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TOMÁS TOLEDO

EMPRESA

EMPRESA COLONIAL
COLONIAL
TOMÁS TOLEDO

CAIXA Cultural São Paulo


Praça da Sé, 111 — São Paulo — SP
(11) 3321-4400

Distribuição gratuita
Comercialização proibida

produção apoio patrocínio


apresenta

EMPRESA
COLONIAL
curadoria [curated by]
TOMÁS TOLEDO
artistas [artists]
BETO SHWAFATY | BRUNO BAPTISTELLI | CLARA IANNI
JAIME LAURIANO | LAIS MYRRHA | RAFAEL RG

12.12.2015 ­— 28.2.2016
CAIXA CULTURAL SÃO PAULO
Para a CAIXA, é fundamental refletir sobre nossas origens para entender o pre-
sente e pensar um futuro melhor para o país. Faz parte de nossa vocação social.
Ao apresentar na CAIXA Cultural São Paulo a exposição Empresa colonial,
a CAIXA reafirma sua política cultural e a disposição de democratizar o aces-
so a seus espaços e a sua programação artística, seu papel institucional de
estimular a criação e dar condições concretas para que novos artistas possam
apresentar seus trabalhos, expor suas ideias e divulgar sua arte.
É preciso voltar às origens para compreendermos o Brasil atual, com todas
as suas particularidades, e entendermos os desdobramentos das relações entre
colônia e metrópole que ainda perduram nos dias de hoje.
Em 155 anos de história, a CAIXA construiu sua imagem de empresa sólida,
presente em todos os municípios brasileiros, que atua na promoção da cidadania
e do desenvolvimento sustentável do país, como instituição financeira, agente de
políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro.
A vida pede mais que um banco. Pede investimento e participação no
presente, compromisso com o futuro do país e criatividade para conquistar
os melhores resultados para o povo brasileiro.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

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To CAIXA, it is fundamental to reflect about our origins to understand the present
and think a better future for the country. It is part of our social vocation.
With the exhibition Colonial Enterprise, in CAIXA Cultural São Paulo, CAIXA
restates its cultural policy and its intention to democratize the access to its
premises and artistic program, as well as its institutional role of stimulating the
creation and giving concrete conditions for new artists to show their works,
state their ideas and bring out their art.
Going back to the origins is essential to comprehend current Brazil, with all
its particularities, and to figure out the developments from the relation between
colony and metropolis that still continue nowadays.
Within its 155 years of history, CAIXA built its image as a solid enterprise,
present in every Brazilian municipality, that acts on the promotion of citizenship
and of the sustainable development of the country, as a financial institution, public
policy agent, and strategic partner of the Brazilian state.
Life demands more than a bank. It asks for investments and participation
in the present, commitment with the future of the country, and the creativity
to reach the best results for the Brazilian people.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

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EMPRESA COLONIAL

As narrativas tradicionais sobre a história do Brasil costumam iniciar com a che-


gada dos portugueses, derivando o passado brasileiro do de Portugal e ignorando
as histórias dos povos nativos. Essa perspectiva acaba por velar a violência do
choque de civilizações, gerada pela invasão territorial e marcada pela exploração
da terra e dos corpos. O Brasil era tomado como uma empreitada de Portugal,
uma empresa colonial para extrair as riquezas do país à custa do trabalho es-
cravo, inicialmente dos indígenas, depois dos negros trazidos à força da África.
Base de sustentação do sistema colonial, o trabalho escravo, sistematizado e
chancelado pelo Estado, marcou a realidade brasileira por mais de três séculos,
mantendo-se ativo mesmo após o fim da Colônia — com a Independência, em
1822 — e terminando em 1888, quando se deu a abolição da escravidão, sendo
o Brasil o último país independente das Américas a abolir o trabalho escravo.
Mesmo livre do jugo da servidão ou do Estado monárquico, o país ain-
da carrega, nas tessituras de sua sociedade, práticas e hábitos do período
colonial, como a violência por parte do Estado, a promiscuidade entre a
esfera pública e a privada, os abusos da terra e do povo, o coronelismo e
o preconceito em suas diversas formas — de cor, classe social, gênero e
religião. Chama a atenção, ainda, a presença reduzida de negros nas esferas
do poder, nos meios de comunicação, na academia e no próprio sistema da
arte em que esta exposição está inserida.
Durante o período colonial moldaram-se práticas e processos que balizaram
as relações sociais e o uso da terra e das riquezas, desde a divisão do território
brasileiro em capitanias hereditárias, confiadas a indivíduos e não ao Estado,
até as relações sociais e de trabalho, tanto material como intelectual, pautadas
pela figura do senhor e do escravo, do dominador e do dominado, gerando uma
sociedade organizada em torno da espoliação e não da cooperação.
Já no século xx , as capitanias se transformaram em grandes latifúndios, tanto
no campo como nas cidades; a política econômica desenvolvimentista, sobretudo
na ditadura militar, avançou na exploração dos recursos naturais e na devastação
de áreas de preservação ambiental, gerando conflitos agrários e o massacre de
populações indígenas. Nas cidades, a luta por moradia é uma realidade presente,
bem como o subemprego e relações entre patrões e empregados domésticos, em
sua maioria mulheres, que parecem não ter superado a lógica colonial. Pode-se

