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CNPI CB1

Sistema financeiro nacional: é o conjunto de instituições que propiciam, de alguma forma, o fluxo de
recursos entre poupadores e investidores através de transações processadas no mercado financeiro
Sub-sistema normativo: estão todas as autoridades monetárias: CMN, Banco central, CVM

Órgãos e Agentes Reguladores


CMN (órgão do poder executivo)
Banco Central
CVM (autarquia)
Possuem a obrigação de operacionalizar as diretrizes políticas do Governo federal

CMN: órgão normativo responsável pela fixação das diretrizes das políticas monetária, crediticia e cambial
do país
Compete ao CMN: regular o valor interno da moeda; regular o valor externo; coordenar a política monetária;
estabelecer a meta de inflação; fixar diretrizes e normas da política cambial; autorizar a emissão de papel
moeda

Banco central: é o órgão executivo central do sistema financeiro. Cabe-lhe cumprir e fazer cumprir as
disposições que regulam o funcionamento do sistema e as normas expedidas pelo CMN. É por meio do BC
que o estado intervém diretamente no sistema financeiro e, consequentemente na economia.
O BC pode ser considerado executor da política monetária; banco emissor; centralizador do fluxo cambial
Atribuições do BC:
Emitir papel moeda segundo autorizações do CMN; receber os recolhimentos compulsórios e realizar
operações de redesconto; controlar o fluxo de capital estrangeiro; comprar e vender títulos públicos federais
dentro da execução da política monetária; autorizar o funcionamento e exercer a fiscalização de todas as
instituições financeiras; determinar o nível da taxa básica de juros da economia (taxa Selic), via Copom

CVM: é o órgão normativo do sistema financeiro. É responsável pelo desenvolvimento, disciplina e


fiscalização do mercado de valores mobiliários não emitidos pelo sistema financeiro e pelo Tesouro
Nacional. Sua atuação abrange as bolsas, o mercado de balcão e as entidades de compensação e
liquidação de operações com valores mobiliários
Principais responsabilidades da CVM:
Autorizar emissão de valores mobiliários no mercado; autorizar negociação nos mercados de valores
mobiliários e derivativos; estabelecer organização, funcionamento e operações das bolsas de valores;
autorizar e fiscalizar a administração de carteiras e custódia de valores mobiliários; e normatizar auditoria
das cias abertas

Banco do Brasil: banco comercial comum, embora responsável pela câmara de compensação brasileira

Caixa Econômica Federal: é o principal agente das políticas públicas do governo federal; é uma instituição
financeira sob a forma de empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda, podendo atuar no Brasil e no
exterior; auxiliar da execução da política de crédito do governo federal, sujeita as decisões e a disciplina
normativa do órgão competente (CMN) e a fiscalização do BC; atende não só aos seus clientes mas a todos
os trabalhares formais do Brasil; desenvolve parcerias com o poder público, especialmente o municipal para
a implantação de projetos de infra-estrutura e soluções de eficiência de gestão

BNDES: órgão vinculado ao MDIC.


Missão: promover o desenvolvimento do país, elevando a competitividade da economia brasileira,
periodizando tanto a redução de desigualdades sociais e regionais, como a manutenção e geração de
emprego.
Objetivo: apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país, através de linhas de
financiamento de longo prazo
Possui duas subsidiárias integrais, e juntas, compreendem o chamado "Sistema BNDES": Finame (agência
especial de financiamento industrial) e BNDESPar (BNDES Participações)

Conselho de Recursos do SFN: órgão integrante da estrutura básica do ministério da Fazenda.


Atribuições: julgar os recursos interpostos das decisões relativas às penalidades administrativas aplicadas
pelo BC, CVM e SECEX (Secretaria de comércio exterior) nas infrações previstas

Bancos Comerciais
Base do sistema monetário e tem como principal característica a criação da moeda, através da captação de
recursos em depósitos à vista que são repassados na forma de operações de crédito; são intermediadores
de recursos entre aplicadores (CDB e RDB) e tomadores (produtos de crédito)
Bancos comerciais - serviços: cobrança, ordens de pagamento, transferência de recursos, pagamento de
cheques, recebimento de impostos e tarifas públicas, custódia de valores, serviços de câmbio
Bancos de varejo: serviços de curto prazo

Bancos de Investimento: são os principais intermediadores de crédito de médio e longo prazo para
empresas; financiamento de capital fixo e de giro das empresas; fortalecem os processos de capitalização;
contribuem para melhorar a ordenação da economia e maior eficiência das empresas.
Não podem: manter contas correntes e destinar recursos a empreendimentos imobiliários
Funcionam com foco no médio e longo prazo e são serviços para PJ
Bancos de Investimento - serviços: operações de crédito, estruturação de subscrição pública de valores
mobiliários (underwriting de ações e debentures), fusões e aquisições, estruturação de securitizacao de
recebiveis, serviços de custódia, administração de carteiras de tít. e valores mobiliários e FI, intermediacao
de derivativos

Bancos Múltiplos: surgiram da formação de grandes conglomerados financeiros e da necessidade de


interação entre as diversas empresas de um mesmo grupo. Devem ter pelo menos duas das seis carteiras a
seguir, sendo uma delas necessariamente de banco comercial ou de investimento: comercial; de
investimento; de crédito imobiliário; de crédito, financiamento e desenvolvimento, de desenvolvimento
(bancos públicos); arrendamento mercantil

Cooperativas e Sociedades de Crédito Imobiliário: são voltadas ao público dei maior renda. A captação
ocorre através de LCI, depósitos de poupança e repasses da CEF. Os recursos são destinados ao
financiamento imobiliário diretos ou indiretos

Companhias Hipotecárias: dependem de autorização do Bacen para funcionar. São constituídas sob a forma
de sociedade anônima, que tem por objeto social conceder financiamentos destinados a produção, reforma
ou comercialização de imóveis residenciais ou comercias aos quais não se aplicam as normas do SFH.
Seus objetivos são: financeiramente imobiliário, administração de crédito hipotecário e administração de
fundos de investimento imobiliário

Corretoras: operam com títulos e valores mobiliários por conta de terceiros (intermediacao nos pregões de
bolsa e mercados de balcão).
São instituições que dependem do Bacen para constituírem-se e da CVM para o exercício de suas
atividades
Podem: efetuar lançamento de ações; administrar e custodiar carteiras; administrar fundos e clubes de
investimento; intermediário operações de câmbio.

Distribuidoras: estão autorizadas a operar diretamente nos mercados organizados de bolsa de valores. Suas
principais funções são: subscrição de emissão de títulos e ações; intermediacão e operação no mercado
aberto. Estão sujeitas a aprovação do Bacen

Sociedades de arrendamento mercantil: operam com operações de leasing. Captam recursos através da
emissão de debentures com características de longo prazo

Clearings e sistemas

Clearings: são as câmaras de liquidação e de compensação. São entidades responsáveis pelo registro,
compensação e liquidação eletrônica de operações tais como derivativos, moedas, títulos, ações e
transferências financeiras

Cetip: é a depositária de títulos públicos estaduais e municipais emitidos após jan de 1992; títulos de renda
fixa privados (CDB, DI, LH, debentures e etc).
Processa a emissão, o resgate e a custódia dos títulos, bem como o pagamento dos juros e demais eventos
a eles relacionados. As operações são realizadas no mercado de balcão, incluindo apenas aquelas
realizadas no CetipNet (sistema eletrônico de negociação)

Selic: é a depositária central de títulos representativos de dívidas de responsabilidade do Tesouro Nacional;


títulos públicos estaduais e municipais emitidos até jan de 1992. Reúne num único ambiente o registro de
custódia com a liquidação financeira das operações com títulos públicos.

CBLC - Cia Brasileira de Liquidação e Custódia: sociedade anônima com fins lucrativos, de capital fechado.
É uma organização auto reguladora, supervisionada pela CVM. Provê serviços de compensação, liquidação,
controle de risco e liquidação física e financeira de operações realizadas nos mercados de bolsa.
Principais funções: custódia, liquidação (contraparte central para todos os agentes de compensação),
assume o risco das contrapartes até o fechamento do negócio e sua liquidação, operadora do mercado de
empréstimo de ações.
A BM&FBovespa mantém quatro sistemas distintos de compensação e liquidação: ações, derivativos,
câmbio e títulos públicos

Ciclo norma de liquidação: operação à vista: 3 dias


D0 - CBLC aceita operação e informa as partes envolvidas
D1 - especificação do investidor final
D2 - CBLC informa ao agente de custódia a operação especificada. Vendedor entrega os títulos
D3 - comprador recebe os títulos; liquidação financeira

Mercados da Bovespa:
Mercados a vista: operações de compra ou venda: liquidação D+3
Mercado de opções: operações de compra ou venda: liquidação D+1
Mercado a termo: venda ou compra de uma determinada quantidade de ações, a um preço e prazo de
liquidação estipulados entre as partes negociantes; prazo de liquidação entre 16 e 999 dias corridos; o preço
consiste no mercado a vista + taxa de juros negociada; a CBLC estabelece as garantias mínimas (margem
ou depósito inicial) que o cliente deverá dar; os proventos que ocorrerem durante a vigência do contrato
pertencem ao comprador

Mercado de Balcão da Bovespa:


Soma e Bovespa Mais. Sem local físico para a realização das transações. É organizado quando tem sistema
de negociação de títulos administrado por entidade autorizada pela CVM. A liquidez é dada pelos market
makers

