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QUÍMICA ANALÍTICA INSTRUMENTAL

ENQ4009A

Prof. Marcelo Giovanela


A Química Analítica trata de métodos para a determinação
da composição química das amostras

Análise Química ⊂
= Química Analítica

Métodos qualitativos e quantitativos

Identidade das espécies atômicas ou Informações numéricas


moleculares ou dos grupos funcionais relativas a um ou mais
presentes em uma amostra componentes de uma amostra
Estágios de uma análise quantitativa
Etapas Exemplos de procedimentos

1. Amostragem Depende do tamanho e da natureza


física da amostra
2. Preparação de uma amostra analítica Redução do tamanho das partículas,
mistura para homogeneização,
secagem, determinação do peso ou do
volume da amostra

3. Dissolução da amostra Aquecimento, ignição, fusão, uso de


solvente, diluição
4. Remoção de interferentes Filtração, extração com solventes,
separação cromatográfica
5. Medidas na amostra Padronização, calibração

6. Resultados Cálculo dos resultados analíticos

7. Apresentação dos resultados Impressão e arquivamento


Métodos CLÁSSICOS versus INSTRUMENTAIS

Designação histórica, pois os dois métodos têm uma diferença


temporal pouco maior que um século.

Método Clássico:
• Baseiam-se na separação dos ANALITOS por: PRECIPITAÇÃO,
EXTRAÇÃO OU DESTILAÇÃO

•Análise Qualitativa: reações específicas gerando


produtos caracterizados por cor, ponto de fusão ou ebulição,
solubilidade, etc.

•Análise Quantitativa: medidas volumétricas


(titulométricas) ou gravimétricas.
Métodos CLÁSSICOS versus INSTRUMENTAIS

Método Instrumental – Início do século XX:


• Baseiam-se em medidas físicas dos ANALITOS: condutividade,
potencial de eletrodo, emissão ou absorção de luz...
• Técnicas eficientes de cromatografia e eletroforese
substituíram os métodos de precipitação, extração e destilação.

Muitos dos fenômenos por trás de métodos instrumentais são


conhecidos há um século ou mais. A aplicação de tais
fenômenos, contudo, foi adiada pela falta de instrumentação
simples e confiável.
➢ O crescimento dos métodos instrumentais de análise
modernos tem ocorrido paralelamente ao
desenvolvimento das indústrias eletrônicas e de
computadores.
O que são Métodos INSTRUMENTAIS ?

São métodos realizados em instrumentos.


- Não por instrumentos!
- Por analistas que conhecem os instrumentos!

Instrumentos simples....
O que são Métodos INSTRUMENTAIS ?

São métodos realizados em instrumentos


- Não por instrumentos!
- Por analistas que conhecem os instrumentos!

Ou complexos ....
Métodos INSTRUMENTAIS

Cada tipo de instrumento tem uma aplicação:


- Distinta e limitada e ...
- Possui vantagens e desvantagens.
• Medidas de pH em soluções aquosas (não
aquosas em alguns casos). Fornece informações a
respeito da concentração de íons H3O+.
• Baixo custo inicial e manutenção barata. Fácil
de usar.

• Caracterização de sólidos cristalinos.


Fornece informações sobre a estrutura
cristalina.
• Custo inicial elevado e manutenção
relativamente cara.
Métodos INSTRUMENTAIS

Um dos principais objetivos da química


analítica moderna é o desenvolvimento de
instrumentos e metodologias com a
consciência “verde”

Métodos com consumo mínimo de amostra,


de reagentes, de etapas e, de preferência,
análises com a amostra in natura, reduzindo
ao máximo a quantidade de rejeitos
Classificação dos métodos analíticos
CLÁSSICOS E INSTRUMENTAIS

Chamados de métodos Baseados em propriedades


de via úmida físicas (químicas em alguns casos)

Gravimetria Volumetria Eletroanalítico Cromatográfico

Espectrométrico

Propriedades Propriedades Propriedades


elétricas ópticas diversas
PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS EXPLORADAS PELOS
MÉTODOS INSTRUMENTAIS
Propriedade característica Método instrumental
Emissão de radiação Espectroscopia de emissão atômica e
molecular (RX, UV, Vis, luminescência)
Absorção de radiação Espectroscopia de absorção atômica e
molecular (UV, Vis, IV, RX)
Espalhamento de radiação Turbidimetria e nefelometria
Difração de radiação RX e elétrons
Potencial elétrico Potenciometria; cronopotenciometria
Resistência elétrica Condutimetria
Corrente elétrica Amperometria; voltametria; polarografia
Massa Gravimetria (microbalança de cristal de
quartzo)
Relação massa/carga Espectrometria de massas (CG-EM e CL-EM)
Características térmicas TGA, DSC, DTA
INSTRUMENTOS PARA ANÁLISE
O instrumento converte a informação armazenada nas
propriedades físicas ou químicas do analito em um tipo
de informação que pode ser manipulada e interpretada.
É necessário um estímulo (radiação eletromagnética, energia
elétrica, mecânica ou nuclear) para provocar uma resposta.

