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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CAMPUS PROFESSORA CINOBELINA ELVAS – CPCE

Guia de Laboratório
Química Orgânica
2019.1

Profa. Dra. Francisca Diana S. Araújo


diana.araujo@ufpi.edu.br

Bom Jesus – PI
2019

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1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA1

O laboratório é um dos principais locais de trabalho do químico. Existe certo risco


associado ao trabalho em laboratórios de química de um modo geral, uma vez que os
indivíduos ficam mais frequentemente expostos a situações potencialmente perigosas.
Os principais acidentes em laboratórios de química se devem a ferimentos
provocados pela quebra de peças de vidro ou por contatos com substâncias cáusticas,
incêndios com líquidos inflamáveis. É preciso, então, planejar cuidadosamente o trabalho
a ser realizado e proceder adequadamente no laboratório a fim de minimizar riscos.
Também, deve-se sempre procurar conhecer as propriedades toxicológicas das
substâncias com que se trabalha, em termos agudos e crônicos, e, caso as substâncias
sejam desconhecidas, deve-se tomar os cuidados necessários para evitar eventuais
intoxicações. Dentro dos limites do bom senso, ao se trabalhar no laboratório, deve-se
considerar toda substância como potencialmente perigosa e evitar contatos diretos, seja
por inalação, por ingestão ou por contato com a pele.
Além da redução dos riscos de acidentes e intoxicação, é necessário ainda estar
atento à possibilidade de contaminações por substâncias que possam interferir nos
resultados. Uma maneira para reduzir essas contaminações é manter vestuário, bancadas
e materiais rigorosamente limpos.
Neste contexto, regras elementares de segurança e conduta devem ser observadas
no trabalho de laboratório, a fim de reduzir os riscos de acidentes, tais como:
• Cortes por manejo inadequado de vidraria;
• Espalhamento de substâncias corrosivas ou cáusticas;
• Incêndios;
• Explosões;
• Inalação de gases ou vapores nocivos;
• Contato de produtos químicos com a pele ou mucosa.

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Fonte:
http://www.iq.unb.br/images/downloads/apostilas/2-2016%20-%20Apostila%20-
%20Quimica%20Geral%20Experimental%20-%202-2016.pdf
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1.1 REGRAS GERAIS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA

1. Tenha sempre em mente que o laboratório é um lugar de trabalho sério. Atitudes de


brincadeiras em relação aos seus colegas ou outras pessoas, muitas vezes, podem
provocar graves acidentes.
2. Realize somente as experiências prescritas ou aprovadas pelo professor. As experiências
não autorizadas são proibidas.
3. Use o avental. É expressamente proibida a realização da aula experimental sem o uso do
avental, o qual deverá ser mantido abotoado durante o transcorrer de toda a aula.
4. O uso dos óculos de segurança é obrigatório no transcorrer de toda a aula.
5. Procure evitar o uso de sandálias ou sapatos abertos. Prenda os cabelos, quando longos.
6. Não colocar material de uso pessoal sobre a bancada de trabalho.
7. Nunca deixe frascos contendo solventes inflamáveis próximos à chama.
8. Substâncias inflamáveis não devem ser aquecidas diretamente na chama, devendo-se
usar para isso outros processos, como banho-maria ou aquecimento elétrico.
9. Evite contato de quaisquer substâncias com a pele, por mais inócuas que possam parecer.
Se entornar um ácido, ou qualquer outro produto corrosivo, limpar imediatamente da
forma mais adequada.
10. Não toque os produtos químicos com as mãos, a não ser que isso lhe seja expressamente
indicado.
11. Não aspire a pipeta com a boca, use material apropriado para sucção.
12. Nunca prove um produto químico ou uma solução, a menos que isso lhe seja
expressamente indicado.
13. Utilize sempre a câmara de exaustão (capela) quando trabalhar com substâncias voláteis
ou com reações que liberam gases venenosos ou irritantes.
14. Ao sentir o odor de uma substância não se deve colocar o rosto diretamente sobre o
frasco que a contém. Desloque com a mão, para sua direção, os vapores que se
desprendem do frasco.
15. Sempre que proceder a diluição de um ácido concentrado, adicioná-lo lentamente e sob
agitação em água, e nunca o contrário.
16. Ao aquecer um tubo de ensaio, não direcione a boca do tubo para si e nem para outra
pessoa próxima.

