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SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO E EMPREGO DO RIO GRANDE DO SUL

Seção de Segurança e Saúde do Trabalhador - SEGUR

Proc. nº 46218.013046/2015-39

PARECER TÉCNICO

Requerente: unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego denominada


SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO E EMPREGO NO RIO GRANDE DO SUL, CNPJ/MF
nº 37.115.367/0027-08, CNAE 84.11-6-00 - administração pública em geral, estabelecimento sito
na Av. Mauá, nº 1013, bairro Centro, município de Porto Alegre/RS, CEP: 90010-110.

Assunto: análise do pleito de "desinterdição total ou parcial da área de projeção horizontal das
marquises perimetrais" formulado pela Requerente, em face do ATO DE INTERDIÇÃO nº 00812-
2015 e respectivo laudo técnico que subsidiou a medida.

1. Considerações iniciais e metodologia

Nestes autos, a referida instituição afirma que "baseado na apresentação de informações


técnicas sobre a marquise que descaracterizam o risco grave e iminente à saúde e integridade dos
trabalhadores e indivíduos do público" requer a desinterdição total ou parcial da área de projeção
horizontal das marquises perimetrais. Para este mister, anexa cópia de alguns documentos.

Inicialmente foi distribuído em 27.07.2015, mas devolvido à SEGUR por não atendimento ao
art. 10 da Portaria 1719/2014. Após ser cumprida a diligência exigida pelo dispositivo legal, o
processo foi redistribuído, com devolução dentro do prazo para manifestação.

Inicialmente, deve ser registrado que a Requerente pode fazer uso de seu constitucional
direito à ampla defesa. Assim, se objetivar CONTESTAR a interdição em tela, como parece
demonstrar na página 1 de sua inicial - "baseado na apresentação de informações técnicas sobre a
marquise que descaracterizam o risco grave e iminente à saúde e integridade dos trabalhadores e
indivíduos do público" - esta deverá utilizar a prerrogativa legal que prevê o exercício deste direito,

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constante do artigo 161 da CLT, parágrafo 3º. Portanto, nestes caso, a solicitação deverá ser
encaminhada à CGR/SIT/MTE/Brasília, órgão de controle superior da Auditoria-Fiscal do Trabalho.

2. Análise do mérito do pleito

Com o intuito de facilitar o entendimento e a tomada de providências pela Requerente,


passaremos à análise de afirmações e informações prestadas e exame dos documentos apensados
aos autos, na forma a seguir:

a. Inicialmente, estas são as medidas de saneamento constantes do laudo técnico da


SRTE/RS para a questão das marquises:

I. Elaboração de projeto de adequação das marquises perimetrais da


edificação e da área do Auditório da SRTE/RS, sob a responsabilidade de
profissional habilitado, com juntada de cópia da ART pertinente,
obedecendo aos princípios expressos na normatização técnica em vigor, com
cronograma de execução. Este projeto e respectivos documentos
relacionados (memoriais de cálculo, especificação de materiais e outros)
deverão contemplar o saneamento de TODOS os perigos e riscos
significativos apontados neste laudo, devendo ser encaminhados para a
Auditoria-Fiscal do Trabalho, em meio papel e eletrônico;

II. Execução das medidas de recuperação e adequação, sob a responsabilidade


de profissional habilitado, com juntada de cópia da ART pertinente. As
empresas encarregadas destes serviços deverão, obrigatoriamente, cumprir
todas as obrigações constantes nas normas regulamentadoras de segurança
e saúde do trabalhador do MTE;

III. No caso das marquises, após a implantação das medidas corretivas,


apresentação do documento denominado, pela legislação municipal de
“Laudo de Estabilidade Estrutural”, elaborado por profissionais das áreas da
arquitetura e engenharia civil.

b. O pedido de suspensão em tela é manifestamente improcedente e não atende às


condições impostas pelo termo de interdição. Chama a atenção o fato que é
instruído por um documento titulado "Laudo de Vistoria", logotipo SMOV, produzido

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por terceiros sem nenhuma vinculação formal com a SRTE/RS, já que assinado por
engenheiro da Prefeitura Municipal de Porto Alegre;

c. Este documento é também flagrantemente insuficiente. Não há informação da


realização de nenhuma medida corretiva nas marquises do prédio, muito embora
seja incontroverso que esta apresenta drenagem entupida e inoperante,
revestimentos soltos e instalações elétricas expostas, entre outras inconformidades
aparentes. Preliminarmente, torna-se inviável cogitar a liberação da interdição das
marquises sem antes retificar vícios flagrantes e grosseiros e que podem, por si só,
provocar acidentes - sobretudo queda de revestimentos soltos sobre transeuntes. O
laudo limita-se a afirmar que as marquises estão estáveis e, para chegar a tal
conclusão, afirma ter realizado somente uma inspeção visual nas marquises,
buscando "anomalias e falhas aparentes... sem a utilização de equipamentos ou
aparelhos, nem de ensaios técnicos normatizados". Menciona ainda que haveria
outro laudo, realizado do ano de 2010 pelo MTE, que atestaria estabilidade da
estrutura. Sobre as limitações deste último documento nos ateremos a seguir. No
entanto, é evidente que um laudo de 2010 não espelha as atuais condições das
marquises, uma vez transcorridos cinco anos de ação de intempéries, infiltrações e
de falta de devida manutenção. Ademais, em abril de 2015, técnicos contratados
pelo próprio MTE emitiram um relatório técnico que atesta que as marquises estão
em condições precárias - servindo assim como um dos fundamento à atual
interdição cautelar;