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ainda pensar em uma continuação da dialética metrópole/colônia na esfera re- tempo, ganha conotações cartográficas quando se toma seu compartimento inferior
gional, não mais entre Portugal e Brasil, mas entre os polos industrializados e como o Hemisfério Sul e o superior, o Norte. Com essa metáfora espaçotemporal,
desenvolvidos economicamente e as demais regiões do país. Myrrha introduz uma forma simbólica de violência, a da dialética Norte/Sul, marca-
da pela hegemonia cultural e epistemológica euramericana, base dos sistemas de
• • • dominação e das diversas formas de colonização praticadas ao longo dos séculos.
Numa apropriação mais explícita das estratégias cartográficas, Lauriano e Ianni
A exposição Empresa colonial busca refletir sobre essas correlações entre o criam mapas que revelam processos históricos, sociais e econômicos. Ianni, na
período colonial e a atualidade, e discutir a formação do Brasil como nação. série Desenho de classe [cat. 15-18] , apresenta mapas desenvolvidos a partir de
Parte de um conjunto de obras de seis artistas brasileiros contemporâneos — entrevistas com patrões e seus empregados domésticos. Durante a conversa,
Beto Shwafaty, Bruno Baptistelli, Clara Ianni, Jaime Lauriano, Lais Myrrha e a artista pediu que cada um assinalasse no mapa de São Paulo seus trajetos
Rafael rg —, e do acompanhamento de longo prazo de suas produções, articu- entre casa e trabalho. Essa informação foi transferida para uma folha em branco,
lando-se em torno de quatro temas que se relacionam entre si: a construção marcada apenas com o desenho do trajeto e o salário mensal do entrevistado,
de narrativas históricas alternativas, o uso da cartografia como instrumento gerando sempre uma dupla de mapas, um do patrão e outro do empregado.
crítico, a perspectiva do sujeito em relação à identidade nacional, e as cone- Busca assim revelar uma topografia social da cidade e evidenciar a dinâmica
xões entre o período colonial, a ditadura militar e a atualidade. dessas relações de trabalho e a forma como o solo urbano é dividido e ocupado.
Quem não reagiu está vivo [cat. 1-11], de Lauriano, utiliza um tom didático para Já República (democracia racial) [cat. 20] , de Lauriano, cria uma cartografia histó-
propor uma linha do tempo alternativa à narrativa tradicional da história do Brasil. rico-cultural do país ao mostrar o território brasileiro desenhado com pemba
O trabalho distribui-se em dez lâminas, e cada uma conjuga uma imagem a um branca (giz utilizado em rituais de umbanda) sobre tecido preto. O perímetro
texto explicativo. Pontuam momentos de violência por parte do Estado, ou das nacional é acompanhado de um trecho do Hino da Proclamação da República
elites, contra indígenas, negros escravizados ou grupos que lutam por moradia, que revela as contradições de uma país em que o Estado almeja utopias mas
tanto no campo como nas cidades, desde a invasão portuguesa até os dias de hoje. não cria condições materiais para alcançá-las.
Essas várias camadas de história e memória também são exploradas e entrela- Essas utopias ou mitos da gênese brasileira, em especial a ilusão de uma
çadas por Shwafaty em Anhanguera/Bandeirantes [cat. 13]. O trabalho mostra duas síntese amigável entre brancos, negros e indígenas, são explorados também por
imagens — a estátua de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, e o Monumento Baptistelli e Rafael rg , porém com estratégias distintas, lidando com a repre-
Comemorativo da Rodovia dos Bandeirantes — e dois textos — uma nota extraída sentação de negros e indígenas na sociedade brasileira a partir de suas próprias
da imprensa sobre o sistema rodoviário Anhanguera/Bandeirantes e uma crítica à identidades como sujeitos e artistas. Em Linguagem [cat. 23 e 24], uma dupla de
forma como os bandeirantes foram apropriados como mito fundador do estado de pôsteres onde se lê, em um, “negro” e, no outro, “preto”, ambos escritos em
São Paulo. Esses conteúdos são justapostos e criam uma relação entre as missões preto sobre fundo preto, Baptistelli embaralha as definições de cor que balizam o
de exploração do interior do país lideradas pelos bandeirantes e o desenvolvimento preconceito no Brasil — baseado na cor e não na raça —, criando um jogo entre
econômico, representado pelas principais vias de acesso ao interior do estado. os signos emitidos pela cor e pelas palavras. Neutralização [cat. 25], também de
Myrrha, em O tempo corre para o norte (da série Insólitos-estáveis) [cat. 12], apresenta Baptistelli, cria uma forte imagem e presença espacial ao ocupar o chão de parte
uma ampulheta adulterada cujo conteúdo, de malha de ferro, está permanentemen- do espaço expositivo com uma superfície de asfalto. O trabalho permite diversas
te contido no bulbo superior. Esse instrumento, orginalmente criado para medir o leituras, podendo remeter a uma lápide, como também a uma cicatriz urbana.

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Rafael rg, por sua vez, elaborou um autorretrato [cat. 22] no qual aparece nu curso de Juscelino Kubitschek como senador antes de sua de cassação e de
do umbigo às coxas, vestindo um estojo peniano que faz parte da tradição de seu afastamento da vida política. O som da voz do ex-presidente emana de um
diversas tribos brasileiras, entre elas os Enawenê-nawê. Junto à fotografia, pregada alto-falante atado a um tronco de madeira tombado, que remete aos postes das
na parede, está uma amarração de fibra de buriti utilizada pelo artista durante quermesses, cercado por ferramentas e resquícios de materiais de construção.
uma semana. Tanto o objeto como a imagem estão sob um quadrado pintado O áudio alterna momentos de silêncio e eloquência, levando a uma sensação de
em magenta, tom que no catálogo de uma grande indústria de tintas é nomeado retorno e repetição, reforçada pelos ciclos de construção e destruição sugeridos
como Pecado Original. Segundo rg, a intenção ao apresentar-se com essa vesti- na cena. Já O Brasil é uma colagem de diversas propagandas da ditadura militar,
menta indígena em uma foto em branco e preto, que torna nebulosa sua própria que fomentam valores caros ao regime, como o patriotismo, a visão de que o
identidade racial, é questionar a repressão da nudez imposta em nossa sociedade Brasil é uma síntese pacífica de diversas culturas e etnias, a participação civil
desde a chegada dos europeus. Podemos pensar que o uso da roupa como norma em prol do Estado e o comprometimento com as Forças Armadas. As peças
cultural anula outras formas de leitura do outro em uma comunidade, impondo a publicitárias utilizavam músicas envolventes, imagens em desenho animado e
vestimenta como um divisor e índice de distinção de classe social. figuras infantis ou cenas familiares, buscando um tom amistoso, distante do
Outros dois trabalhos da exposição lidam com as noções de identidade cotidiano do país na época, marcado pela violação dos direitos humanos, pela
nacional, explorando a produção de cultura material como uma forma de perseguição política e por violenta repressão.
expressão. Na série Bandeira nacional [cat. 28 e 29] , Lauriano convidou borda- Dessa forma, o passado, ou seus reflexos na atualidade, surge em Empresa
deiras e tecelãs para criarem sua própria interpretação da bandeira brasileira, colonial como uma forma de crítica à estrutura social do país, lembrando que
transformando o símbolo especificado por lei em algo vernacular e múltiplo, a maneira de pensar e agir do período colonial é algo ainda presente em nossa
opondo sujeito e Estado, e criando uma possibilidade alternativa à noção ofi- realidade, um trauma a ser superado, um processo em curso e em constante
cial de um país uníssono e massificado culturalmente, que anula as diversas fricção. A historiadora Emília Viotti da Costa, no prefácio à segunda edição de
formas e possibilidades de ser brasileiro. Em Aculturação (não) é integração I seu livro Da senzala à Colônia, relata que no período em que escrevia os últi-
[cat. 30] , Shwafaty também lida com o tema da massificação cultural, ao mostrar, mos capítulos do livro, em 1964, alternava leituras dos debates parlamentares
sob um tubo de concreto comumente utilizado em obras de grande porte, um sobre a aprovação da Lei do Ventre Livre (1871) e da Lei dos Sexagenários
vaso de barro manufaturado, parcialmente coberto por uma pintura que alude (1885) com leituras dos jornais que tratavam das reformas de base propostas
a logomarcas de empresas estatais brasileiras das décadas de 1960 e 1970 por João Goulart, que em poucos meses seria deposto pelos militares. Sobre
— como Vale do Rio Doce, Itaipu e Petrobras —, que tinham sua comunicação esse cruzamento temporal entre o final do século xix e o momento que ante-
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costa , Emilia Viotti da.
visual fortemente influenciada pela abstração geométrica. O título do trabalho cedeu o golpe militar, Viotti escreveu: “Fui frequentemente levada a sentir que
Da senzala à Colônia.
reforça a dialética entre a produção manual e local e o desenvolvimentismo das São Paulo: o passado não era apenas algo morto a ser dissecado pela análise crítica, mas
obras monumentais de infraestrutura ou dos empreendimentos de larga escala Editora Unesp, 2010. algo vivo e ainda presente na realidade do dia a dia”. 1
daquelas empresas, que carregam a crença na integração nacional e operam
como instrumentos de exploração dos recursos dos solo.
Brasília Broadcast [cat. 26], de Shwafaty, e O Brasil [cat. 31-37], de Lauriano,
apontam aproximações entre o período colonial brasileiro e a ditadura militar.
Em Brasília Broadcast, a sombra do golpe militar surge no áudio do último dis- tomás toledo , janeiro de 2015