Margem de garantia: depósito de ativos a fim de assegurar liquidação financeira. Valor da margem varia de
acordo com variáveis envolvidas

Custos de operação:
Corretagem: taxa cobrada pelas corretoras pelo serviço de intermediacão
Emolumentos: taxa paga pela Bovespa pelo serviço de execução e controle das operações
Custódia: serviço de guarda das ações que a bolsa e corretoras prestam aos seus clientes; CBLC
depositária das ações das cias abertas

Sistema de pagamentos brasileiro (SPB): é o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas


operacionais integrados utilizados pelo sistema financeiro para transferir fundos do pagador para o
recebedor.
Novo SPB - 2002:
Foco: gerenciamento de riscos, através da maior utilização de meios eletrônicos para transferência de
fundos; criação do Sistema de Transferência de Reservas (STR); Selic passa a fazer liquidações em tempo
real; compensação multilateral: entidades sistematicamente importantes devem atuar como contraparte
central.
O novo SPB tem por objetivos: estabelecimento de diretrizes a serem observadas na reestruturação do SPB
com vistas ao melhor gerenciamento do risco sistêmico e na redução do risco de crédito dos pagamentos.
É fiscalizado pelo Bacen

CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos): processa a liquidação financeira interbancária dos produtos
TED, DOC, TEC e Bloqueto de cobrança.
Dispõe sobre a atuação das câmaras e dos prestadores de serviços de compensação e de liquidação.

Sistema de Transferência de Reservas (STR): é um sistema de transferência de fundos com liquidação


bruta em tempo real. É operado pelo Bacen

Compe (Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis): líquida as obrigações interbancárias


relacionadas principalmente com cheques de valor inferior a R$250 mil; cobre todo o território nacional; a
cada dia útil são realizadas duas sessões; BB é o operador do Compe.
Participam do Compe apenas instituições bancárias nomeadamente: Bancos comerciais, bancos múltiplos
com carteira comercial e caixas eletrônicos

CNPI - CB2

Bolsas de valores: o objetivo básico é proporcionar local ou sistema adequado para que seus membros
(corretoras de valores) possam efetuar operações de compra e venda de títulos e valores mobiliários
Função econômica principal: gerar liquidez para os títulos negociados

Canais de distribuição:
CTVM: operam com compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários por conta de terceiros;
fazem a intermediação com as bolsas de valores e mercadorias e futuros
DTVM: tem acesso as bolsas de valores; efetuam subscrição da intermediacao da colocação de emissões
de títulos e valores mobiliários; podem também fazer operações no mercado aberto

Instrumentos de renda variável: ações, certificados de depósito (ADR/BDR), bônus de subscrição

Ações: menor fração do capital social de uma empresa (ou sociedade anônima). São conversíveis em
dinheiro a qualquer momento por negociação em bolsa de valores ou mercado de balcão
Classificação:
Espécie: ordinárias x preferenciais
Nominativas x "ao portador"
Escriturais x físicas
Classes de ações (tipo A ou B - PN)

Classificação das ações: nominativas (ON e PN) e escriturais (não há mais emissão de papel ou
movimentação física

Classes de ações:
Ações ordinárias (de cias fechadas) e as ações preferenciais (de cias abertas e fechadas) poderão ser de
uma ou mais classes
Classe significa uma divisão dentro da espécie (ON ou PN).
Características de cada classe: no estatuto social que determina as vantagens e restrições

Ações ordinárias: da direito a voto nas assembleias (1 ação = 1 voto).


Eleição do conselho adm, controle do destino da empresa, direito a tag along (mínimo de 80% do valor pago
por ação com direito a voto em caso de alienação de controle)
Mínimo 50% das ações devem ser ordinárias
É o último débito a ser quitado pela empresa em caso de falência (maior risco)

Ações preferenciais: não dá direito a voto (há exceções); número de ações PN sem direito a voto não pode
ultrapassar 50% do total das ações emitidas; caso a cia não distribua resultados por três exercícios
consecutivos, as ações PN podem adquirir direito a voto, o qual será mantido até que se faça a distribuição
de dividendos
As vantagens podem consistir em: prioridade na distribuição de dividendo fixo ou mínimo; prioridade no
reembolso de capital, com ou sem prêmio

Índices de bolsas de valores


Cesta de ações (mais negociadas), com respectivos pesos, representativas do mercado como um todo ou
setor econômico específico e com metodologia específica. Ex: ibov, ibrx-50, iee, itel,....

Ibovespa: mais importante indicador (benchmark) do comportamento do mercado acionário brasileiro;


rebalanceada a cada 4 meses; o peso na carteira é ponderado pela negociabilidade (liquidez) das ações

RCA (Recibo de Carteira de Ações): é um recibo representativo de uma carteira de ações depositadas na
CLC - Câmara de Liquidação e Custódia -, que é responsável pela emissão e controle dos certificados.
A carteira de RCA é composta por um conjunto pré determinado de ações de diferentes empresas e tipos.
Diferentes carteiras constituem diferentes classes de RCA.

Certificados de depósito (ADR, BDR): títulos negociados em país que tem como lastro ações de uma
empresa instalada fora deste país
ADR:
Nível I: não há emissão de ações; negociação em balcão; sem registro na SEC
Nível II: não há emissão de ações; negociação em balcão organizado e bolsa; com registro na SEC
Nível III: há emissão de ações; negociação em balcão organizado e bolsa; com registro na SEC; custo
elevado
144A: permite captação de novos recursos; negociação em balcão só para investidores institucionais
qualificados; sem registro na SEC

Programas de BDR
BDR Patrocinado Nível I: não há emissão de ações; negociados no mercado de balcão não organizado;
adquiridos por instituições financeiras e investidores institucionais
BDR Patrocinado Nível II: não há emissão de ações; negociação em balcão organizado: registro na CVM
BDR Patrocinado Nível III: há emissões de ações por IPO; negociado em balcão organizado ou bolsa;
registro na CVM; mais completo e oneroso
BDR não patrocinado: instituído por uma ou mais instituições depositarias ou emissoras de certificado, sem
acordo com a empresa emissora objeto do certificado; negociado em balcão; investidores institucionais
qualificados; sem registro na CVM

Dividendos: expresso em moeda corrente; percentual não pode ser inferior a 25% do LL anual (Lei das SA);
não são dedutiveis de IR e CSLL das empresas; não são tributados pelo IR para o investidor
Payout = dividendos pagos + JCP/LL

Processo do pagamento de dividendos:


Data do anúncio: data em que o corpo diretivo da empresa aprova e declara que serão pagos dividendos
Data do ajuste de preço do mercado (ex-dividendo): data em que o preço de mercado se ajusta ao
dividendo; data a partir da qual quem comprar a ação não tem mais direito ao dividendo anunciado

Direito de subscrição: confere o direito de adquirir, em caso de aumento de capital, preferencialmente, ações
da empresa ao acionista; efetivamente uma opção de compra; seu objetivo é preservar a proporção das
ações que possui; pode ser exercido pelo investidor ou vendido no mercado

Juros Sobre Capital Próprio: remuneram o capital do acionista investido na empresa até o valor da correção
da TJLP sobre o PL; representam os juros que incidem sobre os lucros não distribuídos pela empresa em
exercícios anteriores e mantidos sob a forma de reserva de lucro.
Vantagem para a empresa: despesa dedutível de IR na apuração do lucro real das empresas.
IR para o investidor: 15% recolhidos na fonte

JCP vs Dividendos
A economia tributária bruta (ETB) da empresa optante do JCP corresponde a soma algébrica das alíquotas
da CSLL, IRPJ, e adicional de IRPJ, multiplicada pelo montante dos juros (9%, 15% e 10%
respectivamente). ETB = 34% dos juros
Economia tributária líquida (ETL) = ETB - imposto retido na fonte do JCP a pagar (15%).
O montante pago ao acionista é o mesmo e a empresa obtém economia de 19%, que fica no caixa ou é
distribuído aos acionistas

Bonificação
Ocorre quando a empresa realiza um aumento de capital via emissão e distribuição de ações aos atuais
acionistas por incorporação de reservas de lucros ou de reservas de capital; participação dos acionistas é
proporcional a posição acionária existente no momento da assembleia concede a bonificação;
eventualmente pode ser realizada em dinheiro; a incorporação de reservas aumenta o valor do capital
social, mas não altera o valor do patrimônio líquido (capital social é uma das principais contas do PL)

Recompra de ações pelo acionista controlador


Aumenta o poder do controlador, pois intensifica sua participação no capital da empresa; a vantagem é um
menor desembolso com o pagamento de dividendo; as empresas podem recomprar até 10% das ações (por
tipo de ação), descontadas aquelas em mãos do acionista controlador; até este limite as empresas não
precisam de autorização da CVM

Mercado primário: finalidade de dinamizar o fluxo de poupança em direção aos investimentos produtivos,
viabilizando o crescimento empresarial; empresa emite ações pela primeira vez ou está realizando uma
nova captação de recursos (novas ações); há entrada de recursos no caixa da empresa.
Mercado secundário: finalidade de dar liquidez as ações e títulos emitidos no mercado primário; onde ações
são negociadas após sua emissão (bolsa ou mercado de balcão); transferência de posse das ações entre
investidores; não há entrada de recursos no caixa da empresa

IPO: empresa com necessidade de captar recursos para financiar seus investimentos pode levantar capital
através de: empréstimos ou da venda de títulos de dívida (recursos de terceiros) ou emissão de ações
(recursos próprios).