d. Nos autos, está apensada cópia de outro documento, titulado "Laudo Técnico -
marquise", logotipo ABBS, datado de 10.05.2010. Portanto, referem-se a condições
que o profissional responsável teria encontrado a mais de 5 (cinco) anos atrás, que
evidentemente não traduzem as condições atuais da marquise. Mas mesmo no
período de sua execução, já teriam sido detectados problemas e patologias
estruturais: infiltrações, mofo, limo, drenos entupidos, danos aos seus circuitos
elétricos e outras que, segundo o autor, podem provocar a "degradação da estrutura
da marquise e de seu revestimento" (páginas 7 e 8 do documento). Após, procedeu-
se a uma limitada verificação estrutural, baseada em uma única janela de inspeção
em uma das vigas, literalmente "que se supos igual para as demais";

e. Este procedimento pode permitir que sejam tecidas inferências limitadas para a
capacidade de suporte das vigas, sob o ponto de vista de seu projeto estrutural, de
algumas décadas atrás. Mas não atestam a estabilidade estrutural do conjunto
estrutural, especialmente as perdas decorrentes da ausência da sua correta
manutenção. Além disso, o seu próprio campo "conclusões a respeito das condições

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encontradas no local", o laudo é taxativo em afirmar que sejam seguidas as


recomendações para que "a marquise fique de acordo comas normas técnicas e
tenha boas condições de segurança para uso do prédio". Entre estas
recomendações, estão "a correção dos problemas encontrados", a "verificação das
armaduras" (apenas 1 (uma) janela foi verificada) e elaborar plano de manutenção.
Infelizmente, estas providências não foram adotadas pela SRTE/RS

Em suma, há a necessidade que a SRTE/RS primeiramente defina claramente qual o seu


pleito. Se o seu objetivo for a sustação da medida cautelar pela adoção de medidas corretivas,
deve complementar as informações necessárias, extensivamente descritas no laudo técnico que
subsidiou o ato administrativo. Eventuais contestações ao seu mérito devem obrigatoriamente
observar o disposto no art. 161, parágrafo 3º, da CLT.

Logo, sendo ausentes a adoção das medidas corretivas devidas previstas nas alíneas ii, iii e iv
do rol de medidas saneadoras do termo de interdição, somos pela MANUTENÇÃO deste processo
administrativo cautelar.

Solicitamos o encaminhamento de cópia deste parecer técnico à Requerente.

Porto Alegre, 29 de julho de 2015.

Os nomes dos emitentes foi suprimido pela AGITRA, A PEDIDO

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Goiânia, 23 de fevereiro de 2012.


De: Prisma Soluções em Engenharia
Para: QUALOG ENGENHARIA
A/C: Engª Merielen
Proposta comercial
A presente proposta refere-se à elaboração de um laudo técnico de aterramento de obra em
andamento em Brasília-FD. Este laudo será realizado através da medição da resistência de
aterramento em locais onde há malha de aterramento.
OBJETO DA PROPOSTA
 Fornecimento de laudo técnico de verificação do aterramentt.
 Fornecimento de A.R.T., emitida pelo CREA – GO.
FORMA DE EXECUÇÃO
 Verificação in loco da execução do projeto, com base em Normas Vigentes:
 Análise visual das instalações, com registro fotográfico.
 Medição da resistência de terra / resistência de malha.
PRAZO DE EXECUÇÃO
O prazo para a elaboração do laudo especificado nesta proposta é de 5 dias, a contar da
data da visita in loco, que poderá ser realizada até 3 dias após a firmação do contrato.
VALOR DA PROPOSTA
O valor global para a elaboração do laudo especificado nesta proposta é de:
R$ 1.800,00 (Hum mil e oitocentos reais)
Observações:
 O valor acima incide as taxas instituídas por lei sobre a prestação de serviços;
 O valor acima contempla os custos de deslocamento do engenheiro.
CONDIÇÕES COMERCIAIS
Forma de Pagamento:
O pagamento deverá ser realizado da seguinte forma:
 100% do valor após 2 dias da entrega do laudo, via boleto.
Validade da Proposta:
A presente proposta terá validade de 05 dias após a sua emissão.
DECLARO CONCORDAR COM OS TERMOS DA PRESENTE PROPOSTA, DESTA
FORMA AUTORIZO O
INICIO DAS ATIVIDADES.
Atenciosamente,
Rodrigo Mendonça de Carvalho
Engenheiro Eletricista
CREA: 17.053/D – GO