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COLONIAL ENTERPRISE

Traditional narratives about Brazil’s history usually start with the arrival of the Por-
tuguese, deriving the Brazilian past from Portugal’s and ignoring the native people
history. This perspective ends up hiding the violence of the clash of civilizations,
generated by the territorial invasion and marked by the exploitation of their lands
and their bodies. Brazil was considered a Portugal venture, a colonial enterprise
to extract the wealth from the soil using slave work, initially of the indigenous
people, later of the black people brought by force from Africa.
Basis of the colonial system, slave work, systematized and stamped by the state,
marked the Brazilian reality for more than three centuries, and remained active
even after the end of the colony—with the independence, in 1822—and finished
only in 1888, when the abolishment of slavery took place, being Brazil the last
independent country of the Americas to abolish slave work.
Even free from the yoke of bondage or from the monarchical state, the
country still carries, within its society, practices and habits from the colonial
period, such as the state violence, the promiscuity between public and private
domains, abuses of people and land, rural oligarchies headed by rich land-
owners, and prejudice in its varied ways—of color, social class, gender, and
religion. Also, it is remarkable the reduced presence of black people within
the power spheres, the media, the academy, and in the art system itself in
which this exhibition is inserted.
Practices and processes were shaped during the colonial period, and framed the
social relationships and the use of the land and of wealth, from Brazilian territorial
division in hereditary captaincies, entrusted to individuals and not to the state, to
social and work—both material and intellectual—relationships, guided by the image
of the master and the slave, of the dominator and the dominated, generating a
society based on spoliation and not on cooperation.
On the other hand, on the 20 th Century the captaincies turned into huge
estates, both in the countryside and in the cities; the developmental economic
policies, especially during the military dictatorship, advanced at the cost of the
exploitation of natural resources and the devastation of environmental preser-
vation areas, generating agrarian conflicts and the slaughter of the indigenous
people. In the cities, the struggle for housing is a present reality, as well as the
underemployment and relationships between employers and domestic workers,

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most of them women, which seem not to have overcome this colonial logic. One whose content, of iron rebar, is permanently inside the top bulb. The device,
may yet think on a continuity of the dialectic metropolis/colony within the local originally created to measure the time, wins cartographic connotations when
sphere, not anymore between Portugal and Brazil, but between the industrialized one takes its bottom compartment as the Southern Hemisphere, and the top
and economically developed hubs and the other regions of the country. as the Northern. With this spatial-temporal metaphor, Myrrha introduces a
symbolic form of violence, one of the dialectic North/South, marked by the
• • • Euro-American cultural and epistemological hegemony, basis of the domination
system and of varied ways of colonization along the centuries.
The exhibition Colonial Enterprise intends to reflect about these correlations between In a more explicit appropriation of the cartographic strategies, Lauriano and
the colonial period and the present, and discuss the formation of Brazil as a nation. Ianni created maps that reveal economic, social, and historical process. Ianni, in
Its starting point is a set of works by six contemporary Brazilian artists—Beto Shwa- the series Desenho de classe [Class Drawing] [cat. 15-18], shows maps developed
faty, Bruno Baptistelli, Clara Ianni, Jaime Lauriano, Lais Myrrha, and Rafael rg—and out of interviews with employers and their domestic workers. During the con-
a long-term following of their production, articulating four related themes: the versation the artist asked for each one to highlight on the São Paulo map their
construction of alternative historical narratives, the use of cartography as a critical commute. This information was transferred to a white sheet of paper, marked
tool, the perspective of the subject related to national identity, and the connections only with the drawings of the commute and the interviewee monthly salary,
between the colonial period, the military dictatorship and the present. always generating a pair of maps, one about the employer and another about
Quem não reagiu está vivo [Those who didn’t React are Alive] [cat. 1-11] , by the employee. It intends to reveal a social topography of the city and highlight
Lauriano, uses a didactic tone to propose an alternative time line to replace the dynamic of these labor relationships and how the urban land is divided and
the traditional narrative of Brazilian history. The work is formed by ten plates, occupied. República (democracia racial) [Republic (racial democracy)] [cat. 20] , by
and each one conjugates an image to an explanatory text. It pinpoints mo- Lauriano, creates a historic-cultural cartography of the country while showing
ments of violence by the state, or by the elites, against indigenous, black the Brazilian territory drawn with pemba branca (a chalk used in Umbanda rituals)
slaves or groups that fight for housing, not only in the countryside but also on black cotton. The national perimeter is accompanied by an excerpt from the
in the cities, since the Portuguese invasion till today. Brazilian Republic Anthem, revealing the contradictions of a country whose state
These many layers of history and memory are also explored and intertwined craves utopias but does not create material conditions to reach them.
by Shwafaty in Anhanguera/Bandeirantes [cat. 13] . The work shows two images— These utopias or Brazilian genesis myths, especially the illusion of a friendly
the Bartolomeu Bueno da Silva statue, the Anhanguera, and the Bandeirantes synthesis between white, black and indigenous, are also explored by Baptistelli
Road Memorial Monument—and two texts—a notice extracted from the press and Rafael rg, however, with different strategies, dealing with the representation
about the Anhanguera/Bandeirantes road system and a criticism of the way of black people and indigenous within the Brazilian society out of their own iden-
the Bandeirantes are considered the mythic founders of São Paulo State. These tities as persons and artists. In Linguagem [Language] [cat. 23 e 24], a pair of posters
contents are juxtaposed and create a relation between the mission of explora- where one can read, in one, “nigger,” and in the other, “black,” both written in
tion of the countryside led by the Bandeirantes and the economic development black on a black background, Baptistelli shuffles the color definitions that ground
represented by the main access ways to the countryside of the state. the prejudice in Brazil—based on color and not race—creating a game between the
Lais Myrrha, in O tempo corre para o norte [The time runs to the north] (from signs sent forth by colors and words. Neutralização [Neutralization] [cat. 25], also by
the series Insólitos-estáveis [Odds-stables]) [cat. 12], presents a modified hourglass Baptistelli, is a strong image creating spatial presence while occupying the floor

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of part of the exhibition space with a tarmac surface. The work allows different dictatorship. In Brasília Broadcast, the shadow of the coup d’etat comes up in the
interpretations, and it can refer to an urban tombstone, as well as to an urban scar. audio of the last speech of Juscelino Kubitschek as a senator, before his cassation
Rafael rg , on the other hand, elaborated a self-portrait [cat. 22 ] in which and political clearance. The sound of the voice of the ex-president comes from
he appears naked from navel to thighs, dressed with a penis case that is part a loudspeaker tied to a tumbled wooden trunk, a reference to traditional parish
of many different Brazilian tribe traditions, among them the Enawenê-nawê. bazaar posts, surrounded by tools and debris. The audio alters between silence
Together with the photo, nailed on the wall, is a buriti fiber mooring used and eloquence, leading to a sensation of return and repetition, reinforced by the
by the artist for a week. Both the object and the image are under a magenta cycle of construction and destruction suggested by the scene. Yet O Brasil is a
painted square, shade that in the catalog of a major industry of paintings is collage of several advertisements of the military dictatorship, that foster values
called “Original Sin.” According to rg , his intention presenting himself wearing dear to the regime, such as patriotism, the view that Brazil is a peaceful synthesis
this indigenous garment in a black and white photography, that blurs his own of different cultures and ethnicities, civil participation in favor of the state, and
racial identity, is to question the repression of nudity imposed by society commitment with the Army. The advertisements used appealing songs, cartoon
since the arrival of the Europeans. We can think that the use of clothes as images, and childish figures or family scenes, searching for a friendly tone, far
a cultural rule annuls other ways of reading the other within a community, from the routine of the country at that time, marked by the violation of human
imposing the garment as a divider and an index of class distinction. rights, by political persecution and by violent repression.
Other two works of the exhibition tackle the national identity perception, by So the past, or its reflections today, appears in Colonial Enterprise as a way
exploring the production of material culture as a way of expression. In the series of criticism of Brazil’s social structure, remembering that the colonial period
Bandeira nacional [National Flag] [cat. 28 e 29], Lauriano invited embroiderers and ways of thinking and acting are still present on our day-by-day, are a trauma
weavers to create their own interpretation of the Brazilian flag, transforming the to be overcome, an unfinished process and in constant friction. Historian Emília
symbol, specified by law, into something vernacular and multiple, opposing people Viotti da Costa, in the preface of the second edition of her book Da senzala
and state, and creating an alternative to the official notion of a country culturally à Colônia, reports that in the period that she was writing the last chapters of
in unison that void different ways and possibilities to be Brazilian. In Aculturação her book, in 1964, she alternated readings of parliamentary debates about the
(não) é integração I [Acculturation is (not) Integration I] [cat. 30], Shwafaty also deals approval of Lei do Ventre Livre [Free Belly Law] (1871) and of Lei dos Sexagená-
with the topic of cultural massification, showing under a tube of concrete usually rios [Sexagenarian Law] (1885) with readings of newspapers about the base
used in major constructions a vase of manufactured clay, partially covered by a reforms proposed by João Goulart, that in few months would be deposed by
painting that alludes to logos of Brazilian state-owned enterprises from the 1960’s the military. About this temporal crossing between the end of 19 th Century
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costa , Emilia Viotti da.
and 1970’s—such as Vale do Rio Doce, Itaipu and Petrobras—that had their visual and the moment before the coup d’état, Viotti wrote: “I was often led to feel
Da senzala à Colônia.
communication strongly influenced by geometric abstraction. The title of the work São Paulo: that the past was not only something dead to be dissected by critical analysis,
reinforces the dialectic between manual and local production, and the develop- Editora Unesp, 2010. but something alive and yet present in the day-by-day reality.” 1
mentalism of the monumental constructions of infrastructure or those large-scale
projects related to those companies, which carried the belief on national integration
and worked as instruments of exploitation of natural resources.
Brasília Broadcast [cat. 26], by Shwafaty, and O Brasil [cat. 31-37], by Lauriano,
highlight the similarities between the Brazilian colonial period and the military tomás toledo , January, 2015

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Flávio de Barros/IPHAN Lopo Homem, Pedro Reinel, Jorge Reinel e António de Holanda/Atlas Miller

repressão corporal como tática de garantia do direito do homem sobre exploração escrava da mão de obra dos povos nativos
o homem

O período colonial brasileiro é marcado pela deportação de nações africanas para O famoso mapa Terra Brasilis – encomendado por Dom Manuel I, e realizado pelos
trabalharem, em um regime de escravização do corpo, nos engenhos de açúcar e nas cartógrafos Lopo Homem, Pedro Reinel e Jorge Reinel e ilustrado por António
fazendas de café espalhadas pelo país. Revoltados com essa situação, imposta pela de Holanda – glorifica a Invasão Portuguesa ao “novo mundo”. Neste exemplar,
somatória de forças do coroa portuguesa e dos grandes latifundiários, e liderados por podemos notar como os autores descrevem, e ilustram, o novo continente exaltando
Zumbi, foi criado o Quilombo dos Palmares no intuito de juntar “ex-escravos” para a exploração do solo “brasileiro”, a partir da colonização e escravização dos corpos
resistirem aos ataques contra a liberdade ali conquistada. Com grande receio, que de dezenas de povos indígenas.
esses ideais se espalhassem por outras regiões do país, os grandes latifundiários
com auxilio da Coroa Portuguesa organizaram um cerco a Palmares, que durou por
diversas décadas, e massacrou os seus integrantes. Garantindo assim a restruturação The famous map Terra Brasilis - commissioned by Dom Manuel I, and made by
do direito do homem sobre o homem. the cartographers Lopo Homem, Pedro and Jorge Reinel and illustrated by Antonio
de Holanda - glorifies the Portuguese Invasion to the “new world”. In this issue, we
can note how the authors describe, and illustrate, the new continent extolling the
The Brazilian colonial period is marked by the deportation of African nations to work on exploitation of the “Brazilian” soil, as of the colonization and enslavement of the
a, regime of body enslavement, on the sugar mills and coffee farms spread throughout bodies of dozens of indigenous peoples.
the country. Rebelling with this situation, imposed by the sum of the strengths of
the Portuguese crown and large landowners, and led by Zumbi, the Quilombo dos
Palmares was created in order to gather “former slaves” to resist the attacks against
the freedom they conquered there. Afraid that these ideals would spread to other
regions of the country, the big landowners with the help of the Portuguese Crown
organized a siege on Palmares, which lasted for several decades, and massacred its
members. Thus ensuring the restructuring of the man’s right over man.

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Flávio de Barros/IPHAN Arquivo histórico do exército / instituto histórico e geográfico de Santa Catarina

extermínio e dissolução de comunidades auto organizadas concessão da exploração territorial para empresas estrangeiras

No ano de 1897, para defender a propriedade privada e o lucro dos grandes Entre os anos de 1912 e 1916 a região da fronteira entre os estados do Paraná
latifundiários, o Estado Brasileiro empreendeu um enorme cerco ao Arraial de Belo e Santa Catarina foi palco de constates disputas territoriais. Com o objetivo de
Monte, na região de Canudos. Diversas foram as expedições que tentaram “limpar” devolver o controle da exploração agrícola da região para a empresa estadunidense
e expulsar, da terra de Canudos, Antônio Conselheiro e as milhares de pessoas Brazil Railway Company, o exercito brasileiro exterminou cerca de 5000 pessoas
que se organizaram para resistir a lógica latifundiária que estruturava o solo e a que habitavam e produziam legalmente naqueles territórios.
sociedade brasileira. Em um massacre que durou aproximadamente 2 anos, o
exercito brasileiro assassinou mais de 25 mil pessoas e garantiu assim o direito a
propriedade privada. Between 1912 and 1916, the border region between the states of Parana and Santa
Catarina was the scene of constant territorial disputes. In order to return control of
the agricultural area and production to the North-American [USA] Brazil Railway
In the year 1897, to defend private property and the profit of the big landowners, the Company, the Brazilian army exterminated about 5,000 people who lived and
Brazilian State undertook a massive siege on the Camp of Belo Monte – Canudos produced legally in those territories.
region. Several were the expeditions that attempted to “clean” and expel, from the
Canudos land, Antonio Conselheiro and the thousands of people who organized
themselves to resist the landowning logic that structured the Brazilian soil and
society. In a massacre that lasted about two years, the Brazilian army killed more
than 25 thousand people and thus guaranteed the right to private property.