IPO: Colocação e Garantia


Compromisso entre o banco de investimentos e a empresa de vender, que pode se dar por:
Melhores esforços: coordenador faz os melhores esforços para vender as ações
Oferta firme: coordenador garante a totalidade da venda das ações
Residual (stand-by): coordenador compra se não conseguir efetuar a venda
A forma de colocação e garantia está relacionado ao risco de crédito da empresa e as condições do
mercado financeiro

Bookbuilding: a empresa emissora, ao invés de fixar um preço, estabelece as condições básicas de


lançamento e os interessados na aquisição encaminham suas ofertas, de forma sigilosa, para a instituição
coordenadora da emissão; o preço definitivo de colocação dos títulos é apurado após a análise dessas
ofertas; são consideradas as ofertas de investidores institucionais e pessoas físicas

Vantagens de emissão de ações: maior número de investidores potenciais, diluição do risco, maior
profissionalização de gestão, alta liquidez patrimonial, , maior visibilidade no mercado

Desvantagens de emissão de ações: diluição do lucro por acionista, divulgação obrigatória de informações
estratégicas da empresa ao público, aumento dos custos administrativos

Legislação do mercado de ações: conceitos:


O mercado de ações é normatizado pela CVM.
Acionista ou grupo de acionistas que detêm o maior número de votos na assembleia geral, o que da poder
para eleger os administradores da cia, definir as estratégias e dirigir as atividades da cia.
Free float: ações que se encontram em circulação, que estão a disposição para negociação no mercado,
excluindo-se as pertencentes aos controladores e aquelas em tesouraria

Direitos dos acionistas (Lei das SA)


Voto: cada ação ordinária é igual a um voto; preferencialistas ganham direito a voto quando a empresa deixa
de pagar dividendos (< 3 anos); assembleias gerais (AGO e AGE)
Fiscalização: exercido principalmente através do conselho fiscal, regido pelo estatuto social (máximo 5
membros)

Direitos dos acionistas: participação nos lucros; participação no acervo em caso de liquidação; preferência
de subscrição; preferência de retirada (em mudanças de objeto social, cisão, fusão ou incorporação e
alteração das classes de ações)

Competências exclusivas da assembleia geral:


Aumento ou redução do capital social e outras reformas do estatuto ou contrato social; eleger ou destituir, a
qualquer tempo, conselheiros de administração e conselheiros fiscais; tomar, anualmente, as contas dos
administradores e deliberar sobre as demonstrações financeiras; deliberar sobre transformação, fusão,
incorporação, cisão, dissolução e liquidação da sociedade

AGO e AGE
Assembleia Geral Ordinária: celebrada uma vez por ano e que tem obrigatoriamente que ter previsto entre
os pontos de discussão a prestação de contas anuais e a distribuição de resultados. Por lei ocorrerá até os
primeiros seis meses do ano seguinte ao que as contas dizem respeito
Assembleia Geral Extraordinária: reunião dos acionistas não previstas pela lei, que visa discutir temas de
interesse relevante que não poderiam aguardar pela AGO

Reforma da Lei das SAs - Lei 10.303/01


Objetivos principais: fortalecer o mercado de capitais (mais transparência e credibilidade) e proteger os
pequenos e médios investidores
Consequência: equilíbrio entre acionistas de uma cia tende a aumentar o valor da mesma

Inovações da reforma da Lei das SAs


Direito aos acionistas com poder de voto a receberem oferta igual a 80% do ofertado em uma alienação do
controle da cia (tag along);
Atribuição de mais vantagens as ações preferenciais;
Ações preferênciais sem direito a voto não pode ultrapassar 50% do total das ações emitidas;
Melhoria no processo de divulgação de informações para assembleias e maior prazo de convocação;
Redução do percentual de representação para que acionistas com e sem direito a voto possam eleger
membro do conselho de administração;
Possibilidade de arbitragem para solução de conflitos entre cia/acionistas ou minoritários/controlador

Nova Lei das SA. Lei 11.638/07


As mudanças contribuirão para aumentar o grau de transparência das demonstrações financeiras,
oferecendo maior segurança ao investidor;
Adota-se a Demonstração dos Fluxos de Caixa em substituição a DOAR aumentando consideravelmente a
visibilidade dos fluxos financeiros das cias (padronização)
Instrução CVM 483/2010: regulamenta a atividade de analista de valores mobiliários e estabelece condições
para seu exercício

Falência: processo de execução coletiva; normalmente a empresa para de funcionar

Governança Corporativa: é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas envolvendo os
relacionamentos entre acionistas, credores, empregados e administradores.
Objetivos: aumentar o valor da empresa, facilitar seu acesso ao mercado de capitais, contribuir para o êxito
e perpetuação da empresa

Novo Mercado: a Bovespa criou em 2000 três segmentos especiais de listagem para as companhias. Segue
em ordem decrescente de exigência de práticas de governança corporativa: Novo Mercado, Nível 2 e Nível
1
Objetivos: incentivar e preparar gradativamente as cias para aderirem ao novo mercado, melhoria da relação
com investidores, fortalecer o mercado de capitais nacional, maior transparência de informações com
relação ao atos praticados pelos controladores e administradores da cia.

Nível 1:
comprometimento com melhorias na prestação de informações ao mercado e com a dispersão acionária
(liquidez);
manutenção a uma parcela mínima de ações representando 25% do capital; realização de ofertas públicas
de colocação de ações por meio de mecanismos que favoreçam a dispersão do capital;
melhoria nas informações prestadas trimestralmente;
divulgação de operações envolvendo ativos de emissão da cia por parte de acionistas controladores ou
administradores da empresa;
divulgação de informações sobre contratos com partes relacionadas

Nível 2: obrigações do Nível 1 + maior exigência na divulgação de informações e maiores práticas de


governança e de direitos adicionais para os acionistas minoritários
Conselho de administração: mandato unificado de no máximo 2 anos e ser formado por no mínimo 5
membros, sendo 20% independentes;
Relatórios financeiros seguindo as normas US GAAP ou IASB;
Todos os acionistas de ações ON terão as mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda
do controle da cia e de, no mínimo, 80% deste valor para os detentores de ações preferenciais;
Direito de voto restrito as ações PN para transformação, incorporação, cisão e fusão da cia e aprovação de
contratos entre a cia e empresas do mesmo grupo;
Adesão a câmara de arbitragem para resolução de conflitos

Novo Mercado: todas as obrigações do Nível 2, e:


Emissão exclusiva de ações ON, tendo todos os acionistas o direito de voto;
Extensão a todos os acionistas, nas mesmas condições do controlador, de eventual alienação de controle
(tag along).

Recomendações da cartilha CVM, IBGC e Bovespa


Divulgar relatório trimestral de administração com análise de resultados e riscos. Orientar sobre perspectivas
futuras;
Maioria dos membros do conselho fiscal não deverá ser eleita pelo acionista controlador;
Preferencialistas e Ordinaristas minoritários deverão eleger mesmo número de conselheiros que controlador;
Conselho fiscal deverá seguir regimento;
Comitê de auditoria com pelo menos um membro que represente interesse dos minoritários deverá
supervisionar relacionamento com auditor

Base de cálculo IRRF: não Day Trade


A vista: valor de alienação (venda) de ações, BDR, ETF, ouro, recolhe-se IRF sobre valor bruto de alienação
- 0,005%
Futuro: valor positivo da soma algébrica dos ajustes diários. Apurado no vencimento ou na antecipação da
operação
Opções: resultado, se positivo, da soma algébrica dos prêmios pagos e recebidos no mesmo dia. Não incide
IRF sobre o exercício das opções.
Termo de juros e câmbio e para o vendedor a descoberto: valor positivo na data da liquidação.
Termo para o comprador (ações): diferença positiva entre o valor da venda a vista do ativo na data da
liquidação e o preço estabelecido.
Operações conjugadas, como box de opções: não há incidência

Base de cálculo IRRF: Day Trade


Day Trade: operação iniciada e encerrada no mesmo dia, com o mesmo ativo e na mesma instituição
financeira, em que a quantidade negociada tenha sido liquidada, total ou parcialmente
Base de cálculo: rendimento, resultado positivo, no encerramento das operações. Neste caso, desconta-se
as despesas
Não será considerado valor ou quantidade do estoque do ativo existente em data anterior
Serão considerados, pela ordem, o primeiro negócio de compra com o primeiro negocio de venda, ou vice-
versa, sucessivamente.
Não se caracteriza Day Trade: o exercício de opção e a venda ou a compra do ativo no mercado a vista (ou
do contrato futuro objeto) no mesmo dia.

IRRF: Recolhimento
Day Trade: alíquota de 1,0% (valor mínimo: qualquer valor devido será retido e recolhido)
Operações normais: alíquota de 0,005% (valor mínimo: somente quando a soma dos valores devidos
superar R$1,00 haverá a retenção e o recolhimento)
Responsável pelo recolhimento: instituição financeira
Prazo para o recolhimento: até o 3 dia útil subsequente ao decendio do fato gerador

DARF: pagante de IR
Pagamento: último dia útil do mês subsequente a data da realização da operação
Base de apuração: mensal
DARF: valor mínimo de R$10,00
Isenção: somente para PF nas operações de venda com valor bruto até R$20 mil por mês nos mercados a
vista de ações. Não há isenção para a venda de ações no exercício de opções e ETF e muito menos em
Day Trade

DARF: compensações das perdas


Perdas incorridas: o investidor pode compensar as perdas no próprio mês ou nos meses subsequentes. Só
é possível compensar no mesmo tipo de operação (ex:Day Trade com Day Trade)

Proventos:
JCP: 15% retido na fonte. A PJ, pagadora do dividendo, considera o JCP uma despesa do balanço
Dividendos: tributado diretamente na PJ

CNPI - CB3

Mercado de renda fixa

Conceitos básicos:
Título: obrigação legal assumida entre um investidor e um emissor
Valor de face: quantia principal negociada
Juros ou coupon: pagamentos periódicos feitos ao credor
Principal: base para cálculo de juros
Maturidade ou vencimento: prazo final da obrigação

Tipos de títulos:
Zero coupon: não paga juros periódicos
Pré fixados: paga juros fixou periódicos e taxa de juros conhecida antecipadamente
Pós fixados: paga juros periódicos fixados em função de alguma taxa de mercado (flutuante) conhecida
postecipadamente
Indexados: valor do principal é corrigido de acordo com algum índice (IGP-M, Dólar)
Amortizados: parte do principal é paga antes da data de vencimento

Mercado de títulos públicos e estrutura de negociação:


Negociação de balcão: negociação privativa feita entre duas contrapartes, usualmente envolvendo
operações feitas sob medida
Ativos de bolsas: negociação feita em pregão
Clearing: instituição que assume contraparte (reduz risco de crédito)
Compensação e registro: Atividades de liquidação de operações (Back office)

Estrutura de negociação:
Títulos públicos: mercado de balcão, SISBEX (títulos públicos federais apenas), CetipNet, tesouro direto
(pessoas físicas)
Títulos privados: mercado de balcão, CetipNet, Bovespa Fix, soma Fix

Tesouro Direto:
Programa de venda de títulos públicos desenvolvido pelo tesouro nacional e CBLC; direcionado a pessoas
físicas; liquidez das aplicações é garantido pela recompra semanal

Contabilização de ativos (marcação a mercado):


A marcação a mercado visa garantir que os ativos integrantes das carteiras dos fundos sejam valorizados a
preços de mercado, diariamente e de acordo com as melhores metodologias; as instituições participantes
devem utilizar a MaM para todos os fundos de investimento que administram

ETTJ (Estrutura a Termo de Taxa de Juros): taxa básica da economia é a taxa Selic e possui ano base com
252 dias úteis. A taxa overnight, anual efetiva com base n/252, realizada pelo governo em negociações de
seus títulos em mercado secundário
Taxa a vista (spot) ou a prazo (forward)
Taxa a vista Spot: taxa que refere-se a hoje; taxa de retorno equivalente a um título sem pagamento de
cupons para o mesmo período
Taxa a prazo ou forward: taxa que inicia-se em algum tempo futuro; taxa a vista que existirá em um
determinado momento no futuro; taxa spot n períodos, t períodos a frente
Taxa spot x taxa a termo: a partir da curva de taxas spot extrai-se as taxas a termo esperadas ou implícitas

ETTJ Brasil x ETTJ EUA


EUA: é construída com base nos títulos T-Bills, T-Notes e T-Bonds; base é n/360
Brasil: pode ser construída tendo por base as LTN's; na prática utilizam os futuros de DI's; base: n/252

Títulos públicos:
Emissor: tesouro nacional
Objetivo: cobertura de deficits do Tesouro Nacional, rolagem da dívida pública federal e troca de dívidas
renegociadas
Escriturais, nominativos e negociáveis
Principais títulos: LTN, LFT, NTN

LTN: pré fixado; negociados com desconto sobre o valor de face


LFT: pós fixado, zero cupom, valor de face indexado a Selic
NTN-B: pós fixada, juros semestrais, atualizado pelo IPCA
NTN-C: pós fixado, juros semestrais, atualizado pelo IGP-M
NTN-D: pós fixado, juros semestrais, atualizado pelo dólar Ptax
NTN-F: pré fixado, juros semestrais

CDB:
Emissores: bancos comerciais
Investidores: pessoas físicas ou jurídicas
Características: pré ou pós fixado, garantidos pelo FGC, prazo mínimo com base remuneração

Letra Hipotecária (LH): títulos lastreados em créditos imobiliários


Emissores: instituições financeiras autorizadas a conceder créditos imobiliários (recursos do SFH)
Características: pré ou pós fixado (TR, DI, TJLP); escritural, nominativa e negociável; sem IR (se investidor
pessoa física); prazo mínimo de 180 dias; rentabilidade é vinculada ao valor nominal do financiamento
imobiliário, ajustado pela inflação ou variação do CDI

Letras de câmbio: são títulos nominativos, com prazo de vencimento determinado; são emitidas (sacadas)
pelos financiados dos contratos de crédito, sendo aceitas pelas instituições financeiras participantes da
operação; posteriormente vendidas a investidores; é o principal funding para operações de financiamento de
bens duráveis realizadas pelas sociedades financeiras

Debentures: sujeito a registro na CVM para emissão; buscam obter recursos de médio e longo prazo para
financiar as suas atividades ou quitar dívidas; é pré ou pós fixado; podem ser conversíveis em ações da
emitente; e pode ou não possuir garantia
Vantagens: por ser um título de longo prazo, em geral apresenta custos de captações menores; empresas
podem incluir cláusulas que tornem a debenture mais atrativa para os compradores (ex:participação nos
lucros, conversibilidade, repactuações, etc...)
Garantias:
Garantia real: direitos do investidor são garantidos por um ativo da empresa; estes ativos não podem ser
negociados até que as obrigações sejam quitadas por completo; o valor da emissão está limitado a 80% do
valor do ativo que a garante
Garantia flutuante: investidor tem privilégio sobre os bens da empresa sem que com isso este deixe de ser
negociado; o valor da emissão da debenture está limitado a 70% do valor contábil do ativo dado em
garantia
Garantia sem preferência ou quirografaria: não há qualquer garantia real para o investidor; em caso de
falência concorre em igualdade com os demais credores; emissão está limitada ao valor do capital social da
empresa que emitiu
Garantia subordinada: debentures sem garantia podem contar com cláusulas de subordinação; garante a
preferência somente em relação aos acionistas; inexistência de limite para a emissão

Tipos de debentures:
Simples
Conversíveis: podem conter uma opção de conversão na data do exercício; através da qual é possível trocar
as debentures por ações da cia; o investidor deixa de ser um credor para ser um acionista da empresa; a
conversão não é obrigatória

Rentabilidade e negociação: a rentabilidade da aplicação em debenture é definida pela combinação de duas


variáveis: a valorização do título e os juros podem ser pagos em períodos definidos. Apesar de poderem ser
negociadas em bolsa, na maioria das vezes são negociadas em mercado de balcão

SND (Sistema Nacional de Debentures)


Função: manter registros e cadastros de todas as debentures emitidas e negociadas no mercado; agilizou a
tarefa de processar eletronicamente o registro, a custódia e a liquidação financeira das operações com
debentures

Notas Promissórias ou Commercial Papers


Formas de captação de recursos a curto prazo; podem ser emitidas por sociedades por ações; títulos de
dívida que podem ou não possuir garantia; remuneração é geralmente pré fixada mediante um desconto
sobre o valor de face do título; no mercado brasileiro pode ser pré ou pós fixado; prazo mínimo de 30 dias;
prazo máximo depende da estrutura societária da empresa (de capital fechado = 180 dias e de capital
aberto é de 360 dias); podem ser negociadas no mercado secundário

Agente Fiduciário: é o representante dos debenturistas; deverá ser uma instituição financeira para as
debentures negociadas no mercado de valores mobiliários.
Entre os seus deveres: proteger os direitos e interesses dos debenturistas; renunciar a função, na hipótese
de conflito de interesses

Assembleia de debenturistas:
A assembleia pode ser convocada pelo agente fiduciário, pela cia emissora e por debenturistas que
representem 10%, no mínimo, dos títulos em circulação

Rating:
Conceitos: avaliação do risco de crédito; é uma estimativa de probabilidade de inadimplencia futura. As
agências de Ratings analisam as informações financeiras das emissoras e a fim de determinar uma
classificação de crédito para seus títulos
Processo de rating
Análise quantitativa: análise financeira; fundamenta-se nos relatórios financeiros da empresa (múltiplos)
Análise qualitativa: preocupa-se com a qualidade de gestão; competitividade da empresa com sua indústria;
crescimento esperado da indústria; vulnerabilidade a mudanças tecnológicas, regulatorias e de relações
trabalhistas.