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17. Após o aquecimento de um vidro, aguarde o seu resfriamento, para depois manuseá-lo.
Lembre-se de que o vidro quente tem o mesmo aspecto de um vidro frio.
18. Tenha completo conhecimento da localização de chuveiros de emergência, lavadores de
olhos, extintores e certifique-se que saiba como usá-los.
19. Ao introduzir tubos de vidro em rolhas, umedeça-os convenientemente e enrole a peça
de vidro numa toalha para proteger as mãos.
20. Dedique especial atenção a qualquer operação que necessite aquecimento prolongado ou
que desenvolva grande quantidade de energia.
21. Verificar cuidadosamente o rótulo do frasco que contém determinado reagente, antes de
tirar dele qualquer porção do seu conteúdo. Leia o rótulo duas vezes para se certificar
que tem o frasco correto.
22. Nunca deixe os frascos abertos, recolocar a tampa imediatamente após o uso.
23. As substâncias que restaram após os experimentos, mesmo que não tenham sido usadas,
não devem ser retornadas ao frasco de origem. Nunca introduza qualquer objeto dentro
do frasco de um reagente.
24. Informe o professor sobre quaisquer acidentes que ocorram.
25. Ao retirar-se do laboratório, verificar se não há torneiras de água ou gás abertas. Desligue
todos os aparelhos, deixando-os limpos e lave as mãos.
26. (SE HOUVER DESCARTE DE SOLVENTES NA PIA O ALUNO SERÁ
REPROVADO)

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1.2. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPIs

São todos os dispositivos de uso individual destinados a proteger a integridade


física dos trabalhadores. Cada aluno deverá ter o seu próprio “kit de EPIs”, que incluirá:
• óculos de segurança
• avental, com as seguintes características: comprimento até a altura dos joelhos; mangas
compridas com fechamento, preferivelmente com velcro; confeccionado em algodão,
quanto mais encorpado melhor
• luvas (latex), para serem utilizadas principalmente na lavagem de material
O risco de acidentes é maior quando nos acostumamos a conviver com o perigo
e passamos a ignorá-lo. A segurança em qualquer local está apoiada em cada um: você
é responsável por si e por todos.

1.3. BIBLIOGRAFIA SOBRE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO

• Pavia, D. L.; Lampman, G. M., Kriz, G. S.; Engel, R. G. “Introduction to Organic


Laboratory Techniques: A Microscale Approach”, Saunders College Publishing, 1ª
Edição, 5ª impressão, Orlando (1990), pag 4 e 12.
• Muir, G. D. “Hazards in the Chemical Laboratory”, The Royal Chemical Society, 2ª
edição, Londres, 1977.
• Baccan, N.; Barata, L. E. S. “Manual de segurança para o Laboratório Químico”, IQ-
UNICAMP, 1982.
• Oliveira, W. P. “Manual de Segurança em Laboratório”, Editora Prolab Cursos, São
Paulo.
• Bretherick, L. “Hazardous in the Chemical Laboratory”, 4ª Edição, Royal Society of
Chemistry, London, 1986.

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2. PRINCIPAIS VIDRARIAS E MATERIAIS UTILIZADOS NO
LABORATÓRIO DE QUÍMICA

No laboratório químico, diversos utensílios e equipamentos são feitos dos mais


diversos materiais: vidros, metal, cerâmica, plástico, etc. Cada material tem suas
limitações físicas e químicas e cada utensílio de laboratório possui determinada
finalidade. O uso inadequado de materiais no laboratório, desrespeitando suas
peculiaridades, pode resultar não somente num fracasso do experimento, gerando perda
parcial ou total do material, como, também, em acidentes desagradáveis com danos
pessoais.

2.1. Principais peças de plástico utilizadas em um laboratório de química

2.2. Principais utensílios metálicos utilizados em um laboratório de química

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2.3. Principais peças de vidro utilizadas em um laboratório de química

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2.4. Principais objetos de porcelana utilizados em um laboratório de química