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Fernando Maia/O Globo


Autor desconhecido

devastação de florestas e extermínio de povos indígenas repressão policial como tática de genocídio

Durante os anos que o Brasil foi governado por uma Ditadura Militar, foram Em 1993 a Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, acobertada pelo aparato
construídas gigantescas obras públicas. Conhecidas como “obras faraônicas”, por legal do Estado, assassina dezenas de crianças e adolescentes que utilizavam as
auxiliarem a perpetuação dos nomes dos presidentes militares, essas construções escadarias de uma igreja, no centro da cidade, como dormitório. Conhecido como
foram marcadas pela contínua suspensão dos direitos humanos. Dentre elas, a Chacina da Candelária, o episodio revelou a politica, genocida, de higiene social
Transamazônica ganha um especial destaque. Anunciada como parte integrante do aplicada pelos aparatos de repressão do estado espalhados por todo país.
Plano de Integração Nacional (PIN), a rodovia que ligaria o Norte e o Nordeste do
país levando o progresso por onde passasse devastou as florestas ao seu redor e
acarretou no extermínio de milhares de povos indígenas. In 1993, the Military Police of the state of Rio de Janeiro, covered up by the legal
apparatus of the state, kills dozens of children and adolescents who used the
stairs of a downtown church as dormitory and shelter. Known as the Slaughter of
During the years Brazil was ruled by a military dictatorship, massive public works were Candelária, the episode revealed the genocidal policy of social hygiene enforced by
built. Known as “pharaonic works,” because they helped to perpetuate the names public repression devices spread throughout the country.
of military presidents, these buildings were marked by the continuous suspension of
human rights. Among them, the Transamazônica gets a special mention. Announced
as part of the National Integration Plan (NIP), the highway that would connect the
North and Northeast fostering progress wherever it went devastated forests around
it and caused the death of thousands of indigenous peoples.

22 23
7 8

Osvaldo Araújo/TV Globo Lunae Parracho/Reuters

massacre como tática de dispersão de manifestações sociais devastação de comunidades para assegurar o progresso da nação

Em 1996, o conluio entre grandes latifundiários e a cúpula do Estado do Pará forja Para assegurar o crescente progresso da nação, o Estado Brasileiro, em conjunto
uma situação para a dissolução do movimento social MST (Movimento dos Sem com um conglomerado de empresas, inicia a construção de uma grande hidroelétrica
Terra). Com a premissa de conter o avanço violento de manifestações organizadas na região norte do país. Utilizando todo seu aparato jurídico e de repressão, para
pelo MST, a Policia Militar do Estado do Pará cerca e alveja, a queima roupa, mais forçar aprovações socioambientais, o Estado Brasileiro expulsa e destrói diversas
de 1.500 integrantes de uma passeata que exigia o cumprimento da ordem de comunidades locais, devastando, assim, ecossistemas altamente diversificados.
desapropriação de fazendas improdutivas na região de Eldorado dos Carajás.

In order to safeguard the growing progress of the nation, the Brazilian state,
In 1996, the collusion between large landowners and the summit of the State of Pará together with a conglomerate of private companies, begins constructing a large
forges a situation for the dissolution of the social movement MST (Movement of the hydroelectric power plant in the northern region of the country. Employing all its
Landless). With the premise of containing the violent advance of demonstrations legal and repressive apparatus, in order to ensure socio-environmental approvals,
organized by the MST, the Military Police of the State of Pará surrounds and targets, the Brazilian state expels and destroys various local communities, thus devastating
at close range, more than 1,500 members of a march that required compliance with highly diverse ecosystems of the region.
the order to expropriate unproductive farms in the region of Eldorado dos Carajás.

24 25
9 10

Nilton Campos/Folhapress Marcelo Carnaval / Agência O Globo

quem não reagiu está vivo segregação e racismo institucional transfigurados de medidas de
segurança social

Em uma ação de extrema violência e desrespeito aos direitos humanos, a Policia Utilizando aparatos de coerção e repressão policial o Estado do Rio de Janeiro,
Militar do Estado de São Paulo, a mando do então Governador do Estado, representado por suas forças militares, instalam pontos de controle de fluxo de
executou uma controversa ordem judicial para reintegração de posse do terreno pessoas na capital do estado. Em uma ação de extremo racismo, e preconceito de
– pertencente a massa falida de uma empresa sonegadora de impostos – que classe, escolhem e restringem a circulação de pessoas, nas praias da zona sul da
abrigava a comunidade do Pinheirinho. Com declarado alinhamento com os cidade, a partir de determinados padrões de raça e classe social.
interesses privados, a ação do Estado de São Paulo nesta reintegração de posse
tomou grande repercussão após as declarações do então Governador do Estado
de São Paulo, que afirmou que “quem não reagiu está vivo”. By the use of coercion apparatus and police repression strategies, the state of Rio
de Janeiro – represented by their military forces – installs checkpoints to control the
flow of people in the state capital. In an act of extreme racism and class prejudice,
In an act of extreme violence and disrespect of human rights, the Military Police of the police select and restrict the movement of people to the public beaches located
São Paulo, at the behest of the then State Governor, executed a controversial court at the south of the city, based on racial and social patterns.
order to repossess the land - belonging to the estate of a company that committed
tax fraud - that housed the Pinheirinho community. With a declared alignment with
private interests, the action of the State of São Paulo on this repossession had great
repercussions after the statements of the then Governor of the State of São Paulo,
who said that “those who didn’t react are alive.”

26 27
11

1­–11. Jaime Lauriano


Quem não reagiu está vivo
[Those who didn’t React are Alive], 2015
Impressão jato de tinta sobre papel Alta Alvura
[Inkjet printing on Alta Alvura paper], 48 × 35 cm (cada [each])
Cortesia [Courtesy] Jaime Lauriano e [and] Galeria Leme
12

12. Lais Myrrha


O tempo corre para o norte (da série Insólitos-estáveis)
[The time runs to the north (from the series Odds-stables)], 2008
Inox, vidro, pó de ferro, ímãs [Stainless steel, glass, iron
powder, magnets], 32 × 15 × 15 cm
Coleção [Collection] Rodrigo Mitre
13

13. Beto Shwafaty


Anhanguera/Bandeirantes, 2015
Quimiogravura em baixo-relevo, latão e tinta automotiva preta
[Chemo-engraving in bas relief, brass and automotive paint], 64 × 57 cm
Cortesia [Courtesy] Beto Shwafaty e [and] Galeria Luisa Strina

33
14

14. Beto Shwafaty


Anhanguera/Bandeirantes, 2015

Lais Myrrha
O tempo corre para o norte (da série Insólitos-estáveis)
[The time runs to the north (from the series Odds-stables)], 2008

35
15 16

15–16. Clara Ianni


Desenho de classe 4 [Class Drawing 4], 2014
Grafite sobre papel vegetal e impressão
com tinta pigmentada
mineral sobre papel Hahnemühle Photo Rag [Graffiti on tracing
paper and printing with mineral pigment ink on Hahnemühle
Photo Rag paper], díptico [diptych], 115 × 86 cm (cada [each])
Coleção [Collection] Magnus Lima

37
17 18

17–18. Clara Ianni


Desenho de classe 7 [Class Drawing 7], 2015
Grafite sobre papel vegetal e impressão
com tinta pigmentada
mineral sobre papel Hahnemühle Photo Rag [Graffiti on tracing
paper and printing with mineral pigment ink on Hahnemühle
Photo Rag paper], díptico [diptych], 115 × 86 cm (cada [each])
Coleção [Collection] Magnus Lima

39
19

19. Clara Ianni


Desenho de classe 4 [Class Drawing 4], 2014
Desenho de classe 7 [Class Drawing 7], 2015
20

20. Jaime Lauriano


República (democracia racial)
[Republic (racial democracy)], 2015
Desenho do mapa do Brasil e trecho do Hino da Proclamação
da República feito com lápis dermatográfico e pemba branca
(giz utilizado em rituais de umbanda) sobre algodão preto
[Brazil map’s drawing and an excerpt from the Brazilian Republic
Anthem written in dermatographic pencil and pemba branca
(a chalk used in umbanda rituals) on black cotton], 145 × 180 cm
Coleção [Collection] Paulo Vicelli

43
21. Vista da exposição [Exhibition view]
22

22. Rafael rg
Vestimenta (autorretrato) [Loincloth (self-portrait)], 2015
Impressão fotográfica em papel Photo Rag Pearl, fibra de buriti
e pintura sobre parede na cor Pecado Original [Photographic
printing on Photo Rag Pearl paper, buriti fiber and wall painting
with the color Original Sin], 90 × 90 cm
Cortesia [Courtesy] Rafael rg e [and] Galeria Sé

O artista agradece a Paulo Paces e Lucas Makult pelo apoio


na pesquisa
[The artist thanks Paulo Paces and Lucas Makult
for the support on the research]

47
23 24

23–24. Bruno Baptistelli


Linguagem [Language], 2015
Impressão em papel offset adesivada sobre pôster de madeira
[Offset paper printing sticked on a wooden poster], díptico
[diptych], 42 × 59 cm (cada [each])
Cortesia [Courtesy] Bruno Baptistelli e [and] Galeria Pilar

49
25

25. Bruno Baptistelli


Linguagem [Language], 2015
Impressão em papel offset adesivada sobre pôster de madeira
[Offset paper printing sticked on a wooden poster], díptico
[diptych], 42 × 59 cm (cada [each])

Neutralização [Neutralization], 2015


Asfalto frio sobre madeira
[Cold tarmac on wood], 150 × 200 cm
Cortesia [Courtesy] Bruno Baptistelli e [and] Galeria Pilar

51
26

26. Beto Shwafaty


Brasília Broadcast, 2006-15
Mastro de madeira, arquivo sonoro, alto-falante, mp3 player,
potência
elétrica, cabo de aço, estrutura de metal, tijolos, pedras
e ferramentas
[Wooden flagpole, sound archive, loudspeaker, mp3
player, electric power, steel wire, metal structure, bricks stones
and tools], dimensões variáveis [variable dimensions]
Cortesia [Courtesy] Beto Shwafaty e [and] Galeria Luisa Strina
27. Vista da exposição [Exhibition view]
28 29

28–29. Jaime Lauriano


Bandeira nacional #1 [National Flag #1], 2015
Bandeira nacional #3 [National Flag #3], 2015
Algodão, poliéster e impressão jato de tinta sobre papel-algodão

[Cotton, polyester and inkjet printing
on cotton paper], 80 × 80 cm
Cortesia [Courtesy] Jaime Lauriano e [and] Galeria Leme

57
30

30. Beto Shwafaty


Aculturação (não) é integração I
[Acculturation is (not) Integration I], 2015
Vaso cerâmico, intervenções gráficas, compensado e concreto

[Pottery vase, graphic interventions, playwood and concrete],
dimensões variáveis [variable dimensions]
Cortesia [Courtesy] Beto Shwafaty e [and] Galeria Luisa Strina
31 32 35

33 36

34 37

31–37. Jaime Lauriano


O Brasil [The Brazil], 2014
Vídeo [Video], 18’ 56”
Cortesia [Courtesy] Jaime Lauriano e [and] Galeria Leme

61
38. Vista da exposição [Exhibition view]
ARTISTAS
[ARTISTS]

BETO SHWAFATY | São Paulo ­— 1977 val Sesc_Videobrasil, Sesc Pompeia, São
Vive e trabalha em São Paulo Paulo, 2015; Contrato de risco, Galeria
[Lives and works in São Paulo] Luisa Strina, São Paulo, 2015 (solo);
P33_Formas únicas de continuidade no
Formando em artes visuais pela Universi- espaço, 33th Panorama of Brazilian Art,
dade Estadual de Campinas (Unicamp) e Museu de Arte Moderna de São Paulo
pela Staatliche Hochschule für Bildende (mam), São Paulo, 2013; 9th Biennial of
Künste (Staedelschule, Frankfurt, Alema- Mercosul, Porto Alegre, 2013; Amor
nha), e mestre em artes visuais e estudos e ódio a Lygia Clark, Zacheta National
curatoriais pela Nuova Accademia di Belle Gallery, Warsaw, Poland, 2013; Conver-
Arti Milano (naba, Milão, Itália). Dentre suas sations Piece, Neuer Berliner Kunstverein
exposições mais recentes destacam-se: (nbk), Berlin, Germany, 2013.]
19 o Festival de Arte Contemporânea
Sesc_Videobrasil, Sesc Pompeia, São BRUNO BAPTISTELLI | São Paulo — 1985
Paulo, 2015; Contrato de risco, Galeria Vive e trabalha em São Paulo
Luisa Strina, São Paulo, 2015 (individual); [Lives and works in São Paulo]
P33_Formas únicas de continuidade no espa-
ço, 33o Panorama da Arte Brasileira, Museu Formando em artes visuais pela Universi-
de Arte Moderna de São Paulo (mam), São dade Estadual de Campinas (Unicamp) e
Paulo, 2013; 9a Bienal do Mercosul, Porto pela Staatliche Hochschule für Bildende
Alegre, 2013; Amor e ódio a Lygia Clark, Künste (Staedelschule, Frankfurt, Alema-
Zacheta National Gallery, Varsóvia, Polônia, nha), e mestre em artes visuais e estudos
2013; Conversations Piece, Neuer Berliner curatoriais pela Nuova Accademia di Belle
Kunstverein (nbk), Berlim, Alemanha, 2013. Arti Milano (naba, Milão, Itália). Dentre suas
[Graduated in Visual Arts at Universidade exposições mais recentes destacam-se:
Estadual de Campinas (Unicamp, Campi- 19 o Festival de Arte Contemporânea
nas, Brazil) and at Staatliche Hochschule Sesc_Videobrasil, Sesc Pompeia, São
für Bildende Künste (Staedelschule, Paulo, 2015; Contrato de risco, Gale-
Frankfurt, Germany), and Master in Visu- ria Luisa Strina, São Paulo, 2015 (in-
al Arts and Curatorial Studies at Nuova dividual); P33_Formas únicas de conti-
Accademia di Belle Arti Milano (naba , nuidade no espaço, 33 o Panorama da
Milan, Italy). Among his latest exhibitions Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna
stand out: 19th Contemporary Art Festi- de São Paulo (mam), São Paulo, 2013;

65
9a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2013; pela Freie Universität Berlin. Dentre JAIME LAURIANO | São Paulo — 1985 Taipa-tapume, Galeria Leme, São Paulo,
Amor e ódio a Lygia Clark, Zacheta National suas últimas exposições destacam- Vive e trabalha em São Paulo 2014; Impedimento, Centro Cultural São
Gallery, Varsóvia, Polônia, 2013; Conver- -se: Bienal de Jacarta 2015, Jacar- [Lives and works in São Paulo] Paulo (ccsp), São Paulo, 2014 (solo); Em
sations Piece, Neuer Berliner Kunstverein ta, 2015; 31 a Bienal de São Paulo, exposição, Sesc Consolação, São Paulo,
(nbk), Berlim, Alemanha, 2013. São Paulo, 2014; Untitled, 12 a Bie- Graduado em artes visuais pelo Centro 2013 (solo). He has artwork at Pina-
[Graduated in Visual Arts at Universidade nal de Istambul, 2011; Conversation Universitário Belas Artes de São Paulo. coteca do Estado de São Paulo and at
Estadual de Campinas (Unicamp, Campi- Pieces, Neuer Berliner Kunstverein Dentre suas últimas exposições desta- Museu de Arte do Rio (mar) collections.]
nas, Brazil) and at Staatliche Hochschule ( n b k ) , B e r l i m , 2 0 1 4 ; P ro g ra m a d e cam-se: 10 a Bienal Africana de Fotogra-
für Bildende Künste (Staedelschule, Exposições 2012, Ce nt ro Cu l t u ra l fia, Bamako, Mali, 2015; Autorretrato em LAIS MYRRHA | Belo Horizonte — 1974
Frankfurt, Germany), and Master in Visual São Paulo ( cc s p ), São Paulo, 2012. branco sobre preto, Galeria Leme, São Vive e trabalha em São Paulo
Arts and Curatorial Studies at Nuova Participou de diversas residências, Paulo, 2015 (individual); Frente à euforia, [Lives and works in São Paulo]
Accademia di Belle Arti Milano (naba , como o hiwar , Amã, Jordânia, 2013; Oficina Cultural Oswald de Andrade, São
Milan, Italy). Among his latest exhibitions Culturia, Berlim, Alemanha, 2012; Paulo, 2015; Tatu: futebol, adversidade e Doutora e mestre pela Escola de Belas
stand out: 19th Contemporary Art Festival B o l s a Pa m p u l h a , B e l o Ho r i zo n t e , cultura da caatinga, Museu de Arte do Artes da Universidade Federal de Minas
Sesc_Videobrasil, Sesc Pompeia, São Pau- 2011; Casa Tomada, São Paulo, 2010. Rio (mar), Rio de Janeiro, 2014; Taipa- Gerais (ufmg) e graduada em artes plás-
lo, 2015; Contrato de risco, Galeria Luisa [Majored in Visual Arts at Universi- -tapume, Galeria Leme, São Paulo, 2014; ticas pela Escola Guignard, na Universi-
Strina, São Paulo, 2015 (solo); P33_For- dade de São Paulo ( usp ) and Master Impedimento, Centro Cultural São Paulo dade do Estado de Minas Gerais (uemg).
mas únicas de continuidade no espaço, in Visual and Media Anthropology at (ccsp), São Paulo, 2014 (individual); Em Dentre suas últimas exposições desta-
33th Panorama of Brazilian Art, Museu de Freie Universität Berlin. Among her exposição, Sesc Consolação, São Paulo, cam-se: Projeto Gameleira 1971, Pivô, São
Arte Moderna de São Paulo (mam), São latest exhibitions stand out: Bien- 2013 (individual). Possui trabalhos nas Paulo, 2014 (individual); Ensaio de orques-
Paulo, 2013; 9th Biennial of Mercosul, Por- nial of Jakarta 2015, Jakarta, 2015; coleções da Pinacoteca do Estado de São tra, Coletor, São Paulo, 2014 (individual);
to Alegre, 2013; Amor e ódio a Lygia Clark, 31 th Biennial of São Paulo, São Pau- Paulo e do Museu de Arte do Rio (mar). Zona de instabilidade (individual), caixa
Zacheta National Gallery, Warsaw, Poland, lo, 2014; Untitled, 12 th Biennial of [Graduated in Visual Arts at Centro Cultural São Paulo, São Paulo, 2013;
2013; Conversations Piece, Neuer Berliner Istambul, 2011; Conversation Pieces, Universitário Belas Artes de São Paulo. 18 o Festival de Arte Contemporânea
Kunstverein (nbk), Berlin, Germany, 2013.] Neuer Berliner Kunstverein ( n b k ), Among his latest exhibitions stand out: Sesc_Videobrasil, Sesc Pompeia, São Pau-
Berlin, 2014; Programa de Exposições 10 th African Biennial of Photography, lo, 2013; Blind Field, Karnnet Museum,
CLARA IANNI | São Paulo — 1987 2 0 1 2 , Ce n t ro Cu l t u ra l Sã o Pa u l o Bamako, Mali, 2015; Autorretrato em Illinois, Estados Unidos, 2013; Tempo-
Vive e trabalha em São Paulo (ccsp ), São Paulo, 2012. Participated branco sobre preto, Galeria Leme, São rada de Projetos 2011, Paço das Artes,
[Lives and works in São Paulo] into many residences, such as hiwar , Paulo, 2015 (solo); Frente à euforia, São Paulo, 2011; 8a Bienal do Mercosul,
Amman, Jordan, 2013; Culturia, Berlin, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Porto Alegre, 2011.
Graduada em artes visuais na Univer- Ge r m a ny, 2 0 1 2 ; Bo l s a Pa m p u l h a , São Paulo, 2015; Tatu: futebol, adver- [PhD and Master at Escola de Be-
sidade de São Paulo ( usp ) e mestre Belo Horizonte, 2011; Casa Tomada, sidade e cultura da caatinga, Museu de las Artes da Universidade Federal de
em Visual and Media Anthropology São Paulo, 2010.] Arte do Rio (mar), Rio de Janeiro, 2014; Minas Gerais (ufmg) and graduated in

66 67
CURADOR
[CURATOR]