Fatores para o rating: 4 C's


Caráter do emissor: histórico de crédito
Capacidade de pagar: análise financeira do emissor
Colateral dado: garantia específica dada no título
Covenants da emissão: direitos e deverá contidos na escritura

Classificação:
Investment Grade: apresentam uma alta probabilidade de pagamento dos juros e devolução do valor
principal no vencimento
Non-investment grade (junk Bonds): apresentam um risco significativo de não pagamento dos juros ou do
valor principal no vencimento (ou ambos); tipicamente oferecem retornos maiores do que títulos
equivalentes que tenham uma classificação de crédito superior; cada agência de rating possui uma escala
própria

Agências de Rating
A relação de Ratings e preços dos papéis analisados é direta - quanto mais alta a qualidade do papel, mais
alto o seu preço
Quando há um downgrade no rating do papel, sua taxa de retorno exigida aumenta - para compensar os
investidores pelo elevado risco, e consequentemente seu preço cai

Processo de precificação de títulos de RF


Estimar o fluxo de caixa da vida do título: cupom de pagamentos (juros) e retorno principal
Determinar a taxa de desconto apropriada: baseada no risco (incerteza) de recebimento do fluxo de caixa
estimado
Calcular e somar o valor presente dos fluxos de caixa estimados

Medidas de retorno de RF
Taxa de cupom = juros pagos
Current yield = pagamento anual de cupom / preço do título
Yield to Maturity (YTM ou TIR)

Ágio e Desagio:
Ágio (prêmio): YTM < taxa de cupom do título e preço de mercado > valor nominal
Deságio (desconto): YTM > taxa de cupom do título e preço de mercado < valor nominal

Tipos de Duration:
Macaulay duration: informa sobre um prazo (em anos) - média ponderada dos fluxos em relação ao VP
Modified Duration: informa sobre sensibilidade, mas obtida analiticamente (fórmula). Considera em seu
cálculo a taxa de juros, cupons pagos e o valor do título
Effective Duration: informa sobre sensibilidade, mas obtida numericamente
Convexidade é utilizado como uma medida de correção em função da limitação da duration
Características de Duration: os títulos "zero-cupom" possuem duration = tempo de maturidade
Relação de Duration com:
Taxa de juros - inversa
Prazo do título - direta
YTM - inversa
Tamanho do cupom - inversa
Frequência de pagamento de cupons - inversa

Tributação de RF - Fato Gerador


Recebimento do rendimento, resgate (venda), recebimento de juros e conversão de debentures em ações

Base de cálculo:
Diferença positiva entre o valor de venda e o valor da aplicação, líquido de IOF; os rendimentos periódicos
e/ou qualquer remuneração adicional são tributados na fonte por ocasião de seu pagamento / crédito,
aplicando-se as alíquotas previstas anteriormente, conforme a data de início da aplicação ou de aquisição
do título ou valor mobiliário

Tributação: ganho de capital: LCA, LH, CRI e outros títulos: paga-se sobre as operações que não forem
levadas a vencimento a alíquota de 15%

CNPI - CB4

Derivativos
É um instrumento financeiro, cujo preço deriva de um ativo ou instrumento financeiro de referência (ativo-
objeto). Seu mercado é de liquidação futura e podem ser segmentados em futuros, termo, swaps e opções

Derivativos
Futuro: foram desenvolvidos para satisfazer as necessidades de fixação dos preços dos produtores e
comerciantes de produtos agrícolas. Negociados em bolsa
Termo: contrato similar ao futuro quanto a existência de compromisso para comprar e vender um ativo por
determinado preço em data futura. Negociado em balcão, acordo privado.
Swap: acordo entre duas partes para trocar fluxos de caixa no futuro. Acordo define as datas que os fluxos
de caixa serão pagos e a forma de cálculo.
Opção: contrato que estabelece um direito de comprar ou vender um ativo a um preço estabelecido em data
futura. Negociados em bolsa ou balcão.

Características de contratos futuros: acordo entre vendedor e comprador para entregar e receber certa
quantidade de um ativo por determinado preço para liquidação em uma data futura; contratos são
padronizados negociados em bolsa; permite a reversão da posição a qualquer momento por meio de
operação inversa; os contratos futuros se encerram por liquidação financeira (mais comum) e liquidação
física (entrega do ativo).

Preço futuro e preço a vista: preço futuro (F) = preço a vista acrescido da taxa de juros livre de risco
(assumindo-se que a taxa de juros livre de risco é constante e igual para todos os vencimentos).
Conceito de base: há convergência do preço futuro ao preço a vista quando se aproxima o mês de
vencimento do contrato
Principais contratos futuros:
DI1: DI de 1 dia - valor do contrato: R$100 mil no vencimento
DÓL: dólar comercial - valor do contrato: US$50 mil
IND: Bovespa - valor do contrato: R$1 por ponto de índice
DDI e FRA: cupom cambial sujo e cupom cambial limpo - valor do contrato: PU multiplicado pelo valor do
ponto US$1,00.

Operações em bolsa - definições importantes


Clearinghouse: câmara de compensação; todo vendedor vende para a clearing; todo comprador compra da
clearing
Margem de garantia: para operar na bolsa todo investidor deve depositar margem de garantia a fim de cobrir
suas obrigações
Ajustes diários: marcação a mercado, redução de risco de crédito

Mercado a termo: acordo particular de compra e venda de um ativo em uma data futura, por preço
previamente estabelecido; as partes liquidarão a operação pela entrega física ou pela financeira na data do
vencimento; maior flexibilidade - partes negociam entre si o valor do contrato, características do ativo e
vencimento; possuem menor liquidez comparados aos contratos futuros; o preço de mercado a termo é
estabelecido adicionando-se ao preço a vista a expectativa de juros, ficada livremente no mercado, pelo
prazo de contrato (equivalente aos futuros).

Swap:
Contrato que estabelece a troca de fluxo de caixa e risco entre empresas/investidores;
O valor inicial e a data de vencimento são livremente pactuados entre as partes;
A liquidação pode ser feita no vencimento, com ajuste periódico ou antecipado;
Swap possui características semelhantes ao contrato a termo;
No vencimento, calcula-se a variação dos indexadores (ativo e passivo) e a liquidação se da pela diferença
dos fluxos;
O swap pode ser considerado uma carteira de contratos a termo;
Contrato a termo pode ser visto como exemplo simples de swap (única data de vencimento);
Swap compete e complementa outros instrumentos de gestão de risco, como futuros e opções;
Termo: taxa pré e uma data futura;
Swap: pode trocar dois fluxos de caixa com taxa pós (ex: CDI x IPCA) em várias datas futuras

Sistema de proteção contra riscos financeiros (swap na Cetip)


Swaps são negociados no balcão e bolsa, em sistemas eletrônicos; na Cetip os contratos de swap são
negociados sem garantia, através do sistema de proteção contra riscos financeiros - SPR - desde 1994
No SPR, podem ser registrados os seguintes tipos de contratos de swap: simples, com prêmio, com
barreiras e opções sobre swap

Opções - características:
Contrato entre partes através do qual o comprador (titular) tem o direito de negociar uma determinada
quantidade de um ativo-objeto por um preço previamente estabelecido (preço de exercício ou strike) até (ou
numa) data no futuro (data de vencimento);
Para ter este direito, o comprador paga um valor (prêmio da opção) ao vendedor (lançador);
Em contrapartida, o vendedor recebe o prêmio e tem a obrigação de honrar os termos pré estabelecidos
caso lhe seja solicitado
Tipos de opções:
Call (opção de compra): proporciona a seu titular (o comprador) o direito de comprar um ativo por certo
preço até uma determinada data
Put (opção de venda): da a seu titular o direito de vender um ativo determinado preço até uma certa data

Tipos de opções:
Europeia: seu exercício é permitido somente na data do vencimento
Americana: seu exercício é permitido em qualquer período entre a sua compra e a data de vencimento
No Brasil (para ações) - puts são usualmente europeias e calls americanas
O preço de exercício é ajustado a pagamentos de dividendos

Tipos de opções:
Comprador (titular) - tem o direito de comprar call e o direito de vender put
Vendedor (lançador) - tem obrigação de vender call e obrigação de comprar put

Opção de compra coberta: É uma posição long em um determinado ativo, juntamente com uma short call.
O termo coberto significa que a ação cobre a obrigação inerente assumida quando se vende a opção de
compra
Motivação: investidor acha que o valor de uma ação não vai subir (no CP) e ele quer aumentar sua renda
coletando prêmios de opção de compra

Financiamento de um ativo: vender uma opção de compra do ativo na mesma quantidade que possui do
ativo; potencial de lucro limitado e o investidor espera que de exercício; preço do ativo fique acima do preço
de exercício da opção que foi vendida na data do exercício

Compra de volatilidade (long stradlle):


Compra de uma opção de compra de um preço de exercício qualquer + compra de uma opção de venda
com preço de exercício igual;
Ambas do mesmo ativo e vencimento;
O investidor espera que o ativo se mova acentuadamente em qualquer direção (alta volatilidade);
Prejuízo limitado, lucro ilimitado

Venda de volatilidade:
Venda de uma call + venda de uma put, ambas de mesmo exercício e mesmo vencimento;
O investidor espera que ativo mantenha-se estável até a data do exercício (baixa volatilidade);
Lucro limitado, prejuízo ilimitado

Box: objetiva ganhar taxa de juros, é considerado operação de renda fixa; compra call de exercício menor e
vende call de exercício maior, ambas do mesmo vencimento; compra put de exercício maior e vende put de
exercício menor; resultado: exerce ou será exercido de modo que comprara ativo 1 e exerce ou será
exercido de modo que venderá ativo 2.