Estímulo Resposta

Fonte de Sistema em Informação


energia estudo analítica
Estímulo Resposta

Espectrofotômetro UV/Visível
FUNÇÃO DO INSTRUMENTO

Traduzir a composição química em uma informação


diretamente observável pelo operador.
O instrumento atua direta ou indiretamente como um
COMPARADOR, no sentido de que se avalia a amostra
desconhecida em relação a um padrão.

FUNÇÃO DO ANALISTA
Ter conhecimento do que está realmente medindo!
Seleção de um método analítico
➢ Conhecer os detalhes práticos das diversas
técnicas e seus princípios teóricos.
➢ Definir claramente a natureza do problema
analítico, respondendo às questões:
• Que exatidão é necessária?
• Qual é a quantidade de amostra disponível?
• Qual é o intervalo de concentração do analito?
• Que componentes da amostra causarão
interferência?
• Quantas amostras serão analisadas?
• Qual o tempo requerido para a análise?
Qualquer que seja o método instrumental, o
sinal analítico será sempre uma função da
concentração do analito
S = f(C)
Sinal analítico

Vtitulante

Curva de titulação potenciométrica


Qualquer que seja o método instrumental, o
sinal analítico será sempre uma função da
concentração do analito
S = f(C)
Sinal analítico

Vtitulante

Curva de titulação condutométrica


Qualquer que seja o método instrumental, o
sinal analítico será sempre uma função da
concentração do analito

Sinal analítico S = f(C)

[Analito]

Curva analítica
Glossário da Química Analítica Instrumental

Amostra: porção de um determinado material que representa a totalidade.

Analito: espécie (iônica, atômica ou molecular) que se deseja determinar


em uma amostra.

Matriz: conjunto de todos os constituintes que compõem uma amostra.

Detector: dispositivo mecânico, elétrico ou químico que identifica, registra


ou indica uma alteração em uma das variáveis na sua vizinhança (pressão,
temperatura, etc.)
Glossário da Química Analítica Instrumental
Curva analítica: representação gráfica da resposta do instrumento (sinal
analítico) em função da concentração do analito proveniente de soluções-
padrão (padrão externo). Também chamada de curva de trabalho ou
curva de calibração.

Branco (br): sinal do instrumento para matriz na ausência do analito ou de


uma espécie que corresponda ao analito.

Limite de detecção (LD ou cm): concentração mínima do analito que pode


ser detectada em um nível confiável.

Limite de quantificação (LQ): considera-se ser a concentração para a qual


o sinal analítico excede em 10 desvios padrões o sinal do branco.

Limite de resposta linear (LRL): concentração limite, a partir da qual não é


mantida a linearidade.
Glossário da Química Analítica Instrumental

LRL
Sinal analítico

cm LQ

FOT

Concentração

Faixa linear de trabalho (FLT) ou faixa ótima de trabalho (FOT) ou faixa


dinâmica: faixa de concentração que se estende de LQ até LRL.
Glossário da Química Analítica Instrumental
Exatidão: grau de concordância entre o valor medido (média de várias
replicatas) e o valor de uma referência padrão.

Precisão: grau de concordância mútua entre os dados que foram obtidos


do mesmo modo. Fornece uma medida do erro aleatório, ou
indeterminado, de uma análise.

Sensibilidade: a sensibilidade de um instrumento ou método é uma medida


de sua habilidade em discriminar pequenas diferenças na concentração de
um analito. Em uma curva de calibração, a sensibilidade é a inclinação da
curva (m).

S = mc + Sbr , onde S é o sinal medido, c é a concentração do analito e


Sbr é sinal do instrumento para o branco.
Glossário da Química Analítica Instrumental
Seletividade: a seletividade de um método analítico refere-se ao grau em
que o método está livre de interferência de outras espécies contidas na
matriz da amostra. Infelizmente nenhum método analítico está totalmente
livre de interferência de outras espécies e, assim, procura-se minimizá-las.

Repetibilidade: grau de concordância entre resultados independentes


obtidos com o mesmo método para um material de teste idêntico sob as
mesmas condições (mesmo operador, mesmo equipamento, mesmo
laboratório em um pequeno intervalo de tempo).

Reprodutibilidade: grau de concordância entre resultados independentes


obtidos com o mesmo método para um material de teste idêntico sob
diferentes condições (diferentes operadores, diferentes equipamentos,
diferentes laboratórios e após diferentes intervalos de tempo).
O QUE O PROFESSOR ESPERA DOS ALUNOS EM
QUÍMICA ANALÍTICA INSTRUMENTAL?
• Não desenvolvam a “Arte de Enrolar”

“A exatidão é um parâmetro de difícil precisão, pois


está sujeita a uma série de erros determinados.”

“O ponto de equivalência é encontrado se interpolando


por extrapolação o ponto no qual a curva muda de sua
concavidade.”
“Uma maior exatidão seria obtida condutimetricamente,
uma vez que em condutimetria é possível determinar
pequenas variações de potencial ...”

“... em se tratando de uma amostra com várias matrizes,


este tipo de detector traria maior seletividade ...”
Exemplo: