considere o seguinte gráfico do Microsoft Excel, versão


português do Office 2013:
AULÃO PC-MG 2018

Todas as afirmativas a seguir estão corretas, EXCETO:

a) Caso a opção “Alternar entre Linha/Coluna” da janela


“Selecionar Fonte de Dados” seja acionada, o tipo de
gráfico será alterado para “Colunas Agrupadas”.

48
b) O conjunto de valores correspondente à população
de cada cidade em 2017 representa uma “Série” do ANOTAÇÕES
gráfico.

c) O gráfico apresentado é do tipo “Barras Agrupadas”.

d) O nome da cidade, sigla do estado e a respectiva po-


sição representam “Categorias” do gráfico.

Considere a planilha abaixo do Microsoft Excel, versão


português do Office.

Analise as seguintes afirmativas sobre a planilha.

I. O conteúdo da célula C1 pode ser “=SE(B1>A1;A-


2-B2)”.

II. O conteúdo da célula C2 pode ser “=SOMA-


SE(A1:B3;”=10”)”.

III. O conteúdo da célula C3 pode ser “=SOMA(A1;B3)”.

Estão CORRETAS as afirmativas:

a) I e II, apenas.

b) I e III, apenas.

c) II e III, apenas.

d) I, II e III.

LIBREOFFICE CALC

Atalho de teclado do OpenOffice Calc, versão portu-


guês, que abre a janela “Formatar células” para formatação
de Números, Fonte, Borda, dentre outras opções, nas célu-
las selecionadas:

a) Ctrl+1.

b) Ctrl+2.
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c) Ctrl+D.

d) Ctrl+F.

49
ANOTAÇÕES

São opções disponíveis no menu “Inserir” do LibreOffi-


ce Calc, versão português, EXCETO:

a) Tabela dinâmica...

b) Linhas...

c) Gráfico...

d) Figura...

Analise as seguintes afirmativas sobre o assistente de


funções do Calc, versão português:

I. O botão de comando da barra de fórmulas


abre a janela do assistente de funções.

II. O atalho de teclado Ctrl+F2 abre a janela do assisten-


te de funções.

III. A opção de menu “Inserir → Função...” abre a janela


do assistente de funções.

Estão CORRETAS as afirmativas:

a) I e II, apenas.

b) I e III, apenas.

c) II e III, apenas.

d) I, II e III.

POWER POINT 2013

A inserção de um novo slide em uma apresentação do


AULÃO PC-MG 2018

Microsoft PowerPoint, versão português do Office, pode


ser feita por meio da seguinte tecla de atalho:

a) Ctrl+M

b) Ctrl+N

50
c) Ctrl+P
ANOTAÇÕES
d) Ctrl+S

Considere que é necessário incluir o logotipo de uma


empresa em todos os slides de uma apresentação.

Dentre os recursos disponíveis no Power Point 2013, o


comando mais adequado para realizar esta tarefa é

A) SmartArt na guia Inserir.

B) Layout na guia Página Inicial.

C) Formas na guia Inserir.

D) Slide Mestre na guia Exibição.

OUTLOOK 2013

Os atalhos do Outlook são baseados no nome das fun-


ções em Inglês

CTRL + R (REPLY) - RESPOSTA

CTRL + SHIFT + R (REPLY TO ALL) - RESPONDER PARA


TODOS - Como já existe um CTRL + R, usa-se o CTRL +
SHIFT + R (para dar aquela diferenciada, né?)

CTRL + F (FORWARD) - ENCAMINHAR

Analise as seguintes afirmativas sobre as opções dispo-


níveis na guia “MENSAGEM” quando uma mensagem en-
viada pelo Microsoft Outlook, versão português do Office
2013, estiver aberta na tela do computador:

I – Para “Encaminhar” a mensagem a outros destinatá-


rios, basta acionar o atalho de teclado “Ctrl + Shift + R”.

II – Para encaminhar a mensagem como um anexo de


uma nova mensagem, basta selecionar a opção “Mais”
do grupo “Responder” e, em seguida, selecionar a op-
ção “Encaminhar como Anexo”.

III – Para cancelar uma mensagem enviada, basta acio-


nar a opção “Ações” do grupo “Mover” e, em seguida,
selecionar a opção “Cancelar Mensagem Enviada...”.

Estão CORRETAS as afirmativas:

a) I e II, apenas.
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b) I e III, apenas.

c) I, II e III.

d) II e III, apenas.

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CHROME
ANOTAÇÕES
Recurso do navegador Google Chrome 63.0, versão
português, que permite abrir uma nova janela para nave-
gar com privacidade sem salvar seu histórico de navega-
ção, cookies e dados de sites:

a) Nova janela anônima.

b) Nova janela privada.

c) Nova janela secreta.

d) Nova janela segura.

VÍRUS

Analise as seguintes afirmativas sobre ameaças à segu-


rança na Internet:

I – Cavalos de Troia são programas que atraem a aten-


ção do usuário e, além de executarem funções para as
quais foram aparentemente projetados, também execu-
tam operações maliciosas sem que o usuário perceba.

II – Spyware são programas que coletam informações


sobre as atividades do usuário no computador e trans-
mitem essas informações pela Internet sem o consenti-
mento do usuário.

III – Pharming consiste na instalação de programas nas


máquinas de usuários da internet para executar tarefas
automatizadas programadas por criminosos cibernéti-
cos.

Estão CORRETAS as afrmativas:

a) I e II, apenas.

b) I e III, apenas.

c) II e III, apenas.

d) I, II e III.
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