Visual Arts at Escola Guignard, at Uni- São Paulo, 2013 (individual); Temporada TOMÁS TOLEDO | São Paulo — 1986 Ana Paula Cohen. Among his latest
versidade do Estado de Minas Gerais de Projetos 2013, Paço das Artes, São Vive e trabalha em São Paulo curatorships stand out: Narrativas
(uemg ). Among her latest exhibitions Paulo, 2013; Amor e ódio a Lygia Clark, [Lives and works in São Paulo] cotidianas, Galeria Fayga Ostrower,
stand out: Projeto Gameleira 1971, Zacheta National Gallery, Varsóvia, Funarte, Brasília, 2015 (solo by Bru-
Pivô, São Paulo, 2014 (solo); Ensaio Polônia, 2013. Recebeu, entre outras Formado em filosofia pela Pontifícia no Baptistelli); Taipa-tapume, Galeria
de orquestra, Coletor, São Paulo, 2014 premiações, o Prêmio Honra ao Mérito Universidade Católica de São Paulo Leme, São Paulo, 2014; Heist Films En-
(solo); Zona de instabilidade (solo), caixa Arte e Patrimônio/Instituto do Patrimô- (puc-sp). Participou da edição 2013-14 tertainment (solo by Gustavo von Ha),
Cultural São Paulo, São Paulo, 2013; nio Histórico e Artístico Nacional (iphan) do Programa Independente da Escola Museu Oscar Niemeyer (mon), Curitiba,
18th Contemporary Art Festival Sesc_Vid- e a Bolsa Iberê Camargo para residência São Paulo (piesp ), dirigido por Adriano 2014; O enunciado em questão, Labo-
eobrasil, Sesc Pompeia, São Paulo, 2013; no Künstlerhaus Bremen, na Alemanha. Pedrosa e codirigido por Ana Paula ratório Curatorial da sp Arte 2013, São
Blind Field, Karnnet Museum, Illinois, usa, [Master’s student in Visual Arts at Escola Cohen. Dentre suas últimas curadorias Paulo, 2013. He is currently curator
2013; Temporada de Projetos 2011, Paço de Belas Artes da Universidade Federal destacam-se: Narrativas cotidianas, Ga- at Museu de Arte de São Paulo Assis
das Artes, São Paulo, 2011; 8th Biennial de Minas Gerais (ufmg) and graduated leria Fayga Ostrower, Funarte, Brasília, Chateaubriand ( masp ), where he has
of Mercosul, Porto Alegre, 2011.] in Visual Arts at Centro Universitário 2015 (individual de Bruno Baptistelli); cocurated, in 2015, the following
Belas Artes de São Paulo. Among his Taipa-tapume, Galeria Leme, São Paulo, exhibitions: Arte do Brasil até 1900,
RAFAEL RG | Guarulhos — 1986 latest exhibitions stand out: 19th Festival 2014; Heist Films Entertainment (in- Arte da Itália: de Rafael a Ticiano, León
Vive e trabalha em Guarulhos de Arte Contemporânea Sesc_Video- dividual de Gustavo von Ha), Museu Ferrari: entre ditaduras and Arte na
[Lives and works in Guarulhos] brasil, Sesc Pompeia, São Paulo, 2015; Oscar Niemeyer (mon), Curitiba, 2014; moda: Coleção MASP Rhodia.]
Encruzilhada and A mão negativa, both in O enunciado em questão, Laboratório
Mestrando em artes visuais pela Escola Parque Lage, Rio de Janeiro, 2015; Dito Curatorial da sp Arte 2013, São Paulo,
de Belas Artes da Universidade Federal escuro (from the series Arquivo Mestiço), 2013. Atualmente, é curador no Museu
de Minas Gerais (ufmg) e graduado em Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2014 (solo); de Arte de São Paulo Assis Chateau-
artes visuais pelo Centro Universitá- O museu invisível, Centro Cultural São briand (masp), onde cocurou, em 2015,
rio Belas Artes de São Paulo. Dentre Paulo (ccsp), São Paulo, 2013 (solo); Tem- as seguintes exposições: Arte do Brasil
suas últimas exposições destacam-se: porada de Projetos 2013, Paço das Artes, até 1900, Arte da Itália: de Rafael a
19 o Festival de Arte Contemporânea São Paulo, 2013 (solo); Amor e ódio a Lygia Ticiano, León Ferrari: entre ditaduras e
Sesc_Videobrasil, Sesc Pompeia, São Clark, Zacheta National Gallery, Warsaw, Arte na moda: Coleção MASP Rhodia.
Paulo, 2015; Encruzilhada e A mão Poland, 2013. Received, among other [Majored in Philosophy at Pontifícia
negativa, ambas no Parque Lage, Rio awards, the Prêmio Honra ao Mérito Universidade Católica de São Paulo
de Janeiro, 2015; Dito escuro (da série Arte e Patrimônio/Instituto do Patrimônio ( p u c - s p ). Took part in the 2013-14
Arquivo Mestiço), Paço Imperial, Rio de Histórico e Artístico Nacional (iphan) and edition of Programa Independente da
Janeiro, 2014 (individual); O museu in- the Bolsa Iberê Camargo for residence Escola São Paulo ( piesp ), directed by
visível, Centro Cultural São Paulo (ccsp), on Künstlerhaus Bremen, in Germany.] Adriano Pedrosa and codirected by

68 69
Presidenta da República EXPOSIÇÃO [EXHIBITION] PUBLICAÇÃO [PUBLICATION] AGRADECIMENTOS
DILMA VANA ROUSSEFF [ACKNOWLEDGEMENTS]

Ministro da Fazenda Curadoria [Curatorship] Organização [Editor] ADRIANO PEDROSA


NELSON BARBOSA TOMÁS TOLEDO TOMÁS TOLEDO CAMILA SIQUEIRA
CAMILA WINGERTER
Presidenta da Caixa Econômica Federal Produção [Production] Produção editorial [Editorial production] CYRILO E. Z. MANTOVANI
MIRIAM BELCHIOR TRÊS PONTOS LUCILA MANTOVANI DIOGO MANTOVANI
LUCILA MANTOVANI EDUARDO LEME
Projeto gráfico [Graphic design] FERNANDO OLIVA
Comunicação visual [Graphic design] LETÍCIA COELHO GALERIA JAQUELINE MARTINS
LETÍCIA COELHO GALERIA LEME
Preparação e revisão GALERIA LUISA STRINA
Arquitetura [Architecture] [Copy editing and proofreading] GALERIA PILAR
NU ARQUITETURA CARLOS A. INADA GALERIA SÉ
GALERIA VERMELHO
LUIZA ALMEIDA Tradução para o inglês LILIAN FRAIJI
THEO STRECKER [English translation] MAGDA GUIMARÃES
TÂNIA GOMES MAGNUS LIMA
Assistência de produção MARCOS GALLON
[Production assistance] Fotografia [Photography] MARIA IGNEZ M. FRANCO
SYLVIA MONASTÉRIOS GUI GOMES MARIA QUIROGA
MARIANE KLETTENHOFER
Montagem [Installation] Tratamento de imagens PAULO VICELLI
ANDERSON BARBOSA DA SILVA [Digital Treatment of Images] RAUL LOUREIRO
ALEXEIM LOBO COLIN MOTIVO ROBERTA MARTINHO
RICARDO DONADIO RODRIGO MITRE
Impressão [Printing] SONIA MARIA LOSITO
Preparação e revisão de texto MAISTYPE
[Copy editing and proofreading]
CARLOS A. INADA

Tradução para o inglês [English translation]


TÂNIA GOMES

Pesquisa e oficina sobre processo criativo


[Research and workshop in creative process]
COLETIVO ÁGATA

Assessoria de imprensa [Communication]


DÉCIO HERNANDEZ DI GIORGI

Registro fotográfico
[Photographic register]
JULIANA BRITO
JULIANA FARINHA
Capa:
Jaime Lauriano
República (democracia racial) [Republic (racial democracy)], 2015

Esta publicação foi composta em Lato.


Impressa pela Maistype, sobre papel offset.
[This publication was composed in Lato.
Printed by Maistype, on offset paper.]

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)

T649e Toledo, Tomás

Empresa colonial = Colonial Enterprise. / texto e curadoria,


Tomás Toledo; tradução, Tânia Gomes. – São Paulo : T. Toledo,
2016.
72 p. : il. ; 24 cm.

Texto bilíngue em português e inglês.


Exposição coletiva realizada na CAIXA Cultural São Paulo, de
12 de dezembro de 2015 a 28 de fevereiro de 2016.
ISBN: 978–85–68791–01–1

1. Arte Contemporânea – Brasil - Século XXI. 2. Arte


Contemporânea – Exposições 3. História – Brasil 4. Artistas
brasileiros 5. Baptistelli, Bruno 6. Ianni, Clara 7. Lauriano, Jaime 8.
Myrrha, Lais 9. RG, Rafael 10. Shwafaty, Beto I. Gomes, Tânia II.
Título.
CDD 709.81

Bibliotecária Responsável: Magda Guimarães, CRB8-7579