2.5. Outros materiais e equipamentos utilizados em um laboratório de química

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3. TÉCNICAS BÁSICAS DE UM LABORATÓRIO DE QUÍMICA

3.1. Limpeza de vidrarias2


Todos os equipamentos volumétricos utilizados em uma análise quantitativa
devem estar perfeitamente limpos antes do uso, pois a presença de substâncias gordurosas
nas suas paredes internas pode induzir erros no resultado final da análise.
Verifica-se o estado de limpeza de um aparelho volumétrico enchendo-o com água
e observando-se o escoamento. Se gotículas ou uma película não uniforme de água,
aderentes às paredes internas do equipamento, forem detectadas, então torna-se
necessário limpá-lo.
Técnicas de limpeza
Os frascos volumétricos podem ser limpos agitando-se uma pequena quantidade
da solução de detergente nele introduzido. Caso este procedimento não seja suficiente,
costuma-se deixar o frasco imerso em uma solução sulfonítrica (cerca de 15-30 min),
antes de ser novamente lavado e testado.
Após o uso da solução de limpeza deve-se enxaguar muito bem o aparelho
volumétrico. Em geral, considera-se uma boa técnica lavá-lo sete vezes com pequenas
porções (cerca de 1/3 do volume do frasco) de água da torneira e três vezes com água
destilada. A secagem do equipamento é feita por sucção em trompa de vácuo. Para que a
secagem seja mais rápida pode-se lavar o aparelho volumétrico previamente com etanol
ou acetona de boa qualidade.
As práticas que devem ser evitadas durante a limpeza dos materiais volumétricos
são:
i) Nunca aquecer um aparelho volumétrico, o qual pode se deformar com este
procedimento.
ii) Não deixar o material imerso na solução de limpeza por muito tempo.
iii) Nunca usar ar comprimido para secagem da aparelhagem volumétrica, porque ele
contém óleo do compressor e poeira do ar ambiente (a menos que a linha tenha filtros
adequados), que contaminarão novamente o material.

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Baccan, N.; Andrade, J. C.; Godinho, O. E. S.; Barone, J. S. Química analítica quantitativa elementar. São
Paulo: Edgard Blücher; Campinas: Unicamp, 2001.
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4. CADERNO DE LABORATÓRIO (1,0 ponto)

O Caderno de Laboratório é individual e exclusivo da disciplina, onde deverão


constar todas as informações necessárias para a execução do experimento a ser realizado:

1) Título do experimento e data;


2) Fluxograma do experimento e figura da aparelhagem, quando pertinente (desenhar os
tubos e colorir);
3) Propriedades físicas (inflamabilidade, toxicidade, volatilidade, ponto de fusão, ponto
de ebulição, densidade, cor) dos principais reagentes e produtos (tabela);
4) Reações utilizadas e equações com estequiometria adequada;
5) Bibliografia completa;
• Recomendamos como bibliografias básicas: aquelas que discutem as técnicas
fundamentais de um laboratório preparativo, inclusive com esquemas de montagens
de aparelhagem de vidro, instrumentação, procedimentos experimentais, como
registrar dados científicos em caderno de laboratório e segurança (ver seção 1.2).

6) Resposta do questionário sobre o experimento.

• Atenção!!! Antes do dia do experimento, as atividades a serem desenvolvidas nas


aulas deverão ser previamente preparadas individualmente e registradas no
Caderno de Laboratório.

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5. RELATÓRIO (8,0 pontos)

O relatório de cada experimento deverá conter:


• Título do experimento, data(s) de realização, nome dos membros da equipe;
• Introdução e Objetivos (1,0 ponto);
• Parte Experimental. Esta seção deve ser subdividida em duas subseções: (1)
Materiais, reagente e solventes, os quais devem ser listados com suas marcas e
modelos, quando for o caso; (2) Procedimento experimental (1,5 pontos);
• Resultados e Discussão: discutir cada passo da parte experimental, os resultados das
análises realizadas, as questões relevantes colocadas na aula teórica ou durante o
decorrer do experimento (3,0 pontos);
• Conclusões (1,5 pontos);
• Bibliografia COMPLETA (1,0 ponto);

O relatório deverá ser entregue na forma digital e impressa (espaço 1,5, Arial
11 ou times 12, 10 páginas no máximo).

ATENÇÃO!!!
Sempre que for detectado que um relatório é cópia, parcial ou total, de outro
relatório, mesmo que seja da internet, o relatório não será corrigido (considerado
plágio) e a nota correspondente será zero. O professor poderá alterar a nota do
relatório também pelo não cumprimento de um dos itens anteriores, assim como a
participação inadequada no laboratório.

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AULA PRÁTICA Nº 1
SOLUBILIDADE

Azul ao tornassol - bases Aminas de baixa


massa molecular

Vermelho ao tornassol - ácidos Ácidos carboxílicos de


baixa massa molecular

Solúvel Compostos neutros de


Não altera o tornassol - neutro
baixa massa molecular

H2O
Composto
Ácidos fortes Ácidos carboxilícos
NaHCO3 Solúvel Alguns fenóis

Solúvel Insolúvel
Bases fracas Fenóis
Insolúvel

NaOH
Bases Aminas
Solúvel
Alcenos, alcinos,
Insolúvel álcoois, cetonas,
HCl Compostos aldeídos, compostos
Solúvel neutros nitro, ésteres,
éteres, amidas

Insolúvel H2SO4

Alcanos
Insolúvel Compostos Haletos de alquila
inertes Aromáticos

Figura 1. Mapa de solubilidade para compostos contendo vários grupos funcionais.

1.1. Ensaio de solubilidade


ATENÇÃO: AS AMOSTRAS SÓLIDAS PRECISAM SER FINAMENTE
PULVERIZADAS PARA AUMENTAR A VELOCIDADE DA RESPOSTA. SE O
SÓLIDO FOR APARENTEMENTE INSOLÚVEL EM SOLVENTES NÃO
REATIVOS, NA ÁGUA OU EM ÉTER ETÍLICO, É ACONSELHÁVEL AQUECER
BRANDAMENE A SOLUÇÃO EM BANHO MARIA. SE O SÓLIDO FOR SOLÚVEL
A QUENTE, ESTA CARACTERÍSTICA DEVE SER LEVADA EM
CONSIDERAÇÃO.

1.2. Ensaios com solventes comuns


1. Colocar aproximadamente 5 mg (ou 2 gotas) de amostra num tubo de ensaio.
2. Adicionar 1 mL do solvente em pequenas porções (água, éter etílico e soluções de
NaHCO3, NaOH e HCl).
3. Agitar vigorosamente após a adição de cada porção, mantendo a mistura à
temperatura ambiente.
Nota: neste ensaio deve-se seguir a sequência de solventes apresentados na Figura 1.
ATENÇÃO, POIS O PASSO SEGUINTE DEPENDE DO PASSO ANTERIOR!

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1.3. Ensaios com ácido sulfúrico concentrado
1. Colocar 0,5 mL de ácido sulfúrico concentrado num tubo de ensaio.
2. Adicionar aproximadamente 5 mg (ou 2 gotas) da amostra.
Nota: para objetivos de classificação, as amostras que reagirem com o ácido sulfúrico e
produzirem calor ou mudança de coloração serão classificadas como “solúveis”, mesmo
que a amostra não se dissolva por completo. Este comportamento deverá ser levado em
consideração na descrição do resultado.

1.4. Ensaios com papel de tornassol


1. Colocar 5 mg (ou 2 gotas) da amostra num tubo de ensaio pequeno.
2. Adicionar 1 mL de água.
3. Agitar vigorosamente e, com auxílio de um bastão de vidro, colocar uma gota
desta solução tanto no papel de tornassol azul como no vermelho.
Nota: se a amostra for solúvel e ambos papéis de tornassol adquirirem coloração vermelha
a substância será classificada como SA, se ambos ficarem azuis a substância será
classificada como SB, e se ambos permanecerem inalterados a substância será classificada
como SI.

QUESTIONÁRIO
1. Qual o significado da expressão “semelhante dissolve semelhantes”?
2. Benzeno, anilina, querosene, não se dissolvem em água. Por outro lado, ácido acético
e etanol se dissolvem. Por que?
3. Por que a anilina é insolúvel em água e solúvel em solução de HCl a 5%?
4. O ácido benzóico é solúvel tanto em solução aquosa de NaOH a 5% quanto em
NaHCO3 a 5%. O p-cresol por sua vez é solúvel apenas na NaOH a 5% enquanto que o
ciclo-hexanol não é solúvel em NaOH, nem em NaHCO3. Como se explicam estes fatos?
5. Que se entende por calor de solução?

BIBLIOGRAFIA
1. SOLOMONS, T. W. G. Química orgânica. Rio de Janeiro, LTC, 1983. v. 1, 2 e 3.
2. VOGEL, A. I. Química orgânica: análise orgânica qualitativa. 3 ed. Rio de Janeiro,
Ao Livro Técnico, S.A. 1981, v. 3.

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AULA PRÁTICA Nº 2
CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS FUNCIONAIS

MATERIAIS E REAGENTES
- Conta gotas - Reagente de LUCAS - Álcool t-butílico
- Pipeta de 5 mL - Iodeto de potássio-iodo - Glicose
- Tubo de ensaio - Nitrato de prata 5% - Acetona
- Hidróxido de amônio 10% - Metanol - Álcool etílico
- NaOH 5% e 10% - Formol

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
a) Teste de Lucas:
Adicionar 3 a 4 gotas de álcool t-butílico a 30 gotas do reagente de LUCAS em
um tubo de ensaio. Agitar a mistura vigorosamente. Deixar em repouso e observar o que
acontece. Repetir o mesmo processo, usando álcool etílico.

b) Teste de Tollens:
- Preparação do reagente de TOLLENS:
Em um tubo de ensaio, colocar 2 mL de uma solução a 5% de AgNO3. Em seguida
adicionar uma gota da solução a 10% de NaOH. Agitar o tubo e juntar solução de NH4OH
a 10%, gota a gota, com agitação, até que o precipitado de hidróxido de prata se dissolva
totalmente, obtendo-se uma solução transparente. Agitar o tubo e deixar em repouso por
10 minutos.
- Substâncias a serem testadas: formol, acetona, e glicose.
Em um tubo de ensaio muito limpo, colocar 0,5 mL (aproximadamente 10 gotas)
de formol e adicionar 0,5 mL do reagente de TOLLENS recentemente preparado. Repetir
o processo usando acetona e depois e glicose. (Quando a amostra for sólida usar
aproximadamente 10 mg).

c) Teste do Iodofórmio:
Substâncias a serem testadas: álcool etílico, metanol e acetona.
Em um tubo de ensaio, colocar 2 mL de água, 5 gotas de álcool etílico e 0,5 mL do
reagente iodeto de potássio-iodo. Adicionar solução a 5% de hidróxido de sódio até que
a solução fique amarela clara. Agitar e esperar cerca de 2-3 minutos. Se não ocorrer
nenhuma modificação, aquecer o tubo a 60°C. Registar suas observações. Repetir o
processo usando metanol e depois acetona.
Observações:
1. O reagente iodeto de potássio-iodo é preparado, dissolvendo-se 10 g de iodeto de
potássio e 5 g de iodo em 50 mL de água.
2. O reagente de LUCAS é preparado, dissolvendo-se 22,7 g de cloreto de zinco anidro
em 17,5 g de ácido clorídrico concentrado com resfriamento.

QUESTIONÁRIO
1. O que é reagente de LUCAS?
2. Até quantos carbonos na molécula de álcool, o teste de LUCAS deve ser utilizado? Por
que?
3. O que é reagente TOLLENS? Como se identifica que este teste foi positivo?
4. Que tipo de substância dar teste positivo com o reagente de TOLLENS?

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5. Que tipo de grupamentos podem ser identificados através da reação do iodofórmio?
Por que os compostos que contém o grupo -CHOHCH3 apresentam teste positivo?
6. Escreva a equação e o mecanismo da reação de formação do iodofórmio.

BIBLIOGRAFIA:
1. VOGEL, A. I. Química orgânica: análise orgânica qualitativa. 2. ed., Rio de Janeiro,
Ao Livro Técnico S.A., 1980. v.1 e 3.
2. SOLOMONS, T.W. G. Química orgânica. LCT, Rio de Janeiro. 1985. v. 2.
3. MORRISON, R. T.; Boyd, R. N. Química orgânica. 12. ed, Lisboa Fundação
Gulbekiam. 1996.

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AULA PRÁTICA Nº 3
PROPRIEDADES DOS GLICÍDIOS

I - MATERIAIS E REAGENTES:
Ácido clorídrico conc. e 2,0 M Solução de glicose a 2%
Solução de amido Bico de Bunsen
Béquer de 50 mL Proveta de 10 mL
Reagente de Fehlling A e B Solução de sacarose a 5%
Solução de iodo Pinça de madeira
Pipeta de 5 mL Tubos de ensaio
Solução de hidróxido de sódio 5% Solução de maltose a 2%
Papel indicador de pH Tripé de ferro
Pipeta de Pasteur

II - PROCEDIMENTO:
Propriedades da GLICOSE
Colocar 2 mL do reagente de Fehling A e 2 mL do reagente de Fehling B em um tubo de
ensaio. Agitar. Juntar 1 mL de solução de glicose, aquecer e observar. Caso haja reação
escrever a equação.