Prêmio da opção: valor intrínseco e temporal


O valor (prêmio) de uma opção pode ser dividido em duas partes: valor intrínseco (= preço do ativo - preço
do exercício) e valor temporal (=valor real - valor intrínseco)

Moneyness
Opções at-the-money: preço de exercício = preço a vista do ativo objeto
Opções in the money: opção de compra: preço exercício < preço a vista; opção de venda: preço exercício >
preço a vista; opção tem valor intrínseco
Opções out of the money: opção de compra: preço exercício > preço a vista; opção de venda: preço
exercício < preço a vista; opção não tem valor intrínseco

Precificação de opções - componentes de valor:


In the money: gera fluxo de caixa positivo se exercida imediatamente
Valor da opção = valor intrínseco + valor temporal

Modelos de precificação de opções:


Objetivo: determinar preço teórico para as opções
Modelos: binomial e Black-Scholes

Opção - Fatores determinantes


Antes do vencimento, existem seis fatores que afetam diretamente o preço de uma opção: o preço corrente
do ativo-objeto, o preço de exercício, o tempo até o vencimento da opção, a volatilidade do ativo-objeto, a
taxa de juros livre de risco, os dividendos esperados durante a vida da opção

Definições das Gregas:


Delta: taxa de variação do preço da opção em relação ao preço do ativo objeto
Gamma: taxa de variação do Delta em relação ao preço do ativo-objeto
Theta: taxa de variação do preço da opção ao longo do tempo
Vega: taxa de variação do preço da opção com relação a volatilidade do ativo objeto
Rhô: taxa de variação do preço da opção com relação a taxa de juros livre de risco

Hedge e alavancagem:
Hedge - proteção contra oscilações
Alavancagem - aumenta as possibilidade de lucro e de perdas numa posição

Riscos com derivativos: Risco de taxa de juros, risco de base, risco de financiamento, risco de crédito e
volatilidade

Sistemas de compensação e de liquidação de operações


As atividades de registro, compensação e liquidação e gerenciamento de riscos são operacionalizadas por 3
clearings: de câmbio, de ativos e de derivativos, que tem seu próprio regulamento de operações

Margem de garantia:
Depósitos de ativos a fim de assegurar liquidação financeira, da garantias adicionais, valor da margem varia
de acordo com as variáveis envolvidas
Aceitação automática sem desagio, aceitação automática sujeita a desagio e aceitação sob consulta a
desagio

CNPI - CB5

Conceitos econômicos

Variáveis econômicos fundamentais: PIB, nível de renda, nível de emprego e salários


PIB: é o valor, em moeda, dos bens e serviços finais produzidos dentro de uma economia num determinado
período; é a soma do valor adicionado na economia em dado periodo; é a soma das rendas na economia
em determinado periodo; omite os rendimentos líquidos do resto do mundo, medindo apenas o produto
gerado pelos fatores dentro do país

PNB (Produto Nacional Bruto): acrescenta-se os rendimentos líquidos dos brasileiros residentes no resto do
mundo ao PIB; representa o total da produção de uma nacionalidade, independentemente do país que
ocorreu a produção

Produção industrial e agrícola: pesos aproximados: produção industrial 60%; serviços 30%; produção
agrícola 10%

Nível de emprego e renda


Renda nacional: terra, capital e trabalho;
Renda pessoas vs renda pessoal disponível (renda pessoal após tributação);
Emprego e desemprego são os fatores mais importantes do desempenho econômico;
O emprego cai com a produção durante as recessoes e aumenta durante as recuperações;
Força de trabalho = número de pessoas de 16 ou mais anos de idade que estão trabalhando ou
desempregadas;
Taxa de desemprego

Políticas econômicas:
Y = C + G + I + NX
Y = renda agregada como medida do PNB
C = consumo das famílias
G = gasto líquido dos governos
I = investimento das empresas
NX = exportações líquidas
Estas componentes são respectivamente definidos pelas políticas fiscal, monetária e cambial

Política monetária - definição


É a atuação das autoridades monetárias por meio de instrumentos de efeito direto ou induzido, com o intuito
de: controlar a liquidez global do sistema econômico e manter a quantidade de moeda em circulação
compatível com a estabilidade do nível geral de preços, crescimento da produção e estabilidade cambial

Política monetária - objetivos:


Estabilidade de preços: controle da inflação;
Crescimento e desenvolvimento econômico;
Maior nível possível de emprego e manutenção de sua estabilidade;
Equilíbrio em transações econômicas com o exterior;
Política eqüitativa de distribuição da riqueza

Política monetária - instrumentos:


O Bacen controla a expansão (ou contração) dos meios de pagamento através de: operações de mercado
aberto (open market), taxa de depósitos compulsórios e taxa de redesconto

Política monetária expansionista:


Diminuição do recolhimento compulsório;
Diminuição da taxa de redesconto;
Compra de títulos públicos.

Política monetária contracionista:


Aumento do recolhimento compulsório;
Aumento da taxa de redesconto;
Venda de títulos públicos.

Copom:
Objetivos: estabelecimento das diretrizes da política monetária e definição da taxa de juros
Composição: oito membros da diretoria colegiada do BC com direito a voto e presidida pelo presidente do
BC

Objetivos do Copom: formalmente, os objetivos são: implementar a política monetária, definir a meta da taxa
Selic, analisar o relatório de inflação

Política Fiscal
É a manipulação dos tributos e dos gastos do governo para regular a atividade econômica;
Política usada para neutralizar as tendências a depressão e a inflação;
A política fiscal pode ser um instrumento de política econômica para compensar os efeitos da política
monetária;
Tanto G (gastos do governo) quanto T (tributação) são consideradas variáveis exógenas a equação da
demanda agregada

Política fiscal expansionista:


Aumento dos gastos públicos;
Diminuição da carga tributária;
Aumento das transferência (ex:bolsa família)

Política Fiscal contracionista:


Diminuição dos gastos públicos;
Elevação da carga tributária;
Extinção de transferências (ex:leve leite)

Necessidade de financiamento do setor público:


Superávit primário: mede o saldo da receita fiscal corrente (T) menos os gastos públicos correntes
NFSP: soma do superávit primário (sinal negativo) e do pagamento dos juros nominais da dívida pública

Dívida pública:
É a dívida pública do Tesouro Nacional;
Representa a somatória dos débitos com entidades financeiras do próprio país (débitos são resultantes de
empréstimos e financiamentos contraídos por um governo)

Política cambial:
Atuação de autoridade monetária na administração dos ativos em moedas estrangeiras;
É fortemente associada a política monetária;
Em regime de flutuação suja o Banco Central intervém no mercado
Se a taxa de câmbio cai, o dólar aprecia;
Se a taxa de cambia sobe, o dólar deprecia;
A desvalorização torna o produto doméstico mais barato podendo estimular estimular as exportações e
restringir as importações

Swap cambial reverso:


BC assume posição compradora de dólares e fica beneficiário da variação cambial positiva enquanto os
bancos assumem posição vendedora de dólares e ficam beneficiários da remuneração com juro;
Quando o Bacen vende swap cambial reverso, o governo pretende estabilizar o real spot e aumentar o
preço do dólar futuro

Balanço de pagamentos: É composto por três contas:


Transações correntes, conta de capital e financeiro e erros e emissões

Dívida externa: soma dos débitos de um país: resultantes de empréstimo e financiamentos contraídos no
exterior pelo próprio governo, por empresas estatais ou privadas;
Recursos podem ser provenientes de: governos, entidades financeiras internacionais e bancos ou empresas
privadas

Reservas internacionais:
É o total de moeda estrangeira mantido pelo BC;
Representa a capacidade do país de pagar prontamente;
Permite aos países financiar deficits temporários em seus balanços de pagamento;
O BC classifica nossas reservas de duas maneiras: reservas de caixa e reservas de liquidez

Tipos de inflação:
Inflação de demanda: excesso de demanda agregada em relação a produção disponível de bens e serviços
na economia
Inflação de custos: condições de oferta de bens e serviços na economia
Inflação inercial: função da inflação passada
Inflação estrutural: causada por pressões de custos decorrentes de questões estruturais como agricultura,
infra-estrutura e comércio internacional

Taxa de juros real e nominal:


Juros Nominal: preço do dinheiro no tempo; taxa que os bancos estão dispostos a pagar aos aplicadores por
diversos tipos de investimento; taxa que define o custo do empréstimo para os tomadores de recursos
Juros real: corrige a taxa nominal; taxa de desconto descontada a taxa de inflação

IPCA: calculado pelo IBGE - varejo


Pesquisa composta de famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas;
O período de coleta vai do primeiro dia do mês ao ultimo dia do mês de referência e a divulgação ocorre
próxima ao dia 15 do mês posterior

INPC: calculado mensalmente pelo IBGE


Pesquisa - composta por famílias que ganham de 1 a 5 salários mínimos nas regiões metropolitanas. É
calculado no mês cheio

IGP-M: calculado pela FGV - atacado


Mesma ponderação do IGP-DI, mas do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês corrente
IGP-DI: calculado pela FGV - atacado
É calculado no mês cheio e a média ponderada dos seguintes índices (IPA 60%), IPC (30%) e INCC (10%).

IGP-10: calculado pela FGV - atacado


Mesma ponderação do IGP-DI mas do dia 11 do mês anterior ao dia 10 do mês corrente

TAxa Básica Financeira (TBF)


Metodologia de cálculo: amostra das 30 maiores instituições financeiras do país; apura-se a remuneração
mensal média dos CDB/RDB prefixados de 30 a 35 dias corridos ao longo de um semestre civil; descartam-
se as duas maiores e as duas menores taxas

Taxa Referencial:
Seu cálculo tem como base o valor da TBF sobre o qual é aplicado um redutor definido pelo governo; define
o rendimento da poupança, alguns financiamentos rurais e contratos diversos

Taxa de Juros de Longo Prazo:


Criada em 1994;
Finalidade de estimular os investimentos nos setores de infra-estrutura e consumo;
Incide sobre os financiamentos concedidos pelo BNDES, substituindo a TR;
Seu cálculo baseia-se na meta de inflação pro rata para os próximos 12 meses e o prêmio risco Brasil;
Periodicade de vigência e de recalculo: trimestre civil

Taxa Selic:
Taxa básica da economia e referência para as demais taxas do mercado

Taxa CDI e o mercado interfinanceiro: CDI's são instrumentos financeiros, escriturais e nominativos que
possibilitam a troca de recursos entre instituições financeiras;
O CDI, como indexador, é a média das taxas das operações realizadas entre as instituições financeiras a
cada dia;
Pode ser calculada diariamente e sua taxa é expressa ao ano, considerando 252 dias úteis.

Ptax: taxa de câmbio calculada ao final de cada dia pelo BC. É a média das taxas de câmbio para venda, do
dia anterior no mercado interbancário de câmbio

IBX50 e IBX: rebalanceada a cada quatro meses; o peso na carteira é ponderado pelo valor de mercado das
empresas

CNPI - CB6

Ética e relacionamento

Objetivos do código:
1- o fortalecimento da profissão do analista, através do incentivo a:
Sua continuai capacitação técnica;
Seu comprometimento com a independência e objetividade das análises;
Seu compromisso com a condução de suas atividades sempre de forma diligente, buscando elevar o nível
de excelência nos mercados;
Seu respeito aos demais analistas, suas opiniões e análises;
Seu respeito ao investidor de forma a sempre privilegiar os interesses deste
2 - a aderência as normas, em especial as referentes a atividade do analista
3 - o fortalecimento da autoregulação
4 - a integridade dos mercado de capitais

Princípio gerais: no exercício de sua profissão, o analista deve aderir aos seguintes princípios gerais:
1 - honestidade, integridade e equidade
2 - prudência e diligência
3 - independência e objetividade
4 - competência profissional
5 - cumprimento das leis e normas

Potenciais situações de conflitos de interesses:


Art.3: é vedado ao analista aceitar benefícios que de alguma forma possam ter por objetivo influenciar suas
análises

Art.4: demais situações nas quais surja um conflito ou aparência de conflito de interesses devem ser
claramente explicitadas para o investidor o analista deve incluir em seu relatório de possui assento em
conselho de cias abertas, se possui participação relevante em cias concorrentes de emissores por parte do
analista e instituição com a qual mantém vínculo e contratos relevantes firmados com as cias emissores
devem tb ser explicitados

Art.5: o analista deve zelar pela idoneidade e fidedignidade de suas informações estando pronto para
apresentar fontes e bases metodológicas das análises (arquivos que dêem suporte as conclusões em
relatórios devem ser disponibilizados a instituição empregadora para a guarda por período de 5 anos.

Art.6: no uso de fontes secundárias, o analista deve formar uma convicção de que tais fontes são seguras

Art.7: dentre outras ações, o analista que se utilizar do trabalho do outro analista, assume a plena
responsabilidade pelo cumprimento, nos relatórios de análise, do conjunto das exigências do presente
código.

Art.8: é vedada a utilização de trabalhos, conceitos, textos, números ou qualquer material produzido por
terceiros, sem a citação da fonte (plágio) (não se aplica quando o material utilizado for da própria instituição
com a qual o analista mantenha vínculo)

Art.9: o analista deve divulgar os resultados de suas análises e suas opiniões com clareza e precisão, sem
omissão de informações relevantes e com a separação entre fatos o opiniões, de forma a não induzir o
investidor a erro ou interpretação equivocada

Art.10: no caso específico dos relatórios de análise, deve haver especial diligência no atendimento as
exigências regulamentares.
Parágrafo único: o analista deve fixar critérios claros para as recomendações/ratings/preços alvo dos
relatórios de análise e mapas de ações, tais como o significado de compra, venda, manutenção e
assemelhados, assim como composição de taxas de desconto utilizadas

Art.11: em qualquer circunstância, cabe ao analista, o dever de resguardar sua independência e objetividade
frente a influências externas ou internas a instituição em que atue. (É comum que o analista se ache em
uma situação de discordância em relação a posição institucional. Nessas circunstâncias não há uma
obrigatoriedade de divulgação de posição discordante)

Art.12: o analista deve conhecer e manter-se atualizado acerca das normas, regulamentações e leis
aplicáveis a sua atividade. Deve ainda zelar pelo cumprimento de tais normas

Art.13: são condições necessárias para atestar o conhecimento normativo: aprovação no exame do CNPI e
a participação no programa de educação continuada.

Art.14: ao zelar pelo cumprimento da norma, o analista deve: abster-se de praticar atos em desconformidade
com as normas vigentes, desencorajar outros de fazê-lo e dissociar-se de quem o faça.
Parágrafo único: a ausência de políticas e procedimentos adequados ou o não cumprimento de
determinações da CVM ou da Apimec pela instituição a qual o analista mantém vínculo não exime o analista
de suas obrigações perante o presente código.

Art.15: a busca e o uso de informação privilegiada são vedados ao analista. (Consideram-se informações
privilegiadas aquelas que sejam relevantes e não tenham sido divulgadas para o público em geral)

Art.16: o analista deve distinguir entre a divulgação ao público em geral, feita por um canal público e a
disseminação para um conjunto determinado de pessoas, por exemplo, um conjunto de analistas em um
conference call, ou reunião restrita
Parágrafo único: caso uma informação relevante seja divulgada em ambiente restrito, o analista deve abster-
se de utilizar da informação e alertar o emissor da necessidade de proceder a uma divulgação pública.

Art.17: situações que possam dar margem a exposição a informações privilegiadas devem ser evitadas

Art.18: no curso de suas análises ou a partir de contatos com os emissores, os analistas podem chegar a
conclusões sobre a situação presente ou futura do emissor que tenham impacto sobre decisões de
investimento.
Tais conclusões não podem ser consideradas informação privilegiada, conquanto sejam fruto do julgamento
do analista

Art.19: o analista deve se abster de práticas que possam ferir a integridade dos mercados ou de seus
participantes.

Art.20: é vedado ao analista disseminar informação falsa, repercutir rumores, exagerar sobre fatos ou ainda
dar opinião diversa da constante do seu relatório de análise divulgado publicamente, acerca do mesmo
emissor e seus valores mobiliários

Art.21: é vedada ao analista a crítica sem bases reais ou a difamação de outros analistas e demais
profissionais de investimento, devendo as eventuais discordâncias ser tratadas de forma judiciosa e com o
devido respeito profissional

Art.22: o analista deve colocar o interesse do investidor acima de seus próprios interesses ou dos interesses
da instituição com a qual mantenha vínculo.

Art.23: o analista deve tratar os investidores de forma equitativa


Art.24: é dever do analista buscar permanentemente o aprimoramento técnico. (O analista que não tenha
obtido as certificações poderá participar da elaboração e assinatura de relatórios de análise, desde que seja
acompanhado de, ao menos, um analista certificado.

Art.25: o exercício pleno da condição de analista de valores mobiliários depende do prévio credenciamento
do profissional junto a Apimec

Art.27: para o credenciamento será necessário: a aprovação nos exames, o preenchimento de formulário de
cadastro próprio, a assinatura do termo de adesão ao presente código, a assinatura de documento
atestando que o postulante não foi condenado por uma série de crimes.

Art.28: o analista deve estar adimplente com suas obrigações frente a Apimec e as condições de
manutenção de sua certificação e credenciamento, inclusive com o pagamento de taxa de fiscalização para
o exercício de sua atividade.

Art.29: o analista pode suspender seu credenciamento por período de três anos, ficando livre do pagamento
das taxas e das demais responsabilidades previstas no presente código

Art.30: o analista que for designado como diretor responsável por pessoa jurídica administradora de carteira
de valores mobiliários, deverá solicitar a suspensão de seu credenciamento por tempo indeterminado

Art.31: a supervisão da atividade do analista e dos relatórios de análise, assim como a apuração de
eventuais descumprimentos ao presente código, seu julgamento e aplicação de penalidades seguirão o
disposto no código dos processos da Apimec.

Front Runner: determinação dada ao profissional que opera para benefício próprio (com acesso a novas
informações) antes de operar para seus clientes ou empregador; interesses pessoais acima de clientes -
violação do dever fiduciário

Relacionamento

Divulgação e confidencialidade de informações:


Cabe as instituições financeiras adotar as medidas que preservem a integridade, a confiabilidade, a
segurança e o sigilo das transações realizadas, assim como a legitimidade dos serviços prestados, em face
dos direitos dos clientes e dos usuários, devendo, quando for o caso, informa-los dos riscos existentes;
Fica vedado as instituições expor, na cobrança da dívida, o cliente ou o usuário a qualquer tipo de
constrangimento ou ameaça

Identificação de clientes e manutenção de registros:


As empresas devem: identificar seus clientes; manter registro de toda transação em moeda nacional ou
estrangeira; atender as requisições formuladas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades
Financeiras); comunicar as autoridades competentes atividades suspeitas, sem dar ciência de tal ato aos
clientes envolvidos

Exemplos de comunicação de operações suspeitas e atípicas:


Transações em moeda nacional ou estrangeira igual ou superior a R$10 mil;
Grandes ou frequentes transações internacionais;
Numerosas contas correntes;
Cheques com grandes quantias na abertura de contas

Políticas e procedimentos de prevenção - resumo


Os agentes econômicos são obrigados a: identificar clientes e manter cadastros atualizados; registrar todas
as transações acima de determinado limite; comunicar as operações suspeitas aos órgãos competentes

Lavagem de dinheiro: lavar recursos é fazer com que produtos de crime pareçam ter sido adquiridos
legalmente
Processo dinâmico com três etapas: colocação ou omissão, cobertura ou ocultação e integração

Segregação de atividades (Chinese Wall):


Procedimentos e políticas internas de uma instituição;
Barreira a comunicação entre diferentes indivíduos ou setores de uma mesma instituição (insider trading);
assegura o cumprimento da legislação vigente; evita conflitos de interesse entre o que é melhor para a firma
e para o cliente

Instrução CVM 483/10: dispõe sobre a atividade do analista de valores mobiliários

ICVM 483/10 - Definição:


Analista de valores mobiliários é a pessoa natural que, em caráter profissional, elabora relatórios de análise
destinados a publicação, divulgação ou distribuição a terceiros, ainda que restrita a clientes;
Relatórios de análise significa quaisquer textos, relatórios de acompanhamento, estudos ou análises sobre
valores mobiliários específicos ou sobre emissores de valores mobiliários determinados que possam auxiliar
ou influenciar investidores no processo de tomada de decisão de investimento. (Não se aplica a pessoas
naturais ou jurídicas que desenvolvam atividades de classificação de risco)

ICVM 483/10 - modalidades


A atividade de analista de valores mobiliários pode ser exercida nas seguintes modalidades: autônoma;
vinculada a instituição integrante do sistema de distribuição ou a pessoa natural ou jurídica autorizada pela
CVM; vinculada a PJ que tenha em seu objeto social exclusivamente a atividade de análise de valores
mobiliários

ICVM 483/10 - vedações: é vedado ao analista de valores mobiliários:


Emitir relatórios de análise com a finalidade de obter, para si ou para outrem, vantagem indevida;
Omitir informação sobre conflito de interesses;
Negociar, direta ou indiretamente, em nome próprio ou de terceiros, valores mobiliários objeto dos relatórios
de análise que elabore ou derivativos lastreados em tais valores mobiliários por um período de 30 dias
anteriores e 5 dias posteriores a divulgação do relatório de análise sobre tal valor mobiliário ou seu emissor;
Negociar, direta ou indiretamente, em nome próprio ou de terceiros, valores mobiliários objeto dos relatórios
de análise que elabore ou derivativos lastreados em tais valores mobiliários em sentido contrário ao das
recomendações ou conclusões expressas nos relatórios de análise que elaborou por 6 meses contados da
divulgação de tal relatório ou até a divulgação de novo relatório sobre o mesmo emissor ou valor mobiliário

ICVM 483/10 - normas de conduta


O analista de valores mobiliários deve agir com probidade, boa fé e ética profissional, empregando na
atividade todo cuidado e diligência esperados de um profissional em sua posição.
Declarar sempre: que suas recomendações refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais e que
foram elaboradas de forma independente

ICVM 483/10 - possíveis conflitos de interesses


Qualquer dos analistas envolvidos na elaboração do relatório tenha vínculo com pessoa natural que trabalhe
para o emissor objeto do relatório de análise, esclarecendo a natureza do vínculo;
Qualquer dos analistas envolvidos envolvidos na elaboração seja seu cônjuge ou companheiro;
A remuneração do analista de valores mobiliários seja, direta ou indiretamente, influenciada pelas receitas
provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela pessoa a que esteja vinculado.

CNPI - CB7

Conteúdo brasileiro - governança corporativa

Governança Corporativa: é um sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os
acionistas e cotistas, CA, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal
A análise das práticas de governança corporativa aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente:
transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas

Novo mercado e níveis diferenciados de governança corporativa:


Em ordem decrescente de exigência de práticas de governança: NM, nível 2 e nível 1
Objetivos: incentivar e preparar gradativamente as cias para aderirem ao NM; melhoria na relação com os
investidores; fortalecer o mercado de capitais; e maior transparência nas informações

Estruturas dos segmentos diferenciados: requisitos adicionais - trinomio - aos exigidos por lei:
Dispersão acionária: liquidez e potencial representação no conselho de administração;
Transparência: fornecimento de informações para acompanhamento e fiscalização
Equidade: maior equilíbrio entre acionistas

IGC - índice de ações com governança corporativa: tem por objetivo medir o desempenho de uma carteira
teórica composta por ações de empresas negociadas no NM ou estar classificadas nos níveis 1 e 2.
Revisões a cada quadrimestre;
Ponderação: multiplicação de seu respectivo valor de mercado por um fator de governança

ITAG - índice de ações com tag along diferenciado: tem por objetivo medir o desempenho de uma carteira
teórica composta por ações de empresas que ofereçam melhores condições aos acionistas minoritários, no
caso de alienação de controle.
Ações para as quais a empresa concede tag along superior em relação a legislação aplicável: ações
ordinárias cujas cias oferecem um percentual maior que 80% de tag along ou ações PN cuja cia oferece tag
along em qualquer percentual

Código de melhorias práticas de governança corporativa:


Princípios básicos: transparência (disclosure), equidade, prestação de contas (accountability),
responsabilidade corporativa

Prazos de convocação de assembleias gerais:


Quando os assuntos objeto de pauta forem complexos, a cia deve convocar a assembleia com antecedência
mínima de 30 dias;
Cias com programas de certificado de depósito de valores mobiliários no exterior, como ADR e GDR,
representativos de ações ordinárias ou de ações preferenciais que detenham direito de voto em
determinadas matérias, devem convocar a assembleia com antecedência mínima de 40 dias.

Acordos de acionistas: a cia deve tornar plenamente acessíveis a todos os acionistas quaisquer acordos de
seus acionistas de que tenha conhecimento, bem como aqueles em que a cia seja interveniente.

Relação de acionistas:
A cia deve adotar e dar publicidade a procedimento padrão que facilite ao acionista obter a relação dos
acionistas com suas respectivas quantidades de ações, e, no caso acionista detentor de pelo menos 0,5%
de seu capital social, de seus endereços de correspondência.

Estrutura e responsabilidade do CA:


O CA deve atuar de forma a proteger o patrimônio da cia, perseguir a consecução de seu objeto social e
orientar a diretoria a fim de maximizar o retorno do investimento, agregando valor ao empreendimento;
O CA deve ter de 5 a 9 membros tecnicamente qualificados, com pelo menos dois membros com
experiência em finanças e responsabilidade de acompanhar mais detalhadamente as práticas contábeis
adotadas

Função, composição e mandato do CA:


O conselho deve ter o maior número possível de membros independentes da administração da cia; para cias
com controle compartilhado, pode se justificar um número superior a nove membros; o mandato de todos os
conselheiros deve ser unificado, com prazo de gestão de um ano, permitida a reeleição.

Participação de preferencialistas no CA:


A cia deve permitir imediatamente que os acionistas detentores de ações preferenciais elejam um membro
do conselho de administração, por indicação e escolha próprias

Presidente do CA e presidente da diretoria:


Os cargos de presidente do conselho de administração e presidente executivo devem ser exercidos por
pessoas diferentes; o CA fiscaliza a gestão dos diretores. Para evitar conflitos de interesses, o presidente do
conselho não deve ser tb presidente da diretoria ou seu principal executivo

Proteção a acionistas minoritários:


As decisões de alta relevância devem ser deliberadas pela maioria do capital social, cabendo a cada ação
um voto, independente de classe ou espécie;
Dentre as decisões de maior importância, destacam-se: aprovação de laudo de avaliação de bens que serão
incorporados ao capital social, alteração do objeto social, redução do dividendo obrigatório, fusão, cisão ou
incorporação e transações relevantes com partes relacionadas

Tag along para cias constituídas antes da lei 10.303/2001


O adquirente é obrigado a fazer oferta pública de aquisição das ações ON integrantes do bloco de controle
por, no mínimo, 80% do preço pago por cada ação de controle.

Tag along para cias constituídas após a lei 10.303/2001


O adquirente deve oferecer o mesmo preço pago pelas ações de controle a todas as classes ou espécies de
ações
Arbitragem para questões societárias:
O estatuto da cia deve estabelecer que as divergências entre acionistas e cia ou entre acionistas
controladores e acionistas minoritários serão solucionadas por arbitragem

Auditoria e demonstrações financeiras: trimestralmente, em conjunto com as demonstrações financeiras, a


cia deve divulgar relatório preparado pela administração com a discussão e análise dos fatores que
influenciaram preponderantemente o resultado, indicando os principais fatores de risco a que está sujeita a
cia, internos e externos.

Composição e funcionamento do conselho fiscal:


O conselho fiscal deve ser composto por, no mínimo, três e, no máximo 5 membros;
Os titulares de ações ON e PN, excluído o controlador, terão direito de eleger igual número de membros
eleitos pelo controlador;
O controlador deve renunciar ao direito de eleger sozinho o último membro, o qual deverá ser eleito pela
maioria do capital social

Recomendação dos auditores:


O documento de recomendações dos auditores deve ser revisado por todos os membros do CA e do
conselho fiscal.