Propriedades da SACAROSE
- Colocar 2 mL do reagente de Fehling A e 2 mL do reagente de Fehling B em um tubo
de ensaio. Agitar. Juntar 1 mL de solução de sacarose. Aquecer e observar. Caso haja
reação escreva a equação.
- Colocar 10 mL de solução de sacarose 5% em um béquer de 50 mL. Juntar 1 mL de
solução de HCl a 2 M. Ferver a solução cuidadosamente durante 3 minutos.
- Esfriar. Juntar solução a 5% de NaOH, até alcalinizar a solução (controlar com papel
indicador).
- Colocar 2 mL do reagente de Fehling A e 2 mL do reagente de Fehling B em um tubo
de ensaio. Agitar. Juntar 1 mL dos produtos da hidrólise de sacarose. Aquecer. Observar.
Houve reação? Por que? Procurar descrever o que ocorreu.

Propriedades da MALTOSE
- Colocar 2 mL do reagente de Fehling A e 2 mL do reagente de Fehling B em um tubo
de ensaio. Juntar 1 mL da solução de maltose. Aquecer. Observar. Houve reação? Por
que? Procurar descrever o que ocorreu.

Propriedades do AMIDO
- Colocar 2 mL do reagente de Fehling A e 2 mL do reagente de Fehling B em um tubo
de ensaio. Agitar. Juntar 1 ml da solução de amido. Aquecer. Observar. O amido é
redutor? Por que?
- Colocar 2 mL da solução de amido em um tubo de ensaio. Juntar 2 gotas de solução de
iodo. Agitar. Anotar suas observações.

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- Colocar 20 ml de solução de amido e 1 mL de ácido clorídrico concentrado em um
béquer de 50 ml. Colocar o béquer na tela de amianto e aquecer a solução com chama
pequena, apenas suficiente para manter a ebulição. (não deixar secar. Juntar água se
necessário)
- Cinco minutos após a ebulição retirar 2 mL da solução, colocando 1 mL em dois tubos.
Com um dos tubos fazer o teste com reagente de Fehling. Esfriar o outro tubo e adicionar
solução de iodo.
- Repetir a operação anterior, com intervalo de cinco minutos, por mais de três vezes.
Durante a hidrólise do amido a prova de Fehling é intensificada ou
enfraquecida?_______Porque?______________________________________________
_______________________________________________________
Durante a hidrólise do amido, a prova com iodo é intensificada ou
enfraquecida?_____________Porque?________________________________________
_______________________________________________________

Reagente de FEHLING
Solução A: dissolvem-se 34,65 g de sulfato de cobre em água e leva-se a 500 mL.
Solução B: dissolvem-se 173 g de tartarato de potássio e sódio (sal de Rochelle ou sal de
Seignette) e 125 g de KOH em água destilada e dilui-se a 500 mL.

III - QUESTIONÁRIO
1. O que é reagente de Fehling? Qual é a diferença entre este reagente e o de Benedict?
2. Que tipos de grupamentos podem ser identificados usando o reagente de Fehling?
3. Qual a fórmula estrutural dos carboidratos: glicose, frutose, sacarose, maltose e amido?
4. Explicar a razão da coloração adquirida pelo amido quando em presença da solução de
iodo.
5. Por que o amido após hidrólise apresenta teste positivo com o reagente de Fehling?
6. Mostrar através de suas estruturas a diferença entre açúcar redutor e não redutor.
Exemplificar.
7. Indicar quais átomos de carbono na sacarose são carbonos acetais. Escrever uma
equação equilibrada para a hidrólise da sacarose em glicose e frutose.
8. Quantos moles de água são necessários por mol de sacarose?

IV - BIBLIOGRAFIA
1. SOLOMONS, T.W G., Química orgânica. Rio de Janeiro: LTC, 1983. V. 2.
2. AMARAL, L. Química orgânica. São Paulo: Editora Moderna Ltda,1981.
3. ALLINGER, N. L.; CAVA, M. P.; JONGH, D. C. et al. Química orgânica. 2. ed, Rio
de Janeiro, Guanabara Dois, 1978.
4. HART, A.; SHUETZ, R. D. Química orgânica. Rio de Janeiro, Editora Campus LTDA,
1983.
5. MORITA, T.; ASSUMPÇÃO, R. M. V. Manual de soluções, reagentes & solventes. 2.
ed, São Paulo: Edgard Blücher LTDA.,1